CONVERSA DE CACHACEIRO

A vizinha lá de casa,
Que há poucos dias é crente,
Vive de me encher o saco
Mais do que qualquer parente.
- Se livre dos belzebus,
Meu filho, aceite Jesus!
Dando uma de mãezona.
Mas eu já embriagado
Respondo logo arretado:
- Ele não me adiciona!

Por que é que você bebe?
Me perguntou outro dia.
- Eu bebo porque é líquido
Se fosse sólido eu comia.
E ela com cara de espanto:
- E precisa beber tanto?
Eu respondi sem ofensa:
- Só bebo socialmente,
Mas eu tenho atualmente,
Vida social intensa.

Mas não bebo tanto assim
Como você quer dizer.
Bebo seis meses por ano
E passo seis sem beber.
- Deixe de ser descarado
Você vive embriagado
Não passa de um beberrão.
Mas não bebo doze meses,
Já lhe disse várias vezes:
Eu bebo um dia’outro não.

Bebado
 
- Você bebe todo dia
Inda me fala besteira.
Eu disse é mentira sua,
Só bebo em dias de feira.
Bebo de segunda a sexta.
No “sábo”, que não sou besta,
Vou pra feira de Condado.
No domingo o dia inteiro
Eu sou mais um cachaceiro
Lá na feira do mercado.

- Você bebe muito álcool,
Vive tombando na praça.
- Eu não bebo álcool, não!
Só quando não tem cachaça.
- Você é “bebo” nojento,
Cheira à cana, fedorento,
Seu “bebo” desmantelado!
E você é muito feia.
Eu vivo de cuca cheia,
Mas amanhã tô curado.

Você vai findar morrendo,
Pois tá bebendo demais.
Eu disse é engano seu
Porque eu não bebo mais.
- Você bebe pra lascar
E ainda quer me enrolar
Com essa barbaridade?
Eu disse: preste a atenção,
Porque não bebo mais não,
Bebo a mesma quantidade.

Por que é que você bebe
Se isso é tão esquisito?
Eu lhe respondi na bucha
- Bebo pra ficar bonito!
Quand’eu chego bom em casa
Minha mulher me arrasa,
Pois não me dá nem um grito.
Mas s’eu chego embriagado
Ela me olha de lado
E logo me diz: bonito!

Certa vez lhe perguntei
Já naquele cai não cai,
Quando a gente toma umas
Pra onde é que a cana vai?
- Pra que a gente se esmoreça
Vai do bucho pra cabeça,
Ela respondeu na hora.
Mas ouvindo o que ouvi,
Eu logo lhe respondi:
Não vai não, minha senhora!

Quando não estou em casa
E um amigo me procura
Minha mulher irritada
Já responde com bravura:
Se’le não está contigo
Deve estar com algum amigo,
Como toda vez que sai.
Tá nessa vida mundana
Só enchendo o cu de cana.
- É pra lá que a cana vai.

OLHA O ENTERRO VOLTANDO!

EDBERTO QUENTAL 1

Edberto Quental: mais um corrupto na administração municipal brasileira

O ex-prefeito do município pernambucano de Condado, o corrupto Edberto Quental, apesar de passar oito anos roubando o dinheiro do município não escapará de devolver grande parte do que roubou.

Através do Processo T. C. 1201181-2, em Sessão Ordinária, realizada em 07 de julho de 2014, o Tribunal de Contas de Pernambuco determinou que Edberto Quental terá que DEVOLVER aos cofres públicos MAIS DE 403 MIL REAIS, só da Prestação de Contas do ano de 2009. E agora, de onde ele vai tirar esse dinheiro?

Ontem, em uma reunião, que não foi divulgada para a população, a Câmara de Vereadores de Condado aprovou a Prestação de Contas da gestão do ex-prefeito corrupto Edberto Quental do ano de 2010.

APROVAR CONTAS DE LADRÃO, AGORA É FAZER JUSTIÇA!

Vergonhosamente, um vereador declarou: “Aprovamos agora, em Reunião Extraordinária, as Contas do ano de 2010 do ex-prefeito Edberto Quental, por maioria dos votos. O maior tribunal é o povo, e esse já o absolveu lhe dando duas vitórias e a terceira, elegendo a sua sucessora. Parabéns aos sensatos vereadores. Parabéns ao povo de Condado. Fizemos justiça”.

ISSO É UMA VERGONHA!

Todo mundo sabe que eleger-se vereador ou prefeito não significa ser absolvido, pois o povo, na sua maioria, vota através da corrupção. Vende seu voto. Ser eleito não significa ser honesto e para a justiça quem é eleito deve responder por seus atos no mandato. A justiça tarda, mas não falha. Ninguém duvide disso!

Os vereadores podem aprovar quantas contas quiserem, mas isso não vai evitar que Edberto Corrupto Quental devolva grande parte do que roubou de Condado. É assim que acontece com todos os ex-prefeitos, de todos os municípios do Brasil, e com Edberto não será diferente.

O que ele adquiriu à custa do dinheiro do povo de Condado, vai se evaporar com os gastos com advogados e as devoluções do dinheiro roubado. Você conhece algum ex-prefeito rico?

Há poucos dias foi preso um ex-prefeito da cidade de Sanharó, por corrupção. Quem sabe os dias de Edberto não estejam contados?

Vejamos por exemplo essa decisão do Tribunal de Contas de Pernambuco, do dia 07 de julho, deste ano. Como os “sensatos vereadores” de Condado farão para ajudar Edberto a conseguir esse dinheiro? Será que as criações de cavalo de raça ainda existem para serem vendidas e cobrirem o rombo? Quem viver verá!

SER A FAVOR DO POVO É:

- Prometer Reforma Tributária, Política, Agrária, Econômica, Administrativa, e NÃO REALIZAR NENHUMA;

- Fazer corrupções com o dinheiro dos nossos impostos, que deveria ser empregado em benefício do povo;

- Continuar permitindo que os Bancos tenham lucros exorbitantes, enquanto os trabalhadores são assaltados nas taxas bancárias sem poder fugir delas porque seus salários vêm depositados em suas contas;

- Permitir os Superfaturamentos nas construções de estádios para realizar uma copa onde o povo pobre não tem direito de entrar porque não pode comprar ingressos a preço de ouro;

- Garantir que não se usará dinheiro público nas construções de estádios e usar o BNDES para financiar essas obras;

- Negar o tempo de serviço com insalubridade para a aposentadoria de servidor público federal, tirando um direito que sempre existiu;

- Cortar o auxílio transporte dos funcionários que não apresentarem os recibos de todos os dias de trabalho, como se o importante não fosse a presença do funcionário no trabalho, mas o seu comprovante de viagem;

- Isentar a multimilionária FIFA de todos os impostos para realizar a copa no Brasil, coisa que nenhum outro país no mundo fez;

- Fazer negociatas com os congressistas para aprovar tudo que o partido deseja, menos as reformas que possam beneficiar o povo;

- Tentar calar a imprensa para ninguém denunciar as corrupções do PT e seus aliados;

- Criar mais milhares de cargos comissionados para seus filiados e aliados enquanto o povo só tem direito a ser funcionário público através de concurso;

- Usar a máquina do governo para beneficiar sindicatos e ONGs, com o objetivo de mante-los em silêncio, por não fazerem um governo em prol dos trabalhadores;

- Jogar a polícia em cima de manifestantes que protestam contra os desmandos do governo;

- Negar condições adequadas e salários dignos aos médicos do Brasil e trazer médicos estrangeiros para trabalhar, até explorados, como os cubanos;

- Permitir o enriquecimento ilícito e ilegal de seus aliados com dinheiro dos impostos pago pelo povo, às vezes até transportando esses roubos nas cuecas;

SE ISSO É SER A FAVOR DO POVO, ENTÃO EU VOU VOTAR EM DILMA.

O SÃO JOÃO DO NORDESTE É O MELHOR DO BRASIL

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Nos dias de Santo Antônio,
De São Pedro e de São João,
De norte a sul do Brasil
Se vê comemoração.
Mas, ande de canto a canto
E não verá um encanto
Como em nossa região.

No Nordeste é tradição
A grande Festa Junina.
Só quem conhece é quem sabe
Como essa festa é divina,
Mas se torna mais bacana
Porque a parte profana
É muito mais nordestina.

Do terreiro da usina
Até o alto sertão,
Ela é comemorada
Dentro dessa região,
Passando no litoral
E até na capital
Tem a Festa de São João.

Nos ares tem foguetão
E fumaça de fogueira,
Tem rebolado bonito
D’ uma morena faceira,
Que de caipira se veste
Pra mostrar que no Nordeste
Só tem mulher forrozeira.

Animando a brincadeira,
Cidades são enfeitadas
Com bandeirinhas bonitas,
Coloridas, recortadas.,
Nas casas do interior.
Tem delas de toda cor,
Nas janelas penduradas.

Encontramos nas calçadas
Gente soltando rojão,
Peido de veia, foguete,
Traque de massa, vulcão,
Buscapé e estrelinha,
Pistola, salva, chuvinha
E diabinho mijão.

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MUDARAM A COR DA MINHA PELE E MINHA CLASSE SOCIAL!

Quando eu votava no PT e participava ativamente de suas campanhas, em todas as eleições presidenciais, exceto no primeiro turno da primeira eleição direta, no qual votei em Brizola, eu “era negro ou afrodescendente e pertencia a uma classe social desprivilegiada, que ansiava por justiça social e melhores condições de vida pra todos os brasileiros, além de ser contra as corrupções e à ditadura”. Eu prestava!

Agora, que me decepcionei com as práticas políticas dos Governos do PT, por suas grandes corrupções, pela falta de compromisso com seus discursos de campanha, por suas alianças inescrupulosas com os políticos e partidos conservadores, eu virei “branco e pertenço a uma elite cheia de medo e ódio”. Eu não presto mais!

Por puro cinismo, os petistas enganam os idiotas decretando: “bom somos nós, que somos pretos, negros ou afrodescendentes, e não somos da elite, pois não temos medo, nem ódio”. Enquanto os outros, “que não votam no PT”, mesmo já tendo votado tantas vezes, “estão desesperados, não prestam, porque pertencem a uma elite branca e cheia de preconceitos, medo e ódio”.

Que coisa mais ridícula! Que hipocrisia! E ainda há idiotas que engolem esse cinismo descarado desses cafajestes que comandam o Brasil com suas atitudes antidemocráticas e suas corrupções.

Esses canalhas se instalaram no poder, a custa de nossa inocência, quando acreditamos que eles queriam mudar a história do Brasil, e agora, que tiraram as máscaras e mostraram suas verdadeiras intenções, de se perpetuarem no poder, para se locupletarem através de nossos impostos, mudam a cor de nossa pele, nossa classe social e política, por não comungarmos com suas falcatruas.

Na realidade, o PT é quem está em desespero porque teme perder um Poder, que lhe foi dado, não apenas pelos negros e pobres, mas também pela “elite branca que tem medo e ódio”.

6º LUGAR NO I FESTIVAL VAMOS FAZER POESIAS

Minha participação no I FESTIVAL VAMOS FAZER POESIAS de Serra Talhada – PE.

Apesar da experiência de palco, ainda tremi nas bases diante de tantos poetas qualificados do Pajeú pernambucano.

Mas valeu o 6º. Foi ótimo.

Festival Vamos Fazer Poesia – Ismael Gaião

GRANDE PARTE DO POVO É CORRUPTA E ROUBA

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Quem estava saqueando as lojas não eram os “bandidos”, era o povo. Quem usa um carro para roubar uma televisão e uma geladeira não está passando fome. Quem sai de casa para invadir numa loja e carregar celulares, computadores, liquidificadores e outros eletroeletrônicos, não está passando fome.

A polícia deveria servir para reprimir os bandidos, mas ficou provado que se a polícia não estiver nas ruas o povo passa a roubar, logo grande parte do povo também é bandida.

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Se a polícia vive cuidando para que o povo não roube, não tem tempo de correr atrás dos bandidos, traficantes de drogas e de pessoas, assassinos, arrombadores de bancos, estupradores, etc. Logo, o povo precisa se educar e criar vergonha na cara.

É por isso que essa grande maioria do povo só elege políticos corruptos, porque gosta da corrupção, da safadeza, da malandragem. E os políticos adoram!

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Alguém viu algum político se pronunciar? Onde eles estavam enquanto a polícia fazia greve e o povo saqueava supermercados? Onde estavam os deputados e senadores, do poder e da oposição, enquanto tudo isso acontecia? Onde estava o ex-governador que não teve diálogo com os policiais enquanto estava no poder?

Onde estava a imprensa pernambucana que não entrevistou o ex-governador, seus aliados e os políticos da oposição? A imprensa só cobria os saques e as assembleias dos policiais. Por quê?

Será que os políticos não têm nada a ver com todo esse estado de coisas que está acontecendo em Pernambuco e no Brasil? Por que eles desaparecem ou saem de cena logo nesses momentos?

Com a palavra a imprensa e os políticos de Pernambuco!

SAQUEADORES2

Concordo, plenamente, com o poeta e jornalista Iranildo Marques, quando diz:

Como ter esperança de um Brasil melhor?

Se quem elege esses corruptos são os mesmos que saqueiam?

São os mesmos que não têm educação?

São os mesmos que pensam apenas individualmente, esquecendo a coletividade?

Não tenho esperança de ver um BRASIL JUSTO!

QUATRO POETAS EM PELEJA

Quando chego ao Pajeú
A poesia me completa.
É bom demais encontrar
Numa rua bem discreta
Alguém, com toda alegria,
Dizendo a gente: “Bom dia,
Como vai você, poeta?

Felipe Júnior

E o que mais me arreta
É ver um “Mané Ninguém”
Chegar pra mim animado,
Que só Guiné no xerém,
Me entregar um retrato
Dizendo: – É meu candidato!
Eleja um cabra de bem!

Wellington Vicente

Há coisas que não convém
Nem a gente se lembrar,
Como um político safado
Que vive pra nos roubar,
Tratar todos por compadre
Ficar do lado do padre
Comer hóstia e se mostrar.

Gregório Filó

O que não gosto de olhar
É menor na direção,
Promotor fazer discurso
Pra político ladrão,
Vendedor ser trambiqueiro
E pastor pedir dinheiro
Na hora da pregação.

Ismael Gaião

PRA QUE SERVEM OS DEPUTADOS?

Há muito tempo, as emissoras de rádio solicitam à Câmara Federal para aprovarem a FLEXIBILIZAÇÃO DO PROGRAMA “HORA DO BRASIL”, mas os deputados ainda não tiveram tempo de votar essa PEC.

Se fosse para proteger corruptos eles já teriam votado, no entanto, como é para permitir às rádios para transmitirem esse programa de “propaganda enganosa” em um horário diferente das 19:00 horas, eles não têm tempo.

É um absurdo.

Muitas vezes deixamos de ouvir a transmissão de um jogo de futebol ou de um evento importante evento porque no horário as rádio são obrigadas a transmitir a Hora do Brasil, um programa insuportável que só serve para divulgar coisas de interesse do Governo Federal, com o intuito de propagar suas enganações aos brasileiros.

É por essa, e muitas outras, que não voto mais em deputado nenhum.

I FESTIVAL VAMOS FAZER POESIA

Sábado, 26/04, tive o prazer de participar do I FESTIVAL VAMOS FAZER POESIA, organizado pelo poeta Iranildo Marques, comemorando os 25 anos do Jornal Desafio, de Serra Talhada. Na ocasião foi feita uma homenagem ao nosso poeta maior, Dedé Monteiro.

Sem pretensões de ser premiado, fui ao grande evento reencontrar meus parentes, de Bom Nome, grandes amigos de poesia e conhecer novos poetas, e poetas novos. Saí do evento ainda mais que gratificado, pois surpreendentemente, conquistei o 6º lugar entre os dez poetas que receberam troféus. Eu me senti um verdadeiro pajeuzeiro com essa honra.

Na ocasião, houve o lançamento do livro do Festival, com a coletânea de glosas dos 51 poetas inscritos que glosaram em quatro motes, três do meu amigo, poeta Dedé Monteiro, homenageado, e um do meu saudoso amigo, poeta Zé de Mariano. Sem dúvida, uma grande obra da cultura popular nordestina.

Eis a classificação dos dez poetas premiados:

1º Lugar – Rui Grud – Serra Talhada.
2º Lugar – Felipe Júnior – São José do Egito.
3º Lugar – Emanoel Marcos – São José do Egito.
4º Lugar – Lima Júnior – Tuparetama.
5º Lugar – Lucas Rafael – São José do Egito.
6º Lugar – ISMAEL GAIÃO – Condado.
7º Lugar – Renato Santos – São José do Egito.
8º Lugar – Ayrton Queiroz – Tuparetama.
9º Lugar – Andrade Lima – São José do Egito.
10º Lugar – Henrique Brandão – Serra Talhada.

Essas foram as minhas glosas para o Festival:

“Vinte e cinco janeiros de jornada
Defendendo os valores do sertão”

O Jornal Desafio decentemente
Tem cidades, política e sociais,
Com esportes, lazer e muito mais,
Da história da terra e nossa gente.
Trabalhando de forma independente,
É um bom formador de opinião.
Divulgando o que há na região
E a cultura que tem Serra Talhada…
“Vinte e cinco janeiros de jornada
Defendendo os valores do sertão”

“Pajeú terra santa onde germina
A semente imortal da poesia”

Há um gene que vive concentrado
Pelas margens do Rio Pajeú.
Desde Nunes da Costa até Xudu,
Até hoje esse gene é transportado.
Os poetas que o gene têm herdado
Vão deixando a herança em cada cria.
Solo fértil o sertão lhe propicia
E seu pólen no ar se dissemina…
“Pajeú terra santa onde germina
A semente imortal da poesia”.

“No tempo de Lampião
A coisa era diferente”

O Brasil tá uma vergonha
Com políticos só roubando
E quem vive trabalhando
Não tem nada do que sonha.
A Nação está tristonha,
Por não ter cabra valente
Para defender a gente
Na base do mosquetão…
“No tempo de Lampião
A coisa era diferente”.

“No chão que brota esperança
Quem planta só colhe a paz”

Só se colhe o que se enterra
Se plantar semente boa
Quem planta semente à toa
Não bote a culpa na terra.
Se o homem só planta a guerra
Pagará pelo que faz.
Seria mais perspicaz
Plantar amor à criança…
“No chão que brota esperança
Quem planta só colhe a paz”

DICAS PARA ESCREVER UM CORDEL

SONETEANDO

São diversas as formas de sonetos,
E a ordem em que os versos são rimados,
Porque podem rimar entrelaçados
Ou se alternam formando os dois quartetos.

Quando estamos montando os dois tercetos
Temos versos rimando emparelhados,
Porém, podem rimar sequenciados,
Fabricados conforme os esqueletos.

Quanto aos versos, quatorze é regra antiga;
Quanto à métrica, a mesma lei obriga:
Cada verso co’ a mesma quantidade.

Então, corra buscando a inspiração,
Pra botar emoção na construção
E o poema ficar com qualidade.

QUADRA ENQUADRADA

Quatro versos numa Estrofe
Formam a famosa Quadra,
Havendo mais de uma forma
Nas quais a rima se enquadra.

Rimando o segundo verso
Com o quarto, pra fechar,
O primeiro e o terceiro
Podem ficar sem rimar.

O segundo com terceiro
Pode ser a rima usada,
Rimando quarto e primeiro
Pra quadra ficar montada.

E se desejar, de vez,
Desse assunto ficar farto,
Rime verso um com três,
Depois segundo com quarto.

Sete sílabas se usam em cada verso,
Para o mesmo ficar metrificado,
Mas podemos também versar com dez
Sem deixá-lo ficar de pé quebrado.

SEXTILHAS SEM PÉ QUEBRADO

Para uma estrofe em sextilha
Ficar bem metrificada,
Basta colocar seis versos,
Com sete sílabas em cada,
E observar suas rimas
Para vê-la bem formada.

Ela pode ser armada
Sem perder o seu contexto,
Porque tem a oração
Pra dar beleza a seu texto,
Com versos mantendo a rima
No segundo, quarto e sexto.

Sendo assim não há pretexto
Pra se fazer verso errado,
Basta treinar um pouquinho
Pra ficar acostumado
E deixar os seus poemas
Sem verso de “pé quebrado”.

Pra ficar mais arrumado,
Seguindo as normas acima,
Podemos usar a “deixa”,
Feita na última rima,
Pra fazer do seu poema
Tentativa de obra-prima.

A ESTROFE EM SEPTILHA

A estrofe em septilha,
Feita com sabedoria,
Tem a sequência de rimas
Que parece melodia.
Seguindo bem seu traçado,
Quem for poeta inspirado,
Dará brilho à poesia.

Quando a estrofe se cria
Se obedece à condição:
Sete sílabas por verso
Para metrificação.
E, pra ficar bem formada,
Ela deve ser montada
Com a seguinte armação:

Suas rimas seguirão,
Tendo seus versos postados
Com segundo, quarto e sétimo
Rimando e metrificados,
E, pra fechar bem o texto,
Rimando quinto com sexto,
Ficarão bem enquadrados.

Pra ver seus versos fechados
E dispostos com destreza,
Coloque a “regra da deixa”
Que lhe dará mais beleza.
E assim, para terminar,
Você vai poetizar
Com emoção e firmeza.

NOS OITO PÉS A QUADRÃO

O cordel tem qualidades
Em suas modalidades
Para as criatividades
De quem tem inspiração.
Agora nós vamos ver
Como se deve fazer
Quando se quer escrever
Nos oito pés a quadrão.

Esse estilo é coisa rica!
Nele, a gente metrifica,
Verseja e não se complica,
Se prestar bem atenção.
É uma forma gostosa,
Onde o poeta se entrosa,
Com oito versos por glosa,
Nos oito pés a quadrão.

O poeta cordelista,
Igualmente ao repentista,
Não deve perder de vista
Como é feita a armação.
Se fizeres oito linhas
Como tenho feito as minhas
Saberás como caminhas
Nos oito pés a quadrão.

Faço sem ficar disperso
Sete sílabas por verso
Porque em todo universo
É seguido esse padrão.
E pra não sair do trilho
O poema tem mais brilho
Findando com o estribilho:
Nos oito pés a quadrão.

Pra fazer a obra prima
O terceiro verso rima
Igualmente aos dois de cima
Com muita imaginação.
Mergulhado no contexto
Rimo os versos quinto e sexto
E o sétimo segue o pretexto
Dos oito pés a quadrão.

Pra estrofe terminar
É preciso observar
Que ainda faltam rimar
Dois versos da construção.
Rimando quarto e oitavo
O poema eu alinhavo
Como a abelha faz o favo
Nos oito pés a quadrão.

A DÉCIMA METRIFICADA

Uma décima pra ser feita
Também tem uma armação,
Onde os versos seguirão
Mantendo a rima perfeita.
Cada verso se sujeita
A uma dada sequência,
E quem faz com paciência
Logo, logo se aprimora,
Aprende e faz sem demora
A décima com competência.

O primeiro verso rima
Com o quarto e com o quinto,
Porém de um jeito sucinto,
Para não perder o clima.
Fechando a parte de cima,
Rimam segundo e terceiro.
Já o oitavo, bem matreiro,
Ao nono vai se encaixar
E, depois, é só rimar
Sexto, sétimo e derradeiro.

Rime verso um com três.
E verso dois com o quatro
Depois rime cinco e seis
Pra dar show no seu “teatro”.
Se quer ficar bem nos “pés”,
Rime o sete com o dez
Pra que todo mundo aprove…
E assim, para completar,
Só falta você rimar
Verso oito com o nove.

UM DECASSÍLABO BEM FEITO

Pra fazer decassílabo bem feito
É preciso dez sílabas por linha,
Pois se não for assim ele definha
E a estrofe termina com defeito.
Pra seu ritmo ficar quase perfeito,
Deixe a nota marcada na terceira.
E depois, pra seguir nessa carreira,
Marque a sexta com outra nota forte.
Pra fechar sua estrofe nesse norte,
Ponha força também na derradeira.

GALOPE EXPLICADO

Fazer um galope não é complicado,
Apenas precisa ter muita atenção,
Porque tem o ritmo que dá condução
Pra cada um dos versos ficar bem montado.
Segunda é a sílaba em que o tom é marcado,
Depois vem a quinta também a soar;
Seguindo, a oitava não pode falhar
Pra décima primeira fechar o poema,
Porque nesse barco é assim que se rema,
Nos dez de galope da beira do mar.

NOS OITO PÉS A QUADRÃO

O cordel tem qualidades
Em suas modalidades
Para as criatividades
De quem tem inspiração.
Agora nós vamos ver
Como se deve fazer
Quando se quer escrever
Nos oito pés a quadrão.

Esse estilo é coisa rica!
Nele, a gente metrifica,
Verseja e não se complica,
Se prestar bem atenção.
É uma forma gostosa,
Onde o poeta se entrosa,
Com oito versos por glosa,
Nos oito pés a quadrão.

O poeta cordelista,
Igualmente ao repentista,
Não deve perder de vista
Como é feita a armação.
Se fizeres oito linhas
Como tenho feito as minhas
Saberás como caminhas
Nos oito pés a quadrão.

Faço sem ficar disperso
Sete sílabas por verso
Porque em todo universo
É seguido esse padrão.
E pra não sair do trilho
O poema tem mais brilho
Findando com o estribilho:
Nos oito pés a quadrão.

Pra fazer a obra prima
O terceiro verso rima
Igualmente aos dois de cima
Com muita imaginação.
Mergulhado no contexto
Rimo os versos quinto e sexto
E o sétimo segue o pretexto
Dos oito pés a quadrão.

Pra estrofe terminar
É preciso observar
Que ainda faltam rimar
Dois versos da construção.
Rimando quarto e oitavo
O poema eu alinhavo
Como a abelha faz o favo
Nos oito pés a quadrão.

UM DECASSÍLABO BEM FEITO

Pra fazer decassílabo bem feito
É preciso dez sílabas por linha,
Pois se não for assim ele definha
E a estrofe termina com defeito.
Pra seu ritmo ficar quase perfeito,
Deixe a nota marcada na terceira.
E depois, pra seguir nessa carreira,
Marque a sexta com outra nota forte.
Pra fechar sua estrofe nesse norte,
Ponha força também na derradeira.

SEXTILHAS SEM PÉ QUEBRADO

Uma estrofe de sextilha
Pra ficar metrificada
Basta colocar seis versos
Com sete sílabas em cada
E observar as rimas
Pra ver a glosa formada.

Ela pode ser armada
Sem perder o seu contexto
Porque tem a oração
Pra dar beleza a seu texto
Com versos mantendo a rima
No segundo, quarto e sexto.

Sendo assim não há pretexto
Pra se fazer verso errado,
Basta treinar um pouquinho
Pra ficar acostumado
E deixar os seus poemas
Sem verso de “pé quebrado”.

Pra ficar mais arrumado,
Seguindo as glosas acima,
Podemos usar a “deixa”
Feita na última rima
Pra fazer do seu poema
Tentativa de obra-prima.

A DÉCIMA METRIFICADA

Uma décima pra ser feita
Também tem uma armação
Onde os versos seguirão
Mantendo a rima perfeita.
Cada verso se sujeita
A uma dada sequência,
E quem faz com paciência
Logo, logo se aprimora,
Aprende e faz sem demora
A décima com competência.

O primeiro verso rima
Com o quarto e com o quinto,
Mas de um jeito sucinto
Para não perder o clima.
Fechando a parte de cima
Rimam segundo e terceiro
Já o oitavo, bem matreiro,
Ao nono vai se encaixar
E depois é só rimar
Sexto, sétimo e derradeiro.

Rime verso um com quatro
E verso dois com o três.
Depois rime cinco e seis
Pra dar show no seu “teatro”.
Se quer ficar bem nos “pés”
Rime o sete com o dez
Pra que todo mundo aprove…
E assim, para completar,
Só falta você rimar
Verso oito e verso nove.

COINCIDÊNCIA OU PLÁGIO DE SEU LUNGA?

Meus amigos, em 10 agosto 2009, eu publiquei o cordel SEU LUNGA – TOLERÂNCIA ZERO!, no blog JORNAL DA BESTA FUBANA. (Clique aqui para ler)

Em abril de 2010, eu e o poeta Felipe Júnior, gravamos o CD CAUSOS E CORDÉIS, onde eu declamo esse poema sobre Seu Lunga.

Agora, recebi um e-mail de um amigo que encontrou esse vídeo no YouTube, AS MAIS NOVAS DE SEU LUNGA, postado por um cidadão chamado Olliver Phirmo Brazil, em 15/Out/2012, contando as mesmas piadas que eu contei, inclusive usando os mesmos nomes que inventei para os personagens das piadas.

Sei que existem mais de cem cordéis sobre Seu Lunga, mas nenhum se parece com o meu, pois não plagiei ninguém, nem ninguém havia me plagiado com esse cordel.

Será que é mais um “poeta” que faz sucesso com os trabalhos dos outros?

Em agosto de 2010, um novo cordelista plagiou meu cordel NO NORDESTE É DIFERENTE, É ASSIM QUE A GENTE FALA. Agora me aparece esse. É fogo!

Ouçam o vídeo dele e comparem com meu CD e vejam se as piadas de seu poema não são as mesmas que eu contei.

Seu Lunga – Tolerância Zero! Ismael Gaião: (clique aqui para ouvir)

A DOR QUE UM POETA SENTE

Hoje vemos a matança
Dos nossos adolescentes,
Nas mãos de exterminadores
Que traficam entorpecentes,
Mas não vemos governantes
Com ações edificantes
Pra salvar os inocentes.

Políticos incoerentes
Prometem tudo fazer,
Mas esquecem o prometido
Quando chegam ao poder.
Botam dinheiro nas meias,
Saem de cuecas cheias,
Pois só querem enriquecer.

Como é triste a gente ver
Imperar a impunidade
E saber que no país
Não se tem seriedade.
Já jogaram no monturo
O que seria o futuro
Da nossa sociedade.

Só a sensibilidade
Mostra as virtudes da gente.
E o mundo em que a gente vive
Seria bem diferente,
Se os políticos nos ouvissem
E os governantes sentissem
A dor que um poeta sente.

De maneira inconsequente,
Vão destruindo a Nação.
Rouba quem está no poder
E quem é oposição.
E o povo que quer mudar,
Sem ter em quem confiar,
Hoje está sem opção.

No país da enganação,
Se as pessoas não mudarem,
Nós jamais teremos Leis
Para os homens enxergarem
Que alguém precisa agir
E a todo custo impedir
Os governantes roubarem.

A ÁRVORE QUE MEU PAI PLANTOU

Meu pai foi um homem simples,
De sorriso encantador,
Simpático com todo mundo
E muito respeitador.
Por isso, em nossa cidade,
Fez um círculo de amizade
De invejar qualquer doutor.

Gostava de dizer loas
Quando bebia aguardente.
E os versos que ele dizia
Eu tenho todos na mente.
Os seus olhos tinham brilho
Quando dizia a um filho
Que o homem sério não mente.

Com mais de sessenta anos,
Meu pai não se acomodou.
Filhos, já tinha à vontade,
Mas livro não publicou,
Pois seu estudo era pouco,
Porém já cansado e rouco,
Uma árvore plantou.

Em uma pequena praça
Da Rua José Gaião
Meu pai cavou um buraco,
Dando enxadadas no chão
E plantou uma mudinha
Com esterco de galinha
Chegando terra com a mão.

Com muita satisfação
Da plantinha ele cuidava.
Fez uma cerca de arame
Limpava o mato e regava.
Espiava todo dia
Pra ver como ela crescia
E vez por outra adubava.

Foi um pé de Pau Brasil
Que ele plantou nessa praça,
Na frente de nossa casa,
Onde muita gente passa.
Mas alguém matou a planta…
Senti um nó na garganta
E a praça ficou sem graça.

UMA “MULHER CONSCIÊNCIA”

Tive o primeiro contato com a poesia de Salete Maria, em 2009, pela internet, através do blog Jornal da Besta Fubana e fiquei encantado com sua verve poética, “profundamente (ins)pirada”, como ela mesma define.  Passei a acessar seu blog Cordelirando, título do qual tenho uma inveja sadia, pela genial criatividade, onde conheci diversos cordéis de sua autoria e me encantei ainda mais com seus poemas feministas e libertários, provando que “MULHER TAMBÉM FAZ CORDEL” e com bastante qualidade.

Resolvi me comunicar com a poeta para elogiar seus trabalhos, assim, surgiu uma amizade ao primeiro e-mail, empatia que se consolidou quando descobri que, além de brilhar como cordelista, Salete se destacava como advogada, política e professora universitária que “faz da voz e da escrita um instrumento de denúncias e pronúncias sobre o macro e o microssocial”.

Salete Maria é uma figura humana iluminada, altamente comprometida com sua gente e suas causas, além de ser uma irmã, amiga e conselheira. Mesmo à distância, e ainda sem nos conhecermos pessoalmente, tenho o privilégio de gozar de sua amizade e, a cada dia, admiro mais sua garra nas lutas pela “visibilidade das questões marginais, vulneráveis e periféricas”.

Aproveitando-me de sua bondade, por duas vezes, busquei seus conselhos sobre angústias e constrangimentos que passei na política e no curso de doutorado. Em ambos, superei as dificuldades graças aos seus ensinamentos.  

Como poeta cordelista, sou ainda mais seu fã, pois conheço poucos poetas que usam a nossa arte em defesa de causas sociais tão importantes e com tanta firmeza, sem deixar de lado a poesia e a beleza de seus versos.

Temos algo em comum em nossas vidas poéticas, pois tivemos influências dos nossos “núcleos familiares, onde a literatura de cordel foi a principal modalidade artística acessada pelos nossos ascendentes”. Porém, Salete tem uma arte assumidamente política, militante, participante, com ênfase na luta pelos direitos humanos, sobretudo de mulheres e homossexuais, mostrando que aí também é “LUGAR DE MULHER”; Essa é a marca de sua coragem e firmeza, desde sua iniciação no cordel com o “DESABAFO ACADÊMICO MATUTO”, onde a mesma, com um humor que lhe é peculiar, brincou: “Esse curso de Direito só vai me desmantelar”.

A partir da participação de Salete, nas lutas sociais e na literatura de cordel, podemos dizer que “AGORA SÃO OUTROS QUINHENTOS” e todos poderão ouvir “O GRITO DOS ‘MAU’ ENTENDIDOS”.

São essas características que fazem de Salete Maria uma cidadã especial, abraçada e respeitada por todos, e principalmente, merecedora dos melhores elogios e aplausos que agora lhe proporcionamos.

A evidente importância de seu trabalho, na literatura de cordel, está na celebração de seus 20 anos de Cordelírio e nos cordéis premiados pela Fundação Cultural do Estado da Bahia. Nesses 20 anos Salete Maria trouxe ao público sua poesia emancipatória e contra preconceitos, a qual temos o privilégio de ler, em folhetos ou na tela de um computador. Em tudo o que ela escreve deixa sua identidade genuinamente nordestina, para desfrute do Brasil e do mundo, levando em consideração o alcance da internet e os acessos ao seu blog.

Em seus cordéis, a poeta Salete Maria vagueia pela história e estórias do seu querido torrão natal, como vemos em “JUAZEIRO FAZ CEM ANOS E A LUTA CONTINUA”; pela política e politicalha do país, e pelas madeixas do Direito, que muitas vezes, deixam nossa sociedade indignada, buscando um modelo de sociedade diferente deste no qual vivemos, “UM SONHO EM QUE O DIREITO COMBATE PRECONCEITOS”.

Em cada um deles, Salete transmite uma mensagem de esperança, acreditando que “ainda é possível uma mudança nesse vergonhoso e deprimente estado de coisas que vivenciamos”.            

Meus parabéns, poeta Salete Maria, espero participar dos festejos dos seus 40, 60 e até mais anos de Cordel Feminista e Libertário.  

Abraços e sucesso sempre, Seu fã, Poeta cordelista Ismael Gaião.

FEMININO, INSURGENTE E LIBERTÁRIO

Aos 20 anos de Cordel Feminista e Libertário da poetisa Salete Maria – Juazeiro do Norte-CE

bruxinha

A mulher sem fronteira, visceral,
Bacharela em Direito e professora;
É também a fiel pesquisadora,
Que estuda a vivência social.

Poetisa de cunho marginal,
Das revoltas, tornou-se a escritora.
Sendo assim, a proposta inovadora
De uma rica cultura regional.

É Salete Maria a grande artista,
Dos Direitos Humanos, ativista
Que possui sentimento literário,

Merecendo com jus esse troféu:
Festejar vinte anos de cordel
Feminino, insurgente e libertário.

EXPLICANDO O SONETO

São diversas as formas de sonetos,
E a ordem em que os versos são rimados,
Porque podem rimar entrelaçados
Ou se alternam formando os dois quartetos.

Quando estamos montando os dois tercetos
Temos versos rimando emparelhados,
Porém, podem rimar sequenciados,
Fabricados conforme os esqueletos.

Quanto aos versos, quatorze é regra antiga;
Quanto à métrica, a mesma lei obriga:
Cada verso co’ a mesma quantidade.

Então, corra buscando a inspiração,
Pra botar emoção na construção
E o poema ficar com qualidade.

LEMBRANÇAS DA MINHA INFÂNCIA

Eu tenho recordação
Dos meus carros de madeira,
Do meu pião que girava
Enrolado com ponteira
E de caçar passarinhos
Com minha baleadeira.

No sítio do meu padrinho
Eu ia de madrugada,
Botar ração para o gado,
Buscar leite pra coalhada
E beber leite fresquinho
Da minha vaca malhada.

Eu ainda hoje fico
Recordando esse passado,
Quando vivi minha infância
Na cidade de Condado.
Meu pai trabalhava muito,
Mas filho fez um bocado.

Nunca fiquei com sequelas
Das carreiras que levava,
Quando meu pai me batia,
Por artes que eu praticava.
Quanto mais ele batia
Muito mais dele eu gostava.

Sempre tinha em minha janta
Inhame com charque assada,
Macaxeira com manteiga
E sopa bem misturada,
Com a sobra do almoço
Que mãe deixava guardada.

Eu escutava o escrete
Num rádio de minha tia.
Para acompanhar os jogos
Porque TV não havia
E acompanhava a novela
Que uma rádio transmitia.

Mamãe deitava galinhas,
Quando eu lembro me comovo,
De ver um pinto nascendo
Bicando a casca do ovo…
Ah, se eu pudesse viver
A minha infância de novo!

GALOPE EXPLICADO

Fazer um galope não é complicado,
Apenas precisa ter muita atenção,
Porque tem o ritmo que dá condução
Pra cada um dos versos ficar bem montado.
Segunda é sílaba em que o tom é marcado,
Depois vem a quinta também a soar;
Seguindo, a oitava não pode falhar
Pra décima primeira fechar o poema,
Porque nesse barco é assim que se rema,
Nos dez de galope da beira do mar.

MINHA MOCIDADE

Fui feliz com a minha juventude,
Mas aos poucos percebo ela acabar.
Meus cabelos começam pratear
E o que foi tão suave hoje está rude.

Já não posso co’o peso que já pude
E meus passos estão mais devagar.
Muitas vezes eu tento me enganar,
Mas o peso do corpo não me ilude.

Nessa nova política, o que é correto,
Para mim, é apenas desafeto,
A velhice não é melhor idade.

Não me engano co’a frase tão patética…
Se é bonita e correta, é só poética,
Pois melhor era a minha mocidade.

CARNAVAL DE PERNAMBUCO

caboclo-de-lanca-maracatu-carnaval-nazare-da-mata

Pernambuco com seus Frevos
Sempre arrasta multidões,
Por entre ruas e becos
Parecendo procissões,
Que caindo na folia
Esquecem as desilusões.

Temos o Frevo de Rua,
Dos metais endiabrados
E o lindo Frevo de Bloco
Com seus corais afinados
E também Frevo Canção
Dos poemas orquestrados.

Orquestra de Frevo de Rua

Os blocos contagiantes
Vêm de todos os caminhos.
Da Zona da Mata Norte
Temos Cavalos Marinhos
E também vêm de Goiana
Os famosos Caboclinhos.

Aqui tem Samba do Veio
No sertão, em Petrolina,
Bonecos do São Francisco
– Zé Pereira e Vitalina -
E por todos os recantos
Tem Mateus e Catirina.

BONECOSGIGANTES

Só Pernambuco tem festa
Que é multicultural
Ao som de Coco e Ciranda,
Que dão graça ao Carnaval,
Além de nossas Escolas
Com um Samba Original.

Bonitos Maracatus,
De Baque Solto e Virado,
Que com força e poesia
Recordam triste passado,
Com Chocalhos e Tambores
Deixando o povo encantado.

BLOCO LÍRICO

Nós temos Blocos e Troças
Que nenhuma terra tem.
Ursos, Bois e Mascarados
De todos os cantos vêm.
Homens saem nas Donzelas
E nas Catraias também.

papangu10[1]

Caretas e Papangus
Tornam a festa mais linda.
As “La Ursa” e as Caiporas
São de uma beleza infinda.
Como os Bonecos Gigantes
Pelas ladeiras de Olinda.

QUADRA

Quatro versos numa Estrofe
Formam a famosa Quadra,
Havendo mais de uma forma
Nas quais a rima se enquadra.

Rimando o segundo verso
Com o quarto, pra fechar,
O primeiro e o terceiro
Podem ficar sem rimar.

O segundo com terceiro
Pode ser a rima usada,
Rimando quarto e primeiro
Pra quadra ficar montada.

E se desejar, de vez,
Desse assunto ficar farto,
Rime verso um com três,
Depois segundo com quarto.

Sete sílabas se usam em cada verso,
Para o mesmo ficar metrificado,
Mas podemos também versar com dez
Sem deixá-lo ficar de pé quebrado.

SER POETA CORDELISTA

Admiro quem deseja
Escrever uma poesia
E tenho visto, hoje em dia,
Muita gente na peleja.
Porém quando se almeja
Ser poeta cordelista
É preciso que se invista
Nas regras que o cordel tem
Para desempenhar bem
E não dar muito na vista.

Não é só saber rimar
E já partir pro papel,
Pois pra fazer um cordel
Temos que metrificar.
Assim devemos contar
As sílabas, poeticamente,
Porque quem faz diferente
Fere o ouvido de quem sabe
As sílabas que o verso cabe
Pra ser um verso decente.

PERDI UM GRANDE AMIGO E O PAJEÚ UM GRANDE POETA!

Ismael e Zé de Mariano

O colunista e Zé de Mariano

Tive a felicidade de ter a participação do o poeta Zé de Mariano no lançamento do meu livro na UFRPE, em 2011, e maior felicidade ainda, de dividir o palco com esse grande poeta, no 5º Pajeú em Poesia, em 2012, na cidade de Afogados da Ingazeira. Agora recebo a triste notícia de seu falecimento em um trágico acidente.

O acidente ocorreu na manhã de ontem, na PE-320, município de Flores, no Sertão do Pajeú, Pernambuco. Na ocasião, faleceu o poeta tabirense Zé de Mariano, juntamente com sua esposa, uma filha e um cunhado.

A colisão ocorreu nas proximidades do Sítio Riacho Fundo, envolvendo três veículos: um caminhão que transportava telhas, um carro de passei e uma motocicleta.

O carro seguia pra Tabira (Sertão do Pajeú – PE), ultrapassando a moto, quando foi surpreendido pelo caminhão. No carro, estavam o poeta Zé de Mariano (motorista), sua esposa, sua filha e um cunhado dele. O motociclista, de Flores, também faleceu no local.

Muitos poetas, amigos e admiradores de Zé de Mariano, descreveram suas tristezas em poesias, pela internet. Eu não consegui fazer melhor que esses simples versos:

A tristeza invadiu meu coração
E calou minha voz por um segundo,
Quando eu soube que foi pro outro mundo
Um amigo que eu tinha no sertão.
Um poeta de muita inspiração
Que tão bem declamava poesias…
O sertão vai sofrer por muitos dias
Pela perda de um grande ser humano
E os poemas de Zé de Mariano
Serão temas de muitas cantorias.

Eis um lindo soneto do grande poeta Zé de Mariano:

O amanhã

Ah! Como será meu amanhã?
Eu serei nobre, aplaudido, feliz?
Não quero a sorte de algum talismã
Só quero apenas o que eu sempre quis.

Não quero a fama constrangendo fã
Quando esta fama não mostra o que diz;
Nem quero a casca podre da maçã
Pra que mais tarde possa pedir bis.

Quero ser da paz, rios de grandezas,
De honestidade e ser rico em belezas
E ser o maior exemplo de vida,

Pra quando algum dia ao me despedir
Deixar com vocês, sem os ressentir
A minha presença, mesmo na partida.

Gonga Mariano e Dedé declamando 2

 Gonga Monteiro, Zé de Mariano e Dedé Monteiro

MOBILIDADE URBANA NÃO DÁ LUCROS, NEM VOTOS!

Mobilidade é mais um termo que virou moda. Já está enchendo o saco. Eu não aguento mais escutar essa palavra. Todos os governantes e candidatos falam nisso e fingem fazer alguma coisa para melhorar o trânsito. O Recife tem um trânsito caótico, um dos piores do Brasil. Os governantes e responsáveis pela “mobilidade” urbana fazem ações paliativas, que não resolvem nada, e criam notícias e propagandas de terem feito “grandes ações” para solucionar o problema do trânsito da capital.

A solução é mais simples do que a maioria pensa, basta criar um transporte público de qualidade. Os governantes sabem disso, mas isso não é interessante para os políticos e empresários do transporte “público”. Esse transporte de qualidade se resume a um número de ônibus suficiente em todas as linhas, para que não fosse preciso esperar horas e horas nas paradas. Fiscalização eficiente, que punisse os motoristas que “queimam” paradas e as empresas que não colocassem ônibus em quantidade suficiente para atender à demanda. Ônibus confortáveis, com ar condicionado e sem superlotações. Se assim fosse, todo mundo deixaria seu carro em casa e iria ao trabalho de ônibus.

Tão simples assim, e por que não fazem? Primeiro, porque os empresários do transporte financiam as campanhas dos políticos e segundo porque as obras “paliativas” como pontes, viadutos, corredores e sistemas BRT (Bus Rapid Transit), dão lucro aos empresários da construção civil, que também financiam campanhas, e aos administradores que superfaturam as obras, além de criarem um novo visual eleitoreiro com “grandes obras” de cimento e cal.

Desde que cheguei ao Recife, em l978, já vi a destruição e reconstrução das paradas de ônibus da Avenida Caxangá, umas dez vezes. Um prefeito faz e o outro desmancha e faz de novo. Todos sabem que é assim, mas ninguém faz nada pra mudar.

Não adianta construírem tantas obras e não oferecerem um transporte coletivo digno. Se querem melhorar a mobilidade, por que não visitam e imitam o sistema de transporte público de Barcelona, que funciona bem e respeita a população? Até quando vão insistir em paliativos e abandonar a qualidade do transporte público?

Agora inventaram os “controladores de tráfego”, mais um paliativo para enganar os recifenses. Esses, não melhoram em nada a “mobilidade”, apenas servem para empurrar carros quebrados ou de pequenos abalroamentos para as ruas próximas. Isso os próprios motoristas já faziam, mas a propaganda é estonteante!

ROUBO É ROUBO!

Roubar para si, para o partido (caixa 2), para comprar votos de adversários e aliados, ou para qualquer outra finalidade, é roubar do mesmo jeito.jb10

E esse roubo é do meu dinheiro porque eu pago, todo mês, mais de 25% de Imposto de Renda e mais de 11% de Seguridade Social, além de pagar tributos altíssimos sobre tudo que consumo.

O Brasil tem uma das cargas tributárias mais caras do mundo e nós, o povo, pagamos caro por isso. O PT era contra esse absurdo, mas no poder continuou com a mesma cobrança de impostos, exagerada.

Os corruptos do PT que não usam o nosso dinheiro para enriquecimento ilícito, usam para se manter no poder e isso continua sendo roubo do mesmo jeito.

Todo corrupto é ladrão, não interessa o partido e todo ladrão tem que ir para prisão.

NÓS VAMOS ROUBAR PORQUE / FHC JÁ ROUBOU!

Este mote foi sugerido pelo Editor do JBF em 26 de março de 2009 e foi por mim glosado na postagem IMACULADO na coluna Deu no Jornal. Glosei novamente no dia seguinte, 27 de março de 2009, na postagem MOTES, em minha própria coluna.

Já chegamos ao poder
Vamos enganar o povo,
Sem fazer nada de novo
Tratemos de enriquecer.
Vamos logo esquecer
Tudo que o povo sonhou,
Pois nossa hora chegou
Diz a turma do PT:
Nós vamos roubar porque
FHC já roubou!

Enrolem nossa bandeira
De abaixo a corrução,
Hoje a nossa função
É entrar na bandalheira,
Roubar de toda maneira
Mais do que já se roubou.
Com Collor que já chegou
E o PMDB…
Nós vamos roubar porque
FHC já roubou!

É UM REVOLUCIONÁRIO

Por eu falar a verdade,
Que o PT não me engula,
Mas por dinheiro e poder
Esse partido tem gula.
E enganando os brasileiros
O chefe dos mensaleiros
Só pode ter sido Lula.

Ladrão não pode ser burro
Como é um petista nato.
Um ladrão inteligente
Age como Pizzolato,
Que antes da decretação,
Fugiu sem ir pra prisão,
Logo ao primeiro boato.

Todo político corrupto
É ladrão, reacionário,
Fascista, conservador
Elitista e mercenário,
Mas se ele for do PT
Alguém diz para você:
É um revolucionário!

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS…

Tinha que haver um começo. Nunca na história deste país, a gente tinha visto a prisão de alguém da elite política, agora vimos e espero ver muito mais. Nós que pagamos impostos, muitos impostos, somos os assaltados e precisamos ver muito mais bandidos do quilate de Genuíno e José Dirceu na cadeia.

O que mais me impressiona é o cinismo dos petistas ao falarem em “condenação feita pela elite”. Você conhece alguém entre os condenados que não seja da elite brasileira?

Impressão

Todos eles formam a elite intelectual, financeira e política do Brasil. Pela primeira vez na história do país houve a prisão de doze “ladrões de dinheiro público”, de uma só vez, e, entre eles, não havia nenhum pobre, nenhum favelado, nenhum semianalfabeto, nenhum negro e nenhuma prostituta. Ou havia?

Pra mim lugar de ladrão,
Seja petista ou tucano,
É dentro de uma prisão,
Vivendo junto com os “mano”.
Eu não voto em nenhum deles
Pra não entrar pelo cano.

SOL QUADRADO

Verem o sol nascer quadrado (2)

A TORCIDA MAIS APAIXONADA DE PERNAMBUCO

Um dos candidatos a presidente do Clube Náutico Capibaribe, em uma entrevista numa rádio do Recife, no meio dessa semana, teve a petulância de dizer que “a torcida mais apaixonada de Pernambuco não é a do Santa Cruz, é a do Náutico, porque está há dez anos sem ganhar títulos e consegue botar vinte mil torcedores no estádio”.

Com essa demagogia, ou esse candidato a presidente é idiota ou pensa que os alvirrubros são. Tudo bem que todo político seja demagogo, mas dizer que a torcida do Santa Cruz não é a mais apaixonada de Pernambuco é, no mínimo, um ato de imbecilidade.

Apesar de ficar, há dez anos, sem títulos, o Náutico joga na série A do campeonato brasileiro e tem um time muitas vezes mais caro do que o do Santa Cruz. O Santinha chegou a ser chamado de “time fora de série”, justamente porque ficou fora até da série D, e permaneceu nessa faixa, série D, série C, durante seis anos.

Além disso, o glorioso Santinha, levou ao Arruda, não apenas vinte mil torcedores, mas sessenta mil. E não foi apenas uma vez, foram várias vezes. Portanto, antes de se candidatar a presidente do Náutico, esse politiqueiro deveria aprender a ser político, pois mentir é uma das “façanhas” dos políticos, mas toda mentira tem que ter coerência porque, apesar de se fazerem de inocentes, os eleitores não são idiotas.

Na verdade, o título da torcida tricolor não é o de “A torcida mais apaixonada de Pernambuco”, e sim de “A torcida mais apaixonada do Brasil”, e isso não é obra do acaso, é um fato, inclusive reconhecido nacionalmente pela maioria dos comentaristas de todo o país. E viva o glorioso Santinha!

SER LOUCO É SER MAIS FELIZ

(Revista e atualizada)

Eu tenho quase certeza
Que quem é louco é feliz,
Porque não enxerga um palmo
À frente do seu nariz.
E assim não sabe as mentiras
Que o mundo todo nos diz.

Louco não fica infeliz
Se um pobre for pra prisão
Por ter roubado um trocado
Pra poder comprar um pão,
Enquanto nossos políticos
Roubam sem ter punição.

Não vê a enganação
Nas campanhas e eleições
Onde todos os políticos
Gastam reais, em milhões,
Pra depois tirar em dobro
Através das comissões.

Não vê as condenações
De alguns juízes julgados,
Por seduzirem meninas
Em troca de alguns trocados,
Recebendo a “punição”
De ficarem aposentados.

Doido não vê magistrados,
Corruptos e ilegais,
Vendedores de sentenças
Pra gangs e marginais,
Ganharem por “punição”
Mais de vinte mil mensais.

Não vê impostos demais
Nos salários e proventos,
Enquanto nossas igrejas,
Com mercados opulentos,
Livram pastores de impostos
Nos seus enriquecimentos.

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A INSUPORTÁVEL INTERNET!

A internet está insuportável! As mensagens que recebemos ao abrir o Yahoo, Facebook ou Google são uns porres. Tiram a paciência de qualquer cristão.

Antes que consigamos ver as mensagens dos amigos, encontramos umas propagandas chatas e repetitivas que nos tiram do sério. Que saco! E ainda têm aquelas mensagens, com vírus, “Minha mãe ganha não sei quanto”. Eu acho que as mães desses camaradas devem estar fazendo ponto nas zonas.

Também existem aqueles convites pra jogar um bocado de porcarias. Como eu queria acabar com esses convites. Já usei de todas as fórmulas que me ensinaram, mas nada resolveu. Todo dia eu recebo esse tipo de convite pelo Facebook. É de uma cretinice que ninguém merece.

Daqui a uns dias eu desisto de entrar na internet e volto a escrever cartas e enviar fax pros amigos ou então, procuro os números dos telefones deles para entrar em contato. Ah! Esqueci que as operadoras de celular no Brasil também não prestam. Mas como podem prestar se o Brasil não tem governo? Todos estão no poder só para mamar e beneficiar as empresas que patrocinam suas campanhas.

Afinal, pra onde eu devo ir? Talvez, comprar uma terrinha num interior bem distante da civilização. Seria o ideal. Mas esse lugar ainda existe?

PROMESSAS PRA CONCEIÇÃO

No início de dezembro,
Com fé e muita emoção,
Os fiéis sobem a ladeira
Do Morro da Conceição.
Enchendo ruas e praças
Muitos vão lá render graças
E alguns só pra trabalhar.
É que o bom comerciante
Nesse momento importante
Também precisa lucrar.

Para começar a festa
Tudo começa a mudar
A prefeitura de empenha
Manda limpar, capinar.
Até mesmo os moradores
Passam a ser vendedores
De tudo que se procura.
Vendem fitas coloridas,
Terços, relógios, bebidas,
Salsichão e rapadura.

Casas ganham gambiarras
E recebem tinta nova.
Com coloridos bonitos
Que qualquer turista aprova.
Quem tem criatividade
Vira artesão de verdade
Com pouca imaginação
Fazendo santos de barro,
Miniaturas de carro,
E até de Frei Damião.

A festa começa cedo,
Ainda no Marco Zero,
De onde sai a procissão
Comandada pelo clero.
Com cânticos e orações
Fiéis pedindo perdões
Por todos os seus pecados…
E a procissão segue andando
Com solteironas rezando
Para arranjar namorados.

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GLOSA

“Tô sozinho, triste, liso,
Esquecido e abandonado”

(Tema de Marcelo Santos, transformado em mote).

Eu não tenho outra saída,
Vou beber mais aguardente,
Pra me’squecer do presente
E das tristezas da vida.
Minha noite é mal dormida
Sem ter alguém ao meu lado,
Já não tenho me alegrado
Faltando o que mais preciso…
“Tô sozinho, triste, liso,
Esquecido e abandonado”.

EU TENHO PENA DE MIM

 (Adaptação de textos de Cleide Canton e Rui Barbosa)

Eu tenho pena de mim…
Por ter sido um sonhador,
Por lutar por nosso povo
Que ainda é tão sofredor,
Por ter sempre batalhado
Por justiça, com pudor.

Por sempre compactuar
Com a honra e a honestidade…
Por querer que nosso povo
Primasse pela verdade
E por vê-lo enveredar
Pela desonestidade.

Eu tenho pena de mim…
Por ter feito parte um dia
De uma era que lutou
Em prol da democracia.
Por sonhar com a liberdade
Que pra seus filhos queria.

Eu tenho pena de mim…
Por entregar, simplesmente,
A derrota das virtudes
Nas mãos dos filhos da gente,
Pra se julgar a verdade
Com insensatez, somente.

Por permitir que a família,
Seja negligenciada
Pensando apenas no “eu”
De forma demasiada
E na tal “felicidade”
A qualquer custo, buscada.

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