23 julho 2010 FULEIRAGEM

PAIXÃO - GAZETA DO POVO

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“GOL PELA VIDA”, UMA EXCELENTE OPORTUNIDADE DE DEMONSTRAR SOLIDARIEDADE

As chances onde fica demonstrada que a intenção fundamental é a de ajudar aqueles que de repente, transformam-se em vítimas irreversíveis de catástrofes, acontecem a cada dia, e mais uma delas surge agora com características bastante peculiares.

Dia 25 de julho – sábado próximo, acontecerá o “Gol Pela Vida”, promoção conjunta de craques do passado, da imprensa esportiva, de uma secretaria estadual que atua na área assistencial e do Clube Náutico Capibaribe, visando arrecadar donativos que serão repassados para os irmãos pernambucanos que foram atingidos pelas enchentes acontecidas em nosso Estado.

O Estádio Eládio de Barros Carvalho será o palco do espetáculo, apresentando dois jogos beneficentes e completamente descompromissados, o primeiro acontecendo às 16:00 hs., quando integrantes da crônica esportiva promoverão verdadeira “pegadinhas” em lances que certamente arrancarão boas gargalhadas dos espectadores.

E como jogo de fundo, iniciando-se às 17:00 hs., quem se fizer presente aos Aflitos, terá a chance de rever craques que marcaram época no futebol brasileiro.

Aqueles que formam a comissão organizadora – os jogadores Chiquinho, Ricardo Rocha e Juninho Pernambucano – nas oportunidades que tiveram de falar sobre o acontecimento nas emissoras de rádio e Tv, adiantaram as participações, por exemplo, de “estrelas” como: Bebeto, Leonardo. Mauro Galvão, Jorginho (ex-auxiliar técnico de Dunga na Seleção), Roque Júnior e Renato Gaúcho. Isto sem esquecer de mencionar também os nossos grandes valores como: Nildo, Zé do Carmo, Luciano Velozo, Atayde. Ciro e Kuki, além é claro, dos promotores: Ricardo Rocha, Chiquinho e Juninho Pernambucano.

Todos eles esperam arrecadar uma boa quantidade de material de higiene, e alimentos não perecíveis, que significarão um bom reforço nas doações direcionadas para aqueles que, num piscar de olhos, perderam seus bens materiais, principalmente os mais valiosos, as suas moradias.

E como não poderia deixar de ser, através do JBF, certamente esta promoção contará com a iniciativa por parte dos seus leitores, no que tange a uma grande divulgação junto aos seus amigos – principalmente daqueles que adoram o futebol.

Aos que possuem instrumentos que possam contribuir para uma maior propagação do evento, fica o pedido: integrem-se na corrente de divulgação de uma iniciativa de grande caráter meritório.  

Certamente – mesmo reconhecendo o risco que a promoção corre com relação a nossa época de chuvas – os organizadores esperam a presença dos torcedores pernambucanos em boa monta, o que significará um resultado significativo em termos de doações.

Não poderíamos deixar de reconhecer este grande gesto dos nossos ex-craques, mostrando a todos que pertencer a um grupo baste coeso, quando está em jogo, um objetivo onde fica caracterizada uma grande significação humanitária.  

23 julho 2010 FULEIRAGEM

BELLO - TRIBUNA DE MINAS

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23 julho 2010 DEU NO JORNAL

UM TEXTO DE GILSON CARONI FILHO

A GRANDE IMPRENSA E O NASCIMENTO DO NOVO

Em pleno ano eleitoral de 2002, o governo submergia em sérios escândalos na área econômica. O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, e o diretor de Política Monetária da mesma instituição, Luiz Fernando Figueiredo, eram acusados pelo presidente interino da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de fazer lobby em favor das empresas de telefonia.

Ambos teriam entregado à Câmara de Política Econômica, instância governamental, um texto preparado pela BCP, empresa que operava na banda B de telefonia celular em São Paulo. No documento eram recomendados aumentos de tarifas, mudanças contratuais beneficiando as operadoras e redução dos impostos que incidem sobre as contas dos consumidores.

Tinha mais. Havia sérias suspeitas de que técnicos de alto escalão do BNDES, do Tesouro Nacional, do Banco do Brasil e do Ministério da Fazenda fizeram uso de informações privilegiadas para compra e venda de ações do Banco do Brasil. Eram pessoas que trabalham nas mesmas instituições que desenharam o projeto de venda de 16,3% do capital do BB.

O então ministro da Fazenda do governo FHC, Pedro Malan, mandou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investigar as acusações. O problema é que o órgão fiscalizador abriu sindicância para apurar denúncias de irregularidades de funcionários em processo de cisão nas áreas de petroquímica e de papel e celulose. Em suma, em tempos do império do cassino, o melhor a fazer era, tal como na música de Chico Buarque, “chamar o ladrão”.

O que revelam os parágrafos acima? Um cenário tétrico. Um governo corrompido em setores-chave de formulação e execução de sua política econômica. O resultado lógico de instituições que se redefiniram para melhor servir ao receituário neoliberal. Não havia acidentes de percurso.

A banca internacional e a degradação interna de autoridades e órgãos que se desviavam de suas funções republicanas não eram obra do acaso. A segunda era um desdobramento lógico da primeira. E não atingia apenas instâncias econômicas; levava de roldão uma imprensa que a tudo silenciava. Por convergência de princípios e por ser sócia do jogo.

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

LUTE - HOJE EM DIA

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http://fernandoportela.wordpress.com/

Este é um recanto só de histórias, pequenas, médias, mini, humanas e animais, com ou sem lógica, delirantes, esquizofrênicas
e paranoicas, frequentemente subversivas, mas a maioria delas só quer mesmo é lhe entreter.

OS SEIOS DE GOVINDA

Encontrei J.G. Pearson num bairro longínquo da cidade, usando o nome falso de John Smith e conhecido na região como “o gringo”. Estava acompanhado da porta-bandeira da Escola de Samba Boca Vermelha, a sensacional Govinda. Não sei o que é mais incrível: se a incompetência da polícia de descobrir fugitivos, ou a ousadia do americano que, além de estar sendo caçado em todo o território nacional, é um dos primeiros da lista de inimigos públicos da Interpol. Que coisa: o cara ali, a menos de dois quilômetros de uma delegacia de bairro, passeando com um mulheraço famoso na cidade, e ninguém fica sabendo.

Eu mesmo o vi por acaso, apesar de fazer parte do grupo que o caça há tanto tempo. Estava voltando da casa de uma das minhas namoradas, a Séza, que mora por ali, quando me chamou a atenção o Mercedes do ano e a mulata ao volante. Govinda é um fenômeno, gostosíssima. Ela e o americano trocavam olhares de paixão.

O cabelo do cara é branco, de tão louro, e pensei comigo: ‘caralho, os gringos só são racistas na terra deles.’ Mas meu raciocínio é lento, reconheço. Levei muito tempo para me dar conta de que conhecia aquelas duas figuras. Só que aí não havia como alcançá-los. Mesmo assim, dei meia-volta e saí tesourando o trânsito das seis da tarde, com sirene e tudo, gritando palavrões para os babacas na minha frente, mas ninguém mais respeita nem polícia na hora dos congestionamentos. Até entendo: esta cidade está muito sofrida.

De qualquer maneira, seria fácil chegar a Govinda. Algum tempo depois, consegui o endereço. Fui lá direto. Era uma rua só de casas, calçada de paralelepípedos e cheia de árvores antigas. Crianças brincando, carrões entrando e saindo de garagens amplas. Lugar muito agradável. Minha paquera, que é do mesmo bairro, ou melhor, dos fundos do bairro, mora numa rua de merda, de asfalto carcomido e um buraco de esgoto sempre aberto, porque alguém rouba as tampas.

A casa de Govinda, dois andares, escada em S, estilo modernoso, estava fechada. Cheguei a cochilar na campana, poderia até ter sido assaltado: afinal, uso um carro de chapa fria. Mas está caindo aos pedaços, não serve nem pra desmanche.

A mulata voltou três horas depois, sozinha no Mercedes. Por mais que trepasse bem e posasse nua, jamais arrumaria dinheiro para comprar aquela máquina. Ali tinha grana pesada de J.G., como a gente o chama na polícia.

Porra, e agora? Poderia invadir a casa, dar um aperto na gostosa, mas J.G. não é burro: aquele não era seu real endereço.
Fiquei rodando feito um peru pela rua, dei uma parada na padaria da esquina, lugar de viado, com um cafezinho três vezes mais caro do que o da rua da Séza. O cara do café, um tal de Riche, uniformizado, com bonezinho, todo falante, me entregou o ouro: Govinda comprava bebida light quase todo dia; chegava sacolejando os peitos, num decote criminoso, e aí o tempo parava, ouviam-se as moscas tentando pousar nos pães doces. Clientes embevecidos. Ela, de vez em quando, vinha acompanhada do gringo.

“Acho que sei quem é; acho até que já vi esse cara na televisão. Parece americano. Será que é artista?”, arrisquei.

“Nada, é trambiqueiro”, respondeu prontamente Riche. Sabe, tipo largadão, tatuagem no braço. Como é que ele iria comprar um Mercedes?”

“É mesmo. Que trambique seria?”

“Para com isso, cara. Tudo: pó, armas, essas coisas. O gringo é polivalente.”

Pedi licença, dei uma volta nos quarteirões vizinhos. Voltei à rua, não havia ninguém, subi na ponta dos pés e observei a casa. Só vi o rabo do Mercedes na garagem e um jardinzinho com cheiro de jasmim.

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

SPONHOLZ - JORNAL DA MANHÃ

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CARDEAL PEDRO MALTA - RIO DE JANEIRO-RJ

Como é importante o véu muçulmano.

Cobrir bem os cabelos para evitar tentação masculina.

R. Pra meu gosto, um reguinho desses é mais tentador que uma nudez pentelhística frontal.

A calcinha da moça da última foto, tá do jeito que o Profeta gosta…

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA - O POPULAR

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CURTA METRAGEM DE LEO TABOSA E RAFAEL NEGRÃO

Exibição do curta-metragem Retratos (Documentário - 20′)

Direção: Leo Tabosa e Rafael Negrão - Orientação: Prof. Dr. Alexandre Figueiroa
 
Sinopse: Retratos, conta a história de 06 travestis que desempenham diferentes atividades profissionais desvinculadas da prostituição no Estado de Pernambuco. O vídeo mostra como a vida de cada um deles pode ser tão comum quanto à de qualquer outra pessoa. 

Data: 31/7/2010
Horário: 19h
Local: Auditório da Livraria Cultura

Participação e premiações em festivais:

III Mostra Pernambuco de Curtas e Longas-Metragens do Cine-PE (Recife)
Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu – Iguacine (Rio de Janeiro)
Festival de Cinema Digital Jericoacoara – (Ceará) – Premiado: Melhor Documentário
Festival Internacional do Cine Pobre (México)
Focus-Brazil Vídeo Fest (Fort Lauderdale – Flórida) – Premiado: Best Video e Best Direction
15º Festival Brasileiro de Cinema Universitário - (Rio de Janeiro)
Festival Fazendo Gênero - (Santa Catarina)

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

NANI - CHARGE ONLINE

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NOTÍCIAS DO DR. GOY

-Estudos sócio-políticos  acabam de demonstrar porque é que a galinha atravessa a estrada no Brasil: É porque hoje, graças ao governo do Presidente Lula, as galinhas gozam de plena liberdade de ir e vir.

- Um grupo de sonoplastas, tendo verificado que o som que os veículos produzem no asfalto é algo musical, está estudando a possibilidade de fazer ranhuras no asfalto iguais às dos antigos discos de acetato para que ao transitar os carros produzam música de verdade.

- Ainda a respeito da palpitante questão referente ao cruzamento de rodovias por parte de galináceos, pesquisadores sexuais descobriram que uma galinha viu um galo do outro lado e atravessou a estrada para se encontrar com ele porque ela é uma galinha e vive atravessando a estrada para se encontrar com galos e até com frangos.

- Uma vidente poderosa disse ter visto na bola de cristal que o presidente Lula emplacará um quarto mandato. Ela assegurou ainda que viu imagens do presidente no futuro declarando que apesar das pressões não extinguiria nem o bolsa-uísque nem o programa popular  de financiamento do iate próprio.

- Segundo recentes afirmações de autoridades cubanas, Cuba, que já o mais importante produtor de charutos do mundo e que é o país líder nas pesquisas e tratamento do vitiligo, poderá em breve vir a ser o maior exportador de presos políticos  para a Europa.

- Deputado da oposição acaba de criar o Dia do Amigo da Onça, que é para ser comemorado diariamente com o envio de e-mails para todos os teus amigos dizendo que os ama. Se o amigo estiver presente vale também sacaneá-lo, dar-lhe chutes no saco, sair de fininho e deixar para ele pagar a conta. Participe, envie todos os dias e-mails carinhosos para os teus amigos!

- E finalmente, nossa reportagem sobre a travessia de galinhas nas rodovias apurou que a galinha atravessou a estrada porque não havia passarela de pedestres no local. Algumas entrevistadas afirmaram que muitas galinhas já foram atropeladas atravessando a estrada sem que o governo  tome providências. Tentamos falar com o governo sobre o assunto, mas o governo não atendeu nossas ligações. Se você é uma galinha e costuma atravessar estradas, ligue para nossa reportagem. Aliás, basta ser uma galinha: ligue!

CAMPANHA DO DR. GOY: Galinha, se for atravessar estradas não beba e se beber não atravesse estradas.


23 julho 2010 FULEIRAGEM

AMORIM - CORREIO DO POVO

amorim166

MAIS UM FURIOSO…

Comentário sobre a postagem COM O CU CHEIO DE CANA
http://www.luizberto.com/?p=139128#comments

Bira:

“Um bando de tucanalhas a escrever merda e outros a comentar.

Vocês, jornalistas inexpressivos, totalmente desconhecidos, esfalfando-se na luta por um lugarzinho ao sol, não aceitam a grandiosidade do homem simples, que ficará na história do Brasil como um dos maiores, senão o maior, dos presidentes.

Que título maravilhoso para esta matéria.

Só mentes cheias de merda seriam capazes de criarem tal título.

Dígno de quem escreveu a matéria.”

23 julho 2010 FULEIRAGEM

ZOPE - CHARGE ONLINE

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CASCUDINHO, TITÓ E EU TAMBÉM NOS BAIXIOS DE BOIPEBÁ

(Prefácio do livro “CASCUDO - Guardião das nossas tradições”, diversos autores, com organização da Professora Isaura Rosado Maia - Coleção Mossoroense, Fundação Guimarães Duque, Fundação Vingt-un Rosado, Capitania das Artes-Natal, 2004) 

baixios

Baixios de Boipebá - Bahia

Prefeita Wilma Maria de Faria,
Professora Isaura Rosado.

Meu Saudar !

De 1500 para cá, todo mundo sabe, muito estrangeiro tem sido comido na Bahia. O nó, o rolo, é que o português (judeu enrustido) Diogo Álvares turista não era – pois a era era outra. O Caramuru, cuja nau desmilingüira-se nos baixios, com uma só miraculosa bacamartada escapou fedendo à gulodice dos antropófagos tupinambás. E foi além, o gajo, no período da ceva com beiju, peixe e tapioca: casou com a filha do morubixaba, ficou amigo do Rei, andou flanando pela França e fundou, com muito sucesso, a poderosa Casa da Torre. Enfim, se deu muito bem - como tem acontecido com todo lusitano nesta nossa mui amiga e leal Pindorama, até hoje…

Depois do Jardim de Infância Modelo, da carta de ABC e tabuada de Dona Janóca, já no início dos preparatórios para o velho Atheneu, com os Professores Beatriz Cortez e Olintinho Galvão, de tudo que lia e ouvia nas salas de aula, não entrava, não cabia na minha cuca de oito anos, aquela escopetada salvadora do tal “Filho do Trovão”. Bacamarte, pólvora, bucha, chumbo e coragem como os seiscentos – depois da derrota do naufrágio?! Para piorar tudo, Paraguassu, a noiva, nos livros, era uma “índia de pele branca e traços finos e suaves”. Pirei de vez, Prefeita! Pirei de vez, Professora!

- Cascudinho resolve ! – disse meu pai à minha mãe, Maria, a quem eu, todo enrolado, havia me queixado, caningando, quase às lágrimas.

E lá fomos nós, descendo a ladeira, eu pegado na mão do Poeta, sem lenço nem documento, no rumo da Junqueira Ayres. Nunca tinha visto tanto livro na minha vida, nem lá em casa, nem nas estantes do meu tio Juiz. Um mundão de coisas esquisitas penduradas nas poucas paredes à vista.

Na ante-sala, um piano. Guardei a marca, até hoje: “Playel”. De gente, a circunspecta empregada que nos recebeu, depois uma senhora alva, risonha, que me fez festas, e uma menina mais ou menos do meu tamanho, os olhos grandes e desconfiados.

Por fim, levantando-se da fiel cadeira de balanço – sorriso aberto, pijama listrado, livro no colo, charuto fumegante, cabeleira farta, braços abertos, gestos largos, olhos azuis, feliz da vida -, o dono do piano, da casa, dos livros todos e dos penduricalhos: o Professor Luis (sem acento no “i”) da Câmara Cascudo, canguleiro como eu, a oitava maravilha de Natal, a enciclopédia fenomenal que, garantira Othoniel Menezes (a quem ele chamava de “Titó”), botaria ordem na minha cabeça confusa com aquela estória toda. Fui apresentado: nome e apelido - recebendo abraço e aperto de mão. Sem jeito, nervoso, cabreiro, gaguejando, tremendo nas bases, sob o pálio do olhar paterno complacente e encorajador, consegui soltar o verbo e fazer a queixa.

Começou, então, a inhanha. O homem era supimpa, cobra criada, um craque. Satisfeito como pinto em beira de cerca, ouvindo “Cascudinho”, o amigo de meu pai, fiquei por dentro de tudo, juro, Professoras!

O segredo da coisa, o desatar daquele nó, a cura daquela “dor de barriga” na minha cachola, estava mesmo nos livros que estudava, na tradução errônea do epíteto dado ao marinheiro de Viana do Castelo. Era tudo cascata. O camarada nada tinha de “filho do trovão”, nem de “homem do fogo”. Neca de bacamarte, pólvora, chumbo, tiro. Quanto mais coragem de artista das “séries” do cinema Rex, “rapaz”, caubói! Por sua vez, Paraguassu, tampouco, era “branca”, “suave”, de “traços finos”…

Quase pulo de alegria, de satisfação, enlevo. Homem sabido, aquele “Cascudinho”!

Encagaçado e nu, magérrimo, alto, branco como uma vela, barbudo, tremendo de fome, frio e medo, coberto de sargaço, se escondendo para não ser comido, tirando da reta, o marrano Diogo Álvares desse jeito foi encontrado nos rochedos. Não deu outra: os tupinambás – na gozação, acho eu, hoje - tascaram-lhe o apelido de “Moréia” (Muraena helena), peixe parecido com uma cobra, comum nos arrecifes.

Arrematando a aula magistral, de lambuja, sempre risonho – piscando o olho para “Titó” -, o marido de Dona Dhália e pai de Ana Maria, com a mão suave no meu ombro franzino, guiou-me até uma daquelas nesgas de parede sem estante e me apresentou uma gravura antiga, esmaecida, emoldurada. Matou a cobra e mostrou o pau: eram os baixios de Boipebá – onde começou lenda e legenda do fidalgo “Moréia”, judeu e português, senhor da Casa da Torre, amigo do Rei e do Morubixaba, baiano por adoção e casamento, precisão, muita necessidade…

Baiano burro nasce morto, minha cara Professora, nossa estimada Prefeita – fiquem certas!

Com muito respeito e admiração por Vossas Senhorias,

Laélio Ferreira de Melo

Petrópolis/Natal
Novembro/1998

23 julho 2010 FULEIRAGEM

REGI - AMAZONAS EM TEMPO

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É HOJE! - PARA OS LEITORES DO RECIFE - VIAS DAS DANÇAS

Cia. Vias da Dança apresenta “Entre Nós” em curta temporada às sextas-feiras no Teatro Barreto Júnior. Em dança contemporânea, a montagem discute o amor tendo como foco as canções que Maria Bethânia canta

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Foto: Rogério Alves

“Entre Nós”, com a Cia. Vias da Dança, está em cartaz somente às sextas-feiras de julho, às 20h, no Teatro Barreto Júnior (rua Estudante Jeremias Bastos, s/n, Pina. Tel. 3355 3054). Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (estudantes, professores com carteira e maiores de 60 anos). Incentivo: Funcultura/Governo do Estado de Pernambuco. No elenco, Juan Guimarães, Eduardo Carvalho, Simone Carvalho, Andréa Salcedo, Ana Gama, Fernando Oliveira, Januária Finizola e Patrícia Cruz.

Trata-se de um espetáculo de dança contemporânea concebido e coreografado pelo premiado Ivaldo Mendonça (que já integrou a Cia. dos Homens, no Recife, e a Cia. Deborah Colker, no Rio de Janeiro), sob direção geral de Heloísa Duque. É uma espécie de ode ao amor, retrato de encontros e desencontros, com o corpo dos bailarinos sendo visto como reduto de dor e alegria, complementando-se uns aos outros; a emoção dividida entre dois ou mais amores, não importando a cor ou o sexo dos indivíduos. Tudo embalado pelas músicas interpretadas magistralmente por Maria Bethânia, que canta ao amor, o início ou o fim dele, o próprio recomeço, mesmo utópico, numa homenagem aos sentidos.

A montagem estreou em 2007, no Recife, e conquistou quatro troféus no projeto Janeiro de Grandes Espetáculos em 2008: “melhor espetáculo em dança”, “melhor coreografia”, para Ivaldo Mendonça; “melhor bailarino”, para Juan Guimarães; e “Melhor bailarina”, para Januária Finizola. “Entre Nós” também foi aplaudida no Festival Porto Alegre Em Cena (convite feito durante o projeto Janeiro de Grandes Espetáculos 2008), no Festival de Inverno de Garanhuns e em Campina Grande. Destaque ainda para a iluminação de Martiniano Almeida e o cenário, às vezes coberto por cortinas de rosas que parecem flutuar no espaço.

Contato: Heloísa Duque (diretora) 9105 0618.

23 julho 2010 FULEIRAGEM

THOMATE - A CIDADE

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A CLASSE OPERÁRIA SOBE AOS CÉUS, MAS NEM SEMPRE VAI AO PARAÍSO

A primeira vez que entrei num avião, estava com 30 anos de idade.

Na ocasião, o preço das passagens era proibitivo para o cidadão comum e só fiz esse vôo porque a empresa em que trabalhava enviou-me para São Paulo para um curso ou feira. Nem lembro mais o motivo. Mas foi um ou outro.

Encarei o 1º vôo como algo normal, natural, apesar, é claro, da natural alegria íntima de ver o mundo do alto.

Entrei, sentei, segui as instruções e pronto. Nada de extraordinário. E como havia praticado caça submarina na juventude, não tive o menor problema em equilibrar a pressão interna com a externa, que costuma provocar algum desconforto nos tímpanos, quando o avião sobe ou desce.

Com o aumento da concorrência, redução ou quase eliminação do serviço de bordo, estabilidade da moeda, financiamentos mais longos e outros fatores mais, ficou mais barato voar, especialmente fora das temporadas de férias.

Assim, o que era um privilégio de poucos tornou-se acessível para pessoas que jamais tiveram a oportunidade de viajar de avião, deixando de encarar horas e horas sentadas no banco de um ônibus, através de estradas esburacadas, sujeitas a acidentes e, pior, até mesmo a assaltos.

Entretanto, quem não está habituado a mudanças de pressão, por conta de altitude ou profundidade, pode ter dificuldade em lidar com essa situação.

Esta semana, presenciei isso, com a passageira que estava ao meu lado. Era uma senhora de 30 anos aproximadamente. Piauiense, residente em São Paulo.

Viajava para São Paulo com o marido e dois filhos: um menino e uma menina.

O marido sentado na frente com o seu filho mais velho e a senhora atrás com a menina.

Estavam naturalmente deslumbrados e, até mesmo desorientados, como acontece com a maioria em seu primeiro vôo.

O marido concentrando as suas atenções ao menino, parecia não se preocupar com a esposa e a filha.

Procurei conversar com ela, esclarecendo uma ou outra dúvida, sempre que necessário.

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

DUKE - O TEMPO

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23 julho 2010 DEU NO JORNAL

TÁ MELHOR QUE A ÉGUA MOSSORÓ

Pesquisa Vox Populi realizada entre 10 e 13 deste mês revela que a candidata a presidente Dilma Rousseff passou e abriu vantagem de sete pontos percentuais sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB).

* * *

Sete pontos é pouco.

Muito pouco mesmo. Tem que ser dilmais.

Eu só vou ficar tranquilo quando minha candidata estiver com uma diferença umas dez vezes maior que esta. Pelo menos.

Uma criatura desta na presidência é um prato cheio pro JBF. Teremos assunto garantido pelos próximos quatro anos.

Abaixo Serra!

E dá-lhe Dilma!!!


23 julho 2010 FULEIRAGEM

RICO - VALE PARAIBANO

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23 julho 2010 A PALAVRA DO EDITOR

TORÓ DE LÁGRIMAS

Ontem, quinta-feira, nosso querido Goiano Braga Horta publicou em sua coluna um comovente texto com o título de O DIA EM QUE O PRESIDENTE CHOROU, a respeito de entrevista dada pelo Presidente Lula a uma rede de televisão (da grande mídia golpista, reacionária e tucana), durante a qual, com a sensibilidade à flor da pele, nossa autoridade máxima explodiu em lágrimas e comoveu um país de coração mole.

Um texto que teve boa repercussão e mereceu muitos comentários. Como não poderia deixar de ser.

Muitas pessoas ficaram curiosas pra ver a entrevista e escreveram pro JBF pedindo que o vídeo fosse publicado. Pronto. O pedido está atendido. O vídeo está logo no final desta postagem. Ao vê-lo, vocês também se comoverão e, é bem provável, também irão às lágrimas junto com o nosso presidente.

Um dos leitores que postou comentário no texto de Goiano perguntou se Lula estava sóbrio ou se estava em seu estado habitual de embriaguês. Uma pergunta maldosa e cretina. Se fôssemos nos ocupar disto, teríamos o trabalho inicial de saber o que ele havia bebido antes da entrevista, se uisque ou se cachaça. E, se tivesse sido cachaça, se teria sido Azuladinha, Vale Verde, Havana, Canarinha, Germana, Boazinha, Salinas ou Volúpia. Perder tempo com a chachaça que o Presidente bebeu e não com o que ele falou, seria subestimar o importantíssimo cargo que Lula ocupa. Na verdade, o mais importante cargo do país.

Não acho que este detalhe seja relevante. Porque eu mesmo, quando tô bêbado, choro que nem bezerro desmamado. Todavia, também choro nos raros momentos em que estou sóbrio. Ontem, por exemplo, a burrice de um comentarista da banda petista hidrófoba me fez chorar das 9 da manhã até as 5 da tarde.

De minha parte eu acho que o presidente estava normal como de rotina, quer dizer, corrigindo, melhor dizendo, eu acho que o presidente estava “seco”, estava sóbrio, e foi vítima da habitual injustiça dos reaças que não se conformam por viver num país com o melhor mandatário que o Brasil já teve, desde o dia do seu descobrimento.

Só com a consciência de ter sido o introdutor, no Brasil, da televisão colorida, do instituto do habeas corpus, da discagem direta à distância e da internet, além de criador da moeda Real e de ser autor da Lei da Responsabilidade Fiscal, já seria motivo suficiente pra fazer o Presidente Lula chorar uma madrugada inteira de emoção, pensando nos benefícios que trouxe para o povo miserável deste país.

Este é o preço pago pelos grandes líderes, sejam eles líderes políticos ou religiosos, pelo espírito ousado e pioneiro. Bem a propósito, escolhi dois exemplos de homens humildes, de homens pobres e de poucos estudos, que batalharam durante toda a vida e chegaram aos píncaros de suas atividades.

Não deixe de ver, do começo até o final, os vídeos onde os grandes líderes religiosos Bispo Edir Macedo e Apóstolo Valdemiro  Santiago choram abundamente e derramam lágrimas de ovelhas, pelo fato de terem sido vítimas da incompreensão dos homens maus. Os vídeos destas duas notáveis personalidades brasileiras, tão injustiçadas quanto o Presidente Lula, estão logo após o vídeo com as lágrimas, o rosto vermelho e os olhos inchados do nosso querido presidente.

Veja os três vídeos e, ao final, se isso é pouco e insignificante para você, está na hora de rever seus valores.

 

23 julho 2010 FULEIRAGEM

SAMUCA - DIÁRIO DE PERNAMBUCO

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23 julho 2010 DEU NO JORNAL

UM TEXTO DE WLADIMIR POMAR

SERRA, ATRASADO NO TEMPO

O slogan principal de campanha do candidato Serra é “O Brasil pode mais”. Ele aponta, portanto, para a possibilidade de dar continuidade ao governo Lula. Ultimamente, porém, ele elevou o tom de suas críticas ao governo que supostamente diz querer dar continuidade. Por outro lado, como fez em 2002, ele procura se distanciar do governo FHC, ao mesmo tempo em que reafirma que o sucesso do governo Lula se deveu às reformas implantadas durante os oito anos de governo tucano-pefelista.

A que se devem essas contradições do candidato? Para explicá-las, talvez seja necessário voltar um pouco mais no tempo. É preciso relembrar que os anos 1980 foram a década perdida na economia de muitos países. Foi uma década particularmente danosa para a América Latina e o Brasil, onde a economia ficou estagnada, a recessão e o desemprego aumentaram e a miséria alastrou-se.

No final dessa década, a China e os países asiáticos demonstravam que era possível aproveitar a globalização para desenvolver-se econômica e socialmente. Porém, no Brasil e países da América Latina foram adotadas as recomendações do FMI, Banco Mundial e outros organismos financeiros, controlados pelos Estados Unidos e potências européias, segundo as quais era necessário implantar reformas neoliberais para que as economias voltassem a crescer.

Essas reformas incluíam disciplina fiscal e sistema tributário rígidos, taxas de juros elevadas, taxas de câmbio flutuantes, total abertura comercial, abertura completa ao investimento direto estrangeiro, privatização das empresas estatais, desregulamentação econômica e trabalhista e inviolabilidade do direito de propriedade. O Estado deveria ser retirado das atividades produtivas e o mercado deveria ter liberdade total para demonstrar suas potencialidades.

O PSDB, que surgira de um racha do PMDB, aparentemente pela esquerda, sucumbiu a esses argumentos já durante a implantação das reformas neoliberais do governo Collor. E foi o sustentáculo principal de sua continuidade durante o governo Itamar e, em aliança com o antigo PFL, hoje DEM, aplicou-as tenazmente durante os oito anos do governo FHC, iniciados em 1994.

Desse modo, o PSDB tornou-se o partido orgânico do neoliberalismo no Brasil e responsável pela inserção subordinada do país no mercado internacional. Essa função, inicialmente apenas ideológica e política, tornou-se muito rapidamente também uma função social e econômica, através do entrelaçamento profundo entre os principais quadros do tucanato e os interesses dos diferentes grupos financeiros em ação no Brasil e no exterior. Onde estava Serra que não se opôs a isso?

O governo FHC abriu, sem qualquer controle, o mercado nacional à ação predatória das corporações transnacionais. Os investimentos externos voltaram-se exclusivamente para a especulação nas bolsas e para a aquisição de plantas industriais já existentes, muitas das quais foram simplesmente fechadas. A quebra do parque industrial brasileiro, em virtude dessa “abertura”, poderia ser considerada crime contra a soberania nacional, se fosse devidamente investigada. Por que Serra não se insurgiu contra isso e mostrou seu pretenso viés nacionalista e desenvolvimentista?

As privatizações do governo tucano-pefelista só não zeraram a participação do Estado na economia porque houve resistência e não houve tempo suficiente para privatizar todas as empresas estatais, ainda sobrando a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Se o tucano-pefelismo houvesse permanecido mais alguns anos no governo, o Estado brasileiro não teria hoje qualquer instrumento econômico para estimular o crescimento e enfrentar as crises sistêmicas do capitalismo. Que se saiba, Serra jamais disse nada contra isso.

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

M. AURÉLIO - ZERO HORA

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É HOJE! - ENCONTRO PEDAGÓGICO NO SERTÃO

IF SERTÃO-PE campus Ouricuri realiza Encontro na IX GERES

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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sertão Pernambucano Campus Ouricuri realiza nesta sexta-feira, 23, Encontro Pedagógico Semestral com vistas aos preparativos finais relativos ao início das aulas. O evento acontece no auditório da IX GERES a partir das 09h30min e tem encerramento previsto para as 05 da tarde.

Como parte integrante da programação acontece, pela manhã, a palestra “A Trajetória da Educação Profissional no Brasil” que será proferida pela diretora de Ensino do IF SERTÃO-PE Campus Zona Rural Maria de Fátima de Souza Palitot, Mestra em Extensão Rural.

Na oportunidade, estarão presentes, além corpo docente do IFSERTAO-PE – Campus Ouricuri, o diretor geral da instituição, Adalberto Pinheiro, a chefe do Departamento de Ensino, Maria das Neves de Almeida, e convidados da sociedade civil organizada. O objetivo é estreitar laços entre a equipe pedagógica do Instituto e as instâncias educacionais da microrregião de Ouricuri.

À tarde, o encontro prossegue com atividades voltadas exclusivamente para o corpo docente do IFSERTAO-PE – Campus Ouricuri. O Instituto realizou no último final de semana vestibular para o curso superior de Licenciatura em Química e processo seletivo para candidatos a alunos dos cursos subsequentes de Agropecuária e de Edificações e tem previsão para o início das aulas no mês de agosto.

23 julho 2010 FULEIRAGEM

SINOVALDO - JORNAL NH

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CARLOS IVAN - OLINDA-PE

Santissimo

Está chegando o verão. Época de sol. Período indicado pro mulherio pegar aquele bronze legal. A cor ideal para desnortear a libido dos homens. Deixar o apetite sexual masculino em brasa.  Completamente descontrolado.

De fato, a estação mais quente do ano é o tempo mais indicado pra mulher ser a atração por onde passar. Na rua, no Shopping, na praia. Em qualquer lugar. Aliás, o  local do desfile natural não importa. O que importa, na verdade, é a beleza feminina bronzeada. Em destaque. Superando tudo.

Mas, tem um detalhe. O bronze para ser legal, tem de ser completo. O tom moreno cativante tem de estar em todas as partes do corpo. Colorindo a anatomia sem aquelas listinhas brancas, rodeando os seios e a cinturinha. Justamente para não destoar a beleza da cor.

A propósito, por falar neste assunto, um bronze igual ao do modelo abaixo fica legal? É perfeito. Divinamente sensual?

A galera aprova este tipo de exibição ou a melhor pedida é ver um bronze por inteiro num belo corpinho caprichado pela mãe natureza, desfilando por aí, livre, leve e solto. Só distribuindo sensualidade.

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

FRANK - A NOTÍCIA

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VIVÊNCIAS RECENTES NO AGRESTE DE PERNAMBUCO

Seguramente o homem é o lobo do homem, muito se aproveitam da fragilidade de outrem pra se darem bem em cima. Cerca de um ano e meio atrás eu estive em Garanhuns com estudantes membros da União dos Estudantes de Pernambuco numa atividade deles chamada Caravana Cultural na qual eles desenvolveram atividades de discussão de assuntos pertinentes ao universo de questões do ensino superior no Brasil.

Grande Recife, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns , Arcoverde e Petrolina foram os destinos escolhidos pelos gestores da entidade a serem visitados nas mais variadas escolas de ensino superior tanto públicas como privadas. Eu fui como atração cultural e até escrevi um folheto de cordel acerca dos temas que a caravana cultura pretendeu discutir com as comunidades acadêmicas que ela visitou.

Em Garanhuns foi minha parada final, ali completei o número de apresentações do meu contrato com eles, precisei pernoitar ali mesmo para retornar ao Recife dia seguinte. Estava com meu equipamento de som do lado, de forma que seria de bom alvitre que me hospedasse o mais perto possível da estação rodoviária da cidade.

Foi o que fiz, cheguei numa modesta hospedaria para dormir, paguei R$ 15,00 para tal, um jovem rapaz me pergunta de cara se sou solteiro ou casado, ao saber do meu estado de solteiro me oferece a possibilidade de uma companhia feminina remunerada para passar aquela fria noite da cidade das flores. Era menor de idade a criatura, tinha 15 anos, que o rapaz intermediava pra mim na sua incipiente cafetinagem de baixa renda.

Recusei a aventura legal e moralmente condenável e fui dormir na hospedaria, ou pelo menos tentar, já que o fundo sonoro da noite foi justamente os textos, funga-funga e geme-geme de um cabra no quarto ao lado com uma dessas mocinhas agenciadas pela hospedaria popular.

Volto a Garanhuns para três dias no XX FESTIVAL DE INVERNO, contratado pela FUNDARPE para ministrar minha oficina de literatura de cordel nos dias 18, 19 e 20 de julho. Ao cabo do primeiro dia, sigo muito cansado do primeiro dia de jornada, justamente para esse mesmo local de várias hospedarias vizinhas da rodoviária, em face do orçamento posto pela minha produtora que negociou minha excursão.

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23 julho 2010 FULEIRAGEM

QUINHO - ESTADO DE MINAS

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PADRE OZI DOS PALMARES - SÃO PAULO-SP

Olá, Berto!

Saúde e paz! Tudo bom?

Berto,quando leio trechos da “Prisão de São Benedito”, me transporto para dentro da história como personagem, pois também vivi aquelas imagens.

Ouça o que fiz com pequeno trecho.

Voz, violão e trilha sonora: Ozi

Abraços e até já.

R. Meu caro conterrâneo, muito grato mesmo por esta gentileza. Foi muita generosidade sua.

Deixe-me explicar pros leitores:

Neste áudio, o Padre Ozi declama trecho de um texto meu intitulado “Nós, os Meninos dos Palmares“. Trata-se de introdução do livro “A Prisão de São Benedito e Outras Histórias“, cuja primeira edição data de 1982. A última edição, a quarta, é de 1997.

São memórias da minha infância nos Palmares, em forma de pequenas crônicas, retratando fatos, coisas e pessoas.

Este livro, como todos os meus outros títulos, está no catálogo das Edições Bagaço. No momento em que eu criar vergonha e tiver tempo, vou atender aos insistentes esporros e cobranças do meu editor, Padre Arnaldo Ferreira, e farei uma revisão para mais uma nova edição.

Teve um tempo em que venci a quase intransponível falta de jeito pra vender meu peixe literário e publiquei algumass crônicas deste livro no JBF. Se alguém estiver interessado e quiser ler estas besteiras, relacionei todos os links no final desta postagem.

Muito grato mesmo, meu conterrâneo Ozi, você que também foi um “menino dos Palmares”, arteiro e imagem do Cão, e que hoje brilha na música brasileira, palmilhando terras do Sul.

* * *

Mais alguns crônicas de “A Prisão de São Benedito e Outras Histórias” já publicadas no JBF:

O CIRCO DE PIMPÃO

O CAIXÃO DA CARIDADE

AS RUAS E OS SEUS NOMES

BICHO-BOM E FEIÚRA

O VELHO RABECA

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