Deu um vento na Serra do Araripe
Que entronxou uma igreja no Japão
E, por falta de padre e de beato,
Vei de lá com a molesta feito o cão:
Derrubou as muralhas lá da China
Levantou um poeirão em Bagdá
Se enfiou num esgoto no Catar
Foi sair no quintal da longitude
Estourou um bueiro em Roliúde
Que até hoje tá dando o que falar:
Foi uma moça querendo se esquivar
De mostrar a caçola e os possuído:
Marilyn Monroe agarrada com o vestido
E o vestido danado a se enfunar.




































25 fevereiro 2010 às 17:04
Prezado poeta, quando li pensei que na palavra “enfunar” estivesse faltando um “r” para ficar como “enfurnar”, isto é, o vestido entrando na furna ou nas locas da moça porque o vento também pode fazer isso. Mas depois achei que era enfunar mesmo: o vestido se encher de vento, levantar e mostrar tudinho!
2 março 2010 às 22:02
ARRIÉGUA,
TÁ MUITO BOA, PARABÉNS