6 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

CONTINUAM TÃO IDIOTAS QUANTO ANTIGAMENTE

Há mais de 30 anos o saudoso Chico Anisio já traduzia em forma de humor a babaquice que era (e continua sendo) a militância zisquerdóide.

Um vídeo que acerta na mosca.

Para alegrar a nossa noite de terça-feira.

6 novembro 2018 DEU NO JORNAL

O LUCRO DA PETROBRAS

6 novembro 2018 DEU NO JORNAL

É GRANDE O NÚMERO DE IDIOTAS

Sergio Moro é uma unanimidade.

Segundo o Instituto Paraná, 82% dos brasileiros aprovaram seu nome para o ministério de Jair Bolsonaro.

* * *

Esta pesquisa traz uma dedução importante.

Ainda existe um percentual 18% de idiotas na população brasileira.

6 novembro 2018 DEU NO JORNAL

A BOSTA DO ESGOTO PETISTA CONTINUA SUJANDO A EDUCAÇÃO BRASILEIRA (2)

6 novembro 2018 DEU NO JORNAL

CAMPEÕES EM ARREMESSO DE VERBA

Ana Paula Henkel

O Brasil acaba de eleger um destacado ex-atleta militar, formado em educação física e amante declarado do esporte para ocupar a presidência. Os militares são responsáveis por 13 das 19 medalhas brasileiras na última Olimpíada. Nossas Forças Armadas nos deram nada mais do que 68% do total das medalhas olímpicas em 2016. Esportistas e profissionais da área deveriam estar exultantes, afinal, temos um Ministério da Defesa que faz mais pelos atletas olímpicos do que um Ministério do Esporte, mas este não é realmente um país para amadores.

A última gritaria dos campeões de arremesso de verba, e seus companheiros de revezamento de cargo político e assalto sincronizado, diz que a fusão do famigerado Ministério do Esporte com outras pastas no futuro governo seria prejudicial ao país e aos esportistas em particular, como se participação da burocracia estatal no setor fosse um exemplo e não uma pasta caracterizada, especialmente nos últimos anos, por algumas das mais escandalosas e bilionárias roubalheiras do mundo. O Brasil tem sido medalha de ouro em corrupção e este ministério, criado por Lula em 2003, tem uma triste participação em tudo isso.

Passei mais de 20 anos da minha vida representando, orgulhosamente, o Brasil nas quadras, incluindo quatro Olimpíadas em duas modalidades diferentes, representei jogadores e suas pautas junto às mais altas entidades esportivas no mundo e acredito que possa acrescentar uma coisa ou outra no debate. Hoje moro no país que lidera há décadas o esporte mundial e, não contem para os corredores dos 100 metros de argumentos rasos, por aqui não há Ministério do Esporte. Na Olimpíada do Rio em 2016, os EUA conquistaram 121 medalhas, 46 de ouro. A milésima medalha de ouro americana foi conquistada exatamente no Brasil, no revezamento 4×100 medley feminino da natação.

Até a última vez que chequei, o país de Michael Phelps (maior medalhista da história dos Jogos) está se virando muito bem sem um ministério dedicado ao esporte e, perdoem a sinceridade, é provável que a ausência de um clube de burocratas com bilhões na mão e nada na cabeça tenha contribuído bastante para esse resultado. A própria ideia de que o fim de um ministério é o fim da atividade a qual ele, em tese, é destinado, mostra o tamanho do atraso da discussão política e dos grilhões ideológicos que ainda prendem o Brasil no subdesenvolvimento.

A lamentável choradeira de alguns se explica, evidentemente, pelo maior controle que virá das torneiras abertas da corrupção e do favorecimento de todo tipo de oportunista que se aproveita do tamanho do Estado brasileiro e da conivência de muitos para usar o dinheiro público para interesses privados, a modalidade de privatização que a turma do “quanto mais Estado, melhor” realmente defende.

Basta uma busca simples no Google com as palavras “Ministério do Esporte corrupção” e mais de 10 milhões de resultados serão apresentados. De esquemas bilionários envolvendo políticos, ministros, confederações e “atletas fantasmas” a pequenas fraudes no interior da Bahia, o Ministério do Esporte foi, sistematicamente, usado durante décadas para desvio de recursos públicos que deveriam ter ido para o esporte, pricipalmente o de base educacional que visa a formação a longo prazo de atletas nas escolas.

Se o novo governo realmente acabar com a farra das ONGs, algumas com captação de recursos públicos que beiram os R$50 milhões, e de alguns parasitas e sanguessugas, eliminando os intermediários e garantindo que haja realmente incentivo ao esporte brasileiro de forma transparente, podemos voltar a sonhar com um país que ocupe outra posição no esporte mundial.

O Brasil não precisa de um Ministério do Esporte, mas de um compromisso claro, sério e real com o esporte como se faz nos países desenvolvidos. O cuidado com a saúde, a alimentação e a preparação física começa na mais tenra idade e tudo é tratado nas escolas e universidades aqui nos EUA com uma importância quase obsessiva.

Torço para que o presidente eleito, com uma vida quase indissociável do esporte, um atleta admirável na juventude e com formação superior na área, um ex-militar que sabe o papel atual das Forças Armadas Brasileiras nas competições olímpicas, um sexagenário que até sofrer um atentado hediondo ainda praticava esporte regularmente, dê ao esporte brasileiro, principalmente na sua base, o apoio que precisa, incluindo a extinção da burocracia campeã em corrupção e desvios de recursos.

O caminho até um modelo mais independente e mais eficiente para o esporte é longo, nossa realidade é diferente do formato dos americanos, mas por que não almejarmos algo parecido? É por isso que não sou contra a participação do Estado no fomento ao esporte, mas nunca, de forma alguma, com a gestão do distante, corrupto, incompetente e interesseiro governo federal a centenas ou milhares de quilômetros dos problemas esportivos e suas vertentes. Como aqui nos EUA, qualquer gasto importante do Estado com esporte deveria ser local, decidido nos estados e municípios, quando não na própria comunidade. Quanto mais perto do cidadão, melhor.

Visitando as páginas do passado do ministério dito guardião do esporte, é triste não apenas a constatação do envolvimento de quase todos os ministros com alguma forma de corrupção, mas também o fato que quase nenhum deles tinha uma verdadeira ligação e comprometimento com o esporte ou a educação. Se quisermos ser uma potência esportiva, e temos material humano para isso, ou abrir o caminho para que crianças e adolescentes se tornem adultos responsáveis através da vida esportiva, precisamos começar a repensar a estratégia desse jogo. E um ministério inchado, corrupto e ineficiente que cumpre apenas um papel de vitrine política é uma baita bola fora.

AD AMICOS – Antero de Quental

Em vão lutamos. Como névoa baça,
A incerteza das coisas nos envolve.
Nossa alma, em quanto cria, em quanto volve,
Nas suas próprias redes se embaraça.

O pensamento, que mil planos traça,
É vapor que se esvai e se dissolve;
E a vontade ambiciosa, que resolve,
Como onda entre rochedos se espedaça.

Filhos do Amor, nossa alma é como um hino
À luz, à liberdade, ao bem fecundo,
Prece e clamor d’um pressentir divino;

Mas n’um deserto só, árido e fundo,
Ecoam nossas vozes, que o Destino
Paira mudo e impassível sobre o mundo.

6 novembro 2018 DEU NO JORNAL

ENVELOPES RECHEADOS

Em seu depoimento à juíza Gabriela Hardt, o engenheiro Emyr Diniz Costa disse que ocultou a propina repassada a Lula no sítio em Atibaia:

“Fui lá instruído para poder encontrar uma forma de regularizar a obra para que não parecesse que a Odebrecht tinha feito a obra e que constasse que o senhor Bittar tivesse feito.”

Ele disse também que envelopes com dinheiro em espécie, vindos do departamento de propinas da empreiteira, eram entregues diretamente a Aurélio Pimentel, o assessor de Lula que cuidou da reforma da propriedade:

“Envelopes fechados para que o Frederico entregasse ao senhor Aurélio.”

* * *

O vídeo com o depoimento completo do engenheiro Emyr Diniz está aí embaixo.

Vale a pena escutar as palavras do dotô.

Música excelente pra se ouvir.

Menos, evidentemente, pra Ceguinho Teimoso e pra todos que ainda acreditam (e eles existem mesmo!!!) na inocência de Lapa de Canalha.

Amyr Diniz, o engenheiro que fez a reforma no sítio de Lula que não pertence a Lula

6 novembro 2018 DEU NO JORNAL

MORO, O GÊNIO DO MAL

Erika Diniz (Juíza de direito no Tribunal de Justiça de São Paulo)

Há quatro anos, numa tarde chuvosa, Moro sentia-se entediado com seu trabalho. Ao invés de pedir uma remoção, resolveu engendrar uma grande operação, a pretexto de combater a corrupção no país, mas que na verdade teria o único objetivo de condenar e prender o ex Presidente Lula, alijando-o da disputa eleitoral.

Assim agindo, esperava obter um cargo no novo governo eleito.

Nem Aécio, nem Dilma, pensou ele, o próximo Presidente será o deputado Jair Bolsonaro, mas para isso Lula não deve disputar a eleição!

Procurou, então, a sede da Polícia Federal. Orientou centenas de agentes a forjarem provas, depoimentos, testemunhas e laudos para que o ex Presidente fosse condenado criminalmente.

“Mas por que faríamos isso?”, perguntaram os agentes em coro.

“Porque quero um cargo no novo governo a ser eleito”

Achando justa a pretensão do magistrado, as centenas de agentes passaram a forjar as provas.

A seguir, Moro procurou o Ministério Público e orientou os procuradores a oferecerem denúncia sem provas, já que pretendia obter o tal cargo.

Os procuradores acharam razoável a ideia do Juiz e ofereceram a denúncia, sem qualquer prova.

Não era suficiente. Moro sabia que a sentença condenatória deveria ser mantida em Segunda Instância.

Há 27 desembargadores no TRF4, mas Moro sabia em qual Câmara o recurso contra sua sentença seria julgado. Procurou os desembargadores e os avisou.

“Sei que minha sentença condenou o réu sem provas, mas os senhores devem mantê-la tal como está, porque quero um cargo político no próximo governo”

Entusiasmados com a ideia, os desembargadores não apenas mantiveram a sentença condenatória sem provas,mas também exasperaram a penalidade imposta.

Mas.. não era suficiente.

Moro sabia que seria interposto recurso no STF.

Incansável, comprou passagens e rumou para Brasília.

Reuniu todos os ministros e foi direto ao ponto:

“Os senhores deverão manter minha sentença e também alterar a jurisprudência da Corte, para que seja admitida a prisão após condenação em Segunda Instância, porque quero um cargo no próximo governo, quiçá o de Ministro da Justiça!”

Os ministros pensaram consigo: “Lascou-se! Se esse juiz de Primeira Instância quer tanto o Ministério da Justiça, vai acabar conseguindo. Melhor fazermos logo o que ele quer, para não haver indisposição com o futuro Ministro da Justiça!”.

Se você achou essa história plausível, a questão não é mais política, mas psiquiátrica.

Procure um médico.

Teorias da conspiração em excesso podem acarretar sérios danos à saúde mental.

6 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

6 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

O MACACO PERGUNTA

A jornalista global Maria Beltrão cagou um tolôte oral de volume imenso, grandioso, piramidal

E a bosta que ela, animal racional, excretou pela boca, provocou um dúvida no macaco, um animal irracional.

Uma dúvida pertinente.

A pergunta do macaco foi feita diretamente pros defensores dos Direitos dos Manos:

E, meditando junto com o macaco, me lembrei do que falou o General Augusto Heleno, futuro Ministro da Defesa e homem forte do governo Bolsonaro.

O General garantiu que o governo terá mão pesada para combater a criminalidade no país.

E falou textualmente o seguinte, numa entrevista à revista Crusoé, se referindo a bandido armado:

“Se está com fuzil na rua, tem que ser eliminado”

Esta postura firme contra bandidos, garante o General, inclui a total reprovação a atos de corrupção.

É pena que corruptos não andem com fuzil pelas ruas pra que também pudessem ser abatidos.

Uma pena mesmo.

Na entrevista o General afirmou que seria inaceitável para as Forças Armadas ficar subordinadas a um criminoso condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

De quem será que ele estava falando?

Vocês sabem? Hein?

Fiquei numa dúvida danada…

MUTATIS MUTANDIS

Qualquer pessoa de bem quer, é evidente, viver em um lugar onde reine a paz, onde as balas perdidas se achem nos paióis e ali desusadas não ceifem vidas. Claro que tal desejo é utópico, já que armas não podem ser eliminadas da vida de nenhum país, embora em alguns, como o Brasil, e mais notadamente no Rio de Janeiro, seja cada vez mais quimérica essa almejada Shangri-La.

De um povo hospitaleiro, nos fizemos violentos. Somos a antítese da paz. Fazemos a nossa guerra particular, matando dezenas de pessoas, todos os dias, invariavelmente. De norte a sul, mais em algumas regiões, menos em outras, o crime organizado se faz presente, matando quem ouse cometer algum pecado à luz do regulamento.

A violência transbordou para a sociedade, sim. Hoje, por exemplo, uma banal discussão de trânsito que resultava, no máximo, em alguns sopapos, agora se soluciona por quem sacar primeiro sua pistola 380 ou o seu imponente “três oitão”.

Somente uma ação contundente poderá modificar o rumo da violência.

De uma vez por todas, mentalize-se que aquelas marchas de pessoas compungidas, com lemas enlevantes nas camisetas imaculadamente brancas, só sensibilizam as pessoas pacíficas. Essas, no entanto, não precisam de passeatas para viver em paz. Os traficantes, por seu turno, devem gargalhar.

A sociedade reclama um paradeiro, mas ao mesmo tempo, resiste quando o general Augusto Heleno declara que vai endurecer o confronto com o banditismo, valendo-se, inclusive, de “snipers”, aqueles atiradores de elite autorizados a abater quem esteja portando um fuzil, arma de alta potência, de uso exclusivamente militar.

Considere-se que ninguém porta um fuzil AR15 ou semelhante para atirar em latas velhas. O simples porte de arma privativa das Forças Armadas já fala por si, dispensando palavras sobre o portador. Não é sem motivo que o rei dos bandidos, o famigerado Al Capone, ensinava que com um ramalhete de flores na mão se consegue muita coisa, mas com um ramalhete e um revólver se consegue muito mais.

Mutatis mutandis…

6 novembro 2018 CHARGES

MIGUEL

6 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

A DOTÔRA JÁ ASSUMIU

Em mensagem encaminhada na quinta-feira (1º), pela intranet da Justiça Federal, o Dr. Sérgio Moro afirmou aos colegas que a decisão de abandonar a carreira de juiz foi difícil, mas ponderada.

A seguir, a íntegra da mensagem do novo Ministro da Justiça, que já está com uma pajaraca de 17 polegadas nas mãos pra enfiar no olho do furico de tudo quando é ladrão, bandido, cabra safado e corrupto deste país.

Um país devastado por quase uma dúzia de anos pelo flagelo chamado PT.

Prezados colegas magistrados federais,

A todos que me endereçaram congratulações aqui, meus agradecimentos.

Foi uma decisão muito difícil, mas ponderada.

Em Brasília, trabalharei para principalmente aprimorar o enfrentamento da corrupção e do crime organizado, com respeito à Constituição, às leis e aos direitos fundamentais.

Lembrei-me do juiz Falcone, muito melhor do que eu, que depois dos sucessos em romper a impunidade da Cosa Nostra, decidiu trocar Palermo por Roma, deixou a toga e assumiu o cargo de Diretor de Assuntos Penais no Ministério da Justiça, onde fez grande diferença mesmo em pouco tempo. Se tiver sorte, poderei fazer algo também importante.

Da minha parte, sempre terei orgulho de ter participado da Justiça Federal e os magistrados terão sempre o meu respeito e admiração. Continuem dignificando a Justiça com atuação independente (mesmo contra, se for o caso, o Ministério da Justiça).

Abraços a todos,

Sergio Fernando Moro.

E, com a saída de Moro, ficou sua sucessora nos processos da Lava Jato,  a juíza Gabriela Hardt.

Ela já começou o serviço.

Ontem, segunda-feira, Dra. Gabriela interrogou dois delatores da Odebrecht, os engenheiros Emyr Diniz Costa Júnior e Carlos Armando Guedes Paschoal.

O tema foi o sítio de AtibaiA (QUE NÃO PERTENCE A LULA!!!).

Esta sítio que aparece na bela paisagem que vemos na foto abaixo:

No vídeo a seguir, o depoimento de um dos delatores, o Sr. Emyr Diniz, testemunha engenheiral e ocular das reformas acontecidas nesta linda propriedade. Reformas efetuadas por corruptores ativos. 

Um vídeo que eu recomendo a Lula com muito entusiasmo.

Lá no xilindró em Curitiba ele vai ter oportunidade de matutar bastante sobre esta audiência e as palavras do delator.

O fubânico lulo-petista Ceguinho Teimoso terá muito serviço pela frente na defesa do seu ídolo canonizado.

6 novembro 2018 DEU NO JORNAL

BOLSONARO FAZ PT CHORAR

ALTAMIR PINHEIRO – GARANHUNS-PE

Prezado Luiz Berto,

Mais uma vez exigindo de mais desse blog, peço-lhe para que seja postada esta pesquisa, para podermos atiçar a memória desse povo da antiga que perde seu precioso tempo assistindo filmes de cowboys.

Dê sua opinião na área de comentários.

Da relação abaixo qual o melhor filme de faroeste que você já assistiu?

-Os Brutos Também Amam – 1953 – George Stevens;

-Rastros de Ódio – 1956 – John Ford;

-Os Imperdoáveis – 1992 – Clint Eastwood ;

-Paixão dos Fortes – 1946 – John Ford;

-Sete Homens e um Destino – 1960 – John Sturges;

-O Homem que Matou o Facínora – 1962 – John Ford;

-No Tempo das Diligências – 1939 – John Ford;

-Meu Ódio Será Sua Herança – 1969 – Sam Peckinpah;

-Três Homens em Conflito – 1966 – Sergio Leone;

-Da Terra Nascem os Homens – 1958 – William Wyler;

-Era Uma Vez no Oeste – 1968 – Sergio Leone;

-O Último Pôr-do-Sol – 1961 – Robert Aldrich.

6 novembro 2018 CHARGES

PATER

“ESTAMOS TODOS NO MESMO BARCO”

No templo batista Atitude, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pediu a união de todos os brasileiros, argumentando que “estamos todos no mesmo barco”. A união é necessária e estarmos, de fato, todos no mesmo barco é tão evidente como água molha e fogo queima. Cabe-lhe governar para todos os brasileiros, e não apenas para os 57.797.456 eleitores que votaram nele no segundo turno da eleição presidencial de 2018, em 28 de outubro. É o que prometeu resta saber se cumprirá. O “para todos” não exclui minorias, cujos direitos humanos – ou será “humanos direitos”, como exige seu futuro ministro da Defesa, general Augusto Heleno? – têm de ser respeitados pelo governo da maioria e pela própria maioria. Vale para mulheres, negros, índios, pardos, homossexuais e “vermelhos”, que não são a turma do cordão encarnado, mas a esquerda sempre insultada por Bolsonaro, desde que eles aceitem a mesma regra de tolerância que vale para os adversários. Vale também para os telespectadores, ouvintes de rádio e leitores de jornais e revistas que preferem se abrigar na garantia de verdade que o mercado lhes oferece, fora do território pantanoso das fake news da terra de ninguém que é a internet, à qual o presidente eleito pode continuar recorrendo, mas que não deveria adotar como se fosse outra forma do verbo divino na Terra.

Nada disso aí é fácil. Aceitar o outro, diferente, sem que ele seja o “inferno”, como definiu Jean-Paul Sartre na peça Huis Clos (Entre Quatro Paredes), é norma básica de convívio social e condição sine qua non para o exercício do governo democrático em nome do povo, com o povo e para o povo, como manda a Constituição. Quem detém o poder tem a obrigação da iniciativa: é quem estende a mão. Afinal, o poder político numa República (res publica, coisa do povo em latim) dita representativa não pode ser exercido de forma indiscriminada, de cima para baixo, como nas tiranias. Mas, sim, com o respeito à Constituição, em primeiro lugar, e às leis e instituições em geral. Em nosso específico caso, pelo menos em teoria, o monopólio da força em mãos do Estado, sob a chefia do mandatário-mor, escolhido pelos cidadãos aptos a votar, não é absoluto, mas relativo. Na moderna escola institucional, estabelecida desde os tempos da Revolução Francesa, em 1792, há equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário, como imaginou Montesquieu. O primeiro governa e executa as leis, criadas pelo segundo e sob julgamento do terceiro. E aí é que está o que padre Bernardo, meu inesquecível professor de Latim e Lógica (e a Matemática é uma ciência do raciocínio lógico) no seminário redentorista de Bodocongó, em Campina Grande, chamava de busílis.

Por falar em Campina Grande, na Paraíba, onde passei minha adolescência, a turminha que se reunia todas as noites, depois da sessão de cinema no Capitólio, proseava na praça do Rotary, bem em frente, e criou um jargão particular. Chamava, por exemplo, de Belém-Brasília qualquer mulher alta, magra e desprovida de curvas nas ancas, como a estrada que ainda gozava as famas das primícias. O mesmo vale para essa palavra imensa, caquética e feiosa que é governabilidade. Por mais desacunhada (desajeitada, como se dizia naquela roda implacável) que ela seja, tem caprichos de formosa donzela e poder de sedução de beleza ímpar. Sem governabilidade, na República de Montesquieu, ninguém governa, com o perdão do trocadilho infame e pleonástico. Em nosso caso, costuma-se exigir isso apenas do chefe do governo, principalmente, como é o caso de Jair Bolsonaro, eleito por maioria de 10 milhões de votos sobre seu adversário, o presidiário Lula, representado pelo boneco de ventríloquo Haddad, como se só a ele coubesse a obrigação da moderação e da humildade: estender uma mão à outra e abraçar quem tenta apunhalá-lo.

Não é bem assim. A obrigação é de todos, a começar das instituições representativas do poder republicano. A primeira delas é o Congresso. O mostrengo do presidencialismo de coalizão, gerado e cevado pelo tucano Fernando Henrique em seus oito anos de dois mandatos e seguido à risca pelos sucessores petistas, Lula e Dilma. Este, em que se compra apoio e se combate a oposição ferozmente, acabou virando mais propriamente “de colisão”. E pode explodir como bomba nas mãos que Bolsonaro estendeu na igreja apropriadamente intitulada Atitude, no domingo 4 de novembro, no Rio. No caso dele, a barroada (sinônimo vulgar de abalroamento) promete aparecer atravessando o sinal fechado na esquina.

Do ponto de vista ideológico, o carro desgovernado na contramão é conduzido por uma esquerda feroz, impiedosa, mentirosa, rapace, irresponsável, leviana e impatriótica. Ela já se manifesta na intolerância com que se apresenta ao transe, corruptela de transição, termo mais suave para definir a travessia do ex-governo em extinção para o futuro. E sob a mira dos snipers que não aceitam a derrota no voto, com que pretendia consagrar a impunidade de seu líder-mor, Lula, ladrão e lavador de dinheiro, assim definido por definitiva decisão da segunda instância do Judiciário, um dos Poderes autônomos da República. André Singer, professor da USP e ex-porta-voz do corrupto, no artigo A hora mais escura, não deixa por menos: “A maioria nas urnas dá mais poder aos antidemocratas do que os tanques de 1964”, Cumpre-se, segundo o titular de Ciência Política na mais venerada escola superior pública do País, a profecia de sua colega filósofa Marilena Chaui, que, em entrevista à revista Cult falou de uma ditadura mais nociva às instituições do que a militar. Parece piada de mau gosto, mas é sério. Trêfegos discípulos aloprados estenderam em seus câmpus, no País inteiro, faixas com paródias de Sílvio Santos: “O fascismo vem aí”.

A mídia, que a esquerda e Bolsonaro execram, não noticiou, contudo, presença de tropas de assalto, pogroms em bairros judeus nem noites dos cristais, com quebra-quebra de vidraças de lojas dos herdeiros de Abraão. Isso aconteceu na Alemanha de Weimar, prenúncio do nazismo de Adolf

Hitler, personalidade política favorita de Lula, quando era líder sindical, em entrevista à Playboy. Mas o PT não faz oposição e, sim, “resistência”, como se opuseram os franceses à invasão alemã na 2.ª Guerra. E a palavra golpe voltou a ser usada, como se o partido sob cuja égide foi promovido o maior saque ao erário da História tivesse o direito sagrado de representar o povo, mesmo quando este se manifesta, como aconteceu, contra essa contrafação de monarquia populista. Eis a oposição que o presidente eleito enfrentará daqui a dois meses, após ser empossado.

E há outra, sub-reptícia, sibilina e ao abrigo da mais que poderosa Câmara dos Deputados. Em 5 de novembro passado, o Estadão publicou em manchete de primeira página: 1/3 do Congresso eleito responde a processos na Justiça. Esse terço é o remanescente reduzido da maioria silenciosa que resiste ao combate à corrupção pela banda sadia da polícia, do Ministério Público e da Justiça e, protegida pelo foro privilegiado, não entregará ao inimigo a rapadura, que não é mole, mas é doce.

Para tanto contará com a cumplicidade da cúpula do Poder Judiciário, em especial do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente deste, ministro Dias Toffoli, prega um pacto, mais bem definido no título da chamada de primeira página do Estadão de domingo 4: STF prevê protagonismo maior em novo governo. São sete os profetas da “nova aliança”: além do presidente, o decano Celso de Mello, o indefectível Marco Aurélio Mello e mais quatro embuçados em sua fantasia de morcego máximo. Sob o selo Jurisprudência, a manchete do Globo de segunda-feira 6 é mais explícita: STF resiste a propostas de Bolsonaro sobre prisões.

O deputado federal reeleito pelo PSL de São Paulo com 1.843.735 votos, a maior votação para a Câmara da História, disse ao Globo: “A gente fez um pacto: a gente não vai para a cadeia. A gente não vai cair na mão do Sergio Moro nem da Lava Jato. Se o partido colocar a faca no pescoço: ‘O partido tal vota se tiver o ministério tal’, sinto muito, mas não vai ter. Será que eles conseguem aprovar o impeachment de um presidente recém-chegado? Olha para o Collor e para a Dilma. Como estava a popularidade deles quando receberam o impeachment?”. Gente, se a promessa for cumprida, este será o bom primeiro passo na direção desejada para o novo governo, mas não será tudo. A governabilidade dependerá de paciência, tolerância e disposição infinita para o diálogo. Sem essas preliminares será difícil vencer “resistências” no Congresso e no STF.

* * *

SEM CIVISMO NENHUM

* * *
CADA CIDADÃO, UM VOTO

E POR FALAR EM SAUDADE

Nelson Gonçalves (Jun/1919 – Abr/1998)

***

“Tristeza” composição de José Mendes que está presente no último CD e DVD de Milionário e José Rico, lançado no ano de 2009.

6 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ


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