EL LULLA CID

Essa insistência de manter a imagem e o nome de Lulla na campanha dos petistas deixa claro a situação de falta de conexão dos eleitores brasileiros com o mundo real. Os corruPTos apostam nisso. É difícil acreditar que um sujeito preso, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, além de outros processos que estão em andamento na justiça, possa continuar sendo um bom cabo eleitoral. Parece ser caso de histeria coletiva crônica. São aqueles 20% dos brasileiros que por desconhecimento ou por distúrbio mental continuam acreditando que Elvis não morreu, que Dom Sebastião vai voltar, que Lulla é honesto e patriota.

Servindo-se dessa irracionalidade eleitoral e desesperados por manter o partido aproveitador dos trabalhadores (que não gostam de trabalhar) vivo, a defesa do presidiário mais conhecido do Brasil protocolou 78 questionamentos judiciais no âmbito do processo do triplex do Guarujá. No campo eleitoral entrou com um recurso extraordinário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra a decisão da Corte do dia 31 de agosto que negou o registro do petista. A defesa do Condenado recorreu ao STF alegando que uma decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) garantiria a Lula o direito de concorrer. Desde 24 de janeiro quando teve sua condenação confirmada pelo TRF4 a defesa do presidiário Lulla apresentou 17 recursos ao TRF4, STJ, STF e TSE. Um recurso a cada 13 dias (segundo o jornal O Globo).

O comandante do Exército Brasileiro, General Eduardo Villas Boas falou em entrevista sobre as tentativas do PT de registrar a candidatura do X9 Lula, baseadas em uma recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU. Disse o general: “É uma tentativa de invasão da soberania nacional. Depende de nós permitir que ela (a candidatura) se confirme ou não. Isso é algo que nos preocupa, porque pode comprometer nossa estabilidade, as condições de governabilidade e de legitimidade do próximo governo”

A Comissão Executiva Nacional dos seguidores da estrela maldita chamou a entrevista de “o mais grave episódio de insubordinação de um comandante das Forças Armadas ao papel que lhes foi delimitado, pela vontade soberana do povo, na Constituição democrática de 1988. É uma manifestação de caráter político, de quem pretende tutelar as instituições republicanas. No caso específico, o Poder Judiciário, que ainda examina recursos processuais legítimos em relação ao ex-presidente Lula”

Qual é a grande imoralidade, a suposta e improvável ação do General em favor da soberania nacional e da governabilidade, ou a tentativa de Lulla e seus comandados de desmoralizar a justiça e a nossa independência? Os petistas desesperados recorrem a tudo e a todos apenas com objetivo de manter a fantasiosa história de que o inimigo público número 1 está preso por motivo político, sem provas e sem direito a defesa. Apesar do enorme número de recursos apresentados em todas as esferas da justiça. Às favas com a soberania brasileira e a Constituição, o que interessa é salvar o guru.

Tentam manter um cadáver político como cabo eleitoral, assim como El Cid foi colocado morto em cima do cavalo para amedrontar o inimigo.

UMA LEGIÃO DE ADÉLIOS

Faz muita diferença saber se Adélio Bispo, o esfaqueador de Bolsonaro, tinha um mandante ou não? Lógico que ele é doutrinado pela esquerda que prega os direitos humanos para seus adeptos e o ódio contra seus antagonistas. Adélio poderia não ter uma ordem determinando a vitima, o dia e o lugar daquele ato covarde, mas ele foi adestrado para não pensar fora da cartilha das organizações (muitas ilegais e violentas como MST, MTST e etc) que desrespeitam as leis e acreditam que os meios mais sórdidos justificam os fins ilusórios de igualdade por destruição.

Uma grande parte da nossa sociedade carente de renda, capacidade de pensar e decidir sozinho acredita com firmeza que é possível transformar ignorância em superioridade e pobreza em riqueza, apenas destruindo quem se esforçou para conseguir com estudo, trabalho e ordem construir o pouco que temos. Não se importam em destruir e igualar por baixo, preferem ser iguais na pobreza a respeitar quem produz e participar desse esforço. Não sabem o que é ordem e não se interessam por progresso.

Adélio foi filiado ao PSOL, um partido político que considero setor legalizado da grande organização composta por outros partidos, ONGs, sindicatos, organizações sindicais e movimentos sociais (os ilegais) que pretende controlar essa Nação. Mais do que isso, os planos de controle vão além das fronteiras brasileiras, estão associados a outros países que vivem a mesma situação de alucinação coletiva, acreditando que pode existir a utopia da igualdade por decreto.

Adélio parece um ser que não consegue pensar em nada que não seja a doutrina progressista do atraso que os comandantes da esquerda maldita instalam nas mentes vazias daqueles que precisam de ajuda e são capturados pela organização desgraçada.

É preciso sim investigar, descobrir quem pode ter dado a ordem, punir com rigor mandante e executor. Mas todos nós sabemos porque os adélios agem assim e que existe um exército de adélios prontos para cometerem crimes do mesmo tipo por serem incapazes de trocar a programação instalada. Revolta ver boa parte do nosso povo acreditar que só quem representa e quer democracia são os esquerdistas que lutaram contra os militares no século passado. São incapazes de entender que não se vive democraticamente, nem em Cuba, nem na Venezuela e que os mesmo que se fazem de democratas para enganar os adélios aqui no Brasil, cooperam e apoiam os dois regimes.

Se houve ordem para a facada de 06/Set/2018, eu não sei afirmar, mas não há nenhuma dúvida de quem são os formadores da legião de adélios prontos para esfaquear o Brasil.

POR FORA BELA VIOLA

Durante 21 anos o Brasil foi governado pelos militares. Nesse tempo houve crescimento econômico, investimento em infraestrutura, indústrias de base. Sonhávamos com o Brasil Grande. “Esse é um país que vai pra frente” O crescimento do PIB era resultado de um planejamento centralizado que nos enfiou goela abaixo obras que foram importantes para dinamizar a economia por tempo determinado. Porém nem todos os projetos resultaram em sucesso. Copene, Siderbrás, Itaipú, Transamazônica, Ponte Rio Niterói, Eletrobrás, etc e etc. A grande maioria dos projetos sobrevive hoje depois de deixar uma enorme dívida no Estado (para nós pagarmos) e a planta operando nas mãos do setor privado. Privatização foi a forma encontrada para os bons projetos continuarem funcionando e esquecermos os inúteis. Ficou junto uma dívida inesquecível.

Matéria da Folha de São Paulo em 2007: “Se o país crescia mais do que a China em 1973, a década de 70 perpetuou a desigualdade e não avançou em educação, que poderia elevar a produtividade no longo prazo. Um dos problemas apontados por especialistas é que o forte crescimento e a industrialização experimentados no “milagre econômico” ampliaram a oferta de trabalho qualificado sem encontrar a contrapartida em número suficiente de pessoas graduadas.”

Foi também, um período onde havia ordem, imposta com mão de ferro pelas Autoridades Verde Oliva que controlavam o Brasil. Queriam um país mais justo com oportunidades, empregos, respeito às leis. Operaram no hardware (capital físico) e esqueceram do software (capital humano). O enorme investimento na infraestrutura e indústria pesada não era resultado das leis de mercado, mas do planejamento central. Classificam esse tempo como o período que a direita governou o Brasil.

Mas, vejam como um dos maiores representantes da direita brasileira na atualidade, Olavo de Carvalho, classifica o que é ser de esquerda: “a esquerda, que favorece o controle estatal da economia e a interferência ativa do governo em todos os setores da vida social, colocando o ideal igualitário acima de outras considerações de ordem moral, cultural, patriótica ou religiosa”

Eu pergunto: De 1964 até 1985, nós vivíamos num regime de esquerda, ou direita?

Segundo Olavo de Carvalho, “a direita, que favorece a liberdade de mercado, defende os direitos individuais e os poderes sociais intermediários contra a intervenção do Estado e coloca o patriotismo e os valores religiosos e culturais tradicionais acima de quaisquer projetos de reforma da sociedade”

Eu quero um governo como esse que Olavo chama de direita, que eu prefiro conhecer como liberal. Quem é o candidato que propõe implementar esse modelo? Bolsonaro usa o rótulo da direita, mas seu histórico não confirma a propaganda. O Capitão diz que evoluiu, mas muda de opinião sobre tudo com frequência. Dá medo. O Bolsonaro candidato será o mesmo depois que sentar no trono?

No Posto Ipiranga tem a resposta que acho correta para esse dilema ultrapassado entre esquerda e direita. Numa entrevista concedida ao jornal El País, o economista Paulo Ipiranga Guedes diz: “Em um modelo dirigista, esquerda e direita estão muito próximos. Não quero saber quem é um ou outro, para um liberal são totalitaristas, a tragédia é a mesma. As modernas democracias liberais saíram dessa zona totalitária: temos democratas e republicanos nos EUA, conservadores e trabalhistas no Reino Unido, democratas-cristãos e sociais-democratas na Alemanha, Bachelet e Piñera no Chile. Os dois lados aceitam o mercado e aceitam a função do Governo de atenuar as desigualdades. Confio no processo democrático brasileiro. Nosso grande desafio agora é transformar o Estado dirigista moldado pelo regime militar num Estado social que tanto a social-democracia como a liberal-democracia aprovariam”

Estou diante deste impasse, para ter o programa certo, preciso votar num candidato que pode não entregar o que promete. Não quero ir dormir com Lady Tatcher e acordar com Mussoline.

Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

A CIGARRA E A FORMIGA

Dois países que tem como principal fonte de riqueza o petróleo, Venezuela e Noruega, vivem situações completamente opostas. Produção média da Noruega em 2017, 1,6 milhão de barris/dia, Venezuela 2,1. Quando considerada a reserva comprovada de cada um, existe uma enorme diferença, com a reserva venezuelana sendo 46 vezes o tamanho da reserva da Noruega. A Venezuela, segundo dados da OPEP tem 20% da reserva global de óleo.

O Banco Central da Noruega informou que o Fundo Soberano Norueguês tem patrimônio de US$ 1 trilhão equivalente a US$ 197.000,00 por cada cidadão. Esse Fundo foi criado em 1996 e recebe parte da receita gerada pela exploração do petróleo e seus derivados para cobrir os gastos sociais das futuras gerações quando se esgotarem as reservas.

O PIB norueguês é estimado em US$ 400 bi, equivalente a US$ 75.000/capita.

Taxa de desemprego – 4,2%

Inflação – 2%

Gasolina litro – US$ 1,61

Segundo a ONU a Noruega é o país com melhor IDH do mundo. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), leva em conta a renda, a expectativa de vida e o nível de educação.

Já na Venezuela,

O FMI (Fundo Monetário Internacional) estima que a inflação atinja 1.000.000% (um milhão por cento) com retração do PIB de 18% em 2018.

O Bolívar Forte venezuelano, uma moeda que ninguém quer, chegou a ser cotado na semana de 13-17/08 em cerca de 6 milhões contra US$ 1,00. O presidente Maduro aumentou o salário mínimo de 5,2 milhões Bolívares Fortes, para 180 milhões, valor quase 35 vezes maior e o equivalente a US$ 30,00 no câmbio paralelo. Cotações de antes da reforma monetária que trocou o Bolívar Forte pelo Bolívar Soberano. É o verdadeiro mico, todos querem se livrar do Bolívar Forte o mais rápido possível, trocando por uma moeda realmente forte, ou mercadorias.

Apesar de trocarem a moeda, Bolívar Forte pelo Bolívar Soberano, não estão dispostos a trocar de programa, o que não mudará nada, apenas o nome do dinheiro. Os números da economia venezuelana não estão disponíveis apesar da “democracia”, por tanto, tudo é estimado com grande margem de erro. Economistas calculam que o déficit fiscal está em 20% do PIB. Para aumentar receitas Nicolas Maduro tem dito que vai elevar o preço da gasolina (hoje US$ 0,01), exceto para o cidadão que se cadastrar no sistema “Carnet de la Patria”. Mais uma forma de controlar politicamente os venezuelanos e acalmar a insatisfação com o fim da gasolina a preço zero.

O caos econômico venezuelano é um novo caso a ser estudado. Tem consequências que precisam ser conhecidas pela humanidade, em especial pelos brasileiros, para não cairmos, novamente, numa mentira populista dessas que são comuns entre os representantes da nossa esquerda progressista do atraso. O presidiário ex-presidente chegou a elogiar o excesso de democracia bolivariana de Chavez e Maduro.

Segundo o jornal The Guardian, a venezuelana Celina Gonzales 45 anos, atravessou a fronteira com a Colômbia para vender seu cabelo e conseguir comprar remédios para artrite. Homens fazem ponto na ponte que liga San Antônio (Venezuela) a La Parada (Colômbia) com cartazes oferecendo para comprar cabelo. Em torno de 200 mulheres por dia procuram essa fonte de renda e aproveitam a viagem para comprar alimentos no país vizinho, já que são encontrados apenas no mercado negro venezuelano a custo proibitivo.

Falta de tudo no país de Nicolas Maduro, como é relatado pelos refugiados da desgraça bolivariana que se refugiam no território brasileiro. Entre os itens escassos estão produtos contraceptivos, camisinhas e pílulas. Em função disso o número de gravidez indesejada aumentou consideravelmente, principalmente entre adolescentes. De cada 4 bebes que nascem 1 é filho de adolescente. Quando conseguem encontrar anticoncepcionais, a caixa do medicamento pode chegar a custar o dobro de um salário mínimo (mercado negro) o que torna impossível, para a grande maioria de venezuelanos conseguir o produto. Já que 1 litro de gasolina custa US$ 0,01 e uma caixa de anticoncepcional pode chegar a US$ 60,00. Melhor encher o tanque e acelerar. Troca-se 6000 litros de gasolina por uma caixa de anticoncepcional. Os absurdos preços relativos praticados levam ao colapso econômico inviabilizando os negócios.

Enquanto a Noruega transformou a reserva de óleo em bem-estar e riqueza para o cidadão, na Venezuela de Chavez e Maduro esbanjaram dinheiro de forma irresponsável. Conseguiram “quebrar” a PDVSA mesmo com o barril de petróleo chegando a custar US$ 150,00. Usaram o dinheiro do povo em programas ideológicos vendendo óleo barato e fazendo empréstimos generosos para seus parceiros bolivarianos. Continuam sentados em cima de uma fortuna nas profundezas da Terra que não serviu de nada até agora. O petróleo é deles!!!

Enquanto a formiga norueguesa trabalhava e poupava a cigarra venezuelana cantava fazendo propaganda do socialismo bolivariano.

Ainda tem gente que acha que governos devem gastar sem medida para promover o progresso.

CONFIRME BOLSONARO, ELEJA PAULO GUEDES

O Brasil precisa das ideias de Paulo Guedes. Quem lê sua entrevista na Revista Veja fica chocado com o Brasil Novo proposto pelo economista mineiro. O Posto Ipiranga do capitão Bolsonaro. Chega a ser assustador imaginar que suas propostas poderão ser postas em pratica num país onde o cidadão se acostumou a ver o Estado como indutor do crescimento econômico, como um padrasto que “cuida” de seus enteados de olho na sua herança.

Guedes simplesmente propõe reduzir o Estado e deixar livre o caminho para o setor privado assumir sua responsabilidade, mostrar sua capacidade de gerar riqueza, de competir produzindo melhores bens e serviços, investindo e gerando empregos. Oferecendo para o cidadão aquilo que o socialismo prometeu e não conseguiu entregar por incompetência e desonestidade.

Sobre a falácia de que um Governo Bolsonaro poderia ameaçar nossa constantemente ameaçada democracia, Guedes tem uma forma numérica e incontestável de responder aos que temem essa possibilidade: – A verdade é que, em vez de ameaça à democracia, Bolsonaro pode ser o primeiro presidente a amputar os próprios poderes presidenciais, retirando dinheiro do governo central e transferindo-o a estados e municípios. Isso é precisamente o contrário do que ocorre em um regime antidemocrático, porque regimes totalitários tendem a concentrar o dinheiro e o poder no topo.

Quem de fato ameaça à democracia? Os que se apresentam como progressistas queriam instituir uma censura disfarçada de controle social da mídia, tentaram impor via subsídios e troca de favores os empresários campões, copiaram para pior o modelo que deu errado no tempo dos militares. Sonhavam doutrinar os jovens estudantes segundo seu programa ideológico do século XIX. Os “conservadores” propõem romper com tudo isso. Tudo novo como sugere PG: – Em vez de haver um ministro do Planejamento dizendo para onde vai o dinheiro, os deputados terão de aprender a votar o direcionamento dos recursos para onde eles são necessários. Não parece mais democrático? Trocaram de lado. A esquerda defendendo o modelo da ditadura e um candidato militar propondo esquecer tudo e começar um novo ciclo democrático e liberal.

A redução do tamanho do Estado é o oxigênio que nossa economia precisa para respirar sem os parelhos colocados pelos governos socialdemocratas para tornarem empresários dependentes de políticas antirrepublicanas e acordos ideológicos. Para quem não leu repito aqui um dos trechos mais fortes da entrevista com o Posto Ipiranga: – Sempre que recursos foram centralizados, o Estado corrompeu a classe política. Todos os heróis da redemocratização foram aniquilados pelo Estado. Olhe onde o Lula está. O gasto público é o grande vilão. Foi esse sistema centralizado que permitiu que Lula mandasse fazer um estádio de futebol para o time dele, que desse dinheiro a ditadores simpáticos a seu governo, que comprasse apoio de governadores, como Sérgio Cabral. É esse poder absoluto, que chega a ponto de um grupo político desenhar os vencedores do setor privado, que mina a democracia. A democracia não delega tantos poderes a um indivíduo. É por isso que esse “Estado-máquina” precisa ser desmontado. Porque, quando você descentraliza o poder, você resolve. O mote do nosso programa é “mais Brasil, menos Brasília”.

Se Deus escreve certo por linhas tortas, vamos eleger o governo certo mesmo com um candidato imperfeito.

O BRASIL NÃO É A GRÉCIA… AINDA

Afirmações do genial colunista fubânico Goiano Braga Horta: “Que se dane o equilíbrio das finanças! Dinheiro é para investir; e investir no que seja preciso” “Equilíbrio fiscal não vale nada, só serve para ficar com a cabeça fresca”

Coluna Lauro Jardim 05/08/2018: “Eduardo Guardia já se encontrou com os assessores econômicos dos principais candidatos a presidente. Um traço une todos. Do PT de Lula ao PSL de Jair Bolsonaro, todos demonstraram de fato muita preocupação com a bomba fiscal pronta para explodir em 2019”

Contrariando o princípio defendido pelo nosso talentoso fubânico, a sociedade reage rápido a essa demonstração de aparente responsabilidade fiscal por parte dos candidatos. Desde o final de junho o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) saiu de 70mil pontos para 80mil (valorização de 14,3%). As justificativas são de que com os acordos políticos que estão sendo firmados e confiando nas declarações do Ministro Luis Fux de que ficha suja não pode ser candidato, a probabilidade de ser eleito um presidente comprometido com o equilíbrio do orçamento aumentou. Com isso a confiança dos investidores e empreendedores cresce e podemos ter esperanças de que não haverá um novo governo aventureiro, desses que acha que dinheiro o Governo imprime e sai gastando. Rapidamente os especuladores se posicionam na Bolsa, empresários mais confiantes e ousados saem na frente e assim começa o ciclo virtuoso.

Texto de 30/06 da Coluna Pensamento Livre, “Comprar ou vender”

“O Brasil mesmo desgovernado como está, continua interessando aos investidores domésticos e estrangeiros. Por isso qualquer expectativa de governo sério, comprometido com as contas públicas, em melhorar as condições para empreender, dar segurança ao cidadão e promover as famosas Parcerias Público Privadas para viabilizar investimentos em infraestrutura, poderá desencadear um processo virtuoso de alta na Bolsa e crescimento econômico estilo chinês”

Estamos muito distantes desse ambiente virtuoso, mas a dinâmica da economia e dos mercados não espera acontecer, é movida por expectativas.

Seria bom nossos governantes e políticos se atualizarem sobre a situação da Grécia, um exemplo recente de governo que não deu atenção para o orçamento público. Deixou a dívida explodir para níveis próximos a 200% do PIB. A consequência foi numa enorme depressão, considerada a maior ocorrida num país desenvolvido (membro da UE) desde a Segunda Guerra Mundial. O PIB grego é hoje 75% do que foi em 2007. O desemprego, que chegou a 28% no auge da crise em 2008, hoje está em 20% (entre os mais jovens esta taxa alcança 43%). Mas a queda não ocorreu por conta da criação de postos de trabalho. Muitos simplesmente deixaram de buscar empregos e saíram dos indicadores de desempregados.

Quem pode vai embora do país. 75% das famílias tiveram redução em sua renda. Dentro do governo grego, economistas não disfarçam: o país pode ter de esperar até 2050 para voltar aos mesmos níveis de desenvolvimento social que estava em 2008. A taxa de investimento é hoje 33% do que era antes da crise. Por imposição do FMI e do Bco Central Europeu, o Governo Grego deve ser capaz de gerar um superávit primário de 3,5% do PIB até 2022 e 2,2% até 2060. Facilitado por ser membro da Comunidade Europeia, os gregos receberam um pacote salva-vidas do Banco Central Europeu, FMI e outros credores que somou US$350bi. Número enorme para uma nação com PIB estimado em US$190bi.

Fazendo fronteira com o Brasil temos o caso bastante conhecido da Venezuela. O inesquecível Hugo Chavez tomou o poder em 1999, época em que o preço do petróleo, principal fonte de renda daquele país, estava cotado em US$15,00. Hugo Chavez governou de 99 até 2013. Nesse intervalo o preço do óleo oscilou dos 15 até 150 em junho de 2008, estando cotado hoje em US$70,00. Nem o Passarinho Chavez, nem o caminhoneiro Maduro se preocuparam com as contas públicas, assim como os gregos também fizeram ao longo do tempo e agora são obrigados a arrumar as finanças ao um custo social enorme. Coisa que a Venezuela ainda não está cogitando fazer.

Nem os que defendem a esquerda, nem a direita querem viver algo parecido com o que estão passando os gregos e nossos vizinhos venezuelanos. Por isso, mais do que simpatia por um candidato é preciso verificar se seu discurso inclui gastar apenas o que arrecada. Temos uma dívida próxima a 70% do PIB e convivemos com um déficit em torno de 7% ao ano. Nesse ritmo e sob a imposição da Constituição Cidadã, num piscar de olhos poderíamos chegar na situação indesejada de gregos e venezuelanos. Felizmente parece que os candidatos estão preocupados com as contas públicas e a economia dá bons sinais.

LAMPIÃO, GÊNIO DO MAL

No dia 28 de julho desse ano completaram 80 anos da morte do cangaceiro Lampião. Um personagem controvertido. Passados tantos anos da atuação deste bandoleiro pelo Sertão Nordestino, ainda persiste o debate se Virgolino foi um proto-revolucionário que combatia a exploração dos humildes pelos oligarcas, ou se foi apenas um criminoso, ladrão, assassino, sequestrador.

Nada melhor para ajudar a entender essa questão do que as palavras do próprio Cangaceiro, registradas numa entrevista concedida no ano de 1926, ao médico Otacílio Macedo, quando Lampião esteve em Juazeiro do Norte – CE. Perguntado pelo entrevistador se não pensava em abandonar aquela vida criminosa, respondeu da seguinte forma: “Se o senhor estiver em um negócio, e for se dando bem com ele, pensará porventura em abandoná-lo? Pois é exatamente o meu caso. Porque vou me dando bem com este negócio, ainda não pensei em abandoná-lo” Lampião declara que o cangaço era um negócio lucrativo. Apesar do próprio cangaceiro confessar que tocava um negócio, ainda existe quem considere que era uma espécie de Robin Hood nordestino.

Virgolino Ferreira da Silva merece o título de Rei dos Cangaceiros, pois foi muito além de todos os outros bandoleiros que percorreram o Nordeste, até a metade do Século XX. Foi superior sob o ponto de vista de permanência na vida criminosa (em torno de 20 anos), como área de atuação, como na complexidade da sua organização para pratica de seus “negócios”. Esse aspecto (da organização) deve ser melhor avaliado para contribuir no entendimento de quais eram os reais objetivos de Lampião.

Essa complexa organização incluía informantes, protetores e fornecedores. Recorrendo a mesma entrevista de 1926, vejamos o que diz Virgolino sobre os protetores: “Não tenho tido propriamente protetores. A família Pereira, de Pajeú, é que tem me protegido, mais ou menos… De todos meus protetores, só um traiu-me miseravelmente. Foi o coronel José Pereira Lima, chefe político de Princesa. É um homem perverso, falso e desonesto, a quem durante anos servi, prestando os mais vantajosos favores de nossa profissão” Nesta declaração fica evidente que havia combinação entre o suposto protetor do homem pobre (Virgolino) com os considerados oligarcas exploradores, o que compromete a imagem de revolucionário atuando contra a exploração dos humildes.

Existe por parte da família do Coronel José Pereira Lima uma grande insatisfação com essa afirmação de que Lampião teve algum tipo de relação com o líder político de Princesa Izabel – PB. Porém, o Cangaceiro usava com frequência a fazenda do cunhado de Zé Pereira como abrigo, o que de alguma forma confirma que o Coronel tinha, pelo menos, conhecimento da presença de Lampião na região de sua influência.

Na medida em que sua organização criminosa crescia e se sofisticava Lampião terceirizou o roubo, criando bandos autônomos liderados por seus “subordinados” e passou a faturar fornecendo armas e munição para esses subgrupos. De onde vinha esse armamento? Talvez esse seja o grande segredo não devidamente desvendado dessa interessante história. Parte poderia vir da própria polícia, como acontece até hoje. Parte seria fornecida pelos coronéis, líderes políticos que por terem acesso a armas e munição para suas milícias, serviam como fornecedores do Cangaceiro. Esse passou a ser o grande poder do Rei dos Cangaceiros, era ele quem sabia abastecer o paiol que mantinha a rede de quadrilhas que atuavam na área que controlava.

Virgolino precisava também dos pequenos coiteiros, homens humildes que conheciam em detalhes o sertão, seus pontos de fuga e de esconderijo. Eram eles que faziam pequenas compras, davam os sinais de onde andavam as patrulhas (tropas conhecidas como volantes) e funcionavam como mensageiros. Lampião soube durante todo o tempo que esteve no cangaço, segundo suas palavras desde 1917 até 1938, usar os camponeses, a polícia e os coronéis para liderar essa organização criminosa e mesmo depois de sua morte ainda contar com a interpretação errônea (meu ponto de vista) de parte da sociedade que o considera um herói.
Temos carência de heróis nacionais, mas transformar criminosos em salvadores da pátria parece ser um mal hábito do brasileiro. Lampião foi um precursor do crime organizado, exploração da pobreza e da ignorância.

Um gênio do mal.

Os trechos da entrevista concedida em 1926 foram extraídos do site “Lampião” mantido por Vera Ferreira, neta do cangaceiro.

TROCANDO IDEIAS COM O MESTRE

Prezado e admirado Prof. Adônis, permita-me mais uma vez pegar carona num comentário seu, discordar em alguns aspectos e dar meu ponto de vista sobre outros.

É uma honra poder dividir, novamente, com o Mestre, esse espaço cedido por Berto nesta respeitável gazeta.

Resposta do Prof. Adônis no texto “Cavaleiro Solitário” publicado no JBF em 29/Jul/2018

“Certamente que os militares cometeram erros. Quem não os comete? O principal foi não ter exterminado a turma hoje no PT (Zé Dirceu et caterva)” Professor, tenho certeza que estamos falando do extermínio político, não físico, desses marginais que nunca pensaram no Brasil. Sempre quiseram o poder a qualquer preço, colocando o povão como escudo e ponte para seus objetivos nada patrióticos. Não podemos defender qualquer ditadura e suas práticas desumanas. Não podemos defender a “nossa” ditadura contra a deles, como fizeram esses comunistas fantasiados de democratas. Os vampiros não morrem com facilidade, mas precisamos cravar a estaca no coração desses chupa-sangue da nação. Veja o caso do líder corrupto: condenado, preso e continua tentando sobreviver como parasita.
“As grandes diferenças são:

1- Eram eminentemente honestos” Os militares que estiveram no governo eram seres humanos e tinham suas falhas também. Acredito que os generais eram moralmente mais firmes, porém cederam espaço para os políticos que souberam mamar nas tetas da viúva. Temos inúmeros casos de acusações não suficientemente investigadas, obviamente por não termos naquela época uma imprensa livre, nem órgãos fiscalizadores a serviço da Nação, mas atuando em favor da Ditadura. Ficaram impunes, ou melhor, sem serem suficientemente investigados casos como Andreza, Shigeaki Ueki, Coroa Brastel, por exemplo. Vivíamos sob uma ditadura, investigar e tornar público esses e outros casos, não era coisa simples. Obras públicas gigantescas, sob comando dos generais, ou de qualquer outro governo sempre serão oportunidades para os corruPTos. Não existe vacina para essa deformação humana. As mesmas empreiteiras que foram pegas nos recentes escândalos Petrolão, Eletrolão e Quadrilhão, prestam serviço desde os velhos tempos dos militares. Será que só agora mudaram seus métodos?

2- “Tinham um profundo patriotismo e amor ao Brasil e ao seu povo” Patriotismo e nacionalismo são duas definições que confundem o cidadão. Ser patriota é querer o melhor para nosso país, é defender a soberania, respeitar seus símbolos, cultura e principalmente cumprir as leis. Já o conceito de nacionalismo é diferente, é desagregador, muitas vezes é desconexo do desenvolvimento. O caso da privatização do sistema de telecomunicações no Brasil é o exemplo mais visível do paradoxo entre patriotismo e nacionalismo. Os patriotas reconhecem que a privatização viabilizou nosso desenvolvimento, os nacionalistas continuam criticando a decisão apenas por ódio. O petróleo é nosso, a dívida da Petrobrás também. Atribuem a Charles de Gaulle a seguinte definição: “Patriotismo é quando o amor por seu próprio povo vem primeiro; nacionalismo, quando o ódio pelos demais povos vem primeiro”

3- “Tinham um projeto de desenvolvimento para o país, com objetivos bem claros e vontade de realizá-los. (Siderurgia, petroquímica, aviação, telecomunicações, agricultura, etc)” Na minha visão simples de um cidadão que admira o pensamento liberal, eu acho que nesse aspecto cometeram (conceitualmente) o mesmo erro dos petistas. Para ser justo, os petistas repetiram de forma mais imprudente e irresponsável o mesmo erro de 50 anos atrás. O engano dos Generais e seus pensadores, foi agredir o mercado. Os tecnocratas decidiam em seus gabinetes qual seria a vocação desse país, ao invés de apenas criar condições para a sociedade trabalhar e competir. Lembro muito bem e ainda tenho registros do inigualável Roberto Campos alertar para o erro dos generais em investir, por exemplo, na Petrossauro e outras estatais, enquanto os Tigres Asiáticos investiam pesado no capital humano (educação). Hoje conhecemos o resultado.

4- “Aplicavam adequadamente o dinheiro público em obras que estão aí até hoje: Itaipu, ponte Rio-Niterói, etc” Umas obras estão aí funcionando, outras nunca funcionaram e deixaram um passivo monstruoso. Ferrovia do Aço, Transamazônica, inúmeras siderúrgicas quebradas, complexos petroquímicos antieconômicos e usinas nucleares contratadas sem funcionar. Não podemos esquecer dos subsídios para industriais privados que assim como ocorreu recentemente com Joesley e Eike Batista, havia ocorrido, na época dos generais, com Villares, Bardella e outros.

Meu Professor, o caminho, na minha opinião, não é uma ditadura do bem. É aprofundar a democracia, privatizar, diminuir o orçamento público, reduzir a burocracia, EDUCAR, dar segurança para empreender, ser patriota sem nacionalismos.

O voto consciente é do Amoedo, o voto alternativo poderá ser em Bolsonaro.

Meu abraço fraterno.

O BRASIL TEM JEITO

O Globo 13/07/2018: “Mesmo com o fim da contribuição sindical compulsória, números obtidos no Ministério do Trabalho revelam que o interesse pela criação de sindicatos se mantém. Há um estoque de cerca de dois mil pedidos de registros sindicais, sendo 1.500 prontos para serem concedidos e algo entre 400 e 500 em fase de análise”

É uma notícia bastante curiosa, pois o sindicalismo no Brasil desde os anos 70 do século passado deixou de privilegiar o interesse de seus representados, para servir de financiador e claque para os líderes sindicais que usaram as organizações como meio de enriquecimento e ascensão na política. Inúmeros casos podem ser registrados sendo o mais notório do ex-presidente, atual presidiário, Lulla. Com o fim do infame imposto sindical determinado na Lei 13.467/2017, enriquecer ficou mais difícil. Será que ainda pensam em usar os sindicatos como plataforma eleitoral? Estima-se que a arrecadação anual do falecido Imposto Sindical atingia R$ 3,9 bilhões por ano.

Segundo o IPEA, em 2016 haviam 16.491 organizações de representação de interesses econômicos e profissionais no Brasil. Seguindo os níveis hierárquicos da estrutura oficial, de baixo para cima, há 15.892 sindicatos, 549 federações, 43 confederações e 7 centrais sindicais. Sendo que 5.251 sindicatos representam empregadores e 11.240 representam trabalhadores.

Esses últimos falam em nome de aproximadamente 107 milhões de empregados, sejam eles ou não filiados as organizações. Diferentemente de outros países, no Brasil, os sindicatos representam todos os trabalhadores que estão sob sua circunscrição territorial, não só aqueles que são filiados. Consequentemente, pelo menos em princípio, os 11 mil sindicatos de empregados têm o direito de falar e agir em nome de 107,2 milhões de trabalhadores, sendo que apenas 17% são filiados e contribuem voluntariamente.

Parte expressiva desses sindicatos apresenta uma constituição relativamente frágil, com poucos trabalhadores em sua base e uma reduzida filiação. Há um sindicato no Brasil para cada 8 mil trabalhadores, enquanto na da Argentina um sindicato atende 320 mil trabalhadores, ou do Reino Unido, com um para 230 mil. Nada menos do que um em cada cinco sindicatos no Brasil nunca participou de uma negociação coletiva.

Entre os sindicatos curiosos temos, Sindicato das Industrias de Camisas para Homens e Roupas Brancas de Confecção e Chapéus de Senhoras do Estado do Rio de Janeiro, Sindicato da Industria de Guarda Chuvas e Bengalas de São Paulo e não poderia deixar de faltar o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais do Estado de S Paulo.

Milhões de pessoas em todo o mundo entenderam que muito mais do que textos, leis e decretos que dizem garantir seus direitos e o bem-estar, o que importa no seu dia a dia é ter boas oportunidades de crescer, ampliar sua renda e buscar uma melhor satisfação no seu padrão de vida. Coisas que os sindicatos não ajudam a construir. Felippe Hermes, da Gazeta do Povo, nos traz alguns exemplos que confirmam essa tendência:

(Gazeta do Povo 30/06/2017) “O que leva um espanhol a trocar um dos países europeus com maior quantidade de leis e direitos trabalhistas e um salário mínimo de 825 euros por mês, pela Suíça, um país onde sequer há salário mínimo? Ou, o que levaria um mexicano a trocar um país onde após a demissão, você pode receber até 74 semanas sem trabalhar, por um país onde não existem férias pagas regulamentadas, e muito menos aviso prévio para demissão como os Estados Unidos?

Perguntas como estas podem parecer simples, ou ainda, sem sentido, mas fazem parte do dia a dia de milhões de pessoas ao redor do planeta que deixam seu país com um objetivo comum: melhorar de vida.

Nada menos do que quatro milhões de indonésios, que moram no país onde é mais difícil demitir alguém na Ásia, migraram para outros países da região, onde ainda que não tenham os mesmos direitos descritos no papel, conseguem conquistá-los na prática, como consequência do seu trabalho”

Aqui no nosso País Tropical também temos visto que a overdose de sindicatos deixou muita gente rica em função do gordo orçamento com base no Imposto Sindical, que finalmente é falecido, além disso, transformou muitos sindicalistas inescrupulosos e despreparados em líderes políticos, ministros e governantes.

O corte de postos de trabalho com carteira assinada em sindicatos cresceu 600% após o fim do imposto sindical obrigatório. Segundo a Folha de São Paulo, desde a aprovação da reforma trabalhista, houve o encolhimento de 3.140 vagas formais nessas entidades. Onde está o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais do Estado de S Paulo que não promove uma ação contra essa demissão em massa?

O fim do “estupro sindical” é uma importante mudança que parece subestimada pela sociedade brasileira. O Brasil tem jeito!

OS VAMPIROS DA ESTRELA

Nosso estimado Professor Adônis, no seu texto detalhado e bem fundamentado “Belindia Dividida”, de 08/07, mostra um quadro nada animador para nosso País Tropical. É a fotografia sem retoques de tudo que assistimos, sofremos e nos angustia no cotidiano desesperador de viver pagando 40% da renda em impostos e não termos em troca serviços públicos que ofereçam as condições básicas para viver dignamente.

Quero argumentar, sem discordar em nada do que o Professor nos apresentou, que essa é a parte feia da fotografia, mas que apesar da cena pouco animadora, trágica, que a imagem capturada revela, existe uma paisagem menos horripilante fora de foco neste retrato que com um ajuste nas lentes poderá mostrar uma visão menos assustadora e trazer esperança para nós brasileiros.

Para manter-se no cargo em 2005 depois do escândalo Mensalão, para garantir sua reeleição e a eleição da Presidanta, Lulla uniu-se com os cafetões da política que controlam o cabaré em Brasília. Importante sempre lembrar disso: Para manter-se no poder eternamente o PT de Lulla vendeu a alma, o corpo e a Nação para os demônios. Assistimos uma mudança radical nas expectativas após o expurgo da Presidanta Dilma, aquela que seria, segundo seu mentor Lulla (nunca esquecer disso), a mãe dos pobres, a mãe do PAC, mas que na verdade foi a madrasta cruel. O alivio nacional verificado com a eliminação da Presidanta, seus 40 ministros e sua “Nova Matriz Econômica, é o ponto que quero destacar.

Mesmo sabendo que o novo Governo sempre fez parte da banda corrupta, porém nada ideológica, os investidores mudaram de atitude e passaram a acreditar que ao menos parte do programa “Uma Ponte Para o Futuro” seria posto em prática. Então uma onda de otimismo tomou conta da Nação. Uma forma visível dessa mudança na expectativa foi a evolução do Índice Bovespa que valorizou 87% desde o início do processo de expulsão da Presidanta, até o evento Joesley. Saímos de dois anos (-3,8, -3,6) de recessão para um pequeno crescimento de 1%.

Não vamos esquecer de mudanças importantes que estão ocorrendo, reforma trabalhista, teto para os gastos públicos, mudança no foro privilegiado, mudança nas taxas do BNDES (TJLP/TLP). Essas transformações não são percebidas imediatamente e não sentimos ao caminhar nas ruas, porém vão criando as condições para a virada de expectativa. Infelizmente essa dinâmica foi interrompida pela acusação de Joesley e o consequente enfraquecimento do engenheiro da ponte.

Por isso acho que Adônis exagerou um pouco sobre o estado que o próximo presidente irá encontrar o país: “vai encontrar um cadáver putrefato e em decomposição”. Ainda estaremos na UTI, mas com o coração batendo e respirando. Hoje estou tão assustado como o Professor com tudo que ele descreve, mas vejo também, uma nação que reage sem muita força ainda, mas conservando energia suficiente nas suas instituições para sobreviver. A renovação do Legislativo depende do nosso voto. Felizmente.

O episódio do Desembargador Petista, a comédia judiciária, segundo Sepúlveda Pertence, ao contrário de me deixar pessimista, fez ficar confiante com a reação da banda decente do Judiciário. Porém, mostra o quanto nosso Estado está tomado pelo sindicalismo vampiro, instalados para sugar nosso sangue e sabotar qualquer trabalho que não seja orientado para o petismo indecente. Eles querem atrapalhar, politizar o Judiciário e judicializar o Legislativo, são os parasitas do Brasil.

Precisamos identifica-los, cravar uma estaca de madeira nos seus corações e encher suas bocas de alho.

DINHEIRO DE TODO MUNDO É DINHEIRO DE NINGUÉM

“Que se dane o equilíbrio das finanças! Dinheiro é para investir; e investir no que seja preciso”

É isso que pensa nosso divertido e controverso confrade Goiano. Duvido que ele faça isso com seu suado dinheiro. Mesmo estando muito precisado de uma viagem a Europa, de um relógio Rolex, de tomar um vinho Romanée-Conti. Nosso amigo não detona sua poupança, nem faz dividida da forma que ele sugere que o Governo deveria fazer.

A propósito, saiu na Folha de São Paulo, edição de 03/07/2018: “Em crise, fábrica estatal de camisinha na floresta naufraga e para produção. Anunciada como promessa de saída sustentável para o abastecimento nacional de preservativos, a fábrica estatal de camisinha de Xapuri (AC) interrompeu sua produção e tem futuro incerto. Com o nome de Natex, o empreendimento foi inaugurado em 2008, com investimentos do Ministério da Saúde, na gestão do ex-presidente Lulla” Mais uma experiência fracassada do que Goiano acha que vai dar certo.

Concordo em parte com o talentoso fubânico, que o Governo deveria gastar com o que é preciso. O que estamos precisando? Saúde, segurança e educação. São essas as três prioridades para serem aplicados os recursos públicos. Principalmente na segurança, o Governo deve ser o único responsável por esse serviço. Dividir essa tarefa com o setor privado é delicado. Tendo sucesso nessa área tão carente no Brasil, já teremos consequências animadoras para a vida do cidadão com reflexos muito positivos na economia.

O processo que Goiano sugere no seu texto “76 bilhões de Reais” foi tentado durante os Governos Militares e repetido recentemente, desde de 2009 final do Governo Lulla e durante o desastrado período da Presidanta Dilma. Foi isso que assistimos desde a tentativa da política contracíclica (para enfrentar a marolinha) até o triste naufrágio da Nova Matriz Econômica, seus 14 milhões de desempregados e três anos de recessão. Consequência da libertinagem fiscal.

Os economistas chamam essa forma de induzir o crescimento aumentando os gastos públicos, de Ativismo Fiscal. Sobre esse tema trago parte de um texto do economista Samuel Pessoa, de junho de 2017 onde ele comenta sobre a experiência fracassada que nosso confrade sugere repetir. Certamente Goiano tem ajustes para o programa que imagina trarão resultados diferentes, embora usando o mesmo método equivocado e reprovado na prática.

Vamos ao que diz Samuel: “Uma forma de avaliar a política contracíclica realizada no biênio 2009-2010 é comparar o desempenho econômico do Brasil com nossos pares, os países da América Latina excluindo o Brasil, grupo que chamarei de AL-ex.

No biênio 2009-2010, a AL-ex (America Latina sem Brasil) andou a um ritmo anual de 1,6%, enquanto o Brasil cresceu 3,6% em média. Esses números sugerem que a política contracíclica que praticamos no biênio foi bem-sucedida. No entanto, quando olhamos um período um pouco mais longo, entre 2009 e 2014, a AL-ex cresceu 2,9% na média anual, comparado a 2,6% do Brasil.

Ou seja, com todo o ativismo observado entre 2009 e 2014, nosso desempenho foi pior do que o de nossos pares. A comparação é ainda pior, pois no final de 2014 o Brasil tinha acumulado desequilíbrios que comprometeram ainda mais o crescimento posterior”

Os desequilíbrios a que se refere Samuel Pessoa foram uma inflação de dois dígitos, alto desemprego, déficit fiscal primário, aumento acelerado da dívida pública, déficit externo da ordem de 4,5% do PIB. O “crescimento” posterior sabemos que foi -3,8% em 2015, – 3,6 em 2016 (maior recessão da história) e 1% em 2017.

O que não precisamos de fato é entregar mais dinheiro para o Governo gastar mal e desaparecer no mar da corrupção. Precisamos sim de menos governo, menos impostos, menos burocracia, mais facilidade para empreender. Que os governos se atenham as prioridades para as quais nossos impostos são pagos SES (segurança, educação e saúde). Quem assiste ao Jornal Nacional pode ver diariamente no quadro “O Brasil que você quer para o futuro” o desperdício do dinheiro público com obras inacabadas ou inúteis. É esse o resultado do dinheiro que pagamos com sacrifício para Suas Excelências desperdiçarem.

Tenho certeza que Goiano usa muito melhor sua poupança do que o Governo faz com nossos impostos. O “Plano Goiano” já foi tentado mais de uma vez aqui no Brasil e muitas outras vezes pelo mundo. O resultado foi sempre o mesmo, uns mais dramáticos, outros menos, mas todos frustrantes. Para nossa sorte, como diz Goiano, “Lula está preso e sem dúvida inelegível”

Repetindo uma máxima de Roberto Campos: “tudo que pode não dar certo, não vai dar certo”

COMPRAR OU VENDER?

Estamos diante de uma boa oportunidade aqui no Brasil. Só não sei dizer se é a chance de aproveitar ativos baratos e investir, ou vender tudo que temos e ir para o aeroporto.

A incerteza com nosso futuro nunca me pareceu tão grande como atualmente. Nada contribui para alguma previsão que transmita a menor segurança para nosso horizonte de curto prazo. Apesar da baixa probabilidade de acontecer, ainda não foi definitivamente afastada a hipótese de termos um presidiário condenado por corrupção, como candidato a presidente da república. Uma aberração! Mais uma. Os outros postulantes ao cargo bem cotados nas pesquisas, também não oferecem nenhuma garantia de que são capazes de entender as causas e consequências dos nossos problemas, que terão habilidade para liderar as urgentes mudanças constitucionais e outros ajustes necessários para viabilizar os negócios e fazer o País andar (pra frente), crescer e gerar empregos.

Até maio de 2017 estávamos indo numa direção mais previsível. Parecia que a troca da Presidenta pelo Presidente, havia colocado o Brasil numa rota de ajustes coerentes. Tivemos a impressão que o processo de correção dos erros estava em curso. Houve a aprovação de um teto para os gastos públicos. Uma medida que isoladamente não resolve nada, ao contrário limita ainda mais a liberdade orçamentária, mas demonstrava o comprometimento da equipe econômica do Governo Temer com o equilíbrio do orçamento. Tivemos as mudanças nas leis trabalhistas que indicavam seguir o caminho do programa do PMDB, “Uma Ponte Para o Futuro”.

Uma boa forma de aferir essa mudança de expectativas com a troca de governo foi a evolução do Índice Bovespa, que no auge do desgaste do mandato de Dilma e a Nova Matriz Econômica, esteve cotado em 37000 pontos e foi se recuperando na medida em que foi surgindo a possibilidade de impeachment e troca do comando para Temer. O Ibovespa alcançou 69000 pontos na semana em que Joesley resolveu jogar farofa no ventilador 17/05/2017.

Naquele momento a sociedade debatia seriamente assuntos relevantes. A imprensa ocupava maior espaço com a Reforma da Previdência, o cidadão parecia consciente da necessidade de reformar e se debatia qual reforma fazer. Essa dinâmica foi alterada com a confissão do crime dos Batista e a acusação contra Temer. O foco passou a ser a possível renúncia, ou impeachment. O Congresso parou. Suas Excelências, solidários com o Quadrilhão, esqueceram das reformas constitucionais e concentraram esforços no programa Um Por Todos e Todos Por Um. Livrar Temer foi um excelente negócio, em todos os sentidos.

Hoje a sociedade perdeu o foco. Sabemos que precisamos de muitas e profundas mudanças. Mas por onde começar? Segurança, previdência, reforma tributária, reforma política, privatizações, saúde pública, infraestrutura, equilíbrio fiscal, pacto federativo. Vai longe essa lista. Quem tem programa, apoio político, coragem e equipe para atacar tantas frentes?

Parece que o desafio é enorme e intransponível. Mas, no Brasil tudo muda com muita velocidade. Assim como é grande o obstáculo, também é gigante o prêmio para quem fizer a aposta correta. Continuo acreditando que apesar da imprevisibilidade de Ciro e Bolsonaro, eles terão que atacar, por sobrevivência, a previdência e o déficit fiscal. Alckmin é mais previsível, porém, no meu ponto de vista, tem telhado de vidro, sem resistência para enfrentar as batalhas contra a posição dos segmentos privilegiados pelos equívocos da Constituição Cidadã. Poderia dar continuidade ao presidencialismo de negócios que temos a décadas. Mais um refém do Um Por Todos e Todos Por Um.

O Brasil mesmo desgovernado como está, continua interessando aos investidores domésticos e estrangeiros. Por isso qualquer expectativa de governo sério, comprometido com as contas públicas, em melhorar as condições para empreender, dar segurança ao cidadão e promover as famosas Parcerias Público Privadas para viabilizar investimentos em infraestrutura, poderá desencadear um processo virtuoso de alta na Bolsa e crescimento econômico estilo chinês.

No momento o copo parece meio vazio, mas também pode estar meio cheio.

MONTANHA RUSSA ELETRÔNICA

Estamos na segunda semana de junho de 2018 e o esquecido Bitcoin, está cotado próximo a US$ 6.600,00. Alguém lembra que essa moeda chegou a custar US$ 20.000,00 em dezembro do ano passado? E alguém sabia que em junho de 2017 essa moeda custava US$ 2.700,00?

Resumindo: de junho de 2017 até dezembro quem tinha Bitcoin viu sua poupança valorizar em 640%. Quem se animou a comprar cryptomoeda com o 13º está perdendo 67% do Natal até agora nas Festas Juninas. Tudo isso em 12 emocionantes meses. Devo registrar que estou escrevendo em 11/06 as 11 horas e como diz a Rádio BandNews, em 20 minutos tudo pode mudar.

2018 tem sido um ano de muita volatilidade nos mercados. Podemos comparar oscilações de outros ativos conhecidos na tabela abaixo:

Bitcoin

12/06/2017 – 2.700,00
Máxima 20.000,00 – 640%
11/06/2018 – 6.600,00  -67%

Dólar

12/06/2017 – 3,3
Máxima 3,95 – 20%
11/06/2018 – 3,70  -6%

  Ibovespa

12/06/2017 – 61700
    Máxima 88300 – 43%
   11/06/2018 – 73400 17%

Assim é esse perigoso e volátil mundo da especulação com cryptomoedas. Comprar ações e títulos de boas empresas (quais são as boas empresas?) é bem diferente do que apostar nesse balão desconhecido. Embora, oscilem bastante também. Um argumento convincente que me fez atribuir um pouco mais de valor às moedas eletrônicas, é que existem pessoas que confiam mais na segurança que o sistema Blockchain oferece, do que em governos e cofres de bancos para garantir sua riqueza. Outra justificativa para valorização das moedas eletrônicas, é que um submundo de negócios ilegais, precisando do anonimato, utiliza as cryptomoedas por não poderem usar o sistema bancário e devem acumular recursos em Bitcoin e outros.

As novas gerações acostumadas a usar e confiar em tecnologia, mais do que nos tradicionais ativos financeiros, são potenciais poupadores nesse tipo de instrumento. Esses novos investidores preferem Bitcoins e seus “irmãos” do que carregar ouro, por exemplo. Influenciados pela exuberante valorização alcançada pelas moedas eletrônicas ao longo de 2017, empresas de finanças lançaram fundos lastreados nessa modalidade. Bolsas de valores permitiram negociação de algumas cryptomoedas em seus recintos. Esse conjunto de acontecimentos deu maior confiabilidade e visibilidade ao instrumento justificando parte da valorização de 2017.

A teoria da profecia autorrealizável é o que mais motivou a alta de 2017 nas moedas eletrônicas. Os prognósticos dos técnicos no assunto era atingir US$ 50.000,00 até 100.000,00, no caso do Bitcoin. Quanto mais subia, mais gente se sentia quase obrigada a ter algum recurso investido em cryptomoeda. Uma grande aposta. Ouvir seu vizinho falando que comprou Bitcoin por US$ 5.000,00 e estava lucrando horrores, deixava qualquer cristão com aquele sentimento de ignorância e dor de cotovelo. Hoje parece que o Bitcoin saiu da moda. Será que agora está na hora de colocar umas fichas nesse palpite?

Cuidado!!!! Para quem é conservador eu indico ficar distante, pra quem gosta de apostas, melhor colocar poucas fichas.

A INEVITÁVEL PROPAGAÇÃO DOS ERROS REPETIDOS

Um exemplo visível e atual do emaranhado de erros que acumulamos por muito tempo é a solução encontrada para encerrar a greve dos caminhoneiros. O Governo garantiu que o preço do diesel baixará R$ 0,46 para o consumidor. Isso equivale a uma nova intervenção na formação do preço dos combustíveis. Uma medida reprovada ao longo do tempo, mas que parece ainda não foi compreendida pelos políticos, que desesperados com o caos instalado pelo bloqueio das estradas, recorrem a mesma ação. Nem tão bem aceita pela área econômica, mas adotada como uma medida emergencial diante da desordem no país.

O custo desse desconto prometido será cobrado de outros setores, que certamente irão se manifestar contra essa medida. Talvez não tenham a mesma capacidade de mobilização e consequência imediata na vida da sociedade como os caminhoneiros tiveram, mas certamente terá impacto nos negócios. Além do suposto controle de preço nos combustíveis, também está sendo tentado o controle do preço do frete. Medidas inúteis e impraticáveis.

Outra aberração repetida foi determinar que 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sejam feitos por caminhoneiros autônomos que serão contratados por meio de cooperativas, entidades sindicais ou associação. Vocês lembram da reserva de mercado para informática de 1984 (Governo Figueiredo)? Criada com objetivo de induzir o investimento do Governo e setor privado na formação e especialização de recursos humanos voltados à transferência e absorção de tecnologia em montagem microeletrônica, arquiteturas de hardware, desenvolvimento de software básico. Acabou criando um anacronismo que inviabilizou nosso desenvolvimento.

Estamos vendo a repetição dos erros do passado e podemos esperar a propagação dos problemas que essas medidas certamente provocarão na nossa frágil economia. Já era tempo de os políticos ouvirem com atenção os próprios agentes da área econômica e entenderem que as improvisações só fazem aumentar a capacidade de destruição da bomba relógio fiscal. Repetir os erros do passado esperando por resultados diferentes é muita burrice.

A esperança é uma mudança de pensamento e de atitude. Quem nos oferece isso (a muito tempo) é o futuro Ministro da Fazenda de Jair Bolsonaro, o brilhante economista Paulo Guedes. Que ele tem conhecimento bastante para mudar esse quadro de desesperança eu já sei fazem muitos anos. Porém não conhecia o alto grau de patriotismo desse cidadão. Orientar o desorientado pré-candidato talvez seja o maior desafio da vida de Guedes. E a maior demonstração de amor à Pátria. Não existe outra razão que não seja dar sua contribuição para transformar o Brasil, para ele ter o desgaste de colocar na direção certa esse míssil com ogiva nuclear que ameaça cair em qualquer lugar.

Paulo Guedes entendeu que com o potencial explosivo do Capitão será possível aniquilar o inimigo. O problema é que Bolsonaro ainda não identificou o inimigo. Será que o programador Guedes conseguirá orientar o míssil para o alvo correto?

Sei que muitos leitores do JBF são eleitores conscientes do Capitão da Artilharia. Sempre declarei meu voto PARA DEPUTADO no único representante explicito do pensamento anti-PT disponível, o Capitão. Sou um potencial eleitor útil do Capitão, diante das opções apresentadas até agora. Mas convido os senhores a assistir o debate do Prof. Marco Antônio Villa com Jair Bolsonaro antes de apertar a tecla confirma com a foto dele. É lamentável ser forçado a votar num candidato tão despreparado como o Deputado.

Link para o debate na Jovem Pan.

Confirma Bolsonaro, elege Paulo Guedes.

O QUE É NOSSO, O PETRÓLEO OU O PROBLEMA?

Vivemos o nosso estranho caso da Petrobrás. Uma empresa que foi assaltada ao longo dos tempos (em grande escala nos governos petistas), usada como agência de governo para fazer política, que apesar de controlar aqui no Brasil um dos setores mais lucrativos no mundo dos negócios, nunca conseguiu remunerar seus investidores como esperado. Somos todos acionistas dessa companhia, alguns diretamente com ações em seus nomes e a grande maioria indiretamente, pois o acionista controlador é o nosso Governo Brasileiro. Eleito democraticamente.

Não vou voltar ao tempo das acusações contra Shigeaki Ueki, menciono este caso, apenas para lembrar que suspeitas de tramoias na petroleira não começaram com o escândalo Petrolão. Poderíamos trocar o bordão “o petróleo é nosso” por “o problema é nosso”.

Normalmente os acionistas de uma companhia querem bons resultados e bons dividendos. No caso da Petrobrás nunca foi assim. O controlador não está interessado em lucros e dividendos, quer usar a companhia como fonte de recursos para financiar projetos políticos. Essa forma de conduzir os negócios da empresa levou nossa petroleira a ser a mais endividada desse setor em todo o mundo no ano de 2017. (fonte OMC) Só poderia acabar assim, afinal de contas a administração da Petrobrás sempre foi loteada entre os partidos políticos de acordo com os arranjos feitos sem nenhuma preocupação com o desempenho técnico e financeiro da empresa.

Maio de 2005: “O que o presidente (Lulla) me ofereceu foi a diretoria que fura poço e acha petróleo. É essa que eu quero. ” Foi assim que o brilhante deputado Severino Cavalcanti, com larga experiência no mercado do petróleo, deixou claro o critério com que estavam sendo indicados os diretores da maior empresa brasileira. A Operação Lava-Jato que mostrou toda podridão do escândalo Petrolão e as vísceras da Petrobrás, deu a dimensão dos bilhões de Reais que deixaram de virar lucros e dividendos para se transformarem em propinas e financiamento de projetos políticos.

Com a troca da Presidência da República, Michel Temer não poderia ter indicado ninguém melhor para o cargo de Presidente da Petrobrás do que Pedro Parente. Que, lamentavelmente deixa o posto atingido pelos estilhaços da greve dos caminhoneiros. Sob sua gestão a empresa recuperou valor. Em maio de 2016 quando assumiu a presidência as ações estavam cotadas por R$ 8,60. Antes de estourar a greve (16/05), os negócios com as ações atingiram R$ 27,50. Com toda crítica ao sistema de preços adotados pela Gestão Parente, avaliado erradamente (na minha opinião) como causadora do impasse entre o preço do frete e dos combustíveis, o preço da ação havia caído para R$ 19,00. Com o anuncio da demissão de parente, os preços despencaram ainda mais chegando em R$ 14,90 (01/06).

Não é só a troca do presidente da companhia que faz os investidores perderem interesse nas suas ações, mas uma possível volta ao esquema passado. Vejam o que disse Parente na sua carta de demissão: “Durante o período em que fui presidente da empresa, contei com o pleno apoio de seu Conselho. A trajetória da Petrobras nesse período foi acompanhada de perto pela imprensa, pela opinião pública, e por seus investidores e acionistas”. Parente sai porque não é transparência e lucro que sustentam os executivos da Petrobrás. É política.

Nossa realidade é que somos sócios de uma empresa que não pode prestar bons serviços, porque a prioridade não é eficiência, nem pode ser rentável porque o controlador não visa o lucro.

Que enrascada!

MENOS JUSTO, MAIS “DEMOCRÁTICO”

Meus amigos fubânicos, estamos assistindo abestalhados o espetáculo de incompetência desse Governo absolutamente falido. A fragilidade do Executivo somado ao descrédito do Legislativo e a incompetência comum aos dois, torna quase insolúvel esse quadro desolador provocado pelos caminhoneiros. Os grevistas não fizeram nada ao não ser expor a Nação e ao mundo, toda situação que estava fermentando a tempos e começa a emergir. O desarranjo não é só entre caminhoneiros e Petrobrás, em todos os setores da economia é possível sentir a mão pesada do Governo atrapalhando e encarecendo os negócios.

A insatisfação de todos é flagrante e legitima. Falta justiça eficiente, segurança, saúde, educação, trabalho. Sobram impostos, burocracia e corrupção. Todos nós combinamos até aqui. Começamos a discordar quando escolhemos os métodos para dissolver esse angu encaroçado. É nisso que precisamos pensar.

Tenho a impressão que a maioria dos eleitores ainda não se deu conta que vivemos num grande condomínio chamado Brasil e que as despesas são pagas com nossos impostos. Aqui na nossa comunidade esse assunto não é novidade porque os fubânicos tem consciência de que como dizia Roberto Campos, “não há nada que o Estado possa te dar sem que antes tenha tirado de você mesmo”. Mas, falar sobre isso é chave para entender que governo nenhum, nem de direita, nem de esquerda, cisgênero, ou transgênero será solução. Se esperarmos que nosso “condomínio” endividado, com despesas crescentes possa prestar melhores serviços é um engano. Precisamos de menos governo e mais atitude.

Voltando para o caso dos caminhoneiros como exemplo atual. Temos uma economia quase sem crescimento enquanto o mundo cresce bem mais do que nós. A maior demanda por commodities, consequência do crescimento global, nos beneficia por um lado, mas também pune por outro. A alta do petróleo encarece o combustível, enquanto a nossa economia fraca não aumenta a demanda por fretes para compensar. Numa economia de mercado puro-sangue a lei da oferta e da procura atuaria para estabelecer preços que conciliem contratantes e contratados. Porém, nossa sociedade parece confiar mais no projeto de lei 121 (preço mínimo para o frete) de autoria do Dep Assis do Couto – PT para revogar a lei da oferta e da procura (mão invisível do mercado) e entregar a solução desse caso para Suas Excelências, sempre dispostas a criar dificuldades para vender facilidades. Esse caminho do governo salvador está esgotado. Na minha visão, mas muita gente ainda credita na burocracia estatal.

O custo do óleo mais caro é um fato e que a oferta de frete é maior do que a demanda também ficou evidente com o que está exposto pela turma do caminhão. O que estamos decidindo é de que forma a sociedade vai pagar esse custo para o país voltar a rodar. Na forma de preço, ou imposto. Não existe outra saída. A mão invisível do livre mercado empurra para a negociação entre os interessados e por consequência o custo vai para os preços. Uma forma mais justa. Pela mão pouco hábil do governo, vamos acabar distribuindo para todos, na forma de subsidio para os transportadores/Petrobrás e imposto para o cidadão. Mais “democrático”.

Espero que o desgaste dessa greve grave, ou grave greve, não deixe como resultado apenas a definição do preço do diesel e do frete, mas que deixe a dolorosa lição de que o Governo serve a sociedade e não o contrário. Como destacou nosso confrade Aristeu Bezerra na sua coluna desta semana. “Há dois tipos de dores no mundo: A dor que te machuca e a dor que te muda” Se ao final da greve a solução for uma medida provisória, teremos sofrido à toa.

Precisamos aprender a andar sozinhos sem o amparo desestabilizador do governo.

O BRASIL É UM NÓ CEGO

Essa situação que estamos enfrentando com a greve dos caminhoneiros, me leva a uma questão: O que é inviável, a Petrobrás ou as transportadoras?

Vivemos num país que tem problemas em 3D, de leste a oeste e de norte a sul, de cima para baixo e de baixo para cima. Se os caminhoneiros não podem pagar pelo combustível tão caro, a Petrobrás também não pode trabalhar como trabalhou no passado recente, vendendo mais barato do que comprava. Entre eles está a bocarra do Tesouro que cobra impostos exagerados dos dois lados.

Apesar da carga tributária enorme, isso não chega para os gastos descontrolados e crescentes do nosso Estado. Todo ano temos necessidade de aumentar um pouco mais o endividamento para cobrir o déficit. Quando o país começa a botar a cabeça de fora, vamos crescer depois de três anos sem crescimento econômico, quando a inflação não ameaça mais, os juros ficam menos pesados nas contas públicas. Quando o cidadão acredita que agora vai! Surge essa ameaça que sabemos como está começando, mas não sabemos como e quando pode acabar. Um golpe fulminante na nossa vida.

Fui ao mercado para comprar frutas e verduras e fiquei surpreso ao me deparar com uma imagem que estamos acostumados a ver nos noticiários da TV quando falam da situação da Venezuela. Prateleiras vazias, sem nenhuma verdura, poucas frutas, quase nada de ovos. Assustador. Ficou evidente a inconveniente dependência de um serviço mais do que essencial para o funcionamento do Brasil. O caminhão na estrada é vital (hoje mortal) para nós. Sempre soubemos que o trabalho dessa categoria era importante, mas foi a greve que mostrou a verdadeira dimensão dessa ameaçadora dependência.

Se não temos alternativas ao transporte rodoviário, também não temos alternativa ao monopólio obsoleto da Petrobrás. Falta concorrência em tudo nesse nosso país. Competição ao invés de proteção é o que faz a humanidade progredir. Porém não vemos ações concretas para facilitar a vida das empresas e estimular novos investimentos. As concessões e privatizações tão necessárias para a modernização ficam apenas como promessas. Se o Governo não tem poupança (nem competência) para investir que permita o setor privado fazer os investimentos. Precisamos dos serviços, não necessariamente que sejam estatais.

Vivemos num país por construir, numa época onde o capital está atrás de oportunidades, mas não oferecemos condições estáveis economicamente e confiáveis do ponto de vista legal, para grandes investimentos. Nem brasileiros, nem estrangeiros sentem-se seguros para injetar capital em projetos de longa maturação. Nossa fotografia que já não está bonita pode piorar ainda mais. Estamos às vésperas de uma eleição que tem chances de aumentar muito a incerteza. Temos dois candidatos que parecem misseis com ogiva nuclear desorientados, navegando para um alvo desconhecido. Duas balas perdidas. Aqueles que são previsíveis representam a continuidade desse quadro triste.

E agora? Ronald Reagan é quem tinha razão: Governo não é a solução, é o problema.

ORGANIZAÇÃO E FUTEBOL NA MEDIDA CERTA

Adoro futebol. Vivi muito tempo da minha vida bem próximo ao estádio do Maracanã, no tempo que ele era o maior do mundo e ainda desfilavam no seu gramado os maiores jogadores do Brasil e do planeta. Assisti Pelé, Rivelino, Tostão, Gerson, Paulo César, Ademir da Guia, Edu (irmão do Zico), o próprio Zico, Nelinho, Dinamite, Reinaldo, entre outros. Infelizmente só vi o final da carreira do Garrincha que mesmo perto da aposentadoria ainda era um debochado, com e sem a bola nos pés, fazendo os seus marcadores de “joão”.

O futebol mudou e hoje é um esporte muito mais competitivo do que espetacular, mas continua atraindo multidões e emocionando as plateias pelo mundo afora. Infelizmente aqui no nosso Brasil o esporte bretão não acompanhou a evolução ocorrida na Europa e outros centros. A desorganização dos clubes, federações e da CBF não permite planejar competições que consigam motivar o público a voltar a frequentar os estádios. A violência nas grandes cidades também é um complicador para termos grandes plateias nas arquibancadas. Futebol sem torcida é tão sem graça como dançar com a irmã.

Lá vem mais uma Copa do Mundo. A torcida brasileira não parece empolgada como em tempos passados. A realização do torneio anterior (2014) aqui no Brasil frustrou muita gente. A organização padrão FIFA não permitiu que nosso povo usasse sua criatividade para inventar seus balangandãs verde e amarelo. Não saboreamos a Copa, ela não pareceu um produto made in Brasil. Tudo tinha que ser no padrão FIFA com selo de qualidade. Os agrupamentos em lugares públicos, como existe num ponto clássico aqui do Rio de Janeiro, o Alzirão, onde os moradores da Rua Alzira Brandão e adjacências se reúnem para assistir os jogos de todas as Copas, precisaram se adaptar à organização da Copa 2014 e seus patrocinadores. Resultado: Ficou sem graça. Tentaram fazer uma festa europeia num país tropical. Quem se divertiu foram os alemães. Perdemos o campeonato e a empolgação.

Se por um lado, nossos clubes e federações não conseguem desenvolver um programa capaz de atrair público, patrocinadores e receitas para organizarmos campeonatos capazes de reter por aqui os grandes jogadores brasileiros e até mesmo trazer astros internacionais para termos um espetáculo técnico ao nível da nossa tradição, por outro, o excesso de regras impostas pela FIFA para promover sua Copa, não motiva nem encanta como a “bagunça organizada” que tínhamos até 35 anos atrás. Aproximadamente.

Podemos comprar, via internet, o bilhete para assistir um jogo na Europa. Imprimimos o ticket em casa e entramos nos campos europeus sem problema. Mas, aqui não é possível. Para assistir um jogo no Maracanã é preciso enfrentar filas e empurrões. Mesmo que compre via internet, é necessário trocar o bilhete na hora da entrada. Hoje é uma vitória colocar 40.000 pessoas nos estádios. Até o início da década de 80, os grandes jogos colocavam 100.000 espectadores no Maracanã. Sem computadores, sem smartphones, GPS, era possível decidir no dia se queria ou não ir no campo e comprar o bilhete na hora. Hoje é uma operação terrível. É preciso comprar com antecedência e sofrer na entrada, porque são longas filas, catracas antipáticas e apesar do sofrimento não existe conforto ou segurança dentro dos campos.

Minha conclusão é que o futebol no Brasil precisa se organizar a moda brasileira. Nem tanto para ficar sem graça como a FIFA faz, mas o suficiente para viabilizar torneios bem planejados e facilitar a vida de quem gosta de ver o espetáculo no campo. Tudo na medida certa.

HOMEM E MULHER, COISAS DO PASSADO

O criacionismo baseia-se na fé da criação divina, como escrito na Bíblia Sagrada, mais especificamente no livro de Gênesis na qual Deus criou todas as coisas, inclusive o homem. Embora na prática, são os homens quem criam os deuses.

O evolucionismo fundamenta-se em pesquisas cientificas, que surgiram com o experimento de Oparin-Haldane. Eles acreditavam que os gases existentes teriam formado as primeiras moléculas orgânicas e mais tarde os primeiros seres vivos.

Você escolhe qual versão acreditar. Não identificará em nenhuma das duas hipóteses a possibilidade de encontrar nenhum ser humano que não seja macho ou fêmea. Homem ou mulher.

Pois os seres humanos do Século XXI desenvolveram um novo gênero que não pode ser reconhecido nem como macho, nem como fêmea. Eles são diferentes, são os não-binários. Um troço que ninguém sabe direito o que é, mas que deve ser respeitado e não tratado como um louco (loucos somos nós). Se o bicho nasceu macho e quer viver como mulher é um direito dele (ou dela). Porém, não dá para a sociedade reconhece-lo legalmente como mulher, por mais operação que faça, hormônios que tome e o traje que use. E vice-versa.

Eu achei ao mesmo tempo ridículo, deprimente e cômico ver uma reportagem no Fantástico que tratava desse assunto. Jovens classificaram os seres humanos não como homens e mulheres, mas como cisgêneros e transgenêros.

Cisgênero é o termo utilizado para se referir ao indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o seu “gênero de nascença”. Já os transgêneros são as pessoas que não se identificam com o seu sexo biológico, mas sim com um gênero diferente daquele que lhe foi atribuído biologicamente.

Para inovar ainda mais e confundir tudo que conhecemos sobre humanos, os jovens dizem que eles não são binários. Os transgêneros podem ser não-binários, ou seja, eles não se identificam nem como homem, nem como mulher. E agora??????? Diz a artista Triz, que nasceu Beatriz e hoje se identifica assim: “Quem a gente é, como a gente se sente tá exclusivamente responsável pelo nosso cérebro decidir. Então gênero tá ligado a nossa cabeça, enquanto sexo biológico é só a estrutura do seu corpo. Não vai dizer quem você é”. Os não binários não usam as letras O e A no final das palavras para identificar masculino e feminino. Não estão cansados, ou cansadas, estão cansades. Não são burros, ou burras, são burres.

Nascer homem e querer viver como mulher perdeu a graça. Assim como as meninas já não se contentam mais em se comportarem como meninos. A moda agora é ser não-binário. Nem macho nem fêmea.

O que não sei responder é se toda essa loucura é resultado de:

1- Muita droga

2- Muita informação

3- Muita senvergonhice

4- Muita falta do que fazer

Será que essa geração tão criativa vai poder fazer alguma coisa pelo nosso Brasil? Que futuro louco parece que vamos viver.

O SELETO CLUBE DA LAVA-JATO

Não sabemos ainda se a operação Lava-Jato está próxima do fim, ou se não chegou nem na metade.

“A previsão geral entre parlamentares e membros do governo é a de que as dores de cabeça de políticos estão longe do fim. A base para a crença de todos eles, está na pouca resistência à prisão de doleiros e operadores financeiros. Nesta quinta-feira (3), mais de 50 pessoas foram alvos da Operação Câmbio, Desligo. Um parlamentar chegou a afirmar que pode se esperar o terror para mais quatro anos, agravado com a restrição do foro privilegiado” (Revista Época)

Uma coisa está evidente, ela atinge quase exclusivamente, a parte superior da pirâmide social brasileira. Muitos bilionários, vários ricos e parte de cima da classe média alta. Olhando do ponto de vista do poder e dos cargos que os investigados ocupam, a coisa é ainda mais escandalosamente VIP. Foram alvejados os executivos das principais empreiteiras do país, empresas com capacidade técnica e financeira que as habilitava para participar de grandes obras no Brasil e no exterior. Acertaram em cheio o emergente brasileiro dono do Império X, candidato a homem mais rico do Mundo. Os irmãos goianos (não tem nada a ver com nosso estimado confrade) que haviam sido escolhidos pelo PT para tornarem-se os maiores exportadores de proteína do mundo. Ex-Presidente da República, governadores, senadores, deputados, banqueiros e doleiros. Entre outros.

Com números enormes e tanta gente importante envolvida de alguma forma no grande esquema montado para distribuir renda alheia, fica fácil para o cidadão ter alguma possível ligação, até involuntária e desconhecida com o esquemão. Por exemplo: muita gente pode estar preocupada por ter operado em algum momento com um desses doleiros e terem sido usados como contraparte na compra e venda de Dólares para um investigado. Tá enrolado!

No Rio de Janeiro, os joalheiros acabaram envolvidos pelo ex-governador que protegia uma parte da sua propina em joias. Custo a acreditar que essas empresas sejam mentores da ideia, mas gostaram da farra e confiando na força política do freguês e na histórica impunidade nacional, se lambuzaram e se complicaram na tramoia. A conta veio.

As empresas que forneceram para as obras do tríplex e do sítio do presidiário mais importante do Brasil também precisaram aparecer no inquérito.

Assim, um bom número de cidadãos foi manchado, ou promovido, com a tinta da Lava-Jato. Nada inocentes, mas de alguma forma forçados pela condição da nossa barafunda burocrática e exagerada cunha de impostos a ceder e aceitar um pequeno deslize para fazer negócio. Assim passaram a ser personagem do maior escândalo de corrupção nacional.

Aparecer sendo conduzido para depor, ou acordar com o carro da PF na sua porta, estou começando a achar que está deixando de ser uma vergonha e passando a ser um sinal de status. É como passar a fazer parte do luxuoso Clube Privê da Lava-Jato.

Enquanto isso a abundante teta de onde sugaram a propina que abasteceu os corruPTos do Petrolão não morreu. Petrobrás com uma gestão competente e com foco no negócio e não na política rasteira, conseguiu no primeiro trimestre de 2018 apresentar lucro igual ao do primeiro trimestre de 2013. Na época o barril do petróleo era negociado acima de US$ 100,00, durante o primeiro trimestre de 2018 o preço estava em torno de US$ 60,00. Os acionistas que participaram da oferta pública em 2010 estão conseguindo ver a luz no fim do túnel. Aquela operação que o Governo Próspero, do Presidiário Lulla vendeu ações da Petrobrás ao preço de R$ 26,30 e que hoje, passados 8 anos, custam R$ 23,00. Se o cidadão, ao invés de comprar as ações que Lulla vendeu, tivesse colocado seu dinheiro em títulos do Governo, teria hoje R$ 57,07. Fico imaginando a satisfação das pessoas que usaram seu FGTS para comprar essas ações.

UM DIÁLOGO FUBÂNICO

Aqui no nosso Boteco da Besta Fubana (peço vênia ao Berto) eu e José Ramos estávamos conversando numa mesa. A conversa é boa e gostaria de convidar outros confrades que queiram opinar sobre o assunto que matutamos, para puxar uma cadeira, sentar e estender a prosa.

Depois de ler a coluna Enxugando Gelo, sob o título Um Feriado no Parque, fiz a seguinte pergunta ao seu autor:

CE – Quero consultar sua sabedoria acumulada e sua sensibilidade para ajudar a projetar o que virá no futuro próximo. Um sujeito com sua capacidade de entender a vida, e os viventes, pode dar uma opinião muito válida sobre como nosso Brasil estará daqui uns 10 ou 15 anos. O brasileiro mudou muito? Mudou para melhor ou pior? Sei que você tem origem no interior, mas viveu nas metrópoles (estou certo?). Quem mudou mais, o brasileiro urbano, ou do campo?

JR – Essa é uma pergunta complicada, porque sempre se tratará de opinião pessoal.

CE – Por isso eu pergunto para quem tem capacidade e sensibilidade para opinar.

JR – A agricultura mecanizada já está mudando o mundo (e o Brasil) em todos os sentidos. Produz mais, por que a população triplicou. Desvaloriza a existência do homem do campo

CE – Não é só no campo que estamos vendo a automação (inteligência artificial) ameaçar o trabalho e o comportamento humano. Mas deve ter sido assim também na virada do século XVIII para XIX, no tempo da Revolução Industrial. No entanto, a humanidade progrediu em todos os aspectos. Difícil opinar sobre esse tema, como você mesmo disse com sabedoria. Mas eu acredito, que mais uma vez o homem saberá usar os novos métodos para evoluir. Embora, no curto prazo, teremos dificuldades de adaptação.

JR – Aí começa o êxodo rural… Sem teto e sem emprego, falta comida, falta escola, falta educação, falta saúde e falta quase tudo. Se torna presa fácil do crime. Infelizmente, tudo depende de nós (nós os eleitores que, também infelizmente, cagamos e andamos pela estrada da ignorância e da falta de sensibilidade).

CE – Depende do ponto de vista. Quando você diz: Infelizmente tudo depende de nós. Eu troco para: Felizmente tudo depende de nós. Concordo 100% quando diz: “Nós os eleitores que, também infelizmente, cagamos e andamos pela estrada da ignorância e da falta de sensibilidade”. Mas tenho esperança que os meios de comunicação e as redes sociais nos ajudem a conscientizar o eleitor. Principalmente os mais jovens.

O filósofo Mario Sérgio Cortella diz: – Esse mundo que aí está foi feito por nós, portanto, pode ser por nós reinventado.

Esse problema que você destaca, do crescimento desordenado dos centros urbanos é, de fato, um dos fatores mais preocupantes. Em especial nos países “em desenvolvimento”. Segundo estudo do Banco HSBC, até 2030, 90% do crescimento urbano no planeta acontecerá em países pobres e 42 entre as 50 maiores cidades do mundo estarão em países emergentes. Nosso Brasil precisa ter capacidade de lidar com esse problema.

Como você diz com muita propriedade, manter o homem no campo colabora para reduzir essa concentração comprometedora nas metrópoles. Aí voltamos para sua receita.

JR – Boas escolas, bons hospitais e principalmente juros os mais baixos possíveis para empréstimos bancários de agricultores não-mecanizados. Isso, com certeza garantiria a permanência dele no sertão e na roça dele, cortando pela raiz centenas de milhares de problemas existentes no mundo urbano das cidades grandes.

CE – Na mosca. Eu acrescento boas escolas técnicas. Estou vendo como alternativa para o agricultor de pequeno porte a produção “qualificada” (detesto essa palavra). Quantidade é com o produtor de grande porte e a qualidade, orgânicos e produtos selecionados, é com o pequeno e excelente produtor. Esse mercado de produtos de excelência cresce sem parar. As feiras de orgânicos são um sucesso. Para isso é preciso preparar os pequenos produtores para produzir com certificado de qualidade.

JR – Jamais direi que tem futuro um país que tem hoje uma grande maioria de drogados e viados, todos achando que “tudo isso é normal”

CE – Esse comportamento “deformado” do homem do Século XXI é curioso. O indivíduo faz uma operação para colocar argolas no nariz, na língua, no peito e etc., mas evita ir no posto tomar vacina porque dói.

JR – Tive a sorte de nascer de uma mistura de negro com índio, geneticamente forte… Aqui no meu cantinho, tendo certeza que o fim se aproxima. Mas, quem anda com Deus, não teme distância nem as “pedras no caminho”

CE – Não tenho esse sangue cafuzo, mas felizmente tenho boa saúde e espero chegar nos 75, estou no 61, com a mesma lucidez que o amigo. Sem pressa, sem pensar na hora de acertar as contas com a “Mulher da Foice”. Enquanto ela não vem, vamos continuar frequentando o Boteco Fubânico pelos próximos 10, 15, 20 anos.

Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte. 

Agradeço a parceria de José Ramos neste texto. Fico honrado de assinar junto com o grande colunista fubânico.

A MULHER DE CÉSAR

A barafunda nacional cada dia complica mais o cidadão. Quando chegamos numa situação que era percebida como um possível ponto de mudança em que as mensagens “o crime não compensa” e “a lei é para todos” estariam claras depois da prisão do inimigo público número 1 (até nosso líder Berto criou os acrônimos AOLJ e DOLJ. Antes da Operação Lava Jato e Depois da Operação Lava Jato). Lá vem a Segunda Turma do STF (conhecida como Jardim do Éden) e embaralha tudo outra vez.

“A maioria dos ministros considerou que as informações dadas pelos delatores da Odebrecht sobre o sítio de Atibaia e sobre o Instituto Lula não têm relação com a Petrobras e, portanto, com a Operação Lava Jato. Por isso, os ministros entenderam que não há razão para os depoimentos dos delatores serem direcionados a Moro, que é o responsável pela Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal” (Site G1, 24/04/2018)

O símbolo da moralidade e maior representante da banda decente desse país, Dr Sérgio Moro, que julga os processos em que a “Alma Viva Mais Onesta do Brasil” é acusado de receber propinas em forma de obras no sítio que não é dele e um imóvel onde seria construída a nova sede cafona do Instituto Lulla, está impedido de usar as colaborações premiadas dos empreiteiros que fizeram a obra no sítio e compraram o terreno da nova sede cafona do IL.

Como é que o cidadão pode entender essa lógica? Quer dizer que uma coisa não tem relação com a outra? O juiz que tem o dever de julgar em nome da sociedade se houve abuso do cargo de Presidente da República para obter benefícios para si próprio, não pode usar como prova o depoimento dos corruptores ativos, réu confessos, porque essas declarações fazem parte de um processo que está registrado sob outro número e em outra vara. É isso mesmo?

O que está acontecendo nesta terra que um dia foi chamada de república? Eu sou um ignorante em matéria de leis e sempre imaginei que elas servissem para pôr ordem na casa, garantir os direitos do cidadão e a nossa democracia. Mas, não é o que estou entendendo nesse caso. Parece que o código penal (será que é isso?) não é um instrumento que facilite o entendimento da situação específica e que inspire confiança de que os criminosos serão punidos.

O que está sendo julgado na 13ª Vara Federal de Curitiba envolve um grande esquema corruPTo apelidado de Petrolão, por ter como maior centro de propinas a estatal Petrobrás, que tinha como Presidente do Conselho de Administração a futura Presidente da República Dilma Rousseff. Todos os diretores e o presidente da empresa foram indicados, ou aceitos e aprovados pelo Presidente da República na época, o atual presidiário Lulla. Vários corruPTos e corruPTores confessaram os crimes, mostraram registros de como era distribuído o produto do assalto a Empresa. Entre os que confessaram e firmaram acordo de delação premiada estão empreiteiros, diretores e gerentes da estatal (indicados e aprovados por Lulla), políticos, cambistas e lobistas. Como é que a confissão desses envolvidos pode não ter relação com as propinas recebidas pelo ex-presidente e atual presidiário Lulla?

Assim como a mulher de César não bastava ser honesta, ela tinha que parecer honesta, nossas leis não precisam apenas fazerem justiça elas precisam fazer com que o cidadão entenda e acredite nelas.

NOSSO VOTO NOSSA VIDA

Estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostra que a taxa média de crescimento do PIB Latino-americano de 1960 a 2017 foi de 2,4%. A projeção para os próximos dois anos é de 2,6%, sendo que para o nosso Brasil a projeção é de apenas 2%. A expectativa de crescimento para os emergentes da Ásia é de 6,5% e para os emergentes da Europa 3,7, considerando o mesmo período. Se nada mudar continuaremos na mediocridade e com muito menos qualidade de vida quando comparados com os asiáticos e europeus emergentes. Não é o futuro que queremos. Sem crescimento econômico, sem empregos, mais violência.

Em 1960, segundo estudo do BID, o PIB per capita dos países emergentes do Continente Asiático representavam 11% do PIB per capita dos EUA. Hoje a relação é 58%. Enquanto isso aqui na América Latina o PIB per capita regional que era equivalente a 20% dos americanos, hoje está em apenas 24%. Pouco mudou. No Brasil especificamente essa relação está em 19%.

Não vamos culpar apenas as autoridades pelo nosso drama, afinal de contas, nós escolhemos quem nos governa. A incapacidade da sociedade em enxergar os reais problemas do nosso Brasil e fazer melhores escolhas explica a frustração de não alcançarmos melhor padrão de vida.

“A imagem (Lulla sendo preso) divide o Brasil em dois tempos: AOLJ e DOLJ. Antes da Operação Lava Jato e Depois da Operação Lava Jato” (Luiz Berto)

Torço para que a profecia do nosso grande Editor Berto seja confirmada e que a partir da operação conduzida pelo MPF, a PF e a Justiça do Paraná, nosso País Tropical consiga reduzir a corrupção e outros abusos para níveis controláveis e que o eleitor vote consciente, esquecendo as paixões. Sem mudanças no Congresso e no Executivo as chances de melhorar são baixas, podendo piorar assustadoramente em muito pouco tempo. Continuaremos com os Três Poderes de costas para a Nação e a sociedade se virando como pode. Com impostos cada vez mais altos e serviços públicos ausentes. Mergulhados na violência crescente.

Vejam esse caso apresentado pelo BID: “Os custos do crime e da Violência: novas evidências e constatações na América Latina e Caribe” O estudo analisa gastos com segurança em 17 países latino-americanos. No Brasil, as pessoas não acreditam mais na efetividade policial para prevenir crimes e contrata serviços de polícia privada, sistemas de alarme, etc. Isso tem pesados custos. O BID calcula que o custo direto com segurança no País foi de US$ 91 bilhões (R$ 283,5, em valor atual) no ano de 2014, ou 3,78% do Produto Interno Bruto (PIB). Famílias e empresas brasileiras são responsáveis por 47,9% dos gastos com segurança no País, valor acima da média da região.

“Seria melhor se não precisasse ter esse gasto, porque limita o desenvolvimento. A estrutura de custo afeta a possibilidade de investimento”, afirma Dino Caprirolo, especialista em segurança do BID. “Sem ele, daria, por exemplo, para duplicar o investimento em infraestrutura.” Outro componente é o “custo social”, estimado a partir da renda que deixou de ser gerada por pessoas presas ou que foram vítimas de homicídio. “Para isso, fizemos estudo dos perfis, com idade e gênero, por exemplo”, afirma Laura Jaitman, uma das autoras do estudo. No Brasil, ele representa 16% dos gastos com violência.

Também achei que o Mensalão seria uma virada na nossa história. Depois da exposição das autoridades envolvidas e mais adiante a condenação do segundo homem do PT por chefiar uma quadrilha que assaltava os cofres públicos, pensei que tudo seria diferente neste país. Porém, em pouco tempo aquele caso virou apenas uma página secundária nos registros obscenos do desinteresse com o bem público. Mudaram os métodos, mantiveram os mesmos meliantes e ampliaram o verdadeiro golpe. A mudança foi para pior.

Depois da podridão toda exposta, Mensalão + Petrolão + Quadrilhão, etc., de todo comprometimento dos partidos mais importantes da política nacional, da prisão do Messias de Garanhuns, das gravações escandalosas das conversas do Presidente Temer, do flagrante dos R$ 51 milhões, da voz de Aécio dizendo que mata antes do delator abrir a boca, as pesquisas ainda mostram que 30% dos eleitores acham que Lulla deveria governar o País de dentro da cadeia. Alagoas quer reconduzir Renan Calheiros para o Senado. Não é possível que o eleitor não consiga enxergar que repetindo as mesmas escolhas teremos sempre o mesmo resultado.

É impossível o PIB crescer apenas 2,4% ao ano como foi nos últimos 57 anos e termos um futuro brilhante. Nosso futuro depende do nosso voto.

Para quem gosta de slogans aqui vai um: “Nosso Voto Nossa vida”

SERÁ QUE TEM CURA?

Não foi Lulla quem inventou a corrupção, nem foi o primeiro a pratica-la aqui no Brasil, mas foi ele quem liberou geral. Ainda Presidente da República, com pouco tempo de eleito, com apoio da sociedade que se deliciava com o crescimento econômico e descuidou-se com o loteamento do serviço público, a destruição das Agências Reguladoras e a repartição do poder entre as diversas organizações criminosas que se odeiam e se protegem ao mesmo tempo, o Garanhuense mais honesto da história deu de ombros para o maior escândalo de corrupção no Brasil até aquele momento. “Eu não sabia de nada”

Deu certo. Sua estratégia de minimizar o fato, desacreditar a imprensa, e desviar as atenções para a maré alta da economia que subia no mundo inteiro fazendo alguns países emergentes crescerem a taxas de dois dígitos, funcionou. Brasil crescia modestos 4% e comemorava como se fosse uma vitória nossa, isso foi suficiente para acalmar a massa. Na verdade, eram as sobras de um fenômeno secular que apenas comemos as sobras enquanto chineses, principalmente, se deliciavam com o filé.

O Padim Ciço do século XXI fez o que quis com nosso dinheiro e com nossa dignidade. Perdoou dividas de nações africanas, cedeu refinarias da Petrobrás para a Bolívia em troca de um paletó que ainda usa como um deboche, comprou sucatas superfaturadas (Pasadena), jatos, campos de petróleo, jogou dinheiro fora com refinarias de petróleo que nunca funcionaram e nunca funcionarão (Comperj, Abreu e Lima), debochou de nós dizendo que nem nos EUA existia um programa de saúde como o SUS (Vou mandar o Obama fazer um SUS lá), entre outras bandalheiras.

Lulla comprou apoio parlamentar pagando caro e deixou a conta para todos os brasileiros pagarem. Mesmo os que não votaram nos corruPTos. Todo esforço realizado no final da década de 90 pela excelente equipe econômica liderada por Pedro Malan e Gustavo Franco organizando as contas públicas e condenando a morte a inflação, foi para o lixo com a Nova Matriz econômica que deixou como herança o bicampeonato da recessão e o quase invencível déficit orçamentário, além uma inflação ameaçadora acima de dois dígitos.

Hoje ele está atrás das grades, mas a desmoralização das instituições é consequência da sua passagem pelo cargo mais alto da República e pela deformação dos Três Poderes causada pelo descaso com que sua dinastia tratou a Pátria Amada e sua ainda insegura democracia. O Brasil está como um organismo contaminado por um mal que resiste aos antibióticos, a doença atingiu todos os órgãos do corpo e fazer a assepsia será um longo e difícil trabalho. As Instituições não funcionam de forma integral no interesse da nação, estão divididas e a impressão que temos é que a maior parte está programada para defender o “Mecanismo” e por isso a doença não regride, mesmo com o isolamento do Verme.

Demoramos muito para extirpar o núcleo da doença e o organismo está muito comprometido.


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