DUAS GLOSAS

Bastinha Job e Dalinha Catunda; foto do acervo da colunista

Mote de Heliodoro Morais:

Fechou a porta do peito
E jogou a chave fora.

* * *

Há tempos estou vagando
No meu caminho a esmo
Já não encontro a mim mesmo
Sou vontade,sem comando
No mar da vida remando
Meu navio não ancora
É preciso sem demora
Recuperar meu conceito:
Fechou a porta do peito
E jogou a chave fora.

Bastinha Job

Eu estava me trocando
Quando meu amor chegou
E de soslaio me olhou
Aos poucos foi se engraçando
Já estava se animando…
Foi quando pedi na hora:
Me ajude a fechar agora
Meu soutien com respeito!
Fechou a porta do peito
E jogou a chave fora.

Dalinha Catunda

VAI UMA MACAXEIRA AÍ?

Foto da colunista

No meu sítio tem fartura
Eu não posso me queixar
Contudo tem certas coisas
Que chego a me admirar
Olhando essa macaxeira
Até peguei na peixeira
Mas tive dó de cortar.

O CORRUPIÃO

Foto da colunista

No finalzinho do tarde
Ou no amanhecer do dia
Ouço um lindo passarinho
Com sua bela melodia
Cantando lá na palmeira
A bela carnaubeira
E me trazendo alegria.

Seu cantar é envolvente
De fato chama atenção
Tem a beleza na cor
É pássaro do sertão
Ele é mais uma riqueza
Habitando a natureza
Chamado corrupião.

NO DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS

Mote de Bastinha Job:

No dia de ação de graças
Muita paz, muita união!

É dia de agradecer
Por tudo que nós colhemos
A colheita que tivemos
Ao Próximo oferecer,
Compartilhar é dever
Do homem, do cidadão
Abraçar a cada irmão
Brindar em todas as taças
No dia de ação de graças
Muita paz, muita união!

Bastinha Job

Ao bom Deus eu agradeço
Por sua misericórdia.
Por me livrar da discórdia
Nem sei se tanto mereço,
Porém trago com apreço
Jesus em meu coração.
Anseio com devoção
Em casas, ruas e praças,
No dia de ação de graças
Muita paz, muita união!

Dalinha Catunda

SERTANEJANDO

Fotos da colunista

Quando escancaro a porteira
Para entrar em meu rincão
A dona felicidade
Faz festa em meu coração
Uma brisa benfazeja
Invade essa sertaneja
Que não esquece o sertão.

Cada tarde é deslumbrante
Ver o ocaso acontecer
Por detrás da serra grande
Assisto o sol se esconder
Deixando um resto de luz
Crepúsculo que seduz
No dourado entardecer.

Tibungando em minhas águas
Eu vejo o sol desmaiar
Entre um mergulho e outro
Consigo me refrescar
E na boquinha da noite
O Aracati é açoite
Que chega com o luar.

FACES DO CORDEL

Foto desta colunista

Dona de si bem segura
A mulher segue o cordel,
E faz bonito papel,
Respeita a literatura.
Preconceito não atura,
Entra na roda com gosto
Assume de vez seu posto!
Demonstra capacidade
E com criatividade
Ao cordel dá novo rosto.

Eu hoje sem embaraço,
Com muita dedicação,
Trago minha tradição,
E vou mostrando meu traço.
Aqui no Ciberespaço,
Digitando cada linha,
Meu verso não desalinha!
Pois sou mulher de vanguarda,
Que a nova mídia resguarda,
E ao progresso DA LINHA.

Cordel é reconhecido
É bem imaterial
Com certeza cultural
No Brasil é bem regido
Na escola faz sentido
Agora ser adotado
Em sala de aula aplicado
Vai firmar a nossa arte
Eu já faço a minha parte
E tenho me dedicado.

Já é hora de aprender
Que o cordel não é simplório
Impõe-se em cada auditório
Na peleja do saber
Para melhor entender
A literatura em verso
Desvende esse universo
Aprenda o regulamento
Pois só o conhecimento
Protege-nos do adverso.

JOAMES X DALINHA

“Somos animais políticos”,
Disse um grande pensador;
Mas a política do ódio
Gera conflito e terror;
A verdadeira política
Prega a justiça e o amor!

Joaquim Mendes – Joames

E tudo que eu não queria
Hoje vejo acontecer
A confusão entre amigos
Amizade perecer
Diante dessa disputa
Muitos mudam de conduta
Nem chego a reconhecer.

Dalinha Catunda

Pois está acontecendo
Minha querida Dalinha,
Há conflito em toda parte,
Confusão onde não tinha,
E não é só em Brasília,
Atinge a toda família,
Inclusive até a minha!

Joaquim Mendes – Joames

Amigo, vou lhe dizer:
Não adianta brigar,
Pelo sujo e o mal lavado
Discutir e se intrigar.
O que acontece de fato,
É que o povo paga o pato,
Inda quer mico pagar.

Dalinha Catunda

VERSOS DE VAQUEJADA

Conheço cabra valente
Conheço frouxo também
O frouxo eu logo dispenso
O valente me convém
Se souber cuidar de gado
E se for do meu agrado
Lugar na fazenda tem.

Peão que pega no laço
E o boi não sabe laçar
É peão feito nas coxas
Não serve pra campear
Pras bandas do meu sertão
Vaqueiro tem precisão
O alvo não pode errar.

Quando o vaqueiro desponta
Bem cedo naquela estrada
Seu aboio puxa o gado
E me deixa arrebatada
Para ver cena tão bela
Me debruço na janela
Até sumir a boiada.

Peão quando é corajoso
Digo sem medo de errar
Nunca desiste do boi
Com ele sabe lidar
Valente enfrenta a caatinga
Se benze depois da pinga
E começa a aboiar.

Quando escuto um aboio
Só me lembro do sertão
Dos tempos das vaquejadas
Das festas de apartação
Distante do meu lugar
Vivo sempre a recordar
Costumes do meu torrão.

O POVO É O PATRÃO!

Quem pensa que o povo é bobo
Está perdendo dinheiro
Já não cai mais na falácia
De politico embusteiro
Nosso povo hoje é sabido
Sabe bem quem é bandido
Sabe quem é quadrilheiro.

Gostei no primeiro turno
Da limpeza efetuada
Quem se meteu em lambança
Teve a sua derrocada
O povo se dinamiza
Engana até a pesquisa
Passa a perna na cambada.

O povo tem a certeza
Que está na sua mão
O dedo que tecla a urna
Que decide uma eleição
Entra e sai pelo ouvido
A companha sem sentido
Vale é sua opinião.

Políticos descarados
Assaltaram a nação
Saquearam o país
E o povo na precisão
O que eu digo é garantido:
É o nosso povo unido
Dos políticos, patrão.

A votar em A ou B,
Não aconselho ninguém.
Na ficha dos candidatos
A vida pregressa vem
Veja o passado e o presente
Dê seu voto consciente
Tecle no que mais convém.

MESTRES, MEUS SENTIMENTOS!

Faço minha louvação
Nesse dia ao professor,
Que na mão de agressor
Padece a dor da agressão.
É chutado é atacado,
E seu único pecado,
É repassar instrução.

Educação vem de casa
E não cabe ao professor.
Com licença e obrigado,
E a palavra, por favor,
Não vejo em circulação
Porque falta educação
O aluno só faz terror.

Os direitos das crianças,
Falta de pulso dos pais,
Degradação da família
São sintomas, são sinais,
Que levam os professores
A lidar com infratores
Muitos deles marginais.

Eu até tentei louvar,
Mas não saiu louvação.
Aos mestres, meus sentimentos!
A todos peço perdão!
Desculpem pelos descasos
Destes governantes rasos
Que não honram a nação.

SÃO TANTOS “COISOS”…

Não vou sair pra coisar
No dia dessa eleição
Pois é tanto “coiso” ruim
Que cheguei à conclusão
Que na hora de “coisar”
Para errado não votar
Vou mesmo de anulação.

Se tem um “coiso” com arma,
Tem um “coiso” cangaceiro,
Temos o “coiso” laranja,
No lugar do prisioneiro.
Temos a coisa também,
Sem tino pra ir além
É só “coiso” o tempo inteiro!

GLOSAS

Mote da colunista:

O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

Já é tempo de eleição
E eu assisto no jornal
O programa eleitoral
Candidato e falação
É uma esculhambação
Ocupando o picadeiro
Nunca vi maior salseiro
Entre o sujo e o mal lavado
O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

Ficha suja não podia
Concorrer em eleição
Gritaram seu nome em vão
Porém o povo sabia
Que o tal partido iludia
O eleitor companheiro
Nunca se viu prisioneiro
Em urna sendo indicado
O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

Uma faca apareceu
No meio da multidão
Não sei de quem foi a mão
Que aquela mão má ergueu
E o vitimado cresceu
Comovendo o povo inteiro
Chegando a ser o primeiro
Mesmo sem ser preparado
O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

Vi arrotando arrogância
E sendo contraditório
Em seu interrogatório
Usava de discrepância
Pela sua ignorância
Pelo seu jeito coiceiro
Não é mesmo um cirandeiro
É jumento batizado
O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

A mulher bate nos peitos
E clama por igualdade
Mas some na realidade
E só volta em novos preitos
Falando em nossos direitos
Esnobando ex-companheiro
Escondida no palheiro
Não vem para o nosso lado
O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

Contudo ao que me parece
Embora eu goste da vice
São Paulo é só mesmice
E acusação aparece
Tem gente fazendo prece
E despachando em terreiro
Pois dinheiro aventureiro
Em caixa dois foi citado
O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

Eu não caprichei na glosa
E nem quis explicitar
Pois nem sei em quem votar
A disputa é desditosa
Sem pátria vitoriosa
Nada é alvissareiro
Estamos sem paradeiro
No mote dou meu recado:
O Brasil está lascado
Coitado do brasileiro.

LOBO EM PELE DE CORDEIRO

Tem coisa que eu não me engano
Pois consegui comprovar
Eu vi o tempo passar
Dia e noite ano a ano
E assisti o ser humano
Representando um roteiro
Ao se despir por inteiro
Não era santo e nem bobo
No fundo era um feroz lobo
Que se vestiu de cordeiro.

A MINHA REVOLTA!

Te desconjuro Brasil
Ô terra escrota e sem lei
É terra de povo frouxo
Que não defende sua grei
Somos um povo ofendido
Vivendo em mãos de bandido
É isso tudo que eu sei.

Pagamos altos impostos
Mas não temos garantia
Educação não se tem
Vivemos em anarquia
Se vamos buscar saúde
Encontramos ataúde
É balela a moradia.

Criança e mulher morrendo
Pelas mãos de assassinos
As leis não nos favorecem
Por isso batem os sinos
Os filhos matam os pais
Ninguém aguenta mais
Assistir os desatinos.

Aqui no Rio de Janeiro
Jogaram pedra na cruz
Pra você ser atendida
Tem que amar outro Jesus
Foi mancada a esparrela
De votar para Crivella,
É bem pior que eu supus.

Transporte é uma vergonha
Emprego está faltando
O povo esta desarmado
E a bandidagem mandando
Desarmar população
Sem lhe ofertar condição
É a lei, do povo mangando.

Ateiam fogo em ônibus,
Toda hora é tiroteio
Quem não tem corpo fechado
Acho bom sair do meio
Com toda sinceridade
A governabilidade
Pra essa terra não veio.

Onde é que já se viu
A todos vou perguntar
A cambada de políticos
Hoje a se candidatar
Tentando ser presidente
Com passado deprimente
Querendo nos governar.

E quantos “presos políticos”
Temos nessa nação?
Temos Eduardo Cunha,
Sergio Cabral na prisão
Embora o povo não engula
Temos também o Lula
Envergonhando a nação.

Como vamos nomear
Ao falar em candidato,
De rato, de Homofóbico,
De réu, de investigado,
Presidiário ou ladrão,
Que saqueando a nação
Nos deixa esse legado.

Herança de Lula e Dilma
Projeto de presidente
Fosse à chapa já cassada
Pra coisa ser diferente
Sem pulso pra governar
Acabou de afundar
A pátria de Nossa gente.

A polícia é perseguida
Nesse caso, a federal,
Sem crédito infelizmente
O supremo tribunal
A pátria está perdida
E não vejo uma saída
O túnel não tem final…

Não venham me pedir voto
Nem também opinião
Que eu mando ir pro caralho
Sem ter vergonha da ação
Pois chega de putaria
Se o povo se cumplicia
Eu não faço o mesmo não!

UMA GLOSA

Mote:

Neste Brasil de “caboco”,
De Mãe Preta e Pai João.

O que vejo atualmente
Nessa minha terra amada
É que ela foi assaltada
No passado e no presente
Não posso viver contente
Em meio a tanto ladrão
Que saqueando a nação
Deixa todos no sufoco:
Neste Brasil de “caboco”,
De Mãe Preta e Pai João.

DITADURA DA BELEZA

Eu sei que chega a idade
Mas não nos tira o juízo
Não quero ter prejuízo
Nem em nome da vaidade
Cometer barbaridade
Meu corpo violentar
E só para aparentar
Uma falsa juventude
Acabar num ataúde
Eu não posso imaginar.

A mulher acha defeito
Em tudo quanto é lugar
Cintura quer afinar
Pro corpo ficar perfeito
Põe silicone no peito
Acha pouco e se aprofunda
Manda reformar a bunda
Fazendo preenchimento
Mas chega um dado momento
Que para na cova funda.

Tem mulheres que o rosto
Parece caricatura
Deformam a criatura
Que olhando só dá desgosto
Porém falo a contragosto
Dessa loucura total
Suponho não ser normal
Pois em tudo tem a mão
Do chamado charlatão
Não de um profissional.

Quanto choro derramado
E quantas vidas perdidas
Operações descabidas
Quanta falta de cuidado
Propaganda no mercado
Onde a beleza reluz
Mas que nem sempre traduz
O melhor para a mulher
Que procurando o que quer
Acaba achando uma cruz.

ROUPA DE BONECA

Foto da colunista

Hoje sentei frente a maquina
E resolvi costurar
Pra vestir uma boneca
Que eu acabei de ganhar
Ela aqui chegou despida
Mas já está bem vestida
Em estilo popular.

Tem corpo de manequim
Essa boneca elegante
Pra ela cosi calcinha
Na cabeça pus turbante
E pra ficar mais bonita
Fiz um vestido de chita
Ficou bem interessante.

Assim trouxe meu passado
Para brincar no presente
Lembrei bonecas de pano
Que me deixavam contente
Roupinhas fazia à mão
Recordo com emoção
Os tempos de antigamente.

Por isso mesmo vesti
Com vestido de São João
Para homenagear
As festas do meu sertão
Pra lembrar as brincadeiras
Na cidade de Ipueiras
O meu saudoso rincão.

MULHER, DIFUSÃO E CORDEL

Antigamente a mulher
Apenas lia cordel.
Depois passou a ser musa
Nos versos do menestrel.
Querendo contar história
Tirou versos da memória,
E passou para o papel.

Fim de tarde na calçada
Nos mais diversos rincões,
As tias, avós e mães,
Difundiam tradições .
Naquele entretenimento,
Passavam conhecimento,
Para as novas gerações.

E foi assim que aprendi
A gostar de versejar
Minha mãe é poetisa
Tia Isa, de contar
As histórias de princesa
Eu achava uma beleza
Hoje vivo a recontar.

Ser musa era muito pouco
A mulher queria mais.
Contar apenas histórias
Feria seus ideais.
Queria escrever também,
Poderia ir além,
Em tudo via sinais.

Disposta pegou a pena,
Sem ter pena de escrever,
Resgatou lá da gaveta,
O que chegou a esconder.
No presente está escrito,
Que a mulher deu o seu grito
E o que faz é com prazer.

O GALO IOIÔ

Vi um galo fanfarrão
Que fez o maior salseiro
Se achando dono da rinha
Cagou no pau do poleiro
Por isso foi condenado
Mas agora encarcerado
Protesta o arruaceiro.

Chamou os três mosqueteiros
Pra lhe tirar da prisão
Pegou outro galo amigo
Que estava de plantão
Mas vendo bater badalo
Distante cantou de galo
Quem tinha a chave na mão.

O galo velho ciscou,
E fez roda e fez titica
Um dizia solta o galo
Já outro o galo fica
O galo ia e voltava
E desse jeito ficava
Igual a couro de pica.

BRASIL CABARÉ DE QUINTA

Esse cabaré de quinta
Que o povo chama Brasil
É uma nação sem rumo
De ladrão virou covil
O q’um dia foi justiça
Hoje já virou “mundiça”
A se envolver em ardil.

À deriva o nosso povo
Navega na insegurança
O que é certo ou errado
Já não traz mais na lembrança
A classe politiqueira
E a justiça brasileira
Só sabem fazer lambança.

Uma luz no fim do túnel
Eu não consigo enxergar
Do jeito que a coisa anda
A nação vai afundar
Porque em cada partido
Só vejo mesmo bandido
Fica difícil votar.

LUA ALCOVITEIRA

Foto da colunista

A lua apontou no céu
O céu encheu-se de brilho
Do brilho nasceu meu verso
Do verso fiz estribilho.

Do verso fiz estribilho
Para cantar ao luar
A lua me enfeitiçava
Luzia pra me encantar.

Luzia pra me encantar
Do seu modo flamejante
Acendendo meu desejo
No beijo da boca amante.

No beijo da boca amante
Viu a lua alcoviteira
Em braços tão envolventes
Uma mulher ser inteira.

DOIS VERSOS

Quem foi que mexeu contigo
Minha querida parceira?
Certamente fez besteira
E assim carece o castigo.
Ouça bem o que te digo:
Quem muito fala e não pensa
Não merece recompensa
Nem a metáfora mais pobre.
Por isso, jamais se dobre
A quem nutre desavença!

José Walter Pires

Amigo o que me aborrece
É a carência de tutano
Desdourando o ser humano
Que de burrice padece
Confesso que faço prece
Rogo a Deus em oração
Pra não perder a razão
Diante de disparate
É que a burrice me abate
Me deixa até sem tesão.

Dalinha Catunda

SONETILHO DE AMOR

Fotos da colunista

Às vezes sou lua
Que nua vagueia
A todos enleia
Porém sou só sua.

Ás vezes sou sol
Trazendo calor
Derreto de amor
Em nosso lençol.

Às vezes sou brisa
Que ofega em seu rosto,
Ladina lhe alisa.

E sempre sou nós
Depois do sol posto
Juntinhos e a sós…

UMA GLOSA

Sofra com sua desgraça,
E aguente minha alegria.

Mote desta colunista

Meu sorriso lhe incomoda
Minha atitude também
Não sou mulher de desdém
Mas não vou sair da roda
Cara feia não me poda
Nem de noite, nem de dia,
Nem venha com zombaria
Que não vou perder a graça
Sofra com sua desgraça,
E aguente minha alegria.


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