PAGANISMO – Olegário Mariano Carneiro da Cunha

Sinto às vezes horror do modo diferente
Com que em louca emoção voluptuoso te espio,
Meu suave amor que tens a figura inocente
De um lírio muito branco, um lírio muito frio.

Ao meu olfato chega o perfume doentio
Do teu corpo mudado em corpo de serpente:
E através desse aspecto anêmico e sombrio
Meu desejo passeia alucinadamente.

Fauno, os olhos boiando em volúpias bizarras,
Quem me dera que tu viesses, na noite escura,
Minha fronte adornar de crótons e de parras,

E na calma do bosque onde o meu sonho medra,
Unisses para sempre, entre o amor e a loucura,
Os teus lábios de sangue aos meus lábios de pedra.

4 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

COLUNISTA FUBÂNICO FAZ SUCESSO EM APRESENTAÇÃO

Ontem, sábado, fomos eu e Aline assistir ao espetáculo Sarapaté Coroado, criado e protagonizado pelo colunista fubânico Jessier Quirino, um dos maiores nomes da cultura nordestina da atualidade.

O evento aconteceu no Teatro RioMar, uma moderna e arrojada casa de espetáculos aqui do Recife, com capacidade para 696 lugares, que estavam todos ocupados.

O Teatro RioMar

Na verdade, as duas apresentações, realizadas nos dias 2 e 3, sexta e sábado, tiveram os ingressos esgotados assim que foram colocados à venda, uma semana antes.

O mesmo sucesso que se repete em todas apresentações de Jessier pelo Brasil a fora.

Gozando de mordomia e da amizade do nosso querido Poeta, ganhamos nossos ingressos de cortesia e lá fomos nos maravilhar com aquela festa de cultura popular e muito talento.

Uma produção perfeita, a cargo de uma grande e competente equipe, e um cenário de fundo de palco simplesmente genial.

Em lá chegando, encontrei com o colunista fubânico Leonardo Dantas Silva, o maior historiador da atualidade aqui em Pernambuco e especialista na cultura da Nação Nordestina

De modo que, por uma feliz coincidência, estavam no local três fubânicos: o artista Jessier, e dois inxiridos tietes, eu e Leonardo.

Este Editor e o colunista fubânico Leonardo Dantas

Um espetáculo fantástico, incrível, tocante, comovente, hilariante, com gargalhadas do começo até o final.

Participação especial, especialíssima, do magnífico Quinteto da Paraíba, fazendo a parte musical.

A seguir, algumas fotos do evento:

E, pra fechar a postagem, um vídeo com Jessier interpretando de sua autoria Agruras da Lata d’Água, acompanhado pelo Quinteto da Paraíba.

FABRÍCIO COPPOLA – CAMPINAS-SP

Ilustre Editor Berto,

antes de mais nada parabéns pelo sucesso deste extraordinário jornal.

Sou leitor fiel e não consigo passar um único dia sem ler todas as notícias.

Você é porreta!!!!!

O Brasil precisa de gente assim.

Segue vídeo para publicação.

Um grande líder mundial falando sobre outro grande líder brasileiro.

Publique para fazer mais raiva para ao petistas derrotados na última eleição presidencial.

Um grande abraço daqui da Cidade das Andorinhas.

4 novembro 2018 DEU NO JORNAL

PAVOR EM BRASÍLIA

Miguel Lucena Filho (Miguezim de Princesa)

Na hora em que Sérgio Moro
Aceitou ser o ministro,
Teve uma senadora
Que gritou: – Ai, Jisus Cristo,
Venha socorrer meu marido,
Tudo está muito sinistro!

Se ele, como juiz,
Botou grandes na prisão,
Agora, no Ministério
Da Justiça da Nação,
A vida ficou mais dura
Pra tudo quanto é ladrão.

Pesadelo de corrupto,
Começou a tremedeira!
Soube que um senador
Pulou e deu uma carreira
Direto para o banheiro,
Sofrendo de caganeira.

Ligaram para a Bahia
Pra saber como fazer,
O chefe baiano disse:
– Já começou a feder,
Derrubaram o tabuleiro
E estragaram o dendê.

CGU e AGU,
A Polícia Federal,
O Coaf e a Receita,
Limpando o Brasil do mal,
Com Sérgio Moro no leme,
Pondo fim ao bacanal.

Obras que nunca terminam,
Como a tal transposição,
Trilhões que desapareceram
Nos tubos do Petrolão,
Gente vendendo e comprando
Na mais vil corrupção.

Gente que não tinha nada,
Filava até macarrão,
Aparece desfilando
Em luxuoso carrão
E ainda diz: – Sou reitor
Da minha instituição!

Dinheiro sendo lavado
Da forma mais descarada:
Lojas caras que se abrem,
Mas quase não vendem nada,
Atacadão, restaurante,
Tudo coisa de fachada.

Bolsonaro anunciou,
Logo ao raiar do dia,
Que o juiz Sérgio Moro
Ia mandar na freguesia:
Teve gente desmaiando,
Outros sentindo agonia,
Uma hemorroida inflamada
Se aliviou numa bacia;
Eu grito: Viva o Brasil!
(O estoque de Rivotril
Acabou na drogaria)

CONTORCIONISMO EXPLICATÓRIO

Comentário sobre a postagem CABABOM!!!

Goiano:

“Sobre o fechamento da delegacia contra a corrupção em Pernambuco, o João Campos, filho do Eduardo Campos, que acaba de ser eleito deputado federal pelo Estado, diz que não é nada disso e que o que o governador Paulo Câmara fez foi bompra caralho, porque ele teria fortalecido a estrutura.

Tá aí no vídeo, dos 17.45 aos 23:00″

* * *

Nota da Editoria:

Depois deste mi-mi-mi, deste lenga-lenga, deste contorcionismo explicatório do deputado eleito João Campos, vamos ver dois vídeos sobre o escandaloso fechamento de delegacias de combate à corrupção, promovido por Paulo Câmara, governador de Pernambuco, amigo, aliado e irmão do prisioneiro Lula, a quem visitou na cadeia:

4 novembro 2018 SONIA REGINA - MEMÓRIA

ANTONIO MARCOS

Tive o privilégio de conhecer esse compositor e cantor que, numa parceria com o músico Serginho Sá, fez de suas poesias, musicas que enalteciam o “Amor”, o maior e mais sublime sentimento que pode e deve ser cultivado pelo ser humano.

Sonhos de Um Palhaço

* * *

JÉRÔME MURAT

O artista apresenta um belo espetáculo no programa Le Plus Grand Cabaret Du Monde, comandado por Patrick Sébastien e veiculado na TV5 da França que no Brasil, faz parte de TVs a cabo.

La Statue

* * *

Dica:

A série MacGyver (Profissão Perigo), foi exibida na TV brasileira de 1985 a 1992. A criação foi de Lee David Zlotoff no gênero de: ação, aventura e espionagem. O ator Richard Dean Anderson, que interpretava o papel principal, trazia uma peculiaridade hoje quase extinta nas grandes produções cinematográficas do mesmo gênero, não utilizava arma de fogo. Com experiência em ciências físicas, habilidade e um canivete suíço, ajudava seu País a resolver problemas complexos. Dublado em português.

Clique aqui para assistir a O Ladrão de Budapeste

4 novembro 2018 DEU NO JORNAL

AJUDANDO E DANDO FORÇA A UM PERSEGUIDO INJUSTAMENTE

Ativista da causa LGBT e das minorias, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse que foi transformado em “pária” pela campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Jean Wyllys declarou que hoje vive em “cárcere privado” por estar sob permanente proteção policial, devido, segundo ele, a ameaças que recebeu de apoiadores de Bolsonaro.

* * *

Pária, ameaçado e perseguido…

Chega faz pena…

Este xibungo pacato, pacífico e manso, é o mesmo que cuspiu na cara de Bolsonaro em 2016, dentro do plenário da Câmara dos Deputados.

Mas, como todo bom babaca zisquerdista, inverte tudo e se faz de vítima.

Como ele se declara em “cárcere privado”, vou colocar à disposição do ilustre doador do orifício pecaminoso o nosso querido Polodoro, o jegue fubânico que é muito prestativo.

Polodoro fica às ordens de Jean Aero Wyllys para as visitas íntimas enquanto ele estiver no “cárcere privado”

Acho que o perseguido, massacrado e atemorizado lutador das causas viadísticas vai gostar.

“Eu e minha pica estamos às ordens de Sua Insolência, o Diputado Jean Aero Wyllys”

4 novembro 2018 CHARGES

DUKE

NOTAS

É berrante ver a política gastar milhões de reais nas campanhas eleitorais e não sobrar um níquel sequer, nem a boa vontade dos candidatos para suprir as deficiênicas e carências nos hospitais públicos, invadidos por quilométricas filas de pacientes doentes e insatisfeitos com o descaso das autoridades.

Somente na campanha de presidenciáveis foram investidos milhares de reais. Conforme levantamento do TSE, as despesas de campanha somaram R$ 130,4 milhões. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com a rejeição da candidatura pela Ficha Limpa, efetuou despesas com a propaganda como possível candidato. Paga pelo povo.

O país acumula carências sociais. Tem atraso educacional, falta de moradia, dificuldade de acesso aos serviços básicos, como água, esgoto, coleta de lixo e energia elétrica. Com a péssima distribuição de renda, o padrão de vida do brasileiro despenca. As eleições deviam reservar a possibilidade de um futuro melhor para o país. Mas caso o Congresso fique inativo, de novo, o futuro é sombrio.

*

O poder fascina. Massageia o ego. Basta ser eleito, assumir cargo ou mandato, receber prestígio para o parlamentar querer se eternizar na política. Gozar de foro privilegiado. Deixar a função apenas para os filhos. A possibilidade de se achar um ser superior, cheio de autoridade, vem dos velhos tempos. Começou no princípio do aparecimento da humanidade. E não desapareceu, até o momento.

É pela ambição que o homem luta por conquistas. O prazer de dominar o outro, comandar uma nação ultrapassa a força e a cobiça. Tem pessoas equilibradas, porém existe gente de mente fraca que basta ter um diploma nas mãos para cometer absurdos, sair do sério. Desviar o pensamento para o caminho da corrupção. Neste aspecto o país está infestado de desonestos, vigaristas e ímprobos.

Ultimamente, o pais presencia atos de radicalismo, humilhação e de falsa moral. O povo constata a presença de sociopatas no poder querendo fazer tudo a sua maneira. Manobrar a sociedade de acordo com o seu pensamento e vontads. Na atual conjuntura é raro encontrar alguém que conquiste o poder via empatia e interesse social. É como diz o sábio. “Os poderosos subestimam a inteligência dos outros”.

*
A prática determina que o período das queimadas se aproxima do final, este ano. A fase de queimadas começa em junho e acaba em novembro. As queimadas atingem vastas áreas de várias partes do pais. Por ser uma técnica barata, as queimadas são muito utilizadas na agropecuária e na plantação da cana de açúcar.

O roceiro usa as queimadas para preparar o solo para o plantio ou para renovar as pastagens. O costume é autorizado, mas, nem sempre fiscalizado pelo Ibama. Daí as queimadas irregulares incendiar florestas. Apesar da multa pesada, os donos de roça não deixam de queimar. Não importa as consequencis.

Por outro lado, o calor excessivo também provoca incêndios descontrolados como o que apareceu no Parque da Chapada Diamantina, na Bahia, que tem destruído a fauna e a flora. O fogo deteriora a qualidade da água da região, como nascentes e águas subterrâneas, polui o ar, elevao a temperatura, enfi, agride a natureza.

*
O STF prestou um grande serviço ao país. Cancelou na sessão do dia 17 de outubro o pagamento de pensão a ex-governadores e viúvas na Paraíba. O injusto benefício que só fazia onerar as magras finanças do Estado, vigorava desde 2006, através de medida aprovada pela Assembleia Legislativa paraibana.

Figuravam na lista de beneficiados pela lei estadual seis ex-governadores e oito viúvas de ex-gestores Quem deu o pontapé para a extinção do benefício foi a OAB que ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade. Para cada ex-governador era paga a quantia de R$ 23.500,82 e para as viúvas, a pensão ia até R$ 12.661,75.

A decisão do STF foi tão legal que motivou os estados do Pará, Acre, Amazonas, Rondônia, Sergipe, Paraná e Rio Grande do Sul a enveredar pelo mesmo caminho. Solicitar, via Justiça, a extinção de berrantes atitudes, meramente políticas. Altamente anti-democráticas.

*
Desde 2014, o debate permanece aceso. Mas, indecisos e medrosos os governos adiam as resoluções. Com medo de errar. Daí a dúvida. O Banco Central deve ser um órgão público independente. Livre de pressões políticas ou permanecer submisso às ordens do Executivo. O tempo passa, as opiniões divergem, mas, ninguém decide. E tudo fica na mesmice.

O BC surgiu em 1964 com a finalidade de monitorar o sistema financeiro nacional, adotando os mesmos moldes executados pelo Japão, Chile e México. Até o governo Costa e Silva, o Bacen era independente, todavia, no regime militar perdeu a autonomia e passou a funcionar sob a tutela do Poder Executivo.

O Banco Central é a autoridade monetária. É o banco do governo, cheio de responsabilidades. Controla a emissão de moeda, é gestor cambial, cuida das reservas do país registradas em ouro e moeda estrangeira, é o banco dos bancos. Empresta dinheiro aos bancos para manter a liquidez no mercado. Regulamenta os depósitos compulsórios para evitar falências no meio bancário. Controla a taxa de juros e o fluxo de capitais estrangeiros. Quando o BC perdeu a independência, a inflação estourou nos anos de 1970 e 1980. Até hoje, esses anos são classificados como as décadas perdidas.

VANDERLEI ZANETTI – SÃO PAULO-SP

Prezado Luiz Berto

Segue, anexo, vídeo, elaborado pelo cidadão americano Dionne Alexander, após a eleição do Presidente Trump , nos EUA.

Serve para termos uma idéia do que pode ocorrer também no Brasil. O Choro do PT e das esquerdas bolivarianas.

A “Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos” protege o direito da população de manter e portar armas.

Foi aprovada em 15 de dezembro de 1791, juntamente com as outras nove primeiras emendas constitucionais constantes da Carta dos Direitos dos Estados Unidos (em inglês, United States Bill of Rights) ou Declaração dos Direitos dos Cidadãos dos Estados Unidos.

Um abraço,

PERNAMBUCO – O LEÃO DO NORTE!

Na minha modesta opinião, o querido “Leão do Norte” está velho, desdentado e brocha!

Esta decadência já vem de longe. São séculos de continuada queda em direção ao abismo da irrelevância política, econômica e moral, em termos de Brasil.

Tudo começou com a desastrada decisão dos heróis revolucionários quando, ao nos libertarem do jugo da Companhia das Índias Ocidentais Holandesa, optaram por retornar ao governo da coroa portuguesa, em lugar de nos transformarem na primeira república livre das Américas. João Fernandes Vieira, Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e Henrique Dias foram tremendamente competentes na guerra, mas absurdamente inocentes na política.

O resultado desta decisão idiota foi enviarem o Xumbrega para nos governar. Para os que não sabem, Jerônimo de Mendonça Furtado, também conhecido pela alcunha de Xumbrega devido à sua mania de imitar o bigode do general alemão Schomberg, que auxiliou Portugal na sua guerra para se livrar do domínio espanhol, foi o Governador que o rei Afonso IV de Portugal nos mandou. Era tão desmantelado que os pernambucanos não aguentaram suas bebedeiras, farras e roubalheiras. Assumiu o governo da capitania em 5 de março de 1664 e, depois de dois anos da sua administração, foi preso e enviado de volta para Lisboa a ferros. Ao chegar em Portugal, foi solto após alegarem que as provas contra ele tinham sido obtidas ilegalmente. Este foi o precursor dos governos (?) do PT. Seu apelido foi a origem da palavra “Brega”.

A expulsão do Xumbregas se deu no ano da Besta de 1666. Levou até 1711 para os pernambucanos se darem conta do papel de otário que haviam feito ao chamar de volta os portugueses. Estes vieram em grande quantidade e trataram de monopolizar toda a exportação da principal riqueza da terra: o açúcar. Forneciam de seus armazéns em Recife todas as necessidades dos senhores de engenho, normalmente moradores de Olinda, sempre a preços bem altos. Ao mesmo tempo, compravam o açúcar produzido a preços baixos e revendiam-no na Europa a preços bem majorados, auferindo assim grandes lucros. Dessa forma, mantinham os produtores pernambucanos sempre endividados e dependentes da sua concessão de crédito, até que a revolta explodiu na chamada “Guerra dos Mascates”, de 1711, quando os olindenses atacaram a Vila do Recife e trataram, como principal providência, de queimar todos os livros de registros de seus débitos, zerando assim todas as contas junto aos comerciantes portugueses do Recife.

Esta, por sinal, foi a segunda vez que os “Barões” da terra zeraram suas dívidas em uma fogueira. A primeira foi ao final da guerra de expulsão dos holandeses. Estes estavam também pesadamente endividados junto à Companhia das Índias Ocidentais, graças à proteção que lhes dava Maurício de Nassau quando da concessão e postergação dos créditos eternamente inadimplentes. Não foi outra a razão que levou a direção a destituir-lhe do cargo e chamar-lhe de volta, encerrando assim as operações deste precursor do BNDES no financiamento de empresários falidos e bem relacionados politicamente.

Mesmo com todas as turbulências do século XVIII, Pernambuco atravessou todo o século XIX ainda sendo uma das províncias mais ricas do império. Fomos nós que sustentamos, em grande parte, todos os luxos da corte no Rio de Janeiro e a estrutura governamental. Éramos então a liderança econômica, cultural e política de toda a nação. Foi aí que começou todo um processo de esvaziamento da nossa província. Fomos sendo progressivamente desmembrados como vingança pelas sucessivas tentativas, tardias e infrutíferas, para nos separarmos do restante da nação. Agora era tarde! Nossa chance havia passado e não nos demos conta.

As perdas territoriais foram se sucedendo. Iniciou com o Piauí tornando-se uma Capitania independente, em 1758, com a capital em Oeiras. Não se constituiu em grande perda pois, devido à imensa distância, mantinha mais contato com a Bahia que com Recife. Em seguida, Alagoas vem a se constituir capitania independente da de Pernambuco, através de alvará de 16 de setembro de 1817. Era o prêmio dado por D. João VI aos alagoanos por terem se recusado a participar do movimento separatista e republicano eclodido em Pernambuco de março a maio. Os alagoanos haviam se comprometido com o movimento mas, ao serem confrontados com as tropas legalistas vindas da Bahia, em Penedo, e ao lhes ser oferecido o prêmio da independência, permitiram a passagem das tropas por seu território sem que fosse disparado um só tiro. A perda seguinte foi da Comarca do São Francisco. Em 7 de julho de 1824, D. Pedro I, em represália pela nova tentativa pernambucana de se separar do restante do Brasil em 1822, transferiu toda a parte posterior do Rio São Francisco a Minas Gerais. Depois, decidiu anexá-la à Bahia. Tudo isto visando enfraquecer a força desta província sempre rebelde.

A Revolução Praieira, ocorrida entre 1848 e 1850, foi mais uma revolta de caráter liberal e federalista ocorrida em Pernambuco. Dentre as várias revoltas aqui ocorridas durante o Brasil Império, esta foi a última. Ganhou o nome de praieira, pois a sede do jornal comandado pelos liberais revoltosos (chamados de praieiros) localizava-se na rua da Praia.

A vingança pela opressão sofrida do governo imperial veio com a proclamação da república. Não foi à toa que os dois primeiros presidentes eram originários de Alagoas, ou que um dos seus primeiros atos, em 19 de novembro de 1989, tenha sido a garantia de créditos para que os Senhores de Engenho mais influentes politicamente viessem a adquirir equipamentos importados visando modernizar seus engenhos e torná-los Engenhos Centrais (ou Usinas, como vieram a ficar conhecidos). Cada uma destas Usinas passou a processar a cana de uns 20 dos antigos engenhos “Banguê”. De quase 900, sobraram apenas 45 usinas. Transformou os excluídos em meros fornecedores de cana e garantiu a hegemonia política e econômica dos “Usineiros” por mais de um século. Só que esta foi uma verdadeira “Vitória de Pirro”!

Com o desenvolvimento da produção açucareiras nas terras roxas do interior de São Paulo, em meados do século XX, muito mais férteis e planas que as de Pernambuco, este viu-se relegado à condição de mero coadjuvante na produção desta riqueza que tinha se constituído na espinha dorsal da economia pernambucana por séculos. Foram tentadas sucessivas “Políticas Compensatórias” que só prolongaram a agonia da decadência.

O último espasmo de desenvolvimento se deu na década de 70, durante a época que se convencionou chamar de “O Milagre Brasileiro”. Foram indústrias e mais indústrias instaladas ao longo das rodovias principais do estado. Microlite, Philips, Romi, Tintas Coral, Kibon, Dedini, Fábrica de Linhas, Deka (de louças sanitárias), na BR 232 no sentido oeste; Red, Formiplac, Springer, Wolnor, Musachi, indo em direção a João Pessoa; Alpargatas, Ford, Metalgil, Maizena, indo em direção ao cabo; e tantas outras mais.

Quantas sobreviveram? Quase nenhuma!

Dá uma dor no coração ir passando por uma dessas BRs e constatando o morticínio. Prédios e mais prédios, abandonados e sendo comidos pela ferrugem ou sendo cobertos por uma vegetação tropical voraz. Centenas de placas de “Aluga-se” ou “Vende-se”, sempre com cara que estão ali dependuradas há já um bom tempo. Sempre inúteis pois não há compradores.

Quanto aos projetos mais atuais, todos megalomaníacos, a custos estratosféricos e intermináveis. Nunca são projetos com começo, meio e fim. Nada de Planos Estratégicos nem Análises de Viabilidade. Exigir isso de um bando de políticos ladravazes e sindicalistas analfabetos seria exigir demais. São ferrovias que vão de lugar algum a lugar nenhum e carregando carga nenhuma, pois nada há de produção a ser carregada. A única produção do semiárido com a maior população do mundo é de crianças, todas ávidas por serem alimentadas pelos subsídios governamentais e exigindo esta contrapartida pelos votos de cabrestos que deverão perpetuar os mesmíssimos canalhas nas posições de poder.

Pernambuco recuou à condição do Piauí, Alagoas e Maranhão: Multidões andrajosas e miseráveis, sempre choramingando por esmolas estatais e votando maciçamente (66%) em lideranças canalhas até os cabelos.

A “Nova Roma de bravos guerreiros” se transformou numa Biafra! Mais um peso morto para o restante do país carregar nas costas através dos mais de R$ 200 Bilhões doados ao Nordeste todos os anos.

4 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

BOM DOMINGO!

Um vídeo para fechar com chave de ouro o feriadão.

Um cagatório oral que vai alegrar o domingo dos leitores fubânicos.

Com a palavra Gleisi Ventinha, gerenta do PP (Puteiro Petêlho)!!!

Gleisi, vocês já sabem, é aquela corrupta passiva que tem o codinome de Amante na lista de propinas da Odebrechet.

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

Veja o que está circulando na internet.

Se julgar oportuno e conveniente, publique nessa gazeta que, há muito, é o xodó de todos nós.

R. Meu querido amigo e grande colunista fubânico, doutor PhD em cultura popular nordestina, gostei demais de você dizer que esta gazeta escrota “é o xodó de todos nós“.

Fiquei ancho que só a porra!

Ganhei o domingo.

E aqui vai o material que você nos mandou:

* * *

FATOS CURIOSOS QUE NÃO SABEMOS SOBRE A HISTORIA DO BRASIL IMPERIAL

• Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta. Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

• A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

• (1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.

• (1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.

• (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.

• (1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.

• (1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.

• (1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.

• (1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

• (1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.

• A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador. “Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros” conta o historiador José Murilo de Carvalho. Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. “Imprensa se combate com imprensa”, dizia.

• O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

• Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

• Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

• D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.

• A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

• D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

• Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

• A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

• D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.

Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho

4 novembro 2018 CHARGES

YKENGA

OS BRASILEIROS (XX): VILLA-LOBOS

Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro, em 5/3/1887. Músico e maestro, considerado o expoente da música clássica brasileira e um dos maiores compositores do mundo, na opinião de Alejo Carpentier, escritor e músico cubano. A data de seu nascimento é celebrada como “Dia Nacional da Música Clássica”. Filho Noêmia Monteiro Villa-Lobos e Raul Villa-Lobos, músico amador e funcionário da Biblioteca Nacional. Recebeu do pai instrução musical e uma viola adaptada para iniciação aos estudos de violoncelo.

Aos 12 anos, com o falecimento do pai, a família passou por alguns perrengues e ele foi obrigado a ganhar a vida tocando em teatros, bares e bailes ao mesmo tempo em que manifestava interesse pela musicalidade dos “chorões”, que imperava no Rio de Janeiro. Frequentou a conhecida loja “O Cavaquinho de Ouro”, que reunia o grupo de chorões. Nesse contexto, desenvolveu-se também no violão, na época, um instrumento musical de malandro. Desde cedo, curioso e inquieto, passou a viajar pelo interior do País com o intuito de conhecer o universo musical brasileiro. Em 1913 casou-se com a pianista Lucila Guimarães e conquistou o reconhecimento artístico em âmbito nacional. Em 1922 teve atuação destacada na Semana de Arte Moderna, em São Paulo, apresentando-se nos três dias com três diferentes apresentações. O Teatro Municipal de São Paulo foi o primeiro palco erudito a receber suas obras.

Em 1923 fez sua primeira viagem para a Europa, subsidiado pelo governo, onde passou um ano aprimorando sua performance. Em 1924 retornou ao velho continente, sob o patrocínio do milionário carioca Carlos Guinle, dono do Hotel Copacabana Palace, e passou mais três anos em contato com os grandes compositores mundiais. De volta ao Brasil, em 1930, realizou uma turnê por 66 cidades e uma “Cruzada do Canto Orfeônico” no Rio de Janeiro. No ano seguinte quis voltar è Europa, mas a “Revolução de 30”, impediu a retirada de dinheiro do País, impedindo-o de viajar. Forçado a permanecer no Brasil, passou a organizar concertos em algumas cidades e compor músicas educativas e patrióticas, com apoio governamental.

A aproximação com o novo governo garantiu-lhe o cargo de diretor da SEMA-Superintendência de Educação Musical e Artística, criado pelo decreto-lei nº 3.763, de 1932, através do Departamento de Educação, comandado por Anísio Teixeira. Permaneceu no cargo até 1945. onde permaneceu de 1932 a 1945. Assim, foi instituído o ensino obrigatório de música e canto orfeônico nas escolas. Nesta condição produzia arranjos musicais diversos e compôs diversas peças consideradas patrióticas e propagandísticas, Vale ressaltar que a série de “Bachianas Brasileiras”, iniciada naqueles anos, é considerada uma notável exceção. Em 1936, desfez o casamento e passou a namorar sua aluna Arminda Neves d’Almeida, com quem viria a se casar em 1948. Após o decreto de 10/11/1937, que estabeleceu a ditadura de Vargas ou “Estado Novo”, continuou produzindo obras patrióticas de apelo popular. O “Dia da Independência”, em 7 de setembro de 1939 contou com um coral de 30 mil crianças cantando o hino nacional e outras peças musicais. Dois anos depois, publicou A Música Nacionalista no Governo Getúlio Vargas, onde defende a nação como uma entidade sagrada, e os seus símbolos (a bandeira e o próprio hino nacional) como invioláveis.

Era uma personalidade destacada no meio cultural e chegou a ficar famoso no meio popular através de uma aparição no filme da Disney Alô amigos (1940), ao lado do próprio Walt Disney. Nessa época dirigiu um comitê que tinha como tarefa estabelecer uma versão definitiva para o hino nacional brasileiro. Sua atuação resulta na criação do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico, inaugurado em 1942. Na celebração do 7 de setembro de 1943, compôs o ballet “Dança da terra” e um hino invocando a defesa da pátria, logo após o Brasil ter declarado guerra contra a Alemanha nazista. Sua apego na busca de uma música genuinamente brasileira se expressa de modo claro: “Quando procurei formar a minha cultura, guiado pelo meu próprio instinto e tirocínio, verifiquei que só poderia chegar a uma conclusão de saber consciente, pesquisando, estudando obras que, à primeira vista, nada tinham de musicais. Assim, o meu primeiro livro foi o mapa do Brasil. O Brasil que eu palmilhei, cidade por cidade, estado por estado, floresta por floresta, perscrutando a alma de uma terra.”

Dentre as cerca de mil composições do maestro, destacam-se: Cantilena, (Bachiana nº 5), O trenzinho caipira, Uirapuru, A Floresta do Amazonas, Descobrimento do Brasil, Choros nº 1 e nº 5, entre tantas outras. Seu legado musical não se restringe a música brasileira. Seus “12 Estudos”, reconhecidos como a maior obra para violão composta no século XX, revolucionou o repertório internacional do instrumento, até então restrito aos tradicionais espanhóis e a herança barroca do antigo alaúde. Dedicados a Segóvia, que passou a tocá-los (entre outras obras do maestro) no mundo inteiro, Os “12 estudos”, compostos entre 1924 e 1929, transformaram-se numa espécie de ‘Bíblia’ dos violonistas modernos, destacando-se por sua dificuldade, sua beleza, seu desafio, e sua brasilidade.

Em 1944 aceitou o convite do maestro Werner Jansen e iniciou uma turnê pelos Estados Unidos. No ano seguinte retornou ao Brasil e fundou a Academia Brasileira de Música, da qual foi eleito presidente. Em seguida empreendeu uma série de viagens pela américas, Europa e Israel, dirigiu concertos e gravou boa parte de sua obra. Em 1948 fez uma operação extirpando o câncer e casou-se com sua ex-aluna Arminda, que ficou encarregada de divulgar sua monumental obra, após sua morte em 17/11/1959. No dia seguinte o jornal “New York Times” dedicou-lhe um editorial na forma de necrológio e ano seguinte, o governo brasileiro criou o Museu Villa-Lobos no Rio de Janeiro. O maestro recebeu muitas homenagens em vida e mais ainda após sua morte, dando nomes a inúmeros logradouros e instituições. Foi retratado em diversas biografias e obras da musicologia: “Villa-Lobos, uma interpretação” (1961) do crítico Andrade Muricy; “Villa-Lobos, o homem e a obra”, uma alentada biografia traduzida em diversas línguas, do musicólogo Vasco Mariz; “Heitor Villa-Lobos: the life and works, 1887–1959”, do musicólogo finlandês Eero Tarasti.

Foi retratado também em filmes: “Bachianas Brasileiras: meu nome É Villa-Lobos” (1979), “O Mandarim” (1995) e “Villa-Lobos: uma vida de paixão” (2000). Em 1986 teve sua efígie impressa nas cédulas de quinhentos cruzados. No cinquentenário de seu falecimento (2009) foi organizado o “Seminário Internacional – Villa Lobos”, no MASP, com duração de 5 dias, onde foram apresentadas palestras, mesas redonda, avaliações, concertos etc. sobre o maestro. Foi um homem que tinha plena consciência de sua importância no cenário cultural do País, reveladas em frases como: “Eu não uso o folclore, eu sou o folclore” ou “Eu não estou aqui pra aprender, mas sim para mostrar o que eu até então construí”. Pouco antes falecer lamentou-se com um amigo: “É triste a gente morrer, ter alguns dias de vida e séculos de música na cabeça! Você sabe que eu tenho séculos de musica na minha cabeça?”.

4 novembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

SAUDADE SERESTEIRA

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A coluna de hoje é dedicada a Valéria Bossi Simão, médica em Belo Horizonte nas Minas Gerais, fiel leitora do Jornal da Besta Fubana. A doutora Valéria me presenteou, por ocasião de meu aniversário, com o livro do escritor Alexandre Pimenta intitulado “Saudade Seresteira” do qual copiei o nome para a coluna de hoje. O livro, uma preciosidade onde estão relacionadas 364 músicas que fizeram e fazem parte da nossa memória musical. Já pesquisando o livro, preparei esta seleção e espero que seja do agrado de todos e principalmente da nossa estimada Dra. Valéria, a quem fico muito agradecido pelo belíssimo presente. Desejo à Doutora Valéria e a todos os seus, eternas felicidades.

DESTA ÁGUA BEBEREI

Para Bolsonaro, foi ótimo: Sérgio Moro é um homem respeitado, de alto nível, e agrega prestígio a ele – que, embora eleito com esplêndida votação, ainda enfrenta problemas de credibilidade, e bem nos setores em que Moro é totalmente aceito. Para o futuro Governo Bolsonaro, Moro é muito bom: estudioso, eficiente, habituado a trabalhar com a Polícia Federal. E, chefiando um superministério, tem tudo para estender a Lava Jato a setores que nunca pôde investigar. Outra vantagem: com Moro ministro, morrem os pesadelos de caça às bruxas (que já incluíram em listas de comunistas a ser boicotados o jornalista Reinaldo Azevedo e até, creia!, Delfim Netto).

Mas, para Sérgio Moro, a coisa não é tão boa. Gente ligada aos alvos da Lava Jato já proclama que ele “perseguia Lula” para evitar que derrotasse Bolsonaro; quer acusá-lo naquele tal conselho da ONU de usar a toga com fins partidários; e o responsabiliza por, em duas ocasiões – a liberação da delação premiada de Palocci, dias antes da eleição, e a famosa gravação de Lula com Dilma, aquela do Bessias, em que ficava claro que seria nomeado ministro para ter foro privilegiado – antes do impeachment, para favorecer Bolsonaro. Quem prendeu Lula foi o TRF-4, mas não faz mal: o pau é nele.

Acusa-se também Moro de ter dito que jamais entraria na política. Isso ele disse – mas acha que, como Adib Jatene, é um ministro técnico que não vai disputar votos, ou mudou de ideia. Quem jamais nunca mudou de ideia?

Estranho vingador

Há também quem acuse Moro de mover uma cruzada contra Lula. Mas é esquisito: dentro de dez dias, Lula deve ser ouvido no processo sobre o sítio de Atibaia. Um vingador perderia a chance de condenar seu alvo mais uma vez? Ao aceitar o convite do presidente eleito, deixa de ser juiz. E o caso fica com uma juíza substituta, até que o novo titular seja escolhido.

Sem choradeira

Ao deixar a Magistratura para ser ministro, Moro não viola lei nenhuma.

Retrato futuro

O perfil do Governo Bolsonaro já começa a ser traçado: três ministros fortes, Sérgio Moro (Justiça), Paulo Guedes (Economia) e general Augusto Heleno, que comandou as tropas brasileiras no Haiti (Defesa). Os três controlam totalmente a área e escolhem os auxiliares que quiserem, sem que ninguém, nem Bolsonaro, se intrometa. Os três são competentes – mas nenhum jamais negociou com políticos profissionais tipo Renan Calheiros.

Prioridades

Outros setores que estão na agenda presidencial: a defesa da propriedade privada, de crítica ao avanço dos costumes, apoio aos inovadores e empreendedores, força ao agronegócio e à exploração (responsável, dizem) das riquezas naturais. Para a Agricultura, estão em pauta duas mulheres notáveis: a senadora Ana Amélia (PP), vice de Alckmin, e a deputada Tereza Cristina (DEM), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

Adeus

O Ministério do Trabalho, há anos sem função, deve ser extinto ou reduzido a secretaria, subordinada a Guedes. Para, como hoje, exercer só o trabalho de informar uma vez por mês o número de empregos com carteira assinada, ao custo de R$ 2 bilhões por ano, virar secretaria é bom demais.

Sem fantasia

É normal que o mercado tenha recebido bem a derrota do PT. É previsível que a escolha de Paulo Guedes, com bom trânsito na área da Economia, estimule estudos sobre investimentos. Mas as notícias que surgem nas redes sociais, sobre bilhões de dólares que virão para o país graças à eleição de Bolsonaro, não são bem assim. Os investimentos foram mesmo anunciados, mas já estavam na pauta ou virão (se vierem) bem mais tarde. Ninguém decide em poucos dias investir milhões de dólares, por mais que goste de Bolsonaro ou tenha apreciado sua vitória. Dilma também escolheu um ministro com prestígio no mercado e os dólares não vieram.

A literata

Dilma, depois de se mudar para Minas acreditando que seria facilmente eleita para o Senado, resolveu ficar no Rio Grande do Sul. Seu plano atual, diz O Globo, é escrever um livro de memórias. Este prestativo colunista sugere um título para o livro de memórias de Dilma: Vaga Lembrança.

Los Hermanos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que é preciso dar novo impulso à ALBA – Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América, organização regional fundada por Fidel Castro e Hugo Chávez. Quais são as nações que funcionarão como contraponto à derrota do PT no Brasil?

Por ordem alfabética: Antígua y Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Granada, Nicarágua, San Cristóbal y Nevis, Santa Lucia, San Vicente y Granadinas, Suriname, Venezuela. Ah, agora vai. Es nosotros en la fita!


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