NO TEMPO DA MAXAMBOMBA

Estação de Ponte D’Uchoa

Sentado em um dos bancos da Estação de Ponte D’Uchoa, construída em 1865 e situada em frente ao Colégio Damas, estamos a recordar o tempo distante das maxambombas.

Tudo aqui nos leva a recordação do primeiro trem urbano da América da América do Sul, ou como diríamos nos dias atuais, o nosso primeiro metrô de superfície, surgido naquela tarde de cinco de janeiro de 1867, que veio unir o centro do Recife aos subúrbios mais distantes.

Uma vez mais o transeunte do Recife vai se defrontar com as curiosidades da nossa toponímia e, em vão, irá buscar nos ausentes guias da cidade a origem de tão singular denominação, Ponte D’Uchoa.

Tudo teve seu início quando o senhor do engenho da Torre, Antônio Borges Uchoa, resolveu, logo depois ao término da Guerra Holandesa em 1654, construir uma grande ponte de madeira sobre o rio Capibaribe, entre suas terras e às do Sítio Guardez, localizadas na altura foz do riacho Parnamirim, na hoje Rua Leonardo Cavalcanti.

A partir de então a área passou a ser chamada de Ponte D’Uchoa, conhecida das crônicas e merecendo destaque com o passar do tempo, quando da localização de aprazíveis sítios, possuidores de grandes casas de vivenda, palacetes de dois pavimentos e até uma belíssima capela, construída por Henrique Martins em 1766.

Maxambomba no Cais Martins de Barros

A partir de 1802 foi a estrada suburbana alargada passando a fazer a ligação entre a Boa Vista, a partir do Chora Menino, e as localidades de São José do Manguinho, Ponte D’Uchoa, seguindo em busca do Parnamirim, Casa Forte, Monteiro, Apipucos chegando até o Engenho Dois Irmãos, com ligação com a povoação de Caxangá.

Surgia assim uma das mais agradáveis povoações do Recife, cujo conjunto arquitetônico ainda hoje desperta o orgulho de todos os recifenses, que vêem em Ponte D’Uchoa um dos mais belos conjuntos arquitetônicos de nossa cidade; com destaque para os prédios da Academia Pernambucana de Letras, do Colégio Damas, do palacete da família Baptista da Silva, da concessionária Toyolex, do Museu do Estado e outros exemplares da Avenida Rui Barbosa.

Mas a grande novidade para Ponte D’Uchoa veio acontecer na tarde de cinco de janeiro de 1867…

Como já haviam noticiado os jornais, nas ruas da pacata cidade do Recife, com pouco mais de 116 mil habitantes, passou a circular o primeiro trem urbano da América do Sul; uma espécie dos atuais metrôs de superfície que por muitos anos tornou-se o meio de transporte preferido da maioria dos habitantes.

Explorados pela Brazilian Street Railway Company, empresa dirigida por ingleses, os trens urbanos receberam o apelido de maxambomba e logo uniram o centro do Recife à povoação de Apipucos, estabelecendo assim a “Linha Principal”; que ao chegar à Estação do Entroncamento (hoje praça do mesmo nome), se bifurcava em três ramais: Linha Principal (Dois Irmãos), Caxangá, Arraial (Casa Amarela e Monteiro).

Com o passar dos anos os ramais foram estendidos para Olinda e Beberibe, que tinha seu itinerário através da atual Avenida João de Barro, se bifurcando na Encruzilhada de Belém, com as composições seguindo pela Estrada de Belém (Olinda) e Estrada de Beberibe (hoje avenida).

A primeira linha da maxambomba, entre o Bairro do Recife e a povoação de Apipucos, foi inaugurada em cinco de janeiro de 1867, com a bitola de 1.219 mm (quatro pés), sendo nesse mesmo ano estendida ao bairro Dois Irmãos em vinte e quatro de junho de 1870 e lá até a povoação de Caxangá.

A Linha do Arraial, porém, com destino à Casa Amarela e Monteiro, só veio ser inaugurada em vinte e quatro de dezembro do ano seguinte.

O vocábulo maxambomba, segundo Pereira da Costa, “tem origem fluminense, em cujo estado há uma localidade [hoje Nova Iguaçu] assim chamada”; na antiga cidade de Lourenço Marques (hoje Maputo), capital da República de Moçambique, na África Austral, o vocábulo servia para designar certo tido de transporte coletivo (espécie de micro-ônibus); opinando Antenor Nascentes ter ele origem na corruptela de machine pump (bomba mecânica).

Por sua sonoridade, logo ganhou o folclore sendo cantado nos sambas de então: Moça nenhuma / Me faça tromba/ Qu’eu as embarco / Na maxambomba!

Fundão – Beberibe

O preço da passagem na maxambomba era fixado em 200 réis por cada milha do trajeto e logo foram inaugurados os ramais de Dois Irmãos e Caxangá (1870), Olinda (1870) e Arraial (1871).

Com a construção da ponte Lasserre (Ponte da Capunga), no final da atual Rua Joaquim Nabuco, as composições da maxambomba cruzaram a Estrada Nova de Caxangá (atual Avenida Caxangá) e atingiram à povoação da Várzea (1885).

Outra linha, com bitola de 1,4 metro, foi instalada por uma nova companhia formada por acionistas locais, a Trilhos Urbanos do Recife – Olinda e Beberibe, fazendo uso de locomotivas inglesas da Manning Wardle e carros de passageiros fabricados por John Stephenson, em New York.

A ligação com Olinda, porém, só veio a ser inaugurada em 20 de junho de 1870, fazendo o trajeto através da Estrada de João de Barros passando pela Encruzilhada, seguindo pela Estrada de Belém até atingir Salgadinho, Duarte Coelho e o Carmo. Na mesma época, foi construído outro ramal que, bifurcando na Encruzilhada de Belém, seguia em direção à povoação de Beberibe, passando pelas estações de Ponto de Parada, Arruda, Chapéu de Sol, Água Fria, Porto da Madeira e outras localidades.

Neste mesmo ano de 1870, segundo o relatório da concessionária, o sistema de transportes era composto por cinco locomotivas, onze carros de passageiros e mais cinco outros destinados aos serviços de carga.

A maxambomba, tão integrada à paisagem e ao folclore do Recife, funcionou até 1917 quando a Pernambuco Tramways, adquirindo a “Linha Principal”, consolidou um novo tempo: o tempo do bonde elétrico.

Hoje, porém, no recanto bucólico de Ponte D’Uchoa uma pequena estação, construída em ferro em 1865, recorda aquele tempo distante e desconhecido de grande parte dos recifenses… “o tempo da maxambomba”.

Explorados pela Brazilian Street Railway Company, empresa dirigida por ingleses, os trens urbanos receberam o apelido de maxambomba, estabelecendo assim a “Linha Principal”; que ao chegar à Estação do Entroncamento (hoje praça do mesmo nome), se bifurcava em três ramais: Linha Principal (Dois Irmãos), Caxangá, Arraial (Casa Amarela e Monteiro).

Com o passar dos anos os ramais foram estendidos até a povoação de Beberibe, que tinha seu itinerário através da atual Avenida João de Barro, se bifurcando na Encruzilhada de Belém, com as composições seguindo pela Estrada de Belém (Olinda) e Estrada de Beberibe (hoje avenida).

A ligação com Olinda, porém, só veio a ser inaugurada em 24 de junho de 1870, através da Estrada de João de Barros passando pela Encruzilhada, seguindo pela Estrada de Belém até atingir, o vizinho município, nas localidades de Salgadinho, Duarte Coelho e Carmo.

A primeira linha da maxambomba possuía a bitola de 1.219 mm (quatro pés), atingindo a povoação de Dois Irmãos em 24 de junho de 1870.

Posteriormente, com a construção da Ponte Lasserre (Ponte da Capunga), a maxambomba passou a servir a toda Estrada Nova de Caxangá, chegando até a Várzea (1885).

A Linha do Arraial, porém, com destino à Casa Amarela e Monteiro, vem ser inaugurada em 24 de dezembro do ano de 1870.

O vocábulo maxambomba, segundo Pereira da Costa, “tem origem fluminense, em cujo estado há uma localidade (hoje Nova Iguaçu) assim chamada”; na antiga cidade de Lourenço Marques (hoje Maputo), capital da República de Moçambique, na África Austral, o vocábulo servia para designar certo tido de transporte coletivo (espécie de micro-ônibus); opinando Antenor Nascentes ter ele origem na corruptela de machine pump (bomba mecânica).

No ano de 1870, segundo o relatório da concessionária, o sistema de transportes era composto por cinco locomotivas, onze carros de passageiros e mais cinco outros destinados aos serviços de carga.

Estacão do Chapéu de Sol de Aguá Fria

Vale recordar do escritor Mário Sette, “cada um de que viveu seu tempo (da maxambomba) guardará uma recordação amável, esquecendo a poeira dos vagões, o sacolejo das rodas, as janelas sem vidraças, os atrasos nos desvios, os argueiros de carvão e os pregos dos bancos que furavam as calças novas… Olhamos, de longe, somente o lado bom das maxambombas. Sem cometer o gesto ingrato daqueles que recitavam os versinhos em voga antigamente:

Trepei na bomba
Comi pitomba;
Atirei caroço
Na maxambomba…

19 setembro 2018 CHARGES

AMARILDO

ATENTADO À DEMOCRACIA

Tenho lido, visto e ouvido os comentários diversos sobre o episódio envolvendo Bolsonaro e o assassinato de Marielle Franco como atentados à democracia brasileira. As mortes de Toninho do PT e de Celso Daniel entraram na vala do crime comum, insolúvel. O assassinato de qualquer pessoa, sendo político ou não, afronta a Constituição que, no seu artigo 6º, coloca a segurança como um dos direitos sociais. Cumpra-se essa porcaria e você deveria ter emprego, renda, educação, polícia bem remunerada e bem aparelhada, etc. e não precisaria colocar câmeras de segurança na sua residência e andar livremente pelas ruas sem medo de ser atingindo por uma bala perdida.

Se uma facada é uma grave ameaça à democracia, então essa droga de democracia é um saco furado. Mataram Kennedy e o os Estados Unidos continuam se colocando como o país mais democrático do mundo; Ronald Reagan sofreu um atentado por um cara chamado Jonh Hinckley Jr porque ele era apaixonado por Jodie Foster (que não gosta de homem) e se inspirou no personagem de Robert de Niro que no filme Taxi Driver tentou matar um senador candidato a presidente. A democracia americana continuou intacta. O Papa João Paulo II sofreu um atentando por parte do turco Ali Agca e isso foi um atentado à Igreja Católica?

Esse tipo de comportamento nasce de uma única fonte: intolerância. Luther King morreu pelas ideias que pregou, pois lutar contra a segregação racial era servir de alvo natural. Atentou-se contra a democracia? Mas, o que se diz dos demais anônimos que sucumbiram diante da intolerância? Crimes comuns? No Brasil, nós temos milhares de Jair, de João, Joaquim ou de “meninas sem nome” enfeitando cruz de cemitério porque se perderam na vida como aviões do tráfico ou se prostituindo porque o dinheiro da merenda escolar foi desviado para as contas pessoais de um político canalha. Qualquer candidato a presidente conta com uma equipe de segurança altamente capacitada, então se alguém atenta contra um deles, francamente, se isso ameaçar a democracia é porque essa digníssima cidadã não vale bosta. Uma democracia que se abala por qualquer perturbação não merece esse título. Um atentado a Toffoli significa que é um atentado à justiça? Não poderia ser, simplesmente, alguém puto da vida com as sacanagens que ele faz em defesa de canalhas quer dizer que discorda?

Adélio merece cadeia e ponto final. O que ele fez contra Bolsonaro merece uma punição exemplar, mas deveria ser exemplar se fosse feito contra qualquer pessoa. O problema é o sistema legal deveria funcionar e aqui só funciona esporadicamente. Mark Chapman, em 08/12/1980, matou John Lennon. Condenado a prisão perpétua, continua atrás das grades, teve diversos pedidos de condicional negados. Aqui não existe prisão perpétua. A constituição não permite que ninguém fique engaiolado por mais de 30 anos e com um 1/6 da pena cumprido já se encaminha para a progressão. Muito bom! Condenado a 12 anos, com dois anos cumprido já está na eminência do regime semi-aberto. Leia um livro. Reduz a pena. Desgraçado por que não lestes antes de cometer crime? Talvez o ensinamento te livrasse da cadeia.

Cabe ressaltar que o verdadeiro atentando à democracia é a libertação de políticos envolvidos em desvios de verbas (como anda o projeto que considera corrupção como crime hediondo?); atentado à democracia é permite Paulo Maluf receber salários quanto estava na cadeia; é ter um deputado condenado que passa o dia no Congresso, mesmo vazio, e de noite vai dormir na cadeia; é ver José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, etc. perdoados pela ladroagem que fizeram no mensalão.

Atentado à democracia é o aparelhamento do estado colocando em pontos chaves pessoas simpatizantes à causa que tomarão decisões em seu benefício no futuro porque isso viola o princípio constitucional da isonomia. Favreto e Toffoli atentaram contra a democracia. O primeiro fez aquela lambança combinada com deputados do PT, enquanto o segundo concedeu liberdade plena, geral e irrestrita a José Dirceu e num breve espaço de tempo estará fazendo o mesmo por Lula. Atentando á democracia é ver, diariamente, Gilmar Mendes soltando bandidos e desmoralizando o trabalho da polícia, dos juízes de primeira instância e dos promotores do Ministério Público.

Atentado à democracia é ver Fernando Haddad, se eleito, prometendo indultar Lula e fazer disso seu maior objetivo na corrida presidencial. Embora o PT tenha feito todo tipo de falcatrua nos seus governos, tenha sido o responsável pela geração de 13 milhões de desempregados, seu candidato aparece em segundo lugar das preferências de eleitores. Atentando à democracia é ver até que ponto chega a amnésia eleitoral. Essa opção pelo PT parece o vicio em nicotina: o viciado prefere correr o risco de um câncer de pulmão do que parar de fumar.

Eleger Fernando Haddad significa terceirizar a presidência. Ele indulta Lula e o coloca na Casa Civil para ele indicar como fazer para perseguir os promotores, juízes, policiais que o prenderam. Como controlar a mídia para não divulgar suas falcatruas. Impor um regime ao Brasil semelhante ao que vemos hoje na Venezuela e na Bolívia. Ciro é tão bosta que ao invés de atacar o PT ataca Bolsonaro. Com isso, amarga 7 pontos percentuais de diferença para Haddad que começou a campanha a 7 dias. Alckmin ataca Bolsonaro porque não pode falar da corrupção do PT quando ele próprio está envolvido em falcatruas e tem

Aécio Neves e Beto Richa como aliados.

Enfim, o maior atentado à democracia se retrata nas coligações feitas para esta eleição. Assim, sugiro que você, leitor fubânico, elenque mais fatos que, em sua opinião, sejam atentados à democracia.

19 setembro 2018 CHARGES

J. BOSCO

19 setembro 2018 AUGUSTO NUNES

CULPADOS INOCENTES

Haddad informa que os quadrilheiros do PT só se tornaram corruptos porque havia gente interessada em corrompê-los

“Na verdade, o financiamento empresarial de campanhas criou uma série de brechas que permitiram a pessoas, algumas tentarem ajudar o partido de forma irregular e outras enriquecerem pessoalmente”.

Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência, informando na entrevista ao Jornal Nacional que o pessoal do partido só se tornou corrupto, porque havia gente que queria corrompê-los.

19 setembro 2018 CHARGES

VERONEZI

19 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

VÃO TODOS TOMAR NO MEIO DO OLHO DO FURICO, SEUS FELAS DA PUTA!!!

Ontem foi ao ar uma matéria chocante no programa Café com Jornal, da Rede Bandeirantes, sobre o ditador Nicolás Maduro e a situação do povo da Venezuela.

Dedico esta matéria, e as incríveis imagens nela contidas, a todos os tabacudos, babacas, descerebrados, panacas e idiotas que aqui em Banânia professam a fé zisquerdista, cumunista, bolivariana, petêlho-lulista, socialista, castristas e babaquista de todas as tendências.

Aproveito para enviar um sonoro “Vão tomar no cu” pra todos vocês que apoiam o sanguinário tiranete Nicolás Maduro e que não abrem a boca, não dão um único pio, não emitem uma só palavra sobre o horrendo sofrimento dos venezuelanos.

Este “Vão tomar no cu” é pra gente assim da laia de Lula, de Manuela d’Ávila, de Haddad, de Maria do Rosário, de Gleisi Hoffmann, de Boulos, de Lindbergh Farias, de Zé Dirceu, de Vanessa Grazziotin, da militância vermêia banânica e de muitos outros dejetos do mesmo esgoto zisquerdóide.

Vejam o vídeo com esta chocante reportagem clicando aqui .

19 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

19 setembro 2018 DEU NO JORNAL

É O CONTRÁRIO

Entrevistado ontem, terça-feira, pela CBB, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou pela 1ª vez que não dará indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se for eleito.

Lula foi condenado em 2ª instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 12 anos e 1 mês de prisão e cumpre pena em Curitiba desde 7 de abril.

O PT chegou a registrar o ex-presidente como candidato, mas o nome dele foi barrado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa.

O PT substituiu, então, o nome dele pelo de Haddad em 11 de setembro.

Haddad foi questionado mais de uma vez se daria ou não o indulto. Primeiro, afirmou que Lula está trabalhando para provar que é inocente, que “foi vítima de erro judiciário”. Depois, declarou que o tema “não está em pauta”.

Por fim, diante de um pedido para responder objetivamente, Haddad disse: “Não. Não. A resposta é não.”

O âncora Milton Jung, da CBN, insistiu: “Não ao quê?” Haddad: “Não ao indulto.”

* * *

Êita cabra enganador que só a porra!

Palavra de petralha é igual desejo de pobre: num vale merda nenhuma

Quando diz “Não ao indulto”, o poste de Lula quer dizer exatamente o contrário: “Vou indultar o cumpanhero”

19 setembro 2018 CHARGES

IOTTI

PAZ DE TOFFOLI SIGNIFICA IMPUNIDADE DE SUSPEITOS

Desde o dia 13 passado, que foi véspera de sexta-feira, a Nação – parte esperançosa, parte ansiosa – perdeu um pouco de seu sono diante das dúvidas que vislumbra no horizonte turvo. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, perdoará e soltará o ex-chefe Lula? Ele porá de joelhos nus sobre caroços de milho agentes, procuradores e juízes federais que devassarem o passado mais turvo do que tal horizonte de figurões honrados com convite para sua festa de subida ao topo? O nome dessa sensação não é só incerteza, mas também insegurança jurídica.

Não me venha de borzeguins ao leito quem achar que aqui incorro em exagero. Quem exagerou foi ele. À véspera de sua posse solene, não esperou ser entronizado para beneficiar o ex-ministro da Fazenda dos governos e do partido a que serviu como advogado, Guido Mantega, alcançando com sua benemerência os marqueteiros criminosos confessos João Santana e Mônica Moura. Encaminhou um processo em que o trio é acusado de corrupção para a Justiça Eleitoral, a forma mais barroca e disfarçada da impunidade dada por sua grei de justiceiros que soltam, em vez de punir. Não adianta buscar no noticiário dos meios de comunicação nem no Google salvador: nenhum desses réus disputa nenhuma eleição. E mais, puxou a orelha do juiz que os processa, Sergio Moro, ídolo número um do populacho por causa da Operação Lava Jato, acusando-o de quebrar a hierarquia por “desprezar” decisão da Segunda Turma do STF, à qual o presidente não pertence mais.

Cármen Lúcia, a substituída, foi para a tal turma, que agora, a depender do decano, Celso de Mello, pode deixar de ser o éden dos réus para assumir o tridente do inferno de quem demanda habeas corpus. Que outra denominação pode ser dada, que não seja insegurança jurídica, ao fato de mera mudança de um dos cinco membros de uma turma alterar de forma radical o ânimo de punir de um colegiado? E que pecado será maior do que esse?

Mais do que a inoportuna reprimenda a Moro na carteirada, que Sua Excelência deu antes de se tornar primus inter pares, ameaça o combate à corrupção, e não apenas a Lava Jato, a possibilidade de, na principal cadeira do plenário, o ex-advogado-geral da União, de Lula, pôr em votação a mudança de uma jurisprudência: a da autorização para prender condenado em segunda instância. Ora, direis, jurisprudências mudam, porque dependem da dinâmica da vida real. Mas, como tem lembrado insistentemente sua colega Rosa Weber, ao lado de quem se sentava quando era apenas um “nobre par”, não devem ser alteradas em prazos curtos. Isso, acrescento, emula as “constituições” periódicas na ditadura militar.

Nos dois últimos anos Toffoli formou ao lado de Gilmar Mendes, que virou a casaca na jurisprudência citada, e de Ricardo Lewandowski, um trio que, para impor suas convicções partidárias ou seus interesses pessoais, distribui habeas corpus a quem tiver renda para pagar advogados que frequentam o STF. Nessa prática aparentemente generosa, mas, de fato, muito duvidosa e pouco judiciosa, seus adeptos, aos quais se reúne sempre com gosto e parolagem o ministro da Primeira Turma Marco Aurélio Mello, tornam despicienda a exigência de insuspeição do julgador. O novo chefão da grei mandou soltar José Dirceu, que foi preso por ter reincidido no delito pelo qual já havia sido condenado e cumpria pena de 30 anos e meio, o dobro do que cabe ao ex-chefão de ambos, Lula: 12 anos e 1 mês.

Ricardo Lewandowski chegou a rasurar o artigo 52 da Constituição, na presidência da sessão do impeachment da petista Dilma Rousseff, em conluio com os senadores Renan Calheiros e Kátia Abreu, hoje vice na chapa de Ciro Gomes, do PDT. E tornou possível a condenada disputar eleição para o Senado em Minas, sem reprovação de nenhum de seus “mui zelosos” guardiões.

Toffoli assumiu o mais poderoso posto do Judiciário em meio à turbulência pública entre os ministros daquela para a qual a denominação de “Corte” lembra a nobreza da época dos Luíses antes da Revolução Francesa. Valeroso combatente do lado de quem exige mudar a jurisprudência da autorização para prisão em segunda instância, soprou fumaças de paz de um cachimbo que já lhe entortou a boca. Quando, movido pelos eflúvios dos “espíritos”, torturou, condenou e executou, sem piedade, a canção Tempo Perdido, sucesso de seu ídolo Renato Russo, citado no discurso conciliador, emitiu, sem querer, sinais de que perderá seu tempo quem imaginar que a pax toffoliana beneficie alguém mais do que os convidados à solenidade e os parceiros da indecorosa carraspana. Será mais prudente imaginar que a palavra defina o sono solto que poderá ter quem hoje teme ser despertado no alvorecer pela campainha acionada por um policial.

O novo presidente do STF não é um campeão do notório saber jurídico, mas deve conhecer o significado óbvio da palavra “novilíngua”, com a qual o escritor britânico George Orwell definiu o dialeto imposto pelo Grande Irmão no celebrado 1984. Pois, em seu discurso do trono, falou em “prudência”, embora sua prática de ministro torne mais correto o uso de “leniência”. Tais conceitos, ao menos nos dicionários disponíveis, não são sinônimos.

Numa amostra de sua alienação da realidade, o jurisconsulto de Marília não hesitou em dar a definição mais estapafúrdia da atual conjuntura. “Não estamos em crise, estamos em transformação”, disse. E nem corou. Ao esbofetear a cara limpa de 24 milhões de brasileiros sem ocupação decente para lhes garantir a sobrevivência, ele não hesitou em também interferir no universo dos antônimos, ao adotar “permanência” como se mudança pudesse ser.

Ao fazer Dilma apta a ser “merendeira de escola”, Lewandowski ocupou o posto de pior presidente da História do STF. Mas Toffoli tem plenas condições de superá-lo.

19 setembro 2018 CHARGES

LEONARDO

19 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DE OLHO NA LANCHA

Dias atrás fui passear no xopis centis e me deparei com uma cena interessante.

Era um lancha que estava à venda, exposta no saguão da entrada principal do edifício.

Coisa fina, coisa de luxo, coisa só mesmo pra quem tem condições de comprar um triplex ou um sítio.

O preço da lancha está na foto a seguir:

Isto mesmo. Uma pechincha.

Entrada de R$ 67.000,00 e mais 18 prestações de 9.192,00.

O que dá um total de R$ 232.456,00.

E me imaginei pilotando este bólido, tendo no casco a inscrição Besta Fubana, singrando a linda costa azulada daqui de Pernambuco.

Ainda perguntei pra moça que estava ao lado da lancha, a serviço da empresa vendedora, se não seria possível um descontinho igual à centena final, um abatimento de R$ 456,00.

Ela fechou a cara e nem me deu resposta.

Perdeu um freguês.

19 setembro 2018 CHARGES

CLAYTON

19 setembro 2018 CHARGES

S. SALVADOR

19 setembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ANSELMO LAGO DE SOUZA – SÃO LUIZ-MA

Caro Editor,

Se o Ibope diz que o meu candidato Bolsonaro está com 28%, isto significa, sem sombra de dúvidas, que ele deve ter pelo menos o dobro.

Está com mais de 50% e vai ganhar no primeiro turno.

Eu só quero lembrar que a eleição será no dia 7/10.

E somando 7 + 10 = 17.

17 é o número que vamos digitar na maquininha de votar.

Se não fraudarem novamente, como fizeram na “vitória” de Dilma, vai ser Bolsonaro na cabeça!!!!!!

Um grande abraço para todos os eleitores de Bolsonaro, nosso futuro presidente.

R. Os eleitores do capitão estão com a gôta serena pra enviar mensagens pra esta gazeta escrota.

Não vai ser fácil editar e publicar todas.

E espero que os eleitores dos demais candidatos também mandem suas propagandas pra apimentar mais ainda a troca de tabefes neste espaço avacalhado.

Aqui vai a última que chegou na nossa caixa de mensagens, enviada pelo leitor Osni Medeiros, de Teresina-PI.

Ele mandou a fórmula para o eleitor descobrir em quem deve votar para presidente no próximo dia 7 de outubro.

Parece até que é catimbo!

Vôte

É assim:

Acabei de descobrir uma fórmula de votar para presidente.

Repasso para os amigos e leitores do JBF.

É só seguir as instruções abaixo:

1 – Pegue o número da sua idade.

2 – Multiplique por 2.

3 – Some 34 ao resultado.

4 – Divida por 2.

5 – Diminua a sua idade.

O resultado será o número que você deverá votar para presidente.

Não tem erro.

19 setembro 2018 CHARGES

NANI

19 setembro 2018 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

PREENCHENDO O FURICO DO POVO

Comentário sobre a postagem MAURINO JÚNIOR – PAULO AFONSO-BA

Jesus de Ritinha de Miúdo:

“Mote:

O país corre com medo
Do que Haddad tem na mão.

Glosa:

Do chefe faltando um dedo
Que é o líder eleitoral
Do ParTido imoral
O PAÍS CORRE COM MEDO.
Começaram logo cedo
A foder nossa nação
E agora nessa eleição
Continuarão fodendo
O cu do povo preenchendo
DO QUE HADDAD TEM NA MÃO.

19 setembro 2018 CHARGES

LUTE

19 setembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

OSWALDO MALVEIRA – PATROCÍNIO-MG

Prezado editor,

Um vídeo sobre cachorros para o nosso querido jornal.

Publique por favor.

Abraços

19 setembro 2018 CHARGES

PATER

19 setembro 2018 DEU NO JORNAL

SUPERIOR HIERÁRQUICO IMPRENSANDO O SUBORDINADO

Casa só com “mãe e avó” é “fábrica de desajustados” para tráfico, diz Mourão.

Vice de Bolsonaro diz que Brasil errou ao aliar-se à “mulambada” na África e América Latina.

* * *

O vice do candidato Bolsonaro especializou-se em dar declarações infelizes e disparatadas toda vez que abre a boca.

Ele caga um tolôte oral a cada dia.

E o coitado do cabeça de chapa não pode nem tomar uma providência:

Bolsonaro é capitão e seu vice Mourão é general.

Qualquer esporro do hospitalizado candidato seria quebra de hierarquia.

Situação complicada…

19 setembro 2018 CHARGES

RONALDO

COM LICENÇA, GENERAL MOURÃO

Semana passada, general, o senhor propôs que o país adotasse uma nova Constituição, “mais enxuta e focalizada em ‘princípios e valores imutáveis’, mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte”.

A primeira Carta Magna brasileira foi promulgada em 1824, dois anos após a Independência, e até agora foram feitas sete reedições. A última, a atual Constituição da República Federativa do Brasil, aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte no dia 22 de setembro de 1988 e promulgada em 5 de outubro do mesmo ano, consigna-se como a Constituição Cidadã e gera, muito mais do que parece, direitos tão amplos que restringem a vida da nação. Basta dizer que é composta de 64 mil palavras, o que a torna uma das mais extensas do mundo, já que em tal quesito faz companhia às da Índia, da Nigéria, da Malásia e do México. Um breve exemplo foram os juros limitados a 12% ao ano, na Constituição, em oposição aos juros escorchantes cobrados na vida real, o que levava a transitar nas varas cíveis muitos milhares de processos.

Como o senhor bem diz, general, os brasileiros precisamos de uma Constituição enxuta, circunstância em que se podemos dispensar os representantes do povo, podemos, igualmente, dispensar os notáveis. Existe uma Constituição extremamente breve, da lavra do historiador cearense Capistrano de Abreu. Ela tem apenas dois curtíssimos artigos, bastantes para fazer do Brasil uma nova nação:

Artigo primeiro – Todo brasileiro está obrigado a ter vergonha na cara;

Artigo segundo – Revoguem-se as disposições em contrário.


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