OPORTUNIDADES

Acabo de assistir a posse do presidente americano Donald Trump. Um momento importante para o mundo e uma lição de País sólido, de governo decente, de povo que tem a liberdade de escolha por consciência daquilo que quer e deseja, provada nessas eleições. O discurso do novo presidente, aliás, como todos os outros, tem sempre a visão e preocupação de conduzir a Nação americana para patamar elevado e desenvolvido, de fé e convicção de que os Estados Unidos podem, ou seja, projetam, realizam e atingem as metas para o bem-estar e a qualidade de vida do povo americano. Não há espaços para demagogias baratas, tão comuns nos países de governantes e políticos como no Brasil.

Enquanto aqui sofremos para realizar remendos nos tecidos esgarçados dos nossos poderes, lutando contra a patifaria e politicagem em que vive o País há décadas, exceto no regime autoritário militar, lá se discute criar oportunidades, abrir caminhos a prosperidade. No Brasil estamos presos nas mesquinharias e na caça aos cargos públicos, seja por indicação ou por concursos, nestes, a única forma de sobreviver com segurança se você não compõe o grupo que sonega, que corrompe, que faz negociatas, que vive de superfaturamentos e por aí vai. Não é sem razão que são as micros e pequenas empresas que sustentam e salvam esta Nação de viver um estado de miséria consolidado. E mesmo assim o micro empresário luta por todo santo dia para sobreviver a sanha do Estado nos seus ganhos, iludidos que são por migalhas oferecidas como ajuda para que se transforme e cresça, uma ilusão que o leva a sonhar em ser um Trump da vida. Mais, existem milhões de talentos, diplomados, trabalhando em subempregos, desperdiçando sua capacidade e conhecimentos em campo árido para a prosperidade.

Nos Estados Unidos o presidente tem seu pensamento e ações voltadas em abrir espaços a inovação e ao desenvolvimento econômico, industrial e social. Busca dar incentivos e apoio ao empresário para o desenvolvimento da economia americana de forma a gerar riquezas que retornam em benefícios à população. No Brasil o pensamento e ações são direcionadas as próximas eleições, ao pagamento da monstruosa folha salarial do governo e a de poder propiciar ao povo a distribuição de bondades. Sugam as forças produtivas, mas sem qualquer retorno de benefícios à população. Esta, trabalha para sustentar o circo político e suas extravagâncias como, por exemplo, a viagem da ex presidente ao exterior, acompanhada de seguranças e assessores por mais de vinte dias. Sustentar as mordomias aéreas com os aviões da Força Aérea do Brasil, usadas até para levar famílias em festas de casamentos. Para exemplificar bem, nenhum ministro da Suprema Corte americana tem qualquer privilégio que não apenas uma vaga no estacionamento. A nossa Corte (STF) esbanja mordomias.

Assim é o Brasil, vivemos para sobreviver no dia a dia. Aqui lutamos e preocupamos com corrupção, extorsão de juros em cartões e empréstimos, insegurança social, falta de hospitais, com um Congresso Nacional atolado em malfeitos, com ministros de Estado respondendo a processos, com ministro do STF (julgador), de braços dados com o demandado (processado), com bandidos promovendo matanças generalizadas e por aí afora. Lá, a luta é pela prosperidade, pela oportunidade a ser oferecida à população para se desenvolver, via educação, suporte de toda forma, juros acessíveis, excelente infraestrutura e um sistema de impostos que favorece a quem produz. Aqui continuamos nas nossas pagas de todo dia, o povo sustentando as lambanças do governo.

“Acidentes” com aviões continuam, sempre no litoral e no momento do pouso. Ulisses Guimarães nunca foi encontrado, foi uma espécie de Bin Laden, sumiram para evitar idolatria. Lulla continua sendo venerado já que, na visão do povão, se não foi preso, ainda, é porque não tem culpa e com isso vai sedimentando caminho para uma fantasiosa candidatura que, na verdade, tem por objetivo manter viva sua imagem e tentar subverter a sua condenação e prisão, que é iminente. Assim vamos tocando a nossa pobreza, a nossa incapacidade de nos levantarmos, a nossa permissividade, a nossa estupidez e inconsciência do momento em que vivemos, a nossa falta de brio em reagir e se sujeitar as imposições dos sem escrúpulos que comandam as instituições e os poderes públicos. Não conseguimos enxergar que o que aí está, é por causa de nossa covardia, de nossa omissão. Lutamos para sobreviver, não por oportunidades.


TEM JEITO NÃO

Quando você vê descendo do mesmo avião, depois de uma longa viagem para Portugal, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral -TSE, Ministro Gilmar Mendes e o presidente da República do Brasil, Michel Temer, é de ficar pensando onde estão os valores do respeito, da decência e outros que formam o conjunto do que se chamaria de atitude ética. Afinal, um é o julgador e o outro é o demandado, o que será julgado. Esta situação divulgada pela mídia com fotos do desembarque no aeroporto de Lisboa para o enterro do líder português Mario Soares, mostra a miscelânea que está a vida política, judiciária e administrativa do nosso País. A mensagem que a foto e o fato passam aos brasileiros não tem outro caminho de análise que não o de que há compadrescos no alto escalão da vida da Nação. Estes acontecimentos é que levam ao desgaste da vida pública brasileira e a perda de credibilidade de todos os poderes do Brasil. Como não acreditar em conversas de pé de ouvido nas longas horas de viagem?

Vivemos um momento grave e que a descrença em nossos governantes é gigantesca e grotesca. Há um descrédito na estrutura política do Brasil, Executivo e Legislativo, e já há algum tempo ele se propagou pelo judiciário. Não há mais como continuar nesse atoleiro da imoralidade em que estamos. Isso tem causa bem visível. O que aconteceu e ainda acontece no Brasil, é que o cargo de Presidente perdeu o interesse para as pessoas bem preparadas e formadas, como Juscelino Kubitschek, por exemplo. O cargo perdeu a honorabilidade e se tornou disputa de classes e pessoas despreparadas, advindas dos porões ideológicos e da politicagem, campo infértil, para as pessoas íntegras. Temos que retornar a liturgia do cargo de presidente, a qualificação na política e expurgar essas hienas, salvo raras exceções, do Congresso Nacional. Só assim poderemos pensar em um País melhor e com desenvolvimento e, para isso, é preciso que o povo se manifeste, expresse sua indignação. Os conscientes tem a obrigação de assumir a responsabilidade dessa mudança e partir para a retomada da decência na vida política brasileira, não podem ficar acovardados e insensíveis a tudo que está acontecendo.

Todos falam contra o Temer, o querem fora, assim como foi com o Partido dos Trabalhadores, mas todos, ou grande parte da população, estão letárgicos. É preciso voltar as ruas e contestar. O povo diz que a bandidagem está solta, que não há segurança, mas ninguém parte para o protesto contra a situação de exagerado aumento da criminalidade. É contrassenso falar que a vida está difícil quando aceitam passivamente o desemprego. O Presidente Temer é o foco de tudo isso, gerado pela permissividade e pelas negociatas a que se submete para aprovar medidas midiáticas que estão fadadas ao insucesso por não terem sido lançadas com suporte administrativo e de pessoal qualificado para implementá-las. A ideia é boa, só faltou combinar com os russos. Esse “diz que vai mas não vai” no crescimento brasileiro é que está sangrando o País. É um desestimulador de primeira classe.

A origem dessa descrença tem como nascente a percepção de que não há atitudes coletivas, despojadas do individualismo, como prometia o presidente em maio de 2016. Sem esse individualismo, poderíamos avançar com vigor para sair do estado catatônico em que nos encontramos e que tem como resultado os massacres dos empregos, dos assaltos, da corrupção, do desânimo em toda cadeia produtiva, exceto, ainda, o agronegócio. Temer perdeu a configuração que se esperava dele, desmantelou-se, é fraco e temeroso, veste-se da capa do Lulla. O Poder o absorveu e está no controle de sua personalidade, a visão do seu governo é curta e tem como meta outubro de 2018, depois será outro dia e até lá todos os brasileiros pagarão por isso. É o resultado que o Brasil paga pela estratégia do Sr. Fernando Henrique Cardoso em 2002, ao facilitar a eleição do PT, pensando em fazer do Brasil um novo São Paulo, quiçá com ele em 2006. Repito, Lulla não mete medo, está decadente pela imoralidade e pelas contas com o judiciário, já merece uma camisa de força há muito tempo, está em delírio e não será, como quase a totalidade dos políticos brasileiros, empecilho a uma eleição geral ainda em 2017, mas para isso o povo tem que ir às ruas, porque do contrário, tem jeito não.


A TEORIA

Aos poucos o governo Temer começa a dar com as caras. Está ficando visível a sua intenção de candidatar-se em 2018, mas sabe também que terá que fazer uma grande travessia para isso acontecer. Uma delas é a manutenção dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, para permanecerem sentados sobre o processo que tem na mira a chapa com Dillma na eleição de 2014 para presidência da República. Está provado que se utilizaram de falcatruas com gráficas e outros, além de recebimentos não contabilizados para a sustentação financeira da campanha. Provado também está que o dinheiro que abasteceu a conta da chapa Dillma – Temer teve origem, entre outras, no caixa da Petrobras, via empreiteiras. Estas empreiteiras confirmam isso e indicaram o caminho do dinheiro para chegar no seu destino final, as contas de campanha e pagamentos à empresas fictícias. Será muito difícil o Sr. Temer conseguir chegar do outro lado da história sem ser devorado pelas suas próprias crias.

Como ocupante transitório do cargo, por foça constitucional, mas sem comprovação do voto, o presidente Temer começa a expandir suas fronteiras políticas como forma de criar certa barreira a tentativa de, ainda neste semestre, ver seu mandato cassado. Para tal, algumas atitudes de desespero estão o deixando com flancos abertos e o maior deles é o da relação com a população. Ainda agora, como exemplo, todas as contas telefônicas vieram com o novo imposto criado para arrecadar recursos ao combalido caixa do governo. O leitor poderá ver isso na sua conta telefônica. O novo imposto veio através do STF que decidiu pela incidência do ICMS sobre a assinatura mensal de telefonia. O governo mentiu quando disse que não teríamos impostos com a aprovação da PEC dos gastos públicos. Essa bala já estava na agulha. Outra pista do desespero e da ajeitação política está na nomeação de vários personagens da vida petista em órgãos do governo. É uma forma de fechar apoio contra a situação que se desenvolve na Lava Jato e no TSE. A defesa do governo do Amazonas feita pelo Temer foi algo absurdo diante dos fatos. Reeleição gera esses atos e comportamentos despropositados.

É provável que a cassação da chapa Dillma e Temer se dará até meados de maio, como foi o impeachment da petista. Ocorrendo este fato, a eleição do novo presidente, em situação normal, se daria pelo voto indireto, ou seja, pelo Congresso Nacional. Acontece que muitos dos congressistas estão com processos em formação e em andamento pelo judiciário brasileiro o que trará mau cheiro ao resultado eleitoral congressista. A situação deles irá tirar a lisura ética, moral e processual da eleição do escolhido e isso poderá trazer novos embates políticos e o governo permanecer sem credibilidade perante a população e, principalmente, com sua imagem destruída no cenário internacional o que, com toda certeza, trará enormes prejuízos ao Brasil. O País não suportará tal arranjo e sua economia poderá entrar em colapso ao qual já anda beirando. As revoltas poderão extrapolar os muros dos presídios se expandindo pelas periferias das cidades e a situação ficar incontrolável e crítica. Esse cenário é muito possível e o crescimento da criminalidade é sintomática.

Conversas muitas estão acontecendo entre várias Instituições da estrutura organizacional do País. É provável que, entre elas, esteja a de fazer um governo provisório com suporte militar por curto tempo e se realizar eleições gerais até o final de 2017. É também provável que os mandatos dos novos eleitos sejam por cinco anos e teremos coincidência de todas as eleições na mesma data, ficando os eleitos municipais, neste mandato, com seis anos. O Brasil não tem mais condições de suportar a permanência do desacreditado Congresso Nacional e do comprometido presidente da República. Não pensar assim, como muitos dizem, por receio do chefe da ORCRIM, o Lulla, é pensar irracionalmente e com receio infundado. Não há mais possibilidades deste energúmeno voltar a presidência da Nação porque seu fim está consolidado política e juridicamente. A verdade única é que devemos fazer um aterro nessa fossa de vermes que se instalaram no Poder, pela omissão do povo e daqueles que, pela sua formação intelectual e profissional, permitiram tamanha destruição ao Brasil. É a teoria.

31 dezembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


2016 MARAVILHOSO

Apesar do atentado contra o Lulla quando jogaram um livro dentro do carro dele, 2016 foi o ano dos bons acontecimentos, não tanto como queríamos, mas o suficiente para darmos glória. Tem muito lixo ainda a ser jogado fora, aqueles entranhados. São sobras que nos fazem continuar na luta para uma limpeza geral e irrestrita. Foi o ano que a Lava Jato se consolidou no cenário, não só nacional como internacional, mostrando ao mundo a podridão que foi Lulla e seu bando a frente do governo brasileiro. As Instituições que deram a esse malandro, que não trabalha, que se utiliza de recursos escusos, condenáveis, para viver, enganando o povo que lhe entregou confiança a qual traiu, deveriam fazer a “mea culpa” e cassar as homenagens de “honoris causa” dadas a esta figura desqualificada para tal. Será um ato de recuperação da honorabilidade do título.

2016 foi o ano que se quebrou com a santidade petista de que se manteriam no Poder por anos por seus valores e causas sociais e voltadas ao bem-estar da população. Vivemos uma vitória ímpar ao vergamos e quebrarmos a crença de grande parte da população, inclusive da elite, de que esse bando da ORCRIM tinha o domínio do Estado e que ninguém conseguiria desalojá-los do Planalto. Ganhamos pela fé que milhares de brasileiros do bem saíram as ruas e começaram a crer que é do povo e em seu que o Poder deve ser exercido. A população assimilou a mensagem de que não dava mais para continuar e partiu para a luta e o resultado está em andamento. Ainda existem os que, admiradores das patifarias e safadezas, sempre repetem o refrão do mal de que não conseguiremos isto, não conseguiremos aquilo, porque os políticos são permissivos com o bando da ORCRIM.

Os políticos dependem do voto do povo e o eleitor está aderindo ao mandamento de que é dele e de sua força que resultará o sucesso do trabalho de limpeza dos corruptos entranhados no Estado brasileiro. Foi essa adesão que colocou para o olho da rua Dillma e sua “trupe” de malandros e está revolucionando o sistema político que se encontra frágil porque o novo comando é fraco e conivente com grande parte dos corruptos. Está sem pulso para promover uma reforma geral em seus quadros e não consegue ver que os incapacitados são incompatíveis com mudanças estruturais e políticas. Só aprovar medidas sem que se qualifique os agentes, dificilmente teremos resultados. Não acredito em final feliz com os que aí estão a comandar a política nacional. São caminhantes errantes e não transferem segurança aos que realmente produzem desenvolvimento no Brasil, os empresários e investidores.

2016 foi o ano que o brasileiro varreu de suas vidas o fator ideológico desses aproveitadores e também dos sonhadores que se masturbam mentalmente com princípios retrógados e desvinculados da nova era que dominará e dará qualidade na vida da população, a era tecnológica que está chegando a todo vapor e o Brasil ainda vivendo na periferia. Isto por conta de que ainda não temos uma equipe de deputados, senadores e governantes no comando para conduzir o Brasil ao campo de desenvolvimento que ele merece e pode chegar. O Congresso Nacional, em sua esmagadora maioria, é formado por pessoas de índole individualista e o coletivo fica a margem do processo. Os governantes, prefeitos, governadores e presidente, não são capazes de ousar, de romper com a burocracia e a inércia da administração balofa e sem agilidade para promover mudanças. Todos tem suas ações voltadas por e para a politicagem.

Vem aí 2017, o ano da República de Curitiba. Celas estão sendo prontas para receber os líderes de fantoches que iludiu a Nação brasileira por mais de 13 anos, que cooptou, corrompeu e absorveu milhares de patifes que se escondiam na pele de cordeiro. O chefe da ORCRIM já deve estar com a trouxa de roupas pronta para se apresentar na Polícia Federal do Paraná. Isso se não “rapá pé” para Cuba, onde voltará as origens, a ilha quebrou. A esquerda retrógada está sendo varrida por todo o mundo, assim como fizemos aqui com o PT.

O que deixo de mensagem aos meus leitores é que não esmoreçam, tenham em mente e no coração que esses grupelhos não sairão impunes, continuem na luta e abracem com fervor a causa de um Brasil limpo e decente para que todos possam ter, em segurança e de forma real, sem enganações, um crescimento profissional e social com base na sua formação e qualificação e com isso elevarmos esta amada terra Brasil, de bandeira verde, azul, branca e amarela a tremular com orgulho nos mastros das nossas instituições públicas. Longa vida a todos os brasileiros e que a vitória contra a corrupção seja uma constante em nossas vidas. Rememorem e verão que 2016 foi maravilhoso.

25 dezembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


A FESTA É DELE

A festa é DELE, mas poucos se lembram disso. Mais de 2000 anos se passaram e nada ou muito pouco se sabe DELE a não ser, diante de sua grandeza, pelos pequenos grupos de pesquisadores e estudiosos, sempre contestados. Dizem que ainda criança, recebia um cuidado extremo da mãe por saber que o filho gerado do seu ventre seria o Salvador. Qual seria a visão de Jesus Cristo, o filho de DEUS diante do mundo hoje? A sua visão diante do Brasil que vivemos e que pouca fé devota ao Criador? É certo que teria outros conceitos da vida, mas, com certeza, dentro de sua posição de irmandade entre os homens.

É bem provável que o povo brasileiro exigiria do Salvador a sua força para livrar a população de todos os males que grassam pelo Brasil e que, num passe de mágica, teríamos a solução para os males construídos minunciosamente pelos grupos petistas e aderentes. É possível que ELE atendesse ao pedido da povo com uma pergunta: o que faríamos depois? Com toda certeza não teríamos uma resposta. O que nos sobra do desmantelamento político e econômico é uma ausência de personalidades e capacidades para desenhar um novo Brasil. A carência no mercado visível de competências é notória. Há muito foram implantadas no País as regras dos malfeitos, ou seja, do vale tudo no assalto aos cofres do povo.

Vivemos em uma Nação em que o presidente da República convoca a população ao sacrifício, mas não faz o mínimo esforço para tal. Perdoa dividas de 60 bilhões do setor empresarial com a Previdência com o argumento de que dessa forma estará incentivando o campo empresarial a se recuperar e com isso alavancar o emprego no Brasil. É uma piada de mau gosto porque além do perdoar abre o crédito subsidiado pelo BNDES. Qual a razão da necessidade de perdão para abrir créditos? Bastaria uma medida provisória. Não conseguem fazer nada sem que engabelem a população que, inocentemente, acredita nessas mentiras que há muito está entranhada na administração pública brasileira. Está bem claro o objetivo, que tem seu fundamento nas eleições de 2018. O apoio do empresariado é fundamental porque até lá encontrarão a fórmula mágica para estabelecer, legalmente, a ajuda financeira.

Corre que tentaram um “golpe de mestre” com a anistia, às empresas de telecomunicações que chegavam a um montante de 100 bilhões de reais, ou seja, mais uma conta a cair no bolso do brasileiro. O golpe foi abortado no Senado por um grupo de senadores. Gostaria de saber como vai reagir o governo, até lé, oremos. A situação no planalto é de política de “ajeitos” e não tem a menor vergonha em manter em seus quadros políticos desqualificados eticamente para exercer funções na administração pública. Pelo andar da carruagem, o novo presidente não termina 2017. Sua participação no bojo do abuso econômico eleitoral é inquestionável. O sistema, politico e de governo, está todo contaminado. Mesmo com ELE a sua frente, o presidente negaria de pés juntos que nada fez.

O que resta para nós, povo, é partimos para cima de toda essa podridão em que meteram o Brasil e buscarmos retomar as rédeas com nossa presença nas ruas e em último caso, promovermos a queda do Planalto para nos libertamos dessa amarra e das quadrilhas aquarteladas na Corte em Brasília e que não tem outra visão a não ser de se locupletarem com os resultados do trabalho árduo de todo brasileiro de bem. Esperar deles atitudes e ações decentes voltadas à população é permanecer dentro do invólucro da esperança por toda a vida. Ou o povo brasileiro reage ou ficará por muitos e muitos anos nesse embrulho. É preciso uma tomada de posição porque não ocorrendo, nem a vinda do Salvador irá resolver o sofrimento do povo, mas não esqueçamos que amanhã é o seu aniversário, a festa é DELE.

17 dezembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


A FATURA CHEGOU

“Depois da recessão é que nasce o crescimento e o emprego”. É mesmo? Esta frase veio do Presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Michel Miguel Elias Temer Lulia. Para que este nascimento e crescimento não aconteça, só a extinção da Nação ou sua paralisação completa, o travamento de qualquer ação. Cheio de boas intenções, e há um lugar entupido de gente com elas, o presidente esquece que o Brasil, dominado por um pensamento ideológico tosco que nunca deu certo em lugar nenhum do mundo, debandou-se, não foi incentivado, como deveria, a ser um País contextualizado, ou seja, inserido e de acordo com o mundo evoluído. Há sérios conflitos entre o propor, entender e executar. Não só isso, não há quem, raras exceções, possa cumprir com as três tarefas. Caso fôssemos uma população preparada educacional e culturalmente, esta situação não existiria, até porque não seria aceita a participação desses mentecaptos que andaram tomando conta do Poder nos últimos anos.

Somado ao despreparo da população, está o medo das lideranças em assumir uma ruptura com essa forma de fazer política que grassa pelo Brasil. Esta acomodação é que permite um homem considerado pela Suprema Corte como réu, ainda permanecer à frente de um dos três poderes do País. Outro exemplo de desrespeito foi praticado pelo Congresso Nacional, Câmara e Senado, com relação a uma manifestação de apoio popular, que foi o caso das Dez Medidas. Desfiguraram a proposta de Projeto de Emenda Constitucional – PEC, com objetivos outros que nada tinham a ver com a proposta original, desvirtuaram-na de forma obscena. A atitude de um dos membros da combalida corte suprema, o STF, em determinar nova votação,está dentro dos mandamentos legais. Pode sim, deveria ser feito e foi feito dentro dos devidos termos da lei e do processo legal. Estranha muito o comportamento do Sr. Ministro Gilmar Mendes, parece ferido em sua vaidade.

Sabemos que a educação no Brasil é inexistente se compararmos com o resto evoluído do mundo, vide o último resultado do Pisa (OCDE) que avalia a evolução do ensino em 70 países. O resultado não poderia ser diferente em matemática (66º), Ciências (63º) e Leitura (59º). É um resultado que nos persegue há anos, “sempre” estamos naquela região no campo classificatório, “sempre” entre os últimos. É uma lástima e mesmo assim o governo “sempre” com medidas paliativas como as apresentadas agora para o ensino médio, é um remendo a um tecido completamente esgarçado. Paliativo também é o pacote de investimento de 1,5 bilhões para recuperação de 200 mil empregos em quatro anos, uma piada para 15 milhões de desempregados. Até lá são quase quatro milhões de novos agentes ativos chegando no mercado de trabalho. Entre outras sandices do pacote, estão medidas que tem maior objetivo em atender os bancos com uso do FGTS pelo trabalhador para pagar dívidas bancárias. Outra é a de salvar empresas com perdão de 60 bilhões em dívidas com a previdência que se diz quebrada. No geral, segundo o economista Raul Velloso, pacote da miudeza porque não alavanca nada. É jogo para a torcida e reeleição.

Temos que ter consciência de que a situação é gravíssima. Não temos forças intelectuais e profissionais suficientes para empreender uma mudança radical que se vê necessária. Soma-se a isso o espírito do banditismo que ainda prevalece na política brasileira, impedindo ascensão dos que poderiam dar uma consistência em uma mudança na vida do País. Temer é um fantoche e, como tal, não vai dar certo, por ser apaziguador com quadrilhas que procuram se manter no Poder. Há uma necessidade de que a classe social e profissional dotada de ética, moral e capacidade de reorganização política e econômica dê um xeque mate nessas matilhas. Urge promoverem um reerguimento do Brasil na educação, na economia e na política. Caso contrário, não teremos empregos e forças qualitativas para o trabalho e sem estas não haverá desenvolvimento e muito menos um futuro ao nosso Brasil. Temos que nos organizar, porque a fatura chegou.

11 dezembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


ELES NÃO AJUDAM

Não há caminho que não tenha atoleiros neste nosso Brasil nesses últimos quatorze anos. Até os anos 2002, existiam buracos na moralidade, na administração pública, na ética política e profissional, no judiciário e mesmo nas relações sociais, mas nada tão representativo como o que acontece nestes tempos. Como diz o ditado popular, eram ações de “trombadinhas” perto das que se vê agora. Fica difícil escrever sobre um tema agradável, inovador e motivador porque não há o que se possa fazer nesse sentido. Quando você pensa que vai normalizar a situação brasileira, acontecem fatos e atitudes que empurram o brasileiro para a amargura novamente. Escândalo da votação do STF-Supremo Tribunal Federal enterra qualquer esperança de uma segurança jurídica, não só aos de fora, mas a toda comunidade que via naquela Corte uma esperança de retidão nas suas ações, o último dos baluartes.

Assim como eu, muitos dos colegas da turma da PUC – RIO, inclusive o amigo Eduardo Mahon de Mato Grosso, vimos a ceifada que foi dada na Constituição brasileira com a decisão da Suprema Corte ao excluir o Senado da República da linha de sucessão da Presidência da República. O Senador Renan Calheiros está presidente do Senado. A Constituição se refere a Instituição Senado Federal na linha sucessória. Ao proibir seu presidente de assumir o cargo presidencial do País, ou seja, impedir que aconteça a sucessão, atingindo diretamente o Senado da República, o STF alterou o rito constitucional sem que tenha poderes para tal. Qualquer alteração das regras constitucionais depende de aprovação do Congresso Nacional. A decisão do STF, portanto, é inconstitucional.

Mas o show não parou por aí. O sarcasmo do senador Renan Calheiros foi deveras humilhante aos senhores ministros do Supremo Tribunal. “Decisões da Suprema Corte não podem ser questionadas, tem que ser cumpridas” disse ele, cinicamente, ao saber do resultado no STF. Transformaram os três Poderes da Nação em um grande e esdrúxulo circo dos horrores. Em nome de sei lá o que, dizem governabilidade como se ela existisse, creio que o mais correto seria “ajeitabilidade”. Promovem ajeitações, negociatas palacianas, intimidações por chantagens e outras ameaças que são partes do toma lá dá cá, e ferraram com toda a possibilidade de o Brasil readquirir sua credibilidade junto aos investidores internos e externos. Acreditem, são muitos os que estão fazendo as malas para se mandar e outros milhares lá fora que a estão desfazendo. O Brasil está nu. Não se fazem mais homens como antigamente, nem mesmo militares que, constitucionalmente autorizados, podem intervir nessas situações de roubo, acertos descarados e comprovados e que estão levando o País a uma situação de insolvência financeira, política, moral e de comando.

O que nos sobra de tudo isso? Sobram pessoas que estão voltando à miserabilidade e que foram iludidas de que jamais retornariam ao seu antigo campo da miséria. Acreditaram que sempre o Estado as atenderia em seus desejos de consumir sem que para tal tivessem que produzir, trabalhar duro e se preparar educacionalmente para evoluir. O resultado são 67 milhões de desempregados, pessoas aptas ao trabalho, mas que não tem emprego. Destes, pelo menos 14 milhões estão à procura. Cerca de 48 milhões recebem o desestimulador programa denominado Bolsa Família, ou seja, não estão empregados e isto resulta no número astronômico de aproximadamente, 115 milhões de pessoas inativas (67+48), mas há os que fazem bicos e trabalhos informais, o que diminui de forma não significativa esse número atormentador e absurdo.

Sobra uma Nação que marcha célere para o desajuste social total, não apenas setorizado. Uma Nação que só transmite malfeitos e patifarias aos seus jovens. Um Brasil que está fadado a

falência pelos desgovernos e pela podridão de suas Instituições que se tornaram indecentes e imorais. Sobra um povo que terá que muito lutar para trazer de volta a decência, a ética, a moral e a capacidade de se tornar grande e acreditar na sua força, porque para expulsar esses corruptos e malandros da estrutura de governo temos que nos unir. Caso queira crescer, o Brasil precisa expurgar essa gente, porque eles não ajudam.


PIRRALHOS DA POLÍTICA

Os pirralhos da política andam aprontando muita traquinagem nos últimos tempos, principalmente após o advento ocorrido com a chegada do Partido dos Trabalhadores ao Poder. Sem muito entender o que é governar e o significado de Estado, açambarcaram das riquezas do País com a maior naturalidade, uma festa. A distribuição dos recursos nacionais fez a alegria do povo que, na sua ignorância, não percebeu que ao fim, pagaria pelos custos dessa algazarra promovida pelos populistas, ditos socialistas. Aliás, socializaram parte mínima do dinheiro ficando nos seus cofres a maior quantia e para que não acontecesse reações ou especulações, iludiram o povo com a distribuição de créditos e mesadas aos congressistas. E rolou a festa por 13 anos, inclusos nelas os meios de comunicação que dominam a mídia brasileira.

A fatura chegou e agora todos querem se ver livres do pagamento da farra. A população, só agora começa a entender os acontecimentos dos últimos anos e está reagindo ainda com parcimônia diante da gravidade que passa o Brasil. Os políticos, em quase sua totalidade, foram os maiores beneficiados de toda a festa com o dinheiro do povo. Buscam através de chicanas e outras malandragens, se verem livres da conta a pagar, neste caso com penas de prisão e uma temporada na cadeia sem dizer que serão raros os que terão a oportunidade de um novo mandato. Pessoas de baixa índole como Renan Calheiros e companhia, dificilmente terão retorno ao Congresso Nacional, mesmo com toda a alienação do povo alagoano em relação aos malefícios que ele e Collor, em suas parcerias com Lulla, praticaram contra a Nação brasileira.

A prática de malfeitos se proliferou para todo o território nacional. A destruição das economias dos estados estão a limpo e sem mistérios para se tomar conhecimento. Agora, em seu papel de sanguessuga, vem sindicatos e líderes de fachada na política protestarem contra os novos governadores pela falta de dinheiro que grassa por todo o País. No momento da festa eram todos alegrias e elogios ao bando que destruiu o Brasil. Por serem ignorantes e desprovidos de capacidade de análise da economia e suas vertentes, os inconsequentes se fartaram pelo discurso ilusionista e agora fogem das suas responsabilidades por terem induzido a população a uma mentira, a uma falsa proposta de prosperidade e de riquezas. Buscam por essa saída jogando a culpa naqueles que receberam a herança maldita das contas públicas estouradas e com a estrutura produtiva desmantelada.

Estão inclusos nesses propagadores das ilusões os meios de comunicação e mídia. Agiram de má fé porque sabiam da projeção catastrófica que estava em andamento com as ações do governo petista. Eram convidados da farra e por essa razão deixaram rolar a festa. Agiram criminosamente contra a população brasileira que sabidamente é um povo de boa índole e que tem crença naqueles que se apresentam, empresas e pessoas, como sendo de credibilidade. Foram e continuam sendo enganados pelos noticiários que protegem sutilmente os pilantras que ainda estão detentores de Poder e os favorecem com altas somas de valores nos contratos. Rádios e televisões, raras exceções, pertencem a grupos que estão dentro do Poder, qual seja ele.

A mais cruel, de todas, são as empresas de mídia que tem grande influência na população e a subverte com programas e novelas que visam desestruturar a organização social e familiar, impondo e induzindo a população a acreditar e aceitar que a prostituição de valores de uma minoria é o caminho da felicidade, do bem-estar. Como na economia, ela só perceberá o seu engano quando o respeito e a estrutura social se desmoronar de vez. Os

sinais estão aí com milhares de jovens perdidos, sem rumo e sem os pais que estão sendo derrotados pela força da facilidade ilusionista televisiva aplicada no dia a dia que valoriza tudo que há de ruim. Não bastasse, o que estamos vivendo no Congresso Nacional com a aprovação das dez medidas contra a corrupção é um espetáculo de baixaria sem precedente. A Câmara dos Deputados perdeu o pudor, a decência e a moralidade definitivamente. Não é mais uma Instituição representativa do povo, isso ficou bem claro nas palavras do presidente Rodrigo Maia quando afirma que acima do interesse do povo está o da Câmara, ou seja, da limpa nos crimes de corrupção praticados pelos pares. Estamos pagando um alto preço por esses pirralhos na política.


INSISTO, É O CAMINHO

Antes de partir para o tema deste artigo, tenho que emitir minha opinião sobre os conflitos da maioria dos parlamentares no Congresso Nacional nesta última semana. A reação, dos procuradores da Lava Jato a este fato, não deixa de ser intempestiva ao ameaçar uma renúncia coletiva. Eles se esquecem que são meros funcionários públicos e a Lava Jato é uma ação de Estado, da Instituição Ministério Público Federal, ou seja, não sofrerá descontinuidade. Poderá ocorrer uma redução, por certo período, na dinâmica dos trabalhos, e só. Quanto ao Congresso Nacional, mal terminou a votação na Câmara, o Senado partiu para sua parte na peça do circo dos horrores. Na Câmara desfiguraram as dez medidas propostas pelos procuradores e aprovadas na comissão especial encarregada de analisa-las. Uma ação claramente de retaliação às ações da Lava Jato que está chegando, com força, no ninho da corrupção e deixando em desespero os seus filhotes. Enviada para o Senado, presidido pela ave de rapina Renan Calheiros, este procurou de imediato dar o golpe final na proposta. Foi barrado por quarenta e quatro senadores cônscios de suas responsabilidades. Houve uma mistura inoportuna nas intenções do MP com as inserções dos parlamentares, conflitantes. Jabutizaram as dez medidas.

Quanto ao tema deste artigo, o Estadão informou que 64,727 milhões de brasileiros estão inativos, apesar de aptos para o trabalho. Estes dados estão compatíveis com aqueles que apresentei em artigo, de semanas passadas, o que confirma a minha tese. Afirmo ainda que chegam aos 115 milhões de inativos se somarmos os que vivem sob as benesses do programa Bolsa Família. É um número assustador, é um barril de pólvora prestes a explodir, com rastilho montado pela fome que logo vai assolar a população de baixa renda que já não está mais cumprindo com as obrigações financeiras obtidas no período dos ilusionistas do PT.

Desde 2004 venho escrevendo que o Brasil não poderia sobreviver a base de crédito, a fatura da inconsequência ia chegar, e chegou. O perigo está no fato de que desse montante de desempregados, apenas 14 milhões ainda procuram empregos, os demais estão em desalento, desistiram, e isso meus leitores, a continuar, posso garantir que não terá um final feliz. No editorial, o Estadão alerta para a quebra de credibilidade e confiança no governo. A crença na recuperação da economia está diminuindo de forma perigosa. Diz que empresários e trabalhadores estão inseguros diante dos sinais negativos da melhoria da economia a curto prazo. O emprego continua travado, inclusive para os temporários de final de ano.

São estas razões e estas informações que me levam a insistir em uma reação inteligente e de resposta rápida do governo à necessidade de emprego da população. Volto a minha proposta que oferece a possibilidade de, em curto prazo, minorar e dar uma saída as necessidades da população na sua sobrevivência. Esta saída está na criação do Regime Especial de trabalho que consiste em abrir o mercado de empregos em duas etapas. Uma funcionaria de segunda a quinta feira e todos os direitos do trabalhador ficariam preservados e nada seria alterado na

legislação em vigor. Outra, de sexta feira a domingo, em regime especial legal. Porém, o empregado da semana de quatro dias (segunda, terça, quarta e quinta feira) considerado como de Regime Permanente, estaria impedido de atuar em empregos formais no período do Regime Especial e nenhuma empresa poderia ter número de empregados maior que o do Regime Permanente.

Esta situação de trabalho especial (sexta-feira, sábado e domingo) permite uma nova fonte de empregos. Os salários serão calculados por horas trabalhadas no mesmo valor dos empregados da semana de quatro dias, os do Regime Permanente. Para a indústria e empresas em geral caberá, na relação trabalhista no Regime Especial, a responsabilidade de recolher apenas o referente à parte da contribuição social do empregado.

Todos os direitos pecuniários (impostos, taxas, etc) do Estado serão cessantes as pessoas jurídicas nesse período do Regime Especial. Entre outros incentivos, é uma forma de dar compensação financeira às indústrias/empresas (pessoas jurídicas) para manutenção do ganho e benefícios já conquistados pelos trabalhadores que estão na ativa/empregados no Regime Permanente. Assim, não será necessária qualquer alteração jurídica na relação atual existente entre empregador e empregado. Em relação aos tributos, impostos, taxas de origem municipal, do período especial de sexta-feira, sábado e domingo, a indústria, empresas em geral, de serviços, comércio, etc estariam isentas. Insisto, é o caminho.

19 novembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


PENSE UM POUCO

O Brasil tem 166,3 milhões de pessoas aptas ao trabalho. Os números oficiais dizem que 90 milhões estão trabalhando e cerca de 14 milhões em busca de emprego. Dentro dos não considerados desempregados estão os dos programas do Bolsa Família e os entendidos como desalentos, que não encontram vontade de sair em busca de empregos formais, ou seja, a pesquisa não reflete a realidade porque os números têm que mostrar favorecimentos ao governo. Na minha modesta opinião, os desempregados, aqueles que não trabalham, chegam a casa dos 50 milhões ou mais. Fora os empregados formais, um gigantesco grupo faz o famoso “bico” ou trabalha na informalidade. Os dados oficiais não nos dão segurança sobre os números apresentados e com isso tocamos a vida na estimativa.

Entendo que se a pessoa está em idade ativa economicamente, isto é, apta ao trabalho, e não trabalha, deveria ser considerada desempregada e não apenas aqueles que nos últimos trinta dias anteriores a pesquisa estão em busca de emprego. Isso exposto, teremos estimativa de uma população aproximada de 76 milhões de pessoas sem trabalho ou boa parcela em atividade de sobrevivência. Caso somarmos os aproximados 40 milhões de bolsistas do programa Bolsa Família ditos, mas não são, como “empregados” aos 76 milhões sem empregos, chegamos a astronômica faixa de 116 milhões de pessoas aptas ao trabalho, mas sem emprego ou em trabalhos informais. É um contingente astronômico de não contribuintes. O Brasil não pode mais ficar mentindo a si próprio. A sua forma de conduzir as relações trabalhistas e previdenciárias estão distorcidas e irreais. O populismo e suas benesses estão levando o País a um destino de miséria e fracassos na assistência previdenciária, de saúde e educação.

É preciso dar espaço ao setor produtivo para gerar empregos e isso só é possível com a redução da carga tributária e na contribuição social e transferir este peso ao consumo, sem falar na flexibilização da CLT, aí teremos um equilíbrio na relação do trabalho, da produção e do consumo. Entretanto esta é uma atitude urgente porque está nascendo uma nova relação econômica e de produção. O novo cenário que se aproxima vai exigir enorme capacidade profissional. O avanço tecnológico está cada vez mais fechando o mercado de trabalho com o aumento de produtividade sem necessidade da mão de obra não especializada ou qualificada. Estamos perdendo tempo com situações fora de contexto para o mundo atual e em processo acelerado de crescimento. Perdemos o momento, a janela do crescimento, quando entregamos aos incapacitados governantes petistas o comando do Brasil.

O Brasil recebe por ano enorme contingente de novos trabalhadores que chegam ao mercado. Não há como atender esse contingente no mercado já saturado principalmente de mão de obra desqualificada. Estimular expansão industrial e de serviços é impossível quando o setor está em queda por razões de mercado e da legislação fiscal, trabalhista e previdenciária. As condições de trabalho estão em rápida mudança operacional. Isto exige criatividade e inovação para se adequar ao novo mundo que surge célere e transformador. Sei que existem muitos projetos e propostas por aí voltadas a inovação para o desenvolvimento econômico, mas a minha proposta não é desprezível para a economia. Há muita chance de sucesso já que nossa sociedade é baseada no consumo, apesar de não conseguir evoluir nesse campo sem a ajuda do Estado e do setor financeiro, ambos consumidores por inteiro de todos seus ganhos, prova está o alto endividamento da população.

A proposta, em síntese, já apresentada em artigos anteriores, consiste na redução da semana de trabalho para quatro dias (de segunda a quinta feira). Cria-se o Regime Especial de trabalho para os três dias restantes (sexta feira, sábado e domingo). O salário deste Regime será calculado de acordo com o valor das horas trabalhadas no sistema normal de quatro

dias. Do empresário nenhum tributo será cobrado da sua produção nos dias do Regime Especial. Nenhum trabalhador poderá ser contratado ou trabalhar nos dois períodos. A empresa que adotar o programa não poderá ter número maior de empregados que no regime normal de funcionamento. É clara a não necessidade de aumento de plantas industriais e comerciais. Está proposta é uma resposta rápida a empregabilidade e circulação de riquezas. Soluções a longo prazo, em tramitação, são benéficas desde que não segurem ou impeçam a evolução remuneratória do cidadão, que não caia sobre ele o peso de passar pela vida trabalhando para pagar por erros de governantes corruptos. Para perceber isso, pense um pouco.

12 novembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


VARRENDO IDEOLOGIAS

A eleição de Donald Trump está criando um alvoroço como se estivéssemos chegando ao final dos tempos. Em uma análise superficial do mundo atual dá para perceber que está em falta no equilíbrio político mundial, aquele que estabeleça contraponto aos desmandos que acontecem no planeta e que levam a barbárie em pleno século XXI. Essas barbáries não são apenas as guerras religiosas, de Poder, de domínio de povos e por aí vai. Elas estão também nos regimes políticos que se dizem democráticos, mas que no fundo nada mais são que permanência de grupelhos para se locupletarem com o dinheiro que vem do lado produtivo e da população com o pagamentos de impostos, de governos corruptos e venais.

Amanhã o sol vai nascer do mesmo jeito, independente de Trump, a coisa só muda aos interesses dos grupos do Poder. Lá como aqui e boa parte da América Latina e Europa, começam a ser apagadas ou rejeitadas do cenário eleitoral, as correntes ideológicas e a entrar em cena a postura qualitativa das propostas e daquele que irá deter o Poder. Há no ar o desejo de extinção dos partidos políticos pelas suas deficiências como representantes de uma vontade popular. Nem mesmo como grupamento estão sendo mais aceitos. Nota-se que começou o trabalho de parto. O expurgo do PT, do boliviarismo na Venezuela, a exclusão dos kichnearismo na Argentina, rejeição a Michelle Bachelet no Chile, o recuo de Rafael Correa nas suas propostas socialistas, a alta rejeição do presidente boliviano e outros movimentos latinoamericamos, dão o tom do novo rumo político para os povos latinos. O continente Europeu não fica fora. Exemplo disso é Marine Le Pen, na França, que começa a representar uma nova aspiração para os franceses, que perceberam que com os socialistas é marchar no mesmo lugar.

A eleição de Trump, no berço da democracia, foi sinal claro de que a derrocada do velho sistema político partidário em vigor está próxima. E olha que estamos falando do Partido Republicano americano, patrolado por ele, algo que não seria possível ocorrer se as forças populares dos republicanos não estivessem respirando o ar da insatisfação com o tradicionalismo e a inoperância das velhas propostas de campanha e a inércia partidária. Essa visão é estendida a toda população, daí uma participação maciça dos eleitores, o que há muito tempo não acontecia, em razão do voto não ser obrigatório. Derrubaram tudo que estava pelo caminho e que representava o velho processo de candidaturas carcomidas e dinásticas, dos velhos grupos que dominam os partidos no solo americano. Mais que isso, responderam aos Institutos de pesquisas manipuladores, a grande mídia e até mesmo a influentes líderes classistas e religiosos que não aceitam mais viver na incerteza do amanhã. Optaram pela ousadia e pela coragem de mudar, de inovar, de trazer de novo o governo e sua atenção ao “american way of life”, o estilo americano de vida, valorizar o mérito, a competência e o desejo de ser grande, de ser líder.

Aqui, pela “terra brasillis” ainda vemos figuras dantescas, como Lulla e seu bando, a pregarem por mobilização popular para defender o Brasil do “golpe” que foi dado pelo povo, aos milhões, nas ruas. Essas sandices e atos popularescos, grotescos, tem por finalidade buscar por apoio popular e criar pressão contra a iminente decisão do judiciário, leia-se Lava Jato, de levar o chefe do bando para a prisão, comprovada que está sua participação nas ações nada respeitosas contra os cofres públicos, via propinas. E pelo visto e andar da carruagem, o temeroso Temer está no mesmo caminho. Consistentes as informações, voltamos às ruas, é a nossa única defesa ante o que se passa nos três poderes.

O Senador Magno Malta em brilhante discurso, como sempre, trouxe a ideia da PEC que tem por objetivo criar um teto para a remuneração pública, que englobaria salários e outros penduricalhos. É uma iniciativa que defendo com muita tenacidade em razão de que só os

brasileiros menos afortunados, de baixo e médio salários, é que estão pagando a conta dos destemperos e lambanças econômicas promovidas pelo Partido dos Trabalhadores. Sabemos que existe uma determinação legal para tal, mas ela permite inserções de “direitos” e contorna a lei, daí remunerações exorbitantes no setor público. Abraçando a proposta, enviei ao Senador o texto de que todos os direitos pecuniários, sejam de qualquer origem, em soma, não poderão ultrapassar o limite estabelecido em lei como teto remuneratório, em vigor, pelo prazo de vinte anos, podendo ser revisto em dez anos, se assim for acatado por aprovação do Senado e da Câmara Federal. No próximo, voltamos ao assunto.


DEMORÔ, MAS ENTENDEU

30 de outubro foi uma boa vassourada nos estrelados da patifaria, mas como sempre, sobra um entulhozinho que logo será extirpado da vida brasileira. Uma coisa é o Brasil ter uma esquerda consciente e voltada a defesa e ao desenvolvimento e bem-estar da população, caso francês, inglês, dinamarquês, holandês, espanhol, chinês e por ai vai. Outra coisa é ter uma esquerda disfarçada, mas que no fundo só pensa em Poder e dinheiro, é a esquerda de fachada, como são os partidos brasileiros assim classificados. O pior dos pesadelos é ver a juventude brasileira entrar no barco desses pilantras como mera massa de manobra, mal sabem o que estão fazendo nesse grupo ideológico, é uma lástima. Cabelos despenteados, barbas espeças, descolados no vestir e desarrumados na alma, incorporam “Che Guevara” e, de braço esquerdo levantado com punho cerrado, se sentem os libertadores das Nações oprimidas, isso em pleno século XXI. Não se deram conta que o mundo andou, evoluiu, já é cibernético e exigente de constante inovação.

Não satisfeitos, contestam medidas com ocupação de escolas com considerável prejuízo a milhares de jovens que buscam pelo caminho da evolução, mesmo tendo enormes fossos no ensino recebido o que os levam a uma insana dedicação para superar essas dificuldades que para o governo, como sempre, ano após ano, diz que está evoluindo. Conscientemente, o governo, sabe que joga fora bilhões de reais todos os anos com essa política educacional. São décadas de não evolução e com isso milhares de jovens, gerações após gerações, são jogados na lata de lixo, como esses que estão ocupando escolas sem qualquer conhecimento de causa, apenas do me contaram. Onde o Brasil vai parar com isso ninguém sabe, mas algo precisa ser feito e a primeira ação e dar autonomia e independência financeira a administração educacional federal, estadual e municipal. Bem que os novos prefeitos poderiam dar o primeiro passo nesse sentido se realmente se preocupam com as novas gerações. Caminhos existem, e mil.

Não estou julgando toda a esquerda sem exceções. Existem valores e não são poucos. O próprio fundador do Partido dos Trabalhadores, o advogado Hélio Bicudo, teve a decência de sair fora do antro da bandidagem e mais decência ainda ao assinar a petição que expurgou o falso PT da política brasileira. A pregação da ideologia bolivariana, um engodo que levou milhões a miséria na América Latina, era pura maquinação para se perpetuarem no Poder. Lulla, uma cabeça que não faz uma tabuada de 1×1, mas teve apoio de letrados e imortais aqui e pelo mundo, levou, pela imensa incapacidade, o Brasil as ruínas como agora está vendo o povo. Essa camarilha que hoje lota as celas da prisão da Polícia Federal em Curitiba, nunca teve como objetivo a população sofrida deste País. E se essa população não entender que todo o acontecido teve por base a sua falta de formação educacional, outros Lullas vão aparecer com outras vestimentas, outras roupagens ideológicas. Está na hora de correr para a escola, tenha a idade que tiver.

O resultado das eleições municipais nos levam a muitas mensagens que a população silenciosamente passou a classe política. Uma delas é de que quer a sua liberdade de votar ou não, ou seja, eliminar a obrigatoriedade do voto que eu, particularmente, não o considero obrigatório a não ser por dever de consciência, se assim entender alguém. Pague uma multa e tudo resolvido. Outra, é que a forma de exercer e atuar politicamente não mais atende as aspirações da população. Aliás, está foi a grande lição deixada pelos petistas, a politicagem somada a discursos ilusionistas, as mentiras e malandragens que no fim deu nesse gigantesco prejuízo para o Brasil. Talvez, entre as mensagens mais importantes, esteja a da candidatura honesta que ainda, meio que timidamente exigida neste pleito, será a grande imposição do povo brasileiro na política. A varredura no bando petista praticada pelos eleitores, foi o sinal de que o tempo está começando a se abrir para novas perspectivas na moral, na ética e na honestidade com a administração pública. Senhores prefeitos eleitos que se cuidem, porque as ruas estão à espera do povo para tirá-los do Poder se não corresponderem ao que ele, o povo, deseja. A população “demorô”, mas entendeu.


QUEM SE APRESENTA?

O Brasil está passando por momentos críticos na sua vida política, econômica e social. Os senhores já perceberam que isso nem parece uma verdade, que está aí no dia a dia de cada um, mas que temos a sensação que não nos faz parte. Isso é com os outros, não é comigo. Assim pensam todos os setores da vida nacional, é um problema que não me diz respeito. Dessa forma de encarrar a situação ilusória, a população brasileira está a espera de que surja um iluminado que da noite para o dia dê as diretivas para, em um passo de mágica, sairmos do buraco profundo em que nos metemos com esse bando de irresponsáveis alojados em uma sigla que leva a denominação de Partido dos Trabalhadores, que de trabalhadores não tem nada, mas tem muito entendimento de como gatunar os cofres públicos. Pelo menos nesse ponto, os resultados das últimas eleições deram sinal de que parece que a coisa vai mudar. Ao não votarem em nenhum dos candidatos, parcela considerável da população em centenas de cidades, que entre nulos, brancos e ausentes chegaram a mais de 40% dos eleitores, enviaram os sinais de recusa do sistema eleitoral vigente, mas muito mais que isso, disseram não aceitarem mais candidatos que estão carcomidos com a corrupção e entranhados na política atual de conchavos e acertos esdrúxulos.

Já que a lei eleitoral não dá ferramentas a população para recusar candidatos fora o voto, errou ao votar tem que engolir, o que resta para ela é dar início desde já para cassar o prefeito eleito via mobilização popular. Esperar que esta ferramenta de poder esteja em algum texto legal é sonhar com o impossível. O caso do Rio de Janeiro é típico de desastre anunciado, não existe alternativa, é do jeito que vier, três palitos. O Rio ficará inteiro a mercê de organizações não palatáveis a uma vida dentro da ética, da moral e dos bons costumes. Assim também estarão muitas outras cidades que já elegeram seus prefeitos e vereadores e outras tantas que o farão neste domingo. Caso tenhamos que fazer análise do que levou o Brasil a este quadro de péssimos políticos, salvo algumas exceções, de bandalheira na administração pública, de ascensão de irresponsáveis e incapacitados, vamos chegar a conclusão óbvia de que somos os culpados, permitimos pela omissão e pela passiva aceitação que pilantras chegassem ao Poder e hasteassem a bandeira do mal. Desalojá-los de lá implica em muita luta e mobilização. O brasileiro precisa se conscientizar que se está tudo assim é porque ele permitiu. Deixar de votar, votar nulo ou em branco é uma forma de mobilização, de contestar o falido sistema eleitoral que estão tentando levar mais ainda para o buraco com a fajuta proposta de “lista fechada”.

Com essa péssima qualidade de políticos que temos, hoje é maioria, não há como pensarmos em desenvolvimento que o Brasil exige para atender a sua população com boas escolas, bons hospitais, empregos e qualidade de vida. Os homens públicos, salvo raros setores, se tornaram uma casta desvinculada do povo, é como se eles vivessem em outra comunidade, desvirtuam a sua razão de ser e atuar na vida profissional. Aí o eleitor se depara com péssimo atendimento na área pública porque essa é a perversa regra, a razão de existir deles, o serviço montado para atendimento da população se volta contra a população, parece um favor os serviços que os funcionários públicos prestam ao povo quando é uma obrigação bem atender. Enquadra-se nisso toda a classe política. Há uma inversão de obrigações, o povo tem que pagar o que lhe é cobrado pelo Estado, mas não há contrapartida, porque o imposto é um direito do Estado e uma obrigação da população. Só há um meio de quebrar essa inversão, a mobilização popular, não no sentido de atender princípios ideológicos, mas de fazer valer o seu direito natural.

Apesar de toda a crise e dos gigantescos problemas, não se vê um setor sequer da vida brasileira, seja industrial, comercial, empresarial, do campo e por aí vai, fazer qualquer movimento consistente para mudar a situação de caos que vive o Brasil. Não há nenhuma apresentação de propostas viáveis e que possam ajudar a sairmos deste buraco que esse bando petista nos meteu. Todas que aparecem não visam o Pais como um todo, mas apenas os setores de sua existência jurídica e funcional. Todos da área pública brigam por aumentos, mas não apresentam qualquer alternativa de escape da crise, querem apenas sugar o que resta do sangue daqueles que enchem as burras do governo para ele gastar tresloucadamente. E aí, para mudar isso que estamos vivendo, quem se apresenta?


A MENTIRA DO GOVERNO

Nunca os dados sobre este assunto tiveram veracidade mesmo após o governo do PT. Aos poucos vão aparecendo aqueles números que começam a dar luz a real situação do desemprego no Brasil. Já não são, e nunca foram, mais 12 milhões. São 23 milhões de desempregados. Meus leitores devem se lembrar de um artigo que escrevi tempos atrás sobre o assunto e nele coloquei que o verdadeiro número chegava na casa dos 50 milhões de desempregados. É simples. O IBGE só considera como desempregado aqueles que procuram por emprego nos últimos 30 dias antes da pesquisa. Não leva em conta neste bolo os 11 milhões de desalentos, ou seja, aqueles que estão desempregados e desistiram de procurar empregos. Não considera também os recebedores do programa Bolsa Família e que estão na faixa de idade produtiva, cerca de 20 milhões no mínimo, e que não trabalham. É bom lembrar que o Bolsa Família atinge a idade de 17 anos. O Instituto de Estatística considera que eles têm um ganho que, para efeito de sua metodologia, é uma renda. Somados estes números aproximados, já que não há um número real, chegamos a casa dos 50 milhões de desempregados, cálculos feitos por baixo.

Aí vem a questão: como levantar esta gigante Nação com esses números? Um governo que só pensa em eleições e ainda tenta estabelecer como reforma política a lista fechada, “uma opção que traria menor custos as campanhas, às próximas eleições”, diz Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal. Fica a pergunta, que reforma é essa que estabelece uma ditadura partidária? Não há reforma nisso, há engabelação, mutreta. Ao invés de progredir, regride. O Brasil está nesse atraso porque são poucos os que realmente fazem alguma coisa pela população. A maioria, formada de pessoas ausentes de criatividade, inovação e iniciativa para dar impulso ao País. Estão lá fazendo o tempo inteiro politicagens e pouco produtivos na defesa de interesses da população que sofre pela sua falta de entendimento do que é o cenário político e o que representa para sua vida, para a Nação.

O interessante é que os maiores envolvidos na proposta da reforma previdenciária não se manifestam, estão alheios a todo o processo. E pasmem, são os jovens que deveriam saber sobre o assunto, mas não se mobilizam, não buscam por conhecimento do que está sendo proposto. Pior, não conseguem ver que sem a reforma a bomba vai cair no colo deles porque não vai ter dinheiro para pagar os seus benefícios futuros. Dentro de poucos anos cada contribuinte terá que sustentar um aposentado, hoje essa relação é de 1,7 para cada um. São 51 milhões de trabalhadores para 30,1 milhões de aposentados. Calcula-se que em 2050 será de dois aposentados para cada trabalhador e disso os jovens não tem consciência. A reforma previdenciária é urgente e não pode ficar na mão de sindicatos pelegos e politiqueiros. O Brasil precisa se mexer e tomar a vergonha na cara e as rédeas do governo que está à vontade para fazer o que quiser e bem entender, tem que existir um freio e esse freio é a mobilização da população para botar ordem na casa assim como fez com o expurgo do Partido dos Trabalhadores.

Aqui o absurdo e o inexplicável vigoram. Falta criatividade e capacidade e competência para crescer e dar soluções aos problemas antecipadamente. Estão aí os números a dizer o nosso futuro em todos os campos, mas sempre se encontra a malemolência dos governantes e dos seus auxiliares que preferem remendar o que está esgarçado. São inoperantes e apenas tomam atitudes paliativas para engabelar a população. Há que ter ousadia para enfrentar os “comodistas” que só visam os ganhos salariais do emprego, ficam na espera de feriados e pouco estão somando com a situação que vive o País, querem aumento apesar de altos ganhos. Ousadia para inovar rompendo com o existente ineficaz e improdutivo.

Não é possível o Brasil ter alta capacidade ociosa de produção e alta taxa de desemprego, uma equação estúpida e clara da incapacidade do governo em agir em parceria com a força produtiva. O que fica para a população é que não temos mais espaço para empregar. Não é isso, não temos mais espaço é para pagar alto custo para viver e manter mordomias e gastos da administração pública. Isto gera custos fiscais e de produção elevados para as empresas que não suportam tamanha carga. Não é possível mais ver um jato da Policia Federal levar um corrupto safado para Curitiba, tinha que ser um camburão ou no máximo um monomotor. Somado isso tudo, fica claro a todos que o governo é uma mentira.


DIFÍCIL RENASCER

É com alívio que estamos vendo o governo procurar dar os primeiros passos para se mover desse lamaçal administrativo, econômico e político que o Partido dos Trabalhadores nos meteu. O novo presidente, fora a bela e maravilhosa Marcela, tem pouco a oferecer aos brasileiros diante das mazelas em que se encontram, entre outras, as contas públicas e todo o sistema de infraestrutura e social. Escolas, hospitais, empregos e serviços estão em fase de petição de miséria. Temer pode ser não lá essas coisas como comandante da nau Brasil, mas parece que tem um rumo, o que já é muito diante da situação que vivíamos. Não há como administrar sem que tenha possibilidades de dinheiro no caixa. Antes de atender as necessidades financeiras, há que se economizar para abastecer o caixa e, após, refeitas as contas, possa determinar as prioridades.

O ex ministro Delfim Neto, em brilhante artigo “Reminiscências de um socialismo infantil”, no jornal “Valor Econômico”, diz que talvez já seja tempo de deixar de lado a busca da sociedade perfeita, pelo menos por hora penso eu. Ele vai mais fundo em vários pontos da análise política e econômica do sistema infantil tentado em bases ilusionistas e corruptora empregada pelos expurgados do Poder. Diz o economista que “produzir é um problema técnico. Distribuir é um problema político que cobra seu preço no desenvolvimento de longo prazo”, aquele abastece este. É o que teremos que passar por um bom tempo se o governo priorizar aquilo que é da maior necessidade da população neste momento de pré falência que vive o País. Esse distribuir implica em obter receitas que não tem no Estado a sua geração a não ser em sua fonte fiscal que é abastecida pelo mercado produtor de riquezas tais como industrias, serviços, comércio etc. Daí necessidades de se mover para sair do lamaçal econômico que o PT nos deixou.

Medidas como a PEC 241 são necessárias como primeiro passo no ajuste da economia brasileira. Não é inamovível e tampouco inatingível a mudanças, mas cria caminhos para a redução de gastos que estavam incontroláveis e, até, serviam de pressões políticas com o governo de forma a encurralá-lo, obrigando-o a geração de déficits gigantes nas contas públicas. Ou começava, como está começando, algo nesse sentido ou o Brasil vergaria ao calote. É um “Novo Regime Fiscal” – NRF para controlar os ritmos das despesas na busca de equilíbrio das contas públicas. Não é um congelamento como propagam a esquerda infantil e os corporativistas. Não irá sufocar a educação e a saúde. O grito da esquerda é porque com a 241, bloqueia-se o canal de barganhas políticas via movimentos sindicais e outros para meter as mãos nos cofres do Estado, a lei está acima da vontade e das possibilidades de a administração federal ceder e com isso perdem forças as ameaças dos usuários das tetas do governo.

A arrecadação pode, e muito, melhorar se o governo conseguir dar impulso a redução do desemprego que chega na casa dos 23 milhões de desempregados. A produção que poderá ser gerada por esses 23 milhões trará enorme fluxo de entrada nas contas federais. Eu, particularmente e já expressei isso no artigo “Talvez um caminho” (A Gazeta de 10-09-2016), baseado em proposta por mim elaborada nos anos 90, que há portas para ocupação desse contingente de trabalhadores desocupados. Basta que a classe política tenha vontade de realizar isso. O presidente Temer, que recebeu a proposta em maio passado, já falou sobre o assunto, em fins de setembro, de redução da semana laboral para quatro dias, ponto fundamental da minha ideia em razão de que abre espaços de três dias para geração de empregos em Regime Especial de trabalho.

É preciso o governo agir e buscar por criatividade e inovação nas suas ações. Caso contrário ficará marcando passos sem conseguir tirar os brasileiros desse lodaçal em que vivem. Qualquer coisa que fizer de inovador e de responsabilidade com o Brasil, representará movimento ante a estagnação que estamos condenados até o momento. Sem isso, é um sofrido e difícil renascer.


O GOVERNO DESCONHECE EDUCAÇÃO

Em 2015 o governo anunciou a grande mudança no ensino do Brasil. Foi criado documento que era para dar o básico a todas as escolas brasileiras para que elas pudessem desenvolver uma educação com certo nível de qualidade e com isso resgatar o ensino brasileiro na sua maior tarefa, instruir. Mais de duzentos mil professores opinaram sobre o assunto constante da versão preliminar (0 Globo), doze milhões e meio de contribuições foram enviadas, as quais, com toda certeza, não foram lidas. Quarenta e cinco mil escolas participaram a composição da BNCC – Base Nacional Curricular Comum que teve cento e cinquenta e sete mil propostas que tinham por objetivo realizar modificação nas metas da aprendizagem. A primeira versão foi ao ar para consulta pública depois de lapidada por 116 especialistas de trinta e cinco universidades.

Esta consulta gerou milhões de contribuições via propostas e opiniões, as quais dificilmente foram vistas e analisadas em sua totalidade, suspeito que consideradas apenas as dos centros mais avançados, com participação de estudantes, professores, especialistas em educação, dirigentes de empresas educacionais e por aí vai. Não bastasse isso, seminários de secretários de educação dos estados e municípios também participaram e, pasmem, concluíram que a base curricular proposta na segunda versão, pode dar campo a insegurança na sua aplicação motivada pela possibilidade de várias interpretações dos docentes e com isso desvirtuar o objetivo de uma base curricular única.

O que me apresenta assustador é que só agora os dirigentes seculares da área educacional reconheceram a precariedade do ensino no Brasil, aliás de todo o sistema educacional que vai da parte física, ou seja, prédios, carteiras inadequadas, quadros ultrapassados, arquitetura das escolas que mais parecem com presídios, entra pela parte pedagógica com metodologias e conteúdos sem conexão com a realidade dos jovens e entra na maior seara dos problemas que é a formação pedagógica dos professores, não preparados e qualificados profissionalmente pelas universidades que também compõe o cesto de deficiências na educação brasileira. Esta situação, como um todo, joga milhares de crianças e jovens do Brasil na cesta de lixo todos os anos.

Mais assustador ainda é ler a declaração de expoentes da administração educacional do Brasil de que durante duas décadas de debates inconclusivos, ou seja, não chegaram a uma definição do que fazer de forma clara e consistente, a “reforma do ensino” precisava de uma chacoalhada decisiva. Ao proferir que não chegaram a uma estruturação real em duas décadas, vem a mente que continuamos no atraso em relação ao mundo atual. Em duas décadas, o mundo evoluiu muito, o conhecimento e aprendizado não ficou à espera do Brasil. Avanços tecnológicos podem ser medidos pela população, é só olhar para seu celular e imagine o seu aparelho há vinte anos. Patinamos e não conseguimos avançar porque a administração educacional brasileira é amarrada por entraves classistas e mesmo por pouco interesse em mudar uma vez que a garantia do emprego, via concurso, autoriza essa irresponsabilidade de não realizar um bom trabalho.

Ao invés de buscar por avanços na sua formação profissional com suporte técnico e conhecimentos via o próprio sindicato e secretarias de educação, os profissionais da educação preferem esse jeito malemolente de manter seu emprego com pouco trabalho e suor. É claro que temos muitas exceções e por essa razão muitas escolas do interior brasileiro, apesar de toda a dificuldade e falta de apoio, conseguem se superar e obterem excelentes índices de avalição, mas elas são umas ilhas, são professores responsáveis e amantes do que fazem. O governo morre de medo de mexer nesse vespeiro, em promover mudanças que possam gerar compromissos. Esse medo está ligado ao voto. Daí a minha tese de que não teremos um ensino de ponta enquanto o sistema educacional e sua direção, hoje Ministério da Educação, ficar à mercê de interesses políticos. É fundamental para nossa evolução educacional que ocorra uma ruptura com isso via a independência administrativa e financeira da Educação, assim como é o Ministério Público.

O que fica de tudo e nada feito nesses vinte anos de debates sobre a educação brasileira é a lástima em que se encontram nossas escolas que, em sua maioria, viraram antro de bandidagem, de agressões, de cabides de emprego e de investimentos sem retorno. São bilhões de reais jogados fora e com eles milhares de jovens. O governo desconhece Educação.


O ATO DE VOTAR

Caso seja do seu interesse dar um voto para algum candidato, basta ir até ao seu local de votação com seu título ou apenas com um documento com foto. Caso não saiba onde é, verifique no site do Tribunal Regional Eleitoral – TRE, ou do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, que o vai conduzir ao seu Estado e ao seu município, mas faça isso com antecedência para evitar os atropelos e perda de tempo. Caso você não queira ir votar, tudo bem, o voto não é obrigatório apesar de implicar em algumas restrições se você não o fizer, mas basta que o eleitor vá até o cartório eleitoral após as eleições e pague uma multa de pequeno valor, R$ 3,70, aproximadamente e estará normalizada sua situação eleitoral.

Entenda, se você comparecer para votar, estará ratificando o processo eleitoral vigente e suas imperfeições que nunca serão corrigidas por causa de seu aceite ao comparecer na sua seção de votação. Não importa se o seu voto for nulo ou em branco, o eleitor está concordando com o processo eleitoral em vigor. Nulo ou em branco, o eleitor está contestando os candidatos. No não comparecimento, o maior peso é uma postura contra a legislação eleitoral que permite safadezas nas campanhas e no processo de apuração, como foi em 2014, além de ter que aceitar como candidatos aqueles que não são qualificados para tal. Os péssimos candidatos e as péssimas escolhas é que fazem a sua cidade viver o caos e não adianta reclamar depois.

Há muito defendo que uma das mudanças para melhor qualificar o eleito, seria a possibilidade de o eleitor poder votar em três candidatos, seja lá de que partidos forem. Venceriam os mais votados os quais realmente representariam a vontade da maioria dos eleitores. O processo em vigor força o voto que, na sua maioria, é fortemente influenciado por agentes outros que durante o período de campanha eleitoral, conduzem nem sempre para uma melhor opção. O marketing mascara a real personalidade e postura da maioria dos candidatos levando o eleitor ao arrependimento passadas as eleições, caso Lulla, por exemplo. Existe, ainda, a enorme influência das pessoas próximas ou dos chefes no trabalho. Todas essas e outras posições ou pressões cairiam por terra com a possibilidade de o eleitor poder escolher outros candidatos. No mínimo, a possibilidade de eleger um desqualificado seria bem menor. Acredito que esta forma de votar seria um caminho até que a população realmente fosse detentora de uma consciência política.

Uma outra forma de qualificar os candidatos seria a declaração e consequente comprovante de depósito em dinheiro, em conta controlada pela Justiça Eleitoral, do valor a ser gasto no período eleitoral. Apenas seriam aceitas no transcorrer da campanha, contribuições de materiais publicitários em um montante de até 50%, por exemplo, do valor declarado e depositado quando do registro da candidatura. Isto evitaria participações pecuniárias extras, durante a luta pelo voto, daqueles que buscam por candidatos melhores postados no ranking para se utilizarem de favores futuros. As penalidades aos infratores, candidato e colaborador, seriam no mesmo peso.

Não deixe se levar por influência dos debates televisivos, nele, todos os “gatos são pardos”. Não há como avaliar em um debate de poucos minutos, a capacidade de gerir a coisa pública por quatro anos. Acho até que para ser candidato a cargo Executivo, o candidato não poderia ser político de carreira, que ocupe cargo legislativo, mas sim, alguém que possa, durante a campanha, mostrar à população sua capacidade administrativa em alguma atividade profissional ou empresarial. É bem verdade que se tivéssemos ferramentas eficientes para cassar aquele que não corresponde a expectativa da população, seja no executivo ou legislativo, todos os eleitos teriam maiores preocupações em realizar e nenhum cargo seria utilizado para politicagem, compra de votos, negociatas e por ai vai.

É isso aí eleitor, pense agora para não chorar depois. O mimimi após descoberto que elegeu um péssimo candidato, não irá resolver seus problemas pelo menos por quatro anos. Tenha consciência, e muita, ao confirmar seu voto. O que posso aconselhar, além do que está escrito, é você avaliar a qualificação daquele que, pela sua capacidade e experiência, possa trazer algo de benefício à sua cidade. É sua a responsabilidade. É exclusivamente seu, o ato de votar.

25 setembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


BRASIL, UM SERPENTÁRIO

Terminada a roçagem do mato sujo que se encontrava o Brasil, um serpentário ficou a mostra. São cobras demais para serem abatidas da vida brasileira. A Jararaca maior, Lulla, que fez deste País um brinquedo a sua megalomania, desmantelou a Nação. O Executivo foi aparelhado e junto com ele todos os órgãos penduricalhos com incompetências e incapacitados. Comprou a dignidade, a ética e a moral do Congresso Nacional ofertando mesadas a enorme massa de congressistas venais que se tornaram um escudo a qualquer tentativa dos congressistas decentes em bloquear as loucuras do Executivo. O vale tudo do desvairado Lulla que se achava a maior personalidade do mundo, não se recolheu à sua insignificância e tampouco entendeu isso. A sua cria e sucessora, uma pessoa sem o mínimo equilíbrio mental para o exercício do cargo, a ex guerrilheira que lutou contra os militares para derrubá-los e instalar a ditadura do proletariado, a sra Dillma Rousseff, meteu os pés pelas mãos e aprontou, cabrestada que foi pelo bando que fazia festas com dinheiro público.

O outro serpentário do Poder da República, o Supremo Tribunal Federal chegou ao requinte de ter em seu quadro, entre outros apadrinhados pelo bando, um membro que foi reprovado por duas vezes em exames para o cargo de Juiz e, acreditem, ainda tinha processo em andamento na justiça, atropelando os requisitos para fazer parte da Corte que, entre outros, exige notável saber jurídico e ilibada reputação. Não vamos nomear aqui os favorecidos por nomeações de parentes.

Quando se pensava que podia-se caminhar, eis que se depara com crias das serpentes em todos os escalões da República, prontas para o bote. Estas criaturas é que na verdade solapam o Brasil. São elas que travam, pela incapacidade e incompetência, qualquer tentativa de acelerar ou mesmo de se conhecer com profundidade as razões da inércia dos muitos órgãos da administração brasileira, tornando-os um gigantesco paquiderme. Para todo lado que se busca por um sistema dinâmico, o que se vê é um antro onde estão instalados os serpentários. É preciso fazer uma limpa nisso tudo, buscar acabar com esses desqualificados que ainda permanecem e são verdadeiras travas a qualquer proposta de decência, ética e moral na administração pública do Brasil.

Esse povo, petistas, ganhou a simpatia dos jovens e aos poucos, com o passar dos anos, os foram corrompendo com o auxílio da grande mídia que chegou com seus textos “culturais” de viés ideológico e com grande glamour. Confesso que estive atraído até o momento em que percebi que de luta pela democracia não tinha nada. Nas universidades era top ser esquerda, ganhava pontos na tribo. Esse comportamento de atração pelas esquerdas tinha um enorme atrativo que era o descompromisso de estudar porque um novo mundo estava para nascer e o trabalho em condições de igualdade não exigiria preparo educacional. Era um mundo que pregava a distribuição igualitária da produção de bens, um Shangri-lá. Dentro desse princípio e pregando uma luta épica dos oprimidos contra os dominantes e sendo o Brasil composto por uma população pobre e de baixíssima formação educacional, o que ainda permanece, o movimento da “esquerda” brasileira avançou e chegou ao Poder.

O resultado é o que está se vendo, um País praticamente sem saída, sem líderes capacitados – os que temos são meramente politiqueiros e não menos serpentes – com todos os setores empregadores de mão de obra desmantelados, exceto o agrícola, e um desemprego gigantesco. Assustador é que para se reerguer rapidamente, teríamos que ter um avanço em tecnologias, impossível com a formação educacional que temos, uma lástima. Para se ter uma ideia, 75% dos jovens entre 20 e 24 anos não fazem nada, nem estudam e nem trabalham. Dos 15 anos aos 29 anos são mais de 11 milhões, é uma aberração. Isso é o resultado do governo Lulla e seu bando que surrupiou a confiança dos brasileiros com safadas ilusões e mentiras, com engabelação dos números da economia com contabilidade criativa, e outros meios de pilantragens que estão vindo ao público pelas apurações da Lava Jato. São estes decentes homens, da operação Lava Jato, que estão fazendo a roçagem para que não seja mais o Brasil, um serpentário.

18 setembro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


LULLA, APRONTE OS SAPATOS

A fala do chefe do bando, o ex presidente Lulla, deixou claro que ele é um psicopata. Não é preciso ser um médico psiquiatra para perceber que ele está doente e necessita de atendiemento urgente. O bando petista está fazendo uso deste ser perdido no espaço e no tempo para tentar salvar, não uma proposta politica e nem mesmo o Partido dos Trabalhadores, mas sim a própria matilha que compõe o bando que sabe do seu destino dentro em breve, a cadeia. Dá piedade ver que o ex “lider” dos vermelhos está se decompondo, devorado que está sendo, pelos grupelhos de “cumpanheiros” que buscam, a todo custo, fugir das algemas da Polícia Federal. Sinais da doença do ex presidente são muitos e ao dizer, entre outras bobagens, que “a profissão mais honesta é a do político, porque todo ano, por mais que ele seja ladrão, ele tem que ir pra rua pedir voto, enquanto o concursado se forma na universidade, faz um concurso e tá garantido pro resto da vida”. Não há prova maior de sua decadência psíquica. O pavor do bando é tão grande que até a “narizinho”, senadora Gleisi Helena Hoffmann, mudou a cor do cabelo para escapar do público, das vaias em aeroportos, restaurantes e por aí vai, mas não escapa do japonês.

Para Lulla, mandar matar não é crime, se não apresentar a arma do crime não há prova e de nada valem os testemunhos de pessoas. Ele confunde convicção, por falta de estudos e preparo cultural e agora acrescido de seus sinais de descontrole psíquico, como mera opinião, um palpite. Não sabe que convicção, sobre qualquer acontecimento, é um sinal de que há indícios de alguma coisa, proveniente de algum fato e isto, judicialmente, constitui em prova indireta. Desconhece que convicção é crença ou opinião consistente que tem por razão provas obtidas em uma única materialidade ou em fragmentos que indicam a prática de um crime e isto vem ocorrendo desde o mensalão, em que Lulla comprou com mesadas o apoio de parlamentares corruptos para evitar seu pedido de impeachment em 2005.

Ele tenta se salvar dentro da máxima de que não sabia de nada, apesar de estarem na cadeia vários tesoureiros do Partido dos Trabalhadores e outros tantos amigos que gozavam de sua privacidade e confidências. São inumeras delações premiadas que o apontam como o chefe do bando e dono do triplex do Guarujá. Neste caso fotos, depoimentos de moradores, porteiro e outros tantos fatos como aquisição de cozinhas feitas para o apartamento e sítio, sendo as duas compradas no mesmo lugar e pela mesma pessoa. São fatos que passam a fazer parte dos fragmentos que levam à convicção ou certeza de que ele era o comandante máximo das falcatruas e pilantragens. É muita inocência acreditar que a Procuradoria da República age de má fé. E vem muito mais por aí, é um rosário de safadezas.

Falou que tem orgulho de andar de cabeça erguida, mas não consegue ir a qualquer lugar público, até mesmo a um restaurante, sem o risco de receber vaias ou outra ofensa qualquer. Sem qualquer modéstia, faz comparação com Jesus Cristo, uma heresia. O mesmo faz em relação a Juscelino Kubitscheck, um estadista que não pode ser por ele invocado comparativamente, uma ofensa a sua memória. Coloca-se no mesmo nivel de Getúlio Vargas que teve problemas ligados exclusivamente a ações políticas, julgando-o covarde ao suicidar-se. Cita João Goulart como fujão ao sair do País. Lulla só esquece que é um cidadão comum, que em tempo algum, em razão de seu procedimento no governo, pode trazer a comparação tais figuras que dignificaram o elevado cargo que ocuparam e que se cometeram erros, foram outros que não éticos, morais e de honestidade. Em sua verborragia e logorréia, cruxificou Tiradentes.

Os acontecimentos, via Lava Jato, estão colocando verdadeiros os dizeres do provérbio popular de que “quem nunca comeu mel,quando come se lambuza”, faltou um pouco de escola ao ex presidente, talvez isso tivesse contido o caráter que está se revelando ao Brasil e ao mundo. Talvez a escola, aliada a sua capacidade de práticas nefastas o tivesse revertido para o bem. O palanque montado buscou desesperadamente por um apoio popular como forma de retenção ao avanço da Lava Jato, mas o que lhe resta Lulla, é essa turma que o rodeia e o faz acreditar que pode estar acima da lei e de todos na esperança de se salvarem do tsuname de algemas que está para chegar. Faça um bom alongamento para a caminhada. Lulla, apronte os sapatos.


TALVEZ, UM CAMINHO

O desemprego é uma das maiores fontes de inquietação no Brasil atual. Produto da má administração do governo, a paralisação do setor produtivo brasileiro deixou milhares de desempregados a vagar pelas ruas das cidades em busca de uma fonte para a sua subsistência e de suas famílias. A minha preocupação verte no sentido de que temos, mais do que nunca, viabilizar busca por uma inovação na vida do Brasil de forma a criar espaços, não somente para os empregos, mas para o desenvolvimento profissional, educacional, social e por aí vai. O momento que vivemos exige uma nova visão de administrar e gerir a Nação sob pena de ficarmos marchando no mesmo lugar.

É preciso arrebentar com essas amarras do atraso que estão sendo impostas ao Brasil por partidos e políticas retrógadas que sacrifica um povo sofrido, não só pela falta de segurança a uma expectativa de melhor vida como também sem mecanismos que lhe possam oferecer uma possibilidade de crescer no trabalho ou nas suas iniciativas de empresariar. É um start a uma ideia que venho há anos expondo.

Objetivamente e de forma sucinta, a minha proposta consiste em manter a legislação trabalhista em vigor no País, mas com o diferencial de oferecer caminhos para possibilitar a criação de Regime Especial Legal sem subtrair ou alterar qualquer dispositivo existente na legislação, ora em vigência.  

O Regime Especial consiste em normas legais para o trabalho do empregado em três dias da semana que seria composto de sexta-feira, sábado e domingo, o que implica em redução da atual semana de trabalho para quatro dias, mas, contudo, sem nada alterar a legislação em vigor. Todos os direitos do trabalhador já empregado ficam preservados, intocáveis. Porém, este empregado da semana de quatro dias (segunda, terça, quarta e quinta-feira) considerado como de Regime Permanente, estaria impedido de atuar em empregos formais no período do Regime Especial e nenhuma empresa poderá ter número de empregados maior no Regime Especial que o do Regime Permanente.

Esta situação de trabalho especial (sexta-feira, sábado e domingo) permite uma nova fonte de empregos sem alterar o funcionamento atual da estrutura legal trabalhista e de ocupação de mão de obra. Os salários do Regime Especial serão calculados por horas trabalhadas no mesmo valor dos empregados da semana de quatro dias, os do Regime Permanente.

Para a indústria e empresas em geral caberá, na relação trabalhista no Regime Especial, a responsabilidade de recolher apenas o referente à parte da contribuição social do empregado. Todos os direitos pecuniários (impostos, taxas, etc.) do Estado serão cessantes as pessoas jurídicas nesse período do Regime Especial de três dias. Este benefício de isenção será visto como incentivo fiscal. Entre outros incentivos possíveis, é uma forma de dar compensação financeira às indústrias/empresas (pessoas jurídicas) para manutenção do ganho e benefícios já conquistados pelos trabalhadores que estão na ativa/empregados no Regime Permanente. Assim, não será necessária qualquer alteração jurídica na relação atual existente entre empregador e empregado. 

Em relação aos tributos, impostos, taxas de origem municipal, do período especial de sexta-feira, sábado e domingo, a indústria, empresas em geral de serviços, comércios, etc. estariam isentas de recolhimentos.
   
No período de Regime Especial (sextas-feiras, sábados e domingos), os ganhos das pessoas jurídicas serão considerados como investimentos e incentivos do Poder Público. Tem como objetivo alavancar a produção industrial, de serviços e atividades comerciais na sua produtividade, desenvolvimento. Fica, entretanto, vedada a contratação pelas pessoas jurídicas, de empregados em número superior aos contratados do Regime Permanente. Os valores, para efeitos fiscais, serão calculados de acordo com a arrecadação mensal, excluindo-se os dias do Regime Especial, se em funcionamento, ou seja, se parte integrante do regime.

Extenso campo de ocupação de mão de obra será ofertado ao mercado de trabalho sem alteração, redução ou aumento, de plantas industriais e comerciais existentes. As indústrias/empresas passam a ter fôlego com mais recursos, com a isenção fiscal do Regime Especial. Outro ponto positivo que estaria dentro do contexto, além de benefícios ecológicos e redução de gastos financeiros para a ocupação de mão de obra, é a questão dos feriados nacionais e locais que seriam apenas celebrados festivamente sem a interrupção do trabalho.

Com a adoção do Regime Especial, quem sabe, uma solução aos ganhos para moradia alimentação, educação e saúde. Talvez um caminho para 12 milhões de desempregados.

Rapphael Curvo 


COMO EXIGIR RESPEITO

Condena-se o criminoso pelo crime, mas o deixa ir embora com a arma na mão. Essa foi a decisão dos chamados juízes tão elogiados pelo presidente da sessão do Senado que votou o impeachment, o apadrinhado no melhor estilo “capacho” de Lulla, que se denomina Lewandowski. Há muito o PT vem limpando suas pegadas com apoio daqueles que foram usados para aparelhar o Supremo Tribunal Federal, o STF. Normalmente esses senhores, dependentes dos favores, perdem o direto a atitudes e isso os levam a perda a voz ativa também. O que se observou foi um obsceno acerto nos bastidores entre o Presidente do STF, Ministro Lewandowscki, o Presidente do Senado Federal, Senador Renan Calheiros, a Senadora Kátia Abreu, Lulla e o Adv Eduardo Cardoso, entre outros, praticarem uma proposta, que se pode dizer, frontalmente anticonstitucional, indecente e, como disse o ministro Gilmar Mendes, bizarra. O difícil de aceitar é que a participação no esquema do ministro do STF deixou “as claras” que existe sim, uma enorme influência do PT no Supremo Tribunal Federal

Lewandowiski vestiu a camisa vermelha, não por ideologia, mas pelo favorecimento, deveria pedir as contas se ainda lhe resta um pouco que seja de moralidade e vergonha. Foi visível o seu preparo antecipado da justificativa para acatar o destaque, não convenceu ao dizer que tinha preparado algumas linhas já que supunha por tal pedido em plenário. Os elogios aos senadores, que o aparteavam sobre o assunto, foi ridículo, um claro lambe-lambe. Para obedecer ao chefe do bando, o seu padrinho Lulla, afrontou a Constituição do Brasil que não pode, em nenhuma hipótese, sofrer jugo de qualquer outra norma legal. O artigo 52 é taxativo e indivisível ao estabelecer conectividade direta entre causa e efeito, sem possibilidades de rupturas. Diz o texto constitucional que “os casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”. A condenação e a pena são, portanto, indissociáveis. Atentem para um detalhe: “funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação”, este era o limite do sr. Lewandowscki, mas o que se viu foi a atuação como advogado da condenada. E tem mais, “à perda do cargo, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”, ou seja, ao alcance da lei da Ficha Limpa. Mais, alterou-se a Constituição sem quórum qualificado para tal e sem obediência aos ritos exigidos.

O que se viu e se tem para analisar é que o Senado Federal e a Câmara Federal estão muito longe de agirem dentro de padrões de decência legislativa, ou seja, agirem dentro de normas legais sem subterfúgios e chicanas. Não fosse a pressão popular tudo estaria no mesmo lugar e o bando criminoso continuaria suas ações com toda tranquilidade. Eu, particularmente, acredito que o expurgo será o tema dos parlamentares decentes em suas ações daqui para frente, não dá mais como continuar com tantos salafrários atuando de forma livre e sem qualquer restrição em seus atos de bandidagem e de forma impune. Está na hora de aproveitar o embalo e o lado parlamentar decente começar a tomar as rédeas do Congresso Nacional. Chega de permitir que um grupo escuso faça do Congresso balcão de negociatas, de palco de peça circense, de motivos de chacotas, como está agora acontecendo, inclusive no cenário internacional.

Indecências como Lewandovscki dizendo que é preciso dar “o mais amplo direito de defesa” que só serve para dar oportunidades a pilantras e canalhas de se defender, comprar sentenças ou criar brechas supostamente legais e ocasionar o que estamos vivendo, no caso de impeachment, com a dilapidação do texto constitucional, isto permitido pelo próprio membro presidente da Corte que se intitula guardiã da Constituição do Brasil. A população brasileira precisa entender urgentemente que chegou o momento de pressionar as instituições responsáveis pelo nosso destino. A promover um expurgo dos maus brasileiros que fazem parte de nossas estruturas de Poder que são o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Não podemos abrir espaços para que tudo volte e aconteça, de novo, o desmantelamento do nosso Brasil. O que estes poderes estão fazendo com o povo brasileiro é assustador e covarde. Iludem a todos e subtraem as possibilidades de sairmos desse fosso que meteram o País. Caso aceitemos tudo isso passivamente, como exigir respeito?


DEUS É JUSTO

Mesmo uma semana depois é preferível falar sobre Neymar Jr. que sobre o circo de horrores que estamos assistindo, patrocinado pelo Senado da República. O Senador Renan Calheiros, apesar de todos os pecados, foi muito feliz ao comentar o que se passa na votação em andamento sobre o impeachment, “é de uma burrice infinita”, principalmente os estrelados pelos senhores senadores petistas, com destaque “hors concours” para a “narizinho”, senadora Gleisi Hoffmann, a qual disse que o Senado da República não tem moral para julgar a presidente afastada Dilma Vanna Rousseff. Logo ela que teve a mão do Senador Renan Calheiros, presidente do Senado, para desfazer junto ao STF, merece averiguação, seu indiciamento e do marido Paulo Bernardo, ex ministro de Lulla e Dillma, sobre atos de corrupção, aquele dos desvios dos empréstimos consignados dos velhinhos aposentados. Quem comanda o julgamento no Senado é o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que não consegue se impor ante os tumultos que os petistas procuram fazer em busca de um último suspiro e que parece ter o apoio do ministro presidente da mesa.

As Olimpíadas aconteceram dentro do melhor possível, sem as bombas esperadas do E.I. e sem a invasão do tráfico, parece, com estes, ter acontecido um acordo de “cavalheiros”, afinal o mercado ficou expandido nesses 17 dias de jogos e o morro era partícipe deles. Aqui no Brasil até comunista morre de fome, não progride por razão clara e histórica, tudo que é para ser sério, vira piada. Daí o espanto e tamanha admiração pela Lava Jato, um ponto fora dessa curva e que deveria ser um processo normal na vida social e jurídica do País, mas não é, surpreendeu até os bandidos. O escracho é tanto que autoriza uma senadora da república a desafiar a honestidade dos membros do Senado Federal e apenas dois ou três contestarem tal afirmação feita por ela. É uma afirmação que afronta o decoro daquela casa e que deverá sofrer processo de cassação de mandato da Senadora ou então fechar o barraco. Aliás, por falar em barraco, acho que o Brasil está vivendo um barracão, as instituições não se respeitam mais, mesmo entre seus pares.

A situação é muito séria e grave. O caso do Ministro do STF Dias Tóffoli é exemplo típico de como andam as coisas no meio da justiça brasileira. É um esconde-esconde de fatos que surpreende. Acreditar que o ministro Tóffoli chamou para vistoriar problema corriqueiro de infiltração em sua residência uma das maiores empreiteiras da América Latina, a OAS, sem nada receber e indica aquela que realizou o serviço, este pago do próprio bolso pelo Ministro, é alguma coisa de muita suspeita. A proximidade dos implicados na Lava Jato com o membro guardião da Constituição compromete, mesmo que tenha sido anterior. O interessante é que após o depoimento do presidente da OAS, Léo Pinheiro, o Monsieur Rodrigo Janot, Procurador Geral da República, aborta o depoimento deste sob pressão do STF. Interessante é que outros vazamentos como do Marcelo Odebrechet, do Senador Delcídio Amaral, do Ricardo Pessoa da UTC Engenharia e outros e nunca foi tomada qualquer atitude ou represália pelo STF como no caso Tóffoli.

As Olimpíadas da Gambiarra tiveram um custo oficial de 39 bilhões de reais e outros penduricalhos que aos poucos vão dar com as caras. Foi maravilhosa, mas muito aquém em termos de resultados, poucos recordes nas provas e poucas medalhas para o anfitrião. O nosso fracasso na questão de preparação ficou patente, a maioria das medalhas conquistadas, 68% das 19, foram pelos atletas militares, outras poucas por quem se preparou, por conta própria nos Estados Unidos e algumas raras via preparação em solo pátrio por órgão oficial. E ainda criticam um dos maiores astros do Brasil na atualidade que é o Neymar Jr. Jogaram nas costas desse jovem toda a responsabilidade de ganhar uma medalha de ouro, inédita, para o futebol do Brasil. Raros são os que entenderam que sem ele essa medalha não teria vindo, sua presença em campo transmitiu segurança a muitos dos jogadores porque sabiam que ele poderia decidir, como decidiu, a qualquer momento, um jogo. Tentam diminuir a sua grandiosidade e tirar dele grande parte do mérito da conquista como, por exemplo, a defesa do pênalti. Não retiro méritos do goleiro, menos ainda da equipe, mas quem tem a maior responsabilidade em cobranças de pênaltis é o atacante. Neymar é o maior jogador de futebol do Brasil na atualidade e coube a ele a maior responsabilidade em trazer a histórica medalha de ouro para o futebol brasileiro. Mesmo com toda dor de cotovelo de milhões que acham que ter sucesso é pecado, sua trajetória é brilhante e ele um vencedor. DEUS é justo.


EXPURGAR É O VERBO

Até o final deste mês o Brasil deve se ver livre definitivamente do jugo petista que levou este País a um sucateamento do parque industrial e a um desmantelamento da economia sem precedentes na sua história. De todos os erros, um dos que mais trouxe malefícios foi o de incutir na mente de grande parte das novas gerações a ideia de que o melhor para o seu futuro está nos concursos públicos e na dependência salarial de sua administração. Isso retirou desses jovens o estímulo necessário para o desenvolvimento do empreendedorismo. Como tal expandiu de forma assustadora o aparelhamento da administração e a realização de concursos, em sua maioria, eivados de resultados voltados a aprovação de favorecidos políticos. Foram muitas as reportagens a esse respeito pela mídia nacional, principalmente nas prefeituras. Este pensar imposto, difundiu a ideia de que está no Poder público a segurança econômica da vida profissional e com isso o jovem passou a correr em busca de diplomas exclusivamente como forma de acesso aos cargos ofertados nos concursos públicos. O interessante é que isto leva a população a esquecer que o Estado não produz nada, apenas arrecada daqueles que realmente são os produtores da riqueza nacional, mas está no Estado a fonte dos melhores salários e não na iniciativa privada, a máquina impulsionadora da economia. O servidor público passa a não ser o servidor da população, mas um grupamento que tem que ser servido por ela, via impostos, trabalhos e serviços.

O resultado dessa visão é que distorceu o caminho da evolução econômica do Brasil. As universidades, em sua maioria, ao invés de formar profissionais de ponta para impulsionar a economia e atender as necessidades básicas da população, viraram fábricas de diplomas com profissionais detentores de baixa qualidade de formação, desvalorizando o mercado para aqueles de boa formação que, por outro lado, começam a buscar o serviço público quando não vão em busca de melhor emprego no exterior. Daí a carência de inovação, de desenvolvimento empresarial e tecnológico e pobreza do nosso parque industrial que sofre da falta desses profissionais. Fica o Brasil como mero montador, tendo na indústria automotiva sua maior área de evolução. Esse disparate está nos números de nossa produção industrial, nos números da baixíssima produtividade do trabalhador em que um americano equivale a quatro brasileiros, nos números de nossas exportações que não chegam a 1% das exportações mundiais.

Os ilusionistas petistas criaram universidades levando a ilusão à população de que bastava o campus universitário para que nos tornássemos um País de primeiro mundo, como dizia o chefe do bando, nunca se criou tantas universidades como no meu governo. Todas elas, salvo raríssimas exceções, desqualificadas e com objetivo único de ganhar a simpatia da população, dentro do seu manto populista, pouco se preocupando com a formação do jovem universitário que, somente ao chegar ao mercado de trabalho se dá conta de sua incapacidade de demandar serviços que exigem mínima qualificação. O governo da petista retirante, melhor dizendo, da petista reprovada, foi um reflexo do seu criador que através da capacidade do marketing brasileiro, um dos melhores do planeta, pintou um Brasil em que tudo são cores, tudo maravilha e com a imagem de que somos do primeiro mundo, habilitados e capacitados a enfrentar o campo da batalha do comércio exterior em um estalar de dedos.

Esta imagem produzida internamente leva a população a crer que estamos bem, e não é bem isso, estamos mal e muito. Desenvolve no brasileiro a sensação que somos o centro do mundo quando na realidade um europeu ou americano, conhece o nosso País assim como nós conhecemos os países africanos, até mesmo da Bolívia, nada sabemos. Aliás, no quesito conhecimento geográfico, o brasileiro é desorientado e grande parte mal sabe onde se localizam os estados. Já não tínhamos grande evolução na nossa educação, mas depois da tomada de Poder pelo PT, decaímos de forma assustadora e o resultado aí está, uma lástima. A fatura disso está chegando a cada dia e será difícil sairmos desse labirinto tenebroso que Dillma, Lulla e o bando petista nos meteram. Está nas mãos dos Senadores da República a oportunidade de dar uma nova chance ao Brasil. Talvez não tenha existido um momento tão importante na nossa história como agora porque nunca tivemos um período de tanta corrupção, bandidagem, incompetência, incapacidade, desgoverno e de tamanho blefe político como o que o Brasil está passando. Nunca tivemos um grupo tão aboletado no Poder com objetivo único de sugar a Nação. É preciso um expurgo.


SEM EVOLUÇÃO

Os resultados olímpicos confirmam a baixíssima representatividade que o Brasil exerce no mundo. Temos o pior nível de educação a qual promove apenas o acesso sem quaisquer condições de oferecer qualidade, ou seja, preparo para a vida profissional, exceto alguns nichos. É uma situação gravíssima que trará gigantesca carência e resultados lastimosos, a médio prazo, a vida econômica do Brasil que, para sobreviver, terá que importar quadros de excelência se quiser crescer no campo evolutivo tecnológico. É provável que escancare o seu mercado às empresas multinacionais e transnacionais para sobreviver, e isso terá um custo enorme a população brasileira que será subjugada com trabalhos de pouca qualificação laboral e salarial.

Somos, continuaremos e permaneceremos como País pobre, fornecedor de matérias primas e produtor de commodities agrícolas. Aliás, estas é que ainda seguram o Brasil prá valer nas exportações que representam míseros 0,97% do total das exportações mundiais. O Brasil se transformou em um anão do comércio mundial. Seria bem menos se não fôssemos meros montadores de automóveis e se não fossem as exportações de motores automotivos que tem seu custo fixo, despesas para a produção, distribuídos aos incautos brasileiros que pagam para que estes cheguem a preço competitivo para não onerar os valores do produto ofertado no mercado europeu e outros mais. Assim, eles andam em bons carros de luxo com parte paga pelos bolsos dos brasileiros.

Chega a ser vergonhoso que nosso País, promotor das Olimpíadas, tenha resultados pífios na competição, é um desastre para qualquer tentativa de estimular o avanço no esporte brasileiro. Até no futebol estamos decadentes e dependentes da sorte e da boa vontade de meia dúzia de jogadores para tentar chegar à final. Como disse em artigo anterior, já pagamos desde o útero materno pela incompetência de governos após governos. Essa é a maior razão de que eles evoluem e nós ficamos só na propaganda de que somos terra do futuro, do jeito que estamos e vamos, esse futuro vai levar séculos para se fazer presente. O Estado brasileiro se desvinculou da obrigação de fazer pelo povo do Brasil. Ele engole toda a economia produzida e nada dá em retorno, ficando a vida da Nação restrita aos joguetes políticos e ao balcão das negociatas. A cada dois anos a população vai às urnas e como cordeiros amestrados, eleição após eleição, se prestam a dar pseudo legalidade aos postulantes e aos eleitos. Prova disso são as dezenas de partidos que existem com único objetivo de espaços políticos de negociação e de fonte de riquezas pessoais e de Poder.

O resultado de tudo isso está na falta de estadistas a frente do Poder brasileiro, até mesmo os comandantes militares se mostraram mais eficientes e realizadores que toda essa bandidagem que tomou conta do Brasil nestes últimos anos, é só ver as inúmeras realizações nos anos 70 e comparar com a atual administração brasileira. Os roubos aconteciam, mas eram pontuais e de pouca representatividade nos custos de uma realização ou obra. Hoje o roubo está generalizado com propinas descaradas e sem qualquer medo de que se possa sofrer punição, parecem não ter medo da Lava Jato contra a qual estão na luta por sua extinção, com tentativas de toda ordem para frustrar os resultados das ações do Ministério Público Federal e do Juiz Sérgio Moro. Como disse o Ministro Gilmar Mendes, em qualquer lugar que se puxa uma pena, vem uma galinha inteira e mais, transformaram o Brasil em um “sindicato de ladrões”.

As Olimpíadas são um fiasco como resultados em qualquer direção que se olhe, gastaram 39 bilhões de reais para denominá-la a Olimpíada da Gambiarra, uma excrescência mental para encobrir os valores e passar à população a ideia de que não teve dinheiro e muito menos roubo e propinas, mas logo veremos os resquícios. Esse foi o valor declarado, imagine o leitor o que pode ter saído por fora. O que deveria ser feito, se tivéssemos governo estadista e decente, era continuar com toda estrutura de esportes e hoteleira para promover um centro de preparação nacional de competidores para todos os eventos internos e externos. Dar aos jovens condições de se preparar atleticamente sem ter descontinuidade nos estudos oferecendo vagas, em parceria com escolas e universidades, para que formássemos no esporte, um esquadrão de elite e de desenvolvimento esportivo. Sem educação, dominada por grupos sindicalistas retrógados e obsoletos, arraigados com o atraso, sem transformação do Estado em servidor do povo e não este o seu servo, sem inovação e criatividade continuaremos sem evolução.


A RESPOSTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

O artigo desta semana estava pronto para ser remetido, mas a matéria publicada no Estadão “on line” há pouco, obriga-me, pela natureza e conteúdo, a reproduzir os levantamentos pinçados por Ricardo Brandt, Julia Affonso, Fausto Macedo e Mateus Coutinho da manifestação do Ministério Público Federal na defesa de competência do Juiz Sérgio Moro, em julgar o malfeitor do Brasil, o ex presidente Lulla. Não é nada que não se tenha conhecimento nas conversas de pé de ouvido pela população, mas agora os fatos são produtos de uma instituição da maior credibilidade e de respeito hoje existente no País.

“Contextualizando os fortes indícios, diversos fatos vinculados ao esquema que fraudou as licitações da Petrobrás apontam que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou”. Não sou eu e muito menos qualquer jornalista ou articulista que estão de forma direta acusando o chefe do bando, o ex presidente. São os procuradores da República do Brasil. E continuam: “Considerando que uma das formas de repasse de propina dentro do arranjo montado no seio da Petrobrás era a realização de doações eleitorais, impende destacar que, ainda em 2005, Lula admitiu ter conhecimento sobre a prática de “caixa dois” no financiamento de campanhas políticas”. Esse reconhecimento de caixa 2 em campanhas políticas foi feita até de forma debochada, numa desfaçatez inimaginável para um “chefe” de Estado com toda a organização política partidária brasileira. Uma espécie de deixa prá lá, faz parte da nossa cultura política.

Descaradamente, prestou depoimento à Polícia Federal na famosa condução coercitiva para Congonhas e lá, diz o texto da manifestação, “reconheceu que, quanto à indicação de Diretores para a Petrobrás “recebia os nomes dos diretores a partir de acordos políticos firmados”. “Ou seja, Lula sabia que empresas realizavam doações eleitorais “por fora” e que havia um ávido loteamento de cargos públicos. Não é crível, assim, que Lula desconhecesse a motivação dos pagamentos de “caixa 2″ nas campanhas eleitorais, o porquê da voracidade em assumir elevados postos na Administração Pública federal, e a existência de vinculação entre um fato e outro”, mais que comprovado o tamanho do cinismo do chefe do bando de saqueadores do Brasil. Continua o texto, “a estrutura criminosa perdurou por, pelo menos, uma década”.

Na mesma toada segue a manifestação: “Nesse arranjo, os partidos e as pessoas que estavam no Governo Federal, dentre elas Lula, ocuparam posição central em relação a entidades e indivíduos que diretamente se beneficiaram do esquema: José Dirceu, primeiro ministro da Casa Civil do Governo de Lula, pessoa de sua confiança, foi um dos beneficiados com o esquema; André Vargas, líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados durante o mandato de Lula, foi um dos beneficiados com o esquema; João Vaccari, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, legenda pela qual Lula se elegeu, foi um dos beneficiados com o esquema; José de Filippi Júnior, tesoureiro de campanha presidencial de Lula em 2006, recebeu dinheiro oriundo do esquema; João Santana, publicitário responsável pela campanha presidencial de Lula em 2006, recebeu dinheiro oriundo do esquema.”

Continuam os procuradores: “partidos políticos da base aliada do Governo Federal de Lula e seus filiados receberam recursos oriundos do esquema”. Os Procuradores são diretos na afirmação que “mesmo após o término do mandato, Lula foi beneficiado direta ou indiretamente por repasses financeiros de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato”. “Executivos das maiores empreiteiras do País, que se reuniam e viajavam com Lula, participaram do esquema criminoso, fraudando as licitações da Petrobrás, e pagando propina. Considerando que todas essas figuras, diretamente envolvidas no estratagema criminoso, orbitavam em volta de Lula e do Partido dos Trabalhadores, não é crível que ele desconhecesse a existência dos ilícitos”. O manifesto leva a outros pontos tais como um sem número de funcionários públicos que estão presos e outros denunciados e que eram ativos no saque aos cofres da União.

De tudo que está exposto, fica a pergunta: será que irão responder pelos crimes? Todos nós brasileiros temos fé que sim, e mais fé ainda temos de que no fim deste mês vamos, via nossos Senadores, expulsar o bando dilmista-lulista e dar um novo início na vida decente deste País que não é merecedor de sofrimento pelos ilusionistas que se usurparam da confiança do seu povo.


PODRIDÃO SEM FIM

Vendo ontem o término da convenção do Partido Democrata – USA, fiquei a pensar qual a razão de tamanho disparate de desenvolvimento entre o Brasil e os Estados Unidos. Todos somos humanos, temos a mesma formação física e cerebral, partimos igualmente do zero na nossa formação biológica, mas já no útero, começam a surgir as diferenças. A gestante lá tem assistência, boa alimentação, bom atendimento médico e até transporte de qualidade que a leva as instituições assistências. A gestante brasileira, via de regra e grande maioria com gravidez indesejada, é carente de qualidade no seu atendimento, sem falar de que fica ao relento nos pontos de ônibus e enfrenta meios de condução inadequados e de péssima qualidade. Nas instituições públicas de saúde recebe consulta de parcos minutos e sem qualquer assistência nutricional. Existem exceções que não anulam as regras. O coletivo lá funciona, exige e impõe resultados porque tanto o povo como o Estado tem obrigações e deveres respeitados. Tanto o povo como o governante se preocupam em focar em soluções e não apenas nos problemas. Focam nas soluções à vida americana para não ter problemas, entenderam? Daí a população americana saber escolher aquele que a governa, que vai governar a Nação, o povo.

Enquanto lá o americano luta na sua escolha entre personalidades de alto grau de conhecimento, de capacidade e competência para governar, o brasileiro busca por aquele que vai lhe prestar maiores benefícios financeiros, oferecer assistencialismo, facilidades para conseguir consumir, de lhe transmitir ilusões. Enquanto lá lutam em acirrada disputa por Obamas, Hillarys, Clintons, Sanders e outros mais, aqui nós estamos com Aécios, Lullas, Dillmas, Marinas, Ismaéis, Temer Temeroso e por aí vai. O nosso presidente, aquele que é, mas não sabe se vai ser, passa o tempo todo fazendo acertos e cuidando de melindres ministeriais, sempre temeroso de que suas mensagens não serão aprovadas e sempre temeroso de que o Congresso poderá lhe puxar o tapete a qualquer momento, especialmente o Senado Federal que o tem na mão e faz forte barganha, disfarçada de compromissos políticos e de governo.

O Senado é formado por 28 senadores acima de 66 anos e são estes os que tem em sua decisão o maior cunho ideológico, um ranço da política do “nós e eles”. Tem 26 senadores entre 55 e 66 anos e estes, em sua maioria, são mais focados nos favores e nas benesses para atender o eleitorado e sua base, além de sua própria consolidação financeira, são pesos levados muito em conta nas suas decisões “políticas”. São 27 os senadores que estão na faixa dos novatos “cronológicos”, ávidos por Poder e mando e levam em conta nas decisões, como maior fator, a ocupação de espaços para consolidar sua liderança no seu território político. Este é o cenário que está sendo montado nos gabinetes do presidente de plantão. Pensar que Temer vai ignorar isso é acreditar no conto da carochinha. Aí está uma diferença entre os americanos e brasileiros. Lá, Obama resistiu quando o Congresso recusava aprovar a abertura de crédito para as contas do governo, não foi concedido nenhum benefício e os senadores sentiram-se responsáveis pelas consequências da não aprovação. Aqui, mesmo o povo pedindo pela cassação da incompetente e irresponsável Dillma, a sua exclusão da presidência terá que ser negociada nos bastidores até o momento final. É negociata de ambas as partes em trâmite pelo Senado.

Aqui, o ex presidente leva para casa o que não lhe pertence, em clara atitude de crime, e nada acontece. Está mais que provado ser ele dono de apartamento de cobertura e sítio que tem origem em dinheiro escuso com fonte em troca de favores de obras, e ainda assim continua fora da cadeia. Provado está, até com excesso de provas, que o bando do PT saqueou o Brasil destruindo com suas finanças e empresas e continua o partido sem qualquer penalização a ele e aos seus membros. Até a Suprema Corte brasileira tem se comportado tendenciosamente em suas decisões e, ainda assim, fica por isso mesmo por parecer não existir uma instância superior. Enganam-se as instituições brasileiras, ainda existe uma última instância, é o povo brasileiro que tomará a frente na solução desses desmandos que grassam pelas Instituições que governam o Brasil que estão a viver em uma podridão sem fim.

Você faz parte dessa solução, vem pra rua por um Brasil Limpo.


O BRASIL OU ELES

A data do impeachment definitivo da Dillma está chegando, assim como um novo período político para o Brasil que, apesar dos pesares, começa a encontrar o seu caminho para sair desse lamaçal econômico, administrativo, político e da imoralidade corruptiva implantada pelos princípios bolivarianos de governar. Não há nada fora desse mar de lama na vida brasileira e os que não aceitam esse pântano da falta de compostura, ética e moral estarão nas ruas no dia 31 de julho para dar um bafo final nos pescoços de nossos Senadores e fazê-los entender que o futuro deles passa pela votação do impeachment. Os que votarem contra o expurgo do PT, Lulla e Dillma terão seus nomes marcados como aqueles que foram contra a vontade popular, com reflexos diretos no pleito eleitoral de outubro com seus candidatos a Prefeito e Vereador.

É preciso fazer um limpa nesse grupo político petista que recebeu um País arrumado e pronto para crescer, se tornar um dos grandes no cenário internacional. Acontece que o governo foi entregue a um homem desqualificado para ocupar a sua direção, o Lulla. Enquanto tinha dinheiro em caixa e navegava pela riqueza mundial, saiu por aí doando empresas brasileiras e distribuindo benesses com perdão de dívidas de outros países que pegaram emprestado o dinheiro do povo brasileiro, via governo, BNDES. No mesmo mês que o ilusionista Lulla perdoava a dívida de 400 milhões de dólares da Nigéria, o seu “presidente ditador” Goodluck Jonhatan realizava uma festa de casamento da filha Faith Sawke Elizabeth a custos de milhões de dólares na qual teve até distribuição, a cada convidado, de um iPhone todo em ouro, sem falar nos jatos fretados para os convivas estrangeiros. Um rega bofe a custa do suor e sacrifício do trabalhador brasileiro que paga impostos altíssimos em tudo, até do pãozinho caseiro. Daí sua necessidade de ir dia 31 de julho às ruas para dizer aos Senadores que não quer mais petistas no governo.

Tomaram de assalto os cofres do Brasil e aprontaram o que você, leitor, está vendo todos os dias nos noticiários da TV. É ladrão para todo lado, prisão decretada quase todos os dias, pela Lava Jato, dos assaltantes que destruíram as empresas como a Petrobras que está em processo de penúria tendo que vender ativos para se manter viva. Ela era, e ainda é, um orgulho nacional. Está demonstrado que tanto Lulla como Dillma levaram o Brasil a um buraco que vai trazer muito sofrimento ao povo brasileiro. Vai sacrificar a população que tanta esperança tinha de começar uma vida melhor após o plano real. O que a dupla e o PT estão deixando para os brasileiros é uma enxada sem cabo e cada um vai ter que se virar para arrumar seu cabo em uma terra devastada, aí voltar a bater enxada até limpar o campo para um novo plantar da semente da prosperidade. Temos que saber escolher o novo prefeito municipal e seus vereadores e eles não podem estar atrelados aos que, de alguma forma, sejam simpatizantes ou façam parte desse grupo que arrasou com o Brasil.

A mobilização de 31 de julho é para ativar a consciência popular que nada foi decidido. É a reta final, a decisão do “ou o Brasil ou eles”. Ir as ruas dia 31 é dizer aos políticos que nós todos queremos Dillma e todo o PT fora do governo. Quem vai decidir a final desse jogo serão os Senadores, o Senado Federal, no dia 9 de agosto. Digam aos seus Senadores qual é o seu desejo e se, por acaso, não forem atendidos no dia 9 de agosto, respondam a eles não votando nos seus candidatos nas eleições municipais. Afinal, todos os políticos são representantes do povo, é o seu voto que o coloca lá no Congresso Nacional, nos governos estaduais, municipais e nas assembleias dos estados e câmaras municipais. Vamos as ruas no dia 31 de julho dar o nosso aviso a todos os políticos sobre que pensamos dos que açambarcaram a Nação brasileira, que escolham: é o Brasil ou eles.


TEORI ZAVASCKI, POSSÍVEL HERÓI

Segundo Sérgio Augusto Busta, Serguei, o divino do rock, Cunha foi afastado da suruba por mau comportamento, cômico se não fosse sério, afinal é um dos três poderes da Nação. Este dito tem uma certa ponta de razão ao analisarmos o que anda acontecendo, há muito, na política brasileira, com ênfase após a subida do bando petista ao Poder. Acho muito interessante dizerem que o Eduardo Cunha teve que sair da presidência da Câmara porque não podemos ter na linha sucessória da Presidência da República pessoa com processo penal em andamento. É uma exigência posta na Constituição do Brasil e assim deve ser. Acontece que os possíveis substitutos do presidente estão enquadrados na mesmíssima situação de Eduardo Cunha, ou seja, contaminados pelo devido processo legal em tramitação. O relativo a Renan Calheiros serve de banco ao Supremo Tribunal federal – STF. Aliás, a decisão do Ministro Teori Zavascki vale para todos, é só substituir os nomes. Pergunto: e aí como fica? Todos os Poderes estão contaminados por situações que, no mínimo, levam suspeitas regradas a favores.Zavascki

Depois de escondida de toda essa batalha do impeachment, inclusive do grave acidente com a barragem da Samarco em Mariana/MG, aparece de repente no cenário a presidente do partido da Rede Sustentabilidade pedindo pelo afastamento de Cunha e, indiretamente, de todos os que estão na linha sucessória da presidência e que tenha processos penais em andamento, o caso do Eduardo Cunha e do Presidente do Senado Renan Calheiros, incluso até o substituto temporário do Presidente da Câmara Federal, deputado Maranhão. Escandalosamente “indefinida”, apoiou o “não vai ter golpe”, Marina Silva, que tem em Lulla um líder e mito, defende esta tese pensando na convocação de eleições “o mais rápido possível” já que a Dillma está de saída. Seu objetivo é que esta convocação se dê ainda neste ano. O pulo do gato é que ela está bem situada nas pesquisas e a convocação de eleições em 2016 seria na forma direta, pelo voto popular.

Para a REDE, “o envolvimento de tantas figuras públicas – e na linha de sucessão presidencial – em atos criminosos e de corrupção, como têm apontado as investigações da Lava Jato e outras operações, demonstra a necessidade urgente de ir mais fundo nesse processo de oxigenação da política brasileira, que deve culminar em uma nova eleição. Só dessa forma a sociedade terá de volta seu direito de decidir pelo futuro do país. Assim, a REDE pede ainda celeridade no julgamento da ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pede a revogação da chapa Dilma-Temer e a convocação de uma nova eleição” diz o pedido da ADPF. Caso esta convocação aconteça somente em 2017, a eleição será na forma indireta, pelo voto dos parlamentares no Congresso Nacional, e aí suas chances se reduzem a zero.

Há, entretanto, uma pulga atrás da orelha. O pedido do partido Rede tem no fundo uma outra vertente que deságua na hipótese acima e desconfio de que com assessoria do chefe do bando, Lulla. Estava em curso no STF um “golpe” com a atuação dos Ministros Lewandowisck e Marco Aurélio de Mello com a apresentação da ADPF da Rede, antes da decisão do Teori, que tinha como objetivo o afastamento do Eduardo Cunha, mas que levava em seu bojo, indiretamente, a cassação de todos os seus atos após o inicio do processo penal contra ele. Está no pedido que diz “embora não se cogite de nulidade dos atos praticados até o reconhecimento da inconstitucionalidade ora questionada, impõe-se o exame célere da matéria para que promova o restabelecimento da normalidade institucional”, a colocação sutil sobre o assunto que acatado pelo STF, abriria campo para atuação da Advocacia Geral da União – AGU, via seu titular Eduardo Cardozo, fazer diretamente a defesa da validade da citada anulação em demanda própria e com isso pedir a suspensão do processo de impeachment até definição do plenário do Supremo Tribunal Federal o que, em razão da formação do colegiado, teria grandes possibilidades de sucesso.

A atuação do Ministro Teori Zavascki em antecipar sua decisão com a liminar derrubou todas as possibilidades de atuação de qualquer partido na suspensão do processo legal que se desenrola no cenário político – jurídico da vida brasileira. Ao afastar Eduardo Cunha do seu cargo de deputado desmoronam alicerces que tenham como objetivo alterar a ação em tramitação. Morrem aí os desejos de Lulla em barrar o impeachment e possibilitar fortes negociações para uma nova eleição com a renúncia consentida de Dillma e a volta do chefe ao Poder, em eleição, como o organizador de um novo Brasil. Teori Zavascki, um possível herói.


REPUBLIQUETA

O processo de impeachment votado pela Câmara Federal trouxe à tona situações e comportamentos inimagináveis para o século que vivemos. O balcão de negócios em que se transformou aquela Instituição de representação do povo foi alguma coisa de “estarrecedora”, conforme o mantra da Dillma. Até os minutos finais ainda existia um corre-corre pelos corredores do Congresso e do hotel Golden Tulip. Fico a imaginar este cenário: dou um ministério, aceita? Sim, mas com porteira fechada. Assim não dá, que tal então 2 milhões, cobre tudo que gastou em campanha, não é uma boa proposta? Foi por aí o clima de quitanda que antecedeu a votação do impeachment pela Câmara Federal. Tenho que fazer registro que não foi esse o comportamento de todos os seus membros, mas de um considerável e numeroso grupo. Apesar de toda “experiência” do negociador Lulla da Silva, um erro crasso cometeu, coisa de amador na regra do jogo. Na situação de afogado, prometer aos salvadores entregar o prometido somente após o lançamento da boia, é rezar Ave Maria diante do demo. A verdade que Brasília no período da votação se tornou um circo, dos mais ralés.

Lulla e Dillma mostraram que fazem a dupla de trapalhões, estão mais para a comicidade política do que para líderes. Trocaram os pés pelas mãos e se embaralharam com todos no projeto de vencer na votação da Câmara. O discurso de “Golpe” que foi de um desvirtuamento com os fatos que nos fazem pensar que o Brasil foi governado nestes últimos 13 anos por dois personagens que são especialistas em politicagem de quintal. Não há, no transcorrer desses anos, qualquer movimentação do ato de governar que possa ser considerado um ato perfeito e de resultados perenes, desafio alguém a apontar. Nenhuma obra ou programa de impacto, de construção de viabilidade econômica ou mesmo de saúde, educacional e segurança foram acabadas. Todas as iniciativas foram direcionadas única e exclusivamente por objetivos de marketing e fontes de propinas. O PAC nunca foi concluído, seja lá o 1, o 2 e o 3. Casas estão caindo na cabeça dos escolhidos. Programas de energia paralisados ou se terminam a hidrelétrica, não tem rede de transmissão. Transposição do São Francisco virou piscina de bode. Aeroportos só os da Copa e sem terminar até hoje. Ferrovia não chega ao terminal projetado. Rodovias em estados calamitosos, trazendo encarecimento no frete e consequente alta dos preços que no fim, atingem o bolso do consumidor. O Bolsa Família não cumpriu com sua finalidade que era retirar da miséria milhões de brasileiros, os quais neste momento estão caminhando de volta ao antigo habitat da miséria. Fizeram uso do programa para cooptação de eleitores, caso cumprisse com o seu objetivo e finalidade, essa faixa populacional estaria preparada para não mais voltar a esse estágio econômico e social. Intermináveis as inconsequentes ações de governo.

Na Câmara Federal, o seu personagem principal, o presidente Eduardo Cunha, o mal necessário para o momento, foi primoroso na condução dos trabalhos. A sua calma ao enfrentar a estratégia da oposição ao impeachment em tumultuar a votação com xingamentos, agressões verbais, cusparadas em plenário e por aí vai, foi de uma frieza assustadora, o homem de gelo. Quando Lulla e Dillma se deram conta da sua capacidade de comandar e do conhecimento profundo das normas do legislativo, Inez era morta. Essa dupla petista que governou o Brasil nestes últimos tempos demonstrou que só estão ao nível de liderar movimentos movidos a mortadela e trintinha. Outro grupo que anda sob o jugo da dupla é do “quero uma beira”, formado por políticos inescrupulosos que não fazem outra coisa a não ser buscar por uma teta no governo.

O que ficou marcado neste impeachment, foi a qualidade dos políticos que temos hoje. Vimos, pelo que nos foi apresentado, que regredimos se compararmos a 1992 na cassação do Collor, aliás, por falar neste, o que terá Lulla e Dillma para falar com ele? Não é para menos essa regressão, apenas 73 dos 513 deputados foram eleitos de forma direta pelo voto do eleitor, 440 foram eleitos pelo quociente eleitoral e partidário. Uma outra revelação foi a incapacidade do Lulla em trabalhar politicamente. Voltado a só agir via falcatruas e safadezas, mostrou-se nu diante da necessidade que o momento exigia, um líder, aquele capaz de conduzir a política e políticos a uma trilha vitoriosa. Meros 137 votos contra e isso contando com 70 deputados do PT, ou seja, conseguiu convencer apenas 67. É claro sinal de que não convence e nem compra mais ninguém. Até para os vendilhões perdeu a credibilidade. Tenta últimas cartadas, conseguir novas eleições ou tentar aquilo que expus no meu último artigo “Jogada aos leões”, mas esquece do Moro que logo lhe fará um convite para se hospedar na república de Curitiba. Nosso estágio atual é de uma republiqueta.


JOGADA AOS LEÕES

Os retoques para um novo tempo já estão em fase de finalização. O que se retira desses dias dos últimos dois meses é uma estratégia rasteira e traiçoeira do ex presidente com o seu poste Dillma Rousseff, um nome que a história do Brasil terá que engolir. Foi um período de treze anos em que o País foi iludido por governantes que nunca governaram, sendo que um deles, Lulla, montou com o dinheiro do povo uma forte máquina de marketing que o transformou em astro aos olhos da infeliz ignorância cultural popular que insiste em persistir. O povo ainda acredita em sucesso sem conhecimento científico, educacional e profissional criando espaço aos aventureiros. Achar que um sindicalista analfabeto, que mal assina o nome, desprovido das mais básicas formações de caráter e educação, provado com seu comportamento ao longo do mandato, pudesse levar esta Nação ao clube dos desenvolvidos é ser muito crédulo.

Pois é este homem que volta a baila na política nacional e ainda encontra ressonância nas suas falas. É triste ver a capacidade de análise e de entendimento da maioria que faz parte do quadro político brasileiro. Pior que isso é a composição da maior Corte do Brasil tratá-lo como pessoa da mais alta qualificação no cenário da política nacional. É muito triste tudo isso e parece que ainda não chegamos ao fundo do poço da imoralidade e estamos longe de navegar no mar da inteligência e sabedoria. A Nação é fraca de homens de postura ética, moral e de reconhecida competência. Somos pobres em todos os sentidos, todos, raras exceções, componentes dos três Poderes do Brasil, não conseguem esconder suas fraquezas pelos favores e benesses que lhe são jogados ao chão, se ajoelham e colhem com sorrisos as migalhas ofertadas. São partes de uma engrenagem política sim, engolem seco as palavras desonradas do ex presidente Lulla, como ocorreu com o STF, o qual considerou acovardado. Não esboçaram, no conjunto, nenhuma reação forte com medo de sofrer uma possível retaliação daquele que levou até os pavões do Alvorada. A Corte foi atingida publicamente e não reagiu como Instituição, o que deveria ser feito pelo seu presidente, exceto a atitude pessoal do ministro Celso de Mello.

Mas por que “jogada aos leões’? Dillma está sendo jogada aos leões pelo ex presidente, isso é visível. É uma estratégia para tentar voltar ao Poder em pouco tempo, não tenham dúvidas, e a retirada do poste do meio do caminho é necessária. Cai Dillma e assume Temer, que está com fortes possibilidades de ser cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE. As provas contra a chapa são contundentes e levarão a condenação, não importa quem administrou ou pegou o dinheiro desviado da Petrobras. É possível que vingue a tese dos defensores do Temer de que não passou por ele e nem pelo PMDB o recebimento e a administração dos gastos com dinheiro desviado. Ele era um patenteado sem função, seus exércitos eram as palavras e com elas combatia na defesa de seu ponto de vista eleitoral e de campanha. E segue a estratégia lullista de que cassado Temer teremos eleições ainda este ano para o presidente que vai cumprir um mandato tampão e ele será candidato. Caso Temer só seja cassado em 2017, teremos eleição no próximo ano, mas de forma indireta. O presidente será eleito pelo Congresso Nacional e como todos sabemos será um fértil terreno para as mais escabrosas negociações e nisso, Lulla é mestre, conhece as entranhas dos pares. Nesse lamaçal ele é um excelente troteador.

Mas, no meio do caminho tem uma pedra, tem uma pedra no meio do caminho, uma rocha de nome Moro. Remover é impossível. A estratégia lullista é contornar para chegar lá no topo do Poder. Para isso terá, o ex presidente, que deslocar seus malfeitos para o julgamento no STF, aquele que considera acovardado e que muitos dos membros se calaram sutilmente, em nome de um resguardo da Instituição para não cair na vala da hipocrisia. Acontece que existe na república de Curitiba um baú de provas das atividades nefastas do ex presidente que não poderá dele escapar. Sua prisão pode levar tempo, mas é inevitável, pode até ocorrer logo após a queda da Dillma. Com este quadro instalado, a sobra de tudo ficará, provavelmente, com o Senador José Serra, articulista de primeira e decente linha. Não haverá espaços para Aécio ou Marina, são cartas que não trazem mais empolgação. Como avestruzes, enfiaram a cabeça no chão nos momentos mais difíceis que passou o povo brasileiro. Dona Dillma, como ela já disse, é carta fora do baralho, foi jogada aos leões.


DEPUTADO QUE FALTAR, ESTÁ COMPRADO

O que vemos nos últimos dias que antecedem a expulsão de Dillma do governo é alguma coisa do mais baixo nível que pode atingir a estrutura política de um Estado, de uma Nação. É inadmissível que sob as barbas da justiça brasileira, mais especificamente do Supremo Tribunal Federal – STF, que tal comportamento de um governo e asseclas não sofra uma intervenção. É desmoralizante a situação que vive o Brasil. Abertamente a presidente instala no Palácio da Alvorada, o seu covil, e no Palácio do Planalto, o seu balcão de negociatas, a mais desmoralizante e esdrúxula cooptação de votos com a acintosa oferta de cargos e dinheiro, num verdadeiro festival de baixarias e de imoralidades. Fica a afirmativa: se faz é porque tem mercado para tal. A falta de caráter de grande parte dos Congressistas tem destruído a imagem do Congresso Nacional e o que não se vê é uma ação daqueles que se pautam pela honradez em criar um levante contra essa situação, o que faz passar aos eleitores que todos estão contaminados, mas sabemos que isso não é uma verdade, ainda existe um grupo que está fora dessa insanidade.

A presidente, em ato desesperado, envia emissário para levar ao aeroporto o documento de posse do chefe do bando como Ministro de Estado em um procedimento ilegal de obstrução da justiça jamais visto na história mundial, coisa de cinema, de mafioso, bem ao estilo do poderoso chefão Don Corleone. Sem compostura nestes atos de pequena monta, mas desvirtuados da liturgia do cargo, outra postura não se poderia esperar dela, no sufoco da aproximação do dia do pontapé final, que não a de buscar na imoralidade do governo e sua equipe e na fraqueza de caráter da maioria dos congressistas, uma alternativa da qual tem experiência, domínio e boa assessoria, a compra dos votos. Filas de deputados se formaram nos gabinetes das lideranças e no hotel onde se hospedou o chefe do bando. Fala-se pelos corredores do congresso que o valor do voto está na casa dos 400 mil. Pensando bem, não é uma imoralidade valorizada, é barata e mostra que eles não valem nada, nem como desonestos.

O chefão está utilizando a tática e estratégia de perda de voo, doença, acidente, problemas familiares e muitos outros argumentos montados para cada vendilhão apresentar no dia seguinte à votação do impeachment. O deputado canalha entra, faz o acerto e escolhe a justificativa do não comparecimento, prontinha para ser decorada. Acredito que alguns vão se enrolar na decoreba. Espera-se um razoável batalhão de deputados ausentes na votação que serão somados aos que ganharão cargos na estrutura de governo e com isso conseguir bloquear os 342 necessários para prosseguimento do processo de expurgo de Dillma do Poder. Não restam dúvidas de que para o chefão Lulla esse é o melhor caminho para se atingir os objetivos do bando. Seu compromisso com os venais cessa na entrega do cachê e com os mamadores na nomeação para os devidos ministérios. Está errado? Para os padrões da ética, da moralidade e dos bons princípios é um ato de cafajeste, mas para o vale tudo pelo Poder, as armas utilizadas são solicitadas pelos safados que, recebendo-as, disparam o voto na direção pedida, não importando para quais resultados.

Há, entretanto, um porém. Confiança não é o forte da bandidagem e o trato de receber só após a votação fragiliza a certeza do voto e pode levar o deputado vendilhão a se recolher e fazer reflexões sobre seu futuro que está mais perto do que pensa. Afinal, a votação será aberta e seu nome constará em todas as mídias do território brasileiro, fora a divulgação constante dos movimentos sociais a favor do impeachment. Sua foto estará em vários pavilhões e jornais e será lembrado muito no mês de outubro próximo vindouro com a eleição municipal. É simples, 82% da população desaprovam o governo Dillma e 67% a querem fora do governo. Qual vereador ou candidato a vereador e prefeito vai se aliar a um vendilhão? O que pode somar esse vendilhão a quem está precisando se eleger? É o povo que vai dar o voto e ele já disse o que quer e se o candidato não está de acordo com ele, terá sérios problemas pela frente na contagem da urna. O deputado vendilhão perderá espaço eleitoral nas bases e mesmo aqueles que hoje apoiam a Dillma, estão na contramão da vontade popular. Únicos que podem receber alguma consideração, se assim podemos dizer, são os do PT, os demais são adesistas em razão de cargos ou de recebimento de cachê, não por propostas ou identidade programática. É uma verdade inconteste, os acontecimentos estão aí para certificar. Assim, no dia da votação, deputado que faltar está comprado.


LULLA, UMA PRISÃO DIDÁTICA

Decretar a prisão do ex presidente Lulla seria de uma presteza de alto valor a sociedade brasileira, tão carente de boa formação nestes tempos em que bandidagem se tornou sinônimo de honestidade, de pessoa vencedora, de respeito e de valor. É só imaginar os milhões que estão se pautando por esses malefícios propagados pelo governo que está no poder há 13 anos. A presidente matou pessoas em nome de defesa de um conceito ideológico, roubou pelo mesmo princípio, explodiu militares e ainda está gozando de liberdade simplesmente porque matar em nome de um movimento político é valido e por isso pode até ser presidente. Lulla, como todos sabem, não presta, não prestou e nunca vai prestar pela formação do seu caráter, para estar à frente dos destinos de uma Nação a qual, descaradamente, conta histórias de carochinhas aos incautos e inocentes componentes da massa maior da população brasileira, um ilusionista que está levando o Brasil à bancarrota, mas que conta com os seus apoiadores beneficiados por cargos até mesmo no maior escalão da justiça deste País.

Todos esses beneficiados não levam em consideração, em razão dos seus egos e vaidades, o batalhão que está sendo formado socialmente com essa desconstrução da ética, da moral e da boa conduta. São milhões de jovens que nasceram no final do século passado e no início deste século e que estão se formando em um seio social e que tem como figuras externas a serem observadas, exatamente os líderes da bandidagem que grassa pelo Brasil. É nesse contexto que eles vão formando sua personalidade, com exemplos de pessoas que tem o dever de servi-los com bons princípios de conduta, mas que, muito pelo contrário, apresentam ações da pior espécie e provocam a expansão conceitual de que o crime pode sim, compensar. Para qualquer direção que o jovem se pautar, verá indícios e resultados fortes de ações criminosas as quais, ante a inocência ou mesmo ignorância popular, já se tornaram inseridas em seu dia a dia, como coisa normal e dentro dos padrões do viver. Não é a toa que 82 jovens morrem por dia no Brasil. A impunidade dos governantes e dos líderes do País impulsionou esses números alarmantes já que o respeito a organização social e as leis, pelo exemplo dado, se tornam letras mortas nesse meio da juventude.

Para essa faixa etária de até 30 anos, que tem sua personalidade formada com forte influência política nos últimos anos, o vale tudo utilizado pelo ilusionista ex presidente é visto pela grande maioria que não tem qualquer base forte educacional, mas vaga pelo heroísmo do crime levado a ele por filmes e novelas no seu cotidiano, como exemplo para se dar bem e ter sucesso na vida. A fila no gabinete da liderança do governo pelos outros parlamentares do Congresso Nacional nesta semana é de dar pena e nojo. Todos em busca de uma boquinha nos cargos que o governo está oferecendo para cooptar votos. São políticos despersonalizados e que não pensam no quanto sua atitude destrói com a moralidade e a decência na formação de novas gerações, são criminosas essas suas atitudes. É preciso que tenham um mínimo de consciência e ver que este comportamento é que degrada o Brasil, degrada seu povo. Achar que não terá consequências tais atos é não ter sensatez e equilíbrio mental para não perceber o tamanho do mal que pratica a toda população brasileira tão carente de políticos e líderes que a respeitem e lutem pela sua valorização via educação, saúde e segurança.

A prisão de Lulla e seu bando é fundamental para que o Brasil recupere sua dignidade, sua decência e sua personalidade no campo internacional e no campo interno. A sua prisão vai impactar na formação desses jovens fazendo-os pensar um pouco diferente e entender que a lei vale e deve ser cumprida porque é ela que estabelece a moralidade, a ética e organização social dentro de padrões civilizados de vida em comunidade, em sociedade. A justiça tem que prevalecer de forma a se impor aos malfeitos da bandidagem e a desfaçatez que este bando no Poder pratica com a Nação brasileira. A prisão de Lulla será um exemplo marcante para a recuperação da autoestima do povo brasileiro e de sua crença na Justiça e nas Instituições que compõe o corpo político administrativo do País. A prisão de Lulla e seu bando vai recuperar a Justiça brasileira e a crença nela. Sim, além dos inúmeros benefícios a convivência da população, aos jovens a prisão de Lulla será didática.


VOTRE TEMPS EST VENU

Sua hora chegou, o jogo acabou. A luta da presidente em se manter no Poder é alguma coisa de triste e tem um ranço de pessoa que nunca teve a sensibilidade e nem mesmo sinais de bom senso em ver que a hora é chegada, tem que partir, não há mais espaço para sua presença. A atitude em permanecer no cargo, apesar de todas as evidências de malfeitos constatadas, é uma situação que nunca se viu no mundo político de um País desenvolvido, mas muito presentes naqueles países em que cultura e educação não são o forte da Nação. A luta da Dillma em querer mudar o foco de um ato constitucional válido para uma situação de golpe chega a ser extremamente perigosa. O seu objetivo é agitar as massas que a apoiam, comandadas pelos servis sindicatos que recebem milhões do governo e com isso saciam as diretorias que convocam desocupados atraídos pelas mortadelas e os trinta reais que recebem para participarem de manifestações. O objetivo é criar a cortina da injustiça no ato do Congresso Nacional com a aprovação do impeachment. É uma atitude de pessoa de extremo egocentrismo, acrescida de pressões dos comandantes do falido Foro de São Paulo.

Dillma nunca se preocupou com democracia em tempo algum. É um discurso para platéia, para a mídia. Sempre teve dentro de si o espírito autoritário, típico dos maiores opressores que o mundo já conheceu como Stalin, Hitler, Mussolini e outros tantos do sul do equador. Lutava, nos anos 60/70, contra o Estado autoritário do governo militar, por ela considerado uma ditadura, mas que tinha como objetivo outra ditadura, a do proletariado que buscava implantar. O Estado sou eu, essa é a regra adotada por ela e com isso as leis não lhe pertencem. O seu desespero tem fundamento no fato de que começou a perceber que não é bem assim, as leis existem e serão aplicadas a todos, incluso ela. É visível o estado de alarmada ao notar que chegou ao fim o seu mandato. Não há mais nada que possa fazer nem mesmo com o seu tutor Lulla, este desprovido de sentido de decência política, mas ligado única e exclusivamente em atender seu psique megalomaníco de dono do mundo, o líder mundial, o salvador de toda a humanidade, mas sem ignorar que um dinheirinho bom na conta nunca faz mal.

A presidente cometeu sim crime de responsabilidade. As provas são fartas e uma delas bem visível e nunca questionada pelo Senado da República ao ser preterido na sua prerrogativa constitucional de referendar, autorizar e dispor sobre alguns atos da presidência. Os empréstimos internacionais, por exemplo, saíam sob a chancela do BNDES como se este não fosse um banco estatal de comando direto da Presidência da República. Contraiu empréstimos sem a chancela do Senado. Ainda há o fato de crime de responsabilidade na edição de decretos que que abriram créditos suplementares sem aprovação do Senado Federal autorizando despesas de varios orgãos da administração o que também não é permitido pela Constituição Federal. Existe ainda o crime comum ao tentar obstruir a Justiça com o famoso Termo de Posse enviado ao Lulla para assinar só se fosse necessário, ou seja, se o japonês desse com as caras. No seu discurso de posse dos ministros, ela mostrou o documento enviado sem a sua assinatura, mas nele não existia sequer o Brasão da República impresso no papel, sem dizer que não é normal a fonte utilizada na escrita Termo de Posse.

Mas tudo isso é muito pouco diante do que fez com a complacência do Congresso contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, que foi rompida por duas vezes, em clara negociata com cargos aos partidos políticos, desfigurando uma das maiores conquistas para moralizar a administração pública. Sobre negociatas, vem aí tsunâmi do mar da Odebrecht que leva de arrastão todas as falcatruas realizadas por todo o governo, e demais personagens, de cabo a rabo. É um “the game is over” para todos.

A verdade é uma só, não ha mais condições da presidente permanecer a frente do governo do Brasil. Tudo que aqui coloquei pincela as mais variadas formas de incapacidade de governar e de aceitação dos malfeitos que grassam em toda a administração e empresas sob a égide do governo da presidente. Não bastasse, mais de 70% da população brasileira a querem fora do Presidência da República e na área internacional não existe mais um pingo de credibilidade no governo brasileiro. Rapapé Dillma, vaza, se manda e evite ao Brasil maior desgraça. Entenda: votre temps est venu.


O JOGO ACABOU

Acredito que o tempo das mentiras e desvios de conduta do governo se encerrou. Daqui para frente será apenas o choro, o que é normal com aqueles que perdem o posto. Acontece que o estrago que este grupo ou bando promoveu no Brasil será de difícil reparação e as consequências são de sofrimento enorme a toda população que não terá saída a não ser o sacrifício. Hoje se tem a clareza geral de que esse grupo quadrilheiro açambarcou a Nação brasileira. São pessoas comprovadamente sem escrúpulos e despidas de qualquer sinal de decência, respeito e civilidade com o povo deste País. Não foi apenas uma, mas várias gerações foram condenadas ao atraso e a perda de tempo do seu viver que poderia estar em ascensão, com boa qualidade profissional, o que lhe daria bom nível de vida. O sonho delas foi maldosamente para a lata de lixo, afinal, quem está há 13 anos no governo são pessoas que ainda tem em seu vocabulário, além das baixarias, apenas o discurso ilusionista e patético, baseado em ideologias retrógadas que lhe dão roupagem para subjugar a população e nas sombras, desfalcar os cofres do Brasil.

Os gritos da presidente são escoados do fundo da alma, jamais pensaria que um dia fosse flagrada e colocada no panteão das mentiras deslavadas e trouxe a tona a sua perversa personalidade que bem demonstrou no seu período de “guerrilha” quando tinha em mente, pela sua postura, de entregar o Brasil aos governos comunistas de Cuba e da extinta União Soviética, hoje Rússia. O ex presidente, além de baixo nível intelectual e educacional, era um X9 que transferia informações ao chefe da Polícia Federal, Romeu Tuma, sobre os movimentos sindicais. Chegou a dormir no sofá da casa deste por diversas vezes. Sabe-se que Lulla foi um arranjo de Golbery do Couto e Silva, General de Exército e chefe do Serviço Nacional de Informação – SNI, que fez dele uma ponte com os movimentos sindicais. Valia tudo para subir na vida e isto se aplica até hoje. Tudo isso está na mídia e no livro “Assassinato de Reputações” de Romeu Tuma Junior, filho do ex chefe da PF e Senador da República Romeu Tuma, e nunca desmentido ou mesmo questionado pelo ex presidente.

Os estragos, que serão enormes ao País até a expulsão total do bando do governo, poderiam ser minorados, mas para isso deveria ocorrer uma intervenção judicial, o que é possível se a maior Corte brasileira for motivada e responder positivamente. Motivos para isso é que não faltam e estão expostos na mídia nacional com a transcrição e gravação de múltiplas ilicitudes do governo e asseclas. Não há mais o que esperar no bojo de provas e motivações, elas estão borbulhando todos os dias e de viva voz. A população, formada por milhões de pessoas que se encontram incapacitadas culturalmente de avaliar os acontecimentos, deveria ser mais instruídas pela mídia, principalmente pela televisão, sobre o que significa a situação por que passa o Brasil. O que se apresenta a população são apenas colocações das partes contrárias e a favor do governo, sem um detalhamento didático ficando o noticiário restrito a pouco mais de 10% da população brasileira. Sem isso, ficam acusações de lá e outras daqui e o povo sem compreender o que se passa e para ele fica difícil tomar partido. Prova disso é que apenas 2,6% da população brasileira foram às ruas para protestar em uma questão que lhe é vital. E é nisso, nesse vácuo, que sobrevivem esses quadrilheiros com uso maciço de marketing.

Está na hora de começarmos a pensar no que fazer para ganharmos tempo já que “Inez é morta”. Já é o momento de se discutir o que de imediato será feito para limpar o Brasil de toda essa sujeira, desse pó vermelho que impregnou a Nação e a levou a uma situação de completa balbúrdia e roubos do dinheiro do povo. Temos que começar a escrever e falar sobre propostas para cada setor de nossa vida social, política, econômica, saúde, educacional e por aí vai. O tempo é mais que precioso na situação em que estamos, em que vivemos. “The game is over”.


13 DE MARÇO

Os motivos que dão consistência a mobilização de 13 de março são inúmeros. Começam, entre outros, pela ida do ex presidente Lulla, acompanhado do presidente de uma das maiores construtoras do País e seus diretores, ao apartamento triplex do edifício “Solaris” na praia das Astúrias, no balneário do Guarujá, para recebimento das chaves da cobertura. O que fazia ele lá e tamanha tropa se nunca foi dono e nem pretendia ser? O que fazia Dona Marisa Letícia em suas diversas idas ao triplex para dar ordens à reforma se ela não era dona e nem pretendia ser? Por que a construtora OAS só fez reformas de quase um milhão de reais em apenas um dos triplex? Quanto ao sítio dos amigos, qual a razão das maiores construtoras do Brasil, a Odebrechet e a OAS e o milionário José Carlos Bumlai se preocuparem com o sítio sem que eles tivessem qualquer relação social ou profissional com os dois amigos do Lullinha, ditos como donos? Por qual motivo o Bumlai foi destituído por Dona Marisa da coordenação dos trabalhos de reforma e expansão predial do sítio no qual investia dinheiro e tempo de trabalho? Não seria, por ser Lulla dono, o motivo do Bumlai, o “assessor” familiar, o “compliance”, de fazer benefícios ao capo ou chefe? Ora seu Lulla, contratos de gaveta relativos a imóveis existem aos montões e o seu não seria diferente. Os depoimentos de inúmeras pessoas confirmam que era o Sr. Lulla o destinatário do imóvel. Matéria do Jornal Nacional de 2010, que a Globo omite, faz referência à propriedade do triplex e diz que o senhor Lulla é o dono. Quem mente nessa história, Lulla ou a TV Globo?

Vamos a outros motivos para o 13 de março. A Petrobras, por exemplo: entre 2010 e 2014 fez compras de mais de R$ 167 bilhões sem licitação, o que é considerado ilegal. Entre elas as do marido da Graça Foster divulgada pela mídia, em aproximadamente 600 milhões. Somente a área de comunicação da empresa petroleira emprega mais de 1200 pessoas, tendo mais funcionários que as três maiores empresas de petróleo do mundo somadas. E os Fundos de Pensão? Nos da Caixa e Correios os rombos passam dos 30 bilhões destruindo com a poupança de 500 mil empregados. Enquanto isso o governo gasta mais de nove bilhões por ano com super salários de seus servidores os quais, no total, estão na casa dos dois milhões e duzentos mil , aliás, os Ministérios levam 400 bilhões por ano de gastos e só com pessoal lotado, são 212 bilhões. Temos que mencionar os 30 mil cargos de nomeação de livre escolha para atender os apadrinhados. E por falar neles, os apadrinhados cubanos já renderam a Cuba bilhões de reais, nosso povo é cobaia para atender a fábrica de médicos cubanos de péssima qualidade.

Ainda existem outros motivos fortes tais como os empréstimos do BNDES para países “amigos” do bando que governa que tem juros de pai para filho em mais de 70% deles, menores dos que os cobrados internamente. Foram bilhões aos estrangeiros para obras em metrôs, viadutos, estradas, portos e aeroportos financiados com o dinheiro do povo, via BNDES, que é abastecido com o dinheiro do Tesouro Nacional. O incrível é que o BNDES paga de juros ao Tesouro percentual maior do que os que aplica nos seus empréstimos ao exterior como o porto de Mariel em Cuba. É necessário também mencionar os perdões das dívidas dos países africanos em mais de um bilhão de dólares, cerca de quatro bilhões de reais enquanto nossos hospitais choram por perdão do fisco de migalhas para continuarem a sobreviver e lhes são negados.

Temos ainda motivos tais como o que anda acontecendo na economia brasileira que está sendo rebaixada e levando os empresários a pagarem juros altíssimos em seus empréstimos internacionais o que os tem desestimulado de investir e com isso o aumento de desemprego. Soma-se a isso a inflação que anda corroendo o bolso do trabalhador retirando dele qualquer possibilidade de melhoria na sua condição de vida sendo obrigados, aos milhares, a devolver o seu carro e sua moradia que neste caso já chega a 41% dos compradores, ou seja, de cada 100 temos 41 devolvidos. Milhares de lojas e comércios estão fechando as portas gerando gigantesco desemprego. A produtividade do brasileiro desabou e caímos 18 posições no ranking internacional em 2015. Tudo isto exposto, tenho que finalizar com a postura do Sr. Lulla que mandou o Ministério Público enfiar no c´ os processos judiciais, isto em conversa com a Presidente da Republica, é um “gentleman” da baixaria. Acredito que o exposto é motivo para você ir às ruas neste domingo, pedir por um Brasil Limpo, movimento motivador, também, deste artigo pelo 13 de março.

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BRASIL LIMPO

A bombástica revelação da Revista Isto É não deixa mais dúvidas de que já está passando da hora de ser tomada uma atitude de força contra esses bandos que achincalham o Brasil. Que o Lulla e sua “turma de delinquentes” agiam nos desfalques do Erário todo mundo já sabia, mas como era preciso provas ou fatos para prendê-los tudo continuava como dantes. Agora as provas e os fatos aí estão e vem a pergunta: o que mais falta? Tentar desqualificar o Senador Delcídio do Amaral é a mais torpe atitude que o grupo petista está encontrando para quebrar com os fatos. Com a “Teoria do domínio do fato” todos os indícios e testemunhos levam ao mentor de toda a ação, no caso, da bandidagem. Delcídio era da cozinha do Partido dos Trabalhadores, homem de confiança extrema do PT, de sua direção e do governo para o qual atuava como líder no Senado da República.

Mas as declarações que incriminam diretamente o Chefe Lulla não são tão pesadas, por já ser de conhecimento público e não restar mais dúvidas, como a de que a presidente infiltrou no Superior Tribunal de Justiça o Ministro Marcelo Navarro, um cupincha para fazer parte da corte. O objetivo era atender ao pedido da presidente e do Lulla para soltura, via habeas corpus, dos malandros Marcelo Odebrecht e Otávio de Azevedo, presidentes da Construtora Odebrecht e da Construtora Andrade Gutierrez. É uma desmoralização total para o Tribunal que deveria ter sua exclusão do quadro imediata. Qual segurança terá alguém com uma pendenga no STJ? É um escárnio. Já temos desconfianças demais da maioria dos membros das cortes de justiça do Brasil, mas esse foi declarado e delatado. Cumpriu com a missão suja determinada pela sua tutora Dillma Rousseff, mas foi voto vencido na decisão. Ainda não está bem esclarecida a reunião no hotel em Portugal entre o presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, Ricardo Lewandowski, o Ministro da Justiça, a época, Eduardo Cardoso e a presidente Dillma Rousseff. Tem mais história por aí. O que se tem notícia é que Lewandowski recusou participar de algo.

Outra coisa que espanta é a insistente atitude de uma grande rede de televisão permanecer como muro de arrimo das falcatruas no governo petista. Chega a ser nojenta a atitude daquela que já teve credibilidade como informativa. É visível que busca sempre deixar dúvidas em fatos que já são de domínio público, se utilizando ainda do que lhe resta para induzir os brasileiros de que nada de sério está acontecendo na vida do País. Entrega sempre a última palavra aos pecadores de forma a se redimirem com suas justificativas esfarrapadas dos erros cometidos e das faltas praticadas. A maioria da imprensa brasileira tenta defender esse grupo do qual ela foi a semente. Não mede espaço e nem mesmo os desajustes que toda a Nação vem sofrendo em razão desse desgoverno que ela já sabe, mas que há muito vem contemporizando. Imagino sem a Lava Jato como estaríamos nós.

A delação do senador Delcídio do Amaral é por demais contundente para ficar tudo como está. Atitudes imediatas deverão ser tomadas pela justiça e chegou a hora de dar um ponto final nessa lambança que está o Estado brasileiro. É inadmissível que em um Pais do nível do Brasil esse bando continue a ter as rédeas nas mãos. Viramos motivos de esculachos e piadas por todo o mundo. Não é mais permissível que um presidente que até então tinha o benefício da dúvida, e pela delação do Senador já a não tem mais, dado os fatos expostos, permaneça no comando da Nação. É inadmissível aceitar que o Executivo, o Senado Federal e a Câmara Federal deste Brasil estejam sob o comando de pessoas destituídas de ética, moral e retidão para permanecer a frente de mando dessas Instituições.

O que esperar de um adolescente, de um jovem que está em formação de sua personalidade, depois de todo um quadro de bandalheira que lhe é ofertado todos os dias? Qual será o futuro deste Brasil com o fosso criado nos últimos anos pelos assaltos ao dinheiro do País e pelos desvios de conduta? Que futuro pode ter essa juventude que abandonou, pelos exemplos dados, a retidão, os valores morais e éticos e aos milhões que não frequentam nem escolas e muito menos trabalham? Que futuro os espera se estão vivendo de assaltos, do tráfico, do abandono das famílias que não mais tem controle para educá-los e ainda encontram amparo na lei para tais ações? Não temos alternativa a não ser construir um Estado responsável e firme na destruição dessa bandidagem que age dentro e fora do governo. Só será possível se tivermos um Brasil limpo.

27 fevereiro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


É AGORA OU NUNCA

O carnaval passou e milhões de brasileiros foram às ruas festejá-lo com ímpeto invejável a qualquer povo do planeta. Temos até que fazer registro que estão mais pudicas as “Escolas” de samba, sem muitos peitos e bundas dando o ar da graça na Avenida Sapucaí. E estavam todos lá a vibrar intensamente com o carnaval. Um estrangeiro vendo aquilo jamais poderia pensar o momento que vive o Brasil, e se dissessem a ele os números da nossa economia, entraria em parafuso. Imagine você leitor, se alguém falasse que o governo do Estado do Rio de Janeiro repassou milhões de reais a realização do carnaval mesmo com milhares de pessoas sofrendo pelos corredores dos hospitais que fecharam as portas por não ter dinheiro para comprar uma cibalena, lembram-se dela? É o Brasil que vivemos, os governantes que temos, raras exceções.

Os dados da economia brasileira estão demonstrando a fragilidade que estamos atravessando em todos os sentidos. Os riscos de uma intervenção política autoritária são grandes e será aguda entre as correntes grupais existentes e convulsivas no social ante a desestabilização que vai provocar, principalmente aos menos favorecidos sem condições de suportar momentos de escassez que irão acontecer por um tempo. O Brasil vem perdendo gradativamente sua personalidade no mercado mundial e já não temos qualquer oportunidade de atrair investimentos que não os especulativos. Das nossas commodities, nossa única fonte real de ganho, apenas o agronegócio se sustenta. O ferro, petróleo e gás estão em queda acentuada e sem investimentos, os preços desabaram. Como o governo é cego, o Nióbio, fonte para produtos industriais de alta tecnologia, continua no subsolo apesar de seu altíssimo valor e ter o Brasil (98%) e o Canadá (2%) que o explora, como únicas reservas no mundo.

Qual a razão deste Brasil que vivemos nunca se estabilizar economicamente? A resposta está na consciência da população. Essa consciência é formada pela subserviência que sempre a norteou e a deixa na espera que alguém faça algo. O servilismo, ou seja, a sujeição servil a vontade alheia, impõe condicionantes à população o que a torna destituída de vontade própria e tem como fuga a célebre frase “a vida é assim”, e como diz Mario Sérgio Cortella, é o mais reacionário pensamento da vida. Essa perda de personalidade vigente no povo brasileiro é que permite o surgimento desses profissionais do marketing político, tipo Duda Mendonça e João Santana, que conseguem ler o substrato da personalidade da maioria dos eleitores e induzir neles a crença de que, por exemplo, um Lulla e uma Dillma são pessoas capacitadas para governar um País.

Mas temos entraves maiores e que irão continuar a existir na vida brasileira. Como já escrevi em artigos anteriores por anos, eles estão expostos e de fácil identificação. Por exemplo, pouco mais de 4% dos brasileiros tem curso superior presencial completo, são mais de 10 milhões entre 14 e 30 anos que não estudam nem trabalham e a maioria é de mulheres (73%). Mais de dois terços dos brasileiros são analfabetos funcionais. Cerca de 50 milhões de brasileiros são semianalfabetos ou analfabetos. O que esperar do Brasil com esse contingente de baixa força intelectual e profissional em um mundo de alta tecnologia e serviços qualificados?

Somado tudo isso com o governo que temos, não podemos esperar outro resultado que não aquele que estamos vivendo. Não é preciso maiores dados para a formulação desta equação. Daí o carnaval e suas “Escolas” aglutinarem uma imensa massa humana nas ruas, afinal, como foi referida, “a vida é assim mesmo”, a aceitação servil da derrota. Dia 13 de março terá uma grande mobilização para tentar expurgar do comando do Brasil um grupo que o está aniquilando. Acredito que os conscientes se levantem do sofá e apareçam para dizer que não aceitam o que aí está imposto. Caso contrário, a pouca presença será um aval para ações avassaladoras do Congresso e do Executivo. É isso que espera a presidente Dillma e seus grupos. A ausência poderá ter influência direta nas operações da Lava Jato, do Ministério Público e da Polícia Federal que poderão sofrer enormes pressões com alta possibilidade de prejuízos ao andamento das investigações. Creiam, o PT, Lulla, Dillma e seu bando estão a espera do que vai acontecer no dia 13 de março. Lembrem-se, a convocação do Lulla pelo MP de São Paulo é após essa data. Quer mudar, então é agora ou nunca.

20 fevereiro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


O QUE MAIS FALTA

Os acontecimentos dos últimos dias estão mostrando a verdadeira face do Brasil e de sua classe dirigente. O que se vê é que todos, de todos os lados, estão envolvidos em algum malfeito o que nos faz pensar na enorme carência de lideranças para assumir o comando do País. É triste ver o que se passa no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Há um enorme manto que cobre todos os atos de falcatruas praticados contra o Brasil, contra o seu povo. Não há nenhum ponto nessas estruturas que tenha uma vertente de realizar, na sua essência, alguma coisa pela população brasileira, todas as ações são meras figurações para dar aquele aspecto de legalidade nas pilhagens que se pratica no Erário. O que se nota é que tudo isso é possível por ter suporte nos poderes da Nação.

A situação do ex presidente Lulla é algo bisonho e alarmante como exemplo para a Nação. Corrompeu-se com o Poder, se autoproclamou o senhor de todas as coisas neste País, se julga acima de todos e da lei e acredita ser o único capaz de dar ao Brasil o rumo da recuperação econômica, administrativa e do desenvolvimento, um governo de salvação nacional que a sua cria não consegue realizar por fazer ouvido mouco de sua fala e de suas propostas, é um psicopata. Nos últimos 13 anos, ele seu bando, como enxame de corruptores, açambarcaram com toda a estrutura do Estado para promover um projeto de Poder e de domínio da população, via benesses, que a levaram acreditar viver um novo tempo. A verdade que é que houve uma tomada de Poder por um bando de marginais que fizeram do cofre da Nação uma verdadeira conta corrente, destruíram com o Brasil, nos levaram a um retrocesso sem precedente na nossa história. O sofrimento para nossa recuperação será sofrido e a população já começou sentir os primeiros efeitos disso.

O governo, que aí está, promoveu desde 2003 o espírito consumista no brasileiro. Para tal distribuiu créditos fartos e benesse via programas sociais. Isto foi feito sem o devido preparo da população para que ela acompanhasse a proposta de crescimento pessoal e familiar. Esse consumismo proposto pela política populista do bando no Poder tinha como única visão pavimentar o caminho de sua manutenção no comando do País. Essa política consumista só seria compatível em países desenvolvidos. Nos subdesenvolvidos como o Brasil, criou distorções graves no comportamento econômico brasileiro e o conceito de mérito de formação profissional foi substituído pelos valores do dinheiro o que levou a maioria das famílias de baixa e média renda a mudarem seus objetivos de ver sua prole formada, de “ser”, a migrarem para o objetivo de “ter”, desviando recursos de sua formação para compras de carros, TV a cores e por aí vai. Isto tudo sem que o Brasil tivesse condições para tal o que atropelou o processo de formação profissional que é o único caminho para o desenvolvimento.

Nas camadas sociais mais pobres a interação do consumo estimulado pelo desejo, via propaganda, começou a deteriorar os conceitos de estudar como forma de ascender socialmente e financeiramente. Isto levou os jovens à busca do trabalho ofertado pelo mercado no seu crescimento, ilusório economicamente, para poder consumir já que as famílias não conseguiam prover seus desejos estimulados nas mídias. Esses grupamentos de jovens se multiplicaram e passaram a interferir nas decisões familiares com extensão na sociedade em geral, só que com informações e conhecimentos limitados e o resultado aí está. A deterioração educacional que somada às fábricas de diplomas, eliminaram capacidades e competências para desenvolver, para dar o mínimo de sustentação que o crescimento tecnológico exige. O pior de tudo é que isso vem sendo massificado dentro do entendimento de que para ter sucesso não é necessário o estudo. Milhares de jovens foram jogados na lata de lixo e o Brasil vai sentir isso.

Nada pode ser feito enquanto o grupo dominante estiver no Poder porque o que se precisa fazer está fora do seu único propósito que é a sua manutenção nele a qualquer custo. São grupos desprovidos de qualquer razão ideológica, de governo e proposta minimamente desenvolvimentista. É o Poder pelo Poder e só. Não temos qualquer defesa ante esse assalto. Todos, de movimentos sindicais, sociais, estudantis (UNE), de classes profissionais e outros, estão comprometidos e isso tudo somado a ignorância do povo ante os acontecimentos, não há como realizar mudança que só poderá acontecer entre os próprios. Pergunte a si próprio, o que falta para que a decência volte ao Brasil, o que mais falta?

12 fevereiro 2016 A COLUNA DE RAPHAEL CURVO


O QUE PENSA

Milhões foram às ruas no carnaval, a festa popular de que se gabam os brasileiros como a maior do planeta, apesar de outras do mesmo nível por esse mundo afora, religiosas principalmente. Agora a festa acabou e estamos de volta à realidade. Mas que realidade? É aquela que sempre vivemos, por anos, e nos acostumamos a vivê-la, acho que prazerosamente porque nunca lutamos com garra para mudar a situação, estamos a mercê e domesticados pelos malfeitos e malfeitores. Acredito que a grande maioria dos brasileiros começou a perceber que não há milagres para conseguir qualidade de vida fora da educação. Somos um País pobre e que tem quase 90% de sua população sem estudos completos do ensino fundamental. Mesmo assim boa parte dos que o tem, foi feita com malabarismos políticos governistas via Mobral, EJA, Pronatec e outros, mas que não levam a nada na prática já que apenas são meras obtenções de canudos para melhoria de salários.

O que estarão pensando agora os milhões que foram as ruas no carnaval? Será que tem conhecimento da necessidade de ir às ruas para resolver a pendenga que vive o Brasil? Acho que não. O Brasil está fadado a um grande fracasso e mesmo assim a população mansamente, exceção de poucos, vai permanecer na espera que estes poucos façam por ela. Como exigir de um povo que aceita passivamente tudo que está acontecendo e acredita que nada tem a ver com ele? Queira ou não é assim que pensa o povo. Apesar de inflação alta, descontrolada, extinção de empregos, queda dos salários, saúde precária, doenças mil se alastrando, um governo inoperante e incompetente, crimes generalizando e por aí vai, e o povo ainda não tem como verdade que tudo isso está na incapacidade administrativa e no roubo do seu dinheiro.

O que esperar desse povo que vai aos milhões ao carnaval e permanece em casa quando lhe é exigido ir às ruas para defender uma mudança na sua vida? Nada. Como disse uma amiga, “é isso que o povo quer, ficar nessa de perdido e sem rumo” a espera de um salvador, de alguém que lhe dê eternamente pão e circo. O povo é ou não é merecedor do que está passando? É. A frequência nas passeatas de protesto comparada com a do carnaval mostra muito bem isso. Vale exatamente uma cervejinha barata, da pior qualidade, o Rio, como exemplo, com caos na saúde e o povo e o governo, festando o carnaval.

A verdade é que a situação brasileira está deixando bem claro o despreparo e a ausência de cultura na vida da população, a ignorância (desconhecimento) permeia, não conseguem processar mentalmente os acontecimentos, os fatos. Então o resultado não pode ser diferente e é essa a razão que a leva a dar valor a quem lhe dá graciosamente alguma coisa. Os analfabetos funcionais engrossam o caldo. Acostumaram a viver no cabresto e nos favores dos “bornais”. Com isso, o conhecimento para realizar e apoiar nas escolhas de candidatos, sistema de governo, administração e outras, se tornam vazios e sem sentido, permanecem “gado marcado”.

O fato é que o mercado, na sua vertente de consumo, impôs a sua política que só era compatível em países desenvolvidos o que criou para os subdesenvolvidos, caso do Brasil, graves distorções no comportamento econômico brasileiro e o conceito de mérito, de formação profissional, foi substituído pelos valores do dinheiro, o que trocou objetivos familiares de ver sua prole formada pelo objetivo de “ter”, a projeção social pelo consumo. Foi atropelado o processo de formação profissional que é o único caminho para o desenvolvimento. O advento da interiorização da comunicação visual via TV, revistas etc, impactou a população mais pobre, fora do eixo sudeste.

O estímulo ao consumo via publicidade e propaganda, começou a deteriorar os conceitos de que estudo era o caminho do sucesso. A juventude foi induzida a consumir e como não tinha provimento dos desejos pela sua família, que, por outro lado, deixava de investir na educação do filho para ter carros e TV a cores, o abandono de escolas para trabalhar foi inevitável. Essa geração foi crescendo em números e passou a participar do processo decisório na família, na sociedade, na política e outras áreas com informação e conhecimentos limitados e o resultado disso é a massificação do entendimento de que para ter sucesso não é necessário estudo. A educação perdeu valor e toda sua estrutura se deteriorou, até mesmo o ministério que teria a obrigação de fiscalizar e dar ao jovem brasileiro um ensino decente em todos os níveis. Dia 13 de março terá uma grande mobilização e o povo, o que pensa?


INCRÍVEL

Não é possível que ainda existam dúvidas sobre a participação da Organização Lulla em toda essa lambança que está ocorrendo no País. O sítio de Atibaia, Triplex nas Astúrias – Guarujá, fazenda na Argentina e Brasil a fora, avião, frigorífico, venda de Medidas Provisórias e por aí vai, parece ser sonho de quem é contra o ex presidente. Zelador, não confundir com Zelotes, e porteira do edifício Soláris, além dos vizinhos, confirmam que o “large apartment” é, sem dúvidas, do casal Lulla e Marisa. O sítio então beira o sarcasmo. O engenheiro da Odebrecht simplesmente é um grande samaritano, com cursos e temporadas de aprendizado no Tibet com o Dali Lama. Vai ter bom coração lá no Himalaia. Dizer que trabalhou de graça, em período de férias e ainda não saber para quem, é nominar de idiota a população brasileira, é menosprezar a inteligência do povo deste País e desmoralizar com o setor de inteligência da Polícia Federal, tem que ir para Curitiba direto, sem escalas.

Mas a palhaçada não acaba por aí. A piada do Conselhão, composto por figurantes escolhidos pela Dillma, foram ao palácio dar o ar da graça com gastos enormes apenas para participarem de comercial para a presidente que quer se mostrar apoiada por vários setores da sociedade brasileira a toda Nação. Dillma, você não engana mais ninguém, a não ser esses bobos da corte. Há alguns anos venho escrevendo que estavam exaurindo a economia do Brasil e dos brasileiros. Cheguei a pensar, tantas as contestações, que estava com algum problema de análise da situação e do caminhar dos fatos. O tempo, o senhor das razões, me trouxe a resposta, estava certo. O País quebrou e está nos últimos suspiros, lançando mão de todos os recursos financeiros disponíveis, a raspa do tacho e não tem como conseguir mais, a farra acabou. Até o FGTS entrou no receituário do Estado terminal.

O Brasil está sucateado, em todos os setores da economia nacional há sérios problemas e não temos pessoal técnico suficiente para trazer ou ofertar uma solução. O que acontece agora é resultado de uma geração que não se preparou, não se especializou e tem como única meta o ganho fácil para poder consumir. Nos últimos trinta anos o “ter” sobrepujou o “ser” e com isso deu espaço a que milhões de pessoas despreparadas assumissem posições de mando no Brasil. Como ganhar honestamente através de conhecimento e preparo profissional é mais difícil, as maracutaias e falcatruas fizeram posto. Daí o esgarçamento da moralidade, da ética e da capacidade de desenvolver. Estamos reféns de um problema gigantesco que é a educação de gerações brasileiras. Estamos sem quadros técnicos preparatórios de novos valores e sem reservas para o futuro. É lastimosa a situação neste campo e pouco se fala dele na mídia e muito menos se preocupam os membros do comando do País, Executivo e Congresso Nacional.

O País está indo ladeira abaixo e não se vê uma reação popular pra valer a estas questões que estão colocando em alto risco o Brasil. Nos próximos três meses o brasileiro vai sentir pra valer o custo de sua inanição, da postura covarde dos que podem e entendem da situação e do povão, ignorante ante toda a situação que a Nação vem passando e as projeções futuras de um desastre econômico pior que o da Venezuela, país de 30 milhões de habitantes, somos 203 milhões e coisa é mais embaixo. É doído ver que para sair às ruas em passeata do orgulho gay, nada contra, dois milhões se fazem presentes, para acompanhar trio elétrico no aniversário de São Paulo foram outros milhares e no carnaval serão milhões.

Fica a pergunta: qual a razão de aceitar passivamente todos esses acontecimentos funestos ao Brasil? O que leva a recusa de não sair às ruas para protestar pra valer se sabem que tudo está ruindo? Que aceitação imbecil é essa? O difícil de entender é que os grupos a serem atingidos em cheio, por esse estado de coisas que vivemos, serão as pessoas ditas da classe média para baixo e dos médios, pequenos e micro empresários. Agora a cereja do bolo: não estes, mas os grandes empresários são os mais preocupados, mas eles não vão às ruas, a esmagadora maioria precisa de dinheiro do banco oficial, ou seja, do governo. É ou não é incrível?


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