FALCÃO: BONITO, LINDO E JOIADO – UM DISCO IMPAGÁVEL À REVELIA DA MÍDIA

Só Porque Ninguém Ouviu Não Significa Dizer Que Eu Não Disse a Besteira. (Falcão)

Pegando carona na informação trazida a público pelo cronista, poeta, compositor, letrista, violonista e honroso colunista do Jornal da Besta Fubana (JBF), Marcos Mairton, sendo confirmado pelo parceiro e produtor de Falcão Tarcísio Matos, no programa Leruaite da TV Ceará, de que em l991 a revista Rolling Stones, versão brasileira, escolheu o bardo Falcão como segundo melhor compositor do Brasil pelo LP Bonito, Lindo e Joiado, perdendo apenas para “Circuladô de Fulô”, de Caetano Veloso. E em 1992, a mesma publicação, segundo o mesmo colunista, Falcão foi escolhido de novo como segundo melhor compositor do Brasil, com o LP O Dinheiro não é Tudo, Mas é 100%, desta vez perdendo para o LP “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs. Aproveito o ensejo para trazer à luz um fato histórico ocorrido aqui no Recife, Venérea Brasileira, quando o brega-cult Falcão, em 1993, amuntado no estrondoso sucesso de “I’m Not Dog No” (versão inglesa macarrônica de “Eu Não Sou Cachorro, Não”), do brega-porrada, Waldick Soriano, esteve no programa Super Manhã, do comunicador da maioria Geraldo Freire, âncora, e o saudoso parceiro, médico e radialista Fernando Freitas, para uma entrevista antológica naquele dia.

Durante aquela entrevista, que foi um estrondoso sucesso de audiência, Geraldo Freire, mais escrachado do que Zé Rola Grande, um gramofoneiro comunitário de Chã de Alegria-PE, dirigindo-se ao brega-cult Falcão, não perdeu a oportunidade e perguntou:

– “Falcão, como é que um LP tão bosta, tão merda como esse teve uma produção tão impecável e é um sucesso de vendas tão da porra?!”

Ao que Falcão, escrachado, gozador, genial e bem humorado como sempre, respondeu na bucha para greia geral dos ouvintes:

– “Para você ver, Geraldo, que até a bosta quando bem produzida, cheira!”

Durante o mesmo programa uma fã perguntou a Falcão se ele havia vertido “Eu Não Sou Cachorro, Não” para aquele inglês macarrônico para se amostrar.

Ácido, sarcástico e bem humorado, Falcão respondeu na bucha:

– Não! Que havia traduzido a obra-prima de Waldick Soriano para o inglês para mostrar aqueles chifrudos que no Brasil há um cantor romântico, compositor e poeta brega melhor do que o espalhafatoso Rod Stewart, do Reino Unido, o maior corno britânico de todos os tempos, só perdendo para o Príncipe Charles, o sujeito de maior mau gosto do mundo, nas palavras precisas do gênio de Taperoá, Ariano Suassuna.

Semana antes da entrevista no Programa Super manhã da Rádio Jornal AM, o Jornal do Commercio publicou uma resenha antológica assinada pelo saudoso jornalista Herbert Fonseca no Caderno C, página inteira: “Um Disco Impagável à Revelia da Mídia”, sobre o LP Bonito, Lindo e Joiado, que infelizmente se encantou antes do tempo previsto pela natureza, via mistério do suicídio injustificável que a ciência até hoje não possui uma resposta plausível para essas tragédias pessoais.

Autor da biografia “Caetano – esse cara”, Editora Revan: 1993, o jornalista Herbert Fonseca não economizou adjetivos para louvar a obra-prima do bardo Falcão que, junto com seu parceiro e comparsa Tarcísio Matos, abalou a estrutura da já capenga MPB com melodias, letras e arranjos cearensês de fazerem inveja ao maestro brega-corno norte-americano Ray Conniff. No mesmo ano, para a felicidade geral da falconete Eva Gina, o hebdomadário, O Papa-Figo, editado por Emanoel Bione e José Telles, colunista musical do Jornal do Commercio, publicou uma entrevista antológica com Falcão caracterizado numa charge cheia de chifres na cabeça: “Uma Entrevista Pra Corno Nenhum Botar Defeito”, onde o bardo cearense responde que “Só é Corno Quem Quer”, título de uma pérola de sua autoria e de Tarcísio Matos, uma das faixas do LP Bonito, Lindo e Joiado. Segundo Falcão na justificativa: “Tratado ontológico do bicho chifre que orna a caixa craniana de seres passionais e impassionais. Tentamos fazer um painel didático com todas as modalidades de cornagem que se tem notícia, bem como suas consequências mais imediatas. O primeiro chifre a gente nunca esquece!”

LUANDA ENCANTOU-SE RINDO, OUVINDO BOLERO DE ISABEL!

Para Jessier Quirino.

Reeditado a pedido!

Viajou para o Céu do Nunca no inicio de janeiro de 2017 uma linda sobrinha de beleza ímpar que morava na cidade de Lagoa do Carro-PE. Era querida de todos!

O amor explica por quê!

Por ser enfermeira, se dedicava e amava tanto à profissão que escolheu que se esqueceu de cuidar dela própria.

Era feliz no ofício!

Descobriu que estava com um “maldito” já em estágio avançadíssimo quando foi fazer um exame de rotina, embora sofresse os sintomas há muito e houvesse histórico na família.

Assim que tomou conhecimento do diagnóstico macabro por meio de sua médica oncologista, pediu a esta que não a internasse em hospital para tratamento quimioterápico. Queria esperar a indesejada das Gentes em casa, cara a cara, tête-à-tête, no seu leito de vida. Pois, segundo afirmava “o tratamento com a presença de outras pessoas padecendo do mesmo mal sem ela poder ajudar a fazia sofrer mais, e era-lhe violentamente mais angustiante, sofria mais!”. Vivência e experiência da profissão que ela amava lhe davam a certeza absoluta da decisão tomada!

Deitada na cama do seu quarto passou a assistir à novela da Globo, Velho Chico, e encantou-se pela dupla Avelino e Egídio, vivida por Xangai e Maciel Melo na trama de autoria do excelente novelista Benedito Ruy Barbosa.

Segundo me contou sua mãe, minha irmã Mariinha, ela se enamorou tanto pela dupla de cantadores que davam vida aos personagens, que começou a pesquisar na Internet sobre suas vidas artísticas. Pesquisou tanto sobre os dois trovadores que talvez soubesse mais sobre suas vidas do que eles próprios!

Fascinou-se tanto por um vídeo de Xangai cantando BOLERO DE ISABEL, composição de Jessier Quirino, que passou a viver em função da beleza enluarada da música que ela dizia ser a que lhe dava mais emoção e vontade de viver minuto a minuto do que lhe restava da vida terrena. Chegou a assistir ao vídeo mais de mil vezes! E quanto mais assistia mais emoção sentia! Assistiu-o tantas vezes que esquecia que estava doente e não sentia a presença da indesejada das Gentes lhe rondando a cama!

BOLERO DE ISABEL lhe fez tanto bem emocionalmente que as pessoas que a iam visitar e prosear, ficavam impressionadas com a sua naturalidade no leito da vida! Parecia o semblante de Branca de Neve deitada no esquife de vidro preparado pelos Sete Anões!

Luanda dizia que nada no mundo substitui a emoção! A emoção move o mundo, dando sentido ao prazer, à vida! A emoção é a leveza da vida, é a fé, é o olhar otimista contra o pessimismo! É o bem melhor da vida! O cérebro sempre agradece a grandeza da emoção!

Segundo me disse sua mãe, ela passou a pesquisar sobre Maciel Melo, quando descobriu um vídeo dele cantando Rainha de Todos os Santos, que ele dedicou a sua mãe, dona Lurdinha, e a seu avô, seu Pedro Gídio!

Nas pesquisas feitas na Internet, ela ficou mais fascinada ainda quando tomou conhecimento que o cantor Xangai e o percussionista Naná Vasconcelos, por quem ela nutria uma admiração incondicional, tiveram participação especial na gravação original da música Rainha de Todos os Santos, de autoria de Maciel Melo.

Sabia tudo sobre a vida artista do gênio da percussão, nunca tendo perdido a abertura do Carnaval do Recife, no Marco Zero, sobre a batuta de Naná Vasconcelos, mesmo vivendo no interior de Lagoa do Carro-PE!

Bateu-lhe no leito da vida um desejo e uma vontade inenarrável, que só não foi concretizada porque ela só veio a descobri-los quando descobriu também a doença já avançada: conhecer Xangai, Jessier Quirino e Maciel Melo, de testa num show qualquer! Encantou-se com o sonho não realizado! Mas valeu a intenção!

O sonho não foi concretizado, mas ela encantou-se feliz ao som de BOLERO DE ISABEL, ouvindo no IPOD do filho. E na estante, junto à cama, os livros prediletos que ela lia todos os dias: PROSA MORENA – Chico Boa e Zé Qualquer Fazendo Sala na Cozinha -, de Jessier Quirino, Edições Bagaço. Ano: 2005, com Orelha de Luiz Berto, romancista e editor do Jornal da Besta Fubana (JBF) e O ALIENISTA, do genial Machado de Assis, Editora Ática. Ano: 1979.

Encantou-se Luanda! Encantou-se feliz! Não quis choro nem lágrimas no cortejo fúnebre – assim deixou escrito como seu último desejo, e ao som de BOLERO DE ISABEL cantado por Xangai!

P.S. Luanda, antes de se encantar, deixou esse bilhete para a mãe, Maria Josefa Tavares (Mariinha), debaixo do livro PROSA MORENA.

Mãiinha:

Não gostaria de ver tristeza no meu cortejo fúnebre. A experiência da profissão me vacinou contra esse vírus que antecede à morte do cérebro.

Não vou pedir para a senhora não chorar porque sei que minha mama é muito emotiva, não foge desse “lugar-comum”. Mas avise os outros que festejem cantando. Minha “alma” vai se sentir mais feliz.

Transfira esse desejo a Luandes e Mateus, meus filhos amados. Eles sabem do amor que a mãe sente por eles.

Avise a eles que se houver “vida” do outro lado do mundo, como prega o “Livro Sagrado Cristão”, eu vou guiar os dois, daqui de cima, tal qual fiz na terra.

Também avise a eles que nunca deixe de solidarizar-se e ajudar todas as pessoas necessitadas e desassistidas, além de elas não terem culpa do fado pesado que carregam nas costas, “Deus” lhes fechou as portas da esperança e trancou-a de cadeados, entregando-os aos “poderosos” sem coração!

Também avise a titio Cícero que não me deixe sem ‘ouvir’ BOLERO DE ISABEL no percurso do cortejo fúnebre. A canção torna o momento mais suave, mais alegre, mais descontraído, mais musical!

Bjs. da sua eterna filha,

Luanda Tavares

* * *

Luanda, antes de se encantar, assistia a esses vídeos que lhe tocavam mais o coração e a inspiravam mais ainda a amar as pessoas. “Somos apenas poeira das estrelas”, tio Cícero – dizia. “Nada na terra nos pertence.”

OS CANEIROS ZÉ DE MARIA E CHICO TIRA GOSTO

Zé de Maria era um exímio caçador de pebas noturnos. Seus animais prediletos eram javalis, gambás e preás de cana. Dizia ele terem esses animais as carnes mais saborosas do mundo para tomar com cinquenta e um e não ficar bêbado!

Um dia ouviu falar que nas matas do sítio de Chico Tanoeiro havia muitos gambás gordos, pois de noite eles invadiam o galinheiro do Velho e comiam as galinhas de capoeiros que dormiam no poleiro de madeira do quintal da casa grande.

Zé de Maria, como era chamado pelos seus colegas de copo, apesar de saber da existência dos gambás do sítio de seu Chico Tanoeiro, não tinha coragem de ir até lá sozinho porque tinha medo de passar por um matagal cerrado, escuro como breu que, – diziam – havia muitas almas sebosas “perdidas” por lá. “Penando.” “Observando o ambiente”. Visagens que urravam durante a noite clamando pela salvação da “alma” que ainda se encontrava no purgatório, “aguardando autorização divina para entrarem no reino do céu” e por isso rogavam por uma ajudazinha dos “sem-pecado”.

Como tinha medo de almas “penadas”, Zé de Maria resolveu chamar o colega de copo Chico Tira Gosto para ir ao tal sítio à noite com ele. E saíram a caçar gambás nas matas do seu Chico Tanoeiro, ambos armados com espingarda soca-soca: Um tiro, uma carreira!

Um dia saíram os dois armados com suas espingardas. Como Zé de Maria estava bêbado qualquer vulto que passasse em sua frente para ele era um gambá… Depois de muito observar e não “ver” ver nada, cansado, ele se deita em cima de uma touceira de capim e põe-se a roncar. Nesse momento chega Chico Tira Gosto e, sem dar conta que era o amigo, mas sim um “vulto” feito um gambá, mira a espingarda nos ovos do colega de copo, puxa o gatilho e, puffffffffffff!!, e o chumbo espalha na “trôxa” de Zé de Maria espatifando os “grogomilos”

Nesse momento, Zé de Maria sentindo o impacto do chumbo nos ovos, mesmo cambaleante de bêbado, levanta-se e percebe os “bichos” pendurados e, aos solavancos, com o “cacho” na mão todo ensanguentado, pergunta para o colega:

– Que diabo foi isso, Chico! Arrancasse de mim o mais sagrado órgão do corpo que Deus me deu, homem! Como vou explicar a Ritinha que não posso mais comer ela?

– Zé – disse Chico Tira Gosto – desculpa aí macho! Eu pensei que tua “trôxa” fosse um gambá. Esqueci-me completamente que tu tens os ovos grandes!

E, sem perder tempo, Chico Tira Gosto leva o parceiro de copo para a Maternidade municipal na carroça de burro. Chegando lá na sala de emergência preocupado com a situação do amigo, vai logo perguntando ao enfermeiro de plantão se era grave o problema e se ele corria risco de morte. Ao que o enfermeiro, sarcástico, afirmou:

– Grave não é não! Mas só tem um porem: Nunca mais ele vai poder comer uma bacurinha! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá!

A PÁTRIA PETISTA DE EDUCAR

Jovens lindas, ingênuas, cabeças sãs, aparentemente vacinadas de quaisquer contaminações político-ideológicas e outras doenças partidárias transmissíveis, tipos petezão, pecebão, pecedubezão, etc. e tal., oriundas de cidades interioranas, passam no vestibular de universidade federal do grande centro urbano – todas sucateadas por quatorze anos de dominação petista – e aos poucos vão se juntando aos modernosos descerebrados da banda podre da Pátria petista de educar.

Mas por serem descerebradas, com todos os defeitos que contaminam os adolescentes, sem as experiências da maturidade, como dizia o genial Nelson Rodrigues, começam a dar muitas cagadas verbais, orais, cusais e comportamentais nas instituições públicas, contaminadas pela ideologia “Pajubá” da seita petista, que transforma do dia para noite os jovens sãos em imbecis, idiotas, desqualificados e noiados.

Empolgados com os conceitos da Teoria do Cu, idealizada pela filósofa Márcia Tiburi; Teoria do Pinguelo Grande e Duro, idealizada por Jandira Pinguelão; Teoria da Suruba, idealizada por Manoela Dávila; Teoria dos Pentelhos Grandes e Fedorentos, idealizada por Dilmão Russefão; Teoria dos Cabelos do Sovaco Fedorentos, esses jovens começam a absorver a alienação da escola petista de educar logo cedo de forma assustadora.

O PT foi o grande idealizador e disseminador dessa virose contaminosa!

Não fosse a virada de mesa nessa última eleição presidencial, quando a população elegeu um candidato decente, honesto, bem intencionado, transformador, pronto para varrer o Brasil desse caos, desse lixo, desse excremento, nosso futuro seria sinistro, sombrio e imprevisível. E os jovens iriam se descerebrar cada vez mais sem rumo, prumo, ordem e disciplina.

Para ter uma ideia do que seria nossa juventude e, consequentemente, o futuro do Brasil, fixemos os olhos e a mente nesses rostos jovens desfigurados por uma lavagem cerebral inimaginável no mundo de hoje.

Essas figuras logo abaixo transformadas em seres inanimados, representam o PT que nos dominou por mais de treze anos e queria se perpetuar no poder!

TODO CUIDADO É POUCO!!

Jair Bolsonaro e o general Hamilton Mourão juntos no avião da FAB

O bem informado site O Antagonista, por meio do competente jornalista Igor Gadelha, também repórter da revista Crusoé, trouxe à tona as críticas feitas por especialistas ao setor de inteligência que cuida da segurança do presidente eleito Jair Bolsonaro e seu vice, o general Hamilton Mourão, para não embarcarem na mesma aeronave. Há sempre perigo de sabotagem à vista! Nos Estados Unidos presidente e vice não viajam juntos.

Toda essa preocupação é absolutamente pertinente levando em conta o atentado que o então candidato à presidente levou em campanha: uma facada no bucho de um assassino a serviço da Máfia Petralha ou do PCC? E o histórico de atentado e morte a políticos e membros do Poder Judiciário que ousaram contrariar os interesses dos mafiosos que mandavam no Brasil na era petista, como aconteceu com o prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, bem como as misteriosas mortes das mais de oito testemunhas do caso, como queima de arquivo, envolvidas direta ou indiretamente no crime. Os “acidentes aéreos” que vitimaram o presidenciável Eduardo Campos em circunstância misteriosa e a do saudoso ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator da Lava Jato, até hoje não esclarecidos servem de exemplo do poder das Organizações Criminosas!

A Máfia Petralha e o PCC são capazes de tudo para matarem quem atravessar seu caminho, contrariando seus interesses mafiosos. O presidente eleito Jair Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e o Ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, correm sério risco de atentado em qualquer circunstância porque são homens sérios e de ação contra a corrupção sistêmica de agentes públicos!

Essa história de queima de arquivo foi acentuada na época do Império Romano onde não escapava ninguém que contrariasse os interesses dos poderosos.

A Igreja Católica também não escapou a esses atentados e todos os que desejassem por ordem na desordem eram eliminados como queima de arquivo.

No livro “EM NOME DE DEUS – Uma Investigação em Torno do Assassinato do Papa João Paulo I”, o escritor americano David Yallop, por meio de uma pesquisa meticulosa, concluiu que a morte do Papa João Paulo I, o Papa Sorriso, que só por 33 dias ocupou o Trono de São Pedro em 1978, foi morto envenenado porque começou a investigar as falcatruas sistêmicas havidas no Banco do Vaticano, Instituto de Obra Religiosa, que tinha parceria com o Bando Ambrosiano e a Máfia Italiana.

Na época o Bispo Paul Marcinkus era o chefe da quadrilha, e o Papa Sorriso começou a investigar as trapaças no banco e querer pôr em prática a transferência de todo o staff envolvido. Foi quando o Cardeal Jean Villot, que constava na lista do Papa, o alertou: “Papa, vá devagar que o braço da Máfia é muito grande e pode lhe pegar!”

Não deu outra: Trinta dias depois a irmã Taffarel foi servir café ao Papa nos seus aposentos e o encontrou morto! E depois, as duas camareiras que o serviam também foram assassinadas. Uma verdadeira queima de arquivo. O que é um mistério até hoje na Igreja Católica que não permitiu a realização da autópsia na época.

Por isso, não custa nada lembrar ao presidente Jair Bolsonaro, ao juiz Sérgio Moro e a todo o staff que desejam moralizar o Brasil: Cuidado, o braço da Máfia e do PCC é longo e pode pegar qualquer um que se atreva a investigar a putrefação PeTelha!

ADVOGADA FOI ALGEMADA NO FORO POR ESTAR TRABALHANDO

A advogada Valéria Lucia dos Santos no seu escritório de advocacia

O mundo dá muitas voltas e o destino reescreve os caminhos de todos. E, eventualmente, de forma surpreendente, positivamente ou negativamente, dependendo do que você plantou. Isso em qualquer área do seguimento humano!

A advogada Valéria Lucia dos Santos que o diga!

Ela ficou conhecida em todo o Brasil no dia 10 de agosto de 2018, após ser filmada sendo algemada quando se recusou a deixar a audiência de que participava sem fazer a contestação de cobrança indevida por parte de operadora telefônica contra sua cliente.

Policiais militares algemaram-na e prenderam-na durante audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Tudo começou depois que a juíza leiga e a advogada discutiram se incluiriam ou não uma contestação no processo.

De acordo com a reportagem do site Universia, ela, neste período de pouco mais de um mês, viu o número de cliente triplicar, confirmando que vai abrir um escritório voltado para minorias brevemente, além de estar viajando pelo país dando palestras.

“A exposição de uma coisa ruim virou algo positivo.” Triplicou o número de casos que chegam a mim, inclusive, os de racismo. Já tenho o de três meninas reprovadas numa entrevista de emprego para estoquista de loja porque não tinham, segundo os empregadores, “características para o cargo” – disse ela à reportagem do Universia.

O que está acontecendo com a advogada é resultado de uma superexposição de sua imagem. Em que pese o fato acontecido com ela ter sido extremamente desagradável, a projeção de uma imagem de aguerrida e brigona, sem baixar a cabeça para a repressão envolvida, pesou de forma muito positiva na imagem da advogada.

O aumento do número de clientes e palestras é o resultado direto de uma impressão positiva que ela deixou.

Valéria era antes enfermeira, e se formou em Direito apenas em agosto de 2016. Antes do episódio ela trabalhava em casa e prestava serviços em um escritório duas vezes por semana, elaborando peças e participando de audiências.

Agora ela alugou uma sala própria e viu uma transformação na forma como cobra os honorários. Antes ela cobrava R$ 3 mil por uma causa de família e os clientes não queriam pagar. Agora, cobra R$ 7 mil e os clientes não mais reclamam.

Evidentemente, o que aconteceu com ela foi algo excepcional e que ninguém deseja passar, mas, por uma via transversa, ela conseguiu mostrar seu valor e agora colhe os frutos desta valia. Trabalhar é preciso!

A advogada foi vítima de um brutal tratamento discriminatório em audiência por uma juíza leiga prepotente, arrogante, inconsequente, descerebrada e preconceituosa!

O Tribunal de Justiça do Rio informou por meio de “bilhete” que a juíza leiga chamou a polícia porque a advogada não acatou as imposições dela de sair da sala de audiência. De acordo com o TJ-RJ, ela resistiu e oferecia perigo às pessoas presentes, por isso foi algemada e levada para a delegacia. O nome da juíza leiga não foi divulgado por questão de segurança máxima. Ela pode receber um atentado à Bolsonaro por um Adélio ou Adélia malucos – disse um funcionário do TJ-RJ que não quis ser identificado.

O resultado da investigação preliminar feito pelo TJ-RJ sobre o incidente concluiu que: A juíza leiga estava certa e agiu correto em chamar os policiais para retirar a advogada da sala de audiência algemada, pois esta estava perturbando um ambiente solene, oficial, fazendo muito barulho, reivindicando os direitos de sua cliente e, como no Brasil quem decide quem tem direito ou não são os poderosos, a advogada negra foi algemada, posta no corredor do foro para poder respeitar o ambiente público e a juíza leiga foi absolvida pelo TJ-RJ por agir no estrito cumprimento do seu dever, preservando a ordem, a moral, a ética e os bons costumes do Tribunal, mesmo violando as prerrogativas do advogado estabelecidas na Lei 8.906/94 e na Súmula Vinculante n.º 11 do Supremo Tribunal Federal!

O mais surpreendente nesse “imbróglio” estúpido todo foi o equilíbrio, a lucidez e a sobriedade da advogada Valéria Lúcia dos Santos ao responder à jornalista negra da CULTNE – acerua digital de cultura negra – no Ato de Desagravo promovido pela OAB-RJ, ocorrido no Fórum de Caxias, Baixada Fluminense, sobre o que ela mais tirou de lição do lamentável episódio: Estudar e trabalhar!

SONINHA – A GUERREIRA QUE NÃO CUIDOU DO CÂNCER

Soninha e este colunista em charge feita por W. Santos em 2006

Por sugestão do eminente jurista, José Paulo Cavalcanti Filho, advogado no Recife, ”exemplo do pensamento cartesiano, do profundo conhecedor do Direito, do texto ao mesmo tempo de clareza e de profundidade, que brinca com as palavras na mesma intensidade com que cita um artigo da Constituição”, colunista do Jornal da Besta Fubana (JBF), do Diário de Pernambuco e de O Globo, e autor de vários livros, entre eles: Aos Amigos Tudo (poesia), Informação e Poder; O Mel e o Fel; Somente a Verdade e a obra-prima: FERNANDO PESSOA – UMA QUASE AUTOBIOGRAFIA, criei coragem para contar uma história real e dolorosa que, passados mais de dois anos da realidade fatídica, até hoje me angústia, deixa atônito, deprime, provando que o melhor da vida é vivê-la intensamente, conforme sábias palavras do poeta Fernando Pessoa, que Soninha repetia sempre com otimismo quando viva, por isso mesmo encantou-se feliz, em paz consigo mesma e com as suas convicções de que só o trabalho, a determinação e a honestidade dignificam o ser, apesar da dor e do sofrimento sem fim.

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

Em 2007, Soninha foi até a clínica de sua ginecologista particular fazer um check-up, principalmente na parte atinente ao câncer de mama. Depois que a médica a analisou, suspeitou de alguns nódulos pequenos nos seus mamilos, imediatamente a encaminhou para uma oncologista.

Chegando à oncologista indicada, Soninha foi submetida a uma ressonância, tendo a médica mastologista realizado uma biópsia com agulhas em um dos seios dela, mas nada de grave naquele momento fora detectado nos nódulos, segundo resultado da biopsia.

De posse do resultado da mamografia e da biopsia, Soninha retorna à sua ginecologista e esta, analisando o resultado do exame de mama e outros solicitados, como: ultrassom pélvico, papanicolau, rastreamento infeccioso, colposcopia, citologia e microflora vaginais e não vislumbrando nada grave nos exames, pediu que Soninha retornasse para casa e a intimou a voltar ao consultório médico no máximo em seis meses, impreterivelmente já que havia histórico de câncer mamário na família materna.

Trabalhadora compulsiva, workaholic, Soninha linda, inteligente, corpo escultural e duma beleza interna e externa ímpares, tendo de trabalhar mais de quinze horas por dia, de domingo a domingo e feriado, para sobreviver, pagar impostos ao governo e viver com dignidade com o que sobrava, deixou passar in albis o retornou à clínica ginecológica de sua médica e, dois anos depois voltou lá devido a uns incômodos sentidos nos seios.

Chegando à clínica de sua ginecologista com hiato de mais de dois anos, a médica espantou-se com o descaso de Soninha com a sua saúde. E passou a examiná-la e, para seu espanto, os tumores malignos haviam crescidos, multiplicados e, conforme o resultado da mamografia realizado naquele momento, o câncer já havia se enraizado, chegado à metástase! Daí começou o drama impiedoso, devastador, cruel, sofrimento sem fim para ela.

Depois do resultado do exame letal, iniciou-se o tratamento: quimioterapia, radioterapia, com seus resultados quimioterápicos devastadores que foram deixando Soninha frágil, magra, pálida, vulnerável a qualquer vírus e bactérias, e totalmente careca. Qualquer pessoa que a conhecesse antes e a visse depois do início da quimioterapia entrava em depressão com tamanho sofrimento sem fim e desfiguração total! Não há fingimento na dor!

Depois de um ano de agruras, dores e sofrimentos com idas e vindas ao Hospital do Câncer de Pernambuco, o quadro clínico de Soninha se agravou e ela teve de ser internada por ordem médica.

Com dois meses de internamento a metástase tornou-se irreversível e os médicos do hospital que cuidavam dela, percebendo que não havia mais chance para vencer o maldito, mandou chamar a família e anunciou o que ninguém gostaria de ouvir: ela só tem um mês de vida! Aproveitem o máximo para externar o amor que sentem por ela. E tudo foi feito na santa paz do afeto. “A indesejada das gentes a qualquer momento pode chegar para levá-la!” – sentenciou o médico!

Antes de deixar esse mundo material e ir-se para o outro lado do desconhecido, Soninha chamou-me a mim, à família e às enfermeiras do hospital para externar uma preocupação: que todos ali se comprometessem a cuidar bem de sua filhinha de quatro anos, que não deixassem lhe faltar nada, que lhe fosse dado carinho, afeto, educação, formação, e bons modos de vida: honradez, respeito, trabalho e honestidade. Foi quando a freira e enfermeira-chefe do hospital, no gesto da mais pura grandeza, de amor, de afeto e do valor social à família, encostou-se ao ouvido dela, e num geste do mais puro amor profissional, lhe falou:

– Fique tranquila, minha filha! Descanse em paz! Sua filhinha terá o mesmo amor que você dispensava a ela, por todos que a amam!

Bastou a freira dizer isso, com a assistência de todos que estavam presentes, para ela se virar de lado com o semblante lindo, e a certeza de que sua filhinha ia ser tão bem cuidada como Anamaria, filha de Olívia com Eugênio Pontes, do antológico romance Olhai os Lírios do Campo, do romancista genial cruz-altense, Érico Veríssimo, o qual Soninha já havia lido umas trinta vezes, e partiu desta sorrindo para o outro lado do universo desconhecido. Parou de sofrer!
Quando da retirada do corpo da cama e a preparação para pô-lo no paletó de madeira, dentro da simplicidade suplicada por ela dizendo em vida não querer ostentação à sua última viagem ao além, os profissionais encontraram por baixo do seu travesseiro o referido romance que ela tanto admirava, com a página aberta na carta de Olívia a Eugênio Pontes, com essa passagem grifada à caneta azul marca texto:…

“Quero que abra os olhos, Eugênio, que acorde enquanto é tempo. Peço-te que pegues a minha Bíblia que está na estante de livros, perto do rádio. Leias apenas o Sermão da Montanha. Não te será difícil achar, pois a página está marcada com uma tira de papel. Os homens deviam ler e meditar esse trecho, principalmente no ponto em que Jesus nos fala dos lírios do campo que não trabalham nem fiam e, no entanto, nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles.”

“Está claro que não devemos tomar as parábolas de Cristo ao pé da letra e ficar deitados à espera de que tudo nos caia do céu. É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E, quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu.”

“Não penses que estou fazendo o elogio do puro espírito contemplativo e da renúncia, ou que ache que o povo devia viver narcotizado pela esperança da felicidade na “outra vida”? Há na terra um grande trabalho a realizar. É tarefa para seres fortes, para corações corajosos. Não podemos cruzar os braços enquanto os aproveitadores sem escrúpulos engendram os monopólios ambiciosos, as guerras e as intrigas cruéis. Temos de fazer-lhes frente. É indispensável que conquistemos este mundo, não com as armas do ódio e da violência e sim com as do amor e da persuasão. Considera a vida de Jesus. Ele foi antes de tudo um homem de ação e não um puro contemplativo…”

O FILHO BASTARDO

Paulinho nasceu de um relacionamento extramatrimonial de sua mãe, Carminha, com um cardiologista famoso do estado.

Baixinha, de corpo escultural, inteligente, discreta, elegante, competente, atenciosa, Carminha logo foi despertando interesse no cardiologista que, sempre que o consultório ficava vazio, parava tudo e ia conversar com aquela enfermeira paradigmática, de olhos bem fixados nos peitos pontudos e duros dela, nas coxas grossas, com uma sensualidade à Marilyn Monroe, que o cardiologista jamais tinha vista em outras mulheres que conheceu e que já havia passado no consultório. Carminha era diferente em tudo!

Conversa vai conversa vem, com seis meses de trabalho, Carminha e o cardiologista se tornaram amantes, paixão avassaladora que mesmo em dias de não expedientes no consultório os dois se encontravam para homéricas horas de prazer e curtição.

Dois meses depois da primeira relação amorosa, Carminha percebeu que estava grávida do médico, mas não lhe contou logo, esperando a confirmação do teste de gravidez.

Assim que confirmou a gestação procurou o cardiologista e contou-lhe a novidade. Como médico famoso na praça e temendo a repercussão do caso no meio onde era admirado ele reagiu insidioso, soltando os cachorros na cara de Carminha e exigindo que ela abortasse sob pena de demissão por justa causa e fim do relacionamento.

De personalidade forte e determinada, já amando definitivamente aquela coisa linda crescendo no seu ventre, Carminha não atendeu ao apelo do médico, preferindo ser demitida. E foi o que aconteceu!

Rebaixada em outro emprego que havia sido admitida, Carminha foi até o fim com a gravidez que transcorreu, felizmente, numa boa, vindo a ter Paulinho saudável, lindo, tornando-se o xodó da família.

Guerreira, Carminha trabalhava em duas clínicas para sustentar o filho, que teve o registro de nascimento feito sem o assentamento do nome do pai que se recusou a registrar, e ajudar a família que tomava conta de Paulinho na sua ausência.

A criança cresceu e sempre soube pela boca da mãe quem lhe era o pai e que não o quis reconhecer para evitar escândalos na família, já que era um médico rico e influente no convívio com a sociedade.

Com a ajuda da mãe e muito determinado, estudando em colégio do estado e fazendo cursos particulares pagos por fora pela mãe, Paulinho conseguiu passar no vestibular de medicina da federal na primeira tacada em ótima colocação. Feliz consigo mesmo por ter tido o apoio irrestrito da mãe, da família materna e de ter sido classificado entre os dez primeiros colocados, resolveu procurar o pai biológico sem a mãe saber, mostrar-se a ele e dizer-lhe que havia passado no curso de medicina.

Foi o que fez assim que se matriculou na universidade federal.

Para não suscitar dúvidas, marcou uma consulta no consultório para ver o pai de perto, olhar-lhe nos olhos e dizer-lhe que era seu filho e havia passado no vestibular de medicina da federal.

Dia e hora marcados chega Paulinho ao consultório do pai, cardiologista famoso, conversa com a recepcionista que faz algumas anotações no prontuário e depois o manda sentar-se no sofá confortável da sala e ficar aguardando a chamada.

Meia hora após ter chegado, com a saída do paciente que o pai estava atendendo a secretária chama Paulinho e manda-o entrar.

Educadamente ele se levanta da poltrona e dirige-se à sala luxuosa onde o pai estava atendendo. Senta-se na frente dele e este lhe pergunta com sorriso largo:

– O que o traz aqui, meu jovem bonitão?

Paulinho, sem pestanejar, olhos firmes, com a mesma tranquilidade e firmeza do pai, responde:

– Não vim aqui para consulta, não, doutor! Vim aqui para conhecer meu pai de quem tanto mamãe fala, mas nunca me apresentou a ele porque ele não queria conhecer. Sou Paulinho, o filho que o senhor mandou minha mãe abortar! Lembra? Passei em medicina e vou me especializar na área cardiológica! Faço questão de seguir os seus passos com minhas próprias qualidades e defeitos!

– Não vim aqui pedi nenhum favor ao senhor – continuou – apenas dizer que sou seu filho e vou estudar medicina na mesma universidade que o senhor passou, estudou e se formou.

Percebendo que o pai ficou trespassado com a presença do filho renegado por ele no passado e percebendo que sua presença lhe teria provocado uma surpresa inesperada, aproveitou que o pai estava com o rosto pálido, tapando-o com as mãos trêmulas e mudo, levantou-se do sofá, abriu a porta, saiu e pediu à secretária que mandasse entrar outro paciente que o “doutor estava livre”!

O mundo dá muitas voltas! E cada volta é uma surpresa, para o bem ou para o mal, dependendo do que você plantou!

SAÚBA DOS BONECOS: FORÇA QUE VEM DA ARTE

Saúba dos Bonecos e o Preto Velho Zé Cosmes

Antônio Elias da Silva, eis o nome registral desse exímio artesão rústico nascido em Carpina-PE aos 09 de maio de 1953.

Artesão empírico, com extraordinária habilidade no trato com a madeira tosca – o mulungu – árvore apropriada para a confecção de seus bonecos artísticos, cedo teve de sorver a puberdade lúdica, na palha da cana dos engenhos da região da Zona da Mata Norte, sob o sol causticante e inclemente do trabalho com a enxada, limpando matos dentro dos canaviais íngremes para sobreviver e ajudar a família.

Autodidata, nunca pisou o batente de uma escola oficial. Seu mestre, professor, instrutor, inspirador é sua espantosa capacidade observativa e habilidade intuitiva em transformar tudo que é madeira tosca de mulungu em verdadeiras obras-primas artesanais.

Devido à sua extrema habilidade arteira manual, esse carpinense casual, cedo começou a divertir e maravilhar sua sofrida gente nas festas juninas no bairro de Santo Antônio, em Carpina, com seus mamulengos cômicos e satíricos, ridicularizando os costumes e o comportamento da sociedade local nos teatros de pano improvisados ao ar livro.

Além de escultor, Mestre Saúba é um exímio dançarino e juntamente com D.ª Lindalva, uma boneca de madeira em tamanho natural, faz um espetáculo pitoresco que sempre atrai centenas de pessoas nos lugares onde se apresenta. Mestre Saúba também é ventríloquo e contracena com o divertido boneco Benedito. Dona Quitéria, Mané Pacaru, Dona Lilia, João Gago, Simão, Coquinho, Laré e Dona Liprosina são alguns dos outros personagens nascidos pelas mãos do artista. Outra criação que marcou muito seu trabalho foi os ciclistas, que pedalam e mexem a cabeça.

Apesar de seus trabalhos correrem o país e o mundo, serem expostos em galerias de luxo, maravilharem o Brasil em shows nos canais de televisão mais populares, tanto locais quanto nacionais, esse autêntico e verdadeiro artista mamulengueiro continua pobre e miserável, devendo até os pentelhos aos agiotas, e sem dinheiro para alimentar a prole numerosíssima, filhos de várias manteúdas que dele se aproximam pensando ser detentor de uma grande fortuna em dólar ganhada de gringos e guardada em uma botija debaixo da cama de lona comprada na feira de mangaio em Caruaru.

É doloroso vê-lo trôpego, cheio de manguaça, todo cagado cambaleando pelas ruas cheias de bueiros de guabirus na sua terra natal, Carpina, com as mãos e os pés melados de cola de madeira, com os bolsos mais lisos do que pau de tarado, dando murro no ar e rogando pragas ao vento por lhe faltar os caraminguás.

Espera-se que não se deixe acontecer com ele as mesmas injustiças e indiferenças que houve ao maior pintor pós-impressionista do século XIX, o Neerlandês Vincent Willen Van Gogh – “lúcido e louco; dócil e violento” -, que depois de morto, seus quadros alcançaram a glória, sendo vendidos em leilões suntuosos por fortunas incalculáveis; seu busto virou estátua no mundo; seu nome virou rua em todo o planeta; seu túmulo, adoração; mas em vida só conheceu a miséria, o desprezo, o abandono, a indiferença e as loucuras dos choques elétricos nos manicômios.

JEOVAH MENDES – UM EXÍMIO HISTORIADOR DA PATROLOGIA MUNDIAL

Jeovah Mendes e Falcão em 14/junho/2016

Jeovah Mendes é um dos mais exímios historiadores mundiais, conhecedor profundo da Patrologia ou Patricista, estudioso da vida e da obra dos “oitenta e quatro Pais da igreja”, segundo o Judaísmo.

Desde 1973, pesquisa com faro de gênio o Talmude, a Cabala, o Zohar – livro do Esplendor Judaico – e o Tanakh, tradicionais escrituras hebraicas.

Nascido em Itapiúna-CE, José Jeovah Mendes – Jeovah Mendes, como é conhecido no universo historiográfico – é descendente em linha paterna de Antônio Vicente Mendes Maciel, O Conselheiro, tendo como bisavô Matias Ferreira Mendes Maciel, parente próximo do líder revolucionário da Guerra de Canudos.

Dono de uma obra suprema que destrinça a historiografia patricista mundial, Jeovah Mendes já publicou mais de oito livros sobre o tema, entre ele: “Os 30 PAPAS que enalteceram a Humanidade: De Pedro a Francisco”, “Os Terroristas Mais Cruéis da História: De Sargão II a Osama Bin Laden”; “Dos Porões Sombrios do Vaticano: Os 30 PAPAS que Envergonharam a Humanidade”, “Os Piores Assassinos e Hereges da História: De Caim a Saddam Hussein”, “Curiosidades da Bíblia e da História: De Adão aos Nossos Dias”, “Os Grandes Mártires do Cristianismo: De Estevão a Martin Luther King”, “Homens e Fatos que a Bíblia e a História nem Sempre Mencionam”, “Os Piores Traidores da História: De Judas aos Delatores de Lampião” e “Onde Estava Jesus Cristo dos Treze aos Trinta Anos” e outros ainda não lançados.

Em 14/junho/2016 o historiador Jeovah Mendes concedeu uma entrevista espetacular ao programa LERUAITE do FALCÃO na TVCEARÁ, demonstrando um conhecimento extraordinário dos porões obscuros da Igreja Católica, com conhecimento e autoridade de quem garimpou a fundo sobre o tema. Clique aqui e assista à fuleiragem.

É o historiador nacional que mais foi entrevistado no Programa Jô Soares da Rede Globo. Com sete livros publicados sobre os porões da Igreja Católica e três no prelo a espera de Editora que se interessem em publicá-los, mas, infelizmente, continua no ostracismo dentro do seu próprio País.

Coisas de Banânia!

Para entrar em contato com ele e adquirir seus livros basta telefonar apara os números: (85) 98844-3269/ (85)9905-8422 ou através do email: jeovahmendesoficial@gmail.com.

* * *

PLAYING FOR CHANGE

E para alegrar esta quarta-feira, assistiremos à banda PLAYING FOR CHANGE numa noite antológica na Austrália, cantado a música YAHAMBA:

O GORDINHO DO POSTO IPIRANGA

Placa com anúncio na entrada da Secretaria de Finanças anunciando prioridade aos velhos

O ancião Amadeu, já passando dos oitenta e lavai o trem descarrilhado, procurou a Secretaria de Finanças de determinado município do Estado de Pernambuco, localizado no litoral norte da Região Metropolitana do Recife, distante 18 quilômetros da capital do estado, para solicitar a transferência da titularidade do IPTU de um apartamento que lhe pertence de direito há mais de dez anos, mas que já havia repassado para outro proprietário formalmente há mais de oito anos.

Munido de uma cópia da procuração pública e da escritura de compra e venda do apartamento feito no Tabelionato de Notas do Município para provar que já havia vendido o imóvel a um promissário comprador, dirigiu-se ao balcão de informação da Secretaria de Finanças. Lá lhe deram uma ficha de prioridade e pediram para aguardar na fila que já passava de quinhentos velhos à sua frente para serem atendidos sobre transferência, atraso, titularidade e parcelamento de IPTU.

Sentado na cadeira, Seu Amadeu começou a perceber que a fila dos idosos não “andava”, mas a dos “normais” o painel vermelho à sua frente chamava direto! Mal os “normais” chegavam e já eram chamados e atendidos sem delonga! Vez por outra é que o encarregado do setor chamava um velhinho que já estava esperando ser atendido há décadas! “Ficha 24!” “Guichê dos idosos ou qualquer um disponível!” – Gritava.

Inconformado com aquele descaso, desrespeito, violação à lei federal, Seu Amadeu se levantou de onde estava há horas, se dirige até o balcão de atendimento e gentilmente pergunta ao atendente por que a fila dos idosos não “andava”, mas a dos “normais” parecia um supersônico. O atendente o ouviu atentamente, pediu licença e foi consultar o “encarregado do setor”. Quando retornou, chamou Seu Amadeu e, na frente da pessoa que estava atendendo, respondeu:

– O “chefe do setor” informa que desconhece essa lei federal a que o senhor se refere que dá preferência a velhos! Ele mandou perguntar se o senhor não está inventando essa tal de lei do idoso para passar as pernas nos outros velhos. Segundo ele, todos os municípios da Região funcionam assim para o público, não é agora que vai mudar! Lei de prioridade para velhos é esperar sentado! Ele mandou dizer que, se o senhor tiver se sentindo incomodado, desrespeitado nos seus direitos, procure o gordinho do POSTO IPIRANGA que ele irá lhe informar melhor. Segundo ele, “o melhor que o senhor tem a fazer é se sentar e ficar aguardando sua vez de ser atendido que ele não pode fazer nada!” E voltou a atender os “normais” que chegaram.

Passado mais de três horas de espera, o encarregado chama o número do Seu Amadeu que se levanta com dificuldade e se dirige até o balcão de atendimento. Trôpego, devido à idade, mãos e pés tremendo, lentamente Seu Amadeu vai tirando da pasta a procuração pública e o contrato de compra e venda do apartamento e entrega tudo ao atendente, pedindo para ele verificar no sistema se o IPTU daquele apartamento ainda se encontrava cadastrado no nome dele. Caso o promissário comprador não tenha feito ainda que o atendente fizesse agora porque lhe chegou à residência cobrança da Secretaria de Finanças da Prefeitura informando que ele, Seu Amadeu, estava em atraso desde dois mil e doze e que o nome dele iria ser executado, inscrito no Cadastro de Maus Pagadores do Município, SPC, SERASA, CADIN, sem contar que a Prefeitura Municipal iria publicitar o nome dele e de outros inadimplentes em “outdoor”, amparado numa lei municipal aprovada pelos vereadores à unanimidade na calada da noite, sobre o sugestivo título de Lei dos Caloteiros de IPTU e Impostos Afins!

Mexendo para cá, mexendo para lá no teclado do monitor e reclamando da lentidão, depois de muitos cliques e porradas nas teclas, o atendente imprime várias cópias do IPTU em atrasos e entrega ao ancião, alertando:

– Senhor, realmente, tem muitos anos de IPTU em atraso na inscrição desse apartamento e ainda está no nome do senhor! Agora, aqui a gente não muda não! A única coisa que a gente faz aqui é lhe fornecer o BIC (Boletim de Inscrição Cadastral). Daqui o senhor se dirige até o setor de Cartografia da Secretaria de Finanças. É lá que eles fazem a transferência de titularidade e, consultando o relógio, discorre:

– Mas é melhor o senhor vir outro dia porque já é meio dia e meia da tarde e, antes desse horário, eles encerram o expediente!

Antes de se levantar da cadeira para agradecer o atendente que compreendia não ter culpa naquela zona na Secretaria de Finanças – o descaso vem lá de cima! -, Seu Amadeu, em voz baixa, pergunta:

– Meu filho, eu sei que não é culpa sua, mas me responda uma coisa: Por que nessa secretaria tem mais gente para atender do que para ser atendida? São funcionários atropelando funcionários com todo mundo fingindo que trabalha e nada funciona?

Não gostando da observação irônica feita por Seu Amadeu, o atendente lhe pede licença e vai perguntar ao “encarregado do setor”. Quando retorna lhe responde com as palavras ipsis litteris ditas pelo “chefe comissionado encarregado do setor:”

– Senhor, o “Homem” mandou dizer para o senhor que o sistema sempre funcionou assim desde que Cabral pisou aqui. Tudo isso sempre foi cabide de empregos dos apadrinhados do prefeito eleito. É o chamado toma lá! Dá cá! E se o senhor tiver se sentindo incomodado, ultrajado nos seus direitos procure o gordinho do POSTO IPIRANGA para reclamar para ver se ele lhe dá a solução! E encerrou a conversa!

O CIRCO “DEUS TOMARA QUE NÃO CHOVA”

Para a cronista do JBF, Violante Pimentel

Meado dos anos setenta para o início dos anos oitenta.

A temporada de circo popular já estava começando a decair vertiginosamente por todo o interior do Estado de Pernambuco por causa da chegada do rádio e da televisão.

Nessa época chegou aos arredores do Sítio São Francisco de propriedade dos meus pais, um circo sem nome que a gente logo o batizou sarcasticamente de “Deus tomara que não chova”.

Composto de um palhaço desmilinguido, pau para toda obra, dois cachorros vira latas, uma macaquinha, um papagaio desbocado e quatro adolescentes filhos do palhaço com os buchos cheios de ascaris lumbricoides, que minha mãe ajudou a tratar com ervas do mato e muito leite de jumenta e cabra.

Antes da primeira apresentação, o palhaço saiu de sítio em sítio durante o dia numa bicicleta toda esculhambada convidando a população e informando-a que ia haver espetáculo à noite e que começava às oito horas. Aproveitando o ensejo, já que era um circo pobre, pedia alimentos para suster a família aos proprietários dos sítios que visitava. Papai sempre dava mais do que o necessário! Fome dá dor de cabeça – dizia!

No dia da primeira apresentação chegou do Recife uma cunhada que a gente chamava de “Cumade Salvina”. Balzaquiana cheia de vida, alegre, descontraída, desbocada, espevitada, histérica, cochas grossas, bunda enorme, tarada por homem. Ria de tudo e encabulava todo mundo com as suas risadas histéricas e altas. Qualquer motivo para ela era pretexto para dar altas gargalhadas que incomodava até “a mãe de calor de figo” – no dizer de minha querida mãe. A gente a adorava; ria de se mijar!!

Sete da noite, taca a gente para o circo assistir ao tão aguardado espetáculo, principalmente a apresentação do palhaço e do malabarista.

Chegando lá, a arquibancada velha e cai mais não cai, já estava toda ocupada de marmanjos e marmanjas da redondeza cheios de expectativas.

Ocupamos mais de oito assentos nas arquibancadas que davam de frente para o picadeiro. Astuciosamente deixamos Cumade Salvina sentada no meio da trupe, de fronte para o palhaço.

Antes de sair de casa mamãe recomendou Cumade Salvina para se comportar, “pois suas risadas escandalosas poderiam tirar a concentração do palhaço e malabarista e esse poderia perder a compostura, ficar aborrecido e querer tirar satisfação com ela.”

Mais ou menos às sete e meia da noite entra um adolescente com o rosto todo melado de cal, sobe no picadeiro e, com voz de falsete, anuncia o primeiro número da noite:

– Atenção, minha gente! Vamos receber agora o maior equilibrista da redondeza. Ele consegue movimentar seis troncos de peroba sem deixar nenhum cair no chão.

Fica em cima de uma tábua equilibrada numa bola sem cair no chão e ainda equilibra a bola na cabeça por mais de meia hora sem ela cair no chão! É fantástico!

Quando o palhaço entra no picadeiro todo lambuzado de tinta amarela, calças e camisas rasgadas, e começa a movimentar os paus lisos, um espírito zambeteiro baixa em Cumade Salvina que, não contendo o riso, começa a gargalhar sem parar: Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá!…, com o povo ao lado sirrindo também!

Nesse momento, o palhaço joga os paus para cima e, meio desequilibrado, deixa dois caírem no chão. Desequilibra-se da tábua e cai no chão esparramado também, ficando todo melado de lama, pois havia chovido horas antes e o circo não tinha lona para cobrir todo o teto. Vendo a cena hilária, Cumade Salvina não se contém e desaba numa risadagem histérica sem fim que chama a atenção até do povoado.

– Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá!… Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá! Quá!…

Encabulado e todo melado de lama, o palhaço pega a tábua e as bolas, se dirige à Cumade Salvina e pede “pelo amor de deus”:

– Moça, por favor! Deixe das suas risadagens porque quem já está ficando destreinado sou eu! A continuar desse jeito com a senhora com essas risadas altas eu não consigo me concentrar! O espetáculo vai por água abaixo e eu fico sem meu ganha pão!..

Mal o palhaço deixou de falar Cumade Salvina desabou noutra risadagem histérica tão da molesta do cachorro que nós achamos por bem pegar o Bonde do Tigrão e partir para casa antes que o palhaço perdesse as estribeiras e tacasse o cacete em toda trupe!

Cumade Salvina tirava qualquer um do sério, até palhaço de circo! Quá!Quá! Quá! Quá!

* * *

CONDENAÇÃO

O rapper americano Suge Knight, considerado o ícone do hip hop e empresário arrojado, cofundador da Death Row Records, Marion ‘Suge’ Knight, foi condenado a 28 anos de prisão pelo juiz Ronald Coen, do Supremo Tribunal de Los Angeles, acusado de assassinato, tentativa de assassinato e atropelamento com fuga. Esse episódio aconteceu em janeiro de 2015 e a condenação foi confirmar no dia vinte de setembro.

Ele afirmou em audiência não contestar as palavras do juiz. Sua sentença passará a valer a partir do dia 4 de outubro. A condenação foi por 22 aos pelo assassinato, mais 6 por ter violado sua condicional. Ele se safou de pegar prisão perpétua por que fez um acordo com o juiz para cumprir a pena e não ir a júri popular.

Tomando como exemplo o caso acima, fosse aqui no Brasil, o rapper americano Suge Knight estaria livre, leve e solto, gozando da cara das gentes decentes, por extinção da punibilidade por interposição de recursos e mais recursos protelatórios, que resultaria na prescrição criminal. Requeria a insanidade mental. Alegaria ser primário com bons antecedentes, empresário, criador de empregos, como aconteceu com o marginal Edmundo Alves de Souza Neto, responsável pela morte dolosa de três jovens inocentes em 1999 e que teve sua pena extinta 2007 pelo Supremo Tribunal de Favores (STF), por prescrição penal! Isto é: A vida no Brasil, para o Código Penal de 1940, é uma bosta!

Qual o candidato que se apresenta à presidência da República do Brasil que tem a coragem de trabalhar para mudar o rumo cruel dessa impunidade que afronta todos os princípios básicos da dignidade dos homens e das mulheres trabalhadeiras e honestas?

PLAYING FOR CHANGE – PROJETO MÚSICA PARA O MUNDO

O produtor americano Mark Johnson ao lado de crianças carentes da África

O produtor musical e documentarista americano Mark Johnson, cofundador do projeto Playing For Change, teve a ideia genial de criar uma ONG musical para percorrer todos os estados americanos para elevar e mostrar às pessoas do mundo as diferentes culturas através da música e mostrar o quanto estamos conectados por meio delas. A ideia deu tão certo que ele começou a gravar todos os artistas de rua americanos e, não satisfeito, começou a percorrer o mundo inteiro, testando todos os talentos anônimos, agregando-os, gravando-os e expandindo-os para o mundo ouvir e ajudar as escolas carentes e ONGs que ajudam crianças e adultos talentosos e necessitados por meia da música.

Criado em 2002, Playing For Change, é um projeto multimídia criado com o objetivo de unir músicos do mundo inteiro em prol de mudanças globais e culturais. Integra o projeto a Playing For Change Foundation, uma organização não governamental que tem construído escolas de música em comunidades carentes. O projeto produz discos e vídeos com músicos como Grandpa Elliot, Keb’Mo, Clarence Milton Beeker, Keiko Komaki, Tal Ben Ari (Tula), natural de Tel Al Viv, Israel, Peter Buneta (baterista), junto a artistas desconhecidos de várias partes do mundo, tocando versões de canções conhecidas e composições próprias. Já foram lançados três discos: Playing for Change Live, Playing For Change 2 e Playing For Change 3, dentre outros de músicos e cantores de países de diferentes culturas musicais.

Parte dos integrantes da banda Playing For Change em visita a ONG de Cajuru, Curitiba, em 2016

Os músicos da banda ficaram famosos antes mesmo de se tornarem um grupo. Eles fizeram parte de um documentário filmado em 2004, no qual o produtor e engenheiro Mark Johnson viajou o mundo gravando pessoas cantando e tocando clássicos da música. A repercussão da interpretação de Stand by me, de Ben E. King e que também foi cantada por John Lennon, ganhou mais de 40 milhões de pageviews no Youtube. Esta canção é apenas uma do CD e DVD Playing For Change – Songs Around The World, de 2009, gravado com mais de cem artistas de 40 países diferentes.

O Playing For Change é um movimento global que usa a música e as artes para promover a cultura da paz e mudanças positivas no planeta através de duas ferramentas:

– Produção e transmissão de vídeos com músicos de rua do mundo inteiro.

– Apresentações da banda Praying For Change, formada por parte destes músicos com objetivo de gerar sustentabilidade para a Foundation e para os profissionais envolvidos.

Um empreendimento social e cultural a altura do talento do produtor e dos músicos envolvidos.

O objetivo é fazer com que as crianças das comunidades onde o Playing For Change está inserido se desenvolvam em harmonia, crescendo num ambiente que inspira paz, música e aprendizado.

No Brasil, o Instituto Playing For Change foi ao bairro de Cajuru, em Curitiba, que atende a crianças de idade entre 7 a 14 anos em seu turno escolar, oferecendo aulas que visam desenvolver cidadania, disciplina, técnica e conhecimentos instrumentais diversificados, expressões corporais e voz. A metodologia adotada pela Escola está focada em atender individualmente cada criança, respeitando sua história pessoal.

O Playing For Change Day é ação global, voluntária e espontânea de músicos engajados e comprometidos com o próximo, que abrem mão de seus cachês para ajudar na arrecadação de recursos para criação e manutenção de projetos de educação musical em comunidades de periferia – disse o produtor e idealizador do projeto Mark Johnson quando veio a Curitiba em 2016.

Visando a realização do Playing For Change Day com maior impacto e excelência, os voluntários se organizaram para promover o movimento durante todo ano através de ações de ativação e fortalecimento da marca e do conceito PFC.
A principal estratégia é convidar profissionais engajados e fãs apaixonados para fazer parte do movimento para mantê-los. Por isso criamos contra partidas que podem colaborar para o desenvolvimento pessoal e profissional deles, finalizou o Mark.

Estamos de mudança para novo local que pretende servir de ponto de encontro para voluntários do movimento e um espaço gratuito de criatividade e solidariedade para músicos e afins. Uma estratégia para atrair novos voluntários, parceiros e apoiadores; Promover network, Marketing cultural e social (Exposição arte e de serviços e produtos); Realização de eventos (workshops, treinamentos, show cases etc.) Fomentação de projetos e ações de música e solidariedade – disse Mark Johnson.

O mais impressionante em tudo isso é que todo esse projeto grandioso, criado com o intuito de unir culturas e resgatar artistas anônimos do mundo inteiro, foi idealizado por um filho do país mais reacionário do mundo: Os Estados Unidos!

Clique aqui para acessar o site do grandioso projeto sem fins lucrativos que ajuda as crianças e os artistas carentes do mundo inteiro.

Abaixo o clipe da música ON LOVE (Bob Marley/Curtis Mayfield), que faz parte do repertório da banda, um vídeo gravado em Curitiba com a ONG ligada ao projeto.

HOMENAGEM

Graça Araújo nos estúdios da Rádio Jornal pronta para mais uma missão

Deixo de publicar uma crônica com pretensão de reportagem sobre o PLAYING FOR CHANGE – PROJETO MÚSICA PARA O MUDO, que já estava pronto para a coluna de hoje, transferindo-a para a próxima semana, apesar de ser um projeto musical americano de alta relevância para o mundo, para prestar uma simbólica homenagem a essa que foi, sem sombra de dúvida, uma das mais importantes profissionais jornalistas de todos os tempos do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), pela sua competência, capacidade laborativa, brilhantismo, seriedade, carisma, simpatia, imparcialidade e honestidade no trato com todos os temas noticiaristas abordados por ela no TV Jornal Meio Dia – Maria Gracilane Araújo da Silva, ou Graça Araújo, como era conhecida no meio jornalístico, que se encantou inesperadamente no vigor da juventude aos 62 anos vítima de um inesperado Acidente Vascular Cerebral (AVC), deixando o telejornalismo pernambucano de luto e sem substituto.

Nascida em 02 de abril de 1956 no município de Itambé, na Zona da Mata de Pernambuco, Maria Gracilane Araújo da Silva seguiu para São Paulo ainda criança. Começou a trabalhar aos 14 anos e, antes de chegar ao jornalismo, sonhava em ser médica e, para ajudar a pagar as despesas de casa, foi auxiliar de embalagem de enxovais de bebê, funcionária de uma indústria e balconista.

Ao trabalhar numa editora de uma revista de construção, desenvolveu interesse pelo ofício de comunicação. Formou-se em jornalismo em 1983, pela Universidade Alcântara Machado de São Paulo. Graça Araújo seguiu para Recife no mesmo ano.

Segundo a Diretora de Jornalismo da TV e Rádio Jornal, Beatriz Ivo – “Não é por acaso que nos dão nomes. É para nos traduzir para o mundo. E o nome de Graça Araújo cumpriu a missão sob medida. Dizia muito sobre ela. Pequena de sorriso largo. Tinha uma luz que vinha da alma e transbordava para o brilho pessoal. Menina pobre e negra. Guerreou muito para quebrar a barreira secular que a história brasileira cravou em tantas outras meninas iguais. Fez do jornalismo seu milagre. Incansável na luta para mudar destinos, cobrar justiça, denunciar os que não se importam com o bem comum. Rigorosa no ofício e com ela mesma. Referência para tantos. Honrou a vida. E vai continuar nos inspirando”.

Para Geraldo Freire, o comunicador da Super Manhã, Você Sabendo de Tudo, um dos maiores admiradores e incentivadores de Graça Araújo, “Ninguém se preparou tanto para viver como Graça se preparou. Parece até que foi um erro de Deus. Uma bala doida divina pegou na nossa negona querida.”

Para se ter uma ideia da sua seriedade profissional, capacidade, destemor e imparcialidade no trabalho jornalístico que comandava na TV Jornal Meio Dia e as críticas contundentes que fazia aos governantes que prometem o céu a todos os eleitores antes das eleições e depois os abandonam nas profundezas do inferno, desassistidos, desamparados e abandonados, assistam ao vídeo abaixo feito pela equipe dessa grande profissional em 2017 sobre as enchentes que destruíram muitos municípios da Zona da Mata pernambucana por irresponsabilidades criminosas de todos os homens públicos.

Maria Gracilane Araújo da Silva, ou Graça Araújo, vai fazer muita falta ao jornalismo sério, imparcial, comprometido com os anseios da população.

“Quem tem de brilhar nessa tela é quem está do outro lado da tela.” – Graça Araújo.

Diante das enchentes de 2017 que castigaram cidades inteiras da Zona da Mata a jornalista faz um desabafo contra o governador da época Eduardo Campos que não priorizou a construção das cinco barragens prometidas em campanha.

JARBAS LASCONCELOS CONTRADIZ JARBAS LASCONCELOS

Jarbas Lasconcelos => Bode Rouco: “’Amigos’ por conveniências políticas”!

Consciência de político no Brasil é debaixo dos pés, com uma pedra de gelo em cima. Eles são acometidos da mesma percepção patológica dos piores chefões das facções criminosas, uma vez eleitos ninguém escapa aos seus instintos oportunistas, facciosos.

Há três anos o ex prefeito, ex governador, ex senador por Pernambuco e hoje deputado federal, Jarbas Lasconcelos, declarou em alto e bom tom irônico que, “ver Lapa de Ladrão sendo conduzido preso para Curitiba seria uma cena bonita, indescritível, digna de constar nos anais da História!”.

Hoje, aliado do senador petralha Humberto Costa, o vil Bode Rouco, defensor ardoroso do presidiário, parceiro e comparsa de chapa, ele dá uma banana para a Lei da Ficha Limpa que contribuiu aprová-la no parlamento e, contrariando dita lei, defende “a possibilidade do Chefão-Mor ter a candidatura registrada no TSE e disputar a eleição como presidiário!” Imagine um elemento de alta periculosidade feito Lapa de Presidiário, condenado e cumprindo pena, com mais cinco processos em curso contra ele, sendo eleito e nomear um Ministro da Justiça? Como questionou Joselito Muller em programa de entrevista a Ênio Mainardi. O país vira um puteiro inadministrável.

Toda essa falácia do candidato ao senado por Pernambuco, Jarbas Lasconcelos, comporta um oportunismo, infelizmente, inerente a todo candidato a deputado federal, senador, deputado estadual, governador: Apoiar o maior bandido e chefe de quadrilha do Brasil de todos os tempos, Lapa de Larápio, por pura conveniência política, porque as pesquisas o indicam à frente de todos os outros, sendo idolatrado por uma massa ignara, pobre, carente, analfabeta, faminta, desprovida de qualquer discernimento que ele, Lapa de Bandido, amestrou durante doze anos de desgoverno, para se perpetuar no poder, tal qual um Antônio Conselheiro de Canudos, psicopata que conduziu uma turba ignara ao suicídio coletivo, prometendo um paraíso que só existia na cabeça dele.

A despeito de já ter dado uma contribuição política singular ao país, com um histórico de realização parlamentar regular, o candidato ao senado por Pernambuco, Jarbas Lasconcelos, não precisava arreganhar tanto o furico para tentar se reeleger senador, apoiando uma seita partidária onde integra o maior número de delinquentes por metros quadrados de todos os tempos, dispostos a quaisquer atos criminosos para manter, perpetuar no poder e saquear a nação mais ainda em pró dos seus privilégios escusos.

Jarbas Lasconcelos em sessão plenária do senado em 2010 tacando o pau duro em Lapa de Presidiário:

P:S: Segundo o site O Antagonista, para justificar o voto injustificável, o ministro do STF e do TSE Edison Fachin, foi buscar uma lei de 1891 da jurisprudência da Nova Zelândia, e com a leitura carregada de sotaque português – embora seja gaúcho – para ser o único a assegurar que a Lei da Ficha Limpa é uma bosta e que Lapa de Ladrão poderia ser sim candidato, mesmo preso e, se eleito, ser empossado presodente dentro do presídio de Curitiba e de lá mesmo governar o país. A sela da cadeia da Polícia Federal seria o protótipo cabarelizado do Palácio do Jaburu, com convidados honrados feito Fernadinho Beira-Mar, Elias Maluco, Marcola, Nem, dentre outros, e os guabirus políticos presos na Operação Lava Jato: Eduardo Cunhão, André Vargas, Geddel Vieira, Antônio Paloffi, João Vaccarri…

Ao proferir o único voto contrário, o ministro parecia estar muito doidão, com sintoma de quem havia fumado um baseado estragado, misturado com cola de sapateiro, cogumelo e raspa de chifre de pai de chiqueiro, do Sertão do São Francisco.

CRÔNICA DE UMA PAIXÃO ANUNCIADA

Bela paisagem do município de Gravatá

Assim que se aproximou dela pela vez primeira, apresentada por um amigo, ele pressentiu que aquela mulher teria uma enorme importância na sua vida. Sentiu que ia a amar mesmo que não houvesse correspondência entre ambos, principalmente da parte dela. Não se recordava de ter sentido algo tão penetrante, pungente, num ser feminino que lhe chamasse tanto a atenção como naquela mulher. Mesmo sabendo que ela tinha a soberana liberdade de escolha e que ele tinha de respeitar porque não lhe cabia decidir pela vontade dela. Mas a estranha vontade de amá-la permanece nele latente como uma locomotiva nos trilhos até o fim da linha. Onde existe amor e sonhos não existe tempo para começar e prazo para acabar.

Aos olhos dele ela será sempre a mulher dos seus sonhos. Nunca tinha visto nada que se comparasse com aquela pele morena, aquela boca carnuda, aquela tez brilhosa, aquela voz feminina, sensual, aqueles olhos negros, atraentes e penetrantes, aquelas mãos pequenas de dedos grossos, aqueles seios fartos e luxuosos, aquele corpo escultural, aquela bunda enorme e rígida, aquela polidez no falar, no chorar de emoção, e principalmente aquela honestidade no agir, princípio basilar da decência humana. Ele sempre ver nela essas virtudes e muito mais que o atraem perdidamente.

Por diversas vezes ele tentou dizer a ela o quanto a amava de forma clara, aberta e subliminar. O quanto ela marcou a vida dele, e que não saberia explicar-lhe a razão desse amor possesso por meio de palavras, gestos, afetos. Sabe exatamente o que sente quando a ver: O corpo estremece, os poros se lubrificam, a libido aumenta, a voz embarga, a tesão prescinde a razão e ele mata os impulsos sexuais se delirando na masturbação, imaginando ela sempre nua como veio ao mundo, dançando a dança do ventre na penumbra da lamparina na alcova, de camisola de chita transparente.

Em confissão ao amigo leal que a apresentou chegou a dizer-lhe que a amava muito, sentia um desejo estranho e inexplicável por ela mais que não podia fazer nada, pois ela é soberana nas suas vontades e decisões, uma vez que ninguém pode fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da liberdade de escolha pessoal, individual. Ao que o amigo leal respondeu que tivesse paciência, pois a qualquer momento podia chegar sua vez. Pediu para ele ficar sonhando com ela porque sonhar é bom para manter o equilíbrio e a vitalidade do cérebro.

Ao que ele respondeu:

– E quando chegar minha vez e eu já tiver viajado para a cidade “de pés juntos”, quem me substituirá nos braços dela com meus desejos e vontades?

O amigo respondeu:

– Se houver céu e os dois não forem para o “purgatório”, haverá chance. Mas o meu conselho é que você não perca tempo! Corra atrás e não desista desse amor!

Ao que ele respondeu e perguntou:

– Só pelo fato de amá-la sem tocá-la ela já faz parte da minha vida, me domina, prende! Como explicar esse sentimento que nasce de repente e a gente não controla?

Nesse momento o amigo ficou mudo, ergueu os olhos aos céus contemplando as estrelas conversando sobre os mistérios dos sentimentos, sem dar resposta à indagação.

Enquanto isso ele fitou a sereia no reservatório da praça refletindo ela nua no espelho d’ água se dirigindo para ele com os braços abertos, e ficou a pensar: Onde está ela agora, será que pensando em mim? “Oh! Juca Mulato, a dor me aquebranta quando lembro o olhar que adoro, e que nunca esquecerei!” – lamentou!

REMINISCÊNCIAS DE UMA DAMA

Dona Maria Lia Faria Cavalcanti – Rio de Janeiro, 28/Fev/1944

Viktor Emil Frankl-(1905-1997), famoso psiquiatra austríaco, que viveu as circunstâncias mais terríveis em campo de concentração, em meio ao caos perguntava: O que diante do desespero total, após ter perdido tudo, inclusive seus parentes mais queridos, o impedia de suicidar-se? O prazer de viver, amar, solidarizar e recordar!

Lembro essa indagação de um gênio da psiquiatria que quase tirou a vida em duro golpe do destino para dar razão à existência e abrir espaço para louvar um dos livros de reminiscências mais femininos que li nesses tempos de empoderamento feminino. Não é um livro sobre a revolução feminista, evolução da cirurgia plástica para retardar e tentar enganar a maturidade, deixando a mulher andrógena, mas um livro que relembra fatos pitorescos da vida de uma Dama que vive para viver, amar, ser amada pelos filhos que para ela, acredito, são uns verdadeiros Colossos de Rodes, pela honestidade e decência com que levam e vivem a existência, os sagrados preceitos do caráter humano!

Mãe de seis gênios da modéstia, da bondade, da retidão e de tudo que é mais hierático que se encontram no caráter humano, Dona Maria Lia Faria Cavalcanti, essa matriarca quiteriana que ainda se encontra tão bonita quanto a jovem da capa do livro das memórias, apesar dos noventa e dois anos de vida bem vividos, dizer que “a velhice é uma merda”, ter orgulho dos filhos, Maria Lia le Flaguais, que mora e trabalha em Paris, mas vivi viajando; Hebe Cavalcanti, doutora em matemática; Patrícia Arruda que, mesmo elegante, vive querendo emagrecer; Isis Costa Pinto, que trocou Boa Viagem por um sítio, buscando melhor qualidade de vida; José Roberto Cavalcanti, o irreverente Zeca, bom advogado, bom pai, e um dos últimos homens felizes do planeta; e o maior jurista do Brasil, principalmente como ser humano: Dr.º José Paulo Cavalcanti Filho, o filho da cara redonda mais parecido com a mãe.

Lendo Recordar é Viver, o leitor vai se deparar com a história fascinante de Dona Zulmira, filha do seu Guimarães e de Dona Cândida, mãe de Dona Maria Lia Faria Cavalcanti. Suas reminiscências e recordações da Bahia, menina-flor-de-lis, admirando o mar e a arquitetura dos prédios soteropolitanos. A deliciosa história das Casas da Banha. As ideias geniais de Dona Zulmira na sua mania obsessiva por asseio para deixar todos os móveis do lar limpos, nos trinques. Essas e outras deliciosas recordações estão no livro de memória de Dona Maria Lia, que o leitor vai se deliciar lendo-as, histórias por historias, todas datilografadas numa OLIVETTI!!

P:S: Lançado no dia 16 de março 2018, dia em que Dona Maria Lia Faria Cavalcanti fez 92 primaveras!

Impressão: FacForm Impressos Ltda.
Rua Barão de Água Branca, n.º 521
Boa Viagem, Recife, PE, Brasil. CEP 51160-30
Facform

JAIR BOLSONARO OU ÁLVARO DIAS?

Desde 2006 hibernando sem votar em Presidente da República, resolvi fazê-lo este ano e tornar pública minha preferência presidencial.

Não o fiz antes porque quando buscava um candidato mais ou menos confiável para presidir o Brasil só vislumbrava incerteza, insegurança, oportunismo, mau caráter, alcoólatra mental, e não um estadista de visão que pensasse no País do amanhã. O último foi Getúlio Vargas. Parecia até que a redemocratização do País havia feito um grande mal à Nação!

Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos, como afirma o pensador e maior estadista da história do século vinte, o londrino Winston Churchill.

Lapa de Ladrão havia morrido dentro de um projeto que pensei ter sonhado para o Brasil. Por isso, tive de enterrar a ilusão de ter ilusão! Nos primeiros passos do seu desgoverno já era visível um esquema de corrupção jamais visto em qualquer regime democrático do mundo. Em todos os locais estratégicos dos ministérios do país ele tinha no posto um bandido apara administrar o cofre e conduzir o mecanismo espúrio.

Sua aproximação a ditadores corruptos, tiranos, opressores, sanguinários e ladrões, tipos Fidel Castro, Nicolás Maduro, Hugo Chaves, Evo Morales, e todas as almas sebosas do mundo já dava uma dimensão de como ficaria a América Latina caso esse bandido continuasse a se perpetuar criminosamente no poder com o voto dos descerebrados que ele e seus asseclas modificaram os genes nos laboratórios neonazistas criados no Brasil: Os filhos do bolsa-família, bolsa-parasita, bolsa-descerebrado, bolsa-presidiário!…

Para não viver no mundo de zumbis onde não existe futuro e não me sentir culpado pela carnificina sem freio, resolvi dar um basta por esses anos e deixasse que os descerebrados e súditos se responsabilizassem pela catástrofe em que se encontra o Brasil atual, carente de um nacionalista-estadista-visionário que o escancare para o mundo, fazendo uma revolução neoliberal de resultado que projete o País para o futuro.

Se essa revolução vir, só vem de um presidente macho, que ama o País, tenha a coragem de modificar e endurecer as leis penais, privatizar e extinguir todas as empresas públicas, autarquias e quejandos, que são as parasitas da nação. Faça uma reforma tributária e previdenciária decentes. Coloque em cada ministério público estratégico homens e mulheres técnicos e competentes. Acabe com as regalias de presos condenados, aplicando-lhes os mesmos tratamentos prisionais americanos. Em fim, que seja um nacionalista que ame o país e o pense para o futuro, escancarando a economia para o mundo sem perder sua independência. Que deixe todos os empresários trabalharem, criarem riquezas para aqueles que procuram e não encontram empregos.

Vou dar um voto de confiança a Jair Bolsonaro! Vou mandar “a esperança venceu o medo” para a casa da puta que o pariu, depois de doze anos de hibernação!

Álvaro Dias seria uma boa opção também, ao meu ver, pela competência, capacidade de diálogo, histórico político no parlamento, conduta ilibada, moderno, defensor ardoroso das ideias neoliberais, mas, por hora, prefiro radicalizar e atirar com meu tresoitão em direção à luz do fim do túnel!… Se der em merda, mudo a direção da bala!

Quando teremos, no Brasil, um estadista tal qual D. Pedro II, que em 12/janeiro/1861, implementou, por meio de decreto, o nascimento da aplicação financeira junto à Caixa Econômica Federal, 27 anos antes da abolição da escravidão para proteger os escravos libertos da penúria e que continua até hoje como o investimento mais popular e seguro?

ALMAS SEBOSAS

Em dois mil e dezesseis, uma jovem negra, estudiosa, recebeu de presente dos pais um APHONE GALAXY 6, por ter passado no vestibular de Pedagogia de uma Universidade Pública por mérito, mesma profissão que os genitores abraçaram com amor, mesmo sabendo não serem valorizados no País onde a Educação é considerada esgoto público!

No primeiro dia que utilizou o celular ela o levou a uma festa de confraternização na casa dos amigos e o esqueceu no sanitário. Outra jovem que entrou depois o pegou, guardou e não o devolveu. E começou a utilizá-lo indiscriminadamente, até que a verdadeira dona o descobriu com quem estava porque o aparelho possuía rastreador.

A jovem, dona do celular “perdido”, procurou a jovem que estava com o celular dela e esta não lhe devolveu, argumentando o seguinte:

– Minha filha, achado não é roubado! Não devolvo de jeito nenhum! Não cometi crime de furto.

A jovem que teve o celular achado e não devolvido, sabendo com quem estava, iniciou uma campanha nas Redes Sociais – “hastag (#)” – pedindo a jovem que ficou com seu celular para devolver teve uma repercussão tão grande que alguém sensato soube do fato e chegou para a jovem que estava com o celular e disse:

– Minha filha, você vai ter que devolver o celular para a dona até o prazo de quinze dias sob pena de apropriação indébita. Não sou eu quem diz isso não! Está no “Fantástico Mundo de Bobby”, ou seja: No Código Penal Brasileiro de 1940!!!

A jovem era tão mala, mas tão mala, tão mala, que só devolveu o celular às 23h:59 min, antes de completar os dezesseis dias! Pense num espírito de porco!

Exemplo familiar, mas com o mesmo “animus necandi”: um sujeito teve de sair da casa residencial por força de uma liminar judicial até às 23h de tal dia. Mas o sujeito era tão mala, tão mala, tão seboso, que ficou na casa e usufruiu de tudo que a ex esposa havia comprado até às 23h:59 min. do dia e horas estabelecidos pela Justiça! Pense no seboso!

O chefão seboso filho de Caetés, agora presidiário

Tudo isso faz lembrar uma alma sebosa nascida em Caetés. Lapa de Ladrão. Lapa de Traidor. Lapa de Canalha. Lapa de Corrupto. Chefão do maior bando que assaltou os cobres públicos desta nação espoliada. Dono, proprietário da seita dos descerebrados. Presidiário em Curitiba, de onde comete crimes de lesa-pátria pior do que os maiores traficantes de droga do mundo, com emissão de ordens do presídio onde está preso para os seus comparsas pressionarem a Justiça banda podre cá fora pela sua soltura, trair seus cumpanhêros de partidos e de outros, tudo sobre sua conveniência e prazer para fuder quem está atrapalhando seus planos bandidos de ser presidente novamente!

O CANDIDATO, A MANTEÚDA E A ELEIÇÃO

Corria o ano de dois mil e dois, ano que a galera medonha se preparava em todo Brasil para eleger vereador e prefeito, dando os primeiros passos na arte de articular o mecanismo para assaltar o erário público legitimado com a outorga do eleitor.

Como já tinha tido outras experiências malfadadas de eleições passadas e já se considerava preparado para enfrentar novo desafio eleitoral, Dr.º Marcos não perdeu tempo. Filiou-se a um partido nanico, planejou a campanha e caiu em campo com garra e coragem, independente da ajuda da agremiação partidária.

Como possuía um vasto prontuário de clientes, que poderia utilizar como cadastro de contato, informando que estava atendendo na comunidade do Tururu, do Rato e Chega Mais, fazendo consultas de graça em dias diferentes, entregando remédios, fazendo exames. Por dia atendia de trina a cinquenta pacientes. E o povo era Dr. Marcos para cá, Dr.º Marcos para lá. Todo dia era uma verdadeira romaria de doentes a procurar Dr.º Marcos, e a cada pessoa atendida ele entregava seu número de candidato.

Também foi em todos os cabarés, furdunços, freges, quermesses, rela bucho do município para informar às pessoas que estava candidato a vereador. Nada escapava às suas investidas políticas, de doze a dezesseis horas de domingo a domingo.

Um mês antes das eleições era impressionante a quantidade de pessoas que o procuravam para se consultar e dispostas a trabalhar para ele como voluntária na campanha, sonhando em ver um médico de confiança na vereança do município para atender a população carente, como ele já fazia há muito sem ser vereador.

Comunidade do Tururu

No último dia antes da votação a campanha foi intensificada, e sem ajuda do partido, Dr. Marcos, crente da vitória, com recursos próprios, empenhou até o fiesta-2002 para pagar as despesas com propagandas, camisas com estampa do número dele, confecções de santinhos, pagamentos de fiscais de boca de urna, panfletagens, lanches, almoços…

Terminada a eleição, vem a apuração dos votos. Para a decepção do Dr.º Marcos, seu desempenho das urnas foi tão pífio que o papudinho Tião Cu de Cana, da Comunidade dos Milagres, teve mais voto do que ele!

Decepção geral dele e de todos que faziam parte da sua equipe. Muita gente que trabalhou com honestidade para ele chorou ao ver o resultado das urnas. Tentou-se buscar explicação dele para tal fenômeno anormal, mas ele nunca quis saber embora tivesse uma ideia do por que do fracasso.

Passadas as eleições a vida voltou ao normal para Dr. Marcos. Todo dia chegava gente no Hospital das Clínicas onde ele atendia com o mesmo profissionalismo, nos Postos de Saúde das comunidades carentes, nos Consultórios particulares…

Mas qual a causa do fracasso, do fiasco de Dr.º Marcos na eleição, um homem tão querido de todos? – Indagavam os mais chegados a ele.

Semana depois do resultado das urnas, uma romaria de pessoas leais a Dr.º Marcos e decepcionada com o resultado das urnas, veio ter uma conversa com ele e lhe explicar o motivo do fracasso colhido boca a boca das pessoas nas comunidades:

– Dr.º Marcos, todos que estamos aqui presentes viemos nos solidarizar com o senhor pelo resultado negativo das urnas que não lhe elegeu, embora tivéssemos certeza da vitória. Infelizmente o povo não votou no senhor porque o povo não suportava aquela mulher do senhor. Olhe, o senhor nos desculpe, mas aquela mulher do senhor é a pessoa mais intragável de mundo! O senhor só perdeu a eleição por causa dela – disse o emissário da comitiva, presidente da comunidade do Tururu. Eu só votei no senhor porque sou um homem de palavra, mas não podia obrigar as pessoas!

– Todo mundo que a gente consultou ficou pensando assim: Se aquela mulher de Dr.º Marcos já tem o rei na barriga, se acha as pregas de Odete sem Dr. Marcos ser vereador, imagine ele vereador? Como a gente vai ter acesso a ele com uma criatura intragável daquela ao lado dele feito piolho de cobra e chata que só o caralho?

Dr.º Marcos não disse nada. Ouviu tudo calado. Agradeceu a gentileza da visita e a honestidade de todos por dizer a verdade, mas tinha a certeza de que o fracasso das urnas era por causa da manteúda mesmo que desagradava a todo mundo! E ficava pensando na máxima do pai: Cuidado com a paixão de mulher fogosa e possessiva! Ela pode deixar você abilolado, só pensando naquilo e estragar qualquer projeto seu!

Foi o que aconteceu e a paixão dura até hoje!

* * *

DONA MARIA DA SUCATA, O NETO E O ADVOGADO MALANDRO

Dona Maria da Sucata é uma favelada íntegra. Tem orgulho de ser conhecida por todos por esse epíteto. Para sobreviver sai todos os dias com sua carroça à procura de latinhas de cervejas e refrigerantes, garrafas plásticas, papelão, copos descartáveis, peças de computadores, ferros velhos e outros objetos inutilizados. É uma recicladora do planeta.

Tudo que junta de ferro ou qualquer outro objeto de metal precioso já usado e considerado inútil, que se refunde para poder ser novamente utilizado, recolhe.

Dona Maria da Sucata tem um neto incapaz que é viciado em tóxico. Por ser inábil em conter sua vontade, não pode ver nada fácil que furta ou rouba, para sustentar o vício da droga. O medo dela: que ele seja executado por débito com o tráfico.

Recentemente foi preso numa boca de fumo, e desceu diretamente para o Muro das Lamentações do município de Abreu e Lima. Não houve audiência de custodia porque Dona Maria da Sucata não pôde pagar um advogado na hora e não havia defensor público para acompanhá-lo. Estavam ocupados com afazeres pessoais!

Busca aqui, busca acolá, encontrou um advogado para acompanhar o neto, mas de cara ele cobrou mil paus. Ela pagou. Ele não deu recibo do dinheiro recebido e prometeu soltar o neto dela com menos de vinte quatro horas se ela conseguisse mais mil paus.

Depois do acerto com o advogado Dona Maria da Sucata trabalhou dia e noite, quase desmaiando de fome para conseguir o dinheiro. Conseguiu juntar sucatas que valiam mais de dois mil paus, mas o dono do depósito a ludibriou e roubou-lhe uma parte no peso e só pagou a metade do valor. Mesmo assim ela aceitou e agradeceu, pois estava precisando do dinheiro para entregar ao advogado que prometera soltar o neto.

Dinheiro na mão, neto liberto – disse sarcástico!

Do depósito de sucata com o dinheiro dentro do porta seio, ela foi direto para o advogado e entregou a outra metade combinada, sem receber recibo. De posse do dinheiro o advogado disse a ela que esperasse em casa, preparasse uma feijoada para comemorar a liberdade do neto que estava solto no outro dia. Não pediu procuração do custodiado, nem cópia do CPF, RG, CTPS, nem endereço residencial, nem rol de testemunhas para preparar a defesa do indiciado. Nada!… Só quis saber do dinheiro!

Passadas duas semanas do prometido, e depois de várias idas ao Muro das Lamentações para visitar o neto, Dona Maria da Sucata descobriu que o advogado a tinha roubado, sequer visitou o neto. Quem compareceu ao ato processual designado foi um defensor público nomeado pelo juiz que, a contragosto, não abriu o bico na audiência.

Temendo pela vida do neto nas duas visitas feitas ao Inferno de Dante, ela procurou outro advogado que prometeu soltar o neto em vinte quatro horas. De cara para trabalhar no caso e entrar com o pedido de relaxamento de prisão lhe cobrou três mil paus de entrada e os outros três mil divididos em duas parcelas de mil e quinhentos.

Desconfiada com a proposta do advogado ela procurou uma vizinha que tinha sido vitima das mesmas artimanhas do jurisconsulto escroque, inclusive, forçada por ele, teve de vender uma casa que alugava para complementar a renda familiar, e o jurisperito não soltou o filho conforme havia prometido. O causídico lhe roubou tudo. Não passou recibo e o viciado continua preso à espera de um habeas corpus de Gilmar Mendes.

Desesperada e vendo a hora o neto morrer envolvido com gangues lá dentro ela recorreu a uma pessoa de bom coração, voluntaria, que conhecia um advogado muito solícito que trabalhava para uma ONG da qual ela fazia parte como voluntária também!

Sem cobrar nada de Dona Maria da Sucata, o advogado, já aposentado, comovido com o sofrimento dela e percebendo a angústia, o desespero de o neto ser morto lá dentro, juntou provas da incapacidade transitória dele, participou da primeira audiência, juntou as provas da incapacidade do neto da sucateira e requereu ao juiz exame de insanidade mental do preso que foi provado por uma junta médica nomeada pelo magistrado como incapaz, e o juiz o soltou por insuficiência de provas da materialidade do delito e por incapacidade mental do prisioneiro.

Após o neto solto e já em casa, Dona Maria da Sucata recebeu a visita de uma vizinha com o mesmo problema com o filho, informando que tinha sido procurada pelo advogado que a roubou, cobrando-lhe o mesmo valor para soltar o filho em vinte quatro horas como o havia feito com o da “velha da carroça”. E a vizinha queria saber da lisura do advogado à colega para confiar a tentativa de soltura do filho a ele.

Ao que Dona Maria da Sucata, curta e grossa, alertou e aconselhou a colega:

– Minha filha, aquilo é um ladrão descarado! Me roubou dois mil reais e não fez nada pelo meu neto. Eu não sei como a OAB mantém nos seus quadros um cabra safado desses enganando o povo desesperado! Se fosse por ele eu teria enterrado meu neto há muito tempo. Foi graça a solidariedade de um advogado de uma ONG que meu neto está comigo. Tome o telefone onde ele presta serviços voluntários e ligue.

Antes de se despedir de Dona Maria da Sucata e agradecer-lhe a orientação, o celular da vizinha toca. Ela atende. Era o advogado querendo saber se ela já estava com o dinheiro na mão para ele ir pegar e preparar a defesa do filho.

PODER JUDICIÁRIO DE BANÂNIA É REFÉM DE MARGINAIS

Juíza de Direito Dr.ª Tatiane Moreira Lima

Em 08/abril/2016 uma imagem chamou a atenção do mundo: Um marginal agressor de mulher manteve a Juíza de Direito Dr.ª Tatiane Moreira Lima, do Fórum do Butantã, Zona Oeste da Capital de São Paulo refém, quando adentrou ao local de trabalho dela e a derrubou no chão, chamando-a de pilantra e ameaçando queimá-la viva, colocar fogo no prédio e resistir à prisão, indignado com a sentença proferida por ela que o condenou por ter batido na companheira.

Premeditado, o marginal espancador de mulher, entrou correndo no local, com uma mochila repleta de garrafas com líquido inflamável, passando pela segurança, para tocar fogo na juíza. Antes já havia jogado coquetel molotov nos policiais de plantão.

Fosse nos Estados Unidos, país reacionário, tolerante e complacente com bandidos, nesse episódio, no mínimo, o marginal que investiu contra a magistrada sairia de lá direto para a cidade de pés juntos com um tiro na testa.

Condenado a mais de 20 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, pela acusação de tentativa de assassinato qualificado e cárcere privado contra a juíza que, não se concretizou por um acaso da vida, o agressor, Alfredo José dos Santos, vai ser sustentado pelos contribuintes honestos pagadores de impostos. Ganhará um salário mínimo enquanto estiver preso, o Estado vai sustentar os filhos menores e, se alguma coisa acontecer-lhe na prisão, o Estado terá de ressarci-lo, ou, em caso de morte, indenizar a família!

O mais interessante nesse caso escabroso, filmado e provado, são os argumentos fajutos feitos à data do júri pelos advogados do condenado, que sustentaram a tese de que em nenhum momento ele tentou assassinar a magistrada, mesmo tendo jogado combustível por toda roupa dela, ameaçando-a acender o isqueiro, mas apenas chamar a atenção da mídia para um processo que ele se dizia inocente. Os advogados criminais são uns urubus na carniça!

Infelizmente a Constituição recepcionou essa excrecência!

Tome-se como exemplo esse caso do Petrolão, maior esquema de propina do mundo, onde a maior quadrilha que assaltou o Brasil, liderada pelo chefe-mor, Lapa de Ladrão, se diz inocente de tudo, acusa o Ministério Publico Federal, a Policia Federal e o Judiciário por perseguição, onde existem várias quadrilhas de advogados surrupiando fortunas desses larápios dos cofres públicos sendo pagos com o dinheiro roubado da Saúde, da Segurança, da Educação, do Desenvolvimento e do Progresso de Banânia.

Lamentável que tudo isso aconteça, a impunidade impera e quem paga a conta são as pessoas honestas, trabalhadoras e cumpridoras dos seus deveres, direitos e obrigações.

Esses e outros casos de terrorismo no fórum ou fora dele contra os agentes públicos que agem com respeito às leis, à ordem, colocam o Estado Democrático de Direito em risco, porque é uma violência contra a instituição permanente.

O VIADO, A SELA E O DOUTOR

Déjà Vu – tataraneto de Pierre Collier

Paulinho de Zefa era um matuto apombalhado que saiu nos anos oitenta do distrito de Lagoa do Carro-PE para cursar Ciências Políticas na UFPE. Seu sonho: professor!

Como se destacava dos demais calouros por ser grandalhão, fez amizade na classe com Jeferson Fran, um rapagão falsa bandeira da capital, chegado às baladas afrangalhadas das noites do Recífilis.

Entrosado em todos os trabalhos de classe, Paulinho não desconfiava das tendências viadais de Jeferson e convidou-o para ir ao sítio dos pais para passar um final de semana em contato com a Natureza e os animais de estimação.

Jeferson adorou a ideia e num final de semana viajou com Paulinho para o sítio. Chegando lá ficou encantado com o negão Adamastor Pezão, pau para toda obra, um metro e oitenta e oito, braços grossos, beiço de gamela, botina quarenta e quatro.

Além de Pezão, Jeferson ficou com água na boca quando viu o jumento Pierre Collier, com a pica maior do que a de Polodoro, pra lá e pra cá, dura, correndo atrás das jumentas no cio. Era pai de todos os jegues e éguas que nasciam! Um gigante!

À noite, quando todo mundo estava dormindo, Jerferson, só pensando na picona de Collier, levantou-se da cama de campanha na ponta dos dedos dos pés, e, no silêncio da noite, foi direto à estrebaria onde o jumento dormia em pé.

Lá, no escuro, Jerferson, o alisou, passou a mão por todas as partes íntimas do bicho, pegou-lhe a jatumama e, não resistindo, arriou a bermuda e deixou entrar só a cabeça… Depois do coito zoofílico, correu para cama, todo ensanguentado e dolorido, andando com as pernas em forma de cangalha.

Manhanzinha, Paulinho, percebendo a ausência de Jerferson na hora do café, foi até a varanda da casa onde ele se encontrava deitado. Encontrando-o gemendo e com o oi da goiaba sangrando.

Assustado com a cena, Paulinho perguntou o que aconteceu:

– Paulinho – disfarçou Jerferson – me desculpa cara. Mas é que eu não resisti à noite, tomei a liberdade de andar de cavalo, pus a sela em Pierre Collier e, quando escanchei as pernas e fui apoiar as nádegas, sentei-me mesmo no pito da sela que entrou todinha no meu ânus e desde ontem está sangrando e doendo muito!

Assustado, Paulinho não perdeu tempo diante da situação. Pegou o opala do pai e levou Jerferson às pressas à maternidade local onde havia um clínico geral.

Assim que chegou à maternidade, Paulinho não perdeu tempo, tibungou com Jerferson no corredor e foi direto para sala de emergência.

O médico proctologista que estava de plantão, percebendo a gravidade do problema e desconfiando da sinceridade de Jerferson, perguntou-lhe:

– Como foi esse acidente, meu filho? Foi no pito da sela mesmo ou você andou fazendo traquinagem que não devia. Olhe eu vou fazer um tratamento aqui com penicilinas e óleo de peroba. Mas se não estancar a sangria eu vou ter de utilizar um antibiótico novo que chegou de Cuba aqui na Maternidade. Agora só tem um detalhe: Se você estiver mentindo o remédio vai ter um efeito colateral! Além de sofrer com insuportáveis dores, vai ter uma hemorragia letal! Portanto, é melhor contar a verdade!

Ao que Jerferson, temeroso, e desconfiado que o médico, experiente, já estava por dentro do “acidente”, confessou:

– Doutor, o senhor está certo! Eu senti uma atração irresistível pela mimosana do jumento do sítio e não perdi tempo! Foi muito bom o desejo, doutor, mas quando entrou a cabeça, eu desmaiei e só vim me acordar no outro dia todo ensanguentado com o Paulinho me chamando e perguntando o que era isso. Agora não conta nada pra ele não, visse doutor! É que eu sou viado, mas gostaria que ele não soubesse!

O médico deu um sorriso irônico no canto da boca e ficou a refletir olhando a imagem de Santo Agostinho instalada na parede da sala de plantão: Os tempos estão mudando!

PL 6621/16

Está sendo tramado na calada da noite na Câmara dos Deputados, Prostíbulo de Brasília, esse PL de autoria do senador Eunício Ladrão Oliveira, sobre o argumento de gestão, organização, processamento divisório e controle social das dez agências reguladoras de Banânia, com o fito exclusivo de roubar mais ainda todos os cidadãos honestos, decentes e trabalhadores deste país, com deliberalidade para escolher parentes até o terceiro grau para preencher cargos comissionados sem concurso público, verdadeira afronta à Súmula Vinculante n.º 13 do STF, que veda nepotismo nos três poderes. De olhos bem abertos nesses bandidos sujos, Mestre Adônis Oliveira!

Renan Ladroeiro Calheiros, Senador-PMDB-AL, e Eunicio Larápio Oliveira, Senador-PMDB-CE. Uma parelha de canalhas do caralho de Banânia.

JERÔNIMO DE MENDONÇA FURTADO – UM GOVERNADOR XUMBREGA

Gravura de Olinda da época das Capitanias Hereditárias

A palavra brega tem muito a ver com o governador Jerônimo de Mendonça Furtado (Lisboa,1510; Portugal,1584), que assumiu a governança da Capitania de Pernambuco em 5 de março de 1664.

Homem raparigueiro e deslumbrado por cabaré, após ter servido nas lutas da Guerra da Restauração, conflitos de confrontos armados entre o reino de Portugal e Espanha, foi nomeado capitão-general e governador da capitania de Pernambuco, o que desagradou os pernambucanos e os olindenses por ser um estrangeiro, por isso é que, revoltados, os nativos deflagraram um dos primeiros movimentos nativistas ocorridos no Brasil Colônia, a chamada Guerra dos Mascotes.

Friedrich Hermann von Schönberg (1615-1690)

O governador Jerônimo de Mendonça Furtado era pejorativamente apelidado de xumberga ou xumbrega por seus desafetos, uma referência ao marechal alemão Friedrich van Schomberg, por usar um bigode e gostar de frequentar os lupanares e furdunços da época, o que mais tarde pode ter dado origem ao termo BREGA no Brasil.

Suas desventuras de homem chegado a um cabaré à procura de priquitos, pouco se lixando para a sua administração como governador da capitania, estão narradas pelo historiador Evaldo Cabral de Melo em sua obra “A Fronda dos Mazombos: Nobres contra Mascotes”.

O Brega é um gênero musical brasileiro comparado ao twist e às baladas de rock dos anos 1960 nos Estados Unidos. Todavia, sua definição como estética musical tem sido um tanto difícil, pois não há um ritmo musical propriamente brega. É muito usado para designar a música romântica popular de baixa qualidade, com exageros dramáticos ou ingenuidade. O samba-canção, bolero e jovem-guarda foram vinculados a esta estética, atualmente o brega envolve kizomba, zouk, funana, além do twist modernizado que batizaram de forma aportuguesada de tecno-brega.

O brega também teve origem nas baladas românticas dos Estados Unidos, muito dos temas se originaram de canções italianas, francesas e até mesmo canções alemães. Mesmo sem terem estabelecidas características suficientemente rígidas, o termo praticamente foi alçado à condição de gênero.

Aqui, entre os artistas rotulados como bregas, não é diferente a dificuldade em torno do que seria o estilo. Como observa o jornalista José Teles, “não é exatamente a música, mas o intérprete que confere o status de brega ou não.” Alguns desses rejeitam serem representados sob o estigma da cafonice e mau gosto. Em uma entrevista em 2008, o cantor Wando afirmou sentir-se incomodado com o termo pejorativo. “Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim”. “Então eu brigo por isso”. Questionado sobre o assunto, Fernando Mendes disse certa vez que “brega era um lugar onde a gente ia, era um substantivo e hoje é um adjetivo com que falam mal da gente. Quando me perguntaram o que eu achava, eu disse: brega é o termo, a palavra é o nome que o invejoso usa pra criticar o vitorioso”.

Waldick Soriano diz: ”Concordar a gente não concorda. Porque brega é usado para falar de casa de prostituição. Nesses lugares, as pessoas ouvem música romântica, mas não só nos bregas. Faço música romântica. As pessoas gostam disso”. Com o tempo, porém, alguns outros artistas assumiram o termo brega. Foi o caso do cantor Reginaldo Rossi, que se auto intitulou como o Rei do Brega. Outro exemplo é, ainda que não seja consensual e conceitualmente um estilo, o próprio surgimento das vertentes paraenses brega pop e tecno brega, que indicam que seus artistas assumem-se de alguma forma ou de outra como bregas.

Brega, segundo o cantor Falcão, é aquela música romântica simples, que toca no coração do povo musicalmente falando, com letras, no início, exageradamente doloridas, carregadas, dramáticas, chifrais, corníferas, que deixam o sujeito mais manso, conformado e antenado, com as emoções captando as dores de amores sem sofrência!

* * *

KIBELOCO CONFIRMA POR QUE O BRASIL PERDEU A COPA: KKKKKKKKKKKKKK!!

* * *

Música Tortura de Amor. Segundo o historiador musical e biógrafo Paulo César de Araújo, foi a mais bela canção romântica da época da dita-dura composta por Waldick Soriano, alcunhada pejorativamente de “brega”.


© 2007 - 2018 Jornal da Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa