O BRASIL DEGRADA

O Rio de Janeiro está preparando o rastilho de pólvora que logo explodirá de vez em raivosa revolta popular. Invencionice minha, não é não. Fica difícil escrever quando temos uma situação que não permite sairmos do tema degradação de uma Nação. A justiça perdeu a batalha contra o crime do colarinho branco e todos os outros, raras exceções. Quadrilhas dominam dentro das prisões e outras fora das prisões açambarcam com toda esperança de uma população que, ignorante ou inocentemente, confiou em homens desqualificados para assumir o Poder no País. É preciso aqui escrever que toda essa situação por que passa o Brasil tem um mentor que, em seu delírio ideológico, fecundou e elegeu um despreparado para governar uma das maiores nações do mundo, a brasileira. Fernando Henrique Cardoso deveria responder por tudo isso que hoje passamos, é de sua responsabilidade a criação do caricato Lulla que em seu desvario populista desestruturou com toda a economia do Estado brasileiro.

Ilusionista, de origem, Lulla deveria sair do governo direto para a prisão por tudo de ruim que praticou contra o Brasil. É o criador da maior organização criminosa que se tem notícia no mundo, instalada em um governo. Depois do governo Lulla, em metástase, o crime de desvios de dinheiro público se expandiu para todas as esferas do Poder. Nada ficou fora dessa nova modalidade “propinatória” que chega fundo em toda administração pública. Presidentes de poderes legislativos, seja federal ou estadual, moram nas prisões. Governadores aos montes estão com processos em andamento pelo judiciário. Centenas de deputados federais e estaduais respondem por crime de desvios e recebimento de propinas. Senadores não ficam atrás nas negociatas e 42 deles estão respondendo a inquéritos, sendo que alguns com mais de oito processos judiciais em andamento. O caso do Senador Jucá é hilário, tem vários processos de malfeitos praticados e é, pasmem, membro titular do Senado na Comissão de Ética.

O caso do presidente Temer então é um desafio a ser estudado. Como pode se manter presidente com gravações que o comprometem, sem falar nas malas de dinheiro encontradas com seus mais próximos assessores políticos de longa data, como é o caso de Geddel e Rodrigo Loures, este correndo pelas ruas de São Paulo com uma delas. Existe ainda o caso do homem de sua confiança, o militar Lira, que recebeu dinheiro de propina a mando do presidente. Outras situações desconfortáveis, para não falar estranhas a um presidente, ocorreram e estão pela mídia, mas o descalabro da situação política foi inigualável. A sua permanência no cargo foi palco de negociatas nem mesmo praticadas no mensalão, era romaria de deputados federais na busca de benesses para os apadrinhados e se corrompendo em troca de outros favores. A negociata de cargos ainda está a pleno vapor e isso será concretizado com a “reforma” ministerial. É a cobrança da fatura.

É visto que se tudo assim está é porque o judiciário colaborou com a fervura da água suja, agora sobrando um tremendo lamaçal podre e já a beira do insuportável. Por outro lado, a população se manifesta em pesquisas com rejeição de 93% ao presidente, mas nada faz para removê-lo do trono. Contesta toda essa bagunça e roubalheira que grassa pelo Brasil, mas em pesquisa ainda considera Lulla um bom candidato. O resultado chega às raias do absurdo porque foi ele o causador de toda essa desgraça em que vive a população. Há que se pensar também que nem mesmo os institutos de pesquisas são merecedores de respeito nos resultados. Todos tem lá suas quedas ideológicas e partidárias e aí comprometem a fidelidade dos resultados. O resumo é que estamos navegando rio raso para o tamanho e peso dos acontecimentos, que serão acrescidos com a provável revogação de decisão de prisão em segunda instância e a extinção da delação premiada pelo STF, medidas que vão destruir literalmente com a Lava Jato. O método Paulo Malouf de sobrevivência sem cumprir cadeia volta a vigorar, recursos após recursos, o que certamente manterá Lulla livre. Saibam os senhores que o nosso País é o quarto mais corrupto do mundo, ficando atrás apenas do Chade, Bolívia e Venezuela, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. O Brasil degrada.


FORA TUDO

“Desse jeito vamos entregar a presidência para o Lulla”, palavras de um ministro de Estado do governo Temer. Parece nada, não é? Mas é muita coisa. Essa é a crença entre todos os políticos de que a justiça no Brasil não tem valor e muito menos respeito. Ao proferir tal frase, o ministro reforça, não só as intenções do patife petista, mas estimula a ideia de que podem tudo perante a lei e a justiça. Não acreditam que, apesar da legislação da “Ficha Limpa” impedir condenado a ser candidato, tem maior fé de que podem contornar a decisão condenatória e seguir alegremente seu caminho. Assim é o pensamento dos que participam da ilha dourada de Brasília, aqueles que dominam a política brasileira por décadas e fazem desta Nação o seu circo para as muitas palhaçadas que promovem às custas do dinheiro e do trabalho de milhões de brasileiros. Quando Lulla assumiu a presidência falou em reforma política e tributária. Quando Dillma assumiu também falou a mesma coisa e o Michel Temer acompanhou tal fala com a pompa que lhe faz parte nesse “latifúndio” de mentiras e ilusões transmitidas por gigantesco marketing.

O que me deixa intrigado é ver a população, e com ela grandes “inteligências”, acompanhar a ideia de que a permanência de Temer no governo é um antídoto às pretensões do chefe do bando petista, o Sr. Silva, um gatuno de extrema qualificação. Não conseguem abrir os olhos para ver que este senhor, o presidente de plantão, terá mais um ano e dois meses de governo e ainda acreditam que a economia irá se recuperar e o Brasil voltará aos tempos de pleno emprego. É muito tempo perdido, jogado fora. O marasmo que voltou a dominar a população em relação ao que estamos vivendo é, por deveras, gravíssimo. É uma demonstração do pensamento individualista de que “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Não existe um pensar coletivo de que se o Brasil afundar, estaremos abraçados a ele. Repetindo meu bisavô, em seu discurso em 1865, quando disse “esse povo que não se julga desgraçado na desgraça é porque ainda não experimentou melhor sorte”. O nosso povo desconhece qualidade de vida e, por consequência, de políticos de qualidade, daí sua despreocupação em eleger candidatos desqualificados que hoje envergonham este país.

É muito triste esse espetáculo de horror político que hoje está em cartaz no Brasil. Um presidente que não se sustenta por sua personalidade e proposta de governo está à frente de uma das maiores nações do mundo em extensão e potencial de crescimento, mas tem suas riquezas exploradas e exportadas sem agregar valor por sua incapacidade tecnológica para tal. Estão aí como exemplo as commodities minerais e da agropecuária. Verdade seja dita, o Brasil mesmo sem governo, consegue se arrastar pela tenacidade do homem do campo e de alguns perdidos nas fumaças das indústrias. Malas de dinheiro dormindo em apartamentos e outras correndo pelas ruas, quilos de ouro e outros tantos de joias repousando no exterior, bancos internacionais abarrotados de dinheiro da corrupção e tudo isso não é motivo para decretar prisão de grupos de bandidos. O interessante é que, por essa razão, os bandoleiros estão se encorajando para provocar destruição de fazendas e outras balbúrdias pelo País todo. A justiça está temerosa de descumprir os acordos políticos das indicações dos seus membros. Permeia uma total insegurança jurídica porque está ficando claro que a justiça também faz parte do circo em que os políticos determinam o espetáculo a ser apresentado.

O grave é que o mundo evolui a passos largos, industrial e tecnologicamente. Na área da educação o fosso é gigantesco e é este setor que determina a evolução de um País, de um povo. Não se vê ninguém se levantar para contestar e buscar por uma séria reforma na educação brasileira, mas, aos milhões, vão às ruas por causa de 20 centavos no aumento dos transportes. Vão aos milhões às ruas pelo futebol e suas festanças, o leitor verá isso na Avenida Paulista e pelas ruas das cidades tão logo termine o campeonato nacional. Vão aos milhões às ruas pela liberdade e contra o preconceito sexual. Assim é o nosso Brasil, sem metas sérias de crescimento e evolução, com povo amorfo, destituído de caráter político, de união, de pensamento coletivo, medroso e, posso até imaginar, sem pátria. Essa é a razão de buscar por uma mudança, via uma ruptura com o que aí está posto na vida brasileira. Para mim, FORA TUDO.


SONHO IMPOSSÍVEL

Já se sabe com segurança que mais de 60% das novas profissões estão a caminho para pousar no mercado de trabalho até 2020. Inúmeras inovações estão sendo gestadas para se fazerem presentes na vida laboral moderna que será imposta pelos produtores e absorvedores de novas tecnologias. Elas, inovações, vão exigir forte demanda por criatividade para aprender, para empreender, para realizar projetos e por aí vai. Tudo isso passa por um avançado aprendizado que tem por base excelente educação tecnológica, ou seja, integração entre a educação e a tecnologia. Acredita-se que essa integração, que já ocorre nas melhores escolas do mundo, é o prenúncio de radical transformação da educação. Existe, em várias partes do mundo desenvolvido, um novo relacionamento da criança com o aprendizado. É a exigência ante a evolução do mercado de trabalho que está, cada vez mais, tendo suporte direto na tecnologia.

Diante do definitivo avanço das tecnologias em qualquer escala de produção, prevê-se que a Nação que não se adequar aos novos tempos sofrerá impactos imprevisíveis no desenvolvimento e na capacidade produtiva nacional. Para que se construa um parque industrial com essa expectativa evolutiva, o Brasil teria que realizar um salto de qualidade quase inimaginável no seu sistema educacional. O Brasil está fadado a permanecer no fosso educacional em relação ao mundo desenvolvido. Temos 85% de nossos alunos estudando em escolas públicas, sucateadas pela ignorância dos jovens, despreparo dos professores, falta de educação familiar e a conivência de quem administra esse vital campo evolutivo de um povo, que é o Estado. Que futuro pode esperar essas crianças, essas gerações que todos os anos são jogadas na lata de lixo? Que qualidade salarial terão os brasileiros com esse alarmante distanciamento das tecnologias e do conhecimento? Por anos, eu e muitos outros, escrevemos sobre a péssima preparação, pelas universidades, daqueles que terão a missão de ensinar e levar o conhecimento aos milhares de jovens que chegam a idade escolar todos os anos. O cerne da questão educacional tem como ponto vital a preparação destes profissionais.

Os dados apurados pela ANA-Avaliação Nacional de Alfabetização e publicados no Estadão, trazem a terrível constatação em que se encontra o ensino no Brasil. O teste de avaliação foi aplicado para 2,1 milhões de estudantes em 48 mil escolas públicas e teve como resultado a informação de que 54% dos alunos do ensino fundamental, 3º ano, não conseguem realizar operações matemáticas de cálculos simples. A mesma situação se dá com a leitura e a matemática é consequência desta porque não há como entender os conceitos matemáticos se não for capaz de ler e compreender o que lê. A verdade é que o Brasil vive de mentiras em todos os campos e atividades. O marketing coloca nas mentes falseamentos da situação que estamos passando. O nosso futuro é ser a favela do mundo, assim como hoje são as favelas cariocas, as mais conhecidas de todos. O fosso educacional, tecnológico, qualidade de vida e outros conceitos de povo desenvolvido é gigantesco, já na escala do imensurável. Para o mundo, somos o que a favela representa hoje para os do “asfalto”.

Chegamos a um ponto em que, para reverter isso, necessário seria uma mudança radical nas casas que “representam” e “governam” o povo brasileiro. Com esse quadro representativo atual não haverá nenhuma perspectiva de mudança nessa situação em que vivemos. Tem que ocorrer uma ruptura com o status quo e ela não será alcançada com as condições normativas que continuam em vigor para a formação de novos quadros governamentais, o Executivo e Legislativo. Nenhum deles são aptos a pensar um novo tempo para o Brasil, ainda temos quem dança em plenário, algo que se pensava de um passado distante. Com todo esse painel exposto, diga-me leitor, onde e quando teremos lugar no mundo desenvolvido. Computadores nas escolas públicas foram utilizados como cooptação de voto nas urnas, iludiram a população com a crença de que estávamos evoluindo no ensino. Mudanças políticas tem que acontecer rapidamente para evitar mais sofrimento à população e, principalmente, às crianças que estão vindo para o País da desesperança, para o Brasil do sonho impossível.


CONFLITOS

A democracia no Brasil precisa tirar umas férias para se recompor, se refazer e voltar mais verdadeira, mais consistente e capaz de dar um novo caminho na nossa história, apagando todo esse desmoronamento ético e moral das nossas instituições que fazem parte do Poder. Acredito que a democracia, no momento, está depressiva, triste, pessimista e com baixa estima e não podia ser diferente em razão do vilipendiamento que sofre todos os dias por quem a deveria observar, defender e honrar. Muitos dirão que essas férias só poderiam acontecer se, em sua ausência, fosse substituída pelo autoritarismo, talvez o único caminho para uma purificação dos podres membros democráticos que em nome e uso da democracia, se fartam dos cofres públicos e das negociatas de cargos e poderes na estrutura de governo, em todos os níveis. Malas de dinheiro, barras de ouro, joias, sítios e apartamentos e tantos outros desvios, patifarias e acordos espúrios, foram praticadas em seu nome e dela fizeram uso para estar no comando deste Brasil. O apoio ao autoritário é inversamente proporcional às manipulações políticas do sistema democrático.

Os dados que a cada dia nos fornecem as pesquisas levam a extrema preocupação quanto ao que nos espera a curto prazo. A meta dos grupos políticos atuais está voltada a exclusiva manutenção do Poder e da sobrevivência individual dos seus membros. Ou tomamos uma atitude imediata para valer ou vamos chafurdar em breve em um lamaçal sem precedente na nossa história. É assustador que um presidente do Senado Federal e por consequência do Congresso Nacional, venha a público dizer que apoia o ex presidente Lulla, um condenado a caminho da prisão, caso ele consiga ser candidato a presidência da República. Esta declaração reflete bem o sentido do bando no Poder, sem referir que o senador presidente é um dos muitos com problemas na justiça. O Congresso Nacional cheira a enxofre.

As pesquisas do Instituto Ipsos, publicada no Estadão, informa resultados de opinião que são verdadeiros momentos de drama no Brasil. É difícil entender que um presidente que recebe 94% de rejeição continue no comando. A explicação plausível está no fato de que somos um país de população pobre, cultural e economicamente. Mais, 93% não confiam nos políticos. Este é um dos sinais de ignorância do povo sobre o processo eleitoral já que, por anos, pouca mudança aconteceu no quesito renovação. Aí então, temos os mesmos eleitos comandando por décadas a política nacional e regional, eleitos por aqueles que na pesquisa não confiam neles. O regime autoritário que se instala via a ação militar, tem os seus atores, os militares, com a maior aprovação, 66% da população, mas que, em acontecendo uma intervenção, não sustentarão tal posicionamento. Daí, nesse caso, o retorno imediato da democracia de suas férias, já expurgada de seus males.

Usando dos dados da tese “Ricos no Brasil, 1926-2013” (UNB) do site Slonik.com.br, faço a análise da nossa comprovada pobreza e despreparo técnico para, a médio prazo, conseguirmos algum desenvolvimento razoável à qualidade de vida ao brasileiro. Somos um País de 208 milhões de pessoas e apenas 20,8 milhões, ou seja, 10% da população ganham cerca de R$ 2.900,00 mensais, pouco mais de R$ 33.800.00 anuais. Temos 5% da população ganhando R$ 5.900,00, em torno de 70 mil anuais. Outros 2% estão na faixa de R$ 19.000,00 mil mensais, por volta de 230 mil anuais. Dos 208 milhões de brasileiros, apenas 0,1% ganha acima de 1 milhão de reais anualmente. Fica nítido que os salários no Brasil, para a grande massa de trabalhadores, são de sofrível qualidade e isso reflete diretamente na qualificação do profissional brasileiro que vai resultar em baixa produtividade e consequente perda de ganhos em todos os níveis, ou seja, do trabalhador, das empresas e do Estado em sua arrecadação.

Está claro e límpido que somos um País pobre e que nada fazemos de produtivo para sair dessa roda desqualificada de vida que vivemos. Exceto para alguns, milhões de brasileiros morrem todos os anos sem saber o que o mundo de hoje oferece e sem ter, sequer, a possibilidade de sonhar com melhores dias. Estão fadados a viverem subjugados pelo trabalho improdutivo financeiramente, a uma expectativa de melhor viver e usufruir, em sua passagem pela vida, daquilo que ela de bom, oferece minimamente, estudo e o sonho de poder almejar esperança de melhores dias. Esses bandos políticos que hoje compõe o cenário político do Brasil, raras exceções, jamais irão promover ações que visem alçar essa população marginalizada a um bem-estar de vida. O interesse deles é manter, para subjugar o povo, esse teatro de conflito.


OUTUBRO VERMELHO

Acho que “ensaboaram” a presidente do STF, Ministra Carmem Lúcia. Constrangida e pressionada, tentou agradar a toda a plateia do circo em que se transformou os três Poderes da Nação, Executivo, Legislativo e o Judiciário, via Supremo Tribunal Federal. Este, o STF, para mantê-lo em paz com os demais Poderes fez da vida que rola fora de Brasília, um mero detalhe. Aliás, o povo há muito é um detalhe na vida de sua pátria. Ele é subserviente, dócil e permissivo. Auxilia o País na manutenção de sua imagem de regime democrático ao comparecer em massa nos dias de eleições, criando aquela ilusão ao mundo de que somos uma Nação em que vigora a democracia, a vontade do povo. É inabalável esta crença, mentirosa, de que somos responsáveis pelo nosso destino. Escolhemos, induzidos por anos a fio, os mesmos que aí estão a corroer com toda esperança de que podemos ser um grande país. O mundo avança a passos largos na sua recuperação e nós continuamos fora de contexto. Enquanto os demais países crescem com taxas de crescimento consideráveis, algo acima do mínimo de 3%, nós temos que nos contentar em não ter um índice negativo, o que faz a previsão de 0,4% ser muito festejada.

Pesquisas são afrontosamente manipuladas para levar a ilusão que alimenta a mente de baixa capacidade cultural da população, o que a faz presa fácil para estes usurpadores da fragilidade educacional do nosso povo. Em recente pesquisa da FGV, que leva o selo de seriedade, 83,2% dos entrevistados disseram que estão totalmente desacreditados com a política brasileira, não encontram, no que aí está, um caminho para a solução grave que passamos. Perguntados sobre a escolha de um político que represente o novo para dar seu voto, apenas 29,8% disseram que poderão ter esse comportamento. Esses dados, por si só, já trazem à tona uma questão: o que querem então para as próximas eleições? Estão insatisfeitos com o status quo, rejeitam o que está posto, mas a maioria não confirma a mudança de comportamento diante do quadro político. A vontade de mudar, aquele ímpeto de renovação, é fraco, menor que a postura de dar o voto ao seu partido ou para aquele por ele indicado que é a intenção de 34,1% dos entrevistados. O resumo da ópera, a vigorar estes resultados, é que não ocorrerá uma mudança considerável, apesar do estado de caos em que nos encontramos, na galeria de nomes da estrutura política do Brasil. Nas eleições, o dinheiro vai vigorar.

Caso formos fazer uma avaliação de todo esse resultado acima demonstrado, está perfeitamente delineada a involução que sofremos nos últimos anos, e o pior, a crença da população de que não será melhor se for diferente. Nesse cenário, permanecer com o discurso do grupo dos “rouba mas faz” exercerá um forte apelo no eleitor que, pela sua natureza, é acomodado e não muito afeito a mudanças, não importa a dificuldade em que está vivendo, o que faz prevalecer, tanto aqui como na África, a falta de luta por algo que não conhece, o desenvolvimento e qualidade de vida. A maioria do povo não é educado para isso, para ser um vencedor. Não muito diferente dos nossos estudantes que desconhecem o valor do ensino e o que ele pode trazer a sua vida.

Esses dados podem nos levar a várias outras “composições” e estratégias elaboradas pelos políticos, em andamento na mídia. Uma delas é essa “briga” de bicudos entre o Alckmin e o Dória. Estou aventando duas situações. A primeira, uma forma de os problemas de um não atingirem o outro e trazer uma polarização centrada em suas candidaturas. Dória segura o lado mais à esquerda da política, com simpatias do carregador de votos, o PMDB, enquanto Alckmin mantém suas ações na manutenção do PSDB e suas lideranças nacionais sem deixar de agir em pré campanha. Caso o governador não seja atropelado pelos problemas do metrô paulista, ele vai a presidente, mas se cair nos trilhos, sai o Dória. Como o chefe do bando que assaltou o Brasil tem pouca ou quase nenhuma chance de voltar, mas com alguma força de apoio a um Haddad, por exemplo, e diante desse cenário aberto pela pesquisa, percebe-se que a candidatura de Alckmin passa a ter enorme potencial, desde que não se perca em bobagens do tipo apoio a Aécio Neves.

O descrédito expandiu com a queda do STF, último bastião da moralidade no Brasil, ao quebrar com a estrutura do Estado de Direito e a sua natureza e razão de existir ao delegar decisão estritamente de sua competência ao Senado Federal, transformou o outubro rosa em outubro vermelho.


A DITADURA DEMOCRÁTICA

Durante anos todo brasileiro escuta e lê, através dos meios de comunicação e nos discursos políticos, que devemos defender a Democracia a todo custo porque é ela a base do desenvolvimento e do crescimento de uma Nação. Chega à população também que é a Democracia, que significa poder do povo, o regime político que permite a participação popular nas decisões de governo. Sabemos, pela própria história do Brasil, que tal regime nunca funcionou no Estado brasileiro, sempre caminhou pelas beiradas do seu verdadeiro princípio ideológico, mas utilizado regiamente para estabelecer o controle político do governo sem que possa ser considerado “opressor”. É aquele jeito disfarçado de seduzir a população de que ela não sofre a supremacia estabelecida pelo Poder central e com isso, manter o seu controle dentro de um pseudo regime de liberdade.

O povo brasileiro, na grande maioria, é iludido de que vive a democracia, mas como viver se a ele não cabe, exceto nos momentos eleitorais e mesmo assim com restrições, qualquer participação efetiva nas decisões de governo. O Congresso Nacional, que deveria cuidar dos interesses do País e da população, pouco dá ouvidos aos desejos de Estado e do povo. O que vemos são atuações voltadas a exclusivos interesses pessoais e de grupos, sempre com olhos na manutenção do Poder e muito raramente, à atitudes com objetivos de políticas públicas para equacionar as demandas que estão todos os dias a anular a qualidade de vida da população. Assim vive o Brasil que não tem efetivo planejamento para a solução da educação, da saúde, da infraestrutura, da sua organização partidária, da segurança e por aí vai. Aqui, no Brasil, as coisas vão acontecendo de acordo com a direção do vento.

Sabemos que direita, esquerda, socialismo e outras peças de museu já não mais encontram campos de sobrevivência no mundo que surge no poente. A sociedade, qualquer que seja ela neste planeta, está reagindo aos poucos ante esses tempos pré históricos que até hoje vivemos, com matanças, destruição, usurpação e tantas outras ações indignas e desqualificadas com a coisa pública e com o próprio povo e sempre praticada por minorias contra as maiorias. Estas, ainda não se sublevam aos poderes constituídos porque acreditam nas leis, mas que não são observadas por aqueles que deveriam aplicá-las e observá-las. O povo ainda não tem a completa noção de que os governantes estão lá para realizar ações voltadas ao seu bem-estar. O Poder que foi outorgado a eles pelo voto pode ser revogado ou cassado a qualquer tempo, ou pelo voto ou por meio de mobilizações populares justificadas, como exemplos, pela má conduta no exercício do Poder ou por atitudes não condizentes com a liturgia do cargo, como por exemplo, a corrupção.

Qual a diferença entre os ditadores africanos e o governo no Brasil? Quase nenhuma. Ela pode estar apenas nos princípios legais e conceituais, mas nas ações de governo pouco diferem. Nesses países africanos, os poderes de Estado estão concentrados no comando de um único indivíduo que o divide com seu grupo político encastelado no Poder. A forma de existência política e o seu conteúdo, estão enquadrados nos mesmos princípios, o domínio do Poder por grupos políticos ou partidários. Lá é uma ditadura na acepção literal da palavra e aqui ela é contornada sob falsos conceitos, entre eles de que pressupõe a participação popular na forma do exercício de governo. Onde está essa vontade popular aqui no Brasil? Temer tem meros 3% de aprovação do povo brasileiro, mas continua governando-o com apoio do grupo. É um presidente com problemas judiciais e investigativos por malfeitos. O Congresso Nacional não tem uma única proposta voltada à real política de desenvolvimento de longo prazo. O governo menos ainda. E ambos no controle do País

Tudo que se faz está voltado a interesses imediatos dos grupos dominantes e não do País como um todo. A soberania popular está restrita ao voto e tão somente a ele. Em terra de cegos, quem tem catarata é Rei. As negociatas são típicas dos países ditatoriais em que o agrado do ditador aos asseclas se dá com a distribuição de cargos aos apaniguados destes. É isso que estamos vivendo no Brasil. Como lá, a corrupção acontece nas barbas das instituições governantes e da justiça. Aqui, esta sempre protela uma ação mais enérgica contra os meliantes que destroem a possibilidade de dias melhores para a população brasileira. No Brasil, fazem da Democracia um salvo conduto para se fartarem do dinheiro do povo. Assim como fazem os ditadores africanos. Aqui, é a ditadura democrática.


REPRESENTATIVIDADE

“Qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome”. Essa é a definição para representatividade. Feito isto é fácil ver que o Congresso Nacional, há várias legislaturas, ou seja, muito tempo, deixou de representar o povo brasileiro e ter como objetivo suas aspirações por melhoria de vida e desenvolvimento. Não há mais como permanecer nesse “estado de coisas”, de vida política desqualificada que vive o Brasil nos dias de hoje, aliás, nestas últimas décadas, ressalvado o período Itamar Franco que deu ao País certa estabilidade e esperanças de dias melhores. Pense o leitor por uns segundos e veja se encontra algum momento ou lugar em que não esteja acontecendo problemas de ética, de moral, de honestidade, de bons costumes e por aí vai. O Brasil foi dominado e está contaminando várias gerações que começam a absorver na formação de sua personalidade estes péssimos exemplos e acreditar que os malfeitos devem ser observados e praticados.

A crença de que são inatingíveis e que podem dar a volta por cima nas eleições é que faz os mandatários da representação popular, a classe política, realizarem um verdadeiro balcão de negociatas, exceção para poucos. O Congresso Nacional já não mais representa os eleitores que os elegeram, e as últimas pesquisas dizem isso ao constatarem que há 60% de rejeição e apenas 7% consideram ótimo ou bom. Onde está a representatividade disso? O corporativismo cria barreiras de proteção aos membros de forma que estes tenham via livre para a prática da corrupção e todo tipo de imoralidade. Alguns parlamentares que fazem parte do grupo ético, da moralidade no exercício do mandato e da prática da honestidade nas suas ações, remam contra a maré e tem em suas atitudes uma luta inglória. É o caso dos Senadores que lutaram contra o ‘fundão” a ser constituído com dinheiro público para financiar as campanhas eleitorais, que na verdade, é um dinheiro com endereço certo dos bolsos dos atuais parlamentares. Vamos financiar a campanha dos que nos enganam e nos iludem, sem falar nos malfeitos que praticam.

Não bastasse o Congresso, o brasileiro, pela sua inoperância de ação, se vê governado por um presidente comprovadamente praticante de desvios de conduta no exercício do cargo. É de se impressionar a passividade que este acontecimento é recebido pela população e por todas as instituições que deveriam resguardar a moralidade na administração pública. Temos um presidente contaminado por atos não corretos, éticos e morais, no exercício pleno da presidência da República. O Brasil é uma Nação desmoralizada no cenário interno e internacional. Sim, até mesmo interno porque seu povo assim se encontra. A compra de apoio de congressistas pelo presidente Temer para barrar a segunda denúncia do MPF voltou com força total, mesmo sem ainda não ter cumprido com as promessas e compromissos assumidos na ocasião da primeira denúncia. A negociata no balcão do Congresso está a todo vapor.

Pelo andar da carruagem, não há mais condição de permanência de vida política no Brasil nas condições em que estamos vivendo e com seus atuais atores. O País está se afundando e não há nenhuma perspectiva de saída dessa situação em que se encontra. O governo está se desfazendo de ativos para arrumar dinheiro de forma que possa fazer caixa e pagar compromissos de folha de pagamento. Estamos na mesma situação do Rio em 2016 e que desaguou no que vemos hoje. A situação carioca foi adiada pelas olimpíadas. Alguma atitude tem que ser tomada para “ontem” e faz graça ouvir de certos intelectos com boa conta bancária e bons ganhos, que devemos preservar a democracia e observamos os ritos legais estabelecidos. Dentro de uma normalidade ética, moral e de respeito à Nação isto é imprescindível, mas a situação é de extrema crise política e legal, já que um bando de criminosos está no controle do País. Usurpam do Poder por saberem que o povo desconhece o que se passa nos bastidores do governo e que a maioria dos parlamentares foram cooptados. Democracia é um governo em que o povo exerce a soberania, em que os representantes deste povo trabalham pelo seu bem estar e desenvolvimento, mas, no atual estágio da nossa política, em todos os níveis, municipal, estadual e federal, estamos sem representatividade.


AUSÊNCIA DE PODER

O momento vivido pelo País é de segura ausência de Poder. Temos que fazer uma reflexão e logo vamos compreender que o Brasil vive não das próprias pernas, mas da capacidade que o povo tem de ser indiferente a tudo que está acontecendo. É essa indiferença a motivadora de todos os acontecimentos e permissões para que quadrilhas, apesar de comprovada autorias dos assaltos aos cofres públicos, permaneçam incólumes. É essa indiferença que permite bandidos a cumprirem penas no conforto lar, usarem apenas de tornozeleiras como um compromisso de não abandonar as luxuosas celas, algumas de mais de 500 m2, de frente para o mar e, como brinde, fazerem uso do regime de progressão de penas. Isso deixando de mencionar os que ainda permanecem ministros de Estado e até presidente. Não só o momento político está a exigir falas duras e ações enérgicas de alguém que participe de um Poder não corrompido. Estamos caindo em um vazio moral e ético e com gigantesca indiferença da população e o poder de se indignar precisa ser recuperado.

Diante dos acontecimentos, não há mais o que esperar. O tempo trabalha contra a situação que vivemos. O Brasil se afunda em grande velocidade e é inadmissível ter no comando do País uma pessoa que está, comprovadamente, comprometida com malfeitos. As negociatas estão claras nas contas do setor de propina da Odebrechet e o afastamento do presidente é inquestionável. Não vamos escrever aqui as malas de dinheiro, tanto do Ricardo Loures como as do apartamento do Geddel Vieira, ambos homens de confiança do presidente Michel Temer. Os seus auxiliares diretos e que ocupam cargos no ministério são pessoas listadas na cartilha de propina da empreiteira baiana. A esperança de muitos brasileiros estava depositada na mobilização da população, uma fé que foi sendo desfeita aos poucos com a falta de reação aos fatos produzidos pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. Fica no ar se essa falta de reação não está na ausência de liderança de pessoas e instituições representativas. Talvez seja este o motivo de existir ainda a presença do Lulla na vida política do Brasil, inadmissível presença ante tudo que este chefe de bando e quadrilheiro aprontou com toda uma Nação.

Esperar as próximas eleições é tudo que esse bando petista quer. A razão é simples, para eles o tempo vale ouro. Precisam de tempo para se reorganizar e traçar os planos para uma volta ao Poder contando com a ignorância da população que aos poucos, e aí entra o tempo, pode ser reconduzida a ilusão de que a volta do bando é um caminho para novamente ascender a posição de classe média, com ganhos de salário e meio. Somadas a isso as benesses do Bolsa Família e créditos abundantes, repetindo o velho caminho para a insolvência. Só que, como disse um dos líderes do bando, dessa vez será diferente, o Estado autoritário ou ditatorial será implantado. O PT será nas próximas eleições, o único partido com caixa para bancar seus candidatos. Malas iguais aquelas do Geddel devem ter aos montes guardadas por aí, é só pensar um pouco e se perguntar para onde foram os bilhões desviados do governo, instituições públicas e empresas estatais. Nada foi devolvido

Não acredito nas eleições de 2018. Tudo ficará como está, esperar mudanças é inocência quase infantil e até mesmo de um viver ilusório de que podemos em outubro de 2018, mudar toda a direção errante que hoje vivemos com esses atores no comando do País. A única possibilidade de mudança nas próximas eleições seria um impeditivo legal efetivo e menos burocrático juridicamente para barrar a volta desses corruptos e incapacitados de ocuparem uma cadeira no parlamento brasileiro. A nossa economia corre contra o tempo e esperar as eleições de 2018 só seria possível se a tivéssemos mais equilibrada e com perspectivas, o que não é caso brasileiro, estamos chegando na bacia das almas. Logo os primeiros sinais dessa angustiante chegada, serão dados. Os nossos grandes conglomerados eram sustentados pelo BNDES, Caixa Econômica, Banco do Brasil etc. As nossas grandes figuras políticas foram sustentadas pelas propinas que de lá saiam. Vamos ter, dentro em breve, o mar de lama bancário e com isso uma boa ideia de onde estamos.

O Brasil precisa buscar por uma solução de transição imediata para expurgar essa gigantesca quadrilha que tomou de assalto o comando do País e controla todas as instituições. Necessária a realização de novas e imediatas eleições sem a participação de políticos envolvidos com a justiça. É preciso dar uma basta nessa gente e acabar com essa ausência de um Poder decente.


BRASIL DEVASSO

Chegamos a um ponto de imoralidade governamental e política que fica difícil acreditar que exista mais fundo no poço da imoralidade. É devastador o que está acontecendo por todos os cantos do País. É dinheiro nas malas, nas cuecas, nas meias, nos bolsos dos paletós, em caixas, em sacolas, em mochilas, em bolsas e tudo o mais possível de carregar os resultados monetários das propinas que são frutos das relações promíscuas entre funcionários públicos, governo e empresas que se utilizam, para se locupletar, do mau-caratismo da enorme maioria daqueles que participam do governo em todos os níveis. Nessa história toda, ainda há aqueles que permanecem na crença de que essa monstruosidade de acontecimentos nada tem a ver com a formação e construção de um sistema operacional da criminalidade pelo grupo que dominou o País nos últimos 15 anos. Até pacto de sangue ocorreu e por essa causa, muitas malas de dinheiro ainda vagam pelos apartamentos, sítios, fazendas e bancos no exterior. Foi um pacto de sangue, mas do sangue do povo brasileiro.

Prender bandidos do colarinho branco se tornou a meta da Polícia Federal e da justiça brasileira, mas será algo interminável em razão da péssima qualidade da educação familiar, social, no aprendizado escolar e da índole de grande parte do povo brasileiro, tendenciosa aos malfeitos. A formação profissional tem ligação direta com estes indicadores. O tempo e produção gasto por quatro trabalhadores nacionais equivale a força de trabalho de um americano. É uma enorme discrepância que resulta em altos custos ao produtor do Brasil, isto sem se referir à qualidade do que é produzido. Muitos dirão que o Brasil exporta carros de alta performance para todo o mundo, mas acontece que são praticamente produzidos via inteligência artificial e com os custos fixos dessa automação pagos só pelos brasileiros. Até nesta área tivemos a geração de propinas com normas do setor automobilístico sendo elaboradas, sob encomenda, pelos senhores deputados, senadores e presidente.

A estrutura de governo está toda comprometida, não somente pelas falcatruas e rapinagens que são descobertas todos os dias, mas também pela incompetência administrativa. Isto, provada com a falta de propostas de impacto desenvolvimentista e pela carência e ausência de pulso e moralidade para impor um ritmo de crescimento que o Brasil necessita. É um governo submetido a vontade de inúmeros parlamentares consumidores de negociatas e ávidos pelos cargos em todos os escalões. O Governo está vendendo o almoço para poder jantar e, não bastasse a falta de ações, imprime, ao estilo petista de ser, a disseminação de projetos enganadores e ilusórios que aos poucos são protelados e passam despercebidos pela população. Para isso liberam dinheiro de vários fundos para desviar a atenção e pressão da situação caótica de nossa economia que mal terá recursos para atender as necessidades básicas da Nação nos próximos meses. Tentam, através de vendas de ativos públicos a qualquer custo, fazer caixa e dar sustento mínimo a manutenção do Estado. O Brasil depende de um gestor, o momento não é para politicagem.

O mais sério de todos os acontecimentos é a passividade consentida, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, em aceitar os abusos praticados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em deslavada campanha eleitoral comandada pelo chefe da ORCRIM, o condenado Lulla da Silva. Este contumaz infrator da lei, perambula pelo Nordeste a fazer, muito à vontade, comícios em praça pública de várias capitais e cidades. Está consumindo dinheiro que é retirado do bolso do povo pelos sindicatos, somados aos do Instituto Lulla, para essa gastança e promoção de circo dos horrores, composto por artistas do quilate de uma Gleise Hoffmann, ré na Lava Jato. Onde está o ministro que se diz defensor do respeito às leis, o sr. Gilmar Mendes, candidato pela coligação PT – PMDB ao governo do Estado de Mato Grosso ou ao Senado. Somos ou não somos um País de libertinos, licenciosos, um Brasil devasso.


O VOTO É A CHAVE

A mais grave notícia dos últimos anos acabo de ler nos jornais, aliás, desde os noticiários de ontem a queda de novos alunos nos cursos superiores já era mencionada. Fico pasmo porque não vi nos jornais televisivos nenhum debate a respeito do assunto, mas muita fala sobre a ejaculação de um tarado dentro de um ônibus. Sem ignorar sua relevância nefasta na vida social, este fato não deixa de estar implicitamente ligado às negativas condições de acesso e da excelência do ensino que tem afastado grande parte da juventude de nossas universidades. A carência de estudos da população brasileira é um fator grave ao desenvolvimento do País e traz como consequência direta, o aumento assustador da criminalidade. O desemprego grassa pela falta de aptidão do trabalhador brasileiro que é atingido pela incompetência do governo e sua ignorância em assumir de fato que um povo sem educação jamais atingirá elevada capacidade de crescimento e melhoria de sua qualidade de vida.

O resumo é que não estamos bem representados no Congresso Nacional nos dias de hoje, aliás, nos últimos tempos. O que vemos lá, em sua esmagadora maioria, são representantes com sofrível nível na formação educacional e intelectual, o que os impedem de ter uma ampla visão do seu real papel como representantes do povo. Este, o povo, o elege exatamente por desconhecer a importância dessa instituição na sua vida. Não sabe que há uma intrínseca relação entre o que lá se faz e os reflexos no dia a dia. O nível de inteligência e sabedoria dos membros do parlamento brasileiro vem caindo eleição após eleição. Para constatar isso, é só fazer uma comparação entre o Congresso Nacional dos anos 60/70 até os tempos de hoje. A qualidade desabou e pouca coisa criativa e inovadora surgiu nos últimos anos. O que assistimos nas votações do Congresso nacional é de arrepiar, não somente nas propostas, mas também no comportamento dos membros que se agridem e fazem estripulias que tornam o parlamento em um verdadeiro circo de horrores, total a falta de decoro, ética e respeito. Não é à toa que o Congresso, em pesquisa recente, recebeu apenas 1% de intenções referente ao item de credibilidade.

A origem dessa queda de qualidade congressual está no fato de que o crescimento e exigências que o desenvolvimento demanda de um povo, não estão em desiquilíbrio. Um dos parâmetros está no fato de que teríamos que ter um mínimo de cerca de 33% de jovens entre 18 e 24 anos nos bancos das universidades. Infelizmente, apenas 18% estão lá, mesmo assim, somados os cursos presenciais e a distância – EAD. São oito milhões de alunos nestas duas modalidades de ensino, quando deveriam ser, no mínimo, 18 a 20 milhões. O que esperar então da nossa representação política quando temos um eleitor que está desprovido de melhor conhecimento para qualificar seu representante no executivo e legislativo? O resultado é isso que se vê todos os dias nos noticiários com negociatas, troca de favores a ponto de exigir do presidente encabrestado, montões de cargos. Estão agindo dessa forma porque não tem, por outro lado, um contrapeso que seria o eleitor consciente. Dentro desse cenário, e diante das condições e das regras eleitorais para 2018, teremos uma grande chance de ver Dillma Roussef, Senadora da República, além de muitos condenados candidatos.

Onde está a fórmula para dar uma arrumação em toda essa bagunça e desmantelamento criado pelo Partido dos Trabalhadores? Está no voto. E uma das formas de barrar a prostituição desse instrumento, é evitar que o dinheiro tenha relevância na obtenção do voto pelo candidato. A saída é dar ao eleitor a possibilidade de escolha múltipla, como por exemplo, no caso do legislativo, de poder dar seu voto em três candidatos. O poder do dinheiro seria enormemente reduzido uma vez que, para manter o cabresto nos eleitores, o candidato teria que dispor de imensa quantia e sem a garantia de que venceria a eleição, já que outros estariam também recebendo o mesmo voto. Acredito que seria uma forma altamente democrática de compor o Congresso Nacional e as Assembleias e Câmaras municipais. Prevaleceria o convencimento do eleitor pelo candidato. Essa discussão de distritos eleitorais seria muito válida, se para isso tivessem os eleitores um bom nível intelectual, cultural, de educação, de profissionalismo, de ética, de moral e de respeito às leis e aos mandamentos que regem o bom comportamento social. E para chegar lá, limpando toda essa podridão que se instalou nas instituições políticas brasileira, a chave é o voto.


FALTA CRIATIVIDADE ELEITORAL

O momento que o Brasil vive é de ser estudado por especialistas do mundo todo. Ainda não consegui ordenar e parafusar um pensamento compreensivo de toda essa balbúrdia que passa este País em todos os setores dos Poderes do governo. Não entendo como esta Nação continua a viver sem grandes solavancos na sua organização social. Existem acontecimentos pontuais e bem localizados se levarmos em conta a extensão do nosso território. Os focos de tensão estão com maior gravidade no Estado do Rio de Janeiro, onde dirigentes políticos perderam qualquer constrangimento no assalto aos cofres públicos. Apesar de todos os acontecimentos, ainda há os que apoiam o maior chefe de quadrilha gerado nesta terra que é o senhor Da Silva, comandante petista que promoveu o maior desfalque nas contas públicas e promoveu o maior desmantelamento ético e moral já ocorrido na história brasileira.

Ninguém se entende na construção de um caminho possível e decente para as próximas eleições. Como os políticos sempre funcionaram a base de muito dinheiro para a campanha eleitoral, não conseguem operacionalizar a atividade de conquista de voto de outra forma. Este, eleitor, por sua vez, fica sempre à espera de uma oferta e faz um leilão em que recebe de muitos e não entrega o produto, ou seja, acaba votando em outro qualquer. Nem mesmo o controle dos cabos eleitorais resolvem. Na verdade, eles são os grandes arrecadadores e ganhadores, há que se dizer que não é na moleza porque exige resultado os quais muitos não entregam. Este é o retrato do período eleitoral e neste cenário, dinheiro é exigido. Quem é o culpado, quem pede ou quem dá? Ou será que o culpado é o sistema ou a forma de andamento da campanha eleitoral?

O Supremo Tribunal Federal, que se imiscui em todas as atividades políticas e de governo, via plenário e falas de seus membros, proibiu o financiamento empresarial das campanhas. Como fez entender o ministro Marco Aurélio de Mello, viu-se depois ser uma artimanha montada pelo PT que tinha em seus cofres, e para mim ainda tem e muito, uma montanha de dinheiro que serviria para financiar todo o partido durante muitas eleições. A Lava Jato desmantelou essa arruaça pensada pela maior organização criminosa já vista na história mundial. O STF proíbe o financiamento privado empresarial, o povo é contra o financiamento público e também não dispõe de dinheiro para contribuir com candidatos, então, de onde sairá o dinheiro? Caso seja do bolso de quem pretende ser político, teremos apenas um setor das classes sociais na formação do quadro de governo do Brasil, já que a classe menos abastada não terá oportunidade dentro das regras atuais.

Só há algumas poucas alternativas para assegurar a participação de todos. Cabe ao eleitor eleger seus representantes, óbvio, mas qual a melhor oportunidade de não ser cooptado ou realmente mandar para a arena política aqueles que pensam que poderão ser verdadeiros mandatários? Uma das alternativas, é a liberação de três votos para cada eleitor em uma eleição proporcional, sem coligação. Aos demais, majoritários, dois votos, mesmo que sejam dados para dois únicos candidatos. Como assim, perguntará o leitor. Ora, se o eleitor pode anular seu voto, também poderá votar, neste caso, em ambos candidatos. Ele estará participando e será o eleito aquele que tiver maior número de votos, tanto na proporcional como na majoritária.

Qual a justificativa para esta proposta acima? Simples, evita-se a compra de votos e o controle dos eleitores pelos cabos eleitorais. O candidato não terá a garantia de que o voto recebido o elegerá porque o mesmo eleitor votará também em outro concorrente e os custos para evitar isso seria, para o candidato, astronômico. Assim teriam oportunidades os menos favorecidos financeiramente. Encaixa-se também a regra de que o horário político seria apenas para as propostas partidárias, sem vinculação a nenhum candidato que teria apenas sua imagem apresentada de fundo, vinculando-o àquela proposta e partido. Todo o gasto do fundo partidário seria exclusivamente para apresentação da proposta programática partidária. Quanto ao dinheiro recebido de qualquer fonte pelos candidatos, obedeceria um limite determinado e depositado em conta bancária, no momento do seu registro de candidatura, sob controle do cartório eleitoral, proibido qualquer outro depósito em espécie, podendo o candidato receber 35% do valor permitido em ajuda de material publicitário oriundo de qualquer fonte justificada. É uma proposta criativa e que pode vigorar até mesmo com o chamado “Distritão”. O que precisa acabar é com essa falta de criatividade eleitoral.


É PRECISO A VERDADE

O Brasil precisa muito da verdade, deixar de lado as mentiras que são passadas ao povo brasileiro todo santo dia. Não é mais possível continuar a viver se organizando pensando com base em informações mentirosas, propostas ardilosas e enganadoras que são transmitidas diariamente pelo governo e o Congresso Nacional. Estes ardis já têm ramificações em toda a estrutura dos Poderes da Nação. Até mesmo o Supremo Tribunal Federal tem tomado atitudes que confrontam com a boa conduta que deveria ter e transmitir a população. Decisões realizadas pelas turmas tem mostrado a tendência, e forte, de que a política está determinando os votos dos seus membros. Articulam-se para criar escape aos malfeitores que desmantelaram o País. Pressupõe-se que dedicam simpatias aos senhores meliantes e, principalmente, ao chefe do bando, o ex presidente e seu grupo. Agem com cautela e se utilizam de todos as chicanas jurídicas para o favorecimento dessas pessoas que levaram, não só o dinheiro que estava dentro do cofre, mas toda a economia do Estado brasileiro.

Utilizando-se da mídia que é dependente do dinheiro público para sobreviver, dada a carência de cultura do povo que, em razão, não é mercado consumidor dos seus produtos, o governo federal, mesmo os estaduais e municipais, realiza um festival de mídia com propostas de reformas que são verdadeiras obras de ficção. Partem, seus estudos, de bases que não se sustentam na aceitação popular e mesmo aos mais sensatos membros que ainda existem no parlamento do Brasil. As reformas, sempre são “reformadas” no nascituro e ao final descaracterizadas. Aí estão as reformas da Previdência, Trabalhista e Política como exemplos. Esta última beira a irracionalidade e, de forma clara, a crença dos parlamentares que neste País pode-se tudo, até intitular o eleitor brasileiro de idiota e otário. Os 3,6 bilhões para campanha foi a maior aberração apresentada entre muitas outras e que ainda tentam fazer vigorar, como o Distritão e a sorrateira tentativa da permissão de doação com sigilo, já recusada por ser um escândalo. Escondem a verdade de que todas as linhas das reformas são bem pensadas armadilhas para manter a população sob controle. Mentem deslavadamente ao povo brasileiro. Este ainda acredita e tem fé que o juiz Sérgio Moro irá dar um mínimo de decência ao Brasil, mesmo solapado por Gilmar Mendes e várias trupes. O ministro encontrou caminho na busca de mídia para visibilizar sua provável candidatura ao governo de Mato Grosso.

A mentira que contam aos brasileiros está em todos os setores da vida no Brasil. Propagam o desenvolvimento com dados enganosos que tentam levar a população a acreditar que estamos bem. A inflação está em queda, não pela relação de mercado, mas pela falta de consumidor que abandonou forçosamente as compras. Queda nos juros para salvar o sistema financeiro que perdeu tomadores de empréstimos. Desde há muito tempo, idos de 2003, escrevia, apesar de sofrer até ameaças, de que o Brasil não poderia ser sustentado a base de crédito. Nossa população era e é desprovida de bases consistentes para nos evoluirmos e chegarmos ao patamar de povo desenvolvido, mas as mentiras vigoraram com os petistas e fizeram escola.

A mentira de que a economia está reagindo é a pior das farsas, pior do que a da educação. Temos, segundo o empresômetro, cerca de 20 milhões de empresas, mas 76,8% são Micro Empreendedores Individuais, 16,4% são Micro Empresas e 6,9% as demais categorias. O pequeno empresário, o maior empregador do País, tem medo de investir e empregar mais, pois não existe uma política econômica séria e estável. Estabilidade só para o setor público de Brasília e dos altos escalões com seus mega salários e penduricalhos todo final de mês. O que esperar em termos de avanço econômico em um cenário desse? O governo cria ilusões para se viabilizar em 2018. Hoje vemos como Roberto Campos foi maltratado pelo povo brasileiro, mambembes economistas e os intelectuais de botequim, que resolvem os problemas da Amazônia em mesa de chopp do Garota de Ipanema ou no Baixo Gávea.

É fácil perceber que todo o dinheiro da Nação está sob controle de poucos empresários e de restrito grupo político que mantém a política brasileira sob rédeas. São 81 Senadores e 513 Deputados Federais e apenas um pequeno grupo deles comanda, por décadas, toda a articulação política brasileira. Pense nisso eleitor e verá que a tal renovação dos políticos tão desejada e manifestada em pesquisas dificilmente acontecerá, pois no Congresso todo mecanismo para a permanência dos usurpadores do Poder está em plena montagem com a chamada Reforma Política. O Brasil precisa se divorciar da mentira e amasiar com a verdade.


BRASIL

Pesquisas realizadas, alguns dias atrás, deram como resultado que o brasileiro está ávido por uma mudança na política. Detecta também, a citada pesquisa, que a população escolherá no próximo pleito um candidato de perfil novo, que esteja desvinculado da politicagem que vigora neste momento na vida do País. Não deixa de ser uma boa perspectiva para a renovação tão sonhada há décadas, mas sempre protelada já que os candidatos “impostos” são os mesmos de eleições passadas ou indicados atrelados aos caciques partidários que existem em razão da própria desfaçatez e falta de postura dos filiados que, em sua maioria, lá estão em busca de favores. Tal situação tem também vertente na falta de consciência política dos eleitores que permitem esse jogo de controle, por determinado grupo, de toda a estrutura de governo. Não é o sistema político brasileiro que está quebrado, é o caráter da maioria dos que o controlam.

Sim, todos nós queremos a renovação dos eleitos nas próximas eleições. Acontece que para tal há uma necessidade de atitudes dos filiados aos partidos na convenção partidária que indicará aqueles que concorrerão aos cargos eletivos. Sem essa atitude, não haverá possibilidade de qualquer indicação de candidatos que tragam a perspectiva de renovação, serão os mesmo de sempre, ressalvados uns poucos que realmente prestam bons serviços à população, temos que reconhecer, mas são raros. Raridade de renovação aconteceu em São Paulo ao permitirem ao Dória sua candidatura, uma exigência do controlador Alckmin que ao lança-lo tinha outros objetivos que não cabem neste artigo, são extensos. A mudança de mentalidade no comando político poderá gerar um avanço na administração do Estado brasileiro. O que se vê, diuturnamente, são os nossos governantes se preocuparem exclusivamente em atuar na politicagem. Dia após dia só se fala em acertos, composições, aspirações de comando e cargos e no famoso mantra do toma lá dá cá. O que menos se percebe é qualquer ação eficaz na solução dos problemas estruturais, é sempre um discurso para mídia.

Os planos são sempre adiados ou alterados e nunca saem do papel. Metas e objetivos que possam trazer bons resultados ao Brasil, raras exceções, não conseguem avançar. Temos exemplos escandalosos de que isso é uma pura verdade, basta ver a situação de falta de planejamento e visão do governo em relação ao agronegócio. A produção nacional está em alta escala de produtividade e o governo Temer ainda não se deu conta disso porque sua preocupação já está voltada a politicagem que tem por meta as eleições de 2018. O agronegócio vai gerar um superávit de 90 bilhões de dólares e com previsão de aumento de produtividade em progressão quase geométrica. A salvação do agronegócio é que a sua dependência às ações governamentais não é crucial ao seu desenvolvimento. Este setor, produtor de alimentos, tem o mercado pouco exigido de ações que demandam intensidade na mobilização do governo. O Mundo tem fome. A cadeia agrícola e da pecuária se move praticamente sozinha e consegue pressionar a demanda. Isso já não acontece com o setor industrial que necessita, e é vital para sua expansão produtiva, de ações administrativas e diplomáticas. Daí vermos o estado lastimável em que se encontra o nosso parque industrial pela falta de competividade e de evolução tecnológica que tem suas raízes na educação, esta, uma farsa.

A bem da verdade, estamos vivendo um momento de muita flacidez de comando político. Do presidente da República ao Congresso Nacional e até o judiciário, têm grande parte de sua composição envolvida em malfeitos e absurdos comportamentais. Estão todos sem qualquer proposta decente e viável a melhoria de vida para o Brasil. As chamadas “reformas” em tramitação são escândalos fora de propósitos. São remendos em tecidos moralmente esgarçados. Nada é feito com seriedade e estudos que provem a sua eficácia na vida brasileira. Também é esperar muito diante da qualidade dos membros, em sua maioria, do parlamento brasileiro, baixíssimo nível. Considerável número dos que lá estão mal compreendem a sua função como parlamentar, mas sabem com perfeição, como vender seu voto nas votações das matérias. Um exemplo da incapacidade de visão está na proposta, que irá a plenário, em fixar em 10 anos, para membros dos tribunais superiores, o período do seu mandato. Vigorando esta proposta, com certeza teremos balcões de negociações para indicações de membros futuros. Temos que mudar, temos que renovar o governo brasileiro, não dá para continuar, o que aí está não pode ser o Brasil.


SOMOS ESCRAVOS

Enquanto nos Estados Unidos o presidente Donald Trump busca pela redução de impostos como forma de aliviar os contribuintes, seja pessoa física ou jurídica, aqui no Brasil o nosso “grande” presidente Michel Temer aumenta os impostos para salvar o cofre público do rombo que foi e é ocasionado pelos aumentos atabalhoados e politiqueiros para os funcionários públicos federais e que se transformam em verdadeira cachoeira, para não dizer efeito cascata, a todo setor público da federação. Essa é a mentalidade instalada no comando do País que procura sugar dos que realmente trabalham para sustentar devaneios de um incompetente governante que nos seus festejos e bondades, manda a conta para o setor privado e seus trabalhadores, pagarem. Pouco mais de dois milhões de funcionários públicos federais, consomem 40% da arrecadação do governo brasileiro. Só este ano serão cerca de 300 milhões em pagamento de salários que tem 58% dos funcionários federais recebendo mais de 10 mil reais mensais. Quem paga essa conta se sabemos que o Estado não produz nada, só toma de quem produz?

Os tempos são duros como prega o Sr Temer, mas a economia está respondendo ao desejado crescimento, segundo ele. Não sei se é ignorância ou se é deboche com a população que rala em farpas todos os dias para se manter viva. Chega a ser hilária a afirmação de que com as reformas haverá recuperação da economia brasileira. É preciso dar a lente da sensatez ao presidente para ver se consegue enxergar o que se passa pelo Brasil. Encastelado no Jaburu, desconhece a real situação que se propaga pelos lares do povo. Anda de jatos às custas do sofrido trabalhador e não consegue, dada as alturas, ver a lástima em que se encontram as rodovias brasileiras e muito menos os custos dos transportes da produção nacional.

Por mais que tente, Michel Temer jamais vai conseguir se desvincular do governo petista do qual apoiou e participou, inclusive sendo o seu herdeiro. São desastrosas suas tomadas de decisão e a pior delas é ter um bando de ministros envolvidos com a justiça e a caça de policiais federais. Não há como reverter sua participação na tramoia com os irmãos Batista da JBF. O vídeo da mala bufunfada de dinheiro com seu assessor em desabalada corrida para escapar dos colegas punguistas nas ruas de São Paulo, somada ao vídeo em que direciona, com suas palavras, o Joesley para o Ricardo Loures como homem para tratar de todos os assuntos de interesse do grupo J&F, representam um documento incontestável e gravante da atitude malfeita. Nada vai resolver e nem lavar essa sujeira praticada, mesmo o não acatamento da denúncia pelos deputados federais de bolso e pelo já empoeirado STF se o absolver. A prisão do Aldemir “Val” Bendine, aquele indicado pelo Lulla e que pregou a recuperação da Petrobras, vindo dos cofres do Banco do Brasil, vai trazer um pânico geral à cúpula petista. Para mim não houve nenhuma surpresa, “Val” Bendine tinha toda a postura de um bom gatuno e por isso foi colocado lá pelos comandantes do bando que assaltou este País por mais de 14 anos.

Os homens do bolso do presidente Temer, usuários de benesses e empregos na estrutura pública de governo, estão preparando um golpe para a justiça brasileira, especificamente, a Lava Jato. É o projeto do novo Código Penal, que estava na gaveta do Congresso Nacional, mas que foi posto a baila em razão da aproximação da Lava Jato na vida dos seus membros. Mesmo criticado pelos juristas e especialistas na área penal, os quais defendem a manutenção das regras e o cumprimento delas, a proposta caminha e em seu bojo estão sendo inseridas artimanhas para que os corruptos escapem das operações da Polícia Federal e, principalmente, do Juiz Federal Sérgio Moro. O objetivo é deixar um escape na ratoeira.

Estas incompetências e rombos nos cofres públicos que grassam pelos governos, é que levam a escassez de recursos que dão origem a ações do governo nos bolsos de todos os brasileiros os quais pagam com a fome e com a falta de segurança ante o aumento da criminalidade gerada. Somos nós, fora do circo que se forma com os absurdos salariais e gastos, que temos que nos privar dos ganhos com nosso trabalho para dar aos apaniguados da esfera federal as benesses de uma vida farta e cheia de alegria e mordomias. Somos ou não somos escravos?


BRASILEIRO BONZINHO

“Esse povo que não se julga desgraçado na desgraça porque ainda não experimentou melhor sorte” foi uma frase do livro “Dissertação sobre o atual governo da República do Paraguay” escrito em 1865, durante a guerra do Paraguai, pelo meu bisavô Antônio Correa do Couto. Ela é plenamente cabível ao povo brasileiro que, ao longo de sua existência, sempre viveu a beira do desenvolvimento. Nunca consegue alcançar o status de povo desenvolvido porque ao longo de sua história sempre aparecem governos e governantes desprovidos de objetivos de Estado e que não são compatíveis, em suas ações, com as regras de administração exigidas para a evolução social, técnica e econômica de uma Nação. Este procedimento tosco é alimentado pela história de vida desses governantes que ao chegarem ao Poder por ele são dominados, o que os levam a uma administração voltada ao atendimento de grupos dominantes como forma de se projetar e preencher todos os egos pessoais em detrimento de ações que realmente transformem o País e estendam o seu crescimento a toda população.

Assim, levamos a vida sem realmente conhecer o que oferece o desenvolvimento, permanecemos sempre na poeira deixada pelos povos desenvolvidos. A fase que vive o Brasil é troglodita. Ainda aceitamos passivamente -dado o nosso espírito individualista e ganancioso por ter um espaço maior social o que elimina a força como Nação- que pessoas praticantes de crimes e outros desvios ilegais, nos governem ou façam parte do nosso staff político. Quando se deu a saída do Collor de Mello, tivemos um lampejo de que começávamos a trilhar um novo caminho na moralidade, na ética e na decência administrativa e política, mas como disse acima, insistimos em permanecer na poeira. Como não temos governo estadista, vamos ficar chafurdando no lamaçal da inoperância do Estado em cumprir seu papel e com isso, toda a população, em sua maioria, continuará na ignorância e sem saber o gosto de experimentar melhor sorte, de saborear e conhecer a qualidade de vida que goza um povo desenvolvido.

É ridículo que o Brasil ainda aceite que tal condição de existência política seja atuante. Em uma Nação em que o povo tenha pulso e um mínimo de compreensão dos acontecimentos, o que exige um pouco de capacidade cerebral, agrupamento de pessoas sensatas, determinadas e dotadas de coragem, jamais existiria a situação esdrúxula que ora passamos. Temos um governo desqualificado como comandante de Estado, oriundo de um outro governo não menos incapacitado. Nada podemos esperar dele em ações que tenham um real benefício para a população. A maioria das medidas são para efeito mediático, sem profundidade e que atinja o cerne das questões mais necessitadas de uma resposta. Atitudes nesse patamar são impossíveis porque a maior preocupação dos governantes está voltada ao atendimento daqueles que lhe são ou possam ser úteis na sua caminhada de projeção social e política. Dominando o grupo político, mantém, através deles, seus interesses pessoais e aqueles voltados aos eleitorais.

Diante do quadro que permanece o Brasil, não há futuro. Nós não alcançaremos o desenvolvimento desejado desde o descobrimento porque estamos despojados de iniciativas que obriguem aqueles que estão no Poder a trabalhar e agir no interesse da população. O que vivemos é o inverso disso, o governo suga o trabalho do povo e seus ganhos. Aí estão os impostos que foram aumentados para que o governo mantenha sua lambança e benesses com o dinheiro público simplesmente porque não lhe fará bem, politicamente, cortar gastos de sua máquina administrativa e outros. Por essa razão temos que sustentar inúmeros ministérios e secretarias de governo para manter os cabides de empregos com altos salários, afinal, são esses cabides que, no final, sustentam o presidente com seus agrados aos congressistas e partidos. E assim, continuamos nossa caminhada de povo subdesenvolvido, vivendo em meio as muitas desgraças e ser por eles convencidos que não, justamente por desconhecermos melhor sorte que é a vida de um povo desenvolvido. Brasileiro bonzinho, não?


ESTRANHAS NUVENS

“Quem pode decretar o meu fim é o povo brasileiro”. Povo não decreta fim de corrupto como você Lulla, é a Justiça. Mesmo que tenha validade o dito, ainda, no seu devaneio, não se deu por conta de que ele, e seu partido PT, já teve decretado pelo povo brasileiro o seu fim. Como tem memória de molusco, esquece que em 2015, apesar de toda sua campanha com candidatos a prefeito de várias capitais dos estados brasileiros, tomou surras homéricas e a maior lavada da história com a vitória, em primeiro turno, de João Dória Jr. na 3ª maior cidade do mundo que é São Paulo. Um homem praticamente desconhecido no meio político deu um banho de votos no afilhado Fernando Haddad que teve seu total e dedicado apoio nos programas de TV, carreatas e comícios. Como tem memória curta, relembro o Lulla que o Partido dos Trabalhadores só ganhou em uma única capital, Rio Branco-AC. A eleição de 2015 deixou claro que, há muito, só sobram para os petistas e seus líderes os apoios de movimentos sociais que antes eram bancados com dinheiro público. Até mesmo na reunião para sua verborragia sobre a condenação do juiz Moro, não conseguiu listar a presença de mais de 3 partidos. O PT acabou e aqueles que permanecerem filiados após 1 de outubro, estarão extintos da política junto com o chefe condenado a nove anos e meio de prisão em apenas um dos muitos processos que estão em tramitação na Justiça Federal.

Neste caso da condenação do corrupto Lulla, aliás, em relação a este traste, tem muita coisa que a “vã filosofia” não pode prever. Um detalhe me chamou muito a atenção e como diz o ditado popular, me deixou com a pulga atrás da orelha. Não consigo entender a postura do Juiz Sérgio Moro em não decretar a prisão deste meliante. Estou intrigado por muitos motivos e o maior deles é que solto, este sociopata, que não sente vergonha, remorsos ou culpa, vai continuar agindo livremente para prejudicar investigações e determinando ações políticas que terão objetivos claros de combater a Lava Jato. Qual a diferença dele dos demais, que estão presos, perante a lei? Nenhuma. É um homem perigoso e muito. Ainda mais quando se vê claramente a disposição ou submissão do maior canal de TV do país em dar, ao desmantelador do Brasil, tamanho espaço televisivo para fazer lançamento de sua candidatura à presidência da República. Relativo a isto, onde está o TSE?

A decisão de Moro em não prender Lulla me deixou um ar de que tem coisa correndo por essas águas. Como seria bom se a 4ª região do TRF, em segunda instância, julgasse logo essa decisão de primeira instância do Moro e tirasse a nuvem de “oportunismo” que paira sobre o tribunal de só apresentar acórdão perto das convenções partidárias. Poderia e tem condições de realizar tal ato com muito maior antecedência. É certo que virão outras condenações em outros muitos processos em que o chefe petista está sob investigação. Aquele relativo ao sítio de Atibaia será mais um com a marca da corrupção dele durante seu governo. É inconteste com toda a documentação apurada e depoimentos, mas tem um detalhe que não consigo entender a razão de não ter sido até agora apurado, talvez não publicado: o que leva o Bittar e seu sócio, a não declarar que o sítio não é do Lulla? O pagamento existiu, lógico, mas quem o fez e na conta de quem foi depositado? É mais que certo que tal pagamento foi realizado no exterior e não creio que a Polícia Federal e outros órgãos de apuração ainda não tenham localizado onde está esta conta que obviamente, tem relação com o Bittar e sócio. Tudo isso é muito estranho.

Para completar essas coisas estranhas, há uma intrigante aceitação de brasileiros, e de milhares com boa formação, de que devemos ficar com o Temer até o final do seu mandato. Eu encarro isso como o dito malufista do “rouba, mas faz”. Manter a frente do governo um homem comprovadamente autor e instigador de malfeitos é o buraco negro da moralidade no Brasil. Inadmissível e inaceitável que congressistas pró Temer tenham feito a maior festa pela rejeição da denúncia. É claríssimo que foram corrompidos com retribuição de apoio, espaços dentro do governo, o famoso “toma lá dá cá”, uma vergonha. Caso permaneça tal posicionamento em plenário, lutarei para que se faça na web um painel com os nomes dos deputados apoiadores via favores. Outubro de 2018 está bem aí e o tempo até lá, contribui para que o povo assimile bem os nomes desses deputados corruptos, mamadores das tetas do governo. Estão bem claras e visíveis, essas estranhas nuvens.


BRASIL MEDROSO

O País está com medo e seu povo desmoralizado e descrente. É a única justificativa que se possa encontrar para explicar a permanência desse estado lastimável que vivemos. E um processo que só existe ainda pela falta de coragem da população em colocar um basta nisso, inclui-se neste bornal, os de farda que se acovardam e permitem que o Brasil cada vez vá mais para o fundo do poço. Parece que estão a espera de uma convulsão social, momento em que nem mesmo armas irão conter a fúria em expansão. É desesperador que uma situação tão clara de desmantelamento esteja em processo há tempos e sempre sua solução protelada, tendo como figurantes os próprios autores, ou seja, os mesmos que há décadas vem destruindo como o pouco que se construiu com o trabalhador e a luta do empresariado. A classe política brasileira, salvo raras exceções, é incompetente e desqualificada. Aceita passivamente, cordeiramente, a destruição da Nação, achando-se inatingível aos acontecimentos exatamente por ter conhecimento da característica covarde, que hoje prevalece, da maioria da população brasileira.

O Brasil está se afundando sem qualquer possibilidade de recuperação com os homens que estão no topo do Poder, que o governam. Esse medo do povo, em todas as classes sociais, em reagir a esta anomalia, está permitindo o avanço da desmoralização, por contaminação, de instituições em todos os níveis, incluso o STF, que tem membros comprometidos com os avacalhadores da instituição que é o Estado brasileiro. As ações de alguns ministros estão claras na busca de aterrar caminhos para pretensão política eleitoral. Daí existir trânsito com políticos e alguns, com malfeitos, torcerem para que seus processos de atos de corrupção caiam nas mãos de determinados ministros.

Os atos que se desenvolvem hoje em Brasília estão em total comprometimento com a permanência de Temer a frente do Executivo. Não se faz mais nada a não ser ficar nessa promiscuidade política do toma lá dá cá que impera em momentos como o que estamos passando. Rodrigo Maia não será diferente se permanecer por esses 180 dias com o provável afastamento do presidente que está jogando tudo para não largar o osso. Já repassou mais de dois bilhões em emendas parlamentares enquanto não se tem dinheiro para passaportes da PF e combustível para a Polícia Rodoviária Federal.

São 53% da população ativa sem trabalho. Este contingente está distribuído, entre outros, na massa de desempregados que soma 14,2milhões. A economia está em queda vertiginosa e já atinge até os que trabalhavam por conta própria. Este setor é que segurava a taxa de ocupação e evitava o aumento dos desempregados. O povo teve seus ganhos reduzidos e hoje é comum em cada família ter um único membro sustentando a três ou mais membros. Este é o resultado da política dos ilusionistas ao longo dos últimos 14 anos. Nada mudou com Temer e nem vai mudar. Suas propostas para o Brasil são incompatíveis com nossas possibilidades e com a exigência do mundo atual. Temer vive nos anos passados e não tem, ele e sua equipe, nenhuma criatividade e ousadia. É um governo que só visa politicagem, a permanência de grupos no Poder.

São 21,3 milhões que não procuram emprego por desalento, mas tem preparo e disponibilidade para o trabalho. Estes desanimaram ante a escassez de oferta de trabalho, provocada pela decadência da produção industrial e da queda do setor de serviços. Há mais de 6 milhões de trabalhadores subocupados, aqueles que exercem a atividade laboral por poucas horas, apesar de disponíveis para maior tempo de trabalho. Mesmo nessa situação, o trabalhador brasileiro não reage contra o “status quo” da política e do governo do Brasil. Não é reagir apoiado em grupos políticos partidários e sindicalistas, mas apoiado em suas iniciativas próprias e de movimentos deslocados desses abutres que estão prontos para fazer uso da massa em defesa de seus interesses grupais e politiqueiros.

Com as universidades particulares em uma descomunal crise, mais de um milhão de universitários parados, a criminalidade grassando pelo País, com todos os dias sendo efetuadas prisões de corruptos, inadimplência atingindo a casa de 53 milhões de devedores, vem a pergunta: por que não romper com tudo isso? A frouxidão da prisão do Lulla e sua gangue, tem colaborado com tudo aqui dito. Somado a isso está a inexistência de grupo de líderes, um vazio difícil de ser ocupado porque ninguém quer assumir e ter ato de coragem, o que dá espaço a aventureiros e a possibilidade de volta de alguns delinquentes contumaz ao cenário político. Vivemos em um Brasil medroso.


SER APÁTICO TEM PREÇO

Às vezes fico me perguntando qual a razão do brasileiro aceitar viver uma esdruxula situação política, social e econômica mesmo tendo à sua disposição uma gigantesca gama de potenciais em várias áreas, mas que não se desenvolvem. Fomos assim durante décadas na área da agropecuária e quando menos se esperava o governo militar partiu para o incentivo de expansão e hoje vemos um Estado como Mato Grosso, antes abandonado a própria sorte até os anos 70, se tornar um dos mais ricos da federação. Isto prova que é apenas ter uma visão correta do potencial de cada região e investir que teremos retorno, mas investir com inteligência e sabedoria. Temos muitos exemplos para isso. O caso da Amazônia é um deles e lá existe uma riqueza incalculável em toda a sua extensão. Inteligente seria ocupá-la sabiamente com a instalação de unidades militares para segurança desse patrimônio e abrir às universidades brasileiras a exploração de suas riquezas, tendo campus avançados no interior da floresta amazônica. Evitaria assim, as incursões predatórias que hoje existem.

Acontece que, para ações como essas, teríamos que ter governantes qualificados e apoiados por um Congresso Nacional menos corrupto e individualista, em que seus membros não dão um passo de forma altiva com propostas visando os interesses reais da população e que tragam a ela resultados que possam elevar a sua formação. Tudo que se faz, voltado a população, tem objetivos de curto prazo e bem visíveis por ela, como exemplo a educação, na qual a construção de escolas é o mote, pouco se importando com os que irão ensinar e os que estarão lá para aprender. O mesmo acontece em relação aos hospitais, estradas e por aí vai. O que vemos, ano após ano, são as rusgas entre partidos da situação e da oposição, em ação de politicagem rasteira em que apoios estão condicionados a cargos ministeriais e outros da administração pública. Partido é uma instituição falida.

A causa de existir essa falência ética, moral e política, está nos milhões de brasileiros omissos, o mais flagrante de todos os pecados que pratica o povo desta Nação. É um povo apático, desmoralizado e descrente. Acontece que isto teve a origem durante o decorrer das últimas décadas. A população não encontra e não vê alternativa depois de anos de luta para sair dos desmandos e o desmantelamento administrativo do governo Sarney, de batalhar para a saída de Fernando Collor de Mello que durante dois anos tomou algumas boas atitudes acabando com o curral empresarial imposto pelas multinacionais, mas se embriagou com o Poder. Ela, a população, se entregou ao sonho da esquerda idealizado em discursos e muita propaganda, mas que resultou em pesadelos que se estenderam com ilusões e mentiras, enganando o povo por muitos anos. O resultado é a situação que vivemos hoje, uma tragédia. Ainda não estamos livres desses usurpadores de ideologias e do governo. A meta é uma só, o cofre da Nação, do povo. Vaidades superam as razões em detrimento e sacrifício de toda a população brasileira.

Não há mais razão de Michel Temer permanecer à frente do governo. Hoje detém apenas pouco mais de 6% da aceitação popular. Está envolvido em muitas situações de corrupção ou no mínimo de ações não republicanas e que sujam sua biografia e a história do Brasil. Deixou de ser aquela pessoa que se mostrava sensata, pelo menos a sua casca assim transmitia. O Congresso Nacional está totalmente quebrado em sua postura como Poder e é impressionante a depreciação, aos olhos da população, dos senhores Deputados Federais. A Justiça não ficou fora da chafurdada e o TSE deixou a marca da sua sujeira no julgamento da chapa Dillma-Temer. O Congresso com 299 deputados com a espada de Dâmocles sobre a cabeça, a Justiça se transformando em trampolim político e de expansão de egos, o governo, fruto da enganação e ilusão praticada por anos, todos agrupados como em pacote de maldades, infestam o povo com miséria e sofrimento. Precisamos reagir, dar um basta definitivo a esta situação ridícula que o Brasil vive. Caso contrário, estaremos fadados a uma vida recessiva nunca vista. Ser apático tem um preço.


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A desastrosa atuação do governo nos seus acertos políticos nos passa o sinal de que tudo vai muito bem para encaminhamento do Brasil ao desastre. Não há mais condições de permanecer vivendo a situação que por ora passamos, estamos no limite. A falta de atitude daqueles que ainda se salvam do mar de lama é comprometedora, indica que estão submissos aos ditames dos chefes de gangues que dominam o governo e o Congresso Nacional. Pior é uma sociedade vacilante e desinformada tomando o comportamento de um avestruz, se escondendo dos fatos ao se induzir descompromissada com os acontecimentos. O mais grave é a aceitação passiva dos empresários e, principalmente, a omissão das suas instituições representativas, que deveriam estar à frente do enfrentamento a esse desmoronamento político, ético, moral e econômico. Dói na alma ver todo esse “poderio” de forças se acovardar diante desses bandos que já não respeitam mais nada e deslavadamente consomem o sangue do povo brasileiro e se infiltram até mesmo na maior Corte da Nação. Todos estão jogando no colo do Juiz Sérgio Moro a responsabilidade de restaurar a decência na vida do Brasil. É uma covardia deixá-lo sozinho nessa insana luta.

Ladrões como toda essa turma do PT que governou o Brasil, já deveriam há muito estar sendo banidos de qualquer menção na mídia e nos discursos no seio empresarial. São marginais e não merecem nenhum dedo de razão em suas justificativas, muito menos de se utilizarem de chicanas jurídicas para se safarem. Usurparam de tudo que lhes foi dado pelo voto popular, saquearam todos os poderes que lhes foram transmitidos pela confiança da população. Mentiram, iludiram e desmantelaram com ações, próprias de terroristas, toda uma estrutura que se encaminhava para o tão sonhado desenvolvimento do nosso País e que hoje está na lata de lixo. Somos uma Nação em desespero e os muitos que podem financeira e intelectualmente viver fora, estão indo embora. É um esvaziamento silencioso desses valores, são quase cem brasileiros diariamente mudando para o exterior. São pessoas desesperançadas ao perceber o lamaçal em que estão se afundando todas as corrompidas instituições do Brasil.

É vergonhoso ver a grande imprensa brasileira ainda dar espaços a essas gangues que assaltaram e ainda conseguem assaltar o Brasil. Elas fazem parte, e não há como contestar, da estratégia dos bandidos travestidos de “esquerda” que se utilizam da frustração popular e com isso criar a ilusão de que podem resolver e dar solução a todos os problemas. É uma desfaçatez e covardia com a população que pela incompetência dos governos brasileiros, é mantida cercada dentro do estábulo da ignorância. Fica fácil chegar até ela com mensagens mentirosas e enganadoras. Não se fala da cassação do registro partidário do Partido dos Trabalhadores, o foco de toda essa rapinagem cometida com o dinheiro dos cofres do povo. A população mal sabe que toda a farra, e que até o momento ainda realizam os petistas e seus apoiadores, vem do dinheiro que ela paga nos impostos embutidos nos preços dos alimentos, dos remédios, dos combustíveis, dos transportes e por aí vai.

A população não desconfiou e nem desconfia que milhares de produtos que ela compra e utiliza, como exemplo o preço das passagens de transporte municipal, tem sua origem nos custos que vem da Petrobras, assaltada que foi pelos meliantes petistas e seus apoiadores, incluso Temer. Ela, a Petrobras, para sobreviver e bancar os desvios de dinheiro pelos corruptos que ocuparam o governo, e muitos ainda ocupam, teria que aumentar os preços dos derivados do petróleo. O governo petista, em muitos períodos, não realizava esse aumento para se mostrar popular, mas não diminuía, em contrapartida, sua sanha pelo dinheiro pela Petrobras arrecadado e transformado em propinas para os detentores do Poder. O resultado foi a quebra da petroleira que ainda sangra, mas com possibilidades de recuperação. Estamos vivendo o período mais crítico dessa passagem política que vive o Brasil, é um momento crucial de definição. É aquele momento que vai nos dar a certeza do crescimento como Nação ou vai nos dar a certeza do irreversível desmantelamento de nossas instituições com sérios problemas na organização social. Ou você toma jeito ou vai tudo pra @&*)+#℗*¥(¨¨.


LARGUE O OSSO TEMER

A atitude do PSDB em manter apoio ao governo só tem um resultado: a continuidade de um presidente que já não é mais, e nunca foi, capaz de conduzir o Brasil a uma consistente recuperação econômica. Temer conseguiu se manter em agonia e leva com ele toda a população brasileira ao sofrimento. O discurso psdbista de não se afastar do governo em nome da melhora da economia e da volta de empregos é falacioso, não se sustenta e é um confronto com o desejo da população. O que passa a Nação, na verdade, é que essa atitude tem pôr finalidade a salvação do malfeitor, Senador Aécio Neves, o presidente do partido. E os milhões de brasileiros adeptos do partido, como ficam nisso? Apoiar as reformas não implica em permanência no governo e muito menos em 2018 se pensarmos que o PMDB está abraçado ao PT pelas lambanças que praticou desde 2003 e, principalmente, com a eleição da chapa Dillma – Temer. Aliás, o PT, no fundo, vibra com a entrega desse pacote bomba ao PSDB e este, por miúdos, o recebe gentil e graciosamente.

É visível que a atitude do PSDB foi de manutenção de interesses de pequeno grupo diretivo do partido. Foram com o prato feito para a reunião, já temperado e ao sabor de Temer. Vozes que antes apoiavam freneticamente a permanência no governo começam a tomar direção oposta após perceber a reação dos milhares de seguidores do partido contra a decisão tomada. FHC já mudou a direção das velas do seu barco dada a fortíssima reação contrária, notadamente nos psdbistas das regiões sudeste e sul do País e muito mais ainda, especificamente, no Estado de São Paulo, vital à permanência do partido no cenário nacional. Neste estado está o motor propulsor do PSDB e nele o partido dá certo. A postura de Geraldo Alckmin em permanecer no apoio é que o PMDB com sua estrutura de diretórios por todo o Brasil, seria um grande sustentáculo a uma possível coligação em sua candidatura a presidente. Cair fora do governo é quebrar com essa possibilidade.

Acontece que a estratégia do governador de São Paulo Geraldo Alckmin está levando para o lamaçal aquela que é uma das grandes promessas na política brasileira, o prefeito da capital paulista, João Dória Junior. Ao seguir o seu governador, Dória compromete a sua postura de ser contra tudo que de malfeito aconteceu e está acontecendo na política. Sua personalidade como homem de defesa do que é correto e ético começa a ficar esfumaçada pelo fogo em que arde o PT e o PMDB com toda a lambança que aprontaram nestes últimos 15 anos e ainda continuam aprontando. É preciso Dória tomar um rumo próprio e desvincular sua atuação na política nacional do Governador Alckmin. Este tem seu campo de ação voltada a sua candidatura à presidência. Há que se pensar também que o governador está enrolado com os trilhos do metrô paulista, o que não é pouca coisa no pensar dos eleitores. Qualquer fala agora ou mesmo ações como essa favorável ao não desembarque do governo pelo PSDB, poderá ter alto custo a curto prazo.

Eu, particularmente, já começo a pensar em uma reavaliação da minha postura pró Dória. Acho que ele tem que se postar dentro daquilo que se propôs. O sinal que passa é que poderá ser, como tantos o são, aquele político de acertos não muitos republicanos já que, pelas suas iniciais participações de cunho nacional, se mostrou um dos “conciliadores” com malfeitores e isso não faz parte do caderno de boa conduta política que tanto eu como todos os brasileiros, esperam. É necessário rever imediatamente esse comportamento sob pena de começar a cair no poço do descrédito político e ser envolvido pelos tentáculos desse bando que desmantelou o Brasil e seu povo. Muita coisa vem aí para ruir essa postura do “nada fiz” do atual presidente. João Dória Jr tem que rever sua posição e, assim como está fazendo FHC, marcar seu terreno, seu espaço. Do presidente Temer nada se pode esperar, muito menos que, seria uma enorme surpresa, vá ter o gesto de grandeza pedido por FHC para convocação de eleição direta. É imperativo que os políticos comprometidos com a ruptura de tudo que estamos vivendo, pressionem com uma bela mobilização como o tema “largue o osso Temer”.


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