CICLOS

Li em artigo recente, da autoria de colega do JBF, uma breve menção a ciclos e isto me despertou uma multidão de raciocínios que gostaria de compartilhar com meus parcos e abnegados leitores.

A primeira lembrança que me veio à mente foi o genial matemático alemão Johann Carl Friedrich Gauss. As descobertas matemáticas desse ser iluminado começaram já aos 11 anos de idade. Aos 18 anos, desenvolveu o “Método dos Mínimos Quadrados”. Gauss dividiu o mérito desta descoberta com Legendre, que publicou o método independentemente em 1806.

Para aqueles que não são acostumados com questões científicas, basta dizer o seguinte, para dizer o grau de importância deste método matemático: Toda pesquisa científica busca, basicamente, determinar a relação existente entre uma causa e um efeito. Para isso, utilizam um método desenvolvido pelo Lord inglês Francis Bacon, no século XVI. Segundo o mesmo, para conhecer alguma coisa devemos…

• Coletar informações (quantificadas) a partir de observações rigorosas;
• Reunir e organizar, sistemática e racionalmente, os dados recolhidos;
• Formular hipóteses a partir da análise dos dados recolhidos;
• Comprovar se as hipóteses são verdadeiras a partir de experimentações.

A bronca é que todas as observações e medições realizadas apresentam erros inerentes a cada um dos sistemas de medição adotados. Foi aí que entrou a genialidade de Gauss. O mesmo criou um método extremamente simples para se determinar a equação matemática que melhor representa a relação entre dois conjuntos de dados. Um conjunto, de uma variável aleatória qualquer. Outro, de uma variável que, supostamente, tem seus resultados dependentes da variável aleatória.

Não fosse suficiente a descoberta deste método fundamental para todas as pesquisas científicas de nosso tempo, o mesmo Gauss desenvolveu um outro conceito que se tornou fundamental em todos os aspectos de nossa vida: A curva de distribuição Normal de probabilidades, ou Curva de Gauss. Esta curva também foi desenvolvida a partir dos seus estudos sobre a distribuição dos erros em observações astronômicas, juntamente com o astrônomo francês Laplace. Daí a mesma também ser conhecida por Curva de Laplace. Seu conceito é tão poderoso que se espalhou por inúmeros aspectos de nossa vida quotidiana.

Ciclo de Vida das Organizações e Ciclo de Vida dos Produtos

Passamos a ver a distribuição de probabilidades em forma de sino nos mais variados ciclos com os quais nos defrontamos, assim como nos mais variados aspectos do nosso quotidiano: Desde o ciclo de vida das organizações e o ciclo de vida dos produtos, até os ciclos naturais através dos quais passamos ao longo de nossas vidas. Desde o ciclo de nascimento e morte dos seres, até o ciclo das estações do ano, das fases da lua e das marés, juntamente com o ciclo menstrual das mulheres. Isso sem falar nas cadeias cíclicas do DNA, algoritmo divino que controla todas as manifestações de vida em nosso planeta.

Assim, não é de se estranhar que o economista russo Kondratiev tenha visualizado a existência de ciclos econômicos como sendo inerentes ao capitalismo. Este jovem teve a infelicidade de ir contra as ideias predominantes no grupo ao redor de Stalin, durante a industrialização soviética e a comunização forçada da agricultura. Só por causa dessa “gracinha”, foi destituido do comando do Comitê de Análises de Conjuntura Econômica do governo soviético. Posteriormente, foi preso em 1930 e fuzilado em 1938. Tudo simplesmente por discordar de Stalin. É dura a vida de quem discorda daqueles que estão no poder.

O ciclo encontrado por Kondratiev tem um período de duração aproximado de 40 a 60 anos, após o que retorna ao ponto inicial. Apresenta duas fases distintas: uma fase ascendente (fase A) e uma fase descendente (fase B). Essas flutuações de longo prazo seriam características da economia capitalista. O primeiro a perceber a correlação existente entre os ciclos econômicos do Brasil e as Ondas Longas de Kondratiev foi Ignácio Rangel. Em suas palavras:

“O relacionamento que faço das vicissitudes de nossa história nacional com as ondas longas, cuja simples existência não é aceita mansamente, faz-me sentir-se um pouco como Heinrich Schliemann quando resolveu levar a sério a Ilíada, na busca da localização exata de Troia, valorizando, assim, um documento que muitos consideravam uma tessitura de mitos.”

Se considerarmos verdadeira a associação dos movimentos ascendentes e descendentes de nossa economia com os movimentos econômicos mundiais, dada nossa característica de economia periférica, ficariam assim grandemente esvaziadas as alegações dos tiranetes de plantão com relação a suas realizações econômicas. O máximo que lhes poderíamos imputar seria a agravação das fases descendentes, dada a incúria com que trataram as finanças públicas na depressão, bem como o mérito de não terem atrapalhado demasiadamente durante as fases de prosperidade, o que já é uma grande coisa. O terrível disto tudo é que, enquanto no mundo civilizado, os ciclos de Kondratiev redundam em uma espiral de crescimento e desenvolvimento; no caso brasileiro, ficamos qual cachorro, perseguindo o próprio rabo, condenados e ansiando por um “Eterno Retorno”, tal qual Nietzche preconizou na Gaia Ciência, de modo a fugirmos da espiral descendente de frustração e desespero que nos ameaça.

BIG BROTHER IS WATCHING YOU!

Quando eu comecei a trabalhar em indústrias, lá pelos anos 70 do século passado, havia uma nova febre nas empresas. Um negócio vindo do Japão e conhecido como “Controle de Qualidade”. Era só no que se falava!

A empresa onde eu trabalhava era uma sociedade entre uma grande fabricante alemã, detentora das patentes dos processos utilizados na produção, uma grande fabricante dos Estados Unidos e um grupo nacional de São Paulo. Os alemães, detentores das patentes, queriam preservar os padrões de qualidade. Assim, exigiam que houvesse uma Diretoria só voltada para a área da Garantia da Qualidade, que esta tivesse a palavra final em todo problema relativo à produção, e que esta posição fosse ocupada sempre por um alemão, representante dos seus interesses no negócio. A coisa toda era realmente muito séria e funcionava bem!

Só que havia um pequeno problema: Era um verdadeiro batalhão composto só de “Inspetores de Qualidade”. Praticamente um trabalhava e outra fiscalizava. O custo dessa estrutura, como não podia deixar de ser, era astronômico! Além dos trabalhadores se sentirem tremendamente incomodados por terem o tempo todo um “peru” abelhudando o trabalho deles, por cima dos seus ombros, e dando pitacos não solicitados sobre aquilo que estavam fazendo. Realmente, era um pé no saco. Até onde eu sei, poucas pessoas se sentem confortáveis com um bafo quente na nuca. O resultado final era uma total alienação dos trabalhadores com relação ao que estavam realizando. Repetiam mecanicamente as operações de produção e o fiscal que se virasse pra ver se estava prestando pra alguma coisa, ou não. Afinal, estes ganhavam um belo salário só para isso.

Estas empresas, como dizem os matutos, “emprenharam pelos ouvidos”!

Um dos caras que inventou essa estória de Qualidade Total nas indústrias (Juran), dizia que o “Processo” tinha que passar pelo que ficou conhecido como a “TRILOGIA”: a) Planejar b) Controlar e c) Melhorar.

O pessoal aqui só focava nos aspectos ligados à etapa intermediária – controlar a qualidade. A forma como faziam, retirava totalmente a responsabilidade de quem deveria ser o principal responsável por fazer alguma coisa que prestasse: O cara que estava produzindo. As empresas que entenderam a lição do mestre colocam a responsabilidade de produzir totalmente sobre os ombros das suas bem treinadas equipes de produção, sem necessidade alguma de manter uma caríssima e ineficiente estrutura de fiscalização. Enfatizam fortemente o trabalho em equipe, o treinamento intensivo e em diferentes atividades, de modo a obter a rotação de funções, a busca pela melhoria contínua através do amplo uso de ferramentas estatísticas, o desenvolvimento de técnicas de análise e solução de problemas, a eliminação de infindáveis níveis hierárquicos que só servem para atrapalhar, etc. etc. etc. Este modelo de produção passou a ser conhecido mundialmente como “Lean Production”, ou produção enxuta. Foi com esta receita que estas indústrias ganharam os mercados mundiais.

Usando o modelo anterior, a empresa acima citada tinha 2.000 funcionários e produzia 800.000 unidades todo dia. Depois, com os ganhos de produtividade decorrentes de automação, juntamente com a consequente eliminação da enorme estrutura de inspetores e fiscais, a empresa passou a produzir 2.000.000 de peças a cada dia, utilizando apenas 800 funcionários. Se cada funcionário produzia uma média diária de 400 peças, passou a produzir uma média de 2.500 peças diariamente. Um crescimento na produtividade do trabalho de mais de 630% em um período de 4 anos, ganho este impossível de ser realizado no setor de serviços.

As pessoas leigas neste assunto costumam imaginar que esta briga por competitividade, entre as empresas manufatureiras, seja meramente uma disputa entre a utilização de robôs ou a utilização de mão de obra humana. Nada mais distante da verdade!

A grande disputa, na realidade, se dá entre duas diferentes formas de se encarar o ser humano.

A primeira e mais tradicional forma de gerenciar pessoas é o Taylorismo. É a forma que Douglas MacGregor denominou de “Teoria X”. Encaram-se as pessoas todas como se elas fossem eminentemente preguiçosas, desonestas, só interessadas em ganhos financeiros e que, caso lhes seja dada a oportunidade, praticarão toda uma série de atos negativos para a organização, já que não desejam comprometimento emocional maior com a mesma. A consequência desta forma de encarar a relação é a necessidade de uma supervisão cerrada, fiscalização constante e controle absoluto de todas as ações a serem praticadas pelos indivíduos.

Em contrapartida, a filosofia subjacente ao modelo de Produção Enxuta parte do pressuposto que as pessoas, dadas as circunstâncias adequadas, são: a) Eminente e fundamentalmente honestas b) Desejam realizar um bom trabalho e poder se sentir realizado por isso, c) Valorizam o reconhecimento de seu bom desempenho, d) Necessitam se sentir pertencendo a algo maior que eles mesmos, desde que este algo maior tenha um sentido e lhes seja motivo de orgulho. Esta seria a “Teoria Y”. Quando se tem times de pessoas altamente preparadas e motivadas, torna-se totalmente irrelevante a supervisão cerrada e a fiscalização constante. O desempenho bate sempre recordes sucessivos e são sempre superiores ao resultado esperado.

Ficamos nos perguntando exaustivamente por que é que a indústria manufatureira brasileira está sendo dizimada pela competição internacional. Não preciso detalhar todo o trabalho de destruição em massa que vem sendo praticado pelos nossos “amados” governantes, ao impor uma carga tributária escorchante e inócua, em conjunto com uma fúria legiferante capaz de enlouquecer qualquer um. Só que não é só isso!

Nosso país está totalmente na contramão deste movimento mundial! O governo encara o cidadão, todo e qualquer cidadão, como um bandido perigoso, quando na realidade, os bandidos são eles. Sua palavra não vale nada. Só vale alguma coisa se acompanhada de um documento em 3 vias, com firma reconhecida e registrada em cartório. Não pode usar celular no banco, pois “pode estar tramando um assalto”. Declaração redigida do próprio punho? Nem pensar! As instruções de trânsito, para os motoristas, devem ser minuciosas e específicas nos mínimos detalhes, de modo a não deixar a mínima margem para que estes assumam as decisões. Qualquer “desvio”, por ínfimo que seja, acarreta multas pesadíssimas! O negócio é arrecadar!

Devemos ser o povo mais fiscalizado do mundo. É fiscal para todos os tipos e gostos. Qualquer repartiçãozinha insignificante tem uma frota de “viaturas”, sempre circulando e lotada de fiscais regiamente pagos só para abelhudar. Na era PT, de triste memória, a coisa chegou a paroxismos. Foi tanto o inchaço estatal que a produtividade da mão de obra no Brasil diminuiu. Algo nunca visto na história da humanidade. De 2012 a 2015, a renda per capita brasileira cresceu 0%. Dessa maneira, não seremos um país rico nunca.

Bom! Se é pra ser mesmo fiscalizado, quero que me mandem as meninas do Polícia Rodoviária para virem me fiscalizar. Terei o máximo gosto em atendê-las, e até em ir preso por elas, se for o caso.

PREVISÕES PARA 2018

Consultei meus guias espirituais e estas são a previsões para o ano que se avizinha:

1. A corja política continuará detonando a operação lava-a-jato de todas as maneiras possíveis e imagináveis!

2. A roubalheira de recursos públicos continuará frenética e praticada de todas as maneiras! A única modificação que será observada será uma maior cautela ao longo da roubalheira, a fim de não incorrer em alguma reação popular.

3. Continuarão a ser indicados comparsas e asseclas para ocuparem as instâncias superiores do judiciário!

4. Todo nosso arcabouço jurídico continuará a ser meticulosamente projetado a fim de preservar as pregas dos ladrões que nos dominam e infelicitam.

5. Continuaremos sendo comandados por uma legião de imbecis absolutamente canalhas e incompetentes!

6. Hordas ululantes de imbecis continuarão se apresentando para ter também o direito de mamar nas tetas estatais, seja nas eleições, seja nos concursos públicos.

7. O governo brasileiro continuará cagando regras na vida do cidadão sob a forma de uma torrente diarréica!

8. Tudo o que é chefete de merda no governo se arguirá no direito de prescrever os mínimos detalhes da vida dos cidadãos!

9. O rombo do governo só aumentará e o total da dívida pública se aproximará cada vez mais do total do pib do país!

10. Os juros pagos pelo governo passarão a consumir quase a totalidade de todos os impostos extorquidos dos otários, ops…dos “cidadãos”.

11. O brasil continuará total e absolutamente fudido, mal pago e sem perspectivas de melhora!

12. A velocidade média das estradas brasileiras se aproximará de 20 km/h. A cada quilômetro haverá uma série de quebra-molas e lombadas eletrônicas. Serão arrecadados trilhões em multas. Mesmo assim, o número de mortos ultrapassará a barreira dos 100.000. Melhorar a engenharia das estradas? Nem pensar! Até porque o dinheiro do governo todinho só dá para os juros e a corrupção.

13. A população continuará encalacrada em dívidas, afundando na merda e pagando cada vez mais impostos para nada!

14. O número de assassinatos ultrapassará a barreira dos 100.000. Os socialistas continuarão afirmando que é tudo fruto da “distribuição de renda”.

15. A indústria brasileira continuará sendo “desconstruída” pelas ações predatórias dos órgãos governamentais! Retornaremos à condição de produtor de miçangas e de lembranças artesanais para turistas gringos. Aqueles loucos o suficiente para vir aqui visitar esta bosta.

16. Os meios de comunicação de massa continuarão discutindo ad-nauseam filigranas de assuntos absolutamente imbecis e irrelevantes!

17. A Rede Globo continuará apresentando diariamente lições intensivas de putaria e viadagem. O “fashion” continuará a ser:

a) as meninas emprenharão 3 vezes antes dos 15 anos, cada uma de um pai diferente e que nem ela tem certeza quem é. Depois, entrega o pimpolho para os avós criarem.

b) quando não estiverem emprenhando, estarão esfregando o xibiu no das colegas. Afinal, “todos tem o direito a provar de tudo, né?”

c) os rapazes usarão brincos de “strass” e coque estilo “ninja”, que é para o macho deles ter onde segurar quando os estiver enrabando, e serão forçados a dar a bunda pelo menos umas três vezes, antes de “decidirem” se querem mesmo ser homem.

18. Continuará sendo uma merda viver neste país!

FELIZ ANO NOVO! Ahahah (Piadinha sarcástica e de mau gosto)

NO PAÍS DO ESPALHA MERDA

Quando eu era adolescente, lá pelos anos 70 do século passado, costumávamos sair bebendo, cantando, dançando e batucando pela Avenida Boa Viagem, no Recife, nos dias que o antecediam e no próprio carnaval.

Era um “Bloco de Sujos” tão mambembe e vagabundo que nem orquestra tinha. O pior de tudo é que, para o opróbrio eterno de todos os seus componentes, titulares e aderentes, o mesmo recebia a pitoresca denominação de “Bloquinho do Espalha Merda”.

O bloquinho não tinha orquestra (o acompanhamento da cantoria se dava batendo em latas velhas e tambores desafinados), não tinha sede, não tinha estandarte, não tinha dia certo para “desfilar”, ou seja: Não tinha nada! Era uma verdadeira bagunça. Em outras palavras: Um retrato fiel de nosso esculhambado país. Com tudo isso, o grande problema mesmo era a “concentração”!

Para os não iniciados nas mumunhas do carnaval recifense, concentração é aquele período de tempo em que os componentes de uma agremiação carnavalesca “Ad-Hoc” aquecem os instrumentos, ao mesmo tempo em que aquecem também o juízo dos componentes, sorvendo quantidades cavalares de bebidas alcoólicas, a fim de criar o “clima” adequado para o desfile. Só então, parte-se para a etapa seguinte que é “Botar o bloco na rua”. Pois bem: Nesta etapa, o grande problema mesmo era a dosagem. Explico!

É que às vezes, exagerávamos na “concentração” e, quando pensávamos em colocar o bloco na rua, já estava todo mundo completamente bêbado. Em vez de desfile, ia todo mundo pra casa.

Mesmo assim, de uma coisa, a combativa agremiação fazia questão absoluta: Seu hino!

Adotávamos uma antiga cantiga de carnaval, de origem desconhecida e cuja autoria se perdia nas brumas dos tempos. Vejam que “pérola” do cancioneiro nacional.

Só que este país mudou imensamente desde aquela época. E não foi para melhor, infelizmente!

Hoje, quem se apossou dos Direitos Autorais sobre o “Bloquinho do Espalha Merda” foram nossos briosos representantes, componentes da nossa nunca suficientemente execrada classe política.

Eu costumo afirmar sempre, e com absoluta convicção, que a maioria absoluta das pessoas com quem eu convivo e conheço é ABSOLUTAMENTE HONESTA!

Meus pais são honestos. Meus irmãos são honestos. Meus amigos são honestos. Os pais dos meus amigos são honestos e honrados. A maioria absoluta de todas as pessoas que eu conheço é honesta.

Aliás, eu diria até que nós, brasileiros, somos o povo mais honesto do mundo!

Digo isto porque, se decidirmos não ser honesto, não dá absolutamente porra nenhuma. Caso decidamos enveredar pela desonestidade e roubalheira, o máximo que nos poderá acontecer é ser eleito para Deputado ou Senador, já que a nossa justiça para poder ser chamada de palhaçada tem que melhorar muito. Na verdade, é muito mais uma tragédia nacional. Só serve mesmo para uma multidão imensa de advogados picaretas (olha o pleonasmo) se locupletarem às custas do erário. Devido essa nossa justiça ser uma merda, somos honestos por opção própria e pela educação que recebemos de nossos queridos pais, já que somos oriundos de uma geração em que ainda se sabia quem eram os pais de cada um, se convivia com eles e se recebia as lições de vida no dia a dia.

Em contraste com essa maioria (ainda) absoluta de nossa população (por enquanto), existem os políticos.

Plenamente conscientes da sua (deles) desvantagem numérica com relação à população laboriosa, que carrega esta bosta de país nas costas, a corja política partiu desbragadamente para a aplicação da estratégia de sobrevivência que denomino, por falta de melhor expressão, de “Espalha Merda”.

Esta estratégia diversionista se vale de expressões nauseabundas do tipo:

– Ah! Política é assim mesmo.
– Política sempre foi assim!
– Ele rouba, mas faz!
– A roubalheira vem desde os tempos de Cabral, (O Pedro Álvares, não o gatuno carioca)
– Todo partido (ou político) rouba!
– E a roubalheira do PSDB? (Ou PMDB, ou PSOL, ou DEMOS, etc. etc. etc.)
– Nosso país atravessa uma crise moral!

Advirto de antemão que crise moral tem a puta que os pariu, lá no bordel onde a mesma presta seus serviços sexuais mediante remuneração.

Assim, parcos leitores, só peço a Deus pai Todo Poderoso, que ilumine as obtusas mentes dos meliantes que estão responsáveis pela liberação da minha aposentadoria, e que estes me concedam aquilo que é meu pelo mais chinfrim princípio de direito, para que eu possa assistir ao formidável naufrágio desta porra de país bem de longe, lá do convés do meu barco, nas Antilhas ou nas Ilhas Gregas.

FELIZ NATAL a todos!

(Se puderem, mesmo com os Gilmar, os Toffolli e os Lewandowski da vida, juntamente com os Lula, os Renan, os Jucá, os Gedel, os Fernando Bezerra, e outras carniças mais, cagando em nossas cabeças e vidas de montão)

TATUAGENS E POLE DANCE

Dentre as incontáveis bobagens propagadas pelo socialismo, creio que a pior de todas seja a insistência em querer que todos os seres humanos tenham um padrão de vida igual. Se algum dia, só para efeito de raciocínio, esta miragem for alcançada, no dia seguinte já haverão alguns que terão se despojado de sua parte em troca de coisas menos valiosas, seja por que motivo for. Assim, alguns mais espertos já estarão melhor aquinhoados que os pobres, despreparados para a vida, que se desfizeram de suas parcelas.

Acompanhamos este processo, com nossos próprios olhos, em uma região de Pernambuco que foi dividida em pequenos lotes de 10 Hectares e doados aos produtores rurais, como forma de realizar a famigerada “Reforma Agrária”. Em pouquíssimo tempo, a vasta maioria se encontrava na mais absoluta miséria. Moravam em taperas de adobe, cheios de filhos, famélicos, remelentos e cheios de lumbrigas, sua única produção era derrubar uma árvore da mata de vez em quando para fazer carvão e vender. Não plantavam nada. Com o apurado do carvão, compravam sal, pólvora para a espingarda soca-soca, a fim de caçar o bicho que lhes aparecesse, e a indefectível cachaça.

Ocorre que um dos lotes terminou nas mãos de uma família de japoneses. Estes começavam a trabalhar no campo ao nascer do sol. Lá pelas 10 ou 11 horas, quando o sol esquentava, se recolhiam à residência , modesta mas impecavelmente limpa, para almoçar. Produziam hortaliças de altíssima qualidade e frutas de alto valor de mercado, como maracujá. Para encurtar a estória, em pouco tempo os japoneses compraram mais umas quatro ou cinco propriedades vizinhas, tinham uma casa linda, automóvel e um tratorzinho que era pau para toda obra: Preparava a terra, acionava a bomba de irrigação, puxava a carreta para coletar a colheita e levava a produção para ser comercializada na feira. Essa divisão entre pobre e ricos às vezes se deu, na maioria das vezes ao longo da história, como consequência das guerras. Como dizia Machado de Assis: “Ao vencedor as batatas”!

A divisão entre ricos e pobre se torna tão marcante que se reflete de forma vigorosa nas línguas faladas. A língua grega, desde as suas mais remotas origens, está dividida entre o Grego Clássico, utilizado por Homero na Ilíada e na Odisseia, e que até hoje pode muito bem ser compreendido, e o grego “Demócrito”, falado pela população em geral. A divisão é tão marcante que fez-se necessária uma legislação autorizando o uso do Demócrito em documentos oficiais daquele país. É mais ou menos o que está sendo feito de forma consuetudinária em nosso país.

Já a língua Latina, dividiu-se entre o Latim Clássico e a “Vulgata”, normalmente falado pela soldadesca e suas famílias, oriundas da miscigenação com as belas “bárbaras” dos povos conquistados. Foi assim que teve origem toda a família de línguas neo-latinas. O Português guarda resquícios das duas versões. Palavras como trabalhar (Vulgata) e laborar (Latim Clássico) convivem sem nenhum problema.

Outro exemplo bem interessante é a língua inglesa moderna. A mesma é um híbrido entre o Bretão, língua neo-latina falada no norte da França (Bretanha), e o Saxão, proto-alemão falado a Leste daquele país, e que também havia migrado anteriormente para a ilha britânica. A mistura das duas línguas se deu após a bem sucedida invasão da ilha por Guilherme, o Conquistador, após a batalha de Hastings, em janeiro de 1066. A partir da conquista normanda, a língua usual na corte inglesa passou a ser o Normando (ou Bretão), enquanto o povo falava o saxão. Da mistura dessas duas, surgiu o inglês moderno. Esta é a razão porque a maioria das palavras inglesas possuem uma similar originada na outra língua. A palavra “Pork”, de origem latina, é usualmente utilizada para representar a comida na mesa (Pork´s meat). Já para o animal vivo, a palavra “Pig” ou “Hog” utilizada é saxã. Isto se explica porque o saxão (pobre) criava o animal, enquanto o nobre bretão (Rico) é quem comia a iguaria preparada. Esta é a razão pela qual é de péssimo gosto chamar a comida pelo nome do animal vivo, normalmente em saxão, devendo ser sempre utilizada a palavra francesa. A vingança dos pobres, nesta questão da comida, foi ótima!

Utilizaram tamanha criatividade no aproveitamento das partes dos animais que lhes eram destinadas, que os pratos com elas preparados ficaram muito mais gostosos que os pratos dos ricos, feitos a partir das partes mais nobres dos animais. Os exemplos abundam:

Começamos citando a nossa tão querida feijoada, filha direta do tradicional “Cassoullet” francês. Esta é feita a partir de um simples feijão cozido, acrescido de orelhas, rabos, tripas e pés de porco, partes menos nobres do animal e que os ricos rejeitaram, bem como o que mais der vontade de acrescentar e que esteja disponível para o cozinheiro. O resultado ficou tão gostoso que virou o prato nacional por excelência.

“Cassoulet” francês e a rainha inconteste das mesas brasileiras – a deliciosa feijoada

O mesmo se deu em diferentes regiões do globo. Aos camponeses chineses, para quem só sobravam os pés das galinhas abatidas para os ricos, estes se transformaram na iguaria predileta do povo chinês. Já na Romênia, bem como no Piauí, o prato típico é um cozinhado de vísceras de boi que a mim só causa repugnância. Chamam a esta gororoba de “Panelada”. Eles adoram! O mesmo se dá com a abjeta “Buchada de Bode”, louvada em proza e verso pelos nordestinos. Todos menos eu!

Pés de galinha apimentados, panelada e buchada de bode. Vão encarar?

No caso inglês, a víscera que subiu ao podium foi o rim, na horrível Torta de Rim, ou “Kidney Pie”. Já os casos da Espanha e da Itália são muito mais palatáveis. A Espanha, com sua maravilhosa Paella (mistureba de arroz com tudo o que sobrou de Frutos do mar), e a Itália, com a nunca suficientemente louvada Pizza: um grande pão árabe coberto com qualquer coisa que se tenha à mão no momento.

A intragável “Kidney Pie”, juntamente com a deslumbrante Paella e a deliciosa Pizza

Este enobrecimento de criações populares se estendeu também ao campo musical. Obras de origem até marginal, como o tango argentino, as músicas ciganas e as canções napolitanas, são detentoras de tão elevado grau de sentimento e arte que, com o passar dos anos, ascenderam à condição de “erudito”. Os melhores exemplos são as Rapsódias Húngaras, de Lizt e de Brahms, assim como canções como “O Sole Mio” e “Torna a Soriento”.

Já o que vem ocorrendo nos nossos dias, impulsionado por um tsunami avassalador de ideologia marxista, é exatamente o oposto daquilo que ocorreu ao longo de toda a história da humanidade: Ao invés de estarem sendo enobrecidas as criações da camada mais modesta da população, está sendo degradada a camada da população que (supostamente) deveria ser a detentora de maior requinte e erudição. Em suma: O mundo, e muito especialmente o Brasil, está se esvaindo em bosta.

Alguns sintomas candentes deste embrutecimento dazelites:

– Estética Grunge – Calças sem cinturão, folgadas, rasgadas, escorregando e aparecendo o rego da bunda

– Auto-mutilação – Piercings e tatuagens cujo único objetivo é chocar quem vê.

– Músicas – Semelhantes a tambores de macumba e com temática digna de putas.

– Pole Dance – A dança praticada pelas putas, se arreganhando para atrair freguês, virou dança de salão

– O mundo gay – O que antes era um desvio (quando muito) tolerável, virou norma impositiva. Não pode nem falar que não gosta que dá cadeia.

– Padrões de comportamento – Atitudes, hoje consideradas “normais” (ou opção individual), antes não eram aceitas nem em cabarés de 5ª categoria.

Estou começando a achar que já vivi demais!

GENTE BESTA

Dos livros que se encontram embrionários em minha mente (e em meu computador), o que mais gosto será modestamente intitulado de Tratado geral sobre a imbecilidade humana.

O mesmo encontra-se em estado bastante avançado de elaboração. Só não o publiquei ainda por absoluta falta de tempo e de saco. É-me absolutamente impossível concentrar nesta tarefa tendo que mourejar, labutar e refregar quotidianamente pelo pão que o Diabo amassou. Meu compromisso, comigo mesmo, e com minha meia dúzia de renitentes leitores, é terminá-lo tão logo me seja concedida a nunca suficientemente louvada (embora sempre postergada) aposentadoria. Esta deverá ser, sem a menor sombra de dúvidas, minha obra máxima e o escrito pelo qual deverei ser lembrado pelos séculos afora, tal é a magnitude das suas conclusões. Será uma verdadeira bomba atômica de muitos quilotons.

O subtítulo da minha “Magnum Opus” será: “Todo mundo é imbecil, inclusive você. Leia-me e veja como

Os prolegômeno da elaboração desta obra prima tiveram início já na minha mais tenra idade. A mais remota lembrança que me vem à mente a respeito deste meu mórbido interesse pelas manifestações de imbecilidade explícita se deu aos quatro anos de idade. Perguntei então candidamente à minha mãe:

– Mamãe! Por que é que só as pessoas burras são felizes?

Ela estacou extasiada com a complexidade da pergunta e eu fiquei sem minha resposta. Até hoje, já provecto, continuo procurando resposta para esta mesma questão.

Antigamente acreditava-se que as características básicas de disposição das pessoas se deviam aos então chamados “Humores”. Essa ideia (Teoria humoral ou teoria dos quatro humores) era a principal explicação para a saúde e a doença entre os séculos IV a.C. e o século XVII. Segunda a mesma, a vida seria mantida pelo equilíbrio entre quatro humores: sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra, procedentes, respectivamente, do coração, sistema respiratório, fígado e baço. Cada um destes humores teria diferentes qualidades: o sangue seria quente e úmido; a fleuma, fria e úmida; a bílis amarela, quente e seca; e a bílis negra, fria e seca. A partir do predomínio de um destes humores na constituição dos indivíduos, teríamos diferentes traços físicos e psicológicos: o popular sanguíneo, o sereno fleumático, o forte colérico e o perfeito melancólico.

O grande psicólogo Carl Gustaf Jung desenvolveu, a partir dessa divisão entre os grandes grupos de personalidades diferentes, a sua famosa Teoria dos Traços de Personalidade, onde este propugnava que não se classificasse aprioristicamente as personalidades, mas sim os comportamentos apresentados pelos indivíduos.

Esta, por sua vez, foi desenvolvida e ampliada pelas psicólogas britânicas Katharine Cook Briggs e sua filha, Isabel Briggs Myers, que criaram a classificação tipológica de Myers-Briggs – MBTI (do inglês: Myers-Briggs Type Indicator) Este, parte da análise de escolhas individuais entre 04 pares de dicotomias, o que ampliou as possibilidades para 16 tipos de personalidade diferentes.

Este instrumento foi criado durante a 2ª Guerra Mundial e passou a ser amplamente utilizado para identificar características e preferências pessoais, de modo a poder classificar as diferentes personalidades. Números atuais indicam que, na população dos Estados Unidos, onde este tipo de teste é mais amplamente aplicado, a população se divide da seguinte forma entre as principais categorias: 46,1 % são SJs (ou Guardiões), 27% se enquadra como SRs (ou artesãos) , 10,4 % como NTs (ou racionais) e 16,5% como NFs (ou idealistas). Vejam que, mesmo no país que está na vanguarda mundial do desenvolvimento econômico e da qualidade de vida, a grande maioria da população (cerca de 90%) não pode ser enquadrada como sendo prioritariamente racional.

Só que nem precisava desse estudo. O filósofo Platão, em sua obra denominada A REPÚBLICA, (400 anos antes do Cristo) já havia considerado a humanidade como sendo composta majoritariamente por indivíduos com mentalidade de escravo. Abdicariam alegremente de sua liberdade em troca de “Pão e circo”.

Segundo o mesmo, o regime de governo primitivo seria o aristocrático. Este degeneraria por os chefes e líderes passarem a perseguir, não as virtudes e a justiça, mas honrarias e prestígio. Depois, os governantes passam a nutrir amor às riquezas e posses materiais, dando origem ao regime conhecido como Oligarquia ou Plutocracia, Aumenta, desta forma, a patologia da Pólis que, enferma, se vê cada vez mais separada entre pobres e ricos. Isto, segundo Platão, levaria a multidão a tomar a força o poder, instalando um regime novo e mais degenerado ainda: a democracia. Estabelece-se então um igualitarismo radical, minando todo tipo de hierarquia e respeito, seja de filhos para com os pais, de discípulos em relação aos mestres, dos mais jovens para com os idosos, cada cidadão dando prioridade absoluta a seus próprios desejos e anseios, caindo a sociedade num individualismo radical. Esta é a visão crítica e pessimista do filósofo. Parece até que viveu no Brasil do PT.

Sendo a democracia o regime das massas e do igualitarismo anômico, se instaura então um período de licenciosidade e busca irracional e excessiva do prazer, o que não era possível para o povo nos outros regimes. Devemos lembrar que a democracia grega daquela época tinha como característica a eleição através da sorte. Isto permitia que indivíduos ignorantes (e amadores quanto a questões do estado) pudessem tomar decisões significativas na direção da pólis. Foi isso que levou Sócrates, seu mestre, à condenação e à morte. Platão chega mesmo a comparar a democracia com uma imagem de um barco ou um navio cujos marinheiros resolvem alijar o capitão de seu posto e decidem pilotar a nau sem qualquer experiência, perícia ou conhecimento da arte de navegar . O filósofo ficou conhecido pela sua pela famosa teoria do governante filósofo, o qual, por natureza e essência, seria o mais apto a ordenar tanto a si mesmo quanto a Pólis.

As consequências do regime democrático seriam tão insuportáveis que, segundo Platão, levariam a um clamor desse mesmo povo (Demos) por um governo Tirânico ou Despótico, encarnado na figura de um líder que governasse com mão-de-ferro, restabelecendo a antiga ordem e harmonia. Platão condena então, não apenas o regime democrático, mas também (e sobretudo) a Tirania, que, longe de restabelecer a saúde da Pólis, a escravizará, pois é da natureza mesma da alma do tirano não possuir freios morais, sendo ele mesmo um escravo dos próprios desejos e paixões, não sendo capaz de governar nem a si mesmo, quanto mais a Cidade.

A abordagem que proponho para tão momentosa questão é mais simples e focada. A taxonomia que proponho para a humanidade não visa realizar uma exegese hermenêutica de todos os tipos e categorias existentes: Proponho simplesmente que existem DUAS categorias básicas de seres humanos: Os Imbecis, absolutamente majoritária e dominante, e aqueles pobres diabos que tentam desesperadamente fugir desta maldição divina através de um esforço insano para compreenderem, primeiro a si mesmos, e depois ao mundo que os rodeia.

É óbvio que a nobre linhagens dos imbecis de subdivide em inúmeras categorias, mas isso seria assunto para uma série de inúmeros artigos bem maiores que este.

“Quando Deus criou homem e mulher, não patenteou. Por isso que todo o imbecil tem sido capaz de fazer o mesmo desde então”. George Bernard Shaw

Quer reconhecê-los? Quanto menos entendem de alguma coisa, mais são capazes de matar e morrer por aquilo.

COTAS

Assisti recentemente, por dever de ofício, a uma palestra proferida por uma Professora “Doutora” (ela faz questão absoluta do título precedendo seu nome) da Universidade Federal, a respeito das assim chamadas “Ações Afirmativas”. Foram duas horas de tortura!

A senhora era um verdadeiro poço de ressentimentos contra tudo e contra todos, especialmente contra os brancos dozói azuis que infelicitaram sua “raça” (soi-disant) ao longo do período da escravidão. Dizia ela que a sociedade teria que “resgatar” uma suposta imensa dívida para com esse pessoal. Gostaria de saber quem é que foi sequestrado para que tenhamos que resgatá-lo ?

Foi uma verboragia abundante a respeito de todos os chavões e falácias esquizofrênicas propaladas ad nauseam pela galera esquerdóide, e que nos infelicitou a vida ao longo dos últimos anos.

A Doutora passou todo o tempo justificando a alocação de vagas para uma seleção preferencial dos auto-denominados “negros” em instituições como empresas, universidades e órgãos governamentais.

Fiquei com uma fortíssima impressão de que a palestrante tem uma solução em busca de um problema. Até porque a mesma fez carreira e meio de vida, aliás regiamente bem remunerada, só defendendo essa idéia, tal qual um “Samba de uma nota só”, em diversos postos governamentais e universidades. Isso há já uns bons quinze ou vinte anos.

Por princípio, desconfio profundamente de qualquer “Paladino da Justiça”, protetor dos fracos e dos oprimidos, que faça disso seu meio de vida, tal qual a maioria dos religiosos, políticos e agentes do governo que conheço. Este é o primeiro sinal indicador de estarmos diante de um canalha. Com muita boa vontade, será simplesmente um imbecil. Normalmente, o grande beneficiário das suas ações “Beneficentes”(?) são eles mesmos.

Segundo pude entender da longa peroração, esta deverá ser a “bala de prata” que deverá resgatar (epa!) esta “Dívida Social” para com os negros.

O festival de besteiras começou com a palestrante apresentando um gráfico baseado no IBGE, e onde, a partir da auto-classificação expressada pelos entrevistados, a população brasileira seria dividida entre uns 45% de pardos, outros 45% de brancos (que duvido muito não sejam também mesclados com negros e índios), e os orientais e índios, cada um com cerca de 1,5% da população. Para completar, o saldo de uns 7% de auto-declarados negros.

O Besteirol iniciou-se com sua afirmativa de que “O Brasil é o segundo maior país negro do mundo em população, perdendo apenas para a Nigéria” (Sic).

Não acreditei naquilo que estava ouvindo. Não consegui me conter e questionei-a a respeito. Ela repetiu a mesma besteira, alto e bom som. Foi quando falei: – Doutora! O máximo que podemos afirmar, a partir dos dados que a senhora apresentou, é que o Brasil é o maior país PARDO, e não negro.

A partir daí, baixaram todos os Exuss na Madame: Esta passou imediatamente a amaldiçoar a memória de Gilberto Freire, bem como sua grande mentira (Sic) a respeito de sermos uma sociedade miscigenada e harmônica com relação a este aspecto. Quanto à interpretação dos dados, nem uma palavra!

Como eu sou brasileiro e, segundo a grande filósofa Dilma Roussef, “O brasileiro nunca desiste”, arrisquei mais uma pergunta.

– Doutora! Diga uma coisa. Minha avó materna era filha de uma índia com português. Meu avó materno era filho de uma negra. Minha avó paterna era ruiva de olhos azuis. Acho até que era descendente de holandeses. Meu avô paterno era português. Qual a raça em que me classifico no IBGE? Vira-lata? Pé-duro, que nem bois desgarrados, lá do sertão? Não posso colocar simplesmente… BRASILEIRO?

– E outra. Como é que eu me qualifico para pegar uma boquinha dessas? Vamos criar cotas para gordos? E que tal cotas para feios? Nós também somos tremendamente discriminados. Eu também quero mamar.

Dá para imaginar qual foi a sua (dela) reação.

A partir desse blá-blá-blá todo, consegui formar algumas convicções bastante fortes:

1. Estão querendo remendar as consequências, sem corrigir as causas. Acredito fortemente que a razão para haverem tão poucoucos negros de expressão na sociedade tenha início neles mesmos. A propensão à maternidade e paternidade irresponsável, juntamente com uma baixa propensão para se sacrificar em proveito da descendência, formam a base desta situação. Depois, a ajuda decisiva que nosso amado governo dá ao priorizar a manutenção das caríssimas “Madrassas” (Escolas de doutrinação xiita) apelidadas de Universidades Federais, preparadoras preferenciais de fanáticos socialistas, marxistas, leninistas, trotskistas, e outros istas mais… em detrimento de uma formação verdadeiramente profissionalizante. Isto, em lugar de priorizar a educação básica de qualidade para todas as crianças. Após a desgraça ter sido feita a estas crianças, ficam querendo empurrar na marra montanhas de semi-analfabetos nas universidades. Entram “burros” e saem “Jumentos Diplomados”.

2. Com essa estória de “alguns serem mais iguais que os outros” nos processos de seleção, as trágicas consequências são as seguintes: a) Cria-se mais uma usina de mamatas, b) Vai para o vinagre (mais uma vez) o Artigo V de nossa tripudiada constituição. Isto ocorre mesmo após os sociopatas esquizofrênicos falarem o tempo todo em !igualdade”, c) Todo o conceito de meritocracia vai para o beleléu, d) Cria-se um tremendo ressentimento entre os que foram preteridos, mesmo sendo melhores. Conseguem assim criar, num passe de mágica, a nunca suficientemente execrada “Luta de classes”, leitmotif dos esquerdopatas.

3. Vai dar uma mão de obra desgraçada para desencrustar essa gente, portadora deste tipo de visão disforme da realidade, juntamente com seu linguajar imbecilizante e suas ideias estapafurdias, dos meios formadores de nossa juventude. Essa é a verdadeira Herança Maldita que a patota dos esquerdopatas vai nos deixando, mesmo estando mais desmoralizados que time de terceira divisão. Levarão décadas até que seja extirpado, se é que algum dia será, esse balaio de falácias e meias-verdades abundantes nos corações e mentes das nossas universidades, principalmente depois que esta legião de “intelequituais” deste porte passou a fazer disso meio de vida.

A “criatura” fechou com chave de ouro a sua arenga ao nos conclamar todos a um retorno às nossas idílicas origens africanas. Segundo a mesma, deveremos passar a priorizar o estudo da nossa herança cultural africana e negra, abandonando a cultura europeia que, segundo ela, é mais um instrumento da dominação e do colonialismo branco sobre os pobres negros colonizados.

A partir da sua visão, deveremos todos passar a estudar as práticas do candomblé, do catimbó e da macumba. Deveremos ter cursos intensivos de atabaques, zabumbas e de tambores diversos. Iniciaremos classes das línguas bantu, nagô, yourubá, xossa, e muitas outras mais. Tudo isso em detrimento do já tão deficiente estudo dos filósofos gregos, da nossa base jurídica romana, da nossa tradição judaica e cristã, e do estudo de línguas como o inglês e o francês ou o alemão, da matemática e da física. Desta forma, estaremos plenamente qualificados para contatos do mais alto nível com lideranças planetárias do porte de um Mobuto, Idi Amin Dada, Bokassa e tantos outros mais da mesma estirpe. Que acham?

O mais interessante é que, mesmo repudiando toda a nossa base civilizatória, simplesmente por ser “coisa de branco colonialista”, a palestrante nos afirmou que continuará “pesquisando e produzindo conhecimento”. Nem se tocou do tremendo paradoxo que será produzir conhecimento “negro”, utilizando para isso ferramentas desenvolvidas por Francis Bacon, Aristóteles, Emannuel Kant, Newton, Galileu, Kepler, Gauss, e toda uma pletora de gênios, nenhum dos quais com a mínima ancestralidade negra, coisa que seu sectarismo chinfrim tanto abomina.

Meu Deus! Meu Deus! Onde é que eu vim cair. Isso deve ser pra expiar meus pecados.

EU QUERO MINHA APOSENTADORIA! Meu saco vai estourar.

DESAJUSTADO

“Há momentos em que toda uma geração cai entre dois estilos de vida, e toda a evidência, toda a moral, toda salvação e inocência ficam perdidos para ela.” Herman Hesse

Desde bem pequeno que sempre me senti um desajustado. As brincadeiras, que todas as outras crianças adoravam, eram-me totalmente indiferentes ou mesmo desagradáveis. Já as coisas que me atraiam, estas eram totalmente sem importância para os meus possíveis amiguinhos. Sempre fui um desastre nos esportes que exigissem um mínimo de coordenação motora, principalmente o futebol. Atividades físicas não eram comigo. O que me fazia esquecer do tempo era ler A Ilha do Tesouro, de Robert. Louis Stevenson, O Máscara de Ferro, O Conde de Monte Cristo, Os Três Mosqueteiros, O Médico e o Monstro, e por aí vai. Outra leitura que me fascinava era uma enciclopédia chamada Conhecer, que me era presenteada em fascículos semanais pelos meus pais.

Já maiorzinho, (quer dizer: em torno dos 12 ou 13 anos) minhas leituras migraram para coisas como O Elogio da Loucura, de Erasmo de Roterdan, Os Pensamentos, de Blaisé Pascal, Crítica da Razão Pura, de Emmanuel Kant, e outras coisinhas “leves” deste tipo.

Em suma: Sempre fui um solitário e um perfeito “Outsider”. Um “Nerd”, ao estilo da época. Parecia-me que a frase de Carlos Dummond de Andrade havia sido escrita para mim: “Quando eu nasci, um anjo torto disse: – Vai, Adônis! Vai ser gauche na vida!”

Muita Atenção! O “gauche” aí, (esquerdo, em françês) é no sentido de atravessado, estranho, etc.

Já adolescente, nunca pertenci a aqueles grupelhos que costumam se formar, num fenômeno bem conhecido da psicologia, e que recebeu a denominação de “Grupalização”. É o famoso “Nós contra eles”, utilizado “ad nauseam” pelas mentes infantilizadas, (e infantilizantes por osmose), do famigerado PT de abjeta memória. Daí para a frente, toda a minha vida tem sido sempre assim.

Consta nos tratados de psicologia que li, que uma das necessidades mais básicas do ser humano é a necessidade de pertencer a algo que seja maior que ele mesmo. Repetiram-me “ad-nauseam” a frase de John Donne: “Nenhum homem é uma ilha”. Denominaram este sentimento como sendo “Necessidade de belongness” (Pertencimento, em inglês). Daí adviria a satisfação com que as pessoas usam os crachás das empresas onde trabalham, tal qual se fosse uma condecoração. Outros, colocam adesivos nos vidros dos seus automóveis indicando coisas como: “OAB” (aqui pra nós, uma grande merda!), outros, colocam “Poder Judiciário”. (Outra grande merda). Alguns, menos aquinhoados na partilha do butim do nosso aparato estatal, contentam-se com símbolos de times de futebol com os quais se auto-conectaram psicologicamente. (Outra grandessíssima merda). Outros mais, colocam broches na lapela dos seus ternos, como forma de se reconhecerem mutuamente os participantes de uma mesma tribo. Coisas como: Maçonaria, Igrejas, Movimentos Sociais (Eca!), e coisas que tais. Tudo isso sempre visando demonstrar “Urbi et Orbi” que se está integrado a alguma patota poderosa ou importante. Ou ambos.

Isto sempre me deixou uma tremenda impressão de que, consideradas isoladamente, estas pessoas deveriam ser umas nulidades. O que lhes daria razão para existir seria o pertencimento ao grupo.

De todas as categorias de pertencimento existentes (usando o neologismo da moda), há uma que é mandatória e à qual não conseguimos escapar: A nacionalidade.

De todas as categorias de grupos humanos existentes, possíveis e imagináveis, esta talvez seja a mais tirânica. Não escolhemos nada. Simplesmente tivemos pais de uma determinada nacionalidade, herdando assim a mesma deles (jus sanguini), ou nascemos em um determinado território(jus soli). A partir desta simples casualidade, consequências tremendas se desdobram na vida de cada um de nós. A alegação é que, ao nascermos, assinamos de forma consuetudinária um famigerado “Contrato Social” (maldito seja Rosseau), amarrando-nos a toda uma estrutura jurídica pré-existentente. Ai daqueles que ousarem contestar esta estrutura de dominação ancestral.

Querem ver o que é um inferno de vida? Vejam a situação das pessoas a quem lhes foi negada a nacionalidade. Basta darem uma olhada na internet a respeito da refugiada síria Maha Mamo, que teve a nacionalidade arbitrariamente negada pelo governo de seu país e foi acolhida pelo Brasil.

Essa estrutura absolutista de dominação sobre a vida das pessoas começou a ser montada a partir da assinatura do Tratado de Westphalia, em 24 de outubro de 1648. Naquela ocasião, foram assinados dois acordos internacionais que, juntos, selaram a paz, colocando fim à Guerra dos Trinta Anos que devastou a Alemanha. Além de alterarem dramaticamente o mapa da Europa, também serviram de base para os conceitos modernos de Estado-nação e de soberania estatal. Esta conferência teve um caráter inédito, e até revolucionário, pois foi a primeira vez que se reuniam em torno de uma mesa de negociações os grandes Estados da Europa. Foi também a primeira vez que se definiu as relações entre os Estados, respeitando-se o princípio de soberania de cada um. Não se tratava mais, como na Idade Média, quando uma cristandade ocidental se unia em torno de uma fé comum e a autoridade de um soberano pontífice. Cada monarca passou a ser o chefe absoluto dentro de suas fronteiras, inclusive em matéria religiosa.

De lá para cá, os controles sobre a população se tornaram cada vez mais rígidos e arbitrários. A invenção dos passaportes, logo após a 1ª Guerra Mundial, foi uma etapa decisiva neste processo.

A pergunta que eu me faço constantemente, cada vez que sou violentado por mais uma aberração proveniente das nossas abjetas lideranças, é a seguinte: Qual a atitude a tomar quando quando se está imbuído da mais profunda repugnância por tudo aquilo que se refira à nossa nacionalidade?

Tornar-se um Ronin (Samurai cuja facção foi dizimada e que vaga sem destino e sem estar ligado a nenhum Shogun)? Fora de cogitação! Não conseguiria nem embarcar em um avião para ir embora do país, quanto mais ter acesso a outros territórios no mundo.

Na verdade, o que um individualista empedernido como eu gostaria mesmo seria retornar à condição idílica prevalecente antes do estabelecimento deste controle totalitário sobre a vida das pessoas representado pelos passaportes e pelos vistos de entrada. Seria a condição que, por falta de palavra melhor para definir, chamo de “Untiedness”. Seria estar desconectado e livre para ser você mesmo.

Isso é o que farei da minha vida pelos próximos anos, tão logo os crápulas liberem minha aposentadoria.

Talvez eu lhes conte depois como é que realizarei esta proeza. Talvez!

A RIQUEZA DAS NAÇÕES

No começo, bem no começo, a ideia básica era conseguir especiarias raras e artefatos luxuosos que só pessoas imensamente ricas podiam se dar ao luxo. Os preços astronômicos compensavam de sobra todos os custos e riscos das imensas viagens necessárias para consegui-las e ainda davam lucros inimagináveis.

A rota da seda

Tais mercadorias normalmente eram importadas do distante e desconhecido oriente. Eram tecidos de seda e finíssimas porcelanas da China, especiarias deliciosas das Índias que, só de mencionar, aguçavam a imaginação dos europeus do medievo: Pimenta, noz moscada, canela, gengibre, anil, açúcar, chá, café das Arábias, tecidos de Damasco, tapetes da Pérsia e tantas outras mercadorias.

Os árabes as traziam até os portos do Mediterrâneo. De lá, navegadores italianos faziam a transferência e a distribuição para os mercados europeus. Foi este comércio que levou Gênova e Veneza ao seu apogeu.

Estava tudo muito bom, tudo muito bem, até que a perda de Jerusalém para os muçulmanos e o acirramento da disputa pelas almas dos fiéis em toda a costa mediterrânea complicou tremendamente o tráfico. Começou uma busca frenética por rotas alternativas e foi aí que os portugueses se deram bem. Herdaram todo o cabedal de conhecimentos trazidos do Oriente Médio pelos Templários e, com a extinção desta ordem, através da Ordem dos Cavaleiros de Cristo que os sucedeu, meteram mãos à obra.

Caminho “português” para as Índias e extensão do Império Espanhol de Felipe II

Se considerarmos o rudimentarismo dos equipamentos de navegação disponíveis à época, podemos considerar os navegadores portugueses como verdadeiros gigantes de arrojo e de coragem. Foram estes heróis que promoveram a primeira globalização de verdade, integrando os 7 mares e os 5 continentes.

Não demorou quase nada para que a Espanha, vendo os ganhos incomensuráveis advindos a Portugal como fruto da sua ousadia, seguir-lhe os passos. Primeiro, timidamente, com as 3 caravelas magras do imitador e trambiqueiro Cristóvão Colombo. Depois, de forma mais profissional, desta feita com conquistadores dispostos a ter sucesso a qualquer custo, mesmo que o preço fosse sua morte. Sucederam-se os Cortez e os Pizarros na dominação, espoliação e extermínio dos povos ameríndios.

Na ausência das tão desejadas especiárias na América, ênfase aí passou a ser a busca de metais preciosos: o ouro e a prata. Com a unificação ibérica, de 1580 a 1640, o Brasil se viu engolfado nesta busca desenfreada por estes metais, embora tais buscas só fossem ter sucesso no início do século XXVIII.

A partir daí, foi uma sucessão de impérios europeus se estendendo pelo mundo afora. Os judeus portugueses, expulsos de Portugal pela inquisição espanhola, dirigem-se a sua inimiga, a Holanda, e lá fundam as companhias das Índias (Ocidentais e Orientais) a fim de entrar nessa partilha.

Assim, podemos dizer que, se os séculos XV foi dos portugueses, o XVI viu o apogeu espanhol. No seguinte, o XVII, entram na briga os holandeses e franceses. Já no século XVIII se desenha a hegemonia britânica, que vem a culminar com a derrota de Napoleão e se estende até o século XX, só terminando com a ascensão do colosso americano após a 2ª Guerra Mundial, depois da “unificação” no século XIX.

Com a revolução industrial, a partir do século XVIII, o grande fator de competitividade das nações passa a ser a capacidade de produzir manufaturas. Nessa seara, a Inglaterra foi a pioneira e campeã absoluta durante os dois séculos seguintes, razão pela qual seu império sucedeu aos anteriores e se estendeu ao longo de toda a Terra. A briga então passou a ser pelo acesso às fontes de matérias primas (baratas) e aos mercados para os produtos manufaturados (caros).

É nessa que o Brasil entra na globalização sempre de calças arriadas e de ré. Nunca conseguimos transcender nossa condição de mero fornecedor de matérias primas para as nações avançadas. A duas únicas épocas em que houve um esforço concentrado na busca pela industrialização do país foi um pouco antes da república, com D. Pedro II trazendo emigrantes italianos e alemães altamente qualificados, e ao longo dos governos de JK e militar. Não fossem esses períodos, estaríamos similar ao Mali ou Sudão.

As evidências empíricas apontando que só se consegue progresso econômico das nações através da industrialização são abundantes. Segundo os economistas do M.I.T, César A. Hidalgo and Ricardo Hausmann, o “Economic Complexity Index que criaram mede a intensidade de conhecimentos e tecnologia embutidos nos produtos exportados por um determinado país. Segundo os mesmos, esta medida é capaz de predizer a tendência de progresso desta mesma economia. Vejam o que aconteceu com o Brasil nos anos PT. Retornamos aceleradamente à mesma condição da década anterior ao “Milagre” brasileiro propiciado pela administração militar.

Segundo o Diário do Poder, o valor das exportações brasileiras em 2017 já supera em US$ 30 bilhões as exportações do mesmo período do ano passado. Segundo o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Herlon Brandão “Isso foi motivado por safra recorde de grãos e vendas de minérios de ferro e petróleo, entre outros produtos”. Ele ressaltou ainda que, no início do ano, as exportações cresciam principalmente pela melhora nos preços internacionais, mas, agora, com a demanda mundial aquecida, há aumento significativo também nas quantidades exportadas. De janeiro a outubro, o preço dos produtos vendidos ao exterior subiu 11,9%, enquanto as quantidades aumentaram 7,3%. “Provavelmente teremos recorde neste ano no volume exportado”, afirmou.

Maravilhoso!

Lá vamos nós para mais um voo de galinha, sempre na condição de vassalos das economias desenvolvidas.

“JUSTIÇA” BRASILEIRA – ECA!!!

“A melhor forma de viver fora da lei é legislando em causa própria”. Millôr Fernandes

Cada vez que se reúne um tribunal do judiciário brasileiro, estamos diante de um conglomerado de bandidos, onde o primeiro e o pior bandido, para mim, é o próprio juiz. Depois, uma plêiade de asseclas, todos parceiros na partilha do butim arrancado a fórceps da população, de onde provem seus nababescos proventos. Eu explico: Segundo Mailson da Nóbrega, no último número da revista Veja (08/Nov), a aposentadoria média dos servidores do judiciário federal é de 24.959 Reais, e a do legislativo é de 28.551 Reais. Já a aposentadoria dos que se aposentam pelo INSS é de meros 1.202 Reais. Isso depois do de cujus ser massacrado em filas intermináveis pela burocracia insana vezes sem conta.

O mesmo cita ainda estudo de Luciano Da Ros, onde este demonstra que o peso do judiciário, em 2014, era de 1,5% do PIB, sendo este valor maior que o PIB de 8 estados do Norte e Nordeste, e que o custo por habitante é maior que o de diversos países como Suécia, Itália, Holanda, Inglaterra, Portugal e Espanha. Quase todo o custo é devido aos salários pagos. Os gastos do judiciário, que eram 1,2% do PIB em 1988, pularam para 2,5% em 2016. Enquanto as despesas do governo cresceram 3,14 vezes no período, O QUE JÁ É UM DESPAUTÉRIO, as despesas do judiciário cresceram 6,5 vezes. Este é EXATAMENTE o dinheiro que está faltando para os investimentos em infraestrutura que nos tirariam do buraco. O futuro do país virou vantagens indevidas açambarcadas por esse bando de picaretas.

A cachorrada vem de longe, mas só atingiu o clímax do orgasmo anal bipolar trifásico (no nosso fiofó, é claro), quando a constituição de 88 permitiu ao judiciário enviar seu orçamento diretamente ao congresso. Juntaram-se os ladrões da capa preta com os ladrões da conversa mole para acabar de nos entubar pelas costas. Taí o resultado: Um churrasco na laje com os impostos extorquidos dos lascados!

Se esta estrutura canalha fosse de uma eficiência digna do século XXI, até que poderíamos entender que a nação gastasse tanto. Se fosse para ter celeridade na solução das disputas judiciais, até que poderíamos, se não concordar, pelo menos entender e justificar. Só que não é o caso! Muitíssimo longe disso.

As pendengas se prolongam indefinidamente no tempo. São infinitas. Os caras não estão nem aí. Não dão a mínima satisfação a ninguém e a nada. São soberanos e nós somos os seus lacaios. Trabalham quando querem, como querem e se quiserem. O demandante que se dane. Isso quando as decisões não são eivadas de influências diversa$$$$ e interesses escuso$$$$.

O padrão de referência para esta verdadeira CACHORRADA com a nação brasileira é o Supremo Tribunal Federal – S.T.F. Todos os demais lhes seguem denodadamente o exemplo. De instância superior e tribunal constitucional, viu-se reduzido à condição da valhacouto de bandidos da pior espécie, assegurando impunidade a todos os comparsas no crime de esfolar a nação brasileira. Das centenas de facínoras reiteradamente apontados pelos órgãos de investigação como bandidos, NENHUM foi julgado, menos ainda penalizado pelos seus reiterados crimes. Sintam só a caterva que circula por lá: Alberto Toron (que defende Aécio Neves e Dilma), Antonio Carlos de Almeida Castro, o ‘Kakay’ (Joesley e Wesley Batista), Roberto Podval (José Dirceu), Pierpaolo Bottini (JBS e OAS), Fábio Tofic (Guido Mantega e João Santana) e Cristiano Zanin (Lula). No julgamento do mensalão, caso raro de processo com Início, meio e fim nesta corte, empurraram sentenças draconianas nos acusados da iniciativa privadas, e foram de uma leniência digna de um convescote entre comparsas para com os seus apaniguados políticos. E vejam que este foi o caso mais severo por eles julgado.Vejam que gracinha são os números que rolam na internet relativos a esta piada de péssimo gosto:

– 554 Milhões de Reais de custeio anual.
– 11 “deuses” de pés de barro
– 2.450 funcionários sendo…
– 25 Encanadores – Salário de 11 MIL REAIS
– 19 Jornalistas – Salário de 20 MIL REAIS
– 223 Vigilantes – Salário de 8 MIL REAIS
– 24 Copeiros – Salário de 6,5 MIL REAIS
– 27 Garçons – Salário de 8 MIL REAIS
– 58 Motoristas – Salário de 12 MIL REAIS
– 12 Auxiliares de Desenvolvimento Infantil – Salário de 25 MIL REAIS (QUE PORRA É ISSO ? Deve ser para segurar o pipiu dos ministros enquanto urinam)
– 3 Engraxates – Salário de 3,8 MIL REAIS
– 4 Cabeleireiros – Salário de 5 MIL REAIS
– 1 Decorador de Interiores – Salário de 17 MIL REAIS
– 8 Jardineiros – Salário de 7 MIL REAIS
– 11 Auxiliares de Cadeira (Seguram a cadeira para o ministro sentar)

É por isso que o buraco nessa merda de previdência só faz aumentar!

Foi por muitíssimo menos que isso que Mao Tsé Tung (Mao Zedong) declarou extintas TODAS as leis da China em 1957. (Wing-Humg Lo, Carlos – China’s Legal Awakening: Legal theory and criminal justice in deng’s era, 253 (1995), apud Seay, Pamella A. – em Law, crime, and punishment in the people’s republic of china: A Comparative Introduction to the Criminal Justice and Legal System of the People’s Republic of China). Para completar, mandou os juízes do Ancién Regime para campos de trabalhos forçados a fim de plantar batatas. Dessa forma, aprenderiam a dar o devido valor a tudo aquilo que consumiam e que era por eles surrupiado indebitamente do labor da população. Eu não chego a tanto, mas…Sonhar não custa!

Por mim, pode fechar esta porra agora que não faz a mínima falta. Aliás, pode fechar TODAS as torres de marfim onde se encastelam esses parasitas. O país continuará sua vidinha absolutamente do mesmo jeito e maneira. A única diferença será a economia de BILHÕES DE REAIS que deixaremos de gastar em troca de nada. O fato negativo é que teremos verdadeiras hordas de vigaristas (altamente escolados na prática de engrupir otários, diga-se de passagem) circulando na praça e ávidos à caça de vítimas a serem depenadas e esfoladas com voracidade. Tudo “dentro da lei”, é claro! Aliás, se é mesmo para moralizar, fecha também o congresso inteirinho. Aquilo lá se transformou no maior antro de facínoras que se possa imaginar, todos eles ávidos para se acoplar a algum mensalão ou petrolão. Não adianta argumentar que na próxima eleição faremos uma faxina. Logo os novatos estarão tão predadores quanto aqueles que substituíram. Aí, sim, a economia seria de muitos e muitos bilhões. Estaria estancada a sangria desatada das contas públicas, e não só da previdência. Podem ter certeza que cresceríamos 10% ao ano, que nem a China, caso investíssemos produtivamente toda esta imensa fortuna.

Agora… Se é mesmo para moralizar …

Teremos que rasgar esta merda de constituição escrota, que eu não assinei, e que só faz nos fuder! Dar um control-alt-del. Começar de novo! E eu quero meu dinheiro de volta. Pega ladrão!!!

APOSENTADORIA DE NOVO?

Vai começar mais uma vez a remoeta do congresso a respeito das aposentadorias. Preparem corações e mentes para serem utilizados abundantemente como latrina por nossos nobres governantes e, para variar, ao final da carésima balbúrdia, saírem com uma solução absolutamente desastrosa, demagógica e populista, sempre encobrindo os privilégios próprios e das corporações que lhes dão suporte político.

Imagine uma multidão composta por mais de 500 picaretas de altíssimo calibre, quase todos altamente canalhas e inescrupulosos, a discutir um assunto onde tem tudo a ganhar aqueles que forem mais irresponsáveis e demagógicos com os recursos dos impostos pagos pela população. Quanto aos que tentarem colocar um pouco de racionalidade nesta balburdia, certamente que serão tachados de todos os epítetos mais negativos que se possa imaginar. Coisas tais como “Inimigos dos mais pobres”, “Lacaio dos banqueiros”, e por aí vai. Esta é nossa desastrosa situação! Podem se preparar que vem SHIT GALORE por aí, como dizem os gringos.

Flagrantes dos acalorados debates em nosso “respeitável” congreso

A revista VEJA da semana passada, em artigo assinado por um tal de Giuliano Guandalini, como parte de seu processo de decadência moral e tentando nos “engrupir” mais uma vez, saiu-se com estas pérolas: “O rombo esperado para 2018 (nos gastos da previdência) ultrapassa os 200 bilhões de reais… Sem a reforma, a conta seguirá em elevação – e aí, adeus aos juros baixos. Isso acontece porque, se o custo da Previdência não for contido, haverá um aumento da dívida pública, o país entrará novamente em descrédito, a cotação do dólar voltará a subir e ocorrerá um inevitável impacto nos preços, o que forçará o BC a elevar a Taxa SELIC”.

Só faltou o cara dizer que vai dar hemorroida, lumbago, espinhela caída, unha encravada e dor de dente em todo mundo. SÓ NÃO DIZ QUAL A RAIZ DESSA BANDALHEIRA! Pois bem: EU DIGO!

A filosofia básica no sistema adotado pela nossa “prestimosa” Previdência Social é a famigerada Lei de Gerson – “A gente quer levar vantagem em tudo, certo?” Todos os que entram, trazem sempre a esperança DE TIRAR MUITO MAIS DO QUE AQUILO QUE CONTRIBUÍRAM. Só que esta situação é matematicamente impossível. É uma verdadeira “Pirâmide”! Aquele conto do vigário em que os otários entram sempre com a esperança de que vão haver sempre multidões de otários para continuar lhes remunerando eternamente. Só que…Não dá! É aí que a multidão de otários se lasca.

No caso da previdência, a garantia de continuidade é a “OBRIGAÇÃO” que todo o trabalhador tem de entrar nesta arapuca, mesmo sabendo muito bem que vai ser depenado pelos “sabidos” que estão locupletados no comando do sistema. Isto se dá à revelia da nossa constituição, quando esta diz: 

TÍTULO II

DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I – DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado;

Só que, se parar de entrar otários neste estupro coletivo, a pirâmide desaba.

A essência desse sistema espúrio é arrancar a ferros as minguadas economias da população e dá-las graciosamente a um punhado de espertos aboletados na estrutura do nosso nunca suficientemente amaldiçoado governo. O mesmo que ocorre com nosso sistema tributário. Quando é depois, ficam esses merdas falando constantemente em igualde na distribuição de renda e inclusão social. Há, há, há!

Primeiro, cada um desses filhos de uma puta gonorrenta trata de se assegurar “Aposentadorias Especiais” de altíssimo valor, acumuláveis com outras aposentadorias, vantagens e pensões, mesmo sem ter contribuído para a formação de um fundo financeiro que lhes assegure esta vida de nababos indianos.

O passo seguinte é embaralhar de tal forma os conceitos e a lógica que as multidões de analfabetos da nossa população não vão entender nunca como é que estão sendo sodomizados. Misturam dois conceitos que não tem nada a ver um com outro: TEMPO (Idade) e DINHEIRO (Contribuições).

Por fim, ficam acenando com a ilusória possibilidade de serem concedidos os mais diversos privilégios a cada uma e a todas as categorias dos otários que bancam a esbórnia. Assim, não há limite para o rombo.

Se quiserem mesmo moralizar esta bodega, é a coisa mais simples do mundo. O rombo acaba na hora.

CADA UM SÓ TEM DIREITO A TIRAR O DINHEIRO QUE CONTRIBUIU!

Pode se aposentar na hora que quiser e bem entender. Quer se aposentar com 10 anos de idade? LEGAL! Tem dinheiro no seu fundo de contribuições? Não? Então vá para a ASSISTÊNCIA SOCIAL – O departamento das ESMOLAS é outro!

Misturaram esmolas com aposentadoria e os aposentados foram transformados em mendigos, menos os apaniguados, aderentes, baba-ovos e puxa-sacos do governo,. Ficamos agora na condição de mendigar desse bando de ladrões que nos devolvam a fortuna que contribuímos ao longo de anos e anos, e que foi todinho TORRADO da maneira mais irresponsável, através da concessão de benefícios e privilégios totalmente descolados da realidade, investimentos catastróficos, quando não na mais pura roubalheira.

Tenho plena consciência que a regra acima só será aplicada após uma belíssima e sangrenta revolução, com centenas de parasitas governamentais sumariamente fuzilados.

Não custa sonhar…

P.S. Estou há 2 anos entregando documentos a estes ladrões e minha aposentadoria não sai.

TOLERÂNCIA

Vivemos numa época de extrema tolerância! Estamos continuamente arrodeados das mais estranhas e bizarras criaturas humanas (?) que se possa imaginar. Hoje, o “normal” é não ser normal.

Somos forçados a conviver e aceitar as mais grotescas manifestações de individualidade, seja pela pressão dos demais, já que a grande maioria é também composta por bizarros e desviantes, assim como pela pressão de leis que para tal fim foram editadas por pressão das manadas de mutantes acéfalos.

O absoluto já não existe mais. Tudo o que é sólido se desmanchou no ar faz tempo. Aquela época em que haviam “Imperativos absolutos” já não existe mais. Tudo foi relativizado, até a sexualidade, expressão mais absoluta da nossa individualidade e do que somos, virou “OPÇÃO”.

É dentro deste quadro referencial que hordas de descerebrados, ou cerca de 99% da nossa população, se posiciona firmemente a favor da defesa da opinião individual de cada um, opinião esta majoritariamente ditada por “formadores de opinião” sicários de interesses escusos e malcheirosos. Chegam a estas “opiniões através da busca desesperada de pertencimento a “tribos”, e não da ponderação judiciosa da realidade que os cerca. Pretender fazer desta nossa terra uma democracia, tendo como base essas manadas de ruminantes asininos, é o cúmulo da pretensão. Não tem a mínima chance de dar certo nunca.

Concordo firmemente que cada um tenha sua opinião, por mais imbecil que possa ser. Vou ainda além ao afirmar que cada tem o direito inalienável de ser, pensar e fazer o que bem quiser, sem ter que dar satisfação a mais ninguém…MORRA! Respeitando apenas que NÃO ENCHA O SACO DE QUEM ESTIVER AO LADO. E é exatamente aí que a porca torce o rabo!

Ao imbecil, nas basta apenas exercer amplamente a sua imbecilidade em toda a sua plenitude. Tem que demonstrá-la de forma inequívoca “Urbe et Orbe”. Esta é a razão para o dilúvio de selvagerias que temos presenciado hodiernamente. Para as bichinhas homossexuais, não basta mais exercer a sua boiolagem livremente e sem ir para a cadeia. Não! Tem que chuparem-se as línguas e se amassarem mutuamente em local público, só para chocar os conservadores e marcarem sua posição. Não lhes basta mais o direito de conviverem e se esfregarem com quem quiserem. Não! Querem também uma contrafacção grotesca e bizarra de uma cerimônia de casamento. Não lhes basta mais ouvir músicas bregas de péssimo gosto. Tem que ser em um nível de decibéis estrondoso, “duela a quien duela”, e de preferência nos locais mais inconvenientes. São os mesmos que fazem questão absoluta de atender ao celular nos cinemas e teatros; são aqueles que só falam lhe futucando o tempo todo, muito especialmente porque só falam merda, e ainda exigem que você, pelo menos, mantenha seus olhos fixos nele, de modo a dar-lhes uma mínima ilusão de que está lhes prestando atenção; São os mesmos que querem porque querem lhe convencer de algum ponto de vista absolutamente banal e imbecil. São os mesmos que ficam tamborilando os dedos, ou balançando a perna com o pé encostado, exatamente na cadeira em que você está sentado à sua frente; são os mesmos que fazem questão absoluta de detalhar os assuntos mais nojentos e escatológicos exatamente no meio da refeição, são os mesmos que, ao sentar, seja para comer ou na cadeira do transporte público, tratam logo de “abrir as asas” a fim de delimitar o seu espaço; são os mesmos que, ao mastigar de boca aberta, oferecem um verdadeiro espetáculo de “risoto de língua; são os que chupam a colher ao tomar sopa, são os que chupam os dentes para retirar fiapos após as refeições, etc ad infinitum. E dizem: – É minha opinião! Eu gosto assim! Eu tenho direito! Aos humanos remanescentes, só lhes resta a possibilidade de se trancarem cada vez mais em suas conchas.

Se a ética, arte da convivência pacífica e prazerosa, que a humanidade desenvolveu através de tentativas e erros infinitos ao longo dos milênios, já foi solenemente para o vinagre e continua sendo estuprada quotidianamente, imaginem sua filha menor, a etiqueta (pequena ética) como é que se encontra.

Estamos regredindo a padrões de comportamento dignos de Átila, o huno (Aquele que foi denominado “o flagelo de Deus”, e que não nascia mais nem grama onde ele pisava), tudo fruto da permissividade.

É aí que entra o paradoxo descoberto por Karl Popper em 1945: “Se uma sociedade é tolerante sem limites, sua capacidade de ser tolerante poderá eventualmente ser dominada ou destruída pelos intolerantes. Assim, se quiser se manter tolerante, esta mesma sociedade deve ser absolutamente intolerante com os intolerantes”.

Nossa tolerância e passividade já nos levou a uma decadência moral e espiritual sem igual. Viramos semi-deuses tecnológicos com uma moral de feras selvagens. A continuarmos assim, assistiremos à derrocada total daquilo que costumávamos chamar de CIVILIZAÇÃO.

ÀS ARMAS, CIDADÃOS! (Enquanto ainda há tempo)

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Levanta-te Senhor e vem julgar a causa da tua fé!

Sempre tive muita curiosidade para saber de onde vem a expressão “Entre a cruz cruz e a espada”. Pois bem: A origem é o escudo da sagrada inquisição. Ou aceita a cruz (e ganha um ramo de oliveira, símbolo da paz), ou é passado a fio de espada.

Se fosse apenas ser passado pela espada, era muito bom: Morria e estava tudo acabado. Só que, antes de morrer, o infeliz tinha que ser barbaramente torturado e esfolado vivo, até se arrepender de seus “pecados”. A imaginação dos tarados do Santo Ofício não tinha limites. Joseph Mengele, o monstro de Auschwitz, era um anjinho inocente se comparado a eles. Mataram e esfolaram uma multidão estimada em milhões de pessoas simplesmente porque não concordavam com as suas opiniões.

Desde a origem, a Igreja Católica nunca primou pela compreensão para com aqueles cujas ideias divergissem da sua ortodoxia. Esta agressividade para com seus dissidentes vem de longa data. Daí para tentar exterminar todos aqueles que dela discordassem, foi um simples passo. Desde os Arianos, Nestorianos, Sabelianos, Pelagianos, até os Albigenses, ou Cátaros, e outros menos votados, a norma sempre foi essa.

São mais de 165 movimentos heréticos que a história registra e a tônica sempre foi a mesma.

Depois dos heréticos, a sede de sangue da cúpula católica, sempre em perseguição da total e absoluta hegemonia sobre os corações e mentes, voltou-se contra os judeus. Durante todo o período da ocupação árabe na Península Ibérica (711 a 1491), a península viveu um período de grande harmonia entre os praticantes das 3 grandes religiões. Tal harmonia chegava ao ponto dos líderes árabes confiarem importantes posições de governo a cristãos e judeus. O mesmo sucedeu em Portugal, após a reconquista por Afonso Henriques (1109-1185), seu primeiro rei. A convivência harmônica se manteve. Todo o reinado de Afonso Henriques ficou marcado pela tolerância para com os árabes e judeus. Estes estavam organizados num sistema próprio, representados politicamente pelo grão rabino, nomeado pelo rei. O grão-rabino Yahia Bem Yahia chegou a ser escolhido para ministro das Finanças de Afonso Henriques, sendo responsável pela coleta de impostos no reino. Com esta escolha, teve início uma tradição de escolher judeus para a área financeira e de manter um bom entendimento com as comunidades judaicas, que foi seguida pelos seus sucessores até a data fatídica de 1492.

O ano de 1469 marcou o nascimento do Estado Moderno espanhol. Isabel de Castela e Fernando de Aragão selaram um casamento, unindo os reinos do norte da Península Ibérica. Foi essa fusão que criou a massa crítica necessária à conclusão da expulsão dos mouros da península em 1492. Daí à expulsão dos judeus foi só um pulo: Fugiram todos para o benevolente Portugal, à época do rei D. Manoel.

Só que a bonança durou pouco. Ao casar D. Manoel com a filha dos “Reis Católicos”, assumiu relutantemente o compromisso de expulsar os judeus também de Portugal. Para fiscalizar a promessa, veio acompanhando a Infanta, como seu confessor, o famigerado Torquemada. Começou o terror! A verdade é que os portugueses sempre levaram essa perseguição em fogo brando. Tanto é que uma quantidade enorme se converteu de fachada e continuou vivendo por lá, ou veio para o Brasil, cuja população era composta naquela época majoritariamente por “marranos” (judeus convertidos na marra).

O terror só foi pra valer após a Espanha anexar Portugal, em 1580, já que o rei D. Sebastião havia desaparecido (ou morrido?) em batalha sem deixar herdeiros. Aí a perseguição começou pra valer!

Dessa vez, os judeus fugiram de Portugal para a Holanda, inimiga da Espanha então, levando toda sua riqueza. Com esta riqueza, trataram de montar a Cia. das Índias Ocidentais e invadiram o Brasil.

Mas isto já é uma outra conversa. O que nos interessa aqui é a longuíssima tradição de intolerância e brutalidade, e que perdura até os nossos dias, só que transferida para outros objetivos. Essa milenar brutalidade é a mesma do Estado Islâmico, do Holocausto e de incontáveis guerras de extermínio.

Nunca considerei diferença de opiniões em política, em religião e em filosofia, como sendo razão para me afastar de um amigo.

A capacidade que os seres humanos possuem para praticar atrocidades com seus semelhantes é qualquer coisa de admirável. Decididamente, temos muito ainda por evoluir. Enquanto não aprendermos a contrapor firme oposição a todas as canalhices que contra nós são praticadas, mas sem decair para os padrões morais daqueles que estamos combatendo, nosso futuro nunca será de paz e de progresso.

Tem sido para mim grande sofrimento encontrar tantos, entre nossos oponentes, que não possuem a liberalidade de distinguir entre oposição política e social; e que transferem à pessoa o ódio que tem de suas opiniões políticas.

P.S. Esta coluna é uma homenagem ao Goiano que, apesar de suas idéias desconexas e sem correspondência com os fatos da vida real, continua sendo nosso prezado amigo.

IDEOLOGIA DE GÊNERO

As doutrinas do socialismo tem uma tara capital. Querem impor uma regra em contradição com a natureza e a verdadeira lei da humanidade: O nível igualitário. A evolução gradual e progressiva é a lei fundamental da natureza e da vida. É a razão de ser do homem; a norma do universo. Insurgir-se contra esta lei é tão insensato como querer parar o movimento da terra ou o fluxo e o refluxo dos oceanos.

Léon Denis – O Problema do ser, do destino e da dor – 1908

Sempre fui um grande admirador e leitor da revista VEJA. Tenho sido seu leitor desde o lançamento. Só que ultimamente a minha admiração por esta revista está sendo tremendamente reduzida. Não sei se foi a velha guarda de redatores que se aposentou, ou mesmo se foi simplesmente um reordenamento editorial. Só sei que está uma pálida imagem da combativa revista que já foi um dia. Está parecendo mais a CARAS, ou mesmo uma revistas de fotonovelas. Se saírem J.R.Guzzo e Roberto Pompeu de Toledo, eu deixo de comprá-la. A bem da verdade, aqui e ali surgem lampejos da velha grandeza. Mas são muito poucos e engolfados por uma pletora de jovens redatores, prenhes das novas ideologias dos tempos pós-PT que estamos vivendo no Brasil. O número da revista na primeira semana de outubro, por exemplo, enveredou por corroborar uma opinião que considero constituir o ápice da imbecilidade quotidiana que estamos presenciando em nosso vilipendiado país: a defesa da ideologia de gêneros.

O tema foi abordado em duas ocasiões nesta revista. Primeiro, uma atrizinha de quem nunca ouvi falar veio a público declarar que está “namorando” a cantora Ana Carolina. Até aí, tudo bem. Problema delas! Só não sei o que é que uma notícia dessas tem a ver com a revista VEJA. Decididamente, não é o tipo de coisa que eu costumo pagar para ler. Não satisfeita, e empolgada com os seus “5 minutos de fama”, a criaturinha dá sua lição de moral: “Todo mundo nasceu para ser livre. Ninguém deveria ser criado como menino ou menina!”Hummmmm.

Depois, uma extensa reportagem denominada “O PESO DOS ESTEREÓTIPOS” detalha um estudo realizado pela universidade John Hopkins, e financiada pela Organização Mundial de Saúde”, a respeito dos papéis tradicionais dos gêneros humanos. A pesquisa foi realizada em 15 países de “economia e culturas diferentes”, com 450 meninos e meninas, e constatou que (sic) “Os RÓTULOS tradicionais de gênero continuam em pé em pleno século XXI – e são FIXADOS nas crianças independentemente de suas origens sócioeconômicas.”

Até aí, não vejo nenhuma novidade. Podem procurar em todas as culturas humanas e o resultado deverá ser exatamente o mesmo: Os homens saem para caçar e as mulheres dão à luz, amamentam e cuidam das crias. É por essa razão que os homens são ótimos para se orientar no mato e voltar pra casa (Os que se perdiam foram todos devorados pelas feras) e as mulheres são péssimas com mapas. Por isso também que as mulheres são ótimas para cozinhar a comida, amamentar o baby, manter o maiorzinho no seu campo de visão, enquanto conversa com a sua vizinha sobre as últimas fofocas do bando. E tudo isso AO MESMO TEMPO. Coisa que homem nenhum consegue fazer sem enlouquecer. As que perdiam contato visual e controle de suas crias, perdeu-as todas para as feras. Consequentemente, não geraram progênie. De lascar mesmo é esse bando de toupeiras afirmar descaradamente que comportamentos que se cristalizaram através de milênios de seleção natural e de evolução dos humanos são meramente “rótulos” e que são “fixados” nas crianças. Mas isso ainda é o de menos! De lascar mesmo é a recomendação que dá o responsável por esta pesquisa, um tal de Dr. Robert Blum, Diretor do Instituto de Saúde Urbana da universidade citada. Vejam que “pérola”: “Só com a aplicação de leis que inibam abusos físicos, sexuais e psicológicos, políticas educacionais e programas QUE INCENTIVEM A IGUALDADE DE GÊNEROS será possível mudar os valores da próxima geração”.

Que valores devem mudar, cara pálida? Devemos mudar a definição de que “Homem é homem! Menino é menino! Político é político e Baitola é baitola!”, conforme a sábia definição do grande Falcão?

Se qualquer um de nós entrar no YAHOO e escrever: ESTEREÓTIPO DE GÊNERO; encontrará um verdadeiro tsunami de estudos universitários descrevendo estes fenômenos e tentando provar, de todas as maneiras possíveis e imagináveis, que os papeis desempenhados pelos diferentes sexos dos humanos são SOCIALMENTE DETERMINADOS. Lá no WIKIPÉDIA, econtrará dois estudos, conduzidos por Beverly I. Fagot, Mar D. Leinbach e Cherie O’Boyle, onde mostram que os estereótipos e rotulagem de gênero (até o jargão utilizado é semelhante) são adquiridos em tenra idade e que as interações e associações sociais desempenham um papel importante na forma como os gêneros são identificados .

Pois eu digo: BOTE TENRA IDADE NISSO! Já nascemos sendo o que somos. O que a sociedade faz é, mal e porcamente, burilar e polir aquilo que já trazemos no nosso âmago desde o ventre materno.

Eu sou parte de tudo aquilo que tenho encontrado. ODISSÉIA. Homero

Quem tiver interesse em se aprofundar na análise da falsidade da argumentação xiita dos partidários dessa ideologia maluca e nefasta, sugiro firmemente que assistam aos 7 capítulos do programa desenvolvido pelo sociólogo e ator norueguês chamado Harald Eia. O nome do programa é LAVAGEM CEREBRAL e é arrasador. É só digitar no GOOGLE o nome “lavagem cerebral”, e o número do capítulo que se deseja assistir, que aparece uma versão com legenda em português. O endereço do primeiro capítulo é: 

Este capítulo analisa o que o autor denomina “O Paradoxo Norueguês”. Após anos e anos de firmes políticas públicas incentivando a igualdade de oportunidades para homens e mulheres em todas as profissões, o país com a maior igualdade de oportunidades do mundo assistiu estarrecido à maioria das suas mulheres se dirigirem para profissões mais “humanas”, tais como medicina, enfermagem, ensino básico de crianças, etc, enquanto a maioria absoluta dos homens se dirigiu às profissões técnicas, tais como engenharia, informática, indústrias, etc.

As razões levantadas pelo documentário, junto às maiores e melhores universidades do mundo, para a ocorrência deste fenômeno, foi de uma clareza tão cristalina que levou os países nórdicos a cortarem substancialmente os fundos que estavam sendo direcionados ao Nordic Gender Institute, casa mater da ideologia maluca na Escandinávia.

 X 

De minha parte, ao ser confrontado com esses éfebos assexuados, rapazes afeminados e moçoilas masculinizadas, pobres caricaturas grotescas, cujas personalidades fragmentadas está eternamente em conflito consigo mesma e com o mundo,sem saberem o que são e o que querem, dou a mesma resposta que Didi Mocó (o Trapalhão) deu ao se deparar com um brutamontes afirmando:

– “Na minha casa não tem frescura não! Eu sou macho. Meu pai é macho. Meu irmão é macho. Todo mundo é macho”.

Ao que Didi respondeu:

– “Pois é, seu moço! Na minha casa é MACHO e FÊMEA e é bonzim que é danado!”

HERANÇA MALDITA

1975. Auge do “Milagre brasileiro”.

A economia do Brasil crescia a taxas superiores a 10% ao ano. Indústrias nasciam nas laterais das BRs como a grama na primavera. Só no lado direito da BR 232, saindo de Recife em direção a Caruaru, foram…Tintas Coral, Romi, Philips, Açonorte, Kibom, Microlite e Celite. Se olhássemos em outra direção, a BR 101 sul, o quadro era semelhante: Alpargatas, White Martins, Ford, Rhodia, Brahma, Coperbo, Metalgil, Refinações de Milho Brasil, etc… Fôssemos para João Pessoa, a pujança do crescimento econômico era a mesma: Volnor, Alcoa, Springer, Formiplac, etc.

Eu estava com 19 anos, recém saído da Escola Técnica e havia concluído o CPOR. O mundo das indústrias me sorria. O céu era o limite. Consegui rapidamente colocação na Philips Eletrônica do Nordeste S.A., empresa fabricante de centrais telefônicas. Era um complexo composto por diversas unidades industriais voltadas à produção de lâmpadas, circuitos integrados, etc. Todos eram parte da extensa linha de produtos da respeitável empresa holandesa.

Minha função: Desenhista Projetista Mecânico. Cabia a mim fazer o projeto de lay-out e o acompanhamento da instalação das diversas novas linhas de produção que estavam sendo implantadas. Como já falava um pouco de francês, fruto dos meus longos papos com os irmãos maristas, assim como iniciava meus primeiros passos na língua inglesa, era o elemento de ligação com tudo o que é gringo que vinha acompanhar a implantação das novas unidades. Meu salário era em torno de US$ 1.400,00 por mês; a depender da variação da cotação do dólar americano contra a nossa moeda. Se estimarmos que o dólar teve uma inflação anual de 3% (estimativa bem conservadora) desde aquela data, chegamos a uma inflação total de 346%. Se inflacionarmos este valor até o presente, significa que meu salário atual seria algo em torno de US$ 4.850,00 por mês. A uma cotação atual de R$ 3,15 para cada dólar, chegamos à conclusão que meu salário à época seria de algo em torno de R$ 15.000,00 por mês no valor atual. Meu carro era um Chevrolet Opala Cupè 6 cilindros – 4.100 CC “zero quilômetro”. Era o topo do mercado.Equivaleria a algo como um Honda Civic – topo de linha nas condições atuais. Imaginem a farra que foi um irresponsável jovem de 19 anos com um salário desses.

Hoje, mesmo engenheiros antigos não ganham este salário no Brasil. Esta é consequência da voracidade com que nossos governantes tem se apropriado da riqueza produzida pela nossa espoliada nação.

Evolução da “sangria” praticada pelo governo sobre a população brasileira

Mas por que mesmo desta digressão? Certamente estarão se perguntando meus parcos leitores.

Calma que eu explico! É o seguinte: Por que, de lá para cá, nossa situação econômica só piorou?

Cada uma das gangues políticas que se apossou do poder central no Brasil tratou prioritariamente de aumentar a carga tributária, seja de que maneira fosse. O que era extorquido da população pelo governo anterior nunca era suficiente para saciar a voracidade daqueles que estavam se apossando.

Por conta deste fenômeno, saímos de uma carga tributária de 13%, no governo de Eurico Dutra, para uma carga que se aproxima perigosamente dos 40%, número próximo ao praticado pelos países escandinavos. A diferença é que, naquelas plagas, o estado provê quase tudo ao cidadão. Aqui, o estado só visa flagrar o cidadão em desacordo com alguma das leis estúpidas que inventaram, sempre com o objetivo único de arrecadar multas e extorquir o cidadão um pouco mais.

Mas… E pra onde vai toda essa montanha gigantesca de dinheiro que os canalhas arrecadam?

A primeira metade dessa dinheirama toda é só para pagar os juros da dívida monstruosa que acumularam ao longo dos anos e que só faz crescer. A cada ano, são acrescentadas mais algumas centenas de BILHÕES de Reais ao total da dívida.

O resto só dá para amamentar gulosamente hordas compostas por milhões de picaretas! São deputados, senadores, ministros, prefeitos, secretários, aspones, procuradores, auditores, corregedores, promotores, defensores, ouvidores, etc. Para cada assunto que o cidadão pensar ou imaginar, existem umas dez organizações governamentais encarregadas de defecar as famigeradas “Políticas Públicas” para o setor, todas sempre competindo por pedaços da mesma carniça: Verbas, emendas parlamentares, dotações orçamentárias, transferências voluntárias, e por aí vai… Não sobra quase nada para investimento.

A maioria absoluta destas gangues governamentais é composta pela briosa classe dos advogados. Os causídicos, como bem sabemos, não produzem absolutamente nada. Não geram riqueza nenhuma. Só consomem! Alimentam-se preferencialmente onde haja uma putrefação social: assassinatos roubos, estupros, corrupção, fraudes diversas, estelionato, etc. Podemos considerá-los como sendo verdadeiros urubus da sociedade. O Brasil forma, todos os anos, mais de 120.000 desses filhotes de abutre. Enquanto isso, forma cerca de 30.000 engenheiros e, pelo que tenho visto, de baixíssimo nível. A China, que forma quase 400.000 engenheiros por ano, todos de excelente nível, cresce entre 7 e 10% a cada ano. A indústria chinesa inunda de produtos todos os quadrantes da terra. Todo o governo chinês é composto por engenheiros. O país quase não tem advogados. Enquanto isso, nossa indústria está minguando. Quase todas as que mencionei acima já fecharam as portas. A nossa cúpula governamental (que está mais para uma cópula), vive à tripa-forra, enquanto a nação está à míngua. Da montanha de recursos que arrecadam, não sobra nada para investimentos produtivos. Eu comparo o Brasil com a seguinte situação:

1. O guarda noturno se juntou com o motorista e com a empregada doméstica, TODOS REGIAMENTE PAGOS por nós, botou a arma em nossa cara e declarou que eles estariam no comando da casa e que nós, os legítimos donos, teríamos que sustentá-los a pão-de-ló.

2. Abriram os melhores vinhos da nossa adega e passaram a dormir bêbados em nosso sofá.

3. Convidaram todos os amigos para a farra às nossas custas e passaram a tomar banho em nossa piscina e a dar festas de arromba para seus amigos.

4. Nós, juntamente com nossas esposas, passamos a ser seus serviçais.

5. Estamos devendo até os cabelos da cabeça a fim de sustentar esta farra. Já gastamos até todo o nosso fundo de aposentadoria (FGTS e Fundos de Pensão).

6. Metade do nosso salário está indo para pagar juros e, mesmo assim, a dívida só aumenta.

É de estranhar que ninguém queira mais produzir nada nesta terra e só pense em ir embora desta bosta?

SÓC CATALÀ. VISCA CATALUNYA!

“Eu sou catalão. Viva a Catalunha!”

Após as catástrofes das duas grandes guerras mundiais do século passado, uma das grandes evoluções verificadas na diplomacia mundial, e que passou a nortear o julgamento das ações dos governantes de todas as nações, foi o nunca suficientemente louvado Princípio da Auto Determinação dos Povos.

Estendia-se para todo o globo a Doutrina Monroe, que preconizava “A América para os americanos”. Este princípio foi adotado como básico quando da fundação da “Liga das Nações” que, mesmo tendo fracassado em seu objetivo maior, evitar a repetição das guerras, deixou este magnífico legado.

Foi exatamente este princípio que norteou à formação de uma pletora de novas nações, todas oriundas do desmantelamento do antigo império Austro-Húngaro dos Habsburgh. Países como a República Checa, Eslováquia, Hungria e a própria Áustria devem sua origem a este desmembramento.

Semelhantemente ocorreu a partir do desmonte dos imensos impérios coloniais das grandes potências europeias. Miríades de pequenas nações africanas passaram a constituir novos países. Alguns, ou a grande maioria, segundo os críticos deste processo, sendo constituídos sem que se observasse de forma responsável as diferentes etnias por eles espalhadas. Já no Oriente Médio, fronteiras foram traçadas de forma arbitrária e imperial. Mais uma vez levou a recorrentes conflitos entre as novas nações vizinhas. Na Índia, o desmonte do império veio acompanhado das guerras fratricidas entre os adeptos das religiões Indianas e Muçulmanos, o que levou à formação do Paquistão e de Bangladesh como países separados. A briga pela região do Kashemir continua até hoje sem solução.

Mais recentemente, o desmonte do império da União Soviética levou à criação de uma quantidade imensa de novas nações, todas formadas a partir da independência de povos que haviam sido anexados compulsoriamente pelos russos. País como Estônia, Letônia, Lituânia, Ucrânia, Moldávia, Geórgia, Armênia, Azerbaijão, Kazaquistão, Turcomenistão, Uzbequistão, e outros menos cotados, todos passaram por um longo processo de pressões e negociações que, em muitos casos, ainda estão em andamento. Sem dúvida que este é um processo ainda em curso. Ocorre que a Glasnost e a Prestroika parecem não ter chegado a regiões como a Escócia, Gales, o País Basco, os Curdos e, muito especialmente, à Catalunha.

A razão que está por trás da resistência dos governos centrais em permitir que as diferentes etnias sigam seu próprio caminho independente está sempre lastreado na economia. A questão que domina o debate é sempre o dinheiro. Analisemos caso a caso:

• Quando Pernambuco foi impedido de se separar do restante do Brasil, em 1817, o nosso estado, mesmo com toda a decadência verificada até então no comércio do açúcar a nível mundial, era ainda o principal motor da economia brasileira. Os envios de dinheiro para a manutenção da corte imperial, no Rio de Janeiro, atingiam somas escandalosas. Podemos facilmente confirmar este fato através de sucessivos editoriais publicados no Diário de Pernambuco ao longo de todo o século XIX. A razão de não nos terem deixado partir foi por não desejarem perder a “Galinha dos Ovos de Ouro”. Hoje, o “Leão do Norte” está que faz até pena: Velho, desdentado e brocha!

Bandeira da Revolução de 1817, com as 3 estrelas
(Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte)

• São Paulo – 1932. O estado mais rico da nação combate as determinações do governo do Estado Novo de Getúlio Vargas. O movimento foi esmagado pois todos os demais estados se uniram para preservar a “Unidade Nacional”. Será que foi só o idealismo, ou o fato de São Paulo até hoje contribuir todos os anos em impostos para o Governo Federal com cerca de R$200 Bilhões A MAIS DO QUE RECEBE em repasses e investimentos? Este, aliás, é o dinheiro que sustenta os falidos estados nordestinos. Comparei, em anos recentes, o balanço existente entre o ICMS que cada um dos estados nordestino recolheu sobre as vendas feitas para outros estados, com o total de ICMS que estes mesmos estados pagaram pelas compras efetuadas fora de seu território. Sabendo a alíquota praticada, podemos facilmente calcular o balanço destas transações. O resultado é sempre consistentemente deficitário: Os estados consomem o dobro do que vendem. O saldo da Balança Comercial é negativo em quase a metade do PIB destes estados. Por “coincidência”, totaliza quase que exatamente os R$200 bilhões extorquidos de São Paulo e repassados pelo Governo Federal. Isto significa dizer que São Paulo, até hoje, sustenta o nordeste.

A grande resistência dos governos “Centrais” para permitir que os povos se auto-governem vem da necessidade de mais poder, assim como a busca por arrecadação financeira sempre maior e nunca satisfatória. Esta é a situação atualmente enfrentada pela Catalunha com relação à Espanha! Possuidora de uma população de 7,5 milhões de habitantes (16,5% da população da Espanha), dos quais cerca de 1,5 milhão é emigrante de regiões mais pobres da Espanha que para lá acorreram em busca de uma melhora no padrão de vida, a Catalunha é responsável por mais de 21% do PIB Espanhol. Com um PIB per capita significativamente superior à média espanhola, a região atua como um “Eldorado” para os deserdados da sorte oriundos de regiões como a extremadura e a Andaluzia.

Caso a Catalunha venha realmente a se separar do restante da Espanha, deixará atrás de si uma situação verdadeiramente calamitosa para o governo de Madrid. Primeiramente, o que fazer com os milhares de migrantes desempregados que deveráo ser forçados a retornar para suas regiões de origem? Depois, como vão fazer para compensar a perda de arrecadação? Por mim, problema deles! Se virem!

Já a Comunidade Europeia, sob a ameaça de dezenas de pleitos semelhantes, em diferentes países do seu território, adota uma atitude de uma tibieza e pusilanimidade digna de políticos brasileiros: Condenam a violência da polícia de Madrid e não reconhecem o plebiscito. Esses caras devem ser do PSDB de lá.

Condenam a separação sob a alegação de que, as nações que se separaram, enveredaram por caminhos de instabilidade e pobreza. MENTIRA DESLAVADA! QUANDO A GENTE NÃO QUER, QUALQUER DESCULPA SERVE! Isso pode ser válido para comunidades que JÁ ERAM POBRES e miseráveis como o Sudão do Sul e a Ossétia. Não é o caso de nações como a Croácia, filha da fragmentação da Iugoslávia, e que vem apresentando invejáveis índices de desenvolvimento.

Quem não puder viver… MORRA!

LONGA VIDA À CATALUNHA LIVRE! Às barricadas, cidadãos!

EVOLUÇÃO

“Na casa de meu pai há muitas moradas”. João, 14,22

Confesso a meus eventuais leitores, logo de cara, que não sou nenhuma autoridade em Doutrina Espírita ou Kardecismo. Muito pelo contrário até, considero-me apenas um modesto aprendiz. Esta é a razão que me levou a fazer um voto de humildade comigo mesmo. Eu explico: Como eu me conheço bem, sei que sou metido a estudar e palpitar sobre tudo o que é assunto. Assim, decidi que nestas questões espíritas eu seria um simples ouvinte daquelas pessoas mais evoluídas que se dispõem a investir parte do seu precioso tempo compartilhando seus estudos com os menos evoluídos como eu. Tomei a decisão de apenas ouvir e meditar sobre suas preciosas lições e assim tem sido até hoje. Aprendi com eles numerosas e preciosas lições. Só que tinha sempre um restinho de incredulidade com relação à existência de diferentes planos vibratórios e realidades paralelas à que conhecemos através de nossos sentidos e instrumentos, conceito é fundamental à existência de diferentes níveis de evolução entre os espíritos. Sem ele, toda a doutrina espírita ficaria extremamente difícil de ser justificada.

Hoje, estou plenamente seguro de que eu estava errado e vou lhes explicar porque.

Existe no céu uma constelação belíssima chamada Órion. É uma das mais fáceis de identificar devido às 3 estrelas em série que formam o chamado “Cinturão de Órion”, ou as 3 marias, como as conhecemos no Brasil. Ficam bem no equador celeste, razão pela qual são visíveis em toda a terra. Logo abaixo delas está a Nebulosa de Órion, origem da vida na terra segundo místicos de todos os quadrantes.

Seu nome é uma homenagem a um caçador mítico que, segundo a lenda grega, seria belíssimo, razão pela qual Diana (Artemis), a deusa da caça, teria se apaixonado por ele. Seu irmão Apolo, discordando da ideia de uma deusa vir a se relacionar com um mortal, desafiou-a a acertar um alvo distante no mar. A deusa aceitou o desafio e acertou o alvo, que na realidade era Orion nadando. Desesperada por ter provocado sua morte, a deusa fez com que este fosse eternizado no céu formando uma constelação.

Um pouco mais abaixo e à esquerda, fica a constelação do cão maior, que seria um dos cachorros do caçador. Nela, encontramos Sírius, a estrela mais brilhante do firmamento.

O astrônomo alemão Friedrich Wilhelm Bessel desenvolveu um método para determinar com precisão a posição das estrelas. Bessel usou estas medidas de precisão para determinar que Sirius (α Canis Majoris) e Procyon (α Canis Minoris) estavam mudando as suas posições. Em 1844, ele previu que ambas as estrelas possuíam companheiras não observadas, o que levou Alan Kardec a escrever:

Os astrônomos, ao sondar os espaços, encontram na distribuição dos corpos celestes lacunas não justificadas e em desacordo com as leis do conjunto. Eles supuseram que estas lacunas deveriam estar ocupadas por globos que escapavam à sua observação, mas, ao mesmo tempo, observaram alguns efeitos cujas causas desconheciam e concluíram: Aí deve haver um mundo porque esta lacuna não pode existir e esses efeitos devem ter uma causa”. O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – 1857

Em 31 de janeiro de 1862, Alvan Grahan Clarck, um fabricante de telescópios de Fall River, Massachusetts – USA, ao testar um novo telescópio refrativo de 18 ½” que havia acabado de fabricar, observou uma estrela junto a Sirius que nunca havia sido observada antes, mais tarde identificada como a companheira prevista. Esta foi a primeira ANÃ BRANCA observada.

Foi denominada assim porque, apesar de minúscula quando comparada com sua irmã gêmea, é infinitamente menor, embora POSSUA A MESMA MASSA. É simplesmente uma estrela que gastou todo o seu combustível nuclear, através da fusão sucessiva de átomos de hidrogênio (1) em hélio (2), etc… Quando chega no Carbono (12), a estrela enfrenta uma encruzilhada: Se for umas seis vezes maior que nosso sol, vira uma supernova e explode. Se não for grande o suficiente, apaga e murcha, até se transformar em uma anã branca. Este mecanismo foi descrito pelo físico indiano Chandrasekhar, o que o levou a ganhar o prêmio Nobel de física e a ter um telescópio orbital com seu nome – 0 Chandra.

Outro que ganhou telescópio com seu nome foi Edwin Hubble. Ele foi o cara que, utilizando daquele mecanismo de refração da luz descoberto por Newton, passou a analisar o espectro de todas as estrelas a fim de verificar sua composição química. Sua principal constatação foi que, devido ao efeito Doppler, o espectro de praticamente todas as estrelas estava desviado para o vermelho. Isto significava dizer que TODAS ESTARIAM SE AFASTANDO DE NÓS, o que o levou a formular a teoria do Big Bang, a grande explosão primal que teria dado origem a todo o universo.

Este efeito Doppler é o que provoca aquele fenômeno que observamos quando nosso carro cruza com outro vindo em sentido contrário. De início, por as ondas sonoras serem comprimidas, o som fica mais agudo. Depois, quando cruzamos com ele e o outro carro começa a se afastar, as ondas são esticadas e o som fica imediatamente mais grave.

Sabendo do resultado das experiências de Hubble, Einstein passou a considerar que havia cometido uma grande besteira ao incluir o que chamou de “Constante Cosmológica” nas suas equações da Relatividade Geral, de modo a deixar em aberto a possibilidade de o universo estabilizar, ou até mesmo vir a retardar este movimento de expansão, e começar a se contrair devido à gravidade. O cara era lasca: Até quando pensou que errou, acertou em cheio! A única hipótese que não passava pela cabeça dessa moçada era o que viria a ser constatado mais adiante. Parece que nosso Criador está sempre com alguma carta na manga para rir da nossa petulância ignorante.

Sabendo que todas as anãs brancas, devido ao limite de Chandrasekhar, são aproximadamente do mesmo tamanho, pode-se determinar a que distância estas se encontram daqui apenas pela magnitude do seu brilho. Estas passaram a ser a referência melhor que existe para esta medição, já que o cálculo através da Paralaxe só é aplicável a estrelas que estão bem próximas de nós. Foi aí que endoidou todo o mundo dos estudiosos do assunto!

Ao medir o desvio para o vermelho das anãs brancas mais distantes, verificou-se que este era sempre maior que o desvio das anãs brancas mais próximas, e que quanto mais distante estivessem, maior era o seu desvio. Isto significa dizer que, de todas as possibilidades até então levantadas – o universo estar retardando a expansão até recolapsar, universo estável, ou universo em expansão constante – o que isto demonstrava era que o universo não só está se expandindo, COMO ESTÁ ACELERANDO.

Aí danou-se tudo! Que diabos está provocando esta expansão? Que força é esta que nunca se ouviu falar na física? Que força é esta que vai contra a gravidade? Como é que ela se apresenta? De onde é que sai? O que a provoca?

A verdade é que ninguém sabe de mais nada a respeito! Vamos ter que começar a estudar física do zero outra vez. “Cesse tudo que a antiga musa canta”!

O mundo da física partiu para fazer as contas e o resultado aí ficou ainda mais interessante.

Moral da história: Tudo o que conseguimos ver no universo representa apenas e tão somente 0,4% de tudo o que estas observações nos levam a crer que exista. O que é exatamente esta matéria escura? Não sabemos. O que é exatamente esta Energia Escura? Não temos a mínima ideia. O que é que existe neste universo “Paralelo” ao nosso, que não conseguimos nem detectar, e que representa 99,6% de todo o nosso mundo? Não sabemos!

Pergunta 36 – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec – 1857

O Vazio Absoluto existe em alguma parte no Espaço Universal ?

R: “- Não, nada é vazio. O que imaginais como vazio é ocupado por uma matéria que escapa aos vossos sentidos e aos vossos instrumentos”.

VÔ´M´IMBORA P´RA UCRÂNIA

Ou, em português tradicional: Vou-me embora para a Ucrânia

Visitei a Romênia pela primeira vez no início da década de 90 do século passado. Bucareste era uma só festa: O ditador Ceaucescu havia sido enforcado, junto com sua esposa. O reitor da universidade, que havia liderado a revolução, tinha sido eleito democraticamente para a posição de presidente e o aparato opressor havia sido desmantelado. Todos os ministros que conhecemos eram jovens professores da universidade. Cheios de ideias e de entusiasmo, como só os jovens conseguem ser.

O que mais chamou a atenção do grupo de pernambucanos que lá estava comigo foi a quantidade imensa de casamentos que presenciamos. O futuro parecia sorrir para os jovens daquele país tão sofrido. A reação da meninada era oficializar as relações amorosas a fim de começar a caminhar rumo a este futuro alvissareiro. Procuramos por um bar, tarde da noite, e entramos num grande salão com muita música e alegria. Comemos e bebemos à vontade. Fomos tratados como reis. Só na hora de pagar a conta descobrimos que era uma festa de casamento. Como ninguém falava a língua do outro, foi uma loucura: brindes ao Brasil, brindes à Romênia, brindes aos noivos. Terminamos todos tremendamente bêbados.

Mas eis que a festa acabou para os romenos! A realidade econômica deles, nestes quase 25 anos passados, se mostrou bem mais difícil. Estão se recuperando de forma firme e gradual. Ingressaram na Comunidade Europeia e estão evoluindo bem. Só que as dificuldades econômicas provocaram um fenômeno inverso: Despencou a quantidade de filhos. A população, que naquela ocasião, era de quase 23,5 milhões na época, já caiu bem uns 10%.

Enquanto isso, a população da Arábia Saudita saiu de 4 milhões para quase 30 milhões no último meio século. Parece que o futuro nos reserva bem mais mulheres de veu do que as belas faces romenas.

Se observarmos o que vem ocorrendo com o Brasil, estamos repetindo mais ou menos o mesmo processo ocorrido com os países do leste europeu. Como consequência do tremendo arrocho financeiro provocado pelo plano econômico de Fernando Collor, os brasileiros postergaram todos os sonhos e planos de constituir família, O resultado foi uma tremenda baixa na quantidade de pessoas nascidas naqueles “anos de chumbo”. Com o plano Real, os brasileiros começaram a fazer bebês de novo. Isso até a chegada de Lula ao poder, pra acabar com a nossa tesão. Agora, estamos diante de uma verdadeira encruzilhada: O que queremos ser no futuro? Uma Arábia Saudita ou uma Romênia?

Tivéssemos mantido este processo, a partir de Collor, teríamos cerca de 20 milhões de pessoas a menos na população. Certamente que nossa situação econômica e de segurança da população estaria tremendamente melhor, pois estes seriam exatamente os jovens que hoje estão nos levando ao caos. O problema é que estas mudanças ocorrem por aqui sempre ao sabor do acaso e de decisões individuais, nunca como um “Projeto de País”. Ainda estou em dúvida se é simplesmente incompetência de nossos governantes, pura safadeza, muita imbecilidade, ou tudo isso junto, combinado com uma tremenda e absoluta decrepitude moral. Não bastasse sermos liderados por canalhas, temos ainda os meios de comunicação trombeteando uma relativização da moral que só nos levará ao completo e total caos social.

Bom! Pelo menos, antes tarde do que nunca. Parece que estamos nos encaminhando na direção certa. Só que, enquanto a classe média está postergando a maternidade e limitando a um filho (quando tem), a pobreza continua proliferando como bactérias. Na média, estamos reduzindo a explosão populacional. Onde isto vai dar? Eu não sei!

Só sei que eu não tenho mais paciência para esperar por um projeto de país decente. Isto é uma miragem: Cada vez que nos aproximamos, fica mais distante! VOU EMBORA DESTA BODEGA tão logo a justiça obrigue os crápulas do INSS a me darem o que é meu de direito: minha aposentadoria.

Certamente que meus parcos leitores estarão se fazendo a seguinte pergunta: Mas… IR PRA ONDE?

Vou lhes dizer. Vou para um país que JÁ fez exatamente isto que estou propondo: A Ucrânia.

Com as dificuldades advindas do desmoronamento do bloco soviético, também a Ucrânia passou por este processo de encolhimento da população. A situação lá foi ainda pior que a Romênia pois se encontram exatamente espremidos entre o “Urso” soviético e a Comunidade Europeia. A consequência deste embate nós temos visto: Invasão da Criméia, tentativa de anexação das províncias de língua russa, tremendas pressões econômicas, imposição de governantes títeres de Moscou, e por aí vai.

A parte que me interessa é a seguinte: É uma população linda, com uma predominância de mulheres jovens (entre os 25 e os 45 anos), com altíssimo nível cultural e que não se casou devido aos problemas enfrentados pelo seu país. A opção preferencial delas tem sido buscar casamento com pessoas de outros países menos conturbados. Vejam os exemplos abaixo e me digam se eu tenho razão.

P.S. Interessados em ir comigo? O site é: Love me. São milhares como estas e todas lindas.

(IN) SEGURANÇA

Por estranho que possa parecer, mesmo sendo engenheiro industrial mecânico e tendo labutado minha vida toda com projetos industriais, de repente decidi cursar um mestrado sobre a psicologia e o comportamento humano. A questão é que, depois de muito quebrar a cabeça gerindo indústrias, (quando ainda haviam indústrias em Recife, pois fecharam todas em que trabalhei – Alpargatas, Springer, Microlite, Souza Cruz, Philips, etc – verifiquei que o problema maior não eram as máquinas. Estas eram sempre extremamente dóceis! Uma vez afinadas, reguladas, lubrificadas e alimentadas com força motriz, faziam exatamente aquilo que se esperava delas. O problema era sempre as pessoas!

Foi então que decidi fazer o mestrado da Universidade Federal sobre Administração de Recursos Humanos, com ênfase em Psicologia e Sociologia Organizacional. De todas as inúmeras e valiosas lições que lá aprendi, uma se destaca na minha mente como sendo a de maior importância. É a seguinte: As duas principais forças moldadoras do comportamento humano são: Primeiro, as lições introjetadas nas nossas mentes juntamente com o leite materno, no ambiente familiar, complementadas pelas orientações de um pai severo. Depois, quando já crescido, o medo da polícia”.

No Brasil, temos cada vez menos influência destas forças na moldagem da personalidade dos jovens. A consequência veio a galope: a catástrofe social que assistimos. Na completa ausência destas influências, assumiu papel preponderante o grupo social onde o jovem vive. Este está cada vez mais direcionado pelas mensagens deturpadoras de valores e da moral bombardeadas por todos os meios de comunicação.

Se desde sempre éramos periféricos, em termos de civilização mundial, agora caminhamos aceleradamente para nos tornarmos uma sub-raça, em um quadro muito mais amplo de total degeneração social. A erotização precoce, aliada à total relativização dos valores da família tradicional, frutificou de maneira esplendorosa: Hoje, um terço das crianças brasileiras são filhas de mães adolescentes. Dois terços vivem em lares só com um dos cônjuges, normalmente a mãe. Estas, tendo de se “virar nos trinta” para prover o sustento, deixa os filhos para serem criados de solta, feito boi pé duro.

O resultado não podia ser outro: Uma geração de adolescentes inúteis. Semianalfabetos e revoltados. Totalmente desiludidos, sem qualquer possibilidade de conquistar uma vida melhor. Cercados pelo tráfico de todo tipo de drogas e instigados pelos meios de comunicação a arrancarem o que puderem do banquete da vida com as prórias mãos, “pois ninguém dá nada para ninguém”. A ênfase é na satisfação imediata de prazeres e desejos. – Amanhã? É outro dia! Quando chegar lá a gente vê o que é que faz.

Viramos um país de filhos da puta! Linguajar trêfego. Grosseiros, truculentos, arrogantes, mau- humorados e, para completar, cheios de “direitos”. O mundo todo lhes deve. Não devem nada a ninguém.

No livro Freakonomics, os autores (Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner) estabelecem uma curiosa correlação entre a liberação do aborto e a queda na taxa de criminalidade nos Estados Unidos. Segundo os mesmos, os possíveis criminosos, crianças cuja origem social os levaria inexoravelmente a uma carreira de crimes, simplesmente foram abortados. Assim, uma ou duas décadas depois, a sua ausência foi o fator que levou as cidades a experimentar uma queda na criminalidade. Faz todo sentido para mim!

Por questão de princípio, sou frontalmente contra a opção que faculta às futuras mamães assassinarem seus próprios filhos, ainda em seus ventres, e depois de mortos, retirar-lhes de seu seio aos pedaços. Considero milhões de vezes mais humano simplesmente evitar a concepção. Temos todo o conhecimento e meios para isso. Só muita hipocrisia e burrice para não ver isso e não incentivar esta alternativa.

Desde 1991, crescemos de uma população de 146 milhões para os atuais 206 milhões. São 60 milhões de pessoas a mais. Quase a população que tínhamos em 1970. Quantos desses jovens estão assim?

É exatamente essa legião de jovens, desiludidos e perdidos, que está no centro de nosso problema de insegurança nas nossas cidades. Enquanto eles se matam, pois a maioria das vítimas da carnificina urbana é nesta faixa etária, levam a tranquilidade de toda a população de roldão. Teria sido muito melhor para o nosso país que tivessem sido evitados. Não fariam a mínima falta! Muito pelo contrário até.

Tenho acompanhado a terrível transformação, consequência deste quadro acima descrito, que tem ocorrido num estado pelo qual tenho muito apreço: O Piauí.

Minha primeira viagem para lá se deu nos idos de 1992. Fiquei simplesmente fascinado! Teresina era uma cidade extremamente simples e modesta. A grande maioria da população era de uma pobreza muito grande, porem extremamente digna. Lá não havia a miséria abjeta contrastando com a opulência dos imensamente ricos. A consequência desse clima de harmonia e paz era índices de criminalidade absurdamente baixos. Era a antítese da teoria petista que justifica a desagregação social como resultado da pobreza. Lá, simplesmente não se cometiam crimes. As pessoas eram pobres porem tinham um orgulho extremo de serem absolutamente honestas e trabalhadoras. O grande caminho através do qual almejavam uma evolução nas suas condições de vida era a dedicação aos estudos com todo o afinco de que fossem capazes. Há até um subproduto interessante desta dedicação aos estudos: Os nomes próprios das pessoas daquela geração. Eram nomes eruditos, extraídos das leituras feitas aleatoriamente por pais pobres e simples que almejavam atingir uma nova condição social através dos filhos. Abundam os Roosevelt, os Flaubert, os Ramsés, e coisas do gênero, entre as pessoas de meia idade. Já quanto aos jovens, saídos desta fornada mais recente, o quadro é bem diferente. Os nomes atuais são de jogadores.

Fala-se muito em criar mais juizados, investir em mais policiais, mais delegacias, mais cadeias, penas mais severas, e por aí vai, a fim de encarar e resolver este terrível problema. NÃO FUNCIONARÁ!

Estamos criando o controle, do controle, do controle, do controle, etc… ad infinitum! Serão advocacias, defensorias, ouvidorias, auditorias, controladorias, procuradorias, corregedorias, delegacias, … PARA NADA! E o que é muito pior: a um custo aberrante e proibitivo. Só servirá pra dar emprego a advogados.

O grande acionador do comportamento humano são os valores internos (Core Values), que são introjetados através da educação, especialmente a doméstica. É o que costumávamos chamar de “berço”.

Polícia alguma vai conseguir ser mais eficaz do que esta simples providência. Além de que, depois de adulto, para destorcer qualquer pepino é absolutamente IMPOSSÍVEL!

TUDO PELO SOCIAL

Pessoas muito mais sábias do que eu me ensinaram há alguns anos atrás que “Todo problema no mundo tem uma solução, óbvia, imediata, simples, barata, rápida e… TOTALMENTE ERRADA!”.

O danado é que a opção preferencial dos imbecis é sempre por este tipo de solução.

Como nossa população é composta majoritariamente por analfabetos funcionais, cujo desenvolvimento mental está situado entre uma ameba e um protozoário, esta tem sido a tônica por aqui, desde que se abriu a possibilidade para que estas criaturas acéfalas opinassem sobre tudo e sobre todos.

O desastre começa com a eleição de políticos messiânicos e populistas. Imaginam-se pairando acima da massa ignara da humanidade. São os “paladinos da justiça”, detentores de uma genialidade que deverá exterminar qualquer problema que se lhes apresente: Viram “especialista” em qualquer assunto em 5 minutos. De alfinete a bomba atômica. São de uma arrogância e prepotência incomensuráveis. Assumem o comando de setores mais diversos da administração pública sem nenhum remorso. Vão da saúde para a energia, depois o turismo, ou quem sabe mesmo a reforma agrária, e por aí vai a lambança.

A continuação da catástrofe se dá através das cobranças imediatista, míopes e egocêntricas de eleitores cujas mentes obliteradas são dotadas de uma imensa preguiça de pensar com seus próprios neurônios. O desastre começa e termina através das suas demandas. São aquelas soluções simplórias e totalmente erradas que mencionei acima. Aproveitando a ingenuidade das demandas da turba, políticos expertos tratam de atendê-las, mas sempre com uma agenda própria no bolso da cueca e que são, na maioria dos casos, de uma desonestidade que faria corar o bandido da luz vermelha.

Este tem sido o roteiro da gestão pública do Brasil há décadas.

De tempos em tempos, algum desses finórios se destaca na competência em montar uma gangue de ladravazes para roubar a população.

Convoquei o Sarney aí acima para render-lhe a merecida homenagem por ser o patrono e fundador da atual catástrofe que se abate sobre esta malsinada nação. Nossa hecatombe começou quando este senhor inventou de declarar que o lema do seu governo seria a famigerada frase: TUDO PELO SOCIAL!

Foi a partir daí que deu-se a merda!

A desgraceira que a população brasileira vem sofrendo foi tanta, por conta do raciocínio farsesco e desonesto, deste senhor, assim como de todos os que lhe seguiram, que eu começo a concordar com Martim Bormam quando este dizia que “Todas as vezes que se fala alguma coisa com a palavra social no meio, a vontade é de sacar a .45 e sair dando tiro em gente”.

Sábias palavras!

A grande justificativa para todas as roubalheiras e sacanagens praticadas por esta multidão interminável de picaretas sempre foi a de que estariam promovendo a famigerada “justiça Social”. Para a malta infinita de imbecis da nossa população, isto significa que o governo vai arrancar dinheiro de quem trabalha e produz para distribuir com a multidão de retardados mentais. A realidade sempre se mostra muito mais cruel do que nossos piores pesadelos. Na maioria das vezes, a grana mal dá para distribuir entre si e com seus apaniguados. Só as migalhas caem da mesa deste banquete satânico, sempre de modo a mais uma vez ludibriar a galera que os elege e mantém no comando deste bordel chamado Brasil. É sempre e toda vez o mesmo estupro contra nosso país.

A roubalheira já foi tanta que o país está devendo uns 3 TRILHÕES E MEIO aos agiotas.

Isso equivale a DOIS ANOS DE ARRECADAÇÃO.

Lembrem que já estão esfolando a população em uns 40% de tudo o que se produz nesta bodega. Quase a metade de toda a riqueza gerada vai para manter a gangue que está no poder e, o que é muito pior, NÃO DÁ NEM PARA ELES PAGAREM AS CONTAS. Todo ano, acrescentam uma montanha de uns 180 BILHÕES no total que estão devendo e não dá pra fazer obra nenhuma de infraestrutura. Só se for em Cuba ou Angola e através de contrato superfaturado (E SECRETO) da Odebrecht.

O rombo é tão grande que quase metade DOS IMPOSTOS que arrecadam é só pra pagar os juros.

Se vocês estivessem devendo dois anos de sua renda ao agiota e metade de tudo o que você ganha fosse só pra pagar os juros, e mesmo assim a dívida só aumentasse, qual seria a sua situação financeira?

EXATAMENTE! Fudido!


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