NOTAS

Muitas cidades dependem do Fundo de Participação dos Municípios para poder tocar o barco. sem atropelos. Honrar os compromissos numa boa. O FPM é a maior fonte de receita de muitas prefeituras. Como é uma transferência constitucional, repartida com o número de habitantes de cada cidade, o fundo garante o repasse de verbas para cobrir a assistência especialmente na saúde e nas aposentadorias e pensões.

No entanto, embora o Senado tenha aprovado a PEC 29/2017, aumentando um pouco a distribuição de repasse aos municípios, tem prefeitura criticando a política de desoneração tributária elaborada pelo governo federal que veio justamente reduzir o repasse aos municípios. O povo também critica o governo que concede incentivos fiscais a determinados produtos e operações, para baixar a carga fiscal, mas compensa a decisão com o aumento de impostos sobre os combustíveis.

Apesar do consumidor pagar mais impostos, a medida fez a arrecadação federal cair. Com a queda de arrecadação, os municípios deixaram de receber os recursos normais. Em 2014, R$ 250 bilhões não entraram nos cofres federais. Ora, menos dinheiro na saúde púbica, significa mais prejuízo para o cidadão dependente do SUS e enorme estímulo para o mercado de plano de saúde privado que cresceu com a conquista de novos associados.

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Após passar longo tempo no espaço, a bordo de espaçonaves, os astronautas sentem diferenças no corpo, depois da aterrissagem no solo terrestre. Há comprovação de que as longas permanências no espaço, viajando em foguetes, produzem alterações no corpo humano. Fazem penetrar no organismo, indesejáveis incômodos, chamados efeitos colaterais.

As pesquisas mostram diferenças no sistema imunológico e no desempenho cognitivo. Para os cientistas as visitas prolongadas no espaço tendem a enfraquecer a densidade óssea, causar insônia, espichar a espinha dorsal, fazer o corpo crescer por falta de gravidade da Terra e encurtar a visão. Até a circulação do sangue se modifica. A modificação aparece logo no rosto da pessoa com inchaços.

Passar boa temporada longe do ambiente terrestre, a 400 quilômetros de altitude, longe da gravidade da Terra, revira até a composição do DNA da pessoa. Os enjoos costumam ser frequentes. O astronauta que passou mais tempo no espaço, exatos 437 dias acima do planeta Terra foi o russo Valery Polyakov, entre janeiro de 1994 a março de 1995. Geralmente organismo fora da gravidade da Terra compromete o sistema nervoso, favorece o a aparecimento de câncer, causa, inclusive, mutações genéticas. Afirmam os especialistas.

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O avanço da tecnologia é fato comprovado. Contribui para o incremento da produção. Fomenta o progresso. A tecnologia faz a pessoa pensar que até nas comunicações, a principal via de transmissão de dados para as redes sociais, cobrindo distâncias aceleradamente, é através de satélite. Mas, na prática, a realidade é outra completamente diferente.

Quem faz realmente a interação, facilita o intercâmbio, tanto econômico, quanto cultural, entre os países na maior velocidade e enorme eficiência, são os cabos submarinos. Pelos cabos colocados no mar uma mensagem chega instantaneamente ao Japão. Um contato pelo celular chega à Rússia em questão de segundos. O envio de fotos, emojis e memes atravessam o espaço na maior rapidez.

Os cabos submarinos respondem pela quase totalidade das comunicações no mundo. Transmitida do Brasil, as mensagens cruzam os oceanos e numa questão de segundos chegam ao destino. Não importa a distância. São as fibras óticas dos cabos submarinos que levam as vozes, imagens e comunicados ao redor do mundo na maior rapidez possível. No próximo ano o Brasil planeja inaugurar mais 9.400 quilômetros de extensão por baixo das águas do Atlântico para levar nossas comunicações para a Europa. A partir de Portugal. Atualmente, mais de 360 cabos submarinos alimentam a rede global.

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Um projeto que não sai do papel, perdeu a confiança da população, é o da ferrovia Transnordestina. Colocar a obra nos trilhos é bronca, parada dura. Tem sido uma tarefa difícil de acontecer. Faz anos, o nordestino aguarda ansiosamente a inauguração do projeto. Para garantir, talvez, a redenção do Nordeste.
Os 1.753 quilômetros de extensão da ferrovia vão cobrir três estados. Parte de Elizeu Martins, no Piauí, até Salgueiro, no sertão de Pernambuco. De salgueiro, saem duas conexões. Uma para o porto de Suape, no litoral pernambucano, enquanto a outra vai até o Ceará, no porto de Pecém.

No início, a obra custava R$ 4,5 bilhões. Mas, com o assar dos anos e antos adiamentos, o custo agigantou-se. Em 2017, passou de R$ 11 bilhões. Com os constantes adiamentos, de 2010 para 2012, mais os de 2014, 2015, 2016, 2017 e desta data para 2018, que também deve ser alterado, o custo da Transnordestina cresceu drasticamente. Encareceu exageradamente.

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Quando o país é sério, arrumadinhos não tem vez. Conchavos, não entram na parada. A sociedade faz questão de manter o comportamento humano dentro da lei. Por ter sido acusado de cometer assédio sexual no passado, o secretário de Defesa do Reino Unido renunciou ao cargo. Quando era parlamentar, em 2012, Michael Fallon, durante um jantar do partido Conservador, passou a mão no joelho de uma jornalista presente ao evento e se deu mal.

Embora fosse um nome forte no meio político e pessoa ligada à primeira-ministra Theresa May, bastou o escândalo vir à público para Fallon renunciar ao cargo, no mês passado, sendo substituído imediatamente. A desistência de Fallon ao alto cargo traz à tona duas questões.

No Reino Unido não importa se a pessoa é peixe grande. Cometeu escândalo, vai pro olho da rua. Paga pelo erro. Sai do Poder. Não tem boquinha alguma que salve o denunciante da acusação. Nem adianta alegar que tem um papel em trânsito, assinado por Theresa May, para lhe garantir foro privilegiado, que não cola. Afinal, o constrangimento da sociedade fala mais alto. A seriedade, também.

NOTAS

Em 2015, O Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade de Pernambuco, passou momentos. Faltaram remédios, especialmente quimioterápicos, para atender a fila de 1,2 mil pacientes, do centro de oncologia. A causa foi a desatenção do poder público.

A falta de recursos obrigou o Oswaldo Cruz a limitar o internamento na UTI, bem como as cirurgias de médio e alto risco. Não é moleza dirigir um hospital púbico, com falta de dinheiro para comprar reagentes de exames e antibióticos para compor o estoque. Sinal de que a atenção dispensada à saúde vai mal à beça.

Na época, o HUOC gastava por mês o equivalente a R$ 6,3 milhões. Mantinha 9 leitos de UTI geral, 7 leitos de UTI infantil, 7 leitos de UTI para doenças infecciosas e realizava 500 cirurgias mensalmente. O quadro médico era composto por 400 profissionais e 2,3 mil funcionários. O ponto positivo do HUOC é ser referência em cardiologia, cirurgia videolaparoscópica, litotripsia intra corpórea, pneumologia e oncologia. É centro de ensino e pesquisa.
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Interessante, tudo muda com o passar do tempo. Até na cobrança de impostos à igreja. No tempo de Silvio Berlusconi, hábil negociante, grande empresário e ótimo comunicador, carismático como Sílvio Santos, levou sua competência profissional para a política, quando ingressou na atividade em 1993 para se tornar também um homem público. No governo, como chefe de Executivo italiano, teve altos e baixos. Mas, foi resistente. Caía e se levantava.

No início, para atrair simpatizantes, se amarrou em alguns temas de interesse geral. Defesa de valore tradicionais, apoio à liberdade pessoal, combate à corrupção, redução do déficit público. Com a força dos debates, conquistou adeptos. Embora defensor da luta contra a corrupção, Berlusconi chegou a ser acusado de práticas ilegais. Lavagem de dinheiro, evasão fiscal e corrupção.

Entre 2006 e 2011, Berlusconi isentou a Igreja Católica de impostos municipais sobre seus imóveis. Agora, depois de longa luta, vencendo a rabujenta burocracia, o governo de Roma consegue, via Tribunal de Justiça da União Europeia, o direito de cobrar os impostos atrasados, que chegam a somar 5 milhões de euros. Em defesa da igreja, a Conferência Episcopal Italiana alega que a cobrança de impostos não engloba “as atividades sem fins lucrativos, de serviço à comunidade”.
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As previsões do Ministério da Fazenda permanecem otimistas. A crise na economia que abalou o país e estendeu a recessão até o final de 2016, deixou profundas marcas. A queda do Produto Interno Bruto é o sintoma mais grave. Travou a economia, apertou o crédito, desempregou. Embora o PIB tenha crescido 1% em 2017, o impacto ainda é quase desapercebido pela população.

Para 2018, embora a suposição espera um crescimento de 3% no PIB, o setor bancário e as empresas, embora estejam a par da variação expansiva do PIB de 1,4%, não estão tão confiantes, assim. Por várias razões. Os investimentos estão abaixo das expectativas. A produção industrial ainda não engatou a primeira e o consumo também decepciona.

O governo tem se esforçado para recuperar a confiança de investidores, empresários e consumidores. Mas, tá difícil. Os juros reais astronômicos e a inflação continuarem fora dos patamares previstos, porque o descontrole das contas públicas e das concessões, particularmente de infraestrutura à inciativa privada, e o alto desemprego desestimulam os investidores a acreditar na rápida recuperação da economia. As reformas pararam, o que ajudou no sobreendividamento geral. É pena.
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As feiras de tecnologia que rolam no mundo, aguçam a vista do consumidor. Como o planeta se rege pelo sistema corporativo, as novidades fortalecem o mercado. Pelo menos, algumas inovações, interessantes lançamentos, começam a despertar curiosidades por consumo. A impressora 3D, executando a bioimpressão de membros para colaborar na produção de próteses para o corpo humano já é realidade. Mas, vai evoluir.

A inteligência artificial, permitindo a comunicação entre o usuário e a máquina, com respostas ágeis, fascina. A computação em nuvem, outra bela novidade, empolga. O backup fecha a porta para os hackers, oferecendo proteção contra a queda de serviço, violação de segurança e as falhas de hardware. Tudo feito através da otimização entre o acesso e o processamento de dados.

No ramo industrial, embora a tecnologia seja uma confirmação da grandeza de produção, através da automação, tem novidades para as empresas avançar na digitação, visando economizar e enxugar custos para se manterem competitivas na praça. O primeiro sinal de automóvel autônomo começa a pintar por aí. A ideia de possuir um carro dirigido por software para vencer o trânsito caótico, não é mais segredo. É realidade.

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O Brasil permanece na pior. Rastejando, feito barata tonta, sem encontrar o rumo, ignorando a direção do norte. Completamente desestruturada, a economia tá derrubada, vagando na cegueira, com o povo na lona, a política desonrada, a criminalidade dominando, tirando do cidadão o direito de ir e vir com tranquilidade, despreocupado de perigo.

Foi o descaso do passado que nocauteou o país. Sem avanço tecnológico, a família vive com a corda no pescoço em decorrência de uma cultura servil. As más políticas enferrujaram a atividade econômica, realçaram as desigualdades, mancharam a educação, favoreceram a corrupção, jogaram a saúde para o estado terminal, sofrendo na UTI da desorganização.

Por isso, nada mais presta no Brasil. Os indicadores testemunham o desestímulo dos investidores. Com razão. A produção oscila, o crédito tá difícil, os juros bancários andam nas alturas, endividando o povo, o corporativismo tá aceso no serviço público, altamente deficiente e burocrático. Sob o patrocínio de momentos traumáticos, o Brasil não se livra de tragédias. Até a moral anda tão baixa que piora a credibilidade das pessoas.

NOTAS

Na vida tudo muda. Até a flora e a fauna se transformam com o tempo. Porém, na política, o brasileiro é amarrado, conservador. Treme nas mudanças. Por isso, mantem os mesmos parlamentares nos mesmos cargos públicos. Cheios de vícios. Exercendo mandatos até a velhice, quando é substituído pelos herdeiros. Mas, parece que a rotina mudou para melhor. Com tem sido normal no Brasil.

Por falta de mudanças no Congresso, o país atravessa calamidades na política. Nada dar certo. O norte escurece. As figuras, desgastadas, não movem uma palha pelo bem do país, não se preocupam em mexer na atividade econômica para ativar o fio da prosperidade. Tomara essa mentalidade tradicional acabe. Nesta eleição, aconteceram boas surpresas. Caciques velhos foram linchados dos mandatos.

A velha guarda política é a razão das más gestões. Novas caras, novas ideias vão ocupar as cadeiras da Câmara Federal e Senado. Quase a metade dos deputados são novatos. Apesar de alguns gatos velhos da degola. O quadro feminino melhorou. Foram eleitas 77 deputadas. No Senado, muitos figurões foram substituídos por 46 novos senadores. Agora, é torcer por novas táticas, novos pleitos e independência no plenário.

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Encontrar uma administração pública equilibrada nas contas de receitas e despesas é raridade no país. A maioria tá atolada no vermelho. Complicada até o pescoço. Dentre os 5.570 municípios brasileiros, são pouquíssimos os que podem festejar estabilidade financeira. Dispor de receita de sobra para investir no essencial. Aplicar em serviços públicos de real necessidade.

Desde 2012, a situação anda preta para as prefeituras. Com o aperto, não conseguem fechar as contas. A prefeitura de João Pessoa, foi uma que apresentou péssimo desempenho financeiro. Na época, não tinha sequer liquidez para garantir nem a folha de pagamento dos servidores.

Queda na receita é o motivo de apertos de caixa nas prefeituras. O acúmulo de dívidas pendentes, a renúncia fiscal, o impacto do piso do Magistério, os reajustes de servidores com ganho real, a falta de assistência financeira da união nas esferas de saúde, educação e assistência social preocupam. Como 2012 foi ano de fim de mandato, muitos prefeitos não anteciparam receitas. Claudicaram na queda do Fundo de Participação Municipal que enfraqueceu com a arrecadação de tributos federais.

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No mês de outubro, o mundo comemora o festival do Halloween. Justamente no dia 31, no dia das bruxas, véspera da “festa de todos os santos”, as pessoas gostam de se fantasiar de bruxa, feiticeira, monstro, esqueleto e vampiro, geralmente nas cores amarelo e preto, para assustar alguém. No preparo da fantasia, os brincantes usam abóboras esculpidas e fogueiras. Iluminam as abóboras ilustradas com caras humanas.

Quem implantou a tradição do festival de bruxas foram os irlandeses que vieram morar nos Estados Unidos. Conta a história que no início do inverno os mortos visitavam as suas casas, tradição da Idade Média, para afastar os maus espíritos. Expulsar os demônios que prejudicavam a colheita. Como é lucrativa, o comércio estimula a festividade do Halloween. A data é comemorada com feriado nos Estados Unidos.

A origem do Halloween data do século 17. Era quando os celtas festejavam o fim do verão, o início do inverno e as boas colheitas. Por isso eram três dias seguidos de festividades. Na base de muita comida e doces. Para esconder a timidez, os brincalhões usam máscaras para dificultar a identificação. Foi uma forma concreta que os celtas encontraram para honrar os antepassados. Fazendo doações.

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O impasse permanece. Qual a prioridade. Reduzir a maioridade penal para 16 anos ou deixar a lei inalterada. Os especialistas são contra. Alterar a lei não reduz a violência. O Departamento de Execuções da Infância e da Juventude de São Paulo, também discorda. Para o DEIJ, são poucos os crimes hediondos praticados por menores de idade. Os que aconteceram levaram os autores, geralmente de classe pobre, a cumprir medidas socioeducativas em regime fechado.

O que falta para o DEIJ é a ausência do poder público na vida do jovem delinquente para impedir a sua participação no mundo do crime. Os dados comprovam que a manutenção do delinquente menor na Funase sai mais caro do que manter um adulto no presídio. A Câmara dos Deputados aprovou duas propostas de emenda à Constituição-PEC para reduzir a maioridade penal. No entanto, o senado, engavetou.

Parlamentares recém-eleitos desejam reacender os debates no Congresso na próxima legislatura. Para alguns parlamentares novatos, aprovar a medida, leva os bandidos de menor idade, quando estupra, tortura e mata gente de bem a pagar com pena mais dura e na saída ficar com ficha limpa. Após cumprir somente três anos de recolhimento.
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Em 1968, o Ministério de Educação e Cultura ciou o Enem-Exame Nacional do Ensino Médio. A finalidade é avaliar o desempenho do estudante quanto ao aprendizado nas questões básicas. Os dados obtidos servem de conteúdo para implementar políticas públicas educacionais. O exame não é obrigatório, faz quem quer.

Mas, é atrativo para a garota, principalmente depois de servir de ponto de apoio para o vestibular. Saber se o aluno adquiriu capacidade intelectual na interpretação de gráficos textos, mapas e informações. Se a molecada amadureceu na solução de problemas práticos diários, após a conclusão do Ensino Médio. Obteve poderes para tomar atitudes concretas na vida e mercado de trabalho.

Desde 2009, o Enem tem facilitado o ingresso na faculdade. Cursar o ensino superior. Garante ao novo universitário pleitear bolsa de estudo parcial ou integral nos cursos de graduação nas universidades e faculdades particulares. O Enem é base para o Sisu, ingresso na universidade pública, exigência para o Fiés e base para o financiamento de curso superior. Facilita também a entrada no ensino técnico. As inscrições no Enem passam de 6 milhões de estudantes.

NOTAS

O sonho dos pais é batalhar com dureza para garantir um bom futuro aos filhos e netos. A ambição para este detalhe faz parte da natureza. Até no mundo animal os filhotes recebem a devida atenção e carinho. Mas, tem um problema que não passa desapercebido.

Na raça humana, nem todo os pais gozam de condições para deixar confortável herança cultural e financeira para os descendentes. Por falta de formação familiar e razoável emprego, tem pais impedidos de realizar tais desejos. Afinal, é difícil assegurar hombridade e formatura no ensino superior à adolescência no meio dessa balbúrdia para gozar de boa situação financeira no futuro.

Tem pai que não libera o filho para escolher a profissão sonhada. Embora sejam pessoas de diferentes pensamentos. Atualmente, ser jogador de futebol é o sonho de meninos. Dispensa gastos. Para as meninas, os pais aconselham as filhas a se formar no ensino de nível médio ou superior que ofereça futuro financeiro. O mercado de trabalho melhorou para o lado feminino. A participação da mulher chega a 52%.

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A população de encarcerados cresce no país, tornando o dia a dia insuportávelnos presídios e nas cadeias. Sem estrutura, a superlotação, juntamente com a morosidade da Justiça nos julgamentos, transforma as penitenciárias num verdadeiro antro de criminalidade. Viola os direitos de cidadania.

Desse o jeito, o preso é obrigado a dividir o espaço dos presídios com ratos, baratas, insetos e companheiros da mais alta periculosidade. Enquanto aumenta a violência, elimina o poder da ressocialização, o Estado gasta menos. Economiza dinheiro com o sustento de cada preso.

Sem a convivência social e com a insegurança interna estimulando o preso, é claro que após a libertação, o indivíduo voltar a delinquir. Praticar novos crimes. Permanecer na mesma vidinha anterior. Só que agora vigiado pelas facções criminosas. Com mais de 726 mil presos, o Brasil detém a terceira maior população carcerária do mundo. Cabe aos estados de São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco, as maiores lotações nas cadeias.

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Está muito claro na lei. Campanha política se refere ao período eleitoral que dá chance para o partido apresentar os seus candidatos ao eleitorado na conquista do eleitor. Obter o voto na urna. A escolha é feita via exposição de propostas e projetos. Não de guerra política.

Mas, no Brasil, as campanhas eleitorais partiram para as agressões, os desaforos, as investidas contra a imagem do adversário. Atacar o opositor deslealmente, se possível. Classificar o adversário como corrupto, mentiroso, falso, é a pedida. Definição errônea, estendida até a terceira geração da pessoa atacada.

O que mais aconteceu nesta campanha foi baixaria. Ataques contra o oponente. Descumprimento da lei. Os candidatos usaram e abusaram das proibições. Ofereceram vantagens pessoais ao eleitor, mentiram e difamaram o outro candidato para captar voto. Manifestação indiscreta de bandeiras e adesivos no dia da eleição, proibida por lei, foi o que mais se viu nas ruas para perturbar o eleitor.

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Impressionante, em 14 anos de governos anteriores, o brasileiro deveria agradecer os feitos deixados pelos gestores. Mas, em vez de aplausos, os ex-governantes recebem são críticas, vaias e desaprovação por terem empurrado a economia para o caos político e econômico. A desordem, atrapalhou um bocado. O conluio com algumas empresas esvaziou os cofres públicos. Nada escapou da desarrumação para desespero da sociedade.

Os desvios de bilhões de recursos, a sequenciada lavagem de dinheiro do povo por bandidos de elite, comeu as verbas que deveriam ser destinadas aos hospitais, escolas públicas e à segurança pública. Sem vigilância, os criminosos, os traficantes, os sequestradores e os estupradores ficaram livres para agir. Deixando a população presa em casa, com medo de sair à rua e ser assaltada ou morta.

Cadê as lideranças qualificadas para ajeitar a bagunça. Sustentar o país nas quedas. Empurrar a economia na direção da prosperidade. Os Estados Unidos deixaram de ser uma colônia do Reino Unido, graças à coragem, talento e honestidade de americanos, amantes da pátria. No Brasil, muitos dos famosos líderes estão na cadeia. As instituições políticas, envoltas em corporativismo, proíbem os governos de governar. Detestam a ordem e o progresso.

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Jair Bolsonaro, presidente eleito, começa com o pé direito. Acertadamente, deleta do programa de governo a ideia de lotear cargos em posições estratégicas no cenário administrativo federal, ministérios e autarquias, como era praxe nos governos anteriores. Pervertida prática adotada para esconder a fragilidade de comando, enquanto acentua a desordem e a desonestidade no país.

Os exemplos são claros. Agraciados com o loteamento de cargos, os partidos, os próprios políticos e falsos líderes beneficiados, meteram a mão no patrimônio público. Dilapidaram a riqueza nacional. Roubaram até pensamentos. Daí o nojento e criminoso festival de escândalos a desviar verbas do país para lugares escusos e para o enriquecimento ilícito de muitos falsos líderes.

Agora, indiciados, condenados e presos, pagam pelos erros, vítimas de ações judiciais. Muitos, atrás das grades, merecidamente, justiça seja feita, embora, repitam o velho bordão de serem inocentes e estarem enjaulados, injustamente. Porém, surgiu um fio de esperança para a intolerância à corrupção e à impunidade. Os atuais líderes são as mesmas figurinhas de 1968. Pregam as mesmas ideias. Sem inovar, nem renovar. Então, para evitar o pior, Bolsonaro indica técnicos para compor a sua equipe de governo. Tá errado?

NOTAS

É berrante ver a política gastar milhões de reais nas campanhas eleitorais e não sobrar um níquel sequer, nem a boa vontade dos candidatos para suprir as deficiênicas e carências nos hospitais públicos, invadidos por quilométricas filas de pacientes doentes e insatisfeitos com o descaso das autoridades.

Somente na campanha de presidenciáveis foram investidos milhares de reais. Conforme levantamento do TSE, as despesas de campanha somaram R$ 130,4 milhões. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com a rejeição da candidatura pela Ficha Limpa, efetuou despesas com a propaganda como possível candidato. Paga pelo povo.

O país acumula carências sociais. Tem atraso educacional, falta de moradia, dificuldade de acesso aos serviços básicos, como água, esgoto, coleta de lixo e energia elétrica. Com a péssima distribuição de renda, o padrão de vida do brasileiro despenca. As eleições deviam reservar a possibilidade de um futuro melhor para o país. Mas caso o Congresso fique inativo, de novo, o futuro é sombrio.

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O poder fascina. Massageia o ego. Basta ser eleito, assumir cargo ou mandato, receber prestígio para o parlamentar querer se eternizar na política. Gozar de foro privilegiado. Deixar a função apenas para os filhos. A possibilidade de se achar um ser superior, cheio de autoridade, vem dos velhos tempos. Começou no princípio do aparecimento da humanidade. E não desapareceu, até o momento.

É pela ambição que o homem luta por conquistas. O prazer de dominar o outro, comandar uma nação ultrapassa a força e a cobiça. Tem pessoas equilibradas, porém existe gente de mente fraca que basta ter um diploma nas mãos para cometer absurdos, sair do sério. Desviar o pensamento para o caminho da corrupção. Neste aspecto o país está infestado de desonestos, vigaristas e ímprobos.

Ultimamente, o pais presencia atos de radicalismo, humilhação e de falsa moral. O povo constata a presença de sociopatas no poder querendo fazer tudo a sua maneira. Manobrar a sociedade de acordo com o seu pensamento e vontads. Na atual conjuntura é raro encontrar alguém que conquiste o poder via empatia e interesse social. É como diz o sábio. “Os poderosos subestimam a inteligência dos outros”.

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A prática determina que o período das queimadas se aproxima do final, este ano. A fase de queimadas começa em junho e acaba em novembro. As queimadas atingem vastas áreas de várias partes do pais. Por ser uma técnica barata, as queimadas são muito utilizadas na agropecuária e na plantação da cana de açúcar.

O roceiro usa as queimadas para preparar o solo para o plantio ou para renovar as pastagens. O costume é autorizado, mas, nem sempre fiscalizado pelo Ibama. Daí as queimadas irregulares incendiar florestas. Apesar da multa pesada, os donos de roça não deixam de queimar. Não importa as consequencis.

Por outro lado, o calor excessivo também provoca incêndios descontrolados como o que apareceu no Parque da Chapada Diamantina, na Bahia, que tem destruído a fauna e a flora. O fogo deteriora a qualidade da água da região, como nascentes e águas subterrâneas, polui o ar, elevao a temperatura, enfi, agride a natureza.

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O STF prestou um grande serviço ao país. Cancelou na sessão do dia 17 de outubro o pagamento de pensão a ex-governadores e viúvas na Paraíba. O injusto benefício que só fazia onerar as magras finanças do Estado, vigorava desde 2006, através de medida aprovada pela Assembleia Legislativa paraibana.

Figuravam na lista de beneficiados pela lei estadual seis ex-governadores e oito viúvas de ex-gestores Quem deu o pontapé para a extinção do benefício foi a OAB que ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade. Para cada ex-governador era paga a quantia de R$ 23.500,82 e para as viúvas, a pensão ia até R$ 12.661,75.

A decisão do STF foi tão legal que motivou os estados do Pará, Acre, Amazonas, Rondônia, Sergipe, Paraná e Rio Grande do Sul a enveredar pelo mesmo caminho. Solicitar, via Justiça, a extinção de berrantes atitudes, meramente políticas. Altamente anti-democráticas.

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Desde 2014, o debate permanece aceso. Mas, indecisos e medrosos os governos adiam as resoluções. Com medo de errar. Daí a dúvida. O Banco Central deve ser um órgão público independente. Livre de pressões políticas ou permanecer submisso às ordens do Executivo. O tempo passa, as opiniões divergem, mas, ninguém decide. E tudo fica na mesmice.

O BC surgiu em 1964 com a finalidade de monitorar o sistema financeiro nacional, adotando os mesmos moldes executados pelo Japão, Chile e México. Até o governo Costa e Silva, o Bacen era independente, todavia, no regime militar perdeu a autonomia e passou a funcionar sob a tutela do Poder Executivo.

O Banco Central é a autoridade monetária. É o banco do governo, cheio de responsabilidades. Controla a emissão de moeda, é gestor cambial, cuida das reservas do país registradas em ouro e moeda estrangeira, é o banco dos bancos. Empresta dinheiro aos bancos para manter a liquidez no mercado. Regulamenta os depósitos compulsórios para evitar falências no meio bancário. Controla a taxa de juros e o fluxo de capitais estrangeiros. Quando o BC perdeu a independência, a inflação estourou nos anos de 1970 e 1980. Até hoje, esses anos são classificados como as décadas perdidas.

NOTAS

Nenhuma sociedade é perfeita. Goza de igualdade de direitos, embora legalmente todo cidadão é igual ao próximo. Mas, existem barreiras, posições sociais para delimitar fronteiras. Determinar o grau de prestígio. Balizar as diferenças econômicas entre as pessoas do bairro, do círculo de amizades ou da comunidade.

Um dos maiores problemas sociais no mundo está ligado às desigualdades econômicas. A má distribuição de renda entre as pessoas. Umas ganham bem, outras nem tanto. É a diferença de status social que dificulta o relacionamento social. Os humildes, por não terem a mesma oportunidade na educação e na saúde são rejeitados nos contatos e na aparência.

No Brasil, o contraste entre as classes sociais é desmantelo. A divisão entre ricos e pobres é patente. No mesmo bairro podem existir casarões e prédios de classe alta misturados com casas sem a ostentação dos figurões. Quem não recebeu os mesmos direitos básicos, é marginalizado, sobra no relacionamento social. Todavia, além da desigualdade social, a sociedade ainda sofre preconceitos nas desigualdades racial e de gênero. Enfim, a bolha social é osso duro de roer.
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No tempo do Brasil colônia, o país era grande exportador de açúcar para o mercado europeu. A região que mais produzia o produto era o Nordeste. Como era dominado pelos portugueses, os gringos, aproveitando a abundância de mão de obra escrava, originária da África, exploravam extensos canaviais.

Como era cortada na base da foice, a cana-de-açúcar era transportada em carros de boi até a moenda, instalada no engenho, para ser esmagada. O caldo obtido era fervido em caldeiras e purificado para limpar as impurezas. Depois de seco, o caldo pastoso virava blocos de açúcar para facilitar a exportação.

Com o passar do tempo, surgiu a oportunidade de dividir o caldo da cana em açúcar e etanol. Na safra 2017/2018, a produção de açúcar bateu em 37,87 milhões de toneladas. A produção de açúcar cai para ceder espaço ao etanol que, na safra encerrada em março, chegou a 27,76 bilhões de litros. O centro-sul tem se notabilizado como a região que mais produz açúcar e etanol no país.
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Faz 70 anos, o comunismo comanda a China, impondo transformações. Implantou sinais de prosperidade, colocou o trem de alta velocidade em ação, expandiu a legião de bilionários, construiu numerosa quantidade de edifícios, fez a economia chinesa enriquecer. A ponto de ser classificada como a mais nova potência mundial.

Mas, numa coisa o audacioso plano de desenvolvimento chinês falhou. O milagre do gigante asiático não deve acontecer. O objetivo de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas de riscar as desigualdades sociais do mapa até o ano de 2020, tá difícil. Tudo bem que em 40 anos de intenso trabalho, a China já erradicou do flagelo da pobreza um contingente de 700 milhões de pessoas.

Nas regiões de difícil acesso, onde faltam estradas, eletricidade e água limpa, reside uma população vivendo à base de sacrifícios. Para contornar as mazelas, a China lançou um plano, moldado em três estágios. Atrair indústrias, gerar emprego, reassentar famílias onde possam encontrar meios de subsistência. Favorecer a inclusão desse pessoal na previdência social. Incentivar os moradores dessas áreas a entrar no ramo do turismo comunitário, além do plantio de uvas e kiwi para germinar outras fontes de renda.
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A eleição traz uma vantagem. Renova as esperanças de um novo tempo. Quando acena para a escolha de novo Chefe do Executivo, alimenta o sonho de inovações, modernização econômica e a solução de velhos problemas que intranquilizam a sociedade. A criminalidade, o desemprego, as desigualdades, as injustiças, a paralização da economia, a desconfiança no agente público, a desonestidade, a miséria em expansão, a esculhambação e a ladroagem pedem solução. Todo governo tem altos e baixos. Porém, os pontos básicos são os fracassos que incomodam. Suplantam os acertos.

O problema é a lembrança do passado. O regime militar, 1964/1985, enfrentou atentados terroristas, inflação acima de 200%, duplicação da dívida externa, estragos de estatais e de fundos de pensão. Os 12 anos do neoliberalismo, 1995/2002, defensor da tese de mais mercado e menos governo, não resolveu a fome, a miséria e a violência no país. Privatizou estatais, aprovou a emenda da reeleição, fez péssima distribuição de renda, dependência do FMI, dilapidação do patrimônio, recessão, desemprego, aumentos dos juros, crises, desigualdades regionais. O bom legado foi o Plano Real.

Nos 13 anos de governo, 2003/2016, o PT deixou a seguinte herança. Excesso de burocracia, medo de fazer reformas estruturais, estagnação, corrupção contagiosa, ladroagem, Petrolão, Lava Jato, prisão em carrada de autoridades e empresários, fracasso da política econômica, excessivo intervencionismo estatal, crises, principalmente a política, brutal recessão, alto desemprego, queda do PIB, retrocessos até no bem-estar da população.

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O que o político mais gosta de fazer é repetir ideias, espalhar boatos, falsificar informações, espalhar agressividade. Afinal, a repetição de propagandas políticas tem finalidade específica. Endereço certo. Ser aceita pelo povo, especialmente se a pessoa estiver distraída e absorvida por outros assuntos. Por isso, a tendência do político é detonar mentiras. Pra ver se cola e impacta.

É normal nas campanhas eleitorais surgir muitas promessas extravagantes, difíceis de serem cumpridas. Uma das mentiras mais absurdas e fantasiosas, refere-se à promessa do candidato Bolsonaro à presidência da República que, caso eleito, a primeira atitude seria extinguir o décimo terceiro salário.

Ora, o 13º faz parte da Constituição. Aliás, a gratificação natalina foi criada em 1962 e regulamentada em 1965. Então, para eliminar esse benefício é necessário mudar a Carta Magna do país. Não bastam apenas palavras. Tarefa que não é tão simples assim. No início do ano de 2000, no governo de FHC, houve a tentativa de alterar a norma do 13º, mas o projeto de lei foi arquivado, posteriormente. O subsídio de Natal é cópia de lei aprovada e em vigor em Portugal, Espanha, Argentina e México.

NOTAS

A situação do SUS preocupa. A cada ano diminui a quantidade de leitos nos hospitais. Em 10 anos, cancelaram 41 mil camas. A redução de leitos agiganta as filas. Dos 344.573 leitos disponíveis na rede pública, restaram apenas 303.185 para atender os pacientes do SUS, em 2018.

O que encabula a sociedade sobre a redução de leitos, são as alegações apresentadas pelos governos para atingir importantes setores da saúde, altamente imprescindíveis para atender a população. Áreas como psiquiatria, pediatria clínica, obstetrícia e cirurgia geral foram bem prejudicadas.
 
Daí a chuva de reclamações do povo com a desestrutura da saúde pública, quanto a superlotação, a carência de médicos, enfermeiros, a falta de base física, a acomodação de pacientes pelos corredores hospitalares, utilizando macas. A demora no socorro médico e a carência de remédios e equipamentos tira as famílias do sério. Afinal, com saúde pública deficiente, o povo perde qualidade de vida e o bem-estar social.

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Dentre tantas coisas correndo frouxa no país, uma refere-se ao reajuste do salário. Muitas categorias mal conseguem ganho real nos aumentos salariais. Aumento acima da inflação. O aposentado é vítima direta da distorção. Neste ano, a correção das aposentadorias acima do salário mínimo conseguiu apenas a correção de 2,07%.

Acontece que a inflação para o idoso em 12 meses acumula índice de 5,15%. Superior ao aumento. Segundo dados do IPC-3i, índice de preço ao consumidor terceira idade, da Fundação Getúlio Vargas. Então, com renda menor, os aposentados passam privações. Rebolam para o dinheiro chegar até o meio do mês.
Os gastos obrigatórios das pessoas de terceira idade causam aperto. As despesas com a compra de remédios, crescem. A conta de energia e gás pesam. Obriga o aposentado apertar nas despesas domésticas. Sacrificar o lazer e a poupança para garantir as emrgências. Geralmente normais nessa fase da vida.

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O tempo passa, mas a reforma da Previdência não deixa de repercutir. Até no exterior. A revista britânica The Economist alerta que caso o novo governo esqueça ou adie o tema, com medo de críticas, os investidores estrangeiros desaparecerão. Vão procurar abrigo noutros cantos. Com medo de incertezas.

A crise brasileira pede coragem e ousadia para ser vencida. A fragilidade de governos levou o país ao caos. Provocou desacertos em várias frentes. No campo econômico, na política e até na área judiciária. Por isso, vive oscilante, no meio de grandes turbulências. Sem destino. Se em 2015, a economia andava mal das pernas, em 2018, a situação agravou.

Nem as projeções permanecem imbatíveis. A meta da inflação sofre constantes alterações. O PIB cai, o desemprego é alto, as contas públicas continuam descontroladas. Os últimos governos sofreram derrotas no Congresso, perderam apoio popular. A Lava Jato, uma boa medida, prende em carradas. Enquanto o país não encontrar estabilidade política, a economia navegará à deriva. Sem avistar o Norte. Isto, tem de acabar.

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A soja é o dez no agronegócio. A tecnologia favorece a atividade no setor. Faz a produção crescer, aumenta a exportação do grão, gera emprego e renda, inclusive no campo. Graças à competitividade e a produtividade, o país tem alargado a área plantada de soja na região Sul, no Norte/Nordeste e, especialmente, no Centro-Oeste, onde acontece a maior produtividade do grão do país.

Devido aos baixos custos, a soja brasileira tem penetrado no mercado internacional com desenvoltura. Melhora a pauta de exportação. Como é rentável, o mundo produz 336.699 milhões de toneladas de soja. Os Estados Unidos, registrando a produção de 119.518 milhões de toneladas, são o maior produtor mundial. O Brasil aparece na vice-liderança mundial ao colher 116.996 milhões de toneladas.

No Brasil, o maior produtor é o estado de Mato Grosso que colheu 31.887 milhões de toneladas, seguido do Paraná que anotou 19.070 milhões de toneladas na colheita. O grão da soja, como contém proteínas, sais minerais e vitaminas é transformado em óleo, molho, leite e proteínas para alimentar o homem. No reino animal o grão da soja entra no preparo de rações. O Brasil trouxe a soja da China e do Japão. O lado negativo da cultura do grão é incentivar o desmatamento, sobretudo na Região Amazônica, onde a grilagem de terras faz a violência explodir.

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O auxílio reclusão é um benefício pago pelo INSS ao preso. A finalidade do auxílio é amparar a família do presidiário de baixa renda. Mas, o benefício funciona como um golpe para quem recebe o salário mínimo. Sem trabalhar e preso por ter cometido delito, o detento recebe renda maior do que o trabalhador. Infelizmente, o benefício consta na Constituição e na legislação previdenciária.

Em junho, o auxílio reclusão favoreceu 48.504 presos. O montante pago ultrapassou a casa de R$ 49 milhões. No período, coube a cada preso favorecido a quantia de R$ 1.021,71. Valor superior ao salário mínimo pago a 45 milhões de brasileiros que só receberam R$ 954,00. Mas, para ter direito ao auxílio reclusão, o preso na data da prisão tem de comprovar que estava trabalhando e contribuíndo para o INSS.

O filho para ser beneficiário do auxílio reclusão, tem de ser menor de 21 anos. A exceção são os filhos inválidos ou deficientes. Para a companheira ser contemplada com o benefício, deve comprovar casamento ou união estável na data da prisão do parceiro. Aos pais e irmãos, resta confirmar a dependência econômica do filho. A duração do benefício é variável. Só vale durante o tempo de prisão e ter ganho, antes da prisão, salário inferior a R$ 1.319,18.

NOTAS

Tudo que não presta contamina o país. A instabilidade política reforça o pessimismo. A crise fiscal desilude o empresariado. A conjuntura econômica gera desconfiança nos governos. A falta de credibilidade no homem público escandaliza os bastidores da Nação. A desordem causa desconforto. A elevação dos gastos públicos inquieta. A inflação em alta, não segura os preços que sobem, alimentando a carestia.

Três situações estimulam o investidor estrangeiro a olhar para o Brasil, com relativo interesse. As cacetadas do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, as confusões na Ásia, a saída do Reino Unido da União Europeia. Nem a crise fiscal parece um empecilho instransponível. Desencorajante.

Mas, as denúncias de corrupção no Legislativo e no Executivo, a lentidão e certas ações duvidosas do Judiciário, os desmandos na iniciativa privada e o jogo de interesses políticos esfriam a vontade do investidor. Enquanto o país não vencer as crises, superar os efeitos dos tsunamis que desestruturam os bastidores, nada feito. A economia permanece atolada no lamaçal. Com os corruptos dilapidando o patrimônio.

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Em 2019, há promessa da concessão de aumento para o funcionalismo do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público. As previsões de gastos da União devem beirar os R$ 15 bilhões. O Legislativo já aprovou os reajustes. A equipe econômica, no entanto, alerta o governo para segurar a barra de despesas com pessoal, baseada em dados.

O gasto com pessoal consome boa parte do orçamento dos órgãos. Reduz a capacidade financeira para custeio da máquina administrativa e a política de investimentos. Impossibilita o governo de manter a política pública de investimentos em áreas específicas como saúde, educação e segurança.

Por conta de indecisão, o governo procura uma brecha para definir, enfim, que rumo tomar. Conceder o aumento em 2019, adiar o reajuste ou sacrificar determina categoria de servidores públicos para aliviar o orçamento da União. Até o Censo Demográfico de 2020 pode ser prejudicado por falta de verba. Mas com a solicitação de aumento de 16,38% dos ministros do STF, a situação pode mudar, drasticamente. Resta esperar para ver.

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Quem diria, o famoso e apreciado cuscuz, não faz mal à saúde. Informam as nutricionistas aos nordestinos, gente apaixonada pelo tradicional prato. Com variado sabor, o cuscuz é saudável. É fonte de nutrientes, rico em carboidratos, fornecedor de energia para a labuta diária, além de proteger o sistema nervoso central.

Fora essas qualidades, o cuscuz previne doenças. Equilibra a hipertensão arterial. Sozinho, o cuscuz pode elevar o índice glicêmico, mas misturado com outros ingredientes fornece energia e fibras.

No Nordeste, o cuscuz é o dez. Ainda mais depois que inventaram a combinação do cuscuz com carne de sol, queijo coalho, presunto, charque, ovo ou então acompanhado do apreciado cappuccino.

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O papel da universidade é formar pessoas pensando no amanhã. Contribuir com conhecimentos e tecnologia para a humanidade conviver numa sociedade justa, sem desigualdades. A universidade exerce três funções específicas. Ensinar, pesquisar, promover extensão. O diploma universitário tem a finalidade de garantir emprego, renda e inclusão social.

Existem dois tipos de universidade, a particular e a pública. A privada está direcionada para quem depende do trabalho para sobreviver. Ter dinheiro para pagar a mensalidade. Mas, por exigir tempo para os estudos, a faculdade pública, palco das ciências básicas, é a mais indicada. É grátis para o aluno. Quem paga o curso é governo.

Todavia, o corte de verbas e a falta de investimentos pela União trouxeram crises para o ensino superior público. Demissão de servidores, corte de bolsas, fechamento de laboratórios, redução nas pesquisas, paralisação de obras, contas pendentes. A estratégia dos governantes foi retirar a autonomia das universidades. Então, diante das transformações globais, qual será a proposta do novo governo para as universidades públicas brasileiras. Modernizar as estruturas, sobretudo, as acadêmicas para substituir a utilização do livro, giz, quadro negro e biblioteca que estão prestes a desaparecer das faculdades ou permanecer envolvidas em crises.

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O manguezal é um ecossistema costeiro de passagem entre a terra e o mar. As raízes das árvores enterradas na lama servem de refúgio para peixes, moluscos e crustáceos. O manguezal funciona também como berçários para as espécies, favorecendo a biodiversidade com a alta produtividade e a produção de matéria orgânica, mediante o acúmulo de sedimentos. Como fixa a terra, o manguezal impede a erosão.

Mas, a expansão urbana tem prejudicado o manguezal. O aterramento de áreas, as invasões e as ocupações irregulares invadem o manguezal que, desprotegido, começa a desaparecer do mapa. A cada ano, a desatenção do homem reduz a quantidade de manguezal. O desmatamento, a deposição de lixo, o lançamento de esgotos, o despejo de fábricas, as dragagens, a construção de marinas e a pesca predatória, destroem o de ecossistema.

Resta ao Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Manguezais agir em defesas das 19 espécies de aves, invertebrados, mamíferos aquáticos, peixes marinhos e dois tipos de primatas, o macaco Guariba e o Macaco Prego que dependem basicamente do manguezal para sobrevier. Afinal, de acordo com a legislação, o ecossistema de manguezal é considerado Área de Preservação Permanente. Por isso deve ser preservado.

NOTAS

Nos últimos cem anos, o mundo passou por extraordinárias transformações na vida da humanidade. A penicilina descoberta por Alexander Fleming, em 1928, o lançamento do primeiro homem ao espaço em 1961, o computador pessoal, em 1972, o walkman, em 1979, e a criação da web, em 1989, revolucionaram os costumes na Terra.

Antes da invenção da lâmpada elétrica por Thomas Edison, em 1789, o mundo vivia na escuridão. Na base do lampião de gás, equipamento altamente poluidor. A ampola de vidro bem fino da lâmpada, contendo gás inerte e um finíssimo filamento é percorrida por uma corrente elétrica, que aquecida, fica incandescente e passa a clarear o ambiente.

No início, as inovações eram demoradas. Mas, depois do Vale do Silício, na Califórnia, a tecnologia acelerou as modificações no planeta. O segmento de hardware, os centros e os laboratórios de pesquisas dos EUA e as inúmeras universidades implantaram uma nova filosofia de trabalho. Impulsionaram a tecnologia da informática e da computação, acelerando as inovações.

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Fundada como vila em 1947 e elevada a município em 1951, Maringá, no norte do Paraná, prospera. A população em 2017 passava de 400 mil habitantes. É a terceira maior cidade do Estado, depois de Curitiba e Londrina. Na região sul do Brasil é a sétima cidade. Urbanizada, oferece boa qualidade de vida aos moradores e turistas.

Embora em pleno desenvolvimento Maringá não esqueceu de áreas verdes. Preserva enormes espaços com mata nativa como o Horto Florestal, o Parque dos Pioneiros e o Parque do Ingá. Por ser ponto de entroncamento rodoviário regional, o município acelerou o crescimento. É qualificada como como cidade-jardim.

Três setores são destaques na economia de Maringá. O comércio, a prestação de serviço e a agricultura diversificada são atrativos. O setor industrial vem em seguida com plantas de metal mecânica, agroindústria e de confecções. Maringá é tão importante centro comercial. Conta com cinco shoppings.

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Não tem recompensa maior para um profissional do que ser reconhecido, especialmente na rua no meio da multidão. A fantástica e inesperada experiência foi vivida pelo médico Antônio Carlos Buzaid, 59 anos. Durante a residência médica na USP, de São Paulo, o oncologista ressuscitou um paciente com parada cardiorrespiratória.

Meses depois do pronto atendimento no Hospital Universitário, no bairro do Butantã, o médico foi parado numa rua da capital paulista por um sujeito humilde, malvestido e anônimo. Surpreso, o doutor recebeu espontâneo agradecimento de alguém que escapou da morte. Mas nunca esqueceu a competência profissional do médico que lhe salvou do óbito.

Faz mais de cinquenta anos, o programa de Residência Médica começou a ser aplicado no Brasil. A finalidade do programa formativo é completar a formação do profissional, tanto na especialidade escolhida, quanto na atividade generalista, visando melhorar o desempenho médico no atendimento à população.

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Após enterrar marido, mulher, filhos e parentes, as famílias, indecisas, perguntam. A quem pedir socorro. O Estado desestruturado, não oferece segurança. A Polícia, usando armamento inferior ao das organizações criminosas, não evita a matança de pessoas, a explosão de caixas eletrônicos, a queima de ônibus. Não protege a sociedade de maneira preventiva. A Justiça lenta, mal sai do lugar.

Com as falhas gritantes, as estatísticas da violência engrossam. São assaltos, roubos, furtos, latrocínios, homicídios e feminicídios, trazendo medo e angústia para o cidadão que, desprotegido com a falta de leis rígidas, a morosidade da Justiça nas condenações e punição severa para quem cometer crimes bárbaros, se sente na rua da amargura. Pagando impostos, sem receber a reciprocidade.

As principais causas da explosão da violência permanecem as mesmas de ontem. Desigualdade social, exclusão, corrupção, desemprego, pobreza, omissão, desestruturação familiar, tráfico, drogas, preconceitos, baixo salário, alto custo de vida. Com a ausência do Poder Público, o crime se instala facilmente nas comunidades.

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Empreender, tá na moda. Ser autônomo, trabalhando para si próprio, negociando, ganhando dinheiro, é sonho geral. Mesmo correndo riscos. A barreira do empreendedor são as mudanças. Fato constante no mercado de trabalho. O importante é fazer o melhor que puder. Mantendo confiança na praça porque aprender métodos novos é fundamental para não perder a confiança nos negócios.

O mercado sofre permanentes alterações, mas as oportunidades, as adaptações são eternas. O que é passageiro é o desânimo, o desestimulo. Por isso, o empreendedor deve estar ligado, atento às inovações para não enfrentar riscos. Ficar atento para vencer barreiras. Perceber que entre o sonho e a realidade o caminho é pedregoso. Difícil.

O empreendedor deve conhecer os desafios que que deve enfrentar, constantemente. Gerir pessoas, não é tarefa fácil. Cuidar do caixa, analisar os créditos, verificar a contabilidade, acompanhar o faturamento, o estoque, a burocracia legal, as inovações e as estratégias de venda são tarefas fundamentais. Fazer o capital gerar frutos é uma incumbência essencial.

NOTAS

Embora detestável, repudiado pela sociedade, prefeitos, governadores e presidentes da República loteam altos cargos na administração pública. A finalidade é premiar apadrinhados políticos com interesses óbvios. Garantir respaldo básico para o futuro. Lógico que a estratégia é assegurar a manutenção do poder.

Acontece que a maioria dos nomeados politicamente em ministérios, órgãos públicos e em empresas estatais são incapazes para exercer a função. Porém, como o Estado virou um balcão de negócios, na base do toma lá, dá cá, o país presencia tremendos absurdos. Fere os princípios de moralidade, impessoalidade e de eficiência.

Faz tempo, o Estado exerce o perfil de empregador, estendendo os tentáculos para a economia e a vida social. Saudade do velho, DASP-Departamento Administrativo do Serviço Público que mediante concursos moralizou o serviço público. Mas, como afetava a governabilidade, o critério foi substituído pela indicação política. Daí a corrupção e os desgovernos.

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Quem não dorme no ponto, ganha oportunidades. Garante renda nas crises e com o alto desemprego. A informática tem sido o norte para as pessoas que detestam a ociosidade. Os aplicativos nas redes sociais oferecem boas chances de auferir renda, via celular.

As últimas novidades na área abrangem postos na educação reparos, serviços de entrega, cabeleireiro, manicure, motorista e tradutor de línguas estrangeiras. As plataformas virtuais aparecem como um novo campo a ser explorado com vigor.

Sem perder tempo, a mulher aproveita as brechas, via marketing digital. Torna-se blogueira de moda. Chega junto às grandes marcas. divulga produtos e serviços, sem sir de casa, pela internet. Fatura dinheiro. Criando uma loja virtual, a blogueira se relaciona com a praça, vende produtos. Divulga empresas através do seu perfil. Recebe remuneração.

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Faz 10 anos, a Bolívia sustenta ótima taxa de crescimento. Às vezes, supera a dos Estados Unidos e de alguns países sul-americanos. A projeção econômica boliviana começou em 2006 com a diversificação de negócios. A inclusão do gás, petróleo, diesel, estanho e soja nas transações melhorou a economia.

O início da fase de crescimento na Bolívia aconteceu após o país promover reformas em três pilares de sustentação econômica. O do gás e petróleo, o do investimento planejado e da estabilidade social. Antes, decretou eficiente política monetária. Estabilizou o setor financeiro, popularizou o crédito, modernizou os serviços bancários.

No campo de gás e petróleo, a Bolívia nacionalizou empresas, aumentou os impostos sobre os hidrocarbonetos, impulsionou os investimentos públicos. Quanto ao investimento planejado, o país elevou o preço das matérias primas, multiplicou os gastos em política social, encolheu a pobreza. Para ter estabilidade social, os bolivianos batalharam na distribuição de renda e no combate à corrupção.

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Apesar dos conflitos políticos, do cenário de instabilidade e das divergências no mercado produtivo, em função da fragilidade econômica, o empreendedorismo começa a ganhar força no país. Persegue o maior sonho do homem, desvenda o segredo de como ganhar dinheiro, além da casa própria e da vontade de viajar constantemente no lazer.

A estatística dificilmente bate na trave. Com base nos registros estatísticos, o prazo para 90% das empresas novas fechar a porta, encerrar as atividades é de 10 anos. Então, ao invés de abrir um negócio, despreparado para enfrentar a acirrada competição comercial, é conveniente abrir uma franquia.

Pelo menos na área, o franqueado recebe assistência de mercado, aprende a ter autoconfiança, ser idealista, dominar a técnica de negociação, aproveitando as vantagens competitivas, enfim, sonhar com a possiblidade de expansão. Sem se descuidar da legislação, importantíssima em qualquer situação. As desvantagens da franquia é a dependência dos bens e serviços, as taxas e as promoções obrigatórias.

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Quando a ideia é planejada, estudada e empreendida com suporte, geralmente dar certo. É o que faz a Suécia, país de primeiro mundo, comemorando sucessivas vitórias em seus projetos de desenvolvimento. De pequena extensão, do tamanho do estado de São Paulo, com apenas 2 milhões de habitantes, a Suécia acomoda gigantescas empresas de fama mundial.

Na linha de empresas mundiais, a Suécia possui as seguintes gigantes na linha de produção, Ericsson, Electrolux, Nokia e Volvo, fabricante de motores de propulsão para a NASA. Até Estocolmo, com apenas 500 mil habitantes, cortada por 14 ilhas e 53 pontes, encanta. É calma e segura. Não tem violência.

O sueco detesta o lema do Fast Fod. Comer apressado. Por isso, adota a filosofia do Slow Food, sistema que emprega a calma para buscar a produtividade. Como fazem os franceses que, trabalhando menos que os americanos, ingleses e alemães, produzem mais. Com qualidade. Usando a estratégia da simplicidade e da leveza, o sueco valoriza o instante e, consequentemente, o ser humano.

NOTAS

O ano de 2013 foi parada dura para o brasileiro. Choveram manifestações em 388 cidades. Em 22 capitais, os protestos juntaram mais de um milhão de pessoas para lutar pelos direitos do cidadão, contra os desacertos, o reajuste de passagens de ônibus, corrupção política, precariedade no metrô e no serviço público. Ousados, os manifestantes invadiram o Congresso, o Palácio da Alvorada e o Itamaraty. Foi cacete. O pau cantou.

Na época, 80% da população aprovaram as manifestações que chegaram a ser comparadas à da classe estudantil, que em 1992, pintou a cara e saiu às ruas para pleitear o impeachment do presidente Collor. Os caras-pintadas passaram dois anos promovendo passeatas, tumultos e vandalismo. Até conseguir o impeachment. Mas, sabidão, Collor preferiu renunciar para não ficar inelegível durante oito anos.

Decorridos cinco anos dos protestos, o cenário pouco mudou no país. A burocracia é infernal, o processo eleitoral viciado, a renovação no Parlamento desagrada, muitos políticos se eternizam, reina desigualdades, desemprego, corrupção, violência, alto custo de vida, queda da renda familiar, fragilidade econômica, carência de moradias, inércia de governos e altos sinais de pobreza, fome e miséria.

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A fome se expande no mundo. Preocupado com o tema, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura-FAO, órgão da ONU, anualmente elabora o Mapa da Fome no mundo. No documento, consta que no Iêmen, no Oriente Médio, mais da metade da população de 17 milhões de habitantes passa fome braba, motivada por três fatores. Guerra civil, fechamento de fronteiras e crise de alimentos.

No Brasil, entre 2002 e 2013, os programas de proteção social retiraram da pobreza extrema o contingente de 40 milhões de pessoas. Em 2013, o índice de pessoas sofrendo com fome ficou abaixo de 5%, justamente o limite para enquadrar o país no respetivo mapa de pessoas desnutridas. Caso o indicador ultrapasse a marca de 5% da população, o país entra no abominável Mapa da Fome.

Devido à crise econômica, desemprego e a redução de investimentos em programas sociais pelo governo, o Brasil corre o risco de voltar a figurar como integrante do Mapa da Fome. Pelos dados levantados pelo IBGE, o índice de extrema pobreza tem crescido no período entre 2016 e 2017. Passou de 13,3 para 14,8 milhões de brasileiros sofrendo com a fome.

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A construção de túneis pelo mundo impressiona. O túnel ferroviário sob o Canal da Mancha, com 51 quilômetros de extensão, ligando a Inglaterra à França, é uma demonstração de garra da engenharia mundial. Após consumir US$ 6 bilhões na construção, em 1994, a obra ainda é a mais cara do mundo, feita pela iniciativa privada.

Foi preciso juntar um consórcio de empreiteiras, bancos e investidores de países diferentes, desafiando culturas e leis diversas, para levantar tal cifra e realizar uma ideia que levou duzentos anos para se tornar realidade. Mais depois de Iniciada em 1987, a construção levou apenas quatro anos para vencer as profundezas do subsolo e unir os dois países pelo trilho.

Na área existem três túneis. Nos dois externos, passam trens. Com sentidos diferentes. Um vai pra Inglaterra, outro retorna pra França. O túnel do meio foi reservado para os serviços de manutenção e de saídas de emergência. Como os trens bala gastam apenas 35 minutos na travessia, ganhou a preferência no transporte de cargas, passageiros e de motoristas com carros entre os dois países.

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Desde o desaparecimento da ética, a política avacalhou-se. Trocou a dignidade pelo oportunismo. Substituiu os valores morais pelos interesses pessoais. Esqueceu as prioridades para beneficiar o povo. Jogou o bem coletivo para segundo plano. A avalanche de escândalos acontece em todo canto. Na escola, nos concursos, nos subornos, nos desvios de dinheiro público, nos conchavos políticos.

A falta de ética aparece desde a colonização. Revelou a prepotência, a submissão e a renúncia. O opressor para mostrar autoridade, castigava. Abusava. O oprimido, para escapar de punição, obedecia, mesmo com razão. Até os escravos, depois de libertados, sofreram miséria. Ficaram livres, mas não ganharam uma casinha ou um pedacinho de chão para plantar.

A exploração humana perpetuou-se. Com o desparecimento dos colonizadores, chegaram os coronéis, os senhores de engenho e os capitães da indústria que impuseram a desigualdade entre o capital e o trabalho. É justamente por causa de interesses antagônicos que a falta de ética prevalece discriminando, cometendo injustiças, humilhando as classes inferiores.

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Produtividade é o resultado da produção feita com técnica e qualidade. Com o uso de eficiência, obtém-se bom desempenho. Produze-se mais, melhor, em menos tempo, reduzindo custos. A indústria busca a produtividade. Para não perder luta arduamente pela competitividade. Sonho do setor produtivo.

Infelizmente, tem setor no Brasil que ainda não encontrou o norte da produtividade. A Justiça permanece emperrada. Não vislumbra os meios necessários para se livrar da lentidão. Os juízes ignoram o tema agilização. Os magistrados, não se preocupam em abreviar o tempo do trânsito em julgado.

A alegação do Judiciário para desrespeitar leis, normas e regulamentos, engavetar processos, adiar sentenças, acumular serviço, é a falta de estrutura. O excesso de trabalho, a carência de servidores. Dificulta priorizar o Estatuto do Idoso, o atendimento preferencial e imediato da lei. Por isso, muitos processos de idosos completam vinte anos de tramitação, longe da sentença, prejudicada pelo festival de recursos feitos apenas para postergar o trânsito em julgado.

NOTAS

Uma das estatísticas mais detestáveis pela sociedade foi divulgada pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os dados enfocam as mortes praticadas pelos policiais em serviço ou durante a folga. Os números indicam que os homicídios cresceram. Em sete anos, de 2009 a 2016, as intervenções policiais mataram 21,9 mil pessoas.

Dois detalhes repercutem nessas ocorrências. A quase totalidade das vítimas eram homens e a maioria de cor negra. Na relação de mortos, consta que mais da metade era de jovens entre 18 e 29 nos. As duas cidades onde aconteceram mais mortandades foram Rio de Janeiro e São Paulo.

Outro dado estarrecedor nos registros, refere-se à quantidade de policiais, militares e civis, mortos nas investidas. Entre 2016 e 2018, os registros aumentaram bastante. Boa parte foi classificada como homicídio doloso, praticado durante a folga. Repercute também o fato de muitos policiais serem mortos fora de serviço por latrocínio. O bandido assalta o agente de folga para assaltar e quando descobre que é policial, mata.

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Tem situações relacionadas ao Brasil que é difícil de acreditar. Mas, no passado, o país agia diferente. Procedia corretamente, dentro do possível. Em 1840, a população brasileira, na quase totalidade, era constituída de analfabetos. No entanto, 50 anos depois, graças aos incentivos de D. Pedro II, Imperador do Brasil, o índice de analfabetismo caiu.

Começaram a construir escolas e, inclusive faculdades. Na época, a molecada aprendia realmente. Estudava com gosto as lições passadas pelos professores. O nível de aprendizagem era satisfatório para as necessidades do momento. O objetivo da educação do período imperial, compreendido entre 1822 a 1889, visava dois aspectos. Formar pessoas com conhecimentos para sustentar o Estado Imperial e preparar gente iria conviver com D. Pedro II.

Aclamado aos cinco anos de idade como o novo Imperador do Brasil, em 9 de abril de 1831, após o regresso do pai, D. Pedro I para Portugal, cedo, D. Pedro II enveredou pelos estudos. Aos seis anos, começava a ler textos em português e inglês. Aos nove anos, em meios aos sinais de incertezas e de agitação no país, o menino imperial estudava Ciências Físicas e Naturais, Literatura, Religião, Geografia e História. Sem se desviar de Português, Francês, Inglês, Alemão, Latim e Grego.

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A carnaúba é uma apreciada palmeira da caatinga nordestina. Abundante no Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, a carnaúba produz duas riquezas. A cera e a palha. A cera é extraída da folha durante o processo de secagem. É um importante insumo na produção de cosméticos, cápsulas de remédios, chips, produto alimentícios, ceras polidoras e de lubrificantes, tintas, códigos de barra, plásticos, verniz.

A palha, a folha seca, é excelente matéria prima nas mãos de artesãos para fazer bolsas, mesas, luminárias, sacos de bolinhas, cestos, redes e tapetes. Serve inclusive de substituto da telha para cobrir as casinhas de taipa no meio rural. O que sobrar da palha serve de adubo. A exploração da carnaúba gera emprego e renda para muitos nordestinos do meio rural.

Conhecida como árvore da vida, a carnaúba forma grandes florestas, altamente recomendáveis para a manter a conservação do solo, fauna, cursos d’água e mananciais hídricos. Contribui para o equilíbrio ecológico da Região, vítima da seca. Mas, apesar da importância, a carnaúba é substituída pela agricultura irrigada e a criação de camarão. A árvore chega a 15 metros de altura. Produz frutos comestíveis na forma de cachos. A raiz da carnaúba tem utilidade medicinal. A madeira, resistente, é usada na construção.

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Quanto a economia cresce e o crescimento se mantem sustentável, garantindo um bom futuro às pessoas, os investidores chegam, chegando. Sem medo de pisar em falso. Acreditando na veracidade dos índices econômicos. Segundo estratégias da União Europeia, o crescimento sustentável é aquele que embora se mantenha competitivo, deve utilizar os recursos, de maneira ecológica.

Para se manter equilibrado, o desenvolvimento econômico deve priorizar a conservação ambiental, sem prejudicar as gerações futuras, no que diz respeito à proteção da biodiversidade, do clima, das floretas, eliminado os perigos da desertificação e da destruição dos recursos naturais da Terra.

É procurando segurança para o capital que o investidor brasileiro aplica em empreendimentos e em imóveis no exterior. Os investimentos de brasileiros lá fora, crescem. Em dez anos pularam de US$ 1,8 bilhão para US$ 6,2 bilhões. Nos Estados Unidos, a região da Flórida exerce forte atração. Em Portugal, o baixo custo de vida, os benefícios fiscais e a opção de obter visto de permanência no país enlouquecem o investidor brasileiro.

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É preocupante a quantidade de adolescentes envolvidos com a droga. Seja no tráfico ou no consumo. Segundo levantamento do IBGE, constata-se a experiência de jovem, de 13 a 15, de escolas púbicas e privadas, principalmente meninos, com a droga ilícita. Entram na onda motivados pela curiosidade, depois são impulsionados para o vício. Como saída para a pressão social e os conflitos pessoais e familiares.

Numa pesquisa do IBGE, consta que 70% dos adolescentes entrevistados curtiram bebidas alcoólicas, pelo menos uma vez. Especialistas afirmam que os principais motivos que levam adolescentes e adultos para o mundo das drogas são a ausência familiar, a deficiência disciplinar e, sobretudo, a ausência do Estado na manutenção da ordem pública. Deixar traficantes, aliciadores e criminosos na rua perturbando a paz social.

Desobedecendo leis e deixando a sociedade à deriva, o Estado é o principal responsável pela massificação do vício da droga. O Estado não se esforça para punir com rigor os transgressores. A política faz vista grossa para o problema. Não dar um pitaco, sequer. Ai, sozinho na arena, cheia de feras, os jovens e muitos adultos desassistidos tornam-se dependentes químicos com a maior facilidade.

NOTAS

A sinalização no trânsito, de cara manutenção, visa organizar a circulação de veículos, ciclistas e pedestres nas vias públicas. O serviço tem três objetivos. Oferecer segurança, fluidez e estética nas ruas. Sem sinalização, o trânsito nas vias públicas seria caótico, confuso.

Os órgãos públicos usam placas, marcas, luzes, marcos e barreiras para orientar, indicar e advertir os usuários quanto às permissões, limitações, proibições e restrições no trânsito da área.

Orientado, o condutor se desloca com facilidade, identifica a velocidade permitida, constata a proximidade de escolas, hospital ou passagem de pedestre, durante o dia e à noite. Daí a necessidade do órgão responsável manter a sinalização conservada. O condutor que desrespeitar a sinalização, comete infração.

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O final do ano chega sem prometer alegrias à população. Pelas previsões, a despedida de 2018 talvez seja decepcionante. O desemprego inquieta, a recuperação econômica anda tímida, a inflação sinaliza rebeldia, talvez suba, ultrapasse a meta estabelecida 4,5%. No geral, resta torcer para a taxa de juros não ultrapassar o limite, atualmente fixado em 6,25%.

Como o governo não se conteve, elevou os gastos obrigatórios, de pessoal e de programas, as contas públicas devem fechar o ano com um déficit primário de 2%, aumentando a dívida bruta do setor público em 76,3% do PIB. Um presentaço para o novo governo que deve se empenhar nas reformas, especialmente a previdenciária. Caso queira arrumar a casa.

Nem o dólar anda comportado. A esperança é a balança comercial assegurar bom resultado. Bater em US$ 62 bilhões. O motivo é superar os efeitos da recessão braba e do pífio crescimento econômico. Aproveitar a fase do aumento das exportações, a queda da safra de soja na Argentina, a elevação do preços dos combustíveis e, principalmente, a venda de plataformas de petróleo.

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O Brasil é misterioso. Trata o cidadão de forma diferente. Aos presos da Lava Jato concede regalias, luxo, à maioria, dureza. Ocupam celas maiores e limpas. Dormem em colchões, tem tv, leem livros. Vivem gozando um bom descanso. Até o espaço é dividido com no máximo um companheiro. Sem limites para receber visitas.

Mas, para a maioria dos presos a vida no cárcere é sofrimento. Superlotação. Não importa se o presidiário comum cometeu homicídio, roubo, latrocínio, sequestro, estupro. Aos presos políticos, executivos e lobistas facilitam o uso de celular, internet, boa comida.

Já o preso pobre vive constrangido. É algemado, anda de camburão, divide a cela, imunda, com até cinquenta colegas, convive com traficantes, assassinos, estupradores e psicopatas. Trancafiado, adeus dignidade. As necessidades transformam o presidio em zonas de conflitos. Até o STF, bonzinho, permite aos presos da Lava Jato esponder os crimes em liberdade. Em casa, na mordomia.

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Ser técnico de futebol no Brasil, apesar do alto salário para a minoria, é viver na corda bamba. É profissão de risco. Nas vitórias, aplausos. Nas derrotas, demissão. Poucos escapam da degola. A fila dos famosos, esperando oportunidade é grande.

O incentivo à demissão de técnicos no futebol é a cultura. A intolerância à derrota, a caçada pela vitória. Condição que nem os ídolos escapam. A cobrança da torcida, o amadorismo da administração do clube, a exagerada quantidade de jogos por campeonato, pesam.

O maior defeito do Brasil é não planejar, executar um trabalho de longo prazo. Os times nacionais vivem preocupados com o imediatismo. Sem dar tempo para o treinador trabalhar, seguindo as estratégias previamente traçadas. Despreocupados com o amanhã.

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Num assunto, os parlamentares são mestres. Catedráticos. Na elaboração de planos e projetos direcionados ao proveito próprio. O multimilionário Fundo Partidário, estimado em R$ 1,7 bilhões, aprovado pelo Congresso, é coisa de cinema. A principal fonte financeira para alimentar o Fundo são as dotações orçamentárias da União. Desde que o estatuto dos 35 partidos esteja devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral, a liberação de recursos é normal.

Depois de vetado pelo STF, em 2015, o Congresso Nacional fez esforço concentrado para aprovar a medida, em 2017. Os candiatos lutaram para conquistar votos, autorizados pelo TSE na utilização dos recursos da verba pública para custear a campanha.

Desde 2003, os governos alegam falta de recursos para aplicação nas áreas sociais básicas: saúde, educação e segurança. Não é a escassez de recursos que impede a prestação desses serviços à comunidade. O problema é a péssima gestão, a omissão e o desinteresse em valorizar o cidadão que deixam os candidatos cegos, surdos e moucos para questionar.

NOTAS

Alagoas lança audaioso projeto. Quer fomentar o desenvolvimento sustentado. O objetivo é os segmentos econômicos. A partida começa com a energia limpa. Segue com três pilares, indústria, comércio e construção civil, visando estimular a agropecuária, a gastronomia, produção artesanal, turismo, valorizar as praias e as belezas naturais.

O setor industrial se diversifica. Mostra recuperação nos seguimentos alimentício, açúcar, álcool, têxtil, químico, cloro químico, cimento, mineração, produção de petróleo e de gás natural. O comércio se destaca como a principal atividade no estado. Com a chegada de shoppings centers, Maceió cresceu.

Quase 160 mil empresas funcionam em Alagoas. A violência urbana afugenta os investimentos. Com a fuga de capital sobram infraestrutura precária, mercado consumidor inexpressivo e baixos índices sociais. O setor sucroalcooleiro alagoano mantem o trono. Apesar das crises esmorecer a exploração da cana de açúcar, cuja produção anda em queda e fecha usinas.

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O Estatuto do Idoso existe. Regula os direitos das pessoas com 60 anos em diante, visando garantir certas facilidades para preservar a saúde física e mental dos velhinhos. Com vista a aprimorar as suas condições moral, intelectual, espiritual e social m condições de liberdade e dignidade.

Compete à família, à comunidade, sociedade e ao Estado reservar prioridade, assegurar o direito à vida, à saúde, à alimentação, cultura, esporte, lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Composto por 118 artigos, no papel o Estatuto do Idoso é excelente. O problema é o desrespeito aos idosos. O Judiciario, alegando de excesso de processos, e falta de estrutura desobedece a lei. Na saúde, o Estado presta precária assistência, Ignora as filas, a infraestrutura e o atendimento prerencial.

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Enquanto o Brasil experimenta vexames na economia, alguns países da América Latina detonam em crescimento econômico. A corrupção invadiu os três poderes, enveredou pelo meio empresarial e a sociedade civil. A improbidade, a lavagem de dinheiro, o superfaturamento em obras e o pagamento de propinas botaram o Brasil de cabeça pra baixo. Enterrado na lama.

No ano passado, a lista dos países top em desempenho econômico do continente sul-americano apresentava a seguinte classificação. Bolívia, obteve 4,3% de desenvolvimento, Paraguai, 4,1%, Peru, 4%, Colômbia, 2%, Chile, 1,6% e Uruguai, 1,5%. A braba recessão de 2016 emterrou o PIB brasileiro pelo segundo ano consecutivo.

Em 2015, o PIB do Brasil recuou, caiu 3,8%. Em 2016, o baque ficou em 3,6%. Com a decadência de setores como a agropecuária, indústria e serviços, o Produto Interno Bruto do país parou em R$ 6.266 trilhões. Afetou investimentos e o consumo. A alta dos juros, a restrição ao crédito e a queda de renda foram fatores cruciantes para o péssimo desempenho da econômica brasileira.

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A vida é constratnte. Enquanto uns riem, outros choram. O nordestino chora por causa da seca que destrói tudo. Aumenta a fome, dar sede. Mas, no Vale do São Francisco, no município de Juazeiro, Bahia, os produtores de uva adoram a estiagem. A chuva tira a qualidade do produto. A água racha a casca, incha a uva, altera a coloração do fruto, compromete a docilidade.

Por isso a colheita desta safra tem compra garantida na Europa. A umidade traz doenças para os cachos, reduz a produção. Chuvas intensas reduz a maturação dos vinhedos. Baixa o faturamento dos viticultores. Mas, a falta de chuva favorece a planta. Embeleza os parreirais. Diminui o uso de venenos, baixa o custo, permite a conservação de lindos cachos.

Quando chove, a fruta perde a qualidade. A uva incha, racha a casca, muda a coloração, perde açúcar, fica menos doce. O Vale do São Francisco que se divide entre a Bahia e Permabuco, exportou em 2016 mais de 34 mil toneledas de uvas para a Europa. Gerando milares de emprego.

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O final do ano chega sem prometer alegrias para o povo. Pelas previsões, a despedida de 2018 talvez seja decepcionante. O desemprego inquieta, a recuperação econômica anda tímida, a inflação sinaliza rebeldia, talvez suba. Resta torcer para a taxa não subir. Passar a meta.

Como o governo não se conteve, os gastos obrigatórios, de pessoal e de programas subriam. O déficit púbico deve aumentar, puxando a dívida bruta do setor público para 73% do PIB. obrigando o novo governo se empenhar nas reformas para arrumar a casa.

Nem o dólar anda comportado. A esperança é a balança comercial assegurar bom resultado. Bater em US$ 62 bilhões, garantido pelo aumento das exportações, à queda da safra de soja na Argentina, a elevação do preços dos combustíveis e pela venda de plataformas de petróleo.

NOTAS

Tramita no STF a descriminalização do aborto. As opiniões, conflitam. Muitos grupos opinam de maneira divergente sobre o tema. Uns são a favor da legalização do processo médico. Outros, no entanto, são contra a interrupção da gravidez. Dentre os opinantes, encontram-se grupos religiosos, juristas, cientistas e ativistas.

Algumas pessoas acham que o aborto só deve acontecer em casos de estupro, geração de feto com anencefalia ou quando a gestante corre risco de vida. A igreja defende que o direito à vida é inviolável. Por isso, a vida em formação deve ser preservada. A prática do aborto clandestino, feito até a 12ª semana de gestação, é crime.

Dúvidas, questionam o tema. A mulher tem o direito de escolher entre permitir a gravidez até o parto ou interromper a gestação a seu critério. Como impedir a mortalidade materna decorrente de aborto inseguro? A quem compete opinar sobre o aborto, o Judiciário ou o Legislativo. Afinal, quando começa a vida. O aborto é questão de saúde pública ou a mulher deve administrar o próprio corpo. Eis a questão.

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A monocultura da cana de açúcar entra em crise, após 500 anos de cultivo. A causa é a inadimplência das usinas com os fornecedores, motivada pela falta de profissionalismo das empresas que na maioria, são indústrias estritamente familiares. Sem o respaldo técnico, segundo alerta as Associações dos Plantadores de Cana de Açúcar.

A crise fechou algumas usinas em vários estados nordestinos. Em Alagoas, sete usinas funcionam sob a força de medida judicial para impedir a falência. Dos oito mil plantadores de cana, seis mil mudaram de ramo para fugir das dívidas. A mudança de profissão provocou séria redução na quantidade de cana esmagada. De 32 toneladas, as agroindústrias estimam moer somente 13 toneladas de cana, nesta safra.

Por ser uma atividade semiperene, com ciclo produtivo de seis anos, em média, e sofrer cinco cortes, a cana de açúcar passou a depender de tecnologias, melhoramentos genéticos e gerenciamento específico para obter produtividade e sustentabilidade. Mão de obra em excesso no plantio e no corte da cana, como no passado, já era. As máquinas, passaram a dominar no campo.

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Andar pelas ruas brasileiras é ver degradação, sujeira, desordens e desorganização, acobertadas pelo Estado. Nas ruas centrais das cidades, resta a decadência. A atração do passado sumiu. Onde existiam lojas luxuosas, reina a desordem no trânsito, barulhos, buzinas, sons estridentes de locutores nas calçadas, tomadas pela informalidade, com bancas de jogo de bicho e de barracas de lanche com cadeiras no passeio público.

Pessoas apressadas, atropelam quem vai na frente, querendo ultrapassar na base do empurrão. Como se estivessem disputando espaços. Parece que as drogas, o tráfico, a descrença nas instituições, a desconfiança no Judiciário e a militarização das comunidades fazem o povo andar sobressaltado, estressado. Impaciente com o próximo da frente, como se fosse um zé-ninguém e não outra pessoa da sociedade.

Mais do outro lado do mundo existe paz e respeito. Em Tóquio, cidade com 13 milhões de habitantes, a ordem prevalece. O japonês, por viver numa megalópole civilizada, tida como a melhor cidade do mundo para se morar, apesar de viver disputando espaços em qualquer beco, sente prazer em respeitar. Dar atenção ao próximo é atitude normal e corriqueira do japonês. Questão de cultura.

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Por ser incapaz de impedir a agressão de alunos contra professores, o Brasil foi reprimido numa pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico-OCDE. Entre 34 países analisados, o Brasil ficou na rabada, lá atrás. Supera apenas a Estônia e a Romênia.

O mundo condena a violência em sala de aula contra docentes. Rejeita a impunidade de alunos que por não sentirem donos do espaço passam a se tornar rebeldes e agressivos na escola. Demonstrando viver fora do contexto, os estudantes do segundo ciclo do ensino fundamental e médio, entre 11 a 16 anos, praticam agressão verbal, às vezes física, bulliying e vandalismo.

Repercute o soco dado por um aluno de 15 anos no rosto da professora Márcia Friggi, 51 anos, num colégio de Santa Catarina, em 2017. Da mesma forma, impacta a humilhação e agressão sofrida pelo professor de português, Thiago dos Santos Conceição, numa escola de Rio das Ostras, Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro último. Além de rasgar a avaliação escolar, jogaram uma pochete no quadro onde o docente escrevia algo.

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Para proteger a sociedade, o presidente da França, Emmanuel Macron, sancionou a lei antiterrorismo. A lei, veio substituir o estado de emergência, implantado desde os atentados de novembro e 2015, quando Paris e o subúrbio de Saint Denis sofreram três explosões, seis fuzilamentos e o Stade de France foi bombardeado. Nos ataques terroristas, morreram 130 pessoas.

A nova lei reforçou as forças de segurança. Efetivou as buscas e apreensões, fechou templos religiosos, restringiu a movimentação de suspeito em manifestações e de organizações terroristas. A intensão é fechar o cerco nas proximidades de aeroportos, estações de trens e qualquer outra porta de entrada de imigrantes à França.

A presidência francesa deduz que freando as liberdades individuais, equilibra o entendimento entre a segurança e a independência. Contudo, as organizações de direitos humanos e movimentos de esquerda teceram críticas contra a lei que o governo francês, sentindo a pressão, teve de ceder. Reconheceu que as detenções para serem efetivadas, tem de ter a determinação da Justiça.

NOTAS

O sonho dos pais é batalhar com dureza para garantir um bom futuro aos filhos e netos. A ambição para este detalhe faz parte da natureza. Até no mundo animal os filhotes recebem a devida atenção e carinho dos pais. Mas, tem um problema que não passa desapercebido.

Na raça humana, nem todos os pais gozam de condições para deixar confortável herança cultural e financeira para os descendentes. Por falta de boa educação e razoável emprego, tem pais impedidos de realizar tais desejos. Afinal, é difícil assegurar hombridade e formatura no ensino superior à adolescência no meio dessa balbúrdia para gozar de boa situação financeira no futuro.

Tem pai que não libera o filho para escolher a profissão sonhada. Embora sejam pessoas de diferentes pensamentos. Atualmente, ser jogador de futebol é bem vista para os meninos. Dispensa gastos. Para as meninas, ainda tem pais aconselhando filhas a se formar no magistério, de nível médio ou superior, na enfermagem ou assistente administrativo. No mercado de trabalho mundial, a participação da mulher chega a 52%.

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É preocupante a quantidade de adolescentes envolvidos com a droga. Seja no tráfico e no consumo. Segundo levantamento do IBGE, constata-se a experiência de jovem, de 13 a 15, de escolas púbicas e privadas, principalmente meninos, com a droga ilícita. Entram na onda, motivados pela curiosidade, depois são impulsionados para o vício. Como saída para a pressão social e os conflitos pessoais e familiares.

Na pesquisa do IBGE consta que 70% dos adolescentes entrevistados curtiram bebidas alcoólicas, pelo menos uma vez. Especialistas afirmam que os principais motivos que levam adolescentes e adultos para o mundo das drogas são a ausência familiar, a deficiência disciplinar e, sobretudo, a ausência do Estado na manutenção da ordem pública. Deixar traficantes, aliciadores e criminosos na rua, perturba a paz social.

Desobedecendo leis e deixando a sociedade à deriva, o Estado é o principal responsável pela massificação do vício da droga. O Estado não se esforça para punir com rigor os transgressores. A política faz vista grossa para o problema. Não dar um pitaco, sequer. Ai, sozinho na arena, cheia de feras, os jovens e muitos adultos desassistidos tornam-se dependentes químicos com a maior facilidade.

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A população de encarcerados cresce no país, tornando o dia a dia nos presídios e nas cadeias insuportável. Sem estrutura, a superlotação, juntamente com a morosidade da Justiça nos julgamentos transformam as penitenciárias num verdadeiro antro de criminalidade. Viola os direitos de cidadania.

Do jeito em que está, o preso é obrigado a dividir o espaço dos presídios com ratos, baratas, insetos e companheiros da mais alta periculosidade. Enquanto aumenta a violência, o descaso estatal elimina o poder de ressocialização, faz economia para as finanças do Estado que gasta menos. Economiza dinheiro com o sustento de cada preso.

Sem a convivência social e a insegurança interna, o preso, após a libertação, sente-se estimulado a delinquir. Praticar novos crimes. Permanecer na mesma vidinha de outrora. Só que agora vigiado pelas facções criminosas. Com mais de 726 mil presos o Brasil detém a terceira maior quantidade de presos no mundo. Cabe aos estados de São Paulo, Rio de janeiro, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco as maiores lotações.

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Tem situações relacionadas ao Brasil que é difícil de acreditar. Mas, no passado, o país agia diferente. Corretamente. Em 1840, a população, na quase totalidade, era constituída de analfabetos. No entanto, 50 anos depois, graças aos incentivos de D. Pedro II, Imperador do Brasil, o índice de analfabetismo no país caiu para 56%.

Começaram a construir escolas e faculdades. Na época, a molecada aprendia. Estudava com gosto as lições passadas pelos professores. O nível de aprendizagem era satisfatório para as necessidades. O objetivo da educação do período imperial, compreendido entre 1822 a 1889, visava dois aspectos. Formar pessoas com conhecimentos para sustentar o Estado Imperial e também para os que iriam conviver com D. Pedro II.

Aclamado aos cinco anos de idade como o novo Imperador do Brasil, em 9 de abril de 1931, após o regresso do pai, D. Pedro I para Portugal, cedo D. Pedro II enveredou pelos estudos. Aos seis anos, aprendia português e inglês. Aos nove, com as incertezas e a agitação no país, o menino imperial estudava Ciências Físicas e Naturais, Literatura, Religião, Geografia, História, Português, Francês, Inglês, Alemão, Latim e Grego.

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A política é cheia de fatos estranhos. É prato cheio para os humoristas que não se cansam de criticar a péssima situação de maneira alegre e engraçada. A preocupação do homem público em fazer milagre para dobrar o próprio patrimônio, em curto espaço de tempo, enlouquece a categoria, expande a desconfiança do cidadão sobre o Parlamento brasileiro.

Realmente, o modo de fazer política, hoje, difere bastante do sistema que era empregado na Grécia antiga, ao enfrentar quatro formas de governo. Monarquia, oligarquia, tirania e democracia. Inventores da política, os gregos empregaram a tese de que o homem é um animal político por natureza, predestinado a viver em sociedade. Por isso, a necessidade de interagir os interesses coletivos entre os cidadãos e as instituições, lutas.

Na política, o Brasil começou mal. Nasceu com uma frágil identidade pública, porém com forte interesse privado. O Estado é soberano para conceder favores, mas, medroso para delimitar limites entre o público e o privado. Assim, teve ministro que achou normalíssimo negociar favores públicos com poderosos grupos econômicos em troca de propinas. Usufruindo o benefício da corrupção. Sem a interferência da sociedade. Acuada.

NOTAS

Cultura é um procedimento útil ao homem. Através da cultura, o povo alicerça um país. Impõe ordem, respeito ao próximo, obediência às leis. O conhecimento é o concreto para construir uma economia. Fortalecer a riqueza de uma nação. No Japão, após o estrago do terremoto de magnitude 9 e o respectivo tsunami com ondas de 10 metros de altura devastaram o país. Mataram mais de 18 mil pessoas, em 2011.

Mas o japonês não se curvou diante dos estragos. Não fugiu à luta. A população, unida, recuperou as áreas atingidas. Em seis dias reconstruiu uma rodovia, completamente destruída. Ergueu prédios, restaurou avenidas, trabalhou acelerado para o PIB voltar a crescer, manteve o desemprego num nível baixo, segurando a taxa em 4,5%. Isso é fibra.

A indústria automotiva nipônica obteve 24% de crescimento. A maior façanha está na elevação das reservas internacionais que no período, após a devastação, excedeu a marca de US$ 1 trilhão. Sinal de que povo unido, progride. Sinal de que governo trabalhador e progressista atinge objetivos. Realiza façanhas. Sem enrolação, vence percalços e constrangimentos. Atitudes que o brasileiro, infelizmente, desconhece.

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A Ipsos Mori faz pesquisa de mercado. De origem britânica, a organização analisa a atitude da população de diversos países sobre determinados temas, principalmente sobre terrorismo, criminalidade, gravidez na adolescência, imigração e participação em redes sociais. Dentre várias análises, a instituição de pesquisa concluiu que o brasileiro vive por fora. Desligado da realidade. Não sabe da missa, um terço.

Embora receba críticas sobre a veracidade das pesquisas, mas, em termos de estudos de mercado a agência estrangeira é conceituada na própria Inglaterra, na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte. Até o Banco Mundial lhe credencia a colher dados para os seus arquivos e programas.

Dentre 38 países analisados, o Brasil se classificou em segundo lugar a respeito de população desinformada, ficando atrás apenas da África do Sul. A Suécia foi o país onde a população vive em cima do lance. Sabe tudo de bastidores. Não vive por fora, desatento dos acontecimentos como o brasileiro. Dando a entender que a frustração vinda da desonestidade, tira o ânimo do cidadão.

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A vida para o concurseiro num tá fácil. As incertezas desestimulam. Tira o apego do jovem e do desempregado que lutam para conquistar vaga no mercado de trabalho nos órgãos do Estado. O desaparecimento de editais focando concursos é o principal fator de desestímulo. Embora seja notória a quantidade de servidores que se aposentam do serviço a cada ano, abrindo vagas, sistematicamente, mas, concurso é raridade.

A procura pelo serviço público, não está no salário, que é baixo, mas na estabilidade do emprego. De acordo com a Lei, o servidor público não pode transgredir as normas. Senão, é demitido e processado. Nos Estados Unidos, o servidor público não goza de estabilidade. Saiu do esquema, é demitido na hora. Sem pena.

Ao contrário da França, onde o respeito e a honestidade no serviço público primam pelo reconhecimento da sociedade, no Brasil, o que deprime o conceito do servidor público é a má gestão, as indicações políticas, a ineficiência e o baixo rendimento. Dentre 59 países analisados, o serviço público brasileiro ficou em 55º lugar. Na rabada. Bem distante de Hong Kong, onde o nível do serviço público é um primor. Altamente credenciado.

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Pelo expressivo número de passageiros transportados em 2017, 6 milhões, deduz-se que o metrô de Lisboa presta um bom serviço. É rápido, não enfrenta congestionamento e tem segurança. Infelizmente, o metrô do Recife recebe críticas dos mais de 400 mil usuários diários.

Com escassos recursos básicos, o metrô do Recife acumula problemas. A invasão de ambulantes, a falta de segurança, os longos intervalos entre os trens, a carência de peças de reposição, o acúmulo de dívidas e a superlotação pela manhã e à noite preocupam. Causam mal-estar.

A diminuta receita impede os investimentos. Os 1.800 funcionários desequilibram o sistema financeiro da empresa. Dificultam suportar um pesado custeio com veículos, infraestrutura, policiamento, sinalização, energia e gerenciamento operacional. Com mais de trinta anos em operação, o metrô do Recife carece de atenção das autoridades.

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Os parlamentares abusam do dinheiro público em proveito próprio. Fazem farras as verbas e mordomias. Despreocupados com o futuro do país, os deputados e senadores desobedecem às regras, alteram condutas. Nesta campanha eleitoral os candidatos enchem o eleitor de promessas. Falsas. Visando votos.

Existem denúncias de que, com a proibição de doações de dinheiro para a campanha, tem parlamentar deslocando grana do custeio reservada para a atividade no Congresso, como na compra de passagens aéreas e na divulgação do mandato, para empregar na luta pela reeleição.

Algumas dúvidas pairam no ar. Quem financiou as caravanas durante a fase de julgamento no TRF-4, de Porto Alegre, em pleno recesso parlamentar. Quem paga as visitas ao ex-presidente Lula, no Paraná. Do próprio bolso é questionável. O uso de jatinhos da FAB, por quem tem direito, passa dos limites. Em síntese, a baderna com o dinheiro público permanece incontrolável na política. Desatenta à crise financeira do país.

NOTAS

A vida para o concurseiro num tá fácil. As incertezas desestimulam. Tira o apego do jovem e do desempregado que luta para conquistar vaga no mercado de trabalho nos órgãos do Estado. O desaparecimento de editais focando concursos é o principal fator de desestímulo. Embora seja notória a quantidade de servidores que se aposentam do serviço a cada ano. Abrindo vagas, sistematicamente.

A procura pelo serviço público, não está no salário, que é baixo, mas na estabilidade do emprego. De acordo com a Lei, o servidor público não pode transgredir as normas. Senão, é demitido e processado. Nos Estados Unidos, o servidor público não goza de estabilidade. Saiu do esquema, é demitido na hora. Sem reclamações e aborrecimentos.

Ao contrário da França, onde o respeito e a honestidade no serviço público primam pelo reconhecimento da sociedade, no Brasil, o que deprime o conceito do servidor público é a má gestão, as indicações políticas, a ineficiência e o baixo salário. Dentre 59 países analisados, o serviço público brasileiro ficou no 55º lugar. Vizinho à rabada. Bem distante de Hong Kong, onde o nível do serviço público é um primor.

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Pelo expressivo número de passageiros transportados em 2017, 6 milhões, deduz-se que o metrô de Lisboa presta um bom serviço. É rápido, não enfrenta congestionamentos, é seguro. Infelizmente, o metrô do Recife, com falhas, é criticado pelos mais de 400 mil usuários diários que não perdoam as deficiências.

Com escassos recursos básicos, o metrô do Recife acumula problemas. A invasão de ambulantes, a insegurança, os longos intervalos entre os trens, a carência de peças de reposição para recolocar a máquina nos trilhos, o acúmulo de dívidas e a superlotação pela manhã e à noite causam mal-estar aos usuários.

A diminuta receita da empresa impede os investimentos. Talvez os 1.800 funcionários contribuam para desequilibrar o sistema financeiro do metrô. Elevem o peso do custeio com veículos, infraestrutura, policiamento, incompleta sinalização, energia e o gerenciamento operacional. Com mais de trinta anos em operação, o metrô do Recife carece de atenção das autoridades. O usuário não merece tanta desatenção.

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A carnaúba é uma apreciada palmeira da caatinga nordestina. Abundante no Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte a carnaúba produz duas riquezas. A cera e a palha. A cera é extraída da folha durante o processo de secagem. É um importante insumo na produção de cosméticos, cápsulas de remédios, chips, produtos alimentícios, ceras polidoras, lubrificantes, tintas, códigos de barra, plásticos, verniz.

A palha, a folha seca, é excelente matéria prima nas mãos de artesãos para fazer bolsas, mesas, luminárias, sacos de bolinhas, cestos, redes e tapetes. Serve inclusive de substituto da telha para cobrir as casinhas no meio rural. O que sobrar da palha serve de adubo. Gera renda e emprego para muitos nordestinos do campo.

Conhecida como árvore da vida, a carnaúba forma grandes florestas, recomendáveis para a manter a conservação do solo, fauna, cursos d’água e mananciais hídricos. Contribui para o equilíbrio ecológico da Região, vítima da seca. A carnaubeira atinge 15 metros de altura. Produz frutos comestíveis na forma de cachos. A raiz da carnaúba tem utilidade medicinal e a madeira, resistente, é usada na construção.

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Os parlamentares não se envergonham de abusar do dinheiro público em proveito próprio. Fazem festa com as verbas que sustentam as mordomias. Parece que despreocupados com o futuro do país, após as eleições, os deputados e senadores desobedecem regras. Alteram condutas, especialmente nesta campanha eleitoral. Para os políticos, só a política interessa. Garante a vidinha regrada a regalias.

Existem denúncias de que, com a proibição de doações de dinheiro privado para a campanha, tem parlamentar deslocando grana do custeio reservada para a atividade no Congresso para outras atividades. Utilizam a verba para a compra de passagens aéreas e a destinada à divulgação do mandato para empregar na luta pela reeleição.

Dúvidas, não faltam. Quem financia as caravanas durante a fase de julgamento de Lula, no TRF-4, de Porto Alegre, durante o recesso parlamentar e nas visitas ao ex-presidente do PT, preso no Paraná. Do próprio bolso é tese insustentável. O uso de jatinhos da FAB, passa dos limites. Em síntese, a farra com o dinheiro público permanece incontrolável por parte dos políticos. Poucos preocupados com a crise no país.

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Quanto a economia cresce e o crescimento se mantem sustentável, garantindo um bom futuro às pessoas, os investidores chegam, chegando. Sem medo de pisar em falso. Acreditando na veracidade dos índices econômicos. Segundo estratégias da União Europeia, o crescimento sustentável é aquele que embora se mantenha competitivo, utiliza os recursos, de maneira ecológica.

Para se manter equilibrado, o desenvolvimento econômico deve priorizar a conservação ambiental, sem prejudicar as gerações futuras, quanto à proteção da biodiversidade, do clima, das floretas, eliminado os perigos da desertificação e da destruição dos recursos naturais da Terra.

É procurando segurança para o capital que o investidor brasileiro aplica em empreendimentos e em imóveis no exterior. Os investimentos de brasileiros lá fora, crescem. Em dez anos pularam de US$ 1,8 bilhão para US$ 6,2 bilhões. Nos Estados Unidos, a região da Flórida exerce forte tração. Em Portugal, o baixo custo de vida, os benefícios fiscais e o sonho de obter permanência no país enlouquecem o brasileiro.

FURACÃO

Está na época de furacão e tufão. Para a ciência os dois fenômenos meteorológicos têm o mesmo significado. Tempestades tropicais alimentadas por ventos fortes e traiçoeiros. A velocidade das tempestades supera os 119 quilômetros por hora.

Para a meteorologia, quando as nuvens e tempestades se deslocam de forma acelerada e violenta no Nordeste do Atlântico, o fenômeno é chamado de furacão. Mas, quando a perturbação ocorre no Nordeste do Pacífico é batizada de tufão.

Os furacões são classificados numa escala entre 1 a 5. No patamar cinco, o máximo, evidentemente, a coisa fica pretíssima. A destruição é total. A base da classificação depende da variação dos ventos. Da força da ventania. O período dos ciclones ou furacão no Nordeste do Atlântico é entre junho e novembro. Já os tufões do Pacífico costumam acontecer entre maio e outubro.

Toda vez que a temperatura do oceano subir acima do normal, 27ºC, pode resultar em furacão. A retenção de água no ar esquenta a temperatura. A água quente retida faz ser despejada em algum lugar da terra propensa a esse tipo de desastre natural.

O resultado desses desastres naturais, que sempre duram alguns dias, são sempre os mesmos. Inundação de grandes áreas, derrubada de casas, árvores, e arrastão de veículos, desabastecimento e mortes. Provocando prejuízos materiais, financeiros e humanos. Muitas lamentações.

As mais devastadoras tempestades tropicais dos últimos anos foram o Haiyan e o Katrina. O tufão Haiyan, fez miséria nas Filipinas, em 2013. As rajadas de vento superaram a velocidade de 275 quilômetros por hora. Matou mais de 6 mil pessoas.

O Katrina castigou os Estados Unidos em 2005. O desastre natural surgiu entre as regiões do Mississipi e Louisiana. Foi o terceiro pior furacão dos EUA. Dizimou 1.800 pessoas.

No entanto, antes do Katrina, passaram pelas costas norte-americanas os furacões Galveston, em 1900 que matou mais de 8 mil pessoas e o Okeechobee, em 1928 que ceifou a vida de 3 mil vítimas.

A devastação do Katrina foi tão infernal que a cidade de Nova Orleans demorou 10 anos para se recuperar da terrível destruição.

Agora, os americanos da Costa Leste, mais precisamente entre os estados da Carolina do Sul e do Norte, Virginia, Maryland e Washington DC estão sofrendo horrores com o furacão Florence. Perigoso e catastrófico. Por isso, decretaram estado de emergência.

No momento, as Filipinas também enfrentam outro fufão. É o super tufão Mangkhut com ventos a 250 km/h. Tão forte, atingiu a escala 5, perturba a vida de mais de quatro milhões de pessoas. O fenômeno apareceu neste sábado, dia 15. Já matou 14 pessoas e deixou, até o momento, 8 desaparecidos. A brutal tempestade acontece na região Norte das Filipinas.

A ciência costumar batizar os furacões com nomes masculinos e femininos ao invés de escolher nomes ou termos técnicos. A preferência é por nomes femininos. A finalidade é evitar confusões. Por serem mais fáceis de repercutir. Quem adotou esta norma foi o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, em 1953.

Pra sorte do brasileiro, por enquanto o país anda livre dessas tormentas climáticas. Segundo os meteorologistas, o motivo é a temperatura do mar nas costas brasileiras não ultrapassar os 27ºC. Nunca passa desse limite por estar localizado na linha do Equador. Se acaso ultrapassar o limite, provoca furacão.

A última ocorrência de furacão no Brasil, batizado de Catarina, aconteceu nos litorais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em 2004, castigando 40 cidades da região. O Catarina atingiu a velocidade de 180 km/h. Matou 4 pessoas, feriu 513, deixou 33 mil desabrigados e muitos prejuízos.

NOTAS

Os sinais de que a economia se recupera, embora muito superficialmente, quase imperceptível, aparecem no desempenho do comércio, indústria e construção civil. No comércio, pelo menos, o fechamento de 226 mil lojas registradas entre 2015 e 2016 não se repetiu mais. Apesar do trauma da recessão ainda repercutir intensamente.Não se diluir por completo.

Na indústria, a produção tende a aumentar, reduzindo a ociosidade, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria-CNI, referente a julho passado. Na arrecadação de tributos e contribuições, a Secretaria da Receita Federal registra aumento de 6,8%, totalizando pouco mais de R$ 110 bilhões.

O único setor pessimista é o do desemprego. No segundo trimestre, a taxa de desempregados marcou 12,4%. O desestimulo é o contingente de pessoas ociosas, sem trabalhar e nem procurar emprego, bater recorde. São 66,5 milhões de cidadãos aptos para o trabalho, mas, frustrados com os rumos do país, desanimados com a tristonha situação, desistir de procurar vaga. Ficar na sua, curtindo a desmotivação.

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As audiências de custódia não caíram no gosto do povo. Por isso são duramente criticadas. Como não suporta ser alvo da fúria dos bandidos, da mira da violência e da omissão do Estado, a sociedade repudia o projeto que criou as audiências de custódia, embora faça parte do pacto e de tratados internacionais assinados pelo Brasil.

O policial que prende o marginal em flagrante delito, detesta ser humilhado ao ver o bandido solto pelo juiz e sair livremente por aí, debochando. Como se fosse o tal. Como se o militar estivesse trabalhando errado no combate à criminalidade. Compete à autoridade judicial avaliar a legalidade e a necessidade de manter o preso, detido ou retido na prisão, até segunda ordem. Para o Estado, soltar o marginal, reduz as despesas na prisão.

Alguma coisa não bate na questão das prisões provisórias. Ao preso é garantido o direito à liberdade, porém, à vítima do delito é tolhida a garantia de ir e vir, sem atropelos. Muitas dúvidas surgem nos crimes de extrema complexidade. A validade da lavratura do auto de prisão em flagrante, o escasso efetivo policial, a carência de recursos para manter os policiais na rua, eliminando os altos riscos de vida à sociedade. Daí as perguntas. Os resultados das audiências de custódia têm sido justos? Beneficia de fato a população?

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O governo, firme na decisão, anuncia contingenciamento de gastos. Intenciona cortar pessoal, limitar salário, adiar reajuste salarial de servidores, visando cobrir rombos nas contas públicas. Mas, como não tem poder, livra a cara do Legislativo e do Judiciário, que são poderes independentes, nadam em outra praia, de tais medidas de contenção. Por isso, gastam à vontade.

Quer dizer, austeridade fiscal só vale para os “fichinhas”, os abestados na lide política. O Executivo contrata servidor, mantém excesso de comissionados nos bastidores, nem se incomoda das despesas governamentais ultrapassar o teto dos gastos em 2018. O ruim é a falta de providências para justificar tais falhas. Provar que o gasto social cresce, diante da “redução da capacidade do governo em fazer política discricionária”.

As divergências sobre o descumprimento da meta fiscal são claras. A área econômica mantem-se concentrada na ideia de gastos para estimular o crescimento e reduzir a burocracia. A parte contrária, acha que o corte de despesas não deve afetar os programas sociais como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Então, para não correr riscos, o enxugamento de gastos é necessário para segurar o cumprimento da meta fiscal, cujo rombo é de R$ 170,5 milhões no Orçamento.

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O turismo quando bem estruturado tem retorno. Garante o crescimento do PIB, apesar de também, em algumas vezes, criar problemas. O exemplo é a cidade de Veneza, no Nordeste da Itália. Formada por 117 ilhas, separadas por canais, que se interligam através de pontes, Veneza sente incômodos pelo excesso de turistas. Os venezianos acham que o excesso de estrangeiros torna a vida local insuportável. O desrespeito ao patrimônio histórico e artístico. O fechamento de lojas essenciais para a moradores da cidade.

O ícone da cidade é a Praça de São Marcos. Atraente cartão postal. A Brasília, o conjunto arquitetônico, as esculturas e a torre do relógio são fortes atrativos. Emocionam o turismo que chega a registrar 25 milhões de visitantes por ano. Daí o apelido de parque temático de luxo. Mas, limitar o acesso aos visitantes estrangeiros para administrar somente um tipo de turismo sustentável é a pedida. Protege e preserva o ambiente. Com menos trabalho.

Ao passo que o turismo de massa, feito pela classe média, assalariada, desembarcando sistematicamente de dezenas de cruzeiros causa impactos na cidade. O excesso de turistas degrada a cidade. Agride o meio ambiente e a cultura. Afeta as fundações de prédios. Encarece os imóveis, extrapola os aluguéis, expulsa a população nativa. Causa o maior transtorno na cidade ao acumular impactos negativos.

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A culpa é do Poder Público. Inadmissível faltar Procurador nos municípios, eternas vítimas de desvios de recursos municipais. O Procurador municipal é o servidor responsável pela defesa judicial e extrajudicial das finanças oficiais. O papel do Procurador é analisar contratos firmados pelo gestor, acompanhar as compras e vendas, verificar as alienações e empréstimos nas prefeituras. Exercer vigilância.

É no poder municipal onde rolam montanhas de dinheiro do cidadão. Então, cabe ao verdadeiro advogado municipal, concursado, atuar na defesa dos interesses públicos nas 5.570 cidades brasileiras onde reside a maioria dos mais de 207 milhões de habitantes.

Funções do procurador municipal. Acompanhar o controle da legalidade, fazer a defesa da administração municipal, do interesse público e dos direitos constitucionais. Zelar pelo planejamento, coordenação, controle e execução dos interesses do município. O problema é que apenas um terço das cidades do país mantém um procurador concursado. No geral, o cargo de procurador nas prefeituras é exercido por funcionário comissionado, subalterno ao prefeito.

NOTAS

Sem infraestrutura, país algum consegue dar um passo à frente. Progredir. Nem em pensamento. Caso esqueça as rodovias, usinas energéticas e respectiva distribuição, portos, aeroportos, sistema de telecomunicações, ferrovias e saneamento, a economia perde a atração. As empresas fogem. Temem investir, se instalar e aumentar a capacidade produtiva, se falta consumo.

No passado, só quem investia na infraestrutura do Brasil era o poder público. Todavia, depois das privatizações e parcerias, a partir de 1990, o panorama melhorou. Mas, só um pouquinho. O resultado é a fraca capacidade produtiva segurar o impulso do crescimento econômico por conta de atraso tecnológico que trava o desenvolvimento.

Os investimentos em infraestrutura fomentam o desenvolvimento sustentável, principalmente se os setores produtivos se diversificam. A mobilidade urbana é um termômetro de infraestrutura. Os congestionamentos simbolizam atraso econômico no país. O exemplo é a China que investe mais de 10% do PIB na infraestrutura. Com a crise, o Brasil encolheu a infraestrutura. Aplica menos de 2% do PIB. Bem menos do que o Peru.

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Os juros altos dependuraram muita gente nas dívidas e por causa de descuidos, muitos caíram na inadimplência. Três fatores obscurecem a vida do brasileiro. A taxa Selic, ainda proibitiva, o cenário de crise que deixa a economia incerta e destronada, e a subida da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL.

Juntando a inflação com os reajustes de impostos e juros, a renda das famílias cai. Encolhe. Se esparrela no chão. Até o desemprego, atualmente em queda, atormenta os bancos. Forçam a manutenção dos juros na estratosfera, com medo da falta de pagamento dos tomadores de créditos. Tanto de pessoas físicas, quanto jurídicas.

Nas lojas, o atraso nas prestações, reduz a capacidade financeira dos comerciantes. Eleva os custos operacionais diários, dificulta a reposição de estoques, abala as vendas internas e dos fornecedores, provoca demissão de funcionários. O desemprego é fator de inadimplência.

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A Islândia é um país de ímpeto. Fica no topo de altas montanhas. Tem escassas florestas, muitas geleiras, enormes fiordes e 22 vulcões ativos. Localizada entre a Noruega e a Groenlândia, no Atlântico Norte, a Islândia, um país nórdico, é conhecida como a terra do fogo e do gelo. O forte econômico da Islândia é a pesca, especialmente a do bacalhau, e a indústria correspondente. Setores auxiliados pelo sucesso do alumínio, do ferro silício e do intenso turismo receptivo.

Apesar de diminuta, a Islândia, por ser rica e desenvolvida, oferece excelente padrão de vida à população. Registra baíssimas ocorrências de homicídios e reduzida ocupação carcerária. A ordem e a tranquilidade, talvez, sejam decorrentes da invejável estabilidade política e elevada referência na educação e na saúde.

O islandês é um povo privilegiado. Vive num país de pequenas dimensões territoriais, num espaço de apenas 103 mil quilômetros quadrados, mas, muito desenvolvido e de alta tecnologia. O governo cobra baixos impostos da população, estimada em 350 mil habitantes. O curioso é a metade dos islandeses residir na capital, Reiquiavique. Satisfeitos e tranquilos.

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Enquanto a classe trabalhadora recebe apenas reajuste na base do índice de inflação, os magistrados lavam a burra. A metade da magistratura de Minas Gerais recebeu no ano passado salário superior ao teto estabelecido para os ministros do STF, no valor de R$ 33.7 mil. Dos 1.548 componentes do Poder Judiciário mineiro, o contracheque de 877 dos togados das Alterosas mostra que ganharam acima do limite.

No holerite de um desembargador consta que, incluindo indenizações, o graduado servidor recebeu bruto a importância de R$ 71.4 mil. A menor remuneração foi a de um juiz de segunda instância do interior que totaliza R$ 14.2 mil. Valor avantajadamente superior ao salário pago ao trabalhador comum.

Não é ilegal, a magistratura receber altos salários. Estudaram, fizeram concursos. Mas, moralmente, deprime. A regra do Judiciário descumpre a lei. Mostra absurda diferença salarial num país que quer impor a ordem, apenas para as classes inferiores. Até no recebimento do auxílio moradia, os magistrados se calam. A mídia revela que um desembargador de São Paulo, mesmo sendo proprietário de 60 imóveis, faz questão de receber o citado benefício. Pago desde 2014, conforme determinação do ministro Luiz Fux, do STF.

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O tempo passa e a descoberta de novos lances de corrupção, de depravação com o bem do Estado e de desmoralização interna força o cidadão perder a confiança nos homens públicos. Elimina o sonho de dias melhores em curto prazo. De fato, a corrupção é quem trava o desempenho econômico no país.

Embora seja uma atividade isolada, a nível mundial, a corrupção, tanto pública, quanto privada, mexe na tranquilidade do país. Através de cargo público, o corrupto recebe vantagens privadas. Desvia recursos, comete fraudes tributárias, se privilegia do favorecimento pessoal, burla licitações públicas, executa o tráfico de influência. E enriquece, descaradamente, fraudando.

Sem transparência no serviço público, a ganância toma assento. Faz e acontece. Quem perde é a economia. Afasta os investimentos, trava o desenvolvimento, infringe os direitos básicos, provoca perda de patrimônio pessoal, alimenta a inflação, desemprega, fomenta a carestia. Impulsiona a criminalidade, come os recursos para construir escola, hospitais e moradias. Atrapalha a infraestrutura e a população.

NOTAS

O mundo passa por transformações. Movida pelas periódicas alterações climáticas, com o desaparecimento de recursos naturais e a redução de elementos de biodiversidade, a economia mundial se adapta às novas regras da era da aceleração exponencial que atua em duas frentes. Enquanto arruína negócios em algumas áres do planeta, cria novas chances em outras.

Então, para não ficarem desorientadas com as inovações, as empresas devem acompanhar o comportamento do mercado consumidor que, em fase de mutação, segue as novidades. Graças ao avanço da globalização digital e da tecnologia. O intuito da nova onda é aumentar as oportunidades de negócios no novo tempo, anteriormente imutável e resumido.

A Revolução Tecnológica chegou com tudo. Implanta a Inteligência Artificial. Traz a Tecnologia Embarcada e Móvel, via internet, a impressão 3D e Engenharia Genética. As empresas cautelosas e previdentes enfrentam a barra com segurança. No entanto, quem não se ligar nas inovações, pode dançar. Desaparecer do mercado, rápido.

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O sindicato é uma associação de defesa para coordenar os interesses profissionais de trabalhadores e de empresas. A entidade faz a ponte no diálogo entre patrão e empregado. Promove dissídios reivindicatórios, assina acordos trabalhistas. Foi a industrialização na Europa, no século XVIII, que criou essa instituição, destinada a defender as classes.

O fim da escravatura trouxe o trabalho assalariado ao Brasil. O sindicato é quem garante os direitos trabalhistas. A unicidade sindical é a base. Oficializa apenas um sindicato por categoria. Mas, de olho na volumosa receita gerada pelo imposto sindical avacalharam o troço. Choveu sindicatos. Funcionam 17 mil no país. Garantindo o pão de cada dia para os dirigentes sindicais mal intencionados.

Nos Estados Unidos funcionam somente 190 sindicatos. No Reino Unido, outro país altamente desenvolvido, atuam apenas 168. Com o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, muitos dos sindicatos fantasmas que comem do bilionário bolo, sem prestar contas, vão desaparecer. Daí a essencialidade do Brasil também reformar, reestruturar a base sindical. Atrasada e viciada.

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O PIB da China não para de crescer. É o segundo maior do mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos. Desde a década de 70, após se livrar do patamar agrícola, o Produto Interno Bruto chinês se desenvolve espetacularmente, graças aos investimentos estrangeiros, às reformas e à abertura econômica. Como oferece em troca farta e barata mão de obra, o ímpeto chinês elevou o PIB para a casa dos US$ 15 trilhões.

Nos últimos 25 anos, nenhuma economia mundial cresceu mais do que a da República Popular da China. A média anual beira os 10%. Para o terceiro maior país em dimensões territoriais, depois da Rússia e do Canadá, o feito é extraordinário. Pobre em recursos naturais a China deslancha. Impacta na mineração, nos recursos energéticos, na agropecuária e no setor industrial.

Com a agricultura mecanizada, a China repercute como o maior produtor de alimentos. Também se destaca pelos altos investimentos feitos na infraestrutura, em tecnologia e na exploração de energias renováveis, como a eólica e a solar. Atividades que confirmam a garra da civilização milenar chinesa ao descobrir o papel de impressão, a bússola, e a pólvora.

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O brasileiro é chegado a viagens. Em condições, amplia os conhecimentos, enriquece a cultura, estende as amizades, curte os passeios. O problema que impede as viagens é a falta de tempo, por ser escravo do trabalho e do dinheiro, escasso e curto no país, devido ao baixo salário e do alto custo de vida que proíbe a classe média de fazer economia. Investir no mercado financeiro.

Mas, tem gente que, em vez de viajar, prefere comprar imóvel, trocar de carro, comprar novo smartphone para acumular bens. Pensando no futuro. Em pesquisa realizada em 2017, o Ministério do Turismo constatou que a metade da população brasileira, “dura” não tem o privilégio de viajar. Fazer turismo pelo país, recheado de culturas diferentes, porque a grana encurtou.

Mas, a outra metade, privilegiada, faz até o impossível para viajar pelo país ou exterior, anualmente. As viagens domésticas, mais em conta, motivam pegar a estrada, curtir o espírito aventureiro, sentir as emoções nos belos cenários do extenso território brasileiro. Para os acomodados, resta conhecer o mundo, via internet e tv. Por ser barato e cômodo.

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Parece que a ferrovia Transnordestina é manobra. Desde a implantação do projeto, em 2004, as obras já sofreram quatro alterações e vários adiamentos. No início, o custo da planta foi calculado em R$ 4,5 bilhões. Em seguida, pulou para R$ 5,4 bilhões. Depois, em nova reavaliação, as despesas de implantação alcançaram R$ 7,5 bilhões, em 2011. Até atingir a cifra atual de R$ 11,2 bilhões.

Em todos esses anos, as previsões de conclusão já foram alteradas também em cinco vezes. Por conta disso, as atividades em Pernambuco mexeram com o plano de inauguração. A data final de construção de 2018 não acontece, conforme o planejado. A causa é mais um embargo que trouxe mais uma paralização.

Devido às falhas, as obras da ferrovia ficam inacabadas. Adiam o sonho do nordestino de ver o trem circulando novamente pela pobre Região, transportando gente e produtos, escoando a produção. Nos trechos paralisados, sobram prejuízos financeiros e ambientais. O descaso entulha mais problemas sociais, acumulados nos dez anos de adiamentos das obras da Transnordestina.

NOTAS

A Política Monetária trata da circulação da moeda, do crédito e das taxas de juro com o intuito de controlar a liquidez no mercado. Facilitar a vida do cidadão, manter a economia em ordem. Quando a economia se desenvolve, a liquidez aumenta. Mas, com a recessão, a liquidez desaparece. Quem controla a política monetária é o Banco Central. Caso a intenção seja fomentar a economia e expandir o consumo, o correto é afrouxar a circulação de moeda, reduzir os juros e popularizar o crédito. O risco é a inflação subir.

No Brasil, a competência para segurar a inflação é do Comitê de Política Monetária. Mas, para não perder o fio da meada, o Copom conta com a ajuda das políticas fiscal e cambial. Juntos, o trio é o guardião da economia. Caso se desentendam, pipocam problemas aqui e ali. Devido à fragilidade, a economia brasileira é rebelde. Nem com a Reforma Bancária, feita em 1964, o Brasil consegue segurar a peteca com destreza.

Para não se desviar da rota, o país adotou o regime de câmbio fixo. O próprio BC compra e vende a moeda estrangeira, no caso o dólar, ao preço da cotação oficial, previamente fixado. Caso o regime aprovado fosse o de câmbio flutuante, a responsabilidade para estabelecer o preço da moeda estrangeira seria do mercado. Sema intervenção do BC. A vantagem do câmbio fixo é obter metas. A desvantagem é a valorização da moeda, no caso o Real, que valorizado, diminui as exportações, enquanto aumenta as importações.

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Atualmente, o fenômeno repercute. A desigualdade social é o carma da maioria dos países pobres, não desenvolvidos. Imperfeitos, não dominam a política de distribuição de renda. Permitem que hajam diferenças na escolaridade, no emprego, na renda. Até no gênero, a distribuição de renda é desigual, geralmente a mulher ganha menos do que o homem. Neste ponto, em relação ao mundo, o Brasil é destaque na miséria, na desnutrição, na mortalidade infantil, na baixa escolaridade e até na violência.

Quem descende da família modesta, raramente chega ao topo do status social. Nem ralando em excesso, se destaca. Desde o tempo do Brasil Colônia, o país vive nessa maré braba. Começou na exploração do pau-brasil, se estendeu pela cana de açúcar, passeou pela mineração e continuou vagando na exploração agrícola. Com a chegada da era industrial, em 1930, nasceu a esperança de melhorias. Contudo, a distância entre o bom salário e a baixa remuneração vigora em função da desqualificação da mão de obra. Barata.

Entra governo e sai governo e o problema se eterniza. Falam muito, fazem pouco. Daí a desenvoltura das pessoas que tem porta aberta nos estudos, no trabalho, nos direitos básicos, no prestígio social. Enquanto a maioria não estudar em bom colégio, ter regular assistência na saúde, no emprego, moradia, no transporte e, inclusive, facilidade na locomoção. A concentração de poder e de dinheiro é persistente na sociedade.

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O tempo avança, acelerado. Os dias ficam curtos, o ano no instante se acaba. Dezembro, tá na porta. Mas, segundo a astronomia os dias permanecem do mesmo tamanho. A Terra gira a uma velocidade constante, rodando a 1.666 quilômetros por hora, sob o próprio eixo. A duração é de 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos. Por isso, na medida em que uma área fica clara, é dia, a outra parte do globo terrestre escurece. Fica puro breu. É noite.

O que muda são os costumes, as leis. No trabalho, devido à redução da jornada do trabalho, a folga cresce, o lazer aumenta e a ocupação encurta. Talvez esses fatores dão a impressão dos dias passar mais rápido. O tempo de vida ficar menor. Apressando o momento final. Às vezes, não dando nem tempo do cidadão se despender da vida, conforme a programação individual.

O filósofo francês, Paul Janet, em 1897, apresentou a teoria baseado no envelhecimento do homem a cada 12 meses, onde consta que na medida em que a idade avança, o ciclo de vida encurta. A rotina é responsável. Já para o idoso, o tempo de vida restante viaja na velocidade de um foguete espacial.

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Burocracia, pense num troço chato. Num entrave sem pé e nem cabeça na rotina de um empreendedor. Devido à ineficiência dos órgãos governamentais, a burocracia comete três pecados. Dificulta a abertura de uma empresa, embaralha a economia com a exigência de toneladas de papéis, prejudica as exportações com a farta documentação para liberar a negociação que encarece e torna o produto nacional menos competitivo.

Atrasado, o Brasil exagera no preenchimento de formulários, na obrigação da empresa prestar contas em repartições diferentes, no pagamento de taxas diversas na Junta Comercial, na perda de tempo percorrendo muitos endereços diferentes e até no enfrentamento de filas para receber o ok nos mais diversos órgãos públicos. Por isso, a abertura de uma empresa no Brasil leva tempo. Haja paciência e dinheiro pra tudo.

Enquanto nos Estados Unidos uma pessoa gasta somente quatro dias para abrir uma empresa, pagando poucas despesas, no Brasil, pais do infeliz ditado, “por que facilita,r se podemos dificultar”, o pretenso negociador tem de se contentar com a demora de três meses para ter a papelada pronta para abrir um negócio, mesmo tendo a assistência de advogado e contador. Na Inglaterra, até pela internet, o candidato leva apenas 40 minutos para conseguir a aprovação de uma startups. Pagando o simbólico preço de 40 libras.

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Antes desprezado, o mercado de eventos corporativo evolui. Cria oportunidades. Agora, o mercado de eventos corporativo promete, traz esperanças de progresso. Atravessou a crise, gera empregos, anda aquecido e atraente. O Brasil entrou de cara no mercado de eventos corporativos. Confiante no retorno do investimento porque o sonho do empreendedorismo vai de vento em popa.

O foco do mercado de eventos corporativos é misturar negócios com entretenimento, aproximar marcas com o púbico alvo, se concentrar na promoção de Congressos, onde são feitas palestras, seminários, simpósios, minicursos, convenções, visando a interação com os participantes. Até workshops e oficinas são realizadas para discutir e expor o tema entre os grupos participantes.

O campo é amplo. Tem muitas atividades. Às vezes, realizam feiras para as empresas convidadas expor seus produtos ou serviços. O ponto básico da feira realizada no Recife é identificar o mercado para o empreendedor, desde a abertura da empresa, às inovações de mercado, a tecnologia em evidência, o rumo dos negócios e das franquias. Afinal, atrair o atarefado consumidor é o principal alvo dos eventos corporativos.

NOTAS

Não tem contestação. Caso o reajuste de 16,38% seja aprovado pelo Congresso para beneficiar apenas juízes e procuradores, a medida provocará enorme impacto negativo na economia. Uma repercussão é certa. Intensificará a desigualdade social. No topo dos salários elevados ficarão os magistrados, enquanto na base se arrastará a plebe, da classe média pra baixo. Segundo registros, as categorias de procuradores, promotores do Ministério Público, mais os componentes do Poder Judiciário e integrantes dos tribunais de conta formarão o grupo de elite. Serão enquadrados como os agentes púbicos com maior renda.

Dos 11 ministros do STF, apenas quatro ganham o teto do funcionalismo público, R$ 33.763,00, porém, os mais antigos, no total de sete, por receberem adicionais, o salário pula para cerca de R$ 37,4 mensal. O fato relevante é que, uma vez incluídas as férias, auxílio moradia e outros penduricalhos, o rendimento total desses servidores deve crescer bastante. Com o aumento, os magistrados formarão a classe dos mais bem remunerados servidores do país. Superando o rendimento das credenciadas categorias de médicos, artistas, atletas e operadores do mercado financeiro. Donos de fantásticos rendimentos.

Como defesa para a medida, prestes a ser aprovada pelo Senado e sancionada pela presidência da República, os ministros alegam que o alto reajuste não aumentará as despesas da Corte, em virtude da eliminação de outras despesas a ser feita no orçamento, como a de custeio da Casa. Tese que a presidente Cármen Lúcia discorda com base na situação fiscal do país que anda péssima, quase incontrolável, e diante do confronto com o alto índice de desemprego que realça uma crise social. Interessados apenas no aumento, os ministros esquecem da contenção de gastos públicos, em vigor no país.

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Quatro itens endoidam o cabeção de governantes. Investimentos, desenvolvimento, geração de emprego e renda. Para atrair investidores, os gestores costumam oferecer dois bons presentes. Isenção de impostos e a promessa da construção de infraestrutura. Na prática, a guerra fiscal é a disputa que as cidades e estados travam entre si no intuito de atrair investidores, empresas e indústrias. Alicerces necessários para impulsionar a economia. Pouco se preocupando com os excessos que acabam reduzindo queda na arrecadação pública e criar dificuldades em outros setores.

Quando atrai empresas estrangeiras, os incentivos fiscais realmente fortalecem a economia. No entanto, quando o negócio visa apenas transferir uma fábrica de um estado para outro, os incentivos fiscais prestam é um desserviço à Nação. Por uma questão muito simples. Enquanto o Estado que ganha a nova empresa ou indústria gera emprego e renda, o que perde a planta industrial, ao contrário, fica desfavorecido. Lasca-se, porque cria desemprego, diminui a arrecadação de impostos, reduz a aplicação de recursos na saúde, educação, segurança, transportes.

Os pequenos municípios e os estados de menor poder econômico que dependem basicamente do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza-ISS ou do ICMS-Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços como as principais fontes de renda, são as maiores vítimas da concorrência desleal da guerra fiscal por concentrar investimentos e indústrias apenas num determinado local. Causar nas contas públicas.

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O ser humano é curioso por natureza. Lógico que existem pessoas mais curiosas do que as outras. O bom é o fato mundo ser cheio de fatos curiosos. A ciência foi capaz de desvendar muitos mistérios. Estudando a pele humana, os cientistas descobriram que a cada ano, uma pessoa perde cerca de 4 quilos de pele morta. Com relação à raça humana, embora os pesquisadores tenham decifrados vários segredos. Todavia, permanece misterioso descobrir sua origem. Saber de onde veio o homem.

Segundos alguns relatos, uns dizem que a raça humana surgiu na África e à medida que a quantidade de gente crescia, foi se espalhando pelo mundo. A primeira ossada humana encontrada foi a de uma pessoa que aparentava ter mais de 4 milhões de anos de idade. Outra ala de estudiosos assegurou que os Neandertais não desapareceram da face da Terra. Mas, foram misturados com outras espécies, através da miscigenação. Cruzamento de várias raças.

Segundo uma teoria, faz 50 mil anos, os homens modernos, forçados pela superpopulação, deixaram a África, tomando várias direções. Muitos se espalharam atravessando o Pacífico. Na migração, foram alterando o sistema de vida. O uso de linguagens complexas e de ferramentas modernas modificaram a forma de pensar e de trabalhar. Com as mudanças, criaram a arte e a sociedade. Na Indonésia, em 2003, encontraram pequenas ossadas milenares, porém, ficou indefinido se pertenceram a homens de espécies extintas ou do homo sapiens.

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Surgiu leves focos de iluminação no horizonte. Com o tabelamento do frete, o serviço de cabotagem promete boas opções no transporte de carga. Abriu chances para os eletroeletrônicos, produtos químicos, aço, bens de consumo, gêneros agrícolas e de alimentação serem transportados via navegação costeira, entre os portos nacionais. O tabelamento do frete pelo governo, feito para paralisar a greve dos caminhoneiros, aumentou a procura pelo transporte de cargas em navios. Diminuindo em consequência a preferência pelo transporte rodoviário. Modal bastante requisitado no país, até então.

Faz tempo, o transporte marítimo quer mostrar serviço. Como pontos atrativos, oferece custo barato, o preço pode ser 20% menor do que o cobrado no modal rodoviário, a integridade do produto desde o embarque até o destino, a regularidade no serviço e a segurança na cabotagem. Outra vantagem oferecida pelo navio de cargas é o fato do país ser grande produtor de grãos, e no período de safra, muitas vezes o caminhão não aparece. Fica paralisada nos congestionamentos. A solução, então, é o navio que transporta maior volume de carga e tem apenas o mar pela frente.

Para evitar a saturação das estradas, bastante procuradas, com a aprovação da MP 595 que trata da modernização dos portos, o setor tende a agilizar a navegação para o produtor rural. Pra isso dispõe de navios de vários tamanhos. Tem o navio de carga geral seca para transportar livros, bobinas de papel e caixas. Tem os tipos frigoríficos para carregar cargas congeladas, como carnes, frutas, leite e sucos. Os graneleiros destinados às cargas sólidas, como milho, soja, açúcar, minérios e fertilizantes. Fora o navio de carga líquida a granel, existe também o transportador de veículos, petróleo, gás e o de passageiros.

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Entre abril e maio passado, a produção industrial registrou queda de 10,9%. Os setores mais atingidos foram o automotivo, de eletrônicos, calçados, roupas, telefones, bebidas, remédios, siderurgias, metalúrgicas, petroquímicas e as produtoras de peças para automóveis, computadores e eletrodomésticos. A greve dos caminhoneiros contribuiu para a decaída. Outro fato desagradável decorrente da manifestação nas estradas foi a derrubada das vendas no varejo. O resultado foi desemprego, endividamento, inadimplência e nome sujo na praça. Carregado de crises, o cenário acumula pessimismo e desânimo no geral.

Ao mergulhar nesse contexto, a salvação pode ser a balança comercial, quando funcionar positivamente. A outra alternativa é a majoração de impostos. Todavia, como a carga tributária anda pesadona, acima do limite, o jeito é partir para o debate sobre o ajuste fiscal. Como o Estado inchou e a economia ficou malhando em ferro frio, somente via reformas, o país pode encontrar a solução. Não há outra saída para evitar o descontrole generalizado. Para o país, o Norte está nas reformas, que mais cedo ou mais tarde terão de acontecer, forçosamente. A da Previdência é indispensável, assim como a limitação nos gastos públicos.

A ingovernabilidade é outro ponto negativo. A desmoralização da Lava Jato com a soltura de levas de corruptos, por serem caixa alta, aumenta o grau de impunidade. A descapitalização da Petrobrás é outro dilema. Aliás, caso o problema da estatal demore a ser resolvido, hajam consequências internas. Enquanto estiver descapitalizada, o custo da dívida, tanto da empresa, quanto do país, não cai. Por outro lado, outro fator danoso, diz respeito à obrigação de manter o preço do combustível elevado no país, apesar do preço do barril de petróleo baixar no exterior.


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