Coluna: CÍCERO TAVARES – CRÔNICAS E COMENTÁRIOS

ROBERTO CARLOS E A ORGIA NO BURACO DE OTÍLIA

Por volta dos anos setenta o cantor Roberto Carlos já era idolatrado como o ídolo das multidões. Onde fizesse show, uma tonelada de gente feminina entupia o recinto de histerismo, principalmente tribufus balzaquianas ricas e mal amadas que se atiravam no palco dos shows desejando que o rei as comesse ali mesmo na frente da multidão ensandecida, porque a tesão aflorava os poros e elas sentiam orgasmos telepáticos. Vaca Peidona fazia parte desse palco de beduínas-ouriçadas.

Junto com o Amigo da Onça, Erasmo Carlos, o terror das barangas, um dos responsáveis pela criação do movimento tabacudo intitulado de Jovem Guarda, parceiro das composições do rei da avareza, que todo mês de dezembro lançava um elipeido para infestar as lojas de discos de todo o Brasil, e se tornava presente de natal obrigatório para os tabacudos que idolatravam as músicas do ídolo da “perna de pau” comprar e dar de presente aos abestalhados para a satisfação desse velho escroto do trenó: Papai Noel.

Roberto Carlos já era conhecido em todos os bordéis do Brasil, quando chegava para fazer seus shows, como o rei da suruba, do bacanal, da esbórnia, movido a chá de cogumelo, cachimbada e marijuana que ele fazia questão de levar às festas para barofar o ambiente e compartilhar com todos que curtiam suas fantasias sexuais tresloucadas.

Vem dessa época a mania dele fumar aquele cachimbo preto fedorento com a boca parecendo o furico da Vaca Peidona soltando bufa de batata purgante, estampado na capa do elipeido intitulado ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, onde está inserida a música “Jesus Cristo”, biografia do filho de Deus não autorizada por Edir Macedo, que até hoje lhe cobra os dízimos autorais na justiça celestial por apropriação indébita e direito de imagem.

Com o estrondoso sucesso das músicas Jesus Cristo, Meu Pequeno Cachoeiro da Itapemirim e a lambada Minha Senhora, composta por Aurino Quirino Gonçalves – o Pinduca, o elipeido ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, estremeceu as paradas cardíacas das rádios AM de todo o Brasil, incluindo a Aurora do Jumento, em Carpina-PE, que era comandada pelo anão “bimba triste”, que, segundo as más línguas, era menor do que a pitoquinha de um galo garnisé.

Com toda essa estrondosa sucessão de sucesso que se sucedia sucessivamente sem cessar nos cabarés de todo o Brasil, Roberto Carlos provocou inveja no comedor de gente, o cafajeste Carlos Imperial, que fazia o programa de auditório “Esta noite se improvisa comendo uma priquita”, transmitido pela TV Record, que o convidou para participar do programa e comer todas as cantoras e atrizes principiantes que apareciam por lá com as priquitas coçando e doidas para fazer sucesso a qualquer custo: Gretchen, Rita Cadilac, Vaca Peidona, Elke Maravilha e outras “lebretes” do mundo cão do Teatro Oficina eram dessa época.

Foi neste ano que Roberto Carlos veio fazer um show aqui em Pangeia, digo: Recífilis, se hospedando no Grande Hotel do Alto da Foice. Assim que chegou, chamou o anão “pau vermelho”, jardineiro do Grande Hotel, PhD em pedofilia, mandou-o “selecionar umas quarentas adolescentes cabaços nas redondezas, com idade entre 12 e 16 aninhos” para, assim que terminasse o show ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, no Geraldão, ele ir até o Buraco de Otília, para fazer a maior orgia regada a chá de cogumelo e vaselina de mijo de vaca, trazidos da fazenda Tabé Lião, do Coronel Ludugero. Wilza Carla, que o Vudum Collor de Mello comia na Casa da Dinda, era dessa época!

Uma hora da matina, Roberto Carlos chega ao Buraco de Otília cercado por quarenta putinhas secionadas a dedo pelo anão “pau vermelho”. Entra no quarto reservado por Quitéria, a cafetina do priquito mais folote da América Latina, e lá pratica o maior bacanal de Herodes de todos os tempos que se tem noticia em Recífilis, regado a vaselina e manteiga feita de leite de jumenta, ao ponto de no outro dia sair do cabaré direto para a maternidade MATADOURO, no Alto da Foice, com a cabeça da bicha toda esfolada e sangrando, onde Liêdo Maranhão labutava como dentista e, aqui e acolá, fazia o papel de enfermeiro pau pra toda obra. Por ausência da profissional de plantão na época, foi Liêdo encarregado de engessar a cabeça da bimba do “rei da perna de pau” com gesso Vitória Qualimina, que ficou dura que só o filé ao molho madeira, segundo comentava Liêdo Maranhão sirrindo-se de se mijar naquele seu jeitão de gozador nato!

Foi nessa época que o “rei da varejeira”, Roberto Carlos, recebeu das “meninas” que com ele “surubaram” a alcunha de “o cabeleira do trussui à esquerda”. Até hoje se tem a curiosidade de saber o por quê do apelido tão escroto alcunhado no “rei”, mas dona Quitéria, apesar de ser comida por Zé Lezin com a promessa de revelá-lo para ele saber como enrabar Cinderela, não o disse e guarda o segredo a sete chaves no meio da taiada veia e cheia de pentelhos grisalhos, e disse que pretende morrer com ele não revelado, a não ser que um biógrafo fuleiro que esteja disposto a escrever suas memórias de putarias e proxeneta, pagando 50% de adicionais de insalubridades priquitais, não previstos na CLT de Getúlio Vargas.

P.S. Essa história da perna cabeluda não está inserida no livro ROBERTO CARLOS EM DETALHES, biografia do rei da perna de pau escrita pelo jornalista e historiador PAULO CÉSAR DE ARAÚJO, que o biógrafo preferiu omitir por atentado violento ao pudor e agressão a neurótico, apesar de na época ainda não existir o ECA (eca!), mais uma lei especial tolête grosso aprovada pelo Congresso Nacional, o Prostíbulo de Brasília, e sancionada à época pelo presidente doidão, Vudum de Mello, para encher a linguiça do ordenamento jurídico penal de Banânia!

Roberto Carlos já repetiu várias vezes em entrevistas que gostaria de lançar uma autobiografia para ter a oportunidade de contar sua própria história: “Ninguém vai contar a minha história melhor que eu”, disse ele em coletiva à imprensa. A polêmica em torno do assunto começou em 2007, quando ele moveu uma ação de busca e apreensão por calúnia, injuria e difamação, contra o jornalista e historiador Paulo César de Araújo, autor da biografia “ROBERTO CARLOS EM DETALHES” que, em conchavo com o juiz da Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, numa condenação típica de regime de exceção, retirou a referida biografia de circulação, apreendendo mais de onze mil exemplares das prateleiras das livrarias de todo o Brasil, e até hoje ele, Roberto Carlos, guarda os livros dentro daquele fiofó murcho, para todo dia limpar o cu com uma página!

Sem contar que ele foi office boy, dedo-duro dos militares da Dita-Dura que proibiu a exibição do filme JE VOUS SALUE, MARIE, em 1985, do cineasta francês Jean-Luc Godard; processou o jornalista Ruy Castro, por uma série de reportagem para a revista STATUS, que retratava suas aventuras amorosas regadas a pó de mico no bolso, dentre outras aberrações típicas de um lunático sexual centralizador, sem contar a recente proibição do livro JOVEM GUARDA: Moda, Música e Juventude, da jornalista de moda Maira Zimmerman e as ações movidas contra corretores de imóveis por todo o Brasil que ousaram registrar suas imobiliárias com seus próprios nomes: Roberto Carlos!

A Ação de Roberto Carlos, o “Rei da Perna de pau” movida contra o corretor de imóvel da Paraíba, Roberto Carlos Vieira, que registrou uma imobiliária com seu nome de batismo, RC Imobiliária e por causa do processo foi à falência, com a família destroçada, a esposa, com câncer, entrou em depressão e o sonho da filha mais velha de viajar aos Estados Unidos tornou-se um pesadelo para o profissional imobiliário.

Esse é o Roberto Carlos do coração bondoso, do homem das rosas, do “Jesus Cristo eu estou aqui”, amigo dos caminhoneiros, amante do dinheiro, usurpador da biografia de Jesus Cristo e Nossa Senhora! A Ação Judicial movida por ele em face do homônimo corretor de imóveis, arruinando-o, em contraste com seu pronunciamento oportunista em favor dos caminhoneiros, é uma das boas metáforas do Brasil atual, governado por um presidente incompetente, irresponsável e ladrão de grosso calibre: Michel Temer!

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Caro confrade Raimundo Floriano:

Em primeiríssimo lugar gostaria de agradecer-lhe a correção feita no meu artigo AS COISAS MUDAM, publicado aqui no dia 11/junho/2018, com o acréscimo de: O LULA DE HOJE E O LULA DE ONTEM. Simplesmente magistral! Visão digna de um revisor proeminente, ligado em todas as nuances do texto! Também por incluir meu nome em destaque à margem direita do seu Blog (Raimundo Floriano) junto a todos aqueles feras das letras: da poesia, da trova, da glosa, da crônica, das charges, o que para mim é uma honra e um privilégio que jamais imaginaria alcançar na vida, vez que sou um simples corretor de imóvel!

O Poeta Anderson Braga Horta, colunista deste JBF, e Raimundo Floriano, pesquisador literário e revisor d’O Romance da Besta Fubana

Autorizo-o, de público, a fazê-lo também em todas as outras besteiras que escrevo e publicadas aqui no nosso Jornal da Besta Fubana, essa seita desassombrada fundada por Luiz Aberto, como o chamou um comentarista nosso Papa Berto!

Aproveito a oportunidade para lhe dar mil abraços e dizer publicamente que lhe tenho uma grande admiração por todo trabalho cultural que o insigne pesquisador faz em pró da Cultura Popular ao longo desses mais de oitenta anos de existência.

Nos primeiros dias no ano de dois mil e dezoito as coisas não andaram boa para o nosso Jornal da Besta Fubana. Baixou um caboclo destruidor nos três provedores irresponsáveis que o hospedaram principalmente naquele jacaré da cara de rapariga, responsável pela detonação de todos os arquivos que o nosso PAPA ABERTO tinha armazenado desde 2007 e com isso destruiu a História de mais de 10 anos desta Gazeta Escrota que foi bater nos confins do Inferno de Bacurim. E não é que eu perdi alguns artigos salvos pelo Grande Floriano no seu Blog?! O que eu só tenho a agradecer e muito ao nobre revisor do Romance da Besta Fubana pelo armazenamento.

Para minha felicidade, chafurdando seu site: ALMANAQUE DO RAIMUNDO FLORIANO, deparei com meus predicados literários desde que estreei no Jornal da Besta Fubana, magnificamente preservado pelo nobre escritor, poeta, revisor, agitador cultural, homem honesto, trabalhador, digno, honrado… filho de um Brasil que finge não o reconhecer e não o valorizar a altura da sua importância no meio literário!

Neste momento de euforia pude perceber que não perdi os meus escritos porque foram salvos pelo nobre mecenas das letras. Por isso venho a publico lhe agradecer de coração e dizer que estou muito feliz porque o nobre revisor salvou minha produção literária, mesmo modesta e insignificante.

Obrigado de coração, Raimundo Floriano! Que a Natureza lhe dê mais oitenta anos de vida com mais saúde do que já tem!

AS COISAS MUDAM

No primeiro ano do seu mandato como presidente da República Federativa de Banânia, Lapa de Ladrão, apoiado por seu consultor jurídico malandrão e ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sancionou uma lei que se tornaria, 15 anos depois de sua publicação, uma das suas maiores dores de cabeça em seu embate contra a operação Lava Jato.

O feitiço virou contra o feiticeiro, e este levou no furico!

Mal sabia Lapa de Prisioneiro que, quinze anos depois de ser sancionada e publicada no D.O.U em 13.11.2003, a Lei 10.763/2003, com apenas quatro parágrafos, que alterou pontos do vetusto, inútil e obsceno Código Penal de 1941 sobre crime do colarinho branco endurecendo, ainda mais, a punição para o crime de corrupção, cuja pena máxima, passou de 8 anos para 12 de prisão, iria condená-lo a cagar, por 12 anos e 1 mês no boi de Curitiba, isso se o ministro do Supremo Tribunal de Favores, Gilmar Psicopata Mendes, não lhe conceder um habeas corpus ex officio.

A regra criada naquela época contribuiu para ampliar a punição imposta a Lapa de Larápio no caso do Tríplex do Guarujá pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, que julga os casos da Lava Jato na segunda instância. A pena por corrupção e lavagem de dinheiro foi aumentada de 9 anos e 6 meses, aplicada pelo juiz Sérgio Moro, para 12 anos e 1 mês de prisão, em regime inicial merecidamente fechado!

Outro parágrafo da referida lei promete causar ainda mais transtorno merecidamente justo a Lapa de Bandido: o que condiciona a progressão de regime à “devolução do produto ilícito praticado”, que Lapa de Enganador e seus asseclas roubaram da Saúde, da Educação, da Segurança e do Desenvolvimento da Nação!

Caso não reverta sua condenação ou sua prisão nos tribunais superiores, o presidiário só poderá passar ao regime semiaberto, após cumprir dois anos em regime fechado, e se já tiver pagado a indenização imposta pelo TRF-4, em R$ 13,7 milhões, com juros e correção monetária…

O veto à progressão de regime caso não sejam devolvidos os valores desviados já vem impedindo que condenados da operação passem para o semiaberto na Lava Jato.

No caso de Lapa de Canalha, o fato de ele ter sido o presidente a sancionar a lei que hoje se tornou um obstáculo em seu caso é uma “fatalidade natural e legal”, na opinião do tabacudo coordenador de pós-graduação em Direito Penal Econômico do Instituto de Direito Público de São Paulo, Fernando Debiloide Castelo Branco.

Segundo ele, “Temos um processo legislativo em que o Congresso vota, decide e o presidente da República promulga (promulga?)”, diz o especialista em tolêtes penais. “Na condição de presidente, ele seguiu esse processo legislativo outorgando a eficácia para essa legislação.” “Infelizmente, tomou no cu” – finalizou o especialista bananeiro.

Também foi Lapa de Quadrilheiro quem sancionou a Lei da Ficha Limpa, em 2010, que se tornou hoje outro entrave em sua trajetória. A legislação barra candidaturas de condenados em segunda instância, como ele, e foi aprovada no Congresso após um projeto via iniciativa popular, com mais de 1,6 milhão de assinaturas.

Ainda na área judicial, Lapa de Ladrão se fudeu ao dar assinatura final, no início de seu governo, em legislação que prevê a emissão anual de um atestado de cumprimento de pena aos presos, o que beneficia os detentos.

O certo é que Lapa de Corrupto está fudido até o cuzinho, e vem mais cuzanças por aí com a condenação do Sítio de Atibaia, com o juiz Sérgio Moro se preparando para sentenciá-lo com uma sentença pajaraca botando até o tronco no rabo dele!

Segundo o romancista Érico Veríssimo: existe um senhor que não mente nunca para quem faz merda na vida e sofre as consequências! Quem faz aqui; paga aqui: O Tempo! E o Tempo mostrou quem é Lapa de Prisioneiro: Um bandido Psicopata!

Íntegra da Lei que fudeu Lapa de Bandido, sancionada por ele. Vale salientar que a roubalheira e os saques criminosos aos cofres públicos ainda não haviam começado!…

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI No 10.763, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2003.

Acrescenta artigo ao Código Penal e modifica a pena cominada aos crimes de corrupção ativa e passiva.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O art. 33 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte § 4o:
“Art. 33. ………………………………………………..
§ 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.” (NR)

Art. 2o O art. 317 do Decreto-Lei no 2.848, de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 317. ………………………………………………..
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” (NR)

Art. 3o O art. 333 do Decreto-Lei no 2.848, de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 333 ………………………………………………..
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” (NR)

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de novembro de 2003; 182.o da Independência e 115.o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Márcio Thomaz Bastos
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 13.11.2003.

EXEMPLO DE POBREZA E HONESTIDADE NO BRASIL

Essa história aconteceu em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná, e viralizou na internet depois que o eletricista funcionário da Companhia Paranaense de Energia (Copel), João Cândido da Silva Neto, 57 anos, relatou em sua página do Feissibuqui, que foi até a casa de uma família de baixa renda cortar a luz por falta de pagamento. Fazer o que ele chama de “atividade desagradável”. Contou que foi procurado por uma criança que lhe pediu um R$ 1, mas como ele não tinha no bolso R$.1,00 real, abriu a carteira e deu de cara com R$ 5,00. Deu ao menino e lhe pediu para dividir com os dois irmãos. Para sua surpresa quando retornou para fazer a religação da energia, à tarde, da casa torta de madeira, a criança esperava-o e devolveu os R$ 2,00 reais de troco!! “Ainda bem que o senhor voltou para eu entregar o troco” – disse a criança a um homem emocionado!

“Naquele instante, ao me devolver os R$ 2,00 reais “Geninho” (nome fictício dado à criança pelo eletricista), estava me mostrando o maior exemplo de honestidade e responsabilidade que eu já tinha visto na vida”, relatou emocionado o trabalhador.

Após a repercussão da história nas redes sociais, que já alcançou mais de 100 mil compartilhamentos, muita gente está mandando mensagens para João Cândido dizendo que quer ajudar a família. Por isso, ele fez uma nova visita à casa do menino e contou por que voltou a se emocionar novamente.

Segundo João Cândido, “o pai da criança disse que não precisava levar nada para eles não, porque tem gente que precisa mais do que a gente!”

Mas, segundo João Cândido, a situação da família é complicada, já que o casal está desempregado. “Não são só duas contas de luz atrasadas”, explicou. O pai tem problemas cardíacos e não pode fazer muito esforço, e a mãe também está doente, conforme o eletricista.

De acordo com João Cândido, funcionários da Copel que fazem voluntariado estão verificando uma forma de organizar as doações para que cheguem até a família. “Eu estou muito feliz, estou transbordando de felicidade!”, comemorou o eletricista que também faz trabalho voluntário e escreve contos e crônicas de fatos do dia a dia.

No encontro que houve, ele disse que conheceu melhor a família e, diferente do que escreveu no Feissibuqui, informou que o casal tem três filhos, uma menina e dois meninos, todos estudando. No dia em que ele foi até lá para cortar a energia, estavam na casa o menino, o irmão e a irmã. Além disso, o nome do menino é fictício, para preservar a família.

O resto dessa história comovente, dada por uma criança de nove anos, deveria servir como exemplo a todos esses políticos, presidentes, juízes, desembargadores e, principalmente, ministros do Supremo Tribunal de Favores mau caráteres e ladrões que envergonham o País, tipo Gilmar Mendes, que merecia um busca pé no rabo para subir ao quinto dos infernos, ou fuzilado em praça pública com a plateia assistindo feliz!

Vale apenas assistir o vídeo e se emocionar com uma história de honestidade e dignidade vinda de uma criança filha de pais humildes!

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EXEMPLO DE CAPITALISMO DE OPORTUNIDADES NOS ESTADOS UNIDOS

O estudante negro Corey Patrick da cidade de Tarrant, Estados Unidos, ganhou um carro de presente do radialista negro da cidade local, Rickey Smiley, após ser fotografado indo à sua formatura na escola Tarrant High School quando estava em seu último ano do curso.

Segundo Felicia White, mãe do rapaz, ao canal WBRC, a família teve de se mudar e ficou morando a 16 quilômetros da escola do estudante, o que obrigava o jovem adolescente se levantar às 4h30mim da madrugada para chegar ao ponto do ônibus às 5h41mim. Na volta, ele tinha de esperar até às 17h19mim, quando o ônibus retornava. Esse trajeto consumia para Corey

Patrick uma hora e meia. E ele nunca farrapou.

Registre-se: Apesar do caminho deserto a caminhar, Patrick nunca foi assaltado!!

Corey Patrick teve de repetir esse mesmo procedimento durante um ano. Foi num desses momentos que ele foi fotografado por um desconhecido indo para o ponto de ônibus vestido da beca da formatura. A imagem viralizou e chamou a atenção do radialista Rickey Smiley da comunidade que, sensibilizado e comovido com a dedicação e perseverança do rapaz, lhe deu um carro de presente.

Esse é o tipo de exemplo que vem do maior país capitalista reacionário do mundo, odiado por todos os esquerdoides e descerebrados de Banânia, mas morrem de inveja por não estarem lá!

MARÍLIA MENDONÇA – A RAINHA DA SOFRÊNCIA

A maior revelação da música sertaneja surgida nos últimos tempos, Marília Dias Mendonça, nome artístico Marília Mendonça, cantora, compositora, violonista, nasceu em Cristianópolis, município de Goiás que fica a uma distância de 90 quilômetros da capital, no dia 22 de julho de 1995.

Com apenas três anos de carreira, já ganhou o Troféu Imprensa de 2017 e 2018. Possui mais de quatro bilhões de visualizações no You Tube!!! Quatro músicas entre as mais tocadas em todo o Brasil, sendo a primeira mulher brasileira a entrar no “Moments History Month do Spotify!!” Ela é o maior sucesso do momento da música sertaneja!!!!!

Com um talento musical acima do normal e uma voz potente, Marília Mendonça, teve sua primeira composição “Minha Herança” gravada pela dupla sertaneja João Neto & Frederico dois anos depois de escrita, em 2009. Mesmo sendo menor de idade, Marília Mendonça investiu na carreira de compositora, escrevendo mais canções do gênero. Nesse período, foi autora de canções de sucesso como “É com ela que eu estou”, gravada por Cristiano Araújo, e “Cuida bem dela” e “Até você voltar”, gravadas pelos irmãos Henrique & Juliano. Ela canta a realidade dos desencontros amorosos!

Estreou como cantora em 2015, aos 20 anos, com a participação em duas músicas da dupla Henrique & Juliano, seus irmãos: “A Flor e o Beija-Flor” e “Impasse”. Logo em seguida, no mês de julho, ela gravou o disco Marília Mendonça: Ao Vivo. Feito em um cenário com decoração simples e com garrafas de bebidas alcoólicas. O álbum foi lançado oficialmente em março de 2016. Disponibilizado tanto nos formatos CD e DVD pela gravadora Som Livre, recebeu aclamação positiva do público, alcançando o topo das paradas brasileiras. Entre as canções de destaque do disco, estão o single “Infiel” e a canção “Eu sei de Cor”, a qual liderou a Brasil Hot 100 Airplay em 2016 por cinco semanas. ‘Infiel’ tornou-se a quinta música mais executada nas rádios do Brasil naquele ano, além de já ter sido a segunda canção brasileira com mais visualizações no You Tube.

Após alcançar sucesso na divulgação do material no You Tube, passou a ser chamada pelos fãs e tietes de “Rainha da Sofrência”. Marília fez o seu primeiro grande show ao vivo em agosto do mesmo ano, na cidade paraense de Itaituba. Ao mesmo tempo em que iniciava a carreira em cima dos palcos, continuou compondo músicas para outros artistas, como Lucas Lucco, Joelma, Jorge & Mateus, Wesley Safadão, Maiara & Maraísa, Matheus & Kauan, Fred & Gustavo, Zé Neto & Cristiano, César Menotti & Fabiano e os já citados anteriormente Henrique & Juliano e João Neto & Frederico.

Devido à grande repercussão de seu nome na mídia, Marília Mendonça foi indicada ao prêmio “Melhores do Ano”, do programa “Domingão do Faustão”, exibido pela Rede Globo. Naquela ocasião, Anitta foi a vencedora do troféu e convidou Marília para receber o prêmio com ela, homenageando todas as mulheres e encerrando com um dueto da canção “Infiel”. Marília encerrou o ano de 2016 com uma participação no tradicional “Show da Virada”, da Rede Globo, exibido no dia 31 de dezembro, apresentação que considera uma das mais importantes de sua carreira. Em 8 de outubro de 2016, Marília gravou o segundo DVD da sua carreira, “Realidade”, no Sambódromo de Manaus para um público de mais de quarenta e cinco mil pessoas! Quatro das canções gravadas foram disponibilizadas em 13 de janeiro de 2017 em um EP homônimo, com três canções inéditas, além da conhecida “Eu Sei de Cor”. O lançamento oficial do CD e do DVD, previsto para fevereiro de 2017 pela Som Livre, aconteceu em 31 de março.

Em julho de 2017, Marília conquistou o posto de artista brasileira mais ouvida no You Tube. Ela ficou em 13º no ranking mundial, superando artistas como Adele, Ariana Grande, Shakira e Taylor Swift. Em setembro de 2017, outra marca: a cantora ultrapassou três bilhões de visualizações em seu canal oficial, sendo a primeira cantora brasileira a conquistar o número em menos de dois anos!!!

Marília Mendonça apresenta em suas canções uma filosofia musical de valorização da figura da mulher. Apesar de negar uma postura militante diante do feminismo, já usou o termo em algumas ocasiões, como na entrevista ao jornalista Pedro Bial, quando questionada sobre culpa diante de traições, tema recorrente em suas músicas. “Se fala tanto em feminismo e a mulher ainda culpa a mulher por coisas que ela não tem culpa. Se o cara é casado comigo, é meu namorado ou está do meu lado e me trai, quem me traiu foi ele. Eu não tinha nenhum tipo de relacionamento com a amante” – questionou. Seguindo a linha da defesa dos direitos das mulheres, lançou no dia 8 de março de 2018 as canções “A Culpa é Dele”, com Maiara & Maraísa – criticando a disputa entre mulheres e a idolatria ao homem – e “Perdeu a Razão”, seu novo trabalho com a cantora Joelma, que fala de violência doméstica e da Lei Maria da Penha.

Em uma entrevista concedida ao jornal O Globo neste ano, a cantora e compositora sertaneja Marília Mendonça destacou que era necessário conquistar o público feminino como adepto de suas canções, visto que as mulheres comparecem em grande número aos shows de música sertaneja por distração e prazer absoluto de liberdade, porém, não existiam cantoras do gênero em aclamação naquele período.

Marília Mendonça – “A Rainha da Sofrência” – pelo talento para compor e cantar em tom de voz grave e potente, pelo domínio de palco, pela naturalidade, pela maturidade, pela AUTENTICIDADE, é, sem dúvida nenhuma, a maior revelação da música sertaneja dos últimos tempos com apenas 23 anos, porque fala do amor, da traição entre homens e mulheres em todas suas nuances em linguagem popular sem ser popularesca, do sofrer, que são universais, com muita catilogência e responsabilidade!

Assista o Clipe até o fim, com o depoimento da cantora Joelma.

MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL É CONTRÁRIO À PRISÃO DO LADRÃO-MOR

Em meado de janeiro de 2018, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello Seboso, no dizer do colunista fubânico Altamir Pinheiro, sempre voto vencido nas decisões em ADC, ADPF, ADIn, Repercussão Geral e outras ações relevantes só julgadas pela Corte Constitucional, propôs a não prisão de Lapa de Corrupto, insinuando que a 8.ª Turma do TRF-4 cedesse à chantagem dos grupos extremistas dos Brecker Brothers, MSTs, MTSTs e outros bandos de terroristas petistas e similares de Banânia, que se propunham a desobedecer à ordem judicial contra a prisão de Lapa de Ladrão, o chefe-mor da máfia que assaltou o país.

O ministro Marco Aurélio de Mello Seboso, desmoralizado por uma liminar não cumprida pelo mafioso Renan Calheiro, de forma irresponsável e inconsequente, atitude típica de um ministro subserviente e canalha, sem moral, disse à data que a prisão de Lapa de Bandido pela 8.ª Turma do TRF-4 “poderia incendiar o país”. O ministro (?) afirmou que se tinha de preservar a paz social cedendo à chantagem de grupos terroristas que propunham a desobediência à ordem judicial, especialmente com uso de violência.

Segundo comentava-se à data, e isso era motivo de preocupação do irresponsável ministro Marco Aurélio de Mello Seboso, o “general” João Pedro Stédile prometeu colocar seu “exército” à disposição do grande chefão. “Aqui vai um recado para dona Polícia Federal e para o Poder Judiciário: não pensem que vocês mandam no país. Nós, dos movimentos populares não aceitaremos de forma alguma e, impediremos com tudo que for possível, que o companheiro Lula seja preso!”, ameaçou dias antes da prisão.

Promessa semelhante tinha sido feita ainda na quarta-feira por Guilherme Boulos, o terrorista e explorador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, durante ato em São Paulo.

Ninguém duvida do potencial criminoso do MST, do MTST e de outros grupos, demonstrado em inúmeras ocasiões Brasil afora. Mas, quando Marco Aurélio de Mello Seboso cagou esses tolêtes grossos à imprensa, tipo de afirmações inconsequentes e irresponsáveis, admitiu implicitamente a incapacidade de o Estado brasileiro fazer cumprir as leis, ou, no mínimo que, em certas ocasiões é melhor não fazê-las cumprir. Isso seria a mais pura rendição à chantagem de criminosos; estaríamos em uma anomia em que são os “movimentos sociais escusos” que dão as cartas. Difícil acreditar que um ministro da mais alta Corte tenha cagado esses tolêtes grossos. O caminho correto é a responsabilização de quem prega a desobediência à Justiça e uma ação firme das forças de segurança caso haja quem esteja disposto a empregar a violência para impedir o cumprimento de uma decisão judicial, no Estado Democrático de Direito, e não se curvar a ela.

Afinal, o Estado existe para quê?

A capitulação do ministro Marco Aurélio de Mello Seboso diante dos movimentos sociais terroristas é ainda mais incompreensível porque é ilusório crer que a população sairia às ruas para impedir o cumprimento de uma eventual ordem judicial para que Lapa de Ladrão não fosse preso. Se alguém resolvesse se colocar no caminho da Justiça, seriam apenas os petistas e as entidades de descerebrados por eles comandadas, e que contam com o repúdio da maioria dos brasileiros honestos, decentes e honrados, que hoje sofre na pele, no sangue, no osso, na carne, o desmando daquele bandido-mor!

Um ministro irresponsável que concedeu habeas corpus para colocar em liberdade um dos maiores assassinos de alugueres do Pará, Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela alcunha de “Taradão”, responsável pelo assassinato da Missionária Americana Dorothy Mae Stang, condenado pelo Tribunal do Júri daquele estado a 30 anos de prisão, não tem respeito nenhum pelo sofrimento humano e pela Justiça que diz representar.

O certo é que Lapa de Ladrão está preso, por ordem do Juiz Sérgio Moro, o verdadeiro Herói Nacional, há dois meses, cagando no boi de Curitiba, cheio de chanha nos ovos, piolhos e carrapatos nos pentelhos, frieira entre os dedos, sebo na cabeça da bimba, e tendo por diversão assistir às festas e estripulias dos ratos, baratas, grilos, escorpiões e outros insetos passeando no chão e paredes da cadeia, tentando a todo custo procurar o butico dele para enfiar o ferrão, e o Brasil e os brasileiros continuam firmes e fortes sem lembrar que esse vírus contagioso chamado Lapa de Bandido existe e vai estar isolado no Complexo Médico Penal de Pinhais.

Carga Pesada

Curiosamente, no dia 28 de maio de 2004, há praticamente 14 anos, ia ao ar um episódio do seriado da TV GLOBO, Carga Pesada, estrelado por Antônio Fagundes (Pedro) e Stênio Garcia (Bino) em que a dupla é responsável por mobilizar um bloqueio numa estrada esburacada sem condições de tráfego, clamando pelos direitos de melhorias.

Uma equipe de reportagem aparece de helicóptero para entrevistar Pedro, o líder da manifestação. Neste momento, o caos se instaura e um grupo liderado por um motorista revoltado com uma barra de ferro se aproxima dos apoiadores da paralisação.

Bino resolve mudar de lado e sobe em um caminhão para fazer um discurso de conciliação com os motoristas, cidadãos e cidadãs de bens que estão sofrendo com a paralisação, ressaltando a necessidade das reinvindicações dos colegas de estrada, buscando compreender a ira dos que estão afetados pelo bloqueio necessário.

Mera coincidência?

Há mais de oito dias o Brasil vive o caos com a greve dos caminhoneiros, que tem afetado direta e indiretamente todos os serviços essenciais. O Brasil virou um caos, um prostíbulo mal administrado! Está acéfalo! O governo federal não abre mãos nos assaltos dos CIDE, PIS, COFINS; os estados, dos ICMS. Enquanto isso o povo fica feito bosta n’água, para frente e para trás feito coro de pica e sem poder gozar!

De Carga Pesada para cá o Brasil, vergonhosamente, piorou, tornou-se mais escroto, escroque, trapaceiro, embusteiro, impostor; e os políticos, mais ladrões!

PAULO FRANCIS, O POLEMISTA QUE FAZ FALTA AO BRASIL

Nascido no Estado do Rio de Janeiro no dia 02 de setembro de 1930, Franz Paul Trannin da Motta Heilborn, adotou o pseudônimo de Paulo Francis, por sugestão, à época, 1957, do ator, poeta, teatrólogo e diplomata Pascoal Carlos Magno, e com ele criou fama de polemista e provocador, na carreira de jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor. Também escreveu para jornais, como Ultima Hora, O Pasquim, O Estado de São Paulo, A Folha de São Paulo, onde, durante muito tempo manteve a coluna O Diário da Corte, onde expunha suas opiniões com clareza, ironia, deboche e sarcasmo.

Com sua experiência de diretor, Paulo Francis notabilizou-se, em primeiro lugar, como crítico de teatro do Diário Carioca, entre 1957 e 1963, quando intentou realizar uma crítica de teatro que, longe de simplesmente fazer a promoção pessoal das estrelas do momento, buscava entender os textos teatrais do repertório clássico para realizar montagens que fossem não apenas espetáculos, mas atos culturais – nas suas próprias palavras, “buscar em cena um equivalente da unidade e totalidade de expressão que um texto, idealmente, nos dá em leitura […] a unidade e totalidade de expressões literárias”. Seu papel como crítico, à época, foi extremamente importante.

Paulo Francis foi o centro de diversas polêmicas e disensão. Dizia que a ferocidade que seria a marca registrada de seus textos nasceu na infância. Aos 7 anos foi arrancado dos braços da mãe e atirado às feras de um internato na ilha de Paquetá. Atribuía todo o sarcasmo e agressividade a essa brutal separação, contou ao jornalista José Castello, colunista da Folha de São Paulo à época.

Ficou famoso o ataque – que ele mesmo classificaria mais tarde de “mesquinho, deliberadamente cruel” – à atriz Tônia Carrero que, por havê-lo acusado de “sofrer do fígado” e ser “sexy” – na gíria da época, homossexual – foi por ele acusada de haver-se prostituído e de mercadejar fotos de si mesma despida. Foi por isso agredido fisicamente duas vezes – pelo então marido da atriz, Adolfo Celi, e pelo colega de Tônia no Teatro Brasileiro de Comédia, Paulo Autran.

Em 1983, a sexualidade de Paulo Francis foi, mais uma vez, alvo de ataques e de insinuações. Ele criticou a entrevista que Caetano Veloso fizera com Mick Jagger, alegando que o roqueiro inglês zombou do entrevistador. Caetano respondeu, dizendo que Francis era uma “bicha amarga” e uma “boneca travada”.

No final da década de 1970, Paulo Francis lançou-se como romancista, tentando fazer uma crítica geral da sociedade brasileira através dos seus romances Cabeça de Papel (1977) e Cabeça de Negro (1979). Para essa crítica por meio da literatura, Francis aproveitou suas experiências pessoais dentro da elite cultural e social do Brasil e principalmente do Rio de Janeiro.

Os dois romances são uma tentativa de retratar os meios jornalísticos e da boemia carioca dos anos 1960 e 1970, através do uso de um alter ego, que atua como narrador em primeira pessoa, num estilo subjetivo, à maneira já consagrada na ficção moderna por James Joyce e Marcel Proust; por outro lado, esta representação subjetiva, própria da literatura de elite, busca uma concessão ao interesse do leitor médio, ajustando-se, no entender de muitos, como o amigo de Francis, o cartunista Ziraldo mal a um enredo de thriller de espionagem sofisticado, à maneira de Graham Greene e John Le Carré.

Paulo Francis engajou-se na literatura de ficção com sua costumeira autossuficiência. Ele declarou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que no Brasil só se fariam dois tipos de literatura: o registro de sensações e as reflexões existenciais de uma mulher intelectualizada, Clarice Lispector, ou as desventuras do povo oprimido pela elite do regionalismo de Jorge Amado, e que a ele caberia a tarefa de produzir uma literatura romanesca centrada não nos oprimidos de classe ou gênero, mas nas elites.

Seja como for, Paulo Francis admitiria logo depois, em seu livro de memórias, O Afeto que se encerra (1980), que contava que o sucesso como escritor lhe garantisse recursos materiais suficientes para abandonar o jornalismo diário, mas vergou-se ao fracasso comercial dos livros, incluindo as duas novelas reunidas no volume Filhas do Segundo Sexo, de (1982), em que havia feito uma tentativa de tematizar a emancipação da mulher de classe média no Brasil da época, através de uma ficção sem muitos recursos formais, semelhante à do cronista José Carlos Oliveira, muito popular na época.

Para marcar a virada de Francis, a melhor referência é o economista Roberto Campos, seu alvo de crítica por dez anos, não faltando sequer insultos. Até que, em fevereiro de 1985, tudo mudou, na coluna “O guerreiro Roberto Campos”. Dizendo que o economista “melhorara horrores, em pessoa”, ele se desculpou: “Escrevi coisas brutais sobre Campos. São erradas. Retiro-as”. E acrescentou: “Cheguei à conclusão de que capitalismo num país rico é opcional. Num país pobre, no tipo de economia inter-relacionada de hoje, a suposta saída que se propõe no Brasil de o Estado assumir e administrar leva à perpetuação do atraso e do patrimonialismo”.

O fim do regime militar, em 1985, colocou Paulo Francis numa situação similar a outros membros da elite intelectual brasileira que haviam militado na “resistência” à ditadura: se o fim do regime ditatorial atendia às suas aspirações políticas e intelectuais, ao mesmo tempo sentiam-se dominados por um desencanto com um crescente plebeísmo dos costumes políticos brasileiros, combinado a uma consciência cada vez mais clara da incompetência e a corrupção dos governantes na Nova República. Tal desencanto tomaria a forma de rejeição especialmente com o Partido dos Trabalhadores.

Essa rejeição suscitaria um de seus artigos atacando o PT que teve grande repercussão e provocou, entre várias reações, uma resposta de Caio Túlio Costa, então ombudsman da Folha de S. Paulo. A tréplica gerou grande polêmica, sendo a possível causa de sua mudança da Folha de S. Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo.

Em 1981, tornou-se comentarista televisivo das Organizações Globo – uma virada emblemática para quem havia acusado Roberto Marinho em 1971 de ter provocado o seu banimento do país durante uma de suas prisões, em um artigo n’O Pasquim, intitulado “Um homem chamado porcaria”, no qual dizia ser “caso de polícia que seu poder continue em expansão”. Estreou em 1981, como comentarista de política internacional. No mesmo ano, também foi o comentarista do Jornal da Globo, falando sobre política e atualidades. De Nova York, Francis também entrava no Jornal Nacional, emitindo opiniões sobre política internacional e cultura. Em 1995, dividiu com Joelmir Beting e Arnaldo Jabor uma coluna de opinião.

A partir de 1993, ao lado de Lucas Mendes, Caio Blinder e Nelson Motta, Francis fez parte do programa Manhattan Connection, então transmitido pelo canal pago GNT. A partir de junho de 1996, passou a trabalhar na Globo News entrevistando personalidades internacionais como o economista John Kenneth Galbraith.

Em inícios de 1997, durante o programa Manhattan Connection, Francis propôs a privatização da Petrobras – então presidida por Joel Rennó, e acusou os diretores da estatal de possuírem US$50 milhões em contas na Suíça – acusação pela qual foi processado na justiça norte-americana, sob alegação da Petrobras de que o programa seria transmitido nos Estados Unidos para assinantes brasileiros de TV por assinatura.

Amigos fizeram o possível para livrar o jornalista da guerra judicial. Chegaram a apelar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, que tentou, em vão, convencer os diretores da Petrobras a desistir da ação.

Na época, o comentarista da Globo estaria abalado emocionalmente por ser réu no processo cuja indenização exigida era de 100 milhões de dólares. Segundo seu amigo pessoal, o escritor Elio Gaspari, o processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura. Diogo Mainardi, pupilo de Francis, foi mais enfático: sugeriu que a pressão psicológica do processo pode ter contribuído para o futuro infarto fulminante do jornalista.

Doutor Joel Rennó, o senhor ganhou, escreveu Elio Gaspari na Folha de São Paulo em 1997, um dia após a morte de Paulo Francis.

Talvez o presidente da Petrobrás, doutor Joel Rennó, não saiba (e sabe-se lá o que o doutor Rennó sabe), mas nos últimos meses ele foi um estrategista vitorioso. Conseguiu o seguinte:

Paulo Francis vivia sobressaltado pelo processo que a Petrobrás lhe movia na justiça americana, exigindo US$ 100 milhões de indenização por conta de ataques que fizera à diretoria da empresa no programa de televisão Manhattan Connection.

Era difícil conversar com Francis por mais que uns poucos minutos sem que ele se queixasse do absurdo da situação. Rennó o processava nos Estados Unidos por coisas, ditas numa televisão brasileira, que jamais foram ao ar fora do Brasil.

Francis perdeu o sono.

Naquela armadura de arrogância havia uma pessoa tensa, afetuosa, tímida, solitária e desajeitada. Era-lhe difícil comprar uma camisa na Brooks Brothers, incompreensível tratar com um advogado da defesa num processo que ameaçava arruiná-lo. Percebera a tática do doutor Rennó. Com os recursos ilimitados da empresa, mesmo sabendo que perderia o caso, o presidente da Petrobrás pretendia espichar o litígio até o limite do possível. Seu propósito era azucrinar a vida de Francis. Quem já teve uma questão judicial num simples condomínio de edifício sabe o aborrecimento que um processo provoca em quem não é advogado. Imagine-se o que vem a ser um processo de US$ 100 milhões, o maior do gênero na história brasileira e um dos maiores na dos Estados Unidos.

A partir de comentários aos quais Francis dava tom casual, um de seus amigos fraternais, pessoa de fina percepção psicológica, tocou um sinal de alerta para o Brasil: a situação era bem mais grave do que ele demonstrava. Há umas poucas semanas, Francis recuperara um pouco da tranquilidade. O presidente Fernando Henrique Cardoso, informado pelo senador José Serra do efeito que o processo do doutor Rennó causara ao estado emocional de Francis, pedira que se chegasse a um entendimento que desse fim ao caso. Foi uma melhora sensível, porém momentânea. Tratado o caso com o doutor Rennó, ele astuciosamente jogou a bola para os advogados que a viúva paga a Petrobrás em Nova York. Sugeriu que Francis os procurasse. Pessoa incapaz de sustentar com desembaraço uma conversa de coquetel com um estranho, Francis consultou seu advogado. Ele lhe explicou que a iniciativa devia caber a Petrobrás. A bola voltou ao meio do campo, e Francis viu-se diante da possibilidade de continuar sendo chutado de um lado para o outro.

Na última semana, tentava encontrar uma maneira de desatar o nó. Dissera que todos os diretores da Petrobrás tinham contas secretas na Suíça e, em pelo menos duas ocasiões, retratara-se quase que inteiramente.

Tinha duas preocupações. A primeira era o transtorno do processo. A segunda, o receio de que pudesse parecer intimidado. Estava abatido. Quanto mais magoado, mais atacava, como se Rennó tivesse conseguido produzir um mecanismo no qual sua valentia se alimentasse de angústia.

A gestão estimulada por FHC caducou na manhã de ontem. Paulo Francis está morto. O que o doutor Rennó precisa saber (e sabe-se lá o que ele sabe) é que conseguiu ferir o seu adversário. Seu processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura. O traço obsessivo de sua personalidade, que com muita frequência colocava a serviço do conforto dos amigos, foi ocupado pelo assombro de se ver perseguido.

Dizer que o processo do doutor Rennó o matou seria uma injustiça piegas, verdadeira estupidez. O que aconteceu foi outra coisa. O doutor Rennó conseguiu tomar uma carona no último capítulo da biografia de Paulo Francis. E, se algum dia Rennó tiver biografia, terá Paulo Francis nela. É difícil que consiga fazer coisa melhor, sobretudo à custa do dinheiro da viúva.

Encantou-se antes do prazo concedido pela Natureza por ter dito a verdade sobre a PETROBRAS: A mina de ouro de todos os políticos e funcionários ladrões!

UM BANDIDO NA COMISSÃO QUE ANALISA O NOVO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL

Preso no Centro de Detenção Provisória do Complexo da Papuda em Brasília desde 08 de fevereiro de 2018 por ordem da segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que o condenou por 5 anos e 3 meses de prisão, o deputado federal João Rodrigues (PSD-SC), tem ainda o direito às verbas relacionadas ao exercício do mandato – como a cota para o exercício da atividade parlamentar, de R$ 39.877,78, a verba de gabinete de R$ 101.971,94 e mantém ainda o gabinete funcionando porque não teve suplente convocado ainda e tem direito a sair da cela para presidir a comissão que analisa o novo Código de Processo Penal!

O parlamentar foi condenado primeiro pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto por crimes da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Licitações enquanto era prefeito do município de Pinhalzinho (SC). O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do TRF-4, determinando a imediata prisão do deputado.

No dia 08 de fevereiro de 2018, o então deputado federal João Rodrigues (PSD-SC) foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, após mudar a rota do voo para Assunción, Paraguai, e tentar desembarcar naquele país. Em virtude do risco de fuga e eventual manobra para tentar a prescrição do crime, o nome do deputado foi inserido em lista da Interpol por decisão do TRF-4.

O ainda deputado federal João Rodrigues é conhecido por defender a pena de morte a condenados, utilizando jargões populares como “bandido bom é bandido morto”, sendo ele um tremendo de um bandido assaltante do Erário Público!

Também é réu em ação civil pública por ato de improbidade administrativa envolvendo superfaturamento de merenda escolar no Município de Chapecó durante o período em que era prefeito. A ação, que estima o superfaturamento em cerca de R$. 8 milhões de reais, foi ajuizada pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina. A ação de improbidade teve origem em denúncia realizada pelo vereador da Câmara Municipal de Chapecó/SC, Marcelino Chiarello, encontrado morto em sua casa em 28 de novembro de 2011 em circunstância misteriosa até hoje não esclarecida!.

Membro da bancada da bala e ruralista, o deputado é mais conhecido pelas confusões em que se mete do que por sua produção legislativa. O parlamentar já ameaçou dar “porrada” e “cacete” em deputados que divergem dele.

Em maio de 2015, o deputado foi flagrado em plenário pela reportagem do SBT Brasília assistindo, pelo smartphone, a um vídeo de sexo explícito na sessão sobre a reforma política da Câmara.

Nas imagens gravadas pelo SBT, João Rodrigues mostra as imagens aos colegas. “Abri para ver o que era, e daí apareceu uma imagem pesada, por isso, coloquei o celular embaixo da mesa e mostrei para o deputado ao lado. Eu disse ‘olha a imagem pesada que eu recebi pelo Whatsapp’ e ele falou: ‘que merda é essa?”, explicou-se na época.

Na ocasião, o deputado contou que o vídeo foi apagado logo após ser visto. “Eu acho que a emissora está transgredindo a legislação brasileira com isso.” O episódio não teve consequências, mas viria a ser lembrado por colegas em discussões futuras com João Rodrigues.

Pois é, senhoras e senhores, é esse bandido de alta periculosidade, capaz de qualquer ato ignominio, ardil, contra o país e sua gente, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por roubar merenda das crianças carentes do município de Chapecó (SC) quando era prefeito, fraudar e dispensa irregular em licitações, é um dos responsáveis pela comissão que analisa o novo Código de Processo Penal da República Federativa de Banânia!

É triste, mas é a realidade de um país onde os políticos são os escárnios da sociedade!

Deu no Jornal

Após ter filho com amante, homem registra esposa como mãe da criança por engano em Santa Catarina e o caso ganha um buruçu familiar desproporcional após 28 anos:

Alegando está muito doido na época de registrar o menor, chapado de comer cogumelo extraído de mijo de jumenta no cio e chá feito da semente de cannabis sativa, o semianalfabeto Damião Lula da Silva, o Come Quieto, em depoimento colhido informalmente no TJSC, o homem contou em audiência que estava com os documentos da esposa quando foi registrar o filho “bastardo” e entregou os papéis ao cartório sem perceber o engano. A mãe da criança notou o erro, mas não se opôs.

Já Dona Maricota, a esposa traída, porém, ao descobrir o “caso” depois de 28 anos, exigiu a declaração negativa de maternidade e retificação do registro de nascimento:

– Ou você me trás essa porra corrigida ou eu toro seus culhões em mil pedaços e boto na lavagem pros porcos comerem – sentenciou a matriarca Maricotinha para um Damião com os olhos arregalados!

Sabendo do gênio da esposa e do que era capaz, Damião procurou logo a justiça para corrigir o “engano”, mas não precisou porque, sendo o filho maior e capaz, ele mesmo poderia requerer à justiça a retificação. E assim foi feito para alivio do seu Damião, que preservou os cunhões da ira de Dona Maricotinha, mas não agradeceu o filho “extra!”

Notícia triste!

Laís Fernanda Araújo Silva (Goiânia), advogada, 30 anos, na flor da idade. Linda, cheia de sonhos, guerreira, batalhadora, honesta, independente, na plenitude de sua juventude e criatividade, mas desprotegida da segurança do Estado de Goiás, que não a defendeu da senha assassina de dois assassinos, marginais, que lhe ceifaram a vida no estacionamento do Setor Alto da Glória e continuam solto para roubar e matar mais!

Quantas mortes ainda serão necessárias para os congressistas e os governos bandidos de Banânia perceberem que já passaram dos limites as mortes de pessoas inocentes como Laís? Que é preciso adaptar a Lei de Talião ao Novo Código Penal do Brasil, que consiste na rigorosa reciprocidade do crime e da pena!

COSME E DAMIÃO, DOIS MOLEQUES PSICOPATAS

Segundo contava a parteira Preta Veia das Tripas, famosa nos anos oitenta na Comunidade de Cachimbo de Boca Sem Dentes, Floresta dos Leões, por puxar bebês de xibius sem anestesia, os gêmeos Cosme e Damião já nasceram dando sopapos no ar, de bimba dura e mijando com dois palmos de altura, um mau sinal de que não iriam ter bons modos de vida na adolescência. Como a velha era uma espécie de morubixaba da Tribo dos Chuparam a Mãe, advinha, mãe de santo respeitada na redondeza, parteira com uma longa experiência de vida, ninguém duvidava das suas premonições aziagas.

Adolescentes ainda, os dois gêmeos começaram a frequentar o cinema “Ganga Zumba” na comunidade do bairro de Santo Antônio, administrado pelo senhor Irineu Venta de Cu de Ema, um sujeito mais feio do que as necessidades e mais gordo do que um hipopótamo. Assistiam principalmente a filmes de cowboys. Dentre seus favoritos estavam: Sete Homens e Um Destino (1960), Nas Trilhas da Aventura, (1965), Três Homens em Conflito (1966), Meu Ódio será sua Herança (1969), e todos os filmes de Kung Fus de Bruce Lee e genéricos, onde a pancadaria e a quebradeira sem pé nem cabeça de wushu (arte de guerra) comiam no centro e todos os brigões saíam correndo, quebrados e desconchavados no final, sem ninguém saber quem era os vilões ou os mocinhos da história, porque todos tinham a mesma cara de tabaca japonesa.

Foi a partir daí que os irmãos Cosme e Damião começaram a frequentar batizados, festas de aniversários, rela bucho, remelexos, quermesses, novenas, nos finais de semana à noite. Onde houvesse um sarau estavam eles lá para simularem uma briga entre ambos e saírem quebrando tudo que encontravam pela frente na porrada, no cacete e botando todo mundo pra correr.

Empolgados com as diatribes aprontadas, tiveram a ideia de que todos os finais de semana iriam procurar uma casa, um bar, um cabaré, onde houvesse festas para participarem sem ser convidados para aprontarem. Chegavam. Sentavam à mesa. Observavam o ambiente e quando sentiam que a festa estava no auge, bolavam uma briga entre si, trocavam tapas, murros, quebra-quebras até o ponto de não sobrar ninguém na festa. Isso se repetia semanalmente entre os irmãos. Puro instinto presepeiro de se divertir com a desgraça alheia, quebrando tudo que encontravam pela frente, mas sem ferir as pessoas, apenas provocando prejuízo aos donos da festa para depois saírem sirrindo de se mijarem dos corre corres apavorados dos frequentadores da tertúlia!

Seus instintos de aventureiro era tanto, que com o tempo eles foram ampliando os freges e rompendo fronteiras. Em qualquer festa, aniversários, forrós, que chegavam podiam ficar certos os frequentadores que o pau ia comer no centro e não ia sobrar pedras sobre pedras. Eram bancos, mesas, tamboretes, garrafas – tudo destruído na porrada dos irmãos que saíam quebrando tudo por puro prazer e diversão.

Já de sacos cheios de fazerem arruaças nos bairros contíguos, partiram para outras paradas sem se darem conta de que suas aventuras presepeiras estavam tomando proporções gigantescas, perigosas, e mal vistas pelas pessoas. Atravessando fronteiras e chegando ao conhecimento de outras comunidades.

Um dia cismaram do butico e saíram à procura de outros meios de diversão e quebradeiras e pensaram com seus botões: que tal irmos aprontar num terreiro de umbanda? E saíram à procura de um. De repente, passaram por um sítio onde havia o xangô tradicional de seu Zé Preto da Gamela, um macumbeiro do beição conhecido e afamado na região por comer muitas mães de santo fogosas e carentes que ficavam dando sopa em seu “terreiro”.

Entram. De cara topam com vários negões batendo tambores, mulheres vestidas tradicionalmente de vestidos compridos e estampados. Mesas fartas de todo tipo de comidas da região. Galinhas assadas. Bois guisados. Cabras refogadas. Bodes ensopados. Era a festa sagrada de Jurema, remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e do Sertão de Pernambuco e dos seus pajés, grandes conhecedores dos mistérios do além, plantas e animais exóticos.

Quando a festa pegou o pique mesmo, com todo mundo se manifestando, se torcendo, contorcendo e gemendo na boca de suas “entidades”, os irmãos gêmeos aproveitaram o ensejo, simularam que uma entidade havia lhes incorporados, começaram a berrar, gritar, saracotear, e do nada, baixou-lhes um caboclo desordeiros e o pau comeu no centro: quebraram as zabumbas, os pandeiros, as mesas. As cabras fugiram, os bois dispararam, as galinhas avoaram, e o povo sumiu, apavorado. Até os vira latas sumiram com os rabos entre as pernas canaviais adentro. Foi um verdadeiro pandemônio.

Foi aí que seu Zé Preto da Gamela, o pai de santo “Tora Pleura” do beição, mais macho do que um preá de agave, dono do terreiro “A Pomba do Preto Velho”, sentindo a coisa preta, juntou-se aos outros pais de santos, cada um com um metro e oitenta de altura, braços grossos, beiços de gamela, partiram de porrete para cima dos irmãos desordeiros. Deram-lhe uma pisa tão do caralho com tora de marmeleiro, quebrando-lhes os dentes, as costelas, que os irmãos gêmeos sumiram no canavial todo quebrado e desconchavado, que até hoje devem estar correndo por dentro do mato com as pessoas que corriam paralelas com medo deles, sumindo do pedaço para sempre!

– Quem no butico do outro quer butar, no seu butico um dia será butado – dizia o tarimbado macumbeiro Zé Preto da Gamela, o maior comedor de xibius de caboclas viçosas, mentor da deflagração da rebelião “Ou a rola ou o cu”, que desmoralizou os irmãos desordeiros Cosme e Damião para sempre.

TEREZINHA: A IRMÃ QUE PERDEU O CABAÇO AOS QUARENTA

Terezinha era uma morena prendada, discreta, caridosa. Um metro e cinquenta de altura, quarenta anos, peitos fartos e duros, pernas grossas, cabelos pretos e longos. Cristã fervorosa, dessas de ir à igreja todos os domingos se confessar com o padre Rubião, da igreja do bairro: As Escadas Para o Paraíso Eterno.

Sua maior preocupação na vida era que já estava passando dos quarenta anos, virando titia, e ainda não havia encontrado um pretendente do seu agrado para se casar. Enquanto isso, todas as suas colegas da irmandade e vizinhanças já haviam feito o caminho inverso.

Não sabia a quem atribuir esse caritó: se a sua exigência por um homem que só seus olhos enxergavam ou porque sentia medo de se aproximar de um pretendente, por ser muito fechada e arisca. Ou talvez trauma da infância.

Mesmo assim, uns dez ou vinte candidatos já lhe teriam se chegado perto, mas ela ficava arisca, cismada quando ia ser abraçada ou beijada. Quando o caboclo se enxeria muito ela já passava um rabo de olho enviesado para ver se a braguilha ou o calção do pretendente estavam intumescidos, com o “trussue duro”, e quando percebia algo estranho procurava se afastar toda desconfiada, e o descartava na bucha. Ó Deus! – Por que todo homem só pensa naquilo e quer logo comer a gente? – lamentava ela sem não entender!

Solteirona reprimida, sonhava quase todas às noites com um príncipe encantado diferente lhe beijando o cangote, lambendo as orelhas, roçando o pescoço, pegando-lhe os peitos fartos, mas quando aproximava a mão boba por cima do cara preta, ela se acordava assustada e sonhando em bica. – Meu Deus, o que está acontecendo comigo?! – Indagava-se a si mesma na penumbra do quarto solitário.

Um dia criou coragem e foi se confessar com o padre Rubião, um Alemão mais vermelho do que a carne da FRIBOI, e contar-lhe os sonhos eróticos que vinha fantasiando constantemente.

Véu na cabeça, entre as dez beatas que estavam à sua frente para se confessar, chegou a sua vez. Ajoelhou-se. Pigarreou nervosa. E no silêncio do confessionário o padre lhe perguntou: Minha filha, o que traz você aqui?

– Padre, respondeu ela nervosa. Eu estou assustada comigo mesma, padre. Estou com quarenta anos, sou solteira, virgem ainda, cabaço, sonho todos os dias com um homem diferente me possuindo, mas todos que se aproximam de mim, no sonho, eu expulso com medo, me acordo assustada com a calcinha dota molhada de desejos. Aí meu Deus! Isso não é pecado não, padre, esses sonhos estranhos comigo? Deus não vai me castigar?

– Minha filha – respondeu o padre Rubião! “Deus” não castiga ninguém! O castigo de “Deus” é uma heresia que a igreja inventou para meter medo nas descerebradas! O primeiro que se lhe apropinquar de hoje em diante, não perca tempo não. Agarre-o, namore-o, case-se ou se junte, dê, mas realize seu sonho! Não se esqueça: Deus está de cunhão cheio de tanto cabaço solto no céu e com mais o seu ele vai pirar. Esses sonhos que você está tendo, é falta de estímulo à libido! Exercite-a urgente senão você vai surtar feito Maria Madalena!

Terezinha, que já vinha de olho em Lucio, um eunuco com cara de debiloide de mais de cinquenta anos que frequenta a igreja também, ficou ouriçada com as palavras do padre, e partiu para conquistar o solteirão e, não mais pensando com a cabeça e sim com a parte do corpo de baixo, cantou o pretendente se gostaria de lhe namorar.

Dois meses depois dessa cantada, ficaram noivos. Ela fazendo questão de escolher e pagar as alianças e acertar o dia do casamento, pois não aquentava mais aquele caritó, aqueles sonhos eróticos alucinados, aqueles desejos que lhe pipocavam os poros, lhe deixando maluca. Queria sentir o gosto do desejo, do prazer, do clímax, em fim. Não queria perder mais tempo sem o remelexo da sanfona, o vai e vem do camelo, o rela bucho do chamego apimentado da sanfona de oito baixos.

Quatro meses depois do noivado, ela mesma marcou a data do casamento. Comprou o enxoval, o traje de casamento do noivo, preparou os convites, tudo que um casório propiciava.

Solteirona juramentada, que recebia uma gorda pensão especial por morte do pai, que havia sido ex combatente da Segunda Guerra Mundial, dinheiro não lhe era problema, era solução.

Quando chegou o dia do casamento ela, que nunca havia ido a uma manicure depiladora, mandou a profissional caprichar: fazer barba, cabelo e bigode na possuída, deixando-a nos trinques para a tão sonhada noite de núpcias com o maridão.

Após a realização do casório na igreja As Escadas Para o Paraíso Eterno com a bênção do padre Rubião e o seu “tivirta-se”, Terezinha, só pensando naquele momento que toda noiva sonha na alcova, deixou os convidados na igreja, pediu licença a todos os presentes e partiu para o que ela achava ser a noite mais alucinante do mundo!

Pegou o Gordini Renault anos cinquenta, assumiu a direção, mandou o marido entrar, e deu uma arrancada tão da gota serena que os pneus cantaram no asfalto, tamanha era a vontade de se ver nua na frente do agora esposo, se deliciando de todas as fantasias sexuais que lhe passavam pela cabeça naquele momento.

Chegando em casa, não perdeu tempo. Mandou o esposo para o quanto, pediu-lhe que a aguardasse com a luz na penumbra e foi para a suíte se produzir para a dança do ventre antes das loucuras de amor com o maridão na cama.

Para sua frustração e toda produzida para aquele momento tão esperado, quando entrou no quarto encontrou o esposo roncando no sono eterno e ainda vestido com o traje do casamento.

Tentou acordá-lo, mas não conseguiu porque o eunuco estava no sono tão profundo que parecia um paciente entubado na UTI do SUS. Havia tomado um comprimido de Gardenal e outro de Rivotril ainda quando estava na igreja se casando.

Frustrada, decepcionada, arrasada com o ocorrido, Terezinha viveu por mais dois meses com essa angústia de não ter podido concretizar a tão sonhada noite de núpcias, e ainda teve de engolir as piadinhas e os sarros das colegas da igreja, da família e de outras dondocas que se encontravam na mesma situação que ela: cabaço!

Puta da vida e decidida a romper com todos os seus conceitos e preceitos de pecados, religião, “temência a Deus” e disposta a mandar o padre para a puta que o pariu também, decidiu expulsar o eunuco e inútil esposo de casa com todos os seus “mijados” e pediu o divórcio por absoluta incapacidade de copulação dele.

Dois dias depois do rompimento do casório, magoada ainda, mas disposta a não perder mais tempo com o caritó, se encontrou com Tião, um colega íntimo e bem gaiatão que já a havia cantado mais de cem vezes e ela não lhe caia nas lábias.

Conversar vai, conversa vem e, dirrepentelho, Terezinha estava nos braços do garanhão que, já sabendo do ocorrido, partiu para cima com todos os poderes de Grayskull, e tome beijos para lá, tome beijos para cá: no cangote, nas orelhas, no pescoço, no umbigo, nos peitos. Chamego, amasso, esfrega frega, que satisfez Terezinha na primeira noite sem ser de núpcias, que ela se sentiu tão feliz, tão relaxada, tão satisfeita, tão realizada, que quando amanheceu o dia, ela abriu os olhos e não desejando perder mais tempo, sussurrou no ouvido de Tião, que já estava todo quebrado da noite anterior:

-Amor, eu quero mais calamengal. Me faz recuperar esses tempos perdidos! Vem, olha como eu estou…

E sem mais temer os pecados de “Deus” e as ameaças do padre com inferno e tal, Terezinha se joga nos braços de Tião novamente, como se o mundo fosse acabar naquele momento, se delicia nas fantasias do prazer e nas loucuras do amor, suspirando, fungando, sussurrando e gritando de exultação.

Terminada a copulação e curioso por aquela grinalda de cem graus de Terezinha nas atitudes antes conservadoras, Tião se virou para ela, beijou-a mais uma vez a boca carinhosamente, e perguntou-lhe:

– Amor, por que essa mudança tão brusca na sua vida? Descobriu que o paraíso é aqui na terra, foi?

– Sim, amor! Descobri que “Deus” não reprime, não oprime, não censura e não proíbe nada que traz o bem! Ele nos deu o livre arbítrio para escolhermos e fazermos o que quisermos e desejarmos conosco e nosso corpo. A gente é que se reprime com o fantasma do pecado inventado pelo homem! Eu vivi essa ilusão por toda minha vida, mas agora me libertei com você! Disse isso e voltou a beijar Tião novamente na boca, desejando mais uma vez que ele a possuísse.

O MATUTO E A LEI 9099/95

Um matuto com cara de tabaco leso, mas nem tanto, se dirige a um determinado Juizado Especial Cível para prestar uma queixa contra um determinado banco que está querendo botar no fiofó dele sem vaselina por um contrato bancário inexistente.

De posse das cobranças de várias prestações indevidas enviadas ao seu endereço, comprovante de nome nogativado nos serviços de restrições ao crédito, o matuto se dirige à secretária do JEC para formalizar a queixa contra o dragão financeiro, o banco!

No JEC, depois de formalizar a pré-quexa, a jovem que o atendeu lhe fornece o número do processo, informa-lhe a data da Audiência de Tentativa de Conciliação, Instrução e Julgamento e lhe explica que no dia da audiência caso não chegue a um acordo na hora, o conciliador ou juiz leigo que estiver conduzindo a Audiência, parte logo para Instrução e Julgamento, onde serão ouvidos os dois lados, o Burro e a Águia, digo: O matuto e o banco.

No momento de formalizar o protesto a jovem que atendeu o matuto disse que ele não precisava levar advogado no dia da audiência, porque o valor da causa era inferior a vinte salários mínimos, e a lei 9.099/95 faculta às partes conciliarem sozinhas. E o matuto, mesmo desconfiado por não entender porra nenhuma, acreditou e foi-se.

No dia da audiência marcada o matuto compareceu sozinho, desconfiado por não ter ouvido os aconselhado dos colegas papudins para que procurasse um advogado. Que não confiasse nessa Lei do Juizado Especial Cível que manda dispensar advogado, porque o pau só cai em riba do mais fraco, do fudido. Porque do outro lado o banco vai mais armados com advogados do que o tenente João Bezerra e o sargento Aniceto, quando metralharam Lampião em Angico e contaram-lhe a cabeça e do bando.

Disseram os pinguços ao matuto numa roda de jogo de bozó regada a Pitú e tira-gosto de preá, antes da audiência:

– Zé, quem avisa amigo é! Cuidado, home! Depois que o fumo está dentro não adianta tentar tirar porque a desmoralização já está no olho da rua vestida de catirina. Tu não pode confiar numa lei que foi feita por um bando de pulítico ladrão, chapado de chá de cogumelo e folha de cocaína!!. Taí ficando doido é?

– Essa corja que criou essa merda dessa lei não pensou na gente não, Zé – disse um papudim engolindo um copo de cinquenta e um! Donde já se viu uma lei que diz que um cabra sozinho, sem entender porra nenhuma dos seus dereito vai fazer na frente dum cardume de tubarão armado até os dentes? Eles comem teu cu lá mesmo na sala e tu não sente e ainda fica querendo mais! Cai, nessa, visse!

Dito e feito. No dia da audiência de conciliação, o matuto e o banco foram chamados. Entraram na sala. O banco foi representado por dois advogados fuderosos, armados a até os zovos de argumentos jurídicos para fuder o Zé. Do outro lado o matuto, franzino, chapéu na mão, ficou assustado, amuado! O conciliador expôs a importância da conciliação, demonstrando porque se a coisa encerrasse ali era bom para as partes, mesmo sabendo que o matuto tinha razão, tinha um direito violado e estava sendo prejudicado na sua honra!

Foi quando o matuto, que só tinha de besta a cabeça da bimba, que é cega e entra em qualquer buraco quando dura e aprumada, refletindo nas palavras que os papudins da roça lhe cuspiram, disse ao conciliador:

– Vossa insolência me adesculpe a ingnorância, mas eu num vou fazer esse acordo não! Vou premeiro consultar os cabras lá do sítio, saber se eles conhecem um adevogado para me defender dos meus dereitos! Eu não comi, não robei, não matei, não inganei! O banco me cobra dinhero que não devo, me azucrina o juízo de telefonemas todos os dias, me bota nesses spcs e sirasas e vossa insolência diz que não houve nada! Pera aí sinhô!!

– Bem que meus amigos da roça me disseram: – Zé, não confia nessa lei não, Zé! Quem já se viu num país de rapariga feito o Brasil donde só tem pulíticos ladrão o cabra ir só pra justiça sem adevogado? Só na cabeça desses doidões cocainados que criaram essa lei de puta veia desqualificada que não serve pra porra nenhuma pra quem não sabe de nada! Tu sabe teus dereitos?

Foi nesse exato momento que o conciliador, olhando para os advogados do banco, não encontrando outra alternativa para fuder o matuto, marcou outra audiência de tentativa de Conciliação, Instrução e Julgamento para outra data, dessa vez com o matuto sendo acompanhado por um advogado!

Moral da História:

O legislador originário e o derivado podem ter tido ótimas intenções quando criou a Lei dos Juizados Especiais Cíveis, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade, facultando às partes irem para a Audiência de Conciliação e Instrução e Julgamento sem advogados, mas não previu como a parte mais fraca se defendesse caso a parte mais forte venha armada até os dentes, tecnicamente. É por isso que a população pobre que busca esses juizados para resolver injustiças praticadas contra ela está se fudendo todos os dias nesses juizados especiais cíveis e o congresso, covarde, ainda não discutiu uma mudança eficaz na Lei 9.099/95, exigindo a presença de advogados em todas as ações. Enquanto essa mudança não vier os Zés da Vida vão se fudendo, levando no furico sem vaselina todos os dias!

P.S. Essa história é real e o Zé da Silva que ouviu o conselho dos amigos cachacistas, procurou um advogado para que o acompanhasse na audiência. Não aceitou a esmola ofertada pelo banco. Deixou para o Juiz tomar a decisão final. Na sentença o magistrado, curto e grosso, com mais de um ano de atraso, desrespeitando o que diz a lei, reconhecendo que o banco errou ao enviar cobranças indevidas e negativar o nome do matuto, constrangendo-o e humilhando-o, aplicou-lhe uma indenização por dano moral do tamanho do caralho do jumento Polodoro, que foi confirmada em sede de recurso!

Se o matuto Zé da Silva não tivesse ouvido os seus colegas papudins e contratado um advogado seria mais uma injustiça cometida nesse país contra os mais pobres, fudidos e mal pagos.

UM MAFIOSO PRESTE A PRESIDIR O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Assim determinou o constituinte originário quando da elaboração da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu artigo 101, caput:

“O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada” (?).

Jamais o constituinte originário imaginara que um determinado presidente pilantra, bandido, nos anos dois mil, que cortara o dedo mindinho para ludibriar a viúva e se aposentar, tornar-se-ia sindicalista de araque, seria o responsável pela maior organização criminosa do mundo e iria nomear um tremendo mafioso para o cargo de ministro capaz de todo estratagema para inocentar e absolver bandidos de colarinhos brancos, ser o guardião da constituição.

Sim! Dias Toffoli é esse corleone! E está chegando para presidir de 2019 a 2020, o Supremo Tribunal Federal para avacalhá-lo definitivamente, transformando-o no maior coito aputerado que este país já teve!

Indicado por Lapa de Ladrão para ser consultor jurídico do Departamento Nacional dos Trabalhadores Rurais da Central Única dos Trabalhadores (1993-1994). Por ser petralha sempre ocupou os melhores cargos jurídicos na era de Lapa de Vigarista!

Em 12 de março de 2007, a convite do presidente Lapa de Corrupto, de quem Dias Toffoli fora advogado de campanha, assumiu a Advocacia-Geral da União.

Dias Toffoli foi indicado por Lapa de Farsante para assumir a vaga decorrente do falecimento do ministro Carlos Alberto Menezes Direito no Supremo Tribunal Federal (STF). Antes, Dias Toffoli já havia sido considerado para assumir a vaga aberta pela aposentadoria do ministro tabacudo Sepúlveda Pertence, ocasião em que o indicado fora Menezes Direito, que viera de STJ.

Na posse de Dias Tofolli, já se prenunciando o que viria pela frente em sua gestão, envolveu-se em uma polêmica relacionada a sua festa de posse no Supremo Tribunal Federal, por conta de um patrocínio de 40 mil reais da Caixa Econômica Federal. Defendido pelo ministro Marco Aurélio Mello, declarou que não estava a par dos fatos, e que a festa não fora de sua iniciativa.

Ao comentar o episódio, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) declarou que a festa era um absurdo desnecessário à Caixa Econômica Federal.

Em fevereiro de 2012, em depoimento à Polícia Federal, a advogada Christiane Araújo de Oliveira, assessora do ex-deputado federal João Caldas (PSDB-AL), declarou que, no período que antecedeu o escândalo do Mensalão no Distrito Federal, manteve relações íntimas em troca de favores com várias figuras envolvidas no caso, inclusive com Dias Toffoli.

Em 22 de agosto de 2012, durante o julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, advogados do Movimento Endireita Brasil apresentaram denúncia por crime de responsabilidade, contra Dias Toffoli, ao Senado. Na apresentação da denúncia, é assinalada a relação de Toffoli com José Dirceu e com o PT, de quem era advogado na época em que os fatos julgados ocorreram. O ministro Marco Aurélio Mello já havia dito que a situação de Toffoli era “delicada”, tendo em vista sua relação próxima com os acusados além do fato de sua namorada, Roberta Rangel, também ter sido advogada de outros acusados no processo, mas depois teve amnésia e esqueceu o que disse!

Em 9 de abril de 2015, o procurador da Fazenda Nacional, Matheus Faria Carneiro, protocolou no Senado Federal o segundo pedido de Impeachment de Dias Toffoli, alegando crimes de responsabilidade por ter participado de julgamento que deveria ter declarado suspeição. O procurador citou o caso específico do Banco Mercantil, onde o ministro contraiu empréstimo milionário em 2011. Posteriormente, Toffoli participou de julgamentos que envolviam o banco. O pedido, porém, foi rejeitado pela Mesa do Senado Federal que, àquelas alturas, só havia raposas comandando o galinheiro.

Esses e outros atributos nefastos são a ponta do iceberg da biografia desse delinquente que vai presidir o Supremo Tribunal Federal por dois anos. Um homem que, além de possuir um currículo invejável para estar onde estar, tendo tentado por duas vezes o concurso de juiz substituto, em 1994 e 1995, no Estado de São Paulo e ter sido reprovado nas duas tentativas por pura incompetência.

* * *

O bandido que não se conforma com a prisão

Lapa de Ladrão, o dito iluminado de Deus, o dono da Seite Messiânica “51”, o presidente que eliminou a fome, a pobreza e a miséria no país, não conformado com a sentença condenatória que o pôs no xilindró por 12 anos e um mês, por meio de sua corja de advogados, todos pagos a peso de outro com o dinheiro que Lapa de Corrupto roubou da nação, aproveitando-se da definição-indefinição do Supremo Tribunal Federal que pôs-não-pôs um ponto final na execução da pena condenatória em segunda instância, interpôs Agravo Regimental contra decisão do ministro Edson Fachin, que negou trâmite à reclamação que questiona o início da execução provisória da pena imposta a Lapa de Bandido, por determinação do TRF da 4ª região.

O ministro-relator Edson Fachin enviou o Agravo Regimental da defesa de Lapa de Canalha para manifestação da PGR.

É chegado o momento de o Supremo Tribunal Federal por um ponto final a essa sequência patológica de recursos patrocinados por Lapa Bandido, dando um basta as medidas cautelares das ADCs 43 e 44 e calando definitivamente a boca desse Seboso, como o bem diz o colunista Altamir Pinheiro.

Todos os brasileiros e brasileiras honestos e decentes deste País já não suportam mais essas trapaças desse delinquente de Caetés!

ADELINO MOREIRA, O POETA DOS AMORES SUBURBANOS

Nascido em Gondomar, Portugal, em 28 de março de 1918, Adelino Moreira de Castro, nome artístico Adelino Moreira, veio morar no Brasil, Campo Grande, subúrbio do Rio de Janeiro, com apenas um ano de idade. Foi o maior compositor luso-brasileiro interpretado por Nelson Gonçalves. Entre suas obras-primas destacam-se Última Seresta (a primeira a ser gravada), A Volta do Boêmio, A Deusa do Asfalto (reinterpretada magistralmente por Xangai), Boêmia, Negue, Escultura, Flor do Meu Bairro, Fica Comigo Esta Noite, Devolvi (esta gravada por Núbia Lafayette), Ciclone (interpretada por Carlos Nobre), Cinderela, Beijo Roubado, Êxtase, Última Serenata, e tantas outras excelentes composições de amores suburbanos dramáticos gravadas principalmente por Nélson Gonçalves, seu intérprete maior.

Iniciou sua carreira musical a convite do compositor Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, então diretor artístico da Continental, onde gravou, em 1944, os fados Saudades e Olhos d’alma, de Campos e Morais. Em 1945, começou a tocar violão. Nesse mesmo ano, gravou seu segundo disco com as primeiras composições: o samba Mulato Artilheiro e a marcha Nem Cachopa, Nem Comida!. Esta, uma parceria com Carlos Campos. Em 1946, gravou as canções A Minha Oração e Perdoa, de Moreno e Ferreira e as marchas Num Coração, duas Pátrias, de Renato Batista e O Expresso Continua, de sua autoria com Américo Morais. Em 1948, voltou a Portugal, gravando canções brasileiras. Lá, participou como cantor da revista Os Vareiros. Retornando ao Brasil, no início dos anos 1950, abandonou a carreira de cantor, intensificando sua atividade de compositor.

Em 1952, conheceu o cantor Nelson Gonçalves e iniciaram uma intensa parceria. Em geral Adelino compunha e Nelson gravava, mas em algumas músicas como o bolero Fica Comigo Esta Noite, os dois assinaram em dupla. A primeira canção gravada por Nelson foi Última Seresta (1952), seguida de inúmeras outras que passaram a dominar os discos do cantor – normalmente sambas-canções dramáticos – dos quais se destacam o clássico A Volta do Boêmio (que vendeu a astronômica cifra de um milhão de cópias), Meu Dilema, Meu Vício É Você, Doidivana, Flor do Meu Bairro, entre outras.

Durante uma década (1955-1965) Adelino Moreira foi uma máquina de sucessos, provando que era mais forte do que seus intérpretes. Quando se afastou de Nelson Gonçalves, em 1964, num período conturbado da biografia do cantor, Adelino começou a distribuir composições para outros intérpretes. Um dos maiores sucessos de 1959 foi o samba-canção Ciclone que fez para Carlos Nobre, um dos muitos imitadores de Nelson Gonçalves, com quem reataria a amizade dois anos depois. Adelino alegou, na época, que só deu a música para Carlos Nobre para que Nelson Gonçalves entendesse que não era insubstituível.

Foi uma amizade de ótimos resultados financeiros para Adelino Moreira. O sucesso de Argumento, Meu Desejo, Êxtase, Meu Vício é Você e, sobretudo, A Volta do Boêmio, renderam a Adelino Moreira, em 1960, o suficiente para comprar, à vista, um palacete por seis milhões de cruzeiros na Zona Norte carioca, andar de carro importado e deixar de lado os “bicos” (como aprendiz de teatrólogo, sem muito êxito, e radialista).

Sabia como ninguém a fórmula do sucesso e seus limites. Não aderia a modismos. Suas composições eram basicamente do samba-canção (e marchinhas carnavalescas). Em suas letras pintavam cenários suburbanos, habitados por manicures, mariposas (mulheres atraídas pelas luzes das casas noturnas), cinderela e uma fartura de desencontros amorosos.

Em 1962, no programa de TV, sendo entrevistado pelo cultuado e admirado compositor de Aquarela do Brasil, Ary Barroso, este se queixou a Adelino Moreira de não fazer mais sucesso e perguntou se ele poderia lhe explicar o motivo. Mesmo estando de ante de um mito da música popular brasileira, que morreria dali a dois anos, Adelino Moreira não se deixou por rogado, e fulminou naturalmente: “O senhor começou a compor músicas para meia dúzia de criaturas que o endeusam e colocam o senhor no lugar em que o senhor não se encontra. O senhor se esqueceu completamente daquela massa que o elegeu como o maior compositor brasileiro até dez anos atrás. Se o senhor volta a compor para essa massa popular, voltará a fazer o mesmo sucesso.”

O compositor Fernando César, de grandes sucessos no início dos anos 1960, especialistas em versões (fez, por exemplo, a de Marcianita para Sérgio Murilo), definiu com precisão a música de Adelino Moreira: “O Adelino escreve pra gente que toma traçado (coquetel de cachaça com vermute), frequenta botequins, vai ao enterro de todos os amigos, dá cabeçadas nas vitrinas, usa sapato preto com meia branca, diz ‘com o perdão da palavra’ quando fala em suínos, e ‘Deus te ajude’ quando alguém espirra, ou seja, escreve para a grande maioria.”

Adelino Moreira morreu em 2002, com 84 anos, de um infarto, um óbito que ganhou grande cobertura da imprensa. Àquela altura, sua obra tinha sido reavaliada e ele desfrutava o status de mestre da MPB. Artistas de nichos diferentes o regravaram. Maria Bethânia deu uma interpretação definitiva a Negue, trazendo-a de volta às paradas e ao estrelato merecido em 1983 (no álbum Álibi). Em 2001, Negue foi incluída no CD São Vicente di Longe, de Cesária Évora. A banda mineira Pato Fu gravou A Volta do Boêmio, em 1995, no CD Gol de Quem? Sem contar as interpretações feitas pelo grupo Camisa de Vênus, em 1991, Ney Matogrosso e o genial violonista Rafael Rabelo. Em 1980, Ângela Ro Ro fez uma releitura de ‘Fica Comigo Esta Noite’ – música que foi faixa-título do CD da cantora Simone em 2000 – e, em 1998 as irmãs Alzira e Tete Espíndola reviveram ‘Garota Solitária’.

Adelino Moreira não era bem visto pela crítica high society da burguesia metida a bunda da bossa nova, tanto é que o produtor Valter Silva, conhecido como Pica Pau, recusava-se a apresentar as músicas dele no programa que tinha na Rádio Bandeirantes. Mas o grande compositor de ‘Deusa no Asfalto’ e ‘A Volta do Boêmio’ não perdeu a pouse e a classe e o fulminou nos versos do samba-canção ‘Seresta Moderna’ cantada por Nelson Gonçalves: ‘Um gaiato cantando sem voz/um samba sem graça/desafinado que só vendo/e as meninas de copo na mão/fingindo entender/mas na verdade, nada entendendo’.

BRITTANY ZAMORA, UMA PROFESSORA TARADONA

Professora de inglês na escola Las Brisas Academy em Goodyear, Arizona, Região Central dos EUA, sapeca, ninfomaníaca e taradona, a pedagoga Brittany Zamora, casada há mais de três anos e lá vai o trem com um professor de Sociologia do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e Sem Teto de Banânia, pós-graduado na Bolívia, com doutorado na Venezuela e pós-doutorado no Brasil, tendo como orientador o magnânimo João Pedro Stédile, que preferiu ocultar o nome para não ter sua identidade cornífera revelada pela imprensa direitista, é o chamado corno galo, que é aquele que sabe que está levando chifres, a mulher é uma galinha e ele ainda acorda de madrugada cantando ao lado dela dormindo nua feito um anjo!

Inspirada em outra professora taradona de Ohio (EUA), Laura Lynn Cross, de 37 anos, que admitiu no Tribunal de ter tido um “caso” com um donzelão de 14 anos e dele ter engravidado e tido um filho, e por esse caso ter sido considerada culpada e sentenciada a 15 anos de prisão em regime fechado, Brittany Zamora não pensou duas vezes, apesar de conhecer o rigor da lei estadual. Chamou o “virginão” no canto da sala, informou que ele estava fudido com as notas de inglês baixa, mas que poderia dar um jeitinho à lá brasileiro e prometeu dar-lhe dez em todas as provas se com ela ele fizesse sexo na posição 69, o chamado pé com cabeça, sacanagem essa que ela aprendeu com um PhD em suruba no Carnaval da Venérea Brasileira no ano de dois mil em dez, ano do último show da banda Cordel do Fogo Encantado no Marco Zero.

O plano cornífero só foi descoberto quando a mãe do donzelão de treze anos, senhora Jessica Arroyo disse à emissora ABC local que percebeu umas coisas estranhas no comportamento do filho, como perda de memória, confusão de alho com bugalho, fala grogue, indisposição para comer, muita vontade de dormir, ficando esquelético a olho visto e os olhos fundos!

Apesar de toda beleza do romance secreto, cujo relacionamento começou em 2013 e durou três anos, o caso veio à tona em 2015 graças à mãe do adolescente donzelão que fez uma queixa-crime contra Brittany Zamora, mas o filho se recusava a deixar a casa da professora, alegando que estava vivendo no paraíso, conforme ensina o Kama Sutra.

É uma pena que Brittany Zamora ter sido sentenciada a uma pena de 13 anos de prisão em regime fechado por manter relações sexuais meia nove com um inimputável que conhecia mais de putaria do que a cafetina Maria Bago Mole, levando em consideração um romance que só trouxe felicidades para ambos!

Mas como os Zistados Zunidos não são Banânia, onde a “Constituição Cidadã” é uma manta feita para proteger bandidos, pedófilos, assassinos, traficantes, terroristas, quadrilheiros, matadores profissionais e políticos ladrões ricos que possuem muito dinheiro roubado da nação para pagarem advogados inescrupulosos e ficar impunes, o Código Penal é uma bosta, o Código de Processo Penal é uma merda e ainda tem o Supremo Tribunal de Favores para proteger toda essa carnificina jurídica. Por isso é que no Brasil tudo é possível: Manda quem pode; obedece quem está fudido!