5 julho 2010 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA - O POPULAR

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5 julho 2010 DEU NO JORNAL

UM TEXTO DE ANATÓLIO JULIÃO

OS DONOS DA TRAGÉDIA

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“A alma nasce velha e se torna jovem. Eis a comédia da vida. O corpo nasce jovem e se torna velho. Eis a tragédia da alma.” Oscar Wilde.

Em Pernambuco a tragédia tem donos. O candidato chapa-branca ao governo do Estado, Eduardo Campos e o seu padrone, o Presidente Lula, dela se apossaram para fazer campanha eleitoral, literalmente na lama.

As tragédias causadas pela chuva são recorrentes em Pernambuco, resultado da omissão de sucessivos governos que preferem distribuir minguados paliativos aos flagelados de que encetar políticas públicas de prevenção e correção do meio ambiente que se antecipem às mesmas.

Diante do flagelo, anunciaram um bilhão para socorrer as vítimas, depositaram pouco mais de 100 milhões na conta do Governo do Estado e repartiram – vergonhosa esmola – cerca de quatro e meio milhões de reais entre dezenas de prefeituras, em valores que oscilam entre duzentos e trezentos mil reais.

Para iludir ainda mais os incautos, liberaram o crédito, o FGTS e o 13º para as vítimas, sabendo que o comércio deixou de existir, a maioria não tem FGTS e, para os poucos que tem emprego regular, comprometer agora o 13º significa, tão somente, garantir a penúria de dezembro.  Tergiversar tem sido o modus operandi do Governo Federal.

A inovação, introduzida pela administração “socialista”, foi a performance rocambolesca no cenário dos acontecimentos. Helicópteros, soprando lama em todas as direções, aterrissando no epicentro dos acontecimentos, os “reis dos pobres”, em desengonçadas botas de borracha, caminhando, com pés de cromo alemão, no meio da pobreza para mostrar o seu compromisso com o povão, o rabo de olho sempre checando para ver se as câmeras do guia eleitoral não perdiam um detalhe sequer dos atos de salvação.

Falo, porque já vivi a experiência.

Em 2005, fui escalado pelo então Secretário Executivo da AMUPE, Dr. Jesus Ivandro, para percorrer os municípios devastados pelas chuvas, da Zona da Mata ao Sertão, e elaborar um relatório circunstanciado sobre os estragos encontrados que servisse para embasar as declarações de estado de calamidade ou de emergência das cidades.

Do distrito de Natuba, em Vitória de Santo Antão, cuja exuberante produção de hortaliças tinha sido lavada pela enxurrada, passando por Gravatá e Chã Grande onde o rio destruíra, respectivamente, a Ponte do Comércio e um pontilhão de ferro, ao município de Floresta onde, alagada, a vegetação da caatinga tinha-se convertido em bizarro mangue, até Carnaubeira da Penha, onde não consegui entrar porque o riacho que cruza a rodagem de barro, enfurecido, corria com ares de Tocantins, enfim em todos os rincões do Estado, a devastação foi de cortar coração.

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5 julho 2010 FULEIRAGEM

CLAYTON - O POVO

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O TEXTO DE ARNALDO JABOR QUE O TSE OBRIGOU A SER RETIRADO DO SITE DA CBN

Exprimir impressões atualmente nesta “Ilha da Fantasia” apelidada de Brasil, passou a se constituir e a se transformar em situação incômoda para Sua Majestade Luiz Inácio 51 – Primeiro e Único e para os seus vassalos.

E quando a coisa “não agrada” ap “reizinho”, os “xeleléus” se encarregam de acionar os meios para impedir – principalmente direcionados à imprensa escrita – de escancarar as verdades para quem quer que seja.

Neste particular, Arnaldo Jabor é PHD e consegue passar para o papel, uma linguagem fácil de ser compreendida – menos pelos “paladinos de plantão”.

Transcrevo a seguir – na íntegra – a matéria que já está na grande rede, permitindo aos que não possuem meios para “navegar” na Internet, a oportunidade de tomar conhecimento deste magnífico texto.

* * *

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE (Arnaldo Jabor)

O que foi que nos aconteceu?

No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,’explicá veis’ demais.

Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas.

Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!! !!!!!

Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada! !!!!!!!

Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!!

Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo !!!!!

Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz !!!!!

Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de ‘povo’, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações ‘falsas’, sua condição de cúmplice e Comandante em ‘vítima’!!!!! 

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5 julho 2010 FULEIRAGEM

REGI - AMAZONAS EM TEMPO

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VESTIBULAR NO SERTÃO - PRAZO PARA PAGAMENTO FOI PRORROGADO

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Prazo para pagamento das inscrições no Processo Seletivo e Vestibular Instituto Federal é prorrogado até quarta-feira

O Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano – IF Sertão-PE campus Ouricuri informa que prorrogou o prazo para o pagamento da taxa de inscrição no Processo Seletivo vestibular para entrada no segundo semestre de 2010.

A data limite para realizar o pagamento da taxa passou a ser a quarta-feira, 07 de julho de 2010, e está aberta apenas para os candidatos inscritos até 27 de julho, quando o período de inscrições foi encerrado. Os valores correspondentes às inscrições são de R$ 20,00 para os cursos subseqüentes em Agropecuária e Edificações, com duração de dois anos, e R$ 60,00 para o curso superior de licenciatura em Química, com duração de quatro anos.

As provas serão aplicadas no dia 18 de julho para os subseqüentes; e 18 e 19 de julho para os superiores

Para pagamento da taxa, os candidatos já inscritos devem acessar o site www.ifsertao-pe.edu.br, entrar na página de inscrição e emitir o novo boleto com a nova data . O pagamento só pode ser feito nas agências do Banco do Brasil.

5 julho 2010 FULEIRAGEM

ALVES - CHARGE ONLINE

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MÃE MARIA MANSUR

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Existem os que, definitivamente, não gostam de hospitais. E isso é algo perfeitamente explicável, por algumas circunstâncias que o ambiente dessas casas de saúde traz em si.

Eu, por exemplo, tenho inúmeros motivos para odiá-los, por ter passado horas difíceis dentro deles, e a cada lembrança da parafernália de uma UTI, meu peito se fecha, meu coração diminui de volume, um nó se instala de entremeio a goela e o bucho e uma pressão nos olhos só não explode em lágrimas em virtude da minha teimosia em seguir o conselho do meu velho pai, dizente de que homem que é homem não chora.

Adianta não. Eu acabo sempre chorando.

Se choro for o único machômetro existente e disponível no mercado, eu devo ser a ovelha negra de todos os paraibanos conceitos de masculinidade. Talvez eu não tenha nascido com o breque que os machos antigos nasceram, e assim as compotas das minhas lágrimas se abrem fáceis como porta de quarto de quenga.

Mas eu gosto de hospitais. Porque talvez eu tenha tudo em favor deles. É neles que a linda luta da preservação da vida contra a morte, se dá. Dentro deles os seres humanos respiram nem que seja na marra, com um fole de vento atarracado na garganta.

Se a comida não entrar pela boca, entra direto no sangue do cabra e ainda ajuntada com garrafadas feitas pelos mais entendidos, que levam anestesia às dores e deixam os sofredores dormindo como anjinhos, enquanto os remédios agem pra enfiar um tição aceso no furico da morte.

E vocês nem imaginam a quantidade de anjos que circulam pelos hospitais. Anjos de diversos tipos, cada um cuidando das tarefas específicas de sua alçada.

Um tipo importante é o anjo-da-guarda. A falange invisível de guerreiros totalmente desacreditada por todos os que gozam de perfeita saúde. Mas bastou uma sirene na porta, u’a maca pra carregar qualquer infeliz e pronto. O sujeito se agarra com ele como um carrapato e só larga quando sair do hospital aliviado dos seus males. Uma semana depois o descrédito começa novamente.

Outra leva de anjos muito importante é a dos anjos de carne e osso. Uns ainda aprendizes, chamados de residentes, e que costumam passear pelos corredores  em grupos, conversando animadamente sobre seus feitos dos últimos dias ou marcando uma rodada de chopp pro fim de semana.

Mas existem anjos mais graduados. Estes mais sérios e sisudos, caminhantes apressados com aqueles colares de ouvir o baticum do coração dos outros e sempre com uma prancheta cheia de anotações ilegíveis, que é pra lembrar os difruços, os piriris, a falta do “fôlgo” ou a causa das perebas dos impacientes pacientes a seus cuidados.

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5 julho 2010 FULEIRAGEM

AMARILDO - A GAZETA

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A ÚLTIMA TRINCHEIRA

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Bandeirinhas de São João

Fui passar as festas juninas no sertão da Paraíba, na tentativa de ver e ouvir alguma coisa que me lembrasse um xote, um baião, um forró, qualquer coisa parecida com um arraial, uma Festa de São João.  Nada. Sanfona, triângulo e zabumba foram banidos do pedaço, assim como as bandeirinhas, os bacamarteiros, as quadrilhas, até o milho assado estava difícil de encontrar, a preferência é por saquinhos de pipocas, dessas feitas no micro ondas.

Nos grandes centros, quem faz a festa são ilustres representantes da MPB do sul e sudeste, com repertórios que nem de longe lembram os folguedos juninos.

O lixo musical, e a mesmice predominam das Bandas afrodisíacas, uma boazuda, eroticamente seminua, dançando, e forró que é bom nem de longe.
Os mais jovens sequer ouviram falar em Luiz Gonzaga, e dão risadas quando se tenta mostrar uma musica do mestre, ridicularizam. Coisa de velho, “Não dá pra dançar” dizem. É a geração dos energéticos e som na mala.

As quadrilhas juninas se apresentam com figurinos e coreografias alienígenas, carros alegóricos, e passos de balé ao som da Fuleragem Music. Desfilam em avenidas como verdadeiras escolas de samba, só falta agora o Forró Enredo.

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Bacamarteiro

Retornando para Recife, e recebo a notícia: Dominguinhos sobe no palco de Aviões do Forró, canta com eles, afirmando que o grupo faz o melhor Forró do Brasil.

Joguei a toalha, Seu Domingos está com a razão.

Nem vou esperar pelos elogios do sanfoneiro para Calcinha Preta, Menina Safada, Mastruz com Leite, Banda da Loirinha e ao resto que se intitula estilizado.

Quem Caetaniou assim, vai de ladeira abaixo e não tem quem segure.  Volto atrás e peço desculpas, se por acaso houver uma retratação pública, o que não acredito.

Depois da decepção do carnaval dos caretas pornográficos, e do São João sem Gonzaga, e das recomendações de Dominguinhos, o melhor mesmo é ficar em casa, antes que acabem com o frevo e o maracatu. Espero que só aconteça quando eu já estiver ouvindo a sanfona branca de Gonzagão, sentado numa nuvem, mangando dos bestas que ficaram aqui entupindo os ouvidos de merda.

Ta tudo dominado!  O que está por trás disso, nos estamos cansados de saber. É a mesma coisa que move as guerras… O lucro e a corrupção política.

Recife é a única trincheira do forró autêntico, defendida pela Associação dos Forrozeiros, através do Forró e Aí, na Rádio Folha, da Rádio Universitária com o Forró Verso e Viola, da Academia Passa Disco da Música Nordestina e da Prefeitura da Cidade do Recife que até agora manteve a disposição de não contratar com dinheiro público as Bandas Fuleras. Caruaru furou o bloqueio e deu no que deu.


5 julho 2010 FULEIRAGEM

SAMUCA - DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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JOSÉ MAURICIO - RAUL SOARES-MG

Papa Berto,

O seu leitor diário, sacristão das Minas Gerais, lhe envia texto de própria autoria…

R. Nem mesmo se não fosse de “própria autoria”, eu publicaria do mesmo jeito, meu caro.

Aqui nesta gazeta quem manda é o freguês.

Dê as ordens!

* * *

Continuem torcendo

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Atenção, atenção:

Povo do nosso Brasil ;

País do futebol, carnaval, BBB’s, luláticos e elitistas-fhcerranos.

Continuem vestindo o verde e o amarelo, empunhando nossa flâmula gerada em tecido sintético, vuvuzelando em alto tom, nossas emoções, plugados nas super telas de LCDs e LEDs, twitando nos iphones pensamentos íntimos, navegando na net a procura de gols.

A China está lá, escravocratamente a disposição do estranho terceiro mundo.

A evolução continua, a semente foi plantada no fértil solo comunista oriental.

Ao custo de menos de dez reais por dia, milhões de chineses, na maioria jovens, trabalham cerca de quinze horas diária, para Gates e Jobs, poderem vender a você, a acessibilidade tecnológica. 

 

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Não se pode ser menos brasileiro, só por que a seleção de Dunga vestindo a nossa camisa, perdeste a copa.

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5 julho 2010 FULEIRAGEM

CÍCERO - JORNAL DE BRASÍLIA

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GRANDES MESTRES DA SANFONA (11º - Final)

 “A verdadeira sanfona é aquele instrumento menor, de oito baixos, onde abrindo o fole é uma nota e fechando é outra, ensinada de pai para filho, conhecido no interior do nordeste como pé-de-bode ou concertina, e no sul como gaita-ponto”. (Oswaldinho do Acordeon)

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Os Sete Gonzagas. Luiz é o primeiro e Januário o segundo (da esq. pra dir) em foto de julho de 1952 

Quem se dedicar à pesquisa sobre a origem da sanfona vai encontrar opiniões conflitantes dos pesquisadores. Como esse instrumento chegou ao Brasil, aí sim, há quase uma unanimidade. Vamos ao que diz o pesquisador Fábio Gomes:

“A sanfona foi criada na Europa por C. Buffet em 1827 e chegou ao Brasil entre 1836 e 1851, através dos imigrantes alemães do Rio Grande do Sul. Na época, o instrumento já era chamado “gaita” no Sul, como até hoje. A gaita passou a ser considerada o instrumento ideal para acompanhar bailes, substituindo o violão e a rabeca, de pouco volume sonoro, e dispensando até cantor. Os italianos, a partir de 1875, além de trazerem mais gaitas, também começaram a fabricá-las aqui. A primeira fábrica de gaitas no Brasil foi criada pelo casal Cesare Arpini e Maria Savoia no final do século 19 no atual município de Santa Tereza, na Serra gaúcha. Outras fábricas aparecem em seguida em Garibaldi, Caxias do Sul e Bento Gonçalves. O surgimento da primeira gravadora gaúcha, a Casa A Elétrica, em 1913, em Porto Alegre, possibilita a gravação dos primeiros solos de gaiteiros como Moisés Mondadori (que usava o nome artístico Cavaleiro Moisé) e Lúcio de Souza”. 

Já o pesquisador e acordeonista Lauro Valério conta esta história:

“O povo Chinês que inventou o macarrão, a pólvora, a bússola, inventou também (3.000 Anos Antes de Cristo) um instrumento musical chamado “TCHNENG” uma espécie de órgão de boca tido como precursor do acordeon que seria inventado no ano de 1829, por Cyrillus Demian, austríaco de Viena que no dia seis de maio do mesmo ano registrou a patente de um organeto com cinco botões formando cinco acordes, batizando-o com o nome de Accordeon.

Em 19 de junho também de 1829, Sir Charles Wheatstone (em Londres) registra a patente de um instrumento chamado Concertina. Esses dois instrumentos fizeram um sucesso imediato, a concertina foi muito difundida entre os marinheiros da Grã-Bretanha e o acordeon encontra milhares de admiradores em todos os países da Europa Central, sendo muito usado em festas populares e folclóricas. No ano de 1836, foi publicado em Viena um dos primeiros métodos para ensino de acordeon). Como vimos o acordeon nasceu muito simples, mas imediatamente teve um extraordinário sucesso dado sua facilidade de uso; consegue a adesão de um crescente número de apreciadores e também um grande número de pessoas se empenhado em desenvolver mais e melhorar esse instrumento, ampliando seus parâmetros, dimensionando suas possibilidades.

Conta a historia que tudo nasce sempre por acaso, a lenda diz que certa noite do ano de 1863 um viajante austríaco, voltando do santuário de ‘Nossa Senhora di Loreto’ ficou hospedado na casa de Antonio Soprani, um pobre lavrador que vivia em um pequeno sitio próximo à cidade de Castelfidardo pai de quatro filhos, Settimio, Paolo, Pasquale e Nicola Soprani. O viajante portava um exemplar de um acordeon rudimentar, atraindo rapidamente a curiosidade e o interesse de Paolo Soprani que tinha na época 19 anos de idade. Não se sabe como esse instrumento foi parar nas mãos de Paolo, uns falam que foi dado de presente pelo viajante austríaco em agradecimento pela hospitalidade de Antonio, outros falam que teria sido por “outros meios”, fato é que Paolo ficou apaixonado pelo instrumento, passou a aperfeiçoá-lo e desenvolveu um novo acordeon e nasce a clássica fisarmônica italiana, que seguiria aperfeiçoando ate os dias de hoje conquistando o mundo.

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5 julho 2010 FULEIRAGEM

NEWTON SILVA - JANGADEIRO ONLINE

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ANSELMO ALVES - RECIFE-PE

Fiquei emocionado com o pedido de desculpas da sensual vocalista da Banda Calcinha Preta que, segundo reportagem do Jornal do Commércio do dia 30/06, fez “coreografias sensuais e insinuações de sexo explícito” no São João de Caruaru.

Que moça tão “inocente, pura e besta”, como cantava Raul Seixas, de não saber que em praça pública sempre estão presentes crianças, adolescentes, um público em crescimento e formação.

Falta coragem à maioria dos homens públicos de proibir tais espetáculos. Sugiro que da próxima vez esses tipos de bandas aluguem espaços privados, e cobrem ingressos para maiores de 18 anos. Aí podem fazer piruetas nus com suas “belas coreografias”, qua são de fazer inveja à Débora Colker.

Estamos jogando fora um patrimônio imensurável que é a boa música popular brasileira, trocada por lixo. Como um peregrino roga por um milagre, eu peço a essas bandas que não usem o nome forró, já que Luiz Gonzaga, Zé Dantas, Humberto Teixeira e tantos outros grandes compositores não fizeram músicas para coisificar a mulher e embrutecer o homem.

Não me chamem de puritano, gosto de uma boa pornografia, na hora certa e no lugar certo. Dinheiro público deveria ser usado como faz a Prefeitura de Carnaíba, onde aproximadamente 500 crianças aprendem na Escola de Música Maestro Israel Gomes, sob coordenação do músico Cacá Malaquias, o que é boa música brasileira.

E a Prefeitura do Recife, que há dez anos vem primando pela qualidade em sua programação artística, sem abrir brecha para a apelação e fuleiragem.

R. Você é um malassombrado da gôta serena, Anselmo.

Nada mais tenho a acrescentar.

Parabéns!

5 julho 2010 FULEIRAGEM

PELICANO - BOM DIA

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PERDA DA COPA - OS CULPADOS

A imprensa busca um culpado pelo fracasso na copa de 2010. Se tiver apenas um, vende bastante jornal durante uma semana. Vão buscar qualquer insucesso da vítima até mesmo em sua infância.

Mas existem diversos culpados. A ordem e o peso não importam. Mas não há interesse da mídia em ilustrar alguns deles.

Quem escolheu um técnico. Não basta ser um sujeito de bom caráter. Precisava ter tido experiências em clubes durante 5 ou 8 anos.

A escolha equivocada dele dos atletas para compor o time. Muitas vezes a teimosia ofusca a lógica.

Médico que libera jogador com 80% de suas possibilidades. Na copa, estando com 99,5% já representa um alto risco.

Corneteiros que zoam durante 24 horas nos ouvidos da comissão. Existem diversos “espertos” nas imediações para sugerir esquemas, táticas e jogadores.

Patrocinadores e empresários que forçam convocações. O que lhes importa é a figura estar na “moda” mesmo sem obter o título. Projetam o futuro de 8 a 10 anos e influenciam para evitar a monotonia.

Vaidade entre atletas já bem sucedidos. Alguns sem raciocínio para o universo fora das 4 linhas acreditam serem os melhores do mundo de todos os tempos.

Cozinheiro que montou a refeição horas antes do jogo decisivo.

A festa com o “pé-frio” nacional, que secou Guga, Popó, Corinthians, Fluminense e tantos outros.

Não citarei mais 10 que me ocorrem para não esticar o comentário.

Vamos dar chance do povão pensar um pouco.

 

5 julho 2010 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO - DIÁRIO DO NORDESTE

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5 julho 2010 DEU NO JORNAL

FAZ TODO SENTIDO

Depois da derrota do Brasil, a oposição vai pedir encarecidamente que Lula não largue o pé de sua candidata Dilma até outubro.

* * *

Há poucos dias, num entrevista em Fortaleza, o Presidente declarou que entre a vitória da seleção e a vitória de Dilma, preferia a segunda opção.

Bom, a derrota da seleção está consumada. Agora só falta a vitória de Dilma.

Mas eu tô desconfiado de uma coisa: no governo do presidente mais ligado em futebol que este país já teve, o Brasil perdeu duas copas.

De modo que faz sentido imaginar que o casco frio presidencial ira lascar a campanha da Pinóquia.

O tempo dirá se o JBF terá ou não assunto pros próximo quatro anos.

5 julho 2010 FULEIRAGEM

HERINGER – CHARGE ONLINE

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5 julho 2010 DEU NO JORNAL

UM TEXTO DE JANIO DE FREITAS

A PÁTRIA SEM CHUTEIRAS 

A Seleção Dunga trouxe à tona um remanescente, na vida brasileira, de que o país tanto deveria se livrar quanto se recusa a encarar. Tudo na seleção, desde o primeiro momento, baseou-se em um exíguo corpo de ideias, e consequentes práticas, que caraterizam o mais deslavado autoritarismo. Era a velha e sempre viva regra: contra a liberalidade descontrolada, não a busca do equilíbrio, mas o autoritarismo.

No estilo anos 30 do século passado, o instrumento simbólico foi o patriotismo (com ou sem aspas). Os chamados à seleção seriam os que Dunga considerasse “dispostos a defender a seleção brasileira com todos os sacrifícios”. Se assim foi o começo, no fim derrotado Dunga exaltava “esses jogadores que ficaram 52 dias distantes de tudo”. Proibidos de contato com a vista do seu público, proibidos de conversar com jornalistas, proibidos de reunir-se a familiares, proibidos, proibidos. Os 52 dias não foram de concentração, foram de repressão de uma parte e sujeição passiva de outra.

Exigência que Dunga estendeu à imprensa, posta, com bastante passividade, sob a boçalidade como tratamento pessoal e a censura como prática, nas proibições ao trabalho habitual de reportagem e na exiguidade das informações permitidas à população ansiosa. Autoritarismo explícito, na forma mais sentida pela imprensa, e nem por isso mais intolerada. Críticas houve, sim, cautelosas e superficiais; reação, nenhuma. Nem quando Dunga investiu, ao vivo e em cores, contra um comentarista equilibrado, competente, sempre bem humorado e educado, Alex Escobar, nem aí houve sequer um mínimo ato representativo de repulsa ao autoritarismo.

Dunga brindou-se como um ser coerente e foi consagrado como tal, nas ressalvas incluídas pelos críticos às próprias críticas. Ficou dado, assim, um novo nome para a prática da injustiça. Na concepção “coerente” de Dunga, de nada valeram o esforço e o mérito de ser o melhor ou estar melhor. Se jogadores caídos na reserva em seus times são chamados a preterir jogadores em fase de excelência, que seleção é essa? E o que significa para os preteridos? E com que autoridade representa o estágio verdadeiro futebol do país? Apenas valeu o voluntarismo autoritário.

Neste sentido, Dunga fez uma síntese exemplar, quando explicou a convocação de um jogador que está como terceiro goleiro no seu time: “Quando eu convoquei o Dani da primeira vez, ele veio contra a vontade do técnico dele e por isso foi posto na reserva quando voltou pra lá. E o que os outros jogadores iam dizer agora? “Olha o que o Dunga fez com ele…’”. A prioridade não era a seleção, no sentido esperado, eram considerações particulares. Impostas a partir do poder. Não da coerência, do reconhecimento justo e dos deveres da função.

A todas as críticas, ou ao que sua visão paranóide tomou por tal, Dunga ofereceu como contraste a devoção e a entrega dos seus cativos à pátria. Não por acaso, na hora de partir para a cruzada patriótica a seleção fora receber a bênção do primeiro mandatário e de sua mulher devidamente paramentados em verde e amarelo.

Mas brasileira é que a seleção não foi, nunca. Futebol fosco e tosco, de gente insegura e desnorteada ante a possível adversidade, nenhum momento de brilho verdadeiro, jamais um encanto de brasilidade. E um histérico à beira do campo ao ver que seu autoritarismo não transpunha fronteiras. Tudo não passou de uma manifestação a mais, e inconteste, do autoritarismo persistente na vida brasileira.


5 julho 2010 FULEIRAGEM

PÁDUA - O ESTADO DE GOIÁS

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CARLOS IVAN - OLINDA-PE

Santíssimo

Incrível, mas, até na vida animal existem as exceções de sentimento, de personalidade, de comportamento social. Quem diria, o rei das selvas, o famoso leão, um dia fosse desmunhecar. Ficar meio coisado. Mostrar o seu outro lado, totalmente desconhecido. Ficar pensando naquilo à toa.

Não agüentar umas coceirinhas bestas, feitas caprichadamente por um filhotinho inocente, tão piquinininho, que ainda não faz medo nem a uma mosca. Não tem idade para riscar o quadro, meter a faca. Nem desconfiar o que seja afogar o ganso. Pela pouca idade.

Pelo visto o bichinho só queria brincar, nem desconfiava da surpresa que iria causar. Da descoberta que iria fazer.

Todavia o bichão, o leaozão, justamente por ser o dono do pedaço, se entregou todo. Na hora se abriu todo, mostrando a dentaça, sem o mínimo pudor. Sem nenhuma dose de vergonha. Vote!

É, a vida é mesmo cheia de segredos. Tem muitos soltadores de franga por aí. O pior é que aparece de onde menos se desconfia. Menos se espera, Eu, hein?

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5 julho 2010 FULEIRAGEM

LUTE - HOJE EM DIA

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ESCRITORES ALAGOANOS

email

 www.escritoresalagoanos.com.br

5 julho 2010 FULEIRAGEM

BELLO - TRIBUNA DE MINAS

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ABÍLIO NETO - RECIFE-PE

Papa-laranja Berto I:
 
Veja o que um jornal Holandês fez com o nosso Cristo Redentor.

E vai ser profético assim lá na Argentina. 

* * *

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O jornal holandês “De Pers” decidiu sumir com a estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e colocou uma garota vestida de laranja no lugar, cor do uniforme da seleção da Holanda. Foi uma das formas que a publicação encontrou de motivar os torcedores daquele país. Foram apontados ainda cinco motivos para que a torcida acredite na vitória sobre a seleção brasileira, pelas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. Entre eles, que o atacante Robben pode levar vantagem sobre o lateral-esquerdo Michel Bastos, o conhecimento de Sneijder sobre Julio Cesar, Maicon e Lúcio, seus companheiros de Inter de Milão, e, principalmente, pelo fato de a Laranja Mecânica não ter um anão como treinador. O jornal lembrou que Dunga é o nome de um dos sete anões do conto “Branca de Neve e os sete anões”. (Foto: Reprodução / Site DePers.nl)

Nota minha: A reportagem foi publicada antes do jogo que eliminou o Brasil

5 julho 2010 FULEIRAGEM

NILTON - FOLHA DO ESTADO

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PARA OS LEITORES DO RECIFE - QUARTAS POÉTICO-MUSICAIS

QUARTAS POÉTICO MUSICAIS DO PÁTIO DE PÁTIO DE SÃO PEDRO

Prezados(as) amigos(as)

Nesta próxima quarta-feira,19h, dia 7 de julho, estarei no Pátio de São Pedro em audição poética e musical no pólo Aroeira Acauã, reativando nosso projeto das quartas-feiras nas quais pretendemos mostrar nosso trabalho de música e literatura de cordel , com espaço aberto aos demais que assim desejarem ocupar nosso palco.

Sejam bem vindos(as).

ALLAN SALES

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5 julho 2010 FULEIRAGEM

BENETT - GAZETA DO POVO

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CARDEAL HUYTAMAR – NATAL-RN

Papa Berto I:

Não sei e ainda não conseguí  descobrir quem foi o gaiato que mandou fazer  essa placa, mas ela está colocada na entrada de um grande assentamento de “sem-terras”, nas imediações da nossa mineradora, para onde me desloco diariamente!

Mas, com certeza foi o nosso pessoal que mandou fazer, com o intuito de sinalizar a presença de animais na estrada!

Ainda bem que, por enquanto, tão levando na brincadeira! hahahahahahahahahah

vvddo

 

5 julho 2010 FULEIRAGEM

JOTA A - JORNAL O DIA

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DEÍFILO GURGEL (*), O SANGUE DE BOI E O ALUÁ DAS ÍNDIAS…

Deífilo Gurgel nasceu praieiro de mar e de rio, na ilha de Areia Branca,paraíso de dunas e ventos, terra de sal e de versejadores. Menino, andou se alumbrando com o adusto chão avoengo de Caraúbas e lá, no alto sertão da Potiguarânia, conheceu as casas do “Quadro”, deve ter visto as “pinturas” das “Pedras dos Índios” e dado muito cangapé na água límpida do “Olho D’Água do Milho”.

Em Natal, jovem, apareceu poeta. E dos bons. Na capital, foi estudante, bancário, advogado, professor - tudo com muita competência, zelo e, acima de tudo, exemplar modéstia, coisa do seu temperamento, da sua formação, do seu jeito de ser. Por muito amor, casou com moça bonita, teve filhos - e continuou poeta.

“Réu confesso”, aos quarenta e quatro anos de idade, arrumou, de estalo, “sarna pra se coçar”: uma intensa e extensa paixão temporã pelo folclore. Essa “senhora”, airosa balzaquiana, nunca antes o havia tentado. Passava, apenas - para ele, Deífilo - ao longe, sem maior brilho ou atrativo, dengosa, mestrando pastoras, namorando gajeiros, dando umbigada nos batuques, desfilando nos palanques de Djalma Maranhão. Cascudo e Veríssimo de Melo, entre bem poucos, viviam para cima e para baixo cortejando-a, gastando energia, tempo, papel, tinta, sono e selo postal…

Paixão chega, arrebata, e paixão se transforma em amor, vira mania. Lá se foi o poeta correr atrás. Caiu no mundão de Deus. E como correu, minha gente, e como palmilhou estradas longas o nosso hoje consagrado folclorista – o renomado autor do “Espaço e Tempo do Folclore Potiguar”, agora em sua segunda edição.

Sabemos, muitos, das queixas e das dificuldades que Deífilo Gurgel, com lucidez e com bem-querer, sem nenhum ressentimento, aponta para o exercício dessa sua paixão na esfera dos nossos espaços ditos culturais.
No livro, a necessidade de valorização e preservação do folclore como dever do poder público, é quase dogma de fé. Fé pessoal construída no dia-a-dia da sua busca, fé alimentada em cada nova descoberta de suas muitas andanças pelo chão potiguar.

Tem razão, de sobra, o praieiro das areias brancas, o alumbrado menino da terra das caraúbas. Mestre Câmara Cascudo descobriu, na sua longa jornada, que “o Folclore e a Etnografia têm seus mártires”. Façamos por onde Deífilo não chegue a tanto no seu sagrado e fiel sacerdócio de amor pelo folclore. Não vá, ele – pretendamos todos -, beber sangue quente de boi como Seabrook, no Haiti. Tampouco sofra, futuramente, o que sofreu o aperreado padre Colbacchini, no Mato Grosso, tomando um porre de aluá mastigado pelas velhas da tribo dos Orarimigodogues.

(*)  Deífilo Gurgel nasceu no dia 22 de outubro de 1926, em Areia Branca-RN. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Natal, exerceu as funções de diretor do Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), de Natal; diretor de Promoções Culturais da Fundação José Augusto (FJA); professor de Folclore Brasileiro na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Poeta, jornalista, Deífilo Gurgel publicou várias obras relacionadas ao folclore, como “Danças Folclóricas do Rio Grande do Norte” (1995, 5ª ed.), “Manual do Boi Calemba” (1985), “João Redondo”, “Teatro de Bonecos do Nordeste” (1986) e “Romanceiro de Alcaçuz” (1993).

 

5 julho 2010 FULEIRAGEM

GILMAR – CHARGE ONLINE

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PADRE FERNANDO PORTELA - SÃO PAULO-SP

Papa mio,

já recebi este arquivo algumas vezes.

Mas, se você não viu, aproveite!

Bração

R. Fique certo que apreciei muito o material contido no vídeo.

Só lamentei uma coisa: a atuação da turma do “deixa disso”.

Torci pra ver uns tabefes estralando na cara do sujeito.

E fiquei frustrado.

5 julho 2010 FULEIRAGEM

ADNAEL – CHARGE ONLINE

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NUM ESPAÇO DE PAZ ENTRE A LUA E O CHÃO

 RIR E CHORAR

E ali estava ele. Rindo. Um riso tímido, contido, calado, mas um riso, como que a zombar da vida, do povo que passava, da tarde que começava a se aproximar da noite. Como explicar aquele riso? O que é um riso? No caso dele, era apenas a boca se alongando um pouco além em suas extremidades. Teria ele motivos para rir? Seus projetos de vida estavam satisfeitos? Era feliz? Seu time ganhara o campeonato? Seria um sinal de felicidade ou um disfarce por não poder chorar? Quem explica o rir? Perguntar-lhe, não adiantaria, pois, por motivo algum, ele interromperia aquele riso para responder. A família, os filhos, amigos e vizinhos queriam entender o porquê daquele riso, muito embora pouco interessasse, naquele momento, sua razão, pouco importasse seu riso. Entre choros e velas somente ele ria. Apenas ria. Ria da vida que passara.

* * *

 TEMPO, TEMPO MEU

“o tempo não para e, no entanto, ele nunca envelhece’- Caetano Veloso, em ‘Força Estranha’

Às vezes quero sair por portas que não existem, portas por mim mesmo inventadas. Quero pular muros que só eu enxergo.

- Calma, Xico, o tempo é o senhor da razão -  diz-me a alma, candidamente.

- Eu sei – respondo de mim para mim, mas o tempo corre e talvez não dê tempo.

E as horas, que passavam horas pra passar, agora passam em segundos, velozes, num raio de luz. Por que a pressa? Estará a vida em nosso encalço, feito polícia, ávida por nos prender? Por que a correria? O rio em que banhamos nossos pés se desencherá, se não nos apressarmos? A lua deixará de estar lá em cima, prateando nosso chão se, ao invés de ficarmos parados, contemplando, corrermos? O canto dos passarinhos será tão breve que não conseguiremos ouvi-lo? Nosso amanhã se desmanchará se formos pacientes e sonhadores? Não, não quero a pressa. Quero a paz da calma, o sossego da preguiça, o esperar chegar. Quero a vida, o sonho, o amor. Quero a paz, pra mim, pra nós. Quero o tempo passando preguiçosamente, no compasso certo do tempo. Quero o meu tempo chegando no tempo certo. Não me avexo. Não se avexe. Dêem-me uma rede pra balançar o tempo e fazê-lo dormir, enrolado num lençol de cambraia bem  branquinho e ainda cheirando a algodão.

5 julho 2010 FULEIRAGEM

ADILSON – CHARGE ONLINE

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CARDEAL BERNARDO - MACEIÓ-AL

Mestre Papa,

direto do DS da ICAS para o BF, a belíssima repórter da TV Azteca Inés Sainz, devidamente acompanhada de sua belíssima JABULANI.
 
Com os respeitos do Cardeal

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