3 novembro 2018 DEU NO JORNAL

DINHEIRO SUJO

J.R. Guzzo

A certa altura em uma entrevista já como o próximo presidente do Brasil, no último domingo, Jair Bolsonaro disse que seu governo, entre diversas outras coisas, vai “diminuir” as verbas que o Erário paga hoje a uma certa rede de televisão e a um certo jornal diário para publicarem anúncios de propaganda oficial. Há pelo menos um erro sério nessa promessa: o verbo “diminuir”. A única palavra correta no caso, já que ele tocou no assunto das relações entre imprensa e governo, é “acabar”. Para os dois, a televisão e o jornal? Sim, para os dois — e para todos os outros veículos de comunicação do Brasil, sem nenhuma exceção. Por que contentar-se em roubar menos da população que paga por tudo isso, se há a oportunidade de não roubar nada? É a coisa mais fácil do mundo. Não existe nenhuma lei que obrigue o governo a jogar dinheiro fora com a imprensa. Não é preciso pedir licença ao STF ou ao Congresso, por mais que ambos acabem passando mal com isso. Também não há que pedir autorização da ONU, como o PT poderia exigir. Basta decidir que a partir de 1º de janeiro de 2019 o Tesouro Nacional não pagará mais nem um tostão para publicar anúncios na mídia deste país.

O fato é que não poderia haver momento melhor para começar a limpeza dessa usina de lixo que se chama “área de comunicação social do governo”. A maioria dos jornalistas brasileiros, com a concordância de seus empregadores, está combatendo há meses numa guerra sem quartel contra os perigos de ditadura que, segundo eles, apareceram no Brasil com o novo presidente. Então: propaganda para as massas, elites e tudo o que vem no meio das duas é uma das armas mais perversas das tiranias em todo o mundo e em todas as épocas. Que tal ficarmos livres dessa — pelo menos dessa? Bolsonaro, ao acabar com tamanha lavagem cerebral, estaria fazendo um gesto de paz para acalmar um pouco os comunicadores. “Estão vendo?”, poderia perguntar. “Vou abrir mão dos bilhões que tenho para comprar a aprovação da opinião pública.” Os jornalistas e seus patrões, por seu lado, não poderiam reclamar por estar perdendo essa dinheirama — fica ruim, de fato, falar mal da ditadura porque o ditador parou de lhes pagar. Além do mais, por que não reclamam de nada hoje? Já recebem dinheiro sujo. Não ficará limpo com o fascismo que anunciam.

O fato, para não ficar enganando o leitor com complexidades que não existem, é que, de todos os 1.001 pés-de-ca­bra à disposição do governo para roubar dinheiro do contribuinte, a propaganda oficial é um dos mais hipócritas. Não tem nada de pública — ao contrário, é puro negócio privado, bom só para quem manda no governo, os donos e empregados dos órgãos de imprensa e todos os intermediários que se movem entre uns e outros. Não tem a menor utilidade para o cidadão. Também não há ninguém pedindo “comunicação”. Você já viu alguma multidão sair à rua exigindo “publicidade já”? Não existe em democracia alguma do planeta; ninguém jamais ouviu falar em “Inglaterra para Todos”, ou “Acelera, Holanda”. Em compensação, é oxigênio puro para ditaduras e governos de países subdesenvolvidos pelo mundo afora. Fala-se, é claro, na necessidade de publicar editais, leis, nomeações e outros atos do governo. Parem de fingir. Tudo isso pode ser escrito no Diário Oficial, que já é do poder público e tem de ser divulgado de qualquer jeito. Quem estiver interessado que compre — ou que se paguem os trocados que a mídia privada cobra por esse tipo de anúncio. Mas não é disso que estamos falando, não é mesmo? O que interessa é o dinheiro grosso que os governos pagam para dizer como são bons para você. Bolsonaro fala em “critérios técnicos” para distribuir a publicidade em seu governo. Que piada. Não há aí nada de critério nem de “técnico” — é puro desvio de dinheiro público para bolso privado.

Esqueçam as “campanhas de vacinação” que a mídia divulga em seu noticiário normal, ou “a obrigação de prestar contas ao público”. Quem está interessado, ou acredita, nisso? E os “pequenos veículos”, ou grandes, que morreriam sem a propaganda oficial? Problema deles — que arrumem leitores e anúncios privados para ganhar sua vida. A verdade é uma só: o cidadão vai economizar bilhões com o fim da “comunicação social transparente”, sem contar o que deixará de ser gasto com os milhares de funcionários empregados nesse falso serviço. Um governo que tem cerca de 800 000 servidores na ativa tem também a obrigação de tirar dali os que são realmente necessários para o trabalho de comunicação que realmente deve ser feito. O resto é safadeza.

3 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DÚVIDA

O prisioneiro Antonio Palocci, petista histórico, um dos fundadores do bando, condenado por ladroagem e que tem o vulgo de Italiano na lista de propinas da Odebrecht (na qual também consta o codinome Amigo, do seu antigo chefe Luiz Inácio Larápio da Silva), pediu desfiliação da quadrilha vermêio-istrelada.

Pedido feito há mais de um ano, em setembro de 2017. Confira clicando aqui.

Não tive notícias de que o pedido de Palocci tenha sido atendido.

Será que o PT já deferiu o requerimento do Italiano pedindo desligamento da organização banditícia?

Tô por fora.

Conto com o fubânico lulo-petista Catador de Links pra me tirar esta dúvida.

Fico no aguardo.

* * *
Quem quiser matar as saudades, e rever a lista completa de corruptos passivos subornados pela Odebrecht, é só clicar aqui )

3 novembro 2018 PERCIVAL PUGGINA

SENHORES PAIS, RESISTAM!

Enquanto conservadores e liberais lentamente se mobilizam e – derrotados ou vitoriosos – rapidamente retomam suas atividades normais, os esquerdistas, sempre ligados na tomada de algum “coletivo”, operam em regime de 24 por 24 horas.

Nestes dias, os estudantes brasileiros se tornaram objeto dessa pesada ação política. Professores militantes inseridos no sistema de ensino são missionários da desgraça. As ideias que defendem sempre dão errado. Não há um único caso de sucesso entre suas 42 experiências concretas mundo afora. Falam em justiça e entregam uma nova elite corrupta; falam em liberdade e entregam opressão e paredão; falam em sabedoria e entregam cartilha; falam em pluralismo e entregam histeria e sanção contra toda divergência; falam em prosperidade e entregam cartão de racionamento; falam em democracia e entregam o manjado totalitarismo de sempre; falam em amor e entregam filhos revoltados chamando fascistas os próprios pais.

Depois de Georg Luckács, de Antonio Gramsci e da Escola de Frankfurt (Marcuse e Adorno), a renitente construção da desgraça precisa das salas de aula. É por ali que passa a grosseira expulsão do conhecimento divergente (Luckács), a construção da hegemonia pela ação do intelectual coletivo (Gramsci) e a superação das resistências culturais (Escola de Frankfurt). Lembrei-me muito deles ao ler notícias sobre reações em colégios e universidades à vitória de Jair Bolsonaro. Os derrotados na eleição democrática rejeitando o vencedor dois meses antes de ele usar a caneta pela primeira vez!

Em especial, lembrei-me de um artigo de Michael Minnicino, publicado em 1992 com o título “O politicamente correto e a Escola de Frankfurt”. Ali se lê:

“Os herdeiros de Marcuse e Adorno dominam completamente as universidades, ensinando seus estudantes a substituir a razão por exercícios [rituais] de ‘politicamente correto’. Há, hoje, um número reduzido de obras teóricas em Arte, Letras ou Linguagem que não iniciam reconhecendo sua dívida à Escola de Frankfurt. A caça às bruxas nos atuais campus é mera implementação do conceito de Marcuse sobre “tolerância repressiva” – tolerância para movimentos de esquerda, mas intolerância para os movimentos de direita”. (Michael Minnicino)

Resulta impossível não associar esse relato ao que vem acontecendo ao longo dos anos com representações efetivamente rituais, além de manifestações, nos pátios e auditórios de nossas escolas e estabelecimentos de ensino superior.

O despertar conservador e liberal brasileiro tardou demais. Acorda sob insultos. É dito fascista porque a tanto são ensinados os jovens por professores que assim qualificam os pais de seus alunos e os que ousam divergir, ainda que a divergência se expresse em uma bandeirinha do Brasil.

Lembrem-se de que Beltrand Russel, outro frankfurtiano, escreveu, em 1951, que o “mais influente dos modernos métodos de propaganda se chama Educação”. E foi adiante:

“Os psicólogos sociais do futuro ensaiarão diferentes métodos de produzir, em crianças, inabalável convicção de que a neve é preta. Vários resultados serão percebidos: 1º) a influência doméstica atrapalha; 2º) nenhum resultado será obtido se a doutrinação iniciar depois dos 10 anos; 3º) refrões musicados insistentemente repetidos são muito efetivos; 4º) a opinião de que a neve é branca deve ser atribuída a um estado de excentricidade mórbida”. (Beltrand Russel)

Ao final, Russel conclui afirmando que quando a técnica estiver aperfeiçoada, qualquer governo que tenha a seu cargo a educação de uma geração exercerá controle de seus sujeitos sem necessidade de armas ou policiais.

Portanto, senhores pais, se quiserem dar algum sentido prático ao presente, invistam no futuro e façam valer seu peso nas decisões pedagógicas das escolas de seus filhos.

SONETO DE PAIXÃO

Meu pecado, meu erro, meu delito
foi te amar. Qual se amor fora pecado!
Foi meu crime pedir, rouco, num grito,
uma nesga de luz a um céu nublado.

Louco, tenho por pena este infinito
de nada: o véu de nuvens eis rasgado,
e é com olhos atônitos que fito
um céu sem sol, sem lua do outro lado!

Céu de chumbo e silêncio, desolado,
apenas, vezes que outras, por um grito,
por um eco do inferno entrecortado.

Ah! meu sonho sem glória, meu conflito,
meu amor sem amor, meu céu nublado,
meu pecado, meu erro, meu delito!

3 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

A GRANDE MÍDIA BANÂNICA

Esta manchete saiu no G1, a página internética da Globo.

Vejam que lindo:

Num tá arretada esta frase “com fuzis sem representar ameaça“???

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Pra bandido que portam fuzis “sem representar ameaça“, este Editor está totalmente a favor do “abate” que vai ser colocado em prática quando o governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, tomar posse no dia 1º de janeiro.

Aliás, a propósito de Witzel,  que aparece na postagem CABABOM!!!, vale a pena passar por lá e se divertir com os comentários do zisquerdista fubânico Contorcionista Explicatório.

Contorcionista condena de forma nada sutil, e muito hilária, um tabefe e uma bala no pé do ouvido de um latrocida ou o despacho pras profundas de Satanás de um bandido que assassina um trabalhador.

Garanto a vocês: é pra gente se mijar-se de tanto se rir-se! (embora a vontade chorar de raiva também seja muito grande, com o viés impregnado de direito dos manos dos comentários…).

Pra alegrar o nosso sábado, vamos rever o vídeo onde o governador Wilson Witzel, com toda calma e sem vaselina, enfia uma pajaraca no olho do cu de cada um dos componentes de uma banca de entrevistadores globais:

UM RESUMO DA ÓPERA

Ciro Gomes, entrevistado pela Folha de São Paulo, disse que Lula o traiu. Nas suas palavras: “Fomos miseravelmente traídos por Lula, não farei mais companha para o PT”. Eu não sei se é pra rir ou pra chorar. Ele percebeu isso agora? Deveria ter reagido dessa forma e ter se comportado como “macho” – como se diz no Ceará – no dia que começou a campanha, mas não fez isso. Queria ser ungido por Lula e ganhar a eleição com o apoio do PT. Tanto é assim que, com medo de perder votos no Nordeste, defendeu publicamente a inocência de Lula, disse que, como advogado, não via provas contra Lula, ou seja, armou toda uma estratégia para usar a imagem de benfeitor de Lula e conseguir votos. Agora, Ciro declara que Lula sabia do mensalão, do petróleo, porque ele mesmo tinha avisado que “Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros”.

Além das palavras dirigidas a Lula, ele não poupou seu entorno. Falou que Lula estava cercado de bajuladores e citou, nominalmente, Gleisi Hoffman, Frei Betto e Leonardo Boff. Todos nós sabemos o quanto Gleisi tem de imbecilidade. Se a gente for pesquisar os erros publicados por ela, com o papo do Lula livre, a gente vai ficar em dúvida se há na cabeça dela um cérebro humano. Leonardo Boff, com sua Teologia da Libertação, conseguiu ser expulsão da Igreja Católica e Frei Betto, participou do primeiro governo de Lula e saiu rapidinho quando viu o tamanho da roubalheira que havia se metido.

Bolsonaro era a última das opções, mas seu discurso antipetista convenceu a população de que era preciso mudar. Sua eleição é uma tentativa de mudança, mas parece que vai causar impacto porque sua vitória está preocupando os governos de Cuba, da Venezuela e da Bolívia. As três piores doenças venéreas da humanidade.

Uma das coisas mais preponderantes que o presidente eleito prometeu: médicos cubanos que forem aprovados no Revalida (sistema de revalidação de diplomas obtidos no exterior) poderão trazer sua família e o valor que recebe via o programa Mais Médicos será pago integralmente ao profissional. SALVE! Todo mundo sabe que esse programa foi feito para nós brasileiros mandarmos dinheiro para Cuba sob o manto da legalidade. Já tivemos prejuízo demais com esse país, haja vista o Porto de Muriel ter sido construído com nosso dinheiro, com o dinheiro que deveria estar sendo aplicado no investimento de empresas brasileiras para gerar, aqui, renda e emprego. Mas, o que gerou foi faturamento exorbitante para a Odebrecht.

Maduro externou preocupação com a eleição de Bolsonaro. Quer, urgentemente, que as esquerdas latino-americanas se articulem para mitigar esse risco. Na verdade, ele está apavorado que este exemplo brasileiro se propague e lhe atinja os fundilhos. Maduro, vai cair e não vai demorar muito. O maior prazer do povo venezuelano será ver Maduro fugindo do país com uma mão na frente e outra atrás. É bom avisar: não venha aqui para o Brasil porque a orientação do governo é outra.

Outro fato que merece destaque é o caso do terrorista Cesare Batistti. Acusado na Itália pelo assassinato de quatro pessoas, teve seu pedido de extradição negado por Lula. Uma promessa de Bolsonaro é mandar o safado de volta imediatamente. O medo desse canalha foi tão grande que ele sumiu da cidade onde mora, ao tomar conhecimento das pesquisas. Desapareceu e reapareceu dizendo que “tinha ido a São Paulo”. Está claro que ele está observando sua rota de fuga, então um grande favor que a Polícia Federal poderia fazer é aumentar a vigilância na fronteira e nos aeroportos. Será um enorme prazer ver esse terrorista de volta a sua terra para pagar pelos crimes cometidos.

Agora, temos a noticia da confirmação de Sérgio Moro como Ministro da Justiça. Isso tem um lado muito positivo porque ele é um cara competente e preocupado com a aplicação da lei. Sua experiência e seu comando sobre a PF será, extremamente, útil no combate aos crimes de corrupção. Não faz muito tempo Haddad disse no SBT que ele estava fazendo um bom trabalho na Lava Jato (errou apenas quando condenou Lula) e agora os advogados de Lula vão entrar com HC defendendo que Moro agiu por motivação política. A gente sabe que a defesa de Lula já pediu suspeição de Moro por uma foto com Aécio e com Dória. O fato é que a Bolsa bateu recorde só com essa indicação. Foi com a ação da Lava Jato que este país viu empresário e políticos trancafiados. Que continue assim.

Finalmente, cabe alertar que Alckmin pretende fazer palestras. Quiçá estas não ocorram na prisão e sejam usadas para reduzir seu tempo de pena. Ciro, percebeu agora que ser antipetista elege. Seja coerente, porque seu discurso tem sido acompanhado ao longo do tempo e você já foi pego mentido. Paulo Boullos, desculpem-me… quem é mesmo esse cara?

3 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

RAISSA CAMPAGNOLI – GUARAPARI-ES

Caro Editor,

Recebi pelo WhatZap esta Carta Aberta aos Petistas

Não sei quem é o autor e gostaria muito de saber.

Daria para publicar??

Muito grata

* * *

Os petistas ainda não entenderam o que aconteceu.

Eu explico.

Quem venceu a eleição fomos nós e não o Bolsonaro.

Nós vencemos a eleição para ele.

Nós vencemos sem partido.

Nós vencemos sem Jornal Nacional.

Nós vencemos sem Exércitos MST e cia Ltda

Nós vencemos sem dinheiro.

Nós vencemos sem horário político e propagandas milionárias.

Nós vencemos sem a presença do candidato por mais de 30 dias hospitalizado.

Nós vencemos sem Temer, FHC, Marina, Ciro, Alckmin, Toffoli, Gilmar Mendes, Levandowsky, Joaquim Barbosa, Chico, Caetano, Globo, Segunda Instância, Folha, Estadão, Carta Capital e o Diabo a Quatro…

Para falar a verdade, eu não sei como vencemos, o que sei é que vocês erraram o alvo, erraram feio, perderam um tempo danado tentando achar uma culpa no Capitão e não perceberam que o inimigo era nós e não ele.

Vocês esqueceram toda a tortura que nos fizeram durante esses 16 anos. Seus ídolos nos fizeram de idiotas e vocês riram na nossa cara de coxinha com o seu bafo de mortadela.

Vocês se esqueceram de tanta crueldade feita contra esse povo.

Vocês se esqueceram que cada real roubado saiu do bolso de cada um de nós.

E o pior, vocês esqueceram que tudo tem um limite, e esse limite somos nós.

Desta vez nós iríamos ganhar de qualquer maneira, com Bolsonaro ou com qualquer um outro que se posicionasse à direita desta máfia esquerdista instalada nos quatro cantos da nação.

E para encerrar, eu os conforto, não se preocupem com o Bolsonaro, nós sabemos muito bem o que queremos e se por uma fatalidade ele sair fora da linha, nós iremos sair com ele muito mais fácil do que saímos com a sua presidAnta.

Democracia não tem partido e bandeira, somente a vontade do povo.

Autor desconhecido

3 novembro 2018 AUGUSTO NUNES

MUDOU O ALVO

Depois de culpar o WhatsApp, Gleisi responsabiliza Sérgio Moro pela surra imposta ao PT pelo eleitorado brasileiro

“Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo pra sua eleição, ao impedir Lula de concorrer. Denunciamos sua politização qdo grampeou a presidenta da República e vazou pra imprensa; qdo vazou a delação de Palocci antes das eleições. Ajudou a eleger, vai ajudar a governar“.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, no Twitter, passando a responsabilizar Sergio Moro pela derrota que até ontem jurava que tinha sido causada pelas fake news enviadas via WhatsApp.

MARTA ALENCAR – SÃO PAULO-SP

Caro Editor Berto,

Peço que publique estas palavras da nossa deputada Joice Hasselmann.

Um bom feriadão para você e para todos os leitores do JBF.

Atenciosamente,

3 novembro 2018 CHARGES

ZÉ DASSILVA

3 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

RESISTÊNCIA UM CACETE!!!

Um novo presidente foi escolhido por quase 58 milhões de votos.

Numa eleição aberta, pacífica, democrática, constitucional e perfeitamente dentro da lei.

Aí os porras dos derrotados, com uma pajaraca de 17 polegadas enterrada no olho do cu, ficam falando em “resistência”.

Resistência contra um novo governo que será instalado daqui a 2 meses (puxa, que demora…) e que foi escolhido pela maioria da população do Brasil.

Ora, seus babacas, seus idiotas, seus tabacudos, resistência é exercida contra uma tirania, uma ditadura um regime de opressão.

Contra uma Venezuela, contra uma Coréia do Norte ou contra uma Cuba.

Tratem de cuidar das resistências dos chuveiros de vocês que devem estar queimadas.

Tanto quanto as resistências dos seus cérebros entupidos de bosta.

Enquanto nesta nossa pátria banânica e surrealista os babacas falam em “resistência”, lá nos Zistados Zunidos, aquele paiszinho atrasado, incivilizado, fechado e de 5º mundo, a coisa funciona um pouquinho diferente daqui:

Daqui pra frente, qualquer “resistência” banditícia e fora da lei será tratada conforme mostrado no vídeo abaixo.

Vejam só a “bravura” dos destemidos resistentes petêlhos:

3 novembro 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

NICANOR, O NOSSO PROFESSOR PARDAL

Eu conheci Nicanor de Azevedo Maia morando num bonito sobrado na rua Mossoró, em Natal, defronte à casa dos meus pais. Mudamos de rua e voltei a encontrá-lo na Escola de Engenharia, em 1965. Eu ingressando no curso, e ele concluinte da 2ª turma de Engenharia Civil.

Tão curioso e inquieto como o professor Pardal, personagem das histórias em quadrinhos de Walt Disney, Nicanor, professor do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, direcionou a sua pesquisa para a montagem de um “carro movido a água” – como jocosamente explorava a imprensa.

Lógico, que o invento caiu no descrédito de todos, tanto pelo ineditismo da pesquisa quanto pelo arrojo de tentar peitar de frente a poderosa indústria automobilística e o não menos vigoroso cartel do petróleo.

Sem se intimidar com as dificuldades que enfrentaria, vendeu um dos carros que possuía e adquiriu um velho Chevrolet Biscayne 1965, para dar forma à sua linha de raciocínio científico. “Há 90% de possibilidades de que a coisa dê certo”, afirmou ele confiante, em entrevista concedida à revista Veja, em março de 1976.

Nicanor se atinha a três sistemas de decomposição da água para utilizar o hidrogênio como combustível. No primeiro, em que a decomposição da água ocorria através da hidrogenita – substância composta de silício, hidróxido de sódio (soda cáustica) e cal extinta – ele obteve sucesso. No segundo, ele utilizaria apenas o calor do motor e a energia da bateria para dissociar a água. No terceiro método ele pensava em usar o urânio como dissociador.

Para o professor, um motor a hidrogênio ganharia em potência, por conta desse elemento ser oito vezes mais poderoso, como detonante, que a gasolina. Utilizando-se a hidrogenita o volume correspondente a um litro de hidrogênio custaria, no máximo, 30% do valor cobrado, na época, por um litro de gasolina. Além de vantagem de produzir uma energia limpa sem agressão ao meio ambiente.

Professor de Mecânica Aplicada do Centro de Tecnologia da UFRN, Nicanor realizava suas experiências num galpão – arremedo de laboratório – onde dava forma ao motor para o seu veículo “movido a água”. Na verdade, o combustível era o hidrogênio, o mesmo utilizado nas naves especiais.

Após meses de pesquisa ele montou um gerador de hidrogênio à base de hidrogenita e água no velho Chevrolet – no tanque de combustível continha água, sim. Com o veículo assim adaptado, Nicanor transitou pela cidade e até empreendeu viagens a alguns municípios do Estado.

O descrédito quanto ao trabalho do professor somente cessou, quando o Instituto Tecnológico da Aeronáutica o convidou para fazer uma explanação sobre a “Utilização do Hidrogênio Obtido da Dissociação da Água em Motores Térmicos”, em São José dos Campos.

Resultou que o experimento desenvolvido por Nicanor, era idêntico ao levado à efeito pelos engenheiros do ITA, utilizando aparelhagem moderna e sofisticada, enquanto, em Natal, o professor desenvolvia o seu invento artesanalmente.

Calaram-se os inconsequentes que julgavam o seu trabalho inconsistente e despropositado, mas a falta de incentivos arrefeceu o sonho criativo do pesquisador, quanto a opção de um combustível alternativo para motores automotivos.

Nicanor faleceu em 27 de dezembro de 2001, com 77 anos de idade.

DÉCADA DE 1950 – BRASIL

Grupo 4 Ases e 1 Coringa

* * *

A marchinha de Paquito e Romeu Gentil gravada em 1950 por Emilinha Borba, foi um grande sucesso no carnaval de 1951. No vídeo, Emilinha, em cena do filme “Aviso aos navegantes”, também de 1950, dirigido por Watson Macedo que tem em seu elenco nomes como, Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Eliana Macedo, José Lewgoy e Zezé Macedo, entre outros.


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