“OUTSIDER”

O momento brasileiro não tem nada de surpresa. São os mesmos que por anos a fio comandam a política no Brasil e fazem do governo um condomínio de interesses voltados as suas aspirações políticas e econômicas, totalmente deslocadas de objetivos coletivos. A coletividade é um mantra para disfarçar as ações sabiamente inescrupulosas e desajustadas do princípio de bem governar. O que leva a classe política atual, consolidada por Lulla nos seus atos de bandidagem, a tamanha desfaçatez com o eleitor brasileiro é o próprio despreparo deste e a ineficiência da justiça do Brasil. A morosidade é um ato de tentativa de esgarçar a possibilidade de uma condenação. É com isso que contam os políticos que hoje se encastelam no Executivo e Legislativo do País. Lulla é corrupto, e isso logo será materializado pelo juiz Sérgio Moro, e já deveria há muito estar preso, no mínimo em uma preventiva como Palocci e Marcelo Odebrecht.

Completou-se um ano de governo Temer e nada de consistente aconteceu na economia brasileira. Essa conversa mole de Meirelles de que logo teremos uma recuperação é chover no molhado. Sempre empurrando para o semestre seguinte e quando chegar setembro, empurra-se para o final do ano. Não há como aprovar um governo que com todo o aparato possível fica refém de reformas que nada de substancial e inovador. Não apresentam, tanto na previdenciária como na trabalhista, avanços e expectativas de resultados concretos para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro. A pífia ação na educação é uma constante em todos os governos. Ela é vista como um peso por todos os governantes e serve apenas como trampolim político. Quer deslanchar com a educação? Desvincule-a da estrutura da administração do Executivo, assim como é o Ministério Público, esta sim será uma ação criativa e inovadora e que vai dar um salto na educação brasileira. Quer dar um avanço na infraestrutura? Privatize-a imediatamente com a criação de corredores do desenvolvimento e abra o mercado às empresas internacionais, assim como pensaram com a aviação. É claro que isso não interessa porque fica mais difícil os dutos de propinas.

Vir na televisão falar que a economia está em plena recuperação se utilizando de índices inflacionários é piada de mau gosto. Do jeito que a coisa vai, teremos inflação zero em pouco tempo. A baixa inflação só é representativa quando se tem um mercado em expansão e em pleno vapor. Estamos estagnados. O mercado está parado, apenas em ritmo de subsistência e sem condições de gerar empregos que fazem a riqueza circular. A taxa de trabalhadores subutilizados somada a de desemprego chega aos 28 milhões, sem considerar aqueles que estão na casa dos desalentados, que já não mais procuram empregos. Onde está então a recuperação da economia se todo o trimestre aumenta o número desse contingente. Poderíamos até dizer que os números da economia estavam em alta pelo nosso parque tecnológico, independente de empregos em massa, mas isso não existe no Brasil. Vivemos do bagaço da tecnologia do primeiro mundo.

O momento por que passamos seria muito importante como lição de que está na hora de fazer uma limpa na política brasileira, está na hora de passar a régua. O que me deixa perplexo é ver a mídia nacional dando espaço e tempo a esses roedores da vida do brasileiro, vivem e se esbaldam com tudo que tem de ruim e por essa razão, tem nesses personagens espúrios como Lulla, sua sustentação. É sabido que essas pesquisas eleitorais não representam a verdade, dada a condição de desequilíbrio de imagens postas ao público. Este senhor corrupto logo estará na cadeia e já conta com mais de 50% de rejeição, dado que a mídia não informa com assiduidade como os 28% de intenção de voto. Outro índice que não teve nenhuma divulgação é o relativo ao desejo da esmagadora maioria da população pelos candidatos “outsiders”. João Dória é a prova disso, é a nova “prática” política com base na gestão e esta forma de governo proposta por ele foi acatada pela população que o elegeu prefeito de São Paulo em primeiro turno. Dória tem hoje mais de 70% de aprovação dos paulistanos e isso é um rastilho que se espalha por todo Brasil. O brasileiro está rejeitando as “práticas” da politicagem, o caminho é um candidato “outsider” como Dória.


O BRASIL ESTÁ FARTO

O show dos horrores continua. Os mais conscientes desta Nação e que tenham a decência como princípio de vida, continuam perplexos diante de todos os acontecimentos que se processam todos os dias na vida brasileira. É preciso derrubar a lona desse circo o mais rápido possível. O mal que isso está praticando na formação dessas últimas gerações é incomensurável. O germe da corrupção, das falcatruas, das mentiras deslavadamente utilizadas, como as do interrogatório do escroque Lulla, é de um dano gigantesco aos brasileiros que já estão perdendo o valor de justiça. As novas gerações se deslocam dos reais problemas que vivemos e o cenário de terra de ninguém começa a ser consolidado com mobilizações espetaculosas como as acontecidas em Curitiba, onde além das foices, facões e outros apetrechos, enorme contingente dos meliantes não falavam o português, tudo montado pelo “nine”.

A luta do Brasil hoje é reestabelecer a credibilidade política, ou seja, o brasileiro na busca do próprio País, do seu solo pátrio que foi desfigurado por esses delinquentes bolivarianos na megalomania de se fazer a “Grande Pátria”. Aos poucos eles foram minando o amor do brasileiro pela sua terra, pelos seus costumes, pela sua história. Buscavam escrever, melhor, reescrever uma nova história como se a pátria brasileira estivesse recebendo um novo descobridor. Sentiram-se os donos do País e de todas suas riquezas para serem utilizadas nas mazelas internas e externas, como perdão de dívidas de muitos países, entrega de plantas da Petrobras, graciosamente, aos amigos governantes bolivarianos, entre tantos outros favores. Descobriram a facilidade que o dinheiro oferece quando disponível e não se furtaram, meteram a mão com gosto e chafurdaram nos cofres da Nação.

É condição fundamental para o retorno do Brasil aos brasileiros, que aconteça uma renovação no seu quadro de dirigentes partidários e de políticos. Com os atuais, raras exceções, na composição do Congresso Nacional, não vamos a lugar nenhum. Não é uma renovação apenas de pessoas, mas de conceitos e visão de se fazer política, de entrega a uma causa nacional. É realizar a política no sentido coletivo que tem como base e princípio para o desenvolvimento, a política de gestão para o benefício público. Esta postura, entretanto, é contrária às velhas raposas adeptas da politicagem, das negociatas que não são compostas apenas por obras, propinas, benesses e outras ramificações locupletadoras, mas também de conchavos de manutenção de Poder, de loteamento de cargos, benefícios de emendas, orçamentários e por aí vai. A resistência é grande por parte dos lobos, chefes das matilhas.

Um exemplo clássico disso e que há décadas acontece, foi visto no programa político do PSDB nesta semana. Sob a argumentação de que é preciso “reconstruir a política” via o valor da “prática política” para a democracia, excluíram novas lideranças do partido, como João Dória Jr., sob a alegação de que a sua ação como prefeito de uma das maiores cidades do mundo, é uma prática “não política”, ou seja, um “antidemocrático”. Dória foi eleito no primeiro turno com o discurso e proposta que cumpre rigorosamente porque esse foi o compromisso que levou milhões de eleitores a elegê-lo em uma das mais inéditas e surpreendente eleições. O povo elegeu e quer esse político gestor e os índices de sua popularidade comprovam isso, incluso a surpresa de milhares que não votaram nele e que hoje se sentem felizes. É visível que a mentoria desse programa do PSDB teve em FHC seu pilar e com aprovação dos entrincheirados pela Lava Jato. Não lhe deram espaços porque o seu vertiginoso crescimento junto à população já extrapola as fronteiras paulistana e paulista e isso incomoda e coloca sob ameaça o comando dos caciques.

Os tempos mudaram senhores caciques partidários. As máquinas de “datilografar elétricas” deram lugar ao mundo digital, se atentem para isso, ainda há tempo. O surgimento e crescimento de novos líderes como João Dória Jr. e Nelson Marchezan Jr., entre outros, é uma realidade impossível de ser contestada. São pessoas de personalidade e de princípios, com inteligência, sabedoria, capacidade e competência, atualizadas com o mundo e enorme visão de Estado. Eles serão capazes de nos tirar desta politicagem de quintal que hoje vivemos. Renegá-los é estupidez, insensatez e negação ao desejo popular de novas lideranças como a demonstrada pela cidade símbolo do Brasil no cenário empresarial e econômico do mundo. De iguais aos senhores, o Brasil está farto.


A AGONIA DOS CORRUPTOS

A declaração do Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes de que proferiu um voto “histórico” sobre a soltura do condenado José Dirceu cria a possibilidade de entender que houve uma extrapolação de vaidade do comportamento ao julgar o processo. Outra possibilidade é que o encontro despretensioso com o petista Arlindo Chinaglia em um hotel em Portugal, entre outros assuntos, um poderia ser sobre a manutenção ilegal, pelo PT considerada, do malfeitor José Dirceu em cárcere privado. Não deixa de ser uma possibilidade também, o desenrolar das investigações da Lava Jato que começa a chegar no ninho tucano e muito providencial seria um apoio petista que teria, provavelmente, certa simpatia à causa plumada por alguns julgadores da maior Corte do País. Para mim, o voto “histórico” terá registro na história de um bando que desmantelou o Brasil, ou seja, entrará nos anais da bandidagem.

A postura do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, em levar para a decisão do plenário os casos mais conturbados, feriu de morte as esperanças dos corruptos em permanecerem soltos e a vontade para agirem na tentativa de possível reversão da situação de iminente prisão que todos eles vivem, inclusive o chefe do bando, o escroque Lulla da Silva. Não há como fugir da condenação com uma incomensurável e comprovada prática de crimes. Foi um assalto generalizado ao dinheiro do povo e sua utilização para compra de apoios internos e externos em detrimento da saúde, da educação, da segurança e por aí vai, da população brasileira. Valia de tudo e se entregavam as orgias empresariais como em prostíbulos. Contas no exterior, apartamentos, sítios, fazendas, aviões, jóias e nababescas viagens, tudo patrocinado pelo bolso do povo que paga com seu dinheiro impostos e juros extorsivos do seu cartão de crédito, na sua compra em supermercados, shoppings e no comércio. Esses partidos e seus membros diretivos deveriam ter cassados seus registros e os direitos políticos de todos participantes da cúpula nacional. Eles são os mentores e os beneficiados dos esquemas espúrios.

O voto de Gilmar Mendes tem uma forte agravante que é a repercussão dele no meio daqueles que pouco entendem dos mecanismos processuais. Rotular os competentes procuradores da república de “juvenis” e sem “experiência institucional” é querer desmoralizar com a justiça brasileira. Os “juvenis” estão lá via concursos e com mérito próprio e não via indicação de padrinhos políticos sem que tenha um único dia sequer de atuação como Juiz. É a experiência de julgador não existente em nove dos membros pertencentes a Corte. Todos tem como assessoria, para mastigar as falas em plenário, um gigantesco quadro de juízes. Isto não é dado aos “juvenis” procuradores que dispõe apenas do seu conhecimento e preparo para a profissão, as bases de suas demandas. Por ser um “supremo”, Gilmar Mendes proferiu um voto de “jardim de infância” jurídico ao justificar a soltura de um criminoso com a alegação de desrespeito e intimidação, pelos procuradores, ao Supremo Tribunal Federal- STF, não se atendo a lei e as decisões anteriores do próprio STF, que são contrárias ao posicionamento dos coniventes com o Partido dos Trabalhadores e deles oriundos por fé e por fazer parte da cozinha do chefe do bando, Lulla.

A intenção do trio Mendes, Tófolli e Lewandowisck é desestruturar a ação da Lava Jato, impingindo nela a pecha de injusta e perseguidora dos “pobres” que chegaram ao Poder. É muito visível que existe uma ação desses membros da Corte para preparar caminho para um descrédito dos operadores da Lava Jato e com isso fazer surgir da lama a candidatura dos corruptos e bandidos, entre eles o chefe Lulla. Esse descrédito visa aplacar a rejeição popular aos partidos de esquerda e seus parceiros que estão atolados no lamaçal da corrupção e sem qualquer possibilidade de sucesso na próxima eleição de 2018. Nem mesmo as encomendas suspeitas de pesquisas inverterá esse processo de banimento popular, assim foi nas eleições de 2016 e será na de 2018.

O esquema do trio ternura da segunda turma do STF passa pelo terrível medo do depoimento do ex ministro Palocci. Dele vai surgir muita coisa do sistema financeiro e judiciário e aí teremos um novo mar de lama. É por Palocci que o trio estava preparando o tapete vermelho para sua saída de Curitiba, mas Fachin acabou com a ação de adornar pisos, até porque de nada adiantaria já que o ex ministro quer falar. Este desejo da fala exige muito cuidado de segurança com o depoente. Tentam de tudo, mas não passarão, é a agonia dos corruptos.


O POVO FEZ A LEITURA

Os últimos acontecimentos no Brasil estão nos levando a crer que começa a existir um grau de consciência maior da população em relação a política brasileira. Foram os movimentos, as mobilizações que fizeram chegar a ela, população, a informação de que nem tudo estava bem no reino do marajá Lulla da Silva. A Lava Jato impulsionou a velocidade dessa informação e despertou nas pessoas o interesse e elas revelaram isso à toda classe governista na famosa manifestação de março de 2015. A partir daí um novo cenário começou a tomar forma na vida política brasileira. E isso está em processo contínuo no desenvolvimento da consciência nacional.

A greve geral foi um fiasco e este resultado e a mensagem aos sindicalistas de que os espaços para tais bravatas de defensores da população estão ficando curtos diante de tanta enganação e mentiras. O povo percebeu que os sindicatos e centrais sindicais, que além dos sindicatos recebem dinheiro nosso, via governo, cedido graciosamente por Lulla em 2008, são um viveiro de incapacitados e boas vidas que se locupletam do dinheiro público e dos trabalhadores em defesa de grupelhos políticos ideológicos e seus partidos. A mamata acabou, o repasse de dinheiro para os sindicatos não existirá mais, os trabalhadores estão livres da contribuição obrigatória constante da CLT. Era um dinheiro que entrava na conta dos sindicatos e centrais sindicais sem a menor obrigação de prestar contas do seu destino e muitos menos de ser aplicado na defesa do interesse do trabalhador. Surge a possibilidade de se formatar um novo sindicato na representação dos filiados e extinguir com esse ninho de centrais.

O que nos restou de tudo isso nesses últimos 14 anos? Nos restou o que o leitor está vendo todos os dias em todos noticiários. Tudo está desmantelado. Para piorar, o governo Temer traz consigo enormes balaios de mentiras para minorar a situação até as próximas eleições e tentar se manter no governo usando para isso a mesma estratégia de Dillma, que levou a população eleitoral a cravar o voto no seu nome. Ele próprio é o resultado disso, uma verdadeira trapaça na consciência do eleitor. Temer eleito, seguirá, forçosamente, o mesmo script da “Poste’ petista. Teremos então a continuidade do que aí está posto.

Não é muito difícil observar que não há uma relação entre o que diz o governo e o que vive o povo brasileiro. O governo informa que a economia está apresentando sinais de crescimento e que logo retornará em ritmo razoável de expansão. A realidade é outra, o Brasil está a cada dia com o desemprego em crescimento vertical e hoje já somam 14, 2 milhões de pessoas desempregadas. Há um ano eram 12,1 milhões. São dados que também escondem a real situação que já ultrapassa 60 milhões de pessoas sem fonte do trabalho. A indústria continua fechando postos e a corrida aos mais diversos caminhos para a subsistência começa a chegar ao poço da inadimplência que por sua vez fecha porteira aos créditos. Aí começa a cadeia que atinge todos os setores da economia, o comércio, produção, serviços e empregos. Até mesmo os seguros e abonados funcionários do setor público entrarão, mesmo que por último, nessa corrente porque sem aqueles, desaba a arrecadação do Estado e os salários entram na roda de samba do criolo doido. Entendeu a “necessidade” da reforma previdenciária?

A política retrógrada de que fazendo leis ou mexidas nelas reativa a economia são ações que não cabem mais no caderno de intenções do desenvolvimento. É preciso criatividade e inovação, com ações sábias e inteligentes que despertem e induzam um interesse global dos empresários e investidores, afinal, somos um mercado de 204 milhões de habitantes que precisa ser inserido com sua força de trabalho na produção de bens e serviços. Temos espaços, e muitos, para curto, médio e longo prazo ao investimento, a produção. Isso tem que ser rápido, urgente. Não podemos esquecer que a tendência mundial é de redução da ocupação da mão de obra em razão do desenvolvimento tecnológico.

Isto quer dizer que temos que abrir já, espaços ao emprego. Para isso não é preciso investimentos em novas plantas industriais ou expansão das indústrias. Basta, como já escrevi aqui, criar dois turnos semanais de trabalho, não há alternativa porque não temos mais tempo hábil para alcançar o desenvolvimento educacional que impulsiona o tecnológico e podermos com isso competir. É uma forma inteligente de ganhar tempo para formatar um novo Brasil. O futuro é a terceirização de todas as atividades, mas ela exigirá do trabalhador, para bem viver, um ganho com atividade própria. Greve Geral não resolverá mais nada a partir de agora, o povo fez a leitura.


NÃO PASSARÁ

O governo do Sr. Temer insiste em não reconhecer uma realidade: Não há rombo na Previdência no contexto de sua natureza, criação, arrecadação e legislação. Ela é arrombada todos os meses por opção política que retira da sua arrecadação bilhões para suprir contas provenientes da má administração e da incapacidade de governar. Esta opção política está nos mais diversos atos governamentais tais como DRU, desonerações, incentivos e tantos outros que são bolinhos da festa que é promovida pelo governo na sua caminhada para manter apoios com objetivos futuros de candidaturas e manutenção de Poder. Em 2015 o sistema de seguridade social apresentou despesas de R$ 683 bilhões e arrecadou R$ 694 bilhões, tendo um saldo positivo de R$ 11 bilhões. Está aí um exemplo de que é uma deslavada mentira que a sistema previdenciário não se sustenta. Neste mesmo ano foi retirado do bolo R$ 76,1 bilhões para o FAT que foi uma festa para Dillma e para as chamadas “outras despesas” que ninguém sabe para que ralo foi. É preciso saber que em tudo que você paga, praticamente, há uma pequena parcela que é orientada para as contas previdenciárias, via a Contribuição Social Sobre Lucro Líquido – CSLL, Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social, o PIS e o PASEP, Concursos de Prognósticos – Loterias, Importações e por aí vai.

Acontece que o governo federal, como todos os outros estaduais e municipais, encontra o lado mais fácil de arrecadar no bolso do contribuinte. Daí a existência interminável da cadeia de impostos que é astronômica e sem equiparação no mundo. O que se observa é que esta anomalia mudou a direção das obrigações. É o povo que trabalha para o governo manter sua máquina e não o governo trabalhando para o povo para oferecer qualidade de vida e bem-estar. Esta inversão é que faz com que o sonho do brasileiro é fazer parte do setor público e lutar de todas as formas para estar dentro da máquina pública, seja por fajutos concursos, o lambe-lambe dos sapatos dos chefes políticos, do parentesco e das trocas de favores, situações que prevalecem em muito às do mérito. Por esta razão, entre outras, temos um setor público abarrotado de servidores gerando uma gigantesca folha de pagamentos e onerações que vão desde uma simples cadeira a descomunais gastos com energia elétrica, alimentação e por aí vai.

A incapacidade do governo em estabelecer ou mesmo impulsionar o desenvolvimento tem um reflexo enorme no sistema previdenciário. São milhões de desempregados que poderiam estar contribuindo com o sistema e não o fazem porque não existe trabalho e nem mesmo alguma atividade que lhe assegure renda mínima para sobreviver. O brasileiro não tem ideia da massa desempregada no País. Ultrapassa em muito os 60 milhões de desempregados. Sei que muitos dirão que esse número é uma ficção, já escrevi sobre eles em artigos anteriores. É formado pelos 24 milhões entre os desempregados literalmente, os desalentados que já não procuram mais emprego e os sustentados pelo Programa Bolsa Família que tem sua fonte de recursos no caixa da Previdência, cerca de R$ 27 bilhões. Imaginem os senhores leitores se toda essa massa de pessoas estivesse com algum ganho em emprego.

O que acontece é que o governo Temer, como outros também, não consegue enfrentar a máquina do funcionalismo e os sindicatos. Uma ação neste sentido seria, como consideram, “um suicídio” político, um arrasa quarteirão com o partido e com os apoiadores, os partidos penduricalhos. Entende que antes do Brasil, da Nação brasileira, está o partido do qual é filiado e representante, e seus interesses. É desta forma que o Brasil vem sendo “tocado” administrativamente há muito tempo pelos “governos democráticos”, com maior ênfase após o regime militar. Brasília se tornou uma ilha aos agrupamentos políticos, um ninho das aves de rapina. Os raros que não se enquadram nisso, pouco podem fazer pelo País. O que tem promovido efeitos razoáveis de mudança são as mobilizações. Sem estas, não há futuro a menos que Trump erre o alvo e acerte a praça dos Poderes em Brasília. O desespero do governo é que não há como manter tamanho gigantismo funcional sem arrecadar e não há como dispensar pessoal sem reflexo direto nas pesquisas de aprovação e intenção de votos. Aumentar impostos é uma péssima ideia, mas que terá, obrigatoriamente, que ser feito. A reforma previdenciária é um mico para os brasileiros, mas é um escape para o governo Temer manter as tetas da previdência nutrindo os gastos públicos. Mesmo com as últimas concessões, a reforma da Previdência, não passará.


DÓRIA, UMA LUZ

É muito visível a situação difícil que passa o Brasil no momento. O que estarrece é que a cada minuto temos um acontecimento que nos força a compreender que estamos com o corpo federativo contaminado e muito doente. É como se a toda hora surgisse um problema de saúde em cada parte do nosso corpo. Os fatos nos levam a isso. Tribunais inteiros contaminados pela corrupção e o governo federal sobrevivendo sob a ameaça da espada da justiça. Todas estruturas, federal, estaduais e municipais, envolvidas em malfeitos, sem citar outros casos do dia a dia do brasileiro tais como adulteração de combustível e de alimentos, desvios de recursos para socorro da saúde pública e para a educação, de obras essenciais a vida da população e tantas mais que todos conhecem de longas datas.

Pelo que se vê e se propaga nas falas do governo, tudo vai bem com o Brasil, inclusive o presidente certo na hora certa. Ao mesmo tempo em que diz que a economia está se recuperando, aumenta-se o desemprego, fecham-se milhares de empresas. Utilizam de expertises para o aumento de impostos pelo fim da desoneração e ainda deixa o aviso de que poderá a qualquer tempo aumentar ou criar novos impostos. É claro que vai aumentar e criar porque estamos vivendo um momento crítico na nossa economia e não temos outra alternativa financeira de arrecadação em razão da queda acentuada da produção. Salva-se o setor do agronegócio que mandou para o olho da rua, via ministério da Agricultura, quem mostrou aos brasileiros o que se passava de podre em seu meio ao invés de prestigiá-lo por ser um cuidadoso funcionário.

O triste é ver que a Justiça brasileira embarcou na nau da insensatez e tem conseguido, com decisões controversas constitucionalmente e certos jeitinhos, acomodar interesses dos grupos de bandoleiros alojados no Poder. A cassação da chapa Dillma – Temer teve, como na cassação pelo Congresso Nacional da ex presidente, aquela mãozinha para salvar o presidente em exercício Michel Temer. Criaram uma separação de penas a um só corpo político. Não existe divisão de responsabilidades na composição da chapa. Ambos são votados com o mesmo voto em uma única digitação da urna. Ambos são registrados em uma única ata cartorial e por ambos assinada. Não existe maior registro de responsabilidade solidária que esta formação da chapa a qual foi dada o mesmo direito, dentro das mesmas regras legais. Desconhecer o que se passou, o padrão operacional da campanha, é uma questão de omissão, de uma ação de vontade própria porque a ele, Temer, cabia todo o direito de acompanhar a evolução dos aportes financeiros e da campanha. Dizer que o presidente será excluído da pena de inelegibilidade na cassação da chapa é uma afronta a inteligência, assim como foi a da Dillma na sua cassação, mas, vale tudo.

O desespero político dos partidos que usaram e abusaram do Poder nos últimos anos é a sombra do PSDB e sua possibilidade de voltar a presidência. Para tal, buscam de todas as formas inviabilizar candidaturas que possam afastá-los do governo com a eleição de 2018. A politicagem do senador Aécio Neves para manter viável sua candidatura e ter o apoio do PMDB está saindo pela culatra. Há, dentro do partido, lideranças de peso que não aprovam esse entranhamento e admiração e vê no senador, membro dos processos da Lava Jato, um cisco na visão para 2018.

Ao eleger João Dória no primeiro turno como prefeito de uma das maiores cidades do mundo, São Paulo, a população deu sinal e resposta de que está entendendo o lamaçal político em que chafurda o Brasil. E não é só em São Paulo que este fato ocorre, o clamor foi nacional nas eleições de 2016. É fácil perceber que não existe uma liderança de equilíbrio emocional, ético, moral e com tamanha inteligência, sabedoria, capacidade e competência de gestão na vida política brasileira no momento que o atual prefeito da capital paulista, João Dória. É focado nas realizações e seu discurso passa longe do populismo como foi no período do surgimento do Collor. Será uma batalha imensa para realizar o seu plano municipal de governo porque até mesmo dentro do PSDB, seu partido, a trincheira de adversários é grande. Serão muitos, e quantos, a tentar destruir sua imagem. Este moço no governo, seja paulista ou do Brasil, será um aporte de credibilidade e confiança, não só dos brasileiros, mas como das lideranças internacionais compostas de governos decentes. Caso não for agora o candidato do Brasil, é uma questão de tempo. O que interessa é que existe uma esperança. E eu estou acelerando com Dória, uma luz.


BRASIL LIMPO JÁ

Pensando bem, essa história toda que anda acontecendo com o Brasil será a salvação do nosso futuro, pelo menos para os nossos filhos e netos. Eu já me encontro fora dessa projeção, não há mais tempo disponível porque a arrumação do desmantelamento promovido pelo Sr. Lulla vai levar uns trinta anos para estar este País totalmente limpo e organizado. Falo isto em razão de que há uma geração que absorveu, em sua personalidade, os mandamentos petistas de ser. Eles, provavelmente, seguirão a cartilha imprimida na vida brasileira durante esse desastre moral, ético e de princípios republicanos nos últimos 13 anos e que ainda tem forte presença na vida da Nação. É triste ver altos escalões da vida brasileira defender o juízo de valor de que o crime pode ser justificado desde que não afete a garantia de emprego pelas grandes empresas. Mais ainda, ter o nosso Brasil o titular e toda a sua linha sucessória contaminada pela corrupção, exceto, por ora, a presidência do STF, como anda sendo provado pela PGR e o TSE.

Nem mal estamos nos levantando do tombo petista, suas lambanças e desvios morais e éticos, vem o ministro Gilmar Mendes abrir fogo contra toda a cadeia de ação da operação Lava Jato. Atacar a instituição que luta de forma homérica e grandiosa contra toda uma casta de bandidos alojada no Poder e no domínio da grande parte da economia brasileira é prestar um desserviço à Nação. Aliás, nos últimos tempos o referido ministro não tem sido lá muito respeitador e observador dos recatos que o cargo exige. Frequenta com assiduidade a corte em jantares e reuniões privadas no Palácio do Jaburu, a casa do presidente, bem como outras ocasiões, nada palacianas, como viagens em companhia do mandatário maior no avião presidencial. A sua postura política, que não deveria ter dada a exigência do cargo de imparcialidade e isenção, tem mudado com certa celeridade ao emitir opiniões que induzem análise de defesa dos acusados pela operação Lava Jato.

A situação dos “trambiqueiros” e dos trambiques em curso está se afunilando e o desespero está tomando conta de grande parte dos membros do Congresso Nacional que tenta, a todo custo, aprovar leis que os salvem da justa cadeia que começa a se despontar no horizonte e o tempo urge para se salvarem. Lançam mão de todas as artimanhas e chicanas jurídicas para lhes criar um atalho para o escape da condenação que é certa e será justa. A participação não intencional, penso eu, do sr. Ministro acima citado, está nessa direção ao colocar em pauta que os vazamentos das delações implicam em nulidade por determinação normativa, ou seja, descartar tudo aquilo que é um fato e não um conto. A quem interessar possa isso? Vamos premiar o crime por um ato de irresponsabilidade funcional? Ou devemos punir quem praticou o vazamento? Sr. Ministro, os acusados tem tropas de advogados.

Essas expostas situações que vivemos e estamos sofrendo muito pela falta de respeito com a população e ao Brasil, é que me leva a pedir a todos vocês leitores que não deixem de comparecer às ruas neste domingo. Não temos em quem nos socorrer a não ser na nossa própria força. A Nação brasileira pede socorro e temos que socorrê-la urgentemente porque é ela a nossa vida e de todos os nossos que queremos bem. Sem a população nas ruas, os abutres do Poder ganham força para lá permanecerem e legislarem saídas de forma a se salvarem da condenação certa que receberão da justiça brasileira.

A permissividade é a mãe da barbárie e da corrupção. A falta de ação da população em contestar e se rebelar contra os desmandos e todo tipo de patifarias que promovem certos políticos contra o bom andamento da vida nacional é o pior dos acontecimentos. O povo tem que se defender e não permitir a barbárie e a corrupção. Elas são as promotoras de todas essas situações de dificuldade que passa o Brasil. Veja bem, só estamos vivendo isso porque permitimos, não lutamos contra. Deixamos a vida correr solta para esses bandos que assaltaram o nosso dinheiro e promoveram uma vida de Sodoma e Gomorra no nosso País, de elevada promiscuidade. Participando dessa mobilização, você estará dizendo a esses pilantras e safados que corroem o Brasil, que não mais aceita a corrupção, a falta de moral, ética e de honestidade com a coisa pública. Sem você nas ruas, essas ratazanas do Poder irão festejar. Sua ausência é aprovação de todas essas mazelas que aí estão. Tome coragem, lute por você, precisamos de um Brasil limpo já.


BATENDO CABEÇAS

O Partido dos Trabalhadores ficou 13 anos no Poder. Nunca fez absolutamente nada e agora se apresenta como aquele que tem as soluções aos gigantescos problemas por ele mesmo criados. É muita falta de decência e respeito com a população ver o senhor Lulla da Silva em palanque na Av. Paulista fazendo discursos contra o governo que tenta arrumar a bagunça que ele, Lulla, aprontou com sua enteada política Dillma Rousseff. Querer assumir a paternidade da contestação da reforma previdenciária passa a ser hilário, ainda mais acompanhado de auto elogios e proclamas do seu governo como aquele que deu ao Brasil uma esperança de grande futuro. O desastre que essa gangue promoveu na vida do País e seu povo é algo nunca visto na nossa história. O que realmente leva a toda essa palhaçada que exibem no cenário nacional não é a sua candidatura em 2018, mas a sua tentativa de escapar da prisão, que é algo inexorável. A montagem da Av. Paulista foi teatral, quando o povo começou a se deslocar para o comício blindado pelos sindicatos, ele se mandou, com meros dez minutos de sua presença. Fugiu das vaias e dos ovos. Um patife que destruiu a vida brasileira.

Não bastasse esse acontecimento, vem a rede Globo de televisão, em seu maior noticiário, apresentar reportagem sobre o emprego, imprimindo a tese de que hoje não há mais necessidade de formação universitária, ou seja, de conhecimento cientifico ou profissional para se obter um crescimento na escala do plano de carreira. Basta apenas que seja um prático, sim, um prático que conheça um pouco do que vai fazer, um mero montador. Já não basta o enorme fosso entre o que o Brasil precisa de pessoas especializadas e o que temos no mercado, ainda vem uma TV de grande penetração criar a ilusão de que sem estudo é possível, e muito, se desenvolver e garantir seu trabalho. O País tem necessidade de 35% de sua população com cursos universitário e técnicos para poder pensar em desenvolvimento e em tecnologia de ponta, a base dos países do primeiro mundo.

Não satisfeita, a mesma TV apresentou matéria em seu programa dominical sobre identidade de gênero envolvendo crianças, estimulando-as a opções sexuais incompatíveis com o seu desenvolvimento intelectual, uma aberração em que a malemolente justiça brasileira não toma a menor atitude, é um crime o que fizeram para justificar suas absurdas novelas de sodomias em horário nobre. Querem transformar o Brasil em terra de pedofilia, de transgressão dos costumes sociais, impor suas preferências culturais e fazer disso um paraíso do sexo. Aproveitam do momento propício em que vive a Nação com seu desmantelamento jurídico, político e de comando. Onde estão as entidades de defesa do menor que condenam tapas corretivos dos pais e permite uma barbárie dessa? Em busca de audiência, expõe uma criança dentro do vale tudo. O governo é o responsável por fiscalizar as televisões, elas são uma concessão dele e cabe a ele fiscalizar. A verdade é que “come na mão” dos donos das empresas televisivas.

Outro fato que mostra bem a formação do quadro político é o caráter desses mandatários que se envolveram nas tenebrosas transações e negociatas com empreiteiras para recebimento de dinheiro ilícito para suas campanhas e de seus partidos. A decência, a ética, a moral e os bons costumes deveriam fazer parte da personalidade desses políticos, mas não fazem. Caso fizessem, de forma honesta e correta, pediriam afastamento de suas funções até que esclarecidas a sua não participação. É inadmissível o Brasil continuar com senadores, deputados e ministros envolvidos nas tramoias com empreiteiras e permanecerem, de cara deslavada, nos cargos como se nada estivesse ocorrendo. Esses senhores dos escalões mais altos e de foro privilegiado, deveriam ter prioridade no sistema judiciário brasileiro, incluso os julgamentos no Supremo Tribunal Federal-STF, que pelo andar da carruagem parece estar contemporizando as ações dos malfeitores. É uma pena que o País esteja totalmente à deriva pela falta de comprometimento moral e de eficacia de suas instituições de Poder. É preciso mais brio na cara dos brasileiros que fazem parte dos três poderes da Nação.

Tudo aqui exposto, são fortes razões para o brasileiro ir às ruas no dia 26 e exigir respeito dos Poderes do Brasil. Vamos lá defender a Lava Jato e o fim do Foro Privilegiado. Já que até o Exército está acovardado, vamos todos nós participar da mobilização no próximo dia 26 de março. É tudo que nos resta, participar ou ficar engolindo a seco tudo que aí está e batendo as cabeças.


REFORMAS DUVIDOSAS

O governo Temer coloca na mídia todos os dias que sem a reforma da previdência o sistema previdenciário quebra. É uma balela, conversa fiada. A quebra da previdência está no desvio de dinheiro do sistema para outras finalidades, para outros desperdícios e objetivos políticos que visam a eleição de 2018. Caso o governo tivesse com intenções voltadas a resolver os problemas de arrecadação da previdência, bastaria simplesmente extinguir com a DRU – Desvinculação de Receitas da União, patrocinada pelo governo do senhor Fernando Henrique Cardoso, que recebeu apoio do finado Senador Antônio Carlos Magalhães, presidente do Senado Federal, à época, e do atual presidente da República Federativa do Brasil, (que de federativa nada tem), então presidente da Câmara Federal, o senhor Michel Temer. Sim, ele mesmo, um dos patrocinadores da metida de mão no dinheiro assegurado na Constituição, exclusivamente, para a Seguridade Social e que passou a ser desviado. O que se arrecada com a previdência sobra, não há rombo. O rombo há porque metem a mão no dinheiro do contribuinte trabalhador.

Esta é a razão maior do medo que o governo propaga na população como forma de pressionar pelas alterações no sistema previdenciário. Não tem como arrecadar dinheiro sem aumento de impostos. Daí a via com o dinheiro da previdência, a qual resultará em sobras para ficar bem com a população e o empresariado. Não se esqueça o leitor que o Brasil é um País com perspectiva gigantesca de crescimento. Isto significa que a projeção futura é de aumento de arrecadação da previdência em razão de que a expansão empresarial importa em maior âmbito de empregos e por consequência, a contribuição. Acontece que o governo não tem como impor uma política imediata de recuperação pela falta de recursos e o tempo do mandato é curto. Entrada de dinheiro é especulativa e não há crédito internacional, muito menos novas ou consideráveis fontes de recursos, fruto da política do Partido dos Trabalhadores e seus meliantes, comandados pelo seu chefe que já deveria estar preso pelos crimes que cometeu com a Nação brasileira.

O sistema de Seguridade Social é superavitário. Caso não houvesse a montagem patrocinada pelos citados acima, FHC, Antônio Carlos Magalhães e Michel Temer, a arrecadação para o sistema teria dinheiro de sobra. Estes senhores, orientados pelo Supremo Tribunal Federal – STF, criaram e aprovaram a PEC da DRU, a mágica para fugir do impedimento constitucional, já que não podiam lançar mão dos recursos da Seguridade Social que era assegurado exclusivamente, pela Constituição Federal, para essa finalidade. Foi a forma para legalizar o uso do dinheiro do contribuinte previdenciário, do contrário seria inconstitucional, art. 195 e inciso XI do art. 167 da Constituição. A DRU que foi colocada para a população como uma medida temporária, permanece até hoje e foi estendida até 2019 e aumentada para 30% de livre utilização pelo governo do dinheiro arrecadado pela Seguridade Social. Em tempo: a dívida do governo federal chega a 1 trilhão e 900 bilhões de reais. Não vou esmiuçar aqui o quanto o governo deixa de arrecadar com incentivos fiscais e outras benesses para grandes empresas e corporações e outras tantas. A própria reserva monetária do Brasil é formada com dinheiro oriundo da Seguridade.

O que precisa ficar bem claro é que não há rombo no sistema previdenciário, existe desfalques do que é arrecadado. O governo está quebrado e precisa de muito dinheiro para estabelecer uma certa tranquilidade para pleitear 2018, com Temer ou com Meirelles, interessado direto. O risco está rondando até o programa Bolsa Família e isto, politicamente, seria um desastre. Com a aprovação das novas regras para a previdência, um setor da economia vai sorrir muito, o setor dos bancos privados. A busca pela previdência privada vai mais que triplicar. Ameaçar com impostos não é uma boa ação de governo para criar troca de favores políticos.

A reforma trabalhista tem o viés voltado para a previdenciária. É ela que poderá flexibilizar a relação do trabalho e promover o desenvolvimento do Brasil. O governo mira nela como consequência direta para o aumento da arrecadação do sistema previdenciário. Em função disso, os empresários podem até respirar o ar de que alguma coisa nova está para surgir e, quem sabe, não ter que viajar muito ao Paraguai, a nova terra do nosso empresário para poder concorrer com os produtos externos dentro do território brasileiro. O governo não produz nada, só dívida e leis para sugar o trabalho de quem produz. O que vem aí, são reformas duvidosas.


OS ROEDORES DA ROUANET

Como é triste ver grande parte da chamada elite intelectual do País subscrever movimento de apoio a uma pessoa de envergadura tão desqualificada como é o ex presidente Lulla. Não tem outra explicação que não a de que estão envolvidos, de certa forma e favores, com essa triste figura que desmantelou o Brasil econômica, moral e eticamente, sem falar do seu baixo nível de educação social e formal. Esta depreciativa figura, do ex presidente, não fez somente essa desfiguração do Brasil, o que seria de menos diante dos efeitos perversos que provocou e contaminou toda a estrutura de Poder do País.

Como em efeito metástase, ele atingiu a enorme massa de jovens que cresceram dentro de um contexto de tudo que é ruim e indecoroso para a moralidade e os bons costumes. O legado desta figura deplorável e chefe de organização criminosa, como bem qualificou o Ministério Público, é a triste situação em que vivemos nestes últimos anos e outros muitos que vamos viver. Assombra a iniciativa dos intelectuais e artistas em apoio ao desclassificado Lulla. Não há como afastar a hipótese de que fizeram o papel de ratos para roer o queijo Rouanet, a lei que permitiu acesso de muitos deles em milhões de reais sem qualquer retorno social e cultural. Foi uma festa do Chico & Turma.

Na toada segue o atual governo federal promovendo os mesmos erros na condução de sua política. Quer atingir objetivos com prestação de favores e isto consolida os métodos e a envergadura dos membros do Congresso Nacional em permanecer no caminho obscuro e imoral. A estrutura do executivo está contaminada com membros envolvidos nas falcatruas do governo anterior de Dillma e Lulla. A explicação é que Temer precisa dos congressistas para a governabilidade e de apoio desses desvirtuados moralmente, raras exceções, para aprovação de seus projetos e propostas. Como podemos viver com essa organização criminosa infiltrada no comando do Brasil? O que esperar de congressistas que vivem de negociatas e patifarias? Nada em Brasília é pensado para o bem comum. Tudo é voltado para o “interna corporis” e exemplos estão aos montes por aí.

Vejam a situação da estrada de escoamento de produção da soja de Mato Grosso. Observem a criminalidade em franco índice de crescimento. Atentem-se ao número de mortes entre os jovens de até 30 anos. Pensem em como anda a saúde pública na nossa terra. Informem-se da gigantesca população desempregada que atinge, em números oficiais, 24 milhões de brasileiros, sem mencionar os sustentados pelo Bolsa Família e os desalentados, que não procuram empregos. Tudo isso está dentro do componente da corrupção e também da vida que nos foi legada pelos anos petistas de governo, mas Temer não rompe com isso, continua fiel ao antigo modelo do toma lá dá cá. Pior, sem imaginação para quebrar com tudo isso. As reformas serão feitas apenas como um marco.

A previdência não está quebrada como propagam, é que o governo desvia dinheiro dela para outras finalidades, como prova o Sindifisco Nacional. Tapeia a área educacional com alterações na educação de base que na verdade, são meros remendos no tecido esgarçado do ensino brasileiro, sem chances de grandes mobilizações no aprendizado. Alardeia a queda da inflação, mas não diz o porquê, evita dizer que o brasileiro não compra mais nada e reduziu drasticamente seu consumo, resultados da farra petista que deixou a população atolada em dívidas e desempregada.

A atitude dos desvairados comandados por Chico & Cia em apoio ao chefe da ORCRIM mostra bem o Brasil que temos, uma Nação jogada a própria sorte. Não se vê manifestos realizados por intelectuais a favor de uma solução definitiva para a educação, por exemplo. Mesmo sabendo eles que sem educação não há desenvolvimento, não existirá qualidade de vida para a população. Esta, por sua vez, se mostra indolente, passiva e permissiva com tudo que está acontecendo. São milhões festando o carnaval, bem ao estilo de muitos povos miseráveis da África, que se esbaldam com as festas promovidas pelos ditadores daquele continente e que receberam apoio petista, mas não comparecem às mobilizações de protesto as políticas governamentais, de influência direta na sua vida. Inclui-se neste apoio petista aos ditadores, o perdão de gigantescas dívidas financeiras com o Brasil, sem mencionar o dinheiro do BNDES, financiado para obras por lá e geradoras de propinas, como os milhões que foram repassados pela Odebrecht à empresa do sobrinho do Lulla e aquelas atreladas as palestras, coisa para inglês ver. Mas, nada disso interessa para as ratazanas. O queijo é a meta deles, os roedores da Rouanet.

25 fevereiro 2017 RAPHAEL CURVO - VIA DO FATO


CARNAVAL DOS BONS TEMPOS

Já foi tempo que o Carnaval era uma festa de muita alegria e aproximação entre pessoas, independente de classes sociais. Havia uma trégua na luta do dia a dia e todos se irmanavam e se esbaldavam nos dias de Momo. Existia o lança perfume, serpentinas e confetes que davam o clima nos bailes de carnaval. Havia, é lógico, festas em clubes mais fechados, restrita aos sócios e seus convidados. Vez ou outra aconteciam desentendimentos de salão, mas que logo se resolviam. Era o acontecimento carnavalesco que realizava o encontro geral, principalmente nas cidades do interior deste Brasil. As bandas tocavam efusivamente as músicas carnavalescas, compostas para a ocasião. Os autores das marchinhas, nos meses antecedentes, colocavam seu trabalho na rua, e quando chegava o carnaval, os foliões já sabiam a música e letra, favorecidas pelos chamados “avanços” carnavalescos que começavam na primeira semana do ano, todos os sábados. Nesse período as paqueras dos jovens corriam soltas, era um tal de acabar e começar namoro sem fim. Tudo se ajeitava depois do carnaval.

O carnaval de rua se fazia de forma simples, mas com muita alegria e todos os blocos se empenhavam a fundo para mostrar a melhor fantasia e organização. Eram animados e organizados. Desfilavam com garbo e para eles era a data do ano. Ainda me lembro de alguns deles da minha amada Cuiabá, o chamado “Estrela Dalva”, o “Estrela do Oriente”, “Urubu Cheiroso”, “Bloco dos Marinheiros” e tantos outros. Sim, esses eram os nomes dos blocos da época, desprovidos de malícias como hoje temos “Seu C. que Brilha”, “Pau Brilhoso”, “Pelô Meu Saco”, “Arrancabasso”, “Pega no Bambu” e outros como “Segura No Meu” e por aí vai. Estes últimos citados, do carnaval maravilhoso de Santo Antônio do Leverger que ainda tem o “Bonito Pra Cha Cara”, “Enterro dos Ossos”, “Unidos da Avenida”, Unidos da Fronteira, “Foiarada de São Caetano”, “Pimpolhos”, “Bloco Zonestas”, “Bico de Prata”, “Quinto dos Infernos” e o bloco mais politicamente amadurecido, presumo, o “Integrando Gerações”. É o melhor carnaval de rua de Mato Grosso.

Nos bons tempos, ocorriam “reuniões” de preparo para sair às ruas. Os amigos se reuniam na casa de um deles, ou em uma chácara alugada, onde tudo era concentrado, desde fantasias ao estoque de bebidas. Havia uma divisão de tarefas para cada um. Tinha o responsável pela compra de bebidas, outro para os cuidados com a geladeira para manter as cervejas no ponto, tarefa sempre de minha responsabilidade, aqueles a quem incumbiam o churrasco, os da limpeza das mesas para evitar acúmulo de garrafas, e o garçom, este contratado. Meu estimado e saudoso amigo, que muita falta faz aqui neste mundo, Maurício Tenuta, era o grande comandante, o Diretor Geral e Financeiro, de uma das melhores passagens de organização do pré avenida, sem deixar de lembrar dos irmãos Sampaio e de Arnaldo Monteiro, para todos nós, o Careca.

Existem mil ocorrências inesquecíveis, mas duas delas foram marcantes para mim. A primeira foi uma confusão que surgiu comigo e um bloco carnavalesco. Estava eu conversando com Ana Maria Legutti quando um dos integrantes me deu um tranco e no momento em que me virei para reclamar, ele tascou o porta estandarte que me deixou a testa com muitas lantejoulas enterradas. O bloco se fechou para cima de mim, era pancada prá todo lado até que o amigo Jurandir Spinelli surgiu em socorro e aí outros vieram e o furdúncio fechou. A briga generalizou e meu primo Edmundo Curvo, faixa preta, jogava gente para o alto. A Polícia Militar entrou na “festa” e muitos foram detidos, só que foliões desinflaram os pneus das viaturas e não puderam levar os detidos. Depois de duas horas de briga, tudo foi acalmado e fizemos as pazes. A segunda foi o batizado da “Genoveva”, uma ximbica Chevrolet ano 29, conversível e com “bagageiro” que era um banco. Ela servia para o corso. No estilo de um batizado de navio, com a Genoveva dentro do salão de um bar, foi colocada uma garrafa de champagne para explodir na sua frente. Depois dos discursos, cortou-se o barbante. A garrafa bateu, mas não quebrou. Mais duas tentativas e nada. Diante disso, o estimado amigo Hermam Pimenta pegou o champanhe e tascou com toda força, estava batizada a Genoveva. Era ou não era carnaval dos bons tempos?

18 fevereiro 2017 RAPHAEL CURVO - VIA DO FATO


BRASIL COMPROMETEDOR

Mais uma vez o Supremo Tribunal Federal – STF, encontra uma saída mágica para atender o governo nos seus “ajeitos” políticos partidários, após negociatas para formar a chamada base da governabilidade, do compadresco. No caso do ministro Moreira Franco, alega, entre outras, o decano da Corte, ministro Celso de Melo, que a nomeação não impede que o ministro de governo seja processado e julgado pela justiça brasileira. Até aí, tudo bem. Acontece que a luta dos corruptos para não cair em Curitiba, nas mãos do Juiz federal Sérgio Moro, está na motivação de que lá eles têm a certeza de uma condenação e sem muita demora. Ausente de disposição para condenar, – é só ver o percentual das condenações de parlamentares desde 1988, pouco mais que 3% de 500 parlamentares, ou seja, apenas 16 receberam condenação, – cair nos braços do STF é uma benção. Aí está o ovo de Colombo. Tem mais, a esmagadora maioria dos envolvidos na corrupção, e que fazem parte do governo, são pessoas com avançada idade, e nisso a malemolência é de enorme auxílio ao escape da cadeia.

O esperneio de Lulla não podia ser diferente, afinal, se o Moreira Franco pode, por que não eu? Uma das linhas do ministro do “jeitinho” brasileiro, é a de que o Moreira Franco já faz parte do governo. Sua ascensão ao cargo foi apenas uma formalidade. É isso que formata a descrença com as instituições que fazem parte do corpo dito Poderes da República. Ações como a do Senador Romero Jucá, são de uma imbecilidade acachapante e demonstra bem o nível dos homens que formam, com raríssimas exceções, o parlamento brasileiro. Apresentou, o Senador envolvido em corrupção, projeto que blindava os presidentes da Câmara e Senado de qualquer investigação. O objetivo era salvar o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o senador Eunício Oliveira, presidente do Senado, ambos envolvidos em falcatruas e na mira da Lava Jato. Para reduzir o impacto negativo da proposta no Senado, ambos presidentes disseram desconhecer a empáfia do Romero Jucá, sendo que Eunício, num ato de “nobreza e respeito” aos 2 milhões de assinaturas na proposta das 10 medidas, devolveu, após meses, o projeto para a Câmara Federal, conforme determinação do ministro do STF, Luiz Fux. Incontinente, sem saber o que fazer com a PEC, Rodrigo Maia, devolveu ao STF.

O governo, em ato de engana bobo, faz um alarde de melhoras na economia, inclusive com projeção de crescimento de 2%. Sabemos que isso não vai acontecer em prazo tão curto para uma economia em forte recessão. Estão querendo ganhar o jogo na garganta. Para um avanço considerável e consistente, teria que ter suporte em dados reais e sem maracutaias e negociatas com o Congresso. Esta situação só pode ser resolvida com o advento de eleições gerais. Seria uma forma de dar novo alento e credibilidade nas ações com um novo governante que tenha seu espírito de administrador desligado do curral de Brasília. Temer só tem olhos voltados a reeleição e a politicagem. Não tem o perfil inteligente, de competência, de capacidade e visão de administração de um João Dória, por exemplo. Além do mais, está com problemas na justiça, não poderia estar à frente do governo.

Para fechar, o STF, embalado pelas lambanças, determina que presos que sofram mal tratos em cadeias superlotadas, sejam indenizados. Acredito que teria melhor efeito determinar ao Estado brasileiro a recuperação, reforma e construção de novas alas dos presídios para melhorar as condições de vida dos condenados, isso na melhor hipótese. Essa determinação teria muito maior eficácia e resultados aos detentos e obrigaria o presidente a dar uma solução definitiva ao problema. Outra determinação que resultaria em melhora acentuada e com recuperação de boa parte dos detentos, seria a obrigação de triagem entre os presos, separar de presídios, os de menores delitos daqueles criminosos contumazes. Foi de enorme infelicidade essa decisão da Suprema Corte que vai gerar enormes problemas com o vasto campo aberto para medidas judicias. Como ficam as pessoas maltratados pelo Estado com a falta de segurança que provocam mortes e destruição de muitas famílias, das sanguinárias estradas brasileiras, da superlotação dos hospitais e por aí vai. Estamos vivendo uma situação seríssima com esse Brasil comprometedor.

11 fevereiro 2017 RAPHAEL CURVO - VIA DO FATO


LAVA TUDO A JATO

Brasília se transformou em uma ilha isolada da vida brasileira. Não há conectividade entre o que ali acontece e o resto do Brasil. As vontades e aspirações de lá estão dissociadas das dos brasileiros. Fizeram da capital federal um castelo para o deleite dos membros da Corte. E como se divertem. Pintam e bordam com suas traquinagens ignorando por completo o que se passa do lado de fora dos seus muros. Estão inebriados com as festanças, farras e luxos oferecidos pelo Poder. É tanta a euforia que, até mesmo para uma conversa com um aposentado da Corte, necessário se fez o aluguel de jatinho com altíssimos custos ao bolso dos servos que recolhem diariamente os impostos e taxas, embutidos nos preços de todo produto. Essa é uma metáfora do que é feito pelos políticos e o descaramento com que conduzem os destinos do Brasil.

Estamos presenciando fatos que são verdadeiras aberrações. São afrontosos a qualquer nível de inteligência e de decência para uma organização social, econômica e política. O comportamento do presidente Michel Temer é de uma desfaçatez em nível que só a Lulla pertenceu. Claríssima está a sua meta com as atitudes que tem tomado no comando do governo. Ela consolida a visão de reeleição em 2018, mesmo com enormes prejuízos a ética, a moral e a decência no seio do governo. Perdeu a postura e compostura ao nomear para seu governo, e apoiar para a composição de comissões no Congresso, pessoas envolvidas em falcatruas e desvios de conduta, além de responderem a processos em andamento no judiciário. Para contrapor a essas vigarices, promove elaborações maquiadas de reformas nos sistemas previdenciários e outros, como forma de mostrar estar empreendendo mudanças para melhorar a vida da população. Esperem e verão que tudo isso, inclusive o próprio Temer, é uma fraude.

O objetivo de apoiar a composição da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ do Senado Federal com a maioria de membros desqualificados moralmente e eticamente, -com processos judiciais nas costas além de fazerem parte de delações na Lava Jato, inclusive o seu presidente, um velho conhecido da justiça brasileira-, tem objetivos diretos em travar a Lava Jato por caminhos sutis e fascistas. O primeiro é assegurar a aprovação de Alexandre de Morais para o STF. O segundo é estabelecer uma frente contra a Procuradoria Geral da República-PGR sabedores que estão do encerramento do mandato de Rodrigo Janot em setembro. Como sabem os leitores, é o Senado que aprova a recondução dele ou a indicação de um novo Procurador Geral.

A estratégia é proteger, da ação da Lava Jato e do Janot, os delatados e os indiciados. Entre eles os pesos-pesados tais como o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, o presidente do Senado, senador Eunício Oliveira, o senador Renan Calheiros, o ex presidente José Sarney e outros tantos como Collor, Lobão, Romero Jucá, Gleise Hoffmann, Humberto Costa, Valdir Raupp, Jader Barbalho, Benedito de Lira, todos membros da Comissão de Constituição e Justiça do Senado – CCJ, a mais importante do Congresso Nacional. Inclui-se neste rol o presidente Temer, que tem problemas na justiça eleitoral. Caso o processo não seja retido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, terá seu mandato cassado pelos malfeitos na campanha de 2014. Hilário, não?

O “pulo do gato” nisso, e aí cabe mobilização da população para não permitir, está no fato de que o ministro Luiz Fachin ainda não estar familiarizado com processo de milhares de páginas e as delações da Odebrecht serem extensas, dado o número de delatores e dos atos de corrupção. A CCJ, seus membros e parceiros, contam com o atraso para levar a cabo a meta de recusar a recondução do Rodrigo Janot e aprovar a indicação de um procurador geral mais afinado com o grupo de forma a ter ganhos nas questões judiciais em andamento. Tudo isso é um projeto que está sob supervisão do presidente Temer, sem deixar de anotar a participação de outros partidos da base que compõe o governo. A população, diante de tudo isso, tem que se mobilizar e pressionar por eleições gerais o mais urgente possível. Não há como fazer uma mudança no comportamento ético e moral da política e na administração brasileira com os carcomidos políticos que aí estão, salvo raras exceções, e elas existem. Temos que ter uma “Lava Tudo a Jato”.


PÂNTANO

A Constituição Federal determina em seu artigo 102 que cabe ao Supremo Tribunal Federal-STF a sua guarda, ou seja, os membros da Corte, os senhores ministros, são os guardiães da maior lei que rege a vida brasileira. É o seu papel, como atividade fim, decidir pelas questões de descumprimento do texto constitucional e, se for o caso, determinar as penas cabíveis aos contraventores que não o tenham observado. Não é cabível aos ministros do STF, interferirem no texto sob qualquer pretexto ou situação por que passe o Estado brasileiro. É lamentável tudo o que estamos presenciando neste momento da vida organizacional do Brasil. Não bastasse, entram no cenário os chamados guardiões da Constituição. Estão atropelando e interferindo diretamente no texto constitucional para dar guarida aos políticos corruptos e atolados até o pescoço com muitos malfeitos. Foram menos de três meses para ações e execuções de práticas de visíveis defesas desses malfeitores. Só faltava o STF entrar no lamaçal, e entrou.

Os arranjos feitos por Lewandowski com Renan Calheiros no julgamento da ex presidente Dillma foi algo escabroso. Afrontaram a Constituição Federal sob a chancela e aplausos do Senado domesticado pelo ex presidente Renan Calheiros. Rasgaram a Constituição para atender os membros da ORCRIM que ainda prospera no Brasil. Haja vista a decisão, desta semana, do ministro Celso de Melo a respeito do presidente de um Poder permanecer no cargo, mesmo com a proibição, por decisão do STF, de não poder substituir o presidente da República. Afronta o estabelecido na Constituição Federal de que o substituto do atual Presidente da República – em situação normal seria o Vice Presidente – em seu afastamento temporário ou em caso de vacância, “serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal”.

A miscelânea é tanta que alternativa para o Presidente do Senado assumir a presidência da República, como foi o caso Renan, seria afastar o presidente impedido via licença, e com isso assumir o cargo o vice que, como Presidente da Instituição substituiria o Presidente da República. Essa anômala situação é em razão de não existir previsão para substituição dos titulares nos Poderes voltada para este novo fato, criado pelo novo pensamento que está sendo gestado no STF. O meliante pode ser Presidente de um Poder, mas não pode cumprir com a determinação constitucional de sucessor da Presidência da República. Tem mais, esse impedimento só atinge os que forem réus em processo no STF, ou seja, mesmo que tenham praticado crimes e na Corte não ter sido julgados, poderiam assumir o mais alto cargo do Brasil. Alarmante e delirante decisão.

É uma aberração jurídica surgida no seio da maior Corte de Justiça do Brasil. Imagine o leitor se ocorrer de permanecer essa situação no Congresso Nacional e tivermos o Tóffoli (réu em processos em SC e AP, a caminho do Supremo) como presidente do STF, aí todos os poderes sucessórios estarão impedidos de assumirem a presidência do Brasil. O voto do ministro Celso de Melo “repudia práticas desonrosas de Poder”, mas não a ponto de afastar os “delinquentes”, assim por ele denominados por essas práticas, da presidência das casas do Congresso Nacional. Alega que não pode, com esse voto, invadir a esfera de outro Poder, uma balela. É visível que o voto dado tem dedos externos dos partidários do “ajeito”, como foi a sua omissão em impedir a reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara Federal, fato proibido no texto constitucional (art. 57, § 4º). Cabe alguém entrar com pedido de anulação da eleição. Resumo, pode ser presidente de outros dois poderes da Nação, mas não pode ser presidente da República, único Poder imune aos “delinquentes”. Será?

Não é esse o caminho indicado pela Constituição do Brasil. Não foi esse o desejo da constituinte, dos representantes do povo em 1988. Está clara a interferência dos juízes da Corte em alterar o desejo estabelecido constitucionalmente. Caso tenha que ser alterada a Constituição, o Poder de realizar é do Congresso Nacional que se curvou, grotescamente, no caso do impeachment. O resultado que se busca é o império da lei, e não desejos de membros guardiões da Constituição. Não pode a Suprema Corte do Brasil transformar as determinações constitucionais, que são pilares da sociedade brasileira, em um lamaçal, em um pântano.


POBRE BRASILIDADE

Na última década do século passado o Brasil experimentou alguma força de crescimento econômico considerável para tão pouco tempo. Tivemos o presidente Fernando Collor que, com toda sua loucura e sonhos imaturos, tomou a medida que repercutiu fundo na economia fechada, que vigorava no Brasil, ao acabar com a reserva de mercado mantida para o benefício de poucas multinacionais que aqui imperavam tranquilamente. Pagou caro por isso porque teve o peito de enfrentar um grupo forte do sistema industrial e financeiro nacional, mas era inteligente e tinha lá sua boa dose de sabedoria. Poderia ter dado muito certo no comando da Nação não fosse a sua falta de juízo em se transformar num ser superior a tudo e a todos, principalmente quando começou a pensar em reeleição, à época, um fato desconhecido do processo eleitoral brasileiro.

Após a queda de Collor, tivemos Itamar Franco que na sua “mineirice” e reservas, conduziu o Brasil com poucos, mas comedidos, passos a um caminho que o levaria a uma rápida recuperação econômica nunca vista, após a elaboração de um plano denominado Real. Este plano já tinha algumas células de sua formação no governo anterior, e o próprio ministro da Fazenda do governo Franco, o sociólogo Fernando Henrique, fora convidado por Collor para ser seu Ministro das Relações Exteriores, dentro da estratégia de colocar de vez o Brasil no mercado mundial, abrindo suas portas ao mundo desenvolvido e ao desenvolvimento. O presidente Itamar Franco foi muito sábio na condução do governo e obteve sucesso extraordinário no controle da economia nacional.

Fernando Henrique Cardoso, com o sucesso do Plano Real, assumiu o governo e soube, em momento crítico da economia mundial, segurar o processo de desenvolvimento interno sem que este crescer fosse pesado ao bolso e a vida do brasileiro. Não era do desconhecimento de ninguém, a sua capacidade de administrar os momentos de crise econômica, acrescidos da péssima atuação de grande parte do sistema político congressual. Foi um presidente voltado a reconciliação e aglutinação da classe política no objetivo de manter o crescimento de nossa economia e estabelecer regras e parâmetros à administração pública. O grande problema é que não se afastava de seus princípios, ideológicos e idealístico, de fazer a inserção de representantes da classe popular na participação da administração do Brasil, mesmo conhecedor que era, da total falta de preparo e visão de desenvolvimento dos considerados líderes populares. Foi sua estratégia para este fato, que nos legou Lulla e todo o desmantelamento da economia brasileira e fez do Brasil o Império da corrupção.

Após esse período de estabilização da economia e com os ganhos aumentando dentro de uma política de controle inflacionário, o brasileiro viu sua renda ter o valor necessário para a manutenção e expectativa de melhor qualidade de vida que aos poucos se tornava real. O advento do produto FHC, Luiz Inácio Lulla da Silva, orientado que foi pelos correligionários socialistas do grupo governante, apresentou um documento a Nação intitulado “Carta ao Povo Brasileiro” que acalmou a elite econômica e mudou o panorama eleitoral a época. Com esta carta, empresários que hoje estão presos em Curitiba, e muitos ainda o serão, viram uma possibilidade de aproximação e, principalmente, de ter forte influência nas decisões voltadas a investimentos na infraestrutura do Brasil. Os fatos de 2003 para cá provam o entranhamento generalizado da corrupção. Aproveitaram-se, empresários e políticos, de um ilusionista e bobo da corte para saquear o Brasil. Era um homem totalmente despreparado para o cargo, mas de baixa e rasteira “sabedoria” para iludir o povo brasileiro por muito tempo, com enorme auxílio da classe dominante empresarial que comprou o Partido dos Trabalhadores.

Falar de sua sucessora é perda de tempo. Não existiu como governante, era uma “perdida na noite suja do planalto”. Uma pessoa desconexa e despojada de qualquer visão que faz parte do caderno de uma estadista. O sucessor desta inconcebível presidente, o Sr. Michel Temer, segue a cartilha de que o Brasil é apenas Brasília. Continua aplicando a política dos agrados e correndo contra o tempo para uma possível pretensão de reeleição. Há, entretanto, uma grande barreira que tem a sigla TSE. O Tribunal Superior Eleitoral já não é uma instituição tão confiável em razão da promiscuidade com o executivo, várias reuniões palacianas e até viagens entre os membros desses órgãos acontecem. Não esperem nada, mas façam tudo e de tudo para salvar este Brasil, caso contrário, pobre brasilidade.


OPORTUNIDADES

Acabo de assistir a posse do presidente americano Donald Trump. Um momento importante para o mundo e uma lição de País sólido, de governo decente, de povo que tem a liberdade de escolha por consciência daquilo que quer e deseja, provada nessas eleições. O discurso do novo presidente, aliás, como todos os outros, tem sempre a visão e preocupação de conduzir a Nação americana para patamar elevado e desenvolvido, de fé e convicção de que os Estados Unidos podem, ou seja, projetam, realizam e atingem as metas para o bem-estar e a qualidade de vida do povo americano. Não há espaços para demagogias baratas, tão comuns nos países de governantes e políticos como no Brasil.

Enquanto aqui sofremos para realizar remendos nos tecidos esgarçados dos nossos poderes, lutando contra a patifaria e politicagem em que vive o País há décadas, exceto no regime autoritário militar, lá se discute criar oportunidades, abrir caminhos a prosperidade. No Brasil estamos presos nas mesquinharias e na caça aos cargos públicos, seja por indicação ou por concursos, nestes, a única forma de sobreviver com segurança se você não compõe o grupo que sonega, que corrompe, que faz negociatas, que vive de superfaturamentos e por aí vai. Não é sem razão que são as micros e pequenas empresas que sustentam e salvam esta Nação de viver um estado de miséria consolidado. E mesmo assim o micro empresário luta por todo santo dia para sobreviver a sanha do Estado nos seus ganhos, iludidos que são por migalhas oferecidas como ajuda para que se transforme e cresça, uma ilusão que o leva a sonhar em ser um Trump da vida. Mais, existem milhões de talentos, diplomados, trabalhando em subempregos, desperdiçando sua capacidade e conhecimentos em campo árido para a prosperidade.

Nos Estados Unidos o presidente tem seu pensamento e ações voltadas em abrir espaços a inovação e ao desenvolvimento econômico, industrial e social. Busca dar incentivos e apoio ao empresário para o desenvolvimento da economia americana de forma a gerar riquezas que retornam em benefícios à população. No Brasil o pensamento e ações são direcionadas as próximas eleições, ao pagamento da monstruosa folha salarial do governo e a de poder propiciar ao povo a distribuição de bondades. Sugam as forças produtivas, mas sem qualquer retorno de benefícios à população. Esta, trabalha para sustentar o circo político e suas extravagâncias como, por exemplo, a viagem da ex presidente ao exterior, acompanhada de seguranças e assessores por mais de vinte dias. Sustentar as mordomias aéreas com os aviões da Força Aérea do Brasil, usadas até para levar famílias em festas de casamentos. Para exemplificar bem, nenhum ministro da Suprema Corte americana tem qualquer privilégio que não apenas uma vaga no estacionamento. A nossa Corte (STF) esbanja mordomias.

Assim é o Brasil, vivemos para sobreviver no dia a dia. Aqui lutamos e preocupamos com corrupção, extorsão de juros em cartões e empréstimos, insegurança social, falta de hospitais, com um Congresso Nacional atolado em malfeitos, com ministros de Estado respondendo a processos, com ministro do STF (julgador), de braços dados com o demandado (processado), com bandidos promovendo matanças generalizadas e por aí afora. Lá, a luta é pela prosperidade, pela oportunidade a ser oferecida à população para se desenvolver, via educação, suporte de toda forma, juros acessíveis, excelente infraestrutura e um sistema de impostos que favorece a quem produz. Aqui continuamos nas nossas pagas de todo dia, o povo sustentando as lambanças do governo.

“Acidentes” com aviões continuam, sempre no litoral e no momento do pouso. Ulisses Guimarães nunca foi encontrado, foi uma espécie de Bin Laden, sumiram para evitar idolatria. Lulla continua sendo venerado já que, na visão do povão, se não foi preso, ainda, é porque não tem culpa e com isso vai sedimentando caminho para uma fantasiosa candidatura que, na verdade, tem por objetivo manter viva sua imagem e tentar subverter a sua condenação e prisão, que é iminente. Assim vamos tocando a nossa pobreza, a nossa incapacidade de nos levantarmos, a nossa permissividade, a nossa estupidez e inconsciência do momento em que vivemos, a nossa falta de brio em reagir e se sujeitar as imposições dos sem escrúpulos que comandam as instituições e os poderes públicos. Não conseguimos enxergar que o que aí está, é por causa de nossa covardia, de nossa omissão. Lutamos para sobreviver, não por oportunidades.


TEM JEITO NÃO

Quando você vê descendo do mesmo avião, depois de uma longa viagem para Portugal, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral -TSE, Ministro Gilmar Mendes e o presidente da República do Brasil, Michel Temer, é de ficar pensando onde estão os valores do respeito, da decência e outros que formam o conjunto do que se chamaria de atitude ética. Afinal, um é o julgador e o outro é o demandado, o que será julgado. Esta situação divulgada pela mídia com fotos do desembarque no aeroporto de Lisboa para o enterro do líder português Mario Soares, mostra a miscelânea que está a vida política, judiciária e administrativa do nosso País. A mensagem que a foto e o fato passam aos brasileiros não tem outro caminho de análise que não o de que há compadrescos no alto escalão da vida da Nação. Estes acontecimentos é que levam ao desgaste da vida pública brasileira e a perda de credibilidade de todos os poderes do Brasil. Como não acreditar em conversas de pé de ouvido nas longas horas de viagem?

Vivemos um momento grave e que a descrença em nossos governantes é gigantesca e grotesca. Há um descrédito na estrutura política do Brasil, Executivo e Legislativo, e já há algum tempo ele se propagou pelo judiciário. Não há mais como continuar nesse atoleiro da imoralidade em que estamos. Isso tem causa bem visível. O que aconteceu e ainda acontece no Brasil, é que o cargo de Presidente perdeu o interesse para as pessoas bem preparadas e formadas, como Juscelino Kubitschek, por exemplo. O cargo perdeu a honorabilidade e se tornou disputa de classes e pessoas despreparadas, advindas dos porões ideológicos e da politicagem, campo infértil, para as pessoas íntegras. Temos que retornar a liturgia do cargo de presidente, a qualificação na política e expurgar essas hienas, salvo raras exceções, do Congresso Nacional. Só assim poderemos pensar em um País melhor e com desenvolvimento e, para isso, é preciso que o povo se manifeste, expresse sua indignação. Os conscientes tem a obrigação de assumir a responsabilidade dessa mudança e partir para a retomada da decência na vida política brasileira, não podem ficar acovardados e insensíveis a tudo que está acontecendo.

Todos falam contra o Temer, o querem fora, assim como foi com o Partido dos Trabalhadores, mas todos, ou grande parte da população, estão letárgicos. É preciso voltar as ruas e contestar. O povo diz que a bandidagem está solta, que não há segurança, mas ninguém parte para o protesto contra a situação de exagerado aumento da criminalidade. É contrassenso falar que a vida está difícil quando aceitam passivamente o desemprego. O Presidente Temer é o foco de tudo isso, gerado pela permissividade e pelas negociatas a que se submete para aprovar medidas midiáticas que estão fadadas ao insucesso por não terem sido lançadas com suporte administrativo e de pessoal qualificado para implementá-las. A ideia é boa, só faltou combinar com os russos. Esse “diz que vai mas não vai” no crescimento brasileiro é que está sangrando o País. É um desestimulador de primeira classe.

A origem dessa descrença tem como nascente a percepção de que não há atitudes coletivas, despojadas do individualismo, como prometia o presidente em maio de 2016. Sem esse individualismo, poderíamos avançar com vigor para sair do estado catatônico em que nos encontramos e que tem como resultado os massacres dos empregos, dos assaltos, da corrupção, do desânimo em toda cadeia produtiva, exceto, ainda, o agronegócio. Temer perdeu a configuração que se esperava dele, desmantelou-se, é fraco e temeroso, veste-se da capa do Lulla. O Poder o absorveu e está no controle de sua personalidade, a visão do seu governo é curta e tem como meta outubro de 2018, depois será outro dia e até lá todos os brasileiros pagarão por isso. É o resultado que o Brasil paga pela estratégia do Sr. Fernando Henrique Cardoso em 2002, ao facilitar a eleição do PT, pensando em fazer do Brasil um novo São Paulo, quiçá com ele em 2006. Repito, Lulla não mete medo, está decadente pela imoralidade e pelas contas com o judiciário, já merece uma camisa de força há muito tempo, está em delírio e não será, como quase a totalidade dos políticos brasileiros, empecilho a uma eleição geral ainda em 2017, mas para isso o povo tem que ir às ruas, porque do contrário, tem jeito não.


A TEORIA

Aos poucos o governo Temer começa a dar com as caras. Está ficando visível a sua intenção de candidatar-se em 2018, mas sabe também que terá que fazer uma grande travessia para isso acontecer. Uma delas é a manutenção dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, para permanecerem sentados sobre o processo que tem na mira a chapa com Dillma na eleição de 2014 para presidência da República. Está provado que se utilizaram de falcatruas com gráficas e outros, além de recebimentos não contabilizados para a sustentação financeira da campanha. Provado também está que o dinheiro que abasteceu a conta da chapa Dillma – Temer teve origem, entre outras, no caixa da Petrobras, via empreiteiras. Estas empreiteiras confirmam isso e indicaram o caminho do dinheiro para chegar no seu destino final, as contas de campanha e pagamentos à empresas fictícias. Será muito difícil o Sr. Temer conseguir chegar do outro lado da história sem ser devorado pelas suas próprias crias.

Como ocupante transitório do cargo, por foça constitucional, mas sem comprovação do voto, o presidente Temer começa a expandir suas fronteiras políticas como forma de criar certa barreira a tentativa de, ainda neste semestre, ver seu mandato cassado. Para tal, algumas atitudes de desespero estão o deixando com flancos abertos e o maior deles é o da relação com a população. Ainda agora, como exemplo, todas as contas telefônicas vieram com o novo imposto criado para arrecadar recursos ao combalido caixa do governo. O leitor poderá ver isso na sua conta telefônica. O novo imposto veio através do STF que decidiu pela incidência do ICMS sobre a assinatura mensal de telefonia. O governo mentiu quando disse que não teríamos impostos com a aprovação da PEC dos gastos públicos. Essa bala já estava na agulha. Outra pista do desespero e da ajeitação política está na nomeação de vários personagens da vida petista em órgãos do governo. É uma forma de fechar apoio contra a situação que se desenvolve na Lava Jato e no TSE. A defesa do governo do Amazonas feita pelo Temer foi algo absurdo diante dos fatos. Reeleição gera esses atos e comportamentos despropositados.

É provável que a cassação da chapa Dillma e Temer se dará até meados de maio, como foi o impeachment da petista. Ocorrendo este fato, a eleição do novo presidente, em situação normal, se daria pelo voto indireto, ou seja, pelo Congresso Nacional. Acontece que muitos dos congressistas estão com processos em formação e em andamento pelo judiciário brasileiro o que trará mau cheiro ao resultado eleitoral congressista. A situação deles irá tirar a lisura ética, moral e processual da eleição do escolhido e isso poderá trazer novos embates políticos e o governo permanecer sem credibilidade perante a população e, principalmente, com sua imagem destruída no cenário internacional o que, com toda certeza, trará enormes prejuízos ao Brasil. O País não suportará tal arranjo e sua economia poderá entrar em colapso ao qual já anda beirando. As revoltas poderão extrapolar os muros dos presídios se expandindo pelas periferias das cidades e a situação ficar incontrolável e crítica. Esse cenário é muito possível e o crescimento da criminalidade é sintomática.

Conversas muitas estão acontecendo entre várias Instituições da estrutura organizacional do País. É provável que, entre elas, esteja a de fazer um governo provisório com suporte militar por curto tempo e se realizar eleições gerais até o final de 2017. É também provável que os mandatos dos novos eleitos sejam por cinco anos e teremos coincidência de todas as eleições na mesma data, ficando os eleitos municipais, neste mandato, com seis anos. O Brasil não tem mais condições de suportar a permanência do desacreditado Congresso Nacional e do comprometido presidente da República. Não pensar assim, como muitos dizem, por receio do chefe da ORCRIM, o Lulla, é pensar irracionalmente e com receio infundado. Não há mais possibilidades deste energúmeno voltar a presidência da Nação porque seu fim está consolidado política e juridicamente. A verdade única é que devemos fazer um aterro nessa fossa de vermes que se instalaram no Poder, pela omissão do povo e daqueles que, pela sua formação intelectual e profissional, permitiram tamanha destruição ao Brasil. É a teoria.


2016 MARAVILHOSO

Apesar do atentado contra o Lulla quando jogaram um livro dentro do carro dele, 2016 foi o ano dos bons acontecimentos, não tanto como queríamos, mas o suficiente para darmos glória. Tem muito lixo ainda a ser jogado fora, aqueles entranhados. São sobras que nos fazem continuar na luta para uma limpeza geral e irrestrita. Foi o ano que a Lava Jato se consolidou no cenário, não só nacional como internacional, mostrando ao mundo a podridão que foi Lulla e seu bando a frente do governo brasileiro. As Instituições que deram a esse malandro, que não trabalha, que se utiliza de recursos escusos, condenáveis, para viver, enganando o povo que lhe entregou confiança a qual traiu, deveriam fazer a “mea culpa” e cassar as homenagens de “honoris causa” dadas a esta figura desqualificada para tal. Será um ato de recuperação da honorabilidade do título.

2016 foi o ano que se quebrou com a santidade petista de que se manteriam no Poder por anos por seus valores e causas sociais e voltadas ao bem-estar da população. Vivemos uma vitória ímpar ao vergamos e quebrarmos a crença de grande parte da população, inclusive da elite, de que esse bando da ORCRIM tinha o domínio do Estado e que ninguém conseguiria desalojá-los do Planalto. Ganhamos pela fé que milhares de brasileiros do bem saíram as ruas e começaram a crer que é do povo e em seu que o Poder deve ser exercido. A população assimilou a mensagem de que não dava mais para continuar e partiu para a luta e o resultado está em andamento. Ainda existem os que, admiradores das patifarias e safadezas, sempre repetem o refrão do mal de que não conseguiremos isto, não conseguiremos aquilo, porque os políticos são permissivos com o bando da ORCRIM.

Os políticos dependem do voto do povo e o eleitor está aderindo ao mandamento de que é dele e de sua força que resultará o sucesso do trabalho de limpeza dos corruptos entranhados no Estado brasileiro. Foi essa adesão que colocou para o olho da rua Dillma e sua “trupe” de malandros e está revolucionando o sistema político que se encontra frágil porque o novo comando é fraco e conivente com grande parte dos corruptos. Está sem pulso para promover uma reforma geral em seus quadros e não consegue ver que os incapacitados são incompatíveis com mudanças estruturais e políticas. Só aprovar medidas sem que se qualifique os agentes, dificilmente teremos resultados. Não acredito em final feliz com os que aí estão a comandar a política nacional. São caminhantes errantes e não transferem segurança aos que realmente produzem desenvolvimento no Brasil, os empresários e investidores.

2016 foi o ano que o brasileiro varreu de suas vidas o fator ideológico desses aproveitadores e também dos sonhadores que se masturbam mentalmente com princípios retrógados e desvinculados da nova era que dominará e dará qualidade na vida da população, a era tecnológica que está chegando a todo vapor e o Brasil ainda vivendo na periferia. Isto por conta de que ainda não temos uma equipe de deputados, senadores e governantes no comando para conduzir o Brasil ao campo de desenvolvimento que ele merece e pode chegar. O Congresso Nacional, em sua esmagadora maioria, é formado por pessoas de índole individualista e o coletivo fica a margem do processo. Os governantes, prefeitos, governadores e presidente, não são capazes de ousar, de romper com a burocracia e a inércia da administração balofa e sem agilidade para promover mudanças. Todos tem suas ações voltadas por e para a politicagem.

Vem aí 2017, o ano da República de Curitiba. Celas estão sendo prontas para receber os líderes de fantoches que iludiu a Nação brasileira por mais de 13 anos, que cooptou, corrompeu e absorveu milhares de patifes que se escondiam na pele de cordeiro. O chefe da ORCRIM já deve estar com a trouxa de roupas pronta para se apresentar na Polícia Federal do Paraná. Isso se não “rapá pé” para Cuba, onde voltará as origens, a ilha quebrou. A esquerda retrógada está sendo varrida por todo o mundo, assim como fizemos aqui com o PT.

O que deixo de mensagem aos meus leitores é que não esmoreçam, tenham em mente e no coração que esses grupelhos não sairão impunes, continuem na luta e abracem com fervor a causa de um Brasil limpo e decente para que todos possam ter, em segurança e de forma real, sem enganações, um crescimento profissional e social com base na sua formação e qualificação e com isso elevarmos esta amada terra Brasil, de bandeira verde, azul, branca e amarela a tremular com orgulho nos mastros das nossas instituições públicas. Longa vida a todos os brasileiros e que a vitória contra a corrupção seja uma constante em nossas vidas. Rememorem e verão que 2016 foi maravilhoso.


A FESTA É DELE

A festa é DELE, mas poucos se lembram disso. Mais de 2000 anos se passaram e nada ou muito pouco se sabe DELE a não ser, diante de sua grandeza, pelos pequenos grupos de pesquisadores e estudiosos, sempre contestados. Dizem que ainda criança, recebia um cuidado extremo da mãe por saber que o filho gerado do seu ventre seria o Salvador. Qual seria a visão de Jesus Cristo, o filho de DEUS diante do mundo hoje? A sua visão diante do Brasil que vivemos e que pouca fé devota ao Criador? É certo que teria outros conceitos da vida, mas, com certeza, dentro de sua posição de irmandade entre os homens.

É bem provável que o povo brasileiro exigiria do Salvador a sua força para livrar a população de todos os males que grassam pelo Brasil e que, num passe de mágica, teríamos a solução para os males construídos minunciosamente pelos grupos petistas e aderentes. É possível que ELE atendesse ao pedido da povo com uma pergunta: o que faríamos depois? Com toda certeza não teríamos uma resposta. O que nos sobra do desmantelamento político e econômico é uma ausência de personalidades e capacidades para desenhar um novo Brasil. A carência no mercado visível de competências é notória. Há muito foram implantadas no País as regras dos malfeitos, ou seja, do vale tudo no assalto aos cofres do povo.

Vivemos em uma Nação em que o presidente da República convoca a população ao sacrifício, mas não faz o mínimo esforço para tal. Perdoa dividas de 60 bilhões do setor empresarial com a Previdência com o argumento de que dessa forma estará incentivando o campo empresarial a se recuperar e com isso alavancar o emprego no Brasil. É uma piada de mau gosto porque além do perdoar abre o crédito subsidiado pelo BNDES. Qual a razão da necessidade de perdão para abrir créditos? Bastaria uma medida provisória. Não conseguem fazer nada sem que engabelem a população que, inocentemente, acredita nessas mentiras que há muito está entranhada na administração pública brasileira. Está bem claro o objetivo, que tem seu fundamento nas eleições de 2018. O apoio do empresariado é fundamental porque até lá encontrarão a fórmula mágica para estabelecer, legalmente, a ajuda financeira.

Corre que tentaram um “golpe de mestre” com a anistia, às empresas de telecomunicações que chegavam a um montante de 100 bilhões de reais, ou seja, mais uma conta a cair no bolso do brasileiro. O golpe foi abortado no Senado por um grupo de senadores. Gostaria de saber como vai reagir o governo, até lé, oremos. A situação no planalto é de política de “ajeitos” e não tem a menor vergonha em manter em seus quadros políticos desqualificados eticamente para exercer funções na administração pública. Pelo andar da carruagem, o novo presidente não termina 2017. Sua participação no bojo do abuso econômico eleitoral é inquestionável. O sistema, politico e de governo, está todo contaminado. Mesmo com ELE a sua frente, o presidente negaria de pés juntos que nada fez.

O que resta para nós, povo, é partimos para cima de toda essa podridão em que meteram o Brasil e buscarmos retomar as rédeas com nossa presença nas ruas e em último caso, promovermos a queda do Planalto para nos libertamos dessa amarra e das quadrilhas aquarteladas na Corte em Brasília e que não tem outra visão a não ser de se locupletarem com os resultados do trabalho árduo de todo brasileiro de bem. Esperar deles atitudes e ações decentes voltadas à população é permanecer dentro do invólucro da esperança por toda a vida. Ou o povo brasileiro reage ou ficará por muitos e muitos anos nesse embrulho. É preciso uma tomada de posição porque não ocorrendo, nem a vinda do Salvador irá resolver o sofrimento do povo, mas não esqueçamos que amanhã é o seu aniversário, a festa é DELE.


A FATURA CHEGOU

“Depois da recessão é que nasce o crescimento e o emprego”. É mesmo? Esta frase veio do Presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Michel Miguel Elias Temer Lulia. Para que este nascimento e crescimento não aconteça, só a extinção da Nação ou sua paralisação completa, o travamento de qualquer ação. Cheio de boas intenções, e há um lugar entupido de gente com elas, o presidente esquece que o Brasil, dominado por um pensamento ideológico tosco que nunca deu certo em lugar nenhum do mundo, debandou-se, não foi incentivado, como deveria, a ser um País contextualizado, ou seja, inserido e de acordo com o mundo evoluído. Há sérios conflitos entre o propor, entender e executar. Não só isso, não há quem, raras exceções, possa cumprir com as três tarefas. Caso fôssemos uma população preparada educacional e culturalmente, esta situação não existiria, até porque não seria aceita a participação desses mentecaptos que andaram tomando conta do Poder nos últimos anos.

Somado ao despreparo da população, está o medo das lideranças em assumir uma ruptura com essa forma de fazer política que grassa pelo Brasil. Esta acomodação é que permite um homem considerado pela Suprema Corte como réu, ainda permanecer à frente de um dos três poderes do País. Outro exemplo de desrespeito foi praticado pelo Congresso Nacional, Câmara e Senado, com relação a uma manifestação de apoio popular, que foi o caso das Dez Medidas. Desfiguraram a proposta de Projeto de Emenda Constitucional – PEC, com objetivos outros que nada tinham a ver com a proposta original, desvirtuaram-na de forma obscena. A atitude de um dos membros da combalida corte suprema, o STF, em determinar nova votação,está dentro dos mandamentos legais. Pode sim, deveria ser feito e foi feito dentro dos devidos termos da lei e do processo legal. Estranha muito o comportamento do Sr. Ministro Gilmar Mendes, parece ferido em sua vaidade.

Sabemos que a educação no Brasil é inexistente se compararmos com o resto evoluído do mundo, vide o último resultado do Pisa (OCDE) que avalia a evolução do ensino em 70 países. O resultado não poderia ser diferente em matemática (66º), Ciências (63º) e Leitura (59º). É um resultado que nos persegue há anos, “sempre” estamos naquela região no campo classificatório, “sempre” entre os últimos. É uma lástima e mesmo assim o governo “sempre” com medidas paliativas como as apresentadas agora para o ensino médio, é um remendo a um tecido completamente esgarçado. Paliativo também é o pacote de investimento de 1,5 bilhões para recuperação de 200 mil empregos em quatro anos, uma piada para 15 milhões de desempregados. Até lá são quase quatro milhões de novos agentes ativos chegando no mercado de trabalho. Entre outras sandices do pacote, estão medidas que tem maior objetivo em atender os bancos com uso do FGTS pelo trabalhador para pagar dívidas bancárias. Outra é a de salvar empresas com perdão de 60 bilhões em dívidas com a previdência que se diz quebrada. No geral, segundo o economista Raul Velloso, pacote da miudeza porque não alavanca nada. É jogo para a torcida e reeleição.

Temos que ter consciência de que a situação é gravíssima. Não temos forças intelectuais e profissionais suficientes para empreender uma mudança radical que se vê necessária. Soma-se a isso o espírito do banditismo que ainda prevalece na política brasileira, impedindo ascensão dos que poderiam dar uma consistência em uma mudança na vida do País. Temer é um fantoche e, como tal, não vai dar certo, por ser apaziguador com quadrilhas que procuram se manter no Poder. Há uma necessidade de que a classe social e profissional dotada de ética, moral e capacidade de reorganização política e econômica dê um xeque mate nessas matilhas. Urge promoverem um reerguimento do Brasil na educação, na economia e na política. Caso contrário, não teremos empregos e forças qualitativas para o trabalho e sem estas não haverá desenvolvimento e muito menos um futuro ao nosso Brasil. Temos que nos organizar, porque a fatura chegou.


ELES NÃO AJUDAM

Não há caminho que não tenha atoleiros neste nosso Brasil nesses últimos quatorze anos. Até os anos 2002, existiam buracos na moralidade, na administração pública, na ética política e profissional, no judiciário e mesmo nas relações sociais, mas nada tão representativo como o que acontece nestes tempos. Como diz o ditado popular, eram ações de “trombadinhas” perto das que se vê agora. Fica difícil escrever sobre um tema agradável, inovador e motivador porque não há o que se possa fazer nesse sentido. Quando você pensa que vai normalizar a situação brasileira, acontecem fatos e atitudes que empurram o brasileiro para a amargura novamente. Escândalo da votação do STF-Supremo Tribunal Federal enterra qualquer esperança de uma segurança jurídica, não só aos de fora, mas a toda comunidade que via naquela Corte uma esperança de retidão nas suas ações, o último dos baluartes.

Assim como eu, muitos dos colegas da turma da PUC – RIO, inclusive o amigo Eduardo Mahon de Mato Grosso, vimos a ceifada que foi dada na Constituição brasileira com a decisão da Suprema Corte ao excluir o Senado da República da linha de sucessão da Presidência da República. O Senador Renan Calheiros está presidente do Senado. A Constituição se refere a Instituição Senado Federal na linha sucessória. Ao proibir seu presidente de assumir o cargo presidencial do País, ou seja, impedir que aconteça a sucessão, atingindo diretamente o Senado da República, o STF alterou o rito constitucional sem que tenha poderes para tal. Qualquer alteração das regras constitucionais depende de aprovação do Congresso Nacional. A decisão do STF, portanto, é inconstitucional.

Mas o show não parou por aí. O sarcasmo do senador Renan Calheiros foi deveras humilhante aos senhores ministros do Supremo Tribunal. “Decisões da Suprema Corte não podem ser questionadas, tem que ser cumpridas” disse ele, cinicamente, ao saber do resultado no STF. Transformaram os três Poderes da Nação em um grande e esdrúxulo circo dos horrores. Em nome de sei lá o que, dizem governabilidade como se ela existisse, creio que o mais correto seria “ajeitabilidade”. Promovem ajeitações, negociatas palacianas, intimidações por chantagens e outras ameaças que são partes do toma lá dá cá, e ferraram com toda a possibilidade de o Brasil readquirir sua credibilidade junto aos investidores internos e externos. Acreditem, são muitos os que estão fazendo as malas para se mandar e outros milhares lá fora que a estão desfazendo. O Brasil está nu. Não se fazem mais homens como antigamente, nem mesmo militares que, constitucionalmente autorizados, podem intervir nessas situações de roubo, acertos descarados e comprovados e que estão levando o País a uma situação de insolvência financeira, política, moral e de comando.

O que nos sobra de tudo isso? Sobram pessoas que estão voltando à miserabilidade e que foram iludidas de que jamais retornariam ao seu antigo campo da miséria. Acreditaram que sempre o Estado as atenderia em seus desejos de consumir sem que para tal tivessem que produzir, trabalhar duro e se preparar educacionalmente para evoluir. O resultado são 67 milhões de desempregados, pessoas aptas ao trabalho, mas que não tem emprego. Destes, pelo menos 14 milhões estão à procura. Cerca de 48 milhões recebem o desestimulador programa denominado Bolsa Família, ou seja, não estão empregados e isto resulta no número astronômico de aproximadamente, 115 milhões de pessoas inativas (67+48), mas há os que fazem bicos e trabalhos informais, o que diminui de forma não significativa esse número atormentador e absurdo.

Sobra uma Nação que marcha célere para o desajuste social total, não apenas setorizado. Uma Nação que só transmite malfeitos e patifarias aos seus jovens. Um Brasil que está fadado a

falência pelos desgovernos e pela podridão de suas Instituições que se tornaram indecentes e imorais. Sobra um povo que terá que muito lutar para trazer de volta a decência, a ética, a moral e a capacidade de se tornar grande e acreditar na sua força, porque para expulsar esses corruptos e malandros da estrutura de governo temos que nos unir. Caso queira crescer, o Brasil precisa expurgar essa gente, porque eles não ajudam.


PIRRALHOS DA POLÍTICA

Os pirralhos da política andam aprontando muita traquinagem nos últimos tempos, principalmente após o advento ocorrido com a chegada do Partido dos Trabalhadores ao Poder. Sem muito entender o que é governar e o significado de Estado, açambarcaram das riquezas do País com a maior naturalidade, uma festa. A distribuição dos recursos nacionais fez a alegria do povo que, na sua ignorância, não percebeu que ao fim, pagaria pelos custos dessa algazarra promovida pelos populistas, ditos socialistas. Aliás, socializaram parte mínima do dinheiro ficando nos seus cofres a maior quantia e para que não acontecesse reações ou especulações, iludiram o povo com a distribuição de créditos e mesadas aos congressistas. E rolou a festa por 13 anos, inclusos nelas os meios de comunicação que dominam a mídia brasileira.

A fatura chegou e agora todos querem se ver livres do pagamento da farra. A população, só agora começa a entender os acontecimentos dos últimos anos e está reagindo ainda com parcimônia diante da gravidade que passa o Brasil. Os políticos, em quase sua totalidade, foram os maiores beneficiados de toda a festa com o dinheiro do povo. Buscam através de chicanas e outras malandragens, se verem livres da conta a pagar, neste caso com penas de prisão e uma temporada na cadeia sem dizer que serão raros os que terão a oportunidade de um novo mandato. Pessoas de baixa índole como Renan Calheiros e companhia, dificilmente terão retorno ao Congresso Nacional, mesmo com toda a alienação do povo alagoano em relação aos malefícios que ele e Collor, em suas parcerias com Lulla, praticaram contra a Nação brasileira.

A prática de malfeitos se proliferou para todo o território nacional. A destruição das economias dos estados estão a limpo e sem mistérios para se tomar conhecimento. Agora, em seu papel de sanguessuga, vem sindicatos e líderes de fachada na política protestarem contra os novos governadores pela falta de dinheiro que grassa por todo o País. No momento da festa eram todos alegrias e elogios ao bando que destruiu o Brasil. Por serem ignorantes e desprovidos de capacidade de análise da economia e suas vertentes, os inconsequentes se fartaram pelo discurso ilusionista e agora fogem das suas responsabilidades por terem induzido a população a uma mentira, a uma falsa proposta de prosperidade e de riquezas. Buscam por essa saída jogando a culpa naqueles que receberam a herança maldita das contas públicas estouradas e com a estrutura produtiva desmantelada.

Estão inclusos nesses propagadores das ilusões os meios de comunicação e mídia. Agiram de má fé porque sabiam da projeção catastrófica que estava em andamento com as ações do governo petista. Eram convidados da farra e por essa razão deixaram rolar a festa. Agiram criminosamente contra a população brasileira que sabidamente é um povo de boa índole e que tem crença naqueles que se apresentam, empresas e pessoas, como sendo de credibilidade. Foram e continuam sendo enganados pelos noticiários que protegem sutilmente os pilantras que ainda estão detentores de Poder e os favorecem com altas somas de valores nos contratos. Rádios e televisões, raras exceções, pertencem a grupos que estão dentro do Poder, qual seja ele.

A mais cruel, de todas, são as empresas de mídia que tem grande influência na população e a subverte com programas e novelas que visam desestruturar a organização social e familiar, impondo e induzindo a população a acreditar e aceitar que a prostituição de valores de uma minoria é o caminho da felicidade, do bem-estar. Como na economia, ela só perceberá o seu engano quando o respeito e a estrutura social se desmoronar de vez. Os

sinais estão aí com milhares de jovens perdidos, sem rumo e sem os pais que estão sendo derrotados pela força da facilidade ilusionista televisiva aplicada no dia a dia que valoriza tudo que há de ruim. Não bastasse, o que estamos vivendo no Congresso Nacional com a aprovação das dez medidas contra a corrupção é um espetáculo de baixaria sem precedente. A Câmara dos Deputados perdeu o pudor, a decência e a moralidade definitivamente. Não é mais uma Instituição representativa do povo, isso ficou bem claro nas palavras do presidente Rodrigo Maia quando afirma que acima do interesse do povo está o da Câmara, ou seja, da limpa nos crimes de corrupção praticados pelos pares. Estamos pagando um alto preço por esses pirralhos na política.


INSISTO, É O CAMINHO

Antes de partir para o tema deste artigo, tenho que emitir minha opinião sobre os conflitos da maioria dos parlamentares no Congresso Nacional nesta última semana. A reação, dos procuradores da Lava Jato a este fato, não deixa de ser intempestiva ao ameaçar uma renúncia coletiva. Eles se esquecem que são meros funcionários públicos e a Lava Jato é uma ação de Estado, da Instituição Ministério Público Federal, ou seja, não sofrerá descontinuidade. Poderá ocorrer uma redução, por certo período, na dinâmica dos trabalhos, e só. Quanto ao Congresso Nacional, mal terminou a votação na Câmara, o Senado partiu para sua parte na peça do circo dos horrores. Na Câmara desfiguraram as dez medidas propostas pelos procuradores e aprovadas na comissão especial encarregada de analisa-las. Uma ação claramente de retaliação às ações da Lava Jato que está chegando, com força, no ninho da corrupção e deixando em desespero os seus filhotes. Enviada para o Senado, presidido pela ave de rapina Renan Calheiros, este procurou de imediato dar o golpe final na proposta. Foi barrado por quarenta e quatro senadores cônscios de suas responsabilidades. Houve uma mistura inoportuna nas intenções do MP com as inserções dos parlamentares, conflitantes. Jabutizaram as dez medidas.

Quanto ao tema deste artigo, o Estadão informou que 64,727 milhões de brasileiros estão inativos, apesar de aptos para o trabalho. Estes dados estão compatíveis com aqueles que apresentei em artigo, de semanas passadas, o que confirma a minha tese. Afirmo ainda que chegam aos 115 milhões de inativos se somarmos os que vivem sob as benesses do programa Bolsa Família. É um número assustador, é um barril de pólvora prestes a explodir, com rastilho montado pela fome que logo vai assolar a população de baixa renda que já não está mais cumprindo com as obrigações financeiras obtidas no período dos ilusionistas do PT.

Desde 2004 venho escrevendo que o Brasil não poderia sobreviver a base de crédito, a fatura da inconsequência ia chegar, e chegou. O perigo está no fato de que desse montante de desempregados, apenas 14 milhões ainda procuram empregos, os demais estão em desalento, desistiram, e isso meus leitores, a continuar, posso garantir que não terá um final feliz. No editorial, o Estadão alerta para a quebra de credibilidade e confiança no governo. A crença na recuperação da economia está diminuindo de forma perigosa. Diz que empresários e trabalhadores estão inseguros diante dos sinais negativos da melhoria da economia a curto prazo. O emprego continua travado, inclusive para os temporários de final de ano.

São estas razões e estas informações que me levam a insistir em uma reação inteligente e de resposta rápida do governo à necessidade de emprego da população. Volto a minha proposta que oferece a possibilidade de, em curto prazo, minorar e dar uma saída as necessidades da população na sua sobrevivência. Esta saída está na criação do Regime Especial de trabalho que consiste em abrir o mercado de empregos em duas etapas. Uma funcionaria de segunda a quinta feira e todos os direitos do trabalhador ficariam preservados e nada seria alterado na

legislação em vigor. Outra, de sexta feira a domingo, em regime especial legal. Porém, o empregado da semana de quatro dias (segunda, terça, quarta e quinta feira) considerado como de Regime Permanente, estaria impedido de atuar em empregos formais no período do Regime Especial e nenhuma empresa poderia ter número de empregados maior que o do Regime Permanente.

Esta situação de trabalho especial (sexta-feira, sábado e domingo) permite uma nova fonte de empregos. Os salários serão calculados por horas trabalhadas no mesmo valor dos empregados da semana de quatro dias, os do Regime Permanente. Para a indústria e empresas em geral caberá, na relação trabalhista no Regime Especial, a responsabilidade de recolher apenas o referente à parte da contribuição social do empregado.

Todos os direitos pecuniários (impostos, taxas, etc) do Estado serão cessantes as pessoas jurídicas nesse período do Regime Especial. Entre outros incentivos, é uma forma de dar compensação financeira às indústrias/empresas (pessoas jurídicas) para manutenção do ganho e benefícios já conquistados pelos trabalhadores que estão na ativa/empregados no Regime Permanente. Assim, não será necessária qualquer alteração jurídica na relação atual existente entre empregador e empregado. Em relação aos tributos, impostos, taxas de origem municipal, do período especial de sexta-feira, sábado e domingo, a indústria, empresas em geral, de serviços, comércio, etc estariam isentas. Insisto, é o caminho.


PENSE UM POUCO

O Brasil tem 166,3 milhões de pessoas aptas ao trabalho. Os números oficiais dizem que 90 milhões estão trabalhando e cerca de 14 milhões em busca de emprego. Dentro dos não considerados desempregados estão os dos programas do Bolsa Família e os entendidos como desalentos, que não encontram vontade de sair em busca de empregos formais, ou seja, a pesquisa não reflete a realidade porque os números têm que mostrar favorecimentos ao governo. Na minha modesta opinião, os desempregados, aqueles que não trabalham, chegam a casa dos 50 milhões ou mais. Fora os empregados formais, um gigantesco grupo faz o famoso “bico” ou trabalha na informalidade. Os dados oficiais não nos dão segurança sobre os números apresentados e com isso tocamos a vida na estimativa.

Entendo que se a pessoa está em idade ativa economicamente, isto é, apta ao trabalho, e não trabalha, deveria ser considerada desempregada e não apenas aqueles que nos últimos trinta dias anteriores a pesquisa estão em busca de emprego. Isso exposto, teremos estimativa de uma população aproximada de 76 milhões de pessoas sem trabalho ou boa parcela em atividade de sobrevivência. Caso somarmos os aproximados 40 milhões de bolsistas do programa Bolsa Família ditos, mas não são, como “empregados” aos 76 milhões sem empregos, chegamos a astronômica faixa de 116 milhões de pessoas aptas ao trabalho, mas sem emprego ou em trabalhos informais. É um contingente astronômico de não contribuintes. O Brasil não pode mais ficar mentindo a si próprio. A sua forma de conduzir as relações trabalhistas e previdenciárias estão distorcidas e irreais. O populismo e suas benesses estão levando o País a um destino de miséria e fracassos na assistência previdenciária, de saúde e educação.

É preciso dar espaço ao setor produtivo para gerar empregos e isso só é possível com a redução da carga tributária e na contribuição social e transferir este peso ao consumo, sem falar na flexibilização da CLT, aí teremos um equilíbrio na relação do trabalho, da produção e do consumo. Entretanto esta é uma atitude urgente porque está nascendo uma nova relação econômica e de produção. O novo cenário que se aproxima vai exigir enorme capacidade profissional. O avanço tecnológico está cada vez mais fechando o mercado de trabalho com o aumento de produtividade sem necessidade da mão de obra não especializada ou qualificada. Estamos perdendo tempo com situações fora de contexto para o mundo atual e em processo acelerado de crescimento. Perdemos o momento, a janela do crescimento, quando entregamos aos incapacitados governantes petistas o comando do Brasil.

O Brasil recebe por ano enorme contingente de novos trabalhadores que chegam ao mercado. Não há como atender esse contingente no mercado já saturado principalmente de mão de obra desqualificada. Estimular expansão industrial e de serviços é impossível quando o setor está em queda por razões de mercado e da legislação fiscal, trabalhista e previdenciária. As condições de trabalho estão em rápida mudança operacional. Isto exige criatividade e inovação para se adequar ao novo mundo que surge célere e transformador. Sei que existem muitos projetos e propostas por aí voltadas a inovação para o desenvolvimento econômico, mas a minha proposta não é desprezível para a economia. Há muita chance de sucesso já que nossa sociedade é baseada no consumo, apesar de não conseguir evoluir nesse campo sem a ajuda do Estado e do setor financeiro, ambos consumidores por inteiro de todos seus ganhos, prova está o alto endividamento da população.

A proposta, em síntese, já apresentada em artigos anteriores, consiste na redução da semana de trabalho para quatro dias (de segunda a quinta feira). Cria-se o Regime Especial de trabalho para os três dias restantes (sexta feira, sábado e domingo). O salário deste Regime será calculado de acordo com o valor das horas trabalhadas no sistema normal de quatro

dias. Do empresário nenhum tributo será cobrado da sua produção nos dias do Regime Especial. Nenhum trabalhador poderá ser contratado ou trabalhar nos dois períodos. A empresa que adotar o programa não poderá ter número maior de empregados que no regime normal de funcionamento. É clara a não necessidade de aumento de plantas industriais e comerciais. Está proposta é uma resposta rápida a empregabilidade e circulação de riquezas. Soluções a longo prazo, em tramitação, são benéficas desde que não segurem ou impeçam a evolução remuneratória do cidadão, que não caia sobre ele o peso de passar pela vida trabalhando para pagar por erros de governantes corruptos. Para perceber isso, pense um pouco.


VARRENDO IDEOLOGIAS

A eleição de Donald Trump está criando um alvoroço como se estivéssemos chegando ao final dos tempos. Em uma análise superficial do mundo atual dá para perceber que está em falta no equilíbrio político mundial, aquele que estabeleça contraponto aos desmandos que acontecem no planeta e que levam a barbárie em pleno século XXI. Essas barbáries não são apenas as guerras religiosas, de Poder, de domínio de povos e por aí vai. Elas estão também nos regimes políticos que se dizem democráticos, mas que no fundo nada mais são que permanência de grupelhos para se locupletarem com o dinheiro que vem do lado produtivo e da população com o pagamentos de impostos, de governos corruptos e venais.

Amanhã o sol vai nascer do mesmo jeito, independente de Trump, a coisa só muda aos interesses dos grupos do Poder. Lá como aqui e boa parte da América Latina e Europa, começam a ser apagadas ou rejeitadas do cenário eleitoral, as correntes ideológicas e a entrar em cena a postura qualitativa das propostas e daquele que irá deter o Poder. Há no ar o desejo de extinção dos partidos políticos pelas suas deficiências como representantes de uma vontade popular. Nem mesmo como grupamento estão sendo mais aceitos. Nota-se que começou o trabalho de parto. O expurgo do PT, do boliviarismo na Venezuela, a exclusão dos kichnearismo na Argentina, rejeição a Michelle Bachelet no Chile, o recuo de Rafael Correa nas suas propostas socialistas, a alta rejeição do presidente boliviano e outros movimentos latinoamericamos, dão o tom do novo rumo político para os povos latinos. O continente Europeu não fica fora. Exemplo disso é Marine Le Pen, na França, que começa a representar uma nova aspiração para os franceses, que perceberam que com os socialistas é marchar no mesmo lugar.

A eleição de Trump, no berço da democracia, foi sinal claro de que a derrocada do velho sistema político partidário em vigor está próxima. E olha que estamos falando do Partido Republicano americano, patrolado por ele, algo que não seria possível ocorrer se as forças populares dos republicanos não estivessem respirando o ar da insatisfação com o tradicionalismo e a inoperância das velhas propostas de campanha e a inércia partidária. Essa visão é estendida a toda população, daí uma participação maciça dos eleitores, o que há muito tempo não acontecia, em razão do voto não ser obrigatório. Derrubaram tudo que estava pelo caminho e que representava o velho processo de candidaturas carcomidas e dinásticas, dos velhos grupos que dominam os partidos no solo americano. Mais que isso, responderam aos Institutos de pesquisas manipuladores, a grande mídia e até mesmo a influentes líderes classistas e religiosos que não aceitam mais viver na incerteza do amanhã. Optaram pela ousadia e pela coragem de mudar, de inovar, de trazer de novo o governo e sua atenção ao “american way of life”, o estilo americano de vida, valorizar o mérito, a competência e o desejo de ser grande, de ser líder.

Aqui, pela “terra brasillis” ainda vemos figuras dantescas, como Lulla e seu bando, a pregarem por mobilização popular para defender o Brasil do “golpe” que foi dado pelo povo, aos milhões, nas ruas. Essas sandices e atos popularescos, grotescos, tem por finalidade buscar por apoio popular e criar pressão contra a iminente decisão do judiciário, leia-se Lava Jato, de levar o chefe do bando para a prisão, comprovada que está sua participação nas ações nada respeitosas contra os cofres públicos, via propinas. E pelo visto e andar da carruagem, o temeroso Temer está no mesmo caminho. Consistentes as informações, voltamos às ruas, é a nossa única defesa ante o que se passa nos três poderes.

O Senador Magno Malta em brilhante discurso, como sempre, trouxe a ideia da PEC que tem por objetivo criar um teto para a remuneração pública, que englobaria salários e outros penduricalhos. É uma iniciativa que defendo com muita tenacidade em razão de que só os

brasileiros menos afortunados, de baixo e médio salários, é que estão pagando a conta dos destemperos e lambanças econômicas promovidas pelo Partido dos Trabalhadores. Sabemos que existe uma determinação legal para tal, mas ela permite inserções de “direitos” e contorna a lei, daí remunerações exorbitantes no setor público. Abraçando a proposta, enviei ao Senador o texto de que todos os direitos pecuniários, sejam de qualquer origem, em soma, não poderão ultrapassar o limite estabelecido em lei como teto remuneratório, em vigor, pelo prazo de vinte anos, podendo ser revisto em dez anos, se assim for acatado por aprovação do Senado e da Câmara Federal. No próximo, voltamos ao assunto.


DEMORÔ, MAS ENTENDEU

30 de outubro foi uma boa vassourada nos estrelados da patifaria, mas como sempre, sobra um entulhozinho que logo será extirpado da vida brasileira. Uma coisa é o Brasil ter uma esquerda consciente e voltada a defesa e ao desenvolvimento e bem-estar da população, caso francês, inglês, dinamarquês, holandês, espanhol, chinês e por ai vai. Outra coisa é ter uma esquerda disfarçada, mas que no fundo só pensa em Poder e dinheiro, é a esquerda de fachada, como são os partidos brasileiros assim classificados. O pior dos pesadelos é ver a juventude brasileira entrar no barco desses pilantras como mera massa de manobra, mal sabem o que estão fazendo nesse grupo ideológico, é uma lástima. Cabelos despenteados, barbas espeças, descolados no vestir e desarrumados na alma, incorporam “Che Guevara” e, de braço esquerdo levantado com punho cerrado, se sentem os libertadores das Nações oprimidas, isso em pleno século XXI. Não se deram conta que o mundo andou, evoluiu, já é cibernético e exigente de constante inovação.

Não satisfeitos, contestam medidas com ocupação de escolas com considerável prejuízo a milhares de jovens que buscam pelo caminho da evolução, mesmo tendo enormes fossos no ensino recebido o que os levam a uma insana dedicação para superar essas dificuldades que para o governo, como sempre, ano após ano, diz que está evoluindo. Conscientemente, o governo, sabe que joga fora bilhões de reais todos os anos com essa política educacional. São décadas de não evolução e com isso milhares de jovens, gerações após gerações, são jogados na lata de lixo, como esses que estão ocupando escolas sem qualquer conhecimento de causa, apenas do me contaram. Onde o Brasil vai parar com isso ninguém sabe, mas algo precisa ser feito e a primeira ação e dar autonomia e independência financeira a administração educacional federal, estadual e municipal. Bem que os novos prefeitos poderiam dar o primeiro passo nesse sentido se realmente se preocupam com as novas gerações. Caminhos existem, e mil.

Não estou julgando toda a esquerda sem exceções. Existem valores e não são poucos. O próprio fundador do Partido dos Trabalhadores, o advogado Hélio Bicudo, teve a decência de sair fora do antro da bandidagem e mais decência ainda ao assinar a petição que expurgou o falso PT da política brasileira. A pregação da ideologia bolivariana, um engodo que levou milhões a miséria na América Latina, era pura maquinação para se perpetuarem no Poder. Lulla, uma cabeça que não faz uma tabuada de 1×1, mas teve apoio de letrados e imortais aqui e pelo mundo, levou, pela imensa incapacidade, o Brasil as ruínas como agora está vendo o povo. Essa camarilha que hoje lota as celas da prisão da Polícia Federal em Curitiba, nunca teve como objetivo a população sofrida deste País. E se essa população não entender que todo o acontecido teve por base a sua falta de formação educacional, outros Lullas vão aparecer com outras vestimentas, outras roupagens ideológicas. Está na hora de correr para a escola, tenha a idade que tiver.

O resultado das eleições municipais nos levam a muitas mensagens que a população silenciosamente passou a classe política. Uma delas é de que quer a sua liberdade de votar ou não, ou seja, eliminar a obrigatoriedade do voto que eu, particularmente, não o considero obrigatório a não ser por dever de consciência, se assim entender alguém. Pague uma multa e tudo resolvido. Outra, é que a forma de exercer e atuar politicamente não mais atende as aspirações da população. Aliás, está foi a grande lição deixada pelos petistas, a politicagem somada a discursos ilusionistas, as mentiras e malandragens que no fim deu nesse gigantesco prejuízo para o Brasil. Talvez, entre as mensagens mais importantes, esteja a da candidatura honesta que ainda, meio que timidamente exigida neste pleito, será a grande imposição do povo brasileiro na política. A varredura no bando petista praticada pelos eleitores, foi o sinal de que o tempo está começando a se abrir para novas perspectivas na moral, na ética e na honestidade com a administração pública. Senhores prefeitos eleitos que se cuidem, porque as ruas estão à espera do povo para tirá-los do Poder se não corresponderem ao que ele, o povo, deseja. A população “demorô”, mas entendeu.


QUEM SE APRESENTA?

O Brasil está passando por momentos críticos na sua vida política, econômica e social. Os senhores já perceberam que isso nem parece uma verdade, que está aí no dia a dia de cada um, mas que temos a sensação que não nos faz parte. Isso é com os outros, não é comigo. Assim pensam todos os setores da vida nacional, é um problema que não me diz respeito. Dessa forma de encarrar a situação ilusória, a população brasileira está a espera de que surja um iluminado que da noite para o dia dê as diretivas para, em um passo de mágica, sairmos do buraco profundo em que nos metemos com esse bando de irresponsáveis alojados em uma sigla que leva a denominação de Partido dos Trabalhadores, que de trabalhadores não tem nada, mas tem muito entendimento de como gatunar os cofres públicos. Pelo menos nesse ponto, os resultados das últimas eleições deram sinal de que parece que a coisa vai mudar. Ao não votarem em nenhum dos candidatos, parcela considerável da população em centenas de cidades, que entre nulos, brancos e ausentes chegaram a mais de 40% dos eleitores, enviaram os sinais de recusa do sistema eleitoral vigente, mas muito mais que isso, disseram não aceitarem mais candidatos que estão carcomidos com a corrupção e entranhados na política atual de conchavos e acertos esdrúxulos.

Já que a lei eleitoral não dá ferramentas a população para recusar candidatos fora o voto, errou ao votar tem que engolir, o que resta para ela é dar início desde já para cassar o prefeito eleito via mobilização popular. Esperar que esta ferramenta de poder esteja em algum texto legal é sonhar com o impossível. O caso do Rio de Janeiro é típico de desastre anunciado, não existe alternativa, é do jeito que vier, três palitos. O Rio ficará inteiro a mercê de organizações não palatáveis a uma vida dentro da ética, da moral e dos bons costumes. Assim também estarão muitas outras cidades que já elegeram seus prefeitos e vereadores e outras tantas que o farão neste domingo. Caso tenhamos que fazer análise do que levou o Brasil a este quadro de péssimos políticos, salvo algumas exceções, de bandalheira na administração pública, de ascensão de irresponsáveis e incapacitados, vamos chegar a conclusão óbvia de que somos os culpados, permitimos pela omissão e pela passiva aceitação que pilantras chegassem ao Poder e hasteassem a bandeira do mal. Desalojá-los de lá implica em muita luta e mobilização. O brasileiro precisa se conscientizar que se está tudo assim é porque ele permitiu. Deixar de votar, votar nulo ou em branco é uma forma de mobilização, de contestar o falido sistema eleitoral que estão tentando levar mais ainda para o buraco com a fajuta proposta de “lista fechada”.

Com essa péssima qualidade de políticos que temos, hoje é maioria, não há como pensarmos em desenvolvimento que o Brasil exige para atender a sua população com boas escolas, bons hospitais, empregos e qualidade de vida. Os homens públicos, salvo raros setores, se tornaram uma casta desvinculada do povo, é como se eles vivessem em outra comunidade, desvirtuam a sua razão de ser e atuar na vida profissional. Aí o eleitor se depara com péssimo atendimento na área pública porque essa é a perversa regra, a razão de existir deles, o serviço montado para atendimento da população se volta contra a população, parece um favor os serviços que os funcionários públicos prestam ao povo quando é uma obrigação bem atender. Enquadra-se nisso toda a classe política. Há uma inversão de obrigações, o povo tem que pagar o que lhe é cobrado pelo Estado, mas não há contrapartida, porque o imposto é um direito do Estado e uma obrigação da população. Só há um meio de quebrar essa inversão, a mobilização popular, não no sentido de atender princípios ideológicos, mas de fazer valer o seu direito natural.

Apesar de toda a crise e dos gigantescos problemas, não se vê um setor sequer da vida brasileira, seja industrial, comercial, empresarial, do campo e por aí vai, fazer qualquer movimento consistente para mudar a situação de caos que vive o Brasil. Não há nenhuma apresentação de propostas viáveis e que possam ajudar a sairmos deste buraco que esse bando petista nos meteu. Todas que aparecem não visam o Pais como um todo, mas apenas os setores de sua existência jurídica e funcional. Todos da área pública brigam por aumentos, mas não apresentam qualquer alternativa de escape da crise, querem apenas sugar o que resta do sangue daqueles que enchem as burras do governo para ele gastar tresloucadamente. E aí, para mudar isso que estamos vivendo, quem se apresenta?


A MENTIRA DO GOVERNO

Nunca os dados sobre este assunto tiveram veracidade mesmo após o governo do PT. Aos poucos vão aparecendo aqueles números que começam a dar luz a real situação do desemprego no Brasil. Já não são, e nunca foram, mais 12 milhões. São 23 milhões de desempregados. Meus leitores devem se lembrar de um artigo que escrevi tempos atrás sobre o assunto e nele coloquei que o verdadeiro número chegava na casa dos 50 milhões de desempregados. É simples. O IBGE só considera como desempregado aqueles que procuram por emprego nos últimos 30 dias antes da pesquisa. Não leva em conta neste bolo os 11 milhões de desalentos, ou seja, aqueles que estão desempregados e desistiram de procurar empregos. Não considera também os recebedores do programa Bolsa Família e que estão na faixa de idade produtiva, cerca de 20 milhões no mínimo, e que não trabalham. É bom lembrar que o Bolsa Família atinge a idade de 17 anos. O Instituto de Estatística considera que eles têm um ganho que, para efeito de sua metodologia, é uma renda. Somados estes números aproximados, já que não há um número real, chegamos a casa dos 50 milhões de desempregados, cálculos feitos por baixo.

Aí vem a questão: como levantar esta gigante Nação com esses números? Um governo que só pensa em eleições e ainda tenta estabelecer como reforma política a lista fechada, “uma opção que traria menor custos as campanhas, às próximas eleições”, diz Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal. Fica a pergunta, que reforma é essa que estabelece uma ditadura partidária? Não há reforma nisso, há engabelação, mutreta. Ao invés de progredir, regride. O Brasil está nesse atraso porque são poucos os que realmente fazem alguma coisa pela população. A maioria, formada de pessoas ausentes de criatividade, inovação e iniciativa para dar impulso ao País. Estão lá fazendo o tempo inteiro politicagens e pouco produtivos na defesa de interesses da população que sofre pela sua falta de entendimento do que é o cenário político e o que representa para sua vida, para a Nação.

O interessante é que os maiores envolvidos na proposta da reforma previdenciária não se manifestam, estão alheios a todo o processo. E pasmem, são os jovens que deveriam saber sobre o assunto, mas não se mobilizam, não buscam por conhecimento do que está sendo proposto. Pior, não conseguem ver que sem a reforma a bomba vai cair no colo deles porque não vai ter dinheiro para pagar os seus benefícios futuros. Dentro de poucos anos cada contribuinte terá que sustentar um aposentado, hoje essa relação é de 1,7 para cada um. São 51 milhões de trabalhadores para 30,1 milhões de aposentados. Calcula-se que em 2050 será de dois aposentados para cada trabalhador e disso os jovens não tem consciência. A reforma previdenciária é urgente e não pode ficar na mão de sindicatos pelegos e politiqueiros. O Brasil precisa se mexer e tomar a vergonha na cara e as rédeas do governo que está à vontade para fazer o que quiser e bem entender, tem que existir um freio e esse freio é a mobilização da população para botar ordem na casa assim como fez com o expurgo do Partido dos Trabalhadores.

Aqui o absurdo e o inexplicável vigoram. Falta criatividade e capacidade e competência para crescer e dar soluções aos problemas antecipadamente. Estão aí os números a dizer o nosso futuro em todos os campos, mas sempre se encontra a malemolência dos governantes e dos seus auxiliares que preferem remendar o que está esgarçado. São inoperantes e apenas tomam atitudes paliativas para engabelar a população. Há que ter ousadia para enfrentar os “comodistas” que só visam os ganhos salariais do emprego, ficam na espera de feriados e pouco estão somando com a situação que vive o País, querem aumento apesar de altos ganhos. Ousadia para inovar rompendo com o existente ineficaz e improdutivo.

Não é possível o Brasil ter alta capacidade ociosa de produção e alta taxa de desemprego, uma equação estúpida e clara da incapacidade do governo em agir em parceria com a força produtiva. O que fica para a população é que não temos mais espaço para empregar. Não é isso, não temos mais espaço é para pagar alto custo para viver e manter mordomias e gastos da administração pública. Isto gera custos fiscais e de produção elevados para as empresas que não suportam tamanha carga. Não é possível mais ver um jato da Policia Federal levar um corrupto safado para Curitiba, tinha que ser um camburão ou no máximo um monomotor. Somado isso tudo, fica claro a todos que o governo é uma mentira.


DIFÍCIL RENASCER

É com alívio que estamos vendo o governo procurar dar os primeiros passos para se mover desse lamaçal administrativo, econômico e político que o Partido dos Trabalhadores nos meteu. O novo presidente, fora a bela e maravilhosa Marcela, tem pouco a oferecer aos brasileiros diante das mazelas em que se encontram, entre outras, as contas públicas e todo o sistema de infraestrutura e social. Escolas, hospitais, empregos e serviços estão em fase de petição de miséria. Temer pode ser não lá essas coisas como comandante da nau Brasil, mas parece que tem um rumo, o que já é muito diante da situação que vivíamos. Não há como administrar sem que tenha possibilidades de dinheiro no caixa. Antes de atender as necessidades financeiras, há que se economizar para abastecer o caixa e, após, refeitas as contas, possa determinar as prioridades.

O ex ministro Delfim Neto, em brilhante artigo “Reminiscências de um socialismo infantil”, no jornal “Valor Econômico”, diz que talvez já seja tempo de deixar de lado a busca da sociedade perfeita, pelo menos por hora penso eu. Ele vai mais fundo em vários pontos da análise política e econômica do sistema infantil tentado em bases ilusionistas e corruptora empregada pelos expurgados do Poder. Diz o economista que “produzir é um problema técnico. Distribuir é um problema político que cobra seu preço no desenvolvimento de longo prazo”, aquele abastece este. É o que teremos que passar por um bom tempo se o governo priorizar aquilo que é da maior necessidade da população neste momento de pré falência que vive o País. Esse distribuir implica em obter receitas que não tem no Estado a sua geração a não ser em sua fonte fiscal que é abastecida pelo mercado produtor de riquezas tais como industrias, serviços, comércio etc. Daí necessidades de se mover para sair do lamaçal econômico que o PT nos deixou.

Medidas como a PEC 241 são necessárias como primeiro passo no ajuste da economia brasileira. Não é inamovível e tampouco inatingível a mudanças, mas cria caminhos para a redução de gastos que estavam incontroláveis e, até, serviam de pressões políticas com o governo de forma a encurralá-lo, obrigando-o a geração de déficits gigantes nas contas públicas. Ou começava, como está começando, algo nesse sentido ou o Brasil vergaria ao calote. É um “Novo Regime Fiscal” – NRF para controlar os ritmos das despesas na busca de equilíbrio das contas públicas. Não é um congelamento como propagam a esquerda infantil e os corporativistas. Não irá sufocar a educação e a saúde. O grito da esquerda é porque com a 241, bloqueia-se o canal de barganhas políticas via movimentos sindicais e outros para meter as mãos nos cofres do Estado, a lei está acima da vontade e das possibilidades de a administração federal ceder e com isso perdem forças as ameaças dos usuários das tetas do governo.

A arrecadação pode, e muito, melhorar se o governo conseguir dar impulso a redução do desemprego que chega na casa dos 23 milhões de desempregados. A produção que poderá ser gerada por esses 23 milhões trará enorme fluxo de entrada nas contas federais. Eu, particularmente e já expressei isso no artigo “Talvez um caminho” (A Gazeta de 10-09-2016), baseado em proposta por mim elaborada nos anos 90, que há portas para ocupação desse contingente de trabalhadores desocupados. Basta que a classe política tenha vontade de realizar isso. O presidente Temer, que recebeu a proposta em maio passado, já falou sobre o assunto, em fins de setembro, de redução da semana laboral para quatro dias, ponto fundamental da minha ideia em razão de que abre espaços de três dias para geração de empregos em Regime Especial de trabalho.

É preciso o governo agir e buscar por criatividade e inovação nas suas ações. Caso contrário ficará marcando passos sem conseguir tirar os brasileiros desse lodaçal em que vivem. Qualquer coisa que fizer de inovador e de responsabilidade com o Brasil, representará movimento ante a estagnação que estamos condenados até o momento. Sem isso, é um sofrido e difícil renascer.


O GOVERNO DESCONHECE EDUCAÇÃO

Em 2015 o governo anunciou a grande mudança no ensino do Brasil. Foi criado documento que era para dar o básico a todas as escolas brasileiras para que elas pudessem desenvolver uma educação com certo nível de qualidade e com isso resgatar o ensino brasileiro na sua maior tarefa, instruir. Mais de duzentos mil professores opinaram sobre o assunto constante da versão preliminar (0 Globo), doze milhões e meio de contribuições foram enviadas, as quais, com toda certeza, não foram lidas. Quarenta e cinco mil escolas participaram a composição da BNCC – Base Nacional Curricular Comum que teve cento e cinquenta e sete mil propostas que tinham por objetivo realizar modificação nas metas da aprendizagem. A primeira versão foi ao ar para consulta pública depois de lapidada por 116 especialistas de trinta e cinco universidades.

Esta consulta gerou milhões de contribuições via propostas e opiniões, as quais dificilmente foram vistas e analisadas em sua totalidade, suspeito que consideradas apenas as dos centros mais avançados, com participação de estudantes, professores, especialistas em educação, dirigentes de empresas educacionais e por aí vai. Não bastasse isso, seminários de secretários de educação dos estados e municípios também participaram e, pasmem, concluíram que a base curricular proposta na segunda versão, pode dar campo a insegurança na sua aplicação motivada pela possibilidade de várias interpretações dos docentes e com isso desvirtuar o objetivo de uma base curricular única.

O que me apresenta assustador é que só agora os dirigentes seculares da área educacional reconheceram a precariedade do ensino no Brasil, aliás de todo o sistema educacional que vai da parte física, ou seja, prédios, carteiras inadequadas, quadros ultrapassados, arquitetura das escolas que mais parecem com presídios, entra pela parte pedagógica com metodologias e conteúdos sem conexão com a realidade dos jovens e entra na maior seara dos problemas que é a formação pedagógica dos professores, não preparados e qualificados profissionalmente pelas universidades que também compõe o cesto de deficiências na educação brasileira. Esta situação, como um todo, joga milhares de crianças e jovens do Brasil na cesta de lixo todos os anos.

Mais assustador ainda é ler a declaração de expoentes da administração educacional do Brasil de que durante duas décadas de debates inconclusivos, ou seja, não chegaram a uma definição do que fazer de forma clara e consistente, a “reforma do ensino” precisava de uma chacoalhada decisiva. Ao proferir que não chegaram a uma estruturação real em duas décadas, vem a mente que continuamos no atraso em relação ao mundo atual. Em duas décadas, o mundo evoluiu muito, o conhecimento e aprendizado não ficou à espera do Brasil. Avanços tecnológicos podem ser medidos pela população, é só olhar para seu celular e imagine o seu aparelho há vinte anos. Patinamos e não conseguimos avançar porque a administração educacional brasileira é amarrada por entraves classistas e mesmo por pouco interesse em mudar uma vez que a garantia do emprego, via concurso, autoriza essa irresponsabilidade de não realizar um bom trabalho.

Ao invés de buscar por avanços na sua formação profissional com suporte técnico e conhecimentos via o próprio sindicato e secretarias de educação, os profissionais da educação preferem esse jeito malemolente de manter seu emprego com pouco trabalho e suor. É claro que temos muitas exceções e por essa razão muitas escolas do interior brasileiro, apesar de toda a dificuldade e falta de apoio, conseguem se superar e obterem excelentes índices de avalição, mas elas são umas ilhas, são professores responsáveis e amantes do que fazem. O governo morre de medo de mexer nesse vespeiro, em promover mudanças que possam gerar compromissos. Esse medo está ligado ao voto. Daí a minha tese de que não teremos um ensino de ponta enquanto o sistema educacional e sua direção, hoje Ministério da Educação, ficar à mercê de interesses políticos. É fundamental para nossa evolução educacional que ocorra uma ruptura com isso via a independência administrativa e financeira da Educação, assim como é o Ministério Público.

O que fica de tudo e nada feito nesses vinte anos de debates sobre a educação brasileira é a lástima em que se encontram nossas escolas que, em sua maioria, viraram antro de bandidagem, de agressões, de cabides de emprego e de investimentos sem retorno. São bilhões de reais jogados fora e com eles milhares de jovens. O governo desconhece Educação.


O ATO DE VOTAR

Caso seja do seu interesse dar um voto para algum candidato, basta ir até ao seu local de votação com seu título ou apenas com um documento com foto. Caso não saiba onde é, verifique no site do Tribunal Regional Eleitoral – TRE, ou do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, que o vai conduzir ao seu Estado e ao seu município, mas faça isso com antecedência para evitar os atropelos e perda de tempo. Caso você não queira ir votar, tudo bem, o voto não é obrigatório apesar de implicar em algumas restrições se você não o fizer, mas basta que o eleitor vá até o cartório eleitoral após as eleições e pague uma multa de pequeno valor, R$ 3,70, aproximadamente e estará normalizada sua situação eleitoral.

Entenda, se você comparecer para votar, estará ratificando o processo eleitoral vigente e suas imperfeições que nunca serão corrigidas por causa de seu aceite ao comparecer na sua seção de votação. Não importa se o seu voto for nulo ou em branco, o eleitor está concordando com o processo eleitoral em vigor. Nulo ou em branco, o eleitor está contestando os candidatos. No não comparecimento, o maior peso é uma postura contra a legislação eleitoral que permite safadezas nas campanhas e no processo de apuração, como foi em 2014, além de ter que aceitar como candidatos aqueles que não são qualificados para tal. Os péssimos candidatos e as péssimas escolhas é que fazem a sua cidade viver o caos e não adianta reclamar depois.

Há muito defendo que uma das mudanças para melhor qualificar o eleito, seria a possibilidade de o eleitor poder votar em três candidatos, seja lá de que partidos forem. Venceriam os mais votados os quais realmente representariam a vontade da maioria dos eleitores. O processo em vigor força o voto que, na sua maioria, é fortemente influenciado por agentes outros que durante o período de campanha eleitoral, conduzem nem sempre para uma melhor opção. O marketing mascara a real personalidade e postura da maioria dos candidatos levando o eleitor ao arrependimento passadas as eleições, caso Lulla, por exemplo. Existe, ainda, a enorme influência das pessoas próximas ou dos chefes no trabalho. Todas essas e outras posições ou pressões cairiam por terra com a possibilidade de o eleitor poder escolher outros candidatos. No mínimo, a possibilidade de eleger um desqualificado seria bem menor. Acredito que esta forma de votar seria um caminho até que a população realmente fosse detentora de uma consciência política.

Uma outra forma de qualificar os candidatos seria a declaração e consequente comprovante de depósito em dinheiro, em conta controlada pela Justiça Eleitoral, do valor a ser gasto no período eleitoral. Apenas seriam aceitas no transcorrer da campanha, contribuições de materiais publicitários em um montante de até 50%, por exemplo, do valor declarado e depositado quando do registro da candidatura. Isto evitaria participações pecuniárias extras, durante a luta pelo voto, daqueles que buscam por candidatos melhores postados no ranking para se utilizarem de favores futuros. As penalidades aos infratores, candidato e colaborador, seriam no mesmo peso.

Não deixe se levar por influência dos debates televisivos, nele, todos os “gatos são pardos”. Não há como avaliar em um debate de poucos minutos, a capacidade de gerir a coisa pública por quatro anos. Acho até que para ser candidato a cargo Executivo, o candidato não poderia ser político de carreira, que ocupe cargo legislativo, mas sim, alguém que possa, durante a campanha, mostrar à população sua capacidade administrativa em alguma atividade profissional ou empresarial. É bem verdade que se tivéssemos ferramentas eficientes para cassar aquele que não corresponde a expectativa da população, seja no executivo ou legislativo, todos os eleitos teriam maiores preocupações em realizar e nenhum cargo seria utilizado para politicagem, compra de votos, negociatas e por ai vai.

É isso aí eleitor, pense agora para não chorar depois. O mimimi após descoberto que elegeu um péssimo candidato, não irá resolver seus problemas pelo menos por quatro anos. Tenha consciência, e muita, ao confirmar seu voto. O que posso aconselhar, além do que está escrito, é você avaliar a qualificação daquele que, pela sua capacidade e experiência, possa trazer algo de benefício à sua cidade. É sua a responsabilidade. É exclusivamente seu, o ato de votar.


BRASIL, UM SERPENTÁRIO

Terminada a roçagem do mato sujo que se encontrava o Brasil, um serpentário ficou a mostra. São cobras demais para serem abatidas da vida brasileira. A Jararaca maior, Lulla, que fez deste País um brinquedo a sua megalomania, desmantelou a Nação. O Executivo foi aparelhado e junto com ele todos os órgãos penduricalhos com incompetências e incapacitados. Comprou a dignidade, a ética e a moral do Congresso Nacional ofertando mesadas a enorme massa de congressistas venais que se tornaram um escudo a qualquer tentativa dos congressistas decentes em bloquear as loucuras do Executivo. O vale tudo do desvairado Lulla que se achava a maior personalidade do mundo, não se recolheu à sua insignificância e tampouco entendeu isso. A sua cria e sucessora, uma pessoa sem o mínimo equilíbrio mental para o exercício do cargo, a ex guerrilheira que lutou contra os militares para derrubá-los e instalar a ditadura do proletariado, a sra Dillma Rousseff, meteu os pés pelas mãos e aprontou, cabrestada que foi pelo bando que fazia festas com dinheiro público.

O outro serpentário do Poder da República, o Supremo Tribunal Federal chegou ao requinte de ter em seu quadro, entre outros apadrinhados pelo bando, um membro que foi reprovado por duas vezes em exames para o cargo de Juiz e, acreditem, ainda tinha processo em andamento na justiça, atropelando os requisitos para fazer parte da Corte que, entre outros, exige notável saber jurídico e ilibada reputação. Não vamos nomear aqui os favorecidos por nomeações de parentes.

Quando se pensava que podia-se caminhar, eis que se depara com crias das serpentes em todos os escalões da República, prontas para o bote. Estas criaturas é que na verdade solapam o Brasil. São elas que travam, pela incapacidade e incompetência, qualquer tentativa de acelerar ou mesmo de se conhecer com profundidade as razões da inércia dos muitos órgãos da administração brasileira, tornando-os um gigantesco paquiderme. Para todo lado que se busca por um sistema dinâmico, o que se vê é um antro onde estão instalados os serpentários. É preciso fazer uma limpa nisso tudo, buscar acabar com esses desqualificados que ainda permanecem e são verdadeiras travas a qualquer proposta de decência, ética e moral na administração pública do Brasil.

Esse povo, petistas, ganhou a simpatia dos jovens e aos poucos, com o passar dos anos, os foram corrompendo com o auxílio da grande mídia que chegou com seus textos “culturais” de viés ideológico e com grande glamour. Confesso que estive atraído até o momento em que percebi que de luta pela democracia não tinha nada. Nas universidades era top ser esquerda, ganhava pontos na tribo. Esse comportamento de atração pelas esquerdas tinha um enorme atrativo que era o descompromisso de estudar porque um novo mundo estava para nascer e o trabalho em condições de igualdade não exigiria preparo educacional. Era um mundo que pregava a distribuição igualitária da produção de bens, um Shangri-lá. Dentro desse princípio e pregando uma luta épica dos oprimidos contra os dominantes e sendo o Brasil composto por uma população pobre e de baixíssima formação educacional, o que ainda permanece, o movimento da “esquerda” brasileira avançou e chegou ao Poder.

O resultado é o que está se vendo, um País praticamente sem saída, sem líderes capacitados – os que temos são meramente politiqueiros e não menos serpentes – com todos os setores empregadores de mão de obra desmantelados, exceto o agrícola, e um desemprego gigantesco. Assustador é que para se reerguer rapidamente, teríamos que ter um avanço em tecnologias, impossível com a formação educacional que temos, uma lástima. Para se ter uma ideia, 75% dos jovens entre 20 e 24 anos não fazem nada, nem estudam e nem trabalham. Dos 15 anos aos 29 anos são mais de 11 milhões, é uma aberração. Isso é o resultado do governo Lulla e seu bando que surrupiou a confiança dos brasileiros com safadas ilusões e mentiras, com engabelação dos números da economia com contabilidade criativa, e outros meios de pilantragens que estão vindo ao público pelas apurações da Lava Jato. São estes decentes homens, da operação Lava Jato, que estão fazendo a roçagem para que não seja mais o Brasil, um serpentário.


LULLA, APRONTE OS SAPATOS

A fala do chefe do bando, o ex presidente Lulla, deixou claro que ele é um psicopata. Não é preciso ser um médico psiquiatra para perceber que ele está doente e necessita de atendiemento urgente. O bando petista está fazendo uso deste ser perdido no espaço e no tempo para tentar salvar, não uma proposta politica e nem mesmo o Partido dos Trabalhadores, mas sim a própria matilha que compõe o bando que sabe do seu destino dentro em breve, a cadeia. Dá piedade ver que o ex “lider” dos vermelhos está se decompondo, devorado que está sendo, pelos grupelhos de “cumpanheiros” que buscam, a todo custo, fugir das algemas da Polícia Federal. Sinais da doença do ex presidente são muitos e ao dizer, entre outras bobagens, que “a profissão mais honesta é a do político, porque todo ano, por mais que ele seja ladrão, ele tem que ir pra rua pedir voto, enquanto o concursado se forma na universidade, faz um concurso e tá garantido pro resto da vida”. Não há prova maior de sua decadência psíquica. O pavor do bando é tão grande que até a “narizinho”, senadora Gleisi Helena Hoffmann, mudou a cor do cabelo para escapar do público, das vaias em aeroportos, restaurantes e por aí vai, mas não escapa do japonês.

Para Lulla, mandar matar não é crime, se não apresentar a arma do crime não há prova e de nada valem os testemunhos de pessoas. Ele confunde convicção, por falta de estudos e preparo cultural e agora acrescido de seus sinais de descontrole psíquico, como mera opinião, um palpite. Não sabe que convicção, sobre qualquer acontecimento, é um sinal de que há indícios de alguma coisa, proveniente de algum fato e isto, judicialmente, constitui em prova indireta. Desconhece que convicção é crença ou opinião consistente que tem por razão provas obtidas em uma única materialidade ou em fragmentos que indicam a prática de um crime e isto vem ocorrendo desde o mensalão, em que Lulla comprou com mesadas o apoio de parlamentares corruptos para evitar seu pedido de impeachment em 2005.

Ele tenta se salvar dentro da máxima de que não sabia de nada, apesar de estarem na cadeia vários tesoureiros do Partido dos Trabalhadores e outros tantos amigos que gozavam de sua privacidade e confidências. São inumeras delações premiadas que o apontam como o chefe do bando e dono do triplex do Guarujá. Neste caso fotos, depoimentos de moradores, porteiro e outros tantos fatos como aquisição de cozinhas feitas para o apartamento e sítio, sendo as duas compradas no mesmo lugar e pela mesma pessoa. São fatos que passam a fazer parte dos fragmentos que levam à convicção ou certeza de que ele era o comandante máximo das falcatruas e pilantragens. É muita inocência acreditar que a Procuradoria da República age de má fé. E vem muito mais por aí, é um rosário de safadezas.

Falou que tem orgulho de andar de cabeça erguida, mas não consegue ir a qualquer lugar público, até mesmo a um restaurante, sem o risco de receber vaias ou outra ofensa qualquer. Sem qualquer modéstia, faz comparação com Jesus Cristo, uma heresia. O mesmo faz em relação a Juscelino Kubitscheck, um estadista que não pode ser por ele invocado comparativamente, uma ofensa a sua memória. Coloca-se no mesmo nivel de Getúlio Vargas que teve problemas ligados exclusivamente a ações políticas, julgando-o covarde ao suicidar-se. Cita João Goulart como fujão ao sair do País. Lulla só esquece que é um cidadão comum, que em tempo algum, em razão de seu procedimento no governo, pode trazer a comparação tais figuras que dignificaram o elevado cargo que ocuparam e que se cometeram erros, foram outros que não éticos, morais e de honestidade. Em sua verborragia e logorréia, cruxificou Tiradentes.

Os acontecimentos, via Lava Jato, estão colocando verdadeiros os dizeres do provérbio popular de que “quem nunca comeu mel,quando come se lambuza”, faltou um pouco de escola ao ex presidente, talvez isso tivesse contido o caráter que está se revelando ao Brasil e ao mundo. Talvez a escola, aliada a sua capacidade de práticas nefastas o tivesse revertido para o bem. O palanque montado buscou desesperadamente por um apoio popular como forma de retenção ao avanço da Lava Jato, mas o que lhe resta Lulla, é essa turma que o rodeia e o faz acreditar que pode estar acima da lei e de todos na esperança de se salvarem do tsuname de algemas que está para chegar. Faça um bom alongamento para a caminhada. Lulla, apronte os sapatos.


TALVEZ, UM CAMINHO

O desemprego é uma das maiores fontes de inquietação no Brasil atual. Produto da má administração do governo, a paralisação do setor produtivo brasileiro deixou milhares de desempregados a vagar pelas ruas das cidades em busca de uma fonte para a sua subsistência e de suas famílias. A minha preocupação verte no sentido de que temos, mais do que nunca, viabilizar busca por uma inovação na vida do Brasil de forma a criar espaços, não somente para os empregos, mas para o desenvolvimento profissional, educacional, social e por aí vai. O momento que vivemos exige uma nova visão de administrar e gerir a Nação sob pena de ficarmos marchando no mesmo lugar.

É preciso arrebentar com essas amarras do atraso que estão sendo impostas ao Brasil por partidos e políticas retrógadas que sacrifica um povo sofrido, não só pela falta de segurança a uma expectativa de melhor vida como também sem mecanismos que lhe possam oferecer uma possibilidade de crescer no trabalho ou nas suas iniciativas de empresariar. É um start a uma ideia que venho há anos expondo.

Objetivamente e de forma sucinta, a minha proposta consiste em manter a legislação trabalhista em vigor no País, mas com o diferencial de oferecer caminhos para possibilitar a criação de Regime Especial Legal sem subtrair ou alterar qualquer dispositivo existente na legislação, ora em vigência.  

O Regime Especial consiste em normas legais para o trabalho do empregado em três dias da semana que seria composto de sexta-feira, sábado e domingo, o que implica em redução da atual semana de trabalho para quatro dias, mas, contudo, sem nada alterar a legislação em vigor. Todos os direitos do trabalhador já empregado ficam preservados, intocáveis. Porém, este empregado da semana de quatro dias (segunda, terça, quarta e quinta-feira) considerado como de Regime Permanente, estaria impedido de atuar em empregos formais no período do Regime Especial e nenhuma empresa poderá ter número de empregados maior no Regime Especial que o do Regime Permanente.

Esta situação de trabalho especial (sexta-feira, sábado e domingo) permite uma nova fonte de empregos sem alterar o funcionamento atual da estrutura legal trabalhista e de ocupação de mão de obra. Os salários do Regime Especial serão calculados por horas trabalhadas no mesmo valor dos empregados da semana de quatro dias, os do Regime Permanente.

Para a indústria e empresas em geral caberá, na relação trabalhista no Regime Especial, a responsabilidade de recolher apenas o referente à parte da contribuição social do empregado. Todos os direitos pecuniários (impostos, taxas, etc.) do Estado serão cessantes as pessoas jurídicas nesse período do Regime Especial de três dias. Este benefício de isenção será visto como incentivo fiscal. Entre outros incentivos possíveis, é uma forma de dar compensação financeira às indústrias/empresas (pessoas jurídicas) para manutenção do ganho e benefícios já conquistados pelos trabalhadores que estão na ativa/empregados no Regime Permanente. Assim, não será necessária qualquer alteração jurídica na relação atual existente entre empregador e empregado. 

Em relação aos tributos, impostos, taxas de origem municipal, do período especial de sexta-feira, sábado e domingo, a indústria, empresas em geral de serviços, comércios, etc. estariam isentas de recolhimentos.
   
No período de Regime Especial (sextas-feiras, sábados e domingos), os ganhos das pessoas jurídicas serão considerados como investimentos e incentivos do Poder Público. Tem como objetivo alavancar a produção industrial, de serviços e atividades comerciais na sua produtividade, desenvolvimento. Fica, entretanto, vedada a contratação pelas pessoas jurídicas, de empregados em número superior aos contratados do Regime Permanente. Os valores, para efeitos fiscais, serão calculados de acordo com a arrecadação mensal, excluindo-se os dias do Regime Especial, se em funcionamento, ou seja, se parte integrante do regime.

Extenso campo de ocupação de mão de obra será ofertado ao mercado de trabalho sem alteração, redução ou aumento, de plantas industriais e comerciais existentes. As indústrias/empresas passam a ter fôlego com mais recursos, com a isenção fiscal do Regime Especial. Outro ponto positivo que estaria dentro do contexto, além de benefícios ecológicos e redução de gastos financeiros para a ocupação de mão de obra, é a questão dos feriados nacionais e locais que seriam apenas celebrados festivamente sem a interrupção do trabalho.

Com a adoção do Regime Especial, quem sabe, uma solução aos ganhos para moradia alimentação, educação e saúde. Talvez um caminho para 12 milhões de desempregados.

Rapphael Curvo 


COMO EXIGIR RESPEITO

Condena-se o criminoso pelo crime, mas o deixa ir embora com a arma na mão. Essa foi a decisão dos chamados juízes tão elogiados pelo presidente da sessão do Senado que votou o impeachment, o apadrinhado no melhor estilo “capacho” de Lulla, que se denomina Lewandowski. Há muito o PT vem limpando suas pegadas com apoio daqueles que foram usados para aparelhar o Supremo Tribunal Federal, o STF. Normalmente esses senhores, dependentes dos favores, perdem o direto a atitudes e isso os levam a perda a voz ativa também. O que se observou foi um obsceno acerto nos bastidores entre o Presidente do STF, Ministro Lewandowscki, o Presidente do Senado Federal, Senador Renan Calheiros, a Senadora Kátia Abreu, Lulla e o Adv Eduardo Cardoso, entre outros, praticarem uma proposta, que se pode dizer, frontalmente anticonstitucional, indecente e, como disse o ministro Gilmar Mendes, bizarra. O difícil de aceitar é que a participação no esquema do ministro do STF deixou “as claras” que existe sim, uma enorme influência do PT no Supremo Tribunal Federal

Lewandowiski vestiu a camisa vermelha, não por ideologia, mas pelo favorecimento, deveria pedir as contas se ainda lhe resta um pouco que seja de moralidade e vergonha. Foi visível o seu preparo antecipado da justificativa para acatar o destaque, não convenceu ao dizer que tinha preparado algumas linhas já que supunha por tal pedido em plenário. Os elogios aos senadores, que o aparteavam sobre o assunto, foi ridículo, um claro lambe-lambe. Para obedecer ao chefe do bando, o seu padrinho Lulla, afrontou a Constituição do Brasil que não pode, em nenhuma hipótese, sofrer jugo de qualquer outra norma legal. O artigo 52 é taxativo e indivisível ao estabelecer conectividade direta entre causa e efeito, sem possibilidades de rupturas. Diz o texto constitucional que “os casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. A condenação e a pena são, portanto, indissociáveis. Atentem para um detalhe: “funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação”, este era o limite do sr. Lewandowscki, mas o que se viu foi a atuação como advogado da condenada. E tem mais, “à perda do cargo, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”, ou seja, ao alcance da lei da Ficha Limpa. Mais, alterou-se a Constituição sem quórum qualificado para tal e sem obediência aos ritos exigidos.

O que se viu e se tem para analisar é que o Senado Federal e a Câmara Federal estão muito longe de agirem dentro de padrões de decência legislativa, ou seja, agirem dentro de normas legais sem subterfúgios e chicanas. Não fosse a pressão popular tudo estaria no mesmo lugar e o bando criminoso continuaria suas ações com toda tranquilidade. Eu, particularmente, acredito que o expurgo será o tema dos parlamentares decentes em suas ações daqui para frente, não dá mais como continuar com tantos salafrários atuando de forma livre e sem qualquer restrição em seus atos de bandidagem e de forma impune. Está na hora de aproveitar o embalo e o lado parlamentar decente começar a tomar as rédeas do Congresso Nacional. Chega de permitir que um grupo escuso faça do Congresso balcão de negociatas, de palco de peça circense, de motivos de chacotas, como está agora acontecendo, inclusive no cenário internacional.

Indecências como Lewandovscki dizendo que é preciso dar “o mais amplo direito de defesa” que só serve para dar oportunidades a pilantras e canalhas de se defender, comprar sentenças ou criar brechas supostamente legais e ocasionar o que estamos vivendo, no caso de impeachment, com a dilapidação do texto constitucional, isto permitido pelo próprio membro presidente da Corte que se intitula guardiã da Constituição do Brasil. A população brasileira precisa entender urgentemente que chegou o momento de pressionar as instituições responsáveis pelo nosso destino. A promover um expurgo dos maus brasileiros que fazem parte de nossas estruturas de Poder que são o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Não podemos abrir espaços para que tudo volte e aconteça, de novo, o desmantelamento do nosso Brasil. O que estes poderes estão fazendo com o povo brasileiro é assustador e covarde. Iludem a todos e subtraem as possibilidades de sairmos desse fosso que meteram o País. Caso aceitemos tudo isso passivamente, como exigir respeito?


DEUS É JUSTO

Mesmo uma semana depois é preferível falar sobre Neymar Jr. que sobre o circo de horrores que estamos assistindo, patrocinado pelo Senado da República. O Senador Renan Calheiros, apesar de todos os pecados, foi muito feliz ao comentar o que se passa na votação em andamento sobre o impeachment, “é de uma burrice infinita”, principalmente os estrelados pelos senhores senadores petistas, com destaque “hors concours” para a “narizinho”, senadora Gleisi Hoffmann, a qual disse que o Senado da República não tem moral para julgar a presidente afastada Dilma Vanna Rousseff. Logo ela que teve a mão do Senador Renan Calheiros, presidente do Senado, para desfazer junto ao STF, merece averiguação, seu indiciamento e do marido Paulo Bernardo, ex ministro de Lulla e Dillma, sobre atos de corrupção, aquele dos desvios dos empréstimos consignados dos velhinhos aposentados. Quem comanda o julgamento no Senado é o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que não consegue se impor ante os tumultos que os petistas procuram fazer em busca de um último suspiro e que parece ter o apoio do ministro presidente da mesa.

As Olimpíadas aconteceram dentro do melhor possível, sem as bombas esperadas do E.I. e sem a invasão do tráfico, parece, com estes, ter acontecido um acordo de “cavalheiros”, afinal o mercado ficou expandido nesses 17 dias de jogos e o morro era partícipe deles. Aqui no Brasil até comunista morre de fome, não progride por razão clara e histórica, tudo que é para ser sério, vira piada. Daí o espanto e tamanha admiração pela Lava Jato, um ponto fora dessa curva e que deveria ser um processo normal na vida social e jurídica do País, mas não é, surpreendeu até os bandidos. O escracho é tanto que autoriza uma senadora da república a desafiar a honestidade dos membros do Senado Federal e apenas dois ou três contestarem tal afirmação feita por ela. É uma afirmação que afronta o decoro daquela casa e que deverá sofrer processo de cassação de mandato da Senadora ou então fechar o barraco. Aliás, por falar em barraco, acho que o Brasil está vivendo um barracão, as instituições não se respeitam mais, mesmo entre seus pares.

A situação é muito séria e grave. O caso do Ministro do STF Dias Tóffoli é exemplo típico de como andam as coisas no meio da justiça brasileira. É um esconde-esconde de fatos que surpreende. Acreditar que o ministro Tóffoli chamou para vistoriar problema corriqueiro de infiltração em sua residência uma das maiores empreiteiras da América Latina, a OAS, sem nada receber e indica aquela que realizou o serviço, este pago do próprio bolso pelo Ministro, é alguma coisa de muita suspeita. A proximidade dos implicados na Lava Jato com o membro guardião da Constituição compromete, mesmo que tenha sido anterior. O interessante é que após o depoimento do presidente da OAS, Léo Pinheiro, o Monsieur Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, aborta o depoimento deste sob pressão do STF. Interessante é que outros vazamentos como do Marcelo Odebrechet, do Senador Delcídio Amaral, do Ricardo Pessoa da UTC Engenharia e outros e nunca foi tomada qualquer atitude ou represália pelo STF como no caso Tóffoli.

As Olimpíadas da Gambiarra tiveram um custo oficial de 39 bilhões de reais e outros penduricalhos que aos poucos vão dar com as caras. Foi maravilhosa, mas muito aquém em termos de resultados, poucos recordes nas provas e poucas medalhas para o anfitrião. O nosso fracasso na questão de preparação ficou patente, a maioria das medalhas conquistadas, 68% das 19, foram pelos atletas militares, outras poucas por quem se preparou, por conta própria nos Estados Unidos e algumas raras via preparação em solo pátrio por órgão oficial. E ainda criticam um dos maiores astros do Brasil na atualidade que é o Neymar Jr. Jogaram nas costas desse jovem toda a responsabilidade de ganhar uma medalha de ouro, inédita, para o futebol do Brasil. Raros são os que entenderam que sem ele essa medalha não teria vindo, sua presença em campo transmitiu segurança a muitos dos jogadores porque sabiam que ele poderia decidir, como decidiu, a qualquer momento, um jogo. Tentam diminuir a sua grandiosidade e tirar dele grande parte do mérito da conquista como, por exemplo, a defesa do pênalti. Não retiro méritos do goleiro, menos ainda da equipe, mas quem tem a maior responsabilidade em cobranças de pênaltis é o atacante. Neymar é o maior jogador de futebol do Brasil na atualidade e coube a ele a maior responsabilidade em trazer a histórica medalha de ouro para o futebol brasileiro. Mesmo com toda dor de cotovelo de milhões que acham que ter sucesso é pecado, sua trajetória é brilhante e ele um vencedor. DEUS é justo.


EXPURGAR É O VERBO

Até o final deste mês o Brasil deve se ver livre definitivamente do jugo petista que levou este País a um sucateamento do parque industrial e a um desmantelamento da economia sem precedentes na sua história. De todos os erros, um dos que mais trouxe malefícios foi o de incutir na mente de grande parte das novas gerações a ideia de que o melhor para o seu futuro está nos concursos públicos e na dependência salarial de sua administração. Isso retirou desses jovens o estímulo necessário para o desenvolvimento do empreendedorismo. Como tal expandiu de forma assustadora o aparelhamento da administração e a realização de concursos, em sua maioria, eivados de resultados voltados a aprovação de favorecidos políticos. Foram muitas as reportagens a esse respeito pela mídia nacional, principalmente nas prefeituras. Este pensar imposto, difundiu a ideia de que está no Poder público a segurança econômica da vida profissional e com isso o jovem passou a correr em busca de diplomas exclusivamente como forma de acesso aos cargos ofertados nos concursos públicos. O interessante é que isto leva a população a esquecer que o Estado não produz nada, apenas arrecada daqueles que realmente são os produtores da riqueza nacional, mas está no Estado a fonte dos melhores salários e não na iniciativa privada, a máquina impulsionadora da economia. O servidor público passa a não ser o servidor da população, mas um grupamento que tem que ser servido por ela, via impostos, trabalhos e serviços.

O resultado dessa visão é que distorceu o caminho da evolução econômica do Brasil. As universidades, em sua maioria, ao invés de formar profissionais de ponta para impulsionar a economia e atender as necessidades básicas da população, viraram fábricas de diplomas com profissionais detentores de baixa qualidade de formação, desvalorizando o mercado para aqueles de boa formação que, por outro lado, começam a buscar o serviço público quando não vão em busca de melhor emprego no exterior. Daí a carência de inovação, de desenvolvimento empresarial e tecnológico e pobreza do nosso parque industrial que sofre da falta desses profissionais. Fica o Brasil como mero montador, tendo na indústria automotiva sua maior área de evolução. Esse disparate está nos números de nossa produção industrial, nos números da baixíssima produtividade do trabalhador em que um americano equivale a quatro brasileiros, nos números de nossas exportações que não chegam a 1% das exportações mundiais.

Os ilusionistas petistas criaram universidades levando a ilusão à população de que bastava o campus universitário para que nos tornássemos um País de primeiro mundo, como dizia o chefe do bando, nunca se criou tantas universidades como no meu governo. Todas elas, salvo raríssimas exceções, desqualificadas e com objetivo único de ganhar a simpatia da população, dentro do seu manto populista, pouco se preocupando com a formação do jovem universitário que, somente ao chegar ao mercado de trabalho se dá conta de sua incapacidade de demandar serviços que exigem mínima qualificação. O governo da petista retirante, melhor dizendo, da petista reprovada, foi um reflexo do seu criador que através da capacidade do marketing brasileiro, um dos melhores do planeta, pintou um Brasil em que tudo são cores, tudo maravilha e com a imagem de que somos do primeiro mundo, habilitados e capacitados a enfrentar o campo da batalha do comércio exterior em um estalar de dedos.

Esta imagem produzida internamente leva a população a crer que estamos bem, e não é bem isso, estamos mal e muito. Desenvolve no brasileiro a sensação que somos o centro do mundo quando na realidade um europeu ou americano, conhece o nosso País assim como nós conhecemos os países africanos, até mesmo da Bolívia, nada sabemos. Aliás, no quesito conhecimento geográfico, o brasileiro é desorientado e grande parte mal sabe onde se localizam os estados. Já não tínhamos grande evolução na nossa educação, mas depois da tomada de Poder pelo PT, decaímos de forma assustadora e o resultado aí está, uma lástima. A fatura disso está chegando a cada dia e será difícil sairmos desse labirinto tenebroso que Dillma, Lulla e o bando petista nos meteram. Está nas mãos dos Senadores da República a oportunidade de dar uma nova chance ao Brasil. Talvez não tenha existido um momento tão importante na nossa história como agora porque nunca tivemos um período de tanta corrupção, bandidagem, incompetência, incapacidade, desgoverno e de tamanho blefe político como o que o Brasil está passando. Nunca tivemos um grupo tão aboletado no Poder com objetivo único de sugar a Nação. É preciso um expurgo.


SEM EVOLUÇÃO

Os resultados olímpicos confirmam a baixíssima representatividade que o Brasil exerce no mundo. Temos o pior nível de educação a qual promove apenas o acesso sem quaisquer condições de oferecer qualidade, ou seja, preparo para a vida profissional, exceto alguns nichos. É uma situação gravíssima que trará gigantesca carência e resultados lastimosos, a médio prazo, a vida econômica do Brasil que, para sobreviver, terá que importar quadros de excelência se quiser crescer no campo evolutivo tecnológico. É provável que escancare o seu mercado às empresas multinacionais e transnacionais para sobreviver, e isso terá um custo enorme a população brasileira que será subjugada com trabalhos de pouca qualificação laboral e salarial.

Somos, continuaremos e permaneceremos como País pobre, fornecedor de matérias primas e produtor de commodities agrícolas. Aliás, estas é que ainda seguram o Brasil prá valer nas exportações que representam míseros 0,97% do total das exportações mundiais. O Brasil se transformou em um anão do comércio mundial. Seria bem menos se não fôssemos meros montadores de automóveis e se não fossem as exportações de motores automotivos que tem seu custo fixo, despesas para a produção, distribuídos aos incautos brasileiros que pagam para que estes cheguem a preço competitivo para não onerar os valores do produto ofertado no mercado europeu e outros mais. Assim, eles andam em bons carros de luxo com parte paga pelos bolsos dos brasileiros.

Chega a ser vergonhoso que nosso País, promotor das Olimpíadas, tenha resultados pífios na competição, é um desastre para qualquer tentativa de estimular o avanço no esporte brasileiro. Até no futebol estamos decadentes e dependentes da sorte e da boa vontade de meia dúzia de jogadores para tentar chegar à final. Como disse em artigo anterior, já pagamos desde o útero materno pela incompetência de governos após governos. Essa é a maior razão de que eles evoluem e nós ficamos só na propaganda de que somos terra do futuro, do jeito que estamos e vamos, esse futuro vai levar séculos para se fazer presente. O Estado brasileiro se desvinculou da obrigação de fazer pelo povo do Brasil. Ele engole toda a economia produzida e nada dá em retorno, ficando a vida da Nação restrita aos joguetes políticos e ao balcão das negociatas. A cada dois anos a população vai às urnas e como cordeiros amestrados, eleição após eleição, se prestam a dar pseudo legalidade aos postulantes e aos eleitos. Prova disso são as dezenas de partidos que existem com único objetivo de espaços políticos de negociação e de fonte de riquezas pessoais e de Poder.

O resultado de tudo isso está na falta de estadistas a frente do Poder brasileiro, até mesmo os comandantes militares se mostraram mais eficientes e realizadores que toda essa bandidagem que tomou conta do Brasil nestes últimos anos, é só ver as inúmeras realizações nos anos 70 e comparar com a atual administração brasileira. Os roubos aconteciam, mas eram pontuais e de pouca representatividade nos custos de uma realização ou obra. Hoje o roubo está generalizado com propinas descaradas e sem qualquer medo de que se possa sofrer punição, parecem não ter medo da Lava Jato contra a qual estão na luta por sua extinção, com tentativas de toda ordem para frustrar os resultados das ações do Ministério Público Federal e do Juiz Sérgio Moro. Como disse o Ministro Gilmar Mendes, em qualquer lugar que se puxa uma pena, vem uma galinha inteira e mais, transformaram o Brasil em um “sindicato de ladrões”.

As Olimpíadas são um fiasco como resultados em qualquer direção que se olhe, gastaram 39 bilhões de reais para denominá-la a Olimpíada da Gambiarra, uma excrescência mental para encobrir os valores e passar à população a ideia de que não teve dinheiro e muito menos roubo e propinas, mas logo veremos os resquícios. Esse foi o valor declarado, imagine o leitor o que pode ter saído por fora. O que deveria ser feito, se tivéssemos governo estadista e decente, era continuar com toda estrutura de esportes e hoteleira para promover um centro de preparação nacional de competidores para todos os eventos internos e externos. Dar aos jovens condições de se preparar atleticamente sem ter descontinuidade nos estudos oferecendo vagas, em parceria com escolas e universidades, para que formássemos no esporte, um esquadrão de elite e de desenvolvimento esportivo. Sem educação, dominada por grupos sindicalistas retrógados e obsoletos, arraigados com o atraso, sem transformação do Estado em servidor do povo e não este o seu servo, sem inovação e criatividade continuaremos sem evolução.


A RESPOSTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

O artigo desta semana estava pronto para ser remetido, mas a matéria publicada no Estadão “on line” há pouco, obriga-me, pela natureza e conteúdo, a reproduzir os levantamentos pinçados por Ricardo Brandt, Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho da manifestação do Ministério Público Federal na defesa de competência do Juiz Sérgio Moro, em julgar o malfeitor do Brasil, o ex presidente Lulla. Não é nada que não se tenha conhecimento nas conversas de pé de ouvido pela população, mas agora os fatos são produtos de uma instituição da maior credibilidade e de respeito hoje existente no País.

“Contextualizando os fortes indícios, diversos fatos vinculados ao esquema que fraudou as licitações da Petrobrás apontam que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou”. Não sou eu e muito menos qualquer jornalista ou articulista que estão de forma direta acusando o chefe do bando, o ex presidente. São os procuradores da República do Brasil. E continuam: “Considerando que uma das formas de repasse de propina dentro do arranjo montado no seio da Petrobrás era a realização de doações eleitorais, impende destacar que, ainda em 2005, Lula admitiu ter conhecimento sobre a prática de “caixa dois” no financiamento de campanhas políticas”. Esse reconhecimento de caixa 2 em campanhas políticas foi feita até de forma debochada, numa desfaçatez inimaginável para um “chefe” de Estado com toda a organização política partidária brasileira. Uma espécie de deixa prá lá, faz parte da nossa cultura política.

Descaradamente, prestou depoimento à Polícia Federal na famosa condução coercitiva para Congonhas e lá, diz o texto da manifestação, “reconheceu que, quanto à indicação de Diretores para a Petrobrás “recebia os nomes dos diretores a partir de acordos políticos firmados”. “Ou seja, Lula sabia que empresas realizavam doações eleitorais “por fora” e que havia um ávido loteamento de cargos públicos. Não é crível, assim, que Lula desconhecesse a motivação dos pagamentos de “caixa 2″ nas campanhas eleitorais, o porquê da voracidade em assumir elevados postos na Administração Pública federal, e a existência de vinculação entre um fato e outro”, mais que comprovado o tamanho do cinismo do chefe do bando de saqueadores do Brasil. Continua o texto, “a estrutura criminosa perdurou por, pelo menos, uma década”.

Na mesma toada segue a manifestação: “Nesse arranjo, os partidos e as pessoas que estavam no Governo Federal, dentre elas Lula, ocuparam posição central em relação a entidades e indivíduos que diretamente se beneficiaram do esquema: José Dirceu, primeiro ministro da Casa Civil do Governo de Lula, pessoa de sua confiança, foi um dos beneficiados com o esquema; André Vargas, líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados durante o mandato de Lula, foi um dos beneficiados com o esquema; João Vaccari, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, legenda pela qual Lula se elegeu, foi um dos beneficiados com o esquema; José de Filippi Júnior, tesoureiro de campanha presidencial de Lula em 2006, recebeu dinheiro oriundo do esquema; João Santana, publicitário responsável pela campanha presidencial de Lula em 2006, recebeu dinheiro oriundo do esquema.”

Continuam os procuradores: “partidos políticos da base aliada do Governo Federal de Lula e seus filiados receberam recursos oriundos do esquema”. Os Procuradores são diretos na afirmação que “mesmo após o término do mandato, Lula foi beneficiado direta ou indiretamente por repasses financeiros de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato”. “Executivos das maiores empreiteiras do País, que se reuniam e viajavam com Lula, participaram do esquema criminoso, fraudando as licitações da Petrobrás, e pagando propina. Considerando que todas essas figuras, diretamente envolvidas no estratagema criminoso, orbitavam em volta de Lula e do Partido dos Trabalhadores, não é crível que ele desconhecesse a existência dos ilícitos”. O manifesto leva a outros pontos tais como um sem número de funcionários públicos que estão presos e outros denunciados e que eram ativos no saque aos cofres da União.

De tudo que está exposto, fica a pergunta: será que irão responder pelos crimes? Todos nós brasileiros temos fé que sim, e mais fé ainda temos de que no fim deste mês vamos, via nossos Senadores, expulsar o bando dilmista-lulista e dar um novo início na vida decente deste País que não é merecedor de sofrimento pelos ilusionistas que se usurparam da confiança do seu povo.


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