Categoria: CARLOS IVAN – ENQUANTO ISSO

ALTERAÇÃO DE CONCEITOS

Determinada, destemida, guerreira, confiante nas ações e voluntariosa, a mulher vence obstáculos. Conquista espaço, obtém poder e superação com a força que lhe é peculiar, neste mundo ainda dominado pelo machismo. Realmente, não é fácil ser mulher para enfrentar a ganância do homem que menospreza este ser delicado, elegante, humilde e inteligente. Consciente de seu papel na natureza.

Abaixo, expresso uma expressão que se eternizou na memória. Não desapareceu da boca do povo, simplesmente pelo fato de permanecer atual, apesar da passagem do tempo ocorrer em veloz mudança de costumes. Os costumes serem distintos, discrepantes da época do mitológico Zeus.

Como a raça humana é curiosa, quer saber de tudo, mesmo que o tema não interesse a todos, mas o homem adora utilizar a criação de terceiros para tirar dúvidas. A mitologia grega assegura que a humanidade para satisfazer suas curiosidades cometeu erros. Extrapolou.

No início da vida, não existiam mortais, somente deuses e titãs. Zeus era o mais poderoso dos deuses, pois exercia plenos poderes nos céus, na administração dos raios, relâmpagos, trovão e na chuva. Embora não se descuidasse de manter a ordem e a justiça na ordem do dia.

No quadro de relacionamento, Zeus tinha amizade com dois titãs, os irmãos Prometeu e Epimeteu. Como leais seguidores, Zeus recompensou os dois titãs, dando poderes para criar seres viventes na Terra. Epimeteu criou os animais. Mais ambicioso, Prometeu fez o homem, utilizando o barro e a água.

Achando-se mais esperto, Prometeu quis enganar Zeus ao utilizar o fogo para proteger a sua criação. Acontece que o fogo era propriedade dos desuses, que não permitiam o uso por quem não possuísse divinais poderes. Enfurecido, Zeus puniu Prometeu, amarrando-o numa montanha para que fosse devorado pelas águias.

Indiretamente, o homem também foi punido por aceitar o dom do fogo. Como punição, Zeus criou Pandora, a primeira mulher na mitologia grega, enviada à Terra.

Na moldagem, para ser diferente, Pandora, recebeu diversos dons, beleza, doçura, sabedoria, bondade, flexibilidade, generosidade e saúde. Satisfeito com a criação, Zeus mandou Pandora para a Terra para se casar com Epimeteu. Era o seu presente de casamento para o leal servidor.

Pandora recebeu de Zeus uma caixa com a recomendação de que o presente jamais poderia ser aberto. Mas, curiosa, tido como um defeito feminino, Pandora abriu a caixa de onde escaparam péssimos sentimentos. Ambição, inveja, ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte.

Na caixa, sobrou apenas um sentimento, a esperança, que suplicava para sair, escapar do cubículo. Arrependida, pelo ato julgado injusto, Pandora resolveu soltar a esperança que imediatamente começou a lutar contra a dor e o sofrimento.

No entanto, como em todos os temas há divergência, neste caso de Pandora, também surgiram discordâncias, assegurando que a esperança nunca foi liberada. Permaneceu guardada na caixa, com um único propósito. Mesmo nos arrependimentos contra os seus erros, o homem tem de creditar que “a esperança é a única que morre”.

Por isso, a esperança é a maior arma contra as doenças e as guerras. Experiência que foi repetida na vida de Adão e Eva. De acordo com a religião de Deus, o homem também desobedeceu ao permitir que Eva comesse a maçã. E como castigo o casal foi expulso do paraíso.

Em síntese, a mulher não é a culpada por todos os males que acontecem na Terra. Ao contrário de ser julgada inferior, o homem, com o emprego do machismo e da submissão, adora violentar e matar as parceiras, sem nunca atentar para o debate, as conversas, a troca de ideias em busca da verdade, da razão e da compreensão.

Mulher alguma gosta de viver na dependência de alguém que, egoisticamente, adora pisar na cabeça do ser julgado inferior. Embora o homem e a mulher sejam preparados de maneiras distintas para desempenhar o seu papel num relacionamento, porém, com o poder da sedução, e sem se sentir inferior, a mulher tem o dom da conquista. Sabe empregar a aptidão para mudar pensamentos e posturas. Dobrar a insensatez masculina.

Embora a desigualdade social, entre o homem e a mulher seja visível, mas com raça e personalidade, a mulher vai ocupando posições, além do tradicional papel de mãe, esposa e dona de casa.

A mudança começou com a Revolução Industrial, fato acontecido no século XIX, na Inglaterra. Atualmente, é normal a mulher preencher, com determinação, cargos de liderança. Madre Teresa de Calcutá, exibindo apenas raça e dignidade, ganhou, com humildade, o prêmio Nobel da Paz.

De uma coisa o homem tem consciência. Demonstrando capacidade para não ser julgada apenas subalterna, a mulher recebeu vários dons divinos, além daquele liberado por descuido da caixa de pandora. Gera vida, fornece o leite materno para tonificar a saúde do bebê, educa, ensina a amar, distribui cortesia, luta por união na humanidade, cobra do homem, chegado à violência, somente amor e paz. Mas, raramente é compreendida.

NOTAS

Enquanto o brasileiro não apagar da memória as frases prontas, bastante utilizadas nos bastidores, justamente por falta de atitudes, as mazelas permanecerão ativas, sacrificando o futuro da população. Diariamente, é comum alguém pronunciar bordão como estes: “liberou geral, anistia ampla e restrita, é proibido proibir, lei não se discute, cumpre-se, o importante é levar vantagem, sempre”. Pensando bem, é por causa da divulgação de expressões como essas que determinados políticos, inexpressivos, ganham a mídia e alguns artistas, na ânsia de ocupar manchetes para manter o nome na boca do povo, que o país vive atolado. Metido em crises, sem encontrar o Norte para a fase construtiva de paz e progresso. Quem usa de artifícios maliciosos, evidentemente, o faz com segunda intenção. Com certeza, quer aplicar na inocência do povo e raramente se manifesta em protesto, exigindo correção no manejo da economia.

*
Julgando profissão, os bandidos também procuram evoluir nas ações. Para não dar murro em ponta de faca e nem perder empreitadas, os bandidos resolveram esquematizar logística para obter sucesso nas investidas. Chamadas de logística de guerra, os assaltantes de bancos, além de convocar integrantes de vários estados, utilizam também armamento pesado, como fuzis, pistolas, explosivos e grossa quantidade de munições. Com a grana obtida nos assaltos a bancos, os criminosos aplicam em outras diretrizes. Além de empregar boa parte do dinheiro roubado na sobrevivência dos integrantes das quadrilhas, o restante serve para impulsionar os negócios como o tráfico de drogas e de armas, que geralmente são locadas para os serviços e não custam barato. Além disso, com muito dinheiro no bolso, os assaltantes gostam de se mostrar. Alugam palacetes em locais privilegiados, compram carrões para exibir status social, exageram na dose até a chegada da polícia para lhes conduzir para o lugar merecido. Atrás das grades. Enquanto não encontrarem um mecanismo de proibir as explosões de bancos, sistema de ação não existente em países decentes, o brasileiro é obrigado a viver atormentado com mais esses desmandos.

*
Parece que o Brasil se preocupa mais com os acidentes de trabalho. Dos mais de 607 mil acidentes do trabalho registrados no ano de 2012, pelo menos em 2016 as notificações foram menores. Apenas 495 mil casos. É lógico, não se trata apenas de o país cobrar mais segurança no trabalho, mas o desemprego, com o fechamento de vagas, o corte na fiscalização, nas diárias e nas passagens de fiscais, reduzem as informações na área. Inclusive, por conta das crises econômicas que afetam principalmente as pequenas e médias empresas, setor onde se concentram a quase totalizada dos negócios formais do Brasil, especialmente no segmento da construção civil, os acidentes de trabalho tem diminuído por falta de obras. Os campos de trabalho onde mais acontecem acidentes do trabalho são na agropecuária, no setor elétrico, na indústria de transformação e na construção civil. Como a Previdência arca com as despesas provenientes dos acidentes de trabalho, que os empregadores demoram a ressarcir à União, o país gastou mais de R$ 26 bilhões nos últimos seis anos, com o pagamento de benefícios como auxilio doença, aposentadoria por invalidez e pensão por morte.

*
A decisão do Supremo Tribunal Federal em remover alguns vícios do sistema político foi mais do que justa e necessária. Veio na hora certa. Afinal, o contexto político, contaminado faz tempo, pedia profundas transformações. Atualização de leis. Agora, quem quiser disputar mandato, a partir de 2018, vai ter de apresentar ficha limpa porque o candidato que estiver enquadrado na lista da ficha suja, sobra. Vai pastar noutro lugar. Foi muito bom o STF decidir oficializar a aplicação da lei que pune o político que tiver praticado abuso de poder ou malversação de recursos. Como emplacou o ano de 2016, época em que começaram os debates, a medida deve atingir governadores, prefeitos e vereadores que tiveram contas com irregularidades desvendadas pelos Tribunais de Contas da federação. Com esta determinação da Corte maior, clareou as ideias. Doravante, quem for flagrado com indícios de improbidade administrativa e prática de imoralidade no exercício do mandato, fica inelegível por determinado prazo. Os que foram flagrados de calças curtas na boca da botija, lei neles. Rigorosamente.

*
Interessante. Falam em contenção de despesas para aliviar a barra do país que anda mal das pernas. Sem recursos. Com os cofres esvaziados. Mas, as autoridades parecem desconhecer a regra do jogo, imposta pela equipe econômica, que mandou apertar o cinto. A pretexto de participar de seminários internacionais, congressos, fazer palestras, cumprir missão oficial ou participar de cursos de capacitação, governadores, magistrados, senadores e deputados se enchem de privilégios. Às vezes, esticam as viagens para fazer turismo ao final dos compromissos para recarregar as energias gastas durante os compromissos oficiais. No Tribunal de Conta da União, órgão dedicado exclusivamente a fiscalizar os gastos do governo, os ministros e servidores do órgão adoram viajar também às custas do dinheiro público. Em 2017, o TCU desembolsou com diárias e passagens de servidores a quantia de R$ 5,9 milhões na verba viagens.

NOTAS

Apesar de ter sido beneficiado pela natureza com grandes reservas de água doce, o Brasil, por deficiência, realiza um serviço irregular na distribuição do produto. A água coletada nas fontes contém impurezas. Então, antes de ser distribuída à população para consumo e uso industrial, a água recebe tratamento específico para limpar a poluição e torná-la potável. Um dos grandes problemas na distribuição da água está na desigualdade da distribuição. Áreas menos povoadas possuem gigantescas bacias hidrográficas. É o caso da região Norte. Embora abrigue poucos habitantes, o Norte possui 70% dos recursos hídricos do país. A bacia do rio Amazonas é o exemplo. O Nordeste, ao contrário, apesar de acomodar uma população maior, é vítima constante da seca. A falta de políticas públicas faz a Região sofrer com a falta de água. A região Centro-Oeste é beneficiada pelo Pantanal, detentor de excelentes recursos hídricos. O Sudeste, por não ser muito bem servido, tem cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte que reclamam da escassez de água. Já os sulistas, raramente chiam por fata de água. Devido a falhas tecnológicas, as distribuidoras, geralmente estatais, sofrem prejuízos. O alto custo na conta de energia, os furtos, os vazamentos, o desperdício e as ligações clandestinas, aliados à precária infraestrutura, aos escassos investimentos e a fraca logística baixam o faturamento das companhias. Complicam o caixa das empresas. Por isso, dos 5.565 municípios brasileiros, a metade pena com déficit no abastecimento. É vítima do racionamento. Faz as famílias passar necessidades.

*
Um dia o Cosmo foi um deslumbre. Contemplar o céu estrelado nas noites pelas cidades do interior era um verdadeiro encanto. Nas conversas de comadres na calçada de casa, enquanto o sono não chegava, era coisa pra cinema. As mulheres conversadeiras se deleitavam. No entanto, nos últimos 60 anos, desde que o espaço orbital da Terra começou a ser invadido pelo lançamento de foguetes espaciais, a coisa mudou de figura. De beleza natural o espaço passou a representar perigo ao se transformar num lixão de dejetos espaciais. Nas estimativas da ESA-Agência Espacial Europeia, o lançamento dos cinco mil foguetes espaciais já acumulou umas 7,5 mil toneladas de restos de naves espaciais. São objetos inúteis, oferecendo perigo para a humanidade, em caso de queda. Como a situação da nave chinesa, Tiangong-1, pesando 8,5 toneladas, e descontrolada desde 2006, que desabou no Oceano Pacífico, em abril passado. O impressionante é a velocidade desses resíduos espaciais. Viajando a uma velocidade de 28 mil quilômetros por hora, se colidir com a Terra, os efeitos são devastadores. Assombrosos, mesmos desintegrados.

*
Dois assuntos inquietam os investidores. Recrudescem as incertezas na economia. A crise política, sem fim, e o engavetamento das reformas estruturais, tão necessárias para tranquilizar o mercado e a economia, persistem. É justamente a indefinição sobre o rumo a tomar que desestimula o investidor. Enquanto a tecnologia avança no mundo, enriquecendo os empresários que fazem parte do seu contexto, duplicando o patrimônio deles muitos mais do que os exploradores do petróleo e banqueiros, os bancos centrais do mundo adotam novo esquema de crescimento. Incentivam a injeção de dinheiro na economia, de modo a puxar o consumo, a produção, o emprego e a renda para o alto. Despreocupados com a tese de que o crescimento provoca inflação. Todavia, com medo do amanhã, os investidores preferem se manter na defensiva com base nos seguintes dados. A falta de investimentos em infraestrutura faz o país perder competitividade. A carência de planejamento, apenas adia os problemas. Não resolve as pendências. A servidão da política econômica aos anseios da política partidária só causa prejuízos à economia. Perturba a máquina pública que fica incapacitada de equacionar os pepinos na saúde, educação e transportes. Os escândalos que não se acabam e a impunidade em jogo faz a sociedade perder a confiança no governo. Desconfiada das desonestas atitudes.

*
Chegaram as eleições. Redobram as atenções dos deputados por emendas parlamentares, aguçam o desejo parlamentar de aumentar as quotas orçamentárias. A caça aos recursos públicos para destinar verbas às bases eleitorais é a pedida do momento. Nessa hora, o deputado é tão bonzinho. Tão prestativo que faz dó. Atualmente, cada parlamentar tem direito a uma cota de R$ 4,5 milhões no Orçamento para destinar às suas bases. Por isso, o partido que tem mais força, ganha as maiores fatias do Orçamento. No momento, o PSDB comanda a distribuição de verbas das emendas parlamentares. A concentração de poder político é tremendamente injusta na distribuição de verbas pelo país. A razão é simples. Passada as eleições, os políticos esquecem que o eleitor existe e, normalmente, até o próximo pleito, o votante é substituído por escândalos, falsidade, corrupção. Enquanto o povo não conseguir eliminar essa desgraceira do cenário político, a pisada é essa. Não muda. Apenas se esconde, esperando o outro escrutínio.

*
O Nordeste aguarda a conclusão da Transnordestina, pacientemente. Após uma década de desilusão, desapontamento, negligência e muitas promessas descumpridas, o CSN e o governo falam, apenas falam, na retomada das obras. Justamente em ano de eleição. O problema é o orçamento. Calculado inicialmente em R$ 4,5 bilhões, passou dos seis bilhões. Sem dúvida, a ferrovia é de suma importância para a Região. Com seus 1.753 Km de extensão, começando em Eliseu Martins, no Piauí, a Transnordestina passará por 81 municípios da Região. Cruza Pernambuco até o porto de Suape e o Ceará, finalizando no porto de Pecém. Os registros confirmam. Por onde passa, a locomotiva implanta progresso. Altera o quadro socioeconômico das cidades. Além de transportar passageiros, o trem, apesar de mais lento do que o transporte rodoviário e aéreo, garante reduzir os custos, cobrando preços mais baratos nas passagens e no escoamento da produção agropecuária. Na evoluída Europa, a sofisticação do trem substitui o avião, o carro e o ônibus nas viagens. Por vários motivos. Fácil acesso, praticidade, sociabilização, conforto, comodiade, paisagens, raro impacto ambiental, boa infraestrutura nas estações, geralmente centrais nas cidades e, sobretudo, na economia. Sem trem, o Nordeste não vence o atraso. Pelo contrário, afunda nele por falta de integração.

TIRO SAI PELA CULATRA

A coisa tá feia. Para parecer bonzinho com a dureza de caixa e de condições financeiras de alguns países, desde 1997, os governos brasileiros têm concedido empréstimos a vários países da América Central, do Sul, Caribe e África. Na lista de nações contempladas com o dinheiro nacional, figuram 15 países, considerados “amigos”. Apesar de intenção ser de exportar bens e serviços.

Alguns países devedores pagam as dívidas em dia, honram os compromissos. Todavia, outros, não. Botam banca. Justamente, esses maus pagadores que tiram o sono dos dirigentes do BNDES, do Fundo de Garantia de Exportação-FGE, que avalizou as transações para a Venezuela, Moçambique e Angola, o maior devedor no momento, nutrem forte laço de amizade com os dois ex-presidentes, pertencentes ao quadro do PT. Lula e Dilma Rousseff. Talvez, por isso, confiantes, custam a pagar os débitos vencidos.

Caso não paguem as parcelas vencidas, ameacem passar calote nas dívidas, a batata quente sobra para o Tesouro Nacional que é obrigado a liquidar o rombo. Usando dinheiro financiado pelo povo. O interessante é que alguns bancos privados entram no rolo dos calotes e estão calados.

Para as cinco construtoras nacionais, que, inclusive, umas aparecem na lista da Lava-Jato, o negócio foi ótimo. Na medida. Criaram fama no exterior, principalmente na América Latina e em algumas áreas da África, por terem trabalhado na construção de rodovias, portos, aeroportos, saneamento básico, hidrelétrica, barragens, unidades habitacionais e sistemas de transporte.

Coincidentemente, os países contemplados financeiramente pelo “endinheirado” e bondoso Brasil, com raras exceções, defendem ideologias idênticas. Foram e são administrados por governos ditadores e corruptos. Alguns, ademais, tem tendência comunista.

Todavia, como não pensaram nas consequências, a ajuda tá causando problemas internos. Sérias dificuldades. Abertamente, dois países financiados ameaçam passar calote no Brasil. A Venezuela tem parcelas vencidas e parece não apresentar justificativas concretas pelo atraso para honrar o compromisso, prestes a vencer.

Segundo apurou o TCU-Tribunal de Contas da União, os empréstimos aos países amigos totalizaram R$ 50,5 bilhões. Dinheiro suficiente para melhorar a assistência nos âmbitos da saúde, educação, segurança pública e saneamento básico. Arranjar um jeito de abrir vagas para empregar 13,7 milhões de pessoas desempregadas.

O chato é que, apesar da “gritaria”, e do pedido de ajuda, ninguém dar “ouvidos” aos gestores atuais. O inconcebível são as reclamações entrar por um ouvido e sair pelo outro. Sem uma providencia sequer. E ficar por isso mesmo até o dia em que o eleitor souber escolher o candidato certo nas urnas para, com capacidade, e de fato, “consertar o país”.

Infelizmente, os desaforos sobram para o governo de Temer, sem base e popularidade, que está vendo grilo junto ao Congresso, onde chegou pedindo arrego, para o Legislativo aprovar um reajuste urgente no Orçamento que lhe dê condições de saldar mais esta inesperada dívida. Verdadeiro presente de grego que vem para chafurdar ainda mais as deficitárias contas públicas. Sob descontrole total.

Como entrou de gaiato na parada, o governo Temer corre o risco de o país ficar inadimplente no mercado financeiro internacional. Caso não descasque o abacaxi azedo que herdou dos governos do PT.

Também pudera. Como pode um país mão fechada para a população, deixar o investimento público cair drasticamente. Pelo menos é o que consta nos registros contábeis dos últimos cinquenta anos. Lá, está escrito que o investimento público tá em pé de miséria. É o menor do período. Para azar do cidadão. Lamentavelmente.

NOTAS

A agressão à biodiversidade atinge níveis preocupantes, denuncia a ONU. A ânsia do homem em progredir, avançar na comodidade e no conforto, deixa a humanidade refém das agressões ao meio ambiente. A derrubada de árvores, a matança de animais e a poluição de fontes hídricas passam dos limites, revela estudos científicos. Com certeza, a perda de plantas, a caça à fauna e a invasão de fontes de água limpa, piora a qualidade de vida, traz ameaça ao futuro. Sem perceber, o homem, toda vez que desmata para expandir a agricultura e a pecuária, polui os mananciais, fere a biodiversidade. Coloca sob fogo cruzado as economias, os meios de subsistência, a segurança alimentar e, sobretudo, as chances de viver melhor, amanhã. As previsões, impressionam. Caso as agressões ao meio ambiente sigam em ritmo ascendente, daqui a trinta anos, as reservas de peixes para a pesca comercial na região da Ásia-Pacífico sofrerão forte abalo. Em futuro mais distante, aliás, várias espécies de aves e de mamíferos serão apenas saudade. Restam poucas alternativas para resguardar o planeta de um futuro macabro. Adiar os efeitos negativos da perda de biodiversidade é dever de governos e da sociedade. Mais este sonho só será alcançado se reduzirem a ganância no uso de água, energia e no consumo de carne vermelha.

*
A corrupção e os escândalos têm cortado o barato de muitos líderes mundiais. A lista dos que foram obrigados a devolver o cargo, desaparecer do mapa político e sofrer as adversidades da função, cresce a cada ano. Fracos para enfrentar as crises criadas, os falsos lideres geralmente tomam os seguintes destinos. São destituídos legislativamente, são jogados para escanteio através de golpe de Estado, são forçados a renunciar para o bem do país que governavam ou entregam o cargo, via impeachment. Os casos mais recentes envolvem a ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye que chegou ao poder em 2012. Após atingir uma popularidade de 63%, de repente o prestígio despencou, acusada de escândalos de corrupção e abuso de poder. Presa no ano passado, Park foi condenada pela Justiça a 24 anos de prisão, numa rapidez incrível. Na América do Sul, repercutiu a prisão em Miami, em 2017, do ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, (2009-2014), acusado de vários casos de corrupção, superfaturamento, peculato e recebimento de propinas. No Brasil, a lista dos ex-presidentes que foram sugados do poder, perderam o mandato, é longa. Os últimos que saíram foram Jânio Quadros, 1961, João Goulart, 1964, Fernando Collor, 1992, e Dilma Rousseff, em 2016.

*
A situação política do Brasil permanece confusa, complexa e indefinida. Até o Judiciário tem gasto muito tempo nas questões de corrupção, sem, no entanto, cortar o mal pela raiz, dada a exagerada quantidade de casos sob suspeita, investigação e sentença. Com o tempo gasto, sem convencer, só servindo para engavetar mais processos, também de importância para a sociedade, o STF perde a credibilidade, especialmente por causa de reprováveis decisões. O cidadão contestou o tempo perdido pela alta Corte somente para ver se era válido ou não o pedido de habeas corpus para o ex-presidente Lula. Por motivos pessoais de ministros e de muitos entreveros, a questão, chegou ao fim com muita encenação de super poder. Excesso de teatralização. Defesa de políticos comprovadamente desonestos. O país não deve ficar de mãos atadas, desperdiçando tempo com a viciada política, engavetando processos, já caducos, sem agilizar sentenças. O único desejo do brasileiro é ver o Judiciário estruturado, modernizado, com pessoal e capacidade estrutural suficiente para dar vencimentos aos cem milhões de processos em tramitação, vagando de gaveta em gaveta, estimulados pela profusão de recursos que só visam postergar a decisão ou deixar que a lentidão favoreça a prescrição de processos. É hora de acabar com os excessos de liminares, cautelares, habeas corpus e mandados de segurança porque a regra básica do século 21 é produzir acelerado, impulsionado pela tecnologia, bastante avançada. Sem ficar marcando passos que só contribui para aumentar a decepção da sociedade com o Judiciário.

*
O sistema penitenciário continua pregando deficiência e susto. Nos estabelecimentos penais femininos, então, a situação é deprimente. Na vistoria realizada recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça-CNJ foram encontradas 179 gestantes e 167 lactantes vivendo sob precárias condições. Foram detectadas em muitas penitenciárias, a falta de higiene nos banheiros e cozinhas, o aperto e desconforto nas celas, a inexistência de creches e de espaços adequados para as mães lactantes e de brinquedotecas para as crianças. Apesar de viverem sob a proteção do Estado, a pesquisa revelou que 21 crianças não tinham sequer o registro de nascimento. Há falhas nas medidas para reduzir o confinamento, garantir direitos às encarceradas e direcionar melhor assistência no trato da ressocialização da mulher interna. Outro lapso revoltante é a superlotação, a carência de cursos profissionalizantes e de trabalho que possibilitem à apenada garantir uma fonte de renda legal no futuro. O lado bom da avaliação foi observar que na Colônia Penal Feminina do Recife, antiga Bom Pastor, congregação que cuidava das detidas, foram anotados alguns sinais de humanização paras as detentas e seus bebês. Pelo menos foi constatada a existência de médicos, pediatras, psiquiatria, fisioterapia e enfermeiros para atender às mulheres privadas da liberdade. Os leves indícios de melhor assistência indicam que nem tudo está perdido nos presídios.

*
O Comitê de Política Monetária avisou. Em maio deve acontecer a última decisão para baixar a taxa Selic, dando por encerrado o ciclo de redução monetária. Quando esta nova etapa de afrouxamento da taxa básica de juros começou em outubro de 2016, a taxa Selic marcava exatos 14,25% e a inflação, registrava o índice de 7,9%. Convém frisar que antes desta nova etapa, existiu outra que não vingou. Não obteve sucesso, por isso foi substituída. Iniciada em agosto de 2011, a primeira fase encontrou a taxa Selic na casa de 12,25% e a inflação acumulada registrando o patamar de 7,2%. Foram feitas dez tentativas de redução para segurar os juros, mas como não obteve êxito, o Copom resolveu alterar a política de afrouxamento. A luta para reduzir os juros tem de ser austera. O Banco Central tem de ser firme e cauteloso nas medidas. A recessão colaborou. A emenda constitucional do teto de gastos foi providencial. O preço baixo dos alimentos deu também aquela esperada sacudidela da inflação para baixo. Porém, o comunicado do Copom sobre a mudança na política monetária a partir de maio, quando encerrará este atual ciclo de afrouxamento de juros, surpreendeu o mercado financeiro. Depois de 12 baixas consecutivas de baixa da taxa Selic, os investidores ficam de olho grudado nas novas investidas do Copom. Vez que as incertezas desestimulam investimentos.

JUROS EXORBITANTES

Todo cuidado é pouco. Quando falam que o país perdeu a identidade, quebrou a cara, entrou numa fria desgraçada, poucos acreditam na veracidade das informações e muitos pensam que é balela. Papo furado.

Mas, o juro de alguns cartões de rede de loja, de postos de gasolina, de lojas de departamento e de supermercado estão abusivos. Passam dos limites. Tem muita rede de loja metendo a mão no bolso do pobre do consumidor ao taxar os juros cobrados nos cartões de crédito rotativo próximo à casa de quatro dígitos. Tem loja se dando o direito de cobrar até 875% ao ano. O que é um verdadeiro absurdo.  Um disparate.

Tem cartão que para disfarçar, enganar o cliente, oferece vantagens. Concede descontos e se por acaso a compra for realizada na própria loja, parcela as compras para não perder a venda e faturar benefícios. 

Em fevereiro, a taxa média cobrada no mercado por algumas lojas foi de 432%, índice bem acima do cobrado pelos bancos que ficou em 333%.

Tem loja que, além dos juros altíssimos, cobra também a anuidade. Desde que o uso não vinculado apenas ao próprio estabelecimento. Caso o cliente caia na bobeira de usar o cartão em outra loja, não há como escapar da cobrança da anuidade. O que vai pesar bastante no orçamento do consumidor.

Por isso, na hora de solicitar um cartão de crédito rotativo numa loja, convém ao interessao certificar-se da existência de anuidade para evitar dor de cabeça no futuro.

Tem loja mais sabida do que as outras, costuma empurrar cartão de crédito associado a venda casada.

Desde que foi criado, o cartão de crédito surgiu com objetivos específicos. Fomentar o mercado de consumo, favorecendo as compras. Justamente por agilizar as transações, eliminando as tremendas burocracias, caiu no gosto do consumidor.  Garantiu vendas para o comércio.

Numa transação com cartão de crédito, normalmente figuram cinco componentes. O consumidor, usuário do cartão, o estabelecimento comercial ou lojista onde a compra é efetuada, o emissor do cartão que geralmente são bancos, o credenciador, que é a empresa intermediária que facilita a operação entre o comprador e vendedor, e, por fim, aparece também a bandeira do cartão, que é a marca, que aparece com o propósito de financiar a operação comercial.
 

As vantagens para o vendedor são inúmeras. Não mexe com dinheiro, elimina a obrigação de depositar o valor no banco, não corre risco de prejuízo com o recebimento de cheque sem fundo ou receber notas falsas.

As operações com cartão de crédito popularizaram no mercado a ponto de transformar a utilização do cartão numa vantajosa indústria de alta projeção.

Todavia, para fugir de problemas, o usuário de cartão de crédito tem de tomar alguns cuidados. Manter a senha em segurança, não comprar aleatoriamente, sem planejamento para não comprometer o orçamento, sempre que possível, evitar o parcelamento da fatura, fugir do pagamento mínimo, e se acaso cair em tentação, passar do limite, renegociar a dívida imediatamente para escapar da negativação do nome na praça e de margar mais juros na dívida.  

NECESSIDADE DE MUDANÇAS

Desatualizado em relação à modernidade do tempo, o modelo em vigor da educação brasileira desestimula o jovem na aprendizagem, protela a vontade da molecada na formação profissional para enfrentar de peito aberto a forte concorrência no competitivo mercado de trabalho.

Daí o desvio de conduta da garotada que vive amarrada em outras ondas, despreocupada com o futuro neste conturbado país dominado pela corrupção e incertezas. Sem estímulo aparente, a meninada cai de touca no celular.

Afirmam as estatísticas que metade dos jovens brasileiros, entre 19 e 25 anos, nutrem desinteresse pelos estudos, no atual estágio, mantendo distância do mercado de trabalho que lhes fecham as portas por falta de qualificação profissional. Muitas vezes forçados pela dureza financeira da família, mas principalmente pela inexistência de estímulo na escola que permanece ensinando matérias fora da realidade mundial. Neste ponto, até os cursos superiores navegam em outras águas, sem atinar para o momento que requer outras diretrizes. Inadiáveis.

Realmente, a péssima situação econômica do país, espremida por crises, especialmente a financeira, o baixo salário, o desemprego e a crescente onda da informalidade, na maioria das vezes o único caminho indicado para se livrar da ociosidade, burilam a cabeça dos menos afortunados na direção de um gancho. Contanto que garanta alguns trocados para alimentar o bolso furado. Em vez da trazer incentivos para o livro.

Então, para conter o grave problema, o desestimulante sistema de educação em vigor precisa sofrer mudanças rápidas para defrontar as modernidades do século XXI, cheio de inovações e bem diferente do passado, quando o quadro negro era um dos principais mecanismos de educação.

A escola, de fato, precisa se redefinir. Introduzir novos conceitos de ensino e de reorganização disciplinar. A escola do passado, preocupada apenas com as metodologias tradicionais, onde o professor se preocupava apenas em ensinar conhecimentos, não prevalece mais, porque, em vez de atrair o aluno na aprendizagem, afugenta, desestimula a garotada que viaja em outros ares. Bem atualizados com a tecnologia.

Os antigos métodos histórico-culturais da sociedade foi pro espaço. Perdeu a vez. Afinal, o que mais a juventude sonha hoje em dia é receber conteúdo que envolva e compartilhe o ensino com a aprendizagem. Alternativa em falta no momento.

JUSTIÇA FORTALECIDA

O papel da Justiça é manter o Estado em ordem e oferecer condições para a sociedade viver em paz. Sem atropelos ou sensação de injustiça. Então, compete ao Poder Judiciário, através de várias instâncias, apoiado na lei e na jurisprudência, agir com rapidez e imparcialidade para conseguir o seu intento. A função do juiz é julgar o processo dentro das normas jurídicas, despreocupado se a sentença seja a de condenação ou indulgência.

A Coreia do Sul deu um magnífico exemplo ao mundo. Com a rapidez que o caso requeria, no espaço de dois anos entre a suspeita e a convicção da pena, condenou por corrupção, a 24 anos de prisão a ex-presidente Park Geun-hye por abuso de poder, tráfico de influência, suborno e coerção. Julgada culpada em 16 das 18 acusações, Park foi colocada atrás das grades. A réu ainda foi multada em 17 milhões de dólares.

De uns tempos pra cá, o Brasil foi contaminado por uma série de irregularidades. O país prostrou-se pelas garras do crime organizado, cujo lema é praticar corrupção e tramas, ciente da lentidão processual e da impunidade. Situações que incomodam bastante a democracia e os direitos humanos. Daí a sociedade viver submissa, desde o século passado, sob intensa onda de instabilidades e desordem constitucional.

Durante a Ditadura. 1964-1985, por ter sido autoritário, o regime militar foi acusado de cometer atrocidades contra os estudantes, os intelectuais e classe política, considerados contestadores dos ideais dos militares.

Com truculência, os militares cometeram torturas. A força bruta empregada na época, para assegurar a segurança nacional, impunha o medo e a repressão. Por temor, o povo foi jogado para escanteio. Sem coragem de lutar, inclusive pela manutenção dos seus direitos civis no comando da Nação. Inerte, a sociedade submete-se à políticas de natureza oligárquica, onde um número pequeno de famílias, partidos políticos e grupos econômicos dividem os seus interesses. Defendem a farinha de maneira igualitária, em função da ganância e do olho grande.

As propinas bilionárias, manipuladas por desonestos políticos, empresários, executivos, diretores de estatais, governadores, prefeitos e até presidentes estouraram a boca do balão. As picaretagens, as compras de votos redundaram no mensalão, na acreditável Lava Jato. Queimaram a credibilidade do país perante a opinião internacional. Derrubaram poderosas estatais. Arrombaram os cofres públicos. Torraram os recursos nacionais.Enriquecendo muita gente, ilegalmente.

A desordem viralizou as crises. Por isso, o Brasil afundou em crises de toda espécie. Crise política, econômica, institucional, moral e social. O problema é a saída. Como contornar os desequilíbrios, as instabilidades, a tensão e a estagnação e a descrença popular.

Agora o país, dividido, parou para assistir o desencadear da prisão de Lula que se tornou o primeiro ex-presidente preso por crime comum. Foram dois dias de expectativa. Uns a favor, outros contra. Porém, o que ficou explícito, foi. O cidadão Lula criou problemas internos, afrontou a Justiça, feriu a dignidade do Judiciário. Quis mostrar-se irreprensível. Buscou de todos os meios para burlar a ordem judicial. Fazer média. Popularizar-se ilegalmente. O que não pode acontecer.

É hora, pois do brasileiro acordar e exigir mudanças nas estruturas nacionais. Fortalecer as instituções. Afinal, o país não pode ficar refém, amarrado nas mãos de militâncias que só visam beneficiar seus próprios interesses. Quem errar, que assuma o erro e pague pelos seus pecados. Como fez a Coreia do Sul com a maior determinação e silencio. Sem essa de endeusar pessoas, colocando um simples mortal acima de tudo e de todos. 

NOTAS

A agressão à biodiversidade atinge níveis preocupantes, denuncia a ONU. A ânsia do homem em progredir, sonhar com conforto e comodidade deixa a humanidade refém das agressões ao meio ambiente. A derrubada de árvores, a matança de animais e a poluição de fontes hídricas passam dos limites, revela estudos científicos. A perda de plantas, a matança de animais e a invasão de fontes de água limpa piora a qualidade de vida, ameaça o futuro. Sem perceber, o homem, toda vez que desmata para expandir a agricultura e a pecuária e polui os mananciais fere a biodiversidade. Coloca sob fogo cruzado as economias, os meios de subsistência, a segurança alimentar e, sobretudo as chances de viver melhor, amanhã. As previsões impressionam. Caso as agressões ao meio ambiente sigam em ritmo ascendente, daqui a trinta anos, as reservas de peixes para a pesca comercial na região da Ásia-Pacífico sofrerão forte abalo. Em futuro mais distante, várias espécies de aves e de mamíferos serão apenas saudade. Restam poucas alternativas para resguardar o planeta de um futuro macabro. Adiar os efeitos negativos da perda de biodiversidade é dever do governo e da sociedade. Mais este sonho só será alcançado se reduzirem a ganância no uso de água e energia e no consumo de carne vermelha.
*
A corrupção e os escândalos têm cortado o barato de muitos líderes mundiais. A lista dos que foram obrigados a devolver o cargo, desaparecer do mapa político e sofrer as adversidades da função, cresce a cada ano. Fracos para enfrentar as crises criadas, os falsos lideres geralmente tomam os seguintes destinos. São destituídos legislativamente, são jogados para escanteio através de golpe de Estado, são forçados a renunciar para o bem do país que governavam ou entregam o cargo, via impeachment. Os casos mais recentes envolvem a ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye que chegou ao poder em 2012. Após atingir uma popularidade de 63%, de repente o prestígio despencou, acusada de escândalos de corrupção e abuso de poder. Presa no ano passado, Park aguarda julgamento. Na América do Sul, repercutiu a prisão em Miami, em 2017, do ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, (2009-2014), acusado de vários casos de corrupção, superfaturamento, peculato e recebimento de propinas. No Brasil, a lista dos ex-presidentes que foram sugados do poder é longa. Os últimos que saíram foram Jânio Quadros, 1961, João Goulart, 1964, Fernando Collor, 1992, e Dilma Rousseff, em 2016.
*
A situação política do Brasil permanece confusa, complexa e indefinida. Até o Judiciário tem gasto muito tempo nas questões de corrupção, sem, no entanto, cortar o mal pela raiz, dada a exagerada quantidade de casos sob suspeita, investigação e sentença. O STF tem perdido tempo e credibilidade junto à sociedade por causa de reprováveis decisões. O cidadão contesta o tempo perdido pela alta Corte somente para ver se era válido ou não o pedido de habeas corpus para o ex-presidente Lula. Por motivos pessoais de ministros, a questão, provisoriamente, acabou apenas num salvo-conduto até a próxima sessão do plenário em abril. O país não ficar de mãos atadas, perdendo tempo com a viciada política, engavetando processos caducos, sem agilizar sentenças. O único desejo do brasileiro é ver o Judiciário estruturado, modernizado, com pessoal e capacidade suficiente para dar vencimentos aos cem milhões de processos em tramitação, vagando de gaveta em gaveta, estimulados pela profusão de recursos que só visam postergar a decisão ou deixar que a lentidão favoreça a prescrição de processos. É hora de acabar com os excessos de liminares, cautelares, habeas corpus e mandados de segurança porque a regra básica do século 21 é produzir acelerado, impulsionado pela tecnologia, bastante avançada. Sem ficar marcando passos que só contribui para aumentar a decepção da sociedade com o Judiciário.
*
O sistema penitenciário continua pregando deficiência e susto. Nos estabelecimentos penais femininos, então a situação é deprimente. Na vistoria realizada recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça-CNJ foram encontradas 179 gestantes e 167 lactantes vivendo sob precárias condições. Foram detectadas em muitas penitenciárias, a falta de higiene nos banheiros e cozinhas, o aperto e desconforto nas celas, a inexistência de creches e de espaços adequados para as mães lactantes e de brinquedotecas para as crianças. Apesar de viverem sob a proteção do Estado, a pesquisa revelou que 21 crianças não tinham sequer o registro de nascimento. Há falhas nas medidas para reduzir o confinamento, garantir direitos às encarceradas e direcionar melhor assistência no trato da ressocialização da mulher interna. Outro lapso revoltante é a superlotação e a carência de cursos e de trabalho que possibilite à apenada ter uma fonte de renda legal. O lado bom da avaliação foi observar que na Colônia Penal Feminina do Recife, antiga Bom Pastor, congregação que cuidava das detidas, foram anotados alguns sinais de humanização paras as detentas e seus bebês. Pelo menos foi constatada a existência de médicos, pediatras, psiquiatria, fisioterapia e enfermeiros para atender às mulheres privadas da liberdade. Os leves indícios de melhor assistência indicam que nem tudo está perdido nos presídios.
*
A reforma trabalhista, alterando cem itens, entrou em cena a partir de novembro passado, para modificar a relação entre patrão, empregado e sindicatos. Embora feita às pressas, a reforma merecia mais debates. Como não houve aprofundamento nas novas regras, a contribuição sindical anual criou polêmica. Como é lógico, as centrais sindicais contestam a extinção da fonte de renda. Desaprovam a medida. A contribuição criou muitos sindicatos de fachada, administrados por pelegos. Por isso, muitos têm que fechar. Afinal, o Brasil não precisa de 17.082 sindicatos em atuação. Não há necessidade para manter exagerado número de representações sindicais porque a maioria não executa nenhum tipo de representatividade. Basta ver o exemplo da Argentina que consegue segurar a barra entre patrão e empregado com apenas 100 sindicatos. Extinta e questionada, começou a guerra pela ressuscitação da contribuição sindical. Vários sindicatos recorreram à Justiça. O primeiro a festejar vitória foi o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de São Paulo que obteve ganho de causa na 3ª Vara do Trabalho de São Caetano-SP. Segundo a sentença, o recolhimento da contribuição deve ser mantido, desde que haja prévio e consentido acordo do empregado. A decisão judicial, abriu a porteira para os sindicatos lutar pelos seus direitos tentando extinguir a o fator optativo. Com essa decisão, hajam processos. A maioria, indevidos.