10 julho 2010 FULEIRAGEM

WALDEZ - AMAZÔNIA JORNAL

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10 julho 2010 A PALAVRA DO EDITOR

NA MÃO DA MÁQUINA

Caríssimos asseclas, cúmplices, abestados e fanáticos:

O computador reserva, o chamado laptop, operado pela Papisa, deu pau. E vai pra assistência técnica na próxima segunda-feira. E por lá a gente não tem a menor idéia de quanto tempo vai ficar.

De modo que o JBF conta, neste momento e pelos próximos dias, apenas com o computador principal. Rezemos pra que ele não dê pau também enquanto o reserva não fica pronto. Pela Lei da Implicância Natural das Coisas, é quase certo, ou altamente provável, que ele quebre.

Portanto, se esta merda de jornal passar a não ser atualizado de um momento pra outro, já estão todos avisados do que está acontecendo. E isto não é motivo pra ninguém se suicidar. Em breve a bodega volta ao normal.

Bom domingo pra todos.

 

10 julho 2010 FULEIRAGEM

ALECRIM - CHARGE ONLINE

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JACKSON TAMBÉM ESTIRAVA O DEDÃO

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Alceu Valença e Jackson do Pandeiro estirando o dedão para o forró fuleiro das bandas e um falso pernambucano

Hoje eu estava olhando velhas fotos de Jackson do Pandeiro que tenho aqui em meus arquivos e de repente fiquei a observar atentamente a foto aí de cima. É Jackson com o chapéu de Alceu Valença e Alceu com o chapéu de Jackson. Em comum, os dois estão com o dedo “maior de todos” estirado.

Passei a refletir e perguntar-me: pra quem eram esses dedões? É sabido que ao tempo em que foi feita esta foto, meado da década de setenta, a música de Jackson como todo o forró estava por baixo. A bossa nova já tinha passado, a jovem guarda de Roberto havia sumido, mas as suas baladas continuavam. O rock vinha ganhando a preferência dos jovens, mas a música brega já despontava no horizonte.

O forró estava reduzido a guetos nas grandes capitais, porém era ainda enormemente tocado nas emissoras de rádio do interior do Nordeste.

Mas e os dedões? Ah, sem dúvidas eram destinados àqueles que facilitavam a invasão da música estrangeira no território brasileiro, esquecendo-se do coco, do samba, do xote, do baião, do rojão, do frevo, do calango, do maracatu, da toada sertaneja e do xaxado, enfim das coisas tipicamente nossas.

Os dedões estirados eram um protesto contra o desprezo pela nossa música de raiz que é a base da legítima música popular brasileira. Os dedões foram a vingança de Alceu e Jackson contra os que se esforçaram para colocar um artista do quilate do Rei do Ritmo numa situação financeira tão difícil a ponto de ter que sair catando moedinhas em sua casa no bairro de Olaria no Rio de Janeiro para pagar uma passagem de ônibus para o centro da cidade a fim de verificar se nas sociedades de direitos autorais havia algum trocado pra ele. É triste, mas foi verdade!

De repente olhei pro calendário pra ver se hoje era 10 do mês, dia em que vencem várias das minhas contas e aí me lembrei: hoje é 9 e amanhã será 10 de julho. E em 10 de julho de 2010 vão se contar 28 anos do falecimento de um dos nossos mais queridos artistas populares.

Recentemente, apareceu lá pras bandas da Bahia um idiota pernambucano dizendo que Jackson era um picareta, aproveitador, do tipo que emplacava seu nome como compositor nas músicas que gravava. E ainda me fez um desafio estúpido de apontar as músicas compostas por Jackson.

É claro que esse Mané não conhece o repertório do Jackson. Que é apenas um despeitado, mentiroso e mau caráter que não tem brilho nenhum para enxovalhar a memória desse ilustre paraibano. Então, o dedão de Jackson vai pra ele também!

Como o seu desmascaramento vai ocorrendo aos poucos, aqui vai um dos melhores sambas gravados por Jackson, a música Caso de Polícia. Imaginem de quem é a autoria: Jackson do Pandeiro e Oswaldo Oliveira, um paraibano e um paraense que chegaram a ser colegas na gravadora CBS. Bons cantores, bons de ritmo, bons amigos e ótimos compositores. Mas não se esqueçam, Jackson nunca fez música nenhuma, se apropriava das músicas dos outros segundo a triste figura que não merece sequer ter o seu nome aqui mencionado.

Vai Jackson, empurra o teu dedão também na cara desse safado!

10 julho 2010 FULEIRAGEM

CÍCERO - JORNAL DE BRASÍLIA

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FRASES QUE MARCAM

A tristeza e a alegria, sentadas com a melancolia, vazias de papos, rabisca em guardanapo que a tristeza não tem fim, mas a felicidade, sim“. Disse o poetinha, Vinicius de Moraes, no poema A Mesa de Bar, num triste momento de desilusão. Sofreguidão com a vida.

Recife é a cidade das incertezas. Local de muitas desilusões, decepções. Terra das construções inacabadas. Lugar de prédios velhos, caindo aos pedaços.  Sem projetos de recuperação. Uns ainda em plena utilização. Outros, no entanto, por oferecerem perigo, afugentam os frequentadores.

Entre estes prédios depreciados, encontra-se o esqueleto do edifício Chanteclair, localizado na Avenida Marquês de Olinda, no bairro do Recife, vizinho ao Marco Zero.

O Chanteclair, construído no Século 19, tem histórias brilhantes. Foi atração durante muito tempo, nas noites da boemia recifense. Abrigava no térreo o inesquecível Bar Gambrinus que funcionou desde a inauguração, acontecida em 1930, até o ano de 2000, quando foi obrigado a cerrar as portas. O Gambrinus, durante muito tempo, foi o ponto de encontro para a nata da boemia e da intelectualidade da capital pernambucana.

Foi o principal ponto de prostituição da zona portuária da capital pernambucana. Por causa da redução da atividade e a decadência do Porto do Recife, que perdeu a vez para Suape, atualmente, o estopim do desenvolvimento pernambucano, o Chanteclair teve de fechar-se para a cidade. Desabrigar as prostitutas que ainda teimavam em residir no prédio, acostumadas a viver com os fáceis dólares recebidos dos marinheiros de navios estrangeiros.

Hoje, o Chanteclair vive o dilema da restauração. Embora tombado, faz 10 anos, discute-se o que fazer com o que restou do outrora famoso prédio. A idéia da recuperação começa com a Prefeitura que em parceira com outros órgãos, alardeou o desejo de restaurar o imóvel, na tentativa de ali instalar um Espaço Cultural.

Com a desistência municipal, surgiram vários projetos da iniciativa privada com a mesma finalidade, porém, nenhum foi à frente. Pelo contrário, ficou passando de mão em mão e, até hoje, a decisão continua pendente.

Os mais velhos lembram que a modernização do Bairro do Recife se deu com a chegada de bares, lanchonetes, prostíbulos, boates e bancos no início do século XX. Ano de 1900.

No entanto, a partir de 1970, a praga da deterioração se abateu sobre o outrora nobre bairro. Trouxe o desaquecimento da vida funcional, a tristeza, a fuga do comércio, a expulsão das meretrizes para outros locais. A decadência.

Desde 1987, o poder público baratinado tenta soerguer o bairro, sem sucesso. Luta para manter e preservar a memória história, os tesouros artísticos, sem obter êxito. Sem encontrar a trilha do sucesso. Sem saber o que fazer para eliminar o lado feio, tosco, da bela Recife.


10 julho 2010 FULEIRAGEM

XALBERTO - CHARGE ONLINE

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10 julho 2010 DEU NO JORNAL

COM O CU CHEIO DE CANA

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Lula desconstruiu o projeto do ministério do turismo para Copa de 2014 durante discurso na África 

Num discurso de improviso, destinado a lançar uma campanha de promoção internacional do turismo no Brasil com vistas à Copa de 2014, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou uma imagem do país que o Ministério do Turismo não gostaria de ver enaltecida.

Lula alertou os estrangeiros sobre o risco de ser mordido por “uma sucuri destreinada”, disse que os brasileiros não sabem inglês mas são bons na arte de “mimicar”, garantiu que o país é tão bem servido de homens quanto de mulheres e lamentou que as pessoas vão ao cinema e na volta não encontram o carro, porque foi roubado.

A cerimônia com a presença do presidente ocorreu num espaço montado pelo governo, num centro de convenções, no coração de Johanesburgo. Lula passou um tempo folheando o discurso preparado para o evento. Mas deixou-o de lado e arrancou gargalhadas já ao mencionar as autoridades presentes. Chamou o prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, de governador, corrigiu-se, mas acrescentou, rindo: “Mas um dia vai ser. Um dia vai ser”.

Lula elogiou a diversidade racial brasileira fazendo um contraponto com outros povos. “Quando você vê a Alemanha em campo, com exceção do brasileiro Cacau, você só vê alemão. Quando você vê o Japão, você só vê japonês. Quando você vê a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, você só vê coreanos, com a diferença que uns riem mais que os outros. No jogo Itália e Servia, não tinha um único negro nem no banco de reservas”.

Curiosamente, o filme exibido pelo Ministério do Turismo, para ser lançado assim que acabar a final da Copa de 2010, mostra um Brasil quase inteiramente branco. Até ao mostrar o público na arquibancada do Maracanã, a publicidade dirigida por Fernando Meirelles exibe em primeiro plano uma mulher loira.

Lula elogiou a beleza do brasileiro. E observou: “Quando eu falo em beleza, vocês têm que compreender que para cada sapo tem uma sapa. Ninguém fica sem seu par”.

Em seguida, o presidente fez uma digressão sobre os motivos que impedem o brasileiro de ir ao cinema. Queria fazer um paralelo com a dificuldade de levar turistas estrangeiros ao Brasil. E disse: “O cidadão vai ao cinema e depois quando vai buscar o carro, roubaram”.

Ao falar das belezas naturais do país, Lula mencionou especialmente o Amazonas, o Pantanal e a Chapada Diamantina. “A floresta mais incrível do mundo, rios maravilhosos, mas tem que ser de maneira ordeira. Se sair da linha, uma sucuri destreinada vai pegar vocês”.

Lula arrancou aplausos ao criticar as companhias aéreas brasileiras, que não têm vôos diretos para a África. Disse que é uma questão de honra para ele, assumida diante do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que este quadro seja mudado. “Não é possível que o avião brasileiro passe sobre a África e não pare. Tem que parar. O africano que quer ir para o Brasil tem que pegar um avião para Paris. Se ele vai até Paris, por que vai para o Brasil depois?”

O presidente também divertiu o público ao falar que o turista que for para o Nordeste vai encontrar um povo muito acolhedor, mas que não sabe falar inglês. “Mas tem a grande capacidade de fazer mímica. É a capacidade de mimicar do povo brasileiro”. Dirigindo-se a Marco Aurélio Garcia, assessor especial para assuntos internacionais, Lula perguntou: “Esse verbo existe?” E ouviu um não, mas o verbo existe segundo o dicionário Houaiss.

Lula encerrou o improviso lendo a última frase do discurso preparado para ser lido. “Eu ia ler meu discurso, mas não li. Então vou ler só a última frase. O Brasil está te chamando. Celebre a vida aqui”, disse, fazendo graça.

 

 

10 julho 2010 FULEIRAGEM

IQUE - JORNAL DO BRASIL

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PAPISA ALINE BERTO - RECIFE-PE

Remexendo as coisinhas do meu filho, me deparo com um livro que ele ganhou, com muito carinho, do nosso colunista cardeal Hardy há exatamente 1 ano.

O livro se chama “O Bailado Esportivo” e conta cada momento vivido numa partida de futebol, de uma maneira agradável, com versos e no ritmo do futebol. Uma dica superinteressante para os pais.

O papinha não lê ainda, mas já está entre os livros de leitura obrigatória.

Abraços Hardy e mais uma vez, obrigada, sempre.

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Quem quiser adquirir essa maravilha, podem comprar pelo site das Lojas Americanas.

Um trecho do livro:

A FOLHA-SECA
(chute longo com efeito)

A folha-seca começa
na escolha do gomo certo;
na hora em que o batedor
ajeita a bola no chão…

…a posição da costura…
…um certo ponto incerto,
que ele conhece tão bem,
de ensaiar à exaustão.

São horas, após o treino,
de muito chute e suor…
Mas, no momento preciso,
ele sabe tudo… de cor.

Tal como um arqueiro,
que avalia a força do vento
antes de soltar a flecha…
respira por um momento.

E a bola-flecha suave…
ultrapassa a barreira…
Parece que vai sobre a meta…
Parece, …
mas
       desce
                 ligeira.

Não por ter cessado o vento,
tampouco pela gravidade…
Talvez por um dom divino
chamado genialidade.

10 julho 2010 FULEIRAGEM

TIAGO RECCHIA - GAZETA DO POVO

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10 julho 2010 DEU NO JORNAL

UM TEXTO DE GILSON CARONI FILHO

SERRA, UM PRESS RELEASE PERIGOSO

Sem fortuna nem virtù, a candidatura Serra deve ser encarada como de fato se apresenta: uma irresponsabilidade política que busca construir sua persona a partir de clichês oratórios de desqualificação da principal oponente, a ex-ministra Dilma Rousseff. O teatro político que pretende montar, tentando se valorizar no jogo da sucessão, pode vir a se revelar o fracasso da temporada, não só pela fragilidade pessoal do ator como pela biografia do elenco de apoio. Mais dia menos dia, terá que descer a cortina, encerrando a apresentação.

Quando diz não ser “ventríloquo de marqueteiro nem de partido, nem de comitês, nem de frações, nem de todas aquelas organizações antigas de natureza bolchevique, que do bolchevismo só ficaram com a curtição pelo poder, porque utopia não ficou nenhuma”, importantes perguntas se impõem. Afinal, por quem fala José Serra? Ou, melhor: quem, dissimulando o timbre natural da própria voz, fala por ele? Quem é o boneco nesse jogo mal-ajambrado?

A coligação oposicionista é uma gigantesca operação de engodo promovida pela mesma dupla (PSDB/DEM) que, entre 1994 e 2002, se superava, dia após dia, em matéria de socialização de prejuízos privados e entrega do patrimônio público. Em oito anos o país quebrou duas vezes, as dívidas, interna e externa, cresceram descontroladamente. O grau de dependência se precipitou e a desigualdade alastrou-se.

O descaso com a questão social – vista até hoje pelos tucanos como um estorvo para as contas do governo – fez com que a miséria e o aviltamento dos salários se expandissem. Dados do Banco Mundial, em 1997, apontavam 36 milhões de brasileiros com renda inferior a US$30, o que explica o número assustador de crianças que trocavam a infância e a escola pelo trabalho precoce. Enquanto isso, o governo FHC excluía o imposto sobre as grandes fortunas do seu pacote fiscal. Quebra-se o país, jamais um banco, ensinava o príncipe dos sociólogos.

Em 2001, a mudança no fluxo de capitais agravaria o desequilíbrio externo brasileiro, com a entrada de recursos estrangeiros caindo US$ 10 bilhões em relação ao ano anterior. Para piorar a situação, cresceria a remessa de lucros e dividendos, devido à crescente internacionalização da economia ocorrida na segunda metade da década de 1990. Tudo isso levava a uma valorização excessiva do dólar.

E o que fazia FHC e seu séquito diante da crise do modelo? Segundo o Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi), enquanto 80% das microempresas estavam inadimplentes, o governo arquitetava, via BNDES, o socorro das grandes corporações endividadas em dólar. De fato, uma garantia ao mercado que “aquelas velhas organizações bolcheviques” jamais ousariam dar.

É o retorno de catástrofes dessa natureza que a candidatura Serra promete. O neoliberalismo, expressão recente da direita, não hesitará em fazer uso de conhecidas “reengenharias” para destruir o Estado, deixando sobreviver somente os órgãos que garantam os interesses mercantis. Serra é o ventríloquo de um grupo que está convencido de que é necessário reciclar o manual de terra arrasada. O pequeno remanejamento da aliança partidária que deu apoio ao governo de FHC não traz novidades substantivas. O que é o PPS senão o adorno de conhecidos arrivistas?

O DEM (antigo PFL) tem um histórico de hipocrisia, cinismo e empulhação. A mudança de nome, apontada por suas lideranças como primeiro passo de ajustamento necessário, não resistiu a duas primaveras. A operação “Caixa de Pandora”, apontando o governador de Brasília, José Roberto Arruda, como principal articulador de um esquema de corrupção envolvendo integrantes do seu governo, empresa com contratos públicos e deputados distritais, revelou o DNA da “novidade”.

Das minúcias, futricas, esperneios, conselhos e advertências desse espectro político, a grande imprensa recolhe a matéria-prima para fazer seus boletins de campanha. José Serra, o acaciano retórico, produto híbrido do latifúndio com a banca, é um personagem de press release. Não deve ser levado a sério quando fala em modernidade. Seu projeto autoritário precisa da mídia com poder de Estado e do mercado como única instância de legitimação.


10 julho 2010 FULEIRAGEM

M. JACOBSEN - CHARGE ONLINE

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POR QUE TANTO ÓDIO?

O que faz uma pessoa ter sentimentos tão mesquinhos? Desconhecimento, desamor, medo, insegurança?

As declarações de membros de comunidades presumidamente de São Paulo no Orkut, com relação aos Nordestinos, pedem uma reflexão. Não dá para rebater no mesmo tom, seria no mínimo incoerência. Como disse o poeta Antônio Marinho em recente conversa, como discutir um assunto desta importância com pessoas que desconhecem Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire, O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro? Ou mesmo que desconhecem o valor de Rogaciano Leite, Graciliano Ramos, Câmara Cascudo, só para citar alguns, já que não podemos citar todos, pois são centenas nas áreas mais distintas.

Patriotismo exagerado, bairrismo, discriminação social, são coisas atrasadas e já nos levaram a guerras e outras sandices.

A pregação católica de que somos todos irmãos parece não encontrar eco na mente dessas pessoas, que na maioria se dizem cristãs, mas repercute bem na cabeça do ateu aqui.

Desconheço qualquer manifestação ou declaração de ódio dos nordestinos com relação aos paulistas ou qualquer outro povo, quando muito no próprio site existem comunidades como: “Odeio quem odeia Nordestinos” o que é razoável diante dos fatos.

Afinal, não vou falar de nenhum critério competitivo, como quem é melhor, ou quem tem as mais belas paisagens, praias, quem é mais rico ou produtivo, etc. não é por aí.

Tomo chimarrão todos os dias e não sou gaúcho, durmo em rede e não sou cearense, gosto de pão de queijo e não sou mineiro, não desprezo uma moqueca, um vatapá, um acarajé, um tacacá, tudo isso em nome da integração nacional. Gosto de vinho Francês, de Whisky Escocês, queijo Suíço, chucrute, taco, sashimi…

Sou um cidadão do mundo! O resto é pobreza de espírito, de uma minoria, claro.

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10 julho 2010 FULEIRAGEM

TACHO - JORNAL NH

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10 julho 2010 A PALAVRA DO EDITOR

CONTINUO AGUARDANDO CONTATO

 ACESSOS AO JORNAL DA BESTA NOS ÚLTIMOS DIAS

30.000
0
18.578

17.585

18.914

19.588

17.367

17.339

    Dom 04/07  Seg 05/07     Ter 06/07   Qua 07/07   Qui 08/07   Sex 09/07

* * *

Conforme o gráfico acima, chega-se à conclusão que tivemos uma média diária 18.228 acessos nos 6 últimos dias. Leve-se em conta que a audiência teve uma queda por conta dos jogos da Copa do Mundo. Vamos torcer para que de julho pra agosto os números voltem a crescer.

Mesmo assim, novamente foi ultrapassado o número de meio milhão de acessos durante o mês de junho. Total exato: 575.116 acessos.

Eu fico desconsolado e uma tristeza imensa me invade o coração, quando constato que, mesmo com esta brilhante performance, o JBF ainda não recebeu qualquer cantada dos governo federal, estadual ou municipal, pra virar “chapa branca”. Até o momento em que redijo estas mal traçadas, um único oferecimento de propina ou embolsamente de verba pública foi oferecido ao Conglomerado de Comunicações Besta Fubana.

E eu já deixei bem claro (e volto a fazê-lo agora) que estou disponível e aberto a qualquer negociata, tramóia, subterfúgio ou lance corrupto. Morro de inveja dos jornalistas de programa que louvam o governo, garantem que nunca houve antes no Brasil uma administração como a atual e estão tudo com o furico entupido de dinheiro ou recebendo gordas verbas de contratos de serviços que eles nunca prestam.

Eu estou aqui, seu tesoureiro da campanha de Dilma ! ! ! ! 

Confira os números, cheque os dados e faça o lance. Eu tô inteiramente às ordens.

* * *

No último mês de junho o JBF foi acessado em 79 paises do mundo e em 241 cidades brasileras.

Os cinco primeiros paises em quantidade de leitores são estes:

1. Brasil - 33.837
2. Portugal - 537
3. Estados Unidos - 413 
4. Espanha - 68
5. Itália - 48

As 10 primeiras cidades em quantidade de leitores são estas:

1. Recife - 5.975
2. São Paulo - 3.875
3. Rio de Janeiro - 2.668
4. Belo Horizonte - 2.125
5. Brasília - 1.855
6. Fortaleza - 1.373
7. Natal - 1.316
8. Cuiaba - 1.233
9. Salvador - 1.188
10.Maceio - 645

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10 julho 2010 FULEIRAGEM

ZÉ DASSILVA - DIÁRIO CATARINENSE

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A BUSCA PELOS HOLOFOTES

Costuma-se dizer na sabedoria popular que: “formiga que quer se perder, cria asa”. E até certo ponto, a afirmativa cerca-se de uma precisão absoluta.

Neste mundo globalizado, a busca pela notoriedade acirra-se a medida em que o tempo avança.

Estar na mídia, significa por um lado, tornar-se conhecido nacionalmente, resultando daí a probabilidade de transformar este conhecimento em algo rentável, com aquilo que costumeiramente chamamos de “gana”, “bufunfa”, “cacau”, “arame” ou quem até um “faz-me rir”…

É bom salientar que a convivência com a fama, as vezes costuma sair muito caro, e o famoso que não tiver estrutura para suportar esta cobrança, na maioria das vezes, costuma despencar com a mesma velocidade com que subiu.

E neste aspecto, os exemplos mais patentes desta afirmativa, localiza-se no “universo da bola”, o mundo dos jogadores de futebol.

Não precisamos ir muito fundo, ou mais precisamente, promover uma pesquisa trabalhosa para procurar exemplificar de maneira mais precisa, o que representa “a fama” para aqueles que, de forma mais simples, “embarcam” na profissão onde se precisa pura e simplesmente de poucas aptidões pessoais. Basta apenas, ter intimidade com uma bola. O resto fica por conta da mídia…

Se fossemos tentar enumerar os casos onde a trajetória daqueles que de uma hora para outra, viram-se diante dos holofotes da fama, e que, de alguma forma, não souberam administrar esta nova experiência de vida, não teríamos espaço suficiente para lista-los.

Principalmente, daqueles onde o personagem principal, trouxe como referências, uma vida simplória, aquela onde não se encontra nenhum elemento que possa significar um alicerce formador de uma estrutura social compatível com tudo aquilo que se apresenta como novo, principalmente pela violenta guinada social a que eles são submetidos.

Clique aqui e leia este artigo completo »

10 julho 2010 FULEIRAGEM

BRUNO - VALEPARAIBANO

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CARLOS IVAN - OLINDA-PE

Santíssimo

O mundo é feito de criatividade. Todo dia se faz contato com coisa nova. Chegam novidades para encher o nosso tempo. Matar a curiosidade. Trazer inspiração nas pesquisas. Nas labutas. Na evolução da ciência. Na técnica da inovação.

Por isso, a Terra é bela, gostosa e produtiva. Justamente por passar o tempo definindo o nosso perfil de vida. Pra que a humanidade possa viver melhor, um dia, induzida para o progresso da paz, do amor e da compreensão. Tentando apagar as exceções. Que teimam em superar a boa vontade das pessoas de bem. Felizmente, graças à proteção divina, ainda encontrada em grande quantidade na face terrestre.

Quem criou o texto abaixo é gênio. Anônimo. A experiência foi criada para atender a duas prerrogativas. Dar velocidade à leitura. Estimular os alunos novatos da Universidade de Salamanca, na Espanha, que iniciam o curso de Linguística, a tomar gosto pela opção do estudo.

Leia o texto rápido. Sem errar. Depois, leia somente a terceira palavra de cada frase e vá interpretando o significado. Ao final da leitura, é formado um pensamento. Reflita e veja se o tema se encaixa na sua personalidade.  Se não, ótimo. Você é perfeito. Esqueça o divã do psiquiatra.

O gato assim fez
O gato é fez
O gato que fez
O gato se fez
O gato mantém fez
O gato um fez
O gato anormal fez
O gato ocupado fez
O gato por fez
O gato dez fez
O gato segundos fez

10 julho 2010 FULEIRAGEM

ANDRÉ - O IMPARCIAL

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HOMENAGEM AO REI DO BAIÃO!!!

Como um eterno admirador do rei do baião o nosso imortal “Gonzagão” ao se aproximar a data em que completará vinte e um anos da sua passagem para o plano superior fiz esse singelo poeminha em sua homenagem, se a sua presença física não está mais  em nosso convívio o eco do seu grito ainda ecoa forte nos quatro cantos desse país e nunca se calará, porque Gonzaga continuará sendo a locomotiva que puxa os vagões da nossa musica autêntica

Aos rincões mais longínquos dessa nação através dos seus fiéis  discípulos que sempre irão representá-lo em cada palco e em cada praça levando a essência da sua poesia pura e genuinamente nordestina até aqueles que como eu jamais irão esquecer daquele que foi a estrela maior da nossa musica sertaneja.

Eternas saudades do rei do baião!!!!

AO REI DO BAIÃO…
VINTE E UM ANOS DE SAUDADE!!!

A asa branca ainda hoje está tristonha
Pássaro carão na lagoa se calou
O assum preto a acauã e os sabiás
Também estão sem cantar mais
Depois que o rei se encantou

Luiz Gonzaga tua ausência desconforta
Se a matéria hoje está morta…
A tua voz ainda ecoa nos sertões
Tu fosse rei que não perdeu a majestade
Vinte e um anos de saudade
Ainda machuca os corações

A Caiçara foi teu primeiro cenário
E Januário foi teu pai e professor
Teu brado forte foi distante, correu mundo
Com teu talento fecundo foi do baião o fundador

Será eterno esse eco do teu grito
Teus seguidores nunca deixarão morrer
O teu legado vale bem mais do que ouro
É infindo esse tesouro jamais irá perecer

Em dois de agosto já será vinte e um anos
Que em outros planos está cumprindo outras missões
Aqui na terra a saudade nos devora
Porque o rei foi embora cantar no céu os seus baiões

CARLOS AIRES  10/07/2010

10 julho 2010 FULEIRAGEM

BELLO - TRIBUNA DE MINAS

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CARDEAL CÍCERO CAVALCANTI - CUIABÁ-MT

UM SANTO OFICIO

Bondosa (pero no mucho) Santidade

Em nome de uma procuração a mim passada pelos quatro Cardeais que assinam esta missiva, e que me dá direitos de vender, comercializar, alugar, emprestar para orgias, afufunhamentos, troca-trocas e outras santas atividades, todo o patrimônio auferido por apropriações débitas e indébitas sobre a coleta de dízimos da Santa ICAS, pungadas diuturnamente por essas probas Eminências;

em nome desses mesmos direitos que incluem mandar tomar no referido fiofó, ou à puta que o pariu, todos os que usarem seus santos nomes em vão;

direitos que se estendem também a poderes de dividir a renda auferida pela ong tão bem dirigida por Vossa Santidade, falcatruante e atuante na defesa da marginalidade matante e assaltante – como nunca dantes – em busca da igualdade social perante o capitalismo sórdido, frio e cruel;

Comparecemos humildemente perante à V. Santa Tolerância para solicitar, cândida  e simploriamente a readmissão do pária, excomungado, fugitivo, renegado e desertor Abílio Neto aos quadros da ICAS, desta vez em caráter irrevogável.

O referido destemperado e abíliobado novo integrante desse nosso benemérito sacerdócio, deverá receber o posto de Cônego, e , como paga pela rebeldia de ter rejeitado a honra de ser um postulante dos nossos princípios maucaratistas, deverá ficar encarregado, por tempo a ser determinado por Sua Santidade, de limpar latrinas, fossas e banheiros do Palácio Pontifício.

Faz-se mister informar que o Cardeal Huytamar, o mais vingativo de todos os que assinam esta santa solicitação, propôs que o repenetrante também se encarregasse de lavar as cuecas do Santo Padre, o que foi rejeitado por todos.

Certos de Vossa Santa Bondade, aqui assinamos,

CARDEAL CICERO CAVALCANTI (assinatura ilegível)
CARDEAL GOIANO - mais conhecido por ovelha enrabada ou goiaba.
( por ser analfabeto deixou sua marca digital)
CARDEAL NATAN (assinatura ilegível)
CARDEAL HUYTAMAR ( assinatura ilegível)

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…aqui beijamos Vosso Santo Anel

 

 

 

 

10 julho 2010 FULEIRAGEM

AMORIM - CHARGE ONLINE

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SETE MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE JOSÉ HONÓRIO

João Furiba

Aquela casa pequena,
lá na beira da estrada,
foi a Igreja Sagrada,
de mamãe rezar novena,
hoje o cupim lhe condena,
comendo a madeira dela,
acabou porta e janela,
no chão só restou a traça.
Hoje só resta a carcaça
da casa que nasci nela.

* * *

Antônio Bezerra
 
Com a morte de Pinto do Monteiro,
cantador pode andar desassombrado,
que a estrada do verso improvisado
ficou livre pra todo aventureiro,
sem porteira, sem cerca e sem vaqueiro,
dedicado, fiel e competente,
e a surpresa do verso inteligente
já é quase figura do passado.
Não há mais cascavel de bote armado
na vereda apertada do repente.

* * *

Leo Cruz

Admiro a exuberância
De um poeta em cantoria
Com a tempestade de versos
Que num instante ele cria
E as nuvens do seu juízo
Soltam raios de improviso
Riscando o céu da poesia.

* * *

Bob Motta
 
Nem ostra, nem catuaba,
nem caldo de tubarão,
culhão de touro ou pirão,
nem mesmo, uma caldeirada;
vai levantar a “finada”,
que vive olhando p’ro chão.
Nem pentelho de barrão,
lhe digo, na minha verve;
isso de nada lhe serve,
quando se acaba o tesão.

* * *

João Gualberto Aguiar

Arlequim e Colombina
no bloco tocam pistom
botam pó rouge e batom
confete com serpentina
minha musa bailarina
teu perfume eu vou cheirar
um bom fumo vou tragar
longe daqui, aqui mesmo
tem cerveja com torresmo
na piscina azul do mar.

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10 julho 2010 FULEIRAGEM

LUTE - HOJE EM DIA

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SALVE O VIOLÃO DE ALECSANDRO TERTO

Tem coisas que se encaixam com naturalidade quando as pessoas envolvidas nos projetos estão em sintonia e trabalham de forma cooperativa em sentido de um objetivo comum. A música é uma das artes mais difíceis de achar sintonias interpessoais, primeiro em face às assimetrias de performances entre os indivíduos, segundo pelos excessos de egolatria que muitas vezes é o veneno que mata no gérmen qualquer parceria.

Recentemente, durante os festejos juninos eu ouvi um violonista muito bom chamado Alecsandro Terto, ele acompanhando um excelente grupo de forró de pé de serra, frases de música flamenca dentro dos acordes de sanfona, um contracanto bastante interessante, uma sonoridade violonística inusitada no universo do forró que eu até então eu não havia vivenciado.

Eu já o conhecia através de um amigo comum , um xará meu,também Alan que esta concluindo o curso superior de música na UFPE. Nos encontramos da última vez no Mercado da Boa Vista onde sua banda se apresentou logo após a apresentação que fiz juntamente com meus parceiros da UNICORDEL, trocamos algumas palavras, eu fui lá e elogiei sua forma de abordar os fraseados com seu instrumento, coisa dinâmica e vibrante que só um artista maduro e consciente do que faz é capaz de fazer.

Dias depois ele me telefona me fazendo um convite para uma tocata de MPB no Bristish Country Club do Recife, lugar por demais chique no qual tive oportunidade de me apresentar por três vezes em outras eras musicais. Como ele não canta, queria um cantor violonista para um dueto de MPB que era o estilo que a casa mais acolhe entre as atrações que ela contrata.

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10 julho 2010 FULEIRAGEM

CASSO - DIÁRIO DO PARÁ

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CONVITE

Para Telma

Toma-me:
devora-me!
Teu espírito vúlvico
desperta-me cravos
inquietos:
abre tua vida ao meu desejo,
foge de ti ao meu encontro,
encanta-me,
entonta-me:
dá-me a certeza de teu corpo
e a dúvida deste teu irascível
espírito de tempo presente.
Dá-me teu futuro
e te darei meus sonhos.
Sumiremos a olhares cegos
e seremos aos que amam:
habitaremos outro planeta,
outras curvas serão caminhos,
outras flores darão espinhos,
cores
e tantos aromas.
Mas seremos,
além da cor,
aquém da carne,
eternos em nosso amor.

Recife, 10 de julho de 2010

10 julho 2010 FULEIRAGEM

SPONHOLZ - CHARGE ONLINE

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10 julho 2010 DEU NO JORNAL

UM TEXTO DE MARIA HELENA RUBINATO RODRIGUES DE SOUSA

SE É SÓ RUBRICAR…

 … rubrique-se que o Brasil foi transformado em um grande Armazém de Secos e Molhados. O que importa são os negócios, vender, comprar, mas, se possível, vender muito mais do que comprar.

Nada de novo, muito pelo contrário, nas General Stores do Velho Oeste, onde o James Stewart comprava, o Jack Palance também comprava. É verdade que quando ele entrava no Armazém, as senhoras se agrupavam lá nos fundos da loja. Nada que a cavalaria não resolvesse e logo se ouvia o tropel das belas montarias dos comandados pelo galante John Wayne e nós, os da plateia, respirávamos aliviados.

Acabamos de abrir uma filial na Guiné Equatorial, terra do senhor Obiang Nguema Mbasogo. Nosso gerente-geral, o senhor Amorim, zangado com as críticas, declarou que negócios são negócios. Irritado, fez os jornalistas notarem que a manteiga na mesa do café da manhã era francesa, o que, segundo ele, comprova que país algum despreza o fluxo de comércio com tão alvissareiro comprador.

Achei o exemplo fraquinho: neste mundo globalizado, pode bem ser que a indústria de laticínios seja chinesa, com sede em Brisbane e a maioria das ações pertença a um salvadorenho. Chi lo sa?

Mas o Brasil é governado por um presidente eleito pelo povo e se seu programa de governo é esse, negociar, fazer o que, não é? É tratar de aceitar que negócios são negócios. Só dois reparos. Com a Guiné Equatorial, por exemplo, o fluxo de comércio foi de cerca de US$ 302 milhões, em 2009, assim divididos: nós exportamos para lá US$ 45 milhões e eles exportaram para o Brasil US$ 257 milhões.

Outro inconveniente, em minha opinião, é querermos colocar essa nova filial num clube do qual somos sócios e que não foi fundado para negociar com Secos e Molhados. Seu produto é outro: a língua portuguesa.

O clube, chamado CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – tem oito membros. É muito exclusivo. Não é para qualquer um. Em seus estatutos, lemos: “A CPLP assume-se como um novo projecto político cujo fundamento é a Língua Portuguesa, vínculo histórico e património comum dos Oito – que constituem um espaço geograficamente descontínuo, mas identificado pelo idioma comum”.

Na Guiné Equatorial as línguas oficiais são o espanhol e o francês. E uma série de línguas, entre as quais o português que sobrou de meados do século XVIII: pidgin inglês, Fang, Bubi, Ibo, e Gumu. Mas o senhor Mbasogo, outro adepto de negócios são negócios, está acelerando o ensino do português nas escolas e quer obrigar sua população a ser fluente em nossa língua para ser aceito pela CPLP.

Como o interesse é grande, ele tem petróleo de montão e os oito membros da CPLP têm o que lhe vender, não me admirarei se a Guiné Equatorial vier a ser o nono sócio da nossa exclusiva comunidade… Temos um concorrente de peso, um negociante de mão cheia, a gloriosa China. Mas havemos de vencê-los.

O resto é detalhe. A Guiné Equatorial, riquíssima em petróleo, tem como governante há 31 anos o já citado Mbsogo. A capital do país é patrulhada por tanques de guerra. As ruas, ou trilhas, como preferirem, têm a segurança de soldados armados com AR-15.

Considerado pela maioria dos observadores internacionais como um dos mais corruptos, etnocêntricos, opressores e ditatoriais regimes do mundo, a Guiné Equatorial é país de um único partido, dominado pelo presidente. Sua família comanda não apenas o Estado, mas a economia.

No pequeno país, não há divisão entre as finanças do Estado e do clã. Os recursos das exploradoras de petróleo, que começaram a chegar ao país nos anos 1990, não resolveram o problema da miséria. Estima-se que 60% da população vivam na pobreza.

Lula cumpriu a Lei do Silêncio imposta por Mbasogo e assim como o ditador, não falou com os jornalistas. Houve uma coletiva, mas sem perguntas feitas pelos jornalistas. Quer dizer, houve um “pronunciamiento”. No salão onde foi assinado o acordo entre os dois países todas as cadeiras foram ocupadas por diplomatas, assessores e seguranças.

Depois da curiosa coletiva de imprensa, sem perguntas nem respostas, Lula e Mbsogo, sentados lado a lado, como dois bons amigos, ouviram um assessor de Mbsogo ressaltar a visita “histórica e transcendental” do presidente brasileiro.

Mbasogo é acusado por organizações internacionais de perseguir opositores do regime, fraudar eleições e violar direitos humanos. É também um dos mandatários mais ricos do mundo.

Em julho de 2003, numa transmissão pela rádio estatal, ele se declarou um deus em permanente contacto com o Todo Poderoso e que pode decidir matar sem ter que prestar contas a ninguém. Não é a primeira vez que diz isso. Em 1993 disse a mesma coisa, o que não impediu João Paulo II de recebê-lo no Vaticano, fato repetido por Bento XVI, pois o homem alega ser um católico devoto.

Também em 2003, Mbasogo disse a seus compatriotas que foi obrigado a controlar pessoalmente o Tesouro Nacional para impedir que os funcionários públicos fossem tentados a aderir a práticas de corrupção. Quer dizer, naquelas bandas, um mensalão é impensável!

A la Idi Amim Dada, Mbasogo permite que rumores sobre seu canibalismo sejam usados para infundir o medo. Durante muitos séculos a tribo Fang, da qual ele descende, usou esse detalhe para impor respeito. São inúmeros os testemunhos de antigos moradores da Guiné Equatorial relatando que o suposto canibalismo dele é usado apenas como arma psicológica. Será?

Sinceramente, depois de ler tudo que li e depois da foto aí abaixo, vocês acham que eu ia perder um personagem desses? Esse figuraça? Pois sim! Está rubricado!


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10 julho 2010 FULEIRAGEM

LÉZIO JR. - DIÁRIO DE REGIÃO

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10 julho 2010 DIVANE CARVALHO

UM LISO QUE PENSA GRANDE!

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Raul Jungmann  (PPS) está no mato sem cachorro: vai passar a campanha todinha explicando como conseguiu não juntar um patrimônio ao longo de sua carreira política, porque apesar de já ter sido até ministro de Estado - entre vários outros cargos públicos - e exercer um mandato de deputado federal, sua declaração de bens informa que ele tem apenas R$ 17 mil guardados.

Nada de casa, nem de apartamento. Muito menos gordas quantias financeiras aplicadas em fundos de  investimentos, por exemplo; ou em jóias; objetos de artes e ações. E quanto mais ele diz que essa é a pura verdade mais aparecem pessoas duvidando das suas declarações. Bronca pesada, essa.

Acostumado a criar fatos, geralmente interessantes e que geram mídia, o candidato a senador pernambucano, na chapa encabeçada por Jarbas Vasconcelos (PMDB), arrumou agora uma encrenca daquelas porque essa história dos  R$ 17 mil ainda vai render. E muito.

É possível que vire até piadas, charges, o escambau. Sem contar que o tema é uma tentação para os especialistas em contra propaganda.

Aí todos os  espaços que ele conseguir para reafirmar, gritar, esbravejar que não tem patrimônio, que é um político pobre, que paga aluguel e aqueles que duvidam é só investigar, será apenas para explicar e explicar e explicar.

O que, convenhamos, é péssimo numa campanha eleitoral. Pra quem tinha como slogan “Pense grande”, na campanha para prefeito, em 2008, uma declaração de bens tão pequena será, com certeza, um prato cheio para os adversários pintarem e bordarem com o pós-comunista.

 

10 julho 2010 FULEIRAGEM

NANI - CHARGE ONLINE

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10 julho 2010 REPORTAGEM

HORROR NO SÉCULO XXI

Irã suspende morte por apedrejamento após onda de críticas, diz embaixada

O Irã parece ter voltado atrás nesta sexta-feira na decisão de apedrejar até a morte uma mulher de 43 anos condenada por adultério, em um caso que mobilizou a opinião pública internacional. O advogado de Sakineh Mohammadi Ashtiani, no entanto, disse que ela ainda pode ser executada por outro método.

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Foto divulgado pela Anistia Internacional em Londres mostra Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério 

“Segundo a informação das autoridades judiciais competentes no Irã, [a condenada] não será executada por apedrejamento”, informou a embaixada do Irã no Reino Unido, em comunicado divulgado na noite de quinta-feira e publicado na íntegra hoje pelo jornal britânico “The Times”.

O texto não diz em nenhum momento que a pena de morte foi revogada. O advogado de Ashtiani, Mohammad Mostafavi, disse que sua cliente “continua na prisão” e que não foi informada de nenhuma decisão das autoridades iranianas de suspender a sentença.

“Não diz se a pena foi anulada, se foi trocada por outra, se será solta ou se haverá um novo julgamento”, disse o advogado.

ESPERANÇA

Mãe de dois filhos, Ashtiani recebeu 99 chicotadas após ter sido considerada culpada, em maio de 2006, de ter uma “relação ilícita” com dois homens. Depois, foi declarada culpada de “adultério estando casando”, crime que sempre negou, e condenada a morte por apedrejamento.

O recente anúncio de que a aplicação da pena “poderia ser iminente” despertou uma grande mobilização internacional, e países como França, Reino Unido, EUA e Chile expressaram suas críticas à decisão de Teerã.

O filho da condenada, Sajad, explicou ao jornal britânico “The Guardian” que falou com a mãe e ela se mostrou esperançosa com a mobilização internacional.

“Deram-me permissão para falar com ela e estava muito agradecida com todas as pessoas do mundo por apoiá-la”, disse por telefone ao jornal. “Foi a primeira vez em anos que escutei alguma esperança na voz de minha mãe.”

ONDA DE CRÍTICAS

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional pediu nesta sexta-feira que o Irã perdoe a vítima, alegando que “uma simples mudança do método de execução” não era suficiente diante da “injustiça”.

“Castigar –e em alguns casos executar– as pessoas por manterem relações nas quais há consentimento mútuo não é assunto do Estado”, declarou Hassiba Hadj Sahraoui, vice-diretora do programa Oriente Médio da Anistia.

A organização afirmou em comunicado que há pelo menos outros dez casos de pessoas condenadas a morte por apedrejamento.

O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, pediu que as autoridades iranianas escutem “os pedidos que vêm do Irã e do mundo para que triunfe o sentimento de humanidade”.

Seu colega britânico, William Hague, qualificou a morte por apedrejamento de “castigo medieval”. “Se isso for feito, vai levar indignação e horror ao mundo.”

Os Estados Unidos considerou “selvagem” e “uma forma legalizada de morte mediante tortura”.

Já o Chile pediu que Teerã “proteja o direito à vida e integridade física” da vítima.

Além disso, mais de 80 personalidades do mundo político e cultural assinaram uma carta aberta, expressando seu “horror e consternação” e pedindo que o Irã “reveja o caso”. Entre os signatários estão a ex-secretária de Estado americana Condoleezza Rice; o prêmio Nobel da Paz José José Ramos Horta; e os atores Robert Redford, Emma Thompson e Robert de Niro.

 

10 julho 2010 FULEIRAGEM

JUNIÃO - DIÁRIO DO POVO

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HELLEN NA COZINHA

Nada contra as donas de casa, mas para minha pessoa isso não dá certo. Entre preparar um jantar para o ser amado e fazer uma simples ligação para o delivery, vou ficando com a segunda opção. Hoje, quase não acreditei quando Bóris me liga dizendo que está no Recife e quer que eu prepare esta receita,”facinha” para ele

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- 5 ovos
- 1 tomate sem sementes
- 2 colheres de sopa de requeijão
- 1/2 mandioquinha ralada
- 1 pacote pequeno de cogumelos (paris ou shimeji)
- 1/2 xícara de leite integral
- sal a gosto
- pimenta do reino

Pique os tomates e os cogumelos em minúsculos pedaços. Em uma tigela,misture todos os ingredientes. Despeje nas forminhas de muffin untadas e
asse em fogo médio por cerca de 25 minutos, ou até as bordas dourarem. Sirva com saladinha.

Eu respondi o seguinte:

Bóris, você está me desconhecendo? Quem cozinha é você! Mas posso tentar a receita, sim, em consideração aos bons serviços por você prestados. Só que como só entendo coisas absolutas, tenho algumas dúvidas:

1 - Que tipo de ovo? Capoeira, codorna, branco, médio, com ômega 3…. Qual?
2 - Como quebra um ovo? É preciso lavar antes?
3 - Qual é mesmo a colher de sopa?
4 - Como tira as sementes do tomate?
5 - O que é mandioquinha? É uma macaxeirazinha?
6 - Onde compro a mandioquinha?
7 - Xícara de cafezinho ou de café grande?
8 - O que é sal a gosto? A gosto de quem?
9 - A pimenta do reino é para ser moída, cozida, crua?
10 - Minúsculos pedaços têm que tamanho?
11 - Que tigela? Que tamanho?
12 - O que são forminhas de muffin?
13 - Aliás, o que é muffin?
14 - Você mandou servir com saladinha. Como faz essa saladinha?

 


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