2 dezembro 2018 CHARGES

SPONHOLZ

2 dezembro 2018 AUGUSTO NUNES

GILMAR ENRIQUECE O CAPÍTULO BRASILEIRO DA HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA

Na sessão do Supremo Tribunal Federal desta quinta-feira, o ministro Gilmar Mendes caprichou na pose de juiz dos juízes para reiterar que enxerga nos brasileiros sem toga um ajuntamento de idiotas. Decidido a justificar o indulto concebido por Michel Temer para livrar da cadeia corruptos de estimação, Gilmar enriqueceu o capítulo brasileiro da história universal da infâmia com dois falatórios capazes de deixar ruborizados até chicaneiros patológicos.

No primeiro, o doutor em tudo avisou que libertar bandidos em louvor do Natal é atribuição privativa do presidente da República, que pode fazer o que quiser. Pode, por exemplo, tratar a pontapés a lei, a ética, a sensatez, a moralidade e a Constituição. O chefe do Executivo, ressalvou Gilmar, “está submetido aos custos políticos da concessão do indulto”. Tradução: os insatisfeitos que votem contra Temer nas próximas eleições. Haja safadeza.

No segundo falatório, o ministro da defesa de culpados tentou contestar a informação divulgada pelos procuradores engajados na força tarefa da Lava Jato: se o texto forjado por Temer permanecer intocado, 22 dos 39 alvos da operação encarcerados no Paraná serão contemplados com o perdão. Depois de qualificar a constatação de “propaganda enganosa e pouco responsável”, Gilmar ampliou seu vasto acervo de tapeações em juridiquês de porta de cadeia.

“Dos 22 ditos beneficiados, 14 são delatores que já estavam livres do cárcere”, disse. “Já estão a salvo, mas por ato do Ministério Público Federal”. Se não sabe a diferença entre indulto e prisão domiciliar, Gilmar não pode ser ministro por excesso de despreparo. Se sabe e finge que não sabe, não merece ser ministro por excesso de cinismo.

* * *

AMANTE DOIDONA

Gleisi mostra que aprendeu no convívio com Dilma a arte de não dizer coisa com coisa

“O ataque ao PT é um ataque à democracia e ao estado de direito, que envergonha o Brasil aos olhos do mundo. Não haverá paz política e social no país enquanto não for reconhecido, na prática, o direito à livre organização política. E o símbolo dessa resistência é a campanha pela liberdade do presidente Lula”.

Gleisi Hoffmann, presidente do PT, deixando Dilma Rousseff grávida de inveja ao informar que, por algum motivo que ninguém sabe qual é, julgar crimes cometidos por petistas é atacar a democracia.

O CORRUPIÃO

Foto da colunista

No finalzinho do tarde
Ou no amanhecer do dia
Ouço um lindo passarinho
Com sua bela melodia
Cantando lá na palmeira
A bela carnaubeira
E me trazendo alegria.

Seu cantar é envolvente
De fato chama atenção
Tem a beleza na cor
É pássaro do sertão
Ele é mais uma riqueza
Habitando a natureza
Chamado corrupião.

LINDALVA MALHEIROS – SALVADOR-BA

Você foi candidato, perdeu e suas contas da última eleição fecharam no vermelho?

Faça como o Haddad.

Fale mal do imperialismo americano, promova uma vaquinha virtual e vá relaxar em New York!!

Cuba é só pra enganar trouxas e otários.

R. Cara leitora, nesta foto que você nos mandou está escrito que “todo petista é um idiota útil“.

Útil para os sabidões como Lula e seu poste Haddad.

Todavia, o petista é um idiota totalmente inútil para o país.

Inútil e prejudicial.

E, já que o sabidinho do Haddad está passeando nos Zistados Zunidos, às custas do dinheiro que os babacas depositaram em sua conta, aproveito a deixa pra alegrar o nosso domingo com boa música.

Vamos ouvir a antológica interpretação de “New York, New York“, um composição de John Kander e Fred Ebbcom, na voz de Frank Sinatra.

Melhor do que Nova Iorque só mesmo Havana.

2 dezembro 2018 SONIA REGINA - MEMÓRIA

ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO

Os saudosos Chico Anysio e Francisco Milani, proporcionavam um duelo de humor com inteligência e talento inigualáveis. Felizmente, a Rede Globo através de seu canal a cabo Viva, estendeu até os dias de hoje o ano letivo da Escolinha no comando de Chico Anysio.

* * *

LE PLUS GRAND CABARET DU MONDE

Um programa de variedades exibido na TV France 2 comandado por Patrick Sébastien, apresenta um excelente espetáculo de marionete de Jordi Bertran.

* * *

Dica:

Filme policial do Comissário Maigret, personagem criado pelo renomado escritor belga Georges Simenon um mestre no gênero. O canal a cabo Multishow, na época de sua criação, exibia aos domingos filmes do Comissário Maigret dentre outras séries do gênero policial de excelente qualidade. Legendado em português.

Clique aqui para assistir.

2 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

OBRADOR MEXICANO

* * *

Esta manchete aí de cima é sobre a posse do novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador.

A cerimônia aconteceu ontem, sábado.

Quando vi o nome do cabra, Obrador, me lembrei logo do verbo “obrar”.

Obrar, aqui no nordeste, é sinônimo de cagar.

De modo que “obrador” é o mesmo que “cagador“.

Quando você diz “Fulanou obrou-se todinho”, você está dizendo que o Fulano cagou-se todo.

Espero sinceramente que o novo presidente daquele país, o Obrador, não venha a cagar na cabeça do povo mexicano.

Vôte!

O fato é que, quando vi a notícia, o que gostei mesmo foi da linda índia fardada que aparece atrás do homem.

Na certa, deve ser sua Ajudante-de-Ordens.

Toda fofinha no seu uniforme azul.

Seu Luiz, meu saudoso pai, estava coberto de razão quando dizia em sua sabedoria sertaneja que “mulé é o animal milhó que Deus deixou neste mundo!!!“.

E é mesmo.

Papai tava coberto de razão.

Ele também costumava dizer que  o home sem mulher não consegue ser nada na vida.

Nem corno!!!

CANALHAS! MIL VEZES CANALHAS!

Dentre as imensas montanhas de imbecilidades que os “cumpanheiros” petistas costumavam excretar verbalmente, há um argumento que eu considero totalmente verdadeiro: É quando eles diziam que a putaria, em todos os níveis governamentais desta malsinada república, sempre existiu.

Verdade absoluta! Só que num patamar bem distante dos píncaros de cafajestice a que temos sido involuntariamente submetidos nos últimos anos.

Como dizia meu sábio amigo Luiz Gonzaga Paes Landim, parafraseando Calígula: “Bacanalia cum parcimonia indignus non est!” Antigamente, todo mundo mamava um pouquinho e estava tudo certo.

Hoje, a patifaria que invadiu nossos três poderes é de tal monta que quebrou o país. Até a “Maioria Silenciosa”, habitualmente quieta em seu canto, saiu de sua inércia e já não está tão silenciosa assim. Isto começou a ser demonstrado desde as manifestações espontâneas de 2013, e culminou com a renovação de mais de metade do congresso e na eleição de Jair Bolsonaro contra tudo e contra todos.

Não fossem os nove estados do Nordeste, onde hordas de babuínos andrajosos, disfarçados de humanos, reelegeram excrescências da fedentina de um Renan Calheiros e de um Humberto Costa, teríamos praticamente nos livrado dessa multidão de patifes por inteiro, numa verdadeira faxina do congresso e do executivo. Só escapou dessa descarga na latrina o judiciário, por estar totalmente blindado à opinião pública. Esta é razão pela qual este poder vem se constituindo num verdadeiro baluarte da patifaria, valhacouto de facínoras da pior espécie e guardiões maiores dos degenerados ocupantes de cargos nos dois outros poderes que os indicaram para esta prebenda vitalícia. Sempre “Livres e Harmônicos”, atuam ativamente na defesa do orifício costal da imensa cachorrada em que se transformou a nossa governança.

Hoje, todos bem conscientes de que a maré virou contra eles, e se debatendo nos últimos estertores da luta para escapar do camburão e da Papuda, trabalham num frenesi legislativo e judicante nunca antes visto na história deste país. Não fosse o desespero, estariam todos já em “Recesso de Natal” e só voltariam a dar as caras por lá bem depois do carnaval. Sempre, é claro, regiamente remunerados pelos otários contumazes: Nós! Só estão lá porque urge criar e aprovar o arcabouço jurídico que os irá proteger da Lava Jato e de todas as suas consequências. Se não conseguirem se livrar da ignomínia pública, pelo menos tentarão escapar da cadeia através de penas mais brandas de prisão domiciliar, de Habeas Corpus escrotos concedidos por filhos da puta da gangue incrustados no judiciário, ou de indultos fajutos autoconcedidos e aprovados pela manada de canalhas amestrados.

Toda a máfia de vermes está atuando freneticamente e de forma unida a fim de preservar o “direito adquirido” nas urnas de espoliar a nação. Não basta a eles o terem nos enrabado. Querem agora nos ver lambendo o pau melado de bosta! Ficarão todos rindo cinicamente da nossa cara enquanto usufruem alegremente das fortunas subtraídas através de tenebrosas transações de nossa pátria distraída.

As duas principais consequências desta maré de canalhices e patifarias estão sendo as seguintes:

1. CALOTE GERAL 

Ninguém está pagando a ninguém! Como consequência direta da imensa roubalheira praticada ao longo dos últimos anos, o Governo Federal está literalmente quebrado. Daí a consequência natural foi dar calote em todos os seus credores. Um único exemplo, o FIES, está atrasado de meses. Assim, as faculdades dependentes deste repasse estão todas também literalmente quebradas. Só não estão aquelas com melhor relacionamento nas esferas decisória$$$$$$$$$$. A etapa seguinte na patifaria é o calote das faculdades nos professores. Estes, por sua vez, passam a acumular dívidas sobre dívidas, numa verdadeira corrente falimentar, quebrando também todos os seus fornecedores e credores. Governos Estaduais e Municipais, por sua vez, altamente dependentes dos repasses dos Fundos de Participação, fundos estes que sofreram brutal redução devido à imensa recessão que se apoderou de nosso país, estão também todos literalmente quebrados e passaram a dar calotes a torto e a direito. Na continuidade, todos os seus fornecedores passam a não receber o que lhes é devido e tornam-se também inadimplentes junto aos seus funcionários e a aqueles que lhes forneceu. E por aí vai…

Uma multidão de cabeças de bagre pensava que a espoliação praticada contra nosso país pelas hordas ruminantes do PT não teria consequências. Estavam redondamente enganados. Vai levar alguns anos até retornarmos à condição que possuíamos antes deles nos estuprarem.

2. EMBRUTECIMENTO DO PADRÃO CIVILIZATÓRIO 

Com a inclusão em uma pretensa normalidade de todas as taras e aberrações sexuais possíveis e imagináveis, tivemos uma avalanche de filhos bastardos. Em uma geração, transformaram-nos num país de “Filhos da Puta”. Multidões de crianças que para saberem quem foi o pai tem de fazer teste de DNA.

As moçoilas, ao adentrarem na idade reprodutiva (Quer dizer: descobriram que aquele negócio não serve só para mijar.), e doutrinadas diuturnamente e noturnamente (como diria Dilma) por todos os meios de comunicação, acabaram de vez com aquela estória que havia antigamente de “Dar para o namorado”. Agora, estão mesmo é distribuindo. A palavra de ordem, nas sexta feiras à noite, passou a ser: Quem quer xibiu? Como consequência desta nova práxis, um terço das crianças que nascem no Brasil são filhas de adolescentes. Dois terços vivem com apenas um dos progenitores, normalmente a mãe. Esta, por se encontrar sem o apoio de um marido para ajudar na criação da criança, normalmente pobre e semianalfabeta, passa a se virar nos trinta para conseguir o sustento. Desta forma, a criança, quando tem sorte, passa a ser criada pelos avós. Isto quando os tem. Ou então, é criada de solta, feito bode na caatinga. Junte a este quadro dantesco à nova pedagogia em que a criança é “empoderada” frente aos pais e professores e teremos a receita perfeita para a criação dos novos bárbaros.

Como professor, tenho feito refeições em restaurantes universitários pelo país a fora. As cenas presenciadas são dignas de Átila, o Huno. Se, em nosso país, a ética foi totalmente para o vinagre, imaginem só o que ocorreu com a “Pequena Ética”. Aquela que rege as interações humanas, para diminuir o inferno que são os outros, segundo Sartre, e que recebeu o nome de ETIQUETA;

Restaurantes universitário. Hora do almoço.

– A criatura senta, abre as asas, a fim de delimitar o “seu” espaço, e se “abraça” com o prato.
– Curva o tronco e coloca o rosto a poucos centímetros da comida, de modo a reduzir o trajeto.
– A maioria passa a usar a colher. Não sabe usar garfo e faca. Nunca ninguém teve a paciência de lhe ensinar. Ficam parecendo imensos bebezões.
– Mexe a comida em rápidas e nervosas pinceladas, igual a um pedreiro aprontando a massa.
– Conduz o alimento à boca em rápidos e nervosos movimentos, sucessivos e frenéticos.
– Mastiga de boca aberta e fazendo barulhos de ruminação.
– Fala alto, de boca cheia e ao mesmo tempo em que mastiga.
– Cospe despudoradamente de volta ao prato todos os pedaços que o desagradam.
– Salpica de comida todo o entorno do prato, a boca, as vestes e o chão.
– Come sofregamente, como se estivesse desesperado e com medo de lhe tirarem a comida.
– Ao final, fica catucando os dentes com um palito, ou até mesmo com os dedos, a boca obscenamente aberta e chupando os fiapos que se engancharam.

Essa é a ELITE que nos sucederá na liderança deste país. Serão os engenheiros, médicos, advogados, psicólogos, jornalistas e sociólogos. Imaginem agora como estão aqueles jovens que não estão nem em uma faculdade ou universidade. Deu para sentir o que vem pela frente?

Qual a penalidade a ser aplicada a esta cambada de patifes que está conduzindo o nosso país em direção a esta Geena? Pena de morte? Para mim é pouco!

2 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

PRA RELEMBRAR

Uma reportagem do Jornal Nacional.

Foi ao ar em 2010.

Já lá se vão 8 anos…

CADEIA VERDE-AMARELA

A Rádio Bandeirantes, potência maior do rádio paulista, montou uma rede nacional de emissoras afiliadas, que retransmitiam sua excelente programação de esportes. Era a Cadeia Verde-Amarela Norte-Sul do Brasil. Com a TV nos estádios, permitindo que rádios menores transmitissem o jogo a partir das imagens, dissolveu-se a Cadeia Verde-Amarela.

Mas o mundo gira. Hoje, a Cadeia Verde-Amarela Norte-Sul do Brasil está de volta, com autoridades sendo presas em todo o país. O esporte é o mesmo de antes: atuar em estádios, receber boladas, montar boas jogadas e sempre seguir a máxima de um grande técnico, Gentil Cardoso: “Quem pede recebe”. Alguns deram o azar de fazer o que não deviam na hora em que o juiz estava olhando, e a torcida, irritada, exigiu o cartão.

Resultado: todos os governadores eleitos do Rio nos últimos 20 anos foram presos. Um, Sérgio Cabral, está condenado a mais de cem anos. Os dois Garotinhos, Anthony e Rosinha, passaram pela cadeia, mas foram logo soltos. E Pezão foi o primeiro dos quatro a ser preso ainda no exercício do mandato. Perto de Cabral, Pezão é argent de pôche, dinheiro de pinga: falam em mesada de R$ 150 mil, mais 13º, eventualmente algo a mais, mas nada que se compare, ao menos por enquanto, ao anel de R$ 800 mil que Cabral recebeu como propina de um empreiteiro para dar à esposa.

Dois ex-governadores de São Paulo foram delatados. Ninguém se salva?

A hora das vaias

Atenção: o que se discute no Supremo é uma questão constitucional, não partidária, se o presidente da República tem ou não o direito de conceder indulto a presos que se enquadrem em certas normas. Este colunista, do alto de sua ignorância em Direito, acha que, seguidas as normas legais (sem mexer no que está escrito), indultar é direito do presidente. Siga-se a lei. Se o STF mexer nas normas, interferirá em outro poder. Indulto não é jabuticaba, existe mundo afora. Quando o presidente Nixon renunciou, seu vice Gerald Ford o perdoou, livrando-o de processos. Sem promessa de perdão, renunciaria? Ou lutaria na Justiça, tumultuando a vida do país?

É sério, mas não é

O Governo paulista destinou no Orçamento à Linha 18 do Metrô um total de R$ 40,00 (sim, quarenta reais). A Linha 18 terá 15 km de trilhos, com 13 estações, e deve ligar as sete cidades do Grande ABC, uma das regiões mais importantes do Estado, à capital. Aliás, já deveria estar em funcionamento, porque a inauguração era prevista para 2018, A obra está parada há quatro anos – mas, com R$ 40 para gastar no ano, como andar? Esta verba só tem uma vantagem: não sobra espaço para nada errado.

Erramos 1

Esta coluna se equivocou ao noticiar a empresa na qual Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, está trabalhando em São Paulo: a firma é a CSN, do empresário Benjamin Steinbruch. Perillo se mudou para São Paulo depois de ser derrotado na eleição para senador.

Erramos 2

Nos anos mais duros da ditadura militar, o Painel da Folha de S Paulo chamou o ministro Júlio de Sá Bierrenbach, do Superior Tribunal Militar, de “almirante de esquerda”. Erro, claro: Bierrenbach era almirante de esquadra, a mais alta patente da Marinha. Houve a reclamação, a habitual chuva de protestos, e no dia seguinte o Painel publicou algo como “houve um erro na referência à patente” do almirante Bierrenbach. “O correto é almirante de esquerda”. Não é que esta coluna cometeu o mesmo tipo de erro? Ao publicar esclarecimentos sobre vida e obra do ex-ministro Roberto Campos, errou o nome de quem gentilmente nos corrigiu. O nome correto do professor e diplomata é Paulo Roberto de Almeida

Nosso herói

Mickey Mouse completa 90 anos: em 1928, estreou no desenho animado Steamboat Willie, em que trabalha num navio e tem como inimigo João Bafodeonça. Mickey fez sucesso no cinema, nos quadrinhos, na área de entretenimento – os parques da Disney o têm, ao lado de Pateta, como o grande chamariz de turistas. Mickey e seus companheiros de Disney são também grandes exemplos internacionais. No Brasil, por exemplo, velhos ratos estão sempre próximos do poder. Nem dão bola para os Patetas e, graças ao jeitinho brasileiro, ficaram muito amigos de João Bafodeonça e dos Irmãos Metralha, hoje seus companheiros em tantas aventuras. Essas mudanças no perfil dos personagens lhes fizeram bem: nossos ratos, mesmo não sendo atrações turísticas, ganham muito mais que o Mickey.

Aberje

O arresto e penhora de bens da Aberje, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, foram suspensos: a Aberje está pagando a dívida trabalhista que havia motivado o processo. Tudo em ordem.

2 dezembro 2018 A PALAVRA DO EDITOR

NUM INTENDO…

Estes dois destaques, assim juntinhos, um seguindo o outro, estão publicados na edição deste domingo do portal G1.

A grande página da Globo.

Vejam:

Árvores de Natal – este costume istranjeiro importado de países gelados para uma país tropical -, também foram montadas em várias outras capitais brasileiras.

Tem árvore de Natal em Aracaju, em Belo Horizonte, em Cuiabá, em Porto Velho, em Teresina, em Florianópolis, em Palmas, em Rio Branco, em João Pessoa, em Goiânia e em Vitória.

Num intendo mesmo porque este destaque só pras árvores do Rio e de São Paulo.

Destaque dado na edição nacional de uma grande página internética, lida em todo o país. 

Alguém poderia me explicar que danado é isto?

2 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

AS IDEIAS QUE O LEVARAM A VITORIA JA COMECARAM A SE IMPOR

Alexandre Garcia

Em dois meses, minha mãe completa 100 anos de vida e diz que nunca viu nada igual ao que está testemunhando hoje.

Ela passou pela ditadura Vargas, pelas tentativas comunistas de tomada do poder, a começar em novembro de 1935, depois por tantos governos diferentes e tantos planos de salvação nacional, mas nunca viu uma reação como agora, contra o estado de coisas em que enterraram o país. Uma reação popular e pacífica, de uma maioria que cansou de ser enrolada, ludibriada, enganada – desculpem usar tantos sinônimos para a mesma mentira.

Eu mesmo, em meus quase 80 anos de Brasil, nunca vi nada igual.

Eu diria que se trata de uma revolução de ideias, tal a força do que surgiu do cansaço de sermos enganados.

Mencionei a primeira tentativa comunista de tomada do poder, há 83 anos. Naquele 1935, houve reação pelas armas. Nas outras tentativas, no início dos anos 60, a reação veio das ruas, que atraiu as armas dos quartéis. A última, veio pelo voto, na mesma linguagem desarmada, com que começou a sutil tentativa tucana, para desaguar nos anos petistas, já com a tomada das escolas, dos meios de informação, da cultura – com aquela conversa que todos conhecemos. De repente, acordamos com a família destroçada, as escolas dominadas, os brasileiros separados por cor e renda, a cultura nacional subjugada, a História transformada. Mas acordamos.

Reagimos no voto, 57 milhões, mais alguns milhões que tão descrentes estavam que nem sequer foram votar.

O candidato havia sido esfaqueado para morrer, nem fez campanha, não tinha horário na TV, nem dinheiro para marqueteiro. Mas ficou à frente do outro em 10 milhões de votos. Ainda não se recuperou da facada, a nova intentona; precisa de mais uma cirurgia delicada, mas representou a reação da maioria que não quer aquelas ideias que fracassaram no mundo inteiro, que mataram milhões para se impor e ainda assim não se impuseram.

O que minha mãe nunca viu é que antes mesmo de o vitorioso tomar posse, as ideias vencedoras da eleição já se impõem.

Policiais que tiram bandidos das ruas já são aplaudidos pela população; juízes se sentem mais confiantes; pregadores do mal já percebem que não são donos das consciências; as pessoas estão perdendo o medo da ditadura do politicamente correto, a sociedade por si vai retomando os caminhos perdidos, com a mesma iniciativa que teve na eleição de outubro, sem tutor, sem protetor, sem condutor. Ela se conduz.

O exemplo mais claro desse movimento prévio ao novo governo é a retirada cubana, no rompimento unilateral de um acordo fajuto, de seus médicos, alugados como escravos ao Brasil.

Cuba “passou recibo” na malandragem e tratou de retirá-los antes que assumisse o novo governo, na prática confessando uma imoralidade que vai precisar ser investigada no Brasil, para apontar as responsabilidades, tal como ainda precisam ser esclarecidos créditos do BNDES a ditaduras, doação de instalações da Petrobras à Bolívia, compra de refinaria enferrujada no Texas, e tantas outras falcatruas contra as quais a maioria dos brasileiros votou em outubro.

2 dezembro 2018 CHARGES

AMARILDO

OS BRASILEIROS (XXII): BARÃO DE MAUÁ

Irineu Evangelista de Sousa, nasceu em Arroio Grande, RS, em 28/12/1813. Comerciante, armador, industrial, banqueiro e político. Foi o primeiro grande industrial brasileiro, agraciado com os títulos nobiliárquicos de Barão, em 1854, e Visconde em 1874. Aos 5 anos teve o pai assassinado e foi criado pelo tio até os 9 anos, quando foi entregue a outro tio, José Batista de Carvalho, comandante de um navio da Marinha Mercante que transportava charque e couros para o Rio de Janeiro. Aí começou a trabalhar como caixeiro de um armazém na Praça do Comércio.

Aos 11 anos foi trabalhar noutro armazém que vendia de tudo, de produtos agrícolas a escravos, a fonte de renda principal do estabelecimento. Tornou-se empregado de confiança e foi promovido a guarda-livros em 1828. Na crise do 1º Reinado, o comerciante faliu e indicou-o para trabalhar numa empresa de importação do escocês Richard Carruthers, em 1930. Com sua esperteza e disposição, conquistou a amizade do escocês, aprendeu inglês, contabilidade e aprendeu a ganhar dinheiro. A empresa não admitia o trabalho escravo e comprava trabalho pagando em dinheiro. Ou seja, fazia o oposto da maioria dos empresários. Em 1836, aos 23 anos, tornou-se gerente e, pouco depois, sócio da empresa. Percebendo seu potencial, Carruthers levou-o para a Maçonaria, onde os ideais de “Liberdade, igualdade e fraternidade” estabeleceram as bases de seu caráter. Pouco depois tornou-se um dos homens mais ricos do País.

Em 1839 o escocês retornou ao Reino Unido e ele assumiu os negócios da empresa. Comprou uma chácara no morro de Santa Tereza, onde foi morar e ajudou seus conterrâneos envolvidos na Revolução Farroupilha a escapar da prisão no Rio de Janeiro. Trouxe sua mãe, Mariana de Jesus Batista de Carvalho e sua única irmã, Guilhermina de Sousa Machado, para morar consigo. Junto com elas veio a sobrinha, Maria Joaquina de Sousa Machado, por quem se apaixonou e veio a casar em 1841. Tiveram 18 filhos, mas apenas 11 nasceram vivos. Destes 11 filhos, apenas 5 sobreviveram após a morte do pai. A morte prematura dos filhos foi atribuída ao grau de parentesco dos pais.

Em 1840 empreendeu uma viagem de negócios à Inglaterra em plena Revolução Industrial. Conheceu fábricas, a fundição de ferro e ficou convencido que aquele era o caminho a ser trilhado pelo Brasil. Na volta encontrou o café em alta no comércio internacional e decidiu tornar-se industrial. Em 1845 obteve junto ao governo a concessão do fornecimento de tubos de ferro para a canalização do rio Maracanã e no ano seguinte fechou a Casa Carruthers. Convenceu capitalistas ingleses a investirem na indústria metalúrgica, abriu uma fundição em Ponta da Areia (Niterói) e transformou-a num misto de metalúrgica e estaleiro de construção de navios. Dois anos depois o empreendimento tinha o patrimônio inicial multiplicado por quatro, tornando-se o maior do País. Em pouco tempo estava empregando mais de mil operários. Produzia navios, caldeiras para máquinas a vapor, engenhos de açúcar, guindastes, prensas, postes para iluminação e canos de ferro para água e gás. Deste complexo saíram 72 navios em onze anos, entre os quais as embarcações utilizadas na Guerra do Paraguai e no tráfego do Rio Amazonas.

Em 1849 construiu o maior navio mercante – Serpente -, um navio negreiro rápido, que depois de realizar uma viagem à África, foi vendido à Marinha Mercante e rebatizado “Golfinho”. Em 1857 a empresa sofreu um duro golpe: um incêndio destruiu todas as instalações. Em três anos foi reconstruída, mas em seguida sofreu outro golpe e não resistiu. Em 1869, o Governo isentou de tarifas a entrada de navios construídos fora do País, levando a incipiente indústria nacional à falência. Seus outros empreendimentos continuam lucrativos, principalmente com o fim do tráfico de escravos, em 1850, quando os investimentos se deslocaram para a indústria. Na condição de precursor do liberalismo econômico no Brasil, criou diversas empresas impulsionando a navegação no Rio Amazonas, iluminação a gás e transporte urbano por bondes no Rio de Janeiro e a construção da primeira ferrovia brasileira,

No dia da inauguração, em 1854, recebeu do título de barão de Mauá. Pouco antes, em 1852, fundou o Banco Mauá & Cia. associado a Família Rotschild, com filiais em Londres, Paris e Nova Iorque. Em 1857 fundou o Banco Mauá Y Cia. em Montevidéu com uma filial em Buenos Aires. Em 1860, no auge da carreira, controlava 17 empresas no Brasil, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e EUA. No balanço consolidado em 1867, o valor dos ativos foi estimado em 115 mil contos de réis (155 milhões de libras esterlinas), enquanto o orçamento do império brasileiro contava com 97 mil contos de réis. Era o homem mais rico do Brasil. Foi pioneiro em diversos setores da economia, além dos já citados: exploração do transporte no rio Guaíba e afluentes e a instalação do cabo submarino telegráfico entre a América do Sul e a Europa, em 1874.

Tal envolvimento na área empresarial levou-o, inevitavelmente, à política. Com seu posicionamento de caráter liberal e contra a escravatura, fez-se deputado pelo Rio Grande do Sul em diversas legislaturas: 1856, 1859-60, 1861-64, 1864-66 e 1872-75. Exerceu influência política no Uruguai desde 1850 e foi contrário à Guerra do Paraguai. Não obstante pertencer ao Partido Liberal, apoiou seu amigo Visconde do Rio Branco no período 1871-75. Suas ideias e o agravamento da instabilidade política na região platina, tornou-o alvo das intrigas dos conservadores. Suas empresas passaram a sofrer sabotagens e os negócios foram prejudicados pela legislação favorecendo a importação de máquinas e ferragens. Em 1875, com a falência do Banco Mauá, pediu moratória por 3 anos e foi obrigado a vender grande parte das empresas a grupos estrangeiros. Teve, também, que se desfazer de alguns bens pessoais para liquidar as dívidas.

Doente e desiludido com os acontecimentos, foi obrigado a encerrar a carreira empresarial. Com o pouco que restou, passou a dedicar-se a corretagem de café até a morte, em 21/10/1889, pouco dias antes da queda do Império. Boa parte de sua biografia ficou conhecida através da “Exposição do Visconde de Mauá aos credores de Mauá & Cia. e ao público” Trata-se de um documento de 180 páginas, escrito de modo pungente movido pela necessidade de manter a dignidade de seu nome, conforme se vê na apresentação: “Na idade avançada em que me acho, em presença do acontecimento que motiva esta exposição, realizado pelo modo por que foi resolvido, não posso ter outro objeto em vista senão salvar do naufrágio aquilo que para mim vale mais do que quanto ouro tem sido extraído das minas da Califórnia – um nome puro…” (Souza, Irineu Evangelista de. Exposição aos credores e ao público. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 2001).

Dentre suas biografias, cabe destacar: BESOUCHET, Lídia. Mauá e seu tempo, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1978; CALDEIRA, Jorge. Mauá: empresário do Império, São Paulo: Companhia das Letras, 1995; FARIA, Alberto de. Ireneo Evangelista de Souza, Barão e Visconde de Mauá. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1933. O espaço aqui não comporta relacionar todas as homenagens que lhe foram prestadas pós morte com monumentos e seu nome estampado em diversos logradouros, instituições e cidades. Porém, importa dizer que se pudéssemos contar com pessoas como ele, realmente interessadas no futuro do País, estaríamos hoje noutro patamar de desenvolvimento, conforme pode ser visto no vídeo abaixo, apresentado por Eduardo Bueno.

2 dezembro 2018 CHARGES

ZECA

2 dezembro 2018 DEU NO JORNAL

A VERMÊIA EM COMPANHIA DOS ZAZUIS

A CCR afirmou em acordo que fez com o Ministério Público de São Paulo que doou R$ 3 milhões por meio de caixa dois para a então candidata a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual presidente do PT, em 2010.

No mesmo ano, o então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) pediu R$ 3 milhões e recebeu R$ 1,7 milhão também via caixa dois, de acordo com a companhia. O pedido da doação foi feito por Emidio de Souza (PT), à época prefeito de Osasco.

O relato da doação a Gleisi foi feito pelo ex-presidente da CCR Renato do Valle em depoimento a promotores da área de Patrimônio Público e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

De acordo com o ex-presidente da empresa, a doação para Gleisi foi solicitada por seu marido, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento do governo Lula à época do pedido.

Segundo o depoimento do ex-presidente da CCR, Bernardo enviou um intermediário para tratar da entrega do dinheiro, o que teria sido feito em parcelas, por conta do alto valor.

Nesta quinta (29), a CCR, maior empresa do país de concessões de rodovias, metrô e aeroportos, assinou um acordo com o Ministério Público no qual disse ter doado R$ 44 milhões para o caixa dois de políticos, em valores corrigidos.

Fazem parte do grupo o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o senador José Serra (PSDB-SP) e o ministro de Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD).

* * *

Gleisi e Mercadante estão em excelentes companhias.

Só pixulequeiros de altíssimo nível.

Tudo gente fina que tem a mesma estatura moral e política da gerenta do PT.

“Fala baixinho, senão o Jornal da Besta vai escutar as mentiras que tô dizendo”

2 dezembro 2018 CHARGES

IOTTI

NOTAS

Difícil de acreditar, mas a situação política do Rio de Janeiro é de amargar. Indigna o brasileiro. Revolta a população pelas nojeiras que as autoridades do Estado fizeram e andam fazendo. Na maior cara de pau. Palco de grandes espetáculos, como o futebol e as escolas de samba, rico em belezas naturais e berço de grandes líderes nacionais, o Rio de Janeiro não merece tanta baixaria, safadeza, roubalheira.

Por causa de sucessivos escândalos de corrupção, o Estado presenciou a prisão de três ex-governadores. Trancafiados na cadeia pelo mesmo motivo. Operação Lava Jato. Somente Sérgio Cabral, ex-governador, foi condenado a 72 anos de prisão. Fora outros processos que rolam na Justiça para aumentar as penas.

Surpreso, o Brasil viu a prisão de outro governador, Fernando Pezão. É como disse a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, como “o estado vive um clima de terra sem lei”, a população tem de sofrer humilhação com a falta de condições nos hospitais, nas escolas e nos transportes, causada pelas sangrias estimadas em R$ 40 milhões. Desviados dos verdadeiros destinos, via propinas. Agora, juntos, Pezão, Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia Legislativa, e os deputados Edson Albertassi e Paulo Melo vão armar que esquema na prisão?

*
Até que enfim, surgiu uma luzinha para clarear a retomada da Transnordestina. Obra que se arrasta desde 2002, desafiando governos e sem conclusão. No projeto, constantemente revisado, constam excelentes especificações. A ferrovia destina-se a melhorar a competitividade da produção agrícola e mineral do Nordeste. A logística, integrada, apresenta padrão moderno, capaz de assegurar alto desempenho, visando promover as exportações para a carente região.

Dividida em quatro fases, a construção da Transnordestina atravessa altos e baixos. Ora as obras prosseguem, ora ficam paralisadas. Consequência do descaso político. Todavia, segundo estudos, a ferrovia é viável. Prevê o transporte de minérios, grãos, combustíveis, fertilizantes, algodão, gesso e diversos outros produtos para fomentar a economia regional, utilizando justamente um sistema de transportes interligados por ferrovia, terminais portuários e estradas.

A primeira fase, planejada para ser concluída em 2022, abrange a exportação de minérios do Piauí, com destino ao porto de Pecém, no Ceará. A segunda fase, projetada para 2023, objetiva escoar a produção de grãos produzidos no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Caso seja concluída, a Transnordestina garante benefícios econômicos e sociais, desenvolvimento regional equilibrado, geração de empregos, incentivo à produção de álcool e biodiesel, arrecadação de impostos.

*
A droga é um dos piores narcóticos no mundo a circular entre as classes sociais. Levando falsos sintomas de êxtase a muita gente, principalmente ao jovem. Substância forte, a droga tem a capacidade de entorpecer o viciado. Restringir a sensibilidade da pessoa, modificar de forma gradual o funcionamento do organismo.

Enquanto a população de dependentes químicos cresce, anualmente, diminui a quantidade de espaços e de condições técnicas para atender os drogados. Segundo dados, os jovens que se entregam ao vício, mais da metade parou no ensino fundamental, poucos concluíram o nível médio e é diminuta a parcela que chega à universidade. Na estatística de drogados, os viciados figuram com escolaridade zero.

O que leva a pessoa às drogas são os problemas socioeconômicos, a desestrutura familiar e as incertezas sobre o futuro. A droga afasta o drogado da família, afeta a assiduidade ao emprego, deixa a vítima desleixada com os compromissos. Depois de se popularizar a partir dos festivais de música da década de 60, as drogas ilícitas invadiram o mundo. Penetraram na sociedade, expoem os jovens à ganância do tráfico que comercializa erva, comprimidos e ácido. Os Estados Unidos comandam a liderança no consumo de substâncias entorpecentes e derivados. Cabe ao Brasil a segunda colocação no mundo.

*
A lenta recuperação do PIB brasileiro preocupa. Incomoda. Apesar de julho a setembro, o desempenho do Produto Interno Bruto ter crescido um pouquinho, variou entre 0,5% a 1,1%, superior à do período janeiro a março, os dados levantados agora, mostra que o crescimento foi insuficiente para combater com vigor o alto desemprego e o pequeno avanço econômico do país.

Dois aspectos inquietam. A valorização do câmbio e o baixo salário do setor informal, em crescimento, não contribuiem para alavancar o consumo. Os pontos positivos foram demonstrados pela indústria, ainda respirando com dificuldade, e a agropecuária que registrou melhor performance neste final de ano. Talvez, impulsionadas pelas festas natalinas.

Por ser um país pobre, o Brasil ainda sente a rebordosa da greve dos caminheiros, em maio. Para reconquistar a confiança do povo, os especialistas tocam num ponto fundamental. A reforma da Previdência é imprescindível. Tem de acontecer. Pelo menos, o mercado bota fé em Bolsonaro que, num ponto tem acertado, até agora. A equipe econômica está focada no ajuste fiscal. O medo é a falta de uma base partidária ofuscar os projetos.

*
Começa a ganhar a preferência na sociedade a ideia de acabar com os gordos e vergonhosos privilégios para os políticos. São regalias demais distribuídas acintosamente para uma classe que não merece tanta vantagem.

Enquanto o povo sente na pele o descaso nas escolas e na saúde pública, justamente por falta de recursos, sobram verbas para pagar o excesso de assessores, as despesas de gabinete, o auxílio paletó e o de moradia, as passagens aéreas. Não importa se o parlamentar esteja afastado ou de licença do cargo. Recebe do mesmo jeito, integralmente, um alto salário. Pago pelo povo.

Reconhece a revista The Economist que o salário do parlamentar brasileiro é um dos mais altos do mundo. Segue na fila do plenário da Câmara dos Deputados a proposta aprovada pelo Senado, em 2016, para diminuir o salário do parlamentar brasileiro. Todavia, se o cidadão não cobrar, o trabalhador, que ganha salário mínimo, permanecerá custeando as despesas de um Congresso que pouco faz para a sociedade.

2 dezembro 2018 CHARGES

NANI

SUCESSOS DA MPB NUNCA ESQUECIDOS

Kleiton e Kledir, os irmãos gaúchos, cantores e compositores

***

Sá e Guarabyra cantando no programa “Viola, minha viola” seu sucesso de 1985.

2 dezembro 2018 CHARGES

DUKE


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa