22 setembro 2018 CHARGES

PAIXÃO

A ABSOLVIÇÃO DE UM E A CONDENAÇÃO DE OUTRO

O julgamento de Renan Calheiros, que o Supremo Tribunal Federal acaba de fazer, é significativo para a comparação dos critérios usados por tribunais e juízes no momento de interpretar os elementos dos processos e decidir sobre condenação e absolvição.

Antes que se oponham críticas ideológicas à absolvição de Renan Calheiros, convém adiantar que o relator do processo, que a propôs, foi o, para os habituais opositores das decisões da Segunda Turma, insuspeito Edson Fachin, que,  fazendo jus a sua fama de jurista competente, desancou o Ministério Público,  renitente em oferecer meras suposições como sendo indícios e provas concretas, no mais das vezes apoiado em delações que não se podem tomar como insuspeitas.

Dentre outras coisas, disse ele que a narrativa desenvolvida pela Procuradoria Geral da República não dá suporte seguro para a ação penal iniciada.

Lembrando que na acusação se dizia que Renan e os demais  parlamentares indiciados teriam atuado para manter Paulo Roberto Costa em uma diretoria da Petrobras e, em contrapartida, que o ex-diretor teria agido para que a Serveng mantivesse contratos com a estatal e que entre os elementos que reforçariam a versão de delatores estaria a presença de Renan no velório de uma das pessoas supostamente envolvidas no esquema,  Fachin criticou o argumento absurdo.

Disse ele em seu voto, sobre isso, que  a pretensão de relacionar uma suposta facilitação no repasse de doações eleitorais à presença de Renan no velório de uma correligionária, que presidia, à época dos fatos, o comitê financeiro estadual para senador da República, bem como ao comparecimento ao seu enterro, reforça, pela simploriedade do argumento, a conclusão pela inexistência de justa causa para o recebimento da denúncia.

Outros defeitos foram analisados e serviram para fundamentar a decisão da Turma no sentido de absolver Renan Calheiros, que teve suas atividades parlamentares e particulares seriamente comprometidas por muitos anos de acusações insubsistentes.

É claro – e não quero deixar que se tomem minhas palavras como indiretas – que me refiro, ao falar da comparação entre certas decisões judiciais,  precisamente ao processo em que o Juiz Sérgio Moro condenou Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; e à confirmação da sentença pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com aumento de pena.

No caso do Renan,  a decisão da 2ª Turma do STF considerou que sequer pode-se tornar ré uma pessoa com base em delação premiada que não esteja acompanhada de provas que corroborem a versão do delator.

No caso de Lula, a decisão do juiz Sérgio Moro, confirmada e agravada pelo TRF4, não parece firmar-se em provas concretas, mas em delações,  indícios e ilações que levaram ao chamado livre convencimento do juiz.

E é preciso entender – destaque que faço – que para o convencimento do julgador não devem entrar em cena, como provas, nem as delações premiadas, nem as suspeitas, nem os indícios, nem as meras ilações, e muito menos as convicções pessoais do juiz: é indispensável que, em face dos princípios de presunção de inocência e de que em dúvida deve-se julgar a favor do réu, há de a sentença condenatória fundar-se em provas irrefutáveis, vale dizer, concretas e cabais.

Sem isso, a justiça se tornará algo aleatória, o que não se pode admitir em um sistema onde se pretende que prevaleçam as leis e o senso de isenção e imparcialidade – o chamado Estado de Direito.

Vale lembrar a impressionante quantidade de juristas e operadores do Direito que se manifestaram publicamente contra a decisão que condenou Lula, apontando suas deficiências.

Por fim, reforça-se, do exposto, a tese de que  é danosa  a perda do foro especial por afastamento do cargo, submetendo o indiciado à possibilidade de interferências alheias ao mundo jurídico em seu julgamento, sejam a comoção social, a ação da imprensa, as preferências políticas e ideológicas, as simpatias e antipatias pessoais, as pressões inconscientes e, até mesmo, os interesses de grupos capazes de promover uma perseguição processual e o uso do “law fare”.

É preciso cuidado com a postura que se possa tomar em determinado momento histórico de realizar uma limpeza na sociedade a todo o custo ainda que justos paguem por pecadores – os fins justificando os meios em processos de justiçamento revestidos das formalidades legais, mas que em última instância constituem verdadeiros linchamentos.

22 setembro 2018 CHARGES

CLÁUDIO

22 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

SAUDADES, SAUDADES, SAUDADES…

Mês passado participei de um evento acontecido no Instituto Joaquim Nabuco, aqui no Recife.

Estou falando do lançamento de um livro do meu querido amigo Xico Bizerra, Cardeal da ICAS, igreja da qual sou Papa, a Igreja Católica Apostólica Sertaneja.

Xico é colunista fubânico pioneiro e um dos maiores compositores nordestinos da atualidade.

Dei notícia aqui no JBF sobre o fato.

Mas o que eu queria dizer é que aproveitei este evento do Xico e dei uma passeada pelo interior do Instituto Joaquim Nabuco, instituição ligada ao Ministério da Educação e que possui um acervo muito interessante.

Neste instituto existe o Museu do Homem do Nordeste.

E, lá no Museu, tem uma ala importantíssima destinada à cachaça!!!

Fiquei vagueando, suspirando e controlando as saudades no peito.

A abstinência compulsória que me foi imposta pelo meu cardiologista, e que cumpro fielmente como paciente disciplinado, não será violada nunca por tentações que surgem a toda hora na minha frente. Num boteco, numa feira, num mercado ou num museu.

No mostruário de cachaças, fiquei um bom tempo observando as garrafas que faziam parte da minha vida e que moram na minha lembrança até hoje. 

Suspiros, suspiros, suspiros, suspiros…

Ofereço aos estimados leitores fubânicos uma pequena lista de sinônimos populares da palavra Cachaça.

Tirei do meu querido Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira.

Uma preciosidade que, apesar da maravilha que é a facilidade de fazer consultas e pesquisas pela internet, ainda ocupa um lugar de destaque aqui na prateleira da minha biblioteca

Vejam que lindo:

E, pra encerrarmos o expediente deste sábado com alegria e em alto astral, vou oferecer duas músicas cachacísticas pros leitores fubânicos.

Vamos ouvir dois clássicos aguardentísticos nas vozes do brega Oswaldo Bezerra e da saudosa Inezita Barroso!

Cantem e sacudam as minhas saudades.

Abalem este meu peito choroso e cheio de boas lembranças das gostosas lapadas!

22 setembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

DOMÉSTICA… BRANCA

22 setembro 2018 CHARGES

DUKE

22 setembro 2018 JOSIAS DE SOUZA

NO PLANALTO OU NA CADEIA?

22 setembro 2018 CHARGES

CLAYTON

22 setembro 2018 COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COLUNISTA FUBÂNICO FAZ PALESTRA CIENTÍFICO-LITERÁRIA SOBRE A BUNDA

Comentário sobre a postagem A BUNDA – Belmiro Braga

Leonardo Dantas Silva:

“Agora, falando sério…

A Bunda é uma palavra originária do kimbundo (língua da família banta, falada em Angola pelos ambundos) que virou a paixão nacional…

No passado o vocábulo aparece registrado no “Novo Dicionário da Língua Portuguesa” (1836), de Constâncio, como um angolismo, e no “Grande Dicionário Português“, de frei Domingos Vieira (1871), na acepção de ‘nádegas de gente alcatreira’, vale dizer, ‘nadeguda’; em Portugal, entre os usuários atuais da língua, não é desconhecido, mas não é empregado.

Detesto quando moralistas do nosso tempo, tratam as nossas belas e fartas bundas…. pelo apelido de “bumbum” (!)

Com a maestria que lhe é peculiar, o poeta Carlos Drummond de Andrade a descreve no seu livro “O Amor Natural“:

“A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora — murmura a bunda — esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,
redunda.”

* * *

22 setembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

22 setembro 2018 DEU NO JORNAL

JUMENTOS DIALOGANDO

O PT e seus aliados continuam desafiando a Justiça Eleitoral.

E distribuem em diversos estados – de Alagoas ao Rio Grande do Sul – santinhos com Lula como candidato.

* * *

Desafiar a justiça e pisar nas leis é hábito comum no ambiente esgotífero da petralhada.

Mentir, falsificar, falsear, manipular é prática corrente dentro do bando político no qual o PT está inserido e do qual é aliado.

O ilegal e mentiroso santinho da família Calheiros das Alagoas se casa muito bem com a figura do prisioneiro Lula lá estampada.

É feito pinico e urinol: a mesma coisa.

E como estes canalhas já sabem o tipo de eleitorado ao qual se dirigem, o investimento é garantido e tem retorno certo.

Gente que vota em Lula e Renan Calheiros merece mesmo tê-los como seus guias e deuses.

E, em falando de eleitores de Lula, me lembrei de uma música de Genival Lacerda, intitulada “Rock do Jegue“.

Nesta música existe um trecho onde ele fala em “dueto de relinchos“.

Ora, ora, um dueto de relinchos não é outra coisa senão uma conversa entre dois jumentos, dois eleitores de Lula!

Num é mesmo???!!!

O jumento fubânico Polodoro, um quadrúpede inteligente e racional, fica puto e extremamente irritado quando se lembra que pertence à mesma família dos irracionais que votam em Lula.

E vamos ouvir Genival cantando o Rock do Jegue:

22 setembro 2018 CHARGES

J. BOSCO

SONETO DE SINGULAR AMOR

Quero-te, meu amor, como te quero;
nem pode o amor, se amor, sofrer confronto.
Toma-me assim! Sou como sou, e pronto!
É como sou que te amo, anseio, espero!

Turva é minha água, de sombrio e fero
aspecto, e é por silêncios que me conto.
Mas hei de te contar ponto por ponto
da roda em que te espero e desespero!

Toma-me assim: minerador sem lavras,
poeta de misérrimas palavras,
pintor do abismo, — o torvo, o só, o sem.

Ama-me como te amo: doidamente!
doido de amor, doido por ti somente,
— um doido qual o mundo já não tem.

22 setembro 2018 CHARGES

MIGUEL

22 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

ENQUETE FUBÂNICA

O Instituto Data Besta, a mais confiável e séria instituição de pesquisa de opinião pública de Banânia, informa os números finais da última Enquete Fubânica.

A Editoria agradece a todos os nossos leitores que cumpriram o dever cívico e deram a sua patriótica peruada.

E, já que estamos falando de pesquisas, transmito aos leitores fubânicos uma que foi feita diretamente de uma cela da Polícia Federal em Curitiba.

O resultado escrito está transcrito abaixo do jeito que foi recebido pelo Departamento de Jornalismo Sério e Isento do JBF.

22 setembro 2018 CHARGES

NANI

22 setembro 2018 CHARGES

LUTE

22 setembro 2018 CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIZ BINCOLETTO – MARÍLIA-SP

Berto,

edita ai no JBF

Obrigado

22 setembro 2018 CHARGES

PATER

22 setembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O BRASIL QUE A PALMARENSE QUER

Esta minha conterrânea de Palmares, Dona Dulcilene, diz o Brasil que ela quer.

Ô povo arretado é este da minha terra de nascença!

22 setembro 2018 CHARGES

LUSCAR

EU HABITO ESTE MUNDO

Tocou-me bastante algo que li sobre o avanço tecnológico influenciando o modo de vida das pessoas. São constantes transformações tecnológicas modificando costumes, acabando empregos e levando, a muitos, a incerteza de uma vida sem perspectivas sob o domínio da internet neste mundo. Saibamos as razões.

Netflix, provedora de séries e filmes de televisão com mais de 100 milhões de assinantes. Extinguiu os vídeos-clubes e provocou a diminuição de pessoas nos cinemas.

Booking, com mais de 17 mil funcionários em 198 escritórios em 70 países do mundo, tem a missão de empoderar pessoas a vivenciar o mundo. Tal procedimento pôs em xeque as agências de turismo.

Google, a missão declarada da empresa é organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível e útil. Acabou com as páginas amarelas.

Airbnb é um portal on line de aluguel imobiliário temporário. Tornou-se o terror dos donos de hotéis. Tinder e similares, são aplicativos de localização de pessoas para encontros românticos on line. Provocará a eliminação do mercado de boates e discotecas.

Whatsapp, trata-se de um aplicativo de mensagens instantâneas e chamadas de voz. Além de enviar imagens e vídeos, faz ligações gratuitas por meio de conexões com a internet. Ameaça operadoras de telefonia fixa e celular, as redes socias e os meios de comunicação.

Youtube, plataforma de compartilhamento de vídeos que hospeda uma grande variedade de vídeos e filmes. Põe em risco empresas de televisão abertas e a cabo. Uber, prestadora de serviços eletrônicos na área de transporte privado urbano, vem incomodando, e muito, os taxistas.

Smartphone, significa telefone inteligente. É um celular que combina recursos de computadores pessoais, dispondo de funcionalidade avançada. Tende a extinguir os estúdios fotográficos.

OLX é uma empresa global de comércio eletrônico, cujo funcionamento está acabando com os avisos classificados. Zipcar, trata do compartilhamento de veículos, oferecendo reservas de carros a seus associados a preços módicos. Desestruturou empresas de aluguel de veículos.

E-mail complicou a vida dos Correios. Waze, acabou com o GPS. Wikipedia, eliminou enciclopédias e dicionários. Tesla, questiona o futuro do setor automotivo tradicional com a venda de automóveis elétricos.

Nubank, empresa emergente brasileira pioneira no segmento de serviços financeiros. Ameaça o sistema bancário tradicional. Facebook, trata-se da maior rede social virtual do mundo, com mais de 1 bilhão de usuários ativos. Está matando os portais de conteúdo.

Muita coisa ainda vai mudar. A preocupação do momento e sabermos por quanto tempo manteremos o nosso emprego na forma atual. Continuaremos a viver como vivíamos dez anos atrás? Não! É impossível sobrevivermos sem nos reinventarmos, diariamente, para continuarmos participando deste jogo chamado vida. O certo é seguirmos adiante. Não porque atrás vem gente, mas, em razão de existir muita gente à nossa frente que se aproveita do que somos e fazemos.

Afinal, querendo ou não, continuamos habitantes deste mundo.

22 setembro 2018 CHARGES

SINFRÔNIO


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