VÔ´M´IMBORA P´RA UCRÂNIA

Ou, em português tradicional: Vou-me embora para a Ucrânia

Visitei a Romênia pela primeira vez no início da década de 90 do século passado. Bucareste era uma só festa: O ditador Ceaucescu havia sido enforcado, junto com sua esposa. O reitor da universidade, que havia liderado a revolução, tinha sido eleito democraticamente para a posição de presidente e o aparato opressor havia sido desmantelado. Todos os ministros que conhecemos eram jovens professores da universidade. Cheios de ideias e de entusiasmo, como só os jovens conseguem ser.

O que mais chamou a atenção do grupo de pernambucanos que lá estava comigo foi a quantidade imensa de casamentos que presenciamos. O futuro parecia sorrir para os jovens daquele país tão sofrido. A reação da meninada era oficializar as relações amorosas a fim de começar a caminhar rumo a este futuro alvissareiro. Procuramos por um bar, tarde da noite, e entramos num grande salão com muita música e alegria. Comemos e bebemos à vontade. Fomos tratados como reis. Só na hora de pagar a conta descobrimos que era uma festa de casamento. Como ninguém falava a língua do outro, foi uma loucura: brindes ao Brasil, brindes à Romênia, brindes aos noivos. Terminamos todos tremendamente bêbados.

Mas eis que a festa acabou para os romenos! A realidade econômica deles, nestes quase 25 anos passados, se mostrou bem mais difícil. Estão se recuperando de forma firme e gradual. Ingressaram na Comunidade Europeia e estão evoluindo bem. Só que as dificuldades econômicas provocaram um fenômeno inverso: Despencou a quantidade de filhos. A população, que naquela ocasião, era de quase 23,5 milhões na época, já caiu bem uns 10%.

Enquanto isso, a população da Arábia Saudita saiu de 4 milhões para quase 30 milhões no último meio século. Parece que o futuro nos reserva bem mais mulheres de veu do que as belas faces romenas.

Se observarmos o que vem ocorrendo com o Brasil, estamos repetindo mais ou menos o mesmo processo ocorrido com os países do leste europeu. Como consequência do tremendo arrocho financeiro provocado pelo plano econômico de Fernando Collor, os brasileiros postergaram todos os sonhos e planos de constituir família, O resultado foi uma tremenda baixa na quantidade de pessoas nascidas naqueles “anos de chumbo”. Com o plano Real, os brasileiros começaram a fazer bebês de novo. Isso até a chegada de Lula ao poder, pra acabar com a nossa tesão. Agora, estamos diante de uma verdadeira encruzilhada: O que queremos ser no futuro? Uma Arábia Saudita ou uma Romênia?

Tivéssemos mantido este processo, a partir de Collor, teríamos cerca de 20 milhões de pessoas a menos na população. Certamente que nossa situação econômica e de segurança da população estaria tremendamente melhor, pois estes seriam exatamente os jovens que hoje estão nos levando ao caos. O problema é que estas mudanças ocorrem por aqui sempre ao sabor do acaso e de decisões individuais, nunca como um “Projeto de País”. Ainda estou em dúvida se é simplesmente incompetência de nossos governantes, pura safadeza, muita imbecilidade, ou tudo isso junto, combinado com uma tremenda e absoluta decrepitude moral. Não bastasse sermos liderados por canalhas, temos ainda os meios de comunicação trombeteando uma relativização da moral que só nos levará ao completo e total caos social.

Bom! Pelo menos, antes tarde do que nunca. Parece que estamos nos encaminhando na direção certa. Só que, enquanto a classe média está postergando a maternidade e limitando a um filho (quando tem), a pobreza continua proliferando como bactérias. Na média, estamos reduzindo a explosão populacional. Onde isto vai dar? Eu não sei!

Só sei que eu não tenho mais paciência para esperar por um projeto de país decente. Isto é uma miragem: Cada vez que nos aproximamos, fica mais distante! VOU EMBORA DESTA BODEGA tão logo a justiça obrigue os crápulas do INSS a me darem o que é meu de direito: minha aposentadoria.

Certamente que meus parcos leitores estarão se fazendo a seguinte pergunta: Mas… IR PRA ONDE?

Vou lhes dizer. Vou para um país que JÁ fez exatamente isto que estou propondo: A Ucrânia.

Com as dificuldades advindas do desmoronamento do bloco soviético, também a Ucrânia passou por este processo de encolhimento da população. A situação lá foi ainda pior que a Romênia pois se encontram exatamente espremidos entre o “Urso” soviético e a Comunidade Europeia. A consequência deste embate nós temos visto: Invasão da Criméia, tentativa de anexação das províncias de língua russa, tremendas pressões econômicas, imposição de governantes títeres de Moscou, e por aí vai.

A parte que me interessa é a seguinte: É uma população linda, com uma predominância de mulheres jovens (entre os 25 e os 45 anos), com altíssimo nível cultural e que não se casou devido aos problemas enfrentados pelo seu país. A opção preferencial delas tem sido buscar casamento com pessoas de outros países menos conturbados. Vejam os exemplos abaixo e me digam se eu tenho razão.

P.S. Interessados em ir comigo? O site é: Love me. São milhares como estas e todas lindas.

(IN) SEGURANÇA

Por estranho que possa parecer, mesmo sendo engenheiro industrial mecânico e tendo labutado minha vida toda com projetos industriais, de repente decidi cursar um mestrado sobre a psicologia e o comportamento humano. A questão é que, depois de muito quebrar a cabeça gerindo indústrias, (quando ainda haviam indústrias em Recife, pois fecharam todas em que trabalhei – Alpargatas, Springer, Microlite, Souza Cruz, Philips, etc – verifiquei que o problema maior não eram as máquinas. Estas eram sempre extremamente dóceis! Uma vez afinadas, reguladas, lubrificadas e alimentadas com força motriz, faziam exatamente aquilo que se esperava delas. O problema era sempre as pessoas!

Foi então que decidi fazer o mestrado da Universidade Federal sobre Administração de Recursos Humanos, com ênfase em Psicologia e Sociologia Organizacional. De todas as inúmeras e valiosas lições que lá aprendi, uma se destaca na minha mente como sendo a de maior importância. É a seguinte: As duas principais forças moldadoras do comportamento humano são: Primeiro, as lições introjetadas nas nossas mentes juntamente com o leite materno, no ambiente familiar, complementadas pelas orientações de um pai severo. Depois, quando já crescido, o medo da polícia”.

No Brasil, temos cada vez menos influência destas forças na moldagem da personalidade dos jovens. A consequência veio a galope: a catástrofe social que assistimos. Na completa ausência destas influências, assumiu papel preponderante o grupo social onde o jovem vive. Este está cada vez mais direcionado pelas mensagens deturpadoras de valores e da moral bombardeadas por todos os meios de comunicação.

Se desde sempre éramos periféricos, em termos de civilização mundial, agora caminhamos aceleradamente para nos tornarmos uma sub-raça, em um quadro muito mais amplo de total degeneração social. A erotização precoce, aliada à total relativização dos valores da família tradicional, frutificou de maneira esplendorosa: Hoje, um terço das crianças brasileiras são filhas de mães adolescentes. Dois terços vivem em lares só com um dos cônjuges, normalmente a mãe. Estas, tendo de se “virar nos trinta” para prover o sustento, deixa os filhos para serem criados de solta, feito boi pé duro.

O resultado não podia ser outro: Uma geração de adolescentes inúteis. Semianalfabetos e revoltados. Totalmente desiludidos, sem qualquer possibilidade de conquistar uma vida melhor. Cercados pelo tráfico de todo tipo de drogas e instigados pelos meios de comunicação a arrancarem o que puderem do banquete da vida com as prórias mãos, “pois ninguém dá nada para ninguém”. A ênfase é na satisfação imediata de prazeres e desejos. – Amanhã? É outro dia! Quando chegar lá a gente vê o que é que faz.

Viramos um país de filhos da puta! Linguajar trêfego. Grosseiros, truculentos, arrogantes, mau- humorados e, para completar, cheios de “direitos”. O mundo todo lhes deve. Não devem nada a ninguém.

No livro Freakonomics, os autores (Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner) estabelecem uma curiosa correlação entre a liberação do aborto e a queda na taxa de criminalidade nos Estados Unidos. Segundo os mesmos, os possíveis criminosos, crianças cuja origem social os levaria inexoravelmente a uma carreira de crimes, simplesmente foram abortados. Assim, uma ou duas décadas depois, a sua ausência foi o fator que levou as cidades a experimentar uma queda na criminalidade. Faz todo sentido para mim!

Por questão de princípio, sou frontalmente contra a opção que faculta às futuras mamães assassinarem seus próprios filhos, ainda em seus ventres, e depois de mortos, retirar-lhes de seu seio aos pedaços. Considero milhões de vezes mais humano simplesmente evitar a concepção. Temos todo o conhecimento e meios para isso. Só muita hipocrisia e burrice para não ver isso e não incentivar esta alternativa.

Desde 1991, crescemos de uma população de 146 milhões para os atuais 206 milhões. São 60 milhões de pessoas a mais. Quase a população que tínhamos em 1970. Quantos desses jovens estão assim?

É exatamente essa legião de jovens, desiludidos e perdidos, que está no centro de nosso problema de insegurança nas nossas cidades. Enquanto eles se matam, pois a maioria das vítimas da carnificina urbana é nesta faixa etária, levam a tranquilidade de toda a população de roldão. Teria sido muito melhor para o nosso país que tivessem sido evitados. Não fariam a mínima falta! Muito pelo contrário até.

Tenho acompanhado a terrível transformação, consequência deste quadro acima descrito, que tem ocorrido num estado pelo qual tenho muito apreço: O Piauí.

Minha primeira viagem para lá se deu nos idos de 1992. Fiquei simplesmente fascinado! Teresina era uma cidade extremamente simples e modesta. A grande maioria da população era de uma pobreza muito grande, porem extremamente digna. Lá não havia a miséria abjeta contrastando com a opulência dos imensamente ricos. A consequência desse clima de harmonia e paz era índices de criminalidade absurdamente baixos. Era a antítese da teoria petista que justifica a desagregação social como resultado da pobreza. Lá, simplesmente não se cometiam crimes. As pessoas eram pobres porem tinham um orgulho extremo de serem absolutamente honestas e trabalhadoras. O grande caminho através do qual almejavam uma evolução nas suas condições de vida era a dedicação aos estudos com todo o afinco de que fossem capazes. Há até um subproduto interessante desta dedicação aos estudos: Os nomes próprios das pessoas daquela geração. Eram nomes eruditos, extraídos das leituras feitas aleatoriamente por pais pobres e simples que almejavam atingir uma nova condição social através dos filhos. Abundam os Roosevelt, os Flaubert, os Ramsés, e coisas do gênero, entre as pessoas de meia idade. Já quanto aos jovens, saídos desta fornada mais recente, o quadro é bem diferente. Os nomes atuais são de jogadores.

Fala-se muito em criar mais juizados, investir em mais policiais, mais delegacias, mais cadeias, penas mais severas, e por aí vai, a fim de encarar e resolver este terrível problema. NÃO FUNCIONARÁ!

Estamos criando o controle, do controle, do controle, do controle, etc… ad infinitum! Serão advocacias, defensorias, ouvidorias, auditorias, controladorias, procuradorias, corregedorias, delegacias, … PARA NADA! E o que é muito pior: a um custo aberrante e proibitivo. Só servirá pra dar emprego a advogados.

O grande acionador do comportamento humano são os valores internos (Core Values), que são introjetados através da educação, especialmente a doméstica. É o que costumávamos chamar de “berço”.

Polícia alguma vai conseguir ser mais eficaz do que esta simples providência. Além de que, depois de adulto, para destorcer qualquer pepino é absolutamente IMPOSSÍVEL!

TUDO PELO SOCIAL

Pessoas muito mais sábias do que eu me ensinaram há alguns anos atrás que “Todo problema no mundo tem uma solução, óbvia, imediata, simples, barata, rápida e… TOTALMENTE ERRADA!”.

O danado é que a opção preferencial dos imbecis é sempre por este tipo de solução.

Como nossa população é composta majoritariamente por analfabetos funcionais, cujo desenvolvimento mental está situado entre uma ameba e um protozoário, esta tem sido a tônica por aqui, desde que se abriu a possibilidade para que estas criaturas acéfalas opinassem sobre tudo e sobre todos.

O desastre começa com a eleição de políticos messiânicos e populistas. Imaginam-se pairando acima da massa ignara da humanidade. São os “paladinos da justiça”, detentores de uma genialidade que deverá exterminar qualquer problema que se lhes apresente: Viram “especialista” em qualquer assunto em 5 minutos. De alfinete a bomba atômica. São de uma arrogância e prepotência incomensuráveis. Assumem o comando de setores mais diversos da administração pública sem nenhum remorso. Vão da saúde para a energia, depois o turismo, ou quem sabe mesmo a reforma agrária, e por aí vai a lambança.

A continuação da catástrofe se dá através das cobranças imediatista, míopes e egocêntricas de eleitores cujas mentes obliteradas são dotadas de uma imensa preguiça de pensar com seus próprios neurônios. O desastre começa e termina através das suas demandas. São aquelas soluções simplórias e totalmente erradas que mencionei acima. Aproveitando a ingenuidade das demandas da turba, políticos expertos tratam de atendê-las, mas sempre com uma agenda própria no bolso da cueca e que são, na maioria dos casos, de uma desonestidade que faria corar o bandido da luz vermelha.

Este tem sido o roteiro da gestão pública do Brasil há décadas.

De tempos em tempos, algum desses finórios se destaca na competência em montar uma gangue de ladravazes para roubar a população.

Convoquei o Sarney aí acima para render-lhe a merecida homenagem por ser o patrono e fundador da atual catástrofe que se abate sobre esta malsinada nação. Nossa hecatombe começou quando este senhor inventou de declarar que o lema do seu governo seria a famigerada frase: TUDO PELO SOCIAL!

Foi a partir daí que deu-se a merda!

A desgraceira que a população brasileira vem sofrendo foi tanta, por conta do raciocínio farsesco e desonesto, deste senhor, assim como de todos os que lhe seguiram, que eu começo a concordar com Martim Bormam quando este dizia que “Todas as vezes que se fala alguma coisa com a palavra social no meio, a vontade é de sacar a .45 e sair dando tiro em gente”.

Sábias palavras!

A grande justificativa para todas as roubalheiras e sacanagens praticadas por esta multidão interminável de picaretas sempre foi a de que estariam promovendo a famigerada “justiça Social”. Para a malta infinita de imbecis da nossa população, isto significa que o governo vai arrancar dinheiro de quem trabalha e produz para distribuir com a multidão de retardados mentais. A realidade sempre se mostra muito mais cruel do que nossos piores pesadelos. Na maioria das vezes, a grana mal dá para distribuir entre si e com seus apaniguados. Só as migalhas caem da mesa deste banquete satânico, sempre de modo a mais uma vez ludibriar a galera que os elege e mantém no comando deste bordel chamado Brasil. É sempre e toda vez o mesmo estupro contra nosso país.

A roubalheira já foi tanta que o país está devendo uns 3 TRILHÕES E MEIO aos agiotas.

Isso equivale a DOIS ANOS DE ARRECADAÇÃO.

Lembrem que já estão esfolando a população em uns 40% de tudo o que se produz nesta bodega. Quase a metade de toda a riqueza gerada vai para manter a gangue que está no poder e, o que é muito pior, NÃO DÁ NEM PARA ELES PAGAREM AS CONTAS. Todo ano, acrescentam uma montanha de uns 180 BILHÕES no total que estão devendo e não dá pra fazer obra nenhuma de infraestrutura. Só se for em Cuba ou Angola e através de contrato superfaturado (E SECRETO) da Odebrecht.

O rombo é tão grande que quase metade DOS IMPOSTOS que arrecadam é só pra pagar os juros.

Se vocês estivessem devendo dois anos de sua renda ao agiota e metade de tudo o que você ganha fosse só pra pagar os juros, e mesmo assim a dívida só aumentasse, qual seria a sua situação financeira?

EXATAMENTE! Fudido!

EUGENIA

Encontra-se na internet o seguinte diálogo hipotético entre dois médicos.”- Sobre a interrupção da gravidez, quero sua opinião. O pai era sifilítico, a mãe tuberculosa. Das quatro crianças que nasceram, a primeira era cega, a segunda morreu, a terceira era surda-muda e a quarta também era tuberculosa. O que você teria feito?” “- Eu teria interrompido a gravidez.” “- Então você teria assassinado Beethoven.”

Este é o típico sofisma divulgado pelos adeptos do “Politicamente Correto”, além de ser de uma imbecilidade acachapante.

Primeiramente, Beethoven não era o quarto filho. Era o segundo. De seus pais, pois sua mãe era viúva. Quando se casaram, ela já havia tido um filho, que morreu ainda bebê. Dos sete irmãos de Beethoven (dos mesmos pais), cinco morreram aínda infante, inclusive seu irmão mais velho, o que o tornou o mais velho dos três sobreviventes.

O fato de morrerem seis das nove crianças nascidas não era fato incomum naquela época. A mortalidade infantil era altíssima. Foi isso, aliado a uma baixa expectativa de vida, que controlou o crescimento da população humana durante séculos. Não precisava fazer planejamento familiar. A morte dos bebês se encarregava disso.

Com o avanço da medicina, e a consequente redução na mortalidade infantil e o aumento na expectativa de vida, a população humana literalmente explodiu!

Hoje somos cerca de 8 Bilhões de humanos. Estamos extinguindo todas as formas de vida que não nos sirvam de alimento. Estamos destruindo todos os habitats, juntamente com seus biomas, simplesmente para explorar os recursos naturais que nos interessam. Estamos poluindo todo o planeta, simplesmente porque a mãe natureza não tem capacidade de reciclar tanto dejeto a tempo. Estamos aceleradamente exaurindo a capacidade deste planeta para sustentar vida.

É GENTE DEMAIS!

A única imagem que me vem à mente ao analisar fotos de nossas cidades, tiradas do espaço, é a de uma imensa ferida provocada por uma infecção bacteriana, infecção esta que está se transformando em septicemia e prestes a matar o hospedeiro, nosso belo e único planeta.

Para completar este quadro dantesco, há em curso uma clivagem abissal entre as pessoas que usam seus neurônios adequadamente, e a imensa maioria que não os usa. O que a mãe natureza levou bilhões de anos desenvolvendo, até evoluir de uma simples bactéria até nós, sempre descartando de maneira implacável todas as mutações não competitivas e multiplicando as mutações benéficas, a filosofia do “politicamente correto” está desfazendo na espécie humana. Estamos priorizando deixar as baratas devorarem os leões e os leopardos.

Todas as vezes em que me mencionam a questão das famigeradas “cotas”, eu só me lembro da piada do espermatozóide aleijado.

Enquanto criamos animais belíssimos e de uma perfeição ímpar, acelerando o processo de seleção a fim de obter uma explendorosa funcionalidade, nós humanos estamos proliferando como bactérias e, o que é muito pior, reproduzindo em profusão exatamente aqueles que deveriam ser impedidos de perpetuar o “legado da sua miséria”, como dizia Brás Cubas, tendo filhos.

Vivemos uma época de apologia do farsesco, do bizarro, do grotesco, do desviante, do anormal, do sub-humano. A busca pela meritocracia está perdendo de lavada para a mediocridade acachapante das multidões uLULAntes. O grande critério para julgar o mérito passou a ser a quantidade de imbecis que apoiam qualquer monstruosidade estupidificante. O fato de hordas de semi-analfabetos altamente idiotizados reagirem em manada a algum estímulo popularesco passou a ser o critério do bem e do mau. A discussão das questões públicas passou a ser tema de debates acalorados ao estilo de torcidas de futebol. Qualquer um que ouse contrapor-se às galeras organizadas passou a ser alvo de apupos do mais baixo calão. Isso quando não partem para o “abafa” através da vantagem propiciada pela quantidade.

Não foi à toa que o historiador e filósofo Bertrand Russel observou que a humanidade só se desenvolveu quando submetida a governos fortes. Ele quis dizer o seguinte: Todas as vezes que se abriu a possibilidade para essas multidões de retardados mentais decidirem, o resultado foi o caos. Só foram tomadas decisões conducentes ao progresso quando impostas sob o rebenque de uma autoridade minimamente esclarecida. Essas multidões não necessitam de líderes. Seu caso é mais para amestradores.

Por minha formação cristã, me condoe profundamente a baixeza onde chafurdam essas multidões. Infelizmente, não possuo a mínima paciência para lidar com a imbecilidade arrogante, prepotente e autoritária. Creio que vou necessitar ainda de inúmeras encarnações até adquirir paciência suficiente para lidar com esta espécie de troglodita.

Eu só sei o seguinte: a minha parte eu fiz!

Da minha eugenia particular, eu mesmo me encarreguei.

Escolhi para casar a menina mais bonita do bairro e com melhor formação moral. Tanto é que os 3 filhos que tivemos são belos rapazes e os netos mais belos ainda, especialmente no que diz respeito ao aspecto moral e intelectual. Com relação ao aspecto físico, graças a Deus puxaram mais à mãe deles.Na minha progênie, a humanidade não vai sofrer retrocesso. São melhores do que eu e serão cada vez melhores aínda.

TORCIDA DE FUTEBOL

Devo confessar aos meus abnegados leitores que a minha visão sobre a humanidade nunca foi das mais alvissareiras. Muito pelo contrário, até. Sempre me perguntei por que o nosso criador, vendo a imensa profundeza das baixarias abjetas com que a humanidade tem se comprazido ao longo da historia, não decidiu dar um “CONTROL-ALT-DEL” pra recomeçar do zero este projeto que, a meu ver, deu errado.

Temos presenciado uma divisão neurótica e esquizofrênica na humanidade: Enquanto alguns poucos povos privilegiados, sempre louros e de olhos azuis, conseguiram criar em seus países ambientes de paz, respeito pelo próximo, pouca ou nenhuma violência e altíssimo nível de conforto material; a maioria absoluta da humanidade parece estar sendo engolfada por um tsunami de vulgaridade e selvageria que seria difícil de imaginar até há alguns anos atrás.

Fica facílimo entender o porque de tantos barcos (e aviões) abarrotados de retirantes desesperados estarem se dirigindo a estes paraísos terrenos, todos fugindo de suas terras de origem, terras estas flageladas por lideranças absolutamente assassinas devido o altíssimo nível de imbecilidade das suas mentes, sejam eles islâmicos, “socialistas bolivarianos”, ou simplesmente meros ladrões tirânicos e populistas, sem ideologia outra que não a busca do enriquecimento sem limites às custas da população.

Acho que nosso Criador, assim como eu, está imbuído de profunda compaixão por esta bactéria gigante cuja característica peculiar é ter consciência de si mesma (Cogito, ergo sum), que tem consciência da sua finitude e é sofredora de uma abissal solidão cósmica dentro da sua mente e de seus pensamentos.

Deve ser por isso, e por alguns poucos seres iluminados que conseguiram transcender desta nossa condição, que nosso criador mantém as esperanças de que venhamos todos a conseguir atingir um grau de perfeição e depuramento que nos torne dignos de retornar ao seu seio, visto que somos meros fragmentos desgarrados de sua infinita perfeição. Tempo para esperar por isso é o que não Lhe falta.

Só espero que não nos encarreguemos nós mesmos de providenciar a extinção dessa espécie sui-generis.

Dificilmente nos damos conta do nível de tensão a que somos submetidos quotidianamente pelas demandas diárias de nossas vidas. A brutalidade de uma “Realidade atroz que a mente esmaga”, que nos é empurrada goela abaixo quotidiana e repetidamente por todos os meios de comunicação, nos leva a um nível de desesperança em que nossa mente brinca perigosamente com a possibilidade de uma fratura irreversível. Chegamos a bradar como o Cristo na cruz: Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? Só que Ele, em sua infinita bondade, não nos abandonou!

A nossa mente é provida de alguns mecanismos altamente interessantes que atuam na diminuição deste sofrimento mental. Devemos ser únicos neste aspecto já que, pelo menos até onde sabemos, somos os únicos seres com consciência da própria existência. O nome dado ao conjunto desses mecanismos, pelos psicólogos, é de: Mecanismos de Defesa Psicológica.

Estes se apresentam sempre como uma distorções da percepção que temos da realidade. É uma perda de objetividade na observação daquilo que se passa ao nosso redor. A nossa mente distorce DELIBERADAMENTE a nossa percepção das coisas que nos ocorrem, e que nos são agressivas, de modo a minorar o nosso sofrimento. Preserva assim a nossa sanidade mental.

O preço desta “fuga deliberada da realidade” é que nos tornamos um pouco idiotas. Só que é melhor nos tornarmos um idiota temporário que um maluco para sempre. Os mecanismos mais comuns são:

1. NEGAÇÃO – Ocorre quando a realidade se mostra tão absurdamente agressiva à nossa mente que esta se recusa a “ver” ou “entender” aquela nova condição. O melhor exemplo é quando da morte de uma pessoa e seu ente querido “se recusa” a aceitar que ele esteja realmente morto. Ou quando uma pessoa é demitida de um emprego, no qual trabalhou por longas décadas, e continua acordando à mesma hora, se vestindo da mesma maneira e se dirigindo ao local do trabalho, mesmo que seja apenas para ficar passando o tempo na praça em frente ao antigo emprego.

2. IDENTIFICAÇÃO – Situação das crianças que escolhem seus ídolos de preferência, para fazerem de conta que são eles quando dos seus jogos. Este é um exercício salutar para o desenvolvimento infantil, pois ressalta as qualidades que a criança gostaria de desenvolver em si mesma. Ajuda-as também a desenvolverem suas próprias personalidades, a partir do modelo escolhido.

3. PROJEÇÃO – É a situação das pessoas que fogem da realidade ao seu redor, e que lhes é estressante, se projetando em situações edulcoradas onde se sentem mais realizadas, mesmo que estas sejam meramente oníricas. Este é um exercício salutar para a redução das tensões originadas nos embates do dia a dia. Pode ser altamente prejudicial, porém, quando o indivíduo passa a viver constantemente neste mundo onírico, em detrimento da realidade que a cerca.

4. GRUPALIZAÇÃO – É a sensação de segurança e conforto proporcionada pelo simples fato de nos integramos a algo que é muito maior que nós, simples indivíduos. O compartilhamento de ideias e visões, dentro do rupo, pode ser altamente estimulante e enriquecedor. O grande risco, e o que ocorre na maioria absoluta dos casos, é a tremenda pressão pela CONFORMIDADE com a filosofia do grupo, sob pena de exclusão, e a divisão maniqueísta do mundo entre “Nós contra Eles”.

O fato de qualquer pessoa adotar qualquer um desses mecanismos, eventualmente, não implica de maneira nenhum em óbice para a sua racionalidade. Desde que a pessoa mantenha sempre um salutar ceticismo a respeito “daquelas velhas opiniões formadas sobre tudo”, sob pena de se tornar um mero fantoche nas mãos de líderes manipuladores e infantilizadores.

Infelizmente, uma maioria absoluta da humanidade só se sente confortável e em paz com o mundo sob a ilusão de mecanismos mentais que as afasta de uma percepção mais rica e racional da realidade. Abdicam voluntariamente daquilo que há de mais nobre em suas constituições e que as torna POTENCIALMENTE humanas: O ato de pensar!
Preferem viver em hordas uLULAntes.

CANALHAS!

O imenso bordel chamado Brasil está, só para variar, à beira da total falência financeira. A cambada de agiotas internacionais que nos sugam 10% do PIB através dos juros (Metade de todos os impostos escorchantes que pagamos – R$ 500 BILHÕES ao ano) só não decretaram nossa total bancarrota aínda porque, para eles, está tudo bem. Quanto maior a nossa esculhambação, mais eles nos sugam a jugular.

Quer tirar a prova? Dê uma olhadinha no lucro dos bancos.

Com o rombo das finanças públicas se aproximando perigosamente do ponto em que não terão dinheiro nem para pagar o salário das multidões de parasitas aferrados às tetas estatais, a horda de canalhas que os eleitores ruminantes de nosso país enviou a Brasília (dizem eles) para nos representar está excitadíssima com uma tal de “Reforma da Previdência”. Estou só aguardando para ver qual o calibre da pajaraca que vão atolar em nosso fiofó desta vez.

Os bilhões de reais que estão sendo gastos com as famigeradas “Emendas Parlamentares” estão jorrando de mancheias a fim de garantir a tal da governabilidade. Isto significa dizer o seguinte: Garantir que os mesmíssimos canalhas vão continuar praticando as mesmíssimas patifarias em cima da mesmíssima população de imbecis que se convencionou chamar de “Povo Brasileiro”.

Toda a conversa dos patifes, quando se fala qualquer coisa que se refira a aposentadorias, é dirigida no sentido de dizer sempre que “O governo concede”. Isto significa dizer que a aposentadoria é uma espécie de prêmio que o governo dá aos seus escolhidos, sempre “na forma da lei”.

É bem sabido, desde a frase lapidar de Millôr Fernandes, que “A melhor forma de se dar bem fora da lei é legislando em causa própria”. Isto quer dizer o seguinte: Pra que eu vou me arriscar com a polícia, feito Fernandinho Beira Mar e Marcola, se posso virar deputado, fazer leis que acoitem todas as minhas safadezas, e ninguém vai poder dizer nem que eu sou feio?

É com base nestas duas imensas empulhações que tem se dado os debates!

– Ah! Só pode se aposentar quem tiver mais de 65 anos. – Se for mulher, tem de ter apenas mais de 60 anos, pois as mulheres são também mães. – O “Bônus Demográfico” está se acabando. Vamos aumentar a soma da idade com o tempo de serviço necessário para que venham a se aposentar. .- É! Mas os professores tem que ter aposentadoria especial. Lidar com essa raça de alunos raciados com jumentos não é mole. – Tem também os agricultores. Não precisam nem ter contribuído, já que vivem passando fome mesmo. – E os militares, como ficam? – Funcionários públicos devem ter aposentadoria integral.

CHEGA! Vamos parar com essa empulhação!

APOSENTADORIA É POUPANÇA! É DINHEIRO QUE SE GUARDA PARA QUANDO SE FICA VELHO E NÃO SE PODE TRABALHAR. SÓ ISSO!

Quando o governo mete o bedelho nesta conversa é só para roubar a população e direcionar a imensa massa de recursos para seus apaniguados. Basta lembrar que METADE de todas as despesas da previdência vão para 10% dos aposentados, TODOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. Tenham eles contribuído para isso ou não. A outra metade, é divida entre os demais 90% de fudidos e ludibriados da população que, na realidade, são os que carregam todo esse sistema espúrio nas costas.

Além dessa imensa sacanagem, já na origem, há uma outra ainda pior!

Qualquer empregador brasileiro tem de entregar COMPULSORIAMENTE ao Governo Federal 42% de tudo o que venha eventualmente a pagar como salário aos seus funcionários. É uma festa pobre, em que somos coagidos a entrar de ré e com as calças arriadas. Uma verdadeira parceria CARACU, em que o governo e seus parasitas entram com a cara e nós com o resto.

Toda essa imensa montanha de dinheiro é rateada entre uma infinidade de entidades semi-governamentais: SESI, SESC, SENAI, SENAC, SENAT, SEBRAE, FAT, FGTS, INSS, etc… A verdade é que o dinheiro some todinho, sempre para manter estruturas semelhantes aos Jardins Suspensos da Babilônia e convescotes de nada com coisa nenhuma. Algumas dessas entidades até que prestam serviços. NÃO ME INTERESSA! Não quero carregar essa turma todinha nas minhas costas.

Se um brasileiro, qualquer um, cujo salário mensal fosse de apenas UM SALÁRIO MÍNIMO, direcionasse todo esse dinheiro para deposito em um investimento que lhe rendesse 1% (UM POR CENTO) ao mês, o mesmo teria ao final de 35 anos de contribuição, uma poupança de R$ 2.556.148,19 (Dois Milhões Quinhentos e Cinquenta e Seis Mil Reais). Esta pequena fortuna seria suficiente para lhe garantir uma renda PERPÉTUA de R$ 25.000,00 (Vinte e Cinco Mil Reais) mensais e, quando morresse, o capital ficaria inteirinho para os seus herdeiros.

O Art. 5º da Constituição Federal, em seu parágrafo XX diz:

“ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado”;

Ocorre que somos todos coagidos a participar dessa lambança, sempre sendo surrupiados sorrateiramente por essa estrutura imensa de espoliar o cidadão em benefício de um bando de espertos.

EU QUERO QUE ESSES CANALHAS ME ESQUEÇAM!
EU NÃO QUERO ME APOSENTAR PELO INSS!
EU QUERO MEU DINHEIRO DE VOLTA!

Faço-lhes, a quem de direito, aqui e agora, de público, a seguinte proposta:

Esqueçam os 42% que me surrupiaram religiosamente. Considerem apenas os 10% que, teoricamente, seriam direcionados à minha aposentadoria. Esqueçam que já estou com mais de 38 anos de contribuição. Considerem apenas os 35 anos regulamentares. Esqueçam que meu salário já foi, e por bastante tempo, bem superior a 20 salários mínimos, e que a contribuição foi também proporcional a este valor. Considerem apenas um salário de R$ 5.000,00 (Cinco Mil Reais por mês).

Devolvam-me “apenas” R$ 3.250.000,00 (Três Milhões Duzentos e Cinquenta Mil Reais) e esqueçam minha aposentadoria. Podem ficar com o INSS pra continuar ludibriando nossa população de otários.

PRÍNCIPES E BANDIDOS

Disse Confúcio: “Quando a conduta de um príncipe é correta, seu governo é eficiente sem precisar de decretos. Se sua conduta é incorreta, ele pode baixar decretos mas não serão seguidos “.

Que futuro tem um país comandado por uma legião de pilantras deste porte?

Aviso a todos os brasileiros que estão otimistas por verem:

– A taxa de juros do Banco Central baixando. (Ainda somos a maior taxa de juros do mundo. Agiotas ficariam com vergonha de cobrar as taxas que os bancos estão cobrando);

– O governo tentando atabalhoadamente equilibrar as contas públicas. (Metade de TODOS OS IMPOSTOS que pagamos é usado para pagar juros da dívida pública que não para de aumentar);

– Uma pequena reação no aumento dos empregos criados. (Ainda há dezenas de milhões de desempregados e muitas outras dezenas de milhões de INEMPREGÁVEIS, em estágio evolutivo comparável aos Neanderthal ou Cro-Magnon);

– Ao ver que a inflação está em patamares bastante reduzidos. (Diante da brutal estagnação econômica que estamos presenciando, era para estarmos com uma tremenda DEFLAÇÃO);

– O governo, ao comprar os parlamentares a fim de se manter no poder, estaria liberando dinheiro para investimentos. (Investimos 1,5% do PIB em infraestrutura. Não dá nem para cobrir a deterioração da nossa base produtiva); e outras pequenas e localizadas melhorias.

Tenho péssimas notícias para os senhores, piores ainda que as ressalvas acima listadas.
Podem tirar o cavalinho da chuva. ESTA BODEGA NÃO VAI SAIR DESTE MISERÊ NUNCA!

Segundo números apresentados pelo Diário do Poder, de 2001 a 2015 foram gastos R$250 bilhões em bolsas-família com 30 milhões de brasileiros. Enquanto isso, o governo tirou R$1,3 trilhão do bolso do contribuinte para cobrir o déficit das aposentadorias do servidor público. Isso significa dizer que cada miserável do Brasil foi presenteado com R$ 8,333,33 ao longo deste período,.enquanto cada aposentado da multidão de parasitas “Chapa Branca” mamou R$ 1.300.000,00 a mais do que as contribuições previdenciárias que fizeram, usando o meu, o seu, o nosso suado dinheirinho no mesmo período.

O mesmo Diário do Poder revelou em outra ocasião que cerca de 40% dos servidores públicos, tanto os federais como os estaduais e municipais, estão entrando na casa dos cinquenta anos e se aproximando rapidamente da condição em que terão direito a aposentadoria, caso sejam mantidas as regras atuais.

Será quase OUTRO MILHÃO a mais de aposentados privilegiados a serem mantidos pelos espoliados contribuintes. É dessa vez que essa bodega vai à bancarrota de uma vez por todas!

O General de Exército Villas-Bôas, Comandante do Exército, afirmou pouco antes do último carnaval: “Somos um país à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser. Esgarçamo-nos tanto, nivelamos tanto por baixo os parâmetros do ponto de vista ético e moral, que somos um país sem o mínimo de disciplina social”.

É digno de nota que o mesmo foi demitido por Temer só por ter desabafado e dito esta verdade que salta aos olhos de qualquer pessoa que tenha uns três neurônios em condições de funcionamento.

O “Gênio da raça brasileira”! O grande arquiteto da nossa catástrofe

Fico pensando cá com meus botões: Qual será o destino desta nau à deriva chamada Brasil?

Meu sentimento é que nos encaminhamos celeremente para um “gran finale” apoteótico de total desastre! Um final de total desagregação social e regressão à mais absoluta barbárie. Muito pior até do que os 60.000 assassinatos anuais que temos hoje; que os 50 mil mortos pelo trânsito a cada ano, que a derrocada da indústria nacional e a estagnação total do PIB, que a completa e total decadência moral e inversão de valores que estamos vivenciando, e “otras cositas mas”. O cenário que antevejo para o Brasil é de caos absoluto e de guerra de todos contra todos. Em suma: O Armagedon!

Pensem naquelas cenas de Mad Max, com as cidades em ruínas e a população vivendo como ratos, se escondendo nos porões e se alimentando das migalhas que consegue encontrar.

Teremos então atingido o grande objetivo das esquerdas tupiniquins: Igualdade total, já que todo mundo estará na mais absoluta miséria; ninguém explorará a mais valia de ninguém, já que não haverá mais valia nenhuma para ser expoliada pois ninguém produz absolutamente nada; e teremos regredido à condição idílica de meros extrativistas, sempre em busca de alguma coleta para sobreviver.

A merda se deu quando um grandessíssimo vigarista decidiu implantar o famigerado TUDO PELO SOCIAL! Daí para a frente foi só “Shit Galore” (merda de montão), como dizem os gringos.

Fui surpreendido esta semana pelo telefonema de um velho e querido amigo, um daqueles dos velhos tempos da adolescência e da escola de engenharia e que não via há já bastante tempo. Estava junto com outros velhos companheiros e conseguiram me localizar pelo telefone. Batemos um longo papo e combinamos nos encontrarmos para traçar planos conjuntos para os dias que nos restam.

Estamos todos entrando na casa dos sessenta, divorciados, filhos crescidos e encaminhados, prestes a se aposentar e, o mais importante de tudo: ALTAMENTE PUTOS COM ESTE NOSSO BRASIL.

Fomos unânimes em concordar que a nossa geração fracassou fragorosamente no objetivo de levar adiante aquele sonho de desenvolvimento econômico e social de cunho nacionalista e cristão propugnado e capitaneado pelos militares até o final da década dos anos setenta e início dos anos oitenta.

Assim, como não somos bandidos, não sabemos lidar com bandidos e temos nojo de tudo quanto é bandido, vamos deixar que Temer, Aécio, Lula, Dilma, Cunha, Renan, e companhia bela, continuem a engabelar multidões de ruminantes disfarçados de gente e a se entredevorar.

Decidimos todos que vamos vender todos os nossos bens e que vamos todos mudar para

Portugal após a aposentadoria. Bye Bye Brasil.

Faremos como Carlota Joaquina: Desta terra não queremos levar nem a poeira. (Só a aposentadoria!)

DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada para qualquer outro“. John Adam (2º presidente dos EUA).

No dia 31 do mês passado, o brilhante jornalista Percival Puggina publicou no Diário do Poder, do Jornalista Cláudio Humberto, uma crônica cuja epígrafe era a frase acima. Perguntava-se então, o articulista, para que tipo de gente teria sido feita A NOSSA CONSTITUIÇÃO.

Respondo-lhe eu: Para bandidos e imbecis que, por sua vez, são tratados como se bandidos fossem!

A atual polarização dicotômica verificada em nosso país, vinda da nossa formação histórica, hoje se transformou na divisão entre os grupos que se apossaram do aparato estatal, de modo a poderem espoliar e controlar a massa ignara; e os imbecis, que são descaradamente explorados e que nunca reagem à altura das imensas ofensas sofridas continuamente, do berço ao túmulo. No Brasil, a divisão entre o “Nós” e o “Eles” se dá entre os que estão mamando gordamente nas tetas estatais, altamente “EMPODERADOS”, para usar uma palavra da moda; e a multidão de babacas que só participa pagando a pesada conta ou escolhendo, dentre uma multidão de canalhas, qual deles será ungido para mamar nas tetas do governo e lhe tiranizar no próximo quadriênio. Somos mais controlados e manipulados do que os russos, no auge do período Stalinista!A dominação do estado sobre a economia é maior que em países comunistas.

O controle sobre as multidões de babacas da população pagante é absoluto e total! Podemos denominar o nosso regime de governo, sem medo de errar, como absolutista e totalitário. Somos controlados por bandidos. Estes tratam todos os imbecis, que lhes pagam as contas, como se também bandidos fossem.

Os controles sobre a vida do “contribuinte”, quer dizer… do esganado, são redundantes e acachapantes: Certidão de nascimento, carteira de identidade, CPF, título de eleitor, certificado de reservista, passaporte, carteira de motorista, IPVA, declaração de imposto de renda, certidões de nada consta, atestados, procurações, averbações em cartórios, etc…(ad nauseam). Até que advém o Atestado de Óbito. E a grande maioria destes documentos tendo de ser renovado em períodos curtíssimos.

Tudo sempre com o objetivo de manter esta imensa multidão de espoliados no cabresto e com rédea curta. Aliás, curtíssima. Se juntar as informações que o Leviatã Tupiniquim tem sobre nós, se é que não já juntaram, sabem mais sobre cada um de nós que nós mesmos. O tempo de vida que o cidadão comum dispende dando satisfações e sustentando esta corja é imenso e torna a nossa vida um verdadeiro inferno.

Por outro lado, a esbórnia com os recursos públicos, mesmo a que é feita “legalmente” através de concursos públicos e licitações, é descarada e beira o paroxismo. Na fúria para arrecadar, todos somos tratados como bandidos até prova em contrário, especialmente pela multidão de fiscais que nos azucrinam a vida em todos os aspectos. O ônus da prova passou a ser dever de quem se defende do estado espoliador e voraz. Devemos ser o povo mais fiscalizado do mundo. É impressionante o que temos de fiscal. Temos fiscal pra tudo! E tudo porque, como as cobranças governamentais perderam totalmente a força moral e, consequentemente, a aquiescência da população, só lhes resta a opção de fazer valer seus achaques através da pura e simples opressão.

Só a título de exemplo: segundo dados do jornalista Cláudio Humberto, “O inchaço resultante do aparelhamento do Estado brasileiro na última década elevou os gastos com pessoal em cerca 120% entre 2007 e o ano passado, passando de R$ 126,8 bilhões para os atuais R$284 bilhões por ano para bancar Executivo, Legislativo e Judiciário. O problema é que o número de funcionários cresceu apenas 10%, passando de 1,99 milhão em 2007 para os atuais 2,2 milhões.

Como ir às armas se confiscaram todas? Só pode ter arma em nosso país as gangues de traficantes e o PCC (1º Comando da Capital – Brasília). A canalha morre de medo da população armada.

Isto significa dizer que esta casta de privilegiados recebeu de salários cerca de 10% do PIB, quando representam apenas 1% da população. Esta é a razão porque viramos um país de concurseiros: Todo mundo foi corrompido e está querendo se locupletar também. Só que não vai dar! Nosso país não aguenta manter esta toda essa corja como nababos. Os déficits governamentais se acumulam e crescem a cada dia. Enquanto isso, só quem for maluco pode querer empreender nesta espelunca chamada Brasil.

O pior de tudo é que essa casta privilegiada não está se dando conta da pressão que está se acumulando nesta imensa caldeira social. Continuam dizendo na maior inocência: “Se o povo não tem pão, por que não come brioches?” Aliás, podem até ter notado mas, na verdade, NÃO ESTÃO NEM AÍ!

A esta altura, o domínio da canalha dominante sobre a população é tão total que só restou uma opção eficaz para lhes fazer frente: A DESOBEDIÊNCIA CIVIL!

Esta metodologia para combater canalhices governamentais, criada por D.H. Thoreau e aperfeiçoada por Gandhi, é a que me parece de maior potencial para desalojar as hordas de chupins engastados nas tetas federais. Ressalte-se ainda que, de todas as revoltas possíveis, a que apresenta maior poder de destruição das barreiras legais erigidas em proveito próprio pelos crápulas é a SONEGAÇÃO! E é também a mais simples (e menos sangrenta): Começa por não realizar atividade econômica geradora de impostos, por simples desencanto com a situação. A etapa seguinte é não pagar o que deve e deixa rolar pra ver no que dá. Depois de muita encrenca, faz um REFIS e financia para pagar merreca até o dia de São Nunca.

É a mesma estratégia que está sendo adotada pelos médicos para exterminar tumores cancerosos que se encontram em metástase, como é o caso de nosso malamado governo. Simplesmente destrói-se o processo através do qual o maldito se alimenta e reproduz. Daí pra frente, é só esperar seu fim.

Não venham depois querer me acusar de estar fazendo “Apologia do Crime”. Estou apenas constatando o que está acontecendo com a grande maioria de empresas e pessoas que conheço.

Quanto àqueles que ainda tem algum prurido moral com relação a esta solução, façam como Jarbas Passarinho, ao assinar o AI-5: “Às favas com os escrúpulos!”. lembrem que nossa atual situação configura TODAS as dirimentes putativas:

• Trata-se de legítima defesa. Afinal, “Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão!”

• Diante da situação de penúria da população, configura-se o crime famélico.

• Ao pagar a montanha de impostos, estamos sendo condenados à penúria. Ou asseguramos nossa sobrevivência ou pagamos os impostos. É Estado de necessidade.

Essa estrutura canalha de poder só vai mudar quando quebrar financeiramente! Falido já está há tempo.

FILHOS DE UMA PUTA GONORRENTA!

A vida costuma ser sempre muito pior do que aquilo que imaginamos! Coerentemente, “Político Filho da puta”, no Brasil, é redundância e pleonasmo. Algo assim como Luso-Português. Querer um político honesto e trabalhador, no Brasil, seria algo assim como querer uma prostituta virgem ou uma freira num bordel.

Mesmo sendo tremendamente pessimista com relação às trambicagens praticadas por gerações de ladrões que nos desgovernam desde sempre, parece que algum anjo mau se diverte sempre em me surpreender negativamente de vez em quando com realidades muito piores ainda que aquelas que eu anteriormente imaginava ou antevia. Este é o caso da nossa Previdência Social!

Para mim, esta foi a mãe de todas as cagadas cometidas pelos militares. Tudo bem que o fato de terem deixado Zé Dirceu, Dilma, Genoíno, Zaratini, e outras figuras abjetas deste mesmo jaez escaparem com vida foi uma imensa bobeira, haja vista o tanto de merda que eles aprontaram com nossa nação nas últimas décadas. Mesmo assim, a barbeiragem cometida com a previdência foi ainda mais danosa. Eu explico:

Conforme eu venho detalhando há já algumas crônicas, o segredo da riqueza de uma nação ser maior ou menor é originado pela produtividade das suas atividades econômicas. Estas, por sua vez, é diretamente afetada pela velocidade maior ou menor da acumulação de capital.

É a famosa “Roda da Fortuna” que, muito modestamente, denominei com meu próprio nome.

O outro lado da moeda, e sempre há outro lado em todas as moedas, é a “Roda da Miséria”. Esta, salvo os cataclismos da natureza e das guerras, é a situação na qual governos de filhos de uma puta gonorrenta (olha o pleonasmo) se esbaldam em se apropriar, de todas as formas possíveis e imagináveis, dos magros recursos arrancados a fórceps dos otários condenados à desgraça de serem esfolados por essa corja de crápulas.

A propensão maior ou menor a poupar de uma determinada população é muito influenciada por fatores culturais, sociais, e até individuais. Neste aspecto, os orientais são os campeões e parecem já nascer com a genética de poupador. Bem ao contrário da nossa tradição de gastadores irresponsáveis e eternamente endividados. Nossa propensão a sempre gastar mais do que nossas rendas nos permitem é um traço fortíssimo da nossa personalidade coletiva. Não uso a palavra “Cultura” por medo do tanto que a mesma já foi prostituída pelas esquerdas “politicamente corretas”, hoje estando mais indicada para representar dançarinas de axé e funck, rebolando a bunda de forma lasciva, que qualquer outra coisa.

Pois bem! Quando esse nosso defeito de fábrica se encontra com a situação em que o indivíduo é senhor de orçamentos secretos e sem limites de gastos (Questão de Segurança Nacional), e que a conta vai ser sempre empurrada pra lá das calendas e, melhor ainda, será paga integralmente pela mesma multidão de otários de sempre… então, meus nobres leitores…É O CÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉUUUUU!!!!!!!

O que ocorreu com a nossa previdência é emblemático desta situação!

Quando se fala de previdência, pelo menos naqueles países em que a população não foi ainda totalmente imbecilizada pela pregação esquerdista, pressupõe-se a formação de um fundo de poupança e uma carteira de investimentos, ao longo da vida produtiva do indivíduo, para que o mesmo, ao decidir (ou ser forçado) a parar de trabalhar, seja por que motivo for, tenha recursos suficientes para a sua subsistência até a morte.

Em paralelo com a tranquilidade provocada pela existência desses fundos de reserva, forma-se uma montanha imensa de capitais ávidos por financiar investimentos de longo prazo, o que é um fator decisivo para alavancar o desenvolvimento dessas nações sábias.

Apenas um exemplo: A Noruega, visando “enxugar” da sua economia os imensos recursos oriundos do petróleo do Mar do Norte, de modo a evitar a farra econômica conhecida como “Doença Holandesa” (Excesso de liquidez na economia), decidiu aplicar estes valores INTEGRALMENTE em um Fundo Soberano de Investimentos cujo resgate se dará apenas e tão somente pelas próximas gerações. Isto significa dizer que os noruegueses, não só são ricos, como vão continuar sendo ricos por inúmeras gerações à frente.

Enquanto isso, aqui no Brasil, somos pobres e continuaremos pobres por gerações sem fim, graças a uma multidão de parasitas alojados nas tetas estatais, e a uma classe nauseabunda de economistas que tentaram inventar a “Quadratura do Círculo” com o que denominaram de “Nova Matriz Econômica”. Queriam fazer o desenvolvimento econômico, não a partir da poupança, mas a partir da gastança. Não fosse isto suficiente, seria a gastança através da doação dos parcos recursos da nação, não para investimentos estruturantes, como prega o Keynesianismo, mas para o consumo desenfreado, perdulário e irresponsável das massas inúteis e marginalizadas do processo produtivo. Seria o equivalente econômico da “Teoria do Boot-Strap”, em física: Querer levitar puxando você mesmo os cordões da sua botina.

De outro lado, os mesmos militares que centralizaram os Institutos de Assistência e Previdência Social que haviam se espalhado pelo país, foram os mesmos idiotas que misturaram Assistência Social (Esmolas) com Aposentadoria e Previdência Social (Poupança). Com isso, nos condenaram ao eterno atraso.

Passou-se a dar aposentadoria a todos aqueles que “mereciam”, tivessem eles contribuído para a formação de um fundo comum de investimentos ou não. Começou com a a aposentadoria dos agricultores aos 65 anos. Depois, uma enxurrada de “Aposentadorias Especiais”: Professores, mulheres, insalubres, etc. O grande rombo foi quando decidiram pagar aposentadoria integral a todos os iluminados que conseguissem se encaixar no trem da alegria do Funcionalismo Público. O resultado não poderia ser outro: Todas as aposentadorias, com a única exceção da aposentadoria dos privilegiados funcionários públicos, viu-se reduzida à condição de esmola. Juntou-se a esta sacanagem, ao longo dos últimos 40 anos, o desvio descarado dos fundos destinados aos investimentos que lastreariam as aposentadorias para todo tipo de projeto escroto indicado por algum sindicalista corrupto, através do famigerado FAT. Não sobrou nada! Agora, o que entra de um lado sai no outro e ainda não dá. O rombo se aproxima dos 200 Bilhões ao ano.

Moral da estória: Quem, como eu, que contribuiu para esta merda ao longo de quase 40 anos, e agora pensa em se aposentar, fica feito couro de pica (pra frente e pra trás, sem sair do canto), e não consegue nada!

RUIM COM ELE… MUITO PIOR SEM ELE!

A vida costuma ser sempre muito irônica!

Parece que quando as coisas começam a dar errado, tudo começa a dar errado de uma vez só. É bem sabido que, ladeira abaixo, todo santo ajuda e o Satanás ainda empurra. Ou pior ainda: o que costuma acontecer nestas ocasiões é o cara cair de costa e quebrar o pau. Urubu de baixo caga no de cima.

É exatamente o que está acontecendo com o PT agora!

Se eu não tivesse acumulado tanta raiva dessa corja ao longo dos últimos anos, era bem capaz até de sentir alguma pena desses celerados, diante do quadro desolador de miserê pelo qual estão passando e, especialmente, das perspectivas tétricas para o futuro de toda essa imensa multidão de sindicalistas analfabetos que se viram guidados às delicias dos cartões corporativos e dos “repasses não reembolsáveis” liberados a mancheias para suas ONGs fajutas de nada com coisa nenhuma.

A mais negra miséria os aguarda e eles sabem muito bem disso. Esta é a razão do desespero.

Vejam só a o efeito provocado por cada uma das últimas estratégias desesperadas adotadas pela canalha petista:

Primeiro, tentaram impingir a pecha de “Golpe” ao processo de impichamento da retardada mental que Lula empurrou goela abaixo da nação dizendo que era uma “Gerentona”.

Todo mundo viu o fiasco que foi. A única coisa que conseguiram salvar foi não proibí-la de exercer função pública, e assim mesmo através do mais descarado estupro praticado sobre a Constituição Brasileira pelos famigerados Lewandowski e Renan. (Eca!!! Tem que cuspir depois de falar o nome desses dois).

Agora, como consequência da patifaria praticada pela dupla citada, e acoitada pela matilha de chacais do congresso, a anta continua a desfilar toda serelepe de avião, pra cima e pra baixo e ao custo de milhões, sempre bancada pelos mesmos otários de sempre: Nós! Tudo isso apenas para continuar achincalhando com a nação que lhe paga todos os luxos, e que ela conseguiu falir com uma competência inaudita. A sua última canalhice tem sido cuspir no prato em que come.

Àquela altura, o mundo inteiro ficou se perguntando: – Mas como, golpe? Não foi seguido todo o rito previsto na Constituição Federal? Não foi o congresso que, de forma soberana e sob a única pressão do clamor popular de Indignação com a esculhambação provocada pelas suas trapalhadas, quem botou a louca pra correr? Não foi o Ministério Público, a OAB, e mais uma porrada de gente do mais alto nível, quem solicitou que dessem um pé na bunda da malsinada criatura?

A patranha petista, mais uma vez, não colou!

Depois, como não tinha nenhum argumento para justificar a esbórnia praticada com os recursos públicos, já que foram todos pegos com as calças na mão, apelaram para a fantasia de que todas as acusações seriam parte de uma “campanha midiática” para impedir Lula de concorrer às próximas eleiçoes. Seria tudo parte de um grande “Processo Político” para impedir a volta triunfal do grande lider das massas de descamisados brasileiros.

Ninguém acreditou de novo. Era roubalheira mesmo. E das brabas. Tanto é que até o gatuno mor, “cappo de tutti cappi” e lider da gangue, já levou uma bela lapada da justiça. Nove anos e meio, além de ter de abrir mão de uma montanha de pixulecos arduamente amealhados. Vem outras lapadas por aí. E muitas mais! Se Deus quiser!

O último grande tiro no pé que o PT deu foi inventar o “Fora Temer” e “Diretas já”!

Que Temer, Lula, Dilma, Renan, Lewandowski et caterva, são todos ABSOLUTAMENTE farinha do mesmíssimo saco, ninguém duvida mais. Só se for um dos descerebrados petistas amestrados.

O detalhe importante e que, como já está todo mundo escolado por todas as mentiras e manipulações petistas, a galera se ligou imediatamente que a escumalha do PT só inventou toda essa nova estória pra ver se,em um tremendo golpe de sorte, consegue encaixar a ratazana de São Bernardo de novo na presidência.

Assim, diante de uma perspectiva tão tenebrosa como é a volta desta multidão de larápios ao poder, a imensa maioria da população esfriou imediatamente.

Hoje, a pergunta que mais se ouve é: Tira Temer pra botar quem? Vai mudar de novo pra que? Ruim por ruim, deixa como está. Na próxima eleição a gente vê o que é que faz.

Ninguem mais, em sã consciência, quer nem arriscar a possibilidade de ver este desastre todinho de novo. Se acontecer, aí teremos de apelar para o plano B abaixo.

O INDIVIDUAL E O COLETIVO

Desde a adolescência, sempre tive a firme convicção de que esse negócio de priorizar o “Coletivo”, sempre em detrimento do indivíduo, é um pé no saco e só termina virando esculhambação.

Tal convicção foi firmada logo no tempo em que estudei o ciclo ginasial em colégio de padres. Estes enfatizavam o tempo todo a necessidade de estar “em comunidade”. A ideia era abstrair-se totalmente da individualidade, visando sempre reforçar a tal da comunidade. O indivíduo era nada! A comunidade tudo!

O negócio todo era maravilhoso. Pra eles! Pra mim era uma merda!

Sempre tive personalidade forte e altamente individualista. Sempre preferi pensar por mim mesmo e tirar minhas próprias conclusões, a seguir a filosofia de quem quer que fosse. Quando todos estavam indo em uma direção, eu estava seguindo exatamente em sentido contrário. Quando todos estavam rindo… Eu ria também! Só que eu ria de algo completamente diferente e do qual ninguém nem desconfiava. Se era para seguir feito um carneirinho ideias imbecis, não precisava de ninguém. Eu mesmo seria capaz de tê-las, e em abundância. Como faz, aliás, a maioria absoluta da humanidade.

O problema todo começa porque 99% da humanidade abdica de pensar e prefere adotar uma filosofia qualquer, dessas “prêt-a-porter”, que surgem inexoravelmente de tempos em tempos, tão certo quanto há um dia após o outro. A partir dessa escolha, feita como quem escolhe um time de futebol qualquer para torcer, o elemento passa a defender com unhas e dentes tudo o que se refira a aquela ideologia esposada, chegando mesmo a negar o mais gritante dos óbvios ululantes. É o famoso “credo quia absurdum”.

Ai meu saco!

O supra-sumo dessas ideologias idiotas, e que possui uma atração fatal para todo tipo de imbecil, por prometer o céu na terra para toda qualidade de medíocres e preguiçosos, é exatamente esta apologia do coletivo em prejuízo da individualidade. A idéia básica é a seguinte:

Vou te esmagar, como indivíduo, para que possas vir a gozar do paraíso socialista mais adiante.

COMUNISMO: Convertendo as pessoas em rebanho desde épocas imemoriais

Se não concordas com minha proposta de “Paraíso na terra” e “Tudo pela Revolução”, revolução esta que absolutamente ninguém sabe exatamente o que seja, é porque tu és um fascista, explorador da mais valia, reacionário, burguês, capitalista selvagem, e por aí vai.

Por outro lado, e em total paradoxo com a ideologia esposada, esta mesma casta de debilóides é especialista em fazer tudo o que é merda que lhes dê a mínima satisfação, mesmo que em prejuízo de toda uma comunidade que haja tido o azar de se situar nas proximidades destas bestas selvagens. Isto significa dizer que estes macacos travestidos de gente se acham no direito de praticar qualquer barbaridade, sempre que julgarem que a patifaria a ser praticada servirá à “causa” e acelerará a chegada da bendita “Revolução”.

Os exemplos desta paranóia abundam:

Este mesmo tipo de comportamento desce até o nível individual:

• É o carro de som com alguns MegaWatts de potência sonora, que passa pelas ruas tocando um brega horroroso, a “pleno vapor” e em qualquer horário, por mais incoveniente que possa ser.

• É o animal que joga seu lixo nas ruas e nos canais, seja aonde for, mesmo que isto venha a provocar enchentes e inundaçõe mais adiante.

• É o jumento que não estaciona o seu automóvel. Simplesmente o “larga” no meio da rua, seja aonde for e doa a quem doer. Para isso, basta apenas acionar o botão de pisca-alerta e todas as suas cagadas estarão plenamente justificadas. A lista completa seria infinita…

O antídoto perfeito para esta situação é, a meu ver, extremamente simples. Bastaria a adoção da minha constituição individual:

CONSTITUIÇÃO DE ADÔNIS

1º Artigo – SEJA FELIZ!

(A forma é você quem decide.)

2º Artigo – NÃO ME ENCHA O SACO!

(A forma é você quem decide.)

A consequência da Constituição acima proposta é que cada tem total liberdade para escolher a forma de ser feliz, podendo assim optar por gozar por qualquer dos 7 (SETE) orifícios corporais disponíveis, sem que isto implique em qualquer forma de condenação ou repúdio, desde que…

NÃO TORRE A PACIÊNCIA DE QUEM ESTIVER NAS PROXIMIDADES.

Quer usar droga? Meta o pé na jaca! Por mim, o estado deveria se encarregar de providenciar alguns tabuleiros com todos os tipos de drogas em abundância e distribuidas gratuitamente. Acabaríamos rapidamente com dois imensos problemas:

a) Os drogrados. Poderiam morrer mais rapidamente e sem ficar dando problemas à sociedade.

b) Os traficantes. Perderiam seu público e não teriam mais a quem vender.

Só não venham depois querer se tratar em hospital público e socializar o custo da cachorrada.

Quer ser gay, amore? Problema teu! Ninguém tem absolutamente nada a ver com isso. Só não me venha…

a) Fazer apologia da baitolagem.

b) Se comportar de forma escandalosa em local público. Tem quem não gosta e a biba tem que respeitar.

c) Fazer proselitismo. Tentar induzir a meninada a liberar a rosca. Quer dar o seu? Dê! Problema seu. Só não se meta a querer fazer escola junto à gurizada.

d) Dar barraco. Não é porque a “menina” é homossexual que tem liberada a baixaria.

Em síntese, a questão é a seguinte:

Pode tudo, desde que não incomode ninguém. Fora disso, vira bandido. Todo o resto é xurumela!

TIPOS DE GOVERNO

“Governos, qualquer que seja seu tipo, são maneiras que gente esperta encontrou para se locupletar às custas de uma multidão de otários”. – Bakunin

O assunto em epígrafe é fato bastante conhecido por todas as pessoas que ainda ousam pensar por conta própria, especialmente desde que Bakunin abriu o jogo e afirmou com todas as letras esta cruel realidade. Esta foi, inclusive, uma das razões pela qual o mesmo foi devidamente defenestrado da 1ª Internacional Socialista promovida e dirigida pelo próprio Karl Marx. Deve ter sido porque o velho Marx estava mesmo era pensando em se tornar o líder supremo da patuleia adepta da nova seita exotérica que havia criado e viu seus planos escancarados.

Outro que deu algumas dicas maravilhosas a respeito do que se pode esperar de qualquer governo foi um tal de Lao Tse, que viveu na China entre 350 e 250 antes do Cristo.

Segundo o mesmo, os governos poderiam ser classificados da seguinte maneira:

1. Dos melhores governantes o povo não toma nem conhecimento! Assim, quanto melhor fosse o governo, menos encheria o saco da população com exigências estapafúrdias e com a malbaratação dos recursos a si confiados pela população. Quer ver um exemplo? Quem é que governa a Suiça? Vocês todos certamente vão dizer: SEI LÁ! É presidente? É primeiro ministro? Tem rei? Na realidade, ninguem nem sabe e nem quer saber. Até porque o governo deles não torra a paciência e não esfola a população com os impostos. Por isso que não interessa quem seja o cara que está no comando. O que interessa é que cada cidadão pode tocar sua vidinha em paz e procurar a felicidade da maneira que lhe for mais atrativa. Deve ser por isso que são riquíssimos.

2. O melhor governante seguinte o povo ama! Este seria o caso clássico dos governos populistas, sempre em busca da aprovação das massas, encantado-as com o charme e o carisma do eventual ocupante da posição de poder. Não são necessariamente ruins mas, como regra geral, descambam para condições de menor maturidade política através da infantilização das pessoas a si subordinadas.

3. O melhor seguinte o povo teme! Quem definiu bem esta situação foi Thomas Jeferson, ao afirmar que “Quando o governo teme o povo, isto é democracia. Quando o povo teme o governo, isto é tirania”. No caso do Brasil, a população vive apavorada e com medo do governo desde a sua fundação como colônia. A título de exemplo, bastaria citar as ações da Inquisição, ou mesmo as reações desproporcionais e altamente crueis contra qualquer movimento nativista e de busca da afirmação da identidade própria, tal como nas revoluções pernambucanas. Este medo do governo permanece profundamente entranhado em todas as fibras dos brasileiros. Não poderia haver sintoma mais claro do que este para identificar a tirania sob a qual sempre vivemos.

4. O pior governante o povo odeia! Este seria, segundo o filósofo, o estágio final da degradação a que chegaria qualquer governante e antessala de mudanças na estrutura governamental. Ocorre porém que nós brasileiros, com toda a criatividade que nos é peculiar, conseguimos avançar um pouco mais nesta estratificação da degradação das camadas de liderança e criamos uma nova situação nunca antes presenciada em país nenhum do mundo, pelo menos não na escala em que estamos convivendo atualmente no Brasil.

5. Dos governantes brasileiros, o povo tem nojo! Chegamos a um estágio de degradação moral nas camadas dominantes de nosso país que provocou uma transição única e nunca vista na história. Nós, hoje, não só temos ódio dessa corja que nos infelicita, como estamos profundamente enojados por todo um festival de atitudes abjetas e explícitas do mais alto grau possível de canalhice.

A grande questão que se nos apresenta agora é: como jogar de volta, para a latrina de onde saíram, toda essa multidão imensa de ratazanas ladravazes que se aboletaram no aparato estatal?

Só para dar uma pequena ideia do poder de fogo destas hordas ululantes (adorei este pleonasmo), basta citar alguns números apresentados pela revista veja, em sua última edição. Citando dados de um estudo efetuado pelos economistas Adriano Pitoli e Camila Sato, da Tendências Consultoria, a mesma revista informa que dos 3,8% da população com renda acima de R$ 17.286,00 mensais, e que abocanham 38% da Renda Nacional, quase um terço (31%) é FUNCIONÁRIO PÚBLICO. A proporção de funcionarios públicos com padrão de vida de Classe A é bem maior que a de empregadores, que é de apenas 26% das famílias.

Qual será o futuro de um país em que, para se ter uma renda de Classe A, é muito mais interessante ser funcionário público que empresário?

ACERTOU! Transformaram aceleradamente o Brasil em um país de parasitas do estado. Este, por sua vez, drena toda a riqueza da nação para compartilhar com sua gangue, defendendo-a selvagemente com unhas e dentes contra toda e qualquer iniciativa da população para encerrar com esta cachorrada tamanho família.

Quer exemplos concretos dessa sacanagem?

Basta ver as nomeações de juízes para compor o Supremo Tribunal Federal.

Cada ladrão que passou pela Presidência da República tratou, prioritariamente, de nomear alguns juizes pra chamar de seu, e cuja missão prioritária seria a proteção do fiofó de seu “dono” quando as maracutaias por si praticadas fossem descobertas e conduzidas nesta instância.

Esta sacanagem, juntamente com a excrescência do FORO PRIVILEGIADO amplo, geral e irrestrito, cria um “Campo de Forças” de blindagem para esta súscia de parasitas maior que as de Guerra nas Estrelas.

Quer um exemplo bem claro de como funciona esta putaria? Basta ver a votação que está sendo conduzida no STF a respeito da limitação do foro privilegiado. O relator do processo, Ministro Luís Roberto Barroso votou a favor de que sejam investigados e julgados no supremo apenas os crimes cometidos por congressistas e autoridades NO EXERCÍCIO DO CARGO. Isto significa dizer que uma boa fatia dos colegas de Temer no governo seriam enviados para julgamento em 1ª Instância IMEDIATAMENTE, com chances concretas de fazerem companhia a Gedel Vieira Lima muito em breve.

Pois bem! O ilustre Ministro Alexandre Morais, como bom “Cachorrinho de Madame” de Temer, pediu vistas do processo e SENTOU EM CIMA. Assim, a decisão do tribunal fica adiada ad infinitum, até que o fascínora decida que deve liberar o processo. Quer dizer: NUNCA! A manobra foi tão nojenta que seus próprios colegas Ministros se sentiram envergonhados e, mesmo com o processo empombado pelo comparsa de Temer, votaram a favor da sua aprovação. Os heróis foram Rosa Weber, Marco Aurélio Melo e a Presidente do STF, Cármen Lúcia. Só faltam mais dois para aprovar a matéria. Vamos botar pressão.

Quer dizer ao “ilustre” Ministro o que Você acha dessa patifaria? O endereço é gabmoraes@stf.jus.br

A RODA DA MISÉRIA – BRASIL

Em artigo recente, apresentei o que seria o ciclo virtuoso que denomino A Roda da Fortuna. Esta seria a sequência a ser seguida por qualquer entidade que possua a intenção de evoluir para uma melhor condição econômica e financeira. Os passos a seguir são extremamente simples e de bom senso:

1. POUPAR – Nunca gastar mais do que o que ganha. Como dizia Hayek, “A diferença entre o rico e o pobre é que o pobre gasta tudo o que ganha, enquanto o rico ganha tudo o que gasta”.

2. INVESTIR – Aplicar as reservas financeiras em investimentos que venham a propiciar aumentos de produtividade, gerando assim cada vez mais riqueza com menos investimento e esforço.

3. GANHOS DE PRODUTIVIDADE – Os investimentos realizados propiciam ganhos extraordinários sobre a receita tradicional da atividade produtiva.

4. AUMENTO NOS LUCROS – O que vem a propiciar maiores oportunidades para o início de uma nova fase na espiral de evolução em direção à riqueza almejada.

Apesar de todo o nojo que a seita esquerdista tem da “Acumulação de Capital”, esta é uma lei inexorável dos fatos econômicos. Pretender revogá-la é o mesmo que querer revogar a lei da gravidade. Até Stalin, ao planejar o desenvolvimento da indústria Soviética, apelou para esta realidade. O mesmo passou a acumular compulsoriamente todos os excedentes originados na produção agrícola do país afim de financiar a almejada expansão da indústria Russa. Apesar disto, de tempos em tempos surge um novo “gênio” da economia propondo alguma aberração econômica, como foi o caso do abilolado projeto desenvolvimentista do PT, capitaneado pelo arrecadador de pixulecos Guido Mantega. O mesmo propôs fazer o desenvolvimento do país através do incentivo à gastança irresponsável, sempre por meio da farta distribuição de recursos públicos a seus apaniguados que nada produziam. Segundo os acólitos petistas, seria a “Nova Matriz Econômica”. O resultado desastroso está aí para quem quiser ver.

Acredito firmemente que estamos verificando agora um quadro de total colapso da economia brasileira. Os sinais mais contundentes desta nossa “venezuelização” saltam às nossas vistas por todos os lados. Mesmo sendo invejável a capacidade de recuperação apresentada pela nossa economia, frente às inúmeras e imensas agressões que vem sofrendo há décadas, cremos que está praticamente impossível para os seus mecanismos de homeostase a conduzirem de volta a uma situação de normalidade e crescimento.
Parece que desta vez fomos longe demais na roubalheira!

Roubou-se desenfreadamente em todo o aparato estatal, como se não houvesse amanhã. Se olharmos bem, na realidade não há. O amanhã que antevemos é o mergulho no caos.
Roubou-se desregradamente, sempre através do aparelhamento dos seus mais recônditos desvãos, com a colocação em posições estratégicas dos famigerados sindicalistas “cumpanheiros” do partido, todos praticamente analfabetos mas detentores de uma competência única e invejável quando se tratava de depenar e desossar os cofres estatais. Foram de tal forma competentes que a roubalheira já está sendo estimada na casa dos TRILHÕES de reais. Vão ser competentes assim na roubalheira no inferno!

A consequência desta “Novíssima Matriz Econômica” está sendo o colapso da atividade econômica em todo o país. Ninguém mais ousa produzir coisa nenhuma. Todos os possuidores de alguma capacidade de análise da situação estão se recusando a servir de boi de piranha para estas hordas ensandecidas de ladrões e picaretas e pensando na melhor forma de deixar o país. O grande indicador desta Falência Múltipla dos Órgãos, em termos econômicos, foi o anúncio de um déficit governamental de quase 30 Bilhões de Reais no mês de maio passado. Anualizado, este valor aponta para um rombo da ordem de uns 300 ou 400 Bilhões, quando a previsão era próxima aos 120 Bilhões. A falência total se aproxima inexoravelmente.

O danado é que NÃO AUMENTARAM OS GASTOS GOVERNAMENTAIS. O que aconteceu é que a atividade econômica está dando seus últimos suspiros. Observem a quantidade de placas de VENDE-SE e ALUGA-SE em galpões e lojas, todas recentemente fechadas. A fonte dos impostos está secando. O nosso amado governo está matando sua galinha dos ovos de ouro: Os produtores e os comerciantes. O resultado deste quadro dantesco? É o que eu denomino de “A Roda da Miséria”.

O resultado deste arremedo de democracia para macacos disfarçados de humanos que foi implantado no Brasil foi a apropriação Graciniana do nosso edifício estatal por hordas ululantes (com trocadilho e tudo).

Imaginem agora como vai ser o debate a respeito do desmame dessas multidões de parasitas das tetas estatais. Apenas a título de exemplo, vejam abaixo as cenas do civilizado debate promovido recentemente em Curitiba quando da aprovação de legislação visando a redução do orçamento local. Bem interessante, né?

Precisamos urgentemente de um Pinochet pra botar ordem nesse imenso puteiro a céu aberto em que se transformou o Brasil. Assim como está, é como dizia a Madre Superiora: NÃO TEM CU QUE AGUENTE!

BANDIDOS E MOCINHOS

Existirmos: a que será que se destina? – Caetano Veloso

Uma pergunta que sempre incomodou todas aquelas pessoas que costumam pensar um pouco além da refeição seguinte que farão foi a razão da nossa existência. Por que e para que existimos? Qual o objetivo disso tudo? Existe alguma razão para a existência do universo? Qual a nossa missão? Se fomos criados, para que fomos criados? Qual o plano de nosso criador para conosco?

Essas tem sido a pergunta de um milhão de dólares de todos os tempos!

Para uns, como o filósofo Jean Paul Sartre, pai do existencialismo, “A vida é de graça!” Quer dizer: nada faz sentido algum. Nihilismo total. A vida seria apenas uma sucessão de dias totalmente esvaziados de qualquer sentido ou finalidade.

De minha parte, eu me recuso a aceitar este grande “nada” repulsivo!

Por outro lado, todas as religiões, através de seus respectivos profetas, chegaram a inúmeras respostas diferentes, sempre através de “revelações divinas” às quais só teve acesso o iluminado fundador da seita e outros privilegiados. Como algumas das respostas obtidas eram conflitantes, puseram-se a exterminar-se mutuamente com todo o denodo de que seriam capazes, sempre tentando fazer calar a voz dos “infiéis”, considerados indignos de viver simplesmente por verem o mundo com outros olhos.

Retrato da mais absoluta barbárie que domina o nosso tempo

O horror! O horror! O ser humano reduzido à mais abjeta selvageria pelo simples fanatismo religioso.

Para aquelas mesmas raras pessoas pensantes, este tipo de resposta vinculada a uma entrega absoluta à confiança em uma revelação divina à qual só teve acesso um iluminado desconhecido e a longo tempo atrás nunca foi plenamente satisfatória. A velha máxima do “Credo quia absurdum” não lhes era suficiente.

Quanto a mim, considero as análises apresentadas pela doutrina estabelecida pelo senhor Allan Kardec como sendo extremamente coerentes e possuidoras da mais alta dose de plausibilidade. Acrescentou a esta minha confiança o saudável ceticismo pregado pelo mesmo com referência a qualquer tipo de explicação oriunda de supostas fontes do “além”, e cuja verificação empírica não pudesse ser efetuada. Seria assim uma espécie de “Teologia da Religião Positiva”; uma religião sempre posta à prova dos fatos.

Segundo pude entender, o que o grande mestre fundador realizou, na realidade, foi uma tremenda síntese entre religião e ciência, entremeada pela mais saudável filosofia cristã da tolerância e respeito mútuo, filosofia esta já enunciada pelo budismo, pelo hinduísmo, e até mesmo pelo fundador do Islã.

Impossível não tirar o chapéu a esta realização monumental.

Ao fundo desta belíssima cosmogonia, estaríamos nós, parte exilada do ser perfeito, cuja missão mais sublime seria a busca do retorno às suas origens através de uma constante depuração das imperfeições que se nos agregaram neste mundo de sofrimento e de dor. Verificamos assim o quanto tinha razão o Padre Teilhard de Chardin quando este afirmava que “Tudo o que se eleva, converge!”. Seria esta uma visão moderna e aperfeiçoada da velha ideia da Roda da Vida dos Hindus, complementada pelos sublimes ensinamentos de Jesus, o Cristo.

A luta pelo retorno à casa paterna, sempre através de ciclos sucessivos.

Assim, considerando que o nosso destino e missão é retornarmos à perfeição de Deus, de onde nos originamos, não podemos nunca nos considerar humanos, já que somos meramente serem em constante elaboração e aperfeiçoamento. Nós nos tornamos humanos através desta evolução moral, assim como regredimos aos estágios das bestas selvagens quando praticamos atos de uma selvageria premeditada da qual nem as feras mais selvagens são capazes.

Este animal de “pruridas rutilâncias”, no dizer de Augusto dos Anjos, é verdadeiramente um intervalo em aberto em ambos os extremos, ou “uma corda atada entre o abismo e o infinito”, segundo Nietszche. Ao mesmo tempo em que é capaz de realizações sublimes, é também capaz de atrocidades indescritíveis e inimagináveis. Somos realmente “um anjo cavalgando um porco”, como nos definiu Santo Augustinho.

Tudo isso passa constantemente pela minha mente ao ler as notícias a respeito da imensa hecatombe moral pela qual estão passando as nossas lideranças políticas.

Ao praticarem esforços frenéticos e desesperados, sempre em busca de alguma forma de sobrevivência ao total opróbrio, tornam-se todos ainda mais patéticos e execráveis. Nem a dignidade de um mea culpa compungido presenciamos. Despem totalmente as máscaras e passam a praticar o mais absoluto cinismo. Tornam-se assim uma mera caricatura grotesca da velha pompa e pose de dignidade que ostentavam. Da imagem de elites e lideranças, seu apanágio até há bem pouco tempo, não restaram nem farrapos. Ficam todos entrincheirados em suas torres de marfim, sempre regiamente custeados pelo erário, esquivando-se de contatos com a população irada, ocasião em que certamente lhes serão cobrados os desmandos, aguardando covardemente, trêmulos e terrificados, o momento em que o cutelo da justiça se abaterá inexoravelmente sobre suas cabeças degeneradas.

Tal qual os ratos, que verdadeiramente os são, ficam-se em bandos nas suas entocas, a borrarem-se de medo a cada movimento das engrenagens da justiça, sempre sonhando com alguma manobra salvadora das suas putrefactas carcaças, ou que, no momento final, conseguirão que algum mancomunado seu, encastelado nas estruturas corrompidas dos outros poderes, lhes abra uma porta de salvação e uma rota de escape. Sonhar não custa nada.

Quem bem definiu a nossa atual situação foi o grande Percival Puggina, em seu artigo recente: “Eram dez mil índios à frente, dez mil à retaguarda, outros dez mil de cada lado. O que farei? perguntava. “O melhor é tornar-me índio também!”.

Descrevia assim a situação de total derrocada do governo, do parlamento e do judiciário, bem como a situação de total desamparo do simples cidadão frente a este quadro desolador. É por isso que toda a população decidiu virar índio também: Virou concurseiro.

EU QUERO MAIS É ME LOCUPLETAR!!! O RESTO QUE SE EXPLODA!

RIOS E CANAIS

Viena – Austria

Uma questão que sempre me incomodou muito foi a constatação da imensa e diametral diferença existente entre a maneira como nós, brasileiros, tratamos nossos rios e canais, e a maneira como os cursos d´água são tratados nos países de civilização mais desenvolvida que a nossa. Essa questão voltou com força mais uma vez à minha mente quando meu avião se aproximou de Viena para pousar. Nessa ocasião, pude me deliciar mais uma vez com a imensa beleza do velho “Danúbio Azul” cruzando os “Bosques de Viena”.

Todas as grandes cidades do mundo tiveram sua localização definida em função dos cursos e massas de água ao redor das quais estão assentadas. A disponibilidade de água em abundância, seja para consumo, seja para deslocamento, sempre foi o fator primordial na definição da localização das cidades. Paris não existiria sem o rio Sena! De forma semelhante, Londres sem seu Tâmisa; Farnkfurth sem o Reno, Berlim sem o Spree, Lisboa sem o Tejo, e tantas outras. De forma semelhante, Hong Kong deve sua existência à sua “Bahia Formosa” como excelente porto, da mesma forma que Stocolmo, Bremem e Copenhague, que levam o nome do porto (Haven) que lhes deu origem. Sem excelentes condições portuárias, certamente que Helsinque, Nova York, ou até mesmo o Rio de Janeiro e Recife não existiriam nas suas localizações atuais, como também todas muitas capitais de nosso país, com as honrosas exceções de São Paulo e Teresina. Mesmo estas, possuem o Tietê e o Parnaíba, respectivamente.

Em função disso, estas massas de água foram quase sempre tratadas com imenso respeito, devido principalmente à sua importância fundamental na qualidade de vida da população, assim como da sua influência nas atividades econômicas, muito especialmente como propiciadoras de transporte fácil e barato para o comércio e o intercâmbio com outras comunidades. Isso sem falar na sua função de local apropriado para inúmeras atividades de lazer imensamente agradáveis. Assim, as residências primavam por estar localizadas sempre o mais próximo possível destas vias condutoras de riqueza e beleza. Amplos jardins foram construídos às margens destes rios e canais e estas eram sempre as localizações mais disputadas.

Cenas bucólicas de canais e marinas europeias

O que me atiçava a curiosidade, sempre que visitava um desses lugares paradisíacos, especialmente as cidades de maior população, tal qual Tóquio, Berlim, Hong Kong, Paris, Londres, Roma, Lisboa, e inúmeras outras, foi o fato destas não apresentarem o mínimo mau cheiro decorrente de esgotos sanitários. Sempre ficava pensando com meus botões: O que será que esses gringos fazem com as fezes dessa população imensa, pra que a cidade toda não apresente uma intensa catinga de merda? Qual é o milagre para manter esses rios, lagos e canais absolutamente limpos e bem tratados?

Comecei a ter um vislumbre da razão pela qual as cidades dos gringos são impecavelmente limpas há muitos anos atrás. A empresa onde eu trabalhava era uma imensa multinacional, com ramificações em quase todos os países do globo e, por conta disso, promovia ativamente o intercâmbio de jovens engenheiros e executivos com culturas de países diferentes.

Coube a mim, nesta ocasião, ser o orientador de um jovem engenheiro holandês de nome Mark.

Muito orgulhoso de nossas belezas naturais, fiz questão absoluta de levá-lo a conhecer a praia de Boa Viagem, mesmo estando o jovem acometido de uma gripe e uma coriza irritante. Acreditava eu que o ar marinho poderia ser de alguma ajuda para a seu problema. Ao chegarmos lá, qual não foi a minha surpresa ao constatar que, mesmo estando sentado na areia e em meio ao maior caos de lixo urbano, que o gringo assoava o nariz em lenços de papel e, por falta de uma lixeira nas proximidades, colocava o papel dentro da sua carteira de dinheiro, mesmo estando estes papéis bastante sujos. O cara não aceitava ser cúmplice e partícipe daquela esculhambação.

Muitos colegas virão me dizer que a atitude deste jovem era inútil, ou até pedante. Não concordo!

É a soma de milhões de pequenos gestos como este que fazem a diferença entre o nosso caos e a extrema limpeza e organização deles. A consequência cumulativa desta nossa despreocupação com o bem estar geral e com o patrimônio comum é absolutamente catastrófica.

Andei durante as últimas semanas navegando por dezenas de ilhas paradisíacas na costa da Croácia, no Mar Adriático. Não vi nenhum gari em todos os lugares por onde passei, e todos eles estavam sempre impecavelmente limpos. Por que será? Como será que eles fazem?

Acho que eles devem ter uma mega-organização estatal, com milhares e milhares de fiscais, sempre prontos a aplicar multas pesadíssimas em quem ousar cuspir no chão, todos vigiando diuturnamente a população através de milhares de câmaras de TV, todas ocultas por detrás de cada uma das pedras de seu extenso litoral;.e aquele que for flagrado poluindo, este será objeto de um “Ato de Repúdio” ao estilo Petista. Será?

SEPTICEMIA SOCIAL

Este colunista e o finado candidato a presidente, Eduardo Campos

No dia imediatamente anterior ao “acidentamento” do Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, então candidato à presidência da nossa República; em um gesto altamente premonitório, encerrou sua última fala à nação com uma frase que ecoa em nossas mentes até os dias de hoje: NÃO VAMOS DESISTIR DO BRASIL!

O mesmo Eduardo, por ser possuidor de uma sensibilidade extremamente aguçada para o estado de espírito da população, coisa que está tremendamente escassa atualmente em nossas camadas dominantes, percebeu o altíssimo grau de desencanto que perpassa todas as camadas sociais de nossa nação, fruto principalmente da extrema bandalheira que vem sendo praticada diuturnamente pela nossa briosa classe política. Diagnóstico mais preciso do que este seria impossível! De lá para cá, esta situação só se agravou! Tanto que estamos nos aproximando rapidamente de um paroxismo social.

O prezado Dr.Eduardo Campos, de saudosa memória, que me perdão, mas está tremendamente difícil não desistir do Brasil. Especialmente para qualquer pessoa possuidora de uma visão um pouquinho mais ampla e circunstanciada da situação de nossa combalida e tripudiada nação. De minha parte, não estou fazendo segredo nenhum de que o meu limite já foi ultrapassado há muito tempo e que meu saco estourou.

Antigamente, a impressão que eu tinha da estrutura social do Brasil era a de uma criançona retardada mental e com hidrocefalia. Via assim devido ao grande inchaço da sua suposta estrutura de comando, assim como das inúmeras distorções aberrantes da mesma, tal qual ocorre na síndrome utilizada como metáfora.

Hoje, a impressão que eu tenho é de que a imensa cabeçorra gangrenou toda! Está podre e fedendo!

Em casos de gangrena em algum órgão do corpo humano, a única solução eficaz encontrada até agora tem sido a total extirpação do órgão afetado, de modo a que este, por sua condição de podridão, não venha a infeccionar todo o restante do organismo e, por consequência, levá-lo à morte.

No presente caso do Brasil, a situação é deveras bem mais complicada!

Como a putrefação atingiu toda a hipertrofiada estrutura de comando da nação, encaramos uma situação inusitada em que teremos que tentar fazer um transplante de cabeça e, ao mesmo tempo, manter o combalido e debilitado organismo acéfalo vivo.

Ocorre que, ao nosso ver, dado o total estado de putrefação dos órgãos dominantes, a podridão já se espalhou em metástase por todos as demais partes do organismo, mesmo que algumas ainda insistam em esforços ingentes pela busca de sua perpetuação em vida. É uma situação que poderíamos adequadamente denominar como sendo de SEPTICEMIA SOCIAL. Ou seja: A infecção já se alastrou por todo o organismo.

Podemos concluir, a partir desta metáfora médico-escatológica, que será dificílimo para o Brasil se recuperar de todo o mal que vem sendo praticado e intensamente nutrido pelo tsunami de imbecilidades cultivado pela gangue petista e seus acólitos.

Tenho viajado a negócios durante os últimos tempos por diversas cidades do mundo e, por consequência, tenho mantido conversas com inúmeros homens de negócios e líderes empresariais nos inúmeros países por onde tenho me deslocado. A conversa tem sido sempre a mesma:

– Adoraria visitar e fazer negócios com o seu país mas, ao que me parece, a taxa de criminalidade por lá é extremamente alta. É realmente assim como dizem os jornais?

Eu, por uma motivação que vem do mais íntimo do meu ser, tenho uma profunda repugnância de pessoas que falam mau de seu país ao se encontrarem em países diferentes. Por outro lado, tenho também profundas reservas com relação a contar mentiras e a enganar quem quer que seja. Vejo-me então de uma verdadeira “Escolha de Sofia”: Falo que é mentira, negando a realidade de uma situação de criminalidade que se assemelha à guerra da Síria, induzindo o gringo a erro, ou digo a verdade e fico me sentindo terrivelmente mal por estar confirmando os piores temores dele com relação à nossa querida nação?

Assumo então uma posição de mussu ensaboado:

– É! Realmente temos uma alta taxa de criminalidade mas esta é confinada, primordialmente, em bolsões onde a miséria é predominante e há problemas com drogas.
Só para dar um pequeno exemplo das imensas perdas econômicas que vem sendo provocadas pelo nosso caos social, analisemos o caso da cidade de Trogir, na costa da Dalmácia (Croácia), que acabei de visitar.

Informaram para mim que há cerca de 4.000 pequenos veleiros sendo arrendados para turista na região. A capacidade de cada um destes veleiros é, em média, de 10 pessoas. Podemos estimar, de forma bastante conservadora, que cada uma dessas pessoas gastará cerca de US$ 1.000 durante sua permanência média de uma semana na região. Considerando que a temporada turística, que vai de meados de maio até meados de outubro, tenha uma duração de 25 semanas de atividades, podemos concluir que há uma injeção de aproximadamente US$ 1 BILHÃO (UM BILHÃO DE DÓLARES) a cada estação, diretamente na economia deste pequeno país, recém saído de uma guerra fratricida e cruel. (4.000 barcos X 10 Ocupantes/barco X US$ 1.000 por ocupante X 25 semanas = US$ 1 BILHÃO)

Os sinais da felicidade econômica estão em toda parte. Desde as obras de expansão do pequeno aeroporto, de onde saem e chegam voos internacionais a cada 5 ou 10 minutos, principalmente para a Alemanha e a Escandinávia, até o sorriso cansado e feliz das atendentes nos hotéis, restaurantes e marinas. Cansados mas felizes, por estarem assegurando honestamente seu sustento ao longo de todo o restante do ano.

Esta pequenina região acolhe mais de 20% de todos os turistas internacionais que visitam o Brasil a cada ano. Por que será? Será porque podemos sair todos do barco a passear, e ficarmos TOTALMENTE despreocupados com relação a entrarem em nosso barco e roubarem alguma coisa? Será porque todos os serviços públicos funcionam incrível e monotonamente bem sempre que deles precisamos? Será porque os comerciantes praticam sempre preços razoáveis, sem se aproveitar do fato de estarem localizados em ilhas distantes e serem a única fonte possível de suprimento? Será porque as meninas que nos atendem são deslumbrantemente lindas, elegantes, risonhas, simpáticas, e falam sempre uma meia dúzia de idiomas à nossa escolha? É tudo isso e muito mais!

Ah, Brasil! Quantos séculos mais de evolução serão necessários para nos livrarmos desta urucubaca?

ACIDENTAMENTO – neologismo criado pelo autor para caracterizar o desfecho da condição de extrema tendência a acidentes fatais de que passam a ser possuidores aquelas pessoas que venham a ameaçar as ambições de hegemonia política dos partidos de esquerda em nosso país. Vide os casos do Ministro Teori Zavask, Celso Daniel, do próprio Eduardo Campos, e outros. É o desdobramento e uma continuidade adaptativa do conceito de “justiçamento”, princípio inúmeras vezes utilizado por esta facção criminosa.

BYE BYE BRASIL

Trogir – Croácia

Durante toda minha vida, sempre desejei profundamente ir morar em outros países. Por uma série de razões particulares, (casamento, filhos, etc.) nunca pude realizar este projeto pessoal, mesmo tendo tido algumas excelentes oportunidades para tal.

Só agora, quando ultrapassei a casa dos sessenta, foi que este velho sonho renasceu das cinzas.

Considerando que…

1- Os filhos estão criados, crescidos e casados;

2 – Estou divorciado e vivo só;

3 – Estou prestes a me aposentar;

4 – E que o Brasil finalmente mergulhou de cabeça no seu “Destino Manifesto” (como gostavam de dizer os militares a seu tempo) e se transformou no maior e mais esculhambado puteiro a céu aberto de todo o planeta;

Creio ser chegada a hora de seguir os passos dos mais de 3 milhões e meio de brasileiros que já foram embora. Vou embora também!

Só que as coisas nunca são tão fáceis quanto gostaríamos que fossem. Ir morar em outro país na condição de clandestino e ficar fugindo da polícia todo o tempo não me parece ser uma alternativa nada interessante.

Procurar casamento com alguma gringa, velha e desesperada por um homem, só para ganhar o direito de viver por lá, também é uma alternativa que não me apetece muito.

Por outro lado, com a merreca que deverão me pagar após a aposentadoria, creio que não será possível me dar a muitos luxos, especialmente se considerarmos o combalido poder de compra da nossa moeda frente às moedas dominantes do mundo.

Ponderando tudo isso, cheguei a pensar na hipótese de morar em uma “Motor Home” e levar uma vida errante de cigano: sempre em movimento e mudando de lugar todos os dias. Só que esta alternativa apresenta algumas características altamente negativas: Gasolina custa muito caro; Não se pode trafegar ou estacionar o “Motor Home” em qualquer lugar; e Permanece o problema da permissão de residência.

Assim, decidi que a solução ideal para as minhas aspirações seria MORAR EM UM BARCO!

Comecei então a realizar todo tipo de pesquisa a respeito: Tipos de barcos existentes, tamanhos diferentes, suas vantagens e desvantagens, preços de barcos novos e usados, no Brasil e em inúmeros outros países, licenças necessárias, documentação dos barcos, etc…, bem como a respeito dos mais diversos aspectos relacionados com a vida em uma casa flutuante.

É todo um ADMIRÁVEL MUNDO NOVO! A cada nova descoberta, uma grande surpresa.

Primeiro foi a constatação de que existe uma comunidade imensa pensando de maneira semelhante à minha e vivendo de acordo com tal pensamento. São milhares de barcos zanzando mundo afora e de todas as nacionalidades possíveis e imagináveis. O caso da família Schurmann, praticamente único no Brasil, não causa a mínima surpresa a ninguém nos países civilizados.

Depois, que são literalmente, milhares de marinas ao longo da costa mediterrânea da Europa, assim como em todas as ilhas do Caribe e na costa atlântica dos Estados Unidos. Cada enseada esconde uma marina de primeiríssima qualidade, disponibilizando todos os confortos básicos necessários a quem chega navegando e sempre por um preço bastante razoável. Algo como 60 Euros por estadia. Se imaginarmos que nos barcos normalmente viajam 8 a 10 pessoas, sai a um custo de 6 a 7 euros por pessoa. Os governos chegam a exigir de todos os portos comerciais que disponibilizem marinas para os viajantes dos pequenos barcos, sob pena de não liberar a licença de operação dos mesmos.

Por último, que os preços de tudo relativo a este tipo de vida no exterior é de apenas cerca de 30 a 40% dos preços praticados no Brasil. Esta é a razão pela qual apenas uma pequena e restrita “elite” financeira pode se dar a este “luxo” em nosso país, ficando esta atividade restrita àquelas pessoas que possuem acesso a contratos superfaturados e bom trânsito junto a gabinetes governamentais com alto poder decisório. Gente da “qualidade” de um Joesley Batista, Eike também Batista, ou mesmo um Paulo Roberto Costa. Enquanto que nos paises do hemisfério norte do globo, esta é uma atividade eminentemente de classe média.

O fato é que, depois que os povos da Europa pararam de tentar se exterminar reciprocamente, canalisaram os imensos volumes de recursos, antes direcionados à construção de poderosas marinhas de guerra, para a construção de barcos de lazer. Tornou-se uma febre! Todo mundo passou a sonhar com possuir seu próprio barco. A febre começou há cerca de 30 ou 40 anos, logo que os benefícios da recuperação econômica do pós-guerra começou a se refletir em aumento do poder aquisitivo das famílias. Foi quando os estaleiros dos barcos pequenos começaram a fazer a festa: Junneau, Beneteau, Ferretti, Bavária, e outros…

Ao longo destas pesquisas, deparei-me com inúmeras ofertas de cursos de curta duração para a concessão de “Carteira de Motorista” para pequenos barcos, todas com validade internacional. Pensei cá com meus botões: É NESSA QUE EU VOU! Vou conseguir uma licença internacional para guiar barcos e, em paralelo, vou ver como é a experiência de viver em um, nem que seja somente por uma semana.

O curso que eu escolhi fazer iniciou no último sábado (27 de maio), na cidade de Trogir, na Croácia, em uma marina gerida por suecos.

Vista da marina, em Trogir, e da cidade de Starigrad, numa das ilhas visitadas

São dezenas de marinas espalhadas ao longo da costa do país e, principalmente, nas cidades existentes na miríade de ilhas do mar Adriático na região da Dalmácia. As características comuns a todas: são cidades com mais de dois mil e quatrocentos anos (do período pré-helênico) e cheias de construções históricas dos mais diversos tipos: gregas, romanas, medievais, bizantinas, do império Austro-Húngaro, etc. A água é sempre absolutamente cristalina. Creio eu porque não existem muitos rios na região e a costa é composta majoritariamente por rochas calcarias. Assim, a visibilidade alcança muitos metros de profundidade, com a cor variando entre a água marinha, nos locais mais rasos, e um topázio “Deep Blue”, nos locais mais profundos. Dá para ver os peixes nadando e a âncora no fundo. A limpeza é absoluta. Ninguém ousa jogar fora nada que possa conspurcar o meio ambiente maravilhoso e a paisagem deslumbrante.

Flagrante do mais novo “Lobo do Mar” em ação e vista da sua tripulação

Minha “tripulação” é composta por um jovel casal sueco, uma senhora sueca e o marido holandês, duas enfermeiras russas (acho que são namoradas), o “skipper” croata e o representante da briosa e fudida nação brasileira: este cronista que vos escreve. Quando fala todo mundo ao mesmo tempo é uma barafunda dos diabos! Sueco, russo, croata, holandês e português. Dá pra imaginar? Pra minimizar a bagunça, concordamos todos só falar em inglês.

Ao longo de nosso périplo por estas ilhas paradisíacas, temos encontrado barcos de todas as nacionalidades possíveis e imagináveis. Naturalmente que a maioria dos barcos é croatas mas, mesmo assim, encontramos poloneses, russos, finlandeses, irlandeses, americanos, suecos, etc. Só não tem brasileiros! Aliás, procurei pra caramba e o único brasuca que encontrei por aqui foi eu mesmo.

Eu só sei o seguinte: Tudo o que eu quero na vida é que o nosso presidente, juntamente com nossa honestíssima classe política, não consiga empombar com a minha aposentadoria que está prestes a acontecer, que é pra eu poder passar o resto da minha vida só vendo notícias do Brasil na internet.

Tão logo possa, a frase que meus valorosos leitores terão de mim será: FUI!

A RODA DA FORTUNA

Um dos economistas mais reverenciados (e cujas ideias foram mais distorcidas) é John Maynard Keynes. Em uma de suas correspondências, divulgada após a sua morte, o mesmo afirma que “a grande missão dos economistas é promover o desenvolvimento econômico e melhorar a condição de vida dos povos”.

CONCORDO INTEGRALMENTE!

Esta é, verdadeiramente, uma questão que vale muitos Milhões de Dólares, não só para os economistas, como também como para um leque bem amplo de profissionais, conforme veremos abaixo. Não é à toa que uma grande quantidade de mentes brilhantes se debruçou exaustivamente sobre a seguinte questão: Por que alguns países se desenvolvem e outros não?

Apenas a título de exemplo, poderíamos citar como sendo as mais famosas as seguintes obras:

Desculpem-me por os títulos estarem todos em inglês mas, como os meus parcos leitores devem bem saber, esta é a língua franca onde se desenvolve o pensamento da humanidade na atualidade. Os que não a dominam, estes sim são os verdadeiros analfabetos de nosso tempo.

1. A ASCENSÃO E QUEDA DAS GRANDES POTÊNCIAS – Paul Kennedy. Neste livro magnífico, o ilustre historiador analisou toda a evolução econômica da humanidade, com ênfase no desenvolvimento e declínio dos grandes impérios. Começou pelo império chinês, há mais de 5.000 anos, e continuou analisando todos os períodos e impérios que o sucederam: Macedônio, Persa, Romanos, Mongóis, árabes, português, espanhol, holandês, inglês, russo, francês; chegando até o “império” americano, o império que se recusa a ser reconhecido como império. Obra absolutamente maravilhosa e leitura obrigatória para quem deseja entender um pouco melhor o nosso mundo.

2. A ASCENSÃO E DECLÍNIO DAS NAÇÕES – Mancur Olson. A abordagem dada à questão pelo célebre professor de Yale é mais sociológica. Ele parte do princípio formulado pelo economista Wilfredo Pareto denominado de “Ótimo de Pareto”. Seria aquela situação em que as riquezas de uma determinada sociedade seriam distribuídos entre seus componentes de forma a conseguir maximizar a satisfação e a felicidade naquele grupo. Segundo a tese do autor, cada vez que um grupo de pressão se apropria de fatias maiores do que aquelas que lhes cabem, a sociedade como um todo se afasta da condição de felicidade máxima. O Brasil é um exemplo emblemático de privilegiados se apropriando indevidamente e infelicitando a nação de forma inexorável.

3. PORQUE AS NAÇÕES FRACASSAM – Daron Acemoglu e James Robinson. Esses dois especialistas demonstram de maneira brilhante que os fatores decisivos para o desenvolvimento de uma determinada nação seriam as suas instituições e sua governança política. São conclusões relativamente óbvias mas, como normalmente acontece, o óbvio muitas vezes passa despercebido.

4. A VANTAGEM COMPETITIVA DAS NAÇÕES – Michael E. Porter. A abordagem adotada nesta obra, cujo cunho é eminentemente administrativo, foca na causa raiz para que se obtenha crescimento econômico. Segundo o autor, a base do crescimento econômico seria, em grande parte, o crescimento da produtividade. A partir daí, analisa o histórico recente de diversas nações modernas e o impacto que esta evolução vem tendo em seu desenvolvimento, bem como as formas de se obter este tão desejado crescimento da produtividade.

5. A ASCENSÃO E QUEDA DAS NAÇÕES – Ruchir Sharma. Por último temos a análise feita por este brilhante estrategista econômico sobre as tendências que moldarão o crescimento (ou a estagnação) de diferentes nações daqui em diante. Muito esclarecedor.

Independente de qual destas visões se adote para a análise da situação atual do Brasil, a conclusão a que somos forçados a chegar é sempre a mesma: ESTAMOS LASCADOS!

• Não possuímos nem de longe aquele impeto realizados que acionou os grandes impérios da história. Nossa sociedade está acéfala e sem rumo.

• Nossa sociedade está totalmente corrompida por hordas de privilegiados, todos sempre aferrados aos ganhos espúrios e em detrimento do restante da sociedade. Cada vez nos afastamos mais do “Ótimo de Pareto”.

• Nossas instituições, que nunca foram grande coisa, estão agora totalmente corrompidas por corporativismos dos mais diversos tipos e por apropriações indébitas monstruosamente grandes.

• Somos um caso único na história da humanidade em que uma imensa e riquíssima nação está testemunhando sua produtividade andar de marcha à ré simplesmente por uma ideologia totalmente imbecil ter se tornado hegemônica.

• Com a nova leva de fatores que passaram a ser decisivos, devidos principalmente à nova realidade que estamos vivendo, seguimos sempre a reboque de interesses de terceiros e de traidores traficantes da soberania nacional.

Diante deste quadro dantesco, só nos resta meditar, jejuar e orar!

Permanecemos sempre à espera de que um golpe de sorte, tal como uma reforma decente na previdência, nos leve a dar início a um giro positivo da roda da fortuna. Imaginemos que os mais de 40% que são extorquidos do salário dos trabalhadores pelo governo todos os meses, e que sustenta uma pletora de parasitas infindável (SESI, SESC, SENAI, SENAC, SENAT, SEBRAE, SINDICATOS, CENTRAIS SINDICAIS, INSS, FAT, aposentadorias integrais e de quem não contribuiu, etc…), seja direcionado a formar fundos de investimento. E que este imenso volume de dinheiro, ao invés de ser “apropriado” por esta multidão de lombrigas gordas, seja aplicado em investimentos produtivos e geradores de riqueza. Estaríamos então começando a girar positivamente a roda da fortuna nesta terra malsinada.

REFUGIADOS

A grande preocupação dos brasileiros nos últimos anos tem sido o desemprego. Todos os meios de comunicação martelam incessantemente o aumento mensal na quantidade de pessoas desempregadas, ao mesmo tempo em que trombeteiam estatísticas altamente mentirosas e manipuladas a respeito do percentual de trabalhadores que estariam nesta situação.

Observado de outro modo este fenômeno, isto representaria pouco mais de 2 milhões de pessoas desempregadas, em um universo composto por pouco mais de 24 milhões de trabalhadores.

SÓ QUE ISTO É UMA GRANDESSÍSSIMA FALÁCIA!

Na realidade, e segundo o mesmíssimo IBGE, a nossa população em idade de trabalhar se aproxima dos 100 milhões de indivíduos. Assim, dizer que apenas vinte e poucos milhões de pessoas trabalham, significa na realidade dizer que há QUATRO VAGABUNDOS, DESOCUPADOS E VIVENDO DE “BICOS”, PARA CADA UM QUE TRABALHA! Na minha modesta modesta matemática, a taxa de desemprego real do Brasil seria então alguma coisa próxima a 80% e todos os números apresentados pelos nossos “honestíssimos governantes” serviriam apenas para mascarar esta realidade pavorosa e manter a população na ilusão. Uma das consequências desta explosiva situação é o crescimento exponencial da nossa população carcerária. Mesmo assim, a segurança pública se deteriora a olhos vistos em todo o país, tendo como climax os milhares de assasinatos a cada ano. Segundo a ONU, somos campeões mundiais neste item.

E quando algum canalha desses vai à televisão e afirma que a prioridade absoluta do seu governo será a “criação de empregos”, será que vai funcionar? Na minha modestíssima opinião, isto é mais uma grandessíssima falácia! (Nome bonito para não chamá-lo de grandessíssimo mentiroso). Digo isso porque a “criação” de empregos é coisa extremamente cara, trabalhosa e demorada, especialmente se o tipo de emprego que desejamos criar não é de gari ou de lavadeira de roupa. Explico:

É fato já bastante conhecido de todo economista digno deste nome que há uma correlação fortíssima entre o valor investido na criação de um determinado emprego e a renda que este mesmo emprego gerará anualmente por cada trabalhador que vier a ocupar esta posição criada. Assim, sabendo que a média dos investimentos realizados por trabalhador, nos Estados Unidos, é de US$ 200.000,00 (Duzentos mil dólares). Podemos concluir, sem a menor sombra de dúvidas, que a renda média anual gerada por estes mesmos trabalhadores será também próxima a Duzentos mil dólares. Tal fato se dá porque altos investimentos na criação do emprego, propiciam a obtenção de altíssima produtividade por trabalhador. É bom lembrar que empregos intensivos em tecnologia não podem ser destinados a funcionários semianalfabetos, como é o caso da grande maioria da população brasileira.

De forma inversa, baixos investimentos na criação de empregos, propiciam a criação de investimentos de baixa produtividade e, consequentemente, também baixo rendimento para o trabalhador. É inescapável! Junte um governo altamente perdulário e ineficiente (e na maioria das vezes, também ladrão), que desperdiça quase 40% de tudo o que é produzido no país, e uma população pobre e espoliada pelo governo e que, em consequência, não consegue fugir da “armadilha da pobreza”, e teremos então a falência perfeita: Não poupa porque o governo toma tudo, não investe porque não poupa, não tem emprego (e renda) porque não investe; e vai ficar nesse miserê até o dia do juizo final.

Então, podemos afirmar com segurança que, no Brasil, há uma “fartura” total: “FARTA TUDO! Falta poupança, faltam investimentos, faltam escolas decentes, falta infraestrutura, falta direcionamento governamental…TUDO! A única coisa que tem de sobra é ladrão, especialmente na política.

Dá para estranhar por que é que mais de 1,5% da população já foi embora, especialmente aqueles mais qualificados e empreendedores? Olhe que esta estimativa do Ministério de Relações Exteriores está bastante subestimada. Só para dar uma pequena ideia, só para Portugal foram mais de 100.000 brasileiros a partir de 2010, segundo o governo português, que lhes concedeu cidadania. Que futuro espera esta bodega, quando todas as suas poucas cabeças pensantes estão indo embora?

DILEMAS

Uma das características mais marcantes das mentes humanas, pelos menos aquelas que ainda não se encontram totalmente embrutecidas pela barragem constante de baboseiras a que é exposta a cada segundo e pelos mais diversos meios, é a busca de explicação para todos os fenômenos que ocorrem no mundo que lhes rodeia. Nessa busca insana, a tendência irresistível é a construção de simplórios modelos mentais que tentam, mesmo que toscamente, encontrar alguma lógica nesse imenso caos.

Isto ocorre mesmo diante de fenômenos da maior complexidade que se possa imaginar!

O mais simples dos modelos possíveis e, por consequência, também o mais comumente utilizado, é o modelo dual. Ao ler livros conceituais, seja de que disciplina for, fica-se com a impressão de que todo o universo é composto de fenômenos bidimensionais. Não é à toa que a velha religião do profeta Maniqueu, onde o universo seria uma eterna luta entre o “BEM”, sempre associado às coisas do espírito, e o “MAL”, sempre associado às coisas da carne, ainda permaneça servindo de base à maioria das religiões do mundo.

É pena que a realidade se recuse insistentemente a se adaptar a estes raciocínios mambembes, do tipo “ou isso ou aquilo”!

Se tem uma coisa que minha modesta experiência de vida me demonstrou nesses anos todos, e com um imenso grau de certeza, é que as coisas muito raramente são tão simples quanto aparentam inicialmente e à primeira vista. Qualquer ocorrência, por mais simples que possa parecer, normalmente deriva de causações múltiplas e complexas, muitas vezes inter-relacionadas e se influenciando mutuamente, chegando mesmo a apresentar causação circular e de retro-alimentação, o que potencializa exponencialmente os resultados apresentados por aquelas causas. Os estudiosos da Teoria do Caos chegam a afirmar que o bater de asas de uma borboleta na Amazônia pode vir a provocar um furacão de magnitude catastrófica no Japão.

Hoje, num Brasil de 20% de analfabetos e 99% de analfabetos funcionais, a epítome de um raciocínio esquemático e pobre é a discussão sobre o que seria “Esquerda” e “Direita”. O mais interessante é que, quanto mais a alimária disfarçadas de gente desconheça o que significam estes conceitos, mais estará disposto a matar e morrer por ele. Se esta divisão já era tremendamente esquemática na época em que foi criada, na Revolução Francesa, hoje é que estas falácias perderam qualquer pretensão de significar alguma coisa coerente. Mesmo assim, hordas ululantes de pseudo-humanos permanecem rotulando a torto e a direito quem seria enquadrado em alguma dessas duas categorias. Como a mente deles raciocina em preto e branco, se você não se enquadra em uma das alternativas, então forçosamente pertence à outra.

Por falar em esquerda e direita, vem-me à mente a imagem de um grande pensador do século passado que, apesar de se dizer de esquerda, conseguiu alguns vislumbre de realidade que são realmente dignos de nota.

O primeiro deles foi a constatação de que, ao implantar-se a “ditadura do proletariado”, meramente se trocou uma ditadura por outra. A constatação foi feita com relação à União Soviética stalinista.

A segunda, foi de que a nova elite socialista, conhecidos como aparatchiniks, se lambuzaram gordo nas mordomias inerentes aos cargos que desempenhavam. E ainda, que por conta das facilidades encontradas, mergulhavam em grossa corrupção, sempre em busca de ganhos pessoais. Nada que nos seja estranho.

A terceira constatação foi que, se quiséssemos realmente fugir dessa maldição que está entranhada nos genes da humanidade, a única receita que ele via era o desenvolvimento do que ele chamou de “AUTONOMIA” em cada um dos cidadãos. Tornar cada pessoa “Senhora do seu destino, Piloto de sua alma”, como dizia William Henley em seu belíssimo poema denominado INVICTUS. Uma nota interessante é que o abestalhado do Paulo Freire se apropriou deste conceito e usou-o como se fosse de sua lavra. Os abestados petistas, junto com os esquerdinhas de todo o espectro, juram que a ideia é dele.

Esta raridade (Um socialista honesto intelectualmente) era Constantin Castoriades. Ele era grego de nascimento mas quase toda sua vida intelectual se deu em Paris. Foi um dos mentores do movimento estudantil de 68 e autor dos slogans mais impactantes da época: A imaginação no poder, É proibido proibir, etc.

Pois bem! Mesmo esta aberração intelectual pela sua honestidade, honestidade esta pela qual pagou um preço altíssimo, sendo sucessivamente expulso de diversas agremiações esquerdistas e amaldiçoado por todos os “stalinistas” da época, o mesmo também caiu na falácia da super simplificação da realidade através da dualidade. O seu pecado foi denominar a publicação periódica de seu grupo de “SOCIALISMO ou BARBÁRIE”, título este cuja ideia central denota implicitamente que só haveriam estas duas alternativas para a humanidade. Da forma desonesta como está colocada a questão, só sendo maluco para não optar pelo socialismo, seja lá o que diabos isto for, para pode fugir da ameaça da barbárie.

Outra pessoa marcante em minha vida pela sua honestidade intelectual, e que também pagou caríssimo por ousar ser menos medíocre que a maioria da humanidade, foi Edson Perrucci. Com este eu tive o privilégio de conviver durante alguns anos ao trabalhar em uma equipe por si gerenciada. Este senhor repetia sempre para nós, tal qual um mantra indiano, a seguinte frase: FUJA DO DILEMA! O dilema tem a propriedade de bloquear o raciocínio. Procure sempre por alternativas e, de preferência, paradoxais.

Não é à toa que, todas as vezes que um “Condottieri” deseja manipular e direcionar as massas ignaras em alguma direção, oferece-lhes sempre um dilema deste tipo. O mesmo se aplica a algum “pregador” quando em busca de prosélitos.

Ao ser colocado diante de um dilema, a posição mais honesta a ser adotada por qualquer pessoa de bom senso e que, ao mesmo tempo, possua um mínimo de integridade intelectual, deveria ser a de afirmar com toda a candura possível: EU NÃO SEI! Mas, AH! Como é difícil dizer essas simples palavrinhas.

Quer fazer uma experiência? Chegue junto a qualquer “celebridade”, cuja ascenção ao estrelato se deu por apresenta competência superior em algum aspecto banal da vida, e pergunte-lhe a respeito de algo que seja estranho às suas atividades. Algo assim como perguntar a Pelé algo que não seja ligado ao futebol.

Hoje, o dilema ético que se apresenta ao ex-presidente Lula, como de resto a toda a classe política, é o retratado acima: Ser honesto, temporariamente, a fim de obter redução na pena a que foi condenado.

URUCUBACA

Por que é que eu não acredito mais que esse nosso país tão avacalhado algum dia conseguirá sair dessa urucubaca em que está afundando cada vez mais? Vou lhes dizer!

1) Somos um país pobre! Com o PIB estagnado e a população explodindo, estamos ficando cada vez mais pobres. Essa estória de que somos a 7ª ou a 8ª economia do mundo é conversa pra boi dormir. Quando divide tudo o que produzimos pela população, o resultado é uma merreca. Pra completar, Brasília, que não produz merda nenhuma além de políticos corruptos, arrasta uma carrada de dinheiro de nós, os lascados, o que assegura a criação de uma ilha da fantasia. O que cada brasiliense ganha equivale a cinco maranhenses.

2) O nosso governo não arrecada impostos: Pratica extorsão sobre a população! O PCC (Primeiro Comando da Capital) é o nosso governo. Não possuem a menor credibilidade com relação à eficácia dos investimentos que realizam, mesmo sendo estes mínimos com relação ao volume monstruoso de dinheiro que arrecadam. O grosso do dinheiro segue sempre para cobrir os custos da pantagruélica estrutura, recheada de centenas de milhares de aspones, todos com direito a custosas mordomias do mais variado calibre, até o “Gran Finale” que é aposentadoria precoce com salários integrais. Os poucos investimentos, quando ocorrem, começam sempre por valor já bastante inflado e, a partir daí, se sucedem os famigerados adicionais de contrato, terminando, quando terminam, com custos inchados em dezenas de vezes a previsão original. Já com relação à eficácia dos projetos, quem se preocupa com isso? A esta altura, os autores da maluquice já estão procurando outra rendosa maracutaia.

3) Mesmo com a metástase do câncer governamental em tudo o que se produz, o que arrecadam (ou extorquem) nunca é suficiente para fazer frente a todos os gastos da bandalheira governamental. A consequência são os deficites monstruosos, que se acumulam ano a ano, e cujo custo dos juros consome quase a metade de tudo o que o governo arrecada em impostos. Nem a Alemanha, depois da 1ª Guerra Mundial, se viu forçada a condições tão desastrosas diante das exigências de reparações de guerra previstas no Tratado de Versailles. O Brasil não precisou de uma guerra para ter sua economia sangrada pela agiotagem. Bastou uma estrutura governamental desonesta e entreguista para praticar esta vampiragem com a nossa nação.

4) Diante da voracidade governamental, que se apropria de uma fatia cada vez maior de tudo o que se produz no país, estando hoje em quase 40%, não sobra muita coisa para poupar. Assim, os investimentos são também ínfimos. Não cobrem a depreciação natural da estrutura produtiva. A reação natural do cidadão extorquido é a sonegação. A esta altura do campeonato, sonegar passou a ser uma questão de simples sobrevivência: Pessoal e dos negócios! Os grandes, atuam nas altas camadas da cúpula governamental (ou será da cópula?), comprando Medidas Provisórias, desonerações, isenções tributárias e coisitas assim. É a sonegação dentro da lei. Já o pobre, este tem que ser sonegador mesmo. É uma questão de legítima defesa: O Aparato Estatal vem me lascar… Eu lasco ele primeiro. Até porque se trata de crime famélico e estado de necessidade: Se o amarelinho pagar todos os impostos, ele não paga seus funcionários e não faz a feira semanal para sua própria família. Fica fácil entender que NINGUÉM esteja querendo ser dono de negócio e contratar empregados nesta terra amaldiçoada? O desemprego explode!

5) Países com estruturas governamentais menos canalhas descobriram o caminho das pedras e estão trilhando o caminho do desenvolvimento: Estruturas governamentais enxutas, altos níveis de poupança, altos níveis de investimento em educação tecnológica (e não em doutrinação marxista), altos investimentos em industrialização. Enquanto isso, nosso país regridiu à condição econômica de antes da 2ª guerra mundial.

O PT conseguiu realizar a proeza que JK tanto almejava: 50 anos em 5! Só que no caso do PT, foram 50 anos de retrocesso.

E pior ainda: para reverter essa urucubaca que nos legaram, 50 anos vai ser pouco. Dá pra ser feliz?

Lascia ogni speranza voi ch’entrate

BRASIL – DE VOLTA PARA O FUTURO 3

Esta Coluna foi publicada em 01/11/2015 e em 13/03/2016 no Jornal da Besta Fubana. Como o tema está cada dia mais atual e prioritário, decidi revisá-la e publicá-la de novo.

O nosso país todinho ESTÁ DE SACO CADA DIA MAIS CHEIO com a bandalheira!

Só escrevemos e discutimos sobre as coisas asquerosas que estão ocorrendo na administração pública. Ficamos todos num tremendo baixo astral! Chegou a hora de começarmos a pensar em alguma coisa minimamente positiva para o nosso país. Assim, mesmo indo contra todas as evidências, que nos agridem todos os dias, informando que afundamos mais um pouco no pântano da corrupção, do cinismo e do desgoverno; vamos fazer um esforço e pensar como podem ser as notícias positivas que todos nós gostaríamos de ver.

La vai: Brasília – DF: Abril de 2017

Pois muito bem! Derrubamos Dilma e tiramos o PT do poder. E agora?

Vamos realizar eleições, amplas, gerais e irrestritas, para deputado, senador e Presidente. Vamos dar um Control-Alt-Del em Brasília. Recomeçar tudinho de novo através de mais uma Assembleia Constituinte.

Quem é o novo Presidente da República? – Sei lá! Não sei e não interessa!

Quais são os novos partidos? – Também não sei e não interessa! O importante é adotar as seguintes providências nos primeiros 100 dias de governo:

1º Decreto: Exonera TODOS os DAS e extingue os cargos. Fim da função de ASPONE no Brasil.

2º Decreto: EXTINGUE todos os ministérios não constantes da lista abaixo. Só sobram:

1) Fazenda/Planejamento,
2) Relações Exteriores,
3) Desenvolvimento Econômico (incluindo Ciência e Tecnologia + Comércio Exterior + Turismo + Micro Empresa + Pesca + Produção Agrícola + Minas+ Integração),
4) Justiça (+Segurança Institucional + Direitos Humanos)
5) Defesa,
6) Infraestrutura (Portos + Aeroportos + Estradas + Ferrovias + Energia+Comunicações),
7) Educação e Cultura + Esportes,
8) Casa Civil
9) Saúde
10) Assistência Social.

3º Decreto: Extingue TODAS Secretarias Especiais da Presidência com Status de Ministro.

4º Decreto: Contrata empresa de consultoria para realizar auditoria geral e preparar Plano de Reforma e Enxugamento da Estrutura do Estado. Definir as funções de cada órgão, bem como fundir e enxugar os órgãos redundantes. Fechar aqueles inúteis e sem sentido. Funcionários excesso deverão ser colocados em disponibilidade. Receberão apenas o salário básico, com direito a PDV.

5º Decreto: Proíbe a promiscuidade entre os diferentes poderes. Deputados e Senadores (ou ex-deputados e ex-senadores) NÃO poderão ser cooptados para ministro nem nomeados para tribunais superiores. O mesmo vale para o caso de ministros (ou ex-ministros) serem nomeados para estes mesmos tribunais. A seleção dos ministros e dos Secretários Gerais dos ministérios se dará através de empresas de “Head Hunter” internacionais. A nomeação de cada um só se dará após o seu plano de trabalho e suas respectivas metas para o tempo de mandato ser aprovado pelo congresso, após ampla divulgação pública e debates. O não cumprimento das metas anuais aprovadas ensejará demissão sumária.

6º Decreto: Ajustes necessários após a extinção de alguns ministérios e secretarias.

a) Com a extinção do Ministério do Trabalho, ficam extintas contribuições sindicais mandatórias e, consequentemente e PRINCIPALMENTE, repasses governamentais a sindicatos e centrais. Total liberdade sindical sem tutela do governo. Sindicatos e Centrais terão de se autofinanciar

b) Com a extinção da Secretaria de Comunicação, fica proibido ao governo gastar com propagandas (enganosas e auto laudatórias). Só em caso de absoluta necessidade pública.

7º Decreto: Com a extinção do Ministério da Previdência, fica proibido ao governo administrar a aposentadoria de quem quer que seja, assim como de criar taxação sobre os salários. Será criada uma Agência Nacional de Previdência Social com a missão de fiscalizar os Fundos de Poupança para Aposentadoria dos Cidadãos (TODOS OS CIDADÃOS), fundos estes a serem criados. O CPF identificará a conta de poupança de cada um, conta esta administrada por um fundo de livre escolha do cidadão. O governo calculará o valor das contribuições realizadas por cada cidadão até o presente e fará o deposito inicial deste valor na conta do mesmo. Os 40,8% sobre os salários que os empregadores atualmente repassam compulsoriamente ao governo, passarão a ser totalmente depositados nesta conta. (ver o site Guia Trabalhista). Tudo o mais da CLT permanece intocado. A destinação desta massa imensa de recursos e a avaliação periódica dos resultados de cada fundo se dará FORÇOSAMENTE através de audiência pública anual, aberta a todos os cotistas e à imprensa, assim como a eleição da sua Diretoria .e Comitês Fiscais. Com isso, todo o “Sistema S” terá de se autofinanciar através dos serviços que prestar.

8º Decreto: Fica PROIBIDO ao governo fazer qualquer repasse de recursos a ONGs, Associações, OSCIPs, etc, a qualquer título: Fundos não reembolsáveis, investimentos a fundo perdido, etc. Com isso, encerra-se o repasse de recursos a partidos políticos (FIM DO FUNDO PARTIDÁRIO). Fim das propagandas eleitorais e partidárias gratuitas.

9º Decreto: Venda de todos os ativos governamentais não ligados à sua missão precípua de governar: Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil, etc. Os recursos obtidos devem ser TOTALMENTE canalizados para a eliminação da dívida pública.

10º Decreto: Modificação na Constituição Federal para a adoção da pena de Prisão Perpétua nos casos de crimes hediondos, de corrupção por agentes do Estado e contra o Estado (Crime de Lesa Pátria).

11º Decreto: Proibição ABSOLUTA de todas as formas de remuneração indireta, em todos os níveis e em todos os 3 poderes. Servidores públicos farão jus apenas ao salário básico, sem previdência especial, salários estes a serem definidos através de plebiscito na população atingida pelo custo destes.

12º Decreto: Todos os tribunais e delegacias deverão se autofinanciar através da cobrança dos custos dos processos às partes perdedoras dos litígios, valor este a ser previamente caucionado.

13º Decreto: Formar Grupo de Trabalho nos Ministério do Planejamento e do Desenvolvimento, com pessoas de altíssimo nível, com a missão de preparar, dentro de um breve espaço de tempo, o Plano Nacional de Desenvolvimento. A principal meta será a eliminação total do endividamento público através da utilização das economias a serem realizadas pelas reformas acima. Depois, reduzir-se-á a carga tributária para um MÁXIMO de 20% do PIB, Contra os atuais 36%.

14º Decreto: Transformar TODAS Universidades Federais e CEFETS em Fundação Autônoma. Todas estas instituições deverão se autofinanciar através das mensalidades de seus alunos e, suas pesquisas, através de convênios com empresas da Iniciativa Privada. O governo fornecerá financiamento aos estudantes e Bolsas Gratuitas àqueles que se destacarem em seu desempenho acadêmico.

Nosso Lar

Haverá choro e ranger de dentes no período de adaptação à nova realidade, mas, com isso, poderemos começar a pensar em legar o país que sonhamos para os nossos netos.

P.S. Vou publicar esta proposta TODOS OS ANOS, até ver essa merda de país se encaminhar na direção proposta: Um governo enxuto, sério, probo, e que nos guie em direção ao desenvolvimento para todos.

MULHERES. AH, AS MULHERES…

Diz um antigo ditado chinês que “Cem homens podem fazer um acampamento, mas só uma mulher pode fazer um lar”. Por que isso? De onde vem essa força imensa, disfarçada de fragilidade. Grande mistério.

Na realidade, vou mais além! As mulheres sempre foram um grande, imenso mistério para mim. São como um buraco negro ou uma tempestade tropical: Perigosos e, ao mesmo tempo, absolutamente fascinantes! São mais ou menos como as fôrças da natureza. A luz, a eletricidade, a gravidade, a energia nuclear, e outras.

Não adianta querer explicá-las! Basta gostar delas e usufruir do presente divino que é a sua simples existência, assim como de todo o imenso potencial de felicidade que propiciam à sua volta.

Existem simplesmente para serem amadas. Não para serem entendidas. Aliás, acho que nem elas mesmas se entendem, às vezes.

Esse meu fascínio pelo universo paralelo que é a alma feminina vem da minha formação. Fui criado junto com três irmãos homens. Logo no início da adolescência, estudei em colégio religioso onde só tinha rapazes. Já no segundo grau, optei por seguir uma carreira técnica em mecânica. De novo, a presença masculina era hegemônica. Veio o exército, veio a faculdade de engenharia mecânica, de novo povoada por uma multidão de rapazes. Já na vida profissional, sempre trabalhei em grandes indústrias, a maioria das quais eram grandes metalúrgicas. Sempre locais muito pouco propícios à presença feminina. Assim, toda a minha formação transcorreu sem que tivesse muitas oportunidades de convívio com a metade mais bela da humanidade.

Esse meu distanciamento do universo feminino, com a correspondente falta de oportunidades para conhecê-lo melhor, não foi empecilho para a admiração que sempre tive pelo mesmo, tampouco para que eu dedicasse extensas vigílias admirando e tentando entender esse paradoxo ambulante em que tudo nos fascina.
Durante minhas longas elucubrações a respeito das mulheres, especialmente quando comparado-as aos homens, cheguei a algumas conclusões absolutamente atípicas. Vejam se concordam comigo:

1. As mulheres são os serem mais sublimes de toda a criação. São simplesmente perfeitas. Quanto aos homens, são uns meros híbridos instáveis (cromossomos X e Y) que a natureza criou a fim de promover a reprodução sexuada, sem a qual não haveria evolução na espécie.

2. As mulheres são muito mais sensatas, mais realistas e mais pragmáticas que os homens. È impossível encontrar alguma mulher que tenha casado com um homem simplesmente porque ele tem uma bunda bonita ou um par de seios voluptuosos, mesmo sendo um imbecil.

3. Para as mulheres, os homens são simplesmente transparentes e simplórios. Não adianta querer enganá-las. Elas simplesmente SABEM! Podem até se fazer de desentendidas, apenas por sabedoria ou preguiça de comprar briga, mas SABEM! Já para os homens, as mulheres são opacas. Nós nunca sabemos o que se passa dentro daquelas cabecinhas lindas.

4. As mulheres são multicanal. Facilmente encontraremos uma mulher amamentando o bebê, ao mesmo tempo em que prepara uma comida no fogão, falando ao telefone com uma amiga, vigiando as outras crianças que estão brincando no pátio pela janela e assistindo um programa na televisão. Já os homens são monocanal. Quando se dedicam a alguma tarefa, todo o resto do universo deixa de existir. Se interrompê-los, quebramos seu raciocínio linear e terão que começar tudo de novo.

5. As mulheres não são seres racionais. São eminentemente emocionais! Não adianta nada passar horas e horas tentando explicar alguma coisa através de argumentos racionais a uma mulher. Basta, porém, apenas um pequeno gesto que apele à emotividade delas para garantir a sua adesão apaixonada a qualquer coisa que seja. Os grandes desencontros entre homem e mulher se dão nesta seara, campo tão fértil para incompreensões.

6. As mulheres são muito mais competentes para fingir que acreditam, e se vingar depois, do que os homens para mentir. O grande problema não se dá enquanto as mulheres estão reclamando.O grande problema é quando elas param de reclamar.

7. Qualquer mulher vive perfeitamente bem sem os homens. Os homens, em sua grande maioria, não conseguem viver sem a presença de uma mulher, nem que seja sua própria mãe. O nível de independência e autonomia feminina é inversamente proporcional ao nível de dependência e de fragilidade masculina. Conviver com uma mulher é quase sempre complicado mas, viver sem uma mulher, é quase que impossível para os homens.

8. As mulheres mais admiradas não são aquelas cuja beleza é mais deslumbrante. Normalmente as mais admiradas o são “pelo conjunto da obra”. Diante de tanta harmonia, não sobra nem espaço para admirar algum componente desta beleza isoladamente. Dito de outra forma, são admiradas mais pela maneira como administram os seus encantos do que pela belas curvas e traços. Conheci mulheres lindas que não despertavam muita admiração devido sua incompetência em gerir este patrimônio.

Eu poderia passar mais algumas páginas me estendendo a respeito das características sublimes deste ser celestial mas creio que já é suficiente. Vou analisar um pouco agora as distorções que estão ocorrendo na condição destes seres tão admiráveis.

A primeira e grande queixa que eu teria é que a maioria das mulheres está se vulgarizando. Estão “se vendendo” barato demais. Muito mais barato do que aquilo que verdadeiramente valem. Estão descendo do pedestal. Passou-se a ideia de que poderiam e, mais até do que isso, que DEVERIAM se igualar aos homens. Esta tem sido a sua desgraça!

Estão absorvendo e exacerbando todos os defeitos masculinos: promiscuidade, devassidão, ausência de valor próprio e de auto-estima, vulgaridade, ausência de sentimentos nos relacionamentos, e por aí vai o festival de horrores, em lugar de imporem seus valores maravilhosos a um mundo que era eminentemente machista. Passaram a odiar os homens e a querer suplantá-los no terreno que era próprio deles. Passaram a fazer do sexo uma arma de poder e de chantagem. Transformaram uma das coisas mais prazerosas da vida em uma luta contínua para ver quem se torna mais vulgar e interesseiro.

Quando surgiu o feminismo, enchi-me de esperanças imaginando que finalmente retornaríamos ao matriarcado. Ocasião na qual as mulheres, ao comandar, imporiam aos relacionamentos humanos, tanto entre si, como das pessoas com o mundo que nos cerca. Um ritmo e um estilo bem superior ao que temos visto durante o período de primazia da testosterona nas relações humanas. Ledo engano!

O que temos visto são mulheres frustradas e mal amadas, apresentando comportamentos que são uma contrafacção caricatural e grotesca dos piores arroubos masculinos e diametralmente opostos ao que as mulheres possuem de melhor, campo no qual estariam aptas a darem grandes lições aos homens caso não tivessem embarcado nessa canoa furada de uma pretensa “igualdade” que só existe na cabeça doente dos autores de um projeto de utopia socialista que, como todos os outros semelhantes já tentados, rapidamente descambou para uma distopia infernal. É uma pena! Poderia ser uma época de ouro da presença do Homo Sapiens neste planeta azul. De qualquer maneira, se nunca disse, digo-o agora alto e bom som, “urbi et orbi”:

Mulheres da minha vida, vocês foram o que de melhor me aconteceu ao longo de todos esses anos. Foram verdadeiros anjos celestiais enviados por Deus. Muito Obrigado a todas, do fundo do coração!

P.S. Estou me referindo a TODAS as mulheres. Minha mãe, minha babá Rosa, minhas tias, primas, amigas, colegas, namoradas, vizinhas, noras, cunhadas, ex-esposas, TODAS MESMO!

MEXEU COM UM? MEXEU COM TODOS!

Dentre as inúmeras imbecilidades que tem sido impingida aos descerebrados de nosso mundo atual, uma das que mais tem me intrigado é por que ser feminista é sempre considerado positivo e bom, ao mesmo tempo em que ser machista é sempre tratado como sendo altamente negativo e ruim.

O método pra empurrar essa imbecilidade goela a baixo da patuleia assemelha-se ao amestramento de cães e cavalos: Conceitos simples e sem sutilezas. Frases curtas e diretas. Conceitos sempre associados a uma grande carga emocional implícita. Aquilo que Lovejoy denominou de Pathos Metafísico.

A coisa funciona mais ou menos assim: Feminista? Bom! Machista? Ruim!

Depois de ter sucesso nesta embromação, já que o conceito se implantou mundialmente até atingir aquela unanimidade burra de que falava Nelson Rodrigues, extendeu-se forma semelhante esta manipulação à fase seguinte: A apologia da “diversidade”. Assim, o novo “Mantra” da nossa sociedade passou a ser: Gay? Bom! Não gay? Ruim!

E aí, amore? Encaras uma surubazinha?

Com toda a grande pressão social que passou a ser exercida, de todas as formas possíveis e de maneira diuturna, ai de quem ousar dizer que não gosta da cultura gay, dos trejeitos de gay, dos hábitos de gay, e que não “engole” muito bem esse negócio de homem fazer sexo com homem e mulher fazer sexo com mulher. Falar contra “casamentos” entre eles, então, nem pensar!

Faz já muito tempo que eu ficava me perguntando: Por que é que os homens (machos) estão cada vez mais raros? Chego inclusive a pensar que Homem Macho (sem pleonasmo, diante da nossa situação atual) é uma espécie altamente ameaçada de extinção. As jovens prendadas e em idade de acasalamento devem estar sentindo agudamente na própria pele a realidade do que estou afirmando: A total ausência de machos disponíveis para um relacionamento que valha a pena.

Meninas, podem desistir. A fruta que Vocês gostam eles comem até o talo!

Creio até que o Ibama deveria providenciar urgentemente a criação de algumas reservas ecológicas específicas para a preservação da espécie ameaçada. Algo assim como campinhos de futebol para a cervejada com os amigos no sábado de manhã; onde o estilo praticado é o “futiporrada”, ou futebol sem faltas, em que do pescoço pra baixo é tudo canela e o feio mesmo é chiar; ou mesmo alguns puteiros naquele formato tradicional, com luz vermelha na porta e shows de strip tease, onde os machos de verdade iam apenas para tomar umas e outras com os amigos e dar uma bimbadinha descompromissada.

Estes locais, e outros de igual jaez, eram o “Locus” dos ritos de passagem do rapaz para o Homem com H maiúsculo. Infelizmente, estão ambos em vias de extinção. Assim, o specimen outrora alí nutrido está sendo exterminado por estarem destruindo o seu habitat, tal qual o pau brasil e a mata atlântica.

Desde sempre as mulheres dominaram o mundo, só que de forma indireta. Mulher bonita realmente sempre foi quem comandou, mesmo que por trás dos bastidores. Comandavam com um simples beicinho ou até mesmo uma lágrima. O machão fazia e acontecia mas, quem dava a palavra final era sempre a mulher. Pena que esse domínio só ocorria com as bonitas ou inteligentes. A feias e burras sempre ficaram para bucha de canhão. Por conta disso, estamos vendo agora exatamente a vingança das feias e burras. Foram milênios de ressentimentos acumulados. Frustradas, recalcadas e histéricas, o alvo preferencial da vingaça destas hordas de Medeias alucinadas tem sido o Macho, Nêmesis de todo o seu amor e ódio acumulado.

Em função de toda essa involução nos costumes e na definição dos papeis sociais a serem desempenhados por cada um dos sexos da espécie humana (criei nojo da palavra gênero), as mulheres passaram a competir com os homens para ver quem seria mais carreirista, insensível, implacável, autoritária, devassa, promíscua, e toda uma pletora de defeitos clássicos dos homens que exageravam nas suas características de raiz. Tudo isso associado a um certo desprezo pelos jovens mancebos, que passaram a ser encarados com um certo menosprezo e de uma forma tremendamente utilitarista e manipuladora.

Quanto aos rapazes, estão mais perdidos que cego em tiroteio.

Alguns, acreditaram que deveriam ser mais suaves e delicados. Acreditaram tanto que se transformaram em uma caricatura de mocinha: viraram gays. Outros, feito nau sem rumo, estão sendo feitos de gato e sapato pela mulherada e ainda se achando os tais. Diante deste tsunami de viadagem sob o qual nossa civilização está afundando, um outro aspecto extremamente deletério está se sobressaindo: a mulherada não está mais se vestindo e enfeitando a fim de se sentir bonita e gostosa! Poderosa, como se dizia antigamente, já que os homens com H ficavam babando e atordoados com a beleza e a sensualidade delas.

Não é pra deixar vocês entezados, não! É que eu adoro essa sensação da calça entrando na xoxota.

Estão dizendo que se vestem de forma extremamente sensual “apenas para se sentir bem com elas mesmas”. Dizem: -Vocês são uns grosseirões. Só de olhar pra nós e já estão de pau duro.

Ocorre que alguns não conseguem se conter e partem pra ignorância. Tentam apalpar na marra, usam expressões extremamente grosseiras, e por aí vai. São uns babacas! Com esse estilo Brucutu, não conseguem comer ninguém e ainda podem pegar uma cadeia ou levar uma surra. Taí o José Mayer.

A verdade é que “hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás!”

MACHOS DE TODO O MUNDO. UNÍ-VOS!

Tendes tudo a perder, inclusive as pregas do cu, caso deixes esta onda de viadagem vencer.

K-622 E OS QUILOMBOLAS

Dentre as 626 músicas compostas por Mozart, quase todas absolutamente celestiais, uma das que eu mais gosto é o último Concerto para Clarinete classificado como sendo o de número K-622. Neste concerto, a parte que eu gosto mais ainda é o sublime 2º Movimento – o Adágio.

É pungente! Não consigo ouví-lo sem sentir uma profunda emoção.

O “bicho” é tão bonito que já foi usado inúmeras vezes como tema de filmes. Dentre os que eu assisti, os que me veem à memória primeiro são:

1) ENTRE DOIS AMORES, com Merril Streep e Robert Redford.

Veja abaixo:

Recomendo firmemente que vejam este peque filme a fim de poderem entender melhor o que vou dizer mais abaixo.

2) GREEN CARD, com Andy MacDowell e Gerard Depardieu. Muito bom, também.

Existe uma série de coisas bastante interessante a respeito deste concerto. Primeiro, o fato dele ter sido composto poucos dias antes da morte de Mozart. Tanto foi assim que seu número fica espremido entre a ópera A FLAUTA MÁGICA, K-620, composta em novembro de 1791, poucos dias antes, portanto, da sua morte em 5 de dezembro do mesmo ano, e o RÉQUIEM, K-626, considerado como sendo a sua última obra, razão pela qual ficou inacabado, só tendo sido concluído pelo seu aluno Franz Xavier Susmayer após a sua morte

Na realidade, o K-622 não era originalmente um concerto. Eram apenas anotações esparsas e que foram reunidas em um concerto por um dos estudiosos e compiladores da sua obra, através de documentos religiosamente guardados pela viúva de Mozart, Constance.

Mesmo tendo sido “montado” a partir de peças avulsas, o resultado final se apresenta com uma coerência tão grande que até parece ter sido composto com esta intenção. Originalmente, o mesmo foi composto em outra tonalidade, adequada para um tipo de clarinete pequeno, existente naquela época e que hoje não é mais utilizado. Assim, até sua tonalidade foi também mudada.

Não importa! O que interessa é que o resultado final é sublime.

Agora vem a pergunta: E onde é que entram os quilombolas nesta conversa? Calma que eu explico já!

O finado e polêmico Jornalista Paulo Francis disse certa vez que:

“Toda a contribuição da África Negra à cultura da humanidade não se compara à descoberta do clarinete por Mozart!”

Apesar de considerar que o jornalista foi propositalmente exagerado, apenas para criar polêmica, não deixo de reconhecer que há muito de verdade em suas palavras.

Busco e rebusco na memória algo que contradiga a frase acima e não encontro. Se alguém souber, faça-me o favor de indicar. Agradeço penhoradamente, já que gostaria de ter argumentos para contradizer quem me vier com esta argumentação. Até porque, dentre a mistura de etnias que forma minha ancestralidade, encontra-se uma bisavó negra.

Por outro lado, tenho certeza absoluta que os “quilombonazis”, mesmo sem apresentarem nenhum argumento minimamente racional, até porque racionalidade não é bem a praia desta turma, cairão de pau em mim, afirmando que sou preconceituoso e que mereço ser processado e ir para a cadeia.

O fato de fazerem um berreiro do tamanho que bem quiserem não alterará em nada a realidade dos fatos. Eu diria até: A TIRANIA ABSOLUTA E INSENSÍVEL DOS FATOS.

Como bem lembrou o grande filósofo cearense Falcão, “Se grito resolvesse, porco não morria!”. Portanto: Podem berrar à vontade! A realidade continuará exatamente a mesma.

É aí que eu me lembro de mais um dos grandes polêmistas desta nossa época tão repleta de “Gaynazis”, “Feminazis”, “Esquernazis”, e outros “Nazis” menos cotados: O deputado Jair Bolsonaro.

A propósito do assunto em epígrafe, o mesmo afirmou recentemente que visitou quilombos onde só encontrou gente passando muito bem. “Não tinha ninguém pesando menos de 7 arrobas”. Foi além ao constatar a total inutilidade de tais comunidades, já que nada de bom produziam. “Nem para reprodutores servem mais”(sic), segundo suas palavras. Se eleito presidente, continuou, encerraria totalmente qualquer repasse de recursos públicos a tais entidades.

Por conta destas duas assertivas acima, o nobre deputado está sendo execrado de todas as maneiras possíveis e imagináveis, sendo inclusive processado por crime de racismo e outros ismos de igual jaez.

Pois bem! Descontando-se a tremenda e evidente grosseria do deputado, vamos analisar em mais profundidade as duas assertivas.

1º) Seria tentativa de tapar o sol com a peneira a pretensão de negar a existência de uma quantidade imensa de pessoas dependentes de repasses de recursos governamentais para sobreviver, sem que tenham a obrigação de ganhar seu pão com o suor de seu rosto. Isso se aplica não só aos quilombolas, mas a toda uma legião de pessoas.

Sabemos muito bem que, como definiu maravilhosamente Margareth Tatcher, “Quando uma pessoa ganha sem trabalhar, alguém está trabalhando sem ganhar.” Nos casos acima citados, os panacas que trabalham sem ganhar, já que seu ganho é espoliado pelo governo para dar aos seus protegidos, são os mesmos de sempre: Nós! Os cidadãos pagadores de impostos.

Fico me perguntando por que foi que os emigrantes japoneses, judeus, alemães, poloneses e italianos que aqui chegaram, mesmo tendo enfrentado também condições de vida terríveis, todos eles trabalharam desesperadamente e terminaram legando condição de vida muito melhor para seus filhos e netos, sem que precisassem das famigeradas “Cotas” ou “Bolsas governamentais”.

Seria maravilhoso para o nosso país caso todos esses “hipossuficientes” se mirassem neste exemplo. Ocorre porém que, enquanto forem mantidos confortáveis e bem nutridos, dificilmente encontrarão motivação para correr atrás do prejuízo. Acho que foi mais ou menos isso que quis dizer o deputado.

2º) O Brasil atual apresenta uma feição bifronte, tal e qual o Deus Jano, semelhantemente à Bélgica e ao Canadá: É uma nação fracionada entre duas etnias totalmente diferentes. De um lado, os descendentes de povos com uma fortíssima ética do trabalho e da honestidade. Para estas pessoas, a grande missão da vida consiste em legar uma condição de vida melhor para seus filhos e netos, numa espiral ascendente de melhoria e de evolução. Estes são extremamente comedidos quando se trata de colocar filhos no mundo. Limitam sua prole a UM, ou no máximo DOIS filhos, e isto quando estão em condição financeira muito boa.

Por outro lado, os descendentes das etnias mais primitivas, especialmente em termos de evolução civilizacional, seguem encantadas as orientações desregradas de comportamento sexual propagandeadas abundantemente por todos os meios de comunicação, onde são enfatizadas uma promiscuidade sexual absurda e degenerada. A consequência deste desregramento está se refletindo em uma taxa de 30% de todas as crianças nascidas neste país serem filhas de jovens com menos de 15 anos de idade. Segundo o PNAD, cerca de 65% de nossas crianças são criadas em lares com apenas um dos cônjugues.

Juntando a gravidez precoce e serial, onde normalmente cada criança de uma mesma mãe é de um pai diferente, com a miseria onde se dé essa proliferação de deserdados da sorte, podemos imaginar qual é o futuro dantesco que aguarda esta nação. Éramos 90 milhões em ação, conforme dizia aquele hino do selecionado nacional de futebol em 1970. Hoje, menos de meio século depois, ultrapassamos aceleradamente a barreira dos 200 milhões. Qual o ganho advindo desta multidão de mais de 110 milhões de miseráveis, alem de uma carga brutal de necessidades sociais a serem atendidas pelos parcos recursos sobrantes do orçamento nacional, depois de se pagar a montanha dos juros anuais?

É! Acho que a ideia de deixar este pessoal se reproduzir à vontade não prenuncia nada de bom não!

LAVA-JATO COM TELEX-FREE

O saudoso “Cappo de tutti capi” do jogo do bicho no Rio de Janeiro, o folclórico Castor de Andrade, costumava dizer, do alto de sua imensa experiência a respeito, que as duas coisas mais fáceis de vender para essa multidão de cabeças de bagre que forma a humanidade, é vaidade e ilusão. Sábias palavras!

Temos acompanhado a interminável novela, tipo assim uma série da Netflix, que recebeu a alcunha de Operação Lava-Jato. É um festival de ilusões e vaidades que nunca acaba. Primeiro, de gente que acha que vai ficar desmessuradamente rico roubando e que ninguém vai dizer ou fazer absolutamente nada (mera ilusão). Depois, um festival de vaidades absolutamente brega e terceiro mundista: Iates e aviões suntuosos a mancheias; carros valendo milhões e servindo apenas de enfeite na sala de jantar, desbunde total com hoteis em castelos medievais; restaurantes suntuosos cujas refeições terminam sempre em bebedeira e com os guardanapos nas cabeças servindo de bandana; joias e mais joias impossíveis de serem usadas, tanto porque levantariam questionamentos sobre suas origens espúrias, como pela possibilidade de suas usuárias virem a ser degoladas por assaltantes querendo se apossar das mesmas; imóveis suntuosos, reformados e “emprestados por amigos” corruptores e comparsas na ladroagem; listas de compras intermináveis em lojas de grife; etc. A sequência segue interminável, terminando sempre em Bangu-9 ou na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, graças à atuação do impávidos juizes e procuradores (Deus os proteja e guarde quando andarem de avião). Isto apesar da nomeação de amigos do peito para o STF com a única missão lá de proteger as pregas dos facínoras que os indicou, os sabatinou, ou os empossou.

A cada dia, surge uma nova “delação premiada”, denunciando e envolvendo nos crimes mais uma carrada de ex-comparsas. Parece muito com aquelas “correntes” financeiras fajutas em que, cada um que entra, tem a obrigação de arrastar no mínimo mais dez, de modo a fazer com que a roleta da picaretagem não pare nunca e cresça sempre. Enquanto isso, a nação exângue permaneçe no aguardo de que esta novela xumbrega chegue ao seu final e todos as lideranças dos larápios venham a ser adequadamente engaiolados, em um grande “Happy End” apoteótico, como soi acontecer.

Esta menção à Operação Lava-Jato e a correntes financeiras faz-me lembrar que existe uma outra sacanagem com a nossa espoliada nação, que vem ocorrendo bem diante dos olhos de todos, e cuja magnitude financeira será talvez bem maior que aquela roubalheira que ocorreu na Lava-Jato, e que (por enquanto) está absolutamente incólume e despercebida pelo público e pelas autoridades. É o famigerado FIES!

Temos aí (de novo) mais um caso clássico em que pessoas espertas vendem uma vaidade, a de que todos os analfabetos deste país se tornarão “doutores”, juntamente com a ilusão de que esta nova condição lhes abrirá as “Portas da Esperança”, tal e qual naquele programa televisivo famoso, através de aumentos substanciais nos seus ganhos financeiros, ganhos estes que deverão ser mais que suficientes para pagar os vultosos empréstimos assumidos e ainda deixá-los todos ricos. Nada mais distante da verdade!

Na realidade, o que vem ocorrendo no ensino superior do Brasil é a formação de gigantescos conglomerados, cujo valor atinge a casa dos BILHÕES DE DÓLARES, e cuja formação se deveu ao patrocínio direto de nosso estimado Governo petista, bem como aos repasses continuados de verdadeiras montanhas de recursos federais, em uma escala nunca vista antes neste país, ou mesmo em qualquer outro lugar no mundo.

A alegação por trás desta imensa “derrama” dos escassos recursos governamentais nestas instituições vem se dando com base em um raciocínio até certo ponto correto: Já que as universidades federais são insuficientes para atender à imensa carência brasileira por profissionais com nível superior, caberia ao governo financiar os estudos em universidade particular de todos aqueles cujo rendimento escolar se situasse acima de um certo patamar e que não dispusessem de recursos suficientes para tal. Só que, como tudo o que o PT se apropriou de governos anteriores dando uma nova roupagem, este velho “Crédito Educativo” (da época dos militares) recauchutado é uma meia verdade e, como tal, não passa de uma mentira completa.

Ao se iniciar este processo de liberalização dos pagamentos dos cursos universitários diretamente às faculdades, uma série de empreendedores altamente expertos percebeu imediatamente a imensa janela de oportunidades que se abria diante deles: Primeiro, fundaram instituições “mantenedoras” das suas faculdades que passaram a assumir a função de verdadeiras “Holdings” do projeto empresarial. Logo depois, lançaram suas ações na Bolsa de Valores através de estreptosas cerimônias, sempre ao estilo NASDAQ, aqui bem representado pelo mitológico Eike Batista. Orientados por especialistas em I.P.O (Initial Public Offer), conseguiram criar um imenso impacto junto aos investidores e, com isso, levantaram muitos milhões logo no lançamento das mesmas.

Era um jogo de cartas marcadas e todos os envolvidos já sabiam muito bem aonde iria dar esta estória toda.

A etapa seguinte foi a frenética busca por instituições menores, normalmente regionais e de origem familiar, a fim de serem rapidamente adquiridas e incorporadas aos imensos grupos criados. Dinheiro para estas aquisições era o que menos faltava, já que estavam com os cofres abarrotados com os recursos provenientes do lançamento das ações na bolsa.

A esta altura, só faltava equacionar quem seria o otário que bancaria o imenso fluxo financeiro necessário à manutenção das imensas estruturas que se criaram, tendo em vista a situação de extrema penúria a que havia sido reduzida a classe média deste país por obra dos malabarismos da amaldiçoada “Nova Matriz Econômica” do catastrófico governo do PT. O candidato preferencial para entrar de ré e com as calças arriadas em casos similares a este é sempre o nosso querido Governo. Não deu outra!

Caminhou tudo muito bem, exatamente conforme o previsto, com os imensos dinossauros empresariais se acasalando e se entredevorando, até que sobraram menos competidores na arena que os dedos de uma mão. De repente, e não mais que de repente, o setor mais estratégico para qualquer nação que pretenda ter algum futuro se tornou um dos mais oligopolizados do mundo. E O CADE NÃO DEU UM PIO A RESPEITO!

Mais eis que, de repente de novo, havia uma pedra no caminho. E era imensa. O Governo quebrou!

A roubalheira foi tanta, depenaram tanto o Governo, as mamatas foram distribuidas tão generosamente, que ao final, os cofres públicos se encontravam totalmente “zerados”. Foi quando a vaca peidona, acolitada por um jumento que se achava “o pica” em termos econômicos, decidiu apelar para as pedaladas. Foi nessa que ela quebrou a cara e dançou, levando consigo toda a trupe de economistas imbecis, arrogantes e corruptos.

Imaginem as frenéticas negociações levadas a efeito para que fossem liberados os R$ 32,2 BI gastos com pelo FIES, só em 2016, e que o Governo se encontrava absolutamente impossibilitado de honrar. Dá para imaginar o valor dos argumento$$$$$$ que foram utilizados para convencer o burocrata picareta, que se achava dono da chave do cofre na ocasião, a fim de convencê-lo a soltar a grana? Se for verificar, a operação Lava-Jato vira dinheiro de trombadinhas. E o que é pior: tudo foi feito dentro da mais legítima legalidade e atendendo a uma imensa demanda social. Só que, mensalidades que giravam ao redor de R$ 200,00 ou R$ 300,00 Reais, viram-se rapidamente infladas para novos patamares ao redor de R$ 1.000,00. – Já que é o Governo quem vai pagar, não quero nem saber quanto custa! Depois agente vê como fica. Resultado: inadimplência de 53%. Ninguém paga porra nenhuma. O prejuízo sobra para os otários de sempre.

A rentabilidade dos imensos grupos assim formados ascendeu aos ceus. O valor das suas ações multiplicou-se várias vezes. O tempo de retorno dos investimentos relizados pelos mesmos ficou em torno de tres a quatro anos. Cresce mais porque é mais rentável. É mais rentável porque cresce mais.

Nunca satisfeitos com os ganhos imensos, passaram a adotar modelo de gestão selvagem celebrizado por aquela cervejaria, e que esfola todos os “Stack Holders”, e que tem a única finalidade de entupir os acionistas de dinheiro. O virtual monopólio exercido sobre o mercado facilita sobremaneira a tarefa de esfolar seus profissionais, fornecedores, clientes, financiadores, todos que tiverem o azar de atravessar os seus caminhos. Avançam agora para a etapa seguinte do projeto. A fase que denomino de Telex-Free.

Como a fonte do FIES está secando, já que as tetas estatais estão totalmente murchas, passaram a financiar os incautos que lhes cairem às mão com recursos próprios. Dinheiro para isso não lhes falta.

– Estude agora e pague só depois de se formar!

Cursos que custam R$ 200 ao mês, financiados por R$ 1.000 mais os juros. Isso acrescido de que, com a quase sempre baixíssima qualidade do ensino que está sendo aplicado, aliada à sesquipedal ignorância da maioria absoluta do alunado, entrarão burros e sairão jumentos diplomados. Só que devendo uma fortuna. Daqui há alguns anos, teremos uma imensa multidão de inadimplentes devendo até os cabelos da cabeça a estes mesmos grupos. Será a hora do nosso querido governo entrar em cena de novo e arrumar um subsídiozinho de alguns Bilhões para que estes possam quitar as suas dívidas. Eita brasilzinho danado!

TOTALITARISMO E TERRORISMO DE ESTADO

O mundo todo, liderado principalmente pelos Estados Unidos, e não estou falando só de Donald Trump, vem se encaminhando celeremente em uma direção que considero absolutamente catastrófica para a humanidade: Caminha, a meu ver, em direção a um Estado “Onipotente, Onipresente e Onisciente”.

A maldição do “Grande Irmão”, de George Orwell está sendo implantada de forma acelerada no mundo todo e não estamos nem nos dando conta. Ou, por outro lado, a grande maioria da humanidade já está tão imbecilizada pela maçiva barragem de idioticies que lhes é empurrada goela abaixo, em todos os momentos e por todos os meios de difusão, que não estão nem aí para este fato.

Nos Estados Unidos, a paranoia com “Segurança Nacional” provocada pelo 11 de setembro fez com que a neura dos órgãos encarregados de vigiar os cidadãos atingisse paroxismos nunca dantes nem mesmo imaginados pelo mais pessimista dos pessimistas. O governo americano passou a se colocar no lugar do “Olho de Horus”, o olho que tudo vê. Aquele que, emblemáticamente, foi colocado no meio da pirâmide na nota de Um dólar. Mais maçônico e mais arrogante do que isto seria impossível.

Cumpriu-se assim a profecia de Nitzsche, quando este dizia que “Nós olhamos para o abismo e o abismo olha para nós”. De tanto se amoldar, sempre visando combater o terrorismo, o aparato estatal passou a se comportar de forma mais invasiva das intimidades, e mais manipulador da vida dos pobres cidadãos, que o pior dos governos totalitários. Realizou-se assim exatamente o que queriam os terroristas: Nossa vida se tornou um verdadeiro terror!

Também no Brasil, como não podia deixar de ser, as gangues dominantes do aparato estatal (Não dá para chamar de partidos) seguiram esta tendência mundial. Os exemplos de formas de controle minuciosas sobre a vida de cada um de nós chegam ao ridículo. Apenas para embasar o argumento, basta citar que a colocação do CPF nas Notas Fiscais de compras fará com que burocratas governamentais saibam facilmente até o tipo de Papel Higiênico que o indigitado utiliza para limpar a bunda, assim como a quantidade utilizada. Basta para isso um simples cruzamento de dados através dos supercomputadores instalados nos porões do sistema.

Ocorre porem que, no caso do Brasil, as razões que estão impulsionando esta tendência ao controle totalitário do cidadão são absolutamente diferentes das razões que serviram de mantra para os gringos.

O caso brasileiro, aliás, se caracteriza por ser um caso absolutamente único, a nível mundial, e que eu denomino de…TERRORISMO DE ESTADO.

A atitude das facções criminosas que tem se revesado no topo da cadeia alimentar de predação da nação, e que poderíamos denominar sem nenhum desdouro para a sua homônima, como sendo O 1º COMANDO DA CAPITAL – ou o PCC de Brasília, tem como comportamento predominante uma das atitudes mais canalhas de que é capaz o ser humano: ELES MORDEM A MÃO QUE OS ALIMENTA! Até os animais mais selvagens, ou pelo menos a maioria deles, tem reservas para com este tipo de comportamento abjeto.

Quero dizer com isso que o imenso abcesso representado pelo pantagruélico aparato estatal de nosso país, mesmo se apoderando de forma indébita de quase 40% de tudo o que é produzido pela espoliada nação, trata sempre o cidadão que os sustenta como bandido. Mesmo a soma monstruosa de TRILHÕES DE REAIS é sempre insuficiente para sustentar a bandalheira profundamente entranhada nos genes de todos os milhares de canalhas que se locupletam nas generosas tetas estatais.

Muda, muda e permanece a mesma esculhambação! Mudam apenas os mosquitos. A merda continua exatamente a mesma!

• Os diretores de estatais continuam a viajar graciosamente para recantos paradisíacos “a trabalho”, sempre recebendo generosas diárias em dólar.

• A mesma multidão de ASPONES, todos contratados por “indicação política”, continua recebendo religiosamente seus gordos proventos e sem fazer porra nenhuma que preste.

• Os fundos de pensão continuam malbaratando as suadas poupanças dos pobres trabalhadores, em projetos de nada com coisa nenhuma e em grossas maracutaias.

• As mesmíssimas empresas estatais, algumas centenárias e que já foram fonte de orgulho nacional pelo destaque entre as congêneres do mundo, continuam a ser depenadas e desossadas pelos mesmíssimos canalhas indicados por injunções “políticas” do pior sentido.

• O fundo partidário, sempre crescente e sempre na casa dos Bilhões, continua a ser repartido irmãmente entre todos os facínoras mancomunados no estupro da nação.

• As aposentadorias nababescas e cumulativas continuam a ser dispensadas aos mesmíssimos canalhas que afundaram a nação sem dó nem piedade.

• As licitações fraudulentas e os malditos aditivos de contrato continuam a ser pagos religiosamente a todos os empreiteiros propineiros.

• Os projetos de nada com coisa nenhuma, intermináveis e sempre na casa dos bilhões, continuam recebendo aditivos e gerando pixulecos partidários da mesma maneira.

• Os juros escorchantes de uma Dívida Pública que não para de aumentar nunca, continuam a ser pagos religiosamente e a taxas que fariam corar de vergonha antigos agiotas.

• Todos os canalhas pegos com a boca na botija continuam a se escudar em um supremo que, de supremo mesmo, só tem a lerdeza e a imensa cara de pau de não resolver porra nenhuma.

E tudo continua como dantes na Marquês de Abrantes!

Fica óbvio que esta suruba generalisada, juntamente com a roubalheira “como se não houvesse amanhã”, faz com que a carga tributária, por mais escorchante que seja, não consiga nunca fazer frente a esse verdadeiro tsunami de canalhices.

Existe uma lei não escrita neste famigerado Brasil que tem se mostrado inexorável. Se ninguém tiver dito antes, podem passar a chamá-la de “A MALDIÇÃO DE ADÔNIS”. É a seguinte:

“Qualquer que seja a arrecadação tributária do Governo Brasileiro, esta será sempre insuficiente para atender a todas as despesas estatais e deixará um déficite de 7% do PIB”

Não vou me meter a dar aula de história mas, só a título de lembrança, na ocasião da constituinte de 1988, a carga tributária era de uns vinte e poucos por cento e tinhamos então um déficite de uns 7% do PIB. Decidiu-se então criar alguns impostos (ICM passou a ser ICMS e a ser cobrado em energia e comunicações) a fim de cobrir o rombo e brecar a inflação. A carga tributária elevou-se a uns 28 % do PIB. Só que, bem rapidamente estávamos com o mesmíssimo déficite de uns 7% de novo. Partiu-se desta vez para aumentar as alíquotas a fim de tapar o rombo. A carga tributária chegou a 35% do PIB. Bem rapidamente novos déficites começaram a se formar. Estamos hoje com quase 40% do PIB sendo pagos em impostos e o déficite continua em… 7%do PIB . O mais interessante disto tudo é a atitude da gangue dos “empoderados” com relação a suas vítimas. É algo mais ou menos como se eles nos enrabassem sem pena e, ao mesmo tempo, ficassem com raiva de nós por termos lhes virado as costas.

Por conta da voracidade desesperada e pantagruélica para arrecadar, corrompeu-se todo o belíssimo aparato legal do Direito Romano que vinha tornando a humanidade menos selvagem há mais de dois mil anos.

In dubio, pro reu – Na nova realidade brasileira, passou a ser… Em dúvida? CACETE SEM PENA NO REU. E o otário do contribuinte que trate de se defender junto aos órgãos arrecadadores.

“O ônus da prova cabe a quem acusa” – O otário é considerado culpado até que consiga provar o contrário. Se conseguir… O que é praticamente impossível, já que uma das partes, O Estado, é possuidor de recursos infinitos de tempo e dinheiro pra brigar. Coisa que não acontece com o Mané.

Hoje, podemos dizer sem medo de errar, que o ato de sonegar é legítima defesa (Ladrão que rouba ladrão…) e estado de necessidade (Crime famélico).

ATÉ QUANDO SUPORTAREMOS ESTA ESPOLIAÇÃO PASSIVAMENTE?

EPITÁFIO

In memorian desses gigantes, grande parte dos quais imigrantes pobres e alucinados por trabalho, cuja obra de suas vidas levou este país a sair da condição de produtor agrário para a condição em que metade do PIB era de produtos manufaturados e com altíssimo valor agregado. Hoje todas as suas empresas, com raríssimas e honrosas excessões, encontram-se fechadas, falidas, em recuperação judicial ou foram vendidas.

BARÃO DE MAUÁ (ESTALEIRO E NAVEGAÇÃO)

DELMIRO GOUVEIA (COTONIFÍCIO e HIDROELÉTRICA DE PAULO AFONSO)

CARLOS DE BRITO (INDÚSTRIAS PEIXE)

JOEL CARNEIRO (AGUARDENTE PITU)

BRENNAND (CIMENTO E VIDRO)

FRANCESCO MATARAZZO

PAVAN & ZANETTI (INJETORAS E SOPRADORAS)

VICENTI FILIZOLA (BALANÇAS)

ANTÔNIO BARDELLA (INDÚSTRIAS METAL-MECÂNICAS)

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O DESENCANTO DE ATLAS

“Ao longo dos séculos, existiram homens que abriram novos caminhos, armados apenas da sua visão”.

Um dos livros mais marcantes que já li se chama “Atlas Shrugged”, de uma autora judia nascida na Rússia, mas que viveu a maior parte da sua vida nos Estados Unidos. O nome dela era Ayn Rand.

A tradução que deram ao título do livro – A REVOLTA DE ATLAS – sempre me deixou altamente insatisfeito.

Eu sei que traduzir uma expressão idiomática é pra lascar de difícil. Muitas e muitas vezes perde-se o sentido transcedental (ou o Pathos Metafísico), ao se insistir em forçar uma tradução. Não é à toa que os italianos costumam brincar com esta contradição através do trocadilho: Tradutori? Traditori!

Procurei o sentido da expressão “Shrugged” em diversas fontes e a tradução que encontrei com mais frequência foi “Dar de ombros”. Isto, na minha modestíssima opinião, significa, em outras palavras… Deixar pra lá!…Não estar nem aí! Estar cagando e andando!

Em suma, e bem no popular: Fodam-se!… Ou, mais diretamente… Podem se foder!

A razão deste título foi o diálogo entre dois dos principais personagens do livro, Francisco d’Anconia e Hank Rearden, no qual d’Anconia pergunta a Rearden qual a sugestão que ele daria a Atlas, aquele Titan responsável por carregar o mundo em seus ombros, quando este se dá conta de que, quanto maior é o seu esforço, maior é o peso que o mundo lhe coloca sobre os ombros. É então que Rearden fica calado, incapaz de dar uma resposta razoável, e d’Anconia se encarrega ele mesmo de responder: “To shrug” (Ou seja: dar de ombros, deixar pra lá, etc…)

A imagem do gigante Atlas foi utilizada pela autora como analogia, para representar aquelas pessoas raras que, literalmente, carregam o mundo em seus ombros. São estes os inovadores, os empreendedores, os criadores dos novos negócios, das novas tecnologias, os geradores de empregos, os criadores de riqueza onde antes não havia nada mais que ideias e conversas infrutíferas. São estas pessoas raras exatamente o oposto da multidão de parasitas e aproveitadores que se locupletam às custas do esforço alheio, especialmente através da utilização malsã do aparato estatal.

É a esta classe de pessoas especiais a quem é dirigido, de uma forma toda especial e prioritária, todo o rancor e toda a inveja de que são capazes os mediocres e frustrados esquerdistas de mesa de bar, normalmente mantidos e nutridos por gordas prebendas estatais, e que pululam em nosso país atualmente. O desaguadouro natural desta multidão de incapazes passa a ser a constante luta para desfazer todo o árduo trabalho de criação e construção realizado pelos poucos Titãs existentes em cada sociedade. São os carrapatos devorando os leões.

Esta é a consequência maior deste nosso arremedo de “democracia”: a ditadura da mediocridade.

Qualquer coisa que tenha a mínima aparência de superioridade sobre esta vaga de estupidez, hoje hegemônica, passa a ser vilipendiada de todas as formas possíveis e imagináveis. Enquanto os países desenvolvidos “caçam” estes cérebros privilegiados em todos os quadrantes do mundo, fazendo uma verdadeira drenagem destas mentes especiais para que venham a contribuir com o seu esforço em busca da manutenção da sua hegemonia em termos mundiais, aqui no Brasil, ao serem criadas classes especiais para crianças superdotadas, gerou-se uma histeria nos órgãos de defesa da população contra esta “discriminação” contra as pobres crianças “normais”, já que estas seriam impedidas de participar destas turmas. Assim, nivela-se por baixo a educação desses futuros “Atlas”, eliminando assim qualquer possibilidade de que venhamos a sair desta urucubaca em que nos encontramos, mesmo que seja após mais algumas gerações.

“Quando você vê que, para poder produzir, você necessita da permissão de pessoas que não produzem nada – Quando vê que o dinheiro está fluindo para aqueles que lidam não com bens, mas com favores – Quando vê que as pessoas ficam mais ricas através da corrupção e da extorsão, do que pelo trabalho, e que suas leis não lhes protege deles, mas protege todos eles de você – quando você vê a corrupção sendo recompensada e a honestidade se tornando um auto-sacrifício – você pode saber que sua sociedade está condenada”.

Já no aspecto econômico, o grande desastre pelo qual estamos passando, esta recessão econômica que não acaba nunca, é exatamente a consequência de nossos poucos e sofridos “Atlas” terem decidido dar de ombros e deixar pra lá. Simplesmente CANSARAM!

Encheram o saco de serem eternamente feitos de imbecis pelos nossos “amados” governantes.

Qualquer pessoa que decida partir para produzir alguma coisa neste país, passa imediatamente a ser taxado de bandido, sonegador e explorador da mais valia dos pobres operários que contrata, passando a ser tratado como tal por toda uma legião de medíocres corruptos e desonestos. Todo dia chega um fiscal a sua porta ameaçando-lhe “autuá-lo”, caso não libere algum “por fora”. A roubalheira começa já na Junta Comercial, onde os bandidos inventam miríades de sutilezas legais a fim de não registrar o Contrato Social da nova empresa caso este não libere algum. Segue pela cobrança extorsiva de impostos sobre investimentos em Ativos Fixos, coisa única no mundo, onde todos os incentivos são dados aos novos empreendimentos. A lambança continua através da cobrança de uma carga tributária extorsiva já em insumos básicos e estratégicos, como energia e comunicações, e continua voraz, em todos os aspectos do negócio, até a apuração dos lucros, incertos e ínfimos, quando os há.

Ao final, se o malsinado “Atlas” dá de ombros e decide encerrar o empreendimento, verifica que negócios, no Brasil, são INFECHÁVEIS. Quero dizer com este neologismo que é praticamente impossível se fechar qualquer negócio. Os dois passivos ocultos, o tributário e o trabalhista, eliminam qualquer possibilidade de uma conclusão pacífica nas operações, já que nunca são conhecidos em sua totalidade pantagruélica.

Essa está sendo a grande mancada do PT e de toda a corriola que o substituiu no comando: acabaram com qualquer possibilidade de tesão empreendedora em nossa população. Diante do nosso quadro de descalabro governamental, teria que ter a tesão de um ator pornô, turbinado com mancheias de viagra, a fim de manter a tesão de investir aqui nesta merda de país. E olhem que eu nem mencionei a taxa de juros.

FÁBRICAS DE NADA E OUTRAS PATOLOGIAS SOCIAIS!

Um dos livros mais instigantes de Sérgio Buarque de Holanda se chama Visões do Paraíso. Nele, o ilustre historiador apresenta, com base em documentos da época, como era visto o Brasil pelos os europeus logo nos seus primórdios. Segundo o autor, éramos considerados como sendo o Jardim do Eden, ou seja, o Paraíso Celestial na Terra, local onde teriam vivido Adão e Eva. Tal raciocínio se baseava nos seguintes fatos:

1. Andava todo mundo nu e não estavam nem aí para este fato.

2. Todo mundo comia todo mundo, até literalmente. A sacanagem rolava desbragada.

3. Ninguém tinha que “Ganhar o pão com o suor de seu rosto”. A terra era tão rica de recursos que não precisava nem trabalhar para comer. As florestas tinham frutos em abundância, assim como era riquíssima em caças comestíveis. Os rios eram altamente piscosos. A vida era uma eterna festa.

4. Ninguém tinha a mínima noção do que seria um tal de “Pecado”.

Alguém ainda estranha que tantos daqueles portugueses, sujos e fedorentos, oprimidos constantemente pela Santa Inquisição, tenham se encantado com as dadivosas “cunhã porangas” e decidido abandonar seus barcos, deixando-se ficar por estas bandas, tal como fez Caramuru e tantos outros?

E aí, cara pálida? Vamos fazer um Kuarup particular, só eu e voçê? Deixa eu ser tua escrava, vai…

Pois foi exatamente aí que começou a desgraça!

Estimativas sobre o tamanho da população indígena existente aqui naquela época variam tremendamente, mas giram sempre ao redor de alguns poucos milhões. Seríamos dois ou três milhões, segundo a maioria dos autores, espalhados ao longo de um território maior que toda a Europa, incluindo a Rússia europeia. Exatamente por isto que éramos um paraíso! A natureza seguia seu curso intocada, tendo sempre tempo mais que suficiente para se recuperar de todas as agressões praticadas pelos humanos, e sem que fosse expoliada pela sofreguidão do homem branco por ter sempre mais.

Ao se estabelecer por estas bandas, os poucos homens brancos que se aventuraram a fincar raízes aqui constituiram verdadeiros harens. Viviam como pachás indianos, cercados por uma corte de concubinas, primeiro índias, depois negras. As consequências não poderiam ter sido outras: Primeiro, criou-se uma legião de mestiços que, por falta de opção melhor, passaram a ser conhecidos como “Brasileiros”. Depois, estabeleceu-se uma lenta e inexorável explosão populacional.

Devido à altíssima mortalidade infantil, associada a uma baixa espectativa de vida, fizeram-se necessários uns quatro séculos até que nossa população total atingisse valores próximos aos 20 ou trinta milhões de habitantes, a maioria absoluta composta por mulatos, cafusos e mamelucos. Quer dizer: NOSSOS AVÓS!

Daí, com o incrível avanço nas condições de higiene (água tratada e esgotamento sanitário), aliada a constantes avanços na medicina, especialmente na puericultura, a expectitativa de vida dobrou e a mortalidade infantil despencou de 20 ou 30 por cento, para algo próximo a alguns poucos por mil. O resultado foi uma verdadeira explosão no tamanho da população.

Chegamos a noventa milhões já na década de setenta. Bem recentemente, ultrapassamos a casa dos duzentos milhões de habitantes. A explosão só não está sendo maior porque as famílias, voluntariamente, sem nenhuma ajuda ou orientação governamental e à revelia das ordenações papais, reduziu a quantidade média de filhos por casal dos mais de seis, antigamente praticados, para os menos de dois atuais.

A consequência da existência em nosso país destas imensas hordas de famélicos a vagar, sem destino e sem futuro, é um desgaste brutal nos nossos recursos naturais, principalmente porque permanecemos essencialmente, tal qual os índios na época do descobrimento, uma sociedade EXTRATIVISTA.

Vivemos, apenas e tão somente, daquilo que conseguimos extrair da nossa dadivosa mãe natureza! Somos gigolôs dela. Vivemos da renda de nosso proxenetismo, ao prostituir e brutalmente degradar aquela que nos dá e mantem a vida.

Quando se exaurirem os recursos naturais, só vai sobrar a carcaça de nosso país

Não agregamos valor nenhum a nossos recursos naturais!

Vendemos nossos recursos aos gringos praticamente in natura, mal e porcamente minerados ou extraídos, sempre a preço de banana em fim de feira e visando adquirir as caríssimas bugingangas produzidas pelo engenho, arte e exaustivo labor dos povos menos aquinhoados de recursos naturais por Papai do Céu.

O que me espanta não é a pobreza crônica em que nos debatemos. Espanta-me mesmo é que, tendo uma população imensa, ainda assim não estejamos sendo forçados a retroagir ao canibalismo por carência de alimentos para saciar a população. Somos mesmo imensamente bem dotados de recursos naturais.

Bem mais da metade da nossa população não faz nada e, a outra metade, o que faz não serve pra nada

Ao contrário dos povos ricos, ao descobrirmos uma nova fonte de riquezas naturais, partimos imediata e irresponsavelmente para a gastança, gastando por conta de riquezas futuras que podem vir ou não. Veja-se o exemplo dos royalties do petróleo. Governantes cariocas incharam as máquinas administrativas de aspones e passaram a pavimentar as praças das suas cidades com granitos caríssimos. Hoje, com a queda do preço do petróleo, estão todos absolutamente falidos. Já os noruegueses, ao descobrir imensos volumes de petróleo no Mar do Norte, decidiram que toda a riqueza gerada por esta riqueza inesperada deveria ser investida em um “Fundo Soberano”, de modo que as gerações futuras, ao se esgotarem as jazidas, pudessem manter o padrão de vida elevado a que estavam acostumados. Bem parecido conosco, né?

Só para dar uma pequena ideia de nossa miséria, façamos algumas contas: Somos pouco mais de 200 Milhões de habitantes. Destes, 140 Milhões (no mínimo) tem idade entre os 14 anos e os 65 anos, estando pois aptos a trabalhar para pagar o que comem. Segundo dados do próprio governo, menos de 60 Milhões possuem emprego formal e de carteira assinada. Isto significa dizer que cerca de 80 milhões não trabalham, ou vivem de “bicos” informais. Se considerarmos que, dos 60 milhões que trabalham, apenas uns 20 milhões declaram Iposto de Renda, e destes, bem mais da metade atua em atividades que meramente representam patologias sociais, tais como Governo, polícia, tribunais, vigilantes, políticos, artistas, bancos, etc… chegamos à conclusão que só uns 10 Milhões trabalham produzindo alguma coisa que agregue valor.

Ou seja: Cada um de nós, que trabalha, tem que produzir para sustentar mais de 20 vagabundos. É mole?

Dá para estranhar que os possuidores de neurônios queiram todos ir embora desta merda de país?

PRECISAMOS DE MAIS BUROCRACIA!

O cara que criou a palavra BUROCRACIA, o sociólogo alemão Max Weber (Karl Emil Maximilian Weber, 1864-1920), sabia muito bem das coisas de que falava. Ele inventou este termo para designar um governo ideal, cujo comando se daria por pessoas sentadas em birôs, ou seja: profissionais contratados pelo governo para, de acordo com normas claras e previamente estabelecidas, consensadas com a população, agir em casos afetos a esta mesma população, sempre com total impessoalidade, transparência, desvinculado de qualquer interesse pessoal que este agente pudesse ter na questão e mantendo registros apurados de todas as ações empreendidas. Para que isto pudesse ocorrer desta forma, estes agentes do estado deveriam ter uma carreira totalmente voltada para este tipo de trabalho, regida pela meritocracia e pelo constante aperfeiçoamento de suas habilidades, proporcionando-lhes assim uma constante evolução hierárquica.

Diante da esculhambação ampla, geral e irrestrita pela qual estamos passando em nosso país, um governo que apresentasse estas características seria uma evolução enorme, já que o estado brasileiro e seus agentes se transformaram em um câncer voraz que está matando estrangulado o seu hospedeiro, a nação brasileira.

O mesmo Weber dividiu as organizações humanas em tres fases de desenvolvimento, a saber:

1. Pré-burocraticas – Onde as coisas são feitas e as decisões são tomadas sempre com base no compadrio, na amizade, ou até mesmo na base da propina. Conseguem arrancar mais do estado aqueles que possuem amigos nele instalados ou que oferecem propinas maiores. É o retrato do Brasil.

2. Burocráticas – Onde as coisas são feitas RIGIDAMENTE de acordo com as leis e as normas, independentemente desta aplicação rígida e cega se tornar problemática ou contraproducente; e

3. Pós-Burocráticas – Onde as decisões tomadas e as coisas são sempre feitas em função de aproximar mais a organização humana e seus componentes de seus objetivos maiores.

Estou dependendo atualmente de uma série enorme de serviços que, supostamente, deveriam ser supridos pelo nosso inchado aparato estatal, a saber:

1. Renovar a carteira de motorista (Eu só estou velho mas, para o governo, estou ficando é doido);

2. Renovar o passaporte (Para poder ir embora desta merda de país);

3. Requerer minha aposentadoria por tempo de serviço (Para ver se consigo algum benefício por toda aquela grana que eu paguei para estes ladrões ao longo de mais de 40 anos de trabalho);

4. Registrar uma empresa (Para ver se ainda consigo meios de pagar minhas contas) ;

5. Preparar esta mesma empresa para realizar operações de comércio exterior (Para não ficar limitado aos fornecedores mafiosos e medíocres nacionais);

6. Processar a concessionária distribuidora de eletricidade no Tribunal das pequenas causas (Pra ver se aqueles canalhas me indenizam dos enormes prejuízos que me provocaram);

7. Transferir meu título de eleitor para Recife (Pra tentar achar uma alma decente nesta latrina política);

8. Tirar uma via nova da carteira de identidade (Para poder dizer que EU SOU EU!) ; etc.

Cada uma destas atividades tem se transformado em uma verdadeira tortura chinesa.

Max Weber e o retrato do “Funcionalismo” brasileiro

Só para dar uma ideia da esculhambação:

• Ladrões explodiram o caixa do DETRAN. Por conta disso, o mesmo está sem funcionar há já uns 15 dias.

• O governo brasileiro não pagou a casa da moeda e esta deixou de entregar os passaportes. Como consequência, estou esperando há já uns dois meses para ter a minha renovação emitida. Precisa ver o acúmulo imenso de pessoas querendo tirar passaporte. (Será que é pra ir embora também?).

• Fazem dois anos que eu coleto documentos a fim de provar à previdência que eu realmente trabalhei e contribui durante 44 anos. O ônus da prova cabe ao cidadão, e não ao bando de empresas picaretas e à esculhambada previdência.

• Quanto ao tribunal de pequenas causas, recebi uma sentença favorável e a maldita concessionária decidiu apelar para ums instância superior. Assim, uma causa de R$ 5.000,00 já perambula há dois anos, feito alma penada, pelos meandros dos tribunais, sem nenhuma perspectiva de solução. O custo deste processo para o contribuinte já deve estar em dezenas de vezes o valor da causa.

Vou parar por aqui de chorar minhas misérias quotidianas. Vocês sabem bem do que estou falando.

A conclusão que eu cheguei é que o Brasil ainda está no estágio embrionário e pre-burocrático de organização social como nação. Fala-se que “Todos são iguais perante a lei” mas há sempre aquela corja de espertos que se acha “Mais igual do que os outros”. Na hora em que é pego em alguma falcatrua, a saída é sempre apelar para o famoso “SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?” Em uma nação madura e organizada, quando alguem quer ser melhor que todos os demais, a pergunta é sempre do tipo “QUEM VOCÊ PENSA QUE É?” Isso sem falar na mais absoluta decadência de todos os nossos valores morais.

Fala-se muito mal da cultura islâmica por, supostamente, fomentar a guerra santa contra os infiéis, ou seja: todos que não adotam o Islã, não aceitam Maomé (PBUH) como profeta e não veneram Alah

SEI NÃO! Morei alguns bons meses em Amman, na Jordânia, e mesmo todos sabendo que eu era cristão, nunca recebi nenhum gesto da parte de meus anfitriões que não fossse da mais absoluta fidalguia árabe.

Uma coisa porém eu sei muito bem! O código penal deles lá segue a Lei da Sharia e só tem poucos artigos:

1. MATOU? Paga com a própria vida! Esse, depois de enforcado, não vai matar mais ninguém.

2. ROUBOU? Cortam-lhe a mão, que é para ninguém esquecer mais nunca quem ele é! E também pra não dar mais nunca uma de “mão boba” em ninguém, até porque não vai ter mais mão.

3. ESTUPROU? Decepam-lhe o bilau! Esse não vai estuprar mais ninguém.

Simples! Rápido! Barato! Eficiente! E FUNCIONA QUE É UMA BELEZA! Pra todos! Sem Exceção!

Fiquei estarrecido ao ver lá agências bancárias, com enormes quantidades de dinheiro sendo contada pelos funcionários, em birôs bem em meio ao público, e sem que tivesse um vigilante armado, uma porta giratória, um alarme, uma câmera de vídeo de segurança. NADA! Lá, simplesmente, não tem ladrão.

O BRASIL PRECISA URGENTEMENTE SE TORNAR UMA SOCIEDADE BUROCRÁTICA!

Precisamos urgentemente desta “Burocracia” em que a lei é simples e direta, e é aplicada com rigor máximo e para todos. Precisamos desinfetar esta latrina em que se transformou o governo, o congresso e o judiciário.

PATOLOGIAS, DESPERDÍCIOS E ROUBALHEIRAS

Nunca, em todo o breve tempo (em termos astronômicos) em que essa lombriga presunsosa conhecida como Homo Sapiens caminha sobre a face da terra, tivemos tantas condições de fazer deste planeta um paraiso para todos os seres que aqui vivem. Em vez disso, estamos transformando este planeta lindo em uma tremenda sucursal do inferno. As razões para este monumental fracasso são muitas e complexas!

Muita gente extremamente competente tem se debruçado sobre esta questão sem conseguir respostas satisfatórias. Não creio que seja eu quem vai conseguir explicar esta questão tão complexa.

Tudo o que eu sei é que, todas as vezes que olho para uma foto como esta que está aí abaixo, só me vem à mente a impressão de que a presença humana é uma infecção bacteriana (ou virótica) na superfície da terra. Nossos aglomerados urbanos se assemelham a imensas perebas na epiderme do planeta.

Fotografia da cidade de São Paulo tirada por um satélite em órbita da terra

Em todas as inúmeras viagens que fiz à China, sempre me causou imenso espanto a intensa antropofização da superfície daquele país. Enquanto o avião dava voltas e voltas, aguardando a autorização para se aproximar dos movimentadíssimos aeroportos, pude contemplar inúmeras cadeias de montanhas totalmente “desmontadas” por máquinas, sempre a fim de aproveitar seus minerais, ou mesmo para estabelecer tabuleiro onde seriam cultivados, sempre de forma intensiva, os alimentos tão necessários para alimentar aquela multidão de UM BILHÃO E MEIO de chineses famélicos.

De forma semelhante, vi rios que não chegavam mais ao mar, como o Rio Amarelo, perto de Jinan, já que toda sua água foi utilizada para fins humanos. Vi inúmeros terrenos que estão afundando devido à intensa e excessiva exploração dos seus lençóis freáticos, sem que se dê tempo para que a infiltração lhes reponha os aquíferos. Tudo isto sem falar na intensa e onipresente nuvem de fumaça que paira eterna e ameaçadoramente sobre as principais cidades, de modo a impedí-los de ver, não mais as estrelas, mas o próprio sol em pleno meio dia. Esta é uma antevisão de como será todo o pleneta, em breve espaço de tempo, caso a humanidade não caia em si a tempo e redirecione dramaticamente seu comportamente. Isso se o efeito estufa não se encarregar de nos conduzir antes para cataclismos climáticos cada vez mais drásticos.

É gente de mais para planeta de menos! Esse é o retrato futuro de nosso país!

Quando o Brasil ganhou a copa do México, com aquela arrasadora seleção de Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto e companhia, uma marchinha cantava de forma ufanística, bem típica daqueles tempos: “Noventa Milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração”. Hoje, passados apenas 47 anos desde aquela data, caminhamos para uma população que é quase duas vezes e meia a daquele tempo. Foram acrescidas à nossa população mais de 115 milhões de pessoas.

Podemos afirmar em sã consciência que este acréscimo na nossa população nos melhorou como país?

Duvido muito! Aliás, poderia até acrescentar que, muito pelo contrário até, nos aproximou do caos.

Degradaram-se todos os indicadores de qualidade de vida e de civilidade em nosso país, neste período, em função desta explosão populacional de miseráveis. Em vez de termos milhões de cidadãos superiores, altamente qualificados profissionalmente e em termos de civilidade, cultivamos hordas imensas de seres desprovidos de quaisquer resquícios de laivos civilizatórios. Multidões famélicas, brutalizadas pela miséria, altamente dependentes de favores estatais para sobreviver e intoxicadas por ideologias rancorosas que, a fim de usá-las como massa de manobra política, instila-lhes um ódio profundo por exatamente aquelas mesmas pessoas que ainda insistem em produzir alguma coisa neste país desgraçado e que são exatamente quem, indiretamente, produz as riquezas que as alimenta.

Pequena amostra do território Chinês

Estas multidões de seres apresenta como característica maior uma total inadequação aos tempos que estamos vivendo e, por consequência, são absolutamente inimpregáveis para qualquer atividade que produza benefícios para a sociedade. Como dizia Euclides da Cunha, a distância que nos separa é de séculos de civilização. A mentalidade destes se encontra mais próxima dos primatas do neolítico do que de nós.

É exatamente a presença em nosso meio destas hordas que nos arrasta inexoravelmente para o desastre total. Para piorar, esta categoria de proto-humanos não se reproduz: Simplesmente PROLIFERA, despreocupada e desordenadamente , que nem bactérias, mesmo matando o hospedeiro que as alimenta, o nosso planeta.

A consequência maior desta proliferação desordenada de famélicos é a situação de horror, verdadeira guerra civil de todos contra todos, que vivemos atualmente em nosso país. São os cerca de 50.000 assassinatos por ano. São os mais de 600.000 prisioneiros engaiolados em condições sub-humanas, já que sub-humanos eles são. É a carnificina quotidiana do trânsito, onde morrem anualmente outros 50.000 e nos presenteiam com uma multidão de aleijados e deformados. É o salve-se quem puder de uma política nojenta, onde aqueles que foram eleitos para representar e liderar a população, passam a parasitar de forma vampiresca os recursos públicos. Tudo coadjuvado por uma degradação moral de fazer inveja a Sodoma e Gomorra.

Assim, para que se mantenha tampada esta verdadeira panela de pressão social, faz-se necessária a contratação de mais de 600.000 policiais, lado a lado com mais de UM MILHÃO de “seguranças” particulares, todos insuficientes para dar um mínimo de paz e segurança a qualquer cidadão, haja vista os milhões de humanóides psicóticos a vagar pelas nossas ruas e avenidas em busca de suas próximas vítimas.

E o governo? Quando age, é atrasado e de forma grotesca e demagógica, sempre dando risíveis explicações para situações inexplicáveis. Quando tenta fazer algo, é de forma atabalhoada e farsesca, sempre jogando em busca da aprovação de uma patuleia semianalfabeta que forma a famigerada “Opinião Pública”.
Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonastes?

Bolsonaro! Assume logo o comando desta merda!

TÔ PAGANDO…

Desde que eu me entendo de gente que trabalho em indústrias. Comecei como ajudante de mecânico, aos 16 anos e, de lá para cá, nunca mais parei. Depois de formado, aos 22 anos de idade, sempre atuei como engenheiro industrial. Nunca me arrependi desta decisão, mesmo estando plenamente consciente da guerra de extermínio que foi promovida pelos governos petistas contra a indústria nacional. O encolhimento deste setor da economia nos últimos anos, período em que se promoveu um esforço frenético para nos levar de volta à era medieval, foi fruto da decisão de se investir pesadamente em monumentais imbecilidades como a agricultura familiar e a “reforma agrária”, ao mesmo tempo em que se desmantelou todo o aparato de desenvolvimento tecnológico nacional, aparato este que foi montado pelos militares e que nos custou muito tempo e muitos bilhões de dólares, através da nomeação de “cumpanheiros” para dirigí-los.

Lado a lado com esta atividade na engenharia, meu “lazer sempre foi ensinar em faculdades. Estou perto de completar quarenta anos que ensino em faculdades. Em Recife, só não ensinei em todas porque, recentemente, abriu-se uma pletora de novas instituições que não conheço. Como já cursei seis cursos de mestrado, em diferentes áreas do conhecimento, ensinei nos mais diversos cursos: Administração, economia, arquitetura, engenharias diversas, psicologia, e por aí vai…

Só um desses meus mestrados mencionados acima tem validade e reconhecimento no Brasil, já que os outros todos foram todos cursados no exterior, em países como Estados Unidos, Japão e Espanha. O mestrado brasileiro é em economia, com foco em Comércio Exterior e Relações Internacionais. Obtive este grau de Mestre na valorosa Universidade Federal de Pernambuco.

Sempre me considerei muito mais um “Orientador de Aprendizado” que propriamente “PROFESSOR”, assim como sempre tive um prazer imenso e indescritível em trabalhar com jovens universitários. Seus sonhos, seus planos, suas esperanças, suas lutas, sempre tiveram sobre mim o efeito de despertar sentimentos maravilhosos de confiança no futuro por saber que meus filhos e netos poderiam usufruir da convivência de pessoas maravilhosas nos dias que ainda estariam por vir, mesmo quando eu já não estivesse mais aqui. Onde hoje eu chego, uma das coisa que mais me dá satisfação e orgulho é ser reconhecido por algum ex-aluno e ser chamado carinhosamente de professor.

Só que todos estes sentimentos maravilhosos estão se acabando! Explicarei abaixo por que isto ocorreu.

Depois do maldito dia em que hordas de sindicalistas analfabetos, ávidos por conquistar o poder e sequiosos por se locupletar nas mais diversas posições do nosso obeso aparato estatal, passaram a comandar os destinos desta nação, observamos uma virada de 180 graus na direção para a qual este país está sendo encaminhado.

Mudaram radicalmente as prioridades! Estabeleceram-se prioridades totalmente novas!

Em lugar do velho adágio do “Honra ao Mérito”, passou-se a empurrar goela a baixo da nação a ideia de que o ideal seria a busca por uma mediocrizante suposta “igualdade”, busca esta que deveria ser realizada a qualquer preço e doa a quem doer. Buscava-se a igualdade mas só da boca para fora. Para a gangue que se apoderou do governo, manter-se-ia sempre a condição de privilegiados no mais alto grau, e sempre muito “mais iguais que todos os demais”.

Em paralelo com esta nojenta falácia, passou-se a privilegiar uma forma de “caridade” abjeta, supostamente para compensar indefinidas injustiças sociais que alguns grupos minoritários teriam sofrido ao longo do nosso processo histórico de formação. Foi com base em mais esta falácia que passou-se a direcionar um leque enorme de ações afirmativas, na realidade subsídios e doações estatais, sempre a fim de sanar estas supostas injustiças sociais: Bolsas família, bolsa presidiário, política de cotas nas universidades, nos empregos públicos, etc., delegacias especiais voltadas para os mais diversos públicos (idosos, negros, gays, mulheres, turistas, o diabo a quatro), legislação especial visando a “proteção” destes supostos desamparados (a homofobia, a violência contra a mulher, o preconceito racial, a desigualdade de renda, etc.)

Passamos a viver uma situação extremamente paranóica e esquizofrêncica: De um lado, uma busca neurótica e obsessiva por uma suposta “igualdade”, cuja definição difusa nunca foi claramente definida. Por outro lado, outra paranóia, só que, desta vez, em sentido totalmente oposto: a busca por privilegiar segmentos que supostamente seriam merecedores de compensações por uma “dívida social” que ninguém também sabe ao certo o que diabos isto quer dizer exatamente.

Com esta visão tronxa do mundo, foram criadas e cevadas extensas multidões de bebês chorões, sempre esperneando e demandando maiores mamatas nas gordas tetas estatais. Passaram todos a ser detentores de vultosos “direitos”, sem que lhes fosse cobrada nenhuma contrapartida de deveres, os quais justificariam e embasariam estes mesmos direitos. A grande missão do aparato estatal passou a ser a manutenção destes imensos grupos de parasitas devidamente saciados. A palavra da hora passou a ser REINVIDICAR!

Como não podia deixar de acontecer, esta mudança dramática na visão predominante do mundo veio desaguar nas nossas faculdades e universidades. Em lugar de simples alunos, transmutaram- se em hordas de reinvidicantes, sempre cheios de supostos direitos e nunca responsáveis por dever nenhum. Nós, professores, passamos a ser assediados e agredidos diuturnamente por verdadeiras hordas de vândalos e tiranos, verdadeiros aprendizes de Átila, o huno, ou Pol Pot. Todas as deficiências da educação doméstica deste jovens afloraram em plenitude nos ambientes universitários.

Pequena amostra do atual ambiente educacional brasileiro

Para acabar de piorar este quadro que, de per si, já seria aterrador, passamos a assistir uma crescente mercatilização do processo educacional em nosso país. Isto se deu, principalmente, pela formação de grandes grupos empresariais voltados para a educação superior, sempre bancados pelos gordos subsídios do FIES e pela captação de vastos volumes de dinheiro através da venda de ações em Bolsa de Valores. Isto veio a agravar ainda mais o carater empresarial e mercantilista deste setor. A educação superior passou a ser considerada, cada vez mais, como sendo meramente um “PRODUTO”, ou mesmo uma mercadoria, a qual deveria ser “comercializada” sempre de forma a maximizar o lucro dos investidores, e em detrimento absoluto dos demais “stack holders”. O que deveria se constituir uma alternativa valiosa ao grande desastre das Universidades Federais, transformadas em carésimos antros de doutrinação marxista e totalmente desvirtuadas de sua função original, passou a se constituir em mais um fator determinante do formidável fracasso de nosso país como nação.

Diante deste estado de coisas, não causa mais surpresa alguma a cena teratológica na qual me vi inadvertidamente envolvido recentemente: um determinado aluno de engenharia, ao informar sua turma que, por motivo de força maior, teríamos que proceder a uma pequena alteração no seu quadro de horários, imediatamente este se viu embuído de uma ira divina contra a direção da faculdade. Passou a gritar comigo e, em altos brados, afirmava que seus direitos estariam sendo violados e que a administração da nossa faculdade seria uma bagunça e que nós seríamos um bando de incompetentes. Respondi-lhe o mais educadamente que me foi possível, (apesar da tremenda descarga de adrenalina no sangue e da vontade louca de rodar-lhe o braço no fuçinho) que nos foi impossível de prever esta dificuldade.

Foi aí que veio a bomba: – Pois devia ter previsto! Eu estou pagando, e em dia!

ACHO QUE DEVO ME APOSENTAR! Não tenho mais nervos para aguentar isso…

O PONTO DE MUTAÇÃO

Os romanos adoravam um Deus de origem etrusca altamente peculiar. O mesmo possuía duas faces: Uma, barbada, sempre contemplando o passado. Outra, sem barba e mais jovem, sempre contemplando o futuro.

Era considerado o Deus das mudanças. Era conhecida como Jano e é o Deus tutelar de todos os começos e, ao mesmo tempo, é o patrono de todas as coisas que se findam. Indica a dualidade das coisas terem que se extinguir, de modo a abrir espaço para que o novo possa surgir. É o Deus das grandes mudanças e transições.

Seu nome deu origem ao mês de janeiro (januarius, em latim), mês no qual todos os anos se iniciam. O mesmo foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio (715-672 a.C.), sucessor de Rômulo, personagem histórico-mítico que, segundo Plutarco, teria fundado Roma em 21 de março.

O Brasil deveria fazer muitas e grandes oferendas aos Deus Jano pois, segundo podemos facilmente constatar, estamos atravessando as fortes turbulências decorrentes do fato de estarmos passando por um “Ponto de Mutação”, tal e qual a genial definição de Fritzjof Kapra. As crises política, econômica e moral atingiram todas o seu pico ao mesmo tempo.

Toda a atual crise brasileira advém do fato de estarmos com a modernidade batendo à nossa porta, ao mesmo tempo em que as estruturas arcaicas e putrefactas se recusam ferozmente a deixarem as posição de mando e de privilégio. “Crise é quando o novo quer entrar e o velho não quer sair”, asseverou com extrema sagacidade uma das figuras mais abjetas que frequentou este planeta no século XX: Antônio Gramsci.

E olhem que facínoras foi o que não nos faltou ao longo deste século, mas este realmente foi especial.

É, em grande parte, por conta das idéias deste mesmo facínora que estamos assistindo ao esfacelamento acelerado da sociedade brasileira. Em vez de simplestemente tê-lo encarcerado naquela ocasião, uma bala de R5,00 na nuca deste bandido teria resolvido a questão, impedindo que escrevesse os seus famigerados “cadernos do cárcere” que infernizaram tanto a humanidade nos últimos anos.

Vamos ao bestialógico da situação atual da nação brasileira:

Fonte: World Health Organizatio e Sistema de Informações do SUS. Elaboração do colunista

Segundo a World Health Organization, morreram 1.250.000 pessoas no mundo devido a ferimentos provocados por acidentes de trânsito no ano de 2013. Destas, 90% das mortes ocorreu em países de baixa e média renda. O Brasil apresentou uma taxa de 23,4 mortos por cada 100.000 habitantes neste ano (A informação do SUS é um pouco menor). Nas Américas, só foram pior que nós a Venezuela, com 45,1; a República Dominicana, com 29,3; e Belize, com 24,4. Estamos, pois, um pouco acima da média mundial e apresentando padrões de segurança no trânsito similar aos países africanos. Apenas para efeito de comparação, a média na Europa é 10 e, se considerarmos apenas os países da Europa Ocidental, esta média cai para algo menor que 3. Ou seja: praticamente um décimo da carnificina que praticamos em nosso trânsito. Se considerarmos que eles tem cerca de 5 vezes mais automóveis em relação à população, significa dizer que nós matamos cerca de 50 vezes mais pessoas para cada automóvel que roda em nossas ruas. E, o que ainda pior, a tendência parece claramente ser de agravamento desta situação. Temos dezenas de diferentes órgãos dando palpites estabanados nesta situação e o descalabro segue incólume. Caminhamos aceleradamente para a condição da África.

Mesmo este sendo um exemplo absolutamente pavoroso, há dados ainda piores. Continuemos nossa teratologia escatológica das entranhas do Brasil!

No ano de 2014, morreram quase 60.000 (Sessenta Mil) pessoas assassinadas no Brasil. Partimos de um patamar de 25 mortes por cada 100.000 habitantes, para o patamar atual de quase 30 mortes. Considerando que a distribuição desta matança se dá de forma desigual ao longo de nosso imenso território, podemos afirmar que Estados e regiões inteiras são enclaves só comparáveis ao Afeganistão. Só que lá, as mortes se devem a uma guerra sem trégua e que se extende há décadas, o que não é (aínda) o nosso caso. Mesmo a África, sempre utilizada como epítome do atraso e da ignorância, apresenta números que são UM TERÇO dos que aqui enfrentamos. Se formos comparar com a Europa, podemos dizer que nosso país só é comparável ao Iraque, a Síria, o Viet Nan, quando no auge de sua guerra contra os gringos, e por aí vai.

A esta altura, nossa valorosa polícia, cansada de combater com velhos 38 bandidos armados com equipamentos pesados que nem as nossas Forças Armadas possuem; ver seus companheiros (heróicos pais de família) morrerem inultimente; e mesmo assim aínda serem taxados de “Forças de Repressão” das “elites”, estes decidem partir para a ignorância. Dá pra achar ruim?

Segundo a OMS, a média mundial é de 10% das mortes se deverem a causas externas diversas. O nível de violência por aqui já é tal que nossa média é de 14%.

Começou a entender porque é que tem tanta gente se organizando pra ir embora desta merda de país?

DEMOCRACIA PLEBISCITÁRIA

Há cerca de dois anos atrás, escrevi no JBF o artigo abaixo:

“Nunca o Barão de Itararé esteve tão correto como no momento em que afirmou que “A administração Pública do Brasil está cada dia mais parecida com a privada”! O Governo Brasileiro virou uma tremenda suruba incestuosa: Deputados e Senadores são cooptados para serem ministros, aliados, submissos e sem nenhuma expressão. Todos, comprometidos apenas com a defesa da retaguarda de quem os indicou para a sinecura, inclusive os indicados para os mais diversos tribunais. Todos comprometidos até a raiz dos cabelos com a charqueada que estão promovendo com os recursos públicos.

Devemos ser o único caso, no mundo, em que os facínoras que vão ser auditados e julgados, decidem e aprovam entre si quem dentre aqueles com os quais estão mancomunados vai ser o juiz e o auditor!

Benesses e sinecuras são distribuídas a mancheias a fim de assegurar a famigerada “Governabilidade”. Isto quer dizer apenas o seguinte: Se não subornarmos esta alcateia de lobos esfomeados, não tem quem consiga se manter no poder nesta espelunca. Se o coitado do Barão de Montesquieu saísse da sua tumba e visse o que estão fazendo em seu nome, com a divisão da administração em 3 poderes “Independentes e harmônicos”, daria alguns saltos numa perna só e arrancaria os cabelos. A única coisa que tem nos salvado do total e absoluto desamparo tem sido o Ministério Público, este 4º poder que foi criado pela constituição de 1988 e que, apesar de ser mais uma “Jabuticaba”, graças a Deus não foi ainda engrupado para participar da grande bacanal que está sendo patrocinada pelo erário, e que nós, pobres cidadãos, só participamos entrando de ré e com as calças arriadas, se é que me entendem.

A lambança já chegou a tal ponto que qualquer mudança menor, servirá apenas para acomodar e deixar tudo exatamente como está. Se não, vejamos:

• Eleição para Deputado, Vereador, Prefeito, Presidente… – Os candidatos serão os mesmíssimos canalhas que aí estão, se candidatando pela enésima vez, pelos mesmíssimos partidos de nada com coisa nenhuma, seguindo as mesmíssimas regras escrotas que aí estão.

• Planos Governamentais – Serão sempre conduzidos pelos mesmíssimos analfabetos, corruptos e ideologizados, sem competência nenhuma para realizar nada do prometido.

• Mudanças na Legislação – Pra que? Já tem lei até demais. Pra variar, que tal obrigar essa corja que nos infelicita a tomar vergonha na cara através de punições severas?

Nunca, na história deste país, houve uma dissonância cognitiva tão completa e absoluta entre o que quer a população que ainda raciocina, e o que deseja as hostes governamentais e políticas de todos os partidos.

A população quer menos ministérios. Uns 5 ou 6 bastariam. A politicalha quer igualar Ali Babá: Mínimo de 40, que é para poder acomodar todos os comparsas na mamata.

A população quer que o governo não gaste mais do que 20% do PIB (o que já é muito), reservando o que arrecadar a mais para reduzir a dívida monstruosa e realizar obras prioritárias e que gerem oportunidades econômicas. A gangue que nos infelicita quer dar bolsas para todo e qualquer “looser” da sociedade que possa votar neles: Sem terras, presidiários, prostitutas, quilombolas, boiolas, desocupados, e por aí vai; assim como acomodar todos os milhares de companheiros na estrutura governamental. Estes só desejam privilégios, aqueles só desejam oportunidade igual.

A população quer o predomínio da competência, quer a retomada da tradição do “Honra ao Mérito”, quer o incentivo a uma competição sadia e frutuosa, quer a aposta maior nos talentos que se destacam. A politicalha quer a implantação do “Mediocristão”. A terra em que todo mundo será medíocre e a miséria compartilhada. Quem se destacar será severamente punido.

A população quer: melhor assistência médica, melhores escolas, melhores estradas, melhor transporte público, tribunais mais céleres na execução de contratos, garantia da propriedade privada. A politicalha quer aumentar seus próprios salários, vantagens e mordomias.

Dá para mudar tudo isso com pequenas mudanças incrementais? Eu não creio! A meu ver, estamos inclusive chegando a um ponto de ruptura do tecido social.

Eu sei bem o quanto a nossa população é de uma passividade bovina. Reclama, reclama e, ao final, fica que nem aquele anedótico corno “bufante” da piada. Aquele que, ao descobrir que é corno, fica bufando, bufando, e não faz absolutamente nada com o “urso” ou com a traidora. Fica todo mundo, e cada um, quieto no seu canto, só esperando que algum outro dê a primeira tapa.

“Aqueles que fazem uma revolução pacífica impossível, fazem uma revolução violenta inevitável.” John F. Kennedy

Só tem um pequeno porem: Quando alguém der a primeira tapa num desses canalhas, vai ser um verdadeiro frenesi. Uma catarse coletiva. Não tem cão no mundo que segure a energia de uma população irada e furibunda. Os inúmeros casos de linchamento recentes estão aí para não nos deixar mentir.

O grande filósofo Bertrand Russel comparava a cegueira humana para ver estes pontos de descontinuidade ao peru de natal. Durante uns 1.000 dias ele foi alimentado e bem tratado pelos humanos. “Vejam como é harmoniosa a relação entre nossa raça, os perus, e os seres humanos. Todo santo dia eles nos alimentam e se preocupam conosco.” Um belo dia, saído do nada, surge a figura do cozinheiro e, sem mais nem menos, degola o pobre do peru.

A essa altura do campeonato em que nos encontramos, só vejo como caminho para sairmos deste terrível beco sem saída a que nos conduziu o reinado de Sua Majestade, Lularápio I, cognominado O Brahma: UMA GRANDE CONSTITUINTE!

Vamos repensar que país queremos para nossos filhos e netos. Só que não podemos deixar estas decisões para a corrompida classe política que está no poder. Todos os pontos críticos, escolhidos e detalhados para a população por comitês de notáveis, deveriam ser submetidos a plebiscito. Só que não pode ser como o plebiscito do desarmamento, em que o povo decide uma coisa e o sátrapa de plantão implanta outra totalmente oposta.

Ou isso, ou o Armagedon!”

Pois bem! De lá para cá, derrubamos a jumenta, desalojamos a gangue do PT do comando da nação, quase exterminamos essa classe de parasitas na última eleição, boa parte desta gangue esta presa ou, pelos menos, prestes a sê-lo, etc. etc.etc. Eu sei que só isso já foi muita coisa. Só que não basta!

A multidão de parasitas inescrupulosos que está encastelada nas miríades de reentrâncias do poder é tamanha que se torna dificílima de ser exterminada. São como baratas: sobrevivem a tudo. Veja-se os exemplos de Renan Calheiros, Romero Jucá, Sarney, Jader Barbalho, Fernando Bezerra, et alia. Já delegaram a canalhice a seus descendentes e, se deixarmos, continuará mamando gordamente nas tetas estatais até o dia do juízo final.

Já chega, né? Já mamaram demais! Minha modesta sugestão é a proposta da seguinte PEC:

ART. 1º – QUEM MAMOU, MAMOU! QUEM NÃO MAMOU, VÁ MAMAR EM POLODORO!

ART. 2º – Revoguem-se todas as disposições em contrário.

A partir daí:

• Redução pela metade dos deputados e senadores. Demissão sumária de todos os aspones e extinção de todas as mordomias, em todos os níveis e repartições do governo. Executivo, legislativo e judiciário.

• Fica o estado brasileiro, em todas as suas formas, TERMINANTEMENTE PROIBIDO de dar qualquer bolsa, benefício, isenção, subsídio, incentivo, o caralho, a quem quer que seja. Com meu dinheiro, não!

• Todas as propostas de Projeto de Lei deverão ser submetidas a plebiscito. Os meios eletrônicos estão aí para isso mesmo, apesar da possibilidade de manipulações Toffolianas dos resultados, tal qual ocorreu na eleição “apertada” (e bote apertada nisso. Duas horas passam voando…) da jumenta peidante.

MEUS “HERÓIS” MORRERAM DE OVERDOSE!

Durante toda a história da humanidade, os sábios e iluminados sempre enfatizaram a natureza complexa da espécie humana. Quase todas as civilizações da antiguidade chegaram a considera-la, inclusive, como sendo tripla, daí a universalidade do mito da esfinge, esta estranha criatura cujo corpo seria semelhante ao de ruminantes ou feras, a cabeça seria assemelhada à de um animal considerado nobre, tal como o leão, ou até mesmo a do próprio faraó, e seria dotada de asas imensas e poderosas.

É uma alegoria belíssima!

Assim seria a espécie humana!

Manticore (Pérsia), Quimera (Etrusca), esfinge (Assíria,) esfinge grega e Manussiha (Tibet e Burma)

O corpo ruminante seria a nossa parte mais primitiva e instintiva. Corresponderia àquele núcleo central de nosso cérebro que é exatamente semelhante aos répteis, e do qual se originou e desenvolveu a parte mais nobre do nosso cérebro ao longo da evolução. A cabeça representaria o intelecto, nossa função cognitiva. A consciência que, segundo todas as evidências, parece ser dom único da espécie humana. E, finalmente, as asas; representando o nosso espírito, sempre livre para voar. Assim, como as nossas representações deixam bem claro, o ser humano parece ser uma bricolagem de componentes desconexos.

Outros sábios, como Mani, simplificaram este modelo, reduzindo-o a apenas dois componentes, corpo e alma, como consequência de uma luta cosmogônica entre o bem e o mal. Mesmo simplificado, permanece a característica básica de uma fragmentação geradora de uma dicotomia um tanto quanto esquizofrênica. Seríamos uma eterna luta entre as demandas do corpo, voltadas para coisas terrenas e físicas; e as demandas da alma, voltadas para as coisas mais etéreas e sublimes.

Não foi por outro motivo que Nietzsche definiu o homem como sendo “Uma corda atada entre o abismo e o infinito”, em Assim Falou Zaratustra. Ou que Santo Agostinho nos definia como sendo “Um anjo cavalgando um porco”. Já o nosso poeta maior, Augusto dos Anjos, se dizia “Filho do ácido e do amoníaco, animal de pruridas rutilâncias”. Todos enfatizando o fato dos seres humanos serem capazes das obras mais sublimes e, ao mesmo tempo, capazes também das atitudes mais abjetas que se possa imaginar. Seríamos assim algo como um intervalo, aberto em ambas as extremidades, em termos de comportamento. Mas por que mesmo dessa digressão a respeito da natureza humana? Devem estar se perguntando meus parcos leitores. Calma que já chego lá!

Kurt Gobain, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Elvis Presley, Marylin Monroe, etc. R.I.P.

Um dos nossos roqueiros já falecidos, Cazuza, afirmou em uma das suas canções mais famosas que seus heróis teriam morrido de overdose. Que heróis malditos seriam esses que se destruíram VOLUNTARIAMENTE através de um mergulho total na inconsciência, na fuga mais abjeta da sua condição de humanos e, consequentemente, de seres pensantes, conscientes e responsáveis por toda a eternidade pelos seus atos? Heróis altamente neuróticos, completamente desajustados, personalidades fragmentadas e torturadas, sempre perseguidas por miríades de demônios ancestrais vindos só Deus sabe de onde e porque. Este é o “Olimpo” de pseudo-heróis que tem sido oferecido como quadro de referência comportamental à nossa juventude. Apresentamos as fotos apenas de alguns deles. Poderíamos prosseguir com esta lista por um longo tempo. Artistas como Amy Winehouse, Michael Jackson, e por aí vai…

Poder-se-ia pensar (Gostaram da mesóclise? Estou me adaptando aos tempos de Temer.) que este fenômeno de total desencanto e desespero diante da vida se resume aos países centrais, muito especialmente ao mais neurótico de todos eles: os Estados Unidos.

Nada mais longe da realidade!

O desespero deles é o desespero da riqueza. De quem tem tudo e não precisa lutar muito por mais nada na vida. Exatamente o oposto de nosso caso, onde o desespero é de quem não tem quase nada e, o pouco que tem, é espoliado todos os dias por uma casta de bandidos infames que se apoderou do aparato estatal e fez da parasitagem sua forma de vida, impedindo que todos os demais da população possam ter qualquer esperança de sair desta urucubaca maldita.

A mim parece que a ressaca moral deste mergulho no desespero está sendo muito mais agressivo aqui por nossas bandas, dadas as nossas infelizes circunstâncias.

Alguém se espanta com esta opção preferencial por um mergulho no mundo das drogas e da inconsciência que está sendo praticado diuturnamente por nossa sofrida e desesperançada juventude?

Alguém se admira pelo profundo desencanto com tudo, que permeia nossa população em todos os seus estratos, dos mais ricos aos mais pobres?

Alguém ainda se admira que as atividades econômicas, em nosso país, tenham se transformado em uma verdadeira selva? Um vale tudo em que o que interessa é fazer dinheiro a qualquer custo, “duela a quien duela”, como diria aquele célebre líder da gatunagem nacional?

Cássia Eller, Elis Regina, Renato Russo, João Gordo e Raul Seixas. Descansem em Paz!

Estamos nos encaminhando celeremente para um profundo mergulho no caos!

Será a “tempestade perfeita”, em termos sociais. Vejamos por que:

1. Todos os padrões de comportamento socialmente aceitos, e que foram desenvolvidos ao longo de séculos de evolução da humanidade, estão indo rapidamente para o lixo. Respeito, honra, gentileza, civilidade, honestidade viraram piadas de mau gosto. Coisa de otários.

2. Todos os rituais sociais que enfatizavam valores que, por sua vez, moldavam os comportamentos, estão se extinguindo rapidamente. Sobrevivem apenas em pequenos enclaves sociais mais conservadores. A consequência é o item 01 acima.

3. Todos os sinais exteriores de pertencimento, sinais indicativos de princípios e valores do de cujus, estão se diluindo em uma grande sopa de baixarias. Todos tatuados, tal e qual se estivéssemos em um grande presídio. Todos os efebos andróginos usando brincos de strass na orelha, comportando-se com gestos elétricos e efeminados, usando rabo de cavalo e afirmando QUE NÃO SÃO GAYS. Todas se vestindo como as prostitutas costumavam se vestir e afirmando que não são devassas.

4. Abandono total daquele velho sonho de transcendência, partindo de nossa condição de simples humanos e em busca de uma evolução em direção ao divino. O sonho realmente acabou!

Decididamente, parece que a opção, consciente ou não, especialmente aqui nas bandas deste Brasil malassombrado, foi por um mergulho na condição de porcos, e não de anjos.

E EU SOU O NOVO PROFETA DO APOCALIPSE!

ALIENAÇÃO CONSCIENTE

Durante muitos séculos, e há até bem pouco tempo, o acesso a informações era a grande fonte de poder. Foi por exercer um verdadeiro monopólio sobre a escrita e, consequentemente, sobre o acesso às informações, que a igreja católica pode se manter acima de todas as cabeças coroadas da cristandade por quase dois milênios. Durante todos estes séculos a luta das pessoas mais esclarecidas, sempre em busca de uma fuga à opressão exercida pela igreja, foi exatamente a busca pelo acesso à imensa montanha de informações que esta ocultava dos olhares curiosos. Não foi coincidência que a descoberta dos tipos móveis, por Gutemberg, em 1455, tenha sido seguida algumas décadas depois pelo grande cisma provocado na igreja católica por Martinho Lutero, em 1517. Ao disseminarem-se as informações, aumentou exponencialmente o volume de questionamentos.

A Bíblia de Gutemberg foi a base e a preparação para a revolta de Lutero

Hoje, com a explosão da internet, o mundo todo é um grande e único cérebro. Qualquer pessoa, sendo possuidora apenas de um simples equipamento de acesso à rede, pode acessar e pesquisar quase que todo o conhecimento acumulado pela humanidade ao longo dos séculos. O céu é o limite! Estamos vivendo no “Admirável Mundo Novo”!

Só que, da mesma maneira que são infinitas as possibilidades que se abrem com a NET, são infinitos também os perigos que se apresentam através dela.

O principal ponto que tem despertado a minha atenção nestes últimos tempos tem sido exatamente um desses perigos: a homogeneização da quase que a totalidade de nossa população em uma condição de profunda vulgaridade que denomino “O Imbecil Cibernético”. Esta criatura é aquele tipo de estúpido que passa o tempo todo acessando blogs vulgares e banais, digitando mensagens totalmente irrelevantes em seus grupos, “postando”(sic)(ECA!!!!) fotos, normalmente “selfies” (sic de novo)(ECA de novo!!!!) de um narcisismo pífio, ou mesmo dando palpites da mais absoluta imbecilidade sobre assuntos de uma banalidade pungente e que a ninguém normal deveria interessar. Só que, como a quantidade desse tipo de imbecil é imensa e predomina na humanidade, o que não falta é imbecil de igual jaez para lê-las. Automatizou-se a imbecilidade!

Tamanho volume de puerilidades e banalidades disputando alguns milésimos de segundo da atenção deste bestificado títere fez com que se passasse a apelar para alguns artifícios, de modo a prolongar o tempo que este dedica ao assunto que lhe é apresentado. Dentre os mais usados, podemos destacar os seguintes:

1º) Brutalidades e violências cada vez maiores; Cenas escatológicas que permanecem aterrorizando e embrutecendo por muito tempo a mente de todos aqueles que dão o azar de acessá-las e vê-las

2º) Montanhas de banalidades engraçadinhas, cenas de hedonismo explícito de todos os tipos;

3º) Aberrações dos mais diversos tipos e modalidades: Sexuais, comportamentais, etc. Parece que nada mais é normal neste mundo. O normal é não ser normal!

4º) O grotesco e desviante como sendo o padrão estético e moral de nosso tempo e, por fim;

5º) Atingimos o ápice da estupidez ao ver premiadas monetariamente páginas especializadas na criação de factoides absolutamente falsos e que, por suas características de plausibilidades, despertam uma comoção imensa em todos os incautos que dele tomam conhecimento, gerando assim um imenso fluxo de acessos, objetivo final da patifaria praticada.

Este imenso tsunami de informações bestificadoras, vindo continuamente e de todas as direções sobre os combalidos neurônios dos desafortunados indivíduos do nosso tempo, que já de per si não foram muito bem instrumentalizado pelo nosso ridículo sistema educacional (?) para a realização de qualquer crítica que seja, faz com que estes se transformem em verdadeiros zumbis, transformando a nossa quotidianidade em uma paródia de filme dos “Walking Deads”.

Este trabalho de abestalhamento e embrutecimento da nossa população já vêm de longe, tendo sido praticado com denodo e pertinácia pelas nossas redes de televisões há décadas. Foi um longo processo de avacalhação de todos os princípios e valores morais que só agora, com a imensa ajuda da internet, está atingindo o seu ápice. Transformamos este país em um imenso bordel escatológico a céu aberto.

A consequência de todo este movimento em direção a só Deus sabe o que, com certeza nos conduzirá a uma imensa clivagem intransponível em nossa população. De um lado, ficará a imensa e absoluta maioria, composta por seres que mal e porcamente podem ser chamados de humanos, altamente bestificados por uma visão do mundo tosca e em busca da satisfação imediata de seus pobres prazeres, cujos valores morais se assemelham aos de um bordel de caminhoneiros na beira de uma estrada, sem referências estéticas mais ricas que as músicas choramingadas por jovens efebos com cara de gay ou por louras oxigenadas com cara de prostitutas, e cujos guinchos se assemelham a uma gata parindo. São assim intoxicados diuturnamente por essa barragem intransponível de mensagens estupidificadoras e monopolizantes das suas mentes.

Do outro lado, uma pequeníssima minoria que se recusou a participar desta festa pobre!

As características definidoras dessa verdadeira ELITE (que não tem nada a ver com aquela empulhação apregoada pelo execrável Lula, de abominável memória), ou aristocracia, são as seguintes:

1. Manutenção rigorosa dos valores morais tradicionais em seu grupo social;

2. São todos cidadãos do mundo, na mais completa acepção da palavra: Falam outros idiomas, acompanham atentamente o que se passa em outras regiões do mundo, etc.;

3. Abstém-se de serem tragados por esse tsunami de vulgaridades através de um afastamento seletivo dos seus meios de disseminação: Não assistem à televisão aberta, só acessam páginas cujo conteúdo lhes interessa, usam com parcimônia os meios de comunicação mais invasivos, etc.

4. Afiam continuadamente seu senso crítico diante de todas as notícias que lhes são impingidas por meios de comunicação parciais, corruptos, venais, ideologizados, manipuladores, etc.

5. Prezam imensamente uma educação clássica, com ênfase nas grandes realizações da humanidade: Na filosofia, na música, na política, na ética, nas ciências, etc.

6. Não possuem necessariamente grandes recursos financeiros. Vivem com modéstia e dignidade, sem que absorvam a sofreguidão consumista predominante em nossos tempos.

7. Sentem-se totalmente excluídos e marginalizados em sua própria terra. Não se sentem como fazendo parte desta sub-raça de humanoides que se espraiou pela “terra brasilis”.

Por último, e talvez esta seja a característica mais importante de todas…

8. Estão todos se aprontando para ir embora desta malsinada terra, tão logo reúnam todas as condições necessárias para tal. Só virão aqui de volta como turistas, ou para visitar parentes que aqui ficaram sofrendo as agruras desse imenso pântano moral.

No dia que o último deles se for, isto aqui terá percorrido todo o caminho de volta à lei da selva, completando-se assim o ciclo. A única atividade econômica então será o escambo com os gringos. Em troca de miçangas eletrônicas, permitirão que estes se apossem e levem para suas terras os valiosos recursos naturais aqui existentes.

O FINAL DA NOVELA

O Brasil é uma panela de pressão prestes a explodir! O sinal de que caminhamos celeremente para o limite da paciência da população é o firme e gradual aumento no emputecimento da classe média. Esta classe, também conhecida pejorativamente pelos esquerdopatas como “Burguesia”, é quem normalmente atua como fiel da balança nestes casos. Primeiro, a grande maioria silenciosa deixa de lado o seu silêncio habitual e começou a bradar o seu descontentamento em manifestações gigantes e em listas de petições com milhões de adesões. Depois, segundo nos ensina a história, parte para ações mais desesperadas.

O final desta evolução lenta e gradual em direção ao Armagedon tem sido diferente em cada um dos países que passaram por processo semelhante de revolta contra a roubalheira desbragada: Na Romênia e no Iraque, a opção foi enforcar Ceaucescu e Sadan Hussein. Na França, a opção predileta era a guilhotina; na Inglaterra, que não possuía instrumento semelhante, a decapitação dos indesejáveis se dava a machadadas mesmo; na Rússia, optou-se por fuzilar todos os remanescentes da família Romanov; Já quanto a Muamar Khadafi, partiu-se para a ignorância. Foram aplicadas pauladas, tiros, chutes, cacetadas, e todo tipo de porrada que ajudasse a dar vazão à raiva acumulada pela galera. Os Italianos adotaram a mesma metodologia com relação a Benito Mussolini e sua amante, Clara Petacci: Mataram os dois também a cacetadas, só que pendurados de cabeça para baixo. No Chile, optou-se por bombardear o palácio com Allende dentro. Já Júlio Cesar e Calígula, nos bons e velhos tempos do Império Romano, foram devidamente esfaqueados por complôs palacianos.

Grand finale de orgias espoliadoras de uma população até então inerme

O método a ser adotado para nos livrar dos bandidos é o que menos importa. O que importa é o resultado!

O Brasil nunca passou por situação semelhante. Todas as transições de poder por aqui foram sempre pífias, quando comparadas com as grandes mudanças revolucionárias que testemunhamos no mundo. A independência do Brasil foi uma transação entre pai e filho. Os imperadores D. Pedro I e II, ao serem apeados do poder, cada um por sua vez, puderam viajar para Portugal com toda tranquilidade e mantendo sempre uma longa série de privilégios. Getúlio, ao ser deposto, pode viajar para sua estância numa boa. Fernando Collor continua aí, lépido e fagueiro, praticando as mesmíssimas maracutaias nas quais é mestre inconteste. Da. Dilma, a “presidenta”, continua evacuando pela boca aos borbotões, sempre devidamente bancada pelas prebendas do erário. Nessas revoluções de opereta nunca morreu ninguém do governo. Os poderosos sempre puderam sair de cena com toda tranquilidade. O exemplo da morte de Getúlio não conta porque foi ele mesmo quem decidiu se matar.

Já a repressão às insurreições fracassadas, por outro lado, sempre foram de uma brutalidade digna de republiquetas do 3º mundo, coisa que na realidade nunca deixamos de ser. Para que se possa aquilatar a violência praticada pelos donos do regime contra os descontentes, basta lembrar o enforcamento seguido de esquartejamento do Tiradentes, o fuzilamento de Frei Caneca, a degola do Vigário Tenório, as incontáveis prisões e desterros de líderes revolucionários de Pernambuco, e por aí vai. Na guerrilha do Araguaia, morreram bem uns trezentos. Só escapou com vida José Genoíno, e isto por razões bem conhecidas de todos. O império sempre atuou de forma implacável contra seus dissidentes.

Fui testemunha ocular da revolta de Kiev contra seu governante ladrão e entreguista. O padrão de brutalidade das forças governistas foi exatamente o mesmo. Que coisa linda de ver! Foram meses e meses, sob um frio de uns 15 graus abaixo de zero, e a população toda, das mais diversas etnias e origens, todas acampadas em barracas na praça central da cidade, a famosa Praça Maidan, sempre exigindo a renúncia do facínora. A coisa toda culminou com “Snipers” das forças de segurança, estrategicamente posicionados nos telhados dos prédios, matando mais de 100 pessoas em uma única noite. Praticamente não houve feridos. Os tiros foram quase sempre entre os olhos. Não recuou ninguém. Quando o dia raiou e a matança parou, a revolta explodiu com uma intensidade inimaginável. O crápula pegou um helicóptero e fugiu para a Rússia. Foi se acoitar sob as asas de Putin. Logo depois, o exército russo invadiu e anexou a Crimeia. E eu fugi de volta para o Brasil, que não sou de ferro. Deu uma inveja da porra daquele povo lindo!

Este colunista nas barricadas de Kiev, com o comandante das milícias populares e o memorial aos mortos

Fico me perguntando sempre se no Brasil, cuja população sempre se pautou por uma passividade absolutamente bovina diante dos mais absurdos despautérios praticados pelas suas castas dominantes, se há a possibilidade de virmos a assistir algo minimamente similar ao que foi praticado nos inúmeros exemplos acima apresentados: Um governante vir a pagar com a vida pelos crimes que praticou.

A impressão que tenho é que a troca de governantes nestas plagas lusitanas sempre tem se dado através de conchavos entre as mesmíssimas pessoas. SEMPRE! E aos abestalhados cidadãos, cabe apenas ficar assistindo ao desenrolar dessa ópera bufa que não acaba nunca e se repete sempre.

É! Por aqui, as coisas são bem mais devagar! Como somos, por natureza, avessos a meios sanguinolentos para a resolução de disputas dinásticas, poderíamos ao menos utilizar o método desenvolvido e adotado pelos nossos ancestrais portugueses. É um método simples, rápido e de eficácia comprovada. O pioneiro foi um dos primeiros Duques de Bragança. Este, por ser filho bastardo do rei, foi preterido na sucessão em favor de seu meio irmão legítimo. O herdeiro, ao assumir, foi altamente pusilânime e ineficaz. O novo rei teve sua autoridade rapidamente corroída através da concessão de inúmeros privilégios aos nobres e ao clero. A administração de Portugal rapidamente foi ao caos. Mais ou menos o que vem acontecendo no Brasil há décadas. Assim, em nome da urgência nacional, o Duque retornou de sua herdade, lá nos confins de Portugal, local para onde havia sido desterrado pelo seu velho pai, e solicitou uma audiência a sós com seu irmão, o rei. Ninguém sabe bem o que foi que discutiram. O que se sabe é que o rei saiu voando por uma das janelas desta sala que se encontrava em local bastante alto. Ao se estatelar no chão, alguns andares abaixo, o Duque de Bragança imediatamente tomou para si a coroa. Claro que ninguém ousou contestar a sucessão, pois corria o risco de sair voando pela janela também. A primeira providência do novo rei foi retomar todos os privilégios que haviam sido concedidos pela tibieza de seu meio irmão, concentrando assim de novo o poder na figura reinante. Segundo os cronistas da época:

PORTUGAL ASSISTIU ENTÃO A UMA ERA DE PROGRESSO INIGUALÁVEL.

Precisamos urgentemente que nos apareça um Duque de Bragança e faça com esta corja de vermes morais que se apossou dos comandos desta nação exatamente o que este fez com o seu meio irmão: atirá-los todos pela janela de um andar alto. Como este Salvador da Pátria não deverá aparecer, temos nós mesmos de tomar em nossas mãos a tarefa de atirá-los todos pela janela.

Para isso, BASTA NÃO VOTAR EM NENHUM POLÍTICO PROFISSIONAL!

P.S. Perdoem-me Jarbas Vasconcelos, Raul Jungmann, Roberto Freire, Mendonçinha, e outros políticos de vida ilibada (pelo menos até prova em contrário), pela generalização grosseira.

OS SETE PILARES DA SELVAGERIA EMPRESARIAL

A grande tradição empresarial no Brasil é remanescente direta da escravidão. Empresário nenhum do Brasil é simplesmente gestor: ele é DONO! A separação entre o fato de ser proprietário da empresa e ser seu gestor raramente ocorre por aqui, sendo esta a razão principal pela qual temos tão poucas empresas com ações cotadas em bolsa. Tem ainda alguns imbecis mais radicais que chegam a colocar em seus cartões de visita a expressão “SÓCIO PROPRIETÁRIO”, em lugar da função que desempenham.

A última grande “evolução” nesta realidade, se é que podemos chamar assim, se deu depois que um banqueiro, com nome de alemão, se apossou sorrateiramente do controle acionário de uma cervejaria centenária através da aquisição de uma fatia majoritária de seu capital que estava diluído em bolsa. Isto ocorreu lá pelos idos de 1990. A partir deste momento, o mesmo banqueiro estabeleceu um patamar de selvageria na gestão, desta e de todas as demais empresas que caíram sob seu jugo, que passou a constituir um novo padrão de carnificina empresarial a nível mundial.

Assim, este se tornou um dos grupos empresariais mais admirados, na atualidade. O mesmo foi gestado, constituído e cevado enrabando todas as vítimas que deram o azar de cair na sua cadeia alimentar de predação. Estupraram e esfolaram o quanto puderam, descartando o bagaço depois sem a menor comiseração, as seguintes vítimas: seus fornecedores, através de arrochos constantes nos preços de compra; seus funcionários, através de cargas de trabalho totalmente impossíveis de serem atendidas; distribuidores, através de regras que os tornaram todos deficitários, sendo posteriormente retomadas as franquias pela franqueadora; os acionistas minoritários, através de fusões e incorporações altamente lesivas a quem não fosse do grupo controlador; o governo, através de sonegação por meio de isenções concedidas ou mesmo autoconcedidas; os concorrentes, através de uma concorrência altamente predatória e que exige sempre exclusividade dos pontos de consumo; das comunidades onde estão instaladas suas unidades, através de exigências desproporcionais aos poderes públicos locais e, principalmente, os seus clientes finais, os consumidores. Estes, através de aumentos absolutamente desproporcionais à inflação do período e seu aumento nos custos. Todos estes, e quem mais aparecer em sua mira, será depenado sem dó.

Este grupo, através da aplicação profissional do modelo acima descrito, veio a se tornar o maior do mundo em seu segmento, sendo por isso louvado em prosa e verso mundialmente. Agora, este famigerado “Brazilian Way of Management” vem sendo imitado com denodo por um grande número de aprendizes de carniceiros. O mundo está se “brasilizando”! Os pilares deste aprendizado são os seguintes:

1. A MISSÃO – A primeira, única e exclusiva missão de qualquer empresa é encher o rabo dos acionistas principais de dinheiro, “duela a quien duela”, como diria o grande guru da sacanagem nacional, Fernando Collor de Mello. Essas platitudes angelicais, anunciadas aos quatro ventos, por toda e qualquer empresinha de merda como sendo a sua missão é tudinho estória pra enganar otários.

2. ESTILO GERENCIAL – Estabeleceu-se o culto ao estilo gerencial que eu costumo apelidar de “Mad Dog” ou, em bom português, Cachorro Louco. Os mantras dos gestores adeptos deste estilo (ou serão feitores?) são frases do seguinte teor: – Eu estou mandando! Isto é uma determinação! Eu estou pagando! Quem manda aqui sou eu! Ou obedece, ou rua!

Este estilo normalmente se apresenta em conjunto com o estilo “Bebê Chorão”: É aquele tipo de chefe imbecil (olha o pleonasmo) que só sabe dizer: – Eu quero, eu quero, eu quero! Te vira! (sic). Preocupação com a realidade? ZERO! Feed back dos subordinados? ZERO!

3. CLIMA ORGANIZACIONAL – Com relação ao clima no ambiente de trabalho, passou-se a considerar extremamente desejável a manutenção de altíssimos níveis de stress entre os funcionários, como forma de se obter também altíssimos níveis de desempenho. Estica-se a corda até o nível de ruptura através da imposição de metas impossíveis. Quando estes desabam, em desespero por estar sempre aquém das demandas que lhes são impostas, é demitido! Ou é hospitalizado com “Burn-Out”.

4. TRABALHO EM EQUIPE – O epítome desta nova seita administrativa é a ênfase no “Trabalho em equipe”(sic). O novo Santo Graal corporativo são as reuniões. Nelas, normalmente ocorre de um chefe, com síndrome de pavão, perorar durante horas sobre as demandas da organização, sem que sejam admitidas contestações ou questionamentos. A contrapartida são as reuniões de cobrança, ocasião na qual são devidamente humilhados todos aqueles que não conseguiram “Bater as suas metas”.

As reuniões começam sempre com bastante atraso. Ficam todos, feito um bando de idiotas, simplesmente esperando que o chefe se disponha a conceder-lhes o ar de sua graça. Este ritual visa deixar bem claro quem é que manda ali, quem é importante e cujo tempo é precioso, quem é descartável e cujo tempo não vale grande coisa. Não se preparam agendas, não se fazem atas e não tem hora para terminar, independente de qualquer compromisso que os subordinados possam ter.

5. COMPETÊNCIAS – O funcionário ideal, para este tipo de empresas, seria o “Rain Man”. Aquele personagem de filme que, mesmo sendo absolutamente retardado mental, possuía algumas habilidades altamente desenvolvidas. Isto porque, por ser um idiota, aceitaria passivamente todas as sacanagens praticadas pela empresa. Por outro lado, sua competência natural, e para a qual a empresa não contribuiu com nada, seria sugada até o osso. Até a famigerada “gestão por competência” configura uma brutal coisificação dos seres humanos. Este passa a valer só pelo que pode ser útil ao empregador.

6. PROFISSIONAIS – O tipo de profissional mais valorizado, neste tipo de hierarquia, passa a ser aqueles que, mesmo sendo estuprados diuturnamente, acreditam que poderão ascender na hierarquia. Para isso, passam a ser mais “filhos da puta” ainda que seus próprios chefes. Ai de seus subordinados! A receita é bem simples: Extremamente babão para cima! Extremamente nazista para baixo!

7. LINGUAGEM – Cria-se nestas empresas um novo dialeto, que sinaliza o pertencimento do indivíduo a esta confraria, bem como a total sujeição da sua personalidade à sua nova situação. Neologismos como: empoderamento do indivíduo, enquanto funcionário…e outras platitudes deste mesmo tipo.

Alguém ainda se admira que esteja todo mundo louco pra se aposentar e se ver livre dessa matança?

IGUALDADE

“A criminalização (do aborto) é incompatível com (…) a igualdade da mulher, já que homens não engravidam e, portanto, a equiparação plena de gênero depende de se respeitar a vontade da mulher nessa matéria”. (Ministro Luís Roberto – Supremo Tribunal Federal)

Dentre as infindáveis platitudes e imbecilidades trombeteadas e promovidas a verdades absolutas pelas esquerdas messiânicas, provavelmente a falácia mais imbecil de todas seja exatamente esta busca desenfreada pela “igualdade” a qualquer preço. Buscam esta famigerada “igualdade” (sic) em tudo: Uma parelha de boiolas agora virou “casal”, e deve ser tratado igualzinho como se fossem marido e mulher. Os da “raça” negra devem ter prioridade em tudo o que é sistema educacional, mesmo que sejam sobejamente inferiores em termos de preparo intelectual aos seus concorrentes. Tudo isso a fim de pagar uma “dívida social” que ninguém sabe de quanto é, nem muito menos de onde vem; e muito menos ainda quando vai ser quitada. Sempre visando promover uma tão almejada “igualdade social” que ninguém sabe exatamente o que é, pra que serve, e que só privilegia a mediocridade e a preguiça daqueles que querem ser tornados iguais aos que lhes são superiores.

Todos os que trabalham arduamente a fim de prover seu próprio sustento, bem como o de seus familiares, são ser tungado pelo governo todos os meses. Esse dinheiro deve promover a tão almejada “Igualdade na Distribuição de Renda” com uma multidão de parasitas que não trabalha e nem quer saber de nada que se refira a trabalho. Tudo isso sempre a fim de promover a quimera da igualdade.

Acredito firmemente que o nosso Criador não era lá muito adepto desta teoria, já que não criou uma única coisa que fosse exatamente igual a outra. Um fio de cabelo da minha cabeça não é igual aos demais. Uma folha de árvore não é nunca exatamente igual a nenhuma outra folha de árvore deste universo. Um cristal de neve, dentre todos os infinitos possíveis cristais de neve, existentes e por vir a existir neste nosso conturbado mundo, não é igual a nenhum outro. E para acabar de complicar, vem aquela velha maldição de Heráclito: o “Παητα ϒει”! A visão de que tudo no mundo é um eterno fluxo de mudanças.

Agora, vem esse magote de imbecis, indo contra tudo aquilo que nos salta aos olhos, advindo da realidade que nos cerca, e quer porque quer que seja todo mundo exatamente igual.

Primeiramente! E só para que fique devidamente registrado.

NÃO SOU IGUAL A NINGUÉM! NÃO QUERO SER IGUAL A NINGUÉM! EU SOU EU, E NADA MAIS! SOU ÚNICO E, AO MESMO TEMPO, ÍNFIMO, NESTE UNIVERSO DE MEU DEUS! ABOMINO VEEMENTEMENTE A IDEIA DE DILUIR MINHA INDIVIDUALIDADE EM QUALQUER “COLETIVO”, POR MAIS NOBRE QUE POSSA SER. SE TIVER QUE IR PARA O INFERNO, OU MESMO PARA O CEU, QUE SEJA POR MINHAS PRÓPRIAS IDEIAS E ATITUDES. NUNCA ME ESCONDENDO ATRÁS DE “COLEGIADOS” DE QUALQUER TIPO QUE SEJA.

Segundamente, e antes que eu me esqueça: Não esperem de mim qualquer complacência com aqueles que desejarem me enquadrar em um “Contrato Social” que eu não sei de onde veio nem como foi gestado, nem muito menos quais são os seus objetivos, e que não foi assinado por mim em nenhuma ocasião.

Se assinaram por mim, quebraram a cara! Não dei procuração a ninguém para tal.

Continuo sendo o “Senhor do meu destino” e o “Comandante da minha alma”!

Empresário rico, no Brasil, só se for “amigo do rei” e mamar nas tetas estatais

Para completar, de todas as imbecilidades com que temos nos deparado nos últimos tempos, a maior de todas, sem dúvida nenhuma, é a que busca a igualdade entre homens e mulheres.

Já que o excelentíssimo ministro é tão fervorosamente adepto da absoluta igualdade entre gêneros, eu sugeriria que lhe fosse implantado um feto no cu, pura e simplesmente para que este, em função da sua tão almejada busca pela “equiparação plena de gêneros”, pudesse vir a parir um menino bem diante de nossos olhos. Ahhhhhhh!!!!!! Seria Lindo!!!!!!

O danado é que todos nós sabemos, ou pelo menos aqueles que ainda não abdicaram de pensar por conta própria, que o que estou propondo é absolutamente impossível e, acima de tudo, ridículo. Só quem não parece ter se dado conta deste ridículo é o nosso preclaro ministro. Por conta disso, o mesmo se metamorfoseia em um Frankenstein dos trópicos. Sempre em busca da tão propalada equiparação plena entre gêneros, autoriza todo serelepe que, a partir deste momento, todas as mães deste nosso Brasil (pátria amada, salve, salve), podem assassinar livremente, e ao seu bel talante, todos os rebentos que vierem eventualmente a gerar em seu seio.

É claro que, como sempre, a medida prescrita não é de todo má: não há mal que não traga um bem! A parte boa é que se evitaria assim, cortando o mal pela raiz, que hordas de trombadinhas, tal qual nuvens de moscas varejeiras, venham a nos azucrinar, mais do que já somos azucrinados hoje, daqui a alguns anos.

O problema é que, depois de termos liberado uma suruba ampla, geral e irrestrita, teremos que liberar agora, como consequência, o assassinato pelas próprias mães dos bastardinhos indesejados que forem gerados. Se já estávamos testemunhando uma monumental decadência moral em nosso país, agora presenciamos a extinção de qualquer laivo de moral e o passo final em direção a uma nova e rediviva “Sodoma e Gomorra”, desta feita com o beneplácito de nosso preclaro ministro e sua turma.

Ei! MINISTRO!

Data Vênia e com todo o respeito: Vossa excelência é um imbecil e, o que é muito pior, assassino.

Empresário “lascado” e mau pago, sempre esfolado pelas exigências governamentais

O danado é que essa tara equalizadora não se estenda a tudo. O tratamento fiscal que é dado aos empresários, por exemplo. Para os grandes, grandes doadores de propinas e Pixulecos: isenções tributárias de todo tipo e qualidade, medidas provisórias sobre medida e encomenda, empréstimos subsidiados e a juros de pai para filho, terrenos vendidos a preços de banana em final de feira, anistias fiscais periódicas e só Deus sabe o que mais. Para o empresário pobre e o cidadão: O PESO DA LEI!

Outra área onde essa fúria igualitária decididamente não se aplica é na hora da lei ser aplicada!

Qualquer chefete de departamento ou deputadozinho de merda se sente a própria encarnação dos poderes da república e, por consequência, absolutamente intocável pela lei. O cara paira acima do bem e do mal. Isso, e mais a licença para participar das mais escabrosas transações.

Sem falar nos salários nababescos, na vitaliciedade, na estabilidade no emprego, nas aposentadorias integrais, nas mordomias, nas ajudas de custo, etc., etc., etc.

PUTA QUE OS PARIU!!! CHEGA!!!

EU QUERO TRATAMENTO IGUAL PARA TODOS PERANTE ESTE GOVERNO DE MERDA E ESTE JUDICIÁRIO ESCROTO! OU TRATA TODO MUNDO IGUAL, NESTA BOSTA DE PAÍS, OU ENTÃO ESCULHAMBA ESTA PORRA DE VEZ E LIBERA GERAL!

P.S. Conclusão: Onde é pra ter igualdade, não tem! Onde é pro governo não se meter, esses felas da puta ficam metendo o bedelho todo o tempo.


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa