Coluna: ALTAMIR PINHEIRO – SEGUNDA SEM LEI

KIRK DOUGLAS EM O ÚLTIMO PÔR DO SOL

Já costuma dizer o cinéfilo George Batista que, “A cinefilia é uma espécie de confraria onde nem todos se conhecem, mas todos têm um ideal em comum”. Pois bem, no meu caso específico sou um cinéfilo diferenciado: só gosto mesmo de filme de faroeste, caubói ou bangue bangue. Adoro, e porque não dizer sou apaixonado por este gênero cinematográfico de peripécias movimentadas criado no país do cowboy e ex-Presidente Ronald Reagan e que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste norte-americano, em pleno Século XIX. Começarei esta minha pequena e humilde confabulação com os leitores deste blog pelo ótimo intérprete do Oeste americano que é o lendário e centenário, ainda vivo, o baixinho Kirk Douglas. Nome artístico de Issur Danielovitch que é um ator norte-americano de origem judaica. O veterano Douglas é amplamente considerado um dos melhores atores da história do cinema. É pai do talentoso ator Michael Douglas(hoje, com 73 anos). Kirk Douglas é mais que uma lenda viva do cinema. Na verdade, ele é o último “durão de Hollywood”. Não é à toa que, em dezembro de 2017(dia 9), completou 101 anos de idade. Se a data já é histórica para qualquer ser humano, imagine para alguém que foi um dos principais galãs das telonas dos filmes faroestes. Kirk Douglas é um dos poucos representantes vivos da famosa era de ouro de Hollywood.

Por ser um ator de facetas múltiplas interpretou meio mundo de papéis, como Spartacus (1960), 20.000 Mil Léguas Submarinas(1954), A Vida Apaixonada de Van Gogh(1956). No que se refere aos filmes de faroestes, além do Último Pôr do Sol, em 1952 ele filmou o Rio de Aventura e Floresta Maldita, A Um Passo da Morte(1955), Sem Lei e Sem Alma(1957), Ambição Acima da Lei(1975), este como ator, produtor e diretor. Sua Última Façanha(1962), Ninho de Cobras(1970) e o conhecidíssimo Duelo de Titãs filmado em 1959. No ano de 1967 os cinéfilos foram agraciados com o filme Gigantes em Luta, filme muito bom com a união de dois mitos do cinema mundial: Kirk Douglas & John Wayne. Gigantes em Luta seria um faroeste comum. O que torna este filme notável é o duelo entre John Wayne e Kirk Douglas, confronto não realizado com armas, mas sim com a fina ironia dos diálogos entre os dois. assista-o, vale a pena!!!

Na sua trajetória cinematográfica, Kirk Douglas recebeu três indicações ao Oscar por seu trabalho e interpretação. Não ganhou nenhum, mas recebeu um Oscar honorário especial em 1996 por “50 anos de modelo moral e criativo para a comunidade cinematográfica.”. Nos últimos anos, depois de escapar com o corpo todo queimado de um acidente de helicóptero, no qual os dois outros tripulantes morreram, Kirk Douglas padeceria ainda de um derrame em 1996, que afetou parcialmente sua capacidade de falar.. Tratando-se com uma fonoaudióloga, ele ainda discursaria em agradecimento à premiação do Oscar, de onde recebeu das mãos de Steven Spielberg a estatueta em honra à sua obra cinematográfica.

O derrame sofrido em 1996 impediu que continuasse falando corretamente, mas ele se recuperou parcialmente graças a meses de terapia. E, à medida que sua saúde impedia o retorno as filmagens, ele e sua esposa se voltaram cada vez mais para a filantropia, com a intenção de doar para obras de caridade a maior parte de sua fortuna. O casal reconstruiu 400 parques infantis em Los Angeles e foi responsável pela construção do Harry’s Heaven, a unidade de Alzheimer batizada com o nome do pai de Kirk no Abrigo do Fundo de Cinema e Televisão na Califórnia.

Por fim, em se tratando deste monstro sagrado do cinema mundial, entre atuações e participações, o norte-americano possui 91 filmagens como ator. Mas o que marca realmente em Kirk é o seu primórdio como galã, em uma época onde os “DURÕES” eram o que ditavam a indústria do faroeste. Kirk Douglas é mais que uma lenda viva do cinema. Ele é o último de uma geração diferente de galãs. Naquela época os valores eram outros. O homem, por exemplo, não podia demonstrar fraqueza. Imperavam regras como “homem não chora”. Hoje em dia a viadagem tomou conta do pedaço e essa boiolada que aí está e não é chegada a mulher dá um rabo que rincha!!! Hoje, esse papo furado que homem não chora ou mesmo rótulo dessa natureza, não passa de um título de música brega na voz do bom, romântico e inesquecível Waldick Soriano…

Acho que, na verdade, O Último Pôr-do-Sol não teve o reconhecimento que merece porque ele é um western, mas ao mesmo tempo é um grande melodrama de amor, com um toque de tragédia grega. Acabou então não agradando tanto nem aos fãs do western, nem aos fãs do melodrama, nem aos fãs da tragédia grega. Mas, sem sobra de dúvidas, considero O Último Pôr do Sol o melhor final de filme de todos os tempos. Vale a pena assisti-lo, pelo menos os últimos minutos do excelente filme. Aliás, Duelo de titãs (com Kirk Douglas e Anthony Quinn) E o Último pôr do Sol (Kirk Douglas, Rock Hudson e com a excelente Dorothy Malone) são finais de filmes que pagam o ingresso. O fato de eu gostar demais dele pode se explicar talvez por eu ter visto quando garoto, e ter ficado impressionado demais com ele por ter sido o meu primeiro filme de faroeste que assisti e até hoje essa película ronda na minha memória a imagem de Kirk Douglas com aquele seu rosto pentagonal e essa cratera ainda com fumarolas no seu queixo de vaqueiro…

No ano de 2016, o cinéfilo brasileiro Darci Fonseca fez uma homenagem a Kirk Douglas com o final do western “O Último Pôr-do-Sol” e um cenário deslumbrante. As filmagens foram realizadas em Rancher Town, na cidade de Piratininga no Estado de São Paulo. Trata-se de uma produção feita pelo cinéfilo que não apenas gosta de assistir faroestes, mas também homenagear os western célebres reproduzindo-os em sequências os bons filmes de bang bang. Assista ao vídeo logo abaixo produzido no Brasil:

TRIBUTO AO REPUBLICANO CLINT EASTWOOD

O Republicano Clint Eastwood, eleitor e torcedor número um do cachorro louco, Donald Trump, naquela oportunidade afirmou em discurso de campanha em prol do presidente eleito que será muito melhor do que Ronald Reagan, quando disse que as pessoas estão ficando “Cansadas do politicamente correto, que fala para agradar. A geração em que estamos agora é um saco”. Clint Eastwood não morreu. Continua vivo como nunca. Esse tem sido o desejo de muita gente do Partido Democrata norte-americano, desde que o ator/diretor, aos 88 anos, na campanha eleitoral americana, fez um ato na convenção Republicana, utilizando de seus dotes artísticos para conversar com uma cadeira vazia que representava o péssimo presidente, o negão Barack Obama. A cena foi tão espetacular que o Republicano foi aplaudido de pé. Como bom ator, foi uma cena extraordinária. Mas não podemos deixar que essa outra sua virtude como um excelente político também, ofusque o que o velho Clint fez e representa na carreira – não só para o cinema, mas para nós, quando ele comunga com a extinção – Em território americano – dos terroristas muçulmanos; é contra os porcos fedorentos mexicanos que entram em seu país clandestinamente; é lamentável Clint não saber que na América do Sul, mas propriamente no Brasil, havia uma seita, denominada de Putada Petralha que, politicamente, deveria sofrer um extermínio por completo, ser aniquilada, sumida do mapa, por só pensar naquilo: roubar!!!

Pois bem, o que interessa num artista é sua obra. O resto é perfumaria… É o Clint Eastwood ator que devemos relembrar: por mais amargurado e indômito que tenha sido nos westerns spaghetti que fez, cruel em determinados momentos, mas há sempre um tremendo humanismo, dignidade e caráter, uma busca desesperada por redenção. São lições que devemos tirar do velho herói, independentemente de um ou outro momento infeliz que possa ter protagonizado. Em que pese o Diego Marques ser um jornalista petralha e comedor de toco, puxa-saco de dizer basta do Lula e da Corja Vermelha, isso não impede que seja um excelente crítico de cinema e um cinéfilo dedicado e profundo conhecedor dos filmes de faroestes, ao afirmar que: “Clint foi uma figura importantíssima no faroeste spaghetti, um dos gêneros mais cultuados do cinema. Foi a partir de sua parceria com o italiano Sergio Leone(Lee Van Cleef, também!!!), que o ator se tornou um ícone como o anti-herói do Velho Oeste. Clint personificou a figura amargurada e perigosa que marcou o olhar cínico e o contraponto do western tradicional, feito principalmente por John Ford”.

Sem sombra de dúvida, Clint Eastwood fez história a partir da década de 60 como uma das estrelas máximas de Hollywood, como ratificou a revista Empire, que o colocou em segundo lugar no ranking dos 100 maiores astros de todos os tempos. Quem acompanha esta modalidade de cinema, sabe muito bem que, o convite que mudaria sua carreira veio em 1964. O cineasta italiano Sergio Leone convocou o ator para interpretar “o homem sem nome” de Por Um Punhado de Dólares, filme que deu início não só à Trilogia dos Dólares, mas também a todo um gênero: o bang bang à italiana ou western spaghetti. Na sequência, Clint e Leone realizaram Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966), ele desempenhando o papel de o bom; Eli de o feio; e Cleef de o mau.

Eis os principais filmes de Clint Eastwood na modalidade bang bang: 1965- Por uns Dólares a Mais; – 1966- Três Homens em Conflito (o melhor de todos eles); – 1966- Por um Punhado de Dólares; – 1968- A Marca da Forca; – 1970- Os Abutres têm Fome; – 1973- O Estranho Sem Nome; – 1976- Josey Wales, o Fora-da-Lei; – 1985 O Cavaleiro Solitário; – 1992- Os Imperdoáveis (neste filme ele atuou tanto como ator quanto diretor e faturou 4 Oscar). Eastwood é certamente um dos maiores diretores de cinema em atividade. Toda sua obra está composta em cerca de 90 películas. Tanto como ator quanto diretor.

Um detalhe impressionante na carreira desse astro é que, mesmo marcado pelo jeito durão em que aparece em seus filmes, Clint nunca conquistou a antipatia das pessoas e, com o tempo, foi provando que também era um sujeito de sensibilidade artística única. Em 1992, dirigiu Os Imperdoáveis, que é considerado por muitos como o último grande faroeste, sendo a despedida com chave de ouro do gênero que o consagrou. A produção conquistou quatro prêmios Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme. Clint é sempre um machão. Homem duro, de poucas palavras. Seus personagens são briguentos, geralmente mulherengos, intransigentes com o que eles consideram errado e muitas vezes atormentados por algum trauma do passado.

Por fim, há de se registrar que ele foi eleito prefeito da cidade de CARMEL, em 1986, na Califórnia, e foi convidado para ser mais ativo dentro do partido Republicano, mas preferiu não dar seguimento à carreira política, para a felicidade da sétima arte. Hoje, aos 88 anos, o Diretor Clint Eastwood, ex-prefeito republicano de sua cidade natal terminou de dirigir o filme “Sully”, estrelado por Tom Hanks e chegará aos cinemas brasileiros ainda este ano.

ANTHONY STEFFEN: O DJANGO BRASILEIRO

Anthony Steffen é brasileiro da gema, por isso é tratado como o nosso Django. Nosso?!?!?! Isso mesmo!!! Porque Antonio Luiz de Teffé é brasileiro de boa cepa, como gostavam de orgulhar-se as reportagens ufanistas que as revistas “Manchete” e “Fatos & Fotos” sempre faziam cada vez que ele chegava de férias ao Rio. Filho e neto de diplomatas, o ator nasceu na Embaixada do Brasil em Roma. Anthony Steffen, nome artístico de Antônio Luiz de Teffé sempre foi elegante, educado e culto, falava inglês, francês, português, espanhol e italiano. No final dos anos 80, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fixou residência. Em 2002, descobriu que estava com câncer. Faleceu no dia 4 de junho de 2004 aos 73 anos. E o mundo da magia do cinema, especialmente o brasileiro, perdia um de seus mais proeminentes heróis.

Com os seus olhos azuis e os 1,89m que magnetizavam a plateia do cinemas que exibiam seus Djangos, Ringos, Sartanas ou Sabatas, no começo do Século XXI, antes de morrer(2004), Steffen deu uma entrevista ao jornalista de O Globo, Artur Xexéo, quando naquela oportunidade afirmou: . “Assim passa a glória do mundo”. Quer dizer, não foi pouca a glória por que Antonio de Teffé passou neste mundo. Ele fazia parte de um time que contava com Clint Eastwood, Franco Nero, Giuliano Gemma e protagonizou, entre 1963 e 1974, quase três dezenas de westerns produzidos na Itália.

A plateia dos cinemas interioranos do mundo inteiro ficava radiante e na ponta dos cascos quando Anthony Steffen entrava em cena, envolto num poncho surrado e com aquela barba por fazer, iniciava-se o tom de algum instrumento penoso, aflitivo e torturante de fundo – um trompete, quase sempre – e a massa já sabia que o pau ia correr solto. Anthony Steffen foi sempre sinônimo de encrenca na tela. Ele próprio sabia disto e, certa vez, analisando o sucesso dos spaghetti westerns, arriscou sua interpretação do fenômeno. Disse que o mundo estava mudando nos anos 1960 e, se os faroestes feitos na Itália faziam mais sucesso do que os autênticos, produzidos pelos americanos, é porque eram mais cruéis, mais verdadeiros. “Eram duros e extremamente realistas”, disse Steffen.

O Cowboy que não sabia montar nem muito menos andar em cima de um cavalo contou no programa de Jô Soares que, no começo de sua carreira, a única exigência do diretor foi a de que ele soubesse montar. Disse que era um cavaleiro estupendo, mas não era, mentiu!!! Nunca havia montado num cavalo e esse foi apenas o começo de seus problemas com equinos. Mais tarde, durante a rodagem de um dos 23 spaghetti westerns que interpretou – quase sempre, ou sempre, dispensando dublês –, sofreu um acidente. O cavalo rodou e caiu sobre ele. Antonio de Teffè teve de ser hospitalizado. Pegou ódio de cavalo, mas seguiu montando, por razões de ordem profissional.

Foram produzidos aproximadamente 50 westerns spaghetti apropriando-se do nome ”Django”, personagem criado pelos irmãos Corbucci (Sergio e Bruno) e imortalizado por Franco Nero em 1966. Entre os muitos atores que personificaram “Django” está Anthony Steffen, que por três vezes usou o famoso nome, respectivamente em “Poucos Dólares Para Django” (Pochi Dollari per Django), de 1966; “Django, O Bastardo” (Django Il Bastardo), de 1969; e “Um Homem Chamado Django” (W Django!), de 1971. Para o autor Howard Hughes “Django, o Bastardo” é o melhor faroeste da filmografia de Steffen. “Django, o Bastardo” é um dos quatro melhores westerns que fizeram uso da “Franquia Django”, sendo os demais “Django”, de Sergio Corbucci, “Django Mata por Dinheiro” (10.000 Dollari per un Massacro), de Romolo Guerrieri, e “Viva Django!” (Preparati la Bara!), de Ferdinando Baldi. Não bastassem essas duas razões para assistir “Django, o Bastardo”, há ainda a propalada influência deste filme dirigido por Sergio Garrone e escrito por Garrone e pelo próprio Anthony Steffen.

Antonio Luiz de Teffé, que se tornou conhecido como Anthony Steffen, tinha dupla nacionalidade e ficou famoso na Itália na mesma vertente que projetou Clint Eastwood. De um certo modo, Anthony Steffen foi um ator subestimado pela crítica, mas o seu jeito de atuar foi copiado por muitos e teve vários colegas cawboys adeptos e seus imitadores. Quer dizer, nunca foi um Django do Paraguai. Fez parte de uma geração única do faroeste spaghetti. Os fãs devem lembrar-se de todos eles. Vasculhe aí a memória e lembre-se – Anthony Steffen, como bom personagem de western à italiana, não era exatamente um mocinho. Mas era chumbo grosso e foi assim que entrou para a história do gênero.

Este vídeo logo abaixo (trailer de apenas 3 minutos) presenteia o leitor deste blog com o melhor filme de cawboy com Steffen “Django, O Bastardo” de 1969. Vale a pena assisti-lo.

DJANGO É FRANCO NERO

Franco Nero ficou conhecido entre os cinéfilos graças a Django, onde interpreta o personagem-título. Pois bem, diferentemente de muitas estrelas do faroeste, Franco Nero conhece muito bem o Brasil, inclusive, em 2013, participou de um filme brasileiro, contracenando com a atriz Irene Ravache. Trata-se de A Memória Que Me Contam. No filme ele dá vida a Paolo, um italiano que vive no Brasil e precisa lidar com a inesperada prisão por ter participado de um atentado terrorista em seu país natal há décadas atrás. Destaque para a participação de Franco Nero como o marido de Irene Ravache e o lado político que o personagem também carrega, só que desta vez relacionado com sua Itália natal. Perguntado pelo cinéfilo e blogueiro do ADOROCINEMA, como foi aprender a língua em tão pouco tempo, o “italiano Django” respondeu: “Não foi nem um pouco fácil!!! Falo espanhol muito bem, mas português é uma língua completamente diferente para mim. Tinha uma amiga aqui em Roma, Natália, que é brasileira e me ajudou com as falas em português. Procurei decorar os diálogos das minhas cenas e correu tudo bem”.

O filme A Memória Que Me Contam retrata o tempo da ditadura militar e gira em torno da ex-guerrilheira Ana(Simone Spoladorre). O filme foi uma homenagem da cineasta Lúcia Murat a sua amiga Vera Sílvia Magalhães guerrilheira na juventude e marcante na vida de várias pessoas. Na verdade, Vera poderia ter desfilado a beleza de seus vinte anos pelas calçadas de Ipanema, no Rio de Janeiro onde nasceu. Poderia ter sido uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones ou então nos embalos de sábado à noite curtindo John Travolta, no liberou geral de costumes que varreu o mundo na década de 60. Ou poderia ter concluído o curso de Economia e levado uma vida burguesa, mas Vera Sílvia Magalhães amava a revolução e, como tantos jovens de sua época, não admitia viver sob a ditadura implantada pelo golpe de 64. Memória Que Me Contam com participação dos Super Star setentões Nero e Irene é um bom filme brasileiro , recomendo-o, mas poderia ser melhor, o tema é farto e exigia isso.

Custa-nos crer, que haja no gênero cinematográfico que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste, uma palavra mais sagrada, Importante, influente e pessoalíssima que “Django”. O personagem atingiu proporções inimagináveis não apenas em termos de sucesso junto ao público, mas também pela influência que gerou. Pelo menos 50 filmes se apropriaram do título “Django” criado por Sergio Corbucci, quase todos com personagens centrais que pouco lembravam a imagem notável concebida por Franco Nero. Segundo um dos maiores cinéfilos do país, na modalidade de filmes faroestes, Darci Fonseca, “nenhum outro western spaghetti, à exceção da Trilogia dos Dólares de Sergio Leone, se equipara a “Django” (filmado no ano de 1966 tendo como diretor, Sérgio Corbucci), na empatia com o público e na importância no relativamente curto percurso em que o gênero dominou as telas do mundo”. Merecidamente, claro!!!

Neste filme que leva o mesmo nome do personagem, o andarilho solitário Django difere em muito de outros filmes. Introspectivo, compenetrado e altamente econômico nas palavras o homem do poncho e da cigarrilha nos apresenta uma grata surpresa em não cavalgar em nenhum momento e nem poderia fazê-lo pois o caixão que arrasta parece um complemento de seu corpo. O filme Django é inovativo em diversos aspectos, haja vista que tem o eixo da história pouco original pois o personagem central é o divisor de águas em meio a dois grupos que se defrontam para obter o poder jurisdicional do Condado local. Segundo o crítico de cinema Darci Fonseca nos faz uma alerta que, quando perguntado sobre para quem é aquele Caixão, ele responde que é para ele próprio, em razão de ser um homem atormentado por seu próprio passado. Entre os dois grupos contendores, Django tem simpatia pelos renegados mexicanos, acreditando no idealismo destes.

E continua Fonseca: Assemelham-se, no entanto, os dois personagens na inverossímil indestrutibilidade, na frieza com que enfrentam inimigos mais poderosos e em maior número. Django tem uma vingança como escopo e não sente repulsa ou aversão às mulheres, pois ao final declara a vontade de recomeçar a vida ao lado de Maria. O respeito da crítica pelo diretor deste filme(Sergio Corbucci), tem início com “Django” porque neste filme o diretor demonstra ter estilo próprio. A lamacenta rua principal do lugarejo semideserto com casario cinzento é perturbadora, assim como a decoração opressiva do Saloon onde transcorre boa parte do filme. É nessa ambientação que rebenta uma sucessão de violência que faz de “Django” um western como sendo um palco de incontido sadismo.

Na sinopse e detalhes, Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local. Só que desconfiado das intenções do bandido, ele resolve se juntar a Maria, uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano e seu bando. Se deleite com uma síntese de apenas 3 minutos do vídeo logo abaixo. Advertindo sempre que, depois de completar mais de 50 anos que chegou as telas do mundo inteiro, Django é um filme para quem nunca assistiu vale a pena vê-lo e, para quem já assistiu vale a pena ver de novo!!! Leitores!!! Não abram o caixão que vocês podem ter um susto.

Abram o link abaixo e terão uma grande surpresa.

RINGO É GIULIANO GEMMA

Era uma terça-feira, dia primeiro de outubro de 2013, quando o cantor e compositor brasileiro, Roberto Carlos, recebeu uma triste noticia: o ator italiano Giuliano Gemma sofreu um acidente de carro nas proximidades de Roma e morreu após dar entrada em um hospital na cidade de Civitavecchia. Giuliano Gemma era o ator preferido do Rei, inclusive eram amigos… Pois bem!!! Indo de cabeça ao túnel do tempo, em 1969, no quarto do Hotel Glória, Praia de Copacabana, no Rio, Roberto descansava das filmagens que estava fazendo do seu filme O Diamante Cor-de-Rosa, quando de repente, não mais que de repente, foi armado um serviço de segurança especial, pois Giuliano Gemma tinha saído do seu hotel em que estava hospedado para conhecer pessoalmente, Roberto Carlos. Já que, embora nunca tivesse conversado tête-à-tête com o cantor, Gemma se lembrava de Roberto como vencedor do Festival de San Remo, na Itália: La festa è appena cominciata / È già finita… 

Eis o diálogo apurado pelas revistas da época, como Grande Hotel, Veja, Manequim, Noturno e tantas outras a respeito deste encontro: “PIACERE, CARO AMICO!!!” (“Muito prazer, amigo”, foram as primeiras palavras de Giuliano). “RINGO, NON AVREI MAI IMAGINATO UM INCONTRO COME QUESTO!!!” (Ringo, jamais imaginei um encontro desses!!!, respondeu Roberto). A seguir, escrevia a imprensa da época, eles brindaram com champanha. Nice estava encantada. Na Itália e no mundo inteiro, milhões de mulheres suspiram por Giuliano Gemma, o Ringo dos filmes de bangue-bangue. Êle tem 31 anos, olhos castanhos, 1,84 de altura e 72 quilos. Adorou as praias do Rio e prometeu voltar logo que fôr possível.

“A única coisa que estranhei foi o calor. Durante esta curta permanência no Rio de Janeiro tomei mais de 5 mil copos de mate gelado. Foi o único problema. As amizades que fiz, as pessoas e os lugares maravilhosos que conheci contribuíram para que esta viagem fôsse uma das mais agradáveis que já fiz. Espero voltar breve e vou aguardar, na Itália, a visita de Roberto Carlos e Nice. Êles querem conhecer minha filha de apenas três meses de idade”. A partir desse momento eles se conheceram e ficaram amigos. O famoso ator dos faroestes italianos ficou encantado com a cordialidade dos brasileiros e com as músicas de Roberto e pretendia utilizá-las na trilha sonora de seu próximo filme.

No imaginário do público, ele é eterno Ringo ou o pistoleiro de O Dólar Furado. Dono de uma carreira iniciada aos 18 anos e com mais de 100 longas no currículo, Gemma ficou conhecido por encarnar o personagem Ringo em clássicos do chamado “western spaghetti”, um tipo de filme de faroeste muito popular na Itália, nos idos de 1960. Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível entre os brasileiros que puderam vê-lo no Brasil em 1969 quando foi convidado para ser jurado no festival Internacional da Canção no Maracanãzinho onde teve um encontro histórico com o rei da música brasileira Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa” e em 1986 quando Gemma veio em férias e chegou até marcar presença no Programa “Discoteca do Chacrinha” da TV Globo.

Segundo consta nos escritos ou acervo do cinéfilo paulista Edelzio Sanches, Uma Pistola para Ringo (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, durante as filmagens, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O casamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringo conquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi “O Dólar Furado”. Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Gianni Ferrio.

Nos cinemas do interior brasileiro o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado pelo espanhol Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.

O Dolar Furado foi o ápice com seu tema marcante. Com uma trilha sonora instrumental com o famoso título (O dólar Furado) foi tão marcante que chegou a entrar nas paradas de sucesso do Rádio Brasileiro, disputando os primeiros lugares com Elton John, The Beatles, Rolling Stones e outros artistas de sucesso na época. O tema de O Dólar Furado está para o bang-bang como Ave Maria está para a igreja católica. Segundo uma pesquisa curiosa, as gravações mais vendidas durante a semana de julho de 1966, em todo o Brasil, era a seguintes: Tristeza, de Jair Rodrigues; O Coruja, Deny e Dino; TEMA DE O DÓLAR FURADO(“Se tu non fosse bella como sei”. – Se Você Não Fosse Tão Bonita Como Você É). Mamãe Passou Açúcar em Mim, Wilson Simonal; Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Roberto Carlos e Dio Come Te Amo com Gigliola Cinquetti.

Passados quase 50 anos do fim do ciclo do westerns-spaghettis, O Dólar Furado (Um Dollaro Bucato) conquistou um incalculável público novo para o faroeste, inclusive no Brasil, público que passou a ter Giuliano Gemma como um de seus maiores ídolos. Assim como havia sido Burt Lancaster na década anterior. Antes de ficar conhecido como Ringo, Giuliano Gemma teve papéis em filmes como BEN HUR, com Charlton Heston, e O Leopardo, com o francês Alain Delon.

Quem acompanha diretores de filmes faroestes há de perceber que, o italiano Sergio Leone está para o western-spaghetti assim como John Ford está para o faroeste norte-americano. Na verdade, o cinema italiano deu uma lição de far west aos americanos. Deu um novo sabor a um gênero que já se extinguia. Giuliano Gema e Franco Nero disseram a John Wayne que eles poderiam ir mais além, e foram!!! Porém, para tristeza dos fãs, sua última aparição no cinema aconteceu em “Para Roma Com Amor”, um dos filmes dirigidos pelo ator, cineasta e roteirista Woody Allen na Europa e que chegou às telonas em 2013, logo após a sua morte.

Nenhuma outra canção emoldura melhor a imagem inesquecível de Giuliano Gemma que a composição de Gianni Ferrio para o western “O Dólar Furado” (Un Dollaro Bucato). O que o leitor vai fazer a seguir é viajar na garupa de um alazão chamado passado. Até porque o passado nos completa… Nos dá alegria de verdade… Um passado que teima em está presente… No vídeo abaixo ao som desse marcante tema musical relembramos o saudoso mocinho que era o rei do gatilho em seu filme de maior sucesso.

COM GEORGE HILTON CADA BALA ERA UMA CRUZ

Há pouco mais de um ano, mais precisamente no dia 17 de janeiro de 2017, o ator George Hilton, 84 anos, nascido no Uruguai e que ficou famoso no cinema italiano estrelando dezenas de Faroeste Spaghetti, o bangue bangue à italiana, como “Vou, Mato e Volto”, de 1968, foi homenageado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ao mesmo tempo que participou de um bate-papo com os que se fizeram presentes no museu. Jorge Hill Acosta y Lara Tornou-se uma grande estrela do cinema italiano dos anos 60 e 70, com Terence Hill, Franco Nero e Giuliano Gemma. Talvez, George Hilton tenha sido o melhor intérprete do personagem Sartana na década de 1970. Para nós brasileiros, este nome lembra muito um desastrado ministro que a Dilma teve, o George Hilton que fora o Ministro dos Esporte no governo da ex-presidenta. Um picareta do PRB, pastor da Igreja Universal do Bispo Macedo, que foi flagrado, em 2005, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com quase um milhão de reais em espécie. O dinheiro estava distribuído em 11 caixas de papelão. Pasmem, esse pastor foi Ministro das Olimpíadas, aqui, no Brasil.

Voltando ao ator, o uruguaio Jorge Hill Acosta y Lara começou sua carreira no ano de 1955 em Buenos Aires, logo após foi à procura de novos horizontes em 1963 conseguiu dar novamente um grande salto em sua carreira para se estabelecer na Itália, e com o nome final do George Hilton com o passar do tempo conseguiu a cidadania italiana. Possui cerca de 80 filmagens como ator. Entre tantos, destacam-se: Sartana O Retorno(1970); Mais Um para o Inferno(1968); Sartana Chegou para Matar(1972); Chamo-me Aleluia(1971); Com Sartana Cada Bala É Uma Cruz(1970); Bandoleiros Violentos em Fúria(1968); Hora de Matar(1968); Tempo de Massacre(1966); Aleluia para Django(1967); Troque sua Pistola por um Caixão(1970); Vou, Mato e Volto(1967).

No começo do ano de 2017, o veterano ator, George Hilton, de 84 anos de idade, esteve em Sorocaba(SP), com muita simpatia e atenção, atendeu fãs por onde passou. Um dos grandes protagonistas de gêneros populares do cinema italiano, O ator esteve no Brasil para uma homenagem que aconteceu na Cinemateca do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde foi exibido um de seus filmes: “O Estranho Vício da Senhora Wardh”, de 1971. O uruguaio que mora na Itália desde 1964, Hilton faz parte de um seleto grupo de uruguaios que conquistaram o mundo. Os filmes dos quais participou até hoje são grande influência em cinematografias do mundo inteiro e são referências para ícones do cinema. Entre os mais de 70 filmes que gravou, Hilton elege apenas quatro preferidos: “Tempo de Massacre” ao lado de Franco Nero, “A Cauda do Escorpião”, “Os Quatro Malvados” e “Meu Caro Assassino”. “Foram os que mais gostei de ter trabalhado, os mais importantes para mim”: disse. Na sua passagem pelo Brasil, em 2017, também se referiu as atrizes quando afirmou que, Sophia Loren(84 anos) e Gina Lollobrigida(90 anos) são mulheres espetaculares, “Mas, para mim, as duas mulheres mais bonitas de toda a história do cinema foram, sem dúvida, Ava Gardner e Marilyn Monroe”, disse.

George Hilton afirmou que apesar de ser um oitentão ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu. Afirmou ainda que continua sendo fã incondicional dos filmes sobre o cangaço e de Sônia Braga no cinema brasileiro, Hilton disse que ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu, e adiantou que está envolvido em um projeto que irá reunir os grandes nomes do Espaghetti Western do passado, com os novos atores do cinema italiano. “Queremos fazer um grande filme, como antigamente”, finalizou.

Com 84 anos bem vividos e ainda em excelente forma, George Hilton, continua, sendo o meu ator predileto de filme de cawboy. O cara é bonito, eclético e um tremendo gozador das caras dos bandidos babacas. É o que podemos chamar de artista tirador de sarro de bandido barbudo babaca. Lendo os bons críticos de cinema percebe-se claramente que parece mentira, mas houve um período da história do cinema em que o império prateado de Hollywood chegou a ser seriamente desafiado por outra cinematografia. Durante as décadas de 1960 e 1970, a Itália invadia amplamente não só as telas dos circuitos de arte, através de um pelotão de cineastas que dificilmente serão superados – como De Fellini, Antonioni, Visconti, Pasolini, Bertolucci e Zeffirelli.

Outra coisa também que arrastava multidões aos grandes cinemas e às salas “poeirentas” em todas as partes do mundo, com seus devidos espectadores carregando sua cadeira ou tamborete para o local de projeção de fitas de rolo, atraídos por uma produção maciça em vários gêneros que caíram no gosto do povão, como os épicos e mitológicos que eram as películas de Hércules e Macistes; os melodramas e a comédia erótica, com filme de mistério, turbinada com altas doses de erotismo e violência, e – é claro – o Admirável Western Spaghetti, com seu bando de Ringos, Sartanas, Sabatas e Djangos, vividos por estrelas como Franco Nero, Giuliano Gemma, Clint Eastwood, Terence Hill e George Hilton. Tudo e todos menosprezados em suas respectivas épocas pela crítica feminista, as Mary anti-machiista ou os Johns acadêmicos, em vigor. Em Los Angeles, também prosperou por um certo período o fim da Era de Ouro de Hollywood e seus estúdios – cujo marco é o colossal “Cleópatra” (1963), com Elizabeth Taylor – e a invenção da Nova Hollywood, no meio dos anos 1970. Tratava-se nada mais nada menos dos filmes de western. Queiram ou não os cinéfilos anti-bang bang, que só agora caíram na real em admitir que, os filmes de cowboy, até hoje, continuam sendo transformados em objetos de culto e veneração. Há um gostoso e proveitoso excesso de paixão sagrado e adorado no mundo inteiro pelos filmes que revolucionaram a sétima arte nos meados do Século XX: o nome dessa modalidade de cinema chama-se, Faroeste!!!

MARILYN MONROE, A SEX SYMBOLS QUE PERSONIFICOU O GLAMOUR HOLLYWOODYANO

Em uma época emblemática em relação às atitudes envolvendo sexualidade, a atriz e modelo coroada de fama, Marilyn Monroe, tornou-se um dos SEX SYMBOLS mais populares da década de 1950. A “loira burra”, como era taxada, teria hoje 92 anos se não tivesse ido para o além com apenas 36 anos de idade, quando naquele dia fúnebre em 5 de agosto de 1962, quem governava os Estados Unidos era nada mais nada menos que John Fitzgerald Kennedy, que veio a morrer assassinado um ano depois. Aliás, diga-se de passagem, duas mortes que se tornaram em enigmas para a CIA, FBI e todo o Serviço Secreto de Inteligência Militar Norte-americano.

Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen. Devido às internações de sua mãe por problemas psicológicos, Norma Jeane passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1942, casou-se aos 15 anos com James Dougherty de 21, casamento que durou apenas 4 anos. A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, simbolizou e encantou através do seu charme o cinema mundial dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século XX.

Pois bem!!! Logo após o final do casamento, na pindaíba, a loira endiabrada adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro para mudar o visual. Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a primeira capa da revista PLAYBOY em 1953. Em 14 de janeiro de1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coreia. Joe, ciumento, não aguentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio. Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme “O Segredo das Viúvas”. No ano seguinte, participou de “O Inventor da Mocidade”. Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em “Como Agarrar um Milionário” (1953), “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) – este, com direção de Billy Wilder, foi considerado “a melhor comédia de todos os tempos”. Nele, a atriz atuou ao lado de Tony Curtis e Jack Lemmon. Este filme é muito divertido, passa uma energia contagiante, uma comédia leve, sagaz e acima de tudo, engraçada. Só por ter a icônica Marilyn Monroe já ganha vários pontos. É incrível como ela consegue iluminar cada cena em que aparece. Recomendo o filme, Quanto Mais Quente Melhor, realmente uma grande fita!!!

No tocante às películas de faroestes, Marilyn Monroe protagonizou com Bob Mitchum um dos mais belos títulos de filmes. Ou seja, “O RIO DAS ALMAS PERDIDAS”. Foi um dos grandes sucessos de bilheteria de 1954 e certamente o público lotava os cinemas era para ver Marilyn Monroe e não Bob Mitchum. É um faroeste lindíssimo, fotografado num cenário mágico, com paisagens de uma beleza extasiante, onde o rio é o cenário dominante. O elenco é ótimo e a paisagem é de sonho.

Falando-se de sua vida conturbada, uma das mais célebres performances de Marilyn foi cantar “parabéns a você”, de maneira sensualíssima com o vestido altamente decotado e sem sutiã, para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no luxuoso ambiente do Madison Square Garden de Nova York no dia 29 de maio de 1962. Há quem diga que, depois que Deus fez esta mulher, jogou a fôrma fora. O evento reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes. O fato é que, quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada – supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte

É interessante como às vezes a gente quer que nossos astros e estrelas sejam pessoas perfeitas, que os vemos como deuses ou deusas, como especiais, que os enxergamos com olhos outros, mas apesar da fama e da riqueza, na verdade, não passam de pessoas normais e com todos os defeitos e virtudes que nós, do lado de cá da tela. Como é o caso específico da pobre loura Monroe, lutou muito e buscou a vida inteira respeito como atriz e a todo custo ter um filho. Alguém ligada a ela já descreveu sobre sua morte dizendo mais ou menos assim: “Morreu solitária, nua, na cama, tentando alcançar o telefone. O mundo não chegou a ouvir o seu pedido de socorro”…

Clique aqui leitor deste blog, para acompanhar durante 46 minutos, passo a passo a misteriosa e emblemática morte de Marilyn Monroe. Um documento inédito da DISCOVERY conseguiu reescrever a história. Vale a pena!!! Muito bom!!! 

SOPHIA LOREN, A MUSA DO CINEMA ITALIANO

Para quem é cinéfilo, quando se fala em Sophia Loren vem logo à mente a figura de Marcello Mastroianni, um ator determinante na carreira artística da Deusa de Nápoles (A parceria entre os dois foi a mais prolífica da carreira de ambos). Outra pessoa crucial na vida da segunda mulher mais bonita que já existiu no planeta terra (a primeira é a brasileira Marcela Temer), sem sombra de dúvida foi o produtor Carlo Ponti, seu futuro marido que era mais velho que ela 22 anos. Casamento este que durou, precisamente, exatos 50 anos, haja vista que se prolongou até à morte de Ponti em 2007, aos 94 anos.

O primeiro filme estrelado pela italiana em língua inglesa foi “Orgulho e Paixão”, quando tinha apenas 23 anos de idade e partilhando a tela com um ator que tinha um par de olhos irresistíveis(Oi de Gato), que era nada mais nada menos que Frank Sinatra que se apaixonou perdidamente por ela, fato confirmado agora com o lançamento de um livro de memórias com 300 páginas, “Ontem, Hoje e Amanhã – Minha Vida”. Sophia Loren manteve também um ligeiro romance com o ator americano Cary Grant, mas segundo as más línguas ele não era do ramo. Ela nasceu como Sofia Villani Scicolone, em Roma. Filha bastarda, os primeiros anos foram de pobreza pelas ruas em Pozzuoli, Nápoles. Hoje, a segunda mulher mais bonita do mundo está com 83 anos de idade.

Essa gatona prestes a completar 84 anos que no passado tinha belos cabelos castanhos, corpo escultural e memoráveis olhos verdes, continua em plena forma. Os atributos físicos da atriz Sophia Loren já seriam suficientes para torná-la uma das mulheres mais famosas e desejadas do mundo. Interpretações memoráveis, porém, fizeram dela não apenas uma mulher cobiçada, mas também uma das atrizes mais importantes da história do cinema. Sua boniteza e ousadia eram tamanhas que, na década de 50, em filmes faroestes ela já usava “Calças Compridas Jeans”, o que era uma afoiteza e bastante atrevimento para os padrões comportamentais da mulher daquela época. Diz-se isso em razão de, apesar dos tempos bicudos e restritos às mulheres, Sophia, já era considerada um símbolo sexual em uma época sem PHOTOSHOP e em que os corpos femininos poucos se desnudavam…

Um fato negativo na vida dessa mulher que é uma divindade cinematográfica, surgiu em 1982, quando ela curtiu por um período de duas semanas um cubículo de tamanho 6 X 6m., dormindo numa beliche de cimento por ter sido trancafiada na cadeia em razão de ter praticado crime de evasão fiscal, por isto foi condenada e presa no xilindró. Justamente na década de 1980, Sophia diminuiu o ritmo no trabalho para cuidar dos filhos e também para investir em outras áreas, sendo a primeira atriz a lançar sua própria fragrância de perfume e uma linha de maquiagem. Outra curiosidade na vida da atriz que abocanhou dois Oscars, já em setembro de 2014, no aniversário de seus 80 anos, ela ganhou uma tremenda festa do magnata mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo. Para celebrar tal vida e obra, o magnata Slim fez um baita jantar de gala com direito a presenças internacionais ilustres e uma exposição itinerante trouxe objetos curiosos como os dois Oscars de Sophia, alguns vestidos, figurino de filmes, joias da atriz, roteiros de filmes e um amplo acervo de fotografias.

A passagem do tempo não causa ansiedade na atriz, uma das estrelas mais elegantes do cinema mundial, pois ela ainda é a imagem da beleza e sensualidade que, em 2015, aos 81 anos, lançou um batom com seu próprio nome. Na campanha publicitária, veste um elegante vestido de renda preto, com um grande decote, e mostra um sorriso da cor cintilante, de um tom vermelho cereja que ela mesma escolheu para combinar com a pigmentação de seus lábios. Em suas memórias Ontem, Hoje e Amanhã – A Minha Vida , a primeira intérprete a ganhar um Oscar por um papel em um filme estrangeiro — Duas Mulheres(1961) — afirma que “Envelhecer pode ser agradável, e até divertido, se você souber como usar o tempo, se está satisfeito com o que conseguiu e se continua sonhando”. Um sonho alimentado tanto por seu trabalho quanto por sua família, estrela do “conto de fadas” que sempre quis viver.

Sophia Loren ganhou fama internacional em 1962, quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz pelo filme DUAS MULHERES, que também lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Ela detém o recorde por ter recebido seis prêmios de Melhor Atriz, o maior número já recebido, pelos filmes: Duas Mulheres (1960); Ontem, Hoje e Amanhã; Matrimônio à Italiana (pelo qual ela foi nomeada para um segundo Oscar). Sua carreira atingiu o auge em 1964, quando recebeu 1 milhão de dólares para estrelar o filme A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO. Além do Oscar, ela ganhou um Grammy, cinco Globos de Ouro especiais, o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, e o Oscar Honorário em 1991. Em 1995, ela recebeu o Prêmio Cecil De Mille pelas realizações ao longo da vida. Em 1999, Sophia Loren foi reconhecida como uma das 25 maiores lendas do cinema norte-americano do sexo feminino.

Trabalhou com Anthony Quinn em “Jogadora Infernal” e com John Wayne em “A Lenda dos Desaparecidos”, uma aventura Africana, em que John Wayne continua representando um Cowboy durão. Sophia, ao seu lado, é um belo enfeite que o diretor do filme explora habilmente, mas Sophia tem uma bela cena de briga, onde ela bota abaixo John Wayne. Estrelou também em 1958 o filme Desejo e em 1960, O Pistoleiro e a Bela Aventureira. No começo da carreira fez bico em vários filmes de Cawboys, como sempre, de calças compridas jeans, chapelão e cavalgando em belos garanhões.

Finalmente, o nosso espaço é minúsculo para descrever Sophia Loren, dona de uma beleza sem igual(que Marcela Temer não leia o blog de Berto Filho) – uma das atrizes mais festejadas de todos os tempos, uma das poucas atrizes que interpretam todo tipo de personagem, e sempre num registro diferente, é com certeza a mais famosa atriz estrangeira de todos os tempos. Um rosto inconfundível, de uma assimetria estranhamente bela. Sem retoques, natural como Sophia sempre fez questão de ser. Exuberante, ardente, romântica, batalhadora incansável e empresária de sucesso. Por ser italiana ela é um símbolo de mulher latina. Na verdade, Sophia Loren foi, é e será eternamente uma linda mulher. Digo melhor, UNA BELLA DONNA!!!

A DIVINA E MARAVILHOSA CLAUDIA CARDINALE

A tunisiana Claudia Cardinale, com nacionalidade italiana, que está com 80 anos de idade, é considerada uma das mulheres mais belas do mundo, já apareceu na capa de mais de 900 revistas, espalhadas em 25 países. Poliglota, Claudia Cardinale fala fluentemente italiano, francês, inglês, espanhol e árabe. Dona de beleza lendária, Cardinale tornou-se numa das mulheres mais desejadas do mundo na década de 1960. No ano de 2012, Cardinale esteve no Brasil e numa conversa informal com o cineasta Rubens Ewald Filho, atriz italiana, musa do cinema mundial, recordou seus filmes e ao comentar por que nunca topou tirar a roupa em cena foi lacônica: “Não queria vender meu corpo”, afirma Claudia Cardinale sobre o “NÃO” a nudez. Além de ter trabalhado com o diretor Sergio Leone em “Era Uma Vez no Oeste”, ao contracenar com Charles Bronson, seu grande mestre foi Federico Fellini, com quem Cardinale trabalhou no filme “8 e meio” (1963-vencedor de dois Oscars), contracenando com Marcello Mastroianni.

No Brasil, há 51 anos, Cardinale filmou a chanchada “Uma Rosa para Todos” (1967), rodada no Rio de Janeiro com estrangeiros se fazendo passar por cariocas, ela interpretava uma brasileira sambista, que tinha vários namorados no mesmo dia. O filme Una Rosa per Tutti(Uma Rosa para Todos) tem as participações especiais dos atores brasileiros, José Lewgoy e Grande Otelo e ainda uma canja musical do mestre João Gilberto. Em que pese, mesmo na praia, ela não mostrar sua nudez, mas apresenta seu corpo sem photoshop em toda sua plenitude com uma performance exuberante. Em termos de boniteza e corpo, ela está acima da média e sem comparação com qualquer outra. Cardinale, além de linda é uma mulher dotada de diversos apetrechos físicos que é da baba descer, e que, lamentavelmente, em plena praia de Copacabana, esconde tudo àquilo e deixa a ala masculina chupando dedo…

Conforme costuma afirmar o cinéfilo paulista Darci Fonseca, os produtores de Hollywood gostavam de reunir dois grandes astros em um western. Era quase certeza de lucro enorme ter no mesmo faroeste Gary Cooper-Burt Lancaster / – Kirk Douglas-John Wayne / – John Wayne-James Stewart / – Lee Van Cleef- Clint Eastwood. Pois bem, os europeus, que também gostavam de fazer seus faroestes macarrônicos, tentaram essa fórmula reunindo dois grandes nomes de bilheteria, só que ao invés de dois astros reuniram duas grandes estrelas em westerns-spaghettini com a estonteante Brigitte Bardot em dupla com a maravilhosa Claudia Cardinale. O faroeste foi As Petroleiras(1971). Imaginem Cláudia Cardinale brigando com BB para ver qual delas seduz mais a plateia masculina… Lembramos desses faroestes para mostrar aos radicais que torcem o nariz para os westerns-spaghetti, que alguns deles valem (e muito) à pena serem assistidos. No caso de BB e CC, menos pelos filmes em si e mais por essas divas que bem poderiam ter feito muitos westerns mais para alegria dos westernmaníacos cansados de olhar para a carranca de John Wayne.

Claudia Cardinale, nascida Claude Josephine Rose Cardin, já esteve no Brasil um sem número de vezes, inclusive para filmagens. No início da década de 1980, foi para a Amazônia filmar “FITZCARRALDO”, do alemão Werner Herzog. Os cabelos longos e negros, os seios fartos, o olhar sexy e o sorriso de menina não nublaram o talento de Claudia, a ponto de a atriz francesa Brigitte Bardot, musa do cinema nas décadas de 1950 e 1960, afirmar: “Eu já sei quem está destinada a tomar o meu lugar. Só pode ser uma e somente uma. Afinal, depois do BB vem o CC, não?” Com um detalhe: nunca tirou a roupa, na tela ou fora dela. A oitentona, Cardinale continua Fã de Fórmula 1 e futebol, afinal é italiana.

No cinema, a moda dos seios grandes é mais antiga do que se imagina. Na Guerra dos Seios no Cinema Italiano, de Gina Lollobrigida à Sophia Loren, passando por Claudia Cardinale, o FRENESI mamário talvez seja o símbolo maior da derrota do cérebro feminino frente aos fetiches do patriarcado que ainda as domina. O cineasta brasileiro Glauber Rocha ressaltou com alguma ironia: “O Neo-Realismo lançou super mulheres como Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Monica Vitti, Claudia Cardinale, e outras que fizeram da Itália o melhor mercado turístico”. No auge da feminilidade, no campo específico dos atributos femininos, os fãs italianos se contentavam com uma Cardinale idealizada, mulher doce, de cabelos marrons e beleza de pele escura. Já os estrangeiros eram mais diretos, queriam ver seu corpo nu…

Como afirmam os expert da moda e da beleza ou quando se falam em atrizes e estrelas cinematográficas, o rosto continuará sendo o ponto central de nossos olhares. Entretanto, para o bem e para o mal, outras partes do corpo estão sendo valorizadas. A preferência das décadas de 50 e 60, tendência que parece estar voltando, eram os seios. Por outro lado, essa parte do corpo já possuía uma longa tradição de importância nas sociedades europeias. No cinema italiano ou na sociedade em geral, no que se refere aos seios avantajados como era o caso da baixinha Gina Lollobrígida parece estar voltando à moda sob o patrocínio da cirurgia plástica. De resto atentem para o vídeo logo abaixo.

A ESTONTEANTE BRIGITTE BARDOT (*)

Símbolo sexual nos anos 50 e 60, a atriz francesa Brigitte Bardot, que completará 84 anos, costuma afirmar categoricamente que deixou o cinema porque estava “Farta dessa vida superficial, vazia” e porque decidiu dedicar sua vida aos animais que, ao contrário dos homens, “Não pedem nada e o dão tudo”. Desde os anos 70, BB tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública. Sua primeira aparição nas telas foi em 1952, no filme “Le Trou normand”. Depois de alguns filmes sem muita repercussão, em 1956, estrelou o sucesso “E Deus Criou a Mulher”, que a consagrou internacionalmente.

Ao completar 18 anos, ela se casou com o diretor de cinema Roger Vadim (que também foi marido de Jane Fonda e Catherine Deneuve). A união durou apenas cinco anos. Vadim foi responsável por lançá-la em “E Deus Criou a Mulher” (1956) e ainda a dirigiu em “Quer Dançar Comigo?” e “Amores Célebres”. Com o sucesso de seus filmes franceses, Brigitte participou de uma produção americana em 1954, “Um Ato de Amor”, com Kirk Douglas, tornando-se popular nos Estados Unidos.

A sensualidade de BB era tamanha que, até falando a mulher transmitia libertinagem, volúpia, satisfação. BB era um tipo de fêmea que, no auge de sua carreira, na tela, semeava voluptuosidade. Não é à toa que, a “MACHARIA”, no escurinho do cinema se deleitava na base da masturbação enrustida… Sua sensualidade vinha do corpo perfeito, da boca carnuda, do olhar expressivo e de um comportamento livre, incomum para as mulheres da época. BB chegou a ser considerada a versão francesa de Marilyn Monroe.

Surpreendentemente, em 1973, aos 39 anos, BB se retirou da vida artística. Pouco antes de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia prazer em ser atriz. Por três vezes, tentou o suicídio. Passando a desprezar sua aparência, dedicou-se a defender a natureza e os animais. Sua luta era pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele.

A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot, nasceu Brigitte Anne-Marie Bardot em 28 de setembro de 1934, em Paris. Em 21 anos de carreira atuou em 48 filmes e interpretou mais de 80 canções. Oriunda de uma família burguesa, Brigitte desde muito cedo recebeu aparato artístico, ao lado de sua irmã Marie-Jeanne. Em 1968, Brigitte estava no auge da fama, e Charlles de Gaulle declarou que, na época, ela era um símbolo do povo francês e decidiu homenageá-la com a criação de um busto, Marianne (figura alegórica da República Francesa). No discurso ele ressaltou algumas virtudes de Brigitte, como simplicidade, bom humor e franqueza. Cinco anos depois, ela decidiu se afastar da vida artística para se dedicar a Fundação Brigitte Bardot, que luta em prol dos direitos dos animais. Causa que ela abraça até hoje.

Na modalidade faroeste o filme mais conhecido é As Petroleiras, um filme francês de 1971 dos gêneros faroeste e comédia, estrelado por BB & CC. Segundo os críticos da época, um dos grandes apelos do longa era o fato de trazer pela primeira vez juntas nas telas as duas musas do cinema europeu, que eram tidas como rivais na vida real: a publicidade do filme dizia que era “BB contra CC” (embora Bardot e Cardinale tenham se tornado amigas durante as filmagens). O filme se passa no Velho Oeste, duas irmãs fora da lei (Brigitte Bardot e Claudia Cardinale) herdam uma fazenda e tentam estabelecer e fortalecer relações com a família vizinha composta de vários irmãos. Muita fama das duas para pouco filme e cenas fracas. O que se aproveita é a lindeza e sensualidade das duas.

Mudando de um pólo a outro vejam essa: o sonho do homem que se dizia mais popular do que Jesus Cristo era conhecê-la. Em janeiro de 1964, quando fazia turnê em Paris com a maior banda de rock de todos os tempos, ele pediu que fosse agendado um encontro entre os dois. Ela, no entanto, passava férias numa pequena vila de pescadores, muito distante dali. Assim, há mais de 50 anos, Búzios provocou o desencontro entre Brigitte Bardot e Jonh Lennon e ficou conhecida como o paraíso secreto de BB. Revendo os jornais da época, constata-se que naqueles anos, Brigitte Bardot revelava Búzios para o mundo. Apesar de ter provocado a frustração de um BEATLE, a passagem da grande estrela do cinema internacional daquele período por Búzios mudou completamente a vida no balneário. Subitamente, a pacata e desconhecida vila de pescadores, que era o terceiro distrito de Cabo Frio-RJ, passou a ilustrar as capas de jornais e revistas de todo o mundo.

A fama mundial desse balneário brasileiro é graças à estonteante francesa BB. Aquele paraíso deslumbrante ficou conhecido como “A Búzios de Bardot”. Pouca gente sabe, mas a atriz esteve em Búzios por duas temporadas: a primeira, entre 13 janeiro e 28 de abril; e a segunda de 18 de dezembro de 64 a 8 de janeiro de 1965. Segundo nos conta o jornalista, na época, de o Globo, Márcio Menasce, – Búzios era um lugar de natureza selvagem, não tinha água encanada, não tinha restaurantes nem pousadas para abrigar o grande número de profissionais da imprensa e curiosos que foram atraídos pela loura. Realmente, BB foi uma ilustre visitante que marcou, definitivamente, a história de Búzios.

Nunca mais à loira retornou a Búzios, mas há um pedacinho da cidade em que ela se perpetuou: a Orla Bardot, que além de levar o seu nome, abriga sua estátua. Pois não é que sua escultura virou um ícone, que atrai todo o tipo de gente disposta a eternizar sua imagem ao lado da atriz. Para a autora da obra, a escultora Christina Motta, muito mais que a representação de uma estrela de cinema, aquela é a Brigitte de Búzios. A inspiração veio a partir daquela maneira que ela vivia em Búzios, com o cabelo solto, despenteado e o rosto sem maquiagem. Só acrescentei a mala (sobre a qual ela está sentada) para dar a ideia de que ela era uma visitante. Esta é a história desse verdadeiro caso de amor entre a “princesa” e o “plebeu”. Nós brasileiros, só temos que agradecer a estonteante loira francesa.

BRIGITTE BARDOT: NASCIMENTO, VIDA E MORTE EM FOTOS DE REVISTA

(*) Republicação

LIZ – A MEGERA INDOMADA: “QUE ME DESCULPEM AS FEIAS, MAS BELEZA É FUNDAMENTAL”…

O potiguar Antonio Nahud, da terra da escritora e ótima colunista do JBF, Violante Pimentel, talvez seja o cinéfilo brasileiro que melhor faz ou escreve biografias das duplas ou casais românticas de Hollywood e, dentre elas consta do seu belíssimo acervo cinematográfico um casal antológico e um dos mais lendários do Século XX: trata-se de Richard Burton & Elizabeth Taylor. Pois bem!!! Temperamental, carismática e rebelde, ela casou-se oito vezes, duas delas com o mesmo Burton. Liz não deixava suas paixões passarem em branco, começava tudo de novo como se fosse a primeira vez: com festa, convidados, flores, cerimônia e lua de mel. Suas relações eram apaixonadas, intensas, quase sempre atribuladas. Foi com o ator inglês Richard Burton que protagonizou os maiores altos e baixos de sua vida amorosa.

Eles se casaram em março de 1964. Levaram uma vida de luxúria, regada a álcool e abrilhantada por muitas joias, presentes de Richard para Liz, entre elas o famoso diamante Krupp (anel), de 33 quilates, e o diamante Taylor-Burton (pingente), com 69 quilates. A primeira união durou quase 10 anos, marcada por acontecimentos positivos e negativos de igual intensidade. Do lado bom havia muito amor, paixão e admiração. Do lado mau estavam discussões, ciúmes, tapas, ofensas, descontrole de drogas e excesso de bebida. Mas não há dúvida de que Richard Burton foi o homem da vida de Elizabeth Taylor, e vice-versa.

Liz e Burton, viviam num clima de amor e ódio. Parodiando o grande intérprete Emílio Santiago (quemorreu em 2013 depois de sofrer um AVC, aos 66 anos), o apartamento deles era um pedaço de Saigon… Pois não é à toa que, certo dia, Liz ficou uma arara em razão de, a famosa revista Time ter publicado uma foto do Burton dançando com a nossa Florinda Bolkan insinuando que Burton estava traindo Liz com a nova estrela brasileira que fazia ponta num filme do Visconti, “The Damned”. Na verdade era golpe de publicidade da Condessa italiana, a sapatão Marina Cicogna Volpi, produtora do Visconti e amante da cearense Florinda Bolkan que era lésbica assumida.

Liz com aqueles olhos Inigualáveis e linda da adolescência à velhice, certa vez disse em entrevista à revista “Vanity Fair” que Richard foi magnífico em tudo o que fez. Ele era o pai mais carinhoso, divertido e gentil. Todos meus filhos o adoravam. Richard Burton também declarou seu amor pela atriz inúmeras vezes. Chegou a dizer que seus famosos olhos cor de violeta eram “tão sexy que equivaliam a pornografia”. Isso é o que podemos chamar de Paixão alucinante de dois seres fascinantes. Mas… Porém, contudo, todavia, por incompatibilidade de gênio separaram-se em 1973, depois de muitas reconciliações e brigas, provocadas principalmente pelo alcoolismo dele. O divórcio veio em 1974 e ocupou as manchetes dos jornais com o título “O DIVÓRCIO DO SÉCULO”.

No ano seguinte, casaram-se novamente. A segunda união durou menos de um ano. Liz e Burton continuaram amigos, se falavam longamente pelo telefone, e trocaram cartas de amor até a morte dele, em 1984. Dias antes de morrer na Suíça, vítima de uma hemorragia cerebral, ele escreveu a última carta, que ela recebeu na Califórnia quando voltou para casa, após comparecer ao funeral do ex-marido. Dizia: “Nós nunca nos separamos realmente, e nunca iremos”.

Juntos, Liz e Richard no cinema, fizeram vários filmes, entre eles: Cleópatra(1963); – Gente Muito Importante(1963); – Adeus às Ilusões(1965); – Quem Tem Medo de Virginia Woolf?- 1966 – (filme que eu recomendo); – Doutor Faustus(1967), um filme de Franco Zeffirelli; – Os Farsantes(1967); – O Homem que Veio de Longe(1968), e A Megera Domada. Depois de um Oscar bastante questionado em 1960, por “Disque Butterfield 8”, o segundo, e merecido Oscar de Elizabeth Taylor veio com “Quem Tem Medo de Virginia Woolf” (1966), seu filme favorito dentre todos os que fez, e em que contracena com Burton. O ator nunca ganhou a estatueta da Academia, embora tenha sete indicações, inclusive no filme que sua esposa ganhou o segundo Oscar.

Sua primeira indicação ao Oscar, por A Árvore da Vida (1957), é também o início de outras três indicações consecutivas, algo que também foi comum apenas para Jennifer Jones (1943-46), Thelma Ritter (1950-53), Marlon Brando (1951-54) e Al Pacino (1972-75), e a nossa querida e recordista MERYL STREEP(68 anos), que já foi indicada 21 vezes para receber o Oscar e 29 para o Globo de Ouro, tendo abocando 3 estatuetas e 9 prêmios Globo de Ouro. Como mulher, Liz tinha sido a primeira atriz a receber US$ 1 milhão por um papel em um filme, no caso o título foi Cleópatra (1963). No ano de 1963, quando um alto executivo americano recebia US$ 650 mil e o presidente Kennedy tinha um salário de US$ 150 mil, ela ganhou cerca de US$ 2.4 milhões.

Durante toda sua vida passou por várias clínicas de reabilitação, pois era uma viciada em drogas, cigarros e bebidas até receber um diagnóstico errado de câncer; em 1997 foi internada no hospital após uma convulsão cerebral; neste mesmo ano foi submetida a uma cirurgia para retirada de um tumor benigno do cérebro; fez tratamento de radioterapia para cuidar de um tipo de câncer de pele em 2002; Em maio de 2006 foi no programa “Larry King Live” para negar que estava com Mal de Alzheimer e perto da morte. Internada com falência cardíaca e pneumonia em julho de 2008 e chegou a sobreviver com auxílio de máquinas; submetida a uma cirurgia em outubro de 2009, veio a falecer dois anos depois(março de 2011), aos 79 anos, vítima de insuficiência cardíaca por não resistir a uma outra cirurgia no coração; Famosa por seus inúmeros casamentos, a inglesa Liz Taylor teve três filhos e nove netos. Sua grande Paixão, Richard Burton foi um ator britânico nascido no País de Gales e morreu em 1984 com apenas 59 anos de idade.

Quando o cinema tinha rosto, Liz apareceu na capa da famosa revista People cerca de 14 vezes, perdendo apenas para a Princesa Diana no ano de 1996. Conhecida mundialmente por ter uma coleção de joias famosas e caríssimas de diamantes e pérolas era apaixonada por perfumes top de linha que ficaram conhecidos como seus: Passion (1987), White Diamonds (1991), Diamonds and Rubies, Diamonds and Emeralds, Diamonds and Sapphires and Black Pearls (1995). Entre as famosas joias de sua coleção, o famoso anel de casamento comprado por Richard Burton foi leiloado para arrecadar fundos para as vítimas da AIDS.

Elizabeth Taylor foi uma mulher marcada pelo seu belo rosto e corpo escultural que viveu regida por suas paixões e viu a vida em tons de violeta – a cor rara de seus belíssimos olhos. Casamentos, divórcios, amores, filmes, joias, Oscars, calçada da fama, excessos, assim foi a trajetória de uma atriz que viveu quando o cinema tinha rosto…

Os dois vídeos abaixo são constatações puras e cristalinas da famosa frase: QUEM TE VIU QUE TE VÊ… No primeiro, Liz aparece em várias vinhetas simplesmente esplendorosa; no segundo, dois anos antes de morrer, Em 2009, doente e frágil, Elizabeth Taylor fez uma aparição pública surpresa em um evento para arrecadar fundos na luta contra o HIV/AIDS. Sua atitude representou sua própria beleza por dentro e por fora. Taylor foi relevante, pragmática e cheia de compaixão. Mesmo assim, há de se perceber que o tempo é implacável, não perdoa!!! E assim caminha a humanidade, fazer o quê?!?!?! É a vida, assim como ela é…