NOTAS

Cultura é um procedimento útil ao homem. Através da cultura, o povo alicerça um país. Impõe ordem, respeito ao próximo, obediência às leis. O conhecimento é o concreto para construir uma economia. Fortalecer a riqueza de uma nação. No Japão, após o estrago do terremoto de magnitude 9 e o respectivo tsunami com ondas de 10 metros de altura devastaram o país. Mataram mais de 18 mil pessoas, em 2011.

Mas o japonês não se curvou diante dos estragos. Não fugiu à luta. A população, unida, recuperou as áreas atingidas. Em seis dias reconstruiu uma rodovia, completamente destruída. Ergueu prédios, restaurou avenidas, trabalhou acelerado para o PIB voltar a crescer, manteve o desemprego num nível baixo, segurando a taxa em 4,5%. Isso é fibra.

A indústria automotiva nipônica obteve 24% de crescimento. A maior façanha está na elevação das reservas internacionais que no período, após a devastação, excedeu a marca de US$ 1 trilhão. Sinal de que povo unido, progride. Sinal de que governo trabalhador e progressista atinge objetivos. Realiza façanhas. Sem enrolação, vence percalços e constrangimentos. Atitudes que o brasileiro, infelizmente, desconhece.

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A Ipsos Mori faz pesquisa de mercado. De origem britânica, a organização analisa a atitude da população de diversos países sobre determinados temas, principalmente sobre terrorismo, criminalidade, gravidez na adolescência, imigração e participação em redes sociais. Dentre várias análises, a instituição de pesquisa concluiu que o brasileiro vive por fora. Desligado da realidade. Não sabe da missa, um terço.

Embora receba críticas sobre a veracidade das pesquisas, mas, em termos de estudos de mercado a agência estrangeira é conceituada na própria Inglaterra, na Escócia, no País de Gales e na Irlanda do Norte. Até o Banco Mundial lhe credencia a colher dados para os seus arquivos e programas.

Dentre 38 países analisados, o Brasil se classificou em segundo lugar a respeito de população desinformada, ficando atrás apenas da África do Sul. A Suécia foi o país onde a população vive em cima do lance. Sabe tudo de bastidores. Não vive por fora, desatento dos acontecimentos como o brasileiro. Dando a entender que a frustração vinda da desonestidade, tira o ânimo do cidadão.

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A vida para o concurseiro num tá fácil. As incertezas desestimulam. Tira o apego do jovem e do desempregado que lutam para conquistar vaga no mercado de trabalho nos órgãos do Estado. O desaparecimento de editais focando concursos é o principal fator de desestímulo. Embora seja notória a quantidade de servidores que se aposentam do serviço a cada ano, abrindo vagas, sistematicamente, mas, concurso é raridade.

A procura pelo serviço público, não está no salário, que é baixo, mas na estabilidade do emprego. De acordo com a Lei, o servidor público não pode transgredir as normas. Senão, é demitido e processado. Nos Estados Unidos, o servidor público não goza de estabilidade. Saiu do esquema, é demitido na hora. Sem pena.

Ao contrário da França, onde o respeito e a honestidade no serviço público primam pelo reconhecimento da sociedade, no Brasil, o que deprime o conceito do servidor público é a má gestão, as indicações políticas, a ineficiência e o baixo rendimento. Dentre 59 países analisados, o serviço público brasileiro ficou em 55º lugar. Na rabada. Bem distante de Hong Kong, onde o nível do serviço público é um primor. Altamente credenciado.

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Pelo expressivo número de passageiros transportados em 2017, 6 milhões, deduz-se que o metrô de Lisboa presta um bom serviço. É rápido, não enfrenta congestionamento e tem segurança. Infelizmente, o metrô do Recife recebe críticas dos mais de 400 mil usuários diários.

Com escassos recursos básicos, o metrô do Recife acumula problemas. A invasão de ambulantes, a falta de segurança, os longos intervalos entre os trens, a carência de peças de reposição, o acúmulo de dívidas e a superlotação pela manhã e à noite preocupam. Causam mal-estar.

A diminuta receita impede os investimentos. Os 1.800 funcionários desequilibram o sistema financeiro da empresa. Dificultam suportar um pesado custeio com veículos, infraestrutura, policiamento, sinalização, energia e gerenciamento operacional. Com mais de trinta anos em operação, o metrô do Recife carece de atenção das autoridades.

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Os parlamentares abusam do dinheiro público em proveito próprio. Fazem farras as verbas e mordomias. Despreocupados com o futuro do país, os deputados e senadores desobedecem às regras, alteram condutas. Nesta campanha eleitoral os candidatos enchem o eleitor de promessas. Falsas. Visando votos.

Existem denúncias de que, com a proibição de doações de dinheiro para a campanha, tem parlamentar deslocando grana do custeio reservada para a atividade no Congresso, como na compra de passagens aéreas e na divulgação do mandato, para empregar na luta pela reeleição.

Algumas dúvidas pairam no ar. Quem financiou as caravanas durante a fase de julgamento no TRF-4, de Porto Alegre, em pleno recesso parlamentar. Quem paga as visitas ao ex-presidente Lula, no Paraná. Do próprio bolso é questionável. O uso de jatinhos da FAB, por quem tem direito, passa dos limites. Em síntese, a baderna com o dinheiro público permanece incontrolável na política. Desatenta à crise financeira do país.

NOTAS

A vida para o concurseiro num tá fácil. As incertezas desestimulam. Tira o apego do jovem e do desempregado que luta para conquistar vaga no mercado de trabalho nos órgãos do Estado. O desaparecimento de editais focando concursos é o principal fator de desestímulo. Embora seja notória a quantidade de servidores que se aposentam do serviço a cada ano. Abrindo vagas, sistematicamente.

A procura pelo serviço público, não está no salário, que é baixo, mas na estabilidade do emprego. De acordo com a Lei, o servidor público não pode transgredir as normas. Senão, é demitido e processado. Nos Estados Unidos, o servidor público não goza de estabilidade. Saiu do esquema, é demitido na hora. Sem reclamações e aborrecimentos.

Ao contrário da França, onde o respeito e a honestidade no serviço público primam pelo reconhecimento da sociedade, no Brasil, o que deprime o conceito do servidor público é a má gestão, as indicações políticas, a ineficiência e o baixo salário. Dentre 59 países analisados, o serviço público brasileiro ficou no 55º lugar. Vizinho à rabada. Bem distante de Hong Kong, onde o nível do serviço público é um primor.

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Pelo expressivo número de passageiros transportados em 2017, 6 milhões, deduz-se que o metrô de Lisboa presta um bom serviço. É rápido, não enfrenta congestionamentos, é seguro. Infelizmente, o metrô do Recife, com falhas, é criticado pelos mais de 400 mil usuários diários que não perdoam as deficiências.

Com escassos recursos básicos, o metrô do Recife acumula problemas. A invasão de ambulantes, a insegurança, os longos intervalos entre os trens, a carência de peças de reposição para recolocar a máquina nos trilhos, o acúmulo de dívidas e a superlotação pela manhã e à noite causam mal-estar aos usuários.

A diminuta receita da empresa impede os investimentos. Talvez os 1.800 funcionários contribuam para desequilibrar o sistema financeiro do metrô. Elevem o peso do custeio com veículos, infraestrutura, policiamento, incompleta sinalização, energia e o gerenciamento operacional. Com mais de trinta anos em operação, o metrô do Recife carece de atenção das autoridades. O usuário não merece tanta desatenção.

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A carnaúba é uma apreciada palmeira da caatinga nordestina. Abundante no Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte a carnaúba produz duas riquezas. A cera e a palha. A cera é extraída da folha durante o processo de secagem. É um importante insumo na produção de cosméticos, cápsulas de remédios, chips, produtos alimentícios, ceras polidoras, lubrificantes, tintas, códigos de barra, plásticos, verniz.

A palha, a folha seca, é excelente matéria prima nas mãos de artesãos para fazer bolsas, mesas, luminárias, sacos de bolinhas, cestos, redes e tapetes. Serve inclusive de substituto da telha para cobrir as casinhas no meio rural. O que sobrar da palha serve de adubo. Gera renda e emprego para muitos nordestinos do campo.

Conhecida como árvore da vida, a carnaúba forma grandes florestas, recomendáveis para a manter a conservação do solo, fauna, cursos d’água e mananciais hídricos. Contribui para o equilíbrio ecológico da Região, vítima da seca. A carnaubeira atinge 15 metros de altura. Produz frutos comestíveis na forma de cachos. A raiz da carnaúba tem utilidade medicinal e a madeira, resistente, é usada na construção.

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Os parlamentares não se envergonham de abusar do dinheiro público em proveito próprio. Fazem festa com as verbas que sustentam as mordomias. Parece que despreocupados com o futuro do país, após as eleições, os deputados e senadores desobedecem regras. Alteram condutas, especialmente nesta campanha eleitoral. Para os políticos, só a política interessa. Garante a vidinha regrada a regalias.

Existem denúncias de que, com a proibição de doações de dinheiro privado para a campanha, tem parlamentar deslocando grana do custeio reservada para a atividade no Congresso para outras atividades. Utilizam a verba para a compra de passagens aéreas e a destinada à divulgação do mandato para empregar na luta pela reeleição.

Dúvidas, não faltam. Quem financia as caravanas durante a fase de julgamento de Lula, no TRF-4, de Porto Alegre, durante o recesso parlamentar e nas visitas ao ex-presidente do PT, preso no Paraná. Do próprio bolso é tese insustentável. O uso de jatinhos da FAB, passa dos limites. Em síntese, a farra com o dinheiro público permanece incontrolável por parte dos políticos. Poucos preocupados com a crise no país.

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Quanto a economia cresce e o crescimento se mantem sustentável, garantindo um bom futuro às pessoas, os investidores chegam, chegando. Sem medo de pisar em falso. Acreditando na veracidade dos índices econômicos. Segundo estratégias da União Europeia, o crescimento sustentável é aquele que embora se mantenha competitivo, utiliza os recursos, de maneira ecológica.

Para se manter equilibrado, o desenvolvimento econômico deve priorizar a conservação ambiental, sem prejudicar as gerações futuras, quanto à proteção da biodiversidade, do clima, das floretas, eliminado os perigos da desertificação e da destruição dos recursos naturais da Terra.

É procurando segurança para o capital que o investidor brasileiro aplica em empreendimentos e em imóveis no exterior. Os investimentos de brasileiros lá fora, crescem. Em dez anos pularam de US$ 1,8 bilhão para US$ 6,2 bilhões. Nos Estados Unidos, a região da Flórida exerce forte tração. Em Portugal, o baixo custo de vida, os benefícios fiscais e o sonho de obter permanência no país enlouquecem o brasileiro.

FURACÃO

Está na época de furacão e tufão. Para a ciência os dois fenômenos meteorológicos têm o mesmo significado. Tempestades tropicais alimentadas por ventos fortes e traiçoeiros. A velocidade das tempestades supera os 119 quilômetros por hora.

Para a meteorologia, quando as nuvens e tempestades se deslocam de forma acelerada e violenta no Nordeste do Atlântico, o fenômeno é chamado de furacão. Mas, quando a perturbação ocorre no Nordeste do Pacífico é batizada de tufão.

Os furacões são classificados numa escala entre 1 a 5. No patamar cinco, o máximo, evidentemente, a coisa fica pretíssima. A destruição é total. A base da classificação depende da variação dos ventos. Da força da ventania. O período dos ciclones ou furacão no Nordeste do Atlântico é entre junho e novembro. Já os tufões do Pacífico costumam acontecer entre maio e outubro.

Toda vez que a temperatura do oceano subir acima do normal, 27ºC, pode resultar em furacão. A retenção de água no ar esquenta a temperatura. A água quente retida faz ser despejada em algum lugar da terra propensa a esse tipo de desastre natural.

O resultado desses desastres naturais, que sempre duram alguns dias, são sempre os mesmos. Inundação de grandes áreas, derrubada de casas, árvores, e arrastão de veículos, desabastecimento e mortes. Provocando prejuízos materiais, financeiros e humanos. Muitas lamentações.

As mais devastadoras tempestades tropicais dos últimos anos foram o Haiyan e o Katrina. O tufão Haiyan, fez miséria nas Filipinas, em 2013. As rajadas de vento superaram a velocidade de 275 quilômetros por hora. Matou mais de 6 mil pessoas.

O Katrina castigou os Estados Unidos em 2005. O desastre natural surgiu entre as regiões do Mississipi e Louisiana. Foi o terceiro pior furacão dos EUA. Dizimou 1.800 pessoas.

No entanto, antes do Katrina, passaram pelas costas norte-americanas os furacões Galveston, em 1900 que matou mais de 8 mil pessoas e o Okeechobee, em 1928 que ceifou a vida de 3 mil vítimas.

A devastação do Katrina foi tão infernal que a cidade de Nova Orleans demorou 10 anos para se recuperar da terrível destruição.

Agora, os americanos da Costa Leste, mais precisamente entre os estados da Carolina do Sul e do Norte, Virginia, Maryland e Washington DC estão sofrendo horrores com o furacão Florence. Perigoso e catastrófico. Por isso, decretaram estado de emergência.

No momento, as Filipinas também enfrentam outro fufão. É o super tufão Mangkhut com ventos a 250 km/h. Tão forte, atingiu a escala 5, perturba a vida de mais de quatro milhões de pessoas. O fenômeno apareceu neste sábado, dia 15. Já matou 14 pessoas e deixou, até o momento, 8 desaparecidos. A brutal tempestade acontece na região Norte das Filipinas.

A ciência costumar batizar os furacões com nomes masculinos e femininos ao invés de escolher nomes ou termos técnicos. A preferência é por nomes femininos. A finalidade é evitar confusões. Por serem mais fáceis de repercutir. Quem adotou esta norma foi o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, em 1953.

Pra sorte do brasileiro, por enquanto o país anda livre dessas tormentas climáticas. Segundo os meteorologistas, o motivo é a temperatura do mar nas costas brasileiras não ultrapassar os 27ºC. Nunca passa desse limite por estar localizado na linha do Equador. Se acaso ultrapassar o limite, provoca furacão.

A última ocorrência de furacão no Brasil, batizado de Catarina, aconteceu nos litorais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, em 2004, castigando 40 cidades da região. O Catarina atingiu a velocidade de 180 km/h. Matou 4 pessoas, feriu 513, deixou 33 mil desabrigados e muitos prejuízos.

NOTAS

Os sinais de que a economia se recupera, embora muito superficialmente, quase imperceptível, aparecem no desempenho do comércio, indústria e construção civil. No comércio, pelo menos, o fechamento de 226 mil lojas registradas entre 2015 e 2016 não se repetiu mais. Apesar do trauma da recessão ainda repercutir intensamente.Não se diluir por completo.

Na indústria, a produção tende a aumentar, reduzindo a ociosidade, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria-CNI, referente a julho passado. Na arrecadação de tributos e contribuições, a Secretaria da Receita Federal registra aumento de 6,8%, totalizando pouco mais de R$ 110 bilhões.

O único setor pessimista é o do desemprego. No segundo trimestre, a taxa de desempregados marcou 12,4%. O desestimulo é o contingente de pessoas ociosas, sem trabalhar e nem procurar emprego, bater recorde. São 66,5 milhões de cidadãos aptos para o trabalho, mas, frustrados com os rumos do país, desanimados com a tristonha situação, desistir de procurar vaga. Ficar na sua, curtindo a desmotivação.

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As audiências de custódia não caíram no gosto do povo. Por isso são duramente criticadas. Como não suporta ser alvo da fúria dos bandidos, da mira da violência e da omissão do Estado, a sociedade repudia o projeto que criou as audiências de custódia, embora faça parte do pacto e de tratados internacionais assinados pelo Brasil.

O policial que prende o marginal em flagrante delito, detesta ser humilhado ao ver o bandido solto pelo juiz e sair livremente por aí, debochando. Como se fosse o tal. Como se o militar estivesse trabalhando errado no combate à criminalidade. Compete à autoridade judicial avaliar a legalidade e a necessidade de manter o preso, detido ou retido na prisão, até segunda ordem. Para o Estado, soltar o marginal, reduz as despesas na prisão.

Alguma coisa não bate na questão das prisões provisórias. Ao preso é garantido o direito à liberdade, porém, à vítima do delito é tolhida a garantia de ir e vir, sem atropelos. Muitas dúvidas surgem nos crimes de extrema complexidade. A validade da lavratura do auto de prisão em flagrante, o escasso efetivo policial, a carência de recursos para manter os policiais na rua, eliminando os altos riscos de vida à sociedade. Daí as perguntas. Os resultados das audiências de custódia têm sido justos? Beneficia de fato a população?

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O governo, firme na decisão, anuncia contingenciamento de gastos. Intenciona cortar pessoal, limitar salário, adiar reajuste salarial de servidores, visando cobrir rombos nas contas públicas. Mas, como não tem poder, livra a cara do Legislativo e do Judiciário, que são poderes independentes, nadam em outra praia, de tais medidas de contenção. Por isso, gastam à vontade.

Quer dizer, austeridade fiscal só vale para os “fichinhas”, os abestados na lide política. O Executivo contrata servidor, mantém excesso de comissionados nos bastidores, nem se incomoda das despesas governamentais ultrapassar o teto dos gastos em 2018. O ruim é a falta de providências para justificar tais falhas. Provar que o gasto social cresce, diante da “redução da capacidade do governo em fazer política discricionária”.

As divergências sobre o descumprimento da meta fiscal são claras. A área econômica mantem-se concentrada na ideia de gastos para estimular o crescimento e reduzir a burocracia. A parte contrária, acha que o corte de despesas não deve afetar os programas sociais como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Então, para não correr riscos, o enxugamento de gastos é necessário para segurar o cumprimento da meta fiscal, cujo rombo é de R$ 170,5 milhões no Orçamento.

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O turismo quando bem estruturado tem retorno. Garante o crescimento do PIB, apesar de também, em algumas vezes, criar problemas. O exemplo é a cidade de Veneza, no Nordeste da Itália. Formada por 117 ilhas, separadas por canais, que se interligam através de pontes, Veneza sente incômodos pelo excesso de turistas. Os venezianos acham que o excesso de estrangeiros torna a vida local insuportável. O desrespeito ao patrimônio histórico e artístico. O fechamento de lojas essenciais para a moradores da cidade.

O ícone da cidade é a Praça de São Marcos. Atraente cartão postal. A Brasília, o conjunto arquitetônico, as esculturas e a torre do relógio são fortes atrativos. Emocionam o turismo que chega a registrar 25 milhões de visitantes por ano. Daí o apelido de parque temático de luxo. Mas, limitar o acesso aos visitantes estrangeiros para administrar somente um tipo de turismo sustentável é a pedida. Protege e preserva o ambiente. Com menos trabalho.

Ao passo que o turismo de massa, feito pela classe média, assalariada, desembarcando sistematicamente de dezenas de cruzeiros causa impactos na cidade. O excesso de turistas degrada a cidade. Agride o meio ambiente e a cultura. Afeta as fundações de prédios. Encarece os imóveis, extrapola os aluguéis, expulsa a população nativa. Causa o maior transtorno na cidade ao acumular impactos negativos.

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A culpa é do Poder Público. Inadmissível faltar Procurador nos municípios, eternas vítimas de desvios de recursos municipais. O Procurador municipal é o servidor responsável pela defesa judicial e extrajudicial das finanças oficiais. O papel do Procurador é analisar contratos firmados pelo gestor, acompanhar as compras e vendas, verificar as alienações e empréstimos nas prefeituras. Exercer vigilância.

É no poder municipal onde rolam montanhas de dinheiro do cidadão. Então, cabe ao verdadeiro advogado municipal, concursado, atuar na defesa dos interesses públicos nas 5.570 cidades brasileiras onde reside a maioria dos mais de 207 milhões de habitantes.

Funções do procurador municipal. Acompanhar o controle da legalidade, fazer a defesa da administração municipal, do interesse público e dos direitos constitucionais. Zelar pelo planejamento, coordenação, controle e execução dos interesses do município. O problema é que apenas um terço das cidades do país mantém um procurador concursado. No geral, o cargo de procurador nas prefeituras é exercido por funcionário comissionado, subalterno ao prefeito.

NOTAS

Sem infraestrutura, país algum consegue dar um passo à frente. Progredir. Nem em pensamento. Caso esqueça as rodovias, usinas energéticas e respectiva distribuição, portos, aeroportos, sistema de telecomunicações, ferrovias e saneamento, a economia perde a atração. As empresas fogem. Temem investir, se instalar e aumentar a capacidade produtiva, se falta consumo.

No passado, só quem investia na infraestrutura do Brasil era o poder público. Todavia, depois das privatizações e parcerias, a partir de 1990, o panorama melhorou. Mas, só um pouquinho. O resultado é a fraca capacidade produtiva segurar o impulso do crescimento econômico por conta de atraso tecnológico que trava o desenvolvimento.

Os investimentos em infraestrutura fomentam o desenvolvimento sustentável, principalmente se os setores produtivos se diversificam. A mobilidade urbana é um termômetro de infraestrutura. Os congestionamentos simbolizam atraso econômico no país. O exemplo é a China que investe mais de 10% do PIB na infraestrutura. Com a crise, o Brasil encolheu a infraestrutura. Aplica menos de 2% do PIB. Bem menos do que o Peru.

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Os juros altos dependuraram muita gente nas dívidas e por causa de descuidos, muitos caíram na inadimplência. Três fatores obscurecem a vida do brasileiro. A taxa Selic, ainda proibitiva, o cenário de crise que deixa a economia incerta e destronada, e a subida da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL.

Juntando a inflação com os reajustes de impostos e juros, a renda das famílias cai. Encolhe. Se esparrela no chão. Até o desemprego, atualmente em queda, atormenta os bancos. Forçam a manutenção dos juros na estratosfera, com medo da falta de pagamento dos tomadores de créditos. Tanto de pessoas físicas, quanto jurídicas.

Nas lojas, o atraso nas prestações, reduz a capacidade financeira dos comerciantes. Eleva os custos operacionais diários, dificulta a reposição de estoques, abala as vendas internas e dos fornecedores, provoca demissão de funcionários. O desemprego é fator de inadimplência.

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A Islândia é um país de ímpeto. Fica no topo de altas montanhas. Tem escassas florestas, muitas geleiras, enormes fiordes e 22 vulcões ativos. Localizada entre a Noruega e a Groenlândia, no Atlântico Norte, a Islândia, um país nórdico, é conhecida como a terra do fogo e do gelo. O forte econômico da Islândia é a pesca, especialmente a do bacalhau, e a indústria correspondente. Setores auxiliados pelo sucesso do alumínio, do ferro silício e do intenso turismo receptivo.

Apesar de diminuta, a Islândia, por ser rica e desenvolvida, oferece excelente padrão de vida à população. Registra baíssimas ocorrências de homicídios e reduzida ocupação carcerária. A ordem e a tranquilidade, talvez, sejam decorrentes da invejável estabilidade política e elevada referência na educação e na saúde.

O islandês é um povo privilegiado. Vive num país de pequenas dimensões territoriais, num espaço de apenas 103 mil quilômetros quadrados, mas, muito desenvolvido e de alta tecnologia. O governo cobra baixos impostos da população, estimada em 350 mil habitantes. O curioso é a metade dos islandeses residir na capital, Reiquiavique. Satisfeitos e tranquilos.

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Enquanto a classe trabalhadora recebe apenas reajuste na base do índice de inflação, os magistrados lavam a burra. A metade da magistratura de Minas Gerais recebeu no ano passado salário superior ao teto estabelecido para os ministros do STF, no valor de R$ 33.7 mil. Dos 1.548 componentes do Poder Judiciário mineiro, o contracheque de 877 dos togados das Alterosas mostra que ganharam acima do limite.

No holerite de um desembargador consta que, incluindo indenizações, o graduado servidor recebeu bruto a importância de R$ 71.4 mil. A menor remuneração foi a de um juiz de segunda instância do interior que totaliza R$ 14.2 mil. Valor avantajadamente superior ao salário pago ao trabalhador comum.

Não é ilegal, a magistratura receber altos salários. Estudaram, fizeram concursos. Mas, moralmente, deprime. A regra do Judiciário descumpre a lei. Mostra absurda diferença salarial num país que quer impor a ordem, apenas para as classes inferiores. Até no recebimento do auxílio moradia, os magistrados se calam. A mídia revela que um desembargador de São Paulo, mesmo sendo proprietário de 60 imóveis, faz questão de receber o citado benefício. Pago desde 2014, conforme determinação do ministro Luiz Fux, do STF.

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O tempo passa e a descoberta de novos lances de corrupção, de depravação com o bem do Estado e de desmoralização interna força o cidadão perder a confiança nos homens públicos. Elimina o sonho de dias melhores em curto prazo. De fato, a corrupção é quem trava o desempenho econômico no país.

Embora seja uma atividade isolada, a nível mundial, a corrupção, tanto pública, quanto privada, mexe na tranquilidade do país. Através de cargo público, o corrupto recebe vantagens privadas. Desvia recursos, comete fraudes tributárias, se privilegia do favorecimento pessoal, burla licitações públicas, executa o tráfico de influência. E enriquece, descaradamente, fraudando.

Sem transparência no serviço público, a ganância toma assento. Faz e acontece. Quem perde é a economia. Afasta os investimentos, trava o desenvolvimento, infringe os direitos básicos, provoca perda de patrimônio pessoal, alimenta a inflação, desemprega, fomenta a carestia. Impulsiona a criminalidade, come os recursos para construir escola, hospitais e moradias. Atrapalha a infraestrutura e a população.

NOTAS

O mundo passa por transformações. Movida pelas periódicas alterações climáticas, com o desaparecimento de recursos naturais e a redução de elementos de biodiversidade, a economia mundial se adapta às novas regras da era da aceleração exponencial que atua em duas frentes. Enquanto arruína negócios em algumas áres do planeta, cria novas chances em outras.

Então, para não ficarem desorientadas com as inovações, as empresas devem acompanhar o comportamento do mercado consumidor que, em fase de mutação, segue as novidades. Graças ao avanço da globalização digital e da tecnologia. O intuito da nova onda é aumentar as oportunidades de negócios no novo tempo, anteriormente imutável e resumido.

A Revolução Tecnológica chegou com tudo. Implanta a Inteligência Artificial. Traz a Tecnologia Embarcada e Móvel, via internet, a impressão 3D e Engenharia Genética. As empresas cautelosas e previdentes enfrentam a barra com segurança. No entanto, quem não se ligar nas inovações, pode dançar. Desaparecer do mercado, rápido.

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O sindicato é uma associação de defesa para coordenar os interesses profissionais de trabalhadores e de empresas. A entidade faz a ponte no diálogo entre patrão e empregado. Promove dissídios reivindicatórios, assina acordos trabalhistas. Foi a industrialização na Europa, no século XVIII, que criou essa instituição, destinada a defender as classes.

O fim da escravatura trouxe o trabalho assalariado ao Brasil. O sindicato é quem garante os direitos trabalhistas. A unicidade sindical é a base. Oficializa apenas um sindicato por categoria. Mas, de olho na volumosa receita gerada pelo imposto sindical avacalharam o troço. Choveu sindicatos. Funcionam 17 mil no país. Garantindo o pão de cada dia para os dirigentes sindicais mal intencionados.

Nos Estados Unidos funcionam somente 190 sindicatos. No Reino Unido, outro país altamente desenvolvido, atuam apenas 168. Com o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical, muitos dos sindicatos fantasmas que comem do bilionário bolo, sem prestar contas, vão desaparecer. Daí a essencialidade do Brasil também reformar, reestruturar a base sindical. Atrasada e viciada.

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O PIB da China não para de crescer. É o segundo maior do mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos. Desde a década de 70, após se livrar do patamar agrícola, o Produto Interno Bruto chinês se desenvolve espetacularmente, graças aos investimentos estrangeiros, às reformas e à abertura econômica. Como oferece em troca farta e barata mão de obra, o ímpeto chinês elevou o PIB para a casa dos US$ 15 trilhões.

Nos últimos 25 anos, nenhuma economia mundial cresceu mais do que a da República Popular da China. A média anual beira os 10%. Para o terceiro maior país em dimensões territoriais, depois da Rússia e do Canadá, o feito é extraordinário. Pobre em recursos naturais a China deslancha. Impacta na mineração, nos recursos energéticos, na agropecuária e no setor industrial.

Com a agricultura mecanizada, a China repercute como o maior produtor de alimentos. Também se destaca pelos altos investimentos feitos na infraestrutura, em tecnologia e na exploração de energias renováveis, como a eólica e a solar. Atividades que confirmam a garra da civilização milenar chinesa ao descobrir o papel de impressão, a bússola, e a pólvora.

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O brasileiro é chegado a viagens. Em condições, amplia os conhecimentos, enriquece a cultura, estende as amizades, curte os passeios. O problema que impede as viagens é a falta de tempo, por ser escravo do trabalho e do dinheiro, escasso e curto no país, devido ao baixo salário e do alto custo de vida que proíbe a classe média de fazer economia. Investir no mercado financeiro.

Mas, tem gente que, em vez de viajar, prefere comprar imóvel, trocar de carro, comprar novo smartphone para acumular bens. Pensando no futuro. Em pesquisa realizada em 2017, o Ministério do Turismo constatou que a metade da população brasileira, “dura” não tem o privilégio de viajar. Fazer turismo pelo país, recheado de culturas diferentes, porque a grana encurtou.

Mas, a outra metade, privilegiada, faz até o impossível para viajar pelo país ou exterior, anualmente. As viagens domésticas, mais em conta, motivam pegar a estrada, curtir o espírito aventureiro, sentir as emoções nos belos cenários do extenso território brasileiro. Para os acomodados, resta conhecer o mundo, via internet e tv. Por ser barato e cômodo.

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Parece que a ferrovia Transnordestina é manobra. Desde a implantação do projeto, em 2004, as obras já sofreram quatro alterações e vários adiamentos. No início, o custo da planta foi calculado em R$ 4,5 bilhões. Em seguida, pulou para R$ 5,4 bilhões. Depois, em nova reavaliação, as despesas de implantação alcançaram R$ 7,5 bilhões, em 2011. Até atingir a cifra atual de R$ 11,2 bilhões.

Em todos esses anos, as previsões de conclusão já foram alteradas também em cinco vezes. Por conta disso, as atividades em Pernambuco mexeram com o plano de inauguração. A data final de construção de 2018 não acontece, conforme o planejado. A causa é mais um embargo que trouxe mais uma paralização.

Devido às falhas, as obras da ferrovia ficam inacabadas. Adiam o sonho do nordestino de ver o trem circulando novamente pela pobre Região, transportando gente e produtos, escoando a produção. Nos trechos paralisados, sobram prejuízos financeiros e ambientais. O descaso entulha mais problemas sociais, acumulados nos dez anos de adiamentos das obras da Transnordestina.

NOTAS

A Política Monetária trata da circulação da moeda, do crédito e das taxas de juro com o intuito de controlar a liquidez no mercado. Facilitar a vida do cidadão, manter a economia em ordem. Quando a economia se desenvolve, a liquidez aumenta. Mas, com a recessão, a liquidez desaparece. Quem controla a política monetária é o Banco Central. Caso a intenção seja fomentar a economia e expandir o consumo, o correto é afrouxar a circulação de moeda, reduzir os juros e popularizar o crédito. O risco é a inflação subir.

No Brasil, a competência para segurar a inflação é do Comitê de Política Monetária. Mas, para não perder o fio da meada, o Copom conta com a ajuda das políticas fiscal e cambial. Juntos, o trio é o guardião da economia. Caso se desentendam, pipocam problemas aqui e ali. Devido à fragilidade, a economia brasileira é rebelde. Nem com a Reforma Bancária, feita em 1964, o Brasil consegue segurar a peteca com destreza.

Para não se desviar da rota, o país adotou o regime de câmbio fixo. O próprio BC compra e vende a moeda estrangeira, no caso o dólar, ao preço da cotação oficial, previamente fixado. Caso o regime aprovado fosse o de câmbio flutuante, a responsabilidade para estabelecer o preço da moeda estrangeira seria do mercado. Sema intervenção do BC. A vantagem do câmbio fixo é obter metas. A desvantagem é a valorização da moeda, no caso o Real, que valorizado, diminui as exportações, enquanto aumenta as importações.

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Atualmente, o fenômeno repercute. A desigualdade social é o carma da maioria dos países pobres, não desenvolvidos. Imperfeitos, não dominam a política de distribuição de renda. Permitem que hajam diferenças na escolaridade, no emprego, na renda. Até no gênero, a distribuição de renda é desigual, geralmente a mulher ganha menos do que o homem. Neste ponto, em relação ao mundo, o Brasil é destaque na miséria, na desnutrição, na mortalidade infantil, na baixa escolaridade e até na violência.

Quem descende da família modesta, raramente chega ao topo do status social. Nem ralando em excesso, se destaca. Desde o tempo do Brasil Colônia, o país vive nessa maré braba. Começou na exploração do pau-brasil, se estendeu pela cana de açúcar, passeou pela mineração e continuou vagando na exploração agrícola. Com a chegada da era industrial, em 1930, nasceu a esperança de melhorias. Contudo, a distância entre o bom salário e a baixa remuneração vigora em função da desqualificação da mão de obra. Barata.

Entra governo e sai governo e o problema se eterniza. Falam muito, fazem pouco. Daí a desenvoltura das pessoas que tem porta aberta nos estudos, no trabalho, nos direitos básicos, no prestígio social. Enquanto a maioria não estudar em bom colégio, ter regular assistência na saúde, no emprego, moradia, no transporte e, inclusive, facilidade na locomoção. A concentração de poder e de dinheiro é persistente na sociedade.

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O tempo avança, acelerado. Os dias ficam curtos, o ano no instante se acaba. Dezembro, tá na porta. Mas, segundo a astronomia os dias permanecem do mesmo tamanho. A Terra gira a uma velocidade constante, rodando a 1.666 quilômetros por hora, sob o próprio eixo. A duração é de 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos. Por isso, na medida em que uma área fica clara, é dia, a outra parte do globo terrestre escurece. Fica puro breu. É noite.

O que muda são os costumes, as leis. No trabalho, devido à redução da jornada do trabalho, a folga cresce, o lazer aumenta e a ocupação encurta. Talvez esses fatores dão a impressão dos dias passar mais rápido. O tempo de vida ficar menor. Apressando o momento final. Às vezes, não dando nem tempo do cidadão se despender da vida, conforme a programação individual.

O filósofo francês, Paul Janet, em 1897, apresentou a teoria baseado no envelhecimento do homem a cada 12 meses, onde consta que na medida em que a idade avança, o ciclo de vida encurta. A rotina é responsável. Já para o idoso, o tempo de vida restante viaja na velocidade de um foguete espacial.

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Burocracia, pense num troço chato. Num entrave sem pé e nem cabeça na rotina de um empreendedor. Devido à ineficiência dos órgãos governamentais, a burocracia comete três pecados. Dificulta a abertura de uma empresa, embaralha a economia com a exigência de toneladas de papéis, prejudica as exportações com a farta documentação para liberar a negociação que encarece e torna o produto nacional menos competitivo.

Atrasado, o Brasil exagera no preenchimento de formulários, na obrigação da empresa prestar contas em repartições diferentes, no pagamento de taxas diversas na Junta Comercial, na perda de tempo percorrendo muitos endereços diferentes e até no enfrentamento de filas para receber o ok nos mais diversos órgãos públicos. Por isso, a abertura de uma empresa no Brasil leva tempo. Haja paciência e dinheiro pra tudo.

Enquanto nos Estados Unidos uma pessoa gasta somente quatro dias para abrir uma empresa, pagando poucas despesas, no Brasil, pais do infeliz ditado, “por que facilita,r se podemos dificultar”, o pretenso negociador tem de se contentar com a demora de três meses para ter a papelada pronta para abrir um negócio, mesmo tendo a assistência de advogado e contador. Na Inglaterra, até pela internet, o candidato leva apenas 40 minutos para conseguir a aprovação de uma startups. Pagando o simbólico preço de 40 libras.

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Antes desprezado, o mercado de eventos corporativo evolui. Cria oportunidades. Agora, o mercado de eventos corporativo promete, traz esperanças de progresso. Atravessou a crise, gera empregos, anda aquecido e atraente. O Brasil entrou de cara no mercado de eventos corporativos. Confiante no retorno do investimento porque o sonho do empreendedorismo vai de vento em popa.

O foco do mercado de eventos corporativos é misturar negócios com entretenimento, aproximar marcas com o púbico alvo, se concentrar na promoção de Congressos, onde são feitas palestras, seminários, simpósios, minicursos, convenções, visando a interação com os participantes. Até workshops e oficinas são realizadas para discutir e expor o tema entre os grupos participantes.

O campo é amplo. Tem muitas atividades. Às vezes, realizam feiras para as empresas convidadas expor seus produtos ou serviços. O ponto básico da feira realizada no Recife é identificar o mercado para o empreendedor, desde a abertura da empresa, às inovações de mercado, a tecnologia em evidência, o rumo dos negócios e das franquias. Afinal, atrair o atarefado consumidor é o principal alvo dos eventos corporativos.

NOTAS

Não tem contestação. Caso o reajuste de 16,38% seja aprovado pelo Congresso para beneficiar apenas juízes e procuradores, a medida provocará enorme impacto negativo na economia. Uma repercussão é certa. Intensificará a desigualdade social. No topo dos salários elevados ficarão os magistrados, enquanto na base se arrastará a plebe, da classe média pra baixo. Segundo registros, as categorias de procuradores, promotores do Ministério Público, mais os componentes do Poder Judiciário e integrantes dos tribunais de conta formarão o grupo de elite. Serão enquadrados como os agentes púbicos com maior renda.

Dos 11 ministros do STF, apenas quatro ganham o teto do funcionalismo público, R$ 33.763,00, porém, os mais antigos, no total de sete, por receberem adicionais, o salário pula para cerca de R$ 37,4 mensal. O fato relevante é que, uma vez incluídas as férias, auxílio moradia e outros penduricalhos, o rendimento total desses servidores deve crescer bastante. Com o aumento, os magistrados formarão a classe dos mais bem remunerados servidores do país. Superando o rendimento das credenciadas categorias de médicos, artistas, atletas e operadores do mercado financeiro. Donos de fantásticos rendimentos.

Como defesa para a medida, prestes a ser aprovada pelo Senado e sancionada pela presidência da República, os ministros alegam que o alto reajuste não aumentará as despesas da Corte, em virtude da eliminação de outras despesas a ser feita no orçamento, como a de custeio da Casa. Tese que a presidente Cármen Lúcia discorda com base na situação fiscal do país que anda péssima, quase incontrolável, e diante do confronto com o alto índice de desemprego que realça uma crise social. Interessados apenas no aumento, os ministros esquecem da contenção de gastos públicos, em vigor no país.

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Quatro itens endoidam o cabeção de governantes. Investimentos, desenvolvimento, geração de emprego e renda. Para atrair investidores, os gestores costumam oferecer dois bons presentes. Isenção de impostos e a promessa da construção de infraestrutura. Na prática, a guerra fiscal é a disputa que as cidades e estados travam entre si no intuito de atrair investidores, empresas e indústrias. Alicerces necessários para impulsionar a economia. Pouco se preocupando com os excessos que acabam reduzindo queda na arrecadação pública e criar dificuldades em outros setores.

Quando atrai empresas estrangeiras, os incentivos fiscais realmente fortalecem a economia. No entanto, quando o negócio visa apenas transferir uma fábrica de um estado para outro, os incentivos fiscais prestam é um desserviço à Nação. Por uma questão muito simples. Enquanto o Estado que ganha a nova empresa ou indústria gera emprego e renda, o que perde a planta industrial, ao contrário, fica desfavorecido. Lasca-se, porque cria desemprego, diminui a arrecadação de impostos, reduz a aplicação de recursos na saúde, educação, segurança, transportes.

Os pequenos municípios e os estados de menor poder econômico que dependem basicamente do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza-ISS ou do ICMS-Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços como as principais fontes de renda, são as maiores vítimas da concorrência desleal da guerra fiscal por concentrar investimentos e indústrias apenas num determinado local. Causar nas contas públicas.

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O ser humano é curioso por natureza. Lógico que existem pessoas mais curiosas do que as outras. O bom é o fato mundo ser cheio de fatos curiosos. A ciência foi capaz de desvendar muitos mistérios. Estudando a pele humana, os cientistas descobriram que a cada ano, uma pessoa perde cerca de 4 quilos de pele morta. Com relação à raça humana, embora os pesquisadores tenham decifrados vários segredos. Todavia, permanece misterioso descobrir sua origem. Saber de onde veio o homem.

Segundos alguns relatos, uns dizem que a raça humana surgiu na África e à medida que a quantidade de gente crescia, foi se espalhando pelo mundo. A primeira ossada humana encontrada foi a de uma pessoa que aparentava ter mais de 4 milhões de anos de idade. Outra ala de estudiosos assegurou que os Neandertais não desapareceram da face da Terra. Mas, foram misturados com outras espécies, através da miscigenação. Cruzamento de várias raças.

Segundo uma teoria, faz 50 mil anos, os homens modernos, forçados pela superpopulação, deixaram a África, tomando várias direções. Muitos se espalharam atravessando o Pacífico. Na migração, foram alterando o sistema de vida. O uso de linguagens complexas e de ferramentas modernas modificaram a forma de pensar e de trabalhar. Com as mudanças, criaram a arte e a sociedade. Na Indonésia, em 2003, encontraram pequenas ossadas milenares, porém, ficou indefinido se pertenceram a homens de espécies extintas ou do homo sapiens.

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Surgiu leves focos de iluminação no horizonte. Com o tabelamento do frete, o serviço de cabotagem promete boas opções no transporte de carga. Abriu chances para os eletroeletrônicos, produtos químicos, aço, bens de consumo, gêneros agrícolas e de alimentação serem transportados via navegação costeira, entre os portos nacionais. O tabelamento do frete pelo governo, feito para paralisar a greve dos caminhoneiros, aumentou a procura pelo transporte de cargas em navios. Diminuindo em consequência a preferência pelo transporte rodoviário. Modal bastante requisitado no país, até então.

Faz tempo, o transporte marítimo quer mostrar serviço. Como pontos atrativos, oferece custo barato, o preço pode ser 20% menor do que o cobrado no modal rodoviário, a integridade do produto desde o embarque até o destino, a regularidade no serviço e a segurança na cabotagem. Outra vantagem oferecida pelo navio de cargas é o fato do país ser grande produtor de grãos, e no período de safra, muitas vezes o caminhão não aparece. Fica paralisada nos congestionamentos. A solução, então, é o navio que transporta maior volume de carga e tem apenas o mar pela frente.

Para evitar a saturação das estradas, bastante procuradas, com a aprovação da MP 595 que trata da modernização dos portos, o setor tende a agilizar a navegação para o produtor rural. Pra isso dispõe de navios de vários tamanhos. Tem o navio de carga geral seca para transportar livros, bobinas de papel e caixas. Tem os tipos frigoríficos para carregar cargas congeladas, como carnes, frutas, leite e sucos. Os graneleiros destinados às cargas sólidas, como milho, soja, açúcar, minérios e fertilizantes. Fora o navio de carga líquida a granel, existe também o transportador de veículos, petróleo, gás e o de passageiros.

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Entre abril e maio passado, a produção industrial registrou queda de 10,9%. Os setores mais atingidos foram o automotivo, de eletrônicos, calçados, roupas, telefones, bebidas, remédios, siderurgias, metalúrgicas, petroquímicas e as produtoras de peças para automóveis, computadores e eletrodomésticos. A greve dos caminhoneiros contribuiu para a decaída. Outro fato desagradável decorrente da manifestação nas estradas foi a derrubada das vendas no varejo. O resultado foi desemprego, endividamento, inadimplência e nome sujo na praça. Carregado de crises, o cenário acumula pessimismo e desânimo no geral.

Ao mergulhar nesse contexto, a salvação pode ser a balança comercial, quando funcionar positivamente. A outra alternativa é a majoração de impostos. Todavia, como a carga tributária anda pesadona, acima do limite, o jeito é partir para o debate sobre o ajuste fiscal. Como o Estado inchou e a economia ficou malhando em ferro frio, somente via reformas, o país pode encontrar a solução. Não há outra saída para evitar o descontrole generalizado. Para o país, o Norte está nas reformas, que mais cedo ou mais tarde terão de acontecer, forçosamente. A da Previdência é indispensável, assim como a limitação nos gastos públicos.

A ingovernabilidade é outro ponto negativo. A desmoralização da Lava Jato com a soltura de levas de corruptos, por serem caixa alta, aumenta o grau de impunidade. A descapitalização da Petrobrás é outro dilema. Aliás, caso o problema da estatal demore a ser resolvido, hajam consequências internas. Enquanto estiver descapitalizada, o custo da dívida, tanto da empresa, quanto do país, não cai. Por outro lado, outro fator danoso, diz respeito à obrigação de manter o preço do combustível elevado no país, apesar do preço do barril de petróleo baixar no exterior.

NOTAS

Proibido de aumentar impostos por estar no limite, o governo tomou uns atalhos na tentativa de conceder os subsídios ao diesel. Cortou incentivos às indústrias químicas e de bebidas e aos exportadores para aumentar a arrecadação, desonerou folhas de pagamento, restringiu verbas para a saúde, educação, moradia e saneamento básico, suspendeu obras em rodovias, reduziu o patrulhamento em alguns trechos, usou reservas financeiras do próprio governo e cancelou alguns gastos. O propósito era garantir a soma de R$ 13,5 bilhões para cobrir os subsídios do diesel.

A equação foi montada para tentar solucionar um impasse. Desde 1976, por ocasião da crise do petróleo, o diesel é de uso restrito. Somente o transporte de carga e de alguns de transporte coletivo podem se abastecer do combustível. Carros de passeio são proibidos. Neste aspecto, o Brasil é o único país do mundo a proibir tal medida. A medida visava dois objetivos. Beneficiar o etanol, diminuindo a importação, equilibrar a balança comercial.

O carro a diesel é mais caro, porém, tem maior duração. Consome menos combustível e roda mais quilometragem com apenas um litro de diesel. Robusto e com maior uso de tecnologia, não tem vela de ignição. O problema causado com a greve dos caminhoneiros é a dependência brasileira do modal rodoviário. Imperfeição política que se arrasta há mais de vinte anos. Sem encontrar presidentes com raça para resolver a questão. Diversificando os meios de transporte, além do rodoviário. Daí as dores de cabeça no setor, especialmente quando entra em jogo a política de preço do diesel. Até agora, sem regras básicas.

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Com o propósito de revitalizar a região do centro da cidade que perdeu atração após a chegada dos shoppings centers, o município de São Paulo trabalhou. Uma delas, incentivar as caminhadas para explorar o que o bairro central da capital paulista tem de bom a oferecer aos caminhantes em termos de lazer e cultura. A região central tem muitos atrativos na Sé, República, Luz e no Centro histórico. É um bom começo para quem adora os passeios a pé. Com o intuito de apreciar as belezas da área, enquanto elimina a gordura corporal, perde peso para beneficiar a saúde. Afinar a cintura, embelezar o corpo, recuperar a autoestima.

A região da Sé, o marco zero, está a Catedral Metropolitana da cidade. Na República, além de ser um centro de compras, reúne uma enxurrada de prédios históricos, espaços culturais, bares e restaurantes com bandeiras internacionais, oferecendo uma série de opções. Na andança, basta dar uma paradinha para notar a beleza do Teatro Municipal e a genialidade de Oscar Niemeyer ao desenhar as peculiaridades do Edifício Copan, construído na década de 50. Fora a riqueza intelectual da Biblioteca Mário de Andrade, quem se dispuser, pode dar uma esticada até o Edifício Itália, e lá do terraço, no 46º andar, admirar o que a região tem de bonito.

Bem próximo dali, tem a renomada esquina da Avenida Ipiranga com a São João, imortalizada na canção, Sampa, de Caetano Veloso. Na vizinhança, convém esticar até o Largo do Arouche para admirar a combinação dos traços modernos com a antiguidade. Ver a profusão de prédios, gente, lojas e intenso barulho, especialmente do trânsito. Com disposição, sobra tempo para visitar o prédio do antigo Banespa, a Bolsa de Valores, o Mercado Público, com seus belíssimos vitrais e o tradicional sanduiche de mortadela, o Mosteiro de São Bento, o Edifício Martinelli, o primeiro arranha céu da América do Sul. Riquezas da Terra da garoa.

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Às vezes, o sonho de dias melhores nas metrópoles não compensa. As acentuadas desigualdades e a insegurança reinantes na urbanização, trazem transtornos. Na ânsia de crescer na vida, muitos agricultores da China, trocaram a vida pacata do campo pelas cidades em fase de desenvolvimento. Todavia, o êxodo migratório, atraído por altos salários, decepcionou de milhares de camponeses. Leva gigantesca de ruralistas se arrependeu da decisão de sair do campo para morar nos centros urbanos por falta de adaptação. Arrependidos da decisão, muitos retornaram para a zona rural, pro cantinho que tinham abandonado.

O que prejudicou os imigrantes do campo para a cidade grande foi discriminação econômica e social. A falta de emprego, casa, educação e saúde desestimula e atormentou o pessoal do campo. Sem qualificação profissional, os ruralistas dependiam da construção civil para arranjar vaga no mercado de trabalho que paga baixo salário e não garante uma seguridade social decente. Segundo pesquisa, embora a renda pessoal tenha crescido bastante, a felicidade sumiu, principalmente depois que a China adotou as reformas estruturais que atingiram em cheio a estabilidade profissional e a rede de seguridade social.

Não é todo mundo que se adapta facilmente com a troca da área rural pelos espaços urbanos, fato normal quando a economia de um país se desenvolve e começa a despertar a atenção de quem está distante das fases de industrialização. A mecanização do trabalho na atividade agrícola, com a introdução de maquinário na lavoura, corta vagas no campo. A expansão do latifúndio, desvaloriza as terras de entorno. Na atualidade, as dificuldades, principalmente financeira, reduzem a diversidade agrícola. Incentiva a monocultura porque garante renda, embora danifique o solo que demora para se renovar.

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O presidente do Peru, Martin Vizcarra, 55 anos, usando de firmeza, depôs o ministro de Justiça, Salvador Heresi e suspendeu dos cargos cinco juízes por estarem envolvidos em escândalos constatados em análise de vídeo, onde foram observadas possíveis venda de sentenças. Dois dos juízes suspensos ocupam cargos de presidente da Corte Superior e da Corte Suprema. Eles são suspeitos de cometerem corrupção que acarretou em crise política e institucional. Vizcarra substituiu Pedro Pablo Kuczynski, destituído por renúncia, após ser denunciado por recebimento de propinas com a Odebrecht.

Na opinião do presidente Vizcarra, é hora do Peru dar um basta à corrupção. Resgatar a estabilidade, readquirir a confiança nos homens públicos, moralizar a governabilidade, punir as desonestidades, encerrar as disputas entre os poderes do Estado. Cobrar, afinal, da Justiça que haja com “independência, responsabilidade e rapidez” de modo a neutralizar a política do ódio e confrontos que produzem efeitos negativos. Tendo a transparência como pano de fundo de seu governo. Antes de assumir a presidência, Vizcarra exercia o cargo de primeiro vice-presidente e embaixador de seu país no Canadá.

Semelhante a outros países, a praga da corrupção também age no Peru, faz tempo. Atualmente, 30 empresas estão encrencadas, sob a suspeita de distribuir propinas a políticos, como pagamento de favores. A lista de ex-presidentes é longa, mas, a diferença é que Justiça peruana não brinca em serviço, não enrola. Agindo com rigor e agilidade, pune. Desde a derrubada de Fujimori da presidência do Peru, no ano de 2000, condenado a 25 anos de prisão por violação de direitos humanos e mais 7 por corrupção, tem acontecido a arrumação da casa. A sorte de Fujimori foi o indulto concedido pelo presidente Pedro Kuczynski, que renunciou. O sucessor, Vizcarra, luta para implantar sólido sistema de transparência, na esperança de organizar a econômica e as instituições do Peru.

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O dono de carro elétrico tem uma preocupação. Manter o carro carregado para não parar na estrada, desnecessariamente. Antenada com as novidades tecnológicas, a Suécia, inaugura estrada eletrificada. A cada 300 quilômetros, instalou equipamentos para carregar a bateria de automóveis e caminhões. É a primeira estrada dessa espécie inaugurada no universo. A inovação no país escandinavo, permite ao motorista de carros elétricos recarregar a bateria do veículo, durante o percurso. Sem o inconveniente de ficar parado na rodovia com a bateria descarregada, antes de encontrar os postos de carregamento.

Em certos trechos na vizinha de Estocolmo, foram colocados trilhos eletrificados ou tomadas de parede na estrada. Então, por meio de braços móveis existentes na parte inferior do automóvel ou caminhão, quando se contatam, a energia é transferida para a bateria, atualmente, fabricada em tamanho gigante e pesada e que no futuro tende a ficar menor com os aperfeiçoamentos.

Diferente dos postos de gasolina, este tipo de carregamento tem a vantagem de ser feito de forma dinâmica. O tempo de recarga não leva mais do que meia hora. No meio do pavimento, neutro, são colocados dois trilhos carregados de eletricidade, posicionados seis centímetros abaixo do nível da estrada. Do veículo, desce um braço móvel. Enquanto o veículo se desloca, o braço se conecta com os trilhos energizados, que conduz a eletricidade para o carro. A tendência é o veículo elétrico substituir o carro movido a combustível, por não poluir o ambiente de fumaça e ser silencioso.

NOTAS

Por volta de 1950, época de intenso atraso econômico, para atrair investimentos, São Paulo se abriu para a industrialização. Desdobrou-se na construção de infraestrutura. Trouxe muitas plantas industriais. A atração despertou inveja. Outros estados protestaram. O jeito era aproveitar a deixa dada pela Constituição Federal que permitia aos estados e municípios gerir o próprio sistema de cobrança de impostos. As montadoras de automóveis, espertas e atraídas com as bondosas ofertas dos governos, se instalaram no Paraná, Goiás e Minas Gerais, proporcionando rápido desenvolvimento naquelas paragens.
Mas, pobre, atrasado e desestruturado, o Nordeste sobrou. Era rejeitado pelos investidores. Somente na década de 1990, quando copiou a regra da guerra fiscal do Sul, o Nordeste despertou atração. O propósito era impulsionar o progresso da Região com a instalação de indústrias para gerar emprego. Como benefícios, as indústrias que se instalavam no Nordeste, ganhavam isenção tributária, por determinado período, terrenos em locais estratégicos, facilidades na aquisição de matérias primas e mão de obra barata. Teve governo que chegou inclusive a construir instalações de empresas com projetos aprovados, usando dinheiro público.

As disputas entre estados e cidades ficaram acirradas. Enquanto muitos industriais, espertos, através de empréstimos subsidiados de longo prazo, dobravam lucros e reduziam custos, os cofres públicos se ferraram, perdendo arrecadação. Ora, com a queda de arrecadação, muitos estados descontrolaram as contas públicas. Quem mais sofreu foi o povo que perdeu investimentos em estruturas sociais, piorando a assistência na saúde, educação e na segurança. Embaraços nunca resolvidos. A guerra fiscal só favoreceu o político, garantindo reeleições de governadores, deputados e senadores. Por isso é bom saber escolher os futuros gestores.

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Falou em ouro e prata, todo mundo manja. Quer dar pitacos. Além de serem valiosos, pertencente à classe de metais nobres, são altamente populares. Antigamente era luxo ter dentes banhados a ouro. Na época, a malandragem não matava quem usasse dentadura banhada a ouro. Para roubar. Como não se estragam e são raros na natureza, a galera se derrete por ouro e prata. O segredo é o fato desses preciosos metais serem encontrados puros. Na fonte, o ouro existe na forma de pepita. É bastante utilizado na joalheria, indústria e na eletrônica. Tá presente em computadores, aparelhos de comunicação e em motores de reação na aviação.

A prata também é conhecida desde o ano de 3000 a.C. Junto com o ouro, enriqueceram muitos personagens bíblicos. Os países ricos em minas de prata ficam na América do Sul, Estados Unidos, Austrália. México e Noruega. No início da exploração, a prata era bastante valorizada. No entanto, depois que o ouro foi descoberto, a prata perdeu valorização. Cedeu a prioridade ao ouro. No mercado, a prata pode ser obtida de três formatos. Na forma natural, como é extraída da natureza. No modo industrial, quando se misturam o chumbo, o cobre e o zinco ou na aparência sintética, mediante a utilização de reações químicas.

Mas, depois de descoberto nas mineradoras da Rússia e da África do Sul o ródio virou um metal da bixiga lixa na indústria automotiva. Destronou o ouro e a prata. Por ser raro e bastante disputado, o preço do ródio subiu de repente. Passou de 265% em dois anos. A causa é o ródio ser excelente condutor de eletricidade e muito resistente à corrosão. Como não é um produto puro, na Rússia torna-se um subproduto do níquel. Na África, deriva da mistura da platina. Na indústria eletrônica, ótica e na joalheria, o ródio é disputadíssimo. Até a China enamorou-se do ródio por ser um metal capaz de reduzir a emissão de poluentes dos automóveis.

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No serviço público os rastros de roubalheira são profundos. A gatunagem não trabalha, rouba. Come o patrimônio do país no maior cinismo. O critério de partidos políticos lotear ministérios e órgãos públicos para entregar os cargos de direção aos apadrinhados, só deixa rombos. Nada proveitoso, ao contrário. Somente nos fundos de pensão, Petros, Previ e Postalis, os “ratos” comeram em 2016 a bagatela de R$ 70,6 bilhões, diz a Superintendência Nacional de Previdência Complementar-PREVIC. Deixando aos funcionários das respectivas empresas, Petrobrás, Banco do Brasil e Correios, a obrigação de cobrir os desfalques.

Famintos, os falsos dirigentes, mas identificados corruptos, torraram o caixa da Petrobrás. Somente agora, após mostrar que, administrada, qualquer empresa de porte, vira potência econômica. A Nossa Caixa, centenário banco do estado de São Paulo, foi outra vítima da ganância de desonestos homens no poder. Vendida ao Banco do Brasil, há dez anos, recentemente descobriram outro gigantesco buraco. A bilionária roubalheira no fundo de pensão da antiga instituição financeira paulista, o ex-Economus, calculada em R$ 1,5 bilhão, equivale a um quarto do patrimônio da empresa.

Na falta da identidade dos ladrões, o rombo sobrou para os ex-funcionários da Nossa Caixa e os do Banco do Brasil que assumiram a responsabilidade de cobrir o gigantesco buraco. Como a quantia a ser resgatada pesa no bolso dos pobres inocentes, o prazo estabelecido para a quitação do déficit é longo. Foi estendido para 16 anos. O impacto é enorme. Afeta 25 mil participantes do ex-Economus, aposentados, pensionistas por morte, ex-funcionários que entraram com ações trabalhistas e, inclusive pendências deficitárias de anos anteriores. Péssima situação a retratar as injustiças existentes no Brasil que precisam ser eliminadas.

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Desde que entrou na rota da violência e da arbitrariedade, o país só faz é afundar na lama cada vez mais. A situação extrapolou os limites. Pelos registros, em 2017, as mortes provocadas por violência intencional, os conhecidos crimes de homicídios e latrocínios, passaram das 63 mil ocorrências. Os números são absurdos. Passam de 175 casos praticados por dia. Revela que a cada 7 horas, alguém é vítima de bandidos. Sofre assalto ou tomba com bala na cabeça. Geralmente, os autores da bandidagem são integrantes de facções criminosas. Membros do PCC ou do Comando Vermelho vidrados em confrontos nas penitenciárias ou com a Polícia.

Enquanto a superlotação e as precaríssimas condições permanecem intactas nos presídios, criminosos inovam nas ações. Ousam nas atitudes. Duplas de assaltantes param carros e motos em trechos de circulação lenta, nas cidades, pouco se lixando se no veículo andam crianças, gestantes ou idosos. A crueldade é tanta que, quando não decapitam, esquartejam a vítima como se fosse uma caça predileta, recém captada, para dividir o animal em suculentos pedaços. Outro detalhe importante é a surpresa do ato, para evitar reação do sofrente. Portando arma de fogo, os desalmados assustam, amedrontam e causam insegurança nas ruas.

As razões para tamanha violência são diversas. Desigualdades socais, desestruturação policial, legislação penal caduca, desinteresse político em atualizar as leis que estimulam a impunidade. Normalmente, premeditada. Desde 1970, quando a violência urbana estourou na mídia, as cenas brutais encheram as manchetes. O tráfico de drogas e de armas, as extorsões, os extermínios e as chacinas inquietam o cidadão com a ousadia de gangues e a insensatez pública. O ódio, a frustração e a decepção se avolumam na sociedade com a libertação de marginais, políticos e de empresários corruptos de olho apenas no dinheiro público para enriquecer. Fácil.

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As divergências são enormes. Enquanto os petistas alegam o partido ter reduzido as desigualdades sociais e a pobreza no país, as opiniões contrárias, baseadas em dados, rejeitam os argumentos. Contradizem os defensores vermelhos atestando que não houve diminuição da pobreza. Ao contrário, a miséria permaneceu apenas estável em virtude do crescimento da economia. Segundo o coeficiente de Gini, a desigualdade em território brasileiro é assustadora, horripilante. A ponto de colocar o Brasil como detentor do terceiro pior índice mundial. Situação, na opinião de especialistas, totalmente inaceitável. Incomum.

Tá longe o sonho de ver o Brasil sem fome e sem pobreza, mas, com direitos igualitários e investimentos assegurados. Os motivos são inúmeros. São os desgovernos, como o atual, que empurrou o país para o mesmo patamar de 2006, contribuindo para a qualidade de vida da população cair drasticamente. Pelo menos, espera-se que no próximo Mapa da Fome, prestes a ser divulgado, esquecido desde 2014, confirme que a situação brasileira permaneça péssima. A fuga de investimentos, causada pelo congelamento de gastos públicos, colaborou demais para o país chegar a essa terrível situação.

O corte de famílias no Bolsa Família, muitas por irregularidades na inscrição, a reforma trabalhista sem o necessário amparo legal, os abusivos aumentos de combustíveis e de produtos alimentícios, inclusive o do gás de cozinha, assessorado pela taxa de mortalidade infantil, que voltou a crescer, decorrente em teoria pela redução da contribuição do Programa Nacional de Alimentação-Pnae, contribuíram para o quadro atual. A ONU divulgou no relatório de 2014 sobre a alimentação no mundo, que entre 2003 e 2012, houve melhoria de vida por conta do programa de transferência de renda e da geração de empregos, cujos beneficiários foram os das classes mais pobres. Situação que não se tornou sustentável.

ENIGMAS

O papel da Justiça é manter o Estado em ordem e oferecer condições para a sociedade viver em paz. Condenando os responsáveis pelas desordens sem atropelos ou sensação de injustiça. Então, compete ao Poder Judiciário, através de várias instâncias, apoiado na lei e na jurisprudência, agir com rapidez e imparcialidade para solucionar a questão, favorável ao autor ou não. O que, infelizmente, não acontece.

A Coreia do Sul deu um magnífico exemplo ao mundo. Com a rapidez que o caso requeria, condenou a 24 anos de prisão, no espaço de dois anos entre a suspeita e a convicção da pena, por corrupção, a ex-presidente Park Geun-hye por abuso de poder, tráfico de influência, suborno e coerção. Julgada culpada em 16 das 18 acusações, a réu ainda foi multada em 17 milhões de dólares. A multa não pode ser perdoada. De jeito algum. Sem direito a reclamações de qualquer natureza.

De uns tempos pra cá, o Brasil foi contaminado por uma série de irregularidades. O país prostrou-se pelas garras do crime organizado, cujo lema é praticar corrupção e tramas, graças à lentidão processual e a impunidade. Situações que incomodam bastante a democracia e os direitos humanos. Daí a sociedade viver submissa, desde o século passado, sob intensa onda de instabilidades e desordem constitucional.

Faz tempo, o STF recomendou ao Congresso a cassação do mandato do deputado Paulo Maluf. Por razões desconhecidas e, especialmente falta de coro, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, com peninha, se esquiva da recomendação. Adia o tempo para tomar a decisão certa. Com pena de prejudicar o futuro do colega, cujo mandato se encerra no próximo ano.

Durante a Ditadura, 1964-1985, por ter sido autoritário, o regime militar foi acusado de cometer atrocidades contra os estudantes, intelectuais e classe política, contrários aos ideais dos militares. Mas, certo ou errado, pelo menos, os fardados agiram. Tomaram atitudes pensando na ordem constitucional.

O problema foi a truculência. Mediante ações violentas, os militares cometeram torturas. A força bruta empregada na época, para assegurar a segurança nacional, impunha o medo e a repressão. Por temor, o povo foi jogado para escanteio. Sem coragem de lutar, inclusive pela manutenção dos seus direitos civis no comando da Nação, a sociedade recuou. Preferiu assistir as dantescas cenas de barbaridade.

Porém, ao se despedir do comando da Nação, os militares observaram um pequeno número de famílias, de partidos políticos e de grupos econômicos, vendo as brechas acesas, e com ousada ganância, começar a dividir o bolo nacional de acordo com os seus interesses.

As propinas bilionárias, manipuladas por políticos desonestos, empresários, executivos e diretores de estatais corruptos, governadores, prefeitos e até presidentes, olhudos, estourar a boca do balão. As picaretagens, as compras de votos redundaram no mensalão. Queimaram a credibilidade de um país decente perante a opinião internacional. Derrubaram poderosas estatais. Arrombaram os cofres públicos. Torraram os recursos nacionais. Jogaram a economia no abismo que até hoje não consegue se levantar. Curada das lesões financeiras e morais.

A desordem viralizaram as crises. Por isso, o Brasil afundou em desequilíbrios, instabilidades e incertezas de toda espécie. Vive transtornado e angustiado com os tormentos políticos, econômicos, institucionais, morais e sociais. Sem saber como sair dessa desgraçada onda.

NOTAS

No primeiro semestre, as vendas nos supermercados cresceram. No entanto, em junho, em comparação a maio, caíram um pouco. A causa, foi a greve dos caminhoneiros. Com medo de que a manifestação fosse prolongada, as famílias, precavidas, preferiram estocar. Comprar mais em maio para evitar o desabastecimento na despensa. As façanhas, dos grevistas e da sociedade, alteraram a previsão de vendas no setor. Estimada em alta de 3% para 2018, com a baixa de consumo, a projeção caiu para 2,53%.

Demorou para os supermercados recuperar a rotina. Entrar em calmaria. Esquecer a clientela andando de carrinho meio vazio de compras. O problema agora é outro. O tempo passa, a tecnologia muda, a internet invade o mercado de vendas, dispensando a presença do cliente na compra, forçando o varejo ficar de olheira em pé com as inovações. Os aperfeiçoamentos tecnológicos popularizam as vendas online. Nos Estados Unidos as vendas, via web, se consolidam.

Atento, alerta e exigente, o consumidor incorpora a comodidade nas compras. A conveniência e a agilidade até no pagamento são itens fundamentais para os empresários, doravante. As embalagens, etiquetas, a publicidade interna e o atendimento personalizado serão pontos básicos para a boa venda. As filas e o caixa físico tendem a desaparecer. Em Seattle, nos EUA, um e-commerce despachou os caixas e atendentes. Usando um aplicativo e uma conta num site, escanceando o código QR na catraca pelo smartphone, o consumidor escolhe os produtos, coloca na bolsa e vai embora, numa boa. O pagamento foi feito, automaticamente.

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Desapontada, a população esbraveja, indagando a causa de o país perder a rota, desviar-se do Norte, sem saber voltar. O problema foram os governos, despreparados em desenvolvimento. Por isso, tropeçaram. Fernando Collor atrapalhou-se com a inflação e a estagnação econômica. Não combateu a corrupção e não demitiu os péssimos servidores públicos. Com o confisco da poupança, dançou. Itamar Franco foi fraco para eliminar a nociva recessão, a disparada inflacionária e o desemprego. Embora tenha iniciado o projeto do Plano Real.

No governo de FHC, o pais debatia-se com a corrupção, os desvios de recursos, as desigualdades sociais, a má distribuição de renda, a estagnação e muitos escândalos conhecidos como os casos da Sudam, do TRT paulista, no caixa dois eleitoral, além dos erros cometidos pelo Banco Central. Até as suspeitas de propina na privatização da Telebrás e na Vale do Rio Doce e a mudança cambial que favoreceu bancos, repercutiram na mídia. A salvação foi o sucesso do Plano Real, o controle da inflação.

O governo de Lula, em oito anos, cometeu pecados. Fugiu das necessárias reformas estruturais, baixou o investimento na educação, esqueceu a saúde. Dilma somou muitas falhas. Puxou pelo endividamento público, as pedaladas fiscais, a sanção de decreto de suplementação orçamentária, sem o aval do Congresso, os arrumadinhos para a reeleição e as desonerações para alguns setores, quase sem retorno. Como não administraram os recursos com técnica, gastaram excessivamente, a economia engordou e inchada, desfigurada, pede reformas. Mas, como os legisladores são surdos e cegos, a economia permanece claudicante. Na UTI.

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Puxa vida, como tem gatuno no serviço público roubando dinheiro do caixa de instituições dos três poderes, federal, estadual e municipal. Desprotegido, o erário público vive rodeado de ladrões. De todas as espécies. É gatuno no quadro de servidores, é vigarista de colarinho branco, é rato disfarçado de ministro, desembargador, embaixadora, só esperando oportunidade para atacar, meter a mão na massa, no patrimônio do povo, por desempenhar um cargo público.

Agora, rola a notícia sobre a prisão de ex-vereador do Paulista, candidato a prefeito de Araçoiaba nestas eleições, efetuada pelo Polícia Civil de Pernambuco que agiu nos dois municípios do Grande Recife, para cumprir investigações. No rolo, os policiais levaram até uma advogada, funcionária da Câmara de Vereadores do Paulista.

Consta que os dois formavam uma quadrilha suspeita de corrupção ativa e passiva, de fraudes em licitação, lavagem de dinheiro e peculato e crime de abuso de confiança pública. Na diligência, os policiais levaram mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar e voltaram de mãos cheias, carregadas de malotes, contendo papeis, documentos e objetos importante para analisar a procedência das suspeições levantadas em denúncias. Como é praxe nessas investidas, descobriram uma empresa de fachada para enganar a opinião pública.

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A raça humana nutre simpatia pelo animal. Doméstico e os de fazenda. Dentre os domésticos, o cachorro e o gato disparam na preferência. Todavia, esnobe, tem gente criando espécies exóticas como peixes ornamentais, pássaros, roedores e até répteis. Dizem os especialistas que, ao escolher a espécie, o pretendente revela sinais da personalidade. Mas, como a legislação é branda, não esquematiza os tipos de animais de estimação que podem ser criados em casa, a galera, às vezes, exagera.

Mas, na Suíça, ordeira e esquematizada, criar cachorro tem normas. Primeiro, o candidato na lista para adotar um cão tem de cumprir exigências. Fazer um curso específico, onde são ensinadas algumas dicas a respeito da decisão de criar cachorro. Ensinam sobre os custos de manutenção, responsabilidades com o animal, tocam inclusive no tipo de educação que o pretendente pode dar ao cãozinho.

Concluído o curso, o certificado e o animal são registrados na prefeitura, que emite um chip e um boleto com impostos anuais para custear a fiscalização. No boleto, constam a taxa de fiscalização e o preço dos sacos plásticos fornecidos pela municipalidade para o dono recolher o cocô do cachorrinho. Deixar o animal fazer suas necessidades fisiológicas na rua, sujeita o criador a duras penas. Contudo, depois de um ano de convívio caseiro, o proprietário do animal tem de fazer um curso prático que ensina os métodos de controlar o cão. Portanto, na Suíça, até na criação de cachorros, os donos são regulados. Questão de cultura.

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Os exemplos são claros. Onde a mão pública encosta, deixa buraco. A CGU-Controladoria Geral da União, inspecionou o Bolsa Família. Descobriu 346 mil cadastros irregulares, com informações falsas, duvidosos indícios de renda, de pessoas autorizadas a receber dinheiro do programa. A consequência dos cadastrados suspeitos causou um rombo de R$ 1,3 bilhão, em apenas dois anos. Dois estados nordestinos se destacam nas falcatruas do Bolsa. Bahia, com 40 mil registros de irregularidades cadastrais e Pernambuco com 27 mil alterações fraudulentas.

No geral, o estado líder de fraudes no programa do Bolsa, foi São Paulo, com quase 60 mil casos de fraudes. Quem for pego com a mão na massa, ter feito a inscrição com dados desonestos terá de arcar com o prejuízo. Responderá a processos administrativos e judicial, devolverá o dinheiro ganho indevidamente e, no fim da questão, será expulso do programa temporariamente. Ficando com a ficha suja pelo descumprimento de requisitos econômicos básicos para receber o benefício do programa de assistência social.

O Bolsa Família é cheio de surpresas. É beneficiado morando em outro município, diferente do endereço residencial, outros recebem a grana, apesar de ter o cadastro bloqueado ou cancelado no programa. Alguns, cortados por mentirem na inscrição nos órgãos municipais sobre o estado de pobreza, de gestantes, nutrizes, e com filhos com idade varando entre 0 a 17 anos, matriculados no colégio. O absurdo são pessoas falecidas, doadores de campanhas eleitorais, familiares de empresários e até servidores públicos, recebendo o Bolsa família. Sem ter direito algum.

NOTAS

O Brasil gosta de censurar. Não importa a causa. Achando brecha, cala a boca dos formadores de opinião pública, jornalistas, artistas, acadêmicos e políticos. Bastou instaurar o regime militar, que durou de 1964 a 1985, para restringir o direito de expressão. Silenciar a liberdade de comunicação.

Na década de 70, autoritária, a Ditadura Militar manteve a soberania do país sob rígido controle. Atacou jornais, televisão, cinema, venda de livros, proibiu músicas e peças teatrais. Prendeu e exilou muita gente. Foram 21 anos de implacável proibição, adotando severa repressão nas informações.

Quem divulgasse temas sobre problemas sociais e econômicos, sem autorização dos governos ditatoriais, era linchado por Atos Institucionais. Foi a assembleia nacional constituinte, instalada no Congresso em 1987, que formalizou o decreto e outorgou, no dia 3 de agosto de 1988, a Constituição Federal para eliminar a censura. Restabelecer a liberdade de expressão.

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Os erros que trouxeram a recessão ao país foram se acumulando através de vários governos. Até explodir com gosto de gás, em 2016. Os crescentes gastos públicos, a partir de 94, elevaram as despesas primárias, sem a devida correspondência no PIB. A ambição política aumentou as despesas de governo, obrigando o PIB a recuar, paulatinamente. O governo Collor deu os primeiros passos na derrocada, o programa do Plano Real deu um empurrãozinho para terminar neste tumulto sofrido pela sociedade. Sem expectativa de melhoria, breve.

Na verdade, a recessão estourou de fato em 2014 e foi até 2017. Os erros crônicos produziram sérios efeitos na política macroeconômica. Desprotegida, a indústria entrou em parafuso. Entortou. O PIB encolheu, a produtividade adormeceu, o setor imobiliário enfraqueceu, o crédito sumiu, alimentado pelas incertezas, a indústria automobilística esfriou, o parque industrial em geral e o comércio estocaram, sem vendas, o setor de serviços, perdeu clientela. Temendo a inadimplência, os bancos mantem os juros nas alturas. Apesar dos lucros extraordinários.

Enquanto o pessimismo persistir estremecendo o mercado, nada de positivo acontece. Até a maré alta baixar. Embora o Brasil tenha copiado as regras alemã, que recuperou a economia, após a destruição da Segunda Guerra, e a do Japão, que tirou a nação do feudalismo agrícola para ser uma das potências mundiais, as autoridades brasileiras pisaram na bola, murcharam economia. Para sair das crises, reduzir as desigualdades sociais e melhorar a qualidade de vida dos mais pobres, as urnas são a salvação. Senão, nada muda. Inflação,juros, carga tributária, insolvência e desemprego, assustador.

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A burocracia é uma desgraça. Além de interferir nos negócios, atrapalha o atendimento nos órgãos públicos. O Estado é responsável pela tranqueira. A parafernália de normas e regulamentos, exigindo do cidadão uma parafernália de documentos, burocratiza, aborrece, Pior, quando se trata de empresa. Aí, o caldo engrossa. É tanta exigência, que os órgãos públicos se tornam ineficientes para prestar um bom atendimento aos interessados. Ora, quanto mais papéis, maior é o custo do serviço porque as despesas duplicam.

Na Constituição Federal do Brasil, aprovada em 1988, existem quase 6 milhões de leis, decretos e normas complementares em vigor. Muitos, totalmente desnecessários. Nos EUA, a Constituição é de 1787, porém, mesmo antiga, tem somente sete artigos e vinte e sete emendas. Com é difícil emendar, foram feitas apenas 17 alterações que tornam a Constituição americana, a menor do mundo. Um dos artigos, aprovado em 1951, limita os presidentes a cumprir apenas dois mandatos. E não adiante chorar.

A vantagem é o poder emanar do povo, manter a proteção à liberdade de expressão e a proibição à busca e apreensão do cidadão, sem motivos. Na brasileira, apesar de garantir educação, saúde, trabalho, transporte, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, além da assistência aos desamparados, percebe-se que o cidadão não tem direito algum. Nada é cumprido, embora seja uma obrigação constitucional do Estado. Daí o excesso de processos judiciais contra diversos órgãos federativos, burocratizando o serviço público, verdadeiro causador de desigualdades sociais.

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Basta viajar de avião para o passageiro constatar deficiências nos aeroportos do país. Sentir raiva por ver tanto dinheiro gastos com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, realizadas no país em 2014. Os R$ 60 bilhões gastos na construção de estádios e praças olímpicas, não agradou à sociedade porque só trouxe benefícios momentâneos para alguns setores da economia, como comércio, turismo, rede hoteleira, bares, serviços de táxis e de alimentação.

Além disso, de um total de 167 obras prometidas para as competições, apenas 88 foram concluídas no prazo, 45 ficaram incompletas, 23 pararam na metade e 11 foram abandonadas. Até Pernambuco entrou com o pé esquerdo nas competições e nos jogos olímpicos. A prometida Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, que previa a construção de 9 mil moradias, hospital, escola técnica e campus universitário, cujos investimentos foram calculados em R$ 1,6 bilhão, foi conversa mole, falsas promessas.

A situação do estádio pernambucano, a Arena de Pernambuco, é complicada. O custo milionário permitiru ao estádio ter padrão internacional, mas para não ficar desativado, recebe poucos jogos de futebol, serve para outras competições esportivas, feiras, convenções, shows e alguns espetáculos. Até os 7 X 1 da Alemanha sobre o selecionado canarinho, ficou engasgado no brasileiro. Lembrança da Copa no Brasil são poucas. Os empregos foram temporários e os dias parados provocaram foi queda na produção e nas vendas no varejo.

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Quando descobre a gravidez, a mulher se derrete com a maternidade, o homem enlouquece de alegria, a família se desmancha de prazer com tão agradável notícia. Durante as 40 semanas de gestação, rolam muitos sentimentos no grupo. Na mulher, a ansiedade invade a cabeça da futura mamãe com as transformações físicas, hormonais e emocionais. No homem, surgem angústia, medo e preocupação com o desenvolvimento do bebê na barriga da gestante.

Mesmo planejada, a gestação mexe com o casal. No início, a gestante, embora eufórica, sente insegurança com as deformações no corpo, os enjoos, cansaço e insônia, o medo de aborto, dor e morte no parto. Com os quilinhos a mais, a mulher perde até o apetite. Mas a barriguinha, também traz compensações. A experiência é divina, o pulsar do filho no ventre materno emociona, os mimos da família e amigas, aumentam, as emoções dobram, a intimidade com o bebê é incrível.

Mas, tem fatores preocupantes na gravidez precoce na adolescência, na gestação entre os 15 e 19 anos. No Brasil, supera as expectativas. Bate o índice da América Latina e dos Estados Unidos. Geralmente fruto da baixa escolaridade, fraca renda e do desconhecimento de anticoncepcional, a gravidez precoce tem outros inconvenientes. Altera o lado psicossocial da menina, prejudica a saúde, pode trazer risco de morte à mãe, talvez leve os dois, mãe e filho, à pobreza. Dependendo da situação.

NOTAS

Fortaleza está sitiada. A guerra entre facções criminosas cria onda de terror e violência. Gera pânico na capital cearense. Em poucos dias, incendiaram dezenas de ónibus, em locais diferentes. Assaltaram outros em circulação, alvejaram prédios públicos e bancos com tiros e coquetéis molotov do dia 26 em diante. No dia 30 jogaram granada num Distrito Policial. Temendo o pior, recolheram alguns coletivos de determinadas áreas. A fúria de vândalos e bandidos anda infernal na capital cearense. Afinal, somente 10 suspeitos foram presos.

Coincidentemente, no período, aconteciam grandiosos eventos na cidade. Era dia de Fortal, a micareta cearense, que rola durante quatro dias, em todo final de férias, faz 24 anos, com o maior sucesso. No mesmo dia, também ocorria o festival Halleluya, fenômeno de artes artísticas e culturais, em ação no município desde 1997, atraindo o turista de todas as bandas do país. Com o maior entusiasmo.

Também, casualmente ou não com o caso, o fato é que a Polícia Federal, nesses dias, andou prendendo policiais da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas-DECTD. Outro detalhe importante é que na maioria dos prédios atacados existem câmaras de segurança, porém, apesar de registrar imagens externas ao vivo, não gravam. Um verdadeiro absurdo para o serviço público, que fica desguarnecido, sujeito ao terror. Num incentivo à bandidagem e a criminalidade. Sem fim.

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A Alemanha usa uma regra simples para combater as crises e conservar fortalecida a economia social e de mercado. Paga bons salários, luta por produtividade, faz questão de facilitar o crédito a todos os níveis de produção, visa se manter na vamguarda da competição internacional. Exportando produtos de complexa tecnologia de modo a permanecer como um dos três países líderes no item exportação mundial.

Não é à toa a Alemanha ser a quarta potência econômica na conjuntura internacional, depois dos Estados Unidos, China e Japão. Da Europa, não tem igual, a economia alemã é a primeira. O que mais deslumbra no país do Bayern de Munique, clube que encanta com o moderno futebol de passes, sem adotar o criticado cai, cai, é a seguridade social que reserva amplos direitos ao trabalhador. irmanando os setores produtivos num só objetivo. Crescimento econômico generalizado.

As indústrias metalúrgicas e químicas caminham parelhas no desenvolvimento, as do setor terciário, diversificadas, seguem atrás, a agricultura, mecanizada, não se desvia do planejado e profícuo roteiro. Em termos financeiros, o poder de fogo alemão é sensacional. Frankfurt é o centro financeiro da União Europeia eo porto de Hamburgo, um dos mais impactantes da Europa, persegue arduamente o de Roterdã, ainda classificado como o mais importante porto da Europa. Localizado na Holanda, nos Países Baixos.

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A dúvida é persistente. Estremece na cabeça de muitas pessoas que se metem a ser empresário de pequeno porte no Brasil. Às vezes, para quem não tem medo de levar porrada, a persistência é válida. Porém, para quem não possui o espírito de aventureiro, a luta para o empreendedor é braba. Por esse motivo, muitos microempresários desistem no meio do caminho. Antes que seja tarde demais e o barco naufrague em águas turvas.

Pelo menos, dos 7 milhões de MEIS-Microempreendedor Individual registrados no país, a metade passa por tremendos apertos. Está endividada. Vive desorientada sobre as obrigações da atividade. É o tal negócio, começar é fácil, contudo, permanecer ativo na parada é o maior problema. Um desafio e tanto, especialmente se a mini loja tiver empregados por causa dos encargos trabalhistas que chegam a custar até 50% do salário mínimo pago ao funcionário.

Guardar dinheiro para quitar as obrigações em dia, é um trunfo para capitalzar o varejo, reforçar o caixa para os momentos de aperto, a fim de fugir da assistência financeira de terceiros porque os bancos, no momento, pesam no futuro da empresa. O ataque de impostos e taxas é outro tiro contra a receita que pressiona o dono de um pequeno negócio. Sócios, então, com participações financeiras diferentes, complica o consenso. Para manter o negócio de pé, o mini negociante deve priorizar detalhes. Trabalhar concentrado, caçar lances lucrativos, controlar receitas e investir com segurança.

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A modernidade é boa. Traz alegrias, mas, quem não for vivo, pode sofrer prejuízos e decepções com a contemporaneidade. A maior novidade no mundo atual são os Fake News. Depois, então da eleição de Donald Trump, as notícias falsas repercutiram, ganharam o mundo, viraram moda, invadiram as redes sociais. Os aurores visitam os sites, blogs, páginas e a mídia séria apenas para deturpar, confundir, caluniar, difamar, destruir.

As maiores vítimas das notícias falsas são pessoas de destaque social, artistas e membros da política. O objetivo é único. Obter, principalmente fanhos financeiros ou políticos. Existem formas fáceis de descobrir a veracidade dos Fake News. Examinar a fonte, não se ater apenas no título da informação, na data da publicação, verificar, inclusive as tendências da notícia.

Mas, o fake News não apareceu no século XXI. O general romano Marco Antônio suicidou-se ao saber que sua mulher, Cleópatra, teria cometido a mesma barbaridade, antes. As eleições se aproximam. A falta de legislação específica no Brasil não impede que o prejudicado procure os seus direitos para punir o responsável pela mentiras e boatos. No Congresso, embora tardiamente, existem projetos em tramitação. Não se sabe se serão aprovados em tempo hábil. Mas, a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática-DRCI está ativa.

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Muitos reclamam de dores no corpo, sem ser provenientes de lesões. A causa, na maioria das vezes, decorre de erros posturais. O uso de computador por períodos prolongados, o modo de sentar na cadeira, sem o encosto ajustável e o descanso de braços, o prejudicial hábito de assistir televisão por tempo superior a 20 minutos, imóvel numa só posição, o apoiar o telefone no ombro enquanto fala, movimentar objetos pesados, desobedecendo a lei de ergomania preventiva, reduz a elasticidade dos tecidos moles.

O resultado pela desobediência à posição adequada, seja em casa, no trabalho ou no lazer, sobrecarregando o corpo, pode resultar em dores nos ombros, braços, quadris, joelhos e pés. Então, para aliviar o desconforto é preciso ter cuidado ao sentar, andar, correr, dormir, dirigir ou ser dominada pelo sedentarismo, os especialistas recomendam. Não esquecer jamais da hidroginástica, natação, caminhada e musculação, sob vigilância de profissional.

Até os quilinhos a mais, bem como o tabagismo, são danados para atrapalhar a vascularização dos discos da coluna vertebral. O disco intervertebral, formado por vértebras conjuntas, sustenta a rigidez e a flexibilidade na coluna. É o suporte para aguentar o peso, ajudar na movimentação do tronco de modo a manter o equilíbrio e a postura do corpo. Como o disco não dispõe de vasos sanguíneos, busca o auxílio de tecidos vizinhos para se manter nutrido de substâncias fundamentais.

NOTAS

A Nicarágua dá o exemplo. Insatisfeita com a maior crise política, comprovadamente sangrenta, e com a brutal onda de violência jamais vista no país, a população quer destronar o jugo de Somoza, que comandou os nicaraguenses por 40 anos com mão de ferro. Centralizador de poder, apesar de ter sido afastado do cargo ainda na década de 70, os seguidores políticos querem permanecer massacrando o povo.

Então, com coragem, determinação, idealismo e insatisfação com o caos econômico, as instabilidades e a insegurança, a juventude ganha as ruas, em protesto, repetindo os mesmos atos que aconteceram durante a guerra civil que rolou no país entre 1979 e 1990. Agora, sob o comando de Daniel Ortega, na presidência desde 2007, que teima em reprisar a mesma a fraquesa de governo, e ser adepto da corrupção, abuso de poder, nepotismo e autoritarismo, o povo quer derrubá-lo.

O lamentável são as centenas de mortes registradas nos conflitos entre os manifestantes e a juventude sandinista, fiel defensora do governo. Nas desavenças, uma jovem médica brasileira que fazia residência num hospital de Manágua, tombou crivada de balas. O início das batalhas começou com a regulamentação da reforma da previdência, em abril passado, aumentando as contribuições previdenciárias. Rejeitado o projeto, o pau canta e parece só vai acabar com a saída de Ortega. Quando, a data está indefinida.

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Tradicionalmente, o final do ano chega prometendo alegrias para o povo. Mas, segundo as previsões, a despedida de 2018 talvez traga decepções para a sociedade. Os atuais sinais prometem contrariedades com o desemprego, a lenta recuperação econômica e com a inflação de 2018, que deve subir 4,21%, embora se apresente abaixo da meta de 4,5%, traçada anteriormente. Por outro lado, é bem provável que a taxa de juros ultrapasse a meta, fixada em 6,25%.

Como o governo não se conteve, permitindo que os gastos obrigatórios, efetuados com pessoal e outros programas aumentasem, as contas públicas fecharão com um déficit primário de 2%. Caso isso aconteça, a dívida bruta do setor público deve pular para 76,3% do PIB, fato desagradável para o novo governo que entra que tem de se empenhar nas reformas, além da previdenciária, altamente necessária para equilibrar as contas totalmente desarrumadas.

Nem o dólar, previamente estimado em R$ 3,40 para dezembro, continuará comportadinho como profetizam. A causa do desacerto depende da cotação da moeda que provavelmente deve bater em R$ 3,80. Dos indicadores, somente a balança comercial pode assegurar uma boa resposta ao país. Contudo, apesar dos registros do saldo ficar na projeção de US$ 58 bilhões, o montante não surpreenderá, caso o saldo pule para US$ 62 bilhões. A salvação tem sido o aumento das exportações, a queda da safra de soja na Argentina, a elevação do preços dos combustíveis e a venda de plataformas de petróleo.

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O Brasil é misterioso. Trata o cidadão de forma diferente. A alguns concede regalias, enquanto tira o direito da maioria. Os encarcerados grandões, condenados por crime de corrupção e lavagem de dinheiro são felizardos. Vivem no luxo, em comparação com a rafameia, a pobreza. Ocupam celas maiores, limpas, com chuveiro quente e no máximo um companheiro. Dorme em colchões, tem televisão, recebem a visita de bons advogados, com tempo reservado para receber visitas. Como se estivessem apenas de folga, gozando um bom descanso.

No entanto, para a maioria, a vida no cárcere é dureza. Não tem mordomia, Conive com colegas que praticaram homicídio, roubo, latrocínio, sequestro, estupro. Superlotação para os condenados pela Lava Jato é fantasia. Ficção. Segundo presunção, aos presos políticos, executivos e lobistas são facilitados o uso de celular, internet, comida boa, assistência de cozinheiros e zelador. Embora saibam das irregularidades, fazem vista grossa.

Já o preso pobre só sofre constrangimento.nos presídios. Começa pela algema, a condução no camburão, a divisão de cubículos superlotados, divididos com até cinquenta presos, ambiente insalubre, banheiros imundos e fedorentos, além da convivência obrigatória com traficantes, assassinos, estupradores e psicopatas, geralmente cheios de direito. Nem assistência médica decente o preso pobre pode ter. O pior de tudo é a prisão provisória que no Brasil é excessiva. Ao contrário dos presos ricos que passam a responder os crimes em liberdade.

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Ser técnico de futebol no Brasil, apesar do alto salário para a minoria, é dureza por ser profissão instável, de risco. Assinado contrato com o clube, o “cara” fica na corda bamba. Caso faltem vitórias, acumule derrotas, adeus, rotineiramente. Somente os treinadores de elite duram mais. Tem treinadores famosos esperando oportunidade, vítimas de elenco malformado. Sem peças à altura da camisa, que pesa

O ponto forte que incentiva as demissões de técnicos no futebol é a cultura. A intolerância à derrota, a caçada pela vitória, a cobrança da torcida, diretoria desqualificada, o excesso de jogos por campeonato e a postura da imprensa. Alem de não plenejar, o futebol brasileiro é impaciente com o trabalho a longo prazo. A preocupação é com o imediatismo. Sem dar tempo para o treinador trabalhar, com metodologia previamente traçada.

O país que mais demite treinador é o Brasil, seguido de Portulal e Itália. Somente em 2017, nas séries A, B e C, foram demitidos 53 técnicos dos 60 maiores clubes do país. Os times que mais demitiram foram Corinthians, Grêmio, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Avaí. Na B, o Goiás, sobressaiu. Enquanto isso, a Argentina vangloria-se por mandar quatro profissionais treinar seleções na Copa do Mundo da Rússia. Jorge Sampaoli, dirigiu a própria albiceleste, José Pérkeman, a Colômbia, Hérctor Cúper, o selecionado egípcio e Edgardo Bauza, no escrete da Arábia Saudita.

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Numa coisa os parlamentares são mestres. Catedráticos. Na elaboração de planos e projetos direcionados ao proveito próprio são imbatíveis. O multimilionário Fundo Partidário ou Fundo Especial de Financiamento de Campanha, estimado em R$ 1,7 bilhões, aprovado pelo Congresso e sancionado pela presidência da República, é divina criação. Com dotação orçamenbtária da União, os 35 partidos estão abastecidos de grana para colocar a campanha eleitoral na rua.

Depois de vetado pelo STF, em 2015, o Congresso Nacional fez esforço concentrado para encontrar brechas na legislação e aprovar a medida em 2017. Agora, é botar o pé na estrada e cair em campo para detonar as companhas eleitorais que começam na segunda quinzena de agosto. O TSE já autorizou a utilização dos recursos da verba pública para custear a campanha.

Enquanto isso, de 2003 em diante, os três últimos governos, vêm alegando falta de recursos para aplicação nas áreas sociais básicas: saúde, educação e segurança. Na realidade, não é a escassez de recursos que estraga a prestação de bons serviços ao povo. O problema é a péssima gestão, a omissão e o desinteresse em valorizar o cidadão que só é reconhecido durante as eleições. No cumprimento do dever de cidadania. Fora isso, a sociedade é fichinha para eleitos que ficam cegos, surdos e moucos, quanto às deficiências na gestão pública.

NOTAS

Às vezes, o sonho de dias melhores nas metrópoles, não compensa. As acentuadas desigualdades e a insegurança reinantes na urbanização, trazem transtornos. Foi o que aconteceu com os chineses. Na ânsia de crescer na vida, muitos agricultores da China, trocaram a vida pacata do campo pelas cidades em fase de desenvolvimento. Todavia, o êxodo migratório, atraído por altos salários, não surtiu o efeito desejado para centenas de milhares de camponeses. Alguns cresceram na vida nas metrópoles, é verdade, porém uma leva gigantesca de ruralistas se arrependeu da decisão de sair do campo para morar nos centros urbanos por falta de adaptação. Arrependidos da decisão, muitos retornaram pra zona rural, pro cantinho que tinham abandonado.

O fator mais prejudicial para os imigrantes do campo para a cidade grande está na discriminação econômica e social. A dificuldade em encontrar emprego, casa, educação e saúde desestimula e atormenta o pessoal do campo. Sem qualificação profissional, os ruralistas dependiam da construção civil para arranjar vaga no mercado de trabalho que paga baixo salário e não garante uma seguridade social decente. Por outro lado, a convivência com pessoas ricas estressa, em função do desnível social. Segundo pesquisa, embora a renda pessoal tenha crescido bastante, a felicidade sumiu, principalmente depois que a China adotou as reformas estruturais que atingiram em cheio a estabilidade profissional e a rede de seguridade social.

Não é todo mundo que se adapta facilmente com a troca da área rural pelos espaços urbanos. Fato normal quando a economia de um país se desenvolve e começa a despertar a atenção de quem está distante das fases de industrialização. A opção da troca da zona rural pelas cidades é motivada por diversos fatores. A modernização do trabalho na atividade agrícola, com a introdução de maquinário na lavoura, corta vagas no campo. A expansão do latifúndio, desvaloriza as terras de entorno, forçando a redução na colheita. O envelhecimento dos pais no sitio, força a saída dos jovens da área rural, atraídos muitas vezes pela possibilidade de estudar nas cidades, nos centros evoluídos. Na atualidade, as dificuldades, principalmente financeira, reduzem a diversidade agrícola. Então, em vez de plantar grãos, verduras, legumes e frutas, é mais fácil dedicar-se somente à monocultura. Existem muitas extensões de terra dedicada apenas à plantação de soja ou café ou cana de açúcar ou eucalipto. Para o produtor, a monocultura é legal, garante renda certa. No entanto, é prejudicial para o solo que demora a se renovar, para os animais que perdem o pasto e para o pessoal que mora na vizinhança que geralmente, fica a ver navios, somente.

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Por volta de 1950, época de intenso atraso econômico, para atrair investimentos, São Paulo se abriu para a industrialização. Desdobrou-se na construção de infraestrutura. Trouxe muitas plantas industriais. A atração despertou inveja. Outros estados protestaram. O jeito era aproveitar a deixa dada pela Constituição Federal que permitia aos estados e municípios gerir o próprio sistema de cobrança de impostos. As montadoras, espertas e atraídas com as bondosas ofertas dos governos, se instalaram no Paraná, Goiás e Minas Gerais, proporcionando rápido desenvolvimento naquelas paragens.

Pobre, atrasado e desestruturado, como não oferecia vantagens, o Nordeste sobrou. Era rejeitado pelos investidores. Porém, a partir da década de 1960, copiando a regra da guerra fiscal do Sul, o Nordeste também entrou na jogada. Passou a adotar a guerra fiscal, uma prática econômica em voga na época. O propósito era impulsionar o progresso da Região com a instalação de indústria e gerar emprego. Como benefícios, as indústrias que se instalavam no Nordeste, ganhavam isenção tributária, por determinado período, terrenos em locais estratégicos, facilidades na aquisição de matérias primas e ainda dispunham de mão de obra barata. Teve governo que chegou inclusive a construir instalações de empresas com projetos aprovados, usando dinheiro público.

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NOTAS

O europeu morre de amores pelo Ceará, especialmente Fortaleza, a capital do estado. As razões da paixão, são várias, o clima tropical, as atraentes praias, com águas claras e mornas, a autêntica gastronomia e os fantásticos cenários, enfeitados por dunas, coqueirais, lagoas, fontes naturais e falésias que se espalham pelos 500 quilômetros do litoral.

Na temporada de verão que se aproxima, os cearenses estão preparados para receber, por via aérea ou marítima, mais de 75 mil turistas que vivenciaram inesquecíveis momentos no verão passado e passaram as boas impressões para os portugueses, alemães, suíços, franceses e italianos. Até os argentinos, incentivados pelos papos dos turistas estrangeiros, também querem sentir na pele as sensações de paz e diversão na contemplação da natureza cearense. Quase original.

Os roteiros estão devidamente preparados. Na praia de Cumbuco, distante 20 km de Fortaleza, a beleza é natural. Em Jericoacoara, eleita a praia mais bonita do estado, o visitante se comove com a imponência. Em Morro Branco, no município de Beberibe, o encanto está nas areias coloridas e nas fontes de água doce. Em Aracati, além das falésias, a sedução se estende pelos passeios de buggy e de jangadas, completadas pelas caminhadas ecológicas. Até o Beach Park, localizado na praia de Aquiraz, reabriu, após o acidente com o radialista.


O brasileiro anda resgatando as antigas e saudáveis manias dos avós. Munidos de enxadas, sementes, adubos e, principalmente, paciência, as famílias se dedicam a valorizar as hortas urbanas, em especial, as caseiras. Plantam hortaliças, ervas medicinais, plantas ornamentais e, se possível alguns tipos de frutas. A intenção, é aproveitar o tempo livre e os espaços ociosos para driblar as crises, manter a família junta, firmar a socialização na comunidade, proteger o bolso contra a carestia da feira livre e dos supermercados, favorecer a saúde com alimentação saldável, livre de agrotóxicos, comumente usados no campo.

Quem viveu no passado, conhece as qualidades da horta caseira, mantida pelos avós, para ajudar na economia familiar, oferecer comida de alta qualidade, cozinhada na trempe. Espécie de fogão de lenha, construído de uma chapa de ferro com buracos arredondados para sustentar as panelas.

Existem situações em algumas cidades do interior, onde a população, com a devida permissão, claro, aproveita até os espaços públicos desocupados para iniciar a exploração das hortas. O intuito é impactar áreas verdes no entorno da casa para melhorar o estresse, ter hortaliças orgânicas e novinhas, colhidas na hora de preparar a comida. A agricultura, embora explorada de forma amadora no país, exerce uma tendência econômica sustentável. Gera trabalho, mais contamina o ambiente com agrotóxicos que, embora classificados como defensivos contra pragas, são responsáveis pela morte de 200 mil mortes anuais no mundo.

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Já que o cidadão não tem vez e voz no cenário nacional, por ser considerado um zé ninguém na sociedade, a ministra Cármem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal falou pelo povo. Com autoridade, mas, sem arrogância, determinação e elegância no falar, sem elevar o tom, a presidente do STF deu o recado que a sociedade, faz tempo queria mandar para os homens de toga que às vezes gostam de ultrapassar os limites judiciais.

Na opinião da ministra Lúcia, que se mostrou irritada com as decisões conflitantes dos últimos dias no Judiciário, relacionadas ao solta, não solta Lula, o juiz tem de agir com isenção, seriedade, distante das disputas político-partidárias, não demonstrar preferência por ideologias, tendo de seguir apenas na segurança jurídica que é indispensável para manter a sociedade quieta e tranquila nas suas aspirações.

Para não causar insegurança jurídica, que é injusta, Cármem Lúcia foi direto ao ponto. Disse “ser obrigatório ao juiz agir com impessoalidade, imparcialidade e equilíbrio nas decisões para solucionar conflitos e divergências judiciais, sem, no entanto, agredir as partes”. Defensora intransigente do respeito à hierarquia do Judiciário, a ministra Cármem enfatizou: “ o cidadão jamais pode se sentir desprotegido, senão o Poder Judiciário fica deslegitimado, pondo em dúvida o valor do direito”. Dando a entender que o julgamento fica desvinculado da Lei e da Constituição. Para o bom entendedor, meias palavras, bastam. Não?

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Não tem jeito. Nem que a vaca tussa, os deputados só estão preocupados com a reeleição. Não se mostram interessados no tamanho do rombo nos cofres públicos e o descontrole das contas do governo que estouram. Nos debates para a aprovação da lei do LDO-Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019, os parlamentares aprovaram uma série de medidas que vão arrebentar a boca do balão. Vão aumentar os gastos, diminuir receitas com a distribuição de benefícios em setores especiais que importarão em mais de R$ 100 bilhões nos próximos anos. Mas, eles não estão nem aí.

Enquanto o governo corta a possibilidade de reajustes aos servidores, elimina a criação de cargos na gestão pública o pau quebra no parlamento. Embora os parlamentares tenham aprovado a redução de renúncias fiscais, obrigam o governo a fechar a porteira dos incentivos fiscais por 10 anos para promover o PIB.

Como entrou de recesso até as eleições de outubro, o Congresso vai funcionar apenas no estado de esforço concentrado, restringindo as matérias urgentes para ficar livres a fim de aprimorar as campanhas. O povo quer renovar o quadro do Congresso, colocar cara nova no Parlamento, todavia, viciados nas regalias da vida pública, deputados e senadores vão lutar com unhas e dentes para continuar no poder. O negócio é tão bom que alguns velhos deputados indicam herdeiros para pegar um mandato e permanecer na mamata. O troço é tão absurdo que alguns investigados do Lava Jato fazem tudo para não perder a reeleição. Pelo menos, segundo as regras atuais, tudo foi montado para garantir a permanência dos tradicionais deputados no mandato para mais uma legislatura. Decepcionando o cidadão com interesses próprios.

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A Lei da Transparência parece mais uma norma criada para tapear o povo. Esconder da sociedade as reais receitas obtidas e as despesas efetuadas no ano por qualquer entidade pública. Contudo, embora obrigatória a publicação no Portal da Transparência, tem prefeitura que desobedece a regra. Segue a cultura do segredo que todo gestor público conhece de cor e salteado. A maioria prefere correr o risco de ter os repasses federais bloqueados, a revelar a situação das contas públicas geralmente maquiadas. Afinal, a astúcia, faz parte do jogo político.

Ora, se as instituições descumprem as ordens, imagine os parlamentares. Esses, então, fazem mil peripécias para omitir os gastos com o dinheiro público. Todo parlamentar tem direito a receber mensalmente a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, a CEAP, antiga verba indenizatória. Na CEAP, estão incluídas as despesas com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, gastos com gabinete, assinaturas de jornais, alimentação, hospedagem, locomoção, fretamento de aeronaves, veículos e embarcações, táxis, pedágios, estacionamentos, combustíveis, segurança, consultorias, divulgação do mandato e auxílio-moradia. Além do salário, ultrajante ao salário mínimo.

Mas, para defender o seu, o parlamentar adora fazer farra com o dinheiro público. Esbanja, engana, usa de desonestidade. Com apenas uma nota fiscal, o parlamentar usa a cota mensal de combustíveis. Tem deputado que, preocupado com a imagem, torra o dinheiro do cidadão na divulgação do mandato, aluga jatinhos a pretexto de usar em atividade parlamentar, mentindo, se hospeda em flats de luxo, esnoba na excessiva “contratação” de assessores com supersalários. Tem senador que, impudente, pede até reembolso da segurança privada. Mas, desconhece que faltam hospitais, boas escolas e regular transporte público nos municípios. Ignora, sobretudo, dois fatos importantes. A renda é distribuída de forma desigual e mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil.

NOTAS

A greve dos caminhoneiros revelou outra fragilidade da economia. Para escoar a produção, o país depende basicamente do modal rodoviário. Mas, deixar um país submetido somente à estrada, aceitar que interesses políticos defendam o caminhão e o diesel para transportar mais da metade da produção nacional, especialmente quando as dimensões territoriais são extensas, é um erro. A Europa e a maioria dos países desenvolvidos do mundo, em vez de priorizar o caminhão, optou também pela ferrovia. Por óbvias razões. O trem transporta muito mais carga, muito mais minério e grãos, além de passageiros, numa única viagem, a um custo bem mais barato. A via férrea é menos poluente e bem atrativa para a infraestrutura. Enquanto a vida útil do caminhão não ultrapassa dez anos, a do trem chega aos trinta. Quem desmotivou a utilização da ferrovia no Brasil foi a indústria automobilística, implementada por JK, na década de 1950, com base apenas em opiniões políticas, ao invés de empregar planejamento técnico como é praxe nas melhores economias. Para piorar a situação, a decisão de JK foi reforçada pela ditadura militar com a privatização da RFFSA. A partir da expansão do parque industrial automobilístico, claro os investimentos na ferrovia caíram e permanecem parados até o momento, apesar do modal ferroviário ser abrangente por desdobrar-se em trem de carga, de passageiros, metrô e VLT-veículo leve sobre trilhos. A malha ferroviária brasileira, que um dia superou a dos Estados Unidos, com 37 mil km de trilhos, atualmente só dispõe de 29 mil km, com o inconveniente de boa parte das ferrovias encontrar-se sucateada, ou em estado de abandono ou então deteriorada pela ferrugem. Para construir uma ferrovia, existem obstáculos. O projeto geralmente acarreta longo prazo e como o governo muda de quatro em quatro anos, a descontinuidade no planejamento logístico desmotiva os investimentos. Ocasiona, evidentemente, deficiência neste meio de transporte e a falta de concorrência. O transporte rodoviário é importante na economia. Ajuda a agrupar valor aos produtos, porém é sujeito aos engarrafamentos, às estradas esburacadas, mal conservadas e à demora nos descarregamentos. No mundo, a predominância do meio de transporte é o ferroviário, seguido do rodoviário e hidroviário. Somente o Brasil não costuma diversificar os modais de transporte, preferindo concentrar-se no basicamente no rodoviário que tem custado caro à economia porque, além de travar o progresso, não diversificar o escoamento da produção, encarece, e como encarece o preço.

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As eleições se aproximam. Convém ao eleitor tomar consciência da importância do voto. Quando bem sufragado, o voto evita dissabores e decepções. Na atual legislatura, aprovada nas urnas em 2014, por causa da eleição de péssimos parlamentares, o país sofre consequências. Absorve impactos negativos. Atualmente, o Brasil tem a pior representação política desde 1985, é mais conservadora do que a de 1964. Aliás, quando começou a atual legislatura, em 2015, a quantidade de partidos registrava 28 partidos. Hoje, o número de partidos pulou para 35 parece que para dificultar a governabilidade por falta, justamente de iniciativas ideológicas. Então, cabe ao eleitor não se esquecer das frases que marcaram nas últimas eleições, como propaganda política. “Quer transar, o governo dá camisinha. Engravidou, busque o Bolsa Família. Tá desempregado, procure o seguro desemprego, Matou ou roubou, proteja-se com o auxílio reclusão” que tudo se ajeita. De fato, brincadeira ou não, o voto tem um significado muito importante. Na verdade, o voto expressa a vontade, determina a preferência do eleitor por determinado candidato que, uma vez eleito, o vitorioso procure trabalhar com afinco, sinceridade e honestidade para não decepcionar quem lhe presenteou com um mandato legislativo nas urnas.

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Pense num trem cinco estrelas. Será que existe na face da Terra é fantasia ou mera utopia. A tecnologia japonesa tem feito prodígio neste meio de transporte ferroviário que impacta e repercute. Quem procura o trem cinco estrelas, é bem recebido por uma comitiva de primeira linha, educada, cortês e sorridente. Ao entrar na locomotiva, as surpresas para o passageiro. O luxo no compartimento, a poltrona superconfortável, a visão panorâmica, a sala de estar de primeiro ordem, a mesa no restaurante, a cozinha sofisticada, o fino serviço gastronômico, o quarto, o conforto da cama e o requintado banheiro. Para completar, a mordomia inclui até pianista. O problema é a vontade de nunca mais querer sair de um ambiente tão acolhedor. Como se esta novidade não bastasse, o Japão inaugurou outro trem moderníssimo. Bem mais luxuoso. Trata-se do trem Shiki-Shima de dois andares com janelas panorâmicas, salas de descanso compartilhadas, refinado restaurante e 17 suítes com capacidade para duas pessoas. Para fazer uma viagem de dois dias, o passageiro paga o preço de R$ 8.8 mil. Mas, apesar do preço salgado, até março passado a lotação do trem mais luxuoso do mundo estava completa e a fila, extensa. É justamente poir causa dessas requintadas regalias que servem a tecnologia e o desenvolvimento. Qualidades usufruidas somente por quem tem o privilégio de morar em países de primeira linha.

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A qualidade do servidor público permanece desagradando o cidadão. Segundo um instituto suíço, dentre 59 países analisados, o serviço público brasileiro foi enquadrado no 5º lugar, dentre os que apresentaram os piores índices de funcionamento. As causas das críticas se baseavam em má gestão, indicação política e o reduzido salário pago à categoria. Os países que apresentaram melhor nota no serviço público foram Hong Kong, Cingapura e Suíça. Em Pernambuco, de acordo com outro levantamento feito internamente, o quadro apresentado em 185 municípios, constata que quase 7 mil indicados pela política e contratados pelo poder público não tem o ensino fundamental. Todavia, a política não avalia o grau de instrução do candidato ao cargo público, muitas vezes nomeado para exercer a função de comissionado, pensando apenas em assegurar a reeleição do indicador. Na França, especialistas apontam que esse tipo de expediente para o serviço público, através da indicação política, ignorando a qualificação profissional, tem os seus inconvenientes. Não traz economia nenhuma para os cofres públicos porque só faz é desorganizar o serviço. Ser alvo de críticas da população. Então, para evitar dessabores, o gestor público tem de se empenhar em contratar funcionário que realmente demonstre eficiência para a função. Mas, para evitar dispêndios, a contratação de funcionários deve seguir os parâmetros da competitividade. Aliás, as críticas também atingem o concurso público. Na opinião do professor de Direito da FGV, Rio de Janeiro, Fernando Fontainha, o concurso público tem suas imperfeições. Beneficia quem tem dinheiro para garantir a aprovação em boa colocação, alimenta uma indústria de cursos destinada a cobrar caro pelo ensinamento das matérias do concurso, cria, enfim, um sistema de arrecadação para desfigurar o processo seletivo., Ao invés de cobrar taxa de inscrição e elaborar provas de múltipla escolha, Fontainha recomenda que no momento da seleção, o candidato apresente competência e experiência profissional para a função. Devidamente comprovadas.

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O banheiro químico oferecido ao público nos eventos ao ar livre parece sucata. O cheiro é insuportável, o produto químico para diminuir o odor do xixi, é fraco. Não tira o mau cheiro. Por isso, o banheiro químico brasileiro incomoda o nariz, dar nojo entrar num deles. Apesar do tempo evoluir, a figura da cabine química não mudou nada, com o passar dos anos. Tem o mesmo formato, inclusive a cor, de quando foi inventado na Califórnia em 1940. Percebendo que o trabalhador perdia tempo nas obras ao precisar fazer as necessidades fisiológicas, e que não dispunham de banheiros fixos próximos para resolver o problema, um chefe bolou a cabine que todo mundo conhece, feita com paredes de fibras de vidro, tipo de plástico reciclável leve e higiênico, com capacidade para armazenar até 264 litros de excrementos humanos. Cada cabine atende 220 pessoas, durante um evento com uma hora de duração. Como não evoluiu, o cheiro do banheiro químico brasileiro é intolerável. Aliás, o país não pensou no deficiente físico, apesar de ser exigida instalação obrigatória e adaptada em eventos realizados ao ar livre nos espaços públicos e privados. Ao contrário do Brasil, a toilette oferecida ao público em Paris, França, é decente. A cabine é autolimpante. Após cada uso, o banheiro leva um banho de água para limpar a sujeira, ficar agradável de novo e devidamente pronto para receber outro usuário. Somente quando acender a luz verde, o novo cliente fazer uso do banheiro. Na Rússia, os jornalistas que cobriram a Copa tinham à disposição, banheiros ultrassofisticados. Daí os diversos elogios do pessoal da imprensa mundial ao país que sediou esta Copa do Mundo. Enquanto isso, a limpeza dos banheiros químicos brasileiro sõ são limpos, quando recolhidos do local onde foram instalados na vespera de eventos esportivos, públicos ou artísticos. Situação de estrumeira que é ignorada até pela Vigilância Sanitária.

IMUNDIÇA

Não transformem o Brasil numa imundiça. Não classifiquem o país como um território inútil, abarrotado de porcarias, pronto para receber mais porqueiras. Tudo bem, defeitos, existem muitos por aqui.

Não se pode negar, em absoluto. Muitos defensores de poder só plantaram babaquices. Das mãos dessa gente improdutiva só saíram sujeiras, asneiras. A desordem e a balbúrdia germinou rapidamente em política nojenta, desonesta e aproveitadora, em gestores indigestos e desleais, em desigualdade social, insegurança, corrupção, em corruptores que se desdobraram em deslealdade, em querer levar vantagem em tudo.

A desconsideração com as pessoas alheias ao círculo de amizades, o oportunismo, o desrespeito, a agressividade ao meio ambiente, a tendência para o descumprimento de leis, fato corriqueiro internamente, a burocracia, a péssima qualidade do serviço público, os impostos elevados, a carestia de vida, o baixo salário, a saúde pública despreparada, os estados endividados, as cidades quebradas e submetidas ao comando das drogas, a decepcionante infraestrutura. Foi o que restou dessa galera.

Por isso é verdade que atacado de máculas, o Brasil não pode ser comparado com a qualidade de vida oferecida pela Holanda, Suécia, Canadá e os Estados Unidos. Nem chega perto.

Mas, queira ou não, existem coisas boas por aqui, merecedoras de elogios. O futebol, a biodiversidade da fauna e da flora, o clima tropical, os 7.500 mil quilômetros de litoral, as belas praias, a música empolgante, a saborosa gastronomia, a gostosa pinga, a cordialidade do povo, o multiculturalismo, as cachoeiras e as festas, a maioria, inesquecível, tornam a vida do brasileiro menos sofrida.

Todavia, o que é inadmissível são as brigas internas, o desejo de se mostrar superior a todos que predomina no Poder Judiciário. Alguns juízes chegam ao descalabro de se julgarem deuses perante a sociedade. Desqualificando o cidadão comum.

No entanto, a disputa de vaidades entre os homens de toga, enoja. A guerra de poderes, aborrece. O prende e solta do ex-presidente Lula na semana passada mostrou que, de fato, existe um tremendo impasse judicial. E que não deve continuar.

Por outro lado, a soltura de 19 condenados do Lava Jato aumenta a desconfiança da população contra a Justiça do país que parece não saber como eliminar o excesso de processos, a inaceitável morosidade com a falta de estrutura para responder à demanda de serviços e a dificuldade do cidadão que permanece menosprezado para ter acesso à Justiça.

Como tem um custo elevado, em 2015, as despesas do Judiciário orçaram em R$ 79,2 bilhões, superando em gastos a Espanha, os Estados Unidos e a Alemanha, a sociedade espera resposta da Justiça para encontrar solução no sentido de dar adeus à lentidão nos serviços.

De forma a diminuir de forma gradativa o excesso de citações e de intimações, reduzir a demora para o oficial de Justiça localizar testemunhas. Afinal, a exagerada quantidade de despachos num mesmo processo, são medidas que deveriam desafogar as gavetas entulhadas de casos judiciais. O que faz o Poder Judiciário ser tremendamente burocrático. Muito pouco aplaudido.

Enquanto a Justiça brasileira leva 4 anos para sentenciar uma questão jurídica, em 1ª instância, a Dinamarca, a Áustria e a Hungria gastam menos de quatro meses para sentenciar um processo nas instâncias inferiores. Grande diferença.

O incrível é que nem com a adoção da tecnologia na Informática, da Súmula Vinculante, para orientar os juízes e tribunais estaduais, e da repercussão geral, para evitar o julgamento de questões semelhantes entre a Corte superior e as inferiores, as medidas tem ajudado a desengavetar processos. Acelerar sentenças.

Por todos estes inconvenientes, a Justiça brasileira acaba cometendo injustiça na opinião da sociedade. Para o povo, a verdadeira causa da impunidade é a crença do bandido, assaltante, homicida, sequestrador e estuprador julgar que o crime realmente compensa. Basta contratar um bom advogado para não passar temporadas atrás das grades. E ficar livre para agir continuadamente. Sem medo de ser feliz nas empreitadas.

Situação gozada pela maioria dos corruptos da Lava Jato que, embora tenha cometido crimes de corrupção ativa ou passiva, vive em liberdade, no convívio das pessoas de bem. Como se não tivesse cometido delitos de espécie alguma. Fosse as pessoas mais honesta do país como alguns políticos e empresários dessa laia se auto definem.

NOTAS

Recife, a capital de Pernambuco, ainda não apagou a imagem de desigualdade que ostenta. Faz tempo, a capital pernambucana é considerada uma das mais desiguais cidades do país. Deficiente em infraestrutura, a população sofre com a precariedade de serviços de saneamento, distribuição de água, coleta de esgoto e de lixo, inclusive de drenagem urbana. As famílias recifenses, particularmente as de baixa renda, ainda tem de tolerar as deficiências disponíveis em educação e saúde. Quando necessitam de assistência do poder públivco, penam. Além de abrigar grande número de pessoas pobres nos subúrbios, as famílas da periferia, especialmente os que moram vizinhos a bairros com muitos prédios, como é o caso dos residentes no Morro da Conceição, Zona Norte da cidade, sentem de perto o resultado das desigualdades. Embora vizinhos, a convivência social não é saudável. Enquanto a pobreza se ressente do precário acesso aos serviços públicos, os descendentes de famílias de alta renda dispõem do bom e do melhor. Boa assistência médica e educacional. Embora todos sejam recifenses.

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A questão é polêmica, de difícil interpretação. Ora, se a taxa Selic-Sistema Especial de Liquidação e Custódia despencou pra valer, os juros bancários não baixam. A Selic, a taxa básica de juros que regulamenta o financiamento interbancário de operações, garantida por títulos públicos federais, atualmente ocupa razoável patamar, graças aos esquemas empregados pelo Banco Central. Então, por que os juros bancários não caem também, permanecem lá em cima. Não cedem um pouco, não baixam nem a pau. Os bancos alegam bons motivos para cobrar juros tão caros. Argumentam pendências com as taxas de risco, a inadimplência, os impostos e o compulsório recolhido em função dos spreads, a diferença de juros entre o que o banco cobra do cliente e o que paga para captar dinheiro no mercado financeiro. No entanto, os economistas culpam a concentração de bancos como desculpa pelos juros altos. De fato, quem domina o mercado financeiro são apenas quatro bancos. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o Bradesco e o Itaú. O grupo dos fortes é composto por dois bancos públicos e dois privados. Juntos, o quarteto bancário domina 72,98% dos ativos financeiros do país. Das 21.579 agências bancárias em funcionamento no Brasil, 78% pertencem a essas feras bancárias. Todavia, mesmo poderosos, os gigantes sentem a compressão do crédito. A falta de financiamento para faturar altos lucros. Porém, não cedem uma vírgula sequer para baixar os juros.

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O nordestino nem desconfia. Mas, na opinião de médicos especialistas, o câncer encontra favorável ambiente no Nordeste para atacar pessoas com mais intensidade. A Paraíba conta com 223 municípios, porém, em quinze cidades, o câncer é o foco das mortes. Em Serra Grande, município do Sertão paraibano, quase a metade das mortes é provocada pela temível doença. Embora alguns tipos de câncer possam ser evitados com antecedência, mas, devido às dificuldades para diagnosticar a tempo as neoplasias, o crescimento anormal do tumor no organismo, adiando a prevenção e o tratamento, os óbitos aumentam. Segundo cancerologistas, existem naquelas paragens, boas condições para o aparecimento do câncer. A alta exposição do sertanejo ao sol, a falta de protetor solar para passar na pele, como dica protetiva, o uso de amianto na fabricação de canos para o saneamento, cuja utilização foi proibida, o consumo de água de açude, sem ser analisada antecipadamente, o vício do fumo e da bebida expandem elevam as mortes na Região. Por outro lado, não se deve esquecer que o estresse, o sedentarismo, a obesidade, quando não tratados convenientemente, também facilitam a incidência ddo câncer.

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Realmente, quem pesquisa, descobre segredos. O escritor e mestre em Administração Moderna, o austríaco Peter Drucker, falecido em 2005, disse com muita propriedade. “Não existe país subdesenvolvido. Existem, sim, países mal administrados”. Quando falta qualidade, com certeza, o cliente mostra insatisfação com o produto comprado. O contribuinte reclama contra a desatenção do Poder Público, a pessoa prejudicada protesta, quando precisa se utilizar de serviço de seu interesse, no entanto, é presenteado com negligência ou deslealdade por parte do atendente. Inchado e ineficaz, o Brasil peca por falta de produtividade. Falha na produção, trabalha demais para produzir pouco, gasta muito e se endivida. Por isso, a população se queixa contra a carência dos serviços básicos. Critica o elevado custo Brasil, em função do excesso de burocracia, do festival de corrupção, da deslealdade de políticos despreparados para o mandato, de gestores incapazes e desonestos, de péssimos empresários que, donos do dinheiro, enfeitiçam os agentes públicos, levando-os para a intolerância, da abusiva desigualdade reinante e da tradiconal dependência econômica do petróleo.

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Em país ordeiro, o bom comportamento é imprescindível, sob todos os aspectos. No trabalho, então, o Japão não perdoa erros, não releva espertezas, contesta indisciplina. A regra para o japonês jamais pode ser desrespeitada. Lá, o regulamento não pode ser ferido. De modo algum. Daí o bordão, “comeu, não leu, leva cacete”. Um velho funcionário de uma empresa do Estado, com 64 anos de idade, resolveu sair três minutos adiantados para o almoço. Avaliada a conduta do subordinado, os chefes descobriram que a prática de antecipar a saída para as refeições já se repetia em 26 vezes. Avaliada em conjunto pelos gestores, a conduta profissional do velho trabalhador foi classificada como de péssimo exemplo. Então, não restou outra alternativa para a empresa, senão repreender e punir o empregado, pedir desculpas à sociedade pelos escândalos que desvirtuam do tradicional padrão japonês de organização. O Japão faz questão cerrada de não fugir da regra de organização. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão sofreu muitos ataques dos adversários. Os bombardeios destruíram muitas indústrias. Na ânsia de reconstruir a base produtiva, os japoneses copiaram o modelo Ford de produção, criado por Henry Ford, em 1914, para engrenar a produção em massa. A metodologia ficou batizada como Fordismo. O Fordismo, criado por Henry Ford, seguia a seguinte estratégia para atingir a produção em massa. Elevar a produção, segurar os preços baixos, de modo a tornar o produto atrativo e bem disputado pelo consumidor. Para compensar o trabalhador, Ford adotou outra a regra. Oficializar o expediente de oito horas e cinco dólares. A ideia pegou, e com disciplina e eficiência, a linha automática de montagem em pouco tempo atingiu alta produtividade. O forte do Fordismo visava padronização, a produção em massa de bens homogêneos, formar grandes estoques e seguidos testes de qualidade. O Fordismo deu tão certo que foi copiado pelos japoneses na criação da metodologia do 5S, baseado na introdução de cinco palavres iniciadas pela letra S em japonês. As palavras são, Seiri, que significa senso de utilização, Seiton, simbolizando o senso de organização, Seiso, senso de limpeza, Seiketsu, senso de saúde, e Shitsuke, traduzida como senso de auto disciplina. Aprovada, a metodologia serviu para levantar a indústria japonesa, destruída pela guerra e dar moral para o Japão se reorganizar como nação em desenvolvimento. Seguindo o roteiro da ordem e da disciplina como fonte de progresso.

ROTEIRO

É como diz o ditado popular. “Uma andorinha só não faz verão”. Então, tá na cara. Pensou em desenvolvimento, de jeito algum pode-se ignorar dois itens básicos. Investimentos e infraestrutura. Investimento e infraestrutura são semelhantes a duas passadas que devem seguir unidas, cadenciadas, como dois irmãos siameses. Um complementando o outro. Se acaso um item falhar, automaticamente o outro se ressente. Padece. No campo econômico, isoladamente, atividade produtiva nenhuma consegue seguir adiante, caso haja bloqueio num dos dois itens essenciais.

Investimento é um desembolso financeiro visando obter benefícios futuros. Pode ser injetado em pesquisa, tecnologia e em educação. Infraestrutura é um suporte construído para suportar a base do progresso. Enquanto investimento pressupõe dinheiro, infraestrutura engloba estradas, portos, aeroportos, ferrovias, telecomunicações, centros de distribuição de produtos, de água, esgoto e de energia. Com alto teor de de modernizaçaão.

Cada país define o tipo de característica que deve focar nos investimentos. Os Estados Unidos são o país que mais investe no mundo. Em 2013, os americanos aplicaram US$ 450 bilhões, algo em torno de 2,8% do PIB, em pesquisa e desenvolvimento. Em seguida, vem a China, que se dedicou durante dez anos a investir pesado em desenvolvimento, priorizando a educação como item inicial. De acordo com os planos chineses, está previsto até 2020, a China aplicar quase metade dos investimentos na ciência básica. Área destinada a desvendar o interesse pelo conhecimento.

Com característica definida, o Japão especializou-se em investir na microinformática. A França na tecnologia da informática. Por isso, possui um dos seis supercomputadores mais potentes do planeta.

Todavia, nem todos os países tem a sorte de saber investir com eficiência e determinação nas áreas de maior projeção de desenvolvimento. O Brasil é um dessas desafortunadas nações que se perde no emaranhado de melhorias técnicqas, por falta de atitudes, condições financeiras e reduzido conhecimento no campo científico. Embora invista até bem em educação, mas o investimento é mal feito. Desordenadamente. Obténdo, em consequência, pouca repercussão. Inaproveitado impacto.

O baixíssimo nível técnico nacional começa pela fragilidade do sistema educacional. Prossegue no nanico investimento no campo das pesquisas cientificas. Passa pela falta de regulamentação da profissão de cientista. Aí, evidentemente, a consequência lógica e natural é a carência de investimentos resultar em atraso tecnológico. Crítica situação enfrentada pelo Brasil, no momento.

Aliás, em matéria de investimentos, a decisão praticamente fica restrita ao setor público. Até a década de 90, em função da pobreza da iniciativa privada, competia ao Estado, como o senhor do dinheiro, o direito de investir. Posteriormente, depois que surgiram as privatizações e as parcerias público e privado, as conhecidas parcerias PPP, os aportes para os investimentos começaram a rolar com maior intensidade no setor empresarial.

No início, pintaram os primeiros indicativos de investimentos, derivados de contratos de concessões. Todavia, o balde esfriou em virtude das universidades públicas, consideradas os principais centros de pesquisas e produção cientifica nacionais virem se arrastando nos projetos por falta de recursos. Decorrentes de cortes no orçamento.

Por esta razão, o país anda super devagar na luta pelo progresso. Não tem qualidade no ensino, as empresas somente agora pensam em descobrir o segredo da logística, como produzir melhor, de que forma podem introduzir a avançada tecnologia na fabricação. Patamar que os países mais industrializados, como Estados Unidos, China e Japão, dominam a técnica de produção há tempo. Empregando a tecnologia de ponta.

Apesar de ter uma população superior a 200 milhões de habitantes, o Brasil segue em marcha lenta. Por causa de sofrível nível de produtividade, o país tem pouca participação no contexto produtivo mundial.

O incrível é que, embora detenha boas qualificações, possua extensa base territorial, tenha expressivo mercado consumidor, diversidade de recursos naturais, o país sente dois atropelos. Capital pouco utilizado, e quando utilizado é mal empregado, além de recursos humanos com péssimo nível de qualificação profissional. Por falta, justamente, de preparação de mão de obra. De pessoal qualificado à altura da velocidade no avanço da tecnologia empregada no universo.

DESCASO

O serviço público é cheio de erros e defeitos que deixam a população em polvorosa, jogada no meio da rua, totalmente desprotegida. A culpa é dos agentes que não dão bolas para as necessidades carentes. É certo que a maioria do servidor público não ganha salário suficiente para se sentir confortado com a precária situação vivida nas instituições do governo.

No entanto, a minoria que recebe altos salários, Legislativo e Judiciário, se faz de cego e mouco, diante das reclamações do povo, para não ser perturbado, não se meter em furadas. Não procurar sarnas para se coçar por culpa de gestores incompetentes e desinteressados em sentir a ansiedade do povo, que apesar de buscar uma maneira de viver com dignidade, tem as carências desrespeitadas pelos administradores.

Como geralmente não dispõe de condições e nem de equipamentos para desempenhar um trabalho proveitoso no expediente, o servidor parte para o improviso. Então, diante das carências, da incompreensível falta de estrutura, é difícil o contribuinte encontrar no serviço público a esperada ajuda, o cobiçado calor humano para ser bem atendido.

O que salva no serviço público é a diminuta quantidade de gente devotada no atendimento, pessoas competentes, prestativas e humanas que fazem até o impossível para atender a quem procura as repartições, na ânsia de receber aquela gentil atenção no serviço social de qualidade.

Diariamente o cidadão sofre barbaridade no transporte público, ônibus, trens, metros sempre superlotados e ultrapassados.

Nos hospitais, postos de saúde e prontos socorros, o paciente enfrenta filas por falta de equipamentos adequados e, principalmente, pela ausência de profissionais preparados em quantidade para não deixar o povo na aflição. Entregue às baratas. Padecendo em macas nos corredores hospitalares.

Para o descaso no serviço público existem aceitáveis explicações. Desinteresse do governante, ineficiência administrativa, falta de recursos, oportunos desvios financeiros praticados pela corrupção, bandidagem de falsos representantes do povo no poder.

Na saúde, embora seja um direito constitucional do brasileiro, mas, quem manda é a negligência. Na Carta Magna está bem claro. Compete ao Estado, como dever, dispensar ao cidadão a devida atenção no atendimento. Mas, este procedimento acontecer de verdade é balela.

Para o dependente do SUS-Sistema Único de Saúde, em especial, o normal é o doente receber desumano atendimento. Péssima atenção. Desrespeito até nas urgências.

Foi o que aconteceu com o bebê, Alice Emanuele, de apenas dois meses de vida, filha da mãe Ariany Duarte da Fonseca, de 26 anos, de Santa Barbara d’Oeste, pequena cidade de São Paulo, com apenas 180 mil habitantes, que sofrendo de problemas respiratórios, procurou o pronto-socorro Afonso Ramos, do município, para atendimento emergencial.

Mas por falta de UTI neonatal, o bebê foi atendido provisoriamente numa caixa de papelão para fazer inalação. A sorte é que a improvisação deu certo, salvou a criança, até surgir socorro imediato em outra cidade.

A sorte é que na cidade vizinha, Sumaré, distante 114 quilômetros da capital, o Hospital Estadual ofereceu ajuda à criança que sofria de bronquiolite.

O curioso é a Secretaria de Saúde se pronunciar, enaltecendo a criatividade da equipe de médicos e de enfermeiros de Santa Bárbara d’Oeste que prontamamente salvou o bebê Alice.

Porém, desconhecer que o sofrimento da família deu-se justamente em função do descaso e da omissão do Estado, que não equipa as unidades hospitalares de acordo com as recomendações médicas mínimas exigidas para o perfeito atendimento da população é dose. É querer fazer o povo de besta. É enoralção de fato e de direito.

NOTAS

Desmandos. Por mais que deseje, o país não consegue eliminar duas lástimas que infernizam a vida do cidadão, mesmo borrifando repetidas gotas de pesticidas. As pragas formadas pelos gestores públicos incompetentes e os políticos desonestos, chegados à corrupção, e cientes da impunidade, parecem imunes à prevenção. Essa dupla, sempre atuando de forma criminosa, quando entra em cena deixa muitos estragos como rastro de má gestão e de improdutividade. Até que a Lei das Estatais, de 2016, engatilhe de verdade, produza efeitos, a política do Q.I., de quem indica, prevalece, sempre aprontando. Em 2016, o Brasil ocupou o 2º lugar na indicação de cargos políticos, depois da Austrália. A lista de estatais que caíram nas mãos da corrupção, e sofreram miséria, é vergonhosa. Petrobrás, BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Correios reclamam do tempo que ficaram expostas na direção de gangues desqualificadas ocupando cargos de gestão.

Em 2016, a Petrobrás lançou um plano de reestruturação para sair da pior crise de sua história, provocada por desvios de recursos arquitetados por escândalos de corrupção. O plano foi tão bom que no primeiro trimestre deste ano, a empresa contabilizou um lucro em torno de R$ 7 bilhões, o maior deste 2013. A Petrobrás saiu do vermelho para a lucratividade. Como banco nacional de desenvolvimento, o BNDES se lascou. Por causa de ineficiência governamental, gastos absurdos, falta de planejamento de gestores que não se incomodam se as obras financiadas param ou são abandonadas, o BNDES entra na dança dos prejuízos. Em Natal, RN, construíram um píer turístico, no valor de R$ 72 milhões, que não recebe navio de cruzeiro. Por dois bons motivos. A ponte Newton Navarro impede a passagem de embarcações com altura acima de 55 metros e a área de manobra não comporta grandes navios. Por suspeitas de irregularidades, três vice-presidentes indicados por partidos políticos foram afastados dos cargos na Caixa Econômica para atender recomendação do Ministério Público e do Banco Central.

Houve uma época em que o PT indicava diretores no Banco do Brasil com a finalidade de levantar fundos destinados a fins políticos. Por causa de interferências políticas que prejudicam planejamentos comentam inclusive que num dia qualquer o Banco do Brasil talvez entre no esquema da privatização. E para finalizar, convém esclarecer de que com uma só canetada um juiz federal, de Brasília, afastou seis vice-presidentes simplesmente por falta de qualificação profissional. Em termo vulgar por incompetência para assumir tão importantes cargos. Os ex-vice-presidentes depostos dos Correios não tiveram os currículos analisados devidamente, antes da nomeação. É isto, quando não se lê as regras contidas na Lei das Estatais, em vigor desde 2016, o pau come. Mas, infelizmente, as consequências de tantas demissões forçadas nas empresas sob o comando do governo acabam caindo diretamente nas costas da sociedade que não tem a ver com os desmandos.

O povo é apenas vítima de tantas falcatruas nas esferas políticas. No caso dos Correios, os funcionários foram convocados para cobrir o rombo que ultrapassou a casa dos R$ 2 milhões. Tá na cara, que quando o gestor é inapto, incapaz, contagia o ambiente de trabalho. Desmotiva o subordinado. É sinônimo de prejuízo na certa. No conceito americano, se o gestor é incapaz, o destino da empresa é viver sufocada por intrigas, mentiras, que afeta o funcionalismo, agride a criatividade. Então, para escapar de infortúnios, a nomeação de verdadeiros líderes é de suma importância para manter os planos nos esquemas de produtividade. Não atrapalhar a busca incessante de resultados. Afinal, o bom desempenho dos chefes é fundamental na execução de um bom relacionamento interpessoal.

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É cada mandiga na política que espanta até lobisomem. Os candidatos paulistas às próximas eleições usam e abusam do mandato de deputado vigor. Para garantir a reeleição, na maior pressa possível, os deputados de São Paulo, aprovaram um projeto meio duvidoso para equiparar o teto salarial de selecionadas categorias aos vencimentos dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado. A autoria do projeto é do deputado Campos Machado, do PTB-SP, que não se preocupou se o astronômico aumento causa estragos no cofre do Estado. Afinal, caso o projeto seja sancionado, o Estado vai ter de arcar com mais de R$ 1 bilhão em quatro anos para beneficiar apenas 4 mil altos servidores. O curioso é que como não depende de sanção governamental a decisão deve valer imediatamente. A categoria beneficiada, lógico, tem comparecido frequentemente à galeria da Assembleia paulista, desse o final de 2017, para acompanhar o desenrolar do projeto e dar aquela força na aprovação e entrada em vigor da medida, imediatamente. O estranho é o fato de outras categorias formadas por professores, policiais militares e civis e profissionais da saúde terem sido esquecidos na questão. Outro problema que ficou de lado na tramitação do projeto, refere-se à queda da arrecadação estadual e o fato da situação política e econômica de modo geral não ser favorável ao imediatismo do complexo projeto.

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DUREZA

Em 2010, sem alternativas, a Grécia caiu em desgraça. Desesperado com a dívida pública que só fazia crescer, que na época ultrapassava a casa de 200 bilhões de euros, enquanto a arrecadação despencava e o risco da moratória circundava os ares gregos, o país afrouxou. Entregou os pontos. Reconheceu ter sido abatido pela crise da economia e das finanças.

Na tentativa de contornar o embaraço e aconselhado pelo FM e a União Europeia, a Grécia, cujo governo era criticado internacionalmente, adotou antipáticas medidas de austeridade para escapar da enroscada. Programou controlar os gastos públicos, excessivos, congelar o salário de servidores de empresas do governo e estudou demitir em massa a quantidade de funcionários de empresas estatais. O que acabou acontecendo.

No entanto, revoltada com as prometidas decisões a serem implementadas na ocasião, a população radicalizou contra a redução do salário, o aumento de impostos, a inflação que começava a incomodar, o corte de crédito, o fechamento de bancos durante sete dias corridos, a limitação de saques de no máximo 60 euros diários e, sobretudo, com o plano de privatização preste a vigorar. Sem perder tempo, o povo ganhou as ruas para protestar. As manifestações realizadas de modo violento, gerou conflitos entre a polícia e manifestantes, cujo resultado findou em mortes. Até parece que o brasileiro já viu este filme, algumas vezes.

Todavia, acontece que a ajuda financeira externa, os vultosos empréstimos concedidos ao governo grego só fizeram atrapalhar os planos. O impacto das fortes medidas repercutiu negativamente. Travou a economia, encolheu riquezas. A atividade produtiva recuou por causa da recessão. O PIB desmoronou, de 5% obtido em 2004 para apenas 0,14% em 2014. Os negócios enfraqueceram drasticamente em função de retração, impondo a taxa de desemprego atingir a temerosa marca de 26,5%. Deixando, enfim, mais da metade da população jovem desocupada. Curtindo estressante ociosidade.

Nos oito anos de intensa luta, a Grécia ainda sofre graves consequências. Nem as ajudas financeiras foram suficientes para vencer a dura crise. Apesar de se tornar viável, a dívida deixou marcas. A população, obrigada a cortar despesas no lazer e nas compras necessárias para levar uma vida confortável, perdeu a confiança no governo. Depois, então que a dívida pública subiu para mais de 100% do PIB, as rígidas reformas nos impostos, na aposentadoria e no salário do servidor, fez o caldo entortar mais ainda. Forçou o grego a pedir arrego.

Hoje, atribui-se a tormenta sofrida pela Grécia aos erros econômicos cometidos por diversos gestores públicos e pela maldita herança do capitalismo, que temendo calotes, sugou os recursos gregos até enquanto pode. Os governos gastavam mais do que os cofres públicos conseguiam arrecadar. O país não combateu a corrupção com punhos de ferros. Não impediu a evasão fiscal. Não evitou a economia encolher. Ao contrário, deixou tudo correr fora dos trilhos.

Adotar medidas de austeridade é fácil, basta ter a caneta na mão. Mas, recuperar a economia, na sua plena atividade é dificílimo. Cortar gastos públicos não custa nada, porém cumprir a promessa, fechar a mão é outra coisa porque o ato mexe com a vaidade e o egoísmo pessoal, cujo ato é dificultoso. Nem todos os gestores públicos tem coragem para tomar audaciosa medida. Por outro lado, é mais lucrativo aumentar impostos do que promover reformas na política, na área tributária, na previdência e no mercado de trabalho. Nesse campo o trabalho é mais duvidoso porque tira o sono das autoridades que não tem aquilo roxo. E nem peito para enverdar por temerosos caminhos.

A experiência que a Grécia sofreu com a crise de economia e finanças foi dolorosa. Além do povo enfrentar duradoura depressão, ainda teve de amargar outros graves problemas. Com a força de trabalho desempregada, as demissões em massa, as greves gerais, o tesouro saqueado, o corte de salário e nas pensões, o penhor de moradias, o grego penou demais. O esgotamento mental, o abatimento físico abateu o grego por várias gerações. Levou, inclusive, muita gente ao suicídio.

Todavia, caso tudo ocorra dentro das previsões, a Grécia, singrado o mar revoltoso, este ano tem tudo para atravessar uma fase de estabilidade econômica. Afinal, o pior já passou. Após nove anos de completa baixa, vencido os efeitos dos destruidores ciclones, para 2018 as estimativas apontam que a economia grega deve crescer em 2018 com uma taxa de 2,8%.

O ruim é que os últimos acontecimentos gregos parecem um ato de déjá vu. O curioso é que outros povos vivenciaram, passaram por semelhantes e nebulosas atitudes no passado. De rachar o cano. Sem tirar nem por.


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