Múcio Leão 1898-1969

Múcio Carneiro Leão nasceu no Recife, em 17/2/1898. Escritor, poeta, jornalista, crítico literário e orador. Realizou os primeiro estudos no ginásio Pernambucano e, em seguida, ingressou na Faculdade de Direito, onde seu pai era professor. Diplomado em 1909, logo mudou-se para o Rio de Janeiro.

Começou como redator do Correio da Manhã, além de exercer a crítica literária atraindo a atenção dos colegas e dos escritores da época. Em 1924 foi trabalhar no Jornal do Brasil, onde trabalhou por longa data. Em 1934, com a morte de João Ribeiro, substituiu-o na coluna de crítica literária. Paralelamente, exerceu diversos cargos e comissões públicas: oficial de gabinete do Ministro da Fazenda (1925); fiscal geral das Loterias (1926); agente fiscal do Imposto de Consumo (1926); presidente da Comissão de Teatro do Ministério da Educação (1939) e professor de Jornalismo da Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil (1948-1967).

Em 1935 entrou para a ABL-Academia Brasileira de Letras, e na condição de um homem organizado com tino administrativo, logo foi empossado como segundo-secretário (1936); primeiro-secretário (1937, 1938); secretário-geral (1942, 1943, 1946 e 1948) e presidente da ABL, em 1944. Era também um documentalista por vocação e organizou inúmeras publicações, notadamente a obra crítica de João Ribeiro: Estudos críticos (1934), Clássicos e românticos brasileiros (1952), Os modernos (1952), Parnasianismo e Simbolismo (1957), Autores de ficção (1959), Críticos e ensaístas (1959), Filólogos (1961), Historiadores (1961). Na ABL deu especial atenção à organização de seu Arquivo, que atualmente leva seu nome.

Em 1941, junto com outros intelectuais, como Cassiano Ricardo e Ribeiro Couto, fundou o jornal “A Manhã”, criando ali um caderno literário “Autores e Livros”, que se transformou numa vasta e preciosa história da literatura brasileira (11 volumes de 1941 a 1950). Em 1951 foi eleito sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde proferiu uma série de palestras sobre o título O pensamento de João Ribeiro, publicadas na Revista do IHGB, em 1961. Como poeta,

“Poeta, ser estranho, ser enigmático entre os seres!
Vejo-o, isolado das cores, das formas e das ideias,
Isolado, nessa crepuscular solidão que o acompanha”.

Manuel Bandeira, enquadrou-o dente os poetas, que tendo iniciado no Simbolismo, “se definirão mais completamente na corrente modernista”.

Foi um escritor profícuo e publicou ensaios: Ensaios contemporâneos (1923), Atividades jornalísticas de Joaquim Nabuco, (1949) Emoção e harmonia (1952), Salvador de Mendonça (1952), Capistrano e a cultura nacional (1953), José de Alencar (1955), O pensamento de João Ribeiro (1960); romances: No Fim do Caminho (1930), Castigada (1934): contos: A promessa inútil e outros contos (1928), Prêmio de pureza (1931); conferências: O Romance de Machado de Assis (1952), A poesia brasileira na época colonial (1954), O Contista Machado de Assis (1958) e poesias: Tesouro Recôndito (1926), Os países inexistentes (1949) e Poesias (1949).

Faleceu em 12/ 8/1969. No ano do seu centenário – 1998 – a ABL publicou sua biografia, escrita pelo acadêmico Murilo Melo Filho.

4 Comentários

  1. Quincas disse:

    Brito, está na hora de pensar num catálogo, dicionário, manual….

  2. J.D. Brito disse:

    Quincas

    Eu só penso nisso, e vamos incluir os nomes que você tem divulgado também. Até o fim do ano teremos uns 60 nomes. É uma boa amostra. Me ajude a emplacar este projeto editorial

    Abração

  3. djalma allegro disse:

    Caro Brito, tb sou de opinião que deve juntar todos esses tesouros em uma coleção. Só Pernambuco daria vazão à edição… e nós teríamos o que ler e memorizar em livros.
    Abç. djalma

  4. Brito disse:

    Djalma

    Você não quer propor isto à UBE seja de São Paulo ou de Pernambuco?

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