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LEE VAN CLEEF – O FEIO DOS FILMES DE FARORESTE

Apesar de seus pais serem descendentes de holandeses, CLEEF nasceu em solo americano em janeiro de 1925, em Somerville, New Jersey, com o nome de, Clarence Leroy Van Cleef, Jr. Lee Van Cleef morreu em 1989 com 64 anos de idade em sua residência em Oxnard, Califórnia, vítima de um ataque cardíaco fulminante (infarto). Sua lápide diz “Lee Van Cleef – 9 de janeiro de 1925 – 16 de dezembro de 1989″ – Best of the Bad – Love and Light ” (MELHOR DOS MAUS – AMOR E LUZ). Em 1958 aconteceu uma tragédia pessoal: Lee dirigia seu automóvel de retorno para casa com a esposa e os filhos quando o carro dele colidiu frontalmente com outro veículo e o ator fraturou o braço esquerdo em dois lugares e teve praticamente destruído o joelho esquerdo. Após delicadas cirurgias os médicos diagnosticaram que Lee só voltaria a caminhar com auxílio de uma bengala e que nunca mais poderia andar a cavalo. Episódio este, que ele superou tornando-se no cavaleiro mais elegante de sua época, no Velho Oeste, tanto no montar como ao descer do cavalo. Era um cavaleiro de quase um metro e noventa, sendo garboso, esbelto e cheio de estilo no manusear da rédea do cavalo.

Lee Van Cleef passou por um mau bocado. Nessa fase de vacas magras, poucos filmes e muitos bicos em séries de TV. Lee foi chamado para ser um dos capangas de Lee Marvin em “O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA”, estrelado pelo Papa do faroeste, John Wayne. Mas não demoraria muito para LEE ficar tão famoso quanto os astros de “A Conquista do Oeste”, conquistando seu espaço num território estranho, o território do SPAGHETTI WESTERN. Posteriormente, foi oferecido a Van Cleef um salário de 17 mil dólares, enquanto este mesmo convite fora feito a Charles Bronson e a oferta havia sido de 50 mil dólares, pouco dinheiro, mas que ajudaria a resolver os problemas financeiros do ator. O filme foi “Por Uns Dólares a Mais”. O público ficou impressionado com o personagem Mortimer que dividiu as atenções dos espectadores com o astro Clint Eastwood. Com o sucesso obtido Lee Van Cleef recebeu duas novas ofertas de trabalho dos produtores italianos.

Com uma grande ajuda do diretor e roteirista Sergio Leone, Lee chegou ao auge de sua carreira a ser considerado O FEIO MAIS ADORADO NO MUNDO DO BANG BANG – Os novos trabalhos de Lee Van Cleef seriam o próximo western de Sergio Leone um escritor e roteirista que se aventurava na direção de um Spaghetti Western. No filme de Leone, o feioso Lee Van Cleef se tornou também protagonista pois o título escolhido foi “IL BUONO, IL BRUTTO, IL CATTIVO”, traduzido para muitas línguas como “O Bom, o Mau, e o Feio”. Claro que Lee deveria ser o “FEIO’”, mas Lee é o “Mau”, ficando o “Feio” para Eli Wallach. Lançado no Brasil como “TRÊS HOMENS EM CONFLITO”, esse terceiro Spaghetti Western de Van Cleef se transformou num estrondoso sucesso no mundo todo e o público se dividia na preferência entre os três homens em conflito: Lee, Eli Wallach e Clint Eastwood. Foi com esse filme que o mercado norte-americano se abriu para o Spaghetti Western, mais especialmente para os faroestes de Sergio Leone que se tornaram grande influência no gênero também em produções de Hollywood.

O Bom, o Mau e o Feio, rebatizado como “TRÊS HOMENS EM CONFLITO(1966)” é uma obra-prima do cinema. Está entre os melhores faroestes de todos os tempos, disparado!!! Em que pese ser uma exibição de longa duração de quase três horas, o filme é perfeito: direção, roteiro, trilha sonora: “inigualáveis”. Os 3 atores – Clint, Eli Wallach e Van Cleef – são verdadeiros “Monstros Sagrados” em seus papéis. Nunca se viu um filme tão perfeito em tudo, do começo ao fim é simplesmente espetacular!!! Neste filme, a interpretação encarnada pelo “FEIO” é fantástica. Seu olhar, sua ironia, sua risada, ele chamando o Clint de “lourinho” durante todo o filme, dá o toque exato da perfeição!!! Se eu tivesse que escolher os três melhores filmes de bang bang que já vi em toda minha vida, sem sombra de dúvidas, este com certeza faria parte da trilogia do bom faroeste: Lee Van Ceef, Eli Valach e o inigualável Clint Eastwood que fez um papel exuberante nesta ótima película. RECOMENDO COM LOUVOR. É filme para se ter uma cópia em casa, para mostrar para os filhos, netos e todos aqueles que desejam apreciar um filme arte, e perfeito em tudo, com destaque, também, para a trilha sonora, que é inesquecível. Talvez, esta projeção, não seja o maior papel já interpretado por Lee Van Cleef, mas é o melhor filme de Clint Eastwood.

ENTRE OS 50 WESTERNS DA CARREIRA DE LEE VAN CLEEF, DESTACAM-SE ALGUNS BONS FILMES COMO: 1952 – Matar ou Morrer; – 1953 – Bando de Renegados; – 1954 – Duelo de Assassinos; – 1955 – Arizona Violento; – 1956 – Honra a um Homem Mau; – 1957 – O Revólver Silencioso; – 1957 – O Bandoleiro Solitário; – 1957 – O Homem dos Olhos Frios; – 1957 – E o Morto Venceu; – 1958 – Na Fúria de uma Sentença; – 1959 – O Homem que Luta Só; – 1961 – Quadrilha do Inferno; – 1962 – A Conquista do Oeste; 1965 – Por uns Dólares a Mais; – 1966 – O Dia da Desforra; – 1966 – Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo); – 1967 – A Morte Anda a Cavalo; – 1968 – Um Colt… para os Filhos do Demônio; – 1969 – Sabata, o Homem que Veio para Matar; – 1971 – Sabata Vem para Vingar; – 1972 – O Último Grande Duelo; – 1975 – Cavalgada Infernal; – 1976 – A Arma Divina; – 1977 – A Vingança.

Após virar um dos maiores nomes do bem sucedido filão descoberto pelos produtores italianos, Lee Van Cleef passou a atuar quase que exclusivamente em coproduções europeias. Garantia absoluta de bilheteria, Lee Van Cleef era o ator principal dos filmes em que atuava. Muito interessante observar que, no meu simplório modo de entender, os filmes de faroeste feito por italianos, são bem melhores do que os americanos em vários quesitos, um deles, as trilhas sonoras, os atores apresentam mocinhos e bandidos mais perto da realidade da época, sujos, dentes amarelados e sem o exagero de roupas JEANS. Já os americanos apresentam e se prendem mais aos mocinhos bonitinhos, porém os bandidos categoricamente são feios e “malamanhados”. Agora, uma coisa não se pode negar nos filmes de cawboy norte-americano: OS CENÁRIOS… Neste quesito eles são impecáveis, magníficos, detalhistas, deslumbrantes!!!

Pois bem, o último filme que contou com a participação de Van Cleef foi “THIEVES OF FORTUNE”, rodado em 1989 e lançado após a morte do ator. Lee vinha há algum tempo lutando contra um CÂNCER NA GARGANTA e um ataque cardíaco fulminante abreviou seu sofrimento. Como curiosidade, LEE VAN CLEEF começou a fumar cachimbo quando estava na Marinha e nunca deixou o hábito, o que pode ser comprovado em inúmeros filmes em que seu cachimbo aparece na tela tanto quanto o arsenal de diferentes armas que Lee manejava com perícia. Além da elegância de andar, descer ou subir em um cavalo, e mais ainda a precisão e rapidez do saque de sua arma. Agora, seu charme maior e irresistível eram suas famosas baforadas nos famosos cachimbos que usou durante os seus filmes. Por último, rogo e recomendo com louvor, aos adeptos do faroeste assistirem ao filme O Bom, o Mau e o Feio, rebatizado como “TRÊS HOMENS EM CONFLITO(1966)” . É uma baita exibição, uma grande projeção, um filme à altura de atores renomados como Cleef(O MAU), Eli(O FEIO) e Clint(O BOM)… Assistam ao trailer desse exuberante filme que eu o recomendo na íntegra.


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LEE MARVIN: UM DOS PRIMEIROS DURÕES DA HISTÓRIA DO CINEMA

A dupla de atores de filmes Cawboys, LEE MARVIN/LEE VAN CLEEF, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além da dupla de atores de filmes Cawboys, Lee Marvin /Lee Van Cleef, nada carismática, porém, os dois eram bandidos maus, ruins como o capeta, além de cruéis, cínicos e perversos, pois representavam perfeitamente o que poderíamos chamar de maiores vilões dos filmes de faroestes. Os dois personagens malvados desempenharam papéis memoráveis em praticamente todos os filmes de bangue bangue que tão bem representaram em suas belas carreiras e se transformaram em inesquecíveis bandidões. Na verdade, os dois foram os melhores homens maus do cinema que deram muito trabalho aos mocinhos. É bom que se diga que esses dois excelentes atores sempre foram fadados a serem eternos COADJUVANTES em Hollyood e, por incrível que pareça, no filme O Homem que Matou o Facínora (Com John Wayne & James Stewart), os dois LEE trabalham juntos e são parceiros…

Lee Marvin trabalhou com John Wayne em O Homem que Matou o Facínora, este filme dirigido por John Ford, é um western inserido historicamente num momento de mudanças. O Homem que Matou o Facínora se passa numa era de transição, na qual palavras como “VOTO” e “DEMOCRACIA” passaram a fazer parte do cotidiano das pessoas. O enredo vem à tona, através do distinto senador dos EUA, Ransom Stoddard (James Stewart) retorna meio incógnito à pequena Shinbone, cidade onde há muitos anos iniciou sua carreira política e de onde partiu famoso, não apenas por ter insistido na importância da lei e da ordem para a prosperidade, mas, e, sobretudo, por ser o responsável pela morte de Liberty Valance (Lee Marvin) o bandido mais temido das redondezas. Porém, na verdade, este equívoco foi desvendado mais tarde, haja vista que, quem matou o bandido Casca Grossa Liberty Valance (Lee Marvin) foi Tom Doniphon(John Wayne). Este filme é imperdível, recomendo-o!!!

A galinha dos ovos de ouro chegou ou apareceu para Lee Marvin foi mesmo no ano de 1965 com o premiadíssimo filme CAT BALLOU, que no Brasil teve a denominação de Dívida de Sangue. O bandido durão e casca grossa ganhou o Oscar de melhor ator por seu papel duplo como o temível assassino sem nariz (foi arrancado por uma mordida numa luta) Tim Strawn e como Kid Shelleen, um atrapalhado beberrão que luta contra o mal. A excelente e linda Jane Fonda co-estrela como Catherine Cat Ballou, a ex-professora transformada em fora-da-lei associada ao beberrão Kid(Marvin). O cantor Nat King Cole e o comediante Stubby Kaye, também participam interpretando a canção-título, A Balada de Cat Ballou. Esta viva e alegre aventura é o exemplar máximo do western norte-americano.

A Película Cat Ballou é um Tremendo Bang Bang com um excelente musical comandado por Nat King Cole. O filme tem cenas antológicas, vale a pena assisti-lo. Pois é uma mistura de comédia faroeste de aventura, ação e caiu bem por ter um bom elenco. Aliás, a última aparição do GRANDE Nat King Cole, ele morreria logo após as filmagens com câncer no pulmão, diga-se de passagem sua morte foi prematura com apenas 45 anos de idade. Quanto a Lee Marvin morreu em 1987 com 63 anos, no “Tucson Medical Center” em Tucson (Arizona – EUA), vítima de um ataque cardíaco fulminante (infarto).

Como já fora dito, Marvin ganhou o Oscar de melhor ator em 1965, por DÍVIDA DE SANGUE – “Cat Ballou” -, que fez ao lado de Jane Fonda. Nesse filme ele faz duplo papel: o do pistoleiro BOM, eternamente bêbado e que ajuda a personagem de Fonda, e o pistoleiro MAL. O filme foi indicado em quatro categorias para o Oscar, recebendo somente o de melhor ator, entregue para Lee Marvin. Na entrega do Oscar Lee fez um dos agradecimentos mais rápidos da história daquela premiação dizendo apenas: “Metade deste prêmio pertence a um cavalo que está por aí pelo vale” . Se soubesse o rumo que sua carreira tomaria após “Cat Ballou”, passando a integrar o rol dos astros mais bem pagos de Hollywood, Lee poderia dizer que devia também ao cavalo BORRACHÓN ter se tornado um milionário. A propósito, veja esta cena abaixo de Kid & Borrachón!!!


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FERNANDO SANCHO, O “GENIAL MALVADO”

Por analogia, se o picareta Eduardo Cunha é considerado o bandido PREDILETO ou FAVORITO dos brasileiros, por ter prestado um relevante serviço à nação, em razão dele ter sido o algoz de Dilma, quando assinou áquele oportuno e bendito pedido de impeachment (É sempre bom lembrar que o impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff salvou o Brasil). Em paralelo vem em nossa mente àquela figura excêntrica e afamada, além de galhofeira e debochada desse magistral ator, Fernando Sancho, o nosso BOM HOMEM MAU… Por esse “interiozão” das cidadelas brasileiras, dias de feiras livres, fãs de memoráveis westerns spaghetti procuravam avidamente pelo nome de Fernando Sancho nos cartazes dos filmes dependurados em postes ou acompanhava o “locutor” num carro de marca Jeep ou Rural, com um microfone enrolado num farrapo de flanela vermelha, anunciando a película cinematográfica de logo mais à noite em CinemaScope, que era uma tecnologia de filmagem e projeção que utilizava lentes de última geração, pois ninguém tinha dúvida em comprar o bendito ingresso com a certeza de boa diversão.

O Genial Malvado foi muitas vezes estigmatizado ou rotulado de modo negativo como um bandido mexicano quando na verdade ele nasceu em Zaragoza, viveu na Espanha e morreu em Madrid. Com aquele seu corpanzil pesado, o ator espanhol que passava facilmente por mexicano, normalmente por bandido mexicano. Ele é um ator espanhol que se notabilizou por interpretar bandoleiros com seu barrigão exagerado, rosto suado, vestes ensebadas e gargalhada que se ouvia à distância de um ou mais quilômetros antecipando alguma crueldade. O nome desse ator é Fernando Sancho, que por mais que tentasse ser sinistro e sanguinário, nunca deixava de conquistar o espectador que, muitas vezes, secretamente até a gente torcia por ele…

Quando o WESTERNCINEMANIA elaborou uma enquete “GRANDES BANDIDOS DOS FAROESTES”, alguns cinéfilos como Darci Fonseca, Joaílton de Carvalho e Edson Paiva não se conformaram com a ausência do europeu Fernando Sancho entre os 50 homens mais selecionados para a enquete. ESCREVERAM: “Acho que na lista dos piores bandidos faltou Fernando Sancho, carismático, cruel, cínico e sujo”. OUTROS COMENTÁRIOS: “Fernando Sancho foi uma ausência de peso. (…) Acho que nenhum dos 50 da lista interpretou a quantidade de vilões que fizeram a fama de Fernando Sancho. (…) Ele marcou os westerns spaghetti e muitas vezes os filmes só valiam à pena por sua presença”…

O cinema espanhol não poderia prescindir de um artista como Fernando Sancho que, mesmo sempre um pouco acima do peso, era capaz de interpretar galãs com a mesma facilidade com que interpretava policiais, oficiais fardados e, melhor que ninguém, HOMBRES MALOS nos westerns spaghetti. Em sua briosa carreira, no auge, Sancho não parava de filmar e suas participações em produções na década de 60 é impressionante: sete filmes em 1961; – seis em 1962; – nove em 1963; – nove em 1964; – 14 em 1965; – 14 em 1966; – 12 em 1967; – nove em 1968; cinco em 1969. Nessa década Fernando Sancho fez desde pequenas participações em superproduções como “LAWRENCE DA ARÁBIA”, “O Rei dos Reis” e “55 Dias em Pequim” a papeis importantes como em “O Filho do Capitão Blood”. Ao todo foram mais de 200 filmes. Sancho participou de gravações cujos elencos eram liderados por campeões de bilheteria na Espanha como os astros infantis Pablito e Joselito. Foi pouco relevante mas que alcançou sucesso na Espanha interpretando “El Zorro” herói muito querido na terra de Cervantes. Em “A Vingança do Zorro” (1962), Fernando Sancho iniciou uma nova fase em sua carreira, agora no gênero western que atraía muito público na Europa. Além destes, Sancho atuou em muitos filmes com o italiano GIULIANO GEMMA, filmes como: “Uma Pistola Para Ringo”, “Ringo Não Discute: Mata”. Em “Uma Pistola para Ringo” ele é dublado por alguém bastante competente, o que deixa o filme ainda mais divertido. O melhor filme de Ringo com Sancho, donde, recomendo-o.

E haja filmes de faroestes!!!, entre tantos: “Pelo Prazer de Matar; – “Até no Inferno Irei à Sua procura”; – “Django Atira Primeiro”; – “Clint, o Solitário”; – “Django Mata por Dinheiro. Em “Arizona Colt”, GIULIANO GEMMA e FERNANDO SANCHO contracenam pela última vez num western. Dois spaghetti que alcançaram muito sucesso foram “O Dia da Desforra” e “Ódio por Ódio”, ambos com a presença de Sancho. São de 1967: “Um Homem e Um Colt”; – “Killer Kid” (com o ítalo/brasileiro Anthony Steffen); – “Billy, o Sanguinário” (o personagem de Sancho é ‘El Bicho’); – “15 Forcas para um Assassino”; – “RITA NO WEST” (Com Rita Pavone e Terence Hill); – “A Outra Face da Coragem” (com Mark Damon e John Ireland e Sancho interpretando “Carrancha”, mais um nome bastante significativo para o ator).

Finalmente, como curiosidade, os filmes da dupla “O Gordo e o Magro” faziam grande sucesso na Espanha e o eclético Fernando se tornou o dublador oficial de Oliver Hardy, o Gordo. Fernando Sancho tinha como seu grande ídolo: JOHN WAYNE. Os últimos westerns da filmografia de Fernando Sancho, nos anos 70, tiveram qualidade bastante inferior uma vez que diretores como Corbucci, Sollima, Tessari e principalmente LEONE (com quem Fernando Sancho nunca filmou) haviam dado adeus ao gênero. A fama de Fernando Sancho era tão grande na Europa de modo geral e mais especialmente em seu país, que a revista espanhola “INTERVIU” bateu recordes de tiragem quando estampou ensaio fotográfico com MAYTITA, a filha do ator. Já passando dos 60 anos de idade, o ritmo de trabalho de Fernando Sancho diminuiu sensivelmente, mas ainda assim nunca lhe faltou convites para atuar, no mais das vezes emprestando seu glorioso nome a produções de qualidade duvidosa. Sancho foi dirigido pelos principais diretores italianos e espanhóis de westerns, mas não teve oportunidade de atuar sob as ordens de SERGIO LEONE, o que aparentemente não o incomodou. Se vivo fosse Fernando Sancho teria completado 101 anos em janeiro de 2017. Morreu em 1990 aos 74 anos de idade de câncer. O gorducho nunca levava a sério, como também não ligava para certa discriminação que sofria de Hollyood. Porém, a única coisa que lamentava, isto sim, nunca ter participado de um filme de John Wayne, seu grande ídolo no cinema.


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TRIBUTO AO REPUBLICANO CLINT EASTWOOD

O Republicano Clint Eastwood, eleitor e torcedor número um do CACHORRO LOUCO, Donald Trump, já afirmou em discurso de campanha em prol do presidente eleito que será muito melhor do que Ronald Reagan, quando disse que as pessoas estão ficando “Cansadas do politicamente correto, que fala para agradar. a geração em que estamos agora é um saco”. Clint Eastwood não morreu. Continua vivo como nunca. Esse tem sido o desejo de muita gente do Partido Democrata norte-americano, desde que o ator/diretor, aos 86 anos, fez um ato na Convenção Republicana, utilizando de seus dotes artísticos para conversar com uma CADEIRA VAZIA que representava o péssimo presidente, o negão Barack Obama. A cena foi tão espetacular que o Republicano foi aplaudido de pé.

Como bom ator, foi uma cena extraordinária. Mas não podemos deixar que essa outra sua virtude como um excelente político também, ofusque o que o velho Clint fez e representa na carreira – não só para o cinema, mas para nós, quando ele comunga com a extinção – em território americano – dos terroristas muçulmanos; é contra os porcos fedorentos mexicanos que entram em seu país clandestinamente; é lamentável Clint não saber que na América do Sul, mas propriamente no Brasil, há uma SEITA, denominada de Putada Petralha que, politicamente deveria sofrer um extermínio por completo, ser aniquilada, sumida do mapa, por só pensar naquilo: ROUBAR!!!

Pois bem, o que interessa num artista é sua obra. O resto é perfumaria… É o Clint Eastwood ator que devemos relembrar: por mais amargurado e indômito que tenha sido nos westerns spaghetti que fez, cruel em determinados momentos, mas há sempre um tremendo humanismo, dignidade e caráter, uma busca desesperada por redenção. São lições que devemos tirar do velho herói, independentemente de um ou outro momento infeliz que possa ter protagonizado. Em que pese o Diego Marques ser um jornalista petralha e comedor de toco, puxa-saco de dizer basta do Lula e da Corja “incarnada”, isso não impede que seja um excelente crítico de cinema e um cinéfilo dedicado e profundo conhecedor dos filmes de faroestes, ao afirmar que: “Clint foi uma figura importantíssima no faroeste spaghetti, um dos gêneros mais cultuados do cinema. Foi a partir de sua parceria com o italiano Sergio Leone(Lee Van Cleef, também!!!), que o ator se tornou um ícone como o anti-herói do Velho Oeste. Clint personificou a figura amargurada e perigosa que marcou o olhar cínico e o contraponto do western tradicional, feito principalmente por John Ford”.

Sem sombra de dúvida, Clint Eastwood fez história a partir da década de 60 como uma das estrelas máximas de Hollywood, como ratificou a revista EMPIRE, que o colocou em segundo lugar no ranking dos 100 maiores astros de todos os tempos. Quem acompanha esta modalidade de cinema, sabe muito bem que, o convite que mudaria sua carreira veio em 1964. O cineasta italiano Sergio Leone convocou o ator para interpretar “O Homem Sem Nome” de Por Um Punhado de Dólares, filme que deu início não só à Trilogia dos Dólares, mas também a todo um gênero: o bang bang à italiana ou western spaghetti. Na sequência, Clint e Leone realizaram Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966), ele desempenhando o papel de o BOM; Eli de o FEIO; e Cleef de o MAU.

Eis os principais filmes de Clint Eastwood na modalidade bang bang: 1965- Por uns Dólares a Mais; – 1966- Três Homens em Conflito (O MELHOR DE TODOS ELES); – 1966- Por um Punhado de Dólares; – 1968- A Marca da Forca; – 1970- Os Abutres têm Fome; – 1973- O Estranho Sem Nome; – 1976- Josey Wales, o Fora-da-Lei; – 1985 O Cavaleiro Solitário; – 1992- Os Imperdoáveis (neste filme ele atuou tanto como ator quanto diretor e faturou 4 Oscar). Eastwood é certamente um dos maiores diretores de cinema em atividade. Toda sua obra está composta em cerca de 90 películas. Tanto como ator quanto diretor.

Um detalhe impressionante na carreira desse astro é que, mesmo marcado pelo jeito durão em que aparece em seus filmes, Clint nunca conquistou a ANTIPATIA das pessoas e, com o tempo, foi provando que também era um sujeito de sensibilidade artística única. Em 1992, dirigiu Os Imperdoáveis, que é considerado por muitos como o último grande faroeste, sendo a despedida com chave de ouro do gênero que o consagrou. A produção conquistou quatro prêmios Oscar, incluindo Melhor Diretor e Melhor Filme. Clint é sempre um machão. Homem duro, de poucas palavras. Seus personagens são briguentos, geralmente mulherengos, intransigentes com o que eles consideram errado e muitas vezes atormentados por algum trauma do passado.

Por fim, há de se registrar que, ele foi eleito prefeito da cidade de CARMEL, em 1986, na Califórnia, e foi convidado para ser mais ativo dentro do partido Republicano, mas preferiu não dar seguimento à carreira política, para a felicidade da sétima arte. Hoje, aos 87 anos, o Diretor Clint Eastwood, EX-PREFEITO republicano de sua cidade natal, está atualmente dirigindo o filme “Sully”, que será estrelado por TOM HANKS e chegará aos cinemas brasileiros ainda este ano.


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SIDNEY POITIER, PRIMEIRO ATOR NEGRO A GANHAR UM OSCAR

Poitier, em fevereiro de 2017 completou 90 anos de idade. Em 1963 fez história ao se tornar o primeiro ator negro da história receber o prêmio Oscar de melhor ator principal por sua performance no drama Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field) em 1963.Ao apresentar Sidney Poitier como ganhador da estatueta do Oscar, a consagrada atriz Ann Bancroft lhe deu um beijo na face, um gesto que causou escândalo entre o público mais conservador. Três anos depois, Poitier, contracenando com Katherine Houghton, protagonizaram uma das mais comentadas cenas, ao trocarem um ardente e prolongado beijo – o primeiro beijo inter-racial da tela cinematográfica – em Adivinhe Quem Vem para Jantar (1967).

O chamado BLACK WESTERN num país racista tipo os Estados Unidos era coisa impensável, na década de 60, um negro protagonizar um filme de Cawboy… Como diz o pesquisador e cinéfilo de bang bang Darci Fonseca, Nos anos 60 os Estados Unidos viram crescer as manifestações políticas pelos direitos civis e o mundo assistiu constrangido à morte do líder negro Martin Luther King. Muitos avanços ocorreram na sociedade norte-americana como reflexo dessa turbulência social e na década de 70 ocorreu a explosão dos chamados black movies(filmes com negros). John Ford havia sido o diretor que mais incisivamente focalizou um personagem negro em um faroeste em “Audazes e Malditos” (1960) e o cinema teve que esperar até 1972 para ver produzido um autêntico Black Western.

No mundo artístico ninguém mais que Harry Belafonte lutou pelos direitos dos afro-americanos, que é como os negros de lá gostam de ser chamados. Este consagrado cantor foi quem produziu, em 1972, “UM POR DEUS, OUTRO PELO DIABO”, contratando para estrelar esse western seu amigo de passeatas Sidney Poitier. Esse primeiro verdadeiramente grande astro negro de Hollywood havia sido, em 1968, o campeão de bilheterias dos Estados Unidos estrelando os filmes “Adivinhe quem Vem para Jantar” e “Ao Mestre com Carinho nesses dois filmes Poitier personificou o negro digno e exemplar, produto tipicamente hollywoodiano.

O faroeste “UM POR DEUS, OUTRO PELO DIABO” tem história similar à do belíssimo “Caravana de Bravos”, de John Ford. Porém a saga das famílias negras atravessando desertos e toda sorte de perigos rumo ao desconhecido para fugir do terrível passado, dá lugar às aventuras da dupla Buck e o Reverendo. Aos poucos o filme de Sidney Poitier segue como modelo “Butch Cassidy e Sundance Kid”, o western que dois anos antes obteve o mais retumbante sucesso que um faroeste havia alcançado na história do cinema. Paul Newman e Robert Redford disputam a preferência entre Poitier e Belafonte, não faltando nem mesmo o elemento feminino na figura de Ruth (Ruby Dee), perfazendo um inequívoco triângulo amoroso. “UM POR DEUS, OUTRO PELO DIABO”, até hoje um faroeste único e que merece ser revisto nem que seja para rir um pouco com Harry Belafonte e para saber que os heróis nem sempre eram brancos.

Por se recusar sistematicamente a representar papéis com chavões ou clichês a ele oferecido como ator negro, Poitier tornou-se um pioneiro para si mesmo e para outros atores negros. À época recebeu indicação de Melhor Ator por sua atuação em Acorrentados (1958). Seu trabalho em filmes como Sementes da Violência fez dele o primeiro astro cinematográfico negro de destaque. Entretanto, o filme que consagrou definitivamente Sidney Poitier foi Ao Mestre, Com Carinho (1967). Um jovem professor, Mark Thackeray, enfrenta alunos indisciplinados neste filme clássico que refletiu alguns dos problemas e medos dos adolescentes dos anos 60. Sidney Poitier tem uma extraordinária performance como um engenheiro desempregado que resolve dar aulas, num conhecido bairro operário em Londres.

Da última geração de mitos do cinema, ainda com os pés no clássico, Poitier vê um tempo de transformações. As questões raciais eram levadas às telas. Nascido em Miami, ele logo sentiu os problemas da população negra nos Estados Unidos. Tentou ingressar no Teatro Americano Negro, ainda nos anos 40, só conseguindo na segunda tentativa. Eis os cinco filmes que tornaram Sidney Poitier o maior ator negro de todos os tempos: Acorrentados, de Stanley Kramer; no Calor da Noite, de Norman Jewison; uma Voz nas Sombras, de Ralph Nelson(Com a personagem Homer Smith, Poitier tornou-se o primeiro afro-americano a ganhar o Oscar na categoria principal); Ao Mestre, com Carinho, de James Clavell; ADIVINHE QUEM VEM PARA JANTAR, de Stanley Kramer. O beijo entre a menina branca e seu noivo negro é visto pelo retrovisor do veículo, de forma distante. O impacto, na época, foi grande, ainda que hoje o filme pareça comportado demais.

Com Acorrentados, vem a primeira indicação ao Oscar. A estatueta chegaria pouco depois, pelo seu papel em Uma Voz nas Sombras, DE 1963, que marcou época. Um ator à altura de seus grandes filmes. Em 2002, a Academia Cinematográfica de Hollywood lhe conferiu o Prêmio Honorífico por sua obra, sempre representando a indústria do cinema com dignidade, estilo e inteligência. Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em Hollywood Boulevard. Poitier foi embaixador das Bahamas no Japão e na Unesco, além de ter recebido em 2009, das mãos do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Medalha Presidencial da Liberdade, a condecoração civil mais importante do país.

Assista ao trailer e entender o contexto histórico da época do filme ADIVINHE QUEM VEM PARA JANTAR. É um filme que funciona apenas quando você tem ideia do contexto histórico: Em 1967 17 estados americanos ainda proibiam o “casamento inter-racial”. Spencer Tracy e Katherine Hepburn (que foi premiada com o OSCAR por sua atuação) estão inesquecíveis como os atônitos pais, neste filme de 1967 que é um marco sobre as questões de miscigenação racial no casamento.


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O GIGANTE ATOR NEGRO, WOODY STRODE

Quando se fala em atores negros de Hollyood vem logo à memória da gente a figura de Sidney Poitier, hoje, com 90 anos de idade. Esquece-se desse gigante ator negro que é Woodrow Wilson Wolwine Strode, apelidado “WOODY”, descendente de Índios Cherokee, além de naturalmente ser o que se convencionou chamar de afro-americano. Essa mistura de raças gerou um jovem fortíssimo, com 1,93m de altura e uma invejável musculatura. Em sua brilhante e promissora carreira como ator Woody Strode fez parte de grandes filmes, conviveu com diretores do mais alto gabarito como John Ford e com atores famosos como John Wayne. Tudo isso em razão de sua boa índole, seu porte físico e altivez somados a seu razoável talento interpretativo, fizeram dele um dos mais requisitados atores negros de seu tempo. O Gigante Woodyfoi abatido por um câncer do pulmão que o levaria à morte aos 80 anos em 31 de dezembro de 1994, em Glendora, na Califórnia.

Essa figura extraordinária, Strode foi daqueles atores que tem uma presença tão marcante, em razão de seu porte, seu olhar, que mesmo tendo poucos diálogos, como na maioria de seus filmes, atraía o olhar da plateia para ele num piscar de olho, automaticamente. Todos os papéis que esse ator desempenhou, ele deixava um rastro de perfeição. Como sempre, impondo uma dignidade, uma altivez e uma grande sensibilidade em tudo que fazia ou o papel que desempenhava. Basta dizer, do seu desempenho de ator que dignificou cada personagem que interpretou, especialmente o Sargento Rutledge de “Audazes e Malditos”, o gladiador de “Spartacus” e o negro Pompey, empregado de John Wayne em “O Homem que Matou o Facínora”. Esses três filmes apenas bastariam para colocar Woody Strode no hall da memória dos verdadeiros amantes dos filmes de faroestes.

O competente historiador de filmes faroestes, Darci Fonseca, nos afirma que, na década de 1960 Woody Strode participou de diversos filmes importantes que o levaram a ser conhecido pelo nome e não apenas lembrado como “aquele negro forte” de tantos outros trabalhos no cinema. A magnífica sequência começou em 1960 com “Audazes e Malditos” (Sergeant Rutledge), western de John Ford que Woody protagonizou. No mesmo ano, um dos melhores momentos do épico “Spartacus” foi a brutal luta entre o gladiador africano Draba (Woody) contra Spartacus (Kirk Douglas). Indicado para o prêmio ‘Melhor Ator Coadjuvante’ do Globo de Ouro (1961), por sua atuação em “Spartacus”, Woody Strode recebeu, enfim, o reconhecimento da crítica quanto a seu talento como intérprete. Fazer parte do grupo de atores preferidos de John Ford é, sem dúvida, uma honra para qualquer intérprete e Woody Strode atuou sucessivamente em “Terra Bruta”, “O Homem que Matou o Facínora”, ambos do diretor John Ford que morreu no ano de 1973. Neste último, que foi a derradeira obra-prima de Ford, Woody Strode interpreta Pompey, numa atuação tão marcante quanto aquela em que personificou o Sargento Rutledge. E Woody estaria presente no elenco de “Os Três Desafios de Tarzan”, em que o Rei das Selvas é Jock Mahoney. Strode já estivera em outro filme do Rei das Selvas, que foi “Tarzan e a Tribo Nagasu”, com Gordon Scott.

Os anos 60 reservaria ainda dois filmes memoráveis para Woody Strode, ambos faroestes. Em 1966 Woody foi um dos quatro especialistas de “Os Profissionais”, como o atirador de flechas de Burt Lancaster E veio 1968, com Sergio Leone colocando Woody Strode na deslumbrante sequência inicial de “ERA UMA VEZ NO OESTE”, com Woody como Stone, um dos bandidos que aguardam a chegada do trem. Depois desse conjunto de westerns Woody Strode poderia ser considerado o mais importante ator negro dos faroestes, ainda que nunca como ator principal. Provavelmente pelo grande preconceito de seu país, woody não teve maiores oportunidades como protagonista, pois, em minha opinião, ele tinha talento, pena que não pôde desenvolvê-lo a contento. Outros westerns-spaghetti, já nos anos 70, que contaram com Woody Strode no elenco foram “Keoma”, com Franco Nero. Pois bem!!! Longe do gênero western Woody Strode apareceu em “Travessia a Cuba”, como também em “Causa Perdida”: uma biografia do guerrilheiro argentino Che gGuevara que fora protagonizado por Omar Shariff.

O filme CHE que teve seu nome alterado, aqui no Brasil, para Causa Perdida. Apesar de ter sido filmado em 1969, só chegou às telas do Brasil em 1976, em pleno regime militar e com vários cortes… Esta é uma obra bastante controversa, em especial nas personagens centrais: Ernesto Che Guevara (Omar Sharif) e Fidel Castro (Jack Palance, caracterizado fisicamente de maneira perfeita). Como escreve o blogueiro Alexandre Maccari, o filme é uma produção hollywoodiana, com elenco mega estelar, que tinha o objetivo de retratar um símbolo da luta contra o imperialismo dos Estados Unidos. Principalmente se considerarmos ser um filme feito no cerne de acontecimentos importantes da Guerra Fria, como a luta no Vietnã e tão próximo da morte de Ernesto Che Guevara, em 1967. A obra está estruturada de forma que somos conduzidos por depoimentos pseudo-documentais, de partícipes da luta pró e também contra os ideais de Guevara, sendo exposto a trajetória do líder da chegada à Cuba (em fins de 1956), passando pelos conflitos ideológicos entre Fidel e Che, até o retrato do momento da guerrilha na Bolívia e seu desenlace trágico. O filme vale principalmente por seu caráter histórico. Destaca-se na produção os ótimos atores Frank Silvera e Woody Strode, que no filme acabam sendo meros coadjuvantes de Jack Palance e Omar Sharif.

Por fim, a esse “GIGANTE” que com certeza ajudou abrir “muitas portas” para as futuras gerações de artistas negros que tão bem desempenhou o papel de Sargento Rutlegde, no filme “Audazes e Malditos”, o mais preto e branco dos filmes do diretor John Ford. E para fazer jus e dignificar a cada personagem que o gigante ator negro interpretou, assista ao trailer de apenas 3 minutos de trechos exibidos como anúncio do filme O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, com o extraordinário John Wayne, o perverso bandido Lee Marvin, o excelente James Stewart e tendo como capataz de John Wayne o rastro de perfeição que se chamava Woody Strode.

 


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GEORGE HILTON: “VOU, MATO E VOLTO”

No último dia 17 de janeiro de 2017, agora, o ator George Hilton, 82 anos, nascido no Uruguai e que ficou famoso no cinema italiano estrelando dezenas de Faroeste Spaghetti, o bangue bangue à italiana, como “VOU, MATO E VOLTO”, de 1968, foi homenageado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ao mesmo tempo que participou de um bate-papo com os que se fizeram presentes no museu. Jorge Hill Acosta y Lara Tornou-se uma grande estrela do cinema italiano dos anos 60 e 70, com Terence Hill, Franco Nero e Giuliano Gemma. Talvez, George Hilton tenha sido o melhor intérprete do personagem Sartana na década de 1970. Para nós brasileiros, este nome lembra muito um desastrado ministro que a Dilma teve, o George Hilton que fora o Ministro dos Esporte no governo da ex-presidenta. Um picareta do PRB, pastor da Igreja Universal do Bispo Macedo, que foi flagrado, em 2005, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com quase um milhão de reais em espécie. O dinheiro estava distribuído em 11 caixas de papelão. Pasmem, esse pastor foi Ministro das Olimpíadas, aqui, no Brasil.

Voltando ao ator, o uruguaio Jorge Hill Acosta y Lara começou sua carreira no ano de 1955 em Buenos Aires, logo após foi à procura de novos horizontes em 1963 conseguiu dar novamente um grande salto em sua carreira para se estabelecer na Itália, e com o nome final do George Hilton com o passar do tempo conseguiu a cidadania italiana. Possui cerca de 80 filmagens como ator. Entre tantos, destacam-se: Sartana O Retorno(1970); Mais Um para o Inferno(1968); Sartana Chegou para Matar(1972); Chamo-me Aleluia(1971); Com Sartana Cada Bala É Uma Cruz(1970); Bandoleiros Violentos em Fúria(1968); Hora de Matar(1968); Tempo de Massacre(1966); Aleluia para Django(1967); Troque sua Pistola por um Caixão(1970); Vou, Mato e Volto(1967).

No começo do mês de janeiro deste ano, o veterano ator, George Hilton, de 82 anos de idade, esteve em Sorocaba(SP), com muita simpatia e atenção, atendeu fãs por onde passou. Um dos grandes protagonistas de gêneros populares do cinema italiano, O ator esteve no Brasil para uma homenagem que aconteceu no último dia 17, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde foi exibido um de seus filmes: “O ESTRANHO VÍCIO DA SENHORA WARDH”, de 1971. O uruguaio que mora na Itália desde 1964, Hilton faz parte de um seleto grupo de uruguaios que conquistaram o mundo. Os filmes que participou até hoje são grande influência em cinematografias do mundo inteiro e são referências para ícones do cinema. Entre os mais de 70 filmes que gravou, Hilton elege apenas quatro preferidos: “Tempo de Massacre” ao lado de Franco Nero, “A Cauda do Escorpião”, “Os Quatro Malvados” e “Meu Caro Assassino”. “Foram os que mais gostei de ter trabalhado, os mais importantes para mim”: disse. Na sua passagem pelo Brasil, agora em 2017, também se referiu as atrizes quando afirmou que, Sophia Loren(82 anos) e Gina Lollobrigida(89 anos) são mulheres espetaculares, “Mas, para mim, as duas mulheres mais bonitas de toda a história do cinema foram, sem dúvida, Ava Gardner e Marilyn Monroe”, disse.

George Hilton afirmou que apesar de ser um oitentão ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu. Afirmou ainda que continua sendo fã incondicional dos filmes sobre o cangaço e de Sônia Braga no cinema brasileiro, Hilton disse que ainda tem muito para contribuir com o cinema europeu, e adiantou que está envolvido em um projeto que irá reunir os grandes nomes do Espaghetti Western do passado, com os novos atores do cinema italiano. “Queremos fazer um grande filme, como antigamente”, finalizou.

Com 82 anos bem vividos e ainda em excelente forma, George Hilton, continua, sendo o grande ator predileto de filme de cowboy de muitas pessoas do mundo inteiro. O cara é bonito, eclético e um tremendo gozador das caras dos bandidos babacas. É o que podemos chamar de artista tirador de sarro de bandido barbudo babaca. Lendo os bons críticos de cinema percebe-se claramente que parece mentira, mas houve um período da história do cinema em que o império prateado de Hollywood chegou a ser seriamente desafiado por outra cinematografia. Durante as décadas de 1960 e 1970, a Itália invadia amplamente não só as telas dos circuitos de arte, através de um pelotão de cineastas que dificilmente serão superados – como De Fellini, Antonioni, Visconti, Pasolini, Bertolucci e Zeffirelli e o mestre Sergio Leone.

Outra coisa também que arrastava multidões aos grandes cinemas e às salas “poeirentas” em todas as partes do mundo, com seus devidos espectadores carregando sua cadeira ou tamborete para o local de projeção de fitas de rolo, atraídos por uma produção maciça em vários gêneros que caíram no gosto do povão, como os épicos e mitológicos que eram as películas de Hércules e Macistes; os melodramas e a comédia erótica, com filme de mistério, turbinada com altas doses de erotismo e violência, e – é claro – o famigerado western spaghetti, com seu bando de Ringos, Sartanas, Sabatas e Djangos, vividos por estrelas como Franco Nero, Giuliano Gemma, Clint Eastwood, Terence Hill e George Hilton. Tudo e todos menosprezados em suas respectivas épocas pela crítica feminista, as Mary anti-machiista ou os Johns acadêmicos, em vigor. Em Los Angeles, também, prosperou por um certo período o fim da Era de Ouro de Hollywood e seus estúdios – cujo marco é o colossal “Cleópatra” (1963), com Elizabeth Taylor – e a invenção da Nova Hollywood, no meio dos anos 1970. Tratava-se nada mais nada menos dos filmes de western. Queiram ou não os cinéfilos anti-bang bang, que só agora caíram na real em admitir que, os filmes de caobói, até hoje, continuam sendo transformados em objetos de culto e veneração. Há um gostoso e proveitoso excesso de paixão sagrado e adorado no mundo inteiro pelos filmes que revolucionaram a sétima arte nos meados do Século XX: o nome dessa modalidade de cinema chama-se, faroeste!!! Eis um trailer do filme com duração de 4 minutos de Vou, Mato e Volto.


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A DIVINA E MARAVILHOSA CLAUDIA CARDINALE

A tunisiana Claudia Cardinale, com nacionalidade italiana, que está beirando a casa dos 80 anos, é considerada uma das mulheres mais belas do mundo, já apareceu na capa de mais de 900 revistas, espalhadas em 25 países. Poliglota, Claudia Cardinale fala fluentemente italiano, francês, inglês, espanhol e árabe. Dona de beleza lendária, Cardinale tornou-se numa das mulheres mais desejadas do mundo na década de 1960. No ano de 2012, Cardinale esteve no Brasil e numa conversa informal com o cineasta Rubens Ewald Filho, atriz italiana, musa do cinema mundial, recordou seus filmes e ao comentar por que nunca topou tirar a roupa em cena foi lacônica: “Não queria vender meu corpo”, afirma Claudia Cardinale sobre o “NÃO” a nudez. Além de ter trabalhado com o diretor Sergio Leone em “Era Uma Vez no Oeste”, ao contracenar com Charles Bronson, seu grande mestre foi Federico Fellini, com quem Cardinale trabalhou no filme “8 e meio” (1963-vencedor de dois Oscars), contracenando com Marcello Mastroianni.

No Brasil, há 50 anos, Cardinale filmou a chanchada “Uma Rosa para Todos” (1967), rodada no Rio de Janeiro com estrangeiros se fazendo passar por cariocas, ela interpretava uma brasileira sambista, que tinha vários namorados no mesmo dia. O filme Una Rosa Per Tutti (Uma Rosa para Todos) tem as participações especiais dos atores brasileiros, José Lewgoy e Grande Otelo e ainda uma canja musical do mestre João Gilberto. Em que pese, mesmo na praia, ela não mostrar sua nudez, mas apresenta seu corpo sem photoshop em toda sua plenitude com uma performance exuberante. Em termos de boniteza e corpo, ela está acima da média e sem comparação com qualquer outra. Cardinale, além de linda é uma mulher dotada de diversos apetrechos físicos que é da baba descer, e que, lamentavelmente, em plena praia de Copacabana, esconde tudo àquilo e deixa a ala masculina chupando dedo…

Conforme costuma afirmar o cinéfilo paulista Darci Fonseca, os produtores de Hollywood gostavam de reunir dois grandes astros em um western. Era quase certeza de lucro enorme ter no mesmo faroeste Gary Cooper-Burt Lancaster / – Kirk Douglas-John Wayne / – John Wayne-James Stewart / – Lee Van Cleef- Clint Eastwood. Pois bem, os europeus, que também gostavam de fazer seus faroestes macarrônicos, tentaram essa fórmula reunindo dois grandes nomes de bilheteria, só que ao invés de dois astros reuniram duas grandes estrelas em westerns-spaghettini com a estonteante Brigitte Bardot em dupla com a maravilhosa Claudia Cardinale. O faroeste foi As Petroleiras (1971). Imaginem Cláudia Cardinale brigando com BB para ver qual delas seduz mais a plateia masculina… Lembramos desses faroestes para mostrar aos radicais que torcem o nariz para os westerns-spaghetti, que alguns deles valem (e muito) à pena serem assistidos. No caso de BB e La Cardinale, menos pelos filmes em si e mais por essas divas que bem poderiam ter feito muitos westerns mais para alegria dos westernmaníacos cansados de olhar para a carranca de John Wayne.

Claudia Cardinale, nascida Claude Josephine Rose Cardin, já esteve no Brasil um sem número de vezes, inclusive para filmagens. Em 1967, gravou em favelas do Rio o filme “Uma Rosa Para Todos”. No início da década de 1980, foi para a Amazônia filmar “Fitzcarraldo”, do alemão Werner Herzog. Os cabelos longos e negros, os seios fartos, o olhar sexy e o sorriso de menina não nublaram o talento de Claudia, a ponto de a atriz francesa Brigitte Bardot, musa do cinema nas décadas de 1950 e 1960, afirmar: “Eu já sei quem está destinada a tomar o meu lugar. Só pode ser uma e somente uma. Afinal, depois do BB vem o CC, não?” Com um detalhe: nunca tirou a roupa, na tela ou fora dela. Quase oitentona, Cardinale continua Fã de Fórmula 1 e futebol, afinal é italiana.

No cinema, a moda dos seios grandes é mais antiga do que se imagina. Na Guerra dos Seios no Cinema Italiano, de Gina Lollobrigida à Sophia Loren, passando por Claudia Cardinale, o frenesi mamário talvez seja o símbolo maior da derrota do cérebro feminino frente aos fetiches do patriarcado que ainda as domina. O cineasta brasileiro Glauber Rocha ressaltou com alguma ironia: “O Neo-Realismo lançou super mulheres como Sophia Loren, Gina Lollobrigida, Monica Vitti, Claudia Cardinale, e outras que fizeram da Itália o melhor mercado turístico”. No auge da feminilidade, no campo específico dos atributos femininos, os fãs italianos se contentavam com uma Cardinale idealizada, mulher doce, de cabelos marrons e beleza de pele escura. Já os estrangeiros eram mais diretos, queriam ver seu corpo nu…

Como afirmam os expert da moda e da beleza ou quando se falam em atrizes e estrelas cinematográficas, o rosto continuará sendo o ponto central de nossos olhares. Entretanto, para o bem e para o mal, outras partes do corpo estão sendo valorizadas. A preferência das décadas de 50 e 60, tendência que parece estar voltando, eram os seios. Por outro lado, essa parte do corpo já possuía uma longa tradição de importância nas sociedades europeias. No cinema italiano ou na sociedade em geral, no que se refere aos seios avantajados como era o caso da baixinha Gina Lollobrígida parece estar voltando à moda sob o patrocínio da cirurgia plástica. De resto atentem para o vídeo logo abaixo.


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CHARLES BRONSON: O JUSTICEIRO DAS TELAS

Charles Bronson

O ator norte-americano de origem lituana, Charles Dennis Buchinsky, foi um intérprete que falava através da sua atuação com aquela maneira fria e serena em cada cena que interpretava ou representava. Ou seja, era um ator frio e calculista. Charles Bronson é considerado um dos maiores ícones de Hollywood dos filmes policiais e do velho oeste, muitos deles caracterizados por violência excessiva e louvor à vingança. Interpretou muitas vezes ou quase sempre o bordão ou molde daquele herói durão e de sangue frio, inclemente contra os “Criminosos”…

Com a conhecida carreira rica em westerns e policiais, acabou se transformando em um autêntico justiceiro vingativo da violenta e controversa série “Desejo de Matar“. Foi nesta série de muito sucesso que Bronson chegou ao estrelato aos 53 anos, quando interpreta pela primeira vez o papel de Paul Kersey, um arquiteto que tem a mulher assassinada e a filha violentada. Inconformado pelos responsáveis não terem sido presos, vira um justiceiro e sai matando criminosos em Nova York às dezenas. O “Cara Durão” se auto descreveu em uma das poucas entrevistas concedidas ao completar 80 anos da seguinte maneira: “Tenho a aparência de uma pedreira, onde explodiu uma carga de dinamite“. Bronson sofria de Mal de Alzheimer e morreu no ano de 2003, aos 81 anos de idade em consequência de uma pneumonia.

O feioso e durão Charles Bronson. “o homem de poucas palavras e muita ação”, como afirma o cinéfilo Darci Fonseca, na vida real foi motorista de caminhão pelo exército americano durante a 2ª Guerra Mundial; na carreira do ator teve seu devido reconhecimento com uma estrela na calçada da fama, além de um Globo de Ouro em 1972, ao lado de Sean Connery. Até antes de morrer, Bronson era o quarto ator mais lucrativo do mercado americano, atrás somente de Robert Redford, Barbra Streisand e Al Pacino. Uma curiosidade triste para os fãs brasileiros tem como cenário um contato do colunista social Amaury Júnior com o ator nos Estados Unidos, quando o brasileiro se apresentou como jornalista para entrevistá-lo, sendo que o ator recusou veementemente em falar para o seu público da América do Sul ao pronunciar um sonoro não e afirmar em tom de menosprezo: Brasil… Que país é este?!?!?! Eu nunca ouvi falar!!! Em resposta, o humilhado jornalista armou um barraco e sapecou-lhe um tremendo jargão pejorativo no seu focinho: Você é um ator canastrão!!!

Charles Bronson fez sua estreia em filme bang bang em Sete Homem e um Destino, quando tinha apenas 21 anos de idade. Em que pese ter sido, para os padrões da época, um ator de pequena estatura(1,73m), pois atores baixinhos nunca se deram muito bem em Hollywood e as poucas exceções lembradas são os casos de Al Pacino, James Dean e Audie Murphy, que servem para confirmar essa regra. Porém, Bronson sempre tirava tudo isso de letra. Em excepcional forma física aos 50 anos de idade, Charles Bronson cavalga entre “cavalos selvagens” sem dublê, salta por entre rochas no melhor estilo de Burt Lancaster e possui inegável carisma ainda que não seja um verdadeiro intérprete. No filme “Fuga Audaciosa“, de 1975, é mostrado um plano de fuga de uma prisão, utilizando-se um helicóptero que, pilotado por Bronson, pousa no pátio de um presídio e resgata o prisioneiro interpretado por Robert Duvall. A cena se tornou famosa no Brasil, pois teria inspirado a fuga do bandido Escadinha, que usou o mesmo estratagema para fugir do presídio carioca da ilha grande, em 1985.

Acredito eu, que mesmo no além, na eternidade, Charles Bronson tenha sido o maior cabo eleitoral do cachorro louco, Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos. Trump, que vai construir um muro entre San Diego e Tijuana que estão no extremo oeste da divisa entre Estados Unidos e México, deve ter tomado esta decisão depois de ter assistido ao filme A Fronteira, donde, Bronson interpreta um Oficial da Patrulha de Fronteira dos EUA, localizada a vinte milhas de San Diego. A fronteira entre os dois países é na atualidade um dos mais claros limites entre o mundo rico e o mundo pobre. Movimentam-se ali, bilhões de dinheiro pelos grandes empresários/traficantes com gente do mundo inteiro servindo-se de mula acompanhando os coiotes para atravessar o eldorado. Quando conseguem, essas mulas Levarão uma vida de foragidos. Se forem encontrados, serão deportados ou irão para a cadeia. E mais: Escondidas em fundos falsos de caminhões, caminhonetes e vans viajam toneladas de remédios banidos por lei, sapatos feitos com pele de animais em extinção, armas de todos os tipos, além de heroína, maconha e cocaína. O combate aos cartéis do narcotráfico é um dos pontos centrais das relações entre México e os Estados Unidos que Donald Trump não abre mão de jogar duro nesse delicado assunto entre as duas nações. O filme A Froteira, estrelado por Bronson (atuação impecável) relata todo esse drama que está na crista da onda.

Deixando A Fronteira para Trump resolver, um filme épico que marcou muita gente foi o faroeste “Era uma vez no Oeste” (1969), do famoso diretor italiano Sergio Leone, que fez de Bronson um ator irresistível para o público e o mais bem pago dos anos 70. Este magnífico espetáculo cinematográfico, que deu ao western Europeu/Spaghetti, produção marcada por um filme de grande esplendor. Ou seja, uma áurea definitiva de maioridade, seriedade e de competência, incomodando seriamente uma extensa comunidade de críticos e cinéfilos do western Americano. Para se ter ideia do elenco, ele é composto pela exuberante Claudia Cardinale, o perfeccionista Henry Fonda e o carismático negão Woody Strode (um dos primeiros negros americanos a tornar-se ator).

Logo abaixo, o Blog Besta Fubana oferece aos seus leitores um vídeo imperdível. Posicione-se na cadeira, e dê de garra de uma bacia esbarrotando de pipocas com uma garrafa PET de guaraná para acompanhar uma síntese, resumo ou sinopse de imagens escolhidas a dedo de apenas 10 minutos para o leitor apreciar um cenário deslumbrante, magnífico, espetacular, do filme “Era uma vez no oeste”, que eu recomendo em razão de não ser somente um clássico da modalidade faroeste, mas uma obra prima do cinema. Vale a pena conferir a seleção de 10 minutos do vídeo abaixo, com imagens esplendorosas, irresistíveis, fantásticas!!!


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JACK PALANCE – ACREDITE SE QUISER!!!

O ator norte-americano Jack Palance, nome artístico de Vladimir Palahniuk, um gigante de 1,93m de altura, que se vivo fosse estaria perto do seu centenário (morreu em 2006 aos 87 anos), célebre por seus papéis de “vilão” em Hollywood e vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante em 1991. Ele nasceu na Pensilvânia. Antes de virar ator, foi lutador de boxe profissional. Palance se tornou conhecido no Brasil, o qual é lembrado pelo público e fãs pela atração “Acredite se quiser!!!” (Ripley’s Believe It or Not!”), que exibia casos bizarros nos anos 80, na extinta TV Manchete. O sucesso foi tamanho que, à época, chegou até a ser contratado pela gestão da então prefeita petista Luíza Erundina para divulgar as ações da prefeitura paulistana, num comercial inspirado na série.

Um fato pitoresco acontecido com o ator grandalhão no começo do ano de 1992, quando foi receber a estatueta pelo papel do caubói Curly Washburn na comédia “Amigos, sempre amigos” (City Slickers, 1991). Palance surpreendeu os presentes na cerimônia ao fazer flexões com apenas um braço mesmo já tendo 73 anos na época. O caso rendeu uma piada de Jô Soares durante a entrevista que o apresentador fez com o ator americano, também em 1992. Jô propôs em seu programa que Palance fizesse “algumas abdominais”. Palance respondeu no ato: “se você fizer comigo…”

Como se vê, pelo nome de batismo como costumamos dizer ele tem ascendência ucraniana. Falava fluentemente 6 idiomas: inglês, ucraniano, russo, espanhol, italiano e francês. Possui uma estrela na Calçada da Fama, devido ao seu trabalho na TV americana, localizada em 6608 Hollywood Boulevard. Há quem diga que o bom ator com semblante severo, por ter sua face desfigurada se devesse aos golpes recebidos como boxeador que foi, mas na verdade a desfiguração foi causada por um acidente de avião, quando ele tomava aulas de pilotagem no ano de 1942, o que provocou sérias queimaduras. Jack Palance passou por diversas cirurgias plásticas para minimizar as marcas deixadas pelo acidente.

Jack Palance personifica esplendidamente o revoltado líder apache, criando um Toriano amedrontador. Palance que não sabia montar em cavalos feito Anthony Stefen, em O Último Guerreiro(faroeste de índio), monta seu cavalo sem sela e até que se sai bem. Palance faria inúmeros outros bons westerns em sua carreira e receberia um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 1991 justamente interpretando um cowboy no western-comédia “Amigos, Sempre amigos”. Nesse mesmo filme de índio o Último Guerreiro (filme muito cruel), Charlton Heston interpretou Ed Bannon com visível má vontade, tendo declarado que este era um dos filmes que preferia não ter feito. Este tipo de atuação é que levou parte da crítica a considerá-lo um canastrão.

Outro grande papel de Jack Palance como ator coadjuvante foi ele interpretando Fidel Castro, numa excelente Biografia que mostra o papel fundamental de Ernesto “Che” Guevara (Omar Sharif) durante a revolução cubana. Che – Causa Perdida” (1969) foi a primeira biografia cinematográfica da Revolução Cubana. O filme mostra a trajetória do guerrilheiro na luta contra a ditadura, desde sua chegada à Cuba, passando pelos conflitos ideológicos entre ele e Fidel Castro (Jack Palance), até a hora de sua morte em uma emboscada na Bolívia.

O filme em que Jack Palance interpreta o papel de Fidel Castro mostra a Reconstrução ou a relação mantida por Guevara e Fidel, a versão cinematográfica de Richard Fleischer tem a presença de Omar Sharif no papel-título. Desde a reunião dos dois líderes de suas diferenças até a saída da ilha por Che Guevara. Apesar de ter sido filmado em 1969, só apareceu no Brasil em 1975 em razão do regime militar vigente naquela época. O filme é uma revisão da história a partir de uma perspectiva americana, contextualizado nos anos após a presidência de John F. Kennedy e do incidente na Baía dos Porcos.

Assista ao trailer de trechos exibidos como anúncio do filme Che! – Causa Perdida – que está sendo projetado logo abaixo, tendo como pano de fundo uma excelente melodia de Carlos Puebla, cantor, compositor e guitarrista, muito conhecido como “El Cantor de la Revolución Cubana”, intitulada Hasta Siempre Comandante – Até Logo Comandante (Versão tradicional). Vale a pena conferir a seleção de 4 e 6 minutos dos vídeos abaixo.


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RITA PAVONE – A ITALIANINHA SAPECA!!!

Que maravilha eram nossos bailes de garagem ou em salão paroquial, como também nos “assustados” ou nas casas de fazendas das amigas, nos anos 70, ouvindo os “bulachões” em radiola portátil de braço quando a gente fazia uma cota para comprar 6 pilhas Eveready (a pilha do gato) e estar com essa menina irreverente, sardenta e pequena cantando músicas maravilhas e interpretando uma canção que tinha como compositor Sergio Endrigo, intitulada Datemi Un Martello, música esta, que tinha como introdução em ritmo de Yeyeyê: Ah, ah, ah, rá… Thiu riu, thiu rá… Ah, ah, ah, rá… Thiu riu, thiu rá… Se italiano fosse, diria: “Amo questa canzone. Rita è meravigliosa!!!”. Sendo brasileiro fico a me perguntar: Por que não multiplicaram os finais dos anos 60 e toda à década de 70 por mais alguns séculos?!?!?! Difícil acreditar que Rita Pavone, hoje, esteja com mais de 70 anos, quando nos deparamos com aquele teipe, da TV Record, nos idos de 1964 quando Rita esteve a primeira vez no Brasil, ainda muito giovani (com apenas 22 anos), sublime e meravigliosa. No que se refere ao cantor e compositor Sergio Endrigo, morreu em 2005, de câncer, aos 72 anos de idade em Roma. Endrigo ficou conhecido no Brasil nos anos 60, por ser o autor de Canzone Per Te, com a qual o brasileiro Roberto Carlos ganhou o Festival de San Remo, em 1968: La festa è appena cominciata / È già finita…

Deixando um pouco a nostalgia de lado, vamos no ater a carreira de Rita Pavone como atriz, principalmente nos faroestes. Pois bem!!! Como afirma o crítico de cinema Miguel Cerqueija, “Rita é uma das mais encantoadoras artistas do tempo presente. Ela é sem dúvida uma pessoa abençoada”. No cinema, mesmo sem ter aparecido em tantos filmes como Elvis Presley, Rita Pavone ocupa um público-alvo importante no cinema, bem superior à maioria dos artistas da canção internacional. Então com 18 anos, um tico de gente, magra e miúda (1,50m), Rita Pavone interpreta magistralmente o garoto Gian Burrasca em suas aventuras/desventuras familiares e estudantis. Hoje a série é “cult”, tendo sido reprisada pelas televisões, e recentemente saiu em DVD. Em 1967 Pavone estrela “Little Rita nel West” e “La feldmarescialla”, fitas co-estreladas por Terence Hill. Em “Rita no Oeste” – faroeste cômico divulgado nos cinemas brasileiros e também em VHS. Há muitas outras participações de Rita no cinema; em sua maioria porém são inclusões de suas gravações nas trilhas sonoras. Que aliás, de muito bom gosto. Uma das razões da pouca participação dela na cinematografia é que Rita praticamente trocou o cinema pelo teatro.

No Faroeste Spaghetti, o bangue bangue à italiana, seu filme de destaque é Os Pistoleiros do Oeste(1967). Quanto à sua carreira que já vai com mais de 50 anos de estrada, durante todo esse tempo, Rita Pavone esteve quatro vezes no Brasil. Suas turnês foram nos anos de 1964, 1965, 1970 e a última foi há precisamente 30 anos, em 1987. Nesse ínterim, como curiosidade, no ano de 1968, ela esteve no Brasil, só que desta vez fora em viagem de núpcias. No dia 5 de abril de 68, Rita Pavone e Teddy Reno (seu empresário) chegam ao Rio de Janeiro, em viagem de lua-de-mel (Rio e São Paulo), e hospedaram-se no Copacabana Palace Hotel. O casal foi ao Pão de Açucar, à praia de Copacabana, os dois tomaram banho de mar e depois viajaram para Nova Friburgo. Aí, naquele friozinho gostoso Foi só love, muito love… Há pouco mais de 10 meses a coroa enxuta, Rita Pavoni postou em sua página no Facebook, que ela e Teddy Reno comemoram em Londres os 50 anos de casamento no religioso. Eles se casaram em Lugano (Suíça).

Por fim, Têm certas coisas hoje em dia que dá vontade de falar Datemi Un Martello (Dê-me Um Martelo). Naquele tempo, os artistas mostravam os seus talentos e as suas vozes e não como hoje que mostram as suas tatuagens, piercings, exibicionismo repugnante como as coxas e a bunda de fora ou mostrando o “Taio” do xico rachado com a calcinha enfiada, ou tem que fazer publicidade a sua vida privada, como forma de compensar a sua falta de talento ou então participar de filmes tipo fuscão preto… Tô mentindo Xuxa Meneghel?!?!?!


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DJANGO É FRANCO NERO

Franco Nero ficou conhecido entre os cinéfilos graças a DJANGO, onde interpreta o personagem-título. Pois bem, diferentemente de Charles Bronson, Franco Nero conhece o Brasil, inclusive, em 2013, participou de um filme brasileiro, contracenando com a atriz IRENE RAVACHE. Trata-se de A MEMÓRIA QUE ME CONTAM. No filme ele dá vida a PAOLO, um italiano que vive no Brasil e precisa lidar com a inesperada prisão por ter participado de um atentado terrorista em seu país natal há décadas atrás. Destaque para a participação de Franco Nero como o marido de Irene Ravache e o lado político que o personagem também carrega, só que desta vez relacionado com sua Itália natal. Perguntado pelo cinéfilo e blogueiro do ADOROCINEMA, como foi aprender a língua em tão pouco tempo, o “ITALIANO DJANGO” respondeu: “Não foi nem um pouco fácil!!! Falo espanhol muito bem, mas português é uma língua completamente diferente para mim. Tinha uma amiga aqui em Roma, Natália, que é brasileira e me ajudou com as falas em português. Procurei decorar os diálogos das minhas cenas e correu tudo bem”.

O filme A MEMÓRIA QUE ME CONTAM retrata o tempo da ditadura militar e gira em torno da ex-guerrilheira ANA(Simone Spoladorre). O filme foi uma homenagem da cineasta Lúcia Murat a sua amiga Vera Sílvia Magalhães guerrilheira na juventude e marcante na vida de várias pessoas. Na verdade, VERA poderia ter desfilado a beleza de seus vinte anos pelas calçadas de Ipanema, no Rio de Janeiro onde nasceu. Poderia ter sido uma garota que amava os Beatles e os Rolling Stones ou então nos embalos de sábado à noite curtindo John Travolta, no liberou geral de costumes que varreu o mundo na década de 60. Ou poderia ter concluído o curso de Economia e levado uma vida burguesa, mas Vera Sílvia Magalhães amava a revolução e, como tantos jovens de sua época, não admitia viver sob a ditadura implantada pelo golpe de 64. MEMÓRIA QUE ME CONTAM com participação dos Super Star setentões Nero e Irene é um bom filme brasileiro , recomendo-o, mas poderia ser melhor, o tema é farto e exigia isso.

Custa-nos crer, que haja no gênero cinematográfico que relata as aventuras dos desbravadores do Oeste, uma palavra mais sagrada, Importante, influente e pessoalíssima que “DJANGO”. O personagem atingiu proporções inimagináveis não apenas em termos de sucesso junto ao público, mas também pela influência que gerou. Pelo menos 50 filmes se apropriaram do título “Django” criado por Sergio Corbucci, quase todos com personagens centrais que pouco lembravam a imagem notável concebida por FRANCO NERO. Segundo um dos maiores cinéfilos do país, na modalidade de filmes faroestes, DARCI FONSECA, “nenhum outro western spaghetti, à exceção da Trilogia dos Dólares de Sergio Leone, se equipara a “DJANGO” (filmado no ano de 1966 tendo como diretor, Sérgio Corbucci), na empatia com o público e na importância no relativamente curto percurso em que o gênero dominou as telas do mundo”. Merecidamente, claro!!!

Neste filme que leva o mesmo nome do personagem, o andarilho solitário Django difere em muito de outros filmes. Introspectivo, compenetrado e altamente econômico nas palavras o homem do PONCHO e da CIGARRILHA nos apresenta uma grata surpresa em não cavalgar em nenhum momento e nem poderia fazê-lo pois o caixão que arrasta parece um complemento de seu corpo. O filme Django é Inovativo em diversos aspectos, haja vista que tem o eixo da história pouco original pois o personagem central é o divisor de águas em meio a dois grupos que se defrontam para obter o poder jurisdicional do Condado local. Segundo o crítico de cinema Darci Fonseca nos faz uma alerta que, quando perguntado sobre para quem é aquele CAIXÃO, ele responde que é para ele próprio, em razão de ser um homem atormentado por seu próprio passado. Entre os dois grupos contendores, Django tem simpatia pelos renegados mexicanos, acreditando no idealismo destes.

E continua Fonseca: Assemelham-se, no entanto, os dois personagens na inverossímil indestrutibilidade, na frieza com que enfrentam inimigos mais poderosos e em maior número. Django tem uma vingança como escopo e não sente repulsa ou aversão às mulheres, pois ao final declara a vontade de recomeçar a vida ao lado de Maria. O respeito da crítica pelo diretor deste filme(Sergio Corbucci), tem início com “Django” porque neste filme o diretor demonstra ter estilo próprio. A LAMACENTA RUA PRINCIPAL DO LUGAREJO SEMIDESERTO com casario cinzento é perturbadora, assim como a decoração opressiva do SALOON onde transcorre boa parte do filme. É nessa ambientação que rebenta uma sucessão de violência que faz de “Django” um western como sendo um palco de incontido sadismo.

Na sinopse e detalhes, Django (Franco Nero) é um homem que arrasta consigo um caixão, onde dentro está escondida uma poderosa metralhadora. Na fronteira do México, ele está disposto a vingar a morte da sua esposa, e parte para uma luta sangrenta contra duas gangues rivais que agem na região, isso depois de fazer um acordo com o bandido local. Só que desconfiado das intenções do bandido, ele resolve se juntar a María, uma mulher que havia salvo, e os dois serão perseguidos pelo mexicano e seu bando. Se deleite com uma síntese de apenas 3 minutos do vídeo logo abaixo. Advertindo sempre que, depois de completar 50 anos que chegou as telas do mundo inteiro, Django é um filme para quem nunca assistiu vale a pena vê-lo e, para quem já assistiu vale a pena ver de novo!!! Leitores!!! Não abram o caixão que vocês podem ter um susto. Abram o link abaixo e terão uma grata surpresa.


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RINGO É GIULIANO GEMMA

Era uma terça-feira, dia primeiro de outubro de 2013, quando o cantor e compositor brasileiro, Roberto Carlos, recebeu uma triste noticia: o ator italiano Giuliano Gemma sofreu um acidente de carro nas proximidades de Roma e morreu após dar entrada em um hospital na cidade de Civitavecchia. Giuliano Gemma era o ator preferido do REI, inclusive eram amigos… Pois bem!!! Indo de cabeça ao túnel do tempo, em 1969, no quarto do Hotel Glória-Praia de Copacabana, no Rio, Roberto descansava das filmagens que estava fazendo do seu filme O Diamante Cor-de-Rosa, quando de repente, não mais que de repente, foi armado um serviço de segurança especial, pois Giuliano Gemma tinha saído do seu hotel em que estava hospedado para conhecer pessoalmente, Roberto Carlos. Já que, embora nunca tivesse conversado tête-à-tête com o cantor, Gemma se lembrava de Roberto como vencedor do Festival de San Remo, na Itália.

Eis o diálogo apurado pelas revistas da época, como Grande Hotel, Veja, Manequim, Capricho, Noturno e tantas outras a respeito deste encontro: “Piacere, Caro Amico!!!” (“Muito prazer, amigo”, foram as primeiras palavras de Giuliano). “Ringo, non avrei mai imaginato um incontro come questo!!!” (Ringo, jamais imaginei um encontro desses!!!, respondeu Roberto). A seguir, escrevia a imprensa da época, eles brindaram com champanha. Nice estava encantada. Na Itália e no mundo inteiro, milhões de mulheres suspiram por Giuliano Gemma, o Ringo dos filmes de bangue-bangue. Êle tem 31 anos, olhos castanhos, 1,84 de altura e 72 quilos. Adorou as praias do Rio e prometeu voltar logo que fôr possível.

“A única coisa que estranhei foi o calor. Durante esta curta permanência no Rio de Janeiro tomei mais de 5 mil copos de mate gelado. Foi o único problema. As amizades que fiz, as pessoas e os lugares maravilhosos que conheci contribuíram para que esta viagem fôsse uma das mais agradáveis que já fiz. Espero voltar breve e vou aguardar, na Itália, a visita de Roberto Carlos e Nice. Êles querem conhecer minha filha de apenas três meses de idade”. A partir desse momento eles se conheceram e ficaram amigos. O famoso ator dos faroestes italianos ficou encantado com a cordialidade dos brasileiros e com as músicas de Roberto e pretendia utilizá-las na trilha sonora de seu próximo filme.

No imaginário do público, ele é eterno Ringo ou o pistoleiro de O Dólar Furado. Dono de uma carreira iniciada aos 18 anos e com mais de 100 longas no currículo, Gemma ficou conhecido por encarnar o personagem Ringo em clássicos do chamado “western spaghetti”, um tipo de filme de faroeste muito popular na Itália, nos idos de 1960. Um ator carismático, cujo talento o tornou inesquecível entre os brasileiros que puderam vê-lo no Brasil em 1969 quando foi convidado para ser jurado no festival Internacional da Canção no Maracanãzinho onde teve um encontro histórico com o rei da música brasileira Roberto Carlos que na época filmava “O Diamante Cor-de-Rosa” e em 1986 quando Gemma veio em férias e chegou até marcar presença no Programa “Discoteca do Chacrinha” da TV Globo.

Segundo consta nos escritos ou acervo do cinéfilo paulista Edelzio Sanches, Uma Pistola para Ringo (1965) foi o filme que lançou Giuliano Gemma como cowboy do faroeste. Nesse ano, durante as filmagens, o ator conheceu Natália Roberti , com quem se casou e teve duas filhas: Giuliana e Vera. O casamento durou até 1995, quando sua esposa veio a falecer. Os filmes de Ringo conquistaram a todos e o ponto máximo do sucesso foi “O Dólar Furado“. Excelente western com uma bonita trilha sonora composta por Gianni Ferrio.

Nos cinemas do interior brasileiro o público aguardava ansioso pelas sessões de finais de semana, para ver o Ringo se defrontar contra o vilão mexicano, interpretado pelo espanhol Fernando Sancho. Pois se o filme tinha Giuliano Gemma, o sucesso era garantido.

O Dolar Furado foi o ápice com seu tema marcante. Com uma trilha sonora instrumental com o famoso título (O Dólar Furado) foi tão marcante que chegou a entrar nas paradas de sucesso do Rádio Brasileiro, disputando os primeiros lugares com Elton John, The Beatles, Rolling Stones e outros artistas de sucesso na época. O tema de O Dólar Furado está para o bang-bang como Ave Maria está para a igreja católica. Segundo uma pesquisa curiosa, as gravações mais vendidas durante a semana de julho de 1966, em todo o Brasil, era as seguintes: Tristeza, de Jair Rodrigues; O Coruja, Deny e Dino; Tema do Dólar Furado (“Se tu non fosse bella como sei”. – Se Você Não Fosse Tão Bonita Como Você É). Mamãe Passou Açúcar em Mim, Wilson Simonal; Quero Que Vá Tudo Pro Inferno, Roberto Carlos e Dio Come Te Amo com Gigliola Cinquetti.

Passados quase 50 anos do fim do ciclo do westerns-spaghettis, O Dólar Furado (Um Dollaro Bucato) conquistou um incalculável público novo para o faroeste, inclusive no Brasil, público que passou a ter Giuliano Gemma como um de seus maiores ídolos. Assim como havia sido Burt Lancaster na década anterior. Antes de ficar conhecido como Ringo, Giuliano Gemma teve papéis em filmes como Ben Hur, com Charlton Heston, e O Leopardo, com o francês Alain Delon. Quem acompanha DIRETORES de filmes faroestes há de perceber que, o italiano Sérgio Leone está para o western-spaghetti assim como John Ford está para o faroeste norte-americano. Para tristeza dos fãs, sua última aparição no cinema aconteceu em “Para Roma Com Amor”, um dos filmes dirigidos pelo ator, cineasta e roteirista Woody Allen na Europa e que chegou às telonas em 2013, logo após a sua morte.

Nenhuma outra canção emoldura melhor a imagem inesquecível de Giuliano Gemma que a composição de Gianni Ferrio para o western “O Dólar Furado” (Un Dollaro Bucato). O que o leitor vai fazer a seguir é viajar na garupa de um alazão chamado passado. Até porque o passado nos completa… Nos dá alegria de verdade… Um passado que teima em está presente… No vídeo abaixo ao som desse marcante tema musical relembramos o saudoso mocinho que era o rei do gatilho em seu filme de maior sucesso.


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A ESTONTEANTE BRIGITTE BARDOT

Símbolo sexual nos anos 50 e 60, a atriz francesa BRIGITTE BARDOT, que completará 83 anos, costuma afirmar categoricamente que deixou o cinema porque estava “FARTA DESSA VIDA SUPERFICIAL, VAZIA” e porque decidiu dedicar sua vida aos animais que, ao contrário dos homens, “NÃO PEDEM NADA E O DÃO TUDO”. Desde os anos 70, BB tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública. Sua primeira aparição nas telas foi em 1952, no filme “Le Trou normand”. Depois de alguns filmes sem muita repercussão, em 1956, estrelou o sucesso “E DEUS CRIOU A MULHER”, que a consagrou internacionalmente.

Ao completar 18 anos, ela se casou com o diretor de cinema ROGER VADIM (que também foi marido de Jane Fonda e Catherine Deneuve). A união durou apenas cinco anos. VADIM foi responsável por lançá-la em “E Deus Criou a Mulher” (1956) e ainda a dirigiu em “Quer Dançar Comigo?” e “Amores Célebres”. Com o sucesso de seus filmes franceses, Brigitte participou de uma produção americana em 1954, “UM ATO DE AMOR”, com Kirk Douglas, tornando-se popular nos Estados Unidos.

A sensualidade de BB era tamanha que, até falando a mulher transmitia libertinagem, volúpia, satisfação. BB era um tipo de fêmea que, no auge de sua carreira, na tela, semeava voluptuosidade. Não é à toa que, a “MACHARIA”, no escurinho do cinema se deleitava na base da masturbação enrustida… Sua sensualidade vinha do CORPO PERFEITO, da BOCA CARNUDA, do OLHAR EXPRESSIVO e de um COMPORTAMENTO LIVRE, incomum para as mulheres da época. BB chegou a ser considerada a versão francesa de Marilyn Monroe.

Surpreendentemente, em 1973, aos 39 anos, BB se retirou da vida artística. Pouco antes de deixar as telas, declarou à imprensa francesa que não sentia prazer em ser atriz. Por três vezes, tentou o suicídio. Passando a desprezar sua aparência, dedicou-se a defender a natureza e os animais. Sua luta era pelo fim da venda de gatos e cachorros em anúncios classificados, pela proibição do uso de animais selvagens em circos, pelo final das touradas e das brigas de galo, e pelo fim da criação de animais para a fabricação de casacos de pele.

A atriz e cantora francesa Brigitte Bardot, nasceu BRIGITTE ANNE-MARIE BARDOT em 28 de setembro de 1934, em Paris. Em 21 anos de carreira atuou em 48 filmes e interpretou mais de 80 canções. Oriunda de uma família burguesa, Brigitte desde muito cedo recebeu aparato artístico, ao lado de sua irmã Marie-Jeanne. Em 1968, Brigitte estava no auge da fama, e Charlles de Gaulle declarou que, na época, ela era um símbolo do povo francês e decidiu homenageá-la com a criação de um busto, Marianne (figura alegórica da República Francesa). No discurso ele ressaltou algumas virtudes de Brigitte, como simplicidade, bom humor e franqueza. Cinco anos depois, ela decidiu se afastar da vida artística para se dedicar a Fundação Brigitte Bardot, que luta em prol dos direitos dos animais. Causa que ela abraça até hoje.

Na modalidade faroeste o filme mais conhecido é AS PETROLEIRAS, um filme francês de 1971 dos gêneros faroeste e comédia, estrelado por BB & CC. Segundo os críticos da época, um dos grandes apelos do longa era o fato de trazer pela primeira vez juntas nas telas as duas musas do cinema europeu, que eram tidas como rivais na vida real: a publicidade do filme dizia que era “BB contra CC” (embora Bardot e Cardinale tenham se tornado amigas durante as filmagens). O filme se passa no Velho Oeste, duas irmãs fora da lei (Brigitte Bardot e Claudia Cardinale) herdam uma fazenda e tentam estabelecer e fortalecer relações com a família vizinha composta de vários irmãos. Muita fama das duas para pouco filme e cenas fracas. O que se aproveita é a lindeza e sensualidade das duas.

Mudando de um pólo a outro vejam essa: o sonho do homem que se dizia mais popular do que Jesus Cristo era conhecê-la. Em janeiro de 1964, quando fazia turnê em Paris com a maior banda de rock de todos os tempos, ele pediu que fosse agendado um encontro entre os dois. Ela, no entanto, passava férias numa pequena vila de pescadores, muito distante dali. Assim, há 50 anos, Búzios provocou o desencontro entre BRIGITTE BARDOT e JONH LENNON e ficou conhecida como o paraíso secreto de BB. Revendo os jornais da época, constata-se que naqueles anos, BRIGITTE BARDOT revelava Búzios para o mundo. Apesar de ter provocado a frustração de um BEATLE, a passagem da grande estrela do cinema internacional daquele período por Búzios mudou completamente a vida no balneário. Subitamente, a pacata e desconhecida vila de pescadores, que era o terceiro distrito de Cabo Frio-RJ, passou a ilustrar as capas de jornais e revistas de todo o mundo.

A fama mundial desse balneário brasileiro é graças à estonteante francesa BB. Aquele paraíso deslumbrante ficou conhecido como “A BÚZIOS DE BARDOT”. Pouca gente sabe, mas a atriz esteve em Búzios por duas temporadas: a primeira, entre 13 janeiro e 28 de abril; e a segunda de 18 de dezembro de 64 a 8 de janeiro de 1965. Segundo nos conta o jornalista, na época, de o Globo, Márcio Menasce, – Búzios era um lugar de natureza selvagem, não tinha água encanada, não tinha restaurantes nem pousadas para abrigar o grande número de profissionais da imprensa e curiosos que foram atraídos pela loura. Realmente, BB foi uma ilustre visitante que marcou, definitivamente, a história de Búzios.

Nunca mais à loira retornou a Búzios, mas há um pedacinho da cidade em que ela se perpetuou: a ORLA BARDOT, que além de levar o seu nome, abriga sua estátua. Pois não é que sua escultura virou um ícone, que atrai todo o tipo de gente disposta a eternizar sua imagem ao lado da atriz. Para a autora da obra, a escultora Christina Motta, muito mais que a representação de uma estrela de cinema, aquela é a Brigitte de Búzios. A inspiração veio a partir daquela maneira que ela vivia em Búzios, com o cabelo solto, despenteado e o rosto sem maquiagem. Só acrescentei a mala (sobre a qual ela está sentada) para dar a ideia de que ela era uma visitante. Esta é a história desse verdadeiro caso de amor entre a princesa e o “plebeu”. Nós brasileiros, só temos que agradecer a estonteante loira e em nome de um caprichado francês, A lá Dilma Rousseff, despedimo-nos: au revoir!!!

Prezado leitor, depois daquela palestra da nossa querida Dilma falando em francês, donde, todos nós assistimos e nos deparamos com o colóquio perfeito e a exatidão da pronúncia nunca visto na história daquele país pela poliglota ex-presidenta, veja no primeiro vídeo um diálogo de 3 minutos entre BRIGITTE BARDOT & CLÁUDIA CARDINALE, no filme faroeste LES PÉTROLEUSES(As Petroleiras), caso haja alguma dificuldade de entender a língua de Napoleão Bonaparte, faça a opção pelo segundo vídeo e acompanhe durante 8 minutos toda as décadas de vida da estonteante loira francesa conhecida pelas iniciais BB!!!

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UM MONUMENTO DESLUMBRANTE

No imaginário dos amantes de filmes Cawboys há uma paisagem emblemática que encanta os cinéfilos do mundo inteiro. Trata-se do MONUMENT VALLEY que é uma região dos Estados Unidos encrustada na reserva dos índio Navajos em cuja área se encontra um monumento que marca o ponto de divisas de quatro Estados e é denominado “AS QUATRO ESQUINAS” que é comum a quatro estados, que são Utah, Colorado, Novo México e Arizona. Foi muito usada para gravação de filme western, particularmente os de John Ford tendo como artista principal o grande John Wayne. Como afirma o cinéfilo Ali Alison, aquilo é o que podemos chamar de TEATRO AO AR LIVRE. Já o grande John Wayne chamou de cenário único “ONDE DEUS COLOCOU O OESTE”.

Pois bem!!! Monte em seu cavalo para conhecer o MONUMENT VALLEY, templo sagrado onde alguns dos melhores filmes de faroeste de todos os tempos foram filmados. Monte por onde os cowboys do cinema gostavam de cavalgar por saber que foi lá onde Deus colocou o Oeste. Foi amor à primeira vista o que o excelente diretor John Ford sentiu ao visitar o MONUMENT VALLEY, e o local tornou-se um de seus preferidos para as gravações de 10 filmes de faroeste, metade deles estrelada por Wayne. No Tempo das Diligências (1939) levou o público a uma arriscada viagem pelo vale totalmente em preto e branco. Mais tarde, Rastros de Ódio (1956) capturou as formações de arenito vermelho e azul vivo e os céus com nuvens ligeiras em lindo Technicolor.

Cinéfilo que se preza deve apanhar seu chapéu de cowboy e fazer uma visita ao incomparável Monument Valley, no Arizona. Um dos locais mais fotografados e inspiradores dos Estados Unidos, é facilmente reconhecido por ser um cenário da pivetada de desenhos animados, trazendo à tona lembranças da infância. E não é só a beleza e grandiosidade do lugar que impressiona os viajantes. Como foi dito, sua importância turística também se deve ao fato de ter sido cenário de incontáveis filmes de faroeste. Pelo que se lê e se tem conhecimento, é, provavelmente, um dos lugares lendários e místicos mais lindos e especiais do mundo. Na verdade, Estar no Monument Valley é como estar dentro do faroeste americano.

O Monument Valley é um dos lugares onde a natureza caprichou. É uma maravilha de cenário que deixa qualquer um perplexo e maravilhado. Na verdade, todo aquele mundo é uma grande região que abrange a fronteira entre o Arizona e Utah, com formações em tons vermelhos deslumbrantes. Segundo os geólogos e engenheiros de minas, o vale é dominado por platôs vermelhos e torres de arenito, algumas com até 1.000 pés de altura, a área é conhecida também pela sua iluminação vibrante, com o sol iluminando as torres e o fundo do vale. Cenário perfeito para muitos filmes rodados ali, já que sua paisagem marcante produz imagens cinematográficas. Sem contestação: A natureza foi pródiga naquela abençoada região que foi caminho rotineiro dos grandes monstros sagrados do faroeste que por lá passavam constantemente.


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JOHN WAYNE: O PAPA DO FAROESTE

Se vivo fosse estaria completando 110 anos, JOHN WAYNE, um dos atores mais emblemáticos dos filmes faroestes era considerado o PAPA dessa modalidade de cinema. Não era preciso ninguém dizer a John Wayne que ele não era um bom ator. Ele era o primeiro a dizer, conforme nos confidencia o bom crítico de cinema Inácio Araújo. Na minha simplória análise, Henry Fonda pode ter sido a efígie da virtude; Lee Van Cleef a encarnação do mal; George Hilon ou Terence Hill o bonitão ou até mesmo o galhofeiro do Oeste; James Stewart, a prova de que o valor moral precede a virtude física. Foram caubóis absolutos. Mas WAYNE ia além. Ele era dotado de uma vulgaridade que ninguém mais tinha. O grandalhão de um metro e noventa nasceu em 26 de maio de 1907, com o nome de MARION MICHAEL MORRISON, no CONDADO de Winterset, Iowa.

Pois bem!!! Em que pese meus singelos conhecimentos a respeito do assunto e um pesquisador como também um estudioso nato dos ícones do cinema de faroeste, caubói ou bangue bangue, lendo sobre o PAPA DO FAROESTE, percebe-se claramente que John Wayne não se espantava. Era dotado de um conhecimento prático. Sua sabedoria podia ser limitada, mas era enormemente precisa. Se outros grandes caubóis encarnaram as virtudes da América, Wayne trazia também seus defeitos. Não era apenas um adepto da vida em liberdade dotado de espírito de conquista. Era quase sempre TRUCULENTO, não raro AMBICIOSO demais, por vezes SÁDICO. Nos melhores papéis, está longe de ser um mocinho: o Ethan Edwards de “RASTROS DE ÓDIO” (1956) e o Dunson de “RIO VERMELHO” (1948) estão longe de ser figuras que possuíam algumas virtudes de caráter. Só Duke(apelido dele na infância) poderia ser cheio de ódio, vingativo, racista, violento. Isso sem deixar de suscitar a admiração do espectador pelo homem mal. Seu início de carreira em Hollyood foi bastante conturbado, haja vista que o ator foi condenado a uma série infindável de filmes “B” até ser resgatado por John Ford para estrelar “NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS” (1939). O filme emplacou. E também a imagem de WAYNE como protótipo do herói americano em tempo de guerra. Guerra, aliás, por conta da qual fez uma pilha de filmes secundários.

Em se tratando dos monstros sagrados do cinema mundial, entre atuações e participações, o norte-americano possui cerca de 150 filmagens como ator. Mas o que marca realmente JOHN WAYNE, tanto quanto o seu contemporâneo Kirk Douglas que ainda é vivo e completou recentemente, 100 anos de idade (os dois trabalharam juntos no filme Gigantes em Luta), é o seu primórdio como galã, em uma época onde os “DURÕES” eram o que ditavam a indústria do faroeste. Tanto Wayne como Kirk são lendas atualizadas do cinema de bang bang com aquele aspecto de brutamontes. Os dois são os últimos de uma geração diferente de galãs. Naquela época os valores eram outros. O homem, por exemplo, não podia demonstrar fraqueza. Imperavam regras como “HOMEM NÃO CHORA”. Hoje em dia a viadagem tomou conta do pedaço e essa “GUEIZADA” que aí estar só sabe rebolar e mostrar a bunda em suas “PARADAS GAY”. Hoje, esse papo furado que homem não chora ou mesmo rótulo dessa natureza, não passa de um título de música brega na voz do bom, romântico e inesquecível Waldick Soriano…

É de bom alvitre destacar que, Wayne era um reacionário de carteirinha. Talvez para mostrar seu apreço, naquela hora difícil em que todo mundo o ridicularizava, Hollywood concedeu-lhe o Oscar de melhor ator de 1969 por “BRAVURA INDÔMITA”, um filme que não estar com esse balaio todo de Henry Hathaway. Fumante inveterado desde a juventude, a essa altura o câncer já o atormentava. Deixou de fumar seus cinco maços de cigarro diários. Isso não impediu a progressão do mal, que o levaria a uma notável interpretação, em “O ÚLTIMO PISTOLEIRO” (1976), de Don Siegel, em que interpreta, justamente, um atirador que está morrendo de câncer. A última imagem não foi boa: o homem enorme debilitado e abatido recebia o OSCAR HONORÁRIO, imensamente aplaudido pela plateia. Aquele homem parecia um fantasma do John Wayne que conhecíamos. Morreria poucos anos depois, em 11 de junho de 1979, aos 72 anos.

Por fim, aconselha-se aos amantes do faroeste assistir ao filme O ÚLTIMO PISTOLEIRO que é uma obra imprescindível. Em 1976, Wayne se despediu das telas e fez seu derradeiro filme, O Último Pistoleiro, ao lado da excepcional atriz Lauren Bacall, NO PAPEL DE UM VELHO CAUBÓI MORRENDO DE CÂNCER, MAS AINDA LUTANDO. O roteiro tem muito a ver com a própria vida do ator, traz a história de um velho e lendário pistoleiro que sofre de câncer e procura um local, onde possa morrer em paz. Porém, não consegue escapar de sua reputação. Além da atriz Lauren Bacall contracena com ele James Stewart, que faz o papel de médico e dá-lhe o diagnóstico do câncer e apenas três meses de vida. John Wayne, perfeito em seu último papel, também sofria da mesma doença na VIDA REAL. Este foi o último filme da carreira do Papa dos filmes de faroestes. Em 11 de julho de 1979, o homem que melhor se identificou com os heróis da colonização americana, morreu vítima de câncer nos pulmões, mas entrou para sempre no Olimpo dos deuses da sétima arte. Sem sombra de dúvida, o ÚLTIMO PISTOLEIRO é uma Obra imprescindível e porque não dizer, imperdível!!!


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