Bobby Helms (1933–1997) foi um cantor americano de música country e rockabilly.
Ele fazia parte da era de ouro que misturava o country tradicional com o balanço do rock n’ roll nascente.
Sendo que O Rock and Roll surgiu nos Estados Unidos no final da década de 1940 e início da década de 1950.
Embora muitos possam não reconhecer o nome de Bobby Helms, sua voz certamente é bem conhecida a cada Natal nos EUA, já que seu sucesso “Jingle Bell Rock” é uma das músicas natalinas mais tocadas desde seu lançamento inicial em 1957.
Antes do hit de Natal, ele dominou as paradas em 1957 com “Fraulein” e “MY SPECIAL ANGEL”, que foram grandes sucessos no gênero Country e Pop.
Um assassinato misterioso ocorrido na Lagoa Mundaú – onde, por uma infeliz coincidência, uma mina está cedendo e afetando milhares de moradores de Maceió – é o cenário que abre o romance de Carlito Lima, que leva o nome da lagoa.
A obra conta a história de uma família, suas lutas, aventuras e alegrias em um período histórico para o Brasil entre as décadas de 1960 e 1970. Uma mistura de ficção e realidade que retrata o país durante a ditadura militar.
Para Carlito Lima, mais que um romance, a obra é a historiografia de uma época.
“Mundaú é um depoimento do modo de vida daquela época, quando o machismo e a violência contra a mulher eram naturalizados, mas também quando havia muita música popular brasileira, romantismo e ideais. Em 50 anos as coisas mudaram e o leitor pode tirar suas conclusões”, afirma.
Em maio, o ex-tucano João Doria fará em Nova York o “Brazil Investment Forum”, mais um, e dias antes o ministro Gilmar Mendes (STF) comanda em Lisboa o Fórum Jurídico, batizado ironicamente de “Gilmarpalooza” nas redes.
Dois palcos e ambientes atraentes para interesses privados, favorecendo o diálogo com autoridades.
No Brasil escandalizado de hoje, os eventos lembram o último Baile na Ilha Fiscal, festa espalhafatosa da monarquia para os “nobres” na véspera da Proclamação da República.
No caso mais escandaloso, em Londres, uma degustação de uísque Macallan no London Club custou mais de R$ 6 milhões a Daniel Vorcaro.
O “clube do uísque” virou denúncia por mostrar que o banqueiro não foi generoso, a rigor tentava comprar acesso direto a suas excelências.
Pior foi o “jet set jurídico-empresarial” agir com a naturalidade de quem considera normal banqueiros pagando a diversão de autoridades.
* * *
Tem uma frase nesse nota aí de cima que resume tudo:
“No Brasil escandalizado de hoje…”.
Tá tudo dito.
Num é preciso dizer mais nada.
Que os céus se apiedem dessa nossa republiqueta banânica.
Porque era dia de trem Ela se fez mais bonita Fez um rabo de cavalo Botou um laço de fita Um vestidinho florido Presente do seu querido Uma alegria infinita.
Quando o trem longe apitou Ela pegou a frasqueira E cheirando a alfazema Corria toda faceira Porque dentro do vagão Estava sua paixão De tantas, era a primeira.
Entrou toda saltitante E depressa foi notada Porém nada foi surpresa Estava sendo esperada Na poltrona acomodados O casal de namorados Seguiram sua jornada.
E Dentro do sonho azul Nasce o sonho cor de rosa Entre os dois apaixonados Na viagem venturosa Quem não soube ter coragem Perdeu o trem e a bagagem E não foi vitoriosa.
O Senado analisará ainda em abril a nomeação de Jorge Messias para o STF
O Senado brasileiro se encontra, pela terceira vez neste atual mandato presidencial, diante de uma de suas responsabilidades mais graves: avaliar a indicação de um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal. Nesta quarta-feira, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) deve ler, na Comissão de Constituição de Justiça, o seu relatório sobre a indicação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias; duas semanas depois, em 29 de abril, deve ocorrer a sabatina, também na CCJ, seguida pelas votações na comissão e no plenário da casa.
O que os senadores decidirem terá consequências graves sobre o equilíbrio institucional do país, a própria democracia e o Estado de Direito – não só no curto, nem no médio prazo, mas por décadas. E é por isso que, desta vez, o Senado precisa ter a decência de fazer o que não fez nas outras duas ocasiões em que foi chamado a avaliar indicações de Lula ao Supremo desde o início deste mandato: dizer “não” ao nome escolhido pelo petista.
A indicação de Jorge Messias deve ser rejeitada. Aprovar essa nomeação é uma traição ao país. A sabatina precisa ser respeitosa, como convém a uma instituição republicana, mas também precisa ser clara, incisiva e intelectualmente honesta, porque só assim os motivos dessa rejeição se tornarão evidentes aos olhos de todos os brasileiros. Dentre esses motivos, três se destacam: seu posicionamento em temas cruciais para o país; sua formação e trajetória; e (talvez o mais grave) o contexto político da indicação.
Em temas fundamentais, que tocam o núcleo da ordem constitucional e da própria ideia de justiça, como o equilíbrio entre os poderes, o devido processo legal e a liberdade de expressão, não seria suficiente que o indicado simplesmente não tivesse feito ou dito nada de problemático; o país inteiro deseja compromisso público e inequívoco, claro e firme. Quando esse compromisso não se manifesta de forma transparente, o silêncio não tranquiliza: ele preocupa. Mas, com Jorge Messias, o problema vai muito além da omissão. O escolhido de Lula para o STF é parte integrante e ativa no atual modelo disfuncional que o país vive, em especial em iniciativas estatais voltadas, por exemplo, a reprimir a liberdade de expressão, por meio do monitoramento e da repressão de conteúdos sob o rótulo de “desinformação”.
É dentro da Advocacia-Geral da União, chefiada por Messias, que está a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, um dos órgãos do “Ministério da Verdade” que une o governo Lula e o Supremo. Essa procuradoria já perseguiu jornalistas e processou a produtora Brasil Paralelo por causa do documentário sobre Maria da Penha. Messias também é um defensor da chamada “regulação das mídias sociais”, o eufemismo para a censura – ou a autocensura – na internet. Como, então, é possível que algum senador pense em aprovar o nome indicado por Lula, quando se trata de alguém que deveria ser, no Supremo, um guardião das liberdades fundamentais, especialmente da liberdade de expressão, mas na verdade é seu algoz?
Em segundo lugar, há a questão da formação e da trajetória. O Supremo Tribunal Federal exige mais do que qualificação técnica. Exige densidade intelectual, maturidade jurídica e, sobretudo, independência de espírito – a capacidade de resistir às pressões do momento, aos interesses de ocasião e às expectativas do poder que indica. Não se trata apenas de saber jurídico – e a Constituição não exige qualquer saber jurídico, mas notável saber jurídico. Trata-se de estatura institucional, que falta ao indicado. Messias não tem trajetória robusta na magistratura, nem é referência acadêmica em área alguma do Direito – não obstante as barbaridades cometidas nos últimos anos, ao menos Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, para citar dois exemplos, já eram nomes importantes do Direito Constitucional antes de entrarem no STF. Messias, por outro lado, só se tornou conhecido como o garoto de recados de Dilma Rousseff, o “Bessias” que levaria a Lula um termo de posse como ministro, em um desvio de finalidade para que ele ganhasse foro privilegiado e escapasse da Lava Jato em Curitiba.
Em terceiro lugar (e, como dissemos, talvez o aspecto mais grave) está o contexto político da indicação. Ela parte de um governo que carrega, em sua trajetória, episódios graves de corrupção. Nesse cenário, a exigência de independência do indicado não é apenas desejável: é indispensável. E independência não se presume; independência se demonstra – por atos, por posições, por coragem pública. Messias é o terceiro aliado político ou ideológico que Lula indica ao Supremo só neste mandato, depois do seu advogado pessoal, Cristiano Zanin, e do seu ministro da Justiça, Flávio Dino. Trata-se de alguém profundamente inserido no aparato governamental e associado a práticas que suscitam preocupação justamente naquilo que mais importa: a proteção das liberdades e o respeito aos limites do poder.
Absolutamente nada, portanto, justifica a aprovação do indicado pelo presidente. Nem mesmo o argumento de que, uma vez rejeitada a indicação, Lula poderia dobrar a aposta e escolher alguém ainda mais comprometido com seu projeto de poder serviria de desculpa. Raciocinar assim seria inverter completamente a lógica da responsabilidade institucional. Quando o retorno à normalidade está em jogo, não cabe aos senadores fazer apostas estratégicas sobre cenários futuros, mas cumprir seu papel e aprovar apenas quem estiver claramente à altura da função. É cristalino: se Messias for rejeitado e Lula apresentar um candidato ainda pior, que seja também recusado, até que o presidente da República aprenda a lição.
Não há qualquer obrigação de preencher a vaga imediatamente. O país não entra em colapso com um ministro a menos no Supremo. Já enfrentamos períodos de vacância sem qualquer ruptura institucional. Entre um tribunal momentaneamente incompleto e um tribunal comprometido por uma escolha inadequada, a escolha é óbvia. Se for necessário aguardar meses, que se aguarde. Se for necessário rejeitar sucessivas indicações, que se rejeitem. Até que surja um nome que reúna, de forma clara e pública, as condições exigidas: independência, solidez jurídica, compromisso inequívoco com a Constituição e disposição real de contribuir para a restauração da normalidade institucional do país. O que o país não aceitará é a consolidação de um Supremo transgressor, protagonista de abusos sem fim, e ao mesmo tempo, fragilizado, politizado e incapaz de exercer com independência o seu papel. Não se trata apenas de um nome ou de um governo, mas do futuro das nossas instituições. Essa é uma responsabilidade que o Senado não pode – nem deve – relativizar; se o fizer, insistimos, não estará apenas decepcionando o país, mas traindo-o.
A prioridade do país neste momento é o retorno à normalidade democrática, ao equilíbrio de poderes, à recuperação da liberdade de expressão, do devido processo legal. E tudo isso passa necessariamente pelo afastamento dos ministros que abusaram do poder e violaram a Constituição, e pela nomeação de novos ministros comprometidos com a democracia e o Estado de Direito. Davi Alcolumbre já vem cometendo uma traição ao não pautar nenhum dos pedidos de impeachment protocolados no Senado. O Senado como um todo pode se juntar a ele caso aprove um nome sem sintonia nem compromisso com a pauta prioritária do país. Se colocar Messias no STF, o Senado demonstrará sua cumplicidade com a ruptura institucional.