O PERFECCIONISTA HENRY FONDA

Há 72 anos, o ator Henry Fonda (pai de Jane Fonda) foi protagonista do filme “PAIXÃO DOS FORTES”, película cinematográfica em preto e branco realizado pelo grande cineasta e diretor norte-americano John Ford, corria o ano de 1946 e o ótimo ator Fonda estava na flor da idade com 41 anos de vida. Na direção, embora não atinja os níveis alcançados em “No Tempo das Diligências”, “Como Era Verde o Meu Vale”, “Depois do Vendaval” e “Vinhas da Ira”, dentre outros, o diretor John Ford nos brinda com um belo trabalho. A fotografia em preto e branco é outro quesito que merece ser destacado. No elenco, chamam atenção as atuações de Henry Fonda e Walter Brennan, seguidas pelo bom ator Victor Mature, que no filme é o médico Holliday e o cawboy pistoleiro da cidade por nome estranho de Cemitério. Enfim, “Paixão dos Fortes” é um filme imperdível para os amantes do gênero faroeste. Recomendo-o.

O cenário desértico do filme é esplendoroso, haja vista as cidades cinematográficas são compostas, geralmente, de apenas uma avenida principal onde se destacam o SALOON e, no caso de Paixão dos Fortes tem um requisito ou ingrediente a mais: O lugarejo fora construído ao lado do Munument Valley, que apresenta uma visão panorâmica deslumbrante. Deixamos de apresentar a sinopse do filme, no entanto John Ford(que tantas vezes dirigiu John Wayne), com sutileza e com sequências de seu enternecedor lirismo, como nos brinda o cinéfilo e pesquisador Darci Fonseca, o diretor de “Paixão dos Fortes” envolve o espectador fazendo-o acompanhar os passos de um homem com os ideais de Lincoln e a nobreza de Tom Joad, personagens interpretados pelo mesmo Henry Fonda em filmes de Ford (“A Mocidade de Lincoln” e “Vinhas da Ira”).

A chegada dos novos hábitos indicando o processo de civilização do Velho Oeste foi o que Ford imprimiu a este western com pouca ação, mas denso em sentimentos e conflitos entre os personagens. O salão de barbeiro com suas loções recendendo ao cheiro de frondosas flores trepadeiras; a troca das roupas de vaqueiro pelos ternos com estilo importado do Leste; o médico-pistoleiro-jogador que recita Shakespeare quando o ator esquece o texto; a própria presença da companhia que apresentará uma peça clássica numa cidade onde gente de bem se mistura a assassinos e ladrões de gado. A simplicidade, idealismo e poesia das imagens de “Paixão dos Fortes” fazem desse western um sublime exemplo da “Americana” do excelente diretor, John Ford.

Não importa a geração à qual o adepto de filmes de faroestes pertença, pois pode ter conhecido Henry Fonda de formas diferentes. Para alguns, mais jovens, ele pode ser lembrado como o avô da sumida Bridget Fonda. Para outros, o pai dos premiados Jane e Peter Fonda. Mas muito mais do que o patriarca de uma prole de dedicados talentos, Henry Fonda foi um astro. Um dos mais respeitados em Hollywood, figura que trabalhou com os maiores diretores do cinema – Fritz Lang, John Ford, Alfred Hitchcock, Sidney Lumet e o excelente Sergio Leone, no filme Era Uma Vez no Oeste – e contracenou com tantos outros gigantescos nomes da sua época – James Stewart, John Wayne, Bette Davis, Woody Strode, Claudia Cardinale, Charles Bronson, entre tantos outros.

O crítico de cinema Rodrigo Oliveira, grande estudioso da vida artísticas da família FONDA, nos confidencia que, ele tinha um grande laço de amizade tanto com o ator James Stewart quanto com o diretor John Ford. Os bem sucedidos trabalhos ao lado do diretor continuaram em O Fugitivo (1947) e Forte Apache (1948), este último com uma bela dobradinha com o cowboy John Wayne, e a parceria teria tudo para continuar não fosse um terrível desentendimento durante as filmagens de Mister Roberts (1955). Em certo momento, houve uma conversa acalorada entre ator e diretor (que estava sob influência do álcool no momento) acabou em um soco desferido por Ford no astro. Pedidos de desculpas foram feitos, mas a relação azedou. O cineasta nem chegou a terminar o filme, por causa dos seus problemas com a bebida, e Fonda prometeu nunca mais trabalhar com seu antigo diretor do filme Paixão dos fortes.

Filmes imprescindíveis de henry fonda: As Vinhas da Ira (1940), sua primeira indicação ao Oscar; – Filme esquecível: Tentáculos (1977), co-produção Itália/EUA, primeiro filme-catástrofe de Henry Fonda; – Maior sucesso de bilheteria: Num Lago Dourado (1981), arrecadando US$ 120 milhões em uma produção de orçamento modesto; – PRIMEIRO FILME: Amor Singelo (1934), já vivendo o protagonista da história; – ÚLTIMO FILME: Nos cinemas, Num Lago Dourado (1981); – OSCAR: Indicado em As Vinhas da Ira (1940) e vencedor em Num Lago Dourado (1981). Por incrível que pareça, o excelente ator Henry Fonda É até hoje o recordista de maior intervalo entre indicações na Academia: 41 anos. Em 12 de agosto de 1982, poucos meses depois de ter vencido o Oscar, Henry Fonda faleceu, aos 77 anos, vítima de doença no coração.

Henry Fonda desempenhou muitos papéis diferentes. Interpretou bons rapazes, bandidos, soldados, cowboys, presidentes e assim por diante. Era tão real em qualquer papel que nunca se sentia que ele estava agindo. Seu rosto e olhos eram altamente expressivos. Ele era o magnífico homem dos olhos frios. Também foi o ator mais velho a ganhar um Oscar, tendo 76 anos ao receber o prêmio por “NUM LAGO DOURADO”. Henry Fonda nem precisou do Oscar honorário. Eu acho que ele é o único ator de Hollywood que já ganhou um Oscar honorário e mais tarde ganhou um Oscar competitivo. O interessante é que ele ganhou por seu papel final no cinema. A Academia estava atrasada para reconhecê-lo, mas pelo menos ele estava vivo quando recebeu o Oscar.

TRIBUTO AO DEMOCRATA GREGORY PECK

Na Sétima Arte, Gregory Peck ficou conhecido como o galã das causas sociais. Embora tivesse um talento limitado e não muito vibrante (sem aptidão de um James Stewart, a efígie da virtude de um Henry Fonda ou a energia de Kirk Douglas), porém, Gregory Peck irradiava integridade, consideração, honestidade, e solicitude, conseguindo atrair plateias, especialmente o público feminino. O galã das épocas douradas do cinema dos meados do Século XX, entre suas principais ladys, Peck contracenou com Ingrid Bergman, Jennifer Jones, Carroll Baker, Susan Hayward , Ava Gardner, Lauren Baccal e Sophia Loren. Na década de 1950, época bem recheada de westerns, caiu em seu colo a interpretação de um papel do filme DA TERRA NASCEM OS HOMENS(1958) – Um dos Melhores Westerns de Todos os Tempos, Obra Prima do afamado diretor William Wyler. Recomendo-o.

Pois bem!!! Na década de 1950, época bem recheada de westerns, sem sombra de dúvidas o filme Da Terra Nascem os Homens Foi o primeiro Western a ser, de fato, uma superprodução, já que, em 1958, a televisão invadia os lares estadunidenses, lançando muitas séries de faroestes, como As Aventuras de Rin Tin Tin, Zorro & Tonto, entre outros – e no entanto, seria imperioso um investimento alto para não perder a concorrência com a telinha de TV. Para isto, nada como reunir um cineasta premiado e de renome internacional, como o diretor boca de caieira William Wyler e atores consagrados como Gregory Peck e Charlton Heston num mesmo rolo de fita ou película de bang bang. Na época, estas duas feras possuíam idades de 42 e 35 anos e ambos morreram já no Século XXI, em 2003 e 2008, com 87 e 85 anos, respectivamente.

De acordo com o cinéfilo Paulo Telles, Gregory Peck sempre teve afinidade com a política, não era à toa que carregava a marca de galã das causas sociais. Durante sua plena mocidade, o seu país viveu sua grande crise econômica, com a miséria rondando milhares de famílias. Era a época da Depressão dos anos de 1929. O Fascismo e o Nazismo invadindo a Europa; uma tremenda guerra civil na Espanha. E o jovem Peck não poderia ficar alheio a todos estes acontecimentos. Ele mesmo confidenciou que, como estudante, sofria influências de ideias políticas. Peck lia muito jornais de tendência comunista. Foi também um adepto fervoroso do governo Roosevelt, tão combatido pela Imprensa e pelos banqueiros de sua terra. Entretanto, isso não o tornou um MILITANTE DA PUTADA “INCARNADA”. Com o passar dos anos, com a América recobrando o ânimo da gestão de Roosevelt, ele não se contaminou com a praga do COMUNISMO e correu dele como o cão foge da cruz. O comunismo perdeu Gregory Peck, mas a Broadway iria, em breve, conhecer sua arte.

O ator principal do monumental filme Os Canhões de Navarone – um clássico dos filmes de aventura que bateu recorde de bilheteria no mundo inteiro lhe rendeu muito sucesso na década de 1960, mas o seu filão de ouro, veio em 1962 com O Sol é Para Todos que concorreu ao Oscar de melhor filme (perdendo para Lawrence da Arábia, o grande favorito do ano de 1962), mas ganhou para melhor ator (Gregory Peck). No filme O Sol é Para Todos quando foi consagrado com o Oscar, ele faz um papel voltado para o humanismo, Gregory Peck aceitou fazer um advogado sulista, porém, íntegro e respeitado na cidade, que atende gratuitamente aos mais pobres. Um clássico supremo, com roteiro, direção de arte, trilha sonora e direção impecáveis; atuação memorável, talvez a melhor, de Gregory Peck. Em que pese não ser faroeste(filme de drama), ele representa um papel arrebatador que eu recomendo com todo louvor para que seja assistido a quem interessar possa. A propósito, o seu primeiro filme de bang bang, Gregory Peck estrelou quando tinha a idade de 3O anos e já disse pra que veio com um papel irretocável no bom filme Duelo ao Sol, realizado em 1946.

Da sua vasta obra, eis os principais filmes de cawboys estrelado pelo galã das causas sociais: Duelo de Sol(1946); – Céu Amarelo(1948); – O Matador(1950); – Resistência Heroica(1951); Em 1958 ele foi estrela do filme DA TERRA NASCEM OS HOMENS(O melhor de todos); – A conquista do Oeste(1962); – A noite da Emboscada(1968); – O Ouro de Mackena(1969); – O Parceiro do Diabo(1971); Matando sem Compaixão(1974).

Em que pese nunca ter havido um trabalho em conjunto dos monstros sagrados da Sétima Arte, apesar da diferença de idade era de razoáveis 14 anos, o REPUBLICANO Clint Eastwood e o DEMOCRATA Gregory Peck, Na verdade, Clint, hoje com 88 anos tinha como ídolo o ator Gregory Peck (1916-2003), do qual considera sua melhor atuação em O Matador. As performances vindas de Clint para compor seus durões, segundo ele, se inspiravam em Gregory Peck nesta película O Matador datado de 1950. Finalmente, como curiosidade, o Partido DEMOCRATA chegou a cogitar o nome de Gregory Peck para Governador da Califórnia na década de 1970, para enfrentar o também ator mixuruca Ronald Reagan, então do Partido REPUBLICANO. Entretanto, Peck não deu bola e recusou “tão amado convite”. Daí, por todo este humanitarismo que lhe era peculiar, Hollywood o convidou a presidir a Presidência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, onde foi o gestor entre 1967 a 1970.

STEVE MCQUEEN, O HOMEM DA ESCOPETA

Steve Mcqueen protagonizou um papel de um ex-soldado do Exército Confederado, personagem conhecido como Josh Randall que se transformou em um ser temido, determinado e solitário caçador de recompensas. Esse personagem comum no Velho Oeste não era tolerado em muitas cidades e era visto com antipatia pela Justiça. Randall, ao invés do tradicional Colt 45, usava uma arma bastante estranha que era um rifle Winchester com dois canos, ambos cortados, e que disparavam cartuchos de diferentes calibres (.30 e .40). Medindo aproximadamente 50 cm, esse tipo de escopeta é também chamado de PATADA DE MULA. Uma arma assim especial tinha também uma cartucheira especial que Josh Randall tanto carregava na cintura ou no ombro. E o caçador de recompensas manuseava a arma com incrível habilidade e pontaria certeira.

O cineasta, cinéfilo e pesquisador Darci Fonseca estudioso da biografia de Steve Mcqueen costuma afirmar que ele tinha a indiferença e frieza de Humphrey Bogart somadas porém à rebeldia de James Dean, isto nos conturbados anos 60 em que os jovens procuravam no cinema o que haviam encontrado na música com Bob Dylan e com os Beatles. Steve McQueen parecia ser essa resposta e seu amor pela velocidade completou uma das imagem mais perfeitas de uma época. Milhões de jovens no mundo inteiro tinham na parede o famoso poster de McQueen pilotando uma motocicleta alemã, foto extraída do filme Fugindo do Inferno. Mesmo fazendo poucos westerns Steve é também lembrado como um cowboy, ainda que tenha declarado que não gostava muito de cavalos. Porém quando empunhou seu rifle(escopeta), colocou o surrado chapéu e saiu à caça dos bandidos Steve McQueen deixou uma marca muito forte e pode-se afirmar sem medo de errar que nunca houve um cowboy tão anti-herói como Steve McQueen.

Mais lembrado por seu papel em “PAPILLON” (1973), e uma série de outros filmes de ação. É considerado um dos maiores atores de todos os tempos. Em 1974, Steve McQueen se tornou o astro de cinema mais bem pago do mundo. Ele foi também um piloto ávido de motocicletas e carros de corridas. Passava os finais de semana competindo em corridas de moto. Steve também é lembrado por dispensar o uso de “dublês” em seus filmes, pois ele mesmo realizava as cenas de ação. McQueen continuou a se equilibrar entre o cinema e a TV até que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis de Sete Homens e um Destino(1960), faroeste clássico de John Sturges, com Yul Brynner comandando um elenco repleto de outros jovens candidatos a astros, como Robert Vaughn, James Coburn e Charles Bronson.

Durante quatro anos, de 1958 a 1961, Steve McQueen estrelou a série “Procurado Vivo ou Morto” que era transmitido pela CBS sempre com ótima audiência. Esse programa transformou Steve McQueen numa celebridade interpretando o caçador de recompensas Josh Randall, sempre armado com sua famosa escopeta. Sucesso na televisão é quase uma garantia de melhores filmes em Hollywood e Steve McQueen atuou em “Quando Explodem as Paixões” com Frank Sinatra e fez o papel principal numa produção mediana intitulada “O Grande Roubo de St. Louis”. Em 1960 John Sturges estava compondo o cast para a versão norte-americana de “Os Sete Samurais” e chamou Steve McQueen para ser um dos sete homens desse western intitulado “Sete Homens e Um Destino”. Esse filme fez bastante sucesso nos Estados Unidos, e ainda bateu recordes de público em todos os países em que foi exibido, inclusive no Brasil. Depois de “Sete Homens e um Destino” Steve McQueen passou a ser um nome famoso também no cinema mas ainda não era o grande ídolo que estava destinado a ser.

Steve McQueen mesclou papeis de ação, como no filme de corrida de carros “As 24 Horas de Le Mans”, com papéis como no drama “PAPILLON”, demonstrando que, além de galã, era também bom ator. Depois de “O Inferno na Torre”, uma das melhores fitas de catástrofe realizada em 1974, onde dividiu a tela com ator do porte de Paul Newman. McQueen foi um grande aficionado da adrenalina, especialmente em automobilismo e motociclismo – no transcurso da carreira chegou a considerar seriamente converter-se em piloto de corrida. Foi amigo pessoal do mestre em artes marciais Bruce Lee, Casou-se com sua terceira e última esposa, Bárbara, em janeiro de 1980, dez meses antes de falecer.

O sucesso continuou em diversas películas bem acolhidas pelo público, com PAPILLON e logo após veio O Inferno na Torre. No entanto, McQueen era um solitário por natureza e sua insociabilidade atingiu o ápice entre 1974 e 1978, quando preferia ficar trancado em casa, bebendo cerveja e engordando. Chegou a recusar convites milionários, como atuar em “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola ou trabalhar ao lado de Sophia Loren. Seu único interesse eram os carros e chegou ao ponto de pedir a seu mecânico para ler os roteiros que recebia e mostrar a ele apenas os mais interessantes. Finalmente, voltou ao cinema no fracassado “O Inimigo do Povo” (1978). Sua última atuação foi no “Caçador Implacável” (1980), já debilitado pela doença que o levaria à morte.

Steve McQueen morreu em 07/11/1980 com apenas 50 anos de idade, no “Tucson Medical Center” em Tucson (Arizona – EUA), vítima de uma ataque cardíaco (Infarto), após uma cirurgia para tratamento de “mesotelioma” (câncer na membrana que envolve os pulmões), também chamada de “doença do amianto”. Quando Steve faleceu, possuía sua própria empresa cinematográfica, a SOLAR e era um dos mais populares astros norte-americanos. O Corpo de Steve McQueen foi cremado e suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico, conforme sua vontade.

Assista ao trailer de um bom filme de guerra com esta cena histórica de uma das mais belas tomadas do cinema do meio motociclístico: Steve McQueen no filme FUGINDO DO INFERNO (Sem dúvida um dos maiores filmes da história e que ao lado de o Resgate do Soldado Ryan, seguramente, se tornaram nos melhores filmes sobre a Segunda Guerra Mundial), numa fuga mirabolante dos alemães. Uma grande cena que ficou marcada e reconhecida por grandes astros do cinema como a melhor tomada sobre duas rodas do antigo cinema. McQueen não usava dublês. Lembrando-se de que a cena se passa em 1963.

DEZ ANOS DA MORTE DO FRANK SINATRA BRASILEIRO

Quem és tu? / Para querer manchar meu nome / Quem és tu? / Se fui eu quem matou tua fome / Quem és tu? Não és ninguém, não és nada / Quando eu te conheci / Vivias pelas ruas / Sempre desprezada / Tive pena, de te ver no abandono / Sem amor, sem guarida / Um coração sem dono / Foste dona do meu lar / Limpei o teu nome / Quem és tu? / Para manchar meu nome. Aí é pra arrombar a tabaca de xolinha!!! Quem não tem cão caça com gato. Pois, nós temos, também, o nosso Frank Sinatra, ora bolas!!! Isto é o que podemos chamar de BOLERO 100% nostalgia… Este foi o Waldick que conhecemos que encantou-se em setembro 2008, precisamente há dez anos. O cara tinha em seus melosos boleros aquelas temáticas da vida noturna, bares sombrios, amores perdidos e puteiros que varavam toda uma noite. Esta música só parece com ‘’BUTECO’’. Ela é uma homenagem à Associação Protetora dos Cachaceiros.

A sua trajetória de vida foi traçada aos 25 anos, quando Eurípedes Waldick Soriano foi influenciado pelo cinema de faroeste e resolveu adotar o estilo do personagem Durango Kid –foi assim que acessórios como o chapéu preto passaram a fazer parte de seu visual. Em 1958, como tantos outros nordestinos resolveu ir “tentar a vida” em São Paulo. Queria ser cantor ou artista de cinema. Para sobreviver, enquanto a oportunidade nas rádios não surgia, foi engraxate, servente de pedreiro, garimpeiro e motorista de caminhão.

O primeiro contrato profissional como cantor e compositor foi assinado em 1960, com a gravadora Chantecler, ano em que lançou seu primeiro disco, um 78 rpm com os boleros “QUEM ÉS TU” e “Só Você”. O sucesso absoluto veio na década de 70, quando ele se tornou ícone da música conhecida como BREGA, mas que ele preferia dizer ROMÂNTICA. Suas canções eram tocadas nas rádios populares. Nesse período, sua presença era disputada por programas de televisão como o “Cassino do Chacrinha” e o “Programa Silvio Santos”. O maior sucesso foi a música “EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO”, do disco lançado em 1972.

O nome da música se tornou expressão popular no Brasil. Nos anos 90, Soriano foi homenageado por Falcão, outro cantor da música brega, que regravou “Eu Não Sou Cachorro, Não” em inglês, na versão “I’M NOT DOG NO”. No fim dessa década, o cantor se mudou para Fortaleza, no Ceará e excursionou pelo Nordeste. Dois anos antes de morrer, o cantor foi tema do documentário “Waldick, sempre no meu coração”, dirigido pela atriz Patrícia Pillar, que abordou a carreira e a vida íntima do artista no filme.

Em 2007, foram lançados pela Som Livre os CD e DVD “Waldick Soriano – Ao Vivo”. O cantor se casou três vezes. Sua última mulher foi Walda Soriano, uma galegona ao molho pardo de dois metros de altura. Por natureza, Waldick era um manguaceiro nato e também um mulherengo machista a toda prova. Eurípedes Waldick Soriano deixou uma das frases mais bem cunhadas nos anais da boemia e dos cabarés da vida: “Digo sempre que, cachaça moderada e mulher em exagero não fazem mal a ninguém”.

Waldick morreu sem possuir bens ou dinheiro e não deixou nenhum patrimônio para os seus familiares. Waldemar da Silva Soriano Sobrinho, filho do cantor e compositor, morto em 2008 vítima de câncer na próstata, afirmou que o pai faleceu pobre deixando apenas o imóvel onde a família morava. Segundo Waldemar, o pai –ícone do estilo brega nos anos 1960 e 1970 e responsável pelo sucesso “Eu Não Sou Cachorro Não”– deixou apenas os direitos autorais das músicas e que hoje são alvo de disputa pela família.

Considerado também, pelos seus fãs, como o DURANGO KID brasileiro, Waldick Soriano cantou o amor visceral, aquele amor destrambelhado de arrebentar a boca do balão. Cantor performático, muito atuante, ele criou estilo próprio, inesquecível para cantar sentimento de amor entre o homem e uma mulher do sentimento amoroso às mazelas do cotidiano que envolvem os casais. A sua carreira musical deslanchou nos anos 50, com a música “QUEM ÉS TU?”. Suas músicas se caracterizavam por tratar de relações amorosas, traições e de “dor de cotovelo”. Assista ao vídeo logo abaixo e ouça a última vez que ele interpretou a canção QUEM ÉS TU?.

YUL BRYNNER, O CARECA QUE SE VESTIA DE PRETO

O ator Yul Brynner nasceu no ano de 1920, em Vladivostok, na Rússia, batisado como Yuli Borisovich Brynner e Faleceu no mesmo dia que o cineasta norte-americano Orson Welles, 10 de outubro de 1985 com a idade de 65 anos. No entanto, o maior papel protagonizado por Yul Brynner foi na sua vida real, pois morreu com muita dignidade deixando um exemplar legado para a humanidade: tratava-se de sua doença pré-diagnosticada Enfrentando-a com muita coragem e dignidade depois da descrição de seu médico, recebendo a notícia de que seu câncer era irreversível e muito em breve, ele, Yul, poderia entrar em estado terminal.

Como fumante inveterado, do mesmo modo de John Wayne que morrera de câncer em razão do tabagismo, deixou uma poderosa herança de serviço público, denunciando o fumo como causador dos males do pulmão, gravando um TAPE que deveria ser divulgado logo após sua morte. Muitas emissoras de televisão, não só nos Estados Unidos, como no mundo, colocaram o tape no ar, gratuitamente. O texto, gravado em Janeiro de 1985 e só divulgado em Outubro daquele ano, dizia o seguinte: “Agora que eu já fui, digo a vocês: Não fumem, o que quer que vocês façam, apenas não fumem. Se eu pudesse voltar atrás, deixando de fumar, não estaríamos falando agora sobre nenhum tipo de câncer. Eu estou convencido disto”.

Yul era uma figura bastante excêntrica, além de super vaidoso, com 1,79 de altura, manteve a cabeça raspada como sua marca registrada para o papel de um monarca de um país exótico da Ásia. Nunca mais deixou o cabelo crescer, inclusive quando atuou em alguns westerns. Quando foi escalado para o papel de Faraó em “Os dez mandamentos” malhou seis horas diárias para manter um físico atlético, já que contracenava com Charlton Heston, que sempre ostentou condições atléticas invejável.

Em que pese ter abocando o seu Oscar com o filme “O Rei e Eu”, mas foi na película faroeste do famoso Sete Homens e um Destino de 1960, que o ator russo-americano se destacou mundialmente. Com a Cabeça completamente raspada, olhar firme e a voz profundamente autoritária, Yul Brynner tinha como marca registrada sua charmosa e elegante vestimenta que do Chapéu as botas eram mais preta do que a asa da graúna. Ele É o único ator a aparecer em ambos os Sete Homens E um Destino e sua primeira continuação, A Volta DOS Sete Homens (1966). Ele não fez, no entanto, aparecer em qualquer uma das outras sequelas, A Revolta dos Sete Homens (1969) e A Fúria DOS 7 Homens (1972).

Os Sete foram além de Yul Brynner como Chris Adams, o líder, Charles Bronson como Bernardo, sempre caladão, James Coburn como Britt, no filme é especialista como atirador de facas. Robert Vaughn (morreu recentemente, há menos de um ano em 11 de novembro de 2016 aos 84 anos). O alemão que faz Chico é Horst Bucholz. Steve McQueen que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis. McQueen passou a ser um nome famoso também no cinema, mas ainda não era o grande ídolo que estava destinado a ser. Todos os sete atores que participaram deste filme estão mortos.

Há mais um ator com papel central, que é Eli Wallach, que faz o vilão e inimigo maior do punhado de pistoleiros. Não há equivalente a ele nesta versão. É, sem dúvida, o personagem mais bem aparelhado do filme, com sua indumentária típica de um bandido, seu chapelão que mais parece uma sombrinha de tão extravagante, e aqueles dentes de ouro, que brilham quando fala ou sorri com cinismo. Wallach dá um show de interpretação, seguido de Chico, Vin e Chris. Fica claro que McQueen (Vin) Wallach (Calvera) e Brynner (Chris) são os três personagens de Sete Homens e um Destino que mais têm presença na fita.

O original foi rodado no México em Cuernavaca, Cidade do México. O Hotel Jacarandas em Cuernavaca, jamais havia recebido uma equipe cinematográfica tão numerosa e com tantos astros de cinema, como aconteceu em março de 1960. Certo que nem todos eram muito conhecidos, mas a presença de Yul Brynner com sua reluzente careca já causava sensação. Os artistas e técnicos ocuparam todos os apartamentos do hotel onde passariam os próximos dois meses quando não estivessem na cidade de Morellos, bem perto de Cuernavaca. Em Morellos foram edificados o povoado de Ixcatlán e a cidadezinha de Los Toritos, locais onde seria filmada a produção norte-americana Sete Homens e um Destino “The Magnificent Seven”.

Alguns dos artistas trouxeram suas esposas, como o alemão Horst Buchholz (Miriam), Steve McQueen (Neille Adams) e Eli Wallach (Anne Jackson). Yul Brynner trouxe a noiva Doris Kleiner com quem se casaria na semana seguinte. Além deles o luxuoso, bucólico e muito confortável Hotel Jacarandas abrigou os solteiros Brad Dexter, Robert Vaughn, Charles Bronson, James Coburn e o diretor John Sturges, cuja esposa Dorothy também foi ao México, mas preferiu não permanecer. Foram necessários poucos dias de trabalho para que surgissem as diferenças entre alguns membros do grupo por vezes no próprio hotel, mas principalmente nos locais de filmagem.

Em sua nova versão Sete Homens e um Destino, refilmagem de 1960 de um clássico de faroeste, lançado em 2016, e foi um sucesso de bilheteria. Vale lembrar que o filme dos anos 60 era uma releitura do filme Os Sete Samurais de 1954 do conceituado diretor e roteirista japonês, Akira Kurosawa. Sete Homens e um Destino de 1960, conta a história de um grupo de mexicanos, residentes em um pequeno vilarejo, e que vivem aterrorizados pelo bandido Calvera e sua gangue, que invade o local com frequência para roubar mantimentos.

O brasileiro WAGNER MOURA ia fazer o papel do mexicano Vasquez na nova versão de Sete Homens e um Destino de 2016, mas saiu do elenco possivelmente por causa da série “Narcos”, da Netflix e foi substituído por Manuel Rufo. Esta foi última trilha do compositor James Horner, que teve morte acidental, mas havia composto com antecedência já toda a trilha para o filme porque era amigo do diretor.

E por fim, Yul Brynner, O Carequinha que se vestia de preto possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em Hollywood Boulevard. Foi com ‘’O REI E EU’’ que ele ganhou um Oscar, pelo filme, e um prêmio Tony, pelo musical da Broadway; em 1985, ano de sua morte, ganhou novo prêmio Tony ao atingir 4.525 representações do espetáculo. Foi o único ator dos sete interpretes do filme “Os magníficos sete”, que participou da seqüência “O retorno dos magníficos sete” em 1966. Pertence a um clube seletivo de oito atores que receberam o Oscar e o prêmio Tony, por participaram da versão do cinema e do teatro, na mesma história. A propósito, não tem como não chorar ao ver o final desse filme com sua magistral trilha sonora, um espetáculo à parte!!!

MAUREEN O´HARA, A RAINHA RUIVA DE HOLLYWOOD

Musa do grande diretor John Ford, Maureen O’hara era a rainha ruiva dos westerns americanos, e foi um par perfeito de John Wayne. O’Hara, Wayne e Ford, juntos formaram a memória viva dessas longínquas décadas douradas de 40 e 50. Era a última grande vedete, e grande atriz, sobrevivente da época clássica de Hollywood. Para muitos, O’Hara fica para a história como a cara-metade, nas grandes telas de cinema pelo mundo afora, do “eterno cowboy”, John Wayne, com quem contracenou em inúmeros filmes realizados por John Ford. O’Hara contracenou ainda como par romântico de outras grandes estrelas como James Stewart ou Henry Fonda. Participou em cerca de 65 filmes, mas nunca recebeu sequer uma nomeação para a estatueta de Hollywood. Porém, Maureen foi homenageada com um Oscar honorário em 2014. Foi musa nos filmes de faroeste americano e, viver 95 anos foi o seu Oscar…

Maureen O’hara, como diz o cinéfilo Darci Fonseca, foi a mais perfeita leading-lady que John Wayne teve no cinema. Entendiam-se maravilhosamente bem nas filmagens numa das mais bonitas amizades entre um ator e uma atriz. Foram dirigidos por John Ford no singelo “Rio Grande”, no sublime “Depois do Vendaval” e no regular “Asas de Águia”. Em 1963 Maureen e Duke se reencontraram no engraçado “Quando um Homem é Homem” e “Jake, o Grandão” (Big Jake), de 1971, marcou o quinto e último encontro de Duke com Maureen nas telas.

No filme “Rio Grande” de 1950, John Wayne encontra seu mais perfeito par romântico, primeiro de cinco encontros na tela, com Maureen O’Hara. A atriz irlandesa criou o mais forte personagem feminino em um western de John Ford, diretor que sempre ressaltou a importância da mulher na formação do Velho Oeste. “Rio Grande” foi bem recebido pelo público sendo um dos grandes sucessos de bilheteria de 1950 e fazendo com que John Wayne se tornasse (pela primeira vez) o campeão de bilheterias daquele ano nos Estados Unidos. “Rio Grande” recebeu no Brasil o título de “Rio Bravo”.

Rio Grande tinha como estrela a maravilhosa Maureen O’Hara e foi rodado em apenas 30 dias, sendo os primeiros 22 dias no Monument Valley e o restante nos estúdios. Todo o elenco teve que comer muita poeira e passar calor durante o dia e frio à noite naquele vale monumental que era o cenário preferido de Ford. Esse lugar de arrebatadora beleza natural era iluminado, todas as manhãs, pelo esplendoroso rosto da cativante irlandesa Maureen O’Hara que com seu sorriso e seu olhar irradiava inconfessáveis desejos em todos os homens.

Apelidada no meio cinematográfico de “A rainha do Technicolor”, a irlandesa Maureen O’Hara Ícone de beleza, com belos olhos verdes e cabelo ruivo, a irlandesa Maureen foi elogiada por cineastas como John Ford, com quem fez cinco filmes, pela sua combinação de doçura e gênio explosivo. O sorriso encantador era uma de suas principais características. Além de “Depois do vendaval”, ela foi a estrela de “Como era verde o meu vale” (1941), “Milagre na Rua 34” (1947), “O corcunda de Notre Dame” (1939), entre outros.

Depois de passar por dois casamentos, o primeiro com o produtor britânico, George Brown (12/06/1939 a 15/09/1941), e o segundo com o cineasta americano, Will Price (29/12/1941 a 11/08/1953), Maureen encontrou sua merecida felicidade pessoal ao se casar, em 11/03/1968, com o General Charles Blair, um famoso aviador e amigo de muitos anos de sua família. Em 1973, após atuar em “O Potro Vermelho”, Maureen retirou-se do cinema para trabalhar com o marido em sua empresa de aviação, “Antilles Airboats”, no Caribe. Após a morte de Blair, num desastre aéreo em 1978, Maureen foi alçada ao cargo de presidente da empresa, tornando-se a primeira mulher a dirigir uma Companhia Aérea nos Estados Unidos.

Maureen foi a protagonista de um dos beijos mais antológicos da história do cinema, no filme “Depois do vendaval”, de 1952, numa cena em que tenta escapar de um casebre e é puxada de volta para dentro e, em seguida, para os braços e os lábios de John Wayne. Segundo informa o jornal O Globo ao noticiar sua morte(24 de outubro de 2015, aos 95 anos), em seus últimos momentos, os parentes a homenagearam colocando para tocar a trilha de seu filme favorito, “DEPOIS DO VENDAVAL”.

Entre 1991 e 2000, Maureen ainda aceitou estrelar quatro outros filmes, todos realizados para a televisão. Importante nome da história do cinema, a artista ficou conhecida como “rainha do Technicolor” porque, quando o processo começou a ser usado, nada parecia mais impactante do que seus cabelos ruivos. De acordo com o jornal “The New York Times”, um crítico chegou a escrever, em 1950: “Em Technicolor, O’Hara parece significar mais do que um sol se pondo”.

PAUL NEWMAN – O HOMEM DOS OLHOS AZUIS

“Às vezes Deus cria seres perfeitos, e Paul Newman era um deles”, afirmou, certa vez, a atriz Sally Fields. “Há um ponto em que os sentimentos vão além das palavras. Perdi um verdadeiro amigo. Minha vida e este país são melhores porque ele esteve em ambos”, resumiu Robert Redford, amigo e companheiro do ator. Poucas vezes, se viu tanta unanimidade, admiração e respeito por um astro de Hollywood. O ator e diretor Paul Leonard Newman, que completaria 93 anos de idade, fumante e alcoólatra inveterado, morreu de câncer no pulmão, aos 83 anos, no dia 26 de setembro de 2008.

Atuou no filme “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), quando ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, “Exodus”(1960), ”Doce Pássaro da Juventude” (1962), Criminosos Não Merecem Prêmio (1963), O Indomado ( 1963) , Rebeldia Indomável (1967), Hombre (1967), e um dos maiores sucessos de sua carreira: “Butch Cassidy”/Dois Homens E Um Destino (1969), contracenando com o amigo Robert Redford. A dupla repetiria a fórmula, quatro anos depois, com “O Golpe de Mestre”, que ganharia o Oscar de melhor filme de 1973. Além de ator, Paul Newman dirigiu e produziu vários filmes, entre eles “Rachel, Rachel”(1968), estrelado por sua esposa, Joanne Woodward, pelo qual ganhou o Globo de Ouro de melhor diretor. Indicado uma dezena de vezes ao Oscar, finalmente acabou ganhando a estatueta pela atuação em “A Cor do Dinheiro”(1986).

Um dos homens mais bonitos do mundo, adepto da filantropia, casado por 50 anos com a mesma mulher, ainda com ares de apaixonado. A vida do ator Paul Newman parecia saída de um grande clássico das telas. Ao olhar de perto, no entanto, a história do astro tem detalhes nada glamorosos, como seu alcoolismo e um caso que teve com uma jornalista. Outro momento complicado é o drama com o filho Scott, que morreu de overdose de álcool e drogas aos 28 anos. – Ao morrer, o ator deixou seis filhas -, “Paul Newman bebia muito álcool e não sabia lidar com o vício do filho. E ele próprio já era filho de um homem com quem não tinha boa relação”, confirma seu biógrafo, o jornalista Shawn Levy.

Lenda indiscutível do cinema americano cujos olhos azuis, possivelmente os mais famosos de Hollywood e os que mais suspiros provocaram, serão tão lembrados quanto sua brilhante carreira. Eterno aspirante ao Oscar, ganhou um honorário pelo conjunto de sua carreira em 1986 e no ano seguinte finalmente o conquistou por seu papel em “A Cor do Dinheiro“, de Martin Scorsese, quando já tinha 61 anos e uma longa carreira nas costas. Conhecido como a “Lenda dos olhos azuis de Hollywood” era um fumante e alcoólatra inveterado. Em que pese ter tido um suposto caso fora do casamento, no campo da fidelidade ele costumava dizer que, “Porque circular por aí com um hambúrguer, quando você tem carne de primeira em casa?”.

Paul Newman atuou em 58 filmes, apenas seis deles westerns. Um de nós morrerá(1958); – Quatro confissões(1964); – Hombre(1967); – O Homem da Lei(1967); – Oeste Selvagem(1976); – Butch Cassidy(1969), sendo que o filme “Butch Cassidy” contracenando com o seu amigo Robert Redford é um dos westerns que maior bilheteria atingiu no cinema por ser um filme romântico, divertido e nostálgico. Paul Newman foi um dos mais consagrados atores do cinema norte-americano em todos os tempos. Nove vezes indicado ao prêmio Oscar de Melhor Ator e uma indicação como Melhor Ator Coadjuvante, Newman recebeu ainda um Oscar por seu trabalho humanitário e outro Oscar honorário por sua contribuição artística para a indústria cinematográfica.

No Filme Butch Cassidy, Um dos filmes de faroeste de maior sucesso da história do cinema. Um clássico premiado com o Oscar que mistura aventura, romance e comédia ao contar a história verídica dos fora-da-lei mais simpáticos do velho oeste. Ninguém é mais rápido que Butch Cassidy (Paul Newman) para bolar esquemas para ficar rico, e seu parceiro Sundance (Robert Redford) é imbatível com seu revólver. Quando estes dois atrapalhados ladrões de bancos e de trens se cansam de fugir da justiça partem para a Bolívia com a namorada de Sundance (Katharine Ross). Nenhum dos dois sabe espanhol o suficiente para dizer “isto é um assalto!!!”, mas isso é só detalhe sem importância para os dois “vilões” mais simpáticos que já cavalgaram pelo Oeste.

Paul Newman passou sua vida tentando fugir do estigma de um belo rosto, por isso, geralmente interpretava personagens rebeldes que combatiam o sistema. Entretanto todos nós sabemos que seu belo rosto e seus penetrantes olhos azuis, sempre ajudaram muito a sua prodigiosa carreira. Por ironia do destino, o dono dos mais famosos olhos azuis de Hollywood era daltônico(pessoa que não consegue distinguir certas cores). Mas, apesar disto, enxergou como poucos as injustiças sociais de seu país e do mundo. Lutou e fez o que pode para repará-las. A vida digna, engajada e corajosa do cidadão Paul Newman foi o seu melhor papel. E o seu maior legado.

JAMES STEWART, O DEDO DURO DO FBI

Por ser possuidor de um caráter íntegro, James Stewart transformou-se num baita de um ator inesquecível ou memorável que foi reconduzido na personificação do herói nacional norte-americano em filmes como A Felicidade não se Compra (1946) ou A Águia Solitária (1957). Suas interpretações foram sempre marcadas pelo personagem desajeitado e pelo modo de falar inseguro. As colaborações com o diretor Alfred Hitchcock reforçaram a sua identificação com o modelo de norte-americano médio, de perfil simples e de enorme caráter, especialmente em Janela Indiscreta (1954) e Um Corpo que Cai (1958). Stewart nunca interpretou papéis de vilão, nem sequer nos muitos westerns que protagonizou como o espetacular filme, O Homem que Matou o Facínora (1961), ao lado do Papa dos filmes de faroestes, John Wayne.

Pois bem!!! O presidente americano Harry Truman costumava dizer que, se um dia tivesse um filho, queria que ele fosse como o ator James Stewart (1908-1997). O presidente democrata sabia do alcance de sua afirmação: não havia em Hollywood, e não houve até o aparecimento de Tom Hanks, nenhum ator com melhor imagem de pureza e honestidade como James Stewart. Patriota ao extremo, como também mulherengo que era, se tornou um convicto Monogâmico após se casar com a socialite Gloria Stewart e nunca mais foi visto na companhia de nenhuma outra mulher. Assim, diante desse anjo de candura e exemplo de bom-mocismo, James Stewart era racista e delator, tendo colaborado por livre e espontânea vontade com a caça às bruxas (entenda-se caça aos comunistas). Stewart foi informante direto do FBI em sua época, que via em Hollywood comunistas escondidos até em recheios de pasteis.

Pesquisando sobre a vida do ator percebe-se claramente que, o seu envolvimento com a deduragem afirmando que teria delatado apenas os comunistas mais notórios, tudo aquilo se valia do ator e futuro presidente americano Ronald Reagan como garoto de recados para a entrega de seus dossiês. A queda de Stewart para a delação “nasceu com bons propósitos” (se é que há propósito saudável num delator): o seu ideal era o de barrar a ascensão do crime organizado em Hollywood, como também o comunismo desembestado. As atividades do ator como informante do FBI, lhe custaram, inclusive, a perda da amizade de Henry Fonda – eles eram inseparáveis desde a juventude e chegaram a morar juntos numa fazenda em Hollywood. O FBI, de fato, investigava tudo e todos, e não poupou sequer o seu próprio informante: também a vida de James Stewart foi vasculhada devido à boataria de seu suposto envolvimento homossexual com Henry Fonda(pai de Jane Fonda).

Voltando-se a sua atividade cinematográfica, James Stewart foi um dos atores mais queridos do cinema norte-americano e um dos favoritos dos fãs de faroestes. Mas, conforme nos confidencia o crítico de cinema Darci Fonseca, Stewart poderia ter sido qualquer coisa na vida, menos ator. Magro demais, desengonçado, parecendo tropeçar nas próprias pernas, porém pior do que a presença física de James Stewart era sua voz meio fanhosa parecendo ter um ovo quente na boca e gaguejando nervosamente. Pois foi com todos esses “defeitos” que James Stewart venceu em Hollywood e pode-se afirmar que poucos atores participaram de um número tão grande de obras-primas e clássicos do cinema quanto ele.

Quando jovem James Stewart aprendeu a tocar acordeão, instrumento que fazia muito sucesso aqui no Brasil nos anos 50, época em que a RCA Victor praticamente só prensava discos de Luiz Gonzaga, “O Rei do Baião”. Instrumento da moda, as moçoilas iam aos conservatórios musicais sonhando em serem novas Adelaide Chiozzo, atriz e acordeonista brasileira, estrela da Atlântida Cinematográfica e renomada cantora da Rádio Nacional. E que ninguém chamasse o acordeão de “sanfona”, pois saía até briga… James Stewart nas horas vagas gostava de dedilhar seu acordeão e sonhava poder aparecer num filme tocando esse instrumento. A oportunidade surgiu com “A Passagem da Noite”, em que além de tocar, James Stewart se meteu a cantar também…

Em se tratando de filme faroeste, ninguém ganhou mais dinheiro que James Stewart nos anos 50, nem mesmo John Wayne, Gary Cooper ou Marlon Brando. A galinha dos ovos de ouro que apareceu na vida de Stewart foi o filme Winchester 73, o western que mudou Hollywood. Em 1950 James Stewart estava com 42 anos de idade e há 15 anos no cinema. Stewart deu um xeque-mate nos donos dos estúdios, justamente com o western “Winchester 73”, mudando radicalmente o sistema de se fazer cinema. Analisando a película cinematográfica, o Winchester 73 é um filme norte-americano passado em tempos áureos do velho-oeste, dirigido pelo consagrado diretor Anthony Mann que eu recomendo aos cinéfilos de bang bang. O rifle Winchester 1873, o qual dá título ao filme, é mostrado como a melhor e mais desejada arma do faroeste. Um dos grandes westerns da história. A arma acaba se tornando um dos personagens. Vale a pena assisti-lo!!!

Por fim, James Stewart foi um aclamado ator americano de cinema, teatro e televisão. Atuou em inúmeros filmes considerados clássicos, e foi indicado a cinco prêmios de Oscar de Melhor Ator, ganhando em 1941 por seu papel em Núpcias de Escândalo. Além disso, recebeu um Oscar Honorário, em 1985, pela sua carreira. James Stewart foi casado com Gloria Stewart por 45 anos, ou seja, até 1994, quando ela veio a falecer. O casal teve duas filhas gêmeas, Kelly e Judy. A morte da esposa fez com que sua vida deixasse de fazer sentido. Ele começou, então, a sofrer uma série de problemas de saúde que culminaram com sua morte em julho de 1997 de embolia pulmonar, aos 89 anos de idade. Logo abaixo, assista ao vídeo de 2 minutos do filme original Winchester 73.

BURT LANCASTER A UM PASSO DA ETERNIDADE

Há quem diga que um perfume masculino muito usado nos anos 60, por nome de LANCASTER seja proveniente ou tenha sido criado em razão da fama do ator norte-americano Burt Lancaster, o que não é verdade. No Brasil, o cantor brega Reginaldo Rossi, já falecido, tem uma música intitulada A Raposa e as Uvas do começo da década de 1980 que consta em uma das suas estrofes a seguinte frase: Eu todo cheiroso à “lancaster”/E você à “chanel”… Na verdade, Lancaster era um Perfume argentino muito usado na época, tendo dado até o nome a uma casa noturna de São Paulo, na Rua Augusta, muito badalada e o Lancaster era um perfume masculino intenso que se usava no ambiente. A empresa foi criada em Mônaco, por um ex-piloto do avião de bombardeio Lancaster, na Segunda Guerra Mundial, mas a fragrância tinha como país de origem: Argentina.

Pois bem!!! Além de ator e produtor, Lancaster foi também um empenhado ativista liberal, falando várias vezes em nome das minorias e defensor intransigente das causas indígenas. Foi um dos astros de Hollywood que participaram da marcha de Martin Luther King em Washington, em agosto de 1963 junto com Charlton Heston . Ele veio da Europa, onde estava rodando um filme, apenas para participar do evento. Burt Lancaster era o que se pode chamar de homem culto e distante da ostentação da maioria dos astros de cinema. No final da década de 60 ocorreram muitas manifestações sociais pelos direitos humanos, especialmente dos negros. Liberal por princípio e DEMOCRATA politicamente, Burt Lancaster associou seu nome a esses movimentos, ao lado de Marlon Brando, Paul Newman, Sidney Poitier, Harry Belafonte, Charlton Heston.

O bom cinéfilo paulista, Darci Fonseca, costuma afirmar que, Hollywood jamais teve outro ator como Burt Lancaster. Bonito, másculo, atlético, culto, autoritário, perfeccionista. Incansável na busca do aprimoramento artístico e de novos caminhos para sua carreira, Burt Lancaster deixou um conjunto de atuações memoráveis difícil de ser igualado. Nos anos 70, o quase sexagenário Burt Lancaster atuou em quatro westerns: “Revanche Selvagem”, “Mato em Nome da Lei”, “Quando os Bravos se Encontram” e “A Vingança de Ulzana”, este o melhor deles. Essa sequência de westerns é algo impensável para um ator veterano e nenhum outro astro de sua geração seria capaz de tal proeza.

Foi nos anos 1950 que alcançaria a maior popularidade, tendo sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator, de 1953, pela atuação no filme “A Um Passo da Eternidade”. Receberia mais três indicações: em 1960 pelo já citado Entre Deus e o Pecado; em 1962 por O Homem de Alcatraz e em 1980 por Atlantic City. Além das interpretações dramáticas, Lancaster brilhou em filmes nos quais podia exibir sua excelente forma atlética(fora atleta de basquete e corredor de rua), como no drama Trapézio (1956). Trabalhou em seis filmes com o ator centenário Kirk Douglas: Sem Lei e Sem Alma(1957); – O Discípulo do Diabo(1959); – A Lista de AD(1962); – Sete Dias de Maio(1964), e o derradeiro em 1986: Os Últimos Durões.

Quando se fala em burt lancaster vem a nossa memória, “A Um Passo da Eternidade”. Para se ter ideia da importância desse filme, que teve a participação de Frank Sinatra, ele foi contemplado com 8 Oscars, inclusive o de Melhor Filme. Além de contemplado, também foi indicado para outros quatro. É uma excelente realização do cineasta Fred Zinnemann, que mostra um forte apelo para homens e mulheres. Há, ainda, um apelo ao patriotismo americano, especialmente na cena onde heroicos soldados liderados por Burt Lancaster derrubam um bombardeiro japonês. O foco do filme gira em torno dos romances vividos por Burt Lancaster e Deborah Kerr e por Montgomery Clift e Donna Reed. Esses quatro grandes atores, juntamente com Frank Sinatra, apresentam excelentes atuações. A performance de Lancaster pode ser considerada a coluna vertebral do filme.

Dez anos depois do sucesso do filme A um Passo da Eternidade, em 1963, aparece O Leopardo, uma produção bancada pela Itália/França, com um elenco composto por Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale. O Leopardo, filme de 1963, apresenta a história de uma família de nobres da Sicília nos anos de 1860, durante a unificação da Itália. No que diz respeito a FAROESTE, o melhor trabalho de Lancaster foi no filme Os Profissionais(1966), com um elenco de primeira grandeza a começar por ele, depois vem Lee Marvin, Jack Palance, Ralph Bellamy, o negão Woody Strode e a divina e maravilhosa Claudia Cardinale.

Por fim, após sofrer uma cirurgia de urgência no coração, teve uma trombose cerebral em 1990, que o deixou numa cadeira de rodas, vindo a falecer quatro anos depois de um ataque cardíaco. Encontra-se sepultado em Westwood Memorial Park, Los Angeles, Condado de Los Angeles, Califórnia nos Estados Unidos. Possui uma estrela na Calçada da Fama localizada em Hollywood Boulevard. Acredita-se que Lancaster fosse bissexual, e teria tido relações com outros atores famosos como Cary Grant e Rock Hudson. Burt Lancaster protagonizou uma das cenas mais lembradas do cinema até hoje: o ardente beijo no mar com a atriz Deborah Kerr em A Um Passo da Eternidade, um dos seus maiores sucessos do cinema preto & branco.

Curta aqui, neste blog, ao clássico A um Passo da Eternidade (1953), com ênfase para Frank Sinatra, um trailer de 20 minutos:

CHARLTON HESTON – DE DEMOCRATA A REPUBLICANO

Ao pesquisar a biografia desse ator, logo de cara constata-se que, Em 1952, o filme “O Maior Espetáculo da Terra”, transformou Heston numa estrela de primeira grandeza do cinema. A partir dali, seu porte ereto, sua altura e o perfil musculoso, lhe dariam os papéis mais simbólicos nas superproduções em séries dos anos 50 do cinema norte-americano. Em seguida apareceram, Os Dez Mandamentos (1956); – Ben-Hur (1959); – El Cid (1961). Em toda sua trajetória no mundo encantado de Hollyood, Charlton Heston, como profissional abnegado, teve uma vida inteira de austeridade e coerências que fez com que este exuberante ator de 1,88m, atlético, rosto forte, de ossos salientes, se encaixasse com perfeição a personagens como Moisés, Michelangelo, Ben-Hur, João Batista, El Cid ou o Cardeal Richelieu.

Quanto aos filmes faroestes estrelados por Heston, como diz o cinéfilo Darci Fonseca, nem bem encostou o cajado e o manto usados por Moisés em “Os Dez Mandamentos” Charlton Heston rumou para Tucson, Arizona para interpretar um cowboy no western “Trindade Violenta”. Para dirigir este faroeste melodramático passado no Texas foi escalado um profissional de primeira qualidade. O filme foi roteirizado por James Edward Grant, roteirista preferido de John Wayne e a bela cinematografia ficou a cargo de outro excelente profissional que três anos antes recebera um Oscar pela fotografia de “Os Brutos Também Amam”. Charlton Heston gostou do roteiro deste filme que encerraria seu contrato com a Paramount, especialmente porque seu personagem se distanciava em muito da bondade e dignidade de Moisés.

Outro faroeste indígena que não tinha nada a ver com a bondade do personagem Moisés foi a película O Último Guerreiro. Para se ter ideia da brutalidade desse filme eis o diálogo encontrado nele: “Não estou entre homens… Ao meu redor estão animais… Não sossegarei até que o último apache esteja morto”. Frases como estas são proferidas por Ed Bannon (ator Charlton Heston), o ‘herói’ de “O Último Guerreiro”, um dos filmes mais racistas e mais preconceituosos dos faroestes já produzidos por Hollywood. Os diretores e roteiristas Marquis Warren e Burnett, convidaram Charrlton Heston e Jack Palance para serem os respectivos protagonistas e conseguiram transformar um enredo ruim num bang-bang dos bons. Porém, O Último Guerreiro é um filme excessivamente cruel, maléfico, impiedoso, crudelíssimo!!! Atribui-se ao General Philip Sheridan, do Exército norte-americano, a frase “Índio Bom É Índio Morto”. Em “O Último Guerreiro” esse raciocínio é levado ao pé da letra e todos os apaches são mostrados como traiçoeiros, bárbaros, ingênuos e por fim, covardes!!!

A figura da qual estamos tratando foi um ator norte-americano notabilizado no cinema por papéis heroicos em superproduções da época de ouro de Hollywood. Heston se considerava um anti-astro, diante da ilusão que o público criava em torno dos atores de Hollywood, e que depois eram ridicularizados quando apareciam bêbados ou envolvidos em ocorrências policiais. Certa vez, quase oitentão, afirmou: “Sempre levei uma vida respeitável, sou casado com a mesma mulher há mais de 50 anos, tenho dois filhos normais e nunca saí por aí dando sopapos em ninguém depois de uma noitada”, disse ele. Mas Heston também estava enganado. Ele foi um astro de verdade, no sentido literal da palavra e exatamente por ser o oposto de tudo o que o termo representa em Hollywood.

Pois bem!!! Na política, Charlton Heston chegou a ser um liberal democrata e fez campanha para o candidato à presidência John Kennedy. Ativista pelos direitos civis aos negros, ele acompanhou Martin Luther King durante a Marcha pelos direitos civis a Washington, em 1963, chegando a usar uma faixa onde se lia “Todos os Homens Nascem Iguais”. Em 1968, após o assassinato do senador Robert Kennedy, ele apareceu num programa da TV americana junto com Gregory Peck e Kirk Douglas pedindo apoio para o presidente Lyndon Johnson e sua tentativa de aprovar no Congresso o Ato a favor do controle de armas(?) nos Estados Unidos.

Anos mais tarde diria que nesta ocasião era jovem e tinha sido bobo e tolo. Heston também ficou conhecido como um oponente do Macartismo e da segregação racial nos Estados Unidos, que, segundo ele, apenas ajudavam a causa do comunismo mundial, além de ter sido um grande crítico de Richard Nixon, que considerava um desastre. Entretanto, a partir dos anos 80, numa mudança brusca, Heston passou a ostentar posições mais conservadoras, trocando seu registro eleitoral do Partido Democrata para o Partido Republicano, apoiando o direito às armas de fogo e fazendo campanha para Ronald Reagan e os presidentes Bush pai e Bush filho.

Além de ter se tornado um fiel republicano fanático, muito amigo de Ronald Reagan, também foi um firme defensor do direito dos americanos de usar armas, como demonstrou através da poderosa National Rifle Association, que presidiu durante muitos anos. Charlton Heston nunca escondeu que sempre foi a favor das armas. O astro ganhou o Oscar por seu papel em “Ben-Hur”. O ator americano Charlton Heston morreu em 05/04/2008, com 84 anos de idade em sua casa em Bevery Hills, Califórnia, devido às complicações físicas provocadas por uma doença degenerativa similar a “Alzheimer”.

CLIC no link logo abaixo para assistir as imagens dos 40 melhores filmes do ator Charlton Heston, tanto protagonizados pelo próprio, como também Incluindo filmes dele desempenhando o papel de ator coadjuvante:

OS 150 MELHORES FILMES DE TODOS OS TEMPOS, SEGUNDO OS CRÍTICOS:

Ao longo da história do cinema, diversas produções cinematográficas se transformaram em verdadeiros marcos. Seja pela trama irreverente, pela direção genial e até pela atuação do elenco, esses títulos inovaram e reinventaram a sétima arte. Para relembrar os melhores deles, a Bula reuniu em uma lista os filmes mais aclamados pela crítica em todos os tempos. Foram consideradas para a seleção ficções, documentários e animações de longa-metragem. A classificação considerou a avaliação de críticos de cinema, filtradas a partir da plataforma do website americano Metacritic. Apesar de os clássicos terem se destacado mais, alguns filmes recentes também conquistaram boas posições no ranking, como é o caso de “Projeto Flórida” (2017), de Sean Baker; e “Lady Bird: A Hora de Voar” (2017), de Greta Gerwig.

150 — Quero ser John Malkovich (1999), Spike Jonze

149 — Antes do Pôr-do-Sol (2004), Richard Linklater

148 — Os Incríveis (2004), Brad Bird

147 — King Kong (1933), Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack

146 — Topsy-Turvy: O Espetáculo (1999), Mike Leigh

145 — Procurando Nemo (2003), Andrew Stanton e Lee Unkrich

144 — Isto Não É um Filme (2011), Mojtaba Mirtahmasb e Jafar Panahi

143 — My Perestroika (2010), Robin Hessman

142 — It’s Such a Beautiful Day (2012), Don Hertzfeldt

141 — Caminhos da Alma (2012), Zhang Yang

140 — O Doce Amanhã (1997), Atom Egoyan

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LEE VAN CLEEF, O FEIOSO DOS FILMES DE FARORESTE

Apesar de seus pais serem descendentes de holandeses, Cleef nasceu em solo americano em janeiro de 1925, em Somerville, New Jersey, com o nome de, Clarence Leroy Van Cleef Jr. Lee Van Cleef morreu em 1989 com 64 anos de idade em sua residência em Oxnard, Califórnia, vítima de um ataque cardíaco fulminante (infarto). Sua lápide diz “Lee Van Cleef – 9 de janeiro de 1925 – 16 de dezembro de 1989″ – Best of the Bad – Love and Light ” (Melhor dos Maus – Amor e Luz). Em 1958 aconteceu uma tragédia pessoal: Lee dirigia seu automóvel de retorno para casa com a esposa e os filhos quando o carro dele colidiu frontalmente com outro veículo e o ator fraturou o braço esquerdo em dois lugares e teve praticamente destruído o joelho esquerdo. Após delicadas cirurgias os médicos diagnosticaram que Lee só voltaria a caminhar com auxílio de uma bengala e que nunca mais poderia andar a cavalo. Episódio este, que ele superou tornando-se o cavaleiro mais elegante de sua época, no Velho Oeste, tanto no montar como ao descer do cavalo. Era um cavaleiro de quase um metro e noventa, sendo garboso, esbelto e cheio de estilo no manusear da rédea do cavalo.

Lee Van Cleef passou por um mau bocado. Nessa fase de vacas magras, poucos filmes e muitos bicos em séries de TV. Lee foi chamado para ser um dos capangas de Lee Marvin em “O Homem que Matou o Facínora”, estrelado pelo Papa do faroeste, John Wayne. Mas não demoraria muito para Lee ficar tão famoso quanto os astros de “A Conquista do Oeste”, conquistando seu espaço num território estranho, o território do Spaghetti Western. Posteriormente, foi oferecido a Van Cleef um salário de 17 mil dólares, enquanto este mesmo convite fora feito a Charles Bronson e a oferta havia sido de 50 mil dólares, pouco dinheiro, mas que ajudaria a resolver os problemas financeiros do ator. O filme foi “Por uns Dólares a Mais”. O público ficou impressionado com o personagem Mortimer que dividiu as atenções dos espectadores com o astro Clint Eastwood. Com o sucesso obtido Lee Van Cleef recebeu duas novas ofertas de trabalho dos produtores italianos.

Com uma grande ajuda do diretor e roteirista Sergio Leone, Lee chegou ao auge de sua carreira a ser considerado o feio mais adorado no mundo do bang bang – Os novos trabalhos de Lee Van Cleef seriam o próximo western de Sergio Leone um escritor e roteirista que se aventurava na direção de um spaghetti western. No filme de Leone, o feioso Lee Van Cleef se tornou também protagonista, pois o título escolhido foi “Il buono, Il brutto, Il Cativo”, traduzido para muitas línguas como “O Bom, o Mau, e o Feio”. Claro que Lee deveria ser o “FEIO’”, mas Lee é o “Mau”, ficando o “Feio” para Eli Wallach. Lançado no Brasil como “Três Homens em Conflito”, esse terceiro Spaghetti Western de Van Cleef se transformou num estrondoso sucesso no mundo todo e o público se dividia na preferência entre os três homens em conflito: Lee, Eli Wallach e Clint Eastwood. Foi com esse filme que o mercado norte-americano se abriu para o Spaghetti Western, mais especialmente para os faroestes de Sergio Leone que se tornaram grande influência no gênero também em produções de Hollywood.

O Bom, o Mau e o Feio, rebatizado como “Três Homens em Conflito(1966)” é uma obra-prima do cinema. Está entre os melhores faroestes de todos os tempos, disparado!!! Em que pese ser uma exibição de longa duração de quase três horas, o filme é perfeito: direção, roteiro, trilha sonora: “inigualáveis”. Os 3 atores – Clint, Eli Wallach e Van Cleef – são verdadeiros “Monstros Sagrados” em seus papéis. Nunca vi um filme tão perfeito em tudo, do começo ao fim é simplesmente espetacular!!! Nele, a interpretação encarnada pelo “Feio” é fantástica. Seu olhar, sua ironia, sua risada, ele chamando o Clint de “lourinho” durante todo o filme, dá o toque exato da perfeição!!! Se eu tivesse que escolher os três melhores filmes de bang bang que já vi em toda minha vida, sem sombra de dúvidas, este com certeza faria parte da trilogia do bom faroeste: Lee Van Ceef, Eli Valach e o inigualável Clint Eastwood que fez um papel exuberante nesta ótima película. Recomendo com louvor. É filme para se ter uma cópia em casa, para mostrar para os filhos, netos e todos aqueles que desejam apreciar um filme arte, e perfeito em tudo, com destaque, também, para a trilha sonora, que é inesquecível. Talvez, esta projeção, não seja o maior papel já interpretado por Lee Van Cleef, mas é o melhor filme de Clint Eastwood.

Entre os 50 westerns da carreira de Lee Van Cleef, destacam-se alguns bons filmes como: 1952 – Matar ou Morrer; – 1953 – Bando de Renegados; – 1954 – Duelo de Assassinos; – 1955 – Arizona Violento; – 1956 – Honra a um Homem Mau; – 1957 – O Revólver Silencioso; – 1957 – O Bandoleiro Solitário; – 1957 – O Homem dos Olhos Frios; – 1957 – E o Morto Venceu; – 1958 – Na Fúria de uma Sentença; – 1959 – O Homem que Luta Só; – 1961 – Quadrilha do Inferno; – 1962 – A Conquista do Oeste; 1965 – Por uns Dólares a Mais; – 1966 – O Dia da Desforra; – 1966 – Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo); – 1967 – A Morte Anda a Cavalo; – 1968 – Um Colt… para os Filhos do Demônio; – 1969 – Sabata, o Homem que Veio para Matar; – 1971 – Sabata Vem para Vingar; – 1972 – O Último Grande Duelo; – 1975 – Cavalgada Infernal; – 1976 – A Arma Divina; – 1977 – A Vingança.

Após virar um dos maiores nomes do bem sucedido filão descoberto pelos produtores italianos, Lee Van Cleef passou a atuar quase que exclusivamente em coproduções europeias. Garantia absoluta de bilheteria, Lee Van Cleef era o ator principal dos filmes em que atuava. Muito interessante observar que, no meu simplório modo de entender, os filmes de faroeste feito por italianos, são bem melhores do que os americanos em vários quesitos, um deles, as trilhas sonoras, os atores apresentam mocinhos e bandidos mais perto da realidade da época, sujos, dentes amarelados e sem o exagero de roupas JEANS. Já os americanos apresentam e se prendem mais aos mocinhos bonitinhos, porém os bandidos categoricamente são feios e “malamanhados”. Agora, uma coisa não se pode negar nos filmes de cawboy norte-americano: Os cenários… Neste quesito eles são impecáveis, magníficos, detalhistas, deslumbrantes!!!

Pois bem, o último filme que contou com a participação de Van Cleef foi “Thieves of Fortune”, rodado em 1989 e lançado após a morte do ator. Lee vinha há algum tempo lutando contra um câncer na garganta e um ataque cardíaco fulminante abreviou seu sofrimento. Como curiosidade, Cleef começou a fumar cachimbo quando estava na Marinha e nunca deixou o hábito, o que pode ser comprovado em inúmeros filmes em que seu cachimbo aparece na tela tanto quanto o arsenal de diferentes armas que Lee manejava com perícia. Além da elegância de andar, descer ou subir em um cavalo, e mais ainda a precisão e rapidez do saque de sua arma. Agora, seu charme maior e irresistível eram suas famosas baforadas nos famosos cachimbos que usou durante os seus filmes. Por último, rogo e recomendo com louvor, aos adeptos do faroeste assistirem ao filme O Bom, o Mau e o Feio, rebatizado como “Três homens em Conflito (1966)” . É uma baita exibição, uma grande projeção, um filme à altura de atores renomados como Cleef (O Mau), Eli (O Feio) e Clint (O Bom)…

MARLON BRANDO – UM ÍCONE DO CINEMA MUNDIAL

Sem a menor sombra de dúvida, Vito Corleone, o Poderoso Chefão, mais conhecido como Marlon Brando, está entre os dez homens mais bonitos que atuaram na cinematografia hollywoodiana. Ele morreu em 2004, aos 80 anos, em Los Angeles, vítima de insuficiência respiratória, pobre, amargurado e gordo, pesando mais de 120 quilos. Brando era magnético, elétrico, encantador. Foi o maior ator de sua época. Lindo, seduziu centenas de mulheres, dormiu com metade de Hollywood e destruiu a vida de muita gente. Segundo o crítico de cinema François Forestier, “Marlon Brando era um extraordinário sedutor. No livro que escrevi ele tinha tantas amantes que parecia mais um catálogo telefônico”, diz o escritor. O mito de Brando é tão esmagador que ele se torna mais importante que seus filmes. Sua arte transcende tudo basta ver ou assistir ao grande ator de obras primas como Sindicato de Ladrões (1954), Viva Zapata!!! Último Tango em Paris (1972) e O Poderoso Chefão(1972). Poucos ícones do cinema uniram dessa forma talento, beleza e aparência privilegiada.

Marlon Brando usava o sexo como forma de poder sobre as pessoas, pois tinha mais filhos do que pau-de-arara fugitivo da seca nordestina para São Paulo, e parece que tudo tinha nascido de uma ninhada só. três filhos que teve com sua empregada doméstica Christina Ruiz. Brando teve um lote de seis filhos mais de mulheres não identificadas, e outra tuia de sete, estes reconhecidos. Pela cama de Brando passaram mulheres famosas como Ava Gardner(mulher de Frank Sinatra que ameaçou castrá-lo), Marilyn Monroe, Grace Kelly, Shelley Winters, Ursula Andress e um cambada de anônimas. Entre os homens, enlouqueceu Tennessee Williams e Jean Cocteau. O diabo brando teve atrizes, homens, intelectuais, datilógrafas, costureiras, Hollywood, quem quisesse, todos aos seus pés. Os mais próximos chafurdaram no álcool e nas drogas, enlouqueceram, cometeram assassinato, se mataram, fugiram do brilho cego do monstro. “Era o Demônio”, dizia sua filha Cheyenne, que se suicidou aos 25 anos. Um dos filhos desastrados de Brando assassinou um homem e ele gastou uma tremenda grana para livrar o peça ruim da cadeia.

Marlon Brando foi um ator saudado por trazer um estilo realista emocionante na atuação de seus papéis, e é amplamente considerado como um dos maiores e mais influentes atores de todos os tempos. Considerado um dos mais importantes atores do cinema dos Estados Unidos, Brando foi um dos três únicos atores profissionais, juntamente com Charlie Chaplin e Marilyn Monroe, a fazer parte da lista de 100 pessoas mais importantes do século compilada pela revista Time, em 1999. Do lado positivo do homem Marlon Brando destacou-se, também, um ativista, apoiando diversas causas, mais notavelmente o movimento dos direitos civis dos negros e diversos movimentos em defesa dos índios. É mais conhecido pelos seus papéis como Emiliano Zapata em Viva Zapata!!! (1952), Durante os anos 70, ele foi mais famoso por seu desempenho vencedor do Oscar de melhor ator como Don Vito Corleone, em O Poderoso Chefão. Os filmes de faroestes que mais ele veio a se destacar foram: Duelo de Gigantes, Sangue em Sonora e A Face Oculta. Brando é considerado um dos maiores e mais influentes atores do século XX. Na opinião do cineasta Martin Scorsese, “Ele é o marco. Há o “antes de Brando” e “depois de Brando”.

Percorrendo as páginas de Marlon Brando – A Face Sombria da Beleza, biografia lançada no Brasil compreende-se a razão para o desconforto que a evocação da figura materna trazia ao grande mito do cinema. A proposta do jornalista francês François Forestier foi mergulhar na turbulenta vida privada daquele que um dia foi chamado de maior ator do mundo para iluminar a trajetória pública de Brando, astro que foi voluntariamente se apagando em vida até a morrer recluso em sua mansão, amargando tragédias familiares e problemas financeiros. Neste livro que eu tive o privilégio de lê-lo, Brando é mostrado como um gigante imponente e frágil moldado numa família desestruturada. Segundo o autor, foi determinante na vida e na carreira de Brando o desajuste afetivo e social germinado na convivência com o pai autoritário e infiel e a mãe, atriz frustrada apaixonada por Shakespeare que o filho adolescente passou a resgatar entorpecida de bares e camas que ela percorria entre as idas e vindas com o marido.

Outras tragédias marcante na vida pessoal de Marlon Brando foram os casamentos irresponsáveis que se mostrariam desastrosos para sua sanidade e seu bolso. Ele era um sujeito traumatizado pelo alcoolismo da mãe. Brando foi um gigante que sucumbiu ao próprio peso. Mas, por que um homem que passou a vida celebrando suas amizades morreu solitário assistindo televisão, alguns anos depois de ter um filho preso por assassinato e amargar o suicídio de uma filha?!?!?!. Tragédia à parte, cinematograficamente falando, falar de Brando é falar de um antes e um depois na história do cinema. Todas as estrelas posteriores beberam dele, de James Dean a Paul Newman, de Robert De Niro a Al Pacino. Seu legado é tal que não há um só intérprete que não use Brando, um dos maiores ícones do cinema mundial, como sua referência. Marlon Brando foi um ator que se recusou a receber um Oscar: Assista ao vídeo logo abaixo.

ALAIN DELON, SÍMBOLO DA BELEZA MASCULINA

Mais uma vez faço uma “viagem digital”, através das ondas eletromagnéticas da Internet, ao torrão natal da gabaritada escritora que também é colunista do JBF, Violante Pimentel, para me socorrer do excelente arquivista, estudioso e cinéfilo de mão cheia, Antonio Nahud – lá da terra do sol e do sal no agradável Estado do Rio Grande do Norte, donde, de cabo a rabo se come uma carne-de-sol suculenta com macaxeira amanteigada de aroma e sabor inigualáveis -, para digitar essas tortuosas e desalinhavadas linhas(minhas) sobre o ícone da beleza cinematográfica, Alain Delon, ator de uma formosura e boniteza de prender a respiração de quem quer que seja, senão vejamos:

O francês Alain Delon, que por mais de 20 anos foi considerado “o homem mais belo do mundo” tornou-se um ator em que, sua própria vida daria um filme emocionante. Quando fez quatro anos seus pais se divorciaram, passando a ser criado por um casal que morava perto de uma prisão, onde ele brincava com os guardas. Esses pais adotivos foram misteriosamente assassinados e ele voltou a conviver com sua mãe, então casada com outro homem. Teve uma infância problemática e cheia de rebeldia, inclusive sendo expulso de várias escolas. Nem bem atingiu os 15 anos de idade parou de estudar. Em Paris, na adolescência, trabalhou como porteiro, garçom, secretário, vendedor e açougueiro.

A sorte grande ou o bilhete premiado caiu em suas mãos quando, em 1957, então com 22 anos, despretensiosamente, foi ao Festival de Cannes e, chegando lá, de imediato foi logo chamando atenção por sua formosura e uma beleza de tirar o fôlego. Um produtor norte-americano sentiu firmeza naquele encanto de jovem e lhe fez um convite para conhecer Hollywood oferecendo-lhe um contrato por tempo determinado, desde que aprendesse a falar inglês. Retornando a Paris para estudar o idioma da Rainha da Inglaterra, conheceu outro cineasta, que o convenceu a começar a carreira no seu próprio país.

Alain Delon um dos mitos do cinema europeu, comparado aos atores Gérard Philipe e Jean Marais. Protagonizou cerca de 80 filmes, ficando marcado como a estampa ideal para personagens solitários, sombrios, frios, violentos, que tem algo a esconder ou estão remoídos pela revolta e vingança. Segundo a crítica internacional, os grandes filmes protagonizados por Alain Delon foram: Rocco e seus Irmãos(1960), contracenando com Claudia Cardinale; -O Leopardo(1963), também com Claudia Cardinale e Burt Lancaster; -O Samurai(1967), contracenando com outra sua namorada: Nathalie Delon; -Cidadão Klein(1976); -A Piscina(1969), contracenando com a namorada austríaca Romy Schneider, namoro este que teve uma duração de 5 anos. A relação findou por causa de outra mulher, Nathalie. Em 1977, cinco anos antes de morrer, Romy Schneider confessou que Alain Delon foi o homem mais importante de sua vida. O ator, depois de madurão, também declarou que Romy foi seu grande amor e ela marcou muito em toda a sua vida. Delon casou-se 4 vezes com as mulheres Nathalie Delon, Mireille Darc, Rosalie Van Bremen e Romy Schneider (namorada).

Alain Delon, este ator francês, hoje com 83 anos, que já foi considerado a Brigitte Bardot masculino, recentemente, confessou em entrevista publicada pela revista Paris Match, que perdeu “a paixão” pelo mundo que o rodeia e que passa a maior parte de seu tempo “à toa”, rodeado de seus animais de estimação enquanto tenta desfrutar ao máximo de seus filhos e seus netos para “não morrer sozinho”. O célebre galã francês reconhece que é um homem nostálgico que frequentemente olha para o passado. Confessou o ator de “O Leopardo”: “Fui tão feliz como não se pode ser toda a vida e quero compartilhar o máximo que puder com meus filhos, pois não quero morrer sozinho”.

Dos seus quatro filhos, há um, Christian, mais conhecido como Ari, que é o filho que Delon “abortou”. Mesmo namorando a belíssima austríaca Romy Schneider, o ator fazia questão de deixar claro que não era exclusividade de ninguém. Em uma de suas aventuras, Delon conheceu a modelo alemã Christa Paffgen, mais conhecida como Nico. Depois de fazerem “naná”, o fruto do breve e inconsequente affair entre a modelo e o ator francês, veio ao mundo dia 11 de agosto de 1962, com o nome de Christian Aaron Boulogne. Renegado pelo pai, que jamais assumiu sua paternidade e sempre se recusou a fazer qualquer exame que comprovasse tal parentesco, o jovem Ari, como é frequentemente chamado, foi criado por Edith Boulogne, mãe de Delon.

Durante muito tempo Alain Delon foi o astro francês mais rentável, tendo atraído às salas de cinema mais de 100 milhões de espectadores. A imprensa estrangeira costumava lhe chamar de “Brigitte Bardot masculino”, pelo físico atraente e sucesso internacional. Há cerca de 15 anos, após o lançamento de uma biografia não autorizada, do jornalista Bernard Violet, ele assumiu publicamente sua bissexualidade. O biógrafo revelou o caso do ator com Luchino Visconti, na época de “Rocco e seus Irmãos”, e Violet foi ainda mais longe, contando detalhes sobre suas aventuras amorosas com figuras de ambos os sexos e envolvimento com mafiosos e políticos de reputação duvidosa, além de problemas com álcool e drogas. Hoje, aos 83 anos, Cavaleiro da Legião de Honra Francesa, sem dúvida, Delon é uma das maiores estrelas europeias de todos os tempos.

Pela sua beleza com aquele rosto estonteante e contorno exuberantes, Na década de 70, muitos casais se recusavam a assistir seus filmes (evidentemente que os homens), por nada mais nada menos que Ciúmes. Na verdade, Alain Delon era um homem bonito por todos os ângulos. Para quem acompanhou automobilismo(Fórmula 1) na década de 70 seu rosto era muito parecido com o do piloto francês François Cevert que morreu durante os treinos para o Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1973. Assista ao vídeo logo abaixo com as fotos montagens do lindão Alain Delon.

FERNANDO SANCHO, O “GENIAL MALVADO”

Em se tratando de malvadeza, na arte da cinematografia, vem logo em nossa mente àquela figura excêntrica e afamada, além de galhofeira e debochada desse magistral ator que é Fernando Sancho, o nosso bom homem mau… Por esse “interiozão” das cidadelas brasileiras, dias de feiras livres, fãs de memoráveis westerns spaghetti procuravam avidamente pelo nome de Fernando Sancho nos cartazes dos filmes dependurados em postes ou acompanhava o “locutor” num carro de marca Jeep ou Rural, com um microfone enrolado num farrapo de flanela vermelha, anunciando a película cinematográfica de logo mais à noite em CinemaScope, que era uma tecnologia de filmagem e projeção que utilizava lentes de última geração, pois ninguém tinha dúvida em comprar o bendito ingresso com a certeza de boa diversão.

O Genial Malvado foi muitas vezes estigmatizado ou rotulado de modo negativo como um bandido mexicano quando na verdade ele nasceu em Zaragoza, viveu na Espanha e morreu em Madrid. Com aquele seu corpanzil pesado, o ator espanhol que passava facilmente por mexicano, normalmente por bandido mexicano. Ele é um ator espanhol que se notabilizou por interpretar bandoleiros com seu barrigão exagerado, rosto suado, vestes ensebadas e gargalhada que se ouvia à distância de um ou mais quilômetros antecipando alguma crueldade. O nome desse ator é Fernando Sancho, que por mais que tentasse ser sinistro e sanguinário, nunca deixava de conquistar o espectador que, muitas vezes, secretamente até a gente torcia por ele.

Quando o westerncinemania elaborou a desastrada enquete “Grandes Bandidos dos Faroestes”, alguns cinéfilos como Darci Fonseca, Joaílton de Carvalho e Edson Paiva não se conformaram com a ausência do europeu Fernando Sancho entre os 50 homens mais selecionados para a enquete. Escreveram: “Acho que na lista dos piores bandidos faltou Fernando Sancho, carismático, cruel, cínico e sujo”. Outros comentários: “Fernando Sancho foi uma ausência de peso. (…) Acho que nenhum dos 50 da lista interpretou a quantidade de vilões que fizeram a fama de Fernando Sancho. (…) Ele marcou os westerns spaghetti e muitas vezes os filmes só valiam à pena por sua presença”…

O cinema espanhol não poderia prescindir de um artista como Fernando Sancho que, mesmo sempre um pouco acima do peso, era capaz de interpretar galãs com a mesma facilidade com que interpretava policiais, oficiais fardados e, melhor que ninguém, hombres malos nos westerns spaghetti. Em sua briosa carreira, no auge, Sancho não parava de filmar e suas participações em produções na década de 60 é impressionante: sete filmes em 1961; – seis em 1962; – nove em 1963; – nove em 1964; – 14 em 1965; – 14 em 1966; – 12 em 1967; – nove em 1968; cinco em 1969. Nessa década Fernando Sancho fez desde pequenas participações em superproduções como “Lawrence da Arábia”, “O Rei dos Reis” e “55 Dias em Pequim” a papeis importantes como em “O Filho do Capitão Blood”. Ao todo foram mais de 200 filmes. Sancho participou de gravações cujos elencos eram liderados por campeões de bilheteria na Espanha como os astros infantis Pablito e Joselito. Foi pouco relevante mas que alcançou sucesso na Espanha interpretando “El Zorro” herói muito querido na terra de Cervantes. Em “A Vingança do Zorro” (1962), Fernando Sancho iniciou uma nova fase em sua carreira, agora no gênero western que atraía muito público na Europa. Além destes, Sancho atuou em muitos filmes com o italiano Giuliano Gemma, filmes como: “Uma Pistola Para Ringo”, “Ringo Não Discute: Mata”. Em “Uma Pistola para Ringo” ele é dublado por alguém bastante competente, o que deixa o filme ainda mais divertido. O melhor filme de Ringo com Sancho, donde, recomendo-o.

E haja filmes faroestes!!!, entre tantos: “Pelo Prazer de Matar; – “Até no Inferno Irei à Sua procura”; – “Django Atira Primeiro”; – “Clint, o Solitário”; – “Django Mata por Dinheiro. Em “Arizona Colt”, Giuliano Gemma e Fernando Sancho contracenam pela última vez num western. Dois spaghetti que alcançaram muito sucesso foram “O Dia da Desforra” e “Ódio por Ódio”, ambos com a presença de Sancho. São de 1967: “Um Homem e Um Colt”; – “Killer Kid” (com o brasileiro Anthony Steffen); – “Billy, o Sanguinário” (o personagem de Sancho é ‘El Bicho’); – “15 Forcas para um Assassino”; – “Rita no West” (com Rita Pavone e Terence Hill); – “A Outra Face da Coragem” (com Mark Damon e John Ireland e Sancho interpretando “Carrancha”, mais um nome bastante significativo para o ator).

Finalmente, como curiosidade, os filmes da dupla “O Gordo e o Magro” faziam grande sucesso na Espanha e o eclético Fernando se tornou o dublador oficial de Oliver Hardy, o Gordo. Fernando Sancho tinha como seu grande ídolo: John Wayne. Os últimos westerns da filmografia de Fernando Sancho, nos anos 70, tiveram qualidade bastante inferior uma vez que diretores como Corbucci, Sollima, Tessari e principalmente Leone (com quem Fernando Sancho nunca filmou) haviam dado adeus ao gênero. A fama de Fernando Sancho era tão grande na Europa de modo geral e mais especialmente em seu país, que a revista espanhola “INTERVIU” bateu recordes de tiragem quando estampou ensaio fotográfico com Maytita, a filha do ator. Já passado dos 60 anos de idade, o ritmo de trabalho de Fernando Sancho diminuiu sensivelmente, mas ainda assim nunca lhe faltou convites para atuar, no mais das vezes emprestando seu glorioso nome a produções de qualidade duvidosa. Sancho foi dirigido pelos principais diretores italianos e espanhóis de westerns, mas não teve oportunidade de atuar sob as ordens de Sergio Leone, o que aparentemente não o incomodou. Se vivo fosse Fernando Sancho teria completado 102 anos em janeiro de 2018. Morreu em 1990 aos 74 anos de idade de câncer. O gorducho nunca levava a sério, como também não ligava para certa discriminação que sofria de Hollywood. Porém, a única coisa que lamentava, isto sim, nunca ter participado de um filme com John Wayne, seu grande ídolo no cinema.

O GIGANTE ATOR NEGRO: WOODY STRODE

Quando se fala em atores negros de Hollywood vem logo à memória da gente as figuras de Sidney Poitier(91 anos) e Morgan Freeman(81 anos). Esquece-se desse gigante ator negro que é Woodrow Wilson Wolwine Strode, apelidado “Woody”, descendente de Índios Cherokee, além de naturalmente ser o que se convencionou chamar de afro-americano. Essa mistura de raças gerou um jovem fortíssimo, com 1,93m de altura e uma invejável musculatura. Em sua brilhante e promissora carreira como ator, Woody Strode fez parte de grandes filmes, conviveu com diretores do mais alto gabarito como John Ford e com atores famosos como John Wayne. Tudo isso em razão de sua boa índole, seu porte físico e altivez somados a seu razoável talento interpretativo, fizeram dele um dos mais requisitados atores negros de seu tempo. O Gigante Woody foi abatido por um câncer do pulmão que o levaria à morte aos 80 anos em 31 de dezembro de 1994, na Califórnia.

Essa figura extraordinária, Strode foi daqueles atores que tem uma presença tão marcante, em razão de seu porte, seu olhar, que mesmo tendo poucos diálogos, como na maioria de seus filmes, atraía o olhar da plateia para ele num piscar de olho, automaticamente. Todos os papéis que esse ator desempenhou, ele deixava um rastro de perfeição. Como sempre, impondo uma dignidade, uma altivez e uma grande sensibilidade em tudo que fazia ou o papel que desempenhava. Basta dizer, do seu desempenho de ator que dignificou cada personagem que interpretou, especialmente o Sargento Rutledge de “Audazes e Malditos”, o gladiador de “Spartacus” e o negro Pompey, empregado de John Wayne em “O Homem que Matou o Facínora”. Esses três filmes apenas bastariam para colocar Woody Strode no hall da memória dos verdadeiros amantes dos filmes de faroestes.

O competente historiador de filmes faroestes, Darci Fonseca, nos afirma que, na década de 1960 Woody Strode participou de diversos filmes importantes que o levaram a ser conhecido pelo nome e não apenas lembrado como “aquele negro forte” de tantos outros trabalhos no cinema. A magnífica sequência começou em 1960 com “Audazes e Malditos” (Sergeant Rutledge), western de John Ford que Woody protagonizou. No mesmo ano, um dos melhores momentos do épico “Spartacus” foi a brutal luta entre o gladiador africano Draba (Woody) contra Spartacus (Kirk Douglas). Indicado para o prêmio ‘Melhor Ator Coadjuvante’ do Globo de Ouro (1961), por sua atuação em “Spartacus”, Woody Strode recebeu, enfim, o reconhecimento da crítica quanto a seu talento como intérprete. Fazer parte do grupo de atores preferidos de John Ford é, sem dúvida, uma honra para qualquer intérprete e Woody Strode atuou sucessivamente em “Terra Bruta”, “O Homem que Matou o Facínora”, ambos do diretor John Ford que morreu no ano de 1973. Neste último, que foi a derradeira obra-prima de Ford, Woody Strode interpreta Pompey, numa atuação tão marcante quanto aquela em que personificou o Sargento Rutledge. E Woody estaria presente no elenco de “Os Três Desafios de Tarzan”, em que o Rei das Selvas é Jock Mahoney. Strode já estivera em outro filme do Rei das Selvas, que foi “Tarzan e a Tribo Nagasu”, com Gordon Scott.

Os anos 60 reservaria ainda dois filmes memoráveis para Woody Strode, ambos faroestes. Em 1966 Woody foi um dos quatro especialistas de “Os Profissionais”, como o atirador de flechas de Burt Lancaster E veio 1968, com Sergio Leone colocando Woody Strode na deslumbrante sequência inicial de “Era Uma Vez No Oeste”, com Woody como Stone, um dos bandidos que aguardam a chegada do trem. Depois desse conjunto de westerns Woody Strode poderia ser considerado o mais importante ator negro dos faroestes, ainda que nunca como ator principal. Provavelmente pelo grande preconceito de seu país, Woody não teve maiores oportunidades como protagonista, pois, em minha opinião, ele tinha talento, pena que não pôde desenvolvê-lo a contento. Outros westerns-spaghetti, já nos anos 70, que contaram com Woody Strode no elenco foram “Keoma”, com Franco Nero. Pois bem!!! Longe do gênero western, Woody Strode apareceu em “Travessia a Cuba”, como também em “Causa Perdida”: uma biografia do guerrilheiro argentino Che Guevara que fora protagonizado por Omar Shariff.

O filme Che que teve seu nome alterado, aqui no Brasil, para Causa Perdida. Apesar de ter sido filmado em 1969, só chegou às telas do Brasil em 1976, em pleno regime militar e com vários cortes… Esta é uma obra bastante controversa, em especial nas personagens centrais: Ernesto Che Guevara (Omar Sharif) e Fidel Castro (Jack Palance, caracterizado fisicamente de maneira perfeita). Como escreve o blogueiro Alexandre Maccari, o filme é uma produção hollywoodiana, com elenco mega estelar, que tinha o objetivo de retratar um símbolo da luta contra o imperialismo dos Estados Unidos. Principalmente se considerarmos ser um filme feito no cerne de acontecimentos importantes da Guerra Fria, como a luta no Vietnã e tão próximo da morte de Ernesto Che Guevara, em 1967. A obra está estruturada de forma que somos conduzidos por depoimentos pseudo-documentais, de partícipes da luta pró e também contra os ideais de Guevara, sendo exposto a trajetória do líder da chegada à Cuba (em fins de 1956), passando pelos conflitos ideológicos entre Fidel e Che, até o retrato do momento da guerrilha na Bolívia e seu desenlace trágico. O filme vale principalmente por seu caráter histórico. Destaca-se na produção os ótimos atores Frank Silvera e Woody Strode, que no filme acabam sendo meros coadjuvantes de Jack Palance e Omar Sharif.

Por fim, a esse “gigante” que com certeza ajudou abrir “muitas portas” para as futuras gerações de artistas negros que tão bem desempenhou o papel de Sargento Rutlegde, no filme “Audazes e Malditos”, o mais preto e branco dos filmes do diretor John Ford. E para fazer jus e dignificar cada personagem que o gigante ator negro interpretou, assista ao trailer de apenas 4 minutos de trechos exibidos como anúncio do filme CHE!!! – Causa Perdida – que está sendo projetado logo abaixo, tendo como pano de fundo uma excelente melodia de Carlos Puebla, cantor, compositor e guitarrista, muito conhecido como “El Cantor de la Revolución Cubana”, intitulada Hasta Siempre Comandante – Até Logo Comandante (Versão tradicional). Vale a pena conferir a seleção de 4 minutos do vídeo abaixo.

MORGAN FREEMAN, O NELSON MANDELA DE HOLLYWOOD

Conhecido por seus papéis em filmes como Invictus, Todo Poderoso, Conduzindo Miss Daisy ou Os imperdoáveis, este, um filme faroeste dirigido e protagonizado pelo velho e bom Clint Eastwood. Morgan Freeman, 81 anos, ficou em primeiro lugar entre os 10 atores mais bem pagos de 2018 segundo a revista People With Money. O ator norte-americano tem um patrimônio líquido bastante rechonchudo. Ele deve a sua fortuna a investimentos inteligentes em ações, propriedades imobiliárias substanciais, acordos lucrativos de patrocínio com os cosméticos CoverGirl. Freeman também é proprietário de vários restaurantes (a rede “Morgan Gordão”) em Washington, um time de futebol (os “Anjos de Memphis”); lançou sua própria marca de vodca (“Pure Wonderfreeman – USA”), e está entrando no mercado jovem com um perfume líder em vendas (“De Morgan com Amor”) e uma marca de roupas chamada “Sedução by Morgan Freeman”.

Morgan Freeman sempre foi um ator inovador, destemido e totalmente desprendido de expectativas. Seja interpretando um coronel, um chofer, um assassino confesso, um assistente em uma academia de boxe, cafetão ou pistoleiro de aluguel, Morgan consumou cada um de seus personagens carregando sua alma, mostrando também seu lado mais humano. Em que pese, nos Estados Unidos, os brancos possuírem um patrimônio líquido médio mais de 15 vezes maior do que os negros, Morgan é um negro que venceu sem cotas. Para ele, negro não é sinônimo de pedir esmola e ser coitadinho… Creditado em mais de 120 filmes, nomeado cinco vezes ao Oscar e premiado pela Academia em 2005 pela sua participação como ator coadjuvante em “Menina de Ouro” (2004), Freeman é considerado um dos profissionais mais famosos da indústria cinematográfica.

A propósito, o faroeste Os Imperdoáveis(1992) foi realizado como a grande despedida de Clint Eastwood à frente das câmeras. Envolvido cada vez mais com seu trabalho como diretor, o astro escolhera esta trama, mostrando o lado nada glorioso do Velho Oeste, para aposentar sua carreira de ator de uma vez por todas, no gênero que lhe rendeu seus maiores sucessos. Os imperdoáveis traz Clint Eastwood como o assassino aposentado William Munny que se junta com seu antigo colega o bom de mira Ned Logan(Morgan Freeman). Considerado um western ultraviolento, Os Imperdoáveis (ganhador de 4 Oscar em 1993) é a despedida perfeita do ator/diretor do gênero que lhe deu uma carreira bem sucedida no cinema. Dedicado aos seus mestres Sergio Leone e Don Siegel, o filme é uma bela homenagem e uma prova concreta de que o cineasta aprendeu com os melhores.

Através de pesquisa comprava-se que, O primeiro destaque de Morgan Freeman, foi em 1987, em Armação Perigosa, filme que rendeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Mas a popularidade do ator veio só em 1989, quando ele já estava com 52 anos de idade, no filme Conduzindo Miss Daisy, Morgan Freeman, no filme interpretou um motorista de uma senhora emocionalmente distante do filho, interpretada por Jessica Tandy, o filme é uma história comovente de amizade. Morgan Freeman, venceu pelo papel, o Globo de Ouro, de Melhor Ator, e recebeu uma nomeação na categoria de Melhor Ator, no Oscar. Outros filmes de sucesso que concretizaram sua fama de ator com uma voz autoritária e um comportamento calmo, foram, Um Sonho de Liberdade, baseado na obra de Stephen King, que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro, A Fogueira das Vaidades, contracenando ao lado de Tom Hanks e Bruce Willis, Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões, O Poder de um Jovem, Impacto Profundo, Os Sete Pecados Capitais e Todo Poderoso, onde interpretou Deus.

Recentemente, uma frase atribuída ao ator Morgan Freeman começou a se espalhar através das redes sociais e foi bastante compartilhada em grupos do WhatsApp. O texto colado em uma imagem do ator diz que O MUNDO DEVERIA SE PREOCUPAR MAIS COM A CONSCIÊNCIA HUMANA DO QUE COM A CONSCIÊNCIA NEGRA e que, no dia em que isso acontecer, o racismo desaparecerá!!! Eis a frase na íntegra: “O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece”.

Outro episódio marcante na vida de Morgan foi em 2009, quando ele foi convidado para estrelar o filme INVICTUS. Um belo filme, com final previsível, porém, são aqueles finais, que torcemos para que dê certo. Um enredo enxuto, muito bem distribuído, uma direção segura e sincera de Clint Eastwood, o que não é nenhuma novidade e a atuação de Morgan Freeman que convence como um autêntico Nelson Mandela, o carismático líder mundial. Quando Invictus foi aprovado, o compositor Kyle Eastwood estava na África do Sul, para participar de um festival de jazz. Clint Eastwood, seu pai, pediu que ele pesquisasse pelas bandas locais, para incluir na trilha sonora do filme. O Soweto String Quartet, a banda favorita de Nelson Mandela, foi contratado para trabalhar no filme.

A palavra invictus significa invencível, em latim. Antes das filmagens começarem, Morgan Freeman visitou Nelson Mandela, pedindo sua bênção para o filme. Naquela oportunidade Nelson Mandela declarou que apenas Morgan Freeman poderia interpretá-lo em Invictus. Morgan Freeman assistiu a diversos vídeos de Nelson Mandela, para aperfeiçoar o sotaque e o ritmo de sua fala. Conheça melhor todo o desenrolar dessa fantástica história assistindo ao vídeo clicando aqui.

SIDNEY POITIER, PRIMEIRO ATOR NEGRO A GANHAR UM OSCAR

Poitier, em fevereiro de 2018 completou 91 anos de idade. Em 1963 fez história ao se tornar o primeiro ator negro da história a receber o prêmio Oscar de melhor ator principal por sua performance no drama Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field) em 1963. Ao apresentar Sidney Poitier como ganhador da estatueta do Oscar, a consagrada atriz Ann Bancroft lhe deu um beijo na face, um gesto que causou escândalo entre o público mais conservador. Três anos depois, Poitier, contracenando com Katherine Houghton, protagonizaram uma das mais comentadas cenas, ao trocarem um ardente e prolongado beijo – o primeiro beijo inter-racial da tela cinematográfica – em Adivinhe Quem Vem para Jantar (1967).

O chamado black western num país racista tipo os Estados Unidos era coisa impensável, na década de 60, um negro protagonizar um filme de Cawboy… Como diz o pesquisador e cinéfilo de bang bang Darci Fonseca, Nos anos 60 os Estados Unidos viram crescer as manifestações políticas pelos direitos civis e o mundo assistiu constrangido à morte do líder negro Martin Luther King. Muitos avanços ocorreram na sociedade norte-americana como reflexo dessa turbulência social e na década de 70 ocorreu a explosão dos chamados Black Movies(filmes com negros). John Ford havia sido o diretor que mais incisivamente focalizou um personagem negro em um faroeste em “Audazes e Malditos” (1960) e o cinema teve que esperar até 1972 para ver produzido um autêntico Black Western.

No mundo artístico ninguém mais que Harry Belafonte lutou pelos direitos dos afro americanos, que é como os negros de lá gostam de ser chamados. Este consagrado cantor foi quem produziu, em 1972, “Um Por Deus, Outro Pelo Diabo”, contratando para estrelar esse western seu amigo de passeatas Sidney Poitier. Esse primeiro verdadeiramente grande astro negro de Hollywood havia sido, em 1968, o campeão de bilheterias dos Estados Unidos estrelando os filmes “Adivinhe quem Vem para Jantar” e “Ao Mestre com Carinho nesses dois filmes Poitier personificou o negro digno e exemplar, produto tipicamente hollywoodiano.

O faroeste “Um Por Deus, Outro Pelo Diabo” tem história similar à do belíssimo “Caravana de Bravos”, de John Ford. Porém a saga das famílias negras atravessando desertos e toda sorte de perigos rumo ao desconhecido para fugir do terrível passado, dá lugar às aventuras da dupla Buck e o Reverendo. Aos poucos o filme de Sidney Poitier segue como modelo “Butch Cassidy e Sundance Kid”, o western que dois anos antes obteve o mais retumbante sucesso que um faroeste havia alcançado na história do cinema. Paul Newman e Robert Redford disputam a preferência entre Poitier e Belafonte, não faltando nem mesmo o elemento feminino na figura de Ruth (Ruby Dee), perfazendo um inequívoco triângulo amoroso. “Um Por Deus, Outro Pelo Diabo”, até hoje um faroeste único e que merece ser revisto nem que seja para rir um pouco com Harry Belafonte e para saber que os heróis nem sempre eram brancos.

Por se recusar sistematicamente a representar papéis com chavões ou clichês a ele oferecido como ator negro, Poitier tornou-se um pioneiro para si mesmo e para outros atores negros. À época recebeu indicação de Melhor Ator por sua atuação em Acorrentados (1958). Seu trabalho em filmes como Sementes da Violência fez dele o primeiro astro cinematográfico negro de destaque. Entretanto, o filme que consagrou definitivamente Sidney Poitier foi Ao Mestre, Com Carinho (1967). Um jovem professor, Mark Thackeray, enfrenta alunos indisciplinados neste filme clássico que refletiu alguns dos problemas e medos dos adolescentes dos anos 60. Sidney Poitier tem uma extraordinária performance como um engenheiro desempregado que resolve dar aulas, num conhecido bairro operário em Londres.

Da última geração de mitos do cinema, ainda com os pés no clássico, Poitier vê um tempo de transformações. As questões raciais eram levadas às telas. Nascido em Miami, ele logo sentiu os problemas da população negra nos Estados Unidos. Tentou ingressar no Teatro Americano Negro, ainda nos anos 40, só conseguindo na segunda tentativa. Eis os cinco filmes que tornaram Sidney Poitier o maior ator negro de todos os tempos: Acorrentados, de Stanley Kramer; No Calor da Noite, de Norman Jewison; Uma Voz nas Sombras, de Ralph Nelson(Com a personagem Homer Smith, Poitier tornou-se o primeiro afro-americano a ganhar o Oscar na categoria principal); Ao Mestre, Com Carinho, de James Clavell; Adivinhe Quem Vem Para Jantar, de Stanley Kramer. O beijo entre a menina branca e seu noivo negro é visto pelo retrovisor do veículo, de forma distante. O impacto, na época, foi grande, ainda que hoje o filme pareça comportado demais.

Com Acorrentados, vem a primeira indicação ao Oscar. A estatueta chegaria pouco depois, pelo seu papel em Uma Voz Nas Sombras, DE 1963, que marcou época. Um ator à altura de seus grandes filmes. Em 2002, a Academia Cinematográfica de Hollywood lhe conferiu o Prêmio Honorífico por sua obra, sempre representando a indústria do cinema com dignidade, estilo e inteligência. Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em Hollywood Boulevard. Poitier foi embaixador das Bahamas no Japão e na Unesco, além de ter recebido em 2009, das mãos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Medalha Presidencial da Liberdade, a condecoração civil mais importante do país.

Vejam o trailer para entender o contexto histórico da época do filme Adivinhe Quem Vem Para Jantar. É um filme que funciona apenas quando você tem ideia do contexto histórico: Em 1967, 17 estados americanos ainda proibiam o “casamento inter-racial”. Spencer Tracy e Katherine Hepburn (que foi premiada com o Oscar por sua atuação) estão inesquecíveis como os atônitos pais, neste filme de 1967 que é um marco sobre as questões de miscigenação racial no casamento. Assista-o!!!

KIRK DOUGLAS EM O ÚLTIMO PÔR DO SOL

Já costuma dizer o cinéfilo George Batista que, “A cinefilia é uma espécie de confraria onde nem todos se conhecem, mas todos têm um ideal em comum”. Pois bem, no meu caso específico sou um cinéfilo diferenciado: só gosto mesmo de filme de faroeste, caubói ou bangue bangue. Adoro, e porque não dizer sou apaixonado por este gênero cinematográfico de peripécias movimentadas criado no país do cowboy e ex-Presidente Ronald Reagan e que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste norte-americano, em pleno Século XIX. Começarei esta minha pequena e humilde confabulação com os leitores deste blog pelo ótimo intérprete do Oeste americano que é o lendário e centenário, ainda vivo, o baixinho Kirk Douglas. Nome artístico de Issur Danielovitch que é um ator norte-americano de origem judaica. O veterano Douglas é amplamente considerado um dos melhores atores da história do cinema. É pai do talentoso ator Michael Douglas(hoje, com 73 anos). Kirk Douglas é mais que uma lenda viva do cinema. Na verdade, ele é o último “durão de Hollywood”. Não é à toa que, em dezembro de 2017(dia 9), completou 101 anos de idade. Se a data já é histórica para qualquer ser humano, imagine para alguém que foi um dos principais galãs das telonas dos filmes faroestes. Kirk Douglas é um dos poucos representantes vivos da famosa era de ouro de Hollywood.

Por ser um ator de facetas múltiplas interpretou meio mundo de papéis, como Spartacus (1960), 20.000 Mil Léguas Submarinas(1954), A Vida Apaixonada de Van Gogh(1956). No que se refere aos filmes de faroestes, além do Último Pôr do Sol, em 1952 ele filmou o Rio de Aventura e Floresta Maldita, A Um Passo da Morte(1955), Sem Lei e Sem Alma(1957), Ambição Acima da Lei(1975), este como ator, produtor e diretor. Sua Última Façanha(1962), Ninho de Cobras(1970) e o conhecidíssimo Duelo de Titãs filmado em 1959. No ano de 1967 os cinéfilos foram agraciados com o filme Gigantes em Luta, filme muito bom com a união de dois mitos do cinema mundial: Kirk Douglas & John Wayne. Gigantes em Luta seria um faroeste comum. O que torna este filme notável é o duelo entre John Wayne e Kirk Douglas, confronto não realizado com armas, mas sim com a fina ironia dos diálogos entre os dois. assista-o, vale a pena!!!

Na sua trajetória cinematográfica, Kirk Douglas recebeu três indicações ao Oscar por seu trabalho e interpretação. Não ganhou nenhum, mas recebeu um Oscar honorário especial em 1996 por “50 anos de modelo moral e criativo para a comunidade cinematográfica.”. Nos últimos anos, depois de escapar com o corpo todo queimado de um acidente de helicóptero, no qual os dois outros tripulantes morreram, Kirk Douglas padeceria ainda de um derrame em 1996, que afetou parcialmente sua capacidade de falar.. Tratando-se com uma fonoaudióloga, ele ainda discursaria em agradecimento à premiação do Oscar, de onde recebeu das mãos de Steven Spielberg a estatueta em honra à sua obra cinematográfica.

O derrame sofrido em 1996 impediu que continuasse falando corretamente, mas ele se recuperou parcialmente graças a meses de terapia. E, à medida que sua saúde impedia o retorno as filmagens, ele e sua esposa se voltaram cada vez mais para a filantropia, com a intenção de doar para obras de caridade a maior parte de sua fortuna. O casal reconstruiu 400 parques infantis em Los Angeles e foi responsável pela construção do Harry’s Heaven, a unidade de Alzheimer batizada com o nome do pai de Kirk no Abrigo do Fundo de Cinema e Televisão na Califórnia.

Por fim, em se tratando deste monstro sagrado do cinema mundial, entre atuações e participações, o norte-americano possui 91 filmagens como ator. Mas o que marca realmente em Kirk é o seu primórdio como galã, em uma época onde os “DURÕES” eram o que ditavam a indústria do faroeste. Kirk Douglas é mais que uma lenda viva do cinema. Ele é o último de uma geração diferente de galãs. Naquela época os valores eram outros. O homem, por exemplo, não podia demonstrar fraqueza. Imperavam regras como “homem não chora”. Hoje em dia a viadagem tomou conta do pedaço e essa boiolada que aí está e não é chegada a mulher dá um rabo que rincha!!! Hoje, esse papo furado que homem não chora ou mesmo rótulo dessa natureza, não passa de um título de música brega na voz do bom, romântico e inesquecível Waldick Soriano…

Acho que, na verdade, O Último Pôr-do-Sol não teve o reconhecimento que merece porque ele é um western, mas ao mesmo tempo é um grande melodrama de amor, com um toque de tragédia grega. Acabou então não agradando tanto nem aos fãs do western, nem aos fãs do melodrama, nem aos fãs da tragédia grega. Mas, sem sobra de dúvidas, considero O Último Pôr do Sol o melhor final de filme de todos os tempos. Vale a pena assisti-lo, pelo menos os últimos minutos do excelente filme. Aliás, Duelo de titãs (com Kirk Douglas e Anthony Quinn) E o Último pôr do Sol (Kirk Douglas, Rock Hudson e com a excelente Dorothy Malone) são finais de filmes que pagam o ingresso. O fato de eu gostar demais dele pode se explicar talvez por eu ter visto quando garoto, e ter ficado impressionado demais com ele por ter sido o meu primeiro filme de faroeste que assisti e até hoje essa película ronda na minha memória a imagem de Kirk Douglas com aquele seu rosto pentagonal e essa cratera ainda com fumarolas no seu queixo de vaqueiro…

No ano de 2016, o cinéfilo brasileiro Darci Fonseca fez uma homenagem a Kirk Douglas com o final do western “O Último Pôr-do-Sol” e um cenário deslumbrante. As filmagens foram realizadas em Rancher Town, na cidade de Piratininga no Estado de São Paulo. Trata-se de uma produção feita pelo cinéfilo que não apenas gosta de assistir faroestes, mas também homenagear os western célebres reproduzindo-os em sequências os bons filmes de bang bang. Assista ao vídeo logo abaixo produzido no Brasil:

TRIBUTO AO REPUBLICANO CLINT EASTWOOD

O Republicano Clint Eastwood, eleitor e torcedor número um do cachorro louco, Donald Trump, naquela oportunidade afirmou em discurso de campanha em prol do presidente eleito que será muito melhor do que Ronald Reagan, quando disse que as pessoas estão ficando “Cansadas do politicamente correto, que fala para agradar. A geração em que estamos agora é um saco”. Clint Eastwood não morreu. Continua vivo como nunca. Esse tem sido o desejo de muita gente do Partido Democrata norte-americano, desde que o ator/diretor, aos 88 anos, na campanha eleitoral americana, fez um ato na convenção Republicana, utilizando de seus dotes artísticos para conversar com uma cadeira vazia que representava o péssimo presidente, o negão Barack Obama. A cena foi tão espetacular que o Republicano foi aplaudido de pé. Como bom ator, foi uma cena extraordinária. Mas não podemos deixar que essa outra sua virtude como um excelente político também, ofusque o que o velho Clint fez e representa na carreira – não só para o cinema, mas para nós, quando ele comunga com a extinção – Em território americano – dos terroristas muçulmanos; é contra os porcos fedorentos mexicanos que entram em seu país clandestinamente; é lamentável Clint não saber que na América do Sul, mas propriamente no Brasil, havia uma seita, denominada de Putada Petralha que, politicamente, deveria sofrer um extermínio por completo, ser aniquilada, sumida do mapa, por só pensar naquilo: roubar!!!

Pois bem, o que interessa num artista é sua obra. O resto é perfumaria… É o Clint Eastwood ator que devemos relembrar: por mais amargurado e indômito que tenha sido nos westerns spaghetti que fez, cruel em determinados momentos, mas há sempre um tremendo humanismo, dignidade e caráter, uma busca desesperada por redenção. São lições que devemos tirar do velho herói, independentemente de um ou outro momento infeliz que possa ter protagonizado. Em que pese o Diego Marques ser um jornalista petralha e comedor de toco, puxa-saco de dizer basta do Lula e da Corja Vermelha, isso não impede que seja um excelente crítico de cinema e um cinéfilo dedicado e profundo conhecedor dos filmes de faroestes, ao afirmar que: “Clint foi uma figura importantíssima no faroeste spaghetti, um dos gêneros mais cultuados do cinema. Foi a partir de sua parceria com o italiano Sergio Leone(Lee Van Cleef, também!!!), que o ator se tornou um ícone como o anti-herói do Velho Oeste. Clint personificou a figura amargurada e perigosa que marcou o olhar cínico e o contraponto do western tradicional, feito principalmente por John Ford”.

Sem sombra de dúvida, Clint Eastwood fez história a partir da década de 60 como uma das estrelas máximas de Hollywood, como ratificou a revista Empire, que o colocou em segundo lugar no ranking dos 100 maiores astros de todos os tempos. Quem acompanha esta modalidade de cinema, sabe muito bem que, o convite que mudaria sua carreira veio em 1964. O cineasta italiano Sergio Leone convocou o ator para interpretar “o homem sem nome” de Por Um Punhado de Dólares, filme que deu início não só à Trilogia dos Dólares, mas também a todo um gênero: o bang bang à italiana ou western spaghetti. Na sequência, Clint e Leone realizaram Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966), ele desempenhando o papel de o bom; Eli de o feio; e Cleef de o mau.

Eis os principais filmes de Clint Eastwood na modalidade bang bang: 1965- Por uns Dólares a Mais; – 1966- Três Homens em Conflito (o melhor de todos eles); – 1966- Por um Punhado de Dólares; – 1968- A Marca da Forca; – 1970- Os Abutres têm Fome; – 1973- O Estranho Sem Nome; – 1976- Josey Wales, o Fora-da-Lei; – 1985 O Cavaleiro Solitário; – 1992- Os Imperdoáveis (neste filme ele atuou tanto como ator quanto diretor e faturou 4 Oscar). Eastwood é certamente um dos maiores diretores de cinema em atividade. Toda sua obra está composta em cerca de 90 películas. Tanto como ator quanto diretor.

Um detalhe impressionante na carreira desse astro é que, mesmo marcado pelo jeito durão em que aparece em seus filmes, Clint nunca conquistou a antipatia das pessoas e, com o tempo, foi provando que também era um sujeito de sensibilidade artística única. Em 1992, dirigiu Os Imperdoáveis, que é considerado por muitos como o último grande faroeste, sendo a despedida com chave de ouro do gênero que o consagrou. A produção conquistou quatro prêmios Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme. Clint é sempre um machão. Homem duro, de poucas palavras. Seus personagens são briguentos, geralmente mulherengos, intransigentes com o que eles consideram errado e muitas vezes atormentados por algum trauma do passado.

Por fim, há de se registrar que ele foi eleito prefeito da cidade de CARMEL, em 1986, na Califórnia, e foi convidado para ser mais ativo dentro do partido Republicano, mas preferiu não dar seguimento à carreira política, para a felicidade da sétima arte. Hoje, aos 88 anos, o Diretor Clint Eastwood, ex-prefeito republicano de sua cidade natal terminou de dirigir o filme “Sully”, estrelado por Tom Hanks e chegará aos cinemas brasileiros ainda este ano.

ANTHONY STEFFEN: O DJANGO BRASILEIRO

Anthony Steffen é brasileiro da gema, por isso é tratado como o nosso Django. Nosso?!?!?! Isso mesmo!!! Porque Antonio Luiz de Teffé é brasileiro de boa cepa, como gostavam de orgulhar-se as reportagens ufanistas que as revistas “Manchete” e “Fatos & Fotos” sempre faziam cada vez que ele chegava de férias ao Rio. Filho e neto de diplomatas, o ator nasceu na Embaixada do Brasil em Roma. Anthony Steffen, nome artístico de Antônio Luiz de Teffé sempre foi elegante, educado e culto, falava inglês, francês, português, espanhol e italiano. No final dos anos 80, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fixou residência. Em 2002, descobriu que estava com câncer. Faleceu no dia 4 de junho de 2004 aos 73 anos. E o mundo da magia do cinema, especialmente o brasileiro, perdia um de seus mais proeminentes heróis.

Com os seus olhos azuis e os 1,89m que magnetizavam a plateia do cinemas que exibiam seus Djangos, Ringos, Sartanas ou Sabatas, no começo do Século XXI, antes de morrer(2004), Steffen deu uma entrevista ao jornalista de O Globo, Artur Xexéo, quando naquela oportunidade afirmou: . “Assim passa a glória do mundo”. Quer dizer, não foi pouca a glória por que Antonio de Teffé passou neste mundo. Ele fazia parte de um time que contava com Clint Eastwood, Franco Nero, Giuliano Gemma e protagonizou, entre 1963 e 1974, quase três dezenas de westerns produzidos na Itália.

A plateia dos cinemas interioranos do mundo inteiro ficava radiante e na ponta dos cascos quando Anthony Steffen entrava em cena, envolto num poncho surrado e com aquela barba por fazer, iniciava-se o tom de algum instrumento penoso, aflitivo e torturante de fundo – um trompete, quase sempre – e a massa já sabia que o pau ia correr solto. Anthony Steffen foi sempre sinônimo de encrenca na tela. Ele próprio sabia disto e, certa vez, analisando o sucesso dos spaghetti westerns, arriscou sua interpretação do fenômeno. Disse que o mundo estava mudando nos anos 1960 e, se os faroestes feitos na Itália faziam mais sucesso do que os autênticos, produzidos pelos americanos, é porque eram mais cruéis, mais verdadeiros. “Eram duros e extremamente realistas”, disse Steffen.

O Cowboy que não sabia montar nem muito menos andar em cima de um cavalo contou no programa de Jô Soares que, no começo de sua carreira, a única exigência do diretor foi a de que ele soubesse montar. Disse que era um cavaleiro estupendo, mas não era, mentiu!!! Nunca havia montado num cavalo e esse foi apenas o começo de seus problemas com equinos. Mais tarde, durante a rodagem de um dos 23 spaghetti westerns que interpretou – quase sempre, ou sempre, dispensando dublês –, sofreu um acidente. O cavalo rodou e caiu sobre ele. Antonio de Teffè teve de ser hospitalizado. Pegou ódio de cavalo, mas seguiu montando, por razões de ordem profissional.

Foram produzidos aproximadamente 50 westerns spaghetti apropriando-se do nome ”Django”, personagem criado pelos irmãos Corbucci (Sergio e Bruno) e imortalizado por Franco Nero em 1966. Entre os muitos atores que personificaram “Django” está Anthony Steffen, que por três vezes usou o famoso nome, respectivamente em “Poucos Dólares Para Django” (Pochi Dollari per Django), de 1966; “Django, O Bastardo” (Django Il Bastardo), de 1969; e “Um Homem Chamado Django” (W Django!), de 1971. Para o autor Howard Hughes “Django, o Bastardo” é o melhor faroeste da filmografia de Steffen. “Django, o Bastardo” é um dos quatro melhores westerns que fizeram uso da “Franquia Django”, sendo os demais “Django”, de Sergio Corbucci, “Django Mata por Dinheiro” (10.000 Dollari per un Massacro), de Romolo Guerrieri, e “Viva Django!” (Preparati la Bara!), de Ferdinando Baldi. Não bastassem essas duas razões para assistir “Django, o Bastardo”, há ainda a propalada influência deste filme dirigido por Sergio Garrone e escrito por Garrone e pelo próprio Anthony Steffen.

Antonio Luiz de Teffé, que se tornou conhecido como Anthony Steffen, tinha dupla nacionalidade e ficou famoso na Itália na mesma vertente que projetou Clint Eastwood. De um certo modo, Anthony Steffen foi um ator subestimado pela crítica, mas o seu jeito de atuar foi copiado por muitos e teve vários colegas cawboys adeptos e seus imitadores. Quer dizer, nunca foi um Django do Paraguai. Fez parte de uma geração única do faroeste spaghetti. Os fãs devem lembrar-se de todos eles. Vasculhe aí a memória e lembre-se – Anthony Steffen, como bom personagem de western à italiana, não era exatamente um mocinho. Mas era chumbo grosso e foi assim que entrou para a história do gênero.

Este vídeo logo abaixo (trailer de apenas 3 minutos) presenteia o leitor deste blog com o melhor filme de cawboy com Steffen “Django, O Bastardo” de 1969. Vale a pena assisti-lo.

DJANGO É FRANCO NERO

Franco Nero ficou conhecido entre os cinéfilos graças a Django, onde interpreta o personagem-título. Pois bem, diferentemente de muitas estrelas do faroeste, Franco Nero conhece muito bem o Brasil, inclusive, em 2013, participou de um filme brasileiro, contracenando com a atriz Irene Ravache. Trata-se de A Memória Que Me Contam. No filme ele dá vida a Paolo, um italiano que vive no Brasil e precisa lidar com a inesperada prisão por ter participado de um atentado terrorista em seu país natal há décadas atrás. Destaque para a participação de Franco Nero como o marido de Irene Ravache e o lado político que o personagem também carrega, só que desta vez relacionado com sua Itália natal. Perguntado pelo cinéfilo e blogueiro do ADOROCINEMA, como foi aprender a língua em tão pouco tempo, o “italiano Django” respondeu: “Não foi nem um pouco fácil!!! Falo espanhol muito bem, mas português é uma língua completamente diferente para mim. Tinha uma amiga aqui em Roma, Natália, que é brasileira e me ajudou com as falas em português. Procurei decorar os diálogos das minhas cenas e correu tudo bem”.

O filme A Memória Que Me Contam retrata o tempo da ditadura militar e gira em torno da ex-guerrilheira Ana(Simone Spoladorre). O filme foi uma homenagem da cineasta Lúcia Murat a sua amiga Vera Sílvia Magalhães guerrilheira na juventude e marcante na vida de várias pessoas. Na verdade, Vera poderia ter desfilado a beleza de seus vinte anos pelas calçadas de Ipanema, no Rio de Janeiro onde nasceu. Poderia ter sido uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones ou então nos embalos de sábado à noite curtindo John Travolta, no liberou geral de costumes que varreu o mundo na década de 60. Ou poderia ter concluído o curso de Economia e levado uma vida burguesa, mas Vera Sílvia Magalhães amava a revolução e, como tantos jovens de sua época, não admitia viver sob a ditadura implantada pelo golpe de 64. Memória Que Me Contam com participação dos Super Star setentões Nero e Irene é um bom filme brasileiro , recomendo-o, mas poderia ser melhor, o tema é farto e exigia isso.

Custa-nos crer, que haja no gênero cinematográfico que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste, uma palavra mais sagrada, Importante, influente e pessoalíssima que “Django”. O personagem atingiu proporções inimagináveis não apenas em termos de sucesso junto ao público, mas também pela influência que gerou. Pelo menos 50 filmes se apropriaram do título “Django” criado por Sergio Corbucci, quase todos com personagens centrais que pouco lembravam a imagem notável concebida por Franco Nero. Segundo um dos maiores cinéfilos do país, na modalidade de filmes faroestes, Darci Fonseca, “nenhum outro western spaghetti, à exceção da Trilogia dos Dólares de Sergio Leone, se equipara a “Django” (filmado no ano de 1966 tendo como diretor, Sérgio Corbucci), na empatia com o público e na importância no relativamente curto percurso em que o gênero dominou as telas do mundo”. Merecidamente, claro!!!

Neste filme que leva o mesmo nome do personagem, o andarilho solitário Django difere em muito de outros filmes. Introspectivo, compenetrado e altamente econômico nas palavras o homem do poncho e da cigarrilha nos apresenta uma grata surpresa em não cavalgar em nenhum momento e nem poderia fazê-lo pois o caixão que arrasta parece um complemento de seu corpo. O filme Django é inovativo em diversos aspectos, haja vista que tem o eixo da história pouco original pois o personagem central é o divisor de águas em meio a dois grupos que se defrontam para obter o poder jurisdicional do Condado local. Segundo o crítico de cinema Darci Fonseca nos faz uma alerta que, quando perguntado sobre para quem é aquele Caixão, ele responde que é para ele próprio, em razão de ser um homem atormentado por seu próprio passado. Entre os dois grupos contendores, Django tem simpatia pelos renegados mexicanos, acreditando no idealismo destes.

E continua Fonseca: Assemelham-se, no entanto, os dois personagens na inverossímil indestrutibilidade, na frieza com que enfrentam inimigos mais poderosos e em maior número. Django tem uma vingança como escopo e não sente repulsa ou aversão às mulheres, pois ao final declara a vontade de recomeçar a vida ao lado de Maria. O respeito da crítica pelo diretor deste filme(Sergio Corbucci), tem início com “Django” porque neste filme o diretor demonstra ter estilo próprio. A lamacenta rua principal do lugarejo semideserto com casario cinzento é perturbadora, assim como a decoração opressiva do Saloon onde transcorre boa parte do filme. É nessa ambientação que rebenta uma sucessão de violência que faz de “Django” um western como sendo um palco de incontido sadismo.

Na sinopse e detalhes, Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local. Só que desconfiado das intenções do bandido, ele resolve se juntar a Maria, uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano e seu bando. Se deleite com uma síntese de apenas 3 minutos do vídeo logo abaixo. Advertindo sempre que, depois de completar mais de 50 anos que chegou as telas do mundo inteiro, Django é um filme para quem nunca assistiu vale a pena vê-lo e, para quem já assistiu vale a pena ver de novo!!! Leitores!!! Não abram o caixão que vocês podem ter um susto.

Abram o link abaixo e terão uma grande surpresa.

RINGO É GIULIANO GEMMA

Era uma terça-feira, dia primeiro de outubro de 2013, quando o cantor e compositor brasileiro, Roberto Carlos, recebeu uma triste noticia: o ator italiano Giuliano Gemma sofreu um acidente de carro nas proximidades de Roma e morreu após dar entrada em um hospital na cidade de Civitavecchia. Giuliano Gemma era o ator preferido do Rei, inclusive eram amigos… Pois bem!!! Indo de cabeça ao túnel do tempo, em 1969, no quarto do Hotel Glória, Praia de Copacabana, no Rio, Roberto descansava das filmagens que estava fazendo do seu filme O Diamante Cor-de-Rosa, quando de repente, não mais que de repente, foi armado um serviço de segurança especial, pois Giuliano Gemma tinha saído do seu hotel em que estava hospedado para conhecer pessoalmente, Roberto Carlos. Já que, embora nunca tivesse conversado tête-à-tête com o cantor, Gemma se lembrava de Roberto como vencedor do Festival de San Remo, na Itália: La festa è appena cominciata / È già finita… 

Eis o diálogo apurado pelas revistas da época, como Grande Hotel, Veja, Manequim, Noturno e tantas outras a respeito deste encontro: “PIACERE, CARO AMICO!!!” (“Muito prazer, amigo”, foram as primeiras palavras de Giuliano). “RINGO, NON AVREI MAI IMAGINATO UM INCONTRO COME QUESTO!!!” (Ringo, jamais imaginei um encontro desses!!!, respondeu Roberto). A seguir, escrevia a imprensa da época, eles brindaram com champanha. Nice estava encantada. Na Itália e no mundo inteiro, milhões de mulheres suspiram por Giuliano Gemma, o Ringo dos filmes de bangue-bangue. Êle tem 31 anos, olhos castanhos, 1,84 de altura e 72 quilos. Adorou as praias do Rio e prometeu voltar logo que fôr possível.

“A única coisa que estranhei foi o calor. Durante esta curta permanência no Rio de Janeiro tomei mais de 5 mil copos de mate gelado. Foi o único problema. As amizades que fiz, as pessoas e os lugares maravilhosos que conheci contribuíram para que esta viagem fôsse uma das mais agradáveis que já fiz. Espero voltar breve e vou aguardar, na Itália, a visita de Roberto Carlos e Nice. Êles querem conhecer minha filha de apenas três meses de idade”. A partir desse momento eles se conheceram e ficaram amigos. O famoso ator dos faroestes italianos ficou encantado com a cordialidade dos brasileiros e com as músicas de Roberto e pretendia utilizá-las na trilha sonora de seu próximo filme.

No imaginário do público, ele é eterno Ringo ou o pistoleiro de O Dólar Furado. Dono de uma carreira iniciada aos 18 anos e com mais de 100 longas no currículo, Gemma ficou conhecido por encarnar o personagem Ringo em clássicos do chamado “western spaghetti”, um tipo de filme de faroeste muito popular na Itália, nos idos de 1960. Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível entre os brasileiros que puderam vê-lo no Brasil em 1969 quando foi convidado para ser jurado no festival Internacional da Canção no Maracanãzinho onde teve um encontro histórico com o rei da música brasileira Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa” e em 1986 quando Gemma veio em férias e chegou até marcar presença no Programa “Discoteca do Chacrinha” da TV Globo.

Segundo consta nos escritos ou acervo do cinéfilo paulista Edelzio Sanches, Uma Pistola para Ringo (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, durante as filmagens, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O casamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringo conquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi “O Dólar Furado”. Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Gianni Ferrio.

Nos cinemas do interior brasileiro o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado pelo espanhol Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.

O Dolar Furado foi o ápice com seu tema marcante. Com uma trilha sonora instrumental com o famoso título (O dólar Furado) foi tão marcante que chegou a entrar nas paradas de sucesso do Rádio Brasileiro, disputando os primeiros lugares com Elton John, The Beatles, Rolling Stones e outros artistas de sucesso na época. O tema de O Dólar Furado está para o bang-bang como Ave Maria está para a igreja católica. Segundo uma pesquisa curiosa, as gravações mais vendidas durante a semana de julho de 1966, em todo o Brasil, era a seguintes: Tristeza, de Jair Rodrigues; O Coruja, Deny e Dino; TEMA DE O DÓLAR FURADO(“Se tu non fosse bella como sei”. – Se Você Não Fosse Tão Bonita Como Você É). Mamãe Passou Açúcar em Mim, Wilson Simonal; Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Roberto Carlos e Dio Come Te Amo com Gigliola Cinquetti.

Passados quase 50 anos do fim do ciclo do westerns-spaghettis, O Dólar Furado (Um Dollaro Bucato) conquistou um incalculável público novo para o faroeste, inclusive no Brasil, público que passou a ter Giuliano Gemma como um de seus maiores ídolos. Assim como havia sido Burt Lancaster na década anterior. Antes de ficar conhecido como Ringo, Giuliano Gemma teve papéis em filmes como BEN HUR, com Charlton Heston, e O Leopardo, com o francês Alain Delon.

Quem acompanha diretores de filmes faroestes há de perceber que, o italiano Sergio Leone está para o western-spaghetti assim como John Ford está para o faroeste norte-americano. Na verdade, o cinema italiano deu uma lição de far west aos americanos. Deu um novo sabor a um gênero que já se extinguia. Giuliano Gema e Franco Nero disseram a John Wayne que eles poderiam ir mais além, e foram!!! Porém, para tristeza dos fãs, sua última aparição no cinema aconteceu em “Para Roma Com Amor”, um dos filmes dirigidos pelo ator, cineasta e roteirista Woody Allen na Europa e que chegou às telonas em 2013, logo após a sua morte.

Nenhuma outra canção emoldura melhor a imagem inesquecível de Giuliano Gemma que a composição de Gianni Ferrio para o western “O Dólar Furado” (Un Dollaro Bucato). O que o leitor vai fazer a seguir é viajar na garupa de um alazão chamado passado. Até porque o passado nos completa… Nos dá alegria de verdade… Um passado que teima em está presente… No vídeo abaixo ao som desse marcante tema musical relembramos o saudoso mocinho que era o rei do gatilho em seu filme de maior sucesso.

COM GEORGE HILTON CADA BALA ERA UMA CRUZ

Há pouco mais de um ano, mais precisamente no dia 17 de janeiro de 2017, o ator George Hilton, 84 anos, nascido no Uruguai e que ficou famoso no cinema italiano estrelando dezenas de Faroeste Spaghetti, o bangue bangue à italiana, como “Vou, Mato e Volto”, de 1968, foi homenageado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ao mesmo tempo que participou de um bate-papo com os que se fizeram presentes no museu. Jorge Hill Acosta y Lara Tornou-se uma grande estrela do cinema italiano dos anos 60 e 70, com Terence Hill, Franco Nero e Giuliano Gemma. Talvez, George Hilton tenha sido o melhor intérprete do personagem Sartana na década de 1970. Para nós brasileiros, este nome lembra muito um desastrado ministro que a Dilma teve, o George Hilton que fora o Ministro dos Esporte no governo da ex-presidenta. Um picareta do PRB, pastor da Igreja Universal do Bispo Macedo, que foi flagrado, em 2005, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com quase um milhão de reais em espécie. O dinheiro estava distribuído em 11 caixas de papelão. Pasmem, esse pastor foi Ministro das Olimpíadas, aqui, no Brasil.

Voltando ao ator, o uruguaio Jorge Hill Acosta y Lara começou sua carreira no ano de 1955 em Buenos Aires, logo após foi à procura de novos horizontes em 1963 conseguiu dar novamente um grande salto em sua carreira para se estabelecer na Itália, e com o nome final do George Hilton com o passar do tempo conseguiu a cidadania italiana. Possui cerca de 80 filmagens como ator. Entre tantos, destacam-se: Sartana O Retorno(1970); Mais Um para o Inferno(1968); Sartana Chegou para Matar(1972); Chamo-me Aleluia(1971); Com Sartana Cada Bala É Uma Cruz(1970); Bandoleiros Violentos em Fúria(1968); Hora de Matar(1968); Tempo de Massacre(1966); Aleluia para Django(1967); Troque sua Pistola por um Caixão(1970); Vou, Mato e Volto(1967).

No começo do ano de 2017, o veterano ator, George Hilton, de 84 anos de idade, esteve em Sorocaba(SP), com muita simpatia e atenção, atendeu fãs por onde passou. Um dos grandes protagonistas de gêneros populares do cinema italiano, O ator esteve no Brasil para uma homenagem que aconteceu na Cinemateca do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde foi exibido um de seus filmes: “O Estranho Vício da Senhora Wardh”, de 1971. O uruguaio que mora na Itália desde 1964, Hilton faz parte de um seleto grupo de uruguaios que conquistaram o mundo. Os filmes dos quais participou até hoje são grande influência em cinematografias do mundo inteiro e são referências para ícones do cinema. Entre os mais de 70 filmes que gravou, Hilton elege apenas quatro preferidos: “Tempo de Massacre” ao lado de Franco Nero, “A Cauda do Escorpião”, “Os Quatro Malvados” e “Meu Caro Assassino”. “Foram os que mais gostei de ter trabalhado, os mais importantes para mim”: disse. Na sua passagem pelo Brasil, em 2017, também se referiu as atrizes quando afirmou que, Sophia Loren(84 anos) e Gina Lollobrigida(90 anos) são mulheres espetaculares, “Mas, para mim, as duas mulheres mais bonitas de toda a história do cinema foram, sem dúvida, Ava Gardner e Marilyn Monroe”, disse.

George Hilton afirmou que apesar de ser um oitentão ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu. Afirmou ainda que continua sendo fã incondicional dos filmes sobre o cangaço e de Sônia Braga no cinema brasileiro, Hilton disse que ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu, e adiantou que está envolvido em um projeto que irá reunir os grandes nomes do Espaghetti Western do passado, com os novos atores do cinema italiano. “Queremos fazer um grande filme, como antigamente”, finalizou.

Com 84 anos bem vividos e ainda em excelente forma, George Hilton, continua, sendo o meu ator predileto de filme de cawboy. O cara é bonito, eclético e um tremendo gozador das caras dos bandidos babacas. É o que podemos chamar de artista tirador de sarro de bandido barbudo babaca. Lendo os bons críticos de cinema percebe-se claramente que parece mentira, mas houve um período da história do cinema em que o império prateado de Hollywood chegou a ser seriamente desafiado por outra cinematografia. Durante as décadas de 1960 e 1970, a Itália invadia amplamente não só as telas dos circuitos de arte, através de um pelotão de cineastas que dificilmente serão superados – como De Fellini, Antonioni, Visconti, Pasolini, Bertolucci e Zeffirelli.

Outra coisa também que arrastava multidões aos grandes cinemas e às salas “poeirentas” em todas as partes do mundo, com seus devidos espectadores carregando sua cadeira ou tamborete para o local de projeção de fitas de rolo, atraídos por uma produção maciça em vários gêneros que caíram no gosto do povão, como os épicos e mitológicos que eram as películas de Hércules e Macistes; os melodramas e a comédia erótica, com filme de mistério, turbinada com altas doses de erotismo e violência, e – é claro – o Admirável Western Spaghetti, com seu bando de Ringos, Sartanas, Sabatas e Djangos, vividos por estrelas como Franco Nero, Giuliano Gemma, Clint Eastwood, Terence Hill e George Hilton. Tudo e todos menosprezados em suas respectivas épocas pela crítica feminista, as Mary anti-machiista ou os Johns acadêmicos, em vigor. Em Los Angeles, também prosperou por um certo período o fim da Era de Ouro de Hollywood e seus estúdios – cujo marco é o colossal “Cleópatra” (1963), com Elizabeth Taylor – e a invenção da Nova Hollywood, no meio dos anos 1970. Tratava-se nada mais nada menos dos filmes de western. Queiram ou não os cinéfilos anti-bang bang, que só agora caíram na real em admitir que, os filmes de cowboy, até hoje, continuam sendo transformados em objetos de culto e veneração. Há um gostoso e proveitoso excesso de paixão sagrado e adorado no mundo inteiro pelos filmes que revolucionaram a sétima arte nos meados do Século XX: o nome dessa modalidade de cinema chama-se, Faroeste!!!


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