JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

ACHADOS E PERDIDOS

Procura-se uma escola que desapareceu numa aldeia chamada BRASIL.

Apresentava as seguintes características:

Reverenciava o hasteamento do pavilhão nacional (a cada dia um aluno era escolhido para hastear a bandeira); cantava o hino nacional antes das aulas; tinha como disciplinas obrigatórias: Organização Social e Política do Brasil-OSPB e Educação Moral e Cívica; os valores morais tinham primazia sobre os intelectuais; adotava a prática do “ditado”; o caderno de caligrafia era obrigatório; adotava decálogos cívicos; ensinava os alunos a se porem de pé para receber os professores; organizava os alunos por altura: assegurava autoridade aos professores e conferia a estes o poder de increpar os alunos; fazia o infanto-juvenil conhecer os postulados básicos da religião; desconhecia a prática de espancamento de professores por parte de alunos; infundia o sentimento de brasilidade e de amor ao Brasil.

5 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

DOAÇÃO

O presidente eleito Jair Bolsonaro tentou doar sobras de sua campanha para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde uma competente equipe médica salvou a sua vida da fúria de um assassino militante político.

Diante da impossibilidade legal de ser efetivada a doação do presidente eleito, foi formada uma espécie de “Caixa 2 Bolsonariana” na internet pra fazer doações à instituição juiz-forana.

Quando recebi a mensagem informando sobre a corrente, a doação sugerida era de R$ 1,00.

Entrei nesta Caixa 2 e fiz minha doação hoje, no valor de R$ 117,00.

A dezena 17 foi escolhida de propósito.

Se algum leitor fubânico quiser participar e também fazer sua doação, é só anotar os dados abaixo:

Banco do Brasil
Agência 4478-4
Conta Corrente 6367-3
CNPJ 21.575.709/0001-95

Antes de efetivar a transferência, liguei para Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, no telefone (32)-3229-2222, para confirmar todos os dados.

É importante salientar que, assim que foi criado o “Caixa 2 Bolsonariano” e dado início a campanha, a Santa Casa emitiu a seguinte nota, para ressaltar que não foi a instituição que tomou a iniciativa:

Quem quiser conhecer a página desta santa instituição, basta clicar na imagem abaixo

VIDA NA REDE

Comentário sobre a postagem ANTONIO MARCOS

Marcos Pontes:

“Feliz é o cabra que acessa este blog escroto chamado Jornal da Besta Fubana,

Ele não só é bem informado, como tem acesso ao que de melhor acontece neste mundo internético.

Ainda existe vida na “rede”.

* * *

5 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

RESISTÊNCIA PETRALHÍSTICA

5 novembro 2018 DEU NO JORNAL

OS DESESPERADOS

Editorial do Estadão

Uma oposição “propositiva” ao governo de Jair Bolsonaro é o que prometem alguns partidos de esquerda que já começam a se organizar com vista à próxima legislatura. Não por acaso, esse bloco excluirá o PT. Segundo explicou o deputado André Figueiredo (CE), líder do PDT na Câmara, o partido do ex-presidente e hoje presidiário Lula da Silva “tem um modus operandi próprio dele”, enquanto o bloco formado por PDT, PSB e PCdoB “tem um outro modelo de oposição”, isto é, “um modelo construtivo para o País”.

Ainda será preciso esperar que esses partidos passem das belas palavras aos atos concretos, mas é significativo que agremiações que tão fortemente antagonizaram com Bolsonaro durante a campanha agora se digam dispostas a fazer oposição responsável ao próximo governo.

Também é significativo que o grupo tenha dispensado o PT e sua linha auxiliar, o PSOL, das conversas para a formação de um bloco de oposição. O pedetista André Figueiredo explicou que não é mais possível aceitar “o hegemonismo que o PT quer impor aos demais partidos” e que nenhuma dessas legendas de esquerda aceita ser “um puxadinho do PT”.

O isolamento do PT no campo da oposição é a consequência natural do comportamento autoritário do partido, incapaz de uma convivência democrática mesmo com aqueles com os quais nutre alguma afinidade ideológica. Para os petistas, nada que não tenha sido ditado pelo PT tem legitimidade.

À medida que foi sendo desossado pelas urnas e pela Justiça, o partido de Lula da Silva recrudesceu seu autoritarismo, expondo cada vez mais seu desespero. Depois de passar a campanha inteira a denunciar como “golpe” o impeachment constitucional de Dilma Rousseff, a exigir a libertação de Lula, como se este não tivesse que cumprir pena pelos crimes que cometeu, e a exigir apoio a seu candidato como única forma de “salvar a democracia” ante o perigo do “fascismo” supostamente representado pela candidatura de Bolsonaro, o PT agora trata de dizer que a vitória do oponente resultou de um processo “eivado de vícios e fraudes”, conforme declarou a presidente do partido, Gleisi Hoffmann.

Os petistas, assim, fazem exatamente aquilo que deles se esperava — isto é, em vez de aceitar o resultado das urnas e se organizar para fazer oposição decente e leal ao futuro governo, preferem deflagrar campanha para deslegitimar a vitória de Bolsonaro. Do alto de sua prepotência, os petistas dizem que Bolsonaro foi eleito depois de “uma campanha de ódio e de mentiras, que nos últimos anos manipulou o desespero e a insegurança da população”, como diz uma resolução da Executiva Nacional do PT aprovada logo após a eleição. Ou seja, para o PT, se não houvesse “manipulação” e “mentiras” o candidato petista seria eleito com folga.

Um partido que em documento oficial chama um presidente democraticamente eleito de “aventureiro fascista”, como faz o PT, não tem a menor intenção de fazer oposição. Para esta atitude verdadeiramente golpista já chamávamos a atenção no editorial Desespero, de 19 de outubro. Sua intenção é inviabilizar o governo e, por tabela, impedir que o País saia da crise que os próprios petistas criaram em sua desastrosa passagem pela Presidência. Os desesperados petistas prometem “construir uma frente de resistência pelas liberdades democráticas”, como se o País estivesse às portas da ditadura, e essa “resistência” se estende a tudo o que interessa à maioria da população, a começar pela reforma da Previdência.

Enquanto isso, os grupelhos a serviço do lulopetismo mostram do que é feita a “democracia” que defendem: uma manifestação convocada pelo notório Guilherme Boulos para exigir que Bolsonaro “respeite a oposição” e “as liberdades democráticas” acabou em tumulto e depredação na terça-feira passada em São Paulo.

Não surpreende, assim, que a tal “frente de oposição” que o PT pretende liderar não tenha apoio. O grave momento do País exige um esforço de todos para a superação da crise, o que implica a existência de uma oposição dura, porém prudente. Os sabotadores — aqueles que não se importam com o interesse público — devem ser isolados, para que fique patente de vez sua profunda irresponsabilidade.

5 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

5 novembro 2018 DEU NO JORNAL

A BOSTA DO ESGOTO PETISTA CONTINUA SUJANDO A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

ADVOGADA FOI ALGEMADA NO FORO POR ESTAR TRABALHANDO

A advogada Valéria Lucia dos Santos no seu escritório de advocacia

O mundo dá muitas voltas e o destino reescreve os caminhos de todos. E, eventualmente, de forma surpreendente, positivamente ou negativamente, dependendo do que você plantou. Isso em qualquer área do seguimento humano!

A advogada Valéria Lucia dos Santos que o diga!

Ela ficou conhecida em todo o Brasil no dia 10 de agosto de 2018, após ser filmada sendo algemada quando se recusou a deixar a audiência de que participava sem fazer a contestação de cobrança indevida por parte de operadora telefônica contra sua cliente.

Policiais militares algemaram-na e prenderam-na durante audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Tudo começou depois que a juíza leiga e a advogada discutiram se incluiriam ou não uma contestação no processo.

De acordo com a reportagem do site Universia, ela, neste período de pouco mais de um mês, viu o número de cliente triplicar, confirmando que vai abrir um escritório voltado para minorias brevemente, além de estar viajando pelo país dando palestras.

“A exposição de uma coisa ruim virou algo positivo.” Triplicou o número de casos que chegam a mim, inclusive, os de racismo. Já tenho o de três meninas reprovadas numa entrevista de emprego para estoquista de loja porque não tinham, segundo os empregadores, “características para o cargo” – disse ela à reportagem do Universia.

O que está acontecendo com a advogada é resultado de uma superexposição de sua imagem. Em que pese o fato acontecido com ela ter sido extremamente desagradável, a projeção de uma imagem de aguerrida e brigona, sem baixar a cabeça para a repressão envolvida, pesou de forma muito positiva na imagem da advogada.

O aumento do número de clientes e palestras é o resultado direto de uma impressão positiva que ela deixou.

Valéria era antes enfermeira, e se formou em Direito apenas em agosto de 2016. Antes do episódio ela trabalhava em casa e prestava serviços em um escritório duas vezes por semana, elaborando peças e participando de audiências.

Agora ela alugou uma sala própria e viu uma transformação na forma como cobra os honorários. Antes ela cobrava R$ 3 mil por uma causa de família e os clientes não queriam pagar. Agora, cobra R$ 7 mil e os clientes não mais reclamam.

Evidentemente, o que aconteceu com ela foi algo excepcional e que ninguém deseja passar, mas, por uma via transversa, ela conseguiu mostrar seu valor e agora colhe os frutos desta valia. Trabalhar é preciso!

A advogada foi vítima de um brutal tratamento discriminatório em audiência por uma juíza leiga prepotente, arrogante, inconsequente, descerebrada e preconceituosa!

O Tribunal de Justiça do Rio informou por meio de “bilhete” que a juíza leiga chamou a polícia porque a advogada não acatou as imposições dela de sair da sala de audiência. De acordo com o TJ-RJ, ela resistiu e oferecia perigo às pessoas presentes, por isso foi algemada e levada para a delegacia. O nome da juíza leiga não foi divulgado por questão de segurança máxima. Ela pode receber um atentado à Bolsonaro por um Adélio ou Adélia malucos – disse um funcionário do TJ-RJ que não quis ser identificado.

O resultado da investigação preliminar feito pelo TJ-RJ sobre o incidente concluiu que: A juíza leiga estava certa e agiu correto em chamar os policiais para retirar a advogada da sala de audiência algemada, pois esta estava perturbando um ambiente solene, oficial, fazendo muito barulho, reivindicando os direitos de sua cliente e, como no Brasil quem decide quem tem direito ou não são os poderosos, a advogada negra foi algemada, posta no corredor do foro para poder respeitar o ambiente público e a juíza leiga foi absolvida pelo TJ-RJ por agir no estrito cumprimento do seu dever, preservando a ordem, a moral, a ética e os bons costumes do Tribunal, mesmo violando as prerrogativas do advogado estabelecidas na Lei 8.906/94 e na Súmula Vinculante n.º 11 do Supremo Tribunal Federal!

O mais surpreendente nesse “imbróglio” estúpido todo foi o equilíbrio, a lucidez e a sobriedade da advogada Valéria Lúcia dos Santos ao responder à jornalista negra da CULTNE – acerua digital de cultura negra – no Ato de Desagravo promovido pela OAB-RJ, ocorrido no Fórum de Caxias, Baixada Fluminense, sobre o que ela mais tirou de lição do lamentável episódio: Estudar e trabalhar!

MENTE X CÉREBRO

Embora esses termos sejam usados como sinônimos, a ciência tem definições bastante distintas para cada um deles. Cérebro é a parte física: o principal órgão do sistema nervoso, composto de bilhões de células chamadas neurônios.

O cérebro é responsável por diversas funções motoras involuntárias, por responder às nossas vontades e comandos em milésimos de segundo, com funções específicas para nos fazer agir em momentos de perigo e, até mesmo, com um sistema de autopreservação. O computador mais potente e compacto do mundo! Porém, todos os animais possuem cérebro. A diferença é que temos algo muito mais poderoso a nosso dispor. A mente!

O cérebro é a parte física e a mente, a abstrata. Enquanto o cérebro cuida do perfeito funcionamento do corpo, dos sinais elétricos e da resposta emocional quando pensamos em algo que nos gera emoção, a mente é a responsável por conceber o pensamento que motivou o cérebro a iniciar seu trabalho.

A mente é a fonte criadora da nossa vida, pois é nela que estão gravadas nossas crenças, medos, fobias, etc. Nossas possibilidades e incapacidades residem, todas juntas, em nossa mente. Enfim, se em sua mente você acha que consegue, fará tudo que for possível e tentará o impossível a fim de alcançar aquele objetivo. Se achar que não consegue, sequer tentará.

Na verdade, a mente é uma mistura do nosso pensamento consciente, inconsciente, memória, emoções, percepção e imaginação. A relação entre cérebro e mente continua sendo um dos principais mistérios da neurologia.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então, pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

5 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

COMEÇANDO A SEMANA COM FINA POESIA

Recebi um presente excelente que me foi enviado pelo colunista fubânico Anderson Braga Horta, um dos maiores poetas do Brasil na atualidade.

Trata-se do livro Horta – Versos em Três Tempos, editado pela Costelas Felinas

Poeta reconhecido tanto no Brasil quanto no exterior, Anderson é filho de um casal de poetas, os saudosos Anderson de Araújo Horta e Maria Braga Horta, cujos poemas são publicados aqui no JBF, na coluna A Hora da Poesia.

O livro tem poemas dos três, os pais e o filho.

Uma família unida pela poesia!

Quem quiser conhecer a obra e os prêmios já recebidos por Anderson, clique aqui e veja só o que consta do Wikipédia.

Anderson de Araújo e Maria Braga são também são pais do compositor-cantor-poeta Goiano Braga Horta, outro colunista do JBF.

Uma família de gente talentosa!

Brigadão pelo mimo, caro Anderson.

E que você continua brilhando no universo da poesia e fazendo muito sucesso!

Pra fechar a postagem e encantar este começo de semana com poesia, aqui vão três poemas: um de Anderson de Araújo, o pai, outro de Maria Braga, a mãe, e outro de Anderson Braga, o filho.

* * *

SER POETA – Anderson de Araújo Horta (Pai)

Ser poeta é ter sublime, é ter sentida
Uma ilusão que nos consome e encanta.
É palpitar em luta desabrida,
Para a conquista do ouro de Atalanta.

Ser poeta é ser embarcação perdida
Pelos mares. É ser um Deus que canta.
É ter milhões de vida numa vida,
E um mundo de ilusões, que se alevanta.

Ser poeta é procurar pelos espaços,
Na contorção nervosa dos abraços,
Todos os sóis e todos os planetas…

É viajar pela amplidão dos ares,
Até chegar aos fogos estelares
Que se perdem na cauda dos cometas!

Carangola, 1º/Jun/1933

* * *

ESPERA – Maria Braga Horta (Mãe)

Tu não vens, meu amor, porque te espero
e nunca o amor, quando esperamos, vem.
Quanto mais tardas, mais e mais te quero
e, se aqui estás, eu mais te quero bem.

Espero-te e suponho que ninguém
pode reter-te aí, se aqui te espero:
és meu amor, és meu, e é meu também
teu coração, onde obedeço e impero.

Mas… tu não vens, e eu olho para a estrada
como quem olha fixamente o nada,
ouvindo as aves, só, sem compreendê-Ias…

E ainda te espero (a noite erma e deserta)
até que a vista se confunda, incerta,
na luz de vaga-lumes e de estrelas.

1931

* * *

NEBULOSA – Anderson Braga Horta (Filho)

Muito além, muito além no tempo – espesso e baço
éter que o humano olhar não pode ainda transpor-,
era uma nebulosa em lânguido compasso
girando pelos céus, entre espasmos de dor.

Desde o dia em que Deus reuniu, num abraço,
à treva da Matéria a centelha do Amor,
jorram profusamente, em convulsões, no espaço,
mil estrelas, mil sóis, da nebulosa em flor.

Lateja-me no peito a informe nebulosa,
a esconsa nebulosa escura dos meus sonhos,
tensa da contenção de lúcidas procelas.

E quando ela explodir, em manhã radiosa,
do seio hão de brotar-lhe, em borbotões risonhos,
miríades de sóis! miríades de estrelas!

SUEVAN BRAGA – CAUCAIA-CE

O VALENTÃO E A BARATA

Marcão era um cara forte, musculoso. Parecia um guarda roupas de três portas.

Lá na pequena e pacata cidade de Soure , onde morava, todos lhe chamavam de Hulk.

Foi num foi, Marcão estava com um no pau. Batia em quase todo mundo da cidade. A única coisa que causava medo para esse gigante , era a barata. O resto era muita peia.

Num dia de segunda feira, tava lá Marcão levantando quase 100 quilos quando olhou para o lado e viu uma bela moça chamada Savana: Pescoço grosso, braços musculosos, coxas torneadas e lábios grossos. Marcão se apaixonou na hora.

Terminado os exercícios ele chegou até onde ela estava e conversaram bastante. Falaram de tudo que era de musculação. Depois de algumas horas, Marcão foi deixar a moça em casa. Na despedida deram um abraço tão forte que se fosse uma pessoa comum tinha ficado com as costelas quebradas.

Todos os dias se encontravam na academia e o amor ia crescendo, Já estavam sabendo tudo de novidades no mundo dos músculos. Só não se agarravam para namorar.

Dois meses depois , Savana convidou Marcão para ir passar um fim de semana na fazenda de seu pai na localidade de Jarandragoeiras. Ele aceitou na hora.

Estava doido para conhecer sogro, sogra e irmãos da moça.

Chegando na fazenda, Savana apresentou Marcão que não se fez de visita. Foi até o pátio e levantou uma carroça. Dispensou o Burro e levou a carga até um galpão que ficava há uns 500 metros do lugar.

Fizeram um belo jantar para o Casal. Tinha Galinha caipira, capote, linguiça, paçoca, baião, doce de leite, goiabada. A mesa tava bonita.

Logo depois que Marcão comeu e repetiu umas três vezes, foram para a varanda esperar o café e conversar um pouco.

Em pouco tempo Marcão contou que já tinha batido bem nuns cinquenta. Disse que homem com ele era na porrada. Não tinha medo de ninguém podia vir.

Se seu sogro Manelão precisasse, era só chamar. Seus cunhados estavam de bocas abertas. Nunca tinha visto um homem tão valente como Marcão. Estavam fãs do cunhado.

A noite já estava alta quando resolveram dormir. Marcão vestiu seu pijama de bolinhas vermelhas e deitou-se. Ele gostava de vermelho, mas não deixava ninguém ver. Só usava se estivesse só.

Marcão deitou-se, rezou e viu um certo barulho no canto do quarto. O homem quase desmaia quando viu uma barata de asa abertas. Deus um grito ensurdecedor e pulou na cama se enrolando no lençol. Todo mundo ficou apavorado. Seus cunhados e sogro se levantaram rapidamente, pegaram suas armas e arrombaram o quarto do hóspede. Já entraram atirando. Era bala para tudo que era lado.

Alguns tiros depois, deixaram a fumaça baixar e perguntaram a Marcão o que tinha acontecido. Ele ainda nos lençóis disse que era um bicho horrível que estava no quarto. Seus cunhados olharam por todos os lugares e não viram nada.

– Cunhado. Aqui não tem bicho nenhum. Só encontramos essa barata. Olha aquí.

Marcão olhou para bicha e saiu correndo no meio do tempo. Todos estavam abismados com aquele homão ter medo de uma barata.

A moça queria ir atrás de Marcão, mas seu pai não deixou. Estava muito escuro.

Pela manhã foram procurar o rapaz e o encontraram adormecido debaixo de uma mangueira.

Depois de olhares de lado, levaram Marcão, mandaram ele tomar um banho e depois foram tomar café.

Quem não gostou muito foi a moça que levava as roupas. Os lençóis que deram a Marcão estava todos borrados. Mesmo assim ela lavou e foi até a mesa perguntar:

– Seu Marcão, o senhor não vai botar para lavar o seu pijama de bolinhas vermelhas?

Todos quiseram rir, mas se contiveram.

O dia passou, a noite chegou e Marcão não contou mais nenhuma vantagem e nem falou que tinha batido em mais ninguém.

Chegou a segunda feira e tinham que ir embora.

Marcão se despediu de todo mundo e levava um saco com um odor forte. Era seu pijama que ele ia levar para lavar em casa.

Na despedida seu sogro chamou Savana e lhe entregou uma caixinha.

Olhou-a com muito carinho e lhe falou:

– Minha filha. Nessa caixinha tem três baratas. No dia que esse cagão quiser bater em você, é só abrir a caixa e deixar as bichas correr atrás dele. Ah ! E aqui está 50 reais para você comprar sabão para o bichão aí mandar lavar o pijama e tirar as manchas amarelas.

COLINA DA UTOPIA

Na colina das borboletas felizes os dias eram todos de sol e duravam 25 horas. De quando em vez por ali passeava um arco-iris colorido que misturava suas cores com as das asas que voavam por entre as flores. Sem pressa, as pessoas colhiam rosas dos mais diversos matizes e cheiros. Davam-nas uns aos outros. Os pássaros cantantes também frequentavam a colina e ali se deliciavam com a leveza do ambiente. Todos puros, todos bons, bichos, plantas e crianças, únicos habitantes do lugar. Só se pensava o bem. Na colina das borboletas felizes o tempo da maldade não havia chegado, não se via ladrões. Dali, sequer se enxergava, tão longe que era, o planalto dos ratos medonhos. Estes, não se dariam bem naquele ambiente de pureza.

5 novembro 2018 DEU NO JORNAL

NÃO VAI SER FÁCIL A BATALHA CONTRA OS DEFENSORES DE BANDIDOS

O STF deve barrar quase todas as propostas de Jair Bolsonaro para o combate à criminalidade, do endurecimento das penas à revisão da maioridade penal.

Ministros da Corte ouvidos por O Globo disseram que não mudarão a jurisprudência com o novo governo.

Segundo um ministro do STF, o endurecimento penal defendido pelo presidente eleito vai encontrar uma barreira no Supremo porque a superlotação dos presídios não permite uma política de encarceramento maciço. Dessa posição, segundo esse ministro, o Supremo não irá recuar.

Outro foco de potencial conflito entre Bolsonaro e o STF é a progressão de penas. Para o presidente eleito, a regra precisa acabar.

Ou seja, por ele, se alguém for preso no regime fechado, não poderá progredir para o regime semiaberto depois de cumprido um sexto da pena, como estabelece a Lei de Execução Penal.

* * *

Bolsonaro e Sergio Moro vão enfrentar uma rija barreira formada por canalhas e lulo-petêlhos togados.

Mas vão contar com o apoio maciço dos cidadãos que não são a favor da bandidagem.

E nem militam nesta babaquice zisquerdóide de Direitos dos Manos.

Contarão, mais ainda, com o apoio das vítimas e dos que ficaram órfãos pela ação dos delinquentes sem colarinho-branco.

Os delinquentes de colarinho-branco, como Lula e Eduardo Cunha, por exemplo, já estão devidamente enjaulados.

Vai ser phoda, mas vai valer a pena lutar.

Um “tribunal” de suprema canalhice que conta com Tofolli, Gilmar e Lewandowski só seria mesmo possível de existir num país chamado República Federativa do Banânia e que esteve nas mãos do PT por mais de uma dúzia de anos.

Toffoli, Gilmar e Lewandowski: três tolôtes dentro de um pinico supremamente fedorento

MAUREEN, A ETERNA JANE DOS FILMES DE TARZAN

Maureen O’Sullivan(irlandesa como sua xará Maureen O’hara), pois foi a mais popular de todas as JANE, companheira de “Tarzan”. A Metro Goldwin Mayer jogou todo o seu poderio para reviver o personagem de Tarzan e fazer deste filme(“Tarzan, o Filho das Selvas” de 1932), o melhor até então sobre o personagem de Edgar Rice Burroughs. Foi o primeiro filme falado de Tarzan, o diretor era dos melhores do estúdio e o elenco escolhido a dedo. Sua grande oportunidade viria quando mudou da FOX para os estúdios MGM(Metro Goldwin Mayer). Surgiu o papel de Jane, companheira de Tarzan. Com Johnny Weismuller no papel do homem macaco, ela estrelou “Tarzan dos Macacos” (1932) seguido de mais quatro filmes da série. Foi durante as filmagens que ela conheceu seu marido o diretor John Farrow.

E por falar em o Homem das Selvas, Johnny Weismuller e Maureen O’Sullivan foram os mais famosos Tarzan e Jane do cinema e também considerados os mais perfeitos. Mas fora a dupla romântica havia um protagonista que roubava a cena: CHITA, o macaco. Infelizmente o famoso macaco (sim, era macho) faleceu no dia 24 de dezembro de 2011 aos 81 anos de idade em consequência de problemas renais no refúgio de animais ou num santuário de primatas no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Chita constava desde 2001 no livro dos Recordes como o macaco mais velho do mundo. Ai que saudade nos dá, de quando íamos ao cinemas por esse Brasil afora, com cupons que recortávamos das caixas de sabão em pó da marca OMO, íamos todos felizes assistir Tarzan, Jane, Boy e a maravilhosa e de bem com a vida Cheeta!!! Pois, não é à toa que, voltando-se ao túnel do tempo, enterrou-se, junto com Chita, também um pedaço de nossa infância…

Como nos conta o pesquisador e estudioso dos filmes de Tarzã, Sávio Soares, O macaco Chita nasceu na Libéria, se chamava Jiggs, no cinema foi rebatizado de Cheeta(Chipanzé), no mundo latino devido a grafia tornou-se Chita. Em 2008 o macaco mais famoso do cinema teve uma biografia em forma de ficção lançada pelo escritor inglês James Lever intitulada “Eu, Chita” (“Me, Cheeta”), inédita no Brasil, em que o chipanzé traçava comentários sobre a era de ouro de Hollywood, nos anos 1930. Por três vezes tentaram imortalizar suas patas na Calçada da Fama, mas não conseguiram. Apenas os cachorros Rin Tin Tin e Lassie obtiveram tamanha conquista…

O Tarzan Johnny Weissmiller, interpretado pelo campeão olímpico de natação (de 1924 e 1928) foi considerado o melhor Tarzan do cinema. Nos filmes, o Homem-Macaco tinha a companhia da Jane, papel que ficou com a bela atriz Maureen O’Sullivan (mãe da atriz Mia Farrow), a macaca Chita, e o filho adotivo Boy, interpretado pelo ator Johnny Sheffield. Pergunta-se: Quem inventou o grito do Tarzan?!?!?! Na verdade, o famoso grito foi produzido em estúdio: um mix de vozes e ruídos, entre os quais uma soprano de ópera e sirenes, conta Ruy Castro no Livro “Um filme é para sempre” (Companhia das Letras, 2006). Impossível um ser-humano reproduzir todos àqueles sons através apenas da voz. Segundo o escritor Ruy Castro. “Afumalakatchumba!!!” era como o ator-nadador Tarzan chamava os elefantes. O criador do personagem foi o escritor americano Edgar Rice Burroughs que escreveu ao todo 23 romances sobre o Homem das Selvas. A título de curiosidade, muitas das cenas dos filmes de Tarzan eram gravadas no Brasil, mais precisamente nas cataratas de Foz do Iguaçu.

No dia 20 de janeiro de 1984, o homem que ajudou a revolucionar o esporte e a criar um mito das telonas morria aos 80 anos em Acapulco, no México, Johnny Weismuller. Deixava, então, o cinema órfão daquele que é considerado o melhor Tarzan da história e a natação sem sua primeira grande lenda. Porém, nem tudo são flores. Os últimos anos de vida foram difíceis. Chegou a sofrer uma série de derrames e de ataques cardíacos. Em 1979, foi internado em Los Angeles, onde especialistas diagnosticaram um “desequilíbrio mental progressivo e incurável”, segundo obituário do ator escrito pela Folha de S. Paulo na década de 80. Acreditava, diz o registro, que ainda era o TARZAN e gritava, com voz falha, a plenos pulmões o som que tinha inventado para o personagem. No seu enterro, em vez de honras ao nadador que elevou a natação norte-americana a um outro patamar, um som se destacou. Enquanto o caixão de Peter Johann Weissmuller baixava, o grito de Tarzan ecoou três vezes de um gravador.

Em se tratando de Maureen O’Sullivan eis alguns dos bons filmes protagonizados por ela: Hannah e Suas Irmãs (1986), com direção de Woody Allen; – O Resgate de um Bandoleiro (1957), com Randolph Scott e Richard Boone; – O Relógio Verde (1948), Tendo como Diretor seu marido John Farrow; – A Fuga de Tarzan (1936), com direção de John Farrow. Nos créditos de “A Fuga de Tarzan” aparecia pela primeira vez um jovem assistente e futuro diretor chamado John Farrow. Maureen e John se conheceram em filmagem e se casaram em setembro de 1936. Do casamento tiveram vários filhos entre eles uma filha que posteriormente seria a famosa atriz Mia Farrow.

No tocante aos filmes faroestes, Maureen O’Sullivan fez “Resgate de Bandoleiros”, com Randolph Scott e Richard Boone. Longe dos dias que encantava (e provocava) o mundo como Jane, O’Sullivan é a única figura feminina do elenco. Isso faz com que sua personagem desperte nos jovens Skip Homeier e Henry Silva os naturais desejos masculinos há muito represados. E a grande cena de Maureen em “Resgate de Bandoleiros” é justamente quando um dos bandidos se projeta sobre ela para estuprá-la. Como diz o cinéfilo Jurandir Lima: “Resgate de Bandoleiros é um filme de um roteiro muito simples, mas que foi feito com um esmero acima da média de filmes B. Seus cenários são lindos, suas interpretações são todas relevantes (Scott/Boone/Maureen) e a história é bem amarrada e muito bem desenrolada”.

5 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

FIQUEMOS NO AGUARDO

O Brasil espera ansiosamente que a moralidade, a honestidade e a ética sejam restabelecidas em breve no Palácio do Planalto.

Enquanto aguardamos, vamos relembrar como era tudo isto há algum anos.

Primeiro, vamos ver uma notícia que foi publicada no dia 25 de março de 2004:

Lula recebe no Planalto faxineiro que devolveu US$ 10 mil encontrado em banheiro do aeroporto

A honestidade levou hoje o cearense Francisco Basílio Cavalcante a entrar pela primeira vez no Palácio do Planalto. Francisco foi chamado para uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ter devolvido, no início de março, US$ 10 mil esquecidos em um banheiro do Aeroporto Internacional de Brasília. O funcionário da Infraero, que trabalha como faxineiro no aeroporto, optou por devolver o dinheiro ao verdadeiro dono mesmo com dívidas pessoais a pagar.

Agora vamos ver um vídeo onde aparece Lula recebendo o faxineiro em palácio:

Aguardemos, aguardemos…

A esperança é de que conselhos ajuizados e honestos sejam dados a partir da cadeira presidencial daqui uns dias.

Vamos torcer pra que esta nação tenha um dirigente decente.

Aguardemos, aguardemos…

REFLEXOS DAS ELEIÇÕES

5 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

5 novembro 2018 DEU NO JORNAL

DEVE SER FEIQUI NIUS

Prestação de Contas:

JAIR BOLSONARO:

Recursos Arrecadados: R$ 4.150.097,17
Despesas Contratadas: R$ 2.452.212,91
Saldo: R$ 1.697.884,26

FERNANDO HADDAD:

Recursos Recebidos: R$ 32.783.181,36
Despesas Contratadas: R$ 37.139.413,69
Déficit: R$ 4.356.232,33

* * *

Me disseram que estes números aí de cima são oficiais.

São números do Tribunal Superior Eleitoral.

São números tão extraordinários que eu simplesmente não acredito.

E me disseram mais:

– Bolsonaro, candidato eleito com tão pouco, gostaria de doar seu saldo para uma instituição de caridade, mas está sendo impedido pela lei

– Haddad, o candidato derrotado com esta fortuna, está fazendo vaquinha na internet pra cobrir o rombo.

Estou simplesmente perplequisso!!!

Gostaria muito que o fubânico Checador de Dados me confirmasse se tudo isto é verdade ou não.

São números do TSE mesmo, Checador???!!

Fico no aguardo.

NOTAS DE UM TRANSCRISTÃO

1. A LEEPP – Livraria Espírita Edições “Pedro e Paulo”, de Uberaba, Minas Gerais, lançou, em agosto do ano passado, um livro que bem poderia servir de amplo embasamento alicerçal para a caminhada terrestre daqueles não possuidores de crenças religiosas, apenas não sendo materialistas: Cristo em nós, Carlos A. Baccelli e Bezerra de Menezes, Uberaba – MG, 2017, 238 p. Um série de recomendações do médico espirita cearense Adolfo Bezerra de Menezes (1831-1900), ex-presidente da Federação Espírita Brasileira, psicografadas por Carlos A, Baccelli.

2. Para quem não teve oportunidade de consultar as páginas da Revista Espírita, de janeiro de 1958 a abril de 1869, editadas sob a coordenação de Allan Kardec, terá oportunidade de ler as principais matérias de cunho doutrinário e as relacionadas com a fenomenologia mediúnica, além de instruções e esclarecimentos dirigidos aos espíritas, através do livro Instruções de Allan Kardec ao Movimento Espírita, Evandro Noleto Bezerra (org), Brasília, FEB, 2014, 253 p. A Revista Espírita, 12 volumes, era uma espécie de tribuna livre, um laboratório experimental, onde o Codificador apreendia a opinião dos seres humanos e a impressão dos Espíritos sobre variados assuntos ainda hipotéticos ou mal compreendidos, somente incorporando-os às obras básicas apenas após passarem pelo critério da concordância e universalidade do ensino das entidades superiores. E a intenção da seleção feita é a de disponibilizar aos companheiros de ideal e trabalhadores das diversas Casas Espíritas, de um modo rápido, o que escreveu Allan Kardec. No livro, o autor explicitou alguns artigos de Obras Póstumas, um deles sintetizando o pensamento de Kardec a respeito da caridade, tal qual entendia Jesus, repassando seus ensinamentos aos pósteros.

3. Uma pesquisa bastante elucidativa busca separar o joio do trigo, diferenciando o que é histórico e o que é apenas construção teológica do personagem mais estudado da História da Humanidade. Lançamento recente, agosto passado, o livro intitula-se O Evangelho Q, José Lázaro Boberg, Capivari-SP, Editora EME, 2018, 320 p. Uma análise desafiadora, instigante sob todos os ângulos, de imensa valia para quem deseja saber quem foi, efetivamente, Jesus d Nazaré, o amado Rabi da Galileia, que amo com todas as forças do coração. Os documentos históricos revelam que a Fonte Q, também conhecida como Documento Q ou apenas Q, sendo Q uma abreviatura da palavra quelle, que em língua alemã significa fonte, uma hipotética fonte usada na redação dos Evangelhos de Lucas e Mateus. Um texto antigo que supostamente continha a logia ou várias palavras e sermões de Jesus. Seu conteúdo abrange 225 versículos encontrados em Mateus e Lucas, podendo ser também definido como o conjunto das sentenças ou de sapiências originais de Jesus, primeiras anotações dos discípulos e apóstolos mais antigos. O erudito bíblico britânico Bernett Hillman Streeter formulou uma visão amplamente aceita do documento “Q”. Ele seria um documento escrito, não uma tradição oral, composto em grego, o seu quase integral aparecendo em Lucas, Mateus ou em ambos, que Lucas preservou mais que Mateus, ambos tendo utilizado o documento “Q” como fontes, embora não tenha sido mencionado por nenhum dos Pais da Igreja. O livro do Lázaro Boberg merece ser lido pelos já iniciados no Cristianismo, favorecendo uma visão ampla da trajetória daquele que mudou a face do mundo religioso de então.

4. Gosto que me enrosco de conversar com crianças perguntadeiras, dessas que desejam saber a razão de tudo e de todas as coisas. Criança “ispilicuti”, como classificava a minha avó Zefinha, ou “o raio da silibrina”, apelido dado em Natal, tempos de Segunda Guerra Mundial, à meninada danada de bisbilhoteira diante das tropas militares das Forças Aliadas desembarcadas em Parnamirim. Outro dia, na Livraria Praça da Casa Forte, também confeitaria, deparei-me com um livro, onde na quarta capa havia uma informação que me deixou ansioso pela sua aquisição: o dramaturgo escocês conhecido pelo pseudônimo de James Bridie descreveu bem-humoradamente as ações de Eva com a serpente como o primeiro grande passo em direção à ciência experimental, posto que Eva teria lançado mão da característica mais humana de todos os tempos: a curiosidade, o fator primacial de toda incipiente criatividade desde as primeiras idades. O nome do livro é Por Quê? O que nos torna curiosos, Mario Livio, Rio de Janeiro, Record, 2018, 252 p. Uma leitura que busca responder sem eruditismos boçalizantes, algumas indagações que perambulam pelos quatro cantos do planeta: As crianças são mais curiosas que os adultos?; A curiosidade é um produto direto da seleção natural?; Por que as questões mais triviais nos deixam extremamente curiosos?; Por que frequentemente nos esforçamos para decifrar os sussurros de uma conversa na mesa ao lado de um restaurante?; e Como a nossa mente escolhe os objetos da nossa curiosidade? O autor do livro, astrofísico internacionalmente aplaudido, explora várias questões intrigantes por meio da investigação das vidas de curiosos notáveis como Leonardo da Vinci, confessando sua insaciável curiosidade, escrevendo um texto irresistível e divertido, cativante por derradeiro, aprisionando todos aqueles que despertem para o assunto.

5. Costumo dividir minhas leituras em algumas categorias: as que fazem permanecer levemente atualizado na profissão, as que proporcionam momentos de lazer, as que são culturalmente indispensáveis, as que contemporiza uma espiritualidade adquirida ao longo da caminhada terrestre e as que relatam vivências e ocorrências com personagens que elegemos como inesquecíveis. Dentre as últimas acima classificadas, uma me prendeu até altas madrugadas por quase uma semana: Chico, Diálogos e Recordações, Carlos Alberto Costa, SP, Editora O Clarim, 2017, 368 p. Segundo a contracapa, “fatos e documentos foram inseridos nessa edição tornando, assim, imperdível a leitura dessa valiosa obra, que chega para contribuir, ainda mais, com a rica História do Movimento Espírita na Pátria do Evangelho.” Uma edição que comemora os 10 anos do lançamento da edição primeira, com o acréscimo de algumas novidades entre Arnaldo Rocha e Francisco Cândido Xavier, carinhosamente chamados de Amigos para Sempre. Os momentos muitos de convivência entre Arnaldo Rocha (1922-2012), com Chico Xavier foram devidamente catalogados por Carlos Alberto Braga Costa, um mineiro nascido em 1966, iniciado no Movimento Espírita em 1987, havendo sua mediunidade aflorado após anos de intensivos estudos, de onde partiu para difundir a Doutrina Espírita pelos quatro cantos do Brasil, cada vez mais atento às palavras de Divaldo Franco: “Não de pode pregar a Doutrina Espírita na sua pureza e transparência inigualáveis, sem referências à fidelidade do médium Francisco Cândido Xavier para com a mesma, assim como à sua extraordinária contribuição oriunda do Mundo Espiritual Superior de que ele se faz dócil e lídimo instrumento.”

São notas que consolidam o amor pelo Homão da Galileia, sempre solidário com os companheiros da Casa dos Humildes, uma instituição espírita da qual sou soldado raso, onde semanalmente aprendo um cadinho mais sobre como promover uma reforma íntima em meua interiores, favorecendo um caminhar na direção da Luz Infinita sempre misericordiosa para com nossos tropeços cotidianos.

5 novembro 2018 CHARGES

PATER

QUEM SE LEMBRA?

A cantora inglesa Olivia Newton-John

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A música do grupo sueco Abba, “Dancing Queen”, foi sucesso em 1976.


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