SAÚBA DOS BONECOS: FORÇA QUE VEM DA ARTE

Saúba dos Bonecos e o Preto Velho Zé Cosmes

Antônio Elias da Silva, eis o nome registral desse exímio artesão rústico nascido em Carpina-PE aos 09 de maio de 1953.

Artesão empírico, com extraordinária habilidade no trato com a madeira tosca – o mulungu – árvore apropriada para a confecção de seus bonecos artísticos, cedo teve de sorver a puberdade lúdica, na palha da cana dos engenhos da região da Zona da Mata Norte, sob o sol causticante e inclemente do trabalho com a enxada, limpando matos dentro dos canaviais íngremes para sobreviver e ajudar a família.

Autodidata, nunca pisou o batente de uma escola oficial. Seu mestre, professor, instrutor, inspirador é sua espantosa capacidade observativa e habilidade intuitiva em transformar tudo que é madeira tosca de mulungu em verdadeiras obras-primas artesanais.

Devido à sua extrema habilidade arteira manual, esse carpinense casual, cedo começou a divertir e maravilhar sua sofrida gente nas festas juninas no bairro de Santo Antônio, em Carpina, com seus mamulengos cômicos e satíricos, ridicularizando os costumes e o comportamento da sociedade local nos teatros de pano improvisados ao ar livro.

Além de escultor, Mestre Saúba é um exímio dançarino e juntamente com D.ª Lindalva, uma boneca de madeira em tamanho natural, faz um espetáculo pitoresco que sempre atrai centenas de pessoas nos lugares onde se apresenta. Mestre Saúba também é ventríloquo e contracena com o divertido boneco Benedito. Dona Quitéria, Mané Pacaru, Dona Lilia, João Gago, Simão, Coquinho, Laré e Dona Liprosina são alguns dos outros personagens nascidos pelas mãos do artista. Outra criação que marcou muito seu trabalho foi os ciclistas, que pedalam e mexem a cabeça.

Apesar de seus trabalhos correrem o país e o mundo, serem expostos em galerias de luxo, maravilharem o Brasil em shows nos canais de televisão mais populares, tanto locais quanto nacionais, esse autêntico e verdadeiro artista mamulengueiro continua pobre e miserável, devendo até os pentelhos aos agiotas, e sem dinheiro para alimentar a prole numerosíssima, filhos de várias manteúdas que dele se aproximam pensando ser detentor de uma grande fortuna em dólar ganhada de gringos e guardada em uma botija debaixo da cama de lona comprada na feira de mangaio em Caruaru.

É doloroso vê-lo trôpego, cheio de manguaça, todo cagado cambaleando pelas ruas cheias de bueiros de guabirus na sua terra natal, Carpina, com as mãos e os pés melados de cola de madeira, com os bolsos mais lisos do que pau de tarado, dando murro no ar e rogando pragas ao vento por lhe faltar os caraminguás.

Espera-se que não se deixe acontecer com ele as mesmas injustiças e indiferenças que houve ao maior pintor pós-impressionista do século XIX, o Neerlandês Vincent Willen Van Gogh – “lúcido e louco; dócil e violento” -, que depois de morto, seus quadros alcançaram a glória, sendo vendidos em leilões suntuosos por fortunas incalculáveis; seu busto virou estátua no mundo; seu nome virou rua em todo o planeta; seu túmulo, adoração; mas em vida só conheceu a miséria, o desprezo, o abandono, a indiferença e as loucuras dos choques elétricos nos manicômios.

JEOVAH MENDES – UM EXÍMIO HISTORIADOR DA PATROLOGIA MUNDIAL

Jeovah Mendes e Falcão em 14/junho/2016

Jeovah Mendes é um dos mais exímios historiadores mundiais, conhecedor profundo da Patrologia ou Patricista, estudioso da vida e da obra dos “oitenta e quatro Pais da igreja”, segundo o Judaísmo.

Desde 1973, pesquisa com faro de gênio o Talmude, a Cabala, o Zohar – livro do Esplendor Judaico – e o Tanakh, tradicionais escrituras hebraicas.

Nascido em Itapiúna-CE, José Jeovah Mendes – Jeovah Mendes, como é conhecido no universo historiográfico – é descendente em linha paterna de Antônio Vicente Mendes Maciel, O Conselheiro, tendo como bisavô Matias Ferreira Mendes Maciel, parente próximo do líder revolucionário da Guerra de Canudos.

Dono de uma obra suprema que destrinça a historiografia patricista mundial, Jeovah Mendes já publicou mais de oito livros sobre o tema, entre ele: “Os 30 PAPAS que enalteceram a Humanidade: De Pedro a Francisco”, “Os Terroristas Mais Cruéis da História: De Sargão II a Osama Bin Laden”; “Dos Porões Sombrios do Vaticano: Os 30 PAPAS que Envergonharam a Humanidade”, “Os Piores Assassinos e Hereges da História: De Caim a Saddam Hussein”, “Curiosidades da Bíblia e da História: De Adão aos Nossos Dias”, “Os Grandes Mártires do Cristianismo: De Estevão a Martin Luther King”, “Homens e Fatos que a Bíblia e a História nem Sempre Mencionam”, “Os Piores Traidores da História: De Judas aos Delatores de Lampião” e “Onde Estava Jesus Cristo dos Treze aos Trinta Anos” e outros ainda não lançados.

Em 14/junho/2016 o historiador Jeovah Mendes concedeu uma entrevista espetacular ao programa LERUAITE do FALCÃO na TVCEARÁ, demonstrando um conhecimento extraordinário dos porões obscuros da Igreja Católica, com conhecimento e autoridade de quem garimpou a fundo sobre o tema. Clique aqui e assista à fuleiragem.

É o historiador nacional que mais foi entrevistado no Programa Jô Soares da Rede Globo. Com sete livros publicados sobre os porões da Igreja Católica e três no prelo a espera de Editora que se interessem em publicá-los, mas, infelizmente, continua no ostracismo dentro do seu próprio País.

Coisas de Banânia!

Para entrar em contato com ele e adquirir seus livros basta telefonar apara os números: (85) 98844-3269/ (85)9905-8422 ou através do email: jeovahmendesoficial@gmail.com.

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PLAYING FOR CHANGE

E para alegrar esta quarta-feira, assistiremos à banda PLAYING FOR CHANGE numa noite antológica na Austrália, cantado a música YAHAMBA:

O GORDINHO DO POSTO IPIRANGA

Placa com anúncio na entrada da Secretaria de Finanças anunciando prioridade aos velhos

O ancião Amadeu, já passando dos oitenta e lavai o trem descarrilhado, procurou a Secretaria de Finanças de determinado município do Estado de Pernambuco, localizado no litoral norte da Região Metropolitana do Recife, distante 18 quilômetros da capital do estado, para solicitar a transferência da titularidade do IPTU de um apartamento que lhe pertence de direito há mais de dez anos, mas que já havia repassado para outro proprietário formalmente há mais de oito anos.

Munido de uma cópia da procuração pública e da escritura de compra e venda do apartamento feito no Tabelionato de Notas do Município para provar que já havia vendido o imóvel a um promissário comprador, dirigiu-se ao balcão de informação da Secretaria de Finanças. Lá lhe deram uma ficha de prioridade e pediram para aguardar na fila que já passava de quinhentos velhos à sua frente para serem atendidos sobre transferência, atraso, titularidade e parcelamento de IPTU.

Sentado na cadeira, Seu Amadeu começou a perceber que a fila dos idosos não “andava”, mas a dos “normais” o painel vermelho à sua frente chamava direto! Mal os “normais” chegavam e já eram chamados e atendidos sem delonga! Vez por outra é que o encarregado do setor chamava um velhinho que já estava esperando ser atendido há décadas! “Ficha 24!” “Guichê dos idosos ou qualquer um disponível!” – Gritava.

Inconformado com aquele descaso, desrespeito, violação à lei federal, Seu Amadeu se levantou de onde estava há horas, se dirige até o balcão de atendimento e gentilmente pergunta ao atendente por que a fila dos idosos não “andava”, mas a dos “normais” parecia um supersônico. O atendente o ouviu atentamente, pediu licença e foi consultar o “encarregado do setor”. Quando retornou, chamou Seu Amadeu e, na frente da pessoa que estava atendendo, respondeu:

– O “chefe do setor” informa que desconhece essa lei federal a que o senhor se refere que dá preferência a velhos! Ele mandou perguntar se o senhor não está inventando essa tal de lei do idoso para passar as pernas nos outros velhos. Segundo ele, todos os municípios da Região funcionam assim para o público, não é agora que vai mudar! Lei de prioridade para velhos é esperar sentado! Ele mandou dizer que, se o senhor tiver se sentindo incomodado, desrespeitado nos seus direitos, procure o gordinho do POSTO IPIRANGA que ele irá lhe informar melhor. Segundo ele, “o melhor que o senhor tem a fazer é se sentar e ficar aguardando sua vez de ser atendido que ele não pode fazer nada!” E voltou a atender os “normais” que chegaram.

Passado mais de três horas de espera, o encarregado chama o número do Seu Amadeu que se levanta com dificuldade e se dirige até o balcão de atendimento. Trôpego, devido à idade, mãos e pés tremendo, lentamente Seu Amadeu vai tirando da pasta a procuração pública e o contrato de compra e venda do apartamento e entrega tudo ao atendente, pedindo para ele verificar no sistema se o IPTU daquele apartamento ainda se encontrava cadastrado no nome dele. Caso o promissário comprador não tenha feito ainda que o atendente fizesse agora porque lhe chegou à residência cobrança da Secretaria de Finanças da Prefeitura informando que ele, Seu Amadeu, estava em atraso desde dois mil e doze e que o nome dele iria ser executado, inscrito no Cadastro de Maus Pagadores do Município, SPC, SERASA, CADIN, sem contar que a Prefeitura Municipal iria publicitar o nome dele e de outros inadimplentes em “outdoor”, amparado numa lei municipal aprovada pelos vereadores à unanimidade na calada da noite, sobre o sugestivo título de Lei dos Caloteiros de IPTU e Impostos Afins!

Mexendo para cá, mexendo para lá no teclado do monitor e reclamando da lentidão, depois de muitos cliques e porradas nas teclas, o atendente imprime várias cópias do IPTU em atrasos e entrega ao ancião, alertando:

– Senhor, realmente, tem muitos anos de IPTU em atraso na inscrição desse apartamento e ainda está no nome do senhor! Agora, aqui a gente não muda não! A única coisa que a gente faz aqui é lhe fornecer o BIC (Boletim de Inscrição Cadastral). Daqui o senhor se dirige até o setor de Cartografia da Secretaria de Finanças. É lá que eles fazem a transferência de titularidade e, consultando o relógio, discorre:

– Mas é melhor o senhor vir outro dia porque já é meio dia e meia da tarde e, antes desse horário, eles encerram o expediente!

Antes de se levantar da cadeira para agradecer o atendente que compreendia não ter culpa naquela zona na Secretaria de Finanças – o descaso vem lá de cima! -, Seu Amadeu, em voz baixa, pergunta:

– Meu filho, eu sei que não é culpa sua, mas me responda uma coisa: Por que nessa secretaria tem mais gente para atender do que para ser atendida? São funcionários atropelando funcionários com todo mundo fingindo que trabalha e nada funciona?

Não gostando da observação irônica feita por Seu Amadeu, o atendente lhe pede licença e vai perguntar ao “encarregado do setor”. Quando retorna lhe responde com as palavras ipsis litteris ditas pelo “chefe comissionado encarregado do setor:”

– Senhor, o “Homem” mandou dizer para o senhor que o sistema sempre funcionou assim desde que Cabral pisou aqui. Tudo isso sempre foi cabide de empregos dos apadrinhados do prefeito eleito. É o chamado toma lá! Dá cá! E se o senhor tiver se sentindo incomodado, ultrajado nos seus direitos procure o gordinho do POSTO IPIRANGA para reclamar para ver se ele lhe dá a solução! E encerrou a conversa!

O CIRCO “DEUS TOMARA QUE NÃO CHOVA”

Para a cronista do JBF, Violante Pimentel

Meado dos anos setenta para o início dos anos oitenta.

A temporada de circo popular já estava começando a decair vertiginosamente por todo o interior do Estado de Pernambuco por causa da chegada do rádio e da televisão.

Nessa época chegou aos arredores do Sítio São Francisco de propriedade dos meus pais, um circo sem nome que a gente logo o batizou sarcasticamente de “Deus tomara que não chova”.

Composto de um palhaço desmilinguido, pau para toda obra, dois cachorros vira latas, uma macaquinha, um papagaio desbocado e quatro adolescentes filhos do palhaço com os buchos cheios de ascaris lumbricoides, que minha mãe ajudou a tratar com ervas do mato e muito leite de jumenta e cabra.

Antes da primeira apresentação, o palhaço saiu de sítio em sítio durante o dia numa bicicleta toda esculhambada convidando a população e informando-a que ia haver espetáculo à noite e que começava às oito horas. Aproveitando o ensejo, já que era um circo pobre, pedia alimentos para suster a família aos proprietários dos sítios que visitava. Papai sempre dava mais do que o necessário! Fome dá dor de cabeça – dizia!

No dia da primeira apresentação chegou do Recife uma cunhada que a gente chamava de “Cumade Salvina”. Balzaquiana cheia de vida, alegre, descontraída, desbocada, espevitada, histérica, cochas grossas, bunda enorme, tarada por homem. Ria de tudo e encabulava todo mundo com as suas risadas histéricas e altas. Qualquer motivo para ela era pretexto para dar altas gargalhadas que incomodava até “a mãe de calor de figo” – no dizer de minha querida mãe. A gente a adorava; ria de se mijar!!

Sete da noite, taca a gente para o circo assistir ao tão aguardado espetáculo, principalmente a apresentação do palhaço e do malabarista.

Chegando lá, a arquibancada velha e cai mais não cai, já estava toda ocupada de marmanjos e marmanjas da redondeza cheios de expectativas.

Ocupamos mais de oito assentos nas arquibancadas que davam de frente para o picadeiro. Astuciosamente deixamos Cumade Salvina sentada no meio da trupe, de fronte para o palhaço.

Antes de sair de casa mamãe recomendou Cumade Salvina para se comportar, “pois suas risadas escandalosas poderiam tirar a concentração do palhaço e malabarista e esse poderia perder a compostura, ficar aborrecido e querer tirar satisfação com ela.”

Mais ou menos às sete e meia da noite entra um adolescente com o rosto todo melado de cal, sobe no picadeiro e, com voz de falsete, anuncia o primeiro número da noite:

– Atenção, minha gente! Vamos receber agora o maior equilibrista da redondeza. Ele consegue movimentar seis troncos de peroba sem deixar nenhum cair no chão.

Fica em cima de uma tábua equilibrada numa bola sem cair no chão e ainda equilibra a bola na cabeça por mais de meia hora sem ela cair no chão! É fantástico!

Quando o palhaço entra no picadeiro todo lambuzado de tinta amarela, calças e camisas rasgadas, e começa a movimentar os paus lisos, um espírito zambeteiro baixa em Cumade Salvina que, não contendo o riso, começa a gargalhar sem parar: Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá!…, com o povo ao lado sirrindo também!

Nesse momento, o palhaço joga os paus para cima e, meio desequilibrado, deixa dois caírem no chão. Desequilibra-se da tábua e cai no chão esparramado também, ficando todo melado de lama, pois havia chovido horas antes e o circo não tinha lona para cobrir todo o teto. Vendo a cena hilária, Cumade Salvina não se contém e desaba numa risadagem histérica sem fim que chama a atenção até do povoado.

– Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá!… Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá!…

Encabulado e todo melado de lama, o palhaço pega a tábua e as bolas, se dirige à Cumade Salvina e pede “pelo amor de deus”:

– Moça, por favor! Deixe das suas risadagens porque quem já está ficando destreinado sou eu! A continuar desse jeito com a senhora com essas risadas altas eu não consigo me concentrar! O espetáculo vai por água abaixo e eu fico sem meu ganha pão!..

Mal o palhaço deixou de falar Cumade Salvina desabou noutra risadagem histérica tão da molesta do cachorro que nós achamos por bem pegar o Bonde do Tigrão e partir para casa antes que o palhaço perdesse as estribeiras e tacasse o cacete em toda trupe!

Cumade Salvina tirava qualquer um do sério, até palhaço de circo! Quá!Quá! Quá! Quá!

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CONDENAÇÃO

O rapper americano Suge Knight, considerado o ícone do hip hop e empresário arrojado, cofundador da Death Row Records, Marion ‘Suge’ Knight, foi condenado a 28 anos de prisão pelo juiz Ronald Coen, do Supremo Tribunal de Los Angeles, acusado de assassinato, tentativa de assassinato e atropelamento com fuga. Esse episódio aconteceu em janeiro de 2015 e a condenação foi confirmar no dia vinte de setembro.

Ele afirmou em audiência não contestar as palavras do juiz. Sua sentença passará a valer a partir do dia 4 de outubro. A condenação foi por 22 aos pelo assassinato, mais 6 por ter violado sua condicional. Ele se safou de pegar prisão perpétua por que fez um acordo com o juiz para cumprir a pena e não ir a júri popular.

Tomando como exemplo o caso acima, fosse aqui no Brasil, o rapper americano Suge Knight estaria livre, leve e solto, gozando da cara das gentes decentes, por extinção da punibilidade por interposição de recursos e mais recursos protelatórios, que resultaria na prescrição criminal. Requeria a insanidade mental. Alegaria ser primário com bons antecedentes, empresário, criador de empregos, como aconteceu com o marginal Edmundo Alves de Souza Neto, responsável pela morte dolosa de três jovens inocentes em 1999 e que teve sua pena extinta 2007 pelo Supremo Tribunal de Favores (STF), por prescrição penal! Isto é: A vida no Brasil, para o Código Penal de 1940, é uma bosta!

Qual o candidato que se apresenta à presidência da República do Brasil que tem a coragem de trabalhar para mudar o rumo cruel dessa impunidade que afronta todos os princípios básicos da dignidade dos homens e das mulheres trabalhadeiras e honestas?

PLAYING FOR CHANGE – PROJETO MÚSICA PARA O MUNDO

O produtor americano Mark Johnson ao lado de crianças carentes da África

O produtor musical e documentarista americano Mark Johnson, cofundador do projeto Playing For Change, teve a ideia genial de criar uma ONG musical para percorrer todos os estados americanos para elevar e mostrar às pessoas do mundo as diferentes culturas através da música e mostrar o quanto estamos conectados por meio delas. A ideia deu tão certo que ele começou a gravar todos os artistas de rua americanos e, não satisfeito, começou a percorrer o mundo inteiro, testando todos os talentos anônimos, agregando-os, gravando-os e expandindo-os para o mundo ouvir e ajudar as escolas carentes e ONGs que ajudam crianças e adultos talentosos e necessitados por meia da música.

Criado em 2002, Playing For Change, é um projeto multimídia criado com o objetivo de unir músicos do mundo inteiro em prol de mudanças globais e culturais. Integra o projeto a Playing For Change Foundation, uma organização não governamental que tem construído escolas de música em comunidades carentes. O projeto produz discos e vídeos com músicos como Grandpa Elliot, Keb’Mo, Clarence Milton Beeker, Keiko Komaki, Tal Ben Ari (Tula), natural de Tel Al Viv, Israel, Peter Buneta (baterista), junto a artistas desconhecidos de várias partes do mundo, tocando versões de canções conhecidas e composições próprias. Já foram lançados três discos: Playing for Change Live, Playing For Change 2 e Playing For Change 3, dentre outros de músicos e cantores de países de diferentes culturas musicais.

Parte dos integrantes da banda Playing For Change em visita a ONG de Cajuru, Curitiba, em 2016

Os músicos da banda ficaram famosos antes mesmo de se tornarem um grupo. Eles fizeram parte de um documentário filmado em 2004, no qual o produtor e engenheiro Mark Johnson viajou o mundo gravando pessoas cantando e tocando clássicos da música. A repercussão da interpretação de Stand by me, de Ben E. King e que também foi cantada por John Lennon, ganhou mais de 40 milhões de pageviews no Youtube. Esta canção é apenas uma do CD e DVD Playing For Change – Songs Around The World, de 2009, gravado com mais de cem artistas de 40 países diferentes.

O Playing For Change é um movimento global que usa a música e as artes para promover a cultura da paz e mudanças positivas no planeta através de duas ferramentas:

– Produção e transmissão de vídeos com músicos de rua do mundo inteiro.

– Apresentações da banda Praying For Change, formada por parte destes músicos com objetivo de gerar sustentabilidade para a Foundation e para os profissionais envolvidos.

Um empreendimento social e cultural a altura do talento do produtor e dos músicos envolvidos.

O objetivo é fazer com que as crianças das comunidades onde o Playing For Change está inserido se desenvolvam em harmonia, crescendo num ambiente que inspira paz, música e aprendizado.

No Brasil, o Instituto Playing For Change foi ao bairro de Cajuru, em Curitiba, que atende a crianças de idade entre 7 a 14 anos em seu turno escolar, oferecendo aulas que visam desenvolver cidadania, disciplina, técnica e conhecimentos instrumentais diversificados, expressões corporais e voz. A metodologia adotada pela Escola está focada em atender individualmente cada criança, respeitando sua história pessoal.

O Playing For Change Day é ação global, voluntária e espontânea de músicos engajados e comprometidos com o próximo, que abrem mão de seus cachês para ajudar na arrecadação de recursos para criação e manutenção de projetos de educação musical em comunidades de periferia – disse o produtor e idealizador do projeto Mark Johnson quando veio a Curitiba em 2016.

Visando a realização do Playing For Change Day com maior impacto e excelência, os voluntários se organizaram para promover o movimento durante todo ano através de ações de ativação e fortalecimento da marca e do conceito PFC.
A principal estratégia é convidar profissionais engajados e fãs apaixonados para fazer parte do movimento para mantê-los. Por isso criamos contra partidas que podem colaborar para o desenvolvimento pessoal e profissional deles, finalizou o Mark.

Estamos de mudança para novo local que pretende servir de ponto de encontro para voluntários do movimento e um espaço gratuito de criatividade e solidariedade para músicos e afins. Uma estratégia para atrair novos voluntários, parceiros e apoiadores; Promover network, Marketing cultural e social (Exposição arte e de serviços e produtos); Realização de eventos (workshops, treinamentos, show cases etc.) Fomentação de projetos e ações de música e solidariedade – disse Mark Johnson.

O mais impressionante em tudo isso é que todo esse projeto grandioso, criado com o intuito de unir culturas e resgatar artistas anônimos do mundo inteiro, foi idealizado por um filho do país mais reacionário do mundo: Os Estados Unidos!

Clique aqui para acessar o site do grandioso projeto sem fins lucrativos que ajuda as crianças e os artistas carentes do mundo inteiro.

Abaixo o clipe da música ON LOVE (Bob Marley/Curtis Mayfield), que faz parte do repertório da banda, um vídeo gravado em Curitiba com a ONG ligada ao projeto.

HOMENAGEM

Graça Araújo nos estúdios da Rádio Jornal pronta para mais uma missão

Deixo de publicar uma crônica com pretensão de reportagem sobre o PLAYING FOR CHANGE – PROJETO MÚSICA PARA O MUDO, que já estava pronto para a coluna de hoje, transferindo-a para a próxima semana, apesar de ser um projeto musical americano de alta relevância para o mundo, para prestar uma simbólica homenagem a essa que foi, sem sombra de dúvida, uma das mais importantes profissionais jornalistas de todos os tempos do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), pela sua competência, capacidade laborativa, brilhantismo, seriedade, carisma, simpatia, imparcialidade e honestidade no trato com todos os temas noticiaristas abordados por ela no TV Jornal Meio Dia – Maria Gracilane Araújo da Silva, ou Graça Araújo, como era conhecida no meio jornalístico, que se encantou inesperadamente no vigor da juventude aos 62 anos vítima de um inesperado Acidente Vascular Cerebral (AVC), deixando o telejornalismo pernambucano de luto e sem substituto.

Nascida em 02 de abril de 1956 no município de Itambé, na Zona da Mata de Pernambuco, Maria Gracilane Araújo da Silva seguiu para São Paulo ainda criança. Começou a trabalhar aos 14 anos e, antes de chegar ao jornalismo, sonhava em ser médica e, para ajudar a pagar as despesas de casa, foi auxiliar de embalagem de enxovais de bebê, funcionária de uma indústria e balconista.

Ao trabalhar numa editora de uma revista de construção, desenvolveu interesse pelo ofício de comunicação. Formou-se em jornalismo em 1983, pela Universidade Alcântara Machado de São Paulo. Graça Araújo seguiu para Recife no mesmo ano.

Segundo a Diretora de Jornalismo da TV e Rádio Jornal, Beatriz Ivo – “Não é por acaso que nos dão nomes. É para nos traduzir para o mundo. E o nome de Graça Araújo cumpriu a missão sob medida. Dizia muito sobre ela. Pequena de sorriso largo. Tinha uma luz que vinha da alma e transbordava para o brilho pessoal. Menina pobre e negra. Guerreou muito para quebrar a barreira secular que a história brasileira cravou em tantas outras meninas iguais. Fez do jornalismo seu milagre. Incansável na luta para mudar destinos, cobrar justiça, denunciar os que não se importam com o bem comum. Rigorosa no ofício e com ela mesma. Referência para tantos. Honrou a vida. E vai continuar nos inspirando”.

Para Geraldo Freire, o comunicador da Super Manhã, Você Sabendo de Tudo, um dos maiores admiradores e incentivadores de Graça Araújo, “Ninguém se preparou tanto para viver como Graça se preparou. Parece até que foi um erro de Deus. Uma bala doida divina pegou na nossa negona querida.”

Para se ter uma ideia da sua seriedade profissional, capacidade, destemor e imparcialidade no trabalho jornalístico que comandava na TV Jornal Meio Dia e as críticas contundentes que fazia aos governantes que prometem o céu a todos os eleitores antes das eleições e depois os abandonam nas profundezas do inferno, desassistidos, desamparados e abandonados, assistam ao vídeo abaixo feito pela equipe dessa grande profissional em 2017 sobre as enchentes que destruíram muitos municípios da Zona da Mata pernambucana por irresponsabilidades criminosas de todos os homens públicos.

Maria Gracilane Araújo da Silva, ou Graça Araújo, vai fazer muita falta ao jornalismo sério, imparcial, comprometido com os anseios da população.

“Quem tem de brilhar nessa tela é quem está do outro lado da tela.” – Graça Araújo.

Diante das enchentes de 2017 que castigaram cidades inteiras da Zona da Mata a jornalista faz um desabafo contra o governador da época Eduardo Campos que não priorizou a construção das cinco barragens prometidas em campanha.

JARBAS LASCONCELOS CONTRADIZ JARBAS LASCONCELOS

Jarbas Lasconcelos => Bode Rouco: “’Amigos’ por conveniências políticas”!

Consciência de político no Brasil é debaixo dos pés, com uma pedra de gelo em cima. Eles são acometidos da mesma percepção patológica dos piores chefões das facções criminosas, uma vez eleitos ninguém escapa aos seus instintos oportunistas, facciosos.

Há três anos o ex prefeito, ex governador, ex senador por Pernambuco e hoje deputado federal, Jarbas Lasconcelos, declarou em alto e bom tom irônico que, “ver Lapa de Ladrão sendo conduzido preso para Curitiba seria uma cena bonita, indescritível, digna de constar nos anais da História!”.

Hoje, aliado do senador petralha Humberto Costa, o vil Bode Rouco, defensor ardoroso do presidiário, parceiro e comparsa de chapa, ele dá uma banana para a Lei da Ficha Limpa que contribuiu aprová-la no parlamento e, contrariando dita lei, defende “a possibilidade do Chefão-Mor ter a candidatura registrada no TSE e disputar a eleição como presidiário!” Imagine um elemento de alta periculosidade feito Lapa de Presidiário, condenado e cumprindo pena, com mais cinco processos em curso contra ele, sendo eleito e nomear um Ministro da Justiça? Como questionou Joselito Muller em programa de entrevista a Ênio Mainardi. O país vira um puteiro inadministrável.

Toda essa falácia do candidato ao senado por Pernambuco, Jarbas Lasconcelos, comporta um oportunismo, infelizmente, inerente a todo candidato a deputado federal, senador, deputado estadual, governador: Apoiar o maior bandido e chefe de quadrilha do Brasil de todos os tempos, Lapa de Larápio, por pura conveniência política, porque as pesquisas o indicam à frente de todos os outros, sendo idolatrado por uma massa ignara, pobre, carente, analfabeta, faminta, desprovida de qualquer discernimento que ele, Lapa de Bandido, amestrou durante doze anos de desgoverno, para se perpetuar no poder, tal qual um Antônio Conselheiro de Canudos, psicopata que conduziu uma turba ignara ao suicídio coletivo, prometendo um paraíso que só existia na cabeça dele.

A despeito de já ter dado uma contribuição política singular ao país, com um histórico de realização parlamentar regular, o candidato ao senado por Pernambuco, Jarbas Lasconcelos, não precisava arreganhar tanto o furico para tentar se reeleger senador, apoiando uma seita partidária onde integra o maior número de delinquentes por metros quadrados de todos os tempos, dispostos a quaisquer atos criminosos para manter, perpetuar no poder e saquear a nação mais ainda em pró dos seus privilégios escusos.

Jarbas Lasconcelos em sessão plenária do senado em 2010 tacando o pau duro em Lapa de Presidiário:

P:S: Segundo o site O Antagonista, para justificar o voto injustificável, o ministro do STF e do TSE Edison Fachin, foi buscar uma lei de 1891 da jurisprudência da Nova Zelândia, e com a leitura carregada de sotaque português – embora seja gaúcho – para ser o único a assegurar que a Lei da Ficha Limpa é uma bosta e que Lapa de Ladrão poderia ser sim candidato, mesmo preso e, se eleito, ser empossado presodente dentro do presídio de Curitiba e de lá mesmo governar o país. A sela da cadeia da Polícia Federal seria o protótipo cabarelizado do Palácio do Jaburu, com convidados honrados feito Fernadinho Beira-Mar, Elias Maluco, Marcola, Nem, dentre outros, e os guabirus políticos presos na Operação Lava Jato: Eduardo Cunhão, André Vargas, Geddel Vieira, Antônio Paloffi, João Vaccarri…

Ao proferir o único voto contrário, o ministro parecia estar muito doidão, com sintoma de quem havia fumado um baseado estragado, misturado com cola de sapateiro, cogumelo e raspa de chifre de pai de chiqueiro, do Sertão do São Francisco.

CRÔNICA DE UMA PAIXÃO ANUNCIADA

Bela paisagem do município de Gravatá

Assim que se aproximou dela pela vez primeira, apresentada por um amigo, ele pressentiu que aquela mulher teria uma enorme importância na sua vida. Sentiu que ia a amar mesmo que não houvesse correspondência entre ambos, principalmente da parte dela. Não se recordava de ter sentido algo tão penetrante, pungente, num ser feminino que lhe chamasse tanto a atenção como naquela mulher. Mesmo sabendo que ela tinha a soberana liberdade de escolha e que ele tinha de respeitar porque não lhe cabia decidir pela vontade dela. Mas a estranha vontade de amá-la permanece nele latente como uma locomotiva nos trilhos até o fim da linha. Onde existe amor e sonhos não existe tempo para começar e prazo para acabar.

Aos olhos dele ela será sempre a mulher dos seus sonhos. Nunca tinha visto nada que se comparasse com aquela pele morena, aquela boca carnuda, aquela tez brilhosa, aquela voz feminina, sensual, aqueles olhos negros, atraentes e penetrantes, aquelas mãos pequenas de dedos grossos, aqueles seios fartos e luxuosos, aquele corpo escultural, aquela bunda enorme e rígida, aquela polidez no falar, no chorar de emoção, e principalmente aquela honestidade no agir, princípio basilar da decência humana. Ele sempre ver nela essas virtudes e muito mais que o atraem perdidamente.

Por diversas vezes ele tentou dizer a ela o quanto a amava de forma clara, aberta e subliminar. O quanto ela marcou a vida dele, e que não saberia explicar-lhe a razão desse amor possesso por meio de palavras, gestos, afetos. Sabe exatamente o que sente quando a ver: O corpo estremece, os poros se lubrificam, a libido aumenta, a voz embarga, a tesão prescinde a razão e ele mata os impulsos sexuais se delirando na masturbação, imaginando ela sempre nua como veio ao mundo, dançando a dança do ventre na penumbra da lamparina na alcova, de camisola de chita transparente.

Em confissão ao amigo leal que a apresentou chegou a dizer-lhe que a amava muito, sentia um desejo estranho e inexplicável por ela mais que não podia fazer nada, pois ela é soberana nas suas vontades e decisões, uma vez que ninguém pode fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da liberdade de escolha pessoal, individual. Ao que o amigo leal respondeu que tivesse paciência, pois a qualquer momento podia chegar sua vez. Pediu para ele ficar sonhando com ela porque sonhar é bom para manter o equilíbrio e a vitalidade do cérebro.

Ao que ele respondeu:

– E quando chegar minha vez e eu já tiver viajado para a cidade “de pés juntos”, quem me substituirá nos braços dela com meus desejos e vontades?

O amigo respondeu:

– Se houver céu e os dois não forem para o “purgatório”, haverá chance. Mas o meu conselho é que você não perca tempo! Corra atrás e não desista desse amor!

Ao que ele respondeu e perguntou:

– Só pelo fato de amá-la sem tocá-la ela já faz parte da minha vida, me domina, prende! Como explicar esse sentimento que nasce de repente e a gente não controla?

Nesse momento o amigo ficou mudo, ergueu os olhos aos céus contemplando as estrelas conversando sobre os mistérios dos sentimentos, sem dar resposta à indagação.

Enquanto isso ele fitou a sereia no reservatório da praça refletindo ela nua no espelho d’ água se dirigindo para ele com os braços abertos, e ficou a pensar: Onde está ela agora, será que pensando em mim? “Oh! Juca Mulato, a dor me aquebranta quando lembro o olhar que adoro, e que nunca esquecerei!” – lamentou!

REMINISCÊNCIAS DE UMA DAMA

Dona Maria Lia Faria Cavalcanti – Rio de Janeiro, 28/Fev/1944

Viktor Emil Frankl-(1905-1997), famoso psiquiatra austríaco, que viveu as circunstâncias mais terríveis em campo de concentração, em meio ao caos perguntava: O que diante do desespero total, após ter perdido tudo, inclusive seus parentes mais queridos, o impedia de suicidar-se? O prazer de viver, amar, solidarizar e recordar!

Lembro essa indagação de um gênio da psiquiatria que quase tirou a vida em duro golpe do destino para dar razão à existência e abrir espaço para louvar um dos livros de reminiscências mais femininos que li nesses tempos de empoderamento feminino. Não é um livro sobre a revolução feminista, evolução da cirurgia plástica para retardar e tentar enganar a maturidade, deixando a mulher andrógena, mas um livro que relembra fatos pitorescos da vida de uma Dama que vive para viver, amar, ser amada pelos filhos que para ela, acredito, são uns verdadeiros Colossos de Rodes, pela honestidade e decência com que levam e vivem a existência, os sagrados preceitos do caráter humano!

Mãe de seis gênios da modéstia, da bondade, da retidão e de tudo que é mais hierático que se encontram no caráter humano, Dona Maria Lia Faria Cavalcanti, essa matriarca quiteriana que ainda se encontra tão bonita quanto a jovem da capa do livro das memórias, apesar dos noventa e dois anos de vida bem vividos, dizer que “a velhice é uma merda”, ter orgulho dos filhos, Maria Lia le Flaguais, que mora e trabalha em Paris, mas vivi viajando; Hebe Cavalcanti, doutora em matemática; Patrícia Arruda que, mesmo elegante, vive querendo emagrecer; Isis Costa Pinto, que trocou Boa Viagem por um sítio, buscando melhor qualidade de vida; José Roberto Cavalcanti, o irreverente Zeca, bom advogado, bom pai, e um dos últimos homens felizes do planeta; e o maior jurista do Brasil, principalmente como ser humano: Dr.º José Paulo Cavalcanti Filho, o filho da cara redonda mais parecido com a mãe.

Lendo Recordar é Viver, o leitor vai se deparar com a história fascinante de Dona Zulmira, filha do seu Guimarães e de Dona Cândida, mãe de Dona Maria Lia Faria Cavalcanti. Suas reminiscências e recordações da Bahia, menina-flor-de-lis, admirando o mar e a arquitetura dos prédios soteropolitanos. A deliciosa história das Casas da Banha. As ideias geniais de Dona Zulmira na sua mania obsessiva por asseio para deixar todos os móveis do lar limpos, nos trinques. Essas e outras deliciosas recordações estão no livro de memória de Dona Maria Lia, que o leitor vai se deliciar lendo-as, histórias por historias, todas datilografadas numa OLIVETTI!!

P:S: Lançado no dia 16 de março 2018, dia em que Dona Maria Lia Faria Cavalcanti fez 92 primaveras!

Impressão: FacForm Impressos Ltda.
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Boa Viagem, Recife, PE, Brasil. CEP 51160-30
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JAIR BOLSONARO OU ÁLVARO DIAS?

Desde 2006 hibernando sem votar em Presidente da República, resolvi fazê-lo este ano e tornar pública minha preferência presidencial.

Não o fiz antes porque quando buscava um candidato mais ou menos confiável para presidir o Brasil só vislumbrava incerteza, insegurança, oportunismo, mau caráter, alcoólatra mental, e não um estadista de visão que pensasse no País do amanhã. O último foi Getúlio Vargas. Parecia até que a redemocratização do País havia feito um grande mal à Nação!

Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos, como afirma o pensador e maior estadista da história do século vinte, o londrino Winston Churchill.

Lapa de Ladrão havia morrido dentro de um projeto que pensei ter sonhado para o Brasil. Por isso, tive de enterrar a ilusão de ter ilusão! Nos primeiros passos do seu desgoverno já era visível um esquema de corrupção jamais visto em qualquer regime democrático do mundo. Em todos os locais estratégicos dos ministérios do país ele tinha no posto um bandido apara administrar o cofre e conduzir o mecanismo espúrio.

Sua aproximação a ditadores corruptos, tiranos, opressores, sanguinários e ladrões, tipos Fidel Castro, Nicolás Maduro, Hugo Chaves, Evo Morales, e todas as almas sebosas do mundo já dava uma dimensão de como ficaria a América Latina caso esse bandido continuasse a se perpetuar criminosamente no poder com o voto dos descerebrados que ele e seus asseclas modificaram os genes nos laboratórios neonazistas criados no Brasil: Os filhos do bolsa-família, bolsa-parasita, bolsa-descerebrado, bolsa-presidiário!…

Para não viver no mundo de zumbis onde não existe futuro e não me sentir culpado pela carnificina sem freio, resolvi dar um basta por esses anos e deixasse que os descerebrados e súditos se responsabilizassem pela catástrofe em que se encontra o Brasil atual, carente de um nacionalista-estadista-visionário que o escancare para o mundo, fazendo uma revolução neoliberal de resultado que projete o País para o futuro.

Se essa revolução vir, só vem de um presidente macho, que ama o País, tenha a coragem de modificar e endurecer as leis penais, privatizar e extinguir todas as empresas públicas, autarquias e quejandos, que são as parasitas da nação. Faça uma reforma tributária e previdenciária decentes. Coloque em cada ministério público estratégico homens e mulheres técnicos e competentes. Acabe com as regalias de presos condenados, aplicando-lhes os mesmos tratamentos prisionais americanos. Em fim, que seja um nacionalista que ame o país e o pense para o futuro, escancarando a economia para o mundo sem perder sua independência. Que deixe todos os empresários trabalharem, criarem riquezas para aqueles que procuram e não encontram empregos.

Vou dar um voto de confiança a Jair Bolsonaro! Vou mandar “a esperança venceu o medo” para a casa da puta que o pariu, depois de doze anos de hibernação!

Álvaro Dias seria uma boa opção também, ao meu ver, pela competência, capacidade de diálogo, histórico político no parlamento, conduta ilibada, moderno, defensor ardoroso das ideias neoliberais, mas, por hora, prefiro radicalizar e atirar com meu tresoitão em direção à luz do fim do túnel!… Se der em merda, mudo a direção da bala!

Quando teremos, no Brasil, um estadista tal qual D. Pedro II, que em 12/janeiro/1861, implementou, por meio de decreto, o nascimento da aplicação financeira junto à Caixa Econômica Federal, 27 anos antes da abolição da escravidão para proteger os escravos libertos da penúria e que continua até hoje como o investimento mais popular e seguro?

ALMAS SEBOSAS

Em dois mil e dezesseis, uma jovem negra, estudiosa, recebeu de presente dos pais um APHONE GALAXY 6, por ter passado no vestibular de Pedagogia de uma Universidade Pública por mérito, mesma profissão que os genitores abraçaram com amor, mesmo sabendo não serem valorizados no País onde a Educação é considerada esgoto público!

No primeiro dia que utilizou o celular ela o levou a uma festa de confraternização na casa dos amigos e o esqueceu no sanitário. Outra jovem que entrou depois o pegou, guardou e não o devolveu. E começou a utilizá-lo indiscriminadamente, até que a verdadeira dona o descobriu com quem estava porque o aparelho possuía rastreador.

A jovem, dona do celular “perdido”, procurou a jovem que estava com o celular dela e esta não lhe devolveu, argumentando o seguinte:

– Minha filha, achado não é roubado! Não devolvo de jeito nenhum! Não cometi crime de furto.

A jovem que teve o celular achado e não devolvido, sabendo com quem estava, iniciou uma campanha nas Redes Sociais – “hastag (#)” – pedindo a jovem que ficou com seu celular para devolver teve uma repercussão tão grande que alguém sensato soube do fato e chegou para a jovem que estava com o celular e disse:

– Minha filha, você vai ter que devolver o celular para a dona até o prazo de quinze dias sob pena de apropriação indébita. Não sou eu quem diz isso não! Está no “Fantástico Mundo de Bobby”, ou seja: No Código Penal Brasileiro de 1940!!!

A jovem era tão mala, mas tão mala, tão mala, que só devolveu o celular às 23h:59 min, antes de completar os dezesseis dias! Pense num espírito de porco!

Exemplo familiar, mas com o mesmo “animus necandi”: um sujeito teve de sair da casa residencial por força de uma liminar judicial até às 23h de tal dia. Mas o sujeito era tão mala, tão mala, tão seboso, que ficou na casa e usufruiu de tudo que a ex esposa havia comprado até às 23h:59 min. do dia e horas estabelecidos pela Justiça! Pense no seboso!

O chefão seboso filho de Caetés, agora presidiário

Tudo isso faz lembrar uma alma sebosa nascida em Caetés. Lapa de Ladrão. Lapa de Traidor. Lapa de Canalha. Lapa de Corrupto. Chefão do maior bando que assaltou os cobres públicos desta nação espoliada. Dono, proprietário da seita dos descerebrados. Presidiário em Curitiba, de onde comete crimes de lesa-pátria pior do que os maiores traficantes de droga do mundo, com emissão de ordens do presídio onde está preso para os seus comparsas pressionarem a Justiça banda podre cá fora pela sua soltura, trair seus cumpanhêros de partidos e de outros, tudo sobre sua conveniência e prazer para fuder quem está atrapalhando seus planos bandidos de ser presidente novamente!

O CANDIDATO, A MANTEÚDA E A ELEIÇÃO

Corria o ano de dois mil e dois, ano que a galera medonha se preparava em todo Brasil para eleger vereador e prefeito, dando os primeiros passos na arte de articular o mecanismo para assaltar o erário público legitimado com a outorga do eleitor.

Como já tinha tido outras experiências malfadadas de eleições passadas e já se considerava preparado para enfrentar novo desafio eleitoral, Dr.º Marcos não perdeu tempo. Filiou-se a um partido nanico, planejou a campanha e caiu em campo com garra e coragem, independente da ajuda da agremiação partidária.

Como possuía um vasto prontuário de clientes, que poderia utilizar como cadastro de contato, informando que estava atendendo na comunidade do Tururu, do Rato e Chega Mais, fazendo consultas de graça em dias diferentes, entregando remédios, fazendo exames. Por dia atendia de trina a cinquenta pacientes. E o povo era Dr. Marcos para cá, Dr.º Marcos para lá. Todo dia era uma verdadeira romaria de doentes a procurar Dr.º Marcos, e a cada pessoa atendida ele entregava seu número de candidato.

Também foi em todos os cabarés, furdunços, freges, quermesses, rela bucho do município para informar às pessoas que estava candidato a vereador. Nada escapava às suas investidas políticas, de doze a dezesseis horas de domingo a domingo.

Um mês antes das eleições era impressionante a quantidade de pessoas que o procuravam para se consultar e dispostas a trabalhar para ele como voluntária na campanha, sonhando em ver um médico de confiança na vereança do município para atender a população carente, como ele já fazia há muito sem ser vereador.

Comunidade do Tururu

No último dia antes da votação a campanha foi intensificada, e sem ajuda do partido, Dr. Marcos, crente da vitória, com recursos próprios, empenhou até o fiesta-2002 para pagar as despesas com propagandas, camisas com estampa do número dele, confecções de santinhos, pagamentos de fiscais de boca de urna, panfletagens, lanches, almoços…

Terminada a eleição, vem a apuração dos votos. Para a decepção do Dr.º Marcos, seu desempenho das urnas foi tão pífio que o papudinho Tião Cu de Cana, da Comunidade dos Milagres, teve mais voto do que ele!

Decepção geral dele e de todos que faziam parte da sua equipe. Muita gente que trabalhou com honestidade para ele chorou ao ver o resultado das urnas. Tentou-se buscar explicação dele para tal fenômeno anormal, mas ele nunca quis saber embora tivesse uma ideia do por que do fracasso.

Passadas as eleições a vida voltou ao normal para Dr. Marcos. Todo dia chegava gente no Hospital das Clínicas onde ele atendia com o mesmo profissionalismo, nos Postos de Saúde das comunidades carentes, nos Consultórios particulares…

Mas qual a causa do fracasso, do fiasco de Dr.º Marcos na eleição, um homem tão querido de todos? – Indagavam os mais chegados a ele.

Semana depois do resultado das urnas, uma romaria de pessoas leais a Dr.º Marcos e decepcionada com o resultado das urnas, veio ter uma conversa com ele e lhe explicar o motivo do fracasso colhido boca a boca das pessoas nas comunidades:

– Dr.º Marcos, todos que estamos aqui presentes viemos nos solidarizar com o senhor pelo resultado negativo das urnas que não lhe elegeu, embora tivéssemos certeza da vitória. Infelizmente o povo não votou no senhor porque o povo não suportava aquela mulher do senhor. Olhe, o senhor nos desculpe, mas aquela mulher do senhor é a pessoa mais intragável de mundo! O senhor só perdeu a eleição por causa dela – disse o emissário da comitiva, presidente da comunidade do Tururu. Eu só votei no senhor porque sou um homem de palavra, mas não podia obrigar as pessoas!

– Todo mundo que a gente consultou ficou pensando assim: Se aquela mulher de Dr.º Marcos já tem o rei na barriga, se acha as pregas de Odete sem Dr. Marcos ser vereador, imagine ele vereador? Como a gente vai ter acesso a ele com uma criatura intragável daquela ao lado dele feito piolho de cobra e chata que só o caralho?

Dr.º Marcos não disse nada. Ouviu tudo calado. Agradeceu a gentileza da visita e a honestidade de todos por dizer a verdade, mas tinha a certeza de que o fracasso das urnas era por causa da manteúda mesmo que desagradava a todo mundo! E ficava pensando na máxima do pai: Cuidado com a paixão de mulher fogosa e possessiva! Ela pode deixar você abilolado, só pensando naquilo e estragar qualquer projeto seu!

Foi o que aconteceu e a paixão dura até hoje!

* * *

DONA MARIA DA SUCATA, O NETO E O ADVOGADO MALANDRO

Dona Maria da Sucata é uma favelada íntegra. Tem orgulho de ser conhecida por todos por esse epíteto. Para sobreviver sai todos os dias com sua carroça à procura de latinhas de cervejas e refrigerantes, garrafas plásticas, papelão, copos descartáveis, peças de computadores, ferros velhos e outros objetos inutilizados. É uma recicladora do planeta.

Tudo que junta de ferro ou qualquer outro objeto de metal precioso já usado e considerado inútil, que se refunde para poder ser novamente utilizado, recolhe.

Dona Maria da Sucata tem um neto incapaz que é viciado em tóxico. Por ser inábil em conter sua vontade, não pode ver nada fácil que furta ou rouba, para sustentar o vício da droga. O medo dela: que ele seja executado por débito com o tráfico.

Recentemente foi preso numa boca de fumo, e desceu diretamente para o Muro das Lamentações do município de Abreu e Lima. Não houve audiência de custodia porque Dona Maria da Sucata não pôde pagar um advogado na hora e não havia defensor público para acompanhá-lo. Estavam ocupados com afazeres pessoais!

Busca aqui, busca acolá, encontrou um advogado para acompanhar o neto, mas de cara ele cobrou mil paus. Ela pagou. Ele não deu recibo do dinheiro recebido e prometeu soltar o neto dela com menos de vinte quatro horas se ela conseguisse mais mil paus.

Depois do acerto com o advogado Dona Maria da Sucata trabalhou dia e noite, quase desmaiando de fome para conseguir o dinheiro. Conseguiu juntar sucatas que valiam mais de dois mil paus, mas o dono do depósito a ludibriou e roubou-lhe uma parte no peso e só pagou a metade do valor. Mesmo assim ela aceitou e agradeceu, pois estava precisando do dinheiro para entregar ao advogado que prometera soltar o neto.

Dinheiro na mão, neto liberto – disse sarcástico!

Do depósito de sucata com o dinheiro dentro do porta seio, ela foi direto para o advogado e entregou a outra metade combinada, sem receber recibo. De posse do dinheiro o advogado disse a ela que esperasse em casa, preparasse uma feijoada para comemorar a liberdade do neto que estava solto no outro dia. Não pediu procuração do custodiado, nem cópia do CPF, RG, CTPS, nem endereço residencial, nem rol de testemunhas para preparar a defesa do indiciado. Nada!… Só quis saber do dinheiro!

Passadas duas semanas do prometido, e depois de várias idas ao Muro das Lamentações para visitar o neto, Dona Maria da Sucata descobriu que o advogado a tinha roubado, sequer visitou o neto. Quem compareceu ao ato processual designado foi um defensor público nomeado pelo juiz que, a contragosto, não abriu o bico na audiência.

Temendo pela vida do neto nas duas visitas feitas ao Inferno de Dante, ela procurou outro advogado que prometeu soltar o neto em vinte quatro horas. De cara para trabalhar no caso e entrar com o pedido de relaxamento de prisão lhe cobrou três mil paus de entrada e os outros três mil divididos em duas parcelas de mil e quinhentos.

Desconfiada com a proposta do advogado ela procurou uma vizinha que tinha sido vitima das mesmas artimanhas do jurisconsulto escroque, inclusive, forçada por ele, teve de vender uma casa que alugava para complementar a renda familiar, e o jurisperito não soltou o filho conforme havia prometido. O causídico lhe roubou tudo. Não passou recibo e o viciado continua preso à espera de um habeas corpus de Gilmar Mendes.

Desesperada e vendo a hora o neto morrer envolvido com gangues lá dentro ela recorreu a uma pessoa de bom coração, voluntaria, que conhecia um advogado muito solícito que trabalhava para uma ONG da qual ela fazia parte como voluntária também!

Sem cobrar nada de Dona Maria da Sucata, o advogado, já aposentado, comovido com o sofrimento dela e percebendo a angústia, o desespero de o neto ser morto lá dentro, juntou provas da incapacidade transitória dele, participou da primeira audiência, juntou as provas da incapacidade do neto da sucateira e requereu ao juiz exame de insanidade mental do preso que foi provado por uma junta médica nomeada pelo magistrado como incapaz, e o juiz o soltou por insuficiência de provas da materialidade do delito e por incapacidade mental do prisioneiro.

Após o neto solto e já em casa, Dona Maria da Sucata recebeu a visita de uma vizinha com o mesmo problema com o filho, informando que tinha sido procurada pelo advogado que a roubou, cobrando-lhe o mesmo valor para soltar o filho em vinte quatro horas como o havia feito com o da “velha da carroça”. E a vizinha queria saber da lisura do advogado à colega para confiar a tentativa de soltura do filho a ele.

Ao que Dona Maria da Sucata, curta e grossa, alertou e aconselhou a colega:

– Minha filha, aquilo é um ladrão descarado! Me roubou dois mil reais e não fez nada pelo meu neto. Eu não sei como a OAB mantém nos seus quadros um cabra safado desses enganando o povo desesperado! Se fosse por ele eu teria enterrado meu neto há muito tempo. Foi graça a solidariedade de um advogado de uma ONG que meu neto está comigo. Tome o telefone onde ele presta serviços voluntários e ligue.

Antes de se despedir de Dona Maria da Sucata e agradecer-lhe a orientação, o celular da vizinha toca. Ela atende. Era o advogado querendo saber se ela já estava com o dinheiro na mão para ele ir pegar e preparar a defesa do filho.

PODER JUDICIÁRIO DE BANÂNIA É REFÉM DE MARGINAIS

Juíza de Direito Dr.ª Tatiane Moreira Lima

Em 08/abril/2016 uma imagem chamou a atenção do mundo: Um marginal agressor de mulher manteve a Juíza de Direito Dr.ª Tatiane Moreira Lima, do Fórum do Butantã, Zona Oeste da Capital de São Paulo refém, quando adentrou ao local de trabalho dela e a derrubou no chão, chamando-a de pilantra e ameaçando queimá-la viva, colocar fogo no prédio e resistir à prisão, indignado com a sentença proferida por ela que o condenou por ter batido na companheira.

Premeditado, o marginal espancador de mulher, entrou correndo no local, com uma mochila repleta de garrafas com líquido inflamável, passando pela segurança, para tocar fogo na juíza. Antes já havia jogado coquetel molotov nos policiais de plantão.

Fosse nos Estados Unidos, país reacionário, tolerante e complacente com bandidos, nesse episódio, no mínimo, o marginal que investiu contra a magistrada sairia de lá direto para a cidade de pés juntos com um tiro na testa.

Condenado a mais de 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, pela acusação de tentativa de assassinato qualificado e cárcere privado contra a juíza que, não se concretizou por um acaso da vida, o agressor, Alfredo José dos Santos, vai ser sustentado pelos contribuintes honestos pagadores de impostos. Ganhará um salário mínimo enquanto estiver preso, o Estado vai sustentar os filhos menores e, se alguma coisa acontecer-lhe na prisão, o Estado terá de ressarci-lo, ou, em caso de morte, indenizar a família!

O mais interessante nesse caso escabroso, filmado e provado, são os argumentos fajutos feitos à data do júri pelos advogados do condenado, que sustentaram a tese de que em nenhum momento ele tentou assassinar a magistrada, mesmo tendo jogado combustível por toda roupa dela, ameaçando-a acender o isqueiro, mas apenas chamar a atenção da mídia para um processo que ele se dizia inocente. Os advogados criminais são uns urubus na carniça!

Infelizmente a Constituição recepcionou essa excrecência!

Tome-se como exemplo esse caso do Petrolão, maior esquema de propina do mundo, onde a maior quadrilha que assaltou o Brasil, liderada pelo chefe-mor, Lapa de Ladrão, se diz inocente de tudo, acusa o Ministério Publico Federal, a Policia Federal e o Judiciário por perseguição, onde existem várias quadrilhas de advogados surrupiando fortunas desses larápios dos cofres públicos sendo pagos com o dinheiro roubado da Saúde, da Segurança, da Educação, do Desenvolvimento e do Progresso de Banânia.

Lamentável que tudo isso aconteça, a impunidade impera e quem paga a conta são as pessoas honestas, trabalhadoras e cumpridoras dos seus deveres, direitos e obrigações.

Esses e outros casos de terrorismo no fórum ou fora dele contra os agentes públicos que agem com respeito às leis, à ordem, colocam o Estado Democrático de Direito em risco, porque é uma violência contra a instituição permanente.

O VIADO, A SELA E O DOUTOR

Déjà Vu – tataraneto de Pierre Collier

Paulinho de Zefa era um matuto apombalhado que saiu nos anos oitenta do distrito de Lagoa do Carro-PE para cursar Ciências Políticas na UFPE. Seu sonho: professor!

Como se destacava dos demais calouros por ser grandalhão, fez amizade na classe com Jeferson Fran, um rapagão falsa bandeira da capital, chegado às baladas afrangalhadas das noites do Recífilis.

Entrosado em todos os trabalhos de classe, Paulinho não desconfiava das tendências viadais de Jeferson e convidou-o para ir ao sítio dos pais para passar um final de semana em contato com a Natureza e os animais de estimação.

Jeferson adorou a ideia e num final de semana viajou com Paulinho para o sítio. Chegando lá ficou encantado com o negão Adamastor Pezão, pau para toda obra, um metro e oitenta e oito, braços grossos, beiço de gamela, botina quarenta e quatro.

Além de Pezão, Jeferson ficou com água na boca quando viu o jumento Pierre Collier, com a pica maior do que a de Polodoro, pra lá e pra cá, dura, correndo atrás das jumentas no cio. Era pai de todos os jegues e éguas que nasciam! Um gigante!

À noite, quando todo mundo estava dormindo, Jerferson, só pensando na picona de Collier, levantou-se da cama de campanha na ponta dos dedos dos pés, e, no silêncio da noite, foi direto à estrebaria onde o jumento dormia em pé.

Lá, no escuro, Jerferson, o alisou, passou a mão por todas as partes íntimas do bicho, pegou-lhe a jatumama e, não resistindo, arriou a bermuda e deixou entrar só a cabeça… Depois do coito zoofílico, correu para cama, todo ensanguentado e dolorido, andando com as pernas em forma de cangalha.

Manhanzinha, Paulinho, percebendo a ausência de Jerferson na hora do café, foi até a varanda da casa onde ele se encontrava deitado. Encontrando-o gemendo e com o oi da goiaba sangrando.

Assustado com a cena, Paulinho perguntou o que aconteceu:

– Paulinho – disfarçou Jerferson – me desculpa cara. Mas é que eu não resisti à noite, tomei a liberdade de andar de cavalo, pus a sela em Pierre Collier e, quando escanchei as pernas e fui apoiar as nádegas, sentei-me mesmo no pito da sela que entrou todinha no meu ânus e desde ontem está sangrando e doendo muito!

Assustado, Paulinho não perdeu tempo diante da situação. Pegou o opala do pai e levou Jerferson às pressas à maternidade local onde havia um clínico geral.

Assim que chegou à maternidade, Paulinho não perdeu tempo, tibungou com Jerferson no corredor e foi direto para sala de emergência.

O médico proctologista que estava de plantão, percebendo a gravidade do problema e desconfiando da sinceridade de Jerferson, perguntou-lhe:

– Como foi esse acidente, meu filho? Foi no pito da sela mesmo ou você andou fazendo traquinagem que não devia. Olhe eu vou fazer um tratamento aqui com penicilinas e óleo de peroba. Mas se não estancar a sangria eu vou ter de utilizar um antibiótico novo que chegou de Cuba aqui na Maternidade. Agora só tem um detalhe: Se você estiver mentindo o remédio vai ter um efeito colateral! Além de sofrer com insuportáveis dores, vai ter uma hemorragia letal! Portanto, é melhor contar a verdade!

Ao que Jerferson, temeroso, e desconfiado que o médico, experiente, já estava por dentro do “acidente”, confessou:

– Doutor, o senhor está certo! Eu senti uma atração irresistível pela mimosana do jumento do sítio e não perdi tempo! Foi muito bom o desejo, doutor, mas quando entrou a cabeça, eu desmaiei e só vim me acordar no outro dia todo ensanguentado com o Paulinho me chamando e perguntando o que era isso. Agora não conta nada pra ele não, visse doutor! É que eu sou viado, mas gostaria que ele não soubesse!

O médico deu um sorriso irônico no canto da boca e ficou a refletir olhando a imagem de Santo Agostinho instalada na parede da sala de plantão: Os tempos estão mudando!

PL 6621/16

Está sendo tramado na calada da noite na Câmara dos Deputados, Prostíbulo de Brasília, esse PL de autoria do senador Eunício Ladrão Oliveira, sobre o argumento de gestão, organização, processamento divisório e controle social das dez agências reguladoras de Banânia, com o fito exclusivo de roubar mais ainda todos os cidadãos honestos, decentes e trabalhadores deste país, com deliberalidade para escolher parentes até o terceiro grau para preencher cargos comissionados sem concurso público, verdadeira afronta à Súmula Vinculante n.º 13 do STF, que veda nepotismo nos três poderes. De olhos bem abertos nesses bandidos sujos, Mestre Adônis Oliveira!

Renan Ladroeiro Calheiros, Senador-PMDB-AL, e Eunicio Larápio Oliveira, Senador-PMDB-CE. Uma parelha de canalhas do caralho de Banânia.

JERÔNIMO DE MENDONÇA FURTADO – UM GOVERNADOR XUMBREGA

Gravura de Olinda da época das Capitanias Hereditárias

A palavra brega tem muito a ver com o governador Jerônimo de Mendonça Furtado (Lisboa,1510; Portugal,1584), que assumiu a governança da Capitania de Pernambuco em 5 de março de 1664.

Homem raparigueiro e deslumbrado por cabaré, após ter servido nas lutas da Guerra da Restauração, conflitos de confrontos armados entre o reino de Portugal e Espanha, foi nomeado capitão-general e governador da capitania de Pernambuco, o que desagradou os pernambucanos e os olindenses por ser um estrangeiro, por isso é que, revoltados, os nativos deflagraram um dos primeiros movimentos nativistas ocorridos no Brasil Colônia, a chamada Guerra dos Mascotes.

Friedrich Hermann von Schönberg (1615-1690)

O governador Jerônimo de Mendonça Furtado era pejorativamente apelidado de xumberga ou xumbrega por seus desafetos, uma referência ao marechal alemão Friedrich van Schomberg, por usar um bigode e gostar de frequentar os lupanares e furdunços da época, o que mais tarde pode ter dado origem ao termo BREGA no Brasil.

Suas desventuras de homem chegado a um cabaré à procura de priquitos, pouco se lixando para a sua administração como governador da capitania, estão narradas pelo historiador Evaldo Cabral de Melo em sua obra “A Fronda dos Mazombos: Nobres contra Mascotes”.

O Brega é um gênero musical brasileiro comparado ao twist e às baladas de rock dos anos 1960 nos Estados Unidos. Todavia, sua definição como estética musical tem sido um tanto difícil, pois não há um ritmo musical propriamente brega. É muito usado para designar a música romântica popular de baixa qualidade, com exageros dramáticos ou ingenuidade. O samba-canção, bolero e jovem-guarda foram vinculados a esta estética, atualmente o brega envolve kizomba, zouk, funana, além do twist modernizado que batizaram de forma aportuguesada de tecno-brega.

O brega também teve origem nas baladas românticas dos Estados Unidos, muito dos temas se originaram de canções italianas, francesas e até mesmo canções alemães. Mesmo sem terem estabelecidas características suficientemente rígidas, o termo praticamente foi alçado à condição de gênero.

Aqui, entre os artistas rotulados como bregas, não é diferente a dificuldade em torno do que seria o estilo. Como observa o jornalista José Teles, “não é exatamente a música, mas o intérprete que confere o status de brega ou não.” Alguns desses rejeitam serem representados sob o estigma da cafonice e mau gosto. Em uma entrevista em 2008, o cantor Wando afirmou sentir-se incomodado com o termo pejorativo. “Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim”. “Então eu brigo por isso”. Questionado sobre o assunto, Fernando Mendes disse certa vez que “brega era um lugar onde a gente ia, era um substantivo e hoje é um adjetivo com que falam mal da gente. Quando me perguntaram o que eu achava, eu disse: brega é o termo, a palavra é o nome que o invejoso usa pra criticar o vitorioso”.

Waldick Soriano diz: ”Concordar a gente não concorda. Porque brega é usado para falar de casa de prostituição. Nesses lugares, as pessoas ouvem música romântica, mas não só nos bregas. Faço música romântica. As pessoas gostam disso”. Com o tempo, porém, alguns outros artistas assumiram o termo brega. Foi o caso do cantor Reginaldo Rossi, que se auto intitulou como o Rei do Brega. Outro exemplo é, ainda que não seja consensual e conceitualmente um estilo, o próprio surgimento das vertentes paraenses brega pop e tecno brega, que indicam que seus artistas assumem-se de alguma forma ou de outra como bregas.

Brega, segundo o cantor Falcão, é aquela música romântica simples, que toca no coração do povo musicalmente falando, com letras, no início, exageradamente doloridas, carregadas, dramáticas, chifrais, corníferas, que deixam o sujeito mais manso, conformado e antenado, com as emoções captando as dores de amores sem sofrência!

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KIBELOCO CONFIRMA POR QUE O BRASIL PERDEU A COPA: KKKKKKKKKKKKKK!!

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Música Tortura de Amor. Segundo o historiador musical e biógrafo Paulo César de Araújo, foi a mais bela canção romântica da época da dita-dura composta por Waldick Soriano, alcunhada pejorativamente de “brega”.

O BRASIL QUE EU QUERO

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil que o lema Ordem e Progresso seja respeitado e amado

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil onde o Poder Judiciário – talvez o menos corruptos dos três poderes – não deixe ser desmoralizado, avacalhado. Cuide da Constituição, das leis e da sociedade, respeitando-as e livrando-as integralmente das manobras escusas e inescrupulosas dos poderosos do andar de cima. Condenando e colocando na cadeia todos os corruptos, delinquentes e bandidos sujos de colarinhos brancos responsáveis por assaltarem e roubarem a Nação!

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil onde o habeas corpus, tão exaltado pelo saudoso jurista Rui Barbosa como um remédio constitucional que assegura a liberdade de ir e vir de condenados e presos, não seja uma panaceia libertária para ricos e poderosos, assaltantes e bandidos sujos, como ocorre hoje em dia com o presidente, os deputados federais, os senadores, deputados estaduais e grandes empresários ladrões que roubam a nação e, com o dinheiro roubado da nação honesta pagam grandes escritórios de advocacias, verdadeiras máfias inescrupulosas, para se livrarem da cadeia.

O Brasil que eu quero para o futuro não é o Brasil gigolô, onde quatros ministros do Supremo Tribunal Federal estupram a Constituição à vista de todos os brasileiros, jogam bosta no ventilador do plenário e transforma a Corte Constitucional num Prostíbulo sem alvará de funcionamento.

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil onde todos os Direitos Sociais sejam cumpridos na sua integralidade como estão previstos na Constituição Cidadã a todos os homens e mulheres honestos e trabalhadores deste País.

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil que a saúde, a segurança, a educação, o transporte coletivo, o progresso, o desenvolvimento, que são direitos de todos e dever do Estado, sejam respeitados!

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil que extirpe todos os cargos de prefeitos, vice, vereadores, suplentes; todos os tribunais de conta no âmbito da União, dos estados e dos municípios; todas as empresas públicas diretas, indiretas, mistas; autarquias, fundações e outras criadas com esse mesmo objetivo escuso para surrupiarem o dinheiro da nação.

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil que se comprometa com uma Reforma Fiscal para o país voltar a crescer, desenvolver, gerar empregos, pois sem uma reforma fiscal decente não há investimentos do capital privado!

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil do tamanho mínimo possível para o cidadão não se tornar servo dele, como defendia o genial economista Roberto Campos, pois, segundo ele, o princípio axiológico do capitalismo é que o homem é dono de seu corpo e do produto de suas faculdades e só pode ser privado do produto dessas faculdades por consenso, contrato, ou pela aceitação de tributos sujeitos ao crivo da representação democrática. Já o socialismo parte do princípio de que o homem é proprietário de seu corpo, mas não é proprietário do uso de suas faculdades. Esse produto pode — e deve — ser redistribuído segundo determinados critérios ideológicos e políticos para alcançar algo definido como justiça social. O resultado é que não se otimiza o esforço produtivo, e é por isso que toda a tragédia do socialismo é, no fundo, a sub otimização do esforço produtivo.

O Brasil que eu quero para o futuro é o Brasil onde a empresa privada deixe de ser controlada pelo governo, e a empresa pública deixe de existir, porque não há controle sobre ela! A Petrossauro é um exemplo universal de assalto à Nação!

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ORLANDO TEJO

“Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico na música de seus versos.”

Cora Coralina

ASSIS VALENTE – UM COMPOSITOR DE GÊNIO PERTURBADO

José de Assis Valente nasceu no dia 19 de março de 1911 no distrito de Bom Jardim, Santo Amaro-BA – há controvérsia -, município do Recôncavo baiano e encantou-se em 1958, tomando formicida com guaraná sentado no banco de Rua no Rio de Janeiro. Ficou conhecido no meio artístico como Assis Valente, compositor genial, dono de uma extraordinária versatilidade para compor clássicos acessíveis, desenhar e fazer escultura.

Tornou-se conhecido por compor diversos sucessos para Aracy Cortez, o Bando da Lua, Orlando Silva, Altamiro Carrilho, Aracy de Almeida, Carlos Galhardo e Carmen Miranda, para quem compôs inúmeros sucessos e por quem nutria uma tesão e paixão arrebatadora. Além da canção Brasil Pandeiro, samba exaltação recusada à época por ela, mas depois se tornou um imenso sucesso com os Anjos do Inferno, conjunto vocal instrumental brasileiro de samba e marchinhas de carnaval formado em 1934, e principalmente com os Novos Baianos, conjunto musical brasileiro, nascido na Bahia na época da Tropicália, atingindo seu auge entre os anos 1969 e 1979, por mesclar guitarra elétrica, baixo e bateria com cavaquinho, chocalho, pandeiro e agogô. Formado por Moraes Moreira, Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão. Carmem Miranda veio a se arrepender depois por não ter gravado Brasil Pandeiro, que alcançou enorme sucesso na voz dos Novos Baianos, gravada no segundo Long Play do conjunto Acabou Chorare, de 1972.

Assis Valente era filho de José de Assis Valente e Maria Esteves Valente. Segundo relato da época, fora roubado dos pais ainda pequeno, sendo depois entregue a uma família de Santo Amaro que lhe deu educação, ao mesmo tempo em que o forçava a trabalhar, algo extenuante, semiescravidão para ele.

Quando tinha seis anos, houve nova mudança na vida, passando a ser criado por um casal de Alagoinhas, Georgina e Manoel Cana Brasil, dentista naquela cidade. Assis Valente realizava trabalhos domésticos a contragosto, mas com a mudança do casal para a capital baiana, logo conseguiu trabalho no Hospital Santa Izabel e, por suas habilidades, acabou sendo contratado pelo médico irmão de seu pai adotivo, que dirigia a Maternidade da Bahia. Ali demonstrou talento para as artes e foi matriculado pelos criadores no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, a fim de aprimorar-se no desenho e em escultura, dividindo seu tempo entre o trabalho e o estudo.

Por esta época, foi convidado por um padre para trabalhar num hospital católico na interiorana cidade de Senhor do Bonfim, mas ao declamar versos anticlericais do poeta Guerra Junqueiro, político e panfletário da escola nova, numa festa popular, foi demitido. Juntou-se, então, ao Circo Brasileiro, onde declamava versos de grandes poetas de improviso, que encantava a todos que estivessem presentes, admirados com seu talento precoce!

Em 1927 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se empregou como protético e conseguiu publicar alguns desenhos em magazines como Shimmy e Fon-Fon, revistas brasileiras fundadas no Rio de Janeiro no ano de 1907.

Em função de uma dívida cobrada por Elvira Pagã, atriz, cantora, compositora e vedete brasileira da época, Assis Valente tentou o suicídio pela primeira vez, cortando os pulsos. Elvira cantara alguns de seus sucessos junto com a irmã.

Casou-se, em 23 de dezembro de 1939, com Nadyli da Silva Santos. Em 1941, no dia 13 de maio, tentaria o suicídio mais uma vez, saltando do Corcovado – tentativa frustrada por haver a queda sido amortecida pelas árvores. Em 1942 nasce sua única filha, Nara Nadyli, depois se separa da esposa devido à vida pregressa que levava!

Em 1958, desesperado com as dívidas, Assis Valente foi ao escritório de direitos autorais, na esperança de conseguir dinheiro. Ali só conseguiu um calmante. Telefonou aos empregados, instruindo-os no caso de sua morte, e depois para dois amigos, comunicando sua decisão.

Sentado num banco de rua ingeriu formicida com guaraná, deixando no bolso um bilhete à polícia, onde pedia ao também compositor e amigo Ary Barroso que lhe pagasse dois alugueis em atraso. No bilhete, o último verso:

“Vou parar de escrever, pois estou chorando de saudade de todos, e de tudo.”

Seu trabalho foi um dos mais profícuos na música, constando que chegava a compor quase uma canção por dia, muitas delas vendidas a baixos preços para os comprositores, que então figuravam como autores.

Seu primeiro sucesso de 1932 foi Tem Francesa no Morro, cantado por Aracy Cortez.

Foi autor, também, de peças para o Teatro de Revista, como “Rei Momo na Guerra”, de 1943, em parceria com Freire Júnior.

Após sua morte, foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 1960, na voz de grandes intérpretes da MPB, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Novos Baianos, Elis Regina, Adriana Calcanhoto, dentre outros.

Suas canções foram muitas vezes regravadas, mesmo depois de sua morte, atingindo sucessivas gerações, no Brasil. Suas composições trazem um conteúdo poético sutil, que buscam emocionar; outras com um teor mais reflexivo. Exemplo:

Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem.
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem.

De: Boas Festas.

Infelizmente, a vida é mesmo assim desde que o mundo é mundo!

ROBERTO CARLOS E A ORGIA NO BURACO DE OTÍLIA

Por volta dos anos setenta o cantor Roberto Carlos já era idolatrado como o ídolo das multidões. Onde fizesse show, uma tonelada de gente feminina entupia o recinto de histerismo, principalmente tribufus balzaquianas ricas e mal amadas que se atiravam no palco dos shows desejando que o rei as comesse ali mesmo na frente da multidão ensandecida, porque a tesão aflorava os poros e elas sentiam orgasmos telepáticos. Vaca Peidona fazia parte desse palco de beduínas-ouriçadas.

Junto com o Amigo da Onça, Erasmo Carlos, o terror das barangas, um dos responsáveis pela criação do movimento tabacudo intitulado de Jovem Guarda, parceiro das composições do rei da avareza, que todo mês de dezembro lançava um elipeido para infestar as lojas de discos de todo o Brasil, e se tornava presente de natal obrigatório para os tabacudos que idolatravam as músicas do ídolo da “perna de pau” comprar e dar de presente aos abestalhados para a satisfação desse velho escroto do trenó: Papai Noel.

Roberto Carlos já era conhecido em todos os bordéis do Brasil, quando chegava para fazer seus shows, como o rei da suruba, do bacanal, da esbórnia, movido a chá de cogumelo, cachimbada e marijuana que ele fazia questão de levar às festas para barofar o ambiente e compartilhar com todos que curtiam suas fantasias sexuais tresloucadas.

Vem dessa época a mania dele fumar aquele cachimbo preto fedorento com a boca parecendo o furico da Vaca Peidona soltando bufa de batata purgante, estampado na capa do elipeido intitulado ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, onde está inserida a música “Jesus Cristo”, biografia do filho de Deus não autorizada por Edir Macedo, que até hoje lhe cobra os dízimos autorais na justiça celestial por apropriação indébita e direito de imagem.

Com o estrondoso sucesso das músicas Jesus Cristo, Meu Pequeno Cachoeiro da Itapemirim e a lambada Minha Senhora, composta por Aurino Quirino Gonçalves – o Pinduca, o elipeido ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, estremeceu as paradas cardíacas das rádios AM de todo o Brasil, incluindo a Aurora do Jumento, em Carpina-PE, que era comandada pelo anão “bimba triste”, que, segundo as más línguas, era menor do que a pitoquinha de um galo garnisé.

Com toda essa estrondosa sucessão de sucesso que se sucedia sucessivamente sem cessar nos cabarés de todo o Brasil, Roberto Carlos provocou inveja no comedor de gente, o cafajeste Carlos Imperial, que fazia o programa de auditório “Esta noite se improvisa comendo uma priquita”, transmitido pela TV Record, que o convidou para participar do programa e comer todas as cantoras e atrizes principiantes que apareciam por lá com as priquitas coçando e doidas para fazer sucesso a qualquer custo: Gretchen, Rita Cadilac, Vaca Peidona, Elke Maravilha e outras “lebretes” do mundo cão do Teatro Oficina eram dessa época.

Foi neste ano que Roberto Carlos veio fazer um show aqui em Pangeia, digo: Recífilis, se hospedando no Grande Hotel do Alto da Foice. Assim que chegou, chamou o anão “pau vermelho”, jardineiro do Grande Hotel, PhD em pedofilia, mandou-o “selecionar umas quarentas adolescentes cabaços nas redondezas, com idade entre 12 e 16 aninhos” para, assim que terminasse o show ROBERTO CARLOS: PRA SEMPRE, no Geraldão, ele ir até o Buraco de Otília, para fazer a maior orgia regada a chá de cogumelo e vaselina de mijo de vaca, trazidos da fazenda Tabé Lião, do Coronel Ludugero. Wilza Carla, que o Vudum Collor de Mello comia na Casa da Dinda, era dessa época!

Uma hora da matina, Roberto Carlos chega ao Buraco de Otília cercado por quarenta putinhas secionadas a dedo pelo anão “pau vermelho”. Entra no quarto reservado por Quitéria, a cafetina do priquito mais folote da América Latina, e lá pratica o maior bacanal de Herodes de todos os tempos que se tem noticia em Recífilis, regado a vaselina e manteiga feita de leite de jumenta, ao ponto de no outro dia sair do cabaré direto para a maternidade MATADOURO, no Alto da Foice, com a cabeça da bicha toda esfolada e sangrando, onde Liêdo Maranhão labutava como dentista e, aqui e acolá, fazia o papel de enfermeiro pau pra toda obra. Por ausência da profissional de plantão na época, foi Liêdo encarregado de engessar a cabeça da bimba do “rei da perna de pau” com gesso Vitória Qualimina, que ficou dura que só o filé ao molho madeira, segundo comentava Liêdo Maranhão sirrindo-se de se mijar naquele seu jeitão de gozador nato!

Foi nessa época que o “rei da varejeira”, Roberto Carlos, recebeu das “meninas” que com ele “surubaram” a alcunha de “o cabeleira do trussui à esquerda”. Até hoje se tem a curiosidade de saber o por quê do apelido tão escroto alcunhado no “rei”, mas dona Quitéria, apesar de ser comida por Zé Lezin com a promessa de revelá-lo para ele saber como enrabar Cinderela, não o disse e guarda o segredo a sete chaves no meio da taiada veia e cheia de pentelhos grisalhos, e disse que pretende morrer com ele não revelado, a não ser que um biógrafo fuleiro que esteja disposto a escrever suas memórias de putarias e proxeneta, pagando 50% de adicionais de insalubridades priquitais, não previstos na CLT de Getúlio Vargas.

P.S. Essa história da perna cabeluda não está inserida no livro ROBERTO CARLOS EM DETALHES, biografia do rei da perna de pau escrita pelo jornalista e historiador PAULO CÉSAR DE ARAÚJO, que o biógrafo preferiu omitir por atentado violento ao pudor e agressão a neurótico, apesar de na época ainda não existir o ECA (eca!), mais uma lei especial tolête grosso aprovada pelo Congresso Nacional, o Prostíbulo de Brasília, e sancionada à época pelo presidente doidão, Vudum de Mello, para encher a linguiça do ordenamento jurídico penal de Banânia!

Roberto Carlos já repetiu várias vezes em entrevistas que gostaria de lançar uma autobiografia para ter a oportunidade de contar sua própria história: “Ninguém vai contar a minha história melhor que eu”, disse ele em coletiva à imprensa. A polêmica em torno do assunto começou em 2007, quando ele moveu uma ação de busca e apreensão por calúnia, injuria e difamação, contra o jornalista e historiador Paulo César de Araújo, autor da biografia “ROBERTO CARLOS EM DETALHES” que, em conchavo com o juiz da Vara Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, numa condenação típica de regime de exceção, retirou a referida biografia de circulação, apreendendo mais de onze mil exemplares das prateleiras das livrarias de todo o Brasil, e até hoje ele, Roberto Carlos, guarda os livros dentro daquele fiofó murcho, para todo dia limpar o cu com uma página!

Sem contar que ele foi office boy, dedo-duro dos militares da Dita-Dura que proibiu a exibição do filme JE VOUS SALUE, MARIE, em 1985, do cineasta francês Jean-Luc Godard; processou o jornalista Ruy Castro, por uma série de reportagem para a revista STATUS, que retratava suas aventuras amorosas regadas a pó de mico no bolso, dentre outras aberrações típicas de um lunático sexual centralizador, sem contar a recente proibição do livro JOVEM GUARDA: Moda, Música e Juventude, da jornalista de moda Maira Zimmerman e as ações movidas contra corretores de imóveis por todo o Brasil que ousaram registrar suas imobiliárias com seus próprios nomes: Roberto Carlos!

A Ação de Roberto Carlos, o “Rei da Perna de pau” movida contra o corretor de imóvel da Paraíba, Roberto Carlos Vieira, que registrou uma imobiliária com seu nome de batismo, RC Imobiliária e por causa do processo foi à falência, com a família destroçada, a esposa, com câncer, entrou em depressão e o sonho da filha mais velha de viajar aos Estados Unidos tornou-se um pesadelo para o profissional imobiliário.

Esse é o Roberto Carlos do coração bondoso, do homem das rosas, do “Jesus Cristo eu estou aqui”, amigo dos caminhoneiros, amante do dinheiro, usurpador da biografia de Jesus Cristo e Nossa Senhora! A Ação Judicial movida por ele em face do homônimo corretor de imóveis, arruinando-o, em contraste com seu pronunciamento oportunista em favor dos caminhoneiros, é uma das boas metáforas do Brasil atual, governado por um presidente incompetente, irresponsável e ladrão de grosso calibre: Michel Temer!

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Caro confrade Raimundo Floriano:

Em primeiríssimo lugar gostaria de agradecer-lhe a correção feita no meu artigo AS COISAS MUDAM, publicado aqui no dia 11/junho/2018, com o acréscimo de: O LULA DE HOJE E O LULA DE ONTEM. Simplesmente magistral! Visão digna de um revisor proeminente, ligado em todas as nuances do texto! Também por incluir meu nome em destaque à margem direita do seu Blog (Raimundo Floriano) junto a todos aqueles feras das letras: da poesia, da trova, da glosa, da crônica, das charges, o que para mim é uma honra e um privilégio que jamais imaginaria alcançar na vida, vez que sou um simples corretor de imóvel!

O Poeta Anderson Braga Horta, colunista deste JBF, e Raimundo Floriano, pesquisador literário e revisor d’O Romance da Besta Fubana

Autorizo-o, de público, a fazê-lo também em todas as outras besteiras que escrevo e publicadas aqui no nosso Jornal da Besta Fubana, essa seita desassombrada fundada por Luiz Aberto, como o chamou um comentarista nosso Papa Berto!

Aproveito a oportunidade para lhe dar mil abraços e dizer publicamente que lhe tenho uma grande admiração por todo trabalho cultural que o insigne pesquisador faz em pró da Cultura Popular ao longo desses mais de oitenta anos de existência.

Nos primeiros dias no ano de dois mil e dezoito as coisas não andaram boa para o nosso Jornal da Besta Fubana. Baixou um caboclo destruidor nos três provedores irresponsáveis que o hospedaram principalmente naquele jacaré da cara de rapariga, responsável pela detonação de todos os arquivos que o nosso PAPA ABERTO tinha armazenado desde 2007 e com isso destruiu a História de mais de 10 anos desta Gazeta Escrota que foi bater nos confins do Inferno de Bacurim. E não é que eu perdi alguns artigos salvos pelo Grande Floriano no seu Blog?! O que eu só tenho a agradecer e muito ao nobre revisor do Romance da Besta Fubana pelo armazenamento.

Para minha felicidade, chafurdando seu site: ALMANAQUE DO RAIMUNDO FLORIANO, deparei com meus predicados literários desde que estreei no Jornal da Besta Fubana, magnificamente preservado pelo nobre escritor, poeta, revisor, agitador cultural, homem honesto, trabalhador, digno, honrado… filho de um Brasil que finge não o reconhecer e não o valorizar a altura da sua importância no meio literário!

Neste momento de euforia pude perceber que não perdi os meus escritos porque foram salvos pelo nobre mecenas das letras. Por isso venho a publico lhe agradecer de coração e dizer que estou muito feliz porque o nobre revisor salvou minha produção literária, mesmo modesta e insignificante.

Obrigado de coração, Raimundo Floriano! Que a Natureza lhe dê mais oitenta anos de vida com mais saúde do que já tem!

AS COISAS MUDAM

No primeiro ano do seu mandato como presidente da República Federativa de Banânia, Lapa de Ladrão, apoiado por seu consultor jurídico malandrão e ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, sancionou uma lei que se tornaria, 15 anos depois de sua publicação, uma das suas maiores dores de cabeça em seu embate contra a operação Lava Jato.

O feitiço virou contra o feiticeiro, e este levou no furico!

Mal sabia Lapa de Prisioneiro que, quinze anos depois de ser sancionada e publicada no D.O.U em 13.11.2003, a Lei 10.763/2003, com apenas quatro parágrafos, que alterou pontos do vetusto, inútil e obsceno Código Penal de 1941 sobre crime do colarinho branco endurecendo, ainda mais, a punição para o crime de corrupção, cuja pena máxima, passou de 8 anos para 12 de prisão, iria condená-lo a cagar, por 12 anos e 1 mês no boi de Curitiba, isso se o ministro do Supremo Tribunal de Favores, Gilmar Psicopata Mendes, não lhe conceder um habeas corpus ex officio.

A regra criada naquela época contribuiu para ampliar a punição imposta a Lapa de Larápio no caso do Tríplex do Guarujá pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, que julga os casos da Lava Jato na segunda instância. A pena por corrupção e lavagem de dinheiro foi aumentada de 9 anos e 6 meses, aplicada pelo juiz Sérgio Moro, para 12 anos e 1 mês de prisão, em regime inicial merecidamente fechado!

Outro parágrafo da referida lei promete causar ainda mais transtorno merecidamente justo a Lapa de Bandido: o que condiciona a progressão de regime à “devolução do produto ilícito praticado”, que Lapa de Enganador e seus asseclas roubaram da Saúde, da Educação, da Segurança e do Desenvolvimento da Nação!

Caso não reverta sua condenação ou sua prisão nos tribunais superiores, o presidiário só poderá passar ao regime semiaberto, após cumprir dois anos em regime fechado, e se já tiver pagado a indenização imposta pelo TRF-4, em R$ 13,7 milhões, com juros e correção monetária…

O veto à progressão de regime caso não sejam devolvidos os valores desviados já vem impedindo que condenados da operação passem para o semiaberto na Lava Jato.

No caso de Lapa de Canalha, o fato de ele ter sido o presidente a sancionar a lei que hoje se tornou um obstáculo em seu caso é uma “fatalidade natural e legal”, na opinião do tabacudo coordenador de pós-graduação em Direito Penal Econômico do Instituto de Direito Público de São Paulo, Fernando Debiloide Castelo Branco.

Segundo ele, “Temos um processo legislativo em que o Congresso vota, decide e o presidente da República promulga (promulga?)”, diz o especialista em tolêtes penais. “Na condição de presidente, ele seguiu esse processo legislativo outorgando a eficácia para essa legislação.” “Infelizmente, tomou no cu” – finalizou o especialista bananeiro.

Também foi Lapa de Quadrilheiro quem sancionou a Lei da Ficha Limpa, em 2010, que se tornou hoje outro entrave em sua trajetória. A legislação barra candidaturas de condenados em segunda instância, como ele, e foi aprovada no Congresso após um projeto via iniciativa popular, com mais de 1,6 milhão de assinaturas.

Ainda na área judicial, Lapa de Ladrão se fudeu ao dar assinatura final, no início de seu governo, em legislação que prevê a emissão anual de um atestado de cumprimento de pena aos presos, o que beneficia os detentos.

O certo é que Lapa de Corrupto está fudido até o cuzinho, e vem mais cuzanças por aí com a condenação do Sítio de Atibaia, com o juiz Sérgio Moro se preparando para sentenciá-lo com uma sentença pajaraca botando até o tronco no rabo dele!

Segundo o romancista Érico Veríssimo: existe um senhor que não mente nunca para quem faz merda na vida e sofre as consequências! Quem faz aqui; paga aqui: O Tempo! E o Tempo mostrou quem é Lapa de Prisioneiro: Um bandido Psicopata!

Íntegra da Lei que fudeu Lapa de Bandido, sancionada por ele. Vale salientar que a roubalheira e os saques criminosos aos cofres públicos ainda não haviam começado!…

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI No 10.763, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2003.

Acrescenta artigo ao Código Penal e modifica a pena cominada aos crimes de corrupção ativa e passiva.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O art. 33 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte § 4o:
“Art. 33. ………………………………………………..
§ 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.” (NR)

Art. 2o O art. 317 do Decreto-Lei no 2.848, de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 317. ………………………………………………..
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” (NR)

Art. 3o O art. 333 do Decreto-Lei no 2.848, de 1940 – Código Penal, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 333 ………………………………………………..
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.” (NR)

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de novembro de 2003; 182.o da Independência e 115.o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Márcio Thomaz Bastos
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 13.11.2003.

EXEMPLO DE POBREZA E HONESTIDADE NO BRASIL

Essa história aconteceu em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná, e viralizou na internet depois que o eletricista funcionário da Companhia Paranaense de Energia (Copel), João Cândido da Silva Neto, 57 anos, relatou em sua página do Feissibuqui, que foi até a casa de uma família de baixa renda cortar a luz por falta de pagamento. Fazer o que ele chama de “atividade desagradável”. Contou que foi procurado por uma criança que lhe pediu um R$ 1, mas como ele não tinha no bolso R$.1,00 real, abriu a carteira e deu de cara com R$ 5,00. Deu ao menino e lhe pediu para dividir com os dois irmãos. Para sua surpresa quando retornou para fazer a religação da energia, à tarde, da casa torta de madeira, a criança esperava-o e devolveu os R$ 2,00 reais de troco!! “Ainda bem que o senhor voltou para eu entregar o troco” – disse a criança a um homem emocionado!

“Naquele instante, ao me devolver os R$ 2,00 reais “Geninho” (nome fictício dado à criança pelo eletricista), estava me mostrando o maior exemplo de honestidade e responsabilidade que eu já tinha visto na vida”, relatou emocionado o trabalhador.

Após a repercussão da história nas redes sociais, que já alcançou mais de 100 mil compartilhamentos, muita gente está mandando mensagens para João Cândido dizendo que quer ajudar a família. Por isso, ele fez uma nova visita à casa do menino e contou por que voltou a se emocionar novamente.

Segundo João Cândido, “o pai da criança disse que não precisava levar nada para eles não, porque tem gente que precisa mais do que a gente!”

Mas, segundo João Cândido, a situação da família é complicada, já que o casal está desempregado. “Não são só duas contas de luz atrasadas”, explicou. O pai tem problemas cardíacos e não pode fazer muito esforço, e a mãe também está doente, conforme o eletricista.

De acordo com João Cândido, funcionários da Copel que fazem voluntariado estão verificando uma forma de organizar as doações para que cheguem até a família. “Eu estou muito feliz, estou transbordando de felicidade!”, comemorou o eletricista que também faz trabalho voluntário e escreve contos e crônicas de fatos do dia a dia.

No encontro que houve, ele disse que conheceu melhor a família e, diferente do que escreveu no Feissibuqui, informou que o casal tem três filhos, uma menina e dois meninos, todos estudando. No dia em que ele foi até lá para cortar a energia, estavam na casa o menino, o irmão e a irmã. Além disso, o nome do menino é fictício, para preservar a família.

O resto dessa história comovente, dada por uma criança de nove anos, deveria servir como exemplo a todos esses políticos, presidentes, juízes, desembargadores e, principalmente, ministros do Supremo Tribunal de Favores mau caráteres e ladrões que envergonham o País, tipo Gilmar Mendes, que merecia um busca pé no rabo para subir ao quinto dos infernos, ou fuzilado em praça pública com a plateia assistindo feliz!

Vale apenas assistir o vídeo e se emocionar com uma história de honestidade e dignidade vinda de uma criança filha de pais humildes!

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EXEMPLO DE CAPITALISMO DE OPORTUNIDADES NOS ESTADOS UNIDOS

O estudante negro Corey Patrick da cidade de Tarrant, Estados Unidos, ganhou um carro de presente do radialista negro da cidade local, Rickey Smiley, após ser fotografado indo à sua formatura na escola Tarrant High School quando estava em seu último ano do curso.

Segundo Felicia White, mãe do rapaz, ao canal WBRC, a família teve de se mudar e ficou morando a 16 quilômetros da escola do estudante, o que obrigava o jovem adolescente se levantar às 4h30mim da madrugada para chegar ao ponto do ônibus às 5h41mim. Na volta, ele tinha de esperar até às 17h19mim, quando o ônibus retornava. Esse trajeto consumia para Corey

Patrick uma hora e meia. E ele nunca farrapou.

Registre-se: Apesar do caminho deserto a caminhar, Patrick nunca foi assaltado!!

Corey Patrick teve de repetir esse mesmo procedimento durante um ano. Foi num desses momentos que ele foi fotografado por um desconhecido indo para o ponto de ônibus vestido da beca da formatura. A imagem viralizou e chamou a atenção do radialista Rickey Smiley da comunidade que, sensibilizado e comovido com a dedicação e perseverança do rapaz, lhe deu um carro de presente.

Esse é o tipo de exemplo que vem do maior país capitalista reacionário do mundo, odiado por todos os esquerdoides e descerebrados de Banânia, mas morrem de inveja por não estarem lá!

MARÍLIA MENDONÇA – A RAINHA DA SOFRÊNCIA

A maior revelação da música sertaneja surgida nos últimos tempos, Marília Dias Mendonça, nome artístico Marília Mendonça, cantora, compositora, violonista, nasceu em Cristianópolis, município de Goiás que fica a uma distância de 90 quilômetros da capital, no dia 22 de julho de 1995.

Com apenas três anos de carreira, já ganhou o Troféu Imprensa de 2017 e 2018. Possui mais de quatro bilhões de visualizações no You Tube!!! Quatro músicas entre as mais tocadas em todo o Brasil, sendo a primeira mulher brasileira a entrar no “Moments History Month do Spotify!!” Ela é o maior sucesso do momento da música sertaneja!!!!!

Com um talento musical acima do normal e uma voz potente, Marília Mendonça, teve sua primeira composição “Minha Herança” gravada pela dupla sertaneja João Neto & Frederico dois anos depois de escrita, em 2009. Mesmo sendo menor de idade, Marília Mendonça investiu na carreira de compositora, escrevendo mais canções do gênero. Nesse período, foi autora de canções de sucesso como “É com ela que eu estou”, gravada por Cristiano Araújo, e “Cuida bem dela” e “Até você voltar”, gravadas pelos irmãos Henrique & Juliano. Ela canta a realidade dos desencontros amorosos!

Estreou como cantora em 2015, aos 20 anos, com a participação em duas músicas da dupla Henrique & Juliano, seus irmãos: “A Flor e o Beija-Flor” e “Impasse”. Logo em seguida, no mês de julho, ela gravou o disco Marília Mendonça: Ao Vivo. Feito em um cenário com decoração simples e com garrafas de bebidas alcoólicas. O álbum foi lançado oficialmente em março de 2016. Disponibilizado tanto nos formatos CD e DVD pela gravadora Som Livre, recebeu aclamação positiva do público, alcançando o topo das paradas brasileiras. Entre as canções de destaque do disco, estão o single “Infiel” e a canção “Eu sei de Cor”, a qual liderou a Brasil Hot 100 Airplay em 2016 por cinco semanas. ‘Infiel’ tornou-se a quinta música mais executada nas rádios do Brasil naquele ano, além de já ter sido a segunda canção brasileira com mais visualizações no You Tube.

Após alcançar sucesso na divulgação do material no You Tube, passou a ser chamada pelos fãs e tietes de “Rainha da Sofrência”. Marília fez o seu primeiro grande show ao vivo em agosto do mesmo ano, na cidade paraense de Itaituba. Ao mesmo tempo em que iniciava a carreira em cima dos palcos, continuou compondo músicas para outros artistas, como Lucas Lucco, Joelma, Jorge & Mateus, Wesley Safadão, Maiara & Maraísa, Matheus & Kauan, Fred & Gustavo, Zé Neto & Cristiano, César Menotti & Fabiano e os já citados anteriormente Henrique & Juliano e João Neto & Frederico.

Devido à grande repercussão de seu nome na mídia, Marília Mendonça foi indicada ao prêmio “Melhores do Ano”, do programa “Domingão do Faustão”, exibido pela Rede Globo. Naquela ocasião, Anitta foi a vencedora do troféu e convidou Marília para receber o prêmio com ela, homenageando todas as mulheres e encerrando com um dueto da canção “Infiel”. Marília encerrou o ano de 2016 com uma participação no tradicional “Show da Virada”, da Rede Globo, exibido no dia 31 de dezembro, apresentação que considera uma das mais importantes de sua carreira. Em 8 de outubro de 2016, Marília gravou o segundo DVD da sua carreira, “Realidade”, no Sambódromo de Manaus para um público de mais de quarenta e cinco mil pessoas! Quatro das canções gravadas foram disponibilizadas em 13 de janeiro de 2017 em um EP homônimo, com três canções inéditas, além da conhecida “Eu Sei de Cor”. O lançamento oficial do CD e do DVD, previsto para fevereiro de 2017 pela Som Livre, aconteceu em 31 de março.

Em julho de 2017, Marília conquistou o posto de artista brasileira mais ouvida no You Tube. Ela ficou em 13º no ranking mundial, superando artistas como Adele, Ariana Grande, Shakira e Taylor Swift. Em setembro de 2017, outra marca: a cantora ultrapassou três bilhões de visualizações em seu canal oficial, sendo a primeira cantora brasileira a conquistar o número em menos de dois anos!!!

Marília Mendonça apresenta em suas canções uma filosofia musical de valorização da figura da mulher. Apesar de negar uma postura militante diante do feminismo, já usou o termo em algumas ocasiões, como na entrevista ao jornalista Pedro Bial, quando questionada sobre culpa diante de traições, tema recorrente em suas músicas. “Se fala tanto em feminismo e a mulher ainda culpa a mulher por coisas que ela não tem culpa. Se o cara é casado comigo, é meu namorado ou está do meu lado e me trai, quem me traiu foi ele. Eu não tinha nenhum tipo de relacionamento com a amante” – questionou. Seguindo a linha da defesa dos direitos das mulheres, lançou no dia 8 de março de 2018 as canções “A Culpa é Dele”, com Maiara & Maraísa – criticando a disputa entre mulheres e a idolatria ao homem – e “Perdeu a Razão”, seu novo trabalho com a cantora Joelma, que fala de violência doméstica e da Lei Maria da Penha.

Em uma entrevista concedida ao jornal O Globo neste ano, a cantora e compositora sertaneja Marília Mendonça destacou que era necessário conquistar o público feminino como adepto de suas canções, visto que as mulheres comparecem em grande número aos shows de música sertaneja por distração e prazer absoluto de liberdade, porém, não existiam cantoras do gênero em aclamação naquele período.

Marília Mendonça – “A Rainha da Sofrência” – pelo talento para compor e cantar em tom de voz grave e potente, pelo domínio de palco, pela naturalidade, pela maturidade, pela AUTENTICIDADE, é, sem dúvida nenhuma, a maior revelação da música sertaneja dos últimos tempos com apenas 23 anos, porque fala do amor, da traição entre homens e mulheres em todas suas nuances em linguagem popular sem ser popularesca, do sofrer, que são universais, com muita catilogência e responsabilidade!

Assista o Clipe até o fim, com o depoimento da cantora Joelma.

MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL É CONTRÁRIO À PRISÃO DO LADRÃO-MOR

Em meado de janeiro de 2018, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello Seboso, no dizer do colunista fubânico Altamir Pinheiro, sempre voto vencido nas decisões em ADC, ADPF, ADIn, Repercussão Geral e outras ações relevantes só julgadas pela Corte Constitucional, propôs a não prisão de Lapa de Corrupto, insinuando que a 8.ª Turma do TRF-4 cedesse à chantagem dos grupos extremistas dos Brecker Brothers, MSTs, MTSTs e outros bandos de terroristas petistas e similares de Banânia, que se propunham a desobedecer à ordem judicial contra a prisão de Lapa de Ladrão, o chefe-mor da máfia que assaltou o país.

O ministro Marco Aurélio de Mello Seboso, desmoralizado por uma liminar não cumprida pelo mafioso Renan Calheiro, de forma irresponsável e inconsequente, atitude típica de um ministro subserviente e canalha, sem moral, disse à data que a prisão de Lapa de Bandido pela 8.ª Turma do TRF-4 “poderia incendiar o país”. O ministro (?) afirmou que se tinha de preservar a paz social cedendo à chantagem de grupos terroristas que propunham a desobediência à ordem judicial, especialmente com uso de violência.

Segundo comentava-se à data, e isso era motivo de preocupação do irresponsável ministro Marco Aurélio de Mello Seboso, o “general” João Pedro Stédile prometeu colocar seu “exército” à disposição do grande chefão. “Aqui vai um recado para dona Polícia Federal e para o Poder Judiciário: não pensem que vocês mandam no país. Nós, dos movimentos populares não aceitaremos de forma alguma e, impediremos com tudo que for possível, que o companheiro Lula seja preso!”, ameaçou dias antes da prisão.

Promessa semelhante tinha sido feita ainda na quarta-feira por Guilherme Boulos, o terrorista e explorador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, durante ato em São Paulo.

Ninguém duvida do potencial criminoso do MST, do MTST e de outros grupos, demonstrado em inúmeras ocasiões Brasil afora. Mas, quando Marco Aurélio de Mello Seboso cagou esses tolêtes grossos à imprensa, tipo de afirmações inconsequentes e irresponsáveis, admitiu implicitamente a incapacidade de o Estado brasileiro fazer cumprir as leis, ou, no mínimo que, em certas ocasiões é melhor não fazê-las cumprir. Isso seria a mais pura rendição à chantagem de criminosos; estaríamos em uma anomia em que são os “movimentos sociais escusos” que dão as cartas. Difícil acreditar que um ministro da mais alta Corte tenha cagado esses tolêtes grossos. O caminho correto é a responsabilização de quem prega a desobediência à Justiça e uma ação firme das forças de segurança caso haja quem esteja disposto a empregar a violência para impedir o cumprimento de uma decisão judicial, no Estado Democrático de Direito, e não se curvar a ela.

Afinal, o Estado existe para quê?

A capitulação do ministro Marco Aurélio de Mello Seboso diante dos movimentos sociais terroristas é ainda mais incompreensível porque é ilusório crer que a população sairia às ruas para impedir o cumprimento de uma eventual ordem judicial para que Lapa de Ladrão não fosse preso. Se alguém resolvesse se colocar no caminho da Justiça, seriam apenas os petistas e as entidades de descerebrados por eles comandadas, e que contam com o repúdio da maioria dos brasileiros honestos, decentes e honrados, que hoje sofre na pele, no sangue, no osso, na carne, o desmando daquele bandido-mor!

Um ministro irresponsável que concedeu habeas corpus para colocar em liberdade um dos maiores assassinos de alugueres do Pará, Regivaldo Pereira Galvão, conhecido pela alcunha de “Taradão”, responsável pelo assassinato da Missionária Americana Dorothy Mae Stang, condenado pelo Tribunal do Júri daquele estado a 30 anos de prisão, não tem respeito nenhum pelo sofrimento humano e pela Justiça que diz representar.

O certo é que Lapa de Ladrão está preso, por ordem do Juiz Sérgio Moro, o verdadeiro Herói Nacional, há dois meses, cagando no boi de Curitiba, cheio de chanha nos ovos, piolhos e carrapatos nos pentelhos, frieira entre os dedos, sebo na cabeça da bimba, e tendo por diversão assistir às festas e estripulias dos ratos, baratas, grilos, escorpiões e outros insetos passeando no chão e paredes da cadeia, tentando a todo custo procurar o butico dele para enfiar o ferrão, e o Brasil e os brasileiros continuam firmes e fortes sem lembrar que esse vírus contagioso chamado Lapa de Bandido existe e vai estar isolado no Complexo Médico Penal de Pinhais.

Carga Pesada

Curiosamente, no dia 28 de maio de 2004, há praticamente 14 anos, ia ao ar um episódio do seriado da TV GLOBO, Carga Pesada, estrelado por Antônio Fagundes (Pedro) e Stênio Garcia (Bino) em que a dupla é responsável por mobilizar um bloqueio numa estrada esburacada sem condições de tráfego, clamando pelos direitos de melhorias.

Uma equipe de reportagem aparece de helicóptero para entrevistar Pedro, o líder da manifestação. Neste momento, o caos se instaura e um grupo liderado por um motorista revoltado com uma barra de ferro se aproxima dos apoiadores da paralisação.

Bino resolve mudar de lado e sobe em um caminhão para fazer um discurso de conciliação com os motoristas, cidadãos e cidadãs de bens que estão sofrendo com a paralisação, ressaltando a necessidade das reinvindicações dos colegas de estrada, buscando compreender a ira dos que estão afetados pelo bloqueio necessário.

Mera coincidência?

Há mais de oito dias o Brasil vive o caos com a greve dos caminhoneiros, que tem afetado direta e indiretamente todos os serviços essenciais. O Brasil virou um caos, um prostíbulo mal administrado! Está acéfalo! O governo federal não abre mãos nos assaltos dos CIDE, PIS, COFINS; os estados, dos ICMS. Enquanto isso o povo fica feito bosta n’água, para frente e para trás feito coro de pica e sem poder gozar!

De Carga Pesada para cá o Brasil, vergonhosamente, piorou, tornou-se mais escroto, escroque, trapaceiro, embusteiro, impostor; e os políticos, mais ladrões!

PAULO FRANCIS, O POLEMISTA QUE FAZ FALTA AO BRASIL

Nascido no Estado do Rio de Janeiro no dia 02 de setembro de 1930, Franz Paul Trannin da Motta Heilborn, adotou o pseudônimo de Paulo Francis, por sugestão, à época, 1957, do ator, poeta, teatrólogo e diplomata Pascoal Carlos Magno, e com ele criou fama de polemista e provocador, na carreira de jornalista, crítico de teatro, diretor e escritor. Também escreveu para jornais, como Ultima Hora, O Pasquim, O Estado de São Paulo, A Folha de São Paulo, onde, durante muito tempo manteve a coluna O Diário da Corte, onde expunha suas opiniões com clareza, ironia, deboche e sarcasmo.

Com sua experiência de diretor, Paulo Francis notabilizou-se, em primeiro lugar, como crítico de teatro do Diário Carioca, entre 1957 e 1963, quando intentou realizar uma crítica de teatro que, longe de simplesmente fazer a promoção pessoal das estrelas do momento, buscava entender os textos teatrais do repertório clássico para realizar montagens que fossem não apenas espetáculos, mas atos culturais – nas suas próprias palavras, “buscar em cena um equivalente da unidade e totalidade de expressão que um texto, idealmente, nos dá em leitura […] a unidade e totalidade de expressões literárias”. Seu papel como crítico, à época, foi extremamente importante.

Paulo Francis foi o centro de diversas polêmicas e disensão. Dizia que a ferocidade que seria a marca registrada de seus textos nasceu na infância. Aos 7 anos foi arrancado dos braços da mãe e atirado às feras de um internato na ilha de Paquetá. Atribuía todo o sarcasmo e agressividade a essa brutal separação, contou ao jornalista José Castello, colunista da Folha de São Paulo à época.

Ficou famoso o ataque – que ele mesmo classificaria mais tarde de “mesquinho, deliberadamente cruel” – à atriz Tônia Carrero que, por havê-lo acusado de “sofrer do fígado” e ser “sexy” – na gíria da época, homossexual – foi por ele acusada de haver-se prostituído e de mercadejar fotos de si mesma despida. Foi por isso agredido fisicamente duas vezes – pelo então marido da atriz, Adolfo Celi, e pelo colega de Tônia no Teatro Brasileiro de Comédia, Paulo Autran.

Em 1983, a sexualidade de Paulo Francis foi, mais uma vez, alvo de ataques e de insinuações. Ele criticou a entrevista que Caetano Veloso fizera com Mick Jagger, alegando que o roqueiro inglês zombou do entrevistador. Caetano respondeu, dizendo que Francis era uma “bicha amarga” e uma “boneca travada”.

No final da década de 1970, Paulo Francis lançou-se como romancista, tentando fazer uma crítica geral da sociedade brasileira através dos seus romances Cabeça de Papel (1977) e Cabeça de Negro (1979). Para essa crítica por meio da literatura, Francis aproveitou suas experiências pessoais dentro da elite cultural e social do Brasil e principalmente do Rio de Janeiro.

Os dois romances são uma tentativa de retratar os meios jornalísticos e da boemia carioca dos anos 1960 e 1970, através do uso de um alter ego, que atua como narrador em primeira pessoa, num estilo subjetivo, à maneira já consagrada na ficção moderna por James Joyce e Marcel Proust; por outro lado, esta representação subjetiva, própria da literatura de elite, busca uma concessão ao interesse do leitor médio, ajustando-se, no entender de muitos, como o amigo de Francis, o cartunista Ziraldo mal a um enredo de thriller de espionagem sofisticado, à maneira de Graham Greene e John Le Carré.

Paulo Francis engajou-se na literatura de ficção com sua costumeira autossuficiência. Ele declarou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que no Brasil só se fariam dois tipos de literatura: o registro de sensações e as reflexões existenciais de uma mulher intelectualizada, Clarice Lispector, ou as desventuras do povo oprimido pela elite do regionalismo de Jorge Amado, e que a ele caberia a tarefa de produzir uma literatura romanesca centrada não nos oprimidos de classe ou gênero, mas nas elites.

Seja como for, Paulo Francis admitiria logo depois, em seu livro de memórias, O Afeto que se encerra (1980), que contava que o sucesso como escritor lhe garantisse recursos materiais suficientes para abandonar o jornalismo diário, mas vergou-se ao fracasso comercial dos livros, incluindo as duas novelas reunidas no volume Filhas do Segundo Sexo, de (1982), em que havia feito uma tentativa de tematizar a emancipação da mulher de classe média no Brasil da época, através de uma ficção sem muitos recursos formais, semelhante à do cronista José Carlos Oliveira, muito popular na época.

Para marcar a virada de Francis, a melhor referência é o economista Roberto Campos, seu alvo de crítica por dez anos, não faltando sequer insultos. Até que, em fevereiro de 1985, tudo mudou, na coluna “O guerreiro Roberto Campos”. Dizendo que o economista “melhorara horrores, em pessoa”, ele se desculpou: “Escrevi coisas brutais sobre Campos. São erradas. Retiro-as”. E acrescentou: “Cheguei à conclusão de que capitalismo num país rico é opcional. Num país pobre, no tipo de economia inter-relacionada de hoje, a suposta saída que se propõe no Brasil de o Estado assumir e administrar leva à perpetuação do atraso e do patrimonialismo”.

O fim do regime militar, em 1985, colocou Paulo Francis numa situação similar a outros membros da elite intelectual brasileira que haviam militado na “resistência” à ditadura: se o fim do regime ditatorial atendia às suas aspirações políticas e intelectuais, ao mesmo tempo sentiam-se dominados por um desencanto com um crescente plebeísmo dos costumes políticos brasileiros, combinado a uma consciência cada vez mais clara da incompetência e a corrupção dos governantes na Nova República. Tal desencanto tomaria a forma de rejeição especialmente com o Partido dos Trabalhadores.

Essa rejeição suscitaria um de seus artigos atacando o PT que teve grande repercussão e provocou, entre várias reações, uma resposta de Caio Túlio Costa, então ombudsman da Folha de S. Paulo. A tréplica gerou grande polêmica, sendo a possível causa de sua mudança da Folha de S. Paulo para o jornal O Estado de S. Paulo.

Em 1981, tornou-se comentarista televisivo das Organizações Globo – uma virada emblemática para quem havia acusado Roberto Marinho em 1971 de ter provocado o seu banimento do país durante uma de suas prisões, em um artigo n’O Pasquim, intitulado “Um homem chamado porcaria”, no qual dizia ser “caso de polícia que seu poder continue em expansão”. Estreou em 1981, como comentarista de política internacional. No mesmo ano, também foi o comentarista do Jornal da Globo, falando sobre política e atualidades. De Nova York, Francis também entrava no Jornal Nacional, emitindo opiniões sobre política internacional e cultura. Em 1995, dividiu com Joelmir Beting e Arnaldo Jabor uma coluna de opinião.

A partir de 1993, ao lado de Lucas Mendes, Caio Blinder e Nelson Motta, Francis fez parte do programa Manhattan Connection, então transmitido pelo canal pago GNT. A partir de junho de 1996, passou a trabalhar na Globo News entrevistando personalidades internacionais como o economista John Kenneth Galbraith.

Em inícios de 1997, durante o programa Manhattan Connection, Francis propôs a privatização da Petrobras – então presidida por Joel Rennó, e acusou os diretores da estatal de possuírem US$50 milhões em contas na Suíça – acusação pela qual foi processado na justiça norte-americana, sob alegação da Petrobras de que o programa seria transmitido nos Estados Unidos para assinantes brasileiros de TV por assinatura.

Amigos fizeram o possível para livrar o jornalista da guerra judicial. Chegaram a apelar ao então presidente Fernando Henrique Cardoso, que tentou, em vão, convencer os diretores da Petrobras a desistir da ação.

Na época, o comentarista da Globo estaria abalado emocionalmente por ser réu no processo cuja indenização exigida era de 100 milhões de dólares. Segundo seu amigo pessoal, o escritor Elio Gaspari, o processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura. Diogo Mainardi, pupilo de Francis, foi mais enfático: sugeriu que a pressão psicológica do processo pode ter contribuído para o futuro infarto fulminante do jornalista.

Doutor Joel Rennó, o senhor ganhou, escreveu Elio Gaspari na Folha de São Paulo em 1997, um dia após a morte de Paulo Francis.

Talvez o presidente da Petrobrás, doutor Joel Rennó, não saiba (e sabe-se lá o que o doutor Rennó sabe), mas nos últimos meses ele foi um estrategista vitorioso. Conseguiu o seguinte:

Paulo Francis vivia sobressaltado pelo processo que a Petrobrás lhe movia na justiça americana, exigindo US$ 100 milhões de indenização por conta de ataques que fizera à diretoria da empresa no programa de televisão Manhattan Connection.

Era difícil conversar com Francis por mais que uns poucos minutos sem que ele se queixasse do absurdo da situação. Rennó o processava nos Estados Unidos por coisas, ditas numa televisão brasileira, que jamais foram ao ar fora do Brasil.

Francis perdeu o sono.

Naquela armadura de arrogância havia uma pessoa tensa, afetuosa, tímida, solitária e desajeitada. Era-lhe difícil comprar uma camisa na Brooks Brothers, incompreensível tratar com um advogado da defesa num processo que ameaçava arruiná-lo. Percebera a tática do doutor Rennó. Com os recursos ilimitados da empresa, mesmo sabendo que perderia o caso, o presidente da Petrobrás pretendia espichar o litígio até o limite do possível. Seu propósito era azucrinar a vida de Francis. Quem já teve uma questão judicial num simples condomínio de edifício sabe o aborrecimento que um processo provoca em quem não é advogado. Imagine-se o que vem a ser um processo de US$ 100 milhões, o maior do gênero na história brasileira e um dos maiores na dos Estados Unidos.

A partir de comentários aos quais Francis dava tom casual, um de seus amigos fraternais, pessoa de fina percepção psicológica, tocou um sinal de alerta para o Brasil: a situação era bem mais grave do que ele demonstrava. Há umas poucas semanas, Francis recuperara um pouco da tranquilidade. O presidente Fernando Henrique Cardoso, informado pelo senador José Serra do efeito que o processo do doutor Rennó causara ao estado emocional de Francis, pedira que se chegasse a um entendimento que desse fim ao caso. Foi uma melhora sensível, porém momentânea. Tratado o caso com o doutor Rennó, ele astuciosamente jogou a bola para os advogados que a viúva paga a Petrobrás em Nova York. Sugeriu que Francis os procurasse. Pessoa incapaz de sustentar com desembaraço uma conversa de coquetel com um estranho, Francis consultou seu advogado. Ele lhe explicou que a iniciativa devia caber a Petrobrás. A bola voltou ao meio do campo, e Francis viu-se diante da possibilidade de continuar sendo chutado de um lado para o outro.

Na última semana, tentava encontrar uma maneira de desatar o nó. Dissera que todos os diretores da Petrobrás tinham contas secretas na Suíça e, em pelo menos duas ocasiões, retratara-se quase que inteiramente.

Tinha duas preocupações. A primeira era o transtorno do processo. A segunda, o receio de que pudesse parecer intimidado. Estava abatido. Quanto mais magoado, mais atacava, como se Rennó tivesse conseguido produzir um mecanismo no qual sua valentia se alimentasse de angústia.

A gestão estimulada por FHC caducou na manhã de ontem. Paulo Francis está morto. O que o doutor Rennó precisa saber (e sabe-se lá o que ele sabe) é que conseguiu ferir o seu adversário. Seu processo ocupou um espaço surpreendente na alma de Francis. Tomou o lugar não apenas do sono, mas também dos seus prazeres da música e da leitura. O traço obsessivo de sua personalidade, que com muita frequência colocava a serviço do conforto dos amigos, foi ocupado pelo assombro de se ver perseguido.

Dizer que o processo do doutor Rennó o matou seria uma injustiça piegas, verdadeira estupidez. O que aconteceu foi outra coisa. O doutor Rennó conseguiu tomar uma carona no último capítulo da biografia de Paulo Francis. E, se algum dia Rennó tiver biografia, terá Paulo Francis nela. É difícil que consiga fazer coisa melhor, sobretudo à custa do dinheiro da viúva.

Encantou-se antes do prazo concedido pela Natureza por ter dito a verdade sobre a PETROBRAS: A mina de ouro de todos os políticos e funcionários ladrões!


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