12 abril 2018 DEU NO JORNAL

SUPERNOVA

Sonia Zaghetto

Uma supernova brilhou nos céus do Brasil. Mal sabia que a explosão que a tornou visível já lhe anunciava o fim. A eleição de Lula para a Presidência da República é o marco inicial de sua queda.

Eleito, carregava consigo a esperança de muitos. Gente simples, que acreditava na lenda do trabalhador inculto que venceu as elites. Gente sonhadora, que o louvava como pai dos pobres, D. Sebastião revivido, campeão da ética, herói que venceria a fome e encantaria o mundo. Nas redações, sindicatos e universidades intoxicados de idolatria infante, era bicho raro, ave exótica que nunca estudara mas cuja sapiência era louvada. Uma lenda que ainda hoje alimenta o imaginário da cada vez mais esquálida academia brasileira e de um jornalismo torcedor e tacanho.

Mas o poder tem lá suas seduções e armadilhas. Uma delas é revelar a verdadeira natureza dos homens. Lula aliou-se aos antigos inimigos, fez tudo o que antes dizia condenar, arrumou justificativas para cada ato indigno. O Fome Zero jamais saiu do papel.

Veio o mensalão. Havia algo de podre no reino das vestais impolutas. O esquema subterrâneo de Dirceu começava a ser conhecido. Ponta de iceberg, mas suficiente para acender o alerta. Uma parte dos antigos aliados debandou. Foram-se o Bicudo, a Heloísa, o Cristovam.

Arrumou substitutos. Agora lambuzava-se com Sarney, Collor, Renan e Jucá. Bebiam na mesma taça de torpezas. Champanhes, jatinhos, adegas e ternos caros eram sua vida, mas ele ainda se apresentava como operário. A aura de herói injustiçado o mantinha enfeitiçando universitários, artistas e outros devotos. Comprou uma bela máquina que moía reputações, apostou em um país dividido, criou frases que nutriram ódios e incendiaram a imaginação pré-adolescente de alguns. E os doutores, que valorizavam os títulos e diziam honrar os livros e a ciência, nem se deram conta de que ele consolidava na alma brasileira a preguiça e o desprezo pelo intelecto.

Apresentou sua sucessora. Era medíocre e arrogante, mas estava embriagada pela possibilidade de voar alto. Criou-se para ela também uma imagem falsa, de eficiência, valentia e honestidade. A realidade se impôs, cruel como sempre, em atos e discursos. Pobre mulher, rainha do auto-engano, imperatriz de um reino imaginário.

No meio do caminho havia a Lava Jato. Caíram o Delcídio, o Palocci, o Dirceu, o Vaccari, o João Paulo, o Mercadante. Martha foi embora. Odebrecht desnudou o apocalipse. E, nas noites, sussurrava-se sobre um cadáver insepulto, o de Celso Daniel. Um fantasma, como o pai de Hamlet, clamando por justiça.

Pedalinhos e pedaladas. Triplex e impeachment. O sonho de poder se desfez entre miudezas, como um sítio que ele poderia ter comprado. Sequer pagou pelos armários da cozinha – o que diz muito sobre sua pequenez.

Soterrado por denúncias, encolheu a cada escândalo, denúncia e depoimento.

Da altivez arrogante de outrora, Lula tornou-se uma figura trágica. Revelou-se de forma plena. Era agora bem visível a extensão de sua indigência moral. Comparou-se a serpentes venenosas, exagerou-se como a alma mais honesta do Brasil. Suas negativas soavam patéticas e a insistência em dizer que nada sabia o transformaram em figura folclórica e ridicularizada.

Marisa morreu. A companheira foi velada em um comício-bravata e tornada responsável por recibos, contratos e negociações. Mais um cadáver a arrastar correntes pesadas com marcas de lodo e horror.

Palocci falou, com voz arrastada: havia um pacto de sangue. Ainda assim, nada parecia abalar a devoção de alguns de seus súditos: encharcados de teorias da conspiração, agarrados à túnica do ídolo, levaram-no a liderar a corrida presidencial. A alguns pouco importava se Lula comandou o maior esquema de corrupção da história brasileira.Às favas o saque aos cofres públicos. Que importa se a Pátria sangra?

Condenada, carregada de processos, com os bens bloqueados, a antiga estrela promoveu uma caravana. Gabava-se da força, da disposição, debochava dos adversários e açulava seus defensores contra os que considerava adversários. Seus advogados protelavam o cumprimento da pena. Recebeu ovos, pedras e tiros no ônibus. Reclamou do ódio que semeou, cultivou e agora colhe.

Veio o julgamento no Olimpo brasileiro. Minerva decidiu o jogo de poder, enquanto as demais divindades guerreavam entre si. Encerrados em suas torres de marfim, alguns deuses não viram a exaustão de um povo. Venceram os que farejaram o perigo de consolidar a sensação de que, no Brasil, os poderosos compram impunidade.

Por fim, a ordem de prisão. Sergio Moro concedeu ao ex-presidente benefícios devidos à dignidade do cargo presidencial: nada de algemas, cela especial. Uma ironia final, destinada a contrastar com a indignidade dos atos de quem ocupava o cargo.

Lula terá o tempo de vida que lhe resta para descobrir que livros são úteis, sim. Faltou-lhe ler os filósofos, os pais de outras nações e os grandes mestres da retórica e do Direito. Se houvesse conhecido o velho Aristóteles, descobriria que pathos (as paixões) precisam de ethos (o caráter do orador) e de logos (o conhecimento) para que ocorra a persuasão que captura em definitivo a alma da audiência. As biografias o ensinariam que mesmo o grande Cícero, que mesmerizava multidões, terminou com um alfinete de cabelo espetado na língua. Coisas da política.

Era uma vez uma estrela que brilhou nos céus do Brasil. Mal sabia que era uma supernova.

12 abril 2018 DEU NO JORNAL

A HISTÓRIA DE UMA ILUSÃO

Miguel Lucena

O ser humano se ilude para ter esperança. Na maioria das vezes, sobrevém a desilusão, o desencanto, a depressão. Na política, as consequências e os efeitos são desastrosos. Milhões ficam submetidos a meia-dúzia por décadas, apegando-se a uma fantasia, até que sejam consumidos pela tirania.

Na União Soviética, os bolcheviques decidiram que o povo não tinha discernimento para guiar seu próprio destino e resolveram fazer o que achavam certo para a vida de milhões. Quando as coisas deram errado, passaram a tomar a terra e a colheita, matando de fome, aos montes, homens, mulheres e crianças, todos enterrados em valas comuns.

Mesmo morrendo, as pessoas imploravam para que alguém avisasse a Stálin sobre o que estava acontecendo, porque ele, certamente, não sabia de nada.

O fenômeno se repetiu na China, no Camboja, no Vietnã, na Romênia, Alemanha Oriental e demais países da Cortina de Ferro, sem contar Albânia e Cuba.

Quando se dão conta e não veem saída, as pessoas começam a exercer a ética da insinceridade, a fingir que aceitam tudo, mas aí já o fazem por conveniência ou medo.

No Brasil, um segmento político-ideológico finge que a tragédia que se abateu sobre sua liderança não passa de uma perseguição injusta de forças dominantes, como se eles não tivessem dominado tudo durante anos. Cinco ex-presidentes latino-americanos foram presos em decorrência de envolvimento com esquemas corruptos da Odebrecht, mas somente o brasileiro é o perseguido.

Para nublar a desmoralização de uma prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, parlamentares do partido passam a adotar o nome do preso, acrescentando Lula ao nome. Fazem como a música de Tiririca, ele é tudo isso, mas é meu amigo.

Espalham a ilusão de um herói injustiçado, para evitar que todos o vejam como um Macunaíma, e fingirão sofrimento para tirar proveito da fama que ainda lhe resta.

11 abril 2018 DEU NO JORNAL

FALA, GENTE BOA!

POSOU DE VALENTE, MAS SE ENTREGOU FEITO UM CORDEIRINHO

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O PETISMO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS CONTRA OS JORNALISTAS DE VERDADE

11 abril 2018 DEU NO JORNAL

TERRORISTAS VERMÊIOS-ISTRELADOS CONTINUAM ATACANDO PESSOAS INDEFESAS

O ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho do PT, e o seu filho foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo pela agressão a um homem que manifestava contra o ex-presidente Lula em frente ao Instituto Lula, na última quinta (5).

Os dois prestaram depoimento nesta segunda (9) e indiciados por lesão corporal dolosa, ou seja, quando há intenção de agressão a outra pessoa.

As investigações continuam na 17º delegacia de polícia, em São Paulo.

O homem – que foi empurrado e bateu a cabeça no para-choque de um caminhão – sofreu traumatismo craniano e segue internado.

O empresário Carlos Alberto Bettoni já passou por uma cirurgia e passou por exame de corpo de delito nesta terça (10).

No fim de semana, o agressor Maninho “lamentou” o ocorrido, mas só por conta da indignação das pessoa contra o crime que cometeu: “Por conta das vinculações que têm sido feitas pelas mídias, onde está sendo reproduzida somente uma parte da situação, a família tem sofrido hostilização e retaliação por parte da população”, disse, por meio de uma nota.

* * *

Esta nota assinada pelo criminoso petralha é o cúmulo do cinismo e da cara-de-pau.

Cabra safado!

Tô aqui pensando num xingamento pra este fela-da-puta deste vermêio-istrelado chamado Maninho do PT, segurança nazi-fascista do Instituto Lula e do Senador Lindbergh Ditatorial Faria.

Mas não encontro um adjetivo bem lá no fundo do esgoto que sirva pra qualificar o sujeito.

Pra qualificar ele e o filho dele, a dupla de terroristas que agrediu covardemente um cidadão indefeso.

Aliás, terrorismo é a marca registrada dos milibostas e das organizações criminosas que defendem Lula e o PT, comandadas por bandidos covardes como Stédile e Boulos.

Faço minhas as palavras de Ricardo Boechat no vídeo abaixo:

10 abril 2018 DEU NO JORNAL

A MISSA NEGRA VIROU VELÓRIO

10 abril 2018 DEU NO JORNAL

ESSA PROFISSÃO DE DOTÔ É HILÁRIA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado a leitura para passar os seus primeiros dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.

A informação é de Cristiano Zanin, advogado do petista, que esteve com o ex-presidente na tarde desta segunda-feira (9).

* * *

Eu chega se mijei-me todinho de tanto se rir-se com esta informação do Dr. Zanin.

Lula está lendo!!!!!!!!!

Essa profissão de dotô advogado de corrupto é arretada.

Sobretudo depois que apareceu a Lava Jato.

A gente escuta cada uma que é de lascar.

É cada tolôte oral jurídico-bananífero capaz de arrombar a tabaca de Xolinha.

O mote invariável é sempre “Meu cliente é inocente” – de cara, a priori, de imediato, sem pestanejar, na bucha -, repetido à exaustão nos noticiários da Globo.

Num sei qual o disparate/mentira que é maior:

Garantir que Lula é inocente ou informar que ele está lendo. 

Há anos Lula declarou que “Até pra ler eu sou preguiçoso“.

Até pra ler!!!

Imaginem a preguiça com o resto. A preguiça pra trabalhar e dar duro.

É capaz até de torar o dedo de propósito pra fugir da labuta e ainda ganhar aposentadoria por invalidez.

10 abril 2018 DEU NO JORNAL

O BRASIL NÃO SE COMOVEU COM A PRISÃO DO LULA

Jorge Oliveira

Depois de renunciar em agosto de 1961, movido por forças ocultas, o ex-presidente Jânio Quadros, voltou para São Paulo e sobrevoou a cidade demoradamente até o avião descer no aeroporto. No saguão estava a esperá-lo o governador Carvalho Pinto (1959/1963) e mais alguns gatos pingados. Frustrado, Jânio perguntou, surpreso:

– Governador, onde está o povo?

– Que povo, presidente, está de porre? – respondeu o governador diante da irritação de Jânio.

O ex-presidente, “que se deu um golpe”, esperava voltar a presidência nos braços do povo depois de deixar o poder. O diálogo é lembrado pelo jornalista Mauro Ribeiro, autor do livro “Diário de um confinado”, que conta a história do retiro de Jânio Quadros em Corumbá, em 1968, por ordem dos militares, que ele cobriu para a Tribuna da Imprensa.

Esse episódio guarda semelhança com o que aconteceu no último fim de semana, quando o ex-presidente Lula desobedeceu a ordem de prisão do juiz Sérgio Moro e ficou confinado durante 26 horas no prédio do sindicato esperando que o povo aparecesse nas ruas para protestar contra a sua prisão. O que se viu, na verdade, foi a repetição da cena de Jânio. Lá, na porta no Sindicato dos Metalúrgicos, a plateia vermelha era tão manjada de outros carnavais que muitos foram cumprimentados com beijinhos do alto do palanque pelos personagens da ribalta.

Inconformado com a ausência do povo, Lula ainda tentou inflamar seus figurantes vermelhos horas antes da prisão: entrou e saiu do carro para mostrar as televisões que a multidão o impedia de deixar o prédio para acompanhar os agentes da Polícia Federal. No resto do país, os recrutas do Exército Vermelho do Stédeli ainda tentaram uma solidariedade ao ex-presidente à maneira antiga fechando as rodovias com pneus em chama. É uma forma tão velha de protestar que os policiais desinterditam os locais em pouco tempo com pá mecânica. O PT envelheceu nos métodos de fazer protestos. E o seu líder foi esquecido pelo povo, que no domingo, aqui no Rio, encheu às ruas para acompanhar o Botafogo ser campeão.

Os brasileiros não deram muita bola para o circo armado na porta do sindicato. Prova disso é que a Cinelândia e Copacabana, locais simbólicos de manifestações políticas, no Rio, estavam vazios. Em São Paulo, a Avenida Paulista também fechou os olhos para as firulas petistas, enquanto os carros da Polícia Federal desfilavam pelas ruas da cidade conduzindo Lula para cumprir pena em Curitiba. Se Lula queria comoção dos brasileiros, frustrou-se. Contentou-se mesmo com a proteção de antigos companheiros de sindicato e os figurantes do Boulos que deixaram o local horas depois da prisão do líder. Nem mesmo dois expoentes petistas apareceram por lá: Jacques Wagner e o governador petista do Ceará, Camilo Santana. Nenhum outro político de expressão esteve ao lado de Lula.

Acostumado a entourage que o cerca, Lula agora está sozinho, isolado, fechado entre quatro paredes. Os oito seguranças, os carros de apoio, o cartão corporativo ilimitado e outras mordomias a que tem direito como ex-presidente, por enquanto, ficam congelados. Para se ter uma ideia, Lula já gastou 7 milhões de reais do contribuinte desde que deixou o governo. A Dilma, outra privilegiada, só em 2017 torrou R$ 1 milhão e 400 mil reais em passagens para ela e assessores. A soma de despesas dos ex-presidentes, de 1999 para cá, já chega a R$ 36 milhões.

A exemplo de Jânio, Lula também perde a cabeça quando bebe e é capaz de qualquer ato intempestivo. Antes do discurso na porta do prédio do sindicato estava agarrado a uma garrafinha que resistiu largar, contrariando alguns assessores que insistiam em impedir que ele bebesse mais alguns goles antes de se apresentar aos militantes. Portanto, deve-se relevar as agressões dele a Justiça, a mídia, aos procuradores e o incentivo a invasão e a bandalheira que propôs no seu pronunciamento. O Lula sóbrio não é afeito a insultos nem tampouco de instigar atos de violência.

Lula desobedeceu a ordem judicial porque precisava fazer campanha política. Vitimizou-se para se mostrar perseguido e inocente das acusações. E ao se atrasar para se entregar estava consciente de que o seu ato criaria um certo suspense. Indiscutivelmente, a sua reação gerou uma das mais maiores audiências de TV no país. Ora, em um ano eleitoral, Lula soube tirar proveito de uma situação adversa para consolidar seus votos nas camadas mais populares contando a sua história de vida e fazendo um discurso populista para os mais humildes.

Esses mitos populistas, a história registra, não morrem politicamente, pois crava no inconsciente do povão que só ele, somente ele, é o messias salvador. E a bebida, ao contrário do que se pensa, é um instrumento de aproximação com o povão. Então, não se engane, a imagem que mostra o Lula resistindo em largar a garrafinha é também, para ele, um instrumento de campanha.

Então, só para lembrar: mesmo depois de renunciar a presidência da república, depois de um porre, Jânio ainda foi o que quis na política brasileira. Lula, portanto, ainda tem um grande caminho pela frente. E a sua prisão, não se engane, ele vai saber tirar proveito dela lá na frente.

O povão é carente de líder, infelizmente.

10 abril 2018 DEU NO JORNAL

CACHORRADA EM FÚRIA

* * *

A manchete aí de cima é bem específica: ex-presidentes.

Somente ex. E tudo daqui da América Latrina.

Ainda bem que Banânia é uma exceção.

Temos um ex-presidente que é mais honesto do que Jesus Cristo!

E que nunca praticou um único ato de corrupção.

Vou repetir as palavras do colunista Goiano em comentário feito numa postagem aqui no JBF: 

“Votaremos em peso exclusivamente em candidatos do PT. Se Lula for candidato, o elegeremos. Se não for, votaremos em quem, ou no quê, ele indicar. Se ele mandar votar em cachorro, elegeremos cachorro.”

Esta expressão votar “no quê“, certamente inclui qualquer coisa ou objeto: até mesmo um poste, como já aconteceu.

Quanto à ameaça de um cachorro ser forçado a se candidatar pelo PT, a Associação dos Caninos de Banânia enviou aqui pra esta gazeta escrota uma nota furiosa e cheia de latidos, rebatendo com veemência esta hipótese.

Somos cachorros substantivos. Não somos cachorros adjetivos. Temos vergonha no fucinho“, diz um trecho da nota.

9 abril 2018 DEU NO JORNAL

MISSA NEGRA VIROU VELÓRIO

9 abril 2018 DEU NO JORNAL

CANDIDATO A ENRABAÇÃO

* * *

Esta é a manchete de hoje do jornal Folha de S.Paulo.

Quero esclarecer aos leitores fubânicos que “Planalto” é o nome de uma cela onde os recém chegados à cadeia em Curitiba são enrabados pelos demais presos.

De modo que o prisioneiro Lapa de Corrupto é candidato a levar pajaraca no olho do furico.

9 abril 2018 DEU NO JORNAL

NÃO FOI MISSA: FOI COMÍCIO. NÃO TEVE ALTAR: TEVE PALANQUE

O cardeal dom Odilo Pedro Scherer criticou o uso político no ato religioso em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia, realizado no sábado (7), em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo.

Nas redes sociais, o arcebispo de São Paulo lamentou a “instrumentalização política” da cerimônia, convocada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato, antes de se entregar à Polícia Federal.

No Facebook, a assessoria de imprensa da Arquidiocese de São Paulo ressaltou que nem a instituição nem a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tiveram participação no ato. Além disso, a nota informou que a cerimônia aconteceu fora da jurisdição e responsabilidade do arcebispo da capital.

A assessoria esclareceu ainda que a cerimônia não foi uma missa, mas um “ato ecumênico”. Na sexta-feira (6), o evento foi anunciado como uma missa em homenagem à ex-primeira-dama, que completaria 68 anos neste fim de semana.

O ato religioso, celebrado por Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, durou cerca de uma hora e acabou se tornando um comício. A Arquidiciocese de São Paulo informou neste domingo, 8, que se tratava de uma “iniciativa pessoal de quem promoveu o ato”.

* * *

Parece que os religiosos da igreja romana estão abrindo os olhos e começando a enxergar a realidade.

Uma coisa que nós não veremos nunca aqui no JBF, por conta dos comentários do lulista Ceguinho Teimoso.

Uma pena…

Frei Betto e Frei Boff também não irão nunca abrir a cabeça, raciocinar, pensar feito gente decente e alcançar o bom senso do seu superior purpurado que comanda a arquidiocese de São Paulo.

8 abril 2018 DEU NO JORNAL

VIVA A DEMOCRACIA!

Marcelo Tas

Hoje é um dia triste. Sem lado certo ou errado.

Cheguei a SP em 1978, ano desta foto em branco e preto que está logo a seguir, das greves históricas do ABC paulista.

Um filme de 40 anos se passa diante dos meus olhos. Não estou comemorando, nem indignado. Estou apenas triste de constatar que hoje, dia 7 de Abril de 2018, Dia do Jornalista, Lula culpou a imprensa pela condenação dele na Lava Jato.

Jornalistas foram agredidos e veículos de imprensa vandalizados. ‪

É uma injustiça porque Lula deve em grande parte à liberdade de imprensa e aos jornalistas o fato dele ter se tornado quem é: uma figura de importância indiscutível na história do Brasil.

Um símbolo de esperança na nova política. A falha trágica de Lula é ter chegado e permanecido no poder através de alianças com algumas das figuras mais arcaicas e nefastas da política brasileira: Michel Temer, José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Edison Lobão… a lista é infindável.

Lula quer mas não é o nosso Mandela. É um criminoso que vai cumprir sua pena.

Que venham os próximos.

E viva o debate livre e a pluralidade de opiniões.

Parabéns a todos os colegas jornalistas pelo nosso dia.

Viva a democracia!

8 abril 2018 DEU NO JORNAL

PIORES MOMENTOS

J.R. Guzzo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante missa em homenagem ao aniversário de Marisa Letícia, que morreu em 2017 – 07/04/2018

Tudo em que Lula encosta a mão, já há muito tempo, fica estragado na hora. Neste seu momento de desgraça, quando não podia mais evitar a prisão e sua única saída era tentar manter a cabeça erguida, fez o contrário – baixou a cabeça e acabou entrando na cadeia como um homem pequeno. Teve a oportunidade plena de fazer alguma coisa mais decente. Foi ajudado pela gentileza extrema da Polícia Federal e demais autoridades encarregadas de cumprir a ordem judicial, que lhe deram todo o tempo do mundo para preparar uma apresentação às autoridades que tivesse um pouco mais de compostura. Foi tratado com uma paciência que não está à disposição de nenhum outro brasileiro. Teve o privilégio de uma “negociação” sem pé nem cabeça para se entregar, como se o cumprimento da ordem dependesse da sua concordância. Mas acabou, apenas, estragando tudo. Conseguiu tornar a sua biografia, que já está para lá de ruim, ainda pior – este capítulo da sua ida para o xadrez, condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, concorre, certamente, para ser um dos piores da sua triste passagem pela política brasileira.

O PT, a esquerda em geral e o próprio Lula imaginavam, talvez, uma despedida com mais cara de cinema, ou pelo menos de novela de televisão. O problema, como sempre acontece, é que esses planos bonitos exigem coragem para ser colocados em prática. E onde encontrar coragem, na hora de enfrentar a dureza? Nada de Salvador Allende e de sua heroica resistência até a morte, no Palácio de La Moneda em Santiago do Chile, onde enfrentou à bala a tropa do exército chileno que veio prendê-lo. Allende? Imaginem. O que o brasileiro viu pela televisão, durante as vinte e tantas horas de tumulto que se seguiram ao prazo concedido para o ex-presidente se apresentar à prisão, foi um homem confuso, vacilante, amedrontado, tentando pequenas espertezas – nada que lembrasse um líder em modo de “resistência”. Uma hora parecia querer uma coisa. Dali dez minutos estava querendo o contrário. Sua “trincheira” durante as horas que antecederam a prisão, o prédio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, não era uma trincheira de verdade. Entravam engradados de cerveja, sacos de carvão e carne para churrasco. E que trincheira é esta, que só resiste porque a tropa do outro lado não aparece? Lula, mais uma vez, ficou fingindo que queria briga – mas amarelou, como sempre, na hora em que teria mesmo de ir para o pau.

O único gesto do ex-presidente e o seu entorno foi aproveitar a moleza da polícia encarregada de prendê-lo para dar a impressão de que ele se “recusava” a ser preso. Não se recusava coisa nenhuma – só ficou entocado dentro do prédio porque a Polícia Federal não foi buscá-lo. Que valentia existe nisso? O que houve de verdade, na vida real, foi o arrasta-pé de um político assustado, sem ação e obcecado com a própria pele, escondendo-se atrás da moita para ver se a confusão passa e ele pode sair ao céu aberto. As últimas horas que Lula passou em seu esconderijo, antes de tomar o avião que enfim o levou já preso para Curitiba, deixaram claro, também, que nem ele e nem toda a estrutura do seu partido tinham a menor noção do que estavam fazendo. Não tinham um plano, A, B ou C. Não tinham uma única ideia a respeito do que fazer. Não tinham nada. Até a última hora, na verdade, não imaginavam que fosse expedida, realmente, uma ordem de prisão contra ele; não conseguiam acreditar, simplesmente, no que estava acontecendo. Lula e o PT contavam, isto sim, com os escritórios de advocacia milionários que iriam salvá-lo no STF. Contavam com um Marco Aurélio, Lewandovski ou Gilmar Mendes para dar um golpe de última hora no tapetão. Contavam com qualquer coisa – menos a ordem de prisão que acabou por levá-lo ao xadrez da Laja Jato. Na hora que a realidade teve de ser encarada, entraram em parafuso.

O final desta comédia foi uma tristeza. Durante um dia inteiro, e a maior parte do dia seguinte, um bolinho de gente ficou em volta do sindicato — era o apoio popular que foi possível juntar. Às vezes, nas imagens aéreas da televisão, parecia uma concentração mais encorpada. Mas assim que o helicóptero se afastava um pouco ficava claro que a mobilização do povo brasileiro para defender Lula era só aquele bolinho mesmo – em Mauá, por exemplo, a quinze minutos dali, não havia um único manifestante à vista. Nem em Santo André, ou São Caetano, ou no resto do Brasil. A população estava trabalhando. No carro de som, falando para si próprios, sucediam-se dinossauros velhos e novos, de Luisa Erundina a Manoela D’Ávila, gritando coisas desconexas. Ninguém, ali, tinha qualquer relação com o mundo do trabalho. Nem na plateia, formada por sindicalistas, desocupados ou professores que faltaram ao serviço, com a coragem de quem não pode ser demitido do emprego. Dentro do prédio Lula limitou-se a não resolver nada, cercado por um cardume de puxa-sacos e mediocridades. Não havia, na hora máxima, ninguém de valor, mérito ou boa reputação em torno dele – só os serviçais de sempre, gente que sabe gritar, sacudir bandeira vermelha e atrapalhar o trânsito, mas não é capaz de ter uma única ideia ou fazer uma sugestão que preste. Como o nosso grande líder de massas pode acabar cercado, numa hora dessas, por figuras como Gleisi Hoffman e Eduardo Suplicy? Muita coisa, positivamente, deu muito errado.

O heroísmo da “resistência” de Lula acabou limitado à agressão de um infeliz que despertou a ira dos “militantes” e foi surrado até acabar no hospital com traumatismo craniano. Ou à depredação no prédio da ministra Carmen Lucia em Belo Horizonte, mais pixações aqui e ali. Quanto ao próprio Lula, o que deu para verificar é que a soma total de suas ações no momento de ir para a cadeia resumiu-se a empurrar as coisas com a barriga até a hora de entregar os pontos — depois de fingir que “não estava conseguindo” se render por causa de um tumulto barato encenado pela turma que cercava o sindicato. Esperou escurecer para não ser preso à noite, no dia seguinte inventou uma espécie de missa, um discurso que não acabava mais, um almoço “com parentes” e, por fim, armou a farsa do tal bloqueio dos portões de saída por parte dos seus “apoiadores”, o que o “impediria” de se entregar. Chegou ao limite extremo da irresponsabilidade, mais uma vez – e só quando não deu para continuar fazendo a polícia de idiota, como fez durante dois dias seguidos, embarcou no camburão da PF, e depois, no avião rumo à Curitiba. No tal discurso, com frases mal copiadas de Martin Luther King, chegou a dizer que é a favor – isso mesmo, a favor – da Lava Jato, depois de passar os últimos dois anos fazendo os ataques mais enfurecidos contra a operação anti-corrupção. Agora, na hora de ir para a cadeia, diz que é contra a roubalheira, e que só está preso por causa “da imprensa” – o que, além de falso, é mais uma demonstração de que está cuspindo no prato no qual tem comido há anos. Afirmou, enfim, que estava indo para a “prisão deles”. Mentira. Não é prisão deles. É do Brasil inteiro e do sistema legal que ainda existe por aqui.

A história está cheia de políticos que crescem com a própria prisão. Não foi o caso de Lula.

8 abril 2018 DEU NO JORNAL

MELIANTES NOS ARES BANÂNICOS

Lula não teve direito a jatinho, a PF o embarcou num monomotor Gran Caravan.

Mais: é o mesmo monomotor, prefixo PR-AAC, que já transportou muitas vezes o traficante Fernandinho Beira-Mar.

Na PF, o avião é conhecido como “Aero-Beira-Mar”.

* * *

O fato de Lula ser transportado no mesmo camburão aéreo que tantas vezes transportou Fernandinho é uma medida justa e coerente.

Esta parelha merece um tratamento aéreo equivalente. 

Lula e Fernandinho são dois ilustres bandidos da nação banânica dignos de prerrogativas iguais.

O Aero Lula e o Aero Beira-Mar são dois símbolos magníficos da ladroagem da história recente deste recanto de mundo.

6 abril 2018 DEU NO JORNAL

LAMENTAÇÃO ENTRE IGUAIS

José Sarney disse “lamentar profundamente” a prisão de Lula.

Segundo ele, o petista “prestou grandes serviços ao país”, e uma eleição sem a presença do corrupto e lavador de dinheiro deixaria “em frustração grande parte do povo brasileiro”.

* * *

Um bandido velho lamentando a prisão de um bandido menos velho.

Dois tolôtes do mesmo pinico.

A solidariedade entre corruptos banânicos nunca deixa de ser exercida na hora da precisão.

6 abril 2018 DEU NO JORNAL

LULA TROCOU A VELHA POSE DE MITO PELA DE MÁRTIR

Na véspera de sua prisão, Lula adotou uma pose diferente. Trocou a estampa de mito pela de mártir. A inauguração desse figurino remodelado ocorreu na noite desta quinta-feira, horas depois da decretação da prisão de Lula.

O condenado percorreu cerca de 15 metros de devotos chorosos. Acalmou-os. Distribuiu beijos e afagos. A nova pose veio à luz defronte do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, berço político de Lula. E foi exposta na incubadora do Facebook.

A caminho de se tornar mais um político preso, Lula se autoproclama um “preso político”. Nas próximas horas, trocará todos os seus títulos – retirante, operário, sindicalista, líder partidário, presidente da República e levantador de postes – por uma única designação: vítima.

Ninguém disse ainda, talvez por pena. Mas o comportamento de Lula revela o modo de fazer política de um líder politicamente esgotado. Se a hospedagem compulsória no cárcere especial da Polícia Federal de Curitiba revela alguma é o seguinte: esse tipo de marquetagem exauriu-se.

Lula terá de se reinventar. Talvez não fique trancafiado por muito tempo. Logo, logo o enviarão para o conforto da prisão domiciliar. Mas enquanto estiver na câmara de descompressão de Curitiba, é possível que Lula receba a visita de um desconhecido: o ocaso.

No isolamento do xilindró especial, o ocaso dirá a Lula: “Atenção, você já não está no pedestal. Aqui embaixo, você acha que é uma coisa. Mas seu prontuário informa que você já virou outra coisa.”

* * *

6 abril 2018 DEU NO JORNAL

COXINHA FINGIDOR

Um dos manifestantes que protestavam contra o ex-presidente e iminente presidiário Lula em frente ao seu instituto bateu boca com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que discutiu com o grupo e chamou um deles de provocador.

Pouco depois, após a saída de Lindbergh, um tumulto se formou e o manifestante agredido pelo senador foi empurrado em direção à rua de encontro a um caminhão que passava no local.

O manifestante foi atingido na cabeça e ficou caído no chão, sangrando.

* * *

Hum…

Sei não, sei não…

Eu acho que este sujeito acertou a própria cabeça com um pedaço de pau pra botar a culpa nos pacíficos militantes petistas.

Pacíficos e que seguem a letra ao pé da lei, protestando contra uma prisão totalmente fora da lei.

Pra difamar o PT, Lula e os seus adoradores, estes reacionários golpistas inventam qualquer coisa.

Fazem até teatro no meio da rua.

5 abril 2018 DEU NO JORNAL

DECRETADA A PRISÃO DO MAIS DESTACADO CORRUPTO QUE BANÂNIA JÁ TEVE!!!

O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira (5) a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em duas instâncias da Justiça no caso do triplex em Guarujá (SP).

A pena definida pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) é de 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado.

Moro pediu para que Lula se apresente voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba.

Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão“.

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Ufa!!!

Demorou pra cacete.

Mas saiu.

Quem repudia corrupção, ladroagem e bandidos está de peito lavado.

5 abril 2018 DEU NO JORNAL

PF JÁ PREPARA CELA EXCLUSIVA PARA LULA

Depois da decisão de ontem no STF, a Polícia Federal intensificou os preparativos para receber o criminoso Lula na sua sede em Curitiba.

Já foi definido que o petista, a princípio, não ficará na custódia do prédio, área onde Antonio Palocci e Leo Pinheiro estão presos.

O plano da PF é colocar Lula em uma sala do prédio que será adaptada para recebê-lo isoladamente e dar a ele duas horas diárias para o banho de sol – diferente dos outros detentos.

Outra distinção é que, pelo menos nos primeiros meses, Lula não receberá visitas de familiares em conjunto com os outros detentos.

Hoje, quem está na PF em Curitiba vê a família todas as quartas, simultaneamente, em um mesmo espaço.

Lula não se mistura. Nem quando estiver preso.

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Eu desconfio que este isolamento do condenado petralha foi por exigência dos outros bandidos que já estão engaiolados na cadeia da Polícia Federal em Curitiba…

Eles temem se rebaixar dentro da escala criminal tendo contato com Lapa de Corrupto.

O medo do Vírus Lula é enorme entre os marginais.

“Os cumpanhero marginal tão tendo preconceito d’eu”

5 abril 2018 DEU NO JORNAL

SUGESTÃO

Entregue-se, minha anta.

Evite o vexame de ser preso pela PF e posto numa viatura.

Acabou.

5 abril 2018 DEU NO JORNAL

PER OMNIA SAECULA SAECULORUM

O habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal mobilizou muitas atenções, fazendo parecer que era o único caso que pesa contra o presidente.

Mas esta foi apenas a confirmação da primeira condenação do petista, a 12 anos e 1 mês de cadeia, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex, que recebeu a título de propina da construtora OAS.

Há ainda outros seis casos que podem render mais de um século de cadeia.

Lula é acusado de receber R$ 12,5 milhões em propinas da Odebrecht, incluindo um apartamento no prédio onde mora, em São Bernardo.

Lula e o sobrinho Taiguara são réus em caso de tráfico de influência e lavagem para favorecer a Odebrecht em negociatas em Angola.

Na operação Zelotes, que investiga a venda de medidas provisórias presidenciais, Lula é acusado de corrupção passiva.

Lula é acusado de aceitar propina na forma do sítio em Atibaia, e de tráfico de influência na compra superfaturada de 36 caças suecos.

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Sei não, sei não…

Pelo magnitude do bandido, um cabra que se comparou ao eterno Jesus Cristo, eu acho que um século de cadeia ainda é muito pouco.

O cumpanhero Sérgio Cabral pensa como este Editor.

5 abril 2018 DEU NO JORNAL

MANCHETE NO MUNDO TODO: UFA! ELE VAI CAGAR DE COCA NA CADEIA

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Ceguinho Teimoso, doutor na língua do grande poeta Charles Baudelaire, bem que poderia traduzir esta manchete e a legenda da foto pra nóis.

Manchete do prestigiado jornal francês Le Monde.

Uma dentre as dezenas de manchetes da imprensa istranjeira repercutindo que, até que enfim, Lapa de Corrupto vai mesmo obrar de coca no boi da cadeia.

5 abril 2018 DEU NO JORNAL

OS DIRECIONAMENTOS DO “TETO DOS GASTOS”

Infelizmente vejo na mídia nacional mais uma das ameaças populistas, oportunistas e irresponsáveis do ex-presidente Lula caso retorne ao comando da Nação, prometendo sepultar o teto dos gastos, pois, de acordo com suas próprias palavras – “quero gastar à vontade”.

O teto dos gastos foi criado com a finalidade de conter o crescimento das despesas primárias federais através da Emenda Constitucional 95 (PEC), aprovada no Congresso no apagar das luzes de 2016 e, a partir daí, vem provocando uma discussão interessante entre os analistas de finanças públicas. Alguns o consideram o ponto central da política fiscal e, pelas suas particularidades apresentadas, tem que ser cumprido e jamais ignorado pelo presidente da República. Existem outros que acham que é uma medida inadmissível que visa exclusivamente encolher o tamanho do Estado. Outros, com os quais de certo modo me identifico, vêm nela uma medida importante, mas dificilmente executável na forma atual, mesmo que venha a ser aprovada a reforma da Previdência.

Apesar de que o debate com relação ao tamanho do Estado é inevitável e a discussão sobre o teto dos gastos pode até evoluir, percebemos que a medida tem dois direcionamentos que devem ser tratados e analisados distintamente.

O primeiro, sem dúvida, é justamente a necessidade imprescindível de se ter um limite na expansão dos gastos federais. Para se ter uma noção, sem ele, as despesas primárias apresentaram um crescimento, em média, superior a 6% ao ano acima da inflação, em 19 anos, abrangendo os exercícios de 1997 a 2016, segundo o relatório do Centro de Cidadania Fiscal. Esse incrível crescimento ocorreu mesmo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a meta de superávit primário sendo cumprida na maioria dos anos deste período. Diante disso, fica nítido que, sem um teto realmente predefinido, torna-se bastante difícil impedir o crescimento das nossas despesas.

Na realidade sinto que não se trata de uma trajetória sem consequências. Grande parte do crescimento dos gastos no período deu-se através das denominadas “despesas rígidas”, aquelas que não conseguem recuar em algum momento posterior. Com esse ritmo acelerado observado na expansão das despesas públicas, é bem possível que este seja um dos principais responsáveis pelas elevadas taxas reais de juros verificadas nas últimas décadas.

O segundo direcionamento nada mais é que a limitação na elevação das despesas atreladas à inflação, por 20 anos; a partir do décimo ano, o presidente da República poderá rever o critério uma vez a cada mandato presidencial, enviando um projeto de lei complementar ao Congresso Nacional. Acontece que neste limite está embutida uma meta de redução do tamanho do Estado que é diretamente proporcional ao PIB (Produto interno Bruto) verificado no período.

A princípio, meu receio é que se venha a ter uma possível resistência a esse segundo direcionamento do teto dos gastos, tornando-se um protesto quanto à redução do tamanho do Estado. Talvez pelos obstáculos que impeçam o seu cumprimento, consequentemente leve o primeiro direcionamento a ser refutado, ou melhor, haja uma rejeição à necessidade de um limite à expansão dos gastos, ainda que não seja no limite atual.

Considero a discussão sobre o tamanho do Estado oportuna, principalmente neste ano em que teremos eleições presidenciais; o assunto deve ser amplamente explorado nos debates eleitorais entre diferentes visões de país. Mas, entendo, também, que essa polêmica não deve se restringir somente em se posicionar a favor ou contra o teto dos gastos.

A meu ver, os candidatos têm que ser transparentes, procurando não enganar os eleitores, explicitando a trajetória pretendida para as contas públicas em um eventual governo sob seu comando. Aqueles que defendem o atual teto dos gastos poderiam focar em quais despesas terão que ser cortadas para que o teto seja cumprido até 2026. Aqueles que são favoráveis à sua flexibilização devem indicar como farão para evitar uma arriscada explosão da dívida pública, o que fatalmente exigirá aumento dos tributos.

Uma das piores características do modelo de gestão fiscal do Brasil até a introdução do teto de gastos, é que as deliberações que envolviam as finanças públicas eram tomadas sem que se determinasse quem iria pagar a conta. Aprovava-se a criação de despesas (e a redução de impostos) com impacto de longo prazo, sem se definir como essas seriam financiadas – via redução de outras despesas ou elevação de tributos.

Na verdade, o teto dos gastos impõe escolhas, como, por exemplo: uma despesa só poderá crescer se outra igualmente for reduzida. Mas também houve limites quanto às escolhas de redução de despesas, quando a elevação de receitas é uma alternativa democraticamente válida para assegurar o equilíbrio das contas públicas.

A minha grande preocupação é que, se, por acaso, houver uma pesada oposição ao teto dos gastos, não venha a ocorrer um retrocesso que nos remeta ao passado. Torço para que o debate eleitoral sobre as finanças públicas não se transforme numa perigosa contradição, dificultando o equilíbrio das contas públicas. É ponto fundamental a premissa na definição de escolhas e que só se devem elevar as despesas se efetivamente houver uma contrapartida na sua redução, preservando dessa forma, o “famigerado” aumento de impostos.

5 abril 2018 DEU NO JORNAL

CADÊ A MULHERZADA???!!!

O voto corajoso da ministra Rosa Weber, coerente com suas decisões em casos semelhantes, fundamentado de maneira brilhante, mostrou ao País nesta quarta-feira (4) que, definitivamente, a Justiça é feminina.

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Eu tô esperando as militantes feministas comemorarem os votos de Rosa e de Cármem Lúcia.

Avante, mulherzada zisquerdista, vamos elogiar estas duas fêmeas brilhantes e corajosas!


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