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Ruy Rey

Domingos Zeminian, o Ruy Rey, regente, compositor e cantor, nasceu em São Paulo, SP, no dia 04.11.1915, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, a 26.03.1995.

Iniciou sua carreira como crooner no conjunto dos Iamãos Copia, em São Paulo. Em 1940, ingressou na Rádio Tupi, na capital paulista, cantando também no Cabaré OK, com a Orquestra J. França.

Em 1944, transferiu-se para o Rio de Janeiro, trabalhando como cantor na Rádio Nacional, onde conseguiu apresentar-se no horário de meio-dia e meia, logo após o programa de Francisco Alves, de grande audiência, com isso projetando seu nome nacionalmente.

Mas foi em 1948 que sua carreira realmente deslanchou, quando teve a idéia de formar a Ruy Rey e Sua Orquestra, especialista em ritmos latino-americanos, tendo uma fase de destaque na época, pois esses ritmos quentes faziam tremendo sucesso no Brasil, logo depois da Segunda Guerra Mundial.

Era no tempo dos grandes musicais da PELMEX – Películas Mexicanas, com suas exuberantes rumbeiras internacionais, e das chanchadas da Atlântida, com nossas espetaculares vedetes, todas elas sensualíssimas e lindas fêmeas, que povoavam nossos sonhos de adolescentes. Mulheres que se apresentavam ao natural, sem botox ou silicone, mostrando apenas sua arte e sua estonteante beleza.

Como a mexicana Maria Antonieta Pons e as cubanas Cuquita Carballo e Ninón Sevilla:

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E as brasileiras igualmente famosas, verdadeiras rainhas do rebolado, como a carioca Virgínia Lane, a capixaba Luz del Fuego e a paulista Elvira Pagã:

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No mesmo ano, teve a sorte de estourar com a marchinha carnavalesca, A Mulata É a Tal, de João de Barro e Antônio Almeida, que nada tinha a ver com a latinidade que o celebrizou. O sucesso o animou a adaptar sua orquestra aos ritmos brasileiros, como o samba e a marchinha, durante o Carnaval. Fora dessa época, cantava mais em espanhol.

Em 1949, gravou com sua Orquestra, na Continental, sua primeira composição, Naná, em parceria com Ruthnaldo.

Atuou em filmes da Atlântida, como Carnaval no Fogo, em 1949, Aviso aos Navegantes, 1950 e O Petróleo É Nosso, de 1954, dirigidos por Watson Macedo.

Nos anos 50, rivalizou com o argentino Gregorio Barrios na preferência dos brasileiros ao interpretar de boleros e canções latino-americanas. Celebrizou-se com as versões da rumba Bim-bam-bum, dos mambos Mi Bongô e Mambo Jambo e o boleto Tu Solo Tu.

Entre 1950 e 1965, excursionou por todas as regiões do Brasil, apresentando-se, ora como cantor, ora com sua orquestra.

Em 1968, desfez seu grupo musical e retirou-se da cena artística.

Possuo no meu acervo 40 títulos do seu repertório. Apenas como amostra, apresento-lhes aqui, com Ruy Rey e Sua Orquestra, a rumba Naná, composição dele e de Ruthnaldo, agradecendo à Papisa Aline pelo apoio técnico.

 

 

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12 Comentários

  1. Marcelo Alcoforado disse:

    Maravilha!

  2. Mundinho Fulô (do Bico Doce) disse:

    Meu Estimado Marcelo,

    Você atinou no fato de que 83% das maravilhosas rumbeiras tiraram a fotos com os braços alevantados?
    Era para empinar mais ainda os peitinhos, naqueles tempos sem silicone. Peitinhos mesmo, daqueles que, naturalmente, já apontavam para céu e cabiam direitinho na boca da gente.
    Eu, por exemplo, jamais botarei meu bico doce num peito fabricado nessas clínicas de rejuvenescimento, que por aí tema os montes.
    Mas em mulheres sem artifícios, com as rumbeiras acima, eu nem vacilaria em botar minha rica língua em tudo quanto é de buraco. Elas povoaram meus sonhos. Por elas, toquei muita bronha. E foi nessa atividade que realizei fantasia as mais imagináveis.

  3. tarcisio martins disse:

    Caro Papa, no tempo que os cabelos ainda frequentavam a parte superior do meu coco, e que as pernas não fraquejavam durante a dança, tive o prazer de ver e dançar com esta orquestra. Você é um cabra da peste que fica fazendo a gente ficar com uma baita saudade daquele tempo..

  4. Marcelo Alcoforado disse:

    Caríssimo Mundinho, comi muito as três rumbeiras (so na mão, obviamente), mas com Cuquita Carballo quase virou caso. Adolescente, disposição de leão, tinha dia de três bronhas.
    Quanto aos peitos siliconados,não me importa muito o conteúdo. Se a aparência é convidativa, por que desprezar os avanços destes tempos de tanto progresso?
    Tem mais, Mundinho: aos 68 anos de idade, duas angioplastias e cinco pontes no coração, não dá para firmar posição em torno de peitos naturais. Basta o rigor do regime alimentar (risos).
    Receba um abraço.

  5. WALTER FREITAS-PESQUEIRA disse:

    Estimados Papa Berto e Raimundo, obedecendo a hierarquia. Acabo de voltar aos anos 50 e 60, quando aos sábados, sintonizava a Rádio Nacional do Rio de Janeiro e escutava Cezar de Alencar anunciar: “E com vocês, Ruy Rey e sua Orquestra. Quanta saudade! Para minha felicidade, o canal 66 da Sky ainda passa aqueles filmes nacionais em que aparecem Zé Trindade, Oscarito, Ivon Cury, Eliana, Vanja Orico, Sônia Mamede e grandes orquestras como a de Ruy Rey.VALEU!!!

  6. Mundinho Fulô (do Bico Doce) disse:

    Prezado Tarcísio,

    Que saudade daquele bom tempo em que dançávamos sentindo o cheiro das meninas, de rostos coladinhos, cara com cara, imbigo dom imbigo, sentindo os biquinhos dos seios como querendo nos furar, melando a cueca ao som dos boleros!!!

    Meu Caro Marcelo,

    Quando eu tinha a sua idade, também já era um homem rico, não tão rico quanto você, pois só possuía 2 pontes no coração. Mas foi com essa riqueza que me habilitei para, em 2005, fazer 69 durante o ano inteirinho. Prepare-se! Você vai gostar! E, se acaso algo fraquejar, o viagra taí mesmo garantindo a parada.

    Amigo Walter,

    Quando comprei meu primeiro videocassete, isso em 1986, assisti a todos os filmes nacionais existentes nas locadoras de Brasília. Eram quase 400 títulos. Havia muita merda. Mas quase a totalidade dos filmes da Atlântida e da Vera Cruz, estava na relação. Depois, passei-me para as produções da PELMEX. Desse modo, revi e revivi o rico período de nossa Música dos Anos 50/60. Pena que hoje, quando passa alguma dessas raridades no Canal do Lula, é na madrugada, parece que para ninguém ver. E as locadoras, também, já descartaram tudo aquilo que nós consideramos preciosidades, por acharem que ocupam as prateleiras e já não são mais procuradas pelo público.

    Prezado Cícero,

    Se o amigo Tarcísio disse Papa pensando no Papa Berto I, nada mais justo, pois é ele quem edita o jornal.
    Se, ao contrário, atirou no escuro, desconhecendo a hierarquia do nosso Clero, e assim me nomeou, acertou novamente, como se diz, atirou na porca e acertou no barrão. Quando eu era adolescente, as garotas sapecas me chamavam de Picolé das Meninas e Seu Papa. Picolé, porque elas gostavam de me chupar. Seu Papa, porque diziam que eu era o Papa-muié!

  7. WALTER FREITAS-PESQUEIRA disse:

    Realmente, os filmes eram ruins.Quando assisto, o faço de olho nas músicas e na medida do possível, gravo em DVD, pois substitui vídeo cassete por um gravador de DVD, que é conectado diretamente na SKY e tem sido muito útil, pois tenho um razoável acervo musical. Hoje por exemplo, gravarei Sr. Brasil e Mosáicos, este em homenagem a Altamiro Carrilho. Pois é, cada doido com a sua mania. Pelo que entendi, somos da mesma faixa etária.

  8. Getulio Brilhante da Silva disse:

    Caro Raimundo:
    Casualmente, procurando musicas de Ruy Rey na Internet, encontrei a sua coluna no Jornal da Besta Fubana. Que delicia!Meus parabéns, você pode se chamar ” o consolo dos velhos”, ou melhor, usados.Anotei que você tem muitas musicas de Ruy Rey, o que eu procuro obstinadamente há algum tempo. Gostaria de que me contatasse sobre o assunto, pois estou disposto a pagar, claro, por alguns dos títulos de Ruy Rey. Aguardo ansioso. Grato desde já.
    Getulio

    • Mundinho Fulô (do Bico Doce) disse:

      Prezado Getúlio,

      Falou em dinheiro, perdeu o amigo. Aqui eu dou de graça pra todo mundo. Tudo mesmo,
      só não o rabo, que este a terra há de comer. Entre em contato pessoal comigo e informe os títulos de Ruy Rey que procura. Se eu os poosuir, terei o maior prazer em mandá-los para você.

      Caso esteja acima do peso, feito eu, leia em minha coluna, segunda-feira, a matéira Receita Para Emagrecer.

      Um abraço.

      (raimundofloriano@brturbo.com.br)

  9. Getulio Brilhante da Silva disse:

    Caro Raimundo:
    Contente estou por ter recebido a sua atenção. Nem sempre isso acontece. E também sorridente com a sua retórica descontraída.Parece-me que você é natural do Ceará,não? Minhas origens vêm de lá. Meu pai era cearense de uma pequena cidade, bem no interior, chamada Assaré. Vou relacionar os títulos musicais de Ruy Rey que eu gostaria de possuir.Vamos lá:Rumba Ana Martin;Anabacoa;Bailando la guaracha;Cao,cao,mani picao;Cubana;Donde quiera que tu vayas;La Reina;lo que tiene que ser;Rico Mambo.
    Aguardo ansioso o seu retorno e desde já, muito obrigado. Você reacendeu uma chama de saudade no coração deste “véio”.
    Getúlio Brilhante da Silva
    getuliobrilhante@uol.com.br
    Tel.(21)2269-0144

    • Mundinho Fulô (Do Bico Doce) disse:

      Prezado Getúlio,

      Conforme prometido, já remeti para o e-mail indicado estas faixas do Ruy Rey que ficaram faltando:

      1 – Ana Martin
      2 – Anabacor
      3 – Cao, Cao, Mani Picao
      4 – Donde Quieras Que Tu Vayass
      5 – La Reina
      6 – Rico Mambo

      Disponha sempre!

  10. Mundinho Fulô (do Bico Doce) disse:

    Amigo Getúlio,

    Sou maranhense, de Balsas, mas adoro o Ceará. Dentre as músicas solcitadas, tenho apenas 3, Bailando la guaracha, Cubana e Lo que tiene que ser, que enviarei para o e-mail indicado. Mas não desespere, vou garimpar as outras seis.

    Em homeagem ao Ceará, aí vai um cordelzinho de minha antoria.

    SAUDADES DO CEARÁ
    Mundinho Fulô (do Bico Doce)

    Oh, que saudades que eu tenho
    Do Ceará no passado
    Da alencarina bonita
    Do balancê cadenciado
    Da ABA, do Luís Filipe
    Da Esquina do Pecado
    Bem na Praça do Ferreira
    Aquele vento encanado
    Soprando de lá da praia
    Arribava toda saia
    Do mulherio descuidado

    Em Fortaleza eu vi
    Pela vez primeira o mar
    E garotas de biquíni
    Na praia a se bronzear
    Bebi uns goles da água
    Nas moças passei o olhão
    Mas senti umas pontadas
    No centro do coração
    Pois mulher e água salgada
    Mesmo na dose acertada
    Detonam qualquer pressão

    Na Esquina do Pecado
    Eu ia com meu benzim
    A gente trocando juras
    De sincero amor sem fim
    Eu pedia: – Dá um xêro?
    E ela: – Toma, Mundim!
    O vento soprou com força
    No rumo dela e de mim
    Quando olhei, vi minha amada
    Com a saia alevantada
    Parecendo a Marilyn

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