RODRIGO CONSTANTINO

A REVOLTA CONTRA A EXCELÊNCIA

MPF aciona Justiça para que o Albert Einstein reserve 55% das vagas de residência médica para cotas, conforme regra do Ministério da Saúde

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma ação civil pública na 8ª Vara Cível Federal de São Paulo para solicitar que o Hospital Israelita Albert Einstein implemente a política de cotas. O pedido visa que a instituição abra editais complementares no processo seletivo de residência médica de 2026. O órgão afirma que o hospital tem imunidade tributária e precisa retribuir o benefício à sociedade.

A Sociedade Israelita Albert Einstein alega usar recursos próprios na residência e requer autonomia administrativa para organizar o próprio processo seletivo. O MPF defende que haja uma reserva de vagas com os seguintes critérios: 30% para negros; 10% para pessoas com deficiência; 5% para indígenas; 5% para quilombolas; 5% para transexuais.

O Einstein é reconhecido por sua excelência em vários tratamentos de doenças, mas para o câncer da política identitária não há cura fácil. Trata-se de uma ideologia nefasta que vem se infiltrando na sociedade há décadas por meio do aparelhamento esquerdista. O Ministério Público não está impune. A mentalidade coletivista e marxista predomina.

Do ponto de vista jurídico, a defesa do hospital é robusta. Nas informações encaminhadas ao procedimento do MPF, a instituição argumentou que seus programas de residência médica são financiados com recursos próprios e que, portanto, não haveria obrigação legal específica para a reserva de vagas. O Einstein afirmou ainda que os programas de residência não mantêm vínculo com os projetos do Proadi-SUS, e sim com as normas editadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Esse órgão teria tornado as cotas facultativas ao não estabelecer critérios objetivos para estruturá-las nos processos seletivos.

Mas a ação movida pelo MPF denota um problema mais profundo no país dos coitadinhos: a rebelião contra a excelência, a revolta contra o mérito. Enquanto a esquerda não destruir tudo aquilo que presta no Brasil, ela não vai sossegar.

Quando alguém busca um médico, a última coisa a ser questionada é a cor da pele, a origem indígena ou a preferência sexual. O que se procura é a capacidade, o talento. Como alguém que passou recentemente por um pesado tratamento contra um câncer agressivo, posso atestar que sequer entrou na minha lista de prioridades quais características identitárias meus médicos possuíam. Em tempo: os dois principais, meu oncologista e minha médica do transplante de medula, são brasileiros trabalhando na Universidade de Miami. Eles não chegaram aqui por cotas.

Imagina alguém pegar um voo e perguntar, antes de mais nada, se o piloto é cotista e se a empresa aérea “devolveu” à sociedade os benefícios recebidos pelo Estado. Creio que absolutamente ninguém, nem mesmo um esquerdista, queira pilotos de avião com base na “justiça social”, não é mesmo?

Essa ideologia perversa vinha avançando com tudo nos Estados Unidos também, mas o presidente Donald Trump declarou guerra a ela. Logo no começo de sua nova gestão, lembrou que existem apenas dois gêneros, vetou homens em esportes femininos e instituiu a volta da meritocracia na esfera federal, inclusive e principalmente nas forças militares. Afinal, na hora de enfrentar terroristas islâmicos ou russos e chineses, a última coisa que importa é se há transexuais o suficiente nas forças armadas!

Essa ação do MPF é tão absurda que sequer deveria ser debatida. Mas, infelizmente, essa tem sido a regra em nosso país. A ideologia esquerdista é sempre colocada acima do mérito, e uma legião de oportunistas encontra nisso uma carreira que independe dos talentos individuais.

Para ser mais justo, ao menos deveria ter a seguinte regra: os esquerdistas defensores de cotas serão atendidos pelos médicos cotistas, enquanto os demais serão atendidos pelos médicos que se formaram sem depender de critérios identitários. Na prática isso é inviável, claro. E por isso a esquerda pode seguir com sua hipocrisia: a turma socialista que “adora” o SUS sempre busca a excelência do Einstein ou do Sírio Libanês, enquanto os inocentes úteis que votam neles se lascam nas mãos dos incompetentes.

DEU NO X

PROMOÇÕES E EVENTOS

O COMERCIAL DO EDITOR

Quando do seu lançamento, em outubro de 1984, este livro ganhou dois prêmios de Melhor Livro do Ano:

Prêmio Literário Nacional – Instituto Nacional do Livro/MEC

Prêmio Guararapes – União Brasileira de Escritores

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

TEM GOSTO PRA TUDO NESSE MUNDO

Dados da pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) confirmam 18 meses consecutivos em que a rejeição dos brasileiros a Lula (PT) e a seu governo é maior que a aprovação.

Em janeiro de 2025, quando pela primeira vez esse instituto de pesquisas registrou rejeição de Lula maior que a aprovação, isso foi registrado como “fato inédito” naqueles dois primeiros anos do terceiro governo do petista.

Em maio de 2025, a rejeição subiu em flecha e chegou a atingir os 57%.

Desde meados de 2025, a rejeição a Lula oscila entre os 48% apontados pelo levantamento desta semana e 53% apurados há um ano.

Em maio de 2026, a rejeição ao governo Lula era de 49%. Segundo manchetes amigas, a imagem de Lula supostamente “melhorou”.

Este ano, a aprovação de Lula se manteve apenas entre 43% e 47%. A rejeição, sempre maior, ficou entre 48% e 52%.

* * *

Pelo que tá escrito nessa nota aí de cima, ainda tem gente que aprova o gunverno banânico.

Mais de 40%.

Como dizia Seu Luiz, meu saudoso pai e filósofo sertanejo, gente besta e mato é o que mais tem nesse mundo.

Ele tava certíssimo…

PROMOÇÕES E EVENTOS

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO XICO BIZERRA

Dia desses andei relendo esse livrinho e me encantei, de novo. 30 conversas interessantes com gente do Nordeste, tipo Dom Hélder, Manoel Bandeira, Luiz Gonzaga, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Jackson do Pandeiro, Sivuca, dentre outros.

Como se não bastasse tem prefácio e apresentações de Dr. José Paulo Cavalcanti Filho, Maciel Melo, Luiz Berto e Paulo Rocha.

Gostei e recomendo.

É só pedir pelo imeio xicobizerra@gmail.com – que eu entrego em todo o Brasil.

E custa só R$ 46,00, frete incluso.

ALEXANDRE GARCIA

COMO O BRASIL SABOTA SEU AGRONEGÓCIO

agronegócio rio grande do sul

Lavoura de milho no Rio Grande do Sul

Nós sabemos que Lula gosta do MST e não gosta do agronegócio, até já chamou os produtores de fascistas. Pois o agro está passando por apertos, um atrás do outro. Houve uma reunião com o presidente do Senado nesta quarta-feira, com lideranças políticas do Rio Grande do Sul, como os deputados Osmar Terra e Zucco. A dívida dos agricultores gaúchos, principalmente por causa da enchente e dos juros altos, está em R$ 70 bilhões!

O deputado Alceu Moreira estava falando na Comissão de Agricultura, se não me engano, e estava se queixando dos ambientalistas. Os concorrentes do agro brasileiro agradecem os serviços prestados pelos ambientalistas, que atrapalham tudo. Querem fazer hidrovia? Não, não pode. A Ferronorte trisca uma reserva indígena? Não, não pode. Está cheio de ferrovia enferrujando pelo país, mas ela é essencial. Estava ouvindo o depoimento de um português que queria ir para a Suíça, e estava na fronteira da Espanha com a França. Ele viu um caminhão português e perguntou ao seu conterrâneo caminhoneiro para onde ele ia. “Vou para Moscou levando carga”, ele respondeu. O primeiro perguntou que estrada ele usava, e vejam a resposta: “Não uso estrada. Eu ponho meu caminhão em cima do trem”. Nós praticamente não temos trem. Somos um país-continente, do tamanho da Europa, e, além de não termos trem, dificultamos ao máximo a instalação de ferrovias. Nós já tivemos mais trilhos que rodovias, mas isso se inverteu. A rodovia encarece o produto que está sendo escoado.

Alceu Moreira continuou listando os problemas. Não temos armazenamento, por exemplo. Segundo ele, temos 26% da safra com potencial de ser armazenada nas fazendas; deveria ser o dobro. O produto fica em cima do caminhão, ou dentro de um navio esperando o preço. Mas o preço cai porque, se não vender, tem de jogar fora o grão. Estamos à mercê dos nossos compradores internacionais. Temos o caso do javali. O produtor precisa caçar, mas não pode, tem de conservar o bicho – até sermos todos mortos por ele, que está destruindo florestas, as aves do Pampa que fazem o ninho no chão, destroem tudo o que encontram. Há risco de febre aftosa, de peste suína. O deputado diz que não há como produzir com juros de 15%, com spread de 6%.

Vejam, então, como está a situação do agro, que é o que dá certo neste país. Somos masoquistas. Os governos brasileiros deveriam fazer de tudo para estimular o agro. Nós poderíamos ser o superceleiro de comida do mundo. Do território nacional de 8,5 milhões de km², só usamos uns 8% para a agricultura, talvez 20% para o gado. É mínimo. Só de áreas indígenas, para comparar, são 15%. E mesmo assim ainda temos potencial para alimentar quase 2 bilhões de pessoas.

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A irmã de Cristiano Ronaldo que mora no Rio Grande do Sul

Falando em Rio Grande do Sul, descobri que uma irmã de Cristiano Ronaldo mora em Gramado. Ela fez algumas publicações, e os jornais disseram que ela vai aos Estados Unidos para ver a última Copa do irmão. Ela é casada com um gaúcho, parece que é dona de uma marca de confecções, foi cantora, chama-se Kátia – até achei estranho ser com K, tendo nascido em Portugal. Ela e o marido têm três filhos, e um deles já está jogando em um time de Guimarães, no norte de Portugal, pertinho da Espanha. O irmão dela, Cristiano Ronaldo, nasceu na Ilha da Madeira, e é meio vizinho meu em Portugal, porque ele mora de um lado do Parque Eduardo VII, em Lisboa, e eu moro do outro. Provavelmente ele mora em um tríplex, porque gente rica como ele mora em tríplex…