Categoria: PEDRO FERNANDO MALTA – REPENTES, MOTES E GLOSAS

UM MOTE BEM GLOSADO E UM FOLHETO DE PRESEPADAS

Mote: Não existe lembrança que não passe Nem saudade que dure eternamente. Gustavo Enio Como tudo na vida tem seu fim A paixão que já tive também teve Lembro um pouco o passado e sei que deve Todo fim de romance ser assim, A lembrança de tudo hoje é pra mim Como um filme que …

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COCO DA BICHARADA COM ANTONIO NÓBREGA

SEIS MESTRES DO IMPROVISO

Ivanildo Vilanova Rei Davi foi deputado Na Assembleia do Acre Kruschev fez um massacre Nas traíras de Condado Jesus Cristo era cunhado De Romano do Teixeira Escreveu A Bagaceira Mas se esqueceu do bagaço Eu querendo também faço Igualzinho a Zé Limeira. Severino Feitosa Confúcio foi na Bahia Pai-de-Santo e curandeiro Anchieta era pedreiro No …

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SEIS SONETOS DE BIU DE CRISANTO E UM FOLHETO SOBRE RUI BARBOSA

Severino Cordeiro de Souza – Biu de Crisanto (1929-2000) Viveu e morreu em São José do Egito, Pernambuco, terra de poetas e cantadores. Contemporâneo e conterrâneo de Rogaciano Leite, Louro do Pajeú, Cancão, Antônio Marinho, Dimas e Otacílio Batista, e Jó Patriota. A rua onde viveu chama-se BECO DO POETA. Chamado também o “poeta do …

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DEZ MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE GRACEJO

João Paraibano O que mais me admira É ver o sapo inocente Que gosta de lama fria Mas detesta a terra quente Vendo da cobra o pescoço Pinota dentro do poço Pra se livrar da serpente. * * * Rogaciano Leite Eu nasci lá num recanto Do sertão que amo tanto Onde o céu desdobra …

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QUATRO MOTES NORDESTINADOS E UM FOLHETO DE BICHOS

José de Sousa Dantas glosando o mote: Vejo o corpo da terra se queimando na fogueira da seca nordestina O barreiro tá seco esturricado não tem água no açude e na barragem só tem nuvem cinzenta de estiagem todo eito do campo está pelado não existe alimento para o gado o cinzeiro no espaço faz …

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OITO MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO CLÁSSICO

Anjo Mendes do Condado Da galinha eu gosto muito De certos pedaços dela Duas asas, duas coxas, Dois coxões e a titela, Pescoço com sobrebunda, Coração, figo e moela. * * * Ivanildo Vilanova Acima da cova, o corpo, Acima do corpo, a cruz, Acima da cruz, a vela, Acima da vela, a luz, Acima …

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CINCO MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE PELEJA

Ivanildo Vila Nova Quando eu calar minha lira, meu trabalho e minha trova, a deusa desce do céu, vem visitar minha cova, dizendo nessa terrinha não tem outro Vila Nova. * José Alves Sobrinho Eu também fui cantador Repentista e violeiro, Todo o norte brasileiro Inda lembra, sim senhor, O meu nome, o meu valor, …

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DOIS GIGANTES DO IMPROVISO

Severino Lourenço da Silva Pinto, o Pinto do Monteiro (Monteiro-PB, Nov/1895 – Out/1990) * * * Improvisos de Onézimo Maia Canto pra Tarcísio Maia Porque sou Maia também; Eu sou Maia e vivo mal; Ele é Maia e vive bem; Ele tem o que não tenho Eu tenho o que ele não tem * Você …

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GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Poeta Wellington Vicente, colunista fubânico Wellington Vicente, em homenagem a Zé Marcolino, glosa o mote Vinte anos que a saudade Tá morando em nosso lar. Sei que Raimundo Jacó Ganhou um bom companheiro Mas uma enchente de dó Fez no meu peito um barreiro E a saudade, num estouro, Arrebenta o sangradouro Que eu me …

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UM MOTE FEMEEIRO E UM FOLHETO MITOLÓGICO

Dédalo e Ícaro: da mitologia grega para o cordel Silva Filho glosando o mote: Pensou numa coisa boa Mulher não pode faltar Quatro grandes maravilhas Que se resumem em três Mulher, Cachaça (na vez) Valem por quatro partilhas; Sem auxílio de planilhas Quem quiser vai comprovar Como quem sabe pescar E tem domínio de proa …

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DEZ MESTRES DO IMPROVISO E UM FOLHETO DE RAPARIGA

Pinto do Monteiro Aqui é minha oficina, Onde eu conserto e remendo, Quando o ferro é grande, eu corto, Quando é pequeno, eu emendo, Quando falta ferro, eu compro, Quando sobra ferro, eu vendo. * * * Vitorino Bezerra Ensinei Patativa a fazer glosa Inspirei Casemiro de Abreu Castro Alves foi grande aluno meu Passei …

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CHICO NUNES DAS ALAGOAS, O ROUXINOL DA PALMEIRA

Capa do livro de Mario Lago, publicado pela Civilização Brasileira em 1975 Quando a vida me sorria Por ôtro prisma eu oiava, Mir maravilhas gozava E um novo amor me surgia. Gozei tanta simpatia, Que a natureza enciúmô-se. Tudo de mim desviô-se, Hoje me resta a saudade, Vivê não tenho vontade… O Chico Nunes acabô-se. …

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DUAS DUPLAS EM CANTORIA E UM FOLHETO DE BICHOS

João Paraibano e Diomedes Mariano cantando no 10º Festival de Violeiros de Princesa Isabel-PB Poetas repentistas João Paraibano e Diomedes Mariano glosando o mote: “O meu tempo infantil foi sepultado na gaveta do túmulo da lembrança”. * * * Galope a beira mar com os poetas repentistas Ivanildo Vilanova e Geraldo Amâncio improvisando sobre turismo …

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NA HORA QUE NEM CALDO DE CANA

Severino Ferreira da Silva Muito me admira o galo O nanico ou carijó De dez ou vinte galinhas Ele é quem dá conta só Sem precisar vitamina Nem caldo de mocotó. * * * Leo Cruz Admiro a exuberância De um poeta em cantoria Com a tempestade de versos Que num instante ele cria E …

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UMA CANTORIA MARCANTE E UM FOLHETO DE GRACEJOS

Dois monstros sagrados da Nação Nordestina, dois grandes poetas repentistas, Otacilio Batista e Diniz Vitorino, ambos já no infinito, em memorável encontro: * * * Um folheto de José Honório INTERIOR DE HOJE EM DIA, OU A PELEJA DO CRÉU COM O FORRÓ No lugar onde eu resido Cadeado inda é tramela Não é tão …

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GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS E DOIS POETAS CANTANDO UM RIO

Poetas repentistas João Paraibano e Diomedes Mariano cantando o Rio Pajeú * * * Lourival Batista glosando o mote: Quem casa faz uma cruz Pra morrer cravado nela. Jesus não morreu tão moço Mas nunca quis companheira, Quis uma cruz de madeira, Porém, não de carne e osso. Não lhe seduziu o esboço Do perfil …

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GRANDES DUPLAS EM CANTORIA

Poetas repentistas Zé Cardoso e Louro Branco glosando o mote: Quando a seca chegou eu fui embora do sertão que nasci e me criei. * * * Raimundo Nonato cantando com Nonato Costa Nonato Costa A semana foi marcada por morte de jornalista, aprovação de reformas, e quebra-pau de grevista, e o nosso adeus a …

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UMA DUPLA EM CANTORIA E UM FOLHETO CLÁSSICO

Poetas repentistas Zé Viola e João Lourenço glosando o mote: Eu não devo dez por cento Da conta que estou pagando * * * Um folheto de Leandro Gomes de Barro ANTONIO SILVINO, O REI DOS CANGAÇEIROS O povo me chama grande E como de fato eu sou Nunca governo venceu-me Nunca civil me ganhou …

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GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Padre Paulo “Dunga” Moura glosando o mote: Dez minutos de amor sendo com ela Vale o resto da vida sem amar. Quando estou bem pertinho do meu amor Eu não sinto vontade de mais nada Porque bom é estar com minha amada Agarrado, sentindo seu calor Da sua boca provando seu sabor Que tem gosto …

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