28 julho 2010 FULEIRAGEM

Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja


O DRAMA DOS TRANSPORTES
Não há como negar a melhoria sensível, pela primeira vez, do nível de vida da massa da população brasileira. Que se reflete em que a maioria da população está situada nos estratos intermediários na pirâmide que retrata a distribuição de renda.
No entanto, o nível de miséria, de pobreza, de carências acumuladas não permite que isso supere as péssimas condições de vida da grande maioria. As condições de moradia são muito ruins, as de saneamento básico são péssimas, o transporte é horrível, a educação é ainda de nível bem baixo.
O Minha Casa, Minha Vida, aponta para a melhoria gradual das condições de habitação. Há programas de financiamento público para saneamento básico, que podem permitir avançar nesse campo. A educação é indicada pela Dilma como um dos temas centrais em que o Brasil tem que acelerar seus avanços – a começar por definir como meta o fim do analfabetismo nos próximos quatro anos.
Os danos causados pelas políticas privatizantes no transporte causam danos gravíssimos à grande maioria do povo, sem que se veja ainda programas que permitam pelo menos minorar esses problemas. Um trabalhador – e a maioria esmagadora da população é trabalhadora – que depende do transporte público – igualmente a grande maioria -, gasta em torno de 2 horas e meia de ida e outro tanto de volta, entre esperar o transporte, tomá-lo – em péssimas condições -, chegar e fazer o mesmo percurso de volta.
Um trabalhador que já chega cansado ao local de trabalho – fazendo com que a maioria dos acidentes de trabalho se dê na primeira meia hora, com um trabalhador ainda sonolento e já cansado – e volta, mais cansado ainda para casa. Come, dorme, apenas para recompor minimamente as energias para retomar a mesma jornada repetitiva e cansativa no dia seguinte.
Sem levar em conta as condições de trabalho, os salários insuficientes, a tirania e os preconceitos dentro dos locais de trabalho, bastaria o drama do transporte para que fosse indispensável defini-lo como um tema central de um governo popular. Nas grandes cidades do centro do capitalismo o transporte urbano é inteiramente público.
Como é uma atividade deficitária, é melhor que o Estado assuma diretamente sua responsabilidade do que subsidiar amplamente a empresas privadas, em que controle de prestação de serviço ao público é muito precário e difícil. Além disso, como a grande maioria dos deslocamentos da população se dá para ir e voltar do trabalho, se cobra imposto às empresas privadas, para a melhoria e expansão dos serviços, porque a tarifa permite apenas custear a manutenção da frota existente.
Nas grandes cidades – e nas medias e pequenas também – da periferia, como aqui no Brasil, praticamente todo o transporte urbano – além do suburbano – foi privatizado. É amplamente subsidiado, presta serviços muito ruins à população, que fica inerte, impotente para controlar o serviço e atuar na sua melhoria.
Grande parte dessas privatizações foi feita com favorecimento de empresas monopolistas, em casos obscuros nunca investigados pelas câmaras. A chegada das vans elevou ainda mais o peso do transporte privado, com a formação de verdadeiras gangues que controlam extensas linhas, praticamente sem ingerência do setor público.
Nessas condições, políticas democráticas encontram dificuldades para reverter a situação. O mínimo a exigir seria a revisão de todas as concessões, em processos públicos com participação dos usuários, definindo novos contratos de concessão com critérios claros que, caso não sejam cumpridos, implicariam na não renovação da concessão e, conforme decisão majoritária da população, na recuperação pelo setor público da empresa privatizada.
É indispensável que as condições cotidianas de vida, de transporte, de trabalho, lazer, da massa da população, se tornem preocupações fundamentais dos governantes e dos seus representantes nos parlamentos, para que a democracia social penetre profundamente em todos os vãos da nossa sociedade e não se restrinja a instancias formais, esvaziadas de conteúdos democráticos e populares.

Mestre Papa,
em atendimento a um apelo do colega Cardeal Insmael Gaião, vai daqui mais taquinho da Cleo Pires enquanto não entra Agosto.
Com os respeitos do Cardeal


Queira-se ou não, a Copa de 2014 continuará a ser assunto recorrente. Queira-se ou não, a África, que criou a logomarca da competição, é uma das mais brilhantes agências de comunicação do mercado. A tal marca, aliás, tem chamado a atenção da sociedade. Primeiro, porque é competente, depois, porque parece conter o dedo impositivo do cliente.
A propósito, ecoando o que se diz na internet, indague-se: se as cores do Brasil são o verde, o amarelo, o azul e o branco, o que faz ali o vermelho? Será homenagem à Espanha, atual campeã, ou será demarcação da presença do PT? Relembre-se que a mensagem subliminar contém informações dificilmente percebidas e aparentemente desimportantes que são absorvidas e influenciam o inconsciente. O vermelho, como se sabe, é a cor do partido que está no poder, e que chegou a colocar seu símbolo nos jardins do palácio tão logo o atual presidente foi empossado pela primeira vez.
Depreende-se, pois, que, à luz do procedimento do presidente nos dias de hoje, em que zomba da legislação eleitoral, não custa, no rastro da prática da propaganda antecipada de 2010, antecipar 2014, ano da sua volta oficial ao poder. Ademais, é útil lembrar, o governo nunca reluta em aproveitar a verba de comunicação oficial para consolidar sua estratégia de poder. Quer uma evidência?
Você se lembra da campanha do Banco do Brasil cujo ponto focal era o número três? A mensagem evidente consistia em um apelo para o cidadão praticar, diariamente, três ações a favor do meio ambiente. Só que no vídeo, o número três era constantemente repetido, vinculado como certeza de segurança e a solução para todos os problemas.
E aí?, você pode estar perguntando. Aí, naquele tempo da campanha, o país debatia um terceiro mandato para o atual presidente, e a mensagem do Banco do Brasil pregava, cheia de singeleza: “Em todo lugar que você vir esse número, vai saber que ali existe uma forma de você tomar uma decisão para cuidar do planeta, das pessoas e do país em que a gente vive: três”.
A campanha se tornou foco de críticas da imprensa e da própria população, levando o Banco do Brasil a retirá-la do ar, conquanto as explicações prometidas nunca tenham sido dadas. Ora, em uma frase digna do presidente Luiz Inácio da Silva e da candidata Dilma Rousseff, pergunta-se: o inexplicável é explicável?


É de estarrecer o cinismo empregado pelos nossos gestores públicos para justificarem a incompetência gritante que eles demonstram no seu dia a dia funcional.
Para onde você se vira, a “buraqueira” está presente, trazendo transtornos e prejuízos para aqueles que necessitam transitar em nossas ruas avenidas.
É uma vergonha esta situação. E sabem que é o culpado de toda essa “esculhambação” ? Na opinião destes “enganadores” não tem outro: São Pedro !
Sim, porque, todo dia aparece na mídia, inúmeras declarações e incontáveis respostas das assessorias de imprensa – que não fazem outra coisa senão a de livrar as administrações embusteiras destas autarquias - para denuncias levantadas pela população, apontando um sem número de irregularidades que se espalham pelo Recife e pela Região Metropolitana.
Fundamentalmente, as chuvas terminam se transformando nas vilãs desta situação, e, ainda baseado nas opiniões descaradas destes enganadores, somente sem elas é que se pode garantir a execução de serviços recuperativos.
Não existe exceção, por onde você andar, os buracos se proliferam numa rapidez impressionante.
Carros e pedestres sofrem diariamente, tendo de enfrentar cotidianamente esta “superfície lunar” em que foram transformadas as vias de acesso existentes.
As avenidas e ruas transformam-se de um instante para outro, em verdadeiras armadilhas para automóveis, ônibus, veículos de carga e principalmente para as atrevidas motos, cujos condutores vez por outra se “estendem” no asfalto em decorrência deste atrevimento praticados na pilotagem das mesmas.
Os pedestres, coitados, convivem com calçadas degradadas, correndo o risco de sofrer um acidente de conseqüências inimagináveis, sem que, estes gestores incompetentes possam interferir na recuperação deste quadro vergonhoso.
Todas as reclamações relacionadas com as péssimas condições das nossas calçadas, encontram uma justificativa que já se tornou praxe em todas as prefeituras: “as calçadas são responsabilidade dos proprietários dos imóveis a que pertencem”… Acontece que os órgãos fiscalizadores – será que ainda existem ? – bem que poderiam atuar em ações direcionadas à estes mesmos proprietários, fazendo com que os mesmos viessem a ser penalizados financeiramente pela manutenção de calçadas perigosas para aqueles que delas se utilizam.
Acontece, que nem suas próprias calçadas as prefeituras conseguem manter conservadas. Dá uma passadinha pelo Cais do Apolo e observe as condições físicas das calçadas do prédio central da Prefeitura do Recife…
Quanto as ruas e avenidas, a situação é um verdadeiro caos. Não existe um lugar que se possa transitar, sem correr o risco de comprometer a o sistema de suspensão dos veículos. Por onde você trafega, as crateras se apresentam sem a menor cerimônia, trazendo sempre o risco do motorista “entrar numa fria” a qualquer momento.
Agora, se existisse vergonha na cara dos órgão competentes e uma legislação rígida, onde a Prefeitura viesse a ser responsabilizada pelas péssimas condições das vias de acesso, assumindo o ônus dos prejuízos causados aos proprietários de veículos de um modo geral, certamente, seus gestores iriam se esmerar em manter sempre atuante, um serviço de manutenção eficiente, cuidando para que nossas avenidas e ruas mantivessem uma condição de tráfego satisfatória.
Acontece que habitamos uma “Ilha da Fantasia” em todas as suas nuances. A realidade da administração pública, se assemelha em tudo com essa “buraqueira”.


Olá amigos do JBF,
o Programa Minha Terra, Meu Sertão apresentado por Léo Medeiros, prestará uma homenagem hoje, ao grandioso Noca do Acordeon, pela passagem dos 25 anos de seu falecimento.
Quem quiser ouvir, clique aqui.
R. Só faltou dizer o horário, seu cabra.
Mande que eu atualizo esta postagem.
É a progressista cidade de Sobral ligada no JBF e a comunidade fubânica ligada na Caiçara. Uma interação da bixiga lixa.
Ao abrir a página da Rádio Caiçara, procure do lado direito um quadrado onde se lê “Rádio ao Vivo - Clique para áudio“.
PS: Atualizando esta postagem: o programa vai de 16:30 até 18:25


Ivan Patriota
Sport 1 X 2 Duque de Caxias
Nunca pensei que um duque
Pudesse ser tão caxias
Sem quaisquer acrobacias
E sem usar nenhum truque
Mostrou que teve mais muque
Do que o “grande” leão
Que pensou de antemão
Ser o rival presa fácil
Por achá-lo muito grácil
Sem poder de agressão
Série “B” não é assim
Tem que suar a camisa
Senão, vai levar mais pisa
E não chega bem ao fim
Pra Pernambuco isso é ruim
Pois já tem um lá embaixo
Melhor é baixar o facho
Jogar com seriedade
E ter bem mais humildade
É isso, enfim, o que eu acho.


Minha filha.
Por favor enviem para os amigos esta postagem com o vídeo abaixo.
Ou busquem por Érica Mariana no youtube.
Um grande abraço.

Para o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, a Lei da Ficha Limpa não pode retroagir. Com base neste argumento, que se confronta com decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o TRE decidiu pelo deferimento das candidaturas impugnadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), vedadas pela Lei da Ficha Limpa.
* * *
Todos os tribunais eleitorais dos estados estão seguindo a jurisprudência firmada pelo TSE. Menos o do Maranhão. Vocês não fazem nem idéia da razão disto???
Um dos felizardos que ganhou sinal verde dos magistrados seus conterrâneos é o deputado federal Sarney Filho, filho de Sarney Pai (desculpem, não resisti…)
Os luleiros fubânicos estão cobertos de razão quando fazem a apaixonada defesa de José Sarney. Eles estão certíssimo: Zé é uma figura da bixiga lixa. Um artista, um mágico, um fenômeno. Desde os tempos em que tocava na banda udenista.
Nunca antes na história…


Ipermeável Papa Berto:
Venho mais uma vez pedir-lhe um imenso favor.
Possuo uma arma em bom estado de conservação, apesar de possui-la desde os meus dezoito anos de idade, já coloquei-a a venda nos jornais regionais, nao encontrei comprador.
Conhecendo o grande alcance do JBF peço: Divulgue minha pretenção de vende-la, uma vez, bem vendida, será bom pra todo mundo.
Abraço fraternos
* * *
VENDE-SE UMA ARMA
“Um voto é como um rifle: sua utilidade depende do caráter do usuário.(Theodore Rosevelt)
Toda diferença faz diferença
Ando meio sorumbático, macambúzio se preferirem, ou simplesmente triste, tomado que estou pela descrença e desencantamento com a política brasileira. E olha que, apesar da esbórnia com o dinheiro público no Congresso Nacional e no Senado, ainda não fui infiel aos princípios éticos e morais que me foram ensinados. Ainda! Porque não sei até quando vou me manter ”limpo e puro”, como se diz normalmente em maçonaria, para pessoas que ainda não enveredaram por caminhos espúrios.
Esses motivos mais parecem desculpas esfarrapadas de um jovem de 60 anos, que embora seja funcionário público federal aposentado, trabalha de segunda a sexta-feira, das seis as seis e ainda cursa faculdade nos finais de semana.
Falta alguma coisa em mim ou na sociedade a que pertenço; ou nos dois ao mesmo tempo. Estou como aquele atleta que treina muito, e mesmo assim não chega a lugar nenhum.
E o Brasil segue… “Moro num país tropical…” como muito bem disse Wilson Simonal e Jorge Ben Jor, mas ninguém quer envolver-se com nada mais além do que as belezas naturais que ainda restam.
Para o caro leitor ter uma idéia:

Era uma vez, reza uma lenda,
no reino azul da Fantasia,
um rei soberbo, em cuja senda
o ouro mais fino refulgia.
Era uma filha a melhor prenda
que o céu lhe dera… e ela morria!
Já lhe toldava o olhar a venda
de estranha dor que a consumia.
Luzia em vão toda oferenda
por lhe trazer nova alegria.
Porfiavam sábios em contenda,
sem ver-lhe o mal, que ninguém via.
E num castelo azul de lenda
rosa em botão de amor morria…


- Hei querida! Acho esse motel muito bom, você tem alguma ressalva?
- Eu não! Além do que mal posso esperar… meu marido volta logo para casa.
- Engraçado, esse bugre aí nessa garagem (carro de praia) é o do meu colega de trabalho. Filadaputa, também tá dando umazinha no horário do expediente!
- Minino não acredito! É o dele mesmo. Metido a santinho e fazendo isso, né não?!!!
- Vou dar uma sacaneada e levar o pneu de estepe, só pra zoar! hahahahá
- Hihihihihihi…será que ele vai ter coragem de se queixar pela falta do pneu?!!!
Três horas depois no escritório de uma petrolífera brasileira:
- Porra cara, tô muito ocupado e minha mulher não pára de me ligar. Ela emprestou o carro de praia pra uma amiga e roubaram o estepe. Agora tá no prego e eu não posso ir socorrer. Dá pra me quebrar essa, meu amigo?
- Caralho, eu vi seu carro num motel e peguei o pneu pra te zoar. Não podia imaginar que minha brincadeira ia dar nessa zona. Pode deixar que vou lá e digo que peguei o pneu num estacionamento de supermercado só pra sacanear!
- Valeu veio! Você é meu melhor amigo mesmo.
- Oi querida amiga. Desculpe o atropelo, mas a culpa foi minha mesmo, por isso vim socorrer. Ví o carro no supermercado na hora do almoço e carreguei o pneu por brincadeira. hahahahá
- hahahahahá…hahahahá…hahahahahahahahaááááááá’…
- O que há de tão engraçado com a merda que eu fiz?
- É que eu emprestei o carro para a sua esposa! hahahahahahahá….


Aos amigos,
Para uma passada d’olhos.
http://certoscontosincertos.blogspot.com/2010/07/as-folhas-de-cedro.html
Grato


MASSA PURA, samba-choro de autoria do pesqueirense Padre Walter Jorge, executado pelo grupo Pesqueretando:


Antonio Marinho do Nascimento
Meus senhores de letras e de anéis
Por favor me escutem um minuto
E observem um momento este matuto
La da terra das feiras de cordéis
Onde a voz dos poetas menestréis
Tem a luz do improviso sobre-humano
Canta a dor, a tristeza, o desengano
Mas também canta o belo, a alegria
Canta a noite com a lua, o sol com o dia
Nos dez pés de martelo alagoano
São José do Egito é sem igual
Terra mágica que encanta o Pajeú
No sertão que inspirou Zezé Lulu
E o freqüente trocar de Lourival
De Cancão é a terra original
E de Job o poeta mais humano
Que no pé-de-parede mano a mano
Foram todos uns grandes campeões
De um duelo ilustrado de emoções
Nos dez pés de martelo alagoano
Um decreto por nos foi assinado
Onde diz que quem nasce neste chão
Se não escreve ou improvisa algum quadrão
Tem que ter pelo menos decorado
Algum verso que foi improvisado
Por Marinho que foi nosso decano
Ou saber algo de Rogaciano
Pra se um dia um amor for pelos ares
Tomar uma dizendo “SE VOLTARES”
Nos dez pés de martelo alagoano.
* * *
Merlânio Maia
Permita me apresentar
Meu nome é Merlânio Maia
Não sou pequeno nem grande
Mas a poesia se espraia
Poeta menor das eras
Violeiro das quimeras
Esses são os dotes meus
Cantador da excelência
Da grandeza e da ciência
Das coisas que vem de Deus.
* * *
Seu Ribeiro
Dizem que a mais antiga profissão
É o oficio cruel da meretriz,
Se deitando com qualquer infeliz,
Satisfaz o homem sem compaixão!
É tratada com descriminação,
O seu leito é taxado de profano,
Por saciar o desejo do mundano,
Não encontra na Igreja uma guarida…
Mas Jesus salvou uma arrependida,
Nos dez pés do Martelo Alagoano.


Prezado Papa,
Segue Logo do nosso portal em homenagem a seu Luiz.
Seria honrosa a divulgação na Gazeta da Bixiga do JBF.
Abração e tudo de bom.

R. Já tive a oportunidade de dar notícias desta preciosidade aqui no JBF e fico muito feliz mesmo de voltar ao assunto.
Trata-se da página intitulada Luiz Lua Gonzaga, criada e administrada pelo nosso querido Seminarista Paulo Vanderley, o mais novo candidato a clérigo da ICAS, um jovem estudioso da música e da cultura da Nação Nordestina, e cujo endereço na internet contém absolutamente tudo sobre a vida e a obra de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
O trabalho de Paulo Vanderley é de tal magnitude que ele tornou-se amigo pessoal e consultor de grandes nomes da música brasileira, como Fausto Nilo, Xangai, Anastácia, Moraes Moreira, Chico Cesar e Waldenis, entre vários outros.
Uma página que merece ser vista e aproveitada por todos os nossos leitores de bom gosto e que apreciam a cultura brasileira mais autêntica e de raiz.
A partir de hoje, o sítio Luiz Lua Gonzaga vai integrar a relação de Comparsas do JBF, aí do lado direito do blog.
Saiba, meu caro Seminarista, que é um privilégio para esta gazeta da bixiga lixa contar com parceiros deste nível. Eu fico todo ancho, pode acreditar.
Muito sucessso, seu cabra ! ! !

Casal Seminarista Paulo Vanderley e Madre Suzana: uma parelha de jovens dedicada à cultura da Nação Nordestina



Se um dia eu resolver escrever um livro, vou fazer plantão num hospital.
É incrível a metamorfose que as pessoas sofrem num quarto de hospital. A solidariedade, a necessidade de falar, de contar sua vida a estranhos…O que se fala e o que se ouve num quarto de hospital, nem 10 anos de terapia conseguem suprir. Lá a gente constrói grandes e sólidas amizades, mesmo que elas durem pouco mais de 24 horas. Menos, até.
Conheci uma criatura bem interiorana, até mais do que eu. Com alguns dialetos que eu desconhecia, engraçadíssimos: “Carca açúcar no meu café, eu já to cagada mesmo, o que é que tem sentar na bosta?” Graças a Deus, essa foi antes da cirurgia, pois pude me contorcer de tanto rir por metade da madrugada até ao meio dia, e ela me ajudou muito a espantar os fantasmas , e suas histórias me distraíram tanto….me fez pensar o quanto exigimos do outro e de nós mesmos para podermos ser feliz, enquanto para muitos, a felicidade é, de fato, uma questão de escolha.
Me contou sem mágoas ou indignação que vivia um casamento de 30 anos com alguém que não amava, e nem era amada por ele, mas se tratava de um homem muito bom: nunca bateu nela. Nunca deixou nada faltar e embora não se dêem muito bem, eles moram juntos, na mesma casa!
Me falou das agruras que é ter um filho indo embora, e não poder cuidar mais dele como sempre fez, saber que ele passa dias com sanduiches e frutinhas, por não ter tempo pra se alimentar direito….Mas afinal, ele é muito inteligente, está estudando pra ser juiz e isso é lindo também.
Contou que na cidade onde mora, se você peida numa esquina, na outra, já virou disenteria e que até o padre se bota a palpitar na vida da gente e nos obriga, o-bri-gaaa a ajudar na quermesse, que absurdo. Esse é o mal das cidades pequenas. Disso eu bem sei…
Essa me ensinou que a vida não precisa de complicações, que viver é simples, e que ser feliz é uma questão de escolha.
Que devemos escolher ser feliz dentro da vida que temos e pronto, sem maiores aspirações. Quando voltei do C.C, ela já havia recebido alta, e me emocionou muito receber uma ligação dela no final da tarde, para saber se eu estava bem. Ai, ai, eu escrevo e choro. Estou valendo menos que uma Simba quente.
Na madrugada sem fim, quando consigo finalmente uma posição pitagoricamente calculada que me permite dormir, eis que surge uma grandalhona, com uma daquelas coleiras no pescoço pra me fazer companhia. Vai saber o que se passou…Um acidente, talvez. Nem quis saber.Ema, ema, ema, vamos correr atrás e quem sabe consigo alcançar aquele sono novamente.
Que nada. Já era.
Resolvi , por caridade a ela e pra passar o tempo, engatar um papinho despretensioso com a imobilizada, que não pregava o olho nem por um instante sequer.


Descendo a Serra do Crato
Que de Exu se avizinha
Sentindo a brisa da serra
Puxando o verso na linha
Tecendo o manto da rima
Onde a musa se aninha.
Clique na imagem!


Abaixo a hipocrisia!
Meu ídolo, corno assumido!


Estou envolvido num projeto chamado FLICORDEL, uma feira literária promovida pela cidade de Ipojuca que ocorrerá de 24 a 28 de agosto em Porto de Galinhas, dando dentro da FLIPORTINHO, feira de literatura infanto-juvenil, um enfoque à literatura de cordel com lançamentos, palestras, oficinas ,exposições e recitais. Minha função se resume a assessorar na elaboração das grades de programação a curadora do evento, a empresária Ana Cely Ferraz da Editora Coqueiro, assim como ser um dos educadores que darão oficinas durante o evento.
Dentro de minhas atribuições, está prevista uma ação junto às bibliotecas municipais de Ipojuca, Serrambi, Igarassu, Tamandaré,Caruaru e Altinho com a participação de um núcleo de funcionárias da Biblioteca Pública Estadual que fazem ações de animação cultural no âmbito de bibliotecas em todo estado de Pernambuco. Uma forma de sensibilizar principalmente crianças e adolescentes acerca da expressão em literatura de cordel, divulgar entre os profissionais de biblioteca nosso evento, envolver universitários que estagiam nas bibliotecas e dotar o acervo das bibliotecas de nosso material publicado que foi confeccionado para esse fim.
Começamos com sucesso em Ipojuca e no distrito de Serrambi deste município falando para uma assistência majoritariamente de crianças. Nas duas bibliotecas fizemos eu, a cordelista Lúcia Costa, a coordenadora Lúcia Ferreira, com o auxílio das bibliotecárias Djaneide e Odete nossa intervenção nas bibliotecas. Tivemos que fazer algo bem lúdico em face o perfil de quem nos assistia, criei algumas sextilhas num quadro em cima de temas que as crianças propuseram , em seguida, cantamos em forma de baião e coco as estrofes criadas, coisa que os pequeninos fizeram com muito entusiasmo.
Pra finalizar eu declamei para eles uma história sobre um personagem do folclore brasileiro: Comadre Fulôzinha, um cordel em que narro um episódio de duas crianças que se perdem na floresta durante uma excursão ecológica e dão de cara com esse personagem do imaginário popular que lhes dá uma lição de respeito à natureza. Sempre com o cuidado de achar o ponto de tratar crianças como seres inteligentes e não como bobalhões,erro que vejo muitos animadores culturais cometendo por subestimarem a capacidade de percepção e de reação dos pequenos.
Agradeço ao Pedroca de Dona Rose sua esposa, empresários donos da Cia do Lazer, empresa que está organizando a FLIPOTINHO/FLICORDEL, pela oportunidade de estar no meio destas atividades todas e compartilhar com as pessoas nossas vivências em literatura de cordel e assim, trazer para nosso universo de cultura nordestina setores da sociedade que a organização social vigente no geral deixa sem acesso aos bens da nossa expressão cultural.