Zefinha nasceu no mato
Lá no Alto da Farinha
Nem parece ser do mato
Nem parece ser Zefinha.

Usa brinco que balança
Atende no celular
É fã de Paralabamba
Pata-pata e coisa e tá
Mas segundo o pessuá
Nunca teve namorado
Nunca dançou colado
Nunca foi de passear.

Quando chega a conversar
Só fala coisa educada
Amostra as unhas pintada…
Só vendo o seu gestuá.
Negócio pra Ipanema
Uma coisa de cinema
Quase um audiovisuá.

Quando me encontro com ela
Formo um casal bem-grudado
Ensopado de luxúria
Feito um paiol de pecado.

De coração pintalgado
De efeito luminoso
Me sinto retemperado
Corado, forte e garboso:

Nesse banquete de agrado
Nos beijos sou almoçado
Na fala sou fastioso.

Envie também seu comentário


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa