O mané anda, como se diz vulgarmente, puto dentro das calças…
Em condições normais a recomendação para gerenciamento de conflitos entre nações é cabeça fria e sensatez.
Problema é que Banânia não está em condições normais – aliás, nem sei se Banânia se classifica atualmente como nação – e o mané, que ora ocupa a cadeira de gerente, não é exatamente aquele tipo que os gringos chamam de “cool”.
Acho que, nas atuais circunstâncias, a melhor recomendação pro nosso gerente é o uso do Regulador Xavier, Número 1 (excesso) ou 2 (escassez), à venda em qualquer botica…
E é com muito orgulho que eu, por ser filho de militar e devido às suas transferências, fui aluno do Colégio Militar de Curitiba, onde entrei concursado por exame de admissão.
Depois fui aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro.
E finalizei meu ensino médio no internato do Colégio Militar de Manaus.
No poema A CIGARRA QUE FICOU Olegário Mariano utiliza a figura da cigarra como uma poderosa metáfora para as relações humanas e a transitoriedade da vida.
Com um texto que evoca uma atmosfera de melancolia e saudade, o poeta descreve a partida em massa das cigarras (“bando fugidio”), que levam consigo “seus desejos e ânsias”, deixando um “coração vazio”.
A estrutura poética sugere que a vida é feita de ciclos de presença e ausência.
O grande momento do relato – o ponto de virada – ocorre quando uma única cigarra decide não partir. Ela se desgarrou das outras e entrou na vida do poeta, sendo descrita no poema como a mais amada e a que possuía o melhor canto.
A relação entre as cigarras e as experiências pessoais do poeta pode ser compreendida de diferentes formas.
Há as cigarras que partem, que representam as inúmeras pessoas que passam por nossas vidas de forma transitória, deixando apenas “antigas ressonâncias”. São encontros fugazes que, ao terminar, geram um sentimento de esvaziamento.
E tem a feliz exceção – da cigarra que fica – simbolizando aquela pessoa especial (o amor que fica?) que escolhe permanecer, ou que o poeta escolhe destacar em sua memória afetiva. Ela não é apenas mais uma no bando; ela traz luz (“tonta de luz”) e um significado único que as outras não possuíam.
No fim das contas, o papel desta cigarra simboliza a própria poesia e o destino do artista que faz poesia. Assim como as pessoas que passaram por ele, a cigarra é frágil, mas seu canto (ou a marca deixada pela pessoa especial) é o que sobrevive ao tempo e à solidão.
Em suma, a leitura que podemos fazer de tudo isso é que o poeta projeta nas cigarras a sua própria dinâmica social e emocional: a dor da despedida coletiva contrastada com a beleza singular de quem decide ficar e transformar o silêncio no melhor e mais intenso canto.
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A CIGARRA QUE FICOU – Olegário Mariano
Depois de ouvir por tanto tempo, a fio, As cigarras, bem perto ou nas distâncias, Só me ficou no coração vazio A saudade de antigas ressonâncias…
Todas se foram… bando fugidio Em busca do calor de outras estâncias, Carregando nas asas como um rio Leva nas águas – seus desejos e ânsias…
E ainda cantaram na hora da partida: Era um clamor dentro da madrugada… Essa, entretanto, desgarrou daquelas,
E entrou, tonta de luz, na minha vida, Porque sabia que era a mais amada, E cantava melhor que todas elas…