30 julho 2010AÇÕES INACEITÁVEIS



Causa surpresa na população a completa e total omissão das nossas autoridades policiais no que diz respeito às ações desses bandos de grafiteiros que “emporcalham” tudo o que vê pela frente, sem que tenhamos a chance de assistir uma única demonstração repressiva por parte dos poderes constituídos.

O pior é que, ao constatar o posicionamento omisso das autoridades, a população também passa a assumir um comportamento idêntico, assegurando assim uma absoluta impunidade à depredação promovida por estes malfeitores.

É lamentável se verificar que estes vândalos agem sem possuírem o menor sentimento de preservação, já que seus procedimentos são inteiramente desprovidos de cuidados com este ou aquele bem público.

Sob o pretexto de estarem participando de “competições” entre equipes, os prejuízos se avolumam, muitos deles considerados irreversíveis. Costuma-se constatar a existência destas pinturas em lugares antes considerados inatingíveis. Essas “turbas” não possuem medidas delimitadoras, e tudo que lhe surge à frente é passível de uma “grafitagenzinha de leve”, por mais insignificante que seja.

Na hora do “vamos ver”, vale tudo. Seus integrantes conseguem chegar à locais até então considerados difíceis de serem alcançados, pichando seja lá de que maneira for e com qualquer magnitude .

Nas autarquias, questiona-se sempre ao não surgimento de uma ação da vigilância, já que determinados acessos parecem ser vigiados 24 horas ininterruptamente.

Esse exército de “meladores”, não costuma demonstrar o mínimo de consideração para com a importância do bem público à ser pichado. Parece que existe um código entre eles: quanto mais importante é o prédio a ser “emporcalhado”, mais pontos são conseguidos na corrida classificatória.

Tudo isto acontece sob os olhares complacentes das nossas “otoridades”. A desculpa esfarrapara é que não existe efetivo suficiente para promover uma ação repressiva aos grafiteiros. Se não existe, vamos contratar ! Se gasta tanto dinheiro em coisas que as vezes se mostram completamente insignificantes. Por que não gastar o suficiente para zelar pelo patrimônio público ?

A grande verdade é que este sentimento também não é cultivado junto à população. Ela, costumeiramente exerce também uma ação depredadora, dilapidando com extrema facilidade, bens que foram concretizados em seu próprio benefício. Já virou regra se assistir a entrega de determinados melhoramentos à população e esta, sem o menor sentimento de culpa, promover um série de ações que terminam transformando aquilo que foi construído, em um local completamente inútil. Está no “DNA” coletivo.

Assim sendo, junta-se a omissão oficial das forças encarregadas pela manutenção da ordem pública, com a deliberada falta de um sentimento de zelo que a população costumeiramente deixa de exercer.

As investidas desses grafiteiros inescrupulosos, terminam “saindo na urina” de todos. Perpetradas as ações, gasta-se uma “grana” considerável para se conseguir a devida correção das “cagadas” acontecias.

Afinal de contas, estamos ou não sendo habitantes natos da  “Ilha da Fantasia” ?

 

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