3 julho 2010 FULEIRAGEM

PAIXÃO - GAZETA DO POVO

paixao112

CARLOS IVAN - OLINDA-PE

Santíssimo

Finalmente, foi obtida a primeira fotografia da alma humana. A foto foi batida exatamente no momento em que o espírito humano se desgrudava do corpo de uma mulher. No Centro Cirúrgico.

A paciente, Karin Fischer, de 32 anos, submeteu-se a uma operação para corrigir falhas de algumas válvulas do coração. A cirurgia foi realizada num hospital de Frankfurt, na Alemanha, sob a responsabilidade da equipe de cardiologia da unidade hospitalar, composta por 12 membros, entre médicos, enfermeiros e técnicos do mais alto gabarito.

Infelizmente, embora a cirurgia não fosse de alto risco, a paciente faleceu. Na mesa de operação, por causa de complicações imprevisíveis, apesar das várias tentativas de reanimação.

O fato surpreendente só aconteceu tempos depois, quando o diretor do Departamento de Divulgação Didática do referido hospital, professor Peter Valentin, foi revisar o rolo do filme, feito durante a intervenção cirúrgica para divulgação posterior no mundo científico. Rotina no campo médico.

Embora na sala cirúrgica ninguém tivesse percebido nenhuma anormalidade, além da linha reta na tela do monitor, registrando a morte da paciente, a surpresa estava numa das fotos.

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3 julho 2010 FULEIRAGEM

LUTE - HOJE EM DIA

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3 julho 2010 DEU NO JORNAL

A PROMESSA DE MARADONA

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ALEMANHA 4 X 0 ARGENTINA

3 julho 2010 FULEIRAGEM

CÍCERO - JORNAL DE BRASÍLIA

cicero71

CARDEAL HUYTAMAR – NATAL-RN

Papadunga Berto I

Eis a foto do novo veículo do ilustre ministro do STF Gilmar Mendes!

Sem mais comentários, tamo é “fú”! 

 

3 julho 2010 FULEIRAGEM

PAIXÃO - GAZETA DO POVO

paixao111

PADRE JORGE MACEDO - RECIFE-PE

PAPA”GOL” BERTO I :
 
Achei a frase genial e estou enviando para os seguidores da ICAS.
 
Saudações Icasianas

“Se você sentir a jabulani tocar nas suas coxas, relaxe: a vuvuzela já entrou!!!!”

3 julho 2010 FULEIRAGEM

BELLO - TRIBUNA DE MINAS

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A LUZ DO TÚNEL APAGOU

A maneira das elites governantes manterem o povo domesticado é simples: basta evitar que 95% da população tenham acesso à prática da educação e cultura de bom nível. Mantendo o rebanho ciente apenas das 4 operações aritméticas (excluindo números decimais, é claro) e de como se escrevem umas 50 palavras (excluídas as que possuam “ss”, “ç”, “x” e “ch” – crase, nem pensar) é o bastante para enganar os eleitores com notícias fantasiosas e picotadas.

A partir deste estágio fica fácil enganar por longo tempo a galera que só tem acesso às notícias por três meios:

a) Tele-jornais conduzidos por simpáticas estampas;

b) Manchetes de jornais pendurados nas bancas;

c) Rádios com programas conduzidos por locutores de boa dicção.

A Internet (ainda sem controle total por parte dos abutres) só atende 10% da população. Dentro deste universo, 40% a usam para fins profissionais. Pelo menos 50% usam para trocar fotos de artistas pelados, receitas para confecção de drogas, marcarem rachas e brigas nas ruas pela madrugada, troca de notas amorosas e enviar recados malcriados para clubes que perderam algum jogo de futebol. Pouco menos de 10% a usam para pesquisas sérias (escolares, culturais, turísticas) e articulação de comportamentos que possam cobrar ações das autoridades para elevar o padrão de vida comum.

Dominando estes três principais canais de informações, os gerenciadores públicos conduzem suas artimanhas escusas sem receio de levante popular. Quando um fato mais grosseiro escapa ao controle e chega a irritar o povo prejudicado, imediatamente geram um factóide inútil para atingir o emocional das mentes indignadas e acalmá-las com rapidez.

E o excluído que com sorte encontra um trabalho temporário de 12 horas por dia por um SM acredita estar bem “informado” quando toma conhecimento de um fato divulgado com o seguinte teor:

a) Musa do BBB ontem dormiu com garanhão louro usando calcinha amarela com detalhes em rosa (quem usava a calcinha?);

b) Atacante da seleção pode não jogar amanhã por que sua aliança de noivado ficou apertada em seu dedo (seria no dedo do pé?).

Tais notícias deixam a galera em alvoroço enquanto os mentores dos gabinetes tranquilamente dão andamento aos seus planos de aumentar suas contas bancárias em detrimento dos serviços públicos.

Então nos defrontamos com manchetes na página 1 do tipo (publicada no RJ em jun/2010):

POLICIAIS DA PM RECEBERÃO AUMENTO DE 70%!

Pronto! O povo passa a acreditar que nossos policiais finalmente terão um salário mais digno.

Mas a proposta real aparece com letras miúdas na 11ª. página: tal aumento será concedido em 48 parcelas a partir de jan/2011. Um percentual que talvez empate com a inflação mensal (camuflada por itens em deflação, como a bola de tênis, cujo preço caiu barbaramente depois do afastamento do esforçado Guga).

Se um bairro pobre é alagado mais uma vez depois de 45 anos de repetição, a mídia “alivia” a incompetência da Prefeitura com a manchete:

PREFEITO VAI CRIAR PISCINÃO PARA OS MORADORES DA FAVELA DO BARRO MOLE USANDO ÁGUAS PLUVIAIS! Tão bonzinho.

E assim o rebanho bem “informado” continua sendo conduzido para o pasto da miséria geral, localizado além do tal túnel desmoronado.

Onde já não brilha mais uma luz em seu fundo.

 

3 julho 2010 FULEIRAGEM

FAUSTO - OLHO VIVO

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AMIGO VENTO

Um forró bem gostoso de Tarcísio Capistrano, na interpetação mais gostosa ainda de Marinês e Sua Gente.

 

 

3 julho 2010 FULEIRAGEM

ELVIS - AMAZONAS EM TEMPO

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O MAIOR PODER

Diz a história bíblica que DEUS criou o homem e de sua costela criou a mulher. Será que foi isso mesmo? Tenho cá minhas dúvidas sobre se não foi da mulher que se fez a criação do homem. No seu ventre está a criação. Ou será que ambos criados ao mesmo tempo. Pelo que tenho observado nas escrituras e nos escritos da história da civilização, cabe ao homem, em todos os cenários, o papel de provedor e defensor da mulher, centro e laboratório da reprodução humana.

Ela é a transformadora dos ingredientes químicos e celulares da gênese humana. É a artesã de DEUS na execução de um dos mais, senão único, espetaculares mecanismos de construção da existência do universo. Não há nada que venha, tenha e faz de uma simplicidade à algo tão complexo como o ser humano, o seu corpo. Tudo se processa em seu ventre onde a vida toma forma, em uma espécie de moto continuo de nascer, renascer da espécie humana.

Ao olhar os altares de igrejas, sempre há ao lado do Senhor JESUS CRISTO, o filho de DEUS, imagens de santas. Não é comum, aliás raro, ter santos ao lado do Senhor, filho do Altíssimo, nos altares. Penso, se DEUS é amor, como acredito, não é dos homens que espera a mensagem ter obediência e observância. Não se vê essa mensagem nas intenções dos homens, raras exceções.

Posso até afirmar que ao se ajoelhar em uma igreja e fazer seus agradecimentos ou pedidos, o homem tem por motivo e objetivo o ganho material ou solução de problemas que envolvem o lado material da vida. Tal fato pelo lado das mulheres já não são representativos. Sua preocupação está voltada ao seu sentimento, a sua entrega afetiva, a família, a sua cria.

Então, o que levou a esse procedimento no transcorrer da existência humana? Creio que a resposta está na preservação, pela reprodução, da espécie humana. Os movimentos, tarefas da sobrevivência, eram bem definidas entre o homem e a mulher. As ações se enquadram na justificativa da criação “amai-vos e multiplicai-vos”. Não passa em qualquer mente sadia outra alternativa.

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3 julho 2010 FULEIRAGEM

WALDEZ - AMAZÔNIA JORNAL

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CARDEAL PAULO CARVALHO - RECIFE-PE

Pelé realmente era um craque

Com exceção do Garrinha, os outros Maradona, Cristiano Ronaldo, Ronaldo”s, etc, são meros figurantes.

Não há comparação

3 julho 2010 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA - JANGADEIRO ONLINE

newtonsilva90

É HOJE ! - CANTORIA E CARDEAL ZELITO EM PETROLINA !

violeiro20america20

3 julho 2010 FULEIRAGEM

PELICANO - BOM DIA

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INSTANTE ESPORTIVO

NA PRIMEIRA PROVA DO VESTIBULAR, DUNGA LEVOU “BOMBA”

 

Acabou a agonia !

O Brasil agora volta à normalidade, seguindo o curso normal da vida cotidiana, com tudo funcionando “magiclic”.

A grande verdade amigos, é que, “foi bom enquanto durou”…

Nas discussões em roda de amigos, você identifica toda sorte de posicionamento, com os prós e os contras naturais de um assunto polêmico como é o futebol.

Dizíamos sempre quando encontrávamos oportunidade para tal, que o “aspirante técnico” Dunga, usou relativamente do bom senso para fazer as convocações que fez. Afinal, o grupo idealizado por ele, mostrou uma certa competência em todas as disputas que antecederam a Copa do Mundo.

Porém, nas disputas da Copa do Mundo a “coisa muda de figura”. É preciso uma série de condições para suportar a “avalanche psicológica” que a mesma exerce sobre as seleções disputantes.

Já no sorteio dos grupos, os “achólogos” mais crentes, não deram a mínima importância para tudo aquilo que compreende a fase preliminar até chegar à seqüência das oitavas de final. Os mais ousados, já antecipavam a chegada da seleção “Canarinho” à final do Campeonato Mundial de 2.010.

A imprensa, como sempre, se encarregou de “encher a bola” de uns, e “encher a paciência” do treinador-senior sempre que possível.

Não precisava ser “expert” em futebol para se deduzir que, mesmo tendo utilizado a lógica, Dunga não possuía uma equipe com a competência da criatividade. E na falta dela, certamente estaria sujeita à se engasgar facilmente com uma mosca.

Nos jogos com seus pares de grupo, a performance até que mostrou-se merecedora de boas referências.

Entretanto, a todo instante, o “fantasma do vestibular subseqüente” sempre deixava uma margem de dúvida quanto à capacidade de enfrentamento da seleção brasileira. Em todas as competições que disputou – logrando êxito em todas – não existia a magia e o responsabilidade da representatividade que aflora nos Campeonatos Mundiais. É exatamente na fase preliminar, que os jogadores diferenciados mostram todas as suas qualidades, muito embora não foi difícil prognosticar que esta Copa da África do Sul, foi a que apresentou um índice técnico baixíssimo, e por isso, aqueles jogadores que vieram precedidos daquela fama que identifica os diferenciados, deixaram muito à desejar no quesito “produtividade”.

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3 julho 2010 FULEIRAGEM

IQUE - JORNAL DO BRASIL

ique112

3 julho 2010 A PALAVRA DO EDITOR

EXISTEM PAJACARAS MAIORES E MAIS GROSSAS

No primeiro dia deste mês fiz aqui uma postagem,  intitulada “No Furico dos Canhotos”, dando notícia do tamanho da pajaraca que enfiaram no fiofó do PT de Pernambuco, quando foi imposta a candidatura do reaça Joaquim Francisco, figura de proa do extinto PFL, ex-prefeito do Recife e ex-governador do estado, um daqueles nomes que, ao ser pronunciado, provoca desmaios e faniquitos na militância zisquerdista.

Um cara lisa lulo-petista, postou esta lindeza de comentário:

Caro Berto, se Joaquim quis não havia como recusá-lo. A política está passando por uma forte reconfiguração. Todo mundo está passando uma esponja no passado. Se Joaquim Francisco não faz restrições a Lula, Dilma e o PT ele também mudou profundamente. Tudo no mundo passa: a cegueira ideológica, a tesão partidária e até uva. É lógico que não vou atirar pedras no distinto, mas só lhe pedir que não vista mais aquelas camisas amarelas de péssimo gosto. Que use pelos menos camisas azuis!

Num é uma graça a desenvoltura dessa turma? Agora me digam se eu tenho ou não razão de ter orgulho da patota que faz ponto nesta gazeta da bixiga lixa.

Todavia, pra não deixar meu final de semana sem graça, li na imprensa uma declaração arretada de um petista da alta roda, o Sr. Rafael Rocha, que ocupa o pomposo cargo de Secretário Agrário do PT em Pernambuco.

Leiam o que ele escreveu:

Definida a opção política de aceitar a composição da 1ª Suplência com o Ex-Governador Joaquim Francisco, o companheiro Humberto Costa descarta de uma vez por todas a reaproximação da militância do PT em sua candidatura. Sem delongas acerca da sua trajetória política, Joaquim Francisco sempre carregará em sua história um passado na contramão dos ideais da classe trabalhadora.

Aceitar caminhar ao seu lado revela um enfrentamento ideológico com a militância nunca visto na história do PT em Pernambuco. Uma imposição atípica e desconexa com a formação política que construímos ao longo desses 30 anos. As lágrimas derramadas com a sua absolvição na Justiça foram substituídas pela irresponsabilidade de uma composição com um dos principais ícones do campo político que sempre defendeu a sua condenação.

A surpresa com a escolha trouxe com ela um sentimento de indignação e descontentamento inclusive daqueles que participaram ativamente na construção do nome do companheiro Humberto Costa ao Senado. Um paradoxo ideológico que entendo como insuperável.

Um dos pontos altos do pronunciamento é a expressão “classe trabalhadora” que ele usa pra definir a cumpanherada do cordão encarnado. Ri pra caralho!!!! “Classe trabalhadora”! Esta foi ótima!

A outra expressão é “paradoxo ideológico insuperável”. Com esta quem riu, e riu muito, foi o Presidente Lula.

Vou passar o sábado e o domingo relinchando de pena e tristeza, com uma dó imensa do desolado secretário agrário mas, ao mesmo tempo, tentando consolar a petralhada ao lembrar que no Maranhão a pajaraca foi maior que a de Pernambuco mais ou menos umas 14 polegadas.

Aguentem sem chorar, meus caros. Se vocês ficarem de quatro e arreganharem a bunda bem arreganhada, puxando cada banda dos glúteos com as mãos, a bimba entra com mais facilidade. Relaxem e gozem. Poderia ter sido maior.

Reação do Presidente Lula quando tomou conhecimento de que um secretário do PT de Pernambuco falou que se aliar a um reacionário da direita é “paradoxo ideológico insuperável”; quando esta foto foi feita, estavam ao lado do Presidente os políticos José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros e Romero Jucá; todos cairam na gargalhada junto com Lula

 

 

3 julho 2010 FULEIRAGEM

XALBERTO - CHARGE ONLINE

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3 julho 2010 DIVANE CARVALHO

MEU BRASIL, BRASILEIRO…

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Tanto estardalhaço com a lei da Ficha Limpa pra nada. O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, a primeira inelegibilidade resultante da nova legislação quando o ministro Gilmar Mendes determinou que a Justiça Eleitoral não pode negar registro de candidatura do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) à reeleição com base nas restrições da Lei da Ficha Limpa. 

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos de inelegibilidade da condenação imposta ao senador pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Fortes foi condenado em uma ação popular por conduta lesiva ao patrimônio público. O senador teria usado a publicidade da prefeitura de Teresina para se promover quando era prefeito da cidade entre 1989 e 1993.

O político virou alvo da Ficha Limpa porque a norma torna inelegíveis as pessoas condenadas, por órgãos colegiados, por crimes como improbidade administrativa e uso da máquina pública para promoção pessoal. Antes da lei, somente se tornavam inelegíveis políticos com condenação definitiva na Justiça.

A decisão de Gilmar Mendes suspende a inelegibilidade de Fortes até que a 2ª Turma do STF conclua o julgamento do recurso interposto pelo senador, suspenso em novembro de 2009 por um pedido de vistas  do ministro Cezar Peluso. O julgamento foi retomado no dia 26 de janeiro. Informações da Agência Brasil.

 

3 julho 2010 FULEIRAGEM

CLÉRISTON - FOLHA DE PERNAMBUCO

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MINHAS BOTAS CANGULEIRAS (*)

jeep

Nos idos de 43/45, no auge da presença dos sobrinhos do Tio Sam em Natal - os “galegos” como os chamávamos –, entre os meus quatro e seis anos, quando tudo era novidade até mesmo para os adultos, tomei muita Coca-Cola, masquei muito chiclete daquele fininho e comprido e vi muita gente grande tomando cerveja em lata e fumando “Camel”, “Phillips Morris”, “Lucky Strike”. Dos maços de cigarro vazios, fazíamos as “notas” para apostar biloca nos quintais vizinhos.

Como meu pai e um irmão mais velho trabalhavam em Parnamirim Field, não faltavam as “cocas”, de segunda ao sábado de meio expediente. Geladeira nesse tempo era coisa de rico. As garrafas escuras, meu Pai as trazia, seis ou mais, do “Campo”, quase anoitecendo, bem acomodadas sob muito gelo e serragem, num depósito de madeira com alça. Rafik de “Seu” Izidin (Nagib) da bodega, Doca de “Seu” Ruben (Câmara) da “Saúde” e Zelinho de “Seu” João (Vasconcelos) da Padaria Natal, olhos pidãos, pigoravam, quase todo santo dia, a tal novidade “made in USA”, fabricada na própria Base Aérea, e bebiam, satisfeitos, arrotando a cada gole, pelo menos um copo. Era uma festa na rua Felipe Camarão, ali bem perto da Junino Barreto!

Washington, o mano mais velho – que deixara o emprego na “Força e Luz” e o Sindicato dos Eletricitários com um companheiro de diretoria chamado Jessé Pinto Freire –, era o Pagador-Geral do pessoal civil de Parnamirim, conhecendo deus e o mundo: brasileiro paisano ou fardado, de soldado raso a general americano. Falando fluentemente inglês, nos dias e horas de folga, apesar dos renovados protestos de mamãe, farreava adoidado com os gringos, competentíssimo cicerone, “guia turístico” de largos conhecimentos em uma Natal de apenas uns 50 mil habitantes, até antes da guerra uma aldeia provinciana e quieta.
    
O “pacote”, em geral – pude saber, anos depois, já taludo -, além dos meretrícios mais manjados, o “baixo” (XV de Novembro, Beco da Quarentena, Bica da Telha e Rua São Pedro) e o “alto” (Maria Boa, Maria de Josino, Rita Loura), circunavegava também pelo Grande Ponto, Tavares de Lira, Canto do Mangue, Grande Hotel, Lagoa do Bonfim, Macaíba, São José e – pasmem todos – Fernando de Noronha! Para o tour no arquipélago, chegava a patota a requisitar, nessas “missões”, B’s25 (Parnamirim-Noronha-Parnamirim) e hidroaviões Catalina (Rampa-Noronha-Rampa). As desculpas (amarelas) para tantos deslocamentos eram as mais diversas: pagamento do pessoal civil, checagem de equipamentos e instalações, inspeções, e o escambau.

Nessas esbórnias todas por Natal e adjacências, à exceção de outra rota aérea Rampa-Lagoa do Bonfim-Rampa, os traslados terrestres eram todos cumpridos por jipes. Raramente em “carros-de-praça” (os táxis de hoje), usados tão-somente quando as girl’s friend’s (leia-se piranhas) exigiam maior discrição e comodidade. Parnamirim, a incipiente Vila de então, obviamente, face à proximidade dos chamados “escalões superiores”, era descartada de toda essa azáfama turística.

Saudades do meu irmão Washington ! Em um desses seus dias de guia irresponsável, chegou lá em casa, de-meio-lastro-a-queimado, na companhia de um aviador americano do tamanho de um bonde, galego rosagá, suado como os seiscentos. Levou-me e a Netinho, um ano mais velho do que eu, à oficina de um seu amigo na Travessa Aureliano, na Ribeira. Em meio ao alvoroço do estabelecimento, cheio de operários e clientes, “Seu” Edísio, o inventor das famosas flying boots, ajoelhado e risonho, tirou-nos as medidas, riscando sobre uma cartolina, um a um, os contornos dos nossos pés descalços.

Uma semana depois, sob os olhares mansos e risonhos de Othoniel e Maria, posávamos, na Praça Pedro Velho, para a Laica de Washington. Nas canelas finas, brilhando mais do que espinhaço de pão doce, as famosas “botas dos americanos”, tão canguleiras quanto eu – que nasci na rua Ferreira Chaves, Ribeira velha de guerra…

(*) Comedor(a) de “cangulo” (acará-mocó, acaramuçu, acarapicu, acarapucu, fantasma, maracuguara, piraaca, cangurro.). Diz-se de coisa e/ou habitante, nascido ou morador, do bairro da Ribeira, em Natal.

3 julho 2010 FULEIRAGEM

JUSCILAN - CHARGE ONLINE

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NOGUEIRA NETTO - BELO JARDIM-PE

Estou vendo nos colarinhos brancos
Muita roupa encardida pra lavar

Seus papéis endeusados não arranco
São atores de mesmo figurino
Genuíno não é tão genuíno
Itamar nunca foi um homem franco
O castelo que fez Castelo Branco
Foi a força expulsando João Goulart
Através de um golpe militar
Que só fez inocentes sofrer trancos
Estou vendo nos colarinhos brancos
Muita roupa encardida pra lavar

www.nacaocultural.pe.gov.br/elisan13

3 julho 2010 FULEIRAGEM

HERINGER - CHARGE ONLINE

jjhh

FRASES QUE MARCAM

Vida feliz consiste na tranqüilidade da mente” Dedução do filósofo romano Marco Tulio Cícero, uma das mentes mais abertas da Roma antiga, quando defendia a sua lógica sobre o humanismo.

Lógica que retrata a atualidade brasileira, onde se percebe que o povo não tem felicidade, justamente por falta de saúde. Por desleixo do poder público.

O SUS – Sistema Único de Saúde é um programa que ainda não vingou. Não deu o recado que a sociedade espera. Não resolveu os problemas para os quais foi lançado.

O pessoal contratado nos órgãos de saúde da rede oficial é precário. Não atende as necessidades. Envereda pelo repasse de recursos à rede privada, cujo montante vem crescendo constantemente, em detrimento de investimentos nos hospitais públicos que não são feitos como manda a Constituição.

O SUS foi regulamentado pela Lei 8142, de 1990. Surgiu para eliminar as desigualdades na assistência à saúde da população.

O objetivo é obrigar o atendimento público gratuito, a qualquer cidadão. Independente de posição social.

Antes do SUS, competia ao Ministério da Saúde dedicar-se apenas a prevenir doenças. Aplicar vacinas. Prestar assistência médico hospitalar aos indigentes. Pessoas desprotegidas pelo antigo Inamps – Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social.

Na década de 80, aconteceu um fato curioso. A União reduziu drasticamente as suas despesas com a saúde pública. Passou a bola para os estados e municípios que tiveram de assumir os gastos. Embora não apresentassem condições financeiras para arcar com tamanha responsabilidade.

A solução pra evitar a falência, principalmente, das prefeituras foi criar o SUS. O financiador do serviço. Definir os recursos que a União deve repassar aos estados e municípios, a fim de evitar os naturais desvios de verbas para setores diferentes, estranhos ao setor saúde.

É justamente a falta de controle na distribuição de verbas que provoca a precariedade dos serviços no âmbito do SUS. Deixa as comunidades dependentes apenas dos despreparados prontos socorros e maternidades do governo para cuidar da saúde.

Basta ver a superlotação, a carência de remédios e equipamentos, a diminuta quantidade de leitos de UTI e, especialmente, a falta constante de médicos e de pessoal especializado nos hospitais públicos para constatar a deficiência do programa. 

Dado margem para tecer criticas contra a constante deficiência.


3 julho 2010 FULEIRAGEM

FERNANDES - DIÁRIO DO ABC

mdda

JANICE LEITE - RECIFE-PE

papito

publique essa que me mandaram ontem

né ótima?

R. Publico porque aqui eu boto no ar tudo que os leitores mandam.

Mas fique sabendo que não gosto quando esculhambam com minha candidata.

* * *

Por influência da “JABULANI”, com um pequeno toque tupiniquim, vejam o que nos espera para breve.

Vade retro!!!!!

 jjbb

JABIRACA, uma mistura de jabuti com jararaca.

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência.

Chuta com força p’ra bem longe!


3 julho 2010 FULEIRAGEM

J. BOSCO - O LIBERAL

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TIRO PELA CULATRA

Nacionalismo exacerbado, tipo “a pátria de chuteiras”, é prática fascista, típica das ditaduras. Agora, tem muito democrata por aí (eu mesmo conheço uma tulha) gozando com a cara (que é mesmo muito gozada) do Kim Jong da Coreia do Norte, mas que, na época da ditadura militar, exibia orgulhoso um baita adesivo colorido no para-brisa do carro: “Brasil. Ame-o ou deixe-o.”

Eu era contra a ditadura. E os ditadores queriam que o Brasil ganhasse a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, pra eles dizerem que tinha sido graças a eles (como disseram em 70). Nessa história, eu estava do lado dos mocinhos, dos patriotas, dos que lutavam pela democracia. Os militares eram os vilões, os bandidos, os kim jongs da parada. Pra ser contra eles, eu e meus amigos torcíamos para que a seleção brasileira perdesse, certo? Quase.

O general Ernesto Geisel era o milico da vez na Presidência da República. Já tinha quase dois anos que eu e minha mulher tínhamos nos mandado daqui (não por falta de amor ao Brasil, como pretendia a ditadura, tanto que voltamos). Morávamos na Inglaterra (onde vivemos por quatro anos).

Pra descolar uma grana, eu tava dando uma de caseiro. Limpava e tomava conta da casa de um armador grego, Sr. Voutira, que tinha ido passar férias em sua terra natal, Salônica, na costa do Mar Egeu. A casa ficava no bairro mais charmoso de Londres, no alto de uma colina que dava para o Hampstead Park. Tinha quatro pavimentos, incluindo sótão e água-furtada. Vários televisores em cores, enormes, os maiores da época. Portanto, a comunidade “brasileña” decidiu logo onde ia assistir aos jogos da Copa: “Na casa de Joca.”

De brasileiros, mesmo, só a gente (Sueli e eu), Solange e Roberto Rosa Borges. Os outros eram “brasileños”, como diziam eles próprios de brincadeira: um casal “uruguajo”, Myrta e Julio; um peruano (“El último inca”, como o apresentava Julio) e uma garota, cantora, das Ilhas Canárias (“La canarita cantante”, como a chamávamos).
 
As seleções sul-americanas na Copa: Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Ditaduras de cabo a rabo. Nossa combinação era não torcer por nenhuma delas. “Nem que la vaca tussa”, sentenciou Roberto em bom portunhol. Aliás, se ali estávamos, era para torcer contra. Pois, sim!
 
Nos dois primeiros jogos do Brasil, até que nos safamos bem. O retranqueiro Zagalo arrancou dois empates: zero a zero contra a Iugoslávia e Escócia. Contra o Zaire, o Brasil meteu três. Aí, eu, mesmo, só consegui me segurar nos dois primeiros gols. No terceiro, abri o berreiro: “gooooool!” Os “uruguajos” se livraram logo da agonia: a seleção deles não passou da primeira etapa. A da gente, não. Foi em frente. Agonia lenta. E tendo que encarar a Argentina na segunda fase.

Apesar de Perón (que tava morre, não morre) ser presidente eleito, todos nós o tínhamos na conta de caudilho e ex-ditador.  Além do mais, torcer pela Argentina, aqui pra nós, era querer demais dos “brasileños”. Liberamos geral. Torcemos pelo Brasil e a torcida valeu: dois a um em cima da Argentina.

Até que a laranja mecânica holandesa nos esmagou, com direito a gol de Cruyff e tudo. Aí, veio a Polônia e jogou a pá de cal. Do quarto lugar brasileiro, em 74, nenhum milico ousou jactar-se. Aliás, nem aqui nem alhures. Todos os ditadores sul-americanos, Pinochet, Bordaberry, Geisel e Isabelita (viúva e vice de Perón), dançaram. E com todo o parrapapá que eles tinham armado em torno de suas seleções, indicando técnicos e, até, escalando jogadores, os tiros saíram pelas culatras de suas velhas garruchas.

Na sua crônica política da última segunda-feira, aqui mesmo no JC, disse Ricardo Noblat: “um dos encantos do futebol é que nem sempre vence o melhor”. E nem sempre vence a inteligência, digo eu. Agora, uma coisa é certa, né, Noblat?: “Trocar a beleza por resultados é conspirar contra o amor pelo futebol”.

Nota: em função do prazo de fechamento da página, esta crônica foi escrita antes do jogo de ontem, Brasil e Holanda.

* * *

Crônica publicada originalmente no Jornal do Commercio em 3 de julho  de 2010

3 julho 2010 FULEIRAGEM

AROEIRA - O DIA

aroeira114

GLOSAS

chuteiras

Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras

(mote e glosas de Allan Sales)

I
Meu Brasil pra mim é mais
Que marmanjos pebolistas
É Brasil que faz conquistas
De feições mais culturais
É Brasil, Brasil demais
Nossas faces brasileiras
Dessas gentes que guerreiras
É Brasil de era futura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras

II
É Brasil de educador
É Brasil inteligente
É Brasil bem diferente
Vida de trabalhador
Braço de agricultor
E das mãos que tão obreiras
É Brasil lindo das feiras
Cuja alma assim fulgura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras

III
Que se danem os venais
Mercenários desportistas
Dirigentes vigaristas
E TVs comerciais
Dos Galvões tão guturais
Exalando só leseiras
Puxas saco dos teixeiras
Cartolagem obscura
Muito além dessa cultura
Patriotária de chuteiras

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3 julho 2010 FULEIRAGEM

SPONHOLZ - JORNAL DA MANHÃ

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3 julho 2010 DEU NO JORNAL

UM TEXTO DE ADAUTO SUANNES

CAIXINHA DE SURPRESAS

A vida é, efetivamente, uma caixinha de surpresas, pois os acontecimentos nem sempre surgem como e quando nós esperávamos que ocorressem.

Veja se não é.

Conheço uma senhora, casada, mãe de dois filhos, que nos conta que, jovem ainda, dirigindo um automóvel, provocou colisão dele com outro veiculo, dirigido por um belo rapaz. Saiu ela do seu automóvel chorando, argumentação em que as mulheres são mestras, quase sempre com resultado favorável a elas. O fato é que o rapaz consolou-a, não só naquele como em outros dias e, atualmente, é o pai do casal de filhos acima referido.

Certo deputado estadual, que me honra com sua amizade, quando solteiro, morava em um apartamento onde, como seria natural, reunia de vez em quando amigos e amigas. Quando a reunião avançava no horário, a bela síndica tocava a campainha, pedindo moderação, pois alguns vizinhos estavam a reclamar do barulho. Lá pela terceira ou quarta vez, ele sugeriu à síndica que discutissem o assunto no dia seguinte, durante o jantar. Ou porque um só jantar não foi suficiente, ou porque houvesse outros assuntos a tratar, foram eles multiplicando-se e hoje eu cruzo com o simpático casal no elevador do prédio onde moramos, levando eles no colo uma bela menina de olhos verdes.

Os esportes, por pertencerem à atividade dos seres humanos vivos, não poderiam deixar de incluir-se na tal caixinha.

Veja se não é.

Uma partida de tênis costuma durar, no máximo, 3 horas. Recentemente, em Wimbledon, uma partida dessas durou inimagináveis 11 horas, com o placar também inimaginável de 78 a 80 no derradeiro set. Surpreendente, não?

Quando eu jogava basquete, lá se vão décadas e décadas, houve uma partida final entre dois clubes cujos nomes me escapam. O clube A precisava ganhar por 6 pontos ou mais para sagrar-se campeão. A partida aproximava-se do final e ele ganhava por apenas 2 pontos. Um de seus jogadores, talvez instruído pelo técnico, fez uma cesta contra, empatando a partida. Houve a prorrogação e o clube B foi derrotado por mais de 6 pontos de diferença.

Segundo nos conta Eduardo Galeano, na Ucrânia há uma estátua para registrar um fato insólito. Em 1942, plena ocupação alemã, o Dínamo de Kiev foi “convidado” a disputar uma partida de futebol contra uma equipe alemã, no estádio local. Mesmo advertidos pelo treinador, que pressentia que os nazistas não engoliriam fácil uma derrota, os jogadores locais empenharam-se para valer, vencendo o jogo. Em consequência, “los once fueron fusilados con las camisetas puestas, en lo alto de un barranco, cuando terminó el partido”, registra Galeano.

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