MEUS “HERÓIS” MORRERAM DE OVERDOSE!

Durante toda a história da humanidade, os sábios e iluminados sempre enfatizaram a natureza complexa da espécie humana. Quase todas as civilizações da antiguidade chegaram a considera-la, inclusive, como sendo tripla, daí a universalidade do mito da esfinge, esta estranha criatura cujo corpo seria semelhante ao de ruminantes ou feras, a cabeça seria assemelhada à de um animal considerado nobre, tal como o leão, ou até mesmo a do próprio faraó, e seria dotada de asas imensas e poderosas.

É uma alegoria belíssima!

Assim seria a espécie humana!

Manticore (Pérsia), Quimera (Etrusca), esfinge (Assíria,) esfinge grega e Manussiha (Tibet e Burma)

O corpo ruminante seria a nossa parte mais primitiva e instintiva. Corresponderia àquele núcleo central de nosso cérebro que é exatamente semelhante aos répteis, e do qual se originou e desenvolveu a parte mais nobre do nosso cérebro ao longo da evolução. A cabeça representaria o intelecto, nossa função cognitiva. A consciência que, segundo todas as evidências, parece ser dom único da espécie humana. E, finalmente, as asas; representando o nosso espírito, sempre livre para voar. Assim, como as nossas representações deixam bem claro, o ser humano parece ser uma bricolagem de componentes desconexos.

Outros sábios, como Mani, simplificaram este modelo, reduzindo-o a apenas dois componentes, corpo e alma, como consequência de uma luta cosmogônica entre o bem e o mal. Mesmo simplificado, permanece a característica básica de uma fragmentação geradora de uma dicotomia um tanto quanto esquizofrênica. Seríamos uma eterna luta entre as demandas do corpo, voltadas para coisas terrenas e físicas; e as demandas da alma, voltadas para as coisas mais etéreas e sublimes.

Não foi por outro motivo que Nietzsche definiu o homem como sendo “Uma corda atada entre o abismo e o infinito”, em Assim Falou Zaratustra. Ou que Santo Agostinho nos definia como sendo “Um anjo cavalgando um porco”. Já o nosso poeta maior, Augusto dos Anjos, se dizia “Filho do ácido e do amoníaco, animal de pruridas rutilâncias”. Todos enfatizando o fato dos seres humanos serem capazes das obras mais sublimes e, ao mesmo tempo, capazes também das atitudes mais abjetas que se possa imaginar. Seríamos assim algo como um intervalo, aberto em ambas as extremidades, em termos de comportamento. Mas por que mesmo dessa digressão a respeito da natureza humana? Devem estar se perguntando meus parcos leitores. Calma que já chego lá!

Kurt Gobain, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Elvis Presley, Marylin Monroe, etc. R.I.P.

Um dos nossos roqueiros já falecidos, Cazuza, afirmou em uma das suas canções mais famosas que seus heróis teriam morrido de overdose. Que heróis malditos seriam esses que se destruíram VOLUNTARIAMENTE através de um mergulho total na inconsciência, na fuga mais abjeta da sua condição de humanos e, consequentemente, de seres pensantes, conscientes e responsáveis por toda a eternidade pelos seus atos? Heróis altamente neuróticos, completamente desajustados, personalidades fragmentadas e torturadas, sempre perseguidas por miríades de demônios ancestrais vindos só Deus sabe de onde e porque. Este é o “Olimpo” de pseudo-heróis que tem sido oferecido como quadro de referência comportamental à nossa juventude. Apresentamos as fotos apenas de alguns deles. Poderíamos prosseguir com esta lista por um longo tempo. Artistas como Amy Winehouse, Michael Jackson, e por aí vai…

Poder-se-ia pensar (Gostaram da mesóclise? Estou me adaptando aos tempos de Temer.) que este fenômeno de total desencanto e desespero diante da vida se resume aos países centrais, muito especialmente ao mais neurótico de todos eles: os Estados Unidos.

Nada mais longe da realidade!

O desespero deles é o desespero da riqueza. De quem tem tudo e não precisa lutar muito por mais nada na vida. Exatamente o oposto de nosso caso, onde o desespero é de quem não tem quase nada e, o pouco que tem, é espoliado todos os dias por uma casta de bandidos infames que se apoderou do aparato estatal e fez da parasitagem sua forma de vida, impedindo que todos os demais da população possam ter qualquer esperança de sair desta urucubaca maldita.

A mim parece que a ressaca moral deste mergulho no desespero está sendo muito mais agressivo aqui por nossas bandas, dadas as nossas infelizes circunstâncias.

Alguém se espanta com esta opção preferencial por um mergulho no mundo das drogas e da inconsciência que está sendo praticado diuturnamente por nossa sofrida e desesperançada juventude?

Alguém se admira pelo profundo desencanto com tudo, que permeia nossa população em todos os seus estratos, dos mais ricos aos mais pobres?

Alguém ainda se admira que as atividades econômicas, em nosso país, tenham se transformado em uma verdadeira selva? Um vale tudo em que o que interessa é fazer dinheiro a qualquer custo, “duela a quien duela”, como diria aquele célebre líder da gatunagem nacional?

Cássia Eller, Elis Regina, Renato Russo, João Gordo e Raul Seixas. Descansem em Paz!

Estamos nos encaminhando celeremente para um profundo mergulho no caos!

Será a “tempestade perfeita”, em termos sociais. Vejamos por que:

1. Todos os padrões de comportamento socialmente aceitos, e que foram desenvolvidos ao longo de séculos de evolução da humanidade, estão indo rapidamente para o lixo. Respeito, honra, gentileza, civilidade, honestidade viraram piadas de mau gosto. Coisa de otários.

2. Todos os rituais sociais que enfatizavam valores que, por sua vez, moldavam os comportamentos, estão se extinguindo rapidamente. Sobrevivem apenas em pequenos enclaves sociais mais conservadores. A consequência é o item 01 acima.

3. Todos os sinais exteriores de pertencimento, sinais indicativos de princípios e valores do de cujus, estão se diluindo em uma grande sopa de baixarias. Todos tatuados, tal e qual se estivéssemos em um grande presídio. Todos os efebos andróginos usando brincos de strass na orelha, comportando-se com gestos elétricos e efeminados, usando rabo de cavalo e afirmando QUE NÃO SÃO GAYS. Todas se vestindo como as prostitutas costumavam se vestir e afirmando que não são devassas.

4. Abandono total daquele velho sonho de transcendência, partindo de nossa condição de simples humanos e em busca de uma evolução em direção ao divino. O sonho realmente acabou!

Decididamente, parece que a opção, consciente ou não, especialmente aqui nas bandas deste Brasil malassombrado, foi por um mergulho na condição de porcos, e não de anjos.

E EU SOU O NOVO PROFETA DO APOCALIPSE!

ALIENAÇÃO CONSCIENTE

Durante muitos séculos, e há até bem pouco tempo, o acesso a informações era a grande fonte de poder. Foi por exercer um verdadeiro monopólio sobre a escrita e, consequentemente, sobre o acesso às informações, que a igreja católica pode se manter acima de todas as cabeças coroadas da cristandade por quase dois milênios. Durante todos estes séculos a luta das pessoas mais esclarecidas, sempre em busca de uma fuga à opressão exercida pela igreja, foi exatamente a busca pelo acesso à imensa montanha de informações que esta ocultava dos olhares curiosos. Não foi coincidência que a descoberta dos tipos móveis, por Gutemberg, em 1455, tenha sido seguida algumas décadas depois pelo grande cisma provocado na igreja católica por Martinho Lutero, em 1517. Ao disseminarem-se as informações, aumentou exponencialmente o volume de questionamentos.

A Bíblia de Gutemberg foi a base e a preparação para a revolta de Lutero

Hoje, com a explosão da internet, o mundo todo é um grande e único cérebro. Qualquer pessoa, sendo possuidora apenas de um simples equipamento de acesso à rede, pode acessar e pesquisar quase que todo o conhecimento acumulado pela humanidade ao longo dos séculos. O céu é o limite! Estamos vivendo no “Admirável Mundo Novo”!

Só que, da mesma maneira que são infinitas as possibilidades que se abrem com a NET, são infinitos também os perigos que se apresentam através dela.

O principal ponto que tem despertado a minha atenção nestes últimos tempos tem sido exatamente um desses perigos: a homogeneização da quase que a totalidade de nossa população em uma condição de profunda vulgaridade que denomino “O Imbecil Cibernético”. Esta criatura é aquele tipo de estúpido que passa o tempo todo acessando blogs vulgares e banais, digitando mensagens totalmente irrelevantes em seus grupos, “postando”(sic)(ECA!!!!) fotos, normalmente “selfies” (sic de novo)(ECA de novo!!!!) de um narcisismo pífio, ou mesmo dando palpites da mais absoluta imbecilidade sobre assuntos de uma banalidade pungente e que a ninguém normal deveria interessar. Só que, como a quantidade desse tipo de imbecil é imensa e predomina na humanidade, o que não falta é imbecil de igual jaez para lê-las. Automatizou-se a imbecilidade!

Tamanho volume de puerilidades e banalidades disputando alguns milésimos de segundo da atenção deste bestificado títere fez com que se passasse a apelar para alguns artifícios, de modo a prolongar o tempo que este dedica ao assunto que lhe é apresentado. Dentre os mais usados, podemos destacar os seguintes:

1º) Brutalidades e violências cada vez maiores; Cenas escatológicas que permanecem aterrorizando e embrutecendo por muito tempo a mente de todos aqueles que dão o azar de acessá-las e vê-las

2º) Montanhas de banalidades engraçadinhas, cenas de hedonismo explícito de todos os tipos;

3º) Aberrações dos mais diversos tipos e modalidades: Sexuais, comportamentais, etc. Parece que nada mais é normal neste mundo. O normal é não ser normal!

4º) O grotesco e desviante como sendo o padrão estético e moral de nosso tempo e, por fim;

5º) Atingimos o ápice da estupidez ao ver premiadas monetariamente páginas especializadas na criação de factoides absolutamente falsos e que, por suas características de plausibilidades, despertam uma comoção imensa em todos os incautos que dele tomam conhecimento, gerando assim um imenso fluxo de acessos, objetivo final da patifaria praticada.

Este imenso tsunami de informações bestificadoras, vindo continuamente e de todas as direções sobre os combalidos neurônios dos desafortunados indivíduos do nosso tempo, que já de per si não foram muito bem instrumentalizado pelo nosso ridículo sistema educacional (?) para a realização de qualquer crítica que seja, faz com que estes se transformem em verdadeiros zumbis, transformando a nossa quotidianidade em uma paródia de filme dos “Walking Deads”.

Este trabalho de abestalhamento e embrutecimento da nossa população já vêm de longe, tendo sido praticado com denodo e pertinácia pelas nossas redes de televisões há décadas. Foi um longo processo de avacalhação de todos os princípios e valores morais que só agora, com a imensa ajuda da internet, está atingindo o seu ápice. Transformamos este país em um imenso bordel escatológico a céu aberto.

A consequência de todo este movimento em direção a só Deus sabe o que, com certeza nos conduzirá a uma imensa clivagem intransponível em nossa população. De um lado, ficará a imensa e absoluta maioria, composta por seres que mal e porcamente podem ser chamados de humanos, altamente bestificados por uma visão do mundo tosca e em busca da satisfação imediata de seus pobres prazeres, cujos valores morais se assemelham aos de um bordel de caminhoneiros na beira de uma estrada, sem referências estéticas mais ricas que as músicas choramingadas por jovens efebos com cara de gay ou por louras oxigenadas com cara de prostitutas, e cujos guinchos se assemelham a uma gata parindo. São assim intoxicados diuturnamente por essa barragem intransponível de mensagens estupidificadoras e monopolizantes das suas mentes.

Do outro lado, uma pequeníssima minoria que se recusou a participar desta festa pobre!

As características definidoras dessa verdadeira ELITE (que não tem nada a ver com aquela empulhação apregoada pelo execrável Lula, de abominável memória), ou aristocracia, são as seguintes:

1. Manutenção rigorosa dos valores morais tradicionais em seu grupo social;

2. São todos cidadãos do mundo, na mais completa acepção da palavra: Falam outros idiomas, acompanham atentamente o que se passa em outras regiões do mundo, etc.;

3. Abstém-se de serem tragados por esse tsunami de vulgaridades através de um afastamento seletivo dos seus meios de disseminação: Não assistem à televisão aberta, só acessam páginas cujo conteúdo lhes interessa, usam com parcimônia os meios de comunicação mais invasivos, etc.

4. Afiam continuadamente seu senso crítico diante de todas as notícias que lhes são impingidas por meios de comunicação parciais, corruptos, venais, ideologizados, manipuladores, etc.

5. Prezam imensamente uma educação clássica, com ênfase nas grandes realizações da humanidade: Na filosofia, na música, na política, na ética, nas ciências, etc.

6. Não possuem necessariamente grandes recursos financeiros. Vivem com modéstia e dignidade, sem que absorvam a sofreguidão consumista predominante em nossos tempos.

7. Sentem-se totalmente excluídos e marginalizados em sua própria terra. Não se sentem como fazendo parte desta sub-raça de humanoides que se espraiou pela “terra brasilis”.

Por último, e talvez esta seja a característica mais importante de todas…

8. Estão todos se aprontando para ir embora desta malsinada terra, tão logo reúnam todas as condições necessárias para tal. Só virão aqui de volta como turistas, ou para visitar parentes que aqui ficaram sofrendo as agruras desse imenso pântano moral.

No dia que o último deles se for, isto aqui terá percorrido todo o caminho de volta à lei da selva, completando-se assim o ciclo. A única atividade econômica então será o escambo com os gringos. Em troca de miçangas eletrônicas, permitirão que estes se apossem e levem para suas terras os valiosos recursos naturais aqui existentes.

O FINAL DA NOVELA

O Brasil é uma panela de pressão prestes a explodir! O sinal de que caminhamos celeremente para o limite da paciência da população é o firme e gradual aumento no emputecimento da classe média. Esta classe, também conhecida pejorativamente pelos esquerdopatas como “Burguesia”, é quem normalmente atua como fiel da balança nestes casos. Primeiro, a grande maioria silenciosa deixa de lado o seu silêncio habitual e começou a bradar o seu descontentamento em manifestações gigantes e em listas de petições com milhões de adesões. Depois, segundo nos ensina a história, parte para ações mais desesperadas.

O final desta evolução lenta e gradual em direção ao Armagedon tem sido diferente em cada um dos países que passaram por processo semelhante de revolta contra a roubalheira desbragada: Na Romênia e no Iraque, a opção foi enforcar Ceaucescu e Sadan Hussein. Na França, a opção predileta era a guilhotina; na Inglaterra, que não possuía instrumento semelhante, a decapitação dos indesejáveis se dava a machadadas mesmo; na Rússia, optou-se por fuzilar todos os remanescentes da família Romanov; Já quanto a Muamar Khadafi, partiu-se para a ignorância. Foram aplicadas pauladas, tiros, chutes, cacetadas, e todo tipo de porrada que ajudasse a dar vazão à raiva acumulada pela galera. Os Italianos adotaram a mesma metodologia com relação a Benito Mussolini e sua amante, Clara Petacci: Mataram os dois também a cacetadas, só que pendurados de cabeça para baixo. No Chile, optou-se por bombardear o palácio com Allende dentro. Já Júlio Cesar e Calígula, nos bons e velhos tempos do Império Romano, foram devidamente esfaqueados por complôs palacianos.

Grand finale de orgias espoliadoras de uma população até então inerme

O método a ser adotado para nos livrar dos bandidos é o que menos importa. O que importa é o resultado!

O Brasil nunca passou por situação semelhante. Todas as transições de poder por aqui foram sempre pífias, quando comparadas com as grandes mudanças revolucionárias que testemunhamos no mundo. A independência do Brasil foi uma transação entre pai e filho. Os imperadores D. Pedro I e II, ao serem apeados do poder, cada um por sua vez, puderam viajar para Portugal com toda tranquilidade e mantendo sempre uma longa série de privilégios. Getúlio, ao ser deposto, pode viajar para sua estância numa boa. Fernando Collor continua aí, lépido e fagueiro, praticando as mesmíssimas maracutaias nas quais é mestre inconteste. Da. Dilma, a “presidenta”, continua evacuando pela boca aos borbotões, sempre devidamente bancada pelas prebendas do erário. Nessas revoluções de opereta nunca morreu ninguém do governo. Os poderosos sempre puderam sair de cena com toda tranquilidade. O exemplo da morte de Getúlio não conta porque foi ele mesmo quem decidiu se matar.

Já a repressão às insurreições fracassadas, por outro lado, sempre foram de uma brutalidade digna de republiquetas do 3º mundo, coisa que na realidade nunca deixamos de ser. Para que se possa aquilatar a violência praticada pelos donos do regime contra os descontentes, basta lembrar o enforcamento seguido de esquartejamento do Tiradentes, o fuzilamento de Frei Caneca, a degola do Vigário Tenório, as incontáveis prisões e desterros de líderes revolucionários de Pernambuco, e por aí vai. Na guerrilha do Araguaia, morreram bem uns trezentos. Só escapou com vida José Genoíno, e isto por razões bem conhecidas de todos. O império sempre atuou de forma implacável contra seus dissidentes.

Fui testemunha ocular da revolta de Kiev contra seu governante ladrão e entreguista. O padrão de brutalidade das forças governistas foi exatamente o mesmo. Que coisa linda de ver! Foram meses e meses, sob um frio de uns 15 graus abaixo de zero, e a população toda, das mais diversas etnias e origens, todas acampadas em barracas na praça central da cidade, a famosa Praça Maidan, sempre exigindo a renúncia do facínora. A coisa toda culminou com “Snipers” das forças de segurança, estrategicamente posicionados nos telhados dos prédios, matando mais de 100 pessoas em uma única noite. Praticamente não houve feridos. Os tiros foram quase sempre entre os olhos. Não recuou ninguém. Quando o dia raiou e a matança parou, a revolta explodiu com uma intensidade inimaginável. O crápula pegou um helicóptero e fugiu para a Rússia. Foi se acoitar sob as asas de Putin. Logo depois, o exército russo invadiu e anexou a Crimeia. E eu fugi de volta para o Brasil, que não sou de ferro. Deu uma inveja da porra daquele povo lindo!

Este colunista nas barricadas de Kiev, com o comandante das milícias populares e o memorial aos mortos

Fico me perguntando sempre se no Brasil, cuja população sempre se pautou por uma passividade absolutamente bovina diante dos mais absurdos despautérios praticados pelas suas castas dominantes, se há a possibilidade de virmos a assistir algo minimamente similar ao que foi praticado nos inúmeros exemplos acima apresentados: Um governante vir a pagar com a vida pelos crimes que praticou.

A impressão que tenho é que a troca de governantes nestas plagas lusitanas sempre tem se dado através de conchavos entre as mesmíssimas pessoas. SEMPRE! E aos abestalhados cidadãos, cabe apenas ficar assistindo ao desenrolar dessa ópera bufa que não acaba nunca e se repete sempre.

É! Por aqui, as coisas são bem mais devagar! Como somos, por natureza, avessos a meios sanguinolentos para a resolução de disputas dinásticas, poderíamos ao menos utilizar o método desenvolvido e adotado pelos nossos ancestrais portugueses. É um método simples, rápido e de eficácia comprovada. O pioneiro foi um dos primeiros Duques de Bragança. Este, por ser filho bastardo do rei, foi preterido na sucessão em favor de seu meio irmão legítimo. O herdeiro, ao assumir, foi altamente pusilânime e ineficaz. O novo rei teve sua autoridade rapidamente corroída através da concessão de inúmeros privilégios aos nobres e ao clero. A administração de Portugal rapidamente foi ao caos. Mais ou menos o que vem acontecendo no Brasil há décadas. Assim, em nome da urgência nacional, o Duque retornou de sua herdade, lá nos confins de Portugal, local para onde havia sido desterrado pelo seu velho pai, e solicitou uma audiência a sós com seu irmão, o rei. Ninguém sabe bem o que foi que discutiram. O que se sabe é que o rei saiu voando por uma das janelas desta sala que se encontrava em local bastante alto. Ao se estatelar no chão, alguns andares abaixo, o Duque de Bragança imediatamente tomou para si a coroa. Claro que ninguém ousou contestar a sucessão, pois corria o risco de sair voando pela janela também. A primeira providência do novo rei foi retomar todos os privilégios que haviam sido concedidos pela tibieza de seu meio irmão, concentrando assim de novo o poder na figura reinante. Segundo os cronistas da época:

PORTUGAL ASSISTIU ENTÃO A UMA ERA DE PROGRESSO INIGUALÁVEL.

Precisamos urgentemente que nos apareça um Duque de Bragança e faça com esta corja de vermes morais que se apossou dos comandos desta nação exatamente o que este fez com o seu meio irmão: atirá-los todos pela janela de um andar alto. Como este Salvador da Pátria não deverá aparecer, temos nós mesmos de tomar em nossas mãos a tarefa de atirá-los todos pela janela.

Para isso, BASTA NÃO VOTAR EM NENHUM POLÍTICO PROFISSIONAL!

P.S. Perdoem-me Jarbas Vasconcelos, Raul Jungmann, Roberto Freire, Mendonçinha, e outros políticos de vida ilibada (pelo menos até prova em contrário), pela generalização grosseira.

OS SETE PILARES DA SELVAGERIA EMPRESARIAL

A grande tradição empresarial no Brasil é remanescente direta da escravidão. Empresário nenhum do Brasil é simplesmente gestor: ele é DONO! A separação entre o fato de ser proprietário da empresa e ser seu gestor raramente ocorre por aqui, sendo esta a razão principal pela qual temos tão poucas empresas com ações cotadas em bolsa. Tem ainda alguns imbecis mais radicais que chegam a colocar em seus cartões de visita a expressão “SÓCIO PROPRIETÁRIO”, em lugar da função que desempenham.

A última grande “evolução” nesta realidade, se é que podemos chamar assim, se deu depois que um banqueiro, com nome de alemão, se apossou sorrateiramente do controle acionário de uma cervejaria centenária através da aquisição de uma fatia majoritária de seu capital que estava diluído em bolsa. Isto ocorreu lá pelos idos de 1990. A partir deste momento, o mesmo banqueiro estabeleceu um patamar de selvageria na gestão, desta e de todas as demais empresas que caíram sob seu jugo, que passou a constituir um novo padrão de carnificina empresarial a nível mundial.

Assim, este se tornou um dos grupos empresariais mais admirados, na atualidade. O mesmo foi gestado, constituído e cevado enrabando todas as vítimas que deram o azar de cair na sua cadeia alimentar de predação. Estupraram e esfolaram o quanto puderam, descartando o bagaço depois sem a menor comiseração, as seguintes vítimas: seus fornecedores, através de arrochos constantes nos preços de compra; seus funcionários, através de cargas de trabalho totalmente impossíveis de serem atendidas; distribuidores, através de regras que os tornaram todos deficitários, sendo posteriormente retomadas as franquias pela franqueadora; os acionistas minoritários, através de fusões e incorporações altamente lesivas a quem não fosse do grupo controlador; o governo, através de sonegação por meio de isenções concedidas ou mesmo autoconcedidas; os concorrentes, através de uma concorrência altamente predatória e que exige sempre exclusividade dos pontos de consumo; das comunidades onde estão instaladas suas unidades, através de exigências desproporcionais aos poderes públicos locais e, principalmente, os seus clientes finais, os consumidores. Estes, através de aumentos absolutamente desproporcionais à inflação do período e seu aumento nos custos. Todos estes, e quem mais aparecer em sua mira, será depenado sem dó.

Este grupo, através da aplicação profissional do modelo acima descrito, veio a se tornar o maior do mundo em seu segmento, sendo por isso louvado em prosa e verso mundialmente. Agora, este famigerado “Brazilian Way of Management” vem sendo imitado com denodo por um grande número de aprendizes de carniceiros. O mundo está se “brasilizando”! Os pilares deste aprendizado são os seguintes:

1. A MISSÃO – A primeira, única e exclusiva missão de qualquer empresa é encher o rabo dos acionistas principais de dinheiro, “duela a quien duela”, como diria o grande guru da sacanagem nacional, Fernando Collor de Mello. Essas platitudes angelicais, anunciadas aos quatro ventos, por toda e qualquer empresinha de merda como sendo a sua missão é tudinho estória pra enganar otários.

2. ESTILO GERENCIAL – Estabeleceu-se o culto ao estilo gerencial que eu costumo apelidar de “Mad Dog” ou, em bom português, Cachorro Louco. Os mantras dos gestores adeptos deste estilo (ou serão feitores?) são frases do seguinte teor: – Eu estou mandando! Isto é uma determinação! Eu estou pagando! Quem manda aqui sou eu! Ou obedece, ou rua!

Este estilo normalmente se apresenta em conjunto com o estilo “Bebê Chorão”: É aquele tipo de chefe imbecil (olha o pleonasmo) que só sabe dizer: – Eu quero, eu quero, eu quero! Te vira! (sic). Preocupação com a realidade? ZERO! Feed back dos subordinados? ZERO!

3. CLIMA ORGANIZACIONAL – Com relação ao clima no ambiente de trabalho, passou-se a considerar extremamente desejável a manutenção de altíssimos níveis de stress entre os funcionários, como forma de se obter também altíssimos níveis de desempenho. Estica-se a corda até o nível de ruptura através da imposição de metas impossíveis. Quando estes desabam, em desespero por estar sempre aquém das demandas que lhes são impostas, é demitido! Ou é hospitalizado com “Burn-Out”.

4. TRABALHO EM EQUIPE – O epítome desta nova seita administrativa é a ênfase no “Trabalho em equipe”(sic). O novo Santo Graal corporativo são as reuniões. Nelas, normalmente ocorre de um chefe, com síndrome de pavão, perorar durante horas sobre as demandas da organização, sem que sejam admitidas contestações ou questionamentos. A contrapartida são as reuniões de cobrança, ocasião na qual são devidamente humilhados todos aqueles que não conseguiram “Bater as suas metas”.

As reuniões começam sempre com bastante atraso. Ficam todos, feito um bando de idiotas, simplesmente esperando que o chefe se disponha a conceder-lhes o ar de sua graça. Este ritual visa deixar bem claro quem é que manda ali, quem é importante e cujo tempo é precioso, quem é descartável e cujo tempo não vale grande coisa. Não se preparam agendas, não se fazem atas e não tem hora para terminar, independente de qualquer compromisso que os subordinados possam ter.

5. COMPETÊNCIAS – O funcionário ideal, para este tipo de empresas, seria o “Rain Man”. Aquele personagem de filme que, mesmo sendo absolutamente retardado mental, possuía algumas habilidades altamente desenvolvidas. Isto porque, por ser um idiota, aceitaria passivamente todas as sacanagens praticadas pela empresa. Por outro lado, sua competência natural, e para a qual a empresa não contribuiu com nada, seria sugada até o osso. Até a famigerada “gestão por competência” configura uma brutal coisificação dos seres humanos. Este passa a valer só pelo que pode ser útil ao empregador.

6. PROFISSIONAIS – O tipo de profissional mais valorizado, neste tipo de hierarquia, passa a ser aqueles que, mesmo sendo estuprados diuturnamente, acreditam que poderão ascender na hierarquia. Para isso, passam a ser mais “filhos da puta” ainda que seus próprios chefes. Ai de seus subordinados! A receita é bem simples: Extremamente babão para cima! Extremamente nazista para baixo!

7. LINGUAGEM – Cria-se nestas empresas um novo dialeto, que sinaliza o pertencimento do indivíduo a esta confraria, bem como a total sujeição da sua personalidade à sua nova situação. Neologismos como: empoderamento do indivíduo, enquanto funcionário…e outras platitudes deste mesmo tipo.

Alguém ainda se admira que esteja todo mundo louco pra se aposentar e se ver livre dessa matança?

IGUALDADE

“A criminalização (do aborto) é incompatível com (…) a igualdade da mulher, já que homens não engravidam e, portanto, a equiparação plena de gênero depende de se respeitar a vontade da mulher nessa matéria”. (Ministro Luís Roberto – Supremo Tribunal Federal)

Dentre as infindáveis platitudes e imbecilidades trombeteadas e promovidas a verdades absolutas pelas esquerdas messiânicas, provavelmente a falácia mais imbecil de todas seja exatamente esta busca desenfreada pela “igualdade” a qualquer preço. Buscam esta famigerada “igualdade” (sic) em tudo: Uma parelha de boiolas agora virou “casal”, e deve ser tratado igualzinho como se fossem marido e mulher. Os da “raça” negra devem ter prioridade em tudo o que é sistema educacional, mesmo que sejam sobejamente inferiores em termos de preparo intelectual aos seus concorrentes. Tudo isso a fim de pagar uma “dívida social” que ninguém sabe de quanto é, nem muito menos de onde vem; e muito menos ainda quando vai ser quitada. Sempre visando promover uma tão almejada “igualdade social” que ninguém sabe exatamente o que é, pra que serve, e que só privilegia a mediocridade e a preguiça daqueles que querem ser tornados iguais aos que lhes são superiores.

Todos os que trabalham arduamente a fim de prover seu próprio sustento, bem como o de seus familiares, são ser tungado pelo governo todos os meses. Esse dinheiro deve promover a tão almejada “Igualdade na Distribuição de Renda” com uma multidão de parasitas que não trabalha e nem quer saber de nada que se refira a trabalho. Tudo isso sempre a fim de promover a quimera da igualdade.

Acredito firmemente que o nosso Criador não era lá muito adepto desta teoria, já que não criou uma única coisa que fosse exatamente igual a outra. Um fio de cabelo da minha cabeça não é igual aos demais. Uma folha de árvore não é nunca exatamente igual a nenhuma outra folha de árvore deste universo. Um cristal de neve, dentre todos os infinitos possíveis cristais de neve, existentes e por vir a existir neste nosso conturbado mundo, não é igual a nenhum outro. E para acabar de complicar, vem aquela velha maldição de Heráclito: o “Παητα ϒει”! A visão de que tudo no mundo é um eterno fluxo de mudanças.

Agora, vem esse magote de imbecis, indo contra tudo aquilo que nos salta aos olhos, advindo da realidade que nos cerca, e quer porque quer que seja todo mundo exatamente igual.

Primeiramente! E só para que fique devidamente registrado.

NÃO SOU IGUAL A NINGUÉM! NÃO QUERO SER IGUAL A NINGUÉM! EU SOU EU, E NADA MAIS! SOU ÚNICO E, AO MESMO TEMPO, ÍNFIMO, NESTE UNIVERSO DE MEU DEUS! ABOMINO VEEMENTEMENTE A IDEIA DE DILUIR MINHA INDIVIDUALIDADE EM QUALQUER “COLETIVO”, POR MAIS NOBRE QUE POSSA SER. SE TIVER QUE IR PARA O INFERNO, OU MESMO PARA O CEU, QUE SEJA POR MINHAS PRÓPRIAS IDEIAS E ATITUDES. NUNCA ME ESCONDENDO ATRÁS DE “COLEGIADOS” DE QUALQUER TIPO QUE SEJA.

Segundamente, e antes que eu me esqueça: Não esperem de mim qualquer complacência com aqueles que desejarem me enquadrar em um “Contrato Social” que eu não sei de onde veio nem como foi gestado, nem muito menos quais são os seus objetivos, e que não foi assinado por mim em nenhuma ocasião.

Se assinaram por mim, quebraram a cara! Não dei procuração a ninguém para tal.

Continuo sendo o “Senhor do meu destino” e o “Comandante da minha alma”!

Empresário rico, no Brasil, só se for “amigo do rei” e mamar nas tetas estatais

Para completar, de todas as imbecilidades com que temos nos deparado nos últimos tempos, a maior de todas, sem dúvida nenhuma, é a que busca a igualdade entre homens e mulheres.

Já que o excelentíssimo ministro é tão fervorosamente adepto da absoluta igualdade entre gêneros, eu sugeriria que lhe fosse implantado um feto no cu, pura e simplesmente para que este, em função da sua tão almejada busca pela “equiparação plena de gêneros”, pudesse vir a parir um menino bem diante de nossos olhos. Ahhhhhhh!!!!!! Seria Lindo!!!!!!

O danado é que todos nós sabemos, ou pelo menos aqueles que ainda não abdicaram de pensar por conta própria, que o que estou propondo é absolutamente impossível e, acima de tudo, ridículo. Só quem não parece ter se dado conta deste ridículo é o nosso preclaro ministro. Por conta disso, o mesmo se metamorfoseia em um Frankenstein dos trópicos. Sempre em busca da tão propalada equiparação plena entre gêneros, autoriza todo serelepe que, a partir deste momento, todas as mães deste nosso Brasil (pátria amada, salve, salve), podem assassinar livremente, e ao seu bel talante, todos os rebentos que vierem eventualmente a gerar em seu seio.

É claro que, como sempre, a medida prescrita não é de todo má: não há mal que não traga um bem! A parte boa é que se evitaria assim, cortando o mal pela raiz, que hordas de trombadinhas, tal qual nuvens de moscas varejeiras, venham a nos azucrinar, mais do que já somos azucrinados hoje, daqui a alguns anos.

O problema é que, depois de termos liberado uma suruba ampla, geral e irrestrita, teremos que liberar agora, como consequência, o assassinato pelas próprias mães dos bastardinhos indesejados que forem gerados. Se já estávamos testemunhando uma monumental decadência moral em nosso país, agora presenciamos a extinção de qualquer laivo de moral e o passo final em direção a uma nova e rediviva “Sodoma e Gomorra”, desta feita com o beneplácito de nosso preclaro ministro e sua turma.

Ei! MINISTRO!

Data Vênia e com todo o respeito: Vossa excelência é um imbecil e, o que é muito pior, assassino.

Empresário “lascado” e mau pago, sempre esfolado pelas exigências governamentais

O danado é que essa tara equalizadora não se estenda a tudo. O tratamento fiscal que é dado aos empresários, por exemplo. Para os grandes, grandes doadores de propinas e Pixulecos: isenções tributárias de todo tipo e qualidade, medidas provisórias sobre medida e encomenda, empréstimos subsidiados e a juros de pai para filho, terrenos vendidos a preços de banana em final de feira, anistias fiscais periódicas e só Deus sabe o que mais. Para o empresário pobre e o cidadão: O PESO DA LEI!

Outra área onde essa fúria igualitária decididamente não se aplica é na hora da lei ser aplicada!

Qualquer chefete de departamento ou deputadozinho de merda se sente a própria encarnação dos poderes da república e, por consequência, absolutamente intocável pela lei. O cara paira acima do bem e do mal. Isso, e mais a licença para participar das mais escabrosas transações.

Sem falar nos salários nababescos, na vitaliciedade, na estabilidade no emprego, nas aposentadorias integrais, nas mordomias, nas ajudas de custo, etc., etc., etc.

PUTA QUE OS PARIU!!! CHEGA!!!

EU QUERO TRATAMENTO IGUAL PARA TODOS PERANTE ESTE GOVERNO DE MERDA E ESTE JUDICIÁRIO ESCROTO! OU TRATA TODO MUNDO IGUAL, NESTA BOSTA DE PAÍS, OU ENTÃO ESCULHAMBA ESTA PORRA DE VEZ E LIBERA GERAL!

P.S. Conclusão: Onde é pra ter igualdade, não tem! Onde é pro governo não se meter, esses felas da puta ficam metendo o bedelho todo o tempo.

E HAJA EMBROMAÇÃO…

O assunto do momento, para os facínoras que nos desgovernam e nos esfolam se chama “Reforma da Previdência Social”. Esta é, agora, a panaceia universal que irá resolver todos os problemas de nossa destrambelhada administração pública. É algo assim como… Reforma ou o caos! Nunca, na história dos governos ladrões (olha o pleonasmo), tantos foram enganados por tanto tempo, em valores tão altos, e por tão poucos vigaristas altamente expertos e desonestos, quanto esta estória da previdência no Brasil.

A verdade cristalina é que: APOSENTADORIA É (e sempre foi) NADA MAIS QUE UMA POUPANÇA, QUE AS PESSOAS FAZEM, A FIM DE QUE TENHAM DE QUE VIVER QUANDO ESTIVEREM VELHOS E CANSADOS.

Foi assim que esta estória de aposentadoria começou e é assim que funciona nos países onde se conserva algum mínimo de vergonha na cara e de honestidade na administração pública.

No caso do Brasil, que nem tem vergonha na cara e nem honestidade nenhuma na administração pública, a coisa toda é bem diferente. APOSENTADORIA, NO BRASIL, É UM PRÊMIO QUE O GOVERNO DÁ A AQUELES QUE ELE JULGA POR BEM MERECER, NORMALMENTE SEUS APANIGUADOS ,AGREGADOS E ADERENTES, FICANDO ESTES COM A MELHOR PARTE E A POPULAÇÃO SE FUDENDO PARA PAGAR A CONTA!

Cenas de funcionários públicos aposentados curtindo suas APOSENTADORIAS INTEGRAIS, graças ao famigerado e escroto “Regime Especial” bancado pelos milhões de otários do INSS

Conforme já afirmou um grande sábio, em um daqueles raros momentos de cristalina lucidez e sabedoria na história da humanidade, “A ÚNICA COISA QUE CRESCE NA MÃO DOS OUTROS É RÔLA”!

É por esta razão muito simples que, à grande maioria da população brasileira, só lhes cabe nesta parceria escrota entrar de ré e com as calças arriadas, se é que meus parcos leitores me entendem.

Se o governo quisesse mesmo ter alguma coerência nesta estória toda, em vez de ficar inventando dezenas de regras mirabolantes, cada uma delas mais escrota que a outra e sempre visando empurrar mais alguns centímetros de trôlha no cu dos otários, simplesmente se declararia incompetente para gerir esta merda e ordenariam o salve-se quem puder. Foi o que fez o Chile há alguns anos atrás. Esta é a razão que leva aquele país a ser o mais desenvolvido da América Latrina, o de economia mais estável e que mais cresce.

Tudo isso porque o imenso volume de poupança arrecadado pelos fundos de pensão segue direto para os investimentos produtivos, sempre seguindo as orientações e análises dos melhores especialistas das empresas encarregadas de aplicar estes fundos. Isto é exatamente o contrário daquilo que ocorre no Brasil, onde este volume monumental de recursos não tapa o buraco do dente dos ladrões encastelados na monstruosa estrutura estatal e semi-estatal de nossa pátria querida.

Esta, e nenhuma outra, é a razão que faz com que o nosso “querido” governo insista e persista na monumental falácia de pretender “administrar” a poupança que a população faz para se aposentar.

É óbvio que tanta “generosidade” por parte dos nossos paladinos da justiça, protetores dos fracos e dos oprimidos, sempre tem um preço. E podem ter certeza, é um preço monumental. As maracutaias urdidas quando da aplicação destas fortunas imensas, que são drenadas sorrateiramente dos trabalhadores, daria trabalho para centenas de operações lava jato.

A origem dessa imensa roubalheira se deu quando da ascensão do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha (Partido Nazista) ao poder, em 1933. O seu criador e mentor foi um rapaz chamado Adolf Hitler e, com toda a grana que o seu sistema passou a arrecadar, o mesmo reconstruiu a estrutura produtiva de seu país e montou a maior máquina de guerra até então vista pela humanidade. Tudo isso em pouco mais de 5 anos. Outro que enveredou pelo mesmo caminho foi seu colega Mussolini. Tanto que nossa famigerada CLT foi toda montada por Getúlio Vargas tomando por base a sua legislação, então conhecida como “Carta del Lavoro”.

O que deu para tornar a Alemanha uma das maiores potências econômicas e militares da sua época em meia década, no Brasil só vem dando para manter amamentadas e dóceis multidões de parasitas.

Apenas a título de exemplo, se qualquer pessoa que tivesse um salário de R$ 1.000,00 por mês (quase o Salário Mínimo), e pudesse aplicar livremente toda a grana que lhe é forçosa e sorrateiramente arrancada pelo governo, com coisas tais como SESI, SESC, SENAI, SENAC, SENAT SEBRAE, INSS, FGTS, IMPOSTO SINDICAL, etc., etc., etc., este estaria poupando mensalmente algo próximo a 40% de sua renda. Teríamos então um padrão de poupança na população semelhante ao tão invejado padrão chinês.

Ao invés disso, o que temos é uma monumental multidão de parasitas, todos eles dilapidando solenemente as imensas montanhas de recursos que lhes são repassadas graciosamente pelos nossos generosos governantes através de aplicações absolutamente inócuas, com raríssimas e honrosas exceções.

Pois bem, estivéssemos todos nós direcionando esta grana preta para investimentos de longo prazo, e que nos rendessem apenas 1% ao mês (acima da inflação), ao final de 35 anos, este mesmo pobre miserável, detentor de Salário Mínimo, seria possuidor de um patrimônio no valor de… PASMEM!

R$ 2.347.300,00

Isso mesmo! Dois Milhões Trezentos e Quarenta e Sete Mil e Trezentos Reais

Vejam que, caso este pobre miserável desejasse se aposentar, poderia se manter com uma “modesta renda” de aproximadamente R$ 23.347,00 (Vinte e Três Mil Trezentos e Quarenta e Sete Reais) por mês. Isso considerando apenas uma rentabilidade de 1% ao mês nos seus investimentos. Caso não desejasse dilapidar este patrimônio amealhado a duras penas, poderia se contentar com uma aposentadoria de metade deste valor, algo como uns “meros” R$ 11.500,00 por mês, de modo a não permitir que a inflação viesse a corroê-lo. Quem tivesse uma renda de 3 ou 4 mil reais ao mês, poderia vir a se aposentar com uma renda entre os 30 e 50 mil reais por mês, isso sem causar dano algum ao seu capital.

Multidões de aposentados mendigando junto ao INSS suas miseráveis aposentadorias

ALÔ! ACORDA, OTÁRIO!!!!!

Em vez disso, ficaremos mendigando em filas intermináveis no INSS, sempre a fim de receber uma aposentadoria incerta, absolutamente ridícula e cheia de restrições e de obstáculos.

Só há um “pequeno” problema nessa estória toda, caso queiramos enveredar pelo caminho Chileno: quem fez essa mudança no Chile foi um Cabra da Peste muito macho chamado Pinochet! Para fazer isso, ele precisou botar alguns milhares de esquerdinhas dentro de aviões Hercules C-130 e mandar largar tudinho em alto mar. Num instante, pararam de querer assegurar os “Direitos Sociais” da classe trabalhadora.

Infelizmente, Pinochet já morreu. Ultimamente, pelo menos aqui no Brasil, os cangaceiros que apareceram só tem trabalhado para alimentar seus “Trustees” na Suíça com os Pixulecos amealhados em infindáveis e tenebrosas transações. Nem as aposentadorias integrais são suficientes para saciar a voracidade deles.

O LATROCÍNIO DE UMA NAÇÃO

Todo dia eu me pergunto: Como foi que essa corja de canalhas, que se assenhorou de todas as posições de poder em nosso país, conseguiu nos conduzir até esta situação de total descalabro econômico e social em que estamos? Por que esta miséria crescente em que nos afundamos a cada ano que passa? Quais as razões que nos levaram a essa profunda desesperança, juntamente com a sensação de que não vamos conseguir nunca sair desta espiral de horrores que estamos vivendo atualmente no Brasil?

Acham que estou exagerando? Que estou sendo pessimista em excesso? Derrotista? Vamos aos fatos!

No Brasil, mais de metade da população TOTAL tem idade para trabalhar e não trabalha. A grande maioria, não trabalha porque não encontra ninguém disposto a lhe contratar para executar algum serviço útil. Dos menos de um quarto da população que trabalha, a grande maioria labuta em funções que não agregam valor nenhum à sociedade. Fica fácil entender imediatamente porquê nos contorcermos eternamente na miséria e afundando cada vez mais: Muita gente para comer e pouquíssimas para produzir. As razões que nos conduziram a este estado são muitas.

Primeiramente, nossa “moderníssima” legislação trabalhista. Você não contrata simplesmente alguém para trabalhar: Você adota um filho! E um filho bastardo. Daqueles que fica só ruminando qual a trairagem que vai aprontar para lhe lascar mais adiante. Isto sempre acoitado pela nababesca estrutura dos Jardins Suspensos da Babilônia em que se transformou a justiça do trabalho, sempre à procura de um “hipossuficiente” para ser defendido pelos “Paladinos da Justiça”, de modo a justificar a esbórnia. Ninguém, que tenha empregados, neste país, sabe a quanto monta o seu passivo trabalhista.

Depois, qualquer um que deseje produzir alguma coisa neste país passa imediatamente a ser arrolado na categoria dos bandidos sanguinários, exploradores da mais valia dos “pobres” trabalhadores, além de sonegador voraz, cabendo-lhe sempre e diuturnamente o ônus de provar sua inocência a dezenas de fiscais, dos mais variados órgãos federais, estaduais e municipais, todos ávidos para abocanhar-lhe uma parte de seus parcos rendimentos mediante a venda da simples promessas de que não irá ser “Autuado”.

Acrescente a este quadro aterrador a total inexistência de disponibilidade de linhas de crédito para investimentos produtivos. O crédito, quando há, é a juro extorsivo e cheio de exigências de contrapartidas (Pixulecos?). Estas encarecem tanto o crédito que inviabilizam qualquer projeto. Assim, diante da voracidade infinita com que a corja dominante se assenhora dos parcos recursos da economia para financiar a bandalheira econômica que implantaram, extermina-se a vontade empreendedora de qualquer pessoa que possua um mínimo de neurônios. Fica facílimo, então, entender porque a nossa economia engatou marcha a ré e acelerou há já uns 30 anos.

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Saturno, ou Krono (o tempo) para os gregos, devorando seu próprio filho. Rubens e Goya

A partir da total ausência de oportunidades para se conseguir um emprego, por mais simples que seja, até porque o nível de desenvolvimento mental da maioria esmagadora da população, por estar situado entre uma ameba e uma lombriga, não dá para conseguir grande coisa mesmo, só resta à população o recurso a um emprego público. A receita é aquela velha conhecida: O Barnabé, ao conseguir se imprensar em uma boquinha por indicação do cunhado de um amigo da piniqueira da amante de um deputado da base aliada, finge que trabalha e o governo finge que lhe paga. Assim, assegura um meio de subsistência, por mais modesto que seja, e sem que tenha de fazer porra nenhuma. Depois, é só esperar a aposentadoria integral.

Se o indivíduo tiver condições para estudar mais um pouquinho, afinal o FIES tá aí pra isso mesmo, entra numa daquelas faculdades novas, em que as matérias primas são giz e cuspe, e em que o elemento entra burro e sai jumento diplomado. “Compra” um diploma em sessenta suaves prestações. Normalmente, por razões práticas, o curso escolhido é o de direito ou administração. E assim, o elemento, agora “deplomado” (sic), vira mais um nobre membro da zelosa classe dos “CONCURSEIROS”.

È óbvio que o emprego almejado por criaturas com tão sublimes qualificações, como as acima listadas, tem de achar algo que lhes propicie viver de “vender conversa”, ou então de enquadrar traficantes e trombadinhas. Algo assim como delegado, promotor, procurador (desses que procuram, procuram e não acham porra nenhuma nunca!), assessor, etc. Na realidade, vivem mesmo procurando o que fazer para justificar os belos salários que recebem pontualmente, e que JAMAIS conseguiriam em QUALQUER empresa, tendo em vista o rudimentarismo e a inocuidade das iníquas funções que desempenham.

O interessante é que esta categoria de agregados e aderentes à estrutura governamental proliferou de forma semelhante a uma infecção bacteriana em nosso tecido social. Hoje, são milhões e milhões, fora os outros milhões de ex-colegas, todos aposentados com vencimentos integrais. A coisa cresceu de maneira tal que estados como o Piauí, apenas a título de exemplo, tem quase a METADE das pessoas que trabalham recebendo de algum emprego no governo. Como consequência, metade do PIB do estado advém de repasses federais (FPE, FPM, FUNDEB, FNE, FDNE, Salários federais de inúmeros órgãos, aposentadorias, Bolsa Família, etc.). Não sobra quase nada para investimentos produtivos. Se o estado declarar independência, retorna imediatamente ao canibalismo, já que não produz nem o que come. Produção, por lá, só mesmo de bebês. E como produzem…

Este fenômeno se repete, em maior ou menor escala, em todos os outros estados do Nordeste. Segundo o último número que possuímos, e que já é de alguns anos atrás, o estado de São Paulo recebe anualmente do Governo Federal cerca de R$ 200 Bilhões a menos do que arrecada de impostos federais. Esse saldo negativo é o dinheiro que é repassado pelo mesmo Governo Federal, a “fundo perdido”, para os estados do nordeste. Assim, fica fácil entender porque é que os sulistas querem mais que o Nordeste se exploda.

Se fossem só os repasses para remunerar os milhões e milhões de funcionários, até que dava para o país, que é riquíssimo, aguentar o tranco. Danado é quando essa tropa de imbecis inventa de fazer alguma coisa. Aí é que vaca vai direitinho para o brejo. São projetos mirabolantes, sempre na casa dos bilhões e tocados a “toque de caixa” e em “Regime de urgência”, sem quase nenhuma análise prévia das viabilidades e, na maioria das vezes, através de “Dispensa de Licitação”. Começam orçados em alguns bilhões e terminam em muitas dezenas destes mesmos bilhões, sempre através do artifício fácil das sucessivas adições ao contrato original da licitação. Demoram décadas em construção, sempre demandando mais e mais recursos e, o que é muito pior, se algum dia entrarem em operação, não prestarão para nada. Os exemplos se sucedem: Transposição, Transnordestina, Refinarias, Polo Petroquímico, Plataformas, etc, etc, etc.

É de se estranhar que este governo de ladrões esteja devendo quase uns R$ 3 TRILHÕES?

Dá para acreditar que este maldito governo esteja torrando uns 40% do PIB, e que ainda assim, o dinheiro não dê para pagar tudo e fica um rombo de R$ 170 Bilhões para somar ao total da dívida TODO ANO?

Dá para acreditar que QUASE A METADE de tudo o que esse governo calhorda arranca a fórceps da população é só para pagar OS JUROS da imensa montanha de dinheiro que já está devendo, algo assim como inacreditáveis R$ 500 BILHÕES, todos os anos, de BOLSA BANQUEIRO?

Dá pra acreditar que vamos algum dia sair desta merda?

Comparem os R$ 500 Bilhões que são abocanhados todos os anos por meia dúzia de banqueiros, com os R$ 200 Bilhões através dos quais o governo federal remunera e corrompe corações e mentes dos seus 2 milhões de funcionários públicos, todos eles frontalmente contra a PEC que tenta limitar o esquartejamento econômico de nosso país. Botem mais um bilhãozinho aqui, para uma central sindical comprada, outro bilhãozinho ali, desta feita para um magote de ONGs fajutas, outro bilhãozinho para as “famigeradas” emendas parlamentares, e estará composta a claque de palermas inocentes úteis que assegurará a continuidade “ad aeternum” desta esculhambação.

Por isso que eu comparo nosso país ao Deus grego que devorava seus próprios filhos.

“Dos filhos deste solo és mãe gentil”? Piadinha de péssimo gosto! hahaha

E tenho dito!

ARMAGEDON

Identificado na Bíblia como a batalha final de Deus contra a sociedade humana iníqua.

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“E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las.

E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e o mundo foi saraivado de fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda erva verde foi queimada. E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e se tornou em sangue a terça parte do mar.

E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus.

E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite.

E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! ai! ai! dos que habitam sobre a terra, por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que ainda hão de tocar”.

Apocalipse de São João

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Parece-me cada vez mais válida uma análise que fiz, aqui no JBF, em setembro de 2015.

Primeiro, relembrei as frustradas tentativas de tomada do poder das esquerdas em 1935 e em 1964. Em 1935, agiram na calada da noite e assassinaram inúmeros militares, seus companheiros de farda, enquanto dormiam. Mesmo tendo chegado a obter algumas vitórias menores, foram devidamente rechaçados. Em 1964, escaldados pelas mortes ocorridas em 1935, os comandantes militares prepararam minucioso plano de golpe preventivo que, ao ser executado, resultou na total e completa derrota das esquerdas, sem que fosse disparado nenhum tiro e sem que houvesse vítimas fatais por conta de enfrentamentos entre as facções em luta. O grande receio era que, em havendo mortes, a opinião pública brasileira se voltasse contra o movimento militar, tendo em vista o caráter eminentemente pacífico de nossa população. As lideranças esquerdistas não foram covardemente assassinadas como os militares de 1935.

Passado o período militar, passou-se a bombardear a população, de forma sistemática e por toda uma pletora de meios de comunicação, com a versão que dizia terem sido os militares os responsáveis pelos “Anos de Chumbo”, e que os terroristas e propugnadores da “Ditadura do Proletariado”, devidamente encarcerados ou expulsos de nosso país naquele período, como sendo os verdadeiros heróis de nossa pátria. Instalaram-se as famigeradas “Comissões da Verdade”, a fim de revolver velhas feridas já devidamente pacificadas pela lei da anistia, providenciaram-se indenizações milionárias para as “vítimas” do regime, e por aí seguiu a busca por se redesenhar o passado que todos testemunharam.

A pergunta agora é: Dá para repetir o que foi feito em 1964? Quer dizer: prender toda esta cambada de ladrões, juntamente com a multidão de esquerdistas viscerais e inocentes úteis? Retirá-los totalmente da vida pública em um único golpe? Vamos aos cenários que proponho:

1º CENÁRIO – O MENOS VIOLENTO: Por definição, imaginamos que as Forças Armadas estão coesas, solidamente unidas e motivadas para o desafio com que se deparam.

PROJEÇÃO: Quando os militares que prenderão LULA, chegarem à casa do ex-presidente, bastarão segundos para que todo o MST, armado de foices e facões (no mínimo), invada os centros urbanos e saia degolando quem encontrar pela frente. Este é o método! Aterroriza-se com violência brutal nas primeiras horas e, se alguém da população ainda pensava em reagir, a partir daí, tranca-se em casa e passa a aguardar os acontecimentos. Por sua vez, em perfeita sincronia, as FFAA recebem ordens de sufocar os tumultos e, imediatamente, ruas de várias cidades ficam cheias de vítimas dos dois lados.

ANÁLISE: Como o PT e seus aliados já desviaram montanhas de dinheiro, exatamente com a finalidade precípua de se armar e preparar para uma situação como esta, assim como o grau de envolvimento conspiratório (tanto dentro como fora do Brasil) já é extremamente grande, a hipótese das milícias comunistas não agirem é praticamente ZERO!

ESTIMATIVA: Neste cenário, já não há hipótese de uma intervenção militar sem que corra sangue.

2º CENÁRIO – VIOLÊNCIA MEDIANA: As Forças Armadas sem uma forte identidade ideológica. Agentes de campo buscam freneticamente cooptar militares para aderir ao movimento.

PROJEÇÃO: Além da violência oriunda de mercenários pagos com o dinheiro que já foi roubado dos cofres públicos, como dos assalariados do MST, também ex-presidiários, acostumados a matar e praticar violência, previamente colocados em liberdade (visto terem uma dívida moral com o governo petista que lhes proporcionou bolsas em dinheiro para seus familiares), toda esta horda de bandidos e assassinos semeará o terror até que não haja mais reação alguma. Forças militares (Pró e contra o governo) levarão a luta até o desfecho final, vencendo o lado que contar com soldados mais determinados, melhores armas, maior contingente, etc.

ANÁLISE: Quando soldados lutam, o fazem por ideais. Soldados de verdade não brigam por dinheiro ou outra coisa qualquer que não seja seu amor e dedicação ao país onde nasceram e aos regimentos onde passaram boa parte de suas vidas. Com um exército dividido, será necessário um general com capacidade de unir forças e convencer seus homens a combater um inimigo comum. Todo grande comandante fez isto mais de uma vez.

ESTIMATIVA: Se ocorrer de forças militares brasileiras combaterem-se mutuamente, haverá um período terrível para uma população que jamais pensou na possibilidade desta ocorrência. Assim, uma população cuja preocupação majoritária é sobre como quitará suas despesas domesticas, ver-se-á subitamente frente a uma situação absolutamente dramática, já que correrá muito sangue neste cenário.

3º CENÁRIO – VIOLÊNCIA EXTREMA

Sentindo a impossibilidade de vencer nossas FFAA, a organização comunista resolve que a decisão de uma América do Sul comunista é irrenunciável e, para cúmulo da traição, convoca nossos vizinhos “Socialistas Bolivarianos”(Equador, Venezuela, Cuba, Bolívia, etc.), que haviam sido previamente comprados através da realização de obras, ou mesmo recheando os bolsos de políticos corruptos dos mais variados escalões, para que invadam nosso território, juntem-se a eles nesta luta fraticida e os venham ajudar a assassinar nossos soldados. A etapa seguinte seria convidar Russos e chineses.

PROJEÇÃO: Num quadro como este, muitas famílias verão seus filhos jovens serem convocados pelas FFAA, ou serem sequestrados por milicianos e obrigados a lutar. É UM dos piores cenários possíveis.

ANÁLISE: Em qualquer dos cenários acima descritos, uma intervenção militar, mesmo com garantias constitucionais e vasto apoio popular, se não dispuser da população disposta a marchar ombro a ombro com os saldados, de forma a demonstrar claramente o que somos e o que queremos, será muito difícil.

ESTIMATIVA: Este é o cenário mais cruel porque ceifará um número de vidas muito maior do que qualquer outro imaginado. Se for verdade que o PT roubou tudo o que se diz, os vários BILHÕES não tinham por objetivo apenas enriquecer LULA, seu filho e alguns asseclas. Foi para pagar homens, armas e máquinas de guerra a fim de conquistar o Brasil. Se, nessa situação de tão trágicos presságios, nenhum movimento for feito, seja por nós, seja por nossas FFAA, em menos de dois anos estaremos todos vivendo sob a tutela de um regime comunista.

P.S. Quer evitar que tudo isto aconteça? Comece fazendo o óbvio: Vá para as ruas protestar! Esclareça as pessoas que lhe estão mais próximas. Compartilhe este texto o mais que puder. Quanto mais gente esclarecida houver, mais seguros e determinados estarão nossos combatentes. Por outro lado, não esperemos apenas que um anjo ilumine os deputados, os juízes do TCU, do TSE, do STJ e do STF, para que estes passem a trabalhar contra o projeto desta corja. Lembrem que gente da “qualidade” de um Toffoli, Fachin, Lewandowski e Luciana Lóssio, formadores da “Bancada do PT”, já compõem quase a maioria nestes tribunais. Esta deve ser nossa última chance para afastarmos este ARMAGEDON! Não a deixem passar. Quanto á multidão de “otoridades” venais que estão vendendo suas almas e consciências por dinheiro e vantagens, perpetuando esta situação de descalabro, que o sangue destes inocentes que deverão morrer caia sobre suas cabeças, amaldiçoando-os todos por toda a eternidade. Que o fogo dos infernos não lhes seja leve!

LOMBRIGAS VORAZES

Que nosso país já nasceu destinado a ser uma das grandes potências não temos a menor dúvida. A abundância de riquezas com que nos presenteou a Providência Divina é proverbial. Coloca-se sempre a culpa pelo nosso atraso econômico e civilizacional em algumas características que teríamos herdado das etnias que vieram aqui amalgamar-se a fim de formar o povo brasileiro. Nada mais longe da realidade! Gilberto Freire já questionava firmemente esta explicação nazista, à la Gobineau e sua troupe de arautos das raças puras, dos super-homens Nitzeschianos e dos “Untermenschen” de Hitler.

Somos uma população de mestiços, com muito orgulho, e com todos os ônus e bônus decorrentes desta condição. Na minha modestíssima opinião, foi exatamente esta mescla de raças que propiciou a criação de um povo de extremos: uma imensa população de criaturas de traços pavorosos convivendo com multidões de criaturas das mais bonitas da face da terra. Todas brasileiríssimas e cada dia mais bonitas, sem que se faça necessário nenhum projeto de eugenia. Graças apenas ao processo de seleção natural verificado quando da busca de um par para acasalamento, estamos depurando a “raça” brasileira.

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Com relação à disposição para o trabalho árduo e profícuo, diz-se não ser um dos traços primordiais do ethos inculcados no nosso inconsciente coletivo por termos sido formados pelo negro manhoso, o índio guerreiro e o europeu aventureiro que vieram formar esta nação. Nada mais longe da nossa realidade. O histórico das gerações anteriores é de muito trabalho. Só depois de termos passado quase uma geração completa sob o comando da gangue do PT, quando se exacerbou a filosofia do estado como fonte inesgotável de recursos e devedor do “resgate” de dívidas sociais saídas só Deus sabe de onde (Tudo bancado pelo otário de sempre: NÓS!) foi que se disseminou a apologia socialista das mamatas.

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Sabemos que antigamente, para o intelectual ter o seu sustento assegurado, fazia-se mister que este fosse detentor de alguma função pública. Haja vista Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Drummond, Vinícius de Morais e tantos outros mais. Hoje, a mudança que verificamos é que, ao invés de buscar um meio para assegurar seu modesto sustento, evoluímos (?) para uma condição em que todos almejam, única e exclusivamente, se dependurar nas tetas estatais e, em paralelo, enriquecer rápida e despudoradamente, seja por que meio for, mesmo que utilizando os artifícios e mutretas mais abjetos. Implantou-se um verdadeiro frenesi do “Salve-se quem puder”! Ninguém mais quer ficar no papel de otário, pagador de impostos e provedor de recursos para a esbórnia praticada pelas gangues que se apossaram do aparato estatal e o estão dilapidando com gosto. Implantamos com denodo o mandamento de que devemos todos nos locupletar. O país vive uma parasitose em estado terminal.

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A grande dúvida que ainda nos resta agora é saber o destino a ser dado aos parasitas maiores dessa carnificina econômica que está sendo praticada com a nossa nação. Esses gordos lombrigões acima e muitos outros mais. Falo isto porque são tantos que, prover cadeia para essa multidão de canalhas, vai nos custar muito caro. Minha proposta é, ou anistiar todo mundo, ou fuzilá-los todos por crime de traição e de “Lesa Pátria”. Sairia bem mais barato e seria muito mais eficaz. Por mim, anistia e leniência um caralho!

Acresce ainda que, dentro da cadeia alimentar dos parasitas que nos infelicitam, existe toda uma hierarquia. Alguns, mais escolados na nobre arte de engabelar otários, arte esta desenvolvida ao longo de anos e anos de disputas sindicais e políticas, situam-se no topo desta cadeia e estabeleceram o ritmo da roubalheira. A estes, normalmente coube a parte mais suculenta do butim: São ministros, governadores, deputados, senadores, prefeitos, e até presidentes. São também os maiores beneficiários da roubalheira e, como é de praxe, alegam sempre não saber de nada. Acho ótimo! Se forem mesmo inocentes, o que duvido muito, ao serem fuzilados virarão mártires e irão direto para o céu. Que beleza!

Muitos desses canalhas já foram presos, ou estão em vias de o serem. O danado é que, após delatarem alguns comparsas, passam algum tempo presos, saem para prisão domiciliar e, logo depois, estão livres e desimpedidos para usufruir de toda aquela imensa grana que roubaram dos otários.

Menos mal, já que antes, nem presos iam. Mas é de lascar! E nós, a tudo assistindo com cara de bundão.

Mesmo sendo essa multidão de ladrões de altíssima periculosidade no topo do esquema quem montou e operou a roubalheira, o problema maior ainda não é nem esse. A bronca é a imensa multidão, composta já por mais de um milhão de parasitas encastelados na estrutura estatal, todos altamente viciados a não fazer porra nenhuma e a ser remunerado muito acima do mercado. Isso sem falar no outro milhão de privilegiados, aposentados do funcionalismo público que, mesmo sem terem contribuído adequadamente para tal, se aposentaram com vencimentos integrais. Isso quando não nos tripudiam ainda mais ao acumular aposentadorias de diversas fontes, sempre bancadas pelo contribuinte otário, mais os pixulecos.

É como dizia a Madre Superiora, naquele momento de rara inspiração: Assim não tem cu que aguente!

Será que, algum dia, a revolta e o nojo da população serão suficientes para mudar esse estado de coisas?

DUVIDO MUITÍSSIMO! ESSA MERDA DE PAÍS NÃO VAI SAIR DISSO NUNCA!

RAPOSAS CUIDANDO DO GALINHEIRO – (E NÓS SOMOS AS FRANGUINHAS)

“A melhor forma de se dar bem fora da lei é legislando em causa própria.” – Millôr Fernandes

Uma das características mais escrotas da corja que vem infelicitando este país há décadas é a sua capacidade de se blindarem mutuamente, de modo que ninguém possa imputar-lhes nada e nenhum deles venha a ser punido por todas as falcatruas e trambiques praticados com recursos públicos.

Visando este objetivo, pratica-se diuturnamente uma verdadeira suruba administrativa!

Os três poderes, supostamente “harmônicos e independentes”, mancomunaram-se para estuprar cada vez mais a população. Se o coitado do Barão de Montesquieu saísse da sua catacumba e visitasse o Brasil, ao ver a lambança que fizeram com as suas ideias, seria capaz de enfartar.

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Vamos dar uma pequena amostra de como funciona esta usina de patifarias:

1ª sacanagem – O FORO PRIVILEGIADO:

A forma mais eficaz encontrada para proteger as pregas do fiofó das “inselenças” foi colocar todos esses bandidos para serem julgados por um tribunal cuja função maior é analisar questões constitucionais. Este não possui estrutura minimamente adequada para julgar a avalancha de processos criminais a que está sendo submetido. A consequência é uma eterna procrastinação. Isto leva à prescrição da maioria absoluta dos julgamentos e sentenças, sem falar do envolvimento pessoal existente entre os julgadores e aqueles que deverão ser julgados. O melhor exemplo disso é o nosso Presidente do Senado: tem uma penca de processos que andam a passo de lesma e se estendendo por décadas sem fim. Vai morrer e não vai preso.

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2ª sacanagem – JUIZES DOS TRIBUNAIS SUPERIORES ESCOLHIDOS E HOMOLOGADOS PELOS MESMOS BANDIDOS QUE DEVERÃO SER JULGADOS POR ELES:

Essa aí pode ser considerada como sendo a mãe de todas as sacanagens: – “Eu te nomeio pra uma sinecura vitalícia e tu prometes me livrar a cara, sempre que se faça necessário. Estamos combinados?”

Foram nomeados desta forma algumas das figuras mais vergonhosas que já passaram pela avacalhada magistratura nacional nos tribunais superiores. Isto nas palavras de seus próprios pares. Um, foi nomeado porque a mãe era amiga da mulher do sátrapa da hora. Outro, como prêmio pelos bons serviços jurídicos prestados à gangue, mesmo sendo de uma mediocridade profissional acachapante. Um terceiro, nomeado com a missão de livrar a cara de um comparsa enredado nas malhas da lei. Aqueloutro, por ter se declarado fervoroso acólito do projeto medíocre de país defendido pela gangue. Dá pra aguentar?

Nos Estados, é pior ainda. Teve um governador do Nordeste que se empolgou e nomeou a própria mulher para lhe auditar as contas no Tribunal de Contas do Estado. Não se importou nem com o fato desta ser enfermeira e não entender bulhufas de contas públicas. O pior foi a Assembleia Legislativa Estadual, pra variar composta por canalhas, se curvar aos ditames do ditadorzinho de opereta e aprovar a nomeação.

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3ª sacanagem – JUIZES E DEPUTADOS BANDIDOS (Olha o pleonasmo) SEREM JULGADOS PELOS PRÓPRIOS COLEGAS:

Não podia dar outra! A pena máxima, para qualquer juiz, por maior que tenha sido a sacanagem praticada pelos mesmos, é a aposentadoria compulsória (com salário integral, é claro!). No caso dos deputados, a pressão pública e o medo de não se perpetuar nas mamatas faz com que, em alguns casos mais extremados, os colegas virem as costas a aqueles dentre eles que tiveram a desgraça de ver suas falcatruas nas primeiras páginas dos jornais. Bota em um Tribunal de Júri Popular que sairiam todos apedrejados!

4ª sacanagem – PARLAMENTARES DEFININDO SEUS PRÓPRIOS SALÁRIOS E VANTAGENS, BEM COMO DA IMENSA GANGUE DE APANIGUADOS E ADERENTES:

Essa pode ser considerada uma das formas mais eficazes para se depenar o erário “dentro da lei”: Nomeia-se uma multidão de aspones totalmente inúteis, que nunca comparecem nem para “bater o ponto”, e se recolhe destes mesmos parasitas uma modesta contribuição para o fundo partidário. Algo assim como metade de tudo o que receberem. Isso quando não são funcionários fantasmas.

Se comparecerem todos ao mesmo tempo, formar-se-á uma multidão digna de show de rock nos gabinetes parlamentares. E nós bancando essa montanha de escrotidão…

5ª sacanagem – AUTONOMIA DAS UNIVERSIDADES E DO JUDICIÁRIO:

Essa é a palavra mágica: AUTONOMIA! Mais uma forma tremendamente eficaz de nos enrabar sem dó e, o que é melhor, totalmente “dentro da lei”. Isso quer dizer simplesmente o seguinte: Nós, que pagamos a lambança deles, só temos o direito de entrar com a bunda. Eles é que possuem total independência para fazer o que quiserem com a fortuna de dinheiro que lhes é destinada.

Essa, e não outra, foi a razão que levou nossas universidades federais a se transformarem em verdadeiras madrassas, totalmente direcionadas à doutrinação do nosso talibã socialista tupiniquim. Foi assim que a prioridade se deslocou das carreiras técnicas para o estudo de “questões sociais” e outros quejandos de igual jaez, passando a formar hordas de semianalfabetos, todos altamente intoxicados por ideologias imbecilizantes que já foram desmoralizadas sobejamente pela realidade, sempre que aplicadas.

A LUZ NO FIM DO TÚNEL

O único fato novo que está levando ao desespero esse tremendo aparato fudetório da população é uma invenção da constituição de 1988: O Ministério Público. Dá gosto ver esses jovens procuradores, juntamente com alguns bravos juízes, demonstrando por “A” mais “B” o quanto esses caras são canalhas e desmantelando a montanha de mentiras e sacanagens que aprontaram. Com essa eles não contavam.

 

VIAGEM NA IMBECILIDADE DO QUOTIDIANO

Nós brasileiros nos destacamos dentre o concerto das nações pelo fato de não termos dado origem a uma grande quantidade de gênios, salvo as mesmas raras e honrosas exceções de praxe. Um bom indicador dessa constatação é o fato de não termos, até hoje, nenhum Prêmio Nobel, mesmo estando este prêmio um tanto quanto avacalhado ultimamente. Como desgraça nunca vem sozinha, pari passu com esta mediocridade acachapante e de raiz, aquele de nós que ainda insiste em por seus neurônios e sinapses para funcionar, é forçado a conviver diuturnamente com um tsunami de imbecilidades que suplanta de longe o de Fukushima.

Tomei a liberdade de pinçar aleatoriamente algumas das manifestações mais estarrecedoras dessa imbecilidade galopante que, mesmo se apresentando de forma universal, encontrou aqui por estas plagas um caldo cultural tão propício ao seu desenvolvimento que veio a se constituir numa forte definidora daquilo que nos acostumamos denominar de “Brasilidade”. Vamos, pois, a esta escatologia teratológica:

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1. Horizonte temporal de curtíssimo prazo.

De maneira similar a Wittgenstein, quando este afirmava que “O universo vocabular define o tamanho do cérebro”, afirmo eu que o horizonte temporal representa fielmente o estado de evolução espiritual de um ser humano. Pessoas cuja visão do mundo se estende por dezenas de gerações, abarcando toda a imensa epopeia que tem sido a saga desta espécie diferenciada de macacos pelados e que pensam que pensam, são necessariamente pessoas cujo estágio evolutivo se situa nas camadas mais altas. O mesmo raciocínio se aplica quando estas mesmas pessoas projetam o impacto de nossas ações atuais nos séculos que ainda estão por vir.

Infelizmente, parece-me que a maioria absoluta de nossos contemporâneos, especialmente os nossos irmãos da “terra brasilis”, limitam o foco das suas visões a aquilo que deverão comer no jantar. Lembram-me muito a constatação dos autores do livro “Freakonomics”, quando estes relatam uma experiência realizada com uma espécie de macacos “cuja única preocupação seria comida e sexo”. Logo depois, os mesmos se corrigem e constatam que a maioria das pessoas que eles conhecem se comportaria exatamente desta maneira.

Devem ter realizado esta experiência no Brasil.

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2. Meu estômago como representação do mundo.

Como consequência direta desta visão chinfrim do mundo, a maioria das pessoas passa a julgar o valor de qualquer coisa a partir das vantagens imediatas que poderá lhes propiciar. Assim, governo bom seria unicamente aquele que lhes aumenta as mamatas e regalias.

Preocupação com impacto nos demais? ZERO!

O resto que se lasque. O meu primeiro e, de preferência, bem muito.

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3. O Governo como o grande provedor.

O desdobramento deste hedonismo ególatra, que foi amplamente cultivado e cevado pelas hordas de sindicalistas famélicos que nos infernizou nos últimos anos, foi uma verdadeira apoteose de benesses estatais, distribuídas de mancheias a todos os apaniguados, agregados e aderentes ao bacanal estatal.

As consequências, como diria o sábio Conselheiro Acácio, vieram depois! Um aparato estatal altamente perdulário, totalmente irresponsável, afundado em montanhas de dívidas, às portas da bancarrota e predado por um paroxismo de parasitismo galopante.

Se fosse só o aparato estatal falido, estaria tudo bem. Só que este, no afã de sobreviver, exauriu todas as forças das atividades produtivas, levando junto consigo, para uma condição de virtual falência econômica, toda uma nação riquíssima em potenciais.

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4. Ver o mundo como eu gostaria que ele fosse.

A mais interessante expressão da maré de imbecilidades nacionais são aquelas lideranças que, mesmo tendo nos conduzido à beira da total falência econômica, continuam insistindo de forma Panglossiana que “Este é o melhor dos mundos possíveis”! Retiramos milhões da miséria (através de esmolas estatais). Colocamos milhões de jovens na universidade (Entram burros e saem jumentos). E por aí vai…

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5. Nós contra eles.

Você teria coragem de comprar um carro usado de algum desses vigaristas acima?

A tara dessa Corja é a luta de classes. Como exterminaram com a classe operária, já que conseguiram falir a quase totalidade da indústria nacional, decidiram partir para fomentar a luta entre “raças” (sic), conceito nazista redivivo nestes tristes trópicos, e colocar a mundiça contra azelites dozoi azuis. Dá pra aguentar? Para essa porra que eu quero descer!

VERBORRAGIA

A característica mais infame através da qual os brasileiros se distinguem das demais nacionalidades com as quais eu tive o prazer de conviver é a loquacidade!

Já foram por mim visitados bem mais do que cinquenta países. Estudei em alguns, trabalhei em outros. Alguns eu apenas visitei. Outros, percorri-os de ponta a ponta, atravessando-os e conhecendo-os em detalhes, visitando todas as suas inúmeras regiões. As suas diferenças culturais são infinitas e foram todas observadas por mim com extremo fascínio. Em nenhum deles me deparei com pessoas que fossem tão absurdamente faladoras, que falassem tão alto e que falassem tanta besteira.

O brasileiro atual apresenta uma necessidade premente e imperiosa de externalizar, a qualquer custo, todas as imbecilidades que lhes vão n´alma. Não foi à toa que o genial Millôr Fernandes afirmou certa vez que “A boca é o órgão excretor do cérebro”. Quis dizer com isso que esta seria o duto natural de saída de tudo o que é merda que as pessoas possuem em suas cabeças. Millôr conhecia muito bem os brasileiros!

A impressão que eu tenho é que a necessidade que estes espécimes possuem de botar pra fora tudo o que é excrescências que lhes recheia a cabeça chega a ser uma necessidade fisiológica irreprimível. As imbecilidades lhes jorram boca a fora como quem solta um peido: Saem de moto próprio e sem que estes consigam segurá-los. Caso não consigam excretá-las, estas virão a provocar uma pressão indizível nos seus miolos, podendo leva-los a um estado de mais completa loucura.

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Estou certo que, a esta altura da minha peroração, os mais críticos dos meus parcos leitores, estarão achando que eu exagero nesta minha constatação.
Ah, é? Pois então façamos um pequeno teste (um testículo?).

Dirijamo-nos a qualquer lugar público onde se encontre uma quantidade suficientemente grande de pessoas. Se forem brasileiros ali presentes, ao contrário do que ocorreria se fossem estes oriundos de alguma outra terra menos selvagem que a nossa, podem estar certos que o nível em decibéis deverá estar próximo ao ruído provocado por um avião a jato decolando. Algo como uns 120 decibéis.

Testemunharemos sempre um bate-boca interminável que, aos menos avisados, poderia dar a ideia de que estariam próximos de sair às tapas e murros, quando é apenas uma leve “discussão” retórica.

Observem que é muita boa vontade da minha parte denominar aquela algaravia ininteligível de discussão.

O mais interessante é que ninguém dá a mínima atenção ao que o outro está defecando verbalmente. A preocupação de cada um parece ser tão somente excretar todas as imbecilidades que lhes estão comprimindo os miolos.

O epítome dessa síndrome cagatória verbal é o nosso assim chamado “parlamento”.

Menino! Pense num lugar com mais de 500 picaretas, todos altamente escolados em bate-bocas intermináveis, discutindo em altos brados e exaustivamente os rumos da capilogência nacional. Bom mesmo é saber que todo este tsunami bostífero falatório é abundantemente regado a infinitas montanhas de bilhões de reais extraídos a ferro e fogo dos otários desta nação. Isto é: NÓS.

Isso, quando não estão maquinando infindas maneiras de aprofundar a esbórnia através do desenvolvimento de “jogadas” escusas e de “tenebrosas transações”(expressão de Chico Buarque quando ainda tinha cérebro), cujo único fito é depenar e desossar o erário nacional, dando origem aos famosos “PIXULECOS” de pavorosa memória.

É uma verdadeira multidão de bandidos, a maioria absoluta com uma ficha mais suja que a latrina da minha humilde morada, todos dando vazão a uma interminável lenga-lenga, cujo único objetivo é sempre fazer- nos todos de babacas.

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Decididamente… UMA VISÃO DA ANTESALA DO INFERNO!

P.S. Calígula colocou seu cavalo no senado e Incitatus entrou para a história como sendo o 1º a virar senador. O povo brasileiro colocou um bando de jumentos e de éguas e ninguém diz absolutamente nada.

P.S.2 – Certo estava Bismarck quando disse: “Lei é como salsicha! Se ver fazendo, fica com nojo e não engole”.

EDUARDO CUNHA

Prezados amigos fubânicos.

Olhem detidamente para a foto abaixo e me digam se sentem a mesma coisa que eu senti ao vê-la pela primeira vez em um destes sites de notícias da internet.

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Eu não sei em vocês, mas em mim, causou uma tristeza imensa e pungente! Por Eduardo Cunha, preso e ameaçado de passar mais uns 15 anos, pelo menos, enjaulado naquela masmorra. Por Cláudia Cruz, ameaçada de cair diretamente das colunas sociais mais sofisticadas, dos restaurantes mais chics do mundo, dos hotéis mais caros e luxuosos do mundo, para ir mofar em um presídio feminino, sem data prevista de saída no futuro próximo ou distante. Por aquelas adolescentes que, mal começaram a vida, ao verem aquela vida de conto de fadas artificial que levavam desmoronar totalmente, ficando ameaçadas de passar necessidades financeiras indizíveis, já que todos os bens e recursos de seus pais foram bloqueados pela justiça, e correndo o risco de virem a ser criadas e cuidadas por parentes que não seus pais, talvez até necessitando de favores financeiros para as coisas mais básicas. Fiquei imensamente triste pelo Brasil.

Fiquei imaginando o que se passaria na cabeça daquelas lindas adolescentes, filhas de Eduardo Cunha e de sua esposa, Cláudia Cruz, ao se encaminhar, juntamente com a mãe, à sede da Polícia Federal, em Curitiba, a fim de visitar o pai delas.

Fiquei imaginando o que se passaria na cabeça de Eduardo Cunha, ao vê-las naquela situação por sua culpa. Todas com olhar lacrimoso e envergonhado, arrastando atrás de si pequenas e patéticas malas, provavelmente cheias de agrados simples para o prisioneiro, forma singela de reiterar seu amor a ele. Se fossem minhas filhas, eu daria um braço para não fazê-las enfrentar esta situação. Acredito firmemente que ele deva ter pensado exatamente isto ao vê-las.

Será que valeu a pena, Eduardo Cunha?

Toda a comunidade fubânica é testemunha do quanto eu tenho desancado a ladroagem desvairada que se apossou do governo deste país na era lulopetista. Não podem jamais me acusar de simpatia pelas imbecilidades pregadas e aprontadas por esta “esquerda” patética e composta por facínoras. Só que a minha preocupação agora é de outra dimensão.

Preocupa-me o “dia seguinte”, logo após a “tempestade perfeita”, em termos políticos, que eu vejo se aprontando no horizonte do Brasil.

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Assim, o que eu vou propor agora não deve jamais ser entendido como complacência com bandidos. Lá vai!

Qualquer pessoa medianamente informada sabe do frenesi de roubalheiras que se apossou de nosso país nos últimos anos. Eu só comparo este estado de excitação coletiva com o período do nazismo na Alemanha.

Acredito que praticamente, toda a população brasileira foi seduzida pela ideia do “Estado Provedor” e cujos recursos seriam ilimitados. Ninguém se perguntava quem iria pagar a conta da esbórnia. Todos se imaginavam passando em um concurso, logo após se formar em um curso de nada com coisa nenhuma, e com salário inicial de uns vinte mil reais. Formatura esta devidamente financiada a “Fundo Perdido”, quer dizer, dada em doação através do FIES, e em cujo curso o aluno entra burro e sai promovido a jumento.

Outros foram corrompidos pela perspectiva de nomeação para um “Cargo de Confiança”. Quer dizer: Aspone de algum político canalha e sem ter de fazer porra nenhuma. Aquele outro seduzido pela possibilidade de participar de alguma transação espúria bancada pelo estado; seja no “Minha casa minha Dilma”, seja na montagem de alguns caríssimos “Cursos de Profissionalização” bancados pelo famigerado FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), e que na realidade, só amparava mesmo a algum baba-ovo de político canalha (Olha o pleonasmo!). Alguns milhões, tornados adictos da mesada mensal denominada de “Bolsa Família”, e que nada mais era que uma belíssima esmola bancada com o nosso dinheiro e cuja única finalidade era perpetuar a gangue no poder. E por aí vai…

As variações deste modelo se desdobram ad infinitum, mas obedecendo sempre ao esquema básico de qualquer Conto do Vigário que se preze: oferecendo ao otário uma enorme vantagem, indevida e imerecida, para que ao final, esta vantagem escrota se transforme em um grande prejuízo de todos os bestas que foram seduzidos, (e como tem gente besta neste país), e em um lucro imenso para os vigaristas.

Em vista da amplitude da degeneração verificada em nosso país neste período aziago, creio que a única solução para aprumar esta espelunca seria um Tribunal de Exceção, nos mesmos moldes do que foi aplicado aos maiores líderes nazista em Nuremberg: Pena de morte para os comandantes maiores, prisão perpétua para os de 2ª linha e banimento perpétuo de toda e qualquer atividade minimamente relacionada com a Administração Pública, para eles e todos os seus sequazes, familiares e aderentes, INDISTINTAMENTE. Tudo isto, é lógico, após ressarcirem ao tesouro tudo o que foi por eles roubado.

Faz-se extremamente necessária uma rigorosa “Despetização” do Brasil, nos mesmíssimos moldes em que foi realizada a “desnazificação” da Alemanha após a 2ª Guerra Mundial.

Se formos ficar processando cada um destes bandidos individualmente, a coisa não acaba nunca. O Brasil precisa virar esta página nefasta da sua história para poder se reerguer. Além de que, a maioria deles é detentora de cargo incrustrado nas mais altas instâncias decisórias de nossa nação, seja fazendo as leis escrotas que vão lhes garantir a impunidade, seja julgando aqueles mesmos delinquentes que os nomearam para tribunais superiores com a única missão de retribuir a generosidade através da garantia de impunidade.

Não dá! FORA TODOS!!!! E se possível, de uma lapada só.

Só precisamos agora chamar a Rússia, Inglaterra, Estados Unidos e França para administrarem esse tribunal.

PROSELITISMO E MANADAS

É mais fácil enganar as pessoas que convencê-las que foram enganados. – Mark Twain

Uma das coisas que mais me torra a paciência é ver a necessidade compulsiva que as pessoas possuem de tentar enfiar, a qualquer preço, suas ideias estapafúrdias e idiotas goela abaixo de todo o mundo que dá o azar de se encontrar nas suas redondezas. disse Ozzy Osborne, em momento de rara inspiração: “Opinião é feito pênis! Possuir um não é mau nenhum. De lascar é sair por aí tentando enfiá-lo nos outros à força”.

Esta mania, segundo creio, é consequência da insegurança e da consciência da inferioridade de que a maioria das pessoas é portadora, associados ao fato de todos sentirmos permanentemente, dentro do mais íntimo das nossas mentes, um permanente desconforto, difuso e persistente, decorrente do fato de vivermos eternamente assombrados por uma solidão cósmica e abissal, por sabermos que nascemos sós e de que morreremos sós!

Como decorrência deste quadro, surge na maioria das pessoas uma necessidade premente de “formar uma manada em volta de si”, de modo a se sentir seguro, ao mesmo tempo em que desenvolvem sentimentos agressivos com relação a quem quer que não pertença ao mesmo grupo. O tão famoso “Nós contra Eles”!

Os psicólogos já deram até nome bonito pra isso tudo. O nome em inglês pra essa coisa, o sentimento de “Belongness”, foi terrivelmente traduzido através do neologismo “Necessidade de Pertencimento”. Este sentimento é um entendimento distorcido e pobre daquela maravilhosa visão que coloca o ser humano como sendo eternamente aspirante a “fazer parte de algo maior que si mesmo”. Sempre estando em busca de formas de evoluir, a partir de um egotismo desenfreado, para atingir patamares mais sublimes. É aquela velha necessidade que as pessoas nobres sentem de transcender às limitações e fragilidades inerentes à sua condição humana.

A ânsia em formar legiões de prosélitos e acólitos em volta de si, como forma de conquistar um pouco mais do sentimento de segurança por estar em meio a uma manada de seguidores e assemelhados, é uma das características mais marcantes da época de personalidades rasteiras que estamos vivendo. Evita-se de todas as formas ficar só consigo mesmo. Enquanto o asceta busca transformar a si mesmo, de modo a ascender espiritualmente, a maioria busca convencer os demais, de modo a sentir o aconchego de diluir-se em meio a uma massa indistinta de toupeiras de igual calibre.

Outra derivação deste fenômeno de “grupalização” é considerar toda e qualquer contestação às “Verdades Estabelecidas” reinantes no grupo como sendo uma traição ao mesmo e a cada companheiro em particular.

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A primeira pré-condição para poder participar deste festival de imbecilidades é menosprezar solenemente toda e qualquer forma de pensamento que não se coadune com a sua forma de pensar. Questionar tudo e a todos, menos a si mesmo. Quando enfrentado, imediatamente classificar o oponente como sendo preconceituoso. Como se não fôssemos todos nós, pelo menos em princípio, totalmente preconceituosos, tendo em vista que todos nossos conhecimentos são baseados em argumentos parciais e fragmentados (preconceitos?), sujeitos, portanto, a permanentes revisões sempre que surjam novos argumentos válidos.

Outros epítetos abundantemente utilizados pelos grupelhos de esquerda para com os dissidentes das suas unanimidades burras, sempre ávidos em obter uma uniformidade de pensamento nos seus sacrossantos “coletivos”, era classifica-los como “Sectários”, ou então “Diversionistas”. Até o linguajar bolorento já denota o quanto são autoritários e opressores.

A atitude seguinte do imbecil dogmático, quando contestado, é adotar um tom paternalista. Este tenta Infantilizar o oponente como forma de desqualificar lhe os argumentos. É uma variação sutil da velha falácia conhecida como “Argumento da Autoridade”. Quando nem esta atitude funciona, no sentido de aniquilar a resistência, parte-se para a ignorância pura e simples. Não resolveu por bem? Então, vai ser na porrada!

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Pairando acima dessas multidões de descerebrados por opção vem um intensivo processo de “carneirização” de todos os indivíduos, processo este que, antes sutil e subliminar, passou a atuar de forma agressiva e totalmente desabrida nos últimos tempos, especialmente devido à conivência criminosa de nossas lideranças, quase todas possuidoras de personalidade absurdamente mais abjeta que a média da população.

Chegamos a uma altura em que o processo de manipulação de corações e mentes se encontra tão sofisticado e consolidado que, o simples fato de destoar desta uniformidade imbecilizante, passou a ser encarado como algo altamente suspeito e, por vezes, até criminoso. Se uma grande rede de televisão “ordenar” que a próxima “onda” é andar com uma rosa enfiada no rabo, pode ter certeza que, ao ir à praia no dia seguinte, se deparará com um verdadeiro jardim. Multidões de imbecis com uma touceira de rosas enfiadas no cu.

À altura em que nos encontramos, só resta rogar a Deus que tenha misericórdia dessa pobre humanidade.

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Esta é a causa raiz de grande parte dos males enfrentados pela humanidade ao longo dos séculos.

O Remédio? As lindas e sábias palavras de Antônio Gedeão:

Inútil seguir vizinhos,
Querer ser depois ou ser antes,
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos,
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!

NÓS CONTRA ELES!

Desde a Revolução Francesa de 1789 que vivem “buzinando” esse negócio de “Esquerda” e “Direita” em nossos ouvidos! Só se fala disso, como se o mundo fosse uma eterno Fla-Flu: Se o elemento é adepto de um, então, necessária e obrigatoriamente, é contra o outro! E estamos conversados.

Decididamente, é um pé no saco esse tipo de conversa medíocre. Até porque esse negócio de esquerda e direita nunca funcionou muito bem aqui no Brasil. A divisão por aqui sempre foi mais entre quem está “em cima”, seja de que partido for, e quem está embaixo e sendo devidamente enrabado.

Ocorre que agora, depois que o governo (?) do PT, tal e qual um tumor cancerígeno, estendeu seus tentáculos metastáticos e sugadores em todas as direções do país, o que veio a culminar com o total colapso da economia brasileira, não restou muita opção ao Governo Temer que não fosse tentar pelo menos limitar a imensa bandalheira dos valores desastrosos atualmente apresentados pelas contas governamentais.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada ao congresso propõe apenas e tão somente limitar o CRESCIMENTO dos gastos públicos aos valores apresentados pela inflação nos próximos 20 anos.

Não é muita coisa e, ao mesmo tempo, é muita coisa! Eu explico: O que o cara está propondo não vai consertar em nada a imensa e geral esculhambação provocada pelo governo na nossa economia. Só vai impedir que essa chupada do sangue econômico da nação realizada diuturnamente pelo governo aumente ainda mais. Só isso! De resto, a sacanagem praticada atualmente com a população deverá continuar exatamente do mesmíssimo jeito. Pela proposta, quem se encontra mamando despudoradamente nas gordas tetas estatais deverá continuar com todos os seus imensos privilégios preservados e intocados, per omnia secula seculorum. Só que isso não lhes é suficiente. Eles querem mais! Muito mais!

O simples fato de saber que a lambança atingiu seu ápice e não poderá aumentar, de forma que para o governo, tal qual gafieira na hora da briga, quem está fora não entra e quem está dentro não sai, já foi mais que suficiente para inspirar todos os instintos predadores da imensa alcateia, E ISSO ESTÁ SENDO O SUFICIENTE PARA RACHAR A NAÇÃO!

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De um lado, a imensa legião de daqueles otários que eu chamo de: os “SEM CONCURSO”, os “SEM MANDATOS” os “SEM D.A.S.” e os “SEM LICITAÇÃO FRAUDADA”. Quer dizer: NÓS!

Somos aquela imensa parte da população que só quer poder tocar a vida de maneira honrada e que são acometidos de verdadeiro nojo ao pensar em se transformar em mais um daqueles medíocres e bandidos que vivem pendurados nas tetas estatais, empurrando suas obrigações com a barriga e fazendo contas e mais contas sobre quantos dias ainda faltam para poder se aposentar com SALÁRIO INTEGRAL.

Aliás, só de se imaginar vivendo desta maneira sentimos imensos engulhos e ânsias de vômito.

Apenas por causa desta ousadia (de querermos viver sem ficar na dependência do beneplácito estatal), somos taxados com pesadíssimos impostos e todas as nossas atividades econômicas são sempre olhadas com suspeição pelo nosso sócio espúrio e majoritário: o estado.

Em vista disto, somos fiscalizados em todas as mínimas atividades. Devemos ser o país do mundo com a maior quantidade de fiscais por cidadão. Fiscaliza-se tudo! Somos fiscalizados a cada passo. Somos uma sociedade de seres humanos OUTORGADOS pelo estado plenipotenciário. Para toda e qualquer iniciativa, necessitamos de um famigerado ALVARÁ. Tudo é proibido ou é obrigatório. Nada é deixado ao livre arbítrio do cidadão. Tudo isso para evitar que nós, os verdadeiros donos desta bodega, nos recusemos a contribuir para manter devidamente alimentado o apetite pantagruélico do Leviatã que apadrinha e sustenta a legião de parasitas governamentais.

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Do outro lado desse “racha”, a multidão de gordas lombrigas, das mais variadas espécies, que vivem parasitando o nosso esgarçado tecido social, normalmente mantidas e lideradas pelo aparato estatal. Na linha de frente desta facção nefasta vem os advogados! Vide as manifestações da OAB, PGN et caterva.

Esta ala é, até por definição profissional, composta majoritariamente por abutres e hienas da espécie humana. Alimenta-se prioritariamente de tudo o que esteja putrefato em nosso tecido social: onde houver trambiques, mutretas, falcatruas, corrupção, violências diversas, desavenças conjugais e societárias, tudo isso servirá de fato gerador de repastos para a satisfação da voracidade destas espécies. Esta é a razão pela qual estes se deliciam testemunhando a tremenda degradação que estamos vivenciando em todo o país, principalmente nas esferas mais elevadas do poder. Como os vermes, são verdadeiros “Operários da ruina”.

Logo abaixo destes, na cadeia alimentar da rapinagem nacional, vem os “Sindicalistas Profissionais”, os “Professores” (soi-disant) incrustrados nas madraças do Talibã esquerdista em que se transformaram as Universidades Federais, os “Movimentos Sociais” bancados por gordas subvenções estatais, os “Partidos Políticos” cuja função maior passou a ser a arrecadação dos famigerados fundos partidários, e toda uma pletora de miríades de maneiras criativas encontradas pelos picaretas para se locupletar à custa do erário.

Não é outra, senão esta, a razão que nos leva a ter uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo e, principalmente, das que menos geram benefícios para a população, já que toda a imensa riqueza, arrancada a fórceps dos cidadãos, serve única e exclusivamente para alimentar esta parasitose galopante.

Dá pra ser feliz?

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OH TEMPORA! OH MORES!

Completei 60 anos recentemente. Entrei na 3ª idade! Estou me sentindo um perfeito ancião, muito embora cheio de saúde e de vigor. Há poucos anos atrás, eu já estaria devendo alguns anos ao cemitério.

Acredito firmemente que, ao longo de todos esses anos de muito trabalho, consegui realizar muito mais do que me imaginava capaz. De forma semelhante, creio firmemente que já consegui usufruir da vida muito mais do que achava que minhas condições de vida poderiam me proporcionar: Conheci mais de 50 países; convivi com as mais diversas culturas, estudei e trabalhei em dezenas de países, fiz inúmeras e maravilhosas amizades nos quatro cantos do mundo, realizei trabalhos maravilhosos que até hoje, permanecem gerando benefícios, e por aí vai.

No aspecto pessoal, fui agraciado com o privilégio de poder conviver e ver o crescimento de 3 filhos absolutamente maravilhosos, que só me enchem de alegria e de felicidade. Isto, apesar de reconhecer que o gênio maravilhoso da trinca é muito mais mérito da mãe deles do que meu, já que minha participação maior na educação deles foi pagar as contas do final do mês.

Em suma: Sou um felizardo! Um vencedor sobre as minhas circunstâncias adversas!

Ocorre, porém, que sou de uma avidez e de uma sofreguidão voraz por tudo de maravilhoso que esta vida pode proporcionar. Olho o mundo em volta e, mesmo estando mergulhado neste mar de nojeiras que é o Brasil atual, tenho um sentimento muito forte de que devo me recusar veementemente a aceitar esta situação como sendo fato consumado.

Apesar de “Já estar sentindo o cheiro de uma nova estação” e de ser sabedor de que “O novo sempre vem”, como dizia o nosso maravilhoso poeta louco, Belchior, tenho uma consciência profunda de que esta recuperação do Brasil não será para mim. Muito provavelmente, não será nem para os meus queridos netos.

Eduardo Campos, no dia anterior à sua morte e num momento altamente premonitório, nos conclamou a todos para que não desistíssemos do Brasil.

Pois bem, meus amigos: desculpe-me Eduardo mas…EU DESISTI DO BRASIL!

Minha opinião é que esta merda de país não tem mais jeito que dê jeito. Vamos aos fatos:

• Um governo que consome uma proporção enorme do PIB (40% ?) e cuja única obra é criar e ampliar privilégios para aqueles apaniguados que conseguiram se locupletar em sua estrutura paquidérmica, que futuro pode proporcionar aos seus cidadãos?

• Um governo falido que deve uns 3 anos de sua ARRECADAÇÃO BRUTA e que, mesmo esfolando o pobre do cidadão, que meramente tenta sobreviver, não consegue nem pagar os juros dos agiotas que lhes sugam o sangue direto da jugular, qual é o seu futuro?

• Uma esbórnia total nas contas públicas que, ano a ano, só acrescenta mais uma montanha de bilhões ao total que já está devendo, qual é o seu destino?

• Um governo tão encalacrado em dívidas que, para encontrar algum agiota disposto a se arriscar lhe emprestando dinheiro, tem de pagar os juros mais altos do planeta, qual é a sua situação?

• Um país em que qualquer coisa custa O DOBRO do que custaria em qualquer país minimamente decente, sendo que a parte do leão é destinada a manter um governo perdulário e totalmente irresponsável, que futuro este país está preparando para suas crianças?

• Um país em que o governo paga anualmente cerca de 10% do PIB em juros aos agiotas que lhes emprestaram uma montanha inimaginável de dinheiro, montanha esta que nem mesmo os países perdedores das grandes guerras mundiais se viram devedores de tão grandes somas, dinheiro cujo destino foi meramente manter a esbórnia da casta privilegiada que se apoderou do aparato estatal deste país, pra onde é que vai?

• Uma nação em que a juventude vaga sem rumo, sem esperanças e sem perspectivas de coisa nenhuma, cujo projeto de vida maior é ser aprovado em um concurso público e passar a mamar nas tetas estatais também, até o dia da sua aposentadoria integral e precoce.

• Um país em que, qualquer um que se disponha a produzir alguma coisa, passa imediatamente a ser tratado como bandido, a ser assediado por hordas de fiscais famélicos, doidos para arrecadar algum pixuleco e, finalmente, a ser infernizado diuturnamente por uma legislação totalmente maluca e kafkaniana. Isso sem falar na carga tributária absolutamente extorsiva e inviabilizadora de qualquer negócio, por mais rentável que este possa ser. Não é por outra razão que estamos dizimando nossa base produtiva industrial e regredindo aceleradamente para a condição de meros extrativistas de recursos primários, produtos estes sempre exportados a preços de banana podre em fim de feira.

• Um país em que todos os valores morais foram “relativizados”, em que a mais abjeta devassidão virou sinal de modernidade, em que o fato de meramente discordar dessa Sodoma virou crime, em que nos é obrigado por lei, e empurrado goela abaixo todos os dias e por todos os meios de comunicação, todas as imundícies que saem das mentes degeneradas dos bandidos que nos desgovernam.

• Um país em que um terço das crianças que nascem são filhas de jovens com menos de 15 anos de idade, em que dois terços das crianças vivem em lares que só tem um dos conjugues, um país em que ter pai e mãe vivendo sob o mesmo teto virou um privilégio, razão maior do total e desencanto e nihilismo de nossos jovens (Vide as taxas de suicídios),que futuro pode esperar?

• Uma população que rapidamente está se transformando em uma horda de vândalos sem a mínima noção de convivência civilizada, de civilidade e de respeito pelo outro, em que todos os valores maiores da civilização, valores estes desenvolvidos ao longo de séculos, foram jogados na lata do lixo em menos de uma geração, em que uma juventude altamente neurótica e consumista (quando não drogada) está se estraçalhando e elevando os índices de criminalidade em nossas cidades a padrões dignos de uma guerra civil, em que as pessoas aterrorizadas relutam em sair de suas casas fortificadas até para comprar pão, o que é que pode esperar do futuro?

• E a polícia? Manietada! Emasculada! Desmoralizada! Desvalorizada! Muitas vezes, também corrompida! Uma polícia sem o “poder de polícia”, que não pode dar uma tapa em um marginal, com medo das retaliações dos “Grupos Sociais Organizados”.

• E os tribunais? Até mesmos os superiores? Aparelhados por marginais togados, indicados por conta de injunções politiqueiras e interesseiras, cujo objetivo maior é preservar o orifício póstero dorsal (se é que me entendem…) das hordas de bandidos que se assenhoraram do comando deste país.

Dá para ter esperança?

Meus amigos…TÔ FORA!!!! Tenho que dar um jeito, qualquer jeito, de ir embora desta merda, nem que tenha de pedir carona num barco para Lampedusa.

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Espero poder dizer muito em breve: FUI!!!

De preferência, sem ter que apelar para as “confortáveis” instalações propiciadas pelo governo italiano.

BLADE RUNNER

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Um dos filmes que mais me marcou ao longo de toda a minha vida foi “Blade Runner”, de Ridley Scott, e com Harrison Ford, o futuro Indiana Jones, ainda jovem, no papel principal.

O filme fascina já a partir do nome, bastante intrigante, até o desempenho memorável da pequena e linda mutante apaixonada. A cena em que uma delicada e solitária lágrima lhe desce silenciosamente dos olhos é inesquecível.

Um dos aspectos mais marcantes deste mesmo filme é a atmosfera sombria, em um ambiente futurista e decadente, e em que não podemos distinguir em que época se está. É uma tremenda mistura de referências temporais e culturais, orientais e ocidentais, em uma megalópole onde todos os povos e culturas do mundo se encontram.

Mas por que mesmo desta reminiscência? Calma que já chegaremos lá.

Estou voando a 12.000 metros de altitude. Acabamos de atravessar o Golfo de Aden e adentramos nas terras da Somália, o “Chifre da África”, indo em direção a Johanesburgo na África do Sul. É uma linda manhã de fevereiro e voamos em “Céu de Brigadeiro”, como se costumava dizer antigamente. Estamos vindo do Dubai, nos Emirados Árabes, e indo de volta pra São Paulo, depois de uma semana de negociações bastante promissoras com nossos parceiros locais.

A razão do “Flash Back” que me veio à memória foi a maravilhosa surpresa que tive ao constatar que, apesar da soturna previsão do cineasta citado, com relação ao futuro comum da humanidade, o que está acontecendo no Dubai hoje é exatamente o oposto da sua previsão:

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É uma terra de luz e de brilho, em lugar de vielas escuras e de escuridão e chuva constante, como no filme. As avenidas são extremamente amplas, algumas chegando a ter 7 faixas de rolamento em cada direção, sem contar com as vias laterais, com mais duas faixas cada. Imensos viadutos, com diferentes níveis e indo a todas as direções. O metrô que corta a cidade (ou será país???), de uma ponta a outra, anda sobre trilhos elevados, a uma altura de cerca de uns 10 metros ou mais. Cada estação, mais parece uma espécie de tartaruga de cristal gigante, com suas gigantescas cobertas de vidro espelhando os imensos arranha-céus com “Pele de Vidro” que as rodeiam.

Os inúmeros edifícios, nunca com menos de 30 ou 40 andares, adquirem as formas mais estranhas e imagináveis. Parece que, em vez de um “Chapeleiro Maluco”, como no “País das maravilhas” de Alice, tivemos um construtor maluco. Os prédios se retorcem, começam pequenos na base e incham à medida que sobem. Sofrem cortes abruptos em suas fachadas e coberturas. Mudam de estilo moderníssimo para o mais puro classicismo de um andar para outro. É uma festa! Não se colocou limites para a imaginação destes construtores.

Os mais belos dentre eles lembram uma imensa jangada velejando mar adentro, enquanto outro desce em cascata de lindas varandas em direção ao mar. É pura poesia em concreto.

A prova maior da ausência total de limites é a Torre do Califa, localmente chamada de “Burj Al Calipha”: O prédio mais alto de todo o mundo.

A maravilhosa criação chega a alturas absolutamente inimagináveis. Algo próximo a 1.000 metros de altura. O “Bicho” é tão alto que, apesar de ser absolutamente imenso em sua base, fica parecendo uma imensa agulha, apontando em direção ao céu, já que a sua altura é imensamente superior às dimensões de sua base. De qualquer maneira, ou por qualquer aspecto que se olhe, é lindo!

Mas tudo isso ainda não é o mais fascinante deste aglomerado humano, nem tampouco a razão que me remeteu de volta ao filme mencionado acima. A razão principal foi a imensa mistura, o verdadeiro zoológico de todas as diferentes culturas humanas com que nos deparamos aqui.

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A moça que me atendeu no hotel era uma negra linda e vinda do Quênia. Seu colega era um cara baixinho, de cara engraçada, vindo do Nepal. O motorista do táxi que me trouxe do aeroporto até o hotel era paquistanês. O rapaz que veio me apanhar no hotel, era indiano, embora de religião muçulmana, já que era originário da região próxima ao Paquistão.

Ao almoço, fomos servidos por algumas moças vindas das Filipinas. Tentei entabular uma conversa em espanhol com elas porem não funcionou. Ninguém mais fala espanhol naquelas terras. Acho que fizeram questão de esquecer a dominação espanhola por lá. O chefe delas tinha vindo do Sirilanka, seja lá isso onde for.

Essa miscelânea se prolongou por todo o período de minha estada de alguns dias.

Só pra concluir, neste mesmo avião da volta que mencionei acima, a equipe que me serviu era composta por: Maria – vinda de Moscou, Cristina – vinda da Holanda, e Mishico – vinda do Japão. Quanto às demais, não deu nem para perguntar mas eram todas lindas também. Aí já seria “Inxirimento” demais da minha parte.

Eu só sei que todas essas pessoas tinham um ponto absolutamente em comum e em altíssima dosagem: Todas eram absolutamente belas, cada uma à sua maneira!

Deverão permanecer na minha memória por longo tempo.

Ridley Scott estava errado. O futuro da humanidade é muito mais Dubai do que Blade Runner.

TRABALHO INFANTIL EM REIKIJAVICK

Teve um sociólogo alemão, um tal de Max Weber (deve ser parente da ministra Rosa Weber), que escreveu um livro a respeito das diferenças gritantes que existem entre as populações católicas e as protestantes. O nome do livro é “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”.

A ideia básica do cara é que os católicos, por terem se fixado na frase em que o Cristo fala que “É mais fácil um camelo passar no buraco de uma agulha que um rico entrar no reino dos céus”, passaram a idolatrar a pobreza e a achar que todo rico é ladrão por ter se apropriado da “mais valia” dos pobres trabalhadores. Essa seria a raiz da miséria crônica e do atraso econômico que grassa em todos os países católicos, onde trabalhar passou a ser uma praga que Deus rogou a Adão por ter furufunfado com Eva.

Em contrapartida, nos países protestantes o trabalho é visto como sendo a oportunidade que o homem tem de ser coadjuvante da obra divina, ao tentar tornar um pouco melhor este “vale de lágrimas”. Assim, o fato de uma determinada pessoa vir a ser bem sucedida passou a ser visto como um reconhecimento de Deus por uma obra realizada em conformidade com os seus ditames, sendo esta pessoa rica exatamente por ter sido abençoada por Deus. Esta seria a razão da pujança econômica predominante em todos os países de extração protestante. Faz um tremendo sentido o que ele disse!

No caso do Brasil, juntou-se à aversão visceral dos índios por qualquer forma de obrigação com a manha dos negros submetidos à escravidão, fórmula esta por eles encontrada a fim de preservar suas parcas energias para sobreviver ao trabalho extenuante que lhes era imposto. Tudo isso, arrematado pela legendária vocação Lusitana para o “bacharelismo” pomposo e pela busca monomaníaca e aventureira por posições de nobreza, onde o ato de trabalhar se configurava como uma baixeza inominável.

Não podíamos ter dado em coisa diferente!

Toda esta divagação é só para descrever o quanto ficamos estupefatos, eu e um amigo brasileiro, com as cenas com que nos deparamos ao nos dirigirmos para Reikijavick, na Islândia. É um pais dos sonhos! Uma pequena ilha, quase no círculo polar ártico, e que por conta da corrente do golfo, com suas águas mornas, não tem temperaturas assim tão boreais quanto seria de se esperar devido sua posição geográfica.

O país todinho tem pouco mais de 300.000 habitantes. Não dá o bairro de Boa Viagem, em Recife, que tem mais de 400.000 habitantes. Aliás, esse negócio de cidades imensas, com milhões de habitantes, decididamente é coisa de POOOOOOOBRE. Ficam pouco mais de 100.000 em Reikijavick, a capital, e o resto fica espalhado em uma série de pequenas vilas de pescadores ao longo de toda a costa do país, cada uma delas com alguns poucos milhares de habitantes, normalmente escondidos no fundo de algum fiorde a fim de não pegar muito vento nem mar bravio.

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Estrada para o aeroporto, em Keflavick, e vistas de Reikijavick

A economia depende pesadamente da pesca. Cerca de 60% do PIB vem daí. Mesmo assim, sempre apresentou uma das rendas per capita mais altas do mundo. Isso até que alguns espertos começassem a especular pesadamente com derivativos nos bancos islandeses. O resultado não poderia ser diferente: quebraram todos e o país quase vai à bancarrota. Mas isto é outra estória. Vamos voltar ao nosso tema.

O aeroporto fica em Keflavick, que é uma península ao sudoeste da ilha. Foi construído para ser um importante aeroporto militar dos americanos durante a 2ª guerra. Está a uns 30 ou 40 Km de Reikijavick, que fica ao fundo de uma linda baia, porto natural para todos os tipos de navios. Aliás, o nome Reikijavick significa “Baia da fumaça”.

A origem deste nome é muito fácil de explicar: O país todinho está bem em cima da Dorsal Atlântica e foi todo criado a partir de atividade vulcânica. Para quem não sabe (e ninguém é obrigado a saber), a Dorsal Atlântica é aquela rachadura imensa, que vai da Antártida até o Polo Norte, bem no meio do Oceano Atlântico. É consequência do fato da América estar se afastando alguns milímetros por ano da África.

Pois bem: Quando nosso avião ia se aproximando do aeroporto de Keflavick, depois de um voo maravilhoso vindo de Oslo e passando pelas ilhas Faroe, passamos a admirar as imensas geleiras do país e, acima de tudo, imensos vulcões em eterna atividade no meio daquele gelo todo.

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Era uma coisa de louco! Gelo pra todo lado e, bem no meio, as bocas do inferno borbulhando lava a milhares de graus e soltando imensas colunas de fumaça. É algo que só vendo pra crer. Não é à toa que Júlio Verne situou seu livro Viagem ao Centro da Terra neste país.

Uma das consequências mais maravilhosas desta atividade vulcânica é a famosíssima “lagoa azul”. Se eu fosse me deter a falar dela, tomaria toda a edição desta gazeta. É uma lagoa imensa, bem no meio de geleiras, com águas de um azul turquesa (só Deus sabe por que) e de temperaturas tépidas. Dizem que possui fortes propriedades medicinais e terapêuticas. Eu acredito! Só que, ao lado de uma lourinha linda assim, QUALQUER ÁGUA possui propriedades medicinais e terapêuticas. Assim é moleza.

Mas o motivo que me levou a escrever esta pequena crônica foi outro. Chegamos ao país no fim da primavera e começo do verão. A temperatura estava agradabilíssima (para os padrões deles lá!): uns 6º C. Íamos de carro, do aeroporto para Reikijavick, quando, ao entrarmos na cidade, nos deparamos com uma cena absolutamente insólita e que ficará gravada eternamente na minha memória. Foi uma das cenas mais bonitas que já me foi dado ver na vida.RK3

Eram dezenas e mais dezenas de crianças, todas ABSOLUTAMENTE LINDAS, vestidas com roupas de trabalho e, lideradas pelas professoras, se dirigindo às praças e canteiros de toda a cidade a fim de praticar jardinagem. Rezo a Deus para que me dê a imensa graça de poder contemplar esta cena mais uma vez.

Os objetivos daquela tradição nacional do país era, segundo eu pude entender, mostrar para a criançada, desde cedo, o valor do trabalho e a responsabilidade pelo bem comum. Quanta diferença…Se fosse no Brasil, as professoras todas seriam processadas por “Exploração de Trabalho Infantil”.

P.S. CHEGA! Para mim basta! Já deblaterei tanto sobre as nauseabundas manobras da casta dominante deste famigerado país que cansei. A partir de agora, e enquanto me der na telha (e Luizberto aceitar), só vou escrever a respeito de minhas viagens pelo mundo. Serão sempre crônicas leves e bem humoradas. Não quero ficar eternamente remoendo o imenso festival de baixarias deste quotidiano tão deprimente em que vivemos atualmente. FUI! Boa sorte para quem fica.

UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

Durante muitas décadas o antigo MEC (Ministério da Educação e da Cultura) bloqueou todas as tentativas de abertura de novas faculdades no Brasil. Para isso, usou de todas as leis, artimanhas e pressões possíveis e imagináveis, “Per fas et per nefas”! Era a continuação da terrível política colonial portuguesa que impedia a criação de universidades no Brasil colônia. Tal política objetivava fazer com que toda a sua elite se dirigisse para estudar em Coimbra.

Assim, durante séculos, tornou-se praticamente impossível a criação de novas faculdades neste nosso malsinado país. Apenas o Governo (Federal ou Estadual) e a poderosíssima igreja católica, com os jesuítas na vanguarda, detinham este privilégio. As exceções a esta regra foram raríssimas.

As consequências desta política foram trágicas: Primeiramente, a posse de um diploma universitário passou a se constituir em um passaporte para a classe dominante e privilegiada da nação. Depois, em função do fato anterior, o acesso a uma universidade pelas classes menos favorecidas tornou-se praticamente impossível; seja pelo custo altíssimo, seja pela necessidade de dedicação integral, seja pela necessidade de se deslocar para morar em centros mais desenvolvidos, com todas as implicações de custos daí decorrentes. Por último, mas não menos importante, ficamos limitados a uma proporção ínfima de diplomados, normalmente bacharéis em humanidades, razão maior do culto criado entre nossa população para com estas verbosas “otoridades”, inchados todos de um imenso orgulho fátuo ao serem chamados de “Doutor”, traço maior do nosso subdesenvolvimento cultural.

Eis que, ao final do século passado, diante da imensa pressão demográfica e da globalização, alguns empreendedores mais arrojados se dispuseram a furar este bloqueio do MEC, fosse de que forma fosse. As alternativas encontradas foram as mais criativas possíveis. Uma delas foi o fato da legislação que regia as universidades prever a criação de Campus Avançados, em locais que não o da sede da universidade, desde que justificado por “Interesse Social”.

Caraca! TODAS AS UNIVERSIDADES SÃO DE INTERESSE SOCIAL! Se fôssemos julgar por este critério, poderíamos abrir filiais das universidades até no inferno. E foi exatamente isto o que aconteceu!

As poucas universidades autônomas (Não governamentais e não católicas) passaram a ser assediadas de todas as maneiras a fim de realizar parcerias com empreendedores de todos os locais do Brasil. Explodiu a criação de novas universidades, sempre sobre o guarda-chuva de outra universidade distante.

Ao ver que a porteira tinha sido arrombada, só restou ao MEC a opção de se adaptar à nova situação.

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Com a chegada do Lulopetismo ao poder, o que até então era apenas tendência passou a ser a regra: Liberou-se de vez a criação de novas faculdades. Desde então, a quantidade de novas instituições e de novos cursos vem crescendo de forma exponencial. O número de matriculados em cursos superiores cresceu durante o período, de menos de 02 Milhões, para mais de 07 Milhões. As universidades governamentais, mesmo crescendo a taxas nunca antes vistas, não conseguiram acompanhar o desenvolvimento do setor. Enquanto as governamentais dobraram de tamanho, as particulares multiplicaram por 10 seu alunado. A grande crítica que se faz a este crescimento acelerado das universidades privadas é de que seriam verdadeiras “Fábricas de Diplomas”, cujas únicas matérias primas seriam giz e saliva.

A bem da verdade, muitas delas realmente merecem ser classificadas desta forma. Ocorre que, durante este processo, um paradoxo bastante interessante ocorreu. As IES governamentais, que antes eram responsáveis por quase a metade das matrículas de graduação tecnológica, passaram a ser responsáveis por apenas 14% destas, mesmo sendo detentoras de quase 28% do total dos 07 milhões de matrículas atuais. Isto significa dizer que quase toda a expansão das IES governamentais se deu em áreas da velha “Trívia” bacherelesca das humanidades, deixando recair todo o peso da expansão da instrução tecnológica sob os ombros das instituições privadas.

Se nosso país já era desde sempre pesadamente deficitário em formação tecnológica, a partir deste direcionamento para as “Ciências Sociais” das IES governamentais, terminamos nos atrasando de maneira ainda mais grave, ficando condenados a um eterno subdesenvolvimento.

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Assim, as IES governamentais, já de per si exageradamente caras e ineficientes, assumiram de vez a identidade de centros de “Estudos Sociais” e de “Políticas Públicas”, muito frequentemente com altíssimo viés ideológico e corporativista. Passamos a formar anualmente mais de 100.000 advogados e menos de 40.000 engenheiros. Tornamo-nos rapidamente um país dotado de verdadeiras multidões de doutores que sabem tudo sobre nossa própria miséria, mas só nada sabem sobre como fazer para que saiamos desta mesma miséria. Até porque, ao extinguir a miséria, estarão todos desempregados e sem saber fazer mais nada na vida. Isto, quando não estão ocupados se processando mutuamente na justiça, claro!

Desta forma, todos os nossos grandes centros de excelência tecnológica, sem exceção implantados pelos governos militares e ao custo de vários Bilhões de Dólares anuais, ou foram todos “aparelhados” pelos companheiros, o que provocou o êxodo das suas cabeças pensantes para multinacionais da iniciativa privada, ou foram simplesmente desmantelados.

Todos os projetos altamente estratégicos para a nossa nação foram devidamente avacalhados ou desmantelados. Isto se deu na área de aviação, comunicações, combustíveis, energia, siderurgia, saúde, etc., etc., etc. Passaram a ser “tocados” por politiqueiros semianalfabetos, altamente intoxicados por ideologias malucas, quando não eram abertamente corruptos, e cujo critério para sua seleção foi o fato de serem amigos do cunhado da mãe da rapariga de algum deputado. Levará décadas para reconstruí-los.

Hoje, a grande neura promovida pelo Ministério da Educação, acolitado por toda uma enorme claque de usufrutuários encastelados nas Universidades Federais, é a cobrança por “Titulação”. O Grande Objetivo Nacional Permanente, como diriam os militares, passou a ser a busca por aumentar o número de mestres e doutores em nossas universidades, mesmo que não enxerguem um palmo na frente do nariz.

E a eficácia disto? A eficácia que se dane! Isso de eficácia é papo de neoliberal.

SOBRE PRIVATIZAÇÕES

A Besta-fera do Apocalipse para o pessoal das autoproclamadas esquerdas, no Brasil, foi durante muito tempo (e continua sendo) a tão execrada PRIVATIZAÇÃO. A neura foi tanta e por tanto tempo, funcionando assim como um mantra contra o governo de FHC, que mesmo agora, com a economia do país total e absolutamente em frangalhos, continuam tímidos e reticentes com relação ao assunto.

Continuam sem entender nada! O BRASIL JÁ FOI PRIVATIZADO E HÁ MUITO TEMPO!!!

Dizia o grande sábio brasileiro, o Barão de Itararé: “Restaure-se a moralidade ou, então, nos locupletemos todos!” Creio que, a esta altura do campeonato, estamos todos plenamente conscientes de que a opção preferencial da patuleia brasileira, ao longo dos últimos anos, não tem sido nem de longe pela moralidade. Decidiu todo mundo se locupletar.

Só que não existem tetas suficientes para que todos os 200 milhões de brasileiros possam mamar de forma igualitária. A grande “Vaca Leiteira”, que é o estado, está exangue só com os atuais mamadores. Para completar, os otários que apenas assistem, e que bancam esta esbórnia, estão todos no limite da paciência com esta esculhambação plena, geral e irrestrita. Prova cabal desta situação são os sucessivos rombos nas contas estatais (Previsão de 170 Bilhões de déficit para este ano e mais 170 Bilhões para 2017). Isto sem falar em quase 3 TRILHÕES de passivo já acumulado pela irresponsabilidade ABSOLUTAMENTE criminosa de todos os que ocupam e ocuparam posições de comando neste país.

Mas quem são os donos do Brasil privatizado? Quem foi que se apossou de forma sorrateira e solerte desta espelunca? Vamos aos fatos!
Primeiramente, os políticos.

Político, no Brasil, não toma posse. Ele SE APOSSA!

A partir do momento em que colocam suas respectivas regiões glúteas nas poltronas acolchoadas do poder, passam a considerar tudo o que lhes vem às mãos como sendo sua propriedade particular. Isto sem mencionar que passam a disputar lutas fraticidas com seus pares, sempre a fim de ver quem consegue estender mais os seus tentáculos sugadores em todas as direções onde haja alguma oportunidade de espoliar as combalidas finanças públicas em proveito próprio.

Ao lado desta voracidade predatória, convive uma total despreocupação com o fato do nosso malsinado governo estar carreando TODOS OS ANOS cerca de 10% de tudo o que é riqueza produzida em nosso país apenas para pagar juros aos poucos afortunados que são detentores dos títulos da monstruosa dívida pública governamental. Esta é a verdadeira razão pela qual o orçamento do governo está sempre devedor, mesmo sem conseguir realizar porcaria nenhuma que direcione o nosso país no rumo do desenvolvimento. São cerca de R$ 500 BILHÔES pagos anualmente de juros. Isto representa 20 vezes o que é gasto com o Bolsa Família que evita que uns 50 milhões de pobre miseráveis morram de fome.

A próxima categoria de predadores são os privilegiados detentores de APOSENTADORIAS INTEGRAIS. São aqueles apaniguados das estruturas estatais (Políticos, juízes, Funcionários Públicos, etc.) que, só Deus sabe por que, se auto presentearam e se assenhoraram da condição de, mesmo sem ter contribuído minimamente para isto, receberem seus gordos proventos de forma integral, mesmo após suas precoces aposentadorias. São cerca de UM MILHÃO de privilegiados e o rombo que sugam das contas públicas se aproxima de outros 10% do PIB.

Enquanto isso, os milhões que contribuíram durante toda a vida com parte substancial de suas rendas para o famigerado INSS e FGTS, na luta inglória para formar um pecúlio que os sustente durante a velhice, assim como contribuíram para tantos outros custosos penduricalhos impingidos pelo governo, veem-se eternamente aterrorizados com as propostas esdrúxulas que são aventadas a cada dia pelo tiranete da hora a fim de “Sanear a Previdência”. Eliminar os privilégios? NEM PENSAR!

Ainda não satisfeitos com este festival de sacanagens sobre a população que os contrata e remunera regiamente, estes nossos EMPREGADOS se arvoram incontáveis privilégios, totalmente incompatíveis com o estado atual das finanças públicas e com o desejo da população. São residências particulares, carros com motoristas, dezenas de ASPONES, viagens pagas ou jatinhos da FAB, gordas verbas de gabinete, auxílio moradia, verbas “do paletó”, etc., etc., etc,. A criatividade para depenar o erário é infinita, e veja que não estamos nem mencionando os famigerados “pixulecos”.

Mesmo estando estuprando a população, apresentam uma empáfia digna da nobreza francesa anterior à sua grande revolução. Empáfia esta que se revela nos mínimos detalhes. Apenas como exemplo, basta citar a maldita mania de se apossar das ruas para estacionar confortavelmente os brilhantes carros negros de luxo que pagamos para eles. É o ápice da arrogância e da prepotência.

Pois é! Estão privatizando também as nossas ruas!

Não adiantou nada CONTRAN emitir sua resolução de número 302, de 18 de dezembro de 2008, proibindo terminantemente esta prática escrota. Continua tudo absolutamente na mais perfeita esculhambação.

Com relação às empresas estatais, estas já foram todas totalmente privatizadas também! No momento em que a contribuição destas empresas para os fundos de pensão dos funcionários supera em muito o lucro que as mesmas distribuem aos seus acionistas, os verdadeiros usufrutuários das empresas passaram a ser seus funcionários, e não aqueles que puseram dinheiro adquirindo as suas ações. Menos mal, já que o complemento proporcionado às suas aposentadorias não sai mais do buraco sem fundo da previdência, e sim dos dividendos proporcionados pelos seus respectivos Fundos de Pensão.

De todo modo, isto significa dizer que todo este pessoal do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, dos Correios, etc., não pode mais reclamar do Eduardo Cunha, quando este diz ser apenas usufrutuário de um “TRUST” lá na Suíça. A única diferença passa a ser que estes funcionários se apossaram de um “TRUST” que não lhes pertencia aqui no Brasil mesmo.

Por outro lado, a felicidade de quem foi ludibriado é ver o vigarista que lhe enganou ser roubado por outro ladrão ainda mais esperto. É o caso dos fundos de pensão das estatais: Apossaram-se do patrimônio público apenas para verem montanhas desse dinheiro ser desviado de forma fraudulenta pelas gestões de ladravazes. Bem feito!

Enquanto isso, à população que assiste inerme a este festival de picaretagens, só resta tentar pegar carona neste trem da alegria da melhor forma que lhe seja possível. Esta é a razão pela qual todas as gerações mais recentes deste país possuem um único objetivo na vida: Fazer um concurso público e se locupletar também.

Absolutamente ninguém pensa em criar nada, em produzir nada, em inventar nada!

Produzir pra que? Pra ser feito de otário todo o tempo? Pra ter de lidar com uma burocracia insana e com uma legislação maluca? Pra ver metade do seu faturamento ser apropriado pela voracidade tributária? Pra ser tratado como bandido por todos os facínoras designados como agentes do estado, loucos por abocanhar uma parte de meus magros e incertos rendimentos?

Creio que seja uma das primeiras vezes, em toda a história da humanidade, que uma geração inteira de toda uma imensa população se veja desprovida de sonhos. O desencanto é total!

Esta é a verdadeira razão de tantos suicídios, tantas drogas, e de tantos adolescentes e jovens perdidos e desencantados, totalmente alienados e sem a mínima perspectiva de deixarem a casa de seus pais.

SOBRE TUBARÕES

Li ha muito tempo atrás, não lembro mais nem quando e nem onde, que os tubarões são máquinas altamente eficazes na arte de predar suas vítimas. Tanto é assim que sobrevivem há milhões de anos. Mesmo possuindo um cérebro extremamente primitivo e cuja principal programação consiste apenas em atacar e dilacerar suas vítimas para que lhes sirva de repasto. Por conta desta ferocidade e voracidade, cujo objetivo único é assegurar a sobrevivência do indivíduo e, por consequência, da espécie, é que eles apresentam alguns comportamentos altamente surpreendentes.

Consta que alguns pesquisadores, ao acompanhar uma “matilha” de tubarões (se é que podemos fazer esta analogia com os lobos) ao atacar uma presa, verificou a ocorrência de um fato altamente inusitado. Um dos tubarões, ao desferir o golpe com sua bocarra imensa e provida de diversas fileiras de dentes que são verdadeiras navalhas, sem querer acertou e feriu um de seus companheiros no festim macabro. Este, por conta do ferimento, pôs-se a sangrar abundantemente. Todos os demais atacantes, ao sentir o cheiro do sangue do companheiro ferido, passaram a um frenesi indescritível e se puseram imediatamente a devorar o companheiro, num ato de canibalismo sem precedente em outras espécies.

Pois bem: Para a felicidade geral da nação brasileira, e graças ao Bom Deus, este tem sido exatamente o mesmíssimo comportamento verificado em nossa briosa classe política! Estão apresentando o mesmo comportamento dos esqualos acima mencionado: Ao constatar um companheiro ferido, os meliantes passam a devorá-lo! Inclua-se nesta observação também os tribunais superiores, especialmente o STF, por terem decaído de moto próprio da posição de árbitros soberanos da nossa constituição, para a condição de reles partícipes da bacanal política que estamos verificando.

A consequência deste festival de canibalismo político tem sido verificar que a nação brasileira está TOTALMENTE ORFÃ de qualquer liderança que seja minimamente digna deste nome. Vamos à análise dos nomes mais em evidência neste processo, a fim de verificarmos a veracidade desta afirmativa: As opções são as mais diversas e vão de “A” a “Z”, a saber:

1. Com a derrocada da “Anta Non Sapiens”, a quantidade de picaretas que está se escalando para ser nosso próximo Presidente da República é qualquer coisa de descomunal. A primeira opção, e a mais trivial, seria o senado nacional recusar a homologação do afastamento da destrambelhada disléxica cuja única característica relativa à Presidência da República com a qual permanece é o fato de ser a inquilina eventual do palácio, já que seu governo virou fumaça há já bastante tempo! (Se é que pudemos chamar algum dia este desastre por ela capitaneado de governo).

2. A opção seguinte, e de mais provável ocorrência, é que assuma a presidência o jurista especializado em direito constitucional parecido com mordomo de filme de Drácula. O cara é uma esfinge! Ninguém sabe ao certo o que ele pensa, e nem tampouco o que fará. Sempre transitou nos bastidores, manipulando os cordéis, e nisso é habilidosíssimo. Tanto é que está chegando lá. Vamos ver no que vai dar, muito embora a grande probabilidade seja continuarmos ABSOLUTAMENTE na mesma merda (Ou até pior), haja vista que os primeiros convocados a compor o seu gabinete de ministros são exatamente os mesmos picaretas que há 500 anos se revezam no arrombamento das pregas da nação.

De minha parte, acho que perdemos o bonde da história de forma irrecuperável há já bastante tempo. Faz tempo que não dá mais para remendar a fenomenal esculhambação em que se transformou esta espelunca. Pode botar uma jumenta prenha para ser a próxima governante que dará absolutamente no mesmo!

Aliás, diga-se de passagem, jumenta por jumenta, nós já tivemos bastante tempo para avaliar as consequências oriundas do governo de semelhante alimária.

3. Logo em seguida, um espectro ronda o Brasil! É um morto-vivo político cuja figura sinistra avulta em nosso horizonte político. Esta figura é um ex-sindicalista altamente picareta, totalmente analfabeto porem habilidosíssimo na arte de enganar otários e capaz de derrubar avião só com conversa mole. Esse, para bem de todos e felicidade geral da nação, está mais propenso a terminar seus dias vendo o sol quadrado que no palácio presidencial, mercê do monumental assalto ao erário público que foi gestado, liderado, patrocinado, conduzido e usufruído por ele. A bem da verdade, JÁ VAI TARDE!

4. Supondo então que, por artes de um destino caprichoso, venha a ser afastada toda a “Cabeça de Chapa” que se elegeu para a presidência em 2014, surgiria a hipótese de assumir nosso comando um exímio exportador de carne enlatada cujo produto possui características absolutamente peculiares e sui generis. Primeiro, porque são produtos cuja origem é totalmente ignota. Ninguém tem a mínima noção de onde saíram os produtos por ele exportados. Segundamente, o destino desta exportação é sempre algum lugar absolutamente inaudito, ou seja: Ninguém nunca nem ouviu falar dele. Finalmente, mas não menos importante, são exportações cujos pagamentos são valores altíssimos, sempre na casa dos milhões de dólares e feitos em paraísos fiscais, sempre em contas de “Trust Funds”. Isto quer dizer o seguinte: o cara é dono mas não é dono. Deu pra entender? Não? Pois o objetivo é este mesmo.

Também está mais propenso a um curso de leão, que à Presidência da República. É outro que JÁ FOI TARDE, muito embora fiquemos lhe devendo eternamente o favor de ter devorado a Anta-Non Sapiens!

Logo em seguida, vem uma pletora de assombrações políticas que me fazem lembrar o clipe do Michael Jackson denominado “Thriller”, onde uma multidão de mortos-vivos sai pelo mundo assombrando.

O filme de terror começa com um Tubarão Rei. Acusado em 7 processos há anos, nunca foi nem pronunciado como réu. Apesar do porte, e da permanência há décadas na crista do poder, possui características mais de enguia que de tubarão, principalmente pelo escorregadio que é. Não tem opinião nem partido. Seu partido é o poder e a sobrevivência própria. Possui toda uma coorte própria, todos com as mesmas características de insípidos, insossos e inodoros, embora também extremamente vorazes.

Imediatamente atrás, segue-se a possibilidade de vir a assumir o comando deste país uma figura absolutamente esdrúxula. O principal mérito por ele apresentado, a fim de se qualificar para ser guindado aos píncaros do comando da nação foi a amizade da sua mãe com a consorte de outro aborto político que vem assombrando esta nação há décadas, mesmo sendo total e absolutamente analfabeto. Sua grande qualidade é ser de uma fidelidade canina: Faz tudo o que seu patrão analfabeto ordena.

Logo em seguida, caso sejam realizadas novas eleições, assoma uma muriçoca ecológica e evangélica, fruto do mesmo cemitério esquerdista de onde saíram os terrores que nos infernizaram por tanto tempo. Quer nos convencer que agora, na sua mão, tudo será diferente. Ora vá plantar batatas!

Tem também um cangaceiro nordestino, destemperado e abilolado. Quando da sua ascensão ao comando de nossa economia, conseguiu quebrar o país em três meses. Suas ideias e decisões desastradas levaram ao estrangulamento da nossa balança comercial em um espaço de tempo recorde. Ninguém tem a mínima ideia do que quer realizar, nem muito menos como consegue pagar suas contas pessoais, já que fazem muitos anos que não bate um prego numa barra de sabão para ninguém. Só se sabe que quer ser presidente! Em busca deste projeto pessoal (Valha-nos Deus!), já saltitou em metade dos 39 partidos existentes em nosso país. Brigou em TODOS!

Tem também outro, com cara do ET de varginha. Este, apesar de ser extremamente antipático, possui algumas realizações para apresentar, mesmo que sejam insignificantes diante da monumentalidade da missão daquele que se dispuser a nos retirar deste imenso buraco em que nos atolaram.

Tem ainda um rapazinho de bela figura, mas cuja personalidade tem se mostrado absolutamente pusilânime diante dos momentosos fatos que veem ocorrendo em nosso país. Sempre em cima do muro, nem é contra e nem a favor. Não quer desagradar a ninguém. Quer porque quer ser Presidente da República. Pensávamos ter um líder, verificamos ter uma florzinha delicada!

Tem alguns outros que possuem uma longa carreira política e, mesmo assim, possuem uma estória de vida livre de escândalos. Apresentam-se como padrinhos de projetos que poderiam até vir a representar uma virada na nossa destrambelhada nação. Dificilmente terão espaço e, se tiverem, dificilmente conseguirão a adesão ao seu projeto das massas ignorantes e doutrinadas que povoam nosso país.

CONCLUSÃO: Estamos lascados e mal pagos, com essa qualidade de gente nos comandando.

O POVO BRASILEIRO

Somos um povo com características únicas no mundo! Para o bem e para o mal.

Em qualquer lugar do mundo, ao se depararem com um grupo de pessoas com estas características, sabemos de imediato que estamos diante de um grupo de brasileiros.

Nossas principais e mais marcantes características são as seguintes:

1. SOMOS O POVO MAIS HONESTO DO MUNDO.
2. SOMOS O POVO MAIS ALEGRE DO MUNDO.
3. SOMOS O POVO MAIS MISCIGENADO DO MUNDO.
4. SOMOS UM POVO CONDENADO À ETERNA ESCULHAMBAÇÃO.
5. SOMOS UM POVO CONDENADO À ETERNA POBREZA. (A sermos o eterno país do futuro)

Analisemos cada uma destas afirmativas por partes.

1- Por que somos o povo mais honesto do mundo? Porque cada um dos brasileiros é honesto apenas e somente porque quer. Porque assim o ensinou a ser seu pai e sua mãe. Se decidir roubar, especialmente se forem grandes quantias do erário, não dá absolutamente nada e termina virando ministro. Ou até mesmo presidente da República.

Essa conversa dos políticos ladrões (Olha o pleonasmo…) de que “O nosso povo atravessa uma crise moral” é a famosa estratégia do “espalha merda”. Joga a bosta no ventilador e, depois que está todo mundo cagado, ninguém pode reclamar mais de ninguém. É a mesma estratégia que leva o batedor de carteira a sair gritando PEGA O LADRÃO!, logo depois de praticar seu ato criminoso.

Pois bem: EU NÃO TENHO CRISE MORAL NENHUMA. Meus pais são honestíssimos. A maioria absoluta das pessoas que eu conheço é honestíssima. Os únicos ladrões que eu conheço detalhadamente são nossos políticos. Assim, vamos para com essa sacanagem de querer engrupir os otários com essa conversa. LADRÕES SÃO VOCÊS!!!!!

2- Quando eu tinha uns cinco anos, perguntei à minha mão por que só seria feliz quem era burro. Este Insight tem me acompanhado ao longo de toda a vida. Parece que a maldição das pessoas que buscam o entendimento do mundo é o peso de um sentimento de profunda tristeza pela condição humana.

Por outro lado, o nível de desenvolvimento espiritual de nossa população é tão baixo que os leva a uma eterna exuberância de alegria. Parecemos todos possuidores congênitos de níveis surpreendentemente altos de endorfina. Mesmo na maior das misérias, nossa população permanece risonha e brincalhona. Nada daquela atitude sorumbática dos “pobres” suecos ou alemães. Tal e qual animaizinhos de estimação, basta sermos contemplados com alguma forma de atenção e desperta imediatamente em nós a necessidade de mostrar uma euforia absolutamente sem sentido. Realmente: SÓ É FELIZ QUEM É BURRO!

3- Realmente, e sem a menor sombra de dúvida, somos um dos povos mais miscigenados do mundo. Nossas raízes vão desde as inúmeras etnias indígenas aqui presentes, quando do descobrimento, passando pelas inúmeras etnias africanas que para cá foram trazidas e, finalmente, coroando o processo, pelos indefectíveis portugueses.

É lógico que não poderíamos deixar de mencionar os italianos, alemães e japoneses que aqui chegaram mais recentemente, especialmente lá pelas bandas do sul deste imenso país, e que moldaram decisivamente a característica daquelas populações. Importante também a presença de inúmeras etnias árabes, especialmente aqui no nordeste, bem como os armênios em São Paulo e os poloneses em Curitiba. Quanto aos judeus, estes permearam a nossa formação, desde seus primórdios, até o êxodo mais recente e decorrente da intransigência nazista.

É digno de nota que inúmeros conquistadores tentaram unificar a Europa sob seu comando apenas pela força das armas. O ponto comum entre eles é que todos fracassaram. Não aprenderam a lição de Alexandre da Macedônia que, ao vencer os Persas, forçou seus soldados a desposarem as viúvas dos soldados inimigos que tombaram na batalha. Assim, todos passaram a constituir uma grande e única família, o que manteve seu imenso império unido mesmo após a sua morte e a divisão entre seus sucessores, os sátrapa.

No nosso caso, os portugueses foram ainda mais sabidos. Não esperaram ninguém morrer para acasalar indiscriminadamente com as fêmeas disponíveis localmente. Tacaram a se deliciar com imensa volúpia das belezas negras e índias, legando-nos uma imensa legião de bastardos mesclados das três raças. Conquistaram e pacificaram todo um continente só através de uma capacidade furiosa de fazer amor e de gerar bastardos, isto é: NÓS!

4- Quanto à nossa proverbial esculhambação, minha opinião é que esta deverá ser a característica definidora de nossa etnia até os dias do juízo final.

A nossa população, independentemente de alguns bolsões que destoam desta definição que se segue, é composta majoritariamente por pessoas de baixíssimo nível de evolução espiritual. Mesmo as comunidades onde predomina uma cultura diferente da baixaria geral aqui reinante, esta é constrangida enormemente pelas pressões decorrentes do “caldo cultural” onde está inserida. Vamos aos exemplos:

Vem uma gauchada lá do sul para o nordeste. Estes são altamente empreendedores, capitalizados, capacitados na gestão de negócios empresariais, etc. Compram imensas glebas de terras virgens e tocam a produzir soja. O resultado é esplendoroso. Aí começa nossa esculhambação: Não tem estradas nem ferrovias para retirar esta produção da sua origem e leva-la aos locais de consumo. As alternativas desenvolvidas pelos próprios empresários são sempre bastante caras, especialmente por não contarem com o suporte governamental. A consequência é que estes são altamente competitivos na produção e pouco competitivos junto aos mercados consumidores.

5- A última característica a ser comentada é a que representa a raiz de todos os nossos males e que nos condena a uma eterna condição de miseráveis e marginais no processo de desenvolvimento mundial.

A “mãe” de todos os nossos males é a assim chamada DEMOCRACIA!

Todos os grandes pensadores que se perguntaram qual seria a melhor forma de governo chegaram à conclusão que, de todas, a democracia seria indiscutivelmente a menos ruim. Todos foram unânimes também ao considerar que a condição “sine qua non” para a participação de qualquer indivíduo no processo decisório deveria ser a educação. Segundo Thomas Jefferson, “Democracia pressupõe homens livres e só quem liberta é o conhecimento”. Esta estória do PT de achar que: “Quanto maior for a quantidade de imbecis dando palpite a respeito de coisas que não entendem, melhor será a solução proposta” não é confirmada pela realidade. Imbecis só produzem decisões imbecis. Aí está a derrocada do “Modelo de Governança” do PT para confirmar minhas palavras.

Se juntarmos todas as hordas ululantes do MST para palpitar sobre as teorias de Einstein, nunca sairá nada melhor do que a mais pura imbecilidade. Estas imbecilidades corresponderão integralmente ao nível de anencéfalos que comporão esta turba.

Pois bem! É esta mesma turba de descerebrados que, por serem a maioria absoluta da nossa população, votam e elegem estes “maravilhosos” representantes que se aboletaram nas mais diversas funções estatais de nosso país. A etapa seguinte deste processo de degradação é estes expertos, que se acham parasitando as tetas estatais, provocarem um imenso processo de infantilização e de dependência junto a estas imensas multidões de bebês chorões, para os quais o Estado deve ser o grande provedor de todas as suas necessidades, agora travestidas de “Direitos”, alguns inscritos até na constituição. Só não se sabe é quem será o otário que deverá trabalhar para se sustentar e a estas multidões de parasitas.

Na realidade, não precisamos de democracia. Especialmente deste tipo de democracia em que qualquer retardado mental é instado a dar seus palpites imbecis sobre coisas a respeito das quais não possui o mínimo conhecimento. Isto não é democracia. Isto é uma SURUBOCRACIA!

Precisamos de GOVERNO! De um governo forte e que governe. Que não seja definido por imbecis e que, em consequência, não seja dominado e subjugado por ladrões vorazes, como é o nosso caso atual.

O GRANDE GOLPE

Dentre a imensa pletora de trambiques, sacanagens e “Contos do Vigário” impingidos à população pelos denodados ocupantes de posições governamentais deste nosso malsinado Brasil, diuturnamente laborando para ver a caveira da nossa população e sugar-lhes os ossos até o tutano, há uma que se destaca pelo volume imenso de recursos malbaratados, pela continuidade ao longo de décadas, pela desfaçatez com que é apresentado à população de forma manipuladora, pela tendência a um crescimento geométrico em sua voracidade pantagruélica por recursos e, principalmente, pela imensidão das consequências danosas que provoca em nosso país, hoje e pelas décadas à frente: Seu nome é PREVIDÊNCIA SOCIAL!

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O feijão e o sonho! A visão edulcorada do governo é a triste realidade da população que trabalha.

No início, foi uma sacada genial! Em 1812, alguns escoceses, preocupados com a condição de vida das irmãs e esposas de vítimas das guerras napoleônicas, passaram a discutir um sistema mútuo de assistência onde aqueles que tivessem sido poupados da adversidade decorrente de uma morte prematura do provedor, fariam pequenas contribuições financeiras mensais de modo a assegurar uma subsistência digna àquelas que tivessem sido atingidas pelo infortúnio de ter seu provedor falecido. O nome que deram a esta organização, que funciona perfeitamente até hoje, foi Scottish Widows Fund and Life Assurance Society.

A ideia foi tão boa, e funcionou de forma tão perfeita, a partir dos cálculos censitários pela primeira vez disponíveis na Inglaterra com a precisão demandada, que logo inúmeras organizações profissionais, em diferentes países, passaram a adotar prática semelhante. Daí para extender o conceito e partir para a criação de Fundos de Aposentadoria, utilizando-se os mesmos critérios atuariais, foi um pulo.

Ao longo d o século XIX, pressionado por constantes insurreições da classe operária, revoltas estas insufladas por agitadores esquerdistas dos mais variados matizes ideológicos, os governos se viram forçados a assumir o ônus de garantir “direitos fundamentais” a todos os cidadãos, especialmente o direito à saúde, à educação básica, à moradia e a um nível mínimo de subsistência, tivessem estas pessoas contribuído ou não para a formação dos fundos que suportariam estas despesas. Foi exatamente aí que as coisas começaram a embolar: Passou-se a misturar aposentadoria com esmola! Ao final, ninguém sabia mais o que era aposentadoria e o que era esmola. Foi quando aposentados passaram todos (ou quase todos) a serem tratados como simples mendigos e pedintes pelo governo.

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Aposentado do INSS e aposentado do “Regime Especial”. Iguais perante a lei? Ahahahaha

A aposentadoria, que era uma simples poupança para a velhice, passou a ser uma “dádiva” concedida pelo tiranete da hora. No Brasil, essa sacanagem foi sendo implantada imperceptivelmente e passo a passo. No início, cada categoria profissional tinha seu próprio fundo de aposentadoria e previdência, fundos estes geridos pelas próprias categorias e fiscalizados pelo governo. Eram os famosos “Institutos”! (IAPB, IAPC, IAPTEC, etc.). É lógico que tinha desvios, já que eram organizações falíveis, porem jamais na escala da política de “terra arrasada” atualmente praticada.

Foi quando os militares, logo após a revolução, conscientes do imenso volume de dinheiro e poder embutido nestes fundos, decidiram “moralizar” todo o sistema. Para isso, criaram o “Sistema Único” de aposentadorias e absorveram passivos e ativos de todos os Institutos de Aposentadoria e Previdência então existentes. Em paralelo, decidiu-se que a indenização por demissão sem justa causa, que na época era de um salário por ano, passaria a ser paga mensalmente, através de depósitos em uma conta de poupança de 8% sobre o valor dos salários. Ao ser demitido, o trabalhador seria autorizado a sacar esta reserva. O dinheiro arrecadado foi tanto que deu para financiar um dos programas habitacionais mais ambiciosos do mundo: O S.F.H. Correu tudo muito bem até começar a filosofia do “Tudo pelo Social”, logo seguido pelo “Fundo de Amparo ao Trabalhado” e hordas de sindicalistas famélicos para geri-lo. Mais uma ideia maravilhosa que degenerou nesta enorme bandalheira atualmente verificada.

Os anos foram passando e, por terem sido juntadas ASSISTÊNCIA e PREVIDÊNCIA social num mesmo balaio, a desgraça veio a galope. A primeira demagogia foi a concessão de “aposentadoria”(?) a trabalhadores rurais com mais de 65 anos, tivessem eles contribuído para a previdência ou não. A partir daí, o que passou a definir o “direito” à aposentadoria não era mais o quanto o indivíduo havia poupado, mas sim a sua “Conta Corrente” de anos: Podiam ser anos de idade ou anos de trabalho. A preocupação sobre a origem dos recursos necessários para bancar aquelas concessões foi deixada sempre em último plano. Afinal, o tesouro está aí para isso mesmo: Cobrir os sucessivos rombos atuariais provocados pela demagogia dos pilantras que ocuparam sucessivamente o comando desta bodega de 5ª categoria.

O sistema está sempre na condição daquele suicida que pulou do 10º andar de um prédio e, enquanto vai lá pelo 5º andar, pensa assim: Até aqui, temos conseguido administrar muito bem a situação.

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O governo empurrando com a barriga as promessas que não pode cumprir

Enquanto eram só os trabalhadores da iniciativa privada, até que dava para ir administrando os sucessivos déficits, já que o aumento explosivo da população ia suprindo a demanda sempre maior por dinheiro, mas eis que 3 fatores se juntaram para implodir o Castelo de Cartas:

1. Elevaram de 500 mil para um Milhão a quantidade de privilegiados funcionários públicos. Assim, além de salários absurdamente superiores à iniciativa privada, os mesmos passaram a contar também com aposentadorias precoces e de valores integrais. A contribuição dos ativos só cobre uma parcela ínfima da despesa decorrente de quase outro milhão de aposentados. O Rombo anual é de 92 Bilhões (4 vezes o Bolsa Família) e crescendo ano a ano.

2. A população parou de crescer e desperdiçamos o bônus demográfico. O filho único e o aumento da expectativa de vida, fará cada casal ter 4 pais, 8 avós e mais alguns bisavós para cuidar.

3. A quantidade de pessoas se aproximando da idade para se aposentar é imensa. O déficit da previdência assumirá proporções do PIB nunca antes imaginadas. O país trabalhará e o governo funcionará apenas para arrecadar e pagar aos idosos, sem sobrar mais nada para investimento.
Se quem assumir o Governo tiver um mínimo de bom sendo, saberá que não dá mais para empurrar com a barriga. Está mais do que na hora de colocar cada um para poupar visando sua própria aposentadoria.

Lógico que a gestão dessa massa imensa de recursos tem de passar BEEEEEMMMMM longe das “Indicações Políticas”, se é que me entendem…Esse será o dinheiro que deverá financiar o desenvolvimento de nosso país rumo a seu lugar de direito entre as nações.

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O NOVO POBRE

“Nós, o povo, somos por direito os senhores do congresso e dos tribunais. Não para passarmos por cima da constituição, mas para passarmos por cima daqueles que querem perverter a nossa constituição.” Abraham Lincoln

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A cara de pau com que os petistas criam suas patranhas e, especialmente, com que as repetem ad nauseam, é qualquer coisa de absolutamente admirável.

Dentre as grandes e cínicas patuscadas defecadas verbalmente pelo demagogo de Caetés, uma das que mais foram repetidas foi que “as elites” (sic) têm raiva do PT porque não gostam de ver pobre andando de avião.

Pois bem…

Segundo meu modesto ponto de vista, acho que a realidade é exatamente o contrário!

Na minha condição atual de “Novo Pobre”, vi-me forçado a viajar de ônibus para Recife, vindo de uma distante capital do Norte do país. Vim de ônibus já que minha atual condição financeira, depois da implantação do projeto desenvolvimentista do PT, não me permite mais andar de avião.

Foi uma experiência pavorosa!

Mesmo tendo escolhido uma empresa de transporte rodoviário que é considerada uma das melhores do país, foi uma verdadeira tortura. Fiquei imaginando como devem ser as demais empresas.

Vinha-me à mente constantemente as palavras de Castro Alves: “Era um sonho dantesco, o tombadilho…”

A primeira e óbvia conclusão a que cheguei, após esta minha sofrida pesquisa antropológica, foi que POBRE FEDE! E como fede! O “bodum” dentro daquele ônibus era quase insuportável.

Lembre-se primeiramente que aquela montanha de gente já vinha viajando há quase 24 horas quando eu adentrei no coletivo, e que levaríamos quase outras 24 horas para fazer um trajeto que, num trem de algum país minimamente decente, levaria apenas umas 3 horas.

Se fizéssemos este mesmo trajeto de avião, a duração da viagem toda seria de uma hora e meia, além do fato de que, como bem observou o filósofo Falcão, “A burguesia fede mas tem dinheiro pra comprar perfume”, diferentemente daquela massa de gente da qual eu me tornei compulsoriamente companheiro de viagem e de infortúnio.

A segunda conclusão a que cheguei foi que “Pobre não se reproduz! Pobre é que nem bactéria: Prolifera!”

Como tinha criança naquele malsinado ônibus!

Deviam ser umas 10 ou mais. Isso sem falar numa quantidade enorme de mulheres em adiantado estado de gravidez, todas com ar de profunda tristeza e desencanto diante da vida. Choravam e berravam todas ao mesmo tempo (As crianças, é claro!). Era uma verdadeira sinfonia de choros.

Tinha uma velha sádica que ficava segurando um garotinho pelo braço, só para vê-lo espernear e gritar tentando se livrar. Ela ficava rindo diante da impotência da pobre criança.

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É impressionante o quanto é raro ver uma mulher grávida, ou mesmo uma criança de braço, em um avião. Por que será? Não creio que seja por proibição médica não. Acho que é mesmo porque mulher rica pensa duzentas vezes antes de engravidar, ao contrário das pobres.

A conclusão a que cheguei, depois dessas experiências aterradoras, foi que o Larápio de nove dedos cometeu uma grandessíssima besteira ao dizer que temos raiva dele por não querer ver essa invasão de baixarias em nossos aviões. Realmente, se é pra falar a verdade, não queremos mesmo não. E se depender do desempenho da nossa economia, não veremos isto se realizar nunca. Já nos bastam as hordas de sindicalistas analfabetos que foram guindados a posições governamentais nunca dantes sonhadas para inundar este país de baixarias por onde passam.

Na realidade, a grande raiva da classe média brasileira (em processo acelerado de extinção) é exatamente por estar sendo empurrada aceleradamente para este Geena de miséria e degradação, tendo ainda por cima de aguentar essas piadinhas sem graça de um analfabeto picareta e mentiroso contumaz.

Deng Xiao Ping dizia que “Enriquecer é maravilhoso!”. Realmente é! Rico é bicho enjoado, pois já tem de tudo. Não tem nada por que lutar ou almejar. O bom mesmo é o processo de ficar rico. Ir conquistando aos poucos.

Por outro lado, de forma semelhante, minha última descoberta foi de que “Empobrecer é pavoroso!” A sensação de se sentir escorregando lentamente rumo a condições miseráveis de vida é qualquer coisa de aterrorizante.

Mesmo assim, o mentiroso contumaz continuou apregoando sua balela a respeito de pobres pegando aviões com a mesmíssima cara de pau que lhe é peculiar. 

Parafraseando Fernando Pessoa:

“Um petista é um mentiroso
que mente tão completamente,
que finge que a própria mentira
é aquilo que deveras sente!

Confesso-lhes porem que, apesar de ficar fulo da vida com a quantidade enorme de imbecis dispostos a acreditar, e até mesmo matar e morrer, por causa dessa montanha de imbecilidades apregoadas por esta gente, não me surpreende.

Ao escutar o nosso ex-ministro da justiça, hoje Advogado Geral de Da. Dilma (ou da União?), Sr. José Eduardo Cardoso, passar horas mentindo com uma sinceridade avassaladora, carregando nos tons de voz com uma emoção “absolutamente sincera”, não tem cão no mundo que não fique com pena dessas pobres criaturas inocentes e bem intencionadas que formam o governo do PT.

Assim, minha humilde sugestão para nos livrarmos de vez dessa corja do PT é desterro para todos, sem dar-lhes sequer a chance de abrir a boca. Vão para Cuba, Bolívia, Venezuela, pro raio que os parta!

Se falarem, mentirão com tanta sinceridade que ficaremos com pena e seremos capazes até indenizá-los.

O RENASCER DA FÊNIX

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Ao longo dos últimos meses, tenho escrito sucessivas crônicas tentando colocar um pouco de racionalidade e objetividade no debate sobre os rumos desta tão tripudiada nação chamada Brasil.

A tresloucada ação da “Exterminadora do Futuro”, juntamente com sua raivosa e voraz gangue, colocou o nosso amado país, primeiro nas cordas e, logo depois, na lona e ouvindo a contagem regressiva. Não podemos dizer que atingimos o fundo do poço porque este poço parece não ter fundo. Ao contrário do que preconizava o “filósofo” Tiririca, pior do que está pode ficar sim!

Pois bem:

A síntese das minhas propostas era concentrar em 14 modificações bem simples e que fariam toda a diferença para nosso país. Hoje, vou fazer uma estimativa grosseira do impacto financeiro de cada uma delas e projetar no tempo o que deverá acontecer caso estas venham mesmo a ser implantadas.

Vamos a elas:

1. EXONERAR E EXTINGUIR TODOS OS CARGOS DE “CONFIANÇA”(?) – Esta é uma excrescência típica da nossa esculhambação. As estimativas sobre a quantidade destas sanguessugas variam enormemente. Vão de 20.000 a 120.000, apenas no governo federal. Creio que esteja mais próximo do valor máximo (ou até mais), já que toda a minha experiência com consultorias deste tipo demonstra que as coisas estão sempre muito pior do que se pensa. Imaginando que o custo unitário esteja ao redor de uns R$ 10.000 per capita por mês, o que é uma estimativa extremamente conservadora, isso dá uma despesa anual de próxima a uns R$ 20 BILHÕES anuais. É quase outra Bolsa Família, só que apenas para filiados ao PT e adjacências.

2. REDUÇÃO PARA 10 MINISTÉRIOS – Estimamos esta economia, ao eliminar os ministérios de “nada com coisa nenhuma”, em algo próximo a uns 20% de todas as despesas de nosso “amado” governo. Com isso, teríamos uma redução de uns R$ 100 Bilhões anuais facilmente.

3. REDUÇÃO DAS SECRETARIAS DA PRESIDÊNCIA COM STATUS DE MINISTRO – Já incluídas no item anterior.

4. REFORMA E ENXUGAMENTO DA ESTRUTURA ESTATAL – Acreditamos que, com esta providência, poderíamos reduzir mais uns 10% da despesa atual, ou outros R$ 50 Bilhões anuais.

5. ELIMINAR A PROMISCUIDADE ENTRE OS PODERES – O grande ganho neste item viria através da eliminação da “Feira de Caruaru” que se estabeleceu entre os mandatários da nação, através da charqueada que se promoveu com os órgãos públicos. Com a eliminação dos “Pixulecos”, creio que reduziríamos mais uns 5%, ou algo como uns R$ 25 Bilhões ao ano.

6. a) Eliminação de Repasses a Centrais Sindicais – Eliminação de mais uns R$ 5 Bilhões em despesas. b) Eliminação de Propagandas Governamentais – Elimina de outros R$ 5 Bilhões em despesas anuais, o que dá um total de uns R$ 10 Bilhões

7. TODO MUNDO COM PREVIDÊNCIA PRIVADA – Com isso, eliminaríamos o rombo anual do INSS, que chega atualmente a quase R$ 100 Bilhões, e que é pago com fundos públicos. Teríamos ainda o benefício de se formar uma massa imensa de recursos a serem utilizados em investimentos produtivos, e não nas roubalheiras e mamatas governamentais. Foi isso que o Chile fez e, por conta disso, é o pais que mais cresce na América Latina e que tem o melhor padrão de vida, graças a São Pinochet que teve a inteligência e foi macho o suficiente para fazer esta reforma. Toda a imensa multidão que vive pendurada no “Sistema S” teria que passar a justificar o próprio salário.

8. ELIMINAÇÃO DE REPASSES A ONGS ESCROTAS – Ninguém, nem mesmo o próprio governo, sabe exatamente quanto é repassado atualmente a Stedile e companhia bela. Vamos estimar, bem conservadoramente, em uns R$ 10 Bilhões por ano.

9. VENDA DE ATIVOS GOVERNAMENTAIS – Antes do latrocínio que foi praticado pelo PT na nossa nação, creio que poderíamos arrecadar muito mais. Só a PETROBRAS, que hoje tem suas ações vendidas a preço de banana e ninguém quer, valeria algo como uns R$ 300 Bilhões. Mesmo assim, vamos considerar que se possa arrecadar mais uns R$ 100 Bilhões.

10. PENA DE PRISÃO PERPÉTUA PARA CORRUPTOS – Incluído no item 5 acima.

11. ELIMINAÇÃO DE REMUNERAÇÕES INDIRETAS DE SERVIDORES PÚBLICOS – Incluído no item 4 acima.

12. JUDICIÁRIO AUTOSUSTENTÁVEL – Redução de uns R$ 20 Bilhões anuais.

13. PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO – Não reduzirá custos.

14. TRANSFORMAR UNIVERSIDADES FEDERAIS E IFETS EM FUNDAÇÕES – Redução estimada em uns R$ 20 Bilhões anuais.

Por último, porem a mais importante providência a ser adotada, seria a convocação do FMI para auditar as contas públicas brasileiras. A eliminação da presença das equipes do FMI na auditagem das nossas Contas Públicas foi o que propiciou ao Lularápio e sua gangue depenarem e desossarem o nosso erário ao seu bel prazer e impunemente, já que o TCU e outros órgãos de controle nacionais são compostos majoritariamente por políticos fracassados, e que foram cooptados pelo tiranete para estas funções Isto, além deles próprios também promoverem suas maracutaias particulares. Com esta providência, visaríamos recuperar a combalida credibilidade das nossas contas perante o mundo, credibilidade esta que foi estraçalhada pelos sucessivos escândalos bilionários promovidos por esta alcateia de lobos vorazes e famintos que se apoderou de nosso aparato estatal.

Ao final, poderíamos reduzir a taxa de juros que pagamos sobre o débito de R$ 3 TRILHÕES, para algo em torno de 4,5% ao ano, em lugar dos 14,5% pagos atualmente. É fácil concluir que teríamos uma redução de R$ 300 BILHÕES ANUAIS só através da redução da taxa de juros pela moralização desta bodega de 8,5 milhões de KM quadrados.

Sintetizando, ao final disto tudo, teríamos um abatimento anual na dívida da ordem de R$ 600 BILHÕES anuais. Considerando que o total do débito esteja em R$ 3 TRILHÕES, a grande meta do próximo governo TEM DE SER a eliminação total da dívida pública nos próximos 5 anos.

Com isso, ao final desta tarefa hercúlea, teríamos cerca de R$ 600 BILHÕES ao ano para investir em melhoramento da nossa nação. Rapidamente nos colocaríamos entre as grandes e ricas nações deste planeta, em lugar de estarmos escorregando rapidamente para o esgoto bolivariano.

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Nosso Lar

Tenho certeza que haverá abundante choro e ranger de dentes no período de adaptação à nova realidade, especialmente naquelas multidões de parasitas que hoje sobrevivem às custas das tetas estatais. Só que, apenas assim, poderemos começar a pensar em legar o país que sonhamos para os nossos netos.

MAMÃE, EU QUERO MAMAR!

Fomos brindados recentemente com a notícia de que, só em fevereiro passado, a dívida do Governo aumentou em 2,53%, tendo chegado à incrível e inimaginável soma de R$ 2,81 TRILHÕES. A diferença entre a arrecadação e as despesas foi negativa em mais de 25 Bilhões. É grana pra cacete!

Pior ainda: a expectativa do Tesouro é que a dívida continuará crescendo ao longo de todo o ano de 2016, devendo ultrapassar a barreira dos R$ 3,0 TRILHÕES e podendo mesmo chegar a algo como R$ 3,3 TRILHÕES. Isso dá uma dívida de R$ 16.500,00 para cada um dos 200 milhões de brasileiros.

Este valor é quase o dobro de tudo o que o governo arrecada em um ano, mesmo esfolando o contribuinte de todas as formas possíveis e imagináveis.

Imaginem uma situação em que Você devesse DOIS ANOS de todas as suas rendas. Situação em que METADE de tudo o que você ganha vai para o pagamento dos juros daquela soma imensa que está devendo. Situação em que, mesmo tendo eliminado todos os investimentos, e até mesmo o repasse de dinheiro para as necessidades mais básicas, como saúde e educação, mesmo assim você não está conseguindo pagar nem os juros devidos aos seus credores. A cada mês aumenta o total monstruoso que você está devendo, mesmo já estando encalacrado até o pescoço. Pavoroso, não?

Pois esta é exatamente a situação de nosso “amado” governo!

A coisa anda tão preta que, a fim de manipular a opinião pública e dar a impressão de normalidade econômica, Dilma se viu obrigada a deixar um “pendura” de alguns bilhões nos bancos estatais um pouco antes da eleição de 2014. Este dinheiro foi repassado pelos mesmos bancos aos beneficiários finais de alguns dos programas eleitoreiros e infantilizadores de iniciativa do governo, e que eram cruciais para que ela se elegesse.

Fantástica mesmo foi a desculpa do Ministro da Fazenda a fim de justificar este trambique, quando de sua defesa da “lisura” do Governo Dilma frente à Comissão de Impeachment da Câmara em 31 de março.

Alegou a “Excelência” que esta mesma conta havia ficado com valores negativos diversas vezes em anos passados, e que ninguém do TCU havia reclamado de nada.

Segundo eu pude perceber, o entendimento do Ministro é de que, em vez de revelar uma cínica contumácia no mesmo crime, sua argumentação implicaria em uma espécie de dirimente, já que o crime vinha sendo cometido há alguns anos, mesmo que sem apresentar a magnitude do estelionato praticado antes das eleições.

Fiquei com a impressão de que o Ministro quer criar algo como “Usucapião do Crime”.

– Já que cometi o mesmo crime muitas vezes e ninguém disse nada! Então, tenho direito adquirido para cometê-lo quantas vezes mais me der na telha.

A outra linha de defesa do preclaro ministro foi mais fantasiosa ainda:

-Como Dilma não botou aquela grana preta no bolso e levou para casa, ENTÃO NÃO FOI CRIME! Especialmente se considerarmos que aquele dinheiro era para dar aos pobrezinhos desvalidos de nosso malsinado país. Algo como um Robin Hood tupiniquim. Que fofo, não?

A principal razão para esta esculhambação de altíssimo grau nas contas públicas é o fato de termos um (des)governo altamente perdulário e irresponsável, cuja irresponsabilidade chega às raias e se confunde com o crime. Isto sem falar que nossos governantes são absolutamente inescrupulosos quando se trata de utilizar recursos públicos a fim de se perpetuar no poder.

A melhor maneira de mascarar as maracutaias, e ainda assim dar a impressão de estar cumprindo fielmente com o princípio da publicidade dos atos governamentais, é inundar a opinião pública com uma torrente de números embaralhados que ninguém entende.

Dentre os itens de despesa do Governo, os gastos com o pagamento de pessoal ativo e inativo se destaca como um dos que mais contribuem para a esbórnia das contas públicas.

Estes dados sobre gastos com pessoal no serviço público federal não são separados pelo governo. Os salários do pessoal da ativa e os benefícios ficam entrelaçados. O total no ano foi R$ 251,5 bilhões. O economista Nelson Marconi, coordenador executivo do Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, separou as duas despesas.

Em 2014, aposentados e pensionistas da União demandaram R$ 105,4 bilhões. Isto representa cerca de 43% do total dos pagamentos realizados. As contribuições previdenciárias do pessoal na ativa somaram apenas R$ 12,6 bilhões. A enorme diferença gerou um déficit perto de R$ 92,9 bilhões. É uma cifra monumental. É praticamente todo o valor do rombo de R$ 90,3 bilhões registrado nos pagamentos de benefícios do INSS.

A diferença alarmante é que, enquanto o déficit de R$ 2,6 bilhões do INSS reflete o atendimento a 32,7 milhões de pessoas, no serviço público, o buraco de R$ 90,3 bilhões é gerado para pagar somente 980 mil benefícios. Isto equivale a um presente médio de R$ 92.000,00 por ano a cada um dos aposentados e pensionistas federais. Enquanto isso, o subsídio médio para cada um dos OTÁRIOS é de apenas R$ 79,00. O mesmo otário que grita NÃO VAI TER GOLPE movido a pão com mortadela.

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Flagrante de uma discussão de “Altíssimo Nível” a respeito do Impeachment de Dilma.

É interessante observar que, para cobrir todo o déficit previdenciário dos servidores públicos, seria necessário que estes contribuíssem com a quase totalidade de seus respectivos salários para a previdência. Será factível?

Deve ser isso que querem dizer os milhares de funcionários públicos quando gritam raivosamente que NÃO VAI TER GOLPE nas manifestações do PT! Ou quando gritam contra a malfadada REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Querem dizer apenas o seguinte: “Deixa como está que tá bom demais!” E o Brasil que se dane!

A filosofia é basicamente a seguinte: Se o Impeachment for para derrubar alguém deles? Então é Ferramenta democrática legítima para a deposição de governantes corruptos e que está prevista na nossa sacrossanta constituição.

Por outro lado…

Se o Impeachment for para derrubar um dos nossos! NÃO VAI TER GOLPE! Vamos defender a “democracia”.

O POLÍTICO PROFISSIONAL

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“A tendência natural da humanidade é para a escravidão em qualquer forma, para a inércia, para a irresponsabilidade e para submissão a uma autoridade externa.” Castoriadis

A consequência mais temida da liberdade individual (Autonomia), quando conquistada, é a total responsabilidade por seus próprios atos, já que não há mais ninguém a quem imputar qualquer culpa.

Por outro lado, a luta da humanidade, em busca da liberdade individual e de autodeterminação, tem sido sempre, e em todos os tempos, a luta contra usurpadores que sequestraram momentaneamente posições de comando, seja por que meio for (Fazendo o diabo?), e que se recusam a abrir mão do poder conquistado.

O exercício continuado do poder, acolitado por multidões de auxiliares abjetamente servis (desculpem o pleonasmo), os leva inexoravelmente a acreditar que estão acima do bem e do mal.
Um dos pensadores que mais meditaram sobre este tema foi Cornelius Castoriades.

O filósofo da imaginação e da autonomia nasceu a 11 de Março de 1922 em Constantinopola. Após a guerra greco-turca de 1921, os gregos residentes na Ásia Menor, entre os quais estavam os seus pais, tiveram de emigrar para a Grécia. Já em Atenas, o jovem Cornelius se junta ao partido comunista. Cedo se afasta do grupo original e ingressa em grupos radicais de esquerda, de filiação trotskista. Com a tentativa de Putsch do partido comunista grego, ao final da II guerra mundial, e com a consequente guerra civil, Castoriadis se vê entre dois fogos: por um lado, sofre a repressão do poder ditatorial instalado. Por outro, como membro da facção trotskista, é alvo dos ataques do partido comunista grego. Encontra refúgio na França através de uma bolsa. Deixa o Pireu em Dezembro de 1945. Nesta nova aventura da sua vida, rapidamente se envolve em atividades políticas. Foi marcante o seu encontro com Claude Lefort, com quem, em 1948, funda o grupo Socialismo ou Barbárie. Este grupo conhecerá a sua expressão, no mesmo ano, no primeiro número da revista homônima. Aquilo que distinguia Socialismo ou Barbárie dos outros grupos revolucionários era o seu afastamento da subserviência a Moscou e a afirmação fundamental de que o socialismo não podia ser confundido com a propriedade estatal dos meios de produção. Tampouco seria assunto exclusivo de um partido de vanguarda, que iluminaria a marcha triunfal para a sociedade desejada. O socialismo seria definido pela autogestão dos trabalhadores na produção, através da propriedade verdadeiramente coletiva dos meios de produção. Pela auto-organização, que deveria alargar-se a toda a sociedade.

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A política nunca cessou de ser uma manipulação que denuncia a si mesma, porque ela permanece na busca de interesses particulares, através de camadas particulares, sob a máscara do interesse geral e pela utilização de um instrumento de natureza universal: O Estado.

Esta ideia política de autogestão continha a semente do que será mais tarde aprofundado na ideia central de todo o pensamento político de Castoriadis: a ideia filosófica de autonomia. A originalidade de Socialismo ou Barbárie é que, a par da crítica impiedosa do mundo capitalista, denuncia sem tréguas o chamado socialismo real. Denuncia em especial a autoproclamada pátria socialista, a União Soviética estalinista. Considera-a não um Estado operário degenerado, mas a realização de uma nova forma de opressão sob o domínio de uma organização burocrática, encastelada no poder e usufrutuária dos decorrentes privilégios, passando a forma uma nova “Classe Dominante”, os então chamados “aparatchniks”, correspondentes comunistas à mesma praga que detectou no mundo ocidental e capitalista: O “Político Profissional”.

Se há uma coisa que o Filósofo Castoriades não pode ser acusado é de ter jamais renegado sua filiação às ideias marxistas. No entanto, esta profissão de fé no marxismo era imediatamente posta em perspectiva, uma vez que acrescentava que ser marxista não significava tratar os textos de Marx com o zelo acrítico dos teólogos católicos nos seus intermináveis comentários das Escrituras. Sua proposta básica era não deixar pedra por revolver no edifício marxista, e a afirmação de uma independência feroz consubstanciada numa crítica impiedosa dos textos de inspiração marxista e da sociedade real que deles se reclamava. Neste aspecto, antecipava Karl Popper e sua ideia da Refutabilidade, pois propugnava que, para defender o marxismo, fazia-se necessária uma análise crítica minunciosa do mesmo.

Segundo o seu modo de ver, a existência de pretensas democracias nas sociedades contemporâneas, em sua terminologia, não passavam de oligarquias liberais, porque estabelecem um abismo intransponível entre as instâncias de poder e de decisão e os cidadãos.

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Vocês políticos continuam profissionais porque os eleitores continuam amadores! O que este país necessita é de mais políticos desempregados!

A oposição de Castoriadis a qualquer defesa da União Soviética não implicava numa adesão ao mundo capitalista ocidental. Recusava-se, nas suas palavras, a escolher entre dois super-gangues. A forma de exploração do trabalho, exercida na antiga União Soviética por uma casta governamental, seria tão danosa aos trabalhadores quanto a exploração capitalista. Só mudava o algoz.

Há um conceito de facílimo entendimento, especialmente para quem estudou Estatística Inferencial, que é o seguinte: Se quisermos extrair uma amostra de um universo maior, e que esta seja uma representação do todo maior, então TODOS OS ELEMENTOS DEVEM TER UMA PROBABILIDADE IGUAL DE VIR A SER ESCOLHIDO! Este princípio tem sido exatamente o oposto do que ocorre na nossa avacalhada “Democracia Representativa”! Os representantes são sempre e exatamente OS MESMOS. Não representam nada além de seus próprios interesses. Assim, se quisermos ter um governo que represente verdadeiramente os interesses da população, só nos restam duas opções: Primeiro, retornarmos às discussões da Ágora, num governo altamente plebiscitário, desta vez com o auxílio dos meios eletrônicos de comunicação. A outra seria elegermos os representantes através de sorteio do CPF na Loteria Federal.

A COMUNA DE BRASÍLIA – 2003 A 2016

Diz-se que Charles-Louis Napoleão Bonaparte, sobrinho do imperador, desembarcara em Paris, em 1848, cidade da qual pouco sabia, já com um mapa das futuras reformas urbanas que nela pretendia fazer.

Segundo o site Terra, uma das primeiras decisões do Imperador Napoleão III, tão logo se autoproclamou imperador em 1851, após ter sido eleito primeiro e único presidente da 2ª República, proclamada em 1848,foi designar o Barão Haussmann para a tarefa de reformar todo o traçado urbano de Paris. A missão era criar amplas e largas avenidas que facilitassem a movimentação de tropas e que dificultassem sobremaneira a construção de barricadas, antes tão eficientes nas ruelas e becos do antigo traçado medieval da cidade.

Dois fatores foram determinantes na ordem de Napoleão III em dar começos às obras. O primeiro deles era evitar que no futuro um levante revolucionário tivesse sucesso. Entre 1827 e 1849, por oito vezes foram levantadas barricadas na cidade. Mesma situação que ele tivera que enfrentar em dezembro de 1851, quando houve reação armada da esquerda e dos operários da cidade contra o desejo dele de continuar à cabeça do poder executivo francês através de um golpe de estado, desta feita não mais como presidente, mas como imperador dos franceses. Levante este que foi duramente sufocado pelas guarnições militares chamadas a intervir.

Vinte anos depois, a “Comuna de Paris” foi o primeiro governo operário da história. Foi fundado em 1871 na capital francesa por ocasião da resistência popular ante a invasão por parte do Reino da Prússia.

A história moderna registra algumas experiências de regimes comunais, impostos como afirmação revolucionária. A Comuna de Paris foi o mais importante deles. Veio no bojo da insurreição popular de 18 de março de 1871. Durante a guerra franco-prussiana, as províncias francesas elegeram para a Assembleia Nacional Francesa uma maioria de deputados monarquistas francamente favoráveis à capitulação ante a Prússia. A população de Paris, no entanto, opunha-se a essa política. Louis Adolphe Thiers, elevado à chefia do gabinete conservador, tentou esmagar os insurretos. Estes, porém, com o apoio da Guarda Nacional, derrotaram as forças legalistas, obrigando os membros do governo a abandonar Paris precipitadamente, ficando o comitê central da Guarda Nacional a exercer sua autoridade. A Comuna de Paris – considerada a primeira “República Proletária” da história – adotou uma política de caráter socialista, baseada nos princípios Marxistas da Primeira Internacional dos Trabalhadores.

O poder comunal manteve-se durante cerca de setenta e dois dias. Seu esmagamento revestiu-se de extrema crueldade. De acordo com a Enciclopédia Barsa, mais de 20.000 communards foram executados pelas forças de Thiers.

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Este governo durou oficialmente de 26 de março a 28 de maio, enfrentando não só o invasor alemão como também tropas francesas, pois a Comuna era um movimento de revolta ante o armistício assinado pelo governo nacional (transferido para Versalhes) após a derrota na guerra franco-prussiana. Os alemães tiveram que libertar militares franceses, prisioneiros de guerra, para auxiliar na tomada de Paris.

Esta revolta popular era a continuação das inúmeras rebeliões que se sucediam na França desde a Grande Revolução de 1789 e o ciclo napoleônico da primeira metade do século XIX.

Pelo que ocorreu na Comuna, mesmo com as largas avenidas construídas por Haussman, parece que não foram muito eficazes em dissuadir os revoltosos para que não apelassem mais uma vez às barricadas. Acho que foi por isso que Niemeyer e Lúcio Costa fizeram a Esplanada dos Ministérios tão larga: Era uma mensagem subliminar pra ver se essa turma aprendia alguma coisa com a história.

Por outro lado, ao se comprovar ineficaz tanto a guerrilha urbana como a rural, na tarefa de empurrar goela abaixo da população o “paraíso socialista”, a nossa esquerda decidiu adotar o estilo “Paz e Amor”. Desta forma, a tomada do poder pela classe operária se deu através da utilização de mecanismos democráticos, conforme foi magistralmente demonstrado pelo pioneiro Adolf Hitler, líder do partido homônimo do PT (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães-NSDAP, ou partido Nazista). Logo após, iniciou-se a fase seguinte do projeto de perpetuação no poder: aparelhamento do Estado.

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A bronca é a “Maldição de Dostoievsky

Na sua novela Crime e Castigo, o personagem central, o estudante Raskólhnikov expõe, ainda que resumidamente, um artigo dele que fora publicado numa revista de San Petersburgo, intitulado Acerca do crime. Nele, defendeu a existência na sociedade, qualquer uma, de uma Lei da Natureza que determina a existência de dois tipos humanos: os homens comuns e os excepcionais. Sendo que estes últimos são limitadíssimos em número: “homens de ideias novas… nascem pouquíssimos, são de uma escassez verdadeiramente estranha”. Para os extraordinários, não valeriam as regras que regem o todo social. Esta grande personalidade, ainda que não encontre a absolvição de seus atos mais nocivos entre a maioria da sociedade, pessoalmente, frente a sua própria consciência, não se sente culpado.

No dizer de Raskolhnikov: “em minha opinião, concedem a si próprio a autorização para saltarem por cima do sangue, atendendo unicamente a teoria e ao seu conteúdo”.

Este ser fantástico se sente psicológica e moralmente imunizado frente a qualquer dano que possa vir a causar – guerras ou assassinatos – em vista de seu ato não poder ser julgado ou entendido pela gente comum, ou enquadrados pelas leis costumeiras. Somente a história é quem poderá algum dia absolvê-lo.

Por conseguinte, este soberbo egocêntrico, se coloca acima do bem e do mal. Um Napoleão, por exemplo, não hesitou em sacrificar milhares de vidas para afirmar o seu poder. O que o movia era a certeza de ser alguém excepcional, um ungido pelo destino a lançar-se em feitos e obrigar-se a tarefas espetaculares. Missão que nenhum mortal ordinário poderia sequer imaginar ou sonhar.

Idêntico se aplicaria aos notáveis cientistas. Não teria Kepler ou Newton, por exemplo, o direito – e até o dever – de eliminar aqueles que criariam obstáculos a que o mundo conhecesse suas valiosas descobertas?

A maioria das personalidades históricas de vulto (Licurgo, Sólon, Maomé, Napoleão, etc.), argumentou Raskólhnikov, na verdade, “tinham sido criminosos” por terem abolido as leis antigas outrora sagradas, e certamente não se detiveram frente ao sangue derramado sempre que isto lhes fora útil ou necessário.

O artigo fazia eco, ciente ou não, de uma conhecida passagem existente nas famosas Lições da Filosofia da História Universal de Hegel, onde trás que: “Estes indivíduos históricos, atentos aos seus grandes interesses, trataram sem dúvida de maneira frívola, atropeladamente e sem consideração outros interesses e direitos sagrados, que são por si mesmo dignos de consideração. Sua conduta esta exposta por isso à censura moral. Mas há um outro modo de entender estes homens. Uma grande figura quando caminha, esmaga muitas flores, destrói por força muitas coisas no seu passo.”

Este parece ser o retrato cagado e cuspido da mente doentia e criminosa do apedeuta! Rezemos para que, desta vez, em vez de 300, não tenhamos que fuzilar 20.000, para livrar o Brasil desta praga, como fez Thiers.

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Moral da História:

“O castigo das pessoas que não se interessam por política é serem governadas por pessoas que se interessam”. Arnold Toynbee

BRASIL – DE VOLTA PARA O FUTURO 2

Esta Coluna foi publicada em 01/11/2015. Como está cada dia mais atual, e mais uma vez tive o título imitado por colunista de expressão nacional, decidi revisá-la.

A quem interessar possa: EU ESTOU DE SACO CADA DIA MAIS CHEIO!

Acho que já escrevi demais sobre as coisas asquerosas que estão ocorrendo na administração de nosso país. Consequência: Ficamos todos num tremendo baixo astral! Acho que chegou a hora de começarmos a pensar em alguma coisa minimamente positiva para o nosso país. Assim, mesmo indo contra todas as evidências que nos agridem diuturnamente, cada uma informando que afundamos mais um pouco no pântano da corrupção, do cinismo e do desgoverno, decidi fazer um esforço enorme e pensar como poderiam ser as notícias positivas que todos nós gostaríamos de ver há já bastante tempo. La vai:

Brasília – DF: Final de Março de 2016

Depois de um tsunami de gente nas ruas, em 13 de março, exigindo “Fora Dilma!”, ela finalmente se foi. Não interessa se por renúncia, por impeachment, por suicídio, fuzilada, enforcada, guilhotinada, exilada por uma quartelada, o que for. O que interessa é que estamos diante de uma nova página em branco para ser escrita pela nação brasileira. Lularápio está no Paraná, explicando bem direitinho ao juiz Moro todas as gatunagens praticas por ele e em seu santo nome. Renan Calheiros, Eduardo Cunha, seu vice Waldir Maranhão, e mais uma cambada de uns 50 ou 60 deputados e senadores foram cassados e estão respondendo processo no STF, inclusive Luiz Sérgio, aquele Macunaíma (sem nenhum caráter) que afundou a CPI da Petrobras. A degola de ladrões foi tamanha que vamos realizar eleições, amplas, gerais e irrestritas, para deputado, senador e Presidente. Demos um Control-Alt-Del em Brasília.

Pois muito bem! Derrubamos Dilma e tiramos o PT do poder. E agora?

Quem é o novo Presidente da República? – Sei lá! Não sei e nem me interessa!

Quem são os novos partidos que estão no poder? – Também não sei e nem me interessa! O que eu quero mesmo é ver se aparece uma pessoa decente para fazer o seguinte, nos primeiros 100 dias de governo:

1º Decreto: Exonera TODOS os DAS e extingue os cargos. Fim da função de ASPONE no Brasil.

2º Decreto: EXTINGUE todos os ministérios não constantes da lista abaixo. Só sobram:

1) – Fazenda/Planejamento,
2) – Relações Exteriores,
3) – Desenvolvimento Econômico (incluindo Ciência e Tecnologia + Comércio Exterior + Turismo + Micro Empresa + Pesca + Produção Agrícola + Minas+ Integração),
4) – Justiça (+Segurança Institucional + Direitos Humanos)
5) – Defesa,
6) – Infraestrutura (Portos + Aeroportos +Estradas +Ferrovias + Energia + Comunicações),
7) – Educação e Cultura + Esportes,
8) – Casa Civil
9) – Saúde
10) – Assistência Social.

3º Decreto: Extingue TODAS Secretarias Especiais da Presidência com Status de Ministro.

4º Decreto: Contrata empresa de consultoria para realizar auditoria geral e preparar Plano de Reforma e Enxugamento da Estrutura do Estado. Serão definidas as funções de cada órgão, bem como a fusão e enxugamento dos órgãos redundantes e o fechamento daqueles inúteis e sem sentido. Os funcionários colocados em disponibilidade passarão a receber apenas o salário básico, com direito a PDV.

5º Decreto: Proíbe a promiscuidade entre os diferentes poderes. Deputados e Senadores (ou ex-deputados e ex-senadores) NÃO poderão ser cooptados para ministro nem nomeados para tribunais superiores. O mesmo vale para o caso de ministros (ou ex-ministros) serem nomeados para estes mesmos tribunais. A seleção dos ministros e dos Secretários Gerais dos ministérios se dará através de empresas de “Head Hunter” internacionais. A nomeação de cada um só se dará após ser aprovado pelo congresso o plano de trabalho e suas respectivas metas para o tempo de mandato pré-definido. O não cumprimento das metas anuais aprovadas e pactuadas ensejará demissão sumária.

6º Decreto: Ajustes após a extinção de alguns ministérios e secretarias.

a) Com a extinção do Ministério do Trabalho, ficam extintas contribuições sindicais mandatórias e, consequentemente e PRINCIPALMENTE, repasses governamentais a sindicatos e centrais. Total liberdade sindical sem tutela do governo. Sindicatos e Centrais terão de se autofinanciar

b) Com a extinção da Secretaria de Comunicação, fica proibido ao governo gastar com propagandas (enganosas e auto laudatórias). Só em caso de absoluta necessidade pública.

7º Decreto: Com a extinção do Ministério da Previdência, fica proibido ao governo administrar a aposentadoria de quem quer que seja, assim como de criar taxação sobre os salários. Será criada uma Agência Nacional de Previdência Social com a missão de fiscalizar os Fundos de Poupança para Aposentadoria dos Cidadãos (TODOS OS CIDADÃOS), fundos estes a serem criados. O CPF identificará a conta de poupança de cada um, conta esta administrada por um fundo de livre escolha do cidadão. O governo calculará o valor das contribuições realizadas por cada cidadão até o presente e fará o deposito inicial deste valor na conta do mesmo. Os 40,8% sobre os salários que os empregadores atualmente repassam compulsoriamente ao governo, passarão a ser totalmente depositados nesta conta. (ver o site Guia Trabalhista). Tudo o mais da CLT permanece intocado. A destinação desta massa imensa de recursos e a avaliação periódica dos resultados de cada fundo se dará FORÇOSAMENTE através de audiência pública anual, aberta a todos os cotistas e à imprensa, assim como a eleição da sua Diretoria e Comitês Fiscais. Com isso, todo o “Sistema S” terá de se autofinanciar através dos serviços que prestar.

8º Decreto: Fica PROIBIDO ao governo fazer qualquer repasse de recursos a ONGs, Associações, OSCIPs, etc, a qualquer título: Fundos não reembolsáveis, investimentos a fundo perdido, etc. Com isso, encerra-se o repasse de recursos a partidos políticos (FIM DO FUNDO PARTIDÁRIO). Fim das propagandas eleitorais e partidárias gratuitas.

9º Decreto: Venda de todos os ativos governamentais não ligados à sua missão precípua de governar: Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil, etc. Os recursos obtidos devem ser TOTALMENTE canalizados para a eliminação da dívida pública.

10º Decreto: Modificação na Constituição Federal para a adoção da pena de Prisão Perpétua nos casos de crimes hediondos, de corrupção por agentes do Estado e contra o Estado (Crime de Lesa Pátria).

11º Decreto: Proibição ABSOLUTA de todas as formas de remuneração indireta, em todos os níveis e em todos os 3 poderes. Servidores públicos farão jus apenas ao salário básico, sem previdência especial, salários estes a serem definidos através de plebiscito na população atingida pelo custo destes.

12º Decreto: Todos os tribunais deverão se autofinanciar através da cobrança dos custos dos processos às partes perdedoras dos litígios, valor este a ser previamente caucionado.

13º Decreto: Formação de Grupo de Trabalho, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e formado por pessoas de altíssimo nível, com a missão de preparar, dentro de um breve espaço de tempo, o Plano Nacional de Desenvolvimento. A principal meta será a eliminação total do endividamento público através da utilização das economias a serem realizadas pelas reformas acima. Depois, reduzir-se-á a carga tributária para um MÁXIMO de 20% do PIB, Contra os atuais 36%.

14º Decreto: Para não ficar com este número maldito (13) de decretos, acrescentar a Transformação de TODAS as Universidades Federais e CEFETS em Fundação Autônoma e independente. Assim, todas estas instituições deverão se autofinanciar através das mensalidades de seus alunos e, suas pesquisas, através de convênios com empresas da Iniciativa Privada. O governo fornecerá financiamento aos estudantes e Bolsas Gratuitas àqueles que se destacarem em seu desempenho acadêmico.

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Nosso Lar

Com isso, poderemos começar a pensar em legar o país que sonhamos para os nossos netos.

CANÇÃO DO EXÍLIO – PARAFRASEANDO GONÇALVES DIAS

Minha terra tem tanto ladrão,
Que até não acaba mais!
Os ladrões que lá fora roubam,
Não sabem como se faz.
Tem que fazer na surdina,
E Sendo da lei capataz!
Até nosso Presidente,
Tão fingido de inocente,
Hoje é o pior ladravaz.
Não permita Deus que eu morra
Sem ir embora desta pôrra,
E aqui não volte jamais!

E é tanta da gatunagem,
Que a gente até perde a conta.
Sanguessuga, mensalão, Lalau e o PCC.
E a nata da bandidagem,
Essa a justiça não aponta.
Me diga o que acha voçê
Dessa turma engravatada,
De fala bonita e macia.
Que por dinheiro tudo faz!
Não permita Deus que eu morra
Sem ir embora desta pôrra,
Pra poder viver em paz!

É ladrão roubando em Brasília,
Nos Estados, nos municípios.
Tudo gente sem princípios,
Que só emprega a família.
Aposentadorias gordas,
Sugando as tetas da Nação,
E o povo sem instrução,
Sem saúde, ou condução,
Pagando por esta bagunça.
Não permita Deus que eu morra
Sem ir embora desta pôrra,
E aqui não volte mais nunca!

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28 fevereiro 2016 A COLUNA DE ADONIS OLIVEIRA

O BRASIL, A ENERGIA E O PT

No pronunciamento do PT à nação, veiculado na noite de 22 de fevereiro próximo passado, o grande apedeuta Luiz Inácio apresentou como sendo uma das razões para que nos orgulhemos do Brasil o fato de nossa Matriz Energética ser uma das mais sustentáveis do planeta, devido ao fato desta ser baseada, em grande parte, em fontes renováveis.

É Verdade, mas…Como toda e qualquer assertiva vinda do PT, esta também merece um mas, porém, todavia, contudo, entretanto, etc… Assim como grande parte de tudo o que é dito pelo Lularápio, isto é apenas uma meia verdade e, como toda meia verdade, É UMA MENTIRA COMPLETA! Vou explicar por que.

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O consumo mundial de energia passou por dramáticas transformações nos últimos 30 anos.

Segundo o World Energy Outlook – 2015, da Agência Internacional de Energia (da qual o Brasil não faz parte), as energias renováveis contribuíram com quase a metade das novas fontes de energia adicionadas ao longo do ano de 2014 no mundo. Este fato só confirma a tendência mundial onde, nos últimos 30 anos, as fontes de energia de origem fóssil (Carvão, gás e petróleo) tiveram sua fatia reduzida de 86,7% para 81,4% de um consumo total mundial que mais que dobrou neste período.

Enquanto isso, no país do mensalão e do petrolão, a “gerentona” que nos desgoverna, senhora absoluta do setor energético do país há uma década e meia, está nos levando aceleradamente ao caos total. Seja através da roubalheira desbragada, praticada e incentivada por seu partido, e que ela muito “honesta”(?) alega não saber de nada; seja através dos arroubos e rompantes, histéricos e absolutamente desastrosos, indicadores de uma incompetência e ignorância pungentes sobre os temas do setor.

Enquanto a Índia planeja ter 30% de toda sua energia oriunda de fontes não fósseis em 2030, num esforço espetacular para fugir da dependência do carvão e do petróleo, o jornal A Folha de São Paulo, na sua edição de 1º de fevereiro passado, nos estarrece ao informar que a EXTERMINADORA DO FUTURO (nosso futuro), vetou “todos os itens do Plano Plurianual aprovado pelo congresso e que indicavam prioridade para o incremento da produção de energia renovável com fontes alternativas”.

Os dois grandes prejudicados por essa fixação em imensos projetos, mórbida e retrógrada, são a Amazônia e o Nordeste. A Amazônia, por ser a parte do país onde restam grandes potenciais hidroelétricos a serem aproveitados, mesmo que ao custo de danos ambientais imensos e de dificílima reparação, especialmente devido à baixa declividade do terreno, o que cria a demanda por imensos lagos. O Nordeste, por ver jogado na lata do lixo o seu imenso e inigualável potencial para as energias eólica e fotovoltaica.

De forma semelhante, ao mascarar o aumento do custo da gasolina, quando o petróleo chegou a custar quase US$ 150,00 por barril, de forma a enganar a população quanto à real inflação do país, a mesma acumulou um imenso rombo no balanço da PTbras e, por tabela, quebrou todas as usinas produtoras de álcool, já que o preço de venda do álcool passou a não remunerar adequadamente seus custos de produção.

Dessa forma, um programa de desenvolvimento de energia alternativa, pioneiro e único no mundo, detentor da maior admiração de todos os que se dedicam ao setor, viu-se inviabilizado pela demagogia e populismo de uma ignorante impetuosa e arrogante. Os bilhões de dólares de investimentos realizados, seja em pesquisa na produção do Etanol, seja na adaptação dos motores, culminando com o motor FLEX, tudo isso escorreu celeremente pelo ralo devido a este paroxismo de demagogia insana.

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Com as Usinas Térmicas rodando 24 horas, e sem o álcool, o percentual de energias de fontes renováveis em nosso país é hoje metade do que o que nos foi legado pela “ditadura”. (e caindo…)

Essa “birra” com as fontes alternativas e com o Nordeste vem de longe.

Participamos, no final de março de 2012, de uma Audiência Pública da ANEEL a fim de regulamentar a implantação de pequenas centrais fotovoltaicas para consumo próprio. A mesma se deu na UNICAMP, juntamente com a INOVA, reunião voltada para as energias alternativas. A proposta apresentada foi de que o pequeno produtor tivesse direito a abater UM Kw de energia da sua conta, para cada CINCO Kw que seu sistema injetasse na rede. Havia umas quatro mil pessoas no auditório. Ficaram todos calados.

Foi quando nos levantamos e perguntamos o porque dessa proposta de 5 para 1, quando em todos os lugares do mundo a proporção era de 1 para 1. O rapaz da ANEEL nos explicou candidamente que “a diferença serviria para pagar os custos das linhas de transmissão das usinas amazônicas para o Sudeste”. Não me contive e questionei-o:

– Quer dizer que o Nordeste, mais uma vez, vai financiar o desenvolvimento do Sudeste?

O teatro quase veio abaixo, com quatro mil pessoas querendo falar ao mesmo tempo.

A reunião encerrou aí e, no mês seguinte, foi emitida pela ANEEL a Resolução Normativa 482, de 17 de abril de 2012, em que se regulamentou a proporção de 1 para 1. Quer dizer: Cada Kw injetado na rede gera um crédito equivalente para o produtor. A briga passou a ser com os Governadores dos Estados, que se recusaram a abrir mão do ICMS sobre a energia que cada um gerar para si mesmo. É a mesma coisa que cobrar ICMS do almoço que sua esposa prepara. Dá para acreditar? É por isso que a energia fotovoltaica continua inviável: Voracidade predatória tributária.

Quanto à eólica, é todo um outro drama. O BNDES se recusava a financiar porque os equipamentos eram importados. Os fabricantes não se instalavam aqui porque não havia projetos. Foi quando um Superintendente da Sudene, muito macho, apesar de baiano, decidiu financiar as centrais eólicas com o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste. Os projetos explodiram e as fábricas de componentes vieram.

O Presidente do BNDES, Sr. Luciano Coutinho, grande financiador de ditaduras odebrechtianas em diversos continentes (sempre movido a abundantes pichulecos e acarajés, e tudo secretamente, é claro), soprou no ouvido da Anta Sapiens que o FDNE estava sendo desvirtuado por financiar “equipamentos importados”.

Foi o que bastou para a jumenta ORDENAR, sem nenhum documento que fixasse a ordem, que a SUDENE não poderia financiar mais nenhum projeto energético, já que esta seria função exclusiva do BNDES.

De quebra, suspendeu todas as liberações de recursos já contratadas, mesmo sendo estes atos jurídicos perfeitos e tendo já os investidores dispendido somas enormes, tanto nas suas contrapartidas, como nas partes que deveriam ser financiadas. Deveriam aguardar até que fossem redefinidas as regras do “novo” FDNE. Passaram-se quase DOIS ANOS até que fossem liberados a fórceps os recursos a que tinham direito. Os investidores quase quebraram, tanto no Brasil como nas suas matrizes na Europa.

Hoje, são essas mesmas eólicas que salvam o Nordeste de um racionamento de energia.

Assim, converso eu com meus botões:

1. É de se estranhar que, com o rio São Francisco nos estertores de uma morte anunciada, metade da energia consumida no Nordeste esteja sendo importada do Sudeste?

2. Em quanto estará o ROMBO que vem sendo acumulado por estarmos comprando energia caríssima, produzida por centrais térmicas, que só deveriam rodar nos momentos de pico, e que está sendo vendida a preço inferior ao custo?

3. De onde sairá energia para fazer frente a um crescimento anual de demanda no Nordeste de 4 a 5%, o que deve dobrar nosso consumo em 20 anos ?

4. Por que diabos será que esse povo do “gunverno” petista só gosta de obra na casa dos BILHÕES DE DÓLARES e tem ódio de projetos minúsculos e conduzidos pelos próprios usuários?

5. Que praga de mãe é essa que está fazendo com que a nossa Matriz Energética, antes admirada e invejada mundialmente, esteja caminhando aceleradamente na contramão do resto do mundo e se tornando cada vez mais dependente de combustíveis fósseis?

21 fevereiro 2016 A COLUNA DE ADONIS OLIVEIRA

QUADRILHA! OU TERATOLOGIA NACIONAL!

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Dilma vai ser impichada! Enxotada! Expulsa! Bota fora a Mosquita-Sapiens, a Rainha da mandioca e ensacadora de vento.

VIVAAAAAAAAAAAAA!!!

Finalmente vai acabar essa tortura. A bronca é que um terço dos deputados da comissão especial do “impeachment” formada na Câmara responde a processo no STF. Mas não vamos ser derrotista.

Vamos imaginar que a mulher vai embora.

– Mas… e aí? Quem assume? Temer?

– NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!!

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Temer assumindo, pelo menos vamos poder limpar a vista de vez em quando olhando a mulher dele

O mordomo de filme de terror era da mesma chapa da Mulher-Bomba. Foi eleito com o mesmo dinheiro roubado da PTBRAS e com as mesmas mentiras terroristas. Sem falar na totalização de votos pouco ortodoxa, feita a portas fechadas por Toffinho, só para garantir.

– Então… Quem assume? Cunhão?

Aquele, com cara de inocente, que quer se apropriar da marca Jesus? O mesmo que ganhou milhões de dólares vendendo carne enlatada para países da África que ninguém ouviu nem falar?

– CLAAAAAARO QUE NÃO!

Como é que o cara vai poder assumir se está pra ser cassado e ir preso?

– Então assume o vice dele na câmara, né? Waldir Maranhão (PP-MA)? Aquele com cara de pedreiro?

– DEPENDE!

O sujeito tem cara de pedreiro mas é espertíssimo quando se trata de dinheiro. Se sucedê-lo, já entrará comprometido, com dois inquéritos no STF, ambos por prática de crimes de ocultação de bens e participação no esquema de lavagem de dinheiro. Se Deus quiser, logo vai ver o sol quadrado também.

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O “inocente” Cunhão e o Cantor de Boleros Bienvenido Granda

– Pois é! Aí assume o indefectível Renan Calheiros, né?

– TAMBÉM NÃO!

Ou, se assumir, será por muito pouco tempo. O STF está no encalço dele desde 2007.

O nosso honrado presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) responde na “Lava Jato” a cinco inquéritos por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva, sendo ainda alvo do Inquérito 2593, que apura denúncia que o levou a renunciar à Presidência do Senado, em 2007. Desde janeiro de 2013, há um parecer da Procuradoria-Geral da República oferecendo denúncia contra o parlamentar no caso.

Dois anos e meio depois, o pedido não foi analisado, nem para saber se ele será considerado réu.

Renan é acusado de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Que belo chefe de Legislativo que nós temos!

O relator do caso, até assumir a presidência do STF, foi o Ministro Lewandowski. Hoje, o mesmo afirma que não tem nem prazo para o julgamento.

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Lewandowski, para os que não se recordam, é aquele que foi nomeado para o STF devido à sua grande qualificação pelo fato de sua mãe ser amiga da galega do Lularápio. É o mesmo que atuou como advogado de defesa informal de todos os crápulas julgados no mensalão. Tantas fez que terminou tomando esporro de Joaquim Barbosa e foi definido como “A vergonha da Magistratura Nacional”. Se cair Renan, ele é o Presidente; e que vai julgar Renan é ele mesmo.

O ponto em comum em todos eles é que sofrem de PRIAPISMO.

Isso mesmo: PRIAPISMO! Crônico e incurável!

Essa é a razão pela qual vivem o tempo todo empurrando uma pajaraca enorme, bem no fiofó de cada um dos cidadãos deste país. O pior é que nunca estão satisfeitos. NÃO GOZAM NUNCA!

Fonte: Diário da Manhã

14 fevereiro 2016 A COLUNA DE ADONIS OLIVEIRA

“HONI SOIT QUI MAL Y NE PENSE PAS”

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Toda conversa é, em última análise, uma mente tentando impor de forma canhestra sua visão do mundo a outras mentes. Daí decorre grande parte dos males da humanidade.

É o famoso proselitismo. A malsinada busca por fazer “escola”; por criar uma multidão de acólitos, seguidores incondicionais de suas ideias, por mais toscas e destrambelhadas que possam ser. É a busca, feroz e insaciável, por adeptos do seu “weltshauung”. Todos não seguidores passam a ser meros infiéis e, apenas por esta simples razão, merecem morrer. Isto, é claro, caso não “se convertam” e venham engrossar suas fileiras.

Esta visão messiânica do mundo, em que a principal “missão de vida” é a obtenção da submissão intelectual de tantos quantos seja possível conseguir, desempenha uma dupla missão na vida de pessoas cuja mente estagnou em estágio altamente primário: Primeiro, dão um sentido e uma razão de ser para suas vidinhas medíocres e miseráveis. Depois, propiciam o conforto do pertencimento (belongness), por fazerem parte de algo que seja infinitamente maior que sua mera condição de ínfima e patética bactéria, zanzando sem rumo em meio à multidão. Não é à toa que esta forma abjeta de tirania tenha sido tão constante ao longo de toda a história desta pobre humanidade.

A primeira e mais poderosa reação contrária a esta indigência intelectual partiu de Aristóteles, através do seu tão vilipendiado conceito de dialética. Esta era por ele entendida como sendo a busca individual de cada pessoa, debatendo consigo mesma a partir de argumentos contrários ao seu ponto de vista e que lhes tenham sido apresentados. Criticando, portanto, dentro de si mesmo, aquela sua velha opinião formada sobre tudo. Isto visando evoluir para um estágio mais elevado de conhecimento e de desenvolvimento; visando alcançar uma visão mais rica do mundo, em suma.

Seria este o embrião do conceito de refutabilidade, de Karl Popper, onde este propõe que, ao invés de tentarmos sempre provar que o nosso ponto de vista é o correto, devemos tentar prová-lo falso. Se não conseguirmos, há uma boa possibilidade de que este seja verdadeiro. Esta seria a base verdadeira das “Revoluções Científicas” de Thomas Kuhn: A busca do paradoxo, que tanto apaixona o pensador, segundo Kierkegaard.

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“Está bem estabelecido na ciência que conhecimento só é adquirido através do estudo das causas e começos; e que só fica completo quando se conhece suas características e circunstâncias essenciais”. (Avicena)

A grande ironia disso tudo é que, após passar quase um milênio relegado ao esquecimento, esta estupenda filosofia aristotélica tenha sido redescoberta pelos árabes, hoje os principais expoentes do fanatismo radical no mundo, enquanto a civilização cristã se encontrava nas brumas da Idade Média. Por outro lado, os cristãos, representados outrora majoritariamente pela inquisição e seus autos de fé, tornaram-se hoje a vanguarda da busca por compreensão mútua, harmonia e fraternidade, retornando assim às lições de seu fundador e Rabi.

Infelizmente, a grande contribuição de eras mais recentes a este estupendo legado foi a distorção criada por Hegel e seus seguidores, onde o debate muda de “locus” e, em lugar de um debate interno em cada ser humano, passa a ser considerado como sendo uma quebra de braço de uma vontade querendo dominar a outra. Schopenhauer definiu esta aberração como sendo “Erística”(debate, discussão), e não “Dialética Aristotélica”.

Muito pior foi Karl Marx associar esta representação tosca do mundo, tal qual um bate boca em mesa de bar, à sua famigerada monomania da “Luta de Classes”, onde o importante é a predominância de opiniões neste embate, e não a busca consciente pelo conhecimento da verdade.

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Exemplos da “Dialética Hegeliana” em ação: Ou é um bate boca em defesa de interesses escusos, ou é uma assembleia de amestrados, devidamente amansados através da ideologia messiânica.

Junte-se a isso uma ética de facínoras, onde a luta pelo poder atua como solvente universal, lavando completamente todas as canalhices, patifarias e aberrações que venham a ser cometidas quando da busca do fim colimado. O resultado não poderia ser diferente da tremenda decadência moral que estamos presenciando.

É quando entram em cena marqueteiros marreteiros (olha o pleonasmo e a redundância), contratados a peso de ouro, só para ensinar políticos absolutamente calhordas a dizer exatamente aquelas mentiras que vão mexer cirurgicamente com os mais profundos terrores e as aflições primais de uma população altamente amestrada. Preparada por séculos de messianismos e paternalismos de variados calibres para sempre esperar que caia do céu (ou do Governo, o que dá absolutamente no mesmo) uma ajuda que nunca vem. Quando vem, é ao custo de uma submissão abjeta. Em paralelo e em continuidade, passam a emular as esperanças telúricas mais irrealizáveis, sempre bancadas pelo erário e sem que os caudatários tenham de despender nenhum esforço para a sua conquista. Daí pra frente, o vale tudo é geral!

Como paroxismo, ao serem flagrados em atitudes particularmente abjetas, valem-se de legiões de causídicos absurdamente argentários, mestres na arte da chicana e da falácia. São advogados que não se tornam nunca juízes de seus contratantes. Aceitam tudo, só muda o preço em função do tamanho da ignomínia a ser defendida. Tornam-se comparsas! Especialmente na hora de ratear o butim.

Opiniões? Princípios? Valores? Ética? Moral? Verdade? Só a que contribui para seus intere$$es!

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Ao contrário do Cristo na cruz, ladeado por dois ladrões, o juiz Moro é assediado por verdadeiras legiões!

Tenha vergonha quem NÃO pensar mal a respeito de tanta putrefação moral.

INFLAÇÃO

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Imperador Nero, inventor do maior trambique da história da humanidade: A Inflação Monetária.

A integridade do sistema monetário romano permaneceu relativamente intacta até o reinado de Nero (54-68 d.C.). Nero, mais conhecido por ter assassinado a própria mãe, por preferir as artes à administração civil, e por perseguir os cristãos, foi também o primeiro a depreciar o padrão monetário que havia sido estabelecido pelo primeiro imperador de Roma, Augusto (27 a.C. – 14 d.C.). Já em 64 d.C., Nero exauriu os cofres romanos por causa do Grande Incêndio de Roma e também por causa de sua predileção pela gastança depravada (a qual construiu um espalhafatoso palácio).

Nero recorreu à inflação monetária para financiar o império, inicialmente reduzindo o teor de prata do denário, de 98% para 93%, o que permitiu que mais moedas fossem fabricadas com um mesmo volume de prata. Essa foi a primeira depreciação dessa magnitude em mais de 250 anos. Isso gerou uma relativamente alta inflação de preços e abalou a confiança dos cidadãos romanos na moeda.

Após Nero, sucessivos imperadores continuaram a reduzir o teor de prata do denário. A pior desvalorização ocorreu sob o imperador-filósofo Marco Aurélio (que reinou de 161 a 180 d.C.), que desvalorizou o denário para um teor de 79% de prata com o intuito de financiar suas constantes guerras e seus contínuos aumentos de gastos. Esse era, até então, o mais impuro padrão monetário criado para o denário em toda a história romana. Mas as coisas ainda iriam piorar. O filho de Marco Aurélio, Lúcio Aurélio Cómodo (reinou de 177 a 192 d.C.), que gostava de se apresentar como Gladiador no Coliseu, também foi, assim como o pai, um adepto da gastança desmesurada. Seguindo os passos dos seus antecessores, reduziu o teor de prata para apenas 74%.

A cada desvalorização da moeda os preços eram pressionados para cima, e isso foi gradualmente diminuindo a confiança do povo no sistema monetário romano. O aviltamento da moeda e a subsequente expansão da oferta monetária forneciam, no curto prazo, um alívio para as finanças do estado, mas isso durava apenas até o momento em que os mercadores, os legionários e as forças de mercado se dessem conta do que havia acontecido. Sob o Imperador Septímio Severo (que reinou de 193 a 211 d.C.), um número crescente de soldados começou a exigir que suas bonificações fossem pagas em ouro ou em mercadorias, para escapar da corrosão do poder de compra do denário. O filho de Severo, Caracala (que reinou de 198-217) – embora seja mais lembrado por seus sanguinolentos massacres, pelo assassinato do seu irmão, e por ter sido assassinado enquanto urinava – , aprofundou a política de desvalorização da moeda até reduzir o teor de prata do denário para 50%. Tudo isso para financiar a máquina de guerra romana e suas construções megalomaníacas.

Outros imperadores, como Pertinax e Macrino, tentaram retornar Roma a um sistema monetário mais sólido aumentando o teor de prata do denário e fazendo algumas reformas no sistema. Porém, sempre que um imperador fortalecia o denário, um rival conseguia conquistar a lealdade do exército, destruindo todo o progresso feito e frequentemente assumindo o trono. Com o tempo, o denário de prata foi abandonado, e o mais jovem imperador de Roma, Gordiano III (238 – 244 d.C.), substituiu o denário pelo seu concorrente, o antoniniano. No entanto, já no reinado de Cláudio II (que reinou de 268 a 270 d.C.), que é lembrado por suas proezas militares e por ter quebrado os dentes de um cavalo com um murro, o antoniniano foi reduzido a uma levíssima moeda que continha apenas 2% de prata. O antoniniano acabou sendo substituído pelo aurelianiano, e este acabou sendo substituído pelo nummo. Já em 341 d.C., o Imperador Constante I (que reinou de 337 a 350 d.C.) diminuiu o nummo para apenas 0,4% de prata.O sistema monetário romano já estava em frangalhos e a inflação de preços já havia saído completamente do controle há muitas gerações. Extraído e adaptado do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

De forma semelhante, Oliver Cromwell, depois de vencer a guerra civil inglesa, de degolar o rei Carlos I (janeiro de 1649) e se tornar “Lorde Protetor”, neologismo eufemístico para ditador, providenciou que as moedas de ouro fossem recolhidas para serem cunhadas de novo. Desta feita, as moedas possuíam um peso um pouco menor que as anteriores, variação esta não detectável pela população. O ganho propiciado pela manobra serviu para sanear as finanças públicas mas provocou inflação. O pior de tudo foi o exemplo ter sido seguido pelos governos posteriores. Só para comparar, uma Libra Moeda representava uma Libra Peso (453,592 gramas) de ouro. Hoje, para comprar uma Libra Peso de Ouro, seriam necessárias 11.481 Libras Moeda. Esta foi a inflação do período considerado em ouro.

O mesmo ocorreu com os revolucionários franceses que, após degolar Luis XV e Maria Antonieta, viram-se responsáveis por um estado falido. A solução foi imprimir Letras de Crédito governamental denominadas de “Assignats”. Começaram emitindo 400 Milhões, em 1789. Quatro anos depois já eram 40 Bilhões. A população, desconfiada, começou a recusar pagamentos com estes títulos. A solução foi confiscar todo o ouro e condenar, primeiro a 6 meses, depois à pena de morte, àqueles que se recusassem a receber tais pagamentos ou insistissem em manter ouro escondido.

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Lição da história: Basta um governo falido começar a emitir dinheiro “sem fundo” que a inflação explode e o país tá, ó….

Os exemplos históricos são abundantes. Basta uma governante irresponsável (para não dizer desonesta e carcomida por ideologias esdrúxulas), acolitada por uma diretoria pusilânime no órgão responsável pelo controle monetário, juntamente com uma multidão incalculável de vorazes parasitas amamentados pelas tetas estatais, e a desgraça está feita.

Conforme ensinamentos dos monetaristas, o valor de uma moeda é dado, de uma forma bem simples, pela relação biunívoca entre toda a riqueza disponível em um país e a quantidade de moeda circulando. Claro que a velocidade da circulação da moeda também influi, assim como a alavancagem dos bancos. Mas não vamos complicar demais esta conversa.

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Como a relação possui dois lados, qualquer variação em um dos lados altera o valor relativo da moeda: Quando a Espanha inundou a Europa com a prata de Potosí, o valor da prata despencou e o preço das coisas explodiu. De forma semelhante, quando o exército do Norte se aproximou de Richmond, onde estavam as impressoras de dinheiro do Sul Confederado, estes se viram forçados a desmontar as máquinas e leva-las mais para o sul, a fim de ficarem em segurança. Com isto, o suprimento de papel moeda Confederado foi interrompido e houve escassez de papel moeda. A consequência? Uma brutal DEFLAÇÃO. O mesmo fenômeno se verificou consistentemente no Brasil colônia, por este ter sido sempre impedido de cunhar sua própria moeda. As poucas em circulação eram sempre drenadas para Portugal a fim de importar bens.

Nas últimas décadas brasileiras, época de paroxismos inflacionários raramente vistos, o motor da inflação foi sempre e unicamente governos perdulários e irresponsáveis, que emitiam desordenadamente Papel-Moeda a fim de cobrir os sucessivos déficits governamentais. As desculpas foram sempre as mais variadas.

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A voracidade governamental sempre crescente estrangulando as atividades produtivas do país.

Hoje, com a arrecadação de impostos se aproximando de 40% do PIB, metade da mesma serve apenas para o “Serviço” da maldita Dívida Pública. A outra metade é para bancar o “custeio”, quer dizer: Para manter a multidão de parasitas alimentada. Mesmo com a arrecadação tendo dobrado a sua fatia no PIB, o volume da Dívida Pública é sempre crescente, já que o malsinado governo nunca consegue que sobre dinheiro ao menos para pagar os juros.

Com a parasitose governamental, sempre crescente, estrangulando as atividades produtivas de nosso país, estamos nos aproximando aceleradamente do ponto de ruptura do tecido social. Mesmo assim, os crápulas ainda não estão satisfeitos. Agora, querem nos empurrar a CPMF.

Dá pra acreditar?

APEDEUTAS LOQUAZES

Sempre que sou inquirido, por pessoas com quem me relaciono, a respeito da minha opinião sobre algum fato recentemente apresentado em programa de televisão (normalmente algo chocante, bizarro, brutal, grotesco, ou mesmo de uma banalidade atroz); ou sobre alguma chorosa música de sucesso do assim chamado “Sertanejo Universitário”, ou do “Forró Eletrônico” (seja lá isso o que diabos for); ou mesmo a respeito do último sucesso literário que explodiu em vendas de milhões de unidades ao redor do mundo, tal qual o “pornô Light” a respeito das sacanagens perpetradas por um milionário meio tarado e uma jovem; ou mesmo a respeito das peripécias de um vampiro de olhar choroso, apaixonado por uma jovem com cara de retardada mental; informo que não assisto televisão e que fazem já bastante anos que minhas leituras, assim como as músicas com que me delicio, se concentram prioritariamente em autores e compositores dos séculos XVII, XVIII e XIX.

Em suma: ESTOU DUZENTOS ANOS ATRASADO! Minha relação com Euterpe se restringe a gente da bitola de Mozart, Haydn, Bach, Beethoven, Schubert, Smetana, Dvorak, Mendelsohn, Rossini, Verdi, Vivaldi, e companhia. Quanto às obras engendradas por Calíope, ainda estou concluindo a leitura de gente como Pascal, Montaigne, John Stuart Mills, Jeremy Benthan, Schopenhauer, Kant, John Locke, Rousseau, Voltaire, e tantos outros deste jaez. Leio também gente que abomino, tal qual Hegel e Marx, a fim de melhor poder combater suas pérfidas, deletérias e nefandas elucubrações.

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E aí? Vai uma sonata de Mozart ou encaras aquela loura da Banda Calipso ganindo como cadela no cio?

Para que não me acusem de fanatismo retrógrado, abro exceções para os lampejos e resquícios remanescentes da época áurea da humanidade a que me dedico. Coisas tais como um João Pernambuco e seu “Som de Carrilhões”, ou Machado de Assis e Euclides da Cunha, ou mesmo os chorinhos maravilhosos, que reputo a mais bela representação musical da alma brasileira, especialmente a obra prima de Pixinguinha chamada “Lamento”, comparável a uma fuga de Bach ou mesmo a uma sonata de Mozart. Mas são raros, muito raros, infelizmente! Atualmente, estamos mais para a ditadura musical de um “Ximbinha” que para algo deste nível citado.

Mas por que mesmo dessa tremenda ojeriza a tudo o que se refere à “cultura” moderna?

Muito simples: A minha percepção é de que o mundo todo, e muito especialmente o Brasil, passa por um acelerado processo de oligofrenia acelerado, processo este gestado, nutrido, gerenciado e incentivado, de todas as formas possíveis e imagináveis, por nossos governantes e por toda a casta dominante abjeta que hodiernamente infelicita e escraviza a turba ignara.

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Epítome da ignorância boçal que, diante do nível asinino da plateia, terminou se dando bem.

Já chegamos a um ponto tal da “Revolução Cultural” Gramsciana que os ignorantes, não só se comprazem com a sua sesquipedal ignorância, como tem orgulho dela. Por outro lado, tudo o que desconhecem, seja por opção, seja por absoluta e total incapacidade mental de compreensão, é ridicularizado e demonizado. Compartilham uma unanimidade estupefaciente que, ao mesmo tempo, provê confortável sensação de pertencimento a um grupo poderoso e dá “sentido para a vida”. É o velho sentimento de manada. Junte a isso a atitude paternal, da parte de quem comanda, e estará assegurada a dominação perpétua dessas antas.

Pari passu com esta decadência intelectual veio a relativização de todos os antigos princípios e valores morais, valores estes frutos de uma evolução milenar da civilização. Isto tem nos conduzido a um mundo onde o fato de se adotar “dois pesos e duas medidas” não é mais encarado como canalhice intelectual, mas como um simples reflexo da atitude meritória do “Duplipensar”. O estilo é o mesmo de “Ignorância é força”, de George Orwell. Até nome bonito esta nêmese da inteligência humana já ganhou! Convencionou-se chamá-la de “Hermenêutica Diatópica”.

Bonito nome, não é? Pena que sejam belas palavras eruditas apenas para uma falsa exegese da chafurdação moral. Isto representa apenas e tão somente os prolegômenos da completa degradação da humanidade.

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Família com pai, mãe e filhos vai ficando restrita a velhas fotografias. Agora, vale tudo. A próxima etapa deverá ser seres humanos “casados” com animais.

Enquanto isso, o aparato estatal ávido por puxar para si a tarefa de “educar” as novas gerações, de modo a afastá-las dos princípios morais passados por seus pais biológicos, caso tivessem uma família estruturada nos moldes naturais e milenares, trabalha incansavelmente para a destruição da principal e única célula formadora das nossas sociedades. Tudo isso visando simplesmente assumir o papel de “educar” as crianças e jovens na visão distópica de um futuro paraíso socialista a ser implantado.

A consequência deste projeto de implosão acelerada da nossa estrutura social é uma legião de pessoas altamente desajustadas, seja com relação ao papel a ser por elas desempenhado na sociedade, seja com relação à sua identidade sexual. Personalidades fragmentadas, perdidas e sem pontos de referência sobre como se posicionar diante da vida.

Teorias absolutamente malucas, sem absolutamente nenhuma comprovação científica e totalmente contrárias a tudo aquilo que a ciência descobriu até agora com relação à formação da sexualidade humana, são marteladas continuamente pelos meios de comunicação os mais diversos, pregando que os papeis sociais desempenhados pelos sexos seriam fruto de pressões sociais, e não de tendências biológicas inatas. Assim, o posicionamento sexual de cada pessoa seria simplesmente uma questão de “opção”, e nunca fruto de pulsões fortíssimas e inatas. Quanta loucura, apenas para manipular as pessoas em direção a este projeto nojento!

Bom… De minha parte, só sei que vou continuar me deliciando com os escritos e composições de pessoas muito mais evoluídas do que eu, pelo menos até que as hordas manipuladas por estes vigaristas palradores venham à minha porta e me arrastem para ser eliminado, simplesmente pelo fato de discordar visceralmente da tremenda patifaria que estão aprontando com nossa querida nação. FUI!!!

A PRIMEIRA PEDRA

Aproveitando a onda saudosista atualmente em voga na Besta Fubana, vou aproveitar para rememorar algumas reminiscências da juventude também.

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Ilha do Retiro, Joana Bezerra, Ilha do Leite, Av. Agamenon Magalhães e Conde da Boa Vista inundadas

Corria célere o ano de 1975.

Eu, no alto dos meus 19 anos recém completados, era aluno do CPOR, bem ali na Avenida 17 de agosto, no bairro de Casa Forte, em Recife. Eis que, em um determinado dia, (quinta feira – 17 de julho, para ser mais exato) a instrução diária terminou um pouco mais cedo, bem antes do almoço. Decidi então fazer uma visita a meu irmão, a quem não via havia já bastante tempo.

O mesmo era aluno interno do Colégio Marista e estava se preparando para ingressar na ordem. Para isso, estudava no velho Juvenato Marista, situado no bairro de Dois Irmãos. Para os que não conheceram, ou não se lembram, bastava seguir sempre em frente na Avenida 17 de Agosto, em direção ao Horto de Dois Irmãos, que rapidamente chegaria lá.

O colégio ficava no topo de uma elevação bem alta, o que dava uma vista magnífica para o Recife. Era uma localização esplêndida! O prédio, como não poderia deixar de ser em uma congregação religiosa, era uma vetusta construção em estilo eclético, obra já quase centenária e que, mesmo naquela época, já era uma digna representante das sólidas construções historicamente realizadas por religiosos no Brasil. Pois bem… Mal deu tempo de chegar lá e uma chuvinha intermitente, que já vinha caindo havia alguns dias, transformou-se em uma tempestade torrencial. Um verdadeiro dilúvio exatamente como costuma ser tempestade tropical.

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Vistas da Av. Agamenon Magalhães nos bairros Derby, Santo Amaro e Torreão, todos inundados

Só lá pelo fim da tarde, dei- me conta de que seria impossível retornar à casa dos meus pais em Boa Viagem. Acertei então com o irmão Diretor para passar a noite no colégio e, segundo o combinado, logo pela manhã da sexta feira eu retornaria ao CPOR para minhas aulas. A chuva continuou torrencial por toda a noite. Logo pela manhã bem cedo, ao olharmos da janela para baixo, buscando a vista da cidade, tudo o que nossa vista alcançava era um mar de águas escuras e barrentas, entremeado pelas cúpulas de casas, prédios e árvores.

Durante toda a madrugada, grande número de flagelados pela enchente começou a chegar ao colégio, solicitando aos religiosos que lhes dessem abrigo durante aquela catástrofe que se abatia sobre eles. Como não poderia deixar de ser, foram prontamente acolhidos: Colchões foram providenciados para todos, refeições quentes foram servidas, agua potável distribuída, banheiros designados para seu asseio, etc.

Até esta altura, eu era mero observador das providências adotadas pelos Irmãos Maristas.

Eis que de madrugada, começam a chegar relatos de pessoas com dificuldade de locomoção que teriam ficado ilhadas em suas casas: Pessoas idosas, mulheres grávidas, crianças recém-nascidas e suas respectivas mães, pessoas doentes, etc.

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É quando viram para mim e dizem: “Tenente” (sic), o senhor tem de organizar o resgate destas pessoas, pois se não as socorrerem, vão todas morrer. A esta altura, eu já envaidecido pelo tratamento respeitoso que me havia sido dirigido, já me senti a própria encarnação da autoridade, muito embora soubesse muito bem que haviam confundido aquela estrelinha prateada, de mero aluno, como sendo a insígnia de um oficial das forças armadas. Lembrem que haviam se enganado devido ao fato de eu estar em Traje de passeio completo do exército, já que esta era a única roupa que eu tinha comigo naquele momento conturbado.

Pois bem! Assumi o comando. Convoquei todos os homens válidos ali presentes e nos dirigimos ao local das modestas casinhas ribeirinhas onde estavam estas pessoas necessitadas de ajuda, assim como para tentar salvar alguns dos pertences mais valiosos dos pobres desvalidos.

Era um trabalho extenuante! Trabalhávamos dentro daquela água imunda, às vezes com água até o pescoço, e carregando o peso de pessoas e coisas a serem salvas das águas. Levávamos tudo para lugares mais altos onde, segundo acreditávamos, as águas não chegariam. O que nos aliviava era só beleza daquele imenso mutirão de solidariedade humana e de companheirismo.

Eis que de repente, ouço um grande burburinho e gritos desesperados: TENENTE!!!! TENENTE!!!! CORRA AQUI PELO AMOR DE DEUS!!!! Ao chegar ao local de onde partira os gritos, havia uma grande reunida em torno de algo que eu não conseguia distinguir. Fui forçando minha passagem entre os espectadores e, ao chegar ao centro, qual não foi a minha surpresa.

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Estava um negrinho raquítico todo encolhido e a multidão enfurecida toda berrando impropérios e querendo linchá-lo. É quando se dirigem para mim e informam que o mesmo estava retirando os pertences das casas inundadas e escondendo em outro local, de modo a poder recolher o fruto de seu roubo depois.

Avisei de imediato que ninguém iria linchá-lo e que iria leva-lo a delegacia mais próxima, no caso a de Casa Amarela, a fim de ser lavrado o flagrante e prendê-lo, como manda a nossa legislação.

Eis que avança do meio da multidão um baixinho, com os braços abertos e dizendo:

– Calma gente! Calma gente! Ninguém vai bater neste rapaz.

Parou todo mundo sem entender muito bem o que é que estava se passando. Foi quando, num átimo, o baixinho deu uma tremenda bofetada no negrinho saqueador. Isso foi o gatilho! Daí para frente foi um festival de tapas, socos, chutes, difícil até de descrever. Consegui salvar o negrinho mas também levei uma boa quantidade de tapas e sopapos.

Pois bem! Fico só imaginando com meus botões o que é que vai ocorrer quando um desses crápulas que nos desgovernam ousar (ou precisar) ir a um lugar público e onde haja uma multidão. Algo como um aeroporto.

Até aqui, a população indignada e revoltada com todo o cinismo e escárnio, tem se limitado a chingamentos. Quero só ver o que vai acontecer quando alguém der a primeira tapa. Vai ser um frenesi!

Dessa vez, em vez de tentar salvá-los da ira da multidão, vou lá dar um chute ou um murro também.

O SALÁRIO MÍNIMO

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O famoso colunista Carlos Chagas é um analista político excepcionalmente competente. Cada uma das suas crônicas abre- nos a visão para aspectos inusitados da situação por ele analisada, além de situá-la em seu contexto histórico e de nos clarear a respeito dos inúmeros possíveis desdobramentos da mesma ao longo do tempo. Imperdível! Sou seu fã de carteirinha.

A bronca é quando ele se mete a dar palpites em aspectos econômicos. Aí, então, temos um verdadeiro desastre! Decididamente, esta não é a sua praia. A quantidade de bobagens que o mesmo já defendeu em sua coluna é imensa e faz um mal terrível. A ele e aos seus leitores.

A maioria absoluta da nossa população é profundamente ignorante e tendenciosa. Analisam estas complexas questões econômicas com o espírito de torcedor de time de futebol discutindo em mesa de bar. Quando esse monte de semianalfabetos lê ou ouve uma mensagem, vinda de uma suposta “autoridade” no assunto e veiculada em meios de comunicação de expressão nacional, dizendo exatamente o mesmo tipo de sandices que eles pensam, aí então é a glória.

Segundo o mesmo, a grande bronca em nosso país seria “o eterno conflito entre o capital e o trabalho, porque as empresas exigem crédito mais fácil, desoneração fiscal, contenção salarial, desburocratização e livre negociação entre patrões e empregados. Já as centrais sindicais querem imposto sobre grandes fortunas e heranças, correção de salários, manutenção de direitos trabalhistas e garantia de emprego”. Na minha maneira de ver, o buraco é bem mais embaixo: Estão sempre discutindo a divisão da miséria!

Vamos analisar apenas uma destas bobagens, já que esta vem se constituindo na pedra fundamental da monumental montanha de imbecilidades e enganações da nossa autodenominada esquerda. O nome desta grande mentira se chama SALÁRIO MÍNIMO.

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Durante o governo de FHC, com Pedro Malan à frente da nossa economia, o valor do Salário Mínimo era o equivalente a US$ 60,00 por mês. Era um dos mais baixos do mundo. O sonho dos sindicalistas da época era elevá-lo para US$ 100,00. Desde que assumiu o governo, a política do PT tem sido conceder aumentos substancialmente superiores à inflação para o salário mínimo, tendo elevado o mesmo a valores superiores a US$ 300,00. Hoje, mesmo com a brutal desvalorização da era Dilma, continua acima dos US$ 200,00.

Uma pergunta surge imediatamente: Tivemos ganho de produtividade que suportasse essa brutal elevação nos custos da mão de obra em nosso país? A resposta é um redondo NÃO! Muitíssimo pelo contrário! Segundo o estudo Competitividade Brasil 2014, realizado pela CNI, onde foram comparados indicadores das indústrias de 15 países e no qual o Brasil ocupa quase sempre as últimas posições, um trabalhador da Austrália produz anualmente US$ 133.000,00 (PIB PPP) e recebe US$ 31,30 por hora trabalhada, entre salário e benefícios. Se considerarmos uma carga de trabalho de 160 horas mensais, em 12 meses o mesmo representará um custo anual de US$ 60.000,00. Isto significa que deixará uma riqueza adicional, para ser dividida entre o empregador, seus fornecedores e os impostos; de US$ 73.000,00 ao ano.

No caso brasileiro, a produção anual média por empregado da indústria é de US$ 31.000,00; enquanto seu custo total fica em torno dos US$ 9.000,00. Isto deixa uma riqueza adicional de apenas US$ 22.000,00 para ser rateada. Se o nosso virtuoso governo, num rasgo de generosidade socialista bolivariano, decidisse que os nossos operários deveriam receber salários iguais aos australianos, teria que dar um reforço financeiro às empresas IGUAL A TODO O FATURAMENTO, e estas só teriam caixa suficiente para pagar os salários.

As dramáticas consequências desta aventura demagógica, de se dar aumentos salariais sem que a correspondente produtividade se fizesse presente para cobrir o custo adicional, foram as seguintes:

1. Encarecimento dramático de todos os produtos, especialmente aqueles mais intensivos em mão de obra. O melhor exemplo disso é a construção civil. Como a “Indústria” da construção, no Brasil, é praticamente artesanal, houve uma elevação dramática no preço do M² construído. Saímos de valores próximos a R$ 2.000,00 /M² para valores entre R$ 5.000,00 e 10.000,00. Em contrapartida, houve uma corrida das empresas em busca de produtividade. Assim, diminuiu a busca por mão de obra semianalfabeta e aumentou a busca por técnicos qualificados. Observem a quantidade de gruas que passou a ser adotada em obras. Cada grua custa uns US$ 250.000,00 e libera a contratação de uns 50 operários. Isto faz com que, ao salário mínimo atual, a mesma se pague em 10 meses de operação.

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2. Ao vincular aposentadorias ao Salário Mínimo (aposentadorias estas que são concedidas como benesses franqueadas pelo Estado caridoso, e não como sendo o resultado de poupanças amealhadas ao longo de uma vida laboriosa e previdente), qualquer aumento do salário mínimo aumenta significativamente o rombo da previdência, que já é enorme e engole parcela significativa do PIB. Isso sem falar no 1.000.000 de privilegiados ex-funcionários públicos que se aposentaram com valores integrais, mesmo sem terem contribuído minimamente para isto. Aí é que o rombo é um verdadeiro buraco negro nas nossas finanças.

Infelizmente, até hoje a humanidade ainda não descobriu outra forma de produzir riqueza que não fosse através do trabalho. Todas as demais formas são meramente transferências entre proprietários, sem que se agregue um grama a mais na riqueza existente: O Manah parou de cair do céu desde a época de Moisés. A Cornucópia só existia na mitologia grega.

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Deve-se ressaltar, entretanto, que trabalho significa TRABALHO PRODUTIVO. Essa multidão de aspones não tem trabalho. Tem emprego! E só representa custo. O outro nome para riqueza é PRODUTIVIDADE. Não é à toa que Michael Porter escreveu um livro de mais de 500 páginas, denominado VANTAGEM COMPETITIVA DAS NAÇÕES, só para dizer isso que estou dizendo em um parágrafo.

Tem que deixar bem claro que quem “Luta por salário digno” é engenheiro e administrador, através de ganhos de produtividade. Não é sindicalista analfabeto e nem político demagogo (olha o pleonasmo); muito menos advogados e assistentes sociais.

Pois bem…Querem mesmo “Um país mais igual”? Então façamos o seguinte: Pega o PIB brasileiro e divide pela população, só para ver no que vai dar.

Segundo a CEPAL, o Brasil terminou 2014 com um PIB de US$ 2 Trilhões e uma população de 200 milhões de habitantes. Isso significa dizer que, se houvesse uma distribuição de renda ABSOLUTAMENTE PERFEITA, cada brasileiro teria direito a uma renda de US$ 10.000,00 neste ano. Ocorre que, com a desvalorização cambial, e com a queda de 3% do PIB ocorrida neste ano, a renda individual foi reduzida para pouco mais de US$ 6.000,00 por ano. Isto significa dizer que, se realizássemos o que preconizam os bolivarianos, teríamos todos uma renda de US$ 500,00 por mês.

Ou seja: Quem ganhar qualquer coisa acima disto estará se apropriando da “mais valia” de alguém. É das elites doszói azul, exploradora das massas trabalhadoras. E tem mais. Na pisada que vai, com a economia andando de ré, logo teremos uma renda per capita de um salário mínimo para todo mundo. Teremos chegado então ao “paraíso” socialista.

P.S. Matemática não tem ideologia! E é cruel com demagogias irresponsáveis.

A PARASITOSE

Era uma vez uma terra maravilhosa como nunca se teve notícia de outra. Eram mais de Oito Milhões e meio de quilômetros quadrados do mais absoluto paraíso. Tinha tudo do bom e do melhor, sem que nada faltasse. Ao mesmo tempo, não havia notícia das catástrofes tão comuns em outras plagas, tais como vulcões, terremotos, maremotos, tremores de terras, avalanches de neve, etc. ocorrerem por lá.

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Sua extensão era tão grande que se estendia desde as regiões tropicais mais quentes, adornada por praias absolutamente paradisíacas, até regiões de clima temperado e ameno, com um pouquinho de frio para variar, de vez em quando, que é para quebrar a rotina. Mas nada que comprometesse a belezura de terra que era aquilo lá. Neve, então, era artigo raríssimo. Só muito raramente aparecia alguma, mas bem pouquinha, só para festa e deleite das crianças. E isso só na parte bem ao sul. O clima era tão bom que, na maioria absoluta dos tempos e lugares, seus habitantes andavam sempre completamente nus. E que bonito era ver esse belíssimo povo, em sua simplicidade e inocência.

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A riqueza de frutas ali presentes era tão pujante que seus habitantes só tinham que colhê-las. Não precisavam nem plantar. As florestas propiciavam uma abundância de frutos que fazia praticamente desnecessário o desenvolvimento de uma agricultura permanente. A diversidade e a abundância de animais, de caça ou não, era tamanha, que não se tinha notícia de períodos de dificuldades para que os habitantes conseguissem abundantes refeições.

Seus rios magníficos eram os mais piscosos e pujantes de todo o planeta. As cacheiras, as mais bonitas do mundo. Seus habitantes, quando iam pescar, davam-se o luxo de escolher que tipos de peixes usariam para a sua alimentação, e quais devolveriam ao rio, já que não tinham interesse em comê-los.

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Eis que certo dia chegam às suas praias inúmeros barcos enormes e cheios de estrangeiros bastante esquisitos. Eram homens peludos, malcheirosos, desdentados e de péssimo humor. Vinham de uma terra onde imperava uma moral hipócrita e deprimente, manipulada por eunucos intrigueiros e sempre fomentando conflitos entre as diversas facções. Os visitantes ficaram absolutamente deslumbrados com o que viram: Mulheres lindíssimas, totalmente nuas e aparentando total descontração nas lides do amor, juntamente com parentes altamente compreensivos com relação à possibilidade das suas mulheres coabitarem com esses estrangeiros. Tudo isso, juntamente com uma terra onde parecia correr abundantemente o leite e o mel. Era o Jardim do Éden, tão comentado nas suas escrituras religiosas. Não é de se estranhar que muitos deles decidissem imediatamente ficar nesta terra, em vez de seguir viagem e sofrer na pele todas as agruras tão presentes neste tipo de empreendimento.

Logo, com a sofreguidão com que os estrangeiros se atiraram às atividades libidinosas, compensação para os anos e anos de privações que haviam sofrido, criou-se toda uma nova geração de mestiços. Aí começaram os problemas! Essa geração de mestiços passou a formar uma casta à parte, já que não eram aceitos nem pelos líderes religiosos dos visitantes, por terem sido gerados em relações pecaminosas (no entender deles) e, ao mesmo tempo, não eram totalmente aceitos pelas tribos de suas mães, por terem incorporado inúmeros hábitos dos brancos invasores. Como eram todos excelentes mateiros, herança da cultura materna e de seus tios indígenas, trabalhavam em todas as tarefas relacionadas com a selva, especialmente a busca de uma madeira avermelhada que havia se tornado uma das principais fontes de riqueza dos brancos. Passaram a ser conhecidos como “Os coletores do pau Brasil”, ou os BRASILEIROS.

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Ocorreu que os brancos, ávidos por consumir riquezas cuja origem era a terra de onde vieram (vinhos, ferramentas, trigo, tecidos, bacalhau, etc.), viram-se forçados a produzir alguma coisa que pudesse ser comercializada em troca. A grande solução encontrada foi a produção de açúcar. Só que, para produzi-lo, faziam-se necessários trabalhos altamente extenuantes, que nem os índios, nem os brancos, e muito menos os mestiços (brasileiros) tinham o mínimo interesse. A solução foi exportar a aguardente para tribos africanas e trazer abundantes carregamentos de negros e negras escravizados. Estava completa a equação.

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Com a chegada dessas beldades de ébano, estava completa a grande suruba! Aí então foi que a miscigenação rolou com gosto e de com força. E agora era até mais fácil. Não tinha nem que ir caçar as índias no mato, ou negociar com a parentada da mesma. Já eram escravas mesmo, era só mandar ver. O resultado esta aí para quem quiser ver: um país de mestiços e, de quebra, com as mulheres mais bonitas do mundo.

Só que tem um problema! Aliás, um PROBLEMÃO!

Os índios nunca foram afamados por serem trabalhadores. Aliás, sua grande missão na vida era flanar por este Jardim do Éden onde habitavam, caçando, pescando e se reproduzindo. Os brancos aqui arribados eram muito mais aventureiros e guerreiros que qualquer outra coisa. Assim, seu sonho de vida era conquistar a fortuna através de um golpe de sorte, e nunca através de trabalho laborioso e constante. Quanto aos negros, se já não possuíam aquela tradição de trabalho dos povos protestantes do norte da Europa, na condição de escravos, então, seriam bem malucos se não poupassem suas parcas energias a fim de simplesmente não morrer no eito. Com isso, tornaram-se mestres na arte da dissimulação e da astúcia, sempre fugindo de maiores esforços. O resultado é este desastre com o qual nos deparamos: ninguém quer nada com trabalho!

O otário que se mete a produzir alguma coisa neste país passa imediatamente à categoria de bandido! Seja pela visão famélica do Estado arrecadador, sempre voraz e ávido para tomar algo de alguém; seja pela imbecilidade apregoada pela dita “esquerda”, insuflando o conflito, ao dizer que este estaria se apropriando indevidamente da “mais valia” dos operários. O sua criatividade, empreendedorismo, seu trabalho de gestão, os riscos incorridos sobre seu capital, nada disto justificaria a remuneração do proprietário. Assim, apenas uma fração mínima da população trabalha produzindo e gerando alguma riqueza. A imensa maioria vive parasitando esta ínfima minoria de otários que ainda insiste em produzir alguma coisa nesta terra.

As justificativas para as mamatas e sinecuras são as mais diversas, todas representando apenas e tão somente PATOLOGIAS SOCIAIS, sempre acobertadas pela estrutura inchada e voraz do estado bolivariano.

Consequência? O Jardim do Éden se transformou em um verdadeiro INFERNO!

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FELIZ ANO VELHO!

Estive consultando minha bola de cristal e meu Tarô para ver o que é que o ano de 2016 reserva para o Brasil. As informações recebidas foram as seguintes:

NA ECONOMIA 

1. O Governo continuará gastando muito mais do que arrecada e do que aprova a maioria absoluta da população brasileira. A que não sofre de microcefalia, é claro!.

2. Para manter esta esbórnia, a população continuará a ser esfolada diuturna e noturnamente por uma carga de impostos absolutamente assassina. Na realidade, uma das maiores do mundo.

3. Pior ainda, o governo continuará destinando boa parte desta grana preta para pagar salários nababescos a milhares e milhares de aspones e baba-ovos em centenas de órgãos totalmente inúteis.

4. Outra parte substancial desta grana continuará tentando tapar o rombo cada vez maior deixado pelas aposentadorias miliardárias daqueles espertos que conseguiram passar anos dependurados nas tetas estatais sem fazer nada que prestasse e, ao final, decidiram se aposentar. Os demais 45 milhões de otários aposentados, que não conseguiram esta mamata, continuarão recebendo salário mínimo.

5. Como consequência do rombo sempre crescente das contas públicas, o país continuará a destinar cerca de 10% do PIB para pagar os juros da monstruosa dívida do Governo e a taxa de juros dos títulos públicos continuará entre as mais altas do planeta. Um agiota sentiria vergonha de cobrar o que esses traidores da pátria não se envergonharão em pagar.

6. Quando o governo decidir fazer alguma coisa, será o mais completo desastre: Objetivos difusos, prazos intermináveis para a implantação e orçamentos que se multiplicam por dez vezes o valor original, dando origem a inesgotáveis fontes de pixulecos milionários.

7. Consequência: continuará sendo exterminado qualquer restinho de tesão para empreender que ainda reste na população dotada de um mínimo de compreensão das coisas. O grande “Must” da estação continuará sendo fazer um concurso público e passar o restante da vida cantando “La Vie em Rose”.

8. Por conta de toda essa lambança, a inflação, juntamente com o desemprego, continuará sendo a grande ameaça pairando sobre toda a sociedade brasileira. Investimentos internos inexistentes, investidores externos fugindo e, pra acabar de lascar, a arrecadação de impostos em queda livre por o governo ter ultrapassado há muito o ponto de inflexão na curva de Lafer continuarão na mesma.

CC

NA POLÍTICA

1. Brasília continuará sendo um grande “Saco de Gatos”, com ou sem Dilma. Intrigas intermináveis, brigalhadas, traições, reviravoltas emocionantes que não mudam nada, bandidos dos mais variados matizes e calibres se engalfinhando por nacos do butim estatal. Quer dizer: Nada diferente de hoje.

2. Multidões de bandidos altamente escolados nas lides e disputas por maiores nacos na charqueada que está sempre sendo promovida com os órgãos e recursos do aparato estatal continuarão se banqueteando, só que cada vez mais “Dentro da Lei”. Aprenderão cada vez mais que a melhor forma de cometer suas atrocidades impunemente é “Legislando em Causa Própria”.

3. Os tribunais superiores continuarão a ser descaradamente cooptados através da nomeação de leais “companheiros”, encarregados da missão preciosa de proteger a retaguarda e o fiofó dos facínoras que os indicaram e aprovaram, mesmo indo contra a ira popular.

4. O imenso aparato estatal continuará a ser rateado entre os crápulas responsáveis por fiscalizar exatamente este mesmo aparato estatal. Esta forma de pixuleco dentro da lei propiciará que seus apaniguados promovam uma verdadeira desossa nos órgãos estatais colocados sob suas “Áreas de influência”.

5. As “Reformas Ministeriais” que trocam seis por meia dúzia continuarão se sucedendo, de modo a distribuir democraticamente a oportunidade de depenar e desossar o erário entre toda a multidão de ladrões acantonados na assim chamada “Base Aliada”.

6. Ao final da vampiragem, se forem pegos e submetidos à justiça, terão sempre direito a “Foro Privilegiado”. Essa estória de que “Todos são iguais perante a lei” já foi pro caralho há muito tempo neste país. Só restará o recurso à execração pública, sempre que botarem os pés fora de casa. Terão que gastar seus pixulecos em Paris, como já fazem o Goiano e Chico Buarque.

7. As eleições que ocorrerão, continuarão democraticamente oferecendo a opção de escolher entre diversos patifes dos mais variados calibres. Ao eleitor estará sempre aberta a possibilidade bem democrática de votar e eleger este canalha ou aquele outro canalha ali.

8. Caso o canalha que vier a ser eleito não seja do agrado da corja atualmente dominante, as urnas eletrônicas são impossíveis de serem auditadas exatamente para propiciar alguns “ajustes” de última hora na contagem, tal e qual testemunhamos com Da. Dilma recentemente.

CC1Cenas de pugilato em nosso congresso, demonstrando mais uma vez o alto nível dos debates lá realizados.

NA VIDA PESSOAL

1. Se você não for amigo do tio do cunhado do sobrinho da piniqueira da rapariga do deputado, então, sinto lascadamente lhe informar mas as perspectivas para sua vida este ano são negras. Continuarás liso, cada vez mais liso, sem graça na vida e sem tesão para nada. Nada MESMO! Para completar, estará ameaçado de perder o empreguinho conseguido a duras penas e que, mal e porcamente, ao final do mês, gera alguns pixulecos para atenuar um pouco seu passivo gravoso.

FELIZ ANO NOVO! ahahahahahah

MENTIRAS

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“Mentir é maldade absoluta. Não é possível mentir pouco ou muito; quem mente, mente. A mentira é a própria face do demônio”. Victor Hugo

Nos primórdios da democracia, em Atenas, cerca de 300 a.c. as decisões comunitárias eram todas tomadas com base nos votos dos homens, todos adultos e cidadão ateniense. Isto representava apenas cerca de 10% da população total. Mulheres, crianças, escravos e estrangeiros não votavam.

Logo, alguns espertos perceberam que, para ter poder e influência sobre as decisões da assembleia, bastava desenvolver e aprimorar técnicas para manipular a opinião dos votantes. Em vista disso, desenvolveram técnicas capazes de provar QUALQUER COISA: que 2 + 2 = 5, que preto é branco, etc. Para isso, usaram uma série de conhecimentos da própria filosofia. Estas técnicas receberam o nome de SOFISMAS e os seus usuários, de SOFISTAS.

Basicamente, os sofismas seriam falácias (argumentos de lógica inconsistente ou falha) apregoadas voluntariamente. As falácias cometidas inadvertidamente são chamadas de paralogismos. Uma das razões que motivou Aristóteles a escrever uma de suas obras mais importante, denominada TÓPICOS, foi exatamente a sua grande irritação ao ver uma distorção de tal magnitude nos mais nobres princípios da Filosofia, originalmente os amigos do conhecimento (Philos = Amigo e Sophia = Conhecimento). Nesta obra, ele listava e dissecava uma série de argumentos e técnicas facciosas usadas pelos sofistas a fim de ganhar os debates nas assembleias públicas. Indicava também a melhor forma de combatê-las.

Todas estas técnicas têm sido abundantemente usadas e aperfeiçoadas pela casta governamental atual de nossa vilipendiada nação. Tal e qual os “Profissionais da Mentira”, das cidades gregas de antigamente, a vida dos sátrapas brasileiros passou a se circunscrever em torno de mentiras e mais mentiras. Como dizia Alexander Pope, “Aquele que diz uma mentira não sabe a tarefa que assumiu, porque está obrigado a inventar vinte vezes mais, apenas para sustentar a veracidade da primeira”.

O primeiro sofisma apontado por Aristóteles era a “Homonímia”, ou seja: O uso de palavras cujo sentido pode representar diferentes coisas, normalmente não muito claras para quem está ouvindo a argumentação. Os exemplos abundam! Vamos a um deles:

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Em 26 de outubro de 2014, cerca de 15.000 pessoas, na maioria professores funcionários do governo em diferentes níveis, foi a Brasília reivindicar 10% do PIB de nosso país para a “Educação”. A palavra educação possui inúmeros significados. O principal deles se refere à preparação do ser humano para uma adequada convivência social com seus semelhantes. Esta educação tem sido propiciada, desde os primórdios da humanidade, pelos pais, no recesso dos lares. Já às escolas e universidades, caberia receber estes seres JÁ SOCIALIZADOS, e transmitir-lhes uma base de conhecimentos que lhes preparasse para as demandas da vida, assim como para uma vida profissional laboriosa e produtiva.

Ocorre que, no Projeto Bolivariano, deve caber aos agentes do Estado “fazer a cabeça” da moçada, e não os pais. Assim, partiu-se para uma campanha desbragada de destruição da família tradicional. Paternalismo é crime! Família com papai e mamãe é babaquice. Bom mesmo é feminismo. Mulheres raivosas e mal amadas, todas com imenso ódio e repulsa dos homens. Lindo mesmo é ser gay. Homem com homem e mulher com mulher. Se tudo isso não funcionar, ensine as garotinhas que devem liberar a perereca já a partir dos 11 anos. E não é para dar pro namorado, não. É pra distribuir. Quem quer? Quem quer? Vai “ficando” com um e com outro. Assim, aos 15 ou 16 anos, já terão uns 3 filhos, cada um de um pai diferente, isso quando sabe quem é o autor da proeza, todos os 3 criados de solta, feito gado no pasto.

A esta altura, nem se dermos o PIB inteirinho para o Estado aplicar em “Educação”, vamos conseguir desfazer o desastre que é esta multidão de trombadinhas e trombadões soltos pelas ruas de nosso país. As taxas de criminalidade estão aí para confirmar as minhas palavras.

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Esperteza, quando é muita, vira bicho e come o dono. E o bicho já está bem pertinho de pegar todos vocês.

No momento em que a autodenominada “esquerda” decidiu que OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS, acabaram os limites para o que podem, irão fazer e estão fazendo, a fim de implantar e manter a sua distopia troncha de socialismo bolivariano em nosso país. Para isso, apelaram para todas as formas de manipulação e cooptação de hordas ignaras de nossa população, inclusive muitos PhDs. A lavagem cerebral vem sendo enfiada insidiosamente em todas as ocasiões onde houver oportunidade. Seus conceitos malucos, suas mentiras reiteradas e sua moral aberrante são impingidos em Livros Escolares, Testes do ENAD e ENEM, Novelas de TV, blogs, publicidades, congressos, convenções, simpósios. Chegamos ao ponto em que o simples fato de ousar discordar da corrente majoritária (Bolcheviques, em russo) passou a ser caracterizado como traição. A mentira, mentira continuada e repetida mil vezes, conforme preconizava Goebbels, Ministro da Propaganda Nazista, passou a ser insistentemente martelada, até esta transmutar-se em verdade. A verdade do partido.

O historiador britânico Niall Ferguson afirma que a vitória inglesa sobre Napoleão se deveu ao fato dos ingleses pagarem taxas de juros UM Ponto Percentual menor que as pagas pelo governo francês em seus empréstimos. Esta diferença se devia a sucessivos defaults proclamados pelos franceses ao longo dos anos, o que prejudicou sobremaneira a credibilidade daquele país como pagador de seus títulos. Já os britânicos, sempre foram impecáveis com seus compromissos, seja de horários ou de pagamentos.

Ao fim da Guerra da Independência dos EUA, Alexander Hamilton, Secretário do Tesouro de Washington, 1º Presidente, lutou durante meses de debates no congresso a fim de que os débitos da nova nação fossem pagos integral e religiosamente. Segundo ele: “liberty and property security were inseparable and the government should honor the contracts, as they formed the basis of public and private morality”. Esta é a razão pela qual os títulos do tesouro americano pagam os menores juros do mundo até hoje, quase 250 anos depois.

Enquanto isso, o “Founding Father” da República Bolivariana do Brasil, o Lula, ao ser inquirido por repórteres sobre as baixas taxas de crescimento da nossa economia, afirmou peremptoriamente, do alto da sua sesquipedal ignorância, que 1% não era nada. Ocorre que, uma diferença de 1% nas taxas, seja de juros ou de crescimento, aplicada ao longo de 250 anos, faz com que a renda, ou o débito, seja 12 vezes maior. Exatamente nesse 1% é que está a origem da nossa miséria. Sem falar que a taxa de juros que o nosso “Tesouro” tem que pagar, se quiser que algum sabido lhe empreste dinheiro, está em 14,5% a.a.

Esta é consequência da montanha infinita de patranhas, trambiques e mutretas perpetradas pela cáfila de patifes e facínoras que nos desgovernam. Esta é a razão pela qual 10% do nosso PIB, em vez de ir para qualquer atividade produtiva, vai diretamente para o bolso de banqueiros e especuladores, malucos e suficientemente corajosos para se arriscar e emprestar dinheiro para esse país de picaretas. Outros 10% vai cobrir o rombo das aposentadorias milionárias dos funcionários públicos e mais 10% serve para bancar as multidões de parasitas pendurados nas tetas estatais e os subsídios aos empresários amigos.

Agora, outros 10% vão para as “madrastas” (Escolas de doutrinação islâmica) bancadas pelo “Gunverno”. Está faltando PIB pra tanto ladrão.

CREDIBILIDADE, seus idiotas! CREDIBILIDADE!


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