Especialista em generalidades, extremista de centro, peruador sem compromisso, dono de um currículo sem qualquer
saliência digna de nota, autor de uma obra perfeitamente dispensável, azeitador do eixo do sol, ensacador de
fumaça, fiscal de feiras, carnavalesco e cachacista, Papa da Igreja Católica Apostólica Sertaneja
Nosso amor foi um filme colorido Que queimou na primeira exibição.
Uma câmera, um cenário, um sentimento… Pus esse equipamento na bagagem, Mas depois vi que o meu longa-metragem Transformou-se num filme de tormento. No meu caso, achei muito violento, Muito embora que a classificação Escrevesse no verso: “Ficção – Qualquer plágio do filme é proibido!” Nosso amor foi um filme colorido Que queimou na primeira exibição.
Esse filme falava dos amores Entre a musa dos bardos e um boêmio. Para minha surpresa, o melhor prêmio Foi de “Enredo” e também “Grandes Atores”. O elenco, na paz dos bastidores, Esperava o sinal da gravação… E eu no quarto cruel da produção Escrevendo um capítulo indefinido. Nosso amor foi um filme colorido Que queimou na primeira exibição.
Eu pensei numa história bem serena, Mas foi filme de amor e puro ódio. E ao rever com ardor cada episódio Vi meu filme de amor em cada cena. Teve alguém que assistiu e teve pena, Outro alguém já chorou vendo a emoção… E eu indo na mesma direção, Assisti… fiquei muito comovido. Nosso amor foi um filme colorido Que queimou na primeira exibição.
Uma história real foi essa trama, Caso alguém possa um dia ir assisti-lo, Muito embora não saiba defini-lo Se ele é ficção, romance ou drama. A paixão do boêmio pela dama Talvez tenha ocorrido na ilusão, Mas dos filmes sem classificação Entre os que eu produzi é o preferido! Nosso amor foi um filme colorido Que queimou na primeira exibição.
A escola da vida ensina mais Do que grupo, cursinho ou faculdade.
Glosado a pedido do amigo Dr. Guilherme Mascena
No Caiana* o meu pai se levantava Numa máquina Mimoso se aquecia E, ao comer o cuscuz que mãe fazia, Seu bisaco de couro preparava. Para à roça o seu filho ele levava E dizia pra mim uma verdade… Que a pessoa pra ter dignidade Só precisa família, amor e paz. A escola da vida ensina mais Do que grupo, cursinho ou faculdade.
O ensino da vida é uma rede Que pra o pobre é lei da qual se doma. É preciso ter mais do que um diploma Moldurado num quadro da parede. A escola, pra muitos que tem sede, É a fonte importante da cidade, Já pra outros a escolaridade Numa Zona Rural vale demais. A escola da vida ensina mais Do que grupo, cursinho ou faculdade.
Não precisa ser mestre em matemática Pra aprender que 1 + 2 resulta em 3. Pra que eu ser doutor em português, Se a ação de falar já é uma prática? O ensino excelente da didática Só se aprende com muita lealdade… A escola da vida é majestade Nesse campo de ensino tão voraz E por isso ela ensina muito mais Do que grupo, cursinho ou faculdade.
A CAPELA DOS GROSSOS FOI CENÁRIO
PRA HISTÓRIA DE AMOR QUE NÓS VIVEMOS
Na novela de amor que nós criamos
Cada um fez de si protagonista
E nas cenas tu foste a grande artista…
Fielmente nós dois nos entregamos.
Através dos olhares imploramos
Essa pura paixão que nós tivemos
Dentro de três palavras prometemos
Sermos um nesse mundo imaginário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.
Bem na frente se via uma capela
Em que Deus aprovava dando o visto
E depois assinava Jesus Cristo
Decretando a excelência da novela.
Nos meus braços olhava o corpo dela
E depois desse olhar nós dois pudemos
Contemplar um ao outro, então nos vemos
Num veículo de amor, nosso sacrário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.
Entre o quente do corpo e a noite fria,
Vendo o sol da paixão na madrugada,
Nossa temperatura em disparada,
Um pecado à metereologia.
E na pausa do beijo, uma poesia
(coisas que só nós dois é que entendemos)…
Bem depois de um soneto é que nós cremos
Que a paixão foi sem dúvida o itinerário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.
Teu olhar me fitava e eu senti
Que tu eras pra mim a minha meta
Não serei para ti mais um poeta,
Mas serei o poeta para ti.
Talvez não seja bom citar aqui
O conceito de amor que nós dois temos,
Pode ser que os sinônimos que dizemos
Não mais caiba no nosso dicionário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.
Como abelha distante do jardim,
Tentarei ser bem mais explicativo,
Eu me sinto até mesmo um morto-vivo
Sem teu corpo presente junto a mim.
Mas se acaso esse caso levar fim
A certeza que eu tenho é que perdemos
Assim é que nos distanciaremos
E o final do capítulo é sanguinário.
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.
Não serei da novela mais ator
Também não farei parte deste elenco
E na vida real é que eu despenco
Por motivos fiéis ao teu amor.
A caneta será da minha dor
Companheira fiel e haveremos
De compor num papel que escreveremos:
“Eu te amei. Assinado, teu Nazário.”
A capela dos Grossos foi cenário
Pra história de amor que nós vivemos.
É uma vergonha a forma que o Tribunal de Justiça de Pernambuco, através do desembargador José Fernandes de Lemos, trata seus servidores.
Há 1 mês e 5 dias, os servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco mantém uma greve indeterminada , clamando por aumento em decorrência da inflação e do aumento da carga horária (de 6h para 8h diárias). O interessante é que o desembargador-presidente do TJPE disse claramente que dos 34 milhões que a corte tem em caixa, 30 milhões devem ser dirigidos para o aumento dos magistrados, isto é, 14% de aumento programado para os magistrados e 0% (isto mesmo, 0%) para os servidores.
Ainda, de uma forma ditatorial, o desembargador-presidente ameaçou descontar os dias parados tanto para os que aderiram à greve como para os que não aderiram. Há poucos dias, os servidores tiveram uma reunião com a assessoria da presidência do TJPE, onde foram discutidos alguns pontos das reivindicações dos servidores, como a revisão dos auxílios, a incorporação das gratificações nos vencimentos, a progressão funcional e o não desconto dos dias parados em virtude da greve.
O representante do TJPE sinalizou positivamente a respeito da possibilidade de alguns destes pontos serem atendidos pelo presidente do Tribunal, o que satisfaria em parte os anseios dos servidores. Porém, posteriormente, foi dada a notícia de que o presidente não aceitaria nenhuma das reivindicações, o que deixou a comissão de negociação frustrada.
Vou me utilizar de uma frase dos grevistas: “Justiça para os que fazem justiça!”.
Vejam só uma farra em que o prefeito de São João dos Patos-MA, José Mário (PMDB), faz um striptease em cima de uma mesa, após o 4º Rally do Batom, realizado na cidade no mês passado. O prefeito rebola e tira a calça mostrando a cueca.
Logo após, um participante do rally sobe na mesa e agarra o prefeito por trás. Os dois ficam rebolando juntos até que o homem coloca a mão por entre as pernas do peemedebista e o levanta. A prefeitura não quis comentar o assunto.
Também não era pra menos!
Quem saber dessa resposta,
Por favor, então me acuda…
A dúvida é se esse prefeito
Tá precisando de ajuda
Ou, se estiver enganado,
Isso pode ser chamado
Da tal “Frescurite Aguda”?
Imaginem só vocês: Zé Dirceu na terra das pedras soltas, Itapetim/PE.
José Dirceu chegará a Pernambuco no próximo dia 04 de abril para uma visita sentimental a Itapetim, no Pajeú. Na agenda entrevista à Rádio Pedras Soltas, visita à casa, no distrito de São Vicente, onde residiu seu amigo de militância política, José Leonardo, conhecido como “Zé Careca”, assassinado por agentes da ditadura na década de 70, na Bahia.
A vinda de Dirceu ao Sertão rendeu matéria de página inteira no Jornal do Commercio. O Prefeito Adelmo Moura prepara uma recepção digna de Presidente para o ex ministro de Lula.
Obs.: Dizem as más linguas que Zé Dirceu estaria planejando morar no Pernambuco, visto a defasagem eleitoral no sudeste do Brasil.
Depois de aprontar maldades
Zé Dirceu, daqui pra frente,
Fará cara de bonzinho,
De político inocente,
Pois tudo está nos seus planos
Pra daqui a quatro anos
Se eleger novamente.
Depois do sucesso que foi o soneto AS QUATRO VELAS, do mestre incomensurável Dedé Monteiro, recebi ontem, através do genro de Dedé, Alexandre (também poeta), uma obra que, tenho quase certeza, fará o mesmo sucesso que esse soneto. A obra vem da vertente de Dedé, Gonga Monteiro, seu irmão e grande poeta: OS QUATRO BÊBADOS.
Já deixando o convite: Gonga Monteiro, fará o lançamento do seu livro, Vida & Versos, no dia 02 de abril (resquícios do Dia da Mentira) no Mercado da Madalena a partir das 12h.
A “ruindade” de Gonga se compara a simplicidade de Dedé – ou é o contrário? Bem, o certo é que quem ganha com isso tudo somos todos nós, ouvintes, poetas e amantes desses malassombrados da bixiga lixa.
Segue essa jóia que não é rara, pois tudo que vem de Gonga é sensacional:
OS QUATRO BÊBADOS
Quatro bêbados bebiam numa mesa,
E falavam da vida e tudo em fim.
O primeiro dizia: “Eu bebo assim,
Pra poder afogar minha tristeza”…
O segundo, engolindo uma de gim,
Diz: “a cana é quem faz minha defesa…
Se não fosse a bebida, essa beleza,
Minha vida seria muito ruim!
O terceiro, morrendo de ressaca,
Diz: eu sinto a matéria muito fraca,
Vou parar de beber essa semana!
Grita o outro: “não faça essa desgraça,
Mande abrir mais um litro de cachaça
Que é pra gente morrer bebendo cana!
Fico feliz em tornar público que a ICAS se fez presente no lançamento do livro de Dedé Monteiro, realizado na última quinta-feira, dia 06, no Cine Teatro São José em Afogados da Ingazeira, através da visita pastoral do cardeal Ismael Gaião (que, junto com Maciel Correia, me fizeram inveja direto através de várias ligações por não ter estado lá…).
Na foto, vemos o cardeal todo reboculoso com camisa azul celestial e em volta de Dr. Lúcio, promotor de justiça, Alexandre Moraes, Dedé Monteiro, Paulo Monteiro e Genildo Santana.
Foi um Cardeal provocando a inveja em um Monsenhor…
Diga, Papa Berto, é merecido punição para tal ato?
Felipe Júnior, Aldo Neves, Cicinho Guimarães e Josa Rabelo (e um caminhão descarregando 2 geladeiras, visto que o frezer não aguentou o tranco)
Iluminado Papa Berto e estimados amigos do alto e do baixo clero, como eu, da ICAS.
Nessas minhas andanças pelo Pajeú das Flores, como dizia Rogaciano Leite, conheci um poeta de mão cheia… desses poetas que a gente enche um caminhão só com ele, refiro-me a Aldo Neves de Tuparetama.
O homem é um poço de humildade e gigante como os grandes mestres da viola. Conhecedor das coisas do sertão, viajante dos causos de beiradeiro, sertanejador dos mais finos e merecedor de comentários.
Aqui segue uma jóia preciosa que esse mulestoso féla da mãe fez…
Ela hoje ta muito diferente
Rodeada de mato e de tristeza
Não tem mais um talher na sua mesa
Nem um dono sentado em seu batente
Não parece que ali já morou gente
Está suja quem antes foi zelada
O capim tomou conta da calçada
Veio um vento e torou a cumieira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
O passado serviu de moradia
Entregou-se pra mera solidão
Quem for lá visitar o casarão
Vai passar muitas horas de agonia
Na dispensa só tem uma bacia
E uma mala de couro empoeirada
E uma porta que resta é desbotada
Que nem dar pra pensar que é de madeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda resta nas brechas de um bueiro
Maribondo caboclo pendurado
Os morcegos voando no telhado
E as raposas rondando no terreiro
Num cambito de pau de marmeleiro
Uma corda de couro pendurada
Uma espora já toda enferrujada
E uma manta coberta de poeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem duas bandas de um pilão
E as borrachas de um resto de ancoreta
Uma mesa quebrada sem gaveta
E os pedaços jogados pelo chão
Encostado a parede do oitão
Quatro paus segurando uma latada
Uma maquina mimoso desprezada
E duas alças de um resto de peneira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem nos recantos da cozinha
Uns pedaços de um resto de consolo
A caqueira pequena de assar bolo
E uma cuia quebrada sem farinha
Lá na sala ainda tem uma quartinha
Que seu dono deixou mais ta quebrada
Uma lata de zinco já furada
Com um pedaço de pau de goiabeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda achei as guardapas de uma sela
Penduradas no torno da parede
E os pedaços de pano de uma rede
Que seu dono com sono dormiu nela
Lá no quarto ainda tinha uma janela
Que com sol e com chuva foi rachada
E uma calça de mescla remendada
Que seu dono usou pra ir a feira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Tendo chegado ontem das terras paraibanas, recebi a ligação do substituto de voz dos mestres Ariano, Patativa, Miguel Arraes, Pinto e o “Diabo a quatro”, nosso querido Maciel Correia.
O danado (achando pouco o meu cansaço) me deu um mote que não consegui dormir pensando nessa gota serena.
O jeito de glosar foi tomando uma dose caprichada alternando entre uma leitura e outra de “Eu e Tu” (do filósofo Martin Buber).
Papa Berto, poetas, amigos e demais clérigos, pense numa roedeira…
Eu sinto tanta saudade
que até de mim tô sentindo
Meu coração funcionando
Como um antigo aparelho,
Pus-me de frente ao espelho
E fiquei analisando…
Passei um tempo me olhando
- e o tempo se diluindo,
Desejando ir construindo
Um passado de verdade.
Eu sinto tanta saudade
Que até de mim tô sentindo.
A organização da VI FLIPORTO, Feira Internacional de Pernambuco, que este ano aporta no Centro de Convenções de Olinda, está de parabéns. Cada vez mais a festa se torna democrática, contando com presenças ilustres de escritores, jornalistas, pesquisadores e artistas.
Este ano, no projeto Poesia ao Vídeo, temos a alegria de assistir o poema AS QUATRO VELAS do mestre Dedé Monteiro. Uma qualidade excepcional no formato e diferente aos olhos de muitos. Dedé mostra que, além de ser uma imensidão de poesia, tem dotes para ser ator.
Vamos torcer para seja selecionada esta grande produção do Alexandre Morais e Petrônio entre os 10 classificados.
No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da paróquia, o padre discursa:
- A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi.. A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos seus pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.
Atrasado, chegou então o prefeito para prestar uma homenagem ao padre. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:
- Nunca vou esquecer o dia em que o padre chegou a nossa paróquia. Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a me confessar.
Seguiu-se um silêncio assustador.
MORAL DA HISTÓRIA:
Se houver algum atraso
Numa coisa inusitada,
Se por acaso você
Perder o fio da meada
Resolva logo o problema.
Para evitar o dilema,
Fique de boca fechada.
É merecedor de destaque uma breve reflexão em que Inaldo Sampaio, jornalista de primeira linhagem, faz referência ao lixo cultural presente na cidade “cultural” de São José do Egito. Faço minha as palavras dele:
“Começa amanhã e se prolongará até o próximo domingo o 39º Festival Universitário de São José do Egito, um dos maiores eventos culturais do Sertão pernambucano.
Este Festival, criado na década de setenta por jovens estudantes, entre os quais José Augusto da Silva Ramos, que hoje é deputado pelo PSDB no Estado de São Paulo, com o nome de “Festa Universitária”, nunca recebeu do Governo do Estado nem da Prefeitura Municipal a atenção que merece. E por esta razão está-se esvaziando.
Acabaram-se a encenação de peças de teatro, o lançamento de livros de autores da terra, a exibição de filmes educativos para posterior debate com os estudantes, as gincanas educativas, a boate universitária, os festivais de violeiros, os shows com jovens artistas da terra, etc.
Para dar lugar a “expressões musicais” como Marreta You Planeta, Forró Pegado, Solteirões do Forró, e vai por aí. Por ser uma cidade de gente esclarecida, caberia melhor na programação de um Festival Universitário um Flávio José, um Petrúcio Amorim, um Jorge de Altinho, um Maciel Melo, um Aldemário Coelho, um Flávio Leandro,um Targino Gondim, etc. Chega de lixo musical!”
O mistério foi nos dado
Primeiramente no início,
Pois a vida, no princípio,
Foi sempre o nosso legado.
Estar sempre apaixonado
Pela vida que viveu
E sem saber que o seu ‘eu’
Só vive a vida vazia.
O homem nasce e se cria
Sem saber pra que nasceu.
Eu fui criado na roça
Retirando água do poço,
Brocando e plantando milho,
Mas de tudo o bom, seu moço,
Era às 12, o sol torrando,
Escutar mamãe gritando
Me chamando pro almoço.
Desde quando assumi a responsabilidade de coordenar o projeto “A Ficção em Pernambuco” da União Brasileira dos Escritores/PE, abracei a causa de homenagear pessoas, grupos literários e culturais, poetas, escritores, sanfoneiros, cantores, enfim, pessoas que engrandecem a cultura do nosso Estado.
A iniciativa de homenagear Ivan ferraz, parte da pessoa que Ivan é por natureza… homem simples, guerreiro, poeta da vida…
Ontem (dia 19/04) foi um dia especial para todos nós. Afinal, homenagear uma pessoa que deu tanto espaço para tantos, não é pouca coisa. O evento, realizado toda terceira segunda-feira do mês na Livraria Saraiva do Shopping Center Recife, contou com a presença do poeta Xico Bizerra, Anselmo Alves, Chico Pedrosa, Ronaldo Aboiador, sanfoneiros, poetas, escritores, que foram e deram seu recado para Ivan Ferraz. A festa foi linda… e justa.
Essa homenagem, meu povo,
para nós é bom demais,
pois o forró de Ivan
tem pureza, sabor, paz…
fica aqui nossa mensagem
por prestar essa homenagem
para o grande Ivan Ferraz.
Completar 43
Pra Paulo Moura tem sido
Nada mais que ver, talvez,
Esse número invertido.
Se eu botar o 3 pra frente,
É 34 somente,
Subtraindo ao menos 10.
A juventude se apronta,
Porém se a gente faz conta
Vão se inverter os papéis.
Por exemplo, ele gostava
Dessa tal subtração.
Veremos como ficava
Pela multiplicação.
Ficando assim nessa pose
O 3 x 4 é 12
E somando o resultado
12 + 12 é capricho…
Segundo o jogo do bicho
Esse número é do viado.
Mas para atingir a meta,
Todos terão sua vez,
Pois tanto faz pra o poeta
3 e 4 ou 4 e 3.
Diga que tem 34
Minta, mostre o seu retrato…
O povo o achará formoso.
Pode até passar batido,
Mas mesmo assim invertido
3 + 4 tem sentido…
É a conta do mentiroso!
É lamentável o despreparo que se estende pela região do Pajeú na questão da saúde. Um acidente com um ônibus da aviação Progresso capotou no início da manhã deste sábado (13) na estrada de Iguaracy, terra do poeta Maciel Melo. 45 passageiros seguiam, nesse ônibus, para a cidade de Triunfo. A buraqueira nas estradas tiram a gente do sério. O resultado de tudo? uma morte e quarenta e duas pessoas feridas.
Mas o que deixa me deixou preocupado, foi ver a falta de estrutura dos hospitais das cidades visinhas. Na cidade de Afogados da Ingazeira, o Dr. Marcílio Pires, diretor do Hospital Regional, pegou no “flagra” a falta de trabalho dos seus médicos plantonistas, que assinaram o ponto e foram brincar carnaval ao invés de trabalhar. Hospitais cheios de feridos e sem NENHUM médico. O jeito foi recorrer a cidade de Caruaru…
É lamentável…
Estamos soltos na “buraqueira” e nas mãos de quem?
Essas perguntas foram feitas ao gastroenterologista Dr. Elpídio de Guimarães Rocha (Hospitasl das Clínicas de São Paulo), um dos maiores entendedores de peidos e bufas do Brasil.
1. O que é o flato? Do que ele é feito?
Flato, do latim flatus, significa sopro e é uma composição de gases altamente variável, expelida pelo ânus.
É formado por parte do ar que engolimos, que é quase só nitrogênio e dióxido de carbono, pois o organismo absorve o oxigênio, e gases resultantes das reações químicas entre ácido estomacal, fluidos intestinais e flora bacteriana.
Ou seja, dióxido de carbono, hidrogênio e metano.
*
2. O que faz os peidos federem?
O odor dos peidos vem de pequenas quantidades de sulfeto de hidrogênio (gás sulfídrico) e enxofre livre na mistura.
Quanto mais rica em enxofre for sua dieta, mais desses gases vão ser produzidos pelas bactérias no seu intestino e mais os seus peidos vão feder.
Pratos como cebola, couve-flor e ovos são notórios por produzirem peidos fedidos. Feijão, por exemplo, produz grandes quantidades de peidos não necessariamente fedidos.
SÃO JOSÉ DO EGITO, BERÇO IMORTAL DA POESIA? – PARTE I
Ortega Y Gasset dizia que o homem é aquilo que ele é somado as suas circunstâncias. De fato, quando criança eu vivia em outro mundo. Não o mundo do imaginário infantil, e sim o mundo que estava em minha volta.
Os tempos vividos em Patos-PB, terra onde nasci, não foram suficientes para me apaixonar por aquela terra… ora, duas semanas de nascimento a gente não entende o que é paixão. Duas semanas. Isso mesmo.
Meu pai, Zé da Rede, nas idas e vindas de um vendedor de redes, já tinha um terreno em São José do Egito desde 1974 (meu nascimento se deu em 08/1982). O tempo era outro. Passei até os 17 anos em São José do Egito para então aventurar-me a buscar novos sonhos. Os tempos eram outros. Naquele tempo em “São Zé” falava-se nos repentistas, escutava-se o Valores da nossa terra (programa extinto da Rádio Cultura AM), conversava-se poeticamente … e como os tempos mudaram.
Cancão se foi… Seu Lourival… Jó… mais um… outro… depois outro… e se foi Catota.
Em São José do Egito, falava-se na morte da poesia e do repente… no fechamento do ciclo poético do Pajeú… na queda do Berço e num Berço Mortal.
Os tempos mudam…
Quem vai a São José do Egito hoje, vê uma cidade organizada, graças ao empreendimento da atual gestão nos últimos 6 anos. Quem viu a transição dos governos (Zé Marcos x Evandro Valadares), sabe que a cidade estava no caos. Desolada. Arruinada. Escura (tão escura que o prefeito Marquinhos chegou na calada da noite recolhendo documentos e sumindo da prefeitura. Isso mesmo, sumindo com mala, cuia e dinheiro… depois, aprendi que o nome disso é ROUBO QUALIFICADO). Os tempos mudam… e mudam mesmo, porque hoje Marquinhos é diretor do DNIT e vive muito bem em Brasília-DF.
Nesse mundo tem gente pra tudo e ainda sobra um pra tocar gaita, como diz nosso Jessier. Imagina se essa coitada estivesse com as amigdalas inflamadas???
E para os confrades padres curiosos da ICAS, a banana era Pacovan…
TÔ BEBENDO POR ALGUÉM
QUE EU NÃO SEI QUEM DIABO É!
Mote de Felipe Júnior
Eu tomando carraspana
Por alguém que não merece
Seu amor não oferece
E me nega essa sacana.
E assim eu tomo cana
Esse caso não dá pé…
Eu perdendo minha fé,
Ela nega o querer bem,
TÔ BEBENDO POR ALGUÉM
QUE EU NÃO SEI QUEM DIABO É!
Allan Sales
Minha vida é uma utopia
De sonhos e emoções,
Paixonites e paixões,
Meu lema do dia a dia.
Não sei o que é alegria,
Já estou perdendo a fé
De encontrar esta muié
Nem que seja no além.
TÔ BEBENDO POR ALGUÉM
QUE EU NÃO SEI QUEM DIABO É!
Josa Rabêlo
Foi numa mesa de bar
Que eu a vi vindo da praça,
Bastou somente um olhar
Pra tornar tudo em desgraça.
Ela vinha, mas voltou
E assim nunca mais passou
Perto do bar de Zezé.
Não sou de beber, porém
TÔ BEBENDO POR ALGUÉM
QUE EU NÃO SEI QUEM DIABO É!
Perguntei pra todo mundo…
Quem soube informar? Ninguém!
Quase como um vagabundo
TÔ BEBENDO POR ALGUÉM.
Por causa dessa menina
Vivo deitado na esquina,
À margem, como ralé.
Quem souber da minha intriga,
Por favor alguém me diga
QUE EU NÃO SEI QUEM DIABO É!
Areado e luminoso Papa Berto I e confrades do alto e do baixo clero,
O PSOL, mostrando-se indignado com as arruaças do presidente do STF, torna publico o manifesto XÔ GILMAR MENDES.
Minha preocupação pastoral é: se o tal Gilmar sair, quem ficará no lugar???
Vendo essa meninice,
Só tem um jeito: ajeitar!
Ao invés de um “papa tudo”
Vamos pôr nesse lugar
Alguém que dê murro e tapa,
Ou seja, pôr nosso papa
No lugar desse Gilmar.
Bestaníssimo Papa Berto I e demais colegas do clero…
Ontem, na cidade de Goiana-PE, ocorreu um grande recital da Unicordel (grupo dirigido pelo poeta e amigo particular Zé Honório) e apoiado pelo Governo do Estado através do FUNCULTURA.
Estiveram presentes poetas de grande porte, como é o caso de Edgar de Patos, o próprio Zé Honório, Allan Sales, Michael John, Adiel Luna, José Evangelista, Ismael Gaião, Kerlle de Magalhães, Daniela Almeida, Altair e a pessoa que vos fala.
O público se encantou com as poesias da própria lavra dos poetas e de poetas como Chico Pedrosa, Amazan, Jessier, Zé da Luz, Louro Branco, entre outros. Foi uma festa da cultura pernambucana com poesia popular, maracatus, caboclinhos, etc.
Entretanto, algo me fez refletir sobre um ocorrido. Um assunto muito pertinente para Vossa Bestanidade Santíssima e, principalmente, para os cardeais de plantão, Zelito, Dedé, Dotô João, Evilácio e outros.
Na tarde, puxando pra noite, de ontem, aconteceu uma grande festa da cultura popular. Quando os poetas se encontram, partilham humildemente aquilo que há de mais precioso na sua bagagem, a poesia. Marcos Passos lançou Retratos do Sertão com uma singeleza imensa, com uma produção fora do comum e com a singularidade egipciense que só ele tem na organização daquilo que faz.
Diversos poetas estiveram presentes e conferiram a beleza de ver, aqui no Recife, puros e vivos retratos do sertão. Merecendo destaque: Dedé Monteiro, Ivo Mascena, Zelito Nunes, Evilácio Feitosa, Unicordel, Zé de Mariano (poeta simples e grande de Tabira), entre tantos e tantos.
Com respeito a minha Igreja,
Que peca, mas diz que é santa,
Vou tirar dessa garganta
Tudo quanto ela deseja.
Na base do “Assim seja”,
Seja assim a Santa Sé:
“Que cuide da nossa fé,
Pois o povo não quer mais
Conviver com o Satanás
Encarnado em Dom José.”
Sei que sou sujeito a isto:
Excomunhão e pecado.
Mas de que vale o sagrado
Se eu já tenho o próprio Cristo.
Deus se torna algo imprevisto,
Me diga, é ou não é?
A Igreja de João e Zé,
Maria, Tereza e Graça,
Diz assim em plena praça:
Vai te lascá, Dom José!
Tá certo que a “Lei Sagrada”
Passa a “Lei da Humanidade”,
Mas dizer que é só verdade,
É mentira inusitada.
Não quero mais dizer nada,
Parece mais cabaré
Que a quenga bate o seu pé
E só é quando ela fala.
Por favor, arrume a mala…
Vai te lascá, Dom José!
Padre Felipe Júnior
Igreja Católica Apostólica Sertaneja – ICAS
(à espera da excomunhão)
Terminado meu banho, lá estou eu na frente do espelho, comentando com meu marido que acho meus seios pequenos demais. Ao invés do esperado “imagina, não são não”, ou de uma promessa de cirurgia para aplicação de silicone, ele me vem com uma sugestão insólita:
- Pode parecer estranho, mas eu já vi funcionar… Se quiser aumentar seus seios, pegue todos os dias um pedaço de papel higiênico eesfregue-o entre eles durante alguns segundos.
Aquilo parecia uma brincadeira sem graça, ou uma simpatia sem qualquer fundamento científico, ainda mais para mim. Mas, disposta a tentar qualquer coisa, pego um pedaço de papel higiênico, fico na frente do espelho e começo a esfregá-lo entre meus seios para ver o resultado da estranha dica!
- Quanto tempo demora para funcionar? – eu pergunto.
Confetes, doces, pintura,
Mascarados, mascaradas
Sem contar a formosura
Das fantasias douradas.
O palhaço da sinal…
É chegado o carnaval
Com frevo, passo e folia.
Põe a toca avermelhada
E co” uma roupa engraçada
Vem nos trazer alegria.
Pinta a boca de batom
Rodeando até o nariz;
Na voz busca um belo som,
Gritando pro povo diz:
“Rá, rá, rá chegou a festa
Que é de forma bem modesta
Festança boa demais.
Aproveitem com vontade
Pois é ou não é verdade
Amanhã Deus é quem faz”
Estive essa temporada natalina no sertão do Pajeu. Minha terra, meu berço imortal! Mas percebi como as coisas mudaram. Como a cultura se perde diante de uma, duas ou três pessoas. Passou-se o tempo em que víamos as grandes festas de São José do Egito-PE. Rua da Baixa… Festa de Reis… Carro da Pitú… Otonni Propagandas… Cirandas… Catorias… bacamarteiros em frente ao Hotel Central… etc. É como Dasneves Marinho disse num simples mote: “Passa tudo na vida, tudo passa, mas nem tudo que passa a gente esquece”.
Pedi o rogo dos santos poetas para que clareassem a visão da Secretaria de Cultura daquela cidade, mas de nada adiantou.
Ouvia-se nas ruas pelos “carros de som” e nas rádios:
“Não percam! Dias 03 e 04 de janeiro, na Festa de Reis, a voz da Bahia em São José do Egito-PE… Araketu e a banda que é fenômeno do momento… Banda Calipso. Venha com sua família e participe dessa grande festa…”
Doía meu coração ouvir aquilo. Chamei Jorge Filó e fomos conversar sobre poesia. Ao sabor de aguardente com um peixe que estava uma beleza, improvisamos, lembramos de grandes poetas, rimos com as histórias do povo e pensamos qual era a cara da cidade hoje. Sem respostas, decidi me exilar durante a maior parte dos dias na cidade de Dedé Monteiro.
São José do Egito-PE ainda tem esperanças. O Governo Evandro Valadares dispensa comentários. Melhorou e muito a nossa cidade. Que o novo Secretário de Cultura de São José não tenha como exemplo a bagagem deixada pelo outro, mas que tenha novos sonhos e veja a grandiosidade da cultura presente naquela terra. A cultura não morreu com a morte dos poetas, mas continua vivo na presença dos novos.
1. O Lula vai viajar pelo menos 6 vezes, sendo 2 viagens para a Venezuela;
2. O Big Brother Brasil terá nova edição (9);
3. O Brasil exportará mais que importará, mas a balança vai “tremer”;
4. Vai morrer um artista da Globo;
5. O Jonal Besta Fubana vai continuar bombando;
6. Teremos enchente na Europa e seca na África;
7. A transposição do Rio São Francisco será novamente discutida;
8. A Polícia Federal prenderá três quadrilhas de traficantes, sendo duas de influência…
9. Encontrados mais dois congressistas corruptos;
10. Um furacão atingirá os Estados Unidos.
Julho a Dezembro:
1. O Lula vai viajar pelo menos 6 vezes, sendo 2 viagens para a Argentina;
2. Um ministro vai cair;
3. Teremos quedas e superávits na bolsa;
4. Vai morrer um artista do SBT;
5. O Jornal Besta Fubana vai dar o que falar !!
6. Teremos enchente na África e seca na Europa;
7. A transposição do Rio São Francisco será novamente arquivada;
8. Roberto Carlos, Xuxa e Galvão Bueno, firmes na Globo, terão especiais de Natal;
9. Um terremoto afetará um país da Ásia.