(Página em empeleitada, carecente de ajeitamentos e babados. Tenham paciência e sejam caridosos)
Obras do Autor
A PRISÃO DE SÃO BENEDITO – Crônicas
Primeira edição: Brasília, 1982, Ed. Independência
Segunda edição: Palmares, 1987, Ed. Bagaço
Terceira edição: Recife, 1991, Ed. Bagaço
Quarta edição: Recife, 1997, Ed. Bagaço
O ROMANCE DA BESTA FUBANA – Romance
Primeira edição: Belo Horizonte, 1984, Ed. Itatiaia
Segunda edição: Recife, 1994, Ed. Bagaço
Terceira edição: Recife, 2004, Ed. Bagaço
A SERENATA – Novela
Primeira edição: Porto Alegre, 1986, Ed. Mercado Aberto
Segunda edição: Recife, 2005, Ed. Bagaço
A GUERRILHA DE PALMARES – Romance
Primeira edição:Porto Alegre, 1987, Ed. Mercado Aberto
Segunda edição: Recife, 2007, Ed. Bagaço
MEMORIAL DO MUNDO NOVO – Romance
Recife, 2001, Ed. Bagaço
PEIBUFO, ETC. E COISA E TAL – Comédia em um ato
Levada ao palco em Palmares-PE, Recife-PE, Belo Horizonte-MG e Brasília- DF, 1989.
HISTÓRIAS QUE NÓS GOSTAMOS DE CONTAR – Crônicas
Em preparo.
CEM OBRAS-PRIMAS DA POESIA RUIM – Coletânea
Em preparo
Bestagens na Mídia
Ao avançar na leitura do texto, vi-me possuído por crescente admiração e não me continha em exclamações de grande apreço, pois o Romance da Besta Fubana de fato se ia revelando das melhores coisas que havia lido nos últimos anos”.
Ênio Silveira – Editor
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“Inspirado na literatura de cordel, Berto colhe nesse gênero popularíssimo o arcabouço da narrativa e também os seus personagens. Com um estilo que lembra Ariano Suassuna e Márcio de Souza, O Romance da Besta Fubana mostra um escritor imaginativo e bem-humorado”.
Mariam Paglia Costa – Revista Veja
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“A cada momento, ressalta uma novidade, uma experiência singular, um simples dizer original, que, na verdade, aumenta a admiração do leitor não apenas pela maneira de narrar do escritor, mas pela singularidade que sua descrição encerra. O livro é uma das melhores coisas realizadas ultimamente”.
Edisio Gomes de Matos – Correio Braziliense-DF
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“O contrapeso fica por conta dos ingredientes fantásticos e o resultado acaba sendo uma leitura divertida e curiosa”.
Salete Maria Cara – Jornal da Tarde-SP
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“O mundo das letras brasileiras, e pernambucanas em particular, se enriquece de mais um narrador original e criativo”.
Luiz Beltrão – Diário de Pernambuco-PE
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“Nas perspectivas abertas por Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro e Luiz Berto, a vida brasileira é uma aventura picaresca vivida por uma multidão de pícaros generosos e nacionalistas. Importa, acima de tudo, que tenha crescido em dificuldade e complexidade o índice qualitativo do romance brasileiro”.
Wilson Martins – Jornal do Brasil-RJ
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“Este é um romance que se destaca entre tantos que foram publicados nestes últimos anos. E por várias razões. Entre as quais é preciso destacar o mundo mágico de Palmares, sem dúvida muito mais rico e fantástico do que Macondo, que deu fama universal a seu autor”.
Jorge Medauar – Jornal de Letras-RJ
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“Esse pernambucano de Palmares, chamado Luiz Berto, está neste rol dos escritores que podem fazer a mochila e sair batendo perna pelo mundo, sem fazer vergonha. O Romance da Besta Fubana me chamou a atenção pela originalidade de sua linguagem: o caboclo escreve e sabe que sabe escrever”.
Ubiratan Teixeira – O Estado do Maranhão-MA ———————————————————————-
Revista Manchete – Rio de Janeiro
Folha Corrida
Participação no International Writing Program da Universidade de Iowa, Estados Unidos, a convite do governo americano.
Participação no International Festival of Authors, Toronto, Canadá.
Prêmio Literário Nacional do Instituto Nacional do Livro/MEC, categoria Obra Publicada (O Romance da Besta Fubana), São Paulo.
Prêmio Guararapes da União Brasileira de Escritores (O Romance da Besta Fubana), Rio de Janeiro.O Romance da Besta Fubana ou Festa e Utopia no Interior do Nordeste, dissertação apresentada pela Professora Ilane Ferreira Cavalcante ao Curso de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para a obtenção do Grau de Mestre em Letras, área de concentração em Literatura Comparada , em junho de 1996.
Registro de Ocorrências
- Registro de nascimento expedido pelo cartório dos Palmares, Pernambuco, datado de 7 de agosto de 1946, um ano após o término da Segunda Guerra Mundial.
- Pais: Luiz Berto de Oliveira, falecido em setembro de 1983, aos 82 anos, Pequeno comerciante, semi-alfabetizado e de muitas luzes; e Quitéria Gouveia Berto, doméstica e mansa, que continuou administrando por algum tempo a bodega deixada pelo velho em Palmares.
- Certidão de Batismo passada pelo Padre Abílio Américo Galvão, da antiga paróquia de Nossa Senhora da Conceição dos Montes, hoje elevada à condição de Diocese.
- Atestado de Crisma firmado pelo bispo diocesano de Garanhuns, Dom Francisco Expedito Lopes, que viria a ser assassinado a tiros no dia 1 de julho de 1957 pelo Padre Hosana de Siqueira e Silva por questões menores, num caso rumoroso que ganhou as manchetes de todo o país.
- Santinho de lembrança da primeira comunhão realizada numa festa do dia 8 de dezembro na paróquia de Nossa Senhora da Conceição dos Montes.
- Certificado de alfabetização firmado pela professora Maria Acyoli Lins, conhecida por Dona Marili.
- Certificado de conclusão do Curso Primário realizado no Ginásio Municipal Joaquim Nabuco.
- Certificado de conclusão do Curso Ginasial passado pelo Ginásio Municipal dos Palmares.
- Certificado de especialização no primeiro ano do segundo grau, feito nos seguintes estabelecimentos:
*Colégio Diocesano dos Palmares, primeiro ano do Curso Científico (1963)
*Colégio Técnico do Recife, primeiro ano do Curso Científico de Máquinas e Motores (1964)
*Escola Técnica de Comercio Brasiliense de Goiânia, primeiro ano do Curso Técnico de Contabilidade (1965)
*Colégio
- Diploma de Datilografia passado pela Escola Remington, de Palmares, assinado pela instrutora Guiomar.
- Enxadrista de grandes méritos, classificando-se em quarto lugar numa competição de âmbito municipal, famosa pelo seu gabarito, pois que havia apenas quatro participantes.
- Ex-próspero comerciante de largo prestígio na feira de Palmares, onde vendia fósforos marca Olho, tendo ficado famoso com o seu lema “Três por Cinco” (três caixas por cinco cruzeiros).
- Já assistiu todos os filmes de Durango Kid, o Gordo e o Magro e Rocky Lane, e acompanhou do começo ao fim os seriados “O Homem Invisível” e “Os Perigos de Nyoka”.
- Participante destacado do secretariado do palhaço Carrapeta, ajudando-o na propaganda do circo J.Mariano pelas ruas da cidade.
- Fotógrafo, gigolô e mágico, conseguiu razoáveis vitórias nestes três campos da atividade humana.
- Militar da reserva, cumpriu sua obrigação para com a pátria sem nenhuma punição, tendo sido licenciado na graduação de terceiro sargento.
- Motorista amador com carteira expedida pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal datada de 1967.
- Ex-jogador de futebol do Rio Una Futebol Clube, onde formava fileira no quadro de reservas dos aspirantes do terceiro time.
- Lê e escreve na língua inglesa, sabendo pedir cigarro, perguntar as horas, dar muito obrigado e dizer até logo. Sabe as palavras Amor e Deus nas seguintes línguas: inglês, francês, alemão, árabe, esperanto, italiano, latim, romeno e castelhano. Seu primo tinha um amigo que conheceu um senhor cujo irmão já havia morado perto de um americano.
- Consagrado ator do cinema nacional, foi convidado por Aurora Duarte quando esta filmava no interior do nordeste para tomar parte numa de suas películas. Fazia o papel, juntamente com outros astros, da multidão que acompanhava um enterro.
- Já viu de perto a Rainha Elisabeth da Inglaterra, o ex-presidente Ernesto Geisel, o cantor Roberto Carlos, a dupla Capricho e Caprichoso e os astronautas da Apolo 11, tendo o Sr. Armstrong lhe dirigido as seguintes palavras: Thank You, Thank You.
- Já dirigiu as seguintes viaturas: Volks Sedan, Pick Up, Aero Willys, Perua DKW Vemag, Caminhão Choque do Exército, Jeep, Fissore, Charrete tracionada a muar, Gordini, carro de mão de carregar areia, Variant, Corcel, Chevette, Lambreta e já entrou num Galaxie. Já segurou o mancho de um avião de instrução.
- Aprovado em concurso público para o cargo de Auxiliar Legislativo da Câmara dos Deputados, em 1968.
- Teve seu nome publicado no Jornal do Comércio do Recife, na coluna “Declarações de Documentos Perdidos”.
- Aprovado no vestibular da Universidade de Brasília para o curso de Matemática. Matrícula 71/680.
- Aprovado em três vestibulares do Centro de Ensino Unificado de Brasília para o Curso de Ciências, especialização Matemática.
- Professor de Matemática, desasnando com competência as pessoas renitentes nesta disciplina.
- Já comprou a crédito na Bi-Ba-Bô, Lojas Sears, Ponto Frio, Casa Massom, Supermercado Carrefour e Varig.
- Contramestre da extinta Banda da Capital Federal, organização carnavalesca pioneira na Capital da República.
- Estados civis: três casamentos, duas amigação, quatro filhos e cinco netos.
- Passou a infância em Palmares, onde fez os cursos primário e ginasial. Saiu de lá em julho de 1964, corrido pelas forças moralizadoras que combatiam a subversão em que se achava mergulhado Pernambuco até março daquele ano.
- Por força da carreira que deu, reapareceu em Goiânia, Goiás, onde foi recrutado para o serviço militar obrigatório. No Exército fez cursos, chegou a sargento e foi transferido para Brasília. Ficou na farda de janeiro de
- Na Capital Federal ingressou na Câmara dos Deputados, mediante concurso público, onde permaneceu até junho de 1997, quando requereu aposentadoria, satisfeito e razoavelmente pago.
- Professor de Matemática por 10 longos anos. Largou o Magistério para ter tempo de ler, escrever, ver televisão à noite, beber aguardente e criar os filhos. Conseguiu tudo. Nunca recebeu reclamações sobre sua competência no ofício de ensinar a arte dos números.
- Em Goiânia, Goiás, 1964, por força da idiotice e auto-suficiência peculiares a todo sujeito que tem 17 anos, meteu-se a escrever umas poesias herméticas, sem rima, métrica, qualidade e sentido. Ligou-se ao GEN, Grupo de Escritores Novos, através do qual viu, pela primeira vez, um trabalho seu em letra de forma. Foi na antologia “Poemas do GEN”. Deu fim a todos os exemplares que guardava. Cita o fato apenas para fins de registro.
- Toca qualquer instrumento de percussão (exceto pandeiro), destacando-se, sobretudo, no triângulo e no zabumba.
- Por sua conta e risco, botou na praça o livreto “A Prisão de São Benedito e Outras Histórias”. Edição de 1.000 exemplares, rapidamente esgotada em Brasília, Recife e Palmares. Muitos parentes, muitos amigos. Por conta e risco da Editora Bagaço, a brochura chegou à quarta edição, já esgotada.
- Perpetrou “O Romance da Besta Fubana”. Gastou um ano na tarefa e mais quatro meses de ajustes, desde a datilografia até a remessa dos originais à editora. Essa Besta quebrou o cabresto e se danou pelo meio do mundo. Ganhou o Prêmio Literário Nacional do Instituto Nacional do Livro (MEC), o Prêmio Guararapes da União Brasileira de Escritores e já está na terceira edição.
- Teve publicado pela editora Mercado Aberto de Porto Alegre o seu romance “Nunca Houve Guerrilha em Palmares”, história da “redentora” de 1964 vista de dentro de uma cidade do interior pernambucano. O Governo Arraes e as lutas sociais que abalaram a Zona da Mata. A segunda edição, rebatizada de “A Guerrilha de Palmares”, foi publicada em 2007 pelas Edições Bagaço.
- Ainda pela Mercado Aberto publicou a novela “A Serenata”.
- Cometeu a comédia “Peibufo, Etc. E Coisa e Tal”, lavada ao palco em Palmares, Recife, Belo Horizonte e Brasília.
- Participou do International Writing Program como convidado do governo americano. Uma mordomia da Universidade de Iowa que durou por quatro etílicos e gastronômicos meses.
- Se amostrou no International Festival of Authors, em Toronto, Canadá, uma badalação das maiores que um vivente escriba pode presenciar.
- Autor do poema “Versos a uma Prostituta”, declamado, louvado e admirado nos bordéis de Goiânia, especialmente na casa do Edil, onde era tido em alta estima e elevada consideração.
- Amigo de muitos amigos, todos importantes e especiais. Cultiva com carinho a amizade das pessoas que lhes são caras.
- Declara sua paixão por literatura de cordel, forró, cantoria improvisada de viola, barulho de feira e coisas miúdas pertinentes ao miúdo povo do Nordeste. Prefere a mundiça à classe média, e se sente melhor entre os iletrados que na companhia de intelectuais.
- Já foi magro, já teve pneumonia, sistosoma e blenorragia. Já foi operado de hemorróidas, hérnia e catarata. Quase perde a vista direita num acidente de automóvel. Vive permanentemente resfriado e um psiquiatra descobriu que carrega um mal denominado “palimpsesto alcoólico”.
- E nada mais tem a dizer. A não ser que lhe perguntem.





































