RODRIGO CONSTANTINO

ESCOLHA ACERTADA

Deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS.

Deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS

Tenho dito – e repito – que há um exagero na relevância que alguns dão ao vice na chapa. FHC derrotou Lula no primeiro turno com Marco Maciel como vice, e ninguém acha que isso fez qualquer diferença. Dito isso, a escolha do vice serve como simbolismo, para sinalizar algo aos eleitores. E, nesse sentido, considero boa a escolha de Alfredo Gaspar como o vice na chapa do PL.

Muitos esperavam uma mulher, na crença um tanto mitológica de que uma vice do sexo feminino traria mais votos femininos para Flavio Bolsonaro. Sempre achei isso um tanto furado. O PL bem que tentou, e convidou Tereza Cristina para o cargo. Ela topou, mas seu partido, o PP de Ciro Nogueira, vetou. O centrão escolheu a neutralidade no primeiro turno, o que nos leva a crer que esperam uma disputa realmente acirrada e não querem fazer nenhuma aposta precipitada.

Com Tereza Cristina fora do páreo, falaram em Michelle Bolsonaro, Priscila Costa, Bia Kicis, Julia Zanatta e Daniella Marques, do lado feminino, e Rogerio Marinho e Luiz Phillippe de Orleans e Bragança do lado masculino. Qualquer nome desses seria bom, em minha opinião. Cada um agregaria num ponto diferente. Mas Flavio preferiu alguém de fora das especulações, uma surpresa que ninguém esperava: Alfredo Gaspar.

Minha primeira impressão, assim que vi a escolha na coletiva de imprensa, foi positiva. Seu nome, afinal, é associado ao excelente trabalho como relator na CPMI do INSS. Gaspar conduziu as investigações com total independência, seriedade e competência, e preparou um relatório de mais de quatro mil páginas pedindo o indiciamento de mais de duzentas pessoas, entre elas o Lulinha, filho do presidente. Seu relatório foi derrotado por maioria após forte pressão petista, e os senadores Lindbergh Farias e Soraya Thronicke chegaram a acusar Gaspar de estupro para levantar uma cortina de fumaça e desviar o foco.

Mas a imagem de Gaspar está fortemente associada ao combate à corrupção, especialmente nesse caso grotesco de desvio de bilhões dos idosos. O caso do INSS chegou à casa de Lula e também ao Palácio do Planalto, com as evidências de que o ex-chefe de gabinete de Lula, o Marcola, recebeu dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, “amiga” próxima de Lulinha e também cúmplice do careca do INSS. Gaspar de vice, portanto, sinaliza que a campanha não vai abandonar a bandeira ética, fundamental para um enfrentamento contra o PT.

Além disso, Gaspar é formado em Direito e atuou por 24 anos como promotor de Justiça em Alagoas, tendo sido duas vezes Procurador-Geral de Justiça do estado e coordenador do Grupo Estadual de Combate a Organizações Criminosas (GECOC), além de presidente do Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (GNCOC) — o primeiro alagoano a ocupar o cargo. Também foi Secretário de Segurança Pública de Alagoas em duas gestões, período em que a queda no número de mortes violentas intencionais no estado e na capital foi apontada como a maior já registrada.

Em uma entrevista à época, Gaspar disse que prefere a morte de um milhão de bandidos do que a de um só policial, reforçando a mensagem de que é preciso ter clareza moral e defender aqueles responsáveis por nossa segurança. A pauta da segurança pública será uma das mais importantes nessa eleição, e Lula chama traficante de “vítima do usuário”. Nesse contexto, é um golaço ter um vice com o perfil linha dura de Alfredo Gaspar.

Por fim, trata-se de um nome ligado ao Nordeste e, apesar de Alagoas ser um estado pequeno, há aqui um recado importante de que os nordestinos serão prioridade no eventual governo de Flavio. Faz tempo em que o Nordeste é reduto esquerdista por conta da exploração demagógica da miséria, mas cada vez mais gente acorda para a realidade e entende que as promessas de chuva de picanha do Lula são uma farsa. Na prática, o PT entrega o caos da violência e a inflação, criando um círculo vicioso de dependência das migalhas assistencialistas.

Como constatei no começo, a escolha do vice não tem esse impacto todo que alguns acreditam. Mas, dentro das possibilidades, Alfredo Gaspar foi uma boa escolha que pode contribuir para uma campanha mais firme contra o que o lulismo representa: corrupção, incompetência e leniência com a bandidagem.

RODRIGO CONSTANTINO

AGORA VAI? DEPOIS DE DUAS DÉCADAS NO PODER, LULA AINDA PROMETE MUDAR O BRASIL

Que povo conservador é esse que coloca o PT no comando da nação por duas décadas? É simplesmente impossível ser de direita e votar no Lula

Lula disse que vai mudar o Brasil. O PT está no poder desde 2003, com um breve intervalo de governo tampão de Michel Temer e quatro anos de Jair Bolsonaro. Lula mesmo está indo para seu quarto mandato se for reeleito. E seu mote de campanha é mudança? Agora vai? Até mesmo o editorial do Estadão, jornal tucano que gosta de se iludir com o “democrata” do PT, constatou:

Será a sétima eleição com Lula na cédula. Portanto, brasileiros estão cansados de saber quem ele é. Mas petista é imbatível na arte de engambelar: agora promete ‘fazer diferente’.

Ninguém pode alegar ignorância: todo mundo está careca de saber quem é Lula! Votar no petista depois de tudo que se conhece é desejar a destruição do país, é permitir que a ilusão vença a experiência, é não aprender com os erros passados.

Não obstante, Lula ainda é o favorito. Pode-se descontar o uso abusivo da máquina estatal, claro, mas ainda assim é espantoso que tanta gente esteja disposta a conceder mais quatro anos para esse desgoverno. O que isso nos diz sobre o brasileiro médio? Como encaixar na equação eleitoral qualquer fator ético?

Muitos gostam de repetir que o povo brasileiro é conservador, mas a realidade refuta essa tese. O povo brasileiro parece desprovido de filtro moral, isso sim. Que povo conservador é esse que coloca o PT no comando da nação por duas décadas? É simplesmente impossível ser de direita e votar no Lula.

Por conta do desgaste de um governo com resultados sofríveis, a eleição está bem polarizada, e o Centrão faz o que sempre fez: fica neutro aguardando a definição para saber de que lado do muro desce. O Centrão talvez seja quem melhor represente o eleitor médio, eis a triste verdade.

Nenhum escândalo parece alterar esse cenário. O caso Banco Master chegou ao berço do petismo na Bahia, enquanto o patrimônio de Jaques Wagner encosta em R$ 25 milhões. Sem contar os eleitores, ainda existe algum petista que não seja milionário? O caso do INSS entrou na casa de Lula, e seu filho Lulinha já é investigado em três inquéritos.

Sua “amiga” lobista mandou dinheiro para Marcola, assessor direto de Lula. Está tudo “em casa”, e os escândalos de corrupção voltaram com tudo quando o ladrão retornou à cena do crime, como diria seu próprio vice. Mas nada parece afetar o quadro eleitoral. O que isso diz sobre o Brasil?

Enquanto o povão fica sonhando com a nova chuva de picanha, a despesa trilionária com juros puxa o déficit nominal para 10% do PIB e a dívida bruta encosta em 100% do PIB. O triste é a quantidade de gente sem noção do perigo dessa dinâmica e com “soluções” bizarras, tipo “calote” ou corte de juros na marra, por voluntarismo político. A ignorância econômica é uma bênção para os governantes irresponsáveis, e mesmo na “direita” há quem prefira culpar o “mercado” ou o Banco Central, com discurso similar ao do PT. Há salvação?

Isso para não falar de Justiça! O segundo suspeito de tentar enviar 400 quilos de cocaína para a Europa pelo Aeroporto Internacional de SP foi solto. O rapper Oruam, que debocha da Justiça, teve seu pedido de prisão revogado. O Brasil sempre foi o paraíso dos bandidos, pois a impunidade campeia. Mas agora podemos falar em narcoestado mesmo, não há outra definição. E querem reeleger Lula?

É bem desanimador, convenhamos. Mas a esperança é a última que morre. Não podemos desistir. E é preciso torcer para que a maioria compreenda o que está em jogo e tenha senso de proporções. Não importa o que se pensa sobre o candidato do outro lado, se você gosta dele ou não, se acha que suas promessas de campanha são boas ou medíocres: do lado esquerdo é o Lula!

Aquele que criou o Foro de SP para “ensinar a esquerda a respeitar a democracia”, como ele mesmo disse, sendo que o Foro foi criado com Fidel Castro, o pior ditador que o continente já teve, com o intuito declarado de “resgatar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu”, ou seja, o comunismo.

Lula promete mudar de vez o Brasil, depois de duas décadas no poder. Só se for para transformar o país numa Venezuela mesmo. Agora vai!

RODRIGO CONSTANTINO

FAUCIGATE E O SILÊNCIO CÚMPLICE DA IMPRENSA

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Anthony Fauci durante depoimento no Senado dos Estados Unidos

No finalzinho de minhas longas férias, parei com o descanso para gravar um vídeo sobre o depoimento de Anthony Fauci no Senado americano. Na verdade, a ausência de depoimento. O poderoso tecnocrata invocou a Quinta Emenda para ficar em silêncio e se recusou a responder qualquer pergunta. O assunto é tão importante que mereceu essa atenção, até porque quase toda a imprensa brasileira preferiu ignorar o acontecimento.

Fauci, não custa lembrar, era sinônimo de ciência durante a pandemia do Covid. O que ele falava era considerado verdade incontestável pelos jornalistas. Medidas drásticas e autoritárias foram adotadas por governantes no mundo todo com base nas diretrizes defendidas por Fauci. O método científico, que clama por refutação, e o método jornalístico, que exige questionamento, foram abandonados em prol de uma agenda que transformou ciência em seita ideológica, com terríveis consequências para a humanidade.

O medo vende. O pânico rende audiência, como a turma histérica do “aquecimento global” bem sabe. Al Gore ficou mais rico, Greta Thunberg foi capa da revista Time, e o mundo não derreteu e continua aí. O medo também é um ótimo instrumento de controle e poder. Fauci, assim como Tedros Adhanon, o revolucionário marxista da OMS, foi um dos maiores responsáveis por esse experimento social bizarro em 2020.

E o que seus diários e anotações em servidores públicos demonstram é que, por trás do czar da ciência, havia um ser humano vaidoso, encantado com a fama repentina e preocupado com sua imagem, mais do que com os fatos e com as vidas de milhões de cobaias. Se algum dado era incômodo para sua agenda política, então pior para o dado. Isso é o oposto de ciência, claro.

Fica evidente que Fauci cometeu crimes contra a humanidade, e por isso Joe Biden, antes de sair da Casa Branca, garantiu imunidade preventiva ao tecnocrata. Congressistas republicanos expuseram detalhes constrangedores de suas mensagens e apertaram Fauci contra a parede, mas ele simplesmente permaneceu calado. A fama de celebridade desapareceu, não há mais Julia Roberts ou Beyoncé, e sim a visão de que Fauci foi um vilão nessa história.

Para quem não sucumbiu à histeria, nada novo. Fauci agiu de forma similar durante a epidemia da AIDS, mascarando dados científicos em prol de uma agenda ideológica. Não havia mais grupo de risco, pois era algo politicamente incorreto de se dizer, e milhões de pessoas caíram na paranoia desnecessária com a ajuda de Fauci. Em vez de punição, ele foi promovido, e o resultado está aí.

Durante a pandemia, algumas (poucas) vozes tentaram trazer mais luz do que calor, fazer perguntas duras, respeitar o verdadeiro método da ciência. Fomos calados, rotulados de negacionistas, censurados e cancelados. Mas o tempo é amigo da razão. Tenho orgulho e ter sido um desses que lutaram pelo bom senso e pela busca honesta da verdade. Se você digitar Rodrigo Constantino e lockdown no Google, eis o que aparece:

“O comentarista Rodrigo Constantino foi um forte crítico dos lockdowns durante a pandemia de COVID-19, argumentando que essas medidas causavam danos econômicos e desespero social superiores aos benefícios reais contra o vírus. Afirmou repetidamente que fechar o comércio e restringir a circulação destruía empregos sem comprovação científica sólida de eficácia. Definiu as manifestações contra as restrições sanitárias como gritos de desespero de trabalhadores afetados pelas medidas de isolamento. Acusou governadores, prefeitos e parte da imprensa de utilizarem o discurso da ciência de forma autoritária para impor agendas políticas e restringir liberdades individuais”.

Como os diários de Fauci e seu ensurdecedor silêncio mostram, eu estava do lado certo da história, ao lado de muita gente boa. Nós fomos ridicularizados por quem nada entende de método científico. Meu canal no YouTube foi desmonetizado e perdi uma importante fonte de renda. Mas nada pode conter quem se baliza pela busca da verdade. E esses, hoje, foram vingados. O Faucigate expõe a farsa da “ciência” por trás de decisões autoritárias e claramente desprovidas de evidências científicas.

Resgato um alerta que usei muito durante a pandemia: “Nossa liberdade está ameaçada em muitos campos pelo fato de estarmos prontos demais para deixar a decisão a cargo do especialista ou para aceitar, de forma pouco crítica, sua opinião sobre um problema do qual ele conhece intimamente apenas um pequeno aspecto”. Hayek sabia das coisas e conhecia bem os limites da ciência transformada em “cientificismo”.

Não sou dos mais otimistas quanto ao provável uso político de novas crises, porém. Conheço a natureza humana o suficiente para saber que milhões de indivíduos estão suscetíveis a cair em histeria novamente e aceitar cegamente medidas autoritárias em nome da ciência. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, como disse Santayana. Aprendemos com a história que poucos aprendem com a história…

RODRIGO CONSTANTINO

GOVERNO LULA É UMA “MÃE” PARA OS BANQUEIROS

Endividamento Lula

O Master é um caso particular que envolve roubalheira. Mas os bancos, em geral, estão felizes com o governo Lula. O lucro dos bancos brasileiros subiu e alcançou a marca histórica de R$ 255 bilhões em 2025, novo recorde

O Banco Master, de porte médio, causou um estrago gigantesco no sistema com suas falcatruas, e só de devolução num eventual acordo de delação premiada se fala em R$ 60 bilhões que Daniel Vorcaro poderia entregar. Hoje já sabemos que esse esquema do Master teve ligações próximas com a turma do PT, principalmente da Bahia. Lula ofereceu “chuva de picanha” para os pobres, mas no fundo seu governo gosta mesmo de ajudar ricaços.

O Master é um caso particular que envolve roubalheira. Mas os bancos, em geral, estão felizes com o governo Lula. O lucro dos bancos brasileiros subiu e alcançou a marca histórica de R$ 255 bilhões em 2025, novo recorde. Os números são do Banco Central. O aumento ocorreu em um ano no qual a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, subiu para 15% ao ano – o maior nível em quase 20 anos, e um dos mais altos do mundo em termos reais.

O governo Lula expande gastos de forma irresponsável, eleva o endividamento público a patamares insustentáveis, fomenta dívida recorde das famílias, pressiona o preço dos bens e serviços, e tudo isso leva à necessidade de uma taxa de juros alta. Sem a cavalaria fiscal, sem estancar a sangria dos gastos públicos, o que resta é depender de “agiotas”. A culpa não é do “mercado”, mas do próprio governo.

Com esse modelo lulista, o pobre fica mais pobre e o rico, mais rico. Em vez de picanha, os pobres leem no jornal como caldo de osso faz bem à saúde, ou que o ovo é um ótimo substituto da carne como proteína. Quem não tem cão caça como gato.

Criar pobreza é parte da estratégia de poder do PT. Quanto mais gente dependendo de esmolas estatais, melhor. Por isso nunca houve uma porta de saída para os programas assistencialistas, e os petistas sempre comemoraram mais e mais gente vivendo as migalhas estatais. É o velho voto de cabresto, e Lula, em ato de sincericídio similar ao que o levou a afirmar aos jovens que não encontrarão nele um político honesto, já revelou que quando o cidadão ganha um pouco mais e estuda mais deixa de votar no PT.

Por outro lado, é preciso criar dependência dos mais ricos também. Competir no livre mercado é sempre um enorme desafio, e as empresas grandes já estabelecidas adorariam mecanismos que impedissem essa concorrência. Subsídios do BNDES, barreiras protecionistas, isenções fiscais, compras do governo, esquemas com estatais e recursos de fundos de pensão: tudo isso ajuda a criar reservas de mercado e beneficiar os “amigos do rei”. Setores cartelizados adoram governos intervencionistas!

Segundo dados da Febraban, existem pouco mais de cem instituições financeiras no Brasil. O sistema bancário brasileiro, porém, é altamente concentrado: os maiores (como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Nubank) dominam a maior parte dos ativos e clientes, enquanto há muitos bancos menores e digitais. Desses maiores, dois são estatais.

Nos Estados Unidos, existem 4.278 instituições financeiras seguradas pela FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation) no 1º trimestre de 2026. São quase quatro mil bancos comerciais. O setor é muito mais fragmentado nos Estados Unidos, onde há bem mais competição. São milhares de bancos pequenos e regionais (community banks), além dos gigantes como JPMorgan Chase, Bank ofAmerica, Wells Fargo, Citibank etc. Detalhe: o Bank of America, apesar do nome, não é estatal. Nenhum desses bancos grandes pertence ao Estado!

No Brasil, uma reunião do governo com os representantes de Itaú e Bradesco já representa quase um encontro de cartel, uma vez que o próprio governo concentra cerca de metade do crédito no país. É muito poder e dinheiro em pouca gente. Em vez de livre mercado, o que temos é um capitalismo de Estado, como na China. Agora ficou mais fácil entender porque temos essa aparente aberração de banqueiros socialistas, que fazem o L, não é mesmo?

RODRIGO CONSTANTINO

MENDONÇA CONTRA A MÁFIA: MINISTRO LAVOU A ALMA DO BRASILEIRO DECENTE

Mendonça diz ter recusado proposta de “delação seletiva” de Vorcaro: “Perderam o pudor”

Mendonça afirmou que “certos setores atuam para criar um vício” com o objetivo de anular a investigação do caso Master

O ministro André Mendonça, ao votar pela manutenção da prisão do pai e do primo de Daniel Vorcaro nesta terça-feira, protagonizou um embate com o ministro Gilmar Mendes que viralizou nas redes sociais. E não foi para menos! Mendonça lavou a alma do brasileiro decente, demonstrando coragem e independência para manter não só as prisões, como as investigações do caso Banco Master, contra toda a pressão do sistema.

Mendonça revelou ter recusado uma proposta de “delação seletiva” vinda da defesa de Vorcaro: “Me chegou uma proposta por um advogado, perderam o pudor, [dizendo]: ‘Queremos fazer uma delação seletiva’. Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘Não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não’”, disse Mendonça, sem identificar o advogado responsável pela proposta.

Mendonça reiterou que a colaboração premiada deve ser um ato de vontade da defesa e que seu único compromisso é com o que a investigação determinar, e não em “pegar todo mundo” por conveniência. O ministro deixou claro isso pois Gilmar fez logo um paralelo com a Lava Jato, sua grande obsessão, querendo claramente plantar a semente da nulidade ali na frente.

Gilmar Mendes nem sempre foi contra a Lava Jato. Ao contrário: ele era um dos seus maiores defensores no Supremo. Mas algo aconteceu que o fez mudar repentinamente de postura. E desde então o decano da Corte vem tratando a Lava Jato como o maior desvio da Justiça brasileira, não como a mais eficaz operação de combate à corrupção que tivemos.

O povo parece discordar, tanto que o ex-juiz Sergio Moro lidera a corrida para o governo do Paraná, segundo pesquisa recente do IGR (Registro no TSE sob o nº PR-07149/2026), que ouviu 1.000 entrevistados entre os dias 10 e 13 de junho de 2026 e tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,1 pontos percentuais. O ex-coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, também tem boas chances de ser eleito para o Senado, conforme a mesma pesquisa do IGR. Não obstante, Mendonça fez questão de deixar claro que uma coisa é a Lava Jato, e outra é o caso Master. O ministro tem tomado o cuidado de fazer tudo dentro das regras para não permitir a anulação posterior das sentenças condenatórias, quando vierem.

“Não estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude financeira do nosso país”, retrucou Mendonça no inicio de seu voto. Ele rebateu as críticas de Gilmar, afirmando que o processo não trata de “simples atores num gabinete na Faria Lima” praticando crimes de colarinho branco. Segundo o relator, a investigação revelou “contornos de máfia” e de “crime organizado mafioso”, com uso de fuzis, metralhadoras e infiltração no sistema policial.

De fato, “moer” uma empregada, “quebrar os dentes” de um jornalista e ter como braço-direito alguém chamado de Sicário, matador de aluguel, não é coisa de crime financeiro da Faria Lima apenas. No mais, o que o Tayayá de Toffoli tem a ver com a Faria Lima? O que o contrato de R$ 129 milhões com o escritório da família de Alexandre de Moraes tem a ver com o mercado financeiro?

O Brasil precisa passar a limpo esse caso Master, pois tudo leva a crer que Vorcaro se transformou na maior lavanderia do sistema podre e carcomido do país. Como tem muita gente envolvida, o esforço será para abafar as investigações e assar a pizza. Por isso mesmo, a postura de Mendonça merece tanto apoio: ele resolveu remar contra essa maré e desafiar os poderosos corruptos.

Mendonça precisa tomar cuidado, evitar jatinhos e reforçar sua segurança. Ele mexeu num vespeiro. O senador Sergio Moro comentou: “Cabe elogiar a Segunda Turma do STF que, por maioria, manteve a prisão preventiva do pai e do primo de Daniel Vorcaro pelo gangsterismo de suas condutas e pelo risco ao processo. Sinaliza ao próprio Vorcaro que ele ficará – como deve ficar – preso. Os Mins. André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques honraram as togas e não embarcaram nas narrativas falsas sobre a investigação ou sobre os motivos das prisões”. Moro acrescentou: “Gilmar Mendes, apesar de sua ladainha contra a Lava Jato, fracassou em sua tentativa de livrar da prisão preventiva a gangue do Master. Vitória da lei e da justiça”.

O advogado André Marsiglia fez a seguinte análise: “O resultado mais importante do julgamento de ontem não foi a manutenção das prisões do clã Vorcaro, mas a demonstração de força de Mendonça diante dos demais ministros, sobretudo de Gilmar. Se o clã Vorcaro tivesse sido solto, ou se Mendonça não tivesse atuado de cabeça erguida, estaria aberto o caminho para a soltura do próprio Vorcaro. O que aconteceu ontem, e a forma como aconteceu, dificultam esse movimento. A ala que quer enterrar o caso Master terá trabalho”.

Mendonça disse que a irmã de Sicário, quem ele custou a acreditar que se matou, teve acesso a dados do iCloud do celular do irmão que a PF ainda não conseguiu acessar. Em seguida, leu a troca de mensagens: “Destruir de vez com a menina não custa”. Mendonça, então, defendeu que esse conteúdo venha à tona, e disse: “Vem mais coisa por aí”. É o que o Brasil todo deseja, à exceção dos corruptos. Com sua postura firme contra a Máfia, André Mendonça alimentou a esperança de combate à impunidade, que vinha sendo destruída num país em que até Sergio Cabral está solto e Lula “voltou à cena do crime”…

RODRIGO CONSTANTINO

HADDAD E A ARGENTINA: EX-MINISTRO SÓ ENGANA QUEM QUER SER ENGANADO PELO PETISMO

Haddad sinaliza Marina, Tebet e França como possíveis vices para candidatura ao governo de São Paulo

Petistas não têm compromisso com a verdade, mas Haddad podia pegar leve nas mentiras sobre a Argentina de Milei

Que petistas não têm qualquer compromisso com a verdade todos já sabem. Mas eles deveriam, ao menos, pegar leve nas mentiras, evitar exageros grotescos. Não foi o que fez Fernando Haddad. Em uma publicação no X, o ex-ministro de Lula resolveu culpar Javier Milei pelos problemas ainda existentes na Argentina, que sofreu por anos com gestões lulistas terríveis. Haddad escreveu:

A Argentina era, até dois anos atrás, a referência de uma certa camada da sociedade brasileira que via no Milei o homem corajoso da motosserra. Olha o que está acontecendo com a Argentina hoje. Não é coragem ferrar o mais pobre. Isso é covardia. E nem na aritmética funciona: você deprime o consumo e a economia para de crescer. Dá para preservar direitos, sobretudo da população mais vulnerável, crescer mais e ajustar as contas ao mesmo tempo. Sem prejudicar ninguém. O governo Lula está provando isso.

O governo Lula está provando, uma vez mais, que a gastança irresponsável e o populismo fiscal sobram elevado preço, especialmente dos mais pobres. Já a Argentina de Milei vai à contramão, mostrando que as reformas liberais funcionam. A economia do país, que estava em frangalhos quando o lulista Alberto Fernández saiu, voltou aos trilhos, e até a inflação está desacelerando bem.

A pobreza na Argentina despencou. Milei tomou posse com 41%, e no meio de 2025 já estava em 28,2%. Não é muito distante do Brasil, que ao fim de 2024 estava em 23%. A pobreza argentina atingiu com Milei o menor nível em sete anos. Haddad foi desmentido por vários leitores do X, mostrando que não é tão fácil assim enganar as pessoas com mentiras tão escancaradas. A Argentina, inclusive, teve novo upgrade da S&P, que elevou sua nota soberana para B-, citando justamente o ajuste fiscal e a melhora da liquidez.

A receita liberal de Milei é o oposto da política petista liderada por Haddad. O ex-ministro promoveu 28 aumentos de impostos, recebendo a alcunha de “Taxad” não por acaso. Deixou o ministério com um recorde de carga tributária e gastos públicos. A dúvida bruta do governo se aproxima de 100% do PIB, patamar insustentável para países emergentes. Cerca de R$ 200 bilhões de estímulos econômicos se deram fora do orçamento, ou seja, com “pedaladas fiscais”.

A economia argentina cresceu 4.4% no último ano, contra apenas 2.3% do Brasil. O governo registrou superávit primário pelo segundo ano seguido, enquanto o Brasil petista fechou o último ano com déficit de 60 bilhões de reais. A inflação da época lulista chegava a incríveis 30% ao mês, e com Milei ela foi para perto de 3%.

O Brasil está pagando IPCA + 8% ao ano de retorno aos investidores de títulos públicos, uma taxa de agiotagem, e isso se deve exatamente ao descaso com as contas públicas. Ou seja, Haddad mente que nem sente, mas só engana mesmo os trouxas que querem ser eternamente enganados pelo petismo. Qualquer um que sabe o básico de aritmética entende que o PT está destruindo a economia brasileira novamente, enquanto o liberal Milei está recolocando a economia argentina nos trilhos.

Costuma ser sempre assim: a esquerda destrói a economia, a direita chega para limpar as lambanças esquerdistas, e a esquerda, fingindo não ter nada com isso, denuncia a fase dura de ajustes como culpa da direita. É um ciclo conhecido, e felizmente cada vez mais gente percebe o truque.

RODRIGO CONSTANTINO

A REVOLTA CONTRA A EXCELÊNCIA

MPF aciona Justiça para que o Albert Einstein reserve 55% das vagas de residência médica para cotas, conforme regra do Ministério da Saúde

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma ação civil pública na 8ª Vara Cível Federal de São Paulo para solicitar que o Hospital Israelita Albert Einstein implemente a política de cotas. O pedido visa que a instituição abra editais complementares no processo seletivo de residência médica de 2026. O órgão afirma que o hospital tem imunidade tributária e precisa retribuir o benefício à sociedade.

A Sociedade Israelita Albert Einstein alega usar recursos próprios na residência e requer autonomia administrativa para organizar o próprio processo seletivo. O MPF defende que haja uma reserva de vagas com os seguintes critérios: 30% para negros; 10% para pessoas com deficiência; 5% para indígenas; 5% para quilombolas; 5% para transexuais.

O Einstein é reconhecido por sua excelência em vários tratamentos de doenças, mas para o câncer da política identitária não há cura fácil. Trata-se de uma ideologia nefasta que vem se infiltrando na sociedade há décadas por meio do aparelhamento esquerdista. O Ministério Público não está impune. A mentalidade coletivista e marxista predomina.

Do ponto de vista jurídico, a defesa do hospital é robusta. Nas informações encaminhadas ao procedimento do MPF, a instituição argumentou que seus programas de residência médica são financiados com recursos próprios e que, portanto, não haveria obrigação legal específica para a reserva de vagas. O Einstein afirmou ainda que os programas de residência não mantêm vínculo com os projetos do Proadi-SUS, e sim com as normas editadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Esse órgão teria tornado as cotas facultativas ao não estabelecer critérios objetivos para estruturá-las nos processos seletivos.

Mas a ação movida pelo MPF denota um problema mais profundo no país dos coitadinhos: a rebelião contra a excelência, a revolta contra o mérito. Enquanto a esquerda não destruir tudo aquilo que presta no Brasil, ela não vai sossegar.

Quando alguém busca um médico, a última coisa a ser questionada é a cor da pele, a origem indígena ou a preferência sexual. O que se procura é a capacidade, o talento. Como alguém que passou recentemente por um pesado tratamento contra um câncer agressivo, posso atestar que sequer entrou na minha lista de prioridades quais características identitárias meus médicos possuíam. Em tempo: os dois principais, meu oncologista e minha médica do transplante de medula, são brasileiros trabalhando na Universidade de Miami. Eles não chegaram aqui por cotas.

Imagina alguém pegar um voo e perguntar, antes de mais nada, se o piloto é cotista e se a empresa aérea “devolveu” à sociedade os benefícios recebidos pelo Estado. Creio que absolutamente ninguém, nem mesmo um esquerdista, queira pilotos de avião com base na “justiça social”, não é mesmo?

Essa ideologia perversa vinha avançando com tudo nos Estados Unidos também, mas o presidente Donald Trump declarou guerra a ela. Logo no começo de sua nova gestão, lembrou que existem apenas dois gêneros, vetou homens em esportes femininos e instituiu a volta da meritocracia na esfera federal, inclusive e principalmente nas forças militares. Afinal, na hora de enfrentar terroristas islâmicos ou russos e chineses, a última coisa que importa é se há transexuais o suficiente nas forças armadas!

Essa ação do MPF é tão absurda que sequer deveria ser debatida. Mas, infelizmente, essa tem sido a regra em nosso país. A ideologia esquerdista é sempre colocada acima do mérito, e uma legião de oportunistas encontra nisso uma carreira que independe dos talentos individuais.

Para ser mais justo, ao menos deveria ter a seguinte regra: os esquerdistas defensores de cotas serão atendidos pelos médicos cotistas, enquanto os demais serão atendidos pelos médicos que se formaram sem depender de critérios identitários. Na prática isso é inviável, claro. E por isso a esquerda pode seguir com sua hipocrisia: a turma socialista que “adora” o SUS sempre busca a excelência do Einstein ou do Sírio Libanês, enquanto os inocentes úteis que votam neles se lascam nas mãos dos incompetentes.

RODRIGO CONSTANTINO

POPULISMO EXPLOSIVO

Lula

Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres: eis o resultado inexorável do esquerdismo

Em seu editorial de hoje, o Estadão mostra que Lula quebra o Brasil para se reeleger. Não é novidade: foi o que aconteceu no passado recente, quando as “pedaladas fiscais” garantiram a reeleição de Dilma e o país, logo depois, foi à bancarrota. Não se trata de incapacidade, portanto, mas de método, de projeto deliberado do PT para se manter no poder.

“Petista usa truques contábeis para esconder o aumento cavalar de despesas, lembrando as malfadadas pedaladas fiscais de Dilma. Mas a conta da dívida pública explosiva sempre chega”, diz o jornal. O editorial toma como base estudo da XP Investimentos, assinado pelo economista Marcos Mendes. “Segundo o economista, somente neste ano foram nada menos do que 33 medidas diferentes, somando a incrível marca de R$ 215 bilhões em aumento de despesas ou redução de receitas”, diz o jornal.

Para o Estadão, porém, o problema está no timing e nos truques para ocultar os gastos, não nos gastos em si: “Não se discute a conveniência desses gastos – todos parecem bastante justificados quando analisados um a um, ainda que se possa questionar a incrível coincidência de todos estarem sendo feitos justamente em ano eleitoral. O problema está em escamotear esses gastos da sociedade, fazendo parecer que o arcabouço fiscal continua em pé e saudável. Esses truques servem apenas para cumprir formalmente as regras fiscais, mas não são suficientes para fazer o dinheiro aparecer do nada”.

Mas o problema não é “apenas” esse, e sim o modelo de bem-estar social em si. O welfarestate tupiniquim é uma máquina de criar dependência, resgatando o velho voto de cabresto. Há cidades no Nordeste em que temos mais gente dependendo de migalhas estatais do que trabalhador com carteira assinada. Isso vai à contramão de Santa Catarina, que é o estado com menos assistencialismo, e não por acaso aquele mais conservador do país.

Como consequência disso tudo, temos o empobrecimento permanente de boa parcela da população, que vota na esquerda populista perpetuando um círculo vicioso. Enquanto isso, aqueles com poupança acumulada se beneficiam dos altos retornos oferecidos por um governo perdulário e irresponsável.

As taxas dos títulos públicos do Tesouro Direto voltaram a patamares historicamente muito altos. O Tesouro IPCA+ voltou a pagar 8% ao ano acima da inflação, enquanto os papéis do Tesouro Prefixado estão oferecendo mais de 14% ao ano. São taxas insustentáveis, que remetem à agiotagem. Não adianta culpar o “mercado” quando fica claro que o problema está na sangria fiscal.

O rentismo prospera no Brasil justamente porque o populismo é a regra nas finanças públicas. Com cerca de 17 anos de petismo desde 2003, não poderia ser diferente. A esquerda ferra com os mais pobres, endivida o Estado de forma insustentável, e depois reclama dos investidores que exigem elevados retornos para financiar o Estado falido. Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres: eis o resultado inexorável do esquerdismo.

Todo economista sério conhece a solução: reformas estruturais, cortes de despesas, privatizações, redução drástica do tamanho do Estado. O melhor programa social é o trabalho, e isso depende de um ambiente mais competitivo, com menos burocracia e insegurança jurídica, menores taxas de juros, mão de obra mais qualificada e infraestrutura decente. Investir nisso, contudo, significa dar mais liberdade e independência ao povo, ao eleitor, e isso é intolerável para a esquerda, que vive dos votos dos mais pobres e ignorantes.

A velha imprensa precisa parar de achar que o PT erra tentando acertar. O petismo aposta na desgraça econômica justamente porque ela produz dependência estatal. É por isso que o lulismo sempre promove esse populismo explosivo. Quebrar o país para se manter no poder é a estratégia política da esquerda.

RODRIGO CONSTANTINO

LIÇÕES PERUANAS

A conservadora Keiko Fujimori e deputado de esquerda Roberto Sánchez se enfrentam em segundo turno para o cargo de presidente do Peru

Escrevo esse texto com o resultado eleitoral ainda inconclusivo no Peru. Mais de 90% das urnas foram computadas e Keiko Fujimori lidera por uma margem bastante estreita. Provavelmente menos de cem mil votos vão definir o pleito. Independentemente do resultado oficial, já podemos extrair algumas lições importantes para o caso brasileiro.

Em primeiro lugar, a prioridade é sempre derrotar o comunismo. Quando o Foro de SP consegue colocar suas garras no poder, o estrago que se segue, tanto em termos econômicos como de perda de liberdades, costuma ser fatal. Impedir a destruição total do país deve ser o foco.

Para esse objetivo é preciso lembrar que nenhum candidato de oposição ao comunismo precisa ser perfeito. Política é a arte do possível, não um concurso moral. Keiko Fujimori está longe de ser uma candidata que empolga.

Os principais escândalos associados a ela giram em torno de acusações de financiamento irregular de campanhas e lavagem de recursos, especialmente no contexto do escândalo Lava Jato. Ela nega todas as acusações e se declara vítima de perseguição política.

O caso mais emblemático é o Cócteles, uma investigação sobre o suposto recebimento de fundos ilícitos para as campanhas presidenciais de 2011 e 2016. Ela teria recebido US$ 1,2 milhão da Odebrecht por meio de doadores falsos em “coctéles”, eventos de arrecadação. Keiko chegou a ser presa e ficou cerca de 18 meses detida.

Ou seja, ninguém de direita pode efetivamente vibrar com essa vitória. Mas tem o direito de comemorar a eventual derrota do seu adversário, Roberto Sánchez. O psicólogo foi ministro do governo de Pedro Castillo e defende várias bandeiras socialistas. Deseja inclusive uma nova Constituição para o país. Sua base de apoio é o interior rural mais pobre, zonas andinas e eleitores indígenas. É um crítico do modelo capitalista, adotando discurso extremamente populista.

Sánchez também foi acusado de crimes financeiros relacionados a declarações falsas de contribuições de campanha (2018-2020). O Ministério Público pediu mais de 5 anos de prisão eo caso ainda está em andamento na Justiça.

Essas eram as alternativas apresentadas ao eleitor. Diante disso, o “isentismo” parece uma péssima opção. O liberal Alvaro Vargas Llosa, filho do grande escritor Mario Vargas Llosa, comentou: “Acabei de votar nas cruciais eleições peruanas. Cedo, confiante na maturidade do povo peruano após tantas desilusões, com a serena satisfação de ter cumprido um dever moral elementar diante da encruzilhada que o país enfrenta”.

Keiko Fujimori agradeceu publicamente o apoio de Alvaro: “Todos unidos por uma grande defesa democrática”. O voto nulo, nesse caso, representaria uma chance extra para o socialismo. E eis a lição mais importante que o Peru deixa.

Cada voto importa. Numa disputa tão acirrada, a decisão é no photochart. O corolário disso é que toda demonização de outros candidatos anticomunistas é fazer o jogo dos comunistas. No segundo turno, é voto a voto, e é preciso fomentar a união daqueles que rejeitam o destino socialista. Para tanto, é preciso engolir sapos e compreender que o candidato não será perfeito. Não se pode perder de vista o real objetivo: impedir a destruição total do país, resultado inexorável da manutenção da esquerda radical no poder.

RODRIGO CONSTANTINO

O INIMIGO É O NARCOESTADO

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Porta-voz do Departamento de Estado diz que CV e PCC também atuam nos EUA

“Vínculo do PCC com setor de combustíveis eleva risco para Brasil após decisão de Trump”, diz manchete da Folha de SP. “Bancos não descartam se unir ao governo para tentar convencer os EUA a reverterem medida sobre facções”, diz chamada do Valor Econômico. O problema é a decisão americana, não o controle de vários setores pelo crime organizado? Tecla SAP: combater as facções terroristas ameaça nossa economia, ou seja, o Brasil já é um narcoestado!

Isso nos remete à época da Lava Jato em que petistas condenavam a operação de combate à corrupção porque afetava a Petrobras. Ou seja, o problema não é a corrupção na estatal, mas combater essa corrupção! O grau de inversão é chocante e parece que muitos normalizaram o absurdo: não podemos enfrentar o crime porque ele é importante para a economia!

Enquanto isso, o Paraguai segue a Argentina e classifica o PCC e o CV como terroristas. Os países vizinhos ainda reforçaram suas fronteiras para tentar impedir o avanço das facções em seus territórios. Seria bizarro se alguém argumentasse que isso pode prejudicar as economias dos dois países, não é mesmo?

Essa decisão do governo Donald Trump tirou do armário muito “advogado” do crime organizado. Não falta gente saindo em defesa do PCC e do CV, o que nos mostra como décadas de lavagem cerebral e bilhões de interesses fazem com que as pessoas abandonem qualquer juízo. O papo de defesa da soberania é ridículo quando pensamos que essas máfias dominam territórios inteiros em que o estado não consegue entrar. Toda ajuda para combater isso deveria ser aplaudida!

Leandro Ruschel resumiu bem: “O melhor dessa decisão dos EUA de tratar PCC e CV como grupos terroristas é facilitar a identificação das lideranças brasileiras, entre políticos, juízes, influenciadores e jornalistas, que estão na linha de frente da proteção aos bandidos”. Nunca foi tão fácil separar o joio do trigo.

Neste domingo tivemos eleições na Colômbia, e o primeiro colocado foi o candidato de direita Abelardo de la Espriella, seguido do comunista ligado a Gustavo Petro. Como a imprensa deu a notícia? Tanto O Globo como Veja disseram que teremos a “ultradireita” contra a esquerda no segundo turno. A esquerda ligada ao narcotráfico, assassina, comunista, é chamada só de esquerda. Mas a direita é “ultradireita” para a velha imprensa. Que piada!

Petro é condenado por ter dinheiro de narcotráfico na campanha dele, o filho está preso por isso, e ele abertamente apoia Maduro e Cuba. Mas não é extremo! Não existe “extrema-esquerda” ou “ultraesquerda” para nossos jornalistas. Enquanto isso, Paloma Valencia, a candidata de centro-direita que ficou em terceiro lugar, imediatamente declarou apoio ao candidato de direita contra os comunistas.

A Colômbia deveria ter melhor memória dos tempos de Pablo Escobar e das FARC, combatidas pelo linha-dura Alvaro Uribe, que também declarou apoio a Abelardo. O elo entre a esquerda radical e o crime organizado não é novidade no continente. Cuba se transformou em hub internacional de tráfico de drogas e terrorismo, enquanto a Coreia do Norte é exportadora de heroína. Não estamos lidando “apenas” com corruptos, mas sim com bandidos totalitários que querem controlar tudo impondo o terror.

Petro já disse que não aceita o resultado das urnas. Isso não é golpismo? Pelo visto a esquerda radical pode tudo. Miguel Uribe foi morto durante a campanha, e a esquerda continua com seu discurso hipócrita contra o “ódio”. Trump, Charlie Kirk, Scalise, Bolsonaro: são vários casos de atentados contra conservadores por motivação ideológica. A extrema-esquerda é assassina!

Vários países da América do Sul têm conseguido se livrar do Foro de SP. Resta o Brasil. Saberemos em breve se o eleitor brasileiro compreende a dimensão do problema. Lula vem destruindo a economia, colocou o país no eixo do mal, a corrupção voltou com tudo e os feminicídios aumentaram. Mas o pior aspecto ainda é a ligação do PT com a bandidolatria, os “diálogos cabulosos” com o PCC. O que está em jogo é grave demais. Espera-se que o Brasil consiga fazer como o Chile e, tudo leva a crer, a Colômbia agora: dar um basta ao comunismo e estancar a sangria que vem transformando o país num verdadeiro narcoestado.