19 julho 2010 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja


SERRA QUER INSTALAR REPÚBLICA MIDIÁTICA
O processo eleitoral deste ano constitui um momento privilegiado no movimento político global da política brasileira. Uma significativa vitória das forças governistas, com a eleição de executivos e parlamentares do campo democrático-popular, pode ampliar espaços político-administrativos que continuem realizando o aprofundamento de formas participativas de gestão pública. É contra isso, em oposição virulenta a mecanismos institucionais que aperfeiçoem a democratização da vida nacional, que se voltam as principais corporações midiáticas e seus denodados funcionários.
Sem nenhuma atualização dos métodos utilizados em 1954 contra Getúlio Vargas e, dez anos depois, no golpe de Estado que depôs Jango, a grande imprensa aponta sua artilharia para os atores que procuram romper a tradição brasileira de definir e encaminhar as questões políticas de forma elitista e autoritária. Jornalistas, radialistas e apresentadores de programas televisivos, sem qualquer pudor, tentam arregimentar as classes médias para um golpe branco contra a candidatura de Dilma Rousseff. Para tal objetivo, além do recorrente terrorismo semântico, as oficinas de consenso contam com alguns ministros do TSE e uma vice-procuradora pautada sob medida.
A campanha de oposição ao governo utiliza uma linguagem radical e alarmista, que mistura denúncias contra falsos dossiês, corrupção governamental, uso da máquina pública no processo eleitoral, supostas teses que fragilizariam a propriedade privada em benefício de invasões, além do ”controle social da mídia em prejuízo da liberdade de imprensa”. Temos a reedição da retórica do medo que já rendeu dividendos às classes dominantes. Em escala nacional, os índices disponíveis de percepção do eleitorado assinalam que dificilmente os recursos empregados conseguirão legitimar uma investida golpista. Mas não convém baixar a guarda.
Se tudo isso é um sinal de incapacidade do bloco oposicionista para resolver seus mais imediatos e elementares problemas de sobrevivência política, a inquietação das verdadeiras classes dominantes (grande capital, latifúndio e proprietários de corporações midiáticas) estimula pescadores de águas turvas, vitalizando sugestões que comprometam a normalidade do processo eleitoral. Todas as forças democráticas e populares devem recusar clara e firmemente qualquer tentativa perturbadora. Sugestões desestabilizadoras, venham de onde vierem, têm um objetivo inequívoco: impedir o avanço rumo a uma democracia ampliada.
É nesse contexto que devem ser vistos os movimentos do campo jornalístico. Apesar do recuo do governo na terceira edição do Programa Nacional dos Direitos Humanos, a simples realização da Confecom foi um golpe duro para os projetos da grande mídia. A democratização dos meios de comunicação de massa está inserida na agenda de praticamente todos os movimentos sociais.
A concentração das iniciativas culturais e informativas em mãos da classe dominante, que decide unilateralmente o que vai e o que não vai ser divulgado no país, está ameaçada não apenas por novas tecnologias, mas por uma consciência cidadã que conheceu consideráveis avanços nos dois mandatos do presidente Lula. Tem dias contados a sujeição cultural da população em seu conjunto, transformada em público espectador e consumidor. Como podemos ver, não faltam razões para o desespero das famílias Civita, Marinho, Mesquita e Frias.
Ao levantarem a cortina de fumaça da “República Sindicalista”, em um claro exercício do “duplipensar” orwelliano, os funcionários do baronato ameaçado reescrevem notícias antigas para que elas não contradigam as diretivas de hoje. Um olhar no Brasil atual mostrará que o “duplipensamento” tem uma função clara até outubro: eleger José Serra para assegurar a instalação de uma República Midiática, onde os três poderes seriam editados ao sabor dos ditames do mercado e do espetáculo. Esse é o programa de governo que Serra ainda não apresentou. Há divergências na produção artística.


Santidade,
O mundo está diferente. Totalmente diferente. A vaidade supera o conhecimento. A ciência. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no ano de 2003, a humanidade gastou cinco vezes mais com implantes de silicone e compra de Viagra do que os investimento feitos nas pesquisas para curar o câncer, a Aids e o mal de Alzheimer.
Por isso, começa a duplicar o número de mulheres com e seios e bumbuns avantajados. Quase arrastando os possuídos pelo chão. Engrossando a silhueta.
O curioso é que, apesar da inovação corporal, elas permanecem cheias de tesão, enquanto os homens, preocupados, lutam para continuar dando no couro. Dar conta do recado. Normalmente, como os nossos pais. Diante de tamanha envergadura. Em cima e em embaixo. O que tá difícil. Nossa!
É o que demonstra a lotação masculina, apavorada, nos consultórios médicos.


DILMA TEM RAZÃO
Na última sexta-feira, no Rio de Janeiro, durante aquele que passará à História como o Comício dos Mil, Lula disse a certa altura do seu discurso para militantes encharcados, porém felizes:
- Há uma premeditação de me tirarem da campanha política para não permitir que eu ajude a companheira Dilma a ser a presidenta da República deste país.
Evitou nomear o responsável pela premeditação. É uma técnica muito sua. E que funciona diante de platéias dispostas a acreditar em tudo o que ele diz.
Acusa sem identificar o acusado. Assume a condição de vítima. E em seguida destila toda a sua coragem para enfrentar vilões e superar injustiças.
De volta ao Rio. Lula: “Na verdade, o que eles querem é me inibir para fingir que eu não conheço a Dilma. É como se eu pudesse passar perto dela e eu passar de costas viradas e fingir que não a conheço. Mas eu não sou homem de duas caras. Eu passo perto dela e digo: é a minha companheira Dilma”.
Apesar da chuva, Lula estava no melhor da sua forma. Quem não se saiu bem foi Dilma – mas é compreensível. Era seu primeiro comício de campanha. E, convenhamos: nem mesmo os políticos mais experientes, alguns deles oradores admiráveis, se sentiriam à vontade para falar depois de Lula.
Dilma deve ser testada longe dele.
Para o crescente número de brasileiros decididos a votar em Dilma só por que Lula quer talvez não faça nenhuma diferença - mas para os que se preocupam com a consolidação da democracia entre nós é assustadora a vontade de Lula em eleger sua candidata a qualquer preço.


NÁUTICO E SPORT CONTINUAM “SUFOCADOS” NAS DISPUTAS DA SÉRIE B
Embora diretorias e comissões técnicas continuem preferindo “maquiar” as atuações “mequetrefes” dos elencos dos seus clubes, a grande verdade é que, o intervalo proporcionado pela disputa da Copa do Mundo, parece não ter sido aproveitado convenientemente pelos técnicos de um modo geral, já que, os jogos que foram televisionados da série B, mostraram claramente que as equipes continuam tão desarticuladas como antes.
Sábado passado, em Sete Lagoas-MG, o “Grêmio Recreativo Escola de Samba Desunidos de Rosa e Silva”, ganhou mais uma “no bambo”.
Sinceramente, eu não me lembro de ter visto uma “pelada” tão ruim como esta envolvendo alvirrubros e americanos mineiros.
O “Timba” mais uma vez mostrou as suas costumeiras deficiências, que agora parece que passaram a ser consideradas gritantes, em um grau altamente comprometedor.
O Náutico pode-se dizer, está cheio de jogadores “meia boca”, tal a fragilidade e as limitações demonstradas por determinados jogadores, como Rodrigo Pontes, por exemplo. Abusou de dar passes errados, em certos momentos parecia “pitomba em boca de velho”, ou seja, inteiramente perdido em campo e sem saber onde atuar. Márcio Tinga, “coitado”, é outra “perronha” alvirrubra inegavelmente. Embora tenha a seu favor a condição de estar atuando improvisado, ele conseguiu não fazer nenhuma improvisação positiva nos noventa minutos da partida. O zagueiro Valter, foi outra negação, completamente perdido na defensiva alvirrubra.
O “professor” Gallo continua insistindo em vez por outra deslocar Zé Carlos da lateral esquerda para o meio de campo. Aí a coisa vem sempre se refletindo negativamente na produção do atleta, que, tem se esforçado para corresponder na lateral esquerda. Por várias vezes, Zé Carlos perdeu a posse de bola estabanadamente, complicando sobremaneira a produção da defensiva vermelha e branca, que continua marcando bobeira nas bolas alçadas na área. Toda vez que o adversário se utiliza desse tipo de jogada, o “bate cabeça” fica evidentemente demonstrado. Toda a equipe continua desarticulada. A falta de comunicação entre defesa, meio campo e ataque, mostra toda a sua ineficiência na medida em que o jogo avança.
Outro aspecto a ser destacado, é a atuação do “soprador de apito” Rodrigo Nunes Braga do Rio de Janeiro. Além de mostrar um trabalho tendencioso, beneficiando quase sempre a equipe mineira, as deficiências de interpretação de determinados lances demonstrou toda a inexperiência do árbitro carioca para apitar uma partida de futebol.
Como sempre acontece nas coletivas nos vestiários após as partidas, o técnico Gallo – que vê sempre outro jogo – se esmera em ressaltar a valentia, a garra, a determinação, enfim, não economiza em “encher a bola” dos seus comandados, numa demonstração clara de que, procura encobrir as limitações de determinados atletas e a baixa produtividade da equipe. As vitórias estão sendo conquistadas, evidentemente através de um alto índice de sorte, que ultimamente vem bafejando a equipe alvirrubra.

Foste a causa maior do meu tormento,
pelo mal sem perdão que me fizeste.
Mas também foste tu, visão celeste,
quem minha alma subiu ao firmamento.
Das minha ilusões, por escarmento,
a saudade guardei - lírio e cipreste.
Que treva e luz, inferno e céu me deste
neste do amor fatal conhecimento.
Hoje, do sonho que sonhei tão claro
não resta mais do que um resíduo amaro,
de angústia, decepção e desprazer.
Mas, com os escombros do meu sonho antigo,
uma iluminação levo comigo:
o amor, que me ensinaste sem saber.


Papa Berto I:
Enfim encontrei a “personal-trainer” dos defensores luleiros!
R. Esta coitada não chega nem perto do contorcionismo palavroso que eles expelem nos seus comentários…


Meu caríssimo Jornalista Franklin Jorge.
Minha saudação e o agradecimento pela publicação da minha queixa contra o escultor Ery Medeiros - que até agora não me deu o ar da sua graça sobre a reclamação, apesar do tempo decorrido.
A minha manifestação, também publicada no Blog “Fator RHH”, de Ricardo Rosado, mereceu ali um comentário desairoso e ofensivo de (veja só!) de certo “Anônimo” - um desses crápulas sem coragem de assinar embaixo das pilantragens que comete - certamente um desses esquizóides viciados, enfumaçados “intelectuais conterrâneos”, aos quais não me canso de, abertamente, criticar-lhes a mediocridade e os hábitos deletérios.
Abaixo, o ataque do inzoneiro pústula e a minha devida resposta (prá variar) numa glosa:
“Anônimo disse…
Sinceramente, abrir espaço para cobrança pessoal ainda por cima em tom de franca ameaça, será que esse é o fórum apropriado? Não é muito cabimento e abre prcedente para outros pedidos da mesma cepa? Ainda mais que esse cara é um chato, mal humorado e briguento. Só aparece como dono da verdade e chibata do mundo. Com certeza a pior obra de Otoniel Manezes”
GLOSA/RESPOSTA
Quem é quem, você, mucufa
- todo enrustido e sem nome
Você carrega na mufa,
me parece, muita merda!
É, portanto, um bedamerda,
quem é quem, você, mucufa?
Sem dizer o nome, estufa
o traseiro sem renome
e , assim, sem sobrenome,
quer tirar onda comigo?
- Volte à lama, o seu abrigo,
todo enrustido e sem nome!


O genial cartunista brasileiro Nani, ícone do jornalismo de resistência desde os tempos do Pasquim, fez uma charge há poucos dias - e que foi publicada aqui no JBF -, ironizando a zona que se tornou o troca-troca de textos do programa de governo do PT.
A charge foi esta aqui:
Pronto. Foi o bastante pra enfurecer a petralhada facistóide. O alto comando do partido fechou o tempo com ameças de processo em cima do artista e pronunciamentos stalinistas dos “democratas” que vivem pregando o tal “controle social da mídia”.
Sobre este furor obscurantista e totalitário dos encarnados, o JBF publicou dois textos, um de Chico Bruno e outro de André Raboni, que vale a pena ler novamente.
Nem nos tempos da ditadura militar, quando teve trabalhos simplesmente cortados e proibidos de ser publicados, o artista recebeu este tipo de ameaça e passou tamanho constrangimento.
Nani reagiu republicando antigas charges suas onde retratava FHC como sendo uma puta fazendo programa e rodando bolsinha na rua. Não recebeu qualquer ameaça e, pelo contrário, foi aplaudido e ovacionado pela petralhada raivosa daquele tempo.
Recordar é viver. Vamos rever as charges de Nani esculhambando com o Príncipe Tucano:
* * *
Logo a seguir, O JBF brinda os seus leitores com 17 charges recentes de Nani, tendo como alvo a candidata Dilma Roussef. Estão ótimas, como todas as charges dele. Mais ainda: estão de bom calibre pra irritar os tabacudos da Confraria dos Cegos.
Ah… E antes que eu esqueça:
Pros esquerdopatas furiosos, aqueles que lutam pela implantação do modelo cubano de “jornalismo”, quero informar que o blog de Nani contém 23 charges tendo como alvo o Vampiro Zé Serra. Eu sei que falar em diversidade de opinião e liberdade de pensamento pra estes tabacudos é igual dar conselho a doido: perder tempo. Mas, quando nada, a gente estraga o dia deles. E isto já uma tarefa meritória pra cidadania e pra brasilidade.
Quem quiser conhecer a página de Nani, basta clicar aqui.
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Dilma quer controle da imprensa
* * *
Programa da Dilma desandou
* * *


Espetáculo com Mestre Saúba faz circulação em oito cidades de Pernambuco
Conhecido pelos bonecos articulados de madeira, que reproduzem cenas do dia-a-dia do nordestino, Antônio Elias da Silva – o Mestre Saúba, natural de Carpina, zona da mata de Pernambuco, é considerado um dos maiores expoentes do país na arte dos títeres. Autodidata, Saúba soma mais de 40 anos de atuação. Já fez exposições por todo o país e nos EUA. Há bonecos de sua autoria em museus e coleções particulares espalhados pelo Brasil.
Saúba faz apresentações encenando a arte do mamulengo. Exímio dançarino, tem como par Dona Lindalva, boneca de madeira em tamanho natural com que faz um espetáculo pitoresco e contagiante para a platéia. Saúba também é ventríloquo e contracena com o divertido boneco Benedito.
Além dessas peripécias artísticas, Mestre Saúba apresenta invenções bem curiosas, como traquitanas elétricas que denomina como “mesas”, onde se desenrolam fatos históricos e cenas do dia-a-dia nordestino: as lutas de Lampião, o cotidiano dos escravos, as casas de farinha.
Toda essa magia cênica está contida no projeto Bonecos de Saúba, onde o artista atua como mamulengueiro e dançarino, além de interpretar histórias da cultura popular.
Bonecos de Saúba, mostra tradições populares que vem perdendo seguidores ao longo dos últimos anos e, por isso mesmo, carecem de revitalização a partir da difusão do trabalho de artistas remanescentes.


Eu não torço pra nenhum time. E não entendo muito de futebol.
Mas coisas antigas, coisas que se fizeram história, eu aprecio demais. Então, eu vi na internet um vídeo com imagens antigas do time de futebol do Corinthians-SP.
E a música que toca ao fundo é o primeiro hino do clube gravado em 1930 por Guarani e Pirajá, com letra de Eduardo Dohmen, música de La Rosa Sobrinho.
Lutar… Lutar…
É nosso lema sempre, para a glória.
Jogar… Jogar…
E conquistar os louros da vitória.
E proclamar nosso pendão.
É alvinegro e sempre há de brilhar,
Lutar, viril
Para a grandeza e glória do Brasil.
CORINTHIANS… CORINTHIANS…
A glória será teu repouso
E nós unidos sempre…
elevaremos teu nome glorioso


O melhor lugar pra se dormir é aquêle onde o sono vem acompanhado da mais absoluta segurança. Noites despreocupadas, de janelas abertas em que apenas a lua e vez por outra um ventinho furtivo e bem vindo, vem fazer companhia, tornando o descanso uma das melhores dádivas proporcionadas pela natureza. Se tudo isso for acompanhado de uma chuva mansa gostosa e ainda dos braços da companheira, tambem cansada da luta insana - própria dos que não têm cofres cheios de dinheiro público pra meter a mão – melhor ainda.
Cuiabá – minha linda e adorada Cuiabá - como tantas outras cidades espalhadas por esse Brasil trabalhador, já foi assim.Velhos tempos de noites mansas, densa e calmamente mansa, em que o silêncio só era quebrado pela voz despreocupadamente alta da juventude boêmia, que transitava em paz pelas ruas dos bares da moda.
Hoje tudo parece ter virado do avesso.
O violão carregado por seresteiros e enamorados, deu lugar ao instrumento da violência que ao contrario de disparar notas harmônicas e melodiosas, dispara pedaços de chumbo grosso, acionados pelas mãos de uma juventude desiludida, que perdeu completamente a noção do significado da vida humana.
E não titubeia em acabar com ela, por qualquer desavença boba ou alguns trocados.
O som dos passos tranqüilos, de quem caminhava na noite, foram trocados por tonitroantes sirenes de uma polícia mal remunerada e totalmente desequipada para enfrentar as novas tecnologias do crime.
O que fizeram do Brasil meus caros?
Que progresso econômico é esse que caminha ao revés da civilidade e cidadania do seu próprio povo?
Que desenvolvimento é esse, que dia a dia tira a juventude das salas de aula, para colocá-la na rua da amargura e do desamparo, nas superlotadas prisões ou nas “febens” que são verdadeiras faculdades do crime?
Que progresso é esse que se baseia apenas em desenvolvimento econômico, deixando de lado as necessidades primárias de todo um povo, sem remédios, sem assistência médica, sem saúde, sem educação, sem segurança e sem nada?

Formato 15×22 cm - 300 páginas - 100 ilustrações
ORELHAS DO LIVRO


Impossível não se emocionar.
Paulo Moura no último sábado de sua vida, na Clínica onde viria a falecer alguns dias depois.
Paulo Moura e Wagner Tiso, acompanhados de Daniela Spielmann e Vicente Alexin
R. Você disse tudo, meu Cardeal: impossível não se emocionar.
Vou pegar um bigu nesta sua mensagem e, além do vídeo que você nos mandou, vou reproduzir fotos de Paulo Moura aqui no Recife, na Loja Passa Disco, sede da Academia da Música Popular Nordestina, onde o genial músico deixou na parede este depoimento escrito de próprio punho:
“Passa Disco
Passa muito disso
Pois é uma fortaleza
Da música brasileira”
(Paulo Moura, 20-02-2006)
PAULO MOURA NA PASSA DISCO:
Paulo Moura com o Cardeal Paulo Carvalho…
…e com o Bispo Fábio Cabral

ESCRITOS QUE NINGUÉM LÊ

Seu ofício era escrever. Tinha compromisso com os editores dos jornais e blogs que lhe cobravam uma crônica semanal. Quando inspirado, ele escrevia 4, 5, 6 crônicas atemporais de uma só vez e as guardava, distribuindo-as, semanalmente, entre as editorias a que servia. E assim foi durante anos até que se exauriram suas idéias. Nada mais lhe surgia à mente para escrever. Recorreu, algumas vezes, a simplesmente transcrever textos de outros autores, mas dando-lhes o devido crédito e nunca deixando de esclarecer que aquilo se devia à falta de imaginação sua, à falta de idéias. Até que resolveu parar de escrever, comunicando o fato aos jornais e blogs. Depois de um tempo percebeu que sua ausência em nada afetou o mundo, o estado, a cidade, seu bairro e que ninguém sequer percebeu que ele deixara de escrever. Voltou a fazê-lo, para alegria dos Editores e indiferença dos leitores. Poderia, ao invés disso, ter-se internado numa clínica para loucos ou exilar-se, ir embora pra Compostela. Poderia, ainda, colocar um anel no dedo, usar um cajado e roupas de mago. Sair pelo meio do mundo inventando anjos, fazendo chover, tirando coelhos da cartola e iludindo o mundo. Mas não. Preferiu voltar a escrever suas crônicas que ninguém lê.
* * *
A CASA E A BOLA

Na esquina, a casa e, fronteiriça com ela, separada apenas por uma cerca de arame farpado, o improvisado campinho de pelada. Inevitável que, vez por outra, a bola caísse naquele terreno, às vezes quebrando o vidro da janela, às vezes batendo em alguém, às vezes nada acontecendo, mas sempre irritando o pai de Teté. Quando ele estava em casa, nessas situações a bola ficava retida e só era devolvida uma semana depois. Considerava o castigo justo para quem não atendia aos seus pedidos de cuidado. Pior era na casa da outra fronteira: seu Armindo furava a bola, na hora. Em ambos os casos o jogo terminava antes dos 45 do segundo tempo. Quando seu pai não estava, o pequeno Teté devolvia a bola e continuava assistindo ao jogo, sentado à beira do ‘gramado’, do lado de cá da cerca. Ainda hoje, 50 anos depois, Teté gosta de futebol e de vez em quando sonha ter sido jogador de futebol. Ainda hoje devolveria as bolas se por acaso elas caíssem no terreno de sua casa.


Ari Gabriel Moreno, cidadão brasileiro residente em Manaus, estado do Amazonas, desabafa no JBF.
Com a palavra Seu Ari:


SE RESOLVER NÃO VOLTAR
DEVOLVA A INSPIRAÇÃO!
Quando pegaste a estrada
Levaste em tua bagagem
O que me dava coragem
Pra prosseguir na jornada
Da minha musa estimada
Fizeste apropriação
Foi na mesma embarcação
Que te pôs em alto-mar
Se resolver não voltar
Devolva a inspiração!
As madrugadas agora
Parece não terem fim
Saudade incorpora em mim
Nem com reza vai embora
Eu vejo o raiar da aurora
Na janela do oitão
Só o cachorro leão
Fica ali a me olhar
Se resolver não voltar
Devolva a inspiração!
A minha mente confusa
Procura rima e não acha
Meu versejar não relaxa
A idéia fica difusa
Volte logo, minha musa!
Mas se a resposta for não
A encomenda em questão
Faça a postagem a cobrar
Se resolver não voltar
Devolva a inspiração!
Autor: Wellington Vicente
Porto Velho, 30/07/2007.


A eleição no Brasil está dizendo muito do momento que vive este País. Economicamente vamos a toque de caixa sem qualquer disciplina, isto é, sem o mínimo mental de planejamento e de foco futuro. Um acontecimento aqui outro ali que parecem ser planejados ante a nossa necessidade, na verdade frutos de outras intenções e objetivos, menos de uma política de crescimento e de visão administrativa.
Assim vem Belo Monte, pré-sal, pólo petroquímico, portos, aeroportos, ferrovias e outras vias terrestres e aquáticas, tudo com um atraso inaceitável e aos trancos e barrancos. Nada, entretanto, é finalizado. Muitos acontecimentos (obras) previstos não saíram do papel, quiçá da boa vontade. Nas esferas estaduais, as diferenças do federal são pontuais.
Os efeitos do endividamento externo oriundos da aquisição de equipamentos começam a ser sentidos na economia brasileira. A indústria nacional melhorou a qualidade dos seus produtos e aumentou a sua capacidade de produção, fato que a possibilitou estimular o consumo interno a preços e condições favoráveis a população.
Este incentivo produtivo teve como maior fundamento a possibilidade de compra, via crédito, pelo consumidor nacional, agregado ao fator exportador de alguns produtos que auxiliou o crescimento industrial, mesmo que em pequena escala e setor de produção. Na área de manufaturados, estamos em queda na produção e mais acentuada na área de exportação que não chega a 1% do bolo mundial de produtos exportados.
Tem sido o mercado interno o sustentáculo e sobrevivência de grande parte de nosso parque industrial, sem falar que as indústrias periféricas ao automóvel tem sido um forte componente à nossa estabilidade econômica, resultado do bom desempenho do setor que produz a baixo custo o seu produto. O valor da mão de obra mantém o nosso produto em condições de competitividade no exterior. Pagamos caro para que lá fora comprem barato.
E que tem a eleição com isso? Até agora não há nenhuma proposta política de governo que contemple com seriedade e conteúdo o que será feito nos próximos anos para mudar a situação vigente e mais, dar consistência industrial e econômica ao Brasil. Retirar da dependência de commodities a nossa economia e direcioná-la ao sistema de produção e fornecimento de produto acabado e com tecnologia.


Festival Estudantil abre inscrições para oficina gratuita de criação em dança
O 8° Festival Estudantil de Teatro e Dança, que será promovido de 12 a 29 de agosto, no Teatro Apolo, pelo produtor Pedro Portugal, abriu inscrições gratuitas para a oficina “Reflexões e Instrumentos: Processo de Ensino/Aprendizagem Para a Criação em Dança”, com o coreógrafo, bailarino e arte educador Paulo Henrique Ferreira, diretor do Acupe Grupo de Dança.
As aulas acontecerão no Teatro Hermilo Borba Filho, de 09 a 13 de agosto, das 9 às 12h. A oficina é voltada para participantes do festival e bailarinos, coreógrafos e professores de dança, independente do estilo. O objetivo é estudar na prática e na teoria os princípios gerais da linguagem do movimento do corpo, seus fundamentos históricos e, também, composição coreográfica e a metodologia no ensino de dança, contextualizada com o processo de ensino aprendizado.
Inscrições gratuitas pelo e-mail festivalestudantil@gmail.com.
É preciso mandar um breve currículo. São 25 vagas no total, sendo vinte para participantes do evento e cinco para o público em geral (haverá seleção).
Maiores informações: (81) 9146 2402 / 9292 1316.
Paulo Henrique Ferreira, orientador da oficina. Foto: Jorge Clésio.


“A leitura do mundo deve preceder a leitura da palavra” (Paulo Freire)
As coisas acontecem muitas vezes de forma inusitada na nossa vida. Conheci a pedagogia do mestre Paulo Freire na UFPE, nos tempos em que estudei Licenciatura em Matemática, que não conclui, em plenos anos 80. Antes da redemocratização,ainda sopravam ventos do regime autoritário, mas brotavam sementes da liberdade por todos os lados da sociedade.
A universidade era por excelência um ambiente altamente “subversivo” sob a ótica do regime agonizante, lá circulavam as “ideologias exóticas” dos que queriam solapar os fundamentos de nossa civilização cristã, ocidental e capitalista. Lembro demais desses chavões fascistas que ouvi à exaustão durante meu período de serviço militar e não poderia ser diferente.
Minha paixão pelo pensamento de Paulo Freire foi justamente a parte em que ele fala da contradição entre opressor e oprimido, quando ele fala de que nada adiantaria o oprimido se libertar de sua condição e assumir em seguida os valores e a postura do antigo dominador. Educação libertária de Paulo Freire, de fundamentação cristã com viés marxista na prática social que me deu muitas luzes para tentar entender o funcionamento da máquina social perversa em que somos parte integrante.
Dia desses, eu conheci uma linda mulher que é aprendiz de cantora a quem estou ensaiando para seus futuros shows. A mesma me convidou para uma apresentação sua durante uma exposição de projetos de pesquisa de uma pós-graduação em arte-educação na UNICAP.
Uma amiga sua, professora de canto coral iria expor sua pesquisa que fundamenta sua futura monografia e, após a explanação, haveria uma performance musical dela e de um grupo de músicos. Eu terminei sendo incorporado à trupe musical, já que o violonista que a acompanharia não estava seguro da harmonia para violão da música “Eu sei que vou te amar” de Vinícius de Moraes e Tom Jobim.
Antes da explanação de sua amiga, houve uma série de outras, muito interessantes, falando de perspectivas lúdicas de emprego de arte no contexto educacional, todos os trabalhos permeados de intenções de inclusão social, muitas abordagens, inclusive uma empregando a literatura de cordel como veículo de informações e ferramenta de desenvolvimento da desenvoltura com a expressão de língua escrita.
Em quase todos os trabalhos, a marca indelével do pensamento de Paulo Freire, todas as propostas inclusivas e libertárias, repensando o modelo superado de educação pública no Brasil, fruto do sucateamento da carreira do magistério, a falta de seriedade das políticas que deram no caos que vemos em amplos setores da educação.


Atochabunda Santidade
Acabo de achar no Youtube o Dilma Boy. Uma simpatia. Lindo de morrer. Uma prova de compostura e e seriedade da campanha da Dilulama como nossa futura presidenta.
Aproveito para mandar duas versões sobre o mesmo tema.
R. Quando esta sua correspondência chegou, o JBF já havia publicada carta da leitora Janice Leite, aqui do Recife, com este primeiro vídeo que está na sua missiva.
Acontece que tudo que é bom e de boa qualidade merece repeteco. E tem um detalhe importante: o segundo vídeo que você nos envia complementa brilhantemente o primeiro.
Um excelente programa para este início de semana.
* * *
Aqui o Dilma Boy, charmoso e butinin que só ele, declara o seu amor.
Aqui um maldoso qualquer, viralata e invejoso reacionário, responde sem dignidade nenhuma. Como tem gente má nesse mundo! Que horror!