O PAÍS DA MENTIRA

O presidente sempre se apresentou como o criador dos programas sociais que elevaram os ganhos de grande parte da população brasileira. Mesmo que estes programas tenham sido pensados e implantados em outros governos, Lulla encontrou um jeito de mentir ao povo que partiu de seu governo a criação do programa bolsa família, uma reunião de outros programas elaborados no governo anterior do FHC. Deturpou e desviou os objetivos de crescimento educacional das crianças do Brasil estimulado pelo programa bolsa escola e outros, para distribuir dinheiro a população pobre e com isso criar a sua imagem de “O Salvador dos Pobres” que nada ou pouco tendo no seu bolso para suas necessidades de consumo e alimentação, deixou de lado a educação dos filhos e os tornou em fonte de ganhos e benefícios imediatos. Como diz um pai beneficiado, referindo-se ao filho, “ele não tem futuro mesmo, vai ser igual eu”. É aí que o Estado mata as famílias ao se sentir descompromissado em construir uma expectativa de vida à pobreza. 

Na coluna blogosfera da Revista Veja desta semana, Reinaldo Azevedo mostra o que gerou esta atitude de cooptação de votos e admiração com os desvios dos objetivos do programas sociais. São palavras do próprio autor e organizador desses desvios: “ Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira. Agora tem gente que não quer mais isso porque fica esperando o “vale isso”, o “vale aquilo”, as coisa que o governo criou para dar as pessoas”. Lulla, como disse o editorial do Estadão, deveria se olhar no espelho. Nada, nem mesmo fotograficamente, revelaria ao Lulla o verdadeiro emanador e promotor da bandidagem, do desrespeito às leis e a organização social, ética e moral da política, da administração pública e da criminalidade que campeia o Brasil de ponta a ponta. Seus seguidores são cegos diante dos fatos e do futuro destes agentes que hoje concentram-se em jovens que estão em constantes conflitos entre o que é válido ou não. O correto é sinônimo de otário, de bobo. Matar e roubar, é só coçar.

Na campanha política em curso, as mentiras grassam e se expandem com uma força de verdade. Como a moral e a ética não fazem parte desse mundo político, vale tudo. Isso só prospera em razão da continuidade da péssima formação educacional e cultural da população. É um campo fértil à homens e mulheres que não tem o mínimo apego ao caráter, a decência. O interessante é que no caso da candidata a presidência, a vovó Dilma, ela afirma em vários pontos do seu discurso que tal área vai mal, que tal setor precisa de apoio como se fosse ela a oposição, apesar de oito anos no governo. A sua performance é impressionante. Atua nas duas áreas: situação e oposição.

O que justifica isso? É o despreparo da população em ter conhecimento dos acontecimentos que movem o país e a oposição atrofiada. Este tópico relativo a despreparo é tão acentuado que estamos a menos de 30 dias das eleições e mais de 20%, como exemplo, não sabem que a Dilma é candidata, muito menos do Lulla. O mais gritante é que pessoas com certo grau de formação, os analfabetos funcionais, pensam que o presidente vai continuar no comando mesmo com a Dilma eleita. Nada, entretanto, é mais triste e decepcionante do que perceber que não há oposição política no Brasil. Ela sim, é um factóide. Na verdade, os candidatos que aí estão não se separaram, fazem parte do mesmo grupo de esquerda que criaram raízes entre si no período militar. Não ira ocorrer diferenças acentuadas com qualquer um deles no governo. Eles se agruparam naquela época e não desfizeram o vínculo ideológico que os uniu.

A grande e única diferença é que agora acrescentam ao método, se associar a qualquer crápula ou grupo de corruptos para se manter no poder. A direita está dentro do script com os benefícios concedidos com os lucros dos investimentos, principalmente dos estrangeiros e bancos que estão sem “burra” para guardar tanto lucro financeiro. O BNDES cumpre com boa parte em alimentar essas distorções empresariais. Pequeno empresário, seja amigo do rei. Mérito e competência foram substituídas pelas regras da corrupção e da bandidagem.

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O PESO DO MEDO

Lembra Dora Kramer em seu artigo no Estadão, que terminada a eleição de 2002, o presidente eleito, Luis Inácio da Silva, fez eloqüente pronunciamento sobre a imparcialidade do presidente Fernando Henrique no transcorrer do processo eleitoral daquele ano. Fernando Henrique não se meteu a apoiar a candidatura do Serra em respeito a Constituição Federal e a ética que a sua posição como chefe de Estado, exigia.

E nestas eleições, o que está acontecendo? Exatamente tudo que não aconteceu em 2002. Até em eleição estadual para federal, o presidente está metido. E sem a menor vergonha. Creiam, é um comportamento que vai ter um custo alto à organização do estado e do povo brasileiro. Aliás, já está tendo com os altos índices de corrupção e criminalidade. A Lei, ora a lei, é para os mais fracos socialmente e financeiramente.

A verdade é que o “Foro São Paulo” decidiu em 1990 a tomar o poder na América Latina e nele se  manter a qualquer custo. Isto só foi e é possível porque a formação cultural dos latinos americanos é de baixa qualidade e de péssima capacidade intelectual, o que dificulta um processo acelerado de aprendizado e de evolução intelectual. É essa massa humana que viabiliza o projeto de poder. Os números das pesquisas divulgadas na mídia provam isso.

O Brasil, como exemplo, têm mais de 53% da população em sofrível condição educacional e cultural. Bolívia, Paraguai e Equador passam dos 65% e a Venezuela chega a mais de 76%. Não é preciso pensar muito para entender o baixo nível na qualificação da vida desses povos. Ribeirão Preto, no interior paulista, considerada cidade rica, os salários de cerca de 87% da população ativa não ultrapassam a casa dos oitocentos reais. São empregos de baixa qualificação já que a economia dominante é o comércio e a contratação é feita com base em valores monetários. O seu parque industrial e tecnológico é fraco e conta com pouca ocupação de mão de obra especializada. Por outro lado, o comércio é grande fonte dos seus empregadores e da economia municipal. Estes empregadores são inertes politicamente.

Em razão desse baixo nível educacional, o índice de aprovação do presidente está nas alturas. Acontece que o Lulla, amigo do Collor “desde criancinha”, tem na sua fala para o povo a sua linguagem. É fácil para uma pessoa bem formada entender a linguagem do “povão” mesmo quando ele diz “casca o aio, toca o óio…” “de ansim” e por aí vai.

Agora, inversamente, fica difícil  entender, pela população menos instruída, palavras, entre as mais fáceis, como “aplicação em investimento”, “imparcialidade”, “sazonalidade”, “investimento sustentável” e também por aí vai. Os marqueteiros de Serra ainda não caíram na real. Há uma leitura que não fizeram. O linguajar do candidato do PSDB é para o sul maravilha, onde a qualificação educacional é alta. Lá, suas idéias repercutem na forma em que são colocadas, mas e o resto do Brasil? O Lulla sabe que é esse o Brasil que existe e não deixa de observá-lo.

Bater no Lulla é crescer o pão. Sem, entretanto, deixar de falar do mensalão, da associação com os crápulas da política, dos fracassos da diplomacia etc. O que é preciso é mostrar repetidas vezes, à exaustão, que vem de parte do PSDB e do Serra, os primeiros passos para construção do que estamos vivendo nos dias de hoje. Dinheiro só está sobrando (?), pelo menos no discurso petista,  porque existe o FAT, entre outras fontes.

Os programas sociais, agrupados, como o Bolsa Família, foram pensados e implantados pelo Fernando Henrique. O controle dos gastos existe por causa da lei de Responsabilidade Fiscal. O Plano Real é que deu possibilidade de tudo estar acontecendo bem na economia do País há muitos anos e o sucesso do governo Lulla está em não ter alterado as linhas traçadas por este plano que tirou muita gente da miséria e trouxe mais dinheiro ao bolso do povo. São muitos os pontos que estão desde o período Collor beneficiando o País, mas o Lulla transmite ao povo, na sua linguagem, que é ele o construtor de tudo isso. E fica por isso mesmo.

Há um medo do mito. O tempo vai dizer se é de barro ou não. O PSDB tem medo até do seu passado e pelo visto dos acontecimentos, do futuro também. A postura partidária e lealdade da maioria de seus dirigentes, membros filiados e admiradores não resiste ao primeiro “bate pé”. Estão deixando, em debandada, o “Zé” Serra na mão com“Dilmasia” e outras coisas acontecendo por aí. Parece que não foram forjados na luta política, mas nas oportunidades, assim como está sendo o PMDB.

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LULLA JÁ É PASSADO

A pobreza de propostas dos candidatos a presidência é algo de fazer chorar. Beiram a infantilidade e incorporam as deslavadas mentiras que têm como único objetivo chegar ao poder pelo voto dos incautos e “descompromissados”, pelo vácuo educacional, eleitores. Aceitam os atropelos dos candidatos a lei e a decência moral e ética. Isto leva a comportamentos eleitorais de campanha com bases em dados infundados, irreais. E o eleitor aceita tudo como verdade fosse.

O governo Lulla é uma sucessão de conflitos entre o dizer e o fazer. Muito se diz, pouco se faz. São sequências de projetos mirabolantes que entram no imaginário do povo com algo plausível, factível e possível de realização pela massificação em mídias. Não entra, entretanto, no imaginário da população que entre o que se propõe, a realidade e concretização/finalização, o filme não se realiza. Não há, apesar de cenários magníficos, cineastas para executar o roteiro. E o Brasil deixa de realizar o filme de forte conteúdo administrativo, político e econômico.

Lulla viajou mundo a fora em busca da estrela na calçada da fama. Está saindo pior do que entrou porque naquela época, representava uma esperança de liderança em um bloco importante politicamente para o mundo que é a América do Sul. Isto ficou a cargo do palhaço Hugo Chávez que, como Lulla, age ao sabor dos ventos e do rumo do nariz, sem qualquer traçado planejado. É um festival de besteiras que assola a política internacional e a diplomacia brasileira. Foram oito anos e nada se construiu concretamente nas relações do Brasil com a América do Sul, mesmo com o mundo.

O que está em vigor e existe, foi caminho traçado desde há muito pelos governos anteriores e concretizado pelo esforço do setor privado industrial e comercial brasileiro. O Mercosul de esperança para uma evolução do nosso continente sul americano sair do atraso, tornou-se um parlatório para discursos e disputas de poder exibicionista e de caça a mídia. Um monte de “cucarachos”, cada qual se imaginando o mais poderoso dos governantes. Uma tristeza.

Coisa degradante ver o nosso tão “posicionado” presidente assinar as sanções ao Irã. Avacalhou de vez com a postura tão decantada de grande líder mundial. Ao primeiro arrocho, cedeu e com a justificativa de colegial. Aos poucos ele foi destruindo, pela soberba, a sua imagem, enganosa por sinal, construída pela mídia internacional socialista pró cuba, por intelectuais franceses e o chamado grupo “Foro São Paulo”.

No plano interno, sempre esteve acima do bem e do mal. Afinal era o operário vencedor, o analfabeto que chegou ao poder. Não bastasse, proclama à juventude que detesta leitura. “Não é preciso ser doutor para ser presidente do Brasil”. Uma verdade inconteste ante um País que mais da metade da população não sabe ler e interpretar um texto, quanto mais entender do que lhe é importante no currículo e proposta de um candidato a presidente.

Caso um poste pudesse se movimentar e tivesse, segundo a mídia, o dinheiro de dutos externos e o Duda Mendonça como marqueteiro, estaria “fincado” na cadeira presidencial no palácio do planalto. Por sair luz de sua “cabeça”, é capaz de votarem nele como assim fizeram com o “cacareco”, rinoceronte eleito no Rio de Janeiro.

Ficam fazendo discursos de Trem Bala ao custo de 30 bilhões de dólares enquanto a educação brasileira está à míngua em relação aos demais setores da administração federal. É muito dinheiro por coisa nenhuma, não temos essa necessidade, é puro discurso eleitoral já que a passagem prevista é mais cara que avião além do tempo de viagem maior e o mercado consumidor será o mesmo da aviação.

Nada existe de propostas para romper com o atraso do sistema educacional do Brasil. É preciso uma proposta de ruptura com o que existe e os dados e resultados de avaliações mostram isso. É evidente que os candidatos nunca pensaram para valer na educação brasileira e esta é a razão de não terem nada de factível para propor como alternativa ao fracasso do ensino no Brasil, a não ser como dizem sempre: construir escolas. Para eles é nisso que está o fundamento educacional.

Somos e continuaremos ser um pobre País a continuar o que aí está. Não há na história do mundo um povo que se desenvolveu sem um forte e qualificativo sistema educacional. Caso contrário, teremos outros Lullas no poder a distribuir dinheiro e benefícios acreditando que cumpriu seu papel já que a miséria intelectual do Brasil favorece índices de aprovação de governo, resultados das migalhas jogadas aos pobres, bolsas e créditos entre outros, com orientação recebida dos ricos pelos governos de plantão. Pense: diante do que nos apresenta, o que nos espera no ano de 2011?


AVACALHAÇÃO

O Presidente da República, de alcunha Lulla, em uma das suas falas esculhambadas, disse que não poderia intervir pela iraniana condenada à morte porque ficar pedindo por todo mundo que tem penas a cumprir em seu país iria virar uma avacalhação.  Segundo o “pai dos burros”, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, avacalhação é 1. ato ou efeito de avacalhar; avacalhamento. Avacalhar consiste em 1. Por no ridículo, desmoralizar, 2. Executar mal, com desleixo, 3. Desmoralizar-se, degradar-se, 4. Desdizer-se, retratar-se.

Percebe-se que o presidente sabe muito bem o que diz. Conhece, pelas práticas, experiências e com profundidade, que a avacalhação era o significado norteador do caminho a seguir na sua administração. A sua formação, formatada pela universidade da vida com ensino de baixa qualidade, e que o leva a atos e pronunciamento desprovidos de consistência na razão, mas fortemente amparada no surrealismo provocado pela falta de visão e de incapacidade de conexão entre o pensar e a ação.

Este procedimento desconexo do presidente é que o faz agir de forma atabalhoada e ao soprar dos ventos e dos acontecimentos. Define metas e objetivos amparados na sua mera percepção e motivação sem qualquer avaliação ou conectividade com a realidade e os resultados futuros. A usina Belo Monte tem que sair, é o seu desejo, sua motivação. Não importa as conseqüências que poderão advir desse ato, não há conectividade entre o realizar e seus efeitos futuros. É a sua “imperatividade” que deve prevalecer.

Dentro do mesmo raciocínio e pensar, o presidente impera com sua determinação em construir o Trem Bala, em colocar, e colocou, goela abaixo a sua candidata aos seus pares partidários sem personalidade, em atropelar a lei e determinações judiciais normativas além de atropelar as normas e regras vigentes na diplomacia. Tudo não passa “de uma coisa entre flamenguistas e vascaínos”.

A suprema elucubração veio com a defesa dos sanguinários e repressores regimes de governos pelo mundo, segundo a qual, para Lulla, a ONU deve evitar fazer ataques às políticas desses governos. É mais um atestado de que nos anos de regime militar, as ações de Lulla não eram com base em princípios ideológicos ou de liberdade. Eram, sempre foram e as suas atuais ações provam isso, uma visão de poder pessoal, de tirania. Ao defender esses regimes sanguinários e opressores, Lulla dá mostras de que não abominava o regime militar brasileiro. Aliás, considera Geisel o maior presidente brasileiro dos últimos tempos. Mas isso é coisa de corinthianos e palmeirenses.

Foram oito anos e o que de sólido nos foi construído? Nossa economia é dependente de mercado restrito de importador de matérias primas, nossas commodities. Hoje representam quase 60% das exportações e cerca 40% de nossa economia. E olha que estamos ganhando não pelo volume de exportação, mas pelo preço. Isto aconteceu com a Venezuela do amigo lullista Hugo Chávez na época dos belos preços do petróleo que teve barril a 150 dólares e permitiu ao “socialista” fazer a farra com o dinheiro da economia/povo venezuelana. Hoje aquele país amarga problemas sérios, inclusive com uma inflação de 27%. A fome ronda a população.

Sair da dependência desse restrito mercado importador implica em desenvolvimento de tecnologia e de crescimento robusto de indústrias de transformação. Estamos longe disso e o discurso do presidente e ufanistas é mentiroso, enganador. Não há e nem vai existir país no mundo que se desenvolva sem uma educação de primeira linha e com alto investimento em pesquisas. Somos um país pobre economicamente.

Temos uma população de mais de 55% de baixíssima formação educacional, sem capacidade de avaliar os acontecimentos dos fatos e menos ainda de atitudes de governo. Mais de 21% são formados por analfabetos e por aqueles que mal sabem ler e escrever, desenham o nome. Esse grupo populacional é presa fácil eleitoralmente, ainda mais quando se tem uma caneta na mão. O que o presidente faz e outros também fizeram, é controlar com bom discurso a massa da população, isto sim é uma avacalhação.


UMA CARTA AOS BRASILEIROS

Estava com artigo “formatado” para enviar quando recebi esta carta por e-mail de um dos meus leitores. Os meus escritos perderam a importância ante tamanho testemunho.

Vou publica-los em breve, versam sobre a “esculhambação” do presidente, não fora, mas dentro do território brasileiro. Vamos a missiva de Gilberto Geraldo Gabi ao presidente, a seguir:

(Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula. Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu daquela instituição.

Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS.)

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A CAMINHO DOS 99,9999995% - Gilberto Geraldo Garbi

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca antes visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.

Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo…(Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).

Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição…

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, “cumpanhero”, porque de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

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CINCO MESES

O desrespeito a lei está tornando esta eleição algo de perigoso e de mau exemplo. O Tribunal Superior Eleitoral – TSE está de calças curtas e saias justas. Na frente de seu presidente o outro presidente, o da República, desrespeita sem qualquer cerimônia o estabelecido pela lei que regula o procedimento que devem obedecer todos que, de alguma forma direta e indiretamente, fazem parte do processo eleitoral. Não sei se o sorriso do presidente do TSE foi de cinismo ou de nervosismo. Qualquer que fosse não era cabível. A expressão teria que ser de reprovação e esta não foi a imagem que ficou.

A participação do presidente nas eleições é ilegal. Ele personifica o poder no sistema presidencialista. Quem se investe desse poder está sob o manto do princípio constitucional da impessoalidade. O presidente é chefe de Estado e de governo e como tal, esta condição de impessoalidade é permanente e inerente ao cargo.

Não é um cidadão comum. Está investido do maior poder da República e da Nação brasileira. Dentro deste princípio da impessoalidade exigida pela lei ao maior mandatário da República, o presidente não pode, seja de que forma for, participar de campanha eleitoral. Jamais pode se travestir de cabo eleitoral. Nem ele, presidente, e muito menos qualquer ministro ou agente de serviço público.  É o que determina o artigo 37 da Constituição Federal.

A alegação do presidente da República de que como cidadão pode participar de campanha é destituída de fundamentos ante a abrangência motivadora do dispositivo legal constitucional. Ele, presidente, não é fruto apenas de eleitores do seu partido para que desassocie dos interesses dos demais cidadãos fazendo transparecer que o processo é dos que estão com ele e dos contras.

O seu governo foi feito com contribuição pecuniária de todos os brasileiros. Usar do cargo que é mantido por todos em prol de alguns por ele privilegiados desfigura o agente do poder democrático e o transforma em déspota. Visível a necessidade de fazer entender que o estado é apêndice da Nação, e não ao contrário.

A fraqueza moral e ética dos culturalmente privilegiados e o analfabetismo funcional e educacional da maioria dos brasileiros permitem que tais atos de desobediência à lei pelo presidente beirem o folclore. Quantos, como o presidente do TSE, acham uma ponta de graça na afronta do presidente da República ao estabelecido até pela carta constitucional do Brasil. E ainda não queremos ser considerados uma República das bananas.

Li outro dia uma passagem de artigo no Estadão: “milhões de brasileiros choraram a cântaros pela nossa seleção ficar em 6º lugar na copa do mundo, ninguém derramou uma lágrima sequer pela péssima colocação do Brasil nos exames de avaliação educacional da Unesco”. Somos um dos últimos entre 126 países.  Como diz Sergio Fausto, “ quem precisa de trem bala é a educação brasileira”.

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DESSERVIÇO PARA TODO LADO

A eleição no Brasil está dizendo muito do momento que vive este País. Economicamente vamos a toque de caixa sem qualquer disciplina, isto é, sem o mínimo mental de planejamento e de foco futuro. Um acontecimento aqui outro ali que parecem ser planejados ante a nossa necessidade, na verdade frutos de outras intenções e objetivos, menos de uma política de crescimento e de visão administrativa.

Assim vem Belo Monte, pré-sal, pólo petroquímico, portos, aeroportos, ferrovias e outras vias terrestres e aquáticas, tudo com um atraso inaceitável e aos trancos e barrancos. Nada, entretanto, é finalizado. Muitos acontecimentos (obras) previstos não saíram do papel, quiçá da boa vontade. Nas esferas estaduais, as diferenças do federal são pontuais.
 
Os efeitos do endividamento externo oriundos da aquisição de equipamentos começam a ser sentidos na economia brasileira. A indústria nacional melhorou a qualidade dos seus produtos e aumentou a sua capacidade de produção, fato que a possibilitou estimular o consumo interno a preços e condições favoráveis a população.

Este incentivo produtivo teve como maior fundamento a possibilidade de compra, via crédito, pelo consumidor nacional, agregado ao fator exportador de alguns produtos que auxiliou o crescimento industrial, mesmo que em pequena escala e setor de produção. Na área de manufaturados, estamos em queda na produção e mais acentuada na área de exportação que não chega a 1% do bolo mundial de produtos exportados.

Tem sido o mercado interno o sustentáculo e sobrevivência de grande parte de nosso parque industrial, sem falar que as indústrias periféricas ao automóvel tem sido um forte componente à nossa estabilidade econômica, resultado do bom desempenho do setor que produz a baixo custo o seu produto. O valor da mão de obra mantém o nosso produto em condições de competitividade no exterior. Pagamos caro para que lá fora comprem barato.

E que tem a eleição com isso? Até agora não há nenhuma proposta política de governo que contemple com seriedade e conteúdo o que será feito nos próximos anos para mudar a situação vigente e mais, dar consistência industrial e econômica ao Brasil. Retirar da dependência de commodities a nossa economia e direcioná-la ao sistema de produção e fornecimento de produto acabado e com tecnologia.

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ÚLTIMOS TEMPOS

“Esta é a verdade no nosso futebol. Os treinadores têm pavor do talento que pode ofuscar a sua propalada capacidade em dirigir um time de futebol. Neymar e Ganso são verdadeiras nitroglicerinas à vaidade do Dunga. Talentos nesse nível podem ofuscar e retirar méritos que julga serem só dele caso ganhe a Copa. Não há outra plausível explicação ao deixar de lado jogadores como os acima citados e Ronaldinho Gaúcho em favor de Josué, Kleberson, Gilberto Silva, Júlio Batista, Adriano e cia. Saibam os senhores leitores, e quantos estão comigo, se não levar esse trio, a seleção volta nas quartas de final”.

Este trecho acima foi de artigo meu no início de maio, na semana seguinte à conquista do campeonato paulista ganho pelo Santos FC. Profecia? Não, deu a lógica, percebida por milhões de brasileiros. São idéias e pensamentos retrógados que estão no comando em todos os setores da vida do brasileiro. Além das dificuldades naturais e históricas de se auto-parir do subdesenvolvimento, temos que arcar com o peso da má administração de nossas riquezas e sonhos.

O difícil é esperar pela multiplicação de genes inteligentes, dotados de sabedoria para que, sendo então maioria, possam realmente conduzir esta Nação ao lugar que merece. Já me passa que é a única alternativa ao Brasil. Culpa do Lulla? É claro que não. Creio que esta culpa está em vários pontos da formação de nossa estrutura social e econômica.

Lulla é um produto dos dominantes da economia brasileira. Ele se encaixou muito bem no perfil que os detentores de nossas riquezas esperavam. Alguém controlável e de muita aspiração pelo poder. O presidente responde com eficiência a estes quesitos. O vazio de poder já o assombra e o afeta, levando-o à práticas de ações políticas e de governo inconcebíveis como o tour pela África ditatorial e sanguinária e a desfeita com a FIFA e o governo da África do Sul. Não recebido por Mandela, ícone da moral e da ética, e que sabe muito bem o que passam os presos cubanos, o presidente se vingou e não ficou para a cerimônia de passagem do bastão da Copa do Mundo de 2014.

Criticar a verdade exposta pelo Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não procede por parte do presidente já que esta questão aeroporto vem de há muito. A solução sempre está limitada aos discursos, como aquele quando da queda do Airbus da TAM em Congonhas. Reduzir pousos e decolagens não é fundamental à segurança como, por exemplo, entre outros, redução do peso/tonelagem dos aviões já que a pista é curta.

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O MAIOR PODER

Diz a história bíblica que DEUS criou o homem e de sua costela criou a mulher. Será que foi isso mesmo? Tenho cá minhas dúvidas sobre se não foi da mulher que se fez a criação do homem. No seu ventre está a criação. Ou será que ambos criados ao mesmo tempo. Pelo que tenho observado nas escrituras e nos escritos da história da civilização, cabe ao homem, em todos os cenários, o papel de provedor e defensor da mulher, centro e laboratório da reprodução humana.

Ela é a transformadora dos ingredientes químicos e celulares da gênese humana. É a artesã de DEUS na execução de um dos mais, senão único, espetaculares mecanismos de construção da existência do universo. Não há nada que venha, tenha e faz de uma simplicidade à algo tão complexo como o ser humano, o seu corpo. Tudo se processa em seu ventre onde a vida toma forma, em uma espécie de moto continuo de nascer, renascer da espécie humana.

Ao olhar os altares de igrejas, sempre há ao lado do Senhor JESUS CRISTO, o filho de DEUS, imagens de santas. Não é comum, aliás raro, ter santos ao lado do Senhor, filho do Altíssimo, nos altares. Penso, se DEUS é amor, como acredito, não é dos homens que espera a mensagem ter obediência e observância. Não se vê essa mensagem nas intenções dos homens, raras exceções.

Posso até afirmar que ao se ajoelhar em uma igreja e fazer seus agradecimentos ou pedidos, o homem tem por motivo e objetivo o ganho material ou solução de problemas que envolvem o lado material da vida. Tal fato pelo lado das mulheres já não são representativos. Sua preocupação está voltada ao seu sentimento, a sua entrega afetiva, a família, a sua cria.

Então, o que levou a esse procedimento no transcorrer da existência humana? Creio que a resposta está na preservação, pela reprodução, da espécie humana. Os movimentos, tarefas da sobrevivência, eram bem definidas entre o homem e a mulher. As ações se enquadram na justificativa da criação “amai-vos e multiplicai-vos”. Não passa em qualquer mente sadia outra alternativa.

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DE PRESIDENTE A CONSELHEIRO

Perdoem-me os petistas, mas o presidente inaugurou no Pará mais um “chão batido”. É outra obra do PAC, Programa Alucinógeno do Conselheiro futuro da Dilma. Ainda estou a espera de informação sobre uma grande obra acabada/definitiva do governo federal. Uma única só. Percebe-se que o “ego Dilma” já está botando as manguinhas de fora.

As falas dela de que será de sua responsabilidade e escolha as nomeações dos ministros se eleita deixa pistas da sua insegurança e no ar o preparo da arena no confronto “amigo” caso ganhe a eleição. Há uma certa busca da candidata pela personalidade perdida quando fala “sempre que puder vou me aconselhar com ele (Lulla)”. Personalidade esta ignorada no discurso do presidente ao dizer que o nome Dilma apenas ocupa o vazio do seu na urna eletrônica.

Para ter a possibilidade de nomeação desse seu ministério, a campanha da enteada política, apoiada pelo seu padrasto Lulla, vem construindo coligações as mais espúrias possíveis. Já deixo claro que não é apenas “mérito” da situação, mas esta ganha com muitos corpos de frente da oposição. Penso que deveriam ser, na eleição de cargos federais, proibidas as coligações.

Aliás, deveriam ser todas majoritárias de forma a dar uma postura ideológica na condução do governo. Com isso, aconteceria maior comprometimento dos eleitos para o Congresso Nacional e maior identificação entre o Legislativo e Executivo. Mais, seria cancelado o show de horror e terror nos abraços de Dilma e Lulla com Jader Barbalho, Sarney, Garotinho e Cia, coisa tenebrosa para os adolescentes. Evitaria, sem mencionar outros lugares, o absurdo do Estado do Maranhão, em que o PT Regional sofrerá intervenção do Diretório Nacional caso não se coligue com os membros da família Sarney.

É inacreditável. Uma aberração tão grande que tem petistas de caráter em greve de fome. E aí presidente, vai deixar morrer igual ao cubano? Aqui não é Cuba e o Sr. pode intervir. Não dá, não é mesmo. Dois milhões de votos estão acima da morte da moral e da ética representada por este homem. Neste caso do Maranhão a mídia brasileira está se portando de forma vergonhosa ao se omitir. Será o temor de perdas das contas publicitárias? Quem sabe? Do homem cubano, o Zapata, a cobertura foi maravilhosa. Ou será que estão como abutres, a espera do corpo?

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PERIGOSO MOMENTO

As jogadas eleitorais pelo governo foram e estão sendo irresistíveis. O aumento aos aposentados, justo por sinal, serviu de mídia por muito tempo. Uma ação correta e válida, apenas fora dos padrões da ética e para estabelecer um verdadeiro terror e pesadelos aos que já tem muito pouco com o que sonhar. Quantos passaram anos recolhendo na maior faixa de contribuição e no final quase ficam sem faixa e sem dinheiro.

Lembro-me que muitos esperaram por anos para se aposentarem e receberem o equivalente, à época, a vinte salários mínimos que, para tanto, contribuíram anos a fio. Hoje brigam para se segurarem nos cinco salários. Conheço alguns que passaram longos anos lutando pela correção do Instituto Nacional de Seguridade Social – INSS. Aliás, chegaram a ouvir para que ficassem quietos porque caso contrário, poderiam voltar ao patamar dos três salários mínimos.

É em cima desses bravos trabalhadores que moveram o Brasil por anos e mais anos de vida que o governo federal realizou a maior tática terrorista emocional. O presidente declarava que não seria irresponsável em promover tamanho reajuste com conseqüente rombo nas contas do governo. Era impossível conceder um reajuste de 7,7%. De forma rasteira estava na verdade criando dificuldades para vender facilidades.

Bem ao seu estilo, determinado pelo seu ego imperial, vai sancionar o aumento com vários discursos e elogios à compreensão do Congresso em aceitar corte de suas emendas no orçamento, peça de cunho virtual e que nada de concreto vai resultar em alguma diferença nas contas da Nação. Está claro que o presidente fez o jogo para cooptar votos à sua enteada política ao se apresentar como homem de muita compreensão nessa questão.

A política nacional está vivendo um momento de grande decisão. O Brasil também. Diante dos fatos são notórios os péssimos procedimentos adotados com os famosos dossiês. Isto acentua o espírito de descrença e de insegurança da população brasileira. Problemas sérios na balança de pagamentos, exportações em declínio, a credibilidade internacional sendo afetada pelas ações pouco racionais dos responsáveis pela política externa que abraçam o louco idealismo de governantes de países arraigados em ideologias arcaicas, sem sintonia com o momento atual e de desenvolvimento mundial.

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BRASIL ENCANTADO

Há certas coisas que são de exclusividade do Brasil. Aqui o criador destrói a criatura. A Constituição brasileira que deveria ser o norte de conduta para a Nação passou a mero livro de disposições a ser evocado quando do interesse daqueles que a deveriam observar e, acima de tudo, ter o devido respeito. A classe política, principalmente o seu maior mandatário, sapateia nas regras jurídicas que, em princípio, deveriam ser de obediência de todos. Isto tudo sem o menor constrangimento e no maior deboche. Que exigência pode fazer o País à sua juventude emergente com tamanho descaramento e exemplo dado pela maior instituição do Brasil, o Governo?

Somos governados por um presidente que nunca trabalhou. Que na maioria das vezes se acertou antes com os empresários na promoção das greves. Que fez greve de fome palatável ao gosto de chocolates e bolachas. Que protagonizou cenas de baixo nível em apenas quatro dias na cadeia em que estava detido, como noticiou a mídia, e muitas outras disparidades como a frontal gozada, quase sexual, que dá na justiça eleitoral diariamente. Já se percebe, em seus discursos, que incorporou o espírito de Thêmis, deusa guardiã do juramento e da lei, só que dele, presidente. Em rápido processo de hiperego, já assume também a função das filhas de Thêmis, Eunômia, da disciplina, Diké, da Justiça e Eirine a da Paz.  Quanto a Nêmisis, a deusa da ética, deportou-a do Brasil. É, Marta Suplicy falou certo: brasileiro, relaxa e goza. Antes que o governo dele acabe.

Em um dos últimos discursos, o presidente disse que não existe Estado com apenas 10% de carga tributária. Concordo senhor presidente. Há um porém. Nos Estados em que a tributação é elevada, o serviço de saúde, educação, infraestrutura e outros são infinitamente de melhor qualidade que aqueles de baixa tributação. Acontece que no Brasil isto não acontece. No Brasil a carga tributária é elevadíssima e os serviços de péssima qualidade. Escolas, saúde, estradas, portos, aeroportos, telefonia e outros serviços são verdadeira calamidade.

É que a população ainda não se deu conta de que é ela quem financia essa lambança que o governo permite na sua vida, leitor. Um modelo e plano de celular a cada semestre, entorpecem a mente dos consumidores ante o preço da telefonia e a qualidade do serviço. O mesmo acontece com os beneficiados pelo Bolsa Família que não percebem o cabresto que lhes foi colocado. São hipnotizados pela possibilidade de consumo e adormecidos no seu direito a melhor condição de sobrevivência e qualidade de vida pelo trabalho e educação dos filhos como forma de aspiração social para a família e gerações seguintes. Esses programas sociais não são uma regalia do Brasil. Existem em vários países com uma diferença muito profunda. Lá eles são impulsionadores de desenvolvimento social. São motivadores de geração de renda às famílias, ou seja, estimulam o crescer delas.

 

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A ÓTICA DO VOTO

Este artigo tem como tentativa a colocação da ótica do povo com relação ao voto. É certo que uma reduzida parcela dos eleitores tem para si a visão do voto como um instrumento de aperfeiçoamento do sistema democrático e, apesar de todas as imperfeições, faz uso dele como tal. Essa parcela tem um conhecimento do processo político e não restringe o seu entendimento ou participação apenas aos acontecimentos da fase eleitoral. Há uma postura ideológica e partidária.

Outra parte considerável da população brasileira tem uma visão pouco compreensiva do voto e sua finalidade, ou seja, o que pode representar o voto depositado nas urnas. Esses eleitores, em geral, tem a política como “algo que não lhes compete”, levam o seu voto movidos exclusivamente pela obrigatoriedade, que não existe, e necessidade que tem o registro do seu voto para a manutenção do seu emprego ou para outras aspirações ao mercado de trabalho. Essa situação tem a sua raiz na ineficácia dos partidos políticos, que não conseguem motivá-los através de suas propostas já que se vêm dominados por pequenos grupos em que o interesse próprio é o seu mote. Esta situação é que leva o povo, quase na sua totalidade, a manter uma distância do processo político e comprometer sem dúvida a instituição política.

Outro grupo da população é aquele que tem a sua participação de maneira momentânea, ou seja, somente são despertados para o processo político no período eleitoral, tendo ou não crença na instituição política. A ótica do voto nesse grupo é motivada pelos acontecimentos econômicos e/ou sociais ou pelo poder de barganha que o momento permite dispor perante os candidatos. A sua participação não tem vínculo com a questão de formação do pensamento nacional, está restrita a uma questão de pura individualidade, independente da sigla ou proposta partidária, tendo em vista resultados de curto prazo.

Finalmente, um grupo da população que, apesar do certo distanciamento que mantém do processo político, vê-se obrigado a votar e trás consigo motivos, mesmo que sejam mínimos ou desprovidos de entendimento, que o levam a ter uma ótica do voto muito próxima de uma postura ideológico-partidária. Apesar do baixo grau de entendimento ou mesmo prejudicadas pela falta de informações, frações dessa parcela da população dispõe de algum conhecimento dos acontecimentos do processo político que a identifica com partidos ou propostas, mesmo que de forma simbólica, mas ocorrendo de qualquer maneira, a visão do voto como expressão da vontade, esta, enquadrada dentro dos parâmetros do pensamento nacional, da vontade geral.

 

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O VOTO COMO VONTADE GERAL

O voto é, no sistema político democrático, o veículo legítimo para a manifestação da vontade geral. Tem na sua concepção e validade como expressão real do pensamento social, determinados requisitos fundamentais que devem ser observados tais como: livre manifestação, honestidade eleitoral e de propostas, conhecimento mínimo de funções a serem desempenhadas pelos votados, participação política, sob pena de, passadas as eleições, a vontade geral, representada pelo candidato e partido, diluir-se no espaço e no tempo comprometendo o pensamento nacional, a vontade do eleitor, e com ele toda a instituição política e seu sistema.

É sabido, entretanto, que esses mínimos requisitos, partes vitais do voto como expressão da vontade geral e instrumento de consolidação da democracia, não são observados, na sua totalidade, na vida política brasileira. Essa não observância tem como resultante o descompromisso político-ideológico entre governantes e governados dada a natureza, falsa, em que o voto foi conquistado. Dificilmente nesse processo os partidos saem ilesos, o que vem afetar, sobremaneira, o seu papel de legitimador de manifestação da opinião pública. Procura-se o seu fortalecimento na forma legal para amparar grupos políticos na busca pelo poder. No Brasil é a regra, não a exceção.

Os partidos revestidos somente da forma legal afetam profundamente o desenvolvimento ideológico do pensamento nacional e, por conseqüência, retira do voto a sua essencialidade. Esse tipo de acontecimento vai gerar a formação de determinadas classes políticas tais como o político profissional, o político clientelístico, o político representante de grupos econômicos, o nepotista, entre tantos outros, que se sobrepõem, na sua esmagadora maioria, àqueles voltados a ideologia partidária, ao pensamento nacional (vontade geral) e ao cumprimento da proposta de trabalho geradora de seus votos.

Outro acontecimento a ser considerado refere-se à inércia do espírito de solidariedade entre o político e o eleitor que só é ativado no período eleitoral ou na fase de conflitos. O que se pode notar de maneira clara é que ocorre, entre o votante e o votado, uma quebra de vínculo no momento em que o primeiro delega ao segundo, através do voto, a sua representatividade. Um outro ponto pode ser notado nessa questão de partidos revestido apenas da forma legal: os partidos deixam de operar como elo de ligação entre as forças sociais componentes da sociedade porque as ações desta não encontram correspondentes ideológicos já que, o voto recebido, está desprovido desta exigência. Esse fato gera fraqueza partidária uma vez que os partidos perdem o seu poder de organização em nível de uma ação conjunta com base em uma proposta nacional.

Ficam sujeitos, no seu interior, às ações de grupos ou facções que os levam, inevitavelmente, à uma fragmentação de conseqüências desastrosas ao processo político, como bem acentua Samuel Huntington no sempre atual “A Ordem Política Nas Sociedades em Mudança”, quando argumenta que “o declínio da força partidária, a fragmentação da liderança, a evaporação do apoio de massa, a decadência dos líderes políticos do partido para a burocracia, o aumento do personalismo – tudo isso anuncia o momento em que os coronéis ocuparão o Congresso”. Situações possíveis pelo mundo e, mesmo de forma impositiva, acontecem hoje na Venezuela e em processo de concretização, por exemplo, na Bolívia. Ainda de acordo com Huntington, ”a violência, os motins e outras formas de instabilidades políticas são de ocorrência mais provável nos sistemas políticos sem partidos fortes que naqueles que os possuem”.

 

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O VOTO

Como é do nosso conhecimento o processo político no Brasil tem vivido em uma constante luta para o seu aperfeiçoamento dentro do sistema democrático. Contudo não tem alcançado o êxito desejado uma vez que os meios de sua aplicação não têm uma perfeita sintonia com a realidade nacional. O que se observa é que os métodos operacionais (partidos, sistema eleitoral, leis etc) para se atingir a democracia plena ( obediência à vontade geral) não levam em conta as características do nosso povo principalmente as peculiaridades da sua formação cultural e social.

Além da má funcionalidade gerada pela formação de grupos políticos, que se consideram acima dos partidos, o que existe são incorporações de conquistas atingidas por outras nações, colocadas estas como verdades vigentes e incontestáveis, não observando o campo em que elas foram cultivadas ou mesmo do caminho espinhoso de sua formulação teórica e prática, que teve por base a realidade social do laboratório e de seu agente gerador.

Assim, cada passo que se dá no Brasil em busca do aperfeiçoamento democrático, em que povo e governo e povo e partidos políticos possam se identificar nos seus mínimos princípios, carece de uma sustentação de base, gerando, o que podemos dizer, uma gigantesca colcha de retalhos ideológica e representativa, abrindo com isso, espaços aos mais variados acontecimentos políticos com a agravante de impedir a germinação de um processo de desenvolvimento político da Nação, calcado na sua realidade.

Por essa razão, podemos considerar atuais os escritos de Oliveira Viana (O idealismo na Constituição) o qual nos coloca que o problema da democracia no Brasil é que ela tem todos os temperos, menos o brasileiro.

Ao nos determos nessa colocação observaremos que a falta desse conteúdo nacional (esse tempero) na busca do caminho ideológico, que em princípio é o democrático, seja qual for suas vestes, cerceia a evolução do pensamento político nacional (vontade geral) formulado a partir de bases sustentadas na realidade nacional. Retira-se com isso da Nação a expressão da opinião, o seu poder de organização, de representatividade institucional e seu alcance à eficácia.

 

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