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RITA PAVONE – A ITALIANINHA SAPECA!!!

Que maravilha eram nossos bailes de garagem ou em salão paroquial, como também nos “assustados” ou nas casas de fazendas das amigas, nos anos 70, ouvindo os “bulachões” em radiola portátil de braço quando a gente fazia uma cota para comprar 6 pilhas Eveready (a pilha do gato) e estar com essa menina irreverente, sardenta e pequena cantando músicas maravilhas e interpretando uma canção que tinha como compositor Sergio Endrigo, intitulada Datemi Un Martello, música esta, que tinha como introdução em ritmo de Yeyeyê: Ah, ah, ah, rá… Thiu riu, thiu rá… Ah, ah, ah, rá… Thiu riu, thiu rá… Se italiano fosse, diria: “Amo questa canzone. Rita è meravigliosa!!!”. Sendo brasileiro fico a me perguntar: Por que não multiplicaram os finais dos anos 60 e toda à década de 70 por mais alguns séculos?!?!?! Difícil acreditar que Rita Pavone, hoje, esteja com mais de 70 anos, quando nos deparamos com aquele teipe, da TV Record, nos idos de 1964 quando Rita esteve a primeira vez no Brasil, ainda muito giovani (com apenas 22 anos), sublime e meravigliosa. No que se refere ao cantor e compositor Sergio Endrigo, morreu em 2005, de câncer, aos 72 anos de idade em Roma. Endrigo ficou conhecido no Brasil nos anos 60, por ser o autor de Canzone Per Te, com a qual o brasileiro Roberto Carlos ganhou o Festival de San Remo, em 1968: La festa è appena cominciata / È già finita…

Deixando um pouco a nostalgia de lado, vamos no ater a carreira de Rita Pavone como atriz, principalmente nos faroestes. Pois bem!!! Como afirma o crítico de cinema Miguel Cerqueija, “Rita é uma das mais encantoadoras artistas do tempo presente. Ela é sem dúvida uma pessoa abençoada”. No cinema, mesmo sem ter aparecido em tantos filmes como Elvis Presley, Rita Pavone ocupa um público-alvo importante no cinema, bem superior à maioria dos artistas da canção internacional. Então com 18 anos, um tico de gente, magra e miúda (1,50m), Rita Pavone interpreta magistralmente o garoto Gian Burrasca em suas aventuras/desventuras familiares e estudantis. Hoje a série é “cult”, tendo sido reprisada pelas televisões, e recentemente saiu em DVD. Em 1967 Pavone estrela “Little Rita nel West” e “La feldmarescialla”, fitas co-estreladas por Terence Hill. Em “Rita no Oeste” – faroeste cômico divulgado nos cinemas brasileiros e também em VHS. Há muitas outras participações de Rita no cinema; em sua maioria porém são inclusões de suas gravações nas trilhas sonoras. Que aliás, de muito bom gosto. Uma das razões da pouca participação dela na cinematografia é que Rita praticamente trocou o cinema pelo teatro.

No Faroeste Spaghetti, o bangue bangue à italiana, seu filme de destaque é Os Pistoleiros do Oeste(1967). Quanto à sua carreira que já vai com mais de 50 anos de estrada, durante todo esse tempo, Rita Pavone esteve quatro vezes no Brasil. Suas turnês foram nos anos de 1964, 1965, 1970 e a última foi há precisamente 30 anos, em 1987. Nesse ínterim, como curiosidade, no ano de 1968, ela esteve no Brasil, só que desta vez fora em viagem de núpcias. No dia 5 de abril de 68, Rita Pavone e Teddy Reno (seu empresário) chegam ao Rio de Janeiro, em viagem de lua-de-mel (Rio e São Paulo), e hospedaram-se no Copacabana Palace Hotel. O casal foi ao Pão de Açucar, à praia de Copacabana, os dois tomaram banho de mar e depois viajaram para Nova Friburgo. Aí, naquele friozinho gostoso Foi só love, muito love… Há pouco mais de 10 meses a coroa enxuta, Rita Pavoni postou em sua página no Facebook, que ela e Teddy Reno comemoram em Londres os 50 anos de casamento no religioso. Eles se casaram em Lugano (Suíça).

Por fim, Têm certas coisas hoje em dia que dá vontade de falar Datemi Un Martello (Dê-me Um Martelo). Naquele tempo, os artistas mostravam os seus talentos e as suas vozes e não como hoje que mostram as suas tatuagens, piercings, exibicionismo repugnante como as coxas e a bunda de fora ou mostrando o “Taio” do xico rachado com a calcinha enfiada, ou tem que fazer publicidade a sua vida privada, como forma de compensar a sua falta de talento ou então participar de filmes tipo fuscão preto… Tô mentindo Xuxa Meneghel?!?!?!


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DJANGO É FRANCO NERO

Franco Nero ficou conhecido entre os cinéfilos graças a DJANGO, onde interpreta o personagem-título. Pois bem, diferentemente de Charles Bronson, Franco Nero conhece o Brasil, inclusive, em 2013, participou de um filme brasileiro, contracenando com a atriz IRENE RAVACHE. Trata-se de A MEMÓRIA QUE ME CONTAM. No filme ele dá vida a PAOLO, um italiano que vive no Brasil e precisa lidar com a inesperada prisão por ter participado de um atentado terrorista em seu país natal há décadas atrás. Destaque para a participação de Franco Nero como o marido de Irene Ravache e o lado político que o personagem também carrega, só que desta vez relacionado com sua Itália natal. Perguntado pelo cinéfilo e blogueiro do ADOROCINEMA, como foi aprender a língua em tão pouco tempo, o “ITALIANO DJANGO” respondeu: “Não foi nem um pouco fácil!!! Falo espanhol muito bem, mas português é uma língua completamente diferente para mim. Tinha uma amiga aqui em Roma, Natália, que é brasileira e me ajudou com as falas em português. Procurei decorar os diálogos das minhas cenas e correu tudo bem”.

O filme A MEMÓRIA QUE ME CONTAM retrata o tempo da ditadura militar e gira em torno da ex-guerrilheira ANA(Simone Spoladorre). O filme foi uma homenagem da cineasta Lúcia Murat a sua amiga Vera Sílvia Magalhães guerrilheira na juventude e marcante na vida de várias pessoas. Na verdade, VERA poderia ter desfilado a beleza de seus vinte anos pelas calçadas de Ipanema, no Rio de Janeiro onde nasceu. Poderia ter sido uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones ou então nos embalos de sábado à noite curtindo John Travolta, no liberou geral de costumes que varreu o mundo na década de 60. Ou poderia ter concluído o curso de Economia e levado uma vida burguesa, mas Vera Sílvia Magalhães amava a revolução e, como tantos jovens de sua época, não admitia viver sob a ditadura implantada pelo golpe de 64. MEMÓRIA QUE ME CONTAM com participação dos Super Star setentões Nero e Irene é um bom filme brasileiro , recomendo-o, mas poderia ser melhor, o tema é farto e exigia isso.

Custa-nos crer, que haja no gênero cinematográfico que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste, uma palavra mais sagrada, Importante, influente e pessoalíssima que “DJANGO”. O personagem atingiu proporções inimagináveis não apenas em termos de sucesso junto ao público, mas também pela influência que gerou. Pelo menos 50 filmes se apropriaram do título “Django” criado por Sergio Corbucci, quase todos com personagens centrais que pouco lembravam a imagem notável concebida por FRANCO NERO. Segundo um dos maiores cinéfilos do país, na modalidade de filmes faroestes, DARCI FONSECA, “nenhum outro western spaghetti, à exceção da Trilogia dos Dólares de Sergio Leone, se equipara a “DJANGO” (filmado no ano de 1966 tendo como diretor, Sérgio Corbucci), na empatia com o público e na importância no relativamente curto percurso em que o gênero dominou as telas do mundo”. Merecidamente, claro!!!

Neste filme que leva o mesmo nome do personagem, o andarilho solitário Django difere em muito de outros filmes. Introspectivo, compenetrado e altamente econômico nas palavras o homem do PONCHO e da CIGARRILHA nos apresenta uma grata surpresa em não cavalgar em nenhum momento e nem poderia fazê-lo pois o caixão que arrasta parece um complemento de seu corpo. O filme Django é Inovativo em diversos aspectos, haja vista que tem o eixo da história pouco original pois o personagem central é o divisor de águas em meio a dois grupos que se defrontam para obter o poder jurisdicional do Condado local. Segundo o crítico de cinema Darci Fonseca nos faz uma alerta que, quando perguntado sobre para quem é aquele CAIXÃO, ele responde que é para ele próprio, em razão de ser um homem atormentado por seu próprio passado. Entre os dois grupos contendores, Django tem simpatia pelos renegados mexicanos, acreditando no idealismo destes.

E continua Fonseca: Assemelham-se, no entanto, os dois personagens na inverossímil indestrutibilidade, na frieza com que enfrentam inimigos mais poderosos e em maior número. Django tem uma vingança como escopo e não sente repulsa ou aversão às mulheres, pois ao final declara a vontade de recomeçar a vida ao lado de Maria. O respeito da crítica pelo diretor deste filme(Sergio Corbucci), tem início com “Django” porque neste filme o diretor demonstra ter estilo próprio. A LAMACENTA RUA PRINCIPAL DO LUGAREJO SEMIDESERTO com casario cinzento é perturbadora, assim como a decoração opressiva do SALOON onde transcorre boa parte do filme. É nessa ambientação que rebenta uma sucessão de violência que faz de “Django” um western como sendo um palco de incontido sadismo.

Na sinopse e detalhes, Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local. Só que desconfiado das intenções do bandido, ele resolve se juntar a María, uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano e seu bando. Se deleite com uma síntese de apenas 3 minutos do vídeo logo abaixo. Advertindo sempre que, depois de completar 50 anos que chegou as telas do mundo inteiro, Django é um filme para quem nunca assistiu vale a pena vê-lo e, para quem já assistiu vale a pena ver de novo!!! Leitores!!! Não abram o caixão que vocês podem ter um susto. Abram o link abaixo e terão uma grata surpresa.


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RINGO É GIULIANO GEMMA

Era uma terça-feira, dia primeiro de outubro de 2013, quando o cantor e compositor brasileiro, Roberto Carlos, recebeu uma triste noticia: o ator italiano Giuliano Gemma sofreu um acidente de carro nas proximidades de Roma e morreu após dar entrada em um hospital na cidade de Civitavecchia. Giuliano Gemma era o ator preferido do REI, inclusive eram amigos… Pois bem!!! Indo de cabeça ao túnel do tempo, em 1969, no quarto do Hotel Glória-Praia de Copacabana, no Rio, Roberto descansava das filmagens que estava fazendo do seu filme O Diamante Cor-de-Rosa, quando de repente, não mais que de repente, foi armado um serviço de segurança especial, pois Giuliano Gemma tinha saído do seu hotel em que estava hospedado para conhecer pessoalmente, Roberto Carlos. Já que, embora nunca tivesse conversado tête-à-tête com o cantor, Gemma se lembrava de Roberto como vencedor do Festival de San Remo, na Itália.

Eis o diálogo apurado pelas revistas da época, como Grande Hotel, Veja, Manequim, Capricho, Noturno e tantas outras a respeito deste encontro: “Piacere, Caro Amico!!!” (“Muito prazer, amigo”, foram as primeiras palavras de Giuliano). “Ringo, non avrei mai imaginato um incontro come questo!!!” (Ringo, jamais imaginei um encontro desses!!!, respondeu Roberto). A seguir, escrevia a imprensa da época, eles brindaram com champanha. Nice estava encantada. Na Itália e no mundo inteiro, milhões de mulheres suspiram por Giuliano Gemma, o Ringo dos filmes de bangue-bangue. Êle tem 31 anos, olhos castanhos, 1,84 de altura e 72 quilos. Adorou as praias do Rio e prometeu voltar logo que fôr possível.

“A única coisa que estranhei foi o calor. Durante esta curta permanência no Rio de Janeiro tomei mais de 5 mil copos de mate gelado. Foi o único problema. As amizades que fiz, as pessoas e os lugares maravilhosos que conheci contribuíram para que esta viagem fôsse uma das mais agradáveis que já fiz. Espero voltar breve e vou aguardar, na Itália, a visita de Roberto Carlos e Nice. Êles querem conhecer minha filha de apenas três meses de idade”. A partir desse momento eles se conheceram e ficaram amigos. O famoso ator dos faroestes italianos ficou encantado com a cordialidade dos brasileiros e com as músicas de Roberto e pretendia utilizá-las na trilha sonora de seu próximo filme.

No imaginário do público, ele é eterno Ringo ou o pistoleiro de O Dólar Furado. Dono de uma carreira iniciada aos 18 anos e com mais de 100 longas no currículo, Gemma ficou conhecido por encarnar o personagem Ringo em clássicos do chamado “western spaghetti”, um tipo de filme de faroeste muito popular na Itália, nos idos de 1960. Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível entre os brasileiros que puderam vê-lo no Brasil em 1969 quando foi convidado para ser jurado no festival Internacional da Canção no Maracanãzinho onde teve um encontro histórico com o rei da música brasileira Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa” e em 1986 quando Gemma veio em férias e chegou até marcar presença no Programa “Discoteca do Chacrinha” da TV Globo.

Segundo consta nos escritos ou acervo do cinéfilo paulista Edelzio Sanches, Uma Pistola para Ringo (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, durante as filmagens, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O casamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringo conquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi “O Dólar Furado“. Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Gianni Ferrio.

Nos cinemas do interior brasileiro o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado pelo espanhol Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.

O Dolar Furado foi o ápice com seu tema marcante. Com uma trilha sonora instrumental com o famoso título (O Dólar Furado) foi tão marcante que chegou a entrar nas paradas de sucesso do Rádio Brasileiro, disputando os primeiros lugares com Elton John, The Beatles, Rolling Stones e outros artistas de sucesso na época. O tema de O Dólar Furado está para o bang-bang como Ave Maria está para a igreja católica. Segundo uma pesquisa curiosa, as gravações mais vendidas durante a semana de julho de 1966, em todo o Brasil, era as seguintes: Tristeza, de Jair Rodrigues; O Coruja, Deny e Dino; Tema do Dólar Furado (“Se tu non fosse bella como sei”. – Se Você Não Fosse Tão Bonita Como Você É). Mamãe Passou Açúcar em Mim, Wilson Simonal; Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Roberto Carlos e Dio Come Te Amo com Gigliola Cinquetti.

Passados quase 50 anos do fim do ciclo do westerns-spaghettis, O Dólar Furado (Um Dollaro Bucato) conquistou um incalculável público novo para o faroeste, inclusive no Brasil, público que passou a ter Giuliano Gemma como um de seus maiores ídolos. Assim como havia sido Burt Lancaster na década anterior. Antes de ficar conhecido como Ringo, Giuliano Gemma teve papéis em filmes como Ben Hur, com Charlton Heston, e O Leopardo, com o francês Alain Delon. Quem acompanha DIRETORES de filmes faroestes há de perceber que, o italiano Sérgio Leone está para o western-spaghetti assim como John Ford está para o faroeste norte-americano. Para tristeza dos fãs, sua última aparição no cinema aconteceu em “Para Roma Com Amor”, um dos filmes dirigidos pelo ator, cineasta e roteirista Woody Allen na Europa e que chegou às telonas em 2013, logo após a sua morte.

Nenhuma outra canção emoldura melhor a imagem inesquecível de Giuliano Gemma que a composição de Gianni Ferrio para o western “O Dólar Furado” (Un Dollaro Bucato). O que o leitor vai fazer a seguir é viajar na garupa de um alazão chamado passado. Até porque o passado nos completa… Nos dá alegria de verdade… Um passado que teima em está presente… No vídeo abaixo ao som desse marcante tema musical relembramos o saudoso mocinho que era o rei do gatilho em seu filme de maior sucesso.


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A ESTONTEANTE BRIGITTE BARDOT

Símbolo sexual nos anos 50 e 60, a atriz francesa BRIGITTE BARDOT, que completará 83 anos, costuma afirmar categoricamente que deixou o cinema porque estava “FARTA DESSA VIDA SUPERFICIAL, VAZIA” e porque decidiu dedicar sua vida aos animais que, ao contrário dos homens, “NÃO PEDEM NADA E O DÃO TUDO”. Desde os anos 70, BB tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública. Sua primeira aparição nas telas foi em 1952, no filme “Le Trou normand”. Depois de alguns filmes sem muita repercussão, em 1956, estrelou o sucesso “E DEUS CRIOU A MULHER”, que a consagrou internacionalmente.

Ao completar 18 anos, ela se casou com o diretor de cinema ROGER VADIM (que também foi marido de Jane Fonda e Catherine Deneuve). A união durou apenas cinco anos. VADIM foi responsável por lançá-la em “E Deus Criou a Mulher” (1956) e ainda a dirigiu em “Quer Dançar Comigo?” e “Amores Célebres”. Com o sucesso de seus filmes franceses, Brigitte participou de uma produção americana em 1954, “UM ATO DE AMOR”, com Kirk Douglas, tornando-se popular nos Estados Unidos.

A sensualidade de BB era tamanha que, até falando a mulher transmitia libertinagem, volúpia, satisfação. BB era um tipo de fêmea que, no auge de sua carreira, na tela, semeava voluptuosidade. Não é à toa que, a “MACHARIA”, no escurinho do cinema se deleitava na base da masturbação enrustida… Sua sensualidade vinha do CORPO PERFEITO, da BOCA CARNUDA, do OLHAR EXPRESSIVO e de um COMPORTAMENTO LIVRE, incomum para as mulheres da época. BB chegou a ser considerada a versão francesa de Marilyn Monroe.

Surpreendentemente, em 1973, aos 39 anos, BB se retirou da vida artística. Pouco antes de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia prazer em ser atriz. Por três vezes, tentou o suicídio. Passando a desprezar sua aparência, dedicou-se a defender a natureza e os animais. Sua luta era pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele.

A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot, nasceu BRIGITTE ANNE-MARIE BARDOT em 28 de setembro de 1934, em Paris. Em 21 anos de carreira atuou em 48 filmes e interpretou mais de 80 canções. Oriunda de uma família burguesa, Brigitte desde muito cedo recebeu aparato artístico, ao lado de sua irmã Marie-Jeanne. Em 1968, Brigitte estava no auge da fama, e Charlles de Gaulle declarou que, na época, ela era um símbolo do povo francês e decidiu homenageá-la com a criação de um busto, Marianne (figura alegórica da República Francesa). No discurso ele ressaltou algumas virtudes de Brigitte, como simplicidade, bom humor e franqueza. Cinco anos depois, ela decidiu se afastar da vida artística para se dedicar a Fundação Brigitte Bardot, que luta em prol dos direitos dos animais. Causa que ela abraça até hoje.

Na modalidade faroeste o filme mais conhecido é AS PETROLEIRAS, um filme francês de 1971 dos gêneros faroeste e comédia, estrelado por BB & CC. Segundo os críticos da época, um dos grandes apelos do longa era o fato de trazer pela primeira vez juntas nas telas as duas musas do cinema europeu, que eram tidas como rivais na vida real: a publicidade do filme dizia que era “BB contra CC” (embora Bardot e Cardinale tenham se tornado amigas durante as filmagens). O filme se passa no Velho Oeste, duas irmãs fora da lei (Brigitte Bardot e Claudia Cardinale) herdam uma fazenda e tentam estabelecer e fortalecer relações com a família vizinha composta de vários irmãos. Muita fama das duas para pouco filme e cenas fracas. O que se aproveita é a lindeza e sensualidade das duas.

Mudando de um pólo a outro vejam essa: o sonho do homem que se dizia mais popular do que Jesus Cristo era conhecê-la. Em janeiro de 1964, quando fazia turnê em Paris com a maior banda de rock de todos os tempos, ele pediu que fosse agendado um encontro entre os dois. Ela, no entanto, passava férias numa pequena vila de pescadores, muito distante dali. Assim, há 50 anos, Búzios provocou o desencontro entre BRIGITTE BARDOT e JONH LENNON e ficou conhecida como o paraíso secreto de BB. Revendo os jornais da época, constata-se que naqueles anos, BRIGITTE BARDOT revelava Búzios para o mundo. Apesar de ter provocado a frustração de um BEATLE, a passagem da grande estrela do cinema internacional daquele período por Búzios mudou completamente a vida no balneário. Subitamente, a pacata e desconhecida vila de pescadores, que era o terceiro distrito de Cabo Frio-RJ, passou a ilustrar as capas de jornais e revistas de todo o mundo.

A fama mundial desse balneário brasileiro é graças à estonteante francesa BB. Aquele paraíso deslumbrante ficou conhecido como “A BÚZIOS DE BARDOT”. Pouca gente sabe, mas a atriz esteve em Búzios por duas temporadas: a primeira, entre 13 janeiro e 28 de abril; e a segunda de 18 de dezembro de 64 a 8 de janeiro de 1965. Segundo nos conta o jornalista, na época, de o Globo, Márcio Menasce, – Búzios era um lugar de natureza selvagem, não tinha água encanada, não tinha restaurantes nem pousadas para abrigar o grande número de profissionais da imprensa e curiosos que foram atraídos pela loura. Realmente, BB foi uma ilustre visitante que marcou, definitivamente, a história de Búzios.

Nunca mais à loira retornou a Búzios, mas há um pedacinho da cidade em que ela se perpetuou: a ORLA BARDOT, que além de levar o seu nome, abriga sua estátua. Pois não é que sua escultura virou um ícone, que atrai todo o tipo de gente disposta a eternizar sua imagem ao lado da atriz. Para a autora da obra, a escultora Christina Motta, muito mais que a representação de uma estrela de cinema, aquela é a Brigitte de Búzios. A inspiração veio a partir daquela maneira que ela vivia em Búzios, com o cabelo solto, despenteado e o rosto sem maquiagem. Só acrescentei a mala (sobre a qual ela está sentada) para dar a ideia de que ela era uma visitante. Esta é a história desse verdadeiro caso de amor entre a princesa e o “plebeu”. Nós brasileiros, só temos que agradecer a estonteante loira e em nome de um caprichado francês, A lá Dilma Rousseff, despedimo-nos: au revoir!!!

Prezado leitor, depois daquela palestra da nossa querida Dilma falando em francês, donde, todos nós assistimos e nos deparamos com o colóquio perfeito e a exatidão da pronúncia nunca visto na história daquele país pela poliglota ex-presidenta, veja no primeiro vídeo um diálogo de 3 minutos entre BRIGITTE BARDOT & CLÁUDIA CARDINALE, no filme faroeste LES PÉTROLEUSES(As Petroleiras), caso haja alguma dificuldade de entender a língua de Napoleão Bonaparte, faça a opção pelo segundo vídeo e acompanhe durante 8 minutos toda as décadas de vida da estonteante loira francesa conhecida pelas iniciais BB!!!

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UM MONUMENTO DESLUMBRANTE

No imaginário dos amantes de filmes Cawboys há uma paisagem emblemática que encanta os cinéfilos do mundo inteiro. Trata-se do MONUMENT VALLEY que é uma região dos Estados Unidos encrustada na reserva dos índio Navajos em cuja área se encontra um monumento que marca o ponto de divisas de quatro Estados e é denominado “AS QUATRO ESQUINAS” que é comum a quatro estados, que são Utah, Colorado, Novo México e Arizona. Foi muito usada para gravação de filme western, particularmente os de John Ford tendo como artista principal o grande John Wayne. Como afirma o cinéfilo Ali Alison, aquilo é o que podemos chamar de TEATRO AO AR LIVRE. Já o grande John Wayne chamou de cenário único “ONDE DEUS COLOCOU O OESTE”.

Pois bem!!! Monte em seu cavalo para conhecer o MONUMENT VALLEY, templo sagrado onde alguns dos melhores filmes de faroeste de todos os tempos foram filmados. Monte por onde os cowboys do cinema gostavam de cavalgar por saber que foi lá onde Deus colocou o Oeste. Foi amor à primeira vista o que o excelente diretor John Ford sentiu ao visitar o MONUMENT VALLEY, e o local tornou-se um de seus preferidos para as gravações de 10 filmes de faroeste, metade deles estrelada por Wayne. No Tempo das Diligências (1939) levou o público a uma arriscada viagem pelo vale totalmente em preto e branco. Mais tarde, Rastros de Ódio (1956) capturou as formações de arenito vermelho e azul vivo e os céus com nuvens ligeiras em lindo Technicolor.

Cinéfilo que se preza deve apanhar seu chapéu de cowboy e fazer uma visita ao incomparável Monument Valley, no Arizona. Um dos locais mais fotografados e inspiradores dos Estados Unidos, é facilmente reconhecido por ser um cenário da pivetada de desenhos animados, trazendo à tona lembranças da infância. E não é só a beleza e grandiosidade do lugar que impressiona os viajantes. Como foi dito, sua importância turística também se deve ao fato de ter sido cenário de incontáveis filmes de faroeste. Pelo que se lê e se tem conhecimento, é, provavelmente, um dos lugares lendários e místicos mais lindos e especiais do mundo. Na verdade, Estar no Monument Valley é como estar dentro do faroeste americano.

O Monument Valley é um dos lugares onde a natureza caprichou. É uma maravilha de cenário que deixa qualquer um perplexo e maravilhado. Na verdade, todo aquele mundo é uma grande região que abrange a fronteira entre o Arizona e Utah, com formações em tons vermelhos deslumbrantes. Segundo os geólogos e engenheiros de minas, o vale é dominado por platôs vermelhos e torres de arenito, algumas com até 1.000 pés de altura, a área é conhecida também pela sua iluminação vibrante, com o sol iluminando as torres e o fundo do vale. Cenário perfeito para muitos filmes rodados ali, já que sua paisagem marcante produz imagens cinematográficas. Sem contestação: A natureza foi pródiga naquela abençoada região que foi caminho rotineiro dos grandes monstros sagrados do faroeste que por lá passavam constantemente.


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JOHN WAYNE: O PAPA DO FAROESTE

Se vivo fosse estaria completando 110 anos, JOHN WAYNE, um dos atores mais emblemáticos dos filmes faroestes era considerado o PAPA dessa modalidade de cinema. Não era preciso ninguém dizer a John Wayne que ele não era um bom ator. Ele era o primeiro a dizer, conforme nos confidencia o bom crítico de cinema Inácio Araújo. Na minha simplória análise, Henry Fonda pode ter sido a efígie da virtude; Lee Van Cleef a encarnação do mal; George Hilon ou Terence Hill o bonitão ou até mesmo o galhofeiro do Oeste; James Stewart, a prova de que o valor moral precede a virtude física. Foram caubóis absolutos. Mas WAYNE ia além. Ele era dotado de uma vulgaridade que ninguém mais tinha. O grandalhão de um metro e noventa nasceu em 26 de maio de 1907, com o nome de MARION MICHAEL MORRISON, no CONDADO de Winterset, Iowa.

Pois bem!!! Em que pese meus singelos conhecimentos a respeito do assunto e um pesquisador como também um estudioso nato dos ícones do cinema de faroeste, caubói ou bangue bangue, lendo sobre o PAPA DO FAROESTE, percebe-se claramente que John Wayne não se espantava. Era dotado de um conhecimento prático. Sua sabedoria podia ser limitada, mas era enormemente precisa. Se outros grandes caubóis encarnaram as virtudes da América, Wayne trazia também seus defeitos. Não era apenas um adepto da vida em liberdade dotado de espírito de conquista. Era quase sempre TRUCULENTO, não raro AMBICIOSO demais, por vezes SÁDICO. Nos melhores papéis, está longe de ser um mocinho: o Ethan Edwards de “RASTROS DE ÓDIO” (1956) e o Dunson de “RIO VERMELHO” (1948) estão longe de ser figuras que possuíam algumas virtudes de caráter. Só Duke(apelido dele na infância) poderia ser cheio de ódio, vingativo, racista, violento. Isso sem deixar de suscitar a admiração do espectador pelo homem mal. Seu início de carreira em Hollyood foi bastante conturbado, haja vista que o ator foi condenado a uma série infindável de filmes “B” até ser resgatado por John Ford para estrelar “NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS” (1939). O filme emplacou. E também a imagem de WAYNE como protótipo do herói americano em tempo de guerra. Guerra, aliás, por conta da qual fez uma pilha de filmes secundários.

Em se tratando dos monstros sagrados do cinema mundial, entre atuações e participações, o norte-americano possui cerca de 150 filmagens como ator. Mas o que marca realmente JOHN WAYNE, tanto quanto o seu contemporâneo Kirk Douglas que ainda é vivo e completou recentemente, 100 anos de idade (os dois trabalharam juntos no filme Gigantes em Luta), é o seu primórdio como galã, em uma época onde os “DURÕES” eram o que ditavam a indústria do faroeste. Tanto Wayne como Kirk são lendas atualizadas do cinema de bang bang com aquele aspecto de brutamontes. Os dois são os últimos de uma geração diferente de galãs. Naquela época os valores eram outros. O homem, por exemplo, não podia demonstrar fraqueza. Imperavam regras como “HOMEM NÃO CHORA”. Hoje em dia a viadagem tomou conta do pedaço e essa “GUEIZADA” que aí estar só sabe rebolar e mostrar a bunda em suas “PARADAS GAY”. Hoje, esse papo furado que homem não chora ou mesmo rótulo dessa natureza, não passa de um título de música brega na voz do bom, romântico e inesquecível Waldick Soriano…

É de bom alvitre destacar que, Wayne era um reacionário de carteirinha. Talvez para mostrar seu apreço, naquela hora difícil em que todo mundo o ridicularizava, Hollywood concedeu-lhe o Oscar de melhor ator de 1969 por “BRAVURA INDÔMITA”, um filme que não estar com esse balaio todo de Henry Hathaway. Fumante inveterado desde a juventude, a essa altura o câncer já o atormentava. Deixou de fumar seus cinco maços de cigarro diários. Isso não impediu a progressão do mal, que o levaria a uma notável interpretação, em “O ÚLTIMO PISTOLEIRO” (1976), de Don Siegel, em que interpreta, justamente, um atirador que está morrendo de câncer. A última imagem não foi boa: o homem enorme debilitado e abatido recebia o OSCAR HONORÁRIO, imensamente aplaudido pela plateia. Aquele homem parecia um fantasma do John Wayne que conhecíamos. Morreria poucos anos depois, em 11 de junho de 1979, aos 72 anos.

Por fim, aconselha-se aos amantes do faroeste assistir ao filme O ÚLTIMO PISTOLEIRO que é uma obra imprescindível. Em 1976, Wayne se despediu das telas e fez seu derradeiro filme, O Último Pistoleiro, ao lado da excepcional atriz Lauren Bacall, NO PAPEL DE UM VELHO CAUBÓI MORRENDO DE CÂNCER, MAS AINDA LUTANDO. O roteiro tem muito a ver com a própria vida do ator, traz a história de um velho e lendário pistoleiro que sofre de câncer e procura um local, onde possa morrer em paz. Porém, não consegue escapar de sua reputação. Além da atriz Lauren Bacall contracena com ele James Stewart, que faz o papel de médico e dá-lhe o diagnóstico do câncer e apenas três meses de vida. John Wayne, perfeito em seu último papel, também sofria da mesma doença na VIDA REAL. Este foi o último filme da carreira do Papa dos filmes de faroestes. Em 11 de julho de 1979, o homem que melhor se identificou com os heróis da colonização americana, morreu vítima de câncer nos pulmões, mas entrou para sempre no Olimpo dos deuses da sétima arte. Sem sombra de dúvida, o ÚLTIMO PISTOLEIRO é uma Obra imprescindível e porque não dizer, imperdível!!!


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