Meu caro Berto

O malassombrado do Tio Xiko se lembrou da Blodega e adotou um tema interessante para abordar: poesias de boteco.

Munido de gravador, anda registrando os versos ébrios que anda ouvindo pelas mesas de bar que costuma frequentar. E lá na Blodega publicou o primeiro do que ele promete ser uma série (caso se lembre depois da ressaca).

E junto com o poema segue o questionamento da autoria deste, já que, segundo suas palavras, “o declamador melado não lembrou o nome”. Encaminho, pois, a este repósitório de cultura nordestina, crente de que algum dos frequentadores desta paróquia conheça o autor destes versos.

E no mais já estamos seguindo o passarinho da Besta Fubana no Twitter.

Abraços!

R. O Blodega continua sendo uma das páginas mais criativas e lúcidas da internet e eu recomendo sempre aos nossos leitores uma passada por lá. Basta clicar aqui.

Quanto ao tema citado, poesia de cachaceiro em mesas de boteco, é um assunto da porra e que tem tudo a ver com a Igreja Sertaneja e com a clientela do JBF.

Vamos ao poema que você nos enviou:

Sou um vivo semimorto no leito da desventura
Meu remédio é amargura e a tristeza é meu conforto
Remando o barco pro porto da esperança perdida
E a matéria convencida desiludida da sorte
Só esperando que a morte parta a corrente da vida
De viver tenho vontade, me esforço, luto e pelejo
Mas olho atrás e não vejo os dias da mocidade
Ja descambei da metade estou chegando ao fim
Nada pra mim é ruim, nem a saudade me afronta
E brevemente tira a conta dos dias que faltam a mim

Uma resposta em: “MOISES AIRES - SÃO PAULO-SP”

  • Cicero Cavalcanti Diz:

    Como é difícil conviver com a poesia. Muita vez o poeta agarra no cabelo da gente e esfrega nossa cara na merda desta vida. Ô raça!

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