30 setembro 2009MOISES AIRES - SÃO PAULO-SP
Meu caro Berto
O malassombrado do Tio Xiko se lembrou da Blodega e adotou um tema interessante para abordar: poesias de boteco.
Munido de gravador, anda registrando os versos ébrios que anda ouvindo pelas mesas de bar que costuma frequentar. E lá na Blodega publicou o primeiro do que ele promete ser uma série (caso se lembre depois da ressaca).
E junto com o poema segue o questionamento da autoria deste, já que, segundo suas palavras, “o declamador melado não lembrou o nome”. Encaminho, pois, a este repósitório de cultura nordestina, crente de que algum dos frequentadores desta paróquia conheça o autor destes versos.
E no mais já estamos seguindo o passarinho da Besta Fubana no Twitter.
Abraços!
R. O Blodega continua sendo uma das páginas mais criativas e lúcidas da internet e eu recomendo sempre aos nossos leitores uma passada por lá. Basta clicar aqui.
Quanto ao tema citado, poesia de cachaceiro em mesas de boteco, é um assunto da porra e que tem tudo a ver com a Igreja Sertaneja e com a clientela do JBF.
Vamos ao poema que você nos enviou:
Sou um vivo semimorto no leito da desventura
Meu remédio é amargura e a tristeza é meu conforto
Remando o barco pro porto da esperança perdida
E a matéria convencida desiludida da sorte
Só esperando que a morte parta a corrente da vida
De viver tenho vontade, me esforço, luto e pelejo
Mas olho atrás e não vejo os dias da mocidade
Ja descambei da metade estou chegando ao fim
Nada pra mim é ruim, nem a saudade me afronta
E brevemente tira a conta dos dias que faltam a mim

































30 setembro 2009 às 12:18
Como é difícil conviver com a poesia. Muita vez o poeta agarra no cabelo da gente e esfrega nossa cara na merda desta vida. Ô raça!