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STEVE MCQUEEN, O HOMEM DA ESCOPETA

Steve Mcqueen protagonizou um papel de um ex-soldado do Exército Confederado, personagem conhecido como Josh Randall que se transformou em um ser temido, determinado e solitário caçador de recompensas. Esse personagem comum no Velho Oeste não era tolerado em muitas cidades e era visto com antipatia pela Justiça. Randall, ao invés do tradicional Colt 45, usava uma arma bastante estranha que era um rifle Winchester com dois canos, ambos cortados, e que disparavam cartuchos de diferentes calibres (.30 e .40). Medindo aproximadamente 50 cm, esse tipo de escopeta é também chamado de patada de mula. Uma arma assim especial tinha também uma cartucheira especial que Josh Randall tanto carregava na cintura ou no ombro. E o caçador de recompensas manuseava a arma com incrível habilidade e pontaria certeira.

O cineasta, cinéfilo e pesquisador Darci Fonseca estudioso da biografia de Steve Mcqueen costuma afirmar que ele tinha a indiferença e frieza de Humphrey Bogart somadas porém à rebeldia de James Dean, isto nos conturbados anos 60 em que os jovens procuravam no cinema o que haviam encontrado na música com Bob Dylan e com os Beatles. Steve McQueen parecia ser essa resposta e seu amor pela velocidade completou uma das imagem mais perfeitas de uma época. Milhões de jovens no mundo inteiro tinham na parede o famoso poster de McQueen pilotando uma motocicleta alemã, foto extraída do filme “Fugindo do Inferno”. Mesmo fazendo poucos westerns Steve é também lembrado como um cowboy, ainda que tenha declarado que não gostava muito de cavalos. Porém quando empunhou seu rifle (escopeta), colocou o surrado chapéu e saiu à caça dos bandidos Steve McQueen deixou uma marca muito forte e pode-se afirmar sem medo de errar que nunca houve um cowboy tão anti-herói como Steve McQueen.

Mais lembrado por seu papel em “Papillon” (1973), e uma série de outros filmes de ação. É considerado um dos maiores atores de todos os tempos. Em 1974, Steve McQueen se tornou o astro de cinema mais bem pago do mundo. Ele foi também um piloto ávido de motocicletas e carros de corridas. Passava os finais de semana competindo em corridas de moto. Steve também é lembrado por dispensar o uso de “dublês” em seus filmes, pois ele mesmo realizava as cenas de ação. McQueen continuou a se equilibrar entre o cinema e a TV até que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis de Sete Homens e Um Destino (1960), faroeste clássico de John Sturges, com Yul Brynner comandando um elenco repleto de outros jovens candidatos a astros, como Robert Vaughn, James Coburn e Charles Bronson.

Durante quatro anos, de 1958 a 1961, Steve McQueen estrelou a série “Procurado Vivo ou Morto” que era transmitido pela CBS sempre com ótima audiência. Esse programa transformou Steve McQueen numa celebridade interpretando o caçador de recompensas Josh Randall, sempre armado com sua famosa escopeta. Sucesso na televisão é quase uma garantia de melhores filmes em Hollywood e Steve McQueen atuou em “Quando Explodem as Paixões” com Frank Sinatra e fez o papel principal numa produção mediana intitulada “O Grande Roubo de St. Louis”. Em 1960 John Sturges estava compondo o cast para a versão norte-americana de “Os Sete Samurais” e chamou Steve McQueen para ser um dos sete homens desse western intitulado “Sete Homens e Um Destino”. Esse filme fez bastante sucesso nos Estados Unidos, e ainda bateu recordes de público em todos os países em que foi exibido, inclusive no Brasil. Depois de “Sete Homens e um Destino” Steve McQueen passou a ser um nome famoso também no cinema mas ainda não era o grande ídolo que estava destinado a ser.

Steve McQueen mesclou papeis de ação, como no filme de corrida de carros “As 24 Horas de Le Mans“, com papeis como no drama “Papillon“, demonstrando que, além de galã, era também bom ator. Depois de “O Inferno na Torre”, uma das melhores fitas de catástrofe realizada em 1974, onde dividiu a tela com ator do porte de Paul Newman. McQueen foi um grande aficionado da adrenalina, especialmente em automobilismo e motociclismo – no transcurso da carreira chegou a considerar seriamente converter-se em piloto de corrida. Foi amigo pessoal do mestre em artes marciais Bruce Lee, Casou-se com sua terceira e última esposa, Bárbara, em janeiro de 1980, dez meses antes de falecer.

O sucesso continuou em diversas películas bem acolhidas pelo público, com Papillon e logo após veio O Inferno na Torre. No entanto, McQueen era um solitário por natureza e sua insociabilidade atingiu o ápice entre 1974 e 1978, quando preferia ficar trancado em casa, bebendo cerveja e engordando. Chegou a recusar convites milionários, como atuar em “Apocalypse Now“, de Francis Ford Coppola ou trabalhar ao lado de Sophia Loren. Seu único interesse eram os carros e chegou ao ponto de pedir a seu mecânico para ler os roteiros que recebia e mostrar a ele apenas os mais interessantes. Finalmente, voltou ao cinema no fracassado “O Inimigo do Povo” (1978). Sua última atuação foi no “Caçador Implacável” (1980), já debilitado pela doença que o levaria à morte.

Steve McQueen morreu em 07/11/1980 com apenas 50 anos de idade, no “Tucson Medical Center” em Tucson (Arizona – EUA), vítima de uma ataque cardíaco (Infarto), após uma cirurgia para tratamento de “Mesotelioma” (câncer na membrana que envolve os pulmões), também chamada de “Doença do Amianto”. Quando Steve faleceu, possuía sua própria empresa cinematográfica, a Solar e era um dos mais populares astros norte-americanos. O corpo de Steve McQueen foi cremado e suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico, conforme sua vontade.

Assista ao trailer de um bom filme de guerra com esta cena histórica de uma das mais belas tomadas do cinema do meio motociclístico: Steve McQueen no filme “Fugindo do Inferno“, numa fuga mirabolante dos alemães. Uma grande cena que ficou marcada e reconhecida por grandes astros do cinema como a melhor tomada sobre duas rodas do antigo cinema. McQueen não usava dublês. Lembrando-se de que a cena se passa em 1963.


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50 ANOS DA MORTE DO GUERRILHEIRO CHE GUEVARA

Há quem diga que Che Guevara tenha sido um herói dos idiotas úteis, mas não é bem assim!!! Por incrível que pareça, o nome Che Guevara é impactante e incita tanto o amor quanto o ódio nos corações das pessoas. A alcunha é sinônimo de liberdade e resistência para alguns, assim como é sinônimo de carnificina para outros. Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que o verdadeiro nome de Che não era tão romântico: o revolucionário foi batizado como Ernesto Guevara. Esta alcunha de Che ele recebeu dos guerrilheiros cubanos por ele ser argentino. Che, de fato, ele foi cruel sim, e por isso deu tão certo em Sierra Maestra a derrubada do poder do ditador Batista(quanto à revolução cubana comandada por ele e continuada por Fidel, aí são outros quinhentos!!!) Claro que ninguém se preocupa com verdades na história, ou fazem dele santo, ou fazem dele demônio, mas isso é esperado…

Che Guevara: amado por muitos, odiado por outros tantos, o argentino que era radicalmente contra o capitalismo selvagem, por ironia do destino, é um dos maiores sucessos comerciais apesar de ser taxado de um dos assassinos mais brutais da história recente. Não é à toa que um homem tão intensamente amado e odiado seja familiar para a maioria das pessoas no mundo ocidental. Che, paradoxalmente virou um símbolo para a sociedade de consumo. Virou camiseta, marca de cigarro, de café, de relógio, tênis, capinha de telefone celular, capa de caderno, bebida energética, roupa de quarto e até biquíni usado por Gisele Bündchen em passarela de moda ou tatuagens nos braços dos atletas Maradona e Mike Tyson. Hoje, você pode comprar a imagem do homem que lutou com todas as forças contra o capitalismo em qualquer lojinha de esquina. Che foi covardemente assassinado, na Bolívia, no dia 9 de outubro de 1967, há precisamente 50 anos.

Um fato marcante e o que confere como um dos aspectos mais célebres da morte do “guerrilheiro”, momento antes de ser enterrado clandestinamente ao lado de um aeroporto, nos arredores de La Paz, na Bolívia, foi quando num necrotério improvisado, numa cena nefasta, funesta e desumana, cortou-se a golpe de ferramentas rudes as duas mãos de Guevara por ordem de seus captores para a confecção de impressões digitais. O general boliviano Oviedo, que a mando da Central de Inteligência Americana (CIA), foi quem detonou, covardemente, os 7 tiros na caixa dos peitos de Che, chegou a ordenar que lhe cortassem também a cabeça, para melhor identificação, e o cremasse em seguida, para que o guerrilheiro atrevido sumisse de uma vez por toda do oco do mundo. Deu tudo errado. As mãos do médico argentino acabaram sendo conservadas em formol. Dois anos depois foram contrabandeadas para havana e se encontram até hoje no palácio de La Revolución, na capital cubana, sob a guarda do irmão de Fidel Castro.

Atentai bem para o desenrolar deste imbróglio. Pois bem. Em 1969, o jovem boliviano Queiroga, era solteiro, membro do Partido Comunista Boliviano, ocupava um quarto no apartamento de um companheiro de partido, num prédio localizado na Rua Diego Peralta, em La Paz, numa terça feira, 23 de julho, os dois amigos receberam um telefonema de uma destacada figura da política boliviana da época. Victor Zanier, para que se encontrassem no café Okey. Após esse comunicado, naquela mesma noite eles zarparam com destino ao “Pega-Bebo”. Eram 21 horas, o café estava lotado, e Zanir chegou com uma sacola de couro bege, surrada. “Son las manos del Che”, informou, em tom tão categórico que o jovem Queiroga acreditou na hora.

Daí em diante começou um dos capítulos mais longos e sofridos da necrofilia guevarista. A seguir os principais trechos da versão do principal protagonista dessa doideira toda que foi Juan Enrique Queiroga, com apenas 32 anos de idade:

“Meu amigo Jorge e eu fomos para casa de táxi, e só então abrimos a sacola. Embrulhado em papel jornal, estava um frasco de vidro em forma cilíndrica, lacrado, de uns 25 centímetros de diâmetros e uns 30 centímetros de altura. Pesava algo em torno de 3 quilos. As mãos estavam cortadas de forma irregular, sugerindo que o corte não fora feito com instrumento adequado. Me pareceram grandes e musculosas, com veias salientes e cobertas de pelos finos’’.

Tinha mais: também embrulhado em jornal velho, estava uma máscara mortuária do Che, de gesso, com alguns restos de cabelos grudados. Daquele 23 de julho quando recebi a sacola e fui para casa a 28 de dezembro de 1969, a sacola ficou escondida debaixo da minha cama. Minha tarefa era entregá-la aos cubanos. Não tive medo daquela coisa no meu quarto. Tive medo, sim, de ser pego pelas forças da repressão”. O plano ficou a cargo do meu amigo Jorge, que comprou minhas passagens aéreas com aval do arquiteto brasileiro Rubens Wanderley que era membro do Partido Comunista Brasileiro e estava asilado na Bolívia em razão do Golpe Militar de 64, havido no Brasil.

Embarquei com a sacola de couro em meio às festas de fim de ano (28 de dezembro de 69), num voo de Santiago do Chile para Madrid, com escala em Lima, Guayaquil, Bogotá e Caracas. Na Espanha troquei de avião, segui para Paris, continuei a viagem até Budapeste, tendo como paradeiro final Moscou. A essa altura, outra pessoa travestida de araponga sempre viajava nos mesmos voos que o meu, para pegar a maleta caso me acontecesse algo. Não o conhecia. Jamais nos falamos. Até hoje não sei quem era. O Serviço de Inteligência Cubano e a militância comunista boliviana, jamais passou as credenciais desse Agente Secreto para que eu viesse a ter conhecimento. Cheguei ao Aeroporto em pleno inverno russo, onde um funcionário do Comitê Central me aguardava. Nesse mesmo dia recebi uma visita “in loco” daquela destacada figura política boliviana que havia me telefonado no dia 23 de julho de 1969 para entregar-me tal sacola no Café Okey, Victor Zanier, e fomos juntos a embaixada de Cuba em Moscou. Os cubanos decidiram que Zanier, sozinho, deveria levar mãos e máscara até Havana. Voltei para a Bolívia e fiquei quieto. Cumpri meu périplo “in memoriam” do Comandante Ernesto Che Guevara.


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O QUE É DISSONÂNCIA COGNITIVA?

Recentemente, entre uns goles de café e de conhaque, mantive um gostoso bate papo informal com o Dr. Zenício da cidade de Bom Conselho – PE, e o papo que rolou entre nós dois foi justamente a conscientização que tanto eu quanto ele éramos doentes e sofremos por muito tempo de uma enfermidade grave que tem o nome estranho de dissonância cognitiva (graças a Deus estamos curados, literalmente!!!). Ele se escondia em Elis Regina e eu em Che Guevara… A gente era possuidor de um transtorno mental onde a pessoa cria justificativas falsas para algo que ela inconscientemente sabe que é mentira. Ou seja, é uma auto contradição.

A dissonância cognitiva é um termo cunhado pelo psicólogo norte americano Leon Festinger, já no campo da política, a dissonância cognitiva manifesta-se quando uma determinada autoridade de direito, reconhecida como tal pelo povo, se COMPORTA DE FORMA IRRACIONAL(Lula, por exemplo!!!), fazendo com que o cidadão tente conciliar mentalmente essa autoridade de direito, por um lado, com a IRRACIONALIDADE que se lhe reconhece no seu comportamento, também por outro lado. A teoria da dissonância cognitiva baseia-se na premissa de que a pessoa se esforça para manter a coerência entre suas cognições (CONVICÇÕES e OPINIÕES). Quando uma pessoa tem uma crença sobre algo e age diferente do que acredita, ocorre uma situação de DISSONÂNCIA. A dissonância é a contradição e uma das principais fontes de inconsistência no comportamento do ser humano.

Pois bem!!! De um modo geral, A LULOLATRIA não é um caso de fanatismo e sim de saúde que podemos denominar de DISSONÂNCIA COGNITIVA. ou seja, a pessoa tem uma opinião sobre algo e age de outra forma. Quer dizer, sabe dos malfeitos praticados pelo Lula, mas não os admitem em hipótese alguma sendo capaz de ir às últimas conseqüências para defendê-lo!!! No popular, isso quer dizer NÃO DÁ O BRAÇO A TORCER, mesmo estando errado… ilustrativamente, o sujeito é capaz de atacar a faculdade que formou o JUIZ que está julgando Lula e, ser for preciso, não há nele a menor cerimônia de acusar a maternidade em que a mãe do Moro deu a luz… saindo da esfera politica e passando para exemplos da vida cotidiana é a mesma coisa de, o indivíduo sabe que beber e dirigir são atos perigosos, no entanto mantém essa atitude, mesmo conhecendo os riscos.

Outro exemplo de como um indivíduo pode lidar com a DISSONÂNCIA relacionada a um comportamento de saúde: Indivíduos que fumam podem continuar a fazê-lo, mesmo que eles saibam que é ruim para a sua saúde. Por que alguém iria continuar a se envolver em comportamentos que sabem que não são saudáveis?!?!?! De acordo com o psicólogo norte americano Leon Festinger, uma pessoa pode decidir que valoriza mais FUMAR do que a própria SAÚDE, considerando que o comportamento “VALE A PENA” em termos de riscos e recompensas.

De um modo geral, todo LULISTA assumido tem a mentira como sua matéria prima. Para ele, mentir é essencial, apesar dele ter plena consciência(?) que está falando a verdade, somente a verdade. A inquietação intelectual leva à busca de teorias e, dessa busca, a possíveis respostas. A questão é: Por que todo adepto do socialismo, do comunismo e de qualquer esquerdismo mente tanto?!?!?! Por que não pode um esquerdista afirmar seus princípios e defender suas posições falando a verdade? – ou, pelo menos, buscando a verdade, ainda que incorrendo em erros ocasionais?!?!?! Há caso que é tão estarrecedor que, no Brasil, a LULOLATRIA parece mais um povo SEMITAS, donde, Eles LEEM DA DIREITA PARA ESQUERDA ou quem sabe estão fumando maconha estragada, só pode ser!!!

Vejam o recado dado pelo jornalista Josias de Souza a esse povo que sofre da doença DISSONÂNCIA COGNITIVA: “A sensação de que a política precisa de uma FAXINA cresce na proporção direta da diminuição da disposição dos políticos de se higienizar. O sistema guerreia pela preservação dos seus valores mais tradicionais: o suborno, o acobertamento, o compadrio, o patrimonialismo, o fisiologismo. O bom senso recomenda a interrupção imediata do teste de paciência. O ponto de ruptura pode estar próximo. O diabo é que CULPADOS e CÚMPLICES demoram a perceber que já encheram o bastante.”. Observem as pesquisas pró-Lula, donde, os institutos fazem questão de constar da relação de candidato ao cargo de presidente o juiz Sergio Moro. Não se enganem, tudo isso são pesquisas para intimidar o Judiciário…

Os lulo-petistas têm uma necessidade interior para garantir que as suas crenças (ou desculpas fajutas) e comportamentos são consistentes. Crenças inconsistentes ou conflitantes levam a desarmonia, que as pessoas se esforçam para evitar. Segundo nos dizem os doutores no assunto que a PSICOLOGIA COGNITIVA é uma área do conhecimento que estuda os processos mentais que influenciam o comportamento do indivíduo, analisando fenômenos psíquicos relacionados à memória, percepção, linguagem, criatividade, raciocínio e resolução de problemas.

Atentai bem!!! Como se sabe, a esquerda se alimenta da mentira(o regime cubano é um exemplo). Ela é tão escrota que, uma vez conquistado o poder, não será o caso de abandonar suas mentiras?!?!?! Não!!! A mentira continua a ser tão essencial quanto antes. Por que a VERDADE é incompatível com as teses de esquerda?!?!?! Por que a MENTIRA é íntima e necessária às ideologias de esquerda?!?!?! Para o esquerdista brasileiro, admitir que o “PETISMO E CATERVA” ou o governo de esquerda que se implantou, com sua ajuda militante, é perverso, burro e ineficaz leva-o a uma severa crise de ordem, digamos, EXISTENCIAL: ele entrará em profunda dissonância cognitiva!!! Logo, o único jeito de evitar ou superar a dissonância será criar explicações e buscar afirmar realidades alternativas. vale dizer: MENTIROSAS…


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RONALD REAGAN, UM BANDIDÃO GRANDE, FEIO E ESTÚPIDO

Ronald Wilson Reagan Nascido em ILLINOIS, no ano de 1911, escolheu inicialmente uma carreira na indústria cinematográfica, atuando em mais de 50 filmes. Em Hollywood, ele foi presidente do Screen Actor’s Guild (SAG- Sindicato dos atores), donde conheceu sua futura mulher, Nancy Reagan. Primeiro repórter, depois ator de cinema e, entre 1947 e 1952 e em 1959, presidente do sindicato de atores, Reagan entrou em 1962 na política como membro do Partido Republicano. De 1967 a 1974, foi governador do Estado da Califórnia e, em 1981, eleito presidente da maior potência mundial, pelo partido REPUBLICANO em substituição ao DEMOCRATA Jimmy Carter e, depois, reeleito em 1984.

Por suas convicções ideológicas e carreira política, Ronald Reagan se tornou um dos atores mais massacrados do cinema. Está certo que ele não podia ser considerado um ator de grandes recursos interpretativos, mas não era também o CANASTRÃO em que a crítica implacavelmente o transformou, tendo provado isso em “Em Cada Coração um Pecado”. Reagan, que tem poucos faroestes em sua filmografia, era um cowboy perfeito, muito bom de briga e excepcional cavaleiro montando nos faroestes O CAVALO ‘BABY TAR’, DE SUA PROPRIEDADE. Reagan poderia ter se tornado um Randolph Scott menor, caso tivesse feito mais westerns, pois estampa de cowboy não lhe faltava. E como BANDIDÃO o futuro presidente se deu melhor ainda, como se vê em “Os Assassinos”, de Don Siegel.

No filme faroeste “Com a Lei e a Ordem”, Reagan contracena com a exuberante atriz DOROTHY MALONE que tinha uma inevitável atração com sua beleza e sensualidade extraordinárias, Dorothy Malone tem em “COM A LEI E A ORDEM” um dos papéis menos relevantes e discretos de sua carreira, não passando de mero e delicioso enfeite. Curiosamente Dorothy (Jeannie no filme) tem oportunidade de dizer a Frame Johnson (Ronald Reagan) que ele “É GRANDE, FEIO E ESTÚPIDO”. Outra grande atração do filme é a trilha musical composta por um jovem maestro contratado pela Universal chamado HENRY MANCINI que em poucos anos escreveria algumas das mais memoráveis trilhas musicais do cinema.

Em 1928, Ronald se formou na Dixon High School, e lá, além de atleta, ele também era presidente do corpo estudantil e atuava nas peças escolares. Após estudar na Eureka College, em Illinois, como atleta bolsista, Reagan se formou em economia e sociologia. Lá, ele jogava futebol americano, corria em pistas, era capitão da equipe de natação e presidente do conselho estudantil, além de atuar nas produções da universidade. Depois de sua graduação, em 1932, ele começou a trabalhar como locutor de uma rádio esportiva em Iowa. Em 1937, Reagan assinou um contrato de 7 anos com a Warner Brothers. Ao longo das três décadas seguintes, ele apareceu em mais de 50 filmes. Entre seus papéis mais conhecidos, está o de George Gipp, jogador do time de futebol americano, na sua biografia “Criador de Campeões”. Outro papel famoso é o do filme “Em Cada Coração”, de 1942, no qual seu personagem tem as pernas amputadas.

Como Presidente dos Estados Unidos, Reagan implantou uma política conservadora, destinada a sanear a economia, baseada na redução dos impostos e dos juros elevados, tendo como contrapartida a diminuição dos benefícios sociais e um aumento do déficit público. Pretendia, desse modo, financiar as despesas de rearmamento (baseado sobretudo na construção de mísseis de médio alcance e na iniciativa de defesa estratégica). ANTICOMUNISTA de carteirinha, seguiu inicialmente uma política de confronto com os Estados do bloco comunista e com os regimes revolucionários do Terceiro Mundo, especialmente na América Central (por exemplo, a Nicarágua). Contudo, com as transformações incentivadas por Mikhail Gorbachov na União Soviética, tanto na política externa como na interna, Reagan tornou-se um firme defensor do fim do confronto entre os dois blocos. Os acordos para a eliminação do armamento nuclear de médio alcance na Europa (1987) e a reunião com Mikhail Gorbachov em 1988 foram passos fundamentais para a implantação de uma nova ordem na política mundial.

Um dos fatos inusitado nos primeiros meses de seu governo foi quando o presidente Reagan foi vítima de um atentado. Um homem dizendo querer chamar a atenção de Jodie Foster disparou uma série de tiros que acabaram acertando o presidente americano. Reagan tinha 70 anos e foi atingido pela bala na região do tórax. Ao chegar na mesa de cirurgia Reagan teria dito que esperava que todos os médicos fossem republicanos. Reagan ficou próximo da morte e sua saúde nunca mais foi a mesma depois desse incidente. O atentado fez com que Reagan ganhasse popularidade e que ele tivesse capital político para implementar a sua tão desejada queda de impostos.

Após deixar a Casa Branca, em janeiro de 1989, Reagan e sua mulher Nancy retornaram para Los Angeles. Em 1991, foi inaugurado em Simi Valley, na Califórnia, o Ronald Reagan Presidential Library. Em 1994, Reagan revelou à população americana que havia sido diagnosticado com Alzheimer. Quase uma década depois, em 5 de junho de 2004, ele faleceu em sua casa, em Los Angeles, aos 93 anos. Assista ao vídeo da reportagem da tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan. Dos 4 feridos apenas 2 sobreviveram que foram o presidente Ronald Reagan que veio a falecer em 2004 e James Brady que morreu em 2014. Os que morreram nesse atentado foram Tim McCarthy e Thomas Delahanty.


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MORRE O FUNDADOR DA REVISTA PLAYBOY

A revista masculina PLAYBOY, sem o menor farelo de dúvida foi o talismã, o amuleto, o prazer artificial dos MASTURBADORES desse mundão de my God. Criada em 1953, teve um papel importante na mudança de atitude a respeito da sexualidade registrada no século XX. Seu fundador, HUGH HEFNER, que morreu no último dia 27 aos 91 anos de idade, de causas naturais em sua residência de Beverly Hills, a famosa Mansão Playboy, onde celebrou festas lendárias para as celebridades do mundo inteiro. Hugh Hefner era uma lenda, foi um inovador, ele foi único e sempre será lembrado como alguém que teve um impacto positivo nas mudanças dos VALORES SEXUAIS SOCIAIS de sua época. Para a macharada, Hugh Hefner, levou a imagem de mulheres nuas ao imaginário coletivo americano e posteriormente ao redor do planeta.

Mestre do marketing, a habilidade de Hefner para a autopromoção tornou impossível separar a sua própria imagem da de seu império. Porém, a exatamente dois anos, outubro de 2015, A revista Playboy anunciou que deixaria de publicar fotografias de MULHERES COMPLETAMENTE NUAS, indicando que este tipo de imagem não tinha mais razão de ser na era da INTERNET, já que a pornografia está cada vez mais disponível.

Segundo se lê na imprensa americana e mais precisamente no jornal The New York Times, quando afirma que ele definiu um estilo de vida e uma característica comum a um grupo de indivíduos pertencentes a uma mesma sociedade. Toda aquela sexualidade sempre esteve presente no coração da marca Playboy, uma das mais reconhecíveis e duradouras da história. Mesmo assim, o clima político e sexual de 1953, o ano em que Hugh Hefner introduziu a Playboy ao mundo, já não se parece com o atual. Agora estamos ou vivemos apenas a um ‘’CLIQUE’’ de todos os atos sexuais imagináveis de forma gratuita.

Para abrilhantar a vida pessoal desse inovador no campo da sexualidade através de fotos de mulheres nuas, consta de sua folha corrida sexualmente falando, que mais de mil mulheres, em suas nove décadas de vida teria dormido com ele. Não é à toa que, Nos últimos anos de sua vida, também frequentou clubes noturnos e manteve um grupo de jovens namoradas, um estilo de vida que ele garantia que o mantinha jovem. Sua atual namorada tinha pouco mais de 30 anos.

Como particularidade, em meados de 2016, a MANSÃO PLAYBOY, cenários das festas organizadas por Hefner, foi vendida a um empresário americano. A propriedade com uma piscina com cavernas e cascatas simboliza os excessos de Hollywood. Durante suas festas épicas, os convidados conviviam com as célebres ”COELHINHAS”. Conta-se que, Elvis Presley teria dormido com oito ”coelhinhas” ao mesmo tempo na casa de 12 quartos, enquanto John Lennon queimou um quadro ao largar um cigarro de modo negligente.

Mudando de um polo ao outro, mas sempre a procura do prazer, seria de bom alvitre frisar que, para se ter ideia da importância da revista PLAYBOY na iniciação do sexo na ala jovem masculina, pois pensou PLAYBOY, pensou punheta!!! Para os sexólogos, a adolescência é uma etapa do ciclo vital onde são vivenciadas inúmeras mudanças, de cunho biológico, social e psíquico. Portanto, a masturbação possibilita ao jovem maior conhecimento acerca de sua porção sexual proporcionando que ingresse em um relacionamento a dois mais satisfatório e pleno. Além disso, a masturbação alivia o estresse através da produção de hormônios que aumentam o bem estar.

Masturbação é bom em qualquer lugar, mas no banheiro de portas fechadas e a revista PLAYBOY em posição privilegiada, além daquela água caindo do chuveiro nos traz outro ambiente e até mesmo uma forma de sair daquela rotina de masturbação só no quarto e na cama. A masturbação feminina é muito diferente da masculina, de fato. Pois para as mulheres sentirem prazer, é um pouco mais difícil; então necessita um pouco mais de concentração. No entanto, conforme pesquisa efetuada pela própria PLAYBOY no ano de 1994, 60% de todos os homens de 16 a 59 anos se masturbavam com uma certa freqüência.

A foto que ilustra este texto é a primeira revista PLAYBOY que está sendo folheada pelo seu criador, HUGH HEFNER, que vem na capa A SEX SYMBOLS Marilyn Monroe. O fato curioso é que, Em 1949, sem dinheiro, ela concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que a famosa atriz que personificou o glamour Hollywoodiano acabou ilustrando a PRIMEIRA CAPA DA REVISTA PLAYBOY EM 1953. Segundo confirmou seu filho, Hugh Hefner vai ser enterrado ao lado de Marilyn Monroe no cemitério Westwood Village Memorial Park.

Pois bem!!! Há quem diga que uma das causas hoje, do cinqüentão, sofrer de artrose nas mãos seria por causa de, na juventude, ter “FOLHEADO” muitas revistas que tinha como símbolo uma bela coelhinha. Fazer o quê?!?!?! A masturbação é assim. Um fenômeno universal, que não respeita fronteiras, atravessa gerações e transcende civilizações. Todos a praticamos. Todos a conhecemos. Mas raramente conversamos sobre o assunto…


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FRANK SINATRA – “A VOZ”

Caso estivesse vivo, FRANCIS ALBERT “FRANK” SINATRA estaria com 101 nos de idade. Sinatra, um dos mais importantes artistas do século passado destacou-se na música e como ator fez uma bela carreira chegando mesmo a receber um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu excelente desempenho em “A UM PASSO DA ETERNIDADE”. Conforme nos conta o cinéfilo Darci Fonseca, a filmografia de Frank Sinatra contém muitos dramas, comédias, policiais, filmes de guerra e como não poderia deixar de ser musicais. E SINATRA FEZ WESTERNS TAMBÉM, quatro apenas numa filmografia de mais de 50 títulos, mas não será por esses westerns que ele será lembrado, pois o melhor desses QUATRO FILMES é apenas regular. Pois é, imaginem!!! Sinatra usou chapéu de cawboy, calçou botas, lenço no pescoço e, meio desajeitado, colocou um Colt na cintura.

O primeiro western de Sinatra, um desengonçado cawboy, por ele produzido e que acabou sendo o melhor deles, mesmo longe de ser um grande filme, chamava-se: REDENÇÃO DE UM COVARDE(1956); logo depois veio OS TRÊS SARGENTOS (1962), com participação do excelente Dean Martin – Este é um daqueles filmes em que os atores parecem se divertir mais que a plateia, não demonstrando a menor preocupação com o público pagante; em seguida, OS QUATRO HERÓIS DO TEXAS (1963) – Os quatro do Texas do título são Sinatra, mais um a vez Dean Martin e Ursula Andrews e Anita Ekberg, duas mulheres irresistíveis naqueles tempos; finalmente, seu último faroeste intitulava-se: O MAIS BANDIDO DOS BANDIDOS(1970) – Outra comédia-western, outra tentativa frustrada de Sinatra se mostrar engraçado no Velho Oeste, mas Ninguém gostou, nem o público e menos ainda a unânime crítica. Com ele Sinatra encerrou suas aventuras no Velho Oeste quando o gênero já não era mais o mesmo.

Em 2013, O Jornal do Comércio da cidade do Recife-PE, publicou uma extensa matéria no estilo biografia a respeito do cantor-ator que vale a pena Lê-la. POIS BEM!!! No ano em que Paul McCartney nasceu, a idolatria a Frank Sinatra antecipando a BEATLEMANIA em vinte anos, levava garotas a madrugar em filas de teatros para ter a oportunidade de assistir aos show do cantor na frente do palco. Baixo (para os padrões americanos), muito magro (numa época em que magreza era motivo de gozação), com um defeito no lobo da orelha esquerda, e uma cicatriz no mesmo lado do pescoço (ambos motivados pelo parto feito a fórceps), que o levou a vida inteira, a se deixar fotografar quase sempre do lado direito. Defeitos piorados por crises de acne na adolescência. Como se não bastasse, era de origem italiana, espécie de “NORDESTINO” para o nova-iorquino, abaixo dos irlandeses na escala social da cidade. Mas o que fazia de Francis Albert Sinatra uma pessoa especial?!?!?! É o que o escritor e jornalista James Kaplan tenta esclarecer na biografia FRANK: A VOZ (Companhia das Letras, 752 páginas).

De acordo com a citada biografia, o crescimento de Sinatra se dá entre gângsteres mafiosos e políticos habilidosos, como Kaplan repassa e comprova. Sobre a afirmação de que teria sido um traficante de cocaína ligado a PABLO ESCOBAR, conforme a afirmação do filho do colombiano em entrevista ao JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, o biógrafo não tem respostas definitivas. “Eu vi essa matéria, mas não sei nada sobre essa ligação com drogas. Eu não poderia dizer se essa afirmação é verdadeira ou falsa, mas diria que os problemas de Sinatra foram com álcool, não com coca” .

Conforme a atualizada wikipédia, Blue Eyes (Olhos Azuis), The Voice (A Voz), esses são alguns dos apelidos de Frank Sinatra, considerado por muitas pessoas o grande cantor do século XX. Não foi apenas grande na música. Sinatra foi um dos primeiros cantores a ganhar o status de ‘’CELEBRIDADE’’, ao arrastar fãs por onde passava, antes mesmo de Elvis Presley e os Beatles. Na calçada da fama, THE VOICE deixou duas estrelas marcadas: uma por sua carreira na música e a outro pelo trabalho na Tv e filmes americanos. Casado quatro vezes (Nancy Barbato, Ava Gardner, Mia Farrow e Barbara Marx), Sinatra teve três filhos: Nancy Sinatra, Frank Sinatra Jr. e Tina Sinatra. O que impressionou muitos críticos e fãs era o fato de Sinatra desenvolver técnicas vocais sofisticadas sem qualquer treinamento. Não é à toa que sua voz marcante gravou alguma das músicas mais cantadas do século XX no mundo inteiro, como My Way, Fly Me To The Moon, The Way You Look Tonight, I’ve Got You Under My Skin, New York, New York e The Girl From Ipanema. Sua filmografia também é extensa, reunindo mais de cinquenta aparições, como em A UM PASSO DA ETERNIDADE (FROM HERE TO ETERNETY), com a qual recebeu o Oscar.

A história de Sinatra é um terreno mais do que pisoteado, mas talvez tenha sido escavado como nunca, deixando a missão de se conseguir novidades bem mais complicada para os próximos pesquisadores, até porque um dos encontros mais bizarros se deu no dueto que fez com Elvis Presley em um programa de TV, em 1960. Elvis, até então, era a imagem do inimigo. “Sinatra odiava o rock. Quando os Beatles surgiram, em 1964, destruíram toda a música popular que havia até então.” Ali, conforme reconstitui o biógrafo Kaplan, os dois, Elvis e Sinatra, se tornaram iguais.

Frank Sinatra morreu em 14 de maio de 1998, aos 82 anos, em consequência de um ataque cardíaco. Apelidado de “A VOZ”, foi uma das figuras mais importantes da música popular do século 20 e deixou, por meio de discos e concertos, um legado próximo à perfeição no que respeita a interpretação vocal masculina. Sua popularidade foi enorme e praticamente constante ao longo de toda a vida, se bem que foram especialmente exitosos os anos 1950 e 1960, sendo esta última década, com a produção discográfica, considerada a etapa de maior qualidade artística como cantor. Eis um dueto que Frank Sinatra faz com Antonio Carlos Jobim no ano de 1967, incluindo aí, a música GAROTA DE IPANEMA(The girl from Ipanema). Infelizmente, hoje em dia não temos mais a Garota de Ipanema. Temos as Funkeiras de Ipanema…


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LEONARDO DICAPRIO, O REGRESSO DO COWBOY

De um modo geral, tudo que o brasileiro sabe sobre Leonardo DiCaprio é que ele teve um relacionamento com a modelo brasileira Gisele Bündchen e fez muito sucesso como protagonista de “TITANIC”. Na verdade, pouca gente sabe que ele possui o mesmo pantim ou frescura do rei Robero Carlos, pois DiCaprio sofre de TOC, transtorno obsessivo compulsivo. Também possui o mesmo pantim da eterna presidenciável Marina Silva, por ser ferrenho defensor das florestas. Como ambientalista engajado, ele criou uma fundação com seu nome para apoiar ações sustentáveis. O ator também é membro das associações Natural Resources Defens e Global Green USA e ajudou a produzir o documentário “A ÚLTIMA HORA”, que trata das mudanças climáticas. De resto, Fora do cinema, Leonardo é engajado em causas sociais. Faz questão de ajudar financeiramente crianças em Moçambique e colaborou e muito com donativos para com as vítimas do terremoto no Haiti.

No campo cinematográfico, dos filmes de bang bang que DiCaprio participou, RÁPIDA E MORTAL é um Western de grande orçamento e elenco de estrelas, encabeçado por SHARON STONE. A sinopse nos mostra que há muito Humor e violência no estilo dos quadrinhos. Sharon é Ellen, mulher misteriosa que chega ao lugarejo armada até os dentes e doida por vingança. Ela quer matar o poderoso Harold (Gene Hackman) que tornou sua vida um inferno. E um DUELO entre os dois é o ponto alto do filme que reúne todos os personagens e situações típicos do gênero. E como protagonistas destaques para Leonardo DiCaprio(com apenas 22 anos) e Woody Strode. Este faroeste tem duas preciosas curiosidades. A primeira é que, SHARON STONE pagou o salário de Leonardo DiCaprio de seu próprio cachê, para que ele pudesse ser incluído no elenco. Quanto à segunda, lamentavelmente, foi o último filme do extraordinário negão Woody Strode.

No ano de 2012, o polêmico diretor Quentin Tarantino filmou DJANGO LIVRE(Django Unchained), O elenco all-star de “Django Unchained” reúne os galãs na telona o NEGÃO JAMIE FOXX como o Django Negro e Leonardo Di Caprio. Conforme nos confirma o cineclubista Darci Fonseca, O western de Tarantino foi filmado nas conhecidas locações de Alabama Hills, onde cavalgaram astros da Republic Pictures como Roy Rogers, Rocky Lane, Rex Allen e também muitos outros mocinhos como Randolph Scott, Audie Murphy e Rod Cameron. A história de “Django Unchained ou DJANGO LIVRE” fala de um escravo que após ser libertado torna-se caçador de recompensas e sai em busca de sua esposa que está na companhia de um latifundiário no Mississippi.

O filme DJANGO LIVRE que tem uma longa duração de 2h.45m, não deixa de contar com homenagens de Tarantino aos spaghetti western, como a bem-vinda presença do ATOR ITALIANO FRANCO NERO(75 anos), o primeiro Django do cinema, além das marcas registradas do cineasta, como sequências extremamente violentas, diálogos ácidos e engraçados e uma trilha sonora impecável. “Django Livre” mostra que Quentin Tarantino refina, a cada filme, seu modo particular de contar histórias. Desde já, um clássico. Porem, o CALO do filme diz respeito ao tema explorado pelo diretor Tarantino: ESCRAVIDÃO… O fato é que falar de escravidão nos Estados Unidos é mexer num vespeiro. As questões raciais permanecem um tema delicado e, por causa de Tarantino, o assunto voltou a ser debatido na mídia norte-americana. De acordo com o cineasta, a preocupação em encenar o cotidiano dos escravos com atores locais só passou após uma conversa com SIDNEY POITIER, o primeiro artista negro a ganhar um Oscar. Na ocasião, Poitier disse ao diretor que ele “NÃO PODERIA TER MEDO DO PRÓPRIO FILME”.

O mais novo filme de faroeste estrelado por Leonardo DiCaprio, chama-se O REGRESSO. O filme traz o ator cinco vezes indicado ao Oscar no papel de um guarda de fronteiras. A trama narra uma história real ambientada no velho oeste dos Estados Unidos no início do século 19. O trabalho do diretor Alejandro Gonzalez é chumbo grosso, duro na queda e muito violento. Recebeu a classificação indicativa R nos Estados Unidos, o que significa que o filme É PROIBIDO para menores de 17 anos desacompanhados dos pais ou responsáveis. Trata-se da segunda maior restrição possível que um filme pode receber, atrás apenas da classificação NC-17 (proibido para qualquer menor de 17 anos), geralmente reservada para filmes adultos.

Em 2016, no auge dos seus 41 anos com inúmeros filmes memoráveis, pois com o violento faroeste/aventura O REGRESSO, DiCaprio, finalmente, saiu como o vencedor do Oscar de melhor ator. Ele nunca tinha conseguido levar a estatueta de melhor ator, apesar de ter sido indicado por 5 vezes. Faltava O REGRESSO na vida dele. O filme que levou o Oscar de melhor fotografia e melhor diretor deu o inédito Oscar para Leonardo DiCaprio, por sinal merecidíssimo. Uma das melhores atuações do DiCaprio em toda sua história no cinema. Filme Fantástico, maravilhoso, forte, obra prima, bem dirigido, bem fotografado. Inspirado em eventos reais, o filme prende o espectador do inicio até o fim. A cena de DiCaprio enfrentando o urso cinzento deixa a plateia completamente paralisada, em choque, é muito forte. Destaque para as expressões faciais apavorantes deste bom ator que é de uma maestria espetacular, donde, sem perceber quem assiste ao filme começa a viver o personagem.

Assista ao vídeo de apenas 3 minutos daquele momento mágico que todos esperavam e finalmente aconteceu. Leonardo DiCaprio venceu seu primeiro Oscar em 2016, por sua atuação como o protagonista de “O REGRESSO”. Esta foi à quinta indicação por atuação que o ator recebeu – a primeira aconteceu em 1994, por seu papel de coadjuvante em “Gilbert Grape: aprendiz de sonhador”. Ele também foi indicado como melhor ator por papéis em “O aviador” (2004), “Diamante de sangue” (2006) e “O lobo de Wall Street” (2013).


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WALDICK SORIANO, O FRANK SINATRA BRASILEIRO

Eu já sei que tu vais casar com outro / Meu desejo é que tu sejas bem feliz / Amanhã, eu estarei lá na igreja / Pra Provar-te o quanto eu te quis. – Levarei muitas flores perfumadas / Para brindar à tua felicidade / Quero dar-te uma taça do meu pranto / Como prova da tua falsidade… AÍ É PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA!!! Quem não tem cão caça com Gato. Pois, nós temos, também, o nosso Frank Sinatra, ora bolas!!! Isto é o que podemos chamar de BOLERO 100% nostalgia… Este foi o WALDICK que conhecemos que encantou-se no dia 04.09.2008, precisamente há nove anos. O cara tinha em seus melosos boleros aquelas temáticas da vida noturna, bares sombrios, amores perdidos e puteiros que varavam toda uma noite. Esta música só parece com ‘’BUTECO’’. Ela é uma homenagem à Associação Protetora dos Cachaceiros.

Pois bem!!! Eurípedes Waldick Soriano foi um cantor e compositor brasileiro, ícone da música classificada como brega. O “FENÔMENO” Waldick e a posição quase marginal que o ritmo “CAFONA” ocupou mereceu uma análise mais apurada e científica no livro escrito pelo historiador e jornalista Paulo César de Araújo, Intitulado “EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO – Música popular cafona e ditadura militar” (Rio de Janeiro, Record, 2005), a obra traz, já em seu título, uma referência a este cantor e sua música de maior sucesso. Ali o autor contesta, de forma veemente, o papel de adesista ao regime de exceção implantado a ferro e fogo no Brasil pelos militares, por parte dos músicos “BREGAS”. Waldick, segundo ele, é um dos exemplos, tendo sua música “TORTURA DE AMOR” censurada em 1974, quando foi por ele reeditada. Apesar de ser uma composição de 1962, o regime não tolerava que se falasse a palavra “TORTURA”…

Na sua cidade natal, Waldick sempre foi tratado com certo menosprezo. Aristocrática, Caetité mantinha apenas nas camadas mais populares uma fiel admiração. Ali teve dois de seus filhos, gêmeos, de forma quase despercebida, em 1966. Em meados da década de 90, porém, a cidade teve num político o resgate do filho ilustre. O vereador Edilson Batista protagonizou uma grande homenagem, que nomeou uma das principais avenidas com o nome de Waldick. Pouco tempo depois, o SBT realizava ali um documentário, encenado por moradores locais, retratando a juventude de Waldick, sua paixão pela professora Zilmar Moura, a mudança para a região sudeste do país.

Aos 25 anos, Eurípedes Waldick Soriano foi influenciado pelo cinema de faroeste e resolveu adotar o estilo do personagem DURANGO KID – foi assim que acessórios como o chapéu preto passaram a fazer parte de seu visual. Em 1958, como tantos outros nordestinos, feito o Lula, mais conhecido como o SEBOSO DE CAETÉS, resolveu ir “TENTAR A VIDA” em São Paulo. Queria ser cantor ou artista de cinema. Para sobreviver, enquanto a oportunidade nas rádios não surgia, foi faxineiro, servente de pedreiro, motorista de caminhão e engraxate. O primeiro contrato profissional como cantor e compositor foi assinado em 1960, com a gravadora Chantecler, ano em que lançou seu primeiro disco, um 78 rpm com os boleros “QUEM ÉS TU” e “Só Você”.

O sucesso absoluto veio na década de 70, quando ele se tornou ícone da música conhecida como BREGA, mas que ele preferia dizer ROMÂNTICA. Suas canções eram tocadas nas rádios populares. Nesse período, sua presença era disputada por programas de televisão como o “Cassino do Chacrinha” e o “Programa Silvio Santos”. O maior sucesso foi à música “EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO”, do disco “Ele Também Precisa de Carinho”, lançado em 1972. O nome da música se tornou expressão popular no Brasil. Nos anos 90. Soriano foi homenageado por Falcão, outro cantor da música brega, que regravou “Eu Não Sou Cachorro, Não” em inglês, na versão “I’M NOT DOG NO”.

No fim da primeira década do Século XXI, o cantor se mudou para Fortaleza, no Ceará e excursionou pelo Nordeste. Dois anos antes de morrer, o artista foi tema do documentário “WALDICK, SEMPRE NO MEU CORAÇÃO”, dirigido pela atriz Patrícia Pillar, que abordou a carreira e a vida íntima do artista no filme. Em 2007, foram lançados pela Som Livre os CD e DVD “Waldick Soriano – Ao Vivo”. O cantor se casou três vezes. Sua última mulher foi Walda Soriano, uma galegona ao molho pardo de dois metros de altura. Por natureza, Waldick era um manguaceiro nato e também um mulherengo machista a toda prova. Waldick Soriano deixou uma das frases mais bem cunhadas nos anais da boemia e dos cabarés da vida: “DIGO SEMPRE QUE, CACHAÇA MODERADA E MULHER EM EXAGERO NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM”…


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A VIDA LONGA DE JANE FONDA

JANE FONDA transbordando beleza e graciosidade, neste ano(2017), em dezembro, será uma OITENTONA e pertence a árvore genealógica dos Fondas, uma das maiores dinastias do cinema. É filha de Henry Fonda, astro do cinema nos anos 40 e 50, irmã do ator Peter Fonda e tia da também atriz Bridget Fonda. Além de atuar no cinema, Jane Fonda é produtora, militante política, escreveu e produziu livros e vídeos de ginástica e sobre alimentação saudável. Recebeu o Oscar de melhor atriz, em 1971, com o filme “Klute – “O Passado Condena”, e em 1978 com “Amargo Regresso”. Nessa época passou a dedicar parte de seu tempo à militância política, colocando-se contra a Guerra do Vietnã. Casou-se três vezes, seu último matrimônio foi com o magnata das comunicações Ted Turner, proprietário da CNN e da TNT, que durou 10 anos. Em 2001, se separou do todo-poderoso dono da rede de TV a cabo CNN e vice-presidente do grupo Time-Warner, o conhecido magnata Ted Turner.

Jane Fonda foi lançada, tal como Catherine Deneuve, Brigitte Bardot, pelo diretor Roger Vadim(que foi seu primeiro marido). Dirigida por ele, rodou, entre outros, o filme de ficção científica Barbarella (1968), cujas cenas arrojadas a tornaram uma SEX SYMBOL. Jane Fonda superou essa imagem graças a seu empenho político contra a Guerra do Vietnã, a favor dos direitos humanos e com sua participação no movimento de oposição à energia nuclear. Em muitos de seus filmes interpreta o papel de mulheres enérgicas, capazes de se impor (como em Síndrome da China, 1979, e Uma Mulher Implacável, 1979). No início da década de 80 obteve um enorme sucesso com vídeos e livros de aeróbica, os quais tiveram um acolhimento impressionante sobretudo por parte das mulheres. Um fato inusitado é que ela participou ao lado de Henry Fonda, seu pai, no filme UM LAGO DOURADO(1981). Este foi o último filme do seu pai que já estava com 76 e ela com 44 anos de idade.

Recentemente, em entrevista prestada ao jornal O Globo, JANE afirmou que está dando preferência aos seus papéis para mulheres idosas. Uma das razões pelas quais ela especificou fazer uma série sobre mulheres idosas é porque somos a faixa demográfica que mais cresce no mundo. Além disso, os idosos estão vivendo mais, e a cultura e a mídia não costumam contar histórias sobre pessoas mais velhas. Mas eu sou uma idosa, quero ver a televisão falando sobre pessoas mais velhas, os tipos de problemas que enfrentamos, como nossas vidas são.

Jane Fonda ficou afastada dos holofotes durante 15 anos, por isso de velhice ela entende bastante. Aos 53 anos, Jane resolveu largar uma bem-sucedida carreira, abandonando o ofício compartilhado por seu pai, Henry, o irmão Peter e a sobrinha, Bridget. Só aos 67 ela decidiu que o show tinha que continuar, inspirada pela separação traumática do magnata das telecomunicações Ted Turner, em 2001, e por sua autobiografia, “MY LIFE SO FAR”, lançada em 2005. Valeu a pena. Pelo livro e pelo filme “A SOGRA”, que marcou sua volta ao cinema, também em 2005, tornou-se a primeira pessoa a ocupar simultaneamente os topos da bilheteria e do ranking de best-sellers.

O mais consagrado filme de faroeste protagonizado pela filha de Henry Fonda, LADY JAYNE SEYMOUR FONDA(Jane Fonda), sem sombra de dúvida foi CAT BALLOU que no Brasil foi denominado de DÍVIDA DE SANGUE. Como afirma o crítico de cinema Darci Fonseca Jane Fonda ainda não havia se revelado a ótima e premiada atriz que tanto sucesso faria nos anos seguintes e como Cat Ballou, além de sua natural graciosidade, permite que a câmara passeie por seus atributos físicos. Nunca mais um western mostrou uma derrièr(bumbum) tão perfeita como a de Jane Cat Ballou Fonda.

O divertidíssimo western DÍVIDA DE SANGUE(Cat Ballou) de Elliot Silverstein rendeu 20 milhões de dólares no ano de seu lançamento, sendo um dos campeões de bilheteria naquele ano. Mesmo sendo desigual em seus 97 minutos de duração, “Cat Ballou” é um western agradável de ser assistido. Torna-se porém obrigatório, um pouco pela beleza de Jane Fonda, outro tanto pela alegria e voz maravilhosa de Nat King Cole e muito, mas muito mesmo, pelo talento de Lee Marvin. Veja o vídeo logo abaixo com o Trailer do filme que é uma delícia de se assistir, principalmente devido ao elenco, com o carisma esfuziante de Nat King Cole e a jovem Jane Fonda transbordando beleza e graciosidade.


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NÃO CHORO POR TI, DILMA!!!

Um ano atrás, minha anta preferida foi chutada no traseiro. De lá para cá, Lula foi condenado pela Lava Jato, Michel Temer foi denunciado pela PGR, Aécio Neves caiu no ostracismo, o troglodita Bolsonaro diz que é a bola da vez e o prefeito de São Paulo, João Doria, se apresenta como o NOVO ou a grande REVELAÇÃO por ser adepto da filosofia da Dama de Ferro, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que dizia: ‘’Prefiro um Estado pequeno e FORTE a um Estado grande e FRACO’’. Trocando em miúdos: privatizar tudo, MENOS saúde, educação, segurança e as Forças Armadas…

Quem levantar a cabeça querendo apreciar o tempo, além de perceber tanto o sol quanto à chuva, haja aviões cruzando os céus em busca dos otários eleitores. A um ano e dois meses do pleito, as eleições já estão no ar e a todo vapor. Os potenciais candidatos à Presidência da República começaram a realizar uma intensa agenda de movimentação política.

Dentre todos que estão nos ares ou pegaram as estradas o personagem que se destaca mais é o Doria, haja vista, como diz o articulador político Murilo de Aragão, o prefeito de São Paulo tenta se consolidar como “ANTI-LULA”, criticando fortemente o ex-presidente. Ele também utiliza com bastante eficiência as redes sociais, nas quais registra em tempo real sua atuação como prefeito e aparece trabalhando nas obras da prefeitura. A intenção é reforçar o slogan que fez sucesso na campanha eleitoral do ano passado: “JOÃO TRABALHADOR”. Utilizando com inteligência as redes sociais e colocando-se como o antagonista de Lula, João Doria mostra uma estratégia mais consistente do que a de Alckmin.

Voltando à minha anta preferida é de se notar que, quem pertence a IMPRENSA VIVA vai perceber que hoje, 31.08.2017, a Vaca Terrorista da Dilma e o Chico Jabuti choram, abraçados, no primeiro aniversário do IMPEACHMENT. Enquanto isso, o Brasil comemora com muita ênfase, por ter se livrado dos bolivarianos. Enquanto a Vaca, o Seboso e seus cúmplices choram suas mágoas e lamentam terem sido escorraçados(chute na bunda), milhões de brasileiros comemoram o PRIMEIRO ANO livre da organização criminosa chamada PT.

É claro que ninguém vai falar do fim da inflação, da queda dos juros e da retomada na geração de empregos. Dilma e o PT quebraram o Brasil, mergulharam o país em sua mais profunda, longa e acentuada recessão e deixaram um rastro de destruição de 14 milhões de desempregados. A coisa ficou feia também para os órfãos vampiros da Lei Rouanet. O próprio Chico Buarque se viu obrigado a voltar a trabalha e teve que lançar um disco este ano. Sem o dinheiro suado do contribuinte, o cantor esta se virando nos trinta para manter as contas em dia. O último trabalho do Chico Jabuti foi em 2011.

No ato ‘’O BRASIL UM ANO DEPOIS DO GOLPE’’, ao lado de militantes e artistas, a IMPRENSA VIVA já se apercebeu que Dilma despejará suas mágoas contra o presidente Michel Temer e tentara desqualificar o êxito do atual governo através das velhas narrativas sobre o desmantelamento da máquina petista de corrupção. Enquanto Dilma e seus cúmplices derramam suas lágrimas e lamentam terem sido escorraçados do poder, milhões de brasileiros comemoram o PRIMEIRO ANO LIVRE da organização criminosa chamada PT.

Por fim, a petezada sabe muito bem que a posição de avestruz não dignifica a ninguém. Mesmo assim, eles continuam dando uma de JOÃO-SEM-BRAÇO em toda a ladroagem que praticaram. E ainda por cima fizeram de um tudo para estuprar a nossa jovem democracia ao forçarem a barra, nesses 13 anos, donde, queriam implantar o bolivarianismo ou então cubanizar o Brasil.

Há um ano o Brasil evitou a bancarrota.

Feliz aniversário, IMPEACHMENT!!!


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O PERFECCIONISTA HENRY FONDA

Há 70 anos, o ator HENRY FONDA(pai de Jane Fonda) foi protagonista do filme “PAIXÃO DOS FORTES”, película cinematográfica em preto e branco realizado pelo grande cineasta e diretor norte-americano John Ford, corria o ano de 1946 e o ótimo ator FONDA estava na flor da idade com 41 anos de vida. Na direção, embora não atinja os níveis alcançados em “No Tempo das Diligências”, “Como Era Verde o Meu Vale”, “Depois do Vendaval” e “Vinhas da Ira”, dentre outros, o diretor John Ford nos brinda com um belo trabalho. A fotografia em preto e branco é outro quesito que merece ser destacado. No elenco, chamam atenção as atuações de Henry Fonda e Walter Brennan, seguidas pelo bom ator VICTOR MATURE, que no filme é o médico Holliday e o cawboy pistoleiro da cidade por nome estranho de CEMITÉRIO. Enfim, “PAIXÃO DOS FORTES” é um filme imperdível para os amantes do gênero faroeste. Recomendo-o.

O cenário desértico do filme é esplendoroso, haja vista as cidades cinematográficas são compostas, geralmente, de apenas uma avenida principal onde se destacam o SALOON e, no caso de PAIXÃO DOS FORTES tem um requisito ou ingrediente a mais: O lugarejo fora construído ao lado do MUNUMENT VALLEY, que apresenta uma visão panorâmica deslumbrante. Deixamos de apresentar a sinopse do filme, no entanto John Ford(que tantas vezes dirigiu John Wayne), com sutileza e com sequências de seu enternecedor lirismo, como nos brinda o cinéfilo e pesquisador Darci Fonseca, o diretor de “PAIXÃO DOS FORTES” envolve o espectador fazendo-o acompanhar os passos de um homem com os ideais de Lincoln e a nobreza de Tom Joad, personagens interpretados pelo mesmo Henry Fonda em filmes de Ford (“A Mocidade de Lincoln” e “Vinhas da Ira”).

A chegada dos novos hábitos indicando o processo de civilização do Velho Oeste foi o que Ford imprimiu a este western com pouca ação, mas denso em sentimentos e conflitos entre os personagens. O salão de barbeiro com suas loções recendendo ao cheiro de frondosas flores trepadeiras; a troca das roupas de vaqueiro pelos ternos com estilo importado do Leste; o médico-pistoleiro-jogador que recita SHAKESPEARE quando o ator esquece o texto; a própria presença da companhia que apresentará uma peça clássica numa cidade onde gente de bem se mistura a assassinos e ladrões de gado. A simplicidade, idealismo e poesia das imagens de “PAIXÃO DOS FORTES” fazem desse western um sublime exemplo da “Americana” do excelente diretor, John Ford.

Não importa a geração à qual o adepto de filmes de faroestes pertença, pois pode ter conhecido Henry Fonda de formas diferentes. Para alguns, mais jovens, ele pode ser lembrado como o avô da sumida Bridget Fonda. Para outros, o pai dos premiados JANE E PETER FONDA. Mas muito mais do que o patriarca de uma prole de dedicados talentos, Henry Fonda foi um astro. Um dos mais respeitados em Hollywood, figura que trabalhou com os maiores diretores do cinema – Fritz Lang, John Ford, Alfred Hitchcock, Sidney Lumet e o excelente Sergio Leone, no filme Era Uma Vez no Oeste – e contracenou com tantos outros gigantescos nomes da sua época – James Stewart, John Wayne, Bette Davis, Woody Strode, Claudia Cardinale, Charles Bronson, entre tantos outros.

O crítico de cinema Rodrigo Oliveira, grande estudioso da vida artísticas da família FONDA, nos confidencia que, ele tinha um grande laço de amizade tanto com o ator James Stewart quanto com o diretor John Ford. Os bem sucedidos trabalhos ao lado do diretor continuaram em O Fugitivo (1947) e Forte Apache (1948), este último com uma bela dobradinha com o cowboy John Wayne, e a parceria teria tudo para continuar não fosse um terrível desentendimento durante as filmagens de Mister Roberts (1955). Em certo momento, houve uma conversa acalorada entre ator e diretor (que estava sob influência do álcool no momento) acabou em um soco desferido por Ford no astro. Pedidos de desculpas foram feitos, mas a relação azedou. O cineasta nem chegou a terminar o filme, por causa dos seus problemas com a bebida, e Fonda prometeu nunca mais trabalhar com seu antigo diretor do filme Paixão dos fortes.

FILMES IMPRESCINDÍVEIS DE HENRY FONDA: As Vinhas da Ira (1940), sua primeira indicação ao Oscar; – FILME ESQUECÍVEL: Tentáculos (1977), co-produção Itália/EUA, primeiro filme-catástrofe de Henry Fonda; – MAIOR SUCESSO DE BILHETERIA: Num Lago Dourado (1981), arrecadando US$ 120 milhões em uma produção de orçamento modesto; – PRIMEIRO FILME: Amor Singelo (1934), já vivendo o protagonista da história; – ÚLTIMO FILME: Nos cinemas, Num Lago Dourado (1981); – OSCAR: Indicado em As Vinhas da Ira (1940) e vencedor em Num Lago Dourado (1981). Por incrível que pareça, o excelente ator HENRY FONDA É até hoje o recordista de maior intervalo entre indicações na Academia: 41 ANOS. Em 12 de agosto de 1982, poucos meses depois de ter vencido o Oscar, Henry Fonda faleceu, aos 77 anos, vítima de doença no coração.

Assista ao vídeo abaixo, do DUELO mais longo da história dos faroestes com Henry Fonda e Charles Bronson no espetacular filme, ERA UMA VEZ NO OESTE. Desnecessário informar do estupendo cenário, onde se passou as filmagens externas que foram realizadas em MONUMENT VALLEY, nos Estados Unidos e no deserto de Almeria, na Espanha. Para brindar ainda mais o vídeo, se delicie com uma trilha sonora magistral sob a batuta do maestro italiano Ennio Morricone.


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MORREU JERRY LEWIS, O PROFESSOR ALOPRADO

O programa FANTÁSTICO da Rede Globo anunciou a morte de Jerry Lewis aos 91 anos. O ator foi um dos maiores comediantes de todos os tempos. O rei da comédia se imortalizou no papel de ‘O PROFESSOR ALOPRADO’ e nas apresentações ao lado de Dean Martin(morreu no natal de 1995 aos 78 anos). O agente/mordomo do ator confirmou que Lewis morreu na manhã de domingo(20) em sua casa em Las Vegas, no estado norte-americano de Nevada. Ainda não há informação sobre o que levou à morte do comediante. Além de influenciar uma geração inteira de comediantes e ser um ícone do riso, Lewis também conduziu causas humanitárias, como seu programa beneficente anual do Dia do Trabalho que ele começou a apresentar desde o ano de 1952. Por seu trabalho nessa área, ele chegou a figurar na lista dos candidatos a recebe o Nobel da Paz em 1977.

Jerry Lewis junto com o cantor e ator sedutor Dean Martin fazem parte da infância de muita gente. Filmes com Jerry Lewis e Dean Martin eram clássicos da sessão da tarde nos anos oitenta, junto com os filmes de Elvis Presley. Quem se lembra da dupla no filme faroeste O REI DO LAÇO?!?!?! Pois bem, as cinéfilas Carla Marinho e Magda Miranda nos contam que, O cawboy Lewis não tem jeito, não sabe laçar, tampouco montar a cavalo, mas tem a seu lado um amigos dos bons que lhe salva das enrascadas e por isso, ou trapalhadas a mais, acaba sendo promovido a xerife. Para quem gosta do western este filme é bacana, pois apresenta um formato que é inovador na comédia perfeita de nossa estrela principal. Jerry Lewis mais uma vez nos arranca gargalhadas. Esse foi o penúltimo filme da dupla Lewis e Martin, sendo rodado em janeiro de 1956, sob o burburinho de que estariam se separando, finalmente em julho e agosto daquele ano o filme foi lançado já com o fato da separação da dupla ter acontecido.

Jerry Lewis atingiu o estrelato junto do cantor Dean Martin, com quem atuou a partir de 1946 e formou uma das duplas mais memoráveis do humor americano. Dean Martin era o elegante da dupla, especialmente quando cantava, enquanto Jerry Lewis exercia o papel do parceiro imprevisível. Os espetáculos eram totalmente abertos à improvisação. Após dez anos de sucessos demolidores nos teatros e no cinema, graças a filmes como “O marujo foi na onda” (1952) e “O rei do laço” (1956), em 24 de julho de 1956 Dean Martin e Jerry Lewis fizeram o último espetáculo como dupla no clube Copacabana, em Nova York. Ainda na década de 1950, Lewis se notabilizou pelas apresentações em clubes noturnos, na televisão e no cinema. Ao longo de cinco décadas de carreira, ele estrelou mais de 50 filmes.

O blog informativo G1 catalogou a repercussão da morte do comediante por vários artistas tanto no Twitter como no Instagram. Leiam o que eles disseram: JIM CARREY, COMEDIANTE: “Aquele bobo não era um tolo. Jerry Lewis era um gênio inegável e uma bênção incomensurável, absoluto da comédia! Eu sou porque ele era!”, escreveu. – SERGINHO GROISMAN, APRESENTADOR: ‘’Parte da minha infância foi recheada de risadas muito graças a Jerry Lewis. Obrigado e fica em paz. – DEANA MARTIN(filha de Dean Martin), CANTORA E ATRIZ: “Estou de coração partido pela perda de nosso amigo de uma vida toda (tio) Jerry Lewis. Amei Lewis por toda a minha vida e vou sentir muito a sua falta”, escreveu. – CLAUDIA JIMENEZ, COMEDIANTE: “Foi uma grande referência para todos nós comediantes, e o humor dele era aquele humor alegre. Mas infelizmente a gente não é para sempre. (…) Eu acho que, com 91 anos, ele teve uma vida maravilhosa, deixou um legado de muita alegria”.

Ao longo de sua carreira, Lewis ganhou vários prêmios pelas suas atuações, como American Comedy Awards, Golden Camera, Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice. Além disso, possui DUAS ESTRELAS NA CALÇADA DA FAMA. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas. Jerry Lewis nunca recebeu um OSCAR por sua atuação nas telonas. Ele só foi lembrado pela Academia de Cinema em 2009, quando recebeu um Oscar por seu trabalho humanitário. Mesmo o comediante não sendo brindado pelo premio maior de Hollywood, você, leitor, será o contemplado, pois é só clicar no endereço abaixo para assistir ao vídeo da biografia completa do ótimo documentário do insuperável Jerry Lewis. Depois que você assisti-lo vai chegar a conclusão que, Lewis só perde para o genial Chaplin…


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HÁ 28 ANOS MORRIA RAUL SEIXAS, O COWBOY FORA DA LEI

Tirante Anthony Steffen o nosso Django nacional, Raul Santos Seixas, falecido em 21 de agosto de 1989, sempre será o nosso cowboy brasileiro. na verdade, foi o único cantor do Brasil que teve competência pra fazer uma música country de verdade em português. Ei-la:

Mamãe, não quero ser prefeito
Pode ser que eu seja eleito
E alguém pode querer me assassinar
Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz
Não quero ir de encontro ao azar

Eu não sou besta pra tirar onda de herói
Sou vacinado, eu sou cawboy
Cawboy fora da lei
Durango Kid só existe no gibi
E quem quiser que fique aqui
E entrar pra história e com vocês…

Quem neste mundão de my god é cinqüentão, curtiu adoidado o mensageiro ou PROFETA DO APOCALIPSE no final de uma era na saudosa década de 70/80 do Século passado. Quem viajou no TREM DAS SETE sabe muito bem do que está se falando… RAUL SEIXAS era um poeta, místico e filosófico. Para ele o fundamento da verdadeira SOCIEDADE ALTERNATIVA, consistia em jamais viver de acordo com a ideologia daqueles que venderam suas vidas para si mesmo ao pequeno preço de serem apenas eles pelo resto de suas vidas como está bem filosofada na música OURO DE TOLO. Raul era muito talento em uma só mente. ele sempre esteve à frente do nosso tempo. vão se passar 10 mil anos e não aparece outro. Em que pese a gente ter convivido com os talentos de Renato Russo, Cazuza, Belchior, Elis, Clara Nunes, Cássia Eller, Elvis e tantos outros…

Raul Seixas foi o nome mais importante do rock brasileiro e teve forte influência para os roqueiros que surgiram depois dele. Natural de Salvador, passou a adolescência ouvindo muito rock’n’roll, particularmente Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis e Chuck Berry, e blues dos negros do sul dos Estados Unidos, sem deixar de lado o BAIÃO DE LUIZ GONZAGA e repentistas nordestinos. Aliás, por ser bastante extrovertido, ele costumava dizer que, em um trocadilho bastante interessante, o Maluco Beleza considerava Luiz Gonzaga o REI DO ROCK, e Elvis Presley, o REI DO BAIÃO.

Embalado por esse caldeirão rítmico e seduzido pelos ideais alternativos da geração do pós-guerra e pelo misticismo, deu asas a sua ANÁRQUICA GUITARRA e tornou-se o ídolo de diversas gerações, que incluem desde jovens rebeldes da classe média e do subúrbio das grandes cidades, até empregadas domésticas, caminhoneiros, ruralistas, empresários e até padres. Alguns de seus maiores sucessos são Metamorfose Ambulante, Trem das Sete, Como Vovô Já Dizia, Gita, medo da chuva, Al Capone, eu nasci há dez mil anos atrás e a atualizadíssima, ALUGA-SE. Eis algumas estrofes:

A solução pro nosso povo
Eu vou dá
Negócio bom assim
Ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui
É só vim pegar
A solução é alugar o Brasil!!!
Nós não vamo pagar nada
Nós não vamo pagar nada
É tudo free!!!

Os estrangeiros
Eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico
Tem vista pro mar
A Amazônia
É o jardim do quintal
E o dólar dele
Paga o nosso mingau…
Nós não vamo pagar nada
Nós não vamo pagar nada
É tudo free!!!

E O TOCA RAUL, HEIN!!! Ninguém sabe como começou, quem foi o primeiro. No meio de um show de rock, alguém gritou e isso virou um bordão, sempre repetido em shows pelo Brasil afora. De tão repetido, o Toca Raul!!! Acabou virando em 2007 tema de uma música do excelente cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro. Ei-la, apenas em um verso:

“Mal eu subo no palco
Um mala um maluco já grita de lá
-TOCA RAUL!!!
A vontade que me dá é de mandar
O cara tomar naquele lugar
Mas aí eu paro penso e reflito
como é poderoso esse RAULZITO
Puxa vida esse cara é mesmo um mito”.

Por fim, temos a figura de Paulo Coelho, o melhor parceiro de Raul Seixas entre 1973 e 1978, numa relação conflitante – “ÉRAMOS AMIGOS E INIMIGOS ÍNTIMOS”, disse o escritor numa entrevista em 2007. O reencontro de Paulo Coelho com Raul Seixas se deu numa das últimas apresentações do roqueiro, quatro meses antes de sua morte, em um show no Canecão, no Rio de Janeiro. O escritor, que estava na plateia, subiu ao palco e cantou com Raul o refrão “Viva, viva, a Sociedade Alternativa”. Paulo Coelho costuma dizer que não há como explicar o mito em torno do cantor: “O RAUL É UMA LENDA, E LENDA NÃO SE EXPLICA”…


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ELVIS PRESLEY, O COWBOY DE MEMPHIS

MELVIS… É onde mora há mais de dez anos, Alessandra Ferreira, uma professorinha brasileira que leciona história / geografia / inglês / português e nos manda notícias de lá. POIS BEM!!! Oficialmente a cidade é conhecida como Memphis, mas para os mais íntimos, é MELVIS. Os fãs de Elvis Presley sabem muito bem do que se trata ou o que está se falando. Memphis é uma parada obrigatória para saudar o cantor e ‘’ator’’ que ainda “VIVE” personificado por pessoas do mundo inteiro. Para quem gosta de estatística, MEMPHIS ou MELVIS é uma cidade relativamente jovem e está localizada a beira do rio Mississipi. Com uma população de aproximadamente 650 mil habitantes, é uma das principais cidades da região centro-sul e a maior do Estado do Tennessee à frente da capital Nashville, em que pese Memphis ser a capital do Blues. Como curiosidade, Martin Luther King, foi pastor protestante, ativista de direitos civis dos negros e ganhador do Premio Nobel da Paz em 1964. Em 1968, ele foi assassinado em Memphis.

No tocante à carreira musical, o estilo de Elvis era contagiante e fazia admiradores em todas as faixas etárias e classes sociais, embora fosse condenado pelos conservadores, que o considerava um atentado aos bons costumes. Elvis dançava e requebrava com sua guitarra, num estilo empolgante e revolucionário para a época.

Além da música, Elvis também atuou no cinema fazendo um estrondoso sucesso de bilheteria. Seus filmes eram recheados com canções de sucesso e levavam milhões de pessoas as telas de cinemas do mundo todo. Seu primeiro filme foi “Love me Tender” de 1956. Os anos 70 não foram tão bons para o ídolo do rock, embora o sucesso continuasse a todo vapor. Enfrentou problemas pessoais, passou a aparecer poucas vezes em público, permanecendo grande parte do tempo em sua mansão. Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977(com apenas 42 anos de idade), em sua mansão na cidade de Memphis no Tennesse, de ataque cardíaco fulminante. Atribuem-se seus problemas de saúde, inclusive sua morte, ao uso exagerado de barbitúricos. Sua carreira musical durou 23 anos. Hoje, 16 de agosto, faz 40 anos que Elvis Presley, o CAWBOY de Memphis, se encantou…

No tocante à carreira de ‘’estrela do cinema’’ é preciso que se diga o seguinte: o escritor Clair Huffaker é autor de excelentes roteiros como “Os Comancheiros”, “Rio Conchos” e o imperdível filme “Gigantes em Luta”, faroestes que recomendam plenamente o autor. O paulistano e pesquisador de filmes faroestes Darci Fonseca nos confirma que o primeiro roteiro que o bom escritor Huffaker fez para o CINEMA foi sobre a história “Estrela de Fogo” (Flaming Star), em 1960, dirigido por DON SIEGEL. Diretor este, que dispensa comentários. O projeto inicial era ambicioso e deveria ter Marlon Brando e Frank Sinatra como os principais protagonistas nesta película cinematográfica. Nem Frank nem Brando puderam fazer o filme e o empresário de Elvis Presley, estava atrás de um filme mais sério que mudasse um pouco a imagem do cantor. Elvis pretendia ter como ator o mesmo respeito que possuía como cantor e “ESTRELA DE FOGO” parecia ter sido feito sob medida para iniciar a nova fase do Rei do Rock’n’Roll no cinema.

DON SIEGEL(faleceu vítima de câncer, em 1991 aos 79 anos) foi um dos mais respeitados entre os diretores do SEGUNDO ESCALÃO de Hollywood. Com orçamentos modestos fez inúmeros filmes excelentes. A partir de “Estrela de Fogo” a cotação de SIEGEL subiu sem parar e nos anos 60 e 70 ele passou a dirigir grandes produções com astros como Clint Eastwood (cinco vezes), Lee Marvin, Henry Fonda, Charles Bronson, Walter Matthau e foi diretor do último filme de John Wayne. A competência de Don Siegel é comprovada com o bom “Estrela de Fogo”, em que mescla cenas de grande dramaticidade com perfeitas sequências de ação. E o maior mérito de Don Siegel é ter conseguido extrair de Elvis uma atuação que pode ser chamada de aceitável. Muitos consideram esta a melhor interpretação de Elvis como ator, o que não quer dizer praticamente nada diante da mediocridade que foi sua carreira no cinema. Agora, ESTRELA DE FOGO(1960) é considerado o melhor filme de Elvis junto com o também faroeste LOVE ME TENDER(1956). Porém, seu maior momento cinematográfico foi o razoável filme FLAMING STAR (Estrela de Fogo). Dentre os 16 filmes em que ele foi protagonista, ESTRELA DE FOGO é uma fita senão magistral, mas bastante razoável. Bem dirigida, bem interpretada e bem argumentada por seu roteirista. E a direção magistral de Don Siegel é também um filme muito bem fotografado e repleto de tudo que o mais exigente espectador deseja ver em um filme.

O rei do rock atuou em três filmes de bang bang: Love Me Tender(ama-me com ternura – 1956), sendo que foi o seu primeiro trabalho em Hollywood, de uma média sequência de filmes que iria estrelar até 1969. Neste filme ele estava com apenas 22 anos; Flaming Star (Estrela de Fogo – 1960), Com a idade de 25, sendo esse o seu melhor filme de cawboy. Estrelou o faroeste CHARRO em 1969, aos 34 anos de idade. A paciência do seu empresário Parker durou apenas mais um filme (“Coração Rebelde”, de 1961) após o que ele obrigou Elvis a voltar para as comédias insonsas. Em 1969 um Elvis Presley fortemente influenciado pelos anti-heróis dos spaghetti-westerns atuou em “CHARRO”, em tudo inferior a seu maior momento cinematográfico que foi “Estrela de Fogo”.

Por fim, às 2 horas da tarde do azarado mês de agosto de 1977(há 40 anos), no banheiro da mansão GRACELAND, no Tennessee, o coração de Elvis parou de bater. O cantor/‘‘ator’’ foi encontrado por sua noiva – na época, Ginger Alden, em frente ao vaso sanitário, de barriga para baixo e calças arriadas. A causa oficial foi arritmia cardíaca, uma condição que só pode ser identificada em pessoas vivas. Por outro lado, a família Presley possuía um histórico de doenças coronárias. Em sua autopsia, foram encontrados 15 medicamentos diferentes em seu corpo, dos quais 10, em quantidades perigosas (dez vezes a quantidade terapêutica do anestésico codeína, à base de morfina). Quando os paramédicos chegaram, o corpo já estava ficando azul e frio. No caminho para o Baptist Memorial Hospital, tentou-se sem sucesso uma reanimação, afinal “ERA O ELVIS”. Ele foi declarado morto às 15:16, sem qualquer investigação na mansão, fotos do banheiro ou consideração pelo fato de que ele tomava remédios como se fossem garapa…

Assista ao vídeo de 10 minutos daquele que se tornou o REI DO ROCK e mudou toda uma geração. A reportagem trata do dia de sua morte, logo após o sepultamento em Memphis, e uma canja de sua última canção cantada em vida, quando ele se despede do palco e nunca mais o REI DO ROCK foi visto em público


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SOPHIA LOREN, A MUSA DO CINEMA ITALIANO

Para quem é cinéfilo, quando se fala em SOPHIA LOREN vem logo à mente a figura de MARCELLO MASTROIANNI, um ator determinante na carreira artística da Deusa de Nápoles (A parceria entre os dois foi a mais prolífica da carreira de ambos). Outra pessoa crucial na vida da SEGUNDA mulher mais bonita que já existiu no planeta terra (a primeira é a brasileira MARCELA TEMER), sem sombra de dúvida foi o produtor CARLO PONTI, seu futuro marido que era mais velho que ela 22 anos. Casamento este que durou, precisamente, exatos 50 anos, haja vista que se prolongou até à morte de PONTI em 2007, aos 94 anos.

O primeiro filme estrelado pela italiana em língua inglesa foi “Orgulho e Paixão”, quando tinha apenas 23 anos de idade e partilhando a tela com um ator que tinha um par de olhos irresistíveis(OI DE GATO), que era nada mais nada menos que FRANK SINATRA que se apaixonou perdidamente por ela, fato confirmado agora com o lançamento de um livro de memórias com 300 páginas, “ONTEM, HOJE E AMANHÃ – MINHA VIDA”. Sophia Loren manteve também um ligeiro romance com o ator americano Cary Grant. Ela nasceu como SOFIA VILLANI SCICOLONE, em Roma. Filha bastarda, os primeiros anos foram de pobreza pelas ruas em Pozzuoli, Nápoles. Hoje, a segunda mulher mais bonita do mundo está com 82 anos de idade.

Essa gatona prestes a completar 83 anos que no passado tinha belos cabelos castanhos, corpo escultural e memoráveis olhos verdes, continua em plena forma. Os atributos físicos da atriz Sophia Loren já seriam suficientes para torná-la uma das mulheres mais famosas e desejadas do mundo. Interpretações memoráveis, porém, fizeram dela não apenas uma mulher cobiçada, mas também uma das atrizes mais importantes da história do cinema. Sua boniteza e ousadia eram tamanhas que, na década de 50, em filmes faroestes ela já usava “CALÇAS COMPRIDAS JEANS”, o que era uma afoiteza e bastante atrevimento para os padrões comportamentais da mulher daquela época. Diz-se isso em razão de, apesar dos tempos bicudos e restritos às mulheres, Sophia, já era considerada um símbolo sexual em uma época sem PHOTOSHOP e em que os corpos femininos poucos se desnudavam…

Um fato negativo na vida dessa mulher que é uma divindade cinematográfica, surgiu em 1982, quando ela curtiu por um período de duas semanas um cubículo de tamanho 6 X 6m., dormindo numa beliche de cimento por ter sido trancafiada na cadeia em razão de ter praticado crime de evasão fiscal, por isto foi condenada e presa no xilindró(Só o Lula que não vai!!!)… Justamente na década de 1980, Sophia diminuiu o ritmo no trabalho para cuidar dos filhos e também para investir em outras áreas, sendo a primeira atriz a lançar sua própria fragrância de perfume e uma linha de maquiagem. Outra curiosidade na vida da atriz que abocanhou dois Oscars, já em setembro de 2014, no aniversário de seus 80 anos, ela ganhou uma tremenda festa do magnata mexicano Carlos Slim, o homem mais rico do mundo. Para celebrar tal vida e obra, o magnata Slim fez um baita jantar de gala com direito a presenças internacionais ilustres e uma exposição itinerante trouxe objetos curiosos como os dois Oscars de Sophia, alguns vestidos, figurino de filmes, joias da atriz, roteiros de filmes e um amplo acervo de fotografias.

A passagem do tempo não causa ansiedade na atriz, uma das estrelas mais elegantes do cinema mundial, pois ela ainda é a imagem da beleza e sensualidade que, em 2015, aos 81 anos, lançou um batom com seu próprio nome. Na campanha publicitária, veste um elegante vestido de renda preto, com um grande decote, e mostra um sorriso da cor cintilante, de um tom vermelho cereja que ela mesmo escolheu para combinar com a pigmentação de seus lábios. Em suas memórias Ontem, Hoje e Amanhã – A Minha Vida , a primeira intérprete a ganhar um Oscar por um papel em um filme estrangeiro – Duas Mulheres(1961) – afirma que “ENVELHECER PODE SER AGRADÁVEL, E ATÉ DIVERTIDO, SE VOCÊ SOUBER COMO USAR O TEMPO, SE ESTÁ SATISFEITO COM O QUE CONSEGUIU E SE CONTINUA SONHANDO”. Um sonho alimentado tanto por seu trabalho quanto por sua família, estrela do “conto de fadas” que sempre quis viver.

Sophia Loren ganhou fama internacional em 1962, quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz pelo filme DUAS MULHERES, que também lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Ela detém o recorde por ter recebido seis prêmios de Melhor Atriz, o maior número já recebido, pelos filmes: Duas Mulheres (1960); Ontem, Hoje e Amanhã; Matrimônio à Italiana (pelo qual ela foi nomeada para um segundo Oscar). Sua carreira atingiu o auge em 1964, quando recebeu 1 milhão de dólares para estrelar o filme A QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO. Além do Oscar, ela ganhou um Grammy, cinco Globos de Ouro especiais, o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, e o Oscar Honorário em 1991. Em 1995, ela recebeu o Prêmio Cecil De Mille pelas realizações ao longo da vida. Em 1999, Sophia Loren foi reconhecida como uma das 25 MAIORES LENDAS DO CINEMA NORTE-AMERICANO DO SEXO FEMININO.

Trabalhou com Anthony Quinn em “Jogadora Infernal” e com John Wayne em “A Lenda dos Desaparecidos”, uma aventura Africana, em que John Wayne continua representando um Cowboy durão. Sophia, ao seu lado, é um belo enfeite que o diretor do filme explora habilmente, mas Sophia tem uma bela cena de briga, onde ela bota abaixo John Wayne. Estrelou também em 1958 o filme Desejo e em 1960, O Pistoleiro e a Bela Aventureira. No começo da carreira fez bico em vários filmes de Cawboys, como sempre, de calças compridas jeans, chapelão e cavalgando em belos garanhões.

Finalmente, o nosso espaço é minúsculo para descrever SOPHIA LOREN, dona de uma beleza sem igual(que Marcela Temer não leia o blog de Berto Filho) – uma das atrizes mais festejadas de todos os tempos, uma das poucas atrizes que interpretam todo tipo de personagem, e sempre num registro diferente, é com certeza a mais famosa atriz estrangeira de todos os tempos. Um rosto inconfundível, de uma assimetria estranhamente bela. Sem retoques, natural como Sophia sempre fez questão de ser. Exuberante, ardente, romântica, batalhadora incansável e empresária de sucesso. Por ser italiana ela é um símbolo de mulher latina. Na verdade, Sophia Loren FOI, É e SERÁ eternamente uma linda mulher. Digo melhor, UNA BELLA DONNA!!!

Assista ao vídeo de apenas três minutos da estonteante Sophia Loren contracenando com astros do porte de um Marcello Mastroianni, Marlon Brando, Clark Gable e tantos outros artistas de uma beleza e charme esplendorosos que faziam parte da nata hollywoodiana.


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MARILYN MONROE PERSONIFICOU O GLAMOUR HOLLYWOODIANO

Em uma época emblemática em relação às atitudes envolvendo sexualidade, a atriz e modelo coroada de fama, MARILYN MONROE, tornou-se um dos SEX SYMBOLS mais populares da década de 1950. A “loira burra”, como era taxada, teria hoje 90 anos se não tivesse ido para o além com apenas 36 anos de idade, quando naquele dia fúnebre em 5 de agosto de 1962, quem governava os Estados Unidos era nada mais nada menos que John Fitzgerald Kennedy, que veio a morrer assassinado um ano depois. Aliás, diga-se de passagem, duas mortes que se tornaram em enigmas para a CIA, FBI e todo o Serviço Secreto de Inteligência Militar Norte-americano.

Seu nome verdadeiro era Norma Jeane Mortensen. Devido às internações de sua mãe por problemas psicológicos, NORMA JEANE passou grande parte de sua infância em casas de família e orfanatos até que, em 1942, casou-se aos 15 anos com James Dougherty de 21, casamento que durou apenas 4 anos. A estrela, que deixou o mundo aos 36 anos, simbolizou e encantou através do seu charme o cinema mundial dos anos 50. Sua aparente vulnerabilidade e inocência, junto com sua inata sensualidade, a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século 20…

Pois bem!!! Logo após, na pindaíba, a loira endiabrada adotou então o nome de Marilyn Monroe e tingiu o cabelo de loiro para mudar o visual. Em 1949, sem dinheiro, concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que ela acabou ilustrando a PRIMEIRA CAPA DA REVISTA PLAYBOY EM 1953. Em 14 de janeiro de 1954, Marilyn se casou com o ex-jogador de beisebol Joe Di Maggio, uma lenda do esporte nos Estados Unidos. Durante sua lua de mel, em Tóquio, Marilyn fez uma performance para os militares que estavam servindo na Coreia. Joe, ciumento, não aguentou a exposição da esposa. Nove meses depois, em outubro de 1954, veio o divórcio. Em 1956, a atriz se casou com o dramaturgo Arthur Miller.

Fez seu primeiro papel de destaque em 1951, no filme “O Segredo das Viúvas”. No ano seguinte, participou de “O Inventor da Mocidade”. Seu nome começou a atrair multidões aos cinemas. Foi assim em “Como Agarrar um Milionário” (1953), “Os Homens Preferem as Loiras” (1953), “O Pecado Mora ao Lado” (1955) e “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) – este, com direção de Billy Wilder, foi considerado “A MELHOR COMÉDIA DE TODOS OS TEMPOS”. Nele a atriz atuou ao lado de TONY CURTIS e JACK LEMMON. Este filme é muito divertido, passa uma energia contagiante, uma comédia leve, sagaz e acima de tudo, engraçada. Só por ter a icônica Marilyn Monroe já ganha vários pontos. É incrível como ela consegue iluminar cada cena em que aparece. Recomendo o filme, QUANTO MAIS QUENTE MELHOR, realmente uma grande fita!!!

No tocante às películas de faroestes Marilyn Monroe protagonizou com Bob Mitchum um dos mais belos títulos de filmes. Ou seja, “O RIO DAS ALMAS PERDIDAS”. Foi um dos grandes sucessos de bilheteria de 1954 e certamente o público lotava os cinemas era para ver Marilyn Monroe e não Bob Mitchum. É um faroeste lindíssimo, fotografado num cenário mágico, com paisagens de uma beleza extasiante, onde o rio é o cenário dominante. O elenco é ótimo e a paisagem é de sonho.

Falando-se de sua vida conturbada, uma das mais célebres performances de Marilyn foi cantar “PARABÉNS A VOCÊ”, de maneira sensualíssima com o vestido altamente decotado e sem sutiã, para o presidente americano John Fitzgerald Kennedy, no luxuoso ambiente do Madison Square Garden de Nova York no dia 29 de maio de 1962. Há quem diga que, DEPOIS QUE DEUS FEZ ESTA MULHER, JOGOU A FÔRMA FORA. O evento reforçou os rumores de que ambos teriam sido amantes. O fato é que, quatro meses depois do episódio, Marilyn foi encontrada morta, segurando o telefone, ao lado de um vidro de barbitúricos. A hipótese de seu envolvimento amoroso com o presidente Kennedy e seu irmão Robert ganhou força, quando encontraram sua casa vasculhada – supostamente por agentes do FBI -, antes da chegada da polícia, no dia de sua morte.

É interessante como às vezes a gente quer que nossos astros e estrelas sejam pessoas perfeitas, que os vemos como deuses ou deusas, como especiais, que os enxergamos com olhos outros, mas apesar da fama e da riqueza, na verdade, não passam de pessoas normais e com todos os defeitos e virtudes que NÓS, do lado de cá da tela. Como é o caso específico da POBRE LOURA MONROE, lutou muito e buscou a vida inteira respeito como atriz e a todo custo ter um filho. Alguém ligada a ela já descreveu sobre sua morte dizendo mais ou menos assim: “Morreu solitária, nua, na cama, tentando alcançar o telefone. O MUNDO NÃO CHEGOU A OUVIR O SEU PEDIDO DE SOCORRO”…

CLIC logo abaixo para você, leitor deste blog, acompanhar durante 46 minutos, passo a passo a misteriosa e emblemática morte de Marilyn Monroe, que através de um documento inédito da DISCOVERY conseguiu reescrever a história. VALE A PENA!!! MUITO BOM!!! CLIC!!!


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A JUVENTUDE TRANSVIADA DE JAMES DEAN

Às 17h45min de um dia como outro qualquer, apesar do crepúsculo e o brilho do sol poente que deslumbrava no horizonte, em 1955, o ator JAMES DEAN, de apenas 24 anos, MORRIA EM UM ACIDENTE DE CARRO, na Califórnia, quando o seu Porsche que tinha o apelido de “Little Bastard” (“Pequeno Bastardo”), atingiu um Ford Sedan em um cruzamento. O motorista do outro carro, o estudante de 23 anos, Donald Turnupseed, estava atordoado após o acidente, mas, praticamente, sem ferimentos. No trágico dia, o filme VIDAS AMARGAS (1955), estrelado por Dean, era um sucesso nos cinemas. Depois de sua morte, ainda seriam lançando dois filmes póstumos: JUVENTUDE TRANSVIADA (1955) e ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (1956). Apesar de ser jovem e iniciando a carreira, DEAN estava no caminho para o estrelato, e o acidente o transformou em uma lenda. Ele é considerado um ícone cultural, como personificação da rebeldia e angústias da juventude da década de 1950.

Dean viajava para uma corrida de carros em Salinas junto com o seu mecânico, o alemão Rolf Wütherich, que ficou gravemente ferido e, após se recuperar, jamais falou sobre a tragédia. DUAS HORAS ANTES, O ATOR TINHA SIDO MULTADO POR EXCESSO DE VELOCIDADE. Batizado de “O REBELDE DA AMÉRICA” por Ronald Reagan também ator e mais tarde presidente dos Estados Unidos, Dean morreu na hora, em decorrência de várias lesões graves, incluindo uma fratura de pescoço. A beleza e a atitude rebelde, desafiadora e ao mesmo tempo vulnerável e angustiada ajudaram a definir a juventude do pós-guerra.

Dean era um apaixonado por velocidade. Porém, testemunhas alegam que DEAN não estava correndo no exato momento do acidente, e que o outro carro poderia estar rápido. Contudo, o brilho do sol ardente pode ter impedido Turnupseed de ver o Porsche chegando… Talvez não haja no mundo alguém tão simbólico quando se fala em “REBELDIA JUVENIL”. Sua imagem e sua aura de garoto revoltado, flertando com o perigoso mundo marginal, com um cigarro aceso entre os dedos, tornou-se um modelo para gerações mundo afora. E até Michael Jackson se inspirou no ator: a jaqueta vermelha do clipe de BEAT IT é uma referência óbvia ao famoso figurino de DEAN no filme JUVENTUDE TRANSVIADA, seu maior clássico entre os três longas-metragens épicos que estrelou entre 1954 e 1955.

No início dos anos 50, atuou em vários filmes, mas seu estrelato só veio após o estrondoso sucesso alcançado por suas atuações em “Juventude Transviada”, de 1955(o título original do filme denomina-se REBEL WITHOUT A CAUSE, traduzido para o português, REBELDE SEM CAUSA. Só que no Brasil, ele ficou com a denominação de JUVENTUDE TRANSVIADA. Logo em seguida vieram “Vidas Amargas”, de 1955, e “Assim Caminha a Humanidade”, de 1956, tendo os dois últimos lhe valido indicações ao Oscar de Melhor Ator. Sua morte repentina, aos 24 anos, quando seu carro Porsche se chocou com outro veículo, associada ao prestígio obtido por suas ótimas performances em seus últimos filmes, o transformou num dos maiores mitos de Hollywood.

Por muito pouco JAMES DEAN não atuou em um filme de faroeste que já tinha sido o escolhido pelo escritor e diretor Gore Vidal para protagonizar o filme de cawboy UM DE NÓS MORRERÁ no papel de Billy the Kid. Conforme nos conta o cinéfilo Darci Fonseca, Vidal sonhava com James Dean como protagonista. Dean, porém, estava preso às filmagens de “ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE” que se prolongaram acima do esperado e PAUL NEWMAN foi então convidado para substituir James Dean. O teleteatro “The Death of Billy the Kid” foi ao ar na noite de 24 de julho de 1955, obtendo êxito de público. Por ser exibida na televisão o ator William Bonney não foi mostrado como homossexual conforme Vidal deixara evidente em seu texto. Em 1957 a Warner Bros adquiriu os direitos de “The Death of Billc the Kid” escalando o roteirista Leslie Stevens para reescrever a peça de Gore Vidal. O WESTERN baseado no teleplay foi intitulado “The Left Handed Gun” (O Pistoleiro Canhoto), recebendo o título brasileiro de “UM DE NÓS MORRERÁ”.

Em janeiro de 1951, Dean tinha decidido abandonar as aulas e entrar totalmente em Hollywood, onde daria seus primeiros passos em representações teatrais exibidas pela televisão, onde dividiu palco com Natalie Wood, sua futura companheira de elenco em “Rebelde sem causa”. Muitos se perguntam o que teria sido de Dean se tivesse vivido mais. Há quem acredite que teria tido uma carreira como a de Marlon Brando ou Cary Grant. Ou que talvez teria optado por se envolver profissionalmente no mundo das corridas de carros que tanto amava. Ou que teria aberto o caminho para muitos ao tornar pública sua suposta homossexualidade. Mas James Dean viveu e morreu de acordo com sua própria filosofia, com frases que entraram para o imaginário de Hollywood como “a gratificação vem ao fazer, não com os resultados”. Além da célebre “sonhe como se fosse viver para sempre e viva como se fosse morrer hoje”. Na época, enquanto o outro rebelde lançou a camiseta também no cinema, quem? MARLON BRANDO!!! Viva os REBELDES!!! Ele, James Dean , também inventou moda: as pessoas usam Jeans porque ele “EXISTE”!!! Não, ele não inventou o Jeans… Mas basicamente lançou no cinema…

Aproveitando a deixa, eis um sucesso Inesquecível, uma música belíssima na linda voz do brasileiro LUIZ MELODIA, intitulada JUVENTUDE TRANSVIADA que tem o mesmo nome do filme do norte-americano JAMES DEAN.

Luiz Melodia faleceu hoje, dia 4 de agosto de 2017.

Curta aqui, este clipe!!!


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TRIBUTO AO DEMOCRATA GREGORY PECK

Na Sétima Arte, Gregory Peck ficou conhecido como o galã das causas sociais. Embora tivesse um talento LIMITADO e não muito VIBRANTE (sem aptidão de um James Stewart, a efígie da virtude de um Henry Fonda ou a energia de Kirk Douglas), porém, Gregory Peck irradiava integridade, consideração, honestidade, e solicitude, conseguindo atrair plateias, especialmente o público feminino. O galã das épocas douradas do cinema dos meados do Século XX, entre suas principais LADYS, Peck contracenou com Ingrid Bergman, Jennifer Jones, Carroll Baker, Susan Hayward, Ava Gardner, Lauren Baccal e Sophia Loren. Na década de 1950, época bem recheada de westerns, caiu em seu colo a interpretação de um papel do filme DA TERRA NASCEM OS HOMENS(1958) – Um dos Melhores Westerns de Todos os Tempos, Obra Prima do afamado diretor William Wyler.

Pois bem!!! Na década de 1950, época bem recheada de westerns, sem sombra de dúvidas o filme Da Terra Nascem os Homens Foi o primeiro Western a ser, de fato, uma SUPERPRODUÇÃO, já que, em 1958, a televisão invadia os lares estadunidenses, lançando muitas séries de faroestes, como As Aventuras de Rin Tin Tin, Zorro & Tonto, entre outros – e no entanto, seria imperioso um investimento alto para não perder a concorrência com a telinha de TV. Para isto, nada como reunir um cineasta premiado e de renome internacional, como o diretor boca de caieira William Wyler e atores consagrados como Gregory Peck e Charlton Heston num mesmo rolo de fita ou película de bang bang. Na época, estas duas feras possuíam idades de 42 e 35 anos e ambos morreram já no Século XXI, em 2003 e 2008, com 87 e 85 anos, respectivamente.

De acordo com o cinéfilo Paulo Telles, Gregory Peck sempre teve AFINIDADE COM A POLÍTICA, não era à toa que carregava a marca de galã das causas sociais. Durante sua plena mocidade, o seu país viveu sua grande crise econômica, com a miséria rondando milhares de famílias. Era a época da Depressão dos anos de 1929. O Fascismo e o Nazismo invadindo a Europa; uma tremenda guerra civil na Espanha. E o jovem Peck não poderia ficar alheio a todos estes acontecimentos. Ele mesmo confidenciou que, como estudante, sofria influências de ideias políticas. Peck lia muito jornais de tendência comunista. Foi também um adepto fervoroso do governo Roosevelt, tão combatido pela Imprensa e pelos banqueiros de sua terra. Entretanto, isso não o tornou um “MILITANTE DA PUTADA VERMELHA”. Com o passar dos anos, com a América recobrando o ânimo da gestão de Roosevelt, ele não se contaminou com a praga do COMUNISMO e correu dele como o cão foge da cruz. O comunismo perdeu Gregory Peck, mas a Broadway iria, em breve, conhecer sua arte.

O ator principal do monumental filme OS CANHÕES DE NAVARONE – um clássico dos filmes de aventura que bateu recorde de bilheteria no mundo inteiro lhe rendeu muito sucesso na década de 1960, mas o seu filão de ouro, veio em 1962 com O Sol É Para Todos que concorreu ao Oscar de melhor filme (perdendo para Lawrence da Arábia, o grande favorito do ano de 1962), mas ganhou para melhor ator (GREGORY PECK). No filme O SOL É PARA TODOS quando foi consagrado com o Oscar, ele faz um papel voltado para o humanismo, Peck aceitou fazer um advogado sulista, porém, íntegro e respeitado na cidade, que atende gratuitamente aos mais pobres. Um clássico supremo, com roteiro, direção de arte, trilha sonora e direção impecáveis; atuação memorável, talvez a melhor, de Gregory Peck. Em que pese não ser faroeste(filme de drama), ele representa um papel arrebatador que eu recomendo com todo louvor para que seja assistido a quem interessar possa. A propósito, o seu primeiro filme de bang bang, Gregory Peck estrelou quando tinha a idade de 3O anos e já disse pra que veio com um papel irretocável no bom filme DUELO AO SOL, realizado em 1946.

Da sua vasta obra, eis os principais filmes de cawboys estrelado pelo galã das CAUSAS SOCIAIS: Duelo de Sol(1946); – Céu Amarelo(1948); – O Matador(1950); – Resistência Heroica(1951); Em 1958 ele foi estrela do filme DA TERRA NASCEM OS HOMENS(O melhor de todos); – A conquista do Oeste(1962); – A noite da Emboscada(1968); – O Ouro de Mackena(1969); – O Parceiro do Diabo(1971); Matando sem Compaixão(1974).

Em que pese nunca ter havido um trabalho em conjunto dos monstros sagrados da Sétima Arte, apesar da diferença de idade era de razoáveis 14 anos, o REPUBLICANO Clint Eastwood e o DEMOCRATA Gregory Peck, na verdade, Clint, hoje com 87 anos tinha como ídolo o ator Gregory Peck (1916-2003), do qual considera sua melhor atuação em O Matador. As performances vindas de Clint para compor seus durões, segundo ele, se inspiravam em Gregory Peck nesta película O MATADOR datado de 1950. Finalmente, como curiosidade, o Partido DEMOCRATA chegou a cogitar o nome de Gregory Peck para Governador da Califórnia na década de 1970, para enfrentar o também ator mixuruca Ronald Reagan, então do Partido REPUBLICANO. Entretanto, Peck não deu bola e recusou “tão amado convite”. Daí, Por todo este humanitarismo que lhe era peculiar, HOLLYWOOD o convidou a presidir a Presidência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, onde foi o gestor entre 1967 a 1970.

Com sua quietude e estilo sóbrio, Gregory Peck foi o perfeito galã da Hollywood dos anos dourados, mas também uma referência moral para o cinema americano. Embora Gregory Peck tenha entrado para a História como esse homem bom e aprazível, o certo é que na tela encarou também papéis mais obscuros, como o psicopata amnésico em “QUANDO FALA O CORAÇÃO” (1945), de Alfred Hitchcock. Talvez o personagem que o público mais carregue na memória seja o jornalista e perfeito cavalheiro que se apaixona pela princesa em “A PRINCESA E O PLEBEU” (1953), que foi também sua primeira comédia romântica. Curiosamente, durante a filmagem de “A Princesa e o Plebeu” foi Peck quem, recém separado de sua primeira esposa, se apaixonou por uma jornalista, a francesa Veronique Passani, que havia lhe pedido uma entrevista. Dois anos depois se casaram e não se separaram até a morte de Peck em Los Angeles, no dia 12 de junho de 2003, quando tinha 87 anos.

Assista ao trailer da película cinematográfica A CONQUISA DO OESTE, filme épico que narra os 50 anos da expansão americana rumo ao Oeste, entre 1830 e 1880, vistos através das experiências das famílias Prescott e Rawlings, passando pela isolação dos sítios construídos pelos pioneiros, pela corrida do ouro, pela guerra civil americana e, finalmente, pela construção das estradas de ferro. A estória de três gerações de pioneiros americanos no século XIX com um elenco cheio de estrelas, como Gregory Peck, James Stewart e Henry Fonda.


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PAUL NEWMAN – O HOMEM DOS OLHOS AZUIS

“Às vezes Deus cria seres perfeitos, e PAUL NEWMAN era um deles”, afirmou, certa vez, a atriz Sally Fields. “Há um ponto em que os sentimentos vão além das palavras. Perdi um verdadeiro amigo. Minha vida e este país são melhores porque ele esteve em ambos”, resumiu ROBERT REDFORD, amigo e companheiro do ator. Poucas vezes, se viu tanta unanimidade, admiração e respeito por um astro de Hollywood. O ator e diretor Paul Leonard Newman, que completaria 92 anos de idade neste ano de 2017, fumante e alcoólatra inveterado, morreu de câncer no pulmão, aos 83 anos, no dia 26 de setembro de 2008.

Atuou no filme “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), quando ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes, “Exodus”(1960), ”Doce Pássaro da Juventude” (1962), Criminosos Não Merecem Prêmio (1963), O Indomado ( 1963) , Rebeldia Indomável (1967), Hombre (1967), e um dos maiores sucessos de sua carreira: “BUTCH CASSIDY”/DOIS HOMENS E UM DESTINO (1969), contracenando com o amigo Robert Redford. A dupla repetiria a fórmula, quatro anos depois, com “ O GOLPE DE MESTRE”, que ganharia o Oscar de melhor filme de 1973. Além de ator, Paul Newman dirigiu e produziu vários filmes, entre eles “Rachel, Rachel”(1968), estrelado por sua esposa, Joanne Woodward, pelo qual ganhou o Globo de Ouro de melhor diretor. Indicado uma dezena de vezes ao Oscar, finalmente acabou ganhando a estatueta pela atuação em “A Cor do Dinheiro”(1986).

Um dos homens mais bonitos do mundo, adepto da filantropia, casado por 50 anos com a mesma mulher, ainda com ares de apaixonado. A vida do ator Paul Newman parecia saída de um grande clássico das telas. Ao olhar de perto, no entanto, a história do astro tem detalhes nada glamorosos, como seu ALCOOLISMO e um caso que teve com uma jornalista. Outro momento complicado é o drama com o filho Scott, que morreu de OVERDOSE de álcool e drogas aos 28 anos. – Ao morrer, o ator deixou seis filhas -, “Paul Newman bebia muito álcool e não sabia lidar com o vício do filho. E ele próprio já era filho de um homem com quem não tinha boa relação”, confirma seu biógrafo, o jornalista Shawn Levy.

Lenda indiscutível do cinema americano cujos olhos azuis, possivelmente os mais famosos de Hollywood e os que mais suspiros provocaram, serão tão lembrados quanto sua brilhante carreira. Eterno aspirante ao Oscar, ganhou um honorário pelo conjunto de sua carreira em 1986 e no ano seguinte finalmente o conquistou por seu papel em “A COR DO DINHEIRO”, de Martin Scorsese, quando já tinha 61 anos e uma longa carreira nas costas. Conhecido como a “LENDA DOS OLHOS AZUIS DE HOLLYWOOD” era um fumante e alcoólatra inveterado. Em que pese ter tido um suposto caso fora do casamento, no campo da fidelidade ele costumava dizer que, “Porque circular por aí com um hambúrguer, quando você tem carne de primeira em casa?”.

Paul Newman atuou em 58 filmes, apenas seis deles westerns. Um de nós morrerá(1958); – Quatro confissões(1964); – Hombre(1967); – O Homem da Lei(1967); – Oeste Selvagem(1976); – Butch Cassidy(1069), sendo que o filme “Butch Cassidy” contracenando com o seu amigo Robert Redford é um dos westerns que maior bilheteria atingiu no cinema por ser um filme romântico, divertido e nostálgico. Paul Newman foi um dos mais consagrados atores do cinema norte-americano em todos os tempos. Nove vezes indicado ao prêmio Oscar de Melhor Ator e uma indicação como Melhor Ator Coadjuvante, Newman recebeu ainda um Oscar por seu trabalho humanitário e outro Oscar honorário por sua contribuição artística para a indústria cinematográfica.

No Filme Butch Cassidy, Um dos filmes de faoreste de maior sucesso da história do cinema. Um clássico premiado com o Oscar que mistura aventura, romance e comédia ao contar a história verídica dos fora-da-lei mais simpáticos do velho oeste. Ninguém é mais rápido que Butch Cassidy (Paul Newman) para bolar esquemas para ficar rico, e seu parceiro Sundance (Robert Redford) é imbatível com seu revólver. Quando estes dois atrapalhados ladrões de bancos e de trens se cansam de fugir da justiça partem para a Bolívia com a namorada de Sundance (Katharine Ross). Nenhum dos dois sabe espanhol o suficiente para dizer “ISTO É UM ASSALTO!!!”, mas isso é só detalhe sem importância para os dois “VILÕES” mais simpáticos que já cavalgaram pelo oeste.

Paul Newman passou sua vida tentando fugir do estigma de um belo rosto, por isso, geralmente interpretava personagens rebeldes que combatiam o sistema. Entretanto todos nós sabemos que seu belo rosto e seus penetrantes olhos azuis, sempre ajudaram muito a sua prodigiosa carreira. Por ironia do destino, o dono dos MAIS FAMOSOS OLHOS AZUIS DE HOLLYWOOD era daltônico(pessoa que não consegue distinguir certas cores). Mas, apesar disto, enxergou como poucos as injustiças sociais de seu país e do mundo. Lutou e fez o que pode para repará-las. A vida digna, engajada e corajosa do cidadão Paul Newman foi o seu melhor papel. E o seu maior legado.

Assista ao trailer do bom filme Butch Cassidy (Paul Newman) e (Robert Redford), aqui:


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JAMES STEWART, O DEDO DURO DO FBI

Por ser possuidor de um caráter íntegro, James Stewart transformou-se num baita de um ator inesquecível ou memorável que foi reconduzido na personificação do herói nacional norte-americano em filmes como A Felicidade Não se Compra (1946) ou A Águia Solitária (1957). Suas interpretações foram sempre marcadas pelo personagem desajeitado e pelo modo de falar inseguro. As colaborações com o diretor Alfred Hitchcock reforçaram a sua identificação com o modelo de norte-americano médio, de perfil simples e de enorme caráter, especialmente em Janela Indiscreta (1954) e Um Corpo que Cai (1958). STEWART NUNCA INTERPRETOU PAPÉIS DE VILÃO, nem sequer nos muitos westerns que protagonizou como o espetacular filme, O Homem que Matou o Facínora (1961), ao lado do Papa dos filmes de faroestes, John Wayne.

Pois bem!!! O presidente americano Harry Truman costumava dizer que, se um dia tivesse um filho, queria que ele fosse como o ator James Stewart (1908-1997). O presidente democrata sabia do alcance de sua afirmação: não havia em Hollywood, e não houve até o aparecimento de Tom Hanks, nenhum ator com melhor imagem de pureza e honestidade como James Stewart. Patriota ao extremo, como também mulherengo que era, se tornou um convicto MONOGÂMICO após se casar com a socialite Gloria Stewart e nunca mais foi visto na companhia de nenhuma outra mulher. Assim, diante desse anjo de candura e exemplo de bom-mocismo, James Stewart era RACISTA e DELATOR, tendo colaborado por livre e espontânea vontade com a caça às bruxas (entenda-se caça aos comunistas). Stewart foi informante direto do FBI em sua época, que via em Hollywood comunistas escondidos até em recheios de pasteis.

Pesquisando sobre a vida do ator percebe-se claramente que, o seu envolvimento com a DEDURAGEM afirmando que teria delatado apenas os comunistas mais notórios, tudo aquilo se valia do ator e futuro presidente americano Ronald Reagan como garoto de recados para a entrega de seus dossiês. A queda de Stewart para a delação “NASCEU COM BONS PROPÓSITOS” (se é que há propósito saudável num delator): o seu ideal era o de barrar a ascensão do crime organizado em Hollywood, como também o comunismo desembestado. As atividades do ator como informante do FBI, lhe custaram, inclusive, a perda da amizade de Henry Fonda – eles eram inseparáveis desde a juventude e chegaram a morar juntos numa fazenda em Hollywood. O FBI, de fato, investigava tudo e todos, e não poupou sequer o seu próprio informante: também a vida de James Stewart foi vasculhada devido à boataria de seu suposto envolvimento homossexual com Henry Fonda(pai de Jane Fonda).

Voltando-se a sua atividade cinematográfica, James Stewart foi um dos atores mais queridos do cinema norte-americano e um dos favoritos dos fãs de faroestes. Mas, conforme nos confidencia o crítico de cinema Darci Fonseca, Stewart poderia ter sido qualquer coisa na vida, menos ator. Magro demais, desengonçado, parecendo tropeçar nas próprias pernas, porém pior do que a presença física de James Stewart era sua voz meio fanhosa parecendo ter um ovo quente na boca e gaguejando nervosamente. Pois foi com todos esses “DEFEITOS” que James Stewart venceu em Hollywood e pode-se afirmar que poucos atores participaram de um número tão grande de obras-primas e clássicos do cinema quanto ele.

Quando jovem James Stewart aprendeu a tocar acordeão, instrumento que fazia muito sucesso aqui no Brasil nos anos 50, época em que a RCA Victor praticamente só prensava discos de Luiz Gonzaga, “O REI DO BAIÃO”. Instrumento da moda, as moçoilas iam aos conservatórios musicais sonhando em serem novas Adelaide Chiozzo, atriz e acordeonista brasileira, estrela da Atlântida Cinematográfica e renomada cantora da Rádio Nacional. E que ninguém chamasse o acordeão de “SANFONA”, pois saía até briga… James Stewart nas horas vagas gostava de dedilhar seu acordeão e sonhava poder aparecer num filme tocando esse instrumento. A oportunidade surgiu com “A Passagem da Noite”, em que além de tocar, James Stewart se meteu a cantar também…

Em se tratando de filme faroeste, ninguém ganhou mais dinheiro que James Stewart nos anos 50, nem mesmo John Wayne, Gary Cooper ou Marlon Brando. A galinha dos ovos de ouro que apareceu na vida de Stewart foi o filme WINCHESTER 73, o western que mudou Hollywood. Em 1950 James Stewart estava com 42 anos de idade e há 15 anos no cinema. Stewart deu um cheque-mate nos donos dos estúdios, justamente com o western “Winchester 73”, mudando radicalmente o sistema de se fazer cinema. Analisando a película cinematográfica, o Winchester 73 é um filme norte-americano passado em tempos áureos do velho-oeste, dirigido pelo consagrado diretor Anthony Mann que eu recomendo aos cinéfilos de bang bang. O RIFLE Winchester 1873, o qual dá título ao filme, é mostrado como a melhor e mais desejada arma do faroeste. Um dos grandes westerns da história. A arma acaba se tornando um dos personagens. Vale a pena assisti-lo!!!

Por fim, James Stewart foi um aclamado ator americano de cinema, teatro e televisão. Atuou em inúmeros filmes considerados clássicos, e foi indicado a cinco prêmios de Oscar de Melhor Ator, ganhando em 1941 por seu papel em Núpcias de Escândalo. Além disso, recebeu um Oscar Honorário, em 1985, pela sua carreira. James Stewart foi casado com Gloria Stewart por 45 anos, ou seja, até 16/02/1994, quando ela veio a falecer. O casal teve duas filhas gêmeas, Kelly e Judy. A morte da esposa fez com que sua vida deixasse de fazer sentido. Ele começou, então, a sofrer uma série de problemas de saúde que culminaram com sua morte em julho de 1997 de embolia pulmonar, aos 89 anos de idade. Logo abaixo, assista ao vídeo de 2 minutos do filme original Winchester 73.


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MARLON BRANDO – UM ÍCONE DO CINEMA MUNDIAL

Sem a menor sombra de dúvida, VITO CORLEONE, o Poderoso Chefão, mais conhecido como Marlon Brando, foi o homem mais bonito que o planeta terra já pariu. Ele morreu aos 80 anos, em Los Angeles, vítima de insuficiência respiratória, pobre, amargurado e gordo, pesando mais de 120 quilos, no ano de 2004. BRANDO era magnético, elétrico, encantador. Foi o maior ator de sua época. Lindo, seduziu centenas de mulheres, dormiu com metade de Hollywood e destruiu a vida matrimonial de muita gente. Segundo o crítico de cinema François Forestier, “Marlon Brando era um extraordinário sedutor. No livro que escrevi ele tinha tantas amantes que parecia mais um catálogo telefônico”, diz o escritor. O mito de Brando é tão esmagador que ele se torna mais importante que seus filmes. Sua arte transcende tudo basta ver ou assistir ao grande ator de obras primas como Sindicato de Ladrões (1954), Viva Zapata!!! Último Tango em Paris (1972) e O Poderoso Chefão(1972). Poucos ícones do cinema uniram dessa forma talento, beleza e aparência privilegiada.

Marlon Brando usava o SEXO como forma de poder sobre as pessoas, pois tinha mais filhos do que pau-de-arara fugitivo da seca nordestina para São Paulo, e parece que tudo tinha nascido de uma ninhada só. Três filhos que teve com sua empregada doméstica Christina Ruiz. Brando teve um lote de seis filhos mais de mulheres não identificadas, e outra tuia de sete, estes reconhecidos. Pela cama de Brando passaram mulheres famosas como Ava Gardner(mulher de Frank Sinatra que ameaçou castrá-lo), Marilyn Monroe, Grace Kelly, Shelley Winters, Ursula Andress e um cambada de anônimas. Entre os homens, enlouqueceu Tennessee Williams e Jean Cocteau. O DIABO BRANDO teve atrizes, homens, intelectuais, datilógrafas, costureiras, Hollywood, quem quisesse, todos aos seus pés. Os mais próximos chafurdaram no álcool e nas drogas, enlouqueceram, cometeram assassinato, se mataram, fugiram do brilho cego do monstro. “ERA O DEMÔNIO”, dizia sua filha Cheyenne, que se suicidou aos 25 anos. Um dos filhos desastrados de Brando assassinou um homem e ele gastou uma tremenda grana para livrar o peça ruim da cadeia.

Marlon Brando foi um ator saudado por trazer um estilo realista emocionante na atuação de seus papéis, e é amplamente considerado como um dos maiores e mais influentes atores de todos os tempos. Considerado um dos mais importantes atores do cinema dos Estados Unidos, Brando foi um dos três únicos atores profissionais, juntamente com Charlie Chaplin e Marilyn Monroe, a fazer parte da lista de 100 pessoas mais importantes do século compilada pela revista Time, em 1999. Do lado positivo do homem Marlon Brando destacou-se, também, um ativista, apoiando diversas causas, mais notavelmente o movimento dos direitos civis dos NEGROS e diversos movimentos em defesa dos ÍNDIOS. É mais conhecido pelos seus papéis como Emiliano Zapata em Viva Zapata!!! (1952), Durante os anos 70, ele foi mais famoso por seu desempenho vencedor do Oscar de melhor ator como DON VITO CORLEONE, em O Poderoso Chefão. Os filmes de faroestes que mais ele veio a se destacar foram: Duelo de Gigantes, Sangue em Sonora e A Face Oculta. Brando é considerado um dos maiores e mais influentes atores do século XX. Na opinião do cineasta Martin Scorsese, “Ele é o marco. Há o “antes de Brando” e “depois de Brando”.

Percorrendo as páginas de Marlon Brando – A FACE SOMBRIA DA BELEZA, biografia lançada no Brasil compreende-se a razão para o desconforto que a evocação da figura materna trazia ao grande mito do cinema. A proposta do jornalista francês François Forestier foi mergulhar na turbulenta vida privada daquele que um dia foi chamado de maior ator do mundo para iluminar a trajetória pública de Brando, astro que foi voluntariamente se apagando em vida até a morrer recluso em sua mansão, amargando tragédias familiares e problemas financeiros. Neste livro que eu tive o privilégio de lê-lo, Brando é mostrado como um gigante imponente e frágil moldado numa família desestruturada. Segundo o autor, foi determinante na vida e na carreira de Brando o desajuste afetivo e social germinado na convivência com o pai autoritário e infiel e a mãe, atriz frustrada apaixonada por Shakespeare que o filho adolescente passou a resgatar entorpecida de bares e camas que ela percorria entre as idas e vindas com o marido.

Outras tragédias marcante na vida pessoal de Marlon Brando foram os casamentos irresponsáveis que se mostrariam desastrosos para sua sanidade e seu bolso. Ele era um sujeito traumatizado pelo alcoolismo da mãe. Brando foi um gigante que sucumbiu ao próprio peso. Mas, por que um homem que passou a vida celebrando suas amizades morreu solitário assistindo televisão, alguns anos depois de ter um filho preso por assassinato e amargar o suicídio de uma filha?!?!?!. Tragédia à parte, cinematograficamente falando, falar de Brando é falar de um antes e um depois na história do cinema. Todas as estrelas posteriores beberam dele, de James Dean a Paul Newman, de Robert De Niro a Al Pacino. Seu legado é tal que não há um só intérprete que não use Brando, um dos maiores ícones do cinema mundial, como sua referência.

Assista logo abaixo ao trailer do filme “A FACE OCULTA” (One-Eyed Jacks), com uma excelente interpretação do SADISMO de Karl Malden e um papel espetacular do MASOQUISTA Marlon Brando. Depois de diversos trabalhos com Marlon Brando no palco e no cinema, em 1961 Malden e Brando se reencontraram em “A Face Oculta”, brilhante e insólito filme, o único dirigido por Marlon Brando.


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ANTHONY STEFFEN – O DJANGO BRASILEIRO

Anthony Steffen é brasileiro da gema, por isso é tratado como o nosso Django. Nosso?!?!?! Isso mesmo!!! Porque Antonio Luiz de Teffé é brasileiro de boa cepa, como gostavam de orgulhar-se as reportagens ufanistas que as revistas “Manchete” e “Fatos e Fotos” sempre faziam cada vez que ele chegava de férias ao Rio. Filho e neto de diplomatas, o ator nasceu na Embaixada do Brasil em Roma. Anthony Steffen, nome artístico de Antônio Luiz de Teffé sempre foi elegante, educado e culto, falava inglês, francês, português, espanhol e italiano. No final dos anos 80, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fixou residência. Em 2002, descobriu que estava com câncer. Faleceu no dia 4 de junho de 2004 aos 73 anos. E o mundo da magia do cinema perdia um de seus mais proeminentes heróis.

Com os seus olhos azuis e os 1,89m que magnetizavam a plateia dos cinemas que exibiam seus Djangos, Ringos, Sartanas ou Sabatas, no começo do Século XXI, antes de morrer(2004), STEFFEN deu uma entrevista ao jornalista de O Globo, Artur Xexéo, quando naquela oportunidade afirmou: . “ASSIM PASSA A GLÓRIA DO MUNDO”. Quer dizer, não foi pouca a glória por que Antonio de Teffé passou neste mundo. Ele fazia parte de um time que contava com Clint Eastwood, Franco Nero, Giuliano Gemma e protagonizou, entre 1963 e 1974, quase três dezenas de westerns produzidos na Itália.

A plateia dos cinemas interioranos do mundo inteiro ficava radiante e na ponta dos cascos quando Anthony Steffen entrava em cena, envolto num poncho surrado e com aquela barba por fazer, iniciava-se o tom de algum instrumento penoso, aflitivo e torturante de fundo – um trompete, quase sempre – e a massa já sabia que o PAU IA CORRER SOLTO. Anthony Steffen foi sempre sinônimo de encrenca na tela. Ele próprio sabia disto e, certa vez, analisando o sucesso dos spaghetti westerns, arriscou sua interpretação do fenômeno. Disse que o mundo estava mudando nos anos 1960 e, se os faroestes feitos na Itália faziam mais sucesso do que os autênticos, produzidos pelos americanos, é porque eram mais cruéis, mais verdadeiros. “ERAM DUROS E EXTREMAMENTE REALISTAS”, disse Steffen.

O Cowboy que não sabia montar nem muito menos andar em cima de um cavalo contou no programa de JÔ SOARES que, no começo de sua carreira, a única exigência do diretor foi a de que ele soubesse montar. Disse que era um cavaleiro estupendo, mas não era, mentiu!!! Nunca havia montado num cavalo e esse foi apenas o começo de seus problemas com eqüinos. Mais tarde, durante a rodagem de um dos 23 spaghetti westerns que interpretou – quase sempre, ou sempre, dispensando dublês -, sofreu um acidente. O cavalo rodou e caiu sobre ele. Antonio de Teffè teve de ser hospitalizado. Pegou ódio de cavalo, mas seguiu montando, por razões de ordem profissional.

Foram produzidos aproximadamente 50 westerns spaghetti apropriando-se do nome ”Django”, personagem criado pelos irmãos CORBUCCI (Sergio e Bruno) e imortalizado por Franco Nero em 1966. Entre os muitos atores que personificaram “DJANGO” está Anthony Steffen, que por três vezes usou o famoso nome, respectivamente em “POUCOS DÓLARES PARA DJANGO” (Pochi Dollari per Django), de 1966; “DJANGO, O BASTARDO” (Django Il Bastardo), de 1969; e “UM HOMEM CHAMADO DJANGO” (W Django!), de 1971. Para o autor Howard Hughes “Django, o Bastardo” é o melhor faroeste da filmografia de Steffen. “Django, o Bastardo” é um dos quatro melhores westerns que fizeram uso da “FRANQUIA DJANGO”, sendo os demais “Django”, de Sergio Corbucci, “Django Mata por Dinheiro” (10.000 Dollari per un Massacro), de Romolo Guerrieri, e “Viva Django!” (Preparati la Bara!), de Ferdinando Baldi. Não bastassem essas duas razões para assistir “Django, o Bastardo”, há ainda a propalada influência deste filme dirigido por Sergio Garrone e escrito por Garrone e pelo próprio Anthony Steffen.

Antonio Luiz de Teffé, que se tornou conhecido como Anthony Steffen, tinha dupla nacionalidade e ficou famoso na Itália na mesma vertente que projetou Clint Eastwood. De um certo modo, Anthony Steffen foi um ator SUBESTIMADO pela crítica, mas o seu jeito de atuar foi copiado por muitos e teve vários colegas cawboys adeptos e seus imitadores. Quer dizer, NUNCA foi um Django do Paraguai. Fez parte de uma geração única do faroeste spaghetti. Os fãs devem lembrar-se de todos eles. Vasculhe aí a memória e lembre-se – Anthony Steffen, como bom personagem de western à italiana, não era exatamente um mocinho. Mas era CHUMBO GROSSO e foi assim que entrou para a história do gênero.

Clic no vídeo abaixo para assistir Anthony Steffen sendo entrevistado no Programa Jô Soares, como também, quem quiser, clic no outro link e assista ao trailer de apenas três minutos do melhor filme de cawboy com Steffen “DJANGO, O BASTARDO” de 1969.


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LEE VAN CLEEF – O FEIO DOS FILMES DE FARORESTE

Apesar de seus pais serem descendentes de holandeses, CLEEF nasceu em solo americano em janeiro de 1925, em Somerville, New Jersey, com o nome de, Clarence Leroy Van Cleef, Jr. Lee Van Cleef morreu em 1989 com 64 anos de idade em sua residência em Oxnard, Califórnia, vítima de um ataque cardíaco fulminante (infarto). Sua lápide diz “Lee Van Cleef – 9 de janeiro de 1925 – 16 de dezembro de 1989″ – Best of the Bad – Love and Light ” (MELHOR DOS MAUS – AMOR E LUZ). Em 1958 aconteceu uma tragédia pessoal: Lee dirigia seu automóvel de retorno para casa com a esposa e os filhos quando o carro dele colidiu frontalmente com outro veículo e o ator fraturou o braço esquerdo em dois lugares e teve praticamente destruído o joelho esquerdo. Após delicadas cirurgias os médicos diagnosticaram que Lee só voltaria a caminhar com auxílio de uma bengala e que nunca mais poderia andar a cavalo. Episódio este, que ele superou tornando-se no cavaleiro mais elegante de sua época, no Velho Oeste, tanto no montar como ao descer do cavalo. Era um cavaleiro de quase um metro e noventa, sendo garboso, esbelto e cheio de estilo no manusear da rédea do cavalo.

Lee Van Cleef passou por um mau bocado. Nessa fase de vacas magras, poucos filmes e muitos bicos em séries de TV. Lee foi chamado para ser um dos capangas de Lee Marvin em “O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA”, estrelado pelo Papa do faroeste, John Wayne. Mas não demoraria muito para LEE ficar tão famoso quanto os astros de “A Conquista do Oeste”, conquistando seu espaço num território estranho, o território do SPAGHETTI WESTERN. Posteriormente, foi oferecido a Van Cleef um salário de 17 mil dólares, enquanto este mesmo convite fora feito a Charles Bronson e a oferta havia sido de 50 mil dólares, pouco dinheiro, mas que ajudaria a resolver os problemas financeiros do ator. O filme foi “Por Uns Dólares a Mais”. O público ficou impressionado com o personagem Mortimer que dividiu as atenções dos espectadores com o astro Clint Eastwood. Com o sucesso obtido Lee Van Cleef recebeu duas novas ofertas de trabalho dos produtores italianos.

Com uma grande ajuda do diretor e roteirista Sergio Leone, Lee chegou ao auge de sua carreira a ser considerado O FEIO MAIS ADORADO NO MUNDO DO BANG BANG – Os novos trabalhos de Lee Van Cleef seriam o próximo western de Sergio Leone um escritor e roteirista que se aventurava na direção de um Spaghetti Western. No filme de Leone, o feioso Lee Van Cleef se tornou também protagonista pois o título escolhido foi “IL BUONO, IL BRUTTO, IL CATTIVO”, traduzido para muitas línguas como “O Bom, o Mau, e o Feio”. Claro que Lee deveria ser o “FEIO’”, mas Lee é o “Mau”, ficando o “Feio” para Eli Wallach. Lançado no Brasil como “TRÊS HOMENS EM CONFLITO”, esse terceiro Spaghetti Western de Van Cleef se transformou num estrondoso sucesso no mundo todo e o público se dividia na preferência entre os três homens em conflito: Lee, Eli Wallach e Clint Eastwood. Foi com esse filme que o mercado norte-americano se abriu para o Spaghetti Western, mais especialmente para os faroestes de Sergio Leone que se tornaram grande influência no gênero também em produções de Hollywood.

O Bom, o Mau e o Feio, rebatizado como “TRÊS HOMENS EM CONFLITO(1966)” é uma obra-prima do cinema. Está entre os melhores faroestes de todos os tempos, disparado!!! Em que pese ser uma exibição de longa duração de quase três horas, o filme é perfeito: direção, roteiro, trilha sonora: “inigualáveis”. Os 3 atores – Clint, Eli Wallach e Van Cleef – são verdadeiros “Monstros Sagrados” em seus papéis. Nunca se viu um filme tão perfeito em tudo, do começo ao fim é simplesmente espetacular!!! Neste filme, a interpretação encarnada pelo “FEIO” é fantástica. Seu olhar, sua ironia, sua risada, ele chamando o Clint de “lourinho” durante todo o filme, dá o toque exato da perfeição!!! Se eu tivesse que escolher os três melhores filmes de bang bang que já vi em toda minha vida, sem sombra de dúvidas, este com certeza faria parte da trilogia do bom faroeste: Lee Van Ceef, Eli Valach e o inigualável Clint Eastwood que fez um papel exuberante nesta ótima película. RECOMENDO COM LOUVOR. É filme para se ter uma cópia em casa, para mostrar para os filhos, netos e todos aqueles que desejam apreciar um filme arte, e perfeito em tudo, com destaque, também, para a trilha sonora, que é inesquecível. Talvez, esta projeção, não seja o maior papel já interpretado por Lee Van Cleef, mas é o melhor filme de Clint Eastwood.

ENTRE OS 50 WESTERNS DA CARREIRA DE LEE VAN CLEEF, DESTACAM-SE ALGUNS BONS FILMES COMO: 1952 – Matar ou Morrer; – 1953 – Bando de Renegados; – 1954 – Duelo de Assassinos; – 1955 – Arizona Violento; – 1956 – Honra a um Homem Mau; – 1957 – O Revólver Silencioso; – 1957 – O Bandoleiro Solitário; – 1957 – O Homem dos Olhos Frios; – 1957 – E o Morto Venceu; – 1958 – Na Fúria de uma Sentença; – 1959 – O Homem que Luta Só; – 1961 – Quadrilha do Inferno; – 1962 – A Conquista do Oeste; 1965 – Por uns Dólares a Mais; – 1966 – O Dia da Desforra; – 1966 – Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo); – 1967 – A Morte Anda a Cavalo; – 1968 – Um Colt… para os Filhos do Demônio; – 1969 – Sabata, o Homem que Veio para Matar; – 1971 – Sabata Vem para Vingar; – 1972 – O Último Grande Duelo; – 1975 – Cavalgada Infernal; – 1976 – A Arma Divina; – 1977 – A Vingança.

Após virar um dos maiores nomes do bem sucedido filão descoberto pelos produtores italianos, Lee Van Cleef passou a atuar quase que exclusivamente em coproduções europeias. Garantia absoluta de bilheteria, Lee Van Cleef era o ator principal dos filmes em que atuava. Muito interessante observar que, no meu simplório modo de entender, os filmes de faroeste feito por italianos, são bem melhores do que os americanos em vários quesitos, um deles, as trilhas sonoras, os atores apresentam mocinhos e bandidos mais perto da realidade da época, sujos, dentes amarelados e sem o exagero de roupas JEANS. Já os americanos apresentam e se prendem mais aos mocinhos bonitinhos, porém os bandidos categoricamente são feios e “malamanhados”. Agora, uma coisa não se pode negar nos filmes de cawboy norte-americano: OS CENÁRIOS… Neste quesito eles são impecáveis, magníficos, detalhistas, deslumbrantes!!!

Pois bem, o último filme que contou com a participação de Van Cleef foi “THIEVES OF FORTUNE”, rodado em 1989 e lançado após a morte do ator. Lee vinha há algum tempo lutando contra um CÂNCER NA GARGANTA e um ataque cardíaco fulminante abreviou seu sofrimento. Como curiosidade, LEE VAN CLEEF começou a fumar cachimbo quando estava na Marinha e nunca deixou o hábito, o que pode ser comprovado em inúmeros filmes em que seu cachimbo aparece na tela tanto quanto o arsenal de diferentes armas que Lee manejava com perícia. Além da elegância de andar, descer ou subir em um cavalo, e mais ainda a precisão e rapidez do saque de sua arma. Agora, seu charme maior e irresistível eram suas famosas baforadas nos famosos cachimbos que usou durante os seus filmes. Por último, rogo e recomendo com louvor, aos adeptos do faroeste assistirem ao filme O Bom, o Mau e o Feio, rebatizado como “TRÊS HOMENS EM CONFLITO(1966)” . É uma baita exibição, uma grande projeção, um filme à altura de atores renomados como Cleef(O MAU), Eli(O FEIO) e Clint(O BOM)… Assistam ao trailer desse exuberante filme que eu o recomendo na íntegra.


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LEE MARVIN: UM DOS PRIMEIROS DURÕES DA HISTÓRIA DO CINEMA

A dupla de atores de filmes Cawboys, LEE MARVIN/LEE VAN CLEEF, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além da dupla de atores de filmes Cawboys, Lee Marvin /Lee Van Cleef, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além de cruéis, cínicos e perversos, pois representavam perfeitamente o que poderíamos chamar de maiores vilões dos filmes de faroestes. Os dois personagens malvados desempenharam papéis memoráveis em praticamente todos os filmes de bangue bangue que tão bem representaram em suas belas carreiras e se transformaram em inesquecíveis bandidões. Na verdade, os dois foram os melhores homens maus do cinema que deram muito trabalho aos mocinhos. É bom que se diga que esses dois excelentes atores sempre foram fadados a serem eternos COADJUVANTES em Hollyood e, por incrível que pareça, no filme O Homem que Matou o Facínora (Com John Wayne & James Stewart), os dois LEE trabalham juntos e são parceiros…

Lee Marvin trabalhou com John Wayne em O Homem que Matou o Facínora, este filme dirigido por John Ford, é um western inserido historicamente num momento de mudanças. O Homem que Matou o Facínora se passa numa era de transição, na qual palavras como “VOTO” e “DEMOCRACIA” passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. O enredo vem à tona, através do distinto senador dos EUA, Ransom Stoddard (James Stewart) retorna meio incógnito à pequena Shinbone, cidade onde há muitos anos iniciou sua carreira política e de onde partiu famoso, não apenas por ter insistido na importância da lei e da ordem para a prosperidade, mas, e, sobretudo, por ser o responsável pela morte de Liberty Valance (Lee Marvin) o bandido mais temido das redondezas. Porém, na verdade, este equívoco foi desvendado mais tarde, haja vista que, quem matou o bandido Casca Grossa Liberty Valance (Lee Marvin) foi Tom Doniphon(John Wayne). Este filme é imperdível, recomendo-o!!!

A galinha dos ovos de ouro chegou ou apareceu para Lee Marvin foi mesmo no ano de 1965 com o premiadíssimo filme CAT BALLOU, que no Brasil teve a denominação de Dívida de Sangue. O bandido durão e casca grossa ganhou o Oscar de melhor ator por seu papel duplo como o temível assassino sem nariz (foi arrancado por uma mordida numa luta) Tim Strawn e como Kid Shelleen, um atrapalhado beberrão que luta contra o mal. A excelente e linda Jane Fonda co-estrela como Catherine Cat Ballou, a ex-professora transformada em fora-da-lei associada ao beberrão Kid(Marvin). O cantor Nat King Cole e o comediante Stubby Kaye, também participam interpretando a canção-título, A Balada de Cat Ballou. Esta viva e alegre aventura é o exemplar máximo do western norte-americano.

A Película Cat Ballou é um Tremendo Bang Bang com um excelente musical comandado por Nat King Cole. O filme tem cenas antológicas, vale a pena assisti-lo. Pois é uma mistura de comédia faroeste de aventura, ação e caiu bem por ter um bom elenco. Aliás, a última aparição do GRANDE Nat King Cole, ele morreria logo após as filmagens com câncer no pulmão, diga-se de passagem sua morte foi prematura com apenas 45 anos de idade. Quanto a Lee Marvin morreu em 1987 com 63 anos, no “Tucson Medical Center” em Tucson (Arizona – EUA), vítima de um ataque cardíaco fulminante (infarto).

Como já fora dito, Marvin ganhou o Oscar de melhor ator em 1965, por DÍVIDA DE SANGUE – “Cat Ballou” -, que fez ao lado de Jane Fonda. Nesse filme ele faz duplo papel: o do pistoleiro BOM, eternamente bêbado e que ajuda a personagem de Fonda, e o pistoleiro MAL. O filme foi indicado em quatro categorias para o Oscar, recebendo somente o de melhor ator, entregue para Lee Marvin. Na entrega do Oscar Lee fez um dos agradecimentos mais rápidos da história daquela premiação dizendo apenas: “Metade deste prêmio pertence a um cavalo que está por aí pelo vale” . Se soubesse o rumo que sua carreira tomaria após “Cat Ballou”, passando a integrar o rol dos astros mais bem pagos de Hollywood, Lee poderia dizer que devia também ao cavalo BORRACHÓN ter se tornado um milionário. A propósito, veja esta cena abaixo de Kid & Borrachón!!!


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FERNANDO SANCHO, O “GENIAL MALVADO”

Por analogia, se o picareta Eduardo Cunha é considerado o bandido PREDILETO ou FAVORITO dos brasileiros, por ter prestado um relevante serviço à nação, em razão dele ter sido o algoz de Dilma, quando assinou áquele oportuno e bendito pedido de impeachment (É sempre bom lembrar que o impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff salvou o Brasil). Em paralelo vem em nossa mente àquela figura excêntrica e afamada, além de galhofeira e debochada desse magistral ator, Fernando Sancho, o nosso BOM HOMEM MAU… Por esse “interiozão” das cidadelas brasileiras, dias de feiras livres, fãs de memoráveis westerns spaghetti procuravam avidamente pelo nome de Fernando Sancho nos cartazes dos filmes dependurados em postes ou acompanhava o “locutor” num carro de marca Jeep ou Rural, com um microfone enrolado num farrapo de flanela vermelha, anunciando a película cinematográfica de logo mais à noite em CinemaScope, que era uma tecnologia de filmagem e projeção que utilizava lentes de última geração, pois ninguém tinha dúvida em comprar o bendito ingresso com a certeza de boa diversão.

O Genial Malvado foi muitas vezes estigmatizado ou rotulado de modo negativo como um bandido mexicano quando na verdade ele nasceu em Zaragoza, viveu na Espanha e morreu em Madrid. Com aquele seu corpanzil pesado, o ator espanhol que passava facilmente por mexicano, normalmente por bandido mexicano. Ele é um ator espanhol que se notabilizou por interpretar bandoleiros com seu barrigão exagerado, rosto suado, vestes ensebadas e gargalhada que se ouvia à distância de um ou mais quilômetros antecipando alguma crueldade. O nome desse ator é Fernando Sancho, que por mais que tentasse ser sinistro e sanguinário, nunca deixava de conquistar o espectador que, muitas vezes, secretamente até a gente torcia por ele…

Quando o WESTERNCINEMANIA elaborou uma enquete “GRANDES BANDIDOS DOS FAROESTES”, alguns cinéfilos como Darci Fonseca, Joaílton de Carvalho e Edson Paiva não se conformaram com a ausência do europeu Fernando Sancho entre os 50 homens mais selecionados para a enquete. ESCREVERAM: “Acho que na lista dos piores bandidos faltou Fernando Sancho, carismático, cruel, cínico e sujo”. OUTROS COMENTÁRIOS: “Fernando Sancho foi uma ausência de peso. (…) Acho que nenhum dos 50 da lista interpretou a quantidade de vilões que fizeram a fama de Fernando Sancho. (…) Ele marcou os westerns spaghetti e muitas vezes os filmes só valiam à pena por sua presença”…

O cinema espanhol não poderia prescindir de um artista como Fernando Sancho que, mesmo sempre um pouco acima do peso, era capaz de interpretar galãs com a mesma facilidade com que interpretava policiais, oficiais fardados e, melhor que ninguém, HOMBRES MALOS nos westerns spaghetti. Em sua briosa carreira, no auge, Sancho não parava de filmar e suas participações em produções na década de 60 é impressionante: sete filmes em 1961; – seis em 1962; – nove em 1963; – nove em 1964; – 14 em 1965; – 14 em 1966; – 12 em 1967; – nove em 1968; cinco em 1969. Nessa década Fernando Sancho fez desde pequenas participações em superproduções como “LAWRENCE DA ARÁBIA”, “O Rei dos Reis” e “55 Dias em Pequim” a papeis importantes como em “O Filho do Capitão Blood”. Ao todo foram mais de 200 filmes. Sancho participou de gravações cujos elencos eram liderados por campeões de bilheteria na Espanha como os astros infantis Pablito e Joselito. Foi pouco relevante mas que alcançou sucesso na Espanha interpretando “El Zorro” herói muito querido na terra de Cervantes. Em “A Vingança do Zorro” (1962), Fernando Sancho iniciou uma nova fase em sua carreira, agora no gênero western que atraía muito público na Europa. Além destes, Sancho atuou em muitos filmes com o italiano GIULIANO GEMMA, filmes como: “Uma Pistola Para Ringo”, “Ringo Não Discute: Mata”. Em “Uma Pistola para Ringo” ele é dublado por alguém bastante competente, o que deixa o filme ainda mais divertido. O melhor filme de Ringo com Sancho, donde, recomendo-o.

E haja filmes de faroestes!!!, entre tantos: “Pelo Prazer de Matar; – “Até no Inferno Irei à Sua procura”; – “Django Atira Primeiro”; – “Clint, o Solitário”; – “Django Mata por Dinheiro. Em “Arizona Colt”, GIULIANO GEMMA e FERNANDO SANCHO contracenam pela última vez num western. Dois spaghetti que alcançaram muito sucesso foram “O Dia da Desforra” e “Ódio por Ódio”, ambos com a presença de Sancho. São de 1967: “Um Homem e Um Colt”; – “Killer Kid” (com o ítalo/brasileiro Anthony Steffen); – “Billy, o Sanguinário” (o personagem de Sancho é ‘El Bicho’); – “15 Forcas para um Assassino”; – “RITA NO WEST” (Com Rita Pavone e Terence Hill); – “A Outra Face da Coragem” (com Mark Damon e John Ireland e Sancho interpretando “Carrancha”, mais um nome bastante significativo para o ator).

Finalmente, como curiosidade, os filmes da dupla “O Gordo e o Magro” faziam grande sucesso na Espanha e o eclético Fernando se tornou o dublador oficial de Oliver Hardy, o Gordo. Fernando Sancho tinha como seu grande ídolo: JOHN WAYNE. Os últimos westerns da filmografia de Fernando Sancho, nos anos 70, tiveram qualidade bastante inferior uma vez que diretores como Corbucci, Sollima, Tessari e principalmente LEONE (com quem Fernando Sancho nunca filmou) haviam dado adeus ao gênero. A fama de Fernando Sancho era tão grande na Europa de modo geral e mais especialmente em seu país, que a revista espanhola “INTERVIU” bateu recordes de tiragem quando estampou ensaio fotográfico com MAYTITA, a filha do ator. Já passando dos 60 anos de idade, o ritmo de trabalho de Fernando Sancho diminuiu sensivelmente, mas ainda assim nunca lhe faltou convites para atuar, no mais das vezes emprestando seu glorioso nome a produções de qualidade duvidosa. Sancho foi dirigido pelos principais diretores italianos e espanhóis de westerns, mas não teve oportunidade de atuar sob as ordens de SERGIO LEONE, o que aparentemente não o incomodou. Se vivo fosse Fernando Sancho teria completado 101 anos em janeiro de 2017. Morreu em 1990 aos 74 anos de idade de câncer. O gorducho nunca levava a sério, como também não ligava para certa discriminação que sofria de Hollyood. Porém, a única coisa que lamentava, isto sim, nunca ter participado de um filme de John Wayne, seu grande ídolo no cinema.


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TRIBUTO AO REPUBLICANO CLINT EASTWOOD

O Republicano Clint Eastwood, eleitor e torcedor número um do CACHORRO LOUCO, Donald Trump, já afirmou em discurso de campanha em prol do presidente eleito que será muito melhor do que Ronald Reagan, quando disse que as pessoas estão ficando “Cansadas do politicamente correto, que fala para agradar. a geração em que estamos agora é um saco”. Clint Eastwood não morreu. Continua vivo como nunca. Esse tem sido o desejo de muita gente do Partido Democrata norte-americano, desde que o ator/diretor, aos 86 anos, fez um ato na Convenção Republicana, utilizando de seus dotes artísticos para conversar com uma CADEIRA VAZIA que representava o péssimo presidente, o negão Barack Obama. A cena foi tão espetacular que o Republicano foi aplaudido de pé.

Como bom ator, foi uma cena extraordinária. Mas não podemos deixar que essa outra sua virtude como um excelente político também, ofusque o que o velho Clint fez e representa na carreira – não só para o cinema, mas para nós, quando ele comunga com a extinção – em território americano – dos terroristas muçulmanos; é contra os porcos fedorentos mexicanos que entram em seu país clandestinamente; é lamentável Clint não saber que na América do Sul, mas propriamente no Brasil, há uma SEITA, denominada de Putada Petralha que, politicamente deveria sofrer um extermínio por completo, ser aniquilada, sumida do mapa, por só pensar naquilo: ROUBAR!!!

Pois bem, o que interessa num artista é sua obra. O resto é perfumaria… É o Clint Eastwood ator que devemos relembrar: por mais amargurado e indômito que tenha sido nos westerns spaghetti que fez, cruel em determinados momentos, mas há sempre um tremendo humanismo, dignidade e caráter, uma busca desesperada por redenção. São lições que devemos tirar do velho herói, independentemente de um ou outro momento infeliz que possa ter protagonizado. Em que pese o Diego Marques ser um jornalista petralha e comedor de toco, puxa-saco de dizer basta do Lula e da Corja “incarnada”, isso não impede que seja um excelente crítico de cinema e um cinéfilo dedicado e profundo conhecedor dos filmes de faroestes, ao afirmar que: “Clint foi uma figura importantíssima no faroeste spaghetti, um dos gêneros mais cultuados do cinema. Foi a partir de sua parceria com o italiano Sergio Leone(Lee Van Cleef, também!!!), que o ator se tornou um ícone como o anti-herói do Velho Oeste. Clint personificou a figura amargurada e perigosa que marcou o olhar cínico e o contraponto do western tradicional, feito principalmente por John Ford”.

Sem sombra de dúvida, Clint Eastwood fez história a partir da década de 60 como uma das estrelas máximas de Hollywood, como ratificou a revista EMPIRE, que o colocou em segundo lugar no ranking dos 100 maiores astros de todos os tempos. Quem acompanha esta modalidade de cinema, sabe muito bem que, o convite que mudaria sua carreira veio em 1964. O cineasta italiano Sergio Leone convocou o ator para interpretar “O Homem Sem Nome” de Por Um Punhado de Dólares, filme que deu início não só à Trilogia dos Dólares, mas também a todo um gênero: o bang bang à italiana ou western spaghetti. Na sequência, Clint e Leone realizaram Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966), ele desempenhando o papel de o BOM; Eli de o FEIO; e Cleef de o MAU.

Eis os principais filmes de Clint Eastwood na modalidade bang bang: 1965- Por uns Dólares a Mais; – 1966- Três Homens em Conflito (O MELHOR DE TODOS ELES); – 1966- Por um Punhado de Dólares; – 1968- A Marca da Forca; – 1970- Os Abutres têm Fome; – 1973- O Estranho Sem Nome; – 1976- Josey Wales, o Fora-da-Lei; – 1985 O Cavaleiro Solitário; – 1992- Os Imperdoáveis (neste filme ele atuou tanto como ator quanto diretor e faturou 4 Oscar). Eastwood é certamente um dos maiores diretores de cinema em atividade. Toda sua obra está composta em cerca de 90 películas. Tanto como ator quanto diretor.

Um detalhe impressionante na carreira desse astro é que, mesmo marcado pelo jeito durão em que aparece em seus filmes, Clint nunca conquistou a ANTIPATIA das pessoas e, com o tempo, foi provando que também era um sujeito de sensibilidade artística única. Em 1992, dirigiu Os Imperdoáveis, que é considerado por muitos como o último grande faroeste, sendo a despedida com chave de ouro do gênero que o consagrou. A produção conquistou quatro prêmios Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme. Clint é sempre um machão. Homem duro, de poucas palavras. Seus personagens são briguentos, geralmente mulherengos, intransigentes com o que eles consideram errado e muitas vezes atormentados por algum trauma do passado.

Por fim, há de se registrar que, ele foi eleito prefeito da cidade de CARMEL, em 1986, na Califórnia, e foi convidado para ser mais ativo dentro do partido Republicano, mas preferiu não dar seguimento à carreira política, para a felicidade da sétima arte. Hoje, aos 87 anos, o Diretor Clint Eastwood, EX-PREFEITO republicano de sua cidade natal, está atualmente dirigindo o filme “Sully”, que será estrelado por TOM HANKS e chegará aos cinemas brasileiros ainda este ano.


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SIDNEY POITIER, PRIMEIRO ATOR NEGRO A GANHAR UM OSCAR

Poitier, em fevereiro de 2017 completou 90 anos de idade. Em 1963 fez história ao se tornar o primeiro ator negro da história receber o prêmio Oscar de melhor ator principal por sua performance no drama Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field) em 1963.Ao apresentar Sidney Poitier como ganhador da estatueta do Oscar, a consagrada atriz Ann Bancroft lhe deu um beijo na face, um gesto que causou escândalo entre o público mais conservador. Três anos depois, Poitier, contracenando com Katherine Houghton, protagonizaram uma das mais comentadas cenas, ao trocarem um ardente e prolongado beijo – o primeiro beijo inter-racial da tela cinematográfica – em Adivinhe Quem Vem para Jantar (1967).

O chamado BLACK WESTERN num país racista tipo os Estados Unidos era coisa impensável, na década de 60, um negro protagonizar um filme de Cawboy… Como diz o pesquisador e cinéfilo de bang bang Darci Fonseca, Nos anos 60 os Estados Unidos viram crescer as manifestações políticas pelos direitos civis e o mundo assistiu constrangido à morte do líder negro Martin Luther King. Muitos avanços ocorreram na sociedade norte-americana como reflexo dessa turbulência social e na década de 70 ocorreu a explosão dos chamados black movies(filmes com negros). John Ford havia sido o diretor que mais incisivamente focalizou um personagem negro em um faroeste em “Audazes e Malditos” (1960) e o cinema teve que esperar até 1972 para ver produzido um autêntico Black Western.

No mundo artístico ninguém mais que Harry Belafonte lutou pelos direitos dos afro-americanos, que é como os negros de lá gostam de ser chamados. Este consagrado cantor foi quem produziu, em 1972, “UM POR DEUS, OUTRO PELO DIABO”, contratando para estrelar esse western seu amigo de passeatas Sidney Poitier. Esse primeiro verdadeiramente grande astro negro de Hollywood havia sido, em 1968, o campeão de bilheterias dos Estados Unidos estrelando os filmes “Adivinhe quem Vem para Jantar” e “Ao Mestre com Carinho nesses dois filmes Poitier personificou o negro digno e exemplar, produto tipicamente hollywoodiano.

O faroeste “UM POR DEUS, OUTRO PELO DIABO” tem história similar à do belíssimo “Caravana de Bravos”, de John Ford. Porém a saga das famílias negras atravessando desertos e toda sorte de perigos rumo ao desconhecido para fugir do terrível passado, dá lugar às aventuras da dupla Buck e o Reverendo. Aos poucos o filme de Sidney Poitier segue como modelo “Butch Cassidy e Sundance Kid”, o western que dois anos antes obteve o mais retumbante sucesso que um faroeste havia alcançado na história do cinema. Paul Newman e Robert Redford disputam a preferência entre Poitier e Belafonte, não faltando nem mesmo o elemento feminino na figura de Ruth (Ruby Dee), perfazendo um inequívoco triângulo amoroso. “UM POR DEUS, OUTRO PELO DIABO”, até hoje um faroeste único e que merece ser revisto nem que seja para rir um pouco com Harry Belafonte e para saber que os heróis nem sempre eram brancos.

Por se recusar sistematicamente a representar papéis com chavões ou clichês a ele oferecido como ator negro, Poitier tornou-se um pioneiro para si mesmo e para outros atores negros. À época recebeu indicação de Melhor Ator por sua atuação em Acorrentados (1958). Seu trabalho em filmes como Sementes da Violência fez dele o primeiro astro cinematográfico negro de destaque. Entretanto, o filme que consagrou definitivamente Sidney Poitier foi Ao Mestre, Com Carinho (1967). Um jovem professor, Mark Thackeray, enfrenta alunos indisciplinados neste filme clássico que refletiu alguns dos problemas e medos dos adolescentes dos anos 60. Sidney Poitier tem uma extraordinária performance como um engenheiro desempregado que resolve dar aulas, num conhecido bairro operário em Londres.

Da última geração de mitos do cinema, ainda com os pés no clássico, Poitier vê um tempo de transformações. As questões raciais eram levadas às telas. Nascido em Miami, ele logo sentiu os problemas da população negra nos Estados Unidos. Tentou ingressar no Teatro Americano Negro, ainda nos anos 40, só conseguindo na segunda tentativa. Eis os cinco filmes que tornaram Sidney Poitier o maior ator negro de todos os tempos: Acorrentados, de Stanley Kramer; no Calor da Noite, de Norman Jewison; uma Voz nas Sombras, de Ralph Nelson(Com a personagem Homer Smith, Poitier tornou-se o primeiro afro-americano a ganhar o Oscar na categoria principal); Ao Mestre, com Carinho, de James Clavell; ADIVINHE QUEM VEM PARA JANTAR, de Stanley Kramer. O beijo entre a menina branca e seu noivo negro é visto pelo retrovisor do veículo, de forma distante. O impacto, na época, foi grande, ainda que hoje o filme pareça comportado demais.

Com Acorrentados, vem a primeira indicação ao Oscar. A estatueta chegaria pouco depois, pelo seu papel em Uma Voz nas Sombras, DE 1963, que marcou época. Um ator à altura de seus grandes filmes. Em 2002, a Academia Cinematográfica de Hollywood lhe conferiu o Prêmio Honorífico por sua obra, sempre representando a indústria do cinema com dignidade, estilo e inteligência. Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em Hollywood Boulevard. Poitier foi embaixador das Bahamas no Japão e na Unesco, além de ter recebido em 2009, das mãos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Medalha Presidencial da Liberdade, a condecoração civil mais importante do país.

Assista ao trailer e entender o contexto histórico da época do filme ADIVINHE QUEM VEM PARA JANTAR. É um filme que funciona apenas quando você tem ideia do contexto histórico: Em 1967 17 estados americanos ainda proibiam o “casamento inter-racial”. Spencer Tracy e Katherine Hepburn (que foi premiada com o OSCAR por sua atuação) estão inesquecíveis como os atônitos pais, neste filme de 1967 que é um marco sobre as questões de miscigenação racial no casamento.


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O GIGANTE ATOR NEGRO, WOODY STRODE

Quando se fala em atores negros de Hollyood vem logo à memória da gente a figura de Sidney Poitier, hoje, com 90 anos de idade. Esquece-se desse gigante ator negro que é Woodrow Wilson Wolwine Strode, apelidado “WOODY”, descendente de Índios Cherokee, além de naturalmente ser o que se convencionou chamar de afro-americano. Essa mistura de raças gerou um jovem fortíssimo, com 1,93m de altura e uma invejável musculatura. Em sua brilhante e promissora carreira como ator Woody Strode fez parte de grandes filmes, conviveu com diretores do mais alto gabarito como John Ford e com atores famosos como John Wayne. Tudo isso em razão de sua boa índole, seu porte físico e altivez somados a seu razoável talento interpretativo, fizeram dele um dos mais requisitados atores negros de seu tempo. O Gigante Woodyfoi abatido por um câncer do pulmão que o levaria à morte aos 80 anos em 31 de dezembro de 1994, em Glendora, na Califórnia.

Essa figura extraordinária, Strode foi daqueles atores que tem uma presença tão marcante, em razão de seu porte, seu olhar, que mesmo tendo poucos diálogos, como na maioria de seus filmes, atraía o olhar da plateia para ele num piscar de olho, automaticamente. Todos os papéis que esse ator desempenhou, ele deixava um rastro de perfeição. Como sempre, impondo uma dignidade, uma altivez e uma grande sensibilidade em tudo que fazia ou o papel que desempenhava. Basta dizer, do seu desempenho de ator que dignificou cada personagem que interpretou, especialmente o Sargento Rutledge de “Audazes e Malditos”, o gladiador de “Spartacus” e o negro Pompey, empregado de John Wayne em “O Homem que Matou o Facínora”. Esses três filmes apenas bastariam para colocar Woody Strode no hall da memória dos verdadeiros amantes dos filmes de faroestes.

O competente historiador de filmes faroestes, Darci Fonseca, nos afirma que, na década de 1960 Woody Strode participou de diversos filmes importantes que o levaram a ser conhecido pelo nome e não apenas lembrado como “aquele negro forte” de tantos outros trabalhos no cinema. A magnífica sequência começou em 1960 com “Audazes e Malditos” (Sergeant Rutledge), western de John Ford que Woody protagonizou. No mesmo ano, um dos melhores momentos do épico “Spartacus” foi a brutal luta entre o gladiador africano Draba (Woody) contra Spartacus (Kirk Douglas). Indicado para o prêmio ‘Melhor Ator Coadjuvante’ do Globo de Ouro (1961), por sua atuação em “Spartacus”, Woody Strode recebeu, enfim, o reconhecimento da crítica quanto a seu talento como intérprete. Fazer parte do grupo de atores preferidos de John Ford é, sem dúvida, uma honra para qualquer intérprete e Woody Strode atuou sucessivamente em “Terra Bruta”, “O Homem que Matou o Facínora”, ambos do diretor John Ford que morreu no ano de 1973. Neste último, que foi a derradeira obra-prima de Ford, Woody Strode interpreta Pompey, numa atuação tão marcante quanto aquela em que personificou o Sargento Rutledge. E Woody estaria presente no elenco de “Os Três Desafios de Tarzan”, em que o Rei das Selvas é Jock Mahoney. Strode já estivera em outro filme do Rei das Selvas, que foi “Tarzan e a Tribo Nagasu”, com Gordon Scott.

Os anos 60 reservaria ainda dois filmes memoráveis para Woody Strode, ambos faroestes. Em 1966 Woody foi um dos quatro especialistas de “Os Profissionais”, como o atirador de flechas de Burt Lancaster E veio 1968, com Sergio Leone colocando Woody Strode na deslumbrante sequência inicial de “ERA UMA VEZ NO OESTE”, com Woody como Stone, um dos bandidos que aguardam a chegada do trem. Depois desse conjunto de westerns Woody Strode poderia ser considerado o mais importante ator negro dos faroestes, ainda que nunca como ator principal. Provavelmente pelo grande preconceito de seu país, woody não teve maiores oportunidades como protagonista, pois, em minha opinião, ele tinha talento, pena que não pôde desenvolvê-lo a contento. Outros westerns-spaghetti, já nos anos 70, que contaram com Woody Strode no elenco foram “Keoma”, com Franco Nero. Pois bem!!! Longe do gênero western Woody Strode apareceu em “Travessia a Cuba”, como também em “Causa Perdida”: uma biografia do guerrilheiro argentino Che gGuevara que fora protagonizado por Omar Shariff.

O filme CHE que teve seu nome alterado, aqui no Brasil, para Causa Perdida. Apesar de ter sido filmado em 1969, só chegou às telas do Brasil em 1976, em pleno regime militar e com vários cortes… Esta é uma obra bastante controversa, em especial nas personagens centrais: Ernesto Che Guevara (Omar Sharif) e Fidel Castro (Jack Palance, caracterizado fisicamente de maneira perfeita). Como escreve o blogueiro Alexandre Maccari, o filme é uma produção hollywoodiana, com elenco mega estelar, que tinha o objetivo de retratar um símbolo da luta contra o imperialismo dos Estados Unidos. Principalmente se considerarmos ser um filme feito no cerne de acontecimentos importantes da Guerra Fria, como a luta no Vietnã e tão próximo da morte de Ernesto Che Guevara, em 1967. A obra está estruturada de forma que somos conduzidos por depoimentos pseudo-documentais, de partícipes da luta pró e também contra os ideais de Guevara, sendo exposto a trajetória do líder da chegada à Cuba (em fins de 1956), passando pelos conflitos ideológicos entre Fidel e Che, até o retrato do momento da guerrilha na Bolívia e seu desenlace trágico. O filme vale principalmente por seu caráter histórico. Destaca-se na produção os ótimos atores Frank Silvera e Woody Strode, que no filme acabam sendo meros coadjuvantes de Jack Palance e Omar Sharif.

Por fim, a esse “GIGANTE” que com certeza ajudou abrir “muitas portas” para as futuras gerações de artistas negros que tão bem desempenhou o papel de Sargento Rutlegde, no filme “Audazes e Malditos”, o mais preto e branco dos filmes do diretor John Ford. E para fazer jus e dignificar a cada personagem que o gigante ator negro interpretou, assista ao trailer de apenas 3 minutos de trechos exibidos como anúncio do filme O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, com o extraordinário John Wayne, o perverso bandido Lee Marvin, o excelente James Stewart e tendo como capataz de John Wayne o rastro de perfeição que se chamava Woody Strode.

 


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GEORGE HILTON: “VOU, MATO E VOLTO”

No último dia 17 de janeiro de 2017, agora, o ator George Hilton, 82 anos, nascido no Uruguai e que ficou famoso no cinema italiano estrelando dezenas de Faroeste Spaghetti, o bangue bangue à italiana, como “VOU, MATO E VOLTO”, de 1968, foi homenageado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ao mesmo tempo que participou de um bate-papo com os que se fizeram presentes no museu. Jorge Hill Acosta y Lara Tornou-se uma grande estrela do cinema italiano dos anos 60 e 70, com Terence Hill, Franco Nero e Giuliano Gemma. Talvez, George Hilton tenha sido o melhor intérprete do personagem Sartana na década de 1970. Para nós brasileiros, este nome lembra muito um desastrado ministro que a Dilma teve, o George Hilton que fora o Ministro dos Esporte no governo da ex-presidenta. Um picareta do PRB, pastor da Igreja Universal do Bispo Macedo, que foi flagrado, em 2005, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com quase um milhão de reais em espécie. O dinheiro estava distribuído em 11 caixas de papelão. Pasmem, esse pastor foi Ministro das Olimpíadas, aqui, no Brasil.

Voltando ao ator, o uruguaio Jorge Hill Acosta y Lara começou sua carreira no ano de 1955 em Buenos Aires, logo após foi à procura de novos horizontes em 1963 conseguiu dar novamente um grande salto em sua carreira para se estabelecer na Itália, e com o nome final do George Hilton com o passar do tempo conseguiu a cidadania italiana. Possui cerca de 80 filmagens como ator. Entre tantos, destacam-se: Sartana O Retorno(1970); Mais Um para o Inferno(1968); Sartana Chegou para Matar(1972); Chamo-me Aleluia(1971); Com Sartana Cada Bala É Uma Cruz(1970); Bandoleiros Violentos em Fúria(1968); Hora de Matar(1968); Tempo de Massacre(1966); Aleluia para Django(1967); Troque sua Pistola por um Caixão(1970); Vou, Mato e Volto(1967).

No começo do mês de janeiro deste ano, o veterano ator, George Hilton, de 82 anos de idade, esteve em Sorocaba(SP), com muita simpatia e atenção, atendeu fãs por onde passou. Um dos grandes protagonistas de gêneros populares do cinema italiano, O ator esteve no Brasil para uma homenagem que aconteceu no último dia 17, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde foi exibido um de seus filmes: “O ESTRANHO VÍCIO DA SENHORA WARDH”, de 1971. O uruguaio que mora na Itália desde 1964, Hilton faz parte de um seleto grupo de uruguaios que conquistaram o mundo. Os filmes que participou até hoje são grande influência em cinematografias do mundo inteiro e são referências para ícones do cinema. Entre os mais de 70 filmes que gravou, Hilton elege apenas quatro preferidos: “Tempo de Massacre” ao lado de Franco Nero, “A Cauda do Escorpião”, “Os Quatro Malvados” e “Meu Caro Assassino”. “Foram os que mais gostei de ter trabalhado, os mais importantes para mim”: disse. Na sua passagem pelo Brasil, agora em 2017, também se referiu as atrizes quando afirmou que, Sophia Loren(82 anos) e Gina Lollobrigida(89 anos) são mulheres espetaculares, “Mas, para mim, as duas mulheres mais bonitas de toda a história do cinema foram, sem dúvida, Ava Gardner e Marilyn Monroe”, disse.

George Hilton afirmou que apesar de ser um oitentão ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu. Afirmou ainda que continua sendo fã incondicional dos filmes sobre o cangaço e de Sônia Braga no cinema brasileiro, Hilton disse que ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu, e adiantou que está envolvido em um projeto que irá reunir os grandes nomes do Espaghetti Western do passado, com os novos atores do cinema italiano. “Queremos fazer um grande filme, como antigamente”, finalizou.

Com 82 anos bem vividos e ainda em excelente forma, George Hilton, continua, sendo o grande ator predileto de filme de cowboy de muitas pessoas do mundo inteiro. O cara é bonito, eclético e um tremendo gozador das caras dos bandidos babacas. É o que podemos chamar de artista tirador de sarro de bandido barbudo babaca. Lendo os bons críticos de cinema percebe-se claramente que parece mentira, mas houve um período da história do cinema em que o império prateado de Hollywood chegou a ser seriamente desafiado por outra cinematografia. Durante as décadas de 1960 e 1970, a Itália invadia amplamente não só as telas dos circuitos de arte, através de um pelotão de cineastas que dificilmente serão superados – como De Fellini, Antonioni, Visconti, Pasolini, Bertolucci e Zeffirelli e o mestre Sergio Leone.

Outra coisa também que arrastava multidões aos grandes cinemas e às salas “poeirentas” em todas as partes do mundo, com seus devidos espectadores carregando sua cadeira ou tamborete para o local de projeção de fitas de rolo, atraídos por uma produção maciça em vários gêneros que caíram no gosto do povão, como os épicos e mitológicos que eram as películas de Hércules e Macistes; os melodramas e a comédia erótica, com filme de mistério, turbinada com altas doses de erotismo e violência, e – é claro – o famigerado western spaghetti, com seu bando de Ringos, Sartanas, Sabatas e Djangos, vividos por estrelas como Franco Nero, Giuliano Gemma, Clint Eastwood, Terence Hill e George Hilton. Tudo e todos menosprezados em suas respectivas épocas pela crítica feminista, as Mary anti-machiista ou os Johns acadêmicos, em vigor. Em Los Angeles, também, prosperou por um certo período o fim da Era de Ouro de Hollywood e seus estúdios – cujo marco é o colossal “Cleópatra” (1963), com Elizabeth Taylor – e a invenção da Nova Hollywood, no meio dos anos 1970. Tratava-se nada mais nada menos dos filmes de western. Queiram ou não os cinéfilos anti-bang bang, que só agora caíram na real em admitir que, os filmes de caobói, até hoje, continuam sendo transformados em objetos de culto e veneração. Há um gostoso e proveitoso excesso de paixão sagrado e adorado no mundo inteiro pelos filmes que revolucionaram a sétima arte nos meados do Século XX: o nome dessa modalidade de cinema chama-se, faroeste!!! Eis um trailer do filme com duração de 4 minutos de Vou, Mato e Volto.


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A DIVINA E MARAVILHOSA CLAUDIA CARDINALE

A tunisiana Claudia Cardinale, com nacionalidade italiana, que está beirando a casa dos 80 anos, é considerada uma das mulheres mais belas do mundo, já apareceu na capa de mais de 900 revistas, espalhadas em 25 países. Poliglota, Claudia Cardinale fala fluentemente italiano, francês, inglês, espanhol e árabe. Dona de beleza lendária, Cardinale tornou-se numa das mulheres mais desejadas do mundo na década de 1960. No ano de 2012, Cardinale esteve no Brasil e numa conversa informal com o cineasta Rubens Ewald Filho, atriz italiana, musa do cinema mundial, recordou seus filmes e ao comentar por que nunca topou tirar a roupa em cena foi lacônica: “Não queria vender meu corpo”, afirma Claudia Cardinale sobre o “NÃO” a nudez. Além de ter trabalhado com o diretor Sergio Leone em “Era Uma Vez no Oeste”, ao contracenar com Charles Bronson, seu grande mestre foi Federico Fellini, com quem Cardinale trabalhou no filme “8 e meio” (1963-vencedor de dois Oscars), contracenando com Marcello Mastroianni.

No Brasil, há 50 anos, Cardinale filmou a chanchada “Uma Rosa para Todos” (1967), rodada no Rio de Janeiro com estrangeiros se fazendo passar por cariocas, ela interpretava uma brasileira sambista, que tinha vários namorados no mesmo dia. O filme Una Rosa Per Tutti (Uma Rosa para Todos) tem as participações especiais dos atores brasileiros, José Lewgoy e Grande Otelo e ainda uma canja musical do mestre João Gilberto. Em que pese, mesmo na praia, ela não mostrar sua nudez, mas apresenta seu corpo sem photoshop em toda sua plenitude com uma performance exuberante. Em termos de boniteza e corpo, ela está acima da média e sem comparação com qualquer outra. Cardinale, além de linda é uma mulher dotada de diversos apetrechos físicos que é da baba descer, e que, lamentavelmente, em plena praia de Copacabana, esconde tudo àquilo e deixa a ala masculina chupando dedo…

Conforme costuma afirmar o cinéfilo paulista Darci Fonseca, os produtores de Hollywood gostavam de reunir dois grandes astros em um western. Era quase certeza de lucro enorme ter no mesmo faroeste Gary Cooper-Burt Lancaster / – Kirk Douglas-John Wayne / – John Wayne-James Stewart / – Lee Van Cleef- Clint Eastwood. Pois bem, os europeus, que também gostavam de fazer seus faroestes macarrônicos, tentaram essa fórmula reunindo dois grandes nomes de bilheteria, só que ao invés de dois astros reuniram duas grandes estrelas em westerns-spaghettini com a estonteante Brigitte Bardot em dupla com a maravilhosa Claudia Cardinale. O faroeste foi As Petroleiras (1971). Imaginem Cláudia Cardinale brigando com BB para ver qual delas seduz mais a plateia masculina… Lembramos desses faroestes para mostrar aos radicais que torcem o nariz para os westerns-spaghetti, que alguns deles valem (e muito) à pena serem assistidos. No caso de BB e La Cardinale, menos pelos filmes em si e mais por essas divas que bem poderiam ter feito muitos westerns mais para alegria dos westernmaníacos cansados de olhar para a carranca de John Wayne.

Claudia Cardinale, nascida Claude Josephine Rose Cardin, já esteve no Brasil um sem número de vezes, inclusive para filmagens. Em 1967, gravou em favelas do Rio o filme “Uma Rosa Para Todos”. No início da década de 1980, foi para a Amazônia filmar “Fitzcarraldo”, do alemão Werner Herzog. Os cabelos longos e negros, os seios fartos, o olhar sexy e o sorriso de menina não nublaram o talento de Claudia, a ponto de a atriz francesa Brigitte Bardot, musa do cinema nas décadas de 1950 e 1960, afirmar: “Eu já sei quem está destinada a tomar o meu lugar. Só pode ser uma e somente uma. Afinal, depois do BB vem o CC, não?” Com um detalhe: nunca tirou a roupa, na tela ou fora dela. Quase oitentona, Cardinale continua Fã de Fórmula 1 e futebol, afinal é italiana.

No cinema, a moda dos seios grandes é mais antiga do que se imagina. Na Guerra dos Seios no Cinema Italiano, de Gina Lollobrigida à Sophia Loren, passando por Claudia Cardinale, o frenesi mamário talvez seja o símbolo maior da derrota do cérebro feminino frente aos fetiches do patriarcado que ainda as domina. O cineasta brasileiro Glauber Rocha ressaltou com alguma ironia: “O Neo-Realismo lançou super mulheres como Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Monica Vitti, Claudia Cardinale, e outras que fizeram da Itália o melhor mercado turístico”. No auge da feminilidade, no campo específico dos atributos femininos, os fãs italianos se contentavam com uma Cardinale idealizada, mulher doce, de cabelos marrons e beleza de pele escura. Já os estrangeiros eram mais diretos, queriam ver seu corpo nu…

Como afirmam os expert da moda e da beleza ou quando se falam em atrizes e estrelas cinematográficas, o rosto continuará sendo o ponto central de nossos olhares. Entretanto, para o bem e para o mal, outras partes do corpo estão sendo valorizadas. A preferência das décadas de 50 e 60, tendência que parece estar voltando, eram os seios. Por outro lado, essa parte do corpo já possuía uma longa tradição de importância nas sociedades europeias. No cinema italiano ou na sociedade em geral, no que se refere aos seios avantajados como era o caso da baixinha Gina Lollobrígida parece estar voltando à moda sob o patrocínio da cirurgia plástica. De resto atentem para o vídeo logo abaixo.


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CHARLES BRONSON: O JUSTICEIRO DAS TELAS

Charles Bronson

O ator norte-americano de origem lituana, Charles Dennis Buchinsky, foi um intérprete que falava através da sua atuação com aquela maneira fria e serena em cada cena que interpretava ou representava. Ou seja, era um ator frio e calculista. Charles Bronson é considerado um dos maiores ícones de Hollywood dos filmes policiais e do velho oeste, muitos deles caracterizados por violência excessiva e louvor à vingança. Interpretou muitas vezes ou quase sempre o bordão ou molde daquele herói durão e de sangue frio, inclemente contra os “Criminosos”…

Com a conhecida carreira rica em westerns e policiais, acabou se transformando em um autêntico justiceiro vingativo da violenta e controversa série “Desejo de Matar“. Foi nesta série de muito sucesso que Bronson chegou ao estrelato aos 53 anos, quando interpreta pela primeira vez o papel de Paul Kersey, um arquiteto que tem a mulher assassinada e a filha violentada. Inconformado pelos responsáveis não terem sido presos, vira um justiceiro e sai matando criminosos em Nova York às dezenas. O “Cara Durão” se auto descreveu em uma das poucas entrevistas concedidas ao completar 80 anos da seguinte maneira: “Tenho a aparência de uma pedreira, onde explodiu uma carga de dinamite“. Bronson sofria de Mal de Alzheimer e morreu no ano de 2003, aos 81 anos de idade em consequência de uma pneumonia.

O feioso e durão Charles Bronson. “o homem de poucas palavras e muita ação”, como afirma o cinéfilo Darci Fonseca, na vida real foi motorista de caminhão pelo exército americano durante a 2ª Guerra Mundial; na carreira do ator teve seu devido reconhecimento com uma estrela na calçada da fama, além de um Globo de Ouro em 1972, ao lado de Sean Connery. Até antes de morrer, Bronson era o quarto ator mais lucrativo do mercado americano, atrás somente de Robert Redford, Barbra Streisand e Al Pacino. Uma curiosidade triste para os fãs brasileiros tem como cenário um contato do colunista social Amaury Júnior com o ator nos Estados Unidos, quando o brasileiro se apresentou como jornalista para entrevistá-lo, sendo que o ator recusou veementemente em falar para o seu público da América do Sul ao pronunciar um sonoro não e afirmar em tom de menosprezo: Brasil… Que país é este?!?!?! Eu nunca ouvi falar!!! Em resposta, o humilhado jornalista armou um barraco e sapecou-lhe um tremendo jargão pejorativo no seu focinho: Você é um ator canastrão!!!

Charles Bronson fez sua estreia em filme bang bang em Sete Homem e um Destino, quando tinha apenas 21 anos de idade. Em que pese ter sido, para os padrões da época, um ator de pequena estatura(1,73m), pois atores baixinhos nunca se deram muito bem em Hollywood e as poucas exceções lembradas são os casos de Al Pacino, James Dean e Audie Murphy, que servem para confirmar essa regra. Porém, Bronson sempre tirava tudo isso de letra. Em excepcional forma física aos 50 anos de idade, Charles Bronson cavalga entre “cavalos selvagens” sem dublê, salta por entre rochas no melhor estilo de Burt Lancaster e possui inegável carisma ainda que não seja um verdadeiro intérprete. No filme “Fuga Audaciosa“, de 1975, é mostrado um plano de fuga de uma prisão, utilizando-se um helicóptero que, pilotado por Bronson, pousa no pátio de um presídio e resgata o prisioneiro interpretado por Robert Duvall. A cena se tornou famosa no Brasil, pois teria inspirado a fuga do bandido Escadinha, que usou o mesmo estratagema para fugir do presídio carioca da ilha grande, em 1985.

Acredito eu, que mesmo no além, na eternidade, Charles Bronson tenha sido o maior cabo eleitoral do cachorro louco, Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos. Trump, que vai construir um muro entre San Diego e Tijuana que estão no extremo oeste da divisa entre Estados Unidos e México, deve ter tomado esta decisão depois de ter assistido ao filme A Fronteira, donde, Bronson interpreta um Oficial da Patrulha de Fronteira dos EUA, localizada a vinte milhas de San Diego. A fronteira entre os dois países é na atualidade um dos mais claros limites entre o mundo rico e o mundo pobre. Movimentam-se ali, bilhões de dinheiro pelos grandes empresários/traficantes com gente do mundo inteiro servindo-se de mula acompanhando os coiotes para atravessar o eldorado. Quando conseguem, essas mulas Levarão uma vida de foragidos. Se forem encontrados, serão deportados ou irão para a cadeia. E mais: Escondidas em fundos falsos de caminhões, caminhonetes e vans viajam toneladas de remédios banidos por lei, sapatos feitos com pele de animais em extinção, armas de todos os tipos, além de heroína, maconha e cocaína. O combate aos cartéis do narcotráfico é um dos pontos centrais das relações entre México e os Estados Unidos que Donald Trump não abre mão de jogar duro nesse delicado assunto entre as duas nações. O filme A Froteira, estrelado por Bronson (atuação impecável) relata todo esse drama que está na crista da onda.

Deixando A Fronteira para Trump resolver, um filme épico que marcou muita gente foi o faroeste “Era uma vez no Oeste” (1969), do famoso diretor italiano Sergio Leone, que fez de Bronson um ator irresistível para o público e o mais bem pago dos anos 70. Este magnífico espetáculo cinematográfico, que deu ao western Europeu/Spaghetti, produção marcada por um filme de grande esplendor. Ou seja, uma áurea definitiva de maioridade, seriedade e de competência, incomodando seriamente uma extensa comunidade de críticos e cinéfilos do western Americano. Para se ter ideia do elenco, ele é composto pela exuberante Claudia Cardinale, o perfeccionista Henry Fonda e o carismático negão Woody Strode (um dos primeiros negros americanos a tornar-se ator).

Logo abaixo, o Blog Besta Fubana oferece aos seus leitores um vídeo imperdível. Posicione-se na cadeira, e dê de garra de uma bacia esbarrotando de pipocas com uma garrafa PET de guaraná para acompanhar uma síntese, resumo ou sinopse de imagens escolhidas a dedo de apenas 10 minutos para o leitor apreciar um cenário deslumbrante, magnífico, espetacular, do filme “Era uma vez no oeste”, que eu recomendo em razão de não ser somente um clássico da modalidade faroeste, mas uma obra prima do cinema. Vale a pena conferir a seleção de 10 minutos do vídeo abaixo, com imagens esplendorosas, irresistíveis, fantásticas!!!


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JACK PALANCE – ACREDITE SE QUISER!!!

O ator norte-americano Jack Palance, nome artístico de Vladimir Palahniuk, um gigante de 1,93m de altura, que se vivo fosse estaria perto do seu centenário (morreu em 2006 aos 87 anos), célebre por seus papéis de “vilão” em Hollywood e vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante em 1991. Ele nasceu na Pensilvânia. Antes de virar ator, foi lutador de boxe profissional. Palance se tornou conhecido no Brasil, o qual é lembrado pelo público e fãs pela atração “Acredite se quiser!!!” (Ripley’s Believe It or Not!”), que exibia casos bizarros nos anos 80, na extinta TV Manchete. O sucesso foi tamanho que, à época, chegou até a ser contratado pela gestão da então prefeita petista Luíza Erundina para divulgar as ações da prefeitura paulistana, num comercial inspirado na série.

Um fato pitoresco acontecido com o ator grandalhão no começo do ano de 1992, quando foi receber a estatueta pelo papel do caubói Curly Washburn na comédia “Amigos, sempre amigos” (City Slickers, 1991). Palance surpreendeu os presentes na cerimônia ao fazer flexões com apenas um braço mesmo já tendo 73 anos na época. O caso rendeu uma piada de Jô Soares durante a entrevista que o apresentador fez com o ator americano, também em 1992. Jô propôs em seu programa que Palance fizesse “algumas abdominais”. Palance respondeu no ato: “se você fizer comigo…”

Como se vê, pelo nome de batismo como costumamos dizer ele tem ascendência ucraniana. Falava fluentemente 6 idiomas: inglês, ucraniano, russo, espanhol, italiano e francês. Possui uma estrela na Calçada da Fama, devido ao seu trabalho na TV americana, localizada em 6608 Hollywood Boulevard. Há quem diga que o bom ator com semblante severo, por ter sua face desfigurada se devesse aos golpes recebidos como boxeador que foi, mas na verdade a desfiguração foi causada por um acidente de avião, quando ele tomava aulas de pilotagem no ano de 1942, o que provocou sérias queimaduras. Jack Palance passou por diversas cirurgias plásticas para minimizar as marcas deixadas pelo acidente.

Jack Palance personifica esplendidamente o revoltado líder apache, criando um Toriano amedrontador. Palance que não sabia montar em cavalos feito Anthony Stefen, em O Último Guerreiro(faroeste de índio), monta seu cavalo sem sela e até que se sai bem. Palance faria inúmeros outros bons westerns em sua carreira e receberia um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1991 justamente interpretando um cowboy no western-comédia “Amigos, Sempre amigos”. Nesse mesmo filme de índio o Último Guerreiro (filme muito cruel), Charlton Heston interpretou Ed Bannon com visível má vontade, tendo declarado que este era um dos filmes que preferia não ter feito. Este tipo de atuação é que levou parte da crítica a considerá-lo um canastrão.

Outro grande papel de Jack Palance como ator coadjuvante foi ele interpretando Fidel Castro, numa excelente Biografia que mostra o papel fundamental de Ernesto “Che” Guevara (Omar Sharif) durante a revolução cubana. Che – Causa Perdida” (1969) foi a primeira biografia cinematográfica da Revolução Cubana. O filme mostra a trajetória do guerrilheiro na luta contra a ditadura, desde sua chegada à Cuba, passando pelos conflitos ideológicos entre ele e Fidel Castro (Jack Palance), até a hora de sua morte em uma emboscada na Bolívia.

O filme em que Jack Palance interpreta o papel de Fidel Castro mostra a Reconstrução ou a relação mantida por Guevara e Fidel, a versão cinematográfica de Richard Fleischer tem a presença de Omar Sharif no papel-título. Desde a reunião dos dois líderes de suas diferenças até a saída da ilha por Che Guevara. Apesar de ter sido filmado em 1969, só apareceu no Brasil em 1975 em razão do regime militar vigente naquela época. O filme é uma revisão da história a partir de uma perspectiva americana, contextualizado nos anos após a presidência de John F. Kennedy e do incidente na Baía dos Porcos.

Assista ao trailer de trechos exibidos como anúncio do filme Che! – Causa Perdida – que está sendo projetado logo abaixo, tendo como pano de fundo uma excelente melodia de Carlos Puebla, cantor, compositor e guitarrista, muito conhecido como “El Cantor de la Revolución Cubana”, intitulada Hasta Siempre Comandante – Até Logo Comandante (Versão tradicional). Vale a pena conferir a seleção de 4 e 6 minutos dos vídeos abaixo.


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RITA PAVONE – A ITALIANINHA SAPECA!!!

Que maravilha eram nossos bailes de garagem ou em salão paroquial, como também nos “assustados” ou nas casas de fazendas das amigas, nos anos 70, ouvindo os “bulachões” em radiola portátil de braço quando a gente fazia uma cota para comprar 6 pilhas Eveready (a pilha do gato) e estar com essa menina irreverente, sardenta e pequena cantando músicas maravilhas e interpretando uma canção que tinha como compositor Sergio Endrigo, intitulada Datemi Un Martello, música esta, que tinha como introdução em ritmo de Yeyeyê: Ah, ah, ah, rá… Thiu riu, thiu rá… Ah, ah, ah, rá… Thiu riu, thiu rá… Se italiano fosse, diria: “Amo questa canzone. Rita è meravigliosa!!!”. Sendo brasileiro fico a me perguntar: Por que não multiplicaram os finais dos anos 60 e toda à década de 70 por mais alguns séculos?!?!?! Difícil acreditar que Rita Pavone, hoje, esteja com mais de 70 anos, quando nos deparamos com aquele teipe, da TV Record, nos idos de 1964 quando Rita esteve a primeira vez no Brasil, ainda muito giovani (com apenas 22 anos), sublime e meravigliosa. No que se refere ao cantor e compositor Sergio Endrigo, morreu em 2005, de câncer, aos 72 anos de idade em Roma. Endrigo ficou conhecido no Brasil nos anos 60, por ser o autor de Canzone Per Te, com a qual o brasileiro Roberto Carlos ganhou o Festival de San Remo, em 1968: La festa è appena cominciata / È già finita…

Deixando um pouco a nostalgia de lado, vamos no ater a carreira de Rita Pavone como atriz, principalmente nos faroestes. Pois bem!!! Como afirma o crítico de cinema Miguel Cerqueija, “Rita é uma das mais encantoadoras artistas do tempo presente. Ela é sem dúvida uma pessoa abençoada”. No cinema, mesmo sem ter aparecido em tantos filmes como Elvis Presley, Rita Pavone ocupa um público-alvo importante no cinema, bem superior à maioria dos artistas da canção internacional. Então com 18 anos, um tico de gente, magra e miúda (1,50m), Rita Pavone interpreta magistralmente o garoto Gian Burrasca em suas aventuras/desventuras familiares e estudantis. Hoje a série é “cult”, tendo sido reprisada pelas televisões, e recentemente saiu em DVD. Em 1967 Pavone estrela “Little Rita nel West” e “La feldmarescialla”, fitas co-estreladas por Terence Hill. Em “Rita no Oeste” – faroeste cômico divulgado nos cinemas brasileiros e também em VHS. Há muitas outras participações de Rita no cinema; em sua maioria porém são inclusões de suas gravações nas trilhas sonoras. Que aliás, de muito bom gosto. Uma das razões da pouca participação dela na cinematografia é que Rita praticamente trocou o cinema pelo teatro.

No Faroeste Spaghetti, o bangue bangue à italiana, seu filme de destaque é Os Pistoleiros do Oeste(1967). Quanto à sua carreira que já vai com mais de 50 anos de estrada, durante todo esse tempo, Rita Pavone esteve quatro vezes no Brasil. Suas turnês foram nos anos de 1964, 1965, 1970 e a última foi há precisamente 30 anos, em 1987. Nesse ínterim, como curiosidade, no ano de 1968, ela esteve no Brasil, só que desta vez fora em viagem de núpcias. No dia 5 de abril de 68, Rita Pavone e Teddy Reno (seu empresário) chegam ao Rio de Janeiro, em viagem de lua-de-mel (Rio e São Paulo), e hospedaram-se no Copacabana Palace Hotel. O casal foi ao Pão de Açucar, à praia de Copacabana, os dois tomaram banho de mar e depois viajaram para Nova Friburgo. Aí, naquele friozinho gostoso Foi só love, muito love… Há pouco mais de 10 meses a coroa enxuta, Rita Pavoni postou em sua página no Facebook, que ela e Teddy Reno comemoram em Londres os 50 anos de casamento no religioso. Eles se casaram em Lugano (Suíça).

Por fim, Têm certas coisas hoje em dia que dá vontade de falar Datemi Un Martello (Dê-me Um Martelo). Naquele tempo, os artistas mostravam os seus talentos e as suas vozes e não como hoje que mostram as suas tatuagens, piercings, exibicionismo repugnante como as coxas e a bunda de fora ou mostrando o “Taio” do xico rachado com a calcinha enfiada, ou tem que fazer publicidade a sua vida privada, como forma de compensar a sua falta de talento ou então participar de filmes tipo fuscão preto… Tô mentindo Xuxa Meneghel?!?!?!


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DJANGO É FRANCO NERO

Franco Nero ficou conhecido entre os cinéfilos graças a DJANGO, onde interpreta o personagem-título. Pois bem, diferentemente de Charles Bronson, Franco Nero conhece o Brasil, inclusive, em 2013, participou de um filme brasileiro, contracenando com a atriz IRENE RAVACHE. Trata-se de A MEMÓRIA QUE ME CONTAM. No filme ele dá vida a PAOLO, um italiano que vive no Brasil e precisa lidar com a inesperada prisão por ter participado de um atentado terrorista em seu país natal há décadas atrás. Destaque para a participação de Franco Nero como o marido de Irene Ravache e o lado político que o personagem também carrega, só que desta vez relacionado com sua Itália natal. Perguntado pelo cinéfilo e blogueiro do ADOROCINEMA, como foi aprender a língua em tão pouco tempo, o “ITALIANO DJANGO” respondeu: “Não foi nem um pouco fácil!!! Falo espanhol muito bem, mas português é uma língua completamente diferente para mim. Tinha uma amiga aqui em Roma, Natália, que é brasileira e me ajudou com as falas em português. Procurei decorar os diálogos das minhas cenas e correu tudo bem”.

O filme A MEMÓRIA QUE ME CONTAM retrata o tempo da ditadura militar e gira em torno da ex-guerrilheira ANA(Simone Spoladorre). O filme foi uma homenagem da cineasta Lúcia Murat a sua amiga Vera Sílvia Magalhães guerrilheira na juventude e marcante na vida de várias pessoas. Na verdade, VERA poderia ter desfilado a beleza de seus vinte anos pelas calçadas de Ipanema, no Rio de Janeiro onde nasceu. Poderia ter sido uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones ou então nos embalos de sábado à noite curtindo John Travolta, no liberou geral de costumes que varreu o mundo na década de 60. Ou poderia ter concluído o curso de Economia e levado uma vida burguesa, mas Vera Sílvia Magalhães amava a revolução e, como tantos jovens de sua época, não admitia viver sob a ditadura implantada pelo golpe de 64. MEMÓRIA QUE ME CONTAM com participação dos Super Star setentões Nero e Irene é um bom filme brasileiro , recomendo-o, mas poderia ser melhor, o tema é farto e exigia isso.

Custa-nos crer, que haja no gênero cinematográfico que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste, uma palavra mais sagrada, Importante, influente e pessoalíssima que “DJANGO”. O personagem atingiu proporções inimagináveis não apenas em termos de sucesso junto ao público, mas também pela influência que gerou. Pelo menos 50 filmes se apropriaram do título “Django” criado por Sergio Corbucci, quase todos com personagens centrais que pouco lembravam a imagem notável concebida por FRANCO NERO. Segundo um dos maiores cinéfilos do país, na modalidade de filmes faroestes, DARCI FONSECA, “nenhum outro western spaghetti, à exceção da Trilogia dos Dólares de Sergio Leone, se equipara a “DJANGO” (filmado no ano de 1966 tendo como diretor, Sérgio Corbucci), na empatia com o público e na importância no relativamente curto percurso em que o gênero dominou as telas do mundo”. Merecidamente, claro!!!

Neste filme que leva o mesmo nome do personagem, o andarilho solitário Django difere em muito de outros filmes. Introspectivo, compenetrado e altamente econômico nas palavras o homem do PONCHO e da CIGARRILHA nos apresenta uma grata surpresa em não cavalgar em nenhum momento e nem poderia fazê-lo pois o caixão que arrasta parece um complemento de seu corpo. O filme Django é Inovativo em diversos aspectos, haja vista que tem o eixo da história pouco original pois o personagem central é o divisor de águas em meio a dois grupos que se defrontam para obter o poder jurisdicional do Condado local. Segundo o crítico de cinema Darci Fonseca nos faz uma alerta que, quando perguntado sobre para quem é aquele CAIXÃO, ele responde que é para ele próprio, em razão de ser um homem atormentado por seu próprio passado. Entre os dois grupos contendores, Django tem simpatia pelos renegados mexicanos, acreditando no idealismo destes.

E continua Fonseca: Assemelham-se, no entanto, os dois personagens na inverossímil indestrutibilidade, na frieza com que enfrentam inimigos mais poderosos e em maior número. Django tem uma vingança como escopo e não sente repulsa ou aversão às mulheres, pois ao final declara a vontade de recomeçar a vida ao lado de Maria. O respeito da crítica pelo diretor deste filme(Sergio Corbucci), tem início com “Django” porque neste filme o diretor demonstra ter estilo próprio. A LAMACENTA RUA PRINCIPAL DO LUGAREJO SEMIDESERTO com casario cinzento é perturbadora, assim como a decoração opressiva do SALOON onde transcorre boa parte do filme. É nessa ambientação que rebenta uma sucessão de violência que faz de “Django” um western como sendo um palco de incontido sadismo.

Na sinopse e detalhes, Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local. Só que desconfiado das intenções do bandido, ele resolve se juntar a María, uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano e seu bando. Se deleite com uma síntese de apenas 3 minutos do vídeo logo abaixo. Advertindo sempre que, depois de completar 50 anos que chegou as telas do mundo inteiro, Django é um filme para quem nunca assistiu vale a pena vê-lo e, para quem já assistiu vale a pena ver de novo!!! Leitores!!! Não abram o caixão que vocês podem ter um susto. Abram o link abaixo e terão uma grata surpresa.


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RINGO É GIULIANO GEMMA

Era uma terça-feira, dia primeiro de outubro de 2013, quando o cantor e compositor brasileiro, Roberto Carlos, recebeu uma triste noticia: o ator italiano Giuliano Gemma sofreu um acidente de carro nas proximidades de Roma e morreu após dar entrada em um hospital na cidade de Civitavecchia. Giuliano Gemma era o ator preferido do REI, inclusive eram amigos… Pois bem!!! Indo de cabeça ao túnel do tempo, em 1969, no quarto do Hotel Glória-Praia de Copacabana, no Rio, Roberto descansava das filmagens que estava fazendo do seu filme O Diamante Cor-de-Rosa, quando de repente, não mais que de repente, foi armado um serviço de segurança especial, pois Giuliano Gemma tinha saído do seu hotel em que estava hospedado para conhecer pessoalmente, Roberto Carlos. Já que, embora nunca tivesse conversado tête-à-tête com o cantor, Gemma se lembrava de Roberto como vencedor do Festival de San Remo, na Itália.

Eis o diálogo apurado pelas revistas da época, como Grande Hotel, Veja, Manequim, Capricho, Noturno e tantas outras a respeito deste encontro: “Piacere, Caro Amico!!!” (“Muito prazer, amigo”, foram as primeiras palavras de Giuliano). “Ringo, non avrei mai imaginato um incontro come questo!!!” (Ringo, jamais imaginei um encontro desses!!!, respondeu Roberto). A seguir, escrevia a imprensa da época, eles brindaram com champanha. Nice estava encantada. Na Itália e no mundo inteiro, milhões de mulheres suspiram por Giuliano Gemma, o Ringo dos filmes de bangue-bangue. Êle tem 31 anos, olhos castanhos, 1,84 de altura e 72 quilos. Adorou as praias do Rio e prometeu voltar logo que fôr possível.

“A única coisa que estranhei foi o calor. Durante esta curta permanência no Rio de Janeiro tomei mais de 5 mil copos de mate gelado. Foi o único problema. As amizades que fiz, as pessoas e os lugares maravilhosos que conheci contribuíram para que esta viagem fôsse uma das mais agradáveis que já fiz. Espero voltar breve e vou aguardar, na Itália, a visita de Roberto Carlos e Nice. Êles querem conhecer minha filha de apenas três meses de idade”. A partir desse momento eles se conheceram e ficaram amigos. O famoso ator dos faroestes italianos ficou encantado com a cordialidade dos brasileiros e com as músicas de Roberto e pretendia utilizá-las na trilha sonora de seu próximo filme.

No imaginário do público, ele é eterno Ringo ou o pistoleiro de O Dólar Furado. Dono de uma carreira iniciada aos 18 anos e com mais de 100 longas no currículo, Gemma ficou conhecido por encarnar o personagem Ringo em clássicos do chamado “western spaghetti”, um tipo de filme de faroeste muito popular na Itália, nos idos de 1960. Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível entre os brasileiros que puderam vê-lo no Brasil em 1969 quando foi convidado para ser jurado no festival Internacional da Canção no Maracanãzinho onde teve um encontro histórico com o rei da música brasileira Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa” e em 1986 quando Gemma veio em férias e chegou até marcar presença no Programa “Discoteca do Chacrinha” da TV Globo.

Segundo consta nos escritos ou acervo do cinéfilo paulista Edelzio Sanches, Uma Pistola para Ringo (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, durante as filmagens, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O casamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringo conquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi “O Dólar Furado“. Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Gianni Ferrio.

Nos cinemas do interior brasileiro o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado pelo espanhol Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.

O Dolar Furado foi o ápice com seu tema marcante. Com uma trilha sonora instrumental com o famoso título (O Dólar Furado) foi tão marcante que chegou a entrar nas paradas de sucesso do Rádio Brasileiro, disputando os primeiros lugares com Elton John, The Beatles, Rolling Stones e outros artistas de sucesso na época. O tema de O Dólar Furado está para o bang-bang como Ave Maria está para a igreja católica. Segundo uma pesquisa curiosa, as gravações mais vendidas durante a semana de julho de 1966, em todo o Brasil, era as seguintes: Tristeza, de Jair Rodrigues; O Coruja, Deny e Dino; Tema do Dólar Furado (“Se tu non fosse bella como sei”. – Se Você Não Fosse Tão Bonita Como Você É). Mamãe Passou Açúcar em Mim, Wilson Simonal; Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Roberto Carlos e Dio Come Te Amo com Gigliola Cinquetti.

Passados quase 50 anos do fim do ciclo do westerns-spaghettis, O Dólar Furado (Um Dollaro Bucato) conquistou um incalculável público novo para o faroeste, inclusive no Brasil, público que passou a ter Giuliano Gemma como um de seus maiores ídolos. Assim como havia sido Burt Lancaster na década anterior. Antes de ficar conhecido como Ringo, Giuliano Gemma teve papéis em filmes como Ben Hur, com Charlton Heston, e O Leopardo, com o francês Alain Delon. Quem acompanha DIRETORES de filmes faroestes há de perceber que, o italiano Sérgio Leone está para o western-spaghetti assim como John Ford está para o faroeste norte-americano. Para tristeza dos fãs, sua última aparição no cinema aconteceu em “Para Roma Com Amor”, um dos filmes dirigidos pelo ator, cineasta e roteirista Woody Allen na Europa e que chegou às telonas em 2013, logo após a sua morte.

Nenhuma outra canção emoldura melhor a imagem inesquecível de Giuliano Gemma que a composição de Gianni Ferrio para o western “O Dólar Furado” (Un Dollaro Bucato). O que o leitor vai fazer a seguir é viajar na garupa de um alazão chamado passado. Até porque o passado nos completa… Nos dá alegria de verdade… Um passado que teima em está presente… No vídeo abaixo ao som desse marcante tema musical relembramos o saudoso mocinho que era o rei do gatilho em seu filme de maior sucesso.


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A ESTONTEANTE BRIGITTE BARDOT

Símbolo sexual nos anos 50 e 60, a atriz francesa BRIGITTE BARDOT, que completará 83 anos, costuma afirmar categoricamente que deixou o cinema porque estava “FARTA DESSA VIDA SUPERFICIAL, VAZIA” e porque decidiu dedicar sua vida aos animais que, ao contrário dos homens, “NÃO PEDEM NADA E O DÃO TUDO”. Desde os anos 70, BB tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública. Sua primeira aparição nas telas foi em 1952, no filme “Le Trou normand”. Depois de alguns filmes sem muita repercussão, em 1956, estrelou o sucesso “E DEUS CRIOU A MULHER”, que a consagrou internacionalmente.

Ao completar 18 anos, ela se casou com o diretor de cinema ROGER VADIM (que também foi marido de Jane Fonda e Catherine Deneuve). A união durou apenas cinco anos. VADIM foi responsável por lançá-la em “E Deus Criou a Mulher” (1956) e ainda a dirigiu em “Quer Dançar Comigo?” e “Amores Célebres”. Com o sucesso de seus filmes franceses, Brigitte participou de uma produção americana em 1954, “UM ATO DE AMOR”, com Kirk Douglas, tornando-se popular nos Estados Unidos.

A sensualidade de BB era tamanha que, até falando a mulher transmitia libertinagem, volúpia, satisfação. BB era um tipo de fêmea que, no auge de sua carreira, na tela, semeava voluptuosidade. Não é à toa que, a “MACHARIA”, no escurinho do cinema se deleitava na base da masturbação enrustida… Sua sensualidade vinha do CORPO PERFEITO, da BOCA CARNUDA, do OLHAR EXPRESSIVO e de um COMPORTAMENTO LIVRE, incomum para as mulheres da época. BB chegou a ser considerada a versão francesa de Marilyn Monroe.

Surpreendentemente, em 1973, aos 39 anos, BB se retirou da vida artística. Pouco antes de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia prazer em ser atriz. Por três vezes, tentou o suicídio. Passando a desprezar sua aparência, dedicou-se a defender a natureza e os animais. Sua luta era pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele.

A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot, nasceu BRIGITTE ANNE-MARIE BARDOT em 28 de setembro de 1934, em Paris. Em 21 anos de carreira atuou em 48 filmes e interpretou mais de 80 canções. Oriunda de uma família burguesa, Brigitte desde muito cedo recebeu aparato artístico, ao lado de sua irmã Marie-Jeanne. Em 1968, Brigitte estava no auge da fama, e Charlles de Gaulle declarou que, na época, ela era um símbolo do povo francês e decidiu homenageá-la com a criação de um busto, Marianne (figura alegórica da República Francesa). No discurso ele ressaltou algumas virtudes de Brigitte, como simplicidade, bom humor e franqueza. Cinco anos depois, ela decidiu se afastar da vida artística para se dedicar a Fundação Brigitte Bardot, que luta em prol dos direitos dos animais. Causa que ela abraça até hoje.

Na modalidade faroeste o filme mais conhecido é AS PETROLEIRAS, um filme francês de 1971 dos gêneros faroeste e comédia, estrelado por BB & CC. Segundo os críticos da época, um dos grandes apelos do longa era o fato de trazer pela primeira vez juntas nas telas as duas musas do cinema europeu, que eram tidas como rivais na vida real: a publicidade do filme dizia que era “BB contra CC” (embora Bardot e Cardinale tenham se tornado amigas durante as filmagens). O filme se passa no Velho Oeste, duas irmãs fora da lei (Brigitte Bardot e Claudia Cardinale) herdam uma fazenda e tentam estabelecer e fortalecer relações com a família vizinha composta de vários irmãos. Muita fama das duas para pouco filme e cenas fracas. O que se aproveita é a lindeza e sensualidade das duas.

Mudando de um pólo a outro vejam essa: o sonho do homem que se dizia mais popular do que Jesus Cristo era conhecê-la. Em janeiro de 1964, quando fazia turnê em Paris com a maior banda de rock de todos os tempos, ele pediu que fosse agendado um encontro entre os dois. Ela, no entanto, passava férias numa pequena vila de pescadores, muito distante dali. Assim, há 50 anos, Búzios provocou o desencontro entre BRIGITTE BARDOT e JONH LENNON e ficou conhecida como o paraíso secreto de BB. Revendo os jornais da época, constata-se que naqueles anos, BRIGITTE BARDOT revelava Búzios para o mundo. Apesar de ter provocado a frustração de um BEATLE, a passagem da grande estrela do cinema internacional daquele período por Búzios mudou completamente a vida no balneário. Subitamente, a pacata e desconhecida vila de pescadores, que era o terceiro distrito de Cabo Frio-RJ, passou a ilustrar as capas de jornais e revistas de todo o mundo.

A fama mundial desse balneário brasileiro é graças à estonteante francesa BB. Aquele paraíso deslumbrante ficou conhecido como “A BÚZIOS DE BARDOT”. Pouca gente sabe, mas a atriz esteve em Búzios por duas temporadas: a primeira, entre 13 janeiro e 28 de abril; e a segunda de 18 de dezembro de 64 a 8 de janeiro de 1965. Segundo nos conta o jornalista, na época, de o Globo, Márcio Menasce, – Búzios era um lugar de natureza selvagem, não tinha água encanada, não tinha restaurantes nem pousadas para abrigar o grande número de profissionais da imprensa e curiosos que foram atraídos pela loura. Realmente, BB foi uma ilustre visitante que marcou, definitivamente, a história de Búzios.

Nunca mais à loira retornou a Búzios, mas há um pedacinho da cidade em que ela se perpetuou: a ORLA BARDOT, que além de levar o seu nome, abriga sua estátua. Pois não é que sua escultura virou um ícone, que atrai todo o tipo de gente disposta a eternizar sua imagem ao lado da atriz. Para a autora da obra, a escultora Christina Motta, muito mais que a representação de uma estrela de cinema, aquela é a Brigitte de Búzios. A inspiração veio a partir daquela maneira que ela vivia em Búzios, com o cabelo solto, despenteado e o rosto sem maquiagem. Só acrescentei a mala (sobre a qual ela está sentada) para dar a ideia de que ela era uma visitante. Esta é a história desse verdadeiro caso de amor entre a princesa e o “plebeu”. Nós brasileiros, só temos que agradecer a estonteante loira e em nome de um caprichado francês, A lá Dilma Rousseff, despedimo-nos: au revoir!!!

Prezado leitor, depois daquela palestra da nossa querida Dilma falando em francês, donde, todos nós assistimos e nos deparamos com o colóquio perfeito e a exatidão da pronúncia nunca visto na história daquele país pela poliglota ex-presidenta, veja no primeiro vídeo um diálogo de 3 minutos entre BRIGITTE BARDOT & CLÁUDIA CARDINALE, no filme faroeste LES PÉTROLEUSES(As Petroleiras), caso haja alguma dificuldade de entender a língua de Napoleão Bonaparte, faça a opção pelo segundo vídeo e acompanhe durante 8 minutos toda as décadas de vida da estonteante loira francesa conhecida pelas iniciais BB!!!

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UM MONUMENTO DESLUMBRANTE

No imaginário dos amantes de filmes Cawboys há uma paisagem emblemática que encanta os cinéfilos do mundo inteiro. Trata-se do MONUMENT VALLEY que é uma região dos Estados Unidos encrustada na reserva dos índio Navajos em cuja área se encontra um monumento que marca o ponto de divisas de quatro Estados e é denominado “AS QUATRO ESQUINAS” que é comum a quatro estados, que são Utah, Colorado, Novo México e Arizona. Foi muito usada para gravação de filme western, particularmente os de John Ford tendo como artista principal o grande John Wayne. Como afirma o cinéfilo Ali Alison, aquilo é o que podemos chamar de TEATRO AO AR LIVRE. Já o grande John Wayne chamou de cenário único “ONDE DEUS COLOCOU O OESTE”.

Pois bem!!! Monte em seu cavalo para conhecer o MONUMENT VALLEY, templo sagrado onde alguns dos melhores filmes de faroeste de todos os tempos foram filmados. Monte por onde os cowboys do cinema gostavam de cavalgar por saber que foi lá onde Deus colocou o Oeste. Foi amor à primeira vista o que o excelente diretor John Ford sentiu ao visitar o MONUMENT VALLEY, e o local tornou-se um de seus preferidos para as gravações de 10 filmes de faroeste, metade deles estrelada por Wayne. No Tempo das Diligências (1939) levou o público a uma arriscada viagem pelo vale totalmente em preto e branco. Mais tarde, Rastros de Ódio (1956) capturou as formações de arenito vermelho e azul vivo e os céus com nuvens ligeiras em lindo Technicolor.

Cinéfilo que se preza deve apanhar seu chapéu de cowboy e fazer uma visita ao incomparável Monument Valley, no Arizona. Um dos locais mais fotografados e inspiradores dos Estados Unidos, é facilmente reconhecido por ser um cenário da pivetada de desenhos animados, trazendo à tona lembranças da infância. E não é só a beleza e grandiosidade do lugar que impressiona os viajantes. Como foi dito, sua importância turística também se deve ao fato de ter sido cenário de incontáveis filmes de faroeste. Pelo que se lê e se tem conhecimento, é, provavelmente, um dos lugares lendários e místicos mais lindos e especiais do mundo. Na verdade, Estar no Monument Valley é como estar dentro do faroeste americano.

O Monument Valley é um dos lugares onde a natureza caprichou. É uma maravilha de cenário que deixa qualquer um perplexo e maravilhado. Na verdade, todo aquele mundo é uma grande região que abrange a fronteira entre o Arizona e Utah, com formações em tons vermelhos deslumbrantes. Segundo os geólogos e engenheiros de minas, o vale é dominado por platôs vermelhos e torres de arenito, algumas com até 1.000 pés de altura, a área é conhecida também pela sua iluminação vibrante, com o sol iluminando as torres e o fundo do vale. Cenário perfeito para muitos filmes rodados ali, já que sua paisagem marcante produz imagens cinematográficas. Sem contestação: A natureza foi pródiga naquela abençoada região que foi caminho rotineiro dos grandes monstros sagrados do faroeste que por lá passavam constantemente.


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JOHN WAYNE: O PAPA DO FAROESTE

Se vivo fosse estaria completando 110 anos, JOHN WAYNE, um dos atores mais emblemáticos dos filmes faroestes era considerado o PAPA dessa modalidade de cinema. Não era preciso ninguém dizer a John Wayne que ele não era um bom ator. Ele era o primeiro a dizer, conforme nos confidencia o bom crítico de cinema Inácio Araújo. Na minha simplória análise, Henry Fonda pode ter sido a efígie da virtude; Lee Van Cleef a encarnação do mal; George Hilon ou Terence Hill o bonitão ou até mesmo o galhofeiro do Oeste; James Stewart, a prova de que o valor moral precede a virtude física. Foram caubóis absolutos. Mas WAYNE ia além. Ele era dotado de uma vulgaridade que ninguém mais tinha. O grandalhão de um metro e noventa nasceu em 26 de maio de 1907, com o nome de MARION MICHAEL MORRISON, no CONDADO de Winterset, Iowa.

Pois bem!!! Em que pese meus singelos conhecimentos a respeito do assunto e um pesquisador como também um estudioso nato dos ícones do cinema de faroeste, caubói ou bangue bangue, lendo sobre o PAPA DO FAROESTE, percebe-se claramente que John Wayne não se espantava. Era dotado de um conhecimento prático. Sua sabedoria podia ser limitada, mas era enormemente precisa. Se outros grandes caubóis encarnaram as virtudes da América, Wayne trazia também seus defeitos. Não era apenas um adepto da vida em liberdade dotado de espírito de conquista. Era quase sempre TRUCULENTO, não raro AMBICIOSO demais, por vezes SÁDICO. Nos melhores papéis, está longe de ser um mocinho: o Ethan Edwards de “RASTROS DE ÓDIO” (1956) e o Dunson de “RIO VERMELHO” (1948) estão longe de ser figuras que possuíam algumas virtudes de caráter. Só Duke(apelido dele na infância) poderia ser cheio de ódio, vingativo, racista, violento. Isso sem deixar de suscitar a admiração do espectador pelo homem mal. Seu início de carreira em Hollyood foi bastante conturbado, haja vista que o ator foi condenado a uma série infindável de filmes “B” até ser resgatado por John Ford para estrelar “NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS” (1939). O filme emplacou. E também a imagem de WAYNE como protótipo do herói americano em tempo de guerra. Guerra, aliás, por conta da qual fez uma pilha de filmes secundários.

Em se tratando dos monstros sagrados do cinema mundial, entre atuações e participações, o norte-americano possui cerca de 150 filmagens como ator. Mas o que marca realmente JOHN WAYNE, tanto quanto o seu contemporâneo Kirk Douglas que ainda é vivo e completou recentemente, 100 anos de idade (os dois trabalharam juntos no filme Gigantes em Luta), é o seu primórdio como galã, em uma época onde os “DURÕES” eram o que ditavam a indústria do faroeste. Tanto Wayne como Kirk são lendas atualizadas do cinema de bang bang com aquele aspecto de brutamontes. Os dois são os últimos de uma geração diferente de galãs. Naquela época os valores eram outros. O homem, por exemplo, não podia demonstrar fraqueza. Imperavam regras como “HOMEM NÃO CHORA”. Hoje em dia a viadagem tomou conta do pedaço e essa “GUEIZADA” que aí estar só sabe rebolar e mostrar a bunda em suas “PARADAS GAY”. Hoje, esse papo furado que homem não chora ou mesmo rótulo dessa natureza, não passa de um título de música brega na voz do bom, romântico e inesquecível Waldick Soriano…

É de bom alvitre destacar que, Wayne era um reacionário de carteirinha. Talvez para mostrar seu apreço, naquela hora difícil em que todo mundo o ridicularizava, Hollywood concedeu-lhe o Oscar de melhor ator de 1969 por “BRAVURA INDÔMITA”, um filme que não estar com esse balaio todo de Henry Hathaway. Fumante inveterado desde a juventude, a essa altura o câncer já o atormentava. Deixou de fumar seus cinco maços de cigarro diários. Isso não impediu a progressão do mal, que o levaria a uma notável interpretação, em “O ÚLTIMO PISTOLEIRO” (1976), de Don Siegel, em que interpreta, justamente, um atirador que está morrendo de câncer. A última imagem não foi boa: o homem enorme debilitado e abatido recebia o OSCAR HONORÁRIO, imensamente aplaudido pela plateia. Aquele homem parecia um fantasma do John Wayne que conhecíamos. Morreria poucos anos depois, em 11 de junho de 1979, aos 72 anos.

Por fim, aconselha-se aos amantes do faroeste assistir ao filme O ÚLTIMO PISTOLEIRO que é uma obra imprescindível. Em 1976, Wayne se despediu das telas e fez seu derradeiro filme, O Último Pistoleiro, ao lado da excepcional atriz Lauren Bacall, NO PAPEL DE UM VELHO CAUBÓI MORRENDO DE CÂNCER, MAS AINDA LUTANDO. O roteiro tem muito a ver com a própria vida do ator, traz a história de um velho e lendário pistoleiro que sofre de câncer e procura um local, onde possa morrer em paz. Porém, não consegue escapar de sua reputação. Além da atriz Lauren Bacall contracena com ele James Stewart, que faz o papel de médico e dá-lhe o diagnóstico do câncer e apenas três meses de vida. John Wayne, perfeito em seu último papel, também sofria da mesma doença na VIDA REAL. Este foi o último filme da carreira do Papa dos filmes de faroestes. Em 11 de julho de 1979, o homem que melhor se identificou com os heróis da colonização americana, morreu vítima de câncer nos pulmões, mas entrou para sempre no Olimpo dos deuses da sétima arte. Sem sombra de dúvida, o ÚLTIMO PISTOLEIRO é uma Obra imprescindível e porque não dizer, imperdível!!!


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