7 novembro 2018 CHARGES

RONALDO

CORRUPÇÃO É MAL ANTIGO

Ronald Biggs comprovou que o Brasil é um paraíso para os ladrões

Com certeza, a etapa da vida que nos faz sentir mais saudades, é aquela da passagem da infância para a adolescência, e, em seguida, a da juventude. O menino está ansioso para ser considerado rapaz, pouco se dando conta de que ainda terá que ultrapassar a adolescência. A fase da afirmação, aquela em que saímos da dúvida na direção da consciência total. Quando acontece a mudança da voz, agora mais grave. Voz de homem!

As lembranças da infância são sempre as mais gostosas, as que nos machucam mais – é a certeza de que, o que aconteceu de errado foi algo involuntário, que acaba ficando gostoso de reviver.

Uma das boas lembranças da fase de criança, além das famosas fases do, “engole o choro”, “te mete comigo, que pau te acha” ou apenas o sonoro, “quando chegar em casa, a gente conversa”, foi aquela em que você, de forma inocente, mas esperando um retorno, se deixava usar para alguma coisa.

Nunca discordamos de alguns petistas educados, aqueles que não se acham donos do mundo, os que sabem de tudo e vivem dizendo que outros não sabem de nada, aqueles que só eles são homens retos e corajosos, quando, de forma acertada, dizem que, “corrupção” não foi inventada pelo PT. É verdade, sim. Corrupção é algo antigo e alguns quadros petistas apenas modernizaram essa prática, incutindo nela a tecnologia. A Petrobras é a melhor prova prática disso.

E por que essa afirmativa?

Ora, lá pelos idos dos anos 50, na minha infância sofrida, mas feliz por ter sido honesta, lembro que o bairro tinha apenas um campo de futebol, local onde a meninada passava as tardes aprendendo a jogar. E, vez por outra, pelo menos em duas vezes por ano, o único campo de futebol era “cedido a troco de alguma coisa” (imagina-se o que, né não?) para a instalação e funcionamento do Circo Garcia, um dos mais longevos do nordeste.

Elefantes, macacos, leão, malabaristas e demais membros de uma trupe que dava inveja aos concorrentes. Três ou quatro dias antes, o circo chegava, e a montagem começava. No mesmo dia da estreia, por volta das 14/15 horas um aprendiz de palhaço, megafone à mão e sobre pernas de paus, se fazia acompanhar por dezenas de crianças, caminhando a anunciando a esperada estreia da noite.

Ao fim do anúncio ou de cada parte dele, pedia à meninada para ser acompanhado na algazarra:

– E arrocha, negrada!

Mas, o mais importante daquela tralha toda, era que, o menino que quisesse ter direito ao acesso gratuito, tinha que acompanhar o “anunciante” até o circo, e, lá, receber uma marca ou um carimbo num dos braços, uma espécie de “passe livre”.

Era dolorido enfrentar a mãe na hora do banho, pois ela queria sempre “esfregar o filho” para garantir a higiene completa. E ficava aquela celeuma (na verdade, para não apagar o “passe livre”):

– Mãe, deixa que eu sei banhar sozinho!

Moral da lembrança: a corrupção pagou para alguém para usar o campo de futebol, único lazer da meninada. Alguém recebeu para ceder temporariamente, algo que não lhe pertencia. Tivemos algo parecido com isso.

Mas, não há como mudar isso, pois, se o PT não inventou essa doença, acabou encontrando campo e tempo para disseminar e até modernizar sua prática.
O Brasil sempre foi um paraíso para a escória vinda da Europa. Um dos melhores exemplos: o ladrão inglês Ronald Biggs.

* * *

CORRIDA DE ROLIMÃS

Antigo carrinho de rolimãs

Um pedaço de tábua, uma lata velha com pregos, um pequeno martelo, cola, uma serra tico-tico, liberdade para criar e disposição – eram esses os ingredientes para construir um brinquedo. Não havia shopping, não havia play-ground e muito menos a fábrica Estrela.

Nós éramos nossas fábricas. Nós éramos nossas alegrias – e quando saíamos dos limites impostos pelos nossos pais, e nunca pela polícia, o relho comia. Sem frescura ou mimimi. Ninguém ficava esquizofrênico, ninguém fazia psicanálise, e ninguém se achava vítima de bullying.

Campos abertos repletos de soltadores de pipas; praças cheias de buracos de jogos de peteca; campeonatos de pião. Atitude comum: jogando bola na rua, era obrigatória a parada para a passagem de alguém. E ninguém reclamava nada.

Comum, também, era a bola cair dentro do quintal de algum vizinho. Affmaria!

O dia da criança era todo dia!

Havia sempre o cuidado de “escolher o time” com meninos que morassem na mesma rua – para o caso da bola cair no quintal de alguma mãe brava. O menino que orava na casa onde a bola caía, ia pegar de volta.

Assim, foi durante anos a meninada de muitos lugares brasileiros – que, hoje, o tempo de quando não havia celular está deixando muita saudade.

Sem tablete, mas com carrinho de rolimãs. Sem celular, mas com peteca. Sem vídeo game, mas com uma enorme coleção de gibis mensais.

Quando surgiram as primeiras ruas asfaltadas em alguns bairros, os meninos mais engenhosos e criativos logo inventaram as corridas de rolimãs – com certeza foi ali que foi inventada a Fórmula 1.

Por anos, esse foi o “kit-man” dos muitos coxinhas e homofóbicos de hoje.

7 novembro 2018 CHARGES

RICARDO MANHÃES

O DIA NACIONAL DO CANALHA

7 novembro 2018 CHARGES

SINOVALDO

NOITE SONORA – Olegário Mariano Carneiro da Cunha

Anoiteceu. Pelas montanhas veio
Lentamente o crepúsculo caindo …
O céu, redondo e claro como um seio,
Ficou, de lindo que era, inda mais lindo.

O vale abriu-se em pirilampos cheio,
Luzindo aqui, e ali tremeluzindo …
No regaço da treva, úmido e feio,
A natureza adormeceu sorrindo …

As cigarras, na sombra, se calaram:
As árvores no bosque farfalharam
Na esperança de ouvi-las e de vê-las.

Caiu de todo a noite quieta … Agora,
O céu parece uma árvore sonora
De cigarras cantando nas estrelas …

7 novembro 2018 CHARGES

LUTE

CARTA-ABERTA AO PRESIDENTE-ELEITO

Recife(PE), 07 de novembro de 2018.

Senhor Presidente,

Sendo eu um homem indubitavelmente anônimo e ausente de protagonismo; contudo, tendo também – como o senhor – alguma experiência como oficial do Exército (Arma de Comunicações), no serviço ativo, sirvo-me deste instrumento para que minha mensagem tenha o destino requerido. Já o havia tentado através do portal do seu partido; contudo, não obtive qualquer retorno. Passemos, então, ao que me proponho a – humildemente – opinar sobre três seguimentos em seu futuro governo, a seguir:

DEFESA

O nosso Ministério da Defesa deveria ser sim o próprio Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). Pois, sendo o Presidente o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas teria sob seu comando direto o Ministro-Chefe do EMCFA em função privativa de oficial-general do último posto, da ativa e, preferencialmente, o mais antigo. Tendo, revezamento entre as FFAA.

RELAÇÕES EXTERIORES

Como se sabe a Diplomacia é a ciência ou arte de negociar, visando à defesa dos direitos e interesses de um país perante governos estrangeiros. Contudo, não deve ser confundida com “política externa” que é definida em última análise pela Chefia de Governo.

Creio que, nós brasileiros não somos “sionistas” (não confundamos com o deplorável “antissemitismo”); e sim, signatários da Carta da ONU em 1947, que instituiu e promulgou o “Estado de Israel” no ano seguinte, capitaneada pelo nosso patrício nascido no Alegrete-RS, Oswaldo Aranha (chefe da delegação brasileira e presidente da II Assembleia Geral da ONU que votou o Plano da ONU para a partição da Palestina de 1947, culminando na criação do Estado de Israel, como compensação ao chamado “holocausto” e da resultante “solução final” nazi-fascista da 2ª. Guerra Mundial (1939-1945).

Porém, hoje continuamos esperando a volta às fronteiras de antes de 1967 (Guerra dos Seis Dias), onde foram anexadas pelo Estado de Israel, que nós outrora ajudamos a criar: a Faixa de Gaza e a Península do Sinai do Egito, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) da Jordânia e as Colinas de Golã da Síria. Ora, a cidade universal de Jerusalém é aberta e única no mundo e hoje não pode ser a capital de quem a está ocupando. Porém, a mesma não é como o que fizemos em1960, aqui no Brasil ao mudarmos a nossa capital do Rio de Janeiro para a emergente Brasília. Jerusalém (nas montanhas da Judeia entre o Mediterrâneo e o mar Morto), é uma das cidades mais antigas do mundo. É considerada sagrada pelas três principais religiões abraâmicas — judaísmo, cristianismo e islamismo. Enfim, ali foram ao longo do milênio derramados sangue, suor e lágrimas desses seguimentos religiosos; e, até que uma nova Assembleia da ONU seja instituída, ninguém pode se apropriar da dita Cidade.

SEGURIDADE SOCIAL

Esta, deve ser instrumento (CF -1988, art. 3º) por meio do qual se pretende alcançar uma sociedade livre, justa e solidária, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e promover o bem de todos. Porém, antes mesmo dos esforços empreendidos no presente momento; acho que deve-se racionalizar os escorchantes encargos trabalhistas e escaloná-los por faixa etária com alíquotas distintas. Isto é, a faixa que mais ganha entre 25 e 50 anos se distinga, arrecadatoriamente, das mesmas “ante” e “post”. Visto que, dever-se-á haver uma transição segura da previdência atual solidária e universal para a de capitalização e individual.

Por fim, aceite meus efusivos protestos de júbilo e gáudio por sua eleição como Presidente da nossa amada e combalida República. Mantenha-a (a despeito dos incautos) sempre, presidencialista.

Do cidadão: pai e avô; também, no século, economista e professor-universitário.

Carlos Jatobá

7 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UM SARGENTO DO CARALHO!

A onda avassaladora contra a corrupção e a bandidagem que varreu o país nas últimas eleições, que extinguiu o PT e soprou novos ventos de esperança, trouxe interessantes e boas surpresas.

O deputado federal mais votado no Paraná foi Gilson Cardoso Fahur, mais conhecido como Sargento Fahur.

Ele entrou na lista dos mais votados do país com 314 mil votos.

Com mais de 35 anos de experiência como policial militar, ele é um dos deputados aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro.

O povo está de saco cheio e apertou o dedão na urna pra dar uma guinada de 180°.

Como a esmagadora maioria da população brasileira não apoia bandidos, sejam de colarinho branco ou sejam bandidos de fuzil na mão, vejam o segredo do sucesso do Deputado Fahur através de alguns vídeos com matérias policiais do noticiário local lá do Paraná.

E vendo os vídeos vocês irão entender porque o Sargento Fahur foi eleito com uma votação consagradora, uma das maiores do Brasil nas últimas eleições.

De minha parte, meus mais efusivos parabéns ao eleitorado paranaense!!!

7 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

7 novembro 2018 AUGUSTO NUNES

O ENTERRO DA POLÍTICA EXTERNA DA CANALHICE

Enquanto aguarda o dia da posse, Jair Bolsonaro deveria limitar suas incursões pela política externa a assuntos efetivamente urgentes. Figura nessa categoria, por exemplo, a questão da Venezuela ─ e por vários motivos. O país vizinho é flagelado por uma ditadura ainda em trabalho de parto, a economia está em adiantado estado de decomposição, multidões de venezuelanos cruzam diariamente a fronteira com o Brasil e os direitos humanos são tratados a pauladas, fora o resto. Os governos do PT foram comparsas de Hugo Chávez e Nicolás Maduro na montagem da tragédia. Cumpre ao novo governo fazer o contrário do que fizeram os arquitetos desse crime histórico.

Se o drama venezuelano requer ações urgentes, outras questões podem esperar mais tempo. Não faz sentido, por exemplo, anunciar a transferência da embaixada brasileira em Israel de Telavive para Jerusalém sem antes examinar, cuidadosamente, os possíveis efeitos da decisão sobre as relações entre o Brasil e os países árabes. Tampouco faz sentido escorregar em palavrórios que ameacem a estabilidade das relações com a China, país que se tornou o principal parceiro comercial do Brasil. Essas trapalhadas equivalem a atravessar a rua para pisar a casca de banana estendida na calçada do outro lado.

Muito mais relevante é concentrar-se no sepultamento da política externa da canalhice, adotada pelo Brasil enquanto Lula e Dilma estiveram no poder. Para tanto, basta que o presidente eleito determine ao Itamaraty que subordine suas ações não a preferências ideológicas ou parcerias cafajestes, mas aos interesses nacionais.

Dilma na posse de Maduro

* * *

PROPOSTA INOCENTE

Boulos explica que exortar bandos de fanáticos a invadirem residências alheias é uma grande brincadeira

“Olha, eu vou dizer pra vocês, o MTST ocupa terreno improdutivo. A casa do Bolsonaro não me parece uma coisa muito produtiva”.

Guilherme Boulos, líder do MTST, durante um ato a favor de Fernando Haddad em 10 de outubro, animando os militantes que gritavam “o Bolsonaro, presta atenção, a sua casa vai virar ocupação”.

*

“Bolsonaro citou-me nominalmente por ter, segundo ele, ‘ameaçado invadir sua casa’. Não é verdade. Valeu-se de uma ironia que fiz em uma manifestação e que todos que lá estavam ou assistiram assim notaram“.

Guilherme Boulos, líder do MTST, num artigo neste domingo na Folha, explicando que incitar fanáticos a invadirem casas alheias é uma grande brincadeira.

* * *

COMO É QUE É?

Haddad mostra que continua grogue com a surra nas urnas que lhe foi imposta pelo eleitorado brasileiro

“Se o conceito de democracia já escapa a nossa elite, muito mais o conceito de república. O significado da indicação de Sérgio Moro para Ministro da Justiça só será compreendido pela mídia e fóruns internacionais.“.

Fernando Haddad, ex-candidato derrotado do PT à Presidência da República, no Twitter, querendo dizer alguma coisa que só a mídia e fóruns internacionais sabem o que é, confirmando que continua grogue com a surra nas urnas que lhe foi imposta pelo eleitorado brasileiro.

7 novembro 2018 DEU NO JORNAL

UMA DUPLA DE CABRAS SAFADOS

Reeleito atacando Bolsonaro e bajulando Lula e Haddad, Renan Calheiros já falava ontem que “conversar é a ordem”.

Conversar com Bolsonaro.

Mas o presidente eleito já avisou que tipos assim ele não recebe no Planalto.

* * *

“Tipos assim” como Renan só mesmo ao lado de Lula.

Renan, ainda solto, forma uma parelha perfeita com Lula, já preso.

Dois cabras safados que envergonham a Nação Nordestina.

ONDE ESTÁ, FICA

A defesa de Lula pediu ao Supremo que ele seja libertado, alegando que ao aceitar o convite de Bolsonaro para ocupar um ministério, o juz Moro confirmou sua parcialidade. O ministro Edson Fachin distribuiu o pedido para a Segunda Turma, composta por ele mesmo, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Carmen Lúcia. Quais as chances?

Aparentemente, não muitas. Quando Moro condenou Lula a nove anos e meio, em 2017, ninguém via em Bolsonaro um candidato viável. O Tribunal aumentou a sentença para doze anos e um mês. E os desembargadores João Pedro Gebran, Leandro Paulsen e Victor Luíz dos Santos Lau ordenaram a Moro que prendesse Lula. Em resumo, ele não é o responsável pela prisão. Só cumpriu as determinações de seus superiores.

Não é a primeira vez que a defesa de Lula tenta libertá-lo. Uma das iniciativas anteriores foi barrada porque o assunto tinha sido debatido pelo plenário do Supremo. O STJ negou habeas corpus para Lula. E o STF indeferiu os recursos que impediriam a prisão de Lula.

Claro que tudo pode acontecer. A Segunda Turma do Supremo incluía o ministro Dias Toffoli, que hoje é o presidente do Supremo. Carmen Lúcia passou para a Segunda Turma. Estará disposta a lutar pela liberdade de Lula? Toffoli, que tinha ótimas relações com o PT, votou contra Lula. É esperar – mas este colunista não acredita que o Supremo mude de posição.

Um sonho impossível

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, diz que “o mundo está chocado” com a nomeação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça. Mas não é bem assim: de acordo com o levantamento da Paraná Pesquisas, 82.6% dos eleitores apoiaram a nomeação de Moro. Houve 24,6% que acharam errada a escolha do juiz. E 2,8% não souberam responder.

Explicando-se

Em sua primeira palestra após ser escolhido por Bolsonaro, Sérgio Moro explicou como decidiu trocar a vida de juiz pela de ministro. Palestrou anteontem na Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Disse que, quando a corrupção é sistêmica, abala a confiança dos cidadãos na democracia; entretanto, completou, o hábito da corrupção só se resolve com mais democracia “Democracia é o único regime em que esses escândalos podem vir à tona”.

Moro explicou o motivo que o fez aceitar o convite de Bolsonaro. Disse que passou diversos momentos tensos durante a Lava Jato e, em muitos deles, achou que gente poderosa iria conseguir dar um fim na operação.

“Resolvi não ficar esperando o dia em que a boa sorte da Operação Lava Jato e do juiz Moro iria acabar. Quis, numa posição de poder, junto com o Governo, Congresso e sociedade civil, avançar, em vez de temer os retrocessos. É por isso que aceitei o convite”.

Dinheiro a rodo!

O presidente eleito Jair Bolsonaro mostrou que sua campanha custou bem pouco. E o que sobrou ele mandou doar ao hospital de Juiz de Fora. Uma bela iniciativa – mas há dinheiro sobrando no partido de Bolsonaro, o PSL.

Por ter eleito uma belíssima bancada, o PSL recebe algo como R$ 110 milhões em recursos do Fundo Partidário, Verbas públicas, claro: dinheiro meu, seu – coisa feia!

Coisa grande

Quanto ganham os magistrados do Superior Tribunal Militar? Não há motivo para queixas: de 29 ministros aposentados,21 receberam entre R$ 113.351,00 e R$ 306.644,00. Naturalmente, informa o excelente site jurídico gaúcho Espaço Vital, com os penduricalhos de praxe.,

Só quatro ministros recebem algo como R$ 22 mil mensais.Exatamente o salário dos ministros da ativa que não recebem penduricalhos.

Trocando em miúdos

Bolsonaro e Temer se encontram hoje em Brasília, no primeiro encontro após a eleição. Temer, gentil, ofereceu a Bolsonaro um dos palácios presidenciais. Bolsonaro preferiu optar por seu apartamento – o que é complicado. Será preciso cuidar da segurança – o que, se optasse por um dos palácios, seria mais fácil, mais barato e mais seguro. A reunião com Temer está agendada para hoje, às 16h. Seria interessante que Bolsonaro optasse por um dos palácios – segurança nunca é demais, especialmente numa fase política tão agressiva.

Homem certo

O governador eleito de São Paulo, João Dória Jr., escolheu o ministro Gilberto Kassab para coordenar seu governo, como chefe da Casa Civil. Uma bela escolha: Kassab é extraordinariamente hábil, conhece política, tem excelente relacionamento com os políticos em geral.

CÍCERO TAVARES – RECIFE-PE

Editor Luiz Berto:

De posse do Manuel de Instrução: “Como Cavar um Túnel”, escrito pelo narcotraficante mexicano, Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, o El Chapo, preso nos Estados Unidos, o presidiário Lapa de Ladrão tem como nova missão cavar um túnel da carceragem de Curitiba, onde se encontra preso, até a sede do sindicato da quadrilha em São Bernardo do Campo-SP, QG da maior quadrilha que assaltou o país de ponta a ponta.

Minguadas as chances de ser solto com o auxílio dos comparsas do Supremo Tribunal Federal: Dias Tofolli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marcos Aurélio Mello, após a esmagadora vitória nas urnas do capitão, Lapa de Bandido está acertando os últimos detalhes da empreitada com o bandidão José Dirceu, especialista em cavar buraco de minhoca na Guerra do Araguaia – revelou uma fonte fidedigna das FARC.

De olho nele, ministro Sérgio Moro!

Quem foi bandido nunca deixará de ser!

R. Meu caro colunista fubânico, cada um lê o que é da sua área de interesse e atuação.

Veja só o que o Herói do Povo Brasileiro estava lendo no avião que o levou a Brasília:

O RECIFE, NOS TEMPOS DO ZEPPELIN

No seu imaginário, o Recife ainda convive com as imagens da presença do Graf Zeppelin em nossos céus, que se tornou o maior acontecimento do século vinte entre nós

Dentre as novidades dos anos de 1930, famosa pelo aparecimento de novos hábitos e costumes, antecedendo a segunda Grande Guerra, foi o surgimento do Graf Zeppelin, inaugurando linha direta, bimestral, com a Europa, em 22 de maio de 1930, fazendo a rota Friedrischafen-Sevilha-Rio de Janeiro.

Pelo noticiário, registrado no Diario de Pernambuco, do dia 23 de maio, e depoimentos dos que viveram esse tempo, a exemplo do industrial Ricardo Brennand, 91 anos, se tornaram um verdadeiro acontecimento na cidade, as chegadas e partidas do dirigível, que cruzada o Atlântico após 59 horas de viagem.

No dia seguinte do seu voo inaugural, assim noticiava o Diario de Pernambuco:

Um vivo interesse se desenhava em todos os semblantes entorno desse acontecimento destinado a marcar uma data inesquecível na vida da cidade. […]

Às 18 horas e 35 minutos o dirigível foi avistado no Recife e logo entrou a tocar, para divulgar a boa nova, o carrilhão do Diario de Pernambuco, cujos terraços estavam ocupados por famílias do nosso escol social. […] O Diario de Pernambuco, em sua edição do dia seguinte, às 16 horas, era já compacta a multidão de curiosos que se empilhavam nas torres das igrejas e até nos tetos das casas. – inclusive nos terraços dos edifícios mais altos: Moinho Recife, Palácio da Justiça, Diario de Pernambuco, Hotel Central, etc. No mais alto da cúpula do Palácio da Justiça, em verdadeiro esporte de equilíbrio, agrupavam-se algumas dezenas de pessoas. O terraço desta folha, já às 17 horas, estava repleto de numerosa e compacta assistência. […] – Chegarei pouco depois do pôr do sol, foi a mensagem do comandante Eckener. […] É ele! É ele! É uma estrela! gritava o povo. Mas a dúvida em breve dissipou-se. Alguns instantes mais e a sombra branca do imenso pássaro aéreo começou a surgir e a crescer. Já eram então visíveis os dois focos de proa e popa marcando o vulto imenso que desfilava dentre as nuvens. Precisamente às dezoito e meia passava o Graf Zeppelin, mais baixo acerca de trezentos metros de altura, sobre a torre da Catedral de Olinda…. E logo começou-se a ouvir o surdo rugido das suas hélices possantes …. Mas pode mencionar-se o emocionante espetáculo da nave imensa a deslizar dentro da noite, sobre a cidade, rumando do norte ao poente, numa grande curva, direto ao Campo do Jiquiá, como se conhecesse o caminho; como uma ave retardatária que torna-se ao pouso, mil vezes demandado.

O Zeppelin estava sob o comando do Comandante Hugo Eckener, que, juntamente com o infante Dom Affonso de Espanha, foi saudado pelo então secretário particular do governador Estácio Coimbra, Gilberto de Mello Freyre, após a sua amarração no Campo do Jiquiá.

Para o menino Ricardo Brennand, que se acostumara assistir a passagem do Zeppelin da varanda da Casa de Ferro da Usina São João da Várzea, fora esta a mais importante imagem de sua infância.

Um dos detalhes que mais o fascinou foi quando, numa recepção oferecida por sua família à tripulação do dirigível, na mesma Casa de Ferro da Usina São João da Várzea, constatara ele que as mulheres da tripulação do Comandante Hugo Eckener usavam, em vez de saias, “bermudas folgadas até os joelhos” (!)

Eram os Tempos do Zepellin, na sua linha regular ligando a Europa ao Brasil e a Argentina, relembrados pelos mais antigos e assim descritos pela verve poética de Ascenso Ferreira:

– Apontou!

– Parece uma baleia se movendo no mar!

– Parece um navio avoando nos ares!

– Credo, isso é invento do cão!

– Ó coisa bonita danada!

– Viva seu Zé Pelin!

– Vivôôô!

Deutschland über alles!

Chopp!

Chopp!

Chopp!

– Atracou!

O Graf Zeppelin realizou 63 viagens unindo o Recife à Europa.

Seis anos depois do seu primeiro voo, em 1936, o Zeppelin veio a ser substituído por outro dirigível, o Hindenburg, que possuía 804 pés de comprimento; 76 pés menos do que o transatlântico Titanic e 228 pés maior do que um Boeing 747.

Este último realizou sete viagens ao Brasil, antes do acidente que o destruiu, em 1937, ao pousar em Lakehurst, no estado norte-americano de New Jersey.

Deixando uma imensa saudade, naqueles que viveram os Tempos do Zeppelin.

7 novembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

7 novembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

UMA DATA ESPECIAL

Neste dia 7 de novembro de 2018 se completam sete meses que Lapa de Corrupto está na cadeia.

Legalmente, constitucionalmente, conforme a letra fria da lei.

Tudo dentro da mais perfeita legalidade, apesar dos relinchos dos “juristas” petralhais.

Condenado em primeira instância, Lapa de Demagogo teve pena confirmada e aumentada em instância superior.

Um feliz coincidência: dia 7, se completando 7 meses.

Somando estes dois números, 7+7, chegamos a 14.

Superamos e eliminamos o 13!!!!

Quanto ao ministro Marco Aurélio Babaca de Mello, que em janeiro passado declarou que a prisão do corrupto “incendiaria o país“, ele que procure uma mangueira de apagar incêndio bem grossa pra enfiar no seu furico de juiz idiota e tendencioso.

O único incêndio que aconteceu neste país foi o fenômeno benéfico das labaredas da última eleição presidencial, que extinguiram e fizeram virar cinzas o PT e toda sua maldita herança, levando o país para uma onda moralizadora, saneadora, conservadora e eliminadora da pestilência zisquerdóide e da corrupção vermêio-istrelada.

Celebremos!!!

Aleluia!!!

NOTAS

O sonho dos pais é batalhar com dureza para garantir um bom futuro aos filhos e netos. A ambição para este detalhe faz parte da natureza. Até no mundo animal os filhotes recebem a devida atenção e carinho. Mas, tem um problema que não passa desapercebido.

Na raça humana, nem todo os pais gozam de condições para deixar confortável herança cultural e financeira para os descendentes. Por falta de formação familiar e razoável emprego, tem pais impedidos de realizar tais desejos. Afinal, é difícil assegurar hombridade e formatura no ensino superior à adolescência no meio dessa balbúrdia para gozar de boa situação financeira no futuro.

Tem pai que não libera o filho para escolher a profissão sonhada. Embora sejam pessoas de diferentes pensamentos. Atualmente, ser jogador de futebol é o sonho de meninos. Dispensa gastos. Para as meninas, os pais aconselham as filhas a se formar no ensino de nível médio ou superior que ofereça futuro financeiro. O mercado de trabalho melhorou para o lado feminino. A participação da mulher chega a 52%.

*
A população de encarcerados cresce no país, tornando o dia a dia insuportávelnos presídios e nas cadeias. Sem estrutura, a superlotação, juntamente com a morosidade da Justiça nos julgamentos, transforma as penitenciárias num verdadeiro antro de criminalidade. Viola os direitos de cidadania.

Desse o jeito, o preso é obrigado a dividir o espaço dos presídios com ratos, baratas, insetos e companheiros da mais alta periculosidade. Enquanto aumenta a violência, elimina o poder da ressocialização, o Estado gasta menos. Economiza dinheiro com o sustento de cada preso.

Sem a convivência social e com a insegurança interna estimulando o preso, é claro que após a libertação, o indivíduo voltar a delinquir. Praticar novos crimes. Permanecer na mesma vidinha anterior. Só que agora vigiado pelas facções criminosas. Com mais de 726 mil presos, o Brasil detém a terceira maior população carcerária do mundo. Cabe aos estados de São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco, as maiores lotações nas cadeias.

*
Está muito claro na lei. Campanha política se refere ao período eleitoral que dá chance para o partido apresentar os seus candidatos ao eleitorado na conquista do eleitor. Obter o voto na urna. A escolha é feita via exposição de propostas e projetos. Não de guerra política.

Mas, no Brasil, as campanhas eleitorais partiram para as agressões, os desaforos, as investidas contra a imagem do adversário. Atacar o opositor deslealmente, se possível. Classificar o adversário como corrupto, mentiroso, falso, é a pedida. Definição errônea, estendida até a terceira geração da pessoa atacada.

O que mais aconteceu nesta campanha foi baixaria. Ataques contra o oponente. Descumprimento da lei. Os candidatos usaram e abusaram das proibições. Ofereceram vantagens pessoais ao eleitor, mentiram e difamaram o outro candidato para captar voto. Manifestação indiscreta de bandeiras e adesivos no dia da eleição, proibida por lei, foi o que mais se viu nas ruas para perturbar o eleitor.

*
Impressionante, em 14 anos de governos anteriores, o brasileiro deveria agradecer os feitos deixados pelos gestores. Mas, em vez de aplausos, os ex-governantes recebem são críticas, vaias e desaprovação por terem empurrado a economia para o caos político e econômico. A desordem, atrapalhou um bocado. O conluio com algumas empresas esvaziou os cofres públicos. Nada escapou da desarrumação para desespero da sociedade.

Os desvios de bilhões de recursos, a sequenciada lavagem de dinheiro do povo por bandidos de elite, comeu as verbas que deveriam ser destinadas aos hospitais, escolas públicas e à segurança pública. Sem vigilância, os criminosos, os traficantes, os sequestradores e os estupradores ficaram livres para agir. Deixando a população presa em casa, com medo de sair à rua e ser assaltada ou morta.

Cadê as lideranças qualificadas para ajeitar a bagunça. Sustentar o país nas quedas. Empurrar a economia na direção da prosperidade. Os Estados Unidos deixaram de ser uma colônia do Reino Unido, graças à coragem, talento e honestidade de americanos, amantes da pátria. No Brasil, muitos dos famosos líderes estão na cadeia. As instituições políticas, envoltas em corporativismo, proíbem os governos de governar. Detestam a ordem e o progresso.

*
Jair Bolsonaro, presidente eleito, começa com o pé direito. Acertadamente, deleta do programa de governo a ideia de lotear cargos em posições estratégicas no cenário administrativo federal, ministérios e autarquias, como era praxe nos governos anteriores. Pervertida prática adotada para esconder a fragilidade de comando, enquanto acentua a desordem e a desonestidade no país.

Os exemplos são claros. Agraciados com o loteamento de cargos, os partidos, os próprios políticos e falsos líderes beneficiados, meteram a mão no patrimônio público. Dilapidaram a riqueza nacional. Roubaram até pensamentos. Daí o nojento e criminoso festival de escândalos a desviar verbas do país para lugares escusos e para o enriquecimento ilícito de muitos falsos líderes.

Agora, indiciados, condenados e presos, pagam pelos erros, vítimas de ações judiciais. Muitos, atrás das grades, merecidamente, justiça seja feita, embora, repitam o velho bordão de serem inocentes e estarem enjaulados, injustamente. Porém, surgiu um fio de esperança para a intolerância à corrupção e à impunidade. Os atuais líderes são as mesmas figurinhas de 1968. Pregam as mesmas ideias. Sem inovar, nem renovar. Então, para evitar o pior, Bolsonaro indica técnicos para compor a sua equipe de governo. Tá errado?

ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Carísusimo e Estimado Papa Universalista

Circulando, como o faço cotidianamente e diuturnamenrte (apud Dilma, a iluminada) encontrei no blog do Cláudio Humberto este artigo de nosso Ipojuca Pontes que bem espelha a triste realidade em que vivemos nesta Ínclita e Pujante República Bananense, que, embora correndo o risco de chover no molhado, tomo a liberdade de passar a suas mãos, com a sugestão de, se possível, acolhimento pelo Superior Conselho Editorial do Jornal da Besta Fubana.

Infelizmente, embora tenha sido companheiro de jornalismo do Ipojuca, nos tempos imemoriais da nossa juventude, há muito perdi contato com ele, razão pela qual não posso me adiantar sobre essa sugestão, mas considero que você, que à vezes “parece ter artes com o diabo”, como dizia minha vó paterna, pode acionar suas muitas veredas para tal.

Desculpe a intromissão, mas o enxerimento é grande.

Abraços

R. Para ler o excelente artigo de Ipojuca Pontes, remetido pelo atento fubânico Arael, basta clicar aqui.

Brigadão pela dica e pode se enxerir o quanto quiser.

O JBF sai sempre ganhando com os pitacos dos seus leitores.

Um grande abraço.

7 novembro 2018 CHARGES

FERNANDES

DIAS FELIZES

The Birds foi uma das principais bandas da Inglaterra durante os anos 1960


“Georgy Girl” música de Tom Springfield e Jim Dale, sucesso de 1967 com o grupo The Seekers.


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