10 junho 2010OS SOBRINHOS DE ZELITO
Joselito Nunes ou simplesmente Zelito é um cabôco formado em conhecenças sertanejas e trata as esquinas garranchentas do mato com o mesmo zelo que Garricha tratava uma bola.
Sempre que posso, boto o seu Nunes na minha fala, e, foi não foi, aparece um cumpade ou um sobrinho dele na beira do palco ou no camarim. Isto, do Oiapoque à Caixa Prego; em sala, saleta e salão e com autoridade de pequeno e grande calado.
Estou, agora, trabalhando em palco, uma música que me traumatizou muito na infância, pelo desfecho infeliz, e que, até hoje, eu nunca perdoei o autor. É uma música antiga de 1946, gravada por Izaurinha Garcia, e que mamãe cantava muito:
“Quando o carteiro chegou, e meu nome gritou, com uma carta na mão…”
Pois bem, trata-se de um amor em desalinho e a moça recebe uma carta. No final da história, e da música, ela diz:
“…E assim pensando rasguei, sua carta e queimei, para não sofrer mais.”
EU NUNCA ENTENDI PORQUE ELA NÃO ABRIU ESSA CARTA.
Digo isto como argumento e introdução do poema que fiz baseado nesse tema, e que chama-se Uma Carta de Peraí.
Pois vocês sabem quem é o autor dessa música? É um tal Cícero Nunes em parceria com um Aldo Cabral. Eu não duvido nadinha que esse Nunes seja parente de Zelito; pois o cabra é nascido no Rio de Janeiro mas morou na Paraíba. Pode anotar aí: o cabra é primo do meu Padim Padre Ciço e, dou meu Kwait a dedada, se não for sobrinho de Zelito.
Esio Rafel sabe das coisas; de Sertão vencido a Sertão de indagorinha e Zelito sabe zelar essas miudezas.
Com a floração dos milharais, Jessier Quirino.





































10 junho 2010 às 18:18
Eu também tô com Jessier, não perdôo Dalva por não ter aberto essa csrta, mas não se aperreie não Bacurau , que eu vou procurar Ciço meu primo pra dizer o que ela continha.
Por enquanto fique aí com o poeta Dedezinho:
Jessier, mestre Zelito
Mais de cem mil primos tem.
Primo daqui, daculá,
De perto e de mais além…
Se for mexer no motor,
Até NUNES (jogador)
É primo dele também…
Abraço!
Dedé