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VICTOR MATURE, O COWBOY BEM DOTADO…

No glamoroso ambiente hollywoodiano, o atraente e sedutor Victor mature era tratado pela mulherada como ‘’the hunk’’, cuja melhor tradução seria ‘’um pedaço de homem’’. As atrizes que com Victor contracenaram se incumbiram de espalhar a fama do ator que, se vivesse no Brasil seria chamado ou tratado de um bem dotado por ser possuidor de uma tremenda e caprichosa ferramenta mais conhecida como ‘‘pé de mesa’’. E para comprovar, num tempo sem internet e sem photoshop, circularam no mercado negro norte-americano fotografias de Victor mature vendidas a peso de ouro. Eram fotos em que ele aparecia nu e com uma monumental ereção.

O cinéfilo adorador e pesquisador de filmes cinematográficos, Darci Fonseca, nos confirma que nem tudo era perfeito na vida de Victor Mature em relação às mulheres. As famosas atrizes que o levavam para suas alcovas, quartos ou aposentos, não se conformavam quando eram trocadas por outras e os constantes rompimentos eram invariavelmente rumorosos. Pior ainda os reflexos na vida conjugal de Victor, cujas esposas não suportando as infidelidades noticiadas pelas revistas e jornais pediam divórcio ou mesmo anulação de casamento. Isso levou Victor a ter quatro casamentos, até sossegar ao lado da última esposa, com quem viveu os 25 últimos anos de sua vida, de 1975 a 1994.

Em 1941 Victor Mature se casou pela segunda vez e dois anos depois era novamente o solteirão mais cobiçado de Hollywood, seja pelas mulheres que pretendiam levá-lo ao altar ou simplesmente as que queriam comprovar o que diziam dele numa cama. Em 1948 Victor Mature se casou pela terceira vez, num enlace que durou sete anos. Novo casamento ocorreu em 1959, seguido de divórcio dez anos depois, em 1969. Nenhuma das quatro primeiras esposas deu filhos a Victor Mature, que adorava seus cães. E tudo indicava que o ator ficaria casado apenas com seu amado golfe, esporte que adorava, mas em 1974, aos 61 anos de idade Mature se casou com Loretta, quinta esposa e com quem teve a filha Victoria, nascida em 1975. Victor Mature contraiu leucemia, vindo a falecer em seu rancho, em Santa Fé, em 4 de agosto de 1999, aos 86 anos de idade.

Deixando o seu lado mulherengo à parte, e penetrando na arte propriamente dita, para os fãs de faroestes, Victor Mature será sempre lembrado como o inesquecível Doc Holliday de Paixão dos Fortes”, o dentista-pistoleiro-jogador tuberculoso que morre durante o duelo no Ok curral. A chegada dos novos hábitos indicando o processo de civilização do velho oeste foi o que o diretor Ford imprimiu a este western com pouca ação, mas denso em sentimentos e conflitos entre os personagens. O salão de barbeiro com suas loções recendendo ao cheiro de frondosas flores trepadeiras; a troca das roupas de vaqueiro pelos ternos com estilo importado do leste; o médico-pistoleiro-jogador, interpretado por Victor Mature, que recita Shakespeare quando o ator esquece o texto; a própria presença da companhia que apresentará uma peça clássica numa cidade onde gente de bem se mistura a assassinos e ladrões de gado. A simplicidade, idealismo e poesia das imagens de Paixão dos Fortes fazem desse western um sublime exemplo da “americana” do excelente diretor, John Ford. Paixão dos Fortes é um faroeste estrelado por Henry Fonda que contracena com Victor Mature, película cinematográfica espetacular, recomendo-a!!!

Como nos lembra o mestre Darci, houve, no entanto, um gênero de filmes que marcou para sempre a carreira de Victor Mature, aqueles em que interpretou personagens bíblicos. Com seu belo e formoso porte físico mais que apropriado, mature se impunha convincentemente nesses papéis. O primeiro deles foi Sansão e Dalila, extraordinário sucesso de bilheteria lançado em 1949 e que eternizou Victor mature junto ao público. Superprodução que custou três milhões de dólares, Sansão e Dalila rendeu em seu lançamento, só nos Estados Unidos, 12 milhões de dólares. Victor Mature atuou em seguida em Andrócles e o leão, O manto sagrado e Demétrius, o gladiador. A essa altura Victor Mature já havia passado o cajado para Charlton Heston, que o sucedeu como grande astro de filmes bíblicos. Mas ainda vestindo tanga ou manto e sandálias e com uma larga espada nas mãos, mature protagonizou O egípcio e Aníbal, o conquistador.

Pois bem, ao contrário, porém, de muitos artistas que dissiparam as fortunas que ganharam em extravagâncias, corridas de cavalos, mesa de pôquer ou divórcios, Victor Mature teve sempre uma vida financeira equilibrada. Victor decidiu encerrar a carreira aos 48 anos de idade, em 1961, consciente que seu tempo havia passado e também porque não mais precisava trabalhar. Com os investimentos feitos em imóveis e lojas de varejo, Victor Mature era um homem bem sucedido que escolheu para morar um belo rancho na aprazível localidade de Santa Fé, em San Diego, Califórnia. Victor Mature deixava momentaneamente a condição de aposentado apenas quando aceitava alguns convites para filmar. Um desses convites foi para interpretar o pai de Sansão, na versão de Sansão e Dalila feita para a TV em 1984. Perguntado se não ficaria constrangido em ser o envelhecido pai de Sansão, Victor Mature respondeu: “Pagando bem, eu interpreto até mesmo a mãe de Sansão!”…

Injustamente lembrado como um dos grandes canastrões do cinema, Victor Mature possuía certo talento artístico. Poucos atores poderiam atuar com sucesso em tantos gêneros diferentes como fez Victor Mature. E poucos atores também souberam, depois de conquistar a fama, se portar com simplicidade, ser espontaneamente alegre e conquistar a todos com o mais sincero e contagiante sorriso como fazia Victor Mature.

A seguir assista ao vídeo de apenas 5 minutos da cena do filme Paixão dos Fortes, em que o personagem Doc Holliday (Victor Mature), o médico-pistoleiro-jogador e tuberculoso, recita Shakespeare quando o ator esquece o texto no palco. A frase “Ser ou não ser, eis a questão” (em inglês: To be or not to be, that is the question) vem da peça da tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca, de William Shakespeare. Encontra-se no ato III, cena I e é frequentemente usada como um fundo filosófico profundo. Sem dúvida alguma, é uma das mais famosas frases da literatura mundial. O verso, citado pelo personagem principal Hamlet é um espetáculo à parte.


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KIRK DOUGLAS, LENDA VIVA DO CINEMA, COMPLETA 101 ANOS

O aniversariante de hoje Kirk Douglas ao lado do filho Michael Douglas

Neste 9 de dezembro de 2017, a imprensa cinematográfica mundial comemora 101 anos de Kirk Douglas, um gigante, uma lenda viva, um monstro sagrado. O ator marcou a história do cinema com dezenas de papéis fascinantes, entre eles, Spartacus, como também o inesquecível marinheiro Ned, de Vinte Mil Léguas Submarinas e a espetacular película de faroeste intitulada O Último Pôr-do-Sol de 1961, onde, ele contracena com a exuberante Dorothy Malone e o magistral Rock Hudson. O Último Pôr-do-Sol é um filme que, se não é a maior maravilha em faroestes, ganha pontos por ser um western diferente, agradável, forte e muito bem feito.

Kirk Douglas, conhecido como o Eterno Spartacus, fez cerca de cem filmes em sua carreira, mas nenhum o marcou tanto como aquele em que vive um escravo na Roma Antiga, Spartacus. Naquele ano de 1961, o Oscar foi para seu companheiro de elenco, o excelente Peter Ustinov, que levou a estatueta por seu papel como Batiatus. Douglas sequer chegou a ser indicado, mas sua figura máscula entrou para o imaginário dos fãs do cinema. No início dos anos 1960, ele já era um ídolo, mas nenhum personagem havia lhe dado tamanha popularidade mundial como aquele.

Kirk Douglas foi indicado três vezes ao Oscar de Melhor Ator, mas não levou nenhum. Ele concorreu por Campeão, em 1950, quando perdeu para Broderick Crawford com A Grande Ilusão. Voltou a concorrer em 1953 por Cativos do Mal, mas quem venceu foi Gary Cooper por seu trabalho em Matar ou Morrer. Por fim, Douglas entrou no páreo com sua elogiada atuação em A Vida Apaixonada de Van Gogh, em que vivia o pintor holandês, mas acabou derrotado por Yuri Brynner, por O Rei e Eu. O ator só veio ganhar o Oscar Honorário em 1996, pelo conjunto da obra.

Um fato interessante aconteceu no primeiro filme de cowboy protagonizado por Kirk Douglas, Embrutecidos pela Violência, de 1951. Diz-se isso em razão de Kirk ter morrido em diversos filmes, suas participações, em que não saiu vivo ao final, em Sua Última Façanha, O Último Pôr-do-Sol, Desbravando o Oeste, Chaga de Fogo e Spartacus. Em Embrutecidos pela Violência, realizado em 1951, Douglas ao final sobrevive a uma longa jornada no deserto e a muitos homens interessados em matá-lo, terminando o filme nos braços de Virginia Mayo. Nesse mesmo faroeste, porém, o ator foi brutalmente assassinado por ‘artistas’ de diversos países incumbidos de desenhar o pôster desse que foi o primeiro western da carreira do grande ator. Quer dizer, quem o matou foi seu desenhista italiano através de seu pincel, pintando-o com uma caricatura parecida com o rosto de Burt Lancaster.

Como relatado acima, Kirk, que fez seu primeiro western intitulado Along the Great Divide – Embrutecidos pela Violência, passando a maior parte do filme em cima de um cavalo, ele que jamais montara em sua vida. Mas Kirk também nunca havia tocado trompete e aprendeu para interpretar um músico em Êxito Fugaz; para atuar em O Invencível aprendeu a lutar boxe. Em seus próximos filmes Kirk Douglas mostraria habilidades de malabarista, de piloto de corridas e tocaria banjo e cantaria surpreendentemente bem em Homem sem Rumo (Man Without a Star). Não havia desafio que Kirk não superasse e aprender a montar cavalo foi até fácil e prazeroso.

O antigo ator Kirk Douglas, pai da também estrela de Hollywood Michael Douglas (73 anos), celebra hoje 101 anos de vida. Apelidado de ‘lenda viva’ do cinema por muitos, estreou em 1946, depois de uma infância marcada por dificuldades econômicas. Batizado como Issur Danielovitch, Kirk cresceu em um bairro pobre de Nova York, onde os pais, vindos da Bielorrússia, escolheram viver. Foi também nos anos 50 que Douglas conheceu aquela que apelida como alma gêmea, Anne Buydens, casamento esse que já dura 63 anos.

O icônico ator, que interpretou papéis que marcaram a história do cinema, revelou em um texto especial escrito para a revista Closer Weekly, ano passado, por ocasião do aniversário de 100 anos que sua segunda e atual esposa, Anne, de 98 anos, tem sido a inspiração para superar as adversidades com o passar das décadas. longevidade que o astro atribui a um “maravilhoso casamento” de mais de seis décadas. Já o seu filho, Michael Douglas, afirmou: “Ultrapassar a barreira do centenário de idade certamente é um marco, mas os fatos são o que papai realizou em todo esse tempo. Para mim, sua resistência e tenacidade são as qualidades que mais se destacam. Me ensinou a dar o melhor em qualquer coisa que faça. Ele é o pacote completo”.

Ao completar 100 anos, o ator Kirk Douglas escreveu sua autobiografia junto com a esposa, Anne Douglas (98 anos). Batizada de Kirk e Anne: Cartas de Amor, Risos e uma Vida em Hollywwod (em tradução livre), o livro é marcado principalmente sobre os comentários de ambos sobre os affairs que mantiveram ao longo de seus 63 anos de casados. Em determinado trecho da publicação, Anne chega a afirmar que considera “surreal esperar fidelidade total em um casamento”. Antes de Anne, Kirk foi casado com a atriz Dianna Dill, mãe de seu filho ator Michael Douglas e do produtor Joel Douglas.

Galã dos anos 50, esse tesouro chamado Kirk, com 101 anos, em aparição raríssima em Beverly Hills é um sobrevivente, tanto de um acidente de avião quanto de um derrame, e continua a ser uma lenda viva em plena superação dos 100 anos de idade, ao lado de sua esposa, Anne Buydens, 98. E como se isso tudo não bastasse, ele é pai de outro grande astro do cinema: o ator Michael Douglas. Kirk pertence a uma época de ouro. Só se destacava quem tivesse talento. Hoje, com todos os efeitos especiais e tecnologia, não sabemos direito se o ator tem talento ou são os efeitos especiais que predominam. Kirk Douglas foi muito mais ator que Michael. Fez dezenas de papéis memoráveis. E, mesmo assim, Michael tem um Oscar e ele não. Coisas de Hollywood…


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WALTER BRENNAN, O ATOR COADJUVANTE DE FILME FAROESTE MAIS PREMIADO DO CINEMA

Sem o menor farelo de dúvida, o perfeccionista e exuberante Walter Brennan é o mais premiado ator coadjuvante do cinema, tendo recebido três prêmios Oscar nos anos 1936, 1938 e 1940 respectivamente por “meu filho é meu rival”, “romance do sul” e “o galante aventureiro”. Neste último Brennan fez uma até hoje insuperável criação do juiz Roy Bean. E por pouco o ator não leva para casa um quarto Oscar por sua participação em “sargento York”, pelo qual foi também indicado ao prêmio. Walter Brennan ainda não havia sido dirigido por John Ford (que fez 11 filmes com John Wayne) e após a experiência em “paixão dos fortes” que ele contracena com Henry Fonda e Victor mature quando fez o papel de old man (pai colérico e violento com os filhos que recebem chicotadas por qualquer erro que cometam), naquela oportunidade declarou que jamais voltaria a trabalhar com o temperamental Ford, o que realmente aconteceu.

Se assim podemos dizer ou chamar, o ‘’duelo individual’’ mais longo da história dos faroestes foi aquele com Henry Fonda e Charles Bronson no espetacular filme, era uma vez no oeste. Desnecessário informar do estupendo cenário, onde se passou as filmagens externas que foram realizadas em Monument Valley, nos estados unidos e no deserto de Almería, na Espanha. Agora, o mais famoso ‘’duelo coletivo’’ da história do velho oeste norte-americano foi aquele travado no curral Ok às três horas da tarde do dia 26 de outubro de 1881. De um lado, com distintivos de representantes da lei, estavam Victor mature e tantos outros. Do outro lado, o bando que roubava gado que enfrentou a lei, o grupo familiar formado por Walter Brennan e seus três filhos. Os dois duelos são cenas que ficarão para sempre nas cacholas dos amantes dos filmes de faroestes. Vale a pena ver de novo!

Outra grande película cinematográfica foi aquela que deu o terceiro Oscar ao monumental Walter Brennan “o galante aventureiro”, donde, Walter Brendan faz o papel de um magistrado e mostra porque o juiz Roy Bean (Walter Brennan) era considerado ‘a única lei a oeste daquele condado. Despoticamente Roy Bean impõe a sua lei na cidadezinha de Vinegarroon e não vacila em condenar à forca quem violar as regras por ele estipuladas. Roy Bean condena o réu mais rapidamente ainda se ele for um dos pequenos agricultores que cercam suas propriedades para que elas não sejam invadidas pelos rebanhos dos pecuaristas. O juiz Roy Bean é defensor intransigente dos criadores de gado e entende como crime o uso de cercas com arame farpado delimitando os pastos. O tribunal do juiz Roy Bean funciona no pequeno saloon que o ‘juiz’ dirige e onde vai julgar um forasteiro acusado de roubar um cavalo. Esse homem é Cole Harden (Gary Cooper). O filme é uma bela resenha, como sempre rica em detalhes, deste western onde Walter Brennan se destaca. O filme alterna momentos cômicos, dramáticos e poéticos.

O filme que no Brasil recebeu a chancela de “o galante aventureiro” (The Western) é dividido em partes que beiram a comicidade e o sentimentalismo, passando por cenas de violência entre posseiros e criadores de gado até o dramático confronto entre o juiz Roy Bean (Walter Brennan) e cole (Gary Cooper). Na verdade o personagem principal é o “juiz” Roy Bean no qual Walter Brennan rouba completamente as cenas espetaculares do filme, embora Gary Cooper tenha conseguido sustentar a sua parte de forma elegante e com muita naturalidade.

Conforme escreve o pesquisador Darci Fonseca, quase toda a primeira metade de “o galante aventureiro” é conduzida em tom de comédia que pouco a pouco se transforma num drama intenso com o conflito nada engraçado dos interesses dos grupos antagônicos. A lei dos mais fortes que prevalecia no velho oeste é aplicada com violência contra os oprimidos plantadores. E é justamente a mescla de drama e comédia que faz deste filme do diretor William Wyler um western diferente.

Na verdade, grandes vilões dos faroestes conseguem roubar os filmes dos heróis, isto desde Noah Berry até chegar a Gene Hackman (“os imperdoáveis”), passando por Lee Marvin, Eli Wallach e tantos outros. Walter Brennan se destaca nesse time admirável com sua criação como o juiz Roy Bean. Brennan voltaria a ser malfeitor em “paixão dos fortes”, mas seu personagem ‘old man Clanton’ é tímido perto de Judge Roy Bean. A excepcional atuação de Walter Brennan lhe valeu um merecido terceiro Oscar, tornando secundária a trama principal de “o galante aventureiro”, pois as excentricidades de Roy Bean sutilmente interpretadas por Brennan dominam inteiramente o filme.

Finalmente seria de bom alvitre deixar registrado que, Walter Brennan, um brilhante ator coadjuvante, pena que poucos se lembram dele nos dias de hoje, juntamente com Daniel Day-Lewis e Jack Nicholson são os atores que ganharam mais Oscar, três estatuetas cada. O grande parceiro de Brennan foi o inigualável e carismático Gary Cooper. Já com o papa do faroeste, John Wayne, ele fez seis filmes: a conquista do oeste (1962), onde começa o inferno (1959), rio vermelho (1948), Dakota (1945), a lei da coragem (1932) e cavaleiro do Texas (1932). A filmografia de Walter Brennan consta com cerca de 200 grandes filmes.

Assistam ao vídeo de 10 minutos do final do filme “paixão dos fortes”, em preto e branco com uma fotografia e paisagem exuberantes, estrelado por nada mais nada menos que, Henry Fonda em plena forma aos 41 anos de idade, Victor mature e o fenomenal ator coadjuvante, o velho e bom Walter Brennan. É um ‘’duelo coletivo’’ da baba descer… 

Clique aqui para assistir.


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CHARLTON HESTON – DE DEMOCRATA A REPUBLICANO

Ao pesquisar a biografia desse ator, logo de cara constata-se que, Em 1952, o filme “O Maior Espetáculo da Terra”, transformou Heston numa estrela de primeira grandeza do cinema. A partir dali, seu porte ereto, sua altura e o perfil musculoso, lhe dariam os papéis mais simbólicos nas superproduções em séries dos anos 50 do cinema norte-americano. Em seguida apareceram, Os Dez Mandamentos (1956); – Ben-Hur (1959); – El Cid (1961). Em toda sua trajetória no mundo encantado de Hollyood, Charlton Heston, como profissional abnegado, teve uma vida inteira de austeridade e coerências que fez com que este exuberante ator de 1,88m, atlético, rosto forte, de ossos salientes, se encaixasse com perfeição a personagens como Moisés, Michelangelo, Ben-Hur, João Batista, El Cid ou o Cardeal Richelieu.

Quanto aos filmes faroeste estrelados por Heston, como diz o cinéfilo Darci Fonseca, nem bem encostou o cajado e o manto usados por Moisés em “Os Dez Mandamentos” Charlton Heston rumou para Tucson, Arizona para interpretar um cowboy no western “Trindade Violenta”. Para dirigir este faroeste melodramático passado no Texas foi escalado um profissional de primeira qualidade. O filme foi roteirizado por James Edward Grant, roteirista preferido de John Wayne e a bela cinematografia ficou a cargo de outro excelente profissional que três anos antes recebera um Oscar pela fotografia de “Os Brutos Também Amam”. Charlton Heston gostou do roteiro deste filme que encerraria seu contrato com a Paramount, especialmente porque seu personagem se distanciava em muito da bondade e dignidade de Moisés.

Outro faroeste indígena que não tinha nada a ver com a bondade do personagem Moisés foi a película O Último Guerreiro. Para se ter ideia da brutalidade desse filme eis o diálogo encontrado nele: “Não estou entre homens… Ao meu redor estão animais… Não sossegarei até que o último apache esteja morto”. Frases como estas são proferidas por Ed Bannon (ator Charlton Heston), o ‘herói’ de “O Último Guerreiro”, um dos filmes mais racistas e mais preconceituosos dos faroestes já produzidos por Hollywood. Os diretores e roteiristas Marquis Warren e Burnett, convidaram Charrlton Heston e Jack Palance para serem os respectivos protagonistas e conseguiram transformar um enredo ruim num bang-bang dos bons. Porém, O Último Guerreiro é um filme excessivamente cruel, maléfico, impiedoso, crudelíssimo!!! Atribui-se ao General Philip Sheridan, do Exército norte-americano, a frase “Índio bom é índio morto”. Em “O Último Guerreiro” esse raciocínio é levado ao pé da letra e todos os apaches são mostrados como traiçoeiros, bárbaros, ingênuos e por fim, covardes!!!

A figura da qual estamos tratando foi um ator norte-americano notabilizado no cinema por papéis heroicos em superproduções da época de ouro de Hollywood. Heston se considerava um anti-astro, diante da ilusão que o público criava em torno dos atores de Hollywood, e que depois eram ridicularizados quando apareciam bêbados ou envolvidos em ocorrências policiais. Certa vez, quase oitentão, afirmou: “Sempre levei uma vida respeitável, sou casado com a mesma mulher há mais de 50 anos, tenho dois filhos normais e nunca saí por aí dando sopapos em ninguém depois de uma noitada”, disse ele. Mas Heston também estava enganado. Ele foi um astro de verdade, no sentido literal da palavra e exatamente por ser o oposto de tudo o que o termo representa em Hollywood.

Pois bem!!! Na política, Charlton Heston chegou a ser um liberal democrata e fez campanha para o candidato à presidência John Kennedy. Ativista pelos direitos civis aos negros, ele acompanhou Martin Luther King durante a Marcha pelos direitos civis a Washington, em 1963, chegando a usar uma faixa onde se lia “Todos os homens nascem iguais”. Em 1968, após o assassinato do senador Robert Kennedy, ele apareceu num programa da TV americana junto com Gregory Peck e Kirk Douglas pedindo apoio para o presidente Lyndon Johnson e sua tentativa de aprovar no Congresso o Ato a favor do controle de armas (?) nos Estados Unidos.

Anos mais tarde diria que nesta ocasião era jovem e tinha sido bobo e tolo. Heston também ficou conhecido como um oponente do macartismo e da segregação racial nos Estados Unidos, que, segundo ele, apenas ajudavam a causa do comunismo mundial, além de ter sido um grande crítico de Richard Nixon, que considerava um desastre. Entretanto, a partir dos anos 80, numa mudança brusca, Heston passou a ostentar posições mais conservadoras, trocando seu registro eleitoral do Partido Democrata para o Partido Republicano, apoiando o direito às armas de fogo e fazendo campanha para Ronald Reagan e os presidentes Bush pai e Bush filho.

Além de ter se tornado um fiel republicano fanático, muito amigo de Ronald Reagan, também foi um firme defensor do direito dos americanos de usar armas, como demonstrou através da poderosa National Rifle Association, que presidiu durante muitos anos. Charlton Heston nunca escondeu que sempre foi a favor das armas. O astro ganhou o Oscar por seu papel em “Ben-Hur”. O ator americano Charlton Heston morreu em 05/04/2008, com 84 anos de idade em sua casa em Bevery Hills, Califórnia, devido às complicações físicas provocadas por uma doença degenerativa similar a “Alzheimer”.

Clic no vídeo logo abaixo para assistir as imagens dos 40 melhores filmes do ator Charlton Heston, tanto protagonizados pelo próprio, como também Incluindo filmes dele desempenhando o papel de ator coadjuvante.


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O CARÁTER E A FÚRIA DO LENDÁRIO AUDIE MURPHY

O caráter e a fúria do Major Audie Murphy do US Army (Exército Americano) eram de assustar e causar espanto em sua participação, de verdade, in loco, na Segunda Guerra Mundial. O baixinho era uma fera e distinguiu-se em ação nos confrontos da guerra em andamento no território italiano quando lutava na região do Rio Volturno e fazia a ”cabeça de ponte de Anzio” sob o frio intenso e a umidade das montanhas. Foi em condições de extremo perigo como esta que as suas habilidades como soldado de infantaria de combate lhe renderam várias promoções e condecorações por bravura, chegando a patente de Major.

Pouco tempo depois de Audie Murphy chegar ao campo de batalha, o melhor amigo dele, Lattie Tipton, foi morto por um soldado alemão que, supostamente, havia se rendido em um ninho de metralhadoras. Impotente para evitar a morte do amigo, Murphy entrou em um acesso de ódio incontrolável e, sozinho, dizimou a tropa alemã do bunker que havia acabado de matar o seu amigo. Alucinado, Murphy usou a metralhadora e as granadas tomadas dos alemães para destruir várias outras posições inimigas nas proximidades. Por este ato, Murphy recebeu a comenda da Cruz de Serviços Distintos que é superada em termos de distinção de guerra apenas pela Medalha de Honra. Atribui-se a Murphy a destruição de seis tanques, além de matar mais de 240 soldados alemães, como também ferir e capturar muitos outros.

Nas aventuras dos desbravadores do Oeste norte-americano e mais precisamente no gênero cinematográfico dos filmes faroestes, bang bang e de cowboys, Audie Murphy pode não ter sido um Duke, um Cooper, um Lancaster ou mesmo um Clint, ou pode não ser um astro tão popular para os mais jovens, realmente. Porém, na década de 1950/60 ele esteve muito presente em nossas salas de cinema. E quem viveu aquela época ficava a cada fim de sessão assistida ansiando pela nova película do Audie a chegar. Era um alvoroço, uma alegria enorme e uma corrente de fãs que não paravam de falar em seu nome e nas fitas do mocinho cawboy e baixinho de 1,65m, parecido com Buck Jones que possuía, também, uma estatura igual ao do seu colega ator. Quanto às fitas de Audie Murphy, ei-las: Duelo Sangrento (1950); – O Último Duelo (1952); – A Morte Tem Seu Preço (1953); – A Ronda da Vingança (1953); – Antro de Perdição (1954); – A Passagem da Noite (1957); – Balas Que Não Erram (1959) ; – O Passado Não Perdoa (1960); Com o Dedo no Gatilho (1960); – Quadrilha do Inferno (1961); – Bandoleiros do Arizona (1965); – Os Rifles da Desforra (1966) – Gatilhos da Violência (1969).

Quem leu a biografia deste herói de guerra que se tornou astro dos filmes de faroestes, de David A. Smith, percebe claramente que o autor(David Smith) está interessado em iluminar as sombras de um homem de olhar frio marcado por experiências tão profundas. O vício do jogo. A dificuldade de relacionar-se. Os pesadelos que o atormentavam à noite a ponto de fazê-lo, ainda dormindo, esmurrar paredes até os nós dos dedos sangrarem. Viver muitas vidas em uma só tem seu preço. Pois bem, Não se pode dizer a clássica frase “A vida de Audie Murphy daria um filme” porque esse filme foi feito e estrelado por ele mesmo. Chamou-se “Terrível Como o Inferno”, um de seus filmes de maior sucesso.

Paulo Néry Telles, o melhor biógrafo do baixinho afoito Audie Murphy, costuma dizer que, um dos mais famosos cowboys do cinema, talvez não seja tão popular às plateias mais jovens, pois não era tão famoso como John Wayne, ou Randolph Scott, ícones do faroeste americano. Mas é conhecido pelos amantes do gênero western e conquistou fãs pelo mundo todo, inclusive no Brasil, graças as suas exibições em nossa telinha nas sessões Western e Bang Bang por aqui, tão reprisadas em nossa televisão brasileira. Apesar de, o ídolo Audie Leon Murphy, cuja memória nos Estados Unidos é mais lembrada como herói americano da II Guerra Mundial, e tão pouco como cowboy de Hollywood, mesmo constando da sua biografia 32 filmes de faroestes.

É verdade que nunca foi um astro de primeira grandeza na Meca do Cinema, mas fez seu nome na Sétima Arte conseguindo gerar admiradores de seu trabalho e de suas eletrizantes fitas de aventuras. Aliás, aventuras não faltam na vida deste astro, fossem dentro ou fora das telas. Eis o que escreveu o dublê de Audie Murphy, Neil Summers: ‘’Em meus 30 anos como profissional, trabalhei em muitos dos filmes de Audie Murphy. Durante minha vida em sets de filmagem, eu conheci e trabalhei com quase todas as grandes estrelas que existiram nas últimas três décadas, mas existia um sentimento muito especial enquanto trabalhei nas filmagens com Audie. Eu acredito que muita desta fascinação tem a ver com suas façanhas na guerra. Um companheiro e eu frequentemente discutíamos o que Audie havia passado durante a guerra… O que ele teria visto, o que teria vivido, e o que teria feito para sobreviver, enquanto todos os outros perto dele estavam sendo mortos. Tudo isso antes mesmo dele ter dezoito anos de idade. Todos nós sabíamos que ele foi profundamente afetado pela guerra, mas vendo-o brincar nos sets de filmagem, você jamais diria’’…

Por fim, Audie Murphy se tornou um bem sucedido criador de cavalos de raça e também empresário proprietário de inúmeros ranchos no Texas, afastando-se do cinema para ter mais tempo para se dedicar aos seus negócios e aumentar sua fortuna pessoal. Como empresário, Audie ganhava tempo se locomovendo com seu avião particular e numa dessas viagens, durante uma forte tempestade, o aparelho em que viajava se chocou com uma montanha em Galax, no Estado da Virginia, ocorrendo a morte de Audie Murphy. O acidente ocorreu no dia 28 de maio de 1971 e Audie Murphy estava com apenas 46 anos de idade. Sua morte precoce foi uma perda, sem precedentes, para todos que tiveram muito entretenimento na juventude com os seus faroestes. Uma pena e uma perda sem limites para seus fãs!!!

Clic para assistir ao vídeo com imagens inéditas de Audie Murphy, o verdadeiro herói americano mais condecorado da Segunda Guerra Mundial que virou estrela de Hollywood em filmes de cowboys.


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YUL BRYNNER, O CAWBOY CARECA QUE SE VESTIA DE PRETO

O ator Yul Brynner nasceu no ano de 1920, em Vladivostok, na Rússia, batizado como Yuli Borisovich Brynner e Faleceu no mesmo dia que o cineasta norte-americano Orson Welles, 10 de outubro de 1985 com a idade de 65 anos. No entanto, o maior papel protagonizado por Yul Brynner foi na sua vida real, pois morreu com muita dignidade deixando um exemplar legado para a humanidade: tratava-se de sua doença pré-diagnosticada Enfrentando-a com muita coragem e dignidade depois da descrição de seu médico, recebendo a notícia de que seu câncer era irreversível e muito em breve, ele, Yul, poderia entrar em estado terminal.

Como fumante inveterado, do mesmo modo de John Wayne que morrera de câncer em razão do tabagismo, deixou uma poderosa herança de serviço público, denunciando o fumo como causador dos males do pulmão, gravando um tape que deveria ser divulgado logo após sua morte. Muitas emissoras de televisão, não só nos Estados Unidos, como no mundo, colocaram o tape no ar, gratuitamente. O texto, gravado em Janeiro de 1985 e só divulgado em Outubro daquele ano, dizia o seguinte: “Agora que eu já fui, digo a vocês: Não fumem, o que quer que vocês façam, apenas não fumem. Se eu pudesse voltar atrás, deixando de fumar, não estaríamos falando agora sobre nenhum tipo de câncer. Eu estou convencido disto”.

Yul era uma figura bastante excêntrica, além de super vaidoso, com 1,79 de altura, manteve a cabeça raspada como sua marca registrada para o papel de um monarca de um país exótico da Ásia. Nunca mais deixou o cabelo crescer, inclusive quando atuou em alguns westerns. Quando foi escalado para o papel de Faraó em “Os dez mandamentos” malhou seis horas diárias para manter um físico atlético, já que contracenava com Charlton Heston, que sempre ostentou condições atléticas invejável.

Em que pese ter abocando o seu Oscar com o filme “O Rei e Eu”, mas foi na película faroeste do famoso Sete Homens e um Destino, de 1960, que o ator russo-americano se destacou mundialmente. Com a Cabeça completamente raspada, olhar firme e a voz profundamente autoritária, Yul Brynner tinha como marca registrada sua charmosa e elegante vestimenta que do Chapéu as botas eram mais preta do que a asa da graúna. Ele É o único ator a aparecer em ambos os Sete Homens e um Destino e sua primeira continuação, A Volta dos Sete Homens (1966). Ele não fez, no entanto, aparecer em qualquer uma das outras sequências, A Revolta dos Sete Homens (1969) e A Fúria dos 7 Homens (1972).

Os Sete foram além de Yul Brynner como Chris Adams, o líder, Charles Bronson como Bernardo, sempre caladão, James Coburn como Britt, no filme é especialista como atirador de facas. Roberto Vaughn (morreu recentemente, há menos de um ano em 11 de novembro de 2016 aos 84 anos). O alemão que faz Chico é Horst Bucholz. Steve McQueen que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis. McQueen passou a ser um nome famoso também no cinema, mas ainda não era o grande ídolo que estava destinado a ser. Todos os sete atores que participaram deste filme estão mortos.

Há mais um ator com papel central, que é Eli Wallach, que faz o vilão e inimigo maior do punhado de pistoleiros. Não há equivalente a ele nesta versão. É, sem duvida, o personagem mais bem aparelhado do filme, com sua indumentária típica de um bandido, seu chapelão que mais parece uma sombrinha de tão extravagante, e aqueles dentes de ouro, que brilham quando fala ou sorri com cinismo. Wallach dá um show de interpretação, seguido de Chico, Vin e Chris. Fica claro que McQueen (Vin) Wallach (Calvera) e Brynner (Chris) são os três personagens de Sete Homens e um Destino que mais têm presença na fita.

O original foi rodado no México em Cuernavaca, Cidade do México. O Hotel Jacarandas em Cuernavaca, jamais havia recebido uma equipe cinematográfica tão numerosa e com tantos astros de cinema, como aconteceu em março de 1960. Certo que nem todos eram muito conhecidos, mas a presença de Yul Brynner com sua reluzente careca já causava sensação. Os artistas e técnicos ocuparam todos os apartamentos do hotel onde passariam os próximos dois meses quando não estivessem na cidade de Morellos, bem perto de Cuernavaca. Em Morellos foram edificados o povoado de Ixcatlán e a cidadezinha de Los Toritos, locais onde seria filmada a produção norte-americana Sete Homens e um Destino (The Magnificent Seven).

Alguns dos artistas trouxeram suas esposas, como o alemão Horst Buchholz (Miriam), Steve McQueen (Neille Adams) e Eli Wallach (Anne Jackson). Yul Brynner trouxe a noiva Doris Kleiner com quem se casaria na semana seguinte. Além deles o luxuoso, bucólico e muito confortável Hotel Jacarandas abrigou os solteiros Brad Dexter, Robert Vaughn, Charles Bronson, James Coburn e o diretor John Sturges, cuja esposa Dorothy também foi ao México, mas preferiu não permanecer. Foram necessários poucos dias de trabalho para que surgissem as diferenças entre alguns membros do grupo por vezes no próprio hotel, mas principalmente nos locais de filmagem.

Em sua nova versão Sete Homens e um Destino, refilmagem de 1960 de um clássico de faroeste, lançado em 2016, e foi um sucesso de bilheteria. Vale lembrar que o filme dos anos 60 era uma releitura do filme Os Sete Samurais de 1954 do conceituado diretor e roteirista japonês, Akira Kurosawa. Sete Homens e um Destino de 1960, conta a história de um grupo de mexicanos, residentes em um pequeno vilarejo, e que vivem aterrorizados pelo bandido Calvera e sua gangue, que invade o local com frequência para roubar mantimentos.

O brasileiro Wagner Moura ia fazer o papel do mexicano Vasquez na nova versão de Sete Homens e um Destino de 2016, mas saiu do elenco possivelmente por causa da série “Narcos”, da Netiflix e foi substituído por Manuel Rufo. Esta foi última trilha do compositor James Horner, que teve morte acidental, mas havia composto com antecedência já toda a trilha para o filme porque era amigo do diretor.

E por fim, Yul Brynner, o carequinha que se vestia de preto, possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em Hollywood Boulevard. Foi com ‘’O Rei e Eu’’ que ele ganhou um Oscar, pelo filme, e um prêmio Tony, pelo musical da Broadway; em 1985, ano de sua morte, ganhou novo prêmio Tony ao atingir 4.525 representações do espetáculo. Foi o único ator dos sete interpretes do filme “Os magníficos sete”, que participou da seqüência “O retorno dos magníficos sete” em 1966. Pertence a um clube seletivo de oito atores que receberam o Oscar e o premio Tony, por participaram da versão do cinema e do teatro, na mesma história. A propósito, não tem como não chorar ao ver o final desse filme com sua magistral trilha sonora, um espetáculo à parte!!!


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BURT LANCASTER A UM PASSO DA ETERNIDADE

Há quem diga que um perfume masculino muito usado nos anos 60, por nome de Lancaster seja proveniente ou tenha sido criado em razão da fama do ator norte-americano Burt Lancaster, o que não é verdade. No Brasil, o cantor brega Reginaldo Rossi, já falecido, tem uma música intitulada A Raposa e as Uvas do começo da década de 1980 que consta em uma das suas estrofes a seguinte frase: Eu todo cheiroso à “Lancaster” / E você à “Chanel”… Na verdade, Lancaster era um Perfume argentino muito usado na época, tendo dado até o nome a uma casa noturna de São Paulo, na Rua Augusta, muito badalada e o Lancaster era um perfume masculino intenso que se usava no ambiente. A empresa foi criada em Mônaco, por um ex-piloto do avião de bombardeio Lancaster, na Segunda Guerra Mundial, mas a fragrância tinha como país de origem: Argentina.

Pois bem!!! Além de ator e produtor, Lancaster foi também um empenhado ativista liberal, falando várias vezes em nome das minorias e defensor intransigente das causas indígenas. Foi um dos astros de Hollywood que participaram da marcha de Martin Luther King em Washington, em agosto de 1963. Ele veio da Europa, onde estava rodando um filme, apenas para participar do evento. Burt Lancaster era o que se pode chamar de homem culto e distante da ostentação da maioria dos astros de cinema. No final da década de 60 ocorreram muitas manifestações sociais pelos direitos humanos, especialmente dos negros. Liberal por princípio e democrata politicamente, Burt Lancaster associou seu nome a esses movimentos, ao lado de Marlon Brando, Paul Newman, Sidney Poitier, Harry Belafonte, Charlton Heston.

O bom cinéfilo paulista, Darci Fonseca, costuma afirmar que, Hollywood jamais teve outro ator como Burt Lancaster. Bonito, másculo, atlético, culto, autoritário, perfeccionista. Incansável na busca do aprimoramento artístico e de novos caminhos para sua carreira, Burt Lancaster deixou um conjunto de atuações memoráveis difícil de ser igualado. Nos anos 70, o quase sexagenário Burt Lancaster atuou em quatro westerns: “Revanche Selvagem”, “Mato em Nome da Lei”, “Quando os Bravos se Encontram” e “A Vingança de Ulzana”, este o melhor deles. Essa sequência de westerns é algo impensável para um ator veterano e nenhum outro astro de sua geração seria capaz de tal proeza.

Foi nos anos 1950 que alcançaria a maior popularidade, tendo sua primeira indicação ao Oscar de melhor ator, de 1953, pela atuação no filme “A um passo da eternidade“. Receberia mais três indicações: em 1960 pelo já citado Entre Deus e o Pecado; em 1962 por O Homem de Alcatraz e em 1980 por Atlantic City. Além das interpretações dramáticas, Lancaster brilhou em filmes nos quais podia exibir sua excelente forma atlética (fora atleta de basquete e corredor de rua), como no drama Trapézio (1956). Trabalhou em seis filmes com o ator centenário Kirk Douglas: Sem Lei e Sem Alma (1957); – O Discípulo do Diabo (1959); – A Lista de AD (1962); – Sete Dias de Maio (1964), e o derradeiro em 1986: Os últimos durões.

Quando se fala em Burt Lancaster vem a nossa memória, “A um passo da eternidade“. Para se ter ideia da importância desse filme, que teve a participação de FRANK SINATRA, ele foi contemplado com 8 Oscars, inclusive o de Melhor Filme. Além de contemplado, também foi indicado para outros quatro. É uma excelente realização do cineasta Fred Zinnemann, que mostra um forte apelo para homens e mulheres. Há, ainda, um apelo ao patriotismo americano, especialmente na cena onde heroicos soldados liderados por Burt Lancaster derrubam um bombardeiro japonês. O foco do filme gira em torno dos romances vividos por Burt Lancaster e Deborah Kerr e por Montgomery Clift e Donna Reed. Esses quatro grandes atores, juntamente com Frank Sinatra, apresentam excelentes atuações. A performance de Lancaster pode ser considerada a coluna vertebral do filme.

Dez anos depois do sucesso do filme A um Passo da Eternidade, em 1963, aparece O Leopardo, uma produção bancada pela Itália/França, com um elenco composto por Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale. O Leopardo, filme de 1963, apresenta a história de uma família de nobres da Sicília nos anos de 1860, durante a unificação da Itália. No que diz respeito a faroeste, o melhor trabalho de Lancaster foi no filme Os Profissionais (1966), com um elenco de primeira grandeza a começar por ele, depois vem Lee Marvin, Jack Palance, Ralph Bellamy, o negão Woody Strode e a divina e maravilhosa Claudia Cardinale.

Por fim, após sofrer uma cirurgia de urgência no coração, teve uma trombose cerebral em 1990, que o deixou numa cadeira de rodas, vindo a falecer quatro anos depois de um ataque cardíaco. Encontra-se sepultado em Westwood Memorial Park, Los Angeles, Condado de Los Angeles, Califórnia nos Estados Unidos. Possui uma estrela na Calçada da Fama localizada em Hollywood Boulevard. Acredita-se que Lancaster fosse bissexual e teria tido relações com outros atores famosos como Cary Grant e Rock Hudson. Burt Lancaster protagonizou uma das cenas mais lembradas do cinema até hoje: o ardente beijo no mar com a atriz Deborah Kerr em A um passo da eternidade, um dos seus maiores sucessos do cinema preto & branco.

Curta aqui, neste blog, o filme na íntegra, Os Profissionais (1966), com um elenco fabuloso e a presença da divina Claudia Cardinale. Caso não queira, clic no segundo vídeo para assistir ao clássico A um Passo da Eternidade (1953), com ênfase para Frank Sinatra, um trailer de 20 minutos:


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CARLITO LIMA, MESTRE GRAÇA E OS INTELECTUAIS FUBÂNICOS…

No último dia 26 de outubro, quinta-feira passada, tive uma satisfação estupefaciente, e porque não dizer comovente e orgulhosa quando de repente, não mais que de repente deparei-me têti à têti com um discípulo de Luiz Berto (que não o conhecia pessoalmente, como também não conheço o Berto), comandando uma mesa redonda farta de poetas, jornalistas, prosadores e intelectuais: trata-se do excelente colunista Carlito Lima que nos honra com uma coluna no JBF, intitulada Histórias do Velho Capita.

Este abalroamento aconteceu em razão da minha pessoa se fazer presente na cidade de Palmeira dos Índios-AL, participando de um encontro literário. Do ato cultural constava de uma programação bastante requintada, homenageando dois escritores palmeirenses da melhor estirpe, Graciliano Ramos e Ivan Barros que hoje está com 74 anos de idade. A agradável cidade histórica de Palmeira dos Índios se transformou na Capital da Cultura das Alagoas quando promoveu a I Festa Literária de Palmeira dos Índios – FLIPALMEIRA, realizada durante a Semana Graciliano Ramos, no período de 25 a 28 de outubro passado, tendo como local de encontro as amplas instalações do casarão denominado de Corredor do Mestre Graça.

Como relatou, recentemente, o próprio escritor Carlikto Lima ao afirmar que enquanto na Argentina cada habitante lê em media 4 livros por ano, no Brasil isso fica na base da metade. É uma contradição curiosa: num país onde a média de leitura é de apenas dois livros inteiros por ano, enquanto isso, o número de feiras, festas, salões de leitura, bienais, jornadas e festivais aumenta ano a ano.

Muitos hão de convir que, atribui-se, e com razão, o sucesso desse tipo de evento ao exemplo bem-sucedido da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que caminha para sua 16ª edição. A Flip já levou à cidade autores do porte do Egípcio Eric Hobsbawm, o norte-americano Robert Crumb, do britânico Christopher Hitchens e a sul-africana Nadine Gordimer, mudando completamente a percepção turística de Paraty. Muitas cidades imitam até o nome do evento: depois da Flip, já surgiram a Fliporto, em Porto de Galinhas (desde 2014, ela se mudou para Olinda-PE e, infelizmente, fora cancelada em 2016); e outras tantas, como a Fliro, em Ariquemes, Rondônia; a Flimar, em Marechal Deodoro, Alagoas; a Flivima, em Visconde de Mauá, Rio de Janeiro; a Flimt, em Cuiabá, Mato Grosso; a Flap, em Calçoene, Amapá; a Flipipa, em Pipa, Rio Grande do Norte; a Flaq, em Aquiraz no Ceará e a nossa caçula FLIPALMEIRA, lá pras bandas das Alagoas de Graciliano Ramos no trajeto entre Quebrangulo/Palmeira dos Índios.

É óbvio e ululante (não quis me referir ao nível cultural do Lula) que, se sonhamos com um Brasil grande temos que educar a pivetada. Para isso, nada melhor do que incutir nesses seres em formação o apreço pela leitura e pelo conhecimento. Precisamos reconhecer a Literatura como um patrimônio cultural da sociedade e um instrumento de preservação da sua memória. Do contrário, temos que nos recorrer mais uma vez ao fubânico Carlito quando ele afirma com uma precisão milimétrica o seguinte: ’’A verdade é que o livro foi praticamente expulso da vida pública brasileira. Você não vê as pessoas lendo nas praças, nas ruas, nos ônibus. As publicações perderam muita força. A imagem do livro se desgastou a tal ponto que precisamos de campanhas e mais campanhas de incentivo à leitura no país.’’.

Como se sabe é importante criar nas pessoas o desejo de ler. Afinal, ler um livro, debatê-lo, trocar opiniões, discuti-lo é uma terapia prazerosa. Na verdade, a criançada deveria ser amamentada pelo hábito da leitura. Só assim, os autores seriam energizados pela satisfação desse público juvenil entusiástico da leitura. Até porque, o jornalista e escritor Zuenir Ventura (autor do livro que se tornou um sucesso de vendas intitulado 1968: O Ano que Nunca Terminou), costuma afirmar o devido e adequado comentário: “A leitura no Brasil sempre foi uma obrigação chata, um dever, não um prazer’’. Finalmente, nos escritos do colunista do JBF, Carlito Lima, li uma frase de profunda meditação observada pelo poeta Affonso Romano de Santanna, quando ele afirma que: ‘’O Brasil tem muitos escritores, precisamos é de fazer leitores.’’…


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DEAN MARTIN, O COWBOY DE LUXO DE HOLLYWOOD

Seu nome de batismo é Dino Paul Crocetti. Dean Martin foi um dos mais influentes artistas do século 20, tanto na música, televisão, bem como no cinema. Morreu no natal de 1995 aos 78 anos de idade. Conforme nos confirma o cinéfilo Geraldo Couto, Dean foi uma espécie de coadjuvante de luxo em Hollywood. O ator/cantor era um comediante nato!!! Talvez por isso tenha conseguido uma parceria tão frutífera e marcante com Jerry Lewis, este sim um gênio da comédia. Mas não foi só na comédia que Martin deu conta do recado. Quando solicitado, encarou com a mesma segurança westerns, musicais e melodramas. Ele era um notável cantor, como ator Dean Martin foi um artista único, por isso conseguiu grandes e boas atuações, como em “Deus Sabe Quanto Amei“, com Sinatra. Certa vez, Elvis Presley confessou que queria ser como Dean Martin. E o próprio Sinatra se esforçava para ser como Dino.

Algumas passagens sobre Dean Martin mostram bem como era esse fantástico cantor, ator e apresentador. Em seus shows no Club Sands em Las Vegas, Martin gostava de tirar o paletó do smoking, arregaçar a manga da camisa, mostrar o músculo do braço e perguntar para a platéia: “Sabem como eu consegui estes músculos?!?!?! Carregando Jerry Lewis por tantos anos…” A platéia morria de rir. Como afirma o pesquisador Darci Fonseca, ele parecia estar sempre de bem com a vida, conquistando a todos com seu bom humor, alegria contagiante, elegância e aparente indiferença aos grandes problemas do mundo, resultando tudo isso num charme irresistível. Não à toa Dean Martin era ídolo de Elvis Presley e de Frank Sinatra que queriam ser como ele, mas Dino era um só, único, espontâneo e sem esforço, naturalmente uma figura legal, aprazível e bastante agradável…

Dean Martin era um ator que irradiava simpatia por todos os poros, jamais havia interpretado um homem mau no cinema e isto veio a acontecer em 1967, no western “A Noite dos Pistoleiros”. Antes, em 1965, ele atuou em um clássico muito famoso que se intitula em ”Os filhos de Katie Elder”, tendo como irmão mais velho John Wayne, sendo eles, dois dos quatro filhos de uma rancheira que se reúnem para vingar a morte da mãe e reaver suas terras. Este é um daqueles filmes que se assiste mais pela ficha técnica do que propriamente pelas qualidades do filme, afinal, um filme que tem John Wayne e Dean Martin no elenco é impossível de ser ignorado.

Os Filhos de Katie Elder tem aquilo que se espera de um western que entretenha o público: John Wayne em forma, o cinismo de Dean Martin, muitas cenas de ação convincentes e elenco afinado. A história de “Os Filhos de Katie Elder” conta como os quatro filhos da falecida se reencontram em Clearwater, Texas, para o enterro da mãe e acabam por descobrir uma série de fatos que desconheciam. É um faroeste interessante, com bom elenco e cenas de ação bem feitas e convincentes. Bem lento até certa parte, mas depois o ritmo melhora bastante. Mesmo a história se mostrando previsível, o filme consegue prender a atenção e tem até algumas cenas bem humoradas. A melhor parte do filme são os momentos finais. Com 122 minutos de duração, o filme é um western clássico quanto ao seu desenvolvimento, pois é uma película cinematográfica que se tornou em um daqueles faroestaços que o público gosta de assistir.

Outro filme imperdível é Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), de 1959, com interpretação magistral de John Wayne, o grande nome do western e com o velho e bom Walter Brennan, além de Dean Martin e Rick Nelson, dois cantores de sucesso na época acabaram entrando para o filme e se saíram da melhor maneira possível, inclusive cantando juntos em uma cena. Neste filme fora reunido um elenco estrelar com belas atuações de todos eles, a película consegue passar diálogos interessantes e um humor de ótimo tamanho, cabendo perfeitamente ao seu teor. Apesar de uma longa duração, o filme passa muito rápido diante de nossos olhos. Esta obra-prima possui tudo que o bom amante do cinema e, principalmente do western precisa: um ótimo diretor, uma majestosa trilha sonora, um grandioso elenco, um cabível senso de humor e de drama, uma boa fotografia, uma incrível história apesar de alguns chavões ou clichês com frases repetitivas de outros filmes faroestes, mesmo assim, Rio Bravo é um filme excelente: recomende-o!!!

Entre tantas curiosidades na vida de Dean Martin, ele se pelava de medo de elevador e tinha uma grande paixão por histórias em quadrinhos, as quais leu durante toda sua vida. Antes de ser ator foi boxeador. Realizou 18 filmes ao lado de Jerry Lewis e 61 em toda sua carreira. Trabalhou de 1965 a 1984 na TV americana, em diversos programas diferentes. Fez parte do grupo chamado “Rat Pack”, formado por Dean Martin, Frank Sinatra e Sammy Davis Jr. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, localizadas em Hollywood Boulevard. A primeira se refere ao seu trabalho no cinema, enquanto que a segunda é referente ao seu trabalho na televisão. Vai ficar, enfim, como um artista caloroso e versátil que, mesmo sem muito refinamento, Dean Martin, O Cowboy de Luxo, soube atingir o coração do público.


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O LOIRO GALÃ ALAN LADD

Uma jornalista perguntou a Alan Ladd, dois anos antes do ator falecer: “O que você mudaria em si próprio, se pudesse?!?!?!” A resposta de Alan Ladd foi surpreendente: “Tudo!!! Eu mudaria tudo e teria feito tudo diferente na minha vida se pudesse”. É no mínimo estranho que um dos atores mais queridos do cinema por quase duas décadas, que constituiu uma bela família e se tornou milionário, demonstre descontentamento com sua vida. Essa declaração deixa de ser estranha quando se conhece um pouco mais profundamente a alma verdadeiramente torturada de Alan Ladd.

O público venerava Alan Ladd, o campeão, por larga vantagem, de correspondência da Paramount, com mais de 20 mil cartas por mês. Em 1948 Alan Ladd atuaria em seu primeiro western como astro e também seu primeiro filme em cores, intitulado “Abutres Humanos”. Dois anos depois filmaria “O Último Caudilho”, outro faroeste. Mas um grande western, filmado em 1951, marcaria para sempre a carreira de Alan Ladd. O filme chamou-se ou se chama Shane (Os Brutos Também Amam). Shane foi seu maior trabalho. É difícil imaginar Shane interpretado por outro ator. Alan Ladd conferiu grande dignidade ao personagem. Sua interpretação é irretocável. O Diretor George Stevens acertou em cheio, talvez não esperasse por isso.

Considerado quase que unanimemente um dos mais perfeitos faroestes já produzidos, “Os Brutos Também Amam” logo em seu primeiro ano de exibição havia alcançado o status de clássico. Os espectadores percebiam que não se tratava de um western comum, mas sim de um filme para ser lembrado por muitos anos, um daqueles que merecem entrar na lista dos filmes inesquecíveis. Assim como “A Um Passo da Eternidade”, “Os Brutos Também Amam” certamente merecia um lançamento em sala de maior destaque que fizesse justiça a sua qualidade artística.

Passado mais de um ano de seu lançamento nos Estados Unidos, “Os Brutos Também Amam” (Shane) era um dos lançamentos mais aguardados no Brasil no ano de 1954. Os ecos de seu sucesso nos States e a antecipada e contínua execução de seu bonito tema musical nas rádios brasileiras mais aumentava a ansiedade dos cinéfilos do maior país ao Sul do Equador. Alan Ladd era um astro bastante querido pelo público e George Stevens um cineasta admirado pela crítica especializada que recentemente havia sido arrebatada por “Um Lugar ao Sol”, por ele dirigido. Depois de longa espera, finalmente no dia 14 de junho de 1954 Os Brutos Também Amam estreou em São Paulo. Conforme nos relata o pesquisador Darci Fonseca, fãs de faroestes, por exemplo, tiveram que se desdobrar naquele mês de junho de 1954 para dar conta de assistir aos lançamentos de tantas outras películas cinematográficas que estavam em todos os cinemas das grandes capitais brasileiras, sem esquecer que muitos assistiram a “Os Brutos Também Amam” repetidas vezes.

Nos anos 80 o jornal a Folha de São Paulo abrigava então alguns dos principais jornalistas brasileiros e o caderno Ilustrada era leitura obrigatória para fãs de cinema com os textos de Ruy Castro, Paulo Francis, José Trajano e tantos outros, todos pertencentes à redação da Folha de S. Paulo quando foram consultados para a enquete que indicaria os melhores faroestes de todos os tempos. Ruy Castro definiu esses jornalistas dizendo serem todos eles “especialistas, críticos, “ratos de cinemateca” ou ligados de alguma maneira à curtição cinematográfica”. Foi solicitado a esses jornalistas fãs de faroestes que indicassem listas contendo dez westerns dentro do critério clássico que contaria dez pontos para o primeiro colocado, nove para o segundo e assim por diante. POIS BEM!!! Os três primeiros colocados, pela ordem, foram: Os Brutos Também Amam (Shane, 1953) – No Tempo Das Diligências (Stagecoach, 1939) – O Homem Que Matou o Facínora (The Man who Shot Liberty Valance, 1962).

Qualquer atento cinéfilo dos filmes de bang bang que tenha uma razoável percepção não há como não odiar o título em português que foi dado aqui no Brasil, já que o personagem de Ladd nada tinha de bruto. Todos os amantes dos filmes de cowboy “ranzinzas” são perfeccionistas… Fazer o quê?!?!?! Porém, Shane é Shane e o resto são filmes de faroeste que vêm depois deste. Claro que temos outras jóias raras. Mas Shane foge à regra geral. Os Brutos Também Amam é um filme antológico, arte pura!!! Da música ao cão ator, uma emoção só, além de deixar uma aura de mistério. Sem dúvida, um dos clássicos do cinema.

Em que pese ter sido rico e muito bem casado com Sue Carol, Alan Ladd tinha como companhia única a bebida da qual não se separava há tempos. Em 1962 Alan Ladd foi hospitalizado após ter disparado um revólver contra seu próprio corpo, perfurando um pulmão. A incoerente versão contada à imprensa desmentindo a tentativa de suicídio só fez todos acreditarem que o ator havia tentado mesmo se matar. Um ano e meio depois, em 28 de janeiro de 1964, Alan Ladd foi encontrado morto resultado de uma combinação fatal de bebida e sedativos para dormir. Nunca se conseguiu apurar se houve outra deliberada tentativa de suicídio ou se Alan não resistiu aos efeitos da mistura e deu cabo de sua vida com apenas 50 anos de idade. Sua esposa, Sue Carol permaneceu viúva pelo resto de sua vida, até falecer em 1982, aos 79 anos.

Todos que conheceram Alan Ladd enalteceram sua simplicidade, tão grande quanto sua insegurança, que carregou por toda a carreira. Alan Ladd pode não ter sido o melhor dos atores, mas deixou alguns excelentes trabalhos em filmes memoráveis, o principal deles, sem dúvida, Shane – (Os Brutos Também Amam). Se pudesse, Alan Ladd teria feito tudo diferente, como afirmou, mas será que sem ter sido fruto do sistema do estrelato vivenciado na época seu nome seria lembrado até hoje?!?!?! Difícil também dizer se ele não teria feito tudo diferente em sua vida pessoal e aí também fica a certeza que sem sua esposa, Sue Carol não teria havido Alan Ladd. Assistam ao trailer de 3 minutos e vejam o elenco do maior clássico western de todos os tempos com trilha sonora por Franck Pourcel e orquestra.


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STEVE MCQUEEN, O HOMEM DA ESCOPETA

Steve Mcqueen protagonizou um papel de um ex-soldado do Exército Confederado, personagem conhecido como Josh Randall que se transformou em um ser temido, determinado e solitário caçador de recompensas. Esse personagem comum no Velho Oeste não era tolerado em muitas cidades e era visto com antipatia pela Justiça. Randall, ao invés do tradicional Colt 45, usava uma arma bastante estranha que era um rifle Winchester com dois canos, ambos cortados, e que disparavam cartuchos de diferentes calibres (.30 e .40). Medindo aproximadamente 50 cm, esse tipo de escopeta é também chamado de patada de mula. Uma arma assim especial tinha também uma cartucheira especial que Josh Randall tanto carregava na cintura ou no ombro. E o caçador de recompensas manuseava a arma com incrível habilidade e pontaria certeira.

O cineasta, cinéfilo e pesquisador Darci Fonseca estudioso da biografia de Steve Mcqueen costuma afirmar que ele tinha a indiferença e frieza de Humphrey Bogart somadas porém à rebeldia de James Dean, isto nos conturbados anos 60 em que os jovens procuravam no cinema o que haviam encontrado na música com Bob Dylan e com os Beatles. Steve McQueen parecia ser essa resposta e seu amor pela velocidade completou uma das imagem mais perfeitas de uma época. Milhões de jovens no mundo inteiro tinham na parede o famoso poster de McQueen pilotando uma motocicleta alemã, foto extraída do filme “Fugindo do Inferno”. Mesmo fazendo poucos westerns Steve é também lembrado como um cowboy, ainda que tenha declarado que não gostava muito de cavalos. Porém quando empunhou seu rifle (escopeta), colocou o surrado chapéu e saiu à caça dos bandidos Steve McQueen deixou uma marca muito forte e pode-se afirmar sem medo de errar que nunca houve um cowboy tão anti-herói como Steve McQueen.

Mais lembrado por seu papel em “Papillon” (1973), e uma série de outros filmes de ação. É considerado um dos maiores atores de todos os tempos. Em 1974, Steve McQueen se tornou o astro de cinema mais bem pago do mundo. Ele foi também um piloto ávido de motocicletas e carros de corridas. Passava os finais de semana competindo em corridas de moto. Steve também é lembrado por dispensar o uso de “dublês” em seus filmes, pois ele mesmo realizava as cenas de ação. McQueen continuou a se equilibrar entre o cinema e a TV até que tirou a sorte grande ao conseguir um dos principais papéis de Sete Homens e Um Destino (1960), faroeste clássico de John Sturges, com Yul Brynner comandando um elenco repleto de outros jovens candidatos a astros, como Robert Vaughn, James Coburn e Charles Bronson.

Durante quatro anos, de 1958 a 1961, Steve McQueen estrelou a série “Procurado Vivo ou Morto” que era transmitido pela CBS sempre com ótima audiência. Esse programa transformou Steve McQueen numa celebridade interpretando o caçador de recompensas Josh Randall, sempre armado com sua famosa escopeta. Sucesso na televisão é quase uma garantia de melhores filmes em Hollywood e Steve McQueen atuou em “Quando Explodem as Paixões” com Frank Sinatra e fez o papel principal numa produção mediana intitulada “O Grande Roubo de St. Louis”. Em 1960 John Sturges estava compondo o cast para a versão norte-americana de “Os Sete Samurais” e chamou Steve McQueen para ser um dos sete homens desse western intitulado “Sete Homens e Um Destino”. Esse filme fez bastante sucesso nos Estados Unidos, e ainda bateu recordes de público em todos os países em que foi exibido, inclusive no Brasil. Depois de “Sete Homens e um Destino” Steve McQueen passou a ser um nome famoso também no cinema mas ainda não era o grande ídolo que estava destinado a ser.

Steve McQueen mesclou papeis de ação, como no filme de corrida de carros “As 24 Horas de Le Mans“, com papeis como no drama “Papillon“, demonstrando que, além de galã, era também bom ator. Depois de “O Inferno na Torre”, uma das melhores fitas de catástrofe realizada em 1974, onde dividiu a tela com ator do porte de Paul Newman. McQueen foi um grande aficionado da adrenalina, especialmente em automobilismo e motociclismo – no transcurso da carreira chegou a considerar seriamente converter-se em piloto de corrida. Foi amigo pessoal do mestre em artes marciais Bruce Lee, Casou-se com sua terceira e última esposa, Bárbara, em janeiro de 1980, dez meses antes de falecer.

O sucesso continuou em diversas películas bem acolhidas pelo público, com Papillon e logo após veio O Inferno na Torre. No entanto, McQueen era um solitário por natureza e sua insociabilidade atingiu o ápice entre 1974 e 1978, quando preferia ficar trancado em casa, bebendo cerveja e engordando. Chegou a recusar convites milionários, como atuar em “Apocalypse Now“, de Francis Ford Coppola ou trabalhar ao lado de Sophia Loren. Seu único interesse eram os carros e chegou ao ponto de pedir a seu mecânico para ler os roteiros que recebia e mostrar a ele apenas os mais interessantes. Finalmente, voltou ao cinema no fracassado “O Inimigo do Povo” (1978). Sua última atuação foi no “Caçador Implacável” (1980), já debilitado pela doença que o levaria à morte.

Steve McQueen morreu em 07/11/1980 com apenas 50 anos de idade, no “Tucson Medical Center” em Tucson (Arizona – EUA), vítima de uma ataque cardíaco (Infarto), após uma cirurgia para tratamento de “Mesotelioma” (câncer na membrana que envolve os pulmões), também chamada de “Doença do Amianto”. Quando Steve faleceu, possuía sua própria empresa cinematográfica, a Solar e era um dos mais populares astros norte-americanos. O corpo de Steve McQueen foi cremado e suas cinzas foram espalhadas no Oceano Pacífico, conforme sua vontade.

Assista ao trailer de um bom filme de guerra com esta cena histórica de uma das mais belas tomadas do cinema do meio motociclístico: Steve McQueen no filme “Fugindo do Inferno“, numa fuga mirabolante dos alemães. Uma grande cena que ficou marcada e reconhecida por grandes astros do cinema como a melhor tomada sobre duas rodas do antigo cinema. McQueen não usava dublês. Lembrando-se de que a cena se passa em 1963.


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50 ANOS DA MORTE DO GUERRILHEIRO CHE GUEVARA

Há quem diga que Che Guevara tenha sido um herói dos idiotas úteis, mas não é bem assim!!! Por incrível que pareça, o nome Che Guevara é impactante e incita tanto o amor quanto o ódio nos corações das pessoas. A alcunha é sinônimo de liberdade e resistência para alguns, assim como é sinônimo de carnificina para outros. Entretanto, o que a maioria das pessoas não sabe é que o verdadeiro nome de Che não era tão romântico: o revolucionário foi batizado como Ernesto Guevara. Esta alcunha de Che ele recebeu dos guerrilheiros cubanos por ele ser argentino. Che, de fato, ele foi cruel sim, e por isso deu tão certo em Sierra Maestra a derrubada do poder do ditador Batista(quanto à revolução cubana comandada por ele e continuada por Fidel, aí são outros quinhentos!!!) Claro que ninguém se preocupa com verdades na história, ou fazem dele santo, ou fazem dele demônio, mas isso é esperado…

Che Guevara: amado por muitos, odiado por outros tantos, o argentino que era radicalmente contra o capitalismo selvagem, por ironia do destino, é um dos maiores sucessos comerciais apesar de ser taxado de um dos assassinos mais brutais da história recente. Não é à toa que um homem tão intensamente amado e odiado seja familiar para a maioria das pessoas no mundo ocidental. Che, paradoxalmente virou um símbolo para a sociedade de consumo. Virou camiseta, marca de cigarro, de café, de relógio, tênis, capinha de telefone celular, capa de caderno, bebida energética, roupa de quarto e até biquíni usado por Gisele Bündchen em passarela de moda ou tatuagens nos braços dos atletas Maradona e Mike Tyson. Hoje, você pode comprar a imagem do homem que lutou com todas as forças contra o capitalismo em qualquer lojinha de esquina. Che foi covardemente assassinado, na Bolívia, no dia 9 de outubro de 1967, há precisamente 50 anos.

Um fato marcante e o que confere como um dos aspectos mais célebres da morte do “guerrilheiro”, momento antes de ser enterrado clandestinamente ao lado de um aeroporto, nos arredores de La Paz, na Bolívia, foi quando num necrotério improvisado, numa cena nefasta, funesta e desumana, cortou-se a golpe de ferramentas rudes as duas mãos de Guevara por ordem de seus captores para a confecção de impressões digitais. O general boliviano Oviedo, que a mando da Central de Inteligência Americana (CIA), foi quem detonou, covardemente, os 7 tiros na caixa dos peitos de Che, chegou a ordenar que lhe cortassem também a cabeça, para melhor identificação, e o cremasse em seguida, para que o guerrilheiro atrevido sumisse de uma vez por toda do oco do mundo. Deu tudo errado. As mãos do médico argentino acabaram sendo conservadas em formol. Dois anos depois foram contrabandeadas para havana e se encontram até hoje no palácio de La Revolución, na capital cubana, sob a guarda do irmão de Fidel Castro.

Atentai bem para o desenrolar deste imbróglio. Pois bem. Em 1969, o jovem boliviano Queiroga, era solteiro, membro do Partido Comunista Boliviano, ocupava um quarto no apartamento de um companheiro de partido, num prédio localizado na Rua Diego Peralta, em La Paz, numa terça feira, 23 de julho, os dois amigos receberam um telefonema de uma destacada figura da política boliviana da época. Victor Zanier, para que se encontrassem no café Okey. Após esse comunicado, naquela mesma noite eles zarparam com destino ao “Pega-Bebo”. Eram 21 horas, o café estava lotado, e Zanir chegou com uma sacola de couro bege, surrada. “Son las manos del Che”, informou, em tom tão categórico que o jovem Queiroga acreditou na hora.

Daí em diante começou um dos capítulos mais longos e sofridos da necrofilia guevarista. A seguir os principais trechos da versão do principal protagonista dessa doideira toda que foi Juan Enrique Queiroga, com apenas 32 anos de idade:

“Meu amigo Jorge e eu fomos para casa de táxi, e só então abrimos a sacola. Embrulhado em papel jornal, estava um frasco de vidro em forma cilíndrica, lacrado, de uns 25 centímetros de diâmetros e uns 30 centímetros de altura. Pesava algo em torno de 3 quilos. As mãos estavam cortadas de forma irregular, sugerindo que o corte não fora feito com instrumento adequado. Me pareceram grandes e musculosas, com veias salientes e cobertas de pelos finos’’.

Tinha mais: também embrulhado em jornal velho, estava uma máscara mortuária do Che, de gesso, com alguns restos de cabelos grudados. Daquele 23 de julho quando recebi a sacola e fui para casa a 28 de dezembro de 1969, a sacola ficou escondida debaixo da minha cama. Minha tarefa era entregá-la aos cubanos. Não tive medo daquela coisa no meu quarto. Tive medo, sim, de ser pego pelas forças da repressão”. O plano ficou a cargo do meu amigo Jorge, que comprou minhas passagens aéreas com aval do arquiteto brasileiro Rubens Wanderley que era membro do Partido Comunista Brasileiro e estava asilado na Bolívia em razão do Golpe Militar de 64, havido no Brasil.

Embarquei com a sacola de couro em meio às festas de fim de ano (28 de dezembro de 69), num voo de Santiago do Chile para Madrid, com escala em Lima, Guayaquil, Bogotá e Caracas. Na Espanha troquei de avião, segui para Paris, continuei a viagem até Budapeste, tendo como paradeiro final Moscou. A essa altura, outra pessoa travestida de araponga sempre viajava nos mesmos voos que o meu, para pegar a maleta caso me acontecesse algo. Não o conhecia. Jamais nos falamos. Até hoje não sei quem era. O Serviço de Inteligência Cubano e a militância comunista boliviana, jamais passou as credenciais desse Agente Secreto para que eu viesse a ter conhecimento. Cheguei ao Aeroporto em pleno inverno russo, onde um funcionário do Comitê Central me aguardava. Nesse mesmo dia recebi uma visita “in loco” daquela destacada figura política boliviana que havia me telefonado no dia 23 de julho de 1969 para entregar-me tal sacola no Café Okey, Victor Zanier, e fomos juntos a embaixada de Cuba em Moscou. Os cubanos decidiram que Zanier, sozinho, deveria levar mãos e máscara até Havana. Voltei para a Bolívia e fiquei quieto. Cumpri meu périplo “in memoriam” do Comandante Ernesto Che Guevara.


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O QUE É DISSONÂNCIA COGNITIVA?

Recentemente, entre uns goles de café e de conhaque, mantive um gostoso bate papo informal com o Dr. Zenício da cidade de Bom Conselho – PE, e o papo que rolou entre nós dois foi justamente a conscientização que tanto eu quanto ele éramos doentes e sofremos por muito tempo de uma enfermidade grave que tem o nome estranho de dissonância cognitiva (graças a Deus estamos curados, literalmente!!!). Ele se escondia em Elis Regina e eu em Che Guevara… A gente era possuidor de um transtorno mental onde a pessoa cria justificativas falsas para algo que ela inconscientemente sabe que é mentira. Ou seja, é uma auto contradição.

A dissonância cognitiva é um termo cunhado pelo psicólogo norte americano Leon Festinger, já no campo da política, a dissonância cognitiva manifesta-se quando uma determinada autoridade de direito, reconhecida como tal pelo povo, se COMPORTA DE FORMA IRRACIONAL(Lula, por exemplo!!!), fazendo com que o cidadão tente conciliar mentalmente essa autoridade de direito, por um lado, com a IRRACIONALIDADE que se lhe reconhece no seu comportamento, também por outro lado. A teoria da dissonância cognitiva baseia-se na premissa de que a pessoa se esforça para manter a coerência entre suas cognições (CONVICÇÕES e OPINIÕES). Quando uma pessoa tem uma crença sobre algo e age diferente do que acredita, ocorre uma situação de DISSONÂNCIA. A dissonância é a contradição e uma das principais fontes de inconsistência no comportamento do ser humano.

Pois bem!!! De um modo geral, A LULOLATRIA não é um caso de fanatismo e sim de saúde que podemos denominar de DISSONÂNCIA COGNITIVA. ou seja, a pessoa tem uma opinião sobre algo e age de outra forma. Quer dizer, sabe dos malfeitos praticados pelo Lula, mas não os admitem em hipótese alguma sendo capaz de ir às últimas conseqüências para defendê-lo!!! No popular, isso quer dizer NÃO DÁ O BRAÇO A TORCER, mesmo estando errado… ilustrativamente, o sujeito é capaz de atacar a faculdade que formou o JUIZ que está julgando Lula e, ser for preciso, não há nele a menor cerimônia de acusar a maternidade em que a mãe do Moro deu a luz… saindo da esfera politica e passando para exemplos da vida cotidiana é a mesma coisa de, o indivíduo sabe que beber e dirigir são atos perigosos, no entanto mantém essa atitude, mesmo conhecendo os riscos.

Outro exemplo de como um indivíduo pode lidar com a DISSONÂNCIA relacionada a um comportamento de saúde: Indivíduos que fumam podem continuar a fazê-lo, mesmo que eles saibam que é ruim para a sua saúde. Por que alguém iria continuar a se envolver em comportamentos que sabem que não são saudáveis?!?!?! De acordo com o psicólogo norte americano Leon Festinger, uma pessoa pode decidir que valoriza mais FUMAR do que a própria SAÚDE, considerando que o comportamento “VALE A PENA” em termos de riscos e recompensas.

De um modo geral, todo LULISTA assumido tem a mentira como sua matéria prima. Para ele, mentir é essencial, apesar dele ter plena consciência(?) que está falando a verdade, somente a verdade. A inquietação intelectual leva à busca de teorias e, dessa busca, a possíveis respostas. A questão é: Por que todo adepto do socialismo, do comunismo e de qualquer esquerdismo mente tanto?!?!?! Por que não pode um esquerdista afirmar seus princípios e defender suas posições falando a verdade? – ou, pelo menos, buscando a verdade, ainda que incorrendo em erros ocasionais?!?!?! Há caso que é tão estarrecedor que, no Brasil, a LULOLATRIA parece mais um povo SEMITAS, donde, Eles LEEM DA DIREITA PARA ESQUERDA ou quem sabe estão fumando maconha estragada, só pode ser!!!

Vejam o recado dado pelo jornalista Josias de Souza a esse povo que sofre da doença DISSONÂNCIA COGNITIVA: “A sensação de que a política precisa de uma FAXINA cresce na proporção direta da diminuição da disposição dos políticos de se higienizar. O sistema guerreia pela preservação dos seus valores mais tradicionais: o suborno, o acobertamento, o compadrio, o patrimonialismo, o fisiologismo. O bom senso recomenda a interrupção imediata do teste de paciência. O ponto de ruptura pode estar próximo. O diabo é que CULPADOS e CÚMPLICES demoram a perceber que já encheram o bastante.”. Observem as pesquisas pró-Lula, donde, os institutos fazem questão de constar da relação de candidato ao cargo de presidente o juiz Sergio Moro. Não se enganem, tudo isso são pesquisas para intimidar o Judiciário…

Os lulo-petistas têm uma necessidade interior para garantir que as suas crenças (ou desculpas fajutas) e comportamentos são consistentes. Crenças inconsistentes ou conflitantes levam a desarmonia, que as pessoas se esforçam para evitar. Segundo nos dizem os doutores no assunto que a PSICOLOGIA COGNITIVA é uma área do conhecimento que estuda os processos mentais que influenciam o comportamento do indivíduo, analisando fenômenos psíquicos relacionados à memória, percepção, linguagem, criatividade, raciocínio e resolução de problemas.

Atentai bem!!! Como se sabe, a esquerda se alimenta da mentira(o regime cubano é um exemplo). Ela é tão escrota que, uma vez conquistado o poder, não será o caso de abandonar suas mentiras?!?!?! Não!!! A mentira continua a ser tão essencial quanto antes. Por que a VERDADE é incompatível com as teses de esquerda?!?!?! Por que a MENTIRA é íntima e necessária às ideologias de esquerda?!?!?! Para o esquerdista brasileiro, admitir que o “PETISMO E CATERVA” ou o governo de esquerda que se implantou, com sua ajuda militante, é perverso, burro e ineficaz leva-o a uma severa crise de ordem, digamos, EXISTENCIAL: ele entrará em profunda dissonância cognitiva!!! Logo, o único jeito de evitar ou superar a dissonância será criar explicações e buscar afirmar realidades alternativas. vale dizer: MENTIROSAS…


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RONALD REAGAN, UM BANDIDÃO GRANDE, FEIO E ESTÚPIDO

Ronald Wilson Reagan Nascido em ILLINOIS, no ano de 1911, escolheu inicialmente uma carreira na indústria cinematográfica, atuando em mais de 50 filmes. Em Hollywood, ele foi presidente do Screen Actor’s Guild (SAG- Sindicato dos atores), donde conheceu sua futura mulher, Nancy Reagan. Primeiro repórter, depois ator de cinema e, entre 1947 e 1952 e em 1959, presidente do sindicato de atores, Reagan entrou em 1962 na política como membro do Partido Republicano. De 1967 a 1974, foi governador do Estado da Califórnia e, em 1981, eleito presidente da maior potência mundial, pelo partido REPUBLICANO em substituição ao DEMOCRATA Jimmy Carter e, depois, reeleito em 1984.

Por suas convicções ideológicas e carreira política, Ronald Reagan se tornou um dos atores mais massacrados do cinema. Está certo que ele não podia ser considerado um ator de grandes recursos interpretativos, mas não era também o CANASTRÃO em que a crítica implacavelmente o transformou, tendo provado isso em “Em Cada Coração um Pecado”. Reagan, que tem poucos faroestes em sua filmografia, era um cowboy perfeito, muito bom de briga e excepcional cavaleiro montando nos faroestes O CAVALO ‘BABY TAR’, DE SUA PROPRIEDADE. Reagan poderia ter se tornado um Randolph Scott menor, caso tivesse feito mais westerns, pois estampa de cowboy não lhe faltava. E como BANDIDÃO o futuro presidente se deu melhor ainda, como se vê em “Os Assassinos”, de Don Siegel.

No filme faroeste “Com a Lei e a Ordem”, Reagan contracena com a exuberante atriz DOROTHY MALONE que tinha uma inevitável atração com sua beleza e sensualidade extraordinárias, Dorothy Malone tem em “COM A LEI E A ORDEM” um dos papéis menos relevantes e discretos de sua carreira, não passando de mero e delicioso enfeite. Curiosamente Dorothy (Jeannie no filme) tem oportunidade de dizer a Frame Johnson (Ronald Reagan) que ele “É GRANDE, FEIO E ESTÚPIDO”. Outra grande atração do filme é a trilha musical composta por um jovem maestro contratado pela Universal chamado HENRY MANCINI que em poucos anos escreveria algumas das mais memoráveis trilhas musicais do cinema.

Em 1928, Ronald se formou na Dixon High School, e lá, além de atleta, ele também era presidente do corpo estudantil e atuava nas peças escolares. Após estudar na Eureka College, em Illinois, como atleta bolsista, Reagan se formou em economia e sociologia. Lá, ele jogava futebol americano, corria em pistas, era capitão da equipe de natação e presidente do conselho estudantil, além de atuar nas produções da universidade. Depois de sua graduação, em 1932, ele começou a trabalhar como locutor de uma rádio esportiva em Iowa. Em 1937, Reagan assinou um contrato de 7 anos com a Warner Brothers. Ao longo das três décadas seguintes, ele apareceu em mais de 50 filmes. Entre seus papéis mais conhecidos, está o de George Gipp, jogador do time de futebol americano, na sua biografia “Criador de Campeões”. Outro papel famoso é o do filme “Em Cada Coração”, de 1942, no qual seu personagem tem as pernas amputadas.

Como Presidente dos Estados Unidos, Reagan implantou uma política conservadora, destinada a sanear a economia, baseada na redução dos impostos e dos juros elevados, tendo como contrapartida a diminuição dos benefícios sociais e um aumento do déficit público. Pretendia, desse modo, financiar as despesas de rearmamento (baseado sobretudo na construção de mísseis de médio alcance e na iniciativa de defesa estratégica). ANTICOMUNISTA de carteirinha, seguiu inicialmente uma política de confronto com os Estados do bloco comunista e com os regimes revolucionários do Terceiro Mundo, especialmente na América Central (por exemplo, a Nicarágua). Contudo, com as transformações incentivadas por Mikhail Gorbachov na União Soviética, tanto na política externa como na interna, Reagan tornou-se um firme defensor do fim do confronto entre os dois blocos. Os acordos para a eliminação do armamento nuclear de médio alcance na Europa (1987) e a reunião com Mikhail Gorbachov em 1988 foram passos fundamentais para a implantação de uma nova ordem na política mundial.

Um dos fatos inusitado nos primeiros meses de seu governo foi quando o presidente Reagan foi vítima de um atentado. Um homem dizendo querer chamar a atenção de Jodie Foster disparou uma série de tiros que acabaram acertando o presidente americano. Reagan tinha 70 anos e foi atingido pela bala na região do tórax. Ao chegar na mesa de cirurgia Reagan teria dito que esperava que todos os médicos fossem republicanos. Reagan ficou próximo da morte e sua saúde nunca mais foi a mesma depois desse incidente. O atentado fez com que Reagan ganhasse popularidade e que ele tivesse capital político para implementar a sua tão desejada queda de impostos.

Após deixar a Casa Branca, em janeiro de 1989, Reagan e sua mulher Nancy retornaram para Los Angeles. Em 1991, foi inaugurado em Simi Valley, na Califórnia, o Ronald Reagan Presidential Library. Em 1994, Reagan revelou à população americana que havia sido diagnosticado com Alzheimer. Quase uma década depois, em 5 de junho de 2004, ele faleceu em sua casa, em Los Angeles, aos 93 anos. Assista ao vídeo da reportagem da tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan. Dos 4 feridos apenas 2 sobreviveram que foram o presidente Ronald Reagan que veio a falecer em 2004 e James Brady que morreu em 2014. Os que morreram nesse atentado foram Tim McCarthy e Thomas Delahanty.


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MORRE O FUNDADOR DA REVISTA PLAYBOY

A revista masculina PLAYBOY, sem o menor farelo de dúvida foi o talismã, o amuleto, o prazer artificial dos MASTURBADORES desse mundão de my God. Criada em 1953, teve um papel importante na mudança de atitude a respeito da sexualidade registrada no século XX. Seu fundador, HUGH HEFNER, que morreu no último dia 27 aos 91 anos de idade, de causas naturais em sua residência de Beverly Hills, a famosa Mansão Playboy, onde celebrou festas lendárias para as celebridades do mundo inteiro. Hugh Hefner era uma lenda, foi um inovador, ele foi único e sempre será lembrado como alguém que teve um impacto positivo nas mudanças dos VALORES SEXUAIS SOCIAIS de sua época. Para a macharada, Hugh Hefner, levou a imagem de mulheres nuas ao imaginário coletivo americano e posteriormente ao redor do planeta.

Mestre do marketing, a habilidade de Hefner para a autopromoção tornou impossível separar a sua própria imagem da de seu império. Porém, a exatamente dois anos, outubro de 2015, A revista Playboy anunciou que deixaria de publicar fotografias de MULHERES COMPLETAMENTE NUAS, indicando que este tipo de imagem não tinha mais razão de ser na era da INTERNET, já que a pornografia está cada vez mais disponível.

Segundo se lê na imprensa americana e mais precisamente no jornal The New York Times, quando afirma que ele definiu um estilo de vida e uma característica comum a um grupo de indivíduos pertencentes a uma mesma sociedade. Toda aquela sexualidade sempre esteve presente no coração da marca Playboy, uma das mais reconhecíveis e duradouras da história. Mesmo assim, o clima político e sexual de 1953, o ano em que Hugh Hefner introduziu a Playboy ao mundo, já não se parece com o atual. Agora estamos ou vivemos apenas a um ‘’CLIQUE’’ de todos os atos sexuais imagináveis de forma gratuita.

Para abrilhantar a vida pessoal desse inovador no campo da sexualidade através de fotos de mulheres nuas, consta de sua folha corrida sexualmente falando, que mais de mil mulheres, em suas nove décadas de vida teria dormido com ele. Não é à toa que, Nos últimos anos de sua vida, também frequentou clubes noturnos e manteve um grupo de jovens namoradas, um estilo de vida que ele garantia que o mantinha jovem. Sua atual namorada tinha pouco mais de 30 anos.

Como particularidade, em meados de 2016, a MANSÃO PLAYBOY, cenários das festas organizadas por Hefner, foi vendida a um empresário americano. A propriedade com uma piscina com cavernas e cascatas simboliza os excessos de Hollywood. Durante suas festas épicas, os convidados conviviam com as célebres ”COELHINHAS”. Conta-se que, Elvis Presley teria dormido com oito ”coelhinhas” ao mesmo tempo na casa de 12 quartos, enquanto John Lennon queimou um quadro ao largar um cigarro de modo negligente.

Mudando de um polo ao outro, mas sempre a procura do prazer, seria de bom alvitre frisar que, para se ter ideia da importância da revista PLAYBOY na iniciação do sexo na ala jovem masculina, pois pensou PLAYBOY, pensou punheta!!! Para os sexólogos, a adolescência é uma etapa do ciclo vital onde são vivenciadas inúmeras mudanças, de cunho biológico, social e psíquico. Portanto, a masturbação possibilita ao jovem maior conhecimento acerca de sua porção sexual proporcionando que ingresse em um relacionamento a dois mais satisfatório e pleno. Além disso, a masturbação alivia o estresse através da produção de hormônios que aumentam o bem estar.

Masturbação é bom em qualquer lugar, mas no banheiro de portas fechadas e a revista PLAYBOY em posição privilegiada, além daquela água caindo do chuveiro nos traz outro ambiente e até mesmo uma forma de sair daquela rotina de masturbação só no quarto e na cama. A masturbação feminina é muito diferente da masculina, de fato. Pois para as mulheres sentirem prazer, é um pouco mais difícil; então necessita um pouco mais de concentração. No entanto, conforme pesquisa efetuada pela própria PLAYBOY no ano de 1994, 60% de todos os homens de 16 a 59 anos se masturbavam com uma certa freqüência.

A foto que ilustra este texto é a primeira revista PLAYBOY que está sendo folheada pelo seu criador, HUGH HEFNER, que vem na capa A SEX SYMBOLS Marilyn Monroe. O fato curioso é que, Em 1949, sem dinheiro, ela concordou em posar nua para um calendário. O sucesso foi tão grande que a famosa atriz que personificou o glamour Hollywoodiano acabou ilustrando a PRIMEIRA CAPA DA REVISTA PLAYBOY EM 1953. Segundo confirmou seu filho, Hugh Hefner vai ser enterrado ao lado de Marilyn Monroe no cemitério Westwood Village Memorial Park.

Pois bem!!! Há quem diga que uma das causas hoje, do cinqüentão, sofrer de artrose nas mãos seria por causa de, na juventude, ter “FOLHEADO” muitas revistas que tinha como símbolo uma bela coelhinha. Fazer o quê?!?!?! A masturbação é assim. Um fenômeno universal, que não respeita fronteiras, atravessa gerações e transcende civilizações. Todos a praticamos. Todos a conhecemos. Mas raramente conversamos sobre o assunto…


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FRANK SINATRA – “A VOZ”

Caso estivesse vivo, FRANCIS ALBERT “FRANK” SINATRA estaria com 101 nos de idade. Sinatra, um dos mais importantes artistas do século passado destacou-se na música e como ator fez uma bela carreira chegando mesmo a receber um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu excelente desempenho em “A UM PASSO DA ETERNIDADE”. Conforme nos conta o cinéfilo Darci Fonseca, a filmografia de Frank Sinatra contém muitos dramas, comédias, policiais, filmes de guerra e como não poderia deixar de ser musicais. E SINATRA FEZ WESTERNS TAMBÉM, quatro apenas numa filmografia de mais de 50 títulos, mas não será por esses westerns que ele será lembrado, pois o melhor desses QUATRO FILMES é apenas regular. Pois é, imaginem!!! Sinatra usou chapéu de cawboy, calçou botas, lenço no pescoço e, meio desajeitado, colocou um Colt na cintura.

O primeiro western de Sinatra, um desengonçado cawboy, por ele produzido e que acabou sendo o melhor deles, mesmo longe de ser um grande filme, chamava-se: REDENÇÃO DE UM COVARDE(1956); logo depois veio OS TRÊS SARGENTOS (1962), com participação do excelente Dean Martin – Este é um daqueles filmes em que os atores parecem se divertir mais que a plateia, não demonstrando a menor preocupação com o público pagante; em seguida, OS QUATRO HERÓIS DO TEXAS (1963) – Os quatro do Texas do título são Sinatra, mais um a vez Dean Martin e Ursula Andrews e Anita Ekberg, duas mulheres irresistíveis naqueles tempos; finalmente, seu último faroeste intitulava-se: O MAIS BANDIDO DOS BANDIDOS(1970) – Outra comédia-western, outra tentativa frustrada de Sinatra se mostrar engraçado no Velho Oeste, mas Ninguém gostou, nem o público e menos ainda a unânime crítica. Com ele Sinatra encerrou suas aventuras no Velho Oeste quando o gênero já não era mais o mesmo.

Em 2013, O Jornal do Comércio da cidade do Recife-PE, publicou uma extensa matéria no estilo biografia a respeito do cantor-ator que vale a pena Lê-la. POIS BEM!!! No ano em que Paul McCartney nasceu, a idolatria a Frank Sinatra antecipando a BEATLEMANIA em vinte anos, levava garotas a madrugar em filas de teatros para ter a oportunidade de assistir aos show do cantor na frente do palco. Baixo (para os padrões americanos), muito magro (numa época em que magreza era motivo de gozação), com um defeito no lobo da orelha esquerda, e uma cicatriz no mesmo lado do pescoço (ambos motivados pelo parto feito a fórceps), que o levou a vida inteira, a se deixar fotografar quase sempre do lado direito. Defeitos piorados por crises de acne na adolescência. Como se não bastasse, era de origem italiana, espécie de “NORDESTINO” para o nova-iorquino, abaixo dos irlandeses na escala social da cidade. Mas o que fazia de Francis Albert Sinatra uma pessoa especial?!?!?! É o que o escritor e jornalista James Kaplan tenta esclarecer na biografia FRANK: A VOZ (Companhia das Letras, 752 páginas).

De acordo com a citada biografia, o crescimento de Sinatra se dá entre gângsteres mafiosos e políticos habilidosos, como Kaplan repassa e comprova. Sobre a afirmação de que teria sido um traficante de cocaína ligado a PABLO ESCOBAR, conforme a afirmação do filho do colombiano em entrevista ao JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO, o biógrafo não tem respostas definitivas. “Eu vi essa matéria, mas não sei nada sobre essa ligação com drogas. Eu não poderia dizer se essa afirmação é verdadeira ou falsa, mas diria que os problemas de Sinatra foram com álcool, não com coca” .

Conforme a atualizada wikipédia, Blue Eyes (Olhos Azuis), The Voice (A Voz), esses são alguns dos apelidos de Frank Sinatra, considerado por muitas pessoas o grande cantor do século XX. Não foi apenas grande na música. Sinatra foi um dos primeiros cantores a ganhar o status de ‘’CELEBRIDADE’’, ao arrastar fãs por onde passava, antes mesmo de Elvis Presley e os Beatles. Na calçada da fama, THE VOICE deixou duas estrelas marcadas: uma por sua carreira na música e a outro pelo trabalho na Tv e filmes americanos. Casado quatro vezes (Nancy Barbato, Ava Gardner, Mia Farrow e Barbara Marx), Sinatra teve três filhos: Nancy Sinatra, Frank Sinatra Jr. e Tina Sinatra. O que impressionou muitos críticos e fãs era o fato de Sinatra desenvolver técnicas vocais sofisticadas sem qualquer treinamento. Não é à toa que sua voz marcante gravou alguma das músicas mais cantadas do século XX no mundo inteiro, como My Way, Fly Me To The Moon, The Way You Look Tonight, I’ve Got You Under My Skin, New York, New York e The Girl From Ipanema. Sua filmografia também é extensa, reunindo mais de cinquenta aparições, como em A UM PASSO DA ETERNIDADE (FROM HERE TO ETERNETY), com a qual recebeu o Oscar.

A história de Sinatra é um terreno mais do que pisoteado, mas talvez tenha sido escavado como nunca, deixando a missão de se conseguir novidades bem mais complicada para os próximos pesquisadores, até porque um dos encontros mais bizarros se deu no dueto que fez com Elvis Presley em um programa de TV, em 1960. Elvis, até então, era a imagem do inimigo. “Sinatra odiava o rock. Quando os Beatles surgiram, em 1964, destruíram toda a música popular que havia até então.” Ali, conforme reconstitui o biógrafo Kaplan, os dois, Elvis e Sinatra, se tornaram iguais.

Frank Sinatra morreu em 14 de maio de 1998, aos 82 anos, em consequência de um ataque cardíaco. Apelidado de “A VOZ”, foi uma das figuras mais importantes da música popular do século 20 e deixou, por meio de discos e concertos, um legado próximo à perfeição no que respeita a interpretação vocal masculina. Sua popularidade foi enorme e praticamente constante ao longo de toda a vida, se bem que foram especialmente exitosos os anos 1950 e 1960, sendo esta última década, com a produção discográfica, considerada a etapa de maior qualidade artística como cantor. Eis um dueto que Frank Sinatra faz com Antonio Carlos Jobim no ano de 1967, incluindo aí, a música GAROTA DE IPANEMA(The girl from Ipanema). Infelizmente, hoje em dia não temos mais a Garota de Ipanema. Temos as Funkeiras de Ipanema…


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LEONARDO DICAPRIO, O REGRESSO DO COWBOY

De um modo geral, tudo que o brasileiro sabe sobre Leonardo DiCaprio é que ele teve um relacionamento com a modelo brasileira Gisele Bündchen e fez muito sucesso como protagonista de “TITANIC”. Na verdade, pouca gente sabe que ele possui o mesmo pantim ou frescura do rei Robero Carlos, pois DiCaprio sofre de TOC, transtorno obsessivo compulsivo. Também possui o mesmo pantim da eterna presidenciável Marina Silva, por ser ferrenho defensor das florestas. Como ambientalista engajado, ele criou uma fundação com seu nome para apoiar ações sustentáveis. O ator também é membro das associações Natural Resources Defens e Global Green USA e ajudou a produzir o documentário “A ÚLTIMA HORA”, que trata das mudanças climáticas. De resto, Fora do cinema, Leonardo é engajado em causas sociais. Faz questão de ajudar financeiramente crianças em Moçambique e colaborou e muito com donativos para com as vítimas do terremoto no Haiti.

No campo cinematográfico, dos filmes de bang bang que DiCaprio participou, RÁPIDA E MORTAL é um Western de grande orçamento e elenco de estrelas, encabeçado por SHARON STONE. A sinopse nos mostra que há muito Humor e violência no estilo dos quadrinhos. Sharon é Ellen, mulher misteriosa que chega ao lugarejo armada até os dentes e doida por vingança. Ela quer matar o poderoso Harold (Gene Hackman) que tornou sua vida um inferno. E um DUELO entre os dois é o ponto alto do filme que reúne todos os personagens e situações típicos do gênero. E como protagonistas destaques para Leonardo DiCaprio(com apenas 22 anos) e Woody Strode. Este faroeste tem duas preciosas curiosidades. A primeira é que, SHARON STONE pagou o salário de Leonardo DiCaprio de seu próprio cachê, para que ele pudesse ser incluído no elenco. Quanto à segunda, lamentavelmente, foi o último filme do extraordinário negão Woody Strode.

No ano de 2012, o polêmico diretor Quentin Tarantino filmou DJANGO LIVRE(Django Unchained), O elenco all-star de “Django Unchained” reúne os galãs na telona o NEGÃO JAMIE FOXX como o Django Negro e Leonardo Di Caprio. Conforme nos confirma o cineclubista Darci Fonseca, O western de Tarantino foi filmado nas conhecidas locações de Alabama Hills, onde cavalgaram astros da Republic Pictures como Roy Rogers, Rocky Lane, Rex Allen e também muitos outros mocinhos como Randolph Scott, Audie Murphy e Rod Cameron. A história de “Django Unchained ou DJANGO LIVRE” fala de um escravo que após ser libertado torna-se caçador de recompensas e sai em busca de sua esposa que está na companhia de um latifundiário no Mississippi.

O filme DJANGO LIVRE que tem uma longa duração de 2h.45m, não deixa de contar com homenagens de Tarantino aos spaghetti western, como a bem-vinda presença do ATOR ITALIANO FRANCO NERO(75 anos), o primeiro Django do cinema, além das marcas registradas do cineasta, como sequências extremamente violentas, diálogos ácidos e engraçados e uma trilha sonora impecável. “Django Livre” mostra que Quentin Tarantino refina, a cada filme, seu modo particular de contar histórias. Desde já, um clássico. Porem, o CALO do filme diz respeito ao tema explorado pelo diretor Tarantino: ESCRAVIDÃO… O fato é que falar de escravidão nos Estados Unidos é mexer num vespeiro. As questões raciais permanecem um tema delicado e, por causa de Tarantino, o assunto voltou a ser debatido na mídia norte-americana. De acordo com o cineasta, a preocupação em encenar o cotidiano dos escravos com atores locais só passou após uma conversa com SIDNEY POITIER, o primeiro artista negro a ganhar um Oscar. Na ocasião, Poitier disse ao diretor que ele “NÃO PODERIA TER MEDO DO PRÓPRIO FILME”.

O mais novo filme de faroeste estrelado por Leonardo DiCaprio, chama-se O REGRESSO. O filme traz o ator cinco vezes indicado ao Oscar no papel de um guarda de fronteiras. A trama narra uma história real ambientada no velho oeste dos Estados Unidos no início do século 19. O trabalho do diretor Alejandro Gonzalez é chumbo grosso, duro na queda e muito violento. Recebeu a classificação indicativa R nos Estados Unidos, o que significa que o filme É PROIBIDO para menores de 17 anos desacompanhados dos pais ou responsáveis. Trata-se da segunda maior restrição possível que um filme pode receber, atrás apenas da classificação NC-17 (proibido para qualquer menor de 17 anos), geralmente reservada para filmes adultos.

Em 2016, no auge dos seus 41 anos com inúmeros filmes memoráveis, pois com o violento faroeste/aventura O REGRESSO, DiCaprio, finalmente, saiu como o vencedor do Oscar de melhor ator. Ele nunca tinha conseguido levar a estatueta de melhor ator, apesar de ter sido indicado por 5 vezes. Faltava O REGRESSO na vida dele. O filme que levou o Oscar de melhor fotografia e melhor diretor deu o inédito Oscar para Leonardo DiCaprio, por sinal merecidíssimo. Uma das melhores atuações do DiCaprio em toda sua história no cinema. Filme Fantástico, maravilhoso, forte, obra prima, bem dirigido, bem fotografado. Inspirado em eventos reais, o filme prende o espectador do inicio até o fim. A cena de DiCaprio enfrentando o urso cinzento deixa a plateia completamente paralisada, em choque, é muito forte. Destaque para as expressões faciais apavorantes deste bom ator que é de uma maestria espetacular, donde, sem perceber quem assiste ao filme começa a viver o personagem.

Assista ao vídeo de apenas 3 minutos daquele momento mágico que todos esperavam e finalmente aconteceu. Leonardo DiCaprio venceu seu primeiro Oscar em 2016, por sua atuação como o protagonista de “O REGRESSO”. Esta foi à quinta indicação por atuação que o ator recebeu – a primeira aconteceu em 1994, por seu papel de coadjuvante em “Gilbert Grape: aprendiz de sonhador”. Ele também foi indicado como melhor ator por papéis em “O aviador” (2004), “Diamante de sangue” (2006) e “O lobo de Wall Street” (2013).


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WALDICK SORIANO, O FRANK SINATRA BRASILEIRO

Eu já sei que tu vais casar com outro / Meu desejo é que tu sejas bem feliz / Amanhã, eu estarei lá na igreja / Pra Provar-te o quanto eu te quis. – Levarei muitas flores perfumadas / Para brindar à tua felicidade / Quero dar-te uma taça do meu pranto / Como prova da tua falsidade… AÍ É PRA ARROMBAR A TABACA DE XOLINHA!!! Quem não tem cão caça com Gato. Pois, nós temos, também, o nosso Frank Sinatra, ora bolas!!! Isto é o que podemos chamar de BOLERO 100% nostalgia… Este foi o WALDICK que conhecemos que encantou-se no dia 04.09.2008, precisamente há nove anos. O cara tinha em seus melosos boleros aquelas temáticas da vida noturna, bares sombrios, amores perdidos e puteiros que varavam toda uma noite. Esta música só parece com ‘’BUTECO’’. Ela é uma homenagem à Associação Protetora dos Cachaceiros.

Pois bem!!! Eurípedes Waldick Soriano foi um cantor e compositor brasileiro, ícone da música classificada como brega. O “FENÔMENO” Waldick e a posição quase marginal que o ritmo “CAFONA” ocupou mereceu uma análise mais apurada e científica no livro escrito pelo historiador e jornalista Paulo César de Araújo, Intitulado “EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO – Música popular cafona e ditadura militar” (Rio de Janeiro, Record, 2005), a obra traz, já em seu título, uma referência a este cantor e sua música de maior sucesso. Ali o autor contesta, de forma veemente, o papel de adesista ao regime de exceção implantado a ferro e fogo no Brasil pelos militares, por parte dos músicos “BREGAS”. Waldick, segundo ele, é um dos exemplos, tendo sua música “TORTURA DE AMOR” censurada em 1974, quando foi por ele reeditada. Apesar de ser uma composição de 1962, o regime não tolerava que se falasse a palavra “TORTURA”…

Na sua cidade natal, Waldick sempre foi tratado com certo menosprezo. Aristocrática, Caetité mantinha apenas nas camadas mais populares uma fiel admiração. Ali teve dois de seus filhos, gêmeos, de forma quase despercebida, em 1966. Em meados da década de 90, porém, a cidade teve num político o resgate do filho ilustre. O vereador Edilson Batista protagonizou uma grande homenagem, que nomeou uma das principais avenidas com o nome de Waldick. Pouco tempo depois, o SBT realizava ali um documentário, encenado por moradores locais, retratando a juventude de Waldick, sua paixão pela professora Zilmar Moura, a mudança para a região sudeste do país.

Aos 25 anos, Eurípedes Waldick Soriano foi influenciado pelo cinema de faroeste e resolveu adotar o estilo do personagem DURANGO KID – foi assim que acessórios como o chapéu preto passaram a fazer parte de seu visual. Em 1958, como tantos outros nordestinos, feito o Lula, mais conhecido como o SEBOSO DE CAETÉS, resolveu ir “TENTAR A VIDA” em São Paulo. Queria ser cantor ou artista de cinema. Para sobreviver, enquanto a oportunidade nas rádios não surgia, foi faxineiro, servente de pedreiro, motorista de caminhão e engraxate. O primeiro contrato profissional como cantor e compositor foi assinado em 1960, com a gravadora Chantecler, ano em que lançou seu primeiro disco, um 78 rpm com os boleros “QUEM ÉS TU” e “Só Você”.

O sucesso absoluto veio na década de 70, quando ele se tornou ícone da música conhecida como BREGA, mas que ele preferia dizer ROMÂNTICA. Suas canções eram tocadas nas rádios populares. Nesse período, sua presença era disputada por programas de televisão como o “Cassino do Chacrinha” e o “Programa Silvio Santos”. O maior sucesso foi à música “EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO”, do disco “Ele Também Precisa de Carinho”, lançado em 1972. O nome da música se tornou expressão popular no Brasil. Nos anos 90. Soriano foi homenageado por Falcão, outro cantor da música brega, que regravou “Eu Não Sou Cachorro, Não” em inglês, na versão “I’M NOT DOG NO”.

No fim da primeira década do Século XXI, o cantor se mudou para Fortaleza, no Ceará e excursionou pelo Nordeste. Dois anos antes de morrer, o artista foi tema do documentário “WALDICK, SEMPRE NO MEU CORAÇÃO”, dirigido pela atriz Patrícia Pillar, que abordou a carreira e a vida íntima do artista no filme. Em 2007, foram lançados pela Som Livre os CD e DVD “Waldick Soriano – Ao Vivo”. O cantor se casou três vezes. Sua última mulher foi Walda Soriano, uma galegona ao molho pardo de dois metros de altura. Por natureza, Waldick era um manguaceiro nato e também um mulherengo machista a toda prova. Waldick Soriano deixou uma das frases mais bem cunhadas nos anais da boemia e dos cabarés da vida: “DIGO SEMPRE QUE, CACHAÇA MODERADA E MULHER EM EXAGERO NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM”…


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A VIDA LONGA DE JANE FONDA

JANE FONDA transbordando beleza e graciosidade, neste ano(2017), em dezembro, será uma OITENTONA e pertence a árvore genealógica dos Fondas, uma das maiores dinastias do cinema. É filha de Henry Fonda, astro do cinema nos anos 40 e 50, irmã do ator Peter Fonda e tia da também atriz Bridget Fonda. Além de atuar no cinema, Jane Fonda é produtora, militante política, escreveu e produziu livros e vídeos de ginástica e sobre alimentação saudável. Recebeu o Oscar de melhor atriz, em 1971, com o filme “Klute – “O Passado Condena”, e em 1978 com “Amargo Regresso”. Nessa época passou a dedicar parte de seu tempo à militância política, colocando-se contra a Guerra do Vietnã. Casou-se três vezes, seu último matrimônio foi com o magnata das comunicações Ted Turner, proprietário da CNN e da TNT, que durou 10 anos. Em 2001, se separou do todo-poderoso dono da rede de TV a cabo CNN e vice-presidente do grupo Time-Warner, o conhecido magnata Ted Turner.

Jane Fonda foi lançada, tal como Catherine Deneuve, Brigitte Bardot, pelo diretor Roger Vadim(que foi seu primeiro marido). Dirigida por ele, rodou, entre outros, o filme de ficção científica Barbarella (1968), cujas cenas arrojadas a tornaram uma SEX SYMBOL. Jane Fonda superou essa imagem graças a seu empenho político contra a Guerra do Vietnã, a favor dos direitos humanos e com sua participação no movimento de oposição à energia nuclear. Em muitos de seus filmes interpreta o papel de mulheres enérgicas, capazes de se impor (como em Síndrome da China, 1979, e Uma Mulher Implacável, 1979). No início da década de 80 obteve um enorme sucesso com vídeos e livros de aeróbica, os quais tiveram um acolhimento impressionante sobretudo por parte das mulheres. Um fato inusitado é que ela participou ao lado de Henry Fonda, seu pai, no filme UM LAGO DOURADO(1981). Este foi o último filme do seu pai que já estava com 76 e ela com 44 anos de idade.

Recentemente, em entrevista prestada ao jornal O Globo, JANE afirmou que está dando preferência aos seus papéis para mulheres idosas. Uma das razões pelas quais ela especificou fazer uma série sobre mulheres idosas é porque somos a faixa demográfica que mais cresce no mundo. Além disso, os idosos estão vivendo mais, e a cultura e a mídia não costumam contar histórias sobre pessoas mais velhas. Mas eu sou uma idosa, quero ver a televisão falando sobre pessoas mais velhas, os tipos de problemas que enfrentamos, como nossas vidas são.

Jane Fonda ficou afastada dos holofotes durante 15 anos, por isso de velhice ela entende bastante. Aos 53 anos, Jane resolveu largar uma bem-sucedida carreira, abandonando o ofício compartilhado por seu pai, Henry, o irmão Peter e a sobrinha, Bridget. Só aos 67 ela decidiu que o show tinha que continuar, inspirada pela separação traumática do magnata das telecomunicações Ted Turner, em 2001, e por sua autobiografia, “MY LIFE SO FAR”, lançada em 2005. Valeu a pena. Pelo livro e pelo filme “A SOGRA”, que marcou sua volta ao cinema, também em 2005, tornou-se a primeira pessoa a ocupar simultaneamente os topos da bilheteria e do ranking de best-sellers.

O mais consagrado filme de faroeste protagonizado pela filha de Henry Fonda, LADY JAYNE SEYMOUR FONDA(Jane Fonda), sem sombra de dúvida foi CAT BALLOU que no Brasil foi denominado de DÍVIDA DE SANGUE. Como afirma o crítico de cinema Darci Fonseca Jane Fonda ainda não havia se revelado a ótima e premiada atriz que tanto sucesso faria nos anos seguintes e como Cat Ballou, além de sua natural graciosidade, permite que a câmara passeie por seus atributos físicos. Nunca mais um western mostrou uma derrièr(bumbum) tão perfeita como a de Jane Cat Ballou Fonda.

O divertidíssimo western DÍVIDA DE SANGUE(Cat Ballou) de Elliot Silverstein rendeu 20 milhões de dólares no ano de seu lançamento, sendo um dos campeões de bilheteria naquele ano. Mesmo sendo desigual em seus 97 minutos de duração, “Cat Ballou” é um western agradável de ser assistido. Torna-se porém obrigatório, um pouco pela beleza de Jane Fonda, outro tanto pela alegria e voz maravilhosa de Nat King Cole e muito, mas muito mesmo, pelo talento de Lee Marvin. Veja o vídeo logo abaixo com o Trailer do filme que é uma delícia de se assistir, principalmente devido ao elenco, com o carisma esfuziante de Nat King Cole e a jovem Jane Fonda transbordando beleza e graciosidade.


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NÃO CHORO POR TI, DILMA!!!

Um ano atrás, minha anta preferida foi chutada no traseiro. De lá para cá, Lula foi condenado pela Lava Jato, Michel Temer foi denunciado pela PGR, Aécio Neves caiu no ostracismo, o troglodita Bolsonaro diz que é a bola da vez e o prefeito de São Paulo, João Doria, se apresenta como o NOVO ou a grande REVELAÇÃO por ser adepto da filosofia da Dama de Ferro, a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, que dizia: ‘’Prefiro um Estado pequeno e FORTE a um Estado grande e FRACO’’. Trocando em miúdos: privatizar tudo, MENOS saúde, educação, segurança e as Forças Armadas…

Quem levantar a cabeça querendo apreciar o tempo, além de perceber tanto o sol quanto à chuva, haja aviões cruzando os céus em busca dos otários eleitores. A um ano e dois meses do pleito, as eleições já estão no ar e a todo vapor. Os potenciais candidatos à Presidência da República começaram a realizar uma intensa agenda de movimentação política.

Dentre todos que estão nos ares ou pegaram as estradas o personagem que se destaca mais é o Doria, haja vista, como diz o articulador político Murilo de Aragão, o prefeito de São Paulo tenta se consolidar como “ANTI-LULA”, criticando fortemente o ex-presidente. Ele também utiliza com bastante eficiência as redes sociais, nas quais registra em tempo real sua atuação como prefeito e aparece trabalhando nas obras da prefeitura. A intenção é reforçar o slogan que fez sucesso na campanha eleitoral do ano passado: “JOÃO TRABALHADOR”. Utilizando com inteligência as redes sociais e colocando-se como o antagonista de Lula, João Doria mostra uma estratégia mais consistente do que a de Alckmin.

Voltando à minha anta preferida é de se notar que, quem pertence a IMPRENSA VIVA vai perceber que hoje, 31.08.2017, a Vaca Terrorista da Dilma e o Chico Jabuti choram, abraçados, no primeiro aniversário do IMPEACHMENT. Enquanto isso, o Brasil comemora com muita ênfase, por ter se livrado dos bolivarianos. Enquanto a Vaca, o Seboso e seus cúmplices choram suas mágoas e lamentam terem sido escorraçados(chute na bunda), milhões de brasileiros comemoram o PRIMEIRO ANO livre da organização criminosa chamada PT.

É claro que ninguém vai falar do fim da inflação, da queda dos juros e da retomada na geração de empregos. Dilma e o PT quebraram o Brasil, mergulharam o país em sua mais profunda, longa e acentuada recessão e deixaram um rastro de destruição de 14 milhões de desempregados. A coisa ficou feia também para os órfãos vampiros da Lei Rouanet. O próprio Chico Buarque se viu obrigado a voltar a trabalha e teve que lançar um disco este ano. Sem o dinheiro suado do contribuinte, o cantor esta se virando nos trinta para manter as contas em dia. O último trabalho do Chico Jabuti foi em 2011.

No ato ‘’O BRASIL UM ANO DEPOIS DO GOLPE’’, ao lado de militantes e artistas, a IMPRENSA VIVA já se apercebeu que Dilma despejará suas mágoas contra o presidente Michel Temer e tentara desqualificar o êxito do atual governo através das velhas narrativas sobre o desmantelamento da máquina petista de corrupção. Enquanto Dilma e seus cúmplices derramam suas lágrimas e lamentam terem sido escorraçados do poder, milhões de brasileiros comemoram o PRIMEIRO ANO LIVRE da organização criminosa chamada PT.

Por fim, a petezada sabe muito bem que a posição de avestruz não dignifica a ninguém. Mesmo assim, eles continuam dando uma de JOÃO-SEM-BRAÇO em toda a ladroagem que praticaram. E ainda por cima fizeram de um tudo para estuprar a nossa jovem democracia ao forçarem a barra, nesses 13 anos, donde, queriam implantar o bolivarianismo ou então cubanizar o Brasil.

Há um ano o Brasil evitou a bancarrota.

Feliz aniversário, IMPEACHMENT!!!


© 2007 Besta Fubana | Uma gazeta da bixiga lixa