Nestas cálidas tardes peregrinas,
Se estiveres já sem inspiração,
Ante espelhos da desfiguração
Que perverte o céu das tuas retinas …

Se estas horas infaustas de rotinas
Demudarem teu ser, tua alegria;
E se vires fugir a primazia,
Devido – deste mundo – à avareza …

Vem saciar tua sede de beleza
Nas sagradas águas da poesia! …

No devir deste cetro venerando,
Um clarão logo exclui os ignotos.
Na rota dos indômitos pilotos,
Os mistérios azuis vão rebrotando …

O Graal das metáforas vai doirando
Os brasões do Verbo, com sutileza;
E a Arte, esta divina alquimia,
Vai transfazendo sonho em realeza.

Nas sagradas águas da poesia,
Vem saciar tua sede de beleza! …

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