AUTOCONFIANÇA PARA MUDAR A REALIDADE

As experiências negativas no decorrer da vida contribuem para uma visão pessimista sobre a realidade porque acabam atacando as pessoas que não se reconhecem muito bem. Devagar, elas passam a se reconhecer com base nos pontos negativos. Vai ocorrer uma melhora a partir do momento que começam a se valorizar pelas conquistas, dando crédito as próprias ações que alteram o ciclo emocional destrutivo.

A forma possível para mudar a realidade é olhar positivamente para os objetivos, confiando nas próprias habilidades e talentos para conseguir o que se deseja. Para desenvolver a autoconfiança você precisa descobrir no que é competente, quais são os seus valores, quais são os seus talentos e as suas forças.

Na prática, a autoconfiança se desenvolve e não deve ser limitada pela idade, circunstância ou qualquer fator que venha sabotar o indivíduo para seu próprio desenvolvimento. Inicialmente, a pessoa precisa se conhecer e identificar seus traços fortes e fardos. Todos nós possuímos qualidades e defeitos, entretanto não investimos no autoconhecimento para efetuar as devidas correções a fim de se tornar uma pessoa melhor.

Os traços positivos da personalidade devem ser aprimorados, enquanto os traços negativos devem ser diminuídos ou eliminados. O indivíduo deve descobrir as suas habilidades e focar no aperfeiçoamento. Contudo, deve se ter lucidez para admitir que não somos excepcionais em tudo. Por isso é preciso conhecer aquilo que se faz de maneira excelente e ter confiança nessas competências, sempre se aperfeiçoando e tendo fé nesses processos para conquistar seus sonhos.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos,então, pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

FRASES SÁBIAS DE MILLÔR FERNANDES

“Vocês não sabem como é divertido o absoluto ceticismo. Pode-se brincar com a hipocrisia alheia como quem brinca com a roleta russa com a certeza de que a arma está descarregada.”

“O humor compreende também o mau humor. O mau humor é que não compreende nada.”

“Dizem que o Governo, depois de proibir ao cidadão comum usar armas, vai proibir ao Exército possuir armas de uso exclusivo dos traficantes.”

“Quando começou a comprar almas, o diabo inventou a sociedade de consumo.”

“A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina.”

“Algumas pessoas matam. As outras pessoas se satisfazem lendo a notícia dos assassinatos.”

“Quando os eruditos descobriram a língua, ela já estava completamente pronta pelo povo. Os eruditos tiveram apenas que proibir o povo de falar errado.”

“Ser gênio não é difícil. Difícil é encontrar quem reconheça isso.”

“Prudência: E devemos sempre deixar bem claro que nenhum de nós, brasileiros, é contra o roubo. Somos apenas contra ser roubados.”

“O capitalismo é a exploração do homem pelo homem. O socialismo o contrário.”

“Diplomas, títulos, PhDs! A natureza, ao fazer um ser humano competente, por acaso consulta faculdades?”

“Quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro para os oprimidos.”

“Dizem que quando o Criador criou o homem, os animais todos em volta não caíram na gargalhada apenas por uma questão de respeito.”

“Depois de bem ajustado o preço, a gente deve sempre trabalhar por amor à arte.”

“Toda regra tem exceção. E se toda regra tem exceção, então, esta regra também tem exceção e deve haver, perdida por aí, uma regra absolutamente sem exceção.”

“Quem mata o tempo não é um assassino: é um suicida.”

“Por mais imbecil que você seja sempre haverá um imbecil maior para achar que você não o é.”

“Já vi gente cansada de amor, de trabalho, de política, de ideais. Jamais conheci alguém sinceramente cansado de dinheiro.”

“É melhor ser pessimista do que otimista. O pessimista fica feliz quando acerta e quando erra.”

“Está bem. Deus é brasileiro. Mas pra defender o Brasil de tanta Corrupção só colocando Deus no gol.”

Milton Viola Fernandes (1923 – 2012). Autor e tradutor. Descobriu na adolescência que havia sido registrado erroneamente, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr. De humor singular, humanista e moderno, com visão cética do mundo, Millôr Fernandes foi considerado uma figura de proa do panorama cultural brasileiro: jornalista, escritor, artista plástico, humorista, pensador. Destacou-se em todas essas atividades. No teatro, empreendeu uma transformação no campo da tradução, tal a quantidade e diversidade de peças que traduziu. Escreveu, com Flávio Rangel – Liberdade, Liberdade – uma das peças pioneiras do teatro da resistência à ditadura militar, encenada em 1965. Em seus trabalh os costumava-se valer de expedientes como a ironia e a sátira para criticar o poder e as forças dominantes, sendo em consequência confrontado constantemente pela censura.

EPISÓDIO COM REPENTISTAS DA ANTIGA GERAÇÃO

Certa vez, viajavam juntos os repentistas Romano do Teixeira (1840-1891), Germano da Lagoa (1842-1904), Ugolino Nunes da Costa (1832 – 1895) e Mufumbão (não dispomos de dados sobre esse poeta).

Ao sentirem sede, pediram água numa casa situada à margem da estrada e foram recebidos por uma formosa jovem que, ao atendê-los dispensou-lhes um cativante e espontâneo sorriso. Romano imaginou um mote e foi glosando de imediato:

No riso de uma mulher:

“Oh grande Deus, eu não sei
Se terei na sepultura
No peito da criatura
Que no mundo mais amei!
Em breve abdicarei
Tudo que na alma tiver…
Porém, se o Eterno quiser
Dar-me o céu esse primor!
Eu aceito, mas, se for
No riso de uma mulher,”

Propondo aos companheiros que o seguissem.

Assim o fez Germano da Lagoa com a estrofe:

Muito breve hei de baixar
A vala triste e comum!
De desgosto levo um:
O de não poder amar!
Morto não pode gozar
Um só momento sequer!
Porém, se o Eterno quiser
Prestar-me alguma atenção,
Eu aceito a salvação
No riso de uma mulher.

Ugolino, acompanhando o exemplo dos colegas, brilhou com os seguintes versos:

Para me ver premiado
Com o céu, depois da morte,
Vivo assim, ao léu da sorte,
Castigando o meu pecado.
Sou muito desconfiado,
Mas se esse prêmio vier,
Se o Pai Eterno me der
O céu, na vida futura,
Eu aceito essa ventura,
No riso de uma mulher.

Mufumbão estava separado de sua mulher porque a mesma, utilizando um tipo de disfarce, tentou envenená-lo com erva de rato e por isso pediu para ser dispensado. Mas, por insistência dos colegas, acabou desabafando, a seu modo:

Mulher, animal ingrato!
Sabem o que me sucedeu?
A minha, um dia me deu
Sopa com erva de rato;
Eu morreria de fato,
Se não olhasse a colher…
Sentindo um gosto qualquer
Depois que verifiquei.
Foi o mais leve que achei
No riso de uma mulher.

DITADOS POPULARES EXPLICADOS POR CÂMARA CASCUDO

Ave de mau agouro

Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças. O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Na antiga Roma, a predição dos bons ou maus acontecimentos (Avis spicium, em latim) era feita através da leitura do voo ou canto das aves. Os pássaros mais usados para isso eram a águia, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer dessas aves.

Sem eira nem beira

Eira é um terreno de terra batida ou de cimento onde se estendem os grãos do centeio, do trigo, do milho que ficam ao ar livre para arejar, debulhar, malhar e limpar. Beira é a beirada da eira. Quando uma eira não tem beira, o vento leva os grãos e o agricultor fica sem nada. Nas aldeias portuguesas não ter eira é não ter posse alguma no plano rural. “Sem eira nem beira” é o pobre miserável.

Apressado come cru

Quando não existia o forno microondas, era preciso muito tempo para a comida ficar pronta, ou então comê-la crua. Nessa época, a culinária japonesa ainda não estava na moda e comida crua era vista com maus olhos. Assim, a expressão passou a ser usada para significar afobamento, precipitação.

Estar com a corda no pescoço

O enforcamento foi, e ainda é em alguns países, um meio de aplicação da pena de morte. A metáfora nasceu de anistias ou comutações de pena chegadas à última hora, quando o condenado já estava prestes a ser executado e o carrasco já lhe tinha posto a corda no pescoço, situação que, de fato, é um sufoco. Hoje, o ditado significa estar ameaçado, sob pressão ou com problemas financeiros.

De pá virada

Um sujeito de pá virada pode ser tanto um aventureiro corajoso como um vadio.

A origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando ela está virada para baixo, é inútil não serve para nada. Hoje em dia, “pá virada” tem outro sentido. Refere-se a uma pessoa de maus instintos e criadora de casos ou a um aventureiro.

Erro crasso

Na Roma antiga havia um triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes triunviratos, tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os Partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair. Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um “erro crasso”.

Comprar gato por lebre

A frase é comum no Brasil e foi trazida pelos portugueses. Para Câmara Cascudo é “o engano na sua substituição dolosa”. Em Coimbra do século XIX, foi famosa a caçada aos gatos para fins culinários. Outrora, durante os cercos militares às grandes cidades. O de Paris em 1871, o gato era comida refinada. O caminho de peregrinação à Santiago de Compostela, conhecido como “caminho francês” tinha a fama de vender gato por lebre: “em caminho francês / Dão gato por lebre ao freguês”.

Bebeu água de chocalho

O nordeste de antigamente tinha por tradição dar água de chocalho para as crianças que demoravam a falar. Pereira da Costa, em 1908, escrevia: “Para falar depressa, dá-se-lhe a beber das primeiras águas de janeiro, e não se deve absolutamente mostrá-la ao espelho, porque isso faz retardar-lhe a fala”. Mais na frente continua “… dar-se-lhe água de chocalho, que com isso não só se consegue começar imediatamente a desenvolver essa faculdade, como ainda as crianças tornar-se-ão verbosas e loquazes”. Daí se dizer de uma criança tagarela, que fala pelos cotovelos, que “bebeu água de chocalho”.

À toque de caixa

A caixa é o corpo oco do tambor que foi levado para a Europa pelos muçulmanos. Como os exercícios militares eram acompanhados pelo som de tambores, dizia-se que os soldados marchavam “à toque de caixa”. Foi tradição portuguesa, em uma determinada época, escorraçar os indesejáveis de um local, como bêbados, indolentes, larápios, barulhentos à toque de caixa. No Brasil a expressão refere-se a uma tarefa que se tem de executar rapidamente, sem muito capricho ou responsabilidade.

Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986) foi historiador, antropólogo, advogado, professor universitário, jornalista e, principalmente, folclorista brasileiro. Era apaixonado pelas tradições populares, superstições, literatura oral e História do Brasil. Ele passou toda sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) , cujo o Instituto de Antropologia leva seu nome. O conjunto de sua obra é considerável em quantidade e qualidade: ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas, o que o coloca entre os intelectuais brasileiros que mais produziram. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante dos centro s Rio e São Paulo.

FRASES POÉTICAS DE MÁRIO QUINTANA

“Viver é acalentar é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!”

“Um discurso em homenagem nossa é uma verdadeira surra às avessas: fica-se naquele estado horrível e sem palavras com que revidar!”

“Tenho uma enorme pena dos homens famosos, que por isso mesmo perderam sua vida íntima e são como esses animais do Zoológico, que fazem tudo à vista do público.”

“Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto e vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida.”

“Ah, esses livros que nos vêm às mãos, na Biblioteca Pública e que nos enchem os dedos de poeira. Não reclames, não. A poeira das bibliotecas é a verdadeira poeira dos séculos.”

“O problema da solidão não consiste em saber como solucioná-la, mas saber como conservá-la.”

“É uma barbaridade o que a gente tem de lutar com as palavras, para obrigar as palavras a dizerem o que a gente quer .”

“Por que será que a gente vive chorando os amigos mortos, e não aguenta os que continuam vivos?”

“As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho.”

“A gente deve atravessar a vida como quem está gazeando a aula, e não como quem vai para a escola.”

“Não pense compreender a vida nos autores. Nenhum disso é capaz. Mas a medida que vivendo fores, melhor os compreenderás.”

“Nem todos podem estar na flor da idade, é claro! Mas cada um está na flor da sua idade.”

“As pessoas sem imaginação podem podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitado as terras mais estranhas. Nada lhes ficou, nada lhes sobrou, uma vida não basta ser vivida: também precisa ser sonhada.”

“Havia um tempo de cadeiras na calçada. Era um tempo que havia mais estrelas. Tempo em que as crianças brincavam sob a claraboia da lua. E o cachorro da casa era um grande personagem. E também o relógio da parede! Ele não media o tempo simplesmente: ele meditava o tempo.”

“Não sejas muito justo, e nem utilize sua sabedoria mais que o necessário, para que não venhas a ser estúpido.”

“O futuro é uma espécie de banco ao qual vamos remetendo, um a um, os cheques de nossas esperanças. Ora, não é possível que todos os cheques sejam sem fundo.”

“Nunca troque o que mais quer na vida por aquilo que mais quer no momento. Momentos passam, a vida continua.”

“Na simplicidade aprendemos que reconhecer um erro não nos diminui, mas nos engrandece, e que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência.”

“Abraçar é dizer com as mãos o que a boca não consegue, porque nem sempre existe palavra para dizer tudo.”

“Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último quando declama seus versos.”

Mário Quintana (1906 – 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Mestre da palavra, do humor e da síntese poética, em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) pela obra total. Em 1981, foi agraciado com o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano. Sua biografia é tão singela quanto seus poemas: não casou, não teve filhos, viveu boa parte da vida em quartos de hotéis, passeava pelas ruas de Porto Alegre como qualquer anônimo e da cidade foi figura lendária. Faleceu na capital gaúcha no dia 05 de maio de de 1994, aos 87 anos, em decorrência de problemas cardíacos e respiratórios, deixando u ma inestimável e singular contribuição para a literatura brasileira.

LITERATURA DE CORDEL

Literatura de cordel é um gênero literário popular, escrito de forma rimada, originada em relatos orais e depois impressa em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento difundiu a impressão dessas narrativas, mantidas até a atualidade, como forma de expressão poética no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda em Portugal, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes.

No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, entretanto a tradição portuguesa não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores ou os vendedores de cordéis recitam esses versos de maneira melodiosa e cadenciada, algumas vezes acompanhadas de pandeiro, além de fazerem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.

Os temas abordados na literatura de cordel são diversos, geralmente estão ligados a acontecimentos do cotidiano, lendas, religião e episódios históricos. Qualquer assunto pode virar material inspirador para o escritor de cordel. Para compreender essa criatividade poética, transcrevemos os versos do talentoso cordelista Francisco Diniz:

O QUE É LITERATURA DE CORDEL

Literatura de Cordel
É poesia popular,
É história contada em versos
Em estrofes a rimar,
Escrita em papel comum
Feitas pra ler ou cantar.

A capa é em xilogravura,
Trabalho de artesão,
Que esculpe em madeira
Um desenho com ponção
Preparando a matriz
Pra fazer reprodução.

Mas pode ser um desenho
Uma foto, uma pintura,
Cujo o título, bem à mostra,
Resume a escritura.
É uma bela tradição,
Que exprime nossa cultura.

7 sílabas poéticas,
Cada verso deve ter
Pra ficar certo, bonito
E a métrica obedecer,
Pra evitar o pé quebrado
E a tradição manter.

Os folhetos de cordel,
Nas feiras eram vendidos,
Pendurados num cordão
Falando do acontecido,
De amor, luta e mistério,
De fé e do desassistido.

A minha literatura
De cordel é reflexão
Sobre a questão social
E orienta o cidadão
A valorizar a cultura
E também a educação.

Mas trata de outros temas:
Da luta do bem contra o mal,
Da crença do nosso povo,
Do hilário, coisa e tal
E você acha nas bancas
Por apenas um real.

PROVÉRBIOS SOBRE O DINHEIRO

“Não estimes o dinheiro nem em mais nem em menos do que aquilo que vale, porque ele é um bom serve e um mau amo.”

“O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e humildade faz homens grandes.”

“Amor, sofrimento e dinheiro não podem estar ocultos.”

“Só quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro.”

“Você não pode forçar ninguém a amá-lo ou emprestar-lhe dinheiro.”

“Rico é aquele que conquista o que o dinheiro não pode comprar, pois tudo o que o dinheiro compra é barato.”

“Dinheiro perdido, nada perdido; saúde perdida, muito perdido; caráter perdido, tudo perdido.”

“Você percebe que é rico quando possui coisas que não trocaria por dinheiro nenhum.”

“O dinheiro e o homem exibem amizade mútua: o homem faz dinheiro falso e o dinheiro faz o homem falso.”

“Administrar dinheiro eu sei. Não sei administrar a falta dele.”

“Dinheiro não é necessidade para ninguém, é matéria-prima com que construímos felicidades…”

“Dinheiro faz sempre falta, mas é o amor o que mais enriquece nossa vida.”

“A glória é de quem ganha, o dinheiro de quem agarra.”

“O dinheiro nas mãos de quem não sabe usar pode ser motivo de risos ou de lágrimas!”

“Não metas dinheiro em saco, sem ver se tem buraco.”

“Consegui dinheiro é como cavar com uma agulha, gastá-lo é como a água encharcando a areia.”

“É o homem que ganha o dinheiro… ou é o contrário?”

“O dinheiro ganho com desonestidade diminuirá, mas quem o ajunta aos poucos terá cada vez mais.”

“Ter dinheiro é bom, mandar no dinheiro é melhor ainda.”

“O dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer com conforto.”

MEDITAR BENEFICIA A MENTE E O CORPO

As práticas que envolvem a meditação têm como objetivo canalizar a atenção para um foco, que é o próprio praticante. Assim sendo, a pessoa consegue entrar em contato consigo mesma e desenvolver o autoconhecimento. O ato de meditar incentiva a ampliação da consciência, trazendo maior integração entre mente e a estrutura física, estado que oferece ao indivíduo maior percepção do seu corpo e da maneira como se expressa.

O hábito de voltar a atenção para a compleição física, pensamentos e emoções nos faz conhecer e enxergar melhor o que se passa no nosso interior, como os estímulos e as reações que temos diante de uma circunstância. Isso aumenta a afinidade conosco e passamos a nos conhecer melhor à medida que reagimos sempre mais positivamente diante de estímulos externos, que interferem cada vez menos no que se passa dentro do corpo físico e mental. Além de proporcionar diversos benefícios para a mente, a meditação é uma prática que age diretamente no organismo. Ela provoca uma redução da ansiedade e controle das aflições. Essas coisas ocorrem porque a prática proporciona equilíbrio entre o lado emocional e a razão, ou seja, sentimentos interferem menos no dia a dia. Na meditaç&atil de;o, expande-se a possibilidade de desprendimento dos erros de percepções que nos apegamos, muitas vezes, pelo medo do abandono ou da morte ou pela ignorância de si mesmo, inerente ao ser humano. Sem essas diversas preocupações, a qualidade de vida melhora tanto na vigília quanto no sono.

Além disso, o exercício regular da meditação interfere diretamente no eixo do sistema neurológico responsável pela nossa resposta a situações de estresse, ajudando-o a regular a liberação de substâncias que, em excesso, podem ser tóxicas ao organismo. Assim, a prática pode ajudar no combate à dor e as tensões do cotidiano. A meditação promove alterações químicas de grande impacto. Neurotransmissores desejados, como o é o caso da serotonina (responsável pela sensação de bem-estar), têm liberação aumentada; outros, menos desejados, como o cortisol (hormônio do estresse, das inflamações e do sobrepeso), têm sua produção diminuída.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então, pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

MÁXIMAS E MÍNIMAS DO BARÃO DE ITARARÉ

“Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga.”

“O português é uma língua muito difícil. Tanto que calça é uma coisa que se bota, e bota é uma coisa que se calça.”

“A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.”

“Pão, quanto mais quente, mais fresco.”

“Deus dá peneira a quem não tem farinha.”

“Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo.”

“Testamento de pobre se escreve na unha.”

“Precisa-se de uma boa datilógrafa. Se for boa mesmo, não precisa ser datilógrafa.”

“O fígado faz muito mal à bebida.”

“O casamento é uma tragédia em dois atos: um civil e um religioso.”

“Com as crianças é necessário ser psicólogo. Quando uma criança chora, é porque quer balas. Quando não chora, também.”

“A moral dos políticos é como elevador: sobe e desce. Mas, em geral, enguiça por falta de energia, ou então não funciona definitivamente, deixando desesperados os infelizes que confiam nele.”

“Com dinheiro à vista toda gente é benquista.”

“Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você .”

“A solidez de um negócio se mede pelo seu lucro líquido.”

“O homem que se vende recebe sempre mais do que vale.”

“O mal alheio pesa como um cabelo.”

“Eu cavo, Tu Cavas, Ele Cava, Nós Cavamos, Vós Cavais, Eles Cavam. Não é bonita, nem rima, mas é profundo…”

“Nunca desista do seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra!”

“Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta….”

Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly, também conhecido por Apporelly e pelo falso título de nobreza de Barão de Itararé (1895 – 1971), era gaúcho da cidade de Rio Grande. Ele foi jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro. Estudou medicina, sem chegar a terminar o curso, e já era conhecido quando veio para o Rio de Janeiro fazer parte do jornal “O Globo”, e depois de “A Manhã”, de Mário Rodrigues (pai de Nélson Rodrigues), um temido e desabusado panfletário. Logo depois lançou um jornal autônomo, com o nome de “A Manha”.

O BOM HUMOR NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

“Construir uma pirâmide
Se é difícil, não acho
Eu acharia dificil
Se nascesse um cabra macho
E construísse uma pirâmide
Com o vértice para baixo.”

Oliveira de Panelas

“Essa dor que estou sentindo
Esse mal, essa moleza
Esse tremido nas pernas
Essa cólica, essa moleza
Trinta por cento é doença
Mas os setenta é pobreza…”

Luiz de Campos (1939 – 2013)

“Já hoje a minha mulher
Tentou mais de oito brigas.
Porque mexeu numa caixa
Amarrada c’umas ligas,
Deu num ninho de retratos
De trinta e seis raparigas.”

Louro Branco (1943 – 2018)

“Hoje eu não sou camponês,
Só quem me ajuda é Jesus,
Compro arroz para o feijão,
E o xerém para o cuscuz,
E tenho mais medo da roça
Do que satanás da cruz.”

Moacir Laurentino

“Não há pai que não castigue
Nem mãe que não adule
Nem orador que não fale
Doutor que não manipule
Mulher que não negue a idade
E velho que não pabule.”

Pinto do Monteiro (1895 – 1990)

ALGUMAS DAS MELHORES FRASES DE HILDA HILST

“Você nunca conhece realmente as pessoas. O ser humano é mesmo o mais imprevisível dos animais.”

“A vida é crua. Faminta como bico dos corvos. E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima, olho d’água, bebida. A vida é líquida.”

“A minha casa é guardiã do meu corpo e protetora de todas minhas ardências.”

“Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofres, trancados até o nosso fim. E por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira.”

“Se você é coerente consigo mesmo, o resto é suportável. Eu suporto.”

“Conta-se que havia na China uma mulher belíssima que enlouquecia de amor todos os homens. Mas certa vez caiu nas profundezas de um lago e assustou os peixes.”

“Porque eu acho que a vida transborda, não existe xícara arrumada para conter a vida!”

“Já me perguntaram se estou me dirigindo a um ser religioso: para mim o ser religioso é todo aquele que se pergunta em profundidade.”

“Obsceno pra mim é a miséria, a fome, a crueldade.”

“Desses nadas do dia a dia que vão consumindo a melhor parte de nós, queria te falar do fardo quando envelhecemos, do desaparecimento, dessas coisas que não existe, mas é crua,é viva; o Tempo.”

“Que a Aldeia Sol e Lua têm calado essas muita vivências porque vosso mundo só aceita o selo da ciência, ainda que a nós nos pareça vossos homens de branco, homens dementados, pensando que só se pensa com a cabeça.”

“Amamos tanto… e a perda é cotidiana e infinita.”

“Nada me entra na alma, palavras grudadas à página, nenhuma se solta para agarrar meu coração, tantos livros e nada no meu peito, tantas verdades e nenhuma em mim, o ouro das verdades onde está? que coisas procurei? que sofrido em mim se faz matéria viva?”

“Viver é afundar-se em cada caminhada.”

“A poesia é o desafio do não-dizer, a impossibilidade de dizer algo. A matemática tem semelhança com esse estado de ser. Em ambas há manifestação do divino, algo tão perfeito que transcende tudo.”

“Que amor é esse que empurra a cabeça do outro na privada e deixa a salvo pela eternidade sua própria cabeça?”

“Há sonhos que devem ser ressonhados, projetos que não podem ser esquecidos…”

“Vontade de não dar sentido algum às coisas, às palavras e à própria vida. Assim como é a vida na realidade ausente de sentido.”

“Se te pareço noturna e imperfeita… olha-me de novo.”

Hilda de Almeida Prado Hilst, mais conhecida como Hilda Hilst (1930 – 2004) foi uma poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira. É considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. Em 1950. Hilda Hilst publicou seu primeiro livro de poesias, intitulado “Presságio”. Em 1951, publicou “Balada de Alzira”. Nesse mesmo ano foi nomeada curadora de seu pai. Em 1952, concluiu o curso de Direito. A partir de 954, passou a se dedicar exclusivamente à produção literária. Entre 1955 e 1962, publicou diversas obras de poesias, entre elas, “Balada do Festival” (1955) e “Ode Fragmentária” (1961). Hilda Hilst recebeu diversos prêmios literários, entre eles, o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), na categoria “Melhor Livro do Ano”, em 1977, por “Ficções”. A escritora faleceu em Campinas, São Paulo, no dia 04 de fevereiro de 2004.

RESILIÊNCIA

A resiliência é um termo originado da Física e da Engenharia. Refere-se à capacidade que um corpo apresenta de retornar a sua forma original após ter sido submetido a uma deformidade elástica.

A psicologia pegou emprestada a palavra criando o termo resiliência psicológica para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, bem como sua capacidade de recuperação emocional. E, expressando de maneira objetiva, afirma que a pessoa, quanto mais resiliente, mais fortemente estará preparada para lidar com as adversidades cotidianas.

Ao longo da vida, muitas pessoas passam por situações consideradas desvantajosas: perda de entes queridos, enfermidades, conflitos com pessoas da sua afetividade, desemprego ou até violência psicológica ou física.

Quando observamos os indivíduos nos momentos difíceis é possível perceber que as reações e formas de enfrentamento são distintas. Existem os que conseguem retomar o autodesenvolvimento a partir de novos aprendizados. E aqueles que não conseguem seguir adiante, sem arrastar as correntes que os mantêm presos aos fantasmas de um passado, que só traz dor e pesar.

A resiliência significa não esquecer completamente os fatos ruins acontecidos. Entretanto, tais fatos devem ser vivenciados como se tudo fosse apenas aprendizado, extraindo-se as coisas positivas dessas experiências. A superação é permitir-se sentir raiva e tristeza ao lembrar os fatos que causaram dor, aprendendo e vivendo sem deixar que os fantasmas nos impeçam de crescer e seguir em frente.

Fonte: Este texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então devido a importância do assunto resolvi publicar no JBF.

FRASES ANÔNIMAS PARA REFLETIR

“Precisamos planejar e refletir sobre nossas decisões, mas tentar encontrar um caminho sem obstáculos é o mesmo que decidir não ir a lugar nenhum.”

“Julgue uma pessoa mais pela profundidade de suas indagações do que pela rapidez de suas respostas.”

“Crescer custa, demora e esfola, mas compensa. É uma vitória secreta sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos.”

“Será que todos que dizem o que querem estão preparados para ouvir a verdade?”

“O tempo é algo que temos grande dificuldade em administrar, estamos sempre um passo atrás ou à frente.”

“A vida não é sobre metas, conquistas e linhas de chegada… É sobre quem você se torna nesta caminhada.”

“Na dúvida, escolha o silêncio! Ele incomoda, irrita, chateia, não gasta sua energia e ainda por cima preserva sua imagem.”

“Quando você sai da tempestade, você não é a mesma pessoa que era quando entrou. Esse é o objetivo dessa tempestade…”

“O desapego não significa que você não deve possuir nada… e sim, que nada deve possuir você.”

“Ninguém pode convencer ninguém a mudar. Os portões da mudança só podem ser abertos de dentro para fora.”

“Quando você se concentra na dor, você sofre. Quando você se concentra na lição, você evolui.”

“Há duas maneiras de ser feliz: mudar a situação ou mudar sua mentalidade diante dela.”

“Amadurecer não é envelhecer, é só ficar mais leve, levar tudo menos a sério, principalmente a si mesmo.”

“O dinheiro é quase perfeito. Ele é capaz de tirar uma pessoa da pobreza. Mas nunca será capaz de tirar a pobreza da pessoa.”

“Somente o hoje. Sem o peso do ontem. Sem a ansiedade do amanhã.”

“E quando perguntarem do seu passado, simplesmente responda: eu não vivo mais lá!”

“Nenhuma relação é perda de tempo, porque se não deu o que você buscava, te ensinou o que você precisava.”

“Um dos momentos mais felizes da vida é quando você encontra coragem para abandonar aquilo que não pode mudar.”

“Crie um jumento, uma cabra, um cachorro, até uma cobra, mas não crie expectativas.”

“A alma sabe sempre o que fazer para se curar. O desafio é silenciar a mente para conseguir ouvi-la.'”

O AQUECIMENTO GLOBAL NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

“Os alarmes estão dados
O globo está se aquecendo
A amazônia queimando
As geleiras derretendo
Quem mais polui menos vê
Que o planeta está morrendo.”

Edmilson Ferreira

“Esse tal de aquecimento
Tem muito a ver com a gente
Aumenta a temperatura
No nosso meio ambiente
Se não aumentar a vegetação
Vai queimar todo vivente.”

Lucimario Almeida

“O planeta está sofrendo
Sem poder se libertar
Os emissores de gases
Não querem se equilibrar
E quem mais polui o planeta
Também não vem arrumar.”

Antonio Lisboa

“Falando em aquecimento
Tem outra alternativa
É começar preservando
A nossa mata nativa
E fazer de tudo um pouco
Pra manter a terra viva.”

Juciê Jorge

“O clima nos atropela
Depois que muito esquentou
Que a camada de ozônio
Parece que se furou
O nosso solo subiu
Ou então o céu baixou.”

José Lúcio

FRASES BEM-HUMORADAS DE MILLÔR FERNANDES

“Eu sei sempre do que é que eu estou falando. Tirando isso não sei mais nada.”

“Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder.”

“Idade da razão é quando a gente faz as maiores besteiras sem ficar preocupado.”

“Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor.”

“A Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e 1 morto rotativo….”

“Chato é aquele que explica tudo tim-tim por tim-tim… e depois ainda entra em detalhes. “

“Eu não quero viver num mundo em que não possa fazer uma piada de mau gosto.”

“Não é segredo. Somos feitos de pó, vaidade e muito medo.”

“O mal de se tratar um inferior como igual é que ele logo se julga superior.”

“O homem é o único animal que ri. E é rindo ele mostra o animal que é.”

“Me arrancam tudo à força, e depois me chamam de contribuinte.”

“Errar é humano. Ser apanhado em flagrante é burrice.”

“Não existe tendência para engordar. Existe tendência para comer.”

“Há homens que devem à esposa tudo que são, mas em geral, os homens devem à esposa tudo que devem.”

“O importante é ter sem que o ter te tenha.”

“O cadáver é que é o produto final. Nós somos apenas a matéria prima.”

“Dinheiro não dá felicidade. Mas paga tudo o que ela gasta”

“Nem só comer e coçar é questão de começar. Viver também.”

“Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.”

Milton Viola Fernandes (1923 – 2012). Autor e tradutor. Descobriu na adolescência que havia sido registrado erroneamente, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr. De humor singular, humanista e moderno, com visão cética do mundo, Millôr Fernandes foi considerado uma figura de proa do panorama cultural brasileiro: jornalista, escritor, artista plástico, humorista, pensador. Destacou-se em todas essas atividades. No teatro, empreendeu uma transformação no campo da tradução, tal a quantidade e diversidade de peças que traduziu. Escreveu, com Flávio Rangel – Liberdade, Liberdade – uma das peças pioneiras do teatro da resistência à ditadura militar, encenada em 1965. Em seus trabalhos costumava-se valer de expedientes como a ironia e a sátira para criticar o poder e as forças dominantes, sendo em consequência confrontado constantemente pela censura.

ESCREVER É CORTAR PALAVRAS

O homem chega à feira e lá encontra seu compadre arrumando os peixes num imenso tabuleiro de madeira. Cumprimentam-se. O feirante está contente com o sucesso do seu modesto comércio. Entrou no negócio há poucos meses e já pôde até comprar um quadro-negro para divulgar seu produto.

Na lousa, exposta atrás do balcão, o comerciante escreveu a seguinte mensagem em letras caprichadas: HOJE VENDO PEIXE FRESCO. Em seguida, perguntou ao amigo e compadre:

– Você acrescentaria mais alguma coisa?

O compadre releu o anúncio e, discretamente, elogiou a caligrafia. Entretanto, devido à insistência do cuidadoso e responsável comerciante de peixe, reforçando a indagação, resolveu questioná-lo:

– Você já notou que todo dia é sempre hoje? Acho dispensável a palavra hoje. Ela está sobrando…

O feirante aceitou a ponderação: apagou o advérbio. O anúncio ficou mais enxuto. VENDO PEIXE FRESCO.

– Se o amigo me permite, tornou o visitante, gostaria de saber se aqui nessa feira existe alguém dando peixe de graça. Que eu saiba, estamos numa feira. E feira é sinônimo de venda. Acho desnecessário colocar o verbo vender. Se a banca fosse minha, sinceramente, eu o apagaria.

O anúncio encurtou mais ainda: PEIXE FRESCO.

– Diga-me uma coisa: Por que apregoar que o peixe é fresco? O que traz o freguês a uma feira, no cais do porto, é a certeza de que todo peixe, aqui, é fresco. Não há no mundo uma feira livre que venda peixe congelado…

E lá se foi também o adjetivo. Ficou o anúncio reduzido a uma singela palavra: PEIXE.
Mas, por pouco tempo. O compadre pondera que não deixa de ser menosprezo à inteligência da clientela anunciar, em letras grandes e legíveis, que o produto ali exposto é peixe. Afinal, está na cara. Até mesmo um cego percebe, pelo cheiro, que o assunto, aqui, é pescado…

O substantivo foi apagado. O anúncio sumiu. O quadro-negro também. O feirante vendeu tudo. Não sobrou nem a sardinha do gato. E ainda aprendeu uma preciosa lição: escrever é cortar palavras.

Fonte: Esta texto foi encontrado na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos, então, pelo bom humor do assunto resolvi publicá-lo no JBF.

BREVE REFLEXÃO SOBRE A FINITUDE DA VIDA

A maioria das pessoas tem medo da morte. A vida é feita de ciclos. Devemos ter uma postura lúcida pelo caminho já percorrido, entretanto só conhecemos a morte através da realidade alheia. Na verdade, a certeza da morte valoriza a vida. É justamente porque vamos morrer que devemos fazer da vida uma experiência com sentido, registrando uma marca e também deixando o mundo melhor do que encontramos. Para isso é necessário amadurecer e viver cada ciclo da vida com consciência.

Refletir para onde vamos após a morte ou como nos sentimos quando percebemos a sua proximidade expõe uma questão, entre outras: por que o sobressalto em conhecer a realidade da finitude quando sabemos o tempo todo que vamos morrer um dia? Provavelmente porque a certeza da data é que nos causa pânico. A incerteza de quando vamos morrer é a vida normal que temos entre o nascimento e a morte.

A morte é uma realidade. Quem sabe a melhor forma de lidar com ela é a pessoa que aceita sua existência, celebra a vida e tem compaixão por seus semelhantes. A sabedoria ensina que devemos aprender a viver e conviver, admitindo a condição do que é finito com a perspectiva de uma futura existência.

O poeta popular e repentista Antônio Marinho do Nascimento (1887-1940) fez uma sextilha, durante uma visita a um cemitério, que trata de maneira racional o fim de uma existência:

“Deus salve os antepassados,
Que já foram como nós;
Foi aqui que nossos pais
Pisaram nossos avós;
Nós pisamos nossos pais,
Nossos filhos pisam nós.”

FRASES BEM-HUMORADAS SOBRE DINHEIRO

“Faz tanto tempo que não vejo dinheiro que até já esqueci quais são os bichos da fauna brasileira que estão nas células.”

“A vida insiste em me surpreender, só queria que ela me surpreendesse com uma mala de dinheiro.”

“Santo pra arrumar casamento é fácil, quero ver um pra arrumar dinheiro.”

“A questão é dinheiro e não liberdade. Você acha que é livre, tente ir a algum lugar sem dinheiro.”

“Até a minha mãe se envolvendo com lavagem de dinheiro. Toda hora ela lava uma bermuda minha com 5 ou 10 reais no bolso.”

“Minha posição favorita é em pé, na frente do caixa eletrônico sacando dinheiro.”

“Se criatividade gerasse dinheiro, têm pessoas que estariam milionárias por histórias que inventam no Facebook.”

“Neymar foi para o PSG por causa de dinheiro, grande coisa, eu também fui para o SPC pelo mesmo motivo.”

“Dica para economizar no Dia dos Namorados: Finja que está doente e fale para sua namorada (o) que gastou o dinheiro do presente com remédios.”

“Aprendi a desapegar de tudo, mas é por falta de dinheiro mesmo.”

“Uma nova lei está para sair que obrigará as pessoas assaltadas a pedirem recibo ao ladrão. Isto permitirá ao Estado seguir o paradeiro de 80% do dinheiro atualmente em circulação.”

“Se dinheiro não traz felicidade, então por que a falta dele dá uma tristeza danada?”

“O tempo ainda é mais valioso do que o dinheiro. Do que adianta ter 100 anos e 100 milhões na conta?”

“Se alguém quiser ficar comigo vai ser por causa do meu jeitão sexy mesmo, porque dinheiro e beleza vou ficar devendo.”

“Estou aqui para incomodar mesmo, se fosse para agradar, eu me chamaria Dinheiro!”

“Paciência é igual a dinheiro, não tenho e quando tenho some rápido.”

“Dinheiro: Qual seu habitat? Do que se alimenta? Onde ele vive? Isso não passa no Globo Repórter.”

“Dizem que comer lentilha na virada do ano traz dinheiro. Por enquanto só me trouxe gases!”

“Vamos trabalhar pessoal, que dinheiro não se imprime em casa não.”

FRASES E REFLEXÕES DE CÂMARA CASCUDO

“Comer de pé é modalidade de pasto, indispensável, justo, mas não humano, não natural, não social.”

“Andei e li o possível no espaço e no tempo. Lembro conversas com os velhos que sabiam iluminar a saudade. Não há recanto sem evocar-me um episódio, um acontecimento, o perfume duma velhice. Tudo tem uma história digna de ressurreição e de uma simpatia. Velhas árvores e velhos nomes, imortais na memória.”

“A biblioteca é a minha Babilônia. E nela todos os volumes me interessam. Cada livro que leio – ou releio – me fascina. Mas a leitura é um hábito. Só a repetição traz o costume, o prazer.”

“Meu pai dizia que a rede fazia parte da família. A rede colabora no movimento dos sonhos.”

“Faço questão de ser tratado por esse vocábulo que tanto amei: professor. Os jornais, na melhor ou pior das intenções, me chamam de folclorista. Folclorista é a puta que os pariu. Eu sou um professor. Até hoje minha casa é cheia de rapazes me perguntando, me consultando.”

“Foi apresentado a um figurão da diplomacia, no Itamaraty.
– Luís da Câmara Cascudo, Câmara Cascudo… parece que já ouvi falar no seu nome.
– O senhor é muito mais feliz do que eu. Estou absolutamente certo de que nunca
ouvi falar no seu.”

“Termino com saudades meu trabalho, libertador das erosões destínicas e demais cortesãos da velhice.”

“O que eu acho que define o homem brasileiro, é a rapidez da sua adaptação. É a sua miscigenação mental. O pau-de-arara, quatro anos depois, em São Paulo, é tão paulista como o caipira de Santos ou de Piracicaba. No Amazonas ninguém pode diferenciar o cearense de um local. Assim, vejo a adaptação do brasileiro em toda parte: em Portugal, na Espanha, na França, só é diferente a pele e a pronúncia, mas os hábitos, as interjeições, o andar, são impecáveis. É o que eu acho. É um perigo, porque essa descaracterização brasileira não muda e não toca a perenidade medular do seu temperamento. Em certos momentos ele é o brasileiro legítimo.”

“Sendo sempre o homem que emigra, o mestiço está sempre em forma para irradiar, com sua volubilidade verbal, tudo quanto pensa e crê.”

“Fecha esta máquina fotográfica, meliante. Há 70 anos que sou perseguido por tua espécie. Agora, repórter eu já fui. Lembro-me que, quando íamos entrevistar, nossa liberdade era grande. Se o homem não dizia nada, a gente inventava. Em 1915, meu pai possuía um jornal. Nele comecei como repórter.”

“Comparar é sempre mais cômodo porque estabelece a referência e com ela a compreensão.”

“É o cinema em casa, o mundo em casa. É o tapete mágico de Aladim, em que você viaja sem sair do lugar. Tem função deturpadora, e não orientadora ou elevadora. Mas para os velhos surdos, meio cegos e jumentos como eu, aos 83 anos, é a vida. Para quem não chega à janela, não lê jornais como eu, a televisão é minha vida, a minha viagem.”

“Pescado é profissional do mutismo; deve ficar silencioso dentro da selvagem musicalidade do mar.”

“Quando eu viajar, mais cedo ou mais tarde, a Universidade vai acabar comprando dos meus herdeiros a minha biblioteca. Ninguém é tão burro para dispensar livros tão incríveis.”

“Domingo, 21 de abril, 39.º aniversário do meu casamento. Ao despertar, a noiva de 1929 desaparecera. Fora assistir à missa na capela do Hospital. De regresso, beijos, abraços, congratulações. Dália declara não estar arrependida e me confesso capaz de reincidência com a mesma vítima.”

“Quem não tiver debaixo dos pés da alma, a areia de sua terra, não resiste aos atritos da sua viagem na vida, acaba incolor, inodoro e insípido, parecido com todos.”

“O sexo pode ser adiado, transferido, sublimado noutras atividades absorventes e compensadoras. O estômago, não. É dominador, imperioso, inadiável. Por isso os alemães dizem que o sexo é fêmea e o estômago é macho.”

“Cultura popular é a que vivemos. É a cultura tradicional e milenar que nós aprendemos na convivência doméstica. A outra é a que estudamos nas escolas, na universidade e nas culturas convencionais pragmáticas da vida. Cultura popular é aquela que até certo ponto nós nascemos sabendo. Qualquer um de nós é mestre, que sabe contos, mitos, lendas, versos, superstições, que sabe fazer caretas, apertar mão, bater palmas e tudo quando caracteriza a cultura anônima e coletiva.”

Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986) foi historiador, antropólogo, advogado, professor universitário, jornalista e, principalmente, folclorista brasileiro. Era apaixonado pelas tradições populares, superstições, literatura oral e História do Brasil. Ele passou toda sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Faculdade de Direito de Natal, hoje Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) , cujo o Instituto de Antropologia leva seu nome. O conjunto de sua obra é considerável em quantidade e qualidade: ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas, o que o coloca entre os intelectuais brasileiros que mais produziram. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante dos centro s Rio e São Paulo.

OLIVEIRA DE PANELAS

Oliveira Francisco de Melo, mais conhecido como Oliveira de Panelas, é um dos mais talentosos repentistas do maravilhoso mundo da poesia cantada. Oliveira traz no nome artístico a cidade pernambucana que o viu nascer, e ser reconhecido no mundo. Ele já cantou para presidentes de países estrangeiros, a exemplo de Mário Soares e Fidel Castro, para presidentes brasileiros, além de várias personalidades do mundo artístico, político e social.

É um profissional do repente que tem a competência de utilizar os versos de forma didática para apresentar os principais gêneros, a origem e a atuação da cantoria do Nordeste. Ele divulga desde o início de sua carreira profissional a valorização do cordel como símbolo de resistência e arte da cultura popular nordestina.

Uma boa referência da capacidade poética desse ícone do repente são estas criativas glosas:

Mote:

Nunca Transforme em Vermelho
O Sinal Verde da Vida

É louvável quem respeita
Os sinais de advertência
Se a esquerda é preferência
Nunca passe pra direita.
A estrada não foi feita
Pra ser pista de corrida
Ao cruzar a avenida
Mire-se bem neste espelho
Nunca transforme em vermelho
O sinal verde da vida.

Repare bem o motor,
Viaje com confiança,
O cinto de segurança
Coloque pra onde for,
Examine o extintor,
Se a carga está vencida,
Não se torne um homicida
Por causa deste aparelho
Nunca transforme em vermelho
O sinal verde da vida.

Não dirija embriagado,
Evite a fatalidade,
Não corra em velocidade,
Nunca viaje drogado,
Se caso estiver cansado,
Tente achar uma dormida,
Evite numa batida
Ferir mão, braço e joelho.
Nunca transforme em vermelho
O sinal verde da vida.

No congestionamento,
Nunca perca a esportiva,
Dirija na defensiva,
Fique atento ao movimento,
Cuidado com o cruzamento
Olhe a faixa proibida,
É grande quem não liquida
Sequer a vida de um coelho
Nunca transforme em vermelho
O sinal verde da vida.

Prossiga a viagem em paz,
Seja feliz no retorno,
Jamais tente com suborno
Comprar os policiais,
Pois um suborno não faz
A vida restituída
Depois da vida perdida
É tarde, não há conselho.
Nunca transforme em vermelho
O sinal verde da vida.

FRASES SÁBIAS DE AUTORES DESCONHECIDOS

“Não podemos evitar que os pássaros da amargura voem sobre nossas cabeças, mas podemos evitar que eles façam ninhos em nossos cabelos.”

“Às vezes, é preciso dar uma pausa. Ter um pouco de silêncio. Sair de cena. E esperar que a sabedoria do tempo termine o espetáculo.”

“Você sabe que está no caminho certo quando perde o interesse de olhar para trás.”

“O único modo de evitar os erros é adquirindo experiência, mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo erros.”

“Não há ventos favoráveis para aqueles que não sabem onde querem chegar.”

“Preocupe-se mais em se levantar do que em não cair, pois todos nós caímos, mas nem todos se levantam.”

“Se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente não leva a lugar nenhum.”

“Não é necessário dizer tudo o que se pensa, mas é necessário pensar tudo o que se diz.”

“Se você apagasse todos os erros do seu passado, você apagaria toda a sabedoria do seu presente.”

“Lembre-se: sempre haverá outra chance, outra amizade, outro amor… mas nunca outra vida.”

“Aqueles que falam de você na sua ausência, é porque respeitam a sua presença.”

“O fato de querer que todos reconheçam a nossa generosidade a destrói imediatamente.”

“Não entregue a autoria da sua história de vida a ninguém; bem ou mal, só você pode escrever.”

“Quem diz que não pode ser feito nunca deve interromper aquele que está fazendo.”

“Cuidado com as voltas que o mundo dá. Hoje você lança as palavras, amanhã sente os efeitos delas.”

“Sou fã de atitudes. Se não as vejo, não acredito. Afinal, da boca para fora todo mundo é o que quer.”

“A prepotência te faz forte por um dia, a humildade para sempre.”

“Pare de olhar para trás, você já sabe onde esteve, agora precisa saber onde vai.”

“Se todos soubessem o peso das palavras, dariam mais valor ao silêncio.”

“Há dois tipos de dores no mundo: A dor que te machuca e a dor que te muda.”

REFLEXÕES DO MEU PAI

Meu pai tinha muitos problemas. Dormia mal e se sentia exausto. Era irritado, mal-humorado e amargo. Até que um dia, de repente, ele mudou.

Certa vez, minha mãe, disse-lhe: – Amor, estou há três meses a procura de um emprego e não encontrei nada. Vou tomar chá com as minhas amigas. Meu pai respondeu: Está bem…

Meu irmão, disse-lhe: Pai, obtive notas baixas em todas as matérias da faculdade. Ele respondeu: – Está bem.Você vai se recuperar. E se não o fizer, poderá repetir o semestre. Porém, vai pagar a sua taxa de matrícula.

Minha irmã disse-lhe: – Pai, colidi com o meu carro. Ele respondeu: – Está bem filha. Leve-o para uma oficina e procure uma forma de efetuar o pagamento. E enquanto eles consertam, vá andando de ônibus ou metrô.

Sua nora disse-lhe: – Sogro, eu vim passar alguns meses com vocês. Meu pai respondeu: – Está bem. Acomode-se no sofá da sala e procure alguns cobertores no armário.

Reunimos na casa dos meus pais para conversar sobre as últimas atitudes paternas. Nós propusemos, então, fazer um “questionamento” para afastar qualquer possibilidade de reação que fosse provocada por efeito colateral de alguma medicação por ele ingerida. Entretanto, qual foi a nossa surpresa quando o meu genitor nos explicou:”Demorou muito tempo para perceber que cada um é responsável por sua vida. Levou-me anos para descobrir que minha angústia, minha mortificação, minha depressão, minha coragem, minha insônia e meu estresse não resolveriam os seus problemas. Mas, sim, exacerbaram os meus. Eu não sou responsável pelas ações dos outros. Eu respondo pelas reações de como eu me expresso perante as adversidades. Portanto, cheguei à conclusão que o meu dever para comigo mesmo é manter a cal ma e deixar que cada um resolva seu obstáculo da forma que lhe convier. Tenho feito cursos de ioga, de meditação, de desenvolvimento humano, de higiene mental, de vibração e programação neurolinguística . E, em todos eles, eu encontrei um denominador comum: no final, todos nos levam ao mesmo ponto. Ou seja, eu só posso ter ingerência sobre mim mesmo. Vocês têm todos os recursos necessários para resolver suas próprias vidas. Eu só posso dar meu conselho se por acaso me pedirem. E cabem a vocês decidirem segui-lo ou não. Então, de hoje em diante, parei de ser o receptáculo de suas responsabilidades, o advogado de seus defeitos, o Muro das Lamentações. De agora em diante, eu os declaro todos adultos, independentes e autossuficientes.”

Todos permaneceram em silêncio. Desde aquele dia, a família começou a funcionar melhor porque todo mundo ficou sabendo exatamente o que lhes cabia fazer.

Fonte: Este texto foi encontrada na internet com autoria desconhecida. As pessoas começaram a enviar para os e-mails dos amigos e pela importância do assunto resolvi publicar no JBF.

ALGUMAS DAS MELHORES FRASES DE MÁRIO QUINTANA

“De um autor inglês do saudoso século XIX: O verdadeiro gentleman compra três exemplares de cada livro: um para ler, outro para guardar na estante e o último para dar de presente.”

“O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso.”

“Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.”

“É uma barbaridade o que a gente tem de lutar com as palavras, para obrigar as palavras a dizerem o que a gente quer.”

“Só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos…”

“O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas nas nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras…Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.”

“Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos.”

“Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto
É como se abrisse o mesmo livro
Numa página nova…”

“Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.”

“Pergunto-me por que o uivar de lobos, os trovões, constituem o pano de fundo para as cenas de horror. Pois, quando o medo é muito, faz-se um silêncio na alma. E nada mais existe.”

“Repara como o poeta humaniza as coisas: da hesitação às folhas, anseios ao vento. Talvez seja assim que Deus dá alma aos homens.”

“A gente deve atravessar a vida como quem está gazeando a aula, e não como quem vai para a escola “

“O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.”

“Livros não mudam o mundo,
quem muda o mundo são as pessoas.
Os livros só mudam as pessoas.”

“Maravilhas nunca faltaram ao mundo; o que sempre falta é a capacidade de senti-las e admirá-las”

“Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo de ser feliz!”

“Uma curva de caminho, anônima, torna-se às vezes a maior recordação de toda uma volta ao mundo!”

“E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas.”

“Conhecer o mistério de um corpo é talvez mais importante do que conhecer o mistério de uma alma.”

“As reticências são os três primeiros passos do pensamento que continua por conta própria o seu caminho.”

* * *

Mário Quintana (1906 – 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Mestre da palavra, do humor e da síntese poética, em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras (ABL) pela obra total. Em 1981, foi agraciado com o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano. Sua biografia é tão singela quanto seus poemas: não casou, não teve filhos, viveu boa parte da vida em quartos de hotéis, passeava pelas ruas de Porto Alegre como qualquer anônimo e da cidade foi figura lendária. Faleceu na capital gaúcha no dia 05 de maio de de 1994, aos 87 anos, em decorrência de problemas cardíacos e respiratórios, deixando uma inestimável e singular contribuição para a literatura brasileira.

A MÃE NOS VERSOS DOS REPENTISTAS

“Minha mãe foi caprichosa
Rezava e dizia amém
Marcou meu rosto com beijos
Pra mim fazer um bem
Por fora não tem mais marcas
Mas por dentro ainda tem.”

Zé Viola

“O filho se sente bem
Quando a vida continua
Tendo apoio dos amigos
E das mulheres da rua
Porém o amor de mãe
Não há quem substitua.”

Severino Feitosa

“A mãe nunca nos atrasa,
E o filho que assim conhece;
Se expressa na verdade;
Sabe que ela merece;
No altar da consciência
Fica rezando uma prece.”

Lourival Batista (1915 – 1992)

“Amor de mãe é profundo
E seu instinto é quase santo
Faz de tudo nessa vida
Para o filho não verter pranto
No mundo não tem ninguém
Que saiba amar do seu tanto.”

Valdenor de Almeida

“Mãe é rosa no jardim
Virada pro sol nascente
Esposa e filha merecem
O nosso carinho ardente
Mas não há mulher no mundo
Do jeito da mãe da gente.”

João Santana


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