27 julho 2010 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja


Entre 10 e 11 horas do dia 21.07.75 um gaiato gritou: Tapacurá arrombou!
Jornal do Commércio: “No espaço de apenas uma hora e meia, 120 pessoas foram atendidas no Hospital do Pronto-Socorro do Recife – 80% com crises histéricas e o restante com pernas e braços quebrados. O delegado José Silvestre, diretor da central de informação da Secretaria de Segurança, foi atendido com problemas cardíacos pelo Prontocor. Ele saia às carreiras de sua repartição, para socorrer os familiares. Em São Lourenço morreu uma gestante”
Histórico das cheias e enchentes na região:
1ª: 28/01/1632 ocorreu uma grande enchente em Recife com destruição de muitas casas.
2ª: 1638 Maurício de Nassau manda construir o dique de Afogados (hoje a Rua Imperial) para proteger o Recife das enchentes.
3ª: 1824 foi registrado uma nova enchente.
4ª: junho de 1842 uma enchente atinge Recife “derrubando várias casas, pontes desabaram, trens saíram dos trilhos, milhares de pessoas ficaram desabrigadas” – Primeira grande enchente do Capibaribe.
5ª: Em 1854, “considerada a maior enchente do século, durou 72 horas, atingiu todos os bairros do recife, derrubou a muralha que guarnecia a rua da Aurora, parte do cais da Casa de Detenção veio abaixo, os navios foram atirados uns contra ou outros”


Estou eu aqui em Ji-Paraná, uma bela cidade do Estado de Rondônia , que como um jacaré, esquenta seu couro à beira dos rios Machado e Urupá. Um réptil imenso em aparente estado de dormência , carregando em seu costado cerca de 120.000 habitantes e esparramado onde a poucas décadas era uma densa e complexa floresta chamada Amazônica.
Digo aparente porque Ji-Paraná é uma das cidades mais progressistas desta imensa e desconhecida Região Norte do Brasil, onde brasileiros de todos os brasis, trabalham sob dolorosas mordidas de um sol nervoso e equatorial.
A cidade conta com um belo parque industrial, pouca gente desempregada e o melhor: muita, mas muita mulher bonita mesmo. E põe gente bonita nisso. A pele dessas criaturas variam da morenice índia dos cabelos nos ombros caídos e negros como as noites que não tem luar, ao branco porcelana de faces rosadas, das polacas e galegas sulistas, cujas famílias vieram para cá emprestar seus braços na construção deste belo Estado.
Pois eu estou nesta bela cidade. Hoje com meu trabalho pronto, tudo feitinho da silva, e sem absolutamente nada pra fazer, a não ser a gloriosa tarefa de escrever bobagens para o JBF e irritar a cultura dos colunistas desta Gazeta da Bixiga Lixa, mestres nas artes de juntar letrinhas e formar palavras, frases e textos belíssimos.
To que nem bosta no remanso e mesmo assim nada do povo me mandar embora. Preferem que eu fique por perto, para não correr o risco de me largar por aí a fazer fuxicos e fofocas da vida deles.
Dou razão.
Eu, Luiz Berto, Monsenhor, Huytamar e outros linguarudos do JBF, não fazemos outra coisa na vida.
E eu muito mais ainda.
Só pra dar uma idéia desse despropósito, todos os dias, antes de dormir, faço minhas rezas pedindo a Nosso Sinhô que não me desampare e sempre me dê inspiração e um bom tema pra falar mal de uma certa corja de safados espalhadas por esse Brasil varonil.
E tenho sido atendido. Só descanso depois de dar nem que seja um cascudo nela.
Mas o caso que quero contar assucedeu-se ontem. Pra situar no tempo, foi por volta das 21 horas.
Eu não tinha comido nadica de nada e a minha megafome gritava em altos brados no megafone das minhas tripas gaiteiras.
E eu sou assim, deixo a preguiça e a fome brigando e só dou atenção à vencedora. Se a preguiça vence eu fico sem comer. Se for a fome eu saio maluco atrás de um rango.
Pois minha fome, nessa noite, nocauteou minha preguiça e exigiu providencias urgentes. E lá fui eu rumo ao Center Chopp, uma choparia e restaurante situada na esquina do Hotel Vitória Régia – do meu grande amigo Zé Otonio, um desses nordestinos de braço de ferro que venceu por estas bandas - onde estou hospedado.
Fui a pé, encomendei e já vinha trazendo um filé a parmegiana cheiroso como o diabo, pra comer no quarto com toda a falta de educação possível, quando tudo aconteceu.
Um sujeitinho magro, moreninho e catapera – baixinho em Goianês - vinha empurrando uma bicicleta. Quando encostou do meu lado já foi jogando uma conversinha mole que só:
_ Amigo, não querendo atrapalhar sua viagem, quero pedir um socorro. To com muita fome e queria contar com sua bondade para me arranjar um trocadinho qualquer pra ver se eu compro pelo menos um pão.


José da Silva Filho
É lamentável o estado em que se encontra a cidade de Pesqueira, apesar de toda evolução tecnológica e financeira do País, estamos vivendo na era da pedra lascada. Este é um título que se encaixa com o calçamento, digo, ESBURACANENTO das ruas da nossa cidade.
Depois de vários anos com as três entradas da cidade com verdadeiras crateras, que com as chuvas viravam em poças de lama, houve um conserto em duas delas, no entanto a do bairro centenário continua do mesmo jeito: ondulada e esburacada e a da saída para Arcoverde já esta com buracos.
Fizeram um pedacinho de asfalto ate o Fórum, o que é muito pouco comparado com cidades pequenas do porte de Pedra, que tem asfalto e de Sanharó, que tem calçamento de verdade.
No momento o hotel Acauá é o cartão postal ou retrato vivo de como esta a cidade, e a fabrica de biodiesel que é um empreendimento bem atual dos governantes, já esta no mesmo caminho, parece um lixo ou lixão abandonado. Por falar em lixo, é o que comem os filhos da terra, e se vocês se enojaram com estas palavras visitem o Matadouro Municipal e olhem também o carro de transporte da carne, que parece ser mais sujo de que o carro do lixo, e comprovem a imundície.
Mas Pesqueira tem crescido sim, na segurança pública, em números de assalto que agora é de palmo em palmo , crimes nem se fala, é absurdo o aumento, já temos proporcionalmente mais assassinatos que cidades grandes do porte de Caruaru.


O desrespeito a lei está tornando esta eleição algo de perigoso e de mau exemplo. O Tribunal Superior Eleitoral – TSE está de calças curtas e saias justas. Na frente de seu presidente o outro presidente, o da República, desrespeita sem qualquer cerimônia o estabelecido pela lei que regula o procedimento que devem obedecer todos que, de alguma forma direta e indiretamente, fazem parte do processo eleitoral. Não sei se o sorriso do presidente do TSE foi de cinismo ou de nervosismo. Qualquer que fosse não era cabível. A expressão teria que ser de reprovação e esta não foi a imagem que ficou.
A participação do presidente nas eleições é ilegal. Ele personifica o poder no sistema presidencialista. Quem se investe desse poder está sob o manto do princípio constitucional da impessoalidade. O presidente é chefe de Estado e de governo e como tal, esta condição de impessoalidade é permanente e inerente ao cargo.
Não é um cidadão comum. Está investido do maior poder da República e da Nação brasileira. Dentro deste princípio da impessoalidade exigida pela lei ao maior mandatário da República, o presidente não pode, seja de que forma for, participar de campanha eleitoral. Jamais pode se travestir de cabo eleitoral. Nem ele, presidente, e muito menos qualquer ministro ou agente de serviço público. É o que determina o artigo 37 da Constituição Federal.
A alegação do presidente da República de que como cidadão pode participar de campanha é destituída de fundamentos ante a abrangência motivadora do dispositivo legal constitucional. Ele, presidente, não é fruto apenas de eleitores do seu partido para que desassocie dos interesses dos demais cidadãos fazendo transparecer que o processo é dos que estão com ele e dos contras.
O seu governo foi feito com contribuição pecuniária de todos os brasileiros. Usar do cargo que é mantido por todos em prol de alguns por ele privilegiados desfigura o agente do poder democrático e o transforma em déspota. Visível a necessidade de fazer entender que o estado é apêndice da Nação, e não ao contrário.
A fraqueza moral e ética dos culturalmente privilegiados e o analfabetismo funcional e educacional da maioria dos brasileiros permitem que tais atos de desobediência à lei pelo presidente beirem o folclore. Quantos, como o presidente do TSE, acham uma ponta de graça na afronta do presidente da República ao estabelecido até pela carta constitucional do Brasil. E ainda não queremos ser considerados uma República das bananas.
Li outro dia uma passagem de artigo no Estadão: “milhões de brasileiros choraram a cântaros pela nossa seleção ficar em 6º lugar na copa do mundo, ninguém derramou uma lágrima sequer pela péssima colocação do Brasil nos exames de avaliação educacional da Unesco”. Somos um dos últimos entre 126 países. Como diz Sergio Fausto, “ quem precisa de trem bala é a educação brasileira”.


ALAGOAS - Procura-se um “Ficha Limpa”
O estado com maior incidência de candidatos fichas sujas é Alagoas: todos os candidatos ao governo e 87% dos que concorrem ao Legislativo estão enrolados com a Justiça
Em Alagoas todos os seis candidatos a governador e 87% dos candidatos ao Legislativo estão com pedidos de impugnações protocoladas pelo Ministério Público Eleitoral. Com isso, 383 dos 438 candidatos estão ameaçados de não poder disputar as eleições este ano.
A maioria dos pedidos de impugnação de candidaturas está relacionada à falta de simples certidões de nada consta criminal nas esferas judiciais. O documento é imprescindível para quem quer seguir carreira pública, mas muitos políticos, às voltas com processos judiciais, não conseguem obtê-los.
São os casos do candidato ao governo estadual Fernando Collor de Mello (PTB) e do atual governador, Teotônio Vilela Filho (PSDB), que tenta a reeleição. Mas há situações ainda mais escabrosas. O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), também candidato ao governo, já foi condenado em segunda instância por abuso de poder político e econômico.
Lessa, inclusive, está com os bens bloqueados pela Justiça, e o Ministério Público quer que ele devolva R$ 240 milhões desviados em convênios ilegais.
O TSE afirmou que, com a nova lei, candidatos com condenações anteriores se tornaram inelegíveis pelo prazo de oito anos, diz o procurador regional eleitoral de Alagoas, Rodrigo Tenório.
O coordenador do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral em Alagoas, o advogado Adriano Argolo, disse que, no Estado, há condenados por improbidade administrativa, escravatura e até assassinatos. Na maioria dos casos, os processos nem chegam a ser julgados por um órgão colegiado, exigência para que o candidato seja enquadrado na lei contra os fichas-sujas.
Nós somos referência em matéria de impunidade eleitoral, diz ele. Com tanto ficha-suja, a briga por vagas na disputa por cadeiras no Legislativo promete ser acirrada.
A expectativa é de que os políticos recorram a todas as instâncias do Judiciário, inclusive ao Supremo Tribunal Federal.
E, para sorte dos que pretendem apelar à corte suprema, o plenário do STF está dividido. Vão acabar todos liberados.
Mais o mais incrível nisso tudo é que Renan Calheiros concorre à reeleição de senador sem ser molestado, o maior ficha limpa. Pode?


Santíssimo
Existem mil maneiras do enrolão se safar no trabalho. Enganar o chefe, sem chamar atenção. Fazer de conta que está trabalhando numa boa, desempenhando a tarefa habitual com categoria. Ser alegre, comunicativo com os colegas. Demonstrar satisfação na empresa, sem despertar curiosidade.
Na segunda-feira ingrata, então, no expediente da manhã, quem gosta de tomar umas, o corpo mole só pede uma providência. Tirar seguidos cochilos, de leve. Até se recompor da bruta ressaca que rolou do porre tomado no gostoso final de semana que, infelizmente, passou tão rápido.
Quem tem talento, tira tudo de letra. Não se enrosca com nada e ainda recebe elogios dos superiores pela criatividade. Eis o exemplo.


(Uma cantada implícita que não deu certo)
M O T E :
Tiro a Luna da cabeça,
vou ser fã de Miriam !
G L O S A S :
Antes que o mal aconteça
- eu ficar enrabichado ! - ,
vou agir com mais cuidado,
tiro a Luna da cabeça !
Não é que não me apeteça
tê-la, senti-la, amanhã…
Mas evito o tal divã
dos seguidores de Freud,
não gasto espermatozóide
- vou ser fã de Miriam !
Ela é danada, a travessa !
Promete muito e não paga…
Feiticeira, bruxa, maga
- tiro a Luna da cabeça !
Minha cuca vive espessa
de tanta promessa vã… !
Troco noite por manhã,
todo dia nessa sina
- não quero mais a menina,
vou ser fã de Miriam !
Miriam é u’a Viscondessa !
Tem palavra, autoridade,
é u’a mulher-de-verdade
- tiro a Luna da cabeça !
- Não quero mais que ela teça
nenhuma arapuca vã !
Vou chamá-la, até, de “irmã”,
de “velha amiga” e “comadre”
- vou pra Roma, viro padre,
vou ser fã de Miriam !


Boa tarde!
Quero convidá-los para conhecer meu mais recente ensaio fotográfico “90 minutos de Glória”. São 70 imagens sobre o tema futebol e sociedade e foram registradas em Cuiabá durante a Copa do Mundo.
O trabalho está disponível no site UNITED PHOTO PRESS juntamente com texto que explica mais detalhadamente a proposta.
É só dar play e aumentar o som! …
Desde já agradeço a atenção de todos.
Sempre um abraço,


* Vocês já observaram como atualmente as nossas emissoras de televisão adoram dar cobertura aos assuntos que envolvem os “famosos” ? Toda vez que surge um acontecimento onde o personagem principal é um “notável”, as emissoras mobilizam verdadeiros exércitos para cobrir em detalhes, tudo aquilo que estiver “rolando” nos bastidores da notícia.
E quando a coisa acontece, observa-se uma perseguição implacável a todos quanto estejam ligados ao fato. O caso do goleiro Bruno do Flamengo, domina a maior parte dos nossos noticiários. As vezes até exageram na abordagem de determinados personagens da trama, chegando-se até à agressão para se conseguir uma declaração bombástica. É a mídia “mergulhando de cabeça” no sub-mundo social.
* Esta é essencialmente esportiva: está chamando a atenção de todos, os baixíssimos números apresentados nos jogos recentes do Campeonato do Nordeste, no que diz respeito à presença de público. Mesmo se levando em conta a realização da Copa do Mundo e da “ressaca” que costuma acontecer após o término, os números realmente são preocupantes.
Tanto que a emissora de TV detentora dos direitos de transmissão, está promovendo um concurso onde o prêmio é uma bandeira gigante para a torcida do clube que apresentar uma boa presença de público em seus jogos. É bom salientar que este detalhe já constava das previsões dos organizadores do torneio. Logo, na realidade, não causou nenhuma surpresa o surgimento deste déficit.
* É lamentável que tenhamos o registro de constatações da ação de pessoas inescrupulosas manipulando indevidamente as doações direcionadas às vítimas das enchentes acontecidas em nosso Estado e em Alagoas. Existem comentários inclusive, dando conta de iniciativas que terminam resultando em abertura dos chamados “sebos”, onde muitos comercializaram peças subtraídas das referidas doações.
* E o que dizer dos comerciantes existentes em áreas próximas aos locais atingidos, que triplicaram, quadruplicaram e até quintuplicaram os valores das mercadorias existentes em seus estabelecimentos, no intuito de “lucrar” ainda mais com a desgraça alheia. E um deles, segundo dizem, é prefeito de uma das cidade que sofreram com as inundações. Isso só pode acontecer mesmo nesta “Ilha da Fantasia” batizada de Brasil.
* para concluir, salientamos mais uma vez a completa “esculhambação” judicial provocada pela caduquice do nosso Código Penal. O que se escuta pelo noticiário, tem hora que não dá para acreditar.
São iniciativas de um “prende e solta” humorístico – e as vezes nem preso o contraventor é, e já acontece a concessão de uma isenção fornecida por um magistrado – que compromete sobremaneira a eficiência de todo um sistema. Algumas vezes chega-se até a se evidenciar uma desmoralização através da projeção de um comprometimento pra lá de inoportuno.
O “tiroteio” promovido pelos advogados – inclua-se aí também os de “porta de cadeia” – em todas as instâncias, termina por transformar a justiça brasileira, alvo de uma campanha onde a descrença apresenta-se em primeiro plano.
Aqueles a quem cabe a responsabilidade de promover uma atualização do Código Penal, não estão nem aí. Aquilo que poderia torna-lo mais eficiente e mais respeitado, deixa de acontecer porque os parlamentares certamente não estão dispostos a darem “um tiro no próprio pé”.
A maioria deles “tem culpa no cartório”, logo, não tomam nenhuma iniciativa que possa resultar numa reformulação criteriosa das leis penais.


Incólume Papa Berto,
um pominha de amor para publicar na Gazeta da Bixiga Lixa.
Grande abraço.
* *
Meu Amor
Lindo como a noite
E agudo como um susto
De uma trovoada
É meu amor
Completo de tudo
Clarão e profundeza
Superfície e escuridão
Convulsão, ternura
Mar revolto, beijo de calmaria
Ocioso amor a tarde inteira
Insaciável e sedento pela madrugada
Quando a tempestade prenuncia
A revolta da natureza
Meu amor me faz carícias no pescoço


(Командир: Мужчина, Дерево и Символ)
Muitos anos antes da chegada dos primeiros batedores romanos à região, a Bessarábia era ocupada por vários povos, dentre eles os Mírnyis, que viviam da agricultura e da pecuária nas encostas e vales dos Montes Cárpatos.
Apesar de evitarem expedições de conquista de territórios e povos vizinhos, os Mírnyis eram guerreiros valorosos quando precisavam defender sua terra e suas famílias. Eles mostraram isso quando foram atacados pelos temidos Zavatskis, que vinham dos Bálcãs saqueando aldeias e dizimando as tribos que tentavam enfrentá-los.
Liderados pelo grande Kamandir, os Mírnyis demonstraram impressionante tenacidade ao fazer os Zavatskis recuarem cada metro que haviam penetrado em seu território. Os invasores, percebendo que não tinham condições de dominar os valentes habitantes dos Montes Cárpatos, desistiram e retornaram por onde tinham vindo. Vencidos, foram perseguidos pelos Mírnyis até estes se sentirem seguros de que estavam livres daquela ameaça.
O que os Mírnyis não sabiam era que os Zavatskis tinham como aliado o bruxo Niekarov, que havia vivido muitos anos em território Mírnyi, mas tinha sido expulso dali depois que Kamandir descobriu que o feiticeiro estava usando seus poderes para implantar a discórdia entre as tribos de seu povo, lançando-as umas contra as outras.
Kamandir não era um feiticeiro, mas sabia usar o poder de sua mente para neutralizar ataques de magia. Assim, sabendo que nada podia fazer contra o líder dos Mírnyis, Niekarov teve que aceitar o banimento. Encontrou asilo bem longe dali, passando a viver entre os Zavatskis e chegando a se tornar conselheiro de seu rei, o influenciável Bedutsko.
Foi a partir de quando conquistou a condição de conselheiro de Bedutsko que Niekarov, pensando em se vingar de Kamandir, convenceu o rei dos Zavatskis de que ele estava predestinado a dominar toda a Bessarábia.
O projeto de conquista da Bessarábia pelos Zavatskis fracassou, mas Niekarov tinha seus próprios planos. Durante o tempo em que viveu nos Bálcãs, havia estudado novas técnicas de magia e ficou aguardando uma oportunidade para usá-las na execução de sua vingança. Assim, enquanto os Mírnyis combatiam os Zavatskis, Niekarov escondeu-se atrás de algumas rochas e lançou suas vibrações maléficas contra Kamandir.
Naquele momento, aparentemente, nada aconteceu. A luta continuou e os Zavatskis foram expulsos dos Montes Cárpatos. O próprio Niekarov acreditou que mais uma vez seus poderes tinham falhado contra as defesas mentais de Kamandir, mas a verdade é que o líder dos Mírnyis sentiu que fora atingido por uma força estranha. As consequências do ataque surgiriam algum tempo depois.
Após a batalha, os guerreiros Mírnyis voltaram para seus lares e foram recebidos com grande festa pelo povo. Kamandir foi carregado pela multidão e todos o reconheciam como o grande herói que os liderou naquele confronto. Alguns dias mais tarde, os mesmo homens que haviam lutado contra os Zavatskis retomaram suas atividades em suas plantações e na criação de seus rebanhos.
Aos poucos a vida voltava ao normal para todos, menos para Kamandir, que passou a sentir suas forças se esvaírem. No começo, perdeu o ânimo para fazer os trabalhos mais pesados, depois, foi ficando sem disposição até para as tarefas mais simples. Não tinha mais apetite, emagreceu, dormia quase o dia todo. Quando estava desperto, sentia dores por todo o corpo.
A esposa de Kamandir, chamada Jenítsa, e suas filhas, Maladótskia e Staradótskia, desdobravam-se em cuidados, mas nada lhe devolvia a saúde nem tampouco a vitalidade. Chamaram o curandeiro da aldeia, mas mesmo ele não soube o que fazer.
Um dia, a jovem Maladótskia foi servir uma sopa ao pai enfermo e ele simplesmente não acordou. Vendo que ele ainda respirava, ela o chamou insistentemente. Jenítsa e Staradótskia ouviram e correram para ajudar, mas nada tirava Kamandir daquele sono profundo.
Desesperada, Maladótskia correu para fora de casa pedindo ajuda. Um homem que passava entrou na casa para ajudá-las e percebendo que nada poderia fazer, disse:
– Conheço um homem que pode ajudar: o mago Pamagat.


Leitor chama a atenção para um detalhe na propaganda da candidata do PMDB ao governo Roseana Sarney. Segundo ele, não é visto em nenhum dos seus materiais de campanha o nome Roseana acompanhado do sobrenome Sarney.
É verdade. Até então, ao lado do ‘Roseana’ aparece a palavra governadora ou o número 15. A supressão do sobrenome ‘Sarney’ faz parte da estratégia de campanha do publicitário Duda Mendonça, que vê nele sinônimo de rejeição junto ao eleitorado maranhense.
* * *
Duda, vocês devem estar lembrados, é aquele marqueteiro do PT que confessou numa CPI a ilegalidade do dinheiro que recebia da cumpanherada em conta secreta no exterior. Isto significa que, trabalhando pra Roseana, Duda está novamente alugando seu talento pra gente ilibada e acima de qualquer suspeita. E por um bom preço: cobrou 12 milhões de reais pra fazer a campanha da filhinha querida de Zé, o homem forte do governo federal e arrendatário das Minas e Energia do Brasil.
Quando uma filha chega a tirar o sobrenome do pai pra fazer campanha, dá pra gente ter uma idéia do tamanho da rejeição do acadêmico em sua terra natal. Rejeição, evidentemente, que não vai impedir de modo algum o esclarecido eleitorado daquela terra de reeleger a lindinha, já que ela conta com altos índices de popularidade. E, como nós já aprendemos com os teóricos do JBF, se tem popularidade, automaticamente tem qualidades e méritos.
O único lugar do planeta onde o sobrenome Sarney não está queimado é no reduto dos comentaristas lulo fubânicos. Muito pelo contrário!!! Aqui nesta gazeta a família Sarney goza de um prestígio arretado.
Na verdade, ao renegar o nome do clã, Roseana está consciente da merda em que sua família meteu o Maranhão após décadas de dominação.
É um clã que, no Socialismo Muderno, está socado no lugar mais certo e previsível.


“Lula é um cambalacheiro”, dizia em 1989 o então candidato Fernando Collor.
“Pena que esse moço seja tão corrupto”, disse de Fernando Collor, em 1993, o então candidato Luiz Inácio da Silva.
Em dezembro de 1994, quando Fernando Collor foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, Luiz Inácio da Silva disse mais: “Como cidadão brasileiro que tanto lutou para fazer a ética prevalecer na política, estou frustrado, possivelmente como milhões de brasileiros. Só espero que não apareça um trambiqueiro querendo anistiar Collor da condenação imposta pelo Senado”.
O tempo passou, o tempo voou, e em 2009, presidente Luiz Inácio da Silva comparou Fernando Collor ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, não se sabe se em ofensa a este ou desagravo àquele:
E os encômios borbotavam: “Quero fazer justiça aos senadores Fernando Collor e Renan Calheiros, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado”.
Hoje, Fernando Collor, aquele que foi anos a fio alvo predileto das censuras lulianas, é partícipe ativo do governo federal.
Como fica esta solene frase do metalúrgico que virou presidente? “Só espero que não apareça um trambiqueiro para anistiar Collor”.
Avizinham-se as eleições de 2010, e em sua campanha ao governo alagoano, Fernando Collor usa um jingle que fala do apoio do presidente da República à sua candidatura.
Nada mais apropriado.

Vinicius- Alô.
Operador- Boa tarde, senhor. Eu liguei para falar sobre o amor de Jesus.
Vinicius- “Não há nada mais gostoso que um amor correspondido…”
Operador- Exatamente! E Jesus ama a todos sem discriminação! Gordos, magros, bonitos, feios…
Vinicius- “Existem umas feias potáveis. Mas a maioria só serve mesmo para fazer sabão”.
Operador- Ah, mas um homem que pensa isso não pode ser feliz.
Vinicius- “É melhor viver do que ser feliz”.
Operador- O senhor tem um problema com álcool, não é verdade?
Vinicius- “O uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado”.
Operador- Eu poderia fazer uma crítica a esse seu modo de vida?
Vinicius- “Críticos são sujeitos que têm mau hálito no pensamento”.
Operador- Em nome de Jesus, tem de parar de dizer sim à bebida!
Vinicius- “A hora do sim é um descuido do não”.
Operador- Desse jeito a única coisa que lhe resta é a morte!
Vinicius- “A vida é a espera da morte. Faça da vida um bom passaporte”.
Operador- Jesus não vai te amar mais.
Vinicius- “Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão”.
Operador- O senhor está bêbado?
Vinicius- “De repente, não mais que de repente…”
Operador- Sim, está caindo de bêbado!
Vinicius- “Nádegas é importantíssimo. Grave, porém, é o problema das saboneteiras…”
Operador- Não vou perder meu tempo com um sujeito alcoolizado, que nem sabe o que está falando.
Vinicius- “Olorô, Bahia. Nós viemos pedir sua bênção, saravá”.
Operador- Jesus amado! Não me admira que sua vida seja uma decadência! O senhor está desagradando a Deus. Está além da salvação. (Desliga.)
Vinicius- “Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver…”

Nômade sem destino, ave noturna,
sem fé, sem ilusões e sem coragem,
só descanso minha alma taciturna
dos carrascais na rústica estalagem.
Nas grutas penso ouvir-te a voz, soturna,
numa ânsia rude e estranha de selvagem
julgando ver-te a luz em cada furna,
vendo-te em tudo refletida a imagem!
E me devolve o olhar das lapas frias
as chipas de um desejo insatisfeito,
garras de fogo em desabrida luta.
Mas de orgulho emudeço ante as harpias,
como se elas ferissem no meu peito
inerte coração de rocha bruta.


PAULO HENRIQUE AMORIM, O PROGRESSISTA
Você é progressista ou reacionário? Paulo Henrique Amorim é progressista. Mas, calma, não responda agora! A decisão não é apenas sua. Se você for blogueiro, por exemplo, quem decide é uma “comissão” e Paulo Henrique Amorim a integra. Porque ele é progressista.
Mas o que é ser progressista? Eu sou contra a pena de morte, a favor da legalização do aborto, a favor da legalização do consumo e da venda das drogas, defendo casamento gay e a adoção de crianças por homossexuais, sou contra qualquer forma de “ensino religioso” em escolas públicas, mas não sou considerado “progressista”. Porque é preciso estar alinhado a um partido, e vocês sabem qual..
José Sarney, por sua vez, é considerado progressista. Ele talvez divirja de mim em todos os pontos do parágrafo anterior, mas “acerta” onde “errei”: está alinhado à “legenda mágica”. Paulo Henrique Amorim, portanto, também é progressista. Mas talvez nem sempre tenha sido assim.
Recentemente, no Twitter, Monica Bergamo contou uma história importante sobre seu ex-colega de TV Bandeirantes. Ele hoje está na Record, e os fatos narrados têm a ver com as eleições de 1998, quando Lula disputava com FHC. Já falei sobre isso, mas é interessante acompanhar a narrativa de Monica:
De 1998 para cá, como se pode ver, os progressistas são outros. E a “comissão” talvez não me aprove como tal - nem a você, prezado leitor. Mas, assim como José Sarney, Paulo Henrique Amorim está garantido. O mesmo vale para blogueiro que até ontem xingava Lula (não é PHA dessa vez…) e elogiava Collor (”estadista!”).
Mas ainda não sei a resposta sobre o que é ser “progressista”. Alguém sabe? Hoje em dia, é querer progredir?


Sinceramente uma coisa pavorosa que vejo nesses certames do copa do mundo, verificar a relatividade do sentimento de amor ao país se esvair diante do fracasso de um projeto desportivo naufragado. Toda fúria verde amarelista da massa de repente sair de cena, dói ver essa inapetência cívica das massas, um sentimento que vejo muitas vezes fruto da repetição pavloviana de estímulos das mídias televisivas associadas ao conjunto de negócios de consumo associados a esses certames.
Eu tive uma formação permeada de muita celebração de civismo e amor ao país, estudei dos meus 12 aos 18 anos no Colégio da Polícia Militar, escola nos mesmos moldes dos colégios militares mantidos pelo Exército Brasileiro, no qual as presenças dos símbolos nacionais bandeira e hino nacional eram constantes, assim como rituais de celebração deste sentimento de pertencimento a uma nação grandiosa. Claro que tudo isso ocorreu dentro de um cenário de ditadura militar, eivado de muita doutrinação conservadora de apoio ao regime dominante de então.
Mas civismo e amor ao país não é monopólio de militares, assim creio eu, o Estado Novo de Getúlio Vargas foi o precursor desta cultura de ufanismo patriota, mas, sumamente necessário para forjar o caráter de um povo em relação ao seu sentimento de pertencimento a uma identidade nacional, consciência de cidadania, espírito público que deveriam ser os valores ideais a serem cultivados por qualquer país que almeje ser visto de forma diferenciada no contexto das nações.
O divórcio histórico entre nosso povo e sua classe dirigente que espolia e ainda põe de fora da real cidadania muita gente neste país, deve ser uma das causas dessa indiferença extra futebol do sentimento de amor ao país, deve ser difícil amar uma mãe pátria que nos faz passar fome, deixa crianças esmolarem nos sinais, não proporciona uma educação decente assim como não cuida da saúde do seu povo como deveria.
Um povo tratado como burro de carga, sujeito a uma derrama tributária absurda, sub-utilizado no sentido de exercer plenamente suas potencialidades humanas, se traduz nesta apatia cívica que é uma regra geral, ao contrário de povos próximos a nós, como os argentinos, cujas demonstrações de orgulho nacional extrapolam em muito nosso acanhamento neste setor.
Aliás, tirando de fora disso o bravo povo gaúcho que eu conheci de perto, vi ali um povo realmente muito imbuído desse sentimento, afinal seus lindos pampas foram ocupados, conquistados e mantidos às custas de muitas refregas na ponta das espadas e montados nos baios gauchescos em cima dos quais se pegaram com os castelhanos para manter aquele pedaço de Brasil.
O fato é que sem copa ou com copa, eu sempre vou exaltar na minha poesia, na minha música meu sentimento de amor por meu povo, eu que tenho um pé na senzala (descendo por parte de avó materna de escravo forro, pai de minha bisavó mulata) e outro pé numa taba de índios do Rio Grande do Norte, de onde uma índia de 14 anos(avó de meu avô) foi tirada para casar com um português e gerar meu lado genealógico materno.
Do meu pai, o sangue ibérico de um espanhol vindo do Ceará, Manuel Francisco de Sales (avô do meu pai) que com a caboclada do Maranhão gerou a família Sales em Brejo de Anapurus-MA. Ibéricos, negros e índios geraram os clãs Nascimento e Sales do qual descendo, e meu mestre Darcy Ribeiro me fez enxergar meu ethos cultural.
O fracasso do projeto do senhor Ricardo Teixeira e seus comandados pela batuta do infeliz Dunga é pequeno demais pra me fazer desistir de ter uma bandeira do Brasil em todos meus instrumentos musicais e a presença desse sentimento de brasilidade na minha fala , nos meus escritos e na minha música.


Comentários sobre a postagem UM BAICHAREL INCANÇÁVEL NOS SEUS ANCEIOS
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Erisvaldo Guedes de Carvalho:
Quero comunicar aos nobres monsenhores; que foi apenas falta de atenção,no entanto, fiquem tranquilos (sem trema) que irei Escrever com mais eficácia (surta efeito).
Obrigado por mim corrigir; fiquem com Deus!
O importante, é que minha mensagem, acredito que foi compreendida.
Peço desculpas, aos demais leitores deste meio de comunicação, pela falta de atenção minha, em relação a lingua portuguesa.
Destarte, foi apenas repito, falta de atenção.
Abraço a todos que mesmo assim, entenderam.
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Monsenhor Carlo Marqui:
Ilustre vereador pesqueirense. V. Excelência, na segunda mensagem justificou plenamente as falhas ortográficas da primeira e, gentilmente escreveu:
OBRIGADO POR MIM CORRIGIR;
You are welcome, quer dizer, não se preocupe. O primeiro mandatário do país não comete erros gráficos porque nada escreve. Go ahead.
No entanto, se me permite uma sujestão, faça como o Lula … nunca mais escreva, seja lá o que for.
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Luiz Roberto:
Eris guedes, o mais importante bicho pra mim foi essa tua coragem de decisão. todo mundo sabe que vc sabe escrever, quem nunca digitou alguma palavra errada? as vezes é o cansaço e o sono. mas vamos espertar, que voto nos seus candidatos por causa de vc. vc merece e não só eu mas, chamo atenção de toda pesqueira que te apoie nessa luta, porque vc teve coragem de sair das garras do ditador.
Parabéns, já aderi a sua campanha.
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Ana Raquel de Freitas:
Eris Guedes, estou passada com sua decisão, com um esclarecimento desse, nem se preoculpe com erros de português,sei que foi descuido, mas essa mim deijou besta.
Parabéns pela sua coragem, também vou votar nos seus candidatos, e em 2012 em você é claro.
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Carlos Ribeiro:
Erros de digitação todo mundo comete isso é besteira, o importante é vossa excelência ter saído do lado do ditador gambiarra;
isso foi seu maior acerto em toda sua vida política; já vários juízes cometerem erros em seus atos; quem somos nós pra corrigir uma besteira dessa.
E tem mais, vou arrumar muito voto pra seus candidatos, conta comigo grande Eris Guedes.
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Carla Santos:
Há tá, seu deputado é Esmeraldo Santos, por vc voto nele, até o meu sobre nome ele tem.kkkkkkkkkkk
Tô com vc Eris.
Um xeirinho. Com respeiiito.kkkkkk
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Maria Eduarda:
entendi com muita claresa sua mensagem e postura, eu também por vc voto neles Estadual e Faderal.
um beijo pra vc Eris.
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Carlos Ribeiro:
Fica sossegado vereador, só por causa de suas palavras vou votar em Esmeraldo Santos.
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Cardeal Huytamar:
Hômi deixe de bestagem e siga em frente. O palácio do planalto é logo ali. Lá a alfafa é da melhor qualidade! hahahahahahá