13 maio 2012 COLCHA DE RETALHOS - Ismael Gaião

Pra descrever minha mãe
Nenhuma palavra rima,
Porque das obras de Deus
É a que Ele mais estima.
Mesmo com sua grandeza
Eu tenho quase certeza
Que ela é sua obra prima.
Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja

Pra descrever minha mãe
Nenhuma palavra rima,
Porque das obras de Deus
É a que Ele mais estima.
Mesmo com sua grandeza
Eu tenho quase certeza
Que ela é sua obra prima.

(Resposta ao poema DEU SAUDADE DE REPENTE da poetisa Dalinha Catunda, publicado em sua coluna EU ACHO É POUCO no dia 05 de maio de 2012).
Cantorias de viola
Que me serviram de escola.
Botaram em minha cachola
Versos de voltar mourão.
Onde eu ficava encantado
Passando a noite acordado
Ouvindo um mourão voltado
Nos oito pés a quadrão.
Eu tive vida bacana,
Bebendo e chupando cana
E à noite gastando grana
Para escutar um baião.
Sou um dos apologistas
Que admira os repentistas
E considera uns artistas
Nos oito pés a quadrão.
Na vida do interior
De dia fui plantador,
De noite admirador
De uma improvisação.
Morando na capital
Vivo me sentido mal
Por não ter um festival
Com oito pés a quadrão.
Com galinhas num poleiro,
Pato e gansos no terreiro,
No terraço um candeeiro
Fui feliz no meu sertão.
Estudei numa cartilha,
No São João brinquei quadrilha
E ouvi num rádio de pilha
Nos oito pés a quadrão.
Não sou bom no improviso,
Porém agora lhe aviso
Que tenho um verso preciso
Quando escrevo num borrão.
Nunca fico na berlinda,
Porque meu verso não finda
E fica melhor ainda
Nos oito pés a quadrão.
Mesmo estando na cidade
Meu canto tem qualidade
Para matar a saudade
Que eu sinto lá do torrão.
Lembrando minha terrinha,
Meu potro e minha vaquinha
Eu canto igual à Dalinha
Nos oito pés a quadrão.

Em seu pronunciamento para comemorar ao Dia do Trabalho (1º de maio de 2012), transmitido por todas as rádios e canais de televisão, a presidente Dilma Rousseff pediu aos bancos privados que reduzam as taxas de juros cobradas em empréstimos, cartões de crédito e cheque especial. A presidente também aconselhou o povo a procurar os bancos que ofereçam as taxas de juros mais baixas.
“É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com um dos juros mais altos do mundo. Esses valores não podem continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, disse Dilma no discurso demagógico veiculado ontem à noite.
É evidente que esse discurso é pura demagogia. Quem pode falar assim é o povo brasileiro que não tem poder para evitar esses juros e taxas exorbitantes, mas vindo de uma Presidente da República, não passa de enganação. A presidente tem todo poder para baixar portarias e medidas provisórias que impeçam essas cobranças demasiadas, no entanto se limita a fazer um discurso em rede nacional pedindo que os bancos privados tomem a iniciativa de baixa-los. É como pedir aos políticos que não façam falcatruas e corrupções.
De maneira ainda mais absurda, a presidente espera contar com uma atitude dos próprios clientes para pressionar os bancos privados estimulando a competição entre estes. “É bom, também, que você consumidor faça prevalecer os seus direitos escolhendo as empresas que lhe ofereçam melhores condições”, disse Dilma.
Num país em que o povo não consegue ver cumprida a lei que proíbe os bancos deixarem os clientes passarem mais de vinte minutos numa fila, a presidente quer que esse povo faça os bancos baixarem os juros. É muita demagogia para pouca realização!
A nossa presidente Dilma trata o povo como idiota. Ao invés de tanta demagogia ela deveria tomar uma atitude e obrigar os bancos a colocarem segurança nos caixas eletrônicos, pois milhões de brasileiros morrem por falta dessa segurança, enquanto os banqueiros descarregam os prejuízos dos assaltos nas seguradoras. E a vida dos clientes como fica?
A presidente ainda defendeu a necessidade de se investir em educação de qualidade “em todos os níveis”. “E também na qualificação e treinamento dos trabalhadores”, como se isso dependesse do povo e não dela que é a mandatária do país. Meu Deus! Parece que Dilma ainda está nos palanques demagógicos do PT, que enganou o povo durante anos, na oposição, se dizendo contra as corrupções e tantas outras coisas que hoje o seu partido pratica.

Há poucos dias assisti a uma palestra de um Engenheiro em um seminário realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, mais especificamente no Teatro Beberibe. O pior é que o dito cujo representava uma importante empresa pública do Estado.
É evidente que nem todos os profissionais precisam obrigatoriamente, serem grandes oradores, porém quem se propõe a representar uma empresa em um seminário de tamanha importância necessita se preparar para tal. Assim como, a empresa tem obrigação de avaliar se seu profissional está preparado para a realização dessa tarefa.
O referido Engenheiro tinha um bom conhecimento sobre o assunto de que tratava, aliás, essa era sua obrigação, mas quanto à forma como apresentou sua palestra foi um desastre. Os seus slides estavam ilegíveis para a plateia porque continham letras pequenas e estavam abarrotados de letras. Num slide escrevem-se tópicos da palestra e não parágrafos ou textos. Mas isso é o de menos, comparando-se aos demais deslizes cometidos por tal Engenheiro.
Primeiro o palestrante se posicionou, no palco, de costas para o público e para a mesa que coordenava os trabalhos, olhando o tempo todo para os slides, demonstrando total falta de postura de palco. Depois, sua falação se tornava irritante porque ele repetia o tempo todo: né? Né? Né? Ou então: está certo? Está certo? Está certo?
O Engenheiro lia tudo que se encontrava nos slides, sem acrescentar uma só palavra a não ser, né? Né? Né? Ou, está certo? Está certo? Está certo?
Como se isso fosse pouco, o palestrante tossia e pigarreava diante do microfone fazendo barulhos irritantes aos ouvidos do público, demonstrando grande falta de educação.
Existem diversas dicas práticas para que se possa falar em público, sem constranger a audiência nem passar decepção. Se não se quer frequentar um curso de oratória deve-se procurar a ajuda de um profissional, ler livros sobre o assunto ou pesquisar na internet.
Segundo o professor de oratória, Mario Persona, para ser um bom orador “é preciso trabalhar a entonação da voz e aprender a fazer uso do silêncio para sublinhar suas palavras. Outra forma é decidir se deve falar de improviso, usar anotações ou slides, ou ainda ler um texto corrido. Cada forma tem vantagens e desvantagens”.
Em qualquer um dos casos deve-se treinar diante de um espelho, analisar a postura, as expressões, o timbre de voz e a articulação das palavras. Porém, o mais importante é saber que além de si, o palestrante está representando uma empresa de renome e isso é muito sério. Quem não tem competência não deve se escalar. O ideal é passar a bola adiante e pedir pra sair! E a empresa deve escolher melhor seus representantes.

(Poesia de agradecimento ao Coorientador no Mestrado em Melhoramento Genético de Plantas – UFRPE, Djalma Euzébio Simões Neto)
Depois de vinte e um anos
Que eu já estava formado,
Como quem não tem juízo
Eu fui fazer um mestrado.
Logo no primeiro dia
Começou minha agonia
Porque ali me ocorreu
Que cada um dos colegas
Com rosto liso, sem pregas,
Podia ser filho meu.
Os professores falavam
E eu ficava embatucado.
Tal qual um analfabeto
Ouvindo um advogado.
Só faltou ter Data Vênia,
Mas tinha o efeito xênia,
E uma Endonuclease
Diclina, cleistogamia.
Micrósporo, Panmixia.
Heterose e Peristase.
Fiz quase cem Seminários
Descrevendo os vegetais
Estudei diversas técnicas
E Métodos Experimentais
Vi na retrospectiva
Genética Quantitativa
E a Genética Aplicada,
Melhoramento de Alógamas
Outros métodos de Autógamas
E a Pesquisa Orientada.
Estudei tanto no curso
Que quase que eu fico louco
Não fui parar no hospício,
Mas pra isso faltou pouco.
Perdi finais de semana
Dois anos sem beber cana
Minha careca aumentou
Fiquei de cabelos brancos.
Fui aos trancos e barrancos,
Mas finalmente acabou.
Isso foi o que eu pensei,
Porém foi pura ilusão
Porque quando eu comecei
Fazer a Dissertação
Consultei especialistas
Pra me darem algumas pistas
E as suas opiniões,
Mas pra acabar de lascar
Inventei de escutar
Doutor Djalma Simões.

Durante muitas décadas, a região da Mata Norte de Pernambuco foi abandonada pelos poderes públicos em relação ao desenvolvimento. Agora, com a superlotação da região da Mata Sul, devido ao excesso de crescimento e ao ritmo acelerado de desenvolvimento, o Governo do Estado e Governo Federal proporcionam a vinda do progresso à Mata Norte.
Isso deveria ser motivo de muita felicidade para nós, filhos e moradores dessa região, mas pelo que vemos e sabemos da Zona Industrial da Mata Sul do Estado, temos consciência que além da geração de emprego e renda, o esperado progresso da Mata Norte de Pernambuco trará muitas desgraças.
Moradores de Goiana, Condado Itambé, Itaquitinga e circunvizinhança, que sempre tiveram uma vida pacata, passarão a conviver com integrantes de uma população flutuante, pessoas estranhas que virão apenas atrás de emprego e não saberão respeitar o estilo de vida das populações locais. Isso já está acontecendo nas cidades do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, como bem mostrou o caderno Aurora do Diário de Pernambuco, do domingo, 18 de março.
Apesar do desenvolvimento, o povo dessa região perderá em qualidade de vida. Casas, pousadas e restaurantes se tornarão lares de profissionais forasteiros, alugados por empresas só para seus trabalhadores. Os forasteiros roubarão as vagas de emprego que deveriam ser ocupadas pelos trabalhadores locais.
Por mais que se queira, a convivência com os invasores não será fácil e os pacatos cidadãos do nosso querido interior perderão a paz e o sossego. Serão obrigados a conviver com o estilo de vida dos forasteiros. Não existirão mais restaurantes e bares para os filhos da terra se divertir com seus amigos e familiares, à noite e nos finais de semana.
O superfaturamento de terrenos e aluguéis, que já ocorre com a propalada chegada do Polo Fármacoquímico e da montadora da Fiat em Goiana, provocará também uma inflação generalizada em todos os produtos de consumo, típica de cidades metropolitas, a qual perderá o controle e afetará a vida dos moradores da região.
Aquela vida tranquila, com famílias sentadas nas calçadas e nas praças ao anoitecer, para falar da vida alheia e comentar os acontecimentos do dia, mudará para famílias inteiras trancadas em suas casas cheias de grades nas janelas e cadeados nas portas, com medo de passear a pé ou de bicicleta pelas nossas ruas calmas.
Como consequência desse progresso, já encontramos crianças interioranas sendo aliciadas para o consumo e tráfico de drogas. Há poucos meses, vimos as prisões de traficantes de drogas nos municípios de Goiana, Condado e Carpina, dentre os quais, jovens que nasceram nessas pacatas cidades. Essas são apenas algumas das desgraças que o progresso tão esperado nos trará. Lamentavelmente, quem viver verá!

Dentro de um elevador
De noite, com luz acesa,
Tinha uma senhora alemã
E uma bela jovem francesa.
Era um país estrangeiro,
Mas lá tinha um brasileiro
Com um jeito bem nordestino.
E por arte do pecado
Dentro daquele quadrado
Também tinha um argentino.
Os quatro bem comportados
E aí faltou energia.
Ficou tudo tão escuro
Que nem um vulto se via.
Foi então que de repente,
No meio daquela gente
Naquele escuro, à solapa,
Ouviu-se um beijo estalado
Que soou acompanhado
Do barulho de uma tapa.
Quando chegou energia,
Com sorriso disfarçado,
Um olhava para o outro,
Com olhar desconfiado.
Cada um imaginava,
Mas nenhum deles falava
Quem bateu e quem beijou.
Quem foi eu não sei dizer,
Mas eu posso descrever
O que cada um pensou.
A Senhora da Alemanha
Pensou: eu tenho certeza!
Um desses “cabras” safados
Beijou a moça francesa.
Mas ela fez muito bem,
Pois não gritou por ninguém,
Mas pelo barulho ouvido
Fez uma atitude rara.
Meteu a tapa na cara
Desse sujeito atrevido.
E a bela jovem francesa
Ficou ali a pensar:
Esse tarado safado
Desejava me beijar.
Mas ele deu uma fora,
Beijou aquela Senhora
E pagou pelo mal feito.
Foi mal na sua aventura
Porque ela com bravura
Deu na cara do sujeito.
E o argentino pensou:
“Eu tenho quase certeza!
O brasileiro safado
Beijou a moça francesa.
Com a sua malandragem
Ele fez por sacanagem!
E ela pensou que fui eu.
Então, ela revoltada,
Com a sua mão estirada,
Na minha cara bateu”.
O brasileiro malandro
Pensou nessa conclusão:
“Pra gozar com o argentino
Dei um beijo em minha mão.
E antes que a luz acendesse,
Sem que ninguém percebesse,
Usei meu jeito “malino”.
Abri a palma da mão
E lasquei um bofetão
Bem na cara do argentino”.

Como cliente da operadora de telefonia móvel TIM, fiquei bastante feliz com a decisão concedida na quinta-feira, 23 deste mês, pelo juiz da 2ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, Dr. Cláudio Kitner, através de uma liminar, proibindo essa operadora de habilitar novas linhas e vender novas assinaturas no Estado por um prazo de 30 dias.
A decisão atendeu a um pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seção Pernambuco, e da Adecon (Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor).
Na referida liminar a Justiça fixou uma multa de R$ 10 mil por nova linha comercializada sem autorização e de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento da determinação.
A OAB-PE e a Adeccon alegam que existem “notadamente, problemas em relação ao tráfego de voz disponibilizado ao consumidor, que se evidencia nas dificuldades enfrentadas para o estabelecimento de ligações, bem como nas seguidas interrupções das ligações”. Segundo a liminar, a TIM só poderá retomar as vendas após comprovar possuir equipamentos e instalações suficientes para atender à demanda estadual.
Que o serviço da TIM é de péssima qualidade, todos os seus usuários em Pernambuco sabem, tanto que existe uma grande quantidade de queixas contra essa operadora.
A minha felicidade dá-se por estar com minha linha sem funcionar a oito dias, mesmo fazendo uma reclamação à TIM pelo número *144, na qual me prometeram que o problema seria solucionado em cinco dias.
Hoje eu telefonei diversas vezes para o *144, usando outra linha, e, várias vezes, ouvi a “máquina” dizer: “esse número não existe”. Após diversas tentativas, fui atendido três vezes, cada uma por uma moça diferente. Nas duas primeiras, após responder diversas perguntas ouvi a atendente me mandar aguardar mais alguns instantes, mas enquanto ela tentava resolver o problema, as ligações caíram e nada feito.
Na terceira vez em que consegui chegar a falar com uma atendente, após bastante tempo perdido, ela me perguntou se eu gostaria de registrar mais uma reclamação, pois a operadora me daria mais cinco dias para apresentar uma solução. Eu apenas disse que se eu aceitasse isso, ficaria mais cinco dias sem resposta e nada de meu celular funcionar, e assim seria por mais dez, quinze, vinte ou mais dias. Portanto, não me resta outra escolha, a não ser, ir à justiça buscar meus direitos de consumidor prejudicado por pagar por uma linha telefônica que não funciona.

Cícero Lins
Dilma, minha “Presidenta”,
porque vetaste o meu
que é bem pequenininho,
bem menor do que o teu,
do que teu gordo salário
e de cada salafrário
que afana o país.
Negas-me pequeno aumento
no pouco do meu sustento…
Que pecado infeliz.
Trabalhei honestamente
trinta e seis anos corridos…
Me aposentei com um “toco”
dos meus reais reduzidos.
Continuo trabalhando,
com esforço, completando
o que deixei de ganhar.
E você, c’o a bolsa cheia,
pega o meu e bloqueia…
Deus, do céu vai te cobrar.
Será que não estás vendo
tanto dinheiro sobrando;
Só não dá pra vir pra mim,
porque tem muitos roubando.
Todo dia se descobre
que quem rouba não é pobre,
é gente dessa cambada.
Presidenta…por Jesus,
pega o deles, reduz…
Dá pra gente precisada.

(Resposta ao soneto DESEJO DE SER POETA, de Ismael Gaião).
Emanoel Barros
Sabedor, eu de tua inspiração
Em teus versos sempre excepcionais
És uma das riquezas nacionais
Meu amigo, grande gênio, por que não?
Mesmo com esta tua criação
Que a Deus implora por idéias
Sei que aí vem mais uma odisséia
Deste grande poeta dos Gaião.
Em “desejo” vejo genialidade
“Ser poeta”, sei que não é por vaidade
Retratando nossa vida, nossa gente
Sempre d’algo necessita o atleta
E eu te digo: no teu caso de poeta
Só precisa dum quartinho de aguardente.

Não entendo porque me abandonaste,
Se contigo eu fiz versos com beleza,
Descrevi uns instantes de tristeza,
Na alegria que me proporcionaste.
Hoje sou pavilhão órfão da haste,
Ou um rio sem sua correnteza.
Já não faço um só verso com destreza.
Num poeta menor me transformaste.
Se não voltas, meu mundo perde a graça.
Sou um ébrio sedento sem cachaça.
Vivo a esmo, sem rumo e sem ter meta.
Vem depressa, ó bendita inspiração!
Sacudir meu sofrido coração
Que deseja demais ser de um poeta.

Neste sábado, 19 de novembro, coincidentemente dia do cordelista, a convite da direção da escola, eu tive a felicidade de assistir aos espetáculos teatrais dos estudantes do Centro Educacional Professora Jovelina, em Camaragibe-PE, nos quais os alunos encenaram peças baseadas em seis cordéis, dois da poetisa Susana Morais (“As aventuras do Capitão Herculano” e “A história do caju”) e quatro de minha autoria (“Seu Lunga – Tolerância Zero”, “O Nordeste é arretado, no mundo não tem igual”, “No tempo da minha infância” e “Procurando a mulher certa”).
Foi um momento espetacular e que me trouxe muita alegria. Assistir a alunos representarem algum cordel de minha autoria sempre foi um sonho meu, mas assistir à encenação de quatro de minhas obras, sucessivamente, foi algo inimaginável.
Em suas representações, inteligentemente, os alunos, com orientações dos professores, inseriram alguns diálogos que embelezaram a forma de contar as histórias dos cordéis, dando ação à palavra rimada que, aliada à graça e dinâmica dos cenários, prenderam a atenção do público (professores e pais de alunos), do primeiro ao último verso de cada cordel.
Em “Seu Lunga – Tolerância Zero”, de três em três, os alunos representavam os personagens de cada septilha do cordel. Um era o narrador, outro era o “idiota” que fazia a pergunta burra e um terceiro era Seu Lunga, que respondia com sua tolerância zero. Tudo isso, em cenários muito bem montados que mostravam os ambientes das piadas contadas em cada septilha.
Na peça “O Nordeste é arretado, no mundo não tem igual”, os cenários eram ainda mais encantadores. Neles, alguns alunos narravam as décimas do cordel, sempre com o mote “O Nordeste é arretado no mundo não tem igual”, enquanto outros encenaram os turistas curtindo as praias do Nordeste, parte da nossa cultura popular (São João, Frevo, Maracatu, Galo da Madrugada, Timbalada e Coco de Roda), a feira de Caruaru, com sua diversidade de produtos, e as comidas típicas da nossa região. Foi tão extraordinário que, após algumas glosas declamadas, o público já repetia o refrão “O Nordeste é arretado, no mundo não tem igual”.
Encenando o cordel “No tempo da minha infância”, os atores criaram personagens de pais e mães de família, vizinhos, acompanhando o dia a dia dos filhos sempre comparando com a educação e estilo de vida do tempo de suas infâncias, isto numa prosa muito bem humorada, onde cada pai ou mãe declamava glosas do cordel.
Finalizando, foi encenado o cordel “Procurando a mulher certa”, o qual, para minha surpresa, gerou grande expectativa, pois era do conhecimento da maioria dos alunos e professores, que nele ocorreriam cenas ainda mais engraçadas e picantes. A expectativa era tanta que os atores das outras turmas, os quais já tinham apresentado suas peças, se aglomeraram na plateia, inclusive subindo nas cadeiras para ver melhor. Um aluno fez o personagem de um velho, adentrando o recinto (no meio da plateia) de bengala, sentando em uma cadeira de balanço e narrando o seu passado de cabra namorador. Simultaneamente, outro aluno representava aquele senhor na sua mocidade, encenando cada passagem dos versos declamados pelo velho. O “jovem” frequentava bares, bailes e cabarés “procurando a mulher certa”, tudo isso, em cenários excepcionalmente montados onde as moças e os rapazes representavam as prostitutas, gays e homens frequentadores dos cabarés. Além de bonito, foi um espetáculo muito engraçado que levou a plateia ao delírio.
Parabéns e meus agradecimentos à diretora, às coordenadoras, aos professores e todos os alunos da Escola Professora Jovelina pelo maravilhoso presente do dia dos cordelistas.

O livro “Uma colcha cem retalhos”, de minha autoria, e o cd “Causos e Cordéis”, gravado em parceria com o poeta Felipe Júnior, foram selecionados para integrar o Museu Paço do Frevo, que tem previsão para funcionamento em fevereiro de 2012.
O Projeto Museográfico Paço do Frevo teve suas obras iniciadas em março de 2010, na Praça do Arsenal no Recife antigo, onde até 1973, era o edifício sede da Western Telegraph Company. O imóvel faz parte do complexo turístico das cidades de Recife e Olinda, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan), desde 1998, e está sendo totalmente recuperado.
O Paço do Frevo é uma iniciativa da Prefeitura da Cidade do Recife coordenada pela Fundação Roberto Marinho e foi idealizado pela artista Bia Lessa. O projeto consta de um complexo cultural que será direcionado à difusão, pesquisa, lazer, capacitação e apoio profissional na área da dança e música do frevo.
O museu Paço do Frevo, que terá arquitetura em estilo eclético, construída no século 19, constará de setores bastante interessantes como uma escola, um centro de difusão do frevo, um centro de documentação, um espaço expográfico, cursos profissionalizantes de música e dança, estúdio de gravação de áudio, rádio Frevo Online, palco para apresentações artísticas e bistrô.
A Plural Comunicação, Memória e Cultura é a responsável pela organização do projeto museográfico, o qual contextualizará o frevo na história do Recife, de Pernambuco e do Brasil.
Na entrada do museu existirá uma sala repleta de fotografias que mostrará apenas o rosto de pessoas, das paredes ao teto. Serão retratos de uma multidão anônima que de alguma forma contribui para eternizar o frevo. Logo após, será encontrada a Linha do Tempo, que retratará desde o surgimento do frevo até sua forma atual, com estilos e modalidades próprias.
Também no térreo do museu, será instalado o centro de documentação, que abrigará um grande acervo sobre o frevo e a arte popular brasileira em geral. É nesse centro que serão expostos o livro UMA COLCHA CEM RETALHOS e o cd CAUSOS E CORDÉIS.
Essa é uma informação que me deixa bastante feliz, pois ao produzirmos estes trabalhos, eu e Felipe Júnior, tínhamos a finalidade, apenas, de levar nossa arte ao povo, mas, jamais imaginaríamos que eles um dia iriam integrar um museu tão qualificado e de tanta importância cultural.

Quem são os responsáveis?
No domingo passado (09/10/11), o Diário de Pernambuco, em seu caderno Vida Urbana, publicou o artigo ESQUELETOS DE CONCRETO, com excelente reportagem, na qual destacou que as “Construções inacabadas poluem o cenário urbano do Recife, desvalorizam os prédios vizinhos e são um risco à saúde”.
No referido artigo, o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Admi-PE), Alexandre Miranda, afirmou: “um edifício inacabado pode desvalorizar os empreendimentos do entorno em até 20%”. E concluiu: “Além de tirar a beleza da cidade, essas obras podem até colocar em risco a segurança das pessoas”.
A diretora do Dircon (Diretoria de Controle Urbano do Recife), Maria José De Biase, afirmou, naquela matéria, que este órgão “não tem um estudo da quantidade e da localização das obras que ficaram no meio do caminho”.
A Dircon tem como algumas de suas obrigações: “Proceder à análise, aprovação, avaliação, liberação de alvarás de localização; Exercer o controle das construções no espaço urbano, especialmente no que se refere às edificações, objetivando regular a estrutura, função, forma e demais aspectos inerentes às normas edilícias e ao traçado urbano e Fiscalizar a observação da legislação urbanística exercendo o poder de polícia nos casos de desobediência às questões legais”. Se, mesmo assim, essa Diretoria não sabe quais são, quantos são e onde estão os “Esqueletos de Concreto” do Recife, quem deveria saber? Aí nós perguntamos: Para que serve essa Diretoria?
A declaração da diretora do Dircon é mais uma prova da incompetência, falta de responsabilidade e de compromisso, de alguns gestores públicos, com a população e sua cidade. Todos os recifenses veem esses prédios abandonados, mas o prefeito, os vereadores e a diretoria da Dircon não veem, por quê?
É por essas e outras que o nosso Recife, a cada dia, perde mais a sua beleza e o status de maior e melhor capital do Nordeste. Muita gente que viaja a outras capitais do Brasil, principalmente às do Sul e Sudeste, volta encantada com a beleza e qualidade de vida oferecida nessas cidades. Por que os nossos governantes não se preocupam com isso? Será que a eles só interessa o poder político e as facilidades para ganhar dinheiro público?
Com a palavra a diretoria da Dircon, o prefeito e os vereadores do Recife.

Roberto de Bulhões
SABER VIVER!
Saber viver é uma arte;é uma atitude de coragem e dedicação.
Saber viver é uma ato de inteligência;é lutar para alcançar os
objetivos com humildade e determinação.
Saber viver é amar; é viver em paz e em harmonia; é ser tranquilo;
é curtir a vida; é ser feliz todos os dias.
PREFERÊNCIA POR PAULISTA!
Povo paulistense, precisamos parar para pensar.
Para pedir providências, para Paulista prosperar.
Preservar as paisagens, pistas para passeios, praias,
praças, paineiras, palmeiras, pinhos, pinheiros.
Pássaros pretos, pintassilgos,papagaios,periquitos,
pardais, patativas; protegem-se pelas plantas primitivas.
Pescadores pescam pescadas, piabas, prejerebas, pampos, paratis.
Pintores pintam paisagens, professores partilham pensamentos.
Poetas pensam, pesquisam; produzem paródias, prosas,
poemas, poesias.
Prefiro poucas palavras, para palestrar por Paulista.
Paulista paz, progresso, plenitude, produção, presença,
prosperidade, prestígio popular.
VIVER!
Viver intensamente, viver em harmonia.
Viver com muita paz, amor e alegria.
Blog cultural Roberto de Bulhões

Se eu nunca soubesse disso
era feliz sem saber
Amigos, glosadores fubanenses, eis um mote que criei para expor algumas de minhas indignações. Para começar, fiz essas duas modestas estrofes e espero que vocês façam suas pérolas poéticas neste mesmo mote.
Vi juízes condenados,
Por atitudes malinas,
Ao seduzirem meninas
Em troca de alguns trocados.
Porém esses magistrados,
Nunca mais irão sofrer,
Pois passaram a receber
Sem prestar nenhum serviço…
“Se eu nunca soubesse disso.
Era feliz sem saber.”
Corruptos e ilegais,
Com suas fichas extensas,
Vendedores de sentenças,
Pra gangs e marginais.
Ganham doze mil mensais
Só pra viver de lazer
E a gente no desprazer
É quem paga tudo isso…
“Se eu nunca soubesse disso
Era feliz sem saber.”

No Parque Treze de maio
Em grande reunião
Os animais reclamavam
Pela falta de atenção…
Depois dela concluída
Resolveram que a saída
Seria a revolução.
Começou com o pavão
Num discurso taxativo:
- Nós vamos partir pra guerra
Pois não há paliativo.
- Com comidas estragadas,
E jaulas enferrujadas
Temos mais de um motivo.
- Há um barulho excessivo
Nessa praça em que vivemos
E se não fizermos nada
Não ligam pro que sofremos.
Em locais inadequados
Nós vivemos maltratados
E somente nós sabemos.
- Por isso o que nós queremos
Nessa movimentação
É que partamos unidos!
Aclamava o gavião,
Pois além de enjaulados
Ainda somos tratados
Com pouca alimentação!
Chegou a vez do faisão
Que cochichou para a arara:
- Quem toma conta do Parque
Não tem vergonha na cara.
- Para essa coisa mudar
Vamos nos organizar
E aí tudo se escancara.
- Vou chamar a capivara
Que é muito desenrolada,
Para reunir os bichos
E partir pra luta armada…
- Depois de armar a revolta
Toda ave a gente solta
Pra liderar a brigada.

(mote do Poeta Felipe Júnior, adaptado por Ismael Gaião)
Aquele beijo na testa,
Aquele cheiro gostoso.
Do seu jeito carinhoso,
Só a saudade me resta.
Para mim era uma festa
O seu abraço apertado.
Hoje eu sofro um bocado,
Por não poder tê-lo mais…
É triste o dia dos pais
Sem ter papai do meu lado.
Toda família hoje vive
Lembrando o quanto era forte.
Feliz é quem teve a sorte
De ter o pai que eu tive.
Hoje a gente sobrevive,
Pelo exemplo que foi dado.
E é esse seu legado
Que alivia nossos ais…
É triste o dia dos pais
Sem ter papai do meu lado.
Recife, 09 de agosto de 2009.

Nesse sábado, 30 de julho, terminou a programação da Mostra de Literatura de Mulheres, organizado pelo SESC Santa Rita (Cais de Santa Rita – bairro de São José – Recife – PE).
O encerramento ficou por conta do “Recital do Sertão ao Mar”, que aconteceu na Casa Mecane, no qual, o experiente grupo de poesia Vozes Femininas (Silvana Menezes, Mariane Bigio, Susana Moraes e Cida Pedrosa), recebeu quatro encantadoras poetisas do Sertão do Pajeú: Isabelly Moreira, Mariana Teles, Monique D’angelo e Verônica Sobral.
Foi um magnífico encontro de oito grandes mulheres declamando poesia. “Mulheres que criam, declamam, encenam e encantam com seus versos”, como bem disse o poeta Jorge Filó, que prometeu, mas não foi ao espetáculo.
Vozes Femininas: Mariane Bígio, Cida Pedrosa, Susana Moraes e Silvana Menezes
Poetisas do Sertão: Verônica Sobral, Isabelly Moreira, Mariana Teles e Monique D’angelo
Para um observador desavisado, a impressão é a de que Pernambuco necessita de nomes de mulheres que se imponham entre os grandes poetas. Mero engano!
Na realidade, a nossa crítica literária tem esquecido, injustamente, muitos valores expressivos da poesia feminina pernambucana. Com essa mostra, o Sesc Santa Rita destacou um grupo de nomes que se encontram entre nossas melhores poetisas.
O destaque, entre as oito artistas, além de seus belos e qualificados poemas, são as performances e as diferenciadas vozes, indo das líricas, de diapasões diferentes, às melodiosas, encantando o público.
Para não me alongar muito, falarei hoje, das poetisas do sertão e no próximo artigo desta coluna, das magníficas poetas do Vozes Femininas.
As poetisas do Sertão do Pajeú, coincidentemente, representam também geograficamente aquela região, que é berço da poesia. Cada uma de uma cidade diferente. Isabely Moreira (Itapetim), Mariana Teles (Tuparetama), Monique D’angelo (São José do Egito) e Verônica Sobral (Tabira). Esse grupo comprova a teoria de que “o homem é produto do meio. ”Suas poesias são recheadas de emoção e simplicidade, com um refinado gosto pelas tradições do Pajeú. Fazem poesia da mais alta qualidade! Elas são um assombro de talentos em poesia. Certamente, ainda vão dar muito o que falar!

Eu sempre dizia que na minha família ninguém é poeta, mas, em fevereiro deste ano, descobri uma sobrinha, Jade Gaião, de 13 anos, escrevendo lindos poemas, um dos quais, “Sou Maria José”, eu publiquei nesta coluna.
No ano passado, descobri um primo de segundo grau, Emanoel Barros, escrevendo um cordel sobre as copas do mundo, muito bem bolado. Agora, mais uma vez, Emanoel, um jovem, músico de primeira qualidade, me surpreende com mais este cordel nota dez, contestando a situação de calamidade que nossa terra, Condado – PE, está passando.
É muito gratificante encontrar um jovem escrevendo cordel, principalmente para mudar o conceito de alguns, mal informados, de que o cordel está morrendo. Muitos, há séculos, já disseram isso. Mas, a história prova que eles estão enganados! Atualmente, tenho encontrado diversos jovens que são talentos promissores na perpetuação da literatura de cordel. Há quem diga que isso é fruto da novela Cordel Encantado, mas não é.
Não se pode negar que, com a novela, a procura por cordel está aumentando muito e aumentou também a sua produção, mas desde que entrei na Unicordel, em 2009, e que passei a viajar pelas terras da poesia, Cariri Paraibano e Pajeú Pernambucano, sempre tenho encontrado jovens cordelistas e declamadores. Isso é muito bom e, para mim, é melhor ainda quando um desses talentos é um parente meu, como é o caso de Emanoel, que não é dessas terras poéticas, é da minha Zona da Mata Norte. Mas, vamos ao cordel do rapaz!
NEM CELPE, NEM PREFEITURA E CONDADO NA ESCURIDÃO.
Emanoel Barros
Desde um certo momento
Condado vive um dilema
Que configura um problema
Já se fazendo lamento
Desse modo eu não aguento
Conversinha de ladrão
Nem Celpe, nem prefeitura
Condado na escuridão
A Prefeitura a dever
A Celpe só dá calote
O povo ficando à sorte
Num escuro, a se meter
Eu espero acontecer
Que um deles abra mão
Nem Celpe, nem prefeitura
Condado na escuridão
O Governo quer partir
Sem pagar o que se deve
Uma dívida não breve
Nisso fica a insistir
Celpe tem que ressarcir
Quantia dum dinheirão
Nem Celpe, nem prefeitura
Condado na escuridão

Em pleno Dois Mil e Onze,
Que é Século Vinte Um,
Condado vive um atraso,
Jamais visto em tempo algum.
Com as ruas às escuras
E o “Patássio” às obscuras,
Criando o maior zum zum.
Não vejo em canto nenhum,
Do Recife ao interior,
O povo viver no escuro,
Seja no lugar que for…
Mas Condado, meu xodó,
Só ganha pra Brogodó
Porque já tem gerador.
Além de mau pagador,
O “Patássio” é boateiro,
Pois botou carro de som,
Pra mentir o dia inteiro.
Não paga as contas que deve,
Mas no discurso se atreve
A negar que é caloteiro.
Pegando o nosso dinheiro,
Com ele faz indecência,
Pois desconta dos salários,
Mas não paga à Previdência.
E nas contas da Compesa,
Eu não conheço uma reza
Pra cobrir a inadimplência.
E assim, Sua Excelência,
Vai maltratando Condado,
Que vê a Celpe chegar
E deixar tudo apagado.
Só falta o mau pagador
Inaugurar gerador,
Como em “Cordel Encantado”.

“Em 1981, por iniciativa de Chico Buarque, Fagner e Fernando Faro, João do Vale gravou um LP em parceria com grandes intérpretes da época, o qual o colocou no patamar que ele merecia. Com arranjos do maestro José Briamonte, o compositor foi muito bem acompanhado em diversas faixas. Ele gravou sozinho apenas três músicas: Na Asa do Vento, Morena do Grotão e Minha História“.
Muita Gente Desconhece é o título de um Documentário sobre o grande poeta brasileiro João do Vale, um artista que “muita gente desconhece”. Não consegui descobrir quem o produziu, também não me atrevo a contar a linda história desse grande compositor brasileiro, deixo isso para os grandes conhecedores da MPB, aqui do JBF, Raimundo Floriano e Walter Freitas, mas aconselho aos leitores assistir esses três vídeos para conhecer parte da história do saudoso poeta João do Vale.

A respeito do artigo “FUNDARPE: O MUNDO É DOS MAIS ESPERTOS” , publicado nesta coluna, no dia 16 de julho, e enviada a alguns amigos por email, recebi este comentário/poema do amigo poeta Adeval Soares:
Muito boa sua redação, poeta, espero que muita gente faça o mesmo.
Quero também deixar meu recado de indignação com o monopólio da imbecialização.
Parabéns, Caro poeta,
Por sua indignação.
Seu protesto, tão decente,
Feito com toda razão,
Denuncia a safadeza
Dos desmandos da nação.
A nação pernambucana
Que da arte é baluarte
Não aceita a hipocrisia
Nem comunga dessa parte
Reprovando os atos podres
Que a Fundarpe faz da arte.
No dia que a honestidade
Cumprir todo o seu preceito
E for, de fato, levada,
A sério, por de direito,
A Cultura não se atrasa,
E a arte que nos abrasa
Será vista com respeito.
Adeval Soares
Tabira-PE (18/07/2011)
Poeta/Professor

Para muitos profissionais, o cachê é o melhor resultado de seu trabalho. É claro que um dinheirinho é sempre bem vindo, mas para nós, poetas e declamadores, o melhor cachê é aceitação do nosso trabalho pelo público. Na semana passada, fiz um recital para estudantes da UVA (Universidade Estadual do Vale do Acaraú), na Biblioteca Pública de Itambé-PE. Não cobrei cachê, nem ajuda de custos, mas a receptividade por parte dos estudantes e professores foi muito mais gratificante do que qualquer salário e o no final recebi um bilhete de um dos alunos com esse texto que me deixou ainda mais feliz.
CONHECI O ISMAEL
“Custei rimar sem saber. Escrevo crônicas e contos, mas fiz esse improviso para homenagear você”
Conheci o Ismael, um cordelista de chapéu. Um cabra bem humorado, filho ilustre de Condado.
Autor de livros e CD’s, com motes, rimas e causos. Ismael Gaião tem versos fortes que já uniu namorados.
Apesar de ser agrônomo, seu terreno é o cordel, escreve com maestria como a abelha faz o mel.
Carismático, inteligente, contador de prosas em versos. Declama o dia a dia, sem abrir mão da poesia.
Esse cabra é o homem certo, foi germinado em Condado. Só tem um defeito, meu Jesus! Um cabra tão inteligente, torce pelo Santa Cruz.
Beto da Silva – Itambé – PE

No dia 18 de maio de 2011, a FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), publicou uma CONVOCATÓRIA NACIONAL, através do EDITAL DO 21º FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS – 2011, para selecionar as propostas para compor a programação do referido Festival.
No dia 21 de junho de 2011, essa entidade divulgou as propostas habilitadas para o Festival, classificadas pelo seu edital, no entanto, no dia 24, estranhamente, o site da FUNDARPE ficou fora do ar até o dia 30 daquele mês. Sumiu, escafedeu-se.
O artigo 1 do Edital da FUNDARPE deixou bem claro: “Constitui objeto desta Convocatória Nacional a seleção de propostas para compor a programação do 21º Festival de Inverno de Garanhuns – FIG, a realizar-se no período de 14 a 23 de julho de 2011, com a finalidade prioritária de possibilitar a fruição das Culturas Populares, Patrimônio, Formação Artístico – Cultural e dos segmentos de Linguagens Culturais.
No artigo 8, do referido Edital, está escrito que “O processo de análise e seleção das propostas será realizado pelas respectivas Comissões de Análise de Mérito Artístico-Cultural”, assim distribuídas: “1. Linguagens Culturais e Formação Artístico-Cultural, 2. Cultura Popular e 3. Patrimônio”.
No inciso 8.2, do bendito Edital, fica claro que “As 14 (quatorze) Comissões de Análise de Mérito Artístico-Cultural das Linguagens Culturais, Cultura Popular e Patrimônio terão a seguinte composição: 01 (um) representante indicado pelas Comissões Setoriais de Cultura Popular, Patrimônio e Linguagens Culturais; 04 (quatro) representantes (01 de cada macrorregião – Metropolitana, Mata, Agreste e Sertão) indicados pelas Comissões Regionais e até 02 (dois) representantes – de notório saber nas áreas de abrangência do FIG, indicados pela FUNDARPE.
Parece piada, mas é sério, no inciso 8.6, do Edital está dito assim: “As propostas serão classificadas em ordem decrescente, sendo habilitadas aquelas que, ao final da avaliação, obtiverem as maiores pontuações atribuídas pelos membros da Comissão de Análise de Mérito Artístico-Cultural e cumprirem com as exigências desta Convocatória”.

O Prêmio da Música Brasileira – premiação de maior prestígio da música popular brasileira – em sua 22ª edição, homenageou o compositor Noel Rosa. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu no dia 6 de julho, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Pelo segundo ano consecutivo, a Vale foi a patrocinadora oficial do Prêmio, que, desde 1987, revela talentos e premia artistas novos e já consagrados.
Na edição de 2011, o Prêmio da Música Brasileira apresentou 104 indicados, entre grandes artistas da música nacional e iniciantes ou de expressão regional, concorrendo em 16 categorias.
Na entrega dos prêmios, o palco do Theatro Municipal teve apresentações de cantores consagrados como Ivete Sangalo, Ney Matogrosso, Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Nana Dori Caymmi e Dori Caymmi. Os cantores Lenine, Sandra de Sá, Zélia Duncan e Arlindo Cruz interpretaram obras do poeta da Vila.
Noel Rosa também recebeu uma homenagem das damas do teatro Fernanda Montenegro, Nathália Timberg e Aracy Balabanian.
Dentre as tantas categorias, se destacou o talento pernambucano, já reconhecido nacionalmente, Paulo Neto, um timbaubense, radicado em Condado-PE (Zona da Mata Norte do Estado), atualmente residindo em São Paulo, que foi premiado na categoria Vale Cantar Noel.
Paulo Neto interpretou a música “Silêncio de Um Minuto” (Noel Rosa), acompanhado pelo violonista condadense Joandson Barros. Muitos artistas subiram ao palco para receber seus troféus, mas ninguém se emocionou tanto quanto Paulo Neto, afinal, ele foi o vencedor do concurso.
Neste domingo, a Rede Globo de Televisão exibirá a premiação e apresentações da noite de homenagens, depois do “Domingo Maior”.
PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA 2011 – Confira a relação dos vencedores em todas as categorias
ARRANJADOR
Cristóvão Bastos
MELHOR CANÇÃO
Dolores e Suas Desilusões, de Monarco e Mauro Diniz
PROJETO VISUAL
Gringo Cardia

O cantor timbaubense, radicado em Condado, Paulo Neto, é finalista do Prêmio da Música Brasileira e estará no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 06 de julho, ao lado dos grandes nomes da música brasileira!
Paulo Neto cantou Noel Rosa, acompanhado do violonista condadense Joandson Barros.
Aproveito o momento para agradecer aos fubanenses que votaram nessa dupla de amigos meus, atendendo ao pedido que fiz nessa coluna, Colcha de Retalhos, no dia 23 de junho de 2011.
Agora, Paulo Neto e Joandson Barros são os representantes de Pernambuco, principalmente da Zona da Mata Norte do Estado, na finalíssima do Prêmio Música Brasileira. “É Pernambuco cantando para o mundo”.
Joandson Barros (violão) e Paulo Neto cantando “Silêncio de Um Minuto”.
“Amigos queridos, todos, quero agradecer, desde já, a força, carinho e apoio na divulgação do Vale Cantar Noel. Agora é rumo ao Rio de Janeiro, quero compartilhar com vocês essa notícia! ESTOU NA FINAL! Conto com a torcida de todos para levar a premiação! Beijoooooo grandeeeee!”
Paulo Neto
CONCURSO
De 09 de maio a 15 de junho os participantes enviaram seus vídeos postados no Youtube, através de um formulário de inscrição. Nesse período, o material enviado foi avaliado pelos organizadores.
No dia 20 de junho foram divulgados os vídeos pré-selecionados.
De 20 a 30 de junho, o público e mais dois jurados do Prêmio da Música Brasileira votaram nos melhores vídeos.
Os três finalistas irão ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

A Literatura de Cordel é o tema da 12ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato, a Fenearte. A Feira acontece de 1 a 10 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, com artesãos de todos os estados do Brasil e de 35 países.
A Fenearte receberá a arte, a cultura, a gastronomia, a decoração, a moda e a música desses lugares, com mais de 5 mil expositores. Todos os estados brasileiros marcarão presença nesta Feira.
Toda a decoração da Fenearte 2011 explorará o universo do cordel e da xilogravura. As obras de 17 cordelistas pernambucanos servirão de inspiração para a montagem das oito praças de descanso distribuídas pela feira. Além dos patrimônios vivos de Pernambuco, J. Borges, Dila e José Costa Leite, que serão homenageados pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), também serão homenageados os cordelistas: Leandro Gomes Barros, João Martins de Athayde, Francisco das Chagas Batista, Silvino Pirauá de Lima, Delarme Monteiro, Severino Borges Silva, João José da Silva, Francisco Sales Arêda, José Pacheco, José Galdino da Silva Duda, João Ferreira Lima, Manoel Camilo dos Santos, Luiz da Costa Pinheiro e João Melchíades Ferreira.
ESTAÇÃO DO CORDEL
Uma das novidades deste ano é a Estação do Cordel, que abrigará parte do acervo de Liêdo Maranhão, um dos maiores colecionadores de cultura popular do País. O espaço terá uma prensa antiga, matrizes e livros de cordéis originais, inclusive folhetos raros do ciclo histórico que trazem como personagens o presidente Getúlio Vargas e o governador Miguel Arraes.
Com curadoria da jornalista e pesquisadora Maria Alice Amorim e do arquiteto Carlos Augusto Lira, a Estação também apresentará reproduções de 150 cordéis portugueses raros do início do século 17 até o século 20. Filmes e animações sobre o tema serão reproduzidos em uma pequena sala de projeção. Também haverá brincadeiras interativas onde o público poderá montar um cordel virtual e enviar por email, através de monitores sensíveis ao toque.

Este ano, o saudoso compositor Noel Rosa é o homenageado da 22ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Por isso, a organização preparou um concurso especial para celebrar suas músicas. O grande vencedor receberá um prêmio especial e um troféu no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro ao lado dos grandes nomes da música brasileira!
Tenho o prazer de informar que o músico condadense Joandson Barros e cantor timbaubense radicado em Condado, Paulo Neto, estão entre os dez 10 finalistas.
Aproveito a oportunidade e solicito o apoio dos fubanenses para votar nesse dupla de amigos meus, representantes de Pernambuco, principalmente da nossa Zona da Mata Norte do Estado.
A dupla esta morando há três anos em São Paulo onde têm cantado em diversos eventos. O cantor e também compositor, Paulo Neto fala, via facebook, da emoção de representar Pernambuco em um Prêmio Nacional: “Não tem igual. É se sentir colaborando em exaltar a boa música e cantar Noel Rosa, um dos melhores, não tem palavras!”
Para votar na música “Silêncio de Um Minuto” cantada e tocada por Paulo Neto e Joandson Barros é só acessar o site: Prêmio da Música Brasileira. Podem votar quantas vezes quiserem.
FINALISTAS
- Paulo Neto - Ítalo Lencker e Joan Barros – Silêncio de Um Minuto
- Karol Guaitolini - Último Desejo
- Wilma de Araújo Bezerra, Igbonan Rocha, Marcus Vinícius, Wilberth Fialho e Ronaldo Cirino – Feitio de Oração
- João Francisco Neves Rodrigues, Juli Mariano, Joao Gabriel Neves e Kelce Morais - Conversa de Botequim
- Fabricio Roberto da Silva - Último Desejo
- Larissa Nalini Taveira - Rapaz Folgado
- Tiago de Oliveira Baltar da Rocha - Seja Breve
- Nathália Lima de Oliveira - Filosofia
- Thiago Rodrigues Miranda – Gago Apaixonado
- Tayane Lopes: Voz, Rodrigo Mota: Violão, Ramon Dumont: Cavaquinho, Beto Bonfim: Percussão – Conversa de botequim
O CONCURSO
De 09 de maio a 15 de junho os participantes enviaram seus vídeos postados no Youtube, através de um formulário de inscrição. Nesse período, o material enviado foi avaliado pelos organizadores.
No dia 20 de junho foram divulgados os vídeos pré-selecionados.
De 20 a 30 de junho, o público e mais dois jurados do Prêmio da Música Brasileira estarão votando nos melhores vídeos.
No dia 2 de julho serão anunciados os três finalistas. Os indicados irão à cerimônia de entrega do Prêmio da Música que será realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 06 de julho.

Vi nesse campeonato
Uma torcida complexa,
Dizendo que era côncava
Uma figura convexa.
E elogiando o Sport
Ficou sem rumo e sem norte,
Choramingando e perplexa.
O Sport pra ser hexa
Foi até no Catimbó,
Pois quando enfrenta o Santinha
Sofre tanto que dá dó.
Mas já pode soltar fogos,
Pois em apenas três jogos
Levou seis de um time só.
A Cobrinha deu um nó
No desejo do Leão,
Que se juntou com um Boi
Pra tentar ser campeão.
Mas nem tudo foi perdido,
Pois ganhou o apelido
De Time do Boiolão.
Quando a cobra entra em ação
Na chuva a poeira voa,
O Timbu estando rouco
Até seu gemido ecoa.
E o Leão, que diz que é macho,
Se acocora, abaixa o facho
E logo vira Leoa.

Amigos bestafubanenses, coautores do livro UMA COLCHA CEM RETALHOS, que residem em outros Estados ou em locais distante do Recife, preciso de um endereço, de cada um de vocês, para poder enviar seus exemplares pelos Correios. Portanto, me mandem os endereços pelo email: ismaelgcosta@yahoo.com.br, para que eu possa lhes enviar.
Aos amigos, que residem no Recife, eu gostaria de entregar os exemplares pessoalmente. Pretendo fazer um lançamento no dia 02 DE JULHO no MERCADO DA MADALENA e outro na PASSA DISCO, no dia 20 DE JULHO. Quem puder comparecer a um desses eventos, por favor, na ocasião, me procure para receber o seu exemplar.
Coautores do livro “UMA COLCHA CEM RETALHOS”, residentes em outros Estados, dos quais ainda não tenho endereço:
1. Ademar Rafael
2. Beto Costa
3. Bispo DeAmbrósio

No dia 21 de maio, deste ano, fizemos o lançamento do nosso livro “UMA COLCHA CEM RETALHOS”, em Condado-PE, minha terra natal. Aproveitando o ensejo, também lançamos o CD “CAUSOS E CORDÉIS”, de minha autoria, em parceria com o poeta Felipe Júnior.
Há mais de dois anos, estou afastado de Condado, pois vim para o Recife, me dedicar à literatura e à poesia, além de cursar o Mestrado em Agronomia (Melhoramento Genético de Plantas). Estas, foram as atividades que encontrei para esquecer a política, da qual saí por vontade própria, apesar de ter exercido dois mandatos de vereador naquela cidade.
Sou conhecido por todos os condadenses, mas apenas como amigo ou político, nunca como poeta, cordelista ou escritor. Por isso, jamais imaginei que seríamos tão bem recebidos pelos nossos conterrâneos e amigos.
O público foi o mais eclético possível, indo dos adolescentes aos idosos, do gari ao maior empresário da cidade, mas, a presença marcante foi dos professores e professoras das escolas municipais, estaduais e particulares do município.

Quando eu penso na minha adolescência
Lembro o nosso romance fictício
E você nesse filme era o meu vício
Na sessão de pornô e indecência.
Porém hoje eu já tenho consciência
Que os papéis dos atores principais
Nesse filme não foram tão banais
E a lembrança me deixa mais feliz
Porque fui o amante dessa atriz
E com ela fiz cenas sensuais.
O seu corpo de pele tão macia,
Muitas vezes, deixou-me alucinado.
Seu olhar e o sorriso disfarçado
Provocavam em mim grande agonia.
Toda vez que você se exibia
Lentamente o meu sangue fervilhava
Meu olhar, sem querer, lhe acompanhava,
Mas você me evitava, de repente,
Só deixando a vontade em minha mente
E fingindo que não me desejava.
Percebendo que eu estava apaixonado
Você foi sensual e provocante
E a nudez que exibia, a todo instante,
Demonstrava que o caso era pensado.
Eu por ter nesse caso acreditado,
Mais e mais, por você me apaixonei.
Meu desejo de amá-la demonstrei,
Mas você nunca quis ser o meu bem
E aparece pra mim com outro alguém
Pondo fim nesse amor que eu desejei.
Hoje eu vivo sonhando com saudade
Dos segredos guardados por nós dois.
Foram dias felizes, mas depois,
A bonança tornou-se tempestade.
Pois você com astúcia e com maldade
Acabou com as nossas brincadeiras
Transformando-as em nuvens passageiras
Que se vão, na primeira ventania,
Destruindo esse sonho que eu nutria
De viver um amor sem ter fronteiras.

Josa Rabelo
A nossa Tuparetama, assim como as demais cidades interiorianas, tem histórias pitorescas, engraçadas e tragi-cômicas… No sábado passado, dia 07/05, deu entrada no hospital municipal um corpo, já sem vida, vítima de um acidente de moto, e a mulher que vinha de carona, que teve escoriações pelo corpo.
Eis que a esposa do morto chega e quando avista a mulher, dá-lhe um tapa no pé-do-ouvido. Petrônio Chalega, Diretor Administrativo do hospital, interveio pedindo que parasse… A esposa do falecido não perdeu tempo, deu-lhe um tapa no “toitisso” derrubando-o no chão. Quando Petrônio ia se levantando ela empurrou a mulher em cima dele caindo os dois agarrados!
O poeta Paulo Rabelo, sabendo disso, fez…
Duas quengas apanhando e um coitado
Viajar sem direito a extrema-unção
Um defunto na pedra estirado
Duas cenas distintas e estranhas
O bofete envolveu duas piranhas
Só que uma eu achei bem empregado
O galego apanhou foi maltratado
Outra puta apanhava por pensão
Se o galego apanhou foi precisão
Toda vez que apanhou foi precisado.
Duas quengas apanhando e um coitado
Viajar sem direito a extrema-unção
Vou mostrar a vocês como se apanha
Por roubar o marido que foi meu
E você só porque se intrometeu
Sua quenga galega, o que é que ganha.
Era a piranha apanhando e Zé Piranha
Tatuado com os dedos de uma mão
As pancadas na puta é sem perdão
O castigo em Petrônio é perdoado…
Duas quengas apanhando e um coitado
Viajar sem direito a extrema-unção.
Viajar sem direito a despedida
Sem o padre rezar nenhum pai nosso
Uma quenga apanhando e outro troço
Apanhando na hora da partida
Não sabia assim que um “pós vida”
Lhe traria tamanha humilhação
E os tortuosos caminhos da traição
Pela mão do destino foi trançado…
Duas quengas apanhando e um coitado
Viajar sem direito a extrema-unção.
É a ganância aumentando
Nem o morto se respeitando
Três quengas se misturando
Dificilmente tem paz,
Eu não vou jogar confete
Pra quem puxa canivete
Mas Petrônio no bofete…
Minha gente, é bom demais.

O Sport pra ser HEXA,
Foi atrás do catimbó,
Pois quando enfrenta o SANTINHA
Sofre tanto que dá dó,
Mas já pode soltar fogos,
Pois em apenas três jogos,
Levou SEIS de um time só.

Sport acertando as contas com o catimbozeiro

Foi um prazer encontrar
O grande Ismael Pereira,
Porém nunca imaginei,
Que a morte, tão traiçoeira,
Fizesse o que ela nos fez,
Tornando a primeira vez
Ser também a derradeira.
Ismael Gaião.
Recife, 04 de maio de 2011.
Há pouco, Pedro Amorim
Pendurou sua chuteira.
Hoje, a morte tão cruel,
Nos deu mais uma rasteira,
Nos colocou em perigo,
Por levar junto consigo
O nosso Ismael Pereira.
Felipe Júnior.
Recife, 04 de maio de 2011.
Poetas Felipe Júnior, Ismael Pereira e Ismael Gaião – São José do Egito – PE, janeiro 2011
Poetas Felipe Júnior, Ismael Pereira e Kerlle de Magalhães – São José do Egito – PE, janeiro 2011

Amigos “fubanenses”, sem muitas delongas, eis algumas fotos da festa de lançamento do nosso livro “UMA COLCHA CEM RETALHOS”, na Associação de Professores da UFRPE. Estamos organizando mais um lançamento na Academia Passadisquense de Música Nordestina (Loja Passa Disco) e outro no Canto Sertanejo (Mercado da Madalena).
O livro é uma coletânea de cem artigos, de minha autoria, na coluna Colcha de Retalhos, e mais trinta artigos de diversos colunistas do Jornal da Besta Fubana e já se encontra à venda na Passa Disco (Shopping Sítio da Trindade), no Canto Sertanejo (Mercado da Madalena), na BP 10 Papelaria (Av. Rui Barbosa, 896, loja 06 – Graças) e no site: www.estantecultural.com
Em pé: Poetas Raphael Moura e Adiel Luna. Sentados: Felipe Júnior, Ésio Rafael, Marcos Passos, Alexandre Santos (Presidente da UBE), Maciel Correia e Antonio Neto (UBE)
Coral da UFRPE – Maestrina Evanir
Poeta Kerlle de Magalhães

A dupla de poetisas, declamadoras Karolinne Maciel e Julianne Maciel, é uma das grandes atrações dos eventos poéticos nordestinos.
A artista Karolinne Maciel, tem 10 anos de idade e apresentou ao público suas primeiras palavras poéticas, na granja do poeta Alberto Oliveira, em Aldeia, acompanhada dos poetas repentistas Antonio Lisboa e João Santana, quando fez coro na modalidade Boi da Cajarana. Nesse mesmo ano começou a se apresentar em rádios e outros grandes eventos. Sua primeira participação em rádio foi no programa a “Voz do Sertão”, na Rádio Universitária AM, da Radialista Roberta Clarissa, levada pelo poeta Antonio Lisboa. Karolinne continua na poesia e na sanfona, é aluna do Mestre Camarão e do Conservatório Pernambucano de Música e cursa a 6ª série do primeiro grau.
A declamadora mirim, Julianne Maciel, tem 8 anos de idade, começou na poesia aos 2 anos e meio, ouvindo sua irmã Karolinne no rádio, daí despertou seu interesse pela poesia. Aos 2 anos e 10 meses fez sua estreia na Universidade Federal Rural de Pernambuco. Também com esta idade, fez sua primeira apresentação em rádio, na FM de Boqueirão – PB, recitando nos braços da mãe. Atualmente, cursa a 3ª serie do primeiro grau.
Essas declamadoras estarão lançando o CD “CRESCENDO COM A POESIA - Karoline e Juliane”, no próximo dia 30, sábado, no Canto Sertanejo, no Mercado da Madalena.
As geniais contadoras de causos e excelentes declamadoras, já têm currículos de fazer inveja a muita gente grande. Ambas, já se apresentaram nos diversos programas e instituições:
- Programa “Forró Verso e Viola”, de Ivan Ferraz, na Radio Universitária FM.
- Universidade Federal Rural de Pernambuco.
- Radio Universitária AM
- Programa “Momento Cultural”, do professor Saulo Gomes, na Radio Folha.
- Congresso de Cantadores do Nordeste, (COCANE), matéria no Jornal do Commercio.
- União Brasileira de Escritores – UBE.
- Radio Borborema de Campina Grande – PB.
- TV Universitária Recife.
- TV Borborema, afiliada do SBT.
- 2° e 3° Encontro de Poetas e Cordelistas da UNICAP.
- Homenagem ao Rei do Baião, matéria no Jornal do Commercio.
- Primeiro Concurso do Maior Cordel do Mundo, em Caruaru –PE.
- Bienal do Livro – Centro de Convenções de Olinda/Recife.
- TV Universitária (TV Nação).
- Shopping da Trindade
- 12° e 13° Encontro de Sanfoneiros do Recife.
- TV Paraíba, afiliada da TV Globo, programa Talentos Mirins.
- TV Borborema/Jornal do Comercio, SBT.
- TV Cultura, Campina Grande – PB.
- Associação dos Servidores da Fundação Joaquim Nabuco – Assim
No CD “Crescendo com a Poesia”, as encantadoras poetisas mirim, declamam clássicos dos poetas Chico Pedrosa, Jessier Quirino, Antonio Lisboa, Edmilson Ferreira, Amazan, Júnior Vieira e o pai da dupla, Floriano Maurício.

Amigos bestafubanenses,
Como a maioria de vocês já deve saber, no próximo dia 28, acontecerá o lançamento do meu livro “UMA COLCHA Cem Retalhos”. Esse livro é uma seleção de crônicas do nosso querido Jornal da Besta Fubana, o qual 368 páginas e está dividido em dois capítulos. O primeiro, RETALHOS, é composto por cem crônicas da minha coluna Colcha de Retalhos, comentadas pelos leitores e colunistas do JBF. O segundo, RETRAÇOS, é formado por trinta artigos de diversos colunistas dessa “gazeta da bixiga lixa”.
O lançamento será realizado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, através de sua Pró-Reitoria de Atividades de Extensão, aos cuidados do poeta Maciel Correia, e acontecerá na Associação dos Professores da UFRPE (Restaurante Mesa Farta), em Dois Irmãos, ocasião em que pretendo entregar um exemplar a cada um dos escritores, poetas e amigos que fazem parte do livro.
Coincidentemente, são CEM coautores, os quais estão na relação abaixo. Quem puder comparecer ao evento de lançamento, por favor, na ocasião, me procure para receber o seu exemplar.
Abraços e que nossos trabalhos agradem aos leitores.
COAUTORES DO LIVRO “UMA COLCHA Cem Retalhos”:
2. Ademar Rafael
3. Adeval Soares
4. Alice Amorim
5. Aline Berto
6. Allan Sales
7. Andréa Veloso
8. Antoniêta Menezes

O povo brasileiro criou um culpado para todos os males que acontecem no país: o governo. Tudo que acontece de ruim, a culpa é sempre do governo. É assim que o povo diz. Mas, quem é o governo? Será que o governo é um poste, uma casa ou um prédio? Claro, que não é nada disso. O governo são cidadãos que a gente elege. E será que realmente tudo de ruim é por culpa do governo?
Os recifenses sofrem, há dois dias, com o grande volume de chuva que caiu de ontem para hoje. As consequências são alarmantes. Ruas super alagadas, quedas de árvores, deslizamentos de barreiras, trânsito engarrafado, etc. Na manhã dessa terça-feira, eu passei três horas dentro de um carro na Avenida Caxangá. Perdi meu tempo e gastei muito combustível, para um percurso que, geralmente eu faço em quinze minutos.
Durante esse tempo, escutei diversas reclamações do povo pelo rádio e, a maioria, dizia que a culpa é do prefeito. A culpa não é mais do governo. Agora é do prefeito. Nós sabemos que João da Costa tem sido um dos piores prefeitos do Recife nos últimos anos. Porém, a culpa dele ser prefeito é do ex-prefeito João da Costa, que empurrou sua candidatura de goela abaixo para o PT, para os partidos aliados e para o povo. Mas isso é outra história.
A questão é: será que a culpa é só do prefeito? É preciso lembrar que, o Recife não aguenta muita chuva em um curto espaço de tempo, como está acontecendo, primeiro porque quando os rios e a maré sobem a água ao invés de entrar, sai pela maioria das galerias. Segundo, porque os prefeitos não limpam os esgotos, os canais e as galerias constantemente, principalmente no período de estiagem. E, terceiro, porque o povo não tem educação ou não quer contribuir para o seu próprio bem estar e o bem estar da cidade.
Quem joga um papel de confeito ou de cigarro, uma latinha de refrigerante ou qualquer outro material nas ruas, está contribuindo para esse lixo ir cair numa galeria, num esgoto ou num canal. Vejamos, por exemplo, o canal do Arruda ou o canal da Agamenon Magalhães. Ambos são depósitos de lixo, principalmente o do Arruda. Mas, quem jogou esse lixo lá não foi o prefeito, nem foi governo nenhum, foi o povo. Será que dá para continuar jogando a culpa apenas no prefeito ou no governo?
Se cada um fizesse a sua parte o Recife seria outra cidade. Assim como, o Estado e o Brasil teriam situações bem melhores. Estou cansado de ver motoristas e passageiros jogarem papéis, latas e outros objetos pelas janelas dos carros. Muitas vezes arriscando a vida de pessoas que vêm nos carros de trás. Isso é culpa do prefeito ou do governo? Vamos botar a mão na consciência e deixar de hipocrisia botando a culpa nos outros, principalmente quando esses outros são o governo e o prefeito, que o próprio povo elegeu.
Vamos criar um pouco de vergonha na cara e começar a respeitar nossos ambientes públicos. Afinal, o que é público não é do governo, como o povo costuma dizer. O que é público é nosso, e é mantido com nossos impostos. Pensem nisso!