2 julho 2010 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja


Até que estava acontecendo como uma bela festa. Por todos os lados, pessoas em verde-amarelo, ora na roupa completa, ora só na camisa ou na blusa, às vezes em um simples lenço posto na cabeça, ou em uma simples pulseira ou, quando nada, nas nossas duas cores pintadas nas unhas ou no rosto. A sociedade regurgitava patriotismo.
Pena que tanta brasilidade escolha só acontecer de quatro em quatro anos.
Ah, se o espírito da Copa nos ocorresse todos os dias.
Ah, se ele se fizesse presente na recusa à corrupção, esse fruto travoso da empulhação que dá de goleada na verdade.
A derrota de hoje para a Holanda entristece, sim, mas não é nada. É contingência da competição.
Pior é a derrota de todos os dias, em que somos oprimidos pela verdade falseada e para a sem-vergonhice deslavada.


O Projeto “Movimento Samba na Fonte” organizado pelo movimento de compositores do RJ completou três anos de existência e já é sucesso absoluto nas rodas de samba carioca. o grupo surgiu em 2007 no clube dos fumangeiros na tijuca criado pelos compositores Aroldo César, Vantuir, Paulinho de Brito e Vagner Nascimento.
A idéia dos compositores vêem criando fãs e simpatizantes com uma forma diferente de tocar samba, o grupo Samba na Fonte estará lançando neste domingo seu quarto DVD com uma seleção de sambas inéditos não percam!
Data: 04 de Julho de 2010
Hora: A partir das 14hs
Local: Centro Cultural José Bonifácio
Rua: Pedro Ernesto 80 - Gamboa-RJ
Entrada 1kg de alimento não perecivel
Informações (21) 8171-3792 / 7599-6644


Fala-se muito em investimentos públicos, políticas sociais, distribuição de renda e outros benefícios. Mas, o que o governo realmente incentiva é a procriação! Talvez por que ache insuficiente o número de ovelhas do rebanho, ou então não tenha nada melhor pra proporcionar e só lhe resta iludir seus seguidores!
Tão pagando 1.500,00 reais (fora o bolsa-família) para cada gestação bem sucedida, ou seja, cada nova ovelhinha que vem ao mundo! Já saúde e educação de qualidade, são postergados e nunca passam de paliativos, ou simples temas de campanhas!
Podem fazer qualquer estudo que o resultado é certo: tudo neste governo incentiva um aumento da natalidade! O que deveria ser transitório e uma oportunidade para se sair da miséria, tornou-se um potencial e grave transtorno a médio prazo!
Quero ver algum cego defender isso, que não seja na galhofa!


MALOQUEIRO DA DEODORO
João Paulo era um rapaz irrequieto, depois colégio pela manhã, estudava até o entardecer; à noite saía pelas ruas da cidade em busca de aventuras, as empregadas domésticas eram seus alvos prediletos. Naqueles anos de juventude livre, leve e solta, namorada só dava a mão, tinha-se que recorrer às raparigas de Jaraguá ou às deliciosas empregadas.
Final da noite havia reunião da turma na Praça Deodoro onde os jovens contavam as aventuras do dia. João Paulo de imaginação fértil era excelente contador de história, aumentador da realidade, entretanto, os colegas gostavam de ouvir as histórias com pitadas mentirosas de João Paulo. No final de semana não perdia uma pelada na praia, depois um banho de mar, algumas cervejinhas geladas antes do almoço.
Seus pais moravam na Rua da Alegria, centro da cidade, tinham maior preocupação com o jeito de ser do filho, um divertido “maloqueiro” de uma generosidade infinita. Tinha o prazer em divertir os outros. Certa noite foi ao Cinema São Luiz, levava um embrulho, era uma galinha viva com bico amarrado, sentou-se em cima, no balcão.
Em certo momento de perigo no filme de cowboy, ele desamarrou a galinha com cuidado jogou-a embaixo, na plateia cheia. A galinha voou num escandaloso cacarejo. Parou a exibição, houve tumulto, gente correu com medo. Um guarda havia percebido João Paulo jogar a ave barulhenta, prendeu-o, só o soltou quando seu pai chegou. Nosso herói era um maloqueiro nato, entretanto, estudioso, alegre e generoso.
* * *
AMOR NO PRADO
João Paulo de estatura mediana, forte, cabelo penteado com gumex, era metido a conquistador, deixou um bigodinho crescer, tipo Clark Gable, um sucesso, as garotas suspiravam. Certo final de ano, a moçada freqüentava a festa de rua na Praça da Faculdade, bairro do Prado, foi lá que ele conheceu Rosa, ficou encantado com a morena bonita, vestida de renda e de chita, matuta de Quebrangulo, terra de Graciliano, estudava na capital.


Os times populares brasileiros de futebol não deram sua cota adequada de contribuição para que o povo desperte da ilusão de que tudo está bem. Mesmo com um futebol de baixa qualidade, conquistaram merecidamente os títulos em seus estados e com isto, provocaram euforia em quase metade da população nacional, que por alguns dias esquecem a falta de alimentação, saúde, emprego e esperança. Pessoas sem apoio social permanecem anestesiadas por quase um mês dando tempo ao governo para se arrastar mais um tempo sobre suas mancadas armadas. As festas pelas conquistas ainda ecoam pelos ares, alimentando a alma da população sofrida. O brilho dos campeões supera o perigo dos futuros apagões e falta de futuro para nossos jovens.
Já a seleção nacional, composta por jogadores que já estão bem estabelecidos na vida, mas são oriundos de regiões pobres e sofredoras (e ainda se lembram das dificuldades dos tempos da infância?), numa profunda demonstração de civismo, comandados por Dunga, abriram mão de disputar um título inédito na África, que poderia lhes render mais alguns milhares de dólares nos prêmios e atuaram de forma bisonha, para não correrem o risco de vencerem um torneio preparado pelos patrocinadores para colocá-los na final. Com isto, evitaram heroicamente, que o governo usasse o feito como mais uma realização social em prol da felicidade geral. O pé-frio oficial mais uma vez secou um esportista nosso.
Agradecemos a Dunga (o bravo comandante desta cruzada e que heroicamente peitou a TV Bobo) por não ter convocado os melhores, tentando nos impedir que chegássemos ao título da copa de 2010 e ajudando a aumentar a insatisfação popular, nos permitindo congregar forças para derrubar este sistema que nos asfixia e nos transforma em escravos das elites dominantes. Temos de torcer para que ele (ou o próximo técnico) dê continuidade a este caos esportivo para receber uma estátua tão logo tenhamos sucesso em nosso projeto de libertação da nação. Espero que não chamem o Luxemburgo. Se o chamarem, que não aceite, para não ajudar aos abutres no uso indevido do esporte para esconder suas sujeiras.
Já imaginaram a tragédia que poderia acontecer se a nossa seleção vencesse a copa em junho de 2010? Os jornais domesticados pelos poderosos patrocinadores que enriquecem à custa de nosso sofrimento eterno ficariam ocupados com manchetes relativas ao feito esportivo durante quatro meses alimentando uma campanha eleitoral apoiada apenas no sucesso esportivo. Seria lançada uma novela no horário nobre mostrando a vida do artilheiro que nos deu o título.
Neste período antes da farsa cívica, os abutres do poder terão que se empenhar para adulterarem as urnas (já treinaram no Senado) e montar os conchavos de fatiamento do que ainda resta do nosso sucateado patrimônio público.
Obrigado Dunga. Você fez sua parte com louvor. Seremos sempre gratos a você.
Não teremos de aturar pilantras desfilando em carros dos bombeiros enquanto a nação arde nas chamas da incompetência, da corrupção e da impunidade.


Considerando o grande futebol do Brasil que sempre encantou o mundo;
considerando o anseio de toda a nossa gente, que pediu por craques recusados sem qualquer explicação lógica;
considerando a neurastenia e o mau-humor do estranho Dunga, que pretendeu transformar uma equipe de futebol em uma brigada militar;
e, finalmente, considerando que a verdadeira seleção brasileira era totalmente outra,
PERGUNTO:
QUEM SAIU DA COPA FOI A SELEÇÃO BRASILEIRA OU A SELEÇÃO DO DUNGA?


Eu já falei anteriormente sobre o assunto, criticando severamente a falta de consideração das emissoras de rádios para com os seus ouvintes, no que diz respeito à veiculação exagerada de propaganda, o que termina influindo no “faturamento” do departamento comercial.
Claro que sabemos da necessidade das emissoras cobrirem sujas despesas e para tanto, a conquista de anunciantes é primordial. Agora para tudo tem limite.
O que vem acontecendo ultimamente é simplesmente absurdo. Até parece que se descobriu o “mapa da mina” com relação à publicidade no rádio.
Os horários esportivos, de uma hora para outra, ganharam um destaque nas programações das rádios, e como tal, tornaram-se aquilo que poderíamos chamar de “espaço nobre” para a propaganda.
O que se ouve no momento são os reportes que cobrem os clubes “dando o recado” na maior pressa possível, já que, os intervalos comerciais não permitem que se demore muito em repassar as informações.
E a variedade dos anunciantes é realmente impressionante. Aparecem na mídia: planos de saúde, loja de venda de pescados, organização bancária, fabricante de itens usados na construção civil, revendedora de veículos, estabelecimentos de ensino superior, fabricante de bebidas, revendas de motocicletas, operadora de celular, restaurantes e pizzarias, lojas de venda de peças para veículos, prefeituras municipais, detentoras de frota de táxis, lojas de material de construção, jogos lotéricos, fabricante de tintas, loja de material esportivo, motel, óleo lubrificante, consórcios de casa, carro, caminhões e ônibus, medicamento para distúrbios do fígado e outros que agora não me vem à memória.
Escutar uma transmissão esportiva nas emissoras que enfocam as partidas de futebol atualmente, é “verdadeiramente uma chatice”, já que o narrador fica a toda hora, repetindo um “chavão” que identifica o momento para a inserção comercial. Resultado: são tantas as vezes que ele se apresenta, que termina tornando a propaganda repetitiva e insuportável.
Se é nos horários chamados anteriormente de “resenhas esportivas”, a coisa fica bem pior. Os repórteres setoristas são impelidos a repassar as informações conseguidas de maneira a mais resumida possível, pois, os intervalos reservados para a publicidade, tomam quase todo o tempo do programa. Isto sem mencionar as inserções anunciando os programas que a própria emissora possui, ou ainda, o desplante que acontece depois que a vinheta anuncia o retomada do programa: o apresentador ainda é obrigado a ler alguns textos falando exatamente dos produtos dos anunciantes que há pouco tempo atrás já tinham sido veiculados, ou seja, é fazer os ouvidos dos daqueles que se encontram sintonizados com o programa em autênticos e verdadeiros “penicos”.
Ultimamente, deve-se ressaltar inclusive a inclusão – também de maneira exaustivamente repetida – da “cabulosa” propaganda política -, onde se observa uma falta de objetividade absoluta, servindo única e exclusivamente para “encher a paciência” do cidadão.
Está em tempo das direções artísticas das emissoras usarem a cabeça, e, em consonância com os departamentos comerciais, dividirem o tempo dos programas com uma melhor distribuição, racionalizando inteligentemente o “faturamento” conseguido através das inserções publicitárias na programação.


Tem culpa eu? O técnico Raymond Domenech, comandante do desastre francês na Copa do Mundo, apontou um culpado pela eliminação ainda na primeira fase dos vice-campeões do mundo: a… imprensa.
* * *
Consta que Raymond já foi sondado pra prestar assessoria ao governo petralha do Brasil e às organizações zisquerdistas nacionais, a fim de aprimorar a técnica de botar a culpa de tudo na imprensa.
Pelo menos é verdadeiro que já recebeu duas centenas de telegramas de solidariedade de comentaristas lulosos fubânicos, indignados de azia.


Onézimo Maia
Canto pra Tarcísio Maia
Porque sou Maia também;
Eu sou Maia e vivo mal;
Ele é Maia e vive bem;
Ele tem o que não tenho
Eu tenho o que ele não tem.
*
Você canta Portugal,
Canta França, canta Hungria
Mas se eu tirar a tampa
Do baú da putaria
Nunca mais ninguém dá fé
da sua sabedoria.
*
Fico feliz quando canto
Meus versos de improviso;
Os dedos chutando as cordas,
Os lábios com ar de riso;
Sopra o vento de repente
Raspando o chão do juízo.
*
Já vi whisky importado
Ter perdido pra Pitú
Saiba que um bacharel
Precisa de um papangu
Porque Monteiro Lobato
Cresceu com Jeca Tatu.
*
Doutor Aluizio Alves
Agora compareceu
Botou a mão no meu bolso
Vou ver quanto ele deu,
Do jeito que ele é vivo
Pode ter levado o meu.
*
O sapo tem muitas coisas
Mas nenhuma vale nada:
Tem couro e não dá baínha
Tem tripa e não dá buchada,
Tem sangue e não dá chouriço
Tem leite e não dá coalhada.


Acabo de ler uma matéria no site da Tribuna do Norte, de Natal, dando conta que a consultoria Crowe Horwath RCS lançou o estudo “Gestão do ativo estádio – Viabilidade econômico-financeira de estádios e arenas para a Copa de 2014″.
Segundo o levantamento, dos 12 estádios que serão construídos para a Copa de 2014, no Brasil, pelo menos sete podem se transformar em “elefantes brancos” depois do evento.
Os cálculos levaram em conta o custo das obras e o retorno anual e chegou-se à conclusão de que o capital investido não será recuperado nos próximos 20 anos.
Em resumo: é uma grande fria! E sendo uma fria, o capital privado não vai entrar nessa empreitada.
Pra quem irão sobrar os gastos? Para o governo, ou seja, para todos nós, que iremos bancar os lucros da FIFA, que venderá as imagens para o mundo inteiro, arrecadará bilhões, deixando-nos como herança a “imensa ventura” de nos tornamos os “felizes” proprietários de estádios deficitários, de inúteis elefantes brancos.
A mesma consultoria fez um comparativo com a média de torcedores nos estádios da Alemanha, que sediou a Copa de 2006, exibindo ao mundo magníficos estádios. Lá, a média de público em jogos de futebol gira em torno de 42.565 torcedores, contra 17.807 do nosso campeonato nacional, que, por sua vez, chega a ser inferior à média do campeonato japonês, que é de 19.278 torcedores.
Até aí, nenhuma novidade para nós. Nem mesmo a jogada eleitoreira de trazer a Copa do Mundo para o Brasil, em meio à crise financeira mundial, é novidade.
Há um ano, usamos o termo “elefantes brancos” para nos referir aos estádios que serão construídos para a Copa, em lugares de baixíssimo retorno, como os que são citados na matéria.
Certamente, em outras colunas, principalmente as de cronistas esportivos sérios, o assunto recebeu o mesmo tratamento.
Dissemos, em nossa coluna de então: “E por falar em elefantes brancos, há uma questão, da qual parece que pouca gente se deu conta. Da Copa do Mundo participam somente 36 seleções. Se isso for dividido por 12 sedes, teremos 3 por sede. Jogando entre is, teremos 3 jogos apenas, em cada estádio moderno que será construído, durante a fase inicial. Depois, no máximo um ou outro jogo de alguma etapa, dependendo da classificação dessas mesmas seleções.


Este é um recanto só de histórias, pequenas, médias, mini, humanas e animais, com ou sem lógica, delirantes, esquizofrênicas
e paranoicas, frequentemente subversivas, mas a maioria delas só quer mesmo é lhe entreter.
Eu ainda gritei “Maria, desgraçada, não vai abrir a porta?”. Mas a campainha tocou de novo, após algum tempo. Um toque leve, de gente educada. Maria deveria ter saído cedinho. Pra namorar, com certeza. Maria ia acabar engravidando, aos dezesseis anos, e a gente seria obrigado a devolvê-la à família no interior.
“Já vai! Espere um pouco!”, berrei lá de dentro. Estava nu, preparando-me para o banho que tomava, pontualmente, às oito da manhã. Meus dois filhos àquela hora já haviam iniciado o trabalho na oficina mecânica, no prédio vizinho. Eu, com meus direitos de coroa, sempre chegava atrasado. E a vontade era a de atrasar mais, a cada dia. Também, cinquenta e três no costado… Trabalhando desde os doze…
Quem seria, àquela hora? Vesti a camiseta que estava jogada sobre o cesto. Meio fedida. Dane-se. A inútil da Maria ainda não recolhera a roupa suja. E se um dos meus rapazes transasse com ela? Não, não, eles tinham juízo, e arrumavam mulher quando e onde queriam. Igual ao pai.
Devo ter aberto a porta meio no tranco. A menina, uns dez anos, sobressaltou-se. Que gracinha! Simpatizei com ela imediatamente. Rostinho redondo, cabelo curto, lourinha. Covinha só de um lado. Usava uma roupa meio estranha, larga, parecida com uma jardineira. Um tecido… amarrotado, como se fosse papel. Já não havia visto aquela criança antes?
“Desculpe, minha filha, se assustei você…”
“Não… não…”, ela fez, com um sorriso lindo. Olhou para mim com muita curiosidade, como se procurasse alguma coisa no meu rosto.
“Então diga, minha filha, que você deseja? Já sei… O carro do seu pai ou da sua mãe quebrou.”
“Não…”, ela balbuciou novamente, e era extremamente gracioso o jeito de articular a palavra. “Nada disso, eu só vim te ver, vovô.”
E logo depois consertou:
“Eu não deveria ter vindo, mas vim. Desculpe. Sabe, amo você. Olhei pra você agora e amei você… ainda mais! Já amava antes.”


Confesso a vocês que estou desolado.
Torci que só a porra pelo time de Dunga e fiquei frustrado quando o jogo terminou. Pelo menos foi um excelente pretexto pra tomar umas boas talagadas.
Não era pro Brasil ser eliminado agora.
O ideal é que fosse eliminado na semifinal. Ou mesmo na finalíssima.
Os efeitos do pé-frio sobre a seleção, depois de ser recebida em palácio, seriam melhor entendidos numa eliminação mais à frente.
Os estragos do azar sobre o time canarinho (ou azulzinho…) estão levantados de imediatos. Já os estragos sobre o Brasil, a gente contabiliza daqui a mais alguns poucos anos.


A seleção brasileira voltou pra casa porque o técnico Dunga comandou os jogadores na base do temor. O temor é irmão gêmeo do descontrole. Foi o que aconteceu quando o Brasil se viu em desvantagem no placar de 2 a 1. Descontrolou-se.
O técnico estabeleceu um regime disciplinar em que dominava a autoridade e não a cooperação. Em que imperava a força física e não o talento. Ele tentou substituir o tempero brasileiro, alegre, solto, por uma mistura pré histórica e anti cultural.
A falta de controle emocional de Felipe Melo, chutando um adversário caído, e de Robinho, irritadiço e exaltado, são a contra prova do estilo desatualizado do técnico.
As opções de Dunga foram sempre desatualizadas. Tanto do ponto de vista do clima psicológico, que o técnico não soube criar como espaço propício à participação construtiva. Ele optou pela hierarquia fria e anti brasileira.
Desatualizada também do ponto de vista tático, que o técnico não quis adequar ao legítimo talento criativo do jogador brasileiro. Ele escolheu a força física e pobre dos que, ao invés de jogarem, pisam os adversários.
O jogador brasileiro não teve chance na seleção de Dunga. Ronaldinho Gaúcho não foi convocado, Ganso ficou na lista de suplentes e Nilmar só entrou na agonia. A oportunidade da seleção de Dunga foi para uma natureza futebolística que não é a nossa.
A seleção de Dunga era a negação do Brasil. Porque o Brasil é descontraído, comunicativo, inventivo e imaginoso. Ele não admitia nada disso. Ele queria a ordem, a disciplina, o silêncio e a força física.
A maneira como Dunga agrediu jornalistas e como se isolava nas palavras mostrou que ele não tinha segurança na forma como conduzia o grupo. Porque o líder seguro é confiante. Não agride, dialoga, não ataca, tenta compreender para agir.
O descontrole é irmão gêmeo do medo. Foi o que viu-se na seleção. Restaure-se o espírito de Brasil, recupere-se o talento e a alegria. Seleção é cultura, não é ditadura.

Pra relaxar os “neuvos” num dia de jogo decisivo do Brasil.
A clássica composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira executada pela Orquestra Tabajara, do Maestro Severino Araujo.
O solista é Lorival Pereira no acordeon.
Música enviada pelo Padre Walter Jorge, de Pesqueira.


Indio da Costa, em seu primeiro mandato federal, supostamente foi escolhido por ser jovem e ter sido o relator do projeto Ficha Limpa, o que lhe daria uma boa imagem junto ao eleitorado. Uma jogada marqueteira simplória, pois sua história política não tem a menor consistência para alçá-lo ao segundo posto mais importante na hierarquia política do país.
Nem ele parece preparado para assumir a Presidência da República em caso de necessidade, que é, afinal, para o que servem os vice-presidentes no Brasil.
* * *
Este argumento, de que o rapaz não “parece preparado para assumir a Presidência da República”, é a coisa mais furada e longe da realidade que ouvi nos últimos dias.
Na república onde Lula é presidente e, mais ainda, consegue governar por dois mandatos, qualquer índio está apto a fazer o mesmo, sair ovacionado, com altos índices de popularidade e ainda eleger um poste para sucedê-lo.
Num país onde Calcinha Preta e Mastruz com Leite são ídolos do eleitorado, é até possível a volta do finado Jânio e do vivo Collor à presidência da nação.
De minha parte, eu curto imensamente viver num recanto de mundo onde o surrealismo faz parte da rotina nacional. Vou votar em Dilma e torcer para que ela seja eleita. Nada tenho contra a zorra e o deboche, desde que me deixem em paz pra tomar minha cana e relinchar de rir das antas.
É fantástico ser brasileiro!!!


NOSSO QUINTAL EM CANTORIA
APRESENTA MAIS UMA DUPLA DE REPENTISTAS:
GURIATÃ DO NORTE E JOÃO MARCOLINO
JUNTE-SE A NÓS NUMA TARDE POÉTICA!!!!!!
INFORMAÇÕES:(81)32286846
onde: NOSSO QUINTAL(ao lado da sede da CHESF)
DIA: domingo, 04 DE JULHO, 14h.
REALIZAÇÃO:

Mote do poeta Heleno Alexandre, glosas de Allan Sales.
A indústria do sexo movimenta
Cem bilhões de reais anualmente
Heleno é um parceiro valoroso com quem já pelejei pela internet muitas vezes, repentista de Sapé-PB, hoje mora em Fortaleza. Me mandou esse mote que eu glosei de forma edificante, depois fiz três roteiros de filme pornô em martelo agalopado, em seguida homenageio uma amiga que adora se masturbar vendo putaria na internet e,finalmente meu depoimento de minha experiência pessoal com filme de putaria.
A mostrar pelas telas as devassas
As mundanas também cabras escrotos
A indústria que tem perfis marotos
Por aí divulgando tais trapaças
Pra entreter as vulgares toscas massas
Com mau gosto seboso deprimente
O que tem na cabeça essa gente
Ao bom senso comum assim atenta
A indústria do sexo movimenta
Cem bilhões de reais anualmente
A mostrar toda forma bem bizarra
De transar e fazer só putaria
Exaltando fazer da sodomia
Empurrar esse lixo até na marra
A justiça daqui não lhes esbarra
Pra rolar putaria indecente
Deseduca demais adolescente
Essa bosta cruel torpe nojenta
A indústria do sexo movimenta
Cem bilhões de reais anualmente
primeiro roteiro cinematográfico: CAFÉ COM LEITE:


QUEM ACREDITA AINDA NA FSP (FORÇA SERRA PRESIDENTE)?

O jornal que emprestou seus caros para a Operação Bandeirantes, disfarçada de jornalistas, levar a cabo prisões arbitrárias, fuzilamentos sumários de detidos, conduzir os sobreviventes para tortura, para a desaparição, para a morte.
O jornal que considerou a ditadura militar – o mais ditatorial dos regimes, de imposição do terror, o mais antidemocrático – como a salvação do país, pregou sua realização, saudou a ruptura da democracia e a deposição de um presidente legitimamente eleito pelos cidadãos, apoio a ditadura, ajudou a escondeu seus crimes e, mais recentemente, chamou-o de “ditabranda”.
O jornal que publicou uma ficha falsa da Dilma em manchete de primeira página de um domingo. Pego em flagrante, nunca corrigiu sua brutal manipulação.
Uma executiva do jornal declarou que, dada a fraqueza dos partidos da oposição, a imprensa assume o papel de partido da oposição. Isto é, o jornaleco virou boletim de um partido opositor, os jornalistas não são mais jornalistas, todos eles militantes desse partido opositor. A direção, que nunca foi eleita por ninguém, mas designada pela família, o Comitê Central desse partido. O seu diretor, escolhido por seu pai para sucedê-lo na direção da empresa familiar, presidente do partido.
Suas pesquisas são pesquisas internas dos tucanos, feitas por encomenda e atendendo às penúrias do candidato-colunista do jornal, que passeia pela redação do jornal como pela sua casa, dá broncas no que não gosta, nomeia empregados, como a chefe da sucursal de Brasília, nomeada por ele, porque tucana e porque casada com publicitário – ex funcionário da Globo – que codirige a campanha derrotada em 2002 e agora em 2010.
Quem acredita nas pesquisas do Databranda?
Quem compraria um jornal usado da família Frias?
Que lê o Diario Oficial dos Tucanos, com todos os editorais cheios de pluma tucana da página 2?
O povo não é tonto. Com tudo o que eles dizem, apenas 3% aceitam seus argumentos e rejeitam Lula.
Ou será 0%, na margem de erro?
A derrota de Serra e seu vice de ocasião é também a derrota da imprensa das oligarquias familiares, da imprensa mercantil, da imprensa mentirosa e manipuladora, a derrota dos Frias, dos Marinhos, dos Mesquitas, dos Civitas e dos seus associados regionais e internacionais.
Daí seu desespero, daí sua depressão, daí mentiras como essa pesquisa encomendada pelos tucanos e em que nem eles mesmos acreditam.
Otávio Frias Filho (que ocupa o cargo por ser filho de Otávio Frias pai), seus parentes e militantes do seu partido, não conseguem mais ditabrandar em nome do país.
Prêmio Corvo do semestre para Otávio Frias Filho e sua trupe!


Ao recusar convite do programa de Miriam Leitão na GloboNews, Dilma Rousseff mostrou pouco apreço pelo debate de ideias.
* * *
Segundo Otacílio, a recusa tem tudo a ver com o preparo de uma que, no confronto, realçaria o despreparo da outra.
Ele só não me explicitou qual das duas seria a preparada.
Tenho uma leve desconfiança de que isto é sacanagem e discriminação contra nossa futura presidenta.


Mestre Papa
Veja ai o site, acho que o primeiro do género, de uma escola de 8 Baixos, em Caruaru-PE.
Além de tá bem feito, tem informação que só a gôta sobre o instrumento.
Vale conferir!
R. De fato, vale conferir.
Quem quiser conhecer, basta clicar aqui.
