A GUERRA DA LAGOSTA

O Serviço de Documentação da Marinha do Brasil lançou no Museu Naval, um livro de autoria do Comandante Cláudio da Costa Braga, intitulado “A Guerra da Lagosta.”

A guerra da Lagosta, como denominado à época por nossa pitoresca imprensa, foi um litígio diplomático comercial ocorrido entre Brasil e França, que se desenrolou entre 1961 e 1963. O episódio marcou definitivamente a história das Relações Internacionais do Brasil com a poderosa França.

Consta nos anais do patriotismo nativo, que todo pernambucano tem mania de grandeza por conta da relação de amor e cumplicidade a sua amada terrinha.
Basta retroceder no tempo, para avivar lembranças e massagear o ego dessa boa gente, com um fato inusitado digno de ser resgatado e devidamente registrado, ocorrido no inicio de 1961, A GUERRA DA LAGOSTA.

Ora!, é consabido que, tradicionalmente, Pernambuco sempre foi um estado com patriotismo exacerbado e, por conta disso, uma eterna dor de cabeça para a corte portuguesa e a holandesa. Só no campo de movimentos libertários tivemos a Conspiração dos Suassunas, a Revolução Pernambucana, a Confederação do Equador, o Quilombo dos Palmares, a Insurreição Pernambucana, etc.

Ressalte-se que, várias das citações dos movimentos libertásrios acima descritos, já foram temas esmiuçados e documentados na imperdível e formidável coluna do nobre historiador Leonardo Dantas, aqui no JBF. Consta que Pernambuco, por 75 dias, já foi um país, com Governo, Exército, Senado e até um embaixador nos Estados Unidos. Isso nos idos de 1817.

Insurreto por natureza, e nos distanciando daqueles tempos gloriosos, eis que, entre 1961/63 ocorreu um incidente contencioso diplomático entre Brasil e França, por conta da captura ilegal de lagostas, por embarcações de pesca francesas, no litoral nordestino.

O FLAGRA

Pescadores pernambucanos e uma embarcação da Marinha do Brasil, flagraram barcos de pesca franceses capturando lagosta clandestinamente na costa de Pernambuco, em águas territoriais brasileiras, sendo convidados a se retirarem. Este episódio, apesar da animosidade e um principio de semi “beligerância”, nunca foi disparado um tiro sequer, como a famosa Batalha de Itararé.

A imprensa francesa entrou na luta, questionando os nossos supostos direitos de pesca sobre o apreciado crustáceo. Os debates calorosos transcorriam, inclusive, questionando a classificação da lagosta como bem patrimonial do Brasil.

O AUGE DA CRISE

Com a crise instalada, os debates e questionamentos saíram do controle a ponto de, à época, abalarem as relações diplomáticas entre os dois países, de tal forma que ambos chegaram a mobilizar as forças armadas. Inicialmente o governo francês mobilizou uma parte do contingente naval, mantido em estado de alerta laranja (preparado para conflito), para uma área vizinha à região em conflito.

No Brasil, a reação foi de indignação ante uma afronta aos nosso direitos de soberania. Convocado pelo presidente João Goulart (1961–1964), o Conselho de Segurança Nacional, determinou o deslocamento para a região, de um contingente da Esquadra naval, com o apoio da FAB. Em terra, sob o comando do General Humberto de Alencar castelo Branco, foi mobilizado o 4° Exército, com sede aqui no Recife.

As duas nações, por pouco, não iniciaram um confronto militar. Navios franceses foram perseguidos pela frota brasileira e embarcações da nação europeia chegaram a ser apreendidas no litoral do Nordeste brasileiro.

EMBATE DIPLOMATICO
(“O Brasil não é um país sério”)

Depois da França ter determinado o deslocamento de uma força naval para área próxima à região em conflito, foi realizada nova reunião ministerial em Brasília para tratar do problema. Um dos cientistas que defendia nossa posição foi convidado a fazer uma explanação sobre os motivos da crise e o que estava sendo questionado pelos dois países, Brasil e França.

Embora a frase “le Brésil, n’est pas un pays serieux” (“O Brasil não é um país sério”), seja tradicionalmente atribuída ao presidente da França, general Charles de Gaulle, na realidade foi pronunciada pelo próprio embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza Filho, referindo-se à inabilidade com que o governo brasileiro conduzia o contencioso. À época, na imprensa francesa, suscitou-se uma polêmica curiosa: se a lagosta andava ou nadava… Caso nadasse, poder-se-ia considerar que estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território nacional brasileiro, uma vez que se admitia que o fundo do mar pertencia ao Estado Brasileiro. Esse seria um ponto-chave no final das discussões.

ARGUMENTOS

“SE LAGOSTA É PEIXE, CANGURÚ É AVE”

Arrogantemente, diplomacia francesa deixou bem claro que não reconheceria nunca a jurisdição do Estado ribeirinho sobre a plataforma continental.

Na discussão diplomática entre o Brasil e a França, a comissão brasileira foi assessorada pelo então Almirante Paulo Moreira da Silva, especialista da Marinha em Oceanografia. E nela, os especialistas da França defendiam a tese de que a lagosta era apanhada quando estava nadando, ou seja, sem contato com o assoalho submarino (considerado território brasileiro), momento em que, longe do contato com a plataforma continental, poderia ser considerado um peixe. Foi quando o Almirante Paulo Moreira tomou a palavra, argumentando que para o Brasil aceitar a tese científica francesa de que a lagosta podia ser considerada um peixe, quando dá seus “pulos”, então teria que ser aceita também a premissa do canguru ser considerado uma ave, quando também dá seus “pulos”…

No final das contas e acalmado os ânimos, a evolução das discussões favoreceu a posição do Brasil.

EVOLUÇÃO E SOLUÇÃO

A Guerra da Lagosta constituiu o último ato do espetáculo da incompreensão que caracterizou as relações entre brasileiros e franceses. De Gaulle, mesmo convidado por Jango, só veio ao país em 13 de outubro de 1964, no governo de Humberto Castelo Branco. Era a primeira vez que um chefe de Estado francês visitava o Brasil. A visita de Gaulle tinha também o objetivo político de mostrar aos países visitados que o seu destino não estava irremediavelmente ligado aos Estados Unidos.

CRISE ACABOU EM SAMBA

Pegando carona na confusão, até o cantor Moreira da Silva comprou a briga e chegou a compor “A Lagosta é Nossa”, ecoando que o “litoral não é casa de mãe Joana”.

 

DELÍRIO POLÍTICO

Imaginem, caros leitores, que antes dessa confusão toda, havia outra de proporções inimagináveis, engendrada na cabeça do nosso maluco presidente Janio Quadros.

Em 1961, Jânio, preparou um plano secreto e envolveu o governador nomeado Moura Cavalcanti do Amapá, para a invasão e consequente anexação brasileira da Guiana Francesa. A operação chegou a entrar em fase de treinamento militar, mas foi abortada pela inesperada renúncia de Quadros.

Mas ai, já é outra história.

JOGO DE BICHO ELEITORAL

Lula, mosquito, rinoceronte e macaco

Nas voltas que a vida dá, a roda da história também está sujeita a repetir lances de nuances pitorescas e bastantes caricatas.

O fato mais recente é o imbróglio do registro da candidatura do presidiário Lula, que ora encontra-se preso na carceragem da polícia federal de Curitiba, cujo desfecho, poder vir a ser tão absurdo, quanto a outrora candidatura do macaco Tião ao governo do Rio de Janeiro, e outros bichos em vários locais.

Não por coincidência, essas “animalescas” trajetórias, estão repletas de mimos, endeusamentos, estrelismo, comportamento de “celebridade” e forte apelo midiático.

Vejamos o caso de Tião, um chipanzé criado com mimo e estrela principal do Jardim Zoológico do Rio.( o nome “Tião” era uma homenagem ao padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião). Ele impressionava os visitantes por apresentar certas condutas humanas alem de andar de forma ereta.

Cresceu muito e quando teve que ficar preso como os outros animais, tornou-se um rebelde. Diziam que Tião possuía estilo e hábitos pra lá de especiais. Nos idos da década de 1980, já tinha fama de “mal-humorado”, e pelo costume de atirar excrementos e lama em visitantes, especialmente em políticos, como no caso de Marcello Alencar, e também mostrar o pênis para as moças

Na época, o prefeito da cidade, Júlio Coutinho, teve terra lançada em seu rosto pelo Macaco rebelde, e o vídeo, transmitido em rede nacional pelo Fantástico, teve a manchete “O prefeito do Rio, Júlio Coutinho, foi agredido hoje à tarde durante uma solenidade de inauguração” narrada por Sérgio Chapelin; o prefeito, ao ser indagado o motivo da agressão, respondeu à repórter Fernanda Esteves que talvez Tião não tenha gostado da reforma da jaula, que o próprio prefeito tinha ido inaugurar no zoológico.

Por conta de tamanho estrelismo, Tião ocupava um recinto nobre no zoo, especialmente construído para ele.

CANDIDATURA ANIMAL

MACACO

Tião já era uma celebridade nacional, quando em 1988, até por conta do espírito gozador do carioca, foi lançada sua candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro pela revista humorística Casseta Popular, com apoio do deputado Fernando Gabeira (PV), como forma de voto de protesto.

Com o slogan “O Candidato do Povo”, propagou-se que o candidato supostamente seria honesto e não faria promessas, de modo que já vivia preso antes mesmo que cometesse algum crime.

O resultado foi que, Tião, obteve 400 mil votos, o que o colocaria como o 3º melhor colocado, caso sua candidatura fosse validada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Tal fato colocou-o no Guinness World Records como o chimpanzé a receber mais votos no mundo.

Na época, o voto era escrito. O eleitor podia escrever o que quisesse na cédula de papel. Com o advento da urna eletrônica a partir de 1996, foi impossível fazer o prévio cadastramento de Tião no sistema.

Fez-se, inclusive, um documentário sobre Tião, lançado em 2017, abordando os bastidores da campanha política de 1988 no Rio.

MORTE – Famoso nacionalmente, vários jornais brasileiros e também o francês Le Monde registraram a notícia do falecimento de Tião, em 23 de dezembro de 1996. Foi decretado luto oficial de 3 dias no município do Rio, bem como as bandeiras da Fundação RioZoo tendo sido hasteadas a meio-mastro. Seus restos mortais foram levados para o Centro de Primatologia do Estado do Rio de Janeiro (CPRJ), que fica localizado na cidade de Guapimirim, onde seu esqueleto encontra-se preservado até os dias de hoje.

RINOCERONTE

Bem antes do advento de Tião, outra celebridade havia alcançado a fama (mimos, endeusamentos, estrelismo, comportamento de “celebridade” e forte apelo midiático) foi o Rinoceronte Cacareco como vereador de São Paulo, em 1959. Cacareco arrebanhou 100 mil votos, na esteira do voto de protesto.

Cacareco foi destaque na imprensa após ser emprestado por seis meses pelo Rio de Janeiro para a inauguração do Zoológico de São Paulo, em 1959. Segundo os jornais da época, o sentimento de insatisfação com políticos e candidatos a vereadores da capital paulista dominava a população.

Como uma brincadeira, o jornalista Itaboraí Martins do jornal O Estado de São Paulo, lançou a candidatura do rinoceronte, que era fêmea, apesar do nome masculino. Milhares de cédulas eleitorais foram impressas em gráficas com o nome do bicho como parte da intervenção. E o resultado foi estrondoso. Cacareco conquistou quase 100 mil votos nas eleições.

A curiosa eleição foi manchete até nas páginas da revista norte-americana “Time”, que deu ênfase para as aspas de um eleitor: “É melhor eleger um rinoceronte do que um asno.”

MOSQUITO

No período eleitoral de dezembro de 1987, ante a ineficiência do poder público em combater o aumento dos focos de mosquitos Aedes Aegypti, na cidade de Vila Velha-ES, a população, como forma de protesto, lançaram seus votos nas cédulas eleitorais no candidato MOSQUITO à Prefeitura de Vila Velha. Mosquito foi vencedor. Obteve 29.668 votos. Os outros candidatos, Magno Pires da Silva e Luiz César Maretto Coura, conquistaram 26.633 e 19.609 votos, respectivamente.

Lógico que “mosquito” teve todos os votos anulados pela Justiça Eleitoral do Espírito Santo, que proclamou o segundo colocado como prefeito de Vila Velha.

LULA

Para 2018, aguarda-se pelo fim da batalha judicial eleitoral e criminal, sobre a validação do registro nas urnas eletrônicas do presidiário Lula, que almeja voltar a concorrer para presidente da república. Pois também é detentor de mimos, endeusamentos, estrelismo, comportamento de “celebridade” e forte apelo midiático.

EU TE BENZO, EU TE CURO…

Benzer é uma palavra que significa consagrar algo ou alguém em nome do divino.

Inobstante a predileção do editor em propagar,  pela reza, os vaticínios proferidos por Dona Gina, “a maior catimbozeira de Palmares”, tanto pela simpatia quanto pela insuspeita eficácia, é de bom alvitre registrar que ela e outras benzedeiras, desde maio de 2016, gozam do reconhecimento e proteção oficial com a criação do CNPCT – Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, instituído pelo decreto nº 8.750, assinado pela presidente Dilma.

Sempre imbuídas e intuídas pela fé, é como se as benzedeiras firmassem, pela imposição das mãos e pela voz, as máximas bíblicas contida em Mateus 17:20, e Marcos 16: 17 e 18. Através delas é que muitos encontram alívio para suas aflições físicas e emocionais.

No primeiro temos: “E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível“.

No seguinte encontramos: “Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados”.

O que nos leva a crer que, assim como outros, o benzimento cristão – “imporão as mãos sobres os doentes” – acompanha uma arte arquetípica, amplamente difundida desde então.

Como se pode ver, é impossível mensurar a origem do benzimento, pois que, anterior a religião e sem registros de data de seu surgimento, já que existem relatos de comunidades celtas e druidas que utilizavam a mesma técnica de cura. Além disso, a pratica é muito comum entre povos indígenas. Se assemelha aos benzimentos com água benta feita por padres católicos. A reza, sempre em nome de Deus, traz consigo, toda uma carga da tradição milenar de tratamento por meio desta cultura popular.

O propósito que pode levar uma pessoa a procurar uma rezadeira para cura de algum mal ou, simplesmente, para “abrir caminhos”, parte do pressuposto de carência financeira, somado a falta de assistência médica pelo sistema de saúde do governo a população.

A sabedoria popular tem mostrado que não há doença que não se dobre a uma boa e edificante reza. Com um ramo de plantas em mãos (galho de peão-roxo ou de vassourinha) e uma prece nos lábios, as benzedeiras costumam ter “remédio” para expurgar inúmeras enfermidades e mazelas: espinhela caída (dor na boca do estômago, nas costas e pernas), carne quebrada (dor muscular), cobreiro (herpes), quebranto (mau-olhado), encosto e vários tipos de males, do corpo ou da alma.

ESTUDOS

Existem uma enxurrada de estudos sobre o tema orbitando o mundo acadêmico. Visto que, os insofismáveis resultados registrados, são motivos de debates e ensaios. Aos poucos é que Embora as curas pela reza, não dispõe de amparo nem reconhecimento científico.

Com um ramo de planta na mão, cada rezadeira dispõe de cânticos e orações próprias, que atuam como uma assepsia em males e incômodos físicos/emocionais, independentemente de religião, idade, gênero ou classe social. A arte de benzer não se aprende, aflora.

A tradição popular mostra que não há doença que não se dobre ou atenue a uma boa benza. As enfermidades combatidas, vão desde erisipela e espinhela caída (dor na boca do estômago, nas costas e pernas), carne quebrada (dor muscular), cobreiro (herpes), vento virado (constipação), quebranto (mau-olhado), encosto e vários tipos de males, do corpo ou da alma.

A simbiose se processa entre curador e adepto quando benzedor ou a benzedeira se coloca como instrumento intermediário pois, para ele(a), é Deus quem cura.

MODERNIDADE – ATENDIMENTO POR VÍDEO OU PEDIDOS POR E-MAIL

Benzedores modernos mostra que não existem fronteiras para a cura, sejam elas pessoais ou físicas. Isso se prova pelo fato de que o benzimento é oferecido até mesmo online. Conforme a Escola de Benzedeiras de Brasília/DF, é possível benzer a distância, por Skype.

Pela internet, basta passar o nome de registro e a data de nascimento, assim a técnica de benzimento à distância é colocada em ação. A taxa de eficácia, segundo consta, é a mesma. Afirmam que “O que nos conecta são campos de energia, são ondas de energia. Então, é possível que a gente envie em onda uma energia de cura, bendita, amorosa, para aqueles que precisam, mas não estão frente a frente conosco”.

Seguindo essa trilha de modernidade, existem benzedores que misturam a cura com outras técnicas de terapias alternativas, como florais ou Reiki.

“DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI”

Para os curandeiros, cobrar por um benzimento é considerado uma verdadeira blasfêmia, pois “O benzimento é um ato de caridade e fé, sem nada em troca, a não ser a boa sintonia do receptor”.

Apregoam as rezadeiras que “Se benzer é acolher e abençoar seu semelhante, não faz sentido cobrar”. Quando há insistência para retribuição financeira, recebem como resposta que o pagamento seja em forma de auxilio a alguém em situação de extrema precisão e dificuldade. “A melhor forma de retribuir uma bênção é abençoar ao próximo”, asseguram.

ATUALIDADES

Hoje em dia, no intuito de se procurar difundir e preservar a tradição, criaram-se várias “escolas” e centros de estudos de benzimentos. O que a princípio se restringia a algumas regiões do interior do país, hoje é encontrado em várias capitais.

O fato é que, em muitos centros de estudos, catalogou-se as localizações das benzedeiras. Com destaque para o estado do Paraná, pois com o advento desse levantamento e do acervo mapeado, elas conseguiriam aprovar uma lei municipal (por exemplo: em Rebouças e São João do Triunfo), que até reconhecem as benzedeiras como AGENTES DE SAÚDE DAS COMUNIDADES LOCAIS, com direito a carteirinha e certificado, além de participação em conselhos estaduais.

VIVA SÃO JOÃO

Festa Joanina ou Festa Junina?

Já passou o São João, que é comemorado aqui na região nordestina como a melhor das festas do ano todo.

Época em que o maravilhoso e contagiante FORRÓ e as danças joaninhas alegram nossos corações. É muita alegria com cantorias, músicas e danças, variadas comidas e iguarias típicas a base de milho, fogos e fogueiras.

Atividade festiva que movimenta e agita a vida econômica e social da região.

Como bem apregoa a tradição e a história, o dia de São João é comemorado em 24 de junho em honra a São João Batista, filho de Isabel e Zacarias. Conhecido por sua postura austera como pregador.

Para os cristãos, ele foi o último Profeta do Antigo Testamento. Suas admoestações impactavam quem o ouviam. Pregando severidade no comportamento, com reflexos na moral pela via do arrependimento, transformando pelo enobrecimento dos sentimentos numa revolucionária conversão intima. Embora Tenha obtido o respeito e admiração do rei Herodes, este execrável Rei, não o poupou da condenação por decapitação, no ano 31, de nossa era, ante os caprichos de uma mulher devassa, face a sua pregação e profetismo sem conchavos.

Fugindo totalmente da tradição, já que os Santos são festejados no aniversário de suas mortes, como sendo o dia feliz do encontro com o Criador, João Batista é o único Santo que tem a festa no dia que determinaram, liturgicamente, para seu nascimento. Era primo de Jesus, que era mais novo do que João, 6 meses.

Como é prática corrente aqui no ocidente em descaracterizar personagens , João, um homem tão rude e incisivo no seu comportamento e nas palavras, é retratado com uma imagem sui genere, bem ocidentalizada: um branquinho e rechonchudo garotinho de cabelos loiros encaracolados, com meiguice estampada na face com um lindo carneirinho nos braços.

São João Batista – na visão corrompida ocidental

Conta uma lenda conta que ele era fogueteiro e gostava de fogos barulhentos; por isso sua mãe o fez dormir em seu dia, para evitar que ele acendesse tantas fogueiras que viesse a queimar o mundo; outra lenda conta que Isabel prometeu a Maria, que acenderia uma fogueira para avisar do nascimento de João Batista.

Apesar da sua fama de austeridade e impetuosidade, era um homem profundamente humilde. Quando seus discípulos alertaram ele de que alguns passaram a seguir a Jesus Cristo, João Batista declarou: “É preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). Disse ainda que não era digno nem de atar as sandálias de Jesus (Mt 3,11).

Por sua integridade, por suas virtudes, São João Batista foi escolhido como Padroeiro da Maçonaria.

Distinção entre JUNINA e JOANINA

Deusa Juna Sospita

Voltando às festividades dessa época, é conveniente distinguir: Quando se diz ‘festa junina’, está se referindo à deusa JUNO, mulher de Zeus; quando se diz ‘festa joanina’ a referência é a São João Batista.

As festas juninas são muito antigas. Na velha Roma dos mil deuses, as festas juninas (da deusa Juno) já exibiam as características de adoração do fogo, etc.

As festas joaninas vieram para substituir as festas pagãs (assim como o nascimento de Cristo, em 25 de dezembro, para substituir as festas pagãs ao deus Sol).

ENTÃO… VIVA SÃO JOÃO!; VIA AS FESTAS JOANINAS!

ARQUEOLOGIA BÍBLICA

O homem ruma, inexoravelmente, a cada vez mais ter que unir a ciência e religião. Um dos caminhos que segue a passos largos nesse sentido é a ciência da arqueologia.

A arqueologia funciona como um elo, cada vez mais forte, que leva muitos descrentes a reverem, se não seus conceitos, ao menos suas convicções.

Avanços foram feitos nesse campo da ciência que comprovam vários relatos contidos nas escrituras sagradas.

O rol de descobertas aqui elencadas, há muito encontra-se defasada face ao acelerado ritmo de atualização de novos achados.

A meio de tantas descobertas arqueológicas, eis as dez maiores descobertas da arqueologia bíblica, enumeradas pela importância na opinião de vários arqueólogos do mundo:

1. Os amuletos de Ketef Hinnon, contendo o mais antigo texto do Antigo Testamento (séc. VII a.C.);

2. O Papiro John Rylands, contendo o mais antigo texto do Novo Testamento (125 A.D.);

3. Os manuscritos do Mar Morto;

4. A pintura de Beni Hasan, revelando como era a cultura patriarcal 19 séculos antes de Cristo;

5. A estrela de basalto de Dã, descoberta em 1993, que provou, sem sombra de dúvidas, a existência do rei Davi;

6. O tablete 11 do épico de Gilgamés, descoberto, em 1872, por George Smith, que provou a antigüidade do relato do dilúvio;

7. O tanque de Gibeão (mencionado em 2 Samuel 2:13 e Jeremias 41:12), descoberto em 1833, por Edward Robinson;

8. O selo de Baruque, descoberto em 1975, provando a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias;

9. O palácio de Sargão II, rei da Assíria mencionado em Isaías 20:1, descoberto em 1843, por Paul Emile Botta, de cuja existência os historiadores seculares duvidavam até essa descoberta;

10. O obelisco negro de Salmaneser. – é um artefato que o arqueólogo Henry Layard encontrou, na antiga cidade de Nínive, o assim chamado um dos mais antigos artefatos arqueológicos a se referir a um personagem bíblico: o rei hebreu Jeú. Ele viveu cerca de nove séculos antes de Cristo. Este artefato encontra-se preservado, agora, no Museu Britânico , em Londres. Um artefato semelhante é o assim chamado “Prisma de Taylor”, um prisma hexagonal de argila queimada que faz referência à batalha travada entre Senaqueribe e o rei hebreu Ezequias, no início do século VII antes de Cristo, uma batalha tão importante que foi narrada em três lugares diferentes da Bíblia: 2 Reis 19, 2 Crônicas 32 e Isaías 37:38. Este artefato também se encontra depositado no Museu Britânico.

A SÍNDROME DE JERUSALÉM

Jerusalém é o lugar sagrado para os judeus, cristãos e muçulmanos. É a cidade sagrada que une história, tradição religiosa e é um centro urbano em Israel.

Sem motivo plausível aparente, existem inúmeros registros da ocorrência de manifestações estranhas em pessoas que visitam a cidade santa de Jerusalém, em Israel.

O comportamento dessas pessoas pode variar desde sintomas obsessivos de cunho religioso a exacerbação psicótica de delírios e alucinações em vários níveis, muito embora, na maioria dos casos, após forte e intenso sinais de aspectos predominantemente religiosos, o sintoma se esvai depois de algumas semanas em que é removido do perímetro da cidade.

A percepção do sintoma na manifestação da referida síndrome, é marcada, principalmente, pela mudança comportamental de pessoas ditas equilibradas e sem histórico de quaisquer sinais anteriores de psicopatologia. Muitos apresentam estado agudo de delírio, alucinações , sentimentos de perseguição ou flagelamento, desrealização, despersonalização, ansiedade, e, também manifestações psicossomáticas, tais como tontura, taquicardia, sudorese, etc.

Destaque-se que o fenômeno não é afeito a uma única religião, mas afeta judeus e cristãos de variadas formações socioculturais.

Segundo registrou o Dr. Yair Bar El et al, essa síndrome específica, ocorre em turistas sem histórico psiquiátrico anterior. Em contrapartida, os doutor Moshe Kalian e o Professor Eliezer Witztum asseguram que há registros de turistas que mostravam perturbações mentais antes mesmo de virem a Jerusalém.

Polemica à parte, o certo é que Já na década de 1930, houve os primeiros registros clínicos apontados pelo renomado psiquiatra de Jerusalém, o doutor Heinz Herman e, mesmo assim, ainda se discute se é em decorrência do fato de se visitar Jerusalém, já que tais fatos assemelham-se aos de outras regiões de relevância histórica e religiosa – Roma, Meca, Índia – e de anotações ocorridas já idade média.

Tais manifestações e afetações são mais frequentes nos adoradores no Muro das Lamentações, da Igreja do Santo Sepulcro e, em numero maior, na Esplanada das Mesquitas.

Discute-se se a síndrome de Jerusalém, propriamente dita, é uma forma distinta de psicose ou simplesmente uma outra forma de manifestação de uma enfermidade psicótica pré-existente que não foi percebida pelas autoridades médicas de Israel.

Preventivamente, guias turísticos conscientes da síndrome de Jerusalém são orientados a encaminhar o turista para uma instituição hospitalar para avaliação psiquiátrica, numa tentativa de se antecipar aos estágios subsequentes da síndrome. Quando ignorada a orientação, geralmente haverá acometimento desta síndrome.

SINAIS LATENTES

Em várias ocasiões, anota-se a deliberada neura de estar limpo e puro: obsessão por tomar banhos e duchas; compulsão por aparar as unhas das mãos e pés.

Obsessão em bradar bem alto, salmos ou versículos da Bíblia, cantarolar hinos religiosos, seguir roteiros para locais específicos e sagrados de Jerusalém.

Os números relatos e registros em clínicas e hospitais da região de milhares de turistas com sérios problemas mentais relacionados à Jerusalém, não deixam dúvidas quanto a uma real afetação de disfunção psíquica.

É tão notória a ocorrência da síndrome, que o fato já foi até tema de filmes, livros/romances, matéria de varias TVs espalhadas pelo mundo.

Jerusalém, em hebraico Yerushaláyim = Habitação de paz.

A FARSA DO MAPA DA FOME

Uma verdadeira bandeira de propaganda enganosa

Dentre as muitas e grandes mentiras difundidas e glamourizadas pelos esquerdistas/petistas, e repetidas ad nausean em discursos, “crônicas” e redes sociais, vamos encontrar, talvez, aquela que pode ser considerada a maior mentira já implantada pelas esquerdas sob as bênçãos da máquina de propaganda, ungidas, por João Santana, é o embuste alardeando de ter tirado o pais do mapa da fome.

Contudo, para aqueles vacinados contra a dissonância cognitiva, percebe que tudo não passou de um pervertido esquema indecoroso, arquitetado para se manterem no poder, e não uma proposta de empreendimento, ou um propósito visando a indulgencia ou gesto de benignidade com os mais carentes.

ARQUITETANDO A FARSA – O inicio

A construção de um projeto de poder

1º trampolim – Era imperioso se criar um cenário que viesse a causar impacto de grande magnitude e amplo alcance. Sacado da incubadora governamental, onde foi gerado o já propalado “programa” do FOME ZERO. O Instituto Lula, e Blogues sujos, desses regiamente pagos, caracterizados por logomarcas de propaganda de estatais (capiche?), empanturraram as redes sociais com o mote: O Fome Zero apresenta uma proposta para combater a fome, a miséria e suas causas estruturais, que geram a exclusão social, etc. etc…

2º trampolim – Elaborado o roteiro e escolhido o ator principal do evento, Lula, de imediato, criou o pomposo Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome…

3º tramplim – Para este importante cargo foi nomeado o petista José Francisco Graziano da Silva, primeiro — e único — comandante, este ministério foi extinto (durou apenas um ano) foi só para dar nome e prestígio a Graziano, para fazê-lo chegar a diretor da FAO. A FAO, como sabemos, é um órgão da ONU para a agricultura e alimentação.

4º trampolim – A manobras para fazer Graziano chegar a diretor da FAO, já estava em andamento, bem como a metodologia de se “fazer cortesia com o chapéu alheio”.

O EMBRIÂO DO MENSALÃO

a) Brasil anula dívidas de US$ 900 milhões de 12 países africanos;

b) Dos 12 países que terão suas dívidas perdoadas, os principais beneficiados serão a República do Congo, com uma dívida de US$ 352 milhões cancelada, e a Tanzânia, com US$ 237 milhões;

c) O Brasil participou como convidado do Jubileu de Ouro do grupo que reúne 54 países africanos. (Essas republiquetas são ditaduras onde, sequer existe, um arremedo de Tribunal de Contas). A verba vai direto para o bolso do ditador.

d) Doou uma refinaria a Evo Morales;

e) Usou e abusou do BNDES, alinhado a Odebrecht, fazendo “graça” por toda África e América Latina, promovendo projetos de infraestruturas com construções de Portos, aeroportos, estradas, adutoras, hidrelétricas, estradas, metrôs, Terminais, etc. etc.(enquanto aqui, os nativos morriam as pencas nos nauseabundos hospitais, sem um centavo de investimento, a segurança zero e o desemprego galopante) Lembram?;

f) Além de perdoar dívidas, ainda emprestava dinheiro !!!??? ( a fundos perdidos, lógico)
Com toda essa cortesia (manipulação/compra de votos), o governo brasileiro catapultou Graziane à presidir a FAO. O golpe de mestre custou caro aos contribuintes tupiniquins.

Adivinhem se países agraciados pelo BNDES/ODEBRESCHT – América Latina e Africa – votaram a favor do Brasil? Entenderam?

Mas, não é só isso, a cereja do bolo ainda estava por vir: Eleito na FAO, Graziano então, implementou, pasmem, “nova metodologia” de planilha para aferição de dados. (semelhante ao IPEA na época de Dilma)

Daí, para tirar o Brasil do mapa da fome, foi um piscar de olhos. Em 2013, pela nova “planilha” de Graziano, a FAO concluiu que 7% dos brasileiros passavam fome. foi quando passou-se a considerar as refeições servidas fora de casa, como restaurantes populares e merenda escolar, e pasmem! Os 7% viraram 1,7%. Quem sabe se com outra planilha, se alcançaria o propalado, fome zero.

Em “relatórios” repletos de “imparcialidade” o Sr. Graziano se desmancha em elogios a si próprio e a de que Lula, tirou o pais do mapa da fome. Pois quem anunciava não era Lula nem o PT, e sim a FAO.

O próprio Frei Betto, já se queixava em entrevista publicada no jornal Zero Hora, 24-11-2013. Ele especifica; “Nem a (reforma) agrária, nem a tributária, nem a política, nem a previdenciária, nem a de educação, nem a da saúde” e, apesar dos avanços, não houve a redução da desigualdade social. “Segundo o IPEA, dado de outubro de 2013, a desigualdade no Brasil entre os mais ricos e os mais pobres é de 175 vezes, e isso é escandaloso”, constata.

Segundo ele, “o PT trocou um projeto de Brasil por um projeto de poder. Permanecer no poder passou a ser mais importante do que criar uma alternativa civilizatória para a nação Brasil”.

Isto é, as ambições pessoais e partidárias, estão acima do interesse da nação.


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