26 julho 2010 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja


Ao embarcar em nova crise diplomática com a Colômbia, Hugo Chávez tenta desviar atenção da crise econômica vivida pelo país, que terminará 2010 com a maior inflação e uma das recessões mais severas do mundo. A radiografia da catástrofe econômica vivida pela Venezuela se reflete em uma série de recordes estatísticos negativos que o país colecionará este ano, segundo projeções de bancos, consultorias e instituições multilaterais. A Venezuela deverá terminar 2010 com inflação de cerca de 40%, algo entre 10 e 20 pontos percentuais maior do que a dos outros países com forte descontrole de preços (como Gana e Argentina).
* * *
Rezemos pelo pobre povo venezuelano.
E rezemos pela salvação das almas dos adoradores de Chávez aqui no Brasil.


“SEGUNDONA”: E A AGONIA CONTINUA…
Nossos dois representantes na Série B do Brasileirão, voltaram a atuar no sábado passado, com um jogo acontecendo no Estádio dos Aflitos e o outro na Arena Joinville em Santa Catarina.
Aqui, o “Grêmio Recreativo Escola de Samba Desunidos de Rosa e Silva” venceu – só Deus sabe como ! – mais uma, chegando aos vinte e três pontos conquistados, o que lhe permite – acidentalmente – à ponta da tabela de classificação.
Desta feita, a “vítima” foi o Esporte Clube Bahia, que fez de frente (aos 17 do 1º tempo) e terminou assistindo a uma virada alvirrubra numa vitória pelo placar de 3×2.
Náutico e Bahia, tecnicamente empataram nas ações acontecidas dentro das quatro linhas. O time baiano chegou em determinado tempo da partida, a esboçar lampejos que resultavam sempre em lances perigosos para a meta de Gledson. No resto, assistiu-se um jogo “morno”, sem lances que merecessem destaque, a não ser, as defesas milagrosas do goleiro alvirrubro, que fez a diferença na hora da definição dos lances de ataque.
A defesa vermelha e branca, outra vez mostrou toda a sua fragilidade, acontecendo por diversas vezes, jogadas bisonhas que sempre proporcionavam oportunidades para o time adversário. Ramires, por exemplo, num lance de estrema irresponsabilidade, perdeu a posse de bola, dando chance para que o Bahia chegasse ao seu segundo tento no placar através do zagueiro Ávine.
Os gols do Náutico foram marcados por Giovani, Geilson e Cristiano, todos acontecidos na primeira etapa.
Como dissemos anteriormente, Náutico e Bahia se equivaleram nas ações, acontecendo uma desigualdade apenas nas expulsões, com Thiaguinho indo para o “chuveiro” mais cedo, o mesmo acontecendo com os jogadores Ávine e o goleiro Fernando pelo lado do time baiano. Lamentavelmente, o “Timba” continua ocupando a primeira posição entre os times que tiveram mais expulsões acontecidas até esta 10ª rodada. Em termos de aproveitamento, o clube alvirrubro apresenta um percentual de aproveitamento de 76,6%.


Sua Santíssima Santidade
Coisas de Vascaínos……
Essa história tirei de um jornalzinho que é distribuído aqui nas nossas praias do norte de Santa Catarina.
“Como surgiu “Fazer uma Vaquinha?”"
Todos nós, já fomos chamados para “fazer uma vaquinha”. Juntar dinheiro para ajudar a pagar um jantar entre amigos.
A expressao surgiu no futebol. Em 1923, a torcida do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, resolveu estimular o time a se dedicar ao jogo com maior empenho.
Passaram a arrecadar dinheiro e dar como premio aos atletas em valores proporcionais aos resultados alcançados pelo time em campo.
O valor tinha inspiraçao nos números do jogo do bicho: 5, número do cachorro, equivalia a 5 mil réis - premio por um simples empate; 10, número do coelho, equivalia a 10 mil réis - premio por uma vitória comum; 25, número da vaca, correspondia a 25mil réis - premio dado somente em grandes vitórias, contra os adversários mais fortes ou em partidas decisivas.
O dinheiro era arrecadado entre os torcedores no que veio a ser a famosa “vaquinha”. ( do livro - O Bode Expiatório”).


A cúpula do PT registrou: o PMDB não saiu em sua defesa quando Indio da Costa denunciou suas relações com as Farc.
* * *
Defender de que jeito???!!!
Seria assim como um sujeito acusar Zé Serra de ser careca. Como é que se pode desmentir uma obviedade desse quilate?
Nunca uma safadeza foi tão documentada, fotografada, gravada, registrada e revelada como esta ligação dos jurássicos encarnados brasileiros com os jurássicos narcoguerrilheiros vizinhos, ambos ocupantes de assentos no Foro de São Paulo.
O resto é bate-boca típico de véspera de eleição importante.


Comentário sobre a postagem A CLASSE OPERÁRIA SOBE AOS CÉUS, MAS NEM SEMPRE VAI AO PARAÍSO
http://www.luizberto.com/?p=141965
Monsenhor Carlo Marqui:
No JBF, qualquer participante pode escrever o que quiser, sobre o que bem entender, quando achar que deve fazê-lo, condição estipulada pelo Papa Berto Primeiro e Único, criador, ditador e defensor perpétuo desta gazeta.
Ninguém precisa ser mestre, professor, doutor em coisa alguma.
O JBF não é Academia, não exige diploma para publicar as ideias dos escribas.
Acima de tudo, o JBF é lazer, um lazer de excelente qualidade, provocador de inquietação mental.


RUDIMENTAR
Durante a entrevista que concedeu à TV Brasil, Dilma Rousseff deu uma resposta fulminante a uma pergunta sobre as boas relações da diplomacia companheira com países que desrespeitam os direitos humanos:
“E Guantánamo respeita os direitos humanos, companheiro?”.
Na mesma entrevista, quando surgiu o tema do aparelhamento da máquina do governo, a candidata explicou:
“Nos Estados Unidos, quando um presidente democrata é eleito, todos os cargos de chefia e comando ocupados por republicanos são substituídos”.
Numa só ocasião, equiparou os Estados Unidos a Cuba para justificar o arbítrio, e o Brasil aos Estados Unidos para lustrar a política de quadros da nação petista.
Essa visão rudimentar, para usar uma expressão do seu gosto, indica que ela não sabe o que é a ditadura cubana ou não entendeu o funcionamento da democracia americana. Numa terceira hipótese, mais provável, diz o que lhe vem à cabeça.
O companheiro Obama nomeou sete mil pessoas, numa força de trabalho de 15 milhões de servidores. Em Cuba, o governo controla todos — repetindo, todos — os cargos. Desde 1959, quando os Castro entraram em Havana, a oposição capturou a Casa Branca sete vezes.
Em Cuba, foi capturada.


Mocinha de Passira cantando com Silvio Grangeiro:
* * *
Cego Aderaldo e Domingos Fonseca
Domingos Fonseca
Aderaldo eu vou na frente
Cantando conveniente
Vou traduzindo o repente
Que alguém dê atenção
Eu estou de prontidão
Junto com meu companheiro
Fazendo verso ligeiro
Eu oiço verso em quadrão
Cego Aderaldo
Eu cheguei nesse lugar
Mas aqui não é meu lar
Outras terra e outros mar
Outro céu e outro sertão
Vou falar de prontidão
Não é um cantar bem dito
Porém meu verso é bonito
Em quadrado, quadro, quadrão
Domingos Fonseca
Cheguei ao Rio de Janeiro
Junto com meu companheiro
De fato ganhei dinheiro
Mas já estou em percisão
Porém nesta ocasião
Dona Dulce nos convidou
E nossa sorte melhorou
Cantando oitavo em quadrão
Cego Aderaldo
Vou preparar o quadrado
E vou arrumar o esquadro
Para ver se faço quadro
Preparar a quadração
Ver as quadras como são
Depois do quadro bem feito
Canto muito satisfeito
O quadrado, quadro, quadrão


Aprovados no IF SERTÃO-PE Campus Ouricuri convocados para matrícula
O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sertão Pernambucano – IF SERTÃO-PE, campus Ouricuri, está realizando segunda e terça-feira, 26 e 27 de julho, matrícula dos candidatos aprovados no processo seletivo e vestibular para entrada no segundo semestre de 2010.
O processo seletivo ofereceu vagas nos cursos de Agropecuária e de Edificações, modalidade subseqüente, e o vestibular ofertou vagas no curso de Licenciatura em Química, nível superior.
A matrícula dos aprovados está sendo efetivada no posto avançado do IF SERTÃO-PE campus Ouricuri, que fica localizado nas dependências da UPE. A documentação necessária para a efetivação da matrícula é a seguinte, válida para o subseqüente e superior:
1. Fotocópia do Histórico escolar de 2º grau (ficha 19).
2. Fotocopia da Identidade.
3. Fotocopia do CPF.
4. Certidão Negativa ou Comprovação de Quitação Eleitoral.
5. Fotocópia de documento comprobatório de regularidade com o Serviço Militar.
6. Procuração (quando por terceiros).
7. 03 (TRÊS) fotos 3×4 atual.
8. Comprovante de residência.
Após o preenchimento do formulário de matrícula, o IF SERTÃO -PE procederá a análise da documentação apresentada pelos candidatos classificados. O Instituto informa que “a constatação de quaisquer irregularidades na documentação implicará na desclassificação do aluno a qualquer tempo, sem prejuízo das medidas legais cabíveis”.
Outro alerta importante é que “de acordo com a portaria nº 1.862 de 22 de dezembro de 1992/MEC, é vedada a ocupação simultânea de mais de uma vaga em instituições públicas federais de ensino”.
O horário para a matrícula é de 08h às 20h.
A lista dos aprovados pode ser conferida no site do instituto.
Maiores informações: 87. 99969299

SE TU QUISER
Compus essa música em 2002 e ela fez parte do meu FORROBOXOTE 2 na voz de Cléo Dantas, contando com a participação especialíssima do menestrel Maciel Melo. De lá pra cá, por uma dessa coisas que não se encontra explicação, ela foi gravada por 106 vozes diferentes (apenas o que tenho registro documentado em discos e DVDs) em vários ritmos: arrasta-pé, xote, canção, rock e até brega. Gravaram-na, dentre outros, Elba Ramalho, Frank Aguiar, Maciel Melo, Santanna, Alcymar Monteiro, Irah Caldeira, Geraldinho Lins e Nádia Maia. Recentemente teve uma versão em inglês – If You Want. A versão que se escutará consta do CD Pérolas Nordestinas, de Cristina Amaral.
SE TU QUISER
de Xico Bizerra
se tu quiser
eu invento um vento pra ventar o amor
uma chuva bem chovida pra chover pé de fulô
pra tu ficar cheirosa e vir dançar mais eu
se tu quiser
eu poemo um poema bem cheio de rima
acendo a estrela mais bonita lá de cima
faço tudo que puder prá tu ficar mais eu
se tu quiser
eu crio um sentimento prá gente se amar
descubro um jeito novo de te abraçar
te beijo com um beijo que ninguém nunca beijou
se tu quiser
basta me dizer que eu irei correndo
é só me avisar que tu ‘tá me querendo
e o mundo vai saber o que é um grande amor


A petista Dilma Rousseff pregou em Brasília pela vida neste sábado, durante discurso de 25 minutos, em ato de apoio de evangélicos à sua candidatura a presidente. Os evangélicos condicionaram a adesão à campanha petista ao compromisso de Dilma não se posicionar mais previamente a favor da liberação do aborto e do casamento gay.
Ao longo do discurso, no entanto, o plenário foi se esvaziando. Do lado de fora dois fiéis seguravam uma faixa com os dizeres: “quem apoia Dilma é contra a Bíblia”.
* * *
Olhando direitinho a foto do evento, tive a nítida impressão de que Dilma deixaria a Bispa Sônia no chinelo. Sônia é aquela estelionatária da igreja de Kaká e que foi presa nos EUA.
Eu, se fosse Dilma, optaria pela pregação evangélica. Dá mais dinheiro pruma boa aposentadoria do que a Presidência. Na Presidência, só a cumpanherada é que vai se locupletar e, mesmo assim, debaixo de críticas, cobranças e cacetadas dos ainda teimosos fiscais do dinheiro público.
A carreira religiosa é bem mais tranquila e rentável.
Dilma com os crentes: “Eu sou a favor do aborto pra evitar que venham ao mundo sujeitos assim feito essa fela da puta desse Papa Berto”


Toda mulher ao chegar aos 30, deveria ter direito garantido pela Constituição Federal a no mínimo 2 lipos, um peeling e uma semana em Porto de Galinhas.
Chegando aos 40, então, as lipos seriam apenas coadjuvantes das plásticas, liftings, botox, 1 semana no melhor SPA de São Paulo e quinze dias na Grécia.
Te parece fútil? Futilidade é o cacete! Desconsiderando (algumas) caminhoneiras, toda mulher é vaidosa sim, e isso nada tem a ver com futilidade, meu bem. Mesmo porque, se sua mulher esbarangar, você, inevitavelmente vai olhar pros peitos das outras, as fúteis.
A verdade é que idade tem a ver com a decadência da nossa saúde, e isso pega mais ainda do que a vaidade feminina, embora esteja intrinsecamente ligada a ela.
Quando adoecemos, um turbilhão de pensamentos toma conta da gente. Ficamos sensíveis, emotivas, viramos filósofas, a melhor e a pior das criaturas, percebemos que de fato, o mundo é um lugar injusto, divagamos sobre as desigualdades sociais, o poder do dinheiro, e fazemos tudo isso com muita seriedade!
Depender da bondade do outro, é uma coisa que incomoda. Putz, como incomoda você perceber que está dando trabalho! É aí que entra o que eu vivo falando por aqui: o ser humano perdeu o hábito de se dar, e portanto, não sabe receber. E quando percebemos a indiferença de algumas pessoas, a gente chora. Mas quando percebemos o amor e a preocupação de algumas pessoas, a gente também chora.
Acho mesmo que nós,homo sapiens sapiens, estamos entrando numa tremenda depressão coletiva , já que sabemos que sabemos. Essa consciência de que temos consciência implica não apenas cobrar o outro, mas cobrar a nós mesmos.
Tá vendo? Eu sabia que ia dar nisso. Por isso não queria escrever. Meu humor sai de férias enquanto eu me explodo. É um filho de uma égua manca. No momento em que mais preciso dele, fico na mão.
Façamos o seguinte: Acredito que as apresentações dessa nova e curta fase, já foram feitas. Partamos agora para os pequenos fragmentos, os capítulos à parte. Mas isso, vai ficar pra amanha. Por hoje, já esforcei demais esse pobre coitado e dilacerado abdome, que até semana passada tava durinho, lindo, lindo…


Zé Marcolino (de bigode), o Poeta de Sala de Reboco, Serrote Agudo, Fazenda Cacimba Nova e tantos outros sucessos cantados por Gonzagão
Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.
Sei que Raimundo Jacó
Ganhou um bom companheiro
Mas uma enchente de dó
Fez no meu peito um barreiro
E a saudade, num estouro,
Arrebenta o sangradouro
Que eu me ponho a chorar
Pois fiquei na soledade
Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.
O meu sertão nordestino
Ficou triste sem seu filho
Porque José Marcolino
Foi cedo emprestar seu brilho
Ao que já tem o Infinito
Mas seu aboio bonito
Irá nos representar
À Suprema Majestade
Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.
Ficamos eu e o Bira
E outros nossos parentes
Saudosos, seguindo a mira
Do alvo dos seus repentes
E a santa inspiração
Nas horas de aflição
Vem logo nos consolar
Com a musicalidade
Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.
Mote: Fátima Marcolino
Glosas: Wellington Vicente
Porto Velho, 20/09/2007.


Assessora de Dilma Rousseff, a jornalista Helena Chagas afirma que a candidata não enfrenta problemas com o câncer nela diagnosticado.
* * *
Não é esta a informação de que disponho. São fortíssimos os indícios de que está havendo problema.
Vamos rezar e torcer pela saúde da candidata, mas o clima é de apreensão no alto comando da campanha e o assunto é tratado como segredo de estado.
Conforme o soprar dos ventos, mudanças radicais irão acontecer em futuro próximo.


Mestre Papa,
vai daqui um tiquinho da Cléo Pires como aperitivo para os tarados de plantão.
O resto será mostrado na edição comemorativa dos 35 anos da Pleiboi no entrante Agosto.
Com os respeitos do Cardeal


GUANTÂNAMO NUNCA MAIS
A dignidade humana não é negociável e qualquer afronta a ela deveria causar aversão, repulsa. Em especial quando o agente da agressão é o Estado. E não interessa se o ofensor é a ilha de Fidel, um reino de aiatolás ou o império do tio Sam. Ninguém tem o direito de desculpar torturas, encarceramento injustificado, cerceamento de liberdade. E muito menos defender pecados de alguns porque há muitos que pecam.
Mas a candidata do PT, Dilma Rousseff, parece não saber disso.
As atrocidades cometidas contra os presos de Guantânamo não perdoam a tirania do regime castrista, os assassinatos de inocentes cometidos por Mahmoud Ahmadinejad ou a perseguição insana de Hugo Chávez aos seus adversários. Todos merecem o repúdio e a condenação de qualquer um que tenha a mínima noção do que, de verdade, são os direitos humanos.
Mas Dilma parece não saber disso.
Na entrevista solo à TV Brasil, a candidata do presidente Lula chegou a ficar irritada. Para desculpar a esquizofrênica política externa do governo de seu padrinho, seja em relação a Cuba, ao Irã ou à Venezuela, Dilma primeiro tentou o lugar comum de que o Brasil não se mete em quintal alheio. Depois se enrolou com Honduras e, mais tarde, contra-atacou: “E em Guantânamo, se respeita os direitos humanos?”
Uma frase juvenil, ingênua, que não teria lá grande importância se não fosse da candidata à Presidência do Brasil, país que sob a batuta de Lula não aderiu à condenação pública de Guantânamo, feita pela ONU em 2006 e apoiada por dezenas de nações. Talvez pelos laços de amizade fraterna do criador de Dilma com o então presidente George W. Bush.
Mas é verdade, Dilma. Não há desculpas para Guantânamo. Assim como não as há para as prisões de Cuba, para os desvarios do Irã, as barbáries do Sri Lanka, da Coréia do Norte, de Mianmar (ex-Birmânia) - um regime militar que se arrasta há 20 anos, condenado pela ONU por manter mais de dois mil presos de etnias minoritárias. No entanto, o governo Lula decidiu instalar lá uma embaixada brasileira, o que também deve acontecer na Coréia do Norte.
Não, Dilma, em Guantânamo não se respeitam os direitos humanos. Mas isso não justifica as condições subumanas em que presos políticos são mantidos na mesma ilha ou em qualquer outro lugar do planeta.
É imperativo que o mundo cobre de Barack Obama a promessa de acabar de vez com a prisão dos horrores, algo que já devia ter acontecido. E o Brasil, ao lado de outros países que defendem o Estado de Direito, deveria exigir isso. Mas não se credenciará para tal se insistir no Estado ideológico, no esquerdismo barato e ultrapassado. Só poderá fazê-lo se parar de vez de incensar regimes totalitários como os de Fidel e seu irmão Raúl, ou democracias de mentirinha como as do Irã e da vizinha Venezuela.
É verdade Dilma, Guantânamo não respeita direitos humanos. Mas a insistência em usar esse truque maroto para proteger regimes amigos, ainda que opressores e cruéis, atenta contra tudo e todos. Quem os defende flerta com o autoritarismo. Só podem ser ideólogos do atraso ou antidemocratas declarados.


Revista Foco, nº 176
Meu amigo José Armando, maranhense de Caxias, bancário aposentado e meu vizinho aqui na Quadra 215 Sul, comentou comigo, a título de curiosidade, que lera, na sala de espera dum consultório médico, a coluna do jornalista Rangel Cavalcante, da Revista Foco, noticiando que, em minha querida Balsas, houve, antigamente, uma pessoa registrada como Lib dos Povos, em homenagem ao dia 13 de maio.
Imediatamente confirmei o fato. Falei-lhe que o Lib, filho de Seu Zé Ramos e Dona Joana, fora meu amigo de infância, embora dois anos mais velho do que eu, e que uma de suas irmãs, a Luzia, fora minha colega de classe no Grupo Escolar Professor Luiz Rego. Aí o José Armando me indagou:
– Marrapaz! Como foi que o tabelião aceitou registrar um nome tão esquisito?
Nesse momento, caí do cavalo. Calei-me, mudei de assunto e saí de fininho, porque o tabelião da época era Emigdio Rosa e Silva, Seu Rosa Ribeiro, meu saudoso pai!
Os nomes monossilábicos de pessoas com a terminação “ib” não são comuns, ao contrário, são raríssimos, mas existem. Em meus tempos de funcionário, conheci o Deputado Dib Cherem, de Santa Catarina, famoso pelas previsões acertadas do placar das votações importantes no Congresso Nacional. Mas há outros. Pesquisando na Internet, encontrei Cib em São Paulo. Dib na Paraíba; Lib em São Paulo e na Bahia; Mib em Pernambuco; Nib em São Paulo; Sib e Tib, ambos na Bahia. Mas esse Lib dos Povos ficou-me entalado na garganta.
Por isso, em silêncio, procurei fazer minha investigação.
A Foco é a melhor e mais importante revista da Capital Federal. Basta dizer que tem à sua frente, como Diretora-Presidente a jornalista e socialite Consuêlo Badra, cujo nome dispensa apresentações. Assemelha-se um pouco à revista Caras, mas com uma diferença que a faz, a meu ver, superior: páginas numeradas e índice, facilitando, assim a consulta e a pesquisa.
Entrei em contato com o jornalista Rangel Cavalcante que, gentil e imediatamente, me enviou um exemplar da Edição nº 176, onde, à Página 185, consta o pitoresco episódio. Vou transcrevê-lo na íntegra, com grifos meus:
“DE NOMES PRÓPRIOS - O senador José Sarney costuma relatar casos de gente com nomes absurdos, ridículos, jocosos, encontrados no interior do seu estado, o Maranhão, e dá conta de várias pessoas que tiveram que levar até o final da vida seus antropônimos, suportando as gozações ou recorrendo a apelidos para esconder a besteira cometida pelos pais ao registrá-los, quando não por erros de tabeliães sem instrução. Ele destaca muitos desses casos, boa parte recolhida pelo seu pai, o desembargador Sarney de Araújo Costa, nos tempos de promotor, pelo interior maranhense. Nos anos 30, quando servia em Balsas, a 600 quilômetros da capital e então só acessível de barco, o Dr. Sarney teve um empregado que se chamava Lib dos Povos da Siqueira. Curioso, buscou saber a origem de tão estranho nome. O próprio esclareceu: é que nascera no dia 13 de maio e, como era tradição na época, a mãe decidiu registrá-lo com o nome do santo do dia. Anotou da folhinha do calendário, onde se lia “Lib. dos Povos”, que significava Dia da Libertação dos Escravos. Certa de que esse era o nome do santo, foi assim que batizou e registrou o filho.”


Exibição do curta-metragem Retratos (Documentário - 20′)
Direção: Leo Tabosa e Rafael Negrão - Orientação: Prof. Dr. Alexandre Figueiroa
Sinopse: Retratos, conta a história de 06 travestis que desempenham diferentes atividades profissionais desvinculadas da prostituição no Estado de Pernambuco. O vídeo mostra como a vida de cada um deles pode ser tão comum quanto à de qualquer outra pessoa.
Data: 31/7/2010
Horário: 19h
Local: Auditório da Livraria Cultura
Participação e premiações em festivais:
III Mostra Pernambuco de Curtas e Longas-Metragens do Cine-PE (Recife)
Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu – Iguacine (Rio de Janeiro)
Festival de Cinema Digital Jericoacoara – (Ceará) – Premiado: Melhor Documentário
Festival Internacional do Cine Pobre (México)
Focus-Brazil Vídeo Fest (Fort Lauderdale – Flórida) – Premiado: Best Video e Best Direction
15º Festival Brasileiro de Cinema Universitário - (Rio de Janeiro)
Festival Fazendo Gênero - (Santa Catarina)


Um vira-latas qualquer, mostrando injustamente sua revolta com os impostos que pagamos, fez essa indignidade com o Presidente Lula Dá Cá O Seu da Silva. Um Absurdo. Uma descompostura maior até que a do Cônego Abilio em seus comentários. Uma verdadeira injustiça em vista das incontáveis benesses que recebemos quando desembolsamos mais de 40% dos nossos salários pelo desenvolvimento do Brasil.
Mas isso não fica assim não.
E para que a justiça seja feita, vamos ouvir do próprio Lula Dilmesperança da Silva, as maravilhas que o nosso rico dinheirinho tem feito por este País, pleno de conforto e comodidades.


Cerca de 300 índios de oito etnias diferentes ameaçam queimar o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Dardanelos, na cidade Aripuanã, em Mato Grosso, caso autoridades não apareçam para reparar os indígenas, segundo um gerente da companhia responsável pelo local. Eles afirmam que no local fica um cemitério, por isso ocupam a entrada do canteiro de obras e impedem a entrada e saída de 100 trabalhadores que vivem dentro da área.
* * *
Tomara que eles queimem mesmo esta porra desta usina e deixem o estado às escuras.
E, depois da usina queimada, ainda vai aparecer gente safada e reaça querendo criminalizar os movimentos sociais.

Em 1995 eu recebi um convite para musicar um espetáculo de teatro, no caso uma adaptação da História de João e Maria. Um jovem ator, um dos produtores da peça me convidou para assistir a uma das leituras do texto, a ser realizada no apartamento da produtora executiva do espetáculo.
Antes disso, eu já era autor de cerca de 15 trilhas originais para teatro, tendo sido premiado por sete vezes, dois desses prêmios de caráter nacional. Em produções para teatro eu tinha no meu currículo cerca de 27 participações, a maioria como músico de apoio, cantando ao vivo e também fazendo pequenas pontas como ator.
Dia e hora marcados, lá estava eu no bem decorado apartamento no bairro das Graças, condomínio de classe média muito bonito e bem arrumado. A produtora executiva uma senhora branca de cabelos pintados de vermelho, bem madame, na casa um piano de armário e um teclado Yamaha dos bons, já que a senhora era também estudante de teclado e declarou de cara seu apreço pela música e seu empenho em aprender um instrumento que um professor particular dela( músico de uma churrascaria em Boa Viagem) lhe ministrava aulas em domicílio.
Eu começo assistindo aos ensaios de leitura, o jovem ator, que também era diretor, fazia o papel de João e uma linda e muito gostosinha atriz de seus 23 anos de idade fazia sua irmã travessa a Maria, que se perderiam na floresta, ficando refém da bruxa malvada que os prenderia na casa feita de doces e guloseimas, quem fazia o papel da bruxa era a perua de cabelos vermelhos dona do apartamento.
Fui me familiarizando com as falas do texto que levei pra casa estudar, e aos poucos o jovem diretor me dizia em que partes do texto entrariam as músicas(umas oito se não me falha a memória). Dava as temáticas, assim como as características de estilo musical e conteúdo das letras que a mim caberiam escrever.
Ao cabo de quatro ensaios, eu em segredo em casa fui compondo as peças musicais, no quinto ensaio, à medida que a leitura se desenrolava eu mostrava as músicas com que compusera pra peça de teatro. Foi de uma felicidade geral, a anuência do elenco, do diretor e da exigente produtora executiva que elogiou bastante a desenvoltura do autor da trilha musical.