20 julho 2010 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja


UM TEXTO DE CARLOS CHAGAS
O AMIGO DO ZORRO
Pelo antigo Código Civil de Clóvis Bevilacqua, índio era considerado incapaz. Carecia de direitos políticos. Ressurgindo do passado, eis aí um exemplo de incapacidade total do Índio da Costa, feito candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra, sabe-se lá porque desígnios da Providência, da tucanagem ou dos salvados do PFL.
O indigitado silvícola acaba de definir Dilma Rousseff como “atéia e esfinge do pau oco”, acusando também o PT de “ligado às Farcs e ao narcotráfico, o que há de pior”.
Convenhamos, no nome o personagem lembra o amigo do Zorro, o Tonto. No comportamento, ultrapassa qualquer medida de bom-senso. Se denunciado e chamado a comprovar as acusações em juízo, acaba parando na cadeia.
Ignora-se a reação de José Serra diante de seu parceiro. Uma forma de interromper essa cascata de aleivosias seria mantê-lo afastado da campanha, mas como ninguém poderá garantir o seu silêncio, melhor a iniciativa oposta: amarrá-lo ao candidato presidencial, mas amordaçado, com direito apenas a abanar a mão para as platéias.
A gente se pergunta como o PSDB aceitou a indicação de Índio da Costa e, pior ainda, como o DEM ousou indicá-lo. Há quem suponha a vingança dos Maia, César e Rodrigo…
* * *
UM TEXTO DE GRAVATAI MERENGUE
PT E FARC: OBVIEDADE NÃO É BAIXARIA
Há baixarias praticadas em campanhas eleitorais, praticamente todas elas apelando para intimidades e dados congêneres. Os petistas, tendo sido revelada sua óbvia e notória relação com as FARC, inventaram uma nova modalidade: a “baixaria de vinculação ideológica”. É tragicômico.
Tudo porque o deputado Indo da Costa, candidato a Vice-Presidente na chapa de José Serra, lembrou a óbvia, notória, pública, histórica e ululante relação do Partido dos Trabalhadores com as Forças Revolucionárias da Colômbia. Provavelmente isso não agrada a todos os simpatizantes da legenda, mas esse laço existe. Não adianta culpar o portador da notícia.
Os fatos falam por si:
* - PT e FARC participaram da mesma entidade, o Foro de São Paulo (também acho inócuo o poder revolucionário dentro do Brasil, mas é prova inequívoca do vínculo, não adianta os dirigentes ficarem irritadinhos - eles que não aceitassem sentar na mesma mesa de um grupo que já nasceu praticando seqüestros e assassinatos);
* - Agente da ABIN revela a promessa, pelas FARC, de pagamento de cerca de US$ 5 milhões para campanhas políticas brasileiras. Não há prova de que houve a paga, mas a reunião aconteceu e contou com políticos do PT;
* - Ainda na Casa-Civil, Dilma ASSINOU requisição para que a mulher de Olivério Medina, REPRESENTANTE DAS FARC NO BRASIL, fosse trabalhar em Brasília, lotada no Ministério da Pesca, única e exclusivamente para ficar perto de seu cônjuge, preso na Capital Federal (veja a prova!). Tal fato foi comunicado por Medina a Raúl Reyes, cujos computadores foram apreendidos pelo Governo Colombiano;
* - Marco Aurélio Garcia, do governo petista e da campanha da Dilma, já falou publicamente (entrevista ao Le Fígaro) que a atual gestão federal é “neutra” quanto o caráter terrorista das FARC (imagina o que seria preciso fazer para ganhar esse ’status’…);
* - Reyes, aquele dos computadores apreendidos, tinha ligação com alguns políticos petistas, conforme revelou a revista Cambio, da Colômbia. Ela cita nominalmente José Dirceu, Roberto Amaral, Gilberto Carvalho, Erika Kokay, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia, Perly Cipriano (Sec. de Direitos Humanos), Paulo Vannuchi e Selvino Heck (Ass. de Lula). A Interpol confirmou a autenticidade de todo o conteúdo.
Diante de TUDO isso, sejamos todos bem honestos, é mesmo “baixaria” falar o óbvio? Não há relação entre o PT e as FARC? Qual o ataque à intimidade perpetrado nessa constatação de fato público e notório?
Quando ATÉ MESMO A INTERPOL já tem os dados em mãos, quando ATÉ MESMO A CANDIDATA DO GOVERNO já assinou uma transferência para a esposa do representante das FARC ficar pertinho do marido, convenhamos, o melhor a fazer é assumir ou, como sempre fazem, ignorar.
Mas negar? Dizer que se trata de baixaria? Baixaria é apoiar as FARC. Quero ver sustentar esse apoio diante das famílias colombianas vítimas da violência desse grupo. E, de mais a mais, quando já se apóia Hamas, Fidel e o Ditador do Irã, pra que ficar escondendo mais essa relaçãozinha triste?
* * *


Eu já estou cansado de dizer aqui no JBF que infeliz é um país que tem que optar entre duas bostas feito Serra e Dilma.
E o pior é a gente ouvir a latomia dos eleitores de cada um…
Me respondam depressa: que é que vocês acham que tem na cabeça um ser humano que opta por um destes dois candidatos e que ainda berra que um é diferente do outro????
Bom… pra um país que já elegeu Lula, tudo é possível daqui pra frente…
Minha aflição foi fielmente traduzida pelo atitude do polvo que acertava todos os resultados dos jogos da copa do mundo.
Vejam:
Fala o polvo espanhol: “se eu fosse brasileiro e tivesse que optar entre estas duas figuras sinistras, eu daria um tiro nesta minha privilegiada cabeça…”


DOUCE FRANCE
«Me voici de retour des vacances. Que de belles choses cet mot ne me rapelle-t-il pas!» (Do meu Premier Livre de Français)
Sou do tempo em que o chamado american way of life ainda era coisa para norte-americanos apenas. Esse estilo de vida materialista, em uma sociedade que, paradoxalmente, fala tanto em Deus, até na nota de dólares ele aparece, é uma das grandes contradições das religiões ocidentais. “Money, money, money makes the world go round, world go round, world go round” cantava o Joel Grey no filme Cabaret, interpretação, aliás, que lhe valeu o Oscar, a mostrar o verdadeiro Deus dos nossos brothers.
Se estão lembrados, no filme Syriana, Oscar de melhor ator coadjuvante para o sobrinho da Rosemary Clooney, embalado por cuja voz dancei em muitos bailinhos na juventude, falo dela não dele, um dos personagens lhe diz ao George Clooney, com todas as letras: “Se não fosse a corrupção os Estados Unidos não teriam chegado aonde chegaram no mundo e nossa economia não seria o que é hoje“. Claro que a história se passa antes da marolinha atual.
Não digo que a França tenha sido, ao longo da História, um primor de moral nas relações internacionais, mas a globalização, com o logotipo do McDonald’s e da Coca Cola chegando até remotas tribos africanas, levou consigo ao mundo o relativismo ético: eles matarem nossos soldados é uma provocação inadmissível; nós matarmos os civis deles, ainda que com napalm, é war casualties. Mera casualidade, como se diz na tradução equivocada de “pessoas feridas na guerra”. Então eu já não vi air stamp ser traduzido por “estampa voadora”, em lugar de “selo aéreo”? É o inglês do futuro, como dizem alguns estudiosos.
O fato é que, na minha juventude, talvez por força da cultura humanista francesa, tínhamos mais esperança do que muitos jovens de hoje. A vida, afinal de contas, não era nem é em technicolor como aparecia nos filmes norte-americanos, fossem os musicais alienantes da MGM, fossem filmes desbotados como os da Republic Pictures e seu trucolor, mas em preto e branco, como aparece nos filmes noir, palavra francesa que está viva até hoje, para confirmar o que eu digo. O que motivou a arguta observação da Thais, ainda criança, vendo um álbum de fotografias de tios e avós: “Mas como os antigos eram pálidos!”
Meu pai, que não havia feito nem mesmo o curso ginasial, cismara de aprender francês. Como se aprende francês, sem ter dinheiro para pagar um professor? Compra-se uma boa gramática, um dicionário bilíngüe e mãos à obra. Jamais havendo saído do Brasil, sua pronúncia era zero, mas seu vocabulário era mais extenso do que o filho universitário metido a besta.



Praia de Riacho Doce, onde Ordener viveu e Zé Lins do Rego se inspirou para escrever o romance “Riacho Doce”
Ordener foi meu ídolo na infância e juventude. Eu me divertia, dava gargalhada ouvindo suas histórias. Amigo da família, dentista, consultório na Rua Boa Vista, ele costumava contar, quando eu era menino, meu pai, Coronel Mário Lima, trazia um batalhão de soldados para me segurar e abrir minha boca. Assim ele conseguiu tratar meus dentes.
Ordener foi o inventor do pastoril dos estudantes. Nas vésperas de Natal, vários estudantes dançavam o pastoril fantasiados de pastoras. Ele era a vedete, a contramestra, a primeira pastora do cordão azul.
CAPIBA
O poeta, ator, compositor, Aldemar Paiva, certa vez trouxe à Maceió, Capiba, o maior compositor nordestino do século XX, dentre suas grandes músicas, “Serenata Suburbana”, era o sucesso daquela época, e uma das músicas prediletas de Ordener. Aldemar levou Capiba numa tarde sábado à casa de Ordener, praia de Riacho Doce.
Ao ser apresentado ao compositor, Ordener perguntou que música Capiba compôs, ele imediatamente cantarolou: “Levo a vida em serenata… Somente a cantar… Quem não me conhece… Tem a impressão… De que eu sou tão feliz…” Ordener arregalou os olhos vendo a simpliciade, o jeito matuto de Capiba, não acreditou. Disse na cara: “Duvido que você fez essa música, aqui óh!.” Assim passaram a tarde conversando, Ordener, Capiba e Aldemar Paiva. Tarde alegre e antológica. Capiba costumava dizer, Ordener era o cara mais engraçado que havia conhecido.
O PROFESSOR PREGUIÇOSO
Ordener estudou no Liceu Alagoano. Havia um indolente professor, nunca ficava em pé, dava aula sentado, por mania colocava a mão esquerda na primeira gaveta do bureau enquanto falava lerdo aos alunos. O preguiçoso professor passava a aula num palavreado monocórdio provocando sono. Sempre sentado com a mão enfiada na gaveta.
Certo dia, no quintal da casa de Ordener apareceu um baita goiamum, azulado, brabo, com uma pata maior que o casco. Ele conseguiu segurar e amarrar o caranguejo, acondicionou, embrulhou o goiamum em fibras de bananeira. Dia seguinte levou-o para o Liceu. No intervalo, antes da aula chata do professor preguiçoso, Ordener desembrulhou, soltou o arisco caranguejo na gaveta, fechando-a.


O jornalista Carlos Chagas, do SBT, saiu-se com uma ótima essa noite;
“O vice de Serra ta parecendo aquele amigo do Zorro, o índio Tonto”!
E Serra, ta mais pra Lombroso, o mordomo da Mãe de Pantanha, em “O homem que desafiou o diabo”
Isso ta uma zona da porra!
R. A do índio eu entendi. Até porque já foi tema de charge do Nani publicada aqui. O resto eu vou pesquisar e garanto que entendo daqui pro final do dia.
Mas, pelo menos, fiquei sabendo que Carlos Chagas agora trabalha pro SBT. Esta é nova pra eu.


Há de chegar o dia dos olhares paranoicos,
Perscrutadores nas quinas das esquinas
E nos mastros de São João a vigiar os passos.
Fura-bolos duros apontarão segredos,
quando ninguém se apossará da própria alma.
Seremos todos livres a andar um só caminho,
e só diremos palavras escolhidas.
Seremos possuídos por um só desejo,
E seremos um, apenas um.
Gentes não nasceram pra ser muitas,
Apenas uma, velho amor, apenas uma.
Portanto olhemos agora o que for preciso
A liberdade ainda há por poucos metros,
Depois só as lembranças do passado.
Faremos agora o que for preciso!
Gritemos agora o que for preciso!
Mostremos agora o que for preciso!
Segundos já sussurram em nosso ouvido:
Enquanto há tempo, velho amor, enquanto há tempo…


ATENÇÃO CONVITE BRASÍLIA!!!
SE VOCÊ MORA EM BRASÍLIA ESTÁ CONVIDADO.
SE TEM ALGUM AMIGO EM BRASÍLIA FAVOR CONVIDÁ-LO PARA O LANÇAMENTO DA “FESTA LITERÁRIA DE MARECHAL DEODORO”, O MAIOR EVENTO CULTURAL DO NORDESTE EM 2010.
ACESSE E VEJA AS NOVIDADES NO BLOG DA FLIMAR:


Enquanto trabalho na edição do JBF, escuto o noticiário do rádio e fico extasiado com o palavrório despejado no mundo.
O tabacudo que inventou a expressão “políticas públicas” deve ser irmão do palerma que inventou a idiotice “agregar valor”.
E primo do abestado que batizou de “categoria” qualquer classe profissional e de “comunidade” qualquer ajuntamento de pessoas de um determinado bairro.
À mesma família deve pertencer a parelha que cunhou as expressões ”a nível de” e “praticar preços”.
Já a expressão “indicativo de greve”, depois eu vou tentar descobrir o adjetivo que melhor descreve o moderninho que a criou.


Poucos são capazes de identificar convenientemente um “pé-frio” dentre tantos que invariavelmente nos rodeiam.
Mas, quando se promove uma pesquisa embasada em fatos incontestáveis e reais, a dedução torna-se inegavelmente fácil.
Está na grande rede, um levantamento muito bem compilado, através do qual não temos outra alternativa do que nos convencermos de que temos um “reizinho” digno de ser considerado um incomensurável “pé-frio”. Senão vejamos:
· Gustavo Kuerten – o nosso Guga - presenteou “sua majestade” com uma de suas raquetes e nunca mais ganhou um título, despencando inexoravelmente no “ranking” após as derrotas amealhadas.
· O boxeador baiano Popó, “caiu na besteira” de ir ao Planalto, presentear Lula com um par de luvas. Nunca mais ganhou nenhuma luta importante, além de também “mergulhar de cabeça” no fosso dos atletas perdedores.
· O Mega Star – Lenny Kiavitz – “sumiu” do show-business, depois de presentear “sua majestade” com a sua guitarra famosa.
· O presidente do Botafogo – Bebeto de Freitas – foi ao Palácio do Planalto levar uma camisa do clube como presente para o “reizinho”, às vésperas da decisão da Copa do Brasil de 2007. O “Fogão” tomou na “tarraqueta” em pleno Maracanã, perdendo o título para o Figueirense de Santa Catarina.
· O Corinthians caiu para a “segundona”, logo depois que a diretoria do clube tomou a iniciativa de presentear “sua majestade” com uma camisa 10, especialmente preparada para a penda.
· Antes de seguir para a disputa da Copa do Mundo realizada na França, Roberto Carlos, representando todos os integrantes da delegação, foi ao Palácio levar uma camisa da seleção de presente para o “reizinho” contendo as assinaturas de todos os membros da delegação, camisa esta que Lula repassou para o presidente norte-americano tempos depois. E qual foi o resultado da participação brasileira naquela competição ?


Lourdes Alves
Eu queria ter uma grana
só pra pagar a vida
Ficando sossegada
Com ou sem nenhuma dívida
E assim levaria o meu destino
Sem qualquer preocupação
Sei que a grande nação
Só se estressa
Pelo cumprimento do pedágio
Da vida!
Eu não me importaria em viver bem pacata
Só com um pá alpargatas
Ou com um simples “vistidim de xita”
Um pão bem recheado
Um almoço caprichado
Um vale pro cinema
Outro pro teatro
Uma pipoca
E um guaraná
Dividindo a fita
Um “troquim” pro café
Outro pra passagem
Consciente dessa imagem
Eu chegaria aos 100.
Que bom se fosse assim
O mundo ficaria em fim
Livre “desaperriado”!
O imposto da vida
Não perdoa ninguém
Tira de quem tem pouco
E também dos que não tem.
Dia: 19/07/2010, 23h:34


Mestre Papa,
veja a decepção da Sheilinha Dadivosa secretária executiva do DS da ICAS quando da derrota do Brazíu do Inácio na Copa do Mundo.
É de fazer pena e dó.
Com os respeitos do Cardeal




Além da quantidade de leitores on line, número que vocês podem verificar aí do lado direito do blog, o sistema de edição do JBF me proporciona uma informação adicional: a postagem que cada um destes anônimos leitores está acessando naquele momento.
É uma informação instantânea, que muda a cada vez que eu atualizo, mas que, com o correr do expediente, me dá importantes informações e dicas sobre o funcionamento desta gazeta da bixiga lixa.
Tudo estava andando na mais correta normalidade até que, desde o último dia 10, esta rotina foi alterada furiosamente e, de lá pra cá, as coisas mudaram de um minuto pra outro.
Naquele dia, 10 de julho, o JBF publicou uma matéria intitulada COM O CU CHEIO DE CANA, que foi reproduzida e citada em inúmeras outras páginas e blogs da internet, fazendo com que a nossa postagem virasse uma verdadeira febre na rede. Recebo aviso sempre que alguma matéria do JBF é reproduzida e, nos últimos dias, a quantidade de avisos despejada no meu correio foi impressionante.
Até o presente momento, esta é a postagem campeã em comentários neste blog, ultrapassando os 200.
Paralelamente, aumentou, de uma hora pra outra, a quantidade média de leitores on line durante o dia. Com um detalhe: a grande maioria destes leitores estava sempre lendo a tal postagem. Ou seja: a matéria que falava do furico cheio de cachaça era, inequivocamente, a causadora do furdunço.
Vejam uma amostra que pesquei ao acaso: ontem, dia 19 de julho, no meio da tarde, em determinado momento havia 51 leitores on line. Deste total, 29 estavam lendo sobre o cu do Cara, contra os restantes 22 que liam outras postagens do jornal. Uma preferência inequívoca e esmagadora pelo fiofó do homi. Não me perguntem a explicação porque eu não saberia dar.
Consequentemente, desde a publicação desta matéria, além do imediato aumento da quantidade média de leitores on line, também subiu com vigor a quantidade de acessos diários, que após o dia 10 vem se mantendo acima dos 22 mil. Ontem, segunda-feira, quase chega a 25 mil.
Resumindo: às custas do cu do homi cheio de cana, aumentamos significativamente a quantidade de leitores desta gazeta da bixiga lixa. Bestalhão Pomposo, comentarista luloso-fubânico, certamente vai ficar furioso com mais esta “falta de respeito” para com a maior autoridade do país.
A postagem “Com o cu cheio de cana” ocupa-se de um discurso de Tolôte Voador em terras estrangeiras. Como diz o título do vídeo abaixo reproduzido, temos ”Lula bêbado falando merda na África“. Ou seja: nada de novo, ou de surpreendente. Trata-se da mais prosaica rotina de quem se deixou endoidar pelos altíssimos índices de popularidade e pensa que é Deus, que está acima do bem e do mal e que acredita nos xeleléus que dizem que ele é o melhor que já apareceu nesta terra de rapariga e que tudo que ele discursa é decente e racional.
Atentem para um detalhe: embora no vídeo apareça apenas a imagem do Redentor, é possível ouvir os frouxos de risos dos xeleléus do primeiro escalão, ávidos pra agradar o chefe e garantir a posse do cartão corporativo e o cargo no ministério. Cada disparate encachaçado que Lula solta, e que mata de vergonha um contribuinte decente, é motivo de gargalhadas dos pulhas.
Como bem escreveu um leitor fubânico num comentário postado ontem: “Eu assisti tudo e não vi nada demais!” De fato, em se tratando da belezinha que nos governa, num é nada demais. Mesmo assim, o governo e o seu Departamento de Imprensa e Propaganda fez de tudo (e continua fazendo) pra tirar o vídeo da rede. Assistam logo enquanto eles não fuzilam este aqui do JBF.
Oportunamente esta gazeta da bixiga lixa brindará os seus curiosos e debochados leitores com outro vídeo que contém a segunda parte do inspirado discurso presidencial.
E eu concluo dizendo o seguinte:
Um jornal que pra fazer sucesso depende de uma matéria que estampa um CU bem grande no seu título e se ocupa do furico do Presidente da República entupido de cachaça, já está mostrando que não vale mesmo merda alguma.


Estava tentando terminar uma crônica sobre o grande instrumentista Paulo Moura, que nos deixou no início da semana que passou, quando recebi a triste notícia de que o nosso conterrâneo e também exímio instrumentista Bila, acabava de empreender a sua última viagem.
Dei uma paradinha no texto que estava escrevendo, desliguei o computador e fiquei meio acabrunhado, meditando sobre as coisas que acontecem e deixam a gente triste e sem ação, mesmo sabendo que não viemos para ficar e a viagem de volta não depende de nossa vontade. Deus é quem decide.
Elizardo de Oliveira Souza é o seu nome batismo. No meio artístico e nas rodas de choro era mais conhecido como Bila do Cavaco. De família de músicos, ainda garoto começou a se interessar pelo cavaquinho e o seu tio e padrinho João de Oliveira não se fez de rogado: deixou que ele fosse dando umas palhetadas no seu instrumento.
A sua brilhante carreira de músico começou oficialmente nos programas de auditório da Rádio Difusora de Pesqueira, tocando bateria na Orquestra Natambijara e cantando ao lado do irmão José de Oliveira Souza (Galego) boêmio por natureza.
Ainda bem jovens, ele e o irmão Galego mudaram-se para o Recife. A música encarregou-se de fazer a sua aproximação com Naná. O casamento veio em seguida e essa união das famílias Oliveira e Moraes, fez com que o gosto pela “arte das artes” aumentasse mais ainda e o resultado não poderia ser outro: os filhos do casal não fugiram à genética dos pais. Também respiram música em todos os instantes.
A partida prematura de Galego foi um duro golpe na alma dos familiares e amigos. Bila sofreu, mas não esmoreceu
Nesse ínterim, surgiram o Conjunto Pernambucano de Choro e o Coral Edgard Moraes. A sua musicalidade, vinda do berço, foi se tornando cada vez mais forte. O tímido rapaz de Pesqueira vai ficando mais conhecido e solicitado.
Ao lado de Tôzinho, Tonhé, Marco César, que mais tarde se tornaria seu genro, esteve presente em inúmeros projetos ligados ao Chorinho.
Junto à esposa, filhos, irmã, cunhados, sobrinhos e demais amantes dos festejos de momo, participou de grandes eventos carnavalescos, contribuindo de forma marcante para a divulgação do Frevo de Bloco pelos palcos e ruas do Brasil.
E assim cresceu, amadureceu e viveu o pacato Bila, alegrando os encontros sociais, as serestas e as rodas de choro, até que o Criador resolveu chamá-lo de volta, a fim de juntar-se a Moacir, Josefa, Galego, Tonhé, Tôzinho, Sebastião Cândido, Zezinho de Quelé, Zé Duque, Eurivaldo Jatobá, Edgard Moraes, Canhoto da Paraíba, Paulo Moura, Jacaré do Cavaco, Venâncio, Liu do Trompete, Chiquinho Amaral, Capiba, Abel Bezerra, Luiz Guabiraba e mais umas duas dezenas de gênios da música.
Os chorões, com certeza já estão tratando da próxima roda de choro. O carnaval já entrou na pauta das reuniões. Edgard já escreveu a primeira parte de um novo frevo. Venâncio já se imagina regendo novamente a Natambijara, Capiba insiste para que Abel e Guabiraba toquem o seu “Trombone de Prata”, e assim, a vida continua, pois quem viveu aqui só para dar alegrias, ao se mudar para o outro plano, será recebido igualmente com festa, pois Deus não se descuida dos seus.
Até qualquer dia, amigo Bila.


Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo cantam em benefício das vítimas das enchentes na Mata Sul de Pernambuco
Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo realizam, em única apresentação, O Grande Encontro da Solidariedade, na quinta, 22 de julho, no Teatro Guararapes, em Recife - com renda totalmente revertida para as vítimas das enchentes que assolaram a Mata Sul de Pernambuco.
A iniciativa foi de Alceu Valença, prontamente aceita pelos dois outros artistas: “Estava em turnê, quando soube da catástrofe. Lembrei dos versos de uma canção minha que diz: Tomara meu Deus, tomara / Uma nação solidária / Sem preconceitos, tomara / Uma nação como nós. Falei com Yanê Montenegro, minha mulher e empresária, e decidimos convidar Elba e Geraldo para um show em conjunto. Juntos, todos nós formamos uma nação solidária” - convoca o cantor.
Para produzir o evento, várias empresas e profissionais se uniram e abriram mão de qualquer remuneração: da venda de ingressos, passando pela produção técnica ao aluguel do Teatro Guararapes, cedido pelo Governo do Estado. O dinheiro arrecadado será depositado na conta oficial destinada aos desabrigados, na Caixa Econômica Federal, através da instituição Tribunal Solidário, ligada à Setur-PE.
Um perfil no Twitter (@SolidariedadePE) foi criado para engajar mais pessoas não apenas para irem ao show, mas participarem de alguma forma da campanha, que não se encerrará no dia da apresentação dos artistas. Os ingressos já estão sendo vendidos ao preço único de R$ 100,00. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (81) 3465-3278, 3467-1973 e 7811-5703
Grande Encontro da Solidariedade
Data: 22 de julho, quinta-feira
Hora: 21h
Preço Único: R$ 100,00
Informações: 3465 3278 – 3467 1973 - 7811 5703
Twitter: @SolidariedadePE


Veja essa notícia Papento:
Cientistas mexicanos trabalham na construção do robô “Mexone”, um humanóide que, quando pronto, poderá “aprender” a caminhar, subir escadas e inclusive “jogar pôquer”, como garantem seus criadores.
Somos muito mais avançados. No Brasil até um semi-analfabeto trabalha com relativo sucesso na construção do robô “Dilmone”, ela ainda não consegue emitir uma opinião própria mas consegue eMENTIR muito bem…
O robô mexicano é bonitinho e não precisa de botox para ficar com a cara lisa…


PIOR, IMPOSSÍVEL
Toda campanha eleitoral desperta paixões, gera futricas, intrigas e comportamentos irracionais que não raro se assemelham ao fundamentalismo xiita. Até aí, tudo bem.
Sempre foi assim, com maior ou menor grau de contundência das partes e de suas torcidas. Mas nunca antes neste país se viu uma campanha como esta. Desta vez, vale tudo. E, assim sendo, o país, suas instituições, sua Constituição e suas leis de nada valem.
Em apenas 10 dias de campanha oficial – sem contar, portanto, os crimes já cometidos até o dia 6 de julho – os abusos se multiplicaram com requinte e velocidade inimaginável.
O volume e a natureza das imoralidades são de tal tamanho que assustam: confirmação de quebra de sigilo fiscal de adversários, cartilhas pró-Dilma feitas com recursos públicos e fartamente distribuídas, e até uma Kombi a serviço da Prefeitura do Rio carregando material de campanha do PT, flagrada no dia do primeiro grande comício da candidata Dilma Rousseff, na Cinelândia.
Isso sem falar do hors-concours presidente Lula, líder absoluto do ranking não só quantitativo, mas também qualitativo das contravenções eleitorais.
Como não bastasse, Lula ainda faz chacota de suas punições.
Deu de ombros para as seis multas que já lhe foram cravadas e demonstrou que pouco se importa com a que virá pela citação que fez de sua pupila no evento de lançamento do edital do trem-bala. Tanto que voltou a propagandear o nome de Dilma ao fingir estar se desculpando da menção do dia anterior. E o fez, sem qualquer pudor ou rubor, na presença do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Este também não mudou a expressão nem a cor da face.
Na sexta-feira, no palanque de campanha do Rio, Lula voltou a falar do episódio. Dessa vez, criticando, sem citar o nome, a procuradora eleitoral Sandra Cureau, responsável por vários dos processos contra o presidente. Como era de se esperar, Lula alimentou o tom de conspiração contra ele: “Há uma premeditação para me tirarem da campanha para impedir que eu ajude a Dilma.”
E continuou a abusar da desfaçatez. “Querem me inibir para que eu finja que não conheço Dilma”, como se o problema fosse o fato de ele conhecer a ex-ministra e não o de infringir as leis. “Até botaram uma procuradora no meio para fingir que eu não a conheço”, como se procurador fosse um cargo de livre nomeação e, ainda por cima, escolhido por opositores.
As situações criadas por Lula são tão intencionalmente provocativas que parecem nos indicar que ele alimenta um prazer especial em desafiar as instituições. Do alto de sua estupenda popularidade, age certo de que ninguém terá coragem desafiá-lo. E se alguém o fizer, ainda que em nome de se cumprir a lei, essa será uma ação golpista, como ele já antecipou no primeiro comício oficial. Na verdade, quer fazer crer que será uma premeditação para impedir não a ajuda, mas a eleição de Dilma.
Em defesa do presidente, o coordenador de comunicação da campanha de Dilma e vice-presidente do PT, deputado Rui Falcão, disse que o governador de São Paulo, Alberto Goldman também desrespeitou a lei ao citar o candidato José Serra em vários discursos. Ora, se assim o é, que ambos sejam punidos – Lula e Goldman.
O que não dá é buscar a impunidade com a mesma lengalenga do todo mundo faz. Muito menos tentar, mais uma vez, coletivizar o crime e culpar a lei. Se a lei é ruim, os nobres parlamentares que a mudem. Mas até que se cocem é obrigatório respeitá-la.


O presidente Lula disse nesta terça ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que acredita na vitória da candidata Dilma Rousseff (PT) em primeiro turno.
* * *
Segundo um informante que estava lá, Sarney respondeu a Lula que também acredita na vitória de Dilma no primeiro turno.
O senador maranhense declarou textualmente o seguinte:
“A vitória de Dilma é a certeza da continuação do Socialismo Muderno, que nós, os revolucionários da esquerda brasileira, implantamos neste país para beneficiar o povo e as classes eternamente escravizadas pelas elites e pelos reaças da direita”.

Dilma Roussef, José Sarney e Presidente Lula: três figuras idolatradas pela militância esquerdista lulo-fubânica, três idealistas marxistas leninistas comunistas petistas bostistas


Uma cantoria de Sebastião da Silva e Valdir Teles
* * *
Valdir Teles cantando com João Paraibano
Valdir Teles
Você já cantou de galo
já ciscou no tabuleiro
arranhou o esporão
e já subiu no meu poleiro
e eu também tenho direito
às galinhas do terreiro.
João Paraibano
Vou fazer um paradeiro
não por estar assombrado
se eu tivesse de cera
uma asa em cada lado
a luz do sol de você
já teria desmanchado.
* * *
Raimundo Caetano e Sebastião Dias trabalhando o mote:
As horas de quem espera
são as mais longas da vida
Sebastião Dias
Esperar quem vem chegando
quando existe uma demora,
essa é a pior hora,
pra o coração latejando,
porque quem vive esperando,
uma pessoa querida,
até mesmo na partida,
o ritmo no peito altera.
As horas de quem espera
são as mais longas da vida.
Raimundo Caetano
Toda espera sempre cansa,
quando a pessoa não vem
e é triste esperar alguém,
que não manda nem lembrança,
a mãe espera a criança
desde o dia que engravida,
pela placenta envolvida,
no ventre aonde se gera.
As horas de quem espera
são as mais longas da vida.
Sebastião Dias
Eu já esperei de um jeito,
que o coração se cansou,
minha amada não voltou,
eu fiquei insatisfeito,
pra crucificar meu peito,
em minha a dor fez guarida,
desse tipo de ferida
ninguém cura nem supera.
As horas de quem espera
são as mais longas da vida.


Era cerca de duas da madrugada, eu morava no bairro dos Torrões, pra ser mais exato com a sogra, a Sra. Izabel Silva, que é enfermeira e parteira das boas. Minha mulher esperava a qualquer momento o nascimento do nosso segundo filho, cujo enxoval começamos a providenciar quando ela já estava no terceiro mês de gestação deste, foi um surpresa, ela tinha ido para uma consulta de rotina no IMIP e aí soube da segunda gravidez.
Nosso bairro era muito isolado no contexto do entorno da Avenida Caxangá, morávamos perto do terminal dos coletivos, existiam alguns taxistas que madrugavam perto do terminal jogando dominó à espera de chamados por seus serviços. De repente, a mulher me acorda, dizendo que começara seu trabalho de parto, corre pro banheiro e volta se contorcendo de dor, deitando prostrada no colchão em que dormíamos na sala da pequena casa de vila popular de sua mãe. Dona Izabel acorda, calça luvas cirúrgicas e vem examinar o estado da sua filha, após uns minutos ela me fala que ela tem um certo grau de dilatação muito próximo do momento do parto.
Eu saio em busca de um transporte para conduzir a mulher ao IMIP, onde minha mãe trabalha desde 1972, saio vou até o terminal em busca de um táxi, dia de meio de semana, tudo completamente deserto. Um vizinho nosso antes colocou-se à disposição para nos levar à maternidade em caso do parto acontecer de madrugada. Volto pra minha rua e me ponho a chamar o prestativo vizinho que não escuta eu tocar sua campainha, assim como meus chamados pelo seu nome, quarto com ar condicionado, com bom isolamento acústico devem ter causado o fato dele não acordar e vir em nosso socorro.
Volto pra casa, era o dia 12 de julho de 1993, nesse tempo telefone público ainda era de ficha, eu fui pegar fichas para ligar para minha mãe e pedir que ela viesse nos socorrer em sua boa e velha Paraty amarela. Ao adentrar, vejo Dona Izabel calmamente me dizendo: fique calmo que ele vai nascer agora (exatamente 2:45 da madrugada de 7 de julho de 93): a cabeça do feto coroando, saindo de dentro da mãe, eu vejo que é um menino e feliz fico junto da Ceça que aliviada das dores vê nosso lindo Eduardo Silva de Sales chegar ao mundo.