9 julho 2010 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja


O Papa Tudo e o colunista todo ancho ao seu lado
Estamos em época de Copa do Mundo com a jabulani entrando e saindo (no gol) e neste clima saúdo o nosso editor como Redondo Papa. Mas o quero dizer mesmo é que no São João de Caruaru encontrei um simpático papa vestido de papa. Fui falar com ele e perguntei:
- Conheço o papa Berto I e Bento XVI, mas Sua Santidade é o papa quem?
- Sou o Papa-Tudo.
- Oxente, explique-se melhor, Santidade!
- É que estou presente em todos os eventos culturais de Pernambuco: São João de Caruaru, carnaval de Olinda, festivais de inverno de Garanhuns, Triunfo, Surubim… eu papo tudo.
- Agora, sim, tô mais descansado!
- Está garoando. Quer abrigo no guarda-chuva papal?
- Aceito.
E saímos conversando. Na despedida, me ofereceu uma coletânea de músicas de artistas de Caruaru gravada num CD com a efígie do papa. Fiquei imensamente contente porque nele continha a gravação original de Nega Buliçosa, música de Thiago Duarte, magistralmente interpretada pelo grande mestre do coco Azulão, gravação que eu possuía, mas continha algum ruído.
Quero dizer que achei arretado esse papa carnavalesco, divertido, joanino e forrozeiro que faz suas peregrinações usando um triângulo na mão. Acho que só não seria aceito na Igreja Sertaneja em função de uma possível concorrência.
Ouçamos esse coco pai d’égua que foi muito bem regravado por Josildo Sá. Mas toda honra e toda glória para o mestre Azulão, o pioneiro que nos presenteou com essa jóia.
Segue a fotografia em que apareço todo ancho ao lado desse papa que se veste de papa. Espero que de modo algum isso provoque algum tipo de ciúme no palácio de Apipucos ou no Vaticano, até porque não recebi nenhum convite para ingressar na sua igreja, mas apenas para ficar debaixo do seu providencial guarda-chuva.
Aproveito esta oportunidade para pedir de volta meu cargo na Igreja Sertaneja. Mas não quero mais ser um padre raso. Quero ser cônego (não confunda com cômico, viu Bispo Araken!). Sei que o Cardeal Cícero vai me chamar de conegozinho. Melhor do que comicozinho, né não Santidade?
Boa audição!


ILUSÕES AO MAR
Mais grave do que Dilma Rousseff haver trocado seu progressista programa de governo por outro insosso e inodoro, horas depois de apresentá-lo no Tribunal Superior Eleitoral, é saber porque a candidata promoveu a mudança. Não que tenha inovado alguma coisa. O Lula está cansado de fazer o mesmo, desde 2002, quando nos palanques prometeu reformas de verdade e acabou escrevendo a tal “Carta aos Brasileiros”. Ainda há pouco assinou o Plano Nacional dos Direitos Humanos e depois rasgou, uma por uma, suas inovações.
O triste, nesse episódio ocorrido na inauguração da campanha eleitoral, é que a candidata cedeu às mesmas pressões que vem marcando o governo de seu patrocinador. Importa menos ter sido intermediário Antônio Palocci, como representante das elites. Frustrante foi ver Dilma retirar do texto propostas como a taxação das grandes fortunas, a função social da imprensa, a redução da jornada de trabalho, o fim da criminalização dos movimentos sociais e outras de igual significado.
Está em festa o andar de cima, cientes seus inquilinos de poder fazer com ela o que tem feito com ele, ou seja, impor a permanência de seus privilégios. Ainda assim, passaram recibo através dos editoriais dos jornalões, seus porta-vozes. Admoestaram Dilma por haver ousado apresentar o texto inicial, mesmo tendo sido retirado horas depois.
Daqui a pouco estarão proibindo a ex-ministra até de pensar diferente deles. Se esse ensaio-geral exprime a peça a ser encenada pelo novo governo, no caso de vitória da candidata, melhor será deitar ao mar as ilusões, se alguém ainda as possui.


O ministro Joelson Dias acaba de aplicar a terceira multa a Dilma Rousseff por campanha antecipada. Dessa vez, o processo, movido pelo Ministério Público, refere-se a evento de inauguração de um hospital público em São João do Meriti, no Rio de Janeiro. Para o ministro do TSE, Dilma beneficiou-se do ato público realizado em 7 de março e condenou-a a pagar 5 000 reais. Com essa, Dilma tem 15.000 reais em dívidas a quitar com a Justiça Eleitoral.
* * *
Dividindo o que ela declarou que tem guardado debaixo do colchão, em dinheiro vivo, 113 mil reais, pelo valor de cada multa, 5 mil reais, dá pra ela infringir a lei mais de 20 vezes.
Na relação custo/benefício, é um investimento de grande retorno. De altíssimo retorno.
Em se tratando de Brasil, até mesmo a divulgação de que foi multada rende votos e muito prestígio. Perante o eleitorado, firma-se a imagem de esperta, cagadeira na cabeça dos bestas, inteligente e arteira.
Daqui pro final do mês que vem, levando mais umas quatro multas, vai disparar na frente de Serra em tudo quanto é pesquisa.


COINCIDÊNCIAS, NO MÍNIMO, CURIOSAS E INTRIGANTES
Estamos prestes a vermos encerradas as disputas da Copa do Mundo da África do Sul. E curiosamente, assistimos o surgimento das primeiras “lambanças” de “renomados sopradores de apito”, capitaneadas todas pela FIFA, já que a seleção desses mesmos “sopradores” é feita por ela.
É bem verdade que, no frigir dos ovos, esta citada seleção é uma “balela”, já que, na realidade, a indicação desses árbitros é mais um engodo, pois, quem indica realmente são os presidentes das confederações mundiais, não passando claro, de mais uma ‘jogada política’, entre tantas outras existentes nesse universo de “cambalachos”. Basta verificar, o apontamento de Carlos Eugênio Simon, o nosso conhecido “chefe dos petralhas”, recambiado para apitar mais uma copa, navegando nas gentilezas do seu “padrinho” – o maior dos petralhas – Ricardo Teixeira.
E no rastro dessas “lambanças”, mais uma vez surgiram “aquelas coincidências” já “manjadas” por aqueles que entendem mais ou menos do riscado, tais como: não validade de gols das equipes menores e coisas semelhantes, evidenciando um direcionamento mais ou menos lógico na seqüência dos resultados, beneficiamento indireto das seleções mais afamadas, aplicação de cartões amarelos e vermelhos com maior intensidade contra as seleções menos aquinhoadas, interpretação equivocada no que diz respeito às jogadas com características de violência, “vista grossa” para enxergar determinados lances que resultassem em gols, enfim, toda sorte de iniciativas que de maneira alguma, viessem a ser identificadas como “manipulação” pura e simples de interesses outros.
Certamente que alguns dirão que tais desconfianças são elucubrações sem procedências, visto tratar-se de uma Copa do Mundo, e como tal, todos os cuidados são tomados para que não apareçam dúvidas no decorrer do torneio.
É o caso de levar em conta o fato da existência de várias dezenas de câmeras de televisão espalhadas por todos os estádios. Mas, até este detalhe fica comprometido pelo aparecimento de vários lances onde não existia uma câmera bem posicionada para tirar as dúvidas de quem delas se apossassem.
Vários e vários lances permaneceram envoltos em questionamentos os mais lógicos, sem que tivéssemos a chance de esclarece-los convenientemente, através de uma tomada esclarecedora de uma câmera de televisão instalada em posição estratégica para sanar as dúvidas.
Logo, o aspecto relacionado com o direcionamento lógico dos resultados assume ares de verdade, quando observamos o beneficiamento de uma Argentina, por exemplo: seja pela não marcação de uma falta considerada violenta, pela omissão surgida na marcação de uma penalidade máxima, ou de um gol em completo impedimento, além é claro, da anulação de gol legítimo do seu adversário, e tantas outras iniciativas que, se tomadas, passam a ser caracterizadas pura e simplesmente como “detalhes” inesperados, mas que, no fundo, terminam trazendo resultados positivos para os “hermanos”, tantas e tantas vezes aquinhoados com “lambanças” das arbitragens e até de “armações” engendradas com equipes cujos resultados de seus jogos, possam vir a ser manipulados em seu favor.
Não se pode esconder também, as várias anulações de gols marcados, por exemplo, pela Inglaterra, mesmo tendo a equipe inglesa apresentado um “futebolzinho de meia tigela”, anulações estas que resultam em “benefício para alguém”. Até internacionalmente, o “imponderável dirigido” também funciona …


Desculpa gente, mas o texto que eu queria enviar para o JBF era outro. Juro que nem li o que escrevi aqui, mas acabei assinando e mandando assim mesmo.
No outro texto eu não tinha afirmado que a Dilma mentiu novamente quando disse que não leu o antigo programa de governo e que talvez tivesse sido descuido mesmo.
Neste texto não. Neste eu afirmo com todas as letras. A candidata Dilma Roussef, “marketeiramente”, mandou retirar do programa assinadinho por ela, tudo o que pudesse criar constrangimento com relação à liberdade de manifestação de idéias, algo intolerável e abominável perante os ideais socialistas, a exemplo de países onde eles são praticados.
No antigo texto eu digo que foi uma extremada burrice a intenção de criar mecanismos que venham proporcionar um controle social da mídia, visto que isso seria razão suficiente para retirar dela alguns milhões de votos, o que, fatalmente, provocaria uma queda iminente nos seus índices de pesquisas, hoje praticamente insuficientes para derrotar o candidato Serra.
Neste texto não. Neste eu digo claramente que isso é um golpe sujo e baixo. E que existe sim, no meio das idéias petistas, que pretendem a todo custo salvar o Brasil dos reacionários capitalistas, a intenção de calar a boca de toda e qualquer dissidência, para que nós, os contrários, cansados de sermos vilipendiados pela safadeza vigente, não possamos difundir essas nojentices.
No texto que não foi enviado, eu expresso claramente que neste País, a única opção de governabilidade é exatamente a de unir o sujo e o mal lavado, para que assim seja formada uma frente única de roubos e pungas, unindo 3 poderes nas ações de combater qualquer idéia contrária à sujeira vigente.
Infelizmente neste texto eu sou mais duro um pouco. Digo que o Brasil é um bloco monolítico de fezes petrificadas, inexpugnável e resistente até aos canhões poderosos da mídia internacional. Por aqui, não apoiar essa politicagem do “venha a nós”, repleta de mãos leves que subtraem do povo quase cem bilhões de reais por ano, é ser antigo, reaça, e capitalista frio. É não entender as boas intenções de José Sarney no ato inocente de eleger sua filha, cujo histórico de probidade é público e notório.
É não entender que Collor é inocente e portanto merece o apoio dos petistas, cujo partido nasceu no berço de uma honestidade que de muito já morreu, e até hoje fede sua carcaça no esgoto a céu aberto dos mensalões da vida.
No outro texto eu afirmo que talvez estejamos sendo enganados novamente. E disse “talvez”, sem manifestar qualquer certeza.
Aqui, eu afirmo categoricamente que estamos caminhando pra manutenção no poder, de uma súcia de mal intencionados, que fazem fortunas à custa dos nossos impostos e deixam um povo inteiro desamparado na doença, na incultura, na insegurança e na falsidade dos seus homens públicos.
Mas agora fica este texto mesmo.
Da próxima vez, talvez eu leia com bastante atenção as indignações que escrevo, e assim não cometa a deselegância de ser mais um grãozinho de areia, dentro da praia que será a da descoberta de um novo Brasil, mais justo, mais honesto e mais decente.
Perdoem.


Vejam que texto arretado. Arreparem quão múltiplas são as possibilidades que a última flor do Lácio, inculta e bela, nos oferece:
“Contratação dos serviços de implantação da solução de Gestão de informação e participação colaborativa que será adotada para acompanhamento e controle do Plano diretor da Copa 2014”.
Vocês entenderam? Não? Num tem problema. Num precisa entender. Basta saber que, se não faturamos a copa de 2010, já estamos superfaturando a copa de 2014.
Esta palavrório todinho foi usado pelo Ministro do Esporte, o comuista do PC do B Orlando Silva, para contratar sem licitação (dentro da lei, evidentemente…) a felizarda empresa Calandra Soluções S.A. pra fazer isso aí que está no palavrório que vocês num entenderam.
O que vocês vão entender é o valor do serviço: R$ 1.457.400,00.
Enviei mensagem ao ministro me oferecendo pra fazer a mesma coisa pela metade desse preço (embora eu não saiba do que se trata…). Mas ainda não mereci a gentileza de uma resposta. Todavia, como sou teimoso, e esperançoso, continuo aguardando.
Nunca vi um símbolo tão adequado pra um evento como esse logotipo da copa 2014:
Todos metendo a mão!

PS: O Ministério do Contrismo alerta: as pessoas que fizerem comentários sobre esta postagem estão sujeitas a ser dignosticadas como portadoras do “Complexo de Vira Latas”


Salete Maria
www.cordelirando.blogspot.com
O caso Eliza Samudio
Que tem chocado o Brasil
Emerge como prelúdio
De um grande desafio:
Exortar nossa Justiça
Pra deixar de ser omissa
Ante o machismo tão vil!
Trata-se de um momento
De grande reflexão
Pois não basta só lamento
Ou alguma oração
É hora de provocar
Propondo um outro olhar
Sobre processo e ação
Saiu na televisão
Rádio, internet e jornal
Notícia em primeira mão
Toda manchete é igual:
Ex-amante de goleiro
(Aquele cheio de dinheiro!)
Sumiu sem deixar sinal
Muita especulação
- discurso de autoridade-
Uns dizem que é armação
Outros dizem que é verdade
Polícia e delegacia
Justiça e promotoria:
Fogueira de vaidades!
Mei-mundo de advogados
Investigação global
Cada um no seu quadrado
Falando em todo canal
Subjacente a tudo
Um peixe muito graúdo:
Androcentrismo total!
A mídia fala em Bruno
Eliza e gravidez
Flamengo, orgia e fumo
-esta é a bola da vez!-
Tem muito ‘especialista’
Em busca de alguma pista
Pra ser o herói do mês
E a história se repetindo
Mudando apenas o nome
Outra mulher sucumbindo
Sob ameaça dum homem
Uma vida abreviada
Cuja morte anunciada
A estatística consome


COM O REVÓLVER NO COLDRE
“O ideólogo não deseja conhecer a verdade, senão conhecer o seu sistema de crenças,e abolir, espiritualmente, já que não pode fazer nada melhor, a todos os que não acreditam nas mesmas coisas que ele” (Jean François Revel)
Conta-se que os advogados do PT deram um download errado e inscreveram na Justiça Eleitoral um programa de governo da candidata Dilma Roussef que previa, entre outras coisas, vejam só, o controle social da mídia nos moldes sugeridos pela Confecom - a Conferência de Comunicação promovida pelo governo e os “movimentos sociais”.
Algumas horas depois, quando a imprensa online já repercutia a notícia, os advogados, pressurosos, correram para retirar o programa, e alguns minutos antes do encerramento do prazo, o substituiram por outro, onde o intervencionismo e o dirigismo que obcecam o PT aparecem mitigados.
Salvos pelo gongo ? A articulada rede informativa da candidatura Dilma nos fez saber que ela ficou “muito irritada” com o erro. Eles registraram o programa do PT e não o programa de governo da candidata, que, segundo eles também nos fizeram saber, não concorda com tudo que o partido propõe.
Ficamos sem saber se foi um erro de verdade ou apenas uma jogada ensaiada, e ficamos também sem saber a verdadeira opinião da candidata sobre temas tão delicados como os que envolvem a liberdade de expressão.
A obsessão com o controle da informação - qualquer tipo de controle, o que der pra fazer, o que conseguirem implantar-é uma das cláusulas pétreas da ala ideológica do PT. Sempre que há uma chance, a obsessão ressurge.
É como a velha fábula do escorpião e da tartaruga. É da natureza deles achar que a melhor maneira de fazer o mundo progredir é interferir na vida dos outros, decidir o que é melhor para todos, dizer às pessoas onde está o bem e onde está o mal, porque, afinal de contas, o livre arbítrio é apenas uma ilusão de classe.
No episódio do download do programa errado, eles conseguiram ressuscitar até a campeã de suas idéias liberticidas, que é a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, para “fiscalizar as atividades dos jornalistas e dos meios de comunicação”.
Não é o caso de discutir detalhadamente num artigo breve o que há de anti-democrático e de dirigista nas deliberações e sugestões da Confecom, das quais o PT se apropriou – e não por acaso, uma vez que os “movimentos sociais” que as elaboraram, em parceria com eminências pardas do próprio governo, são, na maioria das vezes, a face atuante do partido na atividade extra-parlamentar.
Já está mais ou menos evidente que o PT joga com essa ambigüidade para manter sob controle a sua própria tropa: ao mesmo tempo em que pratica um governo convencional e conservador, respeitando todos os dogmas do mercado (pode discursar contra eles,mas os pratica sem vacilar) , abre, aqui e ali, as válvulas de pressão onde o discurso radical pode exercer o seu papel de aliviar tensões ideológicas, desde que não saia do nível de discurso.
O “controle social” da mídia está sempre ali, pendurado no coldre, ao alcance da mão. Como um revólver na cintura de Henry Fonda, pode ser sacado a qualquer momento. Até agora, não passou de exercício de recreio para os instintos radicais dos escorpiões do PT. Mas o sonho deles é que um dia possam sacá-lo para valer.
A candidata do partido concorda com isso? Não espere essa resposta, nunca a teremos.


Depois de enorme pressão internacional, transformando a já cabalada ilha de Fidel em algo insustentável, o Governo Cubano resolve libertar 52 presos políticos, permitindo que os mesmos sejam transferidos para a Espanha, onde seguirão outros destinos.
Isso é a prova cabal do absurdo que foi o posicionamento do Presidente Lula quando foi instigado a pedir a libertação dos presos políticos cubanos, que estavam em greve de fome. Chegou à sandice de comparar os presos políticos cubanos com os criminosos paulistas, quando disse a estúpida frase: “Eu penso que a greve de fome não pode ser usada como um pretexto de direitos humanos para libertar as pessoas. Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem liberdade”.
* * *
Se o pensamento de Lula sobre prisioneiros políticos fosse adotado no mundo todo, Mandella estaria na cadeia até hoje, perto de completar 100 anos.
Em consequência desta medida, o preso de consciência Guillermo Farinas terminou, ontem, a greve de fome, que mantinha há 135 dias.

Guillermo Farinas logo após encerrar a greve de fome: ainda bem que Lula não participou das negociações para libertação dos encarcerados políticos cubanos


Este é um recanto só de histórias, pequenas, médias, mini, humanas e animais, com ou sem lógica, delirantes, esquizofrênicas
e paranoicas, frequentemente subversivas, mas a maioria delas só quer mesmo é lhe entreter.
E Joana, que até agora não veio?
Talvez sejam os meus próprios fantasmas que estejam fechando o cerco sobre mim. Não são poucos. Agora, que tenho o dia inteiro pra pensar, descobri que todos eles vêm da infância. E é engraçado: quanto mais erros encontro nos meus saudosos pais, mais os perdôo e os amo.
Minha filha Joana, assim como seus irmãos, Maristela e José, ainda refletirão muito sobre os erros dos seus próprios pais, ou seja, sobre os meus erros, sobretudo os meus, porque Florbela foi uma santa em todos os sentidos.
Sinto muito medo. Sempre senti. E aí, nos mergulhos mais fundos da alma, deitado aqui nesta preguiçosa, a televisão desligada, que não a suporto mais, fui pesquisando a origem desse medo, e lamentando as estratégias que usei, durante toda a vida, para negá-lo. Poderia ter vivido a minha própria vida, mas acabei vivendo (e estendendo aos outros, inclusive aos meus filhos) a negação de mim mesmo.
Para não reconhecer esse pavor dentro de mim, gritei, bati, ameacei, abandonei, traí. Fui, em resumo, um grande filho da puta.
Esse medo volta agora, denso, indócil. Velho como estou, e em tudo dependendo de Joana, sou a vítima preferencial do meu próprio pavor. E a única. O meu medo já não me usa para fazer os outros sofrerem. Nem Joana, coitadinha, a única que me restou e que é a cópia exata de Florbela. Tão doce. Tão carinhosa. Não consigo entender por que está solteira ainda.
Onde está ela?
São onze da noite. Ela nunca demorou tanto assim. E também não me avisou. A última aula acaba às nove e trinta. Ela poderia ficar conversando com alguma amiga, ou até namorando, mas ela prefere voltar correndo para casa e ver como anda seu velho pai. Disse-me que ia comprar um telefone celular somente para conversar comigo enquanto estiver fora. Minha santinha.
Na semana passada, nosso bairro atingiu o recorde histórico de vinte e sete crimes em uma semana. Deu no rádio. Estamos longe de ser o ponto mais perigoso, mas, com esses números, chegamos também ao quinto lugar no ranking de violência da cidade. Que tristeza!
Eu tinha uns sessenta anos, na época, portanto não faz tanto tempo assim: a gente descia lá no ponto final da linha de ônibus, a dois quarteirões, e vinha a pé até a casa para caminhar um pouco, mexer-se. A qualquer hora do dia ou da noite. Quantas vezes, às duas, duas e meia da manhã, saí do escritório (ou de algum bar), desci no ponto, vim caminhando tranqüilo, curtindo minha cervejinha, um cigarro no canto da boca. Alguns cachorros latiam, um ou outro bêbado tentava puxar conversa. Seu Joveci, aqui da esquina, ainda estava vivo e sofria de insônia. Quantas vezes não me convidou para uma saideira!
Hoje, as ruas ficam desertas por volta das oito da noite. Dizem que são as novelas de tevê, mas eu tenho certeza de que é o medo. A perua cobra um pouco mais caro, mas acaba deixando Joana na porta de casa, porque nem ela nem ninguém se arrisca a andar dois quarteirões à noite.
Os crimes também acontecem de dia. Busilis, o filho de dona Ninha, morreu praticamente na minha frente, atingido por dois tiros que um cara gordo, de camisa aberta na barriga, disparou. Busilis era traficante, todo mundo dizia, e o cara gordo seria um agente policial. Acerto de contas lá entre eles. Meu coração bateu muito forte quando vi o menino caído, imóvel, a poça de sangue se formando debaixo dele.


Caro Berto.
Agora o Santa Cruz está no caminho certo…
Acho que voltará pra série “A” já no próximo ano.
R. Acabei de encaminhar esta foto que você nos mandou para o Cardeal Paulo Carvalho.
Aguarde a visita dele.
Ele quer te agradecer pessoalmente pela lembrança.


(Dr. Goy)
Há muitos mistérios no Universo que jamais desvendaremos. Mas, felizmente, esses são mistérios profundos e nem tão numerosos: como pode não ter havido começo e certamente não ter fim a existência desse espaço infinito? E por falar em infinito, como pode algo não ter fim? Você anda, anda, anda, chega a Manaus, sobe mais e está em Miami, passa por Nova Iorque, viaja mais um tanto está no Pólo Norte e aí é o fim da Terra você sobre, tem a Lua, Marte, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão, Mercúrio, o Sol (não necessariamente nessa ordem porque você não conseguirá segui-los em linha reta), e anda, anda, anda, milhões e bilhões e trilhões de anos-luz e bota número nisso e não chega nunca no fim do buraco.
Desisti de preocupar-me com coisas como essas e fixei-me em problemas menos intrigantes e ainda mais inúteis, como, por exemplo, tentar descobrir porque é que os cachorros andam meio de lado. Encomendei sobre isso estudos à Universidade de São Paulo e alguém já está preparando uma tese de doutorado. Aguardemos.
Outro mistério são os bem-te-vis norte-americanos. Embora nascidos e criados em país de língua inglesa eles não cantam I saw you very well. Como aprenderam o Português? Porque é que também cantam “bem te vi”? Também há estudos sendo feitos a respeito disso e a resposta poderá vir, ou não.
Entretanto, há mistérios que já foram desvendados, como é o caso do botão da roupa das mulheres ser do lado contrário ao botão da roupa dos homens.
Quando eu era menino era isso que servia para diferençar as roupas minhas e dos meus irmãos das roupas da minha irmã e das minhas primas que freqüentavam nossa casa.
Havia outros indícios que podiam ajudar, como a cor rosinha, desenhinhos de florzinhas, rendinhas e babadinhos, mas se alguma dúvida restasse olhávamos a posição dos botões e… pronto! Resolviam-se as dúvidas.
Não pensem que era sempre tão fácil: um primo distraído vestiu as roupas da irmã dele. Ele estava muito estranho, com a blusa de manga japonesa e o short pompom, mas desculpou-se – não tinha observado a posição dos botões.
Mas, seria realmente isso que faria a diferença entre as roupas? Logo descobriu-se que não, a diferença era mesmo o estilo, o modelo, não havia razão aparente para tal inversão, que só se justificaria de pronto se a maioria das mulheres fosse canhota, o que não ocorre.
Como sempre faço, pedi que minha assessoria pesquisasse o assunto e no prazo que determinei apresentasse a resposta.
Acaba de me chegar a solução. Meus pesquisadores descobriram que antigamente as mulheres da nobreza e da alta sociedade precisavam de muitas serviçais para vesti-las, porque usavam muitas roupas ao mesmo tempo, espartilhos que precisavam ser apertados, inúmeros botões a serem abotoados e desabotoados, e isso era uma tarefa demorada e cansativa, demandava às vezes horas.
A colocação do botão no lado esquerdo da roupa e a casa no lado direito facilitava essa tarefa para a outra pessoa.
Já os homens, que são seres que têm habilidade suficiente para vestirem-se sozinhos, puderam ficar com o botão do lado direito.
Pronto, mais um mistério do Universo resolvido graças às minhas providências!



Outra vez fiz um trabalho fictício simulando uma disputa entre dois poetas, dessa vez um desafio que ainda hoje é muito usado em cantorias, é um duelo em “martelo agalopado” onde os poetas se enfrentam cada um querendo ser melhor que outro.
Vamos ao desafio!!!
DESAFIO EM MARTELO AGALOPADO!!!
1º
Eu queria versar com um poeta
Que enfrentasse o terror do meu duelo
Pra cantar beira mar, mourão, martelo
De maneira abundante ampla e completa
Sem ter medo de curva e nem de reta
Me encarasse de frente, isso eu queria
O destino me fez a ironia
De trazer-me um idoso já cansado
Que guardou a viola é aposentado
Vai morrer de apanhar na cantoria
2º
Pois se eu estivesse em seu lugar
Nem pensava ir em frente, prosseguir
Bem melhor pensar antes, desistir
Que passar a vergonha de apanhar
Tantos outros tentaram me enfrentar
Terminaram caindo em depressão
Quem enfrenta um poeta campeão
É preciso ter fama e ter valor
E por isso aconselho a o senhor
Refletir e mudar de opinião
1º
Enfrentei grandes vates renomados
Sebastião, Louro Branco e Valdir
Vilanova Amâncio e Moacir
E tantos outros poetas respeitados
Todos eles ficaram admirados
Com o sucesso da minha evolução
Mas agora me chega um ancião
Pra querer enfrentar-me é impossível
Tem que ver que um poeta do seu nível
Já não tem mais valor na profissão


Hoje, sexta-feira, diz 9 de julho, o Cardeal Xico Bizerra, colunista deste JBF, vai entrevistar o pessoal do Quinteto Violado, a partir das 6 horas da tarde.
O programa é na Rádio Folha, aqui do Recife (96,7 FM), mas poderá ser ouvido por leitores de qualquer parte do Brasil e do mundo.
Garanto a vocês que vale a pena participar. Um programa da bixiga lixa!

Uma interpretação de Asa Branca pelo Quinteto Violado (arranjos do saudoso Toinho Alves) que marcou época e que ficará eternamente gravada na história da Música Popular Nordestina


Tô alegre que só pinto no lixo.
Registro, com muita alegria, xingamentos e esculhambações que me são dirigidas pelas direitas, pelas esquerdas e pelos que perderam o centro.
Nada me deixa mais feliz. Isto atesta que estou atingindo meus objetivos e cumprindo minhas metas.
Luleiros ardorosos e anti-luleiros fervorosos, dilmistas roxos e anti-dilmistas azuis, me acham um babaca perfeito. Existe galardão melhor que este???!!! Me digam mesmo se existe.
Numa postagem que fiz aqui, lamentando que tenhamos de escolher entre dois tolôtes feito Dilma e Serra, um leitor postou um comentário que continha um desafio.
Vou transcrever o comentário e transferir o desafio pros nossos leitores:
E uma coisa que ainda não consegui entender é essa ojeriza, sem nenhum motivo aparente e totalmente desprovida de argumento, contra o candidato do PSDB.
Pôrra, nivelar políticamente José Serra e Dilma Roussef é um disparate. Até concordo com resistências baseadas em regionalismos mas, mesmo aí, o Serra é melhor que a Dilma. A mulher não sabe nem mesmo o que é Maracatu, meteu-se a falar de frevo e cometeu gafes fenomenais.
Ah! Desafio todos os nordestinos dilmistas e regionalistas a apresetarem uma só foto da Dilma, em qualquer lugar do nordeste, anterior ao ano de 2002.
Façam o favor!
Pronto.
O desafio está feito: apresentar uma foto da candidata Dilma em qualquer lugar do nordeste antes do ano de 2002.
Mãos à obra, cambada de fuxiqueiros!


(Nota de Othoniel Menezes aposta a uma das sextilhas do livro “Sertão de Espinho e de Flor” (poema em 16 Cantos), no livro “OTHONIEL MENEZES - Obra Reunida”, do poeta (no prelo), por mim anotada.)
“Por que não, se o padre é um santo?
Lidou tanto, perdoou tanto,
que anda curvado, a tremer…
A cabeça, alva, é um capulho,
esgarçado ao sol de julho…
– São Marcelino há de ser.
* * *
Todo este poema, desde a primeira página, vê-se logo, é uma apologia, uma defesa do sertão e da admirável gente – vítimas, imbeles[1] e resignadas, do celerado abandono a que, de trezentos anos a esta época de atômica superfetação[2] da democracia, os relegaram, os políticos e o governo da república; vítimas da imbecil ironia de muitos “escritores’ e “poetas” granfinos, irmãos desnaturados, caluniadores de Jeca Tatu e Manoel Xiquexique, que aqui continuam a lutar sozinhos, pegando queda de corpo com o sol, para gáudio do parasitismo dourado dos “mestiços neurastênicos do litoral”.
A expressão anotada inspira-se nas recordações de infância do Autor, quando via ele, na figura do pároco de uma freguesia, a encarnação da pureza e da bondade dos velhos ministros da Igreja, e cujas mão eram beijadas, a cada encontro do dia, por todos os habitantes do lugar.
Seguem umas notas biográficas, devidas à incansável prestimosidade do Dr. Heráclio Pires, que já ilustrou várias das presentes NOTAS. Delas ressalta, simpática e original, a personalidade do vigário de Jardim do Seridó, naquela época (1899-1908), e evocada no poema:
“Era paraibano, e chegou ao Jardim em fins de 1899, como vigário. Foi um dos melhores homens – padres, sobretudo – de quantos tenho conhecido. Quando aqui chegou, já beirava pelos oitenta anos, trazendo uma velha criada e uma moçoila, que era sua sobrinha. O padre Marcelino Rogério dos Santos Freire era tio legítimo do major Umbelino Freire de Gouveia Melo, que foi administrador dos Correios, em Natal. A indumentária do velho sacerdote era o que havia de mais pitoresco, e assim o vi milhares de vezes. Avalie o amigo como ele resolveu o caso do preço, então elevadíssimo, dos chapéus sacerdotais: chamou a um dos nossos mais hábeis “carapuceiros” (fabricantes de chapéu-de-couro), deu-lhe todas as medidas, e mandou fazer um cahpéu de couro para o seu uso diário, com o formato dos chapéus de padre; depois de bem pintado a Nubian[3], ficou mesmo um belo chapéu.
Restava o caso da batina, o que, entretanto, não embraçou o nosso herói: mandou costurá-la de brim preto, com a dupla vantagem de ser mais fresca, neste rigoroso clima do sertão, e mais econômica! Veja que tudo ele resolveu sem ferir as exigências litúrgicas ou canônicas e, portanto, merecia aplausos. Também conheci aqui um oficial da nossa Polícia e que, um belo dia, me apareceu no balcão (o dr. Heráclio manteve uma ótima farmácia, em Jardim, por alguns decênios) com uma farda… de brim preto! Com os respectivos galões e botões próprios; menos, apenas, o cinturão… Censurando, eu, a propósito, o mau gosto da nossa Polícia, em adotar tal fazenda para os seus oficiais, ele me respondeu, com a maior naturalidade, que absolutamente não se tratava disso e, sim, que havia mandado confeccionar aquela farda funérea, porque lhe havia morrido o pai!… (…).
Voltando ao padre Marcelino: aqui passou ele cerca de 8 a 10 anos, durante os quais amealhou alguma pecúnia. Voltou à Paraíba, onde D. Adauto o agraciou com o título de Cônego. Ali morreu, com mais de 90 anos de idade”.
(*) Padre Marcelino Rogério dos Santos Freire (Vigário de Pedra Lavrada/PB, de 1860 a 1870 e de Jardim do Seridó/RN entre 1899 a 1908).
[1] Que não é belicoso; não beligerante.
[2] Coisa que se acrescenta inutilmente a outra; excrescência, redundância.
[3] Antiga marca de tinta para calçados.


Iluminado Papa,
Indecisão é a palavra de muitos.
R. Tem coisas que, quando caem na internet, viram uma verdadeira febre. Estas placas são um exemplo perfeito. Já foram até inspiração para coluna nesta gazeta da bixiga lixa.
E estas ondas são ótimas, pois não deixam a peteca cair e fornecem sempre bestagens pra gente prosseguir na louvável campanha de baixar cada vez mais o nível do JBF.
Existem temas que caem nas graças dos internautas e chegam a congestionar o correio do jornal, tamanha a quantidade de mensagens trazendo o assunto, a foto ou a ilustração do momento. Tem uma sequência de fotos de autoridade mulçumanas destruindo garrafas de bebidas alcoólicas que não se passa um único dia sem que ela chegue por aqui mais uma vez.
Faço uma ginástica danada pra evitar repetições, mas nem sempre tenho sucesso. É comum receber coisas que já foram publicadas há muitos e muitos meses. A memória do Papa, ao contrário da sua autoridade, é falível…
Sobre o caso particular desta foto, eu só tenho uma pergunta a fazer: em que bixiga de cidade ficam estas bobônicas destas ruas???!!!


Toda derrota é assim: reclama um culpado, real ou mesmo um simples e indigitado bode expiatório. No futebol, na vida.
Quando atendia crianças em ambulatório de pediatria era muito comum, entre queixas e sinais clínicos, ouvir: “Doutor, eu não tive culpa”, como se a febre, a coriza, a tosse, a dor abdominal ou mesmo o pequeno acidente doméstico tivessem necessariamente um responsável além das contingências da vida. “Minha senhora, toda criança saudável coleciona cicatrizes”, quanta vez tive que argumentar.
Talvez seja pela nossa cultura ocidental cristã, que cultua a culpa (e o pecado) como ante-sala do arrependimento e da remissão. Se não houvesse pecado e culpa, para que o perdão?
Agora imagine isso no futebol, essa paixão sem limites que contamina nove em cada dez brasileiros. Pior: não se trata de um campeonato qualquer, é da Copa do Mundo que se fala, essa coisa monstruosa que a cada quatro anos põe em causa o talento, a garra e o patriotismo de onze atletas e a sapiência e a capacidade de comando de um técnico. Tudo isso sob os olhares atentos, rigorosos e tensos de milhões de telespectadores. O herói de hoje se converte no mais reles vilão no dia (ou no jogo) seguinte como que por um lance de mágica.
Dunga, contra a Rede Globo e tudo, às vésperas do jogo com a Holanda ostentava índice de popularidade perto do alcançado pelo presidente Lula. Um fenômeno. Felipe Melo, o meia-armador que deu o passe para o gol de Robinho, num instante conquistou o grau de gênio: “Que visão de jogo! Na medida!”, elogiavam narradores entusiastas. No segundo tempo, porém, após a falha no primeiro gol holandês e sobretudo depois da expulsão de campo, virou um medíocre e desequilibrado meio-campista. Um perfeito vilão.
Agora se multiplicam as resenhas esportivas no rádio e na TV, artigos e balanços retrospectivos nos jornais e nos sites especializados, todos focados numa única e exclusiva obsessão: achar o culpado.
Claro que é Dunga! Ou alguém conhece algum fracasso em torneio tão importante em que o técnico não seja o caudatário natural da santa ira dos apaixonados torcedores?
Tudo bem que a maioria já punha em dúvida a capacidade de Dunga, desejava um futebol vistoso, que fizesse jus à fama de melhor do mundo. Mesmo que não ganhasse, pois o que vale é a beleza da vida e não necessariamente a vitória, asseverou o ex-craque Sócrates em entrevista à revista Caros Amigos. Só uma minoria compreendia a estratégia do gaucho hoje chamado pejorativamente de “anão”, de vencer a batalha no meio do campo e liquidar o adversário através da criatividade dos nossos atacantes. Mesmo se sabendo que de 1974 para cá, nenhuma seleção foi campeã jogando aberto e priorizando o chamado futebol arte.
Bom, a Pátria está salva: o culpado existe. Agora podemos dormir em paz e voltar nossas energias para a outra guerra que se aproxima.


O programa autoritário do PT – que a candidata Dilma assinou, mas rejeitou, constrangida com a pregação de restrições às liberdades e de controle da imprensa – mostra que em um eventual governo da ex-ministra não haverá lugar para o “conselheiro” Lula.
* * *
Trocar às pressas o programa JÁ entregue ao TSE, depois que se deram conta do tamanho da merda que cometeram, foi uma das maiores presepadas da política deste país esculhambado chamado Brasil que eu já testemunhei em toda minha vida. Os aliados “reaças” de Lula (tipo Sarney, Inocênio e Temer) ficaram “porraqui” com a cagada.
Este “programa” do PT foi integralmente redigido pelo Aspone Marco Aurélio Dente-Podre Garcia, o Incansável, que volta sempre a insistir nos delírios esquerdopatas após cada cacetada. Os principais tópicos são os mesmos que constam de um documento apresentado à pré-convenção do PT e, igualmente, no execrável documento sobre Direitos Humanos.
Tudo tem seu tempo. Já teve o “esqueçam o que escrevi”, o “esqueçam o que eu disse” e o “eu não sabia”.
Agora é a vez de Dilma criar o “não sei se eu assinei”.