SONETO DA FIDELIDADE – Vinicius de Moraes

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

2 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

I DONTI ANDERSTENDI

O vice presidente eleito, General Mourão, não resistiu ao cerco da imprensa estrangeira.

E concedeu uma entrevista ao canal de televisão inglês BBC.

Vejam:

E aí eu me lembrei da Vaca Peidona em outra entrevista.

Não tanto pelas respostas que ela não deu.

Mas pela cara de buceta lavada que ela fez.

Vale a pena prestar atenção no fucinho da idiota petista.

CANTADORES E POETAS POPULARES (6)

Uma histórica e magnífica obra da cultura popular nordestina, da autoria de Francisco das Chagas Batista

Respeitada a ortografia da época

 Manoel Leopoldino Nogueira e Bernardo Serrador

Serrador

-Vou pintar a desventura
Do infeliz sertanejo.
Segundo o que sei e vejo,
Essa infeliz creatura
Pode ter boa figura.
Porem tem a maldição;
Quer no inverno ou no verão.
Seja o anno bom ou máo,
Só come raiz de páo,
Sertanejo no sertão.

Nogueira

Este poéta, por certo,
E’ um matuto infeliz
Que nem sabe o que é que diz;
Pôe-se a fallar no dezerto
Porem agora de perto,
Queira prestar-me attenção;
Matuto soffra o carão.
Aguente eu reprehendel-o;
Não vive desse modélo,
Sertanejo no sertão.

Serrador

– Se por infelicidade
Não chove logo em Janeiro,
0 sertanejo é o primeiro
Que soffre necessidade;
Bem contra sua vontade,
Recorre logo ao pilão;
E tal seja a precisão
Que come crú o cherem;
E’ esse o prazer que tem.
Sertanejo no sertão.

Nogueira

– Por isso não, que na matta
Chove quasi o anno inteiro.
Porem se encontra brejeiro
Com precisão bem ingrata
Só se sustenta em batata.
Couve, bredo e fructa-pao,
Carangueijo e camarão,
Beijù molle, angù de massa,
E não é assim que passa
Sertanejo no sertão.

Serrador

Sertanejo, está provado
Que não tem nem um prazer;
Não possúe o que comer
E só vive flagellado;
De tudo é necessitado,
Isso quer queira, quer não;
Quasi sempre a precisão
Que o vêxa é muito seria;
Sempre vive na miséria.
Sertanejo no sertão.

Nogueira

– O pessoal sertanejo
Sempre vive na fartura;
Come carne e rapadura,
Leite, coalhada e queijo;
Come, a matar o desejo,
Perú, gallinha e capão;
Lombo, arroz , bife e leitão
Peixe, linguiça e toucinho,
Come dôce e bebe vinho,
Sertanejo no sertão.

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ARTHUR TAVARES – SÃO PAULO-SP

Olá mestre ….. !!!

Aproveitando a massiva audiência alcançada por esta fantástica, inimitável e inigualável Gazeta, proponho que nosso presidente tenha a atenção focada neste problema que me incomoda bastante;

Considerando que;

1 – Uma das propostas de governo é de liquidar com os privilégios adquiridos pelos podres, digo poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário que deveriam ser um exemplo a seguirmos;

2 – Que cidadãos devem ter os mesmos direitos e deveres perante a sociedade

3 – Que não existe em nenhuma lei, artigo ou parágrafo, que permita cela especial a ex presidentes da república que forem condenados de acordo com a lei vigente;

3 – Que pelo nível de cargo ocupado, a pena deveria ser endurecida pois o exemplo vem de cima;

Proponho
1- Revogar este privilégio absurdo de Lulla, sem diploma de curso superior, estar cumprindo pena em uma cela especial, em regime especial de “Prisão”.

2- Liquidar com esta PUTARIA legal, de que condenados com curso superior devem ter regime especial de detenção, até por que como é óbvio, estes deveriam ter sua pena agravada;

Além disso, para consolidar esta impressão pessoal, sugiro ao ilustre guru, lançar, nesta poderosíssima Gazeta, uma enquete que leve em consideração.

Lulla OSD, (o sem diploma), deveria estar cumprindo pena;

1 – Em um presidio comum

2 – Em um presidio de segurança máxima

3- Onde está hoje ?

Conto com seu posicionamento crítico para avaliar as propostas e sugestões apresentadas.

Um grande abraço com minha admiração pelos serviços prestados

Paulistano de nascimento, nordestino de coração

ARRUANDO PELO CEMITÉRIO DE SANTO AMARO

A cidade do Recife sofreu grandes transformações na sua paisagem quando da administração de Francisco do Rego Barros (1802-1870), que veio a ser barão, visconde e finalmente Conde da Boa Vista.

Formado em matemática pela Universidade de Paris, com apenas 35 anos de idade, foi designado presidente da província de Pernambuco, ficando no cargo de 1837 a 1844, época em que o trouxe para o Recife o engenheiro francês Louis Léger Vauthier (1815 – 1901), responsável pela construção do Teatro de Santa Isabel (1850) e de importantes obras públicas, dentre as quais o traçado inicial do Cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção, consagrado como Cemitério de Santo Amaro.

Sobre as experiências de Vauthier no Recife, o escritor Clarival do Prado Valadares (in Arte e Sociedade nos Cemitérios Brasileiros. Rio, 1972), lembra o episódio, registrado pelo engenheiro francês em seu Diario, no qual um cadáver insepulto de um negro permaneceu por muito tempo às margens do Capibaribe, sem que despertasse a menor atenção da população passante, assim escreve:

Não sei a quanto arrisco a aventura de uma ilação, mas a mim parece que o horror daquele quadro aos olhos do jovem politécnico de Paris fê-lo sugerir no estudo do [Cemitério] Santo Amaro do Recife… “que se plantassem árvores e arbustos pelas ruas do cemitério; árvores que purificassem a atmosfera” e quanto ao plano geral que tivesse a forma de… “um octógono regular cujo contorno seria de 3.640 pés ou menos uma décima parte do que o quadrado”.

Disto resultou a surpreendente planta do [Cemitério] Santo Amaro, de alamedas e aleias radiais, centradas pela praça da capela, formando “quadras” poligonais e triangulares cujas orlas são ocupadas pelo loteamento para jazigos nobres, ou pelos extensos mausoléus coletivos de irmandades, reservando-se as áreas centrais para as covas rasas.

Trata-se, pois, de um cemitério planejado de tal modo que a paisagem é equanimemente distribuída, dela participando em condições de igualdade o túmulo rico e a cova-rasa.

Dessa curiosa e talvez inédita configuração urbanística de cemitério, relacionando o senhor e o escravo, o amo e o servo, o rico e o pobre, assim como eles existiam na respectiva ordem social do modelo patriarcal do século passado, desnivelados e ao mesmo tempo coexistindo sob o mesmo teto, na mesma casa, e tantas vezes em coabitação.

É desta mesma época a presença na equipe de obras públicas do Governo da Província do engenheiro José Mamede Alves Ferreira (1820-1865), Bacharel em Matemática pela Universidade de Coimbra, que além dos prédios da Casa de Detenção e do Ginásio Pernambucano foi responsável pela execução do projeto do Cemitério Público do Senhor Bom Jesus da Redenção, criado em 1841, pela Lei Provincial nº 91, tendo sido inaugurado em 1º de março de 1851.

Trata-se de uma área plana, originalmente ocupando um terreno de 351,35 m. de fundos por 320 m. de largo, tendo ao centro uma elegante capela em estilo gótico, em forma de cruz grega, para onde convergem todas às alamedas de túmulos dando, assim, um formato estelar ao conjunto.

Bem conservado pela atual administração municipal, o Cemitério de Santo Amaro, chama a atenção do visitante para o seu portão de entrada, trazendo na sua base a data de MDCCCLI (1851), confeccionado em ferro fundido pela firma A.C. Staar & Cia. (Fundição Aurora), a mesma responsável pelos portões do Cemitério dos Ingleses e da Ordem Terceira do Carmo do Recife.

Aleias de palmeiras imperiais marca a avenida principal, que une o seu monumental portão de ferro com a porta da capela central, ladeada pelos primeiros túmulos do início da segunda metade do século XIX, que conduz o visitante até a capela em estilo gótico, octogonal, situada ao centro do campo santo.
Nas diversas alamedas do Cemitério de Santo Amaro, sob a proteção da sombra das árvores, vamos encontrar singulares obras de arte de escultores renomados que estão a exibir o seu talento nos diversos túmulos alguns deles centenários.

No ponto de confluência de suas ruas, encontramos uma singular capela gótica, a primeira do seu gênero em terras pernambucanas, projetada por José Mamede Alves Ferreira (1820-1865), mandada construir pela Câmara Municipal do Recife em 1853.

“Trata-se de um monumento de puro estilo gótico de cruz grega, fechada por uma só abóbada, de uma belíssima e arrojada construção, e de grandeza proporcional ao fim a que é destinada, sem campanário e sem dependências”.

O singular templo conserva no seu centro uma imagem do Cristo Crucificado, em ferro, produto de fundição francesa, tendo na sua abóbada placas de mármore alusivas às diversas fases de sua construção, como as restaurações sofridas nos anos de 1899 e 1930:

• A Câmara Municipal do Recife a mandou fazer em 1853…1855, segundo o plano do engenheiro civil José Mamede Alves Ferreira.

Reaberta e melhorada na administração do Exmo. Dr. Esmeraldino Olympio de Torres Bandeira, prefeito do Município do Recife. Em 16 de junho de 1899.

Restaurada na administração do Exmo. Sr. Dr. Francisco da Costa Maia, prefeito do Município, 1930.

Para o escritor Rubem Franca (in, Monumentos do Recife – Recife, 1977): O Cemitério encerra muito da cultura de um povo. Santo Amaro, aliás, ainda aguarda quem lhe faça um estudo completo, um levantamento dos sepulcros de pernambucanos famosos e populares. Um estudo dos seus monumentos funerários, que são, alguns verdadeiras obras de arte.

Joaquim Nabuco e outros túmulos

No cemitério de Santo Amaro, o mais suntuoso dos túmulos é dedicado ao Patrono da Raça Negra, o abolicionista Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo (1849-1910), obra do escultor italiano Giovanni Nicolini; montada em Pernambuco por outro escultor, também italiano, Renato Baretta, em novembro de 1914.

O conjunto escultórico retrata a Emancipação do Elemento Escravo, em 13 de maio de 1888, formado por um grupo de ex-cativos levando sobre suas cabeças o sarcófago simbólico do grande abolicionista. À frente do monumento, o busto de Joaquim Nabuco, em mármore de Carrara, tendo ao seu lado uma figura de mulher [a história], que ornamenta com rosas o pedestal do busto, onde se lê:

A Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo. Nasceu a 19

de agosto de 1849. Faleceu a 17 de janeiro de 1910.

Logo em frente ao mausoléu de Joaquim Nabuco, encontra-se o túmulo de José Mariano Carneiro da Cunha (1850-1912), também destacado líder do movimento abolicionista e de sua mulher Olegária (Olegarinha) Gama Carneiro da Cunha (1860 – 1898).

Um busto em bronze do abolicionista e estátua de uma mulher chorando, conserva as inscrições:

À José Mariano / o Povo / Pernambucano. / Olegária

Gama Carneiro da Cunha, 16-9-1860, 24-4-1898.

Outro belo túmulo do Cemitério de Santo Amaro, porém, pertence ao Barão e da Baronesa de Mecejana: Antônio Cândido Antunes de Oliveira e Colomba Ponce de Leão.

“O túmulo é todo feito em mármore de Carrara com grande influência dos romanos, por causa do sentimento católico. O formato de tocha invertida é símbolo da morte e da expectativa de que essa luz se reacenda”, explica o escultor e responsável pela última restauração do túmulo, Jobson Figueiredo, realizada em 1999.

Sobre seu mausoléu, escreve o próprio Barão de Mecejana, em seu testamento, conservado no Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, ter sido o túmulo destinado, inicialmente, a sua filha e seu genro que faleceram de uma das epidemias que assolaram o Recife na segunda metade do século XIX. A posição em genuflexo do barão e baronesa, demonstra a atitude dos pais durante a doença que vitimou o casal.

Como bem observou o escritor Clarival do Prado Valadares, in Arte e Sociedade nos Cemitérios Brasileiros (1972), vale reparar também o detalhe das esculturas em mármore do barão e da baronesa, que reproduzem até a textura de uma veste rendada.

Segundo estudo da pesquisadora Semira Adler Vainsencher, da Fundação Joaquim Nabuco:

“Vários mausoléus imponentes podem ser encontrados, também, no cemitério de Santo Amaro. O do governador Manuel Antônio Pereira Borba, mais conhecido como Manuel Borba, possui uma mulher com torre na cabeça, e em seus pés um grande leão de Pernambuco. No mausoléu, uma frase que ficou famosa: Pernambuco não se deixará humilhar. E a sua efígie, com a seguinte inscrição:

Cidadãos: quando quiserdes advertir aos vossos governantes, incitar os vossos compatriotas e educar os vossos filhos, apontai-lhes o exemplo que foi Manuel Borba – probidade e caráter – lealdade – bravura cívica. MCMCCCII. [Sic]

Um passeio pelas ruas e alamedas do Cemitério de Santo Amaro se transforma num verdadeiro desfilar de nomes que se destacaram na nossa história, particularmente nos movimentos revolucionários e movimentos literários, bem como nas artes, na poesia, na música popular e na própria história pernambucana.

Uma visita ao Cemitério de Santo Amaro se torna uma verdadeira aula de sapiência das mais diversas áreas do conhecimento humano, daí o nosso convite para tão agradável arruar.

Foto do colunista

2 novembro 2018 CHARGES

CLAYTON

METAMORFOSE DO V

A letra V da expressão juventude entrou na faculdade, abriu contas em redes sociais e, de repente, passou a entender e discutir sobre tudo.

Sua capacidade de debate abrangia várias áreas do conhecimento humano, dos problemas sociais e filosóficos.

A letra V passou por um processo defendido por ela mesma como um “amadurecimento sistemático”. Dissertava em suas defesas como se, e se somente se, ela fosse capaz de pensar cognitivamente.

E nesses debates apossava-se de frases feitas, copiava quadros padronizados, não checava informações, tampouco pesquisava sobre ideias ou fatos defendidos e republicados adiante.

De tanto passar o tempo discutindo sobre política, igualdade social, perseguições às minorias, princípios éticos e morais, a letra V começou a ficar sem tempo para estudar.

A solução foi juntar-se com outro V, também de outra juventude, e alternar a patrulha dos debates nas redes sociais. E assim fizeram uma união de muitos “Vês”, de muitas juventudes. Deram-se as mãos em pares e se julgaram ainda mais poderosos, formando um exército de muitas juventudes.

Com a intenção de intensificar as discussões, querendo mostrar a diferença nessa nova fase de letra associada e a força desse novo cooperativismo alfabético, resolveram mudar a posição de sua escrita para se apoiarem com mais firmeza na linha-chão do mundo virtual.

Foi justamente nesse ponto, quando melhor estavam apoiados, que foram confundidos com a letra M.

Dizem agora por aí que muita juventude hoje em dia é lida apenas como juMentude.

AMANCIO BENJAMIN – UBERABA-MG

Berto,

Bote este vídeo aí no JBF.

Acho que vale a pena os leitores tomarem conhecimento.

Um grande abraço!!!

2 novembro 2018 DEU NO JORNAL

CONTINUA A DÚVIDA

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, a B3, fechou em alta nesta quinta-feira (1), renovando o recorde histórico, com o cenário externo positivo e os agentes financeiros na expectativa de novos anúncios sobre a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro, além dos planos para a economia.

O Ibovespa subiu 1,14%, a 88.419 pontos.

Na máxima, chegou a 89.017 pontos, renovando também a máxima histórica intradia.

Análise técnica do Itaú BBA aponta que o Ibovespa segue em tendência de alta e poderia ganhar “novo impulso em direção a 91.700 e 95.300 pontos” se conseguisse superar os 88.400 pontos.

O mercado acionário acelerou o ganho depois da confirmação de que o juiz federal Sérgio Moro aceitou o convite de Bolsonaro para chefiar o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

* * *

Ontem eu perguntei ao fubânico petista Catador de Links se a queda do dólar, consequência de eleição de Bolsonaro, era bom ou ruim pro Brasil.

Ele enrolou, embromou, arrodeou, mi-mi-miou, saltitou, desconversou e não me deu a resposta que eu queria, um sim, ou um não.

Hoje eu volto a perguntar pra ele:

Esta alta do Ibovespa, consequência da indicação de Moro pro Ministério da Justiça e Segurança Pública, é boa ou ruim para o Brasil?

Hein, Catador de Links?

ANA PAULA DE MENEZES – VOLTA REDONDA-RJ

Amigos do Jornal da Besta,

Olha só o quanto avançamos!

Se liga nessa limpeza!

Estão todos fora.

Isso não é uma eleição.

É um exorcismo!

Obrigada BRASIL!!!!!!!

Isso é MARAVILHOSO!

-Dilma Rousseff (PT-MG);
-Lindbergh Farias (PT-RJ);
-Eduardo Suplicy (PT-SP);
-Jorge Viana (PT-AC),
-Delcidio do Amaral (PTC-MS);
-Fernando Pimentel (PT-MG);
-Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM);
– Fernando Collor (PTC-AL);
-Roseana Sarney (MDB-MA);
-Sarney Filho (MDB-MA);
-Edison Lobão (MDB-MA);
-Valdir Raupp (MDB-RO);
-Eunício Oliveira (MDB-CE);
-Romero Jucá (MDB-RR);
-Beto Richa (PSDB-PR);
-Marconi Perillo (PSDB-GO);
-Roberto Requião (MDB-PR);
-Cassio Cunha Lima (PSDB-PB);
-Garibaldi Alves Filho (MDB-RN);
-Marco Antonio Cabral (MDB-RJ), filho do presidiário Sergio Cabral;
-Daniele Cunha (MDB-RJ), filha do presidiário Eduardo Cunha;
-Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do ex-presidiário Roberto Jefferson;
-Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão do presidiário Geddel Vieira Lima;
-Leonardo Picciani (MDB-RJ), filho do preso domiciliar Jorge Picciani;
-Boulos – Fora
-Ciro Gomes – Fora
-Marina – Fora
-Lula – dentro (da cadeia)
-Haddad – Fora

2 novembro 2018 DEU NO JORNAL

A FRASE DO DIA (2)

“É óbvio que estão falando mal da indicação de Moro. Pergunta a opinião da bactéria sobre o antibiótico.”

Criss Paiva

* * *

Bactéria de altíssima periculosidade apavorada com o antibiótico morocilina

ADEUS, AGNALDO

O telefone tocou, nesta segunda. Era o amigo Agnaldo Lyra, que ligava da Holanda.

– “Como vai?, Zé Paulo”.

– “Tudo bem, rapaz, o que há de novo?”.

– “Estou ligando para me despedir.

– “Como???”

– “É que vou fazer eutanásia na próxima sexta” (hoje, dia de finados).

Foi como um murro na barriga. Desses de a gente ficar sem ar. Agnaldo é gente boa. Educadíssimo. E preto, bem preto, filho do negror da noite – em palavras com que Mário de Andrade definiu seu personagem Macunaíma. Fomos colegas de classe no Colégio Nóbrega. Um dia, sumiu da face da terra. Depois que traficantes mataram seu irmão branco (Agnaldo era adotado) e anunciaram que o próximo da lista seria ele. Soubemos de passagens suas por África e Portugal. Tudo vago. Até que apareceu já como cidadão holandês. E funcionário do governo. Casado com loura bem alta (mais do que ele) e dois filhos. Nos falávamos, sempre. E, desde algum tempo, convivia bem com um câncer.

Sugeri confiar na ciência. Lembrei mulher de conhecido jornalista da Globo (disse-lhe o nome), sem mais esperanças, que está se curando com tratamento à base de imunoterapia. Quem sabe poderia tentar algo assim. – “Meu caso é diferente. O câncer migrou do pulmão para o cérebro. Fomos a Paris para tentar esse tratamento e não era possível. Tem mais jeito, não”. Está reduzido, agora, a 51 quilos. E, a cada cinco dias, perde mais um. Começa a se esquecer das coisas. Por vezes, não controla partes do corpo. Cai no chão com frequência. Por tudo, a morte lhe parecia um fim lógico e digno.

Perguntei se a Holanda permitia isso. A resposta foi bem detalhada. O Juiz, antes de autorizar, ouve suas razões. Conversa com mulher, filhos, pessoas próximas. Pede opinião de médicos especialistas, para ter certeza de que a decisão não é movida por eventual depressão. Ou se haveria alguma solução na medicina. Depois descreveu, em minucias, como seria. Até quarta, iria se despedir de amigos e parentes. Quinta, mulher e filhos. Sexta de manhã, só a mulher. No começo da tarde, chegariam juiz, tabelião, o médico da família, enfermeiro. E às 16 horas, em sua cama, tomaria uma injeção. Não sentiria dor, assim lhe prometeram.

Passou, então, a falar nos tempos do Nóbrega. De colegas e professores – José Walter, João Carlos, Eladinho, Manga Rosa, uma procissão de mortos. As brincadeiras na classe. Os apelidos. Parecia feliz, ao lembrar daquele tempo bom. Foi quando pediu para dar notícia do fato aos amigos daqui. O que estou fazendo, com esse texto. E nos despedimos. Ele, só com um “Adeus”. E eu, “Adeus, Agnaldo”. Após o que completei, mesmo sem acreditar no que disse, “em breve nos encontraremos em algum lugar”. Fim do telefonema.

Fiquei mudo. Estático. A morte é tão mais importante que todo o resto se relativiza. Eleições, viagens, projetos pessoais, nada parece ter importância. Tudo vai acontecer hoje, ao meio dia daqui (levando em conta o fuso horário). Maria Lectícia mandou rezar missa para ele. Lembrei versos de Pessoa (Álvaro de Campos, “Dois Excertos de Odes”): Vem, dolorosa/ Mão fresca sobre a testa em febre dos humildes/ Sabor de água sobre os lábios dos cansados. Que essa mão fresca lhe adoce a partida, querido amigo. Fique em paz.

2 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

NÃO DESCANSEM E NEM TENHAM PAZ

“Se o PT está reclamando, é porque eu fiz a coisa certa”

Esta frase foi pronunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, referindo-se à nota do PT contra a indicação do Dr. Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.

E isto dito, está dito tudo.

Nada mais precisa ser acrescentado.

O que este Editor quer ressaltar é que o capitão se apropriou de uma frase que eu já havia escrito ontem, aqui nos meus rascunhos, e que iria colocar em postagem a ser feita hoje, na coluna A Palavra do Editor.

Coisa feia, seu Bolsonaro, o sinhô afanou a minha ideia!

A nota da quadrilha que se esconde atrás de uma sigla partidária é muito, muito além de asquerosa.

É furibunda, repulsiva, furiosa, horrenda, raivosa, indecente, desavergonhada, pornográfica, repugnante, nojenta, safada, repelente, nauseabunda, hedionda, anojosa, horrível, mentirosa, horrorosa, imunda, sórdida, velhaca.

Neste dia 2 de novembro, Dia de Finados, vamos ouvir a Marcha Fúnebre, da autoria de Beethoven, executada pela orquestra do Maestro Leonard Bernstein, dedicada ao extinto Partido dos Trabalhadores, uma ausência que não fará falta algum.

Que não descanse em paz e que fique se remexendo em eterno desassossego no túmulo.

Vão tudinho pros quintos dos infernos, bando de cabras safados!!!

2 novembro 2018 EVENTOS

É HOJE! – PARA OS LEITORES DO RECIFE – COLUNISTA FUBÂNICO EM RECITAL

A PELERINE

Adalberon cursava a Academia Militar das Agulhas Negras nos anos 60. Orgulhava-se de ser cadete e adorava se exibir. Fazia sucesso entre as garotas quando chegava à Maceió nas férias.

No seu último ano do curso, ele aproveitou uma semana de férias de junho voou para sua terra. Foi convidado para uma festa de 15 anos muito badalada na sociedade alagoana. O pai da moça, um rico deputado, morava numa mansão na praia de Pajuçara.

Decoração suntuosa, mesas espalhadas nas salas, muita bebida e comida. A Orquestra Tabajara de Severino Araújo animava o aniversário de Betinha.

Os jovens dançavam no imenso salão iluminado por quatro vistosos lustres. Adalberon vestiu sua farda de gala, como chovia, ele levou também sua pelerine azul marinho, capa longa usada como integrante do uniforme do cadete, que cobre os ombros e a parte superior do corpo, com fendas para os braços.

Quando a orquestra iniciou uma bonita música Adalberon avistou uma jovem no canto da sala com olhares insistentes para ele. Num impulso caminhou em direção à bela moça vestida de preto. Aproximou-se; antes de ele convidá-la para dançar, a moça abriu os braços dizendo que já o esperava. Juntaram seus corpos rodopiando o salão com um abraço apertado. Os dois se olhavam como se uma paixão momentânea houvesse surgido.

Certo momento ele perguntou por seu nome. Ela se chamava Neuza, a melhor amiga de Betinha, a aniversariante. Ele também se apresentou dizendo que no final do ano se formava na Academia Militar. Neuza respondeu apertando a mão de Adalberon com sua mão fria. – “Eu já sabia!”.

O cadete ficou impressionado com a beleza pálida da jovem. Contou suas histórias e fanfarronice na Academia Militar. Ela mostrou-se bastante interessada, juntou seu corpo ao do cadete, e assim ficaram dançando por muito tempo, mudos, apenas se afastando algumas vezes para se olharem. Caso de paixão fulminante. Certa hora, Neuza lhe falou que devia ir para casa, tinha prometido chegar antes da meia-noite. Ele se ofereceu para levá-la. Na saída da mansão apanhou a pelerine. Como a chuva era intensa, num gesto elegante, Adalberon cobriu sua companheira com a pelerine protegendo-a da chuva e correram em direção ao ponto de ônibus.

Tomaram o ônibus “Pajuçara–Trapiche da Barra”, estava quase vazio. Sentaram-se num banco do fundo, conversaram como se conhecessem há muitos anos. Quando passava pela Avenida da Paz, Adalberon puxou o rosto de Neuza e deu um beijo ardente em seus frios lábios. De repente percebeu que ela chorava. Continuaram aos beijos e abraços durante o resto do percurso.

Perto da Praça da Faculdade de Medicina Neuza tocou a campainha, o ônibus parou, eles desceram. Ela pediu para não acompanhá-la, morava perto, no dia seguinte devolveria a pelerine.

Adalberon seguiu com olhar os passos de Neuza até ela desaparecer na escuridão da rua, no oitão do Cemitério Nossa Senhora da Piedade.

Pela manhã o cadete apaixonado acordou-se com a figura da namorada gravada na cabeça e no coração. Quando o relógio bateu sete horas da noite Adalberon estava na Praça da Faculdade olhando os passantes em busca de um vulto parecido com sua amada. Deu voltas no quarteirão, passou dezenas de vezes na rua em que ela desapareceu. Perguntou a algumas pessoas se conhecia Neuza. Até que uma senhora se assustou quando indagada, informou que ela havia morado naquela casa, apontando para um bangalô.

Adalberon encheu-se de coragem, bateu à porta. Atendeu uma senhora com aparência triste. Ficou trêmula e assustada quando o rapaz perguntou se Neuza ainda morava naquela casa.

A velha mulher sentou-se numa cadeira da varanda e perguntou quem era o rapaz. Ele disse ser amigo de Neuza, contou como havia conhecido, tinham marcado encontro naquela noite na praça.

Adalberon arrepiou-se do dedo do pé aos cabelos da cabeça quando a triste senhora respondeu que no dia anterior tinha feito um ano de sua morte num desastre de carro. O marido da triste senhora ao ouvir a história emudeceu.

Quando acalmaram Adalberon contou detalhes do encontro da festa. Inclusive que havia deixado com Neuza sua pelerine.

Os três resolveram ir ao cemitério. Entraram pela alameda principal até a capela, havia um velório noturno, uma família chorava seu morto. Desviaram para direita onde estava a sepultura de Neuza. Ao se aproximarem deu-se a grande surpresa, a pelerine azul marinho cobria o túmulo de Neuza. Os três emocionados ficaram no cemitério até mais tarde quando Adalberon retirou-se para casa. Só conseguiu dormir ao tomar oito doses de uísque conversando com o pai.

Contam no bairro que uma misteriosa mulher vagueia pelos arredores do cemitério depois da meia-noite. Muitos moradores do Prado e do Trapiche juram ter visto a mulher de preto circulando pelas ruas.

57 anos se passaram desse acontecimento, o Coronel Adalberon todos os anos viaja à Maceió, cumpre a obrigação em colocar um buquê de rosas brancas e rezar um terço no túmulo de Neuza.

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Caro Editor Luiz Berto:

Eis a foto da “mega” estrutura da campanha de Bolsonaro que quebrou o sistema:

O filho bebendo água na jarra (o diretor-produtor!); uma raquete para matar mosca/mosquito; um celular velho em cima da mesa, esta também velha com pano de mesa “horrível”; uma jarrinha de barro; uma caneca de café velha; um refletor “feioso”; o negão do lado (“celebridade que apoia pra sair no filme!”) e outros trecos espalhados ao redor.

Kkkkkkkkkkkk! Sensacional Kkkkkkkkkk!

Como diz o personagem Dino da Silva Sauro da Família Dinossauro, ao ver a foto do seu amigo Roy substituindo a família numa propaganda bolada pela empresa Isso É Assim:

Isso me mata de inveja! De inveja vou morrer!

O PT está morto! Lula está no esquife!

O capitão o exterminou os bandidos, canalhas, com o voto do povo decente, honesto, trabalhador, ético, esperançoso por com um Brasil brasileiro, meu mulado estrangeiro, onde em se plantando tudo dá, menos corrupção.

2 novembro 2018 CHARGES

GILX

2 novembro 2018 DEU NO JORNAL

A FRASE DO DIA

“Juiz deixar a toga para ser ministro pode, pessoal. O que não pode é bandido virar ministro para fugir da toga de juiz.”

Diego Amorim

* * *

Neste vídeo, um exemplo de bandido sendo preparado pra virar ministro, num tentativa de fugir da toga do juiz:

O MARIDO MANSO

Antonino, como todos os homens traídos, era um marido manso, incapaz de levantar a voz para a esposa Bernadete, ou para quem quer que fosse. Dizia aos amigos que sua mulher era uma santa, e que os dois eram muito felizes. Quando dava as costas, suas palavras serviam de chacota, pois todos sabiam que a coquete e bonitona mulher não era confiável e tinha um comportamento suspeito. Flertava abertamente com os amigos do marido, e isso era o mínimo que ela fazia. Em suma, Antonino levava mais chifres do que pano de toureiro.

Certa tarde, Antonino saiu do escritório mais cedo. Querendo fazer uma surpresa, antes de ir para casa, entrou numa doceria e comprou uma torta de abacaxi para levar para a mulher. Era a sua torta preferida.

Ao chegar em casa, foi direto colocar a torta na geladeira. Não viu Bernadete, mas ouviu sua voz e sua risada, falando com alguém ao telefone, dentro do quarto do casal. Como sempre fazia, foi até onde estava a mulher, que se assustou e demonstrou irritação pela sua chegada inesperada. Bernadete abafou o telefone e disse para o marido:

-Quer me matar de susto? Entrou silencioso como um ladrão! Estou conversando com Rosanália. Ela está me contando um filme ótimo, que assistiu na televisão. Uma comédia nacional.

Antonino sentiu algo estranho no ar. Nunca tinha desconfiado da mulher, mas, dessa vez, ficou de orelha em pé. Achou muito estranha a reação dela ao notar que ele havia chegado. Em vez de demonstrar alegria, Bernadete mostrou-se irritada, chegando a ser grosseira com ele. Antonino saiu do quarto pensativo e a mulher continuou falando ao telefone, agora em tom muito alto, como quem queria mostrar que estava conversando mesmo com a amiga:

-Desculpe, Rosanália! Foi Antonino que chegou. Amanhã eu te ligo. Vamos combinar para almoçarmos juntas, quando você se curar dessa virose.

Bernadete desligou o telefone e disse para Antonino que a amiga Rosanália havia sido acometida de uma virose, e estava em casa, repousando.

Na mesma ocasião, alguém tocou a campainha da porta e Antonino mesmo foi abrir. Era Rosanália, saudável e eufórica como sempre, que viera visitar Bernadete.

O destino é imprevisível. A chegada de Rosanália foi uma péssima surpresa para Bernadete e uma grande decepção para Antonino.

Desse dia em diante, o marido manso acordou para a realidade.

2 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

ENCANTADAS E ENCANTADOS

Elizeth Cardoso (1920-1990) e Elis Regina (1945-1982)

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“Feira de Mangaio” de Glorinha Gadelha e Sivuca aqui na interpretação de duas das maiores estrelas da MPB, Sivuca e Clara Nunes. Sivuca encantou-se em 14 de dezembro de 2006 aos 76 anos e, Clara Nunes no dia 02 de abril de 1983 aos 40 anos.


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