A POLÍTICA E OS POLÍTICOS

Um corrupto vai a julgamento em segunda instância do Poder Judiciário. Condenado em primeira instância com provas cabais de sua culpa, inclusive com a própria declaração do bem, prova do crime de corrupção, no seu imposto de renda por cinco anos. Mesmo assim ainda há aqueles que, mesmo com outros inúmeros desvios de bens e aceites de propinas, fora as falcatruas, acertos nada republicanos e fajutas palestras para justificar recebimento de “honorários” advindos de favorecimentos de obras e tantos outros malfeitos, piamente defendem o seu chefe sob o argumento de “tramas das elites”. O que assistimos no Brasil de hoje é horripilante e escabroso. Os quadrilheiros fazem ameaças aos poucos juízes decentes que ainda labutam nos tribunais, sem a menor cerimônia. O fazem porque sabem que não há moral nas forças de comando do País para tomar qualquer atitude contra essas mazelas, estão todos corrompidos e desmoralizados e grande parte deles feitores da quadrilha.

Isto é o máximo exemplo de que a política no Brasil é mera estrutura de fachada para ações de marginais que, sob o manto da correta Política, na mais verdadeira acepção da palavra, serve de estampa a covil de bandidos e malfeitores que sugam da população as esperanças, sonhos e o dinheiro recolhido sob as mais variadas formas de tributos. Não é da Política a culpa das ações desses quadrilheiros, mas dos homens que se utilizam dela para se locupletarem e trazer a todo um povo sofrimento e muita miséria. A falta de uma boa formação familiar gerou hordas de pessoas desqualificadas na sua estrutura psíquica e que, ao sinal de oportunidade para os malfeitos, chafurdam com gosto e de corpo e alma se emaranham nas teias da imoralidade, da patifaria e da criminalidade. Não é a Política a formadora desses desajustados mentais, é a sua própria natureza, muitos favorecidos pelos exemplos dos antecessores que, aproveitando-se da oportunidade da prática desonesta, fizeram uso dela e criaram escola.

A legislação brasileira não chega a perfeição, mas beira a ela. Acontece que os homens que compõem o Estado aplicador das suas normas, não são, em sua maioria, qualificados para tal e grande parte deles se utilizam de suas nuances para tirar proveito próprio e ou dela usufruir na obtenção de propinas e outros tipos de benefícios nada éticos ou morais. Não são as instituições do Brasil as corruptoras, as venais e criminosas, são os que as comandam sem a decência e respeito ao cargo que ocupam. Caso a moralidade no setor público prevalecesse, teríamos um Brasil e seu povo usufruindo de uma quase perfeita qualidade de vida. Teríamos um povo com alto grau de educação, segurança, saúde e desenvolvimento, tal como muitos países pelo mundo onde a população desfruta de um viver sadio, produtivo e feliz.

O Brasil vive um momento de total miséria na educação, na saúde, na segurança, na infraestrutura e, principalmente, na Política, porque não há homens íntegros o suficiente para elevá-la a um patamar melhor. Até mesmo sua população, por desconhecer o que representa qualidade de vida, ainda defende e se dispõe lutar por um fantoche, despreparado e incapacitado moral e por que não burro, já que teve a seu favor todo um País quando assumiu o governo. Sua índole perversa não permitiu uma visão elevada, de progresso e ascensão. Suas raízes estavam voltadas aos malfeitos e agora condenado em primeira instância, vai ao julgamento de um colegiado e de lá para a prisão. Esse corrupto conta muito com a cumplicidade dos nomeados por ele para a maior Corte do País em duas situações que imagina. A primeira, de acatamento de recurso de embargos infringentes se perder por 2×1. A segunda, o STF derrubar a Lei da Ficha Limpa. É esta lei que o levará para a cadeia e não permitirá sua candidatura. Como podem perceber meus leitores, não é a Política que é ruim, malévola e muito menos as Instituições Públicas. São os homens que as compõem. Isto quer dizer que se o eleitor votar nos mesmos, continuaremos na mesma politicagem. Pensem bem e deixem de ser bobos, de serem enganados, iludidos. Limpem a Política dos péssimos políticos.


ANO PERDIDO 2018

Em 2018 o brasileiro começa a velha busca por novas esperanças de vida melhor. Mal sabe que o que lhe espera neste ano em nada vai melhorar sua vida que hoje é a consequência de atos eleitorais que praticou no início do século ao eleger o Partido dos Trabalhadores para governar este País. O pouco que se arrumou na administração do Brasil, e que começou a dar resultados, impulsionou esperanças de um novo tempo. Entretanto, ilusões populistas e de sonhos ideológicos de líderes políticos, como FHC, por exemplo, levou a Nação a uma guinada a esquerda de forma desastrada e em perdidas ilusões de que processos arcaicos de formatação de governo, dos idos do início do século XX, ainda fossem possíveis em um mundo em disparada para a maior revolução industrial e tecnológica que se tem conhecimento. Esta revolução não aceita e não aceitará incompetentes e incapacitados para dela fazer parte. Infelizmente, foi o que aconteceu nestes últimos 15 anos na administração deste País.

Espera-se que em 2018 ocorra uma renovação considerável no Congresso Nacional, nas Assembleias estaduais, bem como nos cargos de chefia de governo. É uma doce ilusão. Tudo está sendo armado para que nada mude politicamente neste País. O povo tem mostrado que, mesmo inconformado, está aceitando passivamente os acontecimentos que, em conta gotas, está levando o Brasil a um fundo de miséria econômica, educacional, de saúde, de segurança e, a pior delas, miséria jurídica. A lei, ora a lei, será mero instrumento dos detentores do Poder ou que façam parte da Corte. Os membros dos atuais Poderes Executivos, Congresso Nacional, Assembleias, raras exceções, unem esforços para encontrar caminhos que não impeçam o retorno de todos ao circo da alegria. E, assim, se manter com as benesses que o Estado brasileiro, cândida e cordialmente, oferece ao dispor de suas riquezas conseguidas com o suor e trabalho do povo, explorado e subjugado porque desconhece o lado e o valor da qualidade de vida. Minha Casa Minha Vida, um carrinho na garagem e uns trocos para a farofa, é tudo que almejam.

Os bilhões que serão doados pelo governo às campanhas políticas para os partidos é um conto de fadas em relação a possibilidade de renovação. Todo esse dinheiro ficará sob a responsabilidade da administração dos partidos que irão direcionar maior parcela, evidentemente, àqueles que já estão no “mercado político” e sofrem de maiores chances de vencer as eleições, ou seja, os velhos e conhecidos políticos. Isto quer dizer que o candidato novo, nesse “latifúndio político”, caso não tenha alguma participação partidária, terá que dispor de bom dinheiro para ver viabilizada sua candidatura. Caso nada aconteça de real controle na administração desse dinheiro, doado pelo povo via o Estado brasileiro, para a campanha, os mesmos estarão em 2019 no mesmo lugar onde hoje estão e você, eleitor, não terá do que reclamar.

Em 2018 Lulla irá para a prisão, mas será solto pelo STF. Dia 24 será condenado em segunda instância por unanimidade e não pode ser diferente diante do que este meliante aprontou com o Brasil nos últimos anos. Aliás, Lulla é um passado que a mídia brasileira insiste em não sepultar, é o único zumbi que lhe resta. Estão amarrando acordos de bastidores em porões para sorrateiramente enganarem a população. Esses acordos passam por escolha de candidatos que se comprometerão a lutar contra os processos da Lava Jato em andamento e em comunhão com conhecidos membros da alta toga, se safarem das condenações que estão a caminho desses meliantes que desmantelaram o Brasil. Podem crer leitores, até o PT vai aderir ao pacto que está em montagem pelos líderes da atual política. A volta de todos é a salvação para muitas malas de dinheiro e muitas corridinhas com elas pelas avenidas.

Bem meus leitores, nota de crédito do Brasil rebaixada, ala de gasolina, gás e luz, estados quebrados, salários em atraso etc, nada se pode esperar de bom. A inflação caiu, mas não por motivos sustentáveis, dentro das regras normais de mercado e consumo, caiu porque não existe consumo, porque o País está parado, com desemprego em massa e péssima qualidade de salário. Não existe dinheiro para mais nada e nossa credibilidade no mercado internacional desabou. O ano vai correr com os acontecimentos voltados para o nada, as eleições. Até lá, só negociatas e ações “salva-vidas” na política e nada mais. Para você que, tendo ou não governo, sabe agir e trabalhar, poderá e deve ser um bom ano, como sempre demonstra o setor agropecuário. Politicamente e para o Brasil, é um ano perdido o 2018.


O STF E OS PLEBEUS

O Solta Todos Fichados – STF, é um tribunal do País Banânia, situado no continente dos perdidos, na terra do nunca. Lá existe uma intrínseca relação de cumplicidade entre todos malfeitores, sejam lá de que modalidades pertençam, públicas ou privadas. Esse País tem um governo voltado aos interesses apenas daqueles que, enganosamente, satisfazem com ilusões e sonhos a sua plebe que os ovacionam em tempos de escalada ao Poder. Bem selecionados, os ocupantes dos espaços e benesses brasilienses da praça dos poderes que compõe a estrutura de comando de Banânia, se locupletam em ritmo de festanças com o Erário público em plena concordância com os convidados privados, os quais ofertam generosas malas com inúmeros presentes das mais variadas composições e cores, e por que não, valores. Alguns, de tão alegres, saem em disparada pelas ruas com os citados presentes. Outros criam “bunkers” para maior proteção e não gerar problemas como ciúmes ou inveja. Então é Natal e aí o espírito de compaixão aflora em todos os membros de comando de Banânia. Para ser parceiro e mostrar sua lealdade, conquistando fidelidade, o governo começa festivamente a partilha de favores, cargos, emendas, distribuição e liberação de verbas, até mesmo para os ingratos que durante o ano não lhe foram fiéis. A plebe, ensandecida, acredita em todas as notícias emanadas da grande mídia e começa a pensar no retorno daquele que foi o criador das malfeitorias e planejador de sua bendita desgraça, amada por todos. O povo plebeu adora ser sacrificado, afinal todos tem o gene do masoquismo correndo pelo seu sangue. É nesse espírito que nasceu Banânia.

Banânia antigamente era um País chamado Brasil. Rico e promissor, este País sentia no pulso o seu crescimento e compromissado desenvolvimento. Governos que fizeram cinquenta anos em cinco trouxeram pujança a esta Nação que despontava no cenário internacional. Crescia com elevado espírito empresarial até que parte minoritária do seu povo, abraçando ideias ilusionistas e inexequíveis, tentaram levar o Brasil a um fosso ideológico desprovido de qualquer sentimento de evolução social. O objetivo era impor uma ditadura que teria o comando de outra Nação e seus aloprados e lunáticos chefes. Este período de confronto ideológico não trouxe muitas perdas ao Brasil. Muito pelo contrário, ele desenvolveu e alavancou o seu lado social, mas ficaram resquícios dos sonhadores e idealistas esquerdistas que, após o fajuto clamor deles por Democracia, ascenderam ao Poder. Aos poucos conseguiram levar o País ao fosso educacional, sempre em último lugar nas avaliações internacionais. Conseguiram levar ao fosso econômico e ao fosso da insegurança. Perderam a decência nas ações congressuais por benesses e pela completa falta de ética, de moral e respeito às instituições, que agora chega com força ao Supremo Tribunal Federal com a indecorosa declaração, antecipada, de sua presidente, ao dizer que acatará “habeas corpus” de um condenado que pode ter sua prisão decretada em julgamento de segunda instância. É um escândalo, se ocorre em um País decente, perderia o cargo.

O que está claro é que não restam mais dúvidas do comprometimento da mais alta Corte do Brasil com toda essa gentalha que corroeu a Nação. Não são todos os seus membros, mas sua maioria. O que nos resta então? Sinto dizer que nada nos resta. Até mesmo as FFAA- Forças Armadas, que poderiam fazer a passagem desse lamaçal, nos recusaram socorrer e continuamos atolados com toda a camarilha em festa em terreno firme e fértil para as suas patifarias e utilização do dinheiro proveniente do trabalho dos que estão do outro lado do muro brasiliense, os plebeus. Como uma hiena, essa pobreza humana e cultural não consegue enxergar o que lhe é imposto na sua vida e da sua família. Não vê a completa impossibilidade de ascender a melhores condições de vida. Daí resultados de pesquisas que informam que 3 em cada 4 dos brasileiros, vivem em condições precárias. Como disse meu bisavô, “esse povo, que não se julga desgraçado na desgraça, é porque ainda não experimentou melhor sorte”, ou seja, não sabe o que é qualidade de vida, de bem viver. Contenta-se com o que lhe é ofertado como migalhas por esses que hoje estão no comando e na política brasileira, exceção de poucos. Estamos a mercê desses maus políticos que ajeitaram as regras e aumentaram as verbas públicas para as campanhas eleitorais, sob controle deles. Com isso, não teremos renovação. Eles estão livres, leves e soltos sob a proteção do STF. Falta consciência política ao povo, aos plebeus.

PS. Meus parabéns ao aniversariante do dia 25, Senhor JESUS CRISTO, lembrem-se dele.


BRASIL DOS REMENDOS

O governo disparou nas suas ofertas de negociatas para obter dos deputados os votos para aprovação da “reforma” da Previdência. Está valendo até o retorno dos cargos cassados dos infiéis nas votações que tinham por objetivo afastar Temer da Presidência. O custo das benesses dadas em dinheiro já chega a 45 bilhões de reais e até dia 19 de fevereiro deverá ultrapassar a casa dos 60 bilhões. O interessante disso tudo é que falta dinheiro para as áreas da segurança, educação e saúde, mas para os acertos pouco republicanos tem dinheiro de sobra. Essa reforma previdenciária não levará a nada em termos de solução consistente, não paliativas, e muito menos à redução das contas dos gastos do governo. Até porque economiza de um lado e triplica os gastos de outro. É um remendo e não uma reforma. Dinheiro do sistema da seguridade social tem que ser do sistema de seguridade social como consta do artigo constitucional de 1988, sem penduricalhos. De bom na “reforma” está a parte sobre a igualdade entre o trabalhador público e o privado.

A taxa de natalidade no Brasil deverá ser, em 2030, de 1,5. Hoje está na casa de 1,7%, ou seja, está ocorrendo um envelhecimento da população que aumentou com sua longevidade. Pelo exposto, parece então que temos que ter a reforma da Previdência a qualquer custo. Não é bem assim. O que precisa é ter uma reforma nos projetos de desenvolvimento da economia brasileira e, com ganhos melhores, a população buscar por outros amparos e pela previdência privada. Como a previdência é um fator de alto risco para as intenções de voto, os políticos, os grupos dominantes, não buscam resolver a questão com ações que não aquelas de sugar do setor produtivo e da população os resultados financeiros para cobrir rombos de sua incompetência de governar e realizar bondades. Não existe força política para enxugar a máquina do funcionalismo público, um setor paquidérmico, improdutivo e sugador da arrecadação do País. Os inúmeros ministérios são mais que prova de tudo isso. São milhares de cabides que os presidentes têm medo de desmontar.

A compra de votos está um descalabro e aquele que dela usufruir, partidos e deputados, deveriam ser “caçados” e cassados pela população. São traíras da Nação e como tal não merecem o mandato de deputado e o registro partidário. O governo não apresentou nenhuma planilha da arrecadação do sistema de seguridade social que é a fonte da Previdência. Apresentou somente os gastos, mas não mostrou o que sai da conta do sistema para atender outras áreas. Essa reforma que se tornou uma questão política e não administrativa. A maior motivação é que o dinheiro é seguro, sai direto das contas do setor produtivo e do trabalhador para o caixa do governo. Não exige criatividade e nem inovação para compor esse caixa, é uma forma fácil de arrecadar. O sistema previdenciário deixou de ser um sistema protetivo e voltado ao social para ser mecanismo de arrecadação para pagamento das contas do governo e suas benesses. A Previdência social deveria ter braços para aqueles que durante sua vida laboral tivesse média máxima mensal de ganho de até dez mil reais. Acima disso, teria que ser privada, mas como saber? Cada qual sabe fazer sua conta e saberia até onde poderia chegar e deve se cuidar. Cabe ao Estado zelar pelos menos afortunados salarialmente ou de menores ganhos. Parece impossível, mas não é.

É ilusório que a aprovação dessa “reforma” irá trazer folga ao futuro dos beneficiários da Previdência. É uma falácia ante a queda de produção do setor industrial e de serviços, que se acentua a cada dia e é propositadamente esquecida nos noticiários da mídia brasileira. Não bastando, existe a queda dos índices de natalidade e isto importa em redução da população economicamente ativa que é fonte da arrecadação previdenciária. Em nossos tempos, o desenvolvimento tecnológico de uma Nação é que poderá gerar ganhos para abastecer as contas da Previdência e manter seu equilíbrio. Entretanto, isso só é possível com uma população com boa formação educacional e técnica, o que demanda ensino de qualidade, mas isso não é preocupação do governo, de nenhum governo, e aí estão os primeiros sintomas do descaso e abandono a que foi relegada a juventude brasileira nestes últimos anos. Completa esse quadro os exemplos de criminalidade, corrupção, ladroagem, patifarias e agora com a complacência do judiciário com os assaltantes das esperanças, dos sonhos e destruidores do pouco que se construiu em décadas passadas. São malas e mais malas de desavergonhadas atitudes e desmantelamento deste País que pensava um dia, ser grande. Brasil dos remendos.


O MONSTRO PREVIDENCIÁRIO

A Constituição Federal diz em seu artigo 194 que “A seguridade social compreende um conjunto de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde e a assistência social”. Isto quer dizer que cabe a todos contribuir com ações que possam dar a cada um dos trabalhadores suporte ao seu bem-estar e justiça social dentro do princípio de igualdade e solidariedade que deve ser praticada pelo organizador político social de uma Nação, o Estado. Quer dizer também que cabe ao Estado assegurar a todo cidadão o recebimento dessa contribuição solidária da sociedade àqueles que de alguma forma fizeram e fazem jus. Afinal, há um processo de transferência para o Estado de parte do trabalho de uma parcela da população para que possam aqueles, impossibilitados ou incapacitados, serem atendidos em seus diretos básicos de cidadão que devem ser providos por ele, o Estado.

Mais à frente, a Constituição Federal diz em seu artigo 195 que “ A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios…” e estabelece as fontes. Acontece que o governo brasileiro não obedece o que foi muito bem concebido pela Constituição de 1988. Há uma constante ação de utilização do dinheiro previdenciário com destinações outras daquelas estabelecidas pela norma constitucional. Não bastasse, é enorme o processo de fraudes e desvios que existem nas contas da seguridade social. Antes de 1988, o dinheiro da Previdência foi utilizado para muitas obras por todo este Brasil. Até mesmo Brasília teve boa parte do dinheiro da contribuição social usado na sua construção. A utilização de “desvios legais” veio com a Desvinculação da Receita da União-DRU. O dinheiro que sobrava em caixa, e era muito, ao invés de ser aplicado e estabelecido um fundo voltado ao atendimento da seguridade, foi permitido ao governo lançar mão dele para usá-lo como bem entendesse. É verdade que hoje, pelo que estou informado pela mídia, mesmo com a não retirada de recurso pela DRU, que corresponde a 30% do que é arrecadado pela seguridade social, não será possível cobrir o déficit previdenciário.

A queda da arrecadação tem um dos fortes pontos no desemprego e a queda da produção industrial. Maior razão ainda dessa queda está nas benesses praticadas para atendimento político do governo às reivindicações de setores que poderiam contribuir sem qualquer risco de quebra, como é o setor bancário e do agronegócio. Acontece que quanto mais arrecadar, seja pelo sistema previdenciário ou fiscal, mais o governo gasta. Em poucos meses, motivados pelas ações do MPF contra o presidente, foram dadas isenções e liberação de verbas que, de alguma forma, atingem o caixa do governo. Aí, ele se volta para o caixa da seguridade social para atender demandas políticas que pouco ou nada contribuem para a melhoria de setores que possam reerguer a ocupação de mão de obra no País. Os gastos do governo continuam aumentando, não há uma política de cortes levada a sério, bastou qualquer problema político para os gastos serem acrescidos. É bom lembrar que no ano de 2015, o governo pagou de juros pelo dinheiro gasto sem produzir resultados de crescimento econômico, a bagatela de R$ 450 bilhões, ou seja, mais de 8% do PIB. Nesse mesmo ano fez desonerações superiores a R$ 280 bilhões, incluso nelas, R$ 144 bilhões que eram cabíveis à Seguridade Social.

A verdade é que a reforma virou apenas um discurso e não mais será votada nem agora e tampouco em 2018. O governo tem que encontrar outro meio de cobrir o déficit previdenciário e existem dois caminhos rápidos para isso. O primeiro é deixar os conchavos com a politicagem praticada pelos mercenários congressistas e extinguir, de imediato, metade dos ministérios. O segundo é deixar de sufocar com impostos o setor produtivo para que ele, crescendo, faça gerar empregos e aumento da arrecadação, não só advindos dos trabalhadores como também dos patrões. Esta medida poderia ser acrescida de alguma facilidade de contribuição dos que estão na informalidade. Muitas outras medidas têm que ser adotadas e que poderiam realizar impacto de curto prazo. Uma delas seria criar o sistema de duas semanas laborais em uma de calendário. A semana sem qualquer alteração legal funcionaria de segunda a quinta feira. A outra, de regime Especial, de sexta feira a domingo. Nesta última, só seria exigida a contribuição social. O setor produtivo estaria livre de tributos no que for produzido no período. Em artigos passados, muito escrevi sobre esta proposta e sua estrutura legal. A continuar como está, o governo será devorado pelo monstro previdenciário.


CONSCIÊNCIA POLÍTICA

Resultados de uma pesquisa apontam que 65% da população não sabe em quem votaram nas ultimas eleições. Ao fazer um levantamento sobre aprovação de pessoas que possam ser prováveis candidatos à presidência da República, o Estadão e a Ipsos, o terceiro maior instituto de pesquisas do mundo, revelou dados que são inversamente proporcionais aos interesses e necessidades que o Brasil implora para poder tirar a bota do atoleiro em que se meteu com a esquerda no governo. O resultado é um samba de “crioulo doido” e deixa a mostra o porquê do enorme fosso entre o voto consciente e aquele motivado por favores, caixas de cervejas e quilos de carnes, passando pelos apadrinhamentos em cargos públicos. O eleitor, melhor, a população, não faz nexo entre o resultado eleitoral e sua condição de vida. Isso é falta de consciência política.

Este levantamento, que até pode ser traduzido em intenções possíveis de voto, dá a Luciano Huck 60% de aprovação. É verdade que a sua condição de artista o faz ser querido pelo povo, mas daí aprová-lo com esperança de um “resolvedor” dos problemas graves que o Brasil enfrenta, existe uma longa travessia. Nunca houve, que eu saiba, qualquer participação política do Huck em qualquer situação em que houve demanda da área. Qual bagagem tem o artista global para assumir o comando de um País que está totalmente desmantelado pelos petistas e Cia? Que poder de aglutinação e a experiência administrativa de comando político empresarial teria o Sr. Huck? O governo de um País não se faz pelo cumprimento de tarefas específicas ordenadas apenas pelo desejo de que se realize as ideias de seus governantes. A presidência da República não envolve apenas atos midiáticos como faz o Sr. Temer. Exige visão de estadista, aquele que enxerga o presente e sua relação com o futuro.

Outro resultado que é espantoso foi a população dar ao condenado Lulla 45% de aprovação. Não é possível crer que existe tamanha alienação política na mente dos brasileiros. É assustador. Dá para ter ideia do quadro, se nada mudar, que nos espera em termos de governo nos próximos anos, é de muito sofrimento. Chega a vir lágrimas nos olhos ao descobrir o estado lastimável de consciência política em que vive o povo deste Brasil. O homem que iludiu, mentiu e destruiu com as esperanças de toda uma Nação ainda recebe dela tamanha reverência. O risco de fazer deste País um curral ideológico é gigantesco. Está aí a enorme razão de luta dos chefes partidários da esquerda, que sonham com a volta do chefe do bando para, se não com uma ditadura, impor um Estado autoritário sem maiores problemas frente a população. Isto é um fato, ele tem dito reiteradamente em “tomar o Poder”. A fragilidade intelectual do povo é alta dada seu pouco desenvolvimento cultural e escolar. Ele, povo, não tem a dimensão dos estragos que pode produzir o seu voto em candidato despreparado para atuar na política e seu comando, muito menos ainda em perceber quais deles estão realmente imbuídos de responsabilidade pelo voto recebido. O que passamos agora é resultado disso, fruto do voto errado e induzido.

Por outro lado, a aprovação de Luciano Huck traz sinais de que é possível que nele está a busca pelo novo na política. Essa foi a mensagem que o povo paulistano passou nas eleições da prefeitura de São Paulo com a eleição do Dória em primeiro turno. Ele perdeu uma oportunidade de ouro se mantivesse a sua postura de “novo na política”, ou seja, sem envolvimento com os membros da “velha política”. Dória inebriou-se e chegou ao ponto de apoiar o Temer e até mesmo defender a não prisão do Lulla, seja lá a que pretexto foi, pisou na jaca, para não usar outros adjetivos muito encontrados nos currais das fazendas. Passou a imagem de parceiro da velha política. O resultado desse levantamento do Estadão-Ipsos descortina uma enorme avenida a um candidato que aos poucos está chegando ao conhecimento popular. É o Dionísio Amoêdo, do partido Novo que é formado por pessoas sem carreira política, mas com conhecimento de causa. Este partido tem uma total desvinculação com os moldes dos partidos carcomidos existentes. Sua proposta é séria e negociatas, ajeitos, confrarias etc etc, não tem vez. Tem como ponto singular o vestibular para ser candidato. Além de pagar uma alta taxa para tal, passam por uma maratona de testes com preparo sobre política, sendo obrigatório currículo sem rasuras. É dado ao candidato conhecimento e aprimoramento da consciência política.


O BRASIL DEGRADA

O Rio de Janeiro está preparando o rastilho de pólvora que logo explodirá de vez em raivosa revolta popular. Invencionice minha, não é não. Fica difícil escrever quando temos uma situação que não permite sairmos do tema degradação de uma Nação. A justiça perdeu a batalha contra o crime do colarinho branco e todos os outros, raras exceções. Quadrilhas dominam dentro das prisões e outras fora das prisões açambarcam com toda esperança de uma população que, ignorante ou inocentemente, confiou em homens desqualificados para assumir o Poder no País. É preciso aqui escrever que toda essa situação por que passa o Brasil tem um mentor que, em seu delírio ideológico, fecundou e elegeu um despreparado para governar uma das maiores nações do mundo, a brasileira. Fernando Henrique Cardoso deveria responder por tudo isso que hoje passamos, é de sua responsabilidade a criação do caricato Lulla que em seu desvario populista desestruturou com toda a economia do Estado brasileiro.

Ilusionista, de origem, Lulla deveria sair do governo direto para a prisão por tudo de ruim que praticou contra o Brasil. É o criador da maior organização criminosa que se tem notícia no mundo, instalada em um governo. Depois do governo Lulla, em metástase, o crime de desvios de dinheiro público se expandiu para todas as esferas do Poder. Nada ficou fora dessa nova modalidade “propinatória” que chega fundo em toda administração pública. Presidentes de poderes legislativos, seja federal ou estadual, moram nas prisões. Governadores aos montes estão com processos em andamento pelo judiciário. Centenas de deputados federais e estaduais respondem por crime de desvios e recebimento de propinas. Senadores não ficam atrás nas negociatas e 42 deles estão respondendo a inquéritos, sendo que alguns com mais de oito processos judiciais em andamento. O caso do Senador Jucá é hilário, tem vários processos de malfeitos praticados e é, pasmem, membro titular do Senado na Comissão de Ética.

O caso do presidente Temer então é um desafio a ser estudado. Como pode se manter presidente com gravações que o comprometem, sem falar nas malas de dinheiro encontradas com seus mais próximos assessores políticos de longa data, como é o caso de Geddel e Rodrigo Loures, este correndo pelas ruas de São Paulo com uma delas. Existe ainda o caso do homem de sua confiança, o militar Lira, que recebeu dinheiro de propina a mando do presidente. Outras situações desconfortáveis, para não falar estranhas a um presidente, ocorreram e estão pela mídia, mas o descalabro da situação política foi inigualável. A sua permanência no cargo foi palco de negociatas nem mesmo praticadas no mensalão, era romaria de deputados federais na busca de benesses para os apadrinhados e se corrompendo em troca de outros favores. A negociata de cargos ainda está a pleno vapor e isso será concretizado com a “reforma” ministerial. É a cobrança da fatura.

É visto que se tudo assim está é porque o judiciário colaborou com a fervura da água suja, agora sobrando um tremendo lamaçal podre e já a beira do insuportável. Por outro lado, a população se manifesta em pesquisas com rejeição de 93% ao presidente, mas nada faz para removê-lo do trono. Contesta toda essa bagunça e roubalheira que grassa pelo Brasil, mas em pesquisa ainda considera Lulla um bom candidato. O resultado chega às raias do absurdo porque foi ele o causador de toda essa desgraça em que vive a população. Há que se pensar também que nem mesmo os institutos de pesquisas são merecedores de respeito nos resultados. Todos tem lá suas quedas ideológicas e partidárias e aí comprometem a fidelidade dos resultados. O resumo é que estamos navegando rio raso para o tamanho e peso dos acontecimentos, que serão acrescidos com a provável revogação de decisão de prisão em segunda instância e a extinção da delação premiada pelo STF, medidas que vão destruir literalmente com a Lava Jato. O método Paulo Malouf de sobrevivência sem cumprir cadeia volta a vigorar, recursos após recursos, o que certamente manterá Lulla livre. Saibam os senhores que o nosso País é o quarto mais corrupto do mundo, ficando atrás apenas do Chade, Bolívia e Venezuela, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. O Brasil degrada.


FORA TUDO

“Desse jeito vamos entregar a presidência para o Lulla”, palavras de um ministro de Estado do governo Temer. Parece nada, não é? Mas é muita coisa. Essa é a crença entre todos os políticos de que a justiça no Brasil não tem valor e muito menos respeito. Ao proferir tal frase, o ministro reforça, não só as intenções do patife petista, mas estimula a ideia de que podem tudo perante a lei e a justiça. Não acreditam que, apesar da legislação da “Ficha Limpa” impedir condenado a ser candidato, tem maior fé de que podem contornar a decisão condenatória e seguir alegremente seu caminho. Assim é o pensamento dos que participam da ilha dourada de Brasília, aqueles que dominam a política brasileira por décadas e fazem desta Nação o seu circo para as muitas palhaçadas que promovem às custas do dinheiro e do trabalho de milhões de brasileiros. Quando Lulla assumiu a presidência falou em reforma política e tributária. Quando Dillma assumiu também falou a mesma coisa e o Michel Temer acompanhou tal fala com a pompa que lhe faz parte nesse “latifúndio” de mentiras e ilusões transmitidas por gigantesco marketing.

O que me deixa intrigado é ver a população, e com ela grandes “inteligências”, acompanhar a ideia de que a permanência de Temer no governo é um antídoto às pretensões do chefe do bando petista, o Sr. Silva, um gatuno de extrema qualificação. Não conseguem abrir os olhos para ver que este senhor, o presidente de plantão, terá mais um ano e dois meses de governo e ainda acreditam que a economia irá se recuperar e o Brasil voltará aos tempos de pleno emprego. É muito tempo perdido, jogado fora. O marasmo que voltou a dominar a população em relação ao que estamos vivendo é, por deveras, gravíssimo. É uma demonstração do pensamento individualista de que “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Não existe um pensar coletivo de que se o Brasil afundar, estaremos abraçados a ele. Repetindo meu bisavô, em seu discurso em 1865, quando disse “esse povo que não se julga desgraçado na desgraça é porque ainda não experimentou melhor sorte”. O nosso povo desconhece qualidade de vida e, por consequência, de políticos de qualidade, daí sua despreocupação em eleger candidatos desqualificados que hoje envergonham este país.

É muito triste esse espetáculo de horror político que hoje está em cartaz no Brasil. Um presidente que não se sustenta por sua personalidade e proposta de governo está à frente de uma das maiores nações do mundo em extensão e potencial de crescimento, mas tem suas riquezas exploradas e exportadas sem agregar valor por sua incapacidade tecnológica para tal. Estão aí como exemplo as commodities minerais e da agropecuária. Verdade seja dita, o Brasil mesmo sem governo, consegue se arrastar pela tenacidade do homem do campo e de alguns perdidos nas fumaças das indústrias. Malas de dinheiro dormindo em apartamentos e outras correndo pelas ruas, quilos de ouro e outros tantos de joias repousando no exterior, bancos internacionais abarrotados de dinheiro da corrupção e tudo isso não é motivo para decretar prisão de grupos de bandidos. O interessante é que, por essa razão, os bandoleiros estão se encorajando para provocar destruição de fazendas e outras balbúrdias pelo País todo. A justiça está temerosa de descumprir os acordos políticos das indicações dos seus membros. Permeia uma total insegurança jurídica porque está ficando claro que a justiça também faz parte do circo em que os políticos determinam o espetáculo a ser apresentado.

O grave é que o mundo evolui a passos largos, industrial e tecnologicamente. Na área da educação o fosso é gigantesco e é este setor que determina a evolução de um País, de um povo. Não se vê ninguém se levantar para contestar e buscar por uma séria reforma na educação brasileira, mas, aos milhões, vão às ruas por causa de 20 centavos no aumento dos transportes. Vão aos milhões às ruas pelo futebol e suas festanças, o leitor verá isso na Avenida Paulista e pelas ruas das cidades tão logo termine o campeonato nacional. Vão aos milhões às ruas pela liberdade e contra o preconceito sexual. Assim é o nosso Brasil, sem metas sérias de crescimento e evolução, com povo amorfo, destituído de caráter político, de união, de pensamento coletivo, medroso e, posso até imaginar, sem pátria. Essa é a razão de buscar por uma mudança, via uma ruptura com o que aí está posto na vida brasileira. Para mim, FORA TUDO.


SONHO IMPOSSÍVEL

Já se sabe com segurança que mais de 60% das novas profissões estão a caminho para pousar no mercado de trabalho até 2020. Inúmeras inovações estão sendo gestadas para se fazerem presentes na vida laboral moderna que será imposta pelos produtores e absorvedores de novas tecnologias. Elas, inovações, vão exigir forte demanda por criatividade para aprender, para empreender, para realizar projetos e por aí vai. Tudo isso passa por um avançado aprendizado que tem por base excelente educação tecnológica, ou seja, integração entre a educação e a tecnologia. Acredita-se que essa integração, que já ocorre nas melhores escolas do mundo, é o prenúncio de radical transformação da educação. Existe, em várias partes do mundo desenvolvido, um novo relacionamento da criança com o aprendizado. É a exigência ante a evolução do mercado de trabalho que está, cada vez mais, tendo suporte direto na tecnologia.

Diante do definitivo avanço das tecnologias em qualquer escala de produção, prevê-se que a Nação que não se adequar aos novos tempos sofrerá impactos imprevisíveis no desenvolvimento e na capacidade produtiva nacional. Para que se construa um parque industrial com essa expectativa evolutiva, o Brasil teria que realizar um salto de qualidade quase inimaginável no seu sistema educacional. O Brasil está fadado a permanecer no fosso educacional em relação ao mundo desenvolvido. Temos 85% de nossos alunos estudando em escolas públicas, sucateadas pela ignorância dos jovens, despreparo dos professores, falta de educação familiar e a conivência de quem administra esse vital campo evolutivo de um povo, que é o Estado. Que futuro pode esperar essas crianças, essas gerações que todos os anos são jogadas na lata de lixo? Que qualidade salarial terão os brasileiros com esse alarmante distanciamento das tecnologias e do conhecimento? Por anos, eu e muitos outros, escrevemos sobre a péssima preparação, pelas universidades, daqueles que terão a missão de ensinar e levar o conhecimento aos milhares de jovens que chegam a idade escolar todos os anos. O cerne da questão educacional tem como ponto vital a preparação destes profissionais.

Os dados apurados pela ANA-Avaliação Nacional de Alfabetização e publicados no Estadão, trazem a terrível constatação em que se encontra o ensino no Brasil. O teste de avaliação foi aplicado para 2,1 milhões de estudantes em 48 mil escolas públicas e teve como resultado a informação de que 54% dos alunos do ensino fundamental, 3º ano, não conseguem realizar operações matemáticas de cálculos simples. A mesma situação se dá com a leitura e a matemática é consequência desta porque não há como entender os conceitos matemáticos se não for capaz de ler e compreender o que lê. A verdade é que o Brasil vive de mentiras em todos os campos e atividades. O marketing coloca nas mentes falseamentos da situação que estamos passando. O nosso futuro é ser a favela do mundo, assim como hoje são as favelas cariocas, as mais conhecidas de todos. O fosso educacional, tecnológico, qualidade de vida e outros conceitos de povo desenvolvido é gigantesco, já na escala do imensurável. Para o mundo, somos o que a favela representa hoje para os do “asfalto”.

Chegamos a um ponto em que, para reverter isso, necessário seria uma mudança radical nas casas que “representam” e “governam” o povo brasileiro. Com esse quadro representativo atual não haverá nenhuma perspectiva de mudança nessa situação em que vivemos. Tem que ocorrer uma ruptura com o status quo e ela não será alcançada com as condições normativas que continuam em vigor para a formação de novos quadros governamentais, o Executivo e Legislativo. Nenhum deles são aptos a pensar um novo tempo para o Brasil, ainda temos quem dança em plenário, algo que se pensava de um passado distante. Com todo esse painel exposto, diga-me leitor, onde e quando teremos lugar no mundo desenvolvido. Computadores nas escolas públicas foram utilizados como cooptação de voto nas urnas, iludiram a população com a crença de que estávamos evoluindo no ensino. Mudanças políticas tem que acontecer rapidamente para evitar mais sofrimento à população e, principalmente, às crianças que estão vindo para o País da desesperança, para o Brasil do sonho impossível.


CONFLITOS

A democracia no Brasil precisa tirar umas férias para se recompor, se refazer e voltar mais verdadeira, mais consistente e capaz de dar um novo caminho na nossa história, apagando todo esse desmoronamento ético e moral das nossas instituições que fazem parte do Poder. Acredito que a democracia, no momento, está depressiva, triste, pessimista e com baixa estima e não podia ser diferente em razão do vilipendiamento que sofre todos os dias por quem a deveria observar, defender e honrar. Muitos dirão que essas férias só poderiam acontecer se, em sua ausência, fosse substituída pelo autoritarismo, talvez o único caminho para uma purificação dos podres membros democráticos que em nome e uso da democracia, se fartam dos cofres públicos e das negociatas de cargos e poderes na estrutura de governo, em todos os níveis. Malas de dinheiro, barras de ouro, joias, sítios e apartamentos e tantos outros desvios, patifarias e acordos espúrios, foram praticadas em seu nome e dela fizeram uso para estar no comando deste Brasil. O apoio ao autoritário é inversamente proporcional às manipulações políticas do sistema democrático.

Os dados que a cada dia nos fornecem as pesquisas levam a extrema preocupação quanto ao que nos espera a curto prazo. A meta dos grupos políticos atuais está voltada a exclusiva manutenção do Poder e da sobrevivência individual dos seus membros. Ou tomamos uma atitude imediata para valer ou vamos chafurdar em breve em um lamaçal sem precedente na nossa história. É assustador que um presidente do Senado Federal e por consequência do Congresso Nacional, venha a público dizer que apoia o ex presidente Lulla, um condenado a caminho da prisão, caso ele consiga ser candidato a presidência da República. Esta declaração reflete bem o sentido do bando no Poder, sem referir que o senador presidente é um dos muitos com problemas na justiça. O Congresso Nacional cheira a enxofre.

As pesquisas do Instituto Ipsos, publicada no Estadão, informa resultados de opinião que são verdadeiros momentos de drama no Brasil. É difícil entender que um presidente que recebe 94% de rejeição continue no comando. A explicação plausível está no fato de que somos um país de população pobre, cultural e economicamente. Mais, 93% não confiam nos políticos. Este é um dos sinais de ignorância do povo sobre o processo eleitoral já que, por anos, pouca mudança aconteceu no quesito renovação. Aí então, temos os mesmos eleitos comandando por décadas a política nacional e regional, eleitos por aqueles que na pesquisa não confiam neles. O regime autoritário que se instala via a ação militar, tem os seus atores, os militares, com a maior aprovação, 66% da população, mas que, em acontecendo uma intervenção, não sustentarão tal posicionamento. Daí, nesse caso, o retorno imediato da democracia de suas férias, já expurgada de seus males.

Usando dos dados da tese “Ricos no Brasil, 1926-2013” (UNB) do site Slonik.com.br, faço a análise da nossa comprovada pobreza e despreparo técnico para, a médio prazo, conseguirmos algum desenvolvimento razoável à qualidade de vida ao brasileiro. Somos um País de 208 milhões de pessoas e apenas 20,8 milhões, ou seja, 10% da população ganham cerca de R$ 2.900,00 mensais, pouco mais de R$ 33.800.00 anuais. Temos 5% da população ganhando R$ 5.900,00, em torno de 70 mil anuais. Outros 2% estão na faixa de R$ 19.000,00 mil mensais, por volta de 230 mil anuais. Dos 208 milhões de brasileiros, apenas 0,1% ganha acima de 1 milhão de reais anualmente. Fica nítido que os salários no Brasil, para a grande massa de trabalhadores, são de sofrível qualidade e isso reflete diretamente na qualificação do profissional brasileiro que vai resultar em baixa produtividade e consequente perda de ganhos em todos os níveis, ou seja, do trabalhador, das empresas e do Estado em sua arrecadação.

Está claro e límpido que somos um País pobre e que nada fazemos de produtivo para sair dessa roda desqualificada de vida que vivemos. Exceto para alguns, milhões de brasileiros morrem todos os anos sem saber o que o mundo de hoje oferece e sem ter, sequer, a possibilidade de sonhar com melhores dias. Estão fadados a viverem subjugados pelo trabalho improdutivo financeiramente, a uma expectativa de melhor viver e usufruir, em sua passagem pela vida, daquilo que ela de bom, oferece minimamente, estudo e o sonho de poder almejar esperança de melhores dias. Esses bandos políticos que hoje compõe o cenário político do Brasil, raras exceções, jamais irão promover ações que visem alçar essa população marginalizada a um bem-estar de vida. O interesse deles é manter, para subjugar o povo, esse teatro de conflito.


OUTUBRO VERMELHO

Acho que “ensaboaram” a presidente do STF, Ministra Carmem Lúcia. Constrangida e pressionada, tentou agradar a toda a plateia do circo em que se transformou os três Poderes da Nação, Executivo, Legislativo e o Judiciário, via Supremo Tribunal Federal. Este, o STF, para mantê-lo em paz com os demais Poderes fez da vida que rola fora de Brasília, um mero detalhe. Aliás, o povo há muito é um detalhe na vida de sua pátria. Ele é subserviente, dócil e permissivo. Auxilia o País na manutenção de sua imagem de regime democrático ao comparecer em massa nos dias de eleições, criando aquela ilusão ao mundo de que somos uma Nação em que vigora a democracia, a vontade do povo. É inabalável esta crença, mentirosa, de que somos responsáveis pelo nosso destino. Escolhemos, induzidos por anos a fio, os mesmos que aí estão a corroer com toda esperança de que podemos ser um grande país. O mundo avança a passos largos na sua recuperação e nós continuamos fora de contexto. Enquanto os demais países crescem com taxas de crescimento consideráveis, algo acima do mínimo de 3%, nós temos que nos contentar em não ter um índice negativo, o que faz a previsão de 0,4% ser muito festejada.

Pesquisas são afrontosamente manipuladas para levar a ilusão que alimenta a mente de baixa capacidade cultural da população, o que a faz presa fácil para estes usurpadores da fragilidade educacional do nosso povo. Em recente pesquisa da FGV, que leva o selo de seriedade, 83,2% dos entrevistados disseram que estão totalmente desacreditados com a política brasileira, não encontram, no que aí está, um caminho para a solução grave que passamos. Perguntados sobre a escolha de um político que represente o novo para dar seu voto, apenas 29,8% disseram que poderão ter esse comportamento. Esses dados, por si só, já trazem à tona uma questão: o que querem então para as próximas eleições? Estão insatisfeitos com o status quo, rejeitam o que está posto, mas a maioria não confirma a mudança de comportamento diante do quadro político. A vontade de mudar, aquele ímpeto de renovação, é fraco, menor que a postura de dar o voto ao seu partido ou para aquele por ele indicado que é a intenção de 34,1% dos entrevistados. O resumo da ópera, a vigorar estes resultados, é que não ocorrerá uma mudança considerável, apesar do estado de caos em que nos encontramos, na galeria de nomes da estrutura política do Brasil. Nas eleições, o dinheiro vai vigorar.

Caso formos fazer uma avaliação de todo esse resultado acima demonstrado, está perfeitamente delineada a involução que sofremos nos últimos anos, e o pior, a crença da população de que não será melhor se for diferente. Nesse cenário, permanecer com o discurso do grupo dos “rouba mas faz” exercerá um forte apelo no eleitor que, pela sua natureza, é acomodado e não muito afeito a mudanças, não importa a dificuldade em que está vivendo, o que faz prevalecer, tanto aqui como na África, a falta de luta por algo que não conhece, o desenvolvimento e qualidade de vida. A maioria do povo não é educado para isso, para ser um vencedor. Não muito diferente dos nossos estudantes que desconhecem o valor do ensino e o que ele pode trazer a sua vida.

Esses dados podem nos levar a várias outras “composições” e estratégias elaboradas pelos políticos, em andamento na mídia. Uma delas é essa “briga” de bicudos entre o Alckmin e o Dória. Estou aventando duas situações. A primeira, uma forma de os problemas de um não atingirem o outro e trazer uma polarização centrada em suas candidaturas. Dória segura o lado mais à esquerda da política, com simpatias do carregador de votos, o PMDB, enquanto Alckmin mantém suas ações na manutenção do PSDB e suas lideranças nacionais sem deixar de agir em pré campanha. Caso o governador não seja atropelado pelos problemas do metrô paulista, ele vai a presidente, mas se cair nos trilhos, sai o Dória. Como o chefe do bando que assaltou o Brasil tem pouca ou quase nenhuma chance de voltar, mas com alguma força de apoio a um Haddad, por exemplo, e diante desse cenário aberto pela pesquisa, percebe-se que a candidatura de Alckmin passa a ter enorme potencial, desde que não se perca em bobagens do tipo apoio a Aécio Neves.

O descrédito expandiu com a queda do STF, último bastião da moralidade no Brasil, ao quebrar com a estrutura do Estado de Direito e a sua natureza e razão de existir ao delegar decisão estritamente de sua competência ao Senado Federal, transformou o outubro rosa em outubro vermelho.


A DITADURA DEMOCRÁTICA

Durante anos todo brasileiro escuta e lê, através dos meios de comunicação e nos discursos políticos, que devemos defender a Democracia a todo custo porque é ela a base do desenvolvimento e do crescimento de uma Nação. Chega à população também que é a Democracia, que significa poder do povo, o regime político que permite a participação popular nas decisões de governo. Sabemos, pela própria história do Brasil, que tal regime nunca funcionou no Estado brasileiro, sempre caminhou pelas beiradas do seu verdadeiro princípio ideológico, mas utilizado regiamente para estabelecer o controle político do governo sem que possa ser considerado “opressor”. É aquele jeito disfarçado de seduzir a população de que ela não sofre a supremacia estabelecida pelo Poder central e com isso, manter o seu controle dentro de um pseudo regime de liberdade.

O povo brasileiro, na grande maioria, é iludido de que vive a democracia, mas como viver se a ele não cabe, exceto nos momentos eleitorais e mesmo assim com restrições, qualquer participação efetiva nas decisões de governo. O Congresso Nacional, que deveria cuidar dos interesses do País e da população, pouco dá ouvidos aos desejos de Estado e do povo. O que vemos são atuações voltadas a exclusivos interesses pessoais e de grupos, sempre com olhos na manutenção do Poder e muito raramente, à atitudes com objetivos de políticas públicas para equacionar as demandas que estão todos os dias a anular a qualidade de vida da população. Assim vive o Brasil que não tem efetivo planejamento para a solução da educação, da saúde, da infraestrutura, da sua organização partidária, da segurança e por aí vai. Aqui, no Brasil, as coisas vão acontecendo de acordo com a direção do vento.

Sabemos que direita, esquerda, socialismo e outras peças de museu já não mais encontram campos de sobrevivência no mundo que surge no poente. A sociedade, qualquer que seja ela neste planeta, está reagindo aos poucos ante esses tempos pré históricos que até hoje vivemos, com matanças, destruição, usurpação e tantas outras ações indignas e desqualificadas com a coisa pública e com o próprio povo e sempre praticada por minorias contra as maiorias. Estas, ainda não se sublevam aos poderes constituídos porque acreditam nas leis, mas que não são observadas por aqueles que deveriam aplicá-las e observá-las. O povo ainda não tem a completa noção de que os governantes estão lá para realizar ações voltadas ao seu bem-estar. O Poder que foi outorgado a eles pelo voto pode ser revogado ou cassado a qualquer tempo, ou pelo voto ou por meio de mobilizações populares justificadas, como exemplos, pela má conduta no exercício do Poder ou por atitudes não condizentes com a liturgia do cargo, como por exemplo, a corrupção.

Qual a diferença entre os ditadores africanos e o governo no Brasil? Quase nenhuma. Ela pode estar apenas nos princípios legais e conceituais, mas nas ações de governo pouco diferem. Nesses países africanos, os poderes de Estado estão concentrados no comando de um único indivíduo que o divide com seu grupo político encastelado no Poder. A forma de existência política e o seu conteúdo, estão enquadrados nos mesmos princípios, o domínio do Poder por grupos políticos ou partidários. Lá é uma ditadura na acepção literal da palavra e aqui ela é contornada sob falsos conceitos, entre eles de que pressupõe a participação popular na forma do exercício de governo. Onde está essa vontade popular aqui no Brasil? Temer tem meros 3% de aprovação do povo brasileiro, mas continua governando-o com apoio do grupo. É um presidente com problemas judiciais e investigativos por malfeitos. O Congresso Nacional não tem uma única proposta voltada à real política de desenvolvimento de longo prazo. O governo menos ainda. E ambos no controle do País

Tudo que se faz está voltado a interesses imediatos dos grupos dominantes e não do País como um todo. A soberania popular está restrita ao voto e tão somente a ele. Em terra de cegos, quem tem catarata é Rei. As negociatas são típicas dos países ditatoriais em que o agrado do ditador aos asseclas se dá com a distribuição de cargos aos apaniguados destes. É isso que estamos vivendo no Brasil. Como lá, a corrupção acontece nas barbas das instituições governantes e da justiça. Aqui, esta sempre protela uma ação mais enérgica contra os meliantes que destroem a possibilidade de dias melhores para a população brasileira. No Brasil, fazem da Democracia um salvo conduto para se fartarem do dinheiro do povo. Assim como fazem os ditadores africanos. Aqui, é a ditadura democrática.


REPRESENTATIVIDADE

“Qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome”. Essa é a definição para representatividade. Feito isto é fácil ver que o Congresso Nacional, há várias legislaturas, ou seja, muito tempo, deixou de representar o povo brasileiro e ter como objetivo suas aspirações por melhoria de vida e desenvolvimento. Não há mais como permanecer nesse “estado de coisas”, de vida política desqualificada que vive o Brasil nos dias de hoje, aliás, nestas últimas décadas, ressalvado o período Itamar Franco que deu ao País certa estabilidade e esperanças de dias melhores. Pense o leitor por uns segundos e veja se encontra algum momento ou lugar em que não esteja acontecendo problemas de ética, de moral, de honestidade, de bons costumes e por aí vai. O Brasil foi dominado e está contaminando várias gerações que começam a absorver na formação de sua personalidade estes péssimos exemplos e acreditar que os malfeitos devem ser observados e praticados.

A crença de que são inatingíveis e que podem dar a volta por cima nas eleições é que faz os mandatários da representação popular, a classe política, realizarem um verdadeiro balcão de negociatas, exceção para poucos. O Congresso Nacional já não mais representa os eleitores que os elegeram, e as últimas pesquisas dizem isso ao constatarem que há 60% de rejeição e apenas 7% consideram ótimo ou bom. Onde está a representatividade disso? O corporativismo cria barreiras de proteção aos membros de forma que estes tenham via livre para a prática da corrupção e todo tipo de imoralidade. Alguns parlamentares que fazem parte do grupo ético, da moralidade no exercício do mandato e da prática da honestidade nas suas ações, remam contra a maré e tem em suas atitudes uma luta inglória. É o caso dos Senadores que lutaram contra o ‘fundão” a ser constituído com dinheiro público para financiar as campanhas eleitorais, que na verdade, é um dinheiro com endereço certo dos bolsos dos atuais parlamentares. Vamos financiar a campanha dos que nos enganam e nos iludem, sem falar nos malfeitos que praticam.

Não bastasse o Congresso, o brasileiro, pela sua inoperância de ação, se vê governado por um presidente comprovadamente praticante de desvios de conduta no exercício do cargo. É de se impressionar a passividade que este acontecimento é recebido pela população e por todas as instituições que deveriam resguardar a moralidade na administração pública. Temos um presidente contaminado por atos não corretos, éticos e morais, no exercício pleno da presidência da República. O Brasil é uma Nação desmoralizada no cenário interno e internacional. Sim, até mesmo interno porque seu povo assim se encontra. A compra de apoio de congressistas pelo presidente Temer para barrar a segunda denúncia do MPF voltou com força total, mesmo sem ainda não ter cumprido com as promessas e compromissos assumidos na ocasião da primeira denúncia. A negociata no balcão do Congresso está a todo vapor.

Pelo andar da carruagem, não há mais condição de permanência de vida política no Brasil nas condições em que estamos vivendo e com seus atuais atores. O País está se afundando e não há nenhuma perspectiva de saída dessa situação em que se encontra. O governo está se desfazendo de ativos para arrumar dinheiro de forma que possa fazer caixa e pagar compromissos de folha de pagamento. Estamos na mesma situação do Rio em 2016 e que desaguou no que vemos hoje. A situação carioca foi adiada pelas olimpíadas. Alguma atitude tem que ser tomada para “ontem” e faz graça ouvir de certos intelectos com boa conta bancária e bons ganhos, que devemos preservar a democracia e observamos os ritos legais estabelecidos. Dentro de uma normalidade ética, moral e de respeito à Nação isto é imprescindível, mas a situação é de extrema crise política e legal, já que um bando de criminosos está no controle do País. Usurpam do Poder por saberem que o povo desconhece o que se passa nos bastidores do governo e que a maioria dos parlamentares foram cooptados. Democracia é um governo em que o povo exerce a soberania, em que os representantes deste povo trabalham pelo seu bem estar e desenvolvimento, mas, no atual estágio da nossa política, em todos os níveis, municipal, estadual e federal, estamos sem representatividade.


AUSÊNCIA DE PODER

O momento vivido pelo País é de segura ausência de Poder. Temos que fazer uma reflexão e logo vamos compreender que o Brasil vive não das próprias pernas, mas da capacidade que o povo tem de ser indiferente a tudo que está acontecendo. É essa indiferença a motivadora de todos os acontecimentos e permissões para que quadrilhas, apesar de comprovada autorias dos assaltos aos cofres públicos, permaneçam incólumes. É essa indiferença que permite bandidos a cumprirem penas no conforto lar, usarem apenas de tornozeleiras como um compromisso de não abandonar as luxuosas celas, algumas de mais de 500 m2, de frente para o mar e, como brinde, fazerem uso do regime de progressão de penas. Isso deixando de mencionar os que ainda permanecem ministros de Estado e até presidente. Não só o momento político está a exigir falas duras e ações enérgicas de alguém que participe de um Poder não corrompido. Estamos caindo em um vazio moral e ético e com gigantesca indiferença da população e o poder de se indignar precisa ser recuperado.

Diante dos acontecimentos, não há mais o que esperar. O tempo trabalha contra a situação que vivemos. O Brasil se afunda em grande velocidade e é inadmissível ter no comando do País uma pessoa que está, comprovadamente, comprometida com malfeitos. As negociatas estão claras nas contas do setor de propina da Odebrechet e o afastamento do presidente é inquestionável. Não vamos escrever aqui as malas de dinheiro, tanto do Ricardo Loures como as do apartamento do Geddel Vieira, ambos homens de confiança do presidente Michel Temer. Os seus auxiliares diretos e que ocupam cargos no ministério são pessoas listadas na cartilha de propina da empreiteira baiana. A esperança de muitos brasileiros estava depositada na mobilização da população, uma fé que foi sendo desfeita aos poucos com a falta de reação aos fatos produzidos pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Fica no ar se essa falta de reação não está na ausência de liderança de pessoas e instituições representativas. Talvez seja este o motivo de existir ainda a presença do Lulla na vida política do Brasil, inadmissível presença ante tudo que este chefe de bando e quadrilheiro aprontou com toda uma Nação.

Esperar as próximas eleições é tudo que esse bando petista quer. A razão é simples, para eles o tempo vale ouro. Precisam de tempo para se reorganizar e traçar os planos para uma volta ao Poder contando com a ignorância da população que aos poucos, e aí entra o tempo, pode ser reconduzida a ilusão de que a volta do bando é um caminho para novamente ascender a posição de classe média, com ganhos de salário e meio. Somadas a isso as benesses do Bolsa Família e créditos abundantes, repetindo o velho caminho para a insolvência. Só que, como disse um dos líderes do bando, dessa vez será diferente, o Estado autoritário ou ditatorial será implantado. O PT será nas próximas eleições, o único partido com caixa para bancar seus candidatos. Malas iguais aquelas do Geddel devem ter aos montes guardadas por aí, é só pensar um pouco e se perguntar para onde foram os bilhões desviados do governo, instituições públicas e empresas estatais. Nada foi devolvido

Não acredito nas eleições de 2018. Tudo ficará como está, esperar mudanças é inocência quase infantil e até mesmo de um viver ilusório de que podemos em outubro de 2018, mudar toda a direção errante que hoje vivemos com esses atores no comando do País. A única possibilidade de mudança nas próximas eleições seria um impeditivo legal efetivo e menos burocrático juridicamente para barrar a volta desses corruptos e incapacitados de ocuparem uma cadeira no parlamento brasileiro. A nossa economia corre contra o tempo e esperar as eleições de 2018 só seria possível se a tivéssemos mais equilibrada e com perspectivas, o que não é caso brasileiro, estamos chegando na bacia das almas. Logo os primeiros sinais dessa angustiante chegada, serão dados. Os nossos grandes conglomerados eram sustentados pelo BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil etc. As nossas grandes figuras políticas foram sustentadas pelas propinas que de lá saiam. Vamos ter, dentro em breve, o mar de lama bancário e com isso uma boa ideia de onde estamos.

O Brasil precisa buscar por uma solução de transição imediata para expurgar essa gigantesca quadrilha que tomou de assalto o comando do País e controla todas as instituições. Necessária a realização de novas e imediatas eleições sem a participação de políticos envolvidos com a justiça. É preciso dar uma basta nessa gente e acabar com essa ausência de um Poder decente.


BRASIL DEVASSO

Chegamos a um ponto de imoralidade governamental e política que fica difícil acreditar que exista mais fundo no poço da imoralidade. É devastador o que está acontecendo por todos os cantos do País. É dinheiro nas malas, nas cuecas, nas meias, nos bolsos dos paletós, em caixas, em sacolas, em mochilas, em bolsas e tudo o mais possível de carregar os resultados monetários das propinas que são frutos das relações promíscuas entre funcionários públicos, governo e empresas que se utilizam, para se locupletar, do mau-caratismo da enorme maioria daqueles que participam do governo em todos os níveis. Nessa história toda, ainda há aqueles que permanecem na crença de que essa monstruosidade de acontecimentos nada tem a ver com a formação e construção de um sistema operacional da criminalidade pelo grupo que dominou o País nos últimos 15 anos. Até pacto de sangue ocorreu e por essa causa, muitas malas de dinheiro ainda vagam pelos apartamentos, sítios, fazendas e bancos no exterior. Foi um pacto de sangue, mas do sangue do povo brasileiro.

Prender bandidos do colarinho branco se tornou a meta da Polícia Federal e da justiça brasileira, mas será algo interminável em razão da péssima qualidade da educação familiar, social, no aprendizado escolar e da índole de grande parte do povo brasileiro, tendenciosa aos malfeitos. A formação profissional tem ligação direta com estes indicadores. O tempo e produção gasto por quatro trabalhadores nacionais equivale a força de trabalho de um americano. É uma enorme discrepância que resulta em altos custos ao produtor do Brasil, isto sem se referir à qualidade do que é produzido. Muitos dirão que o Brasil exporta carros de alta performance para todo o mundo, mas acontece que são praticamente produzidos via inteligência artificial e com os custos fixos dessa automação pagos só pelos brasileiros. Até nesta área tivemos a geração de propinas com normas do setor automobilístico sendo elaboradas, sob encomenda, pelos senhores deputados, senadores e presidente.

A estrutura de governo está toda comprometida, não somente pelas falcatruas e rapinagens que são descobertas todos os dias, mas também pela incompetência administrativa. Isto, provada com a falta de propostas de impacto desenvolvimentista e pela carência e ausência de pulso e moralidade para impor um ritmo de crescimento que o Brasil necessita. É um governo submetido a vontade de inúmeros parlamentares consumidores de negociatas e ávidos pelos cargos em todos os escalões. O Governo está vendendo o almoço para poder jantar e, não bastasse a falta de ações, imprime, ao estilo petista de ser, a disseminação de projetos enganadores e ilusórios que aos poucos são protelados e passam despercebidos pela população. Para isso liberam dinheiro de vários fundos para desviar a atenção e pressão da situação caótica de nossa economia que mal terá recursos para atender as necessidades básicas da Nação nos próximos meses. Tentam, através de vendas de ativos públicos a qualquer custo, fazer caixa e dar sustento mínimo a manutenção do Estado. O Brasil depende de um gestor, o momento não é para politicagem.

O mais sério de todos os acontecimentos é a passividade consentida, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, em aceitar os abusos praticados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em deslavada campanha eleitoral comandada pelo chefe da ORCRIM, o condenado Lulla da Silva. Este contumaz infrator da lei, perambula pelo Nordeste a fazer, muito à vontade, comícios em praça pública de várias capitais e cidades. Está consumindo dinheiro que é retirado do bolso do povo pelos sindicatos, somados aos do Instituto Lulla, para essa gastança e promoção de circo dos horrores, composto por artistas do quilate de uma Gleise Hoffmann, ré na Lava Jato. Onde está o ministro que se diz defensor do respeito às leis, o sr. Gilmar Mendes, candidato pela coligação PT – PMDB ao governo do Estado de Mato Grosso ou ao Senado. Somos ou não somos um País de libertinos, licenciosos, um Brasil devasso.


O VOTO É A CHAVE

A mais grave notícia dos últimos anos acabo de ler nos jornais, aliás, desde os noticiários de ontem a queda de novos alunos nos cursos superiores já era mencionada. Fico pasmo porque não vi nos jornais televisivos nenhum debate a respeito do assunto, mas muita fala sobre a ejaculação de um tarado dentro de um ônibus. Sem ignorar sua relevância nefasta na vida social, este fato não deixa de estar implicitamente ligado às negativas condições de acesso e da excelência do ensino que tem afastado grande parte da juventude de nossas universidades. A carência de estudos da população brasileira é um fator grave ao desenvolvimento do País e traz como consequência direta, o aumento assustador da criminalidade. O desemprego grassa pela falta de aptidão do trabalhador brasileiro que é atingido pela incompetência do governo e sua ignorância em assumir de fato que um povo sem educação jamais atingirá elevada capacidade de crescimento e melhoria de sua qualidade de vida.

O resumo é que não estamos bem representados no Congresso Nacional nos dias de hoje, aliás, nos últimos tempos. O que vemos lá, em sua esmagadora maioria, são representantes com sofrível nível na formação educacional e intelectual, o que os impedem de ter uma ampla visão do seu real papel como representantes do povo. Este, o povo, o elege exatamente por desconhecer a importância dessa instituição na sua vida. Não sabe que há uma intrínseca relação entre o que lá se faz e os reflexos no dia a dia. O nível de inteligência e sabedoria dos membros do parlamento brasileiro vem caindo eleição após eleição. Para constatar isso, é só fazer uma comparação entre o Congresso Nacional dos anos 60/70 até os tempos de hoje. A qualidade desabou e pouca coisa criativa e inovadora surgiu nos últimos anos. O que assistimos nas votações do Congresso nacional é de arrepiar, não somente nas propostas, mas também no comportamento dos membros que se agridem e fazem estripulias que tornam o parlamento em um verdadeiro circo de horrores, total a falta de decoro, ética e respeito. Não é à toa que o Congresso, em pesquisa recente, recebeu apenas 1% de intenções referente ao item de credibilidade.

A origem dessa queda de qualidade congressual está no fato de que o crescimento e exigências que o desenvolvimento demanda de um povo, não estão em desiquilíbrio. Um dos parâmetros está no fato de que teríamos que ter um mínimo de cerca de 33% de jovens entre 18 e 24 anos nos bancos das universidades. Infelizmente, apenas 18% estão lá, mesmo assim, somados os cursos presenciais e a distância – EAD. São oito milhões de alunos nestas duas modalidades de ensino, quando deveriam ser, no mínimo, 18 a 20 milhões. O que esperar então da nossa representação política quando temos um eleitor que está desprovido de melhor conhecimento para qualificar seu representante no executivo e legislativo? O resultado é isso que se vê todos os dias nos noticiários com negociatas, troca de favores a ponto de exigir do presidente encabrestado, montões de cargos. Estão agindo dessa forma porque não tem, por outro lado, um contrapeso que seria o eleitor consciente. Dentro desse cenário, e diante das condições e das regras eleitorais para 2018, teremos uma grande chance de ver Dillma Roussef, Senadora da República, além de muitos condenados candidatos.

Onde está a fórmula para dar uma arrumação em toda essa bagunça e desmantelamento criado pelo Partido dos Trabalhadores? Está no voto. E uma das formas de barrar a prostituição desse instrumento, é evitar que o dinheiro tenha relevância na obtenção do voto pelo candidato. A saída é dar ao eleitor a possibilidade de escolha múltipla, como por exemplo, no caso do legislativo, de poder dar seu voto em três candidatos. O poder do dinheiro seria enormemente reduzido uma vez que, para manter o cabresto nos eleitores, o candidato teria que dispor de imensa quantia e sem a garantia de que venceria a eleição, já que outros estariam também recebendo o mesmo voto. Acredito que seria uma forma altamente democrática de compor o Congresso Nacional e as Assembleias e Câmaras municipais. Prevaleceria o convencimento do eleitor pelo candidato. Essa discussão de distritos eleitorais seria muito válida, se para isso tivessem os eleitores um bom nível intelectual, cultural, de educação, de profissionalismo, de ética, de moral e de respeito às leis e aos mandamentos que regem o bom comportamento social. E para chegar lá, limpando toda essa podridão que se instalou nas instituições políticas brasileira, a chave é o voto.


FALTA CRIATIVIDADE ELEITORAL

O momento que o Brasil vive é de ser estudado por especialistas do mundo todo. Ainda não consegui ordenar e parafusar um pensamento compreensivo de toda essa balbúrdia que passa este País em todos os setores dos Poderes do governo. Não entendo como esta Nação continua a viver sem grandes solavancos na sua organização social. Existem acontecimentos pontuais e bem localizados se levarmos em conta a extensão do nosso território. Os focos de tensão estão com maior gravidade no Estado do Rio de Janeiro, onde dirigentes políticos perderam qualquer constrangimento no assalto aos cofres públicos. Apesar de todos os acontecimentos, ainda há os que apoiam o maior chefe de quadrilha gerado nesta terra que é o senhor Da Silva, comandante petista que promoveu o maior desfalque nas contas públicas e promoveu o maior desmantelamento ético e moral já ocorrido na história brasileira.

Ninguém se entende na construção de um caminho possível e decente para as próximas eleições. Como os políticos sempre funcionaram a base de muito dinheiro para a campanha eleitoral, não conseguem operacionalizar a atividade de conquista de voto de outra forma. Este, eleitor, por sua vez, fica sempre à espera de uma oferta e faz um leilão em que recebe de muitos e não entrega o produto, ou seja, acaba votando em outro qualquer. Nem mesmo o controle dos cabos eleitorais resolvem. Na verdade, eles são os grandes arrecadadores e ganhadores, há que se dizer que não é na moleza porque exige resultado os quais muitos não entregam. Este é o retrato do período eleitoral e neste cenário, dinheiro é exigido. Quem é o culpado, quem pede ou quem dá? Ou será que o culpado é o sistema ou a forma de andamento da campanha eleitoral?

O Supremo Tribunal Federal, que se imiscui em todas as atividades políticas e de governo, via plenário e falas de seus membros, proibiu o financiamento empresarial das campanhas. Como fez entender o ministro Marco Aurélio de Mello, viu-se depois ser uma artimanha montada pelo PT que tinha em seus cofres, e para mim ainda tem e muito, uma montanha de dinheiro que serviria para financiar todo o partido durante muitas eleições. A Lava Jato desmantelou essa arruaça pensada pela maior organização criminosa já vista na história mundial. O STF proíbe o financiamento privado empresarial, o povo é contra o financiamento público e também não dispõe de dinheiro para contribuir com candidatos, então, de onde sairá o dinheiro? Caso seja do bolso de quem pretende ser político, teremos apenas um setor das classes sociais na formação do quadro de governo do Brasil, já que a classe menos abastada não terá oportunidade dentro das regras atuais.

Só há algumas poucas alternativas para assegurar a participação de todos. Cabe ao eleitor eleger seus representantes, óbvio, mas qual a melhor oportunidade de não ser cooptado ou realmente mandar para a arena política aqueles que pensam que poderão ser verdadeiros mandatários? Uma das alternativas, é a liberação de três votos para cada eleitor em uma eleição proporcional, sem coligação. Aos demais, majoritários, dois votos, mesmo que sejam dados para dois únicos candidatos. Como assim, perguntará o leitor. Ora, se o eleitor pode anular seu voto, também poderá votar, neste caso, em ambos candidatos. Ele estará participando e será o eleito aquele que tiver maior número de votos, tanto na proporcional como na majoritária.

Qual a justificativa para esta proposta acima? Simples, evita-se a compra de votos e o controle dos eleitores pelos cabos eleitorais. O candidato não terá a garantia de que o voto recebido o elegerá porque o mesmo eleitor votará também em outro concorrente e os custos para evitar isso seria, para o candidato, astronômico. Assim teriam oportunidades os menos favorecidos financeiramente. Encaixa-se também a regra de que o horário político seria apenas para as propostas partidárias, sem vinculação a nenhum candidato que teria apenas sua imagem apresentada de fundo, vinculando-o àquela proposta e partido. Todo o gasto do fundo partidário seria exclusivamente para apresentação da proposta programática partidária. Quanto ao dinheiro recebido de qualquer fonte pelos candidatos, obedeceria um limite determinado e depositado em conta bancária, no momento do seu registro de candidatura, sob controle do cartório eleitoral, proibido qualquer outro depósito em espécie, podendo o candidato receber 35% do valor permitido em ajuda de material publicitário oriundo de qualquer fonte justificada. É uma proposta criativa e que pode vigorar até mesmo com o chamado “Distritão”. O que precisa acabar é com essa falta de criatividade eleitoral.


É PRECISO A VERDADE

O Brasil precisa muito da verdade, deixar de lado as mentiras que são passadas ao povo brasileiro todo santo dia. Não é mais possível continuar a viver se organizando pensando com base em informações mentirosas, propostas ardilosas e enganadoras que são transmitidas diariamente pelo governo e o Congresso Nacional. Estes ardis já têm ramificações em toda a estrutura dos Poderes da Nação. Até mesmo o Supremo Tribunal Federal tem tomado atitudes que confrontam com a boa conduta que deveria ter e transmitir a população. Decisões realizadas pelas turmas tem mostrado a tendência, e forte, de que a política está determinando os votos dos seus membros. Articulam-se para criar escape aos malfeitores que desmantelaram o País. Pressupõe-se que dedicam simpatias aos senhores meliantes e, principalmente, ao chefe do bando, o ex presidente e seu grupo. Agem com cautela e se utilizam de todos as chicanas jurídicas para o favorecimento dessas pessoas que levaram, não só o dinheiro que estava dentro do cofre, mas toda a economia do Estado brasileiro.

Utilizando-se da mídia que é dependente do dinheiro público para sobreviver, dada a carência de cultura do povo que, em razão, não é mercado consumidor dos seus produtos, o governo federal, mesmo os estaduais e municipais, realiza um festival de mídia com propostas de reformas que são verdadeiras obras de ficção. Partem, seus estudos, de bases que não se sustentam na aceitação popular e mesmo aos mais sensatos membros que ainda existem no parlamento do Brasil. As reformas, sempre são “reformadas” no nascituro e ao final descaracterizadas. Aí estão as reformas da Previdência, Trabalhista e Política como exemplos. Esta última beira a irracionalidade e, de forma clara, a crença dos parlamentares que neste País pode-se tudo, até intitular o eleitor brasileiro de idiota e otário. Os 3,6 bilhões para campanha foi a maior aberração apresentada entre muitas outras e que ainda tentam fazer vigorar, como o Distritão e a sorrateira tentativa da permissão de doação com sigilo, já recusada por ser um escândalo. Escondem a verdade de que todas as linhas das reformas são bem pensadas armadilhas para manter a população sob controle. Mentem deslavadamente ao povo brasileiro. Este ainda acredita e tem fé que o juiz Sérgio Moro irá dar um mínimo de decência ao Brasil, mesmo solapado por Gilmar Mendes e várias trupes. O ministro encontrou caminho na busca de mídia para visibilizar sua provável candidatura ao governo de Mato Grosso.

A mentira que contam aos brasileiros está em todos os setores da vida no Brasil. Propagam o desenvolvimento com dados enganosos que tentam levar a população a acreditar que estamos bem. A inflação está em queda, não pela relação de mercado, mas pela falta de consumidor que abandonou forçosamente as compras. Queda nos juros para salvar o sistema financeiro que perdeu tomadores de empréstimos. Desde há muito tempo, idos de 2003, escrevia, apesar de sofrer até ameaças, de que o Brasil não poderia ser sustentado a base de crédito. Nossa população era e é desprovida de bases consistentes para nos evoluirmos e chegarmos ao patamar de povo desenvolvido, mas as mentiras vigoraram com os petistas e fizeram escola.

A mentira de que a economia está reagindo é a pior das farsas, pior do que a da educação. Temos, segundo o empresômetro, cerca de 20 milhões de empresas, mas 76,8% são Micro Empreendedores Individuais, 16,4% são Micro Empresas e 6,9% as demais categorias. O pequeno empresário, o maior empregador do País, tem medo de investir e empregar mais, pois não existe uma política econômica séria e estável. Estabilidade só para o setor público de Brasília e dos altos escalões com seus mega salários e penduricalhos todo final de mês. O que esperar em termos de avanço econômico em um cenário desse? O governo cria ilusões para se viabilizar em 2018. Hoje vemos como Roberto Campos foi maltratado pelo povo brasileiro, mambembes economistas e os intelectuais de botequim, que resolvem os problemas da Amazônia em mesa de chopp do Garota de Ipanema ou no Baixo Gávea.

É fácil perceber que todo o dinheiro da Nação está sob controle de poucos empresários e de restrito grupo político que mantém a política brasileira sob rédeas. São 81 Senadores e 513 Deputados Federais e apenas um pequeno grupo deles comanda, por décadas, toda a articulação política brasileira. Pense nisso eleitor e verá que a tal renovação dos políticos tão desejada e manifestada em pesquisas dificilmente acontecerá, pois no Congresso todo mecanismo para a permanência dos usurpadores do Poder está em plena montagem com a chamada Reforma Política. O Brasil precisa se divorciar da mentira e amasiar com a verdade.


BRASIL

Pesquisas realizadas, alguns dias atrás, deram como resultado que o brasileiro está ávido por uma mudança na política. Detecta também, a citada pesquisa, que a população escolherá no próximo pleito um candidato de perfil novo, que esteja desvinculado da politicagem que vigora neste momento na vida do País. Não deixa de ser uma boa perspectiva para a renovação tão sonhada há décadas, mas sempre protelada já que os candidatos “impostos” são os mesmos de eleições passadas ou indicados atrelados aos caciques partidários que existem em razão da própria desfaçatez e falta de postura dos filiados que, em sua maioria, lá estão em busca de favores. Tal situação tem também vertente na falta de consciência política dos eleitores que permitem esse jogo de controle, por determinado grupo, de toda a estrutura de governo. Não é o sistema político brasileiro que está quebrado, é o caráter da maioria dos que o controlam.

Sim, todos nós queremos a renovação dos eleitos nas próximas eleições. Acontece que para tal há uma necessidade de atitudes dos filiados aos partidos na convenção partidária que indicará aqueles que concorrerão aos cargos eletivos. Sem essa atitude, não haverá possibilidade de qualquer indicação de candidatos que tragam a perspectiva de renovação, serão os mesmo de sempre, ressalvados uns poucos que realmente prestam bons serviços à população, temos que reconhecer, mas são raros. Raridade de renovação aconteceu em São Paulo ao permitirem ao Dória sua candidatura, uma exigência do controlador Alckmin que ao lança-lo tinha outros objetivos que não cabem neste artigo, são extensos. A mudança de mentalidade no comando político poderá gerar um avanço na administração do Estado brasileiro. O que se vê, diuturnamente, são os nossos governantes se preocuparem exclusivamente em atuar na politicagem. Dia após dia só se fala em acertos, composições, aspirações de comando e cargos e no famoso mantra do toma lá dá cá. O que menos se percebe é qualquer ação eficaz na solução dos problemas estruturais, é sempre um discurso para mídia.

Os planos são sempre adiados ou alterados e nunca saem do papel. Metas e objetivos que possam trazer bons resultados ao Brasil, raras exceções, não conseguem avançar. Temos exemplos escandalosos de que isso é uma pura verdade, basta ver a situação de falta de planejamento e visão do governo em relação ao agronegócio. A produção nacional está em alta escala de produtividade e o governo Temer ainda não se deu conta disso porque sua preocupação já está voltada a politicagem que tem por meta as eleições de 2018. O agronegócio vai gerar um superávit de 90 bilhões de dólares e com previsão de aumento de produtividade em progressão quase geométrica. A salvação do agronegócio é que a sua dependência às ações governamentais não é crucial ao seu desenvolvimento. Este setor, produtor de alimentos, tem o mercado pouco exigido de ações que demandam intensidade na mobilização do governo. O Mundo tem fome. A cadeia agrícola e da pecuária se move praticamente sozinha e consegue pressionar a demanda. Isso já não acontece com o setor industrial que necessita, e é vital para sua expansão produtiva, de ações administrativas e diplomáticas. Daí vermos o estado lastimável em que se encontra o nosso parque industrial pela falta de competividade e de evolução tecnológica que tem suas raízes na educação, esta, uma farsa.

A bem da verdade, estamos vivendo um momento de muita flacidez de comando político. Do presidente da República ao Congresso Nacional e até o judiciário, têm grande parte de sua composição envolvida em malfeitos e absurdos comportamentais. Estão todos sem qualquer proposta decente e viável a melhoria de vida para o Brasil. As chamadas “reformas” em tramitação são escândalos fora de propósitos. São remendos em tecidos moralmente esgarçados. Nada é feito com seriedade e estudos que provem a sua eficácia na vida brasileira. Também é esperar muito diante da qualidade dos membros, em sua maioria, do parlamento brasileiro, baixíssimo nível. Considerável número dos que lá estão mal compreendem a sua função como parlamentar, mas sabem com perfeição, como vender seu voto nas votações das matérias. Um exemplo da incapacidade de visão está na proposta, que irá a plenário, em fixar em 10 anos, para membros dos tribunais superiores, o período do seu mandato. Vigorando esta proposta, com certeza teremos balcões de negociações para indicações de membros futuros. Temos que mudar, temos que renovar o governo brasileiro, não dá para continuar, o que aí está não pode ser o Brasil.


SOMOS ESCRAVOS

Enquanto nos Estados Unidos o presidente Donald Trump busca pela redução de impostos como forma de aliviar os contribuintes, seja pessoa física ou jurídica, aqui no Brasil o nosso “grande” presidente Michel Temer aumenta os impostos para salvar o cofre público do rombo que foi e é ocasionado pelos aumentos atabalhoados e politiqueiros para os funcionários públicos federais e que se transformam em verdadeira cachoeira, para não dizer efeito cascata, a todo setor público da federação. Essa é a mentalidade instalada no comando do País que procura sugar dos que realmente trabalham para sustentar devaneios de um incompetente governante que nos seus festejos e bondades, manda a conta para o setor privado e seus trabalhadores, pagarem. Pouco mais de dois milhões de funcionários públicos federais, consomem 40% da arrecadação do governo brasileiro. Só este ano serão cerca de 300 milhões em pagamento de salários que tem 58% dos funcionários federais recebendo mais de 10 mil reais mensais. Quem paga essa conta se sabemos que o Estado não produz nada, só toma de quem produz?

Os tempos são duros como prega o Sr Temer, mas a economia está respondendo ao desejado crescimento, segundo ele. Não sei se é ignorância ou se é deboche com a população que rala em farpas todos os dias para se manter viva. Chega a ser hilária a afirmação de que com as reformas haverá recuperação da economia brasileira. É preciso dar a lente da sensatez ao presidente para ver se consegue enxergar o que se passa pelo Brasil. Encastelado no Jaburu, desconhece a real situação que se propaga pelos lares do povo. Anda de jatos às custas do sofrido trabalhador e não consegue, dada as alturas, ver a lástima em que se encontram as rodovias brasileiras e muito menos os custos dos transportes da produção nacional.

Por mais que tente, Michel Temer jamais vai conseguir se desvincular do governo petista do qual apoiou e participou, inclusive sendo o seu herdeiro. São desastrosas suas tomadas de decisão e a pior delas é ter um bando de ministros envolvidos com a justiça e a caça de policiais federais. Não há como reverter sua participação na tramoia com os irmãos Batista da JBF. O vídeo da mala bufunfada de dinheiro com seu assessor em desabalada corrida para escapar dos colegas punguistas nas ruas de São Paulo, somada ao vídeo em que direciona, com suas palavras, o Joesley para o Ricardo Loures como homem para tratar de todos os assuntos de interesse do grupo J&F, representam um documento incontestável e gravante da atitude malfeita. Nada vai resolver e nem lavar essa sujeira praticada, mesmo o não acatamento da denúncia pelos deputados federais de bolso e pelo já empoeirado STF se o absolver. A prisão do Aldemir “Val” Bendine, aquele indicado pelo Lulla e que pregou a recuperação da Petrobras, vindo dos cofres do Banco do Brasil, vai trazer um pânico geral à cúpula petista. Para mim não houve nenhuma surpresa, “Val” Bendine tinha toda a postura de um bom gatuno e por isso foi colocado lá pelos comandantes do bando que assaltou este País por mais de 14 anos.

Os homens do bolso do presidente Temer, usuários de benesses e empregos na estrutura pública de governo, estão preparando um golpe para a justiça brasileira, especificamente, a Lava Jato. É o projeto do novo Código Penal, que estava na gaveta do Congresso Nacional, mas que foi posto a baila em razão da aproximação da Lava Jato na vida dos seus membros. Mesmo criticado pelos juristas e especialistas na área penal, os quais defendem a manutenção das regras e o cumprimento delas, a proposta caminha e em seu bojo estão sendo inseridas artimanhas para que os corruptos escapem das operações da Polícia Federal e, principalmente, do Juiz Federal Sérgio Moro. O objetivo é deixar um escape na ratoeira.

Estas incompetências e rombos nos cofres públicos que grassam pelos governos, é que levam a escassez de recursos que dão origem a ações do governo nos bolsos de todos os brasileiros os quais pagam com a fome e com a falta de segurança ante o aumento da criminalidade gerada. Somos nós, fora do circo que se forma com os absurdos salariais e gastos, que temos que nos privar dos ganhos com nosso trabalho para dar aos apaniguados da esfera federal as benesses de uma vida farta e cheia de alegria e mordomias. Somos ou não somos escravos?


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