BRASIL DEVASSO

Chegamos a um ponto de imoralidade governamental e política que fica difícil acreditar que exista mais fundo no poço da imoralidade. É devastador o que está acontecendo por todos os cantos do País. É dinheiro nas malas, nas cuecas, nas meias, nos bolsos dos paletós, em caixas, em sacolas, em mochilas, em bolsas e tudo o mais possível de carregar os resultados monetários das propinas que são frutos das relações promíscuas entre funcionários públicos, governo e empresas que se utilizam, para se locupletar, do mau-caratismo da enorme maioria daqueles que participam do governo em todos os níveis. Nessa história toda, ainda há aqueles que permanecem na crença de que essa monstruosidade de acontecimentos nada tem a ver com a formação e construção de um sistema operacional da criminalidade pelo grupo que dominou o País nos últimos 15 anos. Até pacto de sangue ocorreu e por essa causa, muitas malas de dinheiro ainda vagam pelos apartamentos, sítios, fazendas e bancos no exterior. Foi um pacto de sangue, mas do sangue do povo brasileiro.

Prender bandidos do colarinho branco se tornou a meta da Polícia Federal e da justiça brasileira, mas será algo interminável em razão da péssima qualidade da educação familiar, social, no aprendizado escolar e da índole de grande parte do povo brasileiro, tendenciosa aos malfeitos. A formação profissional tem ligação direta com estes indicadores. O tempo e produção gasto por quatro trabalhadores nacionais equivale a força de trabalho de um americano. É uma enorme discrepância que resulta em altos custos ao produtor do Brasil, isto sem se referir à qualidade do que é produzido. Muitos dirão que o Brasil exporta carros de alta performance para todo o mundo, mas acontece que são praticamente produzidos via inteligência artificial e com os custos fixos dessa automação pagos só pelos brasileiros. Até nesta área tivemos a geração de propinas com normas do setor automobilístico sendo elaboradas, sob encomenda, pelos senhores deputados, senadores e presidente.

A estrutura de governo está toda comprometida, não somente pelas falcatruas e rapinagens que são descobertas todos os dias, mas também pela incompetência administrativa. Isto, provada com a falta de propostas de impacto desenvolvimentista e pela carência e ausência de pulso e moralidade para impor um ritmo de crescimento que o Brasil necessita. É um governo submetido a vontade de inúmeros parlamentares consumidores de negociatas e ávidos pelos cargos em todos os escalões. O Governo está vendendo o almoço para poder jantar e, não bastasse a falta de ações, imprime, ao estilo petista de ser, a disseminação de projetos enganadores e ilusórios que aos poucos são protelados e passam despercebidos pela população. Para isso liberam dinheiro de vários fundos para desviar a atenção e pressão da situação caótica de nossa economia que mal terá recursos para atender as necessidades básicas da Nação nos próximos meses. Tentam, através de vendas de ativos públicos a qualquer custo, fazer caixa e dar sustento mínimo a manutenção do Estado. O Brasil depende de um gestor, o momento não é para politicagem.

O mais sério de todos os acontecimentos é a passividade consentida, do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, em aceitar os abusos praticados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em deslavada campanha eleitoral comandada pelo chefe da ORCRIM, o condenado Lulla da Silva. Este contumaz infrator da lei, perambula pelo Nordeste a fazer, muito à vontade, comícios em praça pública de várias capitais e cidades. Está consumindo dinheiro que é retirado do bolso do povo pelos sindicatos, somados aos do Instituto Lulla, para essa gastança e promoção de circo dos horrores, composto por artistas do quilate de uma Gleise Hoffmann, ré na Lava Jato. Onde está o ministro que se diz defensor do respeito às leis, o sr. Gilmar Mendes, candidato pela coligação PT – PMDB ao governo do Estado de Mato Grosso ou ao Senado. Somos ou não somos um País de libertinos, licenciosos, um Brasil devasso.


O VOTO É A CHAVE

A mais grave notícia dos últimos anos acabo de ler nos jornais, aliás, desde os noticiários de ontem a queda de novos alunos nos cursos superiores já era mencionada. Fico pasmo porque não vi nos jornais televisivos nenhum debate a respeito do assunto, mas muita fala sobre a ejaculação de um tarado dentro de um ônibus. Sem ignorar sua relevância nefasta na vida social, este fato não deixa de estar implicitamente ligado às negativas condições de acesso e da excelência do ensino que tem afastado grande parte da juventude de nossas universidades. A carência de estudos da população brasileira é um fator grave ao desenvolvimento do País e traz como consequência direta, o aumento assustador da criminalidade. O desemprego grassa pela falta de aptidão do trabalhador brasileiro que é atingido pela incompetência do governo e sua ignorância em assumir de fato que um povo sem educação jamais atingirá elevada capacidade de crescimento e melhoria de sua qualidade de vida.

O resumo é que não estamos bem representados no Congresso Nacional nos dias de hoje, aliás, nos últimos tempos. O que vemos lá, em sua esmagadora maioria, são representantes com sofrível nível na formação educacional e intelectual, o que os impedem de ter uma ampla visão do seu real papel como representantes do povo. Este, o povo, o elege exatamente por desconhecer a importância dessa instituição na sua vida. Não sabe que há uma intrínseca relação entre o que lá se faz e os reflexos no dia a dia. O nível de inteligência e sabedoria dos membros do parlamento brasileiro vem caindo eleição após eleição. Para constatar isso, é só fazer uma comparação entre o Congresso Nacional dos anos 60/70 até os tempos de hoje. A qualidade desabou e pouca coisa criativa e inovadora surgiu nos últimos anos. O que assistimos nas votações do Congresso nacional é de arrepiar, não somente nas propostas, mas também no comportamento dos membros que se agridem e fazem estripulias que tornam o parlamento em um verdadeiro circo de horrores, total a falta de decoro, ética e respeito. Não é à toa que o Congresso, em pesquisa recente, recebeu apenas 1% de intenções referente ao item de credibilidade.

A origem dessa queda de qualidade congressual está no fato de que o crescimento e exigências que o desenvolvimento demanda de um povo, não estão em desiquilíbrio. Um dos parâmetros está no fato de que teríamos que ter um mínimo de cerca de 33% de jovens entre 18 e 24 anos nos bancos das universidades. Infelizmente, apenas 18% estão lá, mesmo assim, somados os cursos presenciais e a distância – EAD. São oito milhões de alunos nestas duas modalidades de ensino, quando deveriam ser, no mínimo, 18 a 20 milhões. O que esperar então da nossa representação política quando temos um eleitor que está desprovido de melhor conhecimento para qualificar seu representante no executivo e legislativo? O resultado é isso que se vê todos os dias nos noticiários com negociatas, troca de favores a ponto de exigir do presidente encabrestado, montões de cargos. Estão agindo dessa forma porque não tem, por outro lado, um contrapeso que seria o eleitor consciente. Dentro desse cenário, e diante das condições e das regras eleitorais para 2018, teremos uma grande chance de ver Dillma Roussef, Senadora da República, além de muitos condenados candidatos.

Onde está a fórmula para dar uma arrumação em toda essa bagunça e desmantelamento criado pelo Partido dos Trabalhadores? Está no voto. E uma das formas de barrar a prostituição desse instrumento, é evitar que o dinheiro tenha relevância na obtenção do voto pelo candidato. A saída é dar ao eleitor a possibilidade de escolha múltipla, como por exemplo, no caso do legislativo, de poder dar seu voto em três candidatos. O poder do dinheiro seria enormemente reduzido uma vez que, para manter o cabresto nos eleitores, o candidato teria que dispor de imensa quantia e sem a garantia de que venceria a eleição, já que outros estariam também recebendo o mesmo voto. Acredito que seria uma forma altamente democrática de compor o Congresso Nacional e as Assembleias e Câmaras municipais. Prevaleceria o convencimento do eleitor pelo candidato. Essa discussão de distritos eleitorais seria muito válida, se para isso tivessem os eleitores um bom nível intelectual, cultural, de educação, de profissionalismo, de ética, de moral e de respeito às leis e aos mandamentos que regem o bom comportamento social. E para chegar lá, limpando toda essa podridão que se instalou nas instituições políticas brasileira, a chave é o voto.


FALTA CRIATIVIDADE ELEITORAL

O momento que o Brasil vive é de ser estudado por especialistas do mundo todo. Ainda não consegui ordenar e parafusar um pensamento compreensivo de toda essa balbúrdia que passa este País em todos os setores dos Poderes do governo. Não entendo como esta Nação continua a viver sem grandes solavancos na sua organização social. Existem acontecimentos pontuais e bem localizados se levarmos em conta a extensão do nosso território. Os focos de tensão estão com maior gravidade no Estado do Rio de Janeiro, onde dirigentes políticos perderam qualquer constrangimento no assalto aos cofres públicos. Apesar de todos os acontecimentos, ainda há os que apoiam o maior chefe de quadrilha gerado nesta terra que é o senhor Da Silva, comandante petista que promoveu o maior desfalque nas contas públicas e promoveu o maior desmantelamento ético e moral já ocorrido na história brasileira.

Ninguém se entende na construção de um caminho possível e decente para as próximas eleições. Como os políticos sempre funcionaram a base de muito dinheiro para a campanha eleitoral, não conseguem operacionalizar a atividade de conquista de voto de outra forma. Este, eleitor, por sua vez, fica sempre à espera de uma oferta e faz um leilão em que recebe de muitos e não entrega o produto, ou seja, acaba votando em outro qualquer. Nem mesmo o controle dos cabos eleitorais resolvem. Na verdade, eles são os grandes arrecadadores e ganhadores, há que se dizer que não é na moleza porque exige resultado os quais muitos não entregam. Este é o retrato do período eleitoral e neste cenário, dinheiro é exigido. Quem é o culpado, quem pede ou quem dá? Ou será que o culpado é o sistema ou a forma de andamento da campanha eleitoral?

O Supremo Tribunal Federal, que se imiscui em todas as atividades políticas e de governo, via plenário e falas de seus membros, proibiu o financiamento empresarial das campanhas. Como fez entender o ministro Marco Aurélio de Mello, viu-se depois ser uma artimanha montada pelo PT que tinha em seus cofres, e para mim ainda tem e muito, uma montanha de dinheiro que serviria para financiar todo o partido durante muitas eleições. A Lava Jato desmantelou essa arruaça pensada pela maior organização criminosa já vista na história mundial. O STF proíbe o financiamento privado empresarial, o povo é contra o financiamento público e também não dispõe de dinheiro para contribuir com candidatos, então, de onde sairá o dinheiro? Caso seja do bolso de quem pretende ser político, teremos apenas um setor das classes sociais na formação do quadro de governo do Brasil, já que a classe menos abastada não terá oportunidade dentro das regras atuais.

Só há algumas poucas alternativas para assegurar a participação de todos. Cabe ao eleitor eleger seus representantes, óbvio, mas qual a melhor oportunidade de não ser cooptado ou realmente mandar para a arena política aqueles que pensam que poderão ser verdadeiros mandatários? Uma das alternativas, é a liberação de três votos para cada eleitor em uma eleição proporcional, sem coligação. Aos demais, majoritários, dois votos, mesmo que sejam dados para dois únicos candidatos. Como assim, perguntará o leitor. Ora, se o eleitor pode anular seu voto, também poderá votar, neste caso, em ambos candidatos. Ele estará participando e será o eleito aquele que tiver maior número de votos, tanto na proporcional como na majoritária.

Qual a justificativa para esta proposta acima? Simples, evita-se a compra de votos e o controle dos eleitores pelos cabos eleitorais. O candidato não terá a garantia de que o voto recebido o elegerá porque o mesmo eleitor votará também em outro concorrente e os custos para evitar isso seria, para o candidato, astronômico. Assim teriam oportunidades os menos favorecidos financeiramente. Encaixa-se também a regra de que o horário político seria apenas para as propostas partidárias, sem vinculação a nenhum candidato que teria apenas sua imagem apresentada de fundo, vinculando-o àquela proposta e partido. Todo o gasto do fundo partidário seria exclusivamente para apresentação da proposta programática partidária. Quanto ao dinheiro recebido de qualquer fonte pelos candidatos, obedeceria um limite determinado e depositado em conta bancária, no momento do seu registro de candidatura, sob controle do cartório eleitoral, proibido qualquer outro depósito em espécie, podendo o candidato receber 35% do valor permitido em ajuda de material publicitário oriundo de qualquer fonte justificada. É uma proposta criativa e que pode vigorar até mesmo com o chamado “Distritão”. O que precisa acabar é com essa falta de criatividade eleitoral.


É PRECISO A VERDADE

O Brasil precisa muito da verdade, deixar de lado as mentiras que são passadas ao povo brasileiro todo santo dia. Não é mais possível continuar a viver se organizando pensando com base em informações mentirosas, propostas ardilosas e enganadoras que são transmitidas diariamente pelo governo e o Congresso Nacional. Estes ardis já têm ramificações em toda a estrutura dos Poderes da Nação. Até mesmo o Supremo Tribunal Federal tem tomado atitudes que confrontam com a boa conduta que deveria ter e transmitir a população. Decisões realizadas pelas turmas tem mostrado a tendência, e forte, de que a política está determinando os votos dos seus membros. Articulam-se para criar escape aos malfeitores que desmantelaram o País. Pressupõe-se que dedicam simpatias aos senhores meliantes e, principalmente, ao chefe do bando, o ex presidente e seu grupo. Agem com cautela e se utilizam de todos as chicanas jurídicas para o favorecimento dessas pessoas que levaram, não só o dinheiro que estava dentro do cofre, mas toda a economia do Estado brasileiro.

Utilizando-se da mídia que é dependente do dinheiro público para sobreviver, dada a carência de cultura do povo que, em razão, não é mercado consumidor dos seus produtos, o governo federal, mesmo os estaduais e municipais, realiza um festival de mídia com propostas de reformas que são verdadeiras obras de ficção. Partem, seus estudos, de bases que não se sustentam na aceitação popular e mesmo aos mais sensatos membros que ainda existem no parlamento do Brasil. As reformas, sempre são “reformadas” no nascituro e ao final descaracterizadas. Aí estão as reformas da Previdência, Trabalhista e Política como exemplos. Esta última beira a irracionalidade e, de forma clara, a crença dos parlamentares que neste País pode-se tudo, até intitular o eleitor brasileiro de idiota e otário. Os 3,6 bilhões para campanha foi a maior aberração apresentada entre muitas outras e que ainda tentam fazer vigorar, como o Distritão e a sorrateira tentativa da permissão de doação com sigilo, já recusada por ser um escândalo. Escondem a verdade de que todas as linhas das reformas são bem pensadas armadilhas para manter a população sob controle. Mentem deslavadamente ao povo brasileiro. Este ainda acredita e tem fé que o juiz Sérgio Moro irá dar um mínimo de decência ao Brasil, mesmo solapado por Gilmar Mendes e várias trupes. O ministro encontrou caminho na busca de mídia para visibilizar sua provável candidatura ao governo de Mato Grosso.

A mentira que contam aos brasileiros está em todos os setores da vida no Brasil. Propagam o desenvolvimento com dados enganosos que tentam levar a população a acreditar que estamos bem. A inflação está em queda, não pela relação de mercado, mas pela falta de consumidor que abandonou forçosamente as compras. Queda nos juros para salvar o sistema financeiro que perdeu tomadores de empréstimos. Desde há muito tempo, idos de 2003, escrevia, apesar de sofrer até ameaças, de que o Brasil não poderia ser sustentado a base de crédito. Nossa população era e é desprovida de bases consistentes para nos evoluirmos e chegarmos ao patamar de povo desenvolvido, mas as mentiras vigoraram com os petistas e fizeram escola.

A mentira de que a economia está reagindo é a pior das farsas, pior do que a da educação. Temos, segundo o empresômetro, cerca de 20 milhões de empresas, mas 76,8% são Micro Empreendedores Individuais, 16,4% são Micro Empresas e 6,9% as demais categorias. O pequeno empresário, o maior empregador do País, tem medo de investir e empregar mais, pois não existe uma política econômica séria e estável. Estabilidade só para o setor público de Brasília e dos altos escalões com seus mega salários e penduricalhos todo final de mês. O que esperar em termos de avanço econômico em um cenário desse? O governo cria ilusões para se viabilizar em 2018. Hoje vemos como Roberto Campos foi maltratado pelo povo brasileiro, mambembes economistas e os intelectuais de botequim, que resolvem os problemas da Amazônia em mesa de chopp do Garota de Ipanema ou no Baixo Gávea.

É fácil perceber que todo o dinheiro da Nação está sob controle de poucos empresários e de restrito grupo político que mantém a política brasileira sob rédeas. São 81 Senadores e 513 Deputados Federais e apenas um pequeno grupo deles comanda, por décadas, toda a articulação política brasileira. Pense nisso eleitor e verá que a tal renovação dos políticos tão desejada e manifestada em pesquisas dificilmente acontecerá, pois no Congresso todo mecanismo para a permanência dos usurpadores do Poder está em plena montagem com a chamada Reforma Política. O Brasil precisa se divorciar da mentira e amasiar com a verdade.


BRASIL

Pesquisas realizadas, alguns dias atrás, deram como resultado que o brasileiro está ávido por uma mudança na política. Detecta também, a citada pesquisa, que a população escolherá no próximo pleito um candidato de perfil novo, que esteja desvinculado da politicagem que vigora neste momento na vida do País. Não deixa de ser uma boa perspectiva para a renovação tão sonhada há décadas, mas sempre protelada já que os candidatos “impostos” são os mesmos de eleições passadas ou indicados atrelados aos caciques partidários que existem em razão da própria desfaçatez e falta de postura dos filiados que, em sua maioria, lá estão em busca de favores. Tal situação tem também vertente na falta de consciência política dos eleitores que permitem esse jogo de controle, por determinado grupo, de toda a estrutura de governo. Não é o sistema político brasileiro que está quebrado, é o caráter da maioria dos que o controlam.

Sim, todos nós queremos a renovação dos eleitos nas próximas eleições. Acontece que para tal há uma necessidade de atitudes dos filiados aos partidos na convenção partidária que indicará aqueles que concorrerão aos cargos eletivos. Sem essa atitude, não haverá possibilidade de qualquer indicação de candidatos que tragam a perspectiva de renovação, serão os mesmo de sempre, ressalvados uns poucos que realmente prestam bons serviços à população, temos que reconhecer, mas são raros. Raridade de renovação aconteceu em São Paulo ao permitirem ao Dória sua candidatura, uma exigência do controlador Alckmin que ao lança-lo tinha outros objetivos que não cabem neste artigo, são extensos. A mudança de mentalidade no comando político poderá gerar um avanço na administração do Estado brasileiro. O que se vê, diuturnamente, são os nossos governantes se preocuparem exclusivamente em atuar na politicagem. Dia após dia só se fala em acertos, composições, aspirações de comando e cargos e no famoso mantra do toma lá dá cá. O que menos se percebe é qualquer ação eficaz na solução dos problemas estruturais, é sempre um discurso para mídia.

Os planos são sempre adiados ou alterados e nunca saem do papel. Metas e objetivos que possam trazer bons resultados ao Brasil, raras exceções, não conseguem avançar. Temos exemplos escandalosos de que isso é uma pura verdade, basta ver a situação de falta de planejamento e visão do governo em relação ao agronegócio. A produção nacional está em alta escala de produtividade e o governo Temer ainda não se deu conta disso porque sua preocupação já está voltada a politicagem que tem por meta as eleições de 2018. O agronegócio vai gerar um superávit de 90 bilhões de dólares e com previsão de aumento de produtividade em progressão quase geométrica. A salvação do agronegócio é que a sua dependência às ações governamentais não é crucial ao seu desenvolvimento. Este setor, produtor de alimentos, tem o mercado pouco exigido de ações que demandam intensidade na mobilização do governo. O Mundo tem fome. A cadeia agrícola e da pecuária se move praticamente sozinha e consegue pressionar a demanda. Isso já não acontece com o setor industrial que necessita, e é vital para sua expansão produtiva, de ações administrativas e diplomáticas. Daí vermos o estado lastimável em que se encontra o nosso parque industrial pela falta de competividade e de evolução tecnológica que tem suas raízes na educação, esta, uma farsa.

A bem da verdade, estamos vivendo um momento de muita flacidez de comando político. Do presidente da República ao Congresso Nacional e até o judiciário, têm grande parte de sua composição envolvida em malfeitos e absurdos comportamentais. Estão todos sem qualquer proposta decente e viável a melhoria de vida para o Brasil. As chamadas “reformas” em tramitação são escândalos fora de propósitos. São remendos em tecidos moralmente esgarçados. Nada é feito com seriedade e estudos que provem a sua eficácia na vida brasileira. Também é esperar muito diante da qualidade dos membros, em sua maioria, do parlamento brasileiro, baixíssimo nível. Considerável número dos que lá estão mal compreendem a sua função como parlamentar, mas sabem com perfeição, como vender seu voto nas votações das matérias. Um exemplo da incapacidade de visão está na proposta, que irá a plenário, em fixar em 10 anos, para membros dos tribunais superiores, o período do seu mandato. Vigorando esta proposta, com certeza teremos balcões de negociações para indicações de membros futuros. Temos que mudar, temos que renovar o governo brasileiro, não dá para continuar, o que aí está não pode ser o Brasil.


SOMOS ESCRAVOS

Enquanto nos Estados Unidos o presidente Donald Trump busca pela redução de impostos como forma de aliviar os contribuintes, seja pessoa física ou jurídica, aqui no Brasil o nosso “grande” presidente Michel Temer aumenta os impostos para salvar o cofre público do rombo que foi e é ocasionado pelos aumentos atabalhoados e politiqueiros para os funcionários públicos federais e que se transformam em verdadeira cachoeira, para não dizer efeito cascata, a todo setor público da federação. Essa é a mentalidade instalada no comando do País que procura sugar dos que realmente trabalham para sustentar devaneios de um incompetente governante que nos seus festejos e bondades, manda a conta para o setor privado e seus trabalhadores, pagarem. Pouco mais de dois milhões de funcionários públicos federais, consomem 40% da arrecadação do governo brasileiro. Só este ano serão cerca de 300 milhões em pagamento de salários que tem 58% dos funcionários federais recebendo mais de 10 mil reais mensais. Quem paga essa conta se sabemos que o Estado não produz nada, só toma de quem produz?

Os tempos são duros como prega o Sr Temer, mas a economia está respondendo ao desejado crescimento, segundo ele. Não sei se é ignorância ou se é deboche com a população que rala em farpas todos os dias para se manter viva. Chega a ser hilária a afirmação de que com as reformas haverá recuperação da economia brasileira. É preciso dar a lente da sensatez ao presidente para ver se consegue enxergar o que se passa pelo Brasil. Encastelado no Jaburu, desconhece a real situação que se propaga pelos lares do povo. Anda de jatos às custas do sofrido trabalhador e não consegue, dada as alturas, ver a lástima em que se encontram as rodovias brasileiras e muito menos os custos dos transportes da produção nacional.

Por mais que tente, Michel Temer jamais vai conseguir se desvincular do governo petista do qual apoiou e participou, inclusive sendo o seu herdeiro. São desastrosas suas tomadas de decisão e a pior delas é ter um bando de ministros envolvidos com a justiça e a caça de policiais federais. Não há como reverter sua participação na tramoia com os irmãos Batista da JBF. O vídeo da mala bufunfada de dinheiro com seu assessor em desabalada corrida para escapar dos colegas punguistas nas ruas de São Paulo, somada ao vídeo em que direciona, com suas palavras, o Joesley para o Ricardo Loures como homem para tratar de todos os assuntos de interesse do grupo J&F, representam um documento incontestável e gravante da atitude malfeita. Nada vai resolver e nem lavar essa sujeira praticada, mesmo o não acatamento da denúncia pelos deputados federais de bolso e pelo já empoeirado STF se o absolver. A prisão do Aldemir “Val” Bendine, aquele indicado pelo Lulla e que pregou a recuperação da Petrobras, vindo dos cofres do Banco do Brasil, vai trazer um pânico geral à cúpula petista. Para mim não houve nenhuma surpresa, “Val” Bendine tinha toda a postura de um bom gatuno e por isso foi colocado lá pelos comandantes do bando que assaltou este País por mais de 14 anos.

Os homens do bolso do presidente Temer, usuários de benesses e empregos na estrutura pública de governo, estão preparando um golpe para a justiça brasileira, especificamente, a Lava Jato. É o projeto do novo Código Penal, que estava na gaveta do Congresso Nacional, mas que foi posto a baila em razão da aproximação da Lava Jato na vida dos seus membros. Mesmo criticado pelos juristas e especialistas na área penal, os quais defendem a manutenção das regras e o cumprimento delas, a proposta caminha e em seu bojo estão sendo inseridas artimanhas para que os corruptos escapem das operações da Polícia Federal e, principalmente, do Juiz Federal Sérgio Moro. O objetivo é deixar um escape na ratoeira.

Estas incompetências e rombos nos cofres públicos que grassam pelos governos, é que levam a escassez de recursos que dão origem a ações do governo nos bolsos de todos os brasileiros os quais pagam com a fome e com a falta de segurança ante o aumento da criminalidade gerada. Somos nós, fora do circo que se forma com os absurdos salariais e gastos, que temos que nos privar dos ganhos com nosso trabalho para dar aos apaniguados da esfera federal as benesses de uma vida farta e cheia de alegria e mordomias. Somos ou não somos escravos?


BRASILEIRO BONZINHO

“Esse povo que não se julga desgraçado na desgraça porque ainda não experimentou melhor sorte” foi uma frase do livro “Dissertação sobre o atual governo da República do Paraguay” escrito em 1865, durante a guerra do Paraguai, pelo meu bisavô Antônio Correa do Couto. Ela é plenamente cabível ao povo brasileiro que, ao longo de sua existência, sempre viveu a beira do desenvolvimento. Nunca consegue alcançar o status de povo desenvolvido porque ao longo de sua história sempre aparecem governos e governantes desprovidos de objetivos de Estado e que não são compatíveis, em suas ações, com as regras de administração exigidas para a evolução social, técnica e econômica de uma Nação. Este procedimento tosco é alimentado pela história de vida desses governantes que ao chegarem ao Poder por ele são dominados, o que os levam a uma administração voltada ao atendimento de grupos dominantes como forma de se projetar e preencher todos os egos pessoais em detrimento de ações que realmente transformem o País e estendam o seu crescimento a toda população.

Assim, levamos a vida sem realmente conhecer o que oferece o desenvolvimento, permanecemos sempre na poeira deixada pelos povos desenvolvidos. A fase que vive o Brasil é troglodita. Ainda aceitamos passivamente -dado o nosso espírito individualista e ganancioso por ter um espaço maior social o que elimina a força como Nação- que pessoas praticantes de crimes e outros desvios ilegais, nos governem ou façam parte do nosso staff político. Quando se deu a saída do Collor de Mello, tivemos um lampejo de que começávamos a trilhar um novo caminho na moralidade, na ética e na decência administrativa e política, mas como disse acima, insistimos em permanecer na poeira. Como não temos governo estadista, vamos ficar chafurdando no lamaçal da inoperância do Estado em cumprir seu papel e com isso, toda a população, em sua maioria, continuará na ignorância e sem saber o gosto de experimentar melhor sorte, de saborear e conhecer a qualidade de vida que goza um povo desenvolvido.

É ridículo que o Brasil ainda aceite que tal condição de existência política seja atuante. Em uma Nação em que o povo tenha pulso e um mínimo de compreensão dos acontecimentos, o que exige um pouco de capacidade cerebral, agrupamento de pessoas sensatas, determinadas e dotadas de coragem, jamais existiria a situação esdrúxula que ora passamos. Temos um governo desqualificado como comandante de Estado, oriundo de um outro governo não menos incapacitado. Nada podemos esperar dele em ações que tenham um real benefício para a população. A maioria das medidas são para efeito mediático, sem profundidade e que atinja o cerne das questões mais necessitadas de uma resposta. Atitudes nesse patamar são impossíveis porque a maior preocupação dos governantes está voltada ao atendimento daqueles que lhe são ou possam ser úteis na sua caminhada de projeção social e política. Dominando o grupo político, mantém, através deles, seus interesses pessoais e aqueles voltados aos eleitorais.

Diante do quadro que permanece o Brasil, não há futuro. Nós não alcançaremos o desenvolvimento desejado desde o descobrimento porque estamos despojados de iniciativas que obriguem aqueles que estão no Poder a trabalhar e agir no interesse da população. O que vivemos é o inverso disso, o governo suga o trabalho do povo e seus ganhos. Aí estão os impostos que foram aumentados para que o governo mantenha sua lambança e benesses com o dinheiro público simplesmente porque não lhe fará bem, politicamente, cortar gastos de sua máquina administrativa e outros. Por essa razão temos que sustentar inúmeros ministérios e secretarias de governo para manter os cabides de empregos com altos salários, afinal, são esses cabides que, no final, sustentam o presidente com seus agrados aos congressistas e partidos. E assim, continuamos nossa caminhada de povo subdesenvolvido, vivendo em meio as muitas desgraças e ser por eles convencidos que não, justamente por desconhecermos melhor sorte que é a vida de um povo desenvolvido. Brasileiro bonzinho, não?


ESTRANHAS NUVENS

“Quem pode decretar o meu fim é o povo brasileiro”. Povo não decreta fim de corrupto como você Lulla, é a Justiça. Mesmo que tenha validade o dito, ainda, no seu devaneio, não se deu por conta de que ele, e seu partido PT, já teve decretado pelo povo brasileiro o seu fim. Como tem memória de molusco, esquece que em 2015, apesar de toda sua campanha com candidatos a prefeito de várias capitais dos estados brasileiros, tomou surras homéricas e a maior lavada da história com a vitória, em primeiro turno, de João Dória Jr. na 3ª maior cidade do mundo que é São Paulo. Um homem praticamente desconhecido no meio político deu um banho de votos no afilhado Fernando Haddad que teve seu total e dedicado apoio nos programas de TV, carreatas e comícios. Como tem memória curta, relembro o Lulla que o Partido dos Trabalhadores só ganhou em uma única capital, Rio Branco-AC. A eleição de 2015 deixou claro que, há muito, só sobram para os petistas e seus líderes os apoios de movimentos sociais que antes eram bancados com dinheiro público. Até mesmo na reunião para sua verborragia sobre a condenação do juiz Moro, não conseguiu listar a presença de mais de 3 partidos. O PT acabou e aqueles que permanecerem filiados após 1 de outubro, estarão extintos da política junto com o chefe condenado a nove anos e meio de prisão em apenas um dos muitos processos que estão em tramitação na Justiça Federal.

Neste caso da condenação do corrupto Lulla, aliás, em relação a este traste, tem muita coisa que a “vã filosofia” não pode prever. Um detalhe me chamou muito a atenção e como diz o ditado popular, me deixou com a pulga atrás da orelha. Não consigo entender a postura do Juiz Sérgio Moro em não decretar a prisão deste meliante. Estou intrigado por muitos motivos e o maior deles é que solto, este sociopata, que não sente vergonha, remorsos ou culpa, vai continuar agindo livremente para prejudicar investigações e determinando ações políticas que terão objetivos claros de combater a Lava Jato. Qual a diferença dele dos demais, que estão presos, perante a lei? Nenhuma. É um homem perigoso e muito. Ainda mais quando se vê claramente a disposição ou submissão do maior canal de TV do país em dar, ao desmantelador do Brasil, tamanho espaço televisivo para fazer lançamento de sua candidatura à presidência da República. Relativo a isto, onde está o TSE?

A decisão de Moro em não prender Lulla me deixou um ar de que tem coisa correndo por essas águas. Como seria bom se a 4ª região do TRF, em segunda instância, julgasse logo essa decisão de primeira instância do Moro e tirasse a nuvem de “oportunismo” que paira sobre o tribunal de só apresentar acórdão perto das convenções partidárias. Poderia e tem condições de realizar tal ato com muito maior antecedência. É certo que virão outras condenações em outros muitos processos em que o chefe petista está sob investigação. Aquele relativo ao sítio de Atibaia será mais um com a marca da corrupção dele durante seu governo. É inconteste com toda a documentação apurada e depoimentos, mas tem um detalhe que não consigo entender a razão de não ter sido até agora apurado, talvez não publicado: o que leva o Bittar e seu sócio, a não declarar que o sítio não é do Lulla? O pagamento existiu, lógico, mas quem o fez e na conta de quem foi depositado? É mais que certo que tal pagamento foi realizado no exterior e não creio que a Polícia Federal e outros órgãos de apuração ainda não tenham localizado onde está esta conta que obviamente, tem relação com o Bittar e sócio. Tudo isso é muito estranho.

Para completar essas coisas estranhas, há uma intrigante aceitação de brasileiros, e de milhares com boa formação, de que devemos ficar com o Temer até o final do seu mandato. Eu encarro isso como o dito malufista do “rouba, mas faz”. Manter a frente do governo um homem comprovadamente autor e instigador de malfeitos é o buraco negro da moralidade no Brasil. Inadmissível e inaceitável que congressistas pró Temer tenham feito a maior festa pela rejeição da denúncia. É claríssimo que foram corrompidos com retribuição de apoio, espaços dentro do governo, o famoso “toma lá dá cá”, uma vergonha. Caso permaneça tal posicionamento em plenário, lutarei para que se faça na web um painel com os nomes dos deputados apoiadores via favores. Outubro de 2018 está bem aí e o tempo até lá, contribui para que o povo assimile bem os nomes desses deputados corruptos, mamadores das tetas do governo. Estão bem claras e visíveis, essas estranhas nuvens.


BRASIL MEDROSO

O País está com medo e seu povo desmoralizado e descrente. É a única justificativa que se possa encontrar para explicar a permanência desse estado lastimável que vivemos. E um processo que só existe ainda pela falta de coragem da população em colocar um basta nisso, inclui-se neste bornal, os de farda que se acovardam e permitem que o Brasil cada vez vá mais para o fundo do poço. Parece que estão a espera de uma convulsão social, momento em que nem mesmo armas irão conter a fúria em expansão. É desesperador que uma situação tão clara de desmantelamento esteja em processo há tempos e sempre sua solução protelada, tendo como figurantes os próprios autores, ou seja, os mesmos que há décadas vem destruindo como o pouco que se construiu com o trabalhador e a luta do empresariado. A classe política brasileira, salvo raras exceções, é incompetente e desqualificada. Aceita passivamente, cordeiramente, a destruição da Nação, achando-se inatingível aos acontecimentos exatamente por ter conhecimento da característica covarde, que hoje prevalece, da maioria da população brasileira.

O Brasil está se afundando sem qualquer possibilidade de recuperação com os homens que estão no topo do Poder, que o governam. Esse medo do povo, em todas as classes sociais, em reagir a esta anomalia, está permitindo o avanço da desmoralização, por contaminação, de instituições em todos os níveis, incluso o STF, que tem membros comprometidos com os avacalhadores da instituição que é o Estado brasileiro. As ações de alguns ministros estão claras na busca de aterrar caminhos para pretensão política eleitoral. Daí existir trânsito com políticos e alguns, com malfeitos, torcerem para que seus processos de atos de corrupção caiam nas mãos de determinados ministros.

Os atos que se desenvolvem hoje em Brasília estão em total comprometimento com a permanência de Temer a frente do Executivo. Não se faz mais nada a não ser ficar nessa promiscuidade política do toma lá dá cá que impera em momentos como o que estamos passando. Rodrigo Maia não será diferente se permanecer por esses 180 dias com o provável afastamento do presidente que está jogando tudo para não largar o osso. Já repassou mais de dois bilhões em emendas parlamentares enquanto não se tem dinheiro para passaportes da PF e combustível para a Polícia Rodoviária Federal.

São 53% da população ativa sem trabalho. Este contingente está distribuído, entre outros, na massa de desempregados que soma 14,2milhões. A economia está em queda vertiginosa e já atinge até os que trabalhavam por conta própria. Este setor é que segurava a taxa de ocupação e evitava o aumento dos desempregados. O povo teve seus ganhos reduzidos e hoje é comum em cada família ter um único membro sustentando a três ou mais membros. Este é o resultado da política dos ilusionistas ao longo dos últimos 14 anos. Nada mudou com Temer e nem vai mudar. Suas propostas para o Brasil são incompatíveis com nossas possibilidades e com a exigência do mundo atual. Temer vive nos anos passados e não tem, ele e sua equipe, nenhuma criatividade e ousadia. É um governo que só visa politicagem, a permanência de grupos no Poder.

São 21,3 milhões que não procuram emprego por desalento, mas tem preparo e disponibilidade para o trabalho. Estes desanimaram ante a escassez de oferta de trabalho, provocada pela decadência da produção industrial e da queda do setor de serviços. Há mais de 6 milhões de trabalhadores subocupados, aqueles que exercem a atividade laboral por poucas horas, apesar de disponíveis para maior tempo de trabalho. Mesmo nessa situação, o trabalhador brasileiro não reage contra o “status quo” da política e do governo do Brasil. Não é reagir apoiado em grupos políticos partidários e sindicalistas, mas apoiado em suas iniciativas próprias e de movimentos deslocados desses abutres que estão prontos para fazer uso da massa em defesa de seus interesses grupais e politiqueiros.

Com as universidades particulares em uma descomunal crise, mais de um milhão de universitários parados, a criminalidade grassando pelo País, com todos os dias sendo efetuadas prisões de corruptos, inadimplência atingindo a casa de 53 milhões de devedores, vem a pergunta: por que não romper com tudo isso? A frouxidão da prisão do Lulla e sua gangue, tem colaborado com tudo aqui dito. Somado a isso está a inexistência de grupo de líderes, um vazio difícil de ser ocupado porque ninguém quer assumir e ter ato de coragem, o que dá espaço a aventureiros e a possibilidade de volta de alguns delinquentes contumaz ao cenário político. Vivemos em um Brasil medroso.


SER APÁTICO TEM PREÇO

Às vezes fico me perguntando qual a razão do brasileiro aceitar viver uma esdruxula situação política, social e econômica mesmo tendo à sua disposição uma gigantesca gama de potenciais em várias áreas, mas que não se desenvolvem. Fomos assim durante décadas na área da agropecuária e quando menos se esperava o governo militar partiu para o incentivo de expansão e hoje vemos um Estado como Mato Grosso, antes abandonado a própria sorte até os anos 70, se tornar um dos mais ricos da federação. Isto prova que é apenas ter uma visão correta do potencial de cada região e investir que teremos retorno, mas investir com inteligência e sabedoria. Temos muitos exemplos para isso. O caso da Amazônia é um deles e lá existe uma riqueza incalculável em toda a sua extensão. Inteligente seria ocupá-la sabiamente com a instalação de unidades militares para segurança desse patrimônio e abrir às universidades brasileiras a exploração de suas riquezas, tendo campus avançados no interior da floresta amazônica. Evitaria assim, as incursões predatórias que hoje existem.

Acontece que, para ações como essas, teríamos que ter governantes qualificados e apoiados por um Congresso Nacional menos corrupto e individualista, em que seus membros não dão um passo de forma altiva com propostas visando os interesses reais da população e que tragam a ela resultados que possam elevar a sua formação. Tudo que se faz, voltado a população, tem objetivos de curto prazo e bem visíveis por ela, como exemplo a educação, na qual a construção de escolas é o mote, pouco se importando com os que irão ensinar e os que estarão lá para aprender. O mesmo acontece em relação aos hospitais, estradas e por aí vai. O que vemos, ano após ano, são as rusgas entre partidos da situação e da oposição, em ação de politicagem rasteira em que apoios estão condicionados a cargos ministeriais e outros da administração pública. Partido é uma instituição falida.

A causa de existir essa falência ética, moral e política, está nos milhões de brasileiros omissos, o mais flagrante de todos os pecados que pratica o povo desta Nação. É um povo apático, desmoralizado e descrente. Acontece que isto teve a origem durante o decorrer das últimas décadas. A população não encontra e não vê alternativa depois de anos de luta para sair dos desmandos e o desmantelamento administrativo do governo Sarney, de batalhar para a saída de Fernando Collor de Mello que durante dois anos tomou algumas boas atitudes acabando com o curral empresarial imposto pelas multinacionais, mas se embriagou com o Poder. Ela, a população, se entregou ao sonho da esquerda idealizado em discursos e muita propaganda, mas que resultou em pesadelos que se estenderam com ilusões e mentiras, enganando o povo por muitos anos. O resultado é a situação que vivemos hoje, uma tragédia. Ainda não estamos livres desses usurpadores de ideologias e do governo. A meta é uma só, o cofre da Nação, do povo. Vaidades superam as razões em detrimento e sacrifício de toda a população brasileira.

Não há mais razão de Michel Temer permanecer à frente do governo. Hoje detém apenas pouco mais de 6% da aceitação popular. Está envolvido em muitas situações de corrupção ou no mínimo de ações não republicanas e que sujam sua biografia e a história do Brasil. Deixou de ser aquela pessoa que se mostrava sensata, pelo menos a sua casca assim transmitia. O Congresso Nacional está totalmente quebrado em sua postura como Poder e é impressionante a depreciação, aos olhos da população, dos senhores Deputados Federais. A Justiça não ficou fora da chafurdada e o TSE deixou a marca da sua sujeira no julgamento da chapa Dillma-Temer. O Congresso com 299 deputados com a espada de Dâmocles sobre a cabeça, a Justiça se transformando em trampolim político e de expansão de egos, o governo, fruto da enganação e ilusão praticada por anos, todos agrupados como em pacote de maldades, infestam o povo com miséria e sofrimento. Precisamos reagir, dar um basta definitivo a esta situação ridícula que o Brasil vive. Caso contrário, estaremos fadados a uma vida recessiva nunca vista. Ser apático tem um preço.


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A desastrosa atuação do governo nos seus acertos políticos nos passa o sinal de que tudo vai muito bem para encaminhamento do Brasil ao desastre. Não há mais condições de permanecer vivendo a situação que por ora passamos, estamos no limite. A falta de atitude daqueles que ainda se salvam do mar de lama é comprometedora, indica que estão submissos aos ditames dos chefes de gangues que dominam o governo e o Congresso Nacional. Pior é uma sociedade vacilante e desinformada tomando o comportamento de um avestruz, se escondendo dos fatos ao se induzir descompromissada com os acontecimentos. O mais grave é a aceitação passiva dos empresários e, principalmente, a omissão das suas instituições representativas, que deveriam estar à frente do enfrentamento a esse desmoronamento político, ético, moral e econômico. Dói na alma ver todo esse “poderio” de forças se acovardar diante desses bandos que já não respeitam mais nada e deslavadamente consomem o sangue do povo brasileiro e se infiltram até mesmo na maior Corte da Nação. Todos estão jogando no colo do Juiz Sérgio Moro a responsabilidade de restaurar a decência na vida do Brasil. É uma covardia deixá-lo sozinho nessa insana luta.

Ladrões como toda essa turma do PT que governou o Brasil, já deveriam há muito estar sendo banidos de qualquer menção na mídia e nos discursos no seio empresarial. São marginais e não merecem nenhum dedo de razão em suas justificativas, muito menos de se utilizarem de chicanas jurídicas para se safarem. Usurparam de tudo que lhes foi dado pelo voto popular, saquearam todos os poderes que lhes foram transmitidos pela confiança da população. Mentiram, iludiram e desmantelaram com ações, próprias de terroristas, toda uma estrutura que se encaminhava para o tão sonhado desenvolvimento do nosso País e que hoje está na lata de lixo. Somos uma Nação em desespero e os muitos que podem financeira e intelectualmente viver fora, estão indo embora. É um esvaziamento silencioso desses valores, são quase cem brasileiros diariamente mudando para o exterior. São pessoas desesperançadas ao perceber o lamaçal em que estão se afundando todas as corrompidas instituições do Brasil.

É vergonhoso ver a grande imprensa brasileira ainda dar espaços a essas gangues que assaltaram e ainda conseguem assaltar o Brasil. Elas fazem parte, e não há como contestar, da estratégia dos bandidos travestidos de “esquerda” que se utilizam da frustração popular e com isso criar a ilusão de que podem resolver e dar solução a todos os problemas. É uma desfaçatez e covardia com a população que pela incompetência dos governos brasileiros, é mantida cercada dentro do estábulo da ignorância. Fica fácil chegar até ela com mensagens mentirosas e enganadoras. Não se fala da cassação do registro partidário do Partido dos Trabalhadores, o foco de toda essa rapinagem cometida com o dinheiro dos cofres do povo. A população mal sabe que toda a farra, e que até o momento ainda realizam os petistas e seus apoiadores, vem do dinheiro que ela paga nos impostos embutidos nos preços dos alimentos, dos remédios, dos combustíveis, dos transportes e por aí vai.

A população não desconfiou e nem desconfia que milhares de produtos que ela compra e utiliza, como exemplo o preço das passagens de transporte municipal, tem sua origem nos custos que vem da Petrobras, assaltada que foi pelos meliantes petistas e seus apoiadores, incluso Temer. Ela, a Petrobras, para sobreviver e bancar os desvios de dinheiro pelos corruptos que ocuparam o governo, e muitos ainda ocupam, teria que aumentar os preços dos derivados do petróleo. O governo petista, em muitos períodos, não realizava esse aumento para se mostrar popular, mas não diminuía, em contrapartida, sua sanha pelo dinheiro pela Petrobras arrecadado e transformado em propinas para os detentores do Poder. O resultado foi a quebra da petroleira que ainda sangra, mas com possibilidades de recuperação. Estamos vivendo o período mais crítico dessa passagem política que vive o Brasil, é um momento crucial de definição. É aquele momento que vai nos dar a certeza do crescimento como Nação ou vai nos dar a certeza do irreversível desmantelamento de nossas instituições com sérios problemas na organização social. Ou você toma jeito ou vai tudo pra @&*)+#℗*¥(¨¨.


LARGUE O OSSO TEMER

A atitude do PSDB em manter apoio ao governo só tem um resultado: a continuidade de um presidente que já não é mais, e nunca foi, capaz de conduzir o Brasil a uma consistente recuperação econômica. Temer conseguiu se manter em agonia e leva com ele toda a população brasileira ao sofrimento. O discurso psdbista de não se afastar do governo em nome da melhora da economia e da volta de empregos é falacioso, não se sustenta e é um confronto com o desejo da população. O que passa a Nação, na verdade, é que essa atitude tem pôr finalidade a salvação do malfeitor, Senador Aécio Neves, o presidente do partido. E os milhões de brasileiros adeptos do partido, como ficam nisso? Apoiar as reformas não implica em permanência no governo e muito menos em 2018 se pensarmos que o PMDB está abraçado ao PT pelas lambanças que praticou desde 2003 e, principalmente, com a eleição da chapa Dillma – Temer. Aliás, o PT, no fundo, vibra com a entrega desse pacote bomba ao PSDB e este, por miúdos, o recebe gentil e graciosamente.

É visível que a atitude do PSDB foi de manutenção de interesses de pequeno grupo diretivo do partido. Foram com o prato feito para a reunião, já temperado e ao sabor de Temer. Vozes que antes apoiavam freneticamente a permanência no governo começam a tomar direção oposta após perceber a reação dos milhares de seguidores do partido contra a decisão tomada. FHC já mudou a direção das velas do seu barco dada a fortíssima reação contrária, notadamente nos psdbistas das regiões sudeste e sul do País e muito mais ainda, especificamente, no Estado de São Paulo, vital à permanência do partido no cenário nacional. Neste estado está o motor propulsor do PSDB e nele o partido dá certo. A postura de Geraldo Alckmin em permanecer no apoio é que o PMDB com sua estrutura de diretórios por todo o Brasil, seria um grande sustentáculo a uma possível coligação em sua candidatura a presidente. Cair fora do governo é quebrar com essa possibilidade.

Acontece que a estratégia do governador de São Paulo Geraldo Alckmin está levando para o lamaçal aquela que é uma das grandes promessas na política brasileira, o prefeito da capital paulista, João Dória Junior. Ao seguir o seu governador, Dória compromete a sua postura de ser contra tudo que de malfeito aconteceu e está acontecendo na política. Sua personalidade como homem de defesa do que é correto e ético começa a ficar esfumaçada pelo fogo em que arde o PT e o PMDB com toda a lambança que aprontaram nestes últimos 15 anos e ainda continuam aprontando. É preciso Dória tomar um rumo próprio e desvincular sua atuação na política nacional do Governador Alckmin. Este tem seu campo de ação voltada a sua candidatura à presidência. Há que se pensar também que o governador está enrolado com os trilhos do metrô paulista, o que não é pouca coisa no pensar dos eleitores. Qualquer fala agora ou mesmo ações como essa favorável ao não desembarque do governo pelo PSDB, poderá ter alto custo a curto prazo.

Eu, particularmente, já começo a pensar em uma reavaliação da minha postura pró Dória. Acho que ele tem que se postar dentro daquilo que se propôs. O sinal que passa é que poderá ser, como tantos o são, aquele político de acertos não muitos republicanos já que, pelas suas iniciais participações de cunho nacional, se mostrou um dos “conciliadores” com malfeitores e isso não faz parte do caderno de boa conduta política que tanto eu como todos os brasileiros, esperam. É necessário rever imediatamente esse comportamento sob pena de começar a cair no poço do descrédito político e ser envolvido pelos tentáculos desse bando que desmantelou o Brasil e seu povo. Muita coisa vem aí para ruir essa postura do “nada fiz” do atual presidente. João Dória Jr tem que rever sua posição e, assim como está fazendo FHC, marcar seu terreno, seu espaço. Do presidente Temer nada se pode esperar, muito menos que, seria uma enorme surpresa, vá ter o gesto de grandeza pedido por FHC para convocação de eleição direta. É imperativo que os políticos comprometidos com a ruptura de tudo que estamos vivendo, pressionem com uma bela mobilização como o tema “largue o osso Temer”.


GRAVE RISCO

Lastimável, é tudo que se pode dizer do comportamento de quatro dos sete membros do TSE- Tribunal Superior Eleitoral, que estão julgando o arrependido pedido do PSDB para a cassação da chapa Dillma e Temer, uma tragédia nacional. A fortíssima fundamentação e argumentação do relator, que pede pela cassação da chapa, sofre constantes contestações dos “ministros partidários” que estão não julgando, mas realizando de forma desavergonhada a defesa dos meliantes que se usufruíram de caminhos tortuosos e criminosos para chegar ao Poder. O despreparo do ministro Ademar Gonzaga é gritante, mostrou-se desconhecedor até de documentos probatórios apresentados pelo ministro relator Herman Benjamin. É na mão de julgadores como ele que está o destino do Brasil e seu povo. Ele como outro membro, o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, foram nomeados por Temer há pouco mais de 90 dias e, ao que parece, pelos argumentos e posturas contra o relatório, estão fazendo as pagas. Mesmo conhecedor das falcatruas da chapa, o ministro Tarcísio vota contra a cassação pelo simples motivo de que não aceita juntada das provas neste processo por terem sido pós demanda.

O que se observou durante o julgamento, comandado pelo presidente do Tribunal, ministro Gilmar Mandes, é que a conveniência política nos tribunais está se sobrepondo aos ditames da lei, e isso é grave. Juiz está lá para julgar de acordo com a lei. Essa saída que professa Gilmar Mendes, de que mais que a aplicação da lei, está o momento de estabilidade política e de governo, é uma desfaçatez jurídica, é um ponto fora da curva, com alto risco de se tangenciar e sabe-se lá o que poderá de mal causar ao Brasil. Uma coisa é certa, com esse tangenciamento, reergue das cinzas todo o bando quadrilheiro com forte argumento, de alta influência na população pouco esclarecida, de que houve sim um golpe e que tudo que está acontecendo é uma tramoia das elites. Vai respingar até na Lava Jato.

Este fato comportamental de Gilmar Mendes e companheiros na absolvição, está pautado pelas influências dos partidos e chefes partidários como FHC, todos envolvidos com a Justiça. Entram nesse saco de malfeitores, Lulla, Aécio Neves, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Jucá e outros tantos saqueadores dos cofres da República. A impunidade vai retornar com força e o campo das negociatas e apoio do dinheiro sujo perderá o receio de penalidade. A chancela legal dada a chapa Dillma-Temer é temerária. Com toda certeza, o TSE saíra chamuscado.

Seja lá o que for decidido pelo TSE, uma verdade é inequívoca, não há mais condições de se manter o processo político vigente. Urge uma reforma política e aquele que sair na frente sem o laço jurídico no pescoço, receberá a aprovação popular. Acredito que a salvação dos atuais partidos seria o afastamento imediato de toda sua cúpula diretiva e política envolvida com a justiça, não há outro caminho a ser trilhado. Terminada a votação do pedido de cassação da chapa PT-PMDB e vencida por esta, há uma enorme probabilidade de acontecer uma revolta na população que poderá ser manifestada nas ruas ou na rejeição de forma acintosa à classe política e seus líderes que se verão impedidos de frequentar lugares públicos.

João Dória, Marchesan e outros líderes da nova geração política, deverão, o mais rápido possível, marcar claramente suas posições ante a estrutura arcaica e contaminada dos seus atuais partidos. O PSDB-Dória, como exemplo, tem que se impor aos carcomidos chefes políticos e pedir imediato afastamento de todos eles. Ou o Dória faz isso ou será tragado pela lama dos chefes contaminados. O que se vê no TSE é a extensão dessa política indecente, que se proliferou desde a ascensão do PT ao governo, com o beneplácito de FHC que busca também pela salvação de Lulla na Lava Jato. Está passando da hora da população reagir de forma dura com todas essas atuações fétidas da atual classe política brasileira, raras exceções. Vem por aí muito mais podridão do governo e seu bando de aliados, muitas caixas de corrupção estão para serem abertas, agora somadas às caixas Loures e Palocci. É alguma coisa de surreal ver um Deputado Federal, braço direito do Presidente da República, sair correndo pelas ruas com uma mala cheia de dinheiro da corrupção. A que ponto chegamos. O momento é de grave risco.


DIRETAS JÁ SEM CORRUPTOS

A situação do governo Temer é periclitante política e economicamente. Política porque ninguém se entende mais sobre o apoio ao governo e a permanência em sua base. Como continuar se o governo não tem no Congresso Nacional a sua sustentação para aprovação de medidas que possam criar condições de desenvolvimento, de flexibilidade administrativa e o suporte legal as suas ações. A economia está em recessão e não resolve usar pequenos avanços como fundamento para discursos e mensagens a população brasileira, tão engabelada por governos nestes últimos quinze anos. Somos quase 207 milhões e com estimativa de 166 milhões em condições de trabalhar. Temos hoje 90 milhões de empregados, 14,2 milhões de desempregados, 13 milhões de subempregados, aqueles que trabalham bem menos do que poderiam – só 15 horas semanais, por exemplo, e ainda tem os desalentados que já não mais procuram emprego que somados aos que não querem trabalhar chegam a casa astronômica de 72 milhões sem ganhos. É uma brutal força de trabalho inutilizada pela incompetência de gerar condições para o desenvolvimento.

Vemos todos os dias que no Brasil só se fala de política, melhor, politicagem. A classe política, com as exceções de praxe, vive em função de disputas de cargos e favores do Executivo. Aí entra em campo o poder de barganha que toma conta e tempo da administração brasileira. A tal governabilidade nada mais é que negociatas de benesses, posições e outros favores nada republicanos. Não há mobilidade do governo em direção a gestão, não há um gestor. O que vivemos no momento é inacreditável e o País chafurda no lamaçal da corrupção e nos absurdos que seriam cômicos se não fossem sérios. É o caso da comissão de ética do Senado ser formada por vários senadores envolvidos em processos na Lava Jato e outros problemas judiciais. Que respeito pode merecer esse Poder? Que crença podemos ter nessa instituição? O que podemos esperar de bom do senado Federal que tem 28 dos 81 senadores com problemas na justiça? Na Câmara Federal 299 deputados possuem ocorrências nos tribunais, são cerca de 60% dos membros, sendo que 76 já foram condenados.

Assim estamos caminhando, presidente e congressistas enrolados com a justiça. Não podíamos ter outro resultado que não o que vivemos no momento. O Brasil sangra desde 2002 com a metodologia de governo com base na corrupção. Não bastasse, perdemos a confiança no Poder judiciário, principalmente na maior Corte, que tem proferido decisões bem suspeitas de favorecimentos. Mais, estão começando a deixar o âmbito do STF para se imiscuir com atos e opiniões na esfera do Congresso e do Executivo. Ao invés de buscar por alinhamento entre suas esferas jurídico processuais, se debatem entre si, não só na questão de egos, mas querendo reduzir a extensão de ações que procuram limpar este País das gangues que se aboletaram no Poder. Não há como continuar como está. É preciso uma mudança urgente e hoje 72% da população desejam uma eleição direta ainda neste ano.

Temos que antecipar essas eleições, nem que for para ganhar meses. É importante que se faça a mudança. Há, entretanto, que se estabelecer regras rígidas sob pena de voltar ao cenário político todos os envolvidos com a justiça e a corrupção. Tem que ser agora para que o momento possa ser aproveitado de forma a impedir a eleição dos que promoveram essa lambança toda que desmantelou o Brasil. Deixar para outubro de 2018 é permanecer na mesma situação, uma vez que a proximidade da eleição não permitirá ambiente propício para novas regras impeditivas de candidaturas.

O bom Senador por Mato Grosso, José Medeiros, propôs emenda a PEC que altera o artigo 81 da Constituição Federal para eleição direta. Sua proposta é no sentido de que, todo aquele que tiver alguma condenação ou que, denunciado e se tornado réu, não poderá ser candidato. A proposta será uma extensão da Lei da Ficha Limpa. É a chave mestra para a limpeza dos maus políticos da vida brasileira, pelos menos dos atuais. A resistência às diretas se dá por conveniência partidária dos caciques. A eleição em 2018 favorecerá o controle do comando do processo nas convenções e poderá trazer de volta ao cenário na legislatura seguinte, muitos dos hoje considerados corruptos. Sou, diante dos fatos, favorável às eleições diretas já, mas sem corruptos. 


POBREZA POLÍTICA E MORAL

O que se viu nesta semana no Brasil e em Brasília é de dar pena. Ficou muito claro o nível político que esta Nação tem em seu comando. É uma atrocidade o que se pratica com o Brasil que se vê impossibilitado de expurgar do Poder toda essa laia que o suga descarada e deslavadamente. Membros do Senado e Câmara se reúnem para organizar o quebra-quebra de prédios públicos e emitir ordens de como proceder na baderna que aprontaram no centro político do Brasil. O pano de fundo não é só as Diretas Já comandada pelo PT, é também a perda da mamata das centrais sindicais com a reforma trabalhista, onde milhões de reais deixarão de entrar no caixa para promover o bem-estar de milhares de membros diretivos dos sindicatos. Estas ações promovidas nesta semana não se viram no governo do PT, apesar de toda roubalheira e desmandos.

Surge agora uma proposta das mais esdrúxulas e descabidas promovida pelo criador de toda essa bagunça que vive o Brasil nestes últimos 14 anos, o mentor de Lulla, o senhor Fernando Henrique Cardoso. Desconectado com o mundo, ou se faz disso por conveniência, FHC traz de volta a baila a pregação da chamada união nacional, que tem como maior objetivo salvar a esquerda de sua extinção política e moral, se é que isso faz parte de sua formação. Quer retornar como o conciliador das mais diversas correntes na salvação do Brasil, o mentor da nova organização política do País. Esquece de que foi o seu mandato passado que estimulou a compra de congressistas quando da aprovação da emenda da reeleição. A sua fórmula é a de fazer Nelson Jobim, ex ministro seu e do governo petista, o ocupante da cadeira presidencial e a partir daí ter influência pesada nas decisões do judiciário, entre elas, a de salvar o seu filhote Lulla. O ministro Gilmar Mendes, indicado de FHC para o STF, já processa esta ação com a fala de que o Supremo Tribunal Federal deve rever a decisão de condenação com prisão já na segunda instância, sabedor que é da condenação de Lulla, em primeira instância, pelo Juiz Sérgio Moro. Tudo pode ser mudado de acordo com o interesse do grupo plantonista, até mesmo decisão da maior Corte da Nação, uma imoralidade.

Existe uma gravação do Senador “Lindinho” (Lindberg Farias) em conversa com o ex presidente petista, “o Amigo”, e por este avalizada, dizendo que “agora é guerra, vamos botar prá quebrar tudo, toca fogo em tudo”. É uma fala de claro objetivo de estímulo a destruição do patrimônio público nas manifestações. O Lulla aprova, confirma e diz “não tem escapatória”, “é para levantar a moral de nossa tropa”. Mais, manda as “mulheradas” (deputadas e senadoras) partir para cima de um promotor “maluco” em Rondônia que abriu um novo processo contra ele. O que se pode tirar de tudo isso é o baixo nível de pessoas a quem estão entregues os destinos deste nosso Brasil. O que se pode esperar de evolutivo com essa escória ocupando cadeiras do Congresso Nacional? Nada. Destes só podemos esperar resultados de patifarias e pilantragens. O que dá certa angústia é que o STF deixou de ser um guardião maior da lei para se transformar em guardião dos interesses de grupos políticos, é o que tem sido passado à população com as decisões de alguns de seus membros.

Pensem comigo leitores, nada está funcionando corretamente no Brasil. Estamos nos tornando uma terra sem lei e sem ordem, dominada por quadrilhas que se infiltraram em todos os setores da administração brasileira e ganham corpo até mesmo no judiciário. Limpar o País da ação destes canalhas será um trabalho monstruoso e que só tem uma saída para conter esses roedores do País, é voltarmos às ruas. Eles começam a ganhar vida novamente com sua turba contratada com “mortadela” e R$ 50,00 para promover tumultos e intimidações e buscam com isso ocupar o espaço que abrimos com nossa ausência. Desconfio que o desejo maior do PT e sua quadrilha é provocar uma intervenção militar. Esta é uma das saídas que a esquerda tem para se manter viva e ter um link político para discursar. Ela já foi varrida da vida política nacional nas eleições passadas e agora procura seu espaço pela violência dos seus atos como forma de estabelecer presença que já não é mais sentida. Hoje é formada por corruptos, bandidos e tem nos meliantes e facínoras a sua tropa de choque. Este é o Brasil que temos para o momento, uma pobreza política e moral.


“OUTSIDER”

O momento brasileiro não tem nada de surpresa. São os mesmos que por anos a fio comandam a política no Brasil e fazem do governo um condomínio de interesses voltados as suas aspirações políticas e econômicas, totalmente deslocadas de objetivos coletivos. A coletividade é um mantra para disfarçar as ações sabiamente inescrupulosas e desajustadas do princípio de bem governar. O que leva a classe política atual, consolidada por Lulla nos seus atos de bandidagem, a tamanha desfaçatez com o eleitor brasileiro é o próprio despreparo deste e a ineficiência da justiça do Brasil. A morosidade é um ato de tentativa de esgarçar a possibilidade de uma condenação. É com isso que contam os políticos que hoje se encastelam no Executivo e Legislativo do País. Lulla é corrupto, e isso logo será materializado pelo juiz Sérgio Moro, e já deveria há muito estar preso, no mínimo em uma preventiva como Palocci e Marcelo Odebrecht.

Completou-se um ano de governo Temer e nada de consistente aconteceu na economia brasileira. Essa conversa mole de Meirelles de que logo teremos uma recuperação é chover no molhado. Sempre empurrando para o semestre seguinte e quando chegar setembro, empurra-se para o final do ano. Não há como aprovar um governo que com todo o aparato possível fica refém de reformas que nada de substancial e inovador. Não apresentam, tanto na previdenciária como na trabalhista, avanços e expectativas de resultados concretos para a melhoria da qualidade de vida do brasileiro. A pífia ação na educação é uma constante em todos os governos. Ela é vista como um peso por todos os governantes e serve apenas como trampolim político. Quer deslanchar com a educação? Desvincule-a da estrutura da administração do Executivo, assim como é o Ministério Público, esta sim será uma ação criativa e inovadora e que vai dar um salto na educação brasileira. Quer dar um avanço na infraestrutura? Privatize-a imediatamente com a criação de corredores do desenvolvimento e abra o mercado às empresas internacionais, assim como pensaram com a aviação. É claro que isso não interessa porque fica mais difícil os dutos de propinas.

Vir na televisão falar que a economia está em plena recuperação se utilizando de índices inflacionários é piada de mau gosto. Do jeito que a coisa vai, teremos inflação zero em pouco tempo. A baixa inflação só é representativa quando se tem um mercado em expansão e em pleno vapor. Estamos estagnados. O mercado está parado, apenas em ritmo de subsistência e sem condições de gerar empregos que fazem a riqueza circular. A taxa de trabalhadores subutilizados somada a de desemprego chega aos 28 milhões, sem considerar aqueles que estão na casa dos desalentados, que já não mais procuram empregos. Onde está então a recuperação da economia se todo o trimestre aumenta o número desse contingente. Poderíamos até dizer que os números da economia estavam em alta pelo nosso parque tecnológico, independente de empregos em massa, mas isso não existe no Brasil. Vivemos do bagaço da tecnologia do primeiro mundo.

O momento por que passamos seria muito importante como lição de que está na hora de fazer uma limpa na política brasileira, está na hora de passar a régua. O que me deixa perplexo é ver a mídia nacional dando espaço e tempo a esses roedores da vida do brasileiro, vivem e se esbaldam com tudo que tem de ruim e por essa razão, tem nesses personagens espúrios como Lulla, sua sustentação. É sabido que essas pesquisas eleitorais não representam a verdade, dada a condição de desequilíbrio de imagens postas ao público. Este senhor corrupto logo estará na cadeia e já conta com mais de 50% de rejeição, dado que a mídia não informa com assiduidade como os 28% de intenção de voto. Outro índice que não teve nenhuma divulgação é o relativo ao desejo da esmagadora maioria da população pelos candidatos “outsiders”. João Dória é a prova disso, é a nova “prática” política com base na gestão e esta forma de governo proposta por ele foi acatada pela população que o elegeu prefeito de São Paulo em primeiro turno. Dória tem hoje mais de 70% de aprovação dos paulistanos e isso é um rastilho que se espalha por todo Brasil. O brasileiro está rejeitando as “práticas” da politicagem, o caminho é um candidato “outsider” como Dória.


O BRASIL ESTÁ FARTO

O show dos horrores continua. Os mais conscientes desta Nação e que tenham a decência como princípio de vida, continuam perplexos diante de todos os acontecimentos que se processam todos os dias na vida brasileira. É preciso derrubar a lona desse circo o mais rápido possível. O mal que isso está praticando na formação dessas últimas gerações é incomensurável. O germe da corrupção, das falcatruas, das mentiras deslavadamente utilizadas, como as do interrogatório do escroque Lulla, é de um dano gigantesco aos brasileiros que já estão perdendo o valor de justiça. As novas gerações se deslocam dos reais problemas que vivemos e o cenário de terra de ninguém começa a ser consolidado com mobilizações espetaculosas como as acontecidas em Curitiba, onde além das foices, facões e outros apetrechos, enorme contingente dos meliantes não falavam o português, tudo montado pelo “nine”.

A luta do Brasil hoje é reestabelecer a credibilidade política, ou seja, o brasileiro na busca do próprio País, do seu solo pátrio que foi desfigurado por esses delinquentes bolivarianos na megalomania de se fazer a “Grande Pátria”. Aos poucos eles foram minando o amor do brasileiro pela sua terra, pelos seus costumes, pela sua história. Buscavam escrever, melhor, reescrever uma nova história como se a pátria brasileira estivesse recebendo um novo descobridor. Sentiram-se os donos do País e de todas suas riquezas para serem utilizadas nas mazelas internas e externas, como perdão de dívidas de muitos países, entrega de plantas da Petrobras, graciosamente, aos amigos governantes bolivarianos, entre tantos outros favores. Descobriram a facilidade que o dinheiro oferece quando disponível e não se furtaram, meteram a mão com gosto e chafurdaram nos cofres da Nação.

É condição fundamental para o retorno do Brasil aos brasileiros, que aconteça uma renovação no seu quadro de dirigentes partidários e de políticos. Com os atuais, raras exceções, na composição do Congresso Nacional, não vamos a lugar nenhum. Não é uma renovação apenas de pessoas, mas de conceitos e visão de se fazer política, de entrega a uma causa nacional. É realizar a política no sentido coletivo que tem como base e princípio para o desenvolvimento, a política de gestão para o benefício público. Esta postura, entretanto, é contrária às velhas raposas adeptas da politicagem, das negociatas que não são compostas apenas por obras, propinas, benesses e outras ramificações locupletadoras, mas também de conchavos de manutenção de Poder, de loteamento de cargos, benefícios de emendas, orçamentários e por aí vai. A resistência é grande por parte dos lobos, chefes das matilhas.

Um exemplo clássico disso e que há décadas acontece, foi visto no programa político do PSDB nesta semana. Sob a argumentação de que é preciso “reconstruir a política” via o valor da “prática política” para a democracia, excluíram novas lideranças do partido, como João Dória Jr., sob a alegação de que a sua ação como prefeito de uma das maiores cidades do mundo, é uma prática “não política”, ou seja, um “antidemocrático”. Dória foi eleito no primeiro turno com o discurso e proposta que cumpre rigorosamente porque esse foi o compromisso que levou milhões de eleitores a elegê-lo em uma das mais inéditas e surpreendente eleições. O povo elegeu e quer esse político gestor e os índices de sua popularidade comprovam isso, incluso a surpresa de milhares que não votaram nele e que hoje se sentem felizes. É visível que a mentoria desse programa do PSDB teve em FHC seu pilar e com aprovação dos entrincheirados pela Lava Jato. Não lhe deram espaços porque o seu vertiginoso crescimento junto à população já extrapola as fronteiras paulistana e paulista e isso incomoda e coloca sob ameaça o comando dos caciques.

Os tempos mudaram senhores caciques partidários. As máquinas de “datilografar elétricas” deram lugar ao mundo digital, se atentem para isso, ainda há tempo. O surgimento e crescimento de novos líderes como João Dória Jr. e Nelson Marchezan Jr., entre outros, é uma realidade impossível de ser contestada. São pessoas de personalidade e de princípios, com inteligência, sabedoria, capacidade e competência, atualizadas com o mundo e enorme visão de Estado. Eles serão capazes de nos tirar desta politicagem de quintal que hoje vivemos. Renegá-los é estupidez, insensatez e negação ao desejo popular de novas lideranças como a demonstrada pela cidade símbolo do Brasil no cenário empresarial e econômico do mundo. De iguais aos senhores, o Brasil está farto.


A AGONIA DOS CORRUPTOS

A declaração do Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes de que proferiu um voto “histórico” sobre a soltura do condenado José Dirceu cria a possibilidade de entender que houve uma extrapolação de vaidade do comportamento ao julgar o processo. Outra possibilidade é que o encontro despretensioso com o petista Arlindo Chinaglia em um hotel em Portugal, entre outros assuntos, um poderia ser sobre a manutenção ilegal, pelo PT considerada, do malfeitor José Dirceu em cárcere privado. Não deixa de ser uma possibilidade também, o desenrolar das investigações da Lava Jato que começa a chegar no ninho tucano e muito providencial seria um apoio petista que teria, provavelmente, certa simpatia à causa plumada por alguns julgadores da maior Corte do País. Para mim, o voto “histórico” terá registro na história de um bando que desmantelou o Brasil, ou seja, entrará nos anais da bandidagem.

A postura do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, em levar para a decisão do plenário os casos mais conturbados, feriu de morte as esperanças dos corruptos em permanecerem soltos e a vontade para agirem na tentativa de possível reversão da situação de iminente prisão que todos eles vivem, inclusive o chefe do bando, o escroque Lulla da Silva. Não há como fugir da condenação com uma incomensurável e comprovada prática de crimes. Foi um assalto generalizado ao dinheiro do povo e sua utilização para compra de apoios internos e externos em detrimento da saúde, da educação, da segurança e por aí vai, da população brasileira. Valia de tudo e se entregavam as orgias empresariais como em prostíbulos. Contas no exterior, apartamentos, sítios, fazendas, aviões, jóias e nababescas viagens, tudo patrocinado pelo bolso do povo que paga com seu dinheiro impostos e juros extorsivos do seu cartão de crédito, na sua compra em supermercados, shoppings e no comércio. Esses partidos e seus membros diretivos deveriam ter cassados seus registros e os direitos políticos de todos participantes da cúpula nacional. Eles são os mentores e os beneficiados dos esquemas espúrios.

O voto de Gilmar Mendes tem uma forte agravante que é a repercussão dele no meio daqueles que pouco entendem dos mecanismos processuais. Rotular os competentes procuradores da república de “juvenis” e sem “experiência institucional” é querer desmoralizar com a justiça brasileira. Os “juvenis” estão lá via concursos e com mérito próprio e não via indicação de padrinhos políticos sem que tenha um único dia sequer de atuação como Juiz. É a experiência de julgador não existente em nove dos membros pertencentes a Corte. Todos tem como assessoria, para mastigar as falas em plenário, um gigantesco quadro de juízes. Isto não é dado aos “juvenis” procuradores que dispõe apenas do seu conhecimento e preparo para a profissão, as bases de suas demandas. Por ser um “supremo”, Gilmar Mendes proferiu um voto de “jardim de infância” jurídico ao justificar a soltura de um criminoso com a alegação de desrespeito e intimidação, pelos procuradores, ao Supremo Tribunal Federal- STF, não se atendo a lei e as decisões anteriores do próprio STF, que são contrárias ao posicionamento dos coniventes com o Partido dos Trabalhadores e deles oriundos por fé e por fazer parte da cozinha do chefe do bando, Lulla.

A intenção do trio Mendes, Tófolli e Lewandowisck é desestruturar a ação da Lava Jato, impingindo nela a pecha de injusta e perseguidora dos “pobres” que chegaram ao Poder. É muito visível que existe uma ação desses membros da Corte para preparar caminho para um descrédito dos operadores da Lava Jato e com isso fazer surgir da lama a candidatura dos corruptos e bandidos, entre eles o chefe Lulla. Esse descrédito visa aplacar a rejeição popular aos partidos de esquerda e seus parceiros que estão atolados no lamaçal da corrupção e sem qualquer possibilidade de sucesso na próxima eleição de 2018. Nem mesmo as encomendas suspeitas de pesquisas inverterá esse processo de banimento popular, assim foi nas eleições de 2016 e será na de 2018.

O esquema do trio ternura da segunda turma do STF passa pelo terrível medo do depoimento do ex ministro Palocci. Dele vai surgir muita coisa do sistema financeiro e judiciário e aí teremos um novo mar de lama. É por Palocci que o trio estava preparando o tapete vermelho para sua saída de Curitiba, mas Fachin acabou com a ação de adornar pisos, até porque de nada adiantaria já que o ex ministro quer falar. Este desejo da fala exige muito cuidado de segurança com o depoente. Tentam de tudo, mas não passarão, é a agonia dos corruptos.


O POVO FEZ A LEITURA

Os últimos acontecimentos no Brasil estão nos levando a crer que começa a existir um grau de consciência maior da população em relação a política brasileira. Foram os movimentos, as mobilizações que fizeram chegar a ela, população, a informação de que nem tudo estava bem no reino do marajá Lulla da Silva. A Lava Jato impulsionou a velocidade dessa informação e despertou nas pessoas o interesse e elas revelaram isso à toda classe governista na famosa manifestação de março de 2015. A partir daí um novo cenário começou a tomar forma na vida política brasileira. E isso está em processo contínuo no desenvolvimento da consciência nacional.

A greve geral foi um fiasco e este resultado e a mensagem aos sindicalistas de que os espaços para tais bravatas de defensores da população estão ficando curtos diante de tanta enganação e mentiras. O povo percebeu que os sindicatos e centrais sindicais, que além dos sindicatos recebem dinheiro nosso, via governo, cedido graciosamente por Lulla em 2008, são um viveiro de incapacitados e boas vidas que se locupletam do dinheiro público e dos trabalhadores em defesa de grupelhos políticos ideológicos e seus partidos. A mamata acabou, o repasse de dinheiro para os sindicatos não existirá mais, os trabalhadores estão livres da contribuição obrigatória constante da CLT. Era um dinheiro que entrava na conta dos sindicatos e centrais sindicais sem a menor obrigação de prestar contas do seu destino e muitos menos de ser aplicado na defesa do interesse do trabalhador. Surge a possibilidade de se formatar um novo sindicato na representação dos filiados e extinguir com esse ninho de centrais.

O que nos restou de tudo isso nesses últimos 14 anos? Nos restou o que o leitor está vendo todos os dias em todos noticiários. Tudo está desmantelado. Para piorar, o governo Temer traz consigo enormes balaios de mentiras para minorar a situação até as próximas eleições e tentar se manter no governo usando para isso a mesma estratégia de Dillma, que levou a população eleitoral a cravar o voto no seu nome. Ele próprio é o resultado disso, uma verdadeira trapaça na consciência do eleitor. Temer eleito, seguirá, forçosamente, o mesmo script da “Poste’ petista. Teremos então a continuidade do que aí está posto.

Não é muito difícil observar que não há uma relação entre o que diz o governo e o que vive o povo brasileiro. O governo informa que a economia está apresentando sinais de crescimento e que logo retornará em ritmo razoável de expansão. A realidade é outra, o Brasil está a cada dia com o desemprego em crescimento vertical e hoje já somam 14, 2 milhões de pessoas desempregadas. Há um ano eram 12,1 milhões. São dados que também escondem a real situação que já ultrapassa 60 milhões de pessoas sem fonte do trabalho. A indústria continua fechando postos e a corrida aos mais diversos caminhos para a subsistência começa a chegar ao poço da inadimplência que por sua vez fecha porteira aos créditos. Aí começa a cadeia que atinge todos os setores da economia, o comércio, produção, serviços e empregos. Até mesmo os seguros e abonados funcionários do setor público entrarão, mesmo que por último, nessa corrente porque sem aqueles, desaba a arrecadação do Estado e os salários entram na roda de samba do criolo doido. Entendeu a “necessidade” da reforma previdenciária?

A política retrógrada de que fazendo leis ou mexidas nelas reativa a economia são ações que não cabem mais no caderno de intenções do desenvolvimento. É preciso criatividade e inovação, com ações sábias e inteligentes que despertem e induzam um interesse global dos empresários e investidores, afinal, somos um mercado de 204 milhões de habitantes que precisa ser inserido com sua força de trabalho na produção de bens e serviços. Temos espaços, e muitos, para curto, médio e longo prazo ao investimento, a produção. Isso tem que ser rápido, urgente. Não podemos esquecer que a tendência mundial é de redução da ocupação da mão de obra em razão do desenvolvimento tecnológico.

Isto quer dizer que temos que abrir já, espaços ao emprego. Para isso não é preciso investimentos em novas plantas industriais ou expansão das indústrias. Basta, como já escrevi aqui, criar dois turnos semanais de trabalho, não há alternativa porque não temos mais tempo hábil para alcançar o desenvolvimento educacional que impulsiona o tecnológico e podermos com isso competir. É uma forma inteligente de ganhar tempo para formatar um novo Brasil. O futuro é a terceirização de todas as atividades, mas ela exigirá do trabalhador, para bem viver, um ganho com atividade própria. Greve Geral não resolverá mais nada a partir de agora, o povo fez a leitura.


NÃO PASSARÁ

O governo do Sr. Temer insiste em não reconhecer uma realidade: Não há rombo na Previdência no contexto de sua natureza, criação, arrecadação e legislação. Ela é arrombada todos os meses por opção política que retira da sua arrecadação bilhões para suprir contas provenientes da má administração e da incapacidade de governar. Esta opção política está nos mais diversos atos governamentais tais como DRU, desonerações, incentivos e tantos outros que são bolinhos da festa que é promovida pelo governo na sua caminhada para manter apoios com objetivos futuros de candidaturas e manutenção de Poder. Em 2015 o sistema de seguridade social apresentou despesas de R$ 683 bilhões e arrecadou R$ 694 bilhões, tendo um saldo positivo de R$ 11 bilhões. Está aí um exemplo de que é uma deslavada mentira que a sistema previdenciário não se sustenta. Neste mesmo ano foi retirado do bolo R$ 76,1 bilhões para o FAT que foi uma festa para Dillma e para as chamadas “outras despesas” que ninguém sabe para que ralo foi. É preciso saber que em tudo que você paga, praticamente, há uma pequena parcela que é orientada para as contas previdenciárias, via a Contribuição Social Sobre Lucro Líquido – CSLL, Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social, o PIS e o PASEP, Concursos de Prognósticos – Loterias, Importações e por aí vai.

Acontece que o governo federal, como todos os outros estaduais e municipais, encontra o lado mais fácil de arrecadar no bolso do contribuinte. Daí a existência interminável da cadeia de impostos que é astronômica e sem equiparação no mundo. O que se observa é que esta anomalia mudou a direção das obrigações. É o povo que trabalha para o governo manter sua máquina e não o governo trabalhando para o povo para oferecer qualidade de vida e bem-estar. Esta inversão é que faz com que o sonho do brasileiro é fazer parte do setor público e lutar de todas as formas para estar dentro da máquina pública, seja por fajutos concursos, o lambe-lambe dos sapatos dos chefes políticos, do parentesco e das trocas de favores, situações que prevalecem em muito às do mérito. Por esta razão, entre outras, temos um setor público abarrotado de servidores gerando uma gigantesca folha de pagamentos e onerações que vão desde uma simples cadeira a descomunais gastos com energia elétrica, alimentação e por aí vai.

A incapacidade do governo em estabelecer ou mesmo impulsionar o desenvolvimento tem um reflexo enorme no sistema previdenciário. São milhões de desempregados que poderiam estar contribuindo com o sistema e não o fazem porque não existe trabalho e nem mesmo alguma atividade que lhe assegure renda mínima para sobreviver. O brasileiro não tem ideia da massa desempregada no País. Ultrapassa em muito os 60 milhões de desempregados. Sei que muitos dirão que esse número é uma ficção, já escrevi sobre eles em artigos anteriores. É formado pelos 24 milhões entre os desempregados literalmente, os desalentados que já não procuram mais emprego e os sustentados pelo Programa Bolsa Família que tem sua fonte de recursos no caixa da Previdência, cerca de R$ 27 bilhões. Imaginem os senhores leitores se toda essa massa de pessoas estivesse com algum ganho em emprego.

O que acontece é que o governo Temer, como outros também, não consegue enfrentar a máquina do funcionalismo e os sindicatos. Uma ação neste sentido seria, como consideram, “um suicídio” político, um arrasa quarteirão com o partido e com os apoiadores, os partidos penduricalhos. Entende que antes do Brasil, da Nação brasileira, está o partido do qual é filiado e representante, e seus interesses. É desta forma que o Brasil vem sendo “tocado” administrativamente há muito tempo pelos “governos democráticos”, com maior ênfase após o regime militar. Brasília se tornou uma ilha aos agrupamentos políticos, um ninho das aves de rapina. Os raros que não se enquadram nisso, pouco podem fazer pelo País. O que tem promovido efeitos razoáveis de mudança são as mobilizações. Sem estas, não há futuro a menos que Trump erre o alvo e acerte a praça dos Poderes em Brasília. O desespero do governo é que não há como manter tamanho gigantismo funcional sem arrecadar e não há como dispensar pessoal sem reflexo direto nas pesquisas de aprovação e intenção de votos. Aumentar impostos é uma péssima ideia, mas que terá, obrigatoriamente, que ser feito. A reforma previdenciária é um mico para os brasileiros, mas é um escape para o governo Temer manter as tetas da previdência nutrindo os gastos públicos. Mesmo com as últimas concessões, a reforma da Previdência, não passará.


DÓRIA, UMA LUZ

É muito visível a situação difícil que passa o Brasil no momento. O que estarrece é que a cada minuto temos um acontecimento que nos força a compreender que estamos com o corpo federativo contaminado e muito doente. É como se a toda hora surgisse um problema de saúde em cada parte do nosso corpo. Os fatos nos levam a isso. Tribunais inteiros contaminados pela corrupção e o governo federal sobrevivendo sob a ameaça da espada da justiça. Todas estruturas, federal, estaduais e municipais, envolvidas em malfeitos, sem citar outros casos do dia a dia do brasileiro tais como adulteração de combustível e de alimentos, desvios de recursos para socorro da saúde pública e para a educação, de obras essenciais a vida da população e tantas mais que todos conhecem de longas datas.

Pelo que se vê e se propaga nas falas do governo, tudo vai bem com o Brasil, inclusive o presidente certo na hora certa. Ao mesmo tempo em que diz que a economia está se recuperando, aumenta-se o desemprego, fecham-se milhares de empresas. Utilizam de expertises para o aumento de impostos pelo fim da desoneração e ainda deixa o aviso de que poderá a qualquer tempo aumentar ou criar novos impostos. É claro que vai aumentar e criar porque estamos vivendo um momento crítico na nossa economia e não temos outra alternativa financeira de arrecadação em razão da queda acentuada da produção. Salva-se o setor do agronegócio que mandou para o olho da rua, via ministério da Agricultura, quem mostrou aos brasileiros o que se passava de podre em seu meio ao invés de prestigiá-lo por ser um cuidadoso funcionário.

O triste é ver que a Justiça brasileira embarcou na nau da insensatez e tem conseguido, com decisões controversas constitucionalmente e certos jeitinhos, acomodar interesses dos grupos de bandoleiros alojados no Poder. A cassação da chapa Dillma – Temer teve, como na cassação pelo Congresso Nacional da ex presidente, aquela mãozinha para salvar o presidente em exercício Michel Temer. Criaram uma separação de penas a um só corpo político. Não existe divisão de responsabilidades na composição da chapa. Ambos são votados com o mesmo voto em uma única digitação da urna. Ambos são registrados em uma única ata cartorial e por ambos assinada. Não existe maior registro de responsabilidade solidária que esta formação da chapa a qual foi dada o mesmo direito, dentro das mesmas regras legais. Desconhecer o que se passou, o padrão operacional da campanha, é uma questão de omissão, de uma ação de vontade própria porque a ele, Temer, cabia todo o direito de acompanhar a evolução dos aportes financeiros e da campanha. Dizer que o presidente será excluído da pena de inelegibilidade na cassação da chapa é uma afronta a inteligência, assim como foi a da Dillma na sua cassação, mas, vale tudo.

O desespero político dos partidos que usaram e abusaram do Poder nos últimos anos é a sombra do PSDB e sua possibilidade de voltar a presidência. Para tal, buscam de todas as formas inviabilizar candidaturas que possam afastá-los do governo com a eleição de 2018. A politicagem do senador Aécio Neves para manter viável sua candidatura e ter o apoio do PMDB está saindo pela culatra. Há, dentro do partido, lideranças de peso que não aprovam esse entranhamento e admiração e vê no senador, membro dos processos da Lava Jato, um cisco na visão para 2018.

Ao eleger João Dória no primeiro turno como prefeito de uma das maiores cidades do mundo, São Paulo, a população deu sinal e resposta de que está entendendo o lamaçal político em que chafurda o Brasil. E não é só em São Paulo que este fato ocorre, o clamor foi nacional nas eleições de 2016. É fácil perceber que não existe uma liderança de equilíbrio emocional, ético, moral e com tamanha inteligência, sabedoria, capacidade e competência de gestão na vida política brasileira no momento que o atual prefeito da capital paulista, João Dória. É focado nas realizações e seu discurso passa longe do populismo como foi no período do surgimento do Collor. Será uma batalha imensa para realizar o seu plano municipal de governo porque até mesmo dentro do PSDB, seu partido, a trincheira de adversários é grande. Serão muitos, e quantos, a tentar destruir sua imagem. Este moço no governo, seja paulista ou do Brasil, será um aporte de credibilidade e confiança, não só dos brasileiros, mas como das lideranças internacionais compostas de governos decentes. Caso não for agora o candidato do Brasil, é uma questão de tempo. O que interessa é que existe uma esperança. E eu estou acelerando com Dória, uma luz.


BRASIL LIMPO JÁ

Pensando bem, essa história toda que anda acontecendo com o Brasil será a salvação do nosso futuro, pelo menos para os nossos filhos e netos. Eu já me encontro fora dessa projeção, não há mais tempo disponível porque a arrumação do desmantelamento promovido pelo Sr. Lulla vai levar uns trinta anos para estar este País totalmente limpo e organizado. Falo isto em razão de que há uma geração que absorveu, em sua personalidade, os mandamentos petistas de ser. Eles, provavelmente, seguirão a cartilha imprimida na vida brasileira durante esse desastre moral, ético e de princípios republicanos nos últimos 13 anos e que ainda tem forte presença na vida da Nação. É triste ver altos escalões da vida brasileira defender o juízo de valor de que o crime pode ser justificado desde que não afete a garantia de emprego pelas grandes empresas. Mais ainda, ter o nosso Brasil o titular e toda a sua linha sucessória contaminada pela corrupção, exceto, por ora, a presidência do STF, como anda sendo provado pela PGR e o TSE.

Nem mal estamos nos levantando do tombo petista, suas lambanças e desvios morais e éticos, vem o ministro Gilmar Mendes abrir fogo contra toda a cadeia de ação da operação Lava Jato. Atacar a instituição que luta de forma homérica e grandiosa contra toda uma casta de bandidos alojada no Poder e no domínio da grande parte da economia brasileira é prestar um desserviço à Nação. Aliás, nos últimos tempos o referido ministro não tem sido lá muito respeitador e observador dos recatos que o cargo exige. Frequenta com assiduidade a corte em jantares e reuniões privadas no Palácio do Jaburu, a casa do presidente, bem como outras ocasiões, nada palacianas, como viagens em companhia do mandatário maior no avião presidencial. A sua postura política, que não deveria ter dada a exigência do cargo de imparcialidade e isenção, tem mudado com certa celeridade ao emitir opiniões que induzem análise de defesa dos acusados pela operação Lava Jato.

A situação dos “trambiqueiros” e dos trambiques em curso está se afunilando e o desespero está tomando conta de grande parte dos membros do Congresso Nacional que tenta, a todo custo, aprovar leis que os salvem da justa cadeia que começa a se despontar no horizonte e o tempo urge para se salvarem. Lançam mão de todas as artimanhas e chicanas jurídicas para lhes criar um atalho para o escape da condenação que é certa e será justa. A participação não intencional, penso eu, do sr. Ministro acima citado, está nessa direção ao colocar em pauta que os vazamentos das delações implicam em nulidade por determinação normativa, ou seja, descartar tudo aquilo que é um fato e não um conto. A quem interessar possa isso? Vamos premiar o crime por um ato de irresponsabilidade funcional? Ou devemos punir quem praticou o vazamento? Sr. Ministro, os acusados tem tropas de advogados.

Essas expostas situações que vivemos e estamos sofrendo muito pela falta de respeito com a população e ao Brasil, é que me leva a pedir a todos vocês leitores que não deixem de comparecer às ruas neste domingo. Não temos em quem nos socorrer a não ser na nossa própria força. A Nação brasileira pede socorro e temos que socorrê-la urgentemente porque é ela a nossa vida e de todos os nossos que queremos bem. Sem a população nas ruas, os abutres do Poder ganham força para lá permanecerem e legislarem saídas de forma a se salvarem da condenação certa que receberão da justiça brasileira.

A permissividade é a mãe da barbárie e da corrupção. A falta de ação da população em contestar e se rebelar contra os desmandos e todo tipo de patifarias que promovem certos políticos contra o bom andamento da vida nacional é o pior dos acontecimentos. O povo tem que se defender e não permitir a barbárie e a corrupção. Elas são as promotoras de todas essas situações de dificuldade que passa o Brasil. Veja bem, só estamos vivendo isso porque permitimos, não lutamos contra. Deixamos a vida correr solta para esses bandos que assaltaram o nosso dinheiro e promoveram uma vida de Sodoma e Gomorra no nosso País, de elevada promiscuidade. Participando dessa mobilização, você estará dizendo a esses pilantras e safados que corroem o Brasil, que não mais aceita a corrupção, a falta de moral, ética e de honestidade com a coisa pública. Sem você nas ruas, essas ratazanas do Poder irão festejar. Sua ausência é aprovação de todas essas mazelas que aí estão. Tome coragem, lute por você, precisamos de um Brasil limpo já.


BATENDO CABEÇAS

O Partido dos Trabalhadores ficou 13 anos no Poder. Nunca fez absolutamente nada e agora se apresenta como aquele que tem as soluções aos gigantescos problemas por ele mesmo criados. É muita falta de decência e respeito com a população ver o senhor Lulla da Silva em palanque na Av. Paulista fazendo discursos contra o governo que tenta arrumar a bagunça que ele, Lulla, aprontou com sua enteada política Dillma Rousseff. Querer assumir a paternidade da contestação da reforma previdenciária passa a ser hilário, ainda mais acompanhado de auto elogios e proclamas do seu governo como aquele que deu ao Brasil uma esperança de grande futuro. O desastre que essa gangue promoveu na vida do País e seu povo é algo nunca visto na nossa história. O que realmente leva a toda essa palhaçada que exibem no cenário nacional não é a sua candidatura em 2018, mas a sua tentativa de escapar da prisão, que é algo inexorável. A montagem da Av. Paulista foi teatral, quando o povo começou a se deslocar para o comício blindado pelos sindicatos, ele se mandou, com meros dez minutos de sua presença. Fugiu das vaias e dos ovos. Um patife que destruiu a vida brasileira.

Não bastasse esse acontecimento, vem a rede Globo de televisão, em seu maior noticiário, apresentar reportagem sobre o emprego, imprimindo a tese de que hoje não há mais necessidade de formação universitária, ou seja, de conhecimento cientifico ou profissional para se obter um crescimento na escala do plano de carreira. Basta apenas que seja um prático, sim, um prático que conheça um pouco do que vai fazer, um mero montador. Já não basta o enorme fosso entre o que o Brasil precisa de pessoas especializadas e o que temos no mercado, ainda vem uma TV de grande penetração criar a ilusão de que sem estudo é possível, e muito, se desenvolver e garantir seu trabalho. O País tem necessidade de 35% de sua população com cursos universitário e técnicos para poder pensar em desenvolvimento e em tecnologia de ponta, a base dos países do primeiro mundo.

Não satisfeita, a mesma TV apresentou matéria em seu programa dominical sobre identidade de gênero envolvendo crianças, estimulando-as a opções sexuais incompatíveis com o seu desenvolvimento intelectual, uma aberração em que a malemolente justiça brasileira não toma a menor atitude, é um crime o que fizeram para justificar suas absurdas novelas de sodomias em horário nobre. Querem transformar o Brasil em terra de pedofilia, de transgressão dos costumes sociais, impor suas preferências culturais e fazer disso um paraíso do sexo. Aproveitam do momento propício em que vive a Nação com seu desmantelamento jurídico, político e de comando. Onde estão as entidades de defesa do menor que condenam tapas corretivos dos pais e permite uma barbárie dessa? Em busca de audiência, expõe uma criança dentro do vale tudo. O governo é o responsável por fiscalizar as televisões, elas são uma concessão dele e cabe a ele fiscalizar. A verdade é que “come na mão” dos donos das empresas televisivas.

Outro fato que mostra bem a formação do quadro político é o caráter desses mandatários que se envolveram nas tenebrosas transações e negociatas com empreiteiras para recebimento de dinheiro ilícito para suas campanhas e de seus partidos. A decência, a ética, a moral e os bons costumes deveriam fazer parte da personalidade desses políticos, mas não fazem. Caso fizessem, de forma honesta e correta, pediriam afastamento de suas funções até que esclarecidas a sua não participação. É inadmissível o Brasil continuar com senadores, deputados e ministros envolvidos nas tramoias com empreiteiras e permanecerem, de cara deslavada, nos cargos como se nada estivesse ocorrendo. Esses senhores dos escalões mais altos e de foro privilegiado, deveriam ter prioridade no sistema judiciário brasileiro, incluso os julgamentos no Supremo Tribunal Federal-STF, que pelo andar da carruagem parece estar contemporizando as ações dos malfeitores. É uma pena que o País esteja totalmente à deriva pela falta de comprometimento moral e de eficacia de suas instituições de Poder. É preciso mais brio na cara dos brasileiros que fazem parte dos três poderes da Nação.

Tudo aqui exposto, são fortes razões para o brasileiro ir às ruas no dia 26 e exigir respeito dos Poderes do Brasil. Vamos lá defender a Lava Jato e o fim do Foro Privilegiado. Já que até o Exército está acovardado, vamos todos nós participar da mobilização no próximo dia 26 de março. É tudo que nos resta, participar ou ficar engolindo a seco tudo que aí está e batendo as cabeças.


REFORMAS DUVIDOSAS

O governo Temer coloca na mídia todos os dias que sem a reforma da previdência o sistema previdenciário quebra. É uma balela, conversa fiada. A quebra da previdência está no desvio de dinheiro do sistema para outras finalidades, para outros desperdícios e objetivos políticos que visam a eleição de 2018. Caso o governo tivesse com intenções voltadas a resolver os problemas de arrecadação da previdência, bastaria simplesmente extinguir com a DRU – Desvinculação de Receitas da União, patrocinada pelo governo do senhor Fernando Henrique Cardoso, que recebeu apoio do finado Senador Antônio Carlos Magalhães, presidente do Senado Federal, à época, e do atual presidente da República Federativa do Brasil, (que de federativa nada tem), então presidente da Câmara Federal, o senhor Michel Temer. Sim, ele mesmo, um dos patrocinadores da metida de mão no dinheiro assegurado na Constituição, exclusivamente, para a Seguridade Social e que passou a ser desviado. O que se arrecada com a previdência sobra, não há rombo. O rombo há porque metem a mão no dinheiro do contribuinte trabalhador.

Esta é a razão maior do medo que o governo propaga na população como forma de pressionar pelas alterações no sistema previdenciário. Não tem como arrecadar dinheiro sem aumento de impostos. Daí a via com o dinheiro da previdência, a qual resultará em sobras para ficar bem com a população e o empresariado. Não se esqueça o leitor que o Brasil é um País com perspectiva gigantesca de crescimento. Isto significa que a projeção futura é de aumento de arrecadação da previdência em razão de que a expansão empresarial importa em maior âmbito de empregos e por consequência, a contribuição. Acontece que o governo não tem como impor uma política imediata de recuperação pela falta de recursos e o tempo do mandato é curto. Entrada de dinheiro é especulativa e não há crédito internacional, muito menos novas ou consideráveis fontes de recursos, fruto da política do Partido dos Trabalhadores e seus meliantes, comandados pelo seu chefe que já deveria estar preso pelos crimes que cometeu com a Nação brasileira.

O sistema de Seguridade Social é superavitário. Caso não houvesse a montagem patrocinada pelos citados acima, FHC, Antônio Carlos Magalhães e Michel Temer, a arrecadação para o sistema teria dinheiro de sobra. Estes senhores, orientados pelo Supremo Tribunal Federal – STF, criaram e aprovaram a PEC da DRU, a mágica para fugir do impedimento constitucional, já que não podiam lançar mão dos recursos da Seguridade Social que era assegurado exclusivamente, pela Constituição Federal, para essa finalidade. Foi a forma para legalizar o uso do dinheiro do contribuinte previdenciário, do contrário seria inconstitucional, art. 195 e inciso XI do art. 167 da Constituição. A DRU que foi colocada para a população como uma medida temporária, permanece até hoje e foi estendida até 2019 e aumentada para 30% de livre utilização pelo governo do dinheiro arrecadado pela Seguridade Social. Em tempo: a dívida do governo federal chega a 1 trilhão e 900 bilhões de reais. Não vou esmiuçar aqui o quanto o governo deixa de arrecadar com incentivos fiscais e outras benesses para grandes empresas e corporações e outras tantas. A própria reserva monetária do Brasil é formada com dinheiro oriundo da Seguridade.

O que precisa ficar bem claro é que não há rombo no sistema previdenciário, existe desfalques do que é arrecadado. O governo está quebrado e precisa de muito dinheiro para estabelecer uma certa tranquilidade para pleitear 2018, com Temer ou com Meirelles, interessado direto. O risco está rondando até o programa Bolsa Família e isto, politicamente, seria um desastre. Com a aprovação das novas regras para a previdência, um setor da economia vai sorrir muito, o setor dos bancos privados. A busca pela previdência privada vai mais que triplicar. Ameaçar com impostos não é uma boa ação de governo para criar troca de favores políticos.

A reforma trabalhista tem o viés voltado para a previdenciária. É ela que poderá flexibilizar a relação do trabalho e promover o desenvolvimento do Brasil. O governo mira nela como consequência direta para o aumento da arrecadação do sistema previdenciário. Em função disso, os empresários podem até respirar o ar de que alguma coisa nova está para surgir e, quem sabe, não ter que viajar muito ao Paraguai, a nova terra do nosso empresário para poder concorrer com os produtos externos dentro do território brasileiro. O governo não produz nada, só dívida e leis para sugar o trabalho de quem produz. O que vem aí, são reformas duvidosas.


OS ROEDORES DA ROUANET

Como é triste ver grande parte da chamada elite intelectual do País subscrever movimento de apoio a uma pessoa de envergadura tão desqualificada como é o ex presidente Lulla. Não tem outra explicação que não a de que estão envolvidos, de certa forma e favores, com essa triste figura que desmantelou o Brasil econômica, moral e eticamente, sem falar do seu baixo nível de educação social e formal. Esta depreciativa figura, do ex presidente, não fez somente essa desfiguração do Brasil, o que seria de menos diante dos efeitos perversos que provocou e contaminou toda a estrutura de Poder do País.

Como em efeito metástase, ele atingiu a enorme massa de jovens que cresceram dentro de um contexto de tudo que é ruim e indecoroso para a moralidade e os bons costumes. O legado desta figura deplorável e chefe de organização criminosa, como bem qualificou o Ministério Público, é a triste situação em que vivemos nestes últimos anos e outros muitos que vamos viver. Assombra a iniciativa dos intelectuais e artistas em apoio ao desclassificado Lulla. Não há como afastar a hipótese de que fizeram o papel de ratos para roer o queijo Rouanet, a lei que permitiu acesso de muitos deles em milhões de reais sem qualquer retorno social e cultural. Foi uma festa do Chico & Turma.

Na toada segue o atual governo federal promovendo os mesmos erros na condução de sua política. Quer atingir objetivos com prestação de favores e isto consolida os métodos e a envergadura dos membros do Congresso Nacional em permanecer no caminho obscuro e imoral. A estrutura do executivo está contaminada com membros envolvidos nas falcatruas do governo anterior de Dillma e Lulla. A explicação é que Temer precisa dos congressistas para a governabilidade e de apoio desses desvirtuados moralmente, raras exceções, para aprovação de seus projetos e propostas. Como podemos viver com essa organização criminosa infiltrada no comando do Brasil? O que esperar de congressistas que vivem de negociatas e patifarias? Nada em Brasília é pensado para o bem comum. Tudo é voltado para o “interna corporis” e exemplos estão aos montes por aí.

Vejam a situação da estrada de escoamento de produção da soja de Mato Grosso. Observem a criminalidade em franco índice de crescimento. Atentem-se ao número de mortes entre os jovens de até 30 anos. Pensem em como anda a saúde pública na nossa terra. Informem-se da gigantesca população desempregada que atinge, em números oficiais, 24 milhões de brasileiros, sem mencionar os sustentados pelo Bolsa Família e os desalentados, que não procuram empregos. Tudo isso está dentro do componente da corrupção e também da vida que nos foi legada pelos anos petistas de governo, mas Temer não rompe com isso, continua fiel ao antigo modelo do toma lá dá cá. Pior, sem imaginação para quebrar com tudo isso. As reformas serão feitas apenas como um marco.

A previdência não está quebrada como propagam, é que o governo desvia dinheiro dela para outras finalidades, como prova o Sindifisco Nacional. Tapeia a área educacional com alterações na educação de base que na verdade, são meros remendos no tecido esgarçado do ensino brasileiro, sem chances de grandes mobilizações no aprendizado. Alardeia a queda da inflação, mas não diz o porquê, evita dizer que o brasileiro não compra mais nada e reduziu drasticamente seu consumo, resultados da farra petista que deixou a população atolada em dívidas e desempregada.

A atitude dos desvairados comandados por Chico & Cia em apoio ao chefe da ORCRIM mostra bem o Brasil que temos, uma Nação jogada a própria sorte. Não se vê manifestos realizados por intelectuais a favor de uma solução definitiva para a educação, por exemplo. Mesmo sabendo eles que sem educação não há desenvolvimento, não existirá qualidade de vida para a população. Esta, por sua vez, se mostra indolente, passiva e permissiva com tudo que está acontecendo. São milhões festando o carnaval, bem ao estilo de muitos povos miseráveis da África, que se esbaldam com as festas promovidas pelos ditadores daquele continente e que receberam apoio petista, mas não comparecem às mobilizações de protesto as políticas governamentais, de influência direta na sua vida. Inclui-se neste apoio petista aos ditadores, o perdão de gigantescas dívidas financeiras com o Brasil, sem mencionar o dinheiro do BNDES, financiado para obras por lá e geradoras de propinas, como os milhões que foram repassados pela Odebrecht à empresa do sobrinho do Lulla e aquelas atreladas as palestras, coisa para inglês ver. Mas, nada disso interessa para as ratazanas. O queijo é a meta deles, os roedores da Rouanet.

25 fevereiro 2017 RAPHAEL CURVO - VIA DO FATO


CARNAVAL DOS BONS TEMPOS

Já foi tempo que o Carnaval era uma festa de muita alegria e aproximação entre pessoas, independente de classes sociais. Havia uma trégua na luta do dia a dia e todos se irmanavam e se esbaldavam nos dias de Momo. Existia o lança perfume, serpentinas e confetes que davam o clima nos bailes de carnaval. Havia, é lógico, festas em clubes mais fechados, restrita aos sócios e seus convidados. Vez ou outra aconteciam desentendimentos de salão, mas que logo se resolviam. Era o acontecimento carnavalesco que realizava o encontro geral, principalmente nas cidades do interior deste Brasil. As bandas tocavam efusivamente as músicas carnavalescas, compostas para a ocasião. Os autores das marchinhas, nos meses antecedentes, colocavam seu trabalho na rua, e quando chegava o carnaval, os foliões já sabiam a música e letra, favorecidas pelos chamados “avanços” carnavalescos que começavam na primeira semana do ano, todos os sábados. Nesse período as paqueras dos jovens corriam soltas, era um tal de acabar e começar namoro sem fim. Tudo se ajeitava depois do carnaval.

O carnaval de rua se fazia de forma simples, mas com muita alegria e todos os blocos se empenhavam a fundo para mostrar a melhor fantasia e organização. Eram animados e organizados. Desfilavam com garbo e para eles era a data do ano. Ainda me lembro de alguns deles da minha amada Cuiabá, o chamado “Estrela Dalva”, o “Estrela do Oriente”, “Urubu Cheiroso”, “Bloco dos Marinheiros” e tantos outros. Sim, esses eram os nomes dos blocos da época, desprovidos de malícias como hoje temos “Seu C. que Brilha”, “Pau Brilhoso”, “Pelô Meu Saco”, “Arrancabasso”, “Pega no Bambu” e outros como “Segura No Meu” e por aí vai. Estes últimos citados, do carnaval maravilhoso de Santo Antônio do Leverger que ainda tem o “Bonito Pra Cha Cara”, “Enterro dos Ossos”, “Unidos da Avenida”, Unidos da Fronteira, “Foiarada de São Caetano”, “Pimpolhos”, “Bloco Zonestas”, “Bico de Prata”, “Quinto dos Infernos” e o bloco mais politicamente amadurecido, presumo, o “Integrando Gerações”. É o melhor carnaval de rua de Mato Grosso.

Nos bons tempos, ocorriam “reuniões” de preparo para sair às ruas. Os amigos se reuniam na casa de um deles, ou em uma chácara alugada, onde tudo era concentrado, desde fantasias ao estoque de bebidas. Havia uma divisão de tarefas para cada um. Tinha o responsável pela compra de bebidas, outro para os cuidados com a geladeira para manter as cervejas no ponto, tarefa sempre de minha responsabilidade, aqueles a quem incumbiam o churrasco, os da limpeza das mesas para evitar acúmulo de garrafas, e o garçom, este contratado. Meu estimado e saudoso amigo, que muita falta faz aqui neste mundo, Maurício Tenuta, era o grande comandante, o Diretor Geral e Financeiro, de uma das melhores passagens de organização do pré avenida, sem deixar de lembrar dos irmãos Sampaio e de Arnaldo Monteiro, para todos nós, o Careca.

Existem mil ocorrências inesquecíveis, mas duas delas foram marcantes para mim. A primeira foi uma confusão que surgiu comigo e um bloco carnavalesco. Estava eu conversando com Ana Maria Legutti quando um dos integrantes me deu um tranco e no momento em que me virei para reclamar, ele tascou o porta estandarte que me deixou a testa com muitas lantejoulas enterradas. O bloco se fechou para cima de mim, era pancada prá todo lado até que o amigo Jurandir Spinelli surgiu em socorro e aí outros vieram e o furdúncio fechou. A briga generalizou e meu primo Edmundo Curvo, faixa preta, jogava gente para o alto. A Polícia Militar entrou na “festa” e muitos foram detidos, só que foliões desinflaram os pneus das viaturas e não puderam levar os detidos. Depois de duas horas de briga, tudo foi acalmado e fizemos as pazes. A segunda foi o batizado da “Genoveva”, uma ximbica Chevrolet ano 29, conversível e com “bagageiro” que era um banco. Ela servia para o corso. No estilo de um batizado de navio, com a Genoveva dentro do salão de um bar, foi colocada uma garrafa de champagne para explodir na sua frente. Depois dos discursos, cortou-se o barbante. A garrafa bateu, mas não quebrou. Mais duas tentativas e nada. Diante disso, o estimado amigo Hermam Pimenta pegou o champanhe e tascou com toda força, estava batizada a Genoveva. Era ou não era carnaval dos bons tempos?

18 fevereiro 2017 RAPHAEL CURVO - VIA DO FATO


BRASIL COMPROMETEDOR

Mais uma vez o Supremo Tribunal Federal – STF, encontra uma saída mágica para atender o governo nos seus “ajeitos” políticos partidários, após negociatas para formar a chamada base da governabilidade, do compadresco. No caso do ministro Moreira Franco, alega, entre outras, o decano da Corte, ministro Celso de Melo, que a nomeação não impede que o ministro de governo seja processado e julgado pela justiça brasileira. Até aí, tudo bem. Acontece que a luta dos corruptos para não cair em Curitiba, nas mãos do Juiz federal Sérgio Moro, está na motivação de que lá eles têm a certeza de uma condenação e sem muita demora. Ausente de disposição para condenar, – é só ver o percentual das condenações de parlamentares desde 1988, pouco mais que 3% de 500 parlamentares, ou seja, apenas 16 receberam condenação, – cair nos braços do STF é uma benção. Aí está o ovo de Colombo. Tem mais, a esmagadora maioria dos envolvidos na corrupção, e que fazem parte do governo, são pessoas com avançada idade, e nisso a malemolência é de enorme auxílio ao escape da cadeia.

O esperneio de Lulla não podia ser diferente, afinal, se o Moreira Franco pode, por que não eu? Uma das linhas do ministro do “jeitinho” brasileiro, é a de que o Moreira Franco já faz parte do governo. Sua ascensão ao cargo foi apenas uma formalidade. É isso que formata a descrença com as instituições que fazem parte do corpo dito Poderes da República. Ações como a do Senador Romero Jucá, são de uma imbecilidade acachapante e demonstra bem o nível dos homens que formam, com raríssimas exceções, o parlamento brasileiro. Apresentou, o Senador envolvido em corrupção, projeto que blindava os presidentes da Câmara e Senado de qualquer investigação. O objetivo era salvar o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o senador Eunício Oliveira, presidente do Senado, ambos envolvidos em falcatruas e na mira da Lava Jato. Para reduzir o impacto negativo da proposta no Senado, ambos presidentes disseram desconhecer a empáfia do Romero Jucá, sendo que Eunício, num ato de “nobreza e respeito” aos 2 milhões de assinaturas na proposta das 10 medidas, devolveu, após meses, o projeto para a Câmara Federal, conforme determinação do ministro do STF, Luiz Fux. Incontinente, sem saber o que fazer com a PEC, Rodrigo Maia, devolveu ao STF.

O governo, em ato de engana bobo, faz um alarde de melhoras na economia, inclusive com projeção de crescimento de 2%. Sabemos que isso não vai acontecer em prazo tão curto para uma economia em forte recessão. Estão querendo ganhar o jogo na garganta. Para um avanço considerável e consistente, teria que ter suporte em dados reais e sem maracutaias e negociatas com o Congresso. Esta situação só pode ser resolvida com o advento de eleições gerais. Seria uma forma de dar novo alento e credibilidade nas ações com um novo governante que tenha seu espírito de administrador desligado do curral de Brasília. Temer só tem olhos voltados a reeleição e a politicagem. Não tem o perfil inteligente, de competência, de capacidade e visão de administração de um João Dória, por exemplo. Além do mais, está com problemas na justiça, não poderia estar à frente do governo.

Para fechar, o STF, embalado pelas lambanças, determina que presos que sofram mal tratos em cadeias superlotadas, sejam indenizados. Acredito que teria melhor efeito determinar ao Estado brasileiro a recuperação, reforma e construção de novas alas dos presídios para melhorar as condições de vida dos condenados, isso na melhor hipótese. Essa determinação teria muito maior eficácia e resultados aos detentos e obrigaria o presidente a dar uma solução definitiva ao problema. Outra determinação que resultaria em melhora acentuada e com recuperação de boa parte dos detentos, seria a obrigação de triagem entre os presos, separar de presídios, os de menores delitos daqueles criminosos contumazes. Foi de enorme infelicidade essa decisão da Suprema Corte que vai gerar enormes problemas com o vasto campo aberto para medidas judicias. Como ficam as pessoas maltratados pelo Estado com a falta de segurança que provocam mortes e destruição de muitas famílias, das sanguinárias estradas brasileiras, da superlotação dos hospitais e por aí vai. Estamos vivendo uma situação seríssima com esse Brasil comprometedor.

11 fevereiro 2017 RAPHAEL CURVO - VIA DO FATO


LAVA TUDO A JATO

Brasília se transformou em uma ilha isolada da vida brasileira. Não há conectividade entre o que ali acontece e o resto do Brasil. As vontades e aspirações de lá estão dissociadas das dos brasileiros. Fizeram da capital federal um castelo para o deleite dos membros da Corte. E como se divertem. Pintam e bordam com suas traquinagens ignorando por completo o que se passa do lado de fora dos seus muros. Estão inebriados com as festanças, farras e luxos oferecidos pelo Poder. É tanta a euforia que, até mesmo para uma conversa com um aposentado da Corte, necessário se fez o aluguel de jatinho com altíssimos custos ao bolso dos servos que recolhem diariamente os impostos e taxas, embutidos nos preços de todo produto. Essa é uma metáfora do que é feito pelos políticos e o descaramento com que conduzem os destinos do Brasil.

Estamos presenciando fatos que são verdadeiras aberrações. São afrontosos a qualquer nível de inteligência e de decência para uma organização social, econômica e política. O comportamento do presidente Michel Temer é de uma desfaçatez em nível que só a Lulla pertenceu. Claríssima está a sua meta com as atitudes que tem tomado no comando do governo. Ela consolida a visão de reeleição em 2018, mesmo com enormes prejuízos a ética, a moral e a decência no seio do governo. Perdeu a postura e compostura ao nomear para seu governo, e apoiar para a composição de comissões no Congresso, pessoas envolvidas em falcatruas e desvios de conduta, além de responderem a processos em andamento no judiciário. Para contrapor a essas vigarices, promove elaborações maquiadas de reformas nos sistemas previdenciários e outros, como forma de mostrar estar empreendendo mudanças para melhorar a vida da população. Esperem e verão que tudo isso, inclusive o próprio Temer, é uma fraude.

O objetivo de apoiar a composição da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ do Senado Federal com a maioria de membros desqualificados moralmente e eticamente, -com processos judiciais nas costas além de fazerem parte de delações na Lava Jato, inclusive o seu presidente, um velho conhecido da justiça brasileira-, tem objetivos diretos em travar a Lava Jato por caminhos sutis e fascistas. O primeiro é assegurar a aprovação de Alexandre de Morais para o STF. O segundo é estabelecer uma frente contra a Procuradoria Geral da República-PGR sabedores que estão do encerramento do mandato de Rodrigo Janot em setembro. Como sabem os leitores, é o Senado que aprova a recondução dele ou a indicação de um novo Procurador Geral.

A estratégia é proteger, da ação da Lava Jato e do Janot, os delatados e os indiciados. Entre eles os pesos-pesados tais como o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, o presidente do Senado, senador Eunício Oliveira, o senador Renan Calheiros, o ex presidente José Sarney e outros tantos como Collor, Lobão, Romero Jucá, Gleise Hoffmann, Humberto Costa, Valdir Raupp, Jader Barbalho, Benedito de Lira, todos membros da Comissão de Constituição e Justiça do Senado – CCJ, a mais importante do Congresso Nacional. Inclui-se neste rol o presidente Temer, que tem problemas na justiça eleitoral. Caso o processo não seja retido pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, terá seu mandato cassado pelos malfeitos na campanha de 2014. Hilário, não?

O “pulo do gato” nisso, e aí cabe mobilização da população para não permitir, está no fato de que o ministro Luiz Fachin ainda não estar familiarizado com processo de milhares de páginas e as delações da Odebrecht serem extensas, dado o número de delatores e dos atos de corrupção. A CCJ, seus membros e parceiros, contam com o atraso para levar a cabo a meta de recusar a recondução do Rodrigo Janot e aprovar a indicação de um procurador geral mais afinado com o grupo de forma a ter ganhos nas questões judiciais em andamento. Tudo isso é um projeto que está sob supervisão do presidente Temer, sem deixar de anotar a participação de outros partidos da base que compõe o governo. A população, diante de tudo isso, tem que se mobilizar e pressionar por eleições gerais o mais urgente possível. Não há como fazer uma mudança no comportamento ético e moral da política e na administração brasileira com os carcomidos políticos que aí estão, salvo raras exceções, e elas existem. Temos que ter uma “Lava Tudo a Jato”.


PÂNTANO

A Constituição Federal determina em seu artigo 102 que cabe ao Supremo Tribunal Federal-STF a sua guarda, ou seja, os membros da Corte, os senhores ministros, são os guardiães da maior lei que rege a vida brasileira. É o seu papel, como atividade fim, decidir pelas questões de descumprimento do texto constitucional e, se for o caso, determinar as penas cabíveis aos contraventores que não o tenham observado. Não é cabível aos ministros do STF, interferirem no texto sob qualquer pretexto ou situação por que passe o Estado brasileiro. É lamentável tudo o que estamos presenciando neste momento da vida organizacional do Brasil. Não bastasse, entram no cenário os chamados guardiões da Constituição. Estão atropelando e interferindo diretamente no texto constitucional para dar guarida aos políticos corruptos e atolados até o pescoço com muitos malfeitos. Foram menos de três meses para ações e execuções de práticas de visíveis defesas desses malfeitores. Só faltava o STF entrar no lamaçal, e entrou.

Os arranjos feitos por Lewandowski com Renan Calheiros no julgamento da ex presidente Dillma foi algo escabroso. Afrontaram a Constituição Federal sob a chancela e aplausos do Senado domesticado pelo ex presidente Renan Calheiros. Rasgaram a Constituição para atender os membros da ORCRIM que ainda prospera no Brasil. Haja vista a decisão, desta semana, do ministro Celso de Melo a respeito do presidente de um Poder permanecer no cargo, mesmo com a proibição, por decisão do STF, de não poder substituir o presidente da República. Afronta o estabelecido na Constituição Federal de que o substituto do atual Presidente da República – em situação normal seria o Vice Presidente – em seu afastamento temporário ou em caso de vacância, “serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal”.

A miscelânea é tanta que alternativa para o Presidente do Senado assumir a presidência da República, como foi o caso Renan, seria afastar o presidente impedido via licença, e com isso assumir o cargo o vice que, como Presidente da Instituição substituiria o Presidente da República. Essa anômala situação é em razão de não existir previsão para substituição dos titulares nos Poderes voltada para este novo fato, criado pelo novo pensamento que está sendo gestado no STF. O meliante pode ser Presidente de um Poder, mas não pode cumprir com a determinação constitucional de sucessor da Presidência da República. Tem mais, esse impedimento só atinge os que forem réus em processo no STF, ou seja, mesmo que tenham praticado crimes e na Corte não ter sido julgados, poderiam assumir o mais alto cargo do Brasil. Alarmante e delirante decisão.

É uma aberração jurídica surgida no seio da maior Corte de Justiça do Brasil. Imagine o leitor se ocorrer de permanecer essa situação no Congresso Nacional e tivermos o Tóffoli (réu em processos em SC e AP, a caminho do Supremo) como presidente do STF, aí todos os poderes sucessórios estarão impedidos de assumirem a presidência do Brasil. O voto do ministro Celso de Melo “repudia práticas desonrosas de Poder”, mas não a ponto de afastar os “delinquentes”, assim por ele denominados por essas práticas, da presidência das casas do Congresso Nacional. Alega que não pode, com esse voto, invadir a esfera de outro Poder, uma balela. É visível que o voto dado tem dedos externos dos partidários do “ajeito”, como foi a sua omissão em impedir a reeleição de Rodrigo Maia para a presidência da Câmara Federal, fato proibido no texto constitucional (art. 57, § 4º). Cabe alguém entrar com pedido de anulação da eleição. Resumo, pode ser presidente de outros dois poderes da Nação, mas não pode ser presidente da República, único Poder imune aos “delinquentes”. Será?

Não é esse o caminho indicado pela Constituição do Brasil. Não foi esse o desejo da constituinte, dos representantes do povo em 1988. Está clara a interferência dos juízes da Corte em alterar o desejo estabelecido constitucionalmente. Caso tenha que ser alterada a Constituição, o Poder de realizar é do Congresso Nacional que se curvou, grotescamente, no caso do impeachment. O resultado que se busca é o império da lei, e não desejos de membros guardiões da Constituição. Não pode a Suprema Corte do Brasil transformar as determinações constitucionais, que são pilares da sociedade brasileira, em um lamaçal, em um pântano.


POBRE BRASILIDADE

Na última década do século passado o Brasil experimentou alguma força de crescimento econômico considerável para tão pouco tempo. Tivemos o presidente Fernando Collor que, com toda sua loucura e sonhos imaturos, tomou a medida que repercutiu fundo na economia fechada, que vigorava no Brasil, ao acabar com a reserva de mercado mantida para o benefício de poucas multinacionais que aqui imperavam tranquilamente. Pagou caro por isso porque teve o peito de enfrentar um grupo forte do sistema industrial e financeiro nacional, mas era inteligente e tinha lá sua boa dose de sabedoria. Poderia ter dado muito certo no comando da Nação não fosse a sua falta de juízo em se transformar num ser superior a tudo e a todos, principalmente quando começou a pensar em reeleição, à época, um fato desconhecido do processo eleitoral brasileiro.

Após a queda de Collor, tivemos Itamar Franco que na sua “mineirice” e reservas, conduziu o Brasil com poucos, mas comedidos, passos a um caminho que o levaria a uma rápida recuperação econômica nunca vista, após a elaboração de um plano denominado Real. Este plano já tinha algumas células de sua formação no governo anterior, e o próprio ministro da Fazenda do governo Franco, o sociólogo Fernando Henrique, fora convidado por Collor para ser seu Ministro das Relações Exteriores, dentro da estratégia de colocar de vez o Brasil no mercado mundial, abrindo suas portas ao mundo desenvolvido e ao desenvolvimento. O presidente Itamar Franco foi muito sábio na condução do governo e obteve sucesso extraordinário no controle da economia nacional.

Fernando Henrique Cardoso, com o sucesso do Plano Real, assumiu o governo e soube, em momento crítico da economia mundial, segurar o processo de desenvolvimento interno sem que este crescer fosse pesado ao bolso e a vida do brasileiro. Não era do desconhecimento de ninguém, a sua capacidade de administrar os momentos de crise econômica, acrescidos da péssima atuação de grande parte do sistema político congressual. Foi um presidente voltado a reconciliação e aglutinação da classe política no objetivo de manter o crescimento de nossa economia e estabelecer regras e parâmetros à administração pública. O grande problema é que não se afastava de seus princípios, ideológicos e idealístico, de fazer a inserção de representantes da classe popular na participação da administração do Brasil, mesmo conhecedor que era, da total falta de preparo e visão de desenvolvimento dos considerados líderes populares. Foi sua estratégia para este fato, que nos legou Lulla e todo o desmantelamento da economia brasileira e fez do Brasil o Império da corrupção.

Após esse período de estabilização da economia e com os ganhos aumentando dentro de uma política de controle inflacionário, o brasileiro viu sua renda ter o valor necessário para a manutenção e expectativa de melhor qualidade de vida que aos poucos se tornava real. O advento do produto FHC, Luiz Inácio Lulla da Silva, orientado que foi pelos correligionários socialistas do grupo governante, apresentou um documento a Nação intitulado “Carta ao Povo Brasileiro” que acalmou a elite econômica e mudou o panorama eleitoral a época. Com esta carta, empresários que hoje estão presos em Curitiba, e muitos ainda o serão, viram uma possibilidade de aproximação e, principalmente, de ter forte influência nas decisões voltadas a investimentos na infraestrutura do Brasil. Os fatos de 2003 para cá provam o entranhamento generalizado da corrupção. Aproveitaram-se, empresários e políticos, de um ilusionista e bobo da corte para saquear o Brasil. Era um homem totalmente despreparado para o cargo, mas de baixa e rasteira “sabedoria” para iludir o povo brasileiro por muito tempo, com enorme auxílio da classe dominante empresarial que comprou o Partido dos Trabalhadores.

Falar de sua sucessora é perda de tempo. Não existiu como governante, era uma “perdida na noite suja do planalto”. Uma pessoa desconexa e despojada de qualquer visão que faz parte do caderno de uma estadista. O sucessor desta inconcebível presidente, o Sr. Michel Temer, segue a cartilha de que o Brasil é apenas Brasília. Continua aplicando a política dos agrados e correndo contra o tempo para uma possível pretensão de reeleição. Há, entretanto, uma grande barreira que tem a sigla TSE. O Tribunal Superior Eleitoral já não é uma instituição tão confiável em razão da promiscuidade com o executivo, várias reuniões palacianas e até viagens entre os membros desses órgãos acontecem. Não esperem nada, mas façam tudo e de tudo para salvar este Brasil, caso contrário, pobre brasilidade.


OPORTUNIDADES

Acabo de assistir a posse do presidente americano Donald Trump. Um momento importante para o mundo e uma lição de País sólido, de governo decente, de povo que tem a liberdade de escolha por consciência daquilo que quer e deseja, provada nessas eleições. O discurso do novo presidente, aliás, como todos os outros, tem sempre a visão e preocupação de conduzir a Nação americana para patamar elevado e desenvolvido, de fé e convicção de que os Estados Unidos podem, ou seja, projetam, realizam e atingem as metas para o bem-estar e a qualidade de vida do povo americano. Não há espaços para demagogias baratas, tão comuns nos países de governantes e políticos como no Brasil.

Enquanto aqui sofremos para realizar remendos nos tecidos esgarçados dos nossos poderes, lutando contra a patifaria e politicagem em que vive o País há décadas, exceto no regime autoritário militar, lá se discute criar oportunidades, abrir caminhos a prosperidade. No Brasil estamos presos nas mesquinharias e na caça aos cargos públicos, seja por indicação ou por concursos, nestes, a única forma de sobreviver com segurança se você não compõe o grupo que sonega, que corrompe, que faz negociatas, que vive de superfaturamentos e por aí vai. Não é sem razão que são as micros e pequenas empresas que sustentam e salvam esta Nação de viver um estado de miséria consolidado. E mesmo assim o micro empresário luta por todo santo dia para sobreviver a sanha do Estado nos seus ganhos, iludidos que são por migalhas oferecidas como ajuda para que se transforme e cresça, uma ilusão que o leva a sonhar em ser um Trump da vida. Mais, existem milhões de talentos, diplomados, trabalhando em subempregos, desperdiçando sua capacidade e conhecimentos em campo árido para a prosperidade.

Nos Estados Unidos o presidente tem seu pensamento e ações voltadas em abrir espaços a inovação e ao desenvolvimento econômico, industrial e social. Busca dar incentivos e apoio ao empresário para o desenvolvimento da economia americana de forma a gerar riquezas que retornam em benefícios à população. No Brasil o pensamento e ações são direcionadas as próximas eleições, ao pagamento da monstruosa folha salarial do governo e a de poder propiciar ao povo a distribuição de bondades. Sugam as forças produtivas, mas sem qualquer retorno de benefícios à população. Esta, trabalha para sustentar o circo político e suas extravagâncias como, por exemplo, a viagem da ex presidente ao exterior, acompanhada de seguranças e assessores por mais de vinte dias. Sustentar as mordomias aéreas com os aviões da Força Aérea do Brasil, usadas até para levar famílias em festas de casamentos. Para exemplificar bem, nenhum ministro da Suprema Corte americana tem qualquer privilégio que não apenas uma vaga no estacionamento. A nossa Corte (STF) esbanja mordomias.

Assim é o Brasil, vivemos para sobreviver no dia a dia. Aqui lutamos e preocupamos com corrupção, extorsão de juros em cartões e empréstimos, insegurança social, falta de hospitais, com um Congresso Nacional atolado em malfeitos, com ministros de Estado respondendo a processos, com ministro do STF (julgador), de braços dados com o demandado (processado), com bandidos promovendo matanças generalizadas e por aí afora. Lá, a luta é pela prosperidade, pela oportunidade a ser oferecida à população para se desenvolver, via educação, suporte de toda forma, juros acessíveis, excelente infraestrutura e um sistema de impostos que favorece a quem produz. Aqui continuamos nas nossas pagas de todo dia, o povo sustentando as lambanças do governo.

“Acidentes” com aviões continuam, sempre no litoral e no momento do pouso. Ulisses Guimarães nunca foi encontrado, foi uma espécie de Bin Laden, sumiram para evitar idolatria. Lulla continua sendo venerado já que, na visão do povão, se não foi preso, ainda, é porque não tem culpa e com isso vai sedimentando caminho para uma fantasiosa candidatura que, na verdade, tem por objetivo manter viva sua imagem e tentar subverter a sua condenação e prisão, que é iminente. Assim vamos tocando a nossa pobreza, a nossa incapacidade de nos levantarmos, a nossa permissividade, a nossa estupidez e inconsciência do momento em que vivemos, a nossa falta de brio em reagir e se sujeitar as imposições dos sem escrúpulos que comandam as instituições e os poderes públicos. Não conseguimos enxergar que o que aí está, é por causa de nossa covardia, de nossa omissão. Lutamos para sobreviver, não por oportunidades.


TEM JEITO NÃO

Quando você vê descendo do mesmo avião, depois de uma longa viagem para Portugal, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral -TSE, Ministro Gilmar Mendes e o presidente da República do Brasil, Michel Temer, é de ficar pensando onde estão os valores do respeito, da decência e outros que formam o conjunto do que se chamaria de atitude ética. Afinal, um é o julgador e o outro é o demandado, o que será julgado. Esta situação divulgada pela mídia com fotos do desembarque no aeroporto de Lisboa para o enterro do líder português Mario Soares, mostra a miscelânea que está a vida política, judiciária e administrativa do nosso País. A mensagem que a foto e o fato passam aos brasileiros não tem outro caminho de análise que não o de que há compadrescos no alto escalão da vida da Nação. Estes acontecimentos é que levam ao desgaste da vida pública brasileira e a perda de credibilidade de todos os poderes do Brasil. Como não acreditar em conversas de pé de ouvido nas longas horas de viagem?

Vivemos um momento grave e que a descrença em nossos governantes é gigantesca e grotesca. Há um descrédito na estrutura política do Brasil, Executivo e Legislativo, e já há algum tempo ele se propagou pelo judiciário. Não há mais como continuar nesse atoleiro da imoralidade em que estamos. Isso tem causa bem visível. O que aconteceu e ainda acontece no Brasil, é que o cargo de Presidente perdeu o interesse para as pessoas bem preparadas e formadas, como Juscelino Kubitschek, por exemplo. O cargo perdeu a honorabilidade e se tornou disputa de classes e pessoas despreparadas, advindas dos porões ideológicos e da politicagem, campo infértil, para as pessoas íntegras. Temos que retornar a liturgia do cargo de presidente, a qualificação na política e expurgar essas hienas, salvo raras exceções, do Congresso Nacional. Só assim poderemos pensar em um País melhor e com desenvolvimento e, para isso, é preciso que o povo se manifeste, expresse sua indignação. Os conscientes tem a obrigação de assumir a responsabilidade dessa mudança e partir para a retomada da decência na vida política brasileira, não podem ficar acovardados e insensíveis a tudo que está acontecendo.

Todos falam contra o Temer, o querem fora, assim como foi com o Partido dos Trabalhadores, mas todos, ou grande parte da população, estão letárgicos. É preciso voltar as ruas e contestar. O povo diz que a bandidagem está solta, que não há segurança, mas ninguém parte para o protesto contra a situação de exagerado aumento da criminalidade. É contrassenso falar que a vida está difícil quando aceitam passivamente o desemprego. O Presidente Temer é o foco de tudo isso, gerado pela permissividade e pelas negociatas a que se submete para aprovar medidas midiáticas que estão fadadas ao insucesso por não terem sido lançadas com suporte administrativo e de pessoal qualificado para implementá-las. A ideia é boa, só faltou combinar com os russos. Esse “diz que vai mas não vai” no crescimento brasileiro é que está sangrando o País. É um desestimulador de primeira classe.

A origem dessa descrença tem como nascente a percepção de que não há atitudes coletivas, despojadas do individualismo, como prometia o presidente em maio de 2016. Sem esse individualismo, poderíamos avançar com vigor para sair do estado catatônico em que nos encontramos e que tem como resultado os massacres dos empregos, dos assaltos, da corrupção, do desânimo em toda cadeia produtiva, exceto, ainda, o agronegócio. Temer perdeu a configuração que se esperava dele, desmantelou-se, é fraco e temeroso, veste-se da capa do Lulla. O Poder o absorveu e está no controle de sua personalidade, a visão do seu governo é curta e tem como meta outubro de 2018, depois será outro dia e até lá todos os brasileiros pagarão por isso. É o resultado que o Brasil paga pela estratégia do Sr. Fernando Henrique Cardoso em 2002, ao facilitar a eleição do PT, pensando em fazer do Brasil um novo São Paulo, quiçá com ele em 2006. Repito, Lulla não mete medo, está decadente pela imoralidade e pelas contas com o judiciário, já merece uma camisa de força há muito tempo, está em delírio e não será, como quase a totalidade dos políticos brasileiros, empecilho a uma eleição geral ainda em 2017, mas para isso o povo tem que ir às ruas, porque do contrário, tem jeito não.


A TEORIA

Aos poucos o governo Temer começa a dar com as caras. Está ficando visível a sua intenção de candidatar-se em 2018, mas sabe também que terá que fazer uma grande travessia para isso acontecer. Uma delas é a manutenção dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, para permanecerem sentados sobre o processo que tem na mira a chapa com Dillma na eleição de 2014 para presidência da República. Está provado que se utilizaram de falcatruas com gráficas e outros, além de recebimentos não contabilizados para a sustentação financeira da campanha. Provado também está que o dinheiro que abasteceu a conta da chapa Dillma – Temer teve origem, entre outras, no caixa da Petrobras, via empreiteiras. Estas empreiteiras confirmam isso e indicaram o caminho do dinheiro para chegar no seu destino final, as contas de campanha e pagamentos à empresas fictícias. Será muito difícil o Sr. Temer conseguir chegar do outro lado da história sem ser devorado pelas suas próprias crias.

Como ocupante transitório do cargo, por foça constitucional, mas sem comprovação do voto, o presidente Temer começa a expandir suas fronteiras políticas como forma de criar certa barreira a tentativa de, ainda neste semestre, ver seu mandato cassado. Para tal, algumas atitudes de desespero estão o deixando com flancos abertos e o maior deles é o da relação com a população. Ainda agora, como exemplo, todas as contas telefônicas vieram com o novo imposto criado para arrecadar recursos ao combalido caixa do governo. O leitor poderá ver isso na sua conta telefônica. O novo imposto veio através do STF que decidiu pela incidência do ICMS sobre a assinatura mensal de telefonia. O governo mentiu quando disse que não teríamos impostos com a aprovação da PEC dos gastos públicos. Essa bala já estava na agulha. Outra pista do desespero e da ajeitação política está na nomeação de vários personagens da vida petista em órgãos do governo. É uma forma de fechar apoio contra a situação que se desenvolve na Lava Jato e no TSE. A defesa do governo do Amazonas feita pelo Temer foi algo absurdo diante dos fatos. Reeleição gera esses atos e comportamentos despropositados.

É provável que a cassação da chapa Dillma e Temer se dará até meados de maio, como foi o impeachment da petista. Ocorrendo este fato, a eleição do novo presidente, em situação normal, se daria pelo voto indireto, ou seja, pelo Congresso Nacional. Acontece que muitos dos congressistas estão com processos em formação e em andamento pelo judiciário brasileiro o que trará mau cheiro ao resultado eleitoral congressista. A situação deles irá tirar a lisura ética, moral e processual da eleição do escolhido e isso poderá trazer novos embates políticos e o governo permanecer sem credibilidade perante a população e, principalmente, com sua imagem destruída no cenário internacional o que, com toda certeza, trará enormes prejuízos ao Brasil. O País não suportará tal arranjo e sua economia poderá entrar em colapso ao qual já anda beirando. As revoltas poderão extrapolar os muros dos presídios se expandindo pelas periferias das cidades e a situação ficar incontrolável e crítica. Esse cenário é muito possível e o crescimento da criminalidade é sintomática.

Conversas muitas estão acontecendo entre várias Instituições da estrutura organizacional do País. É provável que, entre elas, esteja a de fazer um governo provisório com suporte militar por curto tempo e se realizar eleições gerais até o final de 2017. É também provável que os mandatos dos novos eleitos sejam por cinco anos e teremos coincidência de todas as eleições na mesma data, ficando os eleitos municipais, neste mandato, com seis anos. O Brasil não tem mais condições de suportar a permanência do desacreditado Congresso Nacional e do comprometido presidente da República. Não pensar assim, como muitos dizem, por receio do chefe da ORCRIM, o Lulla, é pensar irracionalmente e com receio infundado. Não há mais possibilidades deste energúmeno voltar a presidência da Nação porque seu fim está consolidado política e juridicamente. A verdade única é que devemos fazer um aterro nessa fossa de vermes que se instalaram no Poder, pela omissão do povo e daqueles que, pela sua formação intelectual e profissional, permitiram tamanha destruição ao Brasil. É a teoria.


2016 MARAVILHOSO

Apesar do atentado contra o Lulla quando jogaram um livro dentro do carro dele, 2016 foi o ano dos bons acontecimentos, não tanto como queríamos, mas o suficiente para darmos glória. Tem muito lixo ainda a ser jogado fora, aqueles entranhados. São sobras que nos fazem continuar na luta para uma limpeza geral e irrestrita. Foi o ano que a Lava Jato se consolidou no cenário, não só nacional como internacional, mostrando ao mundo a podridão que foi Lulla e seu bando a frente do governo brasileiro. As Instituições que deram a esse malandro, que não trabalha, que se utiliza de recursos escusos, condenáveis, para viver, enganando o povo que lhe entregou confiança a qual traiu, deveriam fazer a “mea culpa” e cassar as homenagens de “honoris causa” dadas a esta figura desqualificada para tal. Será um ato de recuperação da honorabilidade do título.

2016 foi o ano que se quebrou com a santidade petista de que se manteriam no Poder por anos por seus valores e causas sociais e voltadas ao bem-estar da população. Vivemos uma vitória ímpar ao vergamos e quebrarmos a crença de grande parte da população, inclusive da elite, de que esse bando da ORCRIM tinha o domínio do Estado e que ninguém conseguiria desalojá-los do Planalto. Ganhamos pela fé que milhares de brasileiros do bem saíram as ruas e começaram a crer que é do povo e em seu que o Poder deve ser exercido. A população assimilou a mensagem de que não dava mais para continuar e partiu para a luta e o resultado está em andamento. Ainda existem os que, admiradores das patifarias e safadezas, sempre repetem o refrão do mal de que não conseguiremos isto, não conseguiremos aquilo, porque os políticos são permissivos com o bando da ORCRIM.

Os políticos dependem do voto do povo e o eleitor está aderindo ao mandamento de que é dele e de sua força que resultará o sucesso do trabalho de limpeza dos corruptos entranhados no Estado brasileiro. Foi essa adesão que colocou para o olho da rua Dillma e sua “trupe” de malandros e está revolucionando o sistema político que se encontra frágil porque o novo comando é fraco e conivente com grande parte dos corruptos. Está sem pulso para promover uma reforma geral em seus quadros e não consegue ver que os incapacitados são incompatíveis com mudanças estruturais e políticas. Só aprovar medidas sem que se qualifique os agentes, dificilmente teremos resultados. Não acredito em final feliz com os que aí estão a comandar a política nacional. São caminhantes errantes e não transferem segurança aos que realmente produzem desenvolvimento no Brasil, os empresários e investidores.

2016 foi o ano que o brasileiro varreu de suas vidas o fator ideológico desses aproveitadores e também dos sonhadores que se masturbam mentalmente com princípios retrógados e desvinculados da nova era que dominará e dará qualidade na vida da população, a era tecnológica que está chegando a todo vapor e o Brasil ainda vivendo na periferia. Isto por conta de que ainda não temos uma equipe de deputados, senadores e governantes no comando para conduzir o Brasil ao campo de desenvolvimento que ele merece e pode chegar. O Congresso Nacional, em sua esmagadora maioria, é formado por pessoas de índole individualista e o coletivo fica a margem do processo. Os governantes, prefeitos, governadores e presidente, não são capazes de ousar, de romper com a burocracia e a inércia da administração balofa e sem agilidade para promover mudanças. Todos tem suas ações voltadas por e para a politicagem.

Vem aí 2017, o ano da República de Curitiba. Celas estão sendo prontas para receber os líderes de fantoches que iludiu a Nação brasileira por mais de 13 anos, que cooptou, corrompeu e absorveu milhares de patifes que se escondiam na pele de cordeiro. O chefe da ORCRIM já deve estar com a trouxa de roupas pronta para se apresentar na Polícia Federal do Paraná. Isso se não “rapá pé” para Cuba, onde voltará as origens, a ilha quebrou. A esquerda retrógada está sendo varrida por todo o mundo, assim como fizemos aqui com o PT.

O que deixo de mensagem aos meus leitores é que não esmoreçam, tenham em mente e no coração que esses grupelhos não sairão impunes, continuem na luta e abracem com fervor a causa de um Brasil limpo e decente para que todos possam ter, em segurança e de forma real, sem enganações, um crescimento profissional e social com base na sua formação e qualificação e com isso elevarmos esta amada terra Brasil, de bandeira verde, azul, branca e amarela a tremular com orgulho nos mastros das nossas instituições públicas. Longa vida a todos os brasileiros e que a vitória contra a corrupção seja uma constante em nossas vidas. Rememorem e verão que 2016 foi maravilhoso.


A FESTA É DELE

A festa é DELE, mas poucos se lembram disso. Mais de 2000 anos se passaram e nada ou muito pouco se sabe DELE a não ser, diante de sua grandeza, pelos pequenos grupos de pesquisadores e estudiosos, sempre contestados. Dizem que ainda criança, recebia um cuidado extremo da mãe por saber que o filho gerado do seu ventre seria o Salvador. Qual seria a visão de Jesus Cristo, o filho de DEUS diante do mundo hoje? A sua visão diante do Brasil que vivemos e que pouca fé devota ao Criador? É certo que teria outros conceitos da vida, mas, com certeza, dentro de sua posição de irmandade entre os homens.

É bem provável que o povo brasileiro exigiria do Salvador a sua força para livrar a população de todos os males que grassam pelo Brasil e que, num passe de mágica, teríamos a solução para os males construídos minunciosamente pelos grupos petistas e aderentes. É possível que ELE atendesse ao pedido da povo com uma pergunta: o que faríamos depois? Com toda certeza não teríamos uma resposta. O que nos sobra do desmantelamento político e econômico é uma ausência de personalidades e capacidades para desenhar um novo Brasil. A carência no mercado visível de competências é notória. Há muito foram implantadas no País as regras dos malfeitos, ou seja, do vale tudo no assalto aos cofres do povo.

Vivemos em uma Nação em que o presidente da República convoca a população ao sacrifício, mas não faz o mínimo esforço para tal. Perdoa dividas de 60 bilhões do setor empresarial com a Previdência com o argumento de que dessa forma estará incentivando o campo empresarial a se recuperar e com isso alavancar o emprego no Brasil. É uma piada de mau gosto porque além do perdoar abre o crédito subsidiado pelo BNDES. Qual a razão da necessidade de perdão para abrir créditos? Bastaria uma medida provisória. Não conseguem fazer nada sem que engabelem a população que, inocentemente, acredita nessas mentiras que há muito está entranhada na administração pública brasileira. Está bem claro o objetivo, que tem seu fundamento nas eleições de 2018. O apoio do empresariado é fundamental porque até lá encontrarão a fórmula mágica para estabelecer, legalmente, a ajuda financeira.

Corre que tentaram um “golpe de mestre” com a anistia, às empresas de telecomunicações que chegavam a um montante de 100 bilhões de reais, ou seja, mais uma conta a cair no bolso do brasileiro. O golpe foi abortado no Senado por um grupo de senadores. Gostaria de saber como vai reagir o governo, até lé, oremos. A situação no planalto é de política de “ajeitos” e não tem a menor vergonha em manter em seus quadros políticos desqualificados eticamente para exercer funções na administração pública. Pelo andar da carruagem, o novo presidente não termina 2017. Sua participação no bojo do abuso econômico eleitoral é inquestionável. O sistema, politico e de governo, está todo contaminado. Mesmo com ELE a sua frente, o presidente negaria de pés juntos que nada fez.

O que resta para nós, povo, é partimos para cima de toda essa podridão em que meteram o Brasil e buscarmos retomar as rédeas com nossa presença nas ruas e em último caso, promovermos a queda do Planalto para nos libertamos dessa amarra e das quadrilhas aquarteladas na Corte em Brasília e que não tem outra visão a não ser de se locupletarem com os resultados do trabalho árduo de todo brasileiro de bem. Esperar deles atitudes e ações decentes voltadas à população é permanecer dentro do invólucro da esperança por toda a vida. Ou o povo brasileiro reage ou ficará por muitos e muitos anos nesse embrulho. É preciso uma tomada de posição porque não ocorrendo, nem a vinda do Salvador irá resolver o sofrimento do povo, mas não esqueçamos que amanhã é o seu aniversário, a festa é DELE.


A FATURA CHEGOU

“Depois da recessão é que nasce o crescimento e o emprego”. É mesmo? Esta frase veio do Presidente da República Federativa do Brasil, Sr. Michel Miguel Elias Temer Lulia. Para que este nascimento e crescimento não aconteça, só a extinção da Nação ou sua paralisação completa, o travamento de qualquer ação. Cheio de boas intenções, e há um lugar entupido de gente com elas, o presidente esquece que o Brasil, dominado por um pensamento ideológico tosco que nunca deu certo em lugar nenhum do mundo, debandou-se, não foi incentivado, como deveria, a ser um País contextualizado, ou seja, inserido e de acordo com o mundo evoluído. Há sérios conflitos entre o propor, entender e executar. Não só isso, não há quem, raras exceções, possa cumprir com as três tarefas. Caso fôssemos uma população preparada educacional e culturalmente, esta situação não existiria, até porque não seria aceita a participação desses mentecaptos que andaram tomando conta do Poder nos últimos anos.

Somado ao despreparo da população, está o medo das lideranças em assumir uma ruptura com essa forma de fazer política que grassa pelo Brasil. Esta acomodação é que permite um homem considerado pela Suprema Corte como réu, ainda permanecer à frente de um dos três poderes do País. Outro exemplo de desrespeito foi praticado pelo Congresso Nacional, Câmara e Senado, com relação a uma manifestação de apoio popular, que foi o caso das Dez Medidas. Desfiguraram a proposta de Projeto de Emenda Constitucional – PEC, com objetivos outros que nada tinham a ver com a proposta original, desvirtuaram-na de forma obscena. A atitude de um dos membros da combalida corte suprema, o STF, em determinar nova votação,está dentro dos mandamentos legais. Pode sim, deveria ser feito e foi feito dentro dos devidos termos da lei e do processo legal. Estranha muito o comportamento do Sr. Ministro Gilmar Mendes, parece ferido em sua vaidade.

Sabemos que a educação no Brasil é inexistente se compararmos com o resto evoluído do mundo, vide o último resultado do Pisa (OCDE) que avalia a evolução do ensino em 70 países. O resultado não poderia ser diferente em matemática (66º), Ciências (63º) e Leitura (59º). É um resultado que nos persegue há anos, “sempre” estamos naquela região no campo classificatório, “sempre” entre os últimos. É uma lástima e mesmo assim o governo “sempre” com medidas paliativas como as apresentadas agora para o ensino médio, é um remendo a um tecido completamente esgarçado. Paliativo também é o pacote de investimento de 1,5 bilhões para recuperação de 200 mil empregos em quatro anos, uma piada para 15 milhões de desempregados. Até lá são quase quatro milhões de novos agentes ativos chegando no mercado de trabalho. Entre outras sandices do pacote, estão medidas que tem maior objetivo em atender os bancos com uso do FGTS pelo trabalhador para pagar dívidas bancárias. Outra é a de salvar empresas com perdão de 60 bilhões em dívidas com a previdência que se diz quebrada. No geral, segundo o economista Raul Velloso, pacote da miudeza porque não alavanca nada. É jogo para a torcida e reeleição.

Temos que ter consciência de que a situação é gravíssima. Não temos forças intelectuais e profissionais suficientes para empreender uma mudança radical que se vê necessária. Soma-se a isso o espírito do banditismo que ainda prevalece na política brasileira, impedindo ascensão dos que poderiam dar uma consistência em uma mudança na vida do País. Temer é um fantoche e, como tal, não vai dar certo, por ser apaziguador com quadrilhas que procuram se manter no Poder. Há uma necessidade de que a classe social e profissional dotada de ética, moral e capacidade de reorganização política e econômica dê um xeque mate nessas matilhas. Urge promoverem um reerguimento do Brasil na educação, na economia e na política. Caso contrário, não teremos empregos e forças qualitativas para o trabalho e sem estas não haverá desenvolvimento e muito menos um futuro ao nosso Brasil. Temos que nos organizar, porque a fatura chegou.


ELES NÃO AJUDAM

Não há caminho que não tenha atoleiros neste nosso Brasil nesses últimos quatorze anos. Até os anos 2002, existiam buracos na moralidade, na administração pública, na ética política e profissional, no judiciário e mesmo nas relações sociais, mas nada tão representativo como o que acontece nestes tempos. Como diz o ditado popular, eram ações de “trombadinhas” perto das que se vê agora. Fica difícil escrever sobre um tema agradável, inovador e motivador porque não há o que se possa fazer nesse sentido. Quando você pensa que vai normalizar a situação brasileira, acontecem fatos e atitudes que empurram o brasileiro para a amargura novamente. Escândalo da votação do STF-Supremo Tribunal Federal enterra qualquer esperança de uma segurança jurídica, não só aos de fora, mas a toda comunidade que via naquela Corte uma esperança de retidão nas suas ações, o último dos baluartes.

Assim como eu, muitos dos colegas da turma da PUC – RIO, inclusive o amigo Eduardo Mahon de Mato Grosso, vimos a ceifada que foi dada na Constituição brasileira com a decisão da Suprema Corte ao excluir o Senado da República da linha de sucessão da Presidência da República. O Senador Renan Calheiros está presidente do Senado. A Constituição se refere a Instituição Senado Federal na linha sucessória. Ao proibir seu presidente de assumir o cargo presidencial do País, ou seja, impedir que aconteça a sucessão, atingindo diretamente o Senado da República, o STF alterou o rito constitucional sem que tenha poderes para tal. Qualquer alteração das regras constitucionais depende de aprovação do Congresso Nacional. A decisão do STF, portanto, é inconstitucional.

Mas o show não parou por aí. O sarcasmo do senador Renan Calheiros foi deveras humilhante aos senhores ministros do Supremo Tribunal. “Decisões da Suprema Corte não podem ser questionadas, tem que ser cumpridas” disse ele, cinicamente, ao saber do resultado no STF. Transformaram os três Poderes da Nação em um grande e esdrúxulo circo dos horrores. Em nome de sei lá o que, dizem governabilidade como se ela existisse, creio que o mais correto seria “ajeitabilidade”. Promovem ajeitações, negociatas palacianas, intimidações por chantagens e outras ameaças que são partes do toma lá dá cá, e ferraram com toda a possibilidade de o Brasil readquirir sua credibilidade junto aos investidores internos e externos. Acreditem, são muitos os que estão fazendo as malas para se mandar e outros milhares lá fora que a estão desfazendo. O Brasil está nu. Não se fazem mais homens como antigamente, nem mesmo militares que, constitucionalmente autorizados, podem intervir nessas situações de roubo, acertos descarados e comprovados e que estão levando o País a uma situação de insolvência financeira, política, moral e de comando.

O que nos sobra de tudo isso? Sobram pessoas que estão voltando à miserabilidade e que foram iludidas de que jamais retornariam ao seu antigo campo da miséria. Acreditaram que sempre o Estado as atenderia em seus desejos de consumir sem que para tal tivessem que produzir, trabalhar duro e se preparar educacionalmente para evoluir. O resultado são 67 milhões de desempregados, pessoas aptas ao trabalho, mas que não tem emprego. Destes, pelo menos 14 milhões estão à procura. Cerca de 48 milhões recebem o desestimulador programa denominado Bolsa Família, ou seja, não estão empregados e isto resulta no número astronômico de aproximadamente, 115 milhões de pessoas inativas (67+48), mas há os que fazem bicos e trabalhos informais, o que diminui de forma não significativa esse número atormentador e absurdo.

Sobra uma Nação que marcha célere para o desajuste social total, não apenas setorizado. Uma Nação que só transmite malfeitos e patifarias aos seus jovens. Um Brasil que está fadado a

falência pelos desgovernos e pela podridão de suas Instituições que se tornaram indecentes e imorais. Sobra um povo que terá que muito lutar para trazer de volta a decência, a ética, a moral e a capacidade de se tornar grande e acreditar na sua força, porque para expulsar esses corruptos e malandros da estrutura de governo temos que nos unir. Caso queira crescer, o Brasil precisa expurgar essa gente, porque eles não ajudam.


PIRRALHOS DA POLÍTICA

Os pirralhos da política andam aprontando muita traquinagem nos últimos tempos, principalmente após o advento ocorrido com a chegada do Partido dos Trabalhadores ao Poder. Sem muito entender o que é governar e o significado de Estado, açambarcaram das riquezas do País com a maior naturalidade, uma festa. A distribuição dos recursos nacionais fez a alegria do povo que, na sua ignorância, não percebeu que ao fim, pagaria pelos custos dessa algazarra promovida pelos populistas, ditos socialistas. Aliás, socializaram parte mínima do dinheiro ficando nos seus cofres a maior quantia e para que não acontecesse reações ou especulações, iludiram o povo com a distribuição de créditos e mesadas aos congressistas. E rolou a festa por 13 anos, inclusos nelas os meios de comunicação que dominam a mídia brasileira.

A fatura chegou e agora todos querem se ver livres do pagamento da farra. A população, só agora começa a entender os acontecimentos dos últimos anos e está reagindo ainda com parcimônia diante da gravidade que passa o Brasil. Os políticos, em quase sua totalidade, foram os maiores beneficiados de toda a festa com o dinheiro do povo. Buscam através de chicanas e outras malandragens, se verem livres da conta a pagar, neste caso com penas de prisão e uma temporada na cadeia sem dizer que serão raros os que terão a oportunidade de um novo mandato. Pessoas de baixa índole como Renan Calheiros e companhia, dificilmente terão retorno ao Congresso Nacional, mesmo com toda a alienação do povo alagoano em relação aos malefícios que ele e Collor, em suas parcerias com Lulla, praticaram contra a Nação brasileira.

A prática de malfeitos se proliferou para todo o território nacional. A destruição das economias dos estados estão a limpo e sem mistérios para se tomar conhecimento. Agora, em seu papel de sanguessuga, vem sindicatos e líderes de fachada na política protestarem contra os novos governadores pela falta de dinheiro que grassa por todo o País. No momento da festa eram todos alegrias e elogios ao bando que destruiu o Brasil. Por serem ignorantes e desprovidos de capacidade de análise da economia e suas vertentes, os inconsequentes se fartaram pelo discurso ilusionista e agora fogem das suas responsabilidades por terem induzido a população a uma mentira, a uma falsa proposta de prosperidade e de riquezas. Buscam por essa saída jogando a culpa naqueles que receberam a herança maldita das contas públicas estouradas e com a estrutura produtiva desmantelada.

Estão inclusos nesses propagadores das ilusões os meios de comunicação e mídia. Agiram de má fé porque sabiam da projeção catastrófica que estava em andamento com as ações do governo petista. Eram convidados da farra e por essa razão deixaram rolar a festa. Agiram criminosamente contra a população brasileira que sabidamente é um povo de boa índole e que tem crença naqueles que se apresentam, empresas e pessoas, como sendo de credibilidade. Foram e continuam sendo enganados pelos noticiários que protegem sutilmente os pilantras que ainda estão detentores de Poder e os favorecem com altas somas de valores nos contratos. Rádios e televisões, raras exceções, pertencem a grupos que estão dentro do Poder, qual seja ele.

A mais cruel, de todas, são as empresas de mídia que tem grande influência na população e a subverte com programas e novelas que visam desestruturar a organização social e familiar, impondo e induzindo a população a acreditar e aceitar que a prostituição de valores de uma minoria é o caminho da felicidade, do bem-estar. Como na economia, ela só perceberá o seu engano quando o respeito e a estrutura social se desmoronar de vez. Os

sinais estão aí com milhares de jovens perdidos, sem rumo e sem os pais que estão sendo derrotados pela força da facilidade ilusionista televisiva aplicada no dia a dia que valoriza tudo que há de ruim. Não bastasse, o que estamos vivendo no Congresso Nacional com a aprovação das dez medidas contra a corrupção é um espetáculo de baixaria sem precedente. A Câmara dos Deputados perdeu o pudor, a decência e a moralidade definitivamente. Não é mais uma Instituição representativa do povo, isso ficou bem claro nas palavras do presidente Rodrigo Maia quando afirma que acima do interesse do povo está o da Câmara, ou seja, da limpa nos crimes de corrupção praticados pelos pares. Estamos pagando um alto preço por esses pirralhos na política.


INSISTO, É O CAMINHO

Antes de partir para o tema deste artigo, tenho que emitir minha opinião sobre os conflitos da maioria dos parlamentares no Congresso Nacional nesta última semana. A reação, dos procuradores da Lava Jato a este fato, não deixa de ser intempestiva ao ameaçar uma renúncia coletiva. Eles se esquecem que são meros funcionários públicos e a Lava Jato é uma ação de Estado, da Instituição Ministério Público Federal, ou seja, não sofrerá descontinuidade. Poderá ocorrer uma redução, por certo período, na dinâmica dos trabalhos, e só. Quanto ao Congresso Nacional, mal terminou a votação na Câmara, o Senado partiu para sua parte na peça do circo dos horrores. Na Câmara desfiguraram as dez medidas propostas pelos procuradores e aprovadas na comissão especial encarregada de analisa-las. Uma ação claramente de retaliação às ações da Lava Jato que está chegando, com força, no ninho da corrupção e deixando em desespero os seus filhotes. Enviada para o Senado, presidido pela ave de rapina Renan Calheiros, este procurou de imediato dar o golpe final na proposta. Foi barrado por quarenta e quatro senadores cônscios de suas responsabilidades. Houve uma mistura inoportuna nas intenções do MP com as inserções dos parlamentares, conflitantes. Jabutizaram as dez medidas.

Quanto ao tema deste artigo, o Estadão informou que 64,727 milhões de brasileiros estão inativos, apesar de aptos para o trabalho. Estes dados estão compatíveis com aqueles que apresentei em artigo, de semanas passadas, o que confirma a minha tese. Afirmo ainda que chegam aos 115 milhões de inativos se somarmos os que vivem sob as benesses do programa Bolsa Família. É um número assustador, é um barril de pólvora prestes a explodir, com rastilho montado pela fome que logo vai assolar a população de baixa renda que já não está mais cumprindo com as obrigações financeiras obtidas no período dos ilusionistas do PT.

Desde 2004 venho escrevendo que o Brasil não poderia sobreviver a base de crédito, a fatura da inconsequência ia chegar, e chegou. O perigo está no fato de que desse montante de desempregados, apenas 14 milhões ainda procuram empregos, os demais estão em desalento, desistiram, e isso meus leitores, a continuar, posso garantir que não terá um final feliz. No editorial, o Estadão alerta para a quebra de credibilidade e confiança no governo. A crença na recuperação da economia está diminuindo de forma perigosa. Diz que empresários e trabalhadores estão inseguros diante dos sinais negativos da melhoria da economia a curto prazo. O emprego continua travado, inclusive para os temporários de final de ano.

São estas razões e estas informações que me levam a insistir em uma reação inteligente e de resposta rápida do governo à necessidade de emprego da população. Volto a minha proposta que oferece a possibilidade de, em curto prazo, minorar e dar uma saída as necessidades da população na sua sobrevivência. Esta saída está na criação do Regime Especial de trabalho que consiste em abrir o mercado de empregos em duas etapas. Uma funcionaria de segunda a quinta feira e todos os direitos do trabalhador ficariam preservados e nada seria alterado na

legislação em vigor. Outra, de sexta feira a domingo, em regime especial legal. Porém, o empregado da semana de quatro dias (segunda, terça, quarta e quinta feira) considerado como de Regime Permanente, estaria impedido de atuar em empregos formais no período do Regime Especial e nenhuma empresa poderia ter número de empregados maior que o do Regime Permanente.

Esta situação de trabalho especial (sexta-feira, sábado e domingo) permite uma nova fonte de empregos. Os salários serão calculados por horas trabalhadas no mesmo valor dos empregados da semana de quatro dias, os do Regime Permanente. Para a indústria e empresas em geral caberá, na relação trabalhista no Regime Especial, a responsabilidade de recolher apenas o referente à parte da contribuição social do empregado.

Todos os direitos pecuniários (impostos, taxas, etc) do Estado serão cessantes as pessoas jurídicas nesse período do Regime Especial. Entre outros incentivos, é uma forma de dar compensação financeira às indústrias/empresas (pessoas jurídicas) para manutenção do ganho e benefícios já conquistados pelos trabalhadores que estão na ativa/empregados no Regime Permanente. Assim, não será necessária qualquer alteração jurídica na relação atual existente entre empregador e empregado. Em relação aos tributos, impostos, taxas de origem municipal, do período especial de sexta-feira, sábado e domingo, a indústria, empresas em geral, de serviços, comércio, etc estariam isentas. Insisto, é o caminho.


PENSE UM POUCO

O Brasil tem 166,3 milhões de pessoas aptas ao trabalho. Os números oficiais dizem que 90 milhões estão trabalhando e cerca de 14 milhões em busca de emprego. Dentro dos não considerados desempregados estão os dos programas do Bolsa Família e os entendidos como desalentos, que não encontram vontade de sair em busca de empregos formais, ou seja, a pesquisa não reflete a realidade porque os números têm que mostrar favorecimentos ao governo. Na minha modesta opinião, os desempregados, aqueles que não trabalham, chegam a casa dos 50 milhões ou mais. Fora os empregados formais, um gigantesco grupo faz o famoso “bico” ou trabalha na informalidade. Os dados oficiais não nos dão segurança sobre os números apresentados e com isso tocamos a vida na estimativa.

Entendo que se a pessoa está em idade ativa economicamente, isto é, apta ao trabalho, e não trabalha, deveria ser considerada desempregada e não apenas aqueles que nos últimos trinta dias anteriores a pesquisa estão em busca de emprego. Isso exposto, teremos estimativa de uma população aproximada de 76 milhões de pessoas sem trabalho ou boa parcela em atividade de sobrevivência. Caso somarmos os aproximados 40 milhões de bolsistas do programa Bolsa Família ditos, mas não são, como “empregados” aos 76 milhões sem empregos, chegamos a astronômica faixa de 116 milhões de pessoas aptas ao trabalho, mas sem emprego ou em trabalhos informais. É um contingente astronômico de não contribuintes. O Brasil não pode mais ficar mentindo a si próprio. A sua forma de conduzir as relações trabalhistas e previdenciárias estão distorcidas e irreais. O populismo e suas benesses estão levando o País a um destino de miséria e fracassos na assistência previdenciária, de saúde e educação.

É preciso dar espaço ao setor produtivo para gerar empregos e isso só é possível com a redução da carga tributária e na contribuição social e transferir este peso ao consumo, sem falar na flexibilização da CLT, aí teremos um equilíbrio na relação do trabalho, da produção e do consumo. Entretanto esta é uma atitude urgente porque está nascendo uma nova relação econômica e de produção. O novo cenário que se aproxima vai exigir enorme capacidade profissional. O avanço tecnológico está cada vez mais fechando o mercado de trabalho com o aumento de produtividade sem necessidade da mão de obra não especializada ou qualificada. Estamos perdendo tempo com situações fora de contexto para o mundo atual e em processo acelerado de crescimento. Perdemos o momento, a janela do crescimento, quando entregamos aos incapacitados governantes petistas o comando do Brasil.

O Brasil recebe por ano enorme contingente de novos trabalhadores que chegam ao mercado. Não há como atender esse contingente no mercado já saturado principalmente de mão de obra desqualificada. Estimular expansão industrial e de serviços é impossível quando o setor está em queda por razões de mercado e da legislação fiscal, trabalhista e previdenciária. As condições de trabalho estão em rápida mudança operacional. Isto exige criatividade e inovação para se adequar ao novo mundo que surge célere e transformador. Sei que existem muitos projetos e propostas por aí voltadas a inovação para o desenvolvimento econômico, mas a minha proposta não é desprezível para a economia. Há muita chance de sucesso já que nossa sociedade é baseada no consumo, apesar de não conseguir evoluir nesse campo sem a ajuda do Estado e do setor financeiro, ambos consumidores por inteiro de todos seus ganhos, prova está o alto endividamento da população.

A proposta, em síntese, já apresentada em artigos anteriores, consiste na redução da semana de trabalho para quatro dias (de segunda a quinta feira). Cria-se o Regime Especial de trabalho para os três dias restantes (sexta feira, sábado e domingo). O salário deste Regime será calculado de acordo com o valor das horas trabalhadas no sistema normal de quatro

dias. Do empresário nenhum tributo será cobrado da sua produção nos dias do Regime Especial. Nenhum trabalhador poderá ser contratado ou trabalhar nos dois períodos. A empresa que adotar o programa não poderá ter número maior de empregados que no regime normal de funcionamento. É clara a não necessidade de aumento de plantas industriais e comerciais. Está proposta é uma resposta rápida a empregabilidade e circulação de riquezas. Soluções a longo prazo, em tramitação, são benéficas desde que não segurem ou impeçam a evolução remuneratória do cidadão, que não caia sobre ele o peso de passar pela vida trabalhando para pagar por erros de governantes corruptos. Para perceber isso, pense um pouco.


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