Coluna: RAPHAEL CURVO – VIA DO FATO

O VAZIO DE OUTUBRO

Pelo menos este outubro que se aproxima não será o “Outubro Vermelho”. O “Red October” está bem visível aos olhos dos eleitores. As marcas vermelhas deixadas no Brasil foram com o sangue do povo e elas não se apagarão em pouco tempo, mesmo com uso das mais infames jogadas de marketing promovidas pelos institutos de pesquisas e mídias que foram, e ainda são, parceiras da esquerda fantoche que promoveu, neste País, uma das maiores desestruturações sociais e econômicas já conhecidas por uma Nação. Os últimos resultados eleitorais desmoralizam e desmentem esses grupos indutores de fantasias e ilusionismo que buscam tirar proveito da sofrível condição cultural que vive o brasileiro. Praticam um crime de ‘lesa pátria” com essa covarde ação na tentativa de se perpetuarem no controle do Poder. São grupos desprovidos de quaisquer resquícios de ética e moralidade bem como de princípios humanistas e de respeito ao ser humano, verdadeiras hienas oportunistas e despojadas da decência. Os resultados das pesquisas a favor do presidiário mostram bem essa ação indecente e desqualificada para com toda a população.

Apesar desta amostra eleitoral, a imprensa e institutos de pesquisas aderentes do Partido dos Trabalhadores e seus partidos penduricalhos, o ninho das falcatruas, ainda insistem na tentativa de se manter na esfera do Poder, via propagação de falsas notícias e resultados de opinião, das pesquisas. Entretanto, a realidade demonstra que aqueles que permanecerem de braços com o presidiário, chefe do bando petista e aderentes, não obterão sucesso no outubro que se aproxima. Ainda mais se somarmos o que está a caminho, na justiça, para a presidente do PT e o seu chefe. Inconsistentes notícias por boa parte da mídia, de tendência petista, deterioram a moralidade e a imagem do povo brasileiro em todo o planeta. Estamos sendo considerados a Nação da bandidagem. Não é para menos com os divulgados resultados das pesquisas de intenções de votos a favor do presidiário. Isso depõe contra o Brasil. Leva a crer, no exterior, que a sociedade brasileira é conivente com o crime e permissiva com os bandidos. Esse entendimento lá fora da nossa Nação, quebra com a espinha dorsal da moralidade e da ética como princípio de valor na vida do brasileiro. É uma atitude rasteira que se utilizam para impingir no nosso povo uma falsa realidade.

Esses grupos que jogam sujo para se manterem no Poder, desmantelaram politicamente o Brasil. Foi prática de dominação, com a quebra de estruturas partidárias para controle do Estado. Essa pensada atitude política de fracionar os grupos e partidos, produziu resultados lastimosos para o processo político deste País. Desenvolveu um corpo político frágil com repercussão negativa profunda para os novos valores que poderiam surgir neste cenário. Em razão disso, outubro seria um grande teste e com a possibilidade de uma ruptura com o estado de coisa vigente, mas não é bem isso que se está apresentando. Temos enormes vácuos a serem preenchidos na vida do nosso Brasil e as candidaturas propostas não parecem gabaritados para tal tarefa. São políticos sem vestígios de competência organizacional e administrativa do Estado, ou seja, estadistas. Aqueles que parecem ser, padecem do mesmo mal de outros, são contemporizadores e o momento Brasil exige outro perfil.

Está muito difícil, as opções, até agora, não irão nos atender. O partido e candidatos contra a utilização de dinheiro do povo, omitem-se em representar judicialmente pela suspensão da Lei do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. O candidato Jair Bolsonaro já declarou ser contra a utilização desse Fundo, que é uma vergonha ante a situação que vive o Brasil, mas não tomou nenhuma iniciativa. Cada candidato deveria se viabilizar, se quer ter um cargo eletivo. Tenho defendido o ponto de vista de que até outubro o eleitor brasileiro estará bem consciente do seu voto. Caso nada mude no cenário das candidaturas, é bem provável que teremos um campo fértil aos votos negados, que consiste na soma dos brancos, nulos e abstenções, os quais irão superar a casa dos 45%, se não for muito mais. A esquerda, dentro de sua doutrina de dominação para instalação do Estado Totalitário, quebrou com a ética e a moralidade da classe política como forma de desacreditá-la e assumir o controle. Paralelamente, agiu da mesma forma com objetivos do desmantelamento da família como célula mater da sociedade. Aí estão os resultados provocados, são milhões de jovens que nada fazem, a expansão do crime organizado, a destruição do sistema educacional e de saúde e por aí vai. É preocupante, mas há um grande vazio em outubro.

DESCRENÇA CONSOLIDADA

A eleição está chegando e, talvez, seja esta a mais fraca em termos de mobilização. Até mesmo os candidatos aos cargos executivos não entusiasmam os eleitores por todo o Brasil. Percebe-se que, exceção aos que detém currículo de serviços prestados e fora do alcance da justiça, não há, por parte dos eleitores, apego aos velhos mandatários na política. Estes, que anos após anos estão sempre sendo eleitos, mas que nada de proveitoso realizam objetivando o bem-estar da população. Muitos se tornaram meros intermediadores de verbas do poder executivo. Alguns até hoje mal sabem da função do cargo que ocupam, fato relevante no Congresso Nacional. O período populista, que passamos nos últimos anos, desfigurou a atividade política e a transformou em um grande mercado de negociatas, dependentes do Poder central. Foi deixada de lado a finalidade do trabalho legislativo e de realização administrativa do governo. O que se viu e se vê até os dias de hoje, são imensos problemas em todos os setores da vida do brasileiro, todos oriundos da falta de uma atuação mais eficaz e construtiva dos políticos detentores de mandato. Estamos sem educação, sem saúde, sem infraestrutura, sem segurança e por aí vai. É inadmissível em um País desta envergadura dispor apenas de 13% de suas estradas com pavimentação, por exemplo.

Várias eleições para prefeito foram realizadas, há pouco, inclusive para o cargo de governador do Tocantins. O comportamento dos eleitores, nessas eleições extemporâneas, foi uma prévia do que nos espera em outubro. O desalento patente é cada vez maior. Para o governo do Tocantins, o voto negado, composto dos nulos, em branco e abstenções, chegou a casa dos 49%. Para a Prefeitura de Teresópolis, o voto negado atingiu 56,6%. E assim foi em todos municípios onde aconteceram eleições em razão da cassação dos prefeitos “eleitos” em 2016. É uma clara e inquestionável rejeição do eleitor brasileiro com as condições em que se encontra a vida política no Brasil. São 513 deputados federais, mas na verdade menos de ¼ comandam as matérias e decisões da Câmara Federal e estes, geralmente, obedecem ou acompanham as deliberações colocadas pelos chamados líderes de bancadas. Boa parte deles dão outra finalidade à sua participação no Congresso Nacional. O mesmo acontece com o Senado Federal. O jogo de interesses é grande e ao pisar nos tapetes do Congresso, a postura e propostas assumidas em campanha começam a fazer parte do arquivo morto do gabinete. O “toma lá dá cá” será o mantra do mandato, é o instrumento do pensamento da sobrevivência.

O eleitor vem demonstrando um excepcional comportamento político nos últimos anos, está sendo muito observador com os acontecimentos na esfera de governo, seja federal, estaduais e municipais. Entenda-se por governo a composição legislativo e executivo. Desde os primeiros acordes do ocaso do governo Dillma, a população emite patente rejeição. É um visível sinal de sua insatisfação diante do desmantelamento do Estado brasileiro pela total incapacidade e incompetência administrativa do petismo. Havia, como se provou, uma nitidez da população pelos malfeitos e a gigantesca corrupção comandada pelo presidiário. Essa observação e o pensar do povo foram configurados nas eleições municipais de 2016, com a esmagadora derrota do petismo. Em 2014 os sinais já apareciam e com todo apoio do governo e da liderança do Lulla, elegeram apenas cinco dos governadores – Bahia, Ceará, Piauí, Acre e Minas Gerais, sem mencionar a mágica surrupiadora das urnas da Smartimatic, produzidas na Venezuela.

O povo descobriu que interesses mais profundos e necessários à sua vida, são apenas meros detalhes na vida política dos candidatos. Percebeu que tão logo se dá a posse, a porteira das suas necessidades é trancada e lá ficam por anos. A população entendeu que a sua condição de vida só vai melhorar quando existir um governo, legislativo e executivo, realmente interessado no crescimento do Brasil porque é esse crescimento que dará condições de empregos e renda, de melhoria na sua qualidade de vida, na educação, na saúde, na segurança e muitas outras. Não existem partidos, todos são subjugados pelos seus comandantes. Um exemplo atual é a situação do PSDB com Geraldo Alckmin, por enquanto na porta de entrada da justiça, é um bom administrador, mas sem condições eleitorais de vencer e, mesmo assim, não abre para candidatura do João Dória Jr, queiram ou não, uma promessa. Não existe no Alckmin a grandeza em reconhecer isso. Personalismo é um motivo que leva o povo a ter descrença na política.

BRASIL EM ASCENSÃO

Parente bom é parente longe, um dito popular que se encaixa no acontecimento do pedido de demissão do Presidente da Petrobras Pedro Parente. Infelizmente ele adotou a maneira petista de ser e partiu para os benefícios espúrios de favorecimento próprio como ficou constatado na reportagem da Crusoé. Eram várias as participações dele, direta ou indiretamente, em outras empresas com interesses na Petrobras. É um caso que vai rolar por muito tempo na seara judicial. Esta situação que vive o Brasil tem origem na formação da personalidade do brasileiro em que o mérito de atingir graus na escala social foi trocado do “ser”, que implica em saber, cultura, conhecimento, pelo “ter”. Este focado unicamente em boa conta bancária refletida nos bens materiais representados pelos automóveis os quais estabeleciam, e ainda estabelecem, pela marca e origem, a sua escala de valor na vida da sociedade.

Consolidou-se com isso o comportamento egocêntrico no brasileiro. Mais que isso, entranhou no nosso povo um pensamento individualista que se tornou um entrave para sair desta vertente em sua conduta. Não importam, para grande parcela da população, as mazelas que o governo venha a praticar. Interessa é ignorar o Estado e se utilizar das mais variantes formas de ludibria-lo já que ele, com seus dirigentes, é praticante contumaz de desvios de conduta na condução da sua administração. Sonegar é a meta de quase 100% da população ativa economicamente. Entende ela, que são sonegados os direitos básicos mínimos com o retorno do que lhe é “tomado” pelo mastodonte estatal. Essa roda de “assaltos” entre a população e o Estado definha cada vez mais a possibilidade de crescimento do País. Sacrifica uma gigantesca massa populacional mantendo-a na linha da pobreza e subjugando-a à uma vida cruelmente sofrida e despojada, pela limitação cultural, de qualquer possibilidade de aspiração à sua qualidade. Usurpam este povo de baixo salário com impostos altíssimos em seu consumo básico de alimentação e saúde. Isso tudo para manter o gigante monstro estatal, que nada produz, via seu circo da alegria, mordomias e permissividade com a roubalheira.

O ainda individualismo do brasileiro, elimina a possibilidade de desenvolvimento do espírito coletivo. Este faz parte da maioria dos países desenvolvidos, onde o governo trabalha pelo bem-estar da coletividade, pelo crescimento do seu povo em todas as áreas. Os impostos cobrados retornam para a população em forma de bons serviços prestados e benefícios. O Estado é mínimo e todos que trabalham no governo são dotados de sentimento coletivo, realizam seu serviço com vontade e orgulho e são valorizados pela população. No Japão, é o Imperador que se curva diante de um professor, dado o valor e reconhecimento que este representa para a Nação. No Brasil o professor apanha de alunos e fica indefeso pela inanição do comando do Estado. Isso tem origem na percepção da população de que ela não conseguirá, por mais que lute, escapar da moldura de pobreza em foi colocada pelos detentores do Poder. Mérito não valor. É esta razão que leva grande parte dela a não recusar uma oportunidade de cooptação eleitoral pelos favores dos candidatos aos cargos eletivos. É também isso que emperra o crescimento do País.

Não bastasse a falta de caráter natural de muitos candidatos, ela, população, ainda sofre o assédio e a lavagem cerebral de muitos deles com ideologias esquerdistas e outras perturbações mentais. Aliás, esta ação ideológica da esquerda, com o socialismo, é que determina o pensar coletivo voltado para o Estado, o único ente a receber apoio da coletividade. É a inversão de papel, resulta em obrigações do povo em trabalhar para o Estado e os dominadores do Poder e não deles pelo povo. Mudar isso será sofrido e demandará tempo, a não ser que aconteça uma ruptura. Estivemos bem perto disso e os movimentos políticos que acontecem desde 2014 nas eleições para as prefeituras, nos deram sinais claros de que, lentamente, caminhamos para uma mudança na vida do nosso Brasil, verde e amarelo. O último deles, dos caminhoneiros, mostra que a população está mais madura e, apesar da sua carência cultural, está aprendendo a avaliar melhor o que lhe foi imposto pelos oportunistas e ilusionistas. O governo, por sua vez, começa a colocar as barbas de molho e ver que o caminho está mudando de direção, um alerta aos que estão por vir em outubro. Eu entendo que o Brasil está em ascensão.

PALHAÇADA

Caso queira levar a sério a vida neste País de palhaçadas, você morre. Não há outra forma de encarrar os acontecimentos que o Brasil vive nos últimos 15 anos. A primeira e a mais séria das palhaçadas foi a eleição do presidiário Lulla com o apoio, por trás dos panos, do Fernando Henrique Cardoso. Iludiram a população brasileira com a toada de que um governo popular, – como se os demais eleitos não tivessem as mesmas mensagens, vide Collor-, transformaria a Nação e todos teriam qualidade de vida, um crescimento incomensurável e que seríamos parte do mundo desenvolvido. Prometia um Brasil voltado ao social em que qualquer cidadão desta terra teria amplas e diversificadas condições de crescer com seu trabalho honesto e com apoio de um governo sério, ético e moralista. Essa era a promessa que nunca se realizou. Muito pelo contrário, foi o marco maior da instalação da corrupção generalizada e da compra da consciência do trabalhador com planos de cabrestos e o crédito fácil para manter subjugada a população, com a crença de um governo do povo, foi esse o ilusório resultado petista dos planos do FHC. O objetivo maior desmantelou-se e levou junto o bolivarianismo e os mandamentos do “Fórum São Paulo”, algo insano.

A greve ou movimento dos caminhoneiros está aí para mostrar o quanto o governo não leva a sério aquilo que se compromete fazer. Transformou acertos e ajustes em grandes e homéricas mentiras e canais de desordens. Este movimento tem sua razão de ser, mas também não pode impor, em defesa de suas reivindicações, sofrimento à população e muito menos ser ponta de lança de qualquer grupamento político. É logico que em uma mobilização dessa envergadura, campo fértil para infiltrações, grupos radicais e oportunistas se façam presentes na tentativa de direcionar as ações do movimento em seu benefício político. Aparecem nesse cenário as mais diferentes caricaturas de lideranças procurando capitalizar para si as glórias dos resultados obtidos. Os ideólogos de plantão fazem as mais estapafúrdias e tendenciosas análises e críticas. Não procuram, porque não é interessante à sua linha de motivação, fazer um apanhado do histórico que levou a mobilização, ficando cada grupo entrincheirado na defesa dos seus argumentos e interesses.

A Petrobras era uma ponta de lança ao discurso de reeleição do presidente Temer que teria, na sua recuperação como uma das maiores petroleiras do mundo, uma marca do seu governo. Não há outro caminho, dado o espaço de tempo até as eleições, para o reerguimento da estatal que não a sua reorganização financeira. Só que a corda foi estirada além do limite, foram testando até onde poderíamos aguentar, e deu no que deu. Não tinha sido isso o ajustado com os transportadores algum tempo atrás. Nenhum acordo feito foi cumprido até esta data. Radicalizar era a única saída aos transportadores, mas, para tal, teria que ter um planejamento para que a população não pagasse, como sempre, pela falta de palavra do governo. É preciso analisar que os aumentos dos combustíveis geram aumentos nos preços dos produtos em cascata e generalizadamente. Essa situação favorece a arrecadação do governo em todos os setores da economia brasileira.

O incrível dessa história tragicômica que vivemos nos últimos anos, é que, apesar de queda de arrecadação e outras reduções de ganhos de produtividade do Brasil, mesmo com toda essa mobilização e mil reuniões para emitir um novo documento que não vai cumprir, o governo em nenhum momento se referiu ao fato de fazer um ajuste/corte na própria carne. Falou muito sobre o rombo e na queda da arrecadação que vai provocar a retirada de impostos dos combustíveis e na solução que remeterá em maiores impostos para a população para cobrir o “rombo”. Rombo é o governo manter, por exemplo, um gigantesco aparato ao amparo de empregos aos parasitas e para fazer suas benesses políticas. São bilhões de reais que se jogam fora com os monstruosos ministérios e seus altos salários. Alguns com finalidade que não tem a menor utilidade ou necessidade, como são mais de vinte deles. Rombo é a gigantesca estrutura física, salarial e de mordomia do Congresso Nacional e do Judiciário em detrimento da população sem escolas e hospitais. Ao invés de pensar em cortar despesas para equilibrar as contas, o governo procura alternativas para tirar do nosso bolso o dinheiro que vai supri-las sem mexer na farra pública das benesses. Amordaça a população, coloca o cabresto e faz o povo trabalhar para manter o mastodonte e intocável Estado, uma subversão à finalidade de sua função que é a de promover o bem-estar social e de trabalhar pela população. É uma palhaçada.

FUTEBOL NO BRASIL

Mal acabou uma Copa do Mundo, que deixou pelo País um rastro de roubalheira e obras não acabadas, e em pouco tempo estamos de volta ao campeonato mundial de seleções. Fico até a pensar, sobre a copa passada, que a criatura se virou contra o criador. Foi o presidiário que através das gorjetas e em uma festa descaradamente de falsas alegrias com gritos, choros, saltos com soco no ar em que até o inventor do salto, o Pelé, participou. As propinas ofertadas pelo governo do ilusionista Lulla, determinaram a escolha do Brasil como sede da Copa de 2014. Tudo foi falso, mentiroso e enganador no governo petista. A Copa foi armada com a visão da corrupção dos governantes que a esperavam ganha-la e com isso aplacar o que viria depois, ou seja, roubamos, mas ganhamos.

O Canadá, como diz uma postagem em meu facebook, não classificou a sua seleção para a Copa da Rússia. Afinal, a Copa do Mundo que costuma competir é outra, a do prêmio Nobel, onde já ganhou vinte e três troféus e para isso tem o preparo de um dos níveis mais altos de qualidade de vida. Devem estar se moendo de tanta inveja do nosso pentacampeonato mundial. Temos algo que eles não nos alcançarão com toda certeza, é quase impossível os canadenses chegarem na marca dos 28 milhões de desempregados.

Acredito que o Brasil seja o campeão mundial nesse campo e marcha célere para um portentoso avanço real nessa área tão logo o Bolsa Família, grupo desempregado, mas não considerado como tal, não encontre mais fonte de financiamento. São, aproximadamente, 45 milhões de pessoas provenientes de 15 milhões de famílias dependentes desse programa. O que torna sério estes dados, é que os beneficiados não buscam por trabalho porque a eles não interessam perder a condição ofertada pelo Estado servil. Empregos, por exemplo, foram ofertados pela indústria têxtil do Ceará que forneceu cursos preparatórios, mas na hora de assinar o contrato ninguém aceitou em razão do risco de perder o cartão do Bolsa Família. Essa é a seleção de miséria que estamos montando e dificilmente seremos superados por qualquer competidor no campeonato do desemprego. E estamos formando um senhor time reserva, são 53 milhões que estão aí aptos para o mercado de trabalho, a turma do PIA (População em Idade Ativa). Solução para isso temos e existem muitas propostas. Acontece que o egocentrismo e individualismo somados à incompetência dos nossos representantes não permitem avanços no campo de propostas.

O Brasil até no futebol é enganador. É enganador porque na verdade, os jogadores que participam da seleção há muito deixaram de ser amantes e praticantes desse esporte jogado no Brasil. O futebol brasileiro está à míngua e o gigantesco manancial de jovens sonhadores com ele não pensam em outra coisa a não ser se mandarem do Brasil. É um desestimulo ficar por aqui. São poucos os times que, mal e porcamente, oferecem alguma coisa de elevado nível na preparação e condição de se desenvolver no futebol. Os clubes não têm sua própria estrutura técnica de pessoal para a preparação física, ficando a mercê dos técnicos e sua equipe de trabalho. Como se muda de técnico a cada mês, mudam-se também os preparadores e toda estrutura e os jovens recomeçam um novo aprendizado de estratégia e formação física.

Considero a seleção brasileira uma imagem falsa do que é o nosso futebol. O mérito, se ganharmos a Copa, deverá ser dado ao treinador, mas muito mais aos preparadores e treinadores dos times europeus que, através de sua organização administrativa e de apoio ao jogador, os preparam com espetacular condição física e emocional e os tornam homens responsáveis e cientes de que a profissão é muito mais do que apenas jogar bola, os aprontam para a vida. Aqui no Brasil os meninos revelações estão entregues a própria sorte, inclusive em relação aos seus próprios agentes. Os clubes não estão nem aí com isso, esperam apenas que se revelem e rendam muito dinheiro aos cofres. A única forma de recomeçar a dar valor ao nosso futebol, é não convocar para a seleção aqueles que lá fora estão e valorizar os que jogam neste chão duro e mal preparado dos nossos estádios, os verdadeiros representantes do futebol pentacampeão. Aliás, foi com a participação de 13 nativos que conquistamos esse quinto título. O futebol no Brasil pode ser, se bem administrado e com seriedade nas propostas de organização, um excelente campo de trabalho a milhares de jovens. Para isso eles precisam confiar de que é real a possibilidade de um dia crescer no esporte e vestir a camisa verde amarela. Tenho fé que voltaremos a ter estádios cheios e com o hoje esquecido, mas verdadeiro, futebol do Brasil.

É PRECISO SONHAR

É interessante que, e aqui não faço nenhuma defesa, apenas constato, a divulgação do documento americano sobre o período autoritário dos militares é uma informação que não menciona a fonte e nenhum outro meio que a possa ter gerado. É bem provável que está em curso a operação “abafa Bolsonaro”. Há uma situação interessante nesta divulgação e ela está atrelada ao fato de que todos documentos do Tio Sam sempre foram rejeitados pela esquerda por entender que criados ou montados contra seus líderes, mas este documento imperialista é válido. Pedro Dallari, que foi presidente da Comissão da “Verdade”, surgiu esbaforido dizendo-se “estarrecido” com o que consta do citado documento: as ordens de execuções dos companheiros de guerrilha determinadas pelo então Gal. Figueiredo, chefe do SNI com conhecimento do ex presidente Geisel. Nada justifica qualquer execução, mas o mesmo pensar tem que valer para as ações de execuções do outro lado da trincheira. Pedro Dallari, como todas esquerdas festivas e psicopatas, omite, sem considerar “estarrecedoras”, as ordens de execuções de companheiros revolucionários, considerados traidores, e de muitos outros opositores aos terroristas. Essas ordens partiam, segundo divulgação na mídia, da chefe do comando “revolucionário” Dillma Rousseff, conhecida pela alcunha “Wanda”, “Heloísa”, “Marina” e outras. Tanto para um como para outro lado, era o preço da luta empreendida dentro do conceito de que a toda ação corresponde uma reação de igual grandeza ou intensidade.

Este tipo de informação sempre repercute em países de frágil estrutura cultural e política. Tem o alvo das candidaturas a Presidente da República. Estão ficando cada dia mais consolidadas as questões que envolvem o candidato Geraldo Alckmin com a justiça e malfeitos. A meta do marketing, gerado pelos canais formadores de opinião, está direcionada à desconstrução da pessoa do candidato. Bolsonaro estava preservado, até este momento, dessa ação. O documento sobre os comandantes do Exército cai como um presente aos opositores dele, Bolsonaro, porque afeta diretamente a sua formação de origem militar. Os dois, Alckmin e Bolsonaro, são as apostas de outubro até o momento. Estas ações visam viabilizar a desmoralizada composição MDB e PT. Ainda restam esperanças de que, ambos, associados a outras candidaturas, PSDB incluso, consigam se manter de alguma forma ao lado do Poder. É nesta toada do campo de salvação, que serão conduzidas as campanhas dos partidos que viveram nas tetas do governo.

Alckmin mesmo que sobreviva aos problemas com a justiça, dificilmente terá avanços, é frágil fora da fronteira paulista. Acredito que o João Doria deve ser lançado para ocupar esse espaço e com grandes chances diante do que está a exigir o momento político e a situação econômica e social do Brasil. João Dória, em tese, é o contra ponto do populismo que deveria ser assumido pela figura do Alckmin, que se perdeu, entre outros atos, ao se posicionar contra a cassação do Temer e aceitar sua aproximação, ao abraçar a defesa do Aécio Neves e ainda ser tolerante com o PT (Dillma e Lulla). A religião petista é uma dissidência da igreja PSDB, mas unidas nos interesses dos grupos da velha política. O João Dória, presume-se, preservará certa distância nessa conjunção de “desejos”. Ele é o único fato novo visível aos olhos da população. Para mim é a transição para uma gigantesca mudança na forma de fazer política. No mundo todo o atual processo político partidário se esgotou e não terá muito tempo de vida, está na fase dos últimos suspiros. Não adianta, por exemplo, eleger Macron, presidente da França, se o sistema (o mecanismo) o engole. Queiram ou não, ainda vivemos, em grande parte do mundo, dentro de um cenário engessado de um caudilhismo, dependentes de um líder. A população já percebeu isso e não quer mais pagar a conta, onde poucos usufruem daquilo que pertence a todos. Temos que abraçar essa visão e lutar por ela para que o Brasil tire do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional, o mofo político que tomou conta. Então, só nos resta sonhar e torcer.

PRÉDIO DA CAIXA

Sim, o Brasil é um prédio da Caixa Econômica abandonado a própria sorte. É esta sorte que tem dado sustento a vida brasileira que anda perto de sofrer um curto-circuito na sua estrutura política, social e econômica. Sempre é feita uma nova gambiarra, seja lá em que andar for. Estão aí as situações que tem vivido o País com sua maior Corte. Somadas estão também as atuações políticas do Executivo e seus pares nos ministérios que desmantelam o sistema de educação, saúde e segurança ao promoverem ações em que nada resultam de evolução, desenvolvimento ou melhoria na vida de qualquer cidadão. Vide o estado lastimável do ensino, o corredor da morte nos hospitais que aos montes vão fechando as portas, e as mágicas na economia que aumentam preços todos os dias, mas com inflação em queda, esta até explicável com a destruição do poder aquisitivo da população, que nada compra. Acrescente o balcão de negociação que se transformou o Congresso Nacional onde tudo se faz na base de troca de favores ou barganhas para aprovação de medidas, improdutivas ou direcionadas, operadas pelo Executivo ou “interna corporis”, ou seja, na defesa de interesses não coletivos.

“Nós”, os moradores, temos que pagar, e caro, pela moradia neste prédio Brasil. “Eles”, os usurpadores do Poder, recebem, a título de aluguel, o dinheiro para permitir morarmos em um País que não é deles, mas se utilizam desse prédio Brasil para exploração, dada nossa falta de condições de evolução cultural e educacional, nos tornando reféns da vida sub humana e precária se compararmos com o resto desenvolvido do mundo. O que impressiona na situação incerta, instável, indefinida e arriscada que vive a Nação, é exatamente a sua incapacidade de entender o momento que vivemos e a forma passiva que aceitamos situações como do presidiário Lulla que, da cadeia, promove tumultos ao sistema prisional e legal. Não fosse o pulso firme da juíza da 12ª Vara Federal de Curitiba, Dra. Carolina Lebbos, a lei de execução penal não seria cumprida e a sede da Polícia Federal no Paraná, transformada em circo para os palhaços petistas que julgam estar acima da lei e da ordem. São “eles” os que usam do aluguel do prédio Brasil que não lhes pertence, ou seja, do dinheiro público, para bancar ações de fanatismo a um líder de barro, inconsistente, despreparado e presidiário.

Espero, e muito, que a população brasileira tenha aprendido um pouco com toda essa bandalheira promovida pelo PT e seus partidos aliados. Está se aproximando o mês de outubro e nele existe a esperança de mudança na política brasileira, mas há um porém, não temos um candidato com perfil de administrador e de conhecimento profundo da situação global na qual o Brasil se encontra fora e precisa ser inserido. Mais que isso, todos os candidatos mais destacados estão, de alguma forma, implicados em situações com a justiça. Foram encontradas pegadas de malfeitos, de muitos deles, em suas trajetórias políticas. A única surpresa que poderá ocorrer, no quadro atual, é a candidatura de João Dória à presidência, motivada pelos acontecimentos judiciais e de aceitação em pesquisas do candidato Geraldo Alckmin. A manter as atuais candidaturas, não vejo boas perspectivas ao futuro do prédio Brasil, vamos continuar com muitas gambiarras e com grandes possibilidades de incêndios. E isso pode provocar colapsos à estrutura com muitos danos ao País.

É incrível o marasmo de setores sociais e profissionais diante da gravidade do momento brasileiro. Não há uma participação de segmentos representativos da sociedade. Uma pasmaceira geral e que de forma idiota, assiste aos acontecimentos e evolução da derrocada política do Brasil. A única a se manifestar de forma mais ativa é a OAB, mas esta, por sua natureza simbiótica com a esquerda, em busca de benefícios e espaços políticos, deixa de lado o valor dos “bem-feitos” em apoio aos “malfeitos”. Por onde andam as demais associações representativas de classes como a dos médicos, engenheiros e tantas outras? O que tem elas a apresentar, ou será que estão amorfas e não como organismo vivo da vida brasileira. Não posso crer que estas associações fazem parte daquele grupo que cobra aluguel da população de um bem que não é dele, assim como as organizações dos “sem teto”, que cobravam, sob ameaças de expulsão, dos miseráveis moradores do prédio da Caixa.

TEMOS QUE ROMPER

Hoje vou deixar em linhas mal traçadas e pensadas, já que a frustração é grande, a minha indignação gerada pela indignidade da maior corte brasileira que é o Supremo Tribunal Federal – STF, por suas lambanças e atos consistentes de defesa da bandidagem que tomou conta de todos os setores do País. Essa indignação é extensiva à indignidade também patrocinada por muitos políticos que se escondem do enfrentamento com os seus pares congressuais, membros do bando lullista e de outros chefes menores de quadrilhas nos estados e municípios. Mas a maior de todas as indignações é ver a Instituição que se diz defensora da moralidade e guardiã do Estado brasileiro ficar passiva diante da destruição do Brasil, em uma inércia incompreensível e inadmissível a quem tem por obrigação estabelecer equilíbrio social, a moralidade com a coisa pública e a defesa do interesse nacional quando estes estão ameaçados. Há um sinal de grande visibilidade de que as Forças Armadas se renderam aos caprichos e afagos dos desmanteladores do Estado brasileiro.

As declaradas posições de defesa de criminosos por membros do STF é descarada e consolidada. Os desajustes na educação estão nos noticiários policiais todos os dias com as agressões de alunos e pais de alunos contra os professores e estes, por sua vez, ofendendo seus alunos. Muitos destes alunos são agredidos por suas manifestações políticas ou posturas porque elas não permitem a cooptação pelos professores, engajados em promover em salas de aulas as ideologias de fundo de quintal com discursos sobre movimentos sociais, verdadeira lavagem cerebral em detrimento da educação formal. Como já escrevi em outros artigos, são milhões de jovens perdidos pelos cantos da vida e sem quaisquer perspectivas de saírem desse fosso em que são jogados. Os sindicatos são, na imensa maioria, dominados por incapacitados, incompetentes e frustradas pessoas que não encontram caminho na vida e por isso adotam essas mobilizações de baixo nível para se amparar em seu viver, não levando a nenhum resultado de qualificação e crescimento no desenvolvimento da educação brasileira.

Será que a população não percebe o momento em que vive o Brasil? Não é possível que ainda os mais informados e decentes dirigentes desconheçam tudo que se passa em todos os setores da vida brasileira. Nos dá a impressão que compactuam com tudo isso e devem ter um plano de fuga quando tudo for para o brejo. O aniquilamento do Brasil é algo mais do que real. Dá a impressão de que os brasileiros estão com fé total na Lava Jato, sem perceberem o movimento de corrosão que está sendo promovido pelos Tribunais Superiores, e nas ações desses homens e mulheres que resistem de forma aguerrida a todo e qualquer torpedo que lhes são lançados pelos bandos criminosos. Estamos por um fio nessa questão de sustentação da Lava Jato. Sem a participação ativa de vocês leitores, esses bravos homens e mulheres não vão se sustentar. É preciso manifestar de forma agressiva a essa mobilização dos juízes do STF e de outros tribunais superiores.

A população está cega diante do que acontece na saúde, com milhares de hospitais fechando as portas, na segurança com mais de 60 mil mortes anuais e na queda do sistema produtivo brasileiro que gera emprego, hoje já aproximando, oficialmente e é muito mais, dos 14 milhões de desempregados que somados a outros que desistiram de procurar emprego e os subocupados, chegam a casa dos 45 milhões de brasileiros. O aumento dado para O “Bolsa Família” que sustenta 15 milhões de famílias, cerca de 47 milhões de pessoas, é um sintoma claro de que a fome está chegando e com força e o estado brasileiro não terá condições de manutenção do que está vindo. A fatura da festança com o dinheiro público, que é do povo, chegou e será cobrada. Nós, população, por exemplo, é que vamos pagar a conta do calote que nos será dado pela Venezuela e países africanos, essa conta vence no dia 30 deste mês, são bilhões de dólares que você leitor, terá que pagar, assim como o rombo do fundo Postalis em que todos os funcionários ativos e os inativos estão cobrindo o desfalque dos malfeitores com sua contribuição mensal.

Até quando vão esperar para dar um basta nisso todos aqueles que podem atuar para colocar um fim. Não há outra instituição que possa estancar essa sangria do Brasil que não seja as Forças Armadas. Ou ela age ou quebramos porque politicamente isso só se resolverá, se resolver, daqui 30 anos. Você quer esperar? Tem tempo de vida para isso? Até que poderíamos esperar, se tivéssemos homens qualificados, éticos, honestos e moralistas para exercer o governo. Como não temos, temos que romper.

CUIDADOS COM O POVO

O Brasil caminha mais seguro com a postura que tem tomado um grupo de ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, o qual tem proferido decisões dentro dos limites da lei, da decência jurídica, da ética e da moral que todo membro da mais alta Corte de uma Nação deveria, por unanimidade, ter como base comportamental ao proferir seu voto. Ministros como Lewandowisck, Marco Aurélio, Tóffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, deveriam ter posturas de verdadeiros guardiães da Constituição Federal e das Leis. O comportamento dessa ala que, praticamente, são verdadeiros defensores dos suspeitos de malfeitos, é inconcebível para quem está no topo do Poder judicial do País. Esse grupo deixa no ar a suspeita de que devem algo ao molusco encarcerado em Curitiba e não tem dormido bem nos últimos tempos com pavor da metralhadora de acusações e revelações que poderá ser disparada por ele.

A população, condenada a carência de base cultural pelos muitos governos, que sempre foram descompromissados com ela e sempre a iludiu com mentiras e distribuição de dinheiro, condenando-a a uma vida miserável e injusta, precisa ser cuidada com maior atenção nas informações que lhe serão passadas sobre os últimos acontecimentos no Brasil. Não se vê esta preocupação em qualquer setor da vida brasileira. A grande mídia, por exemplo, não a tem porque seus operadores não se inserem na luta pelo País como um todo, mas, exclusivamente, na defesa de interesses de seus grupos ideológicos ou de suas empresas de comunicação. Os partidos políticos, que pela sua desvirtuada existência conceitual e programática, não tem o mínimo interesse em tal postura porque sai fora de seus métodos de atuação no período eleitoral. Conscientizar o eleitor sobre o valor do seu voto fica a cargo de alguns poucos ativistas e, mesmo assim, sem grande receptividade.

“Letras é comunicação. Com a audiência sobre justiça e direito aumentando enormemente, é preciso saber traduzir o conhecimento, porque o povo só pode participar daquilo que entende. Então é função, tanto da Academia quanto dos intelectuais, fazerem com que ela seja entendida pela população de modo que, o “juridiquês”, acredito, já está em fase de regressão”. Essa fala do meu ex professor e amigo da PUC-RIO ao ser eleito para a Academia Brasileira de Letras reflete o comportamento que toda a classe, profissionalmente dominante, deveria ter com a população. É preciso traduzir o conhecimento de forma inteligível a sua capacidade de compreensão do momento em que o Brasil vive. É preciso mostrar a população que o Lulla, por exemplo, está na cadeia porque cometeu crimes previstos em lei. Isso não é feito pela grande mídia e muito menos pelos partidos políticos, todos envolvidos com ele nas falcatruas dos governos. Não houve nenhuma manifestação de aprovação de qualquer partido político com a prisão do meliante “Da Silva”. Muito pelo contrário, a grande mídia procura confundir a população e os partidos se limitam a declarar que cumpriram com as determinações legais.

Outro exemplo que reforça essa associação – grande mídia X partidos e políticos, é a suavidade promovida por aquela para estes, de que o “Fundo Eleitoral de Campanha” será para moralizar as campanhas eleitorais. É o enorme, se não foi o maior, tombo financeiro aplicado ao povo brasileiro nos últimos anos. Legalizaram os desvios de dinheiro público com o discurso de que não mais haverá a corrupção empresarial, via campanha eleitorais. O que na verdade acontecerá é que será o “Fundo” uma válvula de escape para legalização do dinheiro que entrará pelos dutos da corrupção. Hoje esse “Fundo” já conta com cerca de dois bilhões e setecentos milhões de reais disponíveis para serem distribuídos aos partidos políticos. As regras impõem que caberão aos grandes partidos a maior fatia, ou seja, ficará a cargo dos dirigentes, que são os políticos atuais, o controle do dinheiro. E preciso deixar claro e ser justo, que nem todos os dirigentes partidários agirão de má fé e com discriminação, no uso desse dinheiro, há exceções.

O que é estranho é que muitas instituições privadas e políticas não se mobilizam para frear essa aberração. Basta provocar o TSE – Tribunal Superior Eleitoral com pedido de suspensão da aplicabilidade da lei que criou o “Fundo”. Esse comportamento de passividade, de falta de ação, é que mostra claramente a não compreensão popular do que se passa nesse universo político, onde existe uma casta privilegiada que abusa da falta de conhecimento do povo sobre o caminhar da política no país. Quem cuida da população brasileira? É preciso mais cuidados com o povo.

UM NOVO CAMINHO

A Educação brasileira, destroçada pelos últimos anos de governos, dá bem o nível em que está e o caminho em que é conduzida pelos “educadores”. Estes têm como único conteúdo capaz de transmitir aos jovens, o víeis ideológico e desestruturador da organização social e familiar. São, geralmente, professores frustrados profissionalmente e incapacitados para desenvolver programas e conceitos pedagógicos que estimulem nos jovens o desejo de aprender e evoluir. Não pregam a liberdade de expressão e muito menos, o direito de escolha de cada um dos alunos. A eles são impostas situações desagregadoras que os tem levado a evadir-se das escolas e mesmos das faculdades. Lembrem-se, 47% dos alunos das universidades públicas não terminam os cursos e o mesmo acontece com 53% das universidades particulares. É uma soma gigantesca de investimento perdido sob todos os ângulos que se possa pensar, social, profissional, pessoal e por aí vai.

Todo esse desmantelamento educacional está centrado em uma única e incontestável razão: o uso da Educação como propulsor de candidaturas políticas e serventias de governos aos partidos. E isso acontece com o governo federal, governos estaduais e municipais. As verbas obedecem ao mesmo critério e investimentos são feitos apenas na parte física, aquela em que o eleitor vê e que mais tarde poderá ser um trunfo na captação de votos. O que se passa por dentro, é coisa intramuros e lá tudo acontece, menos o aluno aprender e o professor realmente ensinar, raras exceções. Existem bons colégios, diretores e equipes de professores que lutam pelo ideal de ensinar e conseguem bons resultados, felizes dos alunos que lá estudam.

Repito sempre aqui neste espaço, a administração da Educação no Brasil tem que se afastar/desligar/desvincular da estrutura funcional direta do Poder Executivo, em todos os níveis. Esse sistema em vigor de administrar a educação, dependência direta do Executivo, é que tem levado a falência do ensino no Brasil. O sistema educacional tem que ter independência administrativa e financeira, assim como é, para exemplificar, o Ministério Público. Sua administração tem que ser exercida por um colegiado formado por membros ligados diretamente a área educacional, um colegiado de Reitores, por exemplo. É a única forma de afastar e eliminar os penduricalhos políticos ideológicos e ser uma fonte de desenvolvimento intelectual e profissional.

O ensino pelo mundo desenvolvido já está atingindo o uso de tecnologia holográfica em salas de aulas e nós ainda estamos na era do giz. Lá, os alunos estão voltados ao aprendizado com uso de alta tecnologia de informação, conhecimento e fatos atuais. Explorar suas habilidades é fundamental ao seu desenvolvimento e sua preparação para o futuro que já está entrando no nosso dia a dia. A inteligência artificial (computadores e processadores) já faz parte da vida nos países evoluídos e mesmo com certa presença em Nações como a brasileira. A visão escolar tem que se antecipar ao movimento organizacional da sociedade. Tem, por exemplo, que perceber que mudanças radicais estão a caminho da vida laboral com o uso quase integral da inteligência artificial na execução dos trabalhos. A escola deixará de ser o centro de estudos de processo do saber e terá, como primazia, a função nobre de ser o centro de evolução de pensamentos, criatividade e inovação voltadas ao encontro de soluções técnicas em qualquer área e a promoção da evolução humana. É sabido que até os anos 2050/2060, o mundo começará a curva decrescente de sua população, o que já acontece em alguns países.

Na nova sociedade que se aproxima, a escola nos países desenvolvidos, já não terão em suas salas os atuais professores, e apenas algumas atividades que hoje existem, permanecerão. Matéria jornalística de primeira linha, informa que laboratórios e o setor industrial estarão voltados exclusivamente a fabricação de bens de consumo essenciais à sobrevivência. O avanço tecnológico, produto da evolução educacional, é tão acentuado que já se prevê a extinção de 60% das carreiras profissionais nos próximos cinco anos. A adaptação dos jovens ao novo mercado já está em processamento nesses países com a nova forma de abordagem da educação. Já o que acontece com o Brasil é algo de criminoso com a educação, com milhares de jovens que todos os anos são jogados na lata de lixo e, quando não, entregues a esses incompetentes administradores e professores que fazem da sala de aulas, um parlatório para pregações ideológicas estúpidas e ultrapassadas. O Brasil precisa, na Educação, de um novo caminho.

RECONSTRUÇÃO

A crença popular de que, se Lulla não era preso é porque não tinha culpa de nada, acabou. Está desmantelada a chefia do bando e com isso os membros começam a ser sentir perdidos, assim como são os macacos quando perdem o seu chefe, ficam desnorteados sem saber para onde ir. O cineasta Padilha, do magnífico “Tropa de Elite” e o fantástico “O Mecanismo”, já tem material de sobra para dar ao País uma ideia de como será a sua reconstrução moral, ética e política. É irreversível a varredura que limpará este Brasil desses malfeitores que iludiram e saquearam o povo brasileiro. A indecência é tanta que nenhum dos partidos se manifestou pela mobilização ocorrida em 03 de abril, exceção ao Partido Novo, mas este ainda não está na seara política pra valer e mais parece uma organização “religiosa” que política, oremos. Esse bico calado partidário é comprometedor e diz bem que sua função ideológica e programática é de fachada, o que nos remete a análise de que são meros cabides de grupos que se amparam na sua constituição legal para chegar ao Poder.

O Partido Novo não faz uso das verbas públicas para sua atuação, uma boa atitude, não resta dúvida. Por esse motivo lanço ao Novo a proposta de representar junto ao Poder judiciário pela suspensão da aplicabilidade da lei que aprovou o “Fundo Eleitoral”. Na verdade, foi uma ação de defesa financeira eleitoral dos chefes políticos, que terão o controle do dinheiro já que são eles os caciques partidários. Esse fundo já está na casa de dois bilhões e meio de reais e poderá ultrapassar os 03 bilhões, uma vez que a lei só estabelece o piso mínimo. Dinheiro de muitos setores da administração federal, como o da saúde, por exemplo, está sendo deslocado para a composição do fundo eleitoral, cerca de 80 milhões. Argumentam os deputados, que esse dinheiro faz parte da cota obrigatória do orçamento que cabe a cada um deles e com isso, como se nada tivesse a ver, podem se utilizar do dinheiro com a justificativa de que não estão onerando os cofres públicos. Uma piada. Esta Lei do fundo eleitoral foi, pressupõem-se, para evitar corrupção, ou seja, as relações promíscuas entre empresários e políticos. Na verdade, esta lei apenas aliviou o caixa das empresas porque essa relação não deixará de existir, mas criou uma ponte legal para o uso do dinheiro do povo.

O dia 04 de abril de 2018 será marcante na história brasileira. É o inicio da recuperação moral e ética da Nação e que vai refletir, e muito, na área econômica. É o marco divisor entre a esbórnia em que vivia e a decência que este País merece. Nada acontecerá de pronto. Haverá uma intensa luta, mas de muito ânimo e expectativa de que os tempos serão outros. O que foi promovido por esse bando de vários partidos comandados pelo meliante petista foi alguma coisa assombrosa e que levou o Brasil a este estado lastimável em que se encontra. Não temos segurança, nem física, nem jurídica ou qualquer outra. O judiciário contaminado pelas ações de parte de alguns membros da Corte maior, amparados pelo corpo político, espalha aos demais, como metástase, o germe do mau exemplo, e capilariza ações não muito condizentes com os bons costumes na área jurídica. Há as magníficas exceções como dos Tribunais Regionais Federais – TRF que, brilhantemente, resistem a pressão do próprio STF.

A administração pública em todos os níveis se decompõe e o próprio povo, desmoralizado e comprometido com seu voto dado aos administradores, aceita com passividade que seus representantes se encham de dinheiro nas cuecas, meias, bolsos, malas e outros recipientes, sem qualquer reação de sua parte. A prisão do chefe do bando desta Nação é o ponto inicial de que a população, finalmente, sentirá que há nessa seara, nesse deserto de ética, moral e decência e por aí vai, um novo horizonte com a concretização da Lava Jato como única fronteira contra os malfeitores do Brasil. Os exemplos da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba e o Tribunal Regional Federal TRF-4 de Porto Alegre deverão servir de norte à decência, moralidade e ética de todo este Brasil vilipendiado, mas que ressurge das cinzas. A contaminação da corrupção instalada pelo meliante que se serviu no Poder para suas sandices e paranoia, será contida pela nova forma que o povo vai encarrar esses desmandos. O despreparo cultural da população não retira a capacidade de perceber que cabe a ela a tarefa de impulsionar todos os atos que tenham como meta o bem-estar do Brasil. O povo agora sabe que foi iludido e enganado por anos por essa quadrilha que começa a tomar o rumo da cadeia. Não passarão impunes. Vamos, todos nós, nos unir para que aconteça ao Brasil, a sua reconstrução.