26 janeiro 2012O SILÊNCIO DOS CULPADOS
Há exatamente uma semana, dia 19, quinta-feira passada, foi postada aqui uma reportagem que me fez lembrar o título de um dos meus filmes prediletos: O Silêncio dos Inocentes. (Pra reler a postagem, clique aqui)
Só que, no caso desta postagem, o que houve mesmo foi um estrondoso Silêncio dos Culpados. Um silêncio como poucos na história destepaiz. Na verdade, silêncio dos culpados e também dos defensores dos culpados.
E me explico:
A postagem tinha dois vídeos devastadores (não consegui achar um adjetivo mais devastador que este…) sobre os dez anos de impunidade dos assassinos que mataram o ex-prefeito petista Celso Daniel. Os vídeos foram copiados da edição nacional do jornal da Rede Bandeirantes de televisão.
A reportagem é arrasadora na medida em que um dos irmãos da vítima, no segundo vídeo, dá nome aos bois. Nome, sobrenome e cargo de cada um. Bois de alta linhagem, de primeiríssimo escalão e bem situados no cenário político nacional.
E aí, além do silêncio, aconteceu um grande mistério: o segundo vídeo, aquele que continha a entrevista do irmão da vítima, dando o nome dos boi graúdos, foi retirado do ar!!!! Só o primeiro vídeo permance ativo.
Confiram antes que tiram do ar também o vídeo nº 1:
ATUALIZAÇÃO: Apos a publicação desta postagem, a Editoria do JBF, com seus altos recursos informáticos e tecnológicos, conseguiu resgatar o vídeo aí de cima, que foi tirado do ar “misteriosamente”.
É este:
Foi aqui que ocorreu o primeiro silêncio: o dos culpados. Citados nominalmente e sem qualquer arrodeio, não vi, em lugar algum na imprensa pátria, UM ÚNICO dos suspeitos poderosos, unzinho só, abrir a boca pra denunciar aquela “calúnia”. Mais estranho ainda: nenhum deles ameaçou processar o irmão da vítima que dissera seus nomes com todas as letras.
Dias depois li um texto de Augusto Nunes que botava o dedo bem dentro da ferida.
Vejam:
O vídeo divulgado pela Band no dia em que a execução de Celso Daniel completou dez anos – sem desfecho à vista – escancara em pouco mais de quatro minutos um crime com claríssimas motivações políticas. Ouça o que dizem o promotor designado para o caso e o irmão do morto insepulto sobre a usina de dinheiro sujo, instalada na prefeitura de Santo André, que abasteceu com muitos milhões de reais os cofres do PT. Ouça as acusações explícitas feitas por Bruno Daniel a Gilberto Carvalho, José Dirceu e Miriam Belchior. E tente entender por que a trinca nem contesta as declarações nem aciona judicialmente o declarante.
Se a versão do crime comum não fosse apenas outro embuste, os Altos Companheiros estariam berrando há dez anos que a polícia de Geraldo Alckmin, que governava São Paulo em janeiro de 2002, é tão inepta que, além de não ter garantido a vida do prefeito, não consegue esclarecer o episódio e identificar todos os assassinos.
Em vez disso, Gilberto, Dirceu e Miriam não comentam o episódio sequer para lamentar o trágico destino de Celso Daniel. Eles sabem o que não devem dizer. O silêncio estrepitoso das caixas-pretas é tão revelador quanto a mais minuciosa das confissões.
Mais claro e explícito do que isto, impossível!
Além do silêncio dos culpados, outra coisa que me espantou foi o silêncio dos defensores dos culpados. Os crônicos e incorrigíveis leitores fubânicos gunvernista, acostumados a contorcionismos incríveis pra explicar e defender o indefensável.
Não se dignaram a fazer UM ÚNICO comentário na postagem. Os defensores de culpados permaneceram tão calados quanto os culpados.
Tenho como norma na editoração do JBF não reproduzir artigos assinados por políticos, com ou sem mandatos, e que são estampados na grande imprensa. Vou abrir uma exceção neste caso específico, pois o texto do ex-senador Arthur Virgílio tem tudo a ver com o que estou falando sobre o silêncio e o esquecimento forçado que se quer impor a este crime brutal.
Vejam:
Faz 10 anos assassinaram o prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, de quem fui colega de Câmara.
Lembro-me dele como pessoa cordial, educada, disposta ao diálogo. Não cheguei a ser seu amigo, mas considerava-o um bom companheiro de trabalho, ele com suas próprias convicções e eu com as minhas.
Em janeiro de 2002 eu era ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República e estava no Canadá, em missão oficial, quando soube da tragédia. Liguei imediatamente para minha chefe de gabinete, inteirei-me dos fatos e, a seguir, falei com o presidente Fernando Henrique.
Disse-me ele que, no dia seguinte, receberia Lula e José Dirceu e que adotaria todas as medidas necessárias à plena elucidação do caso. Telefonei, então, para Dirceu, que me disse em tom que me soou comovido: “Arthur, estão matando nossos companheiros!”.
Pedi-lhe que não fizesse juízos precipitados e assegurei-lhe que o governo federal colocaria toda a sua logística atrás dos criminosos. E, na manhã seguinte, comecei a viagem de retorno ao Brasil.
O tom dos noticiários, no dia posterior ao atentado, era de pura indignação – e muita insinuação – petista. Quase que acusavam governistas de estarem por trás da barbárie.
Cheguei a Brasília, depois de trocar de avião algumas vezes e de esperar inquieto em aeroportos, e fui direto ao presidente. Conversamos um pouco, ele me relatou a audiência que concedeu a Lula e me disse: “vá conversar com o general Cardoso. Será bem esclarecedor”. Fiz isso e percebi que o caso era bem mais confuso e obscuro do que parecia.
Na imprensa, a “indignação” petista cessara. Os “revoltados” de dois dias atrás optavam por um silêncio constrangedor. “Calmos”, “confiantes” nas providências dos governos federal e paulista. Repito: estranhamente calmos, medrosamente calmos, inexplicavelmente calmos.
Os irmãos de Celso Daniel declararam, tempos depois, alto e bom som, que havia um esquema de corrupção na prefeitura de Santo André, que drenava recursos públicos para as andanças e campanhas do próprio Lula. E acusavam o atual ministro Gilberto Carvalho de ser o intermediário, o homem encarregado de recolher a mala recheada. Esta, segundo a versão dos irmãos Daniel, iria para as mãos de José Dirceu.
Oito pessoas, afora o indigitado Celso Daniel, foram executadas em série. Até o pobre garçom que, no restaurante Rubayat, serviu a mesa onde, no dia do crime, Celso jantava com seu suposto “amigo” e mais que suspeito Sergio “Sombra”. Bem sombrio o “Sombra”, um dos croupiês do jogo da corrupção em Santo André.
Na CPI dos Bingos, no Senado, o PT se portou o tempo inteiro na defensiva, buscando desqualificar os irmãos de Celso. Não defendia o morto. Não se chocava com a nuvem de suspeição que lhe cobria a imagem. Faltava-lhe, como dizia Freitas Nobre, a indignação dos justos.
Hoje, 10 anos após, nenhum discurso lembrando Celso Daniel. Nenhuma homenagem do partido que deveria estar chorando a perda de importante quadro seu. Esquecimento total.
Da quadrilha de criminosos, só um está preso, sem ter sido ainda julgado. Cada vez a sociedade é levada a acreditar que, neste país, o crime compensa mesmo.
E o prefeito Toninho do PT, que também foi assassinado? Sua viúva acusa frontalmente o partido e seus dirigentes. Também nesse caso, o silêncio é obsequioso.
Que o tempo cuide de apagar as memorias. “Importante” mesmo é blindar o “ministro-consultor” Fernando Pimentel e fazer o mesmo com o desastrado Fernando Bezerra. Quem sabe dê até para manter o Mario Negromonte!
Que tempos! Que costumes!





































26 janeiro 2012 às 17:21
Papa, essa situação deplorável da nação e das instituições, quase me desanima. Quase!
A “oposicinha” se rendeu e aproveita seu pequenino espaço nesse latifúndio, fingindo alguma atuação, mas espoliando os feudos que ainda lhe restam. É uma “bananagem” geral e o rebanho segue com seu mantra em uníssono: mééé … mééé … méééé!
26 janeiro 2012 às 17:49
Sem querer fazer apologia ao crime, é bom não perdermos de vista que o fato descrito na reportagem foi uma briga entre asseclas da mesma gangue e a consequente queima de arquivo. Bem nos moldes da expertise do Battisti!
Acho que esse carretel nunca vai ser desenrolado!
26 janeiro 2012 às 19:34
ZZZZzzzzzzz…….
26 janeiro 2012 às 20:20
Zé “Caroço” foi treinado em Cuba, onde era um protegido do castro viadão. Lá aprendeu a assassinar, a assaltar e a fraudar. De volta á terrinha, entocou-se enquanto seus “parceiros” terroristas caiam; após a anistia, juntou-se com o pelegão de são bernardo e fundou a máfia de assassinos que hoje comanda esta república de ladrões. Triste país.
27 janeiro 2012 às 7:10
Isso é filme velho, já não tinham morto PC Farias antes? Só mudou a escala, de roubo, extorsão e mortes.
Viva Lulla, Viva Batisti, viva Dirceu, viva Tarso Genro!
A beleza da morte é essa, vai levar todo mundo.
27 janeiro 2012 às 7:23
Um dia mudam o nome de Governo para Crime Organizado e institucionalizam de vez a bandalheira! Tá longe não!
27 janeiro 2012 às 8:51
CAIM MATOU ABEL, ENTÃO TUDO ESTA JUSTIFICADO.
A estupidificação nesse país está por completar-se…..me passa o 44.
27 janeiro 2012 às 17:20
E permanece o estrondoso silêncio…
27 janeiro 2012 às 18:11
ZZZZZzzzzzzz…..
27 janeiro 2012 às 18:12
ZZZZZZzzzzzz….ronc….ronc…roooonnnncccc…
27 janeiro 2012 às 18:13
ZZZZZZZ…zzzz….ZZZZZZZ….z…..
27 janeiro 2012 às 18:14
ZZZZzzz…fiiiúúúú…zzzzzz
27 janeiro 2012 às 18:16
ZZZZzzbbbrzzzz…zzzzbrrrr.zzzz…
27 janeiro 2012 às 18:18
Faltou “ovelha enrabada”!
27 janeiro 2012 às 20:30
ZZZZZZz…bééééé….ZZZZZzzz…